Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00009


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Full Text
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D 1 A R I O ) E P E tt.J" IMBU C O.
.Ir Wf!|
Hoje Ter^a Feira G d Fever eiro de 1827,
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.' AS ChAGAS DE CtRISTO.
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Preamar aos 30 minutos da tarda.
( Continuado do N. c antecedente.)


c
OBI o destino pois de chegar so-
bre cada huin destes pontos a concl-
zoes exactas, me'servie^dft principi-
os de huma reconheritja certeza, esta-
belecendo concluzescom aquella pre-
cizao lgica de que u for capaz.
Quaes sao os atctos comraetidos
pela imprensa, que corivem prohibir
specifcainente debis de certas pe-
nas? Eis aqui a priineira pregunta:
E a resposta he: Que apenas haver
ajelo do govern, em cuja rezistencia,
e apenas haver direito individual, em
cuja Violacao se nao possa empregar
a imprensa, como instrumento. Com-
ptfherider porerh a todos estes actos
na Ley da liberdade da imprensa fra
o mesmo que fazr huin cdigo penal
por iuteiro. 8 -
Nao se pode com tudo duvidr. qu
a imprensa he hum instrumento cu-
Jiarmente adoptado para commetter
toda a casia de injuria e de calumnia
co'ntra a reputflfa dos individuos, e
toda, a casta, do provocacao a fim de
perturbar as operaces de hum gover-
n. Nestes dons ca2os pois he que a
liberdade de imprensa carece de limi-
tes.


Quaes s
-
por tanto os actos, que

a Ley da Liberdade da imprensa deve
g punir em quanto a reputa9a5 dos par
ticulares e quaes sao os que deve
o punir em quanto ao governo? Exa*
o minaremos estes dous pontos com va-
gar.
Em quanto ao 1. Nenhum acto
o sepodedizer offenca de hum indivi-
o do, sem involver em si a violacao de
o hum direito, que este individuo pos-
sa: E como, no que respeita. ao cre-
dito, e a reputacaS, he certo que todo
o homem tein direito ao carcter que
g merece, e a que se diga deile o qua
g suas accoes re'querem que se diga a
g violacao ueste cazo consiste em pala-
o vrs, que imputem aceces, as quaes
o se nao j?raticaram, ou que imputem
o huma propensas a praticulas, sm ha*
5 Ver prova de scmelhante propensa6.
Quaes sejao as palavras, que cora-
prehndao taes imputases he materia
de facto, e na6 compete ley, a qual
so define quaes sao as accoes, que nao"
podem ser imputadas sem injuria d'a-
quelle, a quem se imputao. A impor-
tancia pois das palavras, de que o in-,
juriado se queixa, e o grao de prva
que ellas involvem he a materia sobre
| que se deve excreer a sagacidade ea
g sabedoria de quem julga.
S As accoes tiesta especie,' que a Ley
| da liberdade de imprensa deve prohi-




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bir sao todas. Aquellas a que as ley do
cdigo pcnai-iinpdenr penas, 011 a
quelies, as quaes o publico arinexa
discredito, e labo. Nao pode haver
difficu!di\de em definir as primeiras;
isto he,, em declarar que nao he per-
ro itti'jo imputar o assacinio, o rapto,
o furto, o incesto, o adulterio &c.
Em quanto as segundas tambem n5
ser difficil o dermilas pelo seu norae,
e com suficiente exactidao.
Agora em quanto pena.
Os fins, que se propoem a Ley,
q-uar.do dous: 1. reparacaS da injuria; 2. pre-
vengo para o futuro.
( Continuar-ae-ha. )
hir nc dia 30 do ostente apesar de
ser da santo. Palacio A* Ajuda em2n
de Novembro de 1826. Francisco
Manoel Trigoso d' Aragao Morato.


: ;
..


Extahido da Borbotn de 5 de Dezembro
de 1826.


!
DIPLOMA OFFICIAES.
Havendo-se assignado na Corte de
Vienna d' Austria os Esponsais da Se-
iihora Rainha D. Mama II. com o
Serensimo Senhor Infante J). Miguel,
aSenhora Infanta Regent^, em de-
monstrares do seu justo prazer por
ta grata noticia, ha bor benV deter-
minar, em nome de ElRei, que haja
nesta Capital, Gastello de S.Jorge,
e Torre da Marinha, luminarias,
repiques e Salvas de Artilharia; as
quaes demoHstraces ha5 de comecar
no dia Sexta feira 1. de Dezembro,
e continuar nos dous prximos scguHi-
tes, suspendendo-se nestes dias o des-
pacho dos Tribunaes, e sendo eltes de
grande galla, suspenso o lucto actual;
e havendo no Domingo beijama pu-
blico ueste Paco, a hora do costuiuo,
O que tudo manda a mesma Senhora g
participar ao Senado da Cmara, para i
si'a inteligencia e devida execueao na o
parte que lhe tora, fazendo-o publi- |
car pelo Bando lhante occasies, o qual devera' sa- o
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dem do din 10.
.
Relatoriodo Excellentissimo Ministre*
dos Negocios Estrangeiros as C-
maras, em Sessa de 4 do corrate,
sobre os Negocios com Hespanha.
SENHORES DEPUTADOS DA
NA?AT.
Ja duas vezes em Sessa secreta ti-
ve a honra de dar a esta Cmara hu-
ma mui ligeia idea do estado, em que
seachava as nossas rela^es coras-
principae Potencias da Europa; h- -
leer Sessao publica nao sd repetire
oquenaqueliaw duas oeeasjes d.sse,
porem darei todo o deten volvimiento
quemeseja possivel a ta importan-
te como delicada materia.
Senhoresi Pe os Negocios queme
sao commetdus exigero para o bem
do Estado por algum tempo huin pro-
fundo segre lo, eti^gacorn tudo huma
poca, na qual o mvsterio nao so he
desnecessario, mas mesmo criminoso.
Toda a raiuba ding'mcia poto, foi guar-
dar o segredo todo o tempo, que me
pareceo ntcessario, mas, nem hura so
momento alem desta meta, a qual se-
gundo omeu ffaco entender, cega-
mos boje.
Quandoem S.'d* Agosto a Senho-
ra Infanta Regente se dignou cha\-
mar-ine ao seo Conselho, a incumbir-
me a direccao dos Negocios EstrangV
ros achava-se Portugal em circunstan-
cias summamante difficeis. A Carta
Constitucional acabava de ser jurada;
porem este Monumento de sabedoria,
e tnanancial de felicidade, que hayia-
mos ha pouco recebido do nosso im-
mortal Soberano Sr. D. Pedro IV.,
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(III)
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*;
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era o diaho por huma Na^a vizinha,
mal conhecido porquasi todas as 011-
tras, nao fallo na Gra-Bfetauha, a
qual ha muitos secutas aplaude as uos-
sas venturas, e em nossas desgracas
tem fcido sempre o nosso mais firme
apoio
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Porem, Srs: se as grandes Poten- ^TSaLlTl "t **'
i por algum tempo estiverao* in- 2 Port,..,,..- i8*1/, <* desertores
cias por algum tempo estivera' in-
decisas a nosso respeita, esta ndtei-
feao nao foi com tudo delonga dura-
cao. O Ooverno Francez reconheceo
em breve temor lo.;<:..la.i.. ~ -
bedona das nossas Institui^cs, e pe-
lo digno RepresenlantedeS. M. Caris
tiniaaimn rtoGt'i PA4n *....-.,.. ....-i_-j
do mesmo tivessemos este nico Allia-
do, nada poderiamos temer
Logo que no mez de Julho se fize-
rao os preparativos para ser prestado o
dev.do Juramento a Carta Constitucin
nal augmentaras as intrigas da par-
o
3
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nha T*"*? fest<1os em Hespa-
nha, deaafian.5 os sous camaradaS a
cometieren, o mesmo erimJ77SL!
tmnwsima nesta Corte temos receido I dando os bSSSH ?e8Panba> COIlvI-
repetidas seguranzas das amigare m- I do a I^itimSS t de*er?a0' tacan-
tencoes d'aquelle Ooverno. O Irpe. DRO^f \SS Senfl0r D PE"
rador da Rossia cijas virtudes esL 2 voWL.!^erendo^mo8trar <"* po-
rador da R'issia, cujas virtudes
bedoria u bein conheeidaa o
Europa,
ntoda | Win; do Trono, e do Altar. A
po-
era
que
dguou se emhuma Aucu! I tfNS^l^ -A ue
enea, que concite o Ministro de malvados PoS^020^
Portugal, eli/er-lhe que eli* sempre i Foi oois n -
U* ponh^Oo a eg.thmdade Pde | quand^en re? ^ZSSST ^
ml:^lir.Ui{ftet. equetinhaomai- I muito nos-H"JL-T*1*110' ^"M
i'ossss in t M';6<. eutietinha
-)r r
tal. A* In> iructfe*
X .. ,---- ""maicillo, onlpriuf
overno O ffocios na PnrP 40 iu.i?, ue We"
gal.
Rus?
gocio
Senhora Infanta Regente emit
Encarregado de Negocios, ja eHe ha-
| vmdeclarado nao qWprster Ju
| ramento a Carta Constitueumal "
T ^..,?, q,.e-o Ooverno *^*S&W ^S^TJZ*
s.ode-> a.. lincarregado de Ne- 8 gisse da Dart-,l rL T 3ue cx>-
:.os nesta Wrta ( e que elle tem ob- f-Stad^Catholt- S" S"a Ma-
servado com a maor\el,gosidade) 1 fc^o^^^KV!? di
nada deiiao a dezejar. eHesnaiih ni. i e Port"gal
. Da Austria queJ mais podemos de- I a mS^&T.d.20tem ^o
sejar, dnpois dosConcelhos que S. M.
o Imperador acaba de dar aquello
anossa Augusta Rainha? | SS^S^^^^X l?*-
A Prussiasegumexatamenteoque J seTo~to SSlStaS^ W
havjao feto os seus Alliados vilo ter E. 3E?I2S^ .^u de'
Antes d'expor o estado das nossas
rolaes com.a Hespanha, pareceo-me
necessario dar esta ligeira dea da nos-
,sa psito para com as grandes Paten-
cias da Europa. Se nao fallevmajspar-
ticularmente na Gr-Bretanha he por^-
que esta grande e generosa Potencia
se acha por tal modo ligada comnosco
que a cada paeso serei obligado a ci-
tar os esforcos, que ella tem feito, e
se propoem fazera nosso favor. Quan-
'----*VJ mvmummmoa que de-
o viaoter. Nao pOSSo deXard obser-
var que a conducta criminosa deste
Empregauo nfluio muito na m dir!
cao, que tomarao as nossas relaC6es
cor a Hespanha. Nestas ctrenutan!
cas resorveo a Senhora Infanta Re-
gente que o Conde de Villa Realfos-
m2Efi ?** de Enviado
Extraordinario, e Ministro Plenipo-
tenemno para dar cumpri.nente 'as
Urdens, que o ex-Encarregado de
Negocios nao cavia acatado

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112-)

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Oual foi porem a admirado do
Governo aliando aoube que o Conde
de Villa Real nao havia sido recebulo
na Corte de Madrid j tEste facto sose-
ra suficiente para huma ruptura com
a quella Corte ; porm conWndo o
averno que o abinete de Madrid
se achava dominado por hama faceao,
e querendo jdn disso dar huma prora
de moderacao dos seus Pr,nclP,0r*' e
do quanto deseja marchar em.harmo-
na com os seus Alliados, pello con-
L\h Ar*i n/oii de summa pruden-
cia" dando ordena, ao Ministro, que
naVsido nomeado, jW~;*^g
nicamente do cumprimento dos 1 rae
lados, ou ao menos da entrega dos
effeitos roubados, e levados para Hes- g
panha pelos desertores Portuguezes,
fdfremocaS deses da fronteira. as-
sim como da sua dispersao; pois pelos
Tractados tinhamos direito areque-
rar nao s isto, mas tambem a entre-
ga dos homens, tanto por serem deser-
tores, como por serem criminosos de
altatraica.
( Vontinuar-se-haJ
Locanda, se daraS os pratos dome
aoiantar vate re.s roa.s baratos do
que ao presente estavao na hsta sendo
te hum. efeito de grat.dao a tao be-
nignos concorrentes.


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NOTICIAS MARTIMAS
ENTRADAS




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Avizos' Particulares
1 FOLHINHASDEREZA-Vende-
Se na Loje de Joze Ignacio defronte do |
Palacio do Governo a preco de 4UU rs.
2 Na Locando da Aguia d'Ourona
ra das Cruzes Bairro de S. Antonio,
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___TlA 4 do corrente. == Hamburgo \
46dias: ti. Hamb. Kramcly, a -;co-
lo OttBiebir. Unna; 24 hora*;
S Xica, M. Izidoro da Silva, equip.
13, carga caixas de assucar, a Bento
Joze da Costa.
Dia 5 Boston ; 30 das; B. Amei.
Patrien ttnrij, M. J. Spalding, car-
2*&te Uigo, a Ferrarae Mans,
field. ,,^4 SAHIDAS.
Dia 3 Cear ; B. Boa Unia, M.
Vicente Martina de Paiva, equip. 1*,
carga varios gneros; IWf 1S
Tenente de Cacadpres da prirneira
nha do Cear Luiz Rodrigues Chaves
0 I 3 Cadete do mesmo Corpo Joao
Domingos Torres, oSj Swgentoa.do
mesmo Corpo Felippeda Silva Santia-
1 Joze Pinto Lobao, tajocancio
francisco Marques, J?a6 de OWcraa
Silva Joaquim Carnei m.Machado Ri-
os com 5 escravos, Antonio^Joaquim
i. h!-a:i Antonio Cocino Fcreira,
rua das ?Bair^de 8. Amonio, | os &j&EjtfSfr V**
caaN.= I6T, eHkone pelamuita con- | *g*^g da Silva. Assu; B.
co-nc>a do _P^eor d,xa a e^AnnaE L
correncia u" v^- -
grande acceitacao em que esta se acna,
a ro-os do mesmo Publico se vai fazer
diarfamente o alinoco de mao de Vacca
a Portugueza Paio, Pao, Vmho, e
caldo de substancia, por 160 rs. oqual
athe'asora-era suos Domingos; e em
atenca5 a fcenignidaue com.que o mes-
no Publico se tem mostrado tao ece-
idamente a querer proteger a dita
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e Anua caena ua **'* t .,
Comfeicao e S. Antonio, M Joze.Lu.
iz de Souza Barboza, equip. % em
lastro. Mne,
Da 4 Sabidas ncv.lmmas .
Dia 5-Rio Grande do Sal, b.
Hs.'inedTfo M. Domingos Se-
nborinho, equip. 10, encastro.

p^AMBLCONATYP. DODUaiO, RA DW?rt* N 1. ^


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Full Text
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