Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00057


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Full Text


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Hoje Sabbado44 de Abril de 1837.
A
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O f!'.
J^| Qs Diarios Fluminenses de .39 de
Marco p. p. e 3 de Abril corriente lo>
$e os seguiutea rticos tendentes a
guerra do Sul. .*;.." *
.... .:
Tendo chepudo a e6ta Capital o
Major Ponca.dilha, partido do Rio
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Na falta de Officias, em que ainda
estamos, do Exereito do Su), nao ser
desagradayel aos nassos Leitores que
lijes appfesentemos hum extracto do
Olicio N. J8 do Presidente 4a Pro-
vincia de>. Pedro., esejipto e^n 12 de
Ma 190 prximo pa&sadc, que encerra
as noticias -que trquxe hum BorpleifQ,
que do ininaigo .passou para o nosso
Exerqito, e deste as recefieu o pregi-

Grande de ,S. ^edro depois de 25 Fjev.ereiro, data dos Otficios, que o Alveaf passou pava;^,outro lado



General Marque de Barbacena dirige
ao uosso Governo ( que ainda nao che-
gara5 ) da accao do dia 20 do dito
mez, sabe-se por elle haver o inimigo
perdido umita gente, e terein sido mor-
tos os Coronis Oribes, >e Brandpien,
licando fcrtdo o Coronel Oli.ver, eique
do corpo, que commaudava Seratyto,
composto de* triis de 300 homens, a-
penas ficara 80 ; que^a nossa parte
perdernos o Marecll Aoreu, o Major
Cialamba, e 200 e tantos homens ; q'ie
o uosso Exereito se acha poetado no
riffftacuhy no passo de S. Loaarenco,
tendo, o iiiirui#o passado para .0 nutro
lado do rio "Santa Mara, c que-pacte
de nossaCavalIaria se aoha em S. Se**,
p, dspondo-se o General Mrquez o
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de S. IWja, eino dw,!5'|nassou Laval-
lega, ^c8ta*f4'8tiMjgoary, Os heri-
dos e doentes, tauto nosos como ini-
migos, fiera em S. Gabriel, com hu-
ma papeleta ;de Altftar; reconamen-
dando-os a hi*uvani4ade do Mrquez
de B^bacerja. Je*ao das-escancias ca-
val los e potros, deixando unicamerrte
as egoas. Os Brazileiros, que se lhe
tem appresqitada vap rezos, # p%
digno premio da sua traicaO. f
I
ifT .j ,l
JUO pf;>JA>ElBO.
Mareo 21 de 1827.
Illustrissimo e Excellentissimo Sr.
deBarbacenaaccuUiuuarjiSGperacoefi., | Tenho a honra-de participar a V.
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(324)

Ex. que no da 15 do corrente pelas g
9 horas da man ha, estando ein vfetaife
Cabo Fro, avistou-se huma embarca- o
cao a Sotavento, que cassei immedia- g
tamente, sendo o vento NNE ; pouco
depois' 190U ella a bandeira Ingleza ; e
vendo que esta Fragata conti 11 uava a
dar-1 lie cassa, virou de bordo fazendo
toda e forca de vela com proa a ESE;
s 11 horas ja se tiuha'fcfastado tanto,
que diminuio de panno, e firmou com
hum tiro* de pe^a a bandeira de Bue-
nos Ayres ; ao meio dia o vento tendo
refrescado muito, pouco depois conhe-
ci que esta Fragata se aproximava; as
2 horas o vento era ta5 fresco que o
Corsario viose obrigado a rinzar as
gaveas, e como pude continuar a se-
guido com toda a forca, aproximei-me
entao muito; 3 horas deitou a pd-
pa, e largou o panno todo ; o que fi-
zemos taobem; s 7 horas da noite
principiamos a fazer-lhe fogo com as
pecas de cassa: entao o Commandan-
te do Corsario vendo quetia poda

FRANCA.

Pams 5 DI
Fevereiro de 1827.
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Pernos recebido noticias de Para-
guay at 4 deNovembro, da em que o
Pbutor Francia reassumio o Governo
do paiz atao regresso do Mrquez de
Guaruay. Este successo foi annlinda-
do por huma Proclamado publicada
pelo Doutor Francia, e subscrita por
Zanedas, como Secretario G**"l. O
dia 4 de Novembro foi designado para
esta solemnidade por ser o dia natali-
cio da Rainha de Portugal D. Carlo-
ta, a quein o Doutor Francia da o Ti-
tulo de Augusta Protectora do Para
guay. Nada se diz nesta Proclamacao
relativo a Independencia do Paraguay,
e nein se faz menca da suposta ceri-
monia que dizem tivera lugar no dia
12 de Outubro.
Entre o Brazil e o Paraguay tem
suscitado huma disputa
Se .suscitado huma disputa de huma
natureza tal que o ultimo tem suspen-
ugir deitou 10 pecas ao mar na espe- 9 dido todas as communicacoes com o
ranea de andar melhor sem artilheria, o primeiro. O Doutor Francia inaudou
porem isso foi intil; s 9 horas j es-
Java debaixo da artilheria desta Fra-
gata a tiro de pistola ; entao arriou as
gaveas, e entregou-se ; na occasiao
de mandar guarnecer a pieza, e rece-
ber a bordo os prisioneiros o mar era
tanto que os dous escaleres que se em-
pregaraS nesse servic^ fora ao fundo,
porem houve a felicidade de salvar as
guarntces: acha-se a bordo desta
Fragata o Commandante, 14 Officiaes,
s e 72 marinheiros.
Dos Guarde a V. Ex. Bordo da
Fragata Izabel surta no Rio de Janei-
ro em 18 de Marco de 1827. Mus-
trissimo e Excellentissimo Sr. Mr-
quez de Macey. Theodoro de Be-
aurepaire, Capita de Fragata Com-
mandante.

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colige que
estabelecer
Paraguay.
estacionar huma forsa martima na em-
bocadura do Paran para defender a
entrada aos navios Brazileiros. Sobre
este objecto teve lugar huma corres-
pondencia entre o Almirante Brazilei-
ro, e o Commandante da Esquadrado
Paraguay: desta correspondencia se
tem havido pertences de
o dominio Brazileiro no
O seguinte he a maneira
porque o Commandante da Iwjuadra
de Paraguay se expressa em sua res*
posta ao Almirante Brazileiro;
Seria peroro entregar-se a huma
crassa ignorancia^o que se tem pas-
eado para ignorar as intences do Mi-
nisterio do Brazil. Elle he quem tem
semeado a discordia, e plantado a re-
voluca, e tem protegido os principa-
es agenten desta revoluca, uzurpan-
2 do a banda esquerda do uraguay. Pa-
5 ra destruir a Missao do Paraguay elle
engaou o Gabinete de Madrid por in-
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trigas de todas as qualidades derigidas
pelos Inglezes, os quaes tem feito mil
vexames a Sua Magestade Catholica.
Em fim foi elle quem mandou huma
constituidas para Lisboa com o fim de
formar huma guerra de partidos, e
desta forma habilitar-se para executar
com iinpuuidade os seus projectos em
nosso Hemisferio ; mas tudo est des-
cuberto. E deve por ventura o Para-
guay continuar a ser hum indiferente
exoectador a tanta uerversidade ?
# *
Paraguay deve proteger-se asi mes-
mo contra as intrigas de falsos amigos.
Ser por ventura decorozo qne o Pa-
raguay se unisse com o Brazil sem fa-
lar ao menos as justas queixas que
tem raza de fazer, no momento mes-
ino em que sua Augusta dignidade he
insultada ? Se as Leis fundamentaes
da Monarqua Portugueza, em conse-
quencia da morte.de Joa5 VI. garan-
ten a Rainha a Regencia do Reino, e
se nao cumprio esta legalidade, e se
Pedro concente que as instituicSes do
seu proprio paiz seja desprezadas,
sem que de huma satisfacaS da confi-
dencia que nelle depozitou seu Augus-
to Pai, pode Paraguay ser bein trata-
do por elle ?
Finalmente he do meu dever de-
clarar que he do nosso dever despre-
zar e regeitar como desuecessarias pa-
ra o Paraguay as relaces que os lm-
>eriaes Brazileiros pertendem estabe-
ecer. |Eu nao posso por^nto acceder
a seus dezejos, e nem receber outra
alguma conunicacaS da sua parte. Ta-
es sao em substancia as minhas ins-
truccoes : taes sao os sentimentos do
meu coracaS, que eu estou pronto a
sustentar com forsa que me fOi confia-
da, e para isso sendo necessario der-
ramare a ultima gota do meu sangue.
Aguerra entre os dois paizes pare-
ce ser inevitavel, as municipalidades
todas concordaras dar ao Governo gra-
tuitamente todas as suas rendas afim
de que o produto seja applicado a ma-
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utencao da forsa armada. Os pro-
pietarios so reservaras para si quanto
seja necessario para sua manuteiicao.
( Do Journal des Debats no Times. )
Variedades.

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. Hum Medico achando-se hum dia
em conversa com alguns amigos em
huira estalajem e caindo a conversa so-
bre cazarnentos disse elle eu tenho
tres fi Ihas mui bonitas e a cada huma
dou de dote des mil cruzados; e assim
mesmo nao acho ningnem para as ca-
zar : hum lrlandez que estava prezen-
te, fUzendo huma grande reverencia
d3se -Senhor Deutor eu tomo duas
del las.

A Camera de Tipperari, em Ir
tanda em huma SecaS extraordinaria
para tomar em consideraca o estado
ruinozo emque se achavaa Cadeia da-
quella Villa, tomou as seguintes resol u<
c,Ses, e forao publicadas as Gazetas.
Primeira decidio-se que a actual Cade-
ia he insuficiente, e resol veo-se, que
se edificase huma nova. Segunda Re-
sol veo-se que os materiaes da Cadeia
velha sejaS empreados na construcao
da nova. Terceira Resolveo-se que a
Cadeia velha se nao desmanche em
quanto a nova nao estiver acabada. .
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COMPFAS.
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1 Quem tiver, e quizer vender pe-
dras lavradas tiradas de qualquer edi-
ficio, ainda que sejaS de diferentes fi-
guras, e qualidades, as quaes possao
servir para se formarem as cabecasda
Ponte nova, que se vai fazer na Mag-
o dalena, procure na ra do Queimado
a Joaquia da Silva Pereira, pelo qual
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ser immediatamente pago tem boa es-
pecie do prec/O, porqu se ajustar.'


Fgidas de Escravos.
2 Nodia 8 do corrente fugio hilrna
negrinhade 9 JO annos cujos signa-
es sao or, seguintes : tem o corpo pro-
porcionado a idade, bastantemente
gorda, olhos requebrados, orelhas fu-
radas, hum dedo do p mais pequeo
que o mnimo, de notne Mara, de
Na9ao Ambaca; levava vestido saia de
chita azul (ia Fabrica dcramageos lar-
gas com babados depila, e cabeceo de
bertanha sem mangas, e sujo: quem a
descobrir, podelevalla asa dona Jo-
aquina Mara de S; Jofc moradora na
ra do Fogo defronte dobfcco da Bom-"
ka, e ser pago do se trabalh, '
Avizos Paticlares.
estrangeira, brteoftAs a Italiana, ce-
bollas de picado a Francesa, rexeiadas
a Poitgnitt, almondega* aHespa*
nhdl, costeletas a Milaneza, de mo-
lho Franceza, a-asadas, a Portuguea
oves cin molho pardo1 a Franceza,
carne de [terco om ir/olho a Italiana,
carneir ensopado con* batatas a Por-
ro gueza, costeletas do mcimo com mo<*
rho de salsa, gotead as oom molho dou-
rado, preztinto de fiambre a Portngue-
za, galinhas rexeiadas com molho de
mostarda, iariihaas,assadas, rangos
com molho a Genoveza, ladrllhados a
Italiana, batatas com wrolho fingido a
HespanWaVbrijoias de massacom pi-
cado, mrcelas de molho a Geno-vea,
IcitSes do rexeio a Italiana, tortas de
ditTerentes qualidades, podiris dictos,
timbaes, pasteliuhos de picado, e ou-
3 A caza de pasto do beco da Pol | tras militas iguarias excellentes, tudo
junto a Praca da UniaS sobrado N. g por preco muito favonrrel.
55 primeiro andar, no Domingp 1 do g 4 Na caza de pasto das tres Nacoes
corren te vai appresentar a Societrade, | cita na ra das Cruzes, noBairro de S.
hum nov espectculo de perfelcao, o Antonio vai-so continuar ( Domingo
tanto no fabrico demanjares exquisitos o 15 do corrente ) a servir ao respeila-
pelas maos de hum ba'bfl- cuzmheiro, vel Publico, com todas as diferentes
notamente aportado este paiz, e aba- ? comedorias necessarias a qualquer Se-
lidoa-mQ4tbsatm6S neste exereicio nhorquedellas se quizer utilizar; e
en#re Os^ortu^fefcjes, fcNacoes estran- g gozaran o pievy|egio dfetodo'asseio e
prpmptida ; e igualmente niais com-
modos dos seus amigos puecos.
5 Domingos Joze Pinto preto capas,
fas sciente a todas as Pessoas que qui-
zerna o encarregara dispachar, sellar,
entregur papis para todaequalquer
parte dnija-si Lj^ji de Livros defron-
re deJPalacio^ue la o aehar.
6 Sbado de Aleuia se abre hum no-
v assbgue na passagem da Magdale.
na de muito boa carne de vacca bem
gelras-^otim^nao menos no asseio, e g
a^f^tto'^S^rve'rites*:' todas as pe'sso- g
a*s, qw'e riiizfem 'gozar" dests prodiic- o
tos da Natareza, A*te,.podero com-
parecer as horas, que hes* apr'pver,
fieamdo certas, tje sellrenao^ ap-
presentar'em^ifferntipsAiasas delica-
dezas seguintes Sopa de pa5, de pu- g
r, de massas aVTtiYersas qualidades,
- mao de vaca,
e macar rao a Italiana
rim guizado, estrufado, sado, lingua*o
de molho, de fricass, ladrilhada, car- | gorda a 8 patacas par arriba e quatro
ne estufada ft italiana' ensopada "a o v inte lis por libra. Todos os Senho-
resqnesoquvzerem utellizar ou man
Hispanh rwtiami, rex-eiada aTHaliara, bies a
Porttvgiwwi ;d :fricass; a^lrillrados,
robifeB or^ii bttft^ rag, cbid(^ua
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drem bitsbar era 0?uUo bem servia
dot^nt utlitaoomo no pezo,sem
falta. "
P i I---------i KM | ........'-
$& PERNAMBUCO NA TYP. DO DIARIO RA. DIRE1TA H ^267 -%
VedeHBe m^Loje -1-1


Full Text
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