Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00054


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Full Text
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N.78
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DIARIO DBPBRNAIBf O;
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lio je Tere Fefra 10 de Abril de 18*7.
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S. EzEQUIEL PROFETA.
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Preamar as i horas e 6 mtnutos da larde.
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(Continuado d* N. antecedente.)
A
_ Gazeta de Lisboa tem publicado,
e nos copiaremos n'ou tro- o contrac-
to de Espqnsaes entre S. A. R. oSr. In-
finite, D. Miguel e a Senhora Rainha D.
Mara II. Com que perversidade, ea-
fronta se invoca o norne de S. A. para
dcsKolar hum remo,, que elle de ve re*
ger, e que tem os mais justos ttulos a
sua benevolencia, o attenea ? No em
tanto que S. A. segu os dictares da
honra, e da probidade, que deve ser
nseparavei das acces de bu ni Princi-
pe, e se torna dign da estima de seu
Augusto Irnua^ altas personagens, a
quem a sua reputaeaS devia ser cara
por mais de huma raaa, postas dctraz
da cortina procora aze lo aborrecido
ahuma Nacao que quiere* reducir a
cin/.as, para sobre suas ruinas se le-
vantar hum throno, que regado f>elas
lagrimas da publica desgrana, envene-
ne o prazcr, que S. A- deve ter em rei-
nar sobre fera povo digno de melhor
serte. Mas uno ser completada a obra
da malJade, S. A. tem tufortuna de
que h+ye sao- lw;m conbecJos s us no-
bres seuMweatos, e que o Povo Por-
tugus unido com seu generoso alliado
hade sustentar fiel e-honrado os direi-
tos, que S.. A., R. tem adquirido a
throno Portuguezy em consequenca
dos contractos, que S. A. acaba d
solemnizar na presenca de S. M. o
Imperador de Austria, a quem por
eerto seria pouco airoso promover, e
ultimar hum negocio, que nao fosse
igualaos principios de justica, me S.
M. professa, e aos dfceitos da legitU
midade, que o rnesmo Sr. defiende.
A Naca5 Portugueza hade verificar
aquellas palavras do Ministro Ingl'ez,
apreciando, e mostrndole digna de
receb? o dom d S. M. o Sr. D. Pe-
pro" IV'. palavras, com que nos simpa-
thisamos, e por isso de novo as copi-
amos. '* Pelo que diz respeito a natu-
" reza da Carta, eu nao sou chamado
* a dar aqui o meu parecer. Por cer-
" to que eu tenhe huma opiniao so-
" bre ella, maS como hum Ministro
91 luglez s6 direi, que Dos ajude to-
" do o esforz para a extensao da li-
'' berdade constitucional, e possa to-
* da a Nacao, a que ella se estender,
mostrarle disposta a receb-la, e
aprecia-la, e capaz de desempenhar
" os seus deveres entre as demais Na-
" cees da Europa. Por certo que
esta he a linguagem de hum coracao*
nutrido, e educado no seio da liberna-
de r ujo sentimento se conserva inat-
terave, a par do amor d justica na
Nac.a Ingieza. Esta he a linguagem
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(312)

de hum sabio, que rege ps destinos de
hum poiro^ ^ue tem tido htim s ca-
rcter n5 caminh da liberdade, e que
se tem sonido todos os horrores de hu-
ma guerra civil, nao tem dado depois
o espectculo de huma volubilidadc de-
gradante. Se cometteo excessos, foi
jiara ee4hr o sazonado fructo de huma
justa liberdade, e tem tido a coragem
de nao sofrer a testa hYseus negocios
sycophantas, que o tornem em vil ins-
trumento para se cometter toda a es-
pecie de barbaridade, de traicao, de
vinganca em hum povo numeroso, e
que poderla oceupar hum istincto lu-
gar na ordem das Naeoes, quando nao
tosse victima de tanta supersticao, e
ignorancia, y
He para sustentar .este carcter, he
para arruinar estes principios, que se
deve empregar toda a forca da elo-
quencia, toda essa vastida de conhe-
cimentos em literatura, que possuem
esses homens, que a r renga 5 da Tribu-
na, os collossos que nao -.tem ps de
barro -; mas que ja tendo hun Genio
a sua frente, sofrera os reveses, que
lhe soube arraigar esse.outro que os
tip, segundo appHiao to Orador. He
pena, que se empreguem grandes*en-
jjenhos em[tao ruim causa.
I*orem a pozar d todos osesforcos,
com que o partido anarchista perlen-
de espalhar a incerteza, e confuzao
por mio das contradictorias e exa-
geradas noticias insertas na'" Quot
diena, e outros jornaes Francey.es, ja
nao he hoje hum problema., qual deve
ser o desfeixo desta ta aportada crise.
Os destinos de Portugal, da Pennsula
quj$/da Europa estao irresistivel-
mente fixads; e a liberdade, que de-
pois de seclos ali jazia debaixo das
ruinas de sua paspada grandeza tornar
j* a reviver. O Grande Pedro vi,.
dando a Portugal huma Carta consti-
tucional em 29 de Abril 1826, derro
cou osprojectos liberticidas do Jezui-
tismo, cortou o fatal n, que empeca
a civilKa$ao da Pennsula, e trifbaddo
a estrada da verdadeira Gloria, se ad-
g qiririo hum rime inmortal, tornando-
g se o amigo d huinanidade, e o resti-
g tuidor da liberdade a sua Patria, o li-
bertador da Peninsuia, e o consolid-
dordos destinos d'America-. A ta
Magnnimo Coraca quem negar a
preferencia ? Quem deixar de secun-
dar seus projectos ?
( O Cruzeiro.' )
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PORTUGAL.
Malo pater tib sit Thersites dummodo tu sis
/Eaciiiaesirnilis, Vuicaneaque arma capesses,
Qum te Thrsits similem pi'oducat Atbiiles
O (*) Juvenal.
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Quai'do vemos tallar nossos cam-
pos huma guerra estraugeira, e nossos
naturaes inimigos andados por lumia
lacean puramente aiuiuacioiral, queja
se nao cobre nem com os pretextos de
imaginarios direitos de uma aita per-
o sonageui da Real tatnwia, e onde ain
o da veste essas cores, j tao frouxaueii;
te, que bem claramente s*e v nao sao
esses seus fins verdadeiros; he para
nos pejarmos decruelssiuia vergonha;
g e tomramos nos poder esconder ta in-
famante espectculo dos ollios da Eu-
ropa, e do mundo civilizado. JNapo-
de ter anda esquecido anobre cous*
tancia que por tantas vezes ameacada,
os Portuguezes sustentara sempre sua
independencia, preferiiido toda a sorte
de calamidades a nica para el les in-
supportavel a doinmaeao estrangeira.
So este galhardo espirito com que se
criou, e progrediu a nacao, podia con-
servar tantos seculos huma potencia
g ta pequea com poucos limites natu-
g raes, e co^ra ta porfiada e valente cu-
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(*) Mil vezes antes de Thersites FIIh>
| Qual Achules, indmito vestisses
O Viilcaneo Pavez, do que de Achules
Vil Copm de Thersites descenders.
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bica estrartgerr!.' Este espirito nos fetf ;
emprehender a guerra de Berbera, t pa-
ra alargar para ttlH 'os couius do relo,?
e consolidar tiais a suspirada indepen-
dencia, objecto de todos os cuidados,
desde O gabinete do Rei at o derra-'
deiro dos subditos. Este espirito nos
deu a ousadia de franquear os mais
tanges mares, para ir bascar no cam<
mercio eha conquista nvos roeios de*
segurar essa mesma independencia, E;
se examinannos com reflexao a histo-
ria portugueza, na5 veremos quasi hu->
m guerra, huma empresa sustentada;*
otf concebida'cota outro fin*. Est va. o-
reservado papa os militares portugne-.
zes de boje o fugirem para Castela,
alliarem-se com -oT-'teifnoos inimigos
de nossa independencia, entrarem nos-
sas frouteiras com OS topes ecores hes-
ianholas, ajudados e dirigidos por el-
es, e proclamando a atn, gal cm Hespauha! E* vergonhaesta,!
he uodoa que nao sabemos como nun-
ca se possa lavar d'ellao neme-portu-l
guez. Certo he que raro he o homem
distincto, que entra na vil couspiraea
dos estrangeiros: algum fidalguinho
de muito moderna edisputavel nobre*-
za, algum sacerdote immoral, e dos
poucos olfieiaes militares, a rale do e"
xercito. Nem hum so en orne nen tra-
mos n'essa lista de bandidos, de que se
lembre a historia denossos tempos he-
roicos, ou que -record a memoria de
nossas derradeiras e gloriosas cmpa-
nhas. Silveira' apenas deixaria a'lgu-
maduvida, se nao conheceramos hoje
todos, que a desmesurada ambicio d'es*
sa familia insaciavel, he o nico movel
de suas accoes todas.
Consolednos essa observacaS ao
menos. Valha nos para desafronta ver
por outro lado, que a antiga e verda-
deira nobreza, que conta no numero
de seus ascedentes os maiores hroes
de nossa historia, tem tomado a si a de-
fezados iudisputaveis direitos donos-
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so legitimo Soberand^fe da liberdade
da naca. N'esta luctu ve-se da parte o
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dos estratlgeiros os traidores* os fan-
ticos, os hypQcrUas* e a canal lia; i da'
nacional a grandeza, os taentos,.o ho-,
metis de ben* a propriedade, a indus-
tria, ern huma palavra, todos osdiifei-;
tos, e todas as virtudes. Mal soa o
grit^ dainvasapsoacitanlo a rebelda,,
e eis lojgo appar,ece a maioria da i\o->
breza a mostrar,se, .fiel como semopeJ
T^fios os nobles pares a porfa offere^
cem-se a marchar contra os rebeldes,
e. parte d'elles vao como; voluntarios
alista re n-se debaixo das bauueiras da
legiti.midade. Seus noines que publi-
camos no nosso numero 2^ attestarad
ao vindouros este fei(q i inmortal, em
quaiito pela geraca presente serao re?.'
petidos comrespeitoc veneraca. IJir.-
mes.e inabaaveis na carreira da leal-,
dade, e da honra, hum dia vira em que
potjerap dizer aos seus descendentes;
- Nos nao doi mimos a sombra dos lou
ros, que nps deixara uossos avoengo^;
taQ^eip cujdaoips de nossa propriaglo-
ria, j e merecemos por nossas aeces o
que a sociedade tributava a nosso nas-
ci mente. 1 mi tai nos vos para serdes
verdaderamente dignos do uome q;ue
vos transmittimos. Eis aqui oque es-
ta casse respeitavel dir, sem medo de
ser desmentida. .. ;._ ,
. DCrfis podemos alibitamente affirr
m^r que nunca duvidamos de que a;
nossa Carta achasse na Aristocracia le-
gitima o seu maior baluarte; bastante
no-lo diza historia patria para nos nao.
ser cstranho que a nossa independen-
cia e naciouaes institnices sempre ti-
ve rao para, sua defeza a espada, o s#n
ber, o sangue, e.agenerosidade dos
grandes. Com elles o grande A fio n so
Henriques lar^ou os fundamentos da
monarchia, o braco de D. Paio Correa,
edos seos briosos cavalleiros daordem
d# Sao Thiago, deu aposse do Aligar-
ve (cuja conquista comeara D. Sancho
II.) a D. Affonso III. Quando pela
morte de D. Fernando i> reino pelos
mal concertados ajustes do casamento
de D. Brites, eas intrigas darainha D.
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(814)
Leonor estove m rio de cahtr na a- g Blasfemar' e de haver dito |injuras
borreeida dominact de Casteli, foi a contra oHei e contra of-Magistrados-
co|>eracac> de nossofc dignos fiel algos g daCidade: estes que qnen. vin&ar-
qnein pez acoroa na cabera deD Jo* g se n6 tardaraft em pronunciar contra
al. depoisde haverem em lenhidas o ello huma SenteDC,a severa, edecon-
e ammdadas batalhas sacudi do nos- demnalo como criminlo de leza Ma-
so territorio a aluvia6 de estrtngeiros, o gestade Divina e humana: a Senteuca,
que o envadirao .. Nao conseguir Fe- | fe* man Jada a Frederico para a confir-
iippe sentar se rmsolio portoguez, se | mar i elle escreveo ao p delta: se es-
.ilUiirru/-jiln Iklus.fV'limu ((Mitra i)< OS
.oar-lhe: qnau-
dsse contra miro
contra a opinia6evfttod'aquella cas- ou Jh'as perdoo; masquanto as quo
se vafcnte.e Ilustrada, emprebendeea g disse contra os Magistrados deve ser
ta funesta viagem, levado de sugstoes f. punido e por sao ma*4o que seja pre*
zo por vale e quatro horas.
Si 1 : '
-

Vendas.
Qnem quizer comprar hum carri-
jezuitiras, que nao so forao causa da
mOrte d'este Rei gnerreiro e inexperi-
ente, mas entregara ao alfanje monro
a maior parte da nossa fidalguia, der-
xando gemer o resto por largo iempo
noscarceres de Marrocos. A nao ser
assim, o ejercito de Castella, as ma~
chinaces daustraes, eootiro d FellipJ 2
pe, encoB-tramS em Portugal... a mes-
masorte, que elle encontrara na Hot-
landa, eseu predecessor nos campos de. g
Aljubarrota........Certo he que em o
1640, logo que achou occasia5 ppor-
tuna naohesiton em quebrar os ferros |
da patria, e arrostrar o poder da entaS
primeira potencia da Europa. Qm-
renta hroes, no curto esp^o de trez
horas, desarmarao as guardas do pala-
co, fjrendera a governadora Buqne- I
zo de Mantua, arrojaras pelas janellas %
do paco, o traidor Migttet He Vscon-' J
cellos, portugus? df generado, qoeser-
via de secretario de estado, e menos
.
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1
nho de quatro rodas eiu limito bom es-
tado porque nao servio anda o qualt
leva seis pessoas ou mais porque tern
trez senlos, e se da por pre$o cmodo
anuncie por este Diario para ser pro-
curado.
Qnem quizer comprar carne de car-
neiro, ou de porco, dirija-se a ra do
Calabouce por detras da roa Nova na
caza N. 438 que fallando na vespera
ser servido, e tabena vende Mautei-
ga de porco.
AcHADoa.
i :
3 Quera pereohumatroxa de rpupa,
no Recife dirija se a raa Nova caz*
reo, mnos infame. qe'es7s quper" I N. 30 que dando ossigimes certosi
tendem boje tornar a patria ao jugo, | ser entregue,
em que elte so forcejara por conserval- o
ia








Variedades.
Hum soldado que costumava embe-
bedar-se foi aeuzndo e convencido de-
AVIZOS PaTICULARES."
4 Quem preczar de huma mu/her que:
sabe coziuhar, lavar, engoman, eo ma-
is servido pei'tencente ahuma caza di-*
rija-se a ra Direita caza D. 16 part
tratar do sen ajuste
& PERNAMBUCO NA TYP. DO DIARIO RA DflaKlTA N * Vende-te na Loje de Li v ros disfronte de Palacio a pre^o de 60 r

PA6INAPA0 INCORRETA


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