Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00107


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Full Text
I
Anno de iSM._____Quarla Fcra 15
l)UB1o1,Ubl,c.-.e ,H. n, ,li ,, nao f|,m s T.cAolTT^^T^Z^^
. ,.! J,T, l"'V|Unr,e.1 P**0* ''"I-.. 0.in.apoietdo..Mgn,.M.toMerMo.
pdff a ala iyp nudLt^t4 o i pS. ,:. Independen,., foj. ,le lWroan fi e 8
PARTIDA DOS COUREIOS TERRESTRES.
DAS DA SEMANA.
13 Se? a. Pedro Re-alado. Aud doj.de 1) da ,
i\ Ierra i. Gil Hel. .ud. do J. de I).di 3. y
H Quarla s. hidorO. Aud. do J de D. da 3. v.
43 Quima Ascenco ilo .Senliur.
17 Sexla s Paseonl. Aud do J. de D da'.', ",
1 Sab s. "Venancio. Re. aud. do J.de D da i. t.
13 Dow t, Pedn Celestino
waBrasaeis.^iL-;jai.a'f
(fe Maio.
Anno XX. IV. 115
Todo gota depende de nal neimoa; da nnssa prudencia, irodaragjo' energa: -
ei ir.l'j:
Tudn agora depende de n.'.a neimoa; da noiaa prudencia, noderagio' e ener
tiiu:iiin>s como jiruiVij.i'iiui i ereaaa iponladoa com admira .o rnire as nag
oullaa. Proclamagl di \ tembla Geral CIMIlOi Mi iiu I: DI M vio. compra
Oura-Moedade 6,400 V. 17.50
.. N. 17.200
.i u de 4,U!h
PrataPalacoea
ii Pesos colummnarr,
u DtOl ni'iicanu
9,600
f,9s0
,ii i)
1,960
end
17.6H i
17.40
9,800
,(
2 ()0
1,980
___________ ____-.- rimeire aa oras .n mi
rorjjgailMMttHBSJc.-...... .m-na-.K.iiMW, .- ___ .
Cambio ohe I.ondrrj .5.
ii ii Parij 370 rea por franco
i u Lisboa 12 por lUtl de orea
Moeda de robre 5 po:cen..i e nao lia
dem de leiraj 'e boa finoaa 1 0L()
PHASES DA LA ? mk,Z DE MAIO.
La. cheia.'-'., 55 mi da .arde ,.,,.....,M7.,<;,,,,., 3l ,.;dl m,U
MiagmaM a Prcamar de hoje,
l'riir.eira aa 2 llorase ;il mili ct n.
aKmrwvrrrrssBiaaasr EattMamHKLcaui 2a=s
BNAM
Mili.a | Segundaii horas 18 minuloa da lana
W8*




.. .-.-.issatiiBa
PARTE QFF&UL7.
LE N. 125.
O Doulor Ptdro Francisco de Paula 'av'lean-
lid'Albuquerque, Vice-I'rtstden'.t da pro-
vincia de l'ernambuco. fuco s>xber a lodos
os seus habitantes, que a dssen ibla Legisla-
tiva Provincial decrelou, e c u sanenonei u
iei uguinte.
Art. 1. Fica erecta em M (rz a capella de
S. Sebastiao na povoaco de (Juricuri.
Art. 2. lisia Ireguesia, que deve conservar
a mesma invocaco, lera, o limite sugirite:
principiar pelo norte n a divisio das agoas do
Araripe; pelo sul e nrJCenle at extremar com
a freguesia de Cabre; e pelo poento com a
freguesiade Santa Alaria e agoasdo Piauhy
Art .i Ao I aroclio desti nova Ireguesia
COmpetwn os m JSmos vencimentos do Parocho
d freguesia i! o Kx.
Art. 4. O Parocho da ireguesia do Ex tem
opcao a un o das duas freguesias.
Art. 5., Ficao revogudas todas as leis e dis-
poslce.s em contrario.
Al .indo portanto ; todas as autoridades,
qi'.em o conhecimento e execucao da relerida
lei pertencer, que a cumprao e Cacao cum-
prir tao inteiramentc como nella se contem.
O occretario desla provincia a fca imprimir,
pubiiear e correr. Cidade do Recife de l'ernam-
buco em 30 de Abril de 1844; vigsimo tercei-
ro da independencia e do imperio= Estava o
sello das armas nacionaes=i"/ro Francisco dt
Paula Cavaicanti d'Albuquerque.
Cariado le, pela qual Vossa Exc. mandaexe-
cular o decreto da Assembla Legislativa Pro-
vincial, que bouve por bom sanecionar, erigin-
di em .Malri/. a capella de S. Sebastiio na po-
voacao de Ouricuri com a mesma invocacao, na
forma cima declarada. Pura V. Exc. verAn-
tonioo Josife Miranda Falcao a fezSellada e
publicada neslasecretaria da provincia de Per-
nambuco em 2 de Maiodel8'r4.Antonio Jo-
ro do OiivoiraRegistuda a folhas207 do livro
1. de leis provinciaes. Secretaria da' provincia
de Pcrnambuco 2 de Maio de 134V. = Jos Ig-
nacio Soares de Macedo.
v. do livro. primeiro de de leis provin- rTonente C. L. F. contra o Tenentede milici
208
ciaes. Secretaria da provincia de Pcrnam
buco 4 de Maio do 1844 -Jos Ignacio Soa-
res de Macedo.
LEI N. 126.
ODoutor Pedro Francisco de Paula Cavaican-
ti d'Albuquerque, vice-'residente da pro-
vincia de Pernumbuco. Paco saber todos
os seus habitantes, que a Assembla Legisla-
tiva Provincial deeretou, e eu sanccionei a
lei svguinte:
Art. 1. A forca policial de toda a provincia
para o anno linanceiro de 1844 184o consta-
ra de 400 iracas de infantaria.
Art. 2. O Presidente da provincia distri-
buir), e orgtnisarA a referida forca, como en-
tender irais conveniente economa e discipli-
na un corpo; com Lint que a sua despe.-a nao
exceda a cont o dous contos de ris
Art. 3. Ficao revogadas as leis numero 96,
e numero 78 e todas as dtsposkoes em contra
rio presente.
Mando uirtanto todas as autoridades
quein o conhecimento o execuco da referida
le pertencer, que a cumprao o facao cum-
prir t.o inteiramente como nella se contem.
t-> secretario desta provincia a faca imprimir
publicar e correr Cidade do Recife de Per-
nambuco em 30de Abril de 1844, vigsimo ler-
COro da independencia e do imperio = Estava
o sello das armas nacionaes Pedro Francisco
de Paula Cavaicanti d'Albuquerque.
Carta de le pela qunl \ Exc. manda exe-
cutar o decreto da Assembla Legislativa Pro-
vin-'ial, que houve por hem sanecionar, fixan-
'i forQd policial do toda ; provincia para o
anno linanceiro d mil oitoconlos e quarenta
equatro mil oitocentos e'quarenta c cinco,
na lrma cima declarada. Para Vossa Exc.
*r. Vntdiiiiri .1 d.e Miranda FalcSo a fez.
Sellad* e publicada nesta secretaria da pro
ir,.i de Pernambuco aos \ de Maio de 1844.
ukniio Jos- de Oliveira-Uegistada a fulbas
f)virno da Provincia.
EXPEDIENTE DK 8 DO CORKGNTE
Officio, Ao inspector da Thesourari da
(azenda communicando para que o faca
constar aoescriplurariod'Alfan lega Manoel Ifi-
genio da Silva que por aviso de 26 de Abril
ultimo foi declarado nao poder ser deferido o
recurso que o mesmo Escriturario intrpoz
da decisao d'aquclla Tbesournria, que julgou
competir nicamente i Domingos da Silva
Guimnres o producto da appreteniao do 20
barrisde carne, que de mnis se acbarSo na con-
ferencia do manifest do brigue ingle Porcia:
primeiro por ter sido adiado a dilercnc pelo
referido amanuense e nao ser o recrranlo mais
que um mero verificador; e segundo por s ter
elle querido figurar como apprehensor depos
que Ibe constou liaver sido julgado boa a men-
cionada apprehensao.
Dito. Ao asente da companhia das barcas
de vapor, declarando, que pode fa?er seguir pa-
ra o Norte depois de baver estado nesle por-
to o praso marcado no respectivo regulamento,
o vapor Impratriz chegado do Suli Ex-
pediro-se es precisas ordens para que o com-
mnudahto do referido vapor fosse receber
Tbesouraria econduzisse para o Rio Grande
do Norte a quantia de dez contos de ris.
Dito. Ao inspector da Tbesouraria das ren-
das provinciaes determinando que mande
adianlar o por a disposicao do Commandante
geral do corpo de Polica, para serem enviados
ao destacamento de Garanhuns os sidos do
mesmo destacamento relativos ao presente me
eaodejunlio prximo futuro Communi-
cou-se ao Commandante geral do Corpo de
Polica.
Dito Ao Juiz Relator da junta de justica ,
romettendo para depois de visto ser a pre-
sentado em sessao da mesma junta o processo
do soldado Ja companhia provisoria de cacado-
res de linha da provincia das Alagoas Anto-
nio Correa Lima
Portara. Dispensando oMajor Luiz Anto-
nio Alvos Mascarenhas do lugar de subdelega-
do da freaue/ia dos Afogados Communi-
cou-se ao Chefo de Polica interino.
O lucio. Do Secretario da provincia ao ins
pector da Thesouraria da fazenda transmi*-
tindo para terem execucac es ordens do tri
bunal do Tbesouro do nmeros 42, 43, 62,
63 65. 69, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78,
79, 80, 81, eS5.
as
I). T., para que scieotificasso ao mesmo 2.'
lente da resposta inclusa, que sobre tal ob-
jeclo dora o ebefe de Polica,
idkm no ia 13.
OfficioAo Exm. Presidente, enviando-Ibe
o parecer da Junta de Saude, que em 30 do
me7 p. p., examinara o doze praeas dos cornos
de linha, que forao consideradas absolutamente
incapazes do servico a Rm de que tivesso a
bondaded'as propor para demicao ao Govemo
de S. M. o I rellectindo, que alaumas ja ba-
viiio sido sugeitas a inspeccoes anteriores, e
propostas para baixa, sem que at agora so Ibes
mandasse fazer efTectiv s
Dito\o mesmo Exm. Sr., reflexionando
sobre a impugnarn que o Commissario-fiscal
do Ministerio da Guerra, fazia ao pagamento
do Sold de 22,000 rs., ao Padre cupello da
fortaleza do Itamaracj, segundo a nota que
Ibe Tora enviada pelacontadoria geral.
DitoAo mesmo Exm. Sr., informando a
respeito da ruina, o concert do payol da pl-
vora dos particulares, no lorio do Buraco, con-
cert de urgencia para ter a plvora em boa
conservadlo visto a proximidade do invern.
Dito Ao Capilo da companhia de cava la-
na, mandando passar a elfertivo o Cab gra-
duado Jos Felis da >ilva Lobato, que termi-
nou a pena de desterro a que lora condemna-
do por dous annos, em razao de baver efTectua-
do o casamento com amulher a quom offendera,
conforme a sentenca que em 12 de Marco obti-
vera no Jui/o Municipal desta cidade, dando-
se-lho baixa na culpa no dia 18 ; porcujo mo-
tive Jicara no pleno goso do sous direilos. e na
percepco dos seus vencimentos desta data em
liante.
DitoAo Capito AntonioDornellas Cma-
ra, rcmettendo Ibe, na qualidade de pesidentc,
anumeaco, c mais papis relativos ao conse-
Iho de guerra do soldado do corpo de Guarda
Nacional destacado Elias do Carino de Santa
Hoza pelo crime dedeserco.orecommcndando-
llie toda a brcvidade no sou julgamcnto.
PortaraNomeando o concelho de guerra
do soldado cima mencionado.
DitaMandando excluir, com guia para o
batalbo a que d'antespertencia, o soldado do
corpo de G. N. destacado Antonio Jos dos
Santos, por ser o arrimo de sua mai viuva.
impostes nao Ibes arranquen) o pequeo resul-
tado do seu suor, e das suas fadigas; por tanto
Srs. o meu constiluinte deve ser olhado por
vos rom atlenco, merece elle, Sis. a vossacon-
sideraefio; porquanto os seus direitos forSo de-
satendidos, e esta correspondencia nao foi se-
naoo derradeiro grito do opprimido, alim do
despertar pessoas, quo dormitavo, para que
bouvessem de lomar conhecimento das oppres-
socs, e fazer entrar no seu dever quem delle se
linha desviado, mostrando que havia um funi-
Iciro que quera negociar, que quera lucrar
com as aferiedes; espero quo me ouvireis com
benignidade. porque faroi eslorcos, para vos
nao fatigar.
ommando das Armas
KXPKOIEffTE E 11 IK) P. P.
Officio Ao Inspector da Thesouraria, en-
viando Ibe a guia que pela Pagadoria da pro
vincia do S. Paulo foi passado ao Coronel do
estado-maior da l.'classe do exercito Joaquim
Jos Liiz de Sousa, que por aviso 'la repartirn
da guerra de Fevereroultimo obtivera licenca
para ps>ra residir nesta provincia.
PortaraMandando dar baixa ao 2 sar-
gento da companhia de cavallaria Francisco
Antonio Xavier da Costa, por baver concluido
sem riotao seu engajamento.
dem no da 12.
OfficioAo Exm. Presidente, participando-
Ihe que nao era possivel dar execucao a sua or-
dem, removendodocommando do destacamen-
to da cidade da Vicloria o Alfcres Vasconcellos,
para o da comarca do Limoeiro ; por isso que
s exista no corpo destacado um subalterno,
que eoiiimandava interinamente a companhia
do eapto Saraiva estacionado no Rrr-jo.
DitoAo mesmo Exm Sr., informando os
requcrimentos dos soldados da companhia de ira-
vallara A .1. deS.e .1. T. de Mello, que sup-
pliravo licenra.
DitoAo Commandante do baialho dear-
tilbariu, reenviando Ibe a represenlacao de 2 "
SESSAO DO JURY NO DIA 10 DE MAIO
DE 1844.
[Continu*ciio do numero antecedente.)
jldvogado do fo:Srs. contrariando o li-
bello acrusaloriodiz o reo o seguinle,(/fo) aca-
bada a leitura disse:
Integerriinos, c respeilaveis juizes, nao he
por corto odesejo de marearpor alguma manei-
ra a reputacodo autor, que o meu constituin-
te vetn hoje a teia d'este Tribunal; he o senti-
mento da justica, be a defesa dos seus direitos,
be o mesmo autor, que julgando so nimiamen-
te vilipendiado por una simples corresponden-
cia, na qual seu nome foi respeitado, talve? por
que esta correspondencia foi foita por um taber-
nciro, e nao pelas palavros que encerrava; foi
o mesmo autor, Srs. quem troucc ante esto tri-
bunal mou constituinte, quem o arrastou a esta
ca dcsagradavel.quem o obriga a fazer patentes
os factos sobre que deve bazear a sua absolvi-
cSo: naodeveis portanto, Srs. ver nomeu cons-
tituinte um homcm caprichoso, que vem arras-
tado pelo dezejo de por em duvida a hem reco-
nherida probidade, e reputarao do autor; do-
veis ver nelle um homeni livre, que lem a co-
r.igem para repellir os actos do injustica contra
elle praticados, um bomem livre que, vivendo
taberna, ja sobre modo carregado de immensos
impostes, pugna pela sua conservarao, e pela
uo destruidlo do seu pequeo negocio, pela
conservarao do pao de sua mulher c Jilbos, e
(jue faz esforcos, paraque os contractdores dos juma do Juiz Municipal da terceira vara, outra
Srs. desde muitos anuos, esto os taber-
neros na protica constante do aferir os pesos, e
medidas que Ibes sao misler para suas tabernas,
numero que he variado, porque vos abis que
quem tem um negocio mais vasto precisa mais
pesos, c medidas, do que aquello que lem um
negocio mais acanbado, quepoucoou nada ven-
de; ellos estavSo portanto dentro deste direilo,
o diroito bem entendido, porque era conforme
com os principios geraes da verdadeira justica;
porquanlo be do justica nao se obrigar cada
um a ter medidas do que nao preci/a: Jofio Ila-
ri.) de Barros, que he boje o afendor da Cma-
ra, e que muilas vezes o foi em outros annos,
aleria todos os pesos e medidas quo se Ibe apre-
sentavo, no anno porem de 43 os diversos ta-
berneiros, apresentaro-soao aferidor na poca
da aferico, para aferir seus pesos e medulas;
nao se conlenturo em Ibe levar s pesos o me-
didas, levro-lhe tambem bilbeles de aferico,
(|uo provavo, quaesos pesos o medidas de que
precisavio; mas Juaollario de Barros, que es-
te anno nao era arrematante das aferirSes, mas
que figurava por parto da Cmara, e cujos tan-
tos por cento, csta\..o na raso directa do que
a Cmara recebesse, nao quiz de maneira algu-
ma aferir os pesos, e medidas, quecadi um Ibes
levou, e exigi extraordinariamente que cada
um del les Ibe apresentasse tornos completos,
de maneira que a qualidade dos temos (cava ao
arbitrio do aferidor; porque nao ha lei algu-
ma que designe de quantos pesos e medidas de-
ve constar cada torno; estes taberneiros procu-
rarlo pelos meios mais brandos fazer, com quo
o aferidor mudasse de procedimento, o meu
constiluinte dirigio-so a casa do Sr. Antonio
Joaqun), expoz-lhe, o que lazia o aleridor, e
pedio- Ibe que pozesse termo a eslas vexacoes, o
Sr. Antonio Joaquim nao deo remedio a esso
mal, o meu constiluinte dirigi um requeri-
mento a Cmara, assignado por outros interes-
sados, queixando-se do aferidor; este requeri-
mento porem dormitou muito tempo na Cma-
ra; afinal esta mandou ouvir o Sr. Antonio Joa-
quim Procurador da Cmara, oeste mandou
informar Joo llario f]ac era, como tenho dito,
o aferidor; noentanlo, o praso da aferico, es-
lava expirar; expirado elle, o Fiscal passava
fazer suas corridas, e entao dar-se-bio multas
extraordinarias sobre os taberneiros que nao t-
vessem aferido; era pois necessaro remedio a
isto; meo constituinte bazeado em um artigo
das posturas da Cmara quo impe multa ao
aferidor quando se recusa a aferir, deo queixa
Jcste aleridor, fez ver ao Juiz Municipal da ter-
ceira vara, que ello Ibe Linha negado aferico;
o Juiz Municipal da terceira vara, tomou co-
nhecimento do facto.e condemnou o aferidor a
aferir as medidas.
He apresentada a sentenca ao aferidor, que
responde nSo afro, no entanto novas petices se
dirigirlo a Cmara para apressar o despacho,
mas a cmara nao dava despacho, nao apresen-
lava seu accordo. Apresentou-so outra peti-
co a Cmara, mas esta em vez do tomar deci-
sao tal respeito, mandou que o advogado in-
terpozesse appellaco da sentenca; interposta
esta, o Juiz de Direilo, ouvindo urna e outra
parto declarou subsistente a sentenca do Juiz
Municipal,e mandou que o aferidor so prestasse
as aferiroos dos pesos e medidasqne se Ibe apre-
sentassem; exislem portanto duas senlencas,



MfiaJ
i .i -i -----
do Juiz e Direito que mindSo aferir as medi-
das, que os taberneii u oprescntarem para esse
- -----------_........ ---------------
ju vou demonstrar que a Cumara nao fez outra veiaces; foi so este o fim que o meu consti-
cousasenao spoiar cite procedimento do Sr. I turnio, leve em vista, e nao o do rcconhccor
fim; n3o obstante anda a afondor resisti, e Antonio Joaquim, e isto be fcil. Vos sabis na Cmara direilo algum de julgar o facto do
i meu constituidle, eos mais interessa-'que o Sr. Antonio Joaquim he un empregado maior, ou menor numero de pesos, e medidas
s, dirigirao Cantara varios requerimentos, I de considerado da Cmara, e tendoelle obrado' que cada um taberneir deve tor; porque, co-
e petices. mas a Cmara no den despacho a como diz o aleridor) em lavor do rendimento mo jadisse, a Cmara nfio he competente pa-
noohum dolles; cntSo meu constituinte protes- da Cmara, sendo esta parte nos te neso- ra augmentaron diminuir assuas rendas. Alm
po
do
neobum dolles; entSo meu constituinte protes-
to i contra a Cmara, c a Cunar.) somonte se
1:1 n i para c mtra-protestar; temos pedido a
Catni.! t >d >s os documontos precisos para jus-
tificar a n issa defesa, mas a cantara se tcm no
a isso, o seu Secretario tom-se negado a
passarceriides, de lnna que he absolutamen-
te impossivel obter do archivo da cunara um
documento; no enlanto o lempo da aferieao -
cabou, eeisaquio Fiscal decasa em casi, de
taberna em taberna, a condemnar, ea multar
aquellos quo n5o tinbSo aferjdo; avista disto,
Sis. dir-se-ha que noexisliriio vcxaces o an-
uo p is;ado r,as aleriees ? Nfio por corto.
Depos do meu constitunte bavor emprega-
do todos estes me ios, nSolendo visto resultado
algum lancou uo do ultimo recurso que Ihe
restara, a imprenta as foi has publicas, polas
qufteslbefoi permottido communicar os scus
'-ensamentos, e despertar a Cmara do lotbargo
emquejazia, foi depois de agotados todos os
recursos que lancou m5o deste, na opini&o do
illu-tre autor lurte, mas aposar disto, este re-
curso s deotugar a esta acco, s tem dado lu-
gar a pcrseguicSes contra mea constituinte, c
seus companheiros. Eisaqui o faci que fez ob
jecto da presente causa, ostabelecido elle eu
passarci a demonstrar todas as parteada con-
trariedade, demonstrando todos os fados que
se tem presentado, de cuja demonstrarlo espe-
ro, em resultado a absolviefio do reo.
U primeiro facto que eu ennunciei nesta ca-
sa, foi que os laberneiros ostavo na posso, uso,
e costume de aferir as medidas e pesos, do que
tivessem iecessid>\ urna porcSode biihetes de aferieao, e que po-
dem ser examinados, sondo alguns do armo de
42 assignados pe.) actual aferidor Joao llario
de Barros, sto nao s uin.mas muitos como dos
mosii'.os se v; perianto he provado que os la
bemeiros estavfio no uso, e costume de aferir
su as medidas c pesos de que careciao, por con-
secuencia a exigencia do anuo passado de tor-
nos completos, be urna violencia verdadeira, he
urna vcxacSo, porque vai encontrar a Ici, va i
encontrar o uso, e costme; alom disto, Srs, he
Crto que nao existe le alguma que nbrigue os
proprietarios de tabernas a aferir lomos com-
pletos, ncni tao pouco o aecusador apresentot;
leiaiguma este respeito; lomos por conse-
guintedo regular o caso pelo 1." do artigo
.'T' da constituido do imperio que dizNen-
lium cidado pude ser obrigado a fazer, ou e
deixar do fazer alguma cousa, senao em virtuda
da Ici.
Ora, que nao existe lei alguma, quo deter-
mine a a presen tac&o do temos completos he um
facto; como pois o aferidor Joao llario podia
fazer esta exigencia ? No podia, logo, fazen-
do-a, obrou contra a Constituidlo do Imperio,
e fados desta naturesa sao crimes como dispoe
o artigo 18"0 do cdigo criminal, quando diz.
quo be crimo impedir que alguetn faca o que a
lei permilte, ou obrigar h fazer oqucelli nao
manda,
Ora, nao mandando lei alguma aferir temos
completos, o aferidor Joao llario de Barros, o-
brigando a aferir temos completos obrou veta
coes, mandoude urna maneira opposta as lois,
logo tendo-sc demonstrado quo o anno passado
houverao vexaeoes as a'ferices, tenbo demons
trado o artigo 1. da contrariedade.
Passarei agora a demonstrar que estas vexa-
c5ei ti vern o apoio do Sr Antonio Joaquim, o
mesmo que forao por elle ordenadas; dai-me
licenca que cu leia um documento, que (ende
a esclarecer o direilo do meu eonslituinte, he
elle primeiro a pe ti cao que foi dirigida a C-
mara por meu constituinte, alim de que ella
tomasse medidas respeito da aferieao leo). O
despacho da cmara foi o seguinto [leo).
CJuc fez o Sr. Procurador sondo mandado
ouvir sobre esle negocio conlorme o despacho,
queouvisteis lor ? Mandou informar oafc.idor,
eu pois vou ler a informadlo do aferidor, por-
que he ella a prova mais valenle, que aqu 0-
presento de que o Sr. Antonio Joaquim, orde-
nou as vexaeoes; diz esta [leo): ora aqu esl o
aferidor confessando que elle procodeo a exigir
os temos completos, or ordem do Sr. Antonio
Joaquim [contina a ler). Logo mostrarei que
nao forao s os nao expertos (comoelle diz), que
assim praticarao. mas tamhcm o proprio aferi-
dor [contina a ler).
Foi esta a informacao quo o Sr. Antonio
Joaquim apresentou na "Cmara, como i n lor
macuo sua; logo aqui est demonstrado, por
um documento insuspeito, por que foi pre-
sentado pelo Sr. Antonio Joaquim Cmara,
que foi elle quom ordenou a aferieao por tor-
nos completos.
Cmara, sendo esta parle nosto neg- ra augmentar ou diminuir as fuas rendas. Alm
rio, devfl por corto dar urna decisao em con-: disto, Srs., nos temos um artigo das posturas
formidado com seus interesses; aqui est a ra- da Cmara pelo qual o Juiz de Direilo he o
s3o porque a Cmara diz, que o Sr. Antonio competente, para ohrigar oaleridor que se ne-
Joaquim linha obrado em regra; mas este ac- I ga aferieao, portanto he competente para en-
cordSo he posterior:'. csla-Uifofinacao; quando ; trar no exorne dos mot vos que levanto o aferi-
o Sr. Antonio Joaquim mandou ordons aoafe- dora negar a aferieao ; sendo assim bao sei
ridor para nao aferir senao tornos completos,
como he possivel que se venlia nesta casa diser
nao baua este accordao, logo o Sr. Antonio que aquella senlenea nao tem rca de ohrigar
Tenbo Srs., demonstrado da maneira a mais
clara os dous arligosda contrariedade: passarci
agora ao artigo 3. Disseeuna contrariedade
que, provadaa estas vexaeoes,nao pode o aecusa-
do soffrer o pena pedida pelo aulor, porquanto
diz o artigo 234 do cdigo que aquelle que pro
varo laclo criminoso imputado,(ica izempto de
pena; ora o meu constituinte provado tem com
toda a evidencia os (actos imputados; portanto
meu constituinte est izempto de (oda a pena ,
a islo anda acresce o que dispoe o artigo 239
quando eslahelece que nao tcem pena as impu-
tadles feitas contra os empregados quando se
prove a verdade delias; ota, meu constituinte
provou estas impulaces da maneira a mais cla-
ree evidente, ergo n3o pode sofTrcr pena algu-
ma. Eslo pois demonstrados os trez artigos da
minha contrariedade; mas, "-rs permitti que
eu lance maoainda da correspondencia [leo).
Srs., disse o aulor que o meu constituinte
alfirmra que ello bavia rommeltido, excessos,
abusos, e prevaricncocs, Ac. ikc. ; m?, Srs. ,
attendoi bem ao espirito com que foi escripia
eta correspondencia, altendei bem as sua
expressoes, veris que dolas se naoclho que os
meu constituinte tenlia atlribuido censura ;
pessoa alguma, porque di/ que serao apresen-
lados em publico os nomes dos que lorcm de-
clarados concesionarios, o estes seriio sellados
com o ferrete da infamia, e da ignominia; mas
nao diz quem sao estes homens, diz s que se-
riio aquellos, que como laes forem convencidos
nos trihunae-s, e por ellos assim classifirados ;
estas sao as suas ideias. Ora, ha diversas es-
pecios de vexaeoes, em urna destas especies nao
hecomprehendida a pessoa do Sr Antonio Joa-
quim, e he naquella de ler cobrado dos con-
tribuintes maior soturna do que a que he deu-
da; meo constituinte nao attribuio, em lempo
algum, ao Sr Antonio Joaquim essas vexaeoes;
tanto assim que, intentando urna aceao crime
contra o aleridor Joao llario, nada intentou,
contra o Sr. Antonio Joaquim; ape/ar deexis-
tirern biihetes, assignados por este Sr em que
se pedia maior somma do que a devida; todavia
nos sabemos quemuilasve7.es os funecionarios
mais altos deposilao confianca nos inferiores; o
Sr. Antonio Joaquim, eslou convencido, que
depositou confianca no aleridor, deo-lho biihe-
tes assignados por seu punho, seguro, deque
este liomem nao abusara ; mas nao succedeo
assim, o por isso meu constituinte nao compre
hondeo nesta vexaeao o Sr. Antonio Joaquim ;
existem outras vexcoes que nao (orno cornmet-
tidas pelo Sr. Antonio Joaquim; portanto nao
se pude dizer quo as palavras que se seguem na
correspondencia sejiio applicaveis ao Sr. Antonio
Joaquim, porque de corto nao sao; sao em ge-
ra!, sern referencia s pessoa alguma, senao ;i
aquellas que plos Iributiacs, em vista das pro-
vas, sedeclararem tacs ; sao estas nicamente
que bao de ser selladas com o ferrete da igno-
minia, e da infamia, c por corlo nenhuuia ou
tra cousa so poder seguir a senlenea que de
clare o empregado prevaricador. Nao se quei-
ra, Srs., frcar o sentido dos palavras, para
procurar criminalidade pelo contrario deve-
sesempre interpretar as palavras de oulrem da
maneira mais favoravel ao crdito de terceiro ,
muto mais quando o autor reconheceo que
estas palavras ero ambiguas, tanto assim quo
podio explicacoes em jui/.o...
Advogado do autor: Pedio sobre o algtttm,
Advugudo do reo [continuando]: Pedio
explicacoes sobre toda a correspondencia per-
guntou.se as expressoes da correspondencia Hie
erao applicaveis, ao que o meu constituinte res
Joaquim obrou antes delle; porlanto parece-
motor demonstrado que o Sr. Antonio Joa-
quim ordenou queso lizessem vexaeoes as afe-
rices o anno passado.
Ilcstu agora entrar as razoes de direito que
forao expendidas pelo Ilustre advogado do au-
tor ; principiarci pela bilura da sctitenca do
Jui/. Municipal da 3.* vara,a qualdiz o seguin-
to (feo). Aqui est urna senlenea do Juiz Mu-
nicipal, que julga que forao violencias os fac-
lospralicados por Jo.io llario; dopois desta ,
lomos a senlenea do Juiz de Direilo da 1.* Vara,
a qual vou ler, o he sobro o recurso que a C-
mara intorpoz, para elle, do Juiz Municipal ,
sobre esse recurso que o juiz proferio a seguin-
le sentonca [leo). Eis urna outra senlenea, fun-
dada em direito que considera como violencia a
exigencia do temos completos do pesos, e medi-
das; mas que responde a isto o autor ? Res-
ponde que osles jui/.es sao imcompctenlos para
decidir esta causa, oque a Cmara era a com-
petente; mas como se sustenta esta competen-
cia ? Com o artigo G da lei do 1. do Outubro
de 28 1.: pois aqui esta a lei, quo diz ella ?
{leo).
Ora, Srs ter padroes, he ter direito de (a
zor aferir tornos completos ? Por corto nao ter
padros, he ter tvpos cortos para que os vende-
dores nao damnifi quem a (asenda alhoia dando
menor peso, ou medida, que ha convencio-
nado, nom outra cousa so pude dedusir daqui,
porque alias estabt-lecer-se-bia o principio de
que as Cmaras sao competentes para augmen-
tar, quando bem quiserem, as suas rendas; mas
esto principio he contrario mesma lei do 1."
de Outubro de 1828: este respeito por con-
seguidle nao pdom tomar deliheraciio; por-
tanto em materia de aferieao de medidas, s
pdem terpadres para regular a uniormidade
das medidas, e pesos, mas nao pdem augmen-
tar a mposieao, nom marcar o numero do me-
didas; porquo isso equivala a augmentar as
rendas; o que ellas nao pJem fasercomo osl
dito. Sendo islo assim, nao podendo as C-
maras interferir neste negocio, claro esl que
a presente questao deve regular-so pelas eis
existentes, at quo a Cmara proponha urna
lei a Assembla Provincial, a fim de ser appro-
vada, edepois sanecionada: antes desta lei exis-
tir, devem regular-se os casos occorrentes, po-
las leia existentes; e quem compete a inter-
pretadlo das leis nos negocios em que a Cmara
lie parte ? Ser a merma '.amara ? Ser pos-
sivel isto ? Pois a Cmara quo he parle inte-
ressada, he que ha de ser o juiz em causa pro-
pria ? De certo, nao, por conseguidle sao os
jui/.es, lerritoriacs, os juizes municipal e de
Direito, os competentes para decidir a questao;
e note-se que naolem naridade alguma este ne-
gocio com o caso apresentado pelo advogado da
accusaco; porquanto acola Irata-se de urna
ttrbuico quo pertence a Cmara; a Cmara
nao be parte, o terreno da frca be um terre
no que nao he pertonconto da (Jamara, no qual
a Cmara nao tem interesso algum, a Cmara
tem apenasaobrigacao de vigiarpeJo afonnosea-
mentd da cidade, e no cumprimento das pos-
turas; aqui est pois a razo por que a Cmara
foi declarada, polo Tribunal da Heladio, com-
petente para inlervir naquclle assumpto; mas
no caso pretrito, o ohjecto muda do figura,
porque a questao he entre a Cmara, ou seu
aleridor o terceiros, em lim he negocio,em que
a Cmara h<; parte, em que a Cmara he intc-
ressada: portanto nao he possivel que seja a
propria Cmara que por acto seu obriguo em
tal respeito; nao, Srs., amatoria deve regu-
ar-se pelas leis existentes, e as leis existentes npndeo negativamente, donde se prova que o
devem ser entendidas pelo poder judiciano; autor nao eslava disso convencido, eslava duvi-
portanlo a senlenea proferida polo Jui/. Muni- dcjso ; meu constituinte declarou que o a/-
cipa!, c confirmada pelo Juiz de Direito, esta-fguem era o Sr. Antonio Joaquim ; perm que
belece o direilo que deve regular o negocio e o resto das expressoes nao Ihe erao applicaveis ;
nao um accordao da Cmara; mas pudo diser-
se, Srs quo este accordao da (Jamara loi sol-
licitado por meu constituinte, por conseguinte,
que meu constituinte do alguma maneird reco-
i heceo a competencia da Cmara para regular
como pois ohrigar o meu constituinte a respon-
der por esse crime imaginado pelo aulor? Cri-
me que nao existe, porque o meu eonslituinte
loi explcito: ora. que estas palavras forao jul-
gadas ambiguas pelo aulor, prova-o o uso, que
elle fez do direito que consigna ueste caso o
dou
este sujeito; porem nao be assim Srs. por-
quanto sendo o aferidor Jo8o llario de Barros artigo 240 do cdigo; portanto he claro que
um pro posto da Cacara, lendo a Cmara so- o autor reconheceo, que as calumnias, e inju-
bre elle urna aeco directa, o meu constituinte ras ero equivocas e por isso pedio dessas ex
para evitar urna acedo criminal,dirigi sea ('a- pressdes qne impulavSo calumnias, explica
Agora'resta provar que esta ordem naoema- mar, para esta ordenar a Joao llario que dei- oes que o meu eonslituinte deo francamente
u depois de um accordao da (Jamara, porquej xasse de continuar com as suas exigencias e j para tirar de cima do autor todo o desaire, quo
estas palavras pndiao acarretar sobn elle ; por-
lanto nao so pode dizer, que o meu constituin-
te lancou injurias contra o -r. Antonio Joa-
quim. Tenbo, pois, demonstrado com toda a
evidencia, o que alleguei em minha contrarieda-
de. Ilesumindo, repilo, qu esta demonstra-
do que no anno de 43 se zcro vexaeoes as
alentos ; e.-ta demonstrado tanihem, que es-
las vexaeoes forao platicadas com o apoio do
Sr. Antonio Joaquim e por sua ordem ; esta
demonstrado que o Juiz Municipal era com-
petente para julgar o caso en questo ; esta de-
monstrado, que as palavras prevaricaioes, con-
cusses, e abusos nao sao applicaveis ao Sr. An-
tonio Joaquim que forao ditas em geral o
anda dependentes do urna senlenea que as
classifique; portanlo por ellas nao pode ser res-
ponsavel o men constituinte.
Resta responder a um argumento aprsenla-
do pelo aulor, e vem a ser, que urna vez, que o
meu constituinte alirma o facto das vexaeoes,
lem oflirmado lambem o facto da eoncusso ,
porque commelter vcxaces he o mesmo, quo
praticr concusso; mas, Srs., o commelter ve-
xaeoes sao termos genricos que anda se rao
arhao com urna sigOlicacSo determinada |or
una denominacao em lei ; um individuo pode
fazer vexa:es por certas razoes por motivos,
que justifiquen) o seu procedimento e nao lia
concusso quando a vexaeao tem motivos, que
a justifiquem; portanto, ainda quo se lenha di-
to em geral que o Sr. Antonio Joaquim bavia
praticado vexaeoes nflo se tem dilo com isso ,
que houvesse commetlido o crime de concusso.
ltimamente fez ol"'t. Advogado do autoral-
gumas observaces a rcpeilo da calumnia ea
respeito da liherdade de exprimir os pensamen-
los ; mas, Srs., eujulgo, juc as suusconside-
racoes nao sao applicaveis a este caso ; porquo
nem o meu constituinte calum.'iiou o Sr. Anto-
nio Joaquim nem tao pouco a.busou da liher-
dade de exprimir os seus pensame.'ilos ; se aca-
so, Srs., o direilo de exprimir o pensamiento lio
um direito innato ao houiem, se acaso o homein
nao pode prescindir desso direilo sen.' que ello
inmediatamente doixo de ser homem nao se
pode negar que o meu constiluinle lem o di-
reilo de emillir os seus ponsamentos.queixam.'O'
se dos individuos que ataco sua libcrdude ,
obrigando-o a praticar actoes, que nao sao
exigidas pela lei.
Srs he precizo, que a lei seja igual para lo-
dos quo tamhcm o meu constituinte si uta os
efleitos da sua proteceo porque nao sao su os
poderosos, que lem necessidade das leis ; pela
contrario, estes nao teeni neccs*idade de proteo
cao da lei porque elle* se prulegein a si m mos por umitas rasos; quem u rece piolec-
eao da lei he o pobre he o taberneir, palaua
esta com que se tem querido desairar o meu
constiluinle.
Adrogado do autor : Por a minha parlo
nao ; porque repulo occupa<,o honesta esse
triodo de vida.
Advogado do reo (continuando): Nao e;r
Srs., meu constituinte mais tiesta correspon-
dencia, do'que expOr ao publico as aueixss, que
elle linha contra a Cmara nao fez mais do
que despertar a altencao da Cmara para que
se acabassein as vexaeoes que o opprimio ,
ol rou assim meu constituinte por esses motivos,
que sao inherentes a humanidade inherentes
a qualidade de homem, potquanto vendo-se ro-
deado de urna familia numerosa que se com-
pede urna consorte c nove filhos, a quem lenr
de dar subsistencia procurou. oppr-se as exi-
gencias do Fiscal do aferidor para que Ibe
nao viessen: com ellas lirar o pao de sua lam
lia ; ora he claro, que lodos os meios, de que
I. neo nio um homem destes para melhorar a
sua sorte para melhorar sua posicao urna vez,
que sejao permiltidos por lei, sao meios justos ,
sao meios que por vos devem ser considerados
como legtimos as suas aeces desta maneira
devem serolhbdas como nobres, e nao pdem
ser consideradas como criminosas nem pelas
leis nem pelas vossas consciencias Espero em
vista do que lenho dito, que o meu constituin-
te ser altsolvido.
Passou-se em acto continuo ao interrogatorio
das testemunhas de defesa.
A l.4 disse em resposta as perguntas do ad-
vogado do reo que tendo sido caixeiio de di-
versos laberneiros, ctendo ao presente taber-
na sua. nunca loi exigido aos seus pairos, que
ellos aferissem os pesos, e medidas por temos
completes nem tao pouco a ella leslemunlia ,
a nao ser no anno lindo, em que essa exigencia
Ihe foi fftita pelo aleridor Joao llario de Barros,
vendo-se ella tesleinunha obligada a comprar as
medidas, que Ihe faltavSo para completar os ler-
dos, a fim de satisla/er exigencia do aferidor.
Em resposta ao que Ihe perguntou o advo-
gado do autor disso : =; que lora convidado!
virdepr pedo reo e que no lempo em que
lora caixeiro nunca Ihe lom exigidos temos
completos de pesos e medidas para alerir.
A 2.a testemunha disse em reposta ao advo-
gado do ;o quo linha taberna 3 anuos, e


N
' y^^fw^^m^m rjuj*
Jbh lili
que durante csse lempo nunca Cora obrigado a
afrrir temos completos de pesos, e medidas se-
nfio no anno de 1843, e (|uo tanto este era o
eos tu me queoproprio aferidor aconselhara ,
quando o imposto lora arrematado por Prxe-
des que s aferissem as medidas que preci-
zassem porque nao havia lei que obrigasse
a niais
Ein resposla ao advogado do autor : disse nao
ter causa alguma cm juizo com a cmara, e que
linha assignado a represenlacau que se dirigi
contra o aferidor.
A 3.a tcstemunha declarou em resposta ao
advogado do reo, que tinha sido caixeiro 1G an-
nos e que tinha taberna a \j, e que em torn-
|)0 algum llio fra exigido a apresontaoao de
temos completos de medidas, seno no anno panhia.
Z
dao 12 Ctixag litas de dito 4 ditas ditas do
la & seda 1 seiba lingoas 1 porfi de las-
tro de pedra ; a Rosas Braga & Compahia.
26 fardos fazendas de algodffo 2 caixns sel-
lins 3 barricas ferragens {)( emhrulhos ps
de ferro 1 lardo fazendas de lla. 5 caixas di
tas do algodao, 700 ditas sahao, 1 barrica ran-
dieiros 1 embrulho sellins, 1 dito amostras de
lazendas ; a Jobnston Pater & Compahia.
1 fardo fa/.endas de aigoda ; a Deane Yonle
& Gompantiia,
43 fardos fazendas de algodao, 8 caixas ditas
do dito 1 barril biscouto. 1 dito carne. 1 di-
to rnanteiga 1 caixa queijo; a Jones Paln &
Compahia.
1 dita rniudesas; a Geo. Kenworthv & Com-
de 43.
Km resposta ao advogido do autor, expoz ler
assignado urna representacao contra o aferidor,
e ter em juizo accoes por falta de afericao dos
pesos.
O advogado do reo pergunla a teslemunha se
essa accao est j intentada, esta responde, que
apenas fon intimada ; ma s, que contava com o
Oais, que se segua.
A 4.* teslemunha disse o mesmo que as de
mais em resnosta a an ibos osadvogados.
Logo depois pedio, e obteve a palavra o ad-
vogado do aulor qu e repbca da seguinte ma-
nera. [Continuar-se-ha )
diario 'm mmm\).
S. Ex. o a ( Vicc-Presidcnte da provincia,
por portara de j;j do correte nomeou o Bacha-
rel Franci dos orph? os da comarca do Bonito ; e por des-
pacho d' \if. mandou possarprovisao a Jos Joa-
qun erreira Rahello para Sollicitadur daFa-
zenda
provincial
Correpondencia.
Srs. Redactores. Em seu jornal n.37de 15
do Fevereiro (leste armo, publicarao Vmcs. a
parte offical do Delegado do termo de Cimbres,
dirigida ao chefe de polica desta Provincia
partjcipi ndo-lbe aigunsacntecimentos occor-
riilos nesle municipio, e nella mencionava ter
Joaquim Severiano Lcite dado um tiro em
Pedro Carnuiro, e como sou conbecido por a-
quelle nomo eoceupo aiguns empregos p-
blicos como seja do Major de I.egiao do termo
do Brejo, eSupplenlcdo Delegado, e Subde-
legado do referido termo de Cimbres e acon-
tei.u que ten ha. sido perpetrado esso atenta-
do por outro, que tcm o mesmo nome, que o
leu; rogo por isso a Vmcs., que se dignem de
lazcr sciente ao publico que de ora em diante
me assignarei por Joaquim Severiano l.eile
Porras (alindo, para d'esta arte evitar duvidas
que se possosuscitar a meu respeito em desar
sempro de minha reputacao. Com a*insercao
deslas linhas latao Vmcs. um favor aoscu mui-
to atiento veneradorJoaquim Sererianno
Leiie Torres Galindo.
7 fardos fazendas de algodao ; a J. J. Mon-
te i ro.
1 caixa chapeos de sol ; a R. Royle & Com-
pahia.
30 8 toneladas de carvao de pedra ; aoca-
pitao.
Itoiimento do Porto
IVavio sahido no da 14.
Falmoulli ; paquete inglez Swi/'t capilo
Douglas.
Edt.-l.
i i
COMMEflCS,
A lan dega.
Rendimento do dia 14.........12:805^382
Descarreyao hoje 15.
Barca Navarre diversos gneros.
Barca Iit dem.
Brigue Josefina idem.
Brigue Velocity bacallao.
IMPORTACA.
Melvina, brigue inglez, vindo de Liverpool,
entrado no corren te mez consignado a Rosas
Braga & Compahia manifestou o seguinte :
97 gigos louga 16 barricas dita 10 caixas
f.i/endis de algodao 12 fardos dita de dito ; a
Fox Brothers.
1 embrulho ignora-se 30 barris rnanteiga;
a ordem.
'i caixas fazendas de i i n lio 5 ditas ditas de
algodao 1 dita ditas de seda, 3 ditas papel : a
Me. Calmont & Compahia,
3 ditas queijos 4 ditas conservas 10 pre-
suntos ; a W. E. Smilh.
30 barris rnanteiga 1 caixa fazendas de laa,
16 fardos ditas de algodao 12 caixas ditas de
dito; a Bussell Mellors & Compahia.
50 barris rnanteiga, 20 caixas lindas; a Dio-
goCocicshott & Compahia.
29 ditas hiendas de algodao 1 fardo dita;
de dito 4 caixas linhas; a James Crabtreed
Compahia.
2 O lllm. Sr. Inspector da Thesourai ia
das rendas provinciaes manda fazer publico ,
que cm virtude da Lei perante a mcsina The
souraria se bao de ar cmalar em hasta publica
a quem mais der nos dias 5, 7, e 8, dejunbo
prximo vindouro pelas 11 horas da manh ,
os seguintes Impostos.
1." Dois mil e q ti i n lientos reis por cabera
de gado vaceum que ler consumido.
2.o Dizimo do gado caballar.
3." Quarenta reis por cada caada de bebidas
espirituosas do consumo da provincia, excepto a
agurdente de fabrico nacional, sendo fcita a
arrecadaiao no Municipio do Becife.
A arrecadacao de cada um dos r-'ndimentos
ser fela por lempo de trez annos contados do
I" de Julho de 1844 a 30dc Junhode 1847.
e dividida segundo os diversos Municipios da
provincia com excepcio do imposto de 40 rs.
sobre as bebidas espirituosas.
As pessoas qno se proposerem a eslas arre-
mata! oes eomparecao na sala das sessoesda so-
bredita Thesouraria nos das a cima indicados
munidas de fiadores idneos e competente-
mente habilitadas.
E para constar mandou o mesmo Sr. Inspec-
tor affixar o presente, c publicar pela im-
prensa.
Secretaria da Thesouraria das rendas pro-
vinciaes de Pernambuco2 de maio do 1844.
O Secretario Luiz da Costa l'orto-carrei-
ro. (32)
2>ee!aracoes.
Existo no Correo um caria segura para o
r. Manoel Goncalves da Silva.
Vico- Consulado da fupublica Oriental do
Uruguay.
Em virludc das ordens receidas do consu-
lado geral convida-se a todos os subditos da
mesma repblica residentes nesta provincia a
comparecerem nesle \ ice-Consulado no dia 15
do corronte no atierro da Boa-vista n. 43 as
10 horas da manhaa, a (im de seren compe-
tentemente alistados. Vico-Consulado da Re-
pblica Oriental do Uruguay ern Pernambuco
11 de Maio de 1844.
Adriano Xavier Pereira de Brito.
seje equilibrar tres granadeiras (ambern so- ce as visinbancas de Roma O Sr. Saulini
bre a barba. ; pharmaceutico n'aquella cidade compoz urna
Seguir-se ha Mr. Carlos ejecutando as des-1 tintura sem espirito algum, que se conserva
locacocs geraes, segunda parle.
O bu uro de Sansao.
pcrfeitamenle o tcm as virtudes da losna sem
os inconvenientes do alcool. Esta preparadlo
Execulado por .Mr. Eugenio o qual eolio- recommendada aogoverno pontificio pelo enllo-
cara urna pedra dedesoitoa inte arrobas sobre gio medico cirurgicodo Huma obteve privile-
o peito e sustentar a pancada de quatro ina- gio de fabricacao ao seu aulor.
Ihos batendo sobre a mesma pedra ; lindo que A dosc be un a eolher das de sopa pura ou
seja o mesmo Mr, Eugenio desemperihara, .1 om vinho pela manba emiejum, e deve-se
lld/ilo.
Mr, Carlos o Mr. Eugenio execularo.
A corrida dos dout ai abes.
Seguir sc-ha Mr. Fngenio executando o
seguinte : a $ ideira rumana
As cardas y egas.
Onde \?r. Eugenio em duas cordas perpen-
diculares, sustentara seis pessoas sobre o corpo
Terceira parte.
Mr. Eugenio desempenhari vistosas c dilli-
ceis scenas no rame bamho.
Ouarta e ultima parte.
Terminar o divertimento com a muito jo-
cosa pantomima que tein por titulo os acasos
nocturnos.
A qual ser interlacada com agrailavcis, e
jocosas scenas.
He este o divertimento que o propietario
tcm a honra deapresentar nesta noute ao res-
peitavel publico o qual espera so retire satis-
feilo e a quem pede humildemente desculpa
de alguma falta que nossa occorrer; pois nao
se lem poupado as despezas, nem fadigas para
que o divertimento se torne digno da altencao
dos Ilustres espectadores a quem implora pto-
leccSo e que conlinuem a prestar-lhe aquel-
lo acolhimento proprid das almas bom azejas
o a quem protesta ("terna gratido.
Principiar as horas do eoslumi
pji i,i m ni' ,t:.y Avisos martimos.
Para o Rio de Janeiro, pretende sabir no
dia 30 do corren le o brigue brasileiro Lirio
por ler o seu carregamento promplo, recebe
smente escravos a frete, o passageiros para o
que lem excorenles commodo, os pretenden-
tes dirijao-so ao capitSo a bordo ou ao con-
signatario Gabriel Antonio, no pateo do (]ar-
mo n. 17.
S i i..... n-
Leiloes*
N. O. Bieber & Compahia farao leilao,
poi inlervencao do corretor Oliveira e por
cunta de quem perlencer.de 500 barricas do fa-
rinha de trigo de superior qualidade: quarta-
feira, 15 docorrente, s 11 horas da manhaa ,
no armazem do Sr. Joaquim da Silva Lopes ,
por detraz do theatro velho.
Leilao que pertendea/erJoao TavaresCor
dei o de 60 rolos do fume por conta e risco de
quem pertencer no cais da Alfandiga a porta
do armazem do Francisco Dias Ferreira e
Compahia, hoje 15 do correnle,
1= O Corretor Oliveira far leilao do mobi-
lia que ser vendida sem limites e da de
urna pessoo respeilavel prxima a retirar-se
d'esta Provincia, consistindo em cadeiras de
militas qualidades consolos, aparadores ,
banquinhas meza redonda de maio desalas
com pedra marmoro ditas de jantar &c. so-
laz marquezas, commodas, armarios, leitos,
lavatorios estantes secretarias espeuos ,
candieiros de bronze globas de vidro relo-
gio de cima de meza quadros, loma fina vi-
dros, muilo boas obras d'optima prata, eou-
Iros objectos de grande ulilidade para qualquer
casa: Sexta-feira 17 do correnle s 10 horas
da manhaa cm ponto na caza onde ltima-
mente morou o Sr. Jo Bay, ra doAmorim,
prxima alfandega grande desta Cidade.
continuar oilo ou dei das. Proco de cada vi-
dro 2000 reis; na Pracada Boa-Vista botica
r.32.
Na fabrica de licores no largo do Terco
n 10 lem superiores licores linos e entre linos
champes, espirito verdadeiio de vinho, aguar-
lente de Franca para compoi vinhos, anis, reino
e genebra espirito e esencia de sabo leito
virginal, sabio para tirar nodoas, banhas para
cabellos, lerroy do segundo tereciro e quarta
grao, em i tos-mais objectos fabricados na mesmo
Irabrica na mesma se dir quem da 150*000
a juros de 2 por cenlo sobre penhores de ouro,
ou prata.
J. B. C. Tresse avisa ao respeitavel pu-
blico e particularmente aos Srs. tbesoureiros,
e pessoas encarregadas das igrejas que elle
contina a fabricar orgos de todos os ta-
manhos para igreja ( onde j se acha um
quasi prompto ) com trombeta, clarim ,
eromorno, voz humana, e rouxinol ; dito
orgSo ( que sendo ouvido nao tem apare-
cido aqui ) duas linas a clavier e a chave
de realejo, por falta de organista, ou por
falla de saber tocal-os, enlo se (oca com i
chave como se l'osse um realejo oblendo a
mestiia voz do um orgSo de igreja contendo
nos cilindros a missa os h y runos para todas
as festas e dias santos do auno, ludo reu-
nido na mesma obra ; orgo [-ara recreio do
casas com machina tocando s a clavier 0 a ci-
lindro tudo reunido na mesma obra ; realejos
com tambor e trombeta para recreio de casas,
com qtiadrilbas para dancar pantaln ele ,
poules, trenis finales, e \alsas, outro realejo de
todas as diinenscs para igreja, com a missa, o
oshymnos, com a mesma voz de um orgaodc
igreja ; as pessoas que o quizerem honrar com
a sua presem/a acharad ja em sua casa algumas
liras promptas ; tambem eoncerta os ditos
instrumentos e pe marchas novas ; assim
como compra igaos e realejos ja usados: no
Atierro da Boa-vista n. 3.
Aluga-se um sobradinho na ra da Praia
do Fagundes n. 22 as Cinco Ponas padaria
n. 63.
Aviso importante ao publico.
3 A caba de chegar urna porcao nova e
fresca d'aquellas invaluveis Pirulas da medecina
populare as pirulas vegelaes americanas, sendo
a composicao dolas inleiramentc vegetal o j
tao conhecidas nesta cidade as varias molesti-
as de figado febres rheumatismo lombri-
gas ulceras, cscrolulas, erysipelas, e he o mc-
Ihor remedio conbecido para o sangue; roga-se
aos inlermos de provarcm este affamado reme-
dio. Vende-fle com seu competente receiluario
em casa do nico agente Joao Keller ra da
Cruz n. 18. c para maior enmmodidade dos
compradores na ra da Cadeia cm casa de Joo
Cerdoso Ayres, ra Nova (uerra Silva e Com-
pahia Atterro da Boa-vista, Salle e Chaves,
avisos inversos.
THEATRO PUBLICO,
Extraordinario e escolhido espetaculo gymtias-
tico jagos, equilibrios e mmica.
O proprietario da compahia nacional
muito respeitosamente annuncia ao respeitavel
publico desla cidade aue lenciona dar o sua se-
gunda (uncco quinta-feira 16 docorrente,
c espera que os Ilustres espectadores se reti-
re m salisfeitos com o divertimento que Ibes va
apresenlar. o qual ser delineado da maneira
seguinte :
Depois da orquesta ter executado huma har-
moniosa simphonia dar principio a primeira
parte.
Grande forca de queixadas.
Huma diflicultoza forca de denles descm- cultativos.
penhada pelo hrcules Brasileiro que susten-
tara dilTicuJtosamente em linha recta da bocea .
nina mesa, una cadeira edoos meninos agen-
tados ; e se sustentara na corda bamba em for
si uitas fazendas de algodao 1 \ fardos di- ca de dentes suspendendo dous pebos nos ps
dito tObarrieiS ferragcis ; a !'. i.as- Os jogotchnettt
serr & Compahia.
i barril quoijo 49 fardos faiendas de algo-
Executados pelo proprietario onde equili-
brar seis espadas sobre a barba ; acabado que
A pessoa, que por esle Diario annunciou
a venda de tclhas dirija-se a praca da Santa
Cruz botica n. h onde ha quem as qneira
comprar.
Precisa-se alugar um sobradinho ou
mesmo casa terreo cujo aluguel nao exceda
de S# rs. sendo no bairro de S. Antonio em
qualquer des ras ; d-se 6 mezes adiantades;
quem tiver annuncie.
Manoel Joaquim Pascoal Ramos embarca
para o Kio Grande do Sul os seus escravos, do
nome Sebestiao, pardo, Venceslao, crioulo ,
e Antonio, Angola.
Tintura de losna de Vicente Saulini.
As propriedades Ihrrapeuticas da losna sao
onhecidas desdo muitos seculos pelos Srs. Fa-
He um tnico que facilita singu-
ao pieco dn i!!! cada cauona.
* -
l'O
O abaixo assignado faz ver ao Publico
que rnudoa sua assislencia para o patio do Pa-
raso casa n. 4 quem com elle tiver algum
negocio a tratar o pode procurar das seis horas
da manhaa at as dez do dia e de urna hora al
as tres ou qnatro da tarde. Manoel Jos da
Silva Bello-monte.
Pela segunda vez se previne ao respeita-
vel publico que pessoa alguma faca transaco ,
com Alexandre Jos Antonio sobre urna parte
que tem em urna casa terrea, na ra do Roza-
rio da Boa-vista sem que primeramente su
entenda com o abaixo assignado que para
evitar questoes a quem a qeira comprar faze
prsenle annuncio. Victorino Ferreira de
Car va Iho.
Quem annunciou querer urna pessoa para
primeiro eaixeiro trazendo a escrituradip^em
dia queira annunciar a sua morada para ser
procurado ; adverte se que a pessoa que se
propoem entende do partidas dobradas c es-
ereve sofrivelmcnte e d fiador a sua conducta.
1Precisa-se de um caxeiroque tenha pratica
de loja de fazendas c que seja activo para co-
branca quem estiver nestas circunstancias di-
rija -se a ra do Crespo loja da esquina que
volla para ra das Cruzes. (o)
1 Oferece-se um carpina portuguez para
todo o servido de qualquer Engenho do qual j
tem bastante pratica levando em sua compa-
armente a digcslao quando por fraque-a ou
falta do reaccao se acha alterada. Tambem
'produz ptimos e fie i tos nasdiarrheas ebronicas, j nhia sua mulh'cr e dous filbos que tem de me-
e basta cm muitos casos para expulsar as lom-| or idade. (5)
brigas. As Sras. que nos primeiros tempos oe I -1=0 abaixo assignado participa aos seus fre-
gravidei lancio o que comem ou tomao aversao guezes que mudou o seu estabclccimento de re-
aos alimentos, alivio geralrnenle com o uso lojoeiro da ra docahucri para a ra bella n.
d'esle remedio. A nielhor losna he a que as- 3; Francisco Jos do Hozarw. (4)



2=Reginald S. (Iraham com sua (amilia
retira-se pam fura da Provincia
:.' !'n'(.;/,)-se aiugar utnacasa de sobrado,
eotn bstanlos commodos, para urna familia de
4, ou 5 pessoas, cavallarice, coxeira, &c., no
bairrodn Boa-vista, ou de 5. Antonio e nao
xeedendo sou alugucl de 500j aGOOjreis
annuaes; quem a livcr, dirijase a botica dos
Srs, Saisset &Companhia no lenle. (7)
2=I)a-se dinheiro apremio com penhores
de ouro, mesmoem pequeas porcoes; na ra
Nova n. .'i.') 3
2 -Joiio Antunes GimarSes roga a todas
aquellas pessoaa quo ten pinboresem seu po-
der que os venhao tirar no praso de 8 Jias,
na lalta o anounciante passa a ven ellos para
seu pagamento. (5)
2=(J abaixo assignado faz siente ao respoi-
tavel publico, que pertende retirar-se para
J ortugal e por isso todo e qualquer que se
cousiderar seu credor poder aprese ni ir on-ac
ta, ou ou tro qualquei titulo na casa do sua
ri/idencia na ra da Sanzalla ou no armazem
de assucar ao p do Trapiche do Pelouritilio,
para ser pago sto no prazo de 8 dias, assim
tomo da meama forma roga ao? Srs. devodores
quu Ihc paguem, (ando por scus procuradores,
os Srs. Jos Antunes GimarSes Jos Mario
't'bomas da Silva e ellinodos Afijos Teixei-
ra cv.
Joan /fntunes (iuimaracs. (l)
2 Precisa-se alagar huma casa, que lenlm
dous andares c slito, ou tres andares e que
soja n'uma das ras de S. Franoisco, Coilegio,
CrU/OS, Oueimado, Cabug ou Nova sendo
incluid a loja tambern: quem quizer aiugar, I
annuncie para ser procurado. G
2Prcciza-se d'um rapai brasleiro ou
portuguez que tenha muito boa corniola para
o servico de creado e pogem olWecendo-se-lhe
liom ordenado alm d'outra vantagons no caso
de provar ter capacidade o l>a conducta : a
contractar na ra do Coilegio casa n. 10 se-
gundo andar. (7)
2 = Precisa se de um born eslilador para urna
estilacao fora desta praca, na ra do Yigario ar-
mazem n. 8. (3)
J^Na casa da ra dr gloria n. 94 se recei em
meninas brancas, pardas, e pretas para en-
tinar a ler, escrevor, contar, cozer chana, mar-
car fa/er lavarintos, vistidos, custuras de al-
faiate doulrina hristaa &c. Pro:netle-se em-
pregar o maior /ello, o cuidado para o prompto
adiantamento das meimas : Na meama cusa
aluga-se.de 3, a i eacravng para venderem a/ci-
te de carrapato pagando se por cada caada
uun pataca. (10)
Sociedadc f'ulerpinia.
2 A Commissao Administrativo convoca
a sociedade para se reunir em sossao no da 18
do crtente pelas 6 horas da tardo a fin de
deliberar sobre negocio de bastante importan
cia ; e roga nos 1 Ilustres Socios se dignen] com-
parecer, previnindo-se d'esdo j que com o nu-
mero que se reunir se deliberar.
Secretario Ccale ante. (8)
nba parle na sociedade declare com quanto
entrou par a sociedade ; e a vista da sua re-
posta ouivra o que mere e.
Na ra da Sanzalla nova percisa-se do
urna mullicr de idade para estar em compa-
nhia de um homem solteiro tambern de idade
danlo-se-lhe o sustento e vistuario ecasa paga:
quem estiver nestas circunstancias dirija-sc a
mesina ra venda n. 7.
3 R. Schaeler retira-se para a Europa.
."> M. S. Mauson, cirurgiao dentista, partici-
pa ao respcitavel publico, que mudou sua re-
sidencia para ra Nova n. 2, segundo andar por
cima da loja dos Snrs. Julos Colombiez # Coui-
panhia onde contina a exereer a sua prolis-
sao. (6)
2OSr. Lourenco Antonio de Albuquerque e
Mello ex juiz de paz da cidade de Olinda quei-
ra annunciar onde se dve procurar, para ne-
gocio de urgencia e de seu interosse (\)
A pessoa, quo nfiarccco 55# rs. pelo ca-
vallo no pateo do Coilegio, sendo anda queira,
pode o mandar buscar.
Precisa se de um caixeiro que saiba ler,
nscrever, econtar, para caixeiro de urna loja
no sertao ; na ra da Senzalla-velba n. 126,
primeiro andar.
Quem precisar de ma ama para engom-
mar, ou cozinhar, dirija-se a ra Helia n. 5.
Arrenda-so o secundo andar da casa n. 18,
na ra do Fogo : tratar na ra do Qucimado,
sobrado n $4.
Quem annunciou querer comprar urna
estante, dirija-se a ra Imperial n. I8.
Offerece-se um homem Portuguez com
'iD e tantos annos para caixeiro de engenho ,
do que tem muita pratica e da dador a sua
conducta ; quem de seu prestimo se quiej uti-
lisar, dirija-se ra Diroita n. 80.
Aluga-se urna preta escrava, que be per-
feita lavadeira engommsdeira o entende de
todo oservico interno de urna casa de familia;
exceptocnsinhar ; quem a pretender, dirija-se
a ra do Coliegion. 17, terceiro andar.
Quem annunciou querer comprar um es-
tante dirija-se ra da Praia de S. Hita o. 37.
nba Magalhes. (4) seguintes, travs do 93 a 36 palmos de compri-
Vende-se um cabra de bonita figura, mo- do, e palmo e coito e ditas de palmo quadra-
Co sem achaques oficial de alfaiate; e he dado, como mesmo comprimento, ditas de
ptimo para pagom ; na ra Nova n. 3o. 40 ditas, e palmo quadrado e coito, enchams
Vcndem-se chapeos brancose pretos fran- de-20, 25, 30, 30 palmos com grossura sulll-
cezes chegados agora, e de novas formas, di- ciento travs do 25 palmos maos travessas
tos para meninos ditos para chuva de seda de 30 ditos, caibros de boas qualidades para co-
preta ; na loja de Guilherme Sette na ra do berta estacas de embiriba do 20, 25, e 30 pal-
Queimado n. 25 mos com 20 a 24 pollegadas do grossura ,
Domingos Jos Vieira na praca do Com-I oplimas para atierro tudode boa qualidade e
mercio n. G, contina a vender o precioso vi- por proco commodo ; assim como o annuncian-
nho do Porto, de 1820, em caixotes de duas lo seoflerece a tirar toda a madeira, quoospre-
duzias de garrafas. tendentes quizereni.
Vendem-se 212 palmos de trra, na ra I 1 Vende-se urna bonita crioulinha de lo
da Casa-forte ; eum pequeo sitio com alguns annos, propria para costura, sem molestia
Compras
1 Compra-se um preto canoeiro embo-
ra nao seja perito ollicial o mosmo do idado ,
comanlo que nao seja bebado ; quem ti ver an-
nuncie. (4)
Compra-se um compendio de rhetoriea ;
na ra das Cruzes n. 14.
Comprao-se efTectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
20 minos agradando pago-se bem ; na ra
2
as
= Precisa-te de urna casa as seguintes ru-
patio do Para izo*, Trinxeirai, larangei-
ras flores, que o seu alugucl mensa! nao ex
ceda do 8 a IOjOOO rs. quem livor annuncie.
3 (O abaixo assignado, administrador da of-
licinade ferreiro.e serralheiro, de Fra-de por-
tas ra do Brum n. 7, perlcncenle ao Sr. Joio
Maria Se\e, faz publico a tolos os fregue/es da
casa, e mais pessoaa, que preciza rom de obras;
assim como tambora aos Srs. proprietanos e
consignatarios de embarcacoes que na mesma
(iciiia se fazem, e conccrtSo todas, e quucsquer
obra do mais delicado gosto tanto para (erra ,
como martima*, por precos commodos, eafi-
auca o mesmo administrador a piompta exe-
cueao e bemfeiloria das obras ; na mesma of
licina vende-se ferro de differentes polegadas de
grossura, tanto em varos redondos, como qua-
drados.e em barras. Jos Bernardo Ventura.
COLLEGIO DA BOA VISTA.
ROA ATKAZ DA MATRIZ N. 28.
3 A directora d'eate coilegio participa aos paos,
o correspondentes des snas alumnas que lera
resolvido mudar a sup^esdencia para o bairro
de S Antonio, e para cujo liin tem alugado um
excedente sobrado de dous andares e sotao, si-
to na ra do Coilegio n. 9, aonde pretende
continuar a tjrccber meninas pensionistas, mtias
pensionistas, e tambom algumas externos.
O coilegio (era d'ora em diante o nomede
COLLEGO DA SANTA JANUARA. (12)
s= Precisa--e aiugar urna negra .aptva pa-
ra o servico externo de urna csa de pouca fa-
milia a faliar n.i ra do \ gario n. 21 ou
uiiijunco'.
4 = 0 abaixo assignado julga nada dever
nesta praca a pessoa alguma porm se al-
giirna pessoa se julgar seu credor tenha a
lade de apresentar su i contas na ra Nova
n. 9. loja de J. Pedro Adoure Gompanhia, ,'
Pergunta se ao Sr. Nogueira que lem
urna venda na ra da Sanzalla velba qual a
a Cadeiu do S. Antonio, sobrado de um an-
dar de varanda de pao n. 20.
"2 Compra-se um preto, ou pardo, ollicial
de carpina ; quem tiver annuncie.
2Compra so um carrinho de mao que
osteja em bom uso : quem tiver, annuncie.
Vendas
2Vende-se champo de lingua de vacca ,
proprio para extinguir os humores ; he bem sa-
bido os bonselTeitos que tem produzldo para
as molestias venreas ; esta herva purgativa
de que he composto dito charope ; seu uso he
v antaioso nor
IMI 1 l.'il III, III Ulp,Ullltl
a 60 rs. a garrafa, dito de maracuj a j40 rs.,
e de tamarindos a 560 rs.; na ra do Livra-
mento leja n. 11. (0)
Noarmasem de Jos Rodrigues Pereira $
Companhia no beco do capim vende-se a
superior farinha de trigo ; bem conhocida nes-
le mercado, de Trieste, das marcas SSSF e SSF,
e no caes da alfandegaa fallar com Firmino J-
se1 lilis da Hosa que tambern vende por pre-
co commodo, Iad'ilho de marmore e fumo
em folba para cbarutos.
Vendem-se excedentes cassas pintadas de
assenlo branco e escuro a 200 rs. o covado ,
c cortes da dita a 2-200 rs., chitas modernas que
nao desbolao a 160 rs. fusloes pintados de
bonitos padrees o cores fixas a 400 e 560 rs. .
pannos para alcatila a 240 e 320 rs. golas de
cambiaia bordada para senhora e meninas a
32 rs., ede fil de linho a 1000 rs. pecas de
bntanha de linho e algodao com 10 varas a
1920, guardanapos alcochoados a 2400 rs. a
duzia panno para atoalbado com 7 e 8 pal-
mos de largura tanto de.linho, como de algo-
dao, esle a 560 rs., e aquello a 1280 rs. hrim
trancado de listras o melhor possivel a 800 e
1000 rs., dilo pardo sem listras a 400 rs e I
arvoredos de fruto na campia do mesmo lu-
gar, os quacs terrenos so acho hypolbecados ao
Sr. Francisco Jos de Oliveira ; fallar com
Jos Luiz Pessoa, na Casa-forte.
Vende-se urna ca (eir e 2 bahus de 6
palmos urna seringa do motal branco um
colchao para maca ; no Atterro-da-Boa-vista,
loja n. 48.
1 Vendem-se ricos corles de chal, ditos de
lanzinha mantas de seda matizadas c esco-
eczas, chales de seda e deselim matitadse li-
sos orles de vestido de tarlatana ditos de
cambraia de listras de cores azues, rouxas e cor
de rosa lencos do seda para grvala, chales
de seda e laa cortes de vestidos de seda esco-
cezainui linda, sedas lavradas brancas o de
coros cortes de collete de velado setim, ede
gorgurgo, riscados de morsolina para vestidos,
sapatos de setim branco muito alvos, ditos de
couro de lustroe de marroquim, casimiras elas-
ticasdeduas larguras damasco do laa cha-
peos brancos e pretos de castor, da ultima mo-
da ditos de massa france/es, madapoldes en-
testados muito finos pannos finos pretos e de
todas as cores chapeos de seda francezes para
senbora, e oulrasmuitas fasendas de bom gos-
to ludo por preco commodo ; na ra Nova
n- 35. (20)
Vende-se um sitio no lugar da matriz dos
Arrogados com urna boa casa envidracada ,
com bastantes commodos para familia o di-
versas arvores de fruto o cafeiros co:i des-
embarque no (nndo. aonde tem banho, o chaos
livres ; na ra doVigario n. 18.
Na ra de Hortas, loja de tartarugueiro
na 30. vendem-se superiores caixas de tartaru-
ga para rap pentes de alisar cabello pro-
prios tanto para homem, como para senhora ,
pentes de marrafas n de prender cabello ; e
tambern concerta-se toda obra de tartaruga, com
perfuicao o promplidao.
1 Vende-se urna venda na ra do Rangel
n 5 a dinheiro, ou a prazo; a tratar na mes-
ma venda. (3)
1 Vende-se urna boa escrava de nacao
Angica oosinha, engomma, lava sem vicio
alaum de fugir, nem beber, muito lmpa por
preco commodo a vista do comprador se dir.
o motivo, por quo se vende ; em Fra-de-por-
tas n. 96, fallar com Joaquim Lopes do Al-
meida caixeiro doSr. Joo Matheus. (7)
1 Vendem-se dous pretos de excellentes
figuras proprios pan todo o sen ico ; na ra
das Larangeiras o. 5. (3.
Vendem-se 3 escravas, urna de naco, de
40 annos cosinha, lava, vende na ra, e sabe
bem tratar de meninos; outra crenla do 14
annos cose, tem principios de engommar,
e lava e a outra de nacao, de 17 annos, com-
pradera evendedeira de ra, e laz algum
servico de casa ; urna cabra (bicho) boa Icilcira,
alguma ; na ra das Cruzes n. *1, segundo an-
dar. (4)
Vendem-se rortes de cassabraica com flo-
res de cores a 3200 rs. e o covado a 320 rs.,
chitas paracoberta a 160 rs. ditas para vesti-
do a 160rs. e finas a 200 rs bretanha de
rolo com 10 varas a 18O0 rs. e a vara a 180
rs., chales do merino a 3200 rs. montas de li-
nho, grandes a 3/ rs. casimiras de cores a
1200 rs. dilas superiores a 1600 rs. pannos
tinos de 2500 a 500 rs. ganga franceza a 100
rs. brim de listras francez a 480 640, e 800
rs. avara, chapeos brancos de castor, de su-
perior qualidade a 5000 rs. ditos pretos a 5?
r;, ditos a 280 rs., ditos pardos sem pello de
superior qualidade a 3^ rs. ditos a 1280 rs. ,
luvasde seda e algodao ditas para meninas o
meninos a 200 rs. corles de colleles de sarja e
eludo, o outras muilas fazendas francezas, por
barato proco ; na ra do Crespo n. 14 loja de
Jos Francisco Dias.
2-t Vende-se um sorlimento de toalhas de li-
nho adamascadas, de qualidade superior, do
largura de vara o meia a duas varas, e de com-
primento de vara o meia al 5 varas vendem-
se as toalhas com guardanapos ou sem elles ;
lonas da Hussia largas, e de primeira sorte ;
velas doespermacete de 4, 5,' e 6 tin libra em
caixas de 25 libras ; farello novo em saccas de
3 arrobas chegado de Hamburgo ; em casa do
H. Mehrlens, na ra da Cruz n. 46. (14)
1Vende-se una venda bern afreguezada pa-
ra o mallo; no largo da ribeira da farinha ti 5.
2Vende-se, ou aluga-se urna canoa nova
de carregar agua ; na ra estteita do Horario
n. 41 (3)
2Vende-se urna escrava de nacao de 20
annos, cose bern, faz la varilo engomma pti-
mamente; urna dita de 22 annos, boa cosinhei-
ra doceira, engommadeira e refina ussucar;
duas ditas mocas quilandeiras, e iavadeiras,
dous moleques de naco ptimos para todo u
servico; um mulato com bastante pratica de
engenho ; dous escravos pegas ptimos para
palan mim todos do-se a contento ; na ra
Diieita n. 3, primeiro andar. '11)
2=\ ende-se cobre a 3 por cento de premio,
e sedulas do 1 o 2,000 ao premio de 1 e 1|2
na ra do Torres n. 18. (3^
2 Vende-se moeda de cobre a 3 por cento de
premio; na ra da Cruz n. 51.
3V^ndc-se urna casa teirea M traussa do
Marisco ; e um terreno na ra Augusta ; na
ra da Cadeia, no segundo andar defronte do
theatro.(3)
Escravos fgidos
ecriucira ree a parir
na tua da I .apa n. C segundo andar.
Vende-se urna negrinha, e urna mulati-
nha de 12 a 13 annos sabendoja coser muito
bem proprias para mucamas una preta de
Fugio do lugar da Ibura um preto meio
tru'.o, ba'.xo, secc8 do urp, ia buscar ienba
' | com um pardo forro; quem o pegar, leve a ra
de S. Theresa vendo n. 25.
Fugio nodia23de marco p. p. um mole-
que de nome Joao levou calcas de brim bran-
22 annos, sabendo com toda a perfeicao engom- j co' camisa de algodaozinho com mangas curtas,,
mar, coser, e fazer lavarinto urna dita de 24 cr fu"a' rePrc!,enla 16 anuos rosto natural,
annos lavadeira ; um preto de todo o servico;! (.,lhos Pt,(luenos beicos grossos; ps apaihela-
uma mulata do 20 annos de elegante figura' ^or t;ausa de bichos, tem algumas mar-
engommadeira e costureira ; um cavallo ro- cas de chicote as costas, e he um tanto g dado grande, com lodosos andares, o hees-
quipador ; na ra do Fogo ao p do Hoza-
rlo n. 8.
1 Vendem-se admiraveis navalhas de ac
da China que tecm a vantagem de cortar o
cabello sem ofTen^ada Delle deixando o rosto
parecendo estar na sua brilhanto inocidade
este ac,o vem excluzivamenle da China, e s ncl-
letrabalhao dous dos melhores, e mais abali-
sadoscutellciros da nunca excedida e rica ci-
dade de Pekim capital do imperio Chim; au-
tor Shofe. B. He recommendado o uso
destas navalhas maravilhosas por todas as
sociedade das sciencias medico-clrurgicas, tan-
to da Europa como d'America, Asia e frica,
nao s para prevenir as molestias da cutis, mas
tambern com um meio cosmtico; vendem-se
branco de algodao a 320 ; lindos damascos'de somellle na ruado Crespo, loja n. 12, do Jis
laa a tg rs. o covado e de seda a 2400 rs. | Jaquim du Silva Maia (C)
grvalas de bom setim preto a 500 rs. cortes 1 Vende-se ou permuta-se por escravos
de collete de sarja de cores a 1000 rs. pecas de urna grande morada de casa em Olinda, com
algod3oencorpadode4palmosemeio.de lar- j bastantes commodos exoeilente quintal com
gura e de 20 jardas a 3800 rs. merinos enfes- grande baixa para capim ; na ra de Aguas-
tados a 1200 rs. pannos finos, casimiras o verdes n. 22; na mesma casa engomm|-se toda tr; no ueito do tiene ii,i,-"|1'.n,i1.'77...... "" ""
metas ditas, e outras multas fazendas por ba- a qualidade de roupa.com too aceto, perfd. ,"!,,'..', "'"'' d""-": '!"''"
ralo preco ; na ra do Crespo loja n. 10 da fio, promtldio. e preco commodo (7) momSo '^ "''^ *' *""'
viu\a Cunha Guimaraes. Vendc-so urna venda com poucos fundos, I '_______________________
1 Vende-so um jogo de bancas, urna me-! e com commodos para familia, bem afregue- \ Hkoifk n.\ TtP ok H, I', br Paria1844.
quaodo Talla ; quem o pegar, leve a ra da ma-
triz da Boa-vista sobrado n. 26, segundo an-
dar que ser gratificado.
Fugio de Bebiribe no dia primeiro do cor-
rente um moleque Je rime Antonio de 14
annos. de nacao Cacange muito ladino, que
parece crioulo, tem alguma Uta de cabellos
no alto da cabeca em' ra ao de carregar cane-
cos d agua cabellos alguma cousa averm.dha-
dos, consta ter andado nesta cidade; quera o
pegar, leve atraz do Corpo Santo, Antonio
Das Souto ou no Atterro-da-Boa vista loja
de louca n. 1, quesei grutilicado,
No dia 15 dopassado fugio do sitio dus
Roseiras do majoi Joaquim Ellas de Moura ,
um seu escravo orioulo de nomo Silvano ,
mestre pedreiro.de 30 annos pouco mais ou
menos, de estatura regular, secco do corpo,
bem preto, de benita pi.isinomia, olbos vivo, ,
suissas finas, e comprldas, com falta de algum
denles, quando falla da um geito na bocea,
pellos cabelludos, bastante canhoto quasi to-
do o seu servico he com a m8o esquerda com
a qual toca viola, peroas linas tem una' cica-


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