Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00036


This item is only available as the following downloads:


Full Text
k
N. 150
!5
i
? ????.*
PIARIO DE PEKNAMBUCO.
t 1
12
;;
<
J I V
-Ujj-u
.
Iloje Sbado 16 de J.unho de 1827.
'
ss
es
*l ;
gH,t*^ia:>^a^mi i>:
iii; i
_______l
S. Jca5 Francisco RErs. k
.
Preamar as 10 floras c 30 minutos da tarde.
v>
...i- "

i,

.1 .. !
-T- }

1
Quarto MingnatHe as 6 navas e 7 minutos da manfla.
minuciosa narraca he dirigida nica-
g mente a elevar a cathegoria .do gran
S 1 f i________1 I ^__mn Al.. .. _m .... -1 11 u
Cores pon de,ncia extrahida da Astrea.

Sr. Redactor.

C.
andado j d'ouvir tantas e tao
descaradas Mentiras a cerca do Exer-
cito do Sul, perd de todo a pacien-
cia: e inflamado por ver, que quanto
mais ao pe do Throno nmu se'mente.;
e que parece ha ver boje mais quem
lo ment; nossas desgracas que ern
lempo ilg'um, *o mente por adoraca
ao servilismo, eoin cujo iete.ma bem
lonje de se fazer a guerra ao inimigo
nos va de dia e.m dia rezultando ma*
les iucalculaveis; querendo eom taes
embustes fazer adormecer o Ministe-
rio; persuadndo-o deque tem sufici-
entemente defendidas as fronteiras d( s-
ta Provincia; tomei a deliberaca d'
empuntan* a pena para esclarecer a
verdade; e para ver se merecemos
deste modo enfrear-se para o fucturo
a audacia d'uns, e a impostura de ou-
trof.
Sim, Sr. Redactor, leudo no Dia-
rio Fluminense n. c 47 a compozica
de noticias expendidas pelo 111.mo Sr.
Q. M. General Raimundo Jos da
{Jimba Malos, e coucebendo, que a
de General o Ex.mo Mrquez de ar-
baceua pela actividade de suas mar-
chas, dispoziees &c. &c. nao deixei
de admirarme, combinando as fan-
farronadas do Sr. Cunha Matos, com
os tristes rezultados, a poneos das
vistos no Exercito; e o mais que se
sabe c de perto. Nao me-competid*
doporem entrar no conhecimento das
burlescas operaces daquelle Gene-
ral, ta clebremente decantadas pe-
lo Sr. Cu (da Matos, e cuja pericia
militar sedesenvolveu do modo o mais
grutesco no dia 20 de Fevereiro, era
que, gracas ao bro, e valor dos Sol-
dados Orasilei ros, nao deu com o E-
xercito em Pantana, deixo es$a ta-
refa aos benemrito* Officiaes Supe-
riores, e Subalternos, que estou cer-
tolhe hao de fazer a Justina que me-
rece: e tornando a materia em ques-
tao das expozicoes do Sr. Cunha Ma-
tos, que se propoz a embalar-nos com
hum Exercito de 10, a 12$ bomens,
(qiiei inteiramente pasmo; pois nin
guem ignora, que o Exercito encar*
regado da defeza dcsta Provincia, a
frente do qual esteve algumas horas o
Sr. Cunha Matos nao excedo a 1$
o
o
c
o
o
c
o
o
o
c
o
o
o
o
o
o
z
^
o
O
O
o
o
o
o
o
o
c
o
o
o
c

"
*m
^i



i 508)
/
o
o
o
o
o
c
o
o
c
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
s
o
homens; e nem todos estes disponive-
is: para provea do que baja vista.ao.g
ataque d.dia 20, em que se na5 a-
chara 6$ completos : por terem sido
mandados separar do Exercito mil e
tantos homens ao mando dos Coron-
is Bento Manoe!, e Jardim; que sen-
do, se pode dizer, a melhor Cvala*
ria do Exercito nao assistio a accao
pelas sabias, e nunca dantes vistas
ispozicoes do decantado General;, a
vista do que, parece a narraca .do g
lUstre expozitor mais obra de enco- o
meada, que dezejo, edever de ins-
truir o publico, e certifica-lo do es-
tado da guerra desta Provincia, em
que todo o Brasil deve tomar o mais
vivo interesse.
E que me diz agora Sr. Redactor
a metainorfose, qne nos inculca o Sr.
Gimha Matos, havia no exercito do
Sul em20 e tantos das, contados des-
fleque al chegou o Ex."10 Mrquez,
ate' a retirada daquelle Sr. para o
Rio de Janeiro?
Ora isto he que se chama fazer ob-
sequios a torto, e a direito. Diz o Sr.
Matos, que o Exercito estava na maior
confaternacao possivel, eheverdade:
mais tao be ni nao lie verdade, que em
tao poneos dias se curassem tantos
males; nem o que afirma- Illustre ex-
pozitor de que dias serenos* ajvare-
cerao depois da tempestarle: ora o
Sr. Matos foi infeliz calculista por
esta vez; pois quando acabava de se
fazer recomendavelv ao publico do Rio f
de Jaueiro expndo-llie tao prazan-
teiras ovas, assegurando-o dos fe-
lices reznhados da guerra pelo hbil
Corifeo, que se acha a testa do Exer-
cito, a essa hora o nosso infeliz Exer-
cito, digno por certo de hura melhor
General. tiuha ja experimentado a
cnsta trados, deque nao he bastante a li-
vrai-o o valor, patriotismo, e a dis-
ciplinaquando falta hum director ha-
htf, experimentado e prudente.
Stm Sr. Redactor; o dia 20 d Fe-
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
c
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
c
o
o
o
o
o
vereiro de 1897 offerece ao Governo
Brasileiro huma lica digna d?. mais
escrupuloza atencao, fazendoMhe ver
com evidencia, que nao serve hura
bom piloto para comandar Exercitos
ein trra, nem o mais hbil General
para govemar huma Nao no meio da
tormenta. Que vantajozos servicos
ua5 fazia a S. M. O Imperador, e ao
Brasil o Sr. Matos se dissesse antes,
que no Sul se precizava mais Solda-
dos, que nao tinha-mos forcas segu-
ras para rechacar sem grande risco o
inimigo; que se continuarse a man-
dar para esta Provincia muuices, ar-
mamento, sapatos, faldamento &e.
de c\ve tanto se carece no Exercito;
nao assegurar faci lacles com dizer,
que 3$ homens do inimigo s;io gente
boa; porem que 6$ nao presta, e
que a sua grande artilharia lie mane-
jada por Soldados bizouhos.
Ah meu caro Sr Cumia Matos,
quem o dera no dia 20 de Fevereirp
no parso o Kozario ao lado do seo
Mrquez, para observar a bizonha
artilharia do inimigo !
Que Espirito Santo de orelha o
inspirara a retiror-se tao depres.^a 5
Ora nao ha duvida; milito bem se faz
a guerra no centro de huma Corte;
porque o inimigo al h mais humano;
e^is armas sendo outras prodzem ne-
cessariamente outros etfeitos, e por
isso nao admira, que hum ptimo Ge-
neral no meio da Curte se toma hum
Sendeiro na Campan ha frente de
hum Exercito. Vamos verdade, que
importa; c h a que diz o Sr. Matos,
quando afirma, que o Exercito confia
em que o Governo de S. M. O Impe-
rador na5 b hade desamparar; e cer-
tatnente preciza, que nao o dezampa-
re: pois que boje mais que nunca llie
sao necessarios estes socorros; por
que se no tentpo do sabio, e prudente
Visconde da Laguna se sussitava al*
guias queixas, depois delle tudo tem
hido de mal a peor; e desta forma vai
isto as mil maravilhas: do manera


'3
bazofias' crite*ta$*es;>'g iltn1t-*r*aftintffttapiwafdaiwii"'*is..
V
qn'mthgas'
tilencias,1;!
falcas ex pzgoes 'tm1 ki*o os rfpfoJos
martelos'para tfiflbtgaV 'asfttit'frn'
coe liberal, que' nos offereceil 6 9o-
berafnfo, jro- com elle O jfV 3ra-
iliro. '/ :
Tenha' rorm o'Sr. ClitH Aar
a shtisfacao 'de que1 naf h s6 ri rtt
de-menta IJnlla'ilibrgda mlilt
gente boa, paira o |iie passe rirdti
servabas o extrato de hm OffiFco'do
Ex.-Viscond de Villa Bella o Sr.
Magessi, transcripto no ftiario Flu-
minense n. 48, rn qu da' o im-
itjigo em'forjas, bftoQQ, qiind el-
le sea (frze ton iri o mencionado di
20 com -VOS horneus, 7$ de Cvaf-
ri, eS# Infantes. E como se deVe
intender isto Sr. Redactor? Pat-'
ce que estes Sr*. tein combiuaca pa-
ra dzerem a verdade pelo aVfrssb. V^
ja Vm. que comedia se observa em
num negocio de tanta ponderacao !
Que motivos haveraS para se nao fal-
lar a verdade ? Nos na5 devemos te-
mer o inimigo; porque temos no Im-
perio redobradas baionetas para o re-
pelir; devemos porem fallar sempre
francamente; e sm o mais pequeo
rebu9o, e tudo quauto for afastar nos
deste reg hefeissimo, e mesmo con-
tra os nossos interesses. Sepulte se
para sempre a caviloza intriga, falle-
s ao publico, ao Ministerio, e ao
cirs/> ina-mu esqiiecendo -da conste-
t.*;:i*do Sr; (Juihi flatos; tornando
paremia a> rVej Vm. comi s tra-
ta Je eu^auar o publico, Sdteraio-'? Slvb se he par metido dl-
zrt-se ihjrnt buza era particular-a
Saa,'Mur/ewtde^:'ead publiooi'ioutraP;
ao (pie re-fpondo; quorn se ha de cap-
citar q^fe h/im QiIVfj^Qeneral deijfo
de i*:iU 2r a* praeiis d q ue se- com poei n
o x'crcito' Por ventura estamos nos
constituidos a engolir quahtas pillas
nos queirao meter ? De certo que nao:
e por tanto,; Sr. lledactor, permta-
me, que eu avance a dizer de duas
verdades numar! u'6^Sd;/%' M. Ge-
neral vek* a osta Provincia' para tobU
servar nicamente as marchas do Ex.01
Mrquez, edar-Ihea publididade que
vemos, oh nao olhou para o Exercit
com a precisa a ten cao, que pedia o
seu lugar, e mesmo seus bem distinc-
tos couhecirtientos:: mas anda isto
o
o
o
o
?
nao he o todo da nossa maior desgra-
na, o mais he; que assirn se mente a'
face d'uma Naca civilizada, assim
se engaa o Soberano; assim se i!lude
o Ministerio, que deseanca a vista de
expozices de homens, que s deviatt
fallar verdade; e assim vai tudo por.
agoa abaixo, como de facto: e pela
razad de que tudo anda mal, ou se
lauceui os olhos para trra, ou para
o mar, osobjeotos, que se Ihes apre-
Im'perador sempre a verdade, e verao f zenta sao todos em quadro melanco
___.^" 1_____^ ___.1________i. _-___A ____ i..l_ /-l 1 '. ,-. /> iln mnrv nin\ii t*ti A U.n.^ **
cntao hucn andamento novo em tudo,
e quanto se aproveita. Pode ser Sr.
Redactor, que eu me venha a arrepen-
der do que tenhodito; porque hoje
em dia tudo anda virado, e muitos
Lords me tratara sem o menor es-
crpulo, de republicano, impostor ou
outro qualquer epitheto, persuadidos
tal vez de que nao tenho materia vasta
para Ihes responder, pois asseguro-
Ihe que he esse o meu maior desejo,
eassigne-se oque for capaz, queeu
lico, e de mo agouro. A Provincia
o esta invadida pelas tropas inimigas ;
umitas Estancias de Propriotarios Bra-
zileiros roubadas: seus habitantes em
huma continua comossa de sustos, e
receio de sua seguranca: o marcoa-
lhado de Corsarios, e Piratas a ponto
de virein fazer suas prezas na boca
desta Barra, sem ha ver quem Ihes re-
zista. O Governo dezejando provi-
denciar os males, que pode, auxilia
o Commercio mandando em seu so-
o
o
o
u
o
o
o
Zi
o
o
o
o
o
o
o
o
o
c
o
fico aparando apena para a resposta. corro Embarcacoes de guerra; mas
Dispence-me Sr. Redactor, que que importa,
se nao se obedece ao


T



>
( 510 )
Goverao, ou por outra nao seprehen-
chem suas sabias deliberacoens A in-
da a poneos das acaba de chegar aqu
do Rio de Janeiro limn Cemboi, que
se diz era composto de seis vazos Mer-
cantes, viudo em suadefeza a Corveta
Nacional Carioca, e a Escuna Izabet,
e s entrarao neste porto dous, e.o res-
to foi preza d'um Corsario, que ja h
das cruzava neste Esparcel. Pergun-
tar-se-me-k como diabo forao to:na-
das estas Embarcaces viodo comboia-
das? Pois forao sim senhor; e foi o
cazo: o Cotnboi tocou em S. Cathan-
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
como anda tudo : e combine o publi-
co judiciozo as bem pintadas flore*
com que enfeitou o Sr. Cunha Matos a
sua narracao com os males, que expe-
rimenta esta Provincia, os rez(litados
do Ejercito &c. &c,, e por ultimo di-
rei, que de nada valem asfadrgas, e
acttvidade de hum Soberano, quando
nao eucontra quem observe a risca, e
fac* executar.suas determinacSes. Ro-
go Ihe portanto queira dar lugar na
sna ( Ah a o imito I evo expendido : na
certeza deque sao verdades sem con-
lelo, e deliberaban tomada por esti-
na, e na noite do da ern que dali sa- mulo Brazieiro, nao s de nascimen-
'. i __ -*.. ____ .i __t' ___r e i _-
hio apanhou hum temporal, que sepa-
ro u as Embarcares humas das outras,
de quereznltou ua5 se ver mais aGur-
veta; eso depois foi encontrada a Es-
cuna por 2 Embarcaces, que acompa-
nhou at a barra, onde estava o Corsa-
rio, que descarregando em auossa Es-
cuna ihe fez hum fogo terrivel, e de
qu ella se defendeu valerozamente,
cu jo combate deu Lugar a entraron a
2 Embarcaces: masjuigaudo-se'a nos-
sa inferior em forjas, foi se amarando,
sendo sempre perseguida do inimigo
at que sobreveio a noite, que ja esta-
va prxima, e quando foi demauh ap-
pareceo de novo o Corsario, que se foi
divertindo em tomar as outras Embar-
caces, que a esse tempo vi:, ha ga-
iihando a Barra, eaqu temos usqua-
/i inutilizado o auxilio, que o Gover-
ao presin ao Con un ere i o ; e porq ue ?
Por culpa do Commandante daCtirve-
ta, queapezar da dezordem inevitavel
do temporal poda sem duvtda dirigw-
se a esta barra, e cruzar ali at ver sal-
vadas as Embarcaces, que se Ihe des-
garrara ; e ejiia encontrara o Cor-
sario, que sendo inferior a Curve!a, to-
mara o partido de fugr sepodes&e;
fi-ando msim remediado tan grande, e
tH> coM>deravel prejuKO. e nao seguir
em lireitura a Monte-Video, como fez,
o
o
o
5
o
o
o
9
O
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
to, corno de condica, e genio, fim de
ver se para o futuro descobrimos aJ-
gurn melhorarneuto, e se vemos para-
do o tranco das mentiras, das impos-
turas, e das intrigas,
Oeos prospere e felicite a Vm. co-
mo dezejo, e que d as suas ordens a
quera he
De V m.


Attento Venerador e Criado^
o
O
O
o
Joaquim Rasgado.
Rio Grande 7 de Abril de 1827.


o
o
o
o
o
o
i
o
1
o
o
o
o
c
o
o
c
o
o
c
o
o
o

o
o
o
111 ?

PORTARA.



Havoiido a Junta da administrbaos
earrecadaca da Fazeuda Publica des-
ta Provincia na qualidade de Inspector
ra, e Fiscal da adniinislraca da liqui-
daca dos Fundos daextinrta Compa-
nhiade Pcrnanibiico e Paruhiba, que
Ihe foi conferida pela Carta Regia de
30 de JuJho de I08, cujas attribuicd-
cs, oii prezenca das imperiosas cauzas,
que coJIoc em que &e aclia, renssiimira por sua
Pon aria de a de Jullio 1823, ordenado
fifto inais se importar com os desgraca- o a os aciones Administradores d sobre-
dos Barcos que forao confiados a sua % lita liquidaca por a Portara de23 de
kfofeza. Ora aqu temos Sr. Redactor, J uabo 4o auuo prximo passado, que


7TTTT
ittttttm
O
o
remettesscm inmediatamente a The*
sourana Geral da tncsina Junta/ o que
tivessem arrecadado daquelles.fundos
desde o segundo tremestre de 1825,
veriicaudo impreterivelmeuteestas re-
mostas em todos os subsequentes tri-
mestres ; devendo no caso de nao te-
rem feito cobranca algutna dentro de
cada humdelles, dardisso mesmo cori-
ta a Junta no principio do trimestre
$3guiiite ; E nao se teudo at o prezen-
te recebido quautia alguma, nao obs-
tante haver decorrido quasi hum anuo,
exuberante cobranza, nem a mnima
partieipavao dos motivos, que tem ti-
do para nao cumprirem, como era do
seu de ver, esta Ordem, ou antes o dis*
posto na cima mencionada Carta Re-
gia de 30 de Julho do 1808, que exis- 5
te em'todo osen vigor, pela deuega- %
cao da Saucedo Imperial a Carta de
Lei d'El Rei de Portugal, eAlgarves
de ti de Outubro de 1821, que arevo-
gara, e sua excluza do Cdigo Brazi-
liense pela Carta de Lei, firmada pelo
Imperial Punhode 20 de Outubro de
1823: E nao pdendo, nem devendo
ser indiferente a mesma Junta tao es*
candaloza recalcitrabas, pelos referi-
dos Administradores praticada, levan-
do a su temeridade a ponto de paasa*
rem at a requerer-lhe acintemente, e
mesmo a SUA MAGESTADE IMPE-
RIAL pelo Thezouro Nacional a en-
trega e restituicao dos fundos lquidos,
que existem no Cofre Publico, alle-
gando com simulacao terem para elle
entrado como propriedade Portugue-
za, e em virtude do sequestro geral-
tnente decretado contra taes propie-
dades durante a guerra da Indepen-
dencia, quartdo sempre entrara em
virtude da dispozica da citada Carta
Regia de 30 de Julho de 1808, para
chamarem ardilosamente em seu favor
as estipu lacees do Tratado de 29 de
Agosto de 1825 entre a Naca5 Brazi-
leira, e a Portugueza: Por todos estes
motivos pois, e por outros, que deixa
o
o
o
c
o
o
o
o
o
o
o
c
o
o
o
*J
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
c
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
c
o
o
c
o
o
o
o
o
o
o
o

o
o
o
O
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
c
o
o
o
o
o
o
c
o
o
o
o
o
o
o
de enumerar, todava na5 menos dg
uos de toda a ennsideracao ; e em de-
sempenho do dever, que le incumbe
de fiscalisar, e pugnar pela prompta e
fiel execuca das Imperiaes Ordena:
Ordena a Junta da Pazenda Publica,
que os Administradores actuaes da li -
quidaca dos fundos da extincta Com-
pauhia de Pernarobuco, e Parahiba
c un. pa o a Portara de23 de Junhodo
anuo prximo passado, que incluza
vai por copia, assignada pelo Escrivo
Deputado, entrando logo, logo imme-
diatamente para o Cofre Publico cem
oda a soin uia, que arrecadado, e apu-
rado ti verem desde o segundo trimes-
tre de 1825, em que te ve lugar a ulti-
ma entrega at agora ; ficaudo na in-
teligencia de que na couformidade do
disposto na citada Carta Regia lhes he
inhibido fazer venda, alienaca, ou
traspasso de fundos de qualquer natu-
reza, que sejao, setn approvaca des-
ta Junta, e de que no caso nao espera-
do de perzistirem em, sua recalcitra*
cao, a inesina J unta empregar todos
os meios ao seu alcance para se fazer
obedecer, levando depois ao conheci-
mento de SA MAGESTADE IMPE-
RIAL pelo Thezouro Nacional os mo-
tivos deste seu proceder, bem como a
verdadeira causa da obstinacao dos
referidos Administradores. Recifeem
Sessao da Junta da Fazenda de 6 de
Jitnho de 1827. m Ferrad = Silva =3
Pinto = Saldanha =
[

COPIA.



Nao tendo os Administradores da
extincta Companhia Geral recolhido
trienalmente, como deviao, a Thcsou-
raria Geral das Rendas Publicas desta
Provincia desde 12 de Julho do auno
prximo passado em diante, o liquido
producto das cobrancas dos Dbitos
da mesiiia Companhia a seu cargo:
Manda S, M. I. por a Junta da Fazen^
\



(bY)
da Nacional, que os sobreditos Ad-
ministradores remcltao inmediata-
mente a referida Thesouraria Geral o
producto liquido deludo o que tiverem
arrecadado desde a ultima entrega no
Cofie da mesma Thesouraria verifican*
do impreterivelmente as remessas fu-
turas as pocas cstabellecidas; e
quaudo acn teca que em algurn quar-
tel nao teuha feito arrecadactio tlgn-
ma, o participar a mesma Junta lo-
go no principio doquartel seguinte,
emquedevia* verificara entrega do W-
uido e o houvera. Pernambuco em
53de*Junhode 1826. Cavalcante
Sorianno Ferreira r- Brito. -r
Sr. Redactor.
.
Lerdo o sen Diario dodia 8 do cor-
Tente mes de Junho N, ? 121 fui en-
contrar no lugar em que Vm. Hnuneia
as vendas o anuncio de dnas mora-
das de cazas ternas no lugar dos Mar-
tirios igualmcnteliuma venda na ra
Direita que todos estes benssade mi
uha posse e dominio para serem vendi-
dos, fiquei ademirado de huma tal
lembranca de quem qu.er quo foi o seu
Autor por ver que hapesseas que mili-
to se afoitattem anunciar o que nao be
verdade, eu ainda at hoje nao dei o
trabalho ao Juiz deOrfuos para me dar
tutof, porque nem estou dementa e ner
prodigo e para desvanecer ao Publico
de que hum tal anuncio be falco por-
isso suplico-lhe para que laucando es-
tea nuncio no sen Diario faca certo
que eu nao fui quem mandei fazer tal
anuncio e que nem sei quemfoi o eu-
riozo queteve essaabelidade.
Son seuHespeitador Amigo
Antonio Joao Pestaa.
o
o
o
o
o
c
o
c
c
c

Furtos.
1 No da Sexta feira 15 do corren!
estando bum cavallo solt no pateo do
Frario este sainado com as bestas da
Artilhaiia da Corte para se pastar de*
g zpareceo> do meio dcllas ; o quai tein
g os signaes seguintes, he ruco escuro,
g pequeo, e tem 4 para 5 anuos, quem
o o adiar ou souber delle procure no
o Patnlhao de Fstrangeiros o Ajudanle
o quebe seu jj>i\pf e M dar p sen acha-*
o do.
Avizos Particulares.
Francisco Xavier Carneiro da Cu-
nha, morador no seu Engenho Araripe,
aviza ao Publico, quesendo informa*
do que a sua firma se lhe tem furtado,
e dezejando evitar a continuacao, tem.
eleito para seu escreveute a seu filho
Ignacio Joze Xavier Carneiro da Cu-
0 uha, e que de lio je emdiaute nao de ve
nen.iuma pessoaexecntar ordena, rej>
ceber Letras, e obriga^oens que nao
peja escritas, eassiguadas pelo dito
seu filho Ignacio Joze Xavier Carnei-
ro da Cunha, as quaes sera igualmen-
te firmadas por mim Francisco Xavier
Carneiro da Cunha. Participa igual-
mente a todos que tiverem ordeus, o-
brigaeoens, e Letras que haja deas
g aprezentar a elle Francisco Xavier
Carneiro da Cunha ; com a maior bre-
vidade, para vir no conhecimento das
que 6a verdadeiras, ou falcas.
3 Santiago Orsi aviza ao Publico quj
por molestia nao pode reprezentar a-
manha odevertimento que haviaanun-
ciado, o que ter lugar logo que me-
Ihore, o que avizar igualmente ao
mesmo Publico.
4 Os Herdeiros do falecido Amaro
g Brauco participad a todos os Credores,
$ do dito, que devem quanto antes lega-
1 Jizarern suas dividas perante o Juizo
I Ordinario da Cidade deOlinda Fscri-
| va Ciraco por onde se est proceden-
ce do o respectivo Inventario.
o
i
c
o
c
c
c
o
o
o
o
c
o
o
o
o
o
o
c
o
c
o
o
o
o
o
o
c
c
o
c
o
c
5
c
s
c
o
c
c


0* mUlNAJVJlUJCO natyt.uo
1)1 AMO BA OJR&1TA 8 *-9*l. -4
-
-

- .
~T
iii 11 .i.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EPKCMKI1Z_GHY7ZE INGEST_TIME 2013-03-25T15:41:52Z PACKAGE AA00011611_00036
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES