Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00023


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Full Text

N. 48

diario de;pernambco.
I
Hoje Quinta Feira 22 de Fevereiro de 1827.
g i *


Cadeika de S. Pedro eM Antiooma

Ir Preamar a 1 //ora e 18 w wi/to tto /rife. .
t





G

Sr. Abelhudo.


'omo Vm. convida a boa gente
131 azi 1 eir para apprezentar os factos,
e argumentos, que podiao obligar a
III.ma Cmara desta Cidade a naS con-
sentir prezentemente que o Sr. D.r
Manoel Caetano Soares, prestasse
o juramertto de Cidadao Brazileiro,
eu que por graca de Dos tenho boa
fe, e detesto violencias, e por meo
mal estou firme na opiniaS, de que a
111.u,a Cmara obrou como cumpria,
vou com toda a franqueza emiUr os
principios, em que bazeei a mirilla o-
piniao pana se por em discussao, e a
final ver-se quein de nos tem razaoi
O Sr.-Doutor Manoel Caetano foi
pela 111.D,a Cmara enviado ao Con-
gresso de Lisboa para expor negocios
relativos ao bein desta Provincia, e
he fatua publica que excedeo o man-
dato, ao que nao dou intciro crdito;
por que sendo elle formado, in utro-
que jure, devia saber ,que o ser de
Procurador tem limites, que ultra-
pasados, s a elle prejudieavao.
Teudo concluido o Sr. Doutor a
sua mensage, e devendo-voltar a dar
conta a 111.m!L Cmara da sua conduc-
ta, obrou como os Embaixadoses Ca-
ens, que forao enviados a Jpiter,
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e de mais a mais se declarou inimigo
da sua Patria, quando o grande Bra-
zil separado pela natureza do antigo
mundo se pOz em atitude de seguir no
seo Governo apartha, que recebeo
da natureza,
Na5 saptisfeito ainda o Sr. Dou-
tor de sustentar huma opiniaS, que
estava em oppozicao com a de todos
os Brazileiros, procurou-serviros Por-
tuguezes, quando ja estava decidida a'
emancjpaca do Brazil, em virtude do
que fo nomeado, e servio de Juiz de
Fra da Villa de Cartaxo, ou Cha-
musca.
S. M. I. dezejando ver reunidos
os Brazileiros no novo Imperio, por
hum justo, ejegal Decreto convidou
a todos* os Brazileiros para dentro em
seis mezes voltarem aos seos paizes
natalicios de baixo da pena de seren
excluidos do numero dos Cidados Bra-
zileiros. O Sr. Doutor teudo noticia
daquelle Decreto, que se publicou em
inmensas gazetas uacionaes, e estran-
geiras, na5 s nao obedeceo a voz de
S. M. I. deixando-se fiar servrudo
em Portugal, porcm acabando, ou
dando-se-lhe por acabado o lugar, con-
tinuou a permanecer em Portugal,
sem dar huma so demonstraban de que.
eraCidado Brazileiro: no momento
porem que o arol'da guerra se accen-




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deo em Portugal, ejulgeu arriscla
aquella habitacao, tomou o carcter
dos seos Catoes com a variacaS do-t-
em-g- e veio abrigar-se ao grei dos
Cabellen as.
Sendo pois, o que acabo de dizer,
factos, que se nao podem negar, e ten*
do praticado o Sr. Doutor outros mu- o
tos, que nao repito por ter em odia o
a sacrilega penna de Juvenal, como
pode ser aecuzada a 111. Cmara d
ter dado cumplimento ao Decreto de
S. M. I. nao reconhecendo Cidadao g
a hum homem, que nao voltou asua g^
Patria no tempo marcado na Lei, e
nem justificou cauzas plauziveis, que
o embaracassein de voltar no tempo^
que convinha ?
Tendo cuvido a muita gente afir-
mar que a 111.m* Cmara admittio
o Sr. Doutor ha poucos dias a jurar
por Procurador, e que depois manda-
ra aspar, ou raspar a assignatura; na5
creio no facto: admittido porem que
existi, a lli.raa Cmara, he verdade,
coucorreo para huma falcidade, des-
truioa t, que a Lei da quelle livro:
este facto porein da Iliustrissima C-
mara nada tem de commum com o di-
reitodoSr. Doutor Manoel Caetano,
pois que o ter elle jurado quando a
Iliustrissima Cmara nao tinna autho-
ridade, para o admittir, quando elle
ja era hum estrangeiro, na5 o retorna
Cidadao, porisso que o acto de admi-
tir hum estrangeiro ao numero dos
Cidados nao he, segundo a Corstitui-
c.ao, da atribuicao da Iliustrissima Ca- |
mar, porein sim de outro poder, ten o
do primeiro precedido certas, e deter- o
minadas qualificacocs: tal voz que o o
que tenho exposto nao seja jurdico,
e que contenha em si heregias de Di-
rcito; posso com tudo afirmar que es-
crevi de muito boa f, e qUe seiei feliz
se mudar de opiniao "convencido por
argumentos mais pozitivos, conclu-
dentes, e convincente*, do que os que
teiiho emitido. Dos guarde a Vm.
inuitos annos. Recife 16 de Fevere-

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rod 1827. ,
Seo Attento Venerador. .
O Am.o do eiclarecimento da verdade.
Tros, Tyriusve mihi nullo descri-
mini agetur.
Na5 farei distinccao doTeucro ao
Tyrio.
Traducca5 de Lima Leita5:
Posto que ao certo na5 tenhamos
a honra de recordar-nos da pessoa do
nosso muito douto, bem que hum tan-
to cholenco, correspondente o Sr. Ju-
das Ranhoso da Silveira, author da
Homilia impressa em o nosso Diario
N. 39 com aquelle nome, com tu-
do como toda a carta tern resposta, a-
qui lha damos muito aop da letra, o
que por falta de espaco nao fizemos
loo-o. Cuidava-mos nos que as nosss
paginas a sombra de huma bem enten-
dida liberdade de Imprensa smpre
francas, e indistinctamente abertas a
insersaS de escritos, e pecas publicas,
em diversos sentidos, e de^todos os
partidos, segundo a occaziao no-las
offerece as Gazetas estrangeiras, ou
nacionaes, d'onde frequentemente co-
piamos : cuidava-mos nos tornamos a
repetir, que esta imparcialidade nos
livrarw, ao menos das increpacoes de
qualquer delles, enganamo-nos : inse-
rimos por ex: o chamado Decreto do
Sr. Infante D.* Miguel ( documento
informe, eevidentementeapocrypho )
__ bulha Transcrevemos agora o
Extracto de Genevra, na5 so bu-
lha mas athe insidioso, e viru-
lento insulto!!! Quando outras ra-
zes nos na5 assistissem bastara a vi-
olencia da carta para conhecer-se cyde
sa'cordo com que fora dictada. Nao
nos admiramos: he esta a marcha in-
varavel dos Fanticos, e dos Energ-
menos : destituidos de argumentos com
que deffeuder-se, recorrem a impro-
perios : clama5 aimpiedade Invo-
cao oltayo fulminao maldices a-
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pellas em fim para o Pathos do
auditorio, cem mil interrogacoes ex-
travagantes, a que elles mesmos, l
muito a seu geito respondem : Tal he
a tctica do Sr. Ranhoso; tctica tao
influente sobre o populacho, qanto
dbil, e dispresivel aos olhos do ho^
mem anda o tnais mediocremente de-
semborrado. O Sr. Ranhoso nimia-
mente suseeptivel, protesta o escnda-
lo publico que do artigo em questa,
pode Tesuitar: miseravei subterfugio;
onde existir o escndalo, onde a im-
moralidade ? na commissaS do roubo,
do Peculato; na crpula na Li-
bertinagem no deboche *- na dissi-
pac,ao flagiciosissima em quedesgraca-
damente vivem engolflos, tantos de
seus apaniguados, ou na denunciac^o
de tamanhos attentados ?
Escandalisar inais o castigo, que
a perpetracao do Crime ? O Publico
ojulgar. A accusaca de desviar-
mos o nosso jornal do fim a que o di-
signamos he huma perfeita inepcia,
bem talhada cabeca de ta5 estranlio a- o
borto. Ninguem ignora que objectos
Commerciaes continuad a ser como
sempre forao, a principal materia do
nosso Diario: eis ahi o que n&s pro-
mettemos como porera nao tizemos
ndice expurgatorio ( e he isso justa-
mente o que o Sr.' Ranhoso quera! )
que obsta a que de ora em quando
transcrevamos de quasquer Peridicos,
ou alias, extractos sobre assumptos
curiosos ou interessantes ? Para asse-
verar o contrario he necessario formar
tristissima idea do estado actual da Ci-
vilisaca nos por certo nao faremos
a nossos Coucidadaos tao mal mereci-
do desacato.
Fique-se o Sr. Ranhoso na Paz de
Dos, e approveite mais os amigos,
da sua mesma estoffa, o prudente con-
selho que nos da, pois na verdade a
paciencia tem limites a virtude in-
sultada exigir vinganca Ai do tris-
te que se atrever aprovocaWa.
O Redactor;
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Variedades.
Hum sugeito exagerando o longo
tempo que as tartarugas se conserva
sensitivas depoisde mortas disse, que
tinha visto huma que seis semanas de
pois de ter a cabeca cortada ainda an-
dava pela caza; toda a companhia
mostrou semblante de duvida, o que
perceueuuu elle uisse: eu conheco que
ne huma cdisa extraordinaria, mas es-
pero que ninguem duvide da minha
palavra, e voltando-se para hum su*
geito que pareca duvidar do facto ma-
is que os outros, lhe perguntou; que
pensa V. merce do que eu digo : se
" V. merc, '* lhe perguntou o outro,
** nao visse isso com seus propros o*
Ihos poderia acreditar? Nao res-
pondeo elle; pois enta5 permitta-me
que eu tambern duvide ate que possa
ver com meus olhos.

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O Rei Carlos 2. vezitando hum
dia o Doutor Bnsbv em sua Escola,
he facto que elle o recebeo com o cha-
peo na cabeca ao mesmo tempo que o
Rei concervou o seu debaixo do bras-
so todo 0 tempo que estove com elle,
e quando o Rei se retirou, elle o acom-
panhou ate a porta, onde lhe fez a se-
guinte fala: Sr. digne-se V. M. des-
culpar a falta de respeito com que tal-
vez se persuada eu o recebi; isto he
hum sistema necessario de que uzo
porque se os meus discpulos se persu-
adirem que ha neste Reino hum ho-
mem de mais respeito' do que eu, nao
me ser possivel governailos




*****

-. Vendas.
1 Quem quffter comprar, Agoa de In-
glaterra, milit boa a 7oars. agarrafa,
procure no largo da Ig reja de N. S.


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do Terco, caza N. 158, que la se
vende.
2 Quem quizer comprar hum mole-
que do gento de Angola, que repre-
senta 13 annos, hbil para todo o ser-
vido, dirija se a na dos Cmraes Ve*
lhos, caa N.Q 3 lo,
Allcuel. ,
3 Quera tiver hum escravo canoeiro
e o quizer alugar por semana, ou por
* .,..__ ti....._:___ -v^..:>... J_ O
IllfZ,, piO^uiC t i'lttlinaw Attuc ua
Fonceca Coutinho, morador no largo
de N. S. da Terco, caza N. 158,
para tratar do seo ajuste.
Avizos Pahticulares.'
4 Joze Manoel Gomes Braga, que se
acha destacado na Corte do Rio de Ja-
neiro, com praea de Soldado na Arti-
lharia da Corte, fas certo a todos os'
Srs. e Senhoras da Cidade do Recite
de Pernambuco, que elje he cazado
com Joanna Maria dos Prazeres, esta-
ficara na poce dos seus bous que elle g
os herdou de seu Pai Manoel Gomes
Braga, a saber tres moradas de cazas
no lugar de Fora de Portas, da parte
do mar, e hum escravo de nome Joze
t varios trastes de caza, que elle os
comprou novos, como sejao cadeiras,
cama, mezas, mangas de vidro, lou-
ca fina, e oulros trastes, por ser o dito
prezo, e remetido para aquella Corte,
ficarao seus bens entregues a sua mu-
Iher, e conio esta anda leza todos OS
s e noites de bebidas, tem pacado a
*$* seduzida por pessoas insiguifican- |
fcfc para vender os seos movis por de-
minuto valor, the querendo ipotecar g
as cazas, ou ven scicute ao publico por este Diario, que
pessoa. alguina compre, e nem faca ne-
gocio algum cem a dita sua mulher,
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NOTICIAS MARTIMAS.
ENTRADAS.
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que os manda tirar todo e qualquer g
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bens que tiverem de ter comprado, a
dita sua mulher, por esta o en huma
Authoridade ter para s vender, enem
ipotecar. r -
---------L_------------------------------*?
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k:*; "PER3NAUBUC0 NA TYP. 00 DIARIO, RA D1HEITA N c 267. 43)
JLf IA 20 do corrente.' bc Londres;
35 dias; B. Ing. Crile, M. Joa5
Golloway, equip, 11, carga Fazen-
das, a Antonio Marques da Costa Soa-
res. Babia;. 10 dias; B. Amer. Bra*
zilian, M; William Audros, equip.
1 O nn >!< C1^r,rti/1" I?oii/>>" TV/t .r.r,
field, Unna; 84 horas; S. S. An~
tonio Triunfo, M. Jos Ignacio Car-i
nci.ro, equip. 13, carga caixas, a Ben-
to Jos da Costa.
Dia2I do dito. Londres; 30 di-
as; B. Iug. William Russell, M.
Thomas English, equip. 15, em las-
tro, a Russell Mellors cC. Quil-
ck; 37 dias; B. Amer. VVizardo, que
fundeouma Lameira, M. John Fra-
zier, equip. 17, carga Quina, o Cn-
sul da mesma Nacao.
SAiHL/Ao.
DiaSOdodito.-IIhadeSaSMi,
guel; B.E. Triunfo, M. Custodio Jo-
ze Borges, equip. 9, carga varios g-
neros. Bahia por Jaragua; S. S.
Luzia, M. Cyprian Jos Gomes, e-
quip. 9, carga varios gneros, Un-
na; S.S, Antonio Valerozo, M. Jo-
ao Agostinho do Nacimento, equip.
8, em lastro. Rio de Janeiro; E.
de Guerra N. ej. Andorrana, C. o
1. Piloto Pedro dos Res.
Da %\ do ditot -Urina; S. Beja
Flor. M. Francisco Xavier Pardelhas,
equip. II, em lastro. Fez se de
vella do Lameirao, a Fragata de Guer-
ra N. e 1. Izabel, C. o Capitao de
Fragata Theodoro de Beaureftire.
RioFormozo; S, S. Jos Viajante,
M. Jos Joaquim da Coala, equip. 5,
em lastro, passageiros Miguel Jos
Palmeira, e Antonio Jse PaJroTeira
7
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Full Text
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