Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00074


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Full Text
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*
DIARIO DE PEJRNAMBCO.
Hoje Quarta FeiraO de Maio de 1827.

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Sr. Redactor.
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-
S. Gregario Nazianzeno B.
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Prtomar as '3 horts e 18 minutos dn larde.
'
P
Ara deten gano dos malvados, des-
ses infames fanticos, e estupidos Se-
bastianistas, desses inimigos dos Por
tugtieses, e dos Brazileiros, e final-
mente d'esses alarves que as yendas
loges, boticas, e pracas gria a favor
do infame Silveira e da sua infame
quadrilha, e chama a torto e a direi-
to Jacobinos, e Pedreirs livres, ato-
dos quantos seguem o partido da raza o
e da boa orden, e tem aventura de na6
serem pedantes e pedacos d asnos co
roo elles, queira ter a bondade de
-
,
los povos de Mellano, e Santa Anna.
Ellas foraS desarmadas antes de passar
a linha divizoria, deixando as armas
em Pabellones A divizao de Telles
Jorda foi desarmada ja dentro do ter-
ritorio Hespanhol, tendo entrado pela
direitado povo de Constantin.
As Tropas sabirao para os Depo-
zitos na madrugada do dia 8;
Os Generaes Portugnezes que
commandava as referidas devizoes,
forao inviados para Valladolid.
As Tropas Portuguezas desarma-
das, sao as seguintes; Infantaria
de linha N. 6*11 14 17 1
| --- ___ -- -_ _------------ __ ^^ -- __ --___ M a v a a--- s al | f^ H i
transcrever no seu Diario as seguintes % e 24 Infantaria ligeira N* 4 e 7 ~
pessas Officiaes copiadas da Gazeta de g Cavallaria N. % 6 9 e 12 Ao
Lisboa N. 65, de 16 de Marco do fcado calcula-se mais de S#000 ho-
corrente auno,
-
MADRID 10 DE MAR^O DE 1887.
Ministerio dos Negocios Estrangeiros
Copia da Comunicacao feita pelo Mi-
nisterio Hespanhol aos Ministros
Estrangeiros residentes na Corte
de Madrid a respeito dos re-
beldes Portuguezes.

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As Divisoes de Magessi, e Monte-
Alegre penetral a em Hespanha, pe-
mens.
Esta mestt.a noute Be mandn or-
dem ao General Monet, para que as
armas que foraS entregues no terrrto*
rio Hespanhol seja5 enviadas immedia-
tamente s Authoridados Portuguezas
na fronte!r, cobrando deltas o com-
petente recibo. Madrid era ut supra,
V *-++-*++/
Lisboa 16 de Marco.
Copia do Oneci dirigido polo General
Jo&e Correa de Mello ao Ministro
' ja Guerra.
------------------, ..a. ,.-*
T7~r




7
(394)
lllustrissimo e Excellentissimo Sr.
Tenho a satisfacao de levar ao co-
nhecimento de V. Ex. para ser pre-
sente a S. A. a Senhora Infanta Re-
gente, que os rebeldes refugiados na
Hespanha forao todos desarmados,
deixando as armas, humas anda ein
territorio Portuguez, e outras no Hes-
panhol, tendo quanto aquellas orde-
nado a hum O (ricial das Ordenanzas de
Avellanoso Poyo"*o Pnrtugueza* a
mais prxima do lugar aonde ficarao
as ditas Armas, de as fazer conduzir
aqu, e quanto a estas depozitadas
em territorio Hespanhol, escrevi a Au-
thoridade Militar em Alconicas insti-
gando-o ao fiel cumprimento do trata-
do para a sua entrega, e dos Cavallos.
assim tenho eu a satisfacao de poder
segurar a V. Ex. que o territorio Por-
tuguez, ja nao he pizado pelos Rebel-
des em forma organizada, e s me res*
ta. restabalecer a ordem na parte da
Provincia aonde apparecem ainda al-
gumas guerrilhas, eaestefimja hoje
oiiciei ao Conde de Villa Flor para me
fazer saber qual o local da Provincia
que ocupava com a sua Divizao, para
que eu seguro daquella parte, tenha
em vista o resto. Eu marcho por vi-
nliaes ao Conselhu de lomba, que com
o de Chaves e Monforte tem sido dos
que mais se tem feito notar, e ainda
estao sempre em continuas correras as
guerrilhas do Comtnando do celebre
Cachapuz, e do Tenente Coronel re-
formado Rodrigo de Valpasso distric-
to de vinhaes. Dos Guarde a V,
Ex. Quartel General de Vemiozo 9 de
Marco de 1827. lllustrissimo e Ex-
cejlentissimo Sr. Candido Joze Xavi-
er. Joze Correa de Mello, Gover-
nador das Arman de Trazos-Montes.
g zerempostas, trigir, e assar osCons-
g titucionaes, os fiis subditos do seu
ligitimo Soberano ? Que dira esses
malvados vendo frustradas as suas es-
o peran 2 que esse bando o rados Portuguezes fez, para reduzir a
Patria em cinzas, e trnala o horror
das idades futuras ? Tal vez Sr. Re-
% dactor, que ellos ainda confiero na
protecca de Joa Tamerla da Persia
9 nup lh* nvip hum srresso Excrcito na-
g ra lhes acudir neste aperto.. Mize
raveis escoria e rebutalho dos Portu-
o guezes, indignos de ta respeitavei
? nome ^- Aonde me levao porem Sr.
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o Redactor as minhas reflexoes, que de
nada serven para huma tal gente, o
que entre tanto me tomao o tempo, e
c infastia o Sr Redactor, de quem sou
O i.; VMU'ruilnr o M'i-.iilrt
g
O
O
'.. .-.

Que di rao agora a isto Sr. Redac-
tor esses perversos que ainda espera-
vao que o Silveira viesse a Lisboa fa-
Venerador e criado.


O Inimigo dos Malvados.
/


Sr. Redactor.

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Tendo-me comportado at o pre-
zente com "huma conducta regular,
g comprovando-a em todas as minhas ac-
g ges, mcsmo com algum sacrificio meo,
g sobre conter as paix5es, que muitas
o vezes he defficilimo, doude colho por
frucio nao ter-me envolvido ainda na
mais pequea desavenga, antes mere-
cer a estima de todos os que me co-
c nhecem ; nao deixei contudo de servir
g de espectculo no da 25 do mez pro-
g ximo passado, a ra de S. Joze, pelo
g inorme crime de ser paizano! Isto di-
g go porque estando comigo hum Mili-
g tar na occazia, este zombou aberta-
o mente do mcsmo objecto, que en ta
o me injuriou, cuja impostura, fazcndo-
o o pular muito alem do limite, ( ainda
multiplicado por mil) da sua authori-
g dade, posto que figurando muito para
g com os" ignorantes naquelle rasgo, fez
o que elle... .mas he melhor dizer so-



, S95 )
mente, que estando cu em huma caza
da dita ra, onde achet hum olicial,
appareceo ali o Paire -Moreira com
huma patnilhade Polica, e deo-iios a
vos de priza, dizeudotermo-lo disau-
thorizado, d'aquella caza, quaudo eu
apenas entrara, e tinha tomado acento,
uzando, para que eu obfedecesse, do
lime do Ex, Sr. Governador das Ar-
mas. Gracas a Providencia! O Offici-
al retirou-se sem dar-liie atteucaS se
nao para dizer-lhe, que elle Padre pa-
reca estar doudo, e alguuias palavras
mais dessa naturez, e eu (por ser pai-
sano) fui remetido ao Commandautc
da Polica, porem mandado embra
mediadamente que este participou o
cazo ao dito Ex.mo Sr. Se me taixa-
rem de ignorante por me ter entrega-
do a priza ; dada a voz por hum Pa-
dre ; conducido eu por huma patrulha
de Polica por mandato do mesmo, e
ser a ordem do Chefe das Armas, sen-
do eu Empreado Publico, no que Mi
reuniraS tres asueirs; responderis
que a prudencia manda, que evitemos;
em cazos taes o motim, a novidade, o;
ajuntameuto de gente indiscreta, &c.
&c ; e como o Padre nao sedia de sua
parte, foi mais prudente ireua Polica,
e voltar, deixando ao respeitavel Pu-
blico o avaliar hum tal cazo, e con-
frontar o meo comportamento corn o
do Padre. Ha vendo perem algumas
pessoas, que tetn a fraqueza de bazear
o maior edificio sobre o mnimo ath-
mo, ou que por ignorancia acreditad
fcilmente o que Ihes certifica, qual-
querlhagalh; resolvidirigir-lhe, Sr.
Redactor, estas regras explicando a
incompetencia da minha.priza (prL-
meira que soffri ateo prezente) a nulli-
dade del la, e o motivo por que obede-
c : o que lhe rogo de inserir no seo
Diario para disengano da credulidade
dos taa; accrescendo, que se houves-
se a favor do Padre huma, ou duas,
testemunhas falsas (como ja ou vi di-
zer, qu hum individo certificara a al-
guus de ter prezenciado o insulto, que
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fie),eu tinha a meo favor como teste
munhas verdadeiras, todos os mais,
que se acharad na occazia a dita ra.
Seo Venerador
Vasco Mariano Falcao.


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Vendas.
1 Quem quizer comprar huma mora-
da de caza com xao proprio na ra do
Fago, dirija-fe a Praca da oa vista
caza N. 121 que Iht dir quem a
tem para vender.
2 Quem quizer comprar huma negra
crioula deidadede 16 anuos pouco ma-
is ou menos com huma cra maxo dei-
dade de 2 mezes, com asabelidades de
cziukeira, engomadeira, e costureira
cuja se vende sem defeito alguin pro-
cure na Praca da Unid a Manoel An-
tonio Pereira Loje N. 23 com quem
poder tratar negocio e o mesmo lhe
dir nessa occazia o motivo por que a
vende;
3 Quem quizer comprar huma negra
ladina do Geatio d'Angola, que sabe
co/iuhar, cozer, e comprar coinestivos
diarios para Caza, procure no Porto
das Canoas no 2. andar da caza N.
6, que fica com a frente para o embar-
que que ah lhe diraS quem a vende.
4 O Brigue Portugue Princip Peal,
chegado a pouco da llha do Cabo ver-
de, tem para vender 16 moios de sal;
quem pertender comprar dirja-se a
bordo afalar com o CapitaS do mesmo
Brigue fundiado defroute do Trapixe
novo, ou em caza de Joaquitn Pereira
da Cuuha,
Leila.
.i
.

5 Roberto Monro & Companhia es-
tando para se retirarem de Pernambu-
co pertendem fazer Leila Quinfa fei-
ra 10 do corrente, as 10 horas da ma-
nhlyharuadaCruzN. 31, de toda
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a mobilia da caza, c do Escritorio, a
maior parte d'ella feita em Inglaterra,
e do nielhor gosto.

Arrendamentos.
6 Quem ti ver, e quizer arrendar hum
Citio, no luffata Solidade, at o Man-

)
hum tanto grocos, os den tes limado,
e de boa estatura, groco do corpo, os
pee hum tanto grande, quem o pegar
o levar na na do Queimado em caza
o de Joaquim dos Santos Azevedo que
pagara osen trabalho. ; I H
10 No dia 7 fufcio hum negro: por-no-
me Antonio de Naca6 Cacange de es<
Fgidas de Escravos.
7 Joaquim Elias Xavier, fas sciente
a todos os Capitafe.de Campo que
trocerem hum seu escrafl) que anda
fgido a perto de 10 rnezes com ofhcio
de pedreiro com os signaes seguintes.
Estatura mediana, representa, ter de i-
dade 20 annos com o nome, de Pedro,
e este poder ter mudado o nome, mas
na hum sigual que tem na cabera da
parte d licita.que he huma calva, e co-
mo tenha noticia qilcesse anda traba-
lhando por esta Cidade* poralguns Ci-
tios pelo seu offitio por isso fas sciente
a toda a pessoa que o trocer terde al-
vicaras 12S0OO rs. o entregando em
sua caza defronte da Igreja do Rosa-
rio N,.16. (>i,
8 No da 29 do tnez passado fugio
hum negro de nome Francisco do Gen-
to de Angola com os signaes seguin-
tes : carniza e calca de estopa fina no
va, chapeo de palha de abas grandes,
de estatura ordinaria, pouca barba, al-
guma coiza fajla, seco do corpo, bas-
tante ladino quem o pegar, oudelle ti-
g nda no tornozeilo do pe e ouira na ca
g nela, com carniza e siroula de estopa,
8 qualquer pessoa que o pegar o poder
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entregar na padaria de Manoel Anto-
nio de Jezus, na ra do Queimado que
ser recompensado do seu trabalho,
11 Do ngenho Prazeres termo de
Porto de Pedras e Provincia das Ala-
goas fu girad % escravos pertencentcs a
Francisco Xavier de Lima, hum cri-
lo de nomo Ignacio, idade 35 annos
poueo mais ou menos, alto, e barbado*
tem os beicos vermelhos ; outro de no-
me Pedro, de Angola idade 20 anuos,
baixo, e pouca barba, tem os pez cam*
bados,e j foi carniceiro nesta Praca,
fugirao 1 a 10 rnezes e outro a % e co-
mo julga-se- estarem nesta Praca
qualquer Capttao de Campo, ou algu-
ma pessoa que disto viva poder os
procurare no cazo de os pegar, pode-
r entregar na ra do Fagnndes casa
de Thornaz Joze da Silva Gusnia que
o dito Sr. lhe pagara o seu trabalho.
Amas deLeite.
19 Quem tiver para alugar huma par-
da para Ama deleite procure na Boa
ver noticia dirjale a ra do Colegio a f vista caza N. 121 que achara Com
i___1 O* !_____:..-. A IX... _:. T,.~.~ 2 na*nm tratar n CM1 flllfttf
Leja de Sirigueiro de Francisco Igna
ci de Atahide, que ser recompensado |
do seu trabalho.
9 No .da 7 do torrente fugio hum es*
cravo pardo por nome Manoel Cosme,
de idade de 16 a-i7ruJios pouco mais
ou menos, resto picado de bexigas, o- el Antonio de Jezus que se
Ihos pretos, nariz afilado, os labios I quem he e a donde mora.
9
quem tratar o seu ajuste.
Avizos Particulares.'
13 Quem percizar de hm caxeiro a-
vl para Loje, venda, padaria, ou nu-
tra qualquer AdrneoistracaS procure na
roa do Queimado na padaria de Mano*
dir



PEiVNAlViflLCO NA.TYP^pO WAHIORRA DJRE1TA *267. *$
Vtnde-se na Loje de LitfO*,)defrontede Palacio a$iw$o dt 60 rs


Full Text
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