Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00043


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Full Text
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-J___sL.

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1
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N. I3S

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DIARIO OE'PBttNAMBUCO
'

Hoje Tersa Fera 26 de Junho de 1827.

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1

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B
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S. Joa, e Paulo Irs. Mm.
.


.


ff
^ Continuado d ft. antecedente.)
;



Preamar as 5 hora e 42 minutos da tarde,

-
abertura das Cmaras se manifest, nos
Povos, que ozao do systema Reptfe
tentativo: ahi estao todos a espera des-
tes discursos, como aunnncios ie gran-
des acontecittientos, e filies setveflD k
base a grandes movimentos polticos,
como a grandes especulares mereailtis-,
o que prov tiem que o Governo nao
por mera ceremonia faz aquella decla-
racao, mas para esclarecer a Cmara
sobre os mais importantes negoci* pn*
blicos. Eu como Memoro da Commis-
?a nad tenho que me opp&r a este pare-
cer, mas supponhamos que nao" emVa*
va na Commisrao, e que tinha que Com-
batel-o, na6 devia entrar no fundo da
idea, nao devia approvar, ou nao o me*
rito da guerra, e entrar nos principios
que tevn o Governo de fazer a guerra ?
Pigo que be huma verdadeira peca, mi-
nisterial, que admitte discussao, e que
os Srs. Diputados, se tivrem que fal-
lar a este respeito> be agora occasiao
propria.
O 8r. Souza Franca : ** Sr. Presi-
dente, eu nao nenho espirito de contra-
di 9a por aso tao pouco me importa
que passe a reposta segundo a Minuta
fin ciiseussaft, como que se emewdte.
O que quero meramente he que o
publico do Brasil conheca as razSes, en
que fundo as minfcas opinioes em ma-
terias [polticas. Quasi todos os prih*
e preciso queentremosbem no que
he Falla do Tnrono, e por consequen-
jcia qual deve ser a resposta. Nos nao
temos mais do que seguir o exemplo das
Naces velhas, o veremos omo ellas
olhao para a Falla do Tbrono. A Fal-
. la do Throno, Sr. Presidente, cum
quanto ella seja pronunciada peja Pes-
soa do Imperante, e revestida de toda
a pompa, e apparato da Realeza, he
reputada huma declaraca dos principi-
os, que dirfgem o Governo; be reputa-
da huma expressa do systema, que o
Governo tem seguido, e tem de seguir
na administrac.au publica: so pois ha
reputada nestes termos, he ella huma
peca ministerial, que tem por principi-
os o esclarecer o systema que o Minis-
terio tem seguido, e que quer seguir,
porque o Throno nao faz mais do que
declarar a marcha, que o Ministerio tem
formado como base de conducta; e senos*
so systema d administraeao anda prjn-
cipia, he preciso que nos poseamos dis-
cutir este systema, para nxar esta idea
saber a conducta, que deye ter esta
Assemblea.
Para proya de que a Falla do Thro
no be peca ministerial basta observar-se
a anciedade. que na aproximaca da

.

11


ir- v-:--^n,r--
x-
MM

538 >.vi
pos, que ouvi expender pelos Srs. O Sr. Ltll Cavalcante: Prescin-
Deputados de opiuia contraria, podem w diodo da questa se a resposta a* Falla
ser convertidos a favor do meo voto. do-Throno pode ou irad ser discutida;
Dicerao os Srs. Dcputados huns que a no que nao pode haver duvida, por isso
Falla do Tlirono era ministerial, coutros que k*3 hum parecer de CommissaS, que
que nao podia ser discutida: eis huma tem de ser qm nao approvado por esta
contradicafl qne'na pssb admitir. Ora, Cmara, e que fica serdo huma resolu-
Srs. a ser ministerial a Falla do Thro- cao, quedeve assentar sobre discusa,
no, e nao de Etiqueta, por isso que sou impellido a fallar ( embora passe o
trata dos objectos de adminstr.acad, dos parecer ) pelo dever que tenho de sa-
quaes os Ministros devem dars contas, tisfazer confianca de in. os Constituin-
que nao dera, e se negarao a dar na
Sessao pausada, recabe a acusacao so-
bre a Falla, e loge devem ser aecusa-
dos os Ministros, quando por ventura
se entenda que ella nao he Constitucio-
nal. Ora, isto he, o que se nao pode
concluir. Por tanto, tudo que *cum-
pre a Cmara fazer he dar as Gracas ao
imperante pelo acto da Abertura da As*
semblea, e nao he necessarlo respon-
der palayra por, palavra, sobre as pro-
posites da Falla do TUrono, que na5
esta' referendada por Ministro algum;
sendo certo que se pode tomar tal vez
algum a expressa Ueste, ou uaquellc
sentido menos exacto; assim acho que
vai bem concebido com o primeiro, e
tes. Kstou espantado de ouvir nesta
Cmara, que se de ve responder com
hypocrisra. Nos somos Representantes
da Naca, e devenios dizer com fran
queza e diguidade a opiuia geral da
Nacai. Nos nesta Falla prometemos
coadjuvar ao Govemo na'Guerra do
Sul, na lisongeira presunpca de que
o Govemo teuha obrado com toda a
circunspecca, e prudencia: estapre-
sumpca nao existe nesta Cmara: e
devemos dizer o contrario do que senti-
mos ? Diz-se que nao podemos dizer
o nosso parecer sobre a Guerra-do Sul
sem ter esclarec meo tos; enla respon-
damos isto mesmo, mas nao finjamos
httrta pr-tsumpca, que nao temos, t O
ultimo S., .00. qual se faz referencia dirtito.de declarar a Guerra, he do Go-
gejal a todas as proppsicoes, que em
particular yero enunciadas na Minuta,
Eu entendo que a Administracao da Fa-
irenda-vai mal. por causa dos Empi'ega-
dos, ,;e na5 por fa,ltat de Leis que cohi-
ttt${;os. abuzas ( Apoiado geralmente;),
e qanto Administracao da Juslica, se
verno, a Cmara nao se pode oppor ao
que o Govemo fez; authorisado pela
Constituido, mas dizer a Cmara que
coadjuvara' ao.Goveruo na presumpca
que a Cmara nao tem, uisso uo posso
convir. ta .-.
1 \ Se a iGuerra. he Tribunal competen t e
necessita de reforma, jia yjejoeu todava para decidir dajusfa das Na^es,>e-
que os Ministros da Justina tenha tni" ta os seos resultados: deyem alterar os
ciado Leis, que julgueftvconvenientes Direitosdas Nacpes. Nao duvido.que
para o seo melhor andamentp;, obstan- tenhamos combado esta Guerra com
do do modo possivel aos abusos para o justica, mas resultado tem feito- mu*
99WLW--lat-.y'Q:fl->berar.obfcelles. dar as circmistancia*. Os negocios, da
HfWWP IMffl $WWftW5ftW*] e,que vplte a.Falla
a Commissa para este fiui.; Nao man-
do a minha Emenda a-Mesa: se & Ca-
mara quizei que passe assim, passe : e
se jiao, faca o que quizer, o publico sa-?
bera'.amiuha. opiuia, que;he.oJm do
mc9 Discurso.
0
*!%.. .
G^rratvao mal, eUlvieaja' ua possa
acabarfcem. Sera>C;n*w >pometfcra
sua coadju.va$a, daqui pomo vira',
o Govcruo l'azer proposta pedindo o
necessario para a sustentacao da guer-
ra, fundado.em que a Cmara tem pro-
mettido essA coadjuvacji. -Por isso" me
. #ft .parece dever-sedizer que a Cmara, sem

-r-r-


tr
"""
(539)
ter os nessesarios eselareeimcntos, nao
pode responder sobre este objecto; e
que (piando os tiver, responder.
O Sr. Maia: En esperava, que
as razes dos Srs. Deputados me deso-
nerassem dos escrpulos; mas apezar
da defeza feita ao parecer da Commissa,
elles -anda me peza. A resposta a
Falla do'Throno ou Heve ser limitada
a agradecimentos ao Chefe do Govcrno,
e ministerio pela sua cooperado para
felicidade da Naca, que he o que me
parece mandar o nosso regiment, quam-
do lhe.chama Mocao de graca, ou deve
ser ampio e generalizado. Se es(aMoca5
de Grabas deve ser mais ou menos ampia,
e*ta he aquestr para mim, e de quai-
quer modo que se resol va, devo lembrar
a esta Augusta Cmara qne esta resposta
se na5 acna ern termos de merecer a nosv
sa anrovacao, como entendo, porque
se ella somente ha de conter gracas, de-
ve somente restringr-se a agradecer ao
Chefe da Nacao o cuidado, e vigilancia,
com que tem zelado es interesses da
NacaS, e acho que neste caso a respos-
ta passou destes limites, pin que se de-
via conter: e se ella ha de ser ampia,
e fazer explcita menca de cada hum
dos pontos, como aqu se tez, o argu-
mento de que, sendo a Falta do Thro-
ho por Artigos, seria falta de civilida-
de, e grosseria o nao responder asper-
g! ritas, que se nos faziao; enta5 eu
acho que esta resposta da Commissa
he diminuta, porque nella se na5 falla
em todos os pontos, e nao trata v. g. na
precipitada despedida do Encarregado
dos Negocios da America do Norte,
que parece ser ponto interessante na
Falla da Throno : alem de qu, se de-
venios responder artigo por artigo, en-
ta parece que o deviamos fazer com
a franqueza, e boa f, que deve ser in
separavel desta Cmara, mas resta a
perguntar se podernos enunciar esta
franqueza, e boa f. Hum dos lllustres
Deputados, que tem redigido esta res-
posta da' a entender que nao o podemos
fazer, porgue nos faltad esclarec mri-
tos, e s fundados em presiimpcao de*
certo na5 podernos dar huma resposta
cathegorica, qual deve ser conforme a
franqueza, e boa f, que devera' reinar
sempre nesta Cmara. Nos vemos que
nao se responde, mais do que na Sessao
passada, e o qu se seguio foi que a res-
posta da Cmara fosse entendida com
mais amplidao do que eta Cmara ti-
rina tido na sua intenca5. Por tanto
se nao podemos fazer esta especfieacao
dosarligos, respondende francamente,
e com boa f, devenios limitar-nos ni-
camente a ratisfazer ao nosso Regimen-
t dirigir a M0510 de gracas ao Gover-
no pelo interesse, com que tem n>romo-
vido o bem da Nacao, e nada mais. Eis
como, e porque desaprovo a resposta
da Commissa.
O Sr. Cimba Mattos: Ouvi di-
zera bnm nobre Deputado que os nos-
sos negocios no Sul nao podiao acabar
bem, e que va muito mal. Nao sei,
Sr. Presidente, como isto se possa a-
vaucar nesta Augusta Cmara." Huma
vez que a Guerra do Sul he reputada
guerra Nacional: huma vez que o Po-
vo do Brasil, e esta Augusta Cmara
deseos Representantes entender que
a Guerra esta' incumbida a sua honra,
e dignidade, hao de aparecer milha-
res de soldados, hao de vir de todas
as Provincias para defender as Ter*
ras, as Pracas, os Portos do Impe-
rio, que forem atacados. O Imperio
do Brasil tem 4 a 5 millmes de habitan-
tes, tirando hum homem de cada cem
almas podemos apresentar 40 mil solda-
dos de Linha para o Campo de Balalha,
e 200$ miliciannos para defender o in*
terror das Provincias: e nao podemos
com tanta Tropa fazer a guerra vanta-
josamente? Sr. Presidente, nos nao
estamos no apuro, nos veremos desen-
volverse o patriotismo : nao faltaro
Cheles intrpidos, para os Corpos, mas
henecessario que se faca exemplos si-
milhantes aos que houve em Inglater-
ra com o Almirante Bingh, o com o
General Whitelok. ambos nos tem pos
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' III w**
(540)
do immortal Pitt. 'O Almirante por nao
se oppdr passagem da Esquadra Fran-
ceza, em que bia o Duque de Crillou
para a llha de Minoren, tai fuztlado na
popa de hu Nao, e o General Whitelok
bi expulso pela suafraqueza, e cobarda
no ataque de Buenos Ayres: desde que
isto acconteceo, nenhuin Almirante, ou
Gencraes nglezes cederao a folias in-
feriores. Quaudo houver hum exem-
po entre nos, ba de accontecer o mes-
mo. Quando hum General souber que
o seo desmazelo, a sua incuria, a sua
incapacidade pode ser provada, quando
houver homens, que tenha animo de
os aecusar ao Governo, entao ho de
aparecer hroes. Teremos Gamillos,
teremos Fabios ho de apparecer no Im-
perio homens, como Tureune, Washig-
ton, Wellington, Saxes, Vauban, e
outros hroes, que fazem honra as Na-
coes Militares da Europa, e nao se po-
nera, dizer o que acabou de avancar o
Illustre Deputado, huma vez que.se as-
sentar que a siistcntacao da guerra he
de honra Nacional: Nuucapasse a idea
de que os negocios do Sul estao perdi-
dos. Por este modo quando. nos decla-
rar- mos que esta guerra he da honra
Nacional sustental- a, ha de haver exer*
citos, ha de haver soldados, e entao
veremos se se desenvolve a coragem
lrsileira e se nao toruno a apparecer
os celebres dias de Pinto, de Bandeira,
dos Curados, dos Oliveira Alvares, e
e outros grandes homens, que ainda
existem, ou ja estao na eternidade com
sentimento Je toda a Naco Brazilci-
ra, que com toda a amargura os chora
a cada momento.
O Sr. Baptista Pereira: Sr. Presir
dente, levanto-me para dizer mui pouco,
visto que a materia est esgotada; nas
como se a v-ancn que a Cmara nao usa-
va da devida franqueza, prometiendo
coadjuvar o Governo na guerra do Sul,
quaudo junta, ao mesmo passo que to-
dos estao convencidos dos desastrosos
factos, que a tem acompanhado, devo
dizer que justica de guerra nao he o
mesmo que direccao de guerra; sa6 cau-
sas destacadas e inteiramente desliga-
das. Nos temos sofrido revezes nesta
guerra, he hum ructo, e a este respeito
nada aplica o parecer de lisougeiro;
talvez seja isto efeito da m nomeacao
dos Generacs ou de sua impericia: a
presumpca da Cmara he sobre a jus-
tica da guerra, sobre oque ella nao
quiz interpor juizo determinado, por-
que essa ntimacao seria prematura,
bein que se ja' avancassemos, que a
guerra do Sul foi declarada, e he sus-
tentada em justica, iramos do acord
com a s opinia de multa gente. Con-
cluo pois, Sr. Presidente, que milito
cumpre ixar as nossas ideas, e o estado
daquesta, fazeudo differeuca entre jus-
tica, e bom ou rno resultado de huma
guerra; sendo que a peda de huma cen-
sa nada pode influir na sua justica. Por
tanto a Cmara nao falta a devida fran-
queza, quaudo promete coadjuvar o
Governo, o mais, que se temacarretado,
tera* lugar quando se tratar do budget.
O Sr. Clemente Pereira : Tein-se
opposto contra este Projecto da respos-
ta Falla do Throno em discussad, que
nao deve tocar todos os pontos da mes-
majFatla, e tem-se movido a idea de que
nao est ordenada com a franqueza, e boa
f, com que esta Cmara deve seinpre fal-
lar ao Throno. Eu vou mostrar que a res-
posta entendida literalmente, como eu
a entendo, e quero que ella seja enten-
dida, e todas as deliberares desta C-
mara, he to franca, pura, e leal, co-
mo cumpre que ella seja. Quena V.
Ex. ter a bondade de me mandar o Pa-
recer da Commisso. ( Foi satisfeito. )
Principiarei a prol opiniio dos Srs. ,
que querem que a resposta Falla do
Throno deve tocar todos os seos pontos,
porque, coutendo esta huma abreviada
exposica do estado dos negocios pas-
cados mais importantes, manifestando
o systema, que o Governo se propoe
seguir em outros; e exigindoacoadju-
vaco da Asseinblea Geral, para cortos.
e determinados fns, cumpre que as Ca-
-


-rrr-
(541)
niaras as suas resposlas signifiquem ao
Governo em termo* geraes,.mas tocando
todos os pontos, quaes sao osseus senti-
mentos relativamente a os mesmos, e is-
to por huma lingoagem sem equivoco, e
tal, que entendida literalmente, possa o
Governo certitcar-se da coadjuvaca,
que pode esperar das mesmas Cmaras*
O Projecto da Commissa desempe-
nha satisfactoriamente estes requisitos,
porque entendido no seo sentido literal,
expressa ao Governo os verdadeiros seii-
1 imeutos desta Cmara reiaiiyamenle a
todos os pontos da Valla do Throno.
Tratando da guerra do Sul, que pa-
rece tersido o principal objecto, que fez
abrir a presente discussa, eu sinto mili-
to que ta prematuramente se anjicipag-
sehuma questa, que quinao devera
ter lugar, e anda sinto mais que se mo-
-vesse a idea de que a resposta sobre es-
te ponto nao he franca, e de boa f !!!
Met Unido se em duvida a J ustica da mes-
illa guerra!!! Eu desejo, Srs. que se nao
confunda a questa da Justina da guerra
do Sul com o processo da sua direcca.
Pallando daquella, ja na Sesead passada
me pronuncie-i fela sua justica, fundado
na sua causa; hoje anda permanece- no
inesino voto.
A Cis-Platina he huma das dezenove
Provincia?, de que se compe o Imperio,
e pertence a este pela Acta, que ella mes
na celebrou da sua incorporaca ....
Buenos Ayres quer desmembrar a mes-
ma Provincia, pertendendo que se Ihe
incorpore, e deixe de pertencer a este
Imperio, e a guerra tem por cauza repel-
lir a pertencao aggressora de Buenos Ay-
res, e por fim a conservado da Cis-Pla-
tina. Logo a causa, o fm da guerra he
manter a integridade do Imperio, inte-
gridade, e indifisibilidade que aConsti-
tuica manda sustentar, e que todos nos
juramos manter. E havera ainda quem
duvide dajustica da guerra do Sul, sen-
do, como ella he, necessaria para man-
ter a integridade, e indivisiblidade do
Imperio, e cumprir por consequencia
hum dever, que ao Goveruo, e a nos im-
poe a Constuica, e hum juramento
prestado? Logo a guerra he justa ....
E se he justa, como se move a idea de
que nao he sincera a resposta neste pon
to ? Como pode desconfar-se que os sen-
ti meutos desta Cmara sao difieren tes dos
que a mesma resposta significa, quando
ratifica os votos da sua coadjuvacad, af-
taneada ao Governo na sua resposta a
Falla do Throno na Sessad passada ?
Obligado pelo estado, a que se tem
levado a questa, sinto ter que anticipar
desde ja o meu juizo sobre o processo da
direcca da guerra... .ella tem sido a
todas as vistas irregular, como se man-
festa pelos resultados todos mos, e pe-
la marcha mal acouselhada, que todos
sabera se tem erguido! Tem-se ensaiado
para o Exercjto recrutas apenas acaba-
dos de sahir dos pores dos navios....
ninguem, ninguem, por pouco que en-
tenda da arte da guerra, envia para esta
recrutas sem os preperar nos depsitos,
(Apoiado feralmente) porque huma tal
operaca mais he a remessa de homeus
para odegoladouro, do que soldados pa-
ra combater (apoiado geralmente)....
Isto nasce tal vez, porque se pensa que
com 10 ou 12g000 homens he que se ha
de ganhar victoria;, funesto engao!
Com 4 a mil soldados bem preparados,
e nao com essa multida de horneas, que
pela maior parte nao sao soldados, por-
que lhes falta a disciplina, se bao de ter
mais seguros resultados.
Os Ministros, eos Conseheiros aseu
tempo responderlo por estes erros. E
nao tem estado s aqu o mal. Nao tem
sida fornecido o Exercito do vestuario,
e alimento necessario.. e esperava-se
que soldados rotos, descalcos, e cheios
de fome podessem ser vencedores ? Fa-
tal engao! O soldado para poder ven-
cer ha de ter brio, torca, e valor, mas ta-
es qualidades nao podem haver em ho
rnens mal fornecidos Nao se tem cuida-
do de enviar ao Exercito hum numero
suficiente de Officiaes de saude, e os
medicamentos necessarios, e este deshu-
mano desleixo tem causado ao Imperio



I -
(542)
huma perda de homeuspor molestias in-
tantamente superior aquella, que nos
combates temos soffiido! Aiuda se tem
feio Triis; tem-se enviado para o Exer-
cito osreforcos aosbocadinhos Erro,
que nao pode perdoar-se, porque convi-
nha oppor ao iiiimigo foreas superiores,
na certeza de que s com estas se podia'
se nao por fim a guerra, como convinha'
ao menos nao o deixar picar o solo das
nossas Provincias, como era indispensa-
velmente necessario, para as salvar da
devastacad, em que se achad !!! Tadbem
na escolha dos Chefes se tem errado....
e huma desgranada experiencia ha de
mostrar:, que patentes podem dar nomes
a os Geueraes, mas que a pericia da arte
da guerra s se adquire iia pratica das
campanbas, entre as bailas.
Se olhamos para o Mar, as cousas nad
tem hido all melhor do que por trra,
temos noticias de duas empiezas malo-
gradas, e malogradas porque? Porque
oraO mal aconselhadas; pois sendo prin-
cipio na arte da guerra ensinado pela ra-
zad, e pela experiencia, que a sua forca
est na sua uniad, saltou a todos os o-
Ihos a imprudencia com que se manda-
ras destacar do corpo da Armada as du-
as expedines, ou floilhas, que sedizem
perdidas, por ser obvio que ellas podiao
9er batidas pelo inimigo, superior aellas
em torcas; assim acconteceo com effei-
to; e o resultado he que para desgraca,
e vergonha nossa a pequea Repblica
de Buenos Ayresfraca, eainda mal cons-
tituida, lem obtidosuperioridades evan-
tagens por mar, e por trra sobre as Ar-
mas do grande, e poderoso Imperio do
Brazil, que em relavad com aquella Re-
publica deve ter as torcas de gigante
/ (apoiado geralmente). Mas enlendase,
isto tem acontecido nad por Ihe sermos
inferiores em torcas, mas desgracadamen-
te s porque estas tem sido mal dirig,
das.
Tirando de tudo hliin resultado, eu
concluo que quando a Cmara forempe-
nhada pelo Governo para ocoadjuvar na
guerra sobredita, necessariamente se ha
de votar os auxilios possiveis, porque el-
la he fundada em justica, e nisso se em-
penha a honra Nacional. He huma ver-
dade, Sr. Presidente, nos nao podemos
negar ao Governo os auxilios de que pre-
cisar, para a continuaca da guerra no
estado actual, em que a cousas se chao,
sem compromettermos a honra ciuteres-
ses da Nacad, porque, essa denegaco s
seria preveitosaaosnossosinimigos, po*
is cpie o resultado sera, ou que elles nos
viriad a vencer, ou o Governo se vera o-
brigado a fazer huma paz vergonhosa!
E nao podendo deixar de ser uteis os vo-
tos desta Cmara, concluo, queamanei*
ra porque a desposta os exprime enten-
dida literalmente, como o deve ser, he
franca, pura, e leal,
Passando a es outros pontos, a res-
posta a Falla do Throno he igualmente
franca, sincera, e leal, porque a Cmara
reconhece, como o Throno, que osyste-
ina de Finaneas, e administracad Judici-
aria est malorganisada, e assegura ao
Throno que a vai oceupardoseo melho-
ramento ; accrescentando que em quan?
to este se nao podeobter, huma depura-,
da escolha dos Empregados Pblicos po-
der remediar em grande parte os males.
E liaver quem deixe de chamar franca,
pura, e muito leal esta liuguagem ? Nao,
Sr, Presidente, e se ha nella mingoa de
franqueza, ser apenas em se na5 dizer
ao Throno que O informad mal os Mi-
nistros, que Ihe asseverad que ha falta de
Leis para punir, e cohibir os Emprega-
dos prevaricadores,... porque ha Leis
para queimar e enforcar todos os empre-
gados, ladrees, .e prevaricadores (Apoia*
do geralmente), e se os nad enforcad, he
porque nad quercm. (Apojado geral-
mente.)
He finalmente muito franca, leal, e
Constitucional a resposta, que o parecer
da Commissao prope ao ponto da Falla
do Throno, que .anuncia a nece.^idade,
em que o Governo se acha de medidas
extraordinarias, para cohibir certos ma-
les. Estas medidas devem ser propostas
pelos Ministros, como he.cxprcsso im
r-""7-
T7T


U.
(543)
Constitu cea-: aCamam incumbe exa
niinal-as cam oiroun-speoa, e< {rtjeoiiveit
sobre ellas com justica, ema-'CQujforiiai- qug0t(*ertM*4edeDi&-adqptar, 011 pra
d ule da Constituicxi; a resposlpeet.' re.- ticar j .porque tl'outro modo a Cmara
digida uestes tenaos
ella satisfaz,'
i- Efisprtnt}er>ti*iHtei'm0Bgeraei quahtlo-
3i* a JKftUaj piratifoiUgnrt'fiuko, Ou 'medida
i-, que ->,<#verti todflDnaadqj)tar, opra-
- ticar j,.porque tl'outro modo a Cmara
, c por cousequcncia Age.W*M!riui*BMkabie&eB; paral y-
>:m \"\ z*Naf^accailgi^8ivflrno, que alias deVe
Concluimb, digo que a resposta a- sjp.r IJV4?ettQ8 negocios de suarcompeteu-
Falla do Thrb'no< pro posta pela.CominisK c^t ^iH^postoLSi*. Pcesidente, parece
sao, enteu iida a. :(su sentido.ilitttrai, cst- me que be preiujftura, como drase, esta
t.taiiefi^Ltosi eiiVucay.pUMra;;' qaj 49cUf^:^u'^iritfn(la.sobraiafj' questapertn
uiaefeo de manifestar que ft.,ente#tl que (Vtatd'fpop elltti tai qual. se acua *jj bM AjftWHHMffr fi cjoautofWfauasbapesfAiida'meuteeii.Msj. ce/ tf^BQ^fece^penaca para tazer face
u/j;fm*re<*utros S/s. que follado >o>pu da- as.fjftpftzas puj^erse, tfotqqe: a dlscU8-~
aianfiira(Bctt}td>e-'. .'>uoq*93 l^vaeoq mi *%$ <|Ue+eagota sobre a respostaunPal-
i > 0:6rfirCalm^n-r~Sr. Pcesid**ite,! en- bMWi^e.s* nos, participa' a contiuua-
na5 tencionava tomar parteoestodiscus, cao da: itfesmu. guerra.. Entre tanto, Sr.
sao, por me parecer prematura. Trata- Pre&ideute, como a presente discssa ja
se de reBpondefto'Pila; ido-lir, adiaaiada;n c nea se te-
terinosjgeraes^eiia se disftitjr^rf^* ulweuliti4o,ej*s cowias qtiHcs Tia
dniete'f todas- amaterialfSiQ^VttH*fe mtc$nfflf!U0*i>a*pjosao:deixar de falar
versa a respdstaloHJi<^iii^ toda a Palla do Throno he reputada co- hum I Ilustre Membro requera fcclareci-
uio peca mitHstenaHtes Goirernos Cons- msutpB-ssabrc a Justina coni,que!mo#emos-
titucionaes: assitn .he* ,Sr. Presidente; a guerra a Buenos A y res ? Que mais cs-
e lMt|jdifeso>ft^ufluenj5ai, ^ufi ^fal- cla/eoimejit^oqueretMos dd queoJVlams-
le* do ^wfiip^nfi Btnopa.teiftiasQper' V&fa&*aiQVknq publico a; ~e; cerr*
raques .polticas, ciyis ec^nmerc^aes,,,^ ^PjA#^W^esWgusi^^5pfN"fe.pos-
algupsPaflros juWiule, resuUu Mieejl*ri HWLj&sQrflsideiilej que q (Joverno te-
d, tofn que,as" Qtfrtlfe acelerIMfW M5Jc n&nwfcieste Camera: mais, que as couimunieao .-a s diferentes .(a- que .miurniou. tudas as Naces sobre
inef
cdi
ommeccifal da Jr lauda, como ti ve efeca-
sra de observar. Daqui se segu a ne-
cessif'ade de discuasa sobre a re*posta
que as Cmaras devem dar a Fallas taes;
mas nao se-.segu que a resposta (leva
sritlifqsa, 'minuciosa, e cathegoi-iqa so-
brer^odeeioSiCapitwlos, ou objectos a que
soeesponde; o menos que se deva pe-
dirpcomo -pertenkle hum Honrado Mein-
bro, eseiareoimeotos ao Qoverao parase
poder fazera mesma resposta. Sr.' Pre-
Wrcial,.quo,Mtt*at*dtts argtmirrtos, e
ujeiUtar^^e 03 escriptos, qu se temsi
mit^OiC pA^eado;tttto peiamwsa par-
te, como,pela d,e Buenos Ayres. Aim
$q que>)$r. .Presidente, sta questaS de
iustp^ia-fpi ex|iattr*de.parftssim *ztsr
P^a&Cfli-Afls; .de, Lisboa. Estas Cortes..
naf;pt4aAte a preponderancia de hum
n9torqpj|rti Constitucional de Hespanha, e pelo $eu
Ministro Pando em Lisboa : partido,
sidente se valem exempols dos Reinos ^ue.iusistia em que se-abandonasse e
Castitcibnaes, digo; que he pratic* ; eivlregesse a CteplatinaT-ii^XIoites,^
. i
'-WHW^i


">"*>
(544)
mtm
go, nap obstante isso, decidir*) pela observou aqu essa dirrccn5 que nos
nao entrega : Eesta decisa negativa foi tem'feito experimentar desastres por mar
tornada eom pleno coihecimento le can eiterra* essa direccao, quesem appresen
sa, a vista te Documentos authenticos,
que fora exhibidos, e de argumentos ir*
refraga veis, assim ele simples Justina, ce-
mo de inquestionavel pojitiea, que forao
produzidos. Em fim Sr. Presidente, tan-
to quano en posso jtilgar fel minha
observaban, ousd dizer, que mesmo na
Europa, apezar de que jUMlP a op
tar vantajosoresultados para o Imperio,
continua a ataca-lo nos seos rnais vitaos
principios, o da populacao, e o das fi-
na ticas. Todos falso, be verdude con-
tra-a guerra, mas nao duvido assegurarj
que he rrissimo o Brasileiro, que quei*
ra perde" a Cisplatiua. Concedamos po
re, 8r. Presidente, que a guerra seja
posico deelamem contra a guerra que impopular; mas note-se, que se a paz
uiciiive, uiiu o Ijtnnem sensato, e poli ror tc-ita corn a perda da Cisplatiua, essa
tico d ao Brasil mais direito para repe* paz ser mais impopular ainda. Tenho
I ir do que leve Buenos Ayres para agre* pois respondido as Upinioes, que nao me
dir-j OutrofijJ, >enu**do emmoiou a- agradaras^ Concluir! declarando, que
qu o principio de que pelos revezes, voto pela resposta tal qual ; porque nao
e mositcesso que temos tido se pode ar- he possivel respouder-se d'outro modo
gumentar para a injustica com qu-e face-
mos a guerra. Inaudito principio he es*
te, Sr. Presidente! E para mostrar que o
he, bastar impiignsJ* com factos mo-
dernos, e relativos a causa que defende-
mos, quero dizer a causa Constitucional,
nem descer a minucias, que podem ter
consequencias ms: **.........
Depois de haverem fallado mais al -
guns Srs. Deputados propoz .o Sr. Pre-
si den te se a Cmara aprovava o .parecer
da Com misa a 5 em resposta a Falla do
.... .

Venda
,.
1 Quem quizer comprar hun mulato,
bem vistoso, e moco, que representa 18
annos, hotn para page ou bulieiro di-
rija se atrs do Livramento como que
vai para a Penba caza N. 237, que II
pela qualitta esta Cmara fa* ardent* Throno, e assim foi resolvido.
votos, (apoiado geralmente) Por ven-
tura, Sr. Presidente, pelos sucessos do
Trocadciro, ou pelos Triunfos das armas
Franceza s na Hespanha, pode argumen-
ta r-se para a injustica da Causa Consti*
tuciotial que se pardeo alt f Por ventura
dir alguem que be injusta a Causa dos
Gregosa vista dos incendios, massacres,
e tantas outras calamidades, que (em t? achara co/n quem tratar
priipido a infeliz Grecia r (poi^pee- Leii.a
valmeate) Guerras lia, que por ma-is tr
sastrosas que sjafc, nem por isso deixa
de ser justas, TaStom ii a 'outro
Honrado Membro, qwe a opmia publi-
ca se tem pronunciado contra a Guerra.
Sr. Presidente, he precisoque nos ua6
iludamos quando espreitamos aOpiuiao
Pubtitia. A guerra nao be impopular;
quero dizer a guerra en shtiesm, ou
consideradu quauto a sua ansa, M (im :
mpouplar, Sr* Presidente, he adireccaS
que se tem dado a guerra, como ja se

.
.
3 Low Recbardson & Companhia per-
tende no dia 4.a feira 27 do zer Leilao de liuma percaS de barris le
manteiga gigos de garrafas, e sabaf In-
glez, pelas 10 horas da marina na p*rta
da AUandiga.
Avizos Pauticulases.
3 Felecianno Euzebio de Lira partici-
pa ao res>eitavel publiso qne nao foso
seo Beneficio no da anunciado e fe*
transferido para o da 28 ido corrente com
licenca das autboridads ligitimas.
^
HbM4M
-...

(^ PBpNAMBUCO NA TYf. 1)0 DIARIO VA DIREJTA g.**tf; *9
T
TF*-


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