Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00085


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Full Text
J------
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N. J09
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DIARIO DE PERNAMBUCO.
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Hoje Ter$a Feira 22 de Maio de 1827,





S. Rita de Cassia Vio va A?
#

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Preamar a 1 Aora e 42 minutos da tarde.





(Continuado A-
Quella negociacao teve lugar ern
kondies, na primavera de 1824. Da
parte do Goveruo Inglez, fez-se huma
ofFerta para arraujar esta materia ein
termos grandemente favoraveis aos
Estados Unidos; mas o Plenipotenci-
ario Americano intrincheirou se na le-
tra da lei Americana, e declarou mad-
missivel toda a proposta, que na5 fosa-
se accompanhada da concessa reque-
rida pela final iuterpretaca daquella
le.
As couzas ficaraS neste estado, e o
Governo Americano nao leudo por no-
ve mezes tomado conhecimento da
proposit lngleza, passou o Acto de
Parlamento de Julho de 1825.
A Legislatura Americana tinha o
conhecimento daquelle Acto desde o
cometo da sua ultima sessa. Ta5-
bem tinha conhecimento das propos-
tas especicas offerecidas pelo Gover-
no Inglez em 1824. Alm disto hum
dos seus membros sujeitou sua consi-
deracao huma re soluta 5 para cassaros
direitos de differeH^a.
Passarei agora allegacao de Mr:
Gallatin que os direitos de ditfereuca
sao a nossa cativa nica de queixa ;
que a outros res pe tos os Estados Uni-
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dos tem posto a Gra Bretanha no pe
da NacaS inais favorecida, nasuacm-
municacad entre suas Colonias da In-
dia Occidental, e os Estados Unidos.
Mr. Gallatin, fazendo esta asser-
cao, parece nao fazer caso de outra
ordem que se contein no mesmo Acto
de Congress-), que impoz os direitos
distmctivos, ordem pouco menos inju-
riosa ao commercio e navegacao da
Gr Bretanha, Aquella ordem em su-
bstancia determina, que nenhum na-
vio Inglez. que entre em hum porto
o Americano do Reino Unido ou de qual-
quer outras possessoes Inglezas, ex-
cepto directamente das Colonias da In-
dia Occidental, possao sahir de algum
porto dos Estados Unidos para alguma
g daquellas Colonias.
Se se deve sustentar que, porque
o o Acto Inglez de 1822 permitte somen-
o te hura commercio directo entre as
nossas Colonias e os Estados Unidos
em embarcares Americanas, a prohi-
bica5 de hum commercio pelos Esta-
dos Unidos entre a mai patria e as su-
as Colonias he por isso justa recipro-
cidade, aquella proposica se resol ve
com effeito no primeiro dos trez argu-
mentos em que se dividi a exposicao
de Mr. Gallatin, c pode comprehen-
der-se na mesma resposta. Ella for-
nece huma sensivel llustrac.a da ge*
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(438)

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ral illusao, que j se mencionou gras-
sar na nota de Mr. Gal latn a respeito
do carcter de commercio colonial.
Conceder qne huin navio estrari-
geiro entre em portos coloniaes em
geral, e com quaesquer condices, he
huma graca; privar hum navio de hum
paiz que tem Colonias, que negoceia
da mi patria para hum Estado es-
trangeiro, debaixo de hurn tratado re-
gular entre os dois paizes, do direito
de sabir para outro porto pertencente
dita mi patria em outra parte do
mundo, he huma injuria.
Os Estados Unidos negaraoGr
B retan ha aquelle direito nao talvez
em contradigo com a letra, mas sem
duvida apartando se do espirito do tra-
tado de 1815. He hum direito que e-
xistio, e que se gozava antes que se
fizesse o tratado de 1815; em huma e-
poca \-m isto he, quando os Estados
Unidos nem sonhavaS pertender al-
gum commercio com as nossas Coloni-
as ; e por tanto nao podia ser, por al-
gum raciocinio exacto, connexo com
aquelle commercio, 011 fazer-se depen-
dente del le.- He hum direito que as
Naces amigas, quando contracta
huma cun a outra, esta tanto em coa-
turne de conceder-se mutuaueuie que
se exerce conio cousa ordinaria, se nao
he prohibida especialmente Pelo con-
trario o commercio colonial, pela pra-
tica de todas as Naces que tem Colo-
nias, he prohibido como cousa sabida,
se nao he especialmente concedido.
Nao de ve esqticcer que esta Ordem,
fundada de proposito sobre as limita-
ces do Acto de Parlamento Ingles de
1822, se continua quatorze mezes de-
pois de passar o Acto Ingles de 1825,
pelo qnal se suspendern as limitaces
de 182. Desde 5 de Janeiro de 1826
huma embarcaca Americana que na-
vegasse. para huma Colonia Inglesa da
ludia Oriental, pode dalli sahir para
qualquer parte do mundo, excepto so-
mente tteino Unido e suas depen-
dencias. Mas o Navio lnglez uo porto
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Americano, anda fica sujeito a todas
as restrieces da lei Americana, de
1823, que prohibe o commercio pelos
Estados Unidos entre a Mi Patria e
suas Colonias da India Occidental.
Mr Gailatin, em sua nota de 26
de Agosto, alflrma qu he bem sa-
bido que a demora em renovar a ne-
gociaca sobre o objecto de comuiuni-
caca colonial, sobre principios de
mutua iccournodacao, he devida a
causas que nao estava ao alcance dos
Estados Unidos, principalmente ao
estado de saude de Mr. King "
Sobre este ponto u abaixo assigna-
do tem s que observar, que nunca se
participou ao Goyerno Ingles, que
Mr King tiuha recebido intruccoes,
que o aiithorisassein a reassumir as
negociares. Pelo contrario, a nica
participacao relativa a esta materia,
que Ihechegou em forma anllienlica,
foi hum Otficiode Mr. Vaughan, da-
tado de 22 de Marco passado, no qnal
aquelle Ministro diz que Mr, Ca y
llie tiuha informado, que n.\o poda
mandar a Mr. King suas iiistiuc,es
antes do fin do mes de Maio, para
amhorisa-lo a recoiuecar a negocia-
ca. "
Mas seja qnal for a data, ou teor
das insiruccoes, pelas quaes Mr. Gal*
latn se governa, elle lera roactuido
de*ta noli, que depois de tudo que se
tem pascado sobre o objecto de com-
mercio colonial, e especialmente de-
pois da advertida omnuso do Gover-
uo, e Legislatura dos Estados Unidos
de encarar ( corno tem feito as outras
Naces i as clausulas simplices e di-
rectas do Acto de 1825, oGoverno In-
gles nao pode consentir entrar em al-
guma negocia cao renovada sobre a
correspondencia entre os Estados Uni-
dos e as Colonias Inglezas, emquaiito
a pretencao mencionada no Acto de
1823, e all applicada ornete as Co-
lonias luglezas, fizereni parte do di-
reito dos Estados Unidos.
Mas o Govcrno luglez deve outro

'.,' ....-i:--


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^439)
aim ao espirito de franqueza, quede-
zeja cultivar em todas as suas relacoes
com ok litados Unidos,! declarar que
depois de tef sido eompellido a appli-
car a qualquer paiz o interdicto pres-
crito pelo Acto de 1825, o Governo
Inglez nao pode considerarse obriza-,
do a remover o interdicto, cotn cau-
sa de tarifa, piando parecer oonveni*
ente ao Gflrverno estrangei-ro reconsi-
derar as medidas, que oceasiouara a
appiictr'ao daquea medida.
O Governo luglez nao sequeixa
de que os Estados Unidos enjeitara
condic^es,. que oulras Nac&es julgara
dignas da sua acceitacad.
Por nutra parte nao He por culpa
do Goveruo Inglez, que os Estados
Unidos tem deixado passar o tempo,
no qual seria objecto de maior impor-
tancia para este paiz induzir os Esta-
dos Unidos a entrarui*suas prnpns*
ta's. : Mi II lj ,;
Os Estados Unidos exercera sobre
este poni htim jnizo livrej-'e da sua
parte nao \*a>de ter razao de queixaf-
se que aGr lirctania, depois de dar-.
Ihes muito tempo para amadurecer a-
quelle juizo, se contenta cun suportan
o resultado da sua tllusai
O abaixo assignado roga a Mr.
Gallatiii, que aceeite os protestos da
sua alta considerado.
Secretaria dos Negocios Estrangei-
ros 11 ue Setembro de 1826.
<_
Jorge Cannitig.
...
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EDITAL.

o
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.
Sendo hum dos primeiros deveres
da Juntada Administrado, e arrecada-
cao da Fazeuda Publica desta Provin-
cia'promover com todo o zelo, e acti-
vidade a cobranca das Dividas Fisca-
es ; e Tendo reconhecido pela relaca
das mesmas extrahida dos Livros da
Contadoria, que acaba de ser-lhe pre
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sent* existirern por cobrar muitas,
prov mientes de quarteis do preco de
contractos .ja vencidos, de Dizurios do
assucar da pretrita udmin atracad,' e
Foros, de desmanas, d Henses de
Eiigeulios, de Donativos de Orificios da
Justina ; &c. &c; tornndose sobre
maueira cstranh'avel, q n; taes Devedo-
res nao tenha cuidado de solver seus
Dbitos, a pezar das repetidas adver-
tencias, e requisicoes; que se Ihes tem
fcitle eateja esperando, serein aisso
constrangidos judicialmente, a pezar
de conhecereui, que dahi Ihes rezulta,
alem da quebra da sua reputacau, nao
pequeo p rej ni so pelas/cu stas dos pro-
cessos, e multas, (pie sobre elles reca-
btfl 6 Querendn mesma Junta da
Fazeuda Publica, promover, quanto
antes, aarrecadaca de taes Dividas,
nao s em desempenho do cima dito
dever, mas tabem em cuinprimento
das muidas, e repetidas Provises, que
tem recebido do Thesouro Nacional,
ordeiiaudo-ihe mu positiva, e termi-
nan I emente esta mesuia arrecadaca
sob a.uiaia. stricta responsabelidade:
Manda pela ultima vez advertir a todas
as pessoas, que por qualquer titulo se-'
ja devedoras a Fazeuda Publica, an-
da que de pequeas quantias, hajaS no
pieti*o e pereinptoi io termo de SU di"
as, oo da Cidade, e Villas adjacentes, e
Ue das os do Certa contados do da
publicaca deste Edital em eada huma
iludas, de as vir entregar na sua The-
soururia Geral, prevenmdo-as desde
ja, que findo o referido preciso, e pe-
remptorio prazo, servindo de avizo re-
quisitorio este Edital, se passar a re-
met er ao J iiizo das Execu^es da (Jo-
roa, e Fazeuda as suas coutas corren-
tes, para seren irremissivelmenteexe-
cutados. ,
E para que chegue a noticia de to-
dos, eja mais possa pretextar igno-
rancia, Mandn a referida Junta la*
vrar este Edital que ser atfixado nos
Iugare* pblicos do costume, inserido
no Diario, e remettido por Copla ato-


T--T -ffS-u-V'r-y-^

J-L
issssssa
(440)
.
as Cmaras da Provincia, para o
ubliearem,fe mamarem affixar nos
ligares pblicos do seu Ter^no, remet-
tendo Ccrtida do da em queamesma
publicabas se fizer a fim de se poder
contar o sobredito prazo. Secretaria
da Junta da Fazenda Publica de Per-
nambuco 19 de Maio de 1887.'
- -
O Escrivao Deputado
i
Angelo Joze Saldanha,

(tata)
Vendas*
-
. -

1 Quem quizer comprar hum Lustro
piqueno de salla que anda nao foi ser-
vido, e serve para Capella piquera de
milito bom gosio dirija-se a ruado Ca-
bug Lo ja deOurives N. 65 para tra-
tar doseu ajuste.
2 Quem quizer comprar huma cadei-
rinba de hombro em bom estado diri-
ja-se a o beco da Vira^a caa N. 364
que l achara com quem ajustar.
3 Quem quizer comprar seis tochei-
ras, e hum Christo de bronze dourado,
de trinta polegadas de altura, cousa
muito delicada ede muito bom gosto,
proprio para ornato de hum altar mor,
dirija-se a ra Nova, na Loja de Ga-
dour, ao p da ponte da Boa vista ;
para saber do preco.
4 Quem quizer comprar huma Mula-
ta de idade de 24 a L2b anuos, pouco
mais ou menos que sabe engomar, co-
zer, cuzinhar, fazer renda e doces de
toda aqualidade, dirija-se a ra daCa-
deia do Recife N. 6 para tratar do
seu ajuste.
Alugiteis.
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de huma caca de pouca familia quai-
q uer pessoa que a ti ver e a queira alu-
gar anuncie por este Diario para ser
procurado pelo pertendente e fazer seu
ajuste por semana.
Fgidas de Escravos.
6 No dia quinta fera 17 do correte
fugio huma escrava de mue Mara do
Rozario do Gentio Musambique, com
as o re has fu radas, alta, meia fula, tcm
humas marcas pela cara de sua ierra,
com pao preto, saia de Ganga encar-
nada, quem a achar leve-a a caza de
Joze Francisco Ferreira na quina que
vai para a Penh que lhe dar o adia-
do.
7 No dia 16 do corrente fugio hum
moleque de nome Joaquim Na cao An-
gola, idade 12 anuos pouco mais ou
menos qualquer pessoa que o pegar o
poder trazer a seu Sr. Sebastian Fran-
cisco Belletn morador no Forte do Ma-
to que recompensar o seu trabalho.
Avizos Particulares.'
8 A pessoa que auunciou percizarde
alguns Livros classicos Latinos em
Portuguez, entre el les. o Horacio, sen*
do o queira em 3 voldmes pode diri-
g r-se a ra do Fogo caza N. 350.
.
.
NOTICIAS MARTIMAS
ENTRADAS
D
IA 21 do corrente Liverpool ;
44 dias; B Ing. Medeterraneam, M.
Thumaz Jorda, equip. 10, carga dif-
fereutes gneros, passageiro Mr.jCou.
mou.
.



SAHIDAS.

6 Perdanse de huma negra que seja o Dia dito Genova; G. Sarda Au-
fiel e que saiba ainda que seja pouco rora, M. Francisco Risso, equip. 18,
engomar, e cozinhar, para o arranjo carga gneros do Pac.
-
fr PERNAMBUCO NA TYP. DO IHAJl|Ob RA DJRE1TA t *26T. 4$

***
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Full Text
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