Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00018


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Full Text
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DARIOOBPERNAMBCO.

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Hoje Sexta Feira 16 de Feverero de 1887.
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S.. Frofiro ni.



ftxaiaar 4u 8 Amw 30 minutos da manha


(Continuado do N. antecedente.)


>Decencia, ou indecencia da dis-
cussa na verdade sao termos de bas-
tante Jaiitude, conro se lem visto mui-
tas vezes nos tribunaes d'Inglaterra
em causa* de libelJo, principalmente
n'aquellas, que dizem respeito, ouaos
ministros do rey, o aos juizes; Nem
F.
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fazer huma impressao indevida sobre
as paixocs. Esta he pois a liugoagcm
indecente, que Sje -nap deve tpflerar.
Se huma iusittttca5,, ou se huma
ley, ou se hmu acto administrativo,
ou se huma sentenca be cauza de bunt
notavel detrimento, que irais he p*e-
cizo do que expor o nal, e-nwftta'ar
quaes sao os seos viziveis effeitos ls~
tp so basta, e sobaja para excitar a-
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os letrados, nem os julgadores, Tiem o quUegrao de odio, que he necesario
' jury sam os mais competentes pa- o parase obter a reforma4a oauza, ou a
ra tormarem noces justas, ou darern destitu-icaS do individuo: Paj-a que he
definieses exactas do que he decente, portanto neccssario mover o ceo, e a
ou do que he indecente no precizo ca- g trra, concitar o odio, e a ka publica,
zo, que se offerecer ab sen conbeci- g ou contra o homem, ou contra a cabi-
mento;, a ley compete pois o definir g aa, se a simples demonstwa^a do de-
precedentemente, e dar huma noca* o trimento basta de persi a procurar o
geral do que se deve entender por dis- o remedio neeessario ?
cussa indecente. g Se a decizao do julgador he injusta
A indecencia nunea pode consistir pelos seos fundamentos; se a ley he
nociva pelos seos rezuliados, e ua
pelas inteiieoes de queiu prokny a sen-
tenca, ou de quein tz ftjtay, para a-
trahir a reforma da seuteu$a-, ou a a-
brogacat da lev nao he precizo insistir
as pessoas, basta demonstrar o pe-
juizo das contsequencias.. Mas seeu
meconverto contra o autor de huma
ou de outra. em vez de me dirigir a
obra, he so poique a malevolencia me
na diversidade de opinioes, ou ellas
sejio verdadeiras ou sejao falsas, favo- g
ra-vets ou desfavoraveis; a indecencia g
so consiste nos termos injuriozos, e g
as alluzes malignas; porque nem g
mea nem outra couza se corita entre o
os meios do provar, e ambas ellas ten- o
de-si inais a preverter do que a recfct- o
car o juizo. Ha huma certa lingoa-
gem que so conten* indicies depaixa,
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aquella, que em vez de se dirigir dirige contra a psso, quando o zelo
ntendimeuto, so se encamiuha a publico me ordena que me dirija s


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r>ntra aquillo, que merece a reform\;
o calculo das vantagens, ou desavan-
tagens he o objecto s da indagad
tranquilla; portanto "o chamar a
hum legislador, a hmn juiz, a hum
ministro d* estado o vil itistrumeuto
das desgrcaa publicas, convidar a in-
dignac.a5 e o odio dos subditos para"
que derramem sobre a su a cabeca todas
as effuzoes da ira, e do rancor he s
huma lingoagem declamatoria, que
ua5 prdva nada, e que serve para
accender animozidades e nutrir dis-
cordias. Em quanto ao substancial
da materia as ponderales da razan
tranquilla valem mais do que as ex-
pressoes vehementes. O odio, que se
excita, e o ardor, que se commove,
tem effeitos mais permanentes, e mais
extensivos do que re^uer o bem da
communidade, e por isso he mais no-
civo do que til desenvolver esses e-
ffeitos ; e se o fim pode obter-se por
meios de mais suaves agentes para que
he uzar dos violentos ? O real estado
da questao versa a cerca da verdedeira
soma dos males e bens, queresulia,
e podin resultar; este he o tim da iu-
d j; cao, e a tanto se deve limitar o
escritor de. boa f, animado do verda-
deiro zelo pelo bem commuin. Ver-
dade he que ja mais se pode examinar
a tendencia dos actos humanos sem
approvar, ou desapprovar ; mas pode-
se tracar huma linha bem vizivel entre
approvaca e desapprovacao, e entre
a lingoagem das patxes, que deixa o
ponto do debate, e se converte para as
pessoas;
Tudo quanto tcnho deduzido sobre
os pontos precisos, que deve com-
prehendcr a ley da liberdade da im-
prensa, se reduz a estas simplicescon-
ciuses.'
Que dcvem ser protegidos os direi-
tos individiiaes no que respeita a repu-
tacao dos iudividoos.
Que deve ser livre o uzo da impren-
sa em (pianto as instituyes politicas,
e em quanto aos fuuccionarios publi*
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COS. ,
Que tanto he til a censura quando
se conten nos seos verdadeiros limites,
cerno intil, e prejudicial quando
transborda em sai y ras amargas, e em
exprobaces acerbas.
Que os delictos que neste cazo se
deven i fixar, e punir sao as exhorta-
5es a:desobediencia, as calumnias,
as injurias, e a lingoagem indecente.
Que he fcil definir todos estes ac-
tos perniciosos, e achar motivos os
mais aptos para estabelecer huma sane
c,a efficaz, com que se obtenhao os
dous dezejados fins da ley penal, que
sao indemTs r e prevenir.
Mataren detalhes na5 cabem nos li-
mites de huma theoria que s trata de
pezar o valor dos principios, e de mos-
trar a sua applicacao pratica.
- Amcrkut

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Noticias Estrangeirab.
Suma
Geneve 15 Dezembro.
O nosso Governo acaba de fazer
intimar oidein a hum Vi issianario Fran-
cs para saliir immedia ament deste
Cante, visto que elle pelos seus
Sermes sediciosos tem cauzado em
poucassemanas grande perturbacao e
escndalo nos nossos districtos Catho-
licos. Nao contenet este Missionario
de semear com as suas doctrinas in-
tolerantes a divizao entre os habitan-
tes dos dois cultos, elle es^oiava as
suas invectivas contra a*Re giu Re-
formada, e contra as institu es dos
povos livres. Todos os bons Cidad-
os tem louvado muito esta indispensa-'
vel, e judicioza medida do Governo
para reprimir e afastar de nos as ten-
tativas do fanatismo, contra as quaes
a experiencia nos tem mostrado ser
mui precizo estar sempre alerta.
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Outro individuo chamado Molitor
de Vigny Missionario apostlico, foi
entregue k pouco tempo tas mos da
Justina de Fribourg, por cauza d*
hm roubo que havia cometido em
caza de hum cura do Campo ; d.*pois
fi>i o mesmo apostlico entregue as
Authoridades do Vallas por se ter pro-
Yudo que elle tinha roubado a Igreja
do Hospicio de Simplo n. Prenden-
se igualmente em Fribourg outro a-
Dostolino P>iri-i*nie sjs se inculcava
sobrinho do Cardeal de ltohan; o qual
cobcrto com a mascara da moda ( a im-
postura ) dizem commetera muitos
roubos e vilhacadas em diversos luga-
res carcter de qqazi todos os apostoli
eos! Desgracados os Governos que
consentem em-seu celo tao peni ci
zas sociedades, s proprias para faze*
rem a desgraca assim dos mesmosgo-
vernos como dos povos!!!
pitados em Constantinopla, e muitos
milhares tinaS sido afogads. O3 me-
ninos no ventre de suas Mays na5 sao*
respeitados pelo Goveruo Turco; as
pesseas de qualquer sexo ou idade,
o que compreti -ude os meninos de
ber^o sao elassilicados as mesmas ea-
p thegorias, como seus Pays, pelo Go-
p verno Hespanhol; porem athe aqu
elle tem-se contentado em os encur-
ralar nos seus destrictos, de baixo da
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'^arda los vouiaius Riaiisias, rno-

( Le Contitutionel )
O poder absoluto reina, e brilha
com o mesmo resplandor, tanto noO-
riente, como no Occidente da Euro-
pa. A policia de ('onstautinopla faz
estrangular, e decapitar os suspeitos
de Jan'serisrno e faz alar em sacos
lancar ao mar vivas as mulheres sus-
peitas de terem recebido os seus abra-
mos; ella trata como infames todos os
adoradores d Jezus fhristo. A poli-
ca de Madrid faz huma lista de todos
os individuos de qualquer idade e se-
xo que sejao, reputados por pedrei-
ros livres, conhecidos por Communei-
ros, tidos por liberaes or exaltado,
por moderado, ou que adquirira bens
Nacionaes, ou Secularisados, sem es-
quecerem seus fillios, creados ou qual-
quer outra pessoa que Iheseja afecte
por qualquer motivo.
Todas estas cauzas seassinaraS em
Madrid a lo de Novembro do anno da
graca de 1826! Na mesma epocha
seis mil descontentes tiuha M deca-
deraca esta que se pode atribuir a
preseuca das Tropas Francezas.
A circular do director gefal da Po-
licia da Hospaali* torna a chamar os
Missionarios do club dos Dominica-
nos. Ella faz tabem dos moderados
huma classe de proscriptos. Quem
nao reconhecera' no sistema de terror,
que peza sobre a desgranada Nacao
Hespanhola huma especie de Tomance
no mesmo estilo absolutista, que at~
terrou a Franca em 1793? O autor
da circular inclue na lista dos proscrip-
tos todos aquelles que tem adquirido
bens secularizados; porem nao foi es-
ta secularizacao* authorizada por Bre-
ves? De que maneira podera os po-
p vos conheeer o que lhes he permetido,
ou prohibido, se aquelles que aceita-*
rao empregos e executaraS. as ordens
do Rey de Hespanha, quando elle no-
meava,e ordenavacomo iMonarca Cons-
titucional commeteraS obedecendo
hum crime imperdoavel ? e se agora
sao tafibem crimiiiozos aquelles que
fiados na fe das palavras do Papa ad-
queriro bens que o Santo padre per-
mittio, tender, e comprar/ Se os
Jezuitas, se os Apostlicos sa5 Su-
periores aos Reis e os Papas, e se s
elles tem direito de permitir, ede
mandar; por que se nao declama isso
aos Povos? Mas que importa que el-
les nao sejao supriores aos Res e aos .
Papas, se elles arroga a si huma e
outr authoridade dezobedecem, e il-
ludem as determinacoes dos Governos,
e pagao aos povos para fazer a gnerra
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aos seiio legtimos Soberanos, e aos
raesmos povos?
Quem forneceu aoChefedos rebel-
des Portuguezes os meios de invadir
a sua mesrna Patria ? Quem tem mo-
tivado tantas desgranas era Hespanha,
o era Portugal armando limaos contra
Irruios, e Pais contra filaos, e estes
contra aquel les, fomentando assiui a-
guerra civil o mator de todos os flage-
los, sao os Ano?to!ccs da, Franca, da
Hespanha, e de Portugal, cujo infer-
nal sistema he conservar aos poros
sempre ignorantes e estupidos para
melhor poderem conseguir seus per-
Versos e bem conhecidos intentos;
porem as guasebalas va5 -se desmas-
ca raudo, e he de esperar que o des*
potismo Fradesco nao seja de mu lon-
ga duraca5. ( Le Constitutionel )
Sfr. Redactor.
Caneada de ouvir, que pela morte
de meu Marido-o Tenente Coronel Jo-
zeAntouio Ferreifa, eu percebo mui-
tos soccflrros, e chegando algumas
pessoas atbe aestranharem, que e me
carlee,' e oceupe em trabalhar para a-
limentar-me, e educar os meus pobres
filfwihos, por que di^etn, que as m-
zanlas que tenho chegao para tudo:
vejo-ine na forcoxa nescecnlade de de-
clarar, que so no auno de 1825, recebi
por vezes; e de diverjas pessoas o se-
gu nte = J37$OO0 rs em dinheiro,
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ERRATAS.
N. 36pag. 143, col. I.;.linh. 12
onde diz sem que lea-se sem
queixa, Dito, dito, dito, lin. ti
onde dizNovo estanque de tabaco
de p lea-*e Tabaco de pP




NOTICIAS MARTIMAS
D. '
IA 15 do corrate.' =5= Aracati; .
16 dias; S* S. Rita .Carlota, M. Ae-
toa* Rodrigues da Silva, equip. II,
carga varios gneros, a Antonio Jos
deOliveira Costa, passageiros Jase
Feij de Mello, o 1. Cadete de Ar-
tillara de Linha Joao le Barros Fal-
cade Albuquerque, Joze Ignacio de
Barros, Antojo de Souza Pe eir,
Antonio Jos Ferreira,\Jo5 da Cu-
nha Pimenta, Manoel dVReis Lessa,
Joaquim Policarpo da Silta, Antonio
daFonceca Paiva, e Feli^ Antonio.
Parahiba; 24 horas; S. Rozarinno,
M. Joso Rodrigues* equip. 12, em
lastro, aoM. Paiahibaj 24 horas;
L. Restaurado, M. Jacinto da Ro-
cha Silva, equip. 8, em lastro, ao M.
SAH1DAS.
Dia dito, t- Babia; G. Franc. A-
pollon, M. J. J- Edou,, equip.', 15,
carga azeudas, passageiros Joaquim
Ignacio de Yaacoueellos, Joae Fer-
de Vascoacellos, o Mr. Meroy.
tres pecas de Paninho, humada Ren- reir de vastle i o, **%*/****
da, eduas de Ganga amarella; e na- Prto dcGaliuhas; S. Rainhados
damaisathe a data desta. por es- Asjoa, M. Mauoel Domingos Gomes,
por
ta occaziao beijo asmaos as* benvo-
las pessoas, que assim aligeirarao, na
quee ternpo, o pezo da minhn des-
ventura, e desamparo.
Rogo-lhe Sr. Redactor, a mer.ee
de incertar a prezente no sen Diario
para esclarecimento da verdade.
f)jB Vm. Muito Atienta Veneradora.
Mori Lial Ferreira.
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equip. i7, em lastro. Uima; S.
Chica, M. Izidorio da Silva, equip.
14, em lastro, wr Rio Grande do Sul,
E.' Mosca, M. Jos da Silva Neves,
equip 11, carga Sal, passageuo hum
ewcravo. Livelj>ool; B. lng, Cog-
noc Paket, M. John Henderson, e-
quip. 8, carga Algoda, Ajssucar, e
Couros.
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&
PERNAMBUCO NA TYP. DO DIARIO, RA D1REITA N. 2fltr
ifl
irr
imm


Full Text
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