Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00109


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Full Text
Anuo de 1844L
Sabbado 18
r- i i iii
O DtABiopublic.-ae bdoeoe d... quena forern aerificados : 0 preco .! .eeigneutra
he ,! tria mil rs. por quancl pagoi ad.amado. Os annunoioedo(aeeit;naatae lio inseridos
eral. s ",. que n 10 foreai .-j rasjo de SU re por liaba. A rr.-lan.a. Sea drvem i ,li- flSifVJ
pdM u si J )|. ra das Crur.es n /| od a praga na Independencia luja .le lirn.an PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Cnusn. e I arabrba seeaadasj trxiaa feiras.Mo Grande "," ."i T,I'""V""W",,'("'-""....." Maoey, Por... Calvo, e llaeoai ....i
1 2f (lacada am. GarMbuia e Boaiio a 10 endcada mes Boa-vista el',.
i I3 .'a d.io. udadr da Victoria, guiara, f.iraa.Olind. m.loi 01 ,1,.,
DIA8 DA SEMANA.
4, Seg s redro Recalado. Aud doj.de 1). da >. r
H Ierra s. <.il Hel, aud. do J. de I)..la t
15 Quarla i. Itidoij Aud. do J de I). da 3. r.
jii Quinta + Ascenoac do Genitor.
47 .'ex'* fateoal. u-l do.l. d I) daS. i
I'.-
y de Ufa o.
"~ --'''-.'''?/, tinucmin cmoiii |>nr
m
Auno XX. M. f IS.
~.33"riSi?"iaf ?*.s*:Bni9rrw, -srrsuta^3ii..iiuJaMBBas'aBv;mi :ai
I'i I" ra depende da nos mesmna; di n..... iirade eia, oderaeSo' e enerjia: n u-
ncipisnos a ereni*e i Itaira lo entre a* nagoei mau
malea Oral .'o uratil.)
ClMSIi / i Miio.
7 n ^V \' CambioobroLoadre 5, I Oui dadr 6,400 V.
, V; < Pan. S70 r. f,. ,, ., N.
*V f- '{,,& -X Lisll"! do 4,00
AV^/tVaSaPvS?a>s, leda de cobr* 5" por cerno e na I unmnare
'.!"*": dem de letra* .'e bol. ir .< i il ,i : .. !), ,.,....,.,...
Ji Sab i Voaancio. Ral. aud do J. "de I i da i.
1.1 Hoiii i. l'edro Celestino.
i >
compra renda
|7,50il l?-*'''1
|7, 00 l7.tJ
9,600 9 8wl
1 l,Ml I I
,001 2,0*0
1,060 *.98
mm^mai^mKmmmammammnaaEBauti.n^ -virn**^ fmmir ~1I
PHASES DA LA NO MEZ DE MAIO.
I.u- deiaa-.'aos 65 m.n da iLuanora. |7aa6bora. r3Jn.ln.da m.nhi
Mingnante a l a 6 koraj i .. tu d. manir,, ae 6 b e8 m. da tarde.
'Preamar de hoje.
DIA
Prime a a.
5 hora, e I m n
' "nl | i inda ... i bora. r <2 minuto da
i .'-janajBBnaW
tard
lRT FFJ
Governo da Provinoa
EXPED1ENTK DR 1 I 1)0 CORRBN rE
OlficioAu CuiiiiiidiuiiinUt das
Armas, d-
clarando, quo a dispusicSu do % jg |el j iq
du i luiii ir o di? I8-$iJ, que conce ,{t a ierfa .,ar
le do sold titulo de gratiiVjcSo je camp8.
nha, nao pode ser applicavel M caso do reque-
rimfli.to, que I he devolve, /j0 Capitfio Antonio
1,ea Corte/; nao su por ? 0 seu selvjgo preg.
lado/ulteriormente sqi^lla le, que nodcve
tur elleilo retroactivo; co,,,,, ()()riIU(; Governo
Imperial, por a\isos ,|,.8(. 1 i .ie.Mio de I8V3,
expedidos pela Rer^j^ ^Querr, j decidi
que o- olTiciaes, m|)re^ados i,-,, guerra le Pa-
Delias e Jacuip ^f s tinliAo direito s vantagens,
marcada na 'bella de 28 de Marco de 182j.
Dito \ ,) int'smo, remetiendo os requeri-
montosdo Boticario Jos da Rocha Paraotios,
que se otTeroco a fornecer medicamentos ao
llispi',a| Beuiniental por menos um terco do
quo o Boticario Jos Mara Freir Gamfltro,
j'rosa llie eslava preparada cin Marsellia, e oi
assim. Berryer, vendo-se reeleito pelooollegio
eleitoral dcste departamento, nao obstante to-
dos os meios de corruncSo, empregados pelo
governo, que oro inuilos e muito "standalo-
sos, assentou que devia lazer ao povo, e aos e-
leitores urna visita de agradecimenlo. A su a en
Irada em Marsclha lo i um triumpho, nao me
nosapparatoso e lisongeiro do que aquelles de
que O'Connell esta sendo olijccto em Inglater-
ra. Muilas horas lorio necessarias [iara que o
carrinho descolieit em quo elle iapodesso aira
vessar as mas da cidade para chegar a casa, qui-
ln-eslava preparada. As chusmas de gente o-
rao taes, que longo tempoos-eavallos nao pode
rao dar um -. posso, Todos querifio saudal-o,
apertar-llie a man, ou pe|o menos vel-o As
janellas estatu abarrotadas de cqvalheirose de
sen horas, que agitavSo os lencos o os chapeos
em honra do Ilustre cundemnado. Nao se ali-
via por loda a paite senao: viva Berryer Bata
explosao d'enliiusiasmo parece que algum sus
lo C8USOU s autoridades da trra, porque loda
a (arca militar de quo o prefeilo poda disnor,
esteve em armas; piiim a alegra dos triarse
para que no caso lo nao querer este continuar ,
no fornecimento pelo mesmo proco, quo aquel- l!"?,S er8,st,tu,da d ,oda a ,dc,a contr",a
lo, seja-llio dada a preferencia no contracto.
Dito = A Inspector da Thesouraria das
RenddS Provinciaes, ordenando,quo na confor-
midadeda sua informacaode 10 dcste mez man
do fornecer ao Corpo de Polica; para saldo das
conlas do respectivo Hospital llegimental no 1.
semestre do exorcicio correte, a guanlia de
2a5o0 Communicou-se ao Coinmandanto
Coral do Corpo Policial.
DitoAo Inspector da Thosnuraria da Fa-
/enda declarando em resposta ao seu officio de
10 do correte, que os Instructores da Guarda
Nacional leemdtreitoas respectivas gratificacoes
desdeodid cmque principiaron) i ter exorci-
cio.
i i ii iiti ajaini iiMtiamaMaajaaraTBai'inaptaaai
EXTER JK-
( oriespotidencia ilo Diario.
Variz 16 de Marfo.
Nao ha posiv'o poltica inais singular duque
aquella em que a Franca su acha actualmente
t^uem considerar a maneira porque a maioria
da cmara dodeputados acolhu todos os actos
do ministerio,devo suppdr que nunca houve em
r ranea gove/no mais prolundamcnte eatabole-
cidonassymp tinas da nacSo, do que o actual;
queui reparar para o que se tem pausado desde
" principio desla sesillo, nao pude deixar de
concluir outra cousa inuito diereote A cada
victoria do ministerio no parlamento, tem cor-
respondido nina maiiileslacao nacional em sen-
t lo iliain. tr.lmenle opposto; de maneira que
quem uisserquoa maioria dos reprezentantes da
i' ".ao fu precisamente o contrario daquillu
que a naci quer, f que nao ii nada de
oais; Assiin seo govern representativo eon
siste na execacip di ventado nacional, expri-
mida pelos representantes da naci, forc he
concluir quo o actual governo de Franca tem
tanto de representativo como eu lenho de
Turco.
J i em outra correspondencia fallei daallilu-
de da populaco de Par/., durante a lamosa ds-
cussao sobre os negocios do Taity Foi preciso
que toda a guarnicao da capital, que sobe a 80
mil horneasestiVUSSO em armas, para o quepo-
desse acontecer. O descontentainonto publico
nao degooerou emseJicao, como pareca rece
ar-e; mas einquanlo a maioria da cmara ap-
provava a poltica do governo, e conlirmava a
demissio do almirante Dupotit-1 houars, vo-
tiva o patriotismo francos este offcial urna es-
l>i la de honra, cuj. lubscripeo loi preenchida
quasi no mesmo momento em quo se abri.
O que se passou i r"*peito dos deputad is le-
giti : io fu -nos signifc itivo A l
le todos os cim o que a m doria do ao-
. Tno bavm m rcado com o lerrete da inlamia,
I ii a nica amargura quo o gabii
uuv ovofaf, Uuir uiuo ni' .. eolu-
oidem publica.
Equeservico lio extraordinario havia fcitoo
deputtfdo legilimista ao departamento que o
elega, para que assim decretasse em honra sua
triuinpho tao lisongeiro? Ncnhum, mas era
que Berryer havia hido declarado infame pela
maioria da cmara, e que o povo quera proles
lar conlra a injusticada decisao, e lazer ver
Franru e ao inundo que a opiniao da dita mai-
oria, u semelhanle respoito nao era a sua.
Na quesillo com os Bispos acaba de naufra-
gar o governo do mesmo modo. Ja disse na
correspondencia pastada que a caria dirigida
por .Martin do Norte ao Arcobispo de l'ari/, me
pareca altamente injusta, o ate tvrannica; ac-
crescento agora que oi ao mesmo lempo ab-
surda e impoltica. Fcil era de prever que nao
iva possivel que os Bispos, tao dura e indecen-
temente censurados pelo ministro, acceitassem
em bou paz um acto de arbitrarieilado de semo-
Ihanle uaturesa, mordiente leudo, como tinhao
a razio e a justica da sua parle. Porum lado a
subtilesa do ministro, que translormava urna
policio, assignada collectivanionte por 5Rispos
n'uma deliheracao, tomada em Assemblda nao
autorisada, nada mais era do quo um miseravel
sopbisma.que apenas rodia servir para descr-
dito de quem o imaginara; por outra tudo o
que os prelados pediio nao era senao a exocu
cao leal da piomessa da carta relativamente a li-
berdade ilo ensino publico, promossa illudida,
ha 14 ai.no;.,e que agorase tratava de SOpbis-
mar; de maneira que, Sem se aparlarem, pouco
in'iii rnuito, do espinto de mansidao lio re-
commendado no Fvangeiho, cada um delles
poda aposlrophar o ministro pelas propras pa
I ivras de Jezus Christo: e fallei mal dize-me
em que; se disse boin, porque me foros ?
O que devia esperar-se aconleceo. No mes-
mo momento em que .Marlm do Norte assigna
va aquella destemperada reprimenda tao in-
digna ao mesuro tempo da pessoa que a envia-
va, e daquella a iiuein era dirigida, diriga o
Cardeal de Bonald, Arcebispo de Leoao, aca-
mara dos Pares urna reclamacao no mesmo sen
tido das dos seus col'egas da provincia de Pariz*
pu.UCO depois enviarao muitos outros ispos a
sua adhesao a memoria, tao duramente repro-
vada pelo ministro, declarando que quonao ter
parte as tnbulacoesdo que seus irmaos esta-
vio sendo objecto; c cmno se tudo isto nio fos-
se anda sullicientemente explcito os Arcebis-
pos de Rheimsede Combral,o Cardeal Hispo
d'Arras, eos Rispos de Soissons, de Boauvais,
do Cbalonse djAmiens, drigtrSo a .Martin do
Norte una memoria, assignada rollectivamente
por todo- ellos, como para sollirtarem a honra
ilo urna reprimenda igual i que ';> seas colle-
gas linhio solTrido.
Tarde reconheceo o ministro dos cultos
tinha andado mal avisado no que fizera e pro-
teo em retirada, depois de se haver mostrado
ln arrogante; e escreveo confidencialmente aos
Bispos, pedindo-lhcs que guarJasscm silencio
sobre a quoslao.
A mesma opposicio que, a tantos respelos,
se nota em Flanea entre o governo e a naci,
apparece tambem do outro lado do estreto em
Inglaterra. O'Connell voa de Iriumplio em
triumpho: hoje as ras de Londres, amanhaa
em .Mamhester, no outro liia em Covent-
Gardcn. O jnnlar que Ihe esteva destinado ues-
te ultimo theatro, leve lugar no dia 13. A pri-
meira rruriio havia sido de fue-nulas; esta
ultima oi de radicaos. Sena primeira so con-
i ertou a allianca entre i s re pealen d'Irlanda e a
liga anti-cereal iPinglatcrra, <> resultado da se-
gunda loi a allianca entre o partido radical e
os mestnos revogndores. O'Connell promellco
lormalmento votarcoma sua phalange a favor
du abbreviacio do periodo de mandato dos
inembros da cmara dos commops, e igualmen-
te a favor da votacio por escrutinio, que sao
dous dos principios (undamontaes do symbolo
poltico radical: vendse, porm, no meo de
assenibltt tio luzida, e parecendo-lhe a occa-
siao propicia, Dio quiz perder a opportundade
que se Ihe oflorocia, de so fa/or absolver, tam-
bem por este partido poltico, da sen lenca que
o governo fuera proferir contra elle em I)u-
blim. Srs., disse elle, vejo em torno de mim
aassombla mais rcspeilavel, e mais l.rilbanto
que pode reunir-se na capital de Inglaterra,
Posieao social, talento, opulencia, virtude, nada
aqu falta. Appoilo por tanto para a vossa loal-
dade, e para a vossa consciencia: fomos nos jul-
gados bem e lealmenle pelos jurados que nos
condomn&rio? =Nio, nao exclamou to-
da a assembla, como se tivesse una s bocea,
Oque se passa em Inglaterra em torno de O'
Connell parece-me mulo importante, o pro-
melle grandes acontecmontos. Sempre pensei
quo a Irlanda, cmquanto obrasse sosinha, nada
poderia la/er porem agora vejo que a propria
Inglaterra se agita com o agitador; vejo que lo-
dos os elementos tic opposicio contra o gover-
no se confedorrao, e quanto a mim ser um
milagro,senas elcicoes futuias.quando antes nao
soja, elle poder resistir todos os pongos, quo o
ameacio.
paroste fim ama mocio que desenvolveo em
poucas palavras desta maneira: Srs., visto
queo n. hoque devo decidir do tudo, hemuito
mellior verifical o que prcsuinil-o, Con tem-
so os votos um por um e o n. que a somma der,
nio ser susceptvel d objeccoes. O bom sonso
do-te argumento, n espartana, le/ impressio
em muitos dos membros da maioria, um dos
ijua^'s ato subi tribuna para defender a mo-
cio; porm a maior parle dos outros emperrou.
(' declarou-secontra a carga cerrada. V. porque?
I ns porque a cousa ora urna nnovacio (estes
sao dos estacas outros poique era urna injuria
que se faz.ia a le.'.ldadd (la mesa ( estes siodos
tartufos); outros finalmente (oestes nem el-
los mesrnos sal em o que sio) porque a operacio
de contar os votos era Ion ra o tediosa, 2 por-
que o esmal os a olho, como se fazia, era tio
seguro como contal-os Dada a quoslao por
discutida votou-sc sobre olla ao modo ordinario.
A primeira votacio foi declarada duvidosa,
e a segunda t imhem; provasegura danowssida-
27 de Marco,
A maioria da Cmara dos Dcputados acaba
de fazer passar urna resolucio. que dela or
torra urna das mximas de lgica e de philoso-
p)na, que por mais nabalavel havia sido rcfiu-
lada al agora. Fra precoilo estabelecido ,
desdo os lempos de Aristteles e anles delle,
quo todas as vetes (|ue a evidencia phisica es-
livesso em opposicio com a evidencia malliema-
tica se devia dar ganho de causa a osla, e nao
aquella. A Cmara dos Depulados acaba do
eslahelecer a regra precisa monto opposta ; isto
he, acaba de decidir que se a evidencia maliie-
matbica disser que 2 e 2 fazem i, e i eviden-
cia phySca disser que 2 e 2 fazem S, he preci-
so adiniltir esta ultima decisao e nao a primei-
ra. Fslou cerlo que quem isto ler ha de juL-
gar que eslou brin ando, ou quo quero diver-
tir me um pouco com os letores. Prouvera a
Dos que assim fosse para crdito do systema
representativo, e para dignidade do parlamen-
to Franco/; mas desgracadamentc ah esta a
sessao da Cmara dos Dcputados do dia Itdo
corrente, publicada em mil joi naos, c ah est
repetido por todos elles aquillo que acabo de
dizer e al pelas mesmas palavras. Eu nio ex-
plico, 'lata lempos que a mesa da Cmara dos
Deputados coslumava levar d'alogadilho as vo-
la oes. Discutida qualquer quoslao, votava-
se sobre ella, levantando se uns, e deixando-se
licar os outros sentados. Os Secretarios, 3 dos
quaessio da maioria, eum da opposicioesma-
rao a olho o n. de uns o outros, e deciduo co-
mo Ihe- pareca. As ve/es a di fie renca entro a
eslimacio dos primeiros ea do ultimo era tai
que, n'uiii caso recont eimportante versou a
discrepancia em nio meos de 50 votos. Este
estado de cousas precisava remedio. Combare
u'e da reforma : recorrendo-so porm ao escru-
tinio secreto, que he a capa maguada indepen-
dencia que tem necessidade de myslerio, ou
da venaldado que precisa de pudor, sahio a
mocio rejclada por 1SI votos contra 174.
Nao ha portanto mais que ver : est decidido
que a evidencia physica he superior em mere-
cimento a matbematica.
A discussio sobre os fundos secretos nio don
nada de s, segundo era d'esperar. Fallou-se
durante dous dias sobro todas as cousas possi-
veis, e alguinbs mais; veiodenovo a terreiro
a quoslao de couliam a; porem no lim de tudo
sabio victorioso o .Ministerio com a maioria do
costme.
Durante osla discussio veo a balha, nao
sei por que carga d agua a disputa do clero com
a Unversdode a corea da liberdade do ensino.
Como so Iralava de dar batalha ao partido sa-
cerdotal sahirao logo a campo os dous alhletas
obrigados dcste combalo: Isamber o negrophilo,
o Dupin o palavroso. O primeiro desenrolou
peranloa Cmara um sermao que trasia escrip-
to, eque nem a co..verteo, nem a divertio.
Feitoarauto, antes do lempo, do urna especie
le jui/o universal, embocou a trombeta final ,
e disse : Levanta i-vos morios, e vinde a jui-
zo. Todos os res de Franca, desde Clovis at
a rima Scorron (que oi assim que a nomeoul
por escarneo) lorio citados perante o tribuna
do considico.o juigauo-sem appollacao nomag-
gravo. Os (uo resistirio ao cloro, o melhor a-
indaos quo o desacatarlo e opprimirio forao
mandados para o co e por eamnho direito :
os que se Ihe mostrario favoraveis, e peiora-
inda os que o nao tiverSo animo de resistir-lhe,
forio condemnados ao inferno, (guando nos
fallecormos da vida presente, entio veremos se l
o- chainos nos lugares que o negrophilo Ibes
cuou remediar ura erro cora oulroerro, a- Jo Leyxal, Deputado da oppusicio ollerecco
O discurso de Dupin abunda do rcfexoes
judiciosas e importantes sobre osperigos dapre-
potencia do clero; mas, para quo se Ihe nao
podesse oppr objeccio, seria preciso que o o-
rador o applcasse aos lempos do Re Dagobcrto,
ou pelo menos de Philippe Augusto. Com efei-
lo. quem quer fallar de prepotencias do clero,
e at da possibilidade dolas na poca em quo
vivemos, o monos que merece, he quo no fin
do discurso se Ihe dirija a mesma pcrgunla quo
llorido diriga aos Pisos :
Vos, amigos, chamados a pintura ,
Con ter ion o riso por ventura ?
Depois do Isambert e Dupin fallou anda
oulra gente muda.etoda (louvado seja Dos!!)
no mesmo sentido dos oradores precedentes.
O Ministro do culto, foi aecusado de fraque/a
para com o cloro, c houve de subir Tribuna
para dofonder-se, .i/endo [iraca do todos o*
seus recentes actos do vigor contra o episcopa-
do. No ineio de todas estas turbas de aecusa-
dores sem izea una s voz se levantou a favor
dos reos : foi a do Conde de Carn. As mais
eotoario todas n mesma cantiga ; tratandu-se
daunirersidade. rasaoa montos, tratando-se
do clero, sarcasmos e invectivas. Ora voltemoi


seoslas aos homens, edeixemos fallar os Fac-
Eis-aqui mu acontecido um desles das ,
tos.
que
----------------------------------........--------__Q ; ---------------
cruoldade contra osanimaes e nao haver ao Furriel cm Agosto do inesmo anno, Sargento
iiu'sino lempo o minino escrpulo cm condem- cm 1780. Sargento Ajudanteem 1788, Ale-
valc por mullos jaque querer fazer nar a urna mortc lenta por excesso de trabalho res eml79I. Toncnto cm 1792. Capitao em
encaode todos, seria metter o mar n'uma la parto ruis interessante da popularlo laborio-' 1793, Major em Fcverciro de 1794. Coronel
em Abril do mesmo anno, Rrigadeiro em Ju
concha. sa, quo era a podra angular de toda a grandesa
Ha aqu nocollegio de Franca, que heumdos da monarchio. Que se os interesses da indus-
primeirosestabolecimontos universitarios dePa- tria esta vio cm opposiclo com os da humanida-
riz.um professordonomeum tanto brbaro, qu do, ao (invern competa conclial-os, oque
rege uma cadeira de urna lingua anda mais nao era nem No mpossivol nem tao difficil,
I ai I) ira que o seu nome. O prolessor chama-so
nho seguinte, Marechal de Campo no Outubro
immediato, Embaixadorem Austria em 1798,
Ministro da (iuerra em 1799, Conselheiro de
Estado c Tenonte-General em 1800, Marechal
como certas pessoas suppunho. Qucscahris- de l-Yanga em 1801, Govemador eGenoral-
vlkiowitz a lingua que professa hoaslava. Osom osporlos aos cereaes estrangeiros; que se em chefe do excrcito dolmnover em 1805t
auditorio que esto anno levo o dito prolessor .diminuissero os direitossobre os gneros de con-1 Principe de Pootecorvoem 1806. Governador
dasCidades Anseticas em 1807, Principe Real
de Suca cm 1810. Rei de Sucia e Noruega
cm 1818: homem do raras prendas e de talen-
to mui superior,porquoseno tivesse urna oou-
tra cousa, nao teria imposto silencio ao patrio-
tismo Sueco, fazendo-se perdoar o imperdoa-
vel deleito deestrangeiro forca de um Gover-
nocbeio de sabedoria, e de jusliga Reinou
34 annos completos, e deixa sobre o throno
seu filbo OscarI.de idado de 44- annos, henlei-
ro das suas duascoroas, mas nao das suas vir-
tudes, eainda menos do seu talento.
Concluio-se a discusslo do projecto de cons-
titualo da Grecia, queja foi sanecionado pelo
re. O paiz gosa actualmente de grande tran
quilidado ; porm alTirma-se que o partido
russoou nappista trabalha constantemente para
promover a perturbacao da ordem aculando os
Gregos natos contra os adoptivos.
As inquietaefies da Italia continuao de urna
maneirii que da cuidado: as espeluncas da Cor
cega. de Malta ede Argel prepi ravao um gran-
de movimento, que devia rebentar em toda a
pennsula no mei de Marco, mas que por fut;
de dinbeiro, e pela vigilancia dos governos
respectivos, nao pode. t'T lugar senio parcial
mente A Calabria nos estados de aples, e a
Marca dAnrona nos do Papa forao os pabes
i|uo mais se resentrao das manobras dos re-
volucionarios. Em ambas as partes o povo veio
as mos com a tropa, e houve morios e (eridos
especialmente em Cosen/a na Calabria, e em
Facu/a Rimiri e Imola nos Estados pontificio
dos Governos d'Ilalia fizerao um tratado entre
lodcs, obrigando se reciprocamente a presla-
rem-se os auxilios necessarios em caso de in-
quietacoes serias em qualquer delles. O Papa
be de todos os soberanos da pennsula aquellc,
cuja autoridad parece ser inmediatamente a-
meacada e pelo menos assim se deve suppor
pelas medidas de precaucao quo elle loma; por-
que, nao obstante as urgencias do thesouro ,
mandou organisar 3 columnas movis, que la
partrao para Spolello e Antna s ordens do
general Zamboni.
foi espantoso pelo seu numero; e o mais curioso sumo de primeira necessidade e que no mes-
de tudo foi que granile parte dos ouvintes erSo mo momento o- operarios leriao por menor pre-
senhoras. Ora o professor Mikiewit/. faz-se pa-
sar e be lido por autor de urna nova rcvelaco
l m destes dias, pois. estando o homem na ca-
deira veio-lhe de repente a vneta revelatoria,
6 perguntou ao auditorio se criara existencia da
nova revelacSo c na sua realidade. Esta p r-
gunla galvanisou a parte feminina do audito-
rio. Durante alguns minutos nao se ouvioseno
um conoerUfue gemidos e de suspiros accom
pandados de visageus mais ou menos ridicu-
las engranadas. Todas as minhas senhoras ,
no roce di entes, responderlo com umoui tao
estendido, tao enternecido, tao choromingado,
Que nao s eu, mas toda agente esperta
Flcamos mesmo assim... (dan. )co'a bocea a berta.
lsto se passou aqui em Pariz no centro da
Universidade de Franca e nu preseneade ce-
ios de lestemunlias: pergunto agora se, i vista
dist] as objecpOes dirigidas pelos bispos contra
o ensino universitario sao destituidas de luu-
damento ao menos at certo punto.
Em quantO slo so passava na (amara dos
Deputados responda o Arcebispo de Pariz
carta que llie havia dirigido Martin do Norte.
Poucas vives te nho visto na minha vida escriplo
tao bern laucado. Qucm qui/.er aprender res
ponder ao Governo com moderaran e respeito ,
e.ao mesmo lempo como tal dgndade e In i ,
que lira toda a possibilidade de resposta, leia-o
e medite-o, poique nao pude cscolhur mcihor
modelo,
Este negocio prepara-se para dar de si. U
Cardeal Arcebispo de LeSo, que primeiro se di
Ha ira Cmara dos Pares, apenas vio o Arce
bispode Pariz tao duramente tratado pelo Mi-
nistro fez precisamente o mesmo que elle be-
ra dirigindu aoGoverno urna memoria assig-
wit.n 'oleclicamenle por elle e pelos Rispos de
Aulun, de l.angres. .le Dijon, de S. Claudio,
e doGienoble, seussuffragancos. lie ja a lor-
ceira edico da inesma obra, e tudo indica que
nSo ha de ser a ultima.
co aquillo de que precisavlo para vver, e pode-
riao com essa diminuidlo de salario que tao im-
possivel pareca aclualfnrntn
Estes brados di caridade Cbrislaa acharan
echo na consciencia da Cmara, e a mocao de
lord Asliley foi votada por 179 votos contra
170. O Govcrno costumado a vor acolhidas
todas as suas proposicoes com urna maioria im-
mensa, espantou-se de semelbante resultado,
e nao se quiz dar por vencido. Pareceo-lhe que
semelbante votacao nao poda ter procedido senao
de alguma equivocaciio. e declarou que, pas-
smlos das, tornara a oflerecera qursllo con-
sideracao da Cmara, de urna maneira mais
clara.
Assim loi. I lous ou tres dias depos provo-
cou o governo una nova votacao sobre a sua
propria proposicao que redusia otrabalbo a 12
horas, e outra sobre a emenda que o redusia a
10. A proposicao do Governo foi rejeitada
pnr 1 S-i votos contra 180: votando-sc porm.
immediatamente depois sobre a emenda, sahio
esla igualmente rejeitada por 180 votos contra
177. Assim, na rnesina sessio, e tratando-so
do mesmo nssumpto, sendo ub;in disto os votan
tes os mesmissirnos, votou a cmara em um sen-
tido, c dabi a poucos minutos em outro sentido
inteiramenle opposto. Venbao-mc agora ca
dizer que os l'rancezes sao inconstantes, e que
Pariz, 28 de Marro.
De duas urna : ou os homens perderlo todos
o ju/o ou alguma grande conspiacao existe
em Europa para desaccredilar o systeina repre-
sentativo por toda a parle. A Inglaterra, asi-
stida Inglaterra a creadora do syslema repre-
sentativo aquella que, entre toda as nacoes da
Europa melhor o (em comprehendido, acaba de
dar a este respeito um exei.iplo deploravel, que
tarde ou cedo lia do produzir seus fructos. Es
O caso.
Discutia-fo na Cmara dos Con.muns um
bil sobre o trabalho das mulheres e das crian-
zas ras manufacturas, Governo pretenda
que o mnimum do trabalho para estas duas
classes fosse lixado em 12 horas por da : lord
\-hlev que tem juzo na cabeca, e humanida-
de no oraco OlTereceo urna emenda em que
o mximum do dilo trabalho era redusido a 10
doras.
Us discursos cem que os 2 Ministros Graham
o Peel combarero esta emenda sao extensis-
n versatilidade das opinies forma o carcter es-
pecifico da nado.
A Irlanda enviou Cmara dos Communs
urna pcticao.cm que requer que se nomeieuma
coiniriissao d'invesligai ao sobre o procedimenlo
do Jury quecondemnou O'Connell e mais cor-
reos. As dimensoes da dita petcao sao taes
que foi preciso um carro para conduzil a al a
[torta do edificio, sendo depois introdnzida na
sala por manlas quo a deposeao no chao, em
quanto os Deputados, encarregados de appre-
senlal-a, fa/ao mencSo de Ibe pegar pelos la-
dos, romo quando se leva um defunto cova.
Exigindo o Presidente que ella fosse posta so-
bre a mesa, segundo o regulamento, respon-
deo um dos apprcsentantes. aCJuc de muito
hna vonladc salisfariao esta condicao exigida
pelo regulamento da casa, mas que havia duas
rasos que o impelan : a 1.a era que a petioao
nao caba sobre a mesa; a 2.a que notnha
forcassullicientes para erguel-a do chao. Que
nao obstante haverem-se feilo todas as dligen
cas possveis para poupar espaco, collocandoas
assignaturas em 5 columnas, assim rnesrno a
petcao sadira com */* de legua de cornprido;
e que para parar aqui fura necessario nao admit-
in senao 821,3 V- assignaturas, e lechar a as-
signatura uentrode 3 semanas; porque se ella se
conservaste aborta maior espaco de lempo, bern
teria podido acconteier que estando a cabeca
da petcao ja em Inglaterra e em cima da mesa,
o corpudo eslendesse por cima do cana! de S.
Jorge e locasse em Irlanda. Escnsado be di-
zer que osles csclaiecnnontos excitarlo a bilari-
dade da Cmara, corno de certo bao-de exci-
tar a d.e quein isto ler.
No din 8 do Marco, depois de81 annos, um
simos ; porm a sua substancia reduz-se ao se- I mei e I i dias do vida, falleceo o Rei de Suecia,
gunte: Quo para que a Inglaterra possa sub-
sistir o prosperar be condi.au essencial que
pioduza muito e que |-rodu/a barato; oque
para que o produelo das fabricas realisee>la con-
dicao o mnimum do Ir.ibalho que se pode exi-
gir das mulheres o das enancas he de 12 ho-
ras por da. CJuo tnlvez esta disposico v sa-
crificar milharos.on centenas de militares de in-
dividuos, condemnand'i-oi a um trabalho pou-
co cm proporcao com as suas forcas ; mas, (|ue
sem este sacrificio nao sera possivel que a in-
dustria ingleza compita com a estrangeira nos
mercados do universo, o que.se se verificar. Ira-
r; comsigo a ruina inevitavel de Inglaterra.
Qu a redueco do trabalho a 10 horas produ-
2ir na roda do anno um desfalque de 7 ema-
nas ; o que com este desfalque n o su a rnassa
do producto das fabricas diminuir ; masamso
d'obrado que resftir liara sendo mais cara a
no se diminuir proporcionalnientc o salario
dos operarios, o que be impossivel.
Depois de o egosmo mercantil haver argu-
mentado desla mneira responden a Caridade
Chrsl a : a Que os dreitos da humanidade
,t o a primein de i |uo se de-
iz, que se dizia ( hrisl o e ci-
ue seria cou'S in fudita haver em
Inglaterra Tribunael [>ara castigar os attos de
r pesar, ou em consequencia de todos os esfor-
fos da medicina. Nao so sabe de que morreo.
(J quo uns chamavao apoplexia, chamaro ou
Iros gotla mal collocada Em (|uanlo a ques-
tiio eslava mais aleada; fallo a naluresa por
urna poma, o mostrou aos mdicos Suecos, Go-
dos c \ ndalos um attaque inilammatorio na
articularlo da pernacomop, accompanhado
do dor e rubor.e seguido de melhoramenlo deci
sivO nos symptoinas: porm a extenuacao a
que o 'lente havia sido redu/ido pelas sangras,
de tal modo o linba debilitado, que a inflama-
cio nunca pode eslabelecer-se regularmente.
Apoz a inflamacao veio a gangrena, apoz a
gangrena urna suppuracao de mo carcter, e
no lim de ludo slo a mnrle. Agora que o ho-
rnero he morlo, para pouco pude servir a deci-
slo da questo: Irala sesmento de enicrral-o,
e de Ibe lavrar no rosto do nioirnento este epita
pliio, imitado de Rocage, que alguein tora o
cuidado de traduzir em Sueco.
Aqui ja/ Callos Joao
Nesta nobre sepultura ;
0*ue escapava da molestia,
Se nao morresse da cura.
SESSODO JLRV NO DA 10 DE MAIO
DE 1844.
[Continuago do numero antecedente.)
Srs. Jurados, todos os fados apresentados pe
la defesa se achao em p, os seus argumentos
aebo-se reveslidos da mesma solidez, nao fo-
rao destruidos pola aecusacao, reconhecendo-se
islo lancou-se mao de meios extraordinarios,
quiz-se ver se por meios extraordinarios se po-
da levar a vossa conciencia urna condemna-
cao, a pnlavra mnhal veio aos labios do advo-
gado do autor, disse-se que por falta de puni-
rlo se !anya?8 rr.ao do punhai'!! Quo por ea
existir em muitos casos, solinho praticado vn
gnneas pestoaes; ora, eu jnlgo que taes exprs-
soes nao devino apparecer,nem esla circuuislan-
ca podo influir as nossas conciencias, o meu
constituinle est forte, nao receia que do re-
sultado da sua absolvicao Ihe possa proviro me
or damno, contra a sua existencia. .
O Sr. /idcoqado do autor:Por certo...
O Advogado do reo (continuando):Meu
constituinte confia muito do Sr. Antonio Joa-
qun! para tero menor receio, nSo devia pois
pelos labios da aecusaco proferir-se semelbante
palavra; mas nao fallemos mais nisto, e eu p.ss-
sareia entrar no exame dos argumentos que fo -
rao apresentados pela aecusaedo. Disse a aecu-
sacao por parte de seu orgao, que exista nina
le a qual determinava que os taberneiros afe-
rissem posos e medidas por temos completos.
Srs. esta lei nao existe, tanto assim que isto foi
reconhecido por todas as sentencas proferidas
pelo Juiz Municipal, e pelo Juz de Direilo.
nao existe, repito, porque al o proprioadvoga
dodaaccusacloanloapresenlou, e apenas se
ronlentou em trazerem abono da sua opiniOo
as posturas que no fallao de maneira alguma
em taberneiros, nem em tornos completos; mas
analisemos a postura: que diz ella no 2. do
til. 11. ? Diz o seguinte (leo).
Ora, disse o advogado da aecusacao, que lo-
dos que vender gneros, ou fazendas teem o-
brigariode ter todas as medulas e pesos aferi-
He morto porfanlo, Carlos JooXIN. Rei dos, norconseguinteque he corto que riles de- I
dos Suecos, dos (.odos e dos Vndalos, que loi vem ter temos completos; mas, Srs., em quo'
Soldado em 1780, Cabo en. Junho de 1785, j accepcao se deve tomar a palavra tudas ? be ca -'
ro que na accepcao de ler todas as medidas do
que seservem, a lei nao quer outra cousa senao
obrigara que os gneros sejao comprados, ,.
vendidos por medidas cortas; quiz evitar a frau-
de, o por isso exigi que essas medidas fosseui
ateridas; portanto o quo quer dizer a le com es-
te artigo ? Quer dizer, que nao he permiltido
a taberneiro algum, ou a pessoa alguma, vender
ou comprar, por medida que nao seja aferida,
mas por corlo nao quer dizer que lenhiio medi-
das completas, e lano be est a rasao da lei t
que o aferidor que o anno passado nao quiz afe-
nr senao temos co'mplrtos, outr'oro o foz de
outra maneira, aqui estao os seus bilhetes que
assim o provo (leo).
Portanto he fra de duvida que esta exigen-
cia do temos completos nao est nu postura, o
que s existo na imaginado do aferidor ou de
quem Ihesusctoii semelbante ideia: tambem,
Srs o regiment das aeriees he contra pro-
duecntem, porque o regiment das alerces de-
termina quanto se deve pagar por cada medida
o nao por temos, logo deixa ver a pos ihildade
de seaferrsem ser por temos completos; p()r
conseguinte anda maior raso para provar que
a exigencia dos temos, foi urna vexarlo. que
tambem reconhecida foi pelo Doutor Juiz do
Direilo, quando diz o seguinte (leo). Esta co-
nhecido portanto que nao be do espirito do re-
giment, nem das posturas, que alguein tenha
temos completos, o queja foi reconhecido pelo
proprio aferidor; est.i portanlo em p a minha
ar^urnentacao. do que o negocio esta regulado
pela consttuicaodo imp.'rio.e polo o artigo 180
do cdigo, e que nem por urna nem por outro
o meu rnnlluin(e pedia st obrigado a aferir
temos completos; porque, repito, pela consti-
tuirlo do imperio ninguem pu'e ser obrigado a
fazer ou a deixarde la/er aqullo que a lei nao
determina, e pelo artigo do cdigo be crime o-
lirigar alguem a fazer aquillo que u lei nao
manda.
Ora, o aferidor mandou fazer, o qu a lei
nao obrga, o aferidor exerceo um acto opoosto
lei, exerceo urna vexacao injusta Esla de-
monstrado com as leis mesmo ^presentadas po-
la aecusacao que a Cmara nao tem direilo a
augmentar suas rendas, porque a lei que se ci-
tou que foi a do 1.a de Outubro de 28 essa mes-
ma nao da direilo as Cmaras para infurtir nas
aeriees; porquanto a lei o que diz he o se-
guinte (lio).
Ora, commodidade das feiras, e o mais que
est aqui especificado, nao he por corlo aferi-
coes, nao sendo, nao pertencendo a Cmara a
rnterprelacao das leis sobre objectos desla espe-
cie, sogue-se que s< ao? jui/.es terrtoriaes essa
inlerprelaco compete: ergo os juizes erao com-
petentes para proferir o seu jui/o esle respei-
to, a Cmara nao tem competencia sobre tal
objicto. Disso o Ilustreadvogado do autor, que
essa lei agora existia, porque a Assembta Pro-
vincial a tinha approvado, .a qual linba rfleito
retroactivo ..
Adrogado do Autor:Interpretativo. .
Advogado do Reo:Sim, que voltavano lem-
po da decisao da cmara, que era interpre-
tativa. Ora esle argumento tamboin nao co-
Ihe, porquanto so a assombla prornulgou is-
sa lei, para regular ocaso, ho porque enten-
deo que ella era precisa, foi porque o caso no
eslava regulado, c do mais o Sr. advogado de-
clarou mesmo que nao sabia quecs se sanecionada, e quer que se obrigue or urna
iei, que nao esta sanecionada nem poli)ira a,
isto quando he principio de jurisprudencia que
urna lei antes da ser publicada, nao pode abri-
gar; o como pode ser um ridado obrigado por
urna lei q je nao conhece ? O que he lei inter-
pretativa ? He aquella que explica o sentido
le nina ou outra palavra que est em outra lei
anterior; mas o projeelo de que fallou o autor
nao tem taes qualidades. he urna lei nova, que
exige que so nfira por temos complet?, logo
nao he urna lei interpretativa: as palavras em
direilo tem accepcao determinada, e nao e-t
em alguem o direilo de a mudar; mas dnqui
o quo se prova he qu a aecusacao concorda em
que nao exista lei alguma nue ohrigasse a que
se tivesscm sem necessidade temos completos
porque o aferidor como militas ve/es lenho dito,
aferio medidas, para azeite, para leilo, e para
legumos, sem serem tornos completos; portan-
to est demonstrado quo existiro vexaces, e
vexaros consideraveis.
Eu, Srs., linda pro In ido urn argumento
contra rnim, ao qual respond logo pnvenirnlo,
e loi oslo, quo o meu constituinle leudo reque-
rido a Cmara tnln reconhecido a sua compe-
tencia; ora eu j liz vor que osle argumento,
era urn argumento sem razio siifuciente, era
um argumento que nao podia colher, porque o
aferidor eslava Mlgeito as detorininaces da C-
mara noque nao fosse de encontr a lei, e pe-
dir Cmara que atlendendo as exigencias fei-
tas pelo seu proposto Ihe d remedio, nao lie
exigir deba urna decislo respailo do negocio
de aeriees; porque nao roconheeo na (Jamara
a competencia para decidir tal negocio, nao ho




"'(H!
^wwrn r-vmuww*'.
tiHBuia vKnmaMOBnSH
JS
portanto o seu deferimento um accordo regu- i menos votado de seus Candidatos260 voto, |
2Z T 7* '" *"" ,de8paCh' U1" dt'S- *""> !" P-'" d'"' *71 S .of: ora sen
pacho, que tinba de regular um pequeo .no.- do 561 o numero total dos eleitores da Provin
I-,' i c'3 s,'rut'-s >m toda a evidencia que pa-
.>lePnmmop1,ntodam:nhadcfe.Sal,e.na-;ra.d,U-r maioria absoluta faltn a Coalieu
balavet, nao hajiowwl ,ue B0 possa destruir tao somante 9 ou 10 voto.. prl se al-
2S.IS!!!? ." n8L*S".: n5 h8.,0 'lT-'<>sp eiijaternos completos. Esta demonstrado que o tor<-> deisftrao de votar, un' por molestias
anno pastado se extgtrio: ergo est demonstra- outros por descomentes com o partido quo os
do, quttnouvc o anno pausado vexacOos injustas bavia oleito ven. a Coalicao a litar cni mai-
oria relativa sobre o partido contrario, e os seus
Candidatos com direito indisputavel de toma
rem avent n'Assemlda Legislativa Provinci-
DetcarregaB hjt 18.
Barca Notarte diversos gneros
larca rt idem.
Galera Columbut idem.
Brigue Carotina idem.
Brigue Vtlocity haca Ib o.
Brigue Josf/im diversos gneros.
as aferiedes; masquem lz astas vexaedes, diz a
defesa, foi adamara. Ibi alguem que obra em
foi o aeridor. Que foto afe-
^ovimcnlo rto Sforlo
de que a acro est posta para ser esgolado seu
!: Lirado c N ni. imito bem sabe elle naila
possuir, oqueafinal tudo recabe sobre Vm.;
portadlo julgo tnelhor p3gar em tempo e o
nao fa/endo torei de dar ao publico os prome-
nores, e patenlcar sua carta de lianza.
A pessoa, que annunciou querer comprar,
ou permutar urna casa por um sitio na ra dos
Pires, ou S. Gonzalo querendo um sitio na
Solidadc, com casa de pedra o cal. sotao o bas-
emnome della
fdoco'nt^^n If'1 I ,OrqU a,,,1,1' "li0 aL ^)U Cal?5 0bteve 1uellc M~ '*
iloeumentos Que lo. alguem <|uo obh
em
rime da Cmara, tambem aqu est urna in-
formaeao quo prova que foi por orden, sua que
ellas se fisoro; mas que di-sc o nobre advogadu
responder/do a este argumento ? Diz que as or-
dons nao foro emanadas do procurador, mas
sim da (Jamara, porm isto nao be oque cons-
ta dos autos, isto nao Consto do documento que
cabo der.ferir, porque nYssedocumento que
be unta informaeao dada polo aeridor, ao pro-
curador da Cmara, se diz nos termos os mais
explcitos, que tudo quanto tinha obrado tora
por orden, do inesmo procurador, e nao valle o
argumento da actusacao de que o aeridor se
referia a Cmara e nao ao procurador, por
que eu notei tambem que o aeridor foi esco-
Ih.'lo pelo procurador, a que tanto o aeridor
recelna asrdeos, e as instruccoes do procura-
dor, que a Cmara, tendo I lio <>s taberneiros
dirigido suasupplica, mandou ouvir nao o ae-
ridor, mas o piocurador ; aqu est o despa-
cho, cata informaeao passou iel>s mos do
procurador, o procurador a leo. se elle nao
tivesse ordenado que seexigisscm temos com
pletos, nao teria deixado passar taes oxpressoes;
logo demonstrado evidentemente esta quo o
piocurador deo essas ordens.
Disse o nobre aecusador que a correspon-
dencia foi posterior a decisao da cmara ; mas
eu ja fiz ver, que a Cmara nap tinha decidido
nada, porque a Camaia nao era competente
para decidir, logo as vexaedes existio anterio-
res a mesma correspondencia, c be a essas, que
ella se refere ; portento nao teni nada a deci-1 Cmara Municipal da Villa de Guimari.es ."e
votos he patente das actas dos referidos eolio
gios existentes na Secretaria do Governo desta
Provincia e para demonstraco de que os seus
Candidatos obtivero maior numero de votos,
que osCondidatos do lado opposto sobra in-
dicar a nullidade insana vel do Collegio de Gui-
m.ires que alm de presidido para a orma-
co da Mesa por um Juiz de Paz incompe-
tente cornecou os seus trabadlos contra a
expressa del. rminaoao da parle primeira da
Hesolucao de 29 de Julho de 1828 e por mo-
tivos frivolos 5 diasdepoisd'i.quelle designa-
do pelo Governo para proceder se a eleicao da
presente Legislatura Provincial em todos os
Collegios da Provincia ; a Ilegalidad.-, o abu-
so a vista das instruccoes de 4 de Maio de 18i2,
de nos Collegios da Capital e Mearim recebe-
rem se listas de eleitores, que nao compare-
cern e mandando suas cdulas uns, e outros
nao; a nullidade finalmente em que labora a
authenlira que appareco com votos do Collegio
da Tutoia que se n.'o reuni em pa.te a'gu-
ma da Provincia. Outras muitas Ilegalidades ,
qui os Supplicantes ainda ignoro por nao
terem visto as aulbenticas e lista dos eleitores
matriculados poder se ha ter commetlido nos
Collegios de Alcntara o \ ana mas para dar
ibes triunipho completo na actual eleicao so-
bra as (ue lico apontadas comprovadas como
se achao da maneira mais conduciente do exa-
me e revisao das cdulas do Collegio Eleiloral
da Capitaf, de declaracSes assignadas, ereco-
nhecidas de diversos eleitores, participacao da
Vacio entrado no dia 17.
tolcosano; 64 das, galera americana Factur,
de 333 toneladas capito llallaml equi-
pngem 27 carga azeitc.
Narioi saludo* no mesmo dia.
Rio Grande do Sil; patacho brasilero Aurora,
capito Jos Francisco Alves, carga assucar:
passageiro Domingos Jos Barbota, Por-
Inguez.
Ral
tantes commodos cacimba
0 cal,
com
boa .i"ua do
beber e bons arvordos; dirija-se a ra d A-
guas verdes sobrado do um andar n. \\ a tra-
a, do negocio.
A pessoa a quom fallar um garlo de.prata,
jdirija-se ao Atierro da Boa-vista n. 17, casa
do ourives Irancez, que dando os signaes cerlos
libe ser entregue; visto o dito garlo ler sido
aprehendido na mo do um molato, que pro-
Icurava vndelo, por siipp.iT^se ser fui lado.
Em a noite do dia 11 do crrante mez
ahia ; patacho bmsileiro S. Jos,: Vencedor j.....v "".,,":.}.", '","
... '., i ni >' iidi t.i> no lugar na ra da l'raiade.s Rita
capiWo Manuel Jos R.be.ro carga vanos ...J, untoaoot5o dosobrado doSr. Me -
gneros: passageiros, M a noel Francscodo (lonca Um balelo do vinte e cinco a mais pea
Nasc.mento, I/.idroJoaquim dah.lva lira- Jecorr.nrinn.ntn ir../ ir,.,.....n i i
.. < lorr.primciuo irez a treze meio palmos de
' boca, tendo dous paneiros, um a proa e oulro
Edittl.
6ao da Cmara com a existencia de vexaedes ,
nao te.n nada para a queslo, que a dala da cor
respondencia seja anterior, ou posterior a essa
decisao da Cmara Ainda voltou o advogado
do autor ao accordo obtido pela Cmara na
causa, em queletiguu com o Dr. Joao Ferrol -
re : ^rs ja neguei a analoga entre um caso ,
o outro, nem Irata-se de obter I cenca para le-
vantar urna casa c isto hcobjtclo, que per
lenco a Cmara por determinacdo da lei ; mus,
o caso das aferifoes sobre ter temos completos ,
ou nao isso nao pertence a Cmara he caso
negado ; logo o argumento ^presentado pelo
Sr advogado contrario, he urna pelicao de
principio, he dar como provado aquillo mesmo,
queesti en. (|ucstao ; nao ha paridade porten-
to nenhuma nao ha analoga.
.idrogado do autor ; Fu dem< nstroi-a...
Advogado do reo : Mas, trs ainda o >r
advog.Kio apresentou aq'ii como em seu favor
uma sent.ica do Juiz Municipal da 2 vara, que
eu muito respeilo, o Sr Dr. Bigera Costa; mas
fue he esta sen tenca % He urna sentenea, que
nao d.. lundamento algum da sua opiniao, sen
lenca de quo se .nterpoz recurso ; entfio para
que traser urna sen tenca, que :;o j.iSuU anda
em julgado uina-aenlenta que nem ao me
nos sedignou de apreHentor um fondaiiionto.
Diss,e-se ain.ia, que a ii lormacao de Joo Da-
ro, nao lie expressa poda ser equivoca; mas
cuja bz ver que nao bavia tal equivoco, por
que essa informaeao passou pelas mos do au-
tor foi elle mesmo quem a apresentou na C-
mara logo elle I lio deo todo o seu assenlimen-
lo he por ella responsavel
(Continuar-se-ha )
outras de Aiilhondade Judiciarias c Polici-
os de dilTerentes lugares da Provincia de-
nuncias de varios individuos autos &c. que
existem tambero na Sec.etaria do Governo des-
ta Provincia. Esta maioria porm, Exm. Sr.,
2 O lllm. Sr. Inspector da ftlesouraria
das rendas provinciaes manda f,r/er publico ,
que em virlude da Lei perante a mesma The
sonraria ve bao de ar ematar em hasta publica
a quem mais der nos das 8, 7, 8. deJunho
prximo vindouro, pelas 11 horas da nianli.
os seguinles Impostes.
1. Dois mil e quinlientos res por cabera
de gado vaccuui que IVr consumido.
2.o Dizimo do gado entallar.
3.*Quarenta res por cada caada de bebidas
espirituosas do consumo da provincia, excepto a
agurdente de fabrico nacional, sendo feila a
a.recadaio no Municipio do liccife.
A arrecadacSo d<> cada um dos rudimentos
ser (cita por lempo de trez annos contados do
1." de Julho de 18iV a 30deJunhode 18 V7.
o dividida segundo os diversos Municipios da
provincia com exeepcSo do imposto de 40 rs
sobre as bebidas espirituosas.
Asptnoasquo snproposerem a estas arre-
mata! oes compareco na sala das sesudos da so-
hredla Thesouraria nos das a cima indicados
palmos de-
boca tendo dous paneiros. um a proa e outro
r ambos a superficie da borda com urna
pequea chapa a r, onde se collocava urna
forqueta para governar, com remo de esparrel-
lendo nadita chapa rosca, pintado de ver-
la
to palpavelmente demonstrada ter de ser "'uni(,as (le 'adores idneos, e competente-
.nf..llivelmente su (focada apurando a Cama- ""'n,C l,a,"''l'1l,,s-
ra Municipal desta C.dade todas as authenticas
que Ibe lorem apprcsentadas sem atlenvao as
nullidades e vicios de al V Exc nao inundar sobrestar na apuracao ,
e do novo consultar ao Governo supremo le-
ro os 'upplica.ites de ver oflendidos os seus
dfreitos sem esperanca de reparacao da As-
sembla Provincial que ficar> con posta em
nuos, que para excluirem do recinto desta a
seus adversarios polticos empregriio tantas
Ilegalidades ja pelos Governos Provincial eGe-
ratreconnocidas. Nao. Exm. Sr.,aV Exc,
orno primeiro encarregado de velar na obser-
vancia eexecuco lias leis nesta Provincia,
ijii'pre tomar as medidas queju'gar acerta-
das, para evitar, que com tamanha olfensa
da le se rena urna Assembla illegalmente
icii.i ) mesmo Aviso de 25 de l'evereiro do
i-nrrimteai.no, que tal vez (ns-e parte para que
V Exc. designaste dia para apurado geral,
E para constar mandou o mesmo Sr. Inspec-
tor affixar o presente, e publicar pela im-
prensa.
Secretaria da Thesouraria das rendas pro-
vinciaes de Pernambuco2 de maiode 18.
O Secretario Luit da Costa 1'orto-cai ret-
ro. (32)
Steclaracocs.
IMibcaeo a .cclido
MAKAiNHO.
fe presen/amo.
Illm. e Exm. Sr. Us abaixo assigna-
dos Candidatos Deputacao da AfSen-bla
Legislativa desta Provincia pelo partido de-
nominado da Coalicao conscios da maioria de
votos quo obtivero sobre seus adversarios
polticos na ebices da presente Legislatura
Provincial vem boje respetosamente perante
V. Exe representar contra a resoluco da Pre-
sidencia que mandn indistintamente apurar
pela Cmara Municipal desta cidade no da 10
do torrente me/ as authenticas de todos os
Collcgjoi Eletoraesda Provincia, alientos os
motivos que succinta e verdicamente passSo a
expoi der.
A Coalicao, Exm Si. oblcve qunsi una-
ni.iiid.de de votos nos Collegios da Chapada ,
Pastos-Bons Cavias Ibejo Ilapucui-.Mi-
'iu. e < iiiunii e alguns votos mais, se
beni que em numero muilo pequeo DOS Colle- ^ tr t'li('^.cl .
ios da Capital e de S. liento, quo dio O, II-iidin.enlo do dia 17......... 5;209tfl63
ncoiilieci- o principio de que se nao deve su-
geitar ao conbecimento d'Assembl a Provincial
as Ilegalidades e abusos quando estes influi-
.eni na maioria da eleico porque nesle caso
tornar se bia toda a Assembl a illegalmenteelei-
ta. E por ventura as Ilegalidades que lico
apontadas nc tornan a elchao Ilegal em sua
maioria dando maior numero de votos a in-
dividuos que realmente ns nao obtivero en.
pr.juiso dos verdadeires cseolhidos da Provin-
cial ? O Exm Ministro do Imperio ignoran-
do sem duvida o estado dos partidos nesta Pro-
vincia jU.gnu que os abusos o irregularidades
dos Collegios da Capital e Guimaiaes nao
podio tornar Ilegal a maioria da eleieo mas
de facto as que se pratC8ro uestes dous Colle-
gios e nos da Tutoia c Mearim influem so-
bre a maioria d'ella porque dao se bem que
illegalmente maioria aos Candidatos de um
partido que a nao obtivero dos eleitores que
tomaro parte na eleicao.
Avista do ex posto espero os Supplicantes de
V. Exc. justo dcferiinenln e desde j pro-
teslo contra a apuracao geral e indislincta das
authenticas de todos os Collegios da Provincia ,
sem nova deliberado do Governo Supremo.
Maranbo 1. de Abril de 18ii.
Pelo lyreo desta eidade se fa? publico, que
este ostabelecirt ento acha-se mudado para a
ra dos Pires, hairro da Boa-vista, casa n.
31 do finado Gervazio Pires Ferrcira, e que a
pouco dei'xou de ser o collegio Santa Cruz ; e
principio os seus trabalbos no dia 20. Deca-
ra-se ao mesmo lempo para conhecimento dos
alnmnnc #..,., ,1o ,1.1., ,1,. ... nflo '. .,...-,.
.......- fc|M^. u *.... vn .'... i. ...... ..i,,.. CSluW
abertal as matriculas para todo e qualqucr a-
lum.io na forma da lei provincial de 30 de A-
bril deste ar.nn. Secretaria do lycco 17 de
Maio de 1844 OSecrelario,
Joao Fucundo da Silva Ouimaraes.
de por dentro, e por lora embretado com
embonos de paos de jangada ; e a conliguraco
de I arcaca ; a pessoa que d'elle souber. ou 0
liro'u para brincar sendo o queira restituir
dirifa-so a ra das Cruzes n. 18 que sera ge-
nerosamente recompensada.
Quem annunciou no diario ... 112, ll3e
11 V precisir de um bom reslador dirjanle na
ra daPraia deS. Hita n. 10 por ter-sepro-
curado o numero da casa do annuncianle e nao
ter sido po-sivei adiar.
\0 Portuguscarpna,commulher, edous
lilbos menores que annunciou no Diario
da l'i do correle querer hir para um En-
genho dirija-se a ra da 'ruz do ecile n.
(i'l, em casa de Lourcnco Jos das Noves que
acbai com quem ajustar. ()
Na ra do CJueimado loja n. G. deseja se
fallar com os Srs. Antonio Jos Nunes Gu.ma-
raes ; Jos Mara Carvalho ; Francisco Jos da
Silva ; e Jos Alves: roga-sc a estes Srs. so
dignem dirigirse mencionada loja ou an-
nunciein suas moradas para serem procurfldos.
Eu abaixo assignadoav so aoSr. J,C. N. que
baja de hir pagar a quella quantia que o mesmo
0 r. nao ignora que he de obras fcitas de inoo
para 10 meses. Falla-se assim porque ja au ho
a primeira vez que se annunciou : no prasode 3
das ter a bondade de satisfacer a quantia.
Jote Joaquim de Castro.
A pessoa que annunciou no Diario d'ontem
a troca de um sitio por urna casa terrea em
S. Antonio querendo um perto da praca pe-
lo preco e troca que se convencionar ; fal-
le no aterro da Boa-vista n. 3. no primeiso
'ndar.
1 = .A pessoa que annunciou um sitio perto da
praca, p, ra trocar por casas na mesma ; an-
nuncie a sua morada, ou procure na praca da in-
dependencia n. 21 (4)
Da se cem mil ris a premio ; sobre pe-
nbores de ouro ou prata : quom quizer an-
n 11 i >< i ,i
Avisos niaritisiios.
2 Para o Bio de Janeiro segu imprcleri-
velmente no dia 19 docorrenle maio o Patacho
Feltnto recebe nnicamenle passageiros e
esiravosa rete : a ajustar com Gaudinc Agos-
tinbo de Barros; Pracinha do cori.o Santo ,
n. 6'. (6)
1 Para Lisboa segu viagem com muita
brevidade o brigue porluguez Josephina de
que he capito Paulo Antonio da Rocha : para
carga ou passageiros, os pretendentes enten-
dao-secom Mendes & Oliveira na ra d6 Vi-
gario n. 21, ou com o referido capitao. 6)
Passageiros smente.

Na ra Direita sobrado de um andar n.
.'.'i, op de dous de varanda dourada vnde-
se doce, do caj seco, limo, mangaba, e pi-
tanga de cabla e muitas outras qualidades
muilo bem leitosede inuitobom assucar e c-
modo preco: como tambem se faz bolinhos,
para cha, podins, pastis de nata, tremedeiras ,
lorias de dj floren tes rulas e toda mais sobro
mesa.
3 Existe no Engcnho Vicente Campello
f.egue/ia da Escada dousquartaos decangalha
caslanlios sendo um andrino que foro apreen-
didos a um llbo de nomo Jos Cordeiro que
descobijo que os tinha comprado por diminuto
preco a urna pessoa que os tinha furtado nesta
praca ou nos seus arrchaldes quem Ihe fallar
ditos quartaos dirija-se ao mesmo Engenho a
fallar com o propietario Manoel Goncalves Pe-
reira Lima. (10)
2= Da se dinheiro a premio sobre pinhores
de ou.o e prata e hipoteca, ou boas firmas;
os pretendentes dirijo-se a ra do Rozario es-
trella secundo andar da casa onde mora o Sr
1 Para Liverpool sabir nestes 10. ou 12;
dias aben, conhecida o veleira galera lngleia-|Or. Baptisla n. 39.
Columlus Capito D. Creen, tendo imi mr-l 2 Na Boa-vista roa do ktifo, n. 37 bs
ga prompta, quem quizer ir de passagem di I""' deposito de farinha de mandioca tanto
rija-se aos consignatarios Me. Calmon A C. a retalbo como em sacas, por mais barato pre-
largo do Corpo Santo n. 11. (6) l' que so vendo na praca medida a vontade
----------- ...... ..,._....... | dos compradores ; o deposito se conserva aber-
A V'Mv #1 i/iipoae |l ^8S 7 noras da manha as 6 da tarde sem
_____*'""" saivcru*>._______jrecuga (le )J|a ^
1- Percisa-se fallar com os Srs. Henriquo
OSr. M. A. queira ir, ou mandar pagar da Silva Ferreira Babello e Jos de Azevedo
a quantia de 112*848 rs.. e mais as custas ja Can.axo a negocios de seus interosses, na ra
feitas (.un as conciliacoes, tanto sua, como de da Cadeia do Reciffl n. 30 ou annunciem sy^
seu afianzado Joaquim dos Reif Jnior, corto as uioradias pata serem procurados. .'>,


4
Sociedad? Euterpinia. i Aluga-se o segundo andar do sobrado
( n ii, -.- Administrativo convoca-i n. 23 da ra larga da Koiario; tratar na mes-
Vendas
..
t >endem-se superiores caivetes lnos
corn mola que em se metiendo a penna s.ie
- pereitanv.-nte aparada ; na ra doCabug, |0.
_ Vende-se superior tinta de escrever re- ja de meudeies junto da do Bandeira.
7 eebendo.se a que 'nao se adiar boa: na !.- Vendem-se duas mandas nenas de 30
xraria da praca da independencia ns. G e 8.
, primeiro andar do sr.brado I = Vende-se por preco niuito rommodo um
parecer, preunn -se sde ja [uecomonu- (]ir3 ,,,,,,, ,i() K,)mio f qup faz esquina : nero de meia idude e urna negra com o seu
ir ero que inn 11 i para a ru ijs Laraogeiras; tratar no segn-
1 Secretario i 8 Bn(i8r do mesmo sobrado (k)
2 Xo (lollegio A nstruc o maria Fazem-se camisas de bomem vestidos, |
.'i ido por Antonio Roberto da i ra, si ad- e todas as mais costuras oom perleicao a por
nnos dan sos. tantos ex- preco com modo ; na rae de Glora n. 84.
molequa de 8 annos ou sern elle a tifte dos
palmos cada urna prdras de sacada, V>
ditas de marmore para ladrilho 5S laboasde
louro de assoalho ja preparadas c al^uns en-
chams tambem promptos, ludo por prego
commodo ; no sobrado da esquina de ra do
i rnos, como r ti bo-
n irario, | le etn outro qu elecitnen-
Quem annunciou querer comprar urna
arte frariccza porSeveoe sendo ainda queira ,
lo deste genero; os prcten iU ,,J <;"'<"i^> da Boa-vista n. 17.
, O Sr. Jos Mcndes de r relias queira diri-
" M*P';, h I* kivm ra do Queimado n. 10, casa de Ma-
compradores se dir o motivo da barateza; na ROMffo, que se est concertando. (71
ra no*a loja n 13. j No Recito ra da Cruz n. 3, escriplo-
= Nende-sc ou permuta se por proprieda- rjn de Jos Antonio Gomes Jnior, vende-so
des nesta praca utn sitio na estrada de Bleme por prego muito cunmodo, saecas com al-
"" "'"." ..,,., .puN hx,,.- 1U ''7 "i';1" i e de uulri quilidides chapeos do Chile, dit
e perfumaras, aon le os consumidores acbarao desta praca, sendo pelo Lar da Sol.dade nao ,f h^ ^ ^ ^^ br dt
empre um completo surt.mento por pi^rui olha preco; na ra de C>deia^yelha, p wonora do ultimo goeto alm de u
>ais baratos de que em todasas n ais .rl. s as- mc" '"i'1'1'' '* aP* da Conceitao ou |enuIdo g0ru ment de fasendas ingieras c<
mwmmannn ito enlnnia nm ni ildintM im. noPaSSCIO-publiCO, loa de fasendas n. II. ,0, mi.IM.A- n, rw mmmn,!,, i
ra da Cruz do Recita n. 21 onde se tratar..
do ajuste: no mesn pre I iga um arme-
zem com quatro portas de frente oqual con-
ten umaarmataoeimdracada propria | araqual-
quer estabeiecimonto de negocio; a qual seven-
de. I.!
1 Aluga-se urna casa na a Je tfortas,
com \ quarlos, cozinha fura, e com sabida pa-
Kozario n. 1 segundo andar, com Jos de Me-
deiros lavares, (o)
'2 Um professor de primeiras lettras, exa-
minado eapprovado ras materias que exige
o ensino publico equetemmais de 12annos
de exercicio contina a dar lices por i isas
particulares ensinando nao so ludo que diz
respfltto as primeiras lettras, como tambem a
msica; quom quer utilisar-sc doseupi sti-
mo dirija-so a ra de Moras sobrado de um
andar n. 28 9
1Joaquim Martinhc da Cru t iorreia, sub-
dito Porluguez, retira-se para a Babia, 1
1 = >a praga da Independencia o. 36 se a-
brio um no o esta belec i ment como deposito
d
se
riii
sim comoagoa de colonia com os sublimes aro-
masde ambreRozaealmiscar.todasdasmais
superiores qualidades qu tem aparecido e pe-
lo barato ni'co (le 1500 ris > garrafa da de ro-
ya a 1800 ris aditade almiscar ea2000
ris dita a de ambre e em Irascos pequeos lizos
lavrados das mesmas qualiJadesa 2i, 320,
400, 480, frascos quadrados grandes com su-
perior agoa de colonia a 600 ris 800 r'-is e
1(i(ii t>lis, agoa de lavende a VSO a garrafnba
e em meias garrafas a 600, ris dita com ambre
a 8!)ii ris o Irasco, sa lonctes a 100 rise HiO,
ditos muito linos a 320, macassar perola a 320
O frasco agua, da Cliina para ir..: nodoas e se-
bo das golas a i80 ris o dito espirito de todas
as qualidades a 100 ris o dito, pomada para o
cabello a 00 ris, dita muito superior a 480
ris 0 boiSo, dita em vazos de porcelana a
1280 ris, dila virginal para extinguir os pio-
Ibos da caheca a 400 ris, pos para denles a 100
ris e muilo superiores a 200 ris a caixa, ban-
dolinede \enus para estirar os cabellos encara-
pinliados a480 res; eoulras militas perfumaras
ludo pelos precos mais baratos possiveis. (29j
2L'ma familia irancezaquer alugar um sitio
perto da praca com boa casa de \i\enda e ca-
jiim para tres ou quatro cavall is ; quem tiver
dirija-sea ra I orninsa n. 11 i)
2 Precisa-se de um bomem que queira ser-
vir de guia a urna pessoa que pretende bir para
o Sul, quem es'.iver nestas circunstancias dun-
do fiador a sua conduela dirija-so a ra da
#--------:..a.. .i n...... i.. '
2 rQuem annunciou querer alugar urna ca-
sa de trez andares na ra re S. 1 rancisco, que
rendo a que est na mesn i rua defronte daca
deia n l'. e juntamente com o armazem ; di-
rija-se ao segundo andar do ilil". >
3=^0 abaixo assignado participa as si us fre-
guezes que mudou o seu estabelecimdnlo de re-
lojoeiro da ra docabut paro a ra bella n.
3 Francuco Jote do hozario,
'l Jos Joaquim da Costa Braga retira-se
para lora do imperio. '2
(Juem precisar de urna ama para casa de
um liomcm solleiro dirija-se ao pateo da Pe-
rilla na casa que Oca pordetraz da botica,
1 Francisco AntonioMendes retira-se para
fra do imperio. (2)
CaetanoJosda Silva embarca para o Rio
de Janeiro o seu escravo Jos, crionlo.
No dia 1S do corrento pelas 3 limas da
tarde seba de arremeter na porta do snr. j'uii
de paz da Boa-vista 11 cadeiras, un: canap,
c3 mesas.
1 Une aluz logo que baja um numero de
subscriptores lal que cubra a despega da im-
presaSo, a tragedia intituladaCabala cantor
scripla em a.'lemfio pelo imm irtul classico
Fredcricuot-iier e traduzido \i,.,a u portu-
gus por JooCarlos de Souza alachado; pre-
co da assignatura 1001) rs : as listas dos snrs.
subscriptores achSo-se as tojas dos Snrs. Cer-
doso Ayres na ra da Cadeia, e Meiroz na
orara da I ndependencia. I"
I'ri um leitor para eng<
que seja Portuguei ; na praca da H a-vista n.
''i ; tambem se precisa do urna rapaz de ti a
iti anuos para pagem.
noel Buarque M. Lima, para receber urna car-
ta rinda de Porlo-cffHp.
I)-se loo rs. agremio sobre penhores de
ouro, ou prata e mesmo em quantias mais
pequeas ; na ra do Queimado n. 50.
LOTERA DE N. s. DO LIVRAMENTO.
As rodas desta lotera ando infallivel-
mente no dia 23 do correte em consequencia
Idos poueos bilhetes, que *e acho a venda nos
lugares do costume.
Na ra do Crespn. 14, ha um hora co-
sinheiro para se alugar.
Jos Candido de Carvalho Medeiros em-
barca para o Rio de Janeiro a sua escrava par-
da, de nome Maria.
Quem annunciou vender tijolos a ljf rs. .
dirija-se a ra de Rita n. 85.
IQuem precisar de urna ama de leile, des-
ernbaracada de lilli dirija-se ao pateo do IIos-
tii.il do Paraso n. '2o. 3
i D-se a quanta de 00,000 rs. a pre-
mio sobre penhores de ouro prata ou Ir-
mas a contento lambern se dar oul'a qual-
quer quanlia sobre hjpotlieca em casas nesta
rn.a ; na ra das Cruzes n. 34.
1 Precisa-s<- alugar um sitio muito perto
Vende-se um moleque de naci benguella, P3^8 '3qSuarloS quintal cercado ; tratar na
de 18 annos, Irabalhador de padaria, ao com fua ^ ^ua com Maniel A otero de Sous ILi-,
prador se dir o motivo, nasCinco-pontas pa- e para >er com Felippo, meirinho-geral de
daria n. 63 Olinda.
2 Vende-se um sitio na estrada de Bellem Vendem-sedous mulatos de olegante figu-
para Olinda, com bastante:, arvoredos ter- ras t m0r;os, um oificial de alfaiate e o outro
reno para plantacoes, casa e senzalla ; os pre- ptimo pedreiro ; na ra V'elha n. ti.
tendentes dirijo-se a Joaquim Jos Ferreira j __ Vendem-se 00^ rs. em divida
na prensa de algodo das 10 horas da ma-
nilla at as 5 da tarde, ou a Manoei Bezerra
Cavalcanti de Albuquerque. (7;
2 Vendem-se ricos chales de grod-naples ,
ditos de seda mantas ditas, chales de la ,
cortes de selim de diersas qualidades para ves- tiiolos de alvenaria grossa por prerjD cmodo ;
is nesta
raca todas documentadas por 200 rs. o
saocoraveis vende-se pelo dono relirar-so
para fra; na ra do Livramento, venda n X i
Vende-se urna canoa e amar.ho, nova,
bem construida que earregadou's mil a 23JO
tidos ditos de cambraia de cores com flores de
seda ditos de la eseda ditos de cassa corn
llores assetinadas, ditos de la, ditos de chita,
lencos pretos de seda para gravata, ditos de
cores, 6 escoceses, mantas de selim matizadas
na ra da r'raia venda n. 27.
j Vende-se urn moleque de 12 annos ,
muito esperto ; dous ditos de naco de 15 an-
nos ptimos para todo o servico ; duas ne-
grinhas de naci cosem, engommao mu bein,
e de muilo bom gosto lencos ditos, pannos fi- fdZ(.(1i lavarinto de (odas as qualidades; d'>u*
A pessoa, que annunciou querer ser cai-
u iro de urna loja de fasendas, dirija-se a ra
Uircita D. l, defronte do oilo do Livramento.
Precisa-se de um a dous conlus de rtis ,
bypothecaodo-se um predio livree desembara-
zado ; na praca da Boa-vista n. 24, ou annun-
cie.
Fclippe Neri Colaco declara, que preten-
de abrir em o dia 20 do corrente um novo cur-
so de geometra e que talve; nao Ihe seja rnais
possivel abrir outro no crrente auno ; as pes-
soas que j esto matriculadas queiro cumpa
reccr no referido dia e as que ai..da nao esU >,
e o quizerem (requenjar podern procurar o
annunciante em a travessa das Cruzes n. 14 ,
primeiro andar.
Quem tiver a collecco do Diario (U Per-
uambuco do mez de novembro de 1843, tenha a
bondade de annunciar.
Aluga-seo segundo andar do sobrado n.
27 na ra estreita do lio/ario com commo-
do para grande familia, e s se aluga a pessoa
capaz ; a tratar no primeo andar do mesmo
sobrado.
1 No da 1'i do corrente mez de maio d
1844 desappareceo urn negro da Costa tulla-
do de nome Jos com os signaes seguintes >
altura regular, bastante barbado, j pintando,
com urna beiida em um ollio, crasos as solas
d do; qualquer capito de campo o pder pe*
gul-o ou algutna pessoa aonde elle esteja tra-
balhando, eleval-o a seu snr. na ra do Quei-
mado n. 8, segundo andar, a Manuel Jos Que-
des tlagalhit'B. rie ser r^foorpensado. (!!,
Aluga-se o terceiro andar do sobrado n.
;8 da ruado Queimado com muito bons com*
modos (em cosinlia no soto e quartos, lu-
do elegante ira una familia ; os pretendentcs
dirij >o-se b ja de ferragens n. 13, de Antonio
Rodrigues de Souza', na mesma ra.
1 Aluga-se urna casa terrea na ra daClo-
iia n. 44 com grande sala na frente ealcova,
corn soto sala atraz com camarinbas quin-
ta; com cacimba e um telheir ; tratar na
ra do Livramento armasen) de lour;a e mu-
llcaos n. 20. H
Percita-se de um homem de 18, a 19
annos para sen ico de uiva casa um menino
de lia 13 annos, para caxeiro no aterro da
Boa-vista n. 72.
nos de todas as qualidades merino preto e
verde superior e ordinario brins trancados
brancos e de listras para caifas, la de quadros,
casacas leitas jaquetas calcas, e colletes lu-
do mu bem eitu, sellios ingleies elsticos,
chapeos do Chile, ditos
itos
m
de
todas as qualidades por preco commodo ; na
ra Nova loja n. 2'J de Diogo Jos da Cos-
ta. -21
2- Vende-se a venda antes de chegar a pas-
sagem ao p da ponte, com todos os perten-
ces ; tratar na ra do Arago venda da es-
quina, que volla para a S. Cruz, n. 43. (4)
3 Vende-se por preco muito commodo as
(erragens de urna boa moenda a saber: 3 tam-
bores 3 carretas, 2 aguilhdes, es parafusos ;
tratar noengenho MacugdeS. Amaro Jaboa-
\ to. oy
2 Vende-se urna preta perita engomma-
deira o he ptima para todo o rnais servido
de urna casa o motivo da venda so dir ao
comprador; na ruado Hospicio n. 23. (4
2Vende-se urna mesa redonda de Jaca-
randa para meio de sala ; na ra das Trin-
theiras n. 32. (3)
t Vende-se um moleque de 18 a 20 an-
nos bom cosinheiro, padeiro e he hbil pa-
ra todo o servico ao comprador se dir o mo-
tivo, por que se vende ; na ra do Collegio ,
venda da esquina dcfrunle do palacio, n. 25. (4)
Vende-se moeda de cobre a 2 por cenlo de
premio em porco grande e pequea a dous e
meio ; na ra do lorres n. 18.
Vendem-se couros de cabra de superior
qualidado e por preco commodo ; na ru da
Cadeia do Recito armasen) de louca n G.
1 Vendem-se lencos para gravata a 3*00 e
3500 rs., mantinhas para dita a 1600 rs. to-
vas sem dedos pa a senhor'a a 400, 480, e 6'i0
rs. ditas com palmas a 72(1 rs. ditas com-
escravos per;as com bonitas figuras ; um dito
ptimo para o servico de sitio ; um pardo com
ba>tante pratiea de engenho ; 3 escravas de na-
cao, boas quiandeiras, por preco commodo;
na ra Direita n. 3, primeiro andar. 10;
__ Vendem-st- superiores lampreias em la-
tas ; na ra do Queimado loja n. 6.
1 Vende-se ou aluga-se urna canoa de
carregaragua ; na ra Nova venda n. (io .2
1 Vendem-se duas pipas com agurden-
te de cana muito boa e saecas corr familia de
mandioca ; na ra larga do Rozario venda da
esquina n 39. i4
Vendem-se bichas grandes c pequeas,
por prego commodo ; na ra do Rozario n. "2i).
__ Vende-fe panno verde claro corn 3 cova-
dos de largura proprio para resposteiros, por
preco commodo ; na ra do Crespo loja n. 17,
de Santos Neves.
2 Vendem-se bonitos cortes de lanzinlia,
com Hcuvados e meio a 3600 rs. o corte ; na
ra da Cadeia do Recito loja de Joo da Cu-
nba Magalbes. [4]
2 Vende-se urna boa escrava do nacao
Angica cosinha, engomma, lava sem vicio
atouin de fugir nern beber, muilo limpa pur
prego commodo a vista docornpiador se dir4
o motivo, por que se vende ; em Fra-de-por-
tas n. 96, tallar com Joaquim Lopes de Al-
meida caixeiro doSr. Joo Matheus. [7j
2 Vendem-se dous pretos de excedentes
figuras proprios para todo o servico ; na ra
das Larangeiras n. 5. (3;
3-Vende-se, ou aluga-se urna canOa nova
de carregar agua
n. 41. (31
ua ra estreita do Rozario
Escravos fgidos
t Fugio no dia dez do corrente urn pardo
escuro de nome Luiz, oflicial de pedreiro de
pridas a 12b0rs. e de pellica a % rs., ditas i '8 a 10 annos estatura regular com princi-
para huiuein a iiWrs. teneos para algibeira a P'osde buco debaiha meio cambado da perna
^-''iO rs. bons de veludo para meninos ajdi'^'la, o pesquerdo meio cspalmado, e indi-
1280 rs. ditos de seda corn borlas a 2 rs. "ao para dentro, pescoco comprido; levou cl-
melas de seda para senhora a 2000 rs. dilas de i cas e jaqueta branca e chapeo de couro; quem
algodo brancas e p.elas ditas de seda para pegar, leveao Atlerro-da-Boa-visla o. 6 ,
bomem a 1600rs. suspensorios de burrachaa { quesera gratificado generosamente* (9)
320 rs. ditos imitando a 20 rs., ditos de se-1 A 10 para |2 annos fugio urna negra da
da a 1280 e lOOOrs. franja preta a 360 rs. a Costa-benin de boa altura alguma eousa fu-
vara abotuaduras de duraque para casaca e la cabega grande e redonda, le.-tu grande,
Compras
2 Compra-se um sitio grande, ou peque-
no com boa e decente casa do vivenda na
Passagem da Magdalena, ou Ponte-de-Ucha ;
na ra larga do Hozario botica de Barlholo-
meo \ Ramos. 5
I Coiipio-se elfeclivarnente para ra da
sobre-casaca ditas toradas a 320 rs. a duzia
litas lavradas laigas e eslreitas bicos largos
Ostreitos bons e chapeos de palhinha a 2S0e
400 rs., facas e garfos a 2S00 rs. a duzia pen-
tes de tartaruga a I2b0 rs. marroquins de va-
rias cOres a 1760 rs. bezerro de lustro a 3500
rs. a pello rneias garralas de agua de lavande
a 640 rs.. agua de Colonia a 160, 400 zi\n 72Q
800, e 1C00 rs. o frasco, sabonetes, banh'asem
boi5e de porcelana, pomada Iranceza, macass
oleo a 160 rs., e perola a 400 rs. o frasco, pa-
pel de peso a 3200 rs. c almago a 2400 rs. ,
loucadores eestojoscom navalhas costurei-
ras com msica e mais pertences para senhora,
bein espadada pernas linas, ps bem leibs,
tem alguns tal ti os cumplidos e redondos na tes-
ta que sao marcas do sua trra falla grossa,
de 38 a 40 annos, anda a titulo de forra e (em
sido vista vendendo meudezas para as bandas
de Porto-de-pedras ella diz chamar-se Mara,
mas o nonio della he Benedicta; quem a des-
cubrir sendo verdadu, c s verificar a sua
captura recebera lO^rs de gralilicagao "a
ruado Cabug loja do Joaquim Jos da Cos-
ta Fajozes.
Ainda anda fgido ou furtado o escra-
vo de nome Jacinto, de nago Kebollo de 22
annos bonita flgura bem preto com urna
ruviiii fi mulatos Regias, tmuicjui-s du ic
dos papel decores a 2500 rs. a resma, cai-
xos de llores para chapeos e guarnigoes de ves-
tidos, agulhas fraucezas em caitinhas a 480 rs.
Corlea de colletes do la o s.da com covado e
qaiia a '2.N00 rs e outraV multas fasendas
20 annos pago-se bem ; na la Nova loja hamburguesas e Irance/as por prego commodo-
de lerragensu. 16. (4) j na ruado Queimado n. 2'i. 37;
Compra-se esclavos de ambos os sexos, de Vendem-se chapeos de seda para ebuva
i'l a '-:( annos; recebeui-se para mnder-se em'o melliur que ha, a 7000 rs. ; na ra do Quei-
ci mmssi, tanto para a provincia, como para mado, toja deGuilherme Sette .0. 25.
fora della, por ter o annunciante multa (regu- j 1 Vende-se urna toa I ta de esguilo toda
la; na ra Velha 11. Hl, aberra em roda de lavarinto, por prego-com-
Compra-se un cordo grosso de bou ou- mudo ; na ra do Cabug, luja de miudezas
10; na Camboa-do-Carmu D. 19. junto dado Btiuduia
pentcs para prender cabello direitos e vira- marca no peilo esquerdoa imitago de urna an-
cora falla meia devaneada, toma bastante ta-
baco fugio a 20 de maio de 181!; quem 0
pegar, leve a ra da (lula casa do 3 andares
11.03, que recebera 100- rs. rt.< gralilicagao .
de seu snr. Manuel Antero do So usa Res.
Ainda e-t fgido o moleque Julio, que
vendia cangica secco do corpo, meio fulo de
14annos, tom o embigo muito grande, a"
um laquinho tirado na pona de' urna orelM .
tem mo visto em Olinda ; quem > pe^a., leve
ra da za Heis.
RC1FB XJlt. l)i M. t, DBFA...AJ8+*.


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