Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00062


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Full Text
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DIARIO DE PERNAMBUC.
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Hoje Segunda Feira 23 de Abril de 1827.

-
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N; Senhora dos Prazeres.

por

Preamar as 2 Acras c SO minutos da (arde
'.
:
Extracto do Semanario Mercantil.

Orientaes.
OH
Governo de Buenos Ayres ( se
he que pode chanar-se tal o que trans-
torna tudo ) invejoso da feliz 9tuacaS,
em qtae se achava esta Provincia, que
desfrutava a maior tranquilidades e
marchava com passos agigantados ao
zenit de sua ventura dehaixo dos pa-
ternaes cuidados de S. M. I., preme-
ditou em seus escuros arcanos a nossa
ruina, assim como o tem sido das maia
partes da America, onde tem appare-
eido seus Commissarios. Estes tem
possuido a sublime sciencia de destru-
ir, e a pretexto de felicidade tem co-
berto de luto e pranto at o paiz na-
tal, que seguramente se resente de
haver abortado taes monstros. Sim,
- inonstros, e anda mais que mons-
tros, pois nao souberaS respeitar nem
ainda a seus mesrnos pais e protecto-
res, que destinaras, e viraS marchar
ao patbulo, insultando os na sua ulti-
ma hora Grandeza d'alma, dizia5
elles. Pois que? A grandeza d'ulina
consiste em mostrarem-se inflexiveis
aos sentimentos da humanidade, pois
que nao aos do sangue e reconheci-
ment? Linier, Alzaga, Sentenac,
Telechea, D. J? ranche*) de Paula Saj-
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ens, Allonde, e tantos outros, resus-
citai de vossos sepulchros, e patenteai
ao mundo todo as virtudes do Gover-
no de Buenos Ayres; e vos desgraca*
das victimas da ponte de S. Luis, nao
dcixeis taobem de publcalas....! Que
quadro tao horroroso e degradante !;.
Se os Demcratas de Buenos Ayres
procederao assim com seus pais e pro-
tectores, como podamos esperar n
os Orientaes, a quem reputaS rivaes,
nnhuma felicidade, que delles dima-
g ne? O Governo de Buenos Ayres e se-
us satelltes pozerao em movimento
todos os males de suas ideas machia-
yelicas, para envolver-nos em hum
caos de desgracas. NaS ignaiavaS an-
tes da ultima presente revolucaS, que
seus elementos nao eraS sufficieutes
para contrastar os do grande Imperio
Brasiliensc, mormente quando se a-
chao dirigidos por hum Monarcha Jo-
ven, Liberal, Sabio, Activo, Guerrei-
ro, ehem aconselliado: porem era
necessario tratar a todo ocusto da des-
truicaS da nossa Provincia, e dfsgra-
c,adamente introduzraS o germen da
revolucaS, conseguindo de nossa sin**
ceridade que lhe dessemos crdito?
PintaraS nos hum campo de jasmins
oude nao existiao inas que abrolhos?
tt del*aixo da capa de amizade e frater-
nidde nos intreduzirao o roajs activo
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Veneno. E se na5 he assim: quaes
sao as vantagens, que havemos colin-
do adheiindo as suas ids Democrti-
cas? Nao temos sido, e somos o lu-
dibrio de seus caprichos ? Onde existe
a seguranca individual, o direito de
propriedade, e a liberdade civil ? Te-
mos sido vexados e vilipendiados at
o ultimo extremo. Nossos gados, to-
dos os nossos bens, e nossas pessoas
estao a disposicatt da arbitrariedade
miis desptica; e nossos campos e po-
"voa appresenta a magem mais lasti-
mosa ; triste fructo de nossa creduli-
dade! Sim, paisanos :" he necessario
convir que p objecto do Governo de
Buenos Ayres sobre esta Provincia he
anniquila-la, porque assim er debili-
tar a forca do Brasil, e que jamis te-
Te, nem pode ter o proposito de con-
serva-la e suste-la, tanto porque co-
nhece que nao lhe pertence por nen-
hum direito, como pela impossibilida-
de de lutar por muitos lempos contra
liiiin poder superior sem contradiccao.
Por isso he que todas as suas provi-
dencias tendem a nossa ruina, e olha
com oceulto prazer nossa destruicaS.
Pelo contrario quaes nao tem sido
os beneficios de que havemos desfruc*
tado debaixo do Governo Constitucio-
nal do Imperador do Brazil ? Nossas
propriedades erao respeitadas, a se-
guranza individual, e a liberdade ha-
viao adquirido todo o seu esplendor.
Regidos por leis sabias descancava-
mos tranquillos no seio de nossas fa-
milias ; vamos com prazer progredir
a agricultura, e os pastos: nossas fer-
iis campias offereciao a imagem ma-
is encantadora e prazenteira ; as po-
voacoes se augmentava5 : o commer-
cio e a navegacao tomavao huma mar-
cha rpida: tudo, tudo respira va abun-
dancia e riqueza: eramos real e ver*
dadeiramente felizes. O Soberano, Sa-
bio, Politico, e Pai de seus Povos,
que todos os seus desvelos e cuidados
sao para bem del les, nos olhava com
predilecto: pois a situacao local da
2 nossa Provincia, fronte!ra com as Re-
V* **. W M V > >* W *' -* j "----
ridade e progressos, com prerere
talvez s outras do Imperio. Natu
irencia
talvez s outras do Imperio. Naturaes
e vizinhos eramos tratados com do$u-
ra, e oceupavamos os pos tos mais dis-
tinctos. Tantas erao as vantagens.

publicas de Buenos Ayres eEntre-rios,
* excitavxo a S. M. I. por sua prospe-
ro
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que desfrutavamos com a nossa uniao
ao Grande Imperio Braziliense.
A elle pertencemos, Orientaes. As
Actas de Encorporaca, d#Acclanaa-
..- TV.- !.._....,* J D*4t-------S I
CttU C l liitldiiii^au, aauuuiiwa^uu, v u-
ramento da Constitui9a5, e mais actos
pblicos, a que havemos concorrido,
| e prestado nosso consent ment, como
o nico meio, que consideravamos ca-
8 paz de libertar-nos dos horrores da a-
narquia, de que tinhamos experienci-
as funestissimas, nos unem ao Impe-
rio com lacos tao fortes e sagrados,
que nao podemos rompel-os sem in-
corrermos no maior dos crimes, e com-
mettermos o maior attentado. Nen-
huin publicista ao 1er actos tao solem-
nes, livres, e espontaneo?, e orienta-
do das circunstancias que os motiva
rao, poder por em duvida o impres-
criptivel direito que constitue a esta
Provincia huma das do Imperio do
Brazil, ainda quando a mesma nature-
za nao marcasse por seu limite ao Sul
o magesteso Rio da Prata: do que
concluir que Buenos Ayres nao tem
a ella a menor accao, e que he huma
violenta usurpacao, atteutatoria do
direito publico, admittido pelas Na-
coes cultas, a que est exercendo so-
bre nos. As consequencias da infrac-
ca a tao vantajosa uuia, nos tem si-
do prejudicialis8mas, e nos precipita-
ras ao nosso total anniquilamento, se
nao tratarmos de precave-lo, infrac-
cao, pela qual tanto se tem empenha-
do o Governo de Buenos Ayres para
o fazer sua incursa usurpatoria na nos-
o sa Provincia. Desenganemo-nos: elle
e tem interesse na destruica desta, as-
sim como o Imperio interessa na sua
o prosperidade e progressos. Uto nao
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admitte contradiccao, porque es fac-
tos assim o tem pa te aleado.
Orientaes : Nao cravemos mais o
punhal no coraca da nossa amada Pa-
tria, e acautelemos os desastres que
nos amcacao, fazcndo conhecer aosde o
Buenos Ayres com o nosso costumado
valor, que umitas vezes o engao vol-
ta-se contra o engaador. O Gran-
de Pedro Primeiro marcha a reunir-se
ao exercito Continental, em animo de*
cuncluir huma guerra, em que nos in-
volverao os Occidentaes com promessas g
capciosas, que nao cumprinto, ncm
comprir. O Augusto Imperador he
Pai de seus subditos, conhece as fra-
quezas do coraca humano, e na5 lhe
sao ocultas as trammas, que nos tem
urdido para lhe faltarmos elidade
jurada. Aprqveitemos ta preciosa oc-
casiao: marchemos a implorar a be-
nignidade de seu coracao ; e nao duvi-
demos que, concedendo-nos o perda,
lancar em eterno esquecimento nosso
desvario. Na5 demos lugar a que po-
nha em exercicio su justo ressenti*
ment. Ajuderno~lo a exterminar seus 8
inimigos nossos tirannos. Kacamos |
feliz o paiz, e nao queirainos velo
convertido em ruinas. Assim proce-
deremos de hum modo digno das ben- 2
caos de nossas mesmas familias, que o
gemem debaixo do jugo mais oppres-
sor, ^volvidas as maiores miserias.
Hum amante da ordem, e da felici*
dade Oriental.
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a Fortaleza, a Tempe*
ranea.
Mas tudo que he honesto nasce de
huma destas quatro partes : pois que
est fundado ou no claro conhecimen-
todaverdade; ou na conserva$ao da
sociedade, dando a cada hum oque for
seu, e mautendo a boa f nos contra-
tos ; ou na grandeza, e mtrepides de
hum animo sublime, e invencivel; ou
em ordem, e medida em tudo que se
diz, efaz, oque he proprio damodes-

\J \Jf. ll.iiij/viUMl.ll.
Vein,


Extrahido do Diario Fluminense,
(Continamelo Diario do S. 64.,)
Das Obrigacobs Civis.
capitulo 4. *


Quatro sao as virtudes, donde tem sua
origem o honesto easobrigacoens
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civis: aPrudencia, aJustica, o
r* i ** 4 -*
MUUUU
partes, anda que unidas entre si, e de-
pendentes huma da outra, prescrevem
differentes, e particulares obrigacoens.
Por exemplo, na primeira parte, em
que tenho col locado a sabedoria, e a
prudencia, se acha o exame, e desco-
brimentoda verdade, como qualidades
destintivas desta virtude. Com effeito
vemos que aquelle, que destingue o
que ha de mais verdadeiro em tudo, e
com maior promptidao e agudeza sabe
ver, e explicar a razad* das couzas, de
ordinario se tem em conta de homem
prudente, e sabio sobre os mais; don-
de se ve, que o exercicio desta pri-
meira virtude consiste as operacoens,
que faz o espirito, examinando a ver-
dade. As outrras trez virtudes obri-
ga todos a buscar, e concervar os me-
ios uecessarios paraasaccoens da vida,
tanto em culivar a sociedade, eaunia
dos homens, como em fazer resplande^
cer a sublimidade, e grandeza do ani-
mo no modo de acrescentar as proprias
fazendas, e de adquerir vantagens a
si, e a os seus, ou (para dizer milhor)
no modo de saber desprezallas. A or-
dem pois, a constancia, a moderacao,
e outras virtudes semelhantes a estas,
alem da reflexao, e do estado peder
hum acto pratico, e s com o exercicio
bem ordenado, ebem entendido das
nossas accoens conservaremos a quali -
dade de homens honrados.
( LonUnuarse-fia.)



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Compras,
I Quera tiver para vender Pessas de
Algoda da America que seja groco e
bein tapado anuncie por est Diario
para ser procurado.
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Vendas.

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2 Quem quizer comprar hum escravo
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6 Que pertcndefazer Roberto-Carlos
Segunda feira 23 do correte pelas 10
horas da rnanlia de varias ferragens a-
variadas eboas na caza dasua residen-
cia ra da Cadeia. N. 37
AVIZOS PaHTICULAT?ES.
7 Quem anunciou ter h-wn Carrinho
para vender dirija-so a ra do Colejo
na Loja de louca e vidros para tratar
do seu ajuste.
'8 Marcos Ferreira da Silva, morador
cm Fora de Portas, anuncia que elle
de Naca Cabinda e bom cozinheiro ; o sabe trabalhar em padaria, e est de-
para rora ua tena dirija-se ama do Vi- 5
gario venda N. 38, 'para tractftf dej |
seu ajuste; pois s vdnde por ro
cmodo.
3 Quem quizer comprar hum Sitio de
trras proprias na Estrada doArraial, g
entre Cruz-de Almas, eMonteiro bem o
plantado de* Laranjeiras, coqueiros, e
outras arvores" fru iteras, cora boa ca-
za de vivenda de pedra e cal, grande;
e bem feita ; dirija-se ao mesmo Sitio
que l achara com quem tratar. O
mesmo quem o quizer arrendar por
auno, ou trienio, se poder dirigir ao
mesmo lugar mencionado a ajustar
com a Seniora D. Francisca Joaquina
do Sacramento, que todo faray tanto
uo arrendamento,- como venda' pois he
a possuidora do "Sitio.
4 Quem quizer comprar hurn escra
socupado presentemente; por tanto a
pessoaque anurtciou neste Diario em
20 do corrente que se precisa va de hum
padoiro pode procurallo no sobredito
Bairro da parte da Intendencia junto
ao Tenente Antonio Ferreira Lima.
9 Antonio VieiraTeixeira roga a to-
dos os Srs. a quem o falecido seu Cu-
- nhado Domingo* Jozede Andrade Ma-
cedo, era devedor, que no dia 24 do
corrente as 8 horas da manha, compa-
rlo Com suas coutas correntes na
venda do dito alecido, e passando
deste dia nao ser valioza a tonta que
aparecer. ; i-
10 Huma Sonhora moradora weata Ci-
dade fas publico queella engoma lizo'
e por preco cmodo ; quein quizer u
tilizar-sQ de seu servico se poder diri-
gir a ra das 5 Pontas caza D. 42 lado
vo crilo bom para trabalhar na Agri- direito que ahi Iht; di rao onde fcvem
cultura em servido de Engenho por ser procurar.
milito bom carreiro, e tubem he sei-
-adjrvquem o pertender comprar diri-
jarse a jrua da Cruz caza N. 230 que
ali achara com quem tratar. .
Le r,\ o
5 Que pertende fazer Joaquim Joze
d'Amorim T>rca feira 24 do corrente,
no armazem da caza da ra da Cruz
N. 22 de vinhos de, Lisboa,. Porte, e
Estrato,-> em Pipas; edito do Porto
ngaritaadoy assim como Cravo da In-
dia* Ac;
r.i------------1 m ,1
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11 Quem quizer e tiver roupa para en-
gomar por prego muito cmodo dirija*
se aruad'Ortas caza D/66.
12 Joze Antonio de Andrade, fas sci-
ente a os Srs. Agricultores, que tcm
suas lavras, e Sitios de plantas no su-
burbio desta Cidade, que elle se presta
ao servico de Admenistrador dlas e
querendo servirem-se do seo prestimo
o podem procurar no Aterro da Boa
vista caza N. 11, para oajflste de se
melhante negocio.

)
3* PERNAMIU CO NA TYP. DO DIARIO RA DiRElTA N" *267. 4$
{ Venderse,na Loje de Livros defwmte de, Palacio a preco de. 60;ri >


Full Text
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