Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00073


This item is only available as the following downloads:


Full Text
- II Vi

_

N. 97

1

v- -
???c
;*
DIARIO DE PERNA
0^
.o U Cv o#
...
Hoje Tera Feira 8 de Maio de 1827.


APPARICAQ m?S,;MrcuEL Arcando
;:>*' .
'
'\ | .: UO
PERNAMBUCO.
30 de Abril de 1827,
-
Si; .
E .quanto maior a perda, tanto
roais profunda de ve ser a magoa, que
ella produz, excesiva foi, e ser devia
a saudade, e assaz pungente a dor do
Povo Brazileiro na perda irrepravel
da Augustissima Senhora D. Mara
Leopoldina Josefa Carolina, que tan-
to se afanou
Naca, e:a
tos. Nesta geral consternacao, neste
acerbo lucto, que mitigar se nao po-
dera, se as Excelsas Virtudes de Sua
IWagestade, a Imperatriz, na5 eterni-
sassem sua memoria nos coraees Bra-
zileiros, memoria preciosa, eque se-
ra sempre acompantada de hendaos
as geracoea futuras, era impossivel,
#


Preamar as 2 horat e 30 minutos da tarde.
m ec| < i CJ

I
a solemnisar em testemunho fiel dsua
dor as Exequias da Augusta impera-"
triz, que ( oh destino fatal da huma-
nidade! ) ja na5 existe, se na5 em
nossa lembranca. ldentificao-se os
serttimeitos do mesmo modo, que du-
as gotls d'agua, toando-s lima com
outra, nao fazem mis, que numa so
gotta. Convoca imuediatament os
ditos Comandantes os individuos dos
seos Corpos. Todos annuem, todos
se presta a subscrevr para as despea
i por fazer as delicias da zas do acto aquella quantia, que suas
felicidade dosseus subdi- g posibilidades comporfaraS.
He preciso nomearm-se dous Off-
ciaes activos, assiducs,' fervorosos
para a direcca dos preparativos. Re*
cabe a eleica no Tenente Coronel do
Batalhao N. ( 53 Joaquim Bernardo
de Fiuerdo,e no Capitao Joze Ro-
drigues dos Passos do Regiment de
Cavallaria d segunda Imba N. 27.
O
o
o
o
n
o
o
o
o

o
c
o
o
o
o
o
o
o
o
o-
o
o
o
o
o
o
o
o
que agriosa, e fiel classe Militar de Diligencia, affah" disvelo, fervor, tu-
1.a, e 2,a liaba nao desse humapubh- do se emprega. Joaquim Ignacio Cor*
ca demonstrabais do pesar de haver
perdido a huma Imperant^tao amavel.
Penetrado pois o Excellentissimo Go-
vernador das Armas desta Provincia
da viva, e tocante magoa oor urna per-
da ta sensivel, convoca ao seu Quar-
tel os Commandantes dos Corpos de
1;, e2. linha da Guarnica d'esta
Cidade, e os convida para concorrerem
a
3
O
O
l
o
o
o
o
o
o
o
rea de Bnto dirige gratuitamente a
armacad, e desenvolve nao so umaas*
siduidade incansavel, como todo o
bom gbsrto, e pericia na simetra,
somptuosidade, e elengancia, com que
forma o Cenotaphio, e orna a Igreja
Concei^aS dos Soldados, onde vai ce-
lebrar-se o Acto. O lucto, revestindo
tristemente as paredes da Igreja; o
mm



./>
u-1
S90)
mesmo -pavimento alcatifado de preto;
a Ec,a como que quereqdo eleva/ at
o Ceo o lgubre monumento da uni-
versal disconsolacao ; a amargura es-
palhada nos semblantes dos artfices,
e espectadores augmenta vao a tristesa,
e dor. Chega o da' SO do prximo
>assa ormao-se todas as Tropas no pateo
da Boa-vista, e d'ali divididas em trez
Brigadas, das quaes a prnneira com-
maudada pelo Corone! Mcgregor, a
segunda pelo Tenente Coronel Silvei-
ra, e a terceira pelo Tenente Coronel
Cardozo, marchao para a porta da l-
greja, onde se celebra o Ofricio com
Missa solemne, a que assistem todas
as pessoas gradas; O Brouze assim
nos repetidos toques de siguaes, co-
mo no estau.pido de tres descargas, e
atroadores roncos de 29 tiros d' Arti-
lheria acompanha os gemidos do Po-
yo, ainda inais consternado pelo pa-
tbetico da Oraca Fnebre, que reci-
tou o Reverendo Vigario, o Padre
Francisco Perreira Barreto.
is a maneira porque a classe Mi*
litar testemunhou a saudade, que tem
de corvejar por longos anuos o sensi-
vel coracao dos Brazileiros, e que so
seria fielmente retractada, se o sent*
ment se podesse exprimir, assim co-
me se pode padecer.





Sa. Redactor.
.
Na Yerdade, que Vm. deve estar
ja enfadado cora tanto matuto; tanto
matuto, deve at tal vez ter enfadado o
Publico mesmo; nas Sr. Redactor in-
sensivelmente se apossou de inim a
inania de escrever, e (\e cada vez, que
Ynlio a esta praca, dezejava poder
relatar-lbe ludo, quanto prezencio de
tois especial, ja as diversas Etacoes
Publicas, ja naadministragad da Justi-
na, ja na rucia, em im as Pravas,
as mas tas testas, uos funeraes, cin
toda a parte: dezejaria tornar-me hum
historiador do meu paiz, ajuntanto aos
factos a miuha analiza, e a inhiba cri-
tica, mesmo como mo permitem rneus
fraecs fundos; porem quando mais in-
tuido me acho, occorre-me a amiga
prudencia, que com o dedo no naris
ine da hum forte sio clamando
Sr. Matuto; Vm. esta tollo; cuide
nos seus negocios, na sua vida, e nao
se meta a taralha : diga, para que se
cauca, e se intromete no que lhe nao
importa ? isto me faz amuar, callo-me,
o e nao o importuno, e nem ao Publico.
Mas nem seuipre a prudencia est de-
socupada, escapo-lhe desta vez para
contar-lhe huma conversa, que ouvi
huma uoute destas. Era hum ,sugeito
gordo, de sobrecazaca, chapeo arma*
do, que estava montado, econversava
com hum Otficial de Milicias, e dizia
a este o Cavalleiro: meu amigo,
quern tem disto ( quando assim falla-
va, esfregava os dedos polegar e index
da mao direita hum no outro ) quem
tem listo nao padece ; forao dous sac-
eos, que mande i vir, os vogaes sao
todos a meu favor, excepto hum, po-
rem esse nada far: o Couselho est a
concluir-se ; tenho as couzas arranja*
das, e espero ser reintegrado no meu
Commando, e euta inostrarei cmem
sou, agora he que os heide ensinar,
hade ser a ccete, a manija la me hirei
despedir de voce, porque parto muito
breve : e a dos. O Omcial despe-
dio-se framente do cavalleiro, que pe-
la conversa e pela prezilha do chapeo
me'pareceo tambera militar, e eu fui
acorapanhando o prirneiro, que a ma-
neira de estouvado repeta a si mesmo
estas consideraces como he tollo a-
quelle matuto ( aqu me doeu o cabel-
lo ) cuidar aquelie besta, que o nos-
so General estar ja esquecido dos se-n
us bellos feitos r Com que deaembara-
90 eafouteza falla elle em sobornar
Militares honrados, dos quaes se deve
esperar toda a rectida Apage com
o raarmanjo! Mas aquillo he hum
o
o
o
o
o
8
O
*^

o
o
o
o
o
o.
**
o
o
o
o
o
o
o
o
a
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
s
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o


()
burro insolente, que se gaba do que,
a ser verdade, lhe tari a o maior dam-
uo, pela eua despnvoltura delingua;
nada, elle nao tem fundamento para
dizer tal couza mente o picaro coin
quantos (lentes tem na boca! Se elle
or com eifeito para sua caza, nao sei
o que diga Se for absolvido, julga-
do innocente reintegrado no Coliman*
do!. :... deve, deve assim fallar; pa-
ra vergonha de tanta indulgencia !
ins, nada, nada, isso ua pode succe-
der : e os outros ? He verdade, que
he huma mxima, que deve estar pre-
sente a todo o julgador melhor he
absolver hum criminoso, do que con
demnar hum innocente mas ueste
cazo ua ha que duvidar, est prova-
do, e elle confessa o crime Nada,
nada, he impossivel: se o vir assim,
me convencere!, e terei que pasmar "
Assim fallou este incrdulo, que en-
trn em huma caza, pelo que tive de
o dcixar, pensando toda a noute tiesta
historia, e inquieto por saber quem
ser aquello tatu, e como nao tema
podido descobrir este enigma, rezolvi-
ine consltalo, a ver se Vm. Sr. Re-
dactor ou algum seuleitor o descobre,
e a este esperto promete dar hurn do-
ce. '**>
O seu antigo criado

o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
c
o
o
Q
o
o
o
o
o
o
o
o
o

.

O Matulo:
.




Vendas.

1 Quem quizer comprar huma venda
nos quatro cantos uaCidade de O inda
fale com Joa de Souza Reis na ra
da Cadeia caza N. 24.
2 Quem quizer comprar huma negra
para todo o servido de ra, deidade de
16 a 20 anuos, sem vicio algum ; que
se vende por necessidade, dirija-se-a
ra da roda na caza grande que faz
quina para o Calabouce para tratar do
seu ajuste.
3 Quem quizer comprar huma escra-
va de Angola idade 17 anuos que sabe
lavar, engomar, e inteiido de coainlia,
e todo o rnais arranjo de caza dirija-se
a Fora de portas caza N. 47 que l
achara com quem seajustar e junta-
mente sabera o motivo por que se
vende.'
.4 Quem quizer comprar hum escravo
do todo servico dirija-se a ra dos-
Quarteis na venda N, 277 que l a-
ciiar com quem tratar.
5 Quem quizer comprar outro dito
o de todo servido dirija-se a rnesma na
na caza N. R 278 no andar de baixo
que l achara com quem ajustar.
| 6 Quem quizer comprar huma escra-
va d'Angola com idade de 30 a 32 an-
nos que cozinha sofrivelmente, engo-
ma alguma couza, e he boa laradeira,
dirija-se a ra de S. Joze, caza N.
o 607, que i achara, com quem tratar
3 do seu ajuste.
Afretamentos.
7 Quem tiver huma Embarcagao e a
queira fretar parahir ao Porto das
Garcas Provincia do Rio Grande do
Norte, buscar a carga do Brigue Sen*
ta que ali deu a costa, poder apare-
cer no Escriptorio de Lowe Ricnard-
| sou & Couipaiihia ra da Conceica no
Recife caza N. 27 para tratar do seu
o ajuste.
o Fgidas de Escravos.
g 8 Na madrugada do dia 20 do prxi-
mo passado, fugio do Engenho Cate-
te hum molato de nome Joze oficial
de Alfaiate, escravo do Capita Joze
Francisco Pereira da Silva, e tem os
fseguintes signaes ; estatura porporeio-
uada, idade 21 a 22 anuos, alvo, prin-
cipia a berbar, os peis bastantes feios,
o e at cambados de bixos, mui prolosti-
co, e he bem conhecido nesta Cidade,
g qualquer pesoa que o vir o pode pe-
g gar e remete-1 o ao dito Sr. que ser
recompen9ado do seo trabalho,
g 9 Pugio haver hum mez huma es-
cravadenome Mara, de Naca Ca
o buud, alta, vos fina, com huma cica-
es
o
o
o
o
o
o
o
<
mmm
MW



I- M lili
111 *
'

(392)
triz debaixo de huma orelba, e hutn
dedo grande do p com ferela, levou
saia de chita azul, baeta encarnada, e
cabeca de estepa velho, andava ven
dendo azeite, e tem sido encontrada da
estrana do Porto da Madeira a Cidade
de Olinda onde est refugiada: qual-
quer Cpita de Campo, ou outra pes-
soa que a pegar poder Ievalla ao Bo-
tequim da ra das Cruzes da Agtiia
d'Ouro onde se Ihe pagar bem o seu
trabalho.
10 Fugio no da 4 deMaio hum negro
de Naca Mucambique por nome Lu-
iz de idade pouco mais ou menos de30
annos, alto, seco do corpo, rosto com-
pi ido, com huma velida no olho es-
querdo, (andou ltimamente as gales
por ser apanhado em outra fgida ra-
O
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o

o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
2ado, e hum pao preto. Qtiem ape-
gar, ou d'ella tiver noticia pode diri-
gir-se a ra da Cadeia do Bairro do
Kecife, a o Escritorio de Manoel Joze
MartinsRibeiro, onde ser bem recom-
pencado por seo Sr. o qnal protesta
proceder criminalmente contra qnal*
quer pessoa que Ihe tiver dado coito,
ou azilo. '
VlAGENS.
13 Para Gibraltar e Genova Pertende
sabir ern pencos das a Galera Sarda
Aurora,,querfi nellaquizercarregardi-
rija-se a Roberto Garrett na ra da
Cruz ou a Francisco Risso Capita da
dita Galera.
Avizos Particulares."
14 Innocencio da Cunha Goianna fas
certo a os foreiros dos solos, que Ihe


minhando para o mu cambo) e no mes- 2 tocara por heranca de seo Sogro Jo
mo da passou do manguinho para o
Recife, qualquer pessoa que o pegar
o pode conduzir a ra daCruz N, c 55,
que ser recompensado do seu traba-
lho.
11 Fugio noclia 5 do corrente hum es-
cravo muito ladino, por nome Joze, e
com os signaes seguintes: de idade de
0 a 25 annos, gordo, alto, e com o p
direito mais grosso que o esquerdo ;
vestido com huma carniza de agoda-
sinho, calcas de ganga escura riseada
de preto, e suspensorios de fita de li-
nho riseada, com as pontas de marro-
qu m verde; quem o pegar o entrega-
ra na Botica, da ra do Queimado, a
Miguel Joze Pibeiro, que gratificar
o seu trabalho.
12 Na noite do dia 25do mez passa- o
do fugio huma cabra, de nome Mar- |
ganda,' com os seguiutes signaes esta- o
tura ordinaria, grossa da cintura papa
baixo, com os ossos do peitodescuber-
tog, bracos grossos, cabello bastante-
mente encarapinhado, oihos pequeos,,
nariz chato, sobrolhos escuros ; e le-
vou hum vestido de chita verde, a
o
o
o
o
o
o
c
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
ze Marcelino Rodrguez Calaco, os
quaes todos sao sitos no lugar Mag-
dalena, que tendo elle Ipo'ecado a
Francisco da Cunha Machado, os refe-
ridos solos, finando de juros o rezulta-
do dos mesmos foros ao dito Cunha, a
elle se devem dirigir paia Ihe pagarem
a importancia delles.
NOTICIAS MARTIMAS;
ENTRADAS;
JUlA 7 do corrente Havre de Gra-
ee; 45 das; G. Franc. Dianna, M. V.
Edou, carga diferentes gneros, a Ro-
berts Pelly, passageiros Joao Chrisos-
thomo deOliveira, Joao Fernando Ce-
rete, e sua mulher, Palim Allairo, Ba
zilio Torread Quaresma, Joze Fran-
cisco Carneiro Monteiro, Joao Joze
Tavares.
SAHIDASw
Dia dito Goianna ; Canoa Leal
dade, M. Joaquim Joze de Castro, e-
quip. 5, carga gneros do Paiz, passa-
geiro Francisco Goncalves da Silva.
&> PERNAMBUCO NA TYP. DO DIARIO RA DIREJTA S $267. $
Vende-se na JLoje de Livros defrpnte de Palacio a prec, de 60 rsj
o
o
o
u-
o
o
o
o
o
o
IXI "
**


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EMKGEBXHY_T0KBPE INGEST_TIME 2013-03-25T15:41:00Z PACKAGE AA00011611_00073
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES