Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00034


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Full Text


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N. 124
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DIARIO DE PEKNAMBtJCO.
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Iloje Ter? Feira 12 de Junho de 1827.

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OnofKG. '
Prcarnar as Jkoras e 18 miNuto* da tarde* ti
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-fe dosencalhasse, tornov a rncalha la
g depois, cm lugar onde se fez em peda-
g eos; e ocla 1 tapa rica, encalhou esta
Neste ineio
- cabuco, c de
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RIO de JAN CIRO.
E-
NTnou ncste porto a Fragata Pa-
raguass, a qual na sna viagem reto-
inou huma Lancha nossa, denomina- tres Corsarios amandos estes, ealgu-
g dcpoU^le entrar a Barra.
o lempo a trente da Chac;
da Espitito Samo, que tmvia sido a-
presada por li un Corsario de Buenos
A y res, achand" a bordo Ja menea 4
inarinheiros do Corsario aoresador, e
troce tambem 11 inariuheiros perfen-
ceutes ao 011 tro Corsario, Malparida,
que ja se publicou haver-se incendia-
do, salvan loso a sna tripnlaca em
' huma lancha, que aportara em hiim
lugar da costa dal'rotiucia de Santa
Catharina, onde fura aprehendida.
Officio do Excelleutissimo Barao do
Kioda Prata, Comruaudante em
Chele da Escuadra Imperial
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e Nacional.
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-III.mo e.Ex.mo Sr. Perdeo-se. a
expedica da Patagonia, e para se sa-
ber o motivo Lastara* fasu relatorio
dos sucessos.
Sabio l a expedica de Maldonado
mas prestas, uttacara o Brigue Escu-
na Escudera, que depois de resistir
suceumbio, e foi tomado, e logo a
Escuna Constauca f que encalhou,
hindo-se unir a Itaparica, que eslava
q: asi descocaIhada por ter deitado o
lastro, e inuitas outras cousas ao mar.
Con i toda acuella forca faed era to-
mar a Constanza eucaliuula : assiin
aceonteceu. Voltara contra a (tapa
rica, cujo Commandante, mandando
dar fogo, nao foi obedecido! O Siie-
pherd linlia hido na Escudera cora
gente de desembarque, saltou em tr-
ra, tomou a batera, queimon as Car-
retas, c encravou as pecas, mas no
attaque huma baila o matn passando-
lhe o pescoco, e sahiudo pela nuca.
Foi milita .gente que cabio sobre os
nossos, que vendo s abrigados a re-
j fim de baterem, e inceudiarem a Cha-
levando as Curvetas dous Ofljciaes 5 cabuco, eosmais pela superi'-riflade
ti.los* e ha v idos apelos mais peritos o das nossas .Torcas,., visto que a batera
da barra ,do fijo Negro. Oda l)u- o eslava inutilisada, pelps sucessos so-
queza de Goyaz, reputado Mestre % bremencionados das Curvetas que
laquella Cpsla, ctvcalliou.-a,, e como ignorava, acbaraq se soin escaleres,
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e forao obrigados a ficar prisioneiros.
Creio que .as circuustaucias referidas
dad idea bem clara tos motivos do
mo resultado: nnguem deixara' de
%tipp5r traicao Nem tambern de que
nao havendo dentro irais quecos Cor-
sarios, e algnmas prezas armadas,
por estar a Chacabuco eui quero na,
se as Curvetas entrassein a unir-se com
as Escunas, dispunha de todos os
Navios, ate' porque a batera estava
inutilizada pelo valor de Shepherd
que tudo faria bem se nao fosse atrai-
coado ; netn a sua monte ja impeda
os successos maritimos no Porto, a
nao ter havido eom as Crvelas o que
fica sobrerneucioaado. As Gazctas de
Buenos A y res oouta os tactos, pon-
do-os mais a seu geito, e transcrevem
cartas da Patagn i a que em rnuitas
cousas difierem da verdade.
Chegou a noticia destes successos
a Buenos A y res no principio de Abril,
-e Brbw-u propos'-se a sabir- com algu-
ma torca maiur, e mais capas para o
mar alto.
No dia 6 pelas onze horas da noi
te tive signa! de navio de mais: >cnaia-
dei azer a vela as embarcaces que
alli tiuha ; dei ordem a Fragata Paula
<|e descesse ate' Monte Video coii
alguma Curveta ( porque anda igno-
ra va a forca que havia sahido, e sup-
puulia-a maior ) e deixei a Impera-
triz, o Luggre, e a Maceyo, para
de manli com estas ultimas, que de-
thamdava menos agoa cortar a reti-
rada aos inimigos, se voltassem para
nenos Ayres. Na madrugada do dia
7 vimos o mesmo numero de-embarca
coes no lugar .onde eostumava estar
os inimigos, masjulguei ser estrata-
gema para Iludir, e naveguei para
Leste. Pouco depois vimos as em-
barcaces dos inimigos, cuja fuga es-
tava impedida pelos nossos; assim
fctfto a retirada, excepca do Bri-
que Barca, que por se adiar muito
perto do canal da enseada de Barra-
gan pode ganba-lo, e foi abrigarle
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Fortaleza. Os Brigues Repblica,.
-IndepenlenajM o a Saraqdy., na5 po-
dia eapai* a serem batidos pelos
nossos siuiilhantes: e vendo-se nesse
aporto humara") ao mar quanto trasi-
a5 para enea I harem mais dentro, e
fazerem mais dificultosa, e tarda a
intalivel destruca. Conseguira com
efeito essa demora ate' ao dia 8, que
estando calma ate' as 11 horas, e co-
c melando entao alguma viraca man-
de' as embareamos pequeas attacar.
Nao podia estas faze-la a ti*o de me-
trailla sem risco de encalhar, e assim
mesmo eucalhou o Brigue Indepen-
dencia ou Morte, que soffreu algumas
avarias, mas esta quasi remediadas,
e em poucos dias voltario ao blo-
queo. Pelas 4 horas da tarde arriou
baudeira a Independencia, que man-
de queimar por arruinado, e incapaz
de navegar, e pouco depois pegara
os inimigos fogo ao Repblica, con-
servando na Saraudy os poucos vivos
que esta e o Repblica atada tinha,
e a tona d'agba com o favor da noi-
te, e dos remos sem poder ser vista
fugio por cima dos baixos, que da
mais de huma braca de tundo, e era
quanto lhe basta, t ; la tenho den-
tro irais que os corpos. De tarde
era tantos os rombos que se lhe viao
cima da linha d'agoa, e tantas as
planchadas de chumbo em baixo, que
talvez custe a achar huma so' peca le
madeira sem estar cortada de baila.
Esta e o Brigue Repblica forao* os
mais maltratados, segundo se via, e
sendo a peda do Independencia de
48 mortos, e muitos feridos mortal-
mente, fcil he conjeturar qual seria
a dos trez, Os Brigues era da for-
9a de grandes Curvetas. Depois da
Curveta Viute cinco de Maio, que
perderao no combate de 30 deJnlho
do anno prximo passado era as ma-
iores em barcaces que tinhao. O Re-
publica nioutava 18 pecas, e o Inde-
pendencia 24, porque alem de ter tao
bem 18 na batera de cima, tinha 6 na


*



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coberta. Entife os merlos leste ouve Voador quando eu era Tenente, nao
2 Officiaes, e o Commandante M g tem huin palmo de mudeira que se nao
era hum Dmmmond Depois do Iri- g desfaja ma, como V. C*. ter vis-
dependencia arriar handeifa fugio pa-
ra a Sarandy ; alli fi morto. O Com-
mandante do Briguc Repblica per-
deu hum braco, e Brown foi ferido,
ha cartas que dizem leve, outras gra-
vemente. Dizein tambem algumas
cartas, quepegara5 fogo ao Repu-
blica sem lhe tirurem os feridos gra-
vemente, c que destes ja antes tinhao
lancao inultos ao mar. deshumaui-
dade que fizera grande impressa cm
Buenos Ayres; todava a ac que se nao faz- crivel.
Tendo a Sarandy, e o Repblica
soffrido mais fogo que o Independen-
cia como 'oi mui visivel; e tendo este
48 mortos, e mtiitos feridos mortal-
mente, parece que sem duvida osiui-
migos tiverao pelo menos de l3o a
1+0 mortos. Nos ti vemos 18 morios,
cm que entrou o honrado 1. Te-
nente Rafael Jos* de Carvalho, que
commandava o Brigue \te nove de
Agosto ( quando huma baila de ca-
nha lhe levou o braco esquerdo, e
abri o ventre, disse aos que lhe vis
nha dar socorro isto nao he nada,
va continuando com o fogomais
apenes vi veo poucos minutos) e VM
feridos: destes 2 00 9 Hcar;6 a le ja-
dos ; os outros sao levemente, e an-
dad t rabal liando : tivemos atgumas
avarias que estao quasi reparadas.
Os Brigues e a Sarandy lanzaran ao
mar 4 mezes de mantimentos, gran-
de quantidade de scbrecellentes, e
muitos caixoes com armas de inao,
tanto brancas, como de fogo, que,
segundo dizem os prisioneiros, leva-
va para a Patagouia, para onde hi-
ao unirse aos que la* cstao, deveu-
do primeiro .hir attacar a Corveta Ca-
rioca, que luivia chegado a Monte
Video.
Resumindo lucros c perdas do ini-
migo as ultimas acabes, h carao com
a Corveta ltaparica, que era Brigue 0'
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to pelo Termo de Vistoria qu se fez
antes d'ella hir para a Patagonia, *e
para alli mandei com Orificio meu : fi-
carao com a Escuna Escudera, que
estar de continuo -com as bombas
em accatf: e com a Escuna Cons-
tanza, que tinha de singular ser
mui veleira; a sua forja era de huma
peca de 18, e%CarOnadas de 9. Per-
derao a Serandv oue inrna* "^rera*
concert, e a sua forca era de huma
peca de 24, huma caronada de 18 am-
bas em rodisio, e8 ditas de 12: o
Repblica de 18 pegas, e o Inde-
pendencia *le 24. Cantad Vitorias,
e louros. Dos lhes d mui tas destas
emquanto fizereni a guerra ao Bra-
sil. Aluda quando as perdas possaS
ser consideradas iguaes, (a fcil he
ao Brasil suppri-las, quante difficil a
Buenos Ayres, e correndo parelhas,
fa3l he conhecer qual desappareceria
do cathalogo das Nacoes. Bordo da
Fragata Piranga em 9 de Abril de .
1827. III.-0 e Ex.- Sr. Mrquez
e Macey. Bara do Rio da Pra-
ta.
( Diario Fiuminence. )

Vendas.
I Quem quizer comprar hum Citio
rtas trras do Engenho do Monteir,
com 300 e tantos pes de larangeiras no?
vas tanto da china como de embig, e
taobem alguns pes de limeiras, da tr-
ra e da peca, 30 pes de jaqueiras, 1000
e tantos de cat e 7 de parrara*, 11 de
figueiras, 6 rumeiras, l oitizeiro 5 ca-
juniros, hum pe de maracuja as, hum
grande bananeiral de bananas tanto
curtas como compridas, com huma boa
baixa para plantaje de capim, e rocas,
3 pes decoqueiros, todo o Citio he cer-
cado de dendezeiros e espiuho, e tres
pes de piuheira, a caza tetn quatro


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portas de frente e res jan el la, por
tudo (em 14 portas, 6 camarinhas, de g
born tamanho, caza de fazer tarn ha, ~
forno, prenca, e estriba na, para caval- o
los, forno fura para fazer doce, huma
cacimba com b< a ngoa, o dito Cilio ti-
ca perto da Igreja e perto o rio Capi-
baribe, qualquer pessoa que o pertcii-
der falle com Francisco do Reisna ra
do Rozario, que l achara com quem
tratar.
2 Na Loja da Pruciuha doLivramen-
to, das fazendas baratas, de Joao Car-
los referir de Burdos, aiem de ouiras
militas tuza tulas baratas, tem as se*
guiles
Cazemira superior o covado a 1$120
Cortes de vestidos de cassa da
India a 3#200
Ditos ditos ditos de ditos a 4#800
Vestidos de xitade barra a 1$I80
Ditos de cassa bordados de la a $8tX)
Saias azues da Fabrica a f 7$P
PecasdeGangadeCompanhiaa #880
Ditas de xitas a '880
Ditas ditas

a 4#000
Ditas ditas Irlandezas a 7#5( 0
Ditas ditas ditas a ?$CG0
Ditas de pao de linho de AIc-
manha muilo fino a l#6T)0
Ditas de paninho fino b 3#840
Ditas ditos ditos a 2^60
Ditas ditos ditos a 2#880
3 Vende-se huma morada de caza ter-
na, cita na ra do Rangel, N. 97
3uem a quizer comprar di rija se a ra
a Aurora afalraJoze Felis.daCruz,
o mesmo vende taphem huma ballaiifa
de pao, com os pezn de quarta at
huma arroba.
4 Quem quizer comprar huma caza
terriacila por detrs da Igreja de 8.
Jcze N. ? 874 falle na ra de Rita
nova caza N. 799 que achara com
quem tratar do cu proco'. ,
5 Vende-se a venda da ra do Roza*
rio na quina da caza de Joac Remar-


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do do Pego, quem a pertender com-
piar, dirija se a Caetano Carvalho Ra-
pe zo, na ra do Livlamento caza D.
24 que tem ordein para a vender.
Amas de Leitb.
6 Alurna familia capaz que percizar
de huma ama de lejte, achara na Boa
vista, ra do Rozario na caza que foi
o Abogue velio, huma negra 1009.1 do
Gento de Angola de minio boa saude
e abundancia de leite.
A\izos Pauticulares.
7 A pesM-a cpie por este Diario sulU
cita huma canoa para comprar dirija-
so a caza onde morn o Doutor Car\a-
H10 na Praca da Boa vista para se 4-
justar. '



n
NOTICIAS MARTIMAS.
ENTRA U AS.

IA lOdocorrente. Liverpool;
42dias; U. Ing.Coscor, M. Jolen Wa-
re. ecjiip- 9, caruH arios ^eneros,
a HeywJitts & Coy palibia. Rio
Formozo ; 24 horas; S. Agua de
Lupe, M Custoiiio Moreira dos San-
tos, equip. 8, cargacaixas, a Antonio
de Souza Ciuies.
Da !I Fundiou no Lameirao o
Paquete lug. Slzlaik, viudo da Baha,
em 5 das. = Fnmtiou 110 Mime i rao o
CorreioN el Geucral Licor, viudo
do Maratiha; em 72 (lias; Com. o
2. Tciu'iite Francisco Joie de Mel-
lo.-r-Havre deGrace: 38 da; B,
Franc. Mde, M. Andree, equip 13,
carga varios gneros, a Roberts Pejly
& Companhia Caraveljas; lidias;
S. S. Francisco Vencedor, M. Joze
Florencio Jorge, equip. I% carga 4-
rinha, ajca Luit ne Siuiieira.
SA1UDAS
Dia 13 M. Felis da Costa, equip. 7, em las
tro;
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& FERNAiUBUCO NA TYP. PO D1AJUO RA DJJiElTA .,?. <


Full Text
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