Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00084


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Full Text



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N. 108
. !'
DIARIO DE PERNAMBUCO.
.)

II
Hoje Segunda Feira 21 de Maio de 1827.






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. I I.

S. Mancos M.


Preamar aos 54 minutos da manhq,.
.

____






A


_______
_ ...
C Continuado d*N. antecedente.) g impozerao ao mesmo tempo onerosos
encargos e restrices sobre todos os
i nayios Inglezes, que commerciassem
yuestao por tanto agora nao he 5 entre as Colonias lnglezas da India
ja a que era em 1820 eu em 1822, ques- 2 Occidental, eos Estados Unidos Hum


tad entre a Gr Bretanha e os Estados
Unidos da America; he huma questa
entre a Gra Bretanha e todas as Na-
ces do Vclho e Novo Mundo ; a to-
das as quaes a Gr Bretanha offereceu
accesso as suas Colonias com condi-
ces, que algumas tem praticamente
adoptado, e mais tal vez esta prontas
a acceitar.
Havendo posto desta maneira, co-
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daquelles encargos he hum direito de
estrangeiro (*) tanto sobre os navios
como sobre a sua carga.
Pepois de nefficazes esforz?, da
nossa parte, para conseguirme* reno-
var aquella duvida, fomos obrigados a
impor hum direito de reciprocidade do
mesmo valor, sobre embarcaces Ame-
ricanas nos portos Coloniaes.
Mr. Gallada affirma, que pela
mo espera, em huma luz ciara os priu- imposica deste direito de reciprocida-
'!l0?rfe? Col"mercio Colonia!, g de, as embarcaces lnglezas e Ameri-
canas, ernpregadas no Ccmmercio en-
tre as Colonias lnglezas e os Estados
Unidos, fica no p da mais perfeita
igualdade. "E mais adan te, que
nao ha, $e elle est be, informado,
hum s acto de Governo dos Estados
Unidos, que possa, no ponto de vista
daquelle objecto tomado pelo de S.
M., ser considerado como nao enchen-
e os principios e considerares sobre
os quaes procedeu a Gra Bretanha a
respeito de suas Colonias da India Oc-
cidental, oabaixo assignado passa a
considerar os detalhesda nota de Mr.
Gallatin de 25 de Agosto.
Ja se disse que no anuo de 1822
abrirnos por Acto do Parlamento hum
Commercio com as nossas Colonias da
India Occidental para embarcaces A
mericanas, debaixo de certas limita-
coes e candieles.
Os Estados'Unidos tinhao plena li-
berdade de acceitar, ou recusur aquel-
es termos.
Acceitando os, os Estados Unidos
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(*) Allien duty direito que pa*
gao somente estrangeiros, quernaim-
portacao, quer na exportaca, ou ex-
cesso de direitos pagos pelo estrangei-
ro sobre os que se cobra dos naci
naes, Blakstone- <



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l-f ls -v ll

434)

do a condicao contemplada pelo Acto
de Parlamento de 5 de Julho de 1825,
como nao J^ortdo o Commercio e nave-
gaca da Gr Bretanha, e das suas
possessoes exteriores no pe da Naeao
mais favorecida, exceptuando somente
a contiuuacao do direito de tonelada
de tcciprocidade de noventa e quatro
centesimos por tonelada sobre embar-
cares lnglezas, e da addicao de 10
por cento sobre o direito ordinario en-
carregado sobre gneros importados
em embarcacoes lnglezas, que enf rao
nos portos dos Estados Unidos, vin-
dos das Colonias lnglezas. "
Os argumentos tirados por Mr. Gal-
latin daquellas assercoes sao trez :
primeiro, que o direito da parte dos
Estados Unidos, e o direito de reci-
procidade da parte da Gr Bretanha
sendo iguaes, os Navios Inglezes que
coinmerccao entre as Colonias, e os
Estados Unidos, sao ta favorecidos
como os Navios Americanos no mesmo
commercio ; segundo, que emquanto,
com a excepca dos direitos de reci-
procidade na America, a Gr Breta-
nha a todos os ontros respeitos he tra-
tada corno a Naca mais favorecida,
nao ha justa causa para o exercicio da
parte da Gr Bretanha da facudade de
interdicto providenciado pelo Acto de
J825; e terceiro, que tendo em nos*
sas ina dous remedios para huma ea
mesma queixa, deviamos, ern todo o
caso, ter-nos contentado com applicar
qualquer, mas nao ambos pela mesma
rdem ern Conselho.
Comecando pel ulhmp dpstes tretf
pontos a saber aasserca que teudo
na nossa ma dous remedios para hu-
ira queixa, deviamos contentar-nos
com applicar hum dos dous, mas nao
ambos pela mesma Ordem em Conse*
lho.
A nica medida que he nova na Or-
dem ein Conselho, he a prohibicad de
commercio entre as Colonias uglezas
da India Occidental, e os Estados U-
uidos, depois de hum periodo determi-
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nado. Os direito sobro embarcacoe
g Americanas^ mencionadas uaquella
Ordem nao sao novos. Forao impas-
tos por huma Ordem em Conselho, em
1823, e se tein constantemente cobra-
do desde aquelle tempo. Sao outra
vez mencionados na presente Ordem
em Conselho, somente para direcces
dos Olficiaes das Alfandegas uglezas
as Indias Occidentaes, qu, se aquel-
es direitos nao fossem mencionados
como ainda existentes, pensariao que
ficavao suspensos.
A historia daquelles direitos he
simplessnente esta: No 1. de Marco
de 1828, promulgaras os Estados -
nidos huma lei, que determina se im-
pozesse hum direito de estrangeiro so-
bre embarcacoes lnglezas, e cargas
vindas das Colonias lnglezas da India
Occidental emquanto se na5 provas-
se, para satisfaca do Presidente dos
9 Estados Unidos, que nao se exigem
g outros direitos ou mais altos de toue-
o Jage ou imposto, nem outros encaraos
O de qualquer natureza, nos Portos Co-
c loniaes lnglezes sobre as embarcares
dos Estados Unidos, e sobre quasquer
gneros, fazendas, e mercadorias im-
portadas em taes navios em outra qual-
quer parte. "
O Governo Ingls) ao principio nao
entended bem a importancia do termo
" de outra qualquer parte pensan*
do que se applicava so a paizes Es
trangeiros, e na5 as possessoes lngle-
zas na America Septentrional; eso
depois da troca de varias notas oliici-
aes entre o enviado Inglez em Wash-
ington, e o Secretario de Estado Ame-
ricano, foi que o Governo Inglez pode
comprehender ( ou antes foi obrigado
a crer ) toda a extenca da concessaS
que o Acto de Congresso exiga a
saber que as produeces dos Estados
Unidos, sendo importadas dos Esta-
dos Unidos para as Colonias lnglezas
da India Occidental, seriad postas em
igual p com iguaes productos da pro-
pria mai patria, e suas dependencias.
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(435)
Quando a final bouve certeza de
ser esta a verdadeira construcca do
Acto do Congresso Americano de 1823,
y o Governo lnglez impoz aquelles di
reitos de reciprocidade sobre o Com-
mercio dos Estados Unidos, que ora
sa5 simplesmente continuados at o
1. de Dezembro prximo, as Iudi-
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certeza fizica entaS si ni; fundado na
razad fallo. Sr. Pedactor que teui cer-
tos individuos com meos escravos, que
seduzindo-os para que saiao d meu pu-
der, apon tan dj para onde bao de hir,
que tein estes Srs. com os escravos a-
lheios, que Ibes nao* custouseu dinhei-
ro zurpadores do alheio, faltos de Re-
as Occidentaes, e indefinidamente nos ligiao, transgressores da Le, e sein
portos da America Septentrional ln- 2 respeito a os Magistrados!! eu quize-
gleza.
o
Cumpre notar que pelo Acto de
Parlamento de 182^ ( 3 Jorg, V.,
cap. 44 ) o Governo lnglez estava
authorisado a prohibir toda a commu-
nicacau entre os Estados Unidos, e as
Colonias Ingtezas da ludia Occidental,
em circunstancias taes como aquellas
que se havia suscitado nos Estados
Unidos.
Preferio-se a medida mais branda
de hum direito de desfogo, por duas
razoes, primeira, nos estavamos con*
vencidos que huma pertenca ta ex-
traordinaria como a que appresentava
a interpretaca dada no Acto de Con-
gresso de 1823, nao se continuara de-
pois da explicaca ; e em segundo lu-
gar, tiuhamos certeza que nasceria
plena occasia daquella explicaca du-
rante a negociaca, que euta hia a-
brir-se entre os dous Governos sobre
este, entre outros pontos, em que se
tratava dos seus respectivos interesses.
C Gontinuar-se-h.)





Sr, Redactor
Jf Se lhe nao dou o menor encomodo,
queira por humanidade incirir em seu
peridico estas duas enfadonhas re-
gras. Ha certos homens ta faltos de
conhecimentos (coitadinhos) que fal-
lao sem saber o que dizem, huns que-
rem passar por sabios, outros por es-
pertos, e ate espertos de mais eu nao
tenho fallado a esse respeito, porque
sou da qu el les, que so vendo, ou tendo
respeito a os iviagistraaos eu qi
ra fazer o cazo mais patente; porem
como tenho sentimentos calo-me por
agora, e pesso que nao mcsiduzao es-
cravos flieos, que en ta nesse cazo me
calarei, e assim o prometo; porem se
continuar as siduces, e me faltar al-
gtim, eu sei em que porta hcide bater,
e en ta ficar auienticedo o cazo e u-
zarci dos meios que a Lei me permite.
Recite 15 de Maiode 1827.
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Sou de Vm. servo e obrigado
Joao Raptista Gurjao.

O Doutor Francisco ftaria de Freitas
eAlbuquerque Juiz de Fora desta
Cidade, Super intendente da Jun-
ta do Lansamento da Decima do
Bairro de S. Antonio por S,
M. I. que Dos Guarde &c.

Faco saber, que Joao Martins Ri-
beiro se acha legtimamente prvido
no Cargo de Recebedor eThezoureiro
da Decima do dito Bairodoanno ven
cido de 1826 em diante; pelo que to-
dos os colectados a elle devem pagar a
mesma Decima vencida no termo de 30
dias que decorreraG da data desta, pe-
na de se proceder a cobranca executi-
vamente. Rara que pois chegue a no-
ticia de todos maudei passar o prezen-
te por miin assignado. Recife 17 de
Marco de 1827. Joaquim Joze Fer-
refra.de Carvalho, Escriva da Decima
o escrevi.
Francisco Mara de Freitas Albuquer-
que. *
V



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(436)

Compras.
1 Quem (iver huma Algebra de Bezo,
e a queira vender dirija-se a Loja de
fazendas N. 12 na ra das Cruzes,
que achara com quem tratar.
2 Quem tiver para vender algum dos
seguintes Classicos Latinos em Portu-
guez ou seja Fedro, ou a obra de Vir-
gilio, ou Salustio, ou Horacio, ou to-
dos por junios, ainda mesmo sendo
burros ue cada huma dessas obras, a-
nuncic por este Diario.
Vendas.
3 Quem quizer comprar huma mula-
ta de idade de 20 annos de boa figura,
para todo o trafico de caza dirija-se a
ra do Nogueira o sobrado N. 743
para tratar do seu ajuste,
4 Quem quizer comprar huma Machi-
na Ingleza para copiar cartas e outias
escrituras, com seu assortimento de
ppele pos para tinta, dirija-se a ra
da Cruz caza N. 31.
5 Vende-se hum Carrinho para hum
s Cavallo, a pessoa que o quizer com-
prar dirija-seaPracinhadoCorpo San-
to caza N. 67 que ali achara com
quem tratar.
6 Na venda no Patio do Carmo que
fas esquina para a ra d'Ortas caza D.
1, vende-se vinho do Porto de superi-
or qualidade a 1280 a caada, e de Lis-
boa a 960 e taobem vende vinho muito
bom a 800 rs. e todos os mais gneros
por preco muito cmodo.
. 7 Na Loja de livros defronte doCol-
lejo, tem para vender os folhetos abai-
xo declarados vindosprximamente do
Rio de Janeiro ; a saber- Regiment
das Merces, e Decretos relativos. Tra-
tado sobre a pena demorteem materia
poltica por P. Guieot. Memoria ju-
rdica.
8 Quem quizer comprar hum Enge-
pho de fazer assucar denominado Li-
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moeiro de cima cito na Preguezia de
N. S. da Escada termo da Villa doCa^
bo, procure ao Advogado Alexandre
Bjzerra de Albuquerque Uxoa, mora-
dor na ra do Rozario, que tem orden*
do dono para tratar do seu ajuste.
Alugleis.
9 Quem quizer alugar huma morada
de caza terria na ra velha do Bairro
da Boa vista com bous cmodos para
huma familia, com quintal, cacimba, e
estribaria, falle com DMarianna The-
rezadejezus Sequeira moradora 119.
ra do Cabugal.
Arbendamentos.
10 Arrcnda-seo Engenho Riacho do
Padre na Fregnezia de Serinhem a
pessoa que o quizer arrendar dirija-se
a Praciuha do Corpo Santo caza N.
67 que al i achara com quem tratar.
Avjzos Particulakes.
11 A pessoa que anunciou no Diario
do da 7 do corrente querer compiar
hum negro cuzinheiro pode d/rigir-se
defronte da Igreja de N, S. do Carmo
caza N. 287 que achara com quem.
tratar.
\% Quem anunciou no Diario N. 103
precizar de hum Carrinho fale na ra
da Cadeia no Recife na cazaN. 56.
i

NOTICIAS MARTIMAS
ENTliADAS


JLflA 17 do corrente Bank do
Brazil; 30 dias ; G. A. Thomes, que
anda sobre a vella no Lameira a pes-
ca de baleia, M. Coopez, equip. 25,
carga azeite de ptixe, aoConsul Ame-
ricano
SAI11DAS.
Diadito U-nna; S. Parahibana
Feliz, M. Manoel Alvesde Andrade, e-
quip. 6, em lastro.

? PERNAMBCCO NATYP.PODlAlUOuRUA DJRE1TA N>267. **

-
'


Full Text
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