Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00106


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Full Text
Anuo de 1844.
Terca Feira 14
dft Maio.
Anno XX. IV, 111/
.------------------------------------- K.J.aumoi
O DuBlOnubl.c.-se i. d..so diasque nao orem s.nl fie*.'.
t,e de tres mil rs. porqu.nelp.potidiunlidoV Os .nuncio.doi assgnaBWe sf.oin.erid.
p,M e us do. que nao oreo. i to de SO rei, ,>or l.nl,.. As n-cl.rn.ciSe. deven, ser diri-
gl,].s a .la lyp ru d.s lru5 n. i ,, prej|a ,',, Independen.-, luja de lirrosn 0 e 8
PARTIDA DOS COISREIOS TERRESTRES.
CD.iNNt.e I.r.hvb se:ud,s- spms, leirss.K, Gr.nde do Norte, cheg. a S e 2-> e n.r-
Tt Sil. 7 Ser;nn RioFffMM, Macer, PorloC.Uo, e Al.goa.: no 1. '
' fV.9*r 7- G1",8"1""'!. e ''-""> *0 e J de cada me, Boa-vis., e Flor-
es Le -. d.lo. Cidade da V,l0ra, quintas feiras. Olioda lodo. o. di...
c n ,, MAS DA SEMANA.
43 >*Z I'edro Refr.l.do. Aud. doJ.de I) da v
4\ larca .. (.I Kel. aud. doJ. de I).da 3.
45 Ou.ri. s. hidorj Aud. do .1 da I), da 3. y.
4t i.iuintt Ascenefio do Senluir,
7 Sextas l'.scoal.' Aad doJ.deD da'.', v.
dS Sab. s Venancio. He!, aud. du J.'de D. d i. \.
43 Hoiii s. I'i-ilr. Celestino.
* '" .t-.xn^.issiasaaaamas3SEBSEXB
msgBZJSKKSsesstxmaBOKSxaaaax:: jet ~ ; ttu~maBrtxsr*aw*craamr^gi
I
?f ''^v' J'y f *i y Todo afora depende de nos Besaos; da nos prudencia, rrndersr-o- e enerjia: eon-
i-^/V/ //O '-^* '>' ,ln,"',,,", romu principiamos e seienu. aponalos eom admira ,.10 entre as lagOc in.i
.' '-"Itaa. CProclamaga. d. Assemblea Geral do irMl.)
\
-
Cambio, obre Loadre. !8.
I'aris /. .0 res n r franco
1 a Utboa il! por fU de premio
'neda de cobre 5 por can .1 e nao lia
dem de lelr-s 'e boas GrosH I O f|
CaUll'is iso Da l Di 110, rompra vnd.
Our.-Moed. de 6,400 V. *7,S(W ^'m
.....IS. 17.200 17.400
, v .' ,00 9,600 'J-*00
Prala-faiaoSe l.'.'M) '-,' <">
a Pesoscoluatnnuea .',110 '-',010
. Hilos menanos -1,1)60 f
ex"
mauFasiz .. .... ........
PHASES DA !.UA NO MEZ DE MAIO.
11 u. ehaiaaSaMBS ni. ,!. urde |L.BOTa.7a.6hor.a e35min.d ..nl,5
M.nguante a '.I al 0 borai e i BU ... m.,,1,.,.. | Ceseenle a 25 .-. 6 h e S o. dt larde.
l'rtamar de hnje.
Primeira I lorai e .', ,. d B.nbua, | Sejund as 2 lior.a e 31 minutos d. larca
- --i-TvrnaMiaas...-."
Hi
JCI*V
'V
1 buco 2 de Maio do 18W -Jos Ignacio Soa-
res de Macedo.
LE N. 123.
Q Doulor Pedro Francisco de Paula Cavilcan-
ti d'Albuquerque, Vice-l'residentc da pro-
vincia de Pernambuco Favo saber a lodos
os MUS hibilantes, que a dssembla Legisla-
tiva Provincial decretou, c cu sanccionei a
iei seguinle:
Art. 1. Fica o Governo autorisadoa dar ao
B.icliarel formado, Joo de Barros FalcSo d'Al-
buquerque Blar'anhao, a quantia do um conlo
de rjf pola traduca o completa da obra de Mr.
Bolir sobro a cultura do algodSo, sendo a mes-
ma traduccao acompanhida das iiluslracoes ne-
cossarias.
Art. 2. O traductor lera dircito ao referido
premio de um conl,o de res, logo que apresen-
tar a traduccao convenientemente Ilustrada,
sendo a inesma jubmeltida npprovaciio de urna
commisso, qi-.c serj nomeada pelo Presidenl,-
da provincia.
Art. 3. Ser impreso com a traduccao o ui-
so da com .iiissao, devendo ser impressos e ven-
didos por corita dos cofres da provincia tres mil
exump'.ares, dos quaes ter o traductor direito a
um '.creo.
Art. 4. Ficao revogudos todas as disposicoes
'jin contrario.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 7 DO CBRENTE
OficioAo Exm. eRm. Bispo diocesano,
Jemettcndo, para seu ronbecirm nto e execuco
na parle, que Ihe locar,, urna copia da Iei pro-
vincial n. 133 de 30 de Abril ultimo, quro man-
ila dividir as freguesias de Si nto Antonio d'es-
ta cidade, o S. Jos dos Bizarros.
I'itoAo Juiz. Municipal da primeira vara,
enviando copia do decreto de 5 de Abril (indo,
pelo qual bouve S. M. 0 Imperador por bem
[terdoar Antonio Yloreira Torres Q reslo.de
lempo, que Ibe falta para completaros oito an-
nos de gales, em que foi comleninado por sen-
lenca do Jury d'esta cidade.
DitoA Procurador-fiscal interino da Tbe-
>Ouraria das Rendas provinciaes,ordenando,que
organise e remeta A Presidencia a yroposta do
individuo, que (leve ser nomeado para o em-
prego de Solcitador da Fa/enda provinci.il,
creado pelo ai ligo 7. da Iei provincial n. 130 de
2 do corren le mez.
Commaiulo das Armas
Sorteado o Jury e tendo prestado o jura-
mento na conformidade da l.ei.
O Fscrivao passou a fazer a leitura das pecas
principaes do processo, das quaes se dedusia ser
o seguinte
Mando prtenlo todas as autoridades,
quein o conbecimento e execucao da referida
Iei pertencer, quo a cumprao e facao cum-
prir tao inteiramente como nella se conten.
secretario tiesta provincia a faca imprimir,
publicar e correr. Cidade do Recito de Pcrnam-
liuco em 30 de Abr.l de 1844; vigsimo lercei-
ro da independencia e do imperios Eslava o
sello das armas nacionacs=/Wro Francisco de
Paula Cavalcanti d'Albuquerque.
Carta de Iei,pela qual N ossa Fxc. mandaexe-
cular a Iei da Assombla Legislativa Pro-
vincial, que bouve por bem sanectonar, conce-
derlo um premio de um cont de lisao Ba-
charelJoio de Barros Falco d'Albuquerque
Moranbo pela traduccao Ilustrada da obra de
Mr. Robr, e direito ao terco dos tres mil exem-
plares impressos, que se venderem na forma re-
trodeclarada. Para V. Kxc. verAntonino Jos
de Miranda Falco a fezSellada e publicada
nesla secretaria da provincia de Pernanibucu
em 2 de Maiode18H Antonio JosdeOli-
veiraKegistoda a folhas205 v dol. 1. dero-
gisto du Iei provinciaes. Secretaria da provin-
cia de Pernambuco 2 de Maio de 1344 Jos
Ignacio Soarcs de Macedo.
LE N. 124.
ODoutor Pedro Francisco de Paula Cacaican-
li d'Atir.querq'ke. lice Prcsvlene da pro-
vincia de Pernambuco. luco saber lodos
os seus habitantes, que a AssembISa I egisla-
Uva Provincial decretou, e eu sunccionei a
resoluco seguinle:
Art. nico. Fica derogada a Iei provincial
n. 89 de 4 de Maio de 1841.
Mundo (tortolito todas as autoridades
quem o conbecimento o execucao da referida
resolucao pertencer, que a cumprao e fueo
cumprir to inteiramente como nella se conten. ({
O secretario desta provincia a laca imprimir
publicar e correr Cidade do Recite de Per-
nambuco em 30de Abril de 1844, vigsimo er-
ceiro da independencia c do imperio Etava
o si lio das armas nacionaes.PraVo Francisco
de Paula Carulcunli d'Albuquerque.
Carta de le pela qual V. Exc. manda exe-
cutar a resolucao da Assembla Legislativa Pro-
vincial, que bouve por bem sanccionar, dero-
gando a le provincial n. 80 de 4 du Maio de
1811, na lrma cima declarada. Para \. L\c.
Ver.Antonino Joa de Miranda FalcSo a ley.
Sellada publicada esta secretaria da pro-
vincia de Pernambuco aos 1 do Maio de 1844.
Antonio Jos d OHwiraRegistada a folhas
EXPEDIENTE DE O DO P. P.
OficioAo Exm. General Commandante
das Armas na corte, enviando-Ibe a guia do sol-
dado Manoel Joaquim da Cunba Lins. que par
t:a no vapor Imperatriz com o destino de ser-
vir em um dos ciirpns do exercilo doSul, para
onde S. Ex. teria a bondade de o enviar oppor-
tunamenle.
Portara Mandando excluir do batalbiio
d'artilbaria, c passar guia ao soldado Lins, de
que trata o precedente oficio.
DEM DO DA 6.
Oficio Ao Commandante da fortaleya de
Itamarac, mandando pnTem liberdado a dous
soldados do destacamento, presos pelo Inspector
de quarteirt) da villa de Iguarrs<. Picando na
intelligencia, que aoChcfo de Polica passava a
o~
pector.
dem do da 10.
Oficio Ao Exm. Presidente, remettendo-
Ibe urna requisicao de Itamarac, para vesse a bondade de a mandar latsfa/er.
Uilo Ao Cbefe de Polica, pausando-Iho a
parle que dora o Commandante interino da for-
ioic/a ne iainaiaca sobre a nnsio de tious gol*
dados do desta i amento, que linbo ido em ser-
vico villa de Iguarass, os quaes forao metli-
dos. peto Inspector da dita villa, em um tronco,
que com tal procedimiento exceder a sua juris-
dieco, e devia ser responsalulisado, ponderan-
do, que o respiclivo lielegado aiandara soltar os
presos, logo que fra inlormadu do acontec-
minto.
Itbjcclo da causa.
Joao Manoel I"raneo, diiigio ao Jornrl inti-
tulado .-novo urna correspondencia na qual
se aprescnlavao expressocs que o autor Anto-
nio Joaquim de Mello Pacheco, julgou serem,
Ibe dirigidas o con as quaes se menosrabava
seu carcter, e a taca va sua honra, c probidade.
LogOdepois o Sr. Juiz Presidente dirigi ao
reo as segomtos perguntas.
l.'OSr. lie autor de urna correspondencia
assiunada porm o/fendido, inserta no l).-novo
de 14 de Outul.ro de 18*3 n. 222?
Reo Sim Sr.
2 Esta correspondencia be escripia contra a
Cmara Municipal, e seus empregados nao
be assim ?
Reo Sim Sr.
3." Por coneguinte, se responsabelisa por
todas as expressoes desse artigo ?
Reo Sim Sr., poruue era offendido.
Juiz Eslou salisfeilo.
Seguidamente pedio o obteve a palavra o
advogado do autor, que se expressou da seguin-
le maneira :
Sensores, o reo est incurso no art. 231 do
Cdigo Criminal que di/ assim = Se a ca-
lumnia r contra qualquer Depositario ou
agente da autoridade publica em rasan do seu
oficio. Pena de prisao por 6 a 18 mezes, e de
multa correspondente a nietude do lempo Es-
ta igualmente incurso no art. 236 combinado
com o 237 2."; o art. 236 diz =Julgar-sc-
crime do injuria. 1. Na imputacao de um
faeto criminoso nao compreliendido no art.220
2. = Na imputacao de vicios, ou defeilos ,
que posso expr ao odio, ou desprezo publi-
co e o 237 2 diz isto = contra qualquer
Depositario ou agente de autoridade publica,
em rasiio do seu oficio.
O libcllo, que vou lc-r em desempenbo da
Iliciar a cerca do procedimcnlo do mesmo Ins- obr,ga^i I (lue a Lei mc ,mPoz. assin' ""
I prime (leo).
Terminada a leitura disse = Srs.. nao deve
parecer estranho que eu deixasso o ineu lugar
B
les Ihe apresentrSo ; o Juiz decidi contra o
alleridor ; mas tendo-se intentado recurso des.
ta decisao clles pasiaro a injuriar a Cmara .
B seus empregados j por meio de correspon-
dencias nos jomaos j'i as rasSes dos autos: a
appellacao seguio seus termos, e sua decisao ,
foi a favor dos recorridos; a ('.amara consultou
o sen advogado, sol.ro os meios de punir as in-
jurias que apparecrao nos nulos a dada a
resposta, novas correspondencias apparcceTo ,
as quaes de involta com a Cmara se olendeo,
e oaloinniou o autor como vou demonstrar,
nao leudo este nenliunin parle no negocio de
que es recurrentes se quoixavo pois que elle
nao irjtcrvcio, nSo man lou, nSoexecutou cou-
sa alguma sobre affericoes, e nao temi elle in-
lervindo, mandado, nem executado, nao se i co-
mo contra elle se erguesse a \o/. ? Srs. (ue o
reo Joo Manoel Franco lez urna corresponden-
cia e que estii correspon .encia sedeslribuio
por mais de 13 pessoas que elle lie o autor,
o responsavcl ; nao preciza de demonslracao ,
porque vs ouvstes a pouco dizer, que elle to-
mava a responsabilidadc de todas as expressoes,
que tem a mesma correspondencia, lainbem nao
preciza demonstrar, porque o mesmo reo o con-
fessa, e as testemunbas o provo muito expressa,
e terminantemente e elle mesmo disse que
seu fim foi fazer circular a sua correspondencia
pelo maior numero de pessoas que Ihe fsse
possivcl. Como porm os depoimentos das les-
temunhas nao fro lidos.eu passo a fazer a sua
leitura para que os Srs. .luiyes possao ajui-
zar sobre o que deposro: aqui est o que ellas
disscrSo (lio). Ho fra de duvida que cxis-
PEi&mCQ.
204 v. do hvro primeiro de rc,gisto de leis
provinciaes. Secretaria da provincia.de Persam-
SESSAODOJLRV NO DA 10 DE MAIO
DE 1844.
Piesidencia do Sr. Juiz de Direito Joa-
quim Nunes Machado.
\ Advogado do autor Bacharel Jos Francisco de
Paiva. Advogado do lio l)r. Antonio Vicente
do Nascimcnlo Feitoza Escrivo do Tribunal
Jos Alonco Guedcs Alcanforado.
As 10 horas da manhaa estando reunidos na
sala respectiva muitos Srs Jurados o sr. Juiz
Presidente deilarou aberta a sessao.
O Escrivo fez a chamada o veriicou ,. em
resaltado dola eslareui presentes 38 Srs. Ju-
rados.
Em seguida o Sr. "Jui/. ordenou ao C)f
ciai do Tribunal (ue annunciasse a cau-
sa a cujo julgamenlo se ia proceder ; logo o
Oficial ein alta voz declarou, que se tralava de
|ulgar a causa entre partea.
Autor Amonio Joaquim de .Mello Pacheco.
fleo Joao Manoel Franco.
de defensor para vir bojeoecupar odeaecusa-
dor; fiorque a aecusacao, queeu venho fazer ,
lie m -nlader; ltenle urna tleleza dos di rei los do
ollendido dos direitos deum cidadao probo ,
que desde o seu qusrlo lusiro em oue enlrou
na vida publica tem merecido de lorias as pes-
soas benemritas louvores devidos ao seu merc-
cimenlo, probidade, c honra atacada eoffen-
dida em una correspondencia,de que he autor,
e responsavcl o reo o autor sem duvida nao
podia deixar impune aquello, que atassalhou sua
honra alacou o que Ibe be mais caro do que a
propria vida elle devia justificar-so das impu-
taedes quose Ihe fi/ero para que seus con-
cidados nao duvidassem, por um momento da
sua honradez ; conbecida a causa porque estou
no lugar dos aecusadores, espero que mc ou-
cais com benignidade, eu serei breve e trata-
n-i da demonslracao de todos os artigos do li-
bello ; masantes disso perinitta-sc-inc urna
breve exposigo; dascircumslancias, que dero
motivo a esta causa. Tendo alguns taberneiros
do bairro da Boa-vista, recusado-so a alTerir
por leroos completos, como exiga o alleridor,
requerero i Cmara Municipal para que esta
mandasse ao alTcridor que deixasse de fazer a tal
exigencia; a Cmara altendendo a praxe.e mo
do commum de entender as posturas desde
que se allerem medidas, e pesos, despacbou
na conlormidade da lettra, e espirito do requo-
rimenlo, e das leis que a allericao sse faria
por temos com|letos ; desta decisao, em vea de
recorrerem os peticionarios para a autoridade
competente que era o Exm Presidente da
Provincia na forma do art. 73 da Iei, quo mar-
ca o recurso das decisoes das (..amaras inten-
taran una aceao pelo Juizo Municipal da 3.*
vara, (hojo oxlincto) contra oaferidor, por
tem injurias, e calumnias na correspondencia
impressa que esta foi destribuida por mais do
15 pessoas, esendoeslaa materia do art. 1." do
I i be I lo pro vado fica sem conlradicco.
Vamos ao 2.0 art. 2.di/. = queoroimpu-
lou falsamente ao autor fados nao especificados,
que a Iei concidera criminosos e commeltco
crime de calumnia : be este art. que vou de-
monstrar com a mesma correspondencia com
a deelaracao do reo fcita em juizo competente.
Disse o reo na correspondencia o seguinle (leo):
commelleo o crime de calumnia quando na
correspondencia afirmou havercm as afericoes
sido exercidas vexacoes pelo aferidor Joo lia
rio de Barros, e por alguem, queobra em no-
me da Cmara ; porem se esse alguem he se-
gundo a expressa deelaracao do reo o Sr. An-
tonio Joaquim de Mello Pacheco, que naqua
Msds de g*M da autoridade publica proti-
cou injustas vexacoes ho claro que o reo af-
lirma te relie commettidoo crime de concusso;
por quanlo o art 135 do Cdigo 2."conside-
ra concusso as vexa'oes injustas exercidas para
cobrar imposlos, ou direitos, &c. Tendo pois
o reo dito, que o 8ulor commeltco injustas ve-
xacoes as alerieoes, e orrecadaco do que ren-
dem, he sem duvida, que o reo afirmou ter
o aulor commeltido o crime de concusso ;
mas o crime de concusso he crime publi-
co no qual lem lugar a accao da justica :
logo o reo commelleo o crime de calumnia
classilicado no artigo 220 do cdigo, pois que
allribuio falsamente ao autor fados que a le
tem qualilicado criminosos,e em que tem lugar
a aeco da justica, que ora Ionio attribuidos fal-
samente ao autor fados criminosos, prova-se pe-
la dcclaraco do proprio reo, porque elle diz,
que sabe nao haver senlenca, nem acto legal,
que classilicasse o autor como concussinario; e
o reo recoithecc que nao ha um documento, urna
provajdevexacocs, equo exercidas pelo autor a-
presentassem-no comoconcussionario; segue-se
quo.quandoaflirmou que elle linha praticado ve-
xacoes, o por conseguinle commettidoo crime de
concusso commetteo o crime de calumnia ,
com isto julgo ter demonstrado o artigo 2. do
libello; masainda volto ao artigo, porque he
preciso fixar bem una ideia que ha pouco, e-
nunciei quando allei: eu disse que o reo af-
firmra na sua correspondencia, que alguem
praticra vexacoes injustas, isto he alguem que
obra em nome da Cmara, c isto consta da cor-
Jj]
-I
i
I nao querer a Herir os pesos, e medidas, que el- J respondencia; ora ^elle declarou terminante-
rvir
AR ENCONTRADO


2
m *nte no termo
Ioj i i(li: 11 >U
justas; m?s rexac
siguem era o autor; lidade da deciso da Cmara sobre este nozo- conlra um antidoto efficaz que a li*re de seus
"a fere c as-
< u 5es in- ci, mas de passagem sempre direi alguma cou-1 efTeitos; mas acalumnia, nao ella lere cas-
is -a > crime d 4 cas- M. Bu sustento que i decido da Cmara devia I sassina a victima, e como diz um autor dota-
i;logoon imputou ao autor o ser tal como foi, porque ella he baseada no es-1 lento hesemelhante ao carvio, qu
crime le concusso; mas i n issao he crime pirito, e nalettrada lei; mas, cncedendo, que I no queima suja e tisna. A re.-titui< ;>
<|ue quando
lo do ere-
i i ue lem lugar a aecusaco da us- losse mal cabida a deciso, deiia-se ter recorr-1 dito heempreza difflciljapparece a odeosa; per-
i logo ircticommetteoo crime de caluman do para a autoridade competente, que he a de
na d ajo 229 d cdigo. I que trata irtigo73 da le do 1. de Outubro
el i, e demonstrado. o arti le 28, le |ue nao tenbo mi; mas de cuja
Bo2 va aol ceiro, quedixassim [leo existencia presumo que a paite contraria nao
O reo dit na Ba correspondencia que eu dtivida: esta Ici diz, que das decisdea da Ca-
- gnalivo posseisivo ten re- mai cempete recurso para o Exm. Presidite
jare se. e indica a posso da cousa relativamente d i | rovincia, ou para a Asscmbla, (conceibo
a eoncuMionari que
leempralicado excessos abusos, e prevsrica-
3'-. eo referem aos concusionarios
como indica o designativo; mas concussona-
n s, sao >o und i i correspondencia o aferidor,
a cmara, e a/a mque ebrj em nome delU;
ora este 'y u ihe < autor segundo a declara-
lo do r i logo o autor be i m irio;
mas os con cu marioslecm pratcid,segundo
ailinnou abusos, excessos, e preval sem
factosespe ideados: logo oom.....tteo oreo o
cri nade injuria, poisqua com a mput-ico va-
g i prefario nrcju licar a reputac > do autor e o
expoi ao o lio e desprezo publico: isto be com-
riietteo > crime punido pelo; artigos $ 2.
o 3, ,e re*ta pois a imp >$ci ) da pena.
Oreo ira se salvar da imputacSo que Ihe
resulta do que afurmou nesta parle la corres-
p "; |u I ir-se com o adverbio
(a/ve:, mas essa i lardada n8o approveita por-
que o i ilvix refere-s 11 orno Ja r irrespondencia
consta, publica iodos mines por inteiro
indivi lu is qpe | julgados ssion irios,
c P'evari idores un o ferrete da infa-
mia, e da ig las s i sello e sem ferre-
te lancado | ", s ;. enea existem, c aflirma
que ha abusos, exis. c prevarii 3 le que
us iribunaes po.l io tomar conhecimento; e
emeo nenio pod io tomar os Iribunaes
se.il i \ -;--.-i, t,ies d feit >s; porquanto sem
n nio | dia invocar-se a acc" .la justi-
ca; e lacios nao existentes nao pdem ser oh-
jecto de accusai So.
Ora. he incontestavel que da publcalo de
actos como estes, resullo dainos contra a-
queile; a queso attribuem porque cortamente
expdeaoodio, e desprezo publico; ue oreo
quiz defamar, conhece-so le toda a correspon-
dencia: porquanto nao se contcntou smente
em oflen ler a cioi.ua, e a i al >rd >r: mas p is-
sou victima, isto heaoSr. Antonio Joaquim
de Mello Pacheco, quenenhuma parte te ve n;.
o que o reo denominou vexaces, como \ou
logo m istrar.
Srs. ni correspondencia offenda-so a honra e
a representacao do autor, a honra que he um
elemento da vida social, e que o autor apre i:
mais do que a propria vida, eesla oftensa be
tanto mais injusta que o autor nenhum motivo
deo: porque elle nao obrou cousa alguma uue
nao lossc em c >nformidade com as ordena le
gaos da Cmara edasieis em % i^or: isto de-
monstraren
A vida publica do offendido,injuriado, bo de
vos conhecida, he notoria a sua conducta, mas
eu nSo ni" satisfago com isto", trago documentos
que demonstra ) o procediinento do autor ueste
: goci : e a injustica da imputaeo. la li' urna
r\, is io lo que deo origem etc processo, e
i -se jue i reo |ueixou-se di* vexacoes, pra-
ifericoes.e quera exigencia das afe-
ricoes por t roos fosse justa ou injusta, s*o
nio vem era 2 qscstaC J su! ,r, p irqae elle
nem a ferio, era mamlou aferir, e nem con-
correo para se fazerem as afericoes por temos;
e p ti no se pode di/.er que elle
praticou vexacoes as afericoes.
.Mas dir-se-ha que da prova que elle nao
mandn ? Respondo com oseguiote documen-
to leo : aprsente um documento para pro-
\ar. era o autor quem tinha ingerencia as aferi-
coes.; pois que requerero a (amara, nao c n-
tra o autor, mas contra o aferidd -para que a1
Cmara manJasse que elle aferisse como o reo,
e outros entendan.
.No requer ment do reo. esees i allegas pro-
provincia naqueiie lempo;
deste recurso, acamara decidi sobre o modo
de regular a aferiejo de pesos, e medidas, isto
he sobre aquillo que perlence economa, e
polica municipal; respeito do que compete
Cmara prover e tomardeliberafoocs por orca
do artigo Oti.
Deo pois.ella decisSo legal sobre materia da sua
i rivativaattribuicSoda qualsenio recorreo. Por-
tanto o seu accordao tem lorca ohrigataria: e
tanto sao verdadeiros estes principios, que aqui
est um accordao da Ilelacao confirmando-os
em tola asua extenaSo, elle diz assim. 'leo).
Este accordao confirmou urna sentenca da
1. instancia, na qual est firmado o principio
sanecionado na le de 28,isto he.quesobre nego-
ci >s tendentes economa, e polica municipal,
< as Cmaras sao competentes para decidir; sao
is estes principios, rcconhccidos, e declara-
dos por enteneas passadasemjulgado, e he cla-
ro \ista de tu lo isto que se nao pode duv-
dar de legitimidade ladeciao da ("amara; ora
se nao se pdeduvidarda legalidade da deciso.
nemnaceila imputar falta a Cmara, menos, c
muito menos, se poder imputar ao autor.
Mas, Srs a miiravilha he conhecer o reo,
nao ser o autor quein prolerio a deciso. nem
quem a executou, nem para iso concorreo, e
fazer-Ihe todava a imputacao ; porm mais se
reconhecer a injustica dessa imputaco.vend-
se que, tendo dirigido elle urna pequea |uexa
contra o aferidor ao Juiz Municipal da 2." va-' a palavra, esendo-lbe esta con<
unta-se quem foi o autor; a voz emmudece
> os cebos respondem, mas como respondem ?
liespondem de um modo prejudicial a reputa-
dlo do olendido. e ho por isso que entre os
Homanos.no tempoda repblica,o calumniador
era punido com um k na testa feito com ferro
em brasa, o ja um concilio do Latrao |ulgou os
calumniadores indignos do estado ecclcsiastico;
e o Papa Adriano estabeleceo a pena deacou-
tes contra elles; be na verdade cousa terrivel,
porque produz estragos, e males incalculaveis ,
e de que ninguem est izento;para evitar, pois.
estes (Jamnu;, ^ue deveis vos fa/.er, que sois os
depositarios da autoridade pi'blica. e os guar-
das dos direitos do cidadao na sociedauu CIVI'
Punir quando o crime aparecer; eu vos vejo
como penetrados destes sagrados deveres;porque
vs nao ignoris, que os homens se rcunirao
em sociedad* para esta Ibe garantir seus direi-
tos, e oque instituio Iribunaes depositarios
da sua autoridade, a fim de estes sustentarem
suas regalas, entendeo que a decisao das ques-
les as devia entregar a um terceiro, queesti-
vesse iaempto de paises; vos, pois,que nAo
tendes paixes, naodeveis tambem ter piedade,
o por isso deve5 descarregar a espada da le
contra o delinquenle. Concluo. Srs., porque
julgo ter dito bastante para vos convencer de
uue o p:o calumniou e injurou o autor, que
do seu distrcto e n.io por oulra qualquer
causa, que Ihe seja desaiiosa; o que estamos
aut'jrisados a declarar.
Piincipiamos a dar boje os irabalhos da ulti-
ma SCSSio do jury que se encerrou a semana
passada por nos parecerem de algum inte-
rese : he a primeira experiencia que fazo ta-
cbigrapbo o Sr. Falco, que u empresa des-
te Diario contrutou em Lisboa e que aqui
chegou depois da assesao da Asscmbla Provin-
cial.
Cori*epondencia
Sr. lleda"lor.Rogo se sirva dar publicida
de no seu Diario aos documentos juntos, afim
do que o publico possa ajuizai do motivo da
minha demissSo, dada pelo Exm. ^ ice-Presi-
dente da provincia, Izidro Francisco de Paula
Mosquita, no curto empaco de i dias de sua ad-
ministrado, do cargo de Subdelegado da fre-
guesia dos Affgao'i-s. que serv perto de d.us
annos sim nlerrupcao. ()s principios, Sr. Re-
dactor.quesempre tenh:>prolessado desustentar
a ordem eogoverno legal, concorrendo sem-
preparaa orca moral do niesmo.lazem com que
silencioso, eu a receba ainda a cuslu meswo do
meu crdito, e honra, em ra7ao de nao baver
sido declarado o motivo Aproveito esta occa-
liao para agradecer as autoridade com quem
serv a juslica, e dignidade com que todas me
trataio, e igualmente aos Inspectores, e espe-
cialmente ao EscrivlQ Pinbo, a aclividade e zelo
provado sto a consequencia he a imposieao da com jlue sen/ (
pena, e outra cousa nao be de esperar da rossaj
imparcalidade e rcctdlo, porque de certon8o|
queris dar um triste excmplo do impunidade ;
Sou do Sr. Tledactor \e-
Luiz Antonio Aht ascarinhat.
Illm. Sr. Doutor Delegado. Diz l.ui/ Anto-
porque com elle cer.amente concorre com o NJaSr3renlias, *e lendo, sido d.spen-
vossovoto, rom a vossa dec.sao fap do lugar do Subdelegado da fregu...
da le. para a immorabdade e para desatar o laco ^ A(Togadoscpor portjri, uoe Esm. *, ico-Pre-
socia i i A i: sidente da provincia Izidro Francisjo de Paula
Fmda esta oracao o advosado do reo pedio \lil-IULU ... f v
oncedida : dase desquita, e persuadido de que nao lo. de \.
rpeles factos (|ue elle alcunha de vexaebes,
concusao o integerrirro magistrado julgou
improcedente a queixa, isto be. declarou que
nao baviio, concusses, abusos, excessos. o
prevaricacoei : aqui esta a pro\a leo).
Esl i sentenca que julgou improcedente a ac-
eao que o reo.intentou tira toda a duvida;poisse
nao pude contestar a rectido e nfelligencia do
Sr. I)r. Jos Nicolao Rigueira Costa, e a sua
sentenca serve para provar que nao asistirlo
t-es crimes; e sua autoridade tem torca para o
caso presente.
Ten'io,pois,demonstradoquanto cabeem mi-
nbas debis forc.is.que a correspondencia do reo,
conten nao so columnias contra o autor, mas
tambem injurias, com as quaes se prejudica,
ou se pertende prejudicar a sua reputacao :
tenbo provado por muitos documentos.cuja Ici-
tura seria um nunca acabar, que a pratica cons-
tante, desde que ha aferieao de pesos, e medi-
das, he de aferir por temos completos, ex
cepcaode um ou outro aleridor, que nao sendo
agente da Cmara, proceda como quera.
Agora, que resta a vista dos factos, e da de-
monstrado ? Resta a sua consequencia, que he
a appJicacio da pena ; mas a applicacao da pe-
na, pedida no libello, isto he no sro mximo,
porque ros visteis o, nenbum fundamento, a
nenbuma raso.quooro leve paratraetarportal
man -ira, pessoa alguma, muito menos ao quei-
\" ') ; se ;' reo itnia qUciSSS, u8 rccidma
(oes. elle devia primeiro recorrer aos meios le-
gaet, e esperar que se decedisse a queslao pela
illtori i de competente, e nao alfar a sua voz,
inlamar o autor, c fa/er-lbc recriminai oes ar-
bitrarias, a por causa somonte existente na sua
imaginacin Duas consideraces me restaj fa-
ser. a I.4 he que *e deve bem fixar a ideia, de
que se nio trata de restringir o direito que a !
lei concede de cada qual exprimir livremonte
selis pensament-os; nao se trata disso, o direi-
to deve ser concedido em toda a sua plenitude;
S. que parti a proposta de sua demissSo, e que
por consequencia nao desmereceo de sua conli-
unca, tem requerer a V. S para attestar, qual
foi o procedimento do supplicante no ejercicio
do dito emprego, e que aro de confianva me-
receo a \ S. E se acaso V. S. se achar inhibido
de dar o pedido attestado, por ter o suppbcanlo
desmerecido de sua contianca, baja por bem de-
clarar as razos que houvero para isso. ou os
motivos de sua demissao para que elle possa
(Contir,uur-se-ha )
POLICA.
Illm e Exm. Sr. Da parte do Delegado
do Bonito de 31 do p3ssado bontem recebida,
consta, que foi assassinado no distrcto de Gra
vata no dia o do mesmo mez, com um tiro pelas
2 horas da tarde Jos I-eao sendo seu aggres-
sor Joaquim Jos de Santa \nna Cascavel. que
piJe evadir-se depois do delicio, e consta, que justilicar-se perantc o publico de qualquer sus-
est tora do termo. E no districto de Caruar pela em que poasJ incorrer por esse a io. ou
o Major Joao Guilberme de Azevedo espancara i de qualquer ii.aputaco que por ventura se Ibe
o Reverendo I). Felippe deLo. sobro cujo al- tenba feito. Eaptfra qu v- S. por obsequio a
tentado acabo de ofliciar ao mesmo Delegado veidade Ihe delira na forma requerida. I R M.
delerminando-lhe que deve proceder contra Luis Antonio .4ltmMmuartnkai.
osdelinquentes com todo o rigor da Lei ; ve-1 O supplicante dei't'n'P^'"110" 8S funeiva i-
lando. outro sim na prevencao dos dolidos, pa- nherentes ao logar de Subdelegado que loi ta
ra que-e possa garantir a seguranca individual.
Da parte do Delegado de Garanhuns de 30
do mesn.o passado mez (Abril) consta que
houvero alguns assassinalos, Maria de tal. poi
seu marido Jos Francisco da Lu que logo
evadio-se para as Ribeiras do Rio Je S. Fran-
cisco c em outios individuos quesei^nora-
vao at o dia antecedente ao da dita parte, seus
nomos, e circunstancias do crime. Ficava pro
cociendo nos termos da Lei o mesmo Delegado.
freguesia dos A llegados c"rn muito zelo pelo
bem publico, com boi.*r* > e l,,ula. '*'-
dado. As ordens que Ibt' transmiltia cio
promplamente observadas, t' nunca bouvoro
motivos que fi/essem diminuir a conlianca que
semprc mereceo o supplicante: sua dem:-so
nao foi proi osta por mim. Deleg.1^'0 "p Poli-
ca da cid.ile do Pee i fe 10 de Maio o." 1844.
Joaquim Jos da l'onceca E mais se nao con-
tinba em dita petican e despacho aqui tra nserip-
Deos'Guarde a V. Exe. Secretaria da Poli- tos. em publica furnia do proprio original, que
cia de Pernambuco 13 de Maio de 1844. me foi apresenlado. ao qual me reporto po.r o
I Illm. e Exm. 9f. Izidro F. deP. Mesquita c! recoobecer vefdadeiro, do que dou fe eapre-
Silva Vico-Presidente da Provincia. Cela- gente esta na verdade sem cousa que duvida fa-
lto J. da Siha Santiago Cbefo de Polica in- La, conferida e concertada na f> nrra do esllo.
! o por mim subscripta e assignada em publico e
! raso de meus signaos seguintes, de que uso nes-
ta cidade du Recife de Pernambuco. aos dez de
Maio do auno do N'ascimento de N. S. Jess
Christo de mil oito ceios qusrentn c qualro,
vigsimo segundo, digo vigsimo terceiro da
ton no.
DIARIO DE PERYffliCO.
S. Ex. o Sr. Vice-Presdonte por despacho
de 11 do corrente conceded reforma ao Alleresj independencia e do imperio do Rrasil.
do 2. batalbao da G. N. do Recife fos Fran Fia escrever e assgnei. Em (estemunho de
cisco de Paula ao Alf res Secretario do mes- verdade. OTa' elliao Publico Manoel V^/-
isdeve nao conundir-se o direito com o a- mo Manoel Goncalves Ferroira o Silva e ao nio Coelho de liveira. Commigo />-
huso; conceda se o direito, puna-se o abuso. \ Porta-bandcirado3 MarcobnoFcrroiraCatao. cixo'di Salles da Lisia Montara.
Estando reoonbecido no caso presente o abuso,' Por portara de 13 foi nomeado Subdelegado
ferio .i Cmara um despacho, mandando infor- deve seguir-se necessariamcr.te a imposicSo da da nova Iregueza de Ouricuri Luiz Pimenlel
maro Procurador, e este.alheio de toda a ques-
tao.pedio informaeoes aoaferidor.para emittir a
sua opiniao. Depois de remettidoS a Cmara to-
pena. Nao se pode duvidar, que muita dife Rpdovalho.
ren a ha entre o direito e o abuso, o direito be O Ivco vae ser transferido para a casada vu-
llm. Sr. Dr Chele de Polica. Diz Luiz
Antonio Alvos Mastarenhas, que, tendo sido
dispensado do lugar de Subdelegado da fre
. um bem para a sociedades abuso be um mal, va de Gervazin na ruados Pires que se acba gue/.i.. dos Allog. dos, por portara do Exm.
dos estes docimentos ella decidi que o aferi- porque com elle se deamoraliaa o pasx, e oBen-J contratada pdafarendt provincial. \ice- Pres idtntit da provincia. Izidro Francisco
dor tinba obra Jo regularmente- e urna vez uue' de a re: utaeio do homem probo, docddao O Coronel de legiao do ^abo nao foi refor* de Paula Mes-juita, e persuadid,, de que nao
a Camera declarou por seu despacho queoafe- honesto', sem para isso ter dado o menor raoli- mado, como por engao dissemos em outro fo. de \ S que parti a proposta de sua de-
cidor tinha obrado bem lerminou a questao; 11 o como acontece no caso presente; da calum-'numero, esim remondo para a 2 legiao do missao. e que por consequencia nao desmereceo
e. informacio do Procurador pro.oucootra.na : nia nbgue-, pdediser-se izento Ella heum municipio do Recife de sua conbanca, vem requerer a V. S. paratt-
dainfluem oorquea deciso da Cmara nao el que corrompe o mel da vida, pois para urna subdelegado da laquantmga be Joaqun, testar, qual foi o procedimento do suppbcane
era dependente da opinie do Procurador. -r .Ima sensiiel, para um homem que prm a sua Lins d'Albuquerqa*. e na. Joaqun. Elias de no ejercicio do dito emprego, e que grao de
n5o J, ,.. .,; r ,:, po', renutaco, certamente um ataquefeito honra, Albuquerque, como tambem por engao an- condama merec o .. \ fc acaso V. 5. se
conformar-se. ou nao......letfe; c ':; mais doloroso, que leito existencia; muitos naneiamos. acba inhibido de dar o pedido attestado por ter
afioa,uuem mena acplhem esta opiniio, e o autor no---------------- o supplicante desmen confianc., ba-
nciadoSr L. A. i ja por bem declarar a i ?es que houvero para
do nosso dever isso, ou os m I i le >ua demissao, para que
I- te.....rtamente ootros principios. Srs. ac- Publicando a correspondo
' ,,. :' ,: -.;,. umnia be um teneno peior do que o eneno Alves Mascarenhas, |ulgai -
_,,' ida.a diieraquf. que os motivos da sua demiss possa juslil perante o publu
B menos decidi su "' lima cabe mmediatamente, es abade rao todos de conveniencia .'publica, atientas |ualquer suspeita, em que possa incorre
Tenconava nao entrar na questo da lega- prompto con todot o# ofirimentof, se nao en-.residencia desse Sr. bastante longo do povoado | esse acto, ou de qualquer impoUcao, que por


:.^:*w*r ;
10
ventura se Ihe tenha feito. Espera nue V S i __ni.,!.,,. r>
nr ol.seouo n verd-, l II,. I Y br,Kue ""-"'Mr* W para o Ass i
o -Hd -7 | i i, A T ""'"y0' (',a 18 d0corrRntR : <^'" '" Kareoba, M'-La" Anto"'<> Alvoi garenlenda w com Uopoldo Jos da Co>a V
' Atiesto, que durante o lempo qc enbo ex- ^jZZ^otl^' ?" 5% r P~
crcido as funccocs de Chefo interino de Polica, no i^lello Mau l"'"
tem o supiilicinie servido o 6arao de Siih- i d. r,
d.i,g.do Sis,**.M,......ZZ$, ^ZlAXl'ot2',""'"'"",l,irh 2
trario, tem sempre camprido em lempo na mi-
olia ordena, ecomo cmpregado de Policio loi
sempre activo. He quanto me consta, e atiesto
cm abono da veniude.
Secretaria da Polica de Pc'rnambueo, 10 de
Maio'de 18H Santiago.
I] ii ais se nao coiitinha ein dita pelcao, e
despacho n.jui transcriptos em publica lrma
do pioprio original, que me foi a.-irosentado, ao
qual por reconhcer vcrdadeiro, o que dou fe,
me reporto, e a presente esl na vcrdade sem
coua que duvida faca conferida e concertada
na forma do estilo, o por mim subscripta e assi"-
nada em publico e raso de meus signaes seguin-
tcs, de que uso nesta cidade do Recife de Per- I
nambuco, aos dez do Maio do auno doXasci-
mentodeN. S. Jess Cbrislo de mil oito cent ,,s
qnarenla e quatro, vigsimo terceiro da ir.de*
pendencia e do imperio do Brasil.
Fiz escrever o assignci Em tc jn\l0 jc
verdai'e. O Tohellifio Publico Man-Jt\ Anta'
nio Coitlho de Oliveira. Conimp j__fran-
cisco de Salles da Costa Monleiro.
tratase con. Manbel Joaquim Pedro da Cosa na
ruada Cruz n. 5!l,
i

MUB6'iHlt*XfZBTZ*V'Kn\
Alfbega.
Rendimento do dio 13 .6:i00jl70
'-'' icarregu hoje 14.
Barca ^a' jarre diversos gneros.
Rarca Ir'i_ jem
Brig'ue .Jose/ina idem.
dHovimento do Por!
Navios entrados no dia 13.
Pbiladelpbia ; 40 dia, barca americana Na
vane de 242 toneladas capitao Col ,
equipagem 12, carga farinha.
Liverpool ; 38 dias, barca ingleza Irt de
215 toneladas; capitao Grier, equipagem 11,
caiga faendas.
wasw
M .11 .y 1-
"laracfte;
N. O. Biej.er.s.Coinpanhiafarao leilao.
poi inlcrvencao Uo corretor Oliveira e por
conta de que... pertencer.de 500 barricas de fa-
nnl.a de trigo de superior qualidade : quarta-
leira, 1d do corrente, s 11 horas da manhaa ,
"0 armaxem do Sr. Joaquim da Silva Lopes .
porjfclru do tbeatro velho.
-- O Corretor Oliveira far leilao do mobi-
"', que ser vendida sem limites, e da de
urna pessoe respe i lave I prxima a retirar se
d esta I rovincia consistindo em cadeira de
militas qualidadcs consolos. aparadores ,
banquinhas, meza redonda de meio desalas
com pedra n.armore dilasde jantar &c to-
la, marquetas, commodas, armarios, leilos,
lavatorios estantes secretarias, espelhos,
candieres de bronze globs de vidro,.relo-
gio de cima de meza quadros. louca fina vi
Iros, muito boas obras d ptima prota, eou-
tros objecin degrande ulilidade para quolquer
casa: Sexta-feire 17 do corrento as 10 horas
da man lia em ponto, na caza onde ultima-
mente morou c-Sr. Jo Bay, ra do A m or m,
prxima alfandega grande d'esta Cidade.
= I.cilao que fazem Lenoir Puget& C", por
inteivencao do corretor Oliveira, de un. esplen-
d.lo sortimenlo de fezendas francezas esuissas
que se bao de vender para fechar contas impre-
tertveliuente por iodo o pirco, n saber: cha-
peos de maca e oastor de primaira qualidade,
hrini de hnlio e algodao, sedas para vestidos e
coletes, setlns, merinos, chales de toquim e de
seda, liivas, mantas de setim, papel de peso de
corea, llores artiheiaes, ineias de algodao para
homens esenhoras, ditas de sedas, ritas de re-
lioz. vellidos, e nina poixao de pechinchas, que
serao infatlivelmente arrematadas ; terca feira
14 do conente, ;s I ti horas da manhaa, no scu
armazein da ra da Cruz.
Iioalettra, o dando (anea a sua conducta; nu
ra da Molda n. ~.
1 recisa-se de um caixeiro que lonha pra-
iicj de venda, oque nao exceda de l aonos;
em Pora de Portas n. (J.
I) -se dinheixo a juros sobro penhores de
ouro, prata o brilhantes, e vende se urna cr-
ranle com sinetoo chave, obra do lempo anli-
g, mais 111 u i (o bem feita, pozando :. I 1
uitavas : na ruadasTrincheiras n. 18.
Precisa-secarregar para o Rio de Janeiro
180 pranxoes, a qualquer consignatario ou ca-
pitao de navio, que Iheeonvier reccbcl-osem
Vlacci, dirija se a ra da Cadeia do lecile 11.
63, que achara com quen. tratar.
.\a ra da Sen/alia Velha p.i.laria n. 98 ,
precisa-sn .le um caixeiro para tom ir conta por
balanco, dando fiador o sua conducta.
^ O Sr. Alfonso Loi/ Goncalvos Fcrreira, c o
Sr I fislao francisco Toj/es, queirSo por favor
dirigir-se#a ra das Irinxeirasn. 18, para se
Ibes entregar urnas cartas.
Aluga-se a casa, que serve de theatro pu
blico nesta cidade, prompta de todos os ulenci-
llcios para qualquer representar/So, menos de
vistuano : quem a pretender, dirija-se a ra
larga do Rozario n. 18
O dono do botequim da pitombeira na
estrada de lielem declara que Joaquim Jos
Querino nada Ihe deve. e ncm Ihc consta que
esteja a embarcar para a Rabia, e ncm dito a-
il unoip foi por elle feito, e sim por algum en-
grapado para o indispor com o dito Querino.
Precisa se alugar una negra que so-
ja cipa/ para comprar e vender na ra, pagan-
do-se 6,000 rs. por mez : a tratar na ra es-
trella do Ro/ario n. Vi, primeiro andar, das
9 horas do dia at as 2 da tarde, e das quatro
em diento.
Na ra do Crespo n. 1i segundo an-
dar ten. um scravo bom conzinbeiro parase
fui lo-se,que os que nao puderem vira sua casa,
podero mandar discro lugar da sua rezidencia
que 11 mesmo os bir ver.
OSr. cujo nomo nao 90 ignora, quena
pulida de 11 do corrento na sociedado Euterpi
ia trocouoscu chapeo por um novo, queira
quanto antes mandar reslitutiro dito chapeo :
naruado Rangel Standar da casa n. 59, sol
pana da ver, se o na > fiser, scu nome publicado
por extenso, polos jornaes: na mesma can re-
cebera o scu chapeo.
Oflerece se un. rapaz bronco solteiro .
do 22 anuos, sabe ler escrever, o contar ,
para c.ixeii,, ,!,. en;enlio,ou oiilra qualquer ar
rumacJ.....a cidade ou fra d'ella : ou
mesmo pai administrador de algum engenho ,
pois lem bastante pratica : quem precisar di-
nja-se a ra Direita n. 31 ou aonuncie pela
mesma folha para ser procurado.
Pcrtende-se saber se existe nesta cidade
Jo-e do Araujb natural da reguezia de Albel-
de Braga Comarca de Barccllos,
ra do
icia
na
I visos diversos.
Sera fechada boje (IV) a una hora da
lai"de no Consulado Britnico run da Cruz, a
ma'i para Falmouth pelo paquete de >. M. B
Sicift.
=.() Administrador da Recebedoria das ren-
das internas geraes tendo annuneiado pelos
Diarios a lodas as pessoas dos bairros do Re-
cile Santo Antonio e Boa vista, que dei-
xr.o de pagar a laxa de seus cscravos,e impos
to de lojas, do auno correle, o mesmo aquel-
las que ja pagro desde o primeiro de Dezem-
bro prximo passarlo at o presente que hou-
vessem de comparecer naquella Recebedoria no
prazo de 30 dias contados da data daquelle
annuncio para satislazerem odobro do mesmo
imposto g laxa: isio de conlormidade com osar
t gos 10 e 11 da lei de 21 de Outubro de 1*843,
e mais ordens a respeito e como nao tenha
comparecido pessoa alguma para pagar pela
ultima vez annuncia que se alo o da 30 de
Maio Torrente nao vierem satislaicr passa a
mandar para juizo urna n lacao de todos os
deve.lores alim duserem executados ; assim
como annuncia a todas as pessoas, que an-
da esto a dever o imposto de barcos do ata-
nor, e de seges earrinhos, que venhao quanto
antesatisf;i/er os seus dbitos nao s dos an-
uos anteriores como do corrente financeiro.
Recebedoria 11 de Maio de 18H. Fran-
cisco Xavier Calateante de Albuanerque.
PUKLICAC&O LITTERARIA.
Minerva lirnsitcirn.
jornal de scienclas, letras e artes, publicado por
nina associac;o de lillcratos na corte do llio de
Janeiro.
Subscreve-se nesta cidade a dez mil ris por publicado
D'-se aquantia de 500,) rs. a juros sobre
penhores de prata, ouro ou firmas a contento,
e em maiores quantias sobre hvpotbera em casas
nesta prara; quem os pretender, dirija-se a ra
das Cruzes n. 3i que se dir quem os d.
Quem annunciou querer comprar una
venda com poneos fundos no Diaria de l'er-
namhuco de 9 do corrente ; querendo ainda ,
dirija-se ao patio do Carmo n. 13, queso Ihe
vende urna dita em bom lugar para vender
para o mallo, tendo cominodon pata familia
coiinbe, e por commodo preco.
= Reginald S. Grahain com sua familia
rctira-se pan fra da Provincia
Preci/a se alugar urna casa de sobrado,
com bastantes commodos, pora urna familia de
ir ou S pessoas, fiavallarice, coxeiro, &c, no
bairroda Boa-visla, ou de S. Antonio e nao
excedemlo o seu aluguel de 500j a 600, res
annuaes; quema tiver dirija-se a botica dos
Srs. Saisset cV Companhia no Recife.
= -se dinbeiro a premio com penhores
de ouro, mesmo em pequeas porcoes ; na ra
Novo n. 55.
A p^soa, que annunciou querer alugar
um preto paro todo oservico de urna casa, sen-
do queira um com condiccao do preto dormir
em casa de seu Sr.; dirija-se a ra do Rozario
larga no 2. andar por cima da botica do Sr.
Barlholomeo.
= Aluga-se urna casa na ra de Ortos, com
3 quartos cozirha e quinlal com sabida pa-
ra a ra de S. There/a; a tratar na ra do Ro-
zario n. 1, 2. andar, com Jos de Medciros
Ta vares,
Faz-sesciente a pessoa, que tem em seu
poder um papagaio, que fugio no dia 5 docor-
rente, do quintal de urna casa da ra das Trin-
xeiras, baja de o levar ou mandar na mesma
ra casan. 14, do contrario ser o seu nome
Da-se urna porcao de calic c lijlos quebra-
dos; quem qui/er dirjase a ra d'Ortas
n 62.
J. B. C. Tress aviso ao rospeitovel pu-
blico e particularmente aos Srs. (hesoureiros,
8 pessoas encarregadas das grojas que elle
contina a fabricar orgaos de todos os ta-
manhos para groja ( onde j se ocha um
quasi prompto ) com trombeta clariin .
cromorno, voz humano o rouxinol ; dito
orgao ( que sendo ouvido nao tem apare-
cido aqui ) duas finas, a clavier o a chave
de realejo, por falta de organista, 011 por
falta de saber tocal-os, entao se toca com a
chave, comosefosse um realejo, oblendo a
mesii.a vozdeum orgao de groja, contendo
nos cilindros a missa os hymnos paro tollos-
os festas e dias snelos do anno ludo reu-
nido na mesma obra ; orgao para recreio de
casas com machina tocando s a clavier o a ci-
lindro ludo reunido na mesma obra; realejos
com tambor e trombeta para recreio de casas,
com quadrilhas para doear, pantaln ett ,
poules, trenis finales, e valsas, outro realejo de
todos os dimensespara igreja, com a missa, e
os hymnos com a mesma voz de um orgao de
igreja ; as pessoas que o quizerom honrar com
a sua presenca acharad" ja em sua caso algumas
obras promptas ; tambem concerta os ditos
instrumentos e poe marchas novas ; assim
como compra orgaos e realejos ja usados: no
Atierro da Boa-vista n. 3.
lotera de n. s. no uvramento.
A mesa regedora da lrmandadc de X. S
do Livramento nao tendo podido consentir
que a lotera marcada para bonlem corresse
julga de seu dever dar una satisfacao ao pu-
blico expondo as rasoes que a isto a move-
rao. Dando se balanco nos bilbetes nteiros,
verilicou-se haverem mais de 4:000j rs. ein bi
ra Arsebisiiai
'ni orguma pessoa que d no
Rangel n 7
= Joo Antunes Guimares roga r. lodas
aquellas pessoas que ten: pinliorcs em seu po-
der que os venhao tirar no praso de 8 dias ,
na lalta o annuncianle passa a vende I los para
seu pagamento,
= abaixo assignado faz siente aorespei-
tavel publico que perten.le relirar-se para
Portugal c por isso todo o qualquer que so
cousiderar scu credor poder presentar a cori-
ta ou outro qualquer titulo na casa de sua
ri/.i.lencia na ra da Sanzalla 011 no armazein
de assucar ao p do Trapiche do Pelournho,
para ser pago to no pra/o de 8dias. assim
cmoda mesma forma roga aos Srs. devedores
que Ihc paguem, (cando por seus procuradores,
os Sis. Jos Antonio Guimares Jos.Mara
Tilomas da Silva 0 Dellino dos Anjos i'eixei-
ra c*.
Joo entunes Guimares.
Precisa-so alugar huma casa que tenha
dous andares. osoto, ou Irez andares equo
seja n'uma das ras de S. l-'ranoisco, Collegio,
Cru/es. Cjueimado, Gabuga ou Nova sendo
incluida aloja tambem: quem quizer alugar,
annuncio para ser procurado.
Preci/a-se de amassadores para padaria ,
o mesmo alguns mocos que se queirao appli-
car a este trabalho e a vista do seu desenvol-
v ment, o actividad' se far o seu ordenado ;
na travessa da Madre de Dos padaria n. 11, se
dir quem precita.
Preci/.a-se d'um rapaz hrasileiro ou
poituguez que tenha inuito boa conduta para
o servico de creado e pagem oflerecendo-se-lho
bom ordenado alm doutra vantagens no caso
de provar ler capacidade e boa conducta : a
cpntractar na ra do Collegio casa n. 10 se-
gundo andar.
= Precisa-se de um bom estilador para urna
estilacao lora desta prata, na ra do Vigario ar-
mazein n. 8.
= Xa casa da ra dr glora n. HVsc recebein
meninas brancas, pardas, e pretas, para en-
sillar a ler, escrever, contar, cozercham, mar-
car fa/er lavarintos, vistidos, costuras de al-
fa iate doutrina christoa Sce. Protnelte-se em-
pregar o maiorzeljo, a cuidado para o prompto
adiantamenlo das mesmas : Xa mesma casa
aluga-se de 3, a 4escravas para venderema/ei-
te de carrapato pagando-so por cada caada
urna pataca.
Apessoa que por esto diario annunciou
precisar de hum caxero dirija-so a ra do ale
crim venda n. 2.
Peru'eo-se um meio bilhele n. H69 da
primaira parte da segunda nova Lotera do Li-
vramenlo, a pessoa que o schou, e queira res-
tituir dirija-se a ra direto numero 119 que
Hieles,esendo0 producto da porcentagem daca- s,'rii recompencado. Pede se incarecidamete
sa uiuito inferiora essa somma, atando a irman- ao Sr. Thesoureiro que nao pague se nao ao
proprio dono caso sabia premeados, 09signaes
.....,..,,,,-, -.. -........ .....-........-,-. nuniicaiio.
anuo, pagos adiantados, na liviana da praca da .-1 n. _
Independencia o. (. 8, onde serao entregues os ; f tniDaica para o hto de Janeiro Domingas,
os. j publicados, e os que foreni sahindo. pteta. escrava de Mara Francisca de Fario.
r-nnLi._M.i 11, i_ iiiiMMii 11......iiiijiiiibjiibiiiiiii......i. Manoel Antonio da Silva Molla, tem para
Av'SOS martimos' 'Vit;"der fa,,oa,l do. relk>ie costado; as-
I sim como urna porcan de sicupira propnapara
canoase lanxas assim como wadeiras para
Para o Rio de Janeiro, pretende sabir no Iravejamentos tudo por proco muito en,
da .10 do correle o briguc brasilero Liao conta
dade de satisfaser dividas contradas com acon-
dicao do seren pagas t|uando corresse a lotera do bilhete sao 18'4 1814 B. g. s. m.
parece incontestavel que a meza sacrificara Sociedade Euttrpinia.
patrimonio da lamandade se por -ventura | = \ Commissao Administrativo convoca
mandasse correr a lotera ; verdado he que a a sociedade para se reunir em sessao no dia 18
meza annunciou que a lotera corra fcassem (do corrente pelas 6 horas da tarde a fim de
ou nao Indicies : mas um tal annuncio deve deliberar sobre negocio de bastante importan-
sempre ser entendido cm termos habis sto ca ; c roga aos I Ilustres Socios se digt.em com-
be, quando o restante dos bilhetts nao exceder! parecer, previnindo-so d"esde j que cem o nu-
o producto da porcentagem. A mesa, reconhe-! mero que se reunir se deliberar
cendo que o grande numeao de bilbetes intei- I O Secretario Cavalcanle.
ros foi jauza de que fcassem tantos por ven- = Precsa-se de urna casa as seguintes ru-
der por isso que todos os meiosse vendero : as patio do Paraizo Trinxeiras, larangei-
resolveo reduzr a motos bilbetes a maior parte ras flores, que o seu aluguel mensa! nao ex-
dos btlhetes restantes, que se vendem nos lu- 'ceda do 8 a HbOOO rs. quem tiver aonuncie
gares no custume. Sr. que a dous mesas mandou eovidra-
O cirurgiao d artilharta Sebasttao Jos car e pintar urnas portadas de urna casa e duas
Lomes. mudou a sua rnstdencia para a cam- bandeiras na travessa da ra das cruza queira
;.....=-^
tesdirto-so ao capitao a bordo, ouaocon- ser procurado ,, ,,i, -. -.t,; t i > i j "omingos jse toares mudou de boje
'n- "' albannospara um efcf.ptono, tendo mu.to quhi-rcm recetar, o que Ihe faro gratis; adver- \ embregado na secretaria do Governo


[( i, \:.\\ K7A \\ DE DROfi VS,
IU UU31 U)RK DE DOS, V I."
ntcs poi' pvo-
ido, i' di' superior ijii ilidadi*.
-- ;; ihaltnii
! ,;.... |ais .-., rgicas vir-
iii para d iniir coiu o !.. i Hila-
dos, ; ii i mostrado, nulo
i|i roas, !ii'li is iiifiaiiiniacOes .
e un. .: i d'olhos eiu 'i nao preciso,
para :i curativo radical, usar-se dos niPios o-
ji. i itor .>> ijue i arle pin i i c isos indica e a
que o doputo uerisapriamenlo recorre > in spiii
jniiii ro de pessoas piidem atlestar c0m fcPdadc
prodigioso i tanto i'in ditt'prentes partes do im-
perio, d'ondp tpm sido procurado como Pin
algiuuas partes da Europa onde sen uso e, ha
~ ai -1 'iiipn. couhecido.
Vi mesin.i casa lainbcni se vendem tintas, e
todos os outros objectos de pintura ; vernizes
de .upeiior qualidade, entre clles mn perfeita-
menle branco, c que -. pode applicar sobre a
pintura inais delicada, sem rjuc produsa altpra-
cao algimia pinsua cor primitiva. Vrrdw-Rool
de/i'piinuda ; sag; Babnnctes ; sabao de Win-
dsor; agua de Seidlitt; Limonada gasoza ; ti ni i
superior para eserever; a/itl liui.ssinio propria
para ailar roupa. l\os de SeidliU, e de suda;
perfumaras nglczas: lumias elsticas 'le pa-
tente ; eseovas, e pos para dentcs; pastilhas de
muriatico de niorphina, ipecaeuanlia ; pasti-
lhas de bi-carboiiato de suda, ginglbre : as
verdadeiras pilulas vegetaps universacs do Dr.
Jlrandrelh, viudas de scu autor nos Estados-
i nidos, ^'. tic.
Koga-se aos Si s. rcdori s do fallecido Joa-
quini Jos da Costa Oliveira, hajao de reunir-se
no ppimeiro andar da casa per cima lo tanque,
que foi do inesnio, quarl i feira 13 do corren te,
as lOhoi s da manliaa, ;i liui de se Ihea apppspn-
j,u o respeciivo inventario, e deliberarem o que
ni. Iliui i ,1 de seus i;le esses.
' siistp no engenho \ ieente Camppllo, fi'P-
guezia da Escada deus ipiarl o i i lanhos de
cangalha, sendo mu andrino, que farao apre-
hendidos a un III, .ii (I iiim.' .los Cordciroque
d'.'scobrio que os tinli i omprado por diminuto
prero a urna \<< sso i que os liuha furtado n 'ss i
praca, mi nos seus arrcbaldes, quein Ihe faltai
ilii.,> quartos dirija-se ao inesnio cngpnho a
fallar com o proprietario Manoel Goncalves Pe-
l'cira Lima.
Manoel Tcixeira Baccllar avisa aos seus
cretlores, que,temi o Tribunal ' vogado a senlenca, que olgou o compromisso
concedido pela maioria, por se nao lerem pre-
cncliiilo tenias ascondicesda ordenacao que au-
torisaestasconcordalas, va i entregar os bens que
Ihe reslio e as dividas activas a execucSo dotodos
os que si; habilitarem na forma da lei, e faz o
presente annuncie para que preparen) quanto
antes suas ueces.
= O abaixo assignado, administrador da of-
icina do lerroiro, e serralhoiro.deFra-do-por-
tos ra do Bruin n. 7, pertencenle ao Sr. Joo
Mara Sove, la/ publico a tolos os freguc/os da
casa e inais pessoas, que i>reci/.arcm de obras;
aj.-iui como tambem aos Srs. proprietarios e
consignatarios de embarcacies (|ue na nicsma
(lcina se lazom, e concertio todas, e quaesquor
obra do rnais delicuilo gosto tanto para trra ,
como martimas, por precoscommodos, cali-
anca o mesmo administrador a piomplacxe-
pucSo e bemfeitoria das obras ; na inesma of
ficina vende-se ferro Jo dillerenes pologadas de
grossura, tanto em varos redondos, como qua-
drados,e em bairas. Jos Rcrvartlo Ventura.
Prcciza-se de una ama de boa conducta,
deidade, para casa de pouca familia; quem
esliver nestas circumstanctas, dirija-se a Pra-
va da Independencia leja n. 21.
^= Precia-so de urna ama, que sniba co-
zinliar.!,':;). ensalmar, engommar, para urna
casa de pouca familia; quem esliver nestas cir-
cunstancias, dirija-se ao paten da l'enba n. 4.
--Oflerecivn se clTectivamente canoas de areia,
lijlos, por preco rnais commodo, que em ou-
tra quulquer parte; quem pretender, annuncie.
= Prcci/.a-sc alog r afumas canoas para
areia, que peguem .SO a 1000 tijob s; quem as
liver dirija-se a ra do Rangel n. 34.
= Aluga-se urna canoa aberta, que eonduz
/i00 lijlos de alvenaria grossa c lambem alu-
ga-st em grande sotao, com comniodos para fa-
milia, no lugar dos Coelhos na Moa-vista, junto
a otaria do Sr. Miguel Carneiro da Cunba ;
quem o pretender dirija-se a ra d'Alcgria
n. 3.
Urna Sr.* de bons costumes se encarrega
da criacao de meninos de peiio impedidos, c
desimpedidos, e tambero recebe meninos des-
mamados para curar da sua educaco no que
promette esmerar se ; quem do seu prestidlo se
quizer utilizar, dirija-se ao pateo do Cnrmo d.
\>.\ : na inesma casa vendem-se 4 varas do bico
largo do ramagsm para vestido COI.I.iXIO DA BOA VISTAN
111 A ATIIAZ DA MATKIZ N. 28.
A directora tiesto collegio participa aospaes,
c correspondentes dar. snas slumnas quo tcni
resolvido'mudar a sua residencia pora o bairro
de S. Antonio, c para cujo lim tcm alugado um
cxcolleutesobrado de dous andares esolSo, si-1
to na ra do Collegio n. !', sonde pretende
continuara receber meninas pensioi islas mcias
sionistas, u tambem algumai exti mas.
O collegio terd'ora em diante o nomede
COLLEGIO A SAMA JANLAlUA.
mesmo lugar n. 87.
Alugi-seo segundo andar do sobrado da'
ra da Cruz, por cima da botica do Antonio
Mara Marques Ferreifa ; a tratar na ra da
Cadeia n. io.
M. S. Mauson, cirurgiao dentista, partici-
pa ao respeitavel publico, que mudou sua re-
sidencia para rua Nova n. 2, sogundo andar por
cima da loja dos Snrs. Jales Colombiez H, Com-
panliia, onde contina a exercar a sua profis-
sao.
OSr. Lourenco Antonio de Albuquerque e
Mello ex juiz de paz da cidade de Olinda quei-
ra annunciar onde se dave procurar, para ne-
gocio de urgencia ede seu ioteresse
Precisa-se alugaruma casa na Solidado ,
em qualquer das ras, sendo pequea que
he para pouca familia e que seu aloguel nao
exceda de 6 rs. mensaes ; quem tiver, annun-
cie.
i tonio da Cunta Soares uimares
Compras
Compra-se urna morada do casa no bair-
ro de S. Antonio que o seu preco nao exceda
de um cont de reis; quem tiver, annuncie.
Compra-se urna preta dd idado nao se
exige que tenha babilidades; quem tiver an-
nuncie.
Compra-se urna estante sendo por pro-
co commodo ; quem tiver, annuncie.
Compro-se elfectivamente para fra da
provincia inulalinhas ctioulas, e rnais escra-
vos, de 13 a 20 annos pagao-se bern sendo
bonitos; na rua larga do llozarjo n. 30 pri-
meiro andar.
Compro-se 3, ou o venezianp bem fei-
tas ; na rua do Vigario n. 3.
Compra-so um prelo, ou pardo, oTIcial
de carpina ; quem tiver annuncie.
Compra-s tima carga de limoes bem ma-
duros paga-se bem ; na rua da Alegra n. 81.
Compra se um carrinho de mo que
osleja em bom uso : quem tiver, annuncie.
------ ICII-JI.IH-"----------- I-----------------" .
ta em barra ; no Attcrro-da-Boa-vIsta h. 61,
*>i00 rs. ospermacete fino a 880 rs. .velas do
i 400 rs. rapt Meuron
no patea do Carmo ,
Vende-so o botequirn atrs a matri'' P" | ^a'ba'de 7 em libra a 400 rs. rap Meuron
tadodeamarello o que est rectificado de f
vo
p', tudo de Jacaranda.
rri m d. I di^elro emetade a pra- e de Gas. ., .0U, rs ; no p,,
i; ; no mesmo vende-se ficadeiras e um cana- ^^^^^^Sios bon
i I c < r i r i /1 i --v___
is para todo o
trabalho ; um moleque de 12 annos muito la-.
_ Vendem-se urnas poucas de libras do pra- '" 8porto;para gervir a Uma casa; duas
' Dretas ptimas para todo o serryo de urna casa;
loja de ourives de Josi Ignac.c do^Monte. P^ ^ qu( ^gJn|ja e en20inma na rua lar-
_ Vendcm-e por proco commodo 3 mora ^ ^, ^^ r 4g
das de casas nos A (Togados, no principio da V(jnde.se uma escrava moCa de bonita
rua do Motocolornb com quintaj j!imoa f^^ ^ gem yj|<)g ,ava coSnha t n,m uma
Vendas
Vende-se um sortimento de toalbas de li-
nho adamascadas de qualidade superior, do
largura de vara o meia a duas varas, c de corrr-
primenl de vara c meia at 5 varas vendem-
se as toalbas com guardanapos ou sem elles ;
lonas da Itussia largas, e de primeira sorte ;
velas deespermacetc de 4, 5, c 6 em libra em
caix.is de 2 libras ; farelio novo em saccas de
.1 arrobas ebegado de Harnburgo; em casa de
II. Mehrlens, na rua da Croz n. 46.
Vendem-se bons sapato. de urna sola fei-
los nesta praca para bomem, mulberes, me-
ninos, e meninas, por preco commodo; na rua
Nova loja n. 58.
Vende-so uma venda bem afreguezada pa-
ra o mallo; nolarpo da ribeira da larinha n 5.
Vcndem-se dous mulatos de bonitas figu-
ras o mocos, um bom olficial de alfaiate, o
I lili \J*-* *---'-...... r i ,
oalguns arvoredos de ruto ns. 5, 6, o i, ; a
tratar na rua eslreita do Rozario n. 32, segundo
andar, confronto a botica.
Vende-se um bonito negro peca, bem
moco, e de boa figura e proprio para cadoiri-
nha ; na rua do Sol n. 7.
Vende-so uma vacca propria para acu-
gue ; na estrada do Remedio sitio de Miguel
Correia do Miran ja.
Vende-se urna boa cama de Jacaranda,
nova c leita a moderna uma dita de angico, de
multo bom gosto um lavatorio do Jacaranda ,
com sua competente gaveta, tudo por p:eco
commodo ; na rua estreita do ltozario loja
do marcineiro n. 32.
Vende-se o bom peixo camorirn vindo
do Cabo-de-Boa-E.peranca, superior ao bom
baca I bao polo barato preco de 280 rs. a ar-
roba advertindo que s se vende em sacco- de
duas arrobas para cima ; o peixe he famoso ,
al" para o born ang de quiabos pois ja fui
experimentado ; na rua da Cadeia de S. Anto-
nio, deposito de farinlia n. 19.
Vende-se urna carroca com pouco uso; no
Corredor-do-bispo n. 8.
Vende-se umquarlo proprio para car-
regar carne ; na rua dj Aurora n. 44.
Vende-se uma canoa com pouco uso e
bem construida, carrega 1200 lijlos de alvena-
ria: na rua da Aurora n. 44, ou na rua de Apol-
lo n. 10.
Vende-se uma escrava de naco Rebollo ,
do 26 annos, bonita figura perita engomma-
deira e coslureira, borda bem de susto, faz
lavarinto ptima cosinheira e muito cari-
nhosa para meninos; uma dita do 20 annos, en-
gomma, cosinba, e lava; uma crioula de 18 an-
nos, com principios de habilidades ; um mole-
que do naco, de lo annos, proprio para todo
o semen ; urna parda de 24 annos, engurrua.
cosinha, o lava, uma negrinha crioula do 10
annos, propria para costura ou para muca-
ma de qualquer menina ; um mulato de 20 an-
nos proprio para criado, ou pagem lodos de
bonita figura ; na rua das Cruzcs n. 41, segun-
do andar.
Vende-se moeda de cobre a 3 por cento de
premio; na rua da Cruz n. 51.
Vende-se na rua do Livramento sobrado
n. 25 de hostias, obreias, estampas para bem
linhos tudo por menos preco, do que em ou-
tra qualquer parte; assim como um compendio
derhetorica, e potica, porQuintilianno.
Vepde-se urna mulata muito moca para
(ora da provincia ; na rua da Senzalla velha n.
42, segundo andar.
Vende-se uma casa terrea na travessa do
cria de.8 pra 9 annos ; na rua de Hurtas so-
brado n. 94.
Vende-se charope de lingua de vacca ,
proprio para extinguir os humores; he bem sa-
bido os bonselTeitos que tern producido para
as molestias venreas ; esta herva purgativa
de que he composto dito charope ; seu uso he
ventajoso por nao ser preciso dieta ahiuma,
a 640 rs. a garrafa, dito de inaracuj a 640 rs.,
ede tamarindos a 560 rs.; na rua do Livra-
mento loja n. II.
Vende-se uma corrento de ouro c uma
vara de cordao fino; na rua de Santa Rila
n. 87.
Vende-se um moleque crioulo de 16 an-
nos de bonita figura e bem sadio proprio
para todo o servico ; na rua Direita padarn n.
129 confronte a torre do Terco.
Vende-se um cavallo do sella com ar-
reios, ou sern elles ; no paleo do Collegio, ven-
da da esquina defronte da loja de livros.
Vende-se na loja do Bourgard na rua da
Cadeia do Recilo, o balsamo hemogenio, em
vidros, do autor Pedro (arbazz e por ellere-
mettido do Rio de Janeiro ulli condecido por
seus milagrosos cfteitos ; o autor declara, que
os vidros teem o nomo do balsamo o o delle ,
e que os que nao tiverem sao falsos.
Vende-se uma mulatinha de 16 annos,
bonita figura, cose, engomma, e lava, sei.n vicios
nem achaques de qualidade algum ; na rua es*
treita do Rozario n. 34.
Vendem-se 4 moradas de casas de pedra e-
cal, sitas em S. Aniao, boje cidade da Victo-
ria, as quaes sao muito modernas, e bem cons-
truidas por serem feitas a dous annos e sao
talvez as melhores casas, que teem naquella ci-
dade ; assim com tambem se lioco por outras
nesta cidade ou por esclavos; na rua do Cres-
po n. 12, loja de Jos Joaquini da Silva Maia.
J. Saporite tem para vender um sortimen-
to das melhores pedras marmore de diflerenles
cores redondas para mesas de meio dd sala ,
o outras para consolo c tremes, que Iheche-
garao a pouco delei.ova, por preco commodo.
= Vendem-se 32 palmos do terreno da casa
cabida na rua do Caes do Machado, inclusive to-
dos os materiaes existentes, alicerces, cozioba
as duas (rentes que se < chao em p ; a tratar
na rua do Queimado n 57
= Vende-se cobre a 3 por cento de premio,
e sedulas de 1 e 2,000 ao premio do 1 e 1|2
na rua do Torres n. 18.
outro ptimo pedreiro; urna preta, que engom- ,,
ma e|cosinha com perfeico ; um moleque de IM""C0J c um terreno na rua Augusta ; na
q
10 annos para todo o servico ; e um terreno
no lugar do Remedio, com 45 palmos de trra
propria ; na rua Velha n. 111.
Vende-se, ou aluga-se uma camla nova
de carregar agua ; na rua estreita do Rozario
n. 41.
Vende-se uma escrava de nacao de 20
annos, cose bem, faz laxarinto, engomma pti-
mamente; uma dita de 21 annos, boa cosinhei-
ra doceira, engommadeira e refina assurar
duas dilas orneas quilandeiras, e lavadeiras,
dous moleques de afio ptimos pura todo o
servico ; um mulato com bastante pralica de
engeftbo ; dous cscravos pecas ptimos para
palan.uim, todos do-se a contento; na rua
Direita n. 3, prirueiro andar.
Vendem-se ricos cortes de tarlatana a 6^'
rs. ditos de lanzinha de superior qualidade,e
de gostos muito modernos a 6400 rs. dilas de
dita com iistras de seda a \Q res ditos de laa
e seda a 6400 rs. ditos de chita fina, e de gos-
to moderno a 3C00 rs. ditos de cassa-chila fi-
na e de lindos padroes a 3# rs. coburtas de
damasco para cama, pelo barato preco de 6400
rs. cambraias adamascadas de lindos padrees
para cortinados de camas, por commodo pre-
Co bretanha de rulo com 10 varas a 190 rs. ,
o outras muitas fasendas por preco commodo ;
na rua do Crespo, loja n. 12, de Jos Joaquim
da Silva Maia.
Vende-se panno fino azul a 2200 rs. di-
to preto de boa qualidade a 3000 rs., os mais
modernos cortes de lanzinha t 4 o C000 rs., di-
tos para nur,:5 a iO rs. lencos de seda pa-
ra senhora a 180 rs. ditos de la eseda a mil
rs., as mais aceadas eassas pintadas a 480 rs. a
vara, ditas a!(i0o 200 rs. o covado, chitas
de assento branco a 100 rs. e escuro a 140,
160, e 200 rs., cbila de Iistras encarnadas a
100 rs. o covado algod3o americano com lis-
Iras azucs, proprio para roupa de eccravofl a
240 rs. o covado bilm escuro do puro linho a
440 rs., dito do superior qualidade a 800 rs. ,
rua da Cadeia, no segundo andar defronlo do
tbeatro.
Vndese uma mesa redonda, de Jaca-
randa para meio de sala ; na rua das Trin-
cheiras n. 32.
Vende-se superior salitre refinado, tan-
to em harris, como as libras, o melhor que tem
apparecido ntsta praca ; na rua das Larangei-
ras sobrado n. 5, de Claudio llubeux.
Vende-se por precisao uma escrava criou-
la perita engommadeira cosinheira e (az
todo o mais servico de urna casa e rua ; na rua
Velha n. 56.
Vende-se um cavallo do sela mellado ,
dinas brancas, bastante gordo e de bons an-
dares ; na rua do Padre Florianno, sobrado de
nm andar n. 7.
Vendem-se lijlos de marmore por pre-
co commodo ; no armasem de Francisco Uias
Ferreira defronteda alfandega.
Vende-se um carrinho de duas rodas,
quasinovo; no Alterro-da-Boa-vista a fallar
na cocheira do Miguel.
Vendem-so massos do papelo de Harn-
burgo, dos nmeros qoeos pretendentes qui-
zerem assim como em folhas de mais, ou me-
nos grossura por preco commodo ; na praca
da Independencia ns 2't e 26.
Vendem-se couros de cabra de superior
qualidade por prco commodo ; na rua da
Cadeia do Recife armasem de louca n. (i.
Vende-se um mulato claro de 20 a 22 an-
nos sem vicios nem achaques corn princi-
pios de carpira e ptimo para pagem, por ter
bonita figura ao comprador se dir porque
se vende; na rua dasTrincheras, sobrado n. 50
Veude-se um moleque dj 18 unnos, de na-
cao Mncambique com principios d.; Irahallia-
dor de enxada e trabalhadnr d.' padar-ia com
a comliciio do ser paia fura da provincia, ou
pura algum engenho o motivo se d'r ao com-
prador; as Cinco puntas n. 63.
Vende-se superior pao das melhores fa-
Escravos fgidos
Fugio de bordo do patacho Aurora o es-
cravo Antonio baixo, relorgudo, com a o re ha
fesquerda cortada,na parto inferior, bastante la-
dino levou camisa e calcas azucs ; quem o
pegar, leve ao mesnu. patacho ou a rua da
Cruz casa n. 45, a NascinientoSchaeffer C.r
que ser gratificado.
Nodia6do frrente fugio um moleque
de nomc Alexandre crioulo, de 16 annos, cor
lula, com uma costura atraz da orelha, de rran-
dulas. uma bel ida em um olho secro do cor-
po nao he muito alto, levou em sua enmpa-
nhia um carneiro capado, com cabeco de
couro de lustro e uma panac pequeo con
dous pares de tama neos um grande e cutre
pequeo e mais um prato azul e um bnio-
sinho com banha ranceza, embrulhado n'uina
toalba de chita rouxa ; camisa de madapolao,
c calcas de riscado escuro com Iistras azues, a
boleos dae bandas c amarradas pela cintura
com uma correia t desconila-se ter lugioo para
o Cabo mas ha noticias quo anda pea lina-
vista; quem o pegar, leve a rua do Caoug, lo-
ja de fazendas do Pereira c Guedes qu sei
i ecom pensado.
No dia 4 do corrente fugio um escravo
crioulo, de noiue Lauriuno, representa 22 an-
nos altura regular, algurna cousa descolado ,
tem as juntas dos ps um tanto grossas, proce-
dido de bobas que leve healguma cou.-a acha-
cadodosps, levou camisa de -ti la azul, e
calcas de algodio trancado branco ; quem o po-
gar, leve ao Po-d'alho, no engenho S. Ber-
nardo, que ser gratificado.
Fugio no dia 4 do crlente do lugar de en-
tre oMonteiio e Cusa forte, um preto rie noine
Joaquim, alto, secco, do corpo bem parecido
de rosto, lalla mu bem, de nacao Cabiind, usa
de funda por ser quebrado ; levou camisa e <<-
roulas de estopa e chapeo de palbu com lita de
bnta encarnada ; quem o penar, leve bu trapi-
cho da Contpanhia; que ser iepenad.
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