Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00064


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Full Text
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DIARI O D E POS* 15 ti CO.
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Hoje Quarta Feira 25 de. Abril de 1827.
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S: Marcos Evang.

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Premar as 4 Aoras e 6 minutos da tarde.
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Sr: Redactor:
Nisi videro, ne credo.
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uito forte he com effeito a impres-
sao dos primeiros objectos e das pri-
meiras ideias, de sortque he precizo
as vezes ( quando nao macula a boa fe
dos homens ) flizer cotn o Apostlo :
se nao vir nao creio: he esta pois a
regra da mais escrupuloza herrneeu-
ica, e poq consegunte de qjuem deze-
ja nao se confundir com o vulgo no
modo distinto-de pens#r.
Tenhome com effeito, Sr. Redac-
tor, deixado convencer ( e daqui nas-
ce o motivo de hesitar, hum pouco ;
em quanto nao tcstemunjiei ao facto )

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cido, que a Reverendo Padre Luiz
Joze da Silva actual morador nesta
Povoacao do Carur Freguezia de Ss,
Joze dos Bizerros no estado Sacerdo-
tal, cm que se acha, cumpria-lhe por
ofiicio, e dever seu zelar somente, o
que diz respeito ao seu Ministerio;
porque so desta maneira poderia sus*
tentar aquella dignidade Sacerdotal;
de quanto falla S. Chrysostoino, eque
tanto excitou a sua mee'na adrniracao
por ser mais vcneravel, que a dos Re-
s, que a dos Juizee, mais respeitavel;
que a de nossos Pais I Quomodo
" ergo ( diz o Santo ) nobis isti non
" solum reverendi magis quam Reges,
" aut Judices, sed etiam nobis erunt
" honorabiles, quam parentes!
Mas; quanto he ridiculo, Sr. Re-
que constituido qualquer ueste, ou a- o ductor, quanto nao he infame ver um
quelle estado, cu emprego Publico, Padre, que prostitundo o bed a|to Mi-
est da parte do constituido fitar os o
Ibos no desempenho daquillo, que se
Ihe confiou, e uunca en volver-se m
occu pactes, que o empessa no que he
de deyer, e em caso nenhum naquillo,
cujo exercicio be Jbe iudecorozo, -e in-
fame a seu Estado : tal me tem pareci-
do um detalhe do liomeiu,.,que (teme a
seusura de seus compauhciros, que
nisterio, se tem querido aviltar em u-
ma taberna para ser deu proprio cai-
xeiro nella mercando, e vendendo pu
blicaincnte ap Povo! como ser crivel
a.primeira vista, que tenba elle queri-
do sugeitar-se a tao mdica paga do
rematante do Sucidie das Carnes athe
o-annOOxi^, o que va pessoal ua oc-
cazia do juaior adjunto, qual he aqu
respeita o Juizo do Publico,, eque o do dia Sabbado em Feira inquirir,
tem superior: sim particularmente tal- quem maiou, cjuem nao matou, quem
lanrfp^u fsjava^ ^ai,\4a ej^viUcoveu- J trouxe,, quemii^o trouxe carne, ecoin
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(353)

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aquellos articular, questionar para o
fim de ser em bolead o justa, ou injus-
tamente! e o que anda he maisnaoc-
cazia, em quetaobem mata ir pesso-
almente, e por infallivel ao Cepo do
assogue assistir a ser talhada, aquella
carne at o ultimo arratel, elle salpi-
cado de sangue, untado de gordura,
e pezaudo, que tanto monta se a picas-
se !! .. que accressentar-se pode so-
bre isso, que ruis existe a expecta^ao
tal quando o vemos a espera as bebi-
das, do gado; ou mungiudo as vacas no
curral; ou tangendo-as para o mesmo;
ou sobre o tecto retelhando a Olara,
que aqui possue! 1! o que bem con-
firma o boato, que por aqui se tem es-
palhado d ja ter sido encontrado car-
riando, e que servio ao seu pedreiro
na obra do sobrado .... ~
Ora, Sr. Redactor, todos sabem,
que nao he so a cloquencia, quem per-
suade, persuadem tadbem os custumes,
a autlioridade &c., e que he fcil a
prepeucao para o mal: a vista pois de
tal conducta sendo o Reverendo Padre
aqui nico Sacerdote, eu o julgo res-
ponsavel iuteiramente pela falta de
respeito a Religia5 desprezivel na pes-
soade seu Ministro, e por conseguu-
te da Moral Publica, os mais fortes es-
telos em Sociedade; e que crime nao
be de quera a chega offender sendo a-
lias seu natural protector ?
Por semelhaute relaxacao ter elle
lugar de exigir, ou desejar em sua
consciencia punir aquella falta de con-
siderabas devida a sua pessa a cada
passo insultada em lugares ta6 indecen-
tes? poder o Padre diser com S. A-
gosrtinho Videte me spernatis nos....
si enim non timetis nos, illum time-
te, qui dixit: qui vos spernit, me
spernit r
Eu sem duvida, Sr." Redactor, pon-
paria a Yin., ea mim o eucomodo des-
tas quatro linhas, se nao vlsWa ma
adimnistra^ao desta Capel la por falta
de um Sacerdote, que cumpa com os
deveres do seu Estado, e a resistencia
do Reverendo Padre Luiz em na5 que-
rer acceitar de Capela6 estando aqui
de morada; esobre tudo morrerern
pessoas sem Sacramentos, por falta de
quem Ihos administre tempo; sem
que todava taes coizas sirvao de com-
noca ao Reverendo Padre, de cuja
norma de vida sejulga obrigado, e
para assim dizer sem superior, pela
distancia deste lugar essa Praca, on-
de nao podem chegar as reelamaedes:
mas eu estou, que a hypotizi do Re-
verendo Paufc LiUiZ he luisa cfii ITi,
e outro caso; nem menos receio, que
por falta de providencia a os clamores
dos habitantes deste lugar, que por
esta se explicad haja occaziao de con-
tessar por boca do Profeta Voe mi-
hi, quia tacui .
Sou seu muito obrigado e criado
i i
O Carurense.

Anedocta.

Ham Sargento Mor Irlandez en-
trando em huma estalagcm do campo
perguutou o que havia para jautar ros-
pondera-lhe que ja nao havia nada,
euta elle pedio que lhe procurassem
huma galinha e que a quera guizada,
o qu tudo se fez, e no entretanto elle
subi para o segundo andar, equando
se lhe estava pondo a meza entrarad
seis estudantes Inglezes de huma uni-
versidade veziuha e pedirao juntar e
ha vendo se lhe respondido que nao ha-
via nada, c que para ac mino dar hum
CvaMeiro que estava no segundo an-
dar tora percizo mandar comprar hu-
ma galinha fora, perguntou hum del-
les e quem heesse Cavalleiro! He
hum Sargento Mor Iriandez : ora esse
matuto que se deixe de comer galinha,
disserao os Cstudantes, a galiuba he'
c para nos, e hum delles tirando da
algibeiia hum relogio de ouro de mui-
7r*-

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" mil
(353)
to valor, o deu ao Creado dlzendo, % tado da sua expteula$a5, foraS-se re-
toma este relo^io, e vai lvalo *o. se-
gundo andar aqelle mtuto, e dize-
liie que esta aqu seis Estucantes da
Universidade de .... que em quaato
elles cornein a galinha que elle mau-
dou preparar para si, que se va appli-
candoa conhecer as horas em hura re-
logio, porque quando nos acabarmos
de jantar elle hade vir trazer-uos o re-
logio e dizer-nos que horas sa5 : o cre-
ado partfo logo entregando o relogio
ao Sargento Mor lhe deu o recado, o
Sargento Mor n mostrou a menor
alteracao', guardn o relogio e pergun-
ton se a galinha eslava pronta, est
pronta, e vai ja para a meza dos Estu-
cantes, disse o creado: bem, disse o
Major dize a esses Srs. que eu voues-
tudar a lica, e logo que o creado sa-
ino tomou elle hum par de pistolas,
e pondo huma debaixo de cada braco
e o relogio em huma mao, e a cadeia
na outra, se pos na escada para ver
quando a galinha era posta na meza, ra tenho mais a rogar-lhe Sr, Reoac-
e logo que to entrar o creado com l- f tor, repare na sua folha, que ja nao he
a prmeiraoccaziadqueapparecem ta-
ca anuncios, eisso nao pode auuientar-
Iheo crdito para com Publico an-
tes .... He por ora o que se rae oflfe-
i i a i
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tirando por scu turno, dcixando ao
Sargento Mor, a galinha, e V relogio.
Sa. Redactor. iS
., i? -- a
No seo Diario N. o 85 dppareceo o
apcrifo anuncio feito em meu uome,
de huma carta que se achava em meu
poder, vinda de S. Catharna, para o
Sr. lose Martina- Pereira, e corno t!
carta nunca em minha niao parou; ro-
go a Vm. queira publicar stas duas
ludias uo seu 1. Diario, as quaes so
rogo a esses Srs. o seguinte: ao Sr.
Martins nao se persuada ser eu o anun-
ciante, a tim de illudillo, eaoSr. anun-
ciante, faca-me o obsequio nao se val-
ler do meu nome para cazos taos, pois
a nossaamizade (que he nenhuma) nao
permite tanta familiaridadc no parti-
cular ; quanto mais no Pubii. g-
rece a rogar-lhe o

Seu Venerador
la, deseco, e antes que elles principi-
assem a comer entro elle na sala, e
fazeudo huma reverente cortezia a ca
da hum dos Estudantes Ihes dirigi es-
tas palavras; Srs. vos quizestes ter a
herniado de me instruir no uzO dos re-
logios: eu ja estudei a minha lica e
estou pronto a dalla, quero saber qual
de vos a quer tomar, ou se a querem
tomar todos juntos, eu por ser falto
de vista trago estes oculos ( aponan -
do com a cabeca para as pistolas ) e
vendo que nenhum responda, lhes re*
petio quero dar minha licu, est aqu g nossos subscriptores exigcm de nos
o dono deste relogio ? E como nen- c por este titulo, faz, que muitas vezet
hum se atrevesse a responder, pergun- o na6 pugnemos por asignaturas dea*
tou com resoluca a cada hum de per- nuncios, muito principalmente quando
si;. sois vos o dono deste relogio ? ou estes nao sao de hum objecto de

Joao Airares de Quenfl,
\+11 m y
A condescendencia, que todos os
Nao Sr., lhe respondeo cada hum del-
les, cnlao Sargento Mor pondo as
pistolas e o relogio em cima da meza,
sentou-se, puxou o prato da galinha
para junt de si, e pos se a comer, e
os Estudantes corridos d'naao reral-
o
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o
cousideraca, ou nos najo temos conhe-
cimento da letra do anunciante; esta
attenca5 que cada hum por seu turno
quer que se lhe tenha, fez o desgosto
ao Sr. Qnental, qe* com tud devia
queUar-se cos de nos., do que do

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(354;

.jeiLltl amigo, qne tpma compile, friisgg .ri.gaf:najjraafij% hoas. lavadoras, e
iargMeza, do.que.elle Ihe.d;, ass*n .cygpiw^iraa,.dirijan:acaaa,dfiJia-
coraoestamos persuadidos,; que tats 2 dac*ov do Brazileiro ra da Cruz N. P
uccessos nao pcclem fazer o descredi- c 23 paralajustar.
to de huma folto^que foi destinada o i i Viagens.
para este objectoT e que seria exigir S.^.JPara o Havre de Graee Sahjra a
imito 4lp Edi*orr querer, que nao se -Calma Fraiceza Fysicieune, CapiUp
deixasse escaparhum anuncio falso so~ AihjableG/iot, impreterivelmente; no
bre huma aparecido por outras partes, e fiom to- n'ella.quizer carregar, .ou hic de.pas-
dos estes riscos ha gente bejn animo-
sa.... Se o Sr. Quental podesse por
experiencia proprja ajuizar o que isto
ero fim nipguem qqer ajustic,a eru sua
caza., \u Juttoi ou'u\ mi
S sagem> dirija-se a seus Consignatarios
Roberto Pelly & Companhia- morado-
.
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res na ra da Cruz;
: ,.i. .. .
AVIZOS PaRTICV-LAKES."

. M THEATR0.
T)ep> chegado esta Cidade Sanr
tiago Qssi de Nacao Italianoicom hum
Thetro pintqrsco composto de figu*
.ras corpreas de sinco a seis palmos de
altura, que com as mesmas representa
Comedias Farcas, Pantomimas, Pan- g
^'4eMethiupr$ps^s, e Pontos de vis- P
pjjjal ^eprszentara io. y^miago 9 do g
corren te anv, e boa fomedia.em tres
3 Mr. Rhigas aviza ao'Respeitaye1
Publico.que.a PeprezentacaS, anuncia*
da para hoje &5 do corrente nao se ef
fectua por molestia, quelhe sobreveio,
e que ter lugar logo que se ache res-
tabelecido.
, .
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NOTICIAS MARTIMAS:,
ENTRADAS.
D-. .,.._...
IA ,24 docorrente, rr Porto de Pe-
dras ; 24 hoas ;.,Sr: Paraibana Feliz,
M. Ignacio Marques, equip. 8, carga
caixas, a Antonio da Silva C-^lho. -?
Lisboa j 38 dias; jG. ova.Aurora, M.
actos intitulada: A mufjer calumnia- 1 predenco Ricardo Souza, carga gene-
da, finja.qwe seja, se far a Danca do
Usaro amotilalo, quedoseu corpa des-
prender* k^ftli?^"^ e cablas e
ao comparo 3a Muzica se tornara a u-
nir, depois desta,4a*$i a Dan^a do
ros do Paiz, a Bento Joze da Costa,
| passageiros Caetano Preira Goncal-
vcs'da Cunha com sua familia, D. Mai
ximilia Moreira dos Santos, e em sua
con>panhia a preta Mariajdo Rozarlo,
Anaosem fim^qole^el/do d'um terco o Antonia Caetanada Si|va, com diiasfi
d'Almra*sn estenderiat.o^ampnaien- Ihas menores, D, Anna^Pereira CavaN
to do The'atro, e inalisara a funa o cante Borja, Antonio Manoel Viegas,
com a f aicjocosa chamada o Frade, | Antonio Joze Goncalves Branco, Eu-
mkmm > I *f b** **** &*
SAHIDAS. f^
Dia 22. Cqwes ;| B. Amer. Ja-
mes, M. Luyes, equip. \% carga assu-
car, e couros. i
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Oi'j.'i/Jp O \-.'AXiWV\ oIm-;. ,-;::' un
1 Toda a peWla o^eJi^r. g;qu^r
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EBNAWBCCp VA TY*-ft DIAJUO RA DlkElTA ^261 ^
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Full Text
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