Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00093


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Full Text
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N. o 33,



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PROCLAMADO A NACO PORTUGEZA.



P O RTUGEZS!


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Na** he como Vosso Rei, que agio-
ta vo Fallo, po* Miuha Abdicaca e*t
completa: he sin como Pa da Vossa
Legitima RaiuhaD. Mara Segunda, e
como seu Tutor.
A coaccao, ern que est Meu Irtna5
o Infante D. Miguel, Regente dcsse
Remo, he a todas as vistas clara, e ma-
nifiesta : juicar o contrario seria offen*
dersua honra, que julgo illibada, con
sideral-o traidor as protestos feitosa
Miii, qnando seo Rei, e reputal-o per-
juro ao juramento, que ta livre, e es-
pontneamente prestou em Veiina d'-
Austria, e ratifcou em Lisboa, peanle
a Naca legalmente Representada con-
forme a taita Constitucional, que por
Mim vos Foi oferecida, e por Elle, e vos
accsitn, e jurada livre, e solemnemente.
Huma fae^ao desorganisadora, de-
baixo do pretexto de defender o Throno
eojlltar, trabalha incesantemente no
meio dodesgracado Portugal, a des pe-
to de todas a* considerares religiosas,
civis, e polticas; disputa os iiidubia-
veis, e imprescreptiveis Direitos, pelos
quaesa Vossa Raiuha legalmente Subi
ao Thrano de Seus Maiores ; domina o
Regente ; governa o Reino; 'dissolve
huma Cmara de Deputados dignos, e
[ oWinctospelos.seo8 merecimentos ; nao
f convoeafcimediatamente outra, na for-
jna do RmjIo &,"Obigituio 1. Artigo 74 .
4. da Carta Constitucional corr manifesta
usurpabas do Poder Legislativo; decreta
huma Junta para faier novas instruccs
para as eleicoes de Deputados, as quaes
chama legaes; estas nao apparecem,
e ao contrario derriba de bum sg.-lpe
a Carta Constitucional, convocando as
Cortes Antigs, inslituica ja abalida
pelo juramento da mesia Carta; lou-
va altentados praticados contra Cida-
doshcis a scus juramentos; eonsente,
9 at anthorisa, que o Cqrpo de Tro-
pa, que de va velar sobre a seguran-
za publica cometta horrores na mes-
illa Capital, a titulo de defeza do Thro-
no, e do Altar. At onde a des^raca
he capaz de oonduzir homens incautos
e fracos Ainda aqui nao para; loiiva
Soldados Portuguezes, quaudo se ii*
subordinas contra seus Chefes, pontra
Chefes fiis a seus juramentos, tudo
bascado sobre as duas ancoras princi-
pies Throno, e Allag Que Throno
sera* capaz de consentir, que aes at-
tentados se praliquem? Que Religi-
a8 mandara* executar semelhantes pro-
cedimentos at contra a decencia, ede-
coro de familias honestas, edistinctas?
Ah Portuguezes, a que ponto che
gou a vossa desgracada Patria domina*
da pelo Fanatismo, Hipocrisia, e Des-
potismo Se fosse possivel Vossos Mai-
ores levantarem se das Sepulturas, el-
les tornariao repentinamente a cahir
morios, quando vissem o berco de su?

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as victorias transformado em theatro
de horrores.
Vos fois dignos de mclhor sorte,
na vossa mat est a vossa felicidade, ou
a vos>a total perdi^a. Segu os Meus
Cooselnos, Portugueses, elles vos sao
dados por hum Coraca filntropo, e
veidadeiramUhte Constitucional.
He lempo de abrirdes os olhos, e
de vos unirdcs todos para sustentar o
juramento,- que prestasteis a Carta
Constitucional, e aos Direitos da Vossa
Rainha. Fazendo isto, vos nao s sal-
vareis a Patria, mas tambem a Meu
Irmao, defendendo o verdadeiro Throno,
e a verdadeira Religiao Calholica apostli-
ca Romana, conforme o modo porque a
jurasteis sustentar. Na5 deis, Portu-
gutzes, huma victoria aos inimigos dos
Governos Mouarchieo-Constitucionaes,
el les desejao ver perjuros col locados
sobre os Thronos, para refoicarcrn se-
us argumentos contra taes formas d
Governo: longe de miin Reputar Meu
Irmao perjuro, ou traidor, elle est
sem duvida alguma coacto; e Eu como
tal o Considero, e Considerare, em
quauto os Che fes do partido desorga-
nizador nao sthirem de Portugal, Sus-
tentad, Portuguezes, a Carta Consti-
tucional: ella ja inais foi Estrangeira,
foi vos dada por h-um Rci Legitimo:
que males vos trouxe ? A liberdade,
deque stiuheis prometimento. Sm,
Portuguezes. regai coin vosso sangoc
a arvore da liberdade, e veris como
eHa ha de florecer entre vos fru'ctrf-
rando a despeito de todas as intrigas,
e maquiiacftes. Nao consiulaes, que
ella sejaofendida com golpes de perfi-
dia, e de tiaica a Patria, que jaz op-
priinida debaix) do jugo do rnais teroz
Despotismo. Vos sois hum Povo livre
formis huma Nacad independente, que
eaperais? Os (ovemos da Europa
sustentad a legitiuudade da Vos?a Rai-
nha, pelejai por Ella, e pela Carta
Constiiuoional, nao temis obstculos,
vede que *a cauza, que des defender,
he adajustica, e que para sua defeza
estis ligados a hum juramento. A'
Presenta do vosso.-Regente nao chega
a verdade: fanticos, hipcritas, ho-
mens desmoralisados e despotas lh'a
offuscao; e o risco imminente, em que
est sua vida, o faz submetter a esta
facca, que jamis igual tem appare-
cido entre o Povo Portuguez, que des-
deo principio da Monarchia foi sempre
iao livre, qnanto o comprova as pa-
ginas da Historia. Segui o exemplo
dos autigos Portuguezes, aproximai-
vos do Regente, fallai lhe n.ui clara,
e respetosamente, como aquelles faU
larao ao Senhur Re D. Afionco IV.,
e dizei-lhs Scnhor, pelo caminho que Vos-
sa Alteza se deixa guiar, inevitavelmente
se precipita no maior de todos os abismos,
governe-nos conforme a Carta Constitucional,
que VA., e nos juramos, e saiba que ni-
camente deste modo legitimo he que nos o
queremos. Se assiin o pratcardes, ve-
ris, que Elle, adiando decte modo
os Portuguezes dispostos a sustntale
como Regente Constitucional, se (va-
dir a tutela vergonhosa, que o domi-
na, eque oquer levar ao precipicio,
donde ja mais podera sabir com honra'
e que viudo laucarse cm voseos bracos,
a fin de goveinar conforme a Lei far
a vossa felicidade. Soccorrei-o, Por-
tuguezes, alias, Elle, e vos seris vic-
timas da anarqua. Minha Consejen-
sia est livre de remorsos, Expuz-vos
a verdade, se a quizerdes seguir, se
reis felizes, ao contrario veris o eolio
do mais acrisolado despotismo levan-
tar se entre vos, para nunca mais po
der ser esmagado.
Rio de Janeiro 25 de Julbo de
1828.



...
PEDRO IMPERADOR.
Esta' Conforme, Francisco Gomes da Suva.
PERN, NA TYP. DO DIARIO.
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MUTILADO
"H'JH 'I
*TT


Full Text
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