Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00063


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Full Text



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DIARIO DE PERNA MBU C O.

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oje Terya Feira 24 de Abril de 1827.




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S: Fiel de Sigmaringa.
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/'reamar as 3 horas e 18 minutos da tarde.
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-
NECROLOGA.
Lemewte Ferreira Franca, 1.
Mrquez do Nazareth, Viscoude do
mesmo titulo, Conselheiro de.Estado,
Senador do Imperio, Ministro e Se
creta rio d'Estado dos Negocios da
Justica, Dignatario daOrdem do Cru-
zeiro, &c. &c., fallecen nesta Corte
a 11 de Marco do corrento. Nascido
na Baha a 16 do Marco de 1775, de-
pois de cultivar all os primeiros estil-
aos, deixou asna Patria purafrequen-
tar as sciencias na Universidade deCo-
imbra, onde se fcrmou na faculdade
de Leis, leudo dado provas de distinc-
tos talentos,: polo que mereccu alguns
promios na oicsma faculdade. Foi im-
medatameute despachado para o lu- o
gardeJuiz de Fora de Aveiro, onde I
fez a segunda Entraucia, e Correicao
ordinaria, administrandoajusticamu- 9
(o a conteni dos povos, rnelhorando
* administrado daqnella Comarca;
fintlos o seis alios, MU que leve esta
vara, fi nomeado Ou?idor de Per-
nambuco, fazendo o lugar de Desem-
bargador da Rclaca e Caza do Porto;
e neste lugar estove por seis annos, no
decurso dos'quaes accontcccndoa tras-
lada cao da Familia Real Portugueza
.',

ordinarios servicos pela occasao da
arribada das Naos Meduza a Pernam-
buco, e D. Joa de Castro Parahi-
ba do Norte, providenciando todo o
nscessario para as mes mas Aqui foi
nomeado Desembargado* da Caza da
SupplitacaB, e acabado o ti*iennio de
sua reconducca, veio ter exercicip na
mesma Caza, sendo nomeado logo de*
pois para huma caza de aggravos, e
Ajudante do Procurador da Coroa
Fazenda, e posteriormente graduado),
em Desembargador do Payo; e Suc-
cedendo a Regencia do Nosso Augus-
to Imperador, foi nomeado Procura-
dor da Coroa, Soberana e Fazenda,
tendo a effectividade de Desembarga-
dor do Paco, prestando mu i tos e rele-
vantes servicos pela causa da Indepen-
dencia do Brazil; pelos quaes mere-
ceu tanto o conoeito de S; M. I., que
p o Mesmo Augusto Senhor Se Dignou
| Nomcalo Ministro e Secretario d'Es-
| tado dos Negocios da Justica, e Con
g sellieiro d'Estado, na occasao em que
se formalisou a Constituido que nos-
re ge, e felismente chegou o reconhe-
cimento do Brazil em NacaS Indi pen-
dente. Distinguio'se muito particular-
mente por huma firme adhesa a Sa-
grada Pessoa de S. M. I., que o hon-
ren com o titulo de Visconde de Na*
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fiara o Brazil, presto os n ais extra- | -zarctb com honras p*e Granclr dQ Jrn*

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MiiriMirTii + ir itii ti
......v"'v > > '-r 1- "y,
ika-MMH'
(348;
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perio, foi el cito Senador pela Baha,
de cujo lugar teve exercicio na primei-
ra Sessad da Assemblea Legislativa;
foi novamente honrado por S. M. o
Imperador com o Titulo ue Mrquez;
e finalmente pela segunda vez encar-
regado da Pasta, queja tivera. Atta-
cado, em consecuencia do seu assiduo
e constante trabalho, de huma diar-
rhea sangunea, succumbio a hum as-
salto quasi repentino e furioso desta
fatal enfermidade. e sem previdencia
do Medico assistente, administrando-
se-lhe appressadamente os soccoFros
espiritu&es, que foi possivel, que mui-
to coincidirs com a sua religia, si-
zudeza de conducta publica e particu-
lar. Deu a alma a Des pela huma ho-
ra da madrugada do dia 11 do cr-
reme.
HOSPITAL1DADE.
Hum Indio selvagem do Estado de
Virginia sahindo hum dia a cassa, va-
gou todo o dia pelo campo sem poder
apanhar Ave ou animal com que man-
ter sua Familia, e sendo ja quaze noi-
te se achava ta5 cansado, como debe-
litado pela fome e sede passando por
huma plantaca, e vendo o proprieta-
no sentado a sua porta, se chegou a
elle, e Ihe expoz a sua ntizeria, ro-
gando-lhe que para matar a fome lhe
desse hum bocado de pao, oque lhe
loi recuzado, ao que o Indio replicou
pois ao menos dai-me hum copo de ser-
veja, e havendo recebido a mesma ne-
gativa, lhe expoz que morreria de se-
de se ao menos lhe nao desse huma go-
fa de agua para se refrigerar: retira-
te Indio caxorro, replicou o fazehde-
ro, tu nao recebe ras nada de mim an-
da que eu te visse morrer: o Indio re-
tirou-.se maldizendo a sua ma ventura.
Alguns dias depois succedeo que indo
este fazendeiro deshumano a cassa
com alguns amigos, succdeo que eu-
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tranbando-se pelos bosques se perdeo
dos companheiros, e seguindo hum
porco espinho se afastou tanto que
quando quiz voltar para caza nao a-
certou com o caminho, andando erran-
te todo o dia sem encontrar quern lhe
ensinasse a estrada ate que perto da
noite, cansado de carninhar e quaze
exausto de fome e sede, percebeo ao
longe hum mocambo de ludios, e cor-
rendo a elle lhes pedio que o condu-
zissem a plantaca mais vezinha que
houvesse daquele lugar : elle nao co-
nheceo o selvagem a quem ta deshu-
manamente tinha tratado, havia pou-
cos dias ; mas este o conheceo perfei-
tamente, e convidando-o a entrar lhe
disse que era muito tarde, e que seu-
5 do quaze noite lhe seria impossivel
o chegar la autes de ser manh, e que
o era m.elhor para elle fcar all aquella
noite, que seria tratado da melhor for-
| ma que elle podesse, e que no dia se-
gu nte bem sedo o poria fora do bos-
que e que fcilmente chegaria a sua
caza, e vendo que elle estava debelli*
tado de fome e sede lhe offereceo a cas-
sa que tinha apauhado e outro? refres-
cos de que percizava, e logo lhe tuau-
dou arraujar huma cama de pe les e
convidou a que descansace* eque dor-
mirse socegado que na manh seguu-
te bem sedo o chamara para o condu-
zir a estrada da sua plantaca: o sel-
vagem sustentou a sua palavra dada
ao hospede, e acompanhando-o at a
o hum lugar de donde lhe era fcil acer-
tar com sua caza, parou e lhe disse se-
gu esta direcca e iris direito a vos-
sa mesma plantaca, e quando hia
despedir-se encarou com elle pergun-
tando-lhe: vos reconheces-me ? O
plantador trmulo e horrorizado, re-
conhecendo o selvagem a quem elle
ta brbaramente tiuha negado at
mesino agua, confes3ou sua maldade,
e principiou a desculpar sua brutalida-
de, quando o selvagem o iutorrompeo
dizendo-lhe friainente quando vos
vires hum pobre Indio morrendo de
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fome e sede, pediudo hum copo dea-
gua, dai-lhe, c nunca I he dignes vai-
te Indio cachorro, e lembrai-vos sobre
ludo desta bella, e grande mxima de
todos os tempos fazei aos vossosse-
melhantes o que dezejais que elles vos
fassa, e nunca admtaes acces que
nao dezejaes rcceber delles: depois
deste conselho dezejando-lhe boa via-
gem se retirou. Sera dcsnecessario
perguntar quem mereca mais o.noiiie
de selvagem, se o Indio ou o fazeu-
deiro.
Sr: Redactor.'
P f Na6 me cansarei em dar-lhe noti-
cias da mulla caza, nem da alheia.
As disgracas da Patria, he que devein
occupar as atteuces do bom Cidada.
Candado ja de ver tanto quanto nunca
esperei de ver,, impaciente ltimamen-
te- com o estar vendo o escandalozo
monopolio que se est fazendo com a
farinha que vem do interior da Pro-
vincia, pois atravesadores a vaS espe-
rar em carninho, e a trazein para suas
cazas, e rae dizem ja haverem algu-
mas as ras dd S. Rita Nova, do
Rangel, deS. Joze, e das Cinco Pon-
tas, com grau !'s porces que a tornad
a revender por muiores presos, e por
outras medidas diferentes das com que
costuma comprar, eainda estas as
mcdem com razoullas, que os fazem
em tudo ganhar o duplo do porque a
compra5. Outros .porem se fazem
conductores, como se os nossos matu-
tos precizem guias para os levar ao
mercado publico, e as ras desta cida-
de, chupando por este servico paga
de quem vende, e de quem compra.
J custa ahum Pai de familia a com-
prar huma carga de farinha, rico e po-
bre, sent hum proccdimento ta nf-
fensivo, e escandallozo, sem que a du-
reza de homens ta desapiedados se
lembrem que va tirar a ultima gota
de sangue neste genero da primeira e
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indispensavel necessidade; a tanta
gente mizeravel, e indigente. Isto
posto nao Ihe quero ser exteuco, seja
tambem Vm. breve em insarir estas
quatro linhas em algum dameus pri-
irieiros nmeros a ver se as Authorida-
des com este anuncio da as providen-
cias, a ta escandaloza pratica, pois
elles cuida nao haver mais Leia a es-
te respeito, e se aiuda as ha fazelas
observar contra os seus transgressores;
Dezejarei nao ter ocazia de o aco-
modar mais por este objecto, e praza
o Ceo, a onde chega os brados- da
pobreza, baste este anuncio. Sr. Re-
dactor faca este grande servico a Pa-
tria, e a disgracada humanidade, pelo
qual tabem lhe ser obrigado.
Seu efectivo leitor.
O Rumba papa farinha.'
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(Continuado d N. antecedente.)
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CAPITULO 5. o

Da prudeucia, que he a primeira fon-
te do honesto.
Nenhuma das quatro partes em
que divid a essencia do honesto, he
ta chegada a natureza humana, como
a primeira, que consiste no conheci-
iiiento da verdade. Nao ha quem nao
experimente emsi hum grande es! i mu-
g lo de entender, e saber, vangloriando-
se mais quanto mais entende, e sabe.
A o contrario toma- se por desgrasa, e
deshonra errar, equivocar-se, ser ig-
norante, e ser engaado. Este dezejo
de saber, posto que natural, e hones-
to, deve excluir dous vicios. Hum he
tomarmos por sabido o que nao sabe-
mos, nem dar-lhe hum assenso preci-
o pitado. Quem quizer rugir deste vicio,
o (e todos devem crer) uzar do totopo,'
o e deiigencia necessaria para couside.
o rarascouaas. O segundo he canea.
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II
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rem-sc alguns demasiadamente sobre
couzas obscura, difficultozas, e des-
necessarias. Desvie-mo-no8 destes do-
us vicios, e todo o estudo e trabalho
que fizerwos em couzas honestas, edi-
gnas de ser conbecidas, ser louvavel
com justica. Ouvi dizerque assini fes
Cato Sulpicio na Astrologia, e vi fazer
o mesmo a Sexto Ponpeo na Geome
tria, o que tabem muitos fizcra na
Dialctica, e milito inais na Jurispru-
dencia. Todas estas faculdade, tetn
por objecto o descobrimento da verda*
de ; porem os que se aplica- continua
admente estuda-las, deixando ou-
tros negocies mais importantes, falta5
a propi'a obrigacaS, pois o principal
merecimento da vrtude consiste na?
accoens, a inda que estas de quando
em quando se podem interromper parar
repetir osestudos. Alem de que a
perpetua agitac.au do espirito pode eu-
treter-nos na contemplacao das verda-
des, na5 bavendo rrecessidade de obrar
para este effeito. He certo pois, que
todos os pensamentos, e mov ment
da alma se reduzem ou a deliberar so-
bre couzas honestas, e proprias para
conduzir filifcmente a vida; ou a pene-
trar as sciencias, e outras doutrinas.
Com isto tenho explicado qual he a
primeira fonte, donde tem ftua om'gem
as nbrigacoenscivis.
g a 17 &fti\o& (lemul^Qhoa.cQ\idi1}^a(\\v\
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( Canlhwar'se*h(/. ) H
Ujp ni ui Hi
Compras
l Queni tiver algum escravo ladino
de idade de 14, a 18 anuos, para ven-
der, (irija-se com elle a caza de Joze
SiV.plicio d'Albuquenque, naBoa?fa"
taruadoCotovelloN^ 359.
. Vendas.-
-% Quem quizci comprar hum negro
com algum principio decanoeirode 16
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i jase a Botica da Praca do Liv ramea to.
0 de Joa remira da Silveira para tratar
1 do seu ajuste.
3 Pertendendo os Administradores de
Joze deAzevedo # Suuza rializar com
2 apossivelbrevdade, as. propriedades e
diversos outros bens pertencentes a-
g quella Admeuistraca, tcm detremina-
c do tender imrnediatamente por tracto
particular o seguinte.
I ,.;.... t. Cazase
o Huma propriedade de cazas de do-
us andares novameute preparada, sitas
o na proximidade dos Quarteis. Huma
dita terrea junte a ra da Roda.
$ Escravos.
Mara, negra, boa eczinheira com
huuiacriadeGannospoucamaisou me-
p nos.Joaquina, molata, sofrivel eos-
c tu reir, r* Mara do Rozaiio, molata,
c idade 10 anuos pouco mais ou menos.
t-Izabel, molata, idade lannos pou-
co mais ou menos., -r Joa,; moleque
idade 13 huios. Hum Cvalo Cas-
tauho d'Estnbaria, muitobom.
Quem pertender qualquer das Pro-
priedades, Escravos*> &c. cima des-
criptos, queir procurar os Admenis-
traderes em ca?a do referido Sonza, na
ra da Cadeia.
<
Joze de Azevedo Souza.
Joze Antouio d'Oliveira,
Joze Pater.
NicoJau Otto Bieber
:.. o ;
Avizos Partcula es. m
4 A 24 do corren te partem os Corre-
ios por tena para o Cear, Aracati, I-
c, Urauja, Parnaiba, Sobral; eMaro-
nhao. As pessoas que quizeretnser-
virpsedesta en'/atura podera laucar
as suas Coartas na CaixaGeral, doCor-
| reio, at a 1 hora da tarde do dito din.
|3* PIUNAJUBICO NA TYP. DO DUUP RA DJRE1TA N c*61 4$
Veude-se naLoje.de 7


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