Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00067


This item is only available as the following downloads:


Full Text
y ';,,,
,"" vr na*
Ti i

N. 91
DIARIO DE PERNAMBUCO.


i

Hoje Sabbado 28 de Abril de 1827.

'


i .....m*


9
S. Vital M:
:
Prcamar as 6 horas e 30 minutos da tarde.

*

i '




LISBOA.
Cmara dos Seniiores Deputados.
Sessa de 8 de Marco
D



Epois de se tractar de alguns ob-
jectos o Sr. Magalhes pedio a pala-
va para 1er huma proposta urgente,
e observando o Sr. Presidente que
nao estava inscripto na lista das pro-
posices^ requereo o Sr. Deputado
que se consultasse a Cmara a fim de
decidir, se devia ou nao lella, e-con-
sultada resolveo a Cmara afirmati-
vamente..
Passou a fazer a sua leitura, que
be a seguinte:
Senhores Deputados da Nacao Por-
tugucza: o imperioso deverdedesem-
penhar este lugar me'obriga a fazer-
vos boje huma Proposica, que talvez
mereca a vossa attenca nao so pela
eua qualidadc, e pelas suasconsequen-
cias, mas pela disposicao, que vos me
baveis inculcado, quando em diversas
Sesses haveis deixado transpirar os
vossos sentimentos Patriticos, e a
convicca que vos acompanba do es-
tado perigoso em que se acba a nossa
Patria, se bem que entregue a huma
appacente calma. He destaque eu des
confio, porque be no tempo da maioi
calma, que as grandes tempestades se
formad.
Reclamo por tanto a vossa atten-
cad", e o vosso sofrimonto ; se aexpo-
sicaS dos motivos for hum pouco Ion-
a, a couclusaS ser breve, e fareis
g justica aos meus sentimentos se acre*
o ditardes a pureza das intences com
que vos fallo, depois de ter esgotado
hum longo sofrimeuto sempre na es
| peranca engaada.
o Recordai-vos, Srs., do estado em
que Portugal se acba va, estado que
g vos causou as mais pungentes inquie
g tacos, quando reunidos nesta Sala
o hum illustre Deputado pedio huma
9 Sesead secreta: lembrai-vos de quan-
do huma segunda foi pedida: quando
hum Ministro d'Estado supplicou a
suspensa das garantas individuaes ;
quandooutro Ministro d'Estado teudo
precedido o Relatorio, que raaudou
distribuir-vos, vos pedio authorisacao
para sollicitar os soccorros, que os tra-
tados existentes nos davatt direito a re-
clamar da nossa antiga, e iol alliadaa
GraBretanha: Hum seguimiento de
contramedidas, hum systema de mal
entendida moderacao, hum entorpeci-
| ment de toda a acc,a no Ministerio,
o tinha conduzido Portugal a borda do
o abysmo. Elle hia a precipitar'se; os
o
o
o
o
o
o
c
o
o
o
o
o
o
o
c

c
o
o
o
i
'." 1
^^"^^


>-Vi r:V---"'


(364)
I
direitos do Senhor D. PEDRO IV ; as
suas leis hia a ser violadas, se os ven- .
tos mais propicios, do que os homeris
s dlicitos, naotivessem ta5rpidamen-
te conduzido a noticia doprompto au-
xilio, que a generosa Albia noseuvi-
ava!
Mas convem elevar hum pouco ma-
is o vo: convem remontar a origein
do tnal: submetter a evidencia da ana-
lyse as causas, que nos* levra a tao
violenta crize: c entap naturalmente
nos veremos ao nivel dos acontecimen-
tos presentes.
Foi no dia 2 de Julho de 1826 que
entrou no Tejo a Corveta Lealdade,
viuda da Corte do Rio de Janeiro, con-
duzindo as segundas vias da Carta
Constitucional, que o Senhor D. PE-
DRO IV houve por bem outorgar-nos,
c dos mais Decretos fugitivos, que a
acompanhavao.
Na Gazeta de 5 do mesmo mez, ap-
pareceo hum artigo, debaixo do Titu-
lo Brazil com o fim de mostrar,
que os Povos nao pstavao capazes de
huma Regenera9a5 Poltica.
A Gazeta de 7 apenas d muito de
passagem na lista dos navios entrados
a noticia da entrada daquella Corveta.
A de 8 contjn felicitacoes de algu-
mas Cmaras Hespanholas ao seu Re
chelas de imprecac.5es contra os cha-
mados Constitucionaes.
A ele 11 em fim publica o Decreto
e 26 de Abril, pelo qual o Senhor D.
PEDRO IV havia confirmado a Re-
gencia creada por seu Augusto Pai; e
continua a publicar felicitares das
Cmaras de Hespanha ao seu Rei.
Nada atesta data se tinha dito a-
cerca das noticias, que trouxera a Cor-
Teta Lealdade: e euta pela vez pri
meira se annuncia a chegada de Sir
Charles Stuart, j vereficada no da 7,
narrando se como havia trazido osori-
^inaes Diplomas Regios da Carta
Constitucional, e mi tros, dos quaes
sbrate no dia immediato se comecou
a fazer huma mui mesquiuha publica-

o
o
o

o
o
o
o
o
c
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
c
o
o
o
c
c
o
o
s
o
o
o
o
o
ca5: a que se seguio no dia 13 a da
Proclarnaca da Regencia com datada
12 : na qual debaixo das mais insidio-
sas expresses se procurou excitar o
resentimento, e comprimir toda a accao
de euthusiasmo pela Carta Constituci-
onal.
He muito para notar, que logo de-
pois da chegada da Corveta Lealdade,
circulou hum impresso com o titulo de
Extracto de alguns artigos da Car-
ta Constitucional em que se acha-
va5 adulteradas as suas principaesdis-
posices, com o fim bem claro de as
tornar odiosas. Apregoou-se e vendeo-
se este papel mui livremente, at que
tendo-se vulgarizado leitur de alguns
exemplares da Carta Constitucional,
que tinha viudo da Corte do Ro de
Janeiro, foi descoberta a impostura;
e eutao so na Gazeta de 13 appareceo
desmentido hum simiihante impresso.
Todo este espacc de tempo, e o
que decorreo at o dia 31 do sobredito
g mez, fferece de huma parte o triste
| qaadro d'anxiedade publica, e do ou-
tro escandalosa lide, e assiduo cuida-
do com que o partido dos rebeldes se
organisou.
Alguns papis originaes (Ja corres-
pondencia dos do Almtejo com os se-
m Chefes em Lisboa, fora apprehen-
didos.
Piocurou este partido ganhar os
Commandantes dosCorpos Militares,
e couseguio, que algumas promocoes
c fossem teitas para lhcs facilitar os seus
fins.
Teve o Ministerio em seu poder os
documentos quecoinprovava esta tra-
ma, e bem longe de procurar obstar-
Ine, pareca coadjuvallos. O seu fim
principal era perpetuar a Regencia
creada a 6 de Marco, excluir a Sere-
uissima Seuhora Infanta da Regencia
decretada na Carta, e tal vez impedir
o <|ue esta fosse jurada? se a indignacao
o do fiis habitantes de Lisboa nao ti-
vesse impedido o efl'eito de tao perver-
sas intenses; se a Resoluca de S.
c
o
o
0
5
o
o
o
o
o
o
o
o
o
c
o
5
o
o
o
o
o
c
o
o
o
c
o
o
o


^^^i^^^^^^^^^^^^^^^^^^
-;__________
(36b)
Alteza Serenissima nao tivesse produ-
zido o solemne Acto do da 31, en
que a Carta foi jurada; S. Alteza re-
conhecida como nica Regeute, e o
Ministerio mudado.
Destes factos seguem-se natural-
mente diversas consequencias que for-
ma axiomas na historia desta infeliz
poca, que tenlio corrido, e na que se
lhe seguio.
A primeira he, que existia huma
cons'Mr^a.o formada, e regular centra
a Carta antes de ser jurada.
A segunda, que todos os actos de
rebellia, que se segu rao tem o seu
principio, no que se passou naquelle
mez ; e se nao se fizera logomanifes-
tos em Traz os Montes, Alemtejo, e
Algarve ao mesmo lempo, foi por nao
ter havido tempo bastante para huma
organisaca, e execuca ta* prompta
de commuin accordo: sendo todavia
certo que no Alerr.tejo logo no dia 31
de Julho se rebellra os Rgimen tos
2 de Cavallaria, 17 e 24 de lnfantaria,
e fugira para ttespanha coin os prin-
cipaes habitantes da Provincia impli-
cados na rebellia, nao obstante hum
destes Regimentos ter jurado a Carta
na mauli daquelle mesmo dia, antes
da chegada do Gorreio de Lisboa, de-
pois da qual he que os Ofticiaes se de-
cidira a eFectuar a fuga.
A terceira, que a Regencia daquel-
le tempo conhecia, consenta, ou apo-
iava ludo isto: sendo todos os actos
anteriores ao juramento da Carta ten-
dentes a comprimir o espirito dos po-
vos, ea impedir aquelle juramento
Qtiarta em fim, que, quando o Mi-
nisterio inmediato coinecou, era co-
nhecida aexisteucia desta conspiraca;
era conhecida huma grande parte das
pessoas implicadas nelia: erad conhe-
cidos os seus fus.
E quaes providencias forao dadas
para iinpedillos, e auniquilallos ?
Dois Ministerios someute assumi-
rao a verdadeira attitude. Pelo Mi-
nisterio da Guerra foraO removidos o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o

o
o


o
o
o
o
o
o
o
c
o
o
o
o
o
o
o
o
Q
o
o
o
o
3
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
c
o
o
o
o
o
o
o
o
c
o
o
o
o
o
c
o
o
o
o
i
o
o
o
o
o
o
c
o
o
muitos dos OHftciaes, que erao conhe-
cidamente suspeitos : e nos principios
de Ouiubro ordenou-se aos Generaes
das Provincias a rnais escrupulosa a-
veriguac^i do conceito, que merecia
os Commandautes e Olficiaes de Mili-
cias, para serem removidos do coiri-
nando, aquelles que ios se m suspeitos.
Que desgrasas, que fataescalarni- i
dades poda esta medida ter poupado
a algumas das Provincias, onde o
Cormnaudaiites de Milicias fura os
principaes, e quasi exclusivos agentes
da revolta Mas o Genio do mal so-,
prou em hum dos ngulos do Reino,
no Algarve, aquelle pestilento ogo,
que lavrandoern hum Batalha, ehurn
Regiment obrigou o Ministro da
Guerra a depor a direccao dos pbli-
cos negocios, a correr ao campo da
Gloria para impedir os progressos da
chamma revolucionaria. Com a sua
marcha acabra os seus projectos.
Nenhum dos Ministros internos lhes
deo desenvolviinento : e huma prolon- '
gada molestia do Propietario consu-
mou o mal.
Pelo Ministerio da Justica forao re-
movidos alguns dos muitos Magistra-
dos convencidos, ou altamente suspei-
tos de pouco fiis ao Re, e pouco o-
bedientes a Carta.
O Decreto de 23 de Setembro, ex
pedido sobre huma represen taca da-
quelle Ministro, ordeando o seques-
tro dos bens de todos os trnsfugas,
deo occasia a que todos os bons Por-
tuguezes esperassem, que o Ministerio
tontasse huma attitude enrgica, e fir-
me, que impondo o castigo convenien-
te aos principaes Chefes da Rebellia,
puzesse termo ao fogo que lavrava,
contivesse os mal intencionados, e
connrmasse na fidelidade ao Rei os
bons Portuguezes, aquem a impurii-
dade dos seus inimigos tinhafeito ti-
uudos, e incertoi: engaadoras espe-
ranzas O genio da intriga abysrnou o
Ministro, e com elle as providencias
(Continuar-se-h,)


i" -v ii i

(366)

:
o pessoa que o pegar, o poder trazer a
seo Sr. no mesmo lugar que recetar
os snas luvas.
7
t g von calen de brim, jaqueta de chita
o rouxa, chapeo de pello branco, o qual
Vendas. o he muito conhecido por ter estado na
\ 1 Qucm quizer comprar algumas va- ? padaria de sen Sr. Luiz deMoura jun-
casde leite comeras vovas precurt na | to ao Quartel da Polica, qualquer
ra do Rangel N. 21.
2 Vndese humescravo, crilo, com
idade de30 a 32 anuos ecom officiode
earniceiro, quemo quizer comprar di-
rija-se a ra Cruz N. 61 2. andar
que alii achara com quem tratar.
3 Quem quizer comprar duas escra-
vas boas para trabalhar com enchada
chuma dlas entende alguma coiza de
coz i n ha, dirija-e a ra do Fogo caza
N. 12 que la achara com quem tratar.
Perdas.
4 Quem perdeohuru muleque de ida-
de de 7 a 8 annos de Nacao Loanda,
novo dirija-se a ra da Penha ern caza 2
de Jernimo da Costa Arruda e Mello,
a o penltimo sobrado,
Fgidas de Escravos.
5 Do Eogcnho Brebo Termo do Por-
to de Pedras Comarca e Provincia das
Alagoas fogirao tres escravos, perten-
centes a Luiz Antonio da Cunha Bas-
tos, a saber. Hum crilo pornom Jo-
ze, idade de 40 annos pouco mais ou
menos, alto, groco, e bem feito, barba
feichada, soicias grandes, huma marca
de hum talho no rosto, faltaolhe dor
dente? de cima a diante, e huma mar-
No da 24 do comente fugio huma
negra por noure Luzia, Nacao Cacange,
idade de 16 anuos pouco mais ou me-
nos, de pequea estatura, com cabocaS
decapa, saia de barra azul, e bata da
nit'sma cor, qualquer pessoa que a de-
nunciar ou a pegar a mandar entre-
gar na ra do Queimado na qadaria de
Manoel Antonio de Jezus qve ser re-
compencado do seu trabalho.
Avizos Particulares.
8 Na caza de pasto das tres Nacdes,
sita na ra das Cruzes, Bairro de S.
0 Antonio do Recife, continua-se a dar
1 jan tares para fora, a prego de 320 rs.
j i pratos, a saber, o 1. sopa de pao,
ota de arroz, 2. arroz, 3. vacca co-
zida, 4. e 5. sao de superior qua-
lidade; qualquer Senhor, que qui-
zer utiizar-se, dirija-se a mencionada
caza, para tratar do ajuste.
9 Quem precizar de hum homem pa-
ra feitor de Citio ou Engenho, dirija-
se a Boa vista aoBeco ele JoaquimJo-
ze de Veras, da parte esqnerda, a uni-
eade fog grande na p direita. Ou- ca caza que tem queachar com quem
tro pardo por nome Joze, idade de 18 tratar.
10 A pessoa que anunciou por este
2 Diario, querer se cmpregar em admi-
nistrar algum Citio ou Engenho, diri-
ja-se a ra do Crespo caza N. 8, que
a 20 annos, sem buco de barba, cara
redonda, de boa altura, e groco, bom
cabello, e mei vermelhaco, com ga-
forinna, e algumas marcas de feridas
pelas peinas. K ontro crilo, por no-
me Felisberto, idade de 18 annos, bem
preto, fcaixo, e groco, cara gorda ebei-
cudo, fugirao ne dia 26 d Marco.
6 Na noite do dia 24 do corrente fu-
gio, hum mulato de nome Vicente, cfa-
ro, baixo, alguma coiza barbado, le-

c
o
o
o
o
c
o
o
o
c
o
o
o
c
o
o
achara com quem tratar.
11 A pessoa que anunciou no Diario
N. 89 querer ser feitor de Engenho.
sendo que tenha os conhecimentos de
layoura, pode dirigir-se a caza deAna-
cleto Antonio deMoraea, no Recife pa-
ra com elle tratar o seu ajuste.

f^ FERNAMBUCO NA TYP. DO DIARIO RA DIRE^TA ** *267 $
Vende-ee na Loje de Livros defrente de Palacio a pi eco de 60 rs


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EPN5VVXYU_1HKPJQ INGEST_TIME 2013-03-25T15:45:49Z PACKAGE AA00011611_00067
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES