Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00108


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Full Text

Auno de IflM.
Sexta Pcira 17
,.,\ -<~~c -y ;*g.y-
DA
ne maid.
Anuo \X. W. i 1-4'
0 DlAlll.)J.ubliC-.f hdoSOS diaspe So forera fOl'fici:K. ; ,eco ,. aWIRWW
he (1; ire mil rs. por quarlel pego*idiu.lados. Os aiuiunriosdo* issigneptes sao inseridos
gratis. H Jos que nao lorea raijo de 80 res por liaba. A reciaaacd devem sei diri-
gidas SIS, ijp., ra lias (.rures n. *4 ou a praga da Independencia loja de livr.sn
PARTIDA DOS COllREIOS TERRESTRES.
GOUKIU, e I arabyba sejund.se sexiai eiras.Kio Grande do Norle chcgi a 8 e2i c
V mi" T "' Sr""baem KioFormoso. .Macey, l'onoCaito, e Magoas: no 1 -
11 e SJ flecada me, G.rml.uns e ,Ho,,o a 10 e 34 de Cada ne. ao.-visla e Fio:
",,Je ** di"> l-idade d, Viclori.. quinta, eiras. Oliada lodos oa da.
n DAS DA SEMA!\A.
13 Se ledro Kcjnlado. Aud do J. de l). da '. t
Terca a. till Re, aud. doJ. de D.da 3. t.
15 (Juana i Jidor> Aud. do J de D. da 3 v.
C QuinU Ascenco do .'enlior.
17 -sexla i l'aieual. And doJ.deD f'>. \.
dS Sab. s Venancio. Bel. aud. do 1 .['.i .'da'l. T.
13 Uoin a. l'edro Celestino.
....." u^iffii*.,^--..-yy-. ;,-, '.&s&*nacm:xamrrrm
'j /? ^/'l ~"\ / Todo jora dependo de ni gtmoaj di noaai orule-cii, "oderajio" energa: con-
'2z$r/f// -{" A tinueinos -----' principiaos a sen ios i admira lo -aire u ages i -
culis. Pro .., i di vs abl i Gerel do sranl.)

,- i kMIOl I :.\ Til l'K ^i vio. ruinpr* .....-
i \\ f/ CanbiM sobre Londres 26. ida de 6,400 V, 17,500 17,000
& jJ i y/ l. Pan, 70 reie por franco i Y 17.200 17.40'J
'VkW-V v,"i \,i- Litboa i por 100 de premio I .. u de 4,003 9,l>00 9,800
"WvVM* /' la-Nucoes 1.90
Mnedo de cobre 5 por cerno S ai'i I a
dem de leirsi -!e boas firu a, I 0 |
iluamnares
Dilos mexicanos
:,oo i
l.ofiO
" o:i
,9S0
PHASES DA LA NO &TEZ DE M LIO.
Luacheiaa'.'ao 58 mi da larde iLuaooea 17e,borei c32m'm da MBb
..Iinguaute a 'J a O borai '.> min !. nanha. | Ctescenle a 23 ., f, I, m. di Urdo,
Prtamar de hoje. (_
Primerj as boraseJOmin di mtnl/.a. |Segunde t 4 boros e Si minuto* da lard
. .ffr,:l J<
^ssssEfai


PASTE OrFJCI^ L.
LE N. 127.
O OM/or /"erfro Francisco de Puna Cavilcan-
ti d'Albuquerquc, Vice-'residente da pro-
vincia de l'ernambuco. t'aco taber a todos
os seus habitantes, que a A'ssembla Legisla-
tiva Provincial decrelou, e eu sancaonei u
resoluQo seguinte.
Art nico. O subsidio dos mcuibros da As-
seinbla Legislativa Provincial do Pernambuco
para a prxima vindoura legislatura sera do cin-
co mil res diarios.
Ficio rcvogjdas as leis e disposicoes em con-
trario.
Manilo portanto ;i todas as autoridades,
quein oconbecimento e execuco da referida
lei pertencer, que a cuinprao e facao cum-
prir lao inleiramento como nella se contem.
U ecretario desla provincia a faca imprimir,
liiibiieai e correr. Cidade do Recife de Pernam-
buco em 30 de Abr I de 18ii; vigsimo tercei-
ro da independencia e do imperios Eslava o
sello das armas Jiacionaes Pedro Francisco dt
Paula (Javalcanti d'Albuquerque.
Carta de lei,pela qual Vossa Exc. mandaexe-
cutar a resolucao da Assembla Legislativa Pro-
viudal, -|ue houvo por bem .syinccionar, mar
cando o subsidio dos incmbros da mesma As-
sembla para a prxima legislatura, na for-
ma acuna declarada. Para V. Exc. verAn-
tonino Jos de .Miranda Falcao a fezSellada e
publicada nesta Secretaria da provincia de Per-
nambuco em 4 de Maiode 1814.Antonio Jo-
s de OiiveiraKegistada a folhas'208 do livro
1. de leis provinciaes. Secretaria da provincia
de Pernambuco 4 de Maio de 1311.=: Jos Ig-
nacio Soares de lacedo.
inesmo batalbo (citas pelo Jury de revista;
por isso que, segundo se deprehendo do 2-1
da lei de 18 do Agosto do 1831, ninguem
compete conbecer das decisocs do referido Jury,
dadas em virtudc das atlribuiiOes, que Ihe sao
conferidas pelo citado paragrapho e outros da
mencionada lei.
Dito Ao primeiro supplento do Juizo Mu-
nicipal do termo do lo i-vista, significando em
resposta ao seu ollicio de l- de Abril ultimo,
que ao Jufz Municipal daquello termo compete
m ellcto substituir ao mosmo lempo aosJui-
zesdi-Dircito do Crimc eCivel da respectiva
comarca, sempre que se der o impedimento dcs-
trs fin urna mesma poca; porquanto nenbum
inconveniente ha em accumular elle as fumees
nos dous cargos inherentes, sendo, como be,por
forca dos arligos 17 7 o 116 Dczembro de 1841, o legitimo substituto dos
mencionados Juizes de iircito.
LE N. 128.
Doulor Pedro Francisco de Paula Cavalcan-
ti d'Albuquerquc, vice 'residente da pro-
vincia de Pernambuco. Fuco saber todos
os seus habitantes, que a Assemblia Legisla-
tiva Provincial decrelou, e cu sancaonei a
resolucao seguirte:
Art 1. Fica oertencendo d'ora a vantc co-
marca da cidade de Goianna a parte da fregue-
sia de Tijuutlpapo, que actualmente perlence
comarca da cidade do Recife.
Art. 2 Ficao revogadas as leis e disposicoes
?' entrario.
Mando portanto todas as autoridades
quem oconbecimento e execuco da referida
lei pertencer, que a cumprao o facao cum-
prir tao iuteiramente como nella se contem.
'Secretario desta provincia a faca imprimir
publicar c correr. Cidade do Recife de Per-
nambuco em 30do Abril de 1844, vigsimo ter-
ceiro da independencia e do imperio Eslava
o sello das armas nacionaes Pedro Francisco
de Paula Cavatcanli Carta de lei pela qual V. Exc. manda exe-
cutar a resolucao da Assembla Legislativa Pro-
vincial, que houve por bem sanecionar, anne-
xando comarca de Goianna a parte da fregu
sia do Tijucupapo, que pertenci si comarca do
Recife na lrma cima declarada. Para V. Exc.
verAntonino J x de Miranda Falcao a fez.
Sellada c publicada nesta Secretaria da pro-
vincia-de Pernambuco aos 6 de Maio de 1844.
Antonio Jos de OliveiraRegistada a folhas
209 v. do livro primeiro de de leis provin-
ciaes. Secretaria da provincia de Pernam
buco 4 de vlaiodo 1844 Jos Ignacio Sgn-
rt de Macelo.
DitoAo Inspector da Tbesouraria da Fa-
/.enda, di/.endo, baja de propr pessoas idneas,
paranas commissoes, de que tratao os artigos
108 c 261 do regulamento das Alfandegas,
subslituirem as que, tendo sido nomeadas pela
Presidencia em 1^38, ja hojo nao existem, ou
se achio impossibilitadas de continuar n.estc
servico, como o declarou o Inspector da Alfan-
dega nooficio, queacompanhou odeS. 8.'de
23 do Abril p. p.
DitoAo Commandanto das Armas, deter-
minando, que expeca suassuasordens. para que
a fortaleza do Brum salve na occasio da sabida
*do vapor que condu/. 08 Exms Presidentes das
provincias do Maranhao e Para. Tambero so
ordenou ao Commandanto do brigue-escuna
Calliope, que fizesse salvar as embarcacoes de
guerra, surtas no porto.
DitosDo Secretario da provincia ao Ins-
pector da Tbesouraria da Fazenda, transmitlin-
do, para terem execuco, as orden* do tribu-
nal do Thesouro, nao era possivel juntar a nomeaco dos olUciaes
do Coneelho de disciplina; por tur sido o bala-
Ihio de infantaria de G. N. redusiilo, e dispe-
didos o Commandanto e miiitos olliciaes, cir-
cumslancia que devia do si^r altendida pela
Junta do sado, quando o processo subisso ao
seu conhecimento
DitoAoCommandante do lorie do Gaib,
dizendo-lhe, quo avista do seu ollicio de 12,
no i|iiiil relatava o irregular comportamento do
reformado Antonio Jos do ousa Teixeira, ha-
via nesta data ordenado, que fosse dispensado
do destacamento e excluido do batalho de
artilharia onde estova nddido, e ao mesmo lem-
po que pelo dito batolhao se !i/.esse a substitui-
cao por I cabo, rendendo-se todo o destaca-
mento, se por ventura o existente ubi se achasse
a mais de inez.
dens que havio occorrida na Italia. Por todos
erSo ellas consideradas como serias ; mas o
Journal des Debis exprossava a persuasao de
EXTEB33

ua
Governo da Provincia.
EXI'KOIKNTK DK 9 DO C.OKKKNTE
OITiino Lo Chafe interino d.i legiJo
Guarda Nacional de Garanbuns, declarando em
losta ao suu ofi o le :" de Marca ultimo, e
de conformidadecom o parecer d Presidente
da I r,:>. que ni" obrou legtimamente,
insin iuu ao Mandante do primeiro ba
talbao, que nao d.s3o pelas elimioacoes em o
rominando das Armas
EXPEDIENTE 1)E 15 no P. P.
OfTicioAo Exm. Vice-Presidente da pro-
vincia, rog^ndo-lhe a expedieo de suas ordens
ao Commandante do hrigue Dos te (uarde,
para que viesse, na manlia do da 17, recober
na Secretaria militar as cominunicavoos ofTici-
aes, e dinheiros, que devia conduzir a ilha de
Fernando
DitoAo Commandante interino do bata-
lho de artilharia, mandando excluir o segun-
do sargento graduado e relormado, Antonio
Jos de Sou/a Teixeira.que nesta data fura dis-
dispensado do destacamento do forte de Gaih,
devendo fa/el-o substituir por um cabo dees-
qnadra, ou render todo o destacamento, se por
ventura o existente alli se achasse u mais de
mez.
DitoAo mesmo providenciando respeito
dos desertores ddutnis corpos, que nao podiao
entrar em Coneelho de guerra, por falta de as-
sentos, e de Concelhos de disciplina.
DitoAo mesmo, determinando-lhe, que
na manhaa do dia 17 iizesse passar para bordo
do briguo Dos te Guarde as pracas, quo desta-
cavao para Fernando de Noronba, incluisse o
cabo o soldados sentenciados no mez passado
pela fuga dos presos da fortaleza do Brum
DitoAo mesmo, ordenando-lhe, que man-
dasse apresentarna Secretaria, na manha do
dia 17, os vencimentos, o papis de contabilida-
de do destacamento existente em Fernando, a
(iin de ser ludo entregue ao Commandante do
hrigue, que para alli segua.
DitoAo Commandanto da fortaleza do
Brum, mandando reformar aconta da despeza
l'eila com o guisarnento e transporte do Padre
(i ipello, que celebrou Missas na mesma forta-
leza, e no forte do Huraco, de Jullio de 1843 a
IVveroiro desle anuo, no sentido da ordemque
lora expedida ao seu antecessor em 7 de Agosto
do referido anno de 1843.
DitoAo Presidente do Coneelho de guerra
do soldado Santa Roza, dizendo-lhe. queja
Recebemos o Times at 3 do Abril ultimo,
contendo noticias de Madrid que alcancao a
26 de Mareo, e de Pari al o 1." do predito
mez; epor consegunto alguma cousa adiantio
as que ltimamente extractamos do Diario do
Gciernode Lisboa.
As folhas francozas recobidas em Londres al
a ultima data continliao o seguinte :
Suscitou so na Cmara dos Deputados, em
sessao de 27 de Marco, urna renhida discus-
sao sobre o projeclo do recrutamento, o qual
propunha que se augmentasse o periodo do ser-
vico a oito annos. M. Duprate o Mrquez de
Morny (genro do Marechal Soult) propu/ero,
com ludo, urna emenda para reduzir o periodo
do servico seto annos. Depois de um calo-
roso debato divido-se a Cmara c entao a-
charao-so a favor da emenda 170 votos,
contra ella ......163,
maioria contra os ministros 7.
Parece que M. Thiers votou com os Minis-
tros na menora; mas a cousa produzio pouca
ou nenhuma sensacao extorormente.
No mesmo da pz M. Garnier Pags, sobre a
i.esa do Presidente da Cmara dos Deputados,
copia de una rcsoluco relativa a conversao dos
cinco por cento. As condicoes d'esta resolu-
cao erao textualmente as mesmas que as da-
quella que oi adoptada pola Cmara dos De-
potados em 1840, e que fui rejeitada pela dos
Pares
|ue so tinba dado ma6 importancia ao movi-
mientos dos rovoltosos do que os fictos justifica-
riao. No entretanto, (diziao cartas Je Pariz) o
objecto tem absorvido por alguns dias toda u at-
tencao do Governo Francs o do Corpo diplo-
mtico. Teem havido conferencias diarias e
coinmunicaeoos escripias entre M. Guizct e os
representantes d'aquellas Potencias Estrangei-
ras que sao uiis particularmente inloresiadas
na queslao e leem-se expedido corridos em
varias direc oes o ultimo parti do bottl de
M. Cui'ot para Vicua as S horas da noute do
dia 2!) de Marco. Assim v-se que nao se tem
poupado tempo nem trabalbo em procurar pre-
venir qu.'lquer mo resultado dos movimentos
insurrecionariosora existentes ou quoameatao
apparecer na Italia.
1 s jornaes de 31 nada continhao de novo a
respeito da Italia, e em geral pareciao antecipar
que os movimentos occorridos, ou que amea-
cavJo aquello paiz, teriao sido reprimidos sem
estranbo auxilio.
Com tudo cartas de Pariz diziao que o nego-
cio anda era considerado como amcacador ,
<( nao tanto por ser temivel ou poder vrase-
lo a actual ou inminente revolta, como porque
a ficar intacta a raz do malo desgoverno,
recorrer-se-hia perpetuamente a rcvoltas, e in-
surreii.es. Ha, observavao ellas, um raio de
esperanca que se divisa no reconhecimento da
Rrinha D. Isabel 2 pelo Rei de aples. O
sabio monarcha quo suggerio cssa medida ( o
Rei Lufa Filippe) dificincnte parara ahi.
Elle indicar, sem duvida,aseu sobrinho a ne-
cessidade de dar ao seu povo alguma especie do
constiluico, e isto poder talve/. suspender
temporariamente o progressivo descontenta-
mente c desalTeico geral.
No mesmo dia apresentou M de Lamartine
urna peticao a Cmara dos Deputados, pedindo
que se pu/esse em liberdade D. Carlos e a Sua
Real Familia ora detidos em Burges. Esta
peticao tinba, entre os nomesde umitas pessoas
dstinctas, assignados n'ella, o de M. de Cha-
teaubriand. A peticao era composicao de M.
Madolle que publicou. ha aiiim tempo, um
lolheto intitulado Manifesto para os Principes,
no qual se desenvolvem os principaes pontos, e
diz-se (|un a peticao seri ardentemente susten-
tada pelas diflerentes sececs daopposicao
O principal fado de natureza domestica men-
cionado as billas de Pari/. datadas de 29 de
iVIsrco ioooaro da Princc/.u de Saxo Coburgo
Gotha ( Clementina deOrleans), quo no dia
anterior deo luz um lilbo. O infante foi
baptisado noute pelo Arcebispo de Pariz, com
os non.es de Filippe Fernando Mara Augusto
Rafael. Os padrinbos forao o Rei e a Rainha
dos Francezes.
As folhas do 30 oceupavo-se principalmen-
te com os trabalhos das Cmaras no dia antece-
dente, dos quaes o nico objecto que poda in-
teressara nm leitr estrang''iro, era a proposta
de M Garnier Pags para reduzir ou conver-
ter os cinco por cento. A respeito d'esseob-
jfteto basta di/cr aqui, que, segundo os explica-
coes dadas pelos Ministros as commissoes, era
evidente que comquanto admillissem como
decostume, o principio da proposta, todava
dorio a entender que se opporiao com toda a
sua fdrea e poder adopcao d'ella pela C-
mara.
Dizem-nos, que algumasdas pessoas ordina-
riamente mais bem informadas olbo para o ar-
mamento naval de Nardenha como tendo rela-
cao com esta questao; mas ( diz o correspon-
dente do Times), a questao da Sardenha com
Tunis, na qual teve origein esse armamento ,
he urna quotaode liona file. Depois, contina
ello a sustentar, que nao ha razo alguma
plausivel para as suspeitas cntrelidas, ou assor-
coes feitas em Pariz, de quo a Russia seja a
motora da desafeicao italiana com o intuito
de por frente .o um imperio itaano o Rei de
Sardenha, ou, como outros quercm o Prin-
cipe de Leuchtemberg.
Os negocios domsticos referidos nos jor-
naes do Pariz sao projectos do caminhos de fer-
ao submettidos s Cmaras. A questao da I-
greja com a Lniyersidade anda prosegua ;
mas j o Governo a tinba tomado a si; e pare-
ca provavcl que terminara pela intervencao da
autoridade.
Finalmente as folhas do 1. de Abril ero in-
teiramentc destituidas dt noticias, ncm havia
n'ellas alguma de carcter authentico a respeito
da Italia, mas corra na Bolsa que baviao come-
cadoem Roma desordens mui serias, e que at
o \ aticano tinba voado pelos ares!
L-se no atines do l.de Abril o seguinte :
Negocios da Italia A Gazeta de Leipsic
do 23 de Marco diz que existe em Ravcnna ,
e Bolonha consideravcl agitacao. Alguns dias
antes havia occorrido urna violenta disputa en-
tre a populaca de Facnza, e alguns gendarmes.
Muitos d'estes fdrao morios, a a populaca mu*
tilou-lhes os corpos. Parece que iguaes de-
sordens tiVCTSo lugar em Riuiiiii. O Governo
Romano parece querer ceder, ou ao menos con-
temporisar. He evidente, que a este respeito
obrar elle de accordo com a Austria. Um cor-
reio expedido por Monsenhor Altieri, Nuncio
Apostlico em Vienna, trouxe ao Cardeal Lam-
bruschini alguns despachos importantes relati-
vos a este objecto. Cartas de Roma datadas
de 18 diz.em que o descontentamento, e agi-
tacao predominante na legacao enebia de in-
T'odos o? jornaes de Pariz referio as desor- jquietsejio o Governo Pon tilica i, Tinba uiti-


mmenlo havido una requente corresponden-
te correi o('rte de Roma.e o Com
man Luslriacas estacionadas ao
Ion olla i 17 ordenou o Papa pre-
ces as [gretas p da preservado di pac, e os'.a-
bilidade da Igreja ggi/-. mrzaxnvyismim
-

1 .
respeito ingerencia nem jurisdicoao as justicas
ordinarias, 8eguc-se que a decso da Cmara ia o.-. -
no negocio em questuo loi lega!, e nao um c- aeconomia, c a polica municipal e aa pri a
attribuicao da Cmara, c sobre o que p b
i --.~ .i '' '
zesfrao incompetentes; porque a lei, que re-
gula a materia, diz que ludo quanto perteuce
cordato excentricoda lei; antes muito bem de-
terminou o sentido da postura, segundo o seu
lio, ra/ao da lei; *e a Cmara nao fez mais do
i|Uodzcr as posturas combinadas com o regi-
ment impe a obrigacao do aferir por temos
completo] como se diz que a cmara exorbi
>.IUl\ NO DA lODEMA10^^^lPoi,MOiiUT.,w5!iqM
I.- a le I lie marca .' Nao; foi isto oque a ...amara
fez; logo, Srs., nao posso deixar de affirmar
Continuaco do numero antecedente '(no i.o tem ra/ao o nobro advogado do reo,
Srs., be sobremodo admiravel, que o nobre
defensor do reo, cotneyassoa defesa, ccconbe-
cendo a probidade e exemplar conducta do au-
tor, ao passo que a sua missSo era provar con-
tra elle i mpu tacos desairabas; nesta parte,
Srs., nao sei como possa considerar a dolosa;
mas vos me prohibs que faca digressoes; por-
que estis caneado-: en deixarei pois aquillo,
que nao be porlcncente a causa e Ibe nao pode
prejudioar. Vos fosls teslemunhas, que a de-
lesa versou em fa/er a accusacSoa Joio llariode
larros, e nfio destruio os argumentos, com que
forio prnvados os artigos do bello; e em mos-
trar qne nunca se lizerao aferices por tornos
completos; e asseverou o reo (cujulgoquo es-
ie ponto devo discutir), que nao bavia lei que
obrigass/e a aferir temos completos, por conse-
guinte, que essa exigencia loi extraordinaria,
vexatoria, e que ninguom era obrigado a saiis-
(azel-a.
Cu vou demonstrar (jue.sondo exactos alguns
principios eostabelecidos pido nobre advogado
do reo, todava ellos se nao pdem applicar ao
cavo em questo; porquanlo lei ha, lei existe,
que determina como as aferices BC devem fa-
z;>r, porm he ci rto que intrigas de aferidores,
como vos ouvistes dizerem as tostemunhas do
reo, querendounsanear na arromataeo, ten-
do sido outros os arrematantes, pro lu/ir.l > o
desleixo, do qual hoje quer o roo deducir di-
reito; leudo uns em vista fazer decrescer o ren-
quandu aftirmou nao baver le, c quiz fa/er ap-
plicacio ao artigo da constituirn do imperio, e
lo principio que ninguom be obrigado a fazer,
ou deixar de fazer alguma cousa, senao em vir-
tude da lei Ku concordo com o principio; mas
sustento que ba lei, e demnnstrei que, sendo o
negocio da atlribuicao da Cmara, assuas deci-
oes sao legitimas e obrigao decidindo conforme
a intcncao do legislador.
Vos porm ouvistes que a nao aericao por
temos foi devida as intngasenlro arrematantes,
en^o falta delei, e provado (lea quo antes c
muitoantes da decisao da Cmara, bavia eainda
balei que regula as aferices, e bem assim que loi
legal a decisao da Cmara; pois que nao fe/, mais
que declarar o verdadeiro sentido da lei. De
mais a nossa Assemblea Provincial ja converteo
essa decisao om projecto de lei, determinando,
que se devia aferir por temos completos; por
consequencia mais forca tem a decisao da C-
mara, apoiada pela Assemblea Provincial, a
quem loi submotlida, como poder competente
para decidir definitivamente, na forma do art.
10. \ do acto addicional que a autorisa para
legislar,sobre a policia e economa municipal
precedondo proposta da Cmara; e nao porton-
ca As justicas ordinarias decidir sobre a mate-
ria, atleiidendo a nalure/a da questo. A Ca
mar decidi, deferindo o requerimento, e es-
perou que a Assemblea deelarasse, so fez bem ou
mal; a Assemblea disse obrasteis bem >, romo
dimento das aferices para perder o arrematan- consta das lolbas publicas, e posto que a lei nao
te, e no outro anno se apoderaren*, outros da
presa, c lucraren): porm isto nao pode auto-
risar o abuso, pois que lei existe que regula a
materia como sao as posturas, e o regiment das
aferices; leisexistem que autoriso as Cmaras
para tomarem deliberaeoes sobre negocios desta
especie; estes pontos importantes devo discutir.
He fra de duvida, que as Cmaras petenre
tomar deliberaeoes sobro ludo aquillo (ue di/
res pe lo a economa e poltica municipal, por-
que a lei assim o determina; todos sabern que
os laberneiros teem obrigacao c necessidade de
terem medidasepesos pira comprarem e ven-
derem seus gneros, isla manda a lei, e a sua
razio be evitar fraudes, que os compradores e
vendedores pdem fa/er as compras e vendas,
fraudes de que be victima muila gente, e para
prevenir esta fraudo, esta especie do roubo, or-
denou-se, que os posos o medidas fossem todos
uleridos; ora, devendo todos os pesos e medidas,
porque os mercadores pdem pesar ou medir se-
ren exactos, todos devem ser aferidos; o mar-
cando o regiment quaes sao lodos os pesos e
medidas por que se pode pesai e medir, (ue sao
todos os quem compem os temos, nao pode Pi-
car ao arbitrio de qualquer taberneiro o nume-
ro de medidas que deve aferir, alias nao se e-
vitara o mal que a le quer prevenir; a sua ds-
posicSo seria nulla, porque o mal subsistira;
visto que ellos nao su podiSo vender, mas tam
bem comprar por medidas nao ateridas, a pre-
sen lando as correicco's ios i'iscacs smente as
poucas que tinbao aferidas, erra sua ausencia
usando das inexactas e nao aferidas, quande a
cousa nao tivesse de ser pesada OU medida pe-
las medidas pequeas. Ora, o regulamento da r(leo).
osse anda sanecionada, be fra de duvida que
a lei passou.
Demonstrado, pois, tica tamboril assim que
nao bouve vexaces em exigir que a a ferelo
(osse por temos completos ; porque ba le que
nbrga a aferir todos os pesos como se con-
cille das posturas combinadas com o regiment,
de afericao muito de acord com a qual le foi
a inlelligcncia da Cmara que nao despresou o
uso,o pra tica que be a molhor interprete das leis,
inlelligencia que foi reconhecida verdadera
pela Assemblea Provincial poder compe-
tente ; logo vexaces nao existiro. Mas eu
digo, que anla quando o acto se podesse
considerar vexaces, nao tinlia sido praticado
pelo autor nem por elle ordenado ; por-
quanlo vos ouvistes, c o reo mesmo oconfessa,
que, leudo elle recebido de Joiio Daro a deca-
racao que s aferia tornos completos se diri-
gi Cmara para que esta ordenasse a Joo
I lario que aerisse sem ser por temos completos,
e dabi se deduz que o proprio reo reconbeceo
que a Cmara era quem podaobrigar a Joiio Ha
ro a aferir desta ou daquella maneira ; he
quem tinba direito de dr-lho inslruccoes
convenientes e nao o autor que tambem he
mandatario da Cmara e que nada tem como
negocio de aferices, commettido a Joo llario,
que, se aqu eslivesse declarara, por terto ,
nunca ter recebido ordem do autor sobre n
negocio de aferices,que asrdeos foro da C-
mara ; e tanto isto assim que quando a C-
mara mandou o autor informar, este pedio in-
formaces ao aferidor : e de mais aqu est um
locumenlo que corrobora o que eu a cai.o de
afericao, combinado com as posturas faz gera
a conviccaode que exista a obrigacao de aferir
por temos completos, conforme os gneros que
cada um tinha pira vender, nu comprar: ns
vendedores nSo prdfruzem, elfes compr&o para
vender, c devem ter, para comprar, medidas a-
leridas, porque lei alguma quer jamis dar oc-
casiao raudos, e (icaria lugar para fraudar a
lei.se a afericao nao losse por temos completos;
c deste mal inultos sao victimas, pois que umi-
ta genle ha, que tendo mandado comprar ob-
jectos, tem sido losada no peso c medida, e da-
bi um clamor gera i; e muitos se quoxo j do
acougue, j das comprase vendas as diferen-
tes tabernas, c estas quexas quiz a le obviar, c
nao se pode di/er avista das po-turas e regi
ment que nao existe le. A le do 1. de Oulu-
bro de 26, no artigo 6G, incumbe as Cmaras
prover o tomar deliberaeoes sobre tudo quanto
Se pois existe na Cmara.desde 32,adetermi
nacao, que aericao se faca por temos comple-
tos; se esta decisao, de conformidade com a lei,
se este accordao nao foi revogudo por leioude-
cisto posterior at a qm slao entre o reo, ca
mesina Cmara o baver nova decisao de con-
ormidade com a de 32 ; como se pode dizer ,
que o autor foi quem ordenou exigi e deo
apoio, para qne as aferices se fizessem por ter-
nos completos? Srs., parece-me, que nenhuma
huida lita a este respeito ; mas anda notarei ,
que a correspondencia he posterior ao accordao
da Cmara porque este foi dado em Julhode
8V3 Ca correspondencia he de Outubrod'*
tiva iHMi"'r
da privativa atlribuicao da Cmara, art. b.>,
nao leen jurisdiceao, nem interferencia as ,u s-
t.cas ordinarias ; logo os Jui/es nao Unbao lll-
risdiccio par. proferir decses para decidir o
negocio, e s n Cmara era a competente, o li !-
gitimamei.le deo instrueges a Joo llano o
mandou que aerisse portemos completos; se
as sentencas declararlo, que se nao devia aler ir
por temos completos isto he o contrario d o
que a Cmara decidi dentro dos limites da su a
altribucao.sao nullas. porque os Juizes erao in -
competentes, o sem jurisdiego no caso verlen-
te mprorogavel.
Mas. disse o nobre advogado do reo qu'
os Juizes erao competentes para obrigar o aferi
dor a aferir quando elle a isso se recusa ; mas
itto he quando o aferidor cometi falta de ex-
cueSo nocumpririento de seus deveres; porm
nao quando em frlode das leis e ordens le-
nes se recusa a aferir por se nao querer su-
jeitarao modo, por que se deve fazer aafcr.cao;
porque regular o modo Jas aler.coes nao he d
competencia, nem da jtmdiccio dos Juizes.
Disse o nobre advogado <\ a,;?ord.ao da
Relacao apresentado nao tintO applicatao ao
caso presente: Srs., eu j mosti'ei 1U0 le,n'i
porque o accordao saneciona o prin^'l"0 H L
sobre o quo he da privativa altribuicV da La^
mar nao pode decidir o poder udiciario,' ilCJ
cordao be bem expresso, e di/ claramente 'lu^
em malcriada atlribuicao da Cmara nSoSv
pode decidir; e versando o despacho sobre ma-
teria, desta natureza, como prova o art. 66 da
lei outro era o recurso do poder autoridad,
que tinha de conbecer. Nao se pode pois dizer
que o poder juiiicario he o competente para
decidir as quest's dessa natureza: o accordao
he bem terminante (/).No ha um s Desem-
bargador vencido todos concordarao com o
principio ; foi elle proferido nacausa.de libello
intentada pelo Dr (Medico^ Joo Ferreira da
Silva para obrigar a Cmara a conccder-lhe li-
cenca para edificar e nos trbunaes se decidi
da maneira, que ouvistes : no accordao se adop-
tou o principio gcral da competencia da Cma-
ra sobre negocio da mesma natureza : he um
caso julgado pois, que tem toda a applicaco
.Mas disse o nobro advogado ; eu ten lio sen-
tencas da primeira instancia que sao a met fa-
vor ; mas quaes sao as sentencas ? Assenten
cas sao condemnando o aleridor, por falta de
cumprimento de deveres, nada podem proceder
a respeito das aleriees, sao proferidas por juiz
incompetente ; nao fazem caso julgado, alcm
disto acrescc que sentenca ba tambem quejul
ga nao terem sido exercidas vexaces as afe-
rices tai he a proferida na aceo que de pro-
posito intentou o reo para boje se poder defen-
der com ella, se acobertar; porm a decisao foi
contraria ao que se pertendia alcancar, e pro
va a favor do aulor.
Srs eu suponho ter demonstrado, que nao
houve ordem. nem maudato da parte do au
tor para o aferidor aferir deste ou daquellc mo
do nao se aprsenla essa ordem e apenas se
apresentao expresses ambiguas na informa
cao, la I vez um equivoco porque podia o
aleridor reerir-se a Cmara ; e mesmo taes
expreedes nao fazem prova, por que csse enun
ciado do urna s pessoa nao pude constituir pro-
va- e inda quando sj referissctn ao autor sem
duvida seria por obrar este em virtude do man-
dato e ordens da Cmara como procurador, e nao
por determinaco sua, e eu ja prove que e de
terminal o era justa e legal.
Agora. Srs, be preciso (radar de um ponto
sobre que tocou o advogado da defeza, e loi que
tanto o reo nao tinba injnriado o aulor que
este reconbeceo que as ixpressoes erao ambi-
guas : ora para responder a isto direi : que
na correspondencia se ulirma terem pessoas prati-
cado vexaces umaque, senomoia eoutraque
se designa por algvem que obra em nome daCa
mar seu commitcnle seu procurador ;
querendo o autor saber se com elle isso se cn-
tondia f chamou juiso o reo para declarar s
o alguem era elle nica cousa ambigua por-
que omashe claro eentao oreodisse, que se ha-
va recebido mais do queodevdo, que sefserao
violencias &c como so v afinal porm declara, que espera pelassentencas
para entao publicar este negocio circunstancia-
damente c sellados com o ferrete da infamia e
mesmo anno, posterior ao accordao quo decw
dioa questao Nao se pode, pois, imputar ao au
tor um acto que nao he seu. So pois Srs., oda ignominia os nomos daquelles que como
aleridor be um mandatario da Cmara e nao prevaricadores fossem declarados. Por tanto
ilo Procurador, fe sto be muito importante) se nunhuma amb&uidado ha as exnmsses nHen-
d/, respeito economa c polica municipal; aquella he, que recebe ordens,e nao deste,co- sivas, a duvida eslava no alguem.
que o negocio he da economa e p. m. deduz-sc mo pois adribuirao Procuradorcrime tmente Mas Srs, diste o nobre advogado que se
da disposicSo do 10 da le citada, sendo o nc
gocio de afericao da economa e polica mu-
nicipal, hevlaro que s a Cmara pode decidir
diz
i .
Ora. se o negocio be da privativa Bttribuicao
competencia da Cmara, e a lei nao J u seu
por ter emillido sua opinio partculara respeito nao devino interpretar (oreando is palavrfis ,
da intelligenciadaspostiiras? Nao bepossivel.n.io nenhuma interpretaban forcada se deo as
pode sei o autor rcsponsavcl poracloalheio; mas palavras do reo ; o que se fez foi um exame das
o nobre defensor tocou em outro ponto que mesmas palavras segundo a grammatica ea lo
discutir, e foi que as sentencas dos Juizes gica ; altendeo se as palavras segundo o modo
Municipal,c de Direito tinbSo sido e erao profer* de fullar, segundo o fin a que se dirige a cor res-
dusjior Juizes competentes. Du digo,que osJui-j pondencia que he macular, manchara honra,
e reputacio do autor, por sso que so Ihe m-
pulo fados que o expoom ao odio o despreso
publico.
Uisse o nobro advogado que vexaces nem
sempre erao concusso : eu digo que as vexaces
injustas para fa/er pagar o que se no do\o
pagar as aferii,es he concusso ; o reo afliuna
isto, logo altirma queforaoconcussesexercidas.
Se erao justas, por que so queixou, e fez tanta
bulha sem motivo ?
Disse mais o nobre adlogado que tendo no
caso presente pessoas commettido vexaces o
Sr. Antonio Joaquim as na tinba platicado
mas o contrario disto consta do que disse na
sua deelaracao que cu passo a ler [leu) ora aqu
est o reo di/.endo que tem documentos que
tem bilhetes assignados pelo aulor dos quaes
consta que so fi/.erao vexaces no sentido de
exigir de mais do quo era devido ; porm ta-
lando de declinar aimputaeo que fe/., disse
que naoattnbuo isto ao autor, porque nao
existe sentenca que o declare : tal ora aqui est
a deelaracao uoxpfioacio do pensamento do reo,
o della vc-se que elle nao s<> chama vexacao a
exigencia de temos completos mas tambem
diz que se pedio e recebeo mais do que era
devido ; por tanto esta parle da defesa nao po-
de produzir e fie lo em favor do reo.
Mas disse anda o nobre dtlensor que cada um
tinba direitodeexprimirseuspeiisamenlos, qjc
era issoum direito innato ao homem, congenilo
com elle. IIeverdade;mais a osse direito succe-
ptivel de abuso,e esse abuso hoque se quer pos-
suir, porque o abuso he um crime; tenho di-
reito de existir, mas por isso nao tenho direito
Je matar a outrem. que me no oliendo : so
u uiser existir, matando outrem, que mo
nao oi.,c'nde' cei tanionle ahuso do meo direito;
abuso o (,'ir,,'l s,r'0 cousas muito diflerentes, eu
sou o primei!'0 r0,'o""rc,,r 'lue l,)dos teem di-
reito de commu.,licar st'us PCl amentos; n.as a
mesma constituicao ,io ,,s,ad" dlz no ar,i >79
4., quo lodos resp.ondem Pelos bases que
commeltem. Ora, a le." u',n determinado que
aquello que abusar do direu." de ^xprimii seus
pensamentos responda por tuC 8')US0 he a
punico doabusoo queso pede;exig.'n,oso cum-
primento da lei. Tambem a defesa sc *' "eo
ila circumstancia de ter o reo muitos lilbos,' n,as
o nobre advogado no ba de querer estalu \C-
cer como principio que por alguem ter filho*,
ou fainilha tem caita branca para matar, carta
branca para insultar, carta branca para injuriar,
carta branca para calumniar. 6ic. : logo i^sa
parte de defesa no pode valer Mas, Srs. se
isto pode fazer impresso as vossas conscien-
cias, eu alanco que o meu constituirle nao
quera priso doio, decusa para mostrara sua
innocencia, salvar a sua repulacao, e nao duvi-
da dar o perdo de pena pois seu fim he justifi-
car se,eapresentar um julgado para restalx leicr
>ua reputaeo que seacha grveme nteollendula;
com isto nao faz senao usar de um direito a
lim de nao sea apresenlar aos olbos de seus
concilladnos como um ente desprezivel ; mas
nao quer perseguir, nao quer pena, querse-
uslificaf-se. ^rs.. anda urna nutra considera-
cao tenho de la/er; v< impunidades por amor della, militas veies lac-
ios horrorosos se teem visto sobre a trra; mu-
tas vezes.rerorrcndo-se aos trbunaes, e nao se
encontrando justica, tem-se infelizmente visto
em diversas partes recorrer se aos punbaes, o
aos baramartes No digo, Srs., isto porque
Umita applicaco ao caso presente, rio tem por
certo; meu cn*lluinte jamis he capa/ de pra-
ticar urna inlamia, un crime, e a prova he que,
tendo sido offendido. (rouxe perante voso reo ;
por tanto, Srs., o que disse loi para mostrar o>
elleitos da inpunidaile. O nobre advogado arcu-
sou a Cmara e seu Secretario de Ibenoterdaiio
certides; direi que com isso nada tem o autor;
aecuse-os se nisso ba crime Naocancarei mais
a vossa paciencia, porque suponho ter demons-
trado lodos os artigos do libello, e mesmo jus-
tificado a legalidade da decisao d Camaia.
Ksquecia-me tocar no depoimento das tesle-
munhas, que,sendo todas partes no negocio,
como he o reo; nao fazem prova, e he preci-
so ruar,que no negocio das alences teem lia
vido caprichos, cstahelecendo-se urna bolsa pa-
ra as despe/as da justca;e pessoas que como in-
teressadas veem a juizo depr, sao suspeitas; e
testemunhas suspeitas, para ebegarem aos seus
fins, depem algumasquo o seu desaleclo com-
mette crirnes rnorlaes, sem elle jamis poder
ser mesmo suspeito d'elles. A vista disto ne-
nbum crdito pode merecer depoimento
de teslemunhas snspeitas Concluo Srs. ,
direndo quo espero jI^c. provadon todos os
artigos do libello c condemneis ao reo para sa-
tisfacoda justica,tranquillidadede vossas cons-
ciencias, correccSo do delinqueule, e repara-
cao da offensa do autor; segu demente den o
Sr. Juiz a palavra ao advogado no reo que
disse :
(Coniinuur-se-ha )
ILEGIVEL


I
-
I
.t ovmv vmam'iem*i*,mm
Publicado a pedido.
MARANHAO.
A usurpacao consumada.
Esta decidido : (eremos assembla intru-
dilas de dito ; a Bussell Mollors & (".ompnnlui.
30 barris manleiga ; a Boxas Braga & Com-
panhia.
. i fardo cobertores de laa ; a Jos Ramos de
6a, o anarcnia de direilo na provincia porque oiiveir
iTtmL^'c 'vSf-**1?- P;.-i 29 d.tos fazendas de algodo. candilas
S Zv L r I'' U fMTE do,inh0' aMc" Clnont & Cpmpanhla.
kL n a t n 'iri'"5 H ',", to*\ 8 dita, laa** de algodo ? a J-morsoo.
veretroj emandeprocede, aapuracao ind,.-|,inh 38 dita* ditas de algodo, 5 fardos di-
30 barris manleiga 3 fardos fazend.ns de al- d'osta Provincia, consistindo em cadeiras de
godfio 24 caixas dilas de dito 1 embrulho ; militas qualidades consolos aparadores ,
lanquinhas meza redonda de meio desalas
posto!. A usurpaciio nao podia ser mais ma-
nifesta c evidente, porque a vista da mesma a-
puraciio que fez a Cmara jansenista, o nume-
ro real de 5G1 eleitores que deo a provincia em
18V2. acha -se elevado ao ficticio de 580 e tan-
tos. Este s absurdo, pondo de parle tudo o
mais, era motivo bstanle para se proceder
nova spuracao, com separacao dos collegiosem
que se prova que houve abuso,si tivessemos Go-
vernoque quisesse fazer a sua obrigacao, e o
scr. seinduvida logo que descame em par o
ministerio Vatap, porque nao be possivel que
prevaleca semelbante borracbeira.
liis-ahi o quesaoosgovernos interinos: Bra-
sileros mirai-vos neste espelho.
{A fe vista).
COM.MERCI0.
Iffaiirlega.
Rendimento do dia 15.........10:398400
DesearregaQ hoje 17.
Brigue Velocity l.acalb o.
Barca Itt mere idorias.
Barca t\avarre iiiem.
Brigue Josefina idem.
IMPORTACAd.
Josefina, brigue poi tugues vindo de Lis-
boa, enliado no torrente mez consignado a
Alendes fe (Jliveira manifeslou oseguinte :
365 lagos de pedra 9 caixas queijos 154
pipas vinbo, 171 l.arrisdito. 19 bailas papel.
0 barra carnes, 0 ditos azeilo ; a Alendes &
Oliveira. '
4 barricas sardinbas ; a Antonio Pereira da
Cunta
13 gamellas de cera ; a Jos Pereira. da
Cu n lia.
4 pipas vinho 30 Larris dito ; a Izidro Ay-
res de Sousa.
3 pipas vinlios 2 nujjie ; a iManul Jos Macbado Malbeiroa.
1 em rulli. impressos; a Silva & Fragoso.
1 barril vinho; a Jos Jernimo Rodrigue-
C lia ves.
1 bar tea lirio florentino; a Manocl Ferreira
Lima.
4 caixas rap; a Tbomas de Aquino Fonscea.
1 dita drogas 2 barricas ditas ; a VVeitcb
Bra\o & Companhia.
2 caixas doce e fazendas ; a Policarpo Jos
Layne.
J5 Larris vinho 1 bali calcado 1 caixote
dito ; a Domingos Jos \ icira.
1 condeca mercurio, cllaseme; ajoaquim
Candido Gomes.
7 caixas chapeos; a Luis Antonio de Siqueira.
4 ditas vidros ; a Ignacio Jos de Coulo.
1 dita velas ; a Jos Pereira Vianna.
1 dila un braco para batanea; a Manuel Jos
da "lilva Carneiro. ,
1 condeca calcado ; a Joaquim Jos Pereira.
3 fardos capaxos 1 porcao de cebollas 3
latas orebata, 1 barril carnes, 1 ca i xa fosfuros,
1 barrica bolaxa I raixa calcado, 3 latas Lis
COUto; a Paulo Antonio da Bocha.
18 barris carnes; a Miguel Joaquim da Costa.
2 barricas drogas; a Joo Moureira .Marques.
3 pipas vinho; u Joao Manuel Rodrigues Ya-
lfiCd.
1 caixa miude/.as ; a JosMaria Rodrigues.
1 dila ferragens; a Antonio \ ale.itim da Sil-
va Barroca.
1 dita palitos; a Bernardo de Oliveira Mello.
3 dilas ignora se 7 embrulbos dito 1 la-
ta dito ; a diversos.
1 barril vinho 1 dito peixc 3 vasos ph ri-
tas 1 gaiola coxicho 1 banbeiro de folha 2
saceos dinheiro, 1 lala ignora se ; a Ordem
trl barca ingloza, viuda de Liverpool, en-
trada no correlo mez consignada a Lalham
& Hihbert manifcstou o snguiote :
5 fardos fazendas de algodo 2 caixas ditas
100 barris manleiga; a N. O. Bieber & Com-
panhia.
14 caixas fa/endas de algodo ; a Geo. Ken-
worthy & Companhia.
1 sanco amostras ; a diversos.
Velocity brigue ingle/. vindo do Halifax,
entrado no corren e me, consignado aMc.
Calinonl 1409 barricas Lacalho, 164 meias ditas di-
to ; a Me. Calmont & Companhia.
Navarrs barra americana, vinda de Pliila-
delphia entrada no corren tn mez, consigna-
da a L. G. Ferreira & Companhia, manifeslou
o seguinte :
1350 barricas farinha de trigo 28 ditas bo-
laxa 300 barriquinhai holaxmha 100 bar-
ris breu 300 resmas de papel de embrulho ,
10 caixas queijos 370 ditas cha, 15 ditas fu-
mo 127 barris manleiga de porco 50 caixas
canclla 408 arcos para maslros 55 duzias de
garranxos para ditos 800 rravos de ferro para
Hitos 800 chapinas de dito para ditos 30
du'sias de cadeiras 10 dilas dila em caixas ,
2188 barricas abatidas 9G ditas com lampos ,
44 ditas vnsias, 1 caixa lorrada de chumbo.
com pedra marmore ditasde jantar &c s-
az marquezas, com modas, armarios, leilos,
lavatorios estantes secretarias, espedios ,
randtviros de bron/e globasde vidro, reto-
io de cima de me/a quadros, louca fina w
dros, muilo boas obras d'opliinn prala, eou-
a I2jOO0 e lapamento afbooo e folha a Kb
o mdheiro dirija-se a ra da cruz no Recite
venda n. .'7.
A preta Roza escrava de Mara do Carino
moradora em Macei cuja escrava me tem
procurado por duas ven s para eu comprar, por
tan! > que ira vir edita Senbora da escrava
trartar obre a vend i da dita escrava na cidado
de Olinda em casa do lente i oronel Anio+i
Iros objeclos de grande ulil(dade para qualquer nio Joaauim Guedes na ra doMathias Per-
cala-: Sexta-feira 17 do correte as 10 horas reir.
da manhu em ponto na caza onde ultima- I Descja-sc fallar com Francisco Mandes,'
mente morou o Sr. Jo Ray, ra do 'morn, de Souza quo morou no Pao do. Albo, e que se
prxima allandega grande d'esla Cidade. mu.lu: para esta cidade : na iu.. do Oii'iinado.
...______. .'.i. IULU!......: loja de.lo^ Antonio dos Santos Coelho. (4)
I) annuncio fcito por Jos Lua Pessoa ,
respectivo b um terreno o um cilio na casa
achaose ypolecados a Jos Joaquim di*
0SL"
lo
as pessoas que quizerem lazer algum negonio
norario, que em outro qunlquer estahelecimen- s,,r;' enca dos mesmosannuncianles.
to .leste genero ; os pretenderes poderOdir- ~ V' 'gar """' g" W* sa*>a
gir-se a qualquer hora ao mesmo Collogio na | *******'* engomar e comprar na ra que.nl,-
visos diversos.
1 No Collecio !
1 NoCollegio de insIruccSo primara ,lI'''rt,': nchaose ypolecados a Jos Joaquim de
dirigido por Antonio Roberto da Silva, se ad- ?,,ff,,.ra.c CmPan,"a "r"' francisco Jos
miliem alumnos d'amhos ossexos tantos ex- de Ulueira como por engao sal..o, perianto
ra da Cruz do Recite n. 2i- onde se tratara
do ajuste: no mesmo predio se aluga um arma-
zem com qualro portas de frente o qual con-
ten umaarmacoenvidracada propria para qual
quer estabelecimento de negocio; a qual seven-
de. (13)
A pessoa, que por este Diario annun-
cou a venda de telhas dirija-se a Praea da
Santa Cruz botica n. 4 onde ha quem as
queira comprar.
lovimonlo do Porto
Navios entrados no dta 16.
Sidney ; 78 das, galera ingleza Kelso de
G67 toneladas capitSo David Bogslung ,
equipngem 21, carga la.
Maranhao; 23 dias, patacho brasileiro Caro-
lina, de 122 toneladas, capitSo Francisco
Bernardino Mattos equipagem 10, carga
varios gneros.
Liverpool; 27 dias galera ingleza Columbus,
de 319 toneladas capitao Daniel Green ,
equipagem 19 carga fazendas.
Navios saludos no mesmo dia.
Sahio para cruzar o brigue-escuna de guerra
brasileiro (Jaliope commandanle capitao
lente Bapliael Mendos de Moracs e Valle.
Liverpool; barca ingleza Nighlingale, capitao
Th. Ilemler carga assucar, c algodo.
Tciit'. ir
Miguel drehanjo Monteiro de Andrade, Offi
cial da ordem da Hoza, Caralleiro de Chns-
o, e Inspector d'Al'fnndega de l'ernambuco
por .V M. I., que Deas Cuardt,
Faz saber, que hoje 13 do correle ao rucio
dia, na porta da mesma, se hao de arrematar em
hasta publica Ires Larris com 280 titiras de ver-
de icis, no valor lo guarda Tbomaz Jos da Cosa e S no des
pacho por laciura de C. W. I. Kohlaneyer sob
o n. 46(58 sendo dita arrematadlo suicita ao
pagamento dos direitos e expediento. Alfan-
ilega, 15 d<- Maio de 1844.
Miguel Archajo Mvtiteiro de Andrade.
Avisos martimos.
1 Para o Rio Grande do Sul segu com
brevidade o brigue escuna Constante Capitao
Manoel Jos IV.'onteiro Vianna inda podo re-
ceher alguma carga assim como cscravos .
quem pertender pode enlender-se no Reeife
ra da Cadeia n 45, com Amorim Irmos, (6)
los Para o RiqJc Janeiro segu impreleri-
velmente no dia 19 do correte maio o Patacho
Felinto rerebe nnicamenle passageiros ," e
esi ravos a frete : a ajustar com Gaudinc Agos-
tinho de Barros; Pracinha do corpo Santo ,
n. 6ti. (6)
'JLiLLJ-JU-H!
I.HIcs.
1 Kalkmam & Rosemmund farao leilo ,
por intervencao do correlor Oliveira de gran-
de sortimenlo de ferragens e miudezas, in-
da dito, 80 Larris manleiga; a Digo Cocksbott clusive grande porcao de fitas o nmeros e\c.
di Companhia. lerca-feira 21 do correle A* 10 Loras da ma-
h fardos fazendas de algodo ; a J J. Mon- nbaj noseu armazem ra la Cruz (G)
M iro. 2 O Correlor Oliveira far leilfio de mobi-
4 ditos ditas de dito, 180 gigos louca, 2cai- lia, que ser vendida sem limites, e da de
xas dita ; a Fox Brolhcrs.
1 Aluga-se urna casa na la de Dorias ,
com 3 quarlos, co/inha lora, e com sabida pa-
ra a ra de Santa Ther'eza ; a tratar na ra do
Rozarin n 1 segundo andar, com Jos de Me-
deiros Tavares. (5)
1 Um professor de primeiras le tiras, exa-
minado e approvado as materias que exige
0 ensino publico e que ten mais de 12 anuos
de exercicio contina a dar lices por casas
particulares ensinando nao s tudo que diz
respeilo as primeiras ledras como tamhcm a
msica; quem quwer ulilisar-se do sen presti-
inii dirija-se a ra de Dorias sobrado deum
andar n. 28 9)
1Joaquim Martinho da Cru? Correia. sub-
dito Porloguez, relira-*e para a Babia. (2)
1 = >'a praca da Independencia n. 36 se a-
brio um no o estabelecimento como deposito
de perfumaras, aonde os consumidores acharo
empre um completo surtimento por precos
mais baratos de que em todas as mais partes, as-
sim como agoa de colonia com os sublimes aro-
mas dea mbreBozaealmiscar, todas das mais
superiores qualidades que tem aparecido o pe-
lo barato preco de 1500 ris a garrafa da de ro-
za a 1800 ris a dita de almiscar c a 2000
rU dita a de 8mbre c em irascos pequeos lizos
c lavrados das mesmas qualidades a 240, 320,
400. 480, frascos quadrados grandes com su-
perior agoa de colonia a 600 ris, 800 ris e
1000 ris. agoa de lavande a 4S0 a garralinha
e em meias garrafas a 600, ris dita com amhre
a 800 ris o frasco, sa:>onetesa 100 risc 160,
ditos muito finos a 320, macassar perola a 320
o frasco agoa, da China para tirar nodoas e se-
bo das golas a 480 ris o dito espirito de todo1!
as qualidades a 160 ris o dito, pomada para o
cabello a 200 ris, dita muito superior a 480
ris o boio, dita em vazos de porcelana a
1280 ris, dita virginal para extinguir os pio-
Ihos da caheca a i00 ris. pos para denles a 100
r< e muito superiores a 200 r's a caixa, ban-
dolino de venus para estirar os cabellos encara-
pinbados a 480 res; contras muias perfumaras
ludo pelos precos mais baratos possiveis. (29)
O Sr. Antonio Gomes de Mello diri
a-sc a ruada Cruz do Reeife atraz do Corpo
^anto em casa de Lourcnco Jos das Noves pa-
ra receber urna emeomendinha que Ihe foi
remedida do Rio de Janeiro na patacho Lati-
1 entina Brazileira.
1 -Precisa-sc de um homem que queira ser-
vir de guia a urna pessoa que pretende hir para
o Sul, quem estiver nestas circunstancias, dan-
do fiador a sua conducta dirija-se a ra da
Conceico da Boa-vista n. 26. f5)
Precisa-sede um pequeo sitio, ou urna
casa de grande quintal no bairro da Boa-vis-
ta ra do Pires ou S. Goncao por aluguel
compra ou permuta dando-se urna casa em
S Antonio que rende 16j000 mensaesca mais
diiTerenca que houver: quem liver annuncie.
1 zrrQuem annunciou querer alugar urna ca-
sa de trez andares na ra de S. Francisco, que
rendo a que est na mcsrns rus defonto da ca
tria n 5. r juntamente com o armazeni ; di-
rija-se ao segundo andar do dito. (5j
Os Srs. Joaquim Matada Silva Anto-
nio Ferreira Machado Joaquim da Cosa ,
Jos da Silva Pereira, Manocl Bodrigues da
Costa Magalhiies, queiriio hir na ra de
Santa Cru/ n. 86, quo receborao urnas cartas
lindas do Porto na Larca Tentadora.
ver dirija-se a ra nova n. l4.
1l'ma familia Irance/a quer alugar um sitio
perlo du praca com Loa casa de vivenda e ca-
pim para tres ou quatro cavados ; quem liver
dirija-se a ra Formosa n. 11 i
1= Da se dinheiro a premio sobre pinbores
de ouro e prala e hipoteca, ou boas firmas;
os prctendentes dirijAo-se a ra do Rozario es-
treita segundo andar da casa onde mora o Si
Dr. Baptistn n. 30. (5)
1= a Boa vista ra do AragSo, n. 37. ha
um deposito de farinha de mandioca tanto
a rola 11)0 como em sacas por mais barato pre-
co que se vende na praea medida a vontade
dos compradores; o deposito se conserva aber-
lo das 7 horas da manbia as G da tarde sem
recusa do da. (7)
Quem annunciou no diario n. 111 ter
para vender telha a 16*000 ris o milbeiro c
lijlo de tapamento a lo000 ris e alvenaria a
12s000 ris annuncie a sua morada ou dirija-
se a ra do caldeireiro n. 5G.
6 Existe no Engenho Vicente Campello
fregue/ia da Kscada dous quartaos de cangalha
caslanbos sendo um andrino que foro apreen-
didos a um llho de nomo Jos Cordeiro que
descobio que os tinha comprado por diminuto
preco a urna pessoa que os tinha birlado nesta
praca ou nos seus arrebaldes quem Ihe fallar
ditos quartaos dirija-se ao mesmo Engenho a
fallar com o propietario .Manoel Goncalves Pe-
reira Lima. (10)
3=Reginald S. Graham com sua familia
relira-se pan fra da Provincia
3- Preciza-se alugar urna casa de sobrado,
com bastantes commodos, para urna familia de
i, ou 5 pessoas, cavallarice, coxeira, &c., no
bairro da Boa-vista, ou de S. Antonio e nao
excedendo o seu, aluguel de 500ji a 600j res
annuaes; quem a liver dirija-se a botica dos
Srs. Saisset &: Companhia no Recite. (7)
3-Joao Antunes Guirraraes roga a todas
aquellas pessoas que tem pinhores em seu po-
ler que os venhao tirar no praso de 8 dias,
na falla o annuncianle passa a vendellos para
seu pagamento. (5)
3= abaixo assignado faz siente ao respei-
tavcl publico, que pertende retirar-se para
Portugal e por isso todo e qualquer que se
cousiderar sea credor poder.: apresentar a cori-
ta ou outro qualquer titulo na casa do sua
rizidencia na ra da Sanzaila ou no armazcm
de assucar ao p do Trapiche do Pelourinho,
para ser pago isto no prazo de 8 dias, as>m
como da mesma forma roga aos Srs. devedores
que Ihe paguem. ficando por seus procuradores,
os Srs. Jos Antunes Guimaraes JosMaria
tbomas da Silva 8 Delfino dos AnjosTeixci-
radr. Joao Jntunct Cuimares. (14)
2 Precisa-se de um caxeiroque tenha pratica
de leja de fazendas e que seja activo para co-
branca quem estiver neslas circunstancias di-
rija-se a ra do Crespo toja da esquina que
volla para ra das Cruzes. (a)
2=- abaixo assignado participa aos seus re-
guezes que mudou o seu estabelecimento de rc-
lojoeiro da ra do cahuc para a ra bella n.
3 Francisco Jos do Itozario. (4)
Aviso importante ao publico.
3 A ceba de chegar urna porcao novo e
fresca d'aquellas invaluveis Pirulas da medecin*
(populare as pirulas vegetaes americanas, send0
a composicao deltas inleiramente vegetal e ja
(ao conhecidas nesla cidade as varias molesti-
as de figado febres rbeamatisaao lombri-
gas ulceras, escrolulas, crysipelas, he o me-
Ibor remedio conhecido para o sangue; roga-se
aos inlermos de provarcm este aflamado reme-
dio. \ ende-se eom seu competente receituario
em casa do nico agento Joao Kcller ra da
Cruz. n. 18, e para maior commodidade dos
compradores na ra da Cadeia em casa de Joo
Cardoso Ayres, ra Nova Guerra Silva eCom-
Quem annunciou no diario de segunda- panhia tterro da Boa-vista, Salle e Chaves,
. urna pessoo respeitavel, prxima a retirar-se reir 13 Jo correno vender lijollosd'alvcnariajao preco dd 1^000 cada caxinba. (17)
_


4_.
*-^.- -
c
2 i :i arpia p p ir a
lo Jo o trvifo de > qual jji
:-ii compa-
i uue mi de me-
l a
LEGIO DA BOA VISTA.
DI A ATRAZ DA MATRIZ N. 28.
5 t directora lestecollegioparticipaoospaos,
c irrosp i mies das sn is alumn is que tem
resolvido mud ir a sua re i lencia para o bairro
de S Antonio, e para cujo (m teni alugado um
cxcollento sobrado de dous andan o solio, si-
to na n i d) Collegip n. 9, aonde pretende
continuar a receber meninas pensionistas, meias
pensionistas, e tambem algumas externa.
O collegio terd'ora em dianta o noniede
COLL&GIO DA SANTA /ANUARIA. 12)
3=-A"rocisa-se deum bom estilador para uma
estilacao fora desta praca, na ra do \ gario ar-
ma/em n. H. (3)
3 ssNa casa da ra da gloria n. 9| se recebem
meninas brancas, parlas, e pretas, para en-
sillar a ler, escrevcfr, contar, cozer cbam, mar-
caf l'i/er lavarintos, vistidos, cuslnras de al-
faiate doutrina christa 3n. Promelte-se em-
pregar o maior zello, e cuidado para o prompto
adiantamenlo das rne-mias : Ns mesma casa
a luga se de 3, a i escravas para venderem aze-
to de carrapato pagando-se por cada caada
uiua pataca. (10)
= Precisa-se alugar uma negra captiva pa-
ra o servico externo de urna c sa de pouca fa-
milia a fallar na ra do \ gario n. 1 ou
annuncie.
3 O abati assignado ulga na la dcver
nesta praca a pessoa alguma porm se al-
guma pessoa se julgar scu credor tenho a
bondadu de apresentar su is contas na ra Nova
n. 9. loja de J. Pedro Adoure Companhia. (5]
Antonio dos Sanios Borja.
Na fabrica de licores no largo do Terco
n. 10 tem superiores licores finos e entre linos
charapes, espirito verdadeirode vinho, agur-
dente de Franca para compo \inbos, ans, reino
ogenebra, espirito e esencia ilo sabio, leite
virginal, sabSo para tirar nodoas, banhas para
cabellos, lerroy do segundo terceiro e quarla
grao, emuitos mais objectos fabricados na mesmo
Irabriea na mesma se dir quem da l.'iOcOOO
a juros de 2 por ccnto sobro penhores de ouro,
ou pra.la.
MUSEO PITTORBSCO.
O melbor dos jornaes. que at o presente
tecm sabido a luz certamente o i'useu Pitto-
reseo publicado em Lisboa por uma sociedade
de litteratos portaguezcs. <
As materias de que o Museu se occupa sao:
religio historia antiga e moderna, pililo
sophia geograpbia, viagens, sciencias, e bel-
las arles, agricultura novel las escolhidas, es-
tados moraes e biografieos ( ofTerecendo ties-
ta classo a descripcao da vida e acedes do to-
dos os reis de Portugal, e dos hroes, que mais
/lorecerao em cada um dos reinados dando se
os seus respectivos retratos) pensamentos anc
doctas, mximas moraes, e missellanea. To-
dos estes objectos tratados com o esmero de
que siocredores, formao uma bliblioteca va-
riada, e instructiva um alimento para a ro
dexao um recreio depoisdos trabalbos do (lia.
O volume consta de 10 cadernos, ou nume
ros, em cada um dos quaes lia duas l'olhas de
impresso de 17 pollegadasde comprido e 11
de largo ; duas magnificas estampas ( de for-
,,< lio igual ao ds isnpressSo para u final te en-
cadernar o volume ) lylhograladas om papel ve*
lim ( de 40,000 rs. fortes cada resma ) com
tal porleicao, que, mctlidasem quadros, pdem
.servir para ornamento das melhores salas e
linalmento em cada numero impar se vi1 uma
exacta Jescripco das modas sendo esta acompa-
nhada de ligurinos c colleceGcs de liodissimos
debuxos para bordar de branco e de matiz,
o que sei vira de muita utiiidade para assenho-
ras do bom tom.
As pessoas, que pretenderen! subscrevr para
esta exccllenle obra poden dirigir-se a Joaquim
Baptista Moreira ( ra d'Apoilo n. C) agento
da sociedade nesta provincia em casa de quem
se acho j patentes coeceo s do primeiro
volume 1 at 10 e da primeira serie do
segundo volume.
Constando que nesta provincia teeni j ap-
parecido venda collececs do Museu incul-
ca ndo-se os vendedores agentes da sociedade
para crdito da empresa e do seu agente se
previne ao publico, que 6 falso ludo quanto se
clister a similhantc respeito.A direioda so-
ci dade declara ao publico que so reconhece
validas as assig pal oras sendo os recibos do pri-
meira volumo-=-l at W inclusiveimpressos
ni tinta verde e os da primeira y re, do se-
gundo volume impress is em tinta encamada,
ido ser assignados pelo agente supra de
.. lo qui! gan rito a si
i I e sua ca i.
Primeiro volume da Museu.
12,960 rs.
Segundo roame do Museu.
A direcejo dividi t'^e segundo volume em
duas serie, a (im de lacilitar mais a extraeco ,
estas series erSo de 9 nmeros, porm a em-
i e/a resolve > alterar esta orden estabelecendo
r i n se tuinte :
A primeira serie ser de 8 nmeros, prin-
cipiando em numero 17 o linalisando em nu-
mero 24 inclusive 07:20 rs.
A segunda serie ter outros 8 nmeros co-
me: ando em numero 23, e terminando em nu-
mero '-V1 inclusive, o mesmo, porm s se paga-
r om 1844
N. Ii. Ddr-sc-ha com on. 32 um novo fron-
tispicio ? o ndice %eral las materias tratadas
em os 10 nmeros das duas senes =17 at 25
t'ffi/usitftsnquo reunidos formaroosegundovo
lume do Museu.
I Jos Joaquim da Costa Braga retira-se
para (ora do imperio. %)
1 Aluga-so o segundo andar do sobrado
n. 23 da ra larga do Rnzario; tratar na mes-
ma ra botica de Bartholomeo & Ramos. (3)
1 Tiro-sepassaportes, e folhas corridas,
por preco commodo ; na ra do Livramento n.
-ti, primeiro andar. 3
1 -- Aluga-se o primeiro andar do sobrado
da ra estrella do Rozario que faz esquina
para a ruadas Larangeiras: tratar no segun-
do andar do mesmo sobrado (l)
A pessoa, queannunciou querer tros con*
tos de reis a premio, com hypolheca annun-
cie sua morada.
A Smhora Antonia da Penha do Coracao
de Jess, viuva de Antonio Falcan de Souza ,
annuncie sua morada para negocio de seu
nleiesso.
OfTerece-separj ensinar primeiras lettras
fora da praca Um moco Brasileiro, que tem
para SSo os conhecimentos necessarios; a pes-
soa quede seu prcsiimo so quizer til isa r ,
annuncie.
Aluga-se uma eccrava que saiba cosi-
nhar e u.n preto que seju robusto; na ra do
Mondego n. 107.
Aluga-se metade do uma casa a urna se-
nhora capaz sein familia ; no pateo do Carmo
n. 24.
Precisarse de um feftor Portuguez para um
engenbo distante desta praca ; na ruada Cruz
n. M.'
I)-se 20W rs. a uros, com penhores do
ouro, ou firmas, quo agradom ; na ra do Ca-
bug n. 1 D.
Alugao-se o primeiro e segundo andar do
faqueiro na ruado Amorim ; tratar na ra
doljueimado, lujan. !.
Precisa-se de um fabricante de charutos,
que seja bom; na ra do Azeilo-de-peixe n. 18
Jacinto Antonio Affonso embarca para o
lo de Janeiro o seu escravo pardo, do nome
Victorino.
32 estampas, frontispicio, e indico &c. por cores, e escoceos, mantas desetim matizadas 2Vende-se por precjsjo ama osorava crlou-
e de muito bom goslo lencos ditos, pannos (i- la, perita engommadeira cosinheira o (a,
nos do todas as qualidades merino preto e todo o mais servio de uma casa e ra ; na ra
verde superior, e ordinario, brins trancados Yelha n. 5t. (4)
brancosedu Ostras para calcas, la de quadros, 2Vendo-se um cavallo do sela mellado,
casacas (citas, jaquetas caifas, ecoetestu- clnas brancas, bastante g do mui bem falto, sellins inglezes elsticos dares ; na ra do Padre Plorianno, s ibrado de
e de outras qualidades, chapeos do Chile, ditos nm andar n. 7.
pretos franco/es ditos de'castor branco, ditos 2 Vendem-se lijlos de marmore, por pre-
para senhora do uitimo gosto alm do um 50 commodo ; no armasem do Francisco lijas
explendido sorlimentode fasendas ingle/.as ode Ferreira defrontoda alfandega.
todas as qualidades por preco commodo ; na 'lVende-se uma mesa redonda, de jaca-
rea Nova, lojan. 29, de Diogo Jos da Cos- randa, para meio de sala; na ra das Trin-
ta. (21) cheirasn. 32. (3)
Vende-se um cavallo de sela, com arreios, 2Vende-se superior salitre refinado tan-
ou sed) elles por 60,^ rs. ; no pateo do Col- lo em harris, como as libras, o melhor que tena
legio venda da esquina defrontoda loja de apparecido nesta jjracaj na ra das Larangei-
I tv ros.
1 Vende-se a venda antes do chegar a pas-
sagem ao p da ponte, com todos os porten-
ees ; tratar na ra do Aragao venda da es-
quina, que volta para a S. Cruz, n. 43. (4)
Vende-se bom vinho da Figueira, em pi-
pas obarris ; no armasen de Jos Bodrigucs
ras, sobrado n. 5, de Claudio Dubeux. 1 *j
2Vende-se panno lino azul a 2:200 rs. di-
to preto de boa qunlidade a 3000 rs. ns mais
modernos cortes de lanzinha a 4 e 6000 rs., di-
tos para meninas a 1600 rs., lencos de seda pa-
ra senhora a 1280 rs. ditos de la eseda a ml
rs., as mais aceadas cassas pintadas a 480 rs. a
l'eroira &Companhia, no Becfe, ao p do arco vara, ditas a 160 e 200 rs. o covado, chitas
da Gonce cao. de assento branco a 100 rs. o escuro a lio,
Vende-se um cordao grosso com mola 160, e 200 rs., chila de Ostias encarnadas a
para relogio, ou para senhora, annjles pares 100 rs. o covado algodo americano com lis-
de brincos, medalhas com diamantes urn bo- tras azues, proprio para rotipa do escravos a
nito allitiete para abertura, botoes para dita 210 rs. o covado brim escuro de puro linho a
epunho, uma gargantilha de bonito modelo 410 rs. dito de superior qualidade a 800 rs. ,
para senhora uma faquinha appurelhada do as bemeonhecidas bretanhas do rolo com 10 va-
prata um par de casticaes modernos, uma co- ras a 2000 rs. riscadinhos tecidos para vesti-
Iher de tirar soupa ludo do prata, uma por- dos a jaquetas a 220 o 280 rs. 11 covado fus-
Cao de dita em barra um arrelicario de dita toes alconhuados para cohete a 300 e 480 rs. o
para pescoco um relogio saboneta inglez, com corte, chales de la.''zinba, o de laa eseda, o ou-
caixa de prata pares de oculos de armac tras multas fazendas baratas, o com amostras
uma caixa de msica uma balanca pequea ; Iranias ; na ra do Crespo loja n. 12, de An-
eas Cinco-pontas n. 45. tonio da Cunha Soares i,-uimaraes. (21)
Vende-so uma negra de 20 a 23 annos, 2Vendem-se ricos coi tes de larlatana a 6#
cosinheira, engommadeira, ensaboa e faz lodo rs. ditos de lanzinha de suprior qualidade, e
Compras
2 Compra-se um preto canoeiro embo-
ra nao seja perito ollicial e mesmo do idade ,
comanlo que nao seja bebado ; quem tiver an-
nuncie. (4)
3Compra-se um preto, ou pardo, official
de carpina ; quem tiver annuncie.
Comprao-se garrafas vasias que estejo
limpas ; quem tiver annuncie.
Cvmprau-s.a escravos de ambos os sexos;
na ra de Aguas verdes, sobrado n. 70.
1 Compra-se um sitio grande, ou peque-
o com boa e decente casa de vivenda na
l'assagem da Magdalena ou Ponte-de-Ucha ;
na ra larga do Itozario botica de Bartholo-
meo \ Hamos. (5
Compra-se um resplandor e um titulo em
ponto grande para urna imagem do i>r. que
seja do boa prata, e sem (eitio ; no pateo do
Carmo 11. 13.
Compra-se um tonel, que leve al 160 ca-
adas de agu'ardente e que esteja em bom es-
tado ; no pateo do Curmo n. 13.
Comprao-se dous, ou tres carrinhos de
mao, cm meio uso ; na ra da S, Cruz n. 56.
Vendas
1 Vende-se um sitio na estrada do Bellem
para Olinda com bastante aivoredos ter-
reno para plantacoes, casa e senzalla ; os pre-
tendentes dirijo-se a Joaquim Jos Ferreira,
na prensa.de algodo das 10 horas da na-
nhaa ateas da tarde, ou a Manuel Uezerra
Cavalcanti de Albuquerque. (7;
" Vende-se urna escrava de naco, do 20 an-
nos bonita liguta engomma cose, eosinha,
e lava ; umarrioulude 18 annos, com prin-
(iniis do habilidades um pardo do 20 annos
proprio par criado, ou pagem ; um moleqoe des.
de nuco de 15 annos, proprio para todo o ser-1 Vende-se a muito moderna lasenda inti-
vico ; na ra das Cruzes n. 41, segundo andar, tulada rainha da India com mais de vara de
1\enilem-se ricos chales de grod-naples largura, para vestido de endura a 500 reis
ditos de seda mantas ditas, chales de la o covado ; na ra doCa4iug lojas do foien-
rtes de setlm de diversas qualidades para ves- das francesas e inglezas, dePereira Guedes
, ditos do cambrafa de cores com llores de Vende-se uma parte de urna casa terna
seda, ditos de lia e sedd, ditos de cassa com com portadas do podra boa para negocio or
1'"""I""" i "res assetinadas, ditos de loa, ditos de chita. s rde esquina na ruado Aragao n ? la
Consta de Ib nmeros-, -ate l com j lencos pelos de seda para grvala, ditos de lar na ra da S. Cruz n. 86.
) maisservico de uma casa, a vista do compra-
dor se dir o motivo porque se vorido ; na ra
estrella do Hozarlo n. 43 das nove horas da
munha as duas e das 4 da tardo em dianto ,
primeiro andar.
Vende-se um terreno na ra dos Prazere,
no Coelho com 32 palmos de frente e 12 de
Tundo por preco commodo ; a tratar na ra
da S. Cruz, venda do Lima.
Vende-se urna toalha do altar de panno
de esguio toda bordada, com sen competen-
te bico obra prima ; no Atterro-da-Boa-vista,
venda n. 44, junto a travessa do Martina.
1 Vendo-se por preco muito commodo as
(erragens de uma boa moonda a saber; 3 tam-
bores, 3 carretas, 2 aguilbes, c8 parafusos ;
tratar noengenho MacugdeS. Amaro Jaboa-
to. (5)
1 Vende-se urna preta perita engomma-
deira e he ptima para todo o mais servico
de urna casa, o motivo da venda se dir ao
comprador; na ra do Hospicio n. 23. (4;
1 Vende-se ou permuta-so um sobrado
de dous andares no Recita, por outro em S.
Antonio, ou tambem se aluga toda a proprie-
dade com o amasom, a qual se est acabando
de concertar ; tratar na mesma propriedado,
na ra do Amorim n. 14. (0)
1 Contina-se a vender sement de hor-
talice telhas de vidro sestos para meninos
aprendeiem a andar, bules azues grandes para
quem tem muita familia ; na ra da Cruz, ar-
masem de louca n. 48. 5
. 1Vendem-se ricos chales de seda, ditos de
la, grandes o pequeos a 2400 e 3000 rs. ,
ditos de lanzinha a 1600 rs. corles de la de
13 COVados'e meio pecas de bretanha do puro
linho com o varas o meia a 4000 o 4,iO'J rs. ,
cassa lavrada com 15 varas a peca mui ricas
para cortinados a ^ rs. corles de cassas es-
curas com 6 varas e meia a o rs. chapeos de
massa francesa de rmaa modernas, ditos do
abas grandes, chegados do Rio de Janeiro re-
des do cores mui bonitas, vindas do Maranbo,
a 7,8, eOOOrs. chitas (rancezas mui largas
a 2tt) rs. o covado, merino de todas as cOres ,
e outras muitas fasendas, por preco muito com-
modo ; na ra do Queimado n. 20, casa ama-
relia de Joo Antonio Martms Novaes. 16
1 Vende-se um inoleque peca proprio
para pagem c de 14 annos ; as Cinco-pon-
ta n. 71. (3;
Vende-se um cavaljo proprio para carga;
na ra da Aurora n. 44.
Vende-se uma canoa com pouco uso, bem
construida carrega 1200 lijlos de alvenaria ;
na ra da Aurora n. 44 ou na ra de Apol-
lo n. 10.
Vendem-se sellins inglezes, elsticos, e
b irdados, de superior qualidfde ; na ra da
Madre de Dos n. 5.
Vende-se para fra da provincia urn mo-
leque de naco, de bonita figura sem vicio
algum e de 18 annos ; na ra de Manocl-co-
co venda da esquina n. 20.
Vendem-se mantas de seda mui rica. ,
chegadas ltimamente, pelo diminuto preco
deOa 10^ rs.; na ra do Calinga, loja de fa
sendas Irancezas e ingle/as ; He Peretra % Gue-
de gostos muito modernos a 6.'00 rs. ditas de
dita om Ostras de seda a 10^ rC<* ditos de Ifia
e seda a 6400 rs. ditos de chita fina, e de gos-
to moderno a 3C00 rs. ditos de ca sa-chlta li-
na e de lindos padroes a 3^ rs. caberlas de
damasco para cama, pelo barato prego do 610
rs. cambraias adamascadas de lindos padrees
para cortinados de camas, por commodo J>re
Co bretanha de rolo com 10 varas a 1920 rs. .
e outras muitas fasendas por prer;. commodo ;
na ruado Crespo, loja n. 12, do Jos Joaquim
da Sila Maia. (I4j
2Vendem-se bonitos cortes de lanzinha com
14 covados e meio a 3600 rs o corte na ra
da Cadeia do Re> fe, loja de Joo da Cunha .Ma-
galhes.
4Vende-se uma casa terrea na tiavessado
Marisco ; eum terreno na ra Augusta ; na
ra da Cadeian. 14, no segundo andar, defronle
do theatro. (4)
2 Vendo-se um |ogo le bancas, uma me-
sa de meto desala quadrada do madeira do
oleo, eem bom estado ; na ra do Collegio,
armasem de trastes do Sebastio. (4)
2 Vende-se urna venda na ra do Rangel
n. 5 a dinheiro, ou a prazo; tratar na mes-
ma venda. (3)
2 Vende-se ou permuta-se por escravos
urna grande morada de casa em Olinda, com
bastantes commodos mediente quintal com
grande baixa para capim ; na ra de Aguas-
verdes n. 22; na mesma casa engoinma-se toda
a qualidade de roupa.com todo aceio perfei-
?ao, promtidao, e preco commodo (7)
2 Vende-se urna bonita crioulinha de 10
annos propria para costura, sem molestia
alguma ; na ra das Cruzes n. 41, segundo an-
dar. (4)
2Vende-se uma venda bem afreguezada pa-
ra o mallo; no largo do ribeira da larinha 11. 5.
3^ Vendem-se admiraveis nsvalhas de co
da China, que tecm a vantagem de cortar o
cabello sem oftVnca da pello rieixando o rosto
parecendo estar na sua brilhante mocidade ;
este ac vem excluzivamente da China, e ml-
le trabalho dous dos melhores, e mais abali-
sadoscutelleiros da nunca excedidu, e rica ci-
dadedo Pablen capital do imperio Chim; au-
tor Shore. y. //. n recommendado o uso
destas navalhas maravillosas por todas as
sociedade das sciencias medico-cirurgicas. tan-
toda Europa como d'America, Asia o frica,
nao s para prevenir as molestias da cutis, mas
tambem com um meio cosmtico; vendem-se
somentena ruado Crespo, loja 11. 12, de Jos
Joaquim da Silva Maia (16)
2 Vendem-se ricos corles de chali, ditos de
lanzinha, mantas de seda matizada* o esco-
cezas, chales de seda e desetim matiadose li-
sos orles de vestido de tarlatana ditos de
cambraia de Ostras de cores azues, raucas e cor
do rosa lencos de seda para grvala, chales
do seda e la cortes de vestidos de seda esco-
cesa mui linda sedas lavradas brancas e de
Ores cortes de collete de vetado setim, o do
gorguro, ricados de morsolina para vestidos,
sapatos desetim bramo muito alvos, ditos de
courode lustroo de marroqnim, casimira- elas-
ticasdeduas larguras damasco de la cha-
peos brancas e pretas-de castor da ultima mo-
da ditos de massa france/es, mudapoldcs en-
testados muito linos pannos linos pretos e de
todas as cores chapeos de seda francezes para
senhora, e outras muitas fasendas le b uii gos-
to ludo por prejo comiiiodo ; na rus '-
n. 35 -'o
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