Apontamentos para o Diccionario geographico do Brazil

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Material Information

Title:
Apontamentos para o Diccionario geographico do Brazil
Physical Description:
3 v. : ; 32 cm.
Language:
Portuguese
Creator:
Pinto, Alfredo Moreira, 1847-1903
Publisher:
Imprensa Nacional
Place of Publication:
Rio de Janeiro
Publication Date:

Subjects

Subjects / Keywords:
Gazetteers -- Brazil   ( lcsh )
geografia -- dicionario -- Brasil
Genre:
non-fiction   ( marcgt )
Spatial Coverage:
Brazil

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
oclc - 07218740
lccn - 21010653
ocm07218740
Classification:
lcc - F2504 .M86
ddc - 918.1003
System ID:
AA00010158:00002

Full Text


















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ALFREDO MOREIRA PINTO


APONTAMENTOS


PARA 0



DICCIONAR10 GillG lAPIIO 1111 BRAZIL


F-O


RIO DE JANEIRO
IMPRENSA NATIONAL
1896


3064 9 4









OBRAS DO MESMO AUTOR









Nogoes de Historia Universal alapta !as ao programma de 1894, 3a edigio, 1 vol. enc.................. 3$000
Chorographia do Brazil, illustrada corn 23 cartas, 5' edigpo ........................................... 10$00&
Nocges de Geographia Geral, 3a edig~o correct e augmentada, 1 vol. cor illustragaes.................... l$000
Epitome da Historia do Brazil, 4a ediglo ............................................................ 1$000
Rudimentos de Chorographia do Brazil, para as escolas primaries, 1 vol. com illustragCes......... ]$000
Curso d, Geographia Geral, escripto do accord corn o ultimo programma de exames (1894)............. 3$000

ESQUIROS

Process do Tiradentes (esgotada).
Process de Recticlif ................................................................................. $500
Antonio Jose ou O Poeta e A Inquisigao (ssgotada).

ERASMO

A Festa Macarronica (esgotada).
O Fiasco da Festa Macarronica (esgotada).

AMERICANO


A Viagem Imperial e o Ventre Livre (osgotada).








ABREVIATURAS


A ff .......................................... ..........
Bibl. Nac ................................. ........ ..
Com ............................ .. .............. .....
Conf..................................................
Dir....................... ....................... .....
Dist...................................................
Eng .................................................
Ent............................. ......................
Esch. publ....................... ............. ........
E. Santo ................... .......................
Esq...................................................
E. de F....................... ...............
Habs.................................... .............
Indig.................................................
Inf. loc..........................................
Inst. prim ...................... .....................
Lei Prov.................................... ......
Log.................... ....... ................... .
Mun.................................................
Pop................... ...... ........... ........
Pov..................................................
Prov............................ .....................
Quest..................... ...........................
Relat................................ ................
Res...................................... ............
R. G. do Norte...................................
R. G. do Sul........................................
Trib..................................... ... ...


Affluente.
Bibliotheca Nacional.
Comarca.
Confluente.
Direita.
District.
Eugenheiro.
Entrancia.
Eschola public.
Espirito Sinto.
Esquerda.
Estrada de Ferro.
Habitantes.
Indigena.
Informa to recebida da localidade.
Instruc ao primaria.
Lei Provincial.
Logarejo.
Municipio.
Populagdc.
Povoacto.
Provincia.
Questionario.
Relatorio.
Resolugvo.
Rio Grande do Norte.
Rio Grande do Sul.
Tributario.






















Convem ler a ultima parte deste trabalho denominada
( Accrescimos e Correcc6es ,


















APONTAMENTOS


PARA 0




DICCIONARIO GEOGRAPHIC DO BRAZIL


F


FABIANO. Ilha do Esfado da Bahia, no mun. de Bel-
monte.
FABRICA. Pov. do Estido do Ceari, na freg. do Crato.
FABRICA. Igarapd do Estado do Par., na freg. de S. Josd
de MacapA.
FABRICA. Ribeirio do Estado di Minas Geraes, rega a
pov. de Bento Rodrigues e atravessa a estrada de Ouro Preto
ao Serro.
FABRICA DAS CHITAS. Bairro do Districto Federal, na
freg. do Engenho Velho. E' grande e muito povoado. Os bonds
da companhia S. Christovao o poem em frequent communica-
cao com o centro da cidade.
FABRIC DE S. SEBASTIAO. Log. do Estado de Minas
Geraes, no mun. do Curvello.
FABRICA DO CEDRO. Pov. do mun. de Montes Claros,
no Estado de Minas Geraes; corn uma esch. nocturna, creada
pela Lei Prov. n. 2.922 de 4 de outubro de 1892.
FACA. Morro do Estado da Bahia, na freg. do Caetetd.
FACA. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. do ribeirio
das Guaritas, que o 6 do rio Misaricordia; no mun. de Araxi.
FACADA. Log. do Estado das Alagbas, no mun. de Curu-
ripe.
FACADAS. Corrego do Estado de Minas Geraes ; desagua
na margem esq. do Ribeirgo, aft'. do Bicudo, que o 6 do rio das
Velhas.
FACA DE PONTA. Morro do Estado de Minas Geraes, na
freg. da cidade do Piranga.
FACAO. Assim denominava-se antigamente a actual cidade
do Cunha do Estido de S. Paulo (Ayres do Cazal).
FACAO. Log. do Estado de Sergipe, no mun. de Aquida-
ban. Ha um outro pov. de egual nome no man. de Siriry.
FACAO. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na freg. de
S. Francisco Xavier do mun. de Itaguahy.
FACAO. Log. no mun. do Cinha do Estado de S. Paulo;
cor uma esch. publ. de inst. primaria.
FACAO. Espigdo no Estado de Minas Geraes. A Lei Prov.
n. 3.442 de 28 de setembro de 1887 estabeleceu-o como limited
entire as fregs. d& N. S. de Nazareth da Cachoeira do Campo e
a de N. S. da Ba, Viagem de Itabira do Campo.
FACAO. Morro do Estado de Minas Geraes, na freg. da
Estiva e mun. de Pouso Alegre.
DICC. GEOoG. 1


FACAO. Morro do Esiado de Goyaz. Delle nasce orio Pira-
petinga, aft'. do Verissimo, que o a do Paranahyba.
FACAO. Rio do Estado do Rio de Janeiro, trib. da mar-
gem dir. do Sant'Anna, que depois de receber o ribairdo das
Lages toma o nome de Guandd.
FACAO. Arroio do Estado do R. G. do Sul, aff. do rio
Pardo.
FACAO. Ribeiro do Estado -de Matto Grosso cujas aguas
vein ter ao Paraguay na sua margem esq.; uns 25 a 30 kils.
abaixo deS. Luiz de Caceres (Dr. S. da Fonseca. Dioc. cit).
FACAO. Cachoeira formada pelo rio das Almas, aff. do
Tocantins, a 79 kils. do Meia Ponte; no Estado de Goyaz.
Tern tres kils. 300m de extensao.
FACAO DE BAIXO. Bairro do mun. do.Cunhs, no Estado
de S. Paulo, corn ura each. pbbl. mixta de inst. prim. creada
pela Lei Prov. n. 53 de 2 de abril de 1883.
FACAS. Log. do Estado de S. Paulo, no mun. de Ca-
breuva.
FACEIRA. Riacho do Estado da Bahia, no mun. da
Cachoeira.
FACEIRO. Log. do Estado de Sergipe, no mun. de Santo
Amaro. Ahi existed um grande mangue.
FAEL. Rio do Estado do Ceara, aff. do Jaguaribe. E' tam-
bem denominado Fad (Pompen).
FAGUNDES. Villa e mun. do Estido do Parahyba do
Norte, no term de N. S. da Conceicao da Campina Grandp ;
corn duas eschs. publs. de inst. prim. creadas pela Lei Prdv.
n. 1.864 de 1872. Tern umjulgado de paz creado pela Lei Prov.
n. 681 de 20 de abril de 1870, supprimido psla de n. 569 de 30
de setembro de 1874 e restaurado pela de n. 679, de 30 de setem-
bro de 1873. Foi elevada a villa pelo Dec. n. 37 de 14 de outu-
bro de 1893. Esta situada nas fraldas da serra Borborema, 90
kils. distinte da estaqio de Timbaiba, em Pernambuco, e
outros tantos da do Pilar, no Estado do Parahyba. Lavoura de
algoddo e cereaes. Criagio de gado. Eatreas serras que atra-
vessam o mun. notam-se: a do F'agundes, JoAo Gongalves e
BodopitA, e centre os lagos: o de Catuama, Mathias, Gongala,
Buraco, Flexeiras, Cumbe e Mangueira. Possue a egreja de
S. Joao Baptista.A origem da pov.provem do estabelecimento
de uma tribu de indios, cujo chefe chamava-se Facundo. Com-
prehende o pov. Queimadas.
FAGUNDES. Pov. do Estadodo Ceara, no mun. de Aquiraz.
FAGUNDES. Serra do Esiado do Parahyba do Norte, no
mun. do sea nome.
FAGUNDES. Serro no mun. de S. Joao do Monta Negro
do Estado do R. G. do Sul.










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FAGUNDES. Serro do Estado do R. G. do Sul, na costa
da lag6a de Itapeva e proximo do serro do Adriano.
FAGUNDES. Serra do Estado de Minas Geraes, na freg.
de Santa Rita e mun. de S. Gongalo do Sapucahy.
FAGUNDES. Vide Tavares.
FAGUNDES. Pequeno rio do Estado do Rio de Janeiro,
aff. do Piabanha. Recebe o corrego do Almeida, rios das
Pedras e Pequeno e ribvirio da Pampulha. Nasce na serra
da Maria Comprida e desagua no logar d'enominado Ponte de
Sant'Anna.
FAIS3AS. Serrotas do Estado do Ceari, no termo de Batu-
rite (Pompmu).
FAISQUEIRA. Pov. do Estado da Bahia, no mun. da
Barra do Rio de Contas.
FAISQUEIRA. Bairro no mun. de Antonina do Estado
do Parant, com umna each. publ. mixta, creada pela Lei Prov.
n. 744 de 31 de outubro de 1883.
FAISQUEIRA. Um dos quarteirOesda parochial de Votu-
verava, no Estado do ParanA.
FAISQUEIRA. Rio do Estado do Parana, trib. da babia
de Paranag ta. Nasce na S rrinha. Em suas margens encon-
tram-se terrenos uberrimos e florestas cor excellentes ma-
deirasde constriaceio. Os habs. que o povoam, occupam-se na
plantaqgo da canna, mandioca e arroz.
FAISQUEIRA Pequeno rio do Estado do Paran., rega o
mun. de Ponta Grossa e desagua no Tibagy.
FALCAO. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na freg. de
S, Joaquim do mun. de Barra Mansa, cor uma each. publ.
de inst. prim., creada pela Lei Prov. n. 2.105 de 28 de de-
zembro do 1874. Agencia do correio, creada em 1873.
FALCAO. Leg. do Estad6 de Minas Geraes, na frog. do
Bom Despacho e mun. de Inhauma.
FALCAO. Riacho do Estado do Rio de Janeiro, rega a freg.
de S. Joaquim da Barra Mansa e reune-se corn o Paca.
FALCAO. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff, do rio
S. Domingos, que o 4 do rio Jos6 Pedro.
FALCAO. Corrego do Estado de Minas Geraes, desagua na
margm dir. do rio Paraopeba, aff. do S. Francisco. Do
mun. do Curvello nos dgo noticia de um corrego desse nome
aff. da margem dir. do rio das Almas, trib. do Paraopeba.
FALCAO. Corrego do Estado de Goyaz, aff. da margem dir.
do ribeirio Palmital, trib. do Santa Maria, que o d do rio
Cornmbl (Inf. loc.).
FALEIRO. Rio do Districto Federal, na freg. de Inhauma,
nasce no logar Tabba, atravessa a estrada novada Pavuna, a de
Pilares e desagua no rio Farias em terras da fazenda do Caplo
do Bispo.
FALEIROS. Log. do Estado de Minas Geraes, no mun. de
Oliveira.
'ALHA. Ilha do Estado de Matto Grosso, no rio Paraguay,
a 31 kils. dos pequenos morros denominados Castellos. Affirma
o Dr. Severiano da Fonseca ser ella tambem conhecida pelo
nome de Faya. Sera essa a ilha Orejones de que fallam
Lozano e Dugraty ?
FALLA VERDADE. Ribeirgo do Estado de Goyaz, aff. do
rio Turvo, na estrada que vae a parochia das DWres do Rio
Verde.
FALSO. Ribeirao aff. da margem esq. do rio Negro, trib.
do Iguassd (Eng. Ed. J. de Moraes. Relat. 1872.)
FALSO. Arroio do Estado do R. G. do Sul, trib. do rio
Camaquan pela margem eoquerda.
FAMA. Serra do Estado de Minas Geraes, na freg. do
Parauna e mun. da Conceigo (Inf. loc.).
FAMA. Rio do Estado de Minas Geraes, desagua na margem
dir, do rio Joas Pedro acima da foz do Pouso Alto.
FAN. Arcoio do Estado do R. G. do Sul, aff. do Forqueta.
FANADINHO. Pequeno rio do Estado de Minas Geraes,
aff. do rio Fanado pela margem esq. Suas cabeceiras prendem-se
is do Urupuca. Recebe o Areilo. Na Carta de Gerber figure um


rio Fanadinho, aff. da margem dir. do Fanado. Segundo infor-
macoes fidedignas nio existed este ultimo rio.
FANADO. Pequeno rio do Estado da Bahia, rega o mun. de
Alcobaca e corre para o Itanhaem.
FANADO. Rio do Estado de Minas Geraes, aff. da margem
dir. do Arassuahy. Recebe o Bom Successo, Fanadinho, Santa
Catharina, Santo Antonio, Gallego, Macacos e diversos outros.
Nasce na freg. da Capellinha.
FANADO DE MINAS NOVAS. Vide Minas Novas.
FANDANGO: s. m. (Estados meri.l.) Nome de certos bailes
ruidoso;, de que usa a gentry do cimpo, cantando, dangando a
sapateando ao som da viola. Sdo mtutas as variedades destes
bailes, e se distingnem pelos nomeo de And, Bambiqnuord,
Benzinho, Ambr, Cari, Candieiro, Chamarrita, Chora, Chico-
puxado, Chico-da-ronda,Feliz-mr u-bem, Jodo-Fernandes. Meia-
canha, Pagard, Peza-fogo, Recortada, Retorcida, Sarrabulho,
Serrana, Tatd, Tyranna e outras, cujos nomes se resentem da
origem castelhana (Coruja).
FANDANGO. Cachoeira no rio Jacuhy; Estado do R. G.
do Sul. A Lei Prov. n. 12 de 15 de oulubro de 1855 autorisou
a destruii~o dessa e de outras cachoeiras, que encontram-se
nesse rio.
FANFA. Ponta na lagia Mirim do Estado do R. G. do
Sul (Eleuth. Camargo.-Eudoro Berlink).
FANFA. llha do Estado do R. G. do Sul, no rio Jacuhy,
em frente aos arroios dos Ratos e da Ponte. Foi nessa ilha
qu em 4 de outubro de 1836 teve logar um combat entire as
forces imperiaes e as dissidents, aquellas commandadas por
Bento Manoel e estas por Bento Goncalves. A victoria coube
As primeiras, que aldm de disporem de 1.000 pracas de infan-
taria e cavallaria, e serem coadjuvadas por cinco canhoneiras
ao mando do chefe de esquadra Joio Pascoe Greenfel, tinham
a seu favor a disposico em que so achavam os dissidents em
capitular no louvavel intuit de poupar sangue e iniciar a
obra da conciliaqao. Parece, pois, que ndo ha fundamento na
arguigao do talta de lealdade que fizeram os dissidents a seus
adversaries politicos.
FANHA. Serra extensa do Estado de Goyaz, entire Crixas e
Amaro Leite. Diz Cunha Mattos ser ella o terreno cnlminante
entire os rios MaranhIo a E. e o Araguaya a 0. ; e della nas-
cerem diversos rios que vao ter ao rio do Ouro, aff. do rio das
Areas.
FANTAZIA. Riacho do Estado de Pernambuco, aff. do rio
GoitA. Corre s6 durante o inverno.
FARIA. Log. no mun. de S. Joao Marcos do Estado do
Rio de Janeiro, no Matto Dentro.
FARIA. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na freg. dos
Guarulhos e mun. de Campos.
FARIA. Pov. do Estado de Minas Geraes, na freg. de DOres
e mun. de S. Miguel de Guanh4es. Orago S. Jouo Baptista. Foi
creada district pela Lei Prov. u. 3.079 de 6 de novembro
de 1882. Ter unma esch. publ. de inst. prim. creada pela Lei
Prov. n. 2.907do 25 de setembro de 1882.
FARIA. Rio do Estado das Alag6as ; rega o mun. do Pio
de Assucar e desagua na margem esq. do b. Francisco.
FARIA. Riacho do Estado de Minas Geraes, na freg. de
D6res e mun. de GuanhAes. Vai para o rio deste nome.
FARIA. Lago do Estido das Alag6as, entire o rio de sou
nomee o rio Panema on Ipanema.
FARIA LEMOS. Estaclo da E. de F. Leopotdina, situada
na fazenda de S. Mathels a margem do rio Carangola, a 18
kils. da estacdo de Tombos, a 17 da cidade de Santa Luzia e
a 199 da estaglo de Porto Novo. Foi inaugurada a 6 de junho
de 1887 e 4 assim denominada em honra de desembargador
Francisco de Faria Lemos. A Lei. Prove. n. 3.497 de 4 de ou-
tubro de 1887 creou ahi uma esch. pabl. de inst. prim. para o
sexo masculine. Pertence A freg. de Tombos e mun. de Ca-
rangola.
FARIAS. Logs. do Estado das Alag6as, nos muns. de
Sant'Anna do Panema e Passo do Camaragibe.
FARIAS. Bairro do mun. do Amp:ro do Estado de Sio
Paulo; cem uma esch. publ. de inst. prim. e umna capella do


FAN










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Senhor Bom Jesus,que foi elevada a categoria de parochia
pela Lei Prov. n. 15 de 5 de marQo de 1887.
FARIAS. Corrego do Estado de Pernambuco, banha o mun.
do Bom Conselho e desagua no Arabary Novo, aff. do Bal-
samo, que o 6 do rio Parahyba (Inf. loc.).
FARIAS. Riachodo Estado das Alag6as, no man. do Passo
do Camaragibe, nas divisas do dist. da Barra do Camara-
gibe.
FARIAS. Pequeno rio do Estado da Bahia, rega o mun.
de Alcolaaa e corre para o Itanhentinga.
FARIAS. Rio do Districto Federal, nasce das sorras do En.
genho de Dentro. atravessa a estrada da Penha, onre faz uma
grande curva margeando o sitio do finado visconde de Inhadma
e desagua na hahia do Rio de Janeiro. Recebe o Timb6, o
Faleiro, al6m de outros corregos insignificantes. E' atravessado
pela E. de F. do Norte.
FARIAS. Rio do Estado de S. Paulo, f6rma com o Capim-
guassd o Itaquera-mirim, aff. do Itaquera.
FARIAS. Ribeirao do Estado de Santa Catharina, aff. do
rio BignasoA. Desagua no logar Antonio Lopes e tern um curso
de 18 kils. (Inf. lec.).
FARINHA. Ponta entire Aldeia e Ig aaba Grande; na lagBa
de Araruama do Estado do Rio de Janeiro.
FARINHA. Rio do Estado do Maranhao, banha o mun.
da Carolina e desagua no rio Tocantins. Recebe o Araras.
FARINHA. Rio do Estado do Parahyba do Norte, banha
o mun. de Patos a desagua no rio das Espinharas.
FARINHA. Rio do Estado do E. Santo, rega o tA'rri-
torio da ex-colonia de Santa Leopoldina e corre para o Santa
Maria. Recebe o Caramurd reunido ao Jequitiba. A altura em
que esid a sua nascente 4 divis.o de aguas que, em direecao
opposta, caminham para o rio Jucd.
FARINHA. Arroio trib. da margem esq. do ribeirgo Sao
Joao, aff. do rio Negro, que o 4 do Iguassli e este do Pa-
rand.
FARINHA B6A. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff.
da margem esq. do rio das Velhas.
FARINHA MIOLLE. Log. do Estado das Alagbas, no mun.
de CapiA.
FARINHAL. Bairro no mun. de Bom Successo do Estado
de S. Paulo.
FARINHA P6DRE. Vide Dourados (rio).
FARINHAS. Log. do Estado de Minas Geraes, sobre 6 rio
Verde, na estrada da Campanha a Tres Pontas.
FARINHAS. Rio do Estado de Sergipe, aff. do rio Fundo,
queo do Pianhy e este do rio Real. E' muito tortuoso e s6
navegivel nas mars por embarcac6es pequenas.
FARINHAS. Corrego no Estado de Minas Geraes, banha o
terrtorio de S. Sebastido do Salto Grands e desagua no rio
Jequitinhonha (Inf. loc.).
FARINHEIROS Log. distant cerca de 12 kils. da freg.
de S. Braz do Suassuy, no Estado de Minas Geraes ; tern umas
oito casas. "4
FARO. Villa e mun. do Estado do Para, na com. do seu
nome. Orago S. Joao Baptista e diocese do Para. 0 Sr. Ferreira
Penna, no seu important trabalho A Regido Occidental da
Provincia do Para, escreve o seguinte a respeito dessa villa :
Na extremidade occidental de um bello lago cor tires milhas
de extensao e duas de largura, rodeado de terras altas e
pedregosas, except do lado do S, ahi onde o Jamunda.
deiando os pequenos montes que bordam suas margens, desem-
boda em uma vasta planicie inundada cada anno pela super-
abundancia das aguas do Amazonas, est1 situada a villa de
S. Joao Baptista de Faro, A margem esq. daquelle rio, sobre
uma larga ponte que desce do Norte cor inclincao commoda
at a beira 'la agua. onde terminal uma praia de areia alva
As duas linhas de montes qua acompanham o rio e que
defronte e ao S. do lago se abaixam at4 confundirem-se corn a
planicie, e extenso lago corn suas aguas aniladas ; o contrast
dIa planicie que alli perto comega corn a serra fronteira a
vila, e a entrada larga e magestosa do JamundA dao 6 Ioca-


lidade um aspect naturalmente aprazivel e de algum modo
grandiose. 0 clima 4 muito calido, mas os ventos geraes
modificam muito a intensidade do calor As noiles aso ordina-
riamente frescas. Segundo estou informado, nao reinam na
villa molestias epidemics cor excessao das lebres inter-
mitentes que sao geraes na prov. Os habs nao obstante a
mi escolha da alimentacio de que fazem uso, sao ordina-
riamente sadios. A villa compSe-se de uma praca duas ruas
tres travessas, comprehendendo em aeu perimelro umtn egreja
que 4 a matriz, a casa da camera e cadea, 16 casas habitadas
inclusive as seis de commercio e 34 que podem ssr hahitaveis,
mas que pela maior parts nao tern portas. 0 iumoro total dos
moradores 6 de 78. A villa teve outr'ora grande numero de
casas qne foram desabando, umas ap6s outras, restan lo hoje
somente as que enumerei, ao passo que ninguem h;b qe edifique
oa reedifique. Tudo, portanto, em Faro indica desanimo,
desolag4o e decadencia patient. Assim, apezar de achar-se
collocada numa situaq o das mais agradaveis da prov.
presumo que a villa difficilmente powder, reassuinir sua tal on
qual prosperidade que fruira na 4poca em que abundavam
indios, os quaes obrigados pelos missionaries e membros do
directorio, entregavam-se a :igricultura e a outras industries
uteis... Na praca, q,'i tem e nome de S. Joao Baptisti, existed
ainda o primeiro e unico monument do tempo da installagao
da villa, 6 o Pelourinho, pequena column de itauba, que me
affirmaram ser a mesma alli levantada em 27 de dezembro
de t768o. Referindo-se a industri*i dssa localidade, diz ainda
o Sr. Ferreira Penna: ( Na villa ndo ha industrial alguma
por falta de pop.; a que houve no seculo passado era a de liac.o
e tecidos de algodio e uana olaria. Nada disso hojA existe.
Fallarei, portanto, somente do mun. A principal occupapao
do povo 4 a pesca do peixe-boi e piraruei, nos lagos na 5poca
da vasante. 0 pirarucd vale em primeira mao 4$ a 5$ por
arroba e sua exportaqdo regular tres a seis mil arrobas. Estas
differences d valor e quantidade dependem da maior ou menor
abundancia de peixe, ou o que signilica o memo, de maior ou
menor crescimento do Amazonas. Grande enchente, verdo
abundante, tal 4 o adagio dos pescidores. A exportigao deste
prodicto no anno passado (1867) foi de 3.351 1/2 arrobas.
0 cacao nao 4 cultivado como gnaero de commercio sinao a
bira do Amazonas, do p.lranamirim do Born Jardim, e am
alguns pontos do JamundA.a partir do Repartimento para baixo.
Em muitos sitios de terra firme vA-se tambem plantagdes, mas
sam applicagao ao commercio, ou fornecendo mui poucas
arrobas. Em 1857 a sua exportagdo foi de 1. 172 arrobas.
Cumpre, pordm, uotar que a exportaci o deste genero, como de
muitos outros, confundem-as nas resenhas officiaes corn a de
Obidos. 0 algodao foi outr'ora o genero mais cultivado e mais
em voga; os habs. cuidavam de sua plantagdo corn esmero ;
a producmcao era a mais satisfactoria, as indias empregavam-se
quasi todas na sua fiaC o e em tecer redes e pannos grosses.
Vendia-se assim o algoddo em obra e em bruto, de modo que
constituia ao mesmo tempo uma occupac8o until um excellent
recurso industrial do logar. Mas os indios dsappareeeram a
nao ha hoje plantaqco de algoddo em part alguma, a na0o e
considerar como tal alguns p4s que vegetam num on n'outro
sitio, mais como prova da propriedade maravilhosa do terreno
para este arbigo, do que oomo indicio de que a sna cultural 4
aiada eslimada no paiz. E' tao seasivel esaa differenQa do tempo
pasiado para o presents, q'le hoje, quem preci~a de fdos de
algodao para uma rede manda comprel-oas m Obidos, oun no
Pitr, porque ha abundancia'dAlles vindos dos 1Estados UniAes
Cultiva-se tambem alum tab io que seria de melhor qualidade
si no process imperfeito de sua preparacdo nEo per lease metade
de sua estima. A quantidade produzida mal chega para o
gasto dos moradores. 0 caf4 vein optimamente, mas 4 s6 cul-
tivado nos sitios para o consume dos seua donos. 0 arroz, miho
e feijao nad apparecem sindo como amostras. Cards, batatas,
inhames, generous alimenticios tio n tritivos, como sadios e
agradaveis, sao completamente desconhecidos na ciltura di
mun. A mandioca 4 cultivada em toda a part porque a
farinha, denominada d'agua, com o peire a base da alimentacqo
do povo. Em todas as campinas alagadas vi extensos arrozaes
selvagens, que nao sao aproveitados. Informaram-me que a
causa disto 4o incommodo proveniente da colheita deste cereal
porqne torn a casca coberta de escamas acidaladas que a cada
moment penetram na pelle de quem o vae apanhar e preparar.
Em outros terms quer isio dizer: Emquanto houver peixe e
farinha o povo nao so alimentar& doutra; cousa. A respeito da
criaggo do gado, o mun. de Faro estl mais on menos, nas










FAR


-4-


mesmas condiceds do de Obidos. Grandes a uberrimas pastagans
que no inverno so. alagam, e grande numero de criadores, mas
nem um grande criador. A industrial da criaoao 6 maito esti-
mada no mun. mas a formidavel inundagio de 1359 que
destraiu a maior part do gado, causando consideraveis pre-
juizos aos fazendeiros, trolixe-lhes tal desanimo que desde entao
se tern notado sensivel vacilaQgo na march e progress de t5o
bella iudustria. Ella, todasia, tende a reanimar-se em vista da
perseveranca coin que alguns fazendeiros intelligentes tWm
continuado a dar incrementO e vigor a seus estabelecimentos
ruraes. Devo ao Sr. tnnente-coronel Meirelles, agent da com-
panhia do Amazonas em Obidos, uma relagio nominal dos
fazendeiros dos dois municipios de Obidos e Faro contend
o numero de cabecas de galo vaccum que cada um possue.
Segundo esta estatistica, que em geral esta de accord com as
resenhas nos logares por onde transitei, o mun. de Faro
conta 16.389 cabegas de gado vaccum, inclaindo-se neste nu-
mero a producio, e 34 fazendeiros de criaole, nio se contando
os que como takes se intitulam e que tAm menos de 100 cabe~as
de gado on mesmo s6mente 20. Das 34 fazendas nem unma tem
mais de 1.500 cabagas e ha s6 quatro que poss tem nais de
1.200. 0 dist. de Faro export racos bois em pd. A expor-
tailo se faz em came salgada, regulando annualmente 5.090
arrobas. Ndo consta qual a exportaclo de 1867. Com este
product exporta-se tanbem couros seecos, salgados e verdes,
cujo numero em 1867 foi de 293. De sebo 'oram exportadas
apenas cinco arrobas. Por causa da difficuldade da exportagbo
em p6, o gado tem no dist. de Faro um preco relativamenite
baixo. Cada bai que no Pard valeria 60$ vende-se nas
fazendas de Faro por 255 e raras vezes por 30:;. De Santarem,
de Obidos e, sobretudo, do CametA afflue ao dist. de Faro
annualmente, pelo verao, numerosos negociantes ou espe-
culadores que alli vio 6 salga e 3. compra, uns de care secca e
de peixe salgado, outros de falcas de itatiba, regressando coin
seus barcos carregados, certos de que farIo um bom negocio, e
realmente o fazem... Al6m dos products mencionados, Faro
export outros cujo valor e quantidade nio figuram ordina-
riamente como seus, por serem embarcados em portos de
outros muns. takes sao, entire os principles os seguintes :
castanhas, de que uma boa part procede do Tocantins; a
exportagco desse artigo em 1867 foi de 1.192 alqueires; oleo
de cupahyba, procedeate do Jamund. e principalmente do
Pratuci, no mesmo anno exportaram-se 1.320 libras; cumarii,
a exportaglo foi quasi imperceptivel, s6ments 32 libras. A pro-
ducoCo dos fructos 6 sujeita a variagdes periodicas, havendo
abundancia de trees em tres annos, em cujo decurso chega a.s
vezes a faltar totalmente. 0 mun. tem em abaudancia um
product capaz de enriquecel-o, fallo das madeiras, tio pre-
ciosas como diversas em qualidades, uses, consistencia e valor,
para todo o genero de obras, desde a mais delicada pega de
mosaico e de tallia ate os pesados esteios, vigas e quilhas de
ombarcaQdes. Estas madeiras estio para Faro e para o paiz em
geral no mesmo cas) do thesouro do avarento, que o nao
aproveita nem deixa a outros aproveital-o. Indico aqui algumas
madeiras, segundo uma relapio que cbtive no logar. A itauba
tIo estimada na naveg'aao f6rma is vezes colonies no meio da
florosta, facto mui raro na prov. ; guariuba, madeira ver-
melha propria para mobilias e construcq6es navaes: jabutibd,
madeira marchetada oi pintada, propria para moves celicados;
cupahyba vermelha, para canvas e moves; mata-matA, notavel
por sun compacidade, solidez e incorrupcio na agua on em
terrenos alagadiqos; angelim; piquiiii; pau d'arco, rosa e
violota : bacury; sapopira ; humiry; macacauba das varzeas.
A itauba nio 6 convenientemente aproveitada por aquelloe que
costumam fabricar falcas, porque em vez de empregarem para
isso a serra, s6 fazem uso do machado, do que restlta que,
deum tronco, quo daria 12 boas falcas, apenas tiramn duas.
Estragam assim a madeira e a desperdiCam de um modo que
os selvagens nio fariam mais geosseiramente. Cada par de
falcas de 30 palmos 6 vendido em Fara por 35 at6 4$, e em
Obidos por 6$ ati 85.> Sob o titulo ReoordagUes Historicas,
diz, finalments, o minucioso Sr. Ferreira Penna: (Faro, segundo
as tradig5es e noticias que oblive de varies habs., teve sua
origem em uma aldeia dos indios Uaboys, estabelecida abaixo
da confluencia do Jamunda corn o Pratucid, donde mais tarde,
quando alli appareceram os reverandos padres capuchos da
Piedade, foi, a conse'hos desses dignos missionaries, trans-
ferida para o logar actual, junto do lago (Algodoal). Ainda
hoje os praticos mostram o logar onde existing a velha aldea
dos Uaboys on JamundAs, nome corn que geralmente so


designam os indios que existiam naquella regilo. Aldeia dos
Jamundds, Nhamundas on Nhiamundas, segundo a orthographia
de varies escriptores, foi a denominacao que Ihe deram os seus
missionaries, os padres da Piedade. Em 158, o governador e
capitdo-general Francisco Xavier de Mendonca Furtado elevou
aquella aldeia A dignidade de villa, dando-lhe o nome de Faro.
A sua installagio por6m, s6 teve logar 10 annos depois. Esta
solemnidade se fez no dia 21 de dezembro de 1768. Estando
presented o ouvidor Feij, o vigario e outras pessoas, pro-
cedeu-se a pilouros para a eleicbo dos juices e procuradores da
camera, quo deviam servir no lo triennio de 1769 a 1771. No
dia 27, depois de levantado na praga o Pilourinho e de dar-se
tree Vivas a El-Rei Nosso Senhor, que Deus Guarde (diz o
auto da installagio) abriram-se os pilouros, e os que sahiram
eleitos, tomaram logo posse do cargo da Republica. (Ninguem
(diziam as posturas) farA casas sinao segundo o risco deixado
pelo intendente geral Luiz Gomes de Faria e Souza, tendo
cada casa funds para quintles em que sio obrigados a plantar
pacoveiras, mamoeiros, laranjeiras, limoeiros e mais fructas
para abundancia dos moradores. As casas serdo cobertas de
telhas, feitas na olaria da villa.> Isto se observava ii risca,
e quern o nao observava ia para a cadeia, ou perdia a obra
comegada, conforme o caso pedia. Depois, a relaxagao me-
tea-se de permeio, e corn ella velo a perda da villa, que hoje 6
quasi uma tapera. ) Em 1865, o art. I da Lei Prov. n. 491
de 5 de abril transferiu a s6de da villa de Faro para o logar
denominado Costa do Algodoal, no lago deste nome. A respeito
dessa transferencia, assign se express o Sr. F rreira Penna :
Esta localidade tem a vantagem de achar-se quasi no centro
do mun. e nas proximidades das prince paes fazendas de criaQao
e sitios de cultural ; si todavia attender-se a que o lago, talvez
por causaa de sua consideravel expansao, nio 6 accessivel
durante o inverno, mesmo a embarcagoes que navegam no
Jamunda, e durante o verao, as pequenas canoas, porque, nesta
ultima estagao, fica reduzido so a pequenos pocos, reconbecer-
se-ha que a localidade, para onde a lei manda transferir a
villa, nio melhora as condigGes desta, nem o commercio do
mun. E' talvez por haverem conhecido isso que os promotores
da transferencia nlo continuaram em seus esforQos, e con-
servaram-se em silencio, cor grande satisfaggo dos habs.
da villa.)) No seu Relat. sobre e rio Jamunda (1885) assim
descreve essa villa o Sr. B. Rodrigues : (Est;i como disse a
villa de Faro assentada sobre a ponta de terra firme, que ahi
faz o rio, que eleva-se gradualmente, dirigindo-se para SO. no
ponto mais lindo, d'onde se goza golpes de vista variados pela
serra fronteira. Estende-se para 0, a beira rio, oompon-
do-se de trees ruas parallels, cortadas por quatro travessas,
tendo uma grande praca nao nivelada, onde na parole oriental
fica a matriz, cujo orago 6 S. Jogo Baptista, e na occidental
um alto post quadrangular, de madeira, que 6 o pelourinho.
Compie-se de 75 casas, sendo 12 cobertas de telha e 63 de
palha, estando deshabitadas a maior parte e em complete
ruina 21. 0 seu aspect de long 6 dos mais agradaveis,
por4m logo que se desembarca v6-se a deeadencia do logar,
avistando-se s6 ruinas. As mesmas casas habitadas estio pela
maior part quasi desabando. A matriz estt em ruinas;
pessimamente constrnida, coberta de palha, tem suas paredes
todas esburacadas, apresentando-se come um pardieiro aban-
donado... Note-so que otlr'ora esta villa floresceu e teve
muito maior numero de casas, pelas ruins que se encontram,
porem, hoje o desanimo da populacgo vae tornando desoladora
sua posiQio. Sendo rico o mun., o sen commercio e apenas
representado por cinco casas. das quaes duas sao estran-
geiras Actualmente a pop. 6 de 100 pessoas. No tempo dos
governadores floresceu ests torrio, teve lavoura e teve industrial;
por6m depois a ambiglo dos directors, no tempo do Directorio
creado pelo lei de 6 de junho de 1755, revogada em 1798, fez
corn que os indios fugissem e fosse decahindo sua prosperidade
a ponto de chegar ao estado em que esti hoje. Retirada da
margem do Amazonas, vendo de long em long um vapor, em
suas aguas, nao p6de prosperar. S6 a concurrencia de uma
emigragio active, intelligence e laboriosa, e a frequencia dos
vapores poderA levantal-a do abatimento em que cabin. Desam-
parada do governor provincial. Faro, seri riscado do Mappa
da provincia, come jA o foram outras povoaqoes, se de
prompt nao receber dest um auxilio. Collocada entire terras
uberrimas, rodeada de elements de vida, e de progress, corn
clima saudavel, varrida pelos ventos geraes, tudo contribute
para que se torne digna do governor estender-lhe a mao. N9o
tendo quasi populacio, a villa nio tem industrial nem lavoura.










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0 mun. cont6m uma pop. de 3.446 individuos dos quaes
4.629 sao do sexo masculine e 1.817 de feminine. Sbo nacionaes
3.433 e estrangeir)s 13. Cont6m 505 families. Pouca 6 a
instruccLo que ha, apezar de duas eschs. publs. que ahi
funccionam, send uma para o sexo masculine, frequentada
por 56 alumnos e outra para o feminine que s6 6 frequentada
por 16 meninas. No mun. nao ha tambem os elements que
elevam os povos. A lavoura que outr'ora floresceu, cujos pro-
ductos as frotas conduziam para o reino, desappareceu comple-
tamente. 0 arroz, o caf6 e o cacao, que annualmente era
exportado por milhares de arrobas para Portugal, devido aos
esforcos dos Directores, nio 6 mais cultivado, corn excepQao
do cacao que, ainda plantado nesse tempo, apparece em pe-
quena escala nos sitios do Bom Jardim. O cafr 6 plant de
luxo hoje e o arroz foi desprezado. Outr'ora tambem o cravo, o
oleo, a castanha, a estopa, o algodio em rama e fiado, era
exportado em grande quantidade. 0 governor s!stentava uma
fabric de fia8go e obrigava o povo ao trabalho, auxiliando-o.
Uma grande olaria do governor, cujas ruinas observam-se ainda
na extremidade occidental da villa, exportava muita louca.
As casas eram cobertas de telhas, porque assim exigia o go-
verno, como veremos tratando do historic da villa. Tudo
emfim nos mostra que no tempo do pelourinho, progredia este
torrSo... A unica industrial que anima o mun. 6 a da
criagio de gado, que ji foi maior e que retrogradou pelos pre-
juizos que trouxe a inundac~o em 1859 e que tornou insalubre
alguns campos. De entio para ci os fazendeiros tern empregado
osforgos, porem pequeno tern sido o resultado obtido. Conta,
comtudo, o mun. 10 a 12.009 cabegas de gado Como os campos
onde pasta o gado annual des:pparece corn a enchente, o
trabalho do criador 6 grande a os prejuizos vem sempre
desanimal-o. 0 gado constitne a base da riqueza da pop.
0 mun. export nao s6 boi, como care salgada e sebo.
Outros products come peixe secco, castanha, est'pa, oleo,
tambemn so exportados, porem em pequena escala. A pesca e
a unica industrial a que coin gosto se entregam os naturaes,
de maneira que o peixe torna-se quasio unico alimento da
pop. e o genero mais exportado. A cumarfi que por si
so poderia constituir uma industrial lucrative, exportando-se
o oleo ja preparado, que como product de perfumaria nao tern
rival nos que importamos, tambem 6 desprezado, e isso
quando abunda no mun. este product vegetal... Depois
do rapido esbogo que fiz do estado da villa, direi tambem
alguma cousa sobre o seu historic. Habitado foi outr'ora o
Yamunda por quatro tribus de indios, que, com os esforgos dos
missionaries capuchos da Piedade, se aldearam no lugar hoje
denominado T6uaquera, pelos naturaes. Eram ellas as dos
Cunurys, Chereuas, Paracoiana e Paracuat., as quaes se
reuniram depois a dos Uaboys, cujo chefe chamava-se Yamunda,
vinda do rio Trombetas. Habitaram esse logar por muito
tempo e depois se transferiram para aquelle em que hoje 6 a
villa que se denominava aldeia dos Uab6ys on dos Yamundas e
que a tradigao nao nos diz em que epoca. Estiveram essas
nacoes alliadas, pordm, depois opprimidas pelo jugo do governor
portuguez, separaram-se e so retiraram: umas para o alto
Yamunda, outras para o Trombetas. Ainda em 1840 vinham os
Uaboys do alto da sorra do Ajurub, ver as festas que se faziam
na villa. Nio eram comtudo essas tribus contemporaneas da
que habitou a f6z e baixo Yamundi, impropriamente deno-
minada das Amazonas, porque nenhuma dellas se lembrava
das mesmas, nem por tradigio. Corria s6mente entire ellas,
como que uma lenda, today fabulosi, que pelos raros d scen-
dentes que hoje existed chegou at4 n6s. De uma velha, filha de
um Paracoiana e dc uma Cher6ua, ouvi na lingua geral a
mesma lH&da. Chama-se Felicia, ter6 90 annos de idade e
ainda habila a villa de Faro. Prosperando a aldeia, o gover-
nador capitHo general Francisco Xavier de Mendonqa Furtado
em 1758 elevou a aldeia a categoria de ( illa, corn o nome de
Faro; nome que logo usou, sem comtndo ler prorogativas de
villa, que s6 10 annos depois poude gozar. Teve logar a solem-
nidade da inauguragdo em 21 de dezembro de 1768; vindo para
esse fim o Dr. ouvidor-geral eoreeo corregedor da comarca Jos
Feij do Mello e Albuquerque, q se logo tratou de reunir a
nobrcza e povo do logar, afim de se eleger os membros do senado
da c.imara que deviam assistir ao aclo da inauguracAo e servir
no triennio de 1769 a 1771. Corn effeito, eleitos os vereadores,
passou-se logo na presence de mesmo ouvidor ao levantamento
do pelourinho na praca public. 39 annos dopois, tendo
cahido de podre o pelourinho, ordeunou ojuiz corregedor Ta-
vares, em correigao, no dia 10 de novembro de 1800, aque


sem demora se mandasse levantar outro, send a despeza
preferivel a outra qualquer., Cor effeito no dia 15 de margo
de 1801, foi erguido cor today ( a solemnidade que pedia o
mesmo o segundo pelourinho, mandado fazer pelo juiz ordi-
nario,que ate hoje dura. Depots dessa 4poca fugiram os indios.
Pela rebellion que appareceu na prov. no anno de 1835,
de triste recordacgo, a villa de Faro, foi victim tambem do
furor dos inimigos da lei. Tendo as cameras das villas dos
Tapaj6s,Pauxis Tupinambaranas e Manbos reconhecido a auto-
ridade do president intruso Eduardo F. N. Agelim,em sessao
extraordinaria de 27 de margo de 1836, tambem o reconheceu
como unica autoridade,emquanto elle naoentregasse a poder ao
president legal, como dizia no manifesto que espalhara pela
provincia. Isto se fez public por editnes em 2 de abril do
mesmo anno, celebrando o vigario de entio, o mercenario frei
Ignacio Guilherme da Costa um officio em acgQo de gracas,
pelo restabelecimento da ordem. Em setembro porem, preve-
nida a villa, que ia ser atacada pelos rebeldes, o povo fugiu,
assim como o vigario que refugiou-se no alto Yamundi no
ponto que depois mostrarei. Cahiu logo depois em powder
dos rebeldes a villa. 86 em julho de 1837, puderam sacudir o
jugo destes. Pela lei n. 491 de 5 de abril de 1865, foi transfe-
rida a villa para o lago Grande na costa denominada do
Algodoal ; por outra, para a margem do Yamary. Vendo os
habs, porem, que vantagem alguma aufereriam com a
mudanca, apezar de star proximo aos centros mais criadores
nunca trataram de cumprir a lei. Foi essa villa incorporada
a com. de Obidos pela Lei Prov. n. 520 de 23 de setembro de
1867 e elevada a com. pela Lei n. 29 de 30 de julho de 1892.
Tem agencia do correio.
FARO. Ilha do Estado do Para, no rio Tocantins, proxima
ao canal do Inferno.
FARO (Rio de). Assevera o Sr. B. Rodrigues ser assim
denominado o rio Nhamundi da conflencia do Pratucd at6 o
logar Repartimento, onde o rio divide-se em dous bragos.
FAROFA. Serra do Estado de Santa Cattarina, no mun.
de S. Joaquim da Costa da Serra (Inl'. loc.)
FAROFAS. Pov. do Estado de Minas Geraes, no mun. do
Para.
FARPAO. Log. do Estado da Bahia, A margem do rio Je-
quitinhonha, na fronteira desse Estado com o de Minas Geraes.
FARRAMBAMBA: s. f. (Estados do N.) fanfarronada,
bravata, jactancia, vangloria, vaidade: Deixa-te dessas far-
rambambas (S. RomBro ).
FARRANCHO. Pov. do Estado de Minas Geraes, na frog.
de S. Miguel do Jequitiabonhae mun. de Arassuahy ; cor uma
esch. publ.de inst. prim., creada pela Lei Prov. n. 2.390 de 13
de outubro de 1877. Pica na margem dir. do rio Jequitinhonha,
cerca de 30 kils. abaixo de S. Miguel. Tem uma capellinha da
N. S. da Boa Viagem, fundada por Fr. Domingos. Exporta
panellas, remos e varas de canvas. Calcula-se a sua pop. em
00 habs. Junto ao pov. ha uma lag6a.
FARRANCHO. LagOa do Estado de Minas Geraes, junto a
pov. do seu nome.
FARRRAXO: s. in. (Bahia), especie de tercado sem gume,
com o qual se mata peixe a noute. A pesca que assim se faz,
attrahindo-se o peixe por meio da luz, se chama pesoa de far-
raxo (Aragio). Obs. Este meio de pescar corresponde ao que
no Para chamam pesca da pirakdra (B. de Jary).
FARTO. Riacho do Estado das Alagdas ; banha o mun. de
Maragogy e desagua no rio deste nome.
FARTO. Ribeirdo figurado nas Cartas como braco septen-
trional do rio da Casca, trib. do Araguaya (B. de Melgago).
FARTURA. Villa e mun. do Estado do S. Paulo, ex-pa-
rochia do mun. de S. JoBo Baptista do Rio Verde, ligada a
esta villa por uma estrada. Orago N. S. das Dores e diocese
de S. Paulo. Foi creada parochia pela Lei Prov. n. 5 Ile 7 de
fevereiro de 1884. Pertenceu ao district da villa de S. Sebaslibo
do Tijuco Preto. Foi elevada 6 villa polo Dec. n. 145 de 31 de
margo de 1891. A Lei n. 82 de 6 de setembro de 1892 desmem-
brou-a do termo de Pirajd a corn. do Avar6 e annexou-a ao
termo e com. do Rio Verde.
FARTURA. Pov. do Estado de S. Panlo, no mran. de Len-
Cdes (Inf. loc. ).


FAR










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FARTURA. Serra do Estado de S. Paulo, no mun. de S.
Joao da B6a Vista (Inf. loc.).
FARTURA. Serra do Estado de S. Paulo, no mun. de
S. JoAo da Baptista do Rio Verde.
FARTURA. Serra do Estado de Matto Grosso, ramo da da
Chapada. A estrada para Goyaz pass por ella (Dr. S. da
Fonseca. Dice. cit. ).
FARTURA. Ribeirio do Estado de S. Paulo, banha a pa-
rochia do seu nome e desagna no rio Verde
FART URA. Ribeirio do Estado de S. Paulo, banha o
mun. de S. Joao da B6a Vista e desagua na margem esq. do
rio Pardo (Inf. loc.)
FARTURA. Ribeirao do Esaado de S. Paulo, banha o
mun. do Parahybuna e desagua na margem esq. do Lourenco
Velho, aff. do Parahybuna.
FARTURA. Ribeirio do Estado de S. Paulo, nasce nos
campos de Araraquara (vertenle de S. Josd do Rio Preto) e
desagua no rio Tietd, 36 kils. acima do salto de Avanhan-
dava.
FARTURA. Ribeirio do Estado de S. Paulo, banha o
mun. de Lene6es e desagua no rio deste nome (Inf. loc.).
FARTURA. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o
mnn. da Oliveira e desagua no rio Vera Cruz, aff. do rio
Par..
FARTURA. Ribeirao do Estado de Goyaz; nasce na serra
Dourada e desagua na margem dir. do rio Pildes, aff. do rio
Claro, que o e do rio Grande ou Araguaya; Saint'Hilaire e Ayres
de Cazal o consideram como aff. do rio Claro: Cunha Mattos
e S. da Fonseca e mencionam como trib. do rio PilBes. A
Carta de Goyaz do Engenheiro Jardim 6 da opiniAo de Cunha
Mattos. O Sr. Baggi, no seu Far West do Brazil o consider
com o cabeceira do PilSes e diz : c Nasce o Fartura a quatro
leguas ao nascente do pov. (S. Jose de Mossamedes) e pass
a dous kils. ao S. do mesmo : sao affs. pelo lado dir. desse
ribeirao os seguintes corregos, que se atravessa em caminho
desta cidade para S. Josd e que todos nascem da serra Dou-
rada: Gorgulho, Corrego Fundo, Conceicio, Agua Fria, Braz
Mendes, Estiva e Pigarrao. Tod s ell s, a excepcAo do uliimo,
desaguam no Fartura a montante da pov. ; o Picarrio, poram,
a um quarto de legua 6 jusante da mesma >. E' muito piscoso.
FARTURA, Corrego do Estado de Goyaz, aff. do rio dos
Bugres, aff. do Vermelho.
FARTURA. Rio do Estado de Matto Grosso : d uma das
cabeceiras do Coxim.. Suaas aguas so turvas e espessas (Dr. S. da
Fonseca, Dice. cit.J
FARTURA. Lagba do Estado do Piauhy, no mun. de
S. Raiymando Nonato.
FATO. Ilha do Estado do E. Santo, na bahia da Victoria,
perto da ilha Bento Ferreira. E' pequena.
FAUSTINO. Ilha na costa do Estado do Para, no Oceano-
defronte da foz do furo Araguary e proxima das ilhas Bailique,
Curua, Marinheiros e Franco.
FAUSTINO. Ponta na costa do Estado do Pnara, na part
situada entire a bahia de Caet4 e as Salinas.
FAUSTINO. Riacho do Estado do Ceari, aff. do Carili.
Banha o mun. de Quixar&.
FAVA. Morro do Estado de Minas Geraes, na frog. do Fur-
quim e mun. de Marianna.
FAVAL. Log. do Estado de Matto Grosso, 6 margem do rio
Arinos abaixo do rio Tapanhunas. E' abundant de plantas
corn o nome de favas de Santo Ignacio As margens do rio
aqui tornam-se chatas e cobertas de um capim branco, como
chamam ao matto baixo que cobre o terreno *.
FAVAXO. Antigo dist. do term de Baependy, no Estado de
Minas Geraes. Foiirebaixado dessa categoria: pelo IV da Lei
Prove. n. 288 de 12 de margo de 1846, que incorporou sen terri-
torio A freo. deS. Thom6das Lettras. Essa Lei foi revogada
pelo art. II da de n., 334 de 3 de abril de 1847 a de novo post,
em vigor pela de n. 460 de 20 de outubro de 1849S
FAVEIRA. Lago do Estado do Maranh.o, no, mun. de
Santo Ignacio do Pinheiro.


FAVELLA. Serra do Estado da Bahia, no mun. de Monte
Santo (Inf. loc.).
FAVELLA. Pequeno rio do Estado do Cear6, no termo de
Iguatil. Nascs na serra da Guariba e desagua no Jaguaribe
pela margem esquerda.
FAVELLA. Pequeno rio do Estado de Sergipe, banha o
mun. da Capella e desagua no Japaratuba.
FAVIANNA. Enseada do Estado do Maranhio, nos campos
de Pericimansinho.
FAXINA. Cidade e mun. do Estado de S. Paulo, sdde da
cor. de sea nome, a SSO. da capital, entire tres collins a na
fralda de uma dellas. Suas ruas, todas tracadas de norte a
sul, contmi bons predios em reg lar alinhamento. Sua egreja
matriz 6 bem construida e acha-se collocada em um eipaqoso
largo, a que di a denominaqco. Ha diversas peauenas egrejas
no mun. Ter a cidade casa da camera e ceada, mercado,
matadouro, quatro chafarizes, um theatre e cemiterio. 0 mun.
e algum tanto montanhoso por achar-se nas proximidades da
Serra do Mar ; tem comtudo extonsas planicies occupadas por
campos, e possue, nas vertentes dos rios, grande mattas. Tem
altas serras que offerecem depress6os verdadeiramenta extraor-
dinarias, pelas irragularidades que apresantain. principalmente
no rio Perituba, que corta o man. de S. ao N. A essas
depressd:s d0o o nome de Tembds. Em uma dellas, que foi
cemiterio de indios, encontra-se uma inscripqao indigena,
curiosa pelo sen asp'cto. As serras do mun. ligam-se &
cordilheira maritima. Dellas as mais importantes sao as de
Itaoca, que corre na direcdo de S. a E., a de Santo Antonio
na direcqao de E para 0. e a de Iiarard, que A a mais
notovel. Os mais importantes rios do mun. sio: o Parana-
panema, o VerJe, o Api:hy-guassd a o Taquary. Aldm dresses
rios ha muitos ribeirdes de manor importancia, centre os quaes
o Perituba e o Branco. Existem no mun. muitas lagSas
pequenas, das quaes as mais importantes sao: a de Sarandy,
a margem direita do rio Taquary a a Lagba Grande, no bairro
do mesmo nome. 0 clima do mun. e saudavel. A atmosphere
ett6 sempre impregnada do cheiro balsamico do pinheiro, que
abunda nas mattas. F6ra alguns caios de febre benigna, sem
consequencia alguma, p6de-se affirmar que rarissimo A o caso
demolestia a registrar-se. 0 solo do mun. a E. e S. contem
muito ouro e galena de chumbo; o diamante abunda nas
margens do rio Verde, onde tem-se encontrado algunsdle grande
valor. N.o obstante a excellencia das terras do mun. a possuir
sell grande extensao de terra roxa e massapA preta, a lavoura
tem sido muito descurada e por isso jA desappareceram alguns
generous, como a canna de assucar, o trigo, etc., que ada-
ptavam-se perfeitamente a natureza do solo. Entregam-se os
habs., pela maior part 6 criaqgo de gado vaccum e suino.
Os campos do mun., que formam quasi que a excl siva
industrial explorada pela criaC6o de gado, sao os melhores do
Estado e A neste mun. quo estao situ ldas as mais importantes
fazendas de criar de S. Paulo. Os principles generous da lavoura
do mun. sao: o ctfd, algodio, canna de assucar, cereaes e
fumo. Orago Sant'Anna e diocese de S. Paulo. 0 paulista
Antonio Furquim Pedroso foi o fundador dessa pov. em 1766.
Foi elevada a categoria de villa a 26 de setembro de 1769 por
ordem do apitao-general D. Luiz Antonio de Souza Botelho
Mour6.o ea de cidade pola Lei Prov. n. i3 de 20 de julho de
1861. Creada com. pela Lei Prov n 46 de 6 de abril de 1872,
classificada de primeira entr. pelo Deer. n. 4.939 de 30 de
abril do mesmo anno. Tern eschs. pubis. de inst. prim.
e agencia do correio. E' ligada a Xiririca, Lavrinhas, Rio
Verde, Bom Successo, Apiahy, Iporango a Itapetininga por
estradas. Dista 250 kils. da capital do Estado, 118 de Ita-
petininga, 66 do Capdo Bonito do Paraiapanema, 79 de Apiahy
e S. Jo.o Baptista do Rio Verde e 92 do Bor Suocesso. Sobre
seus limits, vide: Leis Provs. n. 83 de 25 de abril de 1865,
n. 9 de 6 de marQo de 1871, n. 83 de 25 de abril de 1873 e n.33
de 10 de margo de 1865.
FAXINA. Antiga pov. do Estado de S. Paulo, elevada
categoria de villa corn o nome de S. Joao Baptista do Rio
Verde pela Lei Prov. n. 7 de 6 de marco de 1871.
FAXINA. Pov. do Estado do R., G. do Sul, na frog. do
Viamdo, corn uma each. publ. de inst. prim., creada polo
art. II da Lei Prov. n. 887 de 5de maio de 1873.
FAXINAES. Ribeirao do Estado do Parana, aff. do rio
Negro.


FAV


FAX










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FAXINAL, s. m. (S. Paulo, Parana, Santa Catharina,
R. G. do Sul) campo de pastagem entremeado de arvoredo
esguio. Tambem Ihe chamam em alguns logares Faohina.
Etym : E' vocabulo de origem portugieza. Al4m de sua signifi-
cacao brazileira, o term Faxina 6 entire n6s usado em todas
as accepg6es que Ihe dbo em Portugal.
FAXINAL. Um dos quarteirdes do mun. do E. Santo da
Bba Vista ; no Estado de S. Paulo.
FAXINAL. Rio do Estado do ParanA, aff. do Iguassa. Corre
entire Iguassil e S. Jos6 dos Pinhaes.
FAXINAL DE CAPIVARY. Bairro do mun. de Itapeti-
ninga do Estado de S. Paulo.
FAXINAL DE DENTRO. Arroio do Estado do R. G. do
Sul, aff. do rio Pardo.
FAXINAL DE S. PEDRO. Log. do mun. de Curitybanos
do Estado de Santa Catharina.
FAXINAL DO CEMITERIO. Log. no mun. do Taquary
do Estado do R. 0. do Sul ; cor uma esch. publ. de inst.
prim., creada pela Lei Prov. n. 1.461 de 30 de abril de 1884.
FAXINAL DO MEIO. Log. do Estado de Santa Catharina,
no mun. do Paraty, A margem do rio Pitanga.
FAXINAL DO SILVA JORGE. Log. do Estado do R. G.
do Sul, no mun. do Triumpho.
FAXINALSINHO. Log. do Estado do Parand, no bairro
dos Carr.patos e mun. de Ponta Grossa; cor uma cadeira
promiscua de inst. prim. creada pela Lei Prov. n. 881 de 7
de marQo de 1889.
FAZENDA. s. f., herdade cor destine A grande cultural.
Ha fazendas de oriaqio e fazend,'s de lavoura. Nas primeiras
se cuida de gados, sobretudo do bovine a cavallar, e eso parti-
cularineate conhecidas no R. G. do Sul pela denominaaio de
estancias. Nas segundas, se cultiva cafd, canna de assucar,
algoddo, cereaes, etc. As de canna sfo garalmente chamadas
engenhos.
FAZENDA. Log. do Estado das Alagbas, em S. Miguel dos
Milagres, S. Jos4 da Lage e Pioca.
FAZENDA. Praia no mun. de Villa Bella do Estado de
S. Paulo.
FAZENDA. Riacho do Estado do Ceard, banha o mun. do
Pereiro e desagua no Figueiredo.
FAZENDA. Rio do Estado do E. Santo, no mun. de Gua-
rapary.
FAZENDA. Arroio do Estado do Paran ; desagua no rio
Tibagy, proximo A foz do rio Guarauna.
FAZENDA. Ribeirdo do Estado do Parand ; aff. da margem
esq. do rio Negro, trib. do Iguassi. Sua foz fica proxima da
dos rios Preto e S. Pedro.
FAZENDA. Ribeirio do Estadode Santa Catharint. Suas
aguas sao separadas da do rio Infmrninho palo morro do Rebolo .
Desagua no Tres Riachos aff. do Bigaassd.
FAZENDA. Ribeirio do Estado de Santa Catharina; des-
agua no mar, entire o Camborii e oItajahy.
FAZENDA. Lag6a do Estado do Ceard, ao p6 da cidade de
Sobral.
FAZENDA DA BARRA. Ilha no rio S. Francisco, proxim a
da do Sabonete e acima da foz do rio Paramirim. Os canaes
comprehendidos entire essa ilha e as margens do rio sdo na-
vegaveis (Halfeld).
FAZENDA DA BARRA. Rio do Districto Federal, na sce
no rptio Izidoroe desaga a na laga de Jacardpagud.
FAZENDA DA FIGUEIRA. Bairro do mun. do Ribeir o
Preto no Estado de S. Pailo, cor uma esch. mixta creada
pela Lei Prov. n. 134 de 15 de maio de 1889.
FAZENDA DA SERRA. Pov. do Estado do Ceard, no mun.
de Umary.
FAZENDA DA VARZEA. Log. do Estado das Alagbas, no
mun. do Triumpho.
FAZENDA DE BAIXO. Log. do Estado das AlagSas, no
mun. de Sant'Anna doPanema.


FAZSNDA DE BAIXO. Corrego do Estado de Minas
Geraea, banha a frag. de Jaboticatubas edesagua na margem
esq. do rio deste nome.
FAZENDA DE FORA. Ipoeira no mun. da Casa Nova do
Estado da Bahia ; cor cinco milhas de extensio a muito
piscosa.
FAZENDA DE ITAPOAN. Bairro do mun. de Cananda;
no Estado de S. Paulo.
FAZENDADO AMORA. Log. do Estado de Minas Geraes,
no mun. da Ponte Nova; corn una esch. publ. do inst. prim.,
creada pelo art. II da Lei Prov. n. 2.730 de 18 de dezembro
de 1880.
FAZENDA DO BRANDAO. Log. do Estado do Rio de
Janeiro. no mun. de Iguasst; coin urma each. publ. de inst.
prim., creada pala L-i Prov. n. 1.988 de 1.873.
FAZENDA DO CAPITAO FELIZARDO. Log. do Estado
de MinasGeraes, na frag. do Parauna ; cor uma each. mixta
creada pela L-i Prov. n. 3.217 de i de outubro de 1883. c A fa-
zenda do capitio Felizardo, escreve-nos o vigario do Parauna,
A margem do rio Parauna, partanceu a um rico fazendeiro
que, aldm de possuir todo o territorio situado entire os rios
Cervo, Parauna e Coago.lhas, era senhor de malitos escravos,
aos quaes, por sau more, deixou livres e herdeiros de todo
aquelle terreno sob a clausula, porm. de inaleabilidade. Tern
esses libertos se m iltiplicado prr tal modo que o logar, em que
habitam, 6 o mats pivoado do dist. Festejam annualmente a
S. Joao e S. Sebastiao em um oratorio na fazenda do seu ex-
senhor, send tambem alli a sdde da esch., cerca de 12 kils.
abaixo do arraial do Parauna.s
FAZENDA DO CHAPEO. Loa. no mun. de S. Francisco
de Paula de Cima da Serra, do Estado do R. G. do S:il ; com
uma esch pibl. de inst. prim. creada pala Lei Prov. n. 1.461
de 30 de abril de 1884.
FAZENDA DO GADO. Pov. do Estado da Bahia, no mun.
do Brelo Grands. Para ahi a Lsi Prov. a. 1.606 de 8 de junho
de 1876 transferiu a sdde da freg. de S. Sabastido do Sincord.
Foielevadaa dist. pela Lei Prov. n. 1.638 de 14 de julho de
1876. Tern uma each. publ. de inst. p'im., creada psla Lei
Prov. n. 1.622 de 4 de julho de 1876. Foi uma antiga fazenda
de criar ; e hoje um bom centre de commercio e por onde
pass a estrada que vai para Lavras Diamantinas. Tern uma
capella da invocaqEo de N. Senhora da Saude.
FAZENDA DO MEIO. Arraial do Estado das Alag8as, no
mun. de S. Miguel dos Campos.
FAZENDA DO RABELLO. Log. no mun. de Santo Anto-
nio da I'atrulha do Eslado do R. G. do Sul, cor uma esch.
publ. de inst. primaria.
FAZENDA GRANDE. Parochia do Estado de Pernambuco.
Vide Floresta.
FAZENDA GRANDE. Log. do Estado do Piauhy, no term
de S. Joao do Piauhy.
FAZENDA GRANDE. Pov. do Estado de Minas Geraes,
na freg. da Conceiqgo da Estiva do mun. do Pouso Alegre.
FAZENDA GRANDE. Ilha do Estado da Bahia, no rio
S. Francisco, proxima das ilhas denominadas Imburana, Sus-
suarana e acima da foz do rio Paramirim. E' povoada e culti-
vada (Halfeld).
FAZENDA GRANDE. Serra do Estado de Minas Geraes,
no man. de Pouso Alegre.
FAZENDA GRANDE. Pequeno rio do Estado de Sergipe,
banha o mun. de Itabaiana e desagua no Jacaracica. Recebe
o Macella, Cedro, Lagamar e Cannabrava (Inf. loc.).
FAZENDA NOVA. Log. do Estado do Piauhy, no mun.
de S. Joio do Piauhy.
FAZENDA NOVA. Log. do Estado do Ceard, no mun. do
Jardim.
FAZENDA NOVA. Log. do Estado das Alagoas em Santa
Anna do Panema, Porto Real do Collegio, PAo de Assucar,
Bello Monte e Unido.
FAZENDA NOVA. Serra do Estado do Ceard, no mun. de
Ipoeira, nas divisas corn o Estado do Piauhy. Ter uma exten-
sao de 30 kiiometros.










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FAZENDA NOVA. Riacho do Estado do Ceari, aff. da
margem dir. do rio Quixeramobim.
FAZENDA NOVA. Riacho do Estado do R. G. do Norte,
aff. da margem esq. do rio Apody.
FAZENDAS. Igarapd do Estado do Parr, no mun. de
Obidos ; jinta-se corn o igarape Irateua.
FAZENDA VELHA. Arraial do Estado das Alagbas, no
mun. de Piassabussd. Ha um outro log. do mesmo nome no
mun. do PIo de Assucar.
FAZENDA VELHA. Pov. novissima a bres kils da villa
de Santarem, no Estado da Bahia. Ternm uma casa de oragao e
100 casas de taipa; 6 regada por uma cachoeirinha e possue
um pequeno porto. A lei Prov. n. 2.334 de 14 de julho de 1832
creou ahi urna esch. publ. de inst. primaria.
FAZENDA VELHA. Log. do Estado do Rio de Janeiro, no
mun. de Sapucaia,
FAZENDA VELHA. Bairro do Estado de S. Paulo, no
mun. de Itapetininga. A Lei Prov. n. 58 de 12 de maio de 1877
elevou-o a categoria de parochia com a denominagL) de S. Mi-
guel Archanjo. e a de n. 23 de 25 de junho de 1869 creou ahi
uma esch. publ. de inst. primaria.
FAZENDA VELHA. Bairro no mun. da Limeira e Estado
de S. Paulo, corn uma esch. publ., creada pela lei n. 1011de24
de setembro de 1892.
FAZENDA VELHA. Um dos quarteirdes da cidade de Ube-
raba, no Estado de Minas Geraes.
FAZENDA VELHA. Arrabalde da frog. de S. Braz do Suas-
suhy, termo de Entre Rios e Estado de Minas Geraes.
FAZENDA VELHA. Rio do Estado das Alagbas; nasce da
serra de Olbos d'Agua, percorre o mun. de Capia e desagua na
margem esq. do S. Francisco.
FAZENDA VELHA. Riacho do Estado da Bahia; banha o
mun. do Morro do Chapdo e desagua no rio Bonito (Inf. loc.).
FAZENDA VELHA. Pibeirio do Estado de Minas Geraes;
nasce na fazenda denominada Jose Ribeiro, banha o mun. de
Entre Rios e desagua no rio Maranhio.
FAZENDINHA. Pov. no mun. de Alagba de Baixo, do
Estado de Pernambucs.
FAZENDINHA. Logs. do Estado das Alagbas, na Branca,
Paulo Affonso e Alagbas.
FAZENDINHA. Pov. do Estado de Sergipe. no term de
Seriry, corn uma esch. mixta publ. de inst. primaria, creada
pela Lei Prov. n. 1.221 de 25 de abril de 1882.
FAZENDINHA. Assim denominava-se a actual frog. de
Nossa Senhora das Dires de Serapuhy, no Estado de S. Paulo.
FAZENDINHA. Pov. do Estado de Minas Geraes, na frog.
da Abbadia e mun. de Pitanguy.
FAZENDINHA. Corrego do Estado de S. Paulo: banha o
mun. da Piedade e desagua no rio Juruparl (Inf. loc.).
FAZENDINHA. Corrago do Estado de Minas Geraes, no
mun. de Uberaba.
FAZENDINHA. Ribeirio do Estado de Goyaz; vai para o
rio do Braio, que 6 trib. do rio Verissimo.
FAZENDINHA. Corrego do Estado de Goyaz: 6 um dos
braios do ribeirdo de S. Patricio, aff. do rio das Almas.
(Cunha Mattos. Itinerario).
FAZENDINHA. Porto no rio CuyabA; no Estado de Matto
Grosso.
FAZ TU30. Corrego do Estado de Goyaz, aff. da margem
dir. do riacho Fundo, trib. do rio MaranhEo (Cunha Mattos.
Itinerario). Do Estado nos informal haver um corrego corn
esse nome, aff. da margem dir. do rio das Almas, trib. do
Maranhao.
FE (Santa). Pov. do Estado do Parahyba do Norte, quatro
leguas ao poente da cidade de Bananeiras, exactamente na
extremidade do mun., cor uma casa do caridade fundada
pelo padre Ibiapina e uma esch. publ., creada pala Lei Prov.
n. 336 de 8 de abril de 1870. Santa F6 esta A vista da pov.
de Arara, a um kil. de distancia pouco mais ou menos.


FE (Santa). Dist. do term de Petrolina do Estado de Per-
nambuco.
FE (Santa). Log. do Estado das Alag6as, no mun. C'i-
Sant'Anna do Ipanema e Muricy.
FI (Santa). Tapera que se encontra a 21 kils. da Corixa
Grande do Destacamento, em uma pequena lombada a dir. da
estrada para Sant'Anna de Chiquitos, e 58 kils. aquem da
corixa de Santa Rita; no Estado de Matto Grosso.
FE (Santa). Estagco da E. de F. Central do Brazil, no ra-
mal de Porto Novo, entire Chiador e Porto Novo. a 205kis,666
da Capital Federal e 259m,719 de altura sobre o nivel do
mar. Tern uma agencia do correio. Estagco telegraphica.
FE (Santa). Ribeirio do Estado de Minas Gerae-, banha o
mun. do Patrocinio e desagua no rio Paranahyba.
FE (Santa). Ribeirio do Estado de Minas Geraes, rega o
arraial de Sant'Anna do Capio Redondo do term de S. Fran-
cisco ; e desagua no Paracatl.
FE (Santa). Ribeirio do Estado de Minas Gerae-, aff. da
margem esq. do rio Bagagem.
FECHADO. Riacho do Estado do Ceard. banha o mun. do
Ipueiras, e desagna na margem esq. do rio do Matto, aff. do
Poty.
FECHADOS. Capella da freg. do Parauna e mun. da
Conceigio, no Estado de Minas Geraes. Orago Sant'Anna. Com
o nome de Frechados foi elevada a dist. pelo art. I da Lei
Prov. n. 1.114 de 16 de outubro de 1861, que constituiu- corn o
territorio comprehendido entire os rios das Pedras e Parauna
do Serro. Passou a denominar-se Fechados por Lei Prov.
Tem urma esch. publ. de inst. prim. para o sex, masculine,
creada pela Lei Prov. n. 2.568 de 3 de janeiro de 18SO0. E' o
logar mais fertile da freg. Um fazendeiro abastado edificou
junto a sua residencia uma capella, onde seo ad~ninistrados
os sacramentos aos habs. do pequeno povoado.
FECHADOS. Pequeno rio do Estado de Minas G.raes, banha
a freg. do Parauna e corre para o Cip6.
FECHO DOS MORROS. Log. do rio Aragua:-a, proximo
a foz do Tapirapd, no seu brago maior, A esq. da ilha Carum-
bard on do Bananal. E' assim chamado per ahi estreitar-se
o rio centre dous grades penedos.
FECHO DO3 MORROS. Log. no rio Paraguay, onde sua
corrente passa por dons canaes entire um grupo de montanhas;
o da dir. de 160 metros de largura e o outro do 120. Nesse
grupo de montanhas eleva-se 6a margem esq. o Pao de Assucar,
assim denominado pela commission demarcadora de 178G pela
sua configuragdo.
FECHO DOS MORROS. Montanhas situadas no rio Pa-
raguay, na fronteira do Estado de Matto Grosso. ( Smo for-
madas, diz o Dr. S. da Fonseca, pelo Pio de Assucar, que 6 o
cerro occidental dos hespanhoes, e outras seis mais, A margem
dir., o Cerro oriental A esq., e uma alta ilha e morro a meio
rio, onde est a guarda brazileira, nosso primeiro ponto military
no Paraguay, na distancia de uns 120 kils. acima da foz do
Apa. Fecho dos Moros parece ser dlenominaqao dada desde
os primeiros navegadores e fundadores de Cuyabi... O nome
de Pao de Assucar. porque 6 hoje conhecido, foi-lhe dado pela
commission demarcadora em 1782; 6 o mesio de f6rma conical,
e o inais elevado de todos os que formami essa extreme da serra
do Gualalcan, espiglo da c. rdilheira do Maracajd. Segundo
Luiz d'Alinconrt, sua pesicao astronomical 6 aos 210 22' de lat.;
e conform Dugraty, 210 25'10" de lat. e 570 58' 54" de long.
Occ. de Greenwich, 113 metros acimas do nivel do mar. E'
notavel esse ponto polo ataque que traicoeiramente Ihelevaram
os paraguayos, de ordem de Carlos Lopes, em 14 de outubro
de 1850, em numero de 403 homes, que inesperadamente ata-
caram a guarnicgo compost de 25 pragas, commandada pelo
tenente Francisco Bruno da Silva, que retirou-se para a
margam dir. apds tentiir a defesa que Ihe foi possivel... A'
ilha davam os guaycurds o nome de Ocrata Huetirah, que no
seu idiomaquer dizer pedra comprida... O0 B. de Melgaco diz
< FECOH DE MORaos. Ha na margem esq. do rio Paraguay.
entire os parallelos 210 24' a 210 30', um grupo de morros de quasi
duas leguas de extensao ao long do rio e uma de largura,
separado por um espaco de tres leguas de terr.ino alagadico
das terras altas do dist. de Miranda. Sobre a opposta
17.433










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~aargem do rio existed um morro isolado e no meiodo rio uma
"ilha pedregosa de 1.300 a 1.500 metros de comprimento, 400
metros de largura e 24 na maior altura. Os dous canaes, que
firma sLo navegaveis ; por6m o melhor 4 o de Oeste. Teri
umas 50 braCas (120 metros) de largura. 0 outro, mais estreito,
ter algumas pedras, das quaes 4 precise resguardar-se, tanto
dolado da ilha como do da margem esq. Dos morros da
margem dir. o mais notavel 6 o Pao de Assucar. Sua base
dista da beira do rio quasi tres kils. Seu cume tern a altitude
de 412 metros acima do rio, ou 507 acima do mar. Dez
milhas abaixo do Fecho de Morros ha na margem esq. um
morro isolado, que os hespanhoes chamam Batatilla, corn um
recife que toma quasi metade da largura do rio. Esse logar 6
por n6s conhecido pelo Passo de Taruman. E' onde se faz a
passagemdo gado vaccum e cavallar trocado entire nossa gente
e os indios do Chaco. Foi neste local que, em 1775 pretendeu
o capito-general Luiz d'Albuquerque estabelecer o presidio,
que veiu a fundar-se em Coimbra. Em junho de 1850 collocou-se
ahi um destacamento que foi visitado pelo president do Estado
em setembro, e em outubro expellido pelos Paraguayos.
FECHO DOS MORROS (Ilha do). Aos 21o 26' S. e 140 49' a
meio rio Paraguaya, no logar de que toma o nome, temruns tres
a quatro kils. de perimetro e demora 1.800 metros ao O. do
Pio de Assucar. E' abundante de cava e de peixe. Ahi esta
uma guard brazileira, o primeiro post military do Estado,
desde a foz do Apa, do qual dista 120 kils. Esta guard foi
estabelecida em 29 de junho de 1850 e h go em outubro desalo-
jada pelos paraguayos, que a 14 desse mez a surprehenderam corn
uma forga de 400 homes, atacando como de costume e do de
seus predecessors, sem declarat o de guerra, falsa e inespera-
damente. Compunha-se a guarnijio de um official, o tenente
Francisco Bueno da Silva e 25 pracas. Perdeu tres homes e a
posicao, e os atacantes nove mortos, inclusive um alferes, con-
forme a part official do chefe da expediCio. Retirado para o
Chaco, Bueno reunio as tribus Cadiueos de Lapate e LixagAte, e
em represplia foi tomar o forte Olympo. Os guaycuriis chamam
a esta ilhr -Ocrata-huetirah-a pedra comprida.Demora 1.800
metros a 0. do Pao de Assucar. Desde 1761 que um padre
anteviu o valor da posiiio desta ilha e propoz ao capitdo-
general R lim de Moura a transferencia para ella da aldeia de
indios quo doutrinava na freg. de Sant'Anna da Chapada.
Esse padre era o vigario Simio de Toledo Rodovalho. 0 go-
vernador nao concordou por lhe parecer que Ihe ficava muito
longer, podendo causar ciume aos hespanhoes. Luiz Pinto,
por4m, nao teve o3 mesmos escrupulos e tratou de ahi fundar
um estabelecimento, o que por falta de meios ficou espacado.
Luiz de Albuquerque quiz estabelecel-o em 1775, e mandou
para isso o capitdo de auxiliaries Mathias Ribeiro da Costa,
que, entretanto, preferiu ficar umas quarenta leguas acima,
no estreito de S. Francisco Xavier, onde, a margem dir.,
fundou o presidio de Nova Coimbra. E' abundant em caga e
peixes, e muito fertil.
FECHOS DA MONTANHA. Log. do Estado do Para, no
rio Tapajoz, pouco acima da maloca de Josd Poci. Ahi o rio
estreita-se muito e ambas as margins sIo montanhosas.
FEDERAQAO. Assim denominou-se a actual cidade do
Arroio Grande, no Estado do R. G. do Sul, por Acto de 4 de
dezembro de 1890, voltando a denominar-se Arroio Grande em
6 de julho de 1891.
FE DO BONGA (Santa). Pov. do Estado do Parahyba do
Norte, no mun. de S. Jos6 de Piranhas, em cima da serra do
Bonga, na distancia de cinco leguas ao S. da villa de S. Jos4.
FEIA. Ilha do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de Cabo-
Frio, ao N. da enseada Formosa.
PEIA. Ilha do Estado de Santa Catharina, cerca de meia
milha ao NNO. da enseada de Itapocoroy.
FEIA. Lag6a do Estado do Rio de Janeiro, nos muns. de
Macah4 e Campos. Tem mais de 130 kils. de circumferencia e
recebe ao S. as aguas dos rios Macabd e Ururahy. Commu-
nica-se corn o Oceano por diversos rios, centre os quaes o Furado,
aberto nos principios do seculo passado per Jose de Barcellos
Machado, um dos successors de Miguel Ayres Maldonado.
fundador da casa da familiar Carneiro da Silva. Communica-se
corn o rio Assi on Iguassti pelo canal do Onca, tambem aberto
pelo mesmo Maldonaoo para escoamento dos terrenos paludosos
que circulam a lagda pelo lado N., os quaes ainda hoje se con-
servam imprestaveis em sua m6r parte. 0 seu mais notavel
fundo nlo vai alum de muito mais de um metro; comtudo nas
DICC. GEOG. 2


occasides de resacas e fortes yentanias agitam-se suas aguas e
torna-se entio perigcsa a sua navegagao ou travessia. Nas
suas margens e no logar debominado Ponta Grossa dos Fi-
dalgos, ha uma pov. de cerca de 400 habs. que se empre-
gam na pesca nao s6ahicomlo no Assil e lagba da Piabanha,
nas quaes abunda o peixe. 0 roballo, que ahi se pesca 6 sabo-
roso, afamado e abundante : sio tambem muito apreciadas as
tainhas do Assd e as piabanhas da lag6a do mesmo nome.
O Dr. J. J. Carneiro da Sila- no sou trabalho intitulado -
Notioia Descriptiva do Municipio de Macahd (1881) diz o se-
guinte a respeito dessa lagba: g A lagba Feia, chamada outr'ora
Iguassui, 4 a maior de todas (do mun.), tem 32 leguas de cir-
cumferencia e fund bastante para ser navegada por pequenos
vapors. As suas margins, do lado de Macah4, sio arenosas
em grande part; s6mente nds aproximacges de Capivary as
restingas vio desapparecendo, succedendo-se entio as campinas
naturaes. As margens campistas sio aproveitaveis nao s6 para
a criagco como para a lavoura de canna; constam de terrenos
de alluviio, muitas vezes innundados por occasiao das enchentes.
A limpeza dos rios que esgotam a lag6a Feia, takes como o Barro
Vermelho, Castanheta, Novo doi Collegio, Onca ou Valla Grande,
Iguassi ou Fundo, sera de summa utilidade para os terrenos
dos muns. de Campos a Macahi4, que sao alagados pelas aguas
da lag6a Feia, uma boa part do anno, no tempo das chuvas. )
Sobre essa lag6a, diz o Dr. Teizeira de Mello: < A Lag6a Feia,
a maior do mun., chamada primitivamente Lag6a de Iguagd,
tern nas aguas medias 32 kils. de comprimento e 24 de largura
na sua part norte, corn 13J de circumferencia e fundo bas-
tante para ser navegada por pequenos vapores. Recebe em seu
seio, on antes alimenta-se prinpipalmente das aguas do Uru-
rahy e Macabi. E' um pequono mar interior, do arriscada
navegago outravessia em diaq de tempestade: encrespam-se-
lhe as aguas em mar6las 2 tao temerosas, que a fazem merocer
o nome que prevaleceu e a distingue. Quando em 1847 visitou
o imperador pela primeira vez o mun., vendo-a mansa e dor-
mente, desejou que a denominassem Lagda Bonita. Di part
do S. ha nella uma peninsula chamada Capivary, de seis kils.
de extensao, que quasi a divideiem duas, das quaes a porgea
maior fica a oeste 3. Despeja as suas aguns no Atlantico, ao sul
do cabo de S. Thomb, polo canal, hoje Rio do Furado, ras-
gado ha mais de um seculo polo capilio Josd de Barcellos
Machado, um dos successors del Miguel Ayres Maldonado e in-
stituidor do vinculo de Capivary, hoje dominion da familiar Car-
neiro da Silva (visconde de Araruama). Pelo canal da Onqa
ou Valla Grande, aberta pelo mesmo capitdo, para desseca-
monto dos terrenos paludosos que circumdam a lag6a pelo lado
norte, communica-se com o AgS ou Iguaqi. Os outros canaes
que a esgotam para o Oceano sao os pequenos rios do Barro
ermelho, Castanheta, o mais meridional e principal delles, e o
rio Novo do Collegio. Nio sei a qual destes 6 que denominou
Rio Braganga o principle Maximiliano de Neuwied na sua
Viagem ao Brazil em 1821*. Como o c6moro de areas, diz o
major Bellegarde no seu mencimiado Relat., proximo ao mar,
e os ventos reinantes muitas vezes conspiram para obstar a
sahida das aguas, acontece que, rodeando esta entbo pelo inte-
rior do comoro, vio former ao N, do citado cabo (de S. Thom6)
a Lag6a de Iguassl, qie abre para o oceano a barra denomi-
nada da Canzonga (alias Canmaa) e deixa a descoberto ricos
e extensos pastos. No logar conhecido pelo nome de Ponta-
grossa dos fidalgos, nas margens desta lag6a, ha uma pov. de
cerca de 400 habs., que vivem da pesca nio s6 nas suas aguas,
como nas do Acti e da Lag8a da Piabanha, em que o peixe e
abundant. Referindo-se A peninsula que divide em duas quasi
a lagoa, diz Saint Adolphe, n sen Dico. Geogr. do Brazil:
SA egreja de N. S. dos Remedios, que fez as vezes de parochial
desde 1694 ate 1756, foi fundadaina peninsula e vista de longer
parece estar assentada no meio da laoga. No Dico. Topogr.
do Brazil de Jose Saturnino da Costa Pereira (Rio de Janeiro,
1834) 14-se a respeito dessa lag6a: < Na prov. do Rio de Janeiro,
no dist. de Campos dos Goitacazes, con cinco leguas na sua
maior extensao de N. a S. e quatro de E. e O.: 6 muito pis-
cosa e por ella navegam hiates; o angulo mais saliente para o


I Balthazar da Silva Lisboa, Annaes I, dA-lhe 30 leguas de circum-
ferencia.
2 Vocabulo local que dcsigna, em relago a rios, o mesmo que gran-
des vagas em relaQo ao Oceano.
a 0 que refere-se a esta nota jA foi publicado na palavra Capivary.
Vide.










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N. dista tres leguas e meia da villa de S. Salvador. Ha unm
sangradouro para o mar, que se abre ou natural on artificial-
mente, quando he necessario, por inundaao dos campos visi-
nhos, motivada pelas muitas aguas da lag6a: a ella vem
varies rios, e outros teem nella nascimento; o sangradouro
sahe ao mar na lat. de 220 10', e long. de 430 30'. ,, 0 mesmo
diz o autor da Chorogr. Brazilioa: < Esta lagoa 6 abundant
de peixe: robalo, tainha, piau, piabanha, crumatan, corvina,
etc. 0 robalo da Lagoa Feia tern fama em toda a comarca. >
l Ha iuma lagba mui grande para a communicaio dos povos
vizinhos que, send dle aga doce, so nao v4 trrra, navegan-
do-se por muitos dias, e e t16o dilatada que por um mez e mais
se nio corre. Nesta pdde V. M. mandar, que fazendo-se
povs., se cultivem, podendo-se pbr nella grades moinhos,
corn o que haja dilatadas searas de trio pola terra e dar em
muita abundaicia, e crescendo os moradores nella inportarao
muita fazenda a real cor6a de V. M pela brevidado do com-
mercio. em razio de ser por mar e vir sahir duas leguas do
sitio, em que advirto a V. M. se faca a cidade, alein d' muitos
currars, que crescerao corn as ditas povs., importando s6
o dizimo delles em grande numero d& dinheiro, como hoje im-
porlain os da Bahia, sendo em quantidade as duas parties
menos, e se remata o ramo do gado cada anno em 40.000 cru-
zados para a fazanda de V. M.: o quo tudo so Ihe tern occul-
tado, por nio chegar s la noticia a de tanta riqueza sonegada
corn o poder. (Representao&o sobre os meios de promover a
povoacao e desenvolvimento dos campos de Goitacazes em 1657,
pelo capitao Andri Martins da Palma, Mso, inedito do Inst.
Hi't JBraz).
FEIA. Lagoa do Estado do S. Paulo, :i margem do rio
January, na Vargem Grande, mun. de S. JoSo da Bba Vista.
FEIA. Junto a margem dir. do rio S. Francisco e obra de
cinco leg las abaixo da confluencia do Bambuhy, no Estado de
Minas Geraes, esiA a lag6a Feia corn f6rma circular, e perto
a 300 passes de diametro, d'agua verdenegra, que 6 um viveiro
de sucurys, sucurifis e jacar;s (Ayres de Cazal). Lagba perto da
margem esq. do rio S. Francisco, tres leguas al6m da confluencia
do rio Bambuhy. E' circular e p6de ter 50 bracas de diametro.
A abundancia das aguas abrio um canal por onde esta lagba se
communica corn o rio. Povoam-n'a grande quantidade de su-
curys e jacar6s (Saint Adolphe).
FEIA. Lag6a do Estado de Minas Geraes, na fazenda do Bomr
Jardim, frog. do Bom Despacho. E' notavel per seu comprimento
e largura.
FEIA. Lagoa do Estado de Goyaz. DA origem ao rio Preto.
trib. do Paracatd. Cunha Mattos, no seu Itinerario, diz: x A
lagIa Feia, uma das mais nolaveis da prov. de Goyaz, tanto
pela sua extraordinaria profundidade, e melancolia do logar em
que se acha, cbr negra das suas aguas, monstros vorazes que a
povoam, e sobre tudo por dar nascimento ao rio Preto, ter uma
legma de extensio NS. e menos de meia legua EO. Perto da
sua margem dir. existed o arraial dos Couros, e na esq. o
Registro, que da mesma lagba recebe o nome, e esti sobre as
estradas que seguem para diversas passages do rio S. Francisco,
e para o Registo dos Arrependidos, donde se vae A villa de Pa-
racatli da prov. de Minas Gerae3s.
FEIJAO. Bairro do mun. de S. Carlos do Pinhal, no Estado
de S. Paulo.
FEIJAO. Pov. do Estado de Minas Geraes, no mun. de
Ferros.
FEIJAO. Uma das estaeoes da E. de F. na linha de SAo
Carlos do Pinhal, no Estado do S. Paulo ; entire as estaoees
denominadas Oliveiras e Colonia, a 752m,960 acima do nivel
do mar. Deoomina-se hoje Visoonde do Rio Claro.
FEIJAO. Morro do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de
Iguassf, na estrada da Limeira.
FEIJAO. Riacho do Estado do Ceara, aff. do riacho Ma-
chado, que e trib. do rio Salgado.
FEIJAO. Riacho do Estado do Ceara, af'. do rio Pirangy.
FEIJAO. Riacho do Estado do CearA, nasce de uma rami-
ficaqio dos morros da Forquilha, banha o mun. de Ipueiras e
desagua no rio Acarahu.
FEIJAO. Riacho do Estado de Pernambuco, no mun. da
Flor sta.


FEIJAO. Ribeirio do Estado de S. Paulo, hanha o mun.
de S. Carlos do Pinhal e desagia no Jacar6, af'. do Tiet6.
FEIJAO. E' assim denominada. vulgarmente a enseada ds
Imburanas, no Estado do Ceara. 0 pratico Philippe, no seu
Roteiro diz : 0 rio Feijao, que despeja na enseada das Im-
buranas, 6 unm braco do Camocim, o qual f6rma uma pequena
ilha que vem a ser o pontal de leste da barra. Usta ilha 6 ter-
reno de area, mas bern empastada, pelo que torna-se apta para
criacao de gado >.
FEIJAO CRI. Antigo dist. do mun. do Mar de Hespanha,
no Estado de Minas Geraes. A Lei Prov. n. 666 de 27 de abril
de 1854, em se i art. I, elevou-3 6 categoria de parochia e no
art. II 6 de villa cor a denominacio de Leopoldina.
FEIJAO CRU. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, no
mun. da Leopoldina. N Nasce, diz-nos o vigario da Leopoldina,
nas vertentes septentrionaes da serra da Leopoldina, formado
de dous bracos, sando um a O. e outro a L.; o primeiro deno-
mina-se Feijaio Crd Grande e o segundo Feijio Crii Pequeno;
aquelle nasce nas contravertentes do corrego de Thebas e a
SE dest pov. c recebendo varies corregos, banha diversas
fazendas, recebe na margem dir. o Foijlo Crd Pequeno, quo
nasce ao S. da cidade. Dahi segue o Feijio Cri ate desaguar
no rio Pomba, cerca de quatro kils. abaixo da foz do rio Pardo
corn um curso aproximado de 24 kils. Um outro informant
diz-nos desaguar o Feijito Crd no rio Pardo.
FEIJAO PRETO. Pequeno rio do Estado de S. Paulo, aff.
da margam esr. do Canha, trib. do Jacupiranga.
FEIJ6. Log. do Est:ado das Alagbas, em S, Miguel doe Mi-
lagres,
FEIJOAL. Log. do Estado de Minas Geraes, no dist. do
Caratinga.
FEIJOAL. Serra do Estado de Minas Geraes, entire Caldas
e Pouso Alegre.
FEIJOAL. Ilha e serra do Estado do E. Santo. A ilba fica
no rio Doce.
FEIJOAL. Igarap6 do Estado do Para, na freg. de Barca-
rena e mun. da capital.
FEIJOAL. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. do ri-
beirlo do Galho, no mun. de Caratinga.
FEIO. Rio do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de Re-
zende. E' uma das cabeceiras do Sesmaria, trib. do Para-
hyba.
FEIO. Rio do Estado de S. Paulo, na estrada de Botacatui
a Tatuhy, desagua no rio do Peixe, aff. do Tiet4.
FEIO. Ribeirto do Estado da Paran6. E' o braco mais no-
tavel do Potinga, trib. de Iguassi.
FEIO. Rio do Estado de Minas Geraes, corre proximo A
freg. do Carmo do Fructal e de S. Francisco de Salles, e des-
agua no rio Verde, aff. do Grande.
FEIO. Ribsirdo cujas aguas vio ter ao Santo Antonio,
galbo do Desbarrancado ; no Estado de Matto Grosso. (Dr S.
da Fonseca. Dice. cit.)
FEIRA. Rio do Estado de Minas Geraes, aff. da margem
dir. do Parahybuna.
FEIRA. Porto na cidade de Laranjeiras, do Estado de Ser-
gipe.
FEIRA DE SANT'ANNA. Cidade e mun. do Estado da
Bahia, s6de da coin. do seu nome, assente em uma elevada
chapada, ligada A Cachoeira pela E. de F. Central. A cidade
apresenta um aspcto risonho. Suas ruas sIo largas e com-
pridas, as praas espacosas e os predios elegantes. A cidade
da Feira de S nt'Anna, que se vista de todos os lados a nao
pequena distancia,acha-se collocada sobre uma xtensa chapada,
como uma pequena depressio ao sul e ao oeste, quasi ftora de
suas portas. Tem proporcoes para uma grande cidade, que ha
de ser no future, e a mais formosa da Bahia, si as suas con-
strucq6es e delineamento das ruas continuaremi come atd hoje.
Da estag5o da E. de F. est6 a poucos passes a matriz, comr
modesto temple comerado pelo padre Ovidio, entio vigario da
freg., e concluido pelo seu successor o conego Josa Joaquim de
Brito. 0 nucleo da cidade 6 formado por trees largas ruas, que
comegam em frente a matriz e se prolongam, parallelas c regu-










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larmente alinhadas, at4 na extensao de mais de um kil., e
vio terminar no vasto Campo do General Camara, denominado
vulgarmente Campo do Gado, onde nos dias de feira ( nas
segundas) so reunem de 1.000 a 2.003 rezes, que acham compra-
dores. Ao fundo desse campo, notavel pelas suas dimensoes,
cercado de casas, acha-se o matadouro, um modelo no genero,
pelo aceio corn que 6 tratado, de modo a fazer inveja aos me-
Ihores da Republica, a julgar pelos da Bahia e Rio de Janeiro.
Ahi abatem-se para o consume tres e quatro rezes diarias,
(8 nos sabbado-), e 60 a 70 nos dias de feira. Duas horas de-
pois de abatidas as rezes, p6de arrastar-se impunemente a
cauda de um vestido de seda no pateo interior do estabeleci-
mento, completamento lavado e irrigado por agua de uma
fonts interior, puxada por uma bomba. O sangue corre para
um deposit apropriado, de onde 4 tirade, fervido. e enterrado
a bem da hygiene public. Do matadouro, bem como de qual-
quer ponto do Camp) do Gado, avista-se o que o povo chara,
conform a tradiccgo, o Pa. do Lucas. E' um fanioso alveso, de cujo tronco se elevam tres galhos, de onde s3 diz
que Lucas, o celebre bandido, espionava o que se passava na
feira, para atacar depois na estrada os viandantes. A feira era
ent.o no vasto campo, onde se acha tambem, em urma extremi-
dade da rua do Senhor dos Passos, a cruz do Lucas, como 4
conhecido o symbol da RedempqAo humana, erguido no logar
onde o famoso peccador espiou a sua culpa no patibulo. As
tres ruas principles slo realmente explendidas pela sua largura,
alinhamento, calgamento, e p-isseios das casas, todo. unifor-
mes. Pelos nomes notaremos d:i rua Direita, a esquerda de
quem entra na cidade, e da rua Senhor dos Passos a direita.
Esta tern 102 palios de largara em toda a extensi~o, e 4 perfei-
tamente alinhada corn bons predios particulars. EstA sondo
concluido o seu calqamento. As tres mencionadas ruas sIo
cort'adas ao meio pela bellissima Praqa do Commercio corre-
ctamente arborisada per tres orde is de tamarindeiros. toda
calqada, de construcqSes decentes, formando como um grande
e poetico boulevard, como nio posse a Bahia, que nio tem
egual tambem um acougue, um matadouro, e uma run do Se-
nhor dos Passes Conta a cidade tres sociedades beneficentes :
Montepio dos Artistas Feirenses, corn edilicio proprio ; o Asylo
de Nossa Senhora de Lourdes, e a Santa Casa da Misericordia,
que mantem o Hospital D. Pedro, assim denominado em home-
nagem ao seu principal fundador, quando li esteve em 1860. E'
um bonito predio, asseiado e de luxo. O Asylo de Nossa Senhora
de Lourdes, fundado em 1879, 6 a mais important instituicao da
Feira, e a que milhores services ter prestado em nome da cari-
dade e da philantropia. Comtudo, teria desapparecido con a more
do seu benemerito instituidor. si nHo f6ra a perseveranca e bon-
dade de coracqo do actual vigario conego Brit), que jA obteve,
corn o concurso de seus freguezes, dotar o Asylo com uma casa
propria e um patrimonio de 19:000$. Sao 45, de diversas
idades, as orphis desvalidas, algumas engeitadas, amparadas
pelo asylo, que Ihes fornece alimentagdo, vestuario e educacao,
cor os poucos recursos de que dispde, nio excedendo de 12:000$,
inclusive a insignificant coadjuvacio de 3:000$ annuaes offe-
recidos pelo estado. Uma das fontes de renda do estabeleci-
mento 6 o proprio trabalho das orphas, no fabric de flores ar-
tificiaes para o consumo das fabrics de chapdos de modas
existentes na Bahia, trabalho a que se dio corn o maior con-
tentamento sob a direcgo da superior da casa, uma virtuosa
senh ra, irml do padre Ovidio. Na mesma rua Direita, onde
estA o asylo, acha-se tambem o theatre, modesto predio, corn
duas ordens de camarotes, onde trabalha o Club Dramatico Fa-
miliar, composto de amadores Aldm das sociedades menciona-
das, tein mais a cidade: a loja magonica Caridade e S-gredo,
diversas de dansa, e as philarmonicas Vinte e Cinco de Marco
e Victoria. Tem tires temples religiosos : a matriz, a egreja do
S&nhor dos Passos, quej a serviu de matriz, na rua a que deu o
nome, e a egreja dos Remedies. A imprensa 4 representada
pelos jornaes bi-semanaes Gaieta do Povo e lMunicipio. A
cadeia 4 pequena. A intendencia municipal, tem um elegant
predio corn frentes para a rua do Senhor dos Passes e para a
Praca do Commercio. No pavimento terreo acha-se a Biblio-
theca Publica Municipal. fundada em 1890 por iniciativa do
intendente Joaquim de Mello Sampaio, culo retrato a oleo se
acha no salio principal. A feira actual da Peira, 6 na Praca do
Commercio, que se resent da falta de um mercado. Ahi, no
correr d intndencia, esta o acougue. come ja ficou dito, sem
egual na Bahia. Em frente ao hospital D. Pedro, acha-seo ce-
miterio espagoso e limpo, cere do de grades de ferro, erguendo-
se no centro bonitos mausoldos. Chama a attencdo dos visi-


tantes a Feira de Sant'Anna, o primeiro monument erigido a
um padre no Brazil-: a estatua do padre Ovidio, de quem ja
tivemos occasion de falar. O monument 4 de bronze, repre-
sentando-o no tamanho natural, em p4, olhando para a matriz
cuja constrnccao comerara, trajando uma capa por cima da
batina, segurando um livro corn a mao esquerda, tendo a direita
sobre a caeca de uma orphi, lembrando o asylo de que f6ra o
fundador. Nas quatro fachadas do pedestal, que devera ter mais
um metro de allura. pelo menos, 16-se as seg'iintes inscripcges :
0 Asylo de Nossa Senhora de Lourdes ao seu fundador e brm-
feitor Padre Ovidio Alves de S. Boaventura Levanta-se este
monumento a sua abenqoada memorial Nascido a 23 dejulho
de 1842, fallecido a 19 de marco Je 1886 Transit benefi-
oiendo, 25 de mar-o de 1892. Deve-se o monlmento ao bene-
merito J. de M. Sampaio, que o mandou preparar A sua custa em
Paris, e collocou-o no logar em que se ;cha. em 25 de marco de
1892,celebrando-se uma festa,a que a pnpulacio assis iu delirante
de enthusiasm e veneracIo pala memorial do sublime apostolo.
No mun. cultiva-se fumo e mandioca. e cri:-se miito gado.
Sua egreja matriz tem a invocagco de Sanl'Anna e depend
da diocese archiepiscopal de S. Salvador. E' frog. dpsde 1696,
sondo creada pelo arcebispo D. Jclo Franco de Oliveira. 0
Dec. de 13 de novembro de 1832 elevou-a a categoria de villa,
tendo side installada no dia 18 de setembro do anno seguinte.
Foi elevada a categoria de cidade pela Lei Prov. n. 1.320 de
16 de junho de 1873. Pertenceu a com. da Cachoeira at4 1855,
sendo nesse anno em virtude da Lei Prov. n. 552 de 12 de
junho elevada a categoria de com. E' hoje de segunda entr.,
tendo side classificada pelos Decs. ns. 1.662 de 20 de outubro
daquelle anno, 4.841 de 18 de dezembro de 1871, n. 317 de 11
de abril de 1890 e Acto de 3 de agosto de 1892. Em 1882 com.
prehendia o term do seu nome e o Riachio de Jacuhipe. A
pop. da parochia 6 de 8.000 habits. Tem tres eschs. publs.
de inst. prim. Agencia do correio. 0 mun., alem da parochia
da cidade, comprehend mais a de N. S. dos Remedies, de
Santa Barbara, de Santo Antonio do Tanquinho, do Senhor do
Bom Fim, de N. S. do Bomr Daspacho, de N. S. dos Humildes,
e da S. Jos4 das Itapororocas. Sobre suas divisas vide : Lei
Prov. a. 363 de 31 de outubro de 1819. Na Gazeta Medica da
Iahia (a. 4, julho, 1844) publicon o Dr. Remedios Monteiro
um notavel artigo sobre a Feira de Sant'Anna come sana-
torium da tuberculosa pulmonar, do qual extractamos o
seguinte: a A cidade da Feira de Sant'Anna dista 22 leguas
da cidade da Bahia. Acha-se collocada em um planalto de
muitas leguas de extensio. As raas sao em geral largas. De
10 annos p ra c. tem-se construido muitos predios novos. A
temperature minima 6 de 170 cent. no inverno e a maxima no
verao 300. Corn estas duas temperatures extremes pode-se bem
considerar a Feira de Sant'Anna apropriada a uma residencia
fixa de verio e de inverno. 0 solo 6 extremamente duro e secco,
de sort que para s3 obter agua 6 necessario cavar popos de
15 mrtros de profundidade. No inferno predominam os ventos
do quadrant do sul e no verao os do norte. ambos sem impe-
tuosidade. A atmosphere 6 pura e agradavel e per vezes
sente-se-a embalsamada pelas emanagdes aromaticas do ale-
crim silvestre que viceja nos terrenos incultos das circum-
visinhancas. Nos mezes de setembro, outubro e novembro ha
dias frescos, bonitos, agradabilissimos e explendidos. A
Feira de Sant'Anna e uma estagdo sanitaria encantadora;
alegre como o sol que a doura. Junte-se a isto a facilidade de
communicanao corn a capital e a vantage de gosar uma vida
confortavel, de uma alimentacqo rica, de muito bon leite e
excellent came, ji em um dos meus escriptos denunciei-a
Petropolis da Bahia. As mulheres, os honiens, as criancas
enervadas, definhadas pela malaria urbana da capital, sem
molestias caracterisadas, vigoram-se neste clima, alias pouco
conhecido e ainda nao estudado por profissionaes. Qiando
desde cede os tuberculosis procurem a Feira notarbo que
a march da molestia diminue on para nesta atmosphere
oxigenada, neste ar puro, secco e refocilante. E si por
acaso nao se restabelecerem, os doentes gozarAo do menos
de nma cura relative : achar-se-hbo no estado que o pro-
fessor Jaccoud caracterisa nas seguintes phrases:-eon dtatde
vivre aveo ses lesions tuberouleuses reduites & l'impuissance de
nuirse.
FEIRA DO SACCO. Arraial do Estado da Babia, na freg.
de N. S. do Mionts do Itapicuri. da Praia.
FEITAL. Log. do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de
Mage.


FEI










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FEITAL, Pov. do Estado de S. Paulo, no mun. de Una,
corn uma esch. publ. de inst. primaria.
FEITAL. Rio do Estado de S. Paulo, aff. do Atibaia.
FEITICEIRA. Lag6a do Estado de Sergipe, no mun. do
Pacatuba (Inf. loc.).
FEITICEIRA. Lag6a do Estado da Bahia, na margem do
Catd, pouco acima da cidade de Alagoinhas. E' notavel pela
limpidez e saber agradavel da sua agua.
FEITICEIRAS. Serra do Estado do ParanA, no mun. de
ParanaguA. Estande-se pela margem esq. da bahia corn
diversas ramificagdes e vai terminar, passando pela costeira
de Piassaguera e ponta do Porto, recebendo as denominag6es
de Utinga, Bba Vista, Almas e Tromomo, na margem dir.
do rio Ribeira, no Estado de S. Paulo, corn a denominagao de
Virgem Maria.
FEITICEIRAS. Morro do Estado de Santa Catharina, na
ilha deste nome.
FEITICEIRAS. Ilha do Estado do Rio de Janeiro, no mun.
de Angra dos Reis.
FEITICEIRAS. Baixono porto da cidade do Rio de Janeiro.
Comeca na ilha das Enchadas e terminal a uma milha de dis-
tancia. Acha-se todo balisado.
FEITICEIRO. Log. d Estado de Pernambuco, no mun.
do Limoeiro.
FEITICEIRO. Morro do Estado do Parana, nas divisas da
cidade de Antonina (Inf. loc.).
FEITICEIRO. Ribeirio do Estado de S. Paulo, aff. da
margem esq. do rio Santo Anastacio, trib. do Paran&.
FEITORIA. Ponta na costa occidental da lag6a dos Patos,
no Estado do R. G. do Sul.
FEITORIA. Riacho do Estado do Piauhy, desagila na
margem dir. do rio Parnahyba, oito kils. abaixo do Arrodeio ou
a it do Madeira.
FEITORIA. Arroio do Estado do R. G. do Sul, no mun.
de S. Leopoldo.
FEITORIA. Banco na lagea dos:Patos, no Estado do R.
G. do Sul, no canal do Estreito.
FEITORIA VELHA. Log. no mun. de S. Leopoldo do
Estado do R. G. do Sul, corn uma esch. mixta publ. de inst.
prim. Fica tres kils. a E. Foi uma colonia allema.
FEITOSA. Riacho do Estado do Parahyba do Norte, no
mun. de Guarabira.
FEITOSA. Pequeno rio do Estado do CearA, aff. do rio
Acarahi, no termo do Sobral.
FEIXE DE PEDRAS. Log. do Estado de Minas Geraes,
proximo ao arraial de Bicudos, sobre o rio Casca.
FEIXES. Cordilheira de serras distanteda cidade da Palma
quatro leguas, no Estado de Goyaz. Comega da fazenda desse
nome e segul ao N. ate a distancia de seis leguas, em que
toma a denominagao de Serra Vermelha. Consta existirem
nella jazidas de ouro, salitre, etc. Em toda a sua extensdo o
terreno se presta 6 cultural.
FEIXO DO FUNIL. Pov. do Estado de Minas Geraes, no
mun. do ParA, a margem do Paraopaba, 18 kils. distant
de Bicas.
FELICIANA. Morro do Estado de Minas Geraes, a tres
kils. da cidade do Bomrn Successo. E' proprio para criagao.
D'elle nasce o corrego do Cego.
FELICIANO (S.). Colonia do Estado do R. G. do Sul, na
fralda da serrado Herval ; terminal a E. no arroio Subtil, que
a sepira dos campos de criar. O terreno da colonia 4 de
colinas e livre de banhados, tendo em muitos logares cam-
pestres ; as terras seo cobertas de espessas florestas, com
madeiras de lei. Foi craada pela Lei Prov. de 26 de setembro
de 1857. Dista 36 kils. de S. JoBo Baptista de Camaquan.
FELICIANO. Ilha do Estado do Rio de Janeiro, no mun.
de Angra dos Reis.
FELICIANO. Igarapd do Estado do Amazonas, no mun. daf
Capital.


FELICIANO (S). Cachoeira no Paranatinga, 18 kils.
abaixo do salto da Campina, no Estado de Matto Grosso. Pas-
sa-se a meia carga.
FELICIDADE (D.). Ilha no rio Parahyba do Sul, mun.
deste nome e Estado do Rio de Janeiro.
FELICIAS. Pequeno pov. do Estado de Minas Geraes, nas
cabeceiras do reb-irao de Berrantes e distant da pov. deste
nome trees kilometros.
FALISBERTA, Serra do Estado de Minas Geraes, na freg.
de D6res da Victoria e mun. do Muriahd.
FELISBERTOS. Serra do Estldo de Minas Geraes, nas
divisas do dist. da Pedra Branca do mun. da Christina.
FELIX. Log. do Estado de S. Paulo, no mun, de Ubatuba.
FELIX. Serra no mun. de Porto Alegre do Estado do R.
G. do Norte. Denomina-se hcje Alberto (Inf. loc.).
FELIX. Ponta na costa do Estado de S. Paulo, centre a
bahia de Ubatumirim e a enseada de Itamambuca. Fdrma
uma das extremidades da bahia do seu nome.
FELIX. Morro do Estado de S. Paulo, no mun. de Ubatuba.
Ter, segundo Mouchez, 750m de altura.
FELIX IgarapB do Estado do Para, banha o mun. de Ma-
cap6 e desagla no rio Amazonas (Inf. loc.).
FELIX. Igarap6 do Estado do Maranhlo, aff. do Peri-
cuman, entire S. Bento dos Perizes e Pinheiro.
FELIX. Riacho do Estado do CearA, trib. da margem dir.
do rio Macaco, aff. do Acarahd, no mun. de Santa Quiteria.
FELIX (S.). Cidade e mun. do Estado da Bahia, na corn.
de seu nome, em frente da cidade da CachoAira e 6 margem
dir. do rio Paragnassd. Orago Senhor Dens Menino de S. Felix
e diocese archiepiscopal de Salvador. Foi creada parochia
pela Lei Prov. n. 613 de 15 de outubra de 1857, que desmem-
rou-a da freg. de Muritiba. Elevada a categoria de villa em
20 de dezembro de 1889, que constituiu seu mun. cor as paro-
chias de S. Felix, Muritiba, Outeiro Redondo, Cruz das Almas
e Sapd. Foi elevada a cidade pelo Dec.de 25 de outubro de 1890.
A cidade tem 3.205 habs. E' notavel pelos seus charutos, consi-
derados como os melhores da Republica. E' atravessada pela
E. de F. Central. Foi creada com. por Actos de 14 de janeiro
de 1893 e de 3 de agoslo de 1892 e classificada de terceira ent.
pelo Dec. n. 176 de 24 de janeiro de 1890 e de segunda ent.
por Acto de 3 de agosto de 1892. Sob suas divisas vide Leis
Provs. ns. 613 de 15 de outubro de 1857 e n. 2.148 de 14 de maio
de 1881. e Para se ir aS. Felix, nao querendo tomar uma can8a,
atravessa-se a magnifica ponte, que mede a extenseo de 355
metros, assentada sobre tres pilares enormes, muitos metros
acima do nivel do Paraguassu, corn passeios dos lados para os
viandantes, e no centro para as machines da E. de F. Central,
que vem da estacao em S. Felix, tomar os trens do ramal na
respective estaQgo. 0 centro da ponte 6 guardado par grandes
portSes de ferro nas extremidades, que sao abertos no acro de
passarem as locomotives. Para transpol-a, cada passageiro
paga 40 r6is a um empregado encarregado deste service. Estas
passages readem mensalmente cerca de 2:000.$ conpanhia.
A topographia da cidade 6 semelhante A da Cachoeira, mais
escasso o territorio em que assenta e mais accident ldo. Suas
ruas sao em geral desalinhadas e pouco extensas, correndo duas
parallelas ao rio, e as demais, p-quenas e pouco asseiadas,
obliquas aquellas indo morrer agarradas aos flancos da mon-
tanha. A rua principal, 6 a Rua Principal ; centre do movi-
mento commercial muito animado. Pertencia ao municipio da
Cachoeira, do qual foi desmembrado, sendo-lhe dada vida pro-
pria pelo goveruador Manoel Victorino que concedeu-lhe a
categoria de villa por Dec. de 2J do novembro de 1889 (um
dos seus primeiros Decs.), passando a cidade por Dec. do
governador Dr. Virgilio Damazio. No extreme norte da cidade
estba estaceo da E. de F. Central, inaugurada em 1881, seguida
das suas vastas dependencias, onde estio os deposits de carros,
e a grande fundigdo a vapor da mesa companhia. A estrada
vae at6 a estacio de Machado Portella, ponto terminal e nome
do president que inaugurou-a, servindo a uma das zonas mais
productoras do estado. 0 edificio que chama a altencao em
S. Felix, 4 a Intendencia Municipal construido especialmente
para a municipalidade, coin bonita fachada. No espagoso silio
do jury, c)nvenientemente ornado, acha-se no logar de honra










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o retrato a oleo do Dr. Manoel Victorino, homenagem ao fun-
dador da villa e do lado opposto o do marechal Deodoro. Por
baixo do edificio estA a cadeia, cor uma prisio para homes e
ontra para mulheres. Tern o edificio agua encanada, e banhei-
ros nas prisons. Do lado direito do predio ha um compartimento
reservado para a reparticao de aferigdes. Do lado opposto, um
outro igual, onde funcciona a Bibliotheca Publica Municipal,
inaugurada em 19 de abril de 1892. E' ainda muito modesta,
tal qual como comecou ; duas estantes de livros encadernados e
em brochure, lidos por 100 a 200 frequentadores mensaes, inclu-
sive crescido numero de senhoras. 0 ensino 6 ministrado por
trees eschs. publs., duas do sexo masculine e uma do feminine,
e por dous collegios de meninas. A imprensa 4 repre entada
p'lo 0 Paraguassi, orgao do partido national, e A Patria,
orgao do partido federalista. Os seus temples religiosos sao a
Matriz, cor a invocaCao do Deus Menino, e a igreja de Nossa
SenhorJ do Rosario. Tern um cemiterio mais on menos nas
condieQes dos da Cachoeira, cor uma capella no centro. 0
espirito de associagio, f6ra do commercio, se limitou a creaiio
do Monte-pio da E. F. Central. Do mesmo modo que a civili-
sagio do Paraguassi estA na Cachoeira, a industria esti em
S. Felix em maiores proporgoes. Aldm de duas pequenas fabri-
cas de sabi.o, a cidade conta cinco grandes fabrics dos afama-
dos charutos, conhecidos em todo o Brazil e no estrangeiro,
send duas de Dannemann & C., uma de Francisco Jose Car-
doso, hoje pertencente a sua viuva, uma de Arthur Simas, e
uma de Costa Ferreira & Pena, nas quaes trabalham mais de
3.000 operarios, aldm dos que se empregam nos armazens onde
se beneficia o fumo, fazendo a escolha para as fabrics e para o
embarque. A menos de uma legua de S. Felix, em Muritiba, ha
mais uma grande fabric de charutos dos Srs. Dannemann & C.
S. Felix 4 o centro principal do commercio de fumo, servido
pela vi, -ferrea desde Machado Portella, ao pass que a Cacho-
eira recebe o que vem da zona servida pela estrada,muito menor,
que vae a Feira de Sant'Anna. 0 imposto municipal do fumo
em S. Felix foi neste exercicio arrematado por 16:000$, tendo
cobrado o arrematante cerca de 26:000$, prova do enorme
augment que teve este ramo de c iltura. Ha uma certa rivali-
dade entire cachoeiranos e sao felixtas send estes mais extre-
mados, de modo que s6 a negocio vAo de uma cidade a outra;
comtudo, grande part dos operarios de S. Felix moram na
Cachoeira. Lima Junior (F. A. de C.). ,
FELIX (S.). Parochia do Estado de Goyaz, no mun. de
Cavalcante. Foi creada pela Lei Prov. n. 14 de 23 de julho
de 1835. Incorporada ao termo de Cavalcante pelo art. I da de
n. 334 de 31 de julho de 1861. Tern duas eschs. publs. de inst.
prim. No Publioador Goyano de 1 de janeiro de 1887 14-se a
seguinte noticia a respeito desta parochia: o A freg. de S. Felix,
(segundo Saint-Adolphe), esta a 510 kils. da capital, ao NE.,
e 13s de lat., sijuada a margem dir. do rio Maranhao ;
post que edificada a pov. na part montanhosa, comtudo estA
em um logar piano, aejado e sadio; ainda existed muitas
casas que facilmente podem ser concertadas, e o s6lo 6 dos
mais proprios para todo o genero de plantaego ; como o rio
banha os funds do arraial, podem os botes desearregar dentro
das ruas, como jA este anno aconteceu, e frequentemente suc-
cedia no tempo que prosperous; a part da frog. que fica para
o poente, montanhosa, coberta de lindas mattas, onde d abun-
dantissimaa caca desde o kangucd at6e innocent cotia ; aves
em numero tal que se p6de fazer escolha das que appetecer,
sendo especialmente saborosas a jao, jacc, nhamb e algumas
mais : algumas ha qui sao de ballissimas cores come as araras,
papagaios, periquitos e canarios; as ribeirinhas e aquaticas
sao tantas que m lites ainda estdo sem nome conhecido ; v4-se
bandos de jaburis, soc6s, gargas, marrecos e paturiz ; os rios
e corregos sao geralmente piscosos, ein qialquer delles facil-
mente se peicam jaus, serobiz, pintados, piraz, mandis, geri-
pocas assim como dourados, caranhas, pacus, matrinxans,
tubaranas, piracanjuba, caxorras, curimata e outros muitos
de menor crescimento nos rios maiores, corn especialidade o
Maranhao, S. Felix, T .cantins, rio Preto e rio Claro, en-
contram-seenormes piratingas. As mattas e beiras do Maranhio
sao riquissimas de madeiras estimaveis, de um. grossura e
altura admiraveis, como sejam, aroeira, candurd, angico,
jacaranda, pao-ferro, peroba, ipe, sucopira, cedro, balsamo,
jequitiba e outras muitas ; de todas as palmeiras conhecidas no
Brazil, se encontra alli grande quantidade. As fruclas sil-
vestres sTo muitas, como sejam jenipapo, a mangaba, os aracAs,
a goiaba, a jaboticaba, gabirobas, etc. As lavras p6de-se bern


dizer foram apenas arranhadas; s6 trabalharam nos logares
mais faces, e mesmo nestes, existem ainda servigos riquis-
simos que foram abandonados, e que hoje cor a industrial
podem ser trabalhados e aproveitidos cor muito menos diffi-
culdade e maior renda ; a maior part dos terrenos auriferos
existem virgens, e sio de muitas leguas ; ainda este anno, um
pescador catando em uma barranca do rio Trahiras, achou
muitas folhetas de uma oitava I Os campos e varzeas mi-
nistram pastagens, as melhores que 4 possivel, os animals ahi,
assim como o gado, toruam-se de uma gordura admiravel ; as
mattas produzem muito milho, arroz, feijao, trigo, mamona.
aboboras, mandioca e maito bom caf4, que vegeta muito bern
nos campos e chapadas. Toda esta zona esta quasi desert,
inclusive a margem dir. do Maranhao pertencente ao mun. da
Palma, cujas campinas verdejantes e ondulosas, fazem lembrar
ao viajante o paraizo terreal I Consla-nos que s6 nesle anno
foram descobertas 14 minas ou furnas de salitre nas serras e
mattas entree os rios S. Felix e Tocantins, isto al4m de muitas
ji conhecidas. Os rios e ribeirdes que banham a freg. e quasi
todos correndo do sul a norte, sao: o Tocantins, que divide
esta com a freg. de S. Josi, o Maranhlo que serve de raia cor
a da Palma ; rio Preto, S. Joaquim, ribeirao Gameleira e
Cercado que correm para o Tocantins; Muquem e Montes Claros
que correm para o ria Claro, Santo Antonio que corre para
S. Felix, rio do Carmo, rio das Trahiras, etc., e todos vao
engrossar com seu cabedal o ji entRo magestoso Maranhao.
Servindo de nascent ao ribAirio das Caldas, no caminho para
Cavalcante e S. Joad, existem dous pogos de aguas thermaes,
em uma agua 4 tao quente, que ninguem a p6de supporter, e,
ai de quem 16 cahir. As serranias principles sao, a serra do
Tambor pelo lado do sul e poente, e a Ave-Maria pzlo lado do
nascent, e alguns bragos que formal os denominados vaos, e
por onde correm muitos corregos sem nome. Seria de uma
grande vantage para esta prove a creacao de urn presidio no
arraial de S. Felix, escolhendo-se 10 ou 12 soldados casados a
que entendessem de agriculture ; commandados por um official,
morigerado, assim como a enviatura de um sacerdote que me-
thodicamente tratasse da cathechese dos indigenas, 0 que mui
facil seria, visto que elles jA dio falla e nao offendem ; este
pass faria concorrer para este ponto os negociantes do Porto
Imperial, os do Peixe, os da Palma, cuja navegagio 6 franquis-
sima, e para ahi concorreriam os da Formosa, S. Luzia
Flores a Fortes comprando e permutando seus generous cornm os
mercadores que trazem sal, vinhos, ferragem e loaga do Para,
isto nio s6 por ficar muito mais perto do que ficam os mer-
cados de Minas Geraes, como por fcarem os generous por preao
muito mais commodo, em razio das differegnas de carretos.
Melhor so poderd tio bem obter o concurso de immigrants
estrangeiros, que tendo noticias do progress e recursos que o
logar offerece, nao exitario em vil-o habitar, do que nao se
hdo de arrepender. Admiro que atd o presented ndo se tenham
tenham lembrado de crear, em S. Felix, uma aula de primeiras
letras, e uma linha de correio para o mesmo arraial, send
que, por ahi, seriam muito mais faceis e abreviidas as rela-
goes para o Peixe e Porto Imperial I Jo o Moreira Ribeiro.
- Ainda sobre esta parochia encontramos a segiinte noticia
nos jornaes do Estado: 4 A frog. de S. Felix 6 por sem duvida,
um dos pontos mais importantes desta prov., nao s6 est6 em
uma posicao geographic que a colloca como o coragio de
Goyaz, como contdm todos os elements de prosperidade
descoberta por urn aventureiro por nome Carlos Marinho em
1736, foi tal a fama que adquiriu, pela riqueza de suas lavras
de ouro, que em maito pouco tempo attrahiu um sam numero
de mineiros, paulistas e bahianos, os quaes cor grande escra-
vatura lavravam os logares mais faces, e formaram uma pov.,
onde foram edificadas muito boas casas, tres egrejas e uma
cad4a ; porrm, send accommettidos incessantemente pelos
indigenas que, nao s6 os deixavam muitas vezes sem viveres,
destrogando as plantaqoes e incendiando os ranchos como final
comeearam a praticar matangas, chegando a ponto de atacarem
a pov., foram os moradores se desgostando e intimidando a
ponto de irem se pas'ando para Cavalcante, S. Jose, Trahiras
e Arrayas, onde o ouro era tao bem abundant, at4 que a pov.
foi cahindo em atrazo, que hoje estI quasi extincla. Muito
boas casas tom desabado, outras estgo muito arruinadas, as
egrejas do Rosario e S. Felix desmoronaram-se e s6 existed a
de Sant'Anna (bern conservada) sendo de lastimar-se que
muitos objects de valor, pertencentes ao culto divino tenham
desapparecido, em razao de serem levados pJr alguns padres
que par alli tern passado, S. Felix, nao cahiu pela extincao










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das lavras, e nem por falta de outros muitos elements que
podium elevar a frog. a um excellent future, nao, cahiu por
que o govern nao sabia o que perdia ; ja era uma pov. feita,
muito bem collocada, hoje, porem, que a extinc,;ao da escra-
vatura, tern excitado o governor e aos patriots a promoverem a
emigracao estrangeira, hoje que por today a part se agita a
questao do navegacao dos nossos rios e construccao ie caminhos
on vias ferreas, nao podemol deixar de chamar a attencio do
governor para esta localidade talvez predestinada para figurar
como a riinia (!as pov. do norte desta provincia.h
FELIX (S.). Arraial doEstado doCeara, no mun. de Milagres;
corn terras m:'i apropriadas i plantaoio de mandioca.
FELIX (S.). Log. do Estado das Alagsas, em Santa Iphigenia'
FELIX (S.). Pov. do Estado dla Bahia, no mun. de Valenca, t
margem esq. do rio Una, ligada :aquella cidade por um-i ponte
td madeira d( 50 metros de extensao, assent sobre dous grades
pilares de perra e cal Tern uma escll. pablica.
FELIX. Bairro e praia no mun. de Ubatuba, do Estado de
S. Paulo.
FELIX (S.). Estagao da E. de F. Central da Bahia. Ter sina
fachada principal para uma praca na important freg. de Sao
Felix. Occupa todo o edificio uma area de 34 metros de frente so-
bre 80 de frndo e divide-se em duas parties: a primeira corn dous
pavimentos, onde se acham distribuidos os com partimentos da
reparticao c.inlral do trafeoo : e a segunda occupada pelos com-
modos necesoarios ao service dos trends. O edificio 6 todo con-
struido de alvenaria de tijollo.
FELIX (S.). Ilha do Estado da. Bahia, no rio S. Francisco,
entire as illias S. GonCalo e da Forqailla, pouco acima da cacho-
eira de Pailo Affonso.
FELIX (S.). Riacho do Estado do Pianhy, aff. do rio Parna-
hyba. Cerca de 12 kils. acima desse riacho ftca a barra do riacho
Limpeza, pertencente ao Estado do Maranhao.
FELIX (S.). Pequeno rio do Estado do Ceari; nasce na Serra
Grande: corre para o Piauhy e desagua no Inuug. Suas margens
sHo cultivadas a povoadas.
FELIX. Rio do Estado da Bahia, aff. da margem esq. do
rio Gongogy, que 6 trib. do rio de Contas.
FELIX (S.). Ribeirao do Estado do Rio de Janeiro, aff. do
rio Pirahy.
FELIX (S.). Ribeirao do Estado de Minas Geraes, banha
o mun. do Carmo da Bagagem e desagua no rio Perdizes
(Inf. loc. ).
FELIX (S.). Rio do Estado de Goyaz, aff. do rio do Peixe,
que o 4 do Aragu:1ya. Recebe o corrego da Estiva. Tem uma
ponte na freg. de Santa Rita d'Antas, estrada para Leopoldina.
FELIX Bahia na margem esq. do rio Cuyabbi, na qual des-
agum na part superior da ilha Uai-curituba, em lat. de 160
22' E'-lhe contigna a ESE a bahia dos Passaros, que se acha
separada do rio de S. Lourenco por um terreno plano, baixo e
pouco extens). Talvez que sem grande custo, so pudesse abrir
um canal que uniria as aguas desle rio coin as daquelle, no que
haveria muita convenieocia. Fica no Estado de Matto Grosso
( B. de Molgaco ) Tambem ddo aqqella ilha o nome de Guacu-
,ytuba.
FELIX. Lagda do Estado das Alagbas, no mun. da Palmeira.
FELIX (S.). Porto no mun. de Santa Luzia do Rio Real,
Esitado de Sergipe.
FELIX DA COSTA. E' assim tambem denominada a
lag6a Formosa, onde nasce o rio Maranhao, depois Tocantins,
no Estado de Goyaz. Em suas proximidades grassam febres
intermittentes.
FELIX DE BALSAS(S.).Parochia do Estado do Maranhao.
VidJ Balsas.
FELIX JOAO. Riacho do Estado da Bahia, banha o munu
do Morro do Chapeo e desagua no rio Utinga (Inf. lec.).
FELIX PEREIRA. Riacho do Estado da Bahia, aff. do
rio das Rans.
FELIZARDA BORGES. Ribeirao do Estado de Minas
Geraes, nasce na Bocca da Malta, banha o mun. de Bomn
Success e desagua no Pirapetinga, trib. do rio das Mortes.


E' assim denominado por atravessar uma fazenda que pertence
A paulista Felizarda Borges.
FELIZ DESERTO. Pov. do Estado das Alagbas, no mun.
de Piassabussd, a 30 kils. da villa. Conterm acima de
100 fogos. Ha outros logs. do mesmo nome no Traipd, Pal-
meira dos Indios, Vicosa e Urucu,
FENDA DE NOSSA SENHORA. Assim denomina-se a
um grande cdrte desde o cimo da montanha atd quasi o nivel
do mar, que existed na ponta S. do Boqueirao do Cabo Frio,
no Estado do Rio de Janeiro.
FERNANDES. Arraial do Estado das Alagoas, no mun.
de Anadia. Ha o'tro log. do mesmo nome no mun. da
Victoria.
FERNANDES. Log. do Estado do Rio de Janeiro, em
Santa Maria Magdalena.
FERNANDES. Pov. do Estado de Minas Geraes, na
freg. de S. Joao Baptista da Cachoeira e mun. de S. Jos6 do
Paraiso.
FERNANDES. Pov. do Estado de Minas Geraes, na freg.
d- Santo Antonio do Machado (Inf. loc.).
FERNANDES. Pov. do Estado de Minas Garaes, na freg.
da Conceicqo da Estiva e mun. de Pouso Alegre.
FERNANDES. Pov. do Estado de Minas Geraes, na freg.
do Pirangussd e mun. de Itajub6.
FERNANDES. Insignificant pav. do Estado de Minas
Geraes, na freg. da Barra Longa e mun. de Marianna.
FERNANDES. Pov. do Estado de Minas Geraes, na freg.
de S. Sebastioo de Areado (Inf. loc.).
FERNANDES. Morro do Estado de S. Paulo, no mun. de
Santa Branca (Inf. loc.).
FERNANDES. Ilha do Estado da Bahia, no mun. de
Casa Nova.
FERNANDES. Ribeirao do Estado do Rio de Janeiro,
no mna. de Rezende, na estrada do Picii. Desagua na margem
septentrional do rio Parahyba.
FERNANDES. Rio do Estadodo Parand, trib. do rio das
Pedras.
FERNANDES. Corrego do Estado de S. Paulo, aff. da
margem esq. do rio Mogy-guassd.
FERNANDES. Rio do Estado de Santa Catharina, aff. da
margem dir. do Tijucas.
FERNANDINHO. Log. do Estado de Pernambuco. 0 rio
COpiberil.e frma ahi um canal que a E. de F. de Caruard
atravessa no kil. i.300.
FERNANDINHO. Ilha do Estado de Matto Grosso, no rio
Brilhante.
FERNANDINHO. Ponta na bahia de Aratii e Estado da
Bahia.
FERNANDO (S.) Pov. mandada fundar em 1768 meia milha
abaixo da foz do rio IA, na margem septentrioual do rio Soli-
moes, pelo governador do Estado, Fernando da Costa de Atay-
de Teive. Era habitada pelos indios Cajuvicenas e Parianas.
Ja no existed"
FERNANDO(S.). Log. na com. de Barros do Estado do
Piauhy.
FERNANDO (S.). Pov. do Estado do R. G. do Norte, no
man. de Caic6, margemn esqu. do rio Sarid6 : cor uma esch.
publ. de inst. prim., creada pela Lei Prov. n. 920 de 14 de
margo da 1884. Foi elevada a dist. pela Lei Prov. n. 975 de i
de junho de 1886. Fica a 15 kils. ao NO. da cidade de Caic6.
FERNANDO (S.). Pov. do Estado de Minas Geraes, na
freg. da B6a Familia, habitado em quasi sua totalidade por
itatianos.
FERNANDO. Ilha do Estado do Maranhao, no mun. de
Tury-assd.
FERNANDO. Ilha do Estado da Bahia, no rio S. Francisco,
a esq., proximadas ilhas Zabeles e abaixo da villa do Reman-
so (Halfeld).


FEL










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FERNANDO. Cachoeira situada no rio S. Francisco, centre
ascachoeirRs denominadas: Unha de Gato e Cachamby.
FERNANDO. Ilha do Estado do R. G. da Sul, no rio Ja-
cuhy. E' formada do terreno de allivido e por seu baixo nivel
fica, nas altas aguas, inundada.
FERNANDO. Ilha do Estido do Ceara, 6 formada pelo rio
Acarahd e um braco deste denominado rio do Marisco. Tern
150 bragas de comprido sobre 25 de largo. 0 nome do Fernan-
do tambem da-se ao logar em que o rio Acarahn faz barra.
FERNANDO. Pequeno rio do Estado do R. G. do Norte,
desagua no Oceano na parte da costa desse Estado, compre-
hendida entire a pov. de Caissara e a ponta do Tubaro.
FERNANDO (S.). Rio do Estado do Rio de Janeiro; banha
a freg. do Santa Isabel e desagua na margem dir. do rio
Preto, trib. do Parahybuna, que o 6 do Parahyba. Receb' os
ribeir6es Indai', S. Manoel, Vargem Grande, Caetano Alves
e outros. Nasce na s-rra da Mutuca.
FERNANDO (S.). Rteducto rectangular na praia junto ao
actual Arsenal do Marinha, na capital do Estado da Bahia.
Montava 11 canhues cm 1809. que cruzavam fogo corn os do
forte do Mar. lEra tambem denominado Forte da Ribeirja.
FERNANDO DE NORONHA. Ilha do Estado de Pernam-
buco, situada a 3o 56' 20" de Lat. e 340 47' 03" de Long. 0.
de Paris, na distancia de 66 milhas ao NE. do cabo de S. Ro-
que e 97 ao NE. do Recite. E' essa ilha langada do SE. ao
NE. cor 18 kil. de comprimento a sois na maxima largora.
As costas sao altas e inaccessiveis per todos os lados na.o per-
mittindo ancoradouro sinilo em tdous logares;-o primeiro ao
NO. 6 um;, enseada abrigada per uma ilhota que existed porto,
denominada Rata ; nosse ancoradouro o fundo e de ar6a, encon-
trando-se, porem. alguns pequenns bancos de coral;--o se-
gundo, si 6 que p6oe merecer o titulo de ancoradouro, s6 p6de
preencher esse fim quando os ventos sopram do quadrante de
NE. da ilha: esso ancoradouro e conhecido pela praia do Ledo,
send impossivel ahi o desembarque, nos mezes de novembro e
fevereiro, em vista da grand arrebentiaoo. E' a ilha uma
terra de formag.o vulcanica, apresentando por today parte pe-
nhascos a prumo, minados pelo mar e um perilil muito irre-
gular, dominados por um pico (Pyramide) muito agudo de 205
metros de altura, ordinariamente comparado a uma flecha de
cathedral; esse pico torna a ilha visivel de 10 a 12 milhas e
fica a 30 50' 39" de Lat.S. e 100 43'41" de Long.E. A ilha serve
de presidio a sentenciedos A pena de prisao cor trabalho.
Tem duas fortalezas, um parque de artilharia e oito reductos.
Foi descoberta em 1503, pela segunda expedigao exploradora,
enviada ao Brazil por D. Manoel; recebeu entao o nome
S. Jodo e mais tarde o de Fernio ou Fernando de Noronha,
nome que ainda hoje conserve. 0 Sr. Francisco Augusto Pereira
da Costa publicou a seguinte noticia a respeito dessa ilha :
DESCRIPQAO PHYSICA A ilha de Fernando de Noronha esta
situada em 30 56' 20" de Lat. S. e 100 46' 30" de Long. ao 0. do
Rio de Janeiro, e em Lat. 30 5" Merid. e 320 26" de Long. 0.
de Greenwich; ficando por conseguinte a 9' 30" ao S. do
parallel da capital da prov. do Ceara. 0 ponto do conti-
nente que Ihe lica mais proximo 6 a ponta de Petitinga,
um pouco ao O. do Cabo de S. Roque, na prov. do Rio
Grade do Norte, em distancia de 64 '1/ de legua ao NE. e /, L.
Dista da cidade do Recife 96 2'/ de legua ao NE e 4 '/e N.
A ilha de Fernando de Noronha mede em sua minor extensao
de SE. a NE. uma legua sobre meia em sua maior largura,
comprehendendo assimr una superficie de 2.628.223 bragas qua-
dradas. A ilha 6 em geral montanhosa e quasi que contornada
de rochedos mais on menos elevados, e alguns quasi inacces-
siveis pelos lados do Oeste, Sul e Leste, notando-se pelo lado
do Norte algumas praias commodas e mesmo pittorescas para
embarque e deoembarque. Apresenta, por6m, no interior ou
part central algumas planicies, cuja superficie em geral deixa
ver disseminadas quantidade de seixos e massas avulsas de
duras e escuras pedras, notando-se algumas de grades dimen-
soes. A estructura geologic da ilha e toda de origem vulcanica,
como attestam nio s6 as suas roohas, cor exclusAo, por6m, de
qualquer material granitica, como ainda as tres crateras de
extinctos vuledes, claramente dsterminados nos logaras deno-
minados Atalaia Grande, Morro Francez e Santo Antonio, cujas
lavas impetuosamente arrojadas e s brepostas explicam essa
grande copia de massas petrias que bordam em quasi sua
totalidade a superficie do solo, e formando os accidents mais


ou menos pronunciados que se notam, todos da mesma consti-
tuirgo e natureza. 0 Sr. conselheiro Rohan, tratando da
constituiAo geologic da ilha, e particularmente de suas rochas,
diz: ( Estas rochas seo de origem plutonica, corn exclusdo,
porem, de qaalquer material granitica. Compne-se de trachytes e
de basaltos, cuji estructura varia de uma a outra lecalidade.
Ora affectam a forma prismatica, de que o morro de S. Jos6,
pelo lado do Norte. apresenta bellas amostras, e or. sCo ou
grades massas que servem de ossada as suas montanhas, ou
fragmeanos mais ou menos volumosos que se encontram dis-
persos pelas praias, na superficie e a diversas profundidades do
terreno vegetal, e at de envolta com o terreno sedimentario,
disposiqAo cue revela os abalos que soffreu esta regido nas
primeiras idades geological. Al6m destas rochas e dos phono-
lytos, culas laminas sonoras por alli jazem em camadas schis-
tosas, tambmi se manifestam em varies ponlos, tantn na ilha
de Fernando de Noronha como na Rata, e em alguns dos ilheos
que o cercam, importantes bancos de carbonato de cal, que
assentam sobre um stracto de cjnglomerados. e 6 acima
daquellas formacoes quo jazem os deposits argiloses, base dos
terrenos vegetaes. A analyse chimica, de accord corn os
phenomenon, que estao ao alcance do exame ainda o mais
superficial, provaria certamente que o solo travel destas ilhas
6 o resultado da dec)mposicao dan rochas locaes, apreseotando
nao s6mente silicate de aluminia no seu maio.n estado de
puro'za, constituiudo dest'arte tuagnificos veios de kaulia, come
tamb-m outras argilas tintas de oxidos de ferro, miais ou menos
hydratados, ou de detritos de materials organicas em .! il ,.
Como quer que seja, 6 cste solo de admiravel -. I i.-..
A' pauca distancia da ilha de Fernando de Noronh' dnemnora a
ilha Rasa, e a pouci manos de 1a de legua an NNE, a illa Rata,
de f6rma irregular. Os accident's principles que se notam em
Fernando de Noronha, em relacao A scia altit ile, sao : o Pico,
rochedo de f6rma conica e inaccessivel: estt situado na part
septentrional da ilha e p6de ser visto em dias claros, de 25 a
35 milhas ao mar. Em 1833 foi media a sua altitude pelo
commandant da corveta ingleza Chante Cler, que, em virt'de
de concess.o do governor imperial, foi fazer algunas observag6as
na ilha, verificando que se eleva a 1.418 pds acima do nivel do
mar; Morro Francez ao Oriente, Atalaia Grande, Atalaia
Pequena, Morro Branco, Sueste, Boa Vista, Porteira, Curral,
Boldr6, Sancho, do Felix de Aguiar e Alto das Cajazeiras, aledm
de outros menos notaveis. Aldm de todas aquellas elevag&es
situadas no solo da ilha, notam-se outras afastadas, que se
levantam do mar, em pontos mais ou menos proximos A costa,
nomeadamente Sella, Gineta, Morro de S. Jos6, Pices, Morro
do Frade, Ilha das Fragatas, Chapdo, Ledo, Dous Irmaos, Morro
da Villa e outros de menor importancia. Cumpre mencionar
ainda o rochedo Ponta da Sapata, no extreme occidental da
ilha, em cuja extremidade, unida 6 ponta do Alto da Cajazeira,
nota-se uma abertura em f6rma de areada, conhecida pelo nome
de Portio Grande, e por onde o mar passa livremente. A pouca
distancia da ponta mais saliente da Sapata, acha-se uma
grande pedra, a qual occasionou ha pouco tempo o naufragio da
area franceza Le Sire Virononnd, e onde outros navios teem
batido. cuja posigio foi determinada pelo capitio-tenente
ManoelLopes da Cruz, commandant da canhoneira Ara7uary '.
Em alguns dos morros jA mencionados e outras elevag6es exis-
tentes, notam-se algamas grutas, nas quaes muitas vezes se
occultam os sentenciados para fugir ao castigo em que incorrem
por faltas que commettem. Eslas grutas teem as denominacoes
seguinles: Biboca. Morro Francez, Morro de Abreu, Pontinha,
Pedra do SAl, Cabeceiras do Ledo, Cerro da ViracAo, Pedras Pre-

I A lage da ponta do Sapata demora ao 0. i/, NO. magnetic da
ponta mais saliente, na distancia de 0,m5, achando-se por conseguinte
a mencionada point a E ,/ SE. da large, send a sua latitude S. 30
52' 40' e a longitude 320 29' 30" O Greenwich. Junto da large, pelo
lade da terra, encontrou-so 20 braCas, send o fundo pedra e cas-
calho moido; entire a la p a a point d Sapt existed um canal. tendo
20 bs., 18., bs., I6 bs., e 10 bs. de aguna, corn a mesina qualidade de
fund. O diametro da lage ( de 3 pos pouco mais ou menos, a sua
configuracio arredondada, a supertlcie superior quasi plan havendo
sobre ella e em today a sua extensdo media braoa d'agua na baixa mar,
raras vezes arrebenta e nota-se quo a so-nbra da large produz n'agua
uma cor amarella escura e o todo da dita lage assemelha-se a uma
tartaruga. P6de-se passar entire a lage e a ponta da Sapata, devendo,
pordm, aproximar-se o mais possivel da referida ponta, alfie de
evitar uma ma apreciacao na distancia; o canal 4 fundo,mas estreito,
por isso s6menta em caso de necessidade se deverA passer entire a large
e a ponta da Sapata.










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tas, Capim-Assi, Pontal do Barro Vermelho de Dentro, Alto
do Cajueiro, Portto Grande, Janellinha, Pedreiras, Dous Bra-
cos e Pico. A ilha conta 24 praias com as denominac6es
de Santo Antonio, Comporta, Villa, Conceico, Pico e
Boldr6, Praia Redonda, Prainha, Sambaquixaba, Buraquinho.
Sancho, Mulunguzinho, Buracio, Quixabinha, Portiozinho,
Viracqo, Barro Vermelho, Leao, Barro Branco, Lage, Sueste,
Atalainha, Atalaia Grande, Pontinha e Caeira. Em Fernando
de Noronha, quasi que nao existed a mais insignificant cor-
rente na estagao calmosa. No inverno, por4m, manifestam-se
em diversas direcC6es, correndo para o mar, e formando leito
em seu percurso, mas de insignificantes propord6es. A cor-
rente que se manifesta com mais volume pelo inverno, e que
resisted pelo verio, 4 a do Macei6, que nasce na fralda occiden-
tal do morro da Biboca, atravessa a horta do commando, e vae
langar-se no mar, no porto da villa, junto ao morro dos Reme-
dies. Todas as outras desapparecem completamente, e quando
o verao 6 muito forte escasseiam as aguas de maneira tal, que
apanas chegan para as mais urgentes necessidades. No-
tam-se porem, diversos agudes, fontes ou pocos, em differences
localidades sendo os principles : o aqude da horta da olaria,
que recebe as aguas do inverno e abastece sufficientemente
pelo verao: e o do Leao, corn cinco palmos de profundidade, 96
de comprimento e 84 de largura, aldm de outros reservatorios
de aguas pluviaes espalhados pela ilha, de boas dimens5es,
especialmente destinados alimentacgo do gado. Os pogos on
cacimbas conservam agua todo o anno, possuindo algumas
importantes propriedades medicinaes. As mais notaveis sLo
as do Mulungti, Conceicgo, Biboca e Agua Branca, seguindo-
se-lhes as da horta da villa, do quartel de Sant'Anna. do
Boldr6, Xareo, Pedra Alta, Fortaleza dos Remedios e Mulun-
guzinho. A' excep9lo da agna de chuva recolhida nas cister-
nas, todas as mais, ainda que geralmente limpidas, tern um
gosto saline, desagradavel, masque nao sao insalubres. Observa
o general Abreu e Lima, que recolhendo uma porg.o d'agua,
de uma vertente para o lado do Forno da Cal, per notar uma
cor esb'anquigada como a das terras alcalinas, e um gosto
algum tanto forte, e deixando-a em repouso, perdeu a cor e o
gosto completamente, e no flm de 48 horas tornou-se perfeita-
mente potavel. Existem tambem dous banhos publicos, send
o do Mulungd corn casa apropriada e destinado aos empregados
e o do Cachorro, para os sentenciados, corn um reservatorio de
agua que vem da Floresta. 0 clima da ilha de Fernando de
Noronha 4 muito salubre. E' quente e encerra pouca humidade
mas o calor 6 refrescado pela constant viragIo que sopra.
Pelo verao, diz o Dr. Americo Alvares Guimaries, o tempo
algumas vezes obumbra-se, o element electric chega ao seu
zenith, e entio no meio de crespas procellas, que obscurecem o
flrmamento, as descargas electrical seguidas de tortuosas e
extensas scentelhas luminosas,que offuscam a vista, retumbam
no espago. Durante esta estaQgo o thermometro de Fahrenheit
oscilla entire 77 a 86 grAos, e o calor As vezes torna-se mais
intense. A ilha goza de boas condigces de salubridade, e
nao ha memorial de epidemic alguma. Apenas em 1851 houve
algumas manifestacdes de febre amarella levada pelo brigue
Caliope, cuja tripolacio se achava infestada. As duas estacges
do inverno e do verao, sdo perfeitamente caracterisadas. Esta
4 revelada pela falta de chuvas, pelo intense calor solar, pelos
frequentes troves, emfim pelo aspect triste que offerece a
vegetaeio em grande part desfolhada e crestada, compre-
hendendo um period que corre do mez de setembro ao de fe-
vereiro ; e aquella que comeca em marQo e terminal em agosto
6 caracterisada per abundantes chuvas, pela grande quanti-
dade de humidade na atmosphere, que 6 entdo quasi sempre
obscurecida pela ausencia de descargas electrical, e emfim,
pela verdura, frescura e bellezas dos campos e das plants.
PRODuccio NATURAL. Mineraes Phosphate de cal: sobre
suas jazidas e exploracao, consta o seguinte : Em officio de
26 de maio de 1879 dirigido A presidencia da prov. recom-
mendou o ministro do Brazil nos Estados-Unidos o capitao do
brigue americano Katee, cujos proprietarios desejavam que o
mesmo capitao, em sua viagem ao Brazil pudesse tocar na
ilha de Fernando de Noronha, cor o fim de examiner, si nas
costas da mesma ilha existiam algumas jazidas de materials
que pudessem interessar a industrial. A presidencia em officio
de 12 de agosto se dirigiu ao commandant do presidio fa-
zendo as recommendaQges necessarias Aquel!e fim, o qual em
officio de 21 do mesmo mez, communicou que o capitao Pa-
tridge, encontrara na ilba Rata, o barro, ou terra que pro-
curava, e delle levon alguma quantidade para fazer expe-


riencia. No anno seguinte um outro navio americano fez
novas exploragdes em Fernando, e conduzio 240 toneladas de
phosphate extrahido da ilha Rata, remeltendo entio o com-
mandante do presidio dous caix6es contend a mesma substan-
cia, que foram mandados pela presidencia para a Cor e, aflm
de se proceder As necessarias experieneias. Por officio da
presidencia de 9 de agosto de 1880, em virtude de ordem do
governor imperial, por telegramma do Ministerio da Agricul-
tura de 7 do mesmo mez foi determinado ao commandant do
presidio que nao consentisse ser extrahida e transporta-
da quantidade alguma do phosphate de cal alli existente.
Por Aviso do ministerio da j ustica de 24 de setembro de 1880
foi declarado A presidencia, que, por Aviso do ministerio da
agricultural de 20 de agosto foi indeferida a petigao de James
C. Jeuwett, de New-York, solicitando a exploracao e tiragem
dophosphato de cal da ilha de Fernando. Por Aviso do mi-
nisterio da agriculture de 3 de dezembro do mesmo anno foi
communicado a presidencia que seguiam para Fernando de
Noronha, em commission do mesmo ministerio, o professor Or-
ville Adalberto Derby, e o engenheiro Luiz Antonio Monteiro
de Barros, afim de proceder em ao exame e estudo dos depo-
sitos de phosphate de cal alli existentes, segundo as instruo-
o5es expedidas a tal respei to, recommendando que prestasse
aos referidos commissaries os auxilios necessarios ao desem-
penho de tao important incumbencia. Em 7 de fevereiro de
1881 apresentou a commission o seu Relat. dando conta ao
governor imperial do trabalho que Ihe fora incumbido. No
Relat. apresentado a assemblda geral pelo ministerio da agri-
cultura, commercio e obras publicas, na session legislative
de 1882, vem consignada a p. 45 valiosos apontamentos sobre
este object; e no segundo volume dos Annexes ao mesmo
Rclat. encontram-se os seguintes documents : aviso de 3 de
dezembro de 1880 DA instrucedes a commissao nomeada para
examiner as jazidas de phosphate da ilha Rata, do archipe-
lago de Fernando de Noronha; Relat. da sobredita com-
missao; analyses quantitativas feitas na Casa da Moeda; officio
do professor Orville A. Derby ; parecer do Dr. Bento Josd Ri-
beiro Sobrapy ; analyses feitas em Londres, na escola agricola
da Bahia, Polytechnica, per L. G. de Escragnolle Taunay,
feitas nos Estados-Unidos, Memoria lida no Imperial Institute
Fluminense de Agricultura pelo Barao de Capanema. Sobre o
mesmo object encontram-se ainda noticias nos Relats: do
mesmo ministerio apresentados As cameras em 1883 (p. 227), e
em 18S4 (p. 78). Em 23 de abril de 1887 foi assignado o con-
trato entire o governor imperial e Manoel Joaquim Borges de
Lima, na secretaria de estado dos negocios da agriculture,
commercio e obras publicas, para exploracto de jazidas de
phosphato de cal no archipelago de Fernando de Noronha, o
fue foi communicado A presidencia per aviso do mesmo mi-
nisterio de 18 de junho do mesmo anno. Argila-E' material
abundantissima, e muito empregada na fabricacao de louqa,
tijollos, telhas, e no prepare de argamassa. Encontra-se as
seguintes qualidades : branca, amarella clara, amarella escura,
e vermelha. Areia calcarea.- Encontra-se nas praias, exclu-
sivamente formadas desta substancia. E' muito empregada na
argamassa de cal e barro. Areia preta- Encontra-se em pro-
fusso em certas praias. Carbonate de cal-- E' material abun-
dantissima na ilha. Ferro Encontra-se alguns oxides deste
metal. Pedra de construcqco Existe em abundancia nos ro-
chedos, ou nos fragments que se acham espalhados pela ilha.
E' tambem empregada no calQamento das ruas e estradas, e no
levantamento de cercas. Sal marinho Encontra-se nos ro-
chedos em pequena quantidade, mesmo pelo inverno, formado
pelas aguas que o mar deposit. 0 actual director trata de
construir uma salina para abastecimento do presidio. Historia
A data precise do descobrimento da ilha de Fernando de No-
ronha, 4 inteiramente desc.nhecida. A Carta Regia de sua
doaqco, firmada em 16 dejaneiro de 1508, em favor de Fernao
de Loronba, que novamente a descobrira, indica nao so, que a
ilha foi descoberia entire os annos de 1500 a 1503, come ainda
nao haver side sen primeiro descobridor o referido Fernito de
Loronha. 0 visconde de Porto Seguro, conjecture, por4m, que
esse acontecimento teve logar pela festa de S. Joeo,(24 de junho)
de 1503, pelo que o sen descobridor a denominara Ilha de Sdo
Joao. E' este um dos pontos da nossa historic de difficil
elucidacdo, pela falta de documents exactos e positives. Um
outro ponto ainda per elucidar, 4 si a ilha de qule fall Ame-
rico Vespucio, na carta qua dirigio ao gonfaloneiro de Veneza
Pedro Poderini, escripta de Lisboa em 4 de setembro de 1504, d
effectivamente a de Fernando de Noronha embora a pluralidade
17.573










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dos nossos escriptores opinem pela affirmative. Vejamos as
proprias palavras de Vespucio, narrando a sua terceira viagem
ao Brazil em 1503: a E partindo daqui ( altura da Serra Leoa)
pelo Sudoeste, quando teriamos andado bem 300 legoas pala
immensidade deste mar, estando j6 aldm da linha equinocial
30 para o sul, se descobrio uma terra, de que entao podiamos
estar 22 legoas o que nos servio de maravilha; achando que
era uma ilha no meio do mar, extremamente alta, e notavel
per nfo ter mais de duas leguas de comprido e uma de largo e
nunca foi habitada por gentle alguma... 0 capitdo m6r me
mandou corn a minha nio Aquella ilha, em procura de algum
surgidouro onde podessemos ancorar todos os navios... E achei
nella um bell porto, onde seguramente podiam ancorar todas
as nAos. Esta ilha 6 deshabitada, tern muitas agoas does a cor-
rentes, infinitas arvores, e innumeraveis aves maritimas e ter-
restres, tgo simples que se deixaram apanhar A mio, e assim
caCamos tantas, que carregamos um batel dellas; nao vimos
outro animal senio rates muito grande, lagartos corn duas
caudas e algumas serpentes). Effectivamente, a ilha de que falla
o navegante florentino, que ligou o sea nome ao Novo Mundo
nao pdde ser outra senao a de Fernando de Noronha. Por
Carta de 16 de Janeiro de 1504. El-Rei D. Manoel conferio
a Fernao de Loronha, fidalgo da casa real, a capitania da
ilha de S. Jobo que novarnente a desoobrirm, cujos direitos e
jurisdig&o Ihe caberia a todo tempo em que fosse povoada a
dita ilha, mercer esta que per seu fallecimento passaria a umr
de sens filhos; e per Carta de 24 do mesmo mez e anno, fez-
se-lhe ainda a mercer da doagAo da mencionada ilha, mediante
arrendamento, a para nella langar gado a a romper e apro-
veitar segundo mais Ihe aprouvesse >, com a clausula, pordm,
de ficar reservado A corba as especiarias, drogaria e products
de tinturaria, e o quarto e dizimo de tudo o mais, seam mais
outra qualquer imposigdo. Pelas expresses e condicSes impos-
tas na Carta de 24 de janeiro, conjecture Mello Moraes que
Fernao de Loronha < tomira por arrendamento o trato on
trafico da ilha o. Em 20 de maio de 1559 foi confirmada per El-
Rei D.Sebastido em favor de Fernao de Loronha, filho de Diogo
de Loronha, a neto do primeiro donatario da ilha Fernao de
Loronha, a doacio que f6ra feita, per EI-Rei D. Manoel, da
ilha de S. Joao, outorgando-lhe El-Rei nova Carta de doacao,
corn todas as clausulas concedidas aos outros donatarios, in-
cluindo as respectivas aos indios apezar de nao haver nenham
na dita ilha ; e ainda per Carta de 8 de janeiro de 1693, rati-
flcou D. Pedro II as anteriores doacaes per successor, em favor
de Joao Pereira Pestana, filho de Joao Pereira Pestana, a neto
de Fernao Pereira Pestana de Loronha, a donatario que foi da
ilha de S. Joao.) E' este o ultimo document que se encontra
corm referencia aos direitos dos donatarios sobre a ilha de Sao
Joao, hoje de Fernando de Noronha, em virtude do nome do seu
descobridor e primeiro donatario. Apezar dos documents que
acabamos de mencionar, dar sempre o nome de S. Joao a ilha
de Fernando de Noronha, observa-se, pordm, em todos os do-
cumentos contemporaneos, que foi quasi que desde o seu desco-
brimento conhecida per este ultimo. Effectivamente, j eam 1530
tinha a ilha o nome de Fernando de Noronha, come se v0 do
Diario da navegacao da armada que naquelle anno veio ao
Brazil, sob o commando de Martim Affonso de Souza. 0 pri-
meiro donatario a seus successores, observa o visconde de
Porto Seguro, apenas se limitaram ao goso de se chamarem
donors da ilha, pois qle nada fizeram, contentando-se de tirar
a confirmaaio em cada novo reinado. Nao consta que man-
dassem colonos, nem invertessem nella cabedaes; porquanto,
annos depois, ainda estava desert: e dabi a um seculo, a
encontraram tambem despovoada alguns viajantes, a ainda mais
de dous seculos depois (em 1737) estava quasi abandonada. Slo
estas as poucas noticias que podemos colher sobre a ilha de
Fernando de Noronha, relatives ao seculo XVI. No immediate,
porem, logo am 1602, sabe-se que havia na ilha, talvez per
conta do donatario,apenas um feitor,com tree escravos de ambos
os sexes. Dez annos depois,em 1612, ja se encontram dados mais
positives sobre a ilha de Fernando de Noronha, ministrados
pelo padre Claudio de Abbeville, missionario capuchinho que
fez part da expedicao franceza que veio conquistar o Maranhao.
Eis o que diz d'Abbeville no livro que publicou em 1614: ANo
dia 25 dejunho de 1612 ancoramos defronte da ilha. Tem esta
ilha cinco a seis leguas de circumferencia; d bonita e agra-
davel, a uma das melhores terras, si assim se p6de dizer, muito
vigorosa, extremamente fertile, capaz de produzir tudo quanto
seja until. Demoramo-nos ahi 15 dias para refrescarmos e beber
agua fresca. Encontramos meldes, girimuns, batatas, ervilhas
DICO. esoc. 3


verdes e outros fructos excellentes, muito milho e algodio, bois
cabras bravias, gallinhas triviaes, por6m maiores que as da
Franca; e sobretudo grande quantidade de passaros de diversas
species desconhecidas, e em numero infinite, o que muito nos
agradou por serem bonds para comer, a de facial cagada, pois
podiam ser mortos no v6o, ou sobre as arvores a varadas e
a cacetadas, e atd 6 mao am seus ninhos. A maior part delles
paem ovos sobre as hervas ou mesmo na terra,e nbo se retiram
dresses logares, embora s-jam empurrados a ponta-pds, seam
duvida corn receio de nao se esmagar os ovos. Parece incrivel
a grande quantidade de passaros, ahi existentes, m6rmente
pela facilidade corn que se apanham, e eu mesmo nao acre-
ditaria si nbo visse. Entre as arvores mais notaveis da ilha,
ha uma muito bonita e agradavel, qua tern as folhas verdes e
muito parecidas com as do loureiro ; si per acaso tocaes essas
folhas corn as maos, e depois cocardes os olhos, sentireis logo
tao forte dor per tres on quatro horas a ponto de perderdes a
vista; junto a esta arvore se encontra ordinariamente outra
qualidade, ahiposta como antidote por bondade divina tendo
as folhas a propriedade de tirar a dor, e restituir a vista,
apenas esfregardes corn ellas os olhos, e como vi acontecer
num individuo da nossa companhia. Habita a ilha um por-
tuguez em companhia de dezesete ou dezoito indios, homes,
mulheres e criancas, todos escravos, a para aqui desterrados
pelos moradores de Pernambuco. Baptisados a maior part
delles, casamos dous, depois de havermos plantado a cruz no
meio de uma capella, que preparamos para celebraqwo da
santa missa. Estes pobres indios bem come os portuguezes,
receberam dos senhores de Rasilly e de Ravardiere tantas
finezas que sabendo do nosso project de ir plantar no Mara-
bnao a f e a crenea do verdadeiro Deus, para o que levamos
quatro padres capuchinhos, pediram-nos com instancia para
tiral-os desse logar e leval-os comnosco. De mui!o boa vontade
foi satisfeito o seu pedido com alegria delles, e consola~co de
todos os seus parents e amigos residents em Maranhao.
Depois de demorarmo-nos 15 dias na ilha de Fernando de
Noronha, partimos no domingo 8 de julho As seis horas da
tarde, trazendo comnosco os ditos indios e portuguezess. Pelas
palavras transcripts, vA-se que a ilha ficou desert e inteira-
mente abandonada, e sem duvida assim permaneceu por muito
tempo ate a sua accupagBo pelos hollandezes. Em 1629 quando
j& era sabido em Pernambuco a proxima chegada de uma
pederoso armada hollandeza corn o fim de se apossar desta
capitania, a o general Mathias de Albuquerque trabalhava nos
meios de sua fortificacao e defesa, chega-lhe a noticia de que
a ilha de Fernando estava occupada pelos hollandezes, e onde,
segundo constava havia chegado em principles de dezembro os
navios Otter e Hawick, que, sob o commando do almiranto
Corneliszoon Jol tinha partido adiante da esquadra, afim de
capturar na costa algum navio portuguez sahido de Pernam-
buco, para que obtivessem dos prisioneiros noticias sobre o
estado da praca. Mathias de Albuquerque, corn o fim de desa-
lojar os hollandezes, apresta uma pequena frota, composta de
settle caraveldes, sob o commando do capitao Ruy Calaza Borges,
tendo por immediate o capitao Pedro Teixeira Franco, a a 19
de dezembro daquelle anno parlem do porto do Recife. E-n 14
de janeiro de 630, regressa a Pernambuno o capitao Ruy
Calaza Borges, de volta da sua expedigdo a Fernando de No-
ronha, trazendo comsigo sete prisioneiros hollandezes. Con-
forme as ordens que recebera, abordou elle a ilha pela part
L.S. onde existed um pequena enseada e de la seguiu a pd con
toda a sua gene para o lado em que esta o porto principal,
onde contava achar os navies. Assim o fez de noute e en atrou
fundeada uma s6 embarcacQo. Tratou logo de former tres,
emboscadas, send duas ao pB do ancoradouro e outra dirigida
pelo capitao Pedro Teixeira France, no logar em que se fazia
aguada. Nbo tardaram os hollandezes em vir a terra buscar
agua n'uma lancha, tripolada por 11 pessoas. Apenas os vio
em terra cahio sobre elles a nossa gente, matando-lhes quatro
homes, aprisionando sete e dando liberdade a sete prisioneiros
prtuguezes, que elles empregavam no servigo da marinhagem
6 haviam sido apresados n'uma embarcapHo que tinham captu-
rado, e come succedeu isto em logar que de bordo do navio
nAo fora visto, ordenou o capitao uy Calaza que na mesma
noute fosse o artilheiro Jorge da Fonseca com gente sua na
mesma lancha levando preparacges necessarias para deitar
fogo na embarcacao o que este effectuou, retirando-se apenas
vio que era percebido pela gente da bordo, que pressurosa
correu a extinguir o incendio que s6 damnificou a popa do navio.
No dia seguinte fizeram-se de vela, e a nossa gentle tratou de










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inutilisar tudo que elles tiuhain feito na ilha e constava de
uma bacteria capaz de oito peas, que ainda nao tinha, e quatro
povs. duas aonde se recolhiam quando estavam em terra
e duas de negros que haviam capturado em um navio
de Angola, ds. quaes binham ja plantado muita man-
dioca. Havia tambem grande plantacao de legumes e fumo
Tudo isto foi destruido, apresionando-se alguns negros, fu-
gindo a maior part para as altas serras da ilha, aonde se
esconderam. Posteriormente a esse revez, em 1635, quando o-
hollandezes haviam firmado o seu dominion em Pernambuco,
foi de novo a ilha de Fernando de Noronha tomada pelo
almirante Corneliszoon Jol, e occupada por tropas da Hol-
landa. N.oo consta que os hollandezes fizessem cousa alguma
de importancia durante a sua permanencia na ilha, porqle,
quasi um seculo depois, quando o governor portuguez man-
don exp'ilsar os francezes e povoal-a, nao se encontrou
o menor vestigio de forlilicacao nem de outra qial-
quer construccao. No entrotanto permaneceram na ilha 19
annos: e em 1654, quando Pernambuco e as demais capita-
nias do Brazil foram restauradas do dominion hollandez,
achava-se alli um destacamento military, que rendeu-se ao
mestre de campo Francisco de Figueirba, incumbido de tomar
posse da praca. em virtude do art. 29 da capit laqgo fir-
mada no Recife em 26 de janeiro daquelle anno, pela quil
entregaram os hollandezes todas as pragas e pontos que
occupavam no Brazil. Devolvida 6 corua portugueza, pela
citada capilulaeio, nao consta que o governor tomasse me-
dida alg'ma no intuit de povoar e garantir a ilha de novas
tentalivas; e mesmo 6 de crer que continuasse a permanecer
em complete abandon. Em 1694 on 165, o governador e
capitio general de Pernambuco Caetano de Mello e Castro
aventou ao governor da metropole a idea de sepovoar e fortificar
a ilha de Fernando de Noronha, como meio de so evitar as
frequentes estadas que alli fazi:m os navios de pirates, para
se fornecerem de todo o necessario ; ao que responded o go-
verno pela Carta Rdgia de 29 de agosto de 1695, que, send
esta material diana de toda a ponderaqCo, e convir que fosse
tratada com lodo o fundamento, convocasse as pessoas mais
intelligentes e zelosas que houvesse na capitania, e os homes
do mar mais praticos, e conferenciasse corn elles sobre o
assumto, e si fosse resolvida a vantage de se fortificar a
ilha, conferenciasse tamblem cor o engenheiro, e de tudo
informasse ao governor. propondo os meios de se fazer a obra
e de se manter o presidio, alim de se tomar a resolucao quo
parecesse mais convenient. Pela Carta R4gia de 7 de selem-
bro de 1696 foi resolvida a questao, e tomada a resoluci.o de
se mandar povoar a ilha guarnecendo-a um destacamento de
20 ou 30 pragas sob o commando de un capit.o, de-
vendo essa tropa ser enviada de Pernambuco, emquanto nao
houvesse numero de habs. sufficiente para se former as
ordenancas, corn o seu respective capitlo-m6r, para tomar a
si o service da guarnicao ; que fosse enviado um sacerdote
para servir de parocho, comtanto que fosse elle missionario;
que o governador accordasse cor a Camara Municipal, os
meios com que poderia ella concorrer para ajudar as des-
pezas necessarias, ordenando antes de tudo ao sargento-m6r
engelheiro que fosse exmrninar a ilha para determinar o
local mais apropriado a fortificaq6o ; e que emfim se man-
dasse para a pov. ao menos um eirurgiao e um sangrador,
Esta resolucao, por6m, nao teve execupao, e a ilha conti-
nuou a permanecer abandonada, e 6 mere dos piratas e de
qualquer aventureiro. Qiatro annos depois, em 24 de setembro
de 1700, baixou El-Rei D. Pedro II uma Carta Regia deter-
minando que a ilha de Fernando de Noronha ficasse perten-
cendo a capitania de Pernambuco, done seguiria o destaca-
mento para a sna guarnilao, e dous capellfes, que alli
deveria sempre haver. Atd entio a ilha de Fernando nao
pertencia positivamente ajurisdigao de algum dos governor do
Brazil. Aquella ordem tambem nao teve execucio, e foi pre-
ciso que um acontecimento grave, e que ameagava a perda
irremissivel de tio important ponto, nao s6 pela sua
situac.o geographic, come pela fertilidade do sen solo;
viesse despertar o governor, a (omar providencias energicas e
prompts no sentido de assegurar a coria portngueza a sua
posse. Effectivamente, achando-se a ilha de Fernando inteira-
mcnte abandonada, e vendo a < Companhia Franceza das
Indias Orientaes ), o governor occupado cor as lutas que
sustentava na extrema meridional do Brazil, julgou azada a
occasion para facilmente se apoderar della, effectuou o seu
intent expedindo uma fragata cor sufficient guarnici.o.


Tratavam os francezes de assegurar a sua posse, de povoar e
fazer as fortificac6es necessarias defesa da ilha, que pela
Companhia Oriental passou a denominar-se Isle De'phine,
quando em 1736 o governor portuguez teve noticia de todo o
occorrido. No intuito de colher informacqes que babilibassem
o governor a providenciar a respeito, expedin o vice-rei do
Brazil, conde das Galveas, um emissario a Fernando de No-
ronha, em uma embarca~io ligeira. incumbindo-lbe de
observer e informal de ludo que enconlrasse. 0 emissario
chegou em Fernando em 28 de setembro de 1736, e em sen
regresso deu minuciosa conta ao vice-rei de tudo qi:e observou.
Eflfctivamente o emissario enconlrou a ilba occupada polos
francezes, e de suas informagres v6-se que tibham elles levan-
tado quatro barracks de elegant construccqo para habilac~o,
com suas depondencias, hortas, plantacro de feijio. pimentas,
inhames, tabacos e miitas outras plants do Brazil e da Eu-
ropa ; que havia criacao de porcos, cabras, gallinlas, poards,
patos, gangs e outras aves: que ap.onas encontrara 12
francezes, com um cirurglao ; e que nao havia obra alguma de
fortificaco, existindo porem alguns materials preparados de
obra de construccio. Corn estas e outr.s informac)os coihidas.
eocreveu nao so o vice-rei, como lambem o governador do
Pernambuco Duarte Sodrb Pereira, ao governor da metropole,
inteirando-o circumstanciadamente de todo o occorrido. As
providencias, pordm, nao se lizeram esperar; e por Carta
Regia de 26 de maio de 1737, dirigida ao governador nomeado
para Pernambuco, Henrique Luiz Pereira Freire, que entao
aindn se achava em Lisboa, lhe foi con iada a incumbencia de
desalojar os francezes, e de levanter algumas forificacoes para
defesa da ilha, mantendo um deslacamento capaz de resistir -a
alguima invasio, emquanto nao se resolvia o modo porque devia
ser povoada e fortificada mais regularmente: ordons estas que
deveria execular sem a menor ditacao, e logo que chegasse a
Perna mbuco. Para o bom resultado dessa empreza foram pos-
tos ,. disposic5o do governador todos oa meios necessaries a
sua execug5o, e enviados os petrechos e municdes de guerra
precisos. Foi igualmente ordenado qun ali uii-e um engenheiro
para projector e dirigir as obras de I V.rih. L ., dous capelles
com paramentos necessaries a celebrag~o da missa, um cirur-
giso, botica e camas para os doentes, alguns officials mecha-
nicos, especialmente carpinteiros, pedreiros. ferreiros e serra-
Iheiros, alim de outras pessoas que voluntariamente quizessem
ir estahelecer-se na ilha, As quaes se daria passage. E logo
que cegasse a noticia da evacuacao dI illia, foi recommendado
que mandassem algimas vaccas o tours, eguas, cavallos e
outros animals, como tambem milho, feijio, legumes e outras
sementea, especialmente de mandioca, para se dar logo comeco
aos trabalhos agricolas do estabelecimpnto. Na conformidade
dessas instruce9es, deu o governador Henrique Luiz as ordens
necessarias, preparou uma expedigio de 250 praQas escoliiidas
da guarni~io da praca da prove. e conflando o seu com-
mando a um official muito distinct o tenente-coronel Joio
Lobo de Lacerda, fez seguir a expediQgo em 6 de outubro de
1637, em uma das fragatas reaes que vieram para semelhante
empreza. Corn poucos dias de viagem chegou a expediebo .
Fernando de Noronha, e effectuado o desembarque da tropa e
petrachos de guerra, sem resistencia alguma, renderam-se os
francezes. Lobo de Lacerda den loco comego As obras de aloja-
mento para as tropas, e immediatamente as de fortificacdo, de
sort que, no espaqo de oiio mezes linha concluido a constru-
cco dos fortes dos Remedios, Santo Antonio e Conceicgo, e jA
iniciados os trabalhos agricolas da ilha. Em 11 de julho de
1738 Lobo de Lacerda regressou para Pernambuco. Apezar de
expellidos os francezes da ilha, e da sua occupacgo pelos por-
tuguezes, conjecturava-se que a Comnpanhia Oriental nio aban-
donara inteiramente a idea de apossar-se de novo de Fernando
de Noronha. Informado o governor portuguez de semelhantes
projects. polo seu embaixador em Franca, D. Luiz da Cunha,
e que a Companhia Oriental pretendia expedir duas fragatas
corn 300 homes de embarque, fez partir do porto de Lisboa no
dia7 de setembro de 1738 a nAo N. S. da Gloria de 74 peas,
convenientemente guarnecida, a esperar os navios francezes,
cor ordem por6m de s6 langar mio da forca, case fosse por
elles atacala. Alem dessa providencia, tambem por Aviso do
secretario de estado dos negocios do ultramar, de 18 de agosto
de 1737, foram mandadas para os portos da ilha as duas fraga-
tas do comboyo das frotas de commercio, e demais embarca-
coes; providencias sem duvida muuto acertadas, porque os
francezes depois da evacuacio da ilha nio voltaram de novo a
disputar a sua posse. Foi nessa 6poca que teve comeco a










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colonisatco da ilha, e a remessa regular de uma companhia de
qualquer dos dous regiments de que se compunha a guarniq.o
de Pernambuco, corn os seus respectivos officials, sendo o capi-
tio da companhia destacada o mesmo commandant do presidio.
Em 11 de dezembro de 1739 reuniram-sp em conselho, no pa-
lacio do governor do Recife, sob a presidencia do governador
Henrique Luiz, o tenente-general de infantaria corn exericio
de engenheiro Luiz Xavier Bernardes, o tenente-generalde arti-
lharia Diogo la Silveira-Velloso, e o tenente-general Joao Lobo
de Lacerda, e assentaram nos meios de organisaeao definitive
do governo military e economic da ilha. Por decreto de 26 de
agosto de 1755 foi determinado que o cofre do reino de An.:ola
contribuisse com a quantia de 4:000.3 annuaes para as deepezas
do presidio, fornecimento este que permaneceu ati a 6poca da.
emancip icqo political do imperio. Er 1755 contiva o presidio
cinco for ilicac6es regulars, cor 51 canhoes, a sua guarnig.o
const.va de 213 pragas, sendo 19 officials inclusive o comman-
dante, 144 soldados. 20 artilheiros e 30 indios, e seis emprega-
dos civis, scndo dous capellies, um almoxarife, um escrivio do
almoxarifado, um cirurgiao e um sangrador; e em 1768 sua
pop. constavaja de 389 pessoas, constantes de officials, pracas,
empregados c indios que se occupavam nos trabalhos de agri-
cultura. Em 1789 o governor portuguez pretendeu crear na ilha
uma colonial agricola, afim de tornar menos dispzndiosa a
sua conservagao; mas o governador D. Thomaz Jos6 de Mello,
informando sobre este object, ponderou ( as desvantagens que
havia pela peqiueua porc.o de terra que restava, descontando-se
as serras e serrotes, a falta de agua, de mattas para lenha, e
outros misteres, e ao mesmo tempo porque, fdra da cullura nao
restaria aos colonos os recirsos da capa e pesca, e outros conve-
nientes >. Em 1793 quando alguns paizes da Europa se acha-
vaim em guerra, o governor portuguez procurou prevenir as
suas possesses da America de qualquer alaque, e na confor-
midade de ordens expe.lidas pela metropole o g vernador
D. Thomaz Jise de Mello incumbiu o governor da ilha ao
tenente-coionl Antonio Jos6 da Silva, dando-lhe as ne-
cessarias instrucgces em 31 de maio do mesmo anno. Em
1801 ainda motivado per iguaes acontecimentos na Eu-
ropa, foi nomeado tamben um official superior para com-
mandar o presidio, a quem se deram novas instruccdes. Em
1817, no dominio da revoluo8o politico-emancipadora, se-
guio para Fernando de Noronha em commission o do governor
provisorio do Recife, o capitao Jos6 de Barros Falcio de
Lacerda, corn a incumbencia de desmantellar a ilha, a trazer
o destacamento, sentenciados, armas e muniqces de guerra,
alli oxistentes, seguindo para semelhante empreza coin duas
embarca6ses que foram postas 6 disposigao do governor provi-
soeio por sea proprietario o coronel Bento Jose da Costa.
O capitdo JosI de Barros partiu do port do Recife em 25 de
marco, e logo que chegou a Fernando de Noronha proclamou a
revoluilco, encontrando franca e enthusiast adhes2o des-
armou todas as fortificacoes, e regresson da ilha em 28 de
abril, conduzindo 300 pessoas entire officials, empregados, sol-
dados e sentenciados, 11 canhdes e todos os petrechos a
munigoes de guerra que pode recolher assim come o archive
do presidio. 63 navios fizeram-se de pria para o Recife; mas
sendo foreados a arribar A B.hia da Traigdo, na Parahyba,
em 1 de maio, cahiram corn parte de sua tripolacao em pod-r
dos realisas, cujo governor j; se havia restautrado naquella
localidade. Neste lance, referee o general Abreu e Lima, perde-
ram-se todos os documents que trazia o cnpitao Barros Falcio
relativamente ao mesmo presidio. Em Fernando ficaram
apenas dous soldados e todas as suas fortificaqSes e edilicios
consideravelmente fortificados. Restaurada em Pernambuco a
autoridade real, e entrando no governor da capitania o general
Luiz do Rego Barreto, baixon pela Secretaria ie Estado dos
Negocios do Ultramar uma Caria Regia em 13 de agosto do
1817, a qual nio encontrAmos. nem tao pouco o respective
registro nos livros da secretaria do Governo da prov., mas
que pelo officio do mesmo general de 15 de outubro daquelle
anno, dirigido no commandant do presidio, collige-se ser
referente a uma nova organisagio do estabelecimento, creando-se
um nucleo colonial e um serving regular de pi.sca. Em 26 de
abril de 1819 expedio o governador Luiz do Rejo umeas
instruceges para o commandant do presidio, na qual centre
outras recommendacoes particularisou as vantagens resul-
tantes do desenvolvimonto da agriculture, propagac~o de ani-
maes domesticos e de um estabelecimento de pesca. Corn o
intuito de promoter o desenvolvimento da agriculture, creou
o mesmo governador um nucleo de indios no presidio, aos


quaes concede terras, corn pleno direito de propriedade,
passage e racao per espaco de um anno, officiando para se-
melhante effeito aos directors das aldeias de Cimbres e
Escada, afim de convidar e remetter os indios que quizessem
se utilisar de takes vantagens. Ignoramos as. particularidades
e resultados colhidos em semelhante empreza; cremos, porem
que os 102 indios que existiam no presidio em 1828, foram
daquelles que seguiram em 1819 para formaro nucleo colonial
creado por Luiz do Rego. Proclamada a 'independencia, e
quando em todos os angulos do imperio tremulava o pavilhilo
imperial, a ilha de Fernando, mais de um anno depois de
sua solemn declaracao, era come que um territorio perten-
cente a corba portugueza, e cujo paviihao ainda se impunha
nas ameias de suas fortificacges! No intuito de remover se-
melhante inconvenient, o president da prov. demittio o
commandant do presidio e nomeou para o substituir o coronel
Luiz de Moura Accioli, a quem deu instruc4Ses em 5 de feve-
reiro de 1824. Dessa dpoca por doante nada mais notavel
registram ou livros do archive da secretaria do governor da
prove nam outro qualquer document, at4 A promulgaiLo
o Regilamento pare o presidio, que baixou cor o Dec.
n. 3.403 de 1i de fevereiro de 1835, mandado executar pela
presidencia da prov em 22 de julho do mesmo anno. Al entao
regiam-se os commandantes pelas ordens e instrucoes que
recebiam dos governadores, e depois da proclamacQo da indepen-
dencia, dos presidents da prov. Dependentedo governor de Per-
nambuco por disposigao regia de 1700, e affect todos os seus
negocios ao ministry do ultramar, de 1822 per deante pussou
ao ministerio da guerra, ato que em virtude do disposto
no art. 30, paragraph unico, da lei n. 2.792 de 20 de ou-
tubro de 1877 foi transferida para o da justice a admi-
nistraelo e custeio do presidio, por Dec. n. 6.726 de no-
vembro subsequente, tendo-se por aviso de 10 do mesmo mlez,
dirigido ao ministorio da fazenda, passado pare o da justice
o credit de 124:o90$325 votado pare a despeza do presidio
pela citada lei, comprehendende-se o de 60:000$ja distrlhuido a
thesouraria de fazenda da prov. per Aviso de 2 do referido
mez. Sobre as vantagens da transferencia executada, e dos
estudos que emprehendeu o governor para tomar semelhante
media, transcrevemos as palavras coin que o Exin. Sr. con-
selheiro Francisco Maria Soldr Pereira, ministry da justiga,
dirigio o Dac. de approvacio do novo Regulamento a im-
perial assignatura: ( Era consequencia rigorosa dessa media
a necessidade de alaptar-so o estabelecimento ao servigo
da justice, dando-se administration different da estatuida
pelo Dec. n. 3.403 de 11 do fevereiro de 1865. Neste intuit
mandou o governor, por Aviso de 30 de agosto de 1879, um dos
empregados da secretariat de estado dos negoqios da justice,
o Dr. Antonio Herculano de Souza Bandeira Filho, ao presidio
de Fernando, afim de procedera minucioso inventario do que
alli houvesse a indicar as possiveis medidas para um plano de
reorganisa~5o. Dessa commission desempenhou-se aquelle fun-
ccionario, aprasentando em janeiro de 1880 o Reoat. que foi
annexo ao da justice do mesmo anno. Foram ainda ouvidas
sobre o assumpto diversas pessoas competentes, entire ellas os
conselheiros Andre Augusto Padua de Fleury e Josi Bento de
Cunha Figueiredo Junior, director geral da supracitada secre-
taria e finalmonte as secCtes de justice e guerra do conselho
de estado. Pelos various estudos so verificou a necessidade
imperiosa de medidas legislativas para uima reurganisacao
complete do presidio. Mas convindo adoptar-se desde ja um
regulamento que dd ao presidio unicamente o character civil*e
comprehend as providencias mais urgentes, tenho a honra
de apresentar 6 alta consideragqo de V. M. I.o Dee. junto, o
qual, si mercer o consentimento de V.M.I., poderi ser post
desde ja em execu-aio.> Effectivamento S. M. assignou o Dec.
em 10 de janeiro de 1885, sob n. 9.356, approvando o Regula-
mento do Presidio de Fernando de Noronha, que ora o rege.
POPI'LACAO A populcao do presidio e presentemente de
2.351 almas.Nos ultimos annos ter sido: 1882, 2.353, send 1.523
sentenciados ; em 1883, 2.382, sendo 1.561 sentenciados ; em 1884,
2.338, seado 1.491 senenciados ; em 1885, 2.355, send 1.487
sentenciados; em 1886, 2.364, sendo 1.467 sentenciados: em
1887, 2.351, sendo 1.434 sentenciados. ESTRADAS A ilha 6
cortada por estradas em todas as suas direccdes, bem construidas,
e calgadas a maior parte; sio ellas: estrada do alto da Flo-
resta para o Sueste, do alto da Floresta para a Casa da Fari-
nha, de Santo Antonio para a villa, da fortaleza dos Itemedios,
da Porteira do Thimotheo a Samba-quixaba, corn 3.940 metros
de extensoo, sobre quatro de largura; da Casa de Farinha ao










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Charbo, corn 1.133 metros de extensio sobre quatro de largura ;
estrada do Cafund6, corn 169 metros de extensao, sobre 2 1/2 de
largura. Estas tres ultimas estradas foram construidas em
fins do anno find, no correr das quaes, notam-sa diversos vala-
dos marginaes,bombas e alguns pontilh6es abobadados de pedra
a cal, solidamente construidos. EDIFICIOS-PUBLICOS- Capella.
-E' dedicada a N. S. dos Remedios,padroeira do presidio.
Emquanto nao se construio fum temple decent e espagoso,
fez-se uma capella provisoria logo ap6s a occupanlo da ilha
pelos portuguezes, concedendo o bispo diocesano D. Frei Luiz
de Santa Thereza, por Provisao de 25 de agosto de 1748 a per-
misslo de collocar-se um sacrario na capella para deposit do
SS. Sacramento. Annos depois, em dpoca que nao se podede-
terminar precisamente, 6 que tratou-se da constructed da
actual capella. Em 1768, como consta da correspondencia offi-
cial dos governadores, ja estava o edificio em construct co, e
em 1770 ficou prompta toda a obra da capella-m6r. 0 gover-
nador Manoel da Cunha Menezes em officio dirigido ao com-
mandante da ilha em 15 de novembro daquelle anno diz o
seguinte ; Estimei a noticia que me deu de que a capella-
m6r da nova egreja se puzesse em estado de j6 se celebrar
nella: espero do zelo de Vmc. que nesta part se applique at6
a ultima conclusio do edificio, para o qal, e para o ornate da
dita capella-m6r ira na primeira occasiao que se Ihe faz preci-
so. ) Em abril de 1772 ficou coberto todo o edificio, e neste
mesmo anno concluiram-se todas as obras. Mas 6 de support
que as de decoracio fossem epagadas per algum tempo, e que
s6 terminassem em 1784, porquanto em officio de 13 de outu-
bro do mesmo anno, dirigido pelo governador Josd Cesar de
Menezes ao commandant do presidio, diz o s'guinte : < Como
faltam algumas peas de entalha, e as que se remetteram nao
foram numeradas, mando nesta occasion o mestre para acabar
o que faltar, e concluir de todo essa obra. > A capella esta
situada em logar elevado, tendo a frente voltada para o mar.
Da access ao edificio uma escadaria de pedra de 18 de-
grios, que conduzem a port principal. A egreja consta de
uma s6 nave comprehendendo uma area de 243 m. quadrados.
A capella-m6r de decoracao simples, e acha-se bastante
arruinada, reclamando immediate reparo. 0 edificio occupa
uma bella posicio, e apresenta uma perspective simples, mas
elegant. As cornijas, pilastras e todas as obras de ornamen-
taCQo externa sao de pedra. 0 servigo religioso e administra-
cIo da capella estio 6 cargo do capellto do presidio. Capella
de Nossa Senhora do Rosurio.- Esti situada na rna do Pico, e
foi fundada pelos sentenciados, em 1884. Trata-se da erecgao
de uma outra em melhor local, con maiores proporcOes e mais
decencia. Arsenal Com esta denominacao 6 conhecido o
edificio em que funccionam as diverse sofficinas que existem no
presidio. EstA situado na praQa do commando, 6 solidamente
construido, e tem de frente 34,70m. sobre 16m,30 de fund.
A fachada principal consta apenas de um portIo de entra-
da, de ferro, sobre uma escadaria de pedra, tendo aos lados
quatro frestas on aberturas semi-circulares fechadas corn ban-
deiras de ferro. As officinas acham-se distribuidas em f6rma
de galeria, correspondent a cada uma das faces do edificio,
deitando todas para uma area central, descoberta e calcada,
medindo 100 m. quadrados. Todo o edificio comprehend uma
area de 565, m. quadrados. As officinas que presentemente
trabalham no Arsenal sao as seguintes : de ferreiro, carapina,
tanoeiro. funileiro, corrieiro e pintor. Aldeia- E' o edi-
flcio em que pernoitam os sentenciados de mto comporta-
mento. EsLA situado na praqa principal da villa, em frente a6
casa do commando. Mede 30 m. de frente sobre 42m,50 de
fund. Consta de dous sales lateraes, que deitam para um
pateo central, ficandona frente do edificio dous xadrezes
que ladeiam o vestibule, e no lado opposto, uma depandencia
que serve de cosinha. Nos sales acham-se dispostas de um e
outro lado, barras de madeira para a dormida dos senten-
ciados. 0 edificio comprehend uma area de 1.275 m. quadra-
dos, 4 de construccaLo segura, mas pelas suas acanhadas pro-
porgoes mal so presta ao fim a que 6 destinado. Quartet de
Sant' Anna.-EstA situadosobre o antigo parque de Sant'Anna.
Consta apenas de uma casa para moradia, e de uma gale-
ria destinada a dormitorio, que p6de accommodar de 40
a 50 pessoas. Junto fica uma area descoberta, cercada de
muro, que abrange uma area de 920 m. quadrados. Present
temente serve de moradia particular. Enfermaria- Esta
construida sobre as muralhas do reducto da ConceigLo. A data
de sua construceao consta da seguinte inscripcio pintada so-
bre as portas do respective oratorio : A Este hospital foi prin-


cipiado em 9 de maio de 1871, no commando interino do Illm.
Sr. capitio Trajano Alipio de Carvalho Mendonga e concluido
em 30 de setembro do mesmo anno, no commando effective
do Illm. Sr. tenente-coronel Antonio de Campos Mello.
Este ediflcio, segundo um document official, nio obstante
ser construido de recent data, situado A beira-mar, destacado
de outras casas, e achar-se em bom estado de conservacgo e
asseio, todavia, nao satisfaz exactamente todos os preceitos
da hygiene, nao s6 pela sua situasao contraria ao Nascente,
como por achar-se em um plano inferior, e dominado pela
povoacio, pelo lado do Poente. 0 edificio consist em uma
casa accommodada sobre as muralhas da antiga fortificagco,
de construcgio simples, e coberta de zinco, tendo aolado uma
area murada corn 240 m. quadrados; e al6m de todas as depen-
dencias necessarias ao estabelecimeuto, ter duas enfermarias
corn capacidade para 60 leitos, occupando uma 105 m. quadra-
dos, e outra 100 m. proporcges sem duvida insufficientes em
relacgo ao pessoal representado pelas pragas da guarnico do
presidio, e pelos sentenciados, cujos doentes sao tratados no
mesmo edificio. Cemiterio-Esta situado a pequena distancia
da villa, so Sudoeste, no alto do morro denominado Floresta,
e foi construido em 1843 pelo commandant do presidio, coro-
nel Antonio Gomes Leal. Tem uma modest capella de peque-
nas proporg6es, dedicada a Nossa Senhora da Conceigao,
padroeira dos sentenciados, e pelos mesmos construida. Com-
prehendia ao tempo de sua construcgQo uma area de 178.80 m.
quadrados, mas augmentando o numero de habs. do
presidio, e por conseguinte o de obitos, foi necessario dar-se
maiores proporc5es ao cemiterio, trabalho que foi executado
em 1883, abrangendo hoje uma area de 390 m. quadrados,
send a part accrescida sagrada con as solemnidades do
estylo em 27 de agosto daquelle anno. Aldm dos mencionados
edificios, existem mais os seguintes predios em que funccionam
as diversas repartiQges do presidio e outros estabelecimentos:
casa do commando, almoxarifado, pharmacia, secretariat a
casa do detalhe, escola do sexo masculine, idem do sexo femi-
nino, idem nocturna, armazem de deposit dos generous de
produccoo da ilha, dito de recolher os generous que vao da capi-
tal, mercado, casa da farinha, idem de fabric de cal, olaria,
casa para o fabric de oleo de mamona, eira para debulhar o
milho e curraes de gado. FORTIFICAC FS.-A primeira fortifi-
cagao que houve em Fernando de Noronha, foi feita pelos hol-
landezes em 1646, como consta de um document contempo-
raneo. Era um reducto, cuja artilbaria e muniges de guerra
seguiram do Recife naquelle mesmo anno, no hyate Tonyn.
Pela Carta Regia de 7 de setembro de 1696 foi ordenado ao
governador de Pernambuco que mandasse um engenheiro 6
ilha de Fernando escolher o sitio mais apropriado A fortifi-
cagao, que entAo se pretendeu fazer; e o mesmo foi determi-
nado pela Carta Regia de 26 de maio de 1737. Na conformidade
desta ordem seguio para Fernando o tenente-general enge-
nheiro Diogo da Silveira, que delineou e assistio is primeiras
fortificagoes da ilha. Estas primeiras fortificanpes foram os
fortes de Santo Antonio, Remedies e Conceicao, construidos de
1737-1738. Por ordem do governador Henrique Luiz Pereira
Freire, de 18 de setembro de 1739, foi designado o capitgo
engenheiro Antonio de Brito Gramacho, para continuar as
obras de fortificaao da ilha, e em consetho celebrado em 11
de dezembro do mesmo anno foi resolvido que se fizesse em
todos os logares que podesse offereeer desembarque, uma trin-
cheira de terra a fachinas, para cobrir a guarnicio. Poste-
riormente fizeram-se outras fortificacdes nos diversos pontos
em que mais facilmente poderia offereeer desembarque, ficando
em 1778 concluidas todas as obras de fortilicaQlo necessarias
6 garantir a defesa da ilha. Em dezembro de 1825 seguio para
Fernando o capitao de engenheiros Jodo Bloem, de ordem do
commando das armas, para examiner as fortificacges do pre-
sidio, e em agosto de 1826 foi o mesmo capital nomeado com-
mandante da ilha, com recommendaq o do governor de repa-
rar as obras de fortificaQSes que exigissem maior necessidade.
Em 1829 todas as fortificacGes da ilha contavam 55 canh6es,
todosde ferro,sendo nove de calibre24;tres de 22; um de 18;26 de
12; 14 tie nove e doisde oito.Em 1816 foram reconstruidas as for-
tificagnas da Conceitao, Boldr6, Dous Irmlos e Sueste,e reparada
a do Leoo; e em 1861, por occasiao da questIo Anglo-Brazi-
leira, foram reedificadas e artilhadas pelo commandant coronel
Antonio Gomes Leal, as do Boldr6. Santo Antonio e ConceiCgo.
As obras de defesa da ilha constavam de nove fortificandes,
send tres no porto de Santo Antonio, que sLo as de S. Jose,
Remedios e Santo Antonio, e mais seis em diversos pontos,










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sendo ao Norte as da Conceicao, Pico, Boldr6 e Dous Irmios,
ao Sul a do Ledo e a do Sueste A' excepcio das tres primeiras,
todas as mais, segundo uma autoridade competent o Exm. Sr.
conselheiro Beaurepaire Rohan, sao desnecessarias, e o sao corn
effeito, porque o inimigo que tentasse um desembarque em qual-
quer destes pontos, encontraria um obstaculo maior nos
rochedos que bordam a costa. VA-de pois, que a ilha ficou regu-
larmente fortificada, e garantida por todos os logares de mais
ou menos facil desembarqie, deixando-se, porem aquelles, que
ficam na costa oriental, por as acharem defendidos pela pro-
pria natureza, porquanto todo ease lado 6 escarpado e de peri-
gosa aproximacdo pelos rechedos que o guarnecem. Fortaleza
dos Remedies Esta situada ao Norte da ilha, sobre um rochedo
que se eleva a 45 m. acima do nivel do mar, para o qual d6
access uma estrada calgada, em direcdo obliqua de S. a SO.
corn 151 m. de extensao sobre 3,50 m. de largura, unico
onto por que p6de ser demandada, e este mesmo inteiramente
efensivel. Foi construida entire os annos de 1737-1738 pelo
engenheiro miltar Diogo da Silveira. Em 1739 foi resolvido em
conselho celebrado pelo governador fazer-se algumas alteraqdes
em sua construcgco, segundo parecer dos engenheiros, assim
como construir-se uma cisterna, obras estas que effectivamente
tiveram execueHo. Em 1859 fizeram-se grandes reparos e au-
gmentos, consistindo estes no avanaamento da cortina do mar
em mais 16,22 m. e construcodo de uma nova muralha corn
43,56 m. de extensao sobre 1.23 m. de largura. A area desta
fortificacao comprehend 6.300 m. quadrados. A sua f6rma
geometric 6 a de um polygno irregular, cujos lados formal
12 angulos, dos quaes 10 sio obtusos e ter os seus vertices
sobre os pontos N., 0., S.e E.; e dous agudos sobre SE. e SO.
A maior extensao desta fortificago determinada polo sou
perimetro 6 de 111 m. de E. a 0. sobre 89 m. de N. a S.
Al6m das baterias existentes cont6m os seguintes comparti-
mentos: corpo da guard, arrecadaqgo, tres companhias on alo-
jamentos para tropa, reserve, paiol, tres prisoes, um torreio
sobre o qual estA collocado o telegrapho, capella e vestibulo,
cujo portico de cantaria 6 ornado de duas columns lateraes,
sobre as quaes assent um frontdo de singela architectural.
A linha fortificada costa de sete baterias que pelo lado do mar
dominam os pontos N. a E. e de N. a 0., e pelo de terra os de
SE. a SO, e ainda o ponto SSE ; dominando por conseguinte
a villa e o porto de desembarque denominado do Cachorro.
Ainda que pala capacidade de suas baterias poderia esta forti-
ficaqco montar 27 canh6es, actualmente, por6m, monta 18, send
sete de calibre 24 e 11 de 12, todos de ferro, portuguezes, e fundi-
co modern como indica a data 27-3-15. A fortaleza de
Nossa Senhora dos Remedios convenientemente situada, em
excellent positio estrategica, 6 ainda pelas suas proporqdes
9 solidez a mais important fortificacio que exists no presidio.
EstI convenientemente conservada, e serve de quartel do des-
tacamento. Forte de Santo Antonio. -Esta situado ao NE.
da ilha, a 12 m. sobre o nivel do mar, no extreme N. da
part do littoral que fdrma uma pequena enseada denominada
orto de Santo Antonio. Sua fundacao 6 contemporanea a da
fortaleza dos Remedios. Segundo uma descripgao que temos
sob as vistas, a sua f6rma geometrica consta de um quadri-
latero de lados desiguaes, disposto em f6rma de trapesio, cuja
diagonal mede 51 m. Dous de seus lados, quasi parallels,
estao oppostos aos pontos E. e 0., e medem, o primeiro 49
m. eo segundo 28 m. A altura de suas muralhas 6 de 1,20
m. interior e 2,55 m, na part exterior, except no lado E. qua
f6rma as cortinas do fortim, e mede, internal a externamente
2,60 m., send a sua grossura 0,75 m., e na linha fortificada
0,95 m. 0 seu perimetro abrange uma area de 1.080 m. quadrados.
Tem capacidade para montar oito peas, mas presentemente
tem apenas quatro, de calibre 12, as quaes guarnecem a bate-
ria opposta a O., achando-se as outras quatro desmontadas. A
sua artilharia 6 do mesmo typo e dpoca da dos Remedies. 0
estado de conservagdo do forte de Santo Antonio 6 regular
ainda que precise de alguns reparos devido isto A necessi-
dade que ha de manter-se ahi um post de guard e de fisca-
lisag o, principalmente nas epocas em que ancoram no seu
porto as embarcaCoes que vao ao presidio. Em 1864 foi reedi-
fcado e artilhado. S6o estas as unicas lortificagSes que existem
em born estado de conservaco ; as outras, por6m umas estlo
inteiramente arruinadas, e de outras bem poucos vestigios res-
tam. No entretanto, pareceu-nos convenient dar uma ligeira
noticia sobre as mesmas, ao menos cor o fim de apresen-
tar o tracado geral das fortificacdes que delendiam a ilha. Sao
ellas: Fortalece de S. Jose-As ruinas desta fortificago indicam


muita solidez, perfeigco b'lleza de f6rma e grades dimens6es.
Situada om frente da enseada de Santo Antonio, sobre um
rochedo ilhado,que se eleva a 29 m. acima do nivel do mar, e
que faz part do system orographico da ilha, com a qual se
communica por uma linha de recifes que se estende de E. aO.
em uma extens.o de 400 m. pouco mais ou menos, que apenas
nas marks baixas di passage. Sua f6rma geometric, segundo
uma descripqgo que temos present, 4 pontogona e polygonal,
representando um grande triangulo que abrange uma area de
2.400 m. quadrados, e cujos lados estdo oppostos aos pontos
NE., NO. e SE. Este ultimo, que represent as cortinas da
fortificado, tem 95,50 m. de comprimento e 5,60 m. de altura.
Os dous primeiros que formam a linha fortificada modem, um
83 m. e outro tres m. por tres m. de altura, send a espessura
ordinaria destas muralhas de im,50. Esta fortificago batiaa
linha de march das embarcaoses, a ilha dos Ratos e o aneo-
radouro, cruzando seus fogos corn o reducto de Santo Antonio
e a fortaleza dos Remedies. A data de sua construccao
consta de uma inscripgao que existia sobre o elegant portico
em f6rma de arco, sobre duas pilastras, tuto de pedra lavrada,
e de muito bom trabalho. A pedra que cont6m a mencionada
inscripgdo, e acha-se hoje recolhida ao Museu do Instituto
Archeologico e Geographico Pernambucano, resa o seguinte:
OR M AL
SEND GOVERN. E CAPP. GEN.
CO MO MO
DE PERN. 0 ILL. E EX. SNR. LVis DIOoo
A
LoBO DA S. MANDOV EDIFICAR ESTA
A
FORTAZ. NO ANNO DE 1758 ACABOV-
E AM
SE NO DE 1761 SEND COMD. 0 CAPP. DE
CO A
EMFANTARIA FRAN. DA S. SHARES.
As ruinas de tao bella quao important fortificacao, motivadas
sem duvida pela incuria dos antigos commandantes do presidio,
datam ja de muito tempo. Em 1846 jA estava abandonada pelo
eeu adeantado estado de ruinas. Em officio dirigido a presiden-
cia da prov. em 18 de agosto de 1838 dizia o commandant
de entLo : 4 Causa pena ver o estado da fortaleza do Morro, que,
send a chave deste port e a mais bem construida, ae nde
existed uma cisterna de boa agua, estando em bom estado,
principiou a ser derrotada polo capitdo Cesario Mariano e
findou no men antecessor, que destelhou os edificios, tirou as
madeiras e telhas e, por conseguinte, deu cor tudo em terra,
menos as muralhas, deixando por isso de existirem as bicas
que levavam a agua da chuva para a cisterna, da qual se
supria aguada aos navios, o que virA a faltar no future. Em
1849 parts da muralha da frente e outra internal e os quarters
estavam inteiramente abatidos. Presentemente esta tudo des-
truido, e em abril do corrente anno vimos os sentenciados
empregados na conduccio dos sous materials para a ilha, afim
de serem aproveitados em outras obras. Brevemente desappa.
recerao todos os seus vestigios Forte dos Dous Irmnos -
Dentre as fortificaCses em ruinas que existem em Fernando de
Noronha, esta 6 uma cujos restos se acham melhor conser-
vados, tendo ainda perfeitas as suas muralhas. Esta situada
a 0. da ilha e eleva-se o ponto em que se acha a 46 m. acima
do nivel do mar., dominando cor vantage os pontos N. a
E., N. a O. e S. a 0. Tern a f6rma de um trapesio, medindo
uma 6rea de 612 m. quadrados. Montava oito peas, das quaes
existem quatro de calibre 12, de ferr6, espalhadas em suas rui-
nas. Esta fortificacao tinha a invocaQ.o de S. Joao Baptista,
e j6 estava construida em 1758, e a sua denominat~o de Dous
Irmdos parece derivar-se dos dous penedos que Ihe ficam pro-
ximos, os quaes, quasi unidos, surgem do mar e se elevam 6.
consideravel altura. Boldi'6- Est6. em adeantado estado de
ruinas. Restam apenas as paredes das muralhas e algumas dos
seus compartimentos. Esti situada a O. da ilha a 31 m. acima
do nivel do mar. Tern a forma de um trapesio, cor uma 6rea
de 600 m. quadrados e tres baterias para seis canhbes. Foi
reconstruida e artilhada em 1864. L do- Restam apenas as
muralhas e as pilastras do portico. Esta situada a 0. da ilha,
a 28m,50 acima do nivel do mar, e ter a f6rma de um exagono
irregular, abrangendo uma Area de 1.084 m. quadrados, ficando
os lados oppostos a NE., SE., SSE., SE. e O. Montava 11










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canlihes, dos quaes existem seis de calibre 12, de ferro, bas-
tante estragados. O reducto do Leoo foi concluido em 1778,
come consta do saguinte topic do officio do governador, de 26
de fevereiro, dirigido ao commante do presidio: ( Estimo ter
Vmi. concluido a obra do reducto do LeLo, faltando-lhe
s6mente um pAo de bandeira, que nesta occasiao se Ihe
remette, come tudo mais que pede na sua carla e relaqgo. )
Foi reparada em 1846. Daita, por conseguinte, de muito pouco
tempo o see estado de ruinas. Sueste-0 reducto de S. Joa-
quim do Sueste, situado ao SE. da ilha, done vem a slua
enominagao. parece indicar polo sen adeantado estado de
ruinas uma das primeiras foriificaoes que foram abandonadas.
Sua f6rma 6 de umn quadrilatero, corn uma area de 637 m.
quadrados, e cuja posicao se eleva a 26m,50 acima do nivel do
mar. Ja estava construida em 1758, e por officio de 23 de
dezembro de 1793 autorisou o governador a sua reparagao, case
fosse dos mais necaessarias d defesa do ilha. Pco--Tinha a
denominacs o de redu:cto de Santa Cruz do Pico, e do que rest
dos alicerces de su.s muralhas v--se que ficava a 0. sobre
uma elevagio de dous metros acima do nivel do mar. Em 1829
montava peeas de calibre nove. Foi mnindada coistruir em 1739,
corn capacidade para seis canhoes. Em 1841 jA estava em com-
plete estalo de ruinas. Batceria de Sant'Anna-Defendia o
porto da villa denominado do Cachorro. Em 1811 estava bastante
arruinada e foi reparada em 1846. Posteriormente foi des-
armada, tapadas as canhoneiras e construido em seu local um
pequeno quarter. Reducto da Conoci~So-Situado ao NO. d:&
ilha, entire as fortificaqees dos Remedios e do Pico, formando
angulo cor estas, sobre um piano poueo inclinado, proximo
a costa, e em altura de q iatro metros acima do nirel do mar.
Fundado entire os annos de 1737-1738 e reconstruido desde
os seus fundamentos em 1846, foi reparado e artilhado emn
1861. Em 1829 montiva s is canhoes. Sobre os rests desta
fortificagco acha-se hoje construida a enfermaria do presidio ).
FERNANDO NOGUEIRA. Corrego do Estado de Goyaz,
banha o mun. de Santa Luzia e desagia na margem dir. do
rio Vermelho, aff. do S. Bartholomeu (Inf. loc.).
FERNANDO PAZ. Corrego do Estado de Minas Geraes,
afl. do rio Sant'Anna, nas immediaeoes das fregs. da Prati-
nha, Jacuhy e Passes.
FERNAO VELHO. Dist. policial da Estado das Alagoas.
Comprehende o Taboleiro e pov. do mesmo nome at6 o ponto
que limit corn o ermo de Santa Luzia do Norte e bem assim
o pov. das Goialeiras. Foi credo por Deliberacao de 12 de
maio de 1879. Ten uma important fabrica de t-cidos de algo-
dao da companhia Unzo Mercantil.'
FERRABRAZ. Serra do Estado do R. G. do do Sul, no
mun. de S. Leopoldo. Faz part da serra do Mar.
FERRADA. Lagba do Estado do CearA, na ribeira de Ba-
nabuihd.
FERRADOR. Porto no rio Para e Estado de Minas Geraes.
FERRADORES. Vide Ferreiros.
FERRADURA. Ponta na costa do Estado do Rio de Ja-
neiro, n, mnn. de Cabo Frio. Fica ao S. da ponta Grossi e
ano N. da de GeribA. Corn o nome de Ferradura 6 designada a
praia que abi fica. E' assim denominada pela form que apre-
senta.
FERRAGEM. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. do
rio Dourados, que 6 do Paranayba.
FERRAME. Arroio do Estado de R. G. do Sul, nasce em
um banhado no pd da fazenda das Taipas, e, misturando suas
aguas c m as do arroio das lEscadinhas, da origem ao rio La-
geado de Santa Cruz que, do salto de Santa Cruz para baixo,
toma o none do rio Cahy (Inf. loc.).
FERRAO. Log. do Estado das Alagdas, em Porto Calvo.
FERRAO. Riacho do Estado de S. Paulo, banha o mun. de
S. Jos6 dos Campos e desagua no rio Buquira (Inf. loc.).
FERRAO. Arroio do Estado do R. G. do Sul, aff. da mar-
gem esq. do rio Jacuhy.
FERRARIA. Lig. do Estado do Parana, a 15 kils. de
Curytiba, na estrada de Matto, Crossa.
FERRARIA. Rio do Estado do Paran,, na estrada de
Matto Grosso. Desagua no Poga-Una.


FERRAZ. Morro do Estado de Minas Geraes, nas divisas
da freg. de S. Joaquim da Serra Negra.
FERRAZ. Ribeirao do Estado de S. Paulo, entire Mogy e
Patrocinio das Araras. Desagua no rio Mogy-Guassd.
FERRAZ. Corrego do Estado de Goyaz, aff. da margem
dir. do rio S. Bartholomeuw(Inf. loc.).
FERRAZES. Dist. do mun. de DIres do Indait, no Estado
de Minas Geraes.
FERREIRA. UJma da3 estag5es da E. de F. de Porto Ale-
gre a Uruguayana, no Estado do R. G. do Sul; centre Ca-
choeira e Jacuhy.
FERREIRA. Ilha do Estado do Rio de Janeiro, no mun.
de Paraty.
FERREIRA. Ilha do Estado de Matto Grossc, no rio Bri-
lhante, pouco acima da foz do rio Dourados.
FERREIRA. Ribeirao do Estado de S. Paulo, banha o
mun. de S. Jose dos Campos e desagua na margem esq. do
rio do PThixe ( A Proo. de S. Paulo 1888).
FERREIRA. Arroio do Estado do R. G. do Sul, banha o
mun. da Cachoeira e desagua na margem esq. do rio dos Si-
nos ( Eleuth. Camargo).
FERREIRA. Corrego do Estado de Minas Geanes, aff. do
rio das Mortes pela margem esq., na E. de F. Oeste de
Minas.
FERREIRA. Corrego do Estado de Goyaz, banha o mun.
de Santa Luzia e desagua na margem esq. do ribeirao da
Saia Vellia, aff. do rio S. Bartholomeu (Inf. lo0.).
FERREIRA. Pequeno rio do Estado de Goyaz, vem da
serra Negra e, ap6s nm curse de 12 kils. desagua na margem
dir. do rio Bonito, all. do Cayaplsinho ( 0 F'cr-IVest do
Brasil).
FERREIRA GOMES. Colonial do Estado do Para, situada
na regiao encachoeirada do rio Araguary, A margem dir.,
defronte da primeira cachoeira, a uima distancia de 201 kils.
pouco mais on menos, da foz, e a de 70, aproximadamente,
da antiga colonial militir Pedro II. No dia 9 de fevereiro de
1891, por iniciativa particular dos membros da commissao e
p'ssoal da colonia, foi batido o primeiro esteio de uma ca-
pella para o culto catholico, sob a invocaqAo de N. S. Santa
Anna.
FERREIRA LAGE. Estagco da E. de F. de Juiz de F6ra
ao Piau ; no Estado de Minas Geraes, entire as estahoes de
Josu6 e Desembargador Lemos. Agencia do corceio. Denomi-
nava-se Faria Lemos.
FERREIRAS. Baiero do mun., do Boquira do Estado de
S. Paulo, corn una esch. publ. creada pela Lei n. 261 de 4
de sepembro de 1893.
FERREIRAS. Pov. do Estado de Minas Geraes, na freg.
de Sant'Anna de Ferros. Orago S. Sebastiao. Tem uma esc.
pibl. do instr. prim. crcada pela Lei Prov. n. 3.396 de 21 de
julho de 1886. E' assim denominada por tersido um tal fulano
Ferreira o primeiro morador do logar.
FERREIRINHO. Corrego do Estado de Goyaz, aff. da
margem esq. do rio do Ferreiro, que e um brago do rio
Vermelho.
FERREIRO. Arraial, A margem esq. do rio Vermelho, na
freg. do Rosario e mun. da capital do Estado de Goyaz.
Pertenceu A parochial de Sant'Anna, da qual foi desmembrado
pela L-i Prov. n. 626 de 20 de abril de 1880. g E' diz Cunha
Mattos, o logar mais antigo do Estado, fundado no anno de
1726; ten 105 cases em ruins e a capella de S. Joio Baptista
a onde no dia da festividade deste Santo concorre um grande
nirmero tie pessoas, tanto para se divertirem, come para se
empregarem nas suas devocoes. 0 nome deste arraial procede
de h:iver aqui ficado um ferreiro da comitiva de Bartholomeu
Bueno, ponoador de Goyaz. Perdeu today a sua importancia
desde que as tropas de negociantes abandonaram a estrada de
Meia Ponte, para virem pela mais curto e melhor, chamada
de Cima, que 6 a que eu transitei quando pela primeira vez
clieguei a Goyaz. Desde a cidade ate o arraial do Ferreiro ha
uma lagba )).


FER










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FERREIRO. Morro do Estado de Minas Geraes, nas divisas
da freg. da Virginia.
FERREIRO. Pequeno rio do Estado do R. G. do Norte,
aff. do rio Potengy.
FERREIRO. Ribeirao do Estado de S. Paulo, desagua no
rio Tie:6 abaixo seis kils. do Salto de Avanhandava. Passa
pelas terras da antiga colonia do Estado, no Avanhandava.
E' bem encachoeirado.
FERREIRO. Rio do Estado do Parana, banha o mun. de
Guarakessava e desagua no Itaqui (Inf. loc.).
FERREIRO. Rio do Estado de Goyaz, aft. da margem dir.
do rio Vermelho, depois Araguaya. Vein da serra da Canasira
(Juncto a elle estabelecen o Anhanguera o primeiro arraial de
Goyaz, a poucas legoas da Villa Boa, fundando-se ahi 40 annos
depois uma pov. ( Mem. sobre o desc'brimento, governor c
mais cousas notaveis da Capitania de Goyaz, pelo Padre Luiz
Antonio da Silva e Souza, 1812). Na margem dir. do rio
Ferreiro. perto do Vermelho, diz Conha Mattos, existiu o
arraial da Capella de S. JoBo e Santa Rita agora arruinado '.
FERREIRO. Corrego do Estado de Goyaz, aff. da margem
esq. do rio Bezerra, no mun. do Arraias.
FERREIRO. Itaipava formada pelo rio Cuyaba adeante da
confluencia do rio Machado, no Estado de Matto Grosso.
FERREIROS. Parochia do Estado do Rio de Janeiro, no
mun. de Vassouras, ligado a freg. da Sacra Familia por luma
estrada. Orago S. Sebastiao e diocese de Nyter6i. Foi creada
pelo art. I da Lei Prov. n. 1.287 de 13 de dezembro de 1864.
Tem duas esch. publs. de instr. prim. Lavoura de caf4.
FERREIROS. Log. no mun. de Villa Vigosa do Estado
do CearA.
FERREIROS. Pov. do Estado de Pernambuco, no mun. de
Itambd.
FERREIROS. Bairro no mun. do Boquira e Estado de
S. Paulo.
FERREIROS. Pov. do Estado do Parana, no mun de
Guarakessava, corn uma esc. publ. de instr. prim., creada
pela L"i Prov. n. 229 de t1 de abril de 1870.
FERREIROS. Pov. do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Sant'Anna dos Ferros. Orago S. Sebastido. Foi creada dist.
pelo Dec. n. 69 de 12 de maio de 1890.
FERREIROS. Serra do Estado do Parahyba do Norte, no
mun. de Cajaseiras.
FERREIROS. Ilhota insignificant na lagba de Araruama,
no largo da Aldeia, do lado do continent, no Estado do Rio
de Janeiro.
FERREIROS. Ilha na bahia do Rio de Janeiro, em frente e
perto da ponta do Cajd, a. qual 4 unida por um banco de areia.
E' habitada e guarnecida de vegetaclo e parece ter exercido
alguma influencia na vida do desventurado Dutra e Mello que
publicou na Minerva Brasiliene ( p. 462) a linda poesia
Uma manha na ilha dos Ferreiros -e a esse poeta se referem
as seguintes linhas das Brazilianas :
...a ilha dos Ferreiros que insufflara
N'alma pura do Dutra a flamma occulta
Que o seu ser devorou, amando uns olbos.
Desventurado poeta e sabio de 20 annos, que tanto promettia
e expirou no mesmo moment em que,ha pequena distancia, a
patria perdia outro filho illustre, o conego Januario !
FERREIROS (Ponta dos). Saliencia no costao oriental da
ilha de Cabo Frio, entire a ponta do Meio e a ponta de Leste,
no Estado do Rio de Janeiro.
SFERREIROS. Riacho do Estado das AlagSas, banha o
mun. de Anadia e desagua no rio S. Miguel.
FERREIROS. Corrego do Estado do Rio de Janeiro, banha
o mun. de Cantagallo e desagua no rio Negro. Informam-nos
nascer no morro da Batalha em terras do capitgo Laper.
FERREIROS. Corrego do Estado do Rio de Janeiro, aft.
do ribeirao da Cachoeira Grande.
FERREIROS. Arroio do Estado do R G. do Sul, aff. da
margem dir. do Arenal, que 6 trib, do rio Vaccacahy. (Eleuth.
Camargo.)


FERREIROS. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, aff.
do rio S. Joao, que o 4 do Quebra Anzol. trib. do rio das
Velhas e este do Paranahyba. 0 Sr. Gorceix em seus Annaes
da Eschola de Minas diz A p. 40 do Vol. I. ( Este ribeirdo,
que nasce a L, da estrada que vae de S. Francisco de Campo
Grande A Confus3o e d separado do Abaete pelo chapaddo da
lar4a do Marques, est6. apontado na Carta (de Gerber) como
aff. do Abaetd. E', poi;, difficil orientar-me com este lMappa.
Farei esta e outras correcodes na minha Carta, nao garantin-
do, pordm, a perfeitis exactidAo dellas, por nio terem sido
determinadas por meio de um trabalho topographicos.
FERREIROS.Pequeno rio do Estado deMinas Geraes; banha
o territorio da fre.g de Dattas e desagua na margem esq. do
rio deste nome (Inf. loe.).
FERREIROS ou FERRADORES. Rio do Estado de Matto
Grosso, aff. esq. do rio Madeira, uns tres kils. abaixo da
cachoeira das Pederneiras. Recebeu esse nome pela copia de
arapongas qiie ha em su s margens, passaros cujo canto asse-
melha-se ao malhar em bigorias, ou limar ferros, pelo que
tambem sto chamados ferretros ou ferrad ,res. (Dr. S. da
Fonseeca. Dice. cit.) Vide Araponga.
FERREIROS. Lagoa do Estado de Pernambico, na coin.
do Brejo. a margem do rio Ipojuca (Inf. loc.).
FERREIRO TORTO. Log. do Estado do R. G. do Norte,
no mun. de Macahyba.
FERRETE. Pov. do Estado da Bahia, A margem dir. do
rio S. Francisco. proximo da cachoeira e da ilha do mesmo
noma. A cachoeira, segundo afirma Halfeld, tem catadupas
de um a tries palmos de altura perpendicular, e fica proxima
das cachoeirns denominadas Fuzil, Velha Vieira e Panella do
Dourado.
FEP.RICOSA. Log. do Estadodas AlagOas, no mun. de
Maragogy : corn uma capella da invocacgo de S into Antonio.
FERRICOSA. Riacho do Estado das Alagoas, banha o
mun. de Maragogy e des.igua no rio deste nome,
FERRO. Morro do Estado de Minas-Geraes. Della nasce
o rioCurral, aff. do rio ParA, Fica eatra Oliveira e Tira-
dentes.
FERRO. Ilha do Estado das AlagSas, no baixo S. Fran-
cisco, centre Aracard e Piranhas. E' pequena, e fica a seis
kils. de Po da Assucar. Consiste em um rochedo de granite
com um banco de area no seu pontal.
FERRO. Ilha na bahia do Rio de Janeiro, proxima da de
PaquetA, corn fabrics de cal. E' tambem denominada do
no Ambrozio.
FERRO. Corrego do Estado do E. Santo, aff. da margem
esq. do rio Jucd ; na estrada de S. Pedro de Alcantara.
FERRO. E' assim tambem ce lominado o arroio Cebolaty;
Estado do R. G. do Sul.
FERRO. Arroio do Estado do R. G. do Sul: nesce no
serro Quebrado e faz barra na margem occidental do arroio
Candiota.
FERROES. Arroio do Estado do R. G. do Sul, no mun.
de S. Jeronymo. Vae para o arroio dos Ratos.
FERROMECO. Arroio do Estado do R. G. do Sul, aff.
do rio Cahy pela margem direita.
FERROS. Cidade e mun. do Estado de Minas-Geraes, na
margem dir. do rio Santo Antonio, ligada a S. Migiel de
Guanhies por uma estrada que passa pela serra da Tiririca.
Orago Sant'Anna e diocese de Marianna. Foi creada paro-
chia pela Res. de 14 de julho de 1832, elevada a villa pela Lei
Prov. n. 3.195 de 23 de setembro de 1884, que incorporon-a a,
com. de Piracicaba, e a categoria de cidade pelo art. I da
de n. 3.387 de 10 de julho de 1886. Tom 8.000 habs., agencia
do correio, duas eschs. publs. de inst. prim. Lavoura de
canna de assucar, caf6, fume, milho, arroz, feijao; inicia-se
corn vantagem a cultural da uva, da qual j. fabricam muito
born vinho. Criacgo de ado. Ha no territorio da frog. minas
de ferro. Sobre a origem dessa pov. diz-nos o vigario Even-
cio Pinto: ( He noticia corrente que, em busca de ouro e
diamantes, desceram aventureiros pelo rio Santo Antonio em
fins do seculo passado, e porque o rio 4 caudaloso, trnuxeram
uns ferros grosseiros, encimados com uma bruaca de couro, e


FER










-24 -


comn os ganchos destes rudes ferros tiravam do fundo do rio o
cascalho aurifero. Ainda ha octogenarios e nonagenarios que
se lembram disso. Diziam entao os que vinham trabalhar :
Vamos aos ferros e os que voltavam: Viemos dos ferros
e porque levantaram logo uma pequena capella dedicada a
Sant'Anna, chamaram a nascent pov. Sant'Anna dos Ferros.
E isto seguramente ha 130 annos, porque na matriz conservo
um velho Ritual onde se1o o seguinte: K Dei a esta Ermida de
Sant'Anna dos Ferros estelibro, etdo bem o ferro do fazer
Hostias que me custaram quatro oitabas, digo seis oitabas,
em 2 de agosto de 1789. Jos4 Ferreira Santiago.) 0 mun. e
constituido pelas parochias de Sant'Auna, Ros:irio dos Ferros,
Joanesia e Sete Cachoeiras e pelas povs. Esmeralda, Ribeirlo
das Flechas e S. Sebastido dos Ferreiros. E' regado pelos rios
Santo Antdnio, Tanque, Borba, Capitio do Matto, Mesquita,
Aboboras, Limoeiro, Flechas, Agua Limpa, Mombaca e diver-
sos outros. Sobre suas divisas vide, centre outras, as Leis
Provs. n. 2.801 de 3 de outubro de 1881 e n. 3.219 de 11 de
outubro de 1884. Foi incorporada a com. do Rio de Santo
Antonio pelo Dec. de 9 de outubro de 1890 ; creada com. pelo
Dec. de 28 de novembro do mesmo anno e classificada de
primeira entr. por Acto de 22 de fevereiro de 1892.
FERROS. Parochia do Estado de Minas-Geraes, no mun.
de Ponte Nova, hanhada pelo rio Saut'Anna. Orago S. Pedro
e diocese de Marianna. Foi creada pela Lei Prov. n. 2.569 de
3 dejaneicode 1879. Tern duas eschs. publs. de inet. prim.,
uma das quaes creadapelo art. I I daLei Prov. n. 2.730 de
18 de dezembro do 1880. Agencia do correio. Comprehend
o pov. de S. SebastiLo de Entre Rios.
FERROS. Antiga parochial do Estado de Minas-Geraes,
no mun. de Itabira, a margem esq. do rio Santo Antonio.
Orago de N. S. do Rosario e diocese de Marianna. Foi creada
parochia corn a invocagao de N. S. da Victoria pela Lei Prov.
n. 2.801 de8 de outubro de 1881. Passou a denominar-se N.
S. do Rosario pelo art. V da de n. 8.058 de 28 de outubro
de 1882. Foi supprimida pela Lei Prov. n. 3.195 de 23 de se-
tembro de 1884, que incorporou seu territorio ao mun. de
Sant'Anna dos Ferros. Tern duas eschs. publs. de inst.
primaria.
FERROS (S. Sebastiao dos). Log. do Estado de Minas
Geraes, sobre o rio Matipo6, que ahi tern uma ponte.
FERROS. Vide Ambrozio.
FERRUGEM. Serra do Estado de Minas-Geraes, no
mun. da Conceig5o. DI origem aos rios Folheta, Achup6
S. Joio e outros.
FERRUGEM. Ribeirio do Estado da Bahia, banha omun.
d'Areia e desagua no rio JequirigA.
FERRUGEM. Rio do Estado do E. Santo, corta varias
vezes a estrada de Vianna a Ourem e conflue no Jucd pela
margem esquerda (Dico. Geogr. da Prov. do E. Santo). Do
Estado nos informam nao haver rio algum corn esse nome no
mun. de Vianna.
FERRUGEM. Cachoeira no rio Jucd, no Estado do E.
Santo, um pouco abaixo da cachoeira do Rio Claro. As aguas
nesse logar parecem ter c6r de ferrugem.
FERVEDOR. Riacho do Estado de Pernambuco, aff. do
rio Una.
FERVENTINHA DO SABIA. Fonte de aguas mineraes,
na com. de Itapicurd, do Estado da Bahia.
FIAES. Pov. do Estado da Bahia, na frog. de Piraj6,
corn uma esch. public.
FIALHO. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na freg. de
Cordeiros, do mun. de Nyteroi.
FIALHOS. Ribeirao do Estado de Minas Geraes; corre
para o rio Sant'Anna, trib. do rio Grande. Den seu nome a
um rancho que ahi houve, distant cerca de 13 kils do arraial
de Oliveira.
FIDALGO. Log. do mun. de Martins, do Estado do Rio
Grande do Norte.
FIDALGO. Dist. da freg. da Lag6a Santa e mun. de
Santa Lnzia, no Estado de Minas Geraes, corn duas eschs.
publs. de inst. prim. E' tambem denominado Quinta do
Sumidouro.


FIDALGO. Rio do Estado do Piauhy, aff. da margem dir.
do rio deste nome, que 6 trib. do Canindd.
FIDALGO. Corrego do Estado da Bahia, na com. de Chique
Chique, a 19 kils. do Gentio do Ouro. Desagua no Fundo Manso
(Paulo de Frontin).
FIDALGO. Ribeirio do Estado do Paran., aff. do rio
Jaguaryahiva.
FIDALGO. Corrego do Estado de Minas Geraes; nasce na
fazenda dos Olhos d'Agua, banha a freg. da Lagsa Santa e
desagua no rio das Velhas, na fazenda do Porto Alegre
(Inf. loc.).
FIDELIDADE. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha
o mun. de Ponte Nova e desagua no ribeirio S. Bartholomeu,
aff. do rio Casca (Inf. loc.).
FIDELIS (S.). Cidade e mun. do Estado do Rio do Janeiro,
termo da cor. do seu nome, a margem dir. do rio Parahyba
do Sul, ligada a Santo Antonio de Padua pela E. de F. deste
ultimo nome. Diocese de Nyter5i. Subre sua fundacao colhe-
mos o seguinte: Em 1799 foi fundada uma aldeia de indios
Coroados no logar conhecido pelo nome de Gambd a margem
meridional do rio Parahyba, 10 leguas distant da cidade de
S. Salvador dos Campos. Apezar de haver nas immediaoges
uma capella consagrada a S. Fidelis de Sigmaringa, trataram
os Capuchinhos, ajudados pelos indios, de erguer um temple
mais decent e soberbo. Em 1779 comegaram os intrepidos
missionaries a fundaglo do novo temple, lancando-lhe a pri-
meira pedra no dia 8 de setembro, e apos muita perseveranoa
e sacrificios conseguiram completal-o em 23 de abril de 1899.
Foi essa capella erecta, em 1812, em curato, sendo sen pri-
meiro cura Fr. Victorio de Cambiasca. Separada a aldeia,
pela Resolucao de 3 de fevereiro de 1824, do dist. de Campos
e annexado ao de Cantagallo, foi de novo, pelo Dec. do
mez de novembro do anno seguinte, reunida a sou antigo
dist. e pela Lei Prov. n. 177 de 2 de abril de 1840 foi
elevada a categoria de freg. 0 art. I da Lei Prov. n. 503
de 19 de abril de 1850 elevou-a a villa, sendo installada em
5 de marco de 1855. Finalmente a Lei Prov. n. 1.533 de 3
de dezembro de 1870 deu-lhe as honras de cidade e a de
n. 1.637 de 30 de novembro de 1871 elevou-a a com., send
classificada de segunda entr. pelo Doc. n. 4.868 de 19
de janeiro de 1872. O Dr. Teixeira de Mello em suas Ephe-
merides de 23 do abril de 1809 diz : < Foi benzida e neila so
disse a primeira missa a egreja de S. Fidelis de Sygmaringa
(prov. do Rio de Janeiro). A 8 de setembro de 1799 tinha-
se langado a pedra fundamental para esta egreja, uma das
mais magestosas de toda a prov. e cuja conformaqgo se
afasta do piano commummente seguido entire n6s para este
genero de edificaqdes. Foi construida pelos religiosos barba-
dinhos frei Vittorio de Cambiasca e frei Angelo Maria do
Lucca, italianos, mandados pelo vice-rei Luiz de Vasconcellos
o Souza pera christianisar os indios Coroados que tinham ido
de Santo Antonio de Guarulhos, onde primeiro se haviam
aldeado, para aquelle ponto do district entio de Campos dos
Goytacazes, que se chamava nesse tempo Gambda e 4 hoje a
florescente cidade de S. Fidelia, cabeca da corn. do mesmo
nome..... Das Memorias do temple consta que os dous incan-
saveis missionarios nao s6 deram o plano da egreja, em f6rma
de cruz e no estylo florentino, tomando por model a basilica
de S. Pedro em Roma, e dirigiram a sua edificaqlo soccorridos
corn dinheiros publicos durante o vice-reinado de Luiz de
Vasconcellos, como tambem trabalharam pelas suas proprias
maos na obra, auxiliados pelos indigenas. Aldm destes dous
fervorosos apostolos da propagaafo da f4, devemos mencionar
o nome de um terceiro, que trabalhou na mesma via cor igual
fervor religioso: d o de frei Thomaz de CivittA Castello, falle-
cido a 16 de abril de 1828. Frei Vittorio fallecera a i de
setembro de 1815. Frei Angelo tinba fallecido a 26 de
maio de 1811. Dormem o derradeiro somno esses obscures a
activos obreiros da civilisagio, allumiada pela fM, no mesmo
logar onde a exerceram. 0 Sr. conego Guaracyaba passou, em
18 8, os ossos destes memoraveis varoes para um jazigo con-
digno que preparara no centro da egreja.... (Vide, para maiores
esclarecimentos, a erudita Memoria historioa do temple de
S. Fidelis, do sea actual vigario, o illustrado conego Joaquim
Pereira Jorge Guaracyaba, publicada em 1867) ) Segundo o
Relat. do Visconde de Prados, a parochia de S. Fidelis occupa
uma superficie de 8.336,62 kils. quadrados. Sua pop. pode
ser estimada em 6.500 habs., send a do mun. de 28.000.
17.665










FIG


- 25 -


0 mun., al6m da parochia da cidade, comprehend mais a de
N. S. da Conceigao da Ponte Nova, N. S. da Piedade da Lage
e S. Jodo do Paraiso. Banham-n'o os rios Batatal, Dous Rios,
Ar6as. O Dec. n. 9.057 de 10 de novembro de 1833 concede
garantia de juros de 6'/0 sobre capital de 400:000$ para o
estabelecimento de um engenho central nesse municipio.
FIDELIS (S.). Extincta missio fundada em 24 de abril de
1872 pelo capuchinho franciscano Fr. Candido de Heremence,
abaixo da confluencia dos rios Surubijd e Ararandeua, tribes.
do Capim, no Estado do Para. Foi esse missionario assassinado
em dezembro do mesnim anno, quando em companhia do
engenheiro belga Alberto Blochauisen, subio em viagem de
exploragdo o rio Surubijd.
FIDELIS (S.). Antiga aldeia do Estado da Bahia, na
margem septentrional do rio Una, na distancia de nove kils.
acima da cidade de Valenga.
FIDELIS (S.). Estacao da E. de F. Leopoldina, no Estado
do Rio de Janeiro, no ramal de S. Fidelis, entire as estacges
de Boa Vista e Lucca, 324k,009 distant de Nyterbi, 25 kils.
de Boa Vista e dous kils. de Lucca.
FIDELIS (S.). Ramal ferreo da E. de F. Leopoldina, no
Estado do Rio de Janeiro ; vae de Campos a Lucca cor uima
extensio de 53,324 kils. Ter as estaqdes de Campos, Boa Vista,
S. Fidelis e Lucca.
FIDELIS (S.). Ribeirio do Estado do Riode Janeiro, aff. do
rio Preto, que o 6 do Parahybuna.
FIDELIS (S.). Cachoeira do rio S. Francisco, proxima a
denominada ilha Redonda.
FIGUEIRA. Parochia do Estado de Minas Geraes, no mun.
do Pecanha, no rio Doce. A Lei Prov. n. 3.077 de 6 de no-
vembro de 1882 creou o dist.de paz deBaguary e a de n. 3.198,
de 23 de setembro de 1884 elevou-o a.categoria de parochia corn
a denominacao de Figueira. Sobre suas divisas veja-se a Lei
Prov. n. 3.339 de 8 de oulubro de 1885. Tern, segundo o ultimo
recenseamento, 1.039 habitantes.
FIGUEIRA. Log. do Estado de Pernambuco, no mun. do
Limoeiro.
FIGUEIRA. Log. do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de
Mag6 ; na estrada que vae a Barreira do Soberbo.
FIGUEIRA. Log. do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de
Mangaratiba.
FIGUEIRA. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na freg. de
S. Jos6 do Rio Preto, do term de Sapucaia.
FIGUEIRA. Bairro do mun. de Guaratingueti, no Estado
de S. Paulo. Existe ahi uma estacqo para a cobranga do im-
posto estadoal denominado taxa de barreira e uma esch. publ.
de inst. prim., creada pela Lei Prov. n. 8 de 15 de fevereiro
de 1884.
FIGUEIRA. Bairro do mun. do Jahd, no Estado de S.Paulo,
cor uma esch. publ. creada pela Lei n.101 de 24 de setembro
de 1892.
FIGUEIRA. Pov. do Estado de Santa Catharina, no mun.
da LaCuna.
FIGUEIRA. Log. do Estado de Minas Geraes, no dist. de
Cuiet6.
FIGUEIRA. Log. no dist. de N. S. do Rosario do Rio
Acima, do Estado de Matto Grosso, corn uma esch. publ.
mixta creada pela Lei Prov. n. 665 de 22 de setembro
de 1885.
FIGUEIRA. Tribu de indios estabelecida no aldeamento
da Immaculada Conceigio -do Rio Doce, no Estado de Minas
Geraes.
FIGUEIRA. Estaqgo da E. de F. do Norte, no Estado do
Rio de Janeiro, entire Areale Aguas Claras.
FIGUEIRA. Um dos pontos de parada da E. de F. do Rio
do Ouro, entire as estac6es da Cava e Brejo, no mun. de Iguassd
e Estado do Rio de Janiro.
FIGUEIRA. Morro do Estado de S. Paulo, no mun.. do
Ribeir.o Preto. E' tambem denominado Serrinha.
FIGUEIRA. Ilha de f6rma circular, situada a SE da Villa
de Cananda, no Estado de S. Paulo.
DICC. GEOGR. 4


FIG


FIGUEIRA. Ponta na ilha da Cotinga, na bahia de Para-
nagua e Estado do Parana.
FIGUEIRA. Praia no mun. de Villa Bella, no Estado de
S. Paulo.
FIGUEIRA. Riacho do Estado de Pernambuco, aff. da
margem dir. do rio Capibaribe.
FIGUEIRA. Rio doEstado do Rio de Janeiro, rega a freg.
da Vargem Grande do mun. de Rezende.
FIGUEIRA. Rio do Eslado do Rio de Janeiro, banha o man.
de Paraty e desagua no sacco de Mamangu6.
FIGUEIRA. Corrego do Estado do Rio de Janeiro, banha o
mun. de lacah6 e desagua no rio deste nome. Toma em seu
curso os nomes de Cachoeira e Bomfim (Inf. loc.).
FIGUEIRA. Ribeirdo do Estado de S. Paulo, aff. do Jacard-
pepira. Recebe o corrego Capueirinha.
FIGUEIRA. Ribeirao do Estado de S. Paulo; desagua na
margem dir. do Paranapanema defronte da foz do Tibagy.
Recebe o corrego do Macuco.
FIGUEIRA. Ribeirao do Estado deS. Paulo ; banhao mun.
do Ribeirao Preto e desagua no rio Pardo. Recebe o Cachoeira,
Tamandui Grande, Tamanduazinho, S. Sim.o, e Posse. Nasco
nos campos da Bocaina em S. Simao.
FIGUEIRA. Ribirio do Estado de S. Paulo : desagua na
margem esq. do rio TietW no espago que media entire a villa de
Lenoqes e o Salto do Avanhandava, proximo do corrego do Jose
Theodoro.
FIGUEIRA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, no mun.
de S. Miguel de Guanhaes. Vae para o Corrente.
FIGUEIRA. Riacho do Estado de Minas Geraes: nasce no
logar Capao Grande, pass a menos de cinco kils.distante da pov.
de S. Jos6 da Barra do mun. de Passoes vae engrossado pelo
corrego da Fortaleza, desaguar no rio Sapucahy.
FIGUEIRA. Corrego do Estndo de Minas Geraes; desagua
na margem dir. do rio S. Francisco, p:oximo a ilha dos
Casados.
FIGUEIRA. Ribeirio do Estado de Matto Grosso ; um
trib. do rio do Cotovel!o, que corta a estrada de Cuyabi a
Goyaz entire os ribeiros da Boasica e da Voadeira. Recebe o
riacho Figueirinha. (Dr. S. da Fonseca. Dico. cit.)
FIGUEIRA. Ribeir.o do Estado de Matto Grosso, aff. esq.
do rio Coxim. Pouco acima delle fica a cachoeira denominada
Quebra Prdas. A Ribeirao aff. esq. do Coxim, acima do Taqua-
ry-mirim e da cachoeira do Quebra Prbas. E' largo de 22m
fundo de meio metro, leito de area final e aguas crystallissi-
mas > (Dr. S. da Fonseca. Dioo. cit.)
FIGUEIRA. Corrente que, reunida aos riachos das Flexas
e do Mello, vae perder-se nos pantanaes entire Pocond e o Para-
guay, no Estado de Matto Grosso. E' engrossada por muitos
corregose escoantes, entire elles os de Anandy, do Macaco, da
Formiga e do Roceiro.
FIGUEIRA. Lag&a do Estado do R. G. do Sul, na zona
arenosa situada entire a lag8a dos Patos e o Oceano, proxima
da lagba do Papagaio.
FIGUEIRA. Cachoeira formada pelo rio Doce; no Estado
de Minas Geraes.
FIGUEIRA. A terceira cachoeira, mas a primeira em im-
portancia, na descida do Arinos, 12 kils. abaixo de Pouso Ale-
gre. O canal 6 na margem esq. E' a das aMitas Ilhas de
Antonio Thom6 da Franca.
FIGUEIRA DO BRAC(O. Bairro do mun. de Antonina, do
Estado do Parand: corn uma esch. publ. mixta creada pala
Lei Prov. n. 744 de 31 de outubro de 1883.
FIGUEIRAES. Log. no mun. do Bom Jardim, do Estado
de Pernambuco.
FIGUEIRA NOVA. Log. do Estade de S. Paulo, no mua.
de Santa Izabel.
FIGUEIRAS. Log. do Estado de Pernambuco, no mun. do
Bom Jardim.
FIGUEIRAS. Rio do Estado de S. Paulo, nasce nas proxi-
midades da capella de Santa Cruz do Lageado e lanqa-se no rio










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Tiet6 depois de um curso de oito kils. Sea principal trib. 6 o
corrego do Lageado.
FIGUEIRAS. Rio do Estado de Matto Grosso, aff. do rio
Pardo pela margem esquerda.
FIGUEIREDO. Log. do Estalo das Alagias, em Agua
Branca.
FIGUEIREDU. Rio do Estado do Ceara, aff. do Jaguaribe
Recebe os riachos Pecado, Foz, Milha, Grosso, Amor6, Logra-
douro, Fazen a, Curraldo Meio, Atraz da SerraArara, Timba-
uba : todos descidos do Caixa-s6.
FIGUEIREDO. Pequena rio do Estado da. Bahia, rega o
mun. de Alcobaga e corral para o Itanhentinga.
FIGUEIREDO. Ribeirto do Estado do Parana, banha o
mun de Campo Largo e desagua no rio Verde pala margem
direita.
FIGUEIRINHA. Corrego do Estado de Matto Grosso; des-
emboca no rio da Figueira, brao do Cotovello.
FIGUEIRINHAS. Los. do Estado do R. G. do Sul, na freg.
de Viamoo.
FIGURAS. Log. situado cerca de 24 kils. ao N. da cidade
da Jacobina, no Estado da Bahia. Suppie-se que alli teve sua
primeira colloncaa5 aquella cidarl. E' circ.nmdado d- serras,
onde encontram-se vesti'ios deixados peln antiga mineracao de
ouro; e possue umia capella da invocaa5o de S. Miguel.
FIGURAS. Serra do Estado de Goyaz, no mun. do Pilar.
o Nella existem, diz Cunha Mattos, various caracteres naturaes
on artificiaes ).
FILHO DE DEUS. Corrego do Estado de Minas Geraes,
entra na margen dir. do rio Quabra Anzol acima da ponte do
Araujo (Cunha Mattos. Itin.).
FILHOTE. Um dos recipes que cercam a foz do rio Cachoeira,
no mun. de S. Jorge dos Ilhdos, do Estado da Bahia. Monchez
nio cita-o com esse nome; fazendo menciio, entretanto, de
um denominado Ilhdo Pequeno, em contraposicao a um outro
denominado lihdo Grande.
FILHOTES. Slo assim denominados uns ilhotes situados a
E. da ilha do Arvoredo, no Estado de Santa Catharina.
FILLAS. Log. do Estado de Matto Grosso, no mun. da ca-
pital, A margem dir. do rio Cuyaba, centre os dous Aricas
assfi e mirim.
FIM DO PASTO. Log. do Estado das Alagoas, em Pioca.
FIM DO PASTO. E' assim chamada a parte septentrional
da ilha do Cajii, desde a ponta do Barro Preto a E. ate o pontal
que fica na barra do Carrapato, em consequencia de nao ter
vegetagdo algama e ser coberta de dunas. Vide Cajdi.
FINADA CUSTODIA. E' assim tambem denominada a ilha
do Toco, no rio S. Francisco, A pequena distancia da foz.
FINADOS. Log. do Estado da Bahia, no term de CaetetL.
FINCA. Pov. do Estado da Bahia, a seis kils. para o N. do
mun. de Santarem. Tern cerca de 40 a 50 casas, uma capella
erecta a Santo Antonio e um pequeno porto s6mente para ca-
noas. (Inf. loc.).
FINCAO. Rio do Estado do ParanA, banha o mun. da Gua-
rataba e desagua na margem dir. da bahia de Guaratuba.
FINO. Serrote do Estado do Ceara, no mun. de Santa
Quiteria.
FINO. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. da margem
esq. do rio das Mortes Grande.
FIRME. Pequeno rio do Estado do E. Santo, aff. da margem
esq. do rio Guandd.
FIRMEZA. Log. do Estado das Alagbas, no mun. de
Vigosa.
FIRMIANO. Lagoa no Estado do R. G. do Sul; communica
ao N. corn a do Armazem e ao S. cor a de D. Antonia. Entre
as lagoas do Firmiano e do Armazem pass a estrada do Tra-
mandahy.
FIRMINO. Corrego do Estado do Rio de Janeiro, reune-se
com o riacho do Silveira e juntos desaguam na margem esq.
do rio UbA. Atravessam a estrada do Commercio.


FIRMINO (S.) Corrego do Estado de Goyaz, aff. da mar-
gem dir. do rio S. Marcos.
FISCAL. Pequena ilha situada em frente da cidade do Rio
de Janeiro, ao SE. da ilha das Cobras e 1.200m da Alfandega.
oEra outr'ora alta, mas foi arrasada e corn a pedra extrahida
constrniii-se um cnes no redor, apresentando bastante fu:ido aos
navios, mormente nas faces de E. e de NE. ) (Fausto de Souza
-A Bahia do Rio de Janeiro). Nella acha-se o edificio do
Posto Fiscal da Alfandega do Rio de Janeiro, o qual abrange
uma superficie de cerca de 1.000 metros quadrados e cuja
fachada principal, aquella que esta voltada para a barra, com-
poe-se de um corpo central de tires pavimentos e dous lateraes
de um so pavimento. A suprlicie primitive dessa ilha tinha
4.400 metros quadrados de area, mas cor a construccao de um
caes, que se tornou necessario, recebeu a superticie da ilha um
augmento de 800 metros qu idrados, send hoje sua arena por
conseguirte de 5.200 metros quadrados. Denominava-se anti-
gamento ilha dos Ratos.
FISCHER. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na frog. de
Santo Antonio de Therezopolis. Ha ahi uma linda cascati.
FIUSA. Ribeirdo do Estado do Rio de Janeiro, na freg. da
cidade do Parahyba do Sul.
FIUSA. Ribeiriio do Estado de Santa Catharina, aff. do
ribeirao S.Joito. cque 6 trib. do rio do Brano e este do Tijucas.
Banha o disl. de Nova Trento.
FIUSA. Arrolo do Estado do R. G. do Sul, trib. do rio
Ijuhy Grande. Banha o mun. da Cruz Alta.
FLAMENGO. Log. no mun. de Barreirinhas, do Estado do
Mar.nhao,
FLAMENGO. Um dos qiuarteirdes do term da Amarracao,
no Estado do Piauhy.
FLAMENGO. Log. no mun. de Maric6 do Estado do Rio de
Janeiro.
FLAMENGO. Serra do Estado do CearA, no termo do Sa-
boeiro. E' secca e pouco cultivada.
FLAMENGO. Morro do Estado de Minas Geraes, na freg.
dos Remedios e mun. de Barbacena. E' uma ramificacno da
Mantiqueira.
FLAMENGO. Praia no Districto Federal e freg. da Gloria.
E' muito procurarla para banhos. 0 mar ahi 6 algum tanto
agitado pela posiqco da prair' quasi fronteira a barra. Nella
existio outr'ora a aldela de Urunumirim, fortificada pelos
francezes de Willegaignon e destruida depois de porfiada pe-
leja a 20 de janeiro de 1567. g Foiainda nella, diz o Dr. Fausto
de Souza, que se edificou a primeira casa de pedra e cal, onde
morou o primeiro j jiz do ordinario Pedro Martins Namorado,
a qual, affirma o infatigavel Sr. Dr; Mello Moraes, na sua
Chronic Geral e minucios., do Brazil, foi construida pelo
proprio Villegaignon, que ahi habitou por algum tempo corn
o historiador Lery.Esse edificio, conhecido deposits por Casa de
Pe-lra ligura nos documents do Tomb' do. cidade, como ser-
vindo de marco no limited sul di sesmaria perrencente ao patri-
monio da camera. A principio essa localidade era conhecida
por Praia da Carioci, p rq ie ahi desemboca o rio desse nome,
hoje Catete : Praia do Sapateiro Sebastilo Gongalves. poste-
riormente Praia do Sapiteiro e de 1648 em diante Praia do
Flamingo, que ate agora conserve w. Constitue hoje um subur-
bio muito habitado. E, p'rcorrida pelos bonds electricos do Jar-
dim Botanico,
FLAMENGO. Praia e easeada no mun. de Ubatuba do
Estado de S. Paulo.
FLECHAL. Lago do Estado do Amazonas, no rio Madeira,
abaixo de Araretama, entire os lagos Cauintti e Marac,.
FLECHAS. Logs. do Estado das Alagoas, nos muns. do
Triumpho, Anadia e Parahyba.
FLECHAS. Praia situada no mun. de Nyterai do Estado
do Rio de Janeiro. Vide Itapuca.
FLECHAS. Ilha do Estado do Amazonas, no rio Madeira,
acima da confluencia do rio das Arraias.
FLECHAS. Ilha do Estado do Para, no Oceano, no mun.
de Chaves, proxima da costa septentrional da ilha de Maraj6, a
E. da ilha Mexiana e a O. da do Bemtevi. E' atravessada pelo
Equador.










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FLECHAS. Ilha do mun. de Angra dos Reis e Estado do
Rio de Janeiro, na enseada do Jurumirim.
FLECHAS. Ilha do Estado de Matto Grosso, no rio Gua-
pore, entire a da Lanterna e o estirao da Jangada, uns 24 kils.
abaixo do morro das Torres. Ahi houve um aldeamento de
Guarayos desde 1845.
FLECHAS. Ponta na ilha de Santa Catharina; no Estado
deste nome.
FLECHAS. Riacho do Estado do Amazonas; desagua no
rio Madeira, entire o rio Piraiauarae o riachoUrupuni (Araujo
Amazonas).
FLECHAS. Pequeno rio do Estado de Sergipe, all. do
Piauhy.
FLECHAS. Rio do Estado de Minas Geraes. banha o mun.
de Sant'Anna de Ferros e desagna na margem dir. do rio
Santo Antonio (Inf. loc.).
FLECHAS. Ribeirao do Estado de Matto Grosso ; desagua
no Sangrador Grande, logo abaixo do Sangradorsinho; e
reunidas suas aguas vao perder-se nos pantanaes de Pocon4,
formando no tempo das aguas uma vasta lag6a, chamada dos
Passaros.
FLECHAS. Ribeirao do Estado de Matto Grosso, aff. esq.
do Paraguay.
FLECHAS. Corredeira no rio Piracicaba, no Estado de
S. Paulo.
FLECHEIRAS. Pov. do Estado das Alag6as, no mun. de
Piassabussi. Ha mais dous povs. corn esse nome no Porto Real
do Collegio e em Viiosa.
FLECHEIRAS. Ponti na costa do Estado do E. Santo.
Constitue o pontal do Norte da barra de Nova Almeida ou dos
Reis Magos. A E. dessa ponta ha um recife de pedras um pouco
aprofundadas e que avanca uma a uma e meia milhas pelo mar
a dentro. A oito milhas della fica a ponta Capuba. 0 Dice.
Geogr. da provincia nao a menciona.
FLECHEIRAS. Ilha do Estado do E. Santo, no rio Doce,
entire a barra deste rio e Linhares.
FLECHEIRAS. Lago do Estado do Parahyba do Norte,
no mun. de Fagundes.
FLECHEIROS. Corrego do Estado de Mat(o Grosso, banha
o mun. de Caceres e desagua no rio Cipotuba nao long do
corrego das Cruzes.
FL6R. Pov. do Estado do R. G. do Norte, no mun. de
Canguaretama; cor uma esch. publ. de inst. prim., creada
pela Lei Prov. n. 843 de 23 de junho de 1882.
FL6R. Ilha do Estado de Sergipe, no mun. de Pacatuba;
com fabrics de cal.
FL6R DA BOA VISTA. Log. do Estado do ParA, no mun.
de CurucL, cor uma esch. public.
FL6R DA INDIA. Pequeno rio do Estado de Sergipe, banha
o mun. da Capella e desagua no rio Japaratuba."
FL6R DA MATTA. Log. do Estado das Alag6as, no mun.
de Atalaia.
FL6R DA MOITA. Pov. do Estado das AlagBas, no mun.
de Atalaia.
FLOR DA PENHA. Log. do Estado das Alagoas, nos muns.
da Victoria e do Parahyba.
FL6R DA RIBEIRA. Log. do Estado das Alagbas, no
Poxim.
FL6R DA SILVA. Antiga colonia do Estado de Santa Ca-
tharina fundada em 1844 por Manoel Floriano da Silva, bra-
sileiro, resident no mun. de S. Sebastiao da Foz. Obteve ease
cidadio do general Antero, a 18 de fevereiro de 1843, uma
porqgo de terras incltas nas cabeceiras do ribeirao do Moura,
e acompanh do de seus filhos para ahi partio a fundar o seu
nucleo colonial. Em 1863 contava a colonia 212 habs., sete enge-
nhos de assacar. 12 de farinha de mandioca, um de serrar ma-
deiras. No anno de 1861 exportou sete mil alqueires de farinha,
aguardente, assucar, feijao, milho, arroz, pranch5?s de cedro,
taboado de costadinhoe de soalho, vigas, caibros, ripas, canvas,
remos, gamellas e couros de veados. A expenses daquelle cidadao


e de seus filhos abrio-se atravds dos mattas uma picada cor
tres leguas, partindo da side da colonia e sahindo no logar
denominado Limeira no rio Itajahy-mirim, 50) a 600 bragas
abaixo da colonia Brusque, situada no man. de Itajahy.
FL6R DE LIMAO. Log. do Estado das Alagbas, em Urucd.
FLOR DE PRATA. Log. do Estado das Alagbas, no Jun-
queiro.
FL6R DO BOSQUE. Log. do Estado das Alag6as, em Santo
Antonio da B6a Vista.
FLOR DO CAQAMBA. Log. do Estado das Alagbas, no
mun. da Vicosa.
FL6R DO CAJUEIRO. Log. do Estado das AlagBas, no
mun. de Santa Luzia do Norte.
FL6R DO DIA. Log. do Estado das AlagSas, em Mundahd-
mirim.
FLOR DO DIA. Estac~o da E. de F. do Ribeirso ao Bonito
no Estado de Pernambuco.
FL6R DO IMBURY. Log. no Estado das Alag6as, no
Pilar.
FL6R DO JACUHYPE. Log. do Estado das Alagoas, em
Jacuhype.
FL6R DO MEIO. Log. do Estado das Alagbas, no mun.
de Santa Luzia do Norte.
FLOR DO OURO. Log. do Estado das AlagBas, no mun. de
Vigosa.
FL6R DO PARAHYBA. Log. do Estado das Alag6aa, no
Pilar e na Branca.
FL6R DO PARAISO. Log. no Estado das Alagbas, no
Urucd.
FL6R DO TANGY. Log. do Estado das Alagbas, no Pilar.
FLORENCIA (D.). Corrego do Estado do Rio de Janeiro, nasce
no morro Azal e desagua na margem dir. do Parahyba, pro-
ximo a estaglo da Allianga. Tern um curso aproximado de 30
a 36 kils. Recebe o Acucde Arrombado reunido ao riacho da
Malta. Encontra-se tambem escripto FlorenQa.
FLORENCIO. Morro no mun. do Brejo Grande, do Estado
da Bahia. Fica quasi junto ao morro do Ouro, send ambos
vistos a cerca de 180 kils. de distancia. Tambem o denominam
do Brejo Grande.
FLORENCIO. liha do Estado da Bahia, no mun. da Casa
Nova.
FLORENCIO (S.). Cachoeira no Tapajoz, oito kils. abaixo
da da Misericordia e cerca de 12 acima da do Labyrintho. Fica
entire duas grande e furmosas praias de ar&a branca e passa
por ser a mais pittoresca do rio. Seu canal e A dir., entire duas
ilhas, durante as cheias, e no verao, porem, A esq., varando-se
as canvas por sobre uma grande large. Tern uma queda alta e e
de grande rebojos e ondas.
FLORENCIO PINTO. Log. do Estado do Rio de Janeiro, A
margem da E. de F. de Cantagallo, que ahi faz uma curva,
entire as estag6es de Sant'Anna e Cachoeiras.
FLORENCIOS. Corrego do Estado de Minas Geraes, nos
limits da freg. de S. Sebastiao da Grota.
FLORES. Vide Pajehif de Flores.
FLORE3. Villa e mun. do Estado do MaranhAo, na corn. de
S. Josd dos Matt6es. Foi creada pelo Dec. n. 50 de 22 de
dezembro de 1890. Era a antiga pov. de S. Jos6 das Cajazeiras.
FLORES. Villa e mun. do Estado do R. G. do Norte. Tinha
duas eschs. publs. de inst. prim., creadas pelas Leis Provs.
n. 615 de 3 de junho de 1870 e n. 684 de 11 de agosto de 1873,
uma das quaes foi supprimida pela de n. 809 do 19 de novembro
de 1877 e restaurada pela de n. 843 de 23 de junho de 1882.
Foi elevada A villa pelo Dec. n. 62 de 20 de outubro de 1890.
E' situada centre as cordilheiras de Sant'Anna e do Cajueiro.
Regami o territoroi do mun. os riachos Caicara, Roca-Urubli,
Verde e o Quixod4. Lavoura de feijao, arroz e algodao. Fabri-
cagao de queijos e criagao de gado. Dista 14 leguas da cidade
de Assd, sete de S. Mignel de Jacurutl, 12 de Caic6, nove do
Acary e Sant'Anna do Mattos.










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FLORES. Villa a mun. do Estado de Pernambuco, na corn.
do seu nome, ai margem dir. do rio Pajehd, em um planalto
muito pedregoso, distant 560 kils. do Recife, 500 da estacgo
do Limoeiro, 342 do porto de Piranhas, 15 da cidade do Trium-
pho, 12 da villa da Princeza, 30 de Afogados e de Villa Bella
e 78 da Floresta. Foi elevada 6 villa pelo Alvara de 15 de
Janeiro de 1810, send capitio-general e governador Caetano
Pinto de Miranda Montenegro, e installada em 1811 pelo
ouvidor Josa Marques da Costa. Foi sua s6de tranas'erida para a
pov. da Serra Talhada pela Lei Prov. n. 280 de 6 de maio de
1851 que, em seu art. I, elevou essa pov. A villa corn a deno-
minacao de Villa Bella, e no art. II transferiu para Villa
Bella a sede da om. de Pajehd. Foi restaurado o mun. palo
art. I da Lei Prov. n. 437 de 26 de maio de 1858 e installado
em 21 de setembro de 1859. E' com. de primeira entr., creada
polo Alvara de 15 de janeiro de 1810, que deu-lhe a denominacao
de Scrtdo de Pernambuco, pela Res. da Presidencia em Con-
selho de 20 de maio de 1833, e classificada pelos Decs. n. 687
de 26 dejulho de 1850 e n. 5.139 de 13 de novembro de 1872.
Sua egreja matriz tern a invocagco de N. S. da Conceii6o e
depend da diocese de Olinda. Foi creada parochia por Alvara
de 11 de setembro de 1873. Em toda a zona da com. cultiva-se
o algodAo,pprincipal fonte do commercio e riqueza de seus habs.,
milho, feijio, canna de ass'car, mandioca, fumo e arvores
fructiferas. Criacao de gado. Comprehende os povs. S. Sera-
phim e Carnahyba.
FLORES. Villa e mun. do Estado de Goyaz, na cor. de
Cavalcante, na margem dir. do rio Paranan. Orago N. S. do
Rosario e diocese de Goyaz. Foi creada parochia pelo art. I
da Lei Prov. n. 14 de 23 de julbo de 1835. Elevada 6 cate-
goria de villa, foi seu mun. incorporado A com. de Cavalcante
pelo art. I V da de n. 19 de 6 de julho de 1850; a com. do
Rio Paranan polo art. II da de n. 12 de 24 de novembro de
1855. Transferida a sede da parochia e da villa para a pov,
do Forte pelis Leis de ns. 342 e 343 de 18 de dezembro de 1862,
foram essas disposigdes revogadas pela de n. 359 de 25 de julho
de 1861. Incorporada A com. de Cavaleante pelo art. V da de
n. 370 de 10 de selembro de 1864. Foi sua sede de novo trans-
ferida para o arraial do Forte pela de n. 429 de 2 de agosto
de 1869, passando sua freg., em virtue do art. II da de
n. 456 de 30 de setembro de 1870 a fazer part do termo de
Formosa da Imperatriz, do qual foi desmembrada e incorpo-
rada ao mun. do Forte pela de n. 516 de 7 e julho de 1874.
Restaurada villa pela de n. 542 de 27 de julho de 1875, que
no seu art. IV preceitmiou formassem a villa de Flores e a
freg. de Santa Rita um man. dependent da corn. da Impe-
ratriz. Atd 1881 nao appareceu lei algnima revogando a de
n. 542; entretanto nesse ultimo anno foi sanccionada a Lei
n. 648 de 19 de dezembro, que supprimiu a villa do Forte e
restaurou a de Flores, iaoorporando-a a com. de Cavalcante.
Tem eschs. pi:bls. de inst. prim. Omun., al4m da parochia
da villa, comprehend mais a do Sitio d'Abbadia. Sobre suas
divisas vide art. I da Lei Prov. n. 15 de 1 de setembro de
1836; n. 13 de 9 de julho de 1849; n. 20 de 2 de agosto de
1852; art. III da de n. 542 de 27 de julho de 1875; n. 669 de
31 de jilho de 1832; n. 714 de 8 de agosto de 1884. Agencia
do correio.
FLORES. Parochia do Estado do Ceara, no mun. de S. Jo&O
do Inhamuns, na margem esq. do rio Tricy. Orago N. S. do
Carmo e diocese do Ceara. Foi creada pelo art. I da Lei Prov.
n. 181 de 16 de setembro de 1839. supprimida pela. de n. 203
de 28 de agosto do 1840, restaurada pela de n. 230 de 12 de
janeiro de 1841, supprimida pela de n. 284 de 16 de junho de
1843, restaurada pela de n. 381 de 3 de setembro de 1846,
supprimida pela de n. 596 de 27 de outubro de 1852 que anne-
xou o seu territorio ao da freg. de N. S. do Rosario do Taua,
restaurada pela de n. 1.177 de 29 de agosto de 1865. 0 art. III
da Lei Prov. n. 2.005 de 6 de setembro de 1882 creou ahi uma
esch. mixta publ. de inst. primaria.
FLORES. Log. do Estado do Ceara, no mun. de Santa
Anna, corn urma capella.
FLORES. Colonia do Estado do Maranhao, A margem do
rio Mearim, na confluancia do rio das Flores, entra Barra do
do Corda e S. Luiz Gonzaga. Foi fundada em 5 de julho do
1878.
FLORES. Logs. do Estado das Alag6as, nos muns. de
Porto Calvo e Paulo Affonso.


FLORES. Log. do Estado de Minas Geracs. no dist. da
Bocaina e mun. de Ayuruoca, corn uma esch. publ. de inst.
primaria.
FLORES. Serra do Estado do Ceara, no termo da Granja
(Pompeu).
FLORES. Ilha do Estado de Amazonas, no mun. de
Codajaz.
FLORES. Ilha situada na bahia de Nyterdi, quasi unida
a do Ajudante, em fronte ao morro das Neves. ( Tern tido
differences nomes: na Carta topographical, levantada pela
Marinha em 1710, 4 designada por ilha de Santo Antonio;
Barral d6-lhe a denominapco de Marim; e Candido Meades a
da ilha do Vital (Fausto de Souza) >. Sou solo 4 geralr-ente
elevado e, posto que em grande part areento e pedregoso,
possue grandes deposits de excellent barro que presta-se ao
fabrico de cimento hydraulico de qualidade superior. A sua
vegettcqo 6 sempre luxuriante, a despeito da secea que muitas
vezes flagella as ilhas daquella bahia. Em grande parts deve-
se attribuir este facto a humidade do terreno, cuja cultural
encontra precioso recurso em differences mananciaes mais ou
menos abundantes na ilha. Estes mananciaes ministram agua
potavel, de sabor agradavel, post que de uma cor algum
tanto anillada. 0 terre;so da ilha est6, em grande part,
inculto; a porcao, pordm, aproveitada em jardim, horta e
pomares mostra a feracidade natural, pelo desenvolvimento e
vigo do arvoredo e plantag6es. Nessa ilha tinha o seu antigo
proprietario,o senador Silveira da Motta urn important esta-
belecimento de piscicultura, cujo exame foi feito por uma
commissao nomeada palo Imperial Institute Fluminense de
Agricultura. (Vide o Relat. apresentado por essa commission
e publicado, em 1876, na Typographia Nacional.) 0 governor
comprou-a afim de servir de alojamento para os immigrants.
Existe ahi uma excellent hospedaria. A ilha communica-so
corn a cidade do Rio de Janeiro por meio de linha telegra-
phica, ber como por intermedio da de Nyter6i coin as for-
talezas da barra, donde Ihe sao directamente transmittidas
communicaqoes a respeito da entrada de vapors corn im-
migrantes.
FLORES. Ilha do Estado do Parana, no rio Ivahy, a
36 kils. da pov. de Therezina. Tem cerca de trees kils. de
circumferencia.
FLORES. Sacco existence na lagfa de Maric, perten-
cente ao Estado do Rio de Janeiro.
FLORES. Rio do Estado do Maranhao, aff. do Mearim
oela margem dir. Nasce no logar denominado Gaiera e corn
26 leguas de curso, depois de receber no lado dir. os riachos
do Canto Grande, Jacar6, Muoura e Prata, cuja orijem 6 na
lag6a do mesmo nome; e no esq. os riachos Cajd, Umonem,
Flores, Bacuri e Escondido, e o que vem lag6a do Bicho, ean
tra no Marim pela margem dir. S6 6 navegavel por pequenos
cascos; sua largura media 6 de sete bragas; seu leito est&
obstruido de troncos. Excepgco feita de uma aldeia de indios
Matteiros, suas margins sao inteiramente desertas. Atravessa
em todo o seu curso florestas pela maior part inexploradas;
mais proximo da capital do qie o rio Corda s comtudo menos
conhecido (Cruz Machado. Relat. do Maranhao. 1856).
FLORES. Riacho do Estado do Maranhio, aff. da margem
esq. do rio das Flores, que o 6 da dir. do Mearim (Cruz
Machado. Relat. do Maranhdo. 1856).
FLORES. Rio do Estado do CearA, banha o mun. de
Baturit6 e faz barra no Potid. E' tambem denominado rio
do Meio.
FLORES. Rio do Estado do Rio de Janeiro, banha o mun.
de Valenca e faz barra no rio Preto, nologar Porto das Flores.
Recebe o Bonito. Nasce na bifurcacao da serra das Cruzes e
corre entire a serra das Minhocas on das Cruzes e a serra das
Cobras.
FLORES. Ribeirio do Estado do Rio de Janeiro, ha nelle
uma ponte na estrada de Mag6 a Terezopolis.
FLORES. Corrego do Estado de S. Paulo, aff. do corrego
do Pantano.
FLORES. Rio do Estado de Minas Geraes, banha o mun.
de Ayuruoca e desagua no rio Preto, trib. do Parahybuna, que
o 6 do Parahyba do Sul.










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FLORES. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o
mun. do Curvello e desagua no rio Maquind (Inf. loc.).
FLORES. Ribeirgo do Estado de Minas Geraes, junta-se ao
Sete Voltas e reunidos vAo ao Pedra Redonda e este ao Jos4
Pedro.
FLORES. Corrego do Estado de Minas Geraes, na freg. de
S. Pedro dos Ferros e mun. da Ponto Nova.
FLORES. Rio do Estado de Goyaz, nasce ao occidente da
serra do Salobro e desagua no rio dos Bois. aff. do Paranahyba.
FLORES. Lagia do Estado do Piauhy, no mun. da Colonia.
FLORES. Lagba do Estado da Bahia, no mun. do Remanso
(Inf. loc.).
FLORES. LagBa do Estado do R. G. do Sul, a NO. da da
Mangueira, communicando corn a lagda Mirim pelo arroio
Tahim.
FLORESTA. Villa e mun. do Estado de Pernambuco, a
margem dir. do rio Pajed, a 120 kils. de Tacaratd. Orago
Senhor Bom Jesus dos Aitlictos da Fazenda Grande e diocese
de Olinda. Foi em principio uma fazenda pertencente ao ca-
pitao Jos6 Pereira Maciel que, em 1780 edificou uma capella
em sua fazenda e deu-lhe a invocacao de Senhor Born Jesus
dos Allictos. Freg. corn o nome de Fazenda Grande em 10 de
janeiro de 1803. O art. I da Lei Prov. n. 153 de 31 de marco
de 1846 eleven A villa, coin a denominacgo de Floresta a p)v.
da Fazenda Grande. constituindf( 1 -o reggs. de
Tacarati e Fazenda Grando. Foi a 'Ue l o trans-
ferida para Tacaratui pela Lei Prov. n. CTde junho
de 1849. Foi reslaurada villa, na pov. da Fazenda Grande e
com. de Tacarat~ pelo art. I da Lei Prov. n. 579 de 30 de
abril de 1864. Tornou-se sdde do termo e com. de Tacaratd
pela Lei Prov. n. 620 de 9 de maio de 1865. Foi creada comn.
pelo II da Lei Prov. 1.260 de 26 de maio de 1877 e cla-si-
ficada de primeira entr. pelo Dec. n. 7.080 de 9 de novembro
de 1878. Sua pop. e calculada em 15.000 habs. O mun. 6 regado
pelos rios S. Francisco e Pajed, pplos riachos Navio, Entre as
Serras, S. Pedro. Capim Grosso. Ambrosio, Mandanteo, Feijao,
S. Goncalo, Poco do Negro. aldm de outros, e e percorridi
belas serras Negra, Periquito, Arapud. Lavoura de canna de
assucar, mandioca, fume, algodo e cereaes. Agencia do Correio
Eschs. publs. de inst. prim. Sobre suas divisas vide: art. III da
Lei Prov. n. 247 de 16 de junho de 1849, n. 579 de 30 de
abril de 1864; n. 1-051 de 4 de junho de 1872; art. II da de
n. 1.100 de 28 de maio de 1873. Comprehende os povs. de-
nominados: Tacaraba, Penha e Varzea Comprida.
FLORESTA. Log. no mun. de Picos do Estado do Mara-
nhao.
FLORESTA. Log. do Estado do R. G. do Norte, no mun.
de Papary.
FLORESTA. Log. do Estado das Alagbas, nos muns. de
Santa Luzia do Nurte e Porto de Pedras.
FLORESTA. Colonia do Estado do E. Santo, no mun. de
S. Matheus, fundada em novembro de 1876; sitiada em logar
saudavel. Sous terrenos sio uberrimcs o produzem caf6, man-
dioca, canna, milho e arroz. Tem uma esch. publ. de inst.
primaria.
FLORESTA. Pov. do Estado do E. Santo, no mun. tde
Guarapary. Ha urna outra localidade corn o mesmo nome no
mun. de Linhares.
FLORESTA. Pov. do Estado do Rio de Janeiro, no mun.
de Itaguaby, com uma esch. publ. do inst. prim. creada pela
Lei Prov. n. 1.988 de 1873.
FLORESTA. Log. do Estado do Rio de Janeiro, no mun.
de Cantagallo. Orago Santa Rita.
FLORESTA. Bairro do mun. do E. Santo do Pinhal, no
Estado de S. Paulo; com uma esch. publ. creada pela Lei
n. 101 de 24 de setembro de 1892.
FLORESTA. Bairro do mun. de S. Carlos do Pinhal, no
Estado de S. Paulo.
FLORESTA. Nome de um dos nucleos da colonial Octavio;
no Estado do ParanA.
FLORESTA. Arraial do mun. do Caratinga, no Estado de
Minas Geraes; corn uma esch. publ. de instr. prim. creada
pela Lei Prov. n. 3.593 de 29 de agosto de 1888.


FLORESTA. Estacgo da Companhia Paulista de Vias Fer-
reas e Fluviams, no ramal da Agua Vermelha da secgCo do
Rio Claro.
FLORESTA. Morro na ilha de Fernando de Noronha.
Em sen alto acha-se o cemiterio do presidio construido em
183 ; tern esse cemiterio uma pequena capella dedicada a
N. S. da Conceicgo, padlroeira dos sentenciadus e pelos memos
constritda.
FLORESTA. Serra do Estado do Rio de Janeiro, no mun.
de Cantagallo.
FLORESTA. Rio do Estado do Rio de Janeiro, all. do
Sant'Anna; no mun. de Vassouras.
FLORESTA. Corrego do Estado de Minas Geraes nasce
na fazenda do sea nome, banha a cidade de S. Josd d'Al1m
Parahyba e desagua no rio deste nome (Inf. loc.).
FLORESTA. Corrego do Estado de Minas Geraes : banha
o mun. da Leopoldina e desagaa na margem esq. do rio Pi-
rapetinga Grande. (Inf. loc.).
FLORESTAL. Pov. do Estado do Parani, no mun. de
Campina Grande.
FLORETE. Morro do Estado da Bahia, na freg. do Bom
Despacho.
FLORIANO. Ilha do Estado da Bahia, no mun. da Casa
Nova.
FLORIANO. Salto no rio S. Lourenco, no Estado de
Matto Grosso.
FLORIANO PEIXOTO. Uma das estacoes no prolon-
gamento da E. de F. de Baturiti, no Estado do Ceara, Foi
inaugurada em agosto de 1894. E' a estacdo de Jui.
FLORIANOS. Log. do Estado de S. Paulo, no mun. de
Queluz.
FLUVIAL. Uma das estaoees da E. de F. Musambinho;
no Estado de Minas Geraes.
FOCINHO DE BOI. Pontal no Estado de Pernambuco,
pouco ao S. do Recife, ao N. da barra das Candeias e um
quarto d' legoa da pov. da Venda Grande. A' pouca distancia
fica o hospicio da Piedacte callocado A beira mar e isolado.
FOCINHO DE CAO. Pedra bastante notavel pela sua con-
formadgo e altura, na Mantiqueira, mun. do Cruzeiro, Estado
de S. Paulo.
FOCINHO DE CAO. Extremidade de uma peninsula for-
mada pelo rio da Cachoeira on dos Ilhdos, no littoral do
Estado da Bahia.
FOCINHO DO CABO. Ponta saliente e mais meridional
da ilia do Cabo Frio, no Estado do Rio de Janeiro. Um pouco
f6ra existe uma large submarine. Ahi fica uma esiapao tele-
graphica maritima.
FOGAQA. Pequeno rio do Estado de Minas Geraes, aff. da
margem erq. do rio Andrequice, trib. do Parauna (Inf.loc.).
FOGAQA. Corrego do Estado de Goyaz, proximo do arraial
do Pilar de Ouro Fino e dos corregos da Cabrinha e do Forno
da Cal (Cunha Mattos).
FOGAQA. Lagoa do Estado de S. Paulo, no mun. de
Taubate.
FOGAQAS. Bairro na freg. de S. Antonio da Boa Vista,
no Estado de S. Paulo, graciosamente situado ao long do
ribeirao do Chiqueiro.
FOGAQAS. Rio do Estado do Rio de Janeiro, atravessa o
mun. de Mangaratiba e desagita na margem dir. do Batatal.
FOGAREIRO. Pov. do Estado do Ceara, no mun. de
Quixeramobim.
FOGO. Pequeno sitio na costa do Estado do R.G. do Norte,
na parte desse Estado comprehendida entire o cabo de S.Roque
ea ponta do Calcanhar. Proximo a elle desagua o riacho
do Fogo, em cuja foz existem muitas coroas.
FOGO. Serra do Estado do Parahyba da Norte,no mun. de
AlagSa do Monteiro.Dizem-nos constituir essa serra uma grande
mina de ferro.










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FOGO. Ilha no rio S. Francisco, entire Joaseiro ( Bahia) e
Petrolina (Pernambuco). Ha ahi um morro da mesma deno-
minagdo.
FOGO. Pequeno rio do Estado lo R. G. do Norte, banha o
mun. de Touros e desagua no Oceano.
FOGO. Lagba do Estado do R. G. do Notre, no mun. de
Touros.
FOGO. LagS do Est:ido do Rio de Janeiro, no canal do
Nogu'ira. Ahi termina a 3T seceao desse canal, a. qual comeca
na !agba Taquarussu, come a a -I que terminal no Brejo
Grande.
FOGUETRA. Sailta do rio Ivary, no Estado do Parana,
eUtra o salto dos Duls Pousos e umna cachoeira nio denominada.
FOGUEIRAS. Ponta no Estido do Para, na costa do
Oceano. ontre as Salinas e a ponta de Curuqc.
FOGUETEIRO. Serra do Estqdo de S Paulo, no miui. de
G!aIratingiieta.
FOJO. Ilha e Serra do Es[ado da Bahia, no man. da Barra
do Rio de Contas.
FOJOS. Log. dl Estado de Sergipe, no mun. de Japa-
ratuba.
FOJOS. Serra do Estado de Pernambuco, a 20 kils. de
Garanh uns.
FOLHA BRANCA. Log. do Estado de Pernambaico, no
mon. de Tacaratii.
FOLHA BRANCA. Serra do Estalo de Pernambno, na
cmn. de Tacaratii.
FOLHAQO. Riacho do Estalo do aranllho, banha o mun.
de Caxias e r.,une-se a,) riacho do S.icco. Em unma parte do
sea curso tem o nome de Bandeira.
FOLHADOS. Ribeirdo do Estado de Minas Geraes, afT. do
rio Dourados. que o 6 do Paranahyba.
FOLHA LARGA. Log. do Estado das Alagias, no Jun-
queiro.
FOLHA LARGA. Estacto da E. F. Bragantina, no Estado
de S. Paulo. D'ahi part uma estrada que vae a Santo Antonio
da Cachoeira.
FOLHA LARGA. Morro no mun. de Cananda, do Estado de
S. Paulo (Inf. loc.).
FOLHA LARGA. Corrego do Estado de Pernambuco, banha
o man. do Born Conselho e desagua no rio Balsamo, aff. do
Parahyba (Inf. loc.).
FOLHA LARGA. Rio do Estado de S. Paulo; desagua no
Mar Pequeno.
FOLHA LARGA. Lagba no mun. de Oliveira, do Estado
de Minas Geraes. Esti situada entire montanhas e tern cerca
de dous kils. de comprimento. DA origem ao rio da Boa Vista.
FOLHAS. Ilha pequena e deshabitada, mito proxima e a
SO. da de Paqueta, na bahia do Rio de -Janeiro (Fausto de
Souza).
FOLHETA. Rio do Estado de Minas Geraes; nasce na serra
da Ferrugem proximo a cidade da Conceicoo e desagua no rio
do Peixe abaixo da freg. de S. Domingos, ap6s um curso de
30 kils.
FOLHETA. Corrego do Estado de Goyaz ; vae para o rio
Pary (Cunha Mattos. Itin. Vol. I, p. 131 ).
FOLLES. Arroio do Estado do R. G. do Sal, nasce na serra
do Herval e desagua no rio Camaquan pela margem esq. junto
no Passo da Armnada.
FOME. Pov. do Estado de Minas Geraes, na freg. de Santa
Maria e termo de Itabira, coin rima esch. publ. de inst. prim.
para o sexo masculine, creada pela Lei Prov. n. 3.217 de 11 de
outubro de 1884.
FOME. Serra do Estado do Maranhio, no mun. de Lo-
reto.
FOME. Morro do Estado do Rio de Janeiro, na frog. do
Guapy-mirim. Tern grades plantadoes de mandioca.
FOME. Praia no mun. de Villa Bella do Estado de Sdo
Paulo.


FOME. Igarapd no mun. de Barreirinhas do Estado do Ma-
ranhao.
FOME. Riacho do Estado de Minas Gerams; desagua na
margem dir. do rioS. Francisco, no espago que media entire
a foz do rio Pacuhy e a do Paracatil.
FOME. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o mun.
do Curvello e desag:la na margem esq. do ribeirdo da Onqa,
trib. do rio das Velhas (Inf. loc.).
FONA : s. f. (S:rg.) especie de jogo, consistindo em um
prisma de madeira, alongado, que se atira ao ar; na queda, a
face superior, grosseiramente gravada, indica si o jogador per-
deu on ganhou (Jo.o Ribeiro ).
FONSECA. Log. do Estado de Pernambuco, no min. do
Bom Jardim.
FONSECA. Sulurbio da cidade de Nyteroi, no Estado
do Rio de Janeiro, ligada Aquella cidade por iina liiiha
de bonds. Tern umra esch. publ. dle inst. prim. creada pela
Lei Prov. n. 1.759 de 3) de novembro de 1872.
FONSECA. Log. do Estado de Minas Geraes, no mun. de
Alvimnopolis, sobre o rio Piracicaba, que ahi tem uma ponrte
Term iima esch. publ. de inst. prim. para o sexo masculine
creada pela Lei Prov. n. 2.310 de 11 de julho de 1876.
FONSECA. Serra do Estado do Ceara, na freg. da Ca-
choeira.
FG' Estado doCeara, no mun. de Igatti.
E' m,
FONSECA. Lagoa do Estado do R. G. do Norte, no mun.
de Toiiros (Inf. loc.).
FONSECA. Lagda do Estado de Pernambuco, na corn, do
Brejo, a margem do rio Ipojuca (Inf. loc.).
FONSECAS. Riacho do Estado de Bahia, aff. da margem
dir. do rio S. Francisco, entire as cachceiras do Cortume c do
Boi Velho.
FONTAINHAS. Serra do Estado do Parahyba do Norte, no
mun. de Cabaceiras.
FONTE. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na freg. de
Cordeiros do mun. de Nyterdi.
FONTE. Log. do Estado de S. Paulo, sobre o rio Jundiahy.
FONTE. Consideravel montanha que se estende da margem
do rio Una do Prelado at 6. barra do Ribeira de Iguape, no
Estado de S. Paulo.
FONTE B6A. Villa e mun. do Estado do Amazonas, ex-pa-
rochia do mun. de Teff6. Orago N. S. de Guadelupe e diocese de
Man.os. E' parochial antiga, tendo sido confirmada nessa cate-
goria pela Lei Prov. n. 92 de 6 de novembro de 1858. O art. I
da Lei Prov. n. 251 de 22 de abril de 1872 autorisou a trans-
ferencia da s6de dessa freg. para o logar denominado Bar-
rewras de Fonte Bda, con ervando a mesma invocacqo. Tem duas
eschs. pubis deinst. prim., creadas pelas Leis Provs. n. 45
de 15 de junho de 1855 e n. 281 de 25 de abril de 1871. Nella
tocam os vapores das linhas de Mandos a Iquitos (Perd) e de
Manaos a Marary, no rio Jurul. Foi elevada a villa pelo
Dec. n. 92 de 28 de marQo de 1891.
FONTE DA PRATA. Riacho do Estado da Bahia, ao N. da
freg. de Maricoabo.
FONTE DO MATTO. Arrabalde da fre-,. de S. Braz do
Suassuhy, termo de Entre Rios. Estado de Minas Geraes.
FONTE DO PASTO. *og. do Estado da Bahia, no mun.
de lbhambupe.
FONTE LO POVO. Corrego do Estado de Minas Geraes,
n- estrada da cidade de Campo Bello.
FONTE GRANDE. Log. do Estado das Alagoas, em Agua
Branca.
FONTE GRANDE. Morro na ilha da Victoria e Estado do
E. Santo.
FONTES. Log. no Estado de Pernambuco, no mun. da
Victoria.
FONTES. Ilha do Estado da Bahia, ao N. da do Bimbarra e
ni foz do rio Paramirim, cor uma legua de comprimento, alta,










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corn pequenas fazendas de coqueiros e rocas no lado meridional,
e um engenho do lado septentrional, cor bella casa de morar e
alambique; hoje lazareto de quarentenarios.
FONTINHA. Log. do Districto Federal, na freg. de
Iraji; con uma eschola.
FORA (Ponta de). No mun. de Paraty e Estado do Rio d3
Janeiro. Mouchez, alum della mancioni um pouco distant a
ponta Grossa. Na Carta de Conrado 16-se Ponta de F6ra ou
Ponta Grossa.
FORA. Lagba no man. de Cuiti do Estado do Parahyba
do Norte.
FORA. Ribeirdo do Estado de Minas Geraes. aff. da mar"
gem esq. do rio Paranahyba. Banha o mun. do Patrocinio.
(Inf. loc.).
FORAGIDAS. Ilha no mun. de Itatib: e Estado de S. Paulo'
no rio Atibaia.
FORCA. Morro do Est do do Ceara, no mun. de Ipaeir.s.
(Inf. loc.).
FORCA. Morro do Estado de Minas Gerams, no mun. da
Capital. Houve project de construir-se ahi um jardim public.
Denomina-se hoje morro da AboliqIo.
FORCA. Morro do Estado do Minas Geraes, na ci.lade d3
Barbacena. Proj'ctou-se ahi fintdar a penitenciaria, chodan-
do-se a langar a pedra fundamental -e.edo exceasiva a des-
peza pxra a consLrucao d) e liicio, I do "e' t..rI a
Esse morro hoje propriedado e umn L. o a quoe
ahi constraiu o predio rais elegant da cidade.
FORCA. Morro do Estado d3 Minas Geraes, no muln. do
Patrocinio. (Inf. loc.).
FORCA. Ilhota no sacco qjua fica na margem sul da bahia
do E. Santo, no Estado deste nome, entree as pontas denomi-
nadas Ucharia e Val das Eguas.
FORCA. Ribeirdo do Estado de Minas Geraes ; aff. do rio
Dourados, quo o 6 do Paranahyba.
FORCADO. Morro do Estado de Minas Geraes, na freg. da
Santo Antonio do Rio Acima, a SO (Inf. loc.).
FORCADO Corrego do Estado de Minas Geraes, no mun.
do Turvo.
FORMAQAO. Pov. do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Diamrentina; corn ua esch. p bl. de inst. prim.; creada
pela Lei Prov. n. 3.642 de 31 de agosto de 1888.
FORMAQAO. Ribeirdo do Estado de Minas Geraes; junta-
se corn o Dumbb e vae para o Jequitinhonha.
FORMATE. Pov. do Estado do E. Santo, no mun. do
Vianna, corn uma esch. publ. de inst. prim., creada]pela Lei
Prov. de 24 de maio de 1379.
FORMATE. Rio do Estado do E. Santo, nos limited da
freg. de Cariacica. Sobre elle escreveram-nos do Estado: aEste
rio (Formate), embora sob denominacSes diversas, estende sdu
curso entire os limited da freg. de Cariacica e os da villa de
Vianna, nasce no morro Matto Limpo dos sertdes daquella
freg., corts o morro Alegre (fazenda de Miguel de Souza) no
lade do Oeste da serra Roda d'Agua, toma aquelle nome,
perdendo entao o de rio dos Monos corn que comega, e chega ao
ponto propriamente Format, commemorative do appellido do
primeiro possuidor dessa paragem, um infeliz francez, que ha
50 annos, por contrariedades em sous emprehendimentos agri-
colas, suicidara-se com um tir e de pistola. rio Format
corre quasi sompre por considerave e ruidosas catadupas
desde sua nascente at6 o logar em q'ie toma esse nome ; en-
grossa suas aguas com a affluencia da p-queua cachoeira
. Paulo, que recebe este nome da serra por onde despenha-se,
e depois de percorrer umia soffrivel extensio corn aquella deno-
minac.o de Format, toma successivamente outras, indicativas
dos sitios per onde pass, c3mo aejam: Piapytanguy, Monguba,
Campo Novo, Piranema, Limio, Itaquiary, Canguend6, Tanque
e Fondao, indo desaguar no rio Jucd defronte do logar Cassaro-
quinha.) Diz o Dr. Costa Pereira que este rio 6 um dos forma-
dores do Santo Agostinho, trib. do rio do Marinho.
FORMIGA. Cidade e mun. do Estado de Minas Geraes,
sdde da com. do sea nome. 0 aspect desse mun. 4 geralmente
montanhoso, havendo em alguns poucos pontos morros mais


elevados e corn as encostas de rapidos declives; o mais commum,
por4m, sao extensas montanhas (espig6es) de suaves ondulacdes
cobertas de campos naturaes e de mattas. A area totel do
mun. podera ser de 4.600 kils. quadrados, dos quaos 1.100 de
mattas on terras de cullura e 3.500 de campos lavrados
e cobertos, fornecendo pingues pastagens, e que conveniente-
mente cultivados sao tambem muito productivos. As terras
de cultira, reunidas em maior porsgo, sao as da matta
denominada -dos Pains ou S. Miguel- a margem dir. do
rio S. Francisco, cuja Area 6 talvez superior a 800 kil3. qua-
drados.; o mais acha-se disperso em capoes mais on menos
extensos, quasi sempre nas cabeceiras a margins dos cuirsos
d'agua. Os terrenos sao geralmente de alltviao con eflo-
rencias de roehas de calcareo compact, greis, species d.,
granitos, chistos, diorites e industrias proprias para a indltstria
ceramic. Nota-so em different pontos do mun. cintas d,
diorites em decomposic:T fornecendo a terr l vermelha (mas-
sape) e ate arroxeada, afamada para a culture do cafe, man-
dioca e todo o genero de lavoura. Os terrenos do mun. ssn
geralmente de grande uberdad-, nto obstanle o rotineiro c
estragador process da lavoura A foice e a fogo. A matt
dos Pains, principalmente, terreno todo calcareo, 6 de uma
forca productive espantoss, a a par disso ter a descobert) tiio
grande quantidade de rocha calcarea compact. que pide
abastecer da melhor cal gorda tId) o min. por mntilos seculos,
faltando s6mente para isso o est.abelecimnnto de fabrics
aperfeiqoadas, servidas por algam ramal ferreo para a expor-
tacao do product. Ha tambem na mesa ma'ta, em grutas
naluraes, terra nitroa. quoe em 6pocas remotas, segundo a
tradicao e vestigios existent s, foi explorada corn proveit3 na
extrac;Co do salitre. E' rico o mun. emn madeiras para con-
struceao e marceneria, desde a celehre aroeira (a rocla vegetal
pela sua incrruptibilidade), jacaranda, balsamo, cedro, ipi,
peroba, sucupira, amoreira, etc. ata a elegant e fina violeta,
podendo-se contar nao menos de 40 varied ides, quasi todas em
abundancia. Os rios que atravessam e banlam o mun. sao os
seguintes: S. Francisco, q te nasce no planalto da serra da
Canastra, no mu i. de Piumhy e depois de um curso de cerca
de 480 kils. entra no mun. da Formiga e corta-o na direcqao
de SO. a NE.; o Rio Grande, que banha, em curta distancia,
pela margem dir. a extremidade SO. deste mun., pertencendo
ahi a margem esq. ao mun. de Dbres da B1a Esperanga : o
Lambary, que banha pela marg. dir. este mun., em curta
distancia, ate sua foz no rio Grande, servindo ahi de limited
entire este mun. e o de Campo Bello. A pequena extensio em
ue o rio Orande banha este mun., faz parts dos 183 kils.
trancamente navegaveis, havendo de facto ha annos, active
navegago nessa secao do rio. 0 Lambary e seu aff. Formiga
atd a confluencia do Pouso Alegre, A cerca de 22 kils. da
cidade da Formiga, presta-se a navegagio de pequenos barcos
mesmo na estagio secca, visto come a profundidade do canal
nunca 6 inferior a 0",9 e nao ha cachoeiras on quaesquer outros
embaragos serious mas ainda nao foi explorada para esse fim.
0 S. Francisco em toda a extensao, de cerca de 35 kils. em que
corta este mini. 6 francamenoe navegavel. Esta extensgo
acha-se comprehendida na secqao de mais de 200 kils., quo
esta sendo navegado por barcos de pequeno callado, entire os
ports di Mariquita, no mnn. de Piumhy, e de Andorinhai,
no mun. do Abaete. Alim destes rios d o miun. banhad, pelo
Sant'Anna, a, Foriga, Malta Cavallos, Tabud s, Pouso Alegre,
S. Miguel, S. Domingos e diversos outros. No mun. nao ha
serra propriamente dita. Ha alguns pequenos serrotes on
morros que sobresahem aos circumnvisinhos por maior altura.
encostas mais encarpadis e ordinariamenete pedregosas. A
notavel serra das Vertentes, tambem conhecida neste Estado
por Espigao Mestre. o divisor das aguas dos rios S. Francisco
e Grand, on antes das aguas do N. d is do S. on bacia do rio
ParanA, atravessa ease mun. na direcdo geral de E. a 0.
A lavoura mais commum e em maior escala 6 a do milho,
feijo, arroz,a mandioca, canna, seguindo-se ado cafe, algoddo,
Lumo, batatas, etc. A industrial mais important consisted em
engordar porcos e gado vaccum, e exporter aquelles emn p6 ou
reduzidos a toucinho, a estes somente em p6. A induetria
manufactureira limita-se a uria fabrics de chapeos, que produz
annualmente 12.000 chapdos e occupa 18 operarios constan-
temente. Aldm disso a pequena industrial de officios me-
cLnicos, sapateiros, ferreiros, marcineiros, selleiros, etc., e
sobretudo a de perfeitos tecidos de algoddo e de 1E feitos em
rocas e tears de mao -nas casas dos mais modestos lavra-
dores, que se vestem a suas families corn takes tecidos. Ja










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estA brn iniciada a industrial vinhateira, prosperando vanta-
josamente a uva. 0 clima do mun. 4 geralmente temperado e
salubre dando-se excepcionalmente o caso de, na estagco cal-
mosa, quando ha faltas de chuvas, tornar-se intenso o calor
e entao desenvolvem-se febres typhoides e principalmente
paludosas na part do mun. em contact corn os rios Grande e
S. Francisco, em cujas margens sao nos mezes de janeiro a
abril, Inuilo communs takes enfermidades, devidas aos miasmas
proprios dresses logares. Na cidade, s6de do mun.. a nao serem
algumas febres que excepcionalmente appareeem, as molestias
mais communes sao as do estomago, devidas, segundo opiniao
compitente, a m6 qualidade das aguas de que usa a pop.
Nao ha no mun. estradas de rodagem. Aquellas pelas qnaes
faz-se o transit de carrots de eixo movel, de tropas e viajantes
sao os imperteitos caminhos al)ertos pelos exploradores do
Estado e pelos actuaes habs., sando poucas vezes auxi-
liados pela municipalidade. As estradas de ferro que presen-
temente serve a esse mun. sio as do Oeste e do Rio
Verde, cuja estacio mais proxima 6 a dos Tres Cora6oes a 176
kils. Na cicdade existed a pequona capella do Rosario e a matriz
construida de engradameuto de aroeira, e paredes de pedra e
adobes ; 6 bastante espagosa, mas nao esta concluida. Tinha
em 1885 quatro officinas de alfaiate, duas de marceneiro,
quatro de carpinteiro, quatro de sapateiro, trees de ferreiro,
uma de chap6os e uma typographia em que se imprimia
o journal semanal 0 Democrata, em cujo n. 43 de 28 de marco
de 1886, encontra-se uma interessante noticia deste mun.
Orago S. Vicente Ferrer e diocese de Marianna. Foi creada
parochial pelo Dec. de 14 de julho de 1832; elevada a villa pela
Lei Prov. n. 134 de 16 de marco de 1839, send installada em
29 de setembro do mesmo anno; e 6 categoria de cidade pelade
n.880 de 6 de junlhode 1858.Tem cerca de 4.000 almas, quatro
eschs. publs. de inst. prim. e agencia do correio. O mun.
era em 1891 constit!fido pelas parochias de S. Vicente Ferrer,
N. S. do Carmo dos Arcos, N. S. da Abbadia do Porto Real
de S. Frmcisco e N. S. do Carmo de Pains e diversos
povs. taes come: Bom Jesus do Lambary, Cachoeirinba,
Corrego Fundo, Serrado, Baioes, Albertos e diversos outros.
Sobre suas divisas vide, centre on ras, a Lei Prov. n. 405 de
12 de outubro de 1848 ; n.472, de 31de maio de 1850; n. 533,
de 10 de outubro de 1851 (art. XIII); n. 1.099, de 7 de outubro
de 1860; n. 1.140, de 24 de setembro de 1862 ;ns. 1.203 e 1.204,
de 9 de agosto de 1864; n. 1.268, de 19 de dezembro de 1865
(art. X); n. 1.488, de 9 de julho de 1868; n. 1.890, de 15 de
jullo de 1872 (art. III); n. 2.001 de 14 de novembro de 1873
(art. IV) ; n. 2.392 de 13 de outubro de 1877. Foi clas3ificada
com. de segunda entr. por Acto de 22 de fevereiro de 1892.
No dia 1 de Janeiro de 1893 foi installada a Casa de Miseri-
cordia dessa cidade, a qual funeciona em edificio proprio,
doagdo de Francisco Theodoro Gontijo.
FORMIGA. Pov. do Estado da Bahia, no mun. da Barra
do Rio de Contas.
FORMIGA (S. Francisco Xavier da). Cor esta deno-
minaCao existio no Estado de Goyaz uma aldea fundada em
1750 pelos jesuitas e distant menos de 18 kils. da ald6a de
S. Jos6 do Duro. Era habitada pelos Chacriabi.s. Foi extinct
em consequencia de uma sublevacao que ahi rebentou contra
o destacamento, send os selvagens que escaparam da horrorosa
cacrnificin que entao se fez, espalhados por outras aldgas. No
dist. do Carmo, entao pertencente ao term do julgado do
Porto Real de Tocantins existio tima outra aldea tambem
cor a denominagio de Formiga. Cunha Mattos, que della d&
noticia, affirma nao ter entretanto encontrado vestigios de sua
existencia.
FORMIGA. Log. do Estado de S. Paulo, no mun. do
Bananal.
FORMIGA. Ilha do Estado do R. G. do Sul, no rio
Jaouhy. E' formada de terreno de alluviao e por seu baixo
nivel fica inundada nas altas aguas.
FORMIGA (Pontal da). Na serra do Araripe, no Estado
do Ceara, entra Assar6 e Brejo Secco.
FORMIGA. Serra do Estado do R. G. do Norte, no mun.
do Caic6 ; della nasce o riacho Jardim, aff. do rio S. Jos6,
que o 4 do Serid6.
FORMIGA. Serra do Estado da Bahia, no mun. da Barra
do Rio de Contas.


FORMIGA. Morro na freg, de Sant'Anna do Districto
Federal.
FORMIGA. Morro defronte da ponta de Itapoan; no Estado
do R. G. do Sul. Entre esses dous pontos desagua o rio
Guahyba na lag6a dos Patos.
FORMIGA. Ponta na costa occidental da lag6a dos Patos;
no Estado do R. G. do Sul.
FORMIGA. Rio do Estado da Bahia; vae para o rio de
Contas.
FORMIGA. Corrego do Estado de S. Paulo, aff. da margem
esq. do rio Mogy-giassd.
FORMIGA. Rio do Estado de Minas Geraes, desce da
encosta S. da serra das Vertentes, cerca de 18 kils. ao N. da
cidade da Formiga e desagua na margem dir. do Lambary,
aff. do rio Grande. Recebe o corrego da Cachoeirinha e os
rios Mata-Cavallos e Pouso Alegre.
FORMIGA. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. do
Pirapitinga, no mun. do Araxa.
FORMIGA. RibeirLo do Estado de Goyaz, centre Natividade
e Porto Nacional.
FORMIGA. Ribeirio do Estado de Goyaz, aff. da margem
esq. do rio Meia Ponte, aff. do Paranahyba. (Carta de Goyaz,
do Major Jardim).
FORMIGA. Corrente, cujas aguas engrossam o ribeirao da
Figueira, aff. do Paraguay, no Estado de Matto Grosso.
FORMIGA. Ribeirio, cujas aguas desembocam a dir. do
Nioac, entre a foz do Urumbeba e a do Estivado e abaixo da
corredeira do Cedro; no Estado de Matto Grosso.
FORMIGA. Lago do Estado do Amazonas, no mun. da
Villa Nova de Barreirinha.
FORMIGA DO TAQUARY. Bairro do mun. de S. Joio
Baptista do Rio Verde, no Estado de S. Paulo.
FORMIGAS. Antigo curator do mun. de Pouso Alegre no
Estado de Minas Geraes. Orago S. Jos6. Foi elevado a cate-
goria de parochia polo art. 19 da Lei Prov. n. 472 de 31 de
maio de 1850, que deu-lhe a denominag6o de freg. de S. Josd
do Paraiso. Vide Paraiso.
FORMIGUEIRO. Curato do mun. da Cachoeira, no Estado
do R. 0. do Sul. Orago S. Carlos e diocese de S. Pedro. Foi
creado pelo art. I da Lei Prov. n. 530 de 7 de abril de 1863.
FORMIGUEIRO. Riacho do Estado da Bahia, banha o mun.
de Santa Rita do Rio Preto e desagua na margem esq. do rio
deste nome (Inf. lee.).
FORMIGUEIRO. Pequeno rio do Estado da Bahia, rega o
mun. de Alcobaca e corre para o Itanhem on Itanhaem.
FORMIGUEIRO. Braeo do rio Taquary, no Estado de Matto
Grosso. 0 capitio Lobo d'Eca que o explorou, diz o seguinte
em uma noticia publicada no Diario Official de 2 de outubro
de 1863: ( Este braco do Taquary de 12 a 30 bragas de largura
offerece um bom fundo em grande part do seu curse suas
margens em part alagadas e cobertas abaixo de insigniicante
arvoredo mostravam que o nivel das aguas a pouco mais po-
deria subir, devido isso sem duvida a serem ellas represadas
pelas do Paraguay, visto come a estaai.o nao era propria para
apresentar tanto cabedal. Suas rapids e repetidas voltas, mor-
mente na part final do seu curse, sem o precise desenvolvi-
mento para embarcaCees que excedam de certo comprimento,
nada ainda seria si o rio se conservasse canalisado at6 a sua
origem no Paragnay; assim, por4m, nio acontecendo, nota-
se que a media que della se aproxima diminue o seu fund,
alarga urnm pouco mas, e termina per um espraiado de menos
de meia braea de profundidade, havendo antes apresentado o
bell fundo de duas a tres bragas ).
FORMIGUEIRO. Cachoeira do rio Pardo, aff. da margem
dir. do Paran., no Estado de Matto Grosso. Fica entire as
cachoeiras do Pared.o e das Pedras de Amolar.
FORMIGUINHA. Era tambem assim antigamente deno-
minada a pov., hoje cidade de S. Jose do Paraiso, no Estad'o
de Minas Geraes.
FORMIGUINHA. Pov. do Estado de Minas Geraes, na freg.
do Claudio,
17.868


FOR










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FORMIGUINHA. Rio du Estado de Minas Geraes ; atra-
vessa uma das extremidades da parochia da Abbadia do Pitan-
guy e desagua no rio Par&. E'formado pelos corregos do Barro,
Velludo, Mamonas, Arrudas e Retiro.
FORMIGUINHA. Ribeirio do Estado de Goyaz, aff. do rio
das Pedras, quo do rio Manoel Alves. Recebe os corregos
da Beata e as Cangas. Cunha Mattos, em seu Itin., diz
occidente do engenho das Cangas, e os caminhos que transitei
sao maito bonds, posto que tenham muitas pedras e ar6as
(Vol. II, p. 16). 0 ribeirao da Formig i:ha vae ao rio das
Pedras, que entra na margem dir. do Manoel Alves (Vol. I,
p. 256).
FORMOSA. Cidade e mun. da Estado de Goyaz, s6de da com.
do seu nome; a 0 da lagba Feia e na margem do Capimpuba
Era antigamente o arraial de Couros, elevado a categoria de
parochial pala Lei Prov. n. 4 de 22 de agosto de 1838. Villa
corn a denoninacgo de Formosa da IYmperatriz pela de n. I
de I de agosto de 1843; installada em 22 de fevereiro de 1844. Ci-
dade pela de n. 574 de 21 de junho de 1877. E' com. de primeira
entr. creada pela Lei Prov. n. 601 a 10 de jelho de 1879 e classifi-
cada pelo Dec. n. 8.188 de 9 de julho de 1881. Tem duas eschs.
publs. de instr. prim. Agencia do Correio. Sua ezreja matriz
tern a invocacio de N. S. da Conceiqio e depend da diocese de
Goyaz. 0 mun. al6m da parochial da cidade, comprehend
mais a de Santa Rosa, que Ihe foi incorporada pela Lei Prov.
n. 767 de 23 de outubro de 1886. Sobre suas divisas, vide, entire
outras, as Leis Provs. n. 13 de 9 de julho de 1849; n. 20 de
2 de agosto de 1852 ; n. 388 de 6 de setembro de 1866 (art. II);
n. 423 de 10 de novembro de 1868.
FORMOSA. Pov. e porto no rio Parnabyba, no mun. de Slo
Bernardc e Estado do Maranhbo.
FORMOSA. Log. na com. de Barras do Estado do Piauhy.
FORMOSA. Log do Estado do Piauhy, no mun. de S. Joao
do Piauhy.
FORMOSA. Pov. no mun. de Canguaretama, do Estado do
R. G. do Norte.
FORMOSA. Arraial do Estado da Bahia, A margem esq. do
rio Preto. com uma capella filial da matriz de Santa Rita do Rio
Preto, dedicada ao SS. Coracao de Jesus. Tern uma psch. publ.
creada pela Lei Prov. n. 2.357 de 31 de julho de 188e.
FORMOSA. Log. do Estadolda Bahia, no mun. dos Meiras.
FORMOSA. Log. e ribeirao do Estado de Matto Grosso, no
mun. da capital.
FORMOSA. Serra do Estado de S. Paulo. E' uma das rami-
ficacoes septentrionaes que sahem do grande braco da cordi-
lheira maritima, e que extrema o man. do Bananal do da villa
de S. Jos6 dos Barreiros.
FORMOSA. Ilha do Eslado do E. Santo. no rio Doce, junto
A ilha Grande, e em frente da sesmaria de Joio Baptista Pinto
de Almeida (Dice Geogr. do E. Santo).
FORMOSA. Ilha do Estado de S. Paulo, no mun. de Xiri-
rica, corn plantagoes de cafe.
FORMOSA Ponta na costa do Estado do R. G. do Norte,
aos 60 23'10' de Lit. S. e 8 5'24' de Long. E. do Rio de Ja-
neiro.
FORMOSA. Ponta no canal qne liga as aguas da Ribeira corn
as do Mar Pequeno, no Estado de S. Paulo. A curva do canal
h ahi mrnito fort e a corrente mui rapid. E' essa ponta cons-
tituida por um rochedo, sendo por isso indispensavel a maior
cautela para que o navio, que por ahi passe, nao vA de encontro
as pedras on sobre o binco que fica do lado opposto.
FORMOSA. Praia na margem sul da bahia do E. Santo,
centre a ponla de terra Val das Eguas e a da Cruz das
Almas.
FORMOSA. Praia 6 margem da Bahia do Rio de Janeiro,
na frog. de Sant'Anna do Dislricto Federal. E' percorrida
por uma linha de bonds: e 6 muita habitada. Estende-se da
ponte do Atterrado A praia de S.into Christo. Tern diversas
fabrics.
FORMOSA. Porto no rio Parnalhyba e Estado do Ma-
ranhao.


FORMOSA. Bahia na costa do Estado do R. G. do Norte,
estende-se dosde a ponta de Bacopary atW a da Pipa. E' bas-
tante funda e limpa, except em frente A barra do Cunhaoi,
onde 6 circulada de recipes muito proximos a costa. O pratico
Philippe diz : < Aquella ponta (a do Bacopary) 6 o extreme S.
da Bahia Formosa, onde estA o pov. deste nome, cujas
casas sao quasi todas cobertas de palha; aqui ha um anco-
radouro, e, apezar de soffrerem os navies alli ancorados
grades vagalhoes que os fazem jogar de BB. a EB., por ser
um pouco desabrigada dos ventos de fora, torna-se soffrivel.
Em frente a este ancoradouro ha uma especie de caldeira
pelo 0. da povoa;io, onde atracam escaleres, canvas e jan-
gadas *. Costa Pereira diz: e que esta bahia, vista do mar,
parece offerecer am commodo abrigo contra ou ventos de ESE.
ao NE. pelo S., todavia 6 desabrigada, cheia de muitas
pedras espalhadas e nLo di ancoradouro capaz, posto que em
alguns logares se encontrem quatro bracas de fundo w. Sgo
da mesma opiniao J. Purdv e Pimentel. Roussin, cin-
gindo-se is informaqces dos praticos diz: c qi:e 6 uma pequena
bahia, e qu, vista do mar, pareca offerecer abrigo contra os
sentos do ESE. ao NO. pelo S., mas que o fundo 6 cheio de
pedaCos de coral D. Esta ultima opiniao foi segiida por Norie
e Costa Almeida. Aquelle, pordm, accrescenta que o capitAo
Bartlett diz < que esta bahia e aberta para o NE. e abrigada
do S. ao SE., que seu fundo 6 de pedra e que todo o navio
que ahi ancorar deve fazel-o cor amarra de cabo. 0 anco-
radouro 6 defronte da pov. em sete braas de agua v.
J. Duarte diz : t( que esta bihia 6 um excellent* ancoradouro
para qualquer embarcaago, podendo dar-se fundo em qualquer
logar ; pormi o melhor 6 proximo a ponta do Sul on de
Bacopary o. Vital de Oliveira diz : ( Nao 6 a Bahia Formosa
um excellent ancoradouro e para isto basta nao ter nada
que a resguarde ou defend da vaga do largo que por ella
entra. Aberta para o mar desde o SE. para o N. por E., 6
abrigada unicamente dos ventos do SE. para o S., havendo
pordm sempre algum vagalhao dentro; coin os ventos do
SE. e SE., qua o mar quebra nas pedras da Ponta do Baco-
pary, fica no fundeadouro o mar desconcertado que castiga
bastante as amarras do navio. Este ancoradouro 6 em frente
e proximo A povoacao ou do pontal que chamam Fortinho e
nelle se encontra 32 a 40 palmos, lama muito brand,
e somente perto do recife, que vem de Cunha e das
pedras que orlam todos os pontas da bahia, 6 que se depara
com fundo de cascalho, coral e ls vezes pedra. Nao convdnl
estar ancorado muitos dias neste logar, pois a lama 6 tal,
que os ferros e as amarras se enterram consideravelmente, a
partir eslas na occasilo de suspender. Corn qualquer vento do
largo, torna-se este surgidouro purigoso, pois com o mar que
entra o navio da grandes arfadas. A communicacao corn a
terra s6 se pode fazer em um unico recanto do sacco depois
da pov., mas corn ventos do largo nem essa mesma se
p6de ter E' essa bahia tambem denominada Aretipicaba.
FORMOSA. E' assim denominada a part septentrional da
bahia em que desagua o rio S. Joio, no littoral do Esthdodo
Rio de Janeiro.
FORMOSA. Lagba do Estado do CearA, nas praias do Aca-
rahu, a L. da enseada de JericoAcoara. Tem maos de 18 kilte
de circumferencia e communica corn o mar. Tambem 6 deno-
minada Laga Grande.
FORMOSA. Lagba do Estado do Maranhflo, na freg. do
Birity (Inf. loc.).
FORMOSA. A seis kils. da villa do Brejo Grande. no Esta-
do da Bahia, estA situada uma notavel lagha, quasi lago,
tendo cerc. de tries kil. de comprimento e conhecida pelo nome
de lag6a Formosa. E' formada pelo rio do Brejo Grande.
FORMOSA. Lagba do Estado de S. Paulo, no mun. de
S. JoEo da Bla Vista.
FORMOSA. Lag5a do Estado de Goyaz, onde nascc o rio
Maranhao, depois Tocantins. E' forniada por quatro pequenas
lagbas unidas lumas As outras. E' tambem denominada Felix
da Costa. Em suas proxinidades grassam febres intermitlen-
tes. < A LagSt Formosa, diz o Dr. Mello Franco (Viagenm a
Com. da Palma, 1876), 6 mais geralmente considerada como
a cabeceira do rio Maranha.o. Dao-lhe alguns quatro leguas
do extensoio e meia de lar-gra, mas, na realidade, ella s6
tern uma legua de comprimento e um quarto de largura. e
fica 10 leguas distant de Couros, prolongando-se por um lin-


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dissimo buritysal que se vista ao occidente da estrada que
segue para Cavalcante >. Cunha Mattos di-lhe 12 leguas de
circumferencia.
FORMOSA. Lagoa do Estado do It G. do Sul, no mun. do
S. Joao Baptista do Camaquan. E' bastante larga e bastante
piscosa.
FORMOSA. Porto no rio Parnahyba e Estado do Ma-
ranhlo. Dista da embocadura do rio Santo Agostinho 55
kilometros.
FORMOSA. Cachoeira no Estado de Matto Grosso, no Pa-
ranatinga, uns 90 kils. abaixo do rio S. Verissimo. E' um
grande recife que atravessa o rio e ahi desce encachoeirado
por various canaes; adianto mnuitas ilhas do formosas praias,
formam um agradavel panorama.
FORMOSINHA. Ilha no bairro S. Francisco, centre Ara-
care e Piranhas, proxima das ilhas das Garqas e Lagba,
FORMOSO. Arraial do termo do Pomba e Estado de Minas
Geraes. Orogo N.S. da Conceicio. A Lei Prov. n. 3.442 de
28 de satembro de 1887 creou ahi um dist. de paz. Sobre suas
divisas vide : Lei Prov. n. 3.590 de 28 de agusto de 1888.
FORMOSO. Pov. do Estado de Minas Geraes, no term
de Paracati; cor uma esch. publ. de inst. prim., creada
polo art. I, I da Lei Prov. n. 3.038 de 20 do outubro
de 1882.
FORMOSO. Morro do Estado de S. Paulo eleva-se sobre
uma das ramificagdes da serra da Bocaina. Serve de divisa
entire os .nuns. do Bananal e S. Jose do Barreiro. (Lei Prov.
n. 17 de 4 de margo de 1842).
FORMOSO. Rio do Estado de Pernambuco, nasce no dist.
de Una, atravessa a cidade do Rio Formoso e lanQa-se no
Oceano quatro milbas ao N. do ibrte de Tamandare, aos 80
40' 12" de Lat. S. e SO 3' 18" de Long. E. do Rio de Je;neiro.
,< Em sia foz, que tem cerca de 550 metros de largura, merece
elle, sem duvida, o non e quo tem, e ainda com a oxtensao de
meia legua conserve um aspect agradavel; depois estreita
consideravelmente tornando-se muito secco, de sort que, quando
pass pela cidade, legua e meia acima da foz, diflicilmente e
navegado por barcacas e canoas ) (Vital de Oliveira). s Tem
oste rio fund e largura sufficientes para grades navios, mas
a sna barra nio corresponded a estas proporoes por ser uma
pequena aberta nos recifes qie a circular corn largura de 11
a 13 metros e quatro de profundidade, pelo que so admitted peque-
nas embarca.oes. Vae este rio comm inicar-se com o Serinhaem
por umn bra.o que part do logar denominado Porto da Pedra *.
< Em 1854 escrevia o director das obras publicas de Pernam-
buco : < 0 porto do Rio Formoso, em distancia de 18 leguas
ao S. desta capital, situado na margem dir. do rio do mesmo
nome, duas leguas acima da sia foz, 4 um dos mais impor-
tantes da provincia pela extcnsaio de seu commercio nao s6
corn a capital, como tambem comn today a comarca do meslmo
name. E' um porto accessivel s6mente A embarcacdos, que nco
exijana mats de cinco pls de agua, que 6 quanto ahi sobem as
mares, pois que no moment da baixa-mar fiea elle quasi todo
om secco, e todavia ahi conserve cincoenta e tantas barcaqas
empregadas no commercio. 0 Rio Formoso, desde a sna foz
and o logar denominado-Pedra de D. Ignez, na distancia de
1i de legua da cidade do Rio Formoso, tem bastante larglira e
conserve sempre profindidade sufficient para livre navegacAo
de embarcacoes de 200 toneladas, mas dahi para cima dimi-
nue extraordinariamente em largura e profundidad, a ponto
de nao poder ser navegavel sinao por barcacas e canoas em
mare cheia. E' neste logar denominado -Pedra de D. Ignez
- que devia ser situada a cidade do Rio Formoso, e como este
logar nio esteja a grande distancia, miii convenient seria
abrir-se uma boa estrada para a cidade, corn o que muito
ganhariam o commercio e o public, obtendo-se assim nmais
terreno para onde estender-se a cidade. Sua barra nao tem
grande profundidade, pordm offerece franca passage as em-
barcacoes, que nao demandarem mais de oito pes de agua,
e, 'azendo-se nella alguns trabalhos, poder-se-ho, obter maior
profindidade>.
FORMOSO. Rio do Estado do Rio de Janeiro, binha o
mun. de Rezende e desagua na margem meridional do rio
Parahyba do Sul. Recebe o Sesmarias. 0 coronel F. C. de
Campos (Obr. cit.) diz Sesmarias on Formoso.


FORMOSO Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. do
rio Kagado. E' atravessado pela Estrada de Ferro Uniao
Mineira.
FORMOSO. Rio do Estado de Minas Geraes, banha o dist.
do Taboleiro do mun. do Pomba. Nelle fazem barra s0
ribeir5es S. Domingos e Capivary.
FORMOSO. Ribeiro do Estado de Minas Geraes, banha o
mun. de S. Francisco e desagua no rio deste nome.
FORMOSO. Grande ribeirao do Estado de Matto Grosso,
desagoa a n margem esq. do rio Miranda trazendo comsigo as
aguas do Laudija, Roncador e Bonito.
FORMOSO. Um dos canaes em que se subdivide o rio
Taquary 60 a 90 kils. antes de desaguar no rio Paraguay; no
Estado de Matto Grosso (Pimenta Bueno).
FORMOSO. Ribeirio do Estado de Matto Grosso, aff. dir.
do Paranahyba.
FORNO. Pov. do Estado de Pernambuco, no mun. de
Ipojuca.
FORNO. Morro do Estado de Minas Geraes, na freg. do
Carmo da cidade do Prata.
FORNO (Enseada e Praia do). No mun. de Cabo Frio,
do Estadu do Rio de Janeiro. A enseada 4 o melhor abrigo
que se p6de encontrar nas immediaodes da ilha de Cabo
Frio.
FORNO. Igarapd do Estado do Para, no dist. do Conde.
FORNO. RiacEo do Estado do CearA, aff. do rio Conceico.
FORNO. Rio do Estado do R. G. do Sul, nasce na Serra
Geral e desagua na lagba do seu nome.
FORNO. Grande lagba dos Estados de Santa Catharina e
do R. G. do Sul, formada pelas aguas dos rios Forno e
Monteiro e arroio das Pacas. e situada A peq!:ena distancia
da antiga colonial S. Pedro de Alcantara. Tom 15 a 18 kils.
de perimetro e novel a 12 palmos de profundidade. O terreno
comprehendido entire as barras do rio Monteiro e arroio das
Pacas 4 devoluto e proprio para a cultural. i A lagoa do
Forno, que acha-se junto ao morro do mesmo nome, A distancia
de tres leguas a O. da freg. de S. Domingos das Torres,
apresenta em sen maior comprimento una extensao de tree
quartos de legua e um perimetro de dous e meio a trees. Seu
fundo varia de nove a 12 palmos. Acha-se completamente
coberta de agua-pls e outras plants aquaticas, que sao
fortemente enlaqadas e unidas, apresentando um grande emba-
rago a navegar.> Vide Monteiro e Pacas.
FORNO DA CAL. Log. na villa de Itamaracd, do Estado
de Pernambuco, a pouca distaneia e a O. de Olinda. En-
contra-se abi um calcareo branco e compact que occupa, uma
posiqio estratigraphicamente inferior is camadas de Olinda.
Os Srs. Freitas e Hartt colleccionaram ahi alguns fusseis,
principalmente gastoropodos e denies de tubarao. Neste logar,
Jeronymo de Albuquerq ue, cunhado do primeiro don;tario do
Pernambuco, funduu o primeiro engenho doEstado. Tom uma.
esch. pull. de inst. prim., creada pelo art. II da Lei Prov.
n. 1.362 de 8 do abril de 1879.
FORNO DA CAL. Corrego do Estado de Goyaz, na estrada
que segue do arraial de Ouro Fino, proximo do corrego do
Fogaga e do rio Uruhbi (Cunha Mattes).
FORNO GRANDE. Montanha ou antes pico elevado do
Estaodo do E. Santo, no mun. do Cachoeiro do Itapemirim.
Pertence a serra chamada do Centro on Castello e 6 assini
denominada por apresentar a forma de um forno.
FORNOS Ribeirao do Estado de Minas Geraes, banha o
arraial dos Leites.
FORQUETA. Arroio do Estado do R. G. do Sul, banha
o mnm. de Tiquary e desagua na margem dir. do rio Taquary,
que 4 trih. do Jacuhy. Nasce ni serra de Botucarahy, e banha
ao N. a colonial dos Conventos. Recebe o arroio Fan.
FORQUETA BRAVA. Arroio do Estado do R. G. do Sul,
afll. da margem dir. do rio Taquary, trib. do Jacuhy (Eleu-
therio Camirgo).
FORQUETA DAS PALMAS. Arroio do Estado do R. G. do
Sul. Origina-se na serra de Botucarahy e desagua na margem
occidental do rio Taq ary, abaixo do arroio Santa Rita.


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FORQUILHA. Parochia do Estado de Minas Geraes, no
mun. de Santa Rita de Cassia. Orago Divino Espirito Santo
e diocese de Goyaz. Simples dist. foi essa pov. incorporada
a freg. de S. Joao Baptista do Gloria e mun. do Piumby pela
Lei Prov. n. 1.193 de 5 de agosto de 1861. Tornou-se sede da
freg. do Desemboque pelo art. VIII da de n. 1.262 de 19 de
dezembro de 1865, essa disposicao foi pormn revogada pelo
art. VI da de n. 1.667 de f6 de setembro de 1870. Foi incor-
porada ao mun. do Sacramento pelo art. I da de n. 1.637 de
13 de setembro de 1870, e ao de Santa Rita de Cassia pelo
Dec. n. 21 de 26 de fevereiro de 1890. Creada parochial pela
Lei Prov de n. 1.782 de 22 de setembro de 1871. Sobre suas
divisas vide: Lei Prov. n. 472 de 31 de maio de 1850, art. II
da de n. 2.085 de 24 de dezembro de 1874. E' atravessada pela
estrada que da Uberaba e Sacramento vae A cidade de Passes.
Tern duas eschs. publs. de inst. prim. Dista 96 kils. do mun.
do Sacramento e 26 do de Santa Rita de Cassia.
FORQUILHA. Log. do Estado do Ceara, no mun. do
Pereiro.
FORQUILHA. Log. do Estado das Alagoas, nos muns. de
Paulo Affonso e Pio de Assucar.
FORQUILHA. Bairro do Estado de S. Paulo; no mun. de
Lavrinhas.
FORQUILHA. Pov. do Estado de Santa Catharina, no
mun. da Lagnna.
FORQUILHA. Pov. do Estado de Minas Geraes,na freg. do
Espirito Santo do Giarara6. Lavoura de cafe.
FORQUILHA. Log. da margem do Coxip6-mirim, seis ou
seto legoas acima da sua foz, onde em 1719 arraiaram-se
Paschoal Moreira Cabral e seas companheiros. Alli acharam
grande cabedal de granitos de ouro cravados no barranco do
rio, que cavavam corn as maos, poisnAo tinham instruments
de mineracQo. Levantaram em 1721 uma egreja sob a invo-
cagfo de N. S. da Penha de Franca. 0 rico descoberto do ouro,
no logar onde est6 a cidade de Cuiyaba, fe, abandonar em
1722 o novo arraial do qual jA nao restam vestigios; no Estado
de Matto Grosso (B. de Melgago ).
FORQUILHA. Estabelecimento rural um pouco acima da
confliencia do Nioac corn o Miranda, sobre a margem dir.,
no Estado de Matto Grosso (B. de Melgago).
FORQUILHA. Uma das estacoes da E. de F. Santa Isabel
do Rio Preta, no Estado do Rio de Janeiro, entire as estacoes
da Cruz e Joaquim Mattoso.
FORQUILHA. Serra do Estado do R. G. do Norts, no
mun. de Caico.
FORQUILHA. Serra do Estado das Alagoas. a O. de Qui-
tunde e ao S. da serra Mariquita.
FORQUILHA. Serra do Estado de S. Paulo, no mun. de
Ubatuba (Inf. loc.).
FORQUILHA. Morro do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Campo Bello.
FORQUILHA. Ilha no rio S. Francisco, proxima a
cachoeira de Paulo Affonso.
FORQUILHA. Riacho do Estado do Maranhao, banha o
mun. de S. Bernardo e desagua no riacho Burity.
FORQUILHA. Riacho do Estado do CearA, banha o mun.
do Pereiro e desagua no Thom6 Vieira.
FORQUILHA. Riacho do Estado do CearA, aft. da margeem
dir. do rio da Cruz, trib. do JucA, que o 6 do Jaguaribe.
FORQUILHA. Rio do Estado do CearA, banha o mun. de
Ipueiras e desagua no JatobA.
FORQUILHA. Pequeno rio do Estado do R. G. do Norte,
no mun. de Angicos.
FORQUILHA. Riacho do Estado de Sergipe, desagua no
rio S. Francisco, abaixo de Piranhas.
FORQUILHA. Riacho do Estado da Bahia: desagua no
S. Francisco, proximo A cachoeira de Paulo Affonso. E' tam-
bem denominado Seriema.
FORQUILHA. Rio do Estado de S. Paulo, banha o mun.
de Iguape e desagua no Una d'Ald6a.


FORQUILHA. Rio do Estado de S. Paulo, no mun. de
S. Joao Baptista do Rio Verde.
FORQUILHA. Rio que desagua na margem esq. do Mam-
pituba, nas divisas dos Estados de Santa Chatharina e R. G.
do Sul.
FORQUILHA. Ribeirao do Estado de Santa Catharina,
proximo do rio Biguassti, de cujas aguas 6 separado pelo
morro da Demanda. Nasce ness? morro, corre deN. a S. corn
pequenas vollas c desagua no rio Maruhy ou Imaruhy coin
um curso do tres kils. E' navegavel per meio de canvas em
mais de 200 braQas por" falta de limpeza no resto. Receb3 o
Potecas.
FORQUILHA. Ribeirao do Estado de Santa Catharina,
nasce no morro das Antas ou do Ega, a seis kils. ao NO de
Therezopolis, corre a SE e desagua no rio Cubatito, pouco
acima da part desse rio conhecida pelo nome de Pogo Fundo,
onde alias passa-se a vau excepto quando ha enchente) para
ir as Caldas da Imperatriz. E' formado por dous braces, que
vistos do alto de um morro, apresentam a forma de nma for-
quilha.
FORQUILHA. Arroio do Estado do R. G. do Sul, aff.
do rio dos Sinos.
FORQUILHA. Arroio do Estado do R. G. do Sal. aff. da
margem esq. do rio Urug'ay, acima da foz do rio Ligeiro.
FORQU[LHA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, ba-
nha o mun. de Barbacena e reune se ao Brejafiba.
FORQUILHA. Rio do Estado de Minas Geraes. nasco na
Mantiqueira, banha a freg. da Bocaina e desagua no rio
Preto, na fazenda do Carvalho.
FORQUILHA. Ribeirio do Estado de Minas Garaes ; nasce
nos altos da fazenda da Chapada, banha a freg. do Bom Des-
pacho e desagua no ribaireo dos Machados, af'. do S. Fran-
cisco. Recebe o Doce (Inf. loc.).
FORQUILHA. Corrego do Estado de Minas Geraes, reune-
so ao ribeirao do Cunha. Corre nas divisas da freo. do Campo
Bello.
FORQUILHA. Corrego do Estado de Goyaz, banha o muni.
de Santa Luzia e desagua na margem dir. do rio Corunmbi
(Inf. loc.). Do mesmo mun. nos fazem mencao de um outro
corrego Forquilha, aff. da margem dir. do ribeirao Vermelho;
de unm outro aff. da margem dir. do rio das Areas ; e d'. umn
outra aff. da esq. do ribeirao Santa Maria. Cunha Mattes,
em seu Itin. faz mencao de um corrego desse nome, aff, do
Buritysal, que o d do Corumbi.
FORQUILHA. Corrego do Estado de Goyaz, junta-se ao
corrego do Chrispim ou Fundo e reunidos vao desaguar na
margem esq. do rio Vermelho, aff. do das Almas, quoe o 6 do
Maranhao.
FORQUILHA. Ribairao do Estado de Goyaz, aff. do rio
Capivary, que o 6 do CorumbA (Cunha Mattos).
FORQUILHA. Ha no Estado de Matto Grosso dons ribei-
roes desse nome que atravessam o camiaho de CuyabA a Dia-
mantino e entram na margem esq. do Coyabi (B. de Melgago).
o Forquilha. E' um ribeirao cuj t corrents vae ter a margem
esq. do CuyabA, 20 kils. abaixo da freg. do Rosario. entire
os ribeirdes do Salles e do Engenho. E' tambem denominado
rio do Silvestre.- Forquilha. Outro aff. do mesmo rio e A
mesma margem, nove kils. abaixo do rio do Guactirysal. e
acima do riacho do Bahu ) (Dr. S. da Fonseaa Dice. cit.).
FORQUILHA. Nome por que 6 conhecida a confluencia do
Nioac, no Miranda; no Estado de Matto Grosso (Dr. S. da
Fonseca. Dice. cit.).
FURQUILHA. Ribeirao do Estado de Matto Grosso, aff.
dir. do Paraguay, 18 kils. abaixo do rio dos Bugres. E' tam-
hem chamado Branco. Preto, Verde, Vermelho e amnda Pirahy.
(Dr. S. da Fonseca. Dice. cit.)
FORQUILHA. Corrego do Estado de MAet Grosso, na
estrada para Goyaz, entree o TaquaralPequenoe o e Jatobasiho.
(Dr. S. da Fonseca. Dice. cit.)
FORQUILHA. Vide Coxi p do Ouro.
FORQUILHA. Cachoeira no rio S. Francisco, entire Paulo
Affonso e Piranhas.


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FORQUILHADA. Ilha do Estado do Parana, na bahia de
Paranagat.
FORQUILHAS. Corrego do Estado de Matto Grosso, no
alto do Araxa da serra da Agua Branca. Atravessa a estrada
de CuyabA a Goyaz entire os corregos da Pontinha a do Curral
de Varas. (Dr. S. da Fonseca. Dice. cit.)
FORQUIM. Parochia do Estado de Minas Geraes, no mun.
e diocese de Marianna. Orago Senhor Bom Jesus. Tern duas
eschs. pubis. de inst. prim. uma das quaes creada pela Lei
Prov. n. 2.479 de 9 de novembro de 1878. Agencia do correio
Foi creada parochia pala Provisio de 16 de fevereiro de 1871
e de 1724 (Mons. Pizarro). Sobre suas divisas vide o art. III
da Lei Proy. n. 2.906 de 23 de setembro de 1882 ; n. 3.303
de 27 de agosto de 1885. Informou-nos o p-dre Francisco Jos6
Martins da Silva, vigario dessa frog. o seguinte: ( A freg. de
Forquim 6 montonhosa ; situada a sete leguas da serra de
Itacolomi, 6 atravessada pelas ramificacdes desta serra. Ao
N. e ao S. o seu territorio 6 coberto de extensas pastagens
proprias para a criacao de gados, e a E. e 0. encontrami-se
extensas matias virgens e capueiras terras ferteis e de cal-
tira. E' atravessada pelos rios do Carmo, aff. do Piranga,
Gualaxos do Norte e do Sul, afls. do Carmo. Nenhim melho-
ramento ha tide a lavoura desta freg. a cultural da terra 6
feita ainda pela rotina antiga. Os gzneros que se cultivam
em maior ab indancia e que constituem a sua riqueza, sao: a
canna de assucar, o caf6, milho, feijlo, arroz e fumo; em
pequena escala mandioca, card, batatas, etc. A criaciio de
gados vaccum, cavallar, muar e lanigero 6 muito diminuta
apezar de have grande pastagens, contam-se, comtudo, sete
retires de criar. A criacao do gado suino e a que se conserve
em maior escala. A inlustria fahril limita-se a objects de
consume interno : queijs, velas de cAra, de sebo, sabio, goia-
bada, farina de mandioca e de milho, assucar, rapaduras,
vinh), eoc. Tenm um engenho de pilar card, 14 de ferro de moer
canna e qutro de serrar madeiras, todos movidos por agua; 20
engenhos, de madeira, de moer canna e dous de pilar caf6,
movidos por animaes; tres fabrics de fumo, urna de velas
de cera, uma loja de marceneiro, seis lojas de ourives, duas
de ferreiro, quatro de sapateiro, tres de alfaiate, duas de
florist e uma de fogueteiro. Sou commercio 4 active com a
capital da prove. e corn a cidade de Marianna. AlBm das
minas do Descoberto tem.se encontrado ouro em quantidade na
cachoeira do Fundao e na do Gemido, ambas no rio Carmo;
porem tanlo as minas como estas o:tras lavras acham-se
abandonadas por falta de companhias que continue a explo-
rago. A s6do da freg. tern uma boa e rica matriz. um cemi-
terio corn unia capella, duas eschs, publs. uma aula de music,
umna agencia do correio, etc. A pop. da freg. 6 de 2.435 habs.
0 primeiro hab. deste arraial do Forquim foi um fazen-
'deiro cliamado Forquim, que, corn a descoberta do ouro, foi
vendndo terrenos aos exploradores pira edilicacdo de casas,
tendo assim principio o arraial. 0 clima e saudavel, tempe-
rado e brando. Comprehende os povs. : Arraial Novo, Santo
Antonio das Pedras, Goiabeiras, Paraizo, Palmeiras, Fer-
nandes, Gairrixa, Pinduca, Corrego o Santiago.c Sobre suas
divisas vide ainda a Li Prov. n. 1.939 de 14 de novembro
de 1873 (art. XII).
FORRA SEMANAS. Vide Rosa (Santa).
FORRIEL PIRES. Correoo do Estado de Matto Grosso, no
mun. de Miranda.
FORROS. eov. do Estado do Rio de Janeiro, na freg. de
Jacarehy. E' assim denominada pela residencia de grande
numero de individuos, que, em epoca ja muito remota, foram
por generosiidade de um senhor desconhecido, libertados;
sendo por elles rnpartidas as terras dessa localidade. Ha
nessa freg. urma ponta da mesma denomina:ao.
FORROS. Serra do Districto Federal. na freg. do Engenho
Novo. 'E cmninutcao da serra do Matheus. Denomma-se
tambem Pretos Forros.
FORTALEZA. Cidade capital do Estado do Ceard, situada,
segundo o Dr. Capanema, president que foi da sectao astro-
nomica da commissio scientific organisada no anno de 1859.
em 30 4236" de lat. S. e 380 2'54" de long. Occ. de Greenw.;
segundo o senador-Pompen em 30 42'58" at. S. e 380 37' 3"
de long. Occ.. e segundo o Dr. Jns6 Porpeu Cavalcanti em 30
43' 36" de lat. S. e40 39'11" de long. Occ. do Rio de Janeiro: em
uma planicie a beira-mar distantemais de seis kils. da ponta


de Mucuripe. Uma part se estende pela praia f6ra, a outra
galga suave collina em frente, nbo long do porto, e assenta
em piano egual, immense, a perder de \ista em uma altitude
media de 17m,5. A' excepaio de pequeno defeito do alinhamento
no trecho onde se acha a rua Senna Madureira, defeito de edi-
ficag5o dos tempos coloniaes, a Area media da cidade, aid onde
tern chegado a construccao alinhada pela camera municipal,
contdm cinco kils. quadrados e 985.000 metros idem, occupa-
dos por 34 roas que se dirigem proximamente de norte a sul, e
27 de nascent a poente, todos paralle'as, hem alinhadas, corn
13m.33 de largura, formando quadras, cuja regularidade Ihes
imprime certo ar de elegancia e harmonia. Aldm destas tern
ainda trees boulevards, denominades da Conceigao, do Duque de
Caxias e do Imp-irador, corn 22m,22 de largura, verdadeiros
ventiladores da cidade, que a circumdam pelo lado de Leste,
Sul e Oeste, e concorrempoderosamente para sua reconhecida
salubridade. E' atravessada pelo arroio Pajehti, em cljas nas-
cencas s' acha pequeno reservatorio de paredes de alvenaria,
que accumula porgqo d'agua para serventia dos habs. da
circumvisinhanga, e no seu curso para o mar, onde se langa,
alimenta diversos sitios, todos gnarlJados por excellentes pre-
dios, e divide a cidade em duais parties districts, send a do
nascente A margem dir. denominada Outeiro. Muitas das suas
ruas sao empadradas, e as casas em grande parte de agradavel
construccao, corn sins frentes elevadas sobre as quaes corbam
elegantes cornijas, sao bizarramente pintadas de crest alegres,
que attrahem a sympathia dos visitantes, aldm da snavidade A
vista pela modificanio da grande luz do sol em local quasi sob
o equador. Tern 14 pragas, a1gumas convenientemente arbori-
sadas, entire as quaes a do Marquez do Herval, do Conselheiro
Jns6 de Alencar, dos Voluntarios da Patria, do Visconde de
Pelotas, do Dr. Caio Prado, o Parque da Liberdade comn o seu
bello jardim, seu lago perenne, seu esbslto e ligeiro pavilh.o,
erguido do meio das aguas, e a praca do Ferreira, em cujos
angulos campeiam vistosos kiosques, logares de recreiaio e de
cafes. Sobre todas 6 a mais notavel a dos lMartyres, occupada
hoje pelo Passeio Publico, na face sptentrional da cidade e no
cimo da collina, done se descortina a vista sempre agrada-
vel. sempre nova do Oceano a perder-so de vista nas extremes
do horisonte. Cercado de grades de ferro, a sombra das gran-
des arvores, os caprichosos alegretes matisados de variadas flo-
res, os grupos de palmeiras, as pequenas ruas de myrtacias por
entire as quaes sobresahem as estatuas brancas das deusas do
Olympo ao lado de phantasticos pavilho6s tornam, este logar
concorrido e altrahente, principalmente nas noites das quin-
tas-feiras e domingos, em que a populac.o da capital sem dis-
tincqao de classes ou condiCao vem ahi recreiar-se na mais in-
tima cordialidad'. 0 Passeio se prolong ainda em 20 piano no
meio da collina, para o qual se desce por umra escada central,
e do mesmo mode deste para o 30 piano na praia ao nivel do
mar. Ambos sao revestidos de arvores de sombri, de muitas
flores e de diversos grupos de diversas palmeiras. A cidade
desenvolve-se principalmente para o lado do S. e 0. Segundo o
ultimo lancamento para a cobranQa da decima urbana conta
6.154 predios de tijolos alinhados, entire estes algns sobrados,
send notavel a preferencia dos habs. pelas casas assobra-
dadas; e ftra do alinhamento para mais de 8.000 casas cober-
tas de palha. Sua temperature media 6 de 260,7 centigrados a
sombra, e 353,8 ao sol; a media do estado hygrometrico 76,5
(hygrometro de Saussure) variando entire os limits de 55 e
100; pressao atmosplherica, no maximo 768,2, no minimo, 762,8.
E' illaminada a gaz hydrogenio carbonado ldede 17 de setem-
bro de 1867 pelo contract feito comn a Ceardci Gaz Company, li-
mited em 16 de janeiro de 1864. Conta 1.6)7 combustores, e 6
sem duvida a illuminacao nesse genero mais bella do paiz. ja
pela f6rma dos combustores, ji pela proximidade dos mesmos.
Ainda no anno de 1894, em virtue do contract celebrado corn
a camera municipal em 5 de novembro de 1893, deve comecar a
illiminaqio a luz elctrica nos estabelecimentos e aposentos
particularaes. A cidade divide-se em duas freguezias, servindo
de limit entire uma e outra a run Formosa en todo o sea pro-
longamento, de mode que a part esq. della pelo nascent
pertence a de S. Jose, a da dir. pelo poente a de S. Luiz. A
pop. das duas parochias segundo o recenseamento muito
deficient de 1890, monta a 35.065 habs. E' servida interns-
mente pela E. de F. de Baturit6, comeeada em 20 de janeiro de
1872, que a pes em communicap8o corn diversas cidades, villas e
povs. do centre na distaacia de 262 kils.; e no exterior pelas
companhias inglezasBooth Steam Ship Company, limited a Red
Cross Line of Mail Steamers, que mandam directamente cada


FOR










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uma dois vapores por mez ao porto da Fortaleza, a primeira
desde 6 de abril de 1866 e a segunda de 12 de junho de 1869. A
navegagio costeira 6 feita pelo Lloyd Brazileiro, cujos vapores
fazem oito a nove viagens per mez ao mesmo porto por forga
de contract de 13 de outubro de 1890, que regularisou o serving
daquella companhia; e ainda pelas companhias Pernambucana
e Maranhense, qua fazem vir mensalmente cada lma dois va-
pores ao referido porto. Ambas estas compn:hias ja foram suh-
vencionadas por este Estado, aquella com 10:000$ annaaes e
esta corn 8:0000. idem, durante 20 annos. Uma companhia de
tramways, denominada Ferro Carril d) Ceard, inaugurada a 7
de junho de 1879, e que conta actialment3 11.527 metros cor-
rentes de linha em trafego, serve a diversos pontos da cidade e
arrabaldes. Communica-se cor o norte e sul da Uniio e corn a
Europa por meio do Telegrapho Nacional, que funccionadesde
17 de fevereiro de 1878. A euipreza telephonica, q ie na data da
sua fundaqco, a 10 de setembro de 1891, comeqou corn 60 assi-
gnantes, desenvolve-se de modo admiravel e dispoe j6 de 201
apparelhos, ligados por 20) linhas areas, que estendem 242 kils.
de fio telephonico sore 268 postes de madeira. Proximamamente
se prendera a sua rede A poetica villa da Porangaba,a 7k,20'm de
distancia da estacao central da empreza. Seu porto, que come-
cou a ser construido em 10 de agosto de 1886 pelo piano do en-
genheiro J. Hawschaw, pela empreza ingleza Ceard Harbour
Corporation, limited, A qual concede o governor geral garantia
de jurors sobre o capital de 2.500 contos, que foi elevado a 4.000
contos, ja conclliu e fez entrega do magestose predio da alfan-
dega, feito de pedra e cimento, e nelle ji funcciona aquolla
reparticao federal desde o 1o de abril de 1893, e se esforqa
para entregar os 610 metros de quebramar do seu contract,
que constitute a ponte de embarque e desembarque e garante a
excellencia do porto da Fortaleza. Os seus edificios mais nota-
veis sao : o Palacio do Gorcrno, havido desde os tempos colo-
niaes e ha pouco reformado e melhorado, com frente para a
rua Senna Madureira e vista para a praca do general Tiburcio,
ornamentada coin a estatna do glorioso soldado, talhada em"
bronze sobre elevado pedestal de granite do Estado. Palacio
do Congress Estadoal, amplo eldiicio corn dois pavimentos,
soberba fachada e entrada nobre, cue occupy today a face m?-
ridional da praga do Conselheiro Jose de Alencar. Comecado
or autorisaio.a do Titulo VII da Lei n. 641 de 31 de dezem-
ro de 1853, foi inaugurado em 1871. Bibliotheca Publica,
alteroso edificio, concluido em janeiro do anno de 1894. Ins-
tallada em 25 de marco de 1867, possue actualmente 10.392
volumes, dos quaes 5.398 encadernados e 4.994 brochuras.
Assigna diversas revistas estrangeiras e possue alguns livros
de inestimavel valor. Lyeu, inaugurado em 15 de marco do
anno de 1894, edilicio de primeira ordem pela elegancia de
sua frontaria e espaCosos compartimenlos. Acha-se situado
ao lado oriental da preaa dos Voluntarios da Patria. 0 presi-
dente do Eslado, Dr. Josd Freire Bezerril Fontenelle refor-
mou-o pelo Regulamento de 21 de marco ultimo, que distribuiut
o ensino das sciencias e lettras em 20 cadeiras, repartidas em
sete annos de cursor, findos os quaes o candidate que obtiver
dois terqos de approvaqces plenas Ihe sera conferido o titulo
de baclarel em lettras. As cadeiras constam de seis linguas
e de sciencias naturaes, physical e mathematical. Escola Nor-
mnal, situada no angalo esquerdo da face meridional da praca
do Marqiez do Herval, attrahe por sua architecture simple,
ligeira e elegante. Consta de dois pavimentos, corn boas accom-
modaqdese foi inaugurada a 22 de marco de 1884. Destina-se a
former professors para as eschs. pubis. primaries do Estado. Seu
regimen o externato commum a ambos os sexos. 0 curso de estu-
dos comp:ehende: tim curso de um anno, e um normal de tres
annos. Ensina d iversas linguas, elements de diversas sciencias e
artes liberaes, e os alumnos que completam o curso, se lhes
da diploma de habilitacio para o magisterio, Quartel do Ba-
talh'o de Seguranga, no outro angulo da face da mesma
praca, que comegou a funccionar de 1o de janeiro de 1893,
ter du is alas de aposentos de um e outro lIado para os sol-
dados e a repartigio da Secretoria no centre. Esta bem col-
locado e dispae das condicies indispensaveis a uma reparti-
cIo militar,Qutartel do I 1o Batalhlo de Infantaria, comecado
pelo capitfo-m6r, Antonio Jose Victoriano Borges da Fon-
seca, ao tempo de sua administration, em terreno do padre
Jos6 Rodrigues, donor da fazeada Soledade (Sours), que o offe-
receu ao governor, de pequeno rectangulo corn paredes lateraes
simples, sem ports exteriores e janellas externas, cont o tecto
muito baivo e capacidade apenas para aquartelar quatro compa-
nhias, foi-se alterando e melhorando atd que transformou-sa


em o grande predio de sobrado, que occupa uma quadra,
fazendo frents para a rua Senna Maduraira, rua da Miseri-
cordia, praca dos Martyres, e palo lado do norte para a
fortaleza que lhe 6 inherent por esse lado, a qual teve
principio em 12 de outubro de 1812, polo governador Manoel
Ignacio de Sampaio, sob a direce~o do engenheiro Antonio
Josd da Silva Paulet, no mesmo sitio onde havia uma bacteria
existent- desde os tempos coloniaes, send considerada armada
e de 2a ordem p3lo Aviho-circular do ministerio da guerra
n. 53 de 14 de fevereiro de 1857, ordem do dia do quartel
general de 21 do mesmo mez e anno. Esta a Central da
Eqtrada de Ferro die Baturitd. situada ao lado norte da
praga Castro Carreira, foi iniciada sua construcco sob o
piano e vistas do engenheiro Henrique Foglare em 1879 e
concluida em 9 de junho de 1880. Obedece este edilicio em
todas as suas dependencias as regras architectonicas, perten-
cente todo elle a ordem dorica romana, tendo em seu enta-
blamento ornatos em fdrma denticular e consdrva as suas
metopas cor a maior singelleza. Entre oa edilicios da For-
taleza 6 um dos mais lindos por sua f6r na e elegancia.
Thesour) do Estado, foi adquirido por compra em 1821 ao
portuguez Jose Antonio Machado e pelos constantes reparos
que tern soffrido, tornou-se um magnifico edificio, onds func-
ciona com as precisas commodidades a Scretaria de Fazenda.
Esta collocado a rua Sanna Maduraira entire a praca do Dr.
Caio Prado e a praqa do Quartel. Pago da c Mnicipalidade,
na face septentrional, lado esquerdo da praca do Ferreira.
com salGes apropriados sua repartigao, As sess6es do Jury e
salad das auliencias publicas. comegou por peqneno predio
no tempo da capitania, destinado egualmente a cadeia do
crime, e retirada esta paraoutra part da cidade em 1854
passou por varias moditicac5es e tornou-se um excellent edi-
ficio. yobre a cornija ergue-se pequena torre onde se acha o
relogio regulador dos servings da cidade, cujo mostrador flea
para o lado da rua di Boa Vis!a. Eschola Militar, edificio
construido A praga de Benjamin Constant. lado do norte,
part. por donativos particulares, part A expenses do The-
souro Nacional, e que devia servir de Asylo de Mendicidade
para o que f6ra entregue ao Exm bispa diocesano em virlude
da Lei n. 2.152 de 10 de agosto de 1889 e Ordemi da Presi-
dencia em officio n. 3.843 do mesmo maz e anno ; por Dec.
n. 4 de 25 de fevereiro de 1890 foi revogada aquella Lei e
post o predio a cargo do Thesouro do Estado, ate que em
10 de maio do 1833 mandou o govern) aproveital-o para a
eschola military que naquella data tomou posse. De singella
edificag~o, recommnnda-se no entanto por suas grandes pro-
porgaes. Santa Case cra Miseric.rdia, que occupa a quadra
sita entire a praga dos Martyres, ruas da Misericordia e Sena-
dor Pompeu e con o lado norte para o mar ; 6 um dos mais
notaveis edificios da Fortaleza per sua extensi.o, asseio e
destiny. Comecado por virtudedo Regulamento n. 22 de 10
de satembro dc 1847, que fez baixar o vice-presidente de entro,
Frederica Augusto Pamplona, sob o nome de Hospital de
Caridade, a Lei n. 928 de 4 de agosto de 1860, que autorisou
a crea~io da Irmandade da Misericordia mandru por a seu
cargo o dito Hospital de Caridade e este foi inaugurado em 14
de margo de 1861. Seu nome foi mudado em Santa Casa da
Misericordia pela Lei n. 1.00 de 19 de setembro de 1861 que
approvou delinitivamente o compromisso da Irmandade.
Nelle os pores e enfermos desvalidos encontramo allivio o
acolhimento que a caridade christi sabe proporcionar aos
infelizes. Seu s rvico interno 6 faito sob a salutar direceqo
de 12 virtuosas flilhas de S. Vicente de Paul.,. que sio inex-
cediveis no amor ao proximo. Palacio Episcopal, que 6 um
grandioso edificio por si e pelo muro qu~ cerca a ampla
area do sitio pertencente ao mesmo, onde se v6 explendido
jardim e arvores de fructo de varias qualidades, occupa
grande part da rna de S. Jos e face oriental da Praca do Dr.
Caio Prado. Antiga habitaglo do commendador Joaquim
Mendes da Cruz Guimaries, seus herdeiros o venderam ao
governor em 1866, e passando por ligeiros reparos, serve hoje
perfeitamente ao fim para que foi destinada, sobretudo por
sua situagdo retirada do bulicio da cidade. Seminario,
situado no bairro do Outeiro, no ciro da collina, do lado do
leste da cidade, recommenda-se por suas proportSes, elegan-
ciae solidez. Foierigido sob a direccao do Sr. D. Luiz
Antonio dos Santos primeiro bispo que foi deste Estado e
comeqou a funceionar em margo de 1864. Collegio do Imma-
oulada Conceigho estabelecido no predio mandado obter por
Lei n. 759 de 5 de agosto de 1856 para a Casa de Educandas


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que foi inaugurada em 22 de novembro do mesmo anno e nao
produzindo o resultado esperado, foi supprimido aquelle es-
tabelecimento, passando depois o edificio a servir de collegio
com a denominacao acima sob a direcdo das irmas de cari-
dade que delle tomaram conta em 15 de agosto de 1867. Tern
tido augmento consideravel, de tal sorte que a frente toma
today a exten~to da praCa Figueira de Mello pelo lade septen-
trional, terminada por duas mimosas capellinhas dedicadas,
a da parte do oriented a N. S. de Lourdes e a do occidente
a N. S. da ConceicAo. Acolhe intimamente 80 orphiia e as
filhas das principles families da capital e do interior recebem
ahi variada e solid instruceiio. Cadeia public, construida
no meio da quadra circumscripta pelas ruas do Senador
Pompou, Misericordia e general Sampaio, coin a frente para
o lado do mar, e um grande e forte edificio, com dons pavi-
mentos, dispondo dos melhoramentos de que gozam estabele-
cimentos desta ordem. Pelo lado de dentro dos muros que
o circumdam esti uma series de quartos destinadas a oito ofli-
cinas de diversas artes mecanicas em que 6 emprogado grande
numero de recluses. Comegou a funccionar em junho de
1854. Entre os seus temples contain-se a Cathedral, no centre
da praca do Dr. Oaio Prado, com duas torres, espagosa nave
ricas alfaias e utensilios do cullo de ouro e prata. Comecada
a sua construcepo por alguns lieis no anno de 1831, a assemn-
blWa provincial, por Lei h. 27 de 22 de agosto de 1836 creou
uma loteria em beneficio das obras que produziu a somma
de 1:728$, per Lei n. 132 de 31 de agosto de 1838 mandou
fazer entrega da administracao das mesmas obras ao theson-
reiro da irmandade de S. Jos6, por lei n. 570 de 11 do
dezembro de 1851, art. 50, ordenoi que se Ihe applicasse o
producio da decima dos predios da capital por espago de um
anno, e bern assim 400 rdis por cabega de gado vaccum que
se abatess" para o consmno : per lei n. 613 de 16 de novem-
bro de 1852, art. 70 destinou a mesma verba ; per Lei n. 641
de 31 de dezembro de 1853, art. 70 ainda a mesma verba,
sendo concluida em 1851, pois que aos 2 de abril desse anno
pelas nove horas da manha, depois do actodabengao, recebeu
solemnemente o Santissimo Sacramento e mais images
vindas da egreja do Rosario, que havia sirvido at6 entio de
.matriz. A egreja de N. S. do Patrocinio, matriz da fregue-
zia de S. Luiz. faz .frente al praga Marquez do Herval
pelo lade do norte, e e modest, regular de proporqGes e
bastanle asseiada. Tern s6 uma torre no centro da fachada
o isto dA-lhe ar alegre e attrahent-. Comeoada pela irman-
dade dos pardos em 1842 apzzar do auxilio da assembl6a por
diversas vezes e dos materials que Ihe mandou dar ogoverno
nos annos que duron a seeca, so chegon a final conclusao
devido aos esforcos do seu actual vigario, o conego Joilo
Paulo Barbosa. A egreja do Coragdo de Jesus e o mais im-
ponente temple do Ceard, excedido s6mente pelo da Cande-
laria no Rio de Janeiro e pelo da Penha em Pernambnco.
Assentada sobre uma plata-fdrma de dous metros de altura
domina per sua composicao grandiose e singela. Solida-
mente construida, mas com ceria leveza de estylo gothic
simples, reune muitas bellezas resultantas da proporcionali-
dade da f6rma e disposicpgo architectural. Sen campanario
eleva-se phantasticamente fechando os areas, e a larga
fachada infonde o respoito dos grandes templos catholicos.
Intern:mente ni.o se lhes vB os arabescos e dour.mientos tra-
dicionaes dos velhos temples ; 6 toda alva, e nessa alvura
reune o tom maviosissimo da f6. Sua construccao e devida
, Exma. baroneza de Aratanha, e post em pratica por seai
esposo o bario de Aratanha, secundado pelo Exm. bispo
D. Luiz Antonio dos Santos que muito concorreu com repe-
tidas esmolas. Edificada ao lado sul do Parque da Liber-
dade, foi inaugurada em 25 de marco de 1886. A egreja (de
N. S. do Rosario, outr'ora matriz da villa da Fortaleza,
desde o tempo em que o capitio-m6r Borges da Fonseqa fez
o quarrel da tropa, em cujo recinto ficon a capella dos sol-
dados, de 1763 a 1781 at6 2 do abril de 1854, quandocomecou
a funccionar a nova matriz, 6 pzquena, pobre e sem impor-
tancia senso a que lhe traz a recordaqco his'orica. Est6
assentada ao lado sul da praca do general Tiburcio, e
quanto a sua origem data do comego da villa de N. S. da
Assump;io. A egreja de N. S. da Conoeiqdo da Prainha,
contigua ao Seminario pelo lade occidental, 6 um templo
pequeno, semr balleza exterior, mas muito elegant interna-
menle pelo gosto com que sao ornados os seas altares. E'
zelada rigorosamente pelos padres do Seminario. Sna con-
strucpco foi comegada pela Irmandade para este fim insti-


tuida, por iniciativa de Antonio Joaquim Baptista de Castro,
que obteve do Sr. bispo de Pernambuco a respective licenaa
em outubro de 1839 e concluida pouco deplis foi installada
solemnemente em 8 de dezembro do mesmo anno. A egreja
de S. Bernardo, sita i rua Senador Pompeu, esquina da do
S. Bcrnardo, a que deu nome, foi inaug;irada a 24 de dezem-
bro de 1854, quando a concluiu o sea proprietario Bernardo
Jos6 de Mello. E' pequena e de pobre ornamentacIo. A
ogreja de S. Benedicto, uma cgrajinha linda, delicada, ori-
ginal, corn quatro frentes para os quatro pontos cardeaes,
corn sua torre de madeira envideagada, partindo do centro do
emmadeiramento, per meio da qual desce a luz a aclarar as
quatro pequenas naves em cujos centros estao quatro altares,
enfrentando cada um coin uma das portas de sahida, attrahe
pela elegancia e asseio do sen interior. E' o quo ha de mais
ligeiro e mais agradavel em um temple catholico. Situada
ao lade oriental do Boulevard do Imperador, peaco aldm da
rua do Livramento, foi edificada pela commission composta de
Joso Joaquim Telles Marrocos, Antonio da Rosa Oliveira e
TristBo de Araripe Macedo, no mesmo local da casa de oragao
dedicada a S. Benedicto pelo preto Benedicto. Comecada em
1878 foi insugurada em 12 de abril de 1885. Alem do Lyceu
e Eschola Normal conta a cidade mais num Institute de
humanidvdes, propriedade do Revd. Vicente Salazar da
Cunha e Dr. Antonio Augusto de Vasconcellos, fundado em 7
de janeiro de 1892, onde se ensinam preparatorios ; tem 167
alumnos matriculados; um Pantheon Cearense, propriedade
de Luiz Encarnacio, fundado em 1 de outubro de 1882, tern
135 alumnos matriculados ; uma Escholao Clristan, proprie-
dade do Revd. Liberato Dyonisio da Cjsta, fundada em janeiro
de 1886 ; tmn 170 matriculados, e ainda 20 eschs. publs., send
duas do sexo masculine, sete do feminine e t1 mixtas. Entre
as sociedades litterarias on scientificas, a que mais se recom-
mendapelos fructos que tem produzido 4 o Instituto do Ceara
cuja Revista tem publicado grande eopia de documents sobre a
historic estatistica e topographical do Estado A Revista esta no
sen 50 anno. Esta associaaio foi fundada a 4 de marco de 1887,
e sens brs im reunemn-se ima vez por semana. Publicam-se
diversosjornaes na Fortaleza : a Republica,o Commercio, Cea-
rense,o Norte todos diarios,tendo estes dous ultimos suspendido
a sua publicagAo; a Verdade, orgAo catholico que apparece aos
domingos, e o Coearc Illustra'lo, luxuosa publicicao quinzenal
corn vistas retratos de dishlictos filhos do Ceart, nas lettras,
nas armas e em actos do blnemerencia. Afdra as typographias
de onde sahem osjornaes diaries, tern ainda duas bemn monta-
das como a Typographia Universal de Cunha, Ferro & Comp.
sita a rua Formosa, e a Typographis Economica de Raymun-
do de Paul. Lima ia praC.a do Ferreira, que se occupam da
publicacao de livros e outros services de impressed. A Typo-
lithographia a vapor, de propriedade de Costa Souza & Comp.
a rua Formosa so eacarrega de trabalhos da typographia,
lithographia e encadernac.ao. Os trabalhos que sahem desta
officina recommendam-se pela sua perfeia.io e nitidez. A in-
dustria que ha de ser unma das fontes de riqueza e progress
deste Estado, desunvolve-sa admiravelmeote a proporgao que
augmentam os capitals e a pop. JA fiunecionam regular-
mente na cidade duas fabrics de fiacao e tecidos: uma fundada
em 1883, a rua de Santa Isabel, pelo falleeido Dr. Antonio
Pompeu de Souza Brazil, a quie se associaram o Dr. Antonio
Pinto Nogueira Accioli, e Thomaz Pompen de Souza Brazil,
com o capital de 300 contos, produz actualmente para mais
de 1,200.00) jardas de fazendas do algodio : a outra fun-
dada em 1889 por Hollanda, Gurjio & Coomp. mesma rua
coin o capital de 250:000$, produz de 800 a 900.000 jardas.
Uma fabric de meias acaba de inaugurar-se, em 31 de
marco ultimo, no boulevard do Imperador, com o capital de
150:000$. e pelas machines de que dispde, devera produzir
50.000 pares de meias por anno. Outra de cortume, sita no
arrabalde de Jacarecanga, installada em abril deste anno, com
um capital de 300:000,, prometle grandes lucros aos seus
accionistas. Ha duas grandes fabrics de cigarros.: a de
S. Lourenco, filial da do Rio de Janeiro, de Lopes SA & Comp.
situada a rua Tristio GonCalves, foi fundada em 1881, a outra
a da Fortaleza, estabelecida a rua da Praia desde 1877, abas-
tecem o commereio da capital e do interior corn os seus pro-
ductos. Alem ha outras de menor importancia. Ha quatro
fabrics de sabdo, duas de marmoristas e uma de gelo a
vapor. De ha multo sentida a necessidade de facilitarem-se
as transacgces commerciaes, creon-se o Banco do Ceari a 7
de margo de 1893, que passou a 15 de setembro do mesmo


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anno para o magnifico predio sito A praca do Conselheiro
Josd de Alencar, o qual foi construido cor as convenientes
accommodagdes. A' lIste do boulevard do Visconde do Rio
Branco fica o edificio do Prado Ccarense onde, na estaco
propria, concorre a pop. aos divertimentos que ter attra-
hido sua predilecqao. Cor a inauguracio do Prado em
1893 adveio para o CearA um grande bem e foi de envolver
entire os criadores o gosto de melhorarem a raga davallar.
Ainda nao ha m'ito um cavallo dos melhores se vendia a
prego de 200$, actualmente alguns jA tem attingido o preco
superior a 1:000$000. Por todo a part se encontram associa-
goes litterarias e de recreagao, funccionando em edificios
adrede construidos. Sao notaveis o Club Iracema, A rua
Formosa e antigoClubCearense, que serve hoje de Hotel do
Norte. Acidade depois doregimen republican tern tido in-
cremento admiravel ; a edilicaACo augment prodigiosamente
e em toda cidade ha vida, o movimento dA-lhe ar de grandeza
e prosperidade, prosperidade que jA em 1874 o sabio Agassiz re-
conheceu nas seguintes palavras do sen livro Voyage au
Bresil : Ceara n'a pas cee air more, endormi, qu'ont beau-
coup de villes brdsiliennes ; on y sentle movement, la vie et
la prosperity. Exislem ainda alguns edilicios nAo mencio-
nados como sejam os das tres eschs. modellos de edilicagao
elegant e propria para o fin que 6 accommodaqao do alum-
nos ; um theatre particular, Theatro S. Luiz um specimen
da Torre Eiffel em madeira no centro da illa que existed
no Parque da Liberdade extensa praca bem arborisada e que
vira a ser o melhor passeio public da cidade, em forma de
bosque. O service de esgoto e do abastecimento d'agua estA
contractado corn a empreza Banco Remunerador corn s6de no
Rio (Capital Federal) e no cemiterio de S. Joio Biptista
existem muitos mausoldos e monuments de grande valor ar-
chitectonico, send um delles de granite do CearA erigido A
memorial do Dr. Caio Prado, ex-presidente ahi fallecido em
1889. 0 finado senador Pompe:i em seu Dice. Topogr. e Esta-
tistico da Prov. do Cearc (1861). diz, tratando deqsa cidade :
< Comarca. Estende-se pela costa desde a 'oz do Pirangy, 22
leguas ao S. da capital, ated barra do Mundahbi, 32 leguas ao
NO. com uma largura mddia para o interior de seis a 12 leguas.
Comprehende famosos terrenos agricolas, como as serras de
Aratanha e Maranguape, e osalagadiqos do littoral, e excel-
lentes campos de criagQo; superficie aproximada de 260 leguas
quadradas. A antiga ouvidoria do Ceara, que fazia parte da
de Pernambuco, foi separada por Carta Regia de 1711, for-
mando uma comarca cor a da Parahyba; pela Provisao do
conselho ultramarine de 8 de janeiro de 1723 foi creada
comarca independence, cuja cabsca era Aquiraz. Em 1810 foi
creada a vara de juiz de fdra da Fortaleza cor o term da
comarca actual. Em 1833. por occasido de executar-se o
Codigo do Processo, foi dividida a prov. em seis comarcas
ficando a da Fortaleza comprehendendo alnm do dist.
actual, mais Baturild e Imperatriz. Presentemente a comarca
que 6 de terceira entr. comprehend dous terms independen-
tes (Fortaleza e Cascavel),e dous annexos,Maranguape a Forta-
leza, e Aquiraz A Cascavel... ilunicipio. Estende-se no
littoral, desde acima da foz do Coc6, duns leguas da capital
at6d foz do Mundahli 32 leguas, corn a largura de duas a 12
leguas para o interior, e uma pop. que andava em 1857
por 33.355 habs. A maior parts dos terrenos que ficam
todos no littoral, sio proprios para a agriculture, os seus
habs, sdo na maior part agricolas, sendo limitada a
criagao de gado. Frcguezia. Creada por Provisao de 6 de
agosto de 1761, desmembrada da de Aquiraz, seu orago foi
S. Jose, e depois tambem N. S. d'Assumpnao... Cidade e
Capital. Slde tambem do bispado. Principiada em 1611 no
logar Villa Velha, por Martin Soares Moreno, e passada
depois para o logar do forts d'Assumpcpo, que den o nome
A cidade, situada sobre uma pequena enseada, junto ao forte
do sou nome, formado por um arrecife, que hoje estA quasi
areado; foi elevada A villa em 1726, a cidade em 1723 corn a
denominnacio de Nova BraganQa, que nunca foi usado, a
uma legua da ponta do Mucuripe a leste, e quasi duas da
barra do rio CearA ao NO: sua pop. aproxima-se de
15 a 16 mil almas. E' bem edificada em uma planicie are-
nosa e igual; suas ruas espagosas sAo tiradas a cordao e
elegantemente calqadas. Conta para cima de 800 casas
de tijolo, send destas 60 sobrados, e f6ra do alinhamento
mais de 1.600 cobertas de palha, em que moram os habitan-
tes menos favoreeidos da fortune. Tern 14 edificios publicos
importantes, como o espacoso palacio do governor, o hospital


da misericordia, os quarters militares da la linha e policia,
a cadeia, o pago da municipalidade, a matriz hoje cathedral
e mais tres egrejas e algumas capellas nAo concluidas, as
thesourarias geral e provincial ; a alfandega, o armazem da
polvora, o cemiterio, um chafariz e trees cacimbas publicas.
Uma das suas sete pragas, a de Pedro II, estA plantada de
frondosas arvores ; no porto ter um pharol na ponta Mucu-
ripe : alem de um lyceu de preparatorios tern mais de oito
aulas primaries, quatro para cada sexo, frequentada per uns
800 meninos... A temperature mddia da capital, A sombra,
em tres annos de experiencia, regular 26,7 de c-ntigrado; e
ao sol 53,3. Sua humidade mddia, observada em 15 mezes,
regular por 73,5 de Saussure, desdo 55 minimo na secca, ate a
radical da humidade pelo inverno : a pressao atmospheric
ao nivel do mar varia de 756 a 760 do barometro ao zero
da temperature. Segundo obeservacoes de 11 annos, chore,
term mddio, na cidada da Fortaleza 92 dias e 1.500 milli-
metros d'agua, quasi 56 pollegadas ). Como se v6 o senador
Pompeu, da Fortaleza elevada a villa em 1726: o Relat. da
RepartiGio de Estatistica e o Relat. do Senador Leao
Velloso (1881) dizem que Fortaleza foi elevada a esta cate-
goria por Provisio do conselho ultramarino de 11 de margo
de 1725, e cidade pela Cart. Imperial de 17 de margo de
1823. E' a cidade da Fortaleza sede de um bispado, creado
pela Lei de 10de agosto de 1853 e confirmado pe!a Bulla
Pro animarint salute do Papa Pio IX de 8 de junho de 1854.
Deve o nome que ten ao forte de N. S. da Assumpnpo,
levantado por Martim Soares Moreno, fundadorda colonia do
CearA em 1611, under existe a fortaleza deste nomr, edificada
em frente da cidade pelo governador Sampaio em 1816. E'
com. de terceira entr. creada e classilicada polo Alvara de
27 de junho de 1816, Res. do conselho administrative de
6 de maio de 1833 e Decs. ns. 687 de 26 de julho de 1850,
5.195 de 11 de janeiro e 5.458 de 7 de novembro de 1873.
Damos em seguida o Dec. que elevou Fortaleza A cathegoria
de cidade: Carta do lei de 17 de marco de 1823 Dom
Pedro, pela graga de Deas e unanime acclamaQao dos povos,
Imperador constitutional e defensor purpetuo do Brazil. -
Faco saber aos que esta minha cartel virem : que tendo eu
elevado esto paiz A alta dignidade de imperio, come exigem a
sua vasta extensdo e riqueza e tendo-me dado as provincial,
de que se compae, grande e repetidas provas de amor e fide-
lidade A minha augusta pasloa, e de lirme adhesao A causa
sagrada da liberdade e independencia deste imperio, cada
uma segundo os meios que ministram sua populagao e ri-
queza: houve por bar por meu imperial Decreto de 24 do
mez proximo passado om memorial e agradecimento de tantos
o tao relevantes servigos que ellas ter prestado, concorrendo
todas para o fim geral de augmento e propriedade desta
grandiosa nacao, elevar a cathegoria de cidade todas as
villas qie form capitals de provincial : e havendo anterior,
mente requerido esta mesma condecoraCdo em favor da villa
da Fortaleza da provincial do Ceard, a Camara da mesma
villa em sen nome, e do clero, nobreza e povo, pelos attendi-
veis motives que se verificaram na minha augusta presenqa
em consult da mesa do desembargo do paco, com cujo pa-
recer me conformei por minba imme-liata resoluco de dous
de janeiro do corrente anno ; hei por bem tendo a tudo
consideracAo, que a dita villa da Fortaleza fique erecta em
cidade, que por tal seja havida e reconhecida corn a deno-
minagdo de cidade da Fortaleza da Nova Braganca e haja
todos os f6ros e prerogativas das outras cidades deste imperio
concorrendo cor ellas em todos os actos publicos e gozando
os cidaddos e moradores della de todas as distincg6os, fran-
quezas, privilegios e liberdades de que gozam os cidadaos e
moradores das outras cidades, sem differenga alguma por-
que assim 4 minba mercer : Pelo que, mando a mesa do
desembargo do pago e da consciencia e ordens, conselho da
fazenda: regedor da casa de supplicagLo, junta do governor
provisorio da provincia do Ceara, e a todas as mais dos das
outras provincial, tribunaes, ministros de justica e quaesquer
outras pessoas, a quem o conhecimento desta minha carta haja
de purtencer, a cumpram, e guardem, e facam cumprir e guar-
dar como nella se contdm, sem duvida ou embargo algum.
e ao monsenhar Miranda, desembargador do page e conselho
m6r do Imperio do Brazil, ordeno que a faga publicar na
chancellaria e que della envie c6pias a todos os tribunaes e
ministros, a quem so costumam enviar semelhantes cartas,
registrando-se em todas as estagoes do estylo e remettendo-
se o original A Camara da dita cidade para seu Titulo. -


FOR


FOR










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Dado no Rio de Janeiro aos 18 de marco de 1823, segundo da
Independencia e do Imperio.-Imperador com rubrica e guard.
FORTALEZA. Villa e mun. do Estado de S. Paulo, ex-
parochia do mun. de LenC6es. Orago Divino Espirito Santo e
diocese de S. Paulo. Foi creada parochial pela Lei Prov. n. 61
de 13 de abril de 1880 e elevada 6 villa pila de n. 69 de 2
de abril de 1887. Por suas divisas estende-se a serra dos
Agudos, Agencia do Correio, creada em junho de 1883. Tern duas
eschs. publs. de inst. prim., creadas pelas Leis Provs. ns. 46 e
47 de 2 de abril de 1883.
FORTALEZA. Log. do Estado do Amazonas, no mun. de
Canutama, a margem esq. do rio Purus.
FORTALEZA. Log. do Estado do Para, no mun. de Ou-
rem; 6 ponto de escala dos vapores que percorrem o GuamA
(Inf. loc.).
FORTALEZA. Log. do Estado do Pianhy, no mun. de
S. Jodo do Piauby.
FORTALEZA. Log. do Estado das Alag5as, nos muns. de
Vigosa, S. Luiz de Quitunde, Santa Luzia do Norte, S. Migael
dos Campos e Palmeira dos Indios.
FORTALEZA. Pov. do Estado de S. Paulo, no mun. de
Ubatuba. A Lei Prov. n. 52 de 20 de marco de 1885 creon ahi
uma eoch. public.
FORTALEZA. Bairro no man. de S.Carlos do Pinhal, do
Estado de S. Paulo.
FORTALEZA. Log. no mun. de Santo Antonio da Palmeira
do Estado do R. G. do Sul; corn uma esch. publ. de inst. prim.,
creada pela Lei Prov. n. 1.517 de 26 de novembro de 1885.
FORTALEZA. Log. do Estado de Minas Geraes, sobre o
rio Verde, na estrada que communica coin a Mutuca o munn.
de Tres Pontas. Ha ahi uma pontr.
FORTALEZA. Estagio da E. de F. de S. Carlos do Pinhal
a Araraquara. (Companhia Rio Claro). Foi inaugurada em
agosto de 1884. Fica no Estado de S. Paulo.
FORTALEZA. Serra no Estado da Bahia,/no mun. de Ala-
goinhas.
FORTALEZA. Morro do Estado do E. Santo, no mun. do
Guarapary, ao lado S. da entrada do porto deste nome. E'
assim denominado por ter ahi existido em tempos passados
uma fortaleza, da qual ainda observa-ss parts das muralhas e
quatro pecas. Tambem o denominam Atalaia.
FORTALEZA. Serra do Estado do Rio de Janeiro, no mun.
da Magdalena. Prende-se 6` serra do Pau Dero.
FORTALEZA. Morro do Estado do Rio de Janeiro; limit
de um lado o porto de Imbitiba e f6rma ao N. a enseada da
Concha.
FORTALEZA. Morro do Estado do Rio de Janeiro, no
mun. de Angra dos Reis.
FORTALEZA. Morro do Estado de S. Paulo, no mun. do
Araraquara, nas dabeceiras do riacho das Cabaceiras.
FORTALEZA. Morro do Estado de S. Paulo, no mun. de
Areas.
FORTALEZA. Morro do Estado de Santa Catharina, nas
circumvisinhancas do rio Itajahy Grande. E' de formnnaao
granitica.
FORTALEZA. Serro do Estado do R. G. do Sul; faz part
da Serra do Mar.
FORTALEZA. Serra do Estado de Minas Garaes, no mun.
de S. SebastiHo do Paraizo.
FORTALEZA. Praia no mun. de Ubatuba, do Estado de
S. Paulo.
FORTALEZA. Pharolete situado na bacteria da fortaleza da
ilha do Mel, na entrada da bahia do Paranagud, no Estado do
Parand; aos 250 30' 53" de Lat. S. e 50 6' 0" de Long. 0. do
Rio de Janeiro. O apparelho de laz 6 dioptrico; a luz fixa e
alcanca seis inilbas, abrangendo un angilo no horizonte de
169o 20' a contar do morro das Conchas. a 730 NO. da i!ha-
grande das Pombas. a 600 30' da ponta do Superagui e a 260
20" SE. da ponba do Bicho.
FORTALEZA. Jgaral:6 do Estado do Pari, banha o mun.
de Macpi e dasagua no rio Amazonas (Inf. loc.).


FORTALEZA. Pequeno rio do Estado do Maranhao; banha
o mun. de Santo Ignacio do Pinheiro.
FORTALEZA. Riacho do Estado do Piauhy, desagua na
margam esq. do Poty.
FORTALEZA. Ribeirdo do Estado de Santa Catharina;
desaguaa margem esq. do Itajahy-assd entire os ribeiroes de
Itonpava e do Belchior.
FORTALEZA. Rio do Estado do R. G. do Sul. Nasce na
serra de S. Martinho, junto i freg. da Palmeira, e precipita-
se no rio Uruguay. E' conhecido em sua foz pelo nome de rio
Pardo.
FORTALEZA. Rio do Estado de Minas Geraes ; nasce na
serra Negra. na parochia de S. Sebastido, corre pela da Barra
do E. Santo e desagua no rio E. Santo, pelo lado direito.
FORTALEZA. Corrego do Estado de Mlinas Geraes, no
mun. de Passos ; raune-se corn o rischo Figueira e, juntos,
vdo desaguar no rio Sapucahy.
FORTALEZA. Ribeirdo do Estado de Matto Grosso, vai ter
a margem esq. do Taquary, abaixo da confluencia do Coxim.
Sua largura e de 50 palmos e a profundidade de tres.
FORTALEZA. Lagba do Estado do R. G. do Sul. Com-
munica ao N. com a laga de Manoel Nunes, ao S. corn a da
Cidraira e ao SO. corn as do Mauricio e Chagas. F6rma cor
outras o brago meridional do rio Tramandahy.
FORTALEZA (Porto da). No Estado do Ceara, em frmnte 6
capital, em un.a enseada em form de crescent, francamente
protegido contra os ventos de E. pela ponta do Mucuripe e polos
recipes e bancos situados na enseada. E' desde remotas 6pocas,
apoltado como unm dos menos abrigados, e de mais difficilem-
barque e desembarqte. Das obras de nauica citadas pelos Dr.
Zozimo Barrozo, em seu opusculo Porto do Ceard, para aqui
transcrevo o seguinte: 0 ancoradouro do Ceard, diz o alardo
Roussier, no son Pildte de Bresil, nuo pode ser considerado um
porto, exposto, como 6, a todos os ventos entire N., 0. e E. que
sao freqientes. 0 capitio Wellesley exprime-se deste mo o:
Ceara nao p6de, propriamente, chamar-se porto; em clima
alganm, salvo tropical, seria considerado ense ida segura. Mou-
chez, em sua obra Les C6tes du Bedsil, escreveu: do Ceard completamente aberta de E, a N. e a NE., 6 unma
enseada desabrigada, onde se flea exposto ao vento e rolo do
largo, em uma extensio de 12 a 13 quartos de agulha. As dif-
ficuldades do communicac5o comn a terra tornam por tal modo des-
pendiosas todas as operaQoes de carga e desoarga que fazem serio
obstaculo ao desenvolvinento do commercio cearense. > A ex-
periencia, porm, tenm mostrado que o maior inconvenient do
porto da Fortaleza nao 6 a falta de abrigo no ancorodouro
pois nao ha imemoria de haver alli j6.mais garrado navio algum;
a serenidade constant do tempo na zona equatorial e a nata-
reza do fund do ancoradouro compensam felizmente o des-
favor das outras condig5cs naturaes. 0 que o diflicil, e at6
arriscado, 6 o embarque e desembarque do pessoas e mercadorias.
Estes s6 podem ter logar no maximo period de tempo de
quatro horas por din, quando o movimento da mar6 deixa a
descoberto o recifeque corre obliquamente A praia, diminuidos
os effeitosda agitagao no mar. Apezar d stes embaracos, o
movimento commercial do porto da capital do Eslado nunca
deixou do crescer e avultar por tal modo que jd em 1867 recebia
181 navios arqueando 81.042 toneladas, e 207 barcos me-
dindo 9.934 toneladas de arqun-aco; exportava mercadorias
no valor official d 4.270:3315300, importando-as no de
3.311:803~t20. Hoje, e s5 pelo porto da Fortaleza. a importacio
eleva-se a 18.600:000., e a exportacao a 22.000:000$, verilicando-
so um saldo de 3. i'' I 'ii. -,,, favor da exportaqao de products
cearenses. O estabelecimento do porto, o i a hora da preamar
das syzigias, 6As 5h.30m. A oscillacao das mars varia entire
21n,5 nas aguas vivas, e 1",6 nas mortas, de dous metro nas
ordinarias Antes da construcco do qiaebra-mar pela Com-
panhia Ceard HarbIur & Comp., os navios ancoravam entire o
recifoe a costa. 0 quebra-mar provocou o aterramento deste
canal oi ancoradoaro : de modo qua actualmence o recife csto
secco, bem como o quebra-mar : e o ancoradocro desviado mais
para oeste Comn a nova concessao das camn:lras para 400.000,
espera a conipanhia prolongar a muralla para leste, e cana-
lisar on restabelecer a corrente, que cavava o primnitivo an co-
radouro. 0 Sr. J. J. Revy apresentou em 23 de junho de 1881
ao pre-i lento do Ceard o segininte Relat. a respeita desse porto.
18.005










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< A soluciio da question reference A. preferencia que se pode dar
a bahia do Mucuripe, on ao presents ancoradouro na For-
taleza, para o estabelecimento do um porto, ntio est envolvida
em complicaoges e difficdilades, pois que depende exclusi-
vamente da rigorosa applicaico das regras estabelecidas pela
hydraulica. A bahia do Mucuripe, bom com o ancoradouro
da Fortaleza sao enseadas praticamente abertas; send a
primeira protegida contra os ventos predominates e as ondas
do attlantico por um recife de pjdra arenosa, entrando con-
sideravelments pelo mar, estando collocado um plarol sobro
a extremidade do mesmo recife; a ultima enseada esta
protegida por uma series de recipes submerses quo reduzem a
forca das ondas do at lantico, oll'receodo assim algumna s-gu-
ranCa ao ancoradouro em frente da cidade da Fortaleza. A area
de boa ancoragem, protegida per pedras e recifes assim comno
a profundidado da agua sao muito maiores em Mucuripe do que
na Fortafleza. Conuidrada cnmo enseoaa abtorta, a bahia do
Mucuripe olferece, port into, superior ancoragem a muito maior
numero do navios do que a ensad:a da Fortaleza, e, a este
respaito, inquestionavllmente Mucuripe devia merecer pre-
ferencia. Ha, comtudo, lima grande differenqa entire as con-
dicaes de umna ensaada aberia e as de um porto. Uma boa
enseada precise, principalmente, de born trreno para o anco-
radouro e de abrigo contra tormentas e ondas pesadas. Um
bom porto precise n1o sO de abrigo contra tormentas e ond is,
anais ainda d' anuma bhcia d cagua c, lmt e de stuprficic quicta
que permitta :os navios nao so ancoraren coin facilidade,
inas tambem permanec.-renm ao long do caes e trapiches para
descarregaremt oil carreirem dirn ctamen e slas ni.,roadtirias.
Nero a !.ahia de iueurinpe, nni a, e eea la a ila Ftal in tonm
nima sup-rticie de agi; calia ; as mnaris do attlantic; sempre
sao pesadas de mais para p ,rmit irem que um navio pemna:ieca
ao long do ces ou de um trapiche sem perigo de damno.
Nestas circamstancias a formagao dat uma bacia de agua calma
send a copdigio primaria para o estabelecimento do porto
quer em Muouripe quer na Fortaleza, a questao se resolve por
si mesma determinando-se qial das duas localidades 6 mais
favoravel e mais conveiiient(mente siLuada par a tornmalmio
da dita bacia de tamnanho sulticiente para o present o o future
commercio da prov. Basta para tormar-so uma bacia de
apua calma quo se construam um quebra-mar artificial em
Mucuripe e bem assim na Fortaleza. Consultando a Cartl das
duas localidades 6 evidence que o necessario quebra-mar em
Mucuripe deve ser maior e de mais peiada estructura e deve
custar muilo mais do que o que for construido na Fortaleza.
A ancoragem na Fortalezaa, comno ji disse, esat protegida por
uima series do recipes submersos chaniados Cro:a Grando e
o Recife do porto), entire estes ha unm canal rect o e undo
cuja corrente 6 de NE. para o mar. As mars do attlautico
procedem do um ponto N 59 E. isto 6, quasi de NE. para E.
e contra essays mars, que sao independents dos ventos
reinantes no Ceart, 6 precise umr quebra mar de cerca de 700
metros do extensIo, em ordem de former a bacia de agua calma
do tamanho suliciente para as. nocessidades do porlo. A anco-
ragem em Mucuripe estl protegida a Leste por uma estreita
lingua de terra adiantando-se em direceqio do NNE., cerea
de um e meio kils. para o mar, r.a linha geral da costa.
Na ponta de Mucuripe a costa lamb m muda de direcc(o ;
a L. corre SSE., emquanto que para o 0., da dita points
corre quasi na dirrecio de Oesto Assim, uma bahia 6
formada oflerecendo abrigo de Este, Sul e Sudoesto. A
dita bahia estA, corn tudo, aberta para o Noroeste, Norte
Nordeste com agua fund e o alto mar diante do si, sem
nenbum recife ou banco de area que reprima as mars do
attlantico quo entrain na dita bahia do ponto N570E, isto
6, quasi do mesmo quarto que na Forlaleza. Parareprimir as
mars do aitlantico na ensearda de Muicurip., a extensiho do
qiebra-mar seralit ui(o main dto que na Fnortaleza : se conm-
primoeto deve ser de corca do 2.000 metros, e em considernai'ao
da maior prohindidado d'agua o ouslt do qucbra-mar excedero
tires vezes mais ao da Fortaleza. No ha duivida, quie ium
port magnilico e inuito inai, r seria assim form ado em Mu-
curipe, porem suas dimensoes e custom iriam unuito alnim das
necessidades e convitenecias actuaes da prov. Os ventlts
predominantos na costa do Ceara sato oricntnoae; conform a
estagAo do anno, elles variam de NE. para SE. Os pri-
meiros apparecem nos mezes de novembro, dezembro, janeiro
e fevereiro. Durante a estac~o invernosa os ventos s5o irregu-
lares e vein is vezes do N. e mesmo de Noroeste ; sto tortes
pordm duram poucos dias. Durante os mezes de junho, julho,
DIco. GEor. 6


agosto, setembro e outubro sopram sempre porto de quarto
Sueste. Os ventos fortes NE. sito quasi parallels A direcqio
das mars do attlantico, e levantam as mars muito alto pro-
duzindo um mar impetuoso na bahia de Mucuripe e da
Fortaleza. Assim por exemplo, em 10 de junho ultimo quando
eu procedia a observapdes em um lancha ancorada na enseada
de Muucuripe, 685 metros a Oeste do pharol, soprou todo o dia
um vento forte, que ate as duas horas da tarde conservou-se
S. 490 E, isto 6, quasi SE. 0 firmamento tornou-se nublado
o a brisa mudava em uma hora e 35 minutoi para N 780 E,
isto 6, E. por N., variando sua direcqco 530 em menos de
duas horas. A lancha, que tinha estado bastante quiet para as
observagoes todo o dia ated s tres horas da larde tornara-se
ingovernavel com o augment da mare produzida pelo NE.,
as ondas quebravam-se livremente sobre a lancha, e o mar
forte quo girava na enseada de tMucuripe obrigou-me a sus-
pender as observagoes. A dirocpf5o da corrente do atlantico
nesta costa 6 de Este para Odste. A corrente muda pordm
pouco perto da baixa-mar ella corre per pouco tempo Noroeste
poreia volta logo a sua direccio normal para Oeste. A forca
da corrente ger.il do Oceano varia pouco; 6 praticamente a
mesma tanto em Mucuripe como na Fortileza. As observances
form feitas na esneada de Mucuripe 635 metros a Odste do
pharol e reconheci que a corrente do atlantico variava de
391 a 572 metros par hora, seado a media 481 metros per hora.
Na Fortaleza a corrunte geral do Oceano 6 de 466 metros por
hora e a velocidade da corrente permanece identical at6 6
distancia de 150 metros da p-aia. A forca e a direccao da
corrente ueral do OceA:n portanto. differin pouco em Mucu-
ripe o na Forttl-za. EHa, coin tudo, !iua raidid! difflreoca
centre as correoltes da praia. Assiti, na enseada de -M IcitripI,
em frente a casa do pratico, a corrente a 5) metros da margem
do mar variava centre 331 e 561m. por hora, dando-se quasi o
mesmo na bahia ; nas ao long ao pass que na Fortaleza no
fim do Trapiche, tambem 50 metros da margem do mar, a
corrente da praia varia eatra 1.096 a 1.422 metros por hora,
sendco cerca de tres vezes mais forte do que na enseada do
Mucuripe. A direcqio dessa poderosa corrente da praia 6
de S. 770 0. e d quasi parallel A praia naquella localidade;
6 altm disto independent da direco do vento. Estas cor-
rentes foram traCadas coin precisto a uma distancia de mais
de 300 metros, por medico direct. A poderosa corrente da
praia em Fortaleza 6 significativa, e sua operaclno seri pre-
sentemente inticada. Mostrarei como a corrente )branda do
atlantico de cerca de 46 i mutros por hora. dentro do uima
distancia deo 15) motros da margemn do mar se converted om
um;n polerosa corrente da praia, niodindo 1.422 metros per
hora, e gauhando mais do que tres vezes a sua forca allantica.
Tenho j5t dito que as mares do atlantico procedom do ponto
N. 59o E. Estas mars s0o formadas por ondas de consideravel
comprimento, que produzme na superficie do mar um mo-
vimento oscillatorio, similhante 1 do pendulo. Estas ondas
sao chamadas de oscillagao. Aproximando-so da praia
menos do seis netros do profundidade e entrando na agua
observa-se que a oscillac8o nas camadas mais profundas vae
diminuindo gradualmente pela frictfio do fundo e, porque o
movimento na supelicie vae excedendo cada vez mais ao quo
se opera no fund produz-se em direccio a praia nu movi-
mento geral na supe'ricie quo attingindo ao maximo perto da
praia por ultimo faz a onda quebrar-se, formando a bem
conhecida arr'benta~o o arremessaido para adiante nmassas
d'agua corn grande velocidade o forca. Assim a onda de
oscillacao 6 convcrtida em onda do translacio. Estas ondas de
translacino batem 6a praia da Fortaleza om um angulo mlodindo
cerca do 500 e sio reflectidas pela praia em direccao occidental
Estas arrebentag9es produzem itnensa agitacto nas areas da
praia e sun poderosa correnteza as lova por dianto com uma
rapidez de mnais do um kilometro por hbra ; e assim a arcia
depositada n ai pain pelos ventos aliseos do, Ldsti, formando
ei mniltas parties oiteiros td coin c mlais melros de altura, 6
rcmovida da linla geral da costa. Tenlio-ic deiido exten-
Eamlente solirw a operaioto destas ondals sure as correntes da
praia da Fortaleza para mosItrar quie 4 pela accQio dai mesmas
ondas que a aroia depositada p los ventlos aliseou 6 removida
e levada ao long da costa em diriocai o ao Maranhio. Facil
6 de ver que os trabalbos de qualquer porto qui teuham por
fim impedir a accto das oudas e correntes involved a propria
rina ; essas corrontes em poucos annos aterrariam o porto e
sens movimentos nto podem ser tolhidos ; a correntoza tomaria
sou cursor ao redor do porto e fecharia os canes que vio ter










- 42 -


a elle e nenhuma machine para tirar area do fundo poderia
compensar o deposit que essas correntes trouxessem, nivel-
lando o terreno em sua passage e formando uma nova praia
que se estenderia muilo aldm dos limits do porto. Sir John
Hawkshaw claramente prevendo a aceao dessas ondas e cor-
rentes, limit as obras que propoa a trabalhos dentro do mar
e as colloca muito longer da praia, ligando-os a estas p r unna
ponte aberta coin vtos de consideravel extensao; permittindo
assim a livre accdo das ondas e correnles porto da praia.
No seon piano uma nlinha ferrea dove chegar ate a extrema do
quebra-mar atravessando pela ponta. Os trabalhos podiam ser
estabelecidos tanto mais vantajosamente qlanto mais para
f6ra da praia, e cem metros mais ou menos nio seria diffe-
renca material no orCamento das obras projectacas do porto.
0 governor imperial, ha algins annos, conidiou os ostudos dos
ports do Brazil a Sir John HIawkshaw grande autoridade
no assumpto que officious no governor sobre os melhoramentis
dos ditos portos. Sir John IIawkshaw tambem so referiu ao
porto do Ceart e dando seon parecer considerou a qustuo de
preferencia entire Muicuripe e Fortaleza, e no allulido parecor
impress sob n. 4, p. 97, scm entrar nos detllhes technicos
acima apontados alguns dos qnaes me esforcei por explicar,
clara e distinctamente, diz: (Pensao quoe mui importance me-
Ihoramentos podem e devem ser feitos no port actual par-
tanto, nao recommend a construcco de obras no Mucuripe.,
Nestas circumstancias cheguei 6 conclusao do d qu a localidade
em frente desta cidade mcerece preferencia para o estabelcoimento
do porto do Ceard. A bahia de Mucuripe p6de, em um future
remote, corn grande augment commercial, setr vantajosamento
escolhida para o estabelecimento do um novo grande porto
da provincia..))..
FORTALEZA (Barra da). E' assim denominada a entrada
S. do canal que separa a illia de Itamaraca do continente, no
Estado de Pernambuco. Tanto ella come a barra de Catuama,
que 6 a entrada N. do canal, permiltcm aos navios que calm
menos de quatro a cinco metros entrar no canal. E'tambem
denominada Barsra du Ilha (Mouchez). Corn o mesmo nome
de Fortaleza faz Mouchez mencto de uma ponta. Na ponta
SE. da ilha de Itamaract, diz elle, v--se o forte designado polo
nome de Fortaleza; 6 visivel aiseis milhas det distanciae f6rima
a ponta Norte da entrado Su! do canal; sua posicao 6 : lat.
70 48' 55"; long. 370 10' 5"'. A barra 6 indicada pelo forte
o pelo pequeno morro do Ramalho
FORTALEZA DE CATINGAS. Dist. do mun. do Salinas
e Estado de Minas Geraes. Ahi fica o pov. Santa Cruz.
FORTE. Villa e mun. do Estado de Goyaz, ex-parochia
do mun. de Flores. Orago S. Sebastito e diocese de Goyaz.
Foi creada dist. pelo art. Ida Lei Prov. n. 7 de 28 de julho de
1858. Tornou-se sede da parochial e villa de Flores pelas
Leis Provs. ns. 342 e 313 de 18 de dezembro de 1862, dispo-
siqoes estas que foram revogadas pcla de n. 359 de 25 de
julho de 1864. Foi creada pirochia pela de n. 360 de 25 do
julho de 1864. Tornou-se ainda nma vez sCde da villa de
Flore, em virtude da Lei Prov. n. 429 de 2 de agosto de
1869, rebaixada de villa polo art. I da de n. 456 do 30 de
selombro do 1870; restaurada pela do n. 488 do 20 dr julho
de 1872; suipprimida pla de n. 68 e n8 do 19 d dozinbro tde 1881,
restaurada pela de n. 711 de 8 de agoslo de 1881. Tom dnas
eschs. punbs, de list, prim. Agoncia do correio. Sobro suaas di-
visas vide: art. Ii da Lei Prov. n. 7 do 28 de julbo de 1868.
FORTE (Sanl'Anna do). Pov, na frog. de S. Simao do
mun. de Manhuassli, no Eslado do Minas Geraes.
FORTE AUGUSTO on da Estaci.da. Forte sitiado na
praia ao S. de Santos (Estarlo do S. Paulo), dominando a
entrada do canal, sobreo o f1qal cruza o. lfogos coin a f'ora-
leza de Santo Amaro, protegecndo a praia (o Enmbaru. Foi
comecado om 1731 por Jiio dce Castr.) Oliveira ; reparado cmi
177), oem ciuja epnca estava armada coin no\e boccas de f'go ;
e rnlezar da excellincia de sun situaraito, aclia-se em rmuinis,
tendo sido transferido para o ministerio da marinlia pela
Portaria de f1 de agosto de 1873 (Fausto de Souza).
FORTE. Igarapd do Estado do Amazonas, al'. da mar-
gem esq. do rio Tacutld.
FORTE. Rio do Estado do Goyaz; nasco da sorra Dourada
o desagua na margem esq. do rio Vermillho, all'. do Ara-
guaya. Outros o mencionam coin afl. do Indio Pequeno,
trib. do rio Vermelho.


FORTES. Ilha do rio S. Francisco, a esq., abaixo de
Joazeiro, proxima das ilhas Grande, do Ing;i, do Domingos
do Fortes e do Martins (Halleld).
FORTE VELHO. Pov. do Estado do Parahyba do Norte,
6 margem esq. do rio deste nome, defronte da ilha da
Restinga. Seu nome record a fortificaQto que ahiconstruiram
e mantivranm os francezcs antes de qualquer outra occupacao
de europous. Os Potyguares, sels feis alli em ados, por os
combates resistiram nos portuguezes, que acabaram sempre
tomando o forteo destruindo-o, expellindo os Irancezos, quo se
concentraram na feitori da dbahia da Traicao. Perto desta
pov., em elevado morro, esto a egreja de N. S. da Guia,
antigo hOsp.icio da Ordem do Carmo, um dos pontos da costa
mais visivoes do alto mar. Para ahi foram transferidos, no
principio da occupa6io holtandeza, os indigenas das aldeias
de Jacuhype e Pontal. Entre Forte Velho e o morro do N.
S. da Guia passa o ribeiro Curay, impropriamente chamado rio
da Guin.

FORTINHO. Log. no term de Aracaty, no Estado do
CearS.
FORTINHO. Pontal na ancoradouro da Bahlia Formosa;
no Estado do R. G. do Norte.
FORTINHO. Pontal que formal o extreme N. da ilha do
Itamarac. no Eo EstaPo de Pernambuco. Est6 a pouce mais de
milha ao S. do otteiro do Funil na Lat. de 7 39'S. e Long.
de 80 18' 30" E. (Vital do Oliveira).
FORTINHO. Ilha do Estado do Par6, no S. da ilha Coti-
jual, na part da costa daquelle Estado comprehendida centre
a ponta dto iMarahi e a do Chlap'u Virado. A E. dessa illia
Rieam as illas Novas e a coroa do Tapand.
FORTUNA. Bairro do mun. do S. Sebastiio do Tijuco
Preto, no Estarlo do S. Paulo, corn uma esch. publ. de inst.
prim., creada pela Lei Prov. n. 81de 17 de junhio do 1881.
FORTUNA. Um dos quarteirdes do term da pov. da Boa
Vista, no Estado do Parana.
FORTUNA. Iog. do Estado do Minas Geraes, na frog.
dc Inhanania do ierano do Seto L: Sgils, corn urea escel. publ.
do inst. primaria.
FORTUNA. Riacho do Estalo do Ceara; banha o mun. de
S. Mathous a deosagna no rio Jaguaaribe. (Inf. loc.). No Relat.
do Dr. Lassance Cunha veom mencinado um rio Fortuna, aft.
do Carihil.
FORTUNA. Riacho do Estado da Bahia, banha o mun. de
Alagoinhas e desagua no Quiric6-miriim.
FORTUNA. Riacho do Estado do E. Santo, no espago per-
corrido pela linha telegraphica, entire Santa Cruz e Linhares.
(Rep. dos Telegrstphos).
FORTUNA. Ribeirio do Estado de S. Paulo, aff. do rio
Itarard.
FORTUNA. RibeirLo do Estado do Santa Catharina, all'.
da niargem esq. do Bonito, quo o 6 do rio do Braco.
FORTUNA. Corrego do Estado de Minas Goraes, alt. dai
margemn dir. do rio Santo Antonio, trib. do rio do Someno, que
do de Paracatii. k E' dianiantino e tern sido traballado tanto
no loito, como nms grupiaras, onde cneontrou-so gorgullio do
muito boa iiqualidade v. Em suas margens existiu um quarter e
nm serviqo da antiga Extrac.cio, attestados hoje por montoes
de pedras cnegrecidas polo tempo. Cerca do sois kils. distant,
dcsse corrego cstU a pov. da Mallhda.
FORTUNATO. Corrceo do Estado do 0C)yaz, hianha o mun.
do Santa Iuzia o desagia na a mnrgein dir. (d rio CornmbAi.
(Inf. loc.).
FOSSEIRO. Corrego id Estalo do d Prnamlsico, hanla o
inuni do Boin Consolho e desagua no rio Balsamo, aff. do Pa-
rahyba (Inf. loc.).
FOUCE. Rib:;irSo do Estao ddo Maranbiio, aff. do rio Picos,
que o 6 do Serono.
FOUCE. Cachoeia situada no rio S. Francisco, proxima
as denominiadas Pedra do Moloqur' e Pamlid.
FOVEIRO. ,og. do Estado do R. 0. do Norte, no m1in,
do Apody.










FRA -

FOZ. Riacho do Estado do Ceard, bauha o mun. do Perei-
re e desagua no Figueiredo.
FRADE. Parochia do Estado do Rio de Janeiro. Vide Ar-
raial do Frcde.
FRADE. Log. do Estado do Piauhy, no mun. de S. Joao
do Piauhy.
FRADE. Pov. do Estado do Ce:oir, no mun. do Riacho de
Sangue. < daqui veio o nome de Frade povoacao, que foi elevada a
villa em 1833 e por Lei Prov. de 1 de agosto de 1850, transfe-
rida a villa para a pov. da Cachoeira da mesma fregae-
zia (Pompeu). e o Frade 6 o nome mais antigo polo qual 6
conhecido o pov. do Riacho do Sangue. Nao s: ibmos dar-lhe
a origem ; mas 6 provavel que, sendo aquella zonan um centro
de cri ct.o, tenha havido alli alguma faznda de gado parten-
cente As ordens monasticas, donde Ihe vein a derivaqLo. Padre
Bellarmino de Souza. Visit Pastoral do Bispj D. J. J. Vieira
ao sul da Provincia d) Ceari ,.
FRADE. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na frog. do
N. S, da Conceicao da Ribeira, com. do Angra dos Reis.
FRADE. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na freg. de
N. S. das Neves do man. de Macah6; A margem do rio do
seu nome.
FRADE. Serra do Estado do Ceara, no mun. de Santa Qui-
teria.
FRADE. Morro bastante elevado do Estado do E. Santo,
na pov. do Rio Novo. E' avistado do mar a grande distancia.
Pertence a serra do Rio Novo.
FRADE. Morro do Estado do Rio de Janeiro, na frog. de
Inhomirim.
FRADE. Morro do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de
Angra dos Reis, corn 1490 metros de altura (Carta de Conrado
Niemeyer) ou 1640 (Mouchez) aO viajante que entra pela barra
de Leste da bahia do Angra dos Reis, olhando para o lado
de Oenoroeste vista logo um immense monolitho sobre
uma altissima serra, assemelhando-se a um religioso capu-
chinho corn o capuz sobre a cabega. Dahi Ihe veim o nome, e
nao polo fact citado polo chronista do Convento de S. Bernar-
dino de Senna, ji citado. > (Honorio Lima).
FRADE. Pico elevado na serra dos Orgeos e Estado do Rio
de Janoiro, no mun. de Therezopolis.
FRADE. Serra do Estado do Rio de Janeiro, nas divisas do
mun. de Macah6.
FRADE (Morro do). Collinas que limitam a E. a bahia do
mesmo nome, no Estado de Matta Grosso. Fazem part de
uma cordilheira que do Melgaco se dirige a .E., e tom seis
leguas de compriment). Na vertente oriental existed ura fon'e
thermal, de cujas aguas faz-se pouco use, si hem so lhes attri-
buam virtues medicines. Foram analysadas em 1851 pelo
Dr. Amadeu Mure, que dou a seguinte informagcio: A tempe-
ratura na fonte 6 de 420 centigrados. A tres metros de distancia
o thermometro j baixou a 390. Avalia-se o product em 3.840
litros por hora
Hydrochlorato de ferro................... ,85
magnesia.............. ,50
S i manganez ............ 2,00
calcio ............... 0,30
S al niinio .............. 0,30
Silicia ................................ .... 0,05
Agua pura................................ 992,0S
1000,0
FRADE. Riacho do Estado do Ceara, trib. da margem dir.
do rio Macaco, aff. do Acarahli, no man. de Santa Quiteria.
FRADE. Rio do Estado da Bahia, desagua no Oceano. Ayres
do Casal pretend ser esse o rio a que se referee Caminha quando
diz que a ancoragem da armada de Cabral, a 23 de abril de
1500, teve logar a meia legua de terra, em fund de nove bracas,
e em direito d bocca dc um rio. o Ndo po0so aceitar semelhante
opiniiio, diz o general Rohan, por diversos motives : 1, porque,
segundo Caminha, no dia seguinte, 24 do abril, pelas oito horas
pouco mais on menos, da manhi, levantou ancoras a armada,
seguiu para o norte, e sendo pela costa obra de dez legoas, che-
garam, pouco antes do pur do sol, A entrada da bahia, na qual


4.


_


3 FRA

ji se tinham abrigado os navios pequenos. Ora, do rio do Frade
a enseada da Coroa Vermelha ha apenas a distancia de 20
mills, isto 6, cinco legoas de 15 ao gr6o, que era a legua usual
naquelle tempo, e, portanto, metade da distancia mencionada
por Caminha; 6, para vencel-a, nao era precise um lapse de
temp, tIo consideravel come o que gastaram neisa singradura,
tanto mais quw reinava o SE., e Ihe era, portanto favoravel o
vento: 20, porque, referindo-se a ease rip, o piloto anonymo o
qualifica de rio paqueno (flume piooolo), qualificagio que se
p6de applicar a um riacho mas n o ao rio do Frade o qual se
tern em verdade uma barra ma, 6, todavia, bastante largo e
navegavel no sou interior, come o sei por experiencia propria a
o confirma Mouchez; 30, porque todas as barreiras da part da
costa comprehendida entire o rio do Frade e a enseada da
Cor6a Vermelha, sdo de cSr vermelha. Ao S. do rio do Frade,
as primoiras barreiras brancas que se encontram sAo as de
Juassema, is quaes se seguem as barreiras vermelhas de Juri-
qiuara, e mais ao S. as brancas do Cahy. Ora, Caminha na
escripqpo que faz da costa, diz o seguinte : etraz ao longo do
mar, em algumas parties, grandes barreiras dellas vermelhas e
dellas brancas). Est6 claro que elle nio teria feito mengao
de barreiras brancas si as suas observaQ6es se tivessem limi-
tado as que ficam ao N. do rio do Frade. Foi, portanto, muito
ao S. deste rio que teve logar a ancoragem do dia 23 ; 40, por-
quo o monte Paschoal, visto do NE. e do L., come o observou
M. Mouchez, se apresenta come n unico massivo isolado, e s6
visto do SE. se reconhece que 6 acompanhado de outros montes
menos elevados. Si Caminha o tivesse visto do parallel do rio
do Frade, que Ihe fica ao NE., ou tambem do Corumba a L.
nio teria dito a respeito delle ( um monte muito alto e redondo
e de outras serras mais baixas ao S. delle >. Para fazer esta
descripgao do monte Paschoal, cumpria tel-o observado de SE.,
isto 6, de um ponto muito aoS. do rio do Frade. Parece-me pro-
vavel que o Cahy 6 aquelle rio de que fala Caminha, tanto
mais que dista 40 milhas da enseada da CorBa Vermelha, e,
ortanto, 10 legoas de 15 ao grao, e lhe cable bem o qualificativo
de filme piccolo, que Ihe da o piloto anonymo. E si nao 6 o
Cahy o rio a que se referem Caminha e o citado piloto, nao sei
que outro poss; see, mas em todo o case nunca poderemos pelas
razres allegadas, tomar como tal o rio do Frade>.
FRADE. Rio do Estado do Rio de Janeiro, banha o arraial
do sea nome e desagua no rio de S. Pedro, aff. do Macah6.
E' muito encachoeirado.
FRADE. Rio do Estado do Rio de Janeiro, desagua na en-
seada de Jurumirim. Banha o mun. de Angra dos Reis. Ha
ahi uma praia do mesmo nome.
FRADE. Ribeirio do Estado de Minas Geraes, aff. da
margem esq. do rio S. Francisco, eatre os corregos Carahyba
e Extrema.
FRADE. Ribeirio do Estado de Minas Geraes, aff. da mar-
gem esq. do rio Abiete.
FRADE. Rio do Estado de Minas Geraes, banha o mun. de
Diamantina e desagua no Arassuahy.
FRADE. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o mun.
do Curvello e desagua no rio Maquin6.
FRADE. Ribeirao do Estado de Goyaz, aff. do rio To-
cantins. Mattes.
FRADE (Bahia do). De seis kils. de largura, quasi contigua
ao rio CuyabA, em cuja margem esq. desagua aos 160 6'; no
Estado de Matto Grosso (B. de Melgago).
FRADE. Cachoeira no rio Negro, trib. do Iguassd..
FRADES. Serra do Estado da Bahia, no man, de Ala-
goinhas.
FRADES. Morro do Estado do E. Santo, na margem sul da
bahia deste nome a 0 do morro da Capuaba.
FRADES. Ponta a E. da ilha de Santa Catharina, Estado
deste nome.
FRADES. Ilha do Estado da Bahia, ao N. da de Itaparica,
com trees milhas de extensi.o.
FRADES. Ilha na barra da bahia do E. Santo, no Estado
deste nome, ao N. da ilha do Boi. E' cultivada. Dessa ilha
A praia fronteira vae uma resting de areia que, na baixa
mar, se pass em secco.










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FRADES. Ilha do Estado da Bahia, corn cerca de 12 kils.
de circumferencia, dependent da parochia da Madre de Detns
do Boqueirao, mun. da villa de S. Francisco. E' assim deno-
minada por term outr'ora os selvagens ahi existentes devorado
dous frades, dos primeiros que vieram cor Thom6 de Souza
e que para ahi se dirigiam afim de cathechisar os mesmos sel-
vagens. Nessa ilha teve seu berco o Dr. Franklim Americo de
Menezes Doria, a 12 de julho de 1836. Em uma das extre-
midades da ilha, ergue-se a pittoresca capella de N. S. da
Guadalupe muito venerada pelos lieis. Possue uma outra
capella de N. S. do Loreto. E' illa bastante povoada, na
maior part por pescadores. Possue fazendas de criacga e
plantacao. Dista cerca tde 42 kils. da capital do Estado. Nella
lica o log. denominado Porto Grande com uma esch. publ. de
primeiras lettras. No dia 8 de jinho de 1892 foi inaugurado uml
pharolete nessa ilha. Este pharolete exhibe um foco vermelho e
fixo, illuninando todo o horizonte. 0 apparelho 6 dioptrico de 6-
ordema e a sua luz 6 visivel na distancia de nove milhas, count
tempo claro. Esta montado sobre unma column de ferro pin-
tada de vrmelho e provide de galria semi-circular e escada
lateral. 0 piano focal eleva-se 9',50 ao nivel do solo o 30",40
ao das mars de quadrature. O pharolete estl. situado na part
meridional da ilha denominada Ponta do N. S. de tuadelupe
Posicao geographic: Lat. 12 48'- 38" S. ; Long. 400 -
58'- 36" O. Paris ; Long. 380 38' 21" O. Gren. Long.
40 32' 00". E. do observatorio do Rio de Janeiro.
FRADES. Praia na ilha de Paqueti situada na bahia do
do Rio de Janeiro.
FRADES BENrOS. Vide Ilenveauto (ilha).
FRADIQUE. Ribeir.o do Estado de Minas Geraes, banha
o mun. do Oliveira e desagua no ria Jacard, alf. do Grande.
Tern uma boa o solid ponte.
FRADIQUES. Uma das duas denominaoes locnes da serra
geral das Vertentes ou Espiglo Mostre, que divide no Estado
de Minas Geraes as aguas do rio Grande das do S. Francisco.
Pica no mun. do Araxit. (Eng Modesto Bello.)
FRAGA. Morro do Eslado de Minas Geraes, no mun. de
Pitanguy ( A SE. da cidade (de Pitanguy). diz o Sr. Gorceix,
em seas Annaes da Escle, de lIinas V. I p. 70, visit i uma
outra minai abandonada no Morro do Fraga de quartzo negro
tamnbem, acompanhado de pyrolusito, limonito e lit lhomargia e
serm pyrites. E' ainda unm veieiro-camada, situado entire tal-
citos argilosos inclinados de 600 cor o horisonte, levantados
para 0. e dirigidos aproximadamente para NS. 0 veieiro-
camada tern a mesma direeao e inclinaqao que os talcitos o
unma potencia variavel centre dous e trees metros>.
FRAGA. Rio do Estado do E. Santo. na freg. de Cariacica.
FRAGA. Bairro do mun. de Tatuhy; no Estado de S. Paulo;
corn iima escl. publ. do inst. prim., creada pela Lei. Prov.
n. 72 de 6 de abril de 1885.
FRAGATA. Sacco na costa do Estado do Rio de Janeiro,
proximo ao Cabo Frio, mun. deste nom.
FRAGATAS. Ilha juncto A de Fernando de Noronha e per-
tencenat ao Estado de Pernambuco.
FRAGOSO. Antiga freg. do Estado do Part. Sobre ella diz
Ayres de Casal:-( Obra (de 12 leguas ao SO. de Mazagao e
perto de sete aoastada do Amazonas, est6 a freg. do Fragoso
na margem dir. do rio Jary, que vemn do mui long, ornada
coin nima egrija parochial de Santo Antonio. Principiou mais
acina, done se mudou por ser doentio o sitio. Sens habs. reco-
Ihem cravo, cacio, algodio, salsaparrilha, e diversidade de
mantimentos ; e sobem pelo Amazonas em busca das tartarugas.>
Em 1842 dizia Baena que no logar dessa freg. existia a miss.o
do rio Jary.
FRAGOSO. Log. do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de
Magd, proximo a Raiz da Serra. Ahi acha-se estabelecida a
fabric da polvora. Tern uma esch. publ. deinst. prim., creada
pela Portaria de 19 de abril de 1856.
FRANCA. Villa do Estado do Par6. Vide Villa Franca.
FRANCA. Log. do Estado do Pari, no mun. de Santarem ;
corn uma esch. publ. creada pela Leti n. 96 de 18 de margo
de 1893.
FRANQA. Log. do Estado das Alagbas, no bairro do rio
JequiA, mun. de Cururipe.


FRANQA. Log. do Districto Federal, no morro de Santa
Thereza. E' o ponto terminal de uina das duas linhas de bonds
da Empreza de Santa Thereza e que partem da casa da
Machina.
FRANQA. Serra do Estado do Cear., na freg. de Iguatd, a
E. da cidade. E' caltivada.
FRANQA. Serra do Estado do Rio de Janeiro, entire Nova
Fribugo e Duas Barras.
FRANQA. Ilha do Eslado da Bahia, no mun. de Belmonte.
FRANQA. Arroio doEstado do R. G. do Sul, aff. da margem
dir. do rio Cahy.
FRANQA-ANTARCTICA. Nome destinado por NicolAo
Durand Villegaignon a colonia franceza que se estendesse pelo
Brazil.
FRANQA DA LAGE. Parochia do Estado de Minas Geraes.
Vide Lage.
FRANCA DO IMPERADOR. Cidade e mun. do Estado
de S. Paulo, na com. do son nome, ligada a Mogy-guassu por
uma estrada, a NNO. da capital e della distance 366,6 kils.
Nos documentos que acompanham o Relat. apresentado 6
Assembila Prov., no dia I de maio de 1852, pelo Dr. Jos6
Thomaz Nabuco de Araijo, encontra-se o segtuinte sob os
titulos Topographrn da Villa Fraie, d', Imperador C Desco-
herta do territorio da Villa FranIcaa.: sitlada ao N. da serra da Assuihp('ao, in dos grupos isolados
que se destacam da de Araraquara e eslendem-se para 0., e
sobre uma das vertentes do rio de S. Jodo, aff. austral do rio
Grande. Sea none parece que so deriva de um dos appellidos
do capitlo-general Horta, sobl c ijo g)verno foi elevada a freg.
(:onfina ao N. corn o distr de Uberaba, da prov. de Goyaz e
cor o julgado do Desemnboque da dc MiNUis, interposto o rio
Grande; a E. cor o jtilgado de Jacilhy, de Minas; no S. e
a 0. cor as villas de Mogy-mirim e Araraquara. Dista de
Uberaba 19 leguas, do Desemboqie 14, de Jacuhy 18, de Mogy-
mirim 43, de Araraquara 30, de Casa Branca 13, do Rio
Grande 14, do Carmo 8, da fuz do Sapucahy 20, de Sant'Anna
do Sapucahy, em Minas, 5, do Bata'aes 7, d; Santa Rita
13 '/2. A maior part do sea terri orio 6 forinado de camipos
azados para cria;aio de gado vaccoin, e achando-se abi esta-
belecidas boas fazendas que abastocim a prov. do molhor
gado que nella ha. Na linha preeendidla entire o Jaculy e a
prov. de S. Paulo nao ha divisa natural que se presto as
condicoes do estabeleciinento de iIna collectoria. Animados os
paulistas pelas descoberlas que lizeram de minas de ouro na
prov. que tem este none, e (dpois que foram ellas exploradas,
deram-se a p-rcorrer o territorio que lles era adjacenlle e a
por mais reparo nos terrenos atiriferos j6 por elles reconhe-
cids, esltdando nistes as probabilidades que denota o mineral
na segregacgo e direce.io de sels veios. Foi assim que, tondo
por guia a Bartholomeu Buemo ide Siqueira, o Anhanguera,
que posteriormente fbra guarda-imir regente, descobriram .elles
as minas de Santo Antonio do Rio Verde, ulteriormente villa
da Campanha. que abranigiam todo o territorio que lha fica
a O., e onde hoje se acha encravado o mun. do Villa Franca,
Sie, send uma das parochial de Mogy-mirim, tevo a categoria
e villa em 1824... ) Do divPrsas informacoes recebidos dessa
localidade colhemos o soguinte: l, Foi originariameote fazenda
de um tal Sinmes, que d'ui meio quarto de legua em qtiadro
para nesse terreno fundar-s uim:a egreja comr a invoca do de
N. S. da Conceicgo. Ate entao era a logar conhecido pelo
nome de Sertao do Capim Mimoso. Em 180-1 apenas contava
Ineij duzia de casas cobertas de capi.i. Foram os mineiros
qu nos primeiros annos lest- seciolo comeciaram a construir
habilaC6es e a fixar residencia ahi; buscavam uns mais puros
areas e melhor fortune do que no torriao natal; fugiam ouitros
da arcco da jtstiga on da perseg-iigao dlos credores, em demand
das bandas do Oeste. Encontrando tPrras ferteis, apropriadas
ii cnltura e a criac.o do gado vaccum cavallar, tomaram
posse das bellas e vastas campinas francanas, tao apraziveis
a todo viandante. Consta que esses primeiros habs. desta
zona attrahente quizeram ao principio fundar a pov. no
logar chamado Covan, ondo fizeram umia capellinba. Mas,
considerando a penuria de agua p travel, a transferiram para
onde se acha, a tres quartos de legua de distatcia. Sita na
estrada que entao seguia para o Oesto de Minas Geraes, Goyaz
eMatto Grosso, eservida por excellentes terras, devia attrahir
logo a si grande numero de mineiros, devotados a industrial


FRA










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agricola e pastoril, e alguns mascates e negociantes. Como,
de facto, succedeu. > Luiz d'Alincoort, em suas Mlemorias de
Viagens affirma que o nome de Franca provim de ter sido este
logar aberto i gene de toda casta e nacionalidade qu para
elle immigrara. E' mais aceitavel a versio de Saint Ililaire,
que diz que-o:; primeiros habitantes foram pAr-se sob a
proteccao de Antonio Jos6 da Franca e Horta, corn cujo nome,
por homenagem e gratiddo, chrismaram a nascent pov.
Manoel Eufrasio de Azevedo Marques aceita esta opinido,
dando como origem a Franca g a immigragdo de aventureiros
mineiros, nos fins do seculo XVIII, os quaes,.estendendo-se das
minas de Santo Antonio do Rio Verde, hoje cidade da Cam-
panha, vieram assenter morada. Saint-Hilaire, que por ahi
passou em fins de 1819, assim exprime a agradavel impressao
que ao seu espiriio atilado de observador causou o aspecto da
region: ( A aldeia (village) da Franca, onde fiz alto, estal
amenamente collocada no meio de vastos pastes, em uma
regiao descoberta, semeada de bosques e cortada de valles
pouco profundos. Occupa o centro de um came largo e arre-
dondado, banbado de cada lado por um ribeirio. >) E accres-
centa: g Na dpoca de minha viagem niio se contavam mais de
umas 50 caasa, mas estava ja indicado o logar de muitas
outras', e era fLcil ver que a Franca nIo havia tardar em
adquirir grande impnrtincia. ) Antes, pordm, a Franca ja era
freguezia desde 1801, divisando de um lado cim o magestoso
Rio Grande, com a freguezia on antes rancho de Batataes por
outro. Eoi elevada li villa em 1824 por um Dec. imperial sob
o nome de Villa Franca do Imperador. Havendo contestal.o
a respeito da data em que a pov. da Franca foi elevada
a villa. publicamos abaixo os documents seguintes: ( 0 Go-
verno Provisorio, attendendo is justas representagoes que a
este governor temn feito desde o anno de 18)9 os moradores da
freg. da Franca, term de Mogy-mirim, da com. de Itdi,
e desta prov., para que a mesma freg., (quoe hoje se acha
dividida em varias) seja creada e ereecta em villa, e const:indo
pelo iltimo mappa da pov. que que ha em a dita freg.
da Franca e na dos Batataps, saa filial e visinha, mais de
5.000 almas, achando-se distant da villa de Mogy-mirim, a
que temn pertencido, mais de 40 leguas ; e s informnaqes
que a respeito deram o ouvidor que foi daquella com., o
desembargador Miguel Antonio de Azevedo Veiga, e sou
successor, o actual ouvidor, o Sr. desembargador Joao de
Medeiros Gomes, e infurmacao da Camara de Mogy-mirim,
pelas quaes todas se verilica, nto so que as ditas freguezias
se compoem de muita gente nbastada e capaz de s'rvir os
cargo da governance, mas tambem que nao podem recor-
rer sempre que precisam, A justice da villa de Mogy-mirim,
em razao da grande distancia corn passagens de rios canda-
loses, resultando disto mui graves prejuizos A seguranca pii-
blica e aos interesses particulars daquelles muradores, cujo
florescente commercio 6 a todos constant, e vai sempre em
augment; send p r estes motives a creagao destas tveguezias
em villa, muito conform As instrucodes regias de 26 de ja-
neiro de 1765 e Carta Regia de 22 de julho de 1766 dirigidas
a este governor: determine o mesmo governor ao Sr. desenm-
bargador Joao de Medeiros Gomnes, ouvidor da proelita comarcin
de Itd, que passando incontinenti A meneiona li freguezia,
da Franca. f'ica erigir a sua povoacao em villa, a qiuil se
denomiuara villa Franca d'El-rei, levantando alli polourinho
e assignando-lhe pIr term o quo trm aquiellaas tuas fregull
zias da Franca e Batataes, e da parts de Minas-Geraes sert
por ora o do que esta provincial esta do posse desde o lim do
governor do Exm. capital general Francisco da Cunha o Me-
nezes, de que se lavraram terms no principio do governor do
Exm. capitao general Conde de Sarzedas, Bernardo Jose de
Lorena, que estio registrados na Camara de Mogy-mirim,
demarcara tambem logo logar e terreno pira rocio da villa,
que serA de meia legua, pacos do conselho e cad6a e esas
obras serao feitas A custa do todos os moradores do dislricto do
nova villa, no que se obrigario, e per umn fiinta que o dito
Sr. desembargadar estabelecera de accord com a nova Ca-
mara, a qual se cobrari atd que se concluam aquellas obras
publicas com a devida seguranQa e capacicade. Outrosim
concede este governor A dita nova Camara uma sesmaria de
uma legua de terras absolutamente devolutas, conjuncta ou
separadamente, na firma determinada por sua magestade a
este governor em aviso region de 4 de novembro de 1799 para
seu patrimonio e podera a Camera, depois de havidos os
competentes titulos, aforar essas terras em pequenas porgces,
por emprazamentos perpetuos, forces racionaveis, e laudemios


da lei, observando-se o Alvara de 23 de julho de 1766.
O mesmo Sr. dosembargador ouvidor procedert logo a eleiilo
dos juizes, vereadoras e mais officials da camara o justica,
que hbo do servir no prilmeiro anno, qua terA principio em
janeiro de 1822 par confirlnac.io dete governo. 0 que tudo o
governor espera que o dito Sr. desembargador ouvidor faga
corn aquella prudencia, acerto e zelo do servigo de que e
dotado. Palacio do governor de S. Paulo, 21 de outubro
de 1821.- Oeynhausen.- Andrada.- Ribeiro d'Andrada.-
Gongalves.- Pinto.- Quartim.- Gomes.- Lobo.- Jorddo.-
Queiroz.- Paula.- Buino.- Mculler.- << 0 president desta
provincial, reconhecendo a necessidade que ha de quanta antes
ser erecta em villa a freguezia da Franca, na ldrma deter-
minada ao desembargador Joao de Medeiros Gomes, em officio
de 31 de outubro de 1821: e portaria da mesma data, constant
da c'ipia inclusa: ordena ao Sr. Dr. Antonio d'Almeida Silva
Freire da Fonseca. ouvidor da comarca de Iti, que conm a
maior brevidade possivel pass- a desempanhar esta diligencia,
ficando porim advertido de que a nova villa se denominar--
villa Franca do Imperador.- S. Paulo, 14 de Outubro de 1824.-
Lucas Antonio Monteiro do Barros.- EDITAL 0 Dr. Antonio
d'Almeida e Silva Freire da Fonseca, do desembargo de Sua
Magestade Imperial, Ouvidor Gral, Corregedor da Fidelissima
Comarca de Iti, corn alcada no Civcl e Crime, Provedor dos
Beos, o Fazenda dos Defuntos e Ansentes, Capellas, Residues,
OrpliLos e Captives, Commissario Intendente da Policia, Supe-
rintendente das terras e Aguas Minerals, e Sias Repartioes,
Juiz das Justificacoes de Judia o Mina, e mais incimbencias
annexas, etc. Faco saber aos Povos desta Freguezia da Franca,
e sel Termo, a lodos em geral, e a cada um em particular,
que sendo-mo determinado pelo Excellentissimo Presidente
desta Provincia, por Portaria de 14 de Outubro proximo pas-
sado. deste anno, o passar-mo a esta Povoacio para a erigir
em Villa comn a denominaqao de VILLA FRANCA DO IMPE-
RADOR, em conformidade da Ordem do Excellentissimo Go-
verno Provisorio desta mesma Provincia de 31 de Outubro
de 1821, dirigida no Ministro mea antecessor, em consequencia
da Representacao dos Povos desta Froguezia, feita ao Excellen-
tissimo Governo em 1803; por isso pelo presented Edital convoco
a todos os refcridos Povos acima declarados, e o mesmo faco
aos da Freguezia de Batataes, e os aviso para que no dia 28 do
corrente moz, s aclhem reunidos nesta l'reguezia para assis-
tirrm A referida erecqao, erguendo-se Pelourinho come signal
de JurisdiccBo, Alcada e respeito da Justica, procedendo-se na
Eleicia de Ju:izes, Officiaes da Camara e mais Justicas, e pes-
soas da governance da Republica que hBo de servir na dita
Villa. E para que cheg'oe a noticia de lodos, mandei passar o
present, que sera publicado e affixado no lugar mais public.
Dado e passado nesta Froguezia da Franca sob meu Signal e
Sello das arenas Imperiaes, aos 21 de novembro de 1824.-
Eu, Jos Manr.oel Lobo. Escrivto da Ouvidoria Geral e Cor-
reicdo, o escrevi. Antonio de Almeida e Silva Fireire da
Fonseca. Lclgar do Sello das Armas Imperiaes. Fonseca.
AUTO ,DA EITECQAO DA VILLA FIANCA DO IMPERADOR que mand%
f'azer o Doutor Ouvidor Geral Corregedor da Comarca, Antonio
de Almeida e Silva Freire da Fonseca, em conformidade das
Porlarias do Exm. Governor desta Provincia. Anno do nasci-
mento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oito cents e vinte
c quatro, aos vinte e oito dias do mez de novembro do dito
anno, nesta Freguezia da Franca, Termo da Villa de Mogy-
mirim, da Fidelissima Comarca de Itd, onde foi vindo o Mi-
nistro Doutr Anionio de Almeida e Silva Freire da Fonseca,
Ouvidor Geral e Corregedor da mesma Fidelissima Comarca,
commigo Escrivao de seu cargo ao diante nomeado, para effeito
de crigir em Villa esta Povoacco, em consequencia da Por-
taria do Exm. President desta Provincia, de quatorze de
Outltbro proximo passado, mandando dar cumprimento A Por-
taria do Exc'llentissimo Governo Provisorio, de trinta e um de
Outubro d- miloilo centos e vinte e m. transcriptase neste Livro,
a fis. 3 verso e folhas 4 atd fli. 5: e send ahi, tendo concorrido
nas casas da residencia do dito Ministro as pessoas mais quali-
licadas da mesa Freguezia, e cidadaos della, para isso con-
vocados por Edital, bem como os da Freguezia de Balataes, foi
palo mismoi Ministro declarado As pessoas presents que eregia
esta Povoacao em Villa, coin a denominacio de Villa Franca
do Imperador- como era Fdeclarado na Portaria do Excellen-
tissimo Presidento desta Provincia; o que sando ouvido pelas
pessoas prosentes. que nested acto mostraram a maior alegria
pala ereccao da Villa e sua denominatio: houve o Ministro a
Villa por erecta debaixo da denominagao de -Villa Franca do


FRA


FRA










FRA -

Imperador E para constar mandon lavrar este auto do erec-
cao da Villa, em quo se assigia com as peasoas presents, eu
Jos6 Manoel Lobo, Escrivdo da Ouvidoria Geral e Correicio o
escrevi.- Antonio de Almeida Silva Frirei.>> Na categoria de
villa conservou-se a Franca ate que aLei Prov. n. 21 de 24 de
abril de 1856 elevou-a i cidade. A Ia sessao da camera foi a
10 de dezembro de 1824. 0 mun. goza de um clima saluberrimo,
nio existindo nelle molestias endemicas. A cidade tern uma
egreja, da invocacao de N. S. da Conceic.o, uma excellent
bibliotheca municipal com um sal.o para conferencias publicas,
um theatre, boa casa da camera e um forum inaugurado a i
de janeiro de 1884. O imn. 6 constituido plas parocbias da
cidado e S. Sebastiio da Ponte Nova. E' con. de primeira
entr., creada pela Lei Prov. n. 11 de 17 de julho de 1852 e
classificada pelos Dec. us. 1.082 de t1 de dezembro de 1852 e
4.890 de 14 de fevereiro de 1872. A pop. da parochia da cidade
6 de cer.ca de 9.000 habs. Tom diversas eschs. publs. do inst.
prim. Agencia do Correio. I Prorincira de S. Paulo (1883)
publicou a seguinte noticia a respeito dest mnun. ( Divis.s:
Confina este municipio ao norte corn o de S. Ri'a do Par iso;
ao sul corn o de Batataes, pelo rio S .pucahy; a ldste cor a
prove. de Minas ; a oeste corn o mun. do Carmo da Franca.
(Vide Leis proves de 24 de margo de 1856 e 16 de marco de
1873. ASPECTO GERAL-O mun. em sua maior part 6 com-
posto de vastas e bellas campinas, a que so denominam vul-
garmante chapadas. Ha alguns monticulos, do pouca elevacgo,
e contdm tambam mattas, centre as quaes algumas virgens,
com madeiras de lei. Rios -E' cortado per alguns rios e
corregos, dos quaes citaremos: ao p6 da cidade, o dos Bagres
a o Cubct6o ; na divisa corn a vill de Santa Rita do Paraiso,
o da Ponte-ANovc; na freg. do Sapucahy, o rio que Ihe di o
nome; na frog-. do Patrocinio. os ribeiroes S'-inta Barbara
e Mcecahchbas. Todos es.tes curses do agua sao mais on menos
diamantinos. SERRAs- Pelo lado da prov. de Minas ele-
vam-se as sierras do Mlorro Sellado e das Araras; e ao norte
a do Tamandud. MINERANS Ha no mun. grande quanti-
dade de terrenos diamantinos. Em 1855 cmecaram alguns
aventureiros a explorer os terrenos adjacentes aos ribeirdes
Santa Barbara, Sapucahy-mirim e Candas, a procura de dia-
mantes. Dahi so formaram as povs. de Canoas e Patrocinio
do Sapucahy. Io Canids, Sapuolahy, Sapitivuoh-mirim e Carmo
do Scriado extrahem-se diamantes, cujas lavras produzem
actualmente por anno, 100 oitavas, que, a preqo baixo, valem
30:000$. 0 process empregado dols mais primitives. .NNo
obstante, tem-se extrahido muitas pedras preciosas de bonm
tamanho. Os diamantes da Franca recommendam-se pela pu-
reza da agua. No corrego dos Bagres, quo banha a cidade,
existem igualmente diamantes. A camera municipal e as auto-
ridades locaes representaram, em 1883, ao governor imperial,
para o tim de serem declarados diamantinos os terrenos da
Franca e gozarem dos favors da lei. SALUBnRItDE-E' este
um dos muns. mais saluibres da prov. 0 clima 6 excellent,
as estagoes regulars. JA Saint-Hilaire notava que em part
alguma da prov. se apresentam tantos exemplos de longevi-
dade como no district da Franca do Imperador. De facto.
em 1838, contavam-se, segundo Pedro Miller, sobre 10.664
habis. 56 individuos de 90 a 100 annos Ilojo, ainda ha ma-
crobios iguaes. HisroTit- A Franca data do principio do
seculo, on fins do seculo passado. Foi originariamente fa-
zenda de um tal Simies, que deu meio quarto de legua em
quadro, para nesse tereno fundar-se uma egreja com a invo-
cacgo de Nossa Senhora da Conceico. At4 entUo era o logar
conhecidopelo nome de Sertdo do Capimn Miimoso. A localilade
foi povoada por mineiros. Foi elevada A frog. em 1804, A.
categoria de villa em 1824, por Dec. imperial, sob o nome de
Vslla Franca do Imperador; a de cidade por Loi Prov. de
24 de abril de 1856. Luiz d'Alincourt, em suas Memorics de
Viage's, affirma que o nom e de Franca provdm de ter sido
este logar aberto a gene de today casta e nacionalidade, que
para elle immigrara. E' mais acceitavel a versito de Saint-
Hilaire, que diz que os primeiros habs. foram pSr-se sob
a protecido de Antonio Josd da Franca e Horta, com cujo
nome, por homenagem e gratidito chrismaram a nascent pov.
Manoel Euphrasio de Azevedo Marques acceita esta opiniao
dando como origem A Franca a immigtacao de -aventureiros
mineiros, nos fins do seculo XVIII, os quaes estendendo-se
das minas de Santo Antonio do Rio Verde, hoje cidado
da Campanha, ahi vieram assentar morada. Os comecos da
pov. nao foram pacificos. O governador Oyenhausen tomou
medidas preventivas contra os crimes que se perpetravam de


46


^


SFRA

continue nas margens do Rio Grande tornando a Franca o
theatre ass6s frequent de conflicts graves, cireumdando-a de
umra faa pouco isongoira, que augmentou corn as revoltas
de Ansehno Ferreira Barcello4, 20 annos depois. DS 1818 a 1823
a parochia da Franca comprehendia cerca de 3.000 habs.
em edade de s confesnarem. Em 1838, contavam-se, em todo
o lermo, 10.661 de today edade. Em 1851 s6 a villa contava
5.000 almas. A Franca pertencen primitivaments A comarca
de Ytdi. Pela Lei Prov. n. 7 de 14 de marco de 1839, os
terms da Franca e Mogy-mirim formaram a setima comarca
da prov send designada a Franca para sdde. A freg, do
Senhor Bom Jesus da Canna Verde de Batataes foi desli-
gada do mun, da Franca e elevada a villa e cabeca de termo
por Lei de 4 do marco do 1839, 4poca em que, por causa
da Anselndad, as desordons da Franca fizeram para ahi im-
migrar muitos moradores. De 1838 a 1810 o mun. foi aba-
lado per desordens do character gravissimo promovidas per
Ansalmo Ferreira de Barcellos, cirlado important e muito
popular. Este, A test de grande numero de caboclos armados,
mvadiu por duas vezes a cidade, depoz as auctoridades legal-
mente constituidas, nomeou outras e inaugurou um como go-
verno proprio, dando-se conflicts lamentaveis, entire elleswo
de que result)u a more barbara do juiz de paz Manoel Ro-
drigues Pombo. As revoltas do Anselmo tiveram por causa os
odios accumulados contra alguni depositarios da auctoridade
public ; oncontraram sympaLhia no povo, mas ficaram deslus-
tradas pelos conflicts e desordens que provocaram. 0 governor
tomou providencias e a ordem restabeleceu-se nao sem muito
custo, no mun. De entlo para ca a Franca tem gosado de
uma paz inalteravel, o que muito abona o espirito pacifico
e ordeiro de sens habs. Em 1887, a linh Mgyana prolongou
a sua ferro-via ald A cidade da Franca, o que abriu novos
horisontes a prosperidade do imporlanto mun. TOPOelnA-
rrm.- A cidade esti situada numa chapada corn declive a
ldste, oeste e sul, banhada por estes lados pelos corregos dos
Bagres e do Cubatio, na attitude de 1.010 metros. A cidade
apresenta um aspect risonho, as ruas sdo ract;s e compridas;
os largos bem delineados e espacosos, principalmneate o da
matriz. As edilicacoes resentem-se, em geral, dos vicios da
construcc6o antiga. A cidade comprehoedo 361predios, send
349 terreos, seis assobradados o nove de um andar. Quanto
ao valor locativo, sui'erior a 60$ annuaes ha 61 ; de 60$ a
180$, ha270; de 1803 a 1:2003 ha 33. A illuminaq5.o pu-
blica consta do combustores de kerosene. Os sons edificios
principles sfio: o Forum, o unico da prove. installado em
1884, em quo funccionam os cartorios, a camera municipal,
o jury,a cadeia, eschs. publs. de ambos os sexos, o Club da La-
voura e Colonisacao c uma bibliotheca public ; a matriz,
construcgao secular, corn duas torres modernas, muito ele-
antes ; o theatre de Santa Clara : os collegios Culto As
Lettras e N S. de Lourdes, dirigido por irmis do S. Jos4.
No larto da Alegria esta o rdlogio do sol, de marmore do
Ctrrara, notavel obra, devida aos esforgos do illustre mathe-
matico frei Germa no do Annecy. PoiuLACAo..- A pjpulacao do
mun. 6 de 10.040 habs. AGRICULTURA E PECUARIA.- Os prin-
cipaes products da lavoura do mun. sto: cafe, assucar, fumo
e cereaes. sendo a produccq.o media annual a seguinte: caf6
900.000 kilogs., assucar 60.000 kilogs., fimo 37.500 kilogs.
O prego medio do alqueire (2,42 hectares) das terras de cul.
tura de primeira qualidade 6 de 60$ ; das de campo, tambem
de primeira qualidade, 253000. Faz-se em grande escala cria-
Q5o de gado bovine, cavallar e muar, send a sua produccito
mndia annual a seguinte: bovino 12.030 cabetas, das outras
species 2.000 a 3.000 cabecas. COMIERCIO E INDUSTRIA.- E' de
cerca de quatro milhoes de litros o consume annual de sal nas
provincial do Minas Geraes, Goyaz e Matto Grosso, send a
maior parte transportada pela estrada da Franca, em direcqeo
aos portos da Ponte Alta e Barreirinho. E' de 8.000 volumes o
calculo mt dio dos generous de importageo, que annualmnnte
sao transportados pela mesma estrada a3 referidas provs.
Os estabelecimentos commercials e industries do mun. saio
os seguintes: 28 lojas de fazendas, 134 armazens do inolhados
e generous do paiz, sete armazons de caf4 e sal, sete phar-
macias, dous hotels, seis acougues, duas fabrics de cerveja,
quatro padarias, quatro ourivesarias, 10 sapatarias, seis sel-
larias, um engenho central de assucar, duas typographias, duas
marcenarias e outras diversas oflicinas. RENDAS TUBLICAS.-
No exercicio de 1885 a 1886 produziram: as rendas municipaes
I I:Pii'.ia. as rendas provinciaes 13:1738678, as rendas geraes
I:?'.. 2.'.. INSTRUCCQi.- Em 1886 funccionavam no mun.










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trees eschs. publs. prims. para o sexo masculine, nas quaes
achavam-se matriculados 59 alumnos, que mantinham a fre-
quencia de 52, o que produz a m6dia de 17 alumnos frequented
por esch Funccionavam tambem duas eschs. publs. prims.
para o sexo feminine, corn 51 alumnas frequentes de 71 nellas
matriculadas, o que produz a mddia do 25 alumnas fiequentes
por esch. Achava-se vaga umra cadeira publ. prim. para o sexo
feminino. Cada esch. publ. do mun. correspond a 1881 haibs.
Conta ainda a cidade duas eschs. particulars, um lyceu deno-
minado Culto is lettras, um collegio para meninas, uma bi-
bliotheca cor cerca de 800 volumes, funddad pelo prestimoso
cidadio Dr. Estevam Ledo Bourrol. Pub!icam-se na localidade
dous periodicos A Justiac, e 0 Nono Districto. DIvIsXo
ECCLESIASTIC .- Almn da parochial de N. S. da Conceicao,
o mun. da Franca conta mais duas fregs. a de N. S. do
Patrocinio do Sapucahy, distant da cidade 16,5 kils. e a de
S. Seb:lstido da Ponte Nova, distant 36,3 kils. A freg. do
Patrocinio do Sapucahy foi creada pela Lei Prov. n. 17 de
13 de marco de 1874 e elevada a villa pela lei n. 23 do 10 do
marco de 1885. A freg. de S. Sebastido da Ponte Nova foi
creada pela Lei Prov. n. 33 do 10 do marco de 1885, nao
estando ainda canonicamente instituida. A comarca ecclesi-
astica da Franca comprehend, al6m das parochial acima
referidas, as da villa de S. Rita do do Paraiso e S. Antonio
da Rifaina. e na prov. de Minas, as do Aterrado, S. Rita de
Cassia e Canoas. 0 mun. contlm as capellas das Covas, ar-
raial distant cinco kils. da cidade ; a do Ribeirdo Corrente, a
20 kils. e do Burity, a 26,4 kils. DIsioVA POLICIAL.-- 0 mun.
comprehend uma delegacia, a da cidade, e tres subdelegacias,
ada cidade o as das fregs. do Patrocinio do Supucahy e de
S. Sebastiao da Ponte Nova. DISTANCIAS.- A cidade da Franca
dista: da capital da prov. 508 kils., de Batataes 52 kils., (do
Carmo da Franca 58 kils., de S. Rita do Paraizo 85 kils., do
Ribeirio Preto 99 kils., de Pasgos (Minas) 118 kils., do Ater-
rado (Minas) 39 kils., do Uberaba (Minas) 118 kils. VIACXo.-
As estradas principles do mun. sao: a que vae da Franca a
Batataes, procurando o rio Sapucahy e atravessando grades
planicies ; a que vae da Franca a S. Rita do Paraiso, passando
pola freg. da Ponto-Nova. Esta ultima d a mais importinte,
pois 6 a qne da transit para Uberaba e a prov. do Goyaz ;
as da Franca ao porto da Ril'aina (.Jaguzcra), ao Patro-
cinio do Sapucahy, e a villa do Carmo, em dneminda do Porto
da( Espinha, no Ri') Grandse. Estas eslradas s o muito an-
tigas, e siTo denominadas geralmente estradas reaes.
FRANCELINA. Pequeno rio d o Estado da Bahia, corre
para o Itanhentinga. Rega o mun. de Alcobaca.
FRANCEZ. Pov. na freg. dos Serranos do Estado de Minas
Geraes.
FRAN'CEZ. Serra do Estado de Minas Geraes, no mun. do
Ayuruoca.
FRANCEZ. Ilha do Estado do Paro, no man. de MonsarAs.
FRANCEZ. Illa do EsLado da Bahia, no mun. de Mara-
gopipe, no rio ParaguasasI.
FRANCEZ. Ilol do Estado do E. Santo. entree a barra do
Itapemirim o a do Piuma.
FRANCEZ. 11ha do Estado do Rio dc Janeiro, no mun. de
Angra dos Reis.
FRANCEZ. Pontla E. da ilha Fernando de Noronha, centre
a enseada das Esponjas e a Pe;ra Alta.
FRANCEZ. Rio do Estado de Minas Geraes; vom da serra
do Paiol na Bocaina, no mun. de Ayuruoca, segun para o N. e
depois para 0. e deagua no Ayurnoca pouco acima de Serranos.
Recobe os carregos da Estiva, Ponte Alta, Pecegueiros, Ma-
caquinhos, Born Successo, Itapeva, Gomes, Parricida e di-
versos outros.
FRANCEZ. Lagba do Estado do Santa Calliarina, no mun.
de Ararangua, no littoral.
FRANCEZES. L'.g. no mun. de S. Joito do Monke Negro
no Estao do RIt. G. do Suol; corn urna esch. publ. dle inst.
primaria.
FRANCEZES. Ilha do Estado do Rio de Janeiro, no nmuu.
de Cabo Frio, proxima da ponta do Costado. E' completamente
desert. Para o SE. della existe um rochedo a ella ligado por
pedras submarines e denominado Ilhota do Franoes.


FRANCILVANIA. Rio do Estado do E. Santo, aff do rio
Doce pola margem esquerda.
FRANCISCA. Ilha do Estado do Rio de Janeiro, no mun.
de Angra dos Reis.
FRANCISCA. Serra do Estado de Minas Geraes, nas divisas
da frog. do Cajurd, do mun. da cidade do Pari.
FRANCISCA (D.). Colonia particular no 20 district da
Cachoeira, do Estado do R. G. do Sul. A Lei Prov. n. 1.517
de 20 de novembro do 1885 creou ahi uma esch. publ. de
ensino mixto.
FRANCISCA (D.). Colonia do Estado de Santa Catharina,
no mun. de Joinville, funlada em 10 de marQo de 1851. Occupa
umna area de 405.826,08) ms. quadrados. Os products de sua
lavoura sro: assucar. cachaga, melado. arroz. feijYo, fumo,
milho, ararata, cafe, farinha, batalas, etc. Torn cliversas fa-
bricas de charutos, cerveja, vinagre; olarias. Sun pop. e supe-
rior a 9.000 h:bs. 'Tem divers:s eschs. p:tbls. e p.rticulares.
FRANCISCA (D.) Estrada do Estado de Santa Catharina;
deve ligar a side da colonial D. Francisca, hoje cidado de
Joinville, i villa do Rio Negro. Foi em marco te 1858 que,
sob a administraiio do cidadao Leonce Aubi. entto director
da colonia D. Francisca, tiveram comego as obras desta
estrada de rodagem. Sen desenvolvimento 6 de 146k,100 ou de
156k.100 juntando-se a distancia de Joinville, a foz da la-
goa de Saguassfi, avaliada aproximadaments em 10 kils.
O ponto mais elevado de today a eslrada acha-se situado sobre o
dorso da serra do Mar. Sua altitude 4 de 850 metros. Tem-se
despendido corn ella, dasde 1858 atd 1873, corca do 700:0008,
send provavel que o custo de today a linha ascenda a
2.000:000$000.
FRANCISCO (D.). Moi'ro na capital do Estado de Goyaz.
FRANCISCO (S.). Cidade e mun. do Estado de Santa Catha-
rina, na cnmn. do sen nome, a NO. da ilha de S. Francisco, no
extreme N. do Estado; aos 260 14' 17" de Lat. S. e Long. de
50 32' 15" 0. do Rio de Janeiro, em aprazivel localidade, corn
excellent ancoradouro,. Tem 7.000 hb:bs. Orago N. S. da Graga
e diocese de S. Sebastiao do Rio de Janeiro. Foi creada parochia
em 1t56i. Villa emn 100. Cidcade por Lei Prov. n. 239 de 15 de
alril de 1817. i' corn. de primeira entr., croada pea p Lei Prov.
n. 411 do 17 de abril do 1856 e classilicada pelos Decs. ns. 1.906
de 28 de margo de 1857 e 4.972 de 29 do maio de 1872. Tern
eschs. publs. de inst. prim. Agencia do Correio. 0 commercio
dessa cidade tern tornado grande incremento, devido .s cotonias
que emn son visinhanra estao collocadas. Clima geralmente
salubrdo. Conta poacos edifiios notaveis. Em uns Apontanentos
sobre a prove. de Santa Catharina, publicados na Rsgcneraoao
videe n. 135 tide 20 do outubro de 1853) por SO. lt-se : Em sua
mimoria historians, p 160, refere M. J. d'Almeida Coelho
que, tendo esta villa pertancido por largos annon A prove. de
S. Paulo, passou a pertencer de Santa Catharina, cujo governor
foicreado porEl-Rei D. Jo.o V, no anno do 1738, mas que, nada
tondo encontrado a semelhante respeito, qoer nos mais antigo s
livros do sua camera, quer no archive da Secretaria do Governo,
presume quo a sua s~paragdo da prov. de S. Paulo s6 tivesse
logar quando, por virtue da Resolueago Rgegia de 20 de junho
de 1749, o Provisao do Conselho Ultramarino expedida ao
governador Manoel Escudeiro Ferreira de Souza, de 20 de
novembro do mesmo anno, foi creada a ouvidoria do Santa
Catlarina indepoondente da de ParanaguI. Penso que fira
n nesd mesmo anno que se effectuara aqualla saparaQio, em vista
da ordom qoe em 1750 expedira o capitao-general do Rio de
Janciro, Golnes Freire de Andrade, an capitto-m6r da villa de
S. Francisco, Sabastidao Fernandes Camacho, em carta de 20 do
Junho, cuja integra 6 a seguinte: a Na f6rma das ordens de
S. Magestado se acham divisos os gvvernos de Santos e da ilha
de Santa Calharina, pertencendo essa capitania ao da dita
ilha, pelo que, ainda que Vm. nao tenha recebido ordem do
governor de Santos em que lhe declare o referido, deve star
daqui em deante is do da ilha, a cuja jurisdioaeo fica perten-
condo essay capitania na fdrma das referidas ordens. Deus
guard a Vmn. Rio de Janeiro, 20 de jonlio de 1750.-Goines
Frleire de Andrade. Sr. Sebastiao Fernandes Camacho.
(Falla comn que o Presidents J. J. Coutinho abrin a Assem-
blda Provincial em 1857, p. 49.)
FRANCISCO (S). Cidade e mun. do Estado de Minas Ge-
raes, na com. e I mergem, do rio do seu nome; ligada a So
Romilo por uma ostrada, atravessada pelos corregos Tabocal e










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Mucambo; e a Januaria e a S. Jose do Gorutubapor uma ontra
atravessada pelu rios Verde, Pandeiros e Pardo. Orago S. Jose
da Pedra dos Angicos e diocese de Diamantina. Foi creada
parochia pela Lei Prov. n. 1.356 de 6 de novembro de 1866;
villa, sendo para ella transferida a s6de do min. de S. Romao,
pela de n. 1.086 de 14 de novenmbro de 1s73; cidade coin a
denominag5o de S. Francisco pela de n. 2.416 de 5 de novembro
de 1877. E' coin. de primeira entry. creada e classilicada pelas
Leis Provs. ns. 464 de 22 de abril do 1850; 719 de 16 de maio
de 1855 e 1.740 de 8 de outubro do 1870 e Deors. ns. 687 de 26
de julho de 1850 e 5.049 de 14 de agosto de 1872 e Acdo de 22 de
fivereiro de 1892. A cidade tern eschs, publs. de inst. prim.
Agencia do correio. 0 man. 6 conslituido pelas parochias da
cidade, de S. Romano. do Capiao Redondo e de Santo Antonio do
Paredio. Comprahende os povs. S. Sebastiio de Paredio e Brejo
da Passagem. E' regado pelos rios S. Francisco, Pardo, Santa
F6, al6m de outros. Sobre snas divisas vide, entire outras, as
Leis Provs. n. 1.356 do 6 de novembro de 1866 (art. II),
n. 2.703 de 30 de novembro de 1880, n. 2.764 de 13 de setembro
de 1881, n. 1.663 de 16 de setembro de 1870 (art. VII). n. 3.219
de 11 de outro de 1884.
FRANCISCO (S). Villa e mun. do Estado do Maranhllo, na
corn. do seu nome, ex-termo da com. de S. Jos6 dos Mattoes,
A margem esq. do rio Parnalyba. Diocese do Maranhio. Coin
o nome de Malaga do Ir/cm d foi elevada i villa antes de 1835,
sendo nesse anno, em virludo da Lei Prov. n. 7 de 29 do abril
confirmada nessa categoria. Transferida sna s6de para ( 1 I '
Olho d'Agua pela de n. 175 de 9 de novembro de 1843, '1.' I. I
revogada pela de n. 203 de 14 dte jnllo de 1845 quo a itorison
a transferencia para o logar Iargem Grande. Em virtlide do
art. 11 da de n. 386 de 30 de jilnho de 1855 foi a pov. da
Alanga elevada a villa e transferida para ella a cabegar do
termo da Passagem Franca, licando extinct esta villa; ossa
disposicao foi, por6m, revogada pela de n. 512 de 29 de jalio
de 1858. Restabelecida villa pela de n. 690 de 27 dejunho de
1864, foi extinct pela de n. 902 de 14 de julho de 1870, que
transferio a s6de do man. da Manga para a pov. de S. Fri n-
cisco, entho elevada a villa. Foi creada com. pela Lei Prov.
n. 1.372 de I de maio de 1886 o classificada de primeira enter. pelo
Dec. n. 152 de 14 de janeiro de 1890. Em 1888 a pop. era do 870
habs. Tem uma capella que serve de egreja matriz, e que devera
ser a capella m6r da egreja que se tiver de construir. Foi come-
cada A custa do Estado e acabada cor esmolas dos parti-
culares. Tern um cemiterio feito pelos particulars. Nio tern
prodios publicos. A camera funcciona em uma case particular
que aluga. Serve de cadeia uma casa particular tamnbem alu-
gada. Cultura de cereaes, algodao e canna. CriaCao do gado.
Dista 20 leguas de S. Jose dos Mattoes. Tern os portos deno-
minados: Queimadas, Barao de Grajahd, Manga e Veados.
FRANCISCO (S). Villa e mun. do Estado do CearH, na corn
de seu nome, ao pe da serra de Uruburetama do lado meridional,
em terreno fertile e bastante secco no verdo. Diocese do Ceart.
O art. I da Lei Prov. n. 262 de 3 de dezembro de 1842 crooni
uma freguezia na capella de Santa Cruz corn a denominacGo
de N. S. da Penha de Santa Cruz de Uruburetamn, a qual Ino
mesmo mez e anno, em virtue da Lei n. 279 foi incorporalda
ao mun. da Capital, a que pertencou ate 1846, sendo nosse anno
pela Lei n. 376 a 22 de agosto incorporada ao nmn. da. Inpe-
ratriz. Foi, pela Lei Prov. n. 502 de 22 de dezembro de 1819,
elevada A villa com o nome de Constituinti, denominnaiio que
foi suhstituida pela antiga, isto 6 Santa Cruz de Uruburcetauta,
pela de n. 534 de 10 d& dozembro de 1850. Foi incrorporada
coin. da Imperatriz pela Lei Prov. n. 591 de 21 de oulubro de
1852; transferida a side da villa para a pov. de S. Francisco
com a denominacao do S. Francisco de Uruburetama pela do
n. 886 de 20 do julho de 1859 e a side da parochia da frog. tde
Sauta Cruz para a capella de S. Francisco pela de n. 1.131 do
21 de novembro de 1864. Ter duas escls. publs. do inst.
prim., creadas pelas Leis Provs. n. 606 do 8 do novembro doc
1852e 1.176 de 29 de agosto de 1865. Comprehend os povs:
Riacho da Sella e Santa Cruz. Sobre snas divisas vide Leis
Provs. ns. 262 de 3 de dezembro de 1842 (art, II). 88( de 20
de julho de 1854 (art. II), 945 de 21 do agosto de 180; 1 098
de 24 de dezembro de 1863: 1.112 de 27 de outubro do 1801;
1.155 de 2 de agooso de 1865 (art. III); 1.802 de 114 te Janeiro
de 1879; n. 2.041 de 5 de novembro de 1883: Dec. n. 11 dt 17
de abril de 1890, n. 20 de 27 do maio de 1890. Foi croada
corn. pelo art I da Lei Prov. n. 1.672 de 19 de agosto de
1875, que foi revogada pelo art.'I II da de n. 1.814 de 22 de


janeiro de 1879. Restaurada por Dec. n. 17 de 1 de maio
de 189) e classificada de primeira entr. pelo Dec. n. 383 de
9 do mesmo mez e anno. O mun. 6 regado pelos rios Caxitore,
S. Francisco, Camorim, Papagaio, RiachBo, Mandacari, Ta-
nanoyA e Lag6a da Cruz. A lavoura consisted no plantio da
canna de assucar, cereaes, algodao e algam card. A villa dista
84 kils. de Tymbauba.
FRANCISCO (S.). Villa e mun. do Estado da Bahia, lermo
da corn. de Santo Amaro a 59,5 kils. da capital, e A mar-
gem da balia de Todos os Santos, na barra do rio Sergipe do
Condle. Orago S. Goncalo e diocese archiepiscopal d, S. Sal-
vador. Foi creada parochial em 1696 (1677 segundo otitros) e
olevada a categoria de villa em 16 de fevereiro de 16.'8, polo
deseinbargador Estevam Ferraz de Campos por ordem do
El-Rei D. Pedro II. Tern duas eschs. pubis. de inst. prim.,
o 4.197 habs. 0 mOn,, alim da parochial da villa, comprehonde
mai as as de N. S. do Monte do Iteconcavo, N. S. da Madre tie
iDcus do Boquairao, S. Sebastiao das Cabeceiras do Passe, e
N. S. do Soccorro. Em virtude de sna mi collocapao em imn
ishmino, tern pequeno commercio, achando-se em grande deca-
dencia principalmente por canst, das duaq linhas ferreas : a
da capital a da Feira de Sant'Anna. Sen ml,. e entretanto
'erlil, notando-se nelle cerca de 80 engenhos de assucar e
nunmerosas fazendas de agriculture crianao. Tem umn magni-
lico vasto convento de religiosos franciscanos, coin a invo-
caciUo de Santo Antonio, obra important naio s6 em architectural
coino itin pinlura. Tern mais tres egrejas, a matriz, a capella
de S. Jose dte propriedate particular e unia cap lla corn a
invecanco ld; Concei io da Praia. Foi nolla ndr se reinir iI
os prilmoiros hatalhoes que mnarcharanl para os campos de Pirajia
em leflosa ida casa da nossa indepel:dencia. A villa estl em
p)osiCio pittoresca sobre um alto e dominada1 pelo vasTo con-
vento de S. Francisco, construido sobre uni aleo monte ba-
nliado pelas agnas da bahia. A vill:t compnoe-se (e boas casas
de for e construceao formando diversas ruas calcadas qte
sobein para o planalto, partindo de unia arborisada praa B.
bira d'aguia onde se acha a boa casa do Conselho. Sua
matriz de S. Gongalo esta edificada sobre oiitro monte. Alem
desta vasta egreja possue a villa o c'lebre convento, ctja ftun-
dacso remonta ao anno de 1618, Dpoca em que alguns frades
coinegaram esta nova casa no sitio denominado Marap6, a
uina legna a L. da villa e sobre a hahia. Mais tarde, em 1629,
Gaspar Pinto dos Reis e sua mulher D. Isabel Fernandes, por
escriptura passada, entlo doaram cento quarenta o trees
braces de terra no sitio em que hoje se acha a villa, onde
os frades levantarain hospicio e capella concliidos em 1636.
Este hospicio, reputado logo pequeno, foi substituido em 16,39
palo actual convento. cuja construccao acabou-se em 1649, send
a capella substituida tambem mais tardo (1718-22) por lma
outra quoe a actual onde a 25 de marqo de 1722 se celebrou
a primeira missa. Uma outra capella acha-se no porto e logar
chamado Caquende. Sua casa do Conselho, situada na citada
praca contig ia ao mar, arborisada e para onde descem as prin-
cipaes ruas calcadas da villa, 6 boa e vistosa. A villa, que
possuiiu muitos trapiches, alambiques e outros grandes edificios,
esti hoje eln grande decadencia. Sous moradores, em grande
iinimcro c peca(dores, fazeim umn conmmercio do exportaqco para a
capital, do camarnes, frescos e secos e clang6es de espeto.
Unia legua rio Acima acha-se o Instituto Btahiano de Agricul-
tura, que a esta inftlizmente poico proveito pratico tem trazido,
apezar 1do grades sacrilicios pecuniarios que so tern fito. Os
torrenos do mun. pertencom a ordem dos al'amados massap&ls,
onde se fundaram os primeiros e mais poderosos engenhos de
assucar do Estado, muito bern monta'los, coin grades ecustosas
casas do fabric e de morada dos ricos senhores de engenho.
Nas cinco fregs. die quo se ci'o)lO o man. tempo houve eln
q e )o uilmer') (Iestos engenhlios siibin a mais tdo cento e vintc.
C'ltiva-so ta:mbem O foumo, a inandioca e coreaes C cria-se algilln
gado. O) priiniaio dosta villa deve-se procurar na fundactao
do convent do S. Francisco de que al az ji fallamos. Primi-
livanliote portenciami esles torrent s, desdo o rio Marapd atl o
do Acupe, ao conde dti Linhares, sesmarias a ello dadas em
diversas dalas por Mem ile Sa, o onde esse lidalgo fandonui u
ongenho, ainda hoje existence, com o nome do engenho do
Coindo. E' ,aiila dot noime deste conde que tiront o sen 0 rio
Sergy ou S8'rgipe, para differencar-se do outro Sergipe, chla-
mado por isso do EI-Rei, actual Estado de Sergipe, por scr
pertlncente A corda. Quando eslta deliberou mandar fundar
as primeiras villas no reconcavo da Bahia por Carta Regia de
18.108










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27 de dezembro do 1693, um dos logares escolhidos por D. Joao
de Lancastro para s6de de uma das novas villas, foi o sitio
chamado entao de S. Francisco, onde, em execucgo da Por-
taria daquelle governador, de 27 de novembro do 1697, o
desembargador Estevam Ferraz da Campos levantou villa a
16 de fevereiro do 1698, depois de ter feito egual creacgo em
Jaguaripe (dezembro de 1697) e Cachoeira (janeiro de 1698).
FRANCISCO (S.). Missilo fundada por padres missionaries
na confluencia do rio Preto coin o Madeira, em terras lirmes,
altas, abundantes do caa a e excellentes para agriculture. Os
dous rios, nas suas proximidades, slo abundantes em pescado
de diversas qualidades, e em tartaragas. Consta a pop.
de 135 indios Araras quasi todos maiores, porque as criancas,
antes dos pages serem aldeados, tinham sido corn facilidade
tomadas polos regatdes. Comp6e-se o aldeamento de uma ca-
pella e 55 casas boas, alem de outras pequenas que serve para
fornos e outros services ; naquelle numero conta-se uma desti-
nada par lla nll funccionar a esch. publ. e outra para re-
sidencia do missionario. Empregam-se os habs. no plantio
da canna, batata e milho. A Lei Prov. n. 636 de 2 do jinho
de 1885 elevou essa missao 6 categoria de parochia, sob a
denoming6ao de S. Francisco do Rio Madeira, devendo o sea
torritorio comprehender os dists. policies de Tres Casas, Ma-
chado, Abelhas e Santo Antonio.
FRANCISCO )S.). Log. do Estado do Parat, no rio Sapu-
caia e miun. de Paro.
FRANCISCO (S.). Log. do Estado do Maranhao, no mun.
de Miritiba.
FRANCISCO (S.). Pov. do Estado do Maranhao, no mun.
de Santa Helena.
FRANCISCO (S.). Log. do Estado do Plauhy no mun. de
ParnaguA.
FRANCISCO (S.). Pov. do Estado do Ceara. A Lei Prov.
n. 2.105 de 27 de novembro de 1885 supprimio o dist. ahi
creado e incorporou o territorio do referido dist. ao term de
Lavras. Pertencia ao termo d'Aurora.
FRANCISCO (S.). Pequeno pwy. e capella na freg. do
Riacho do Sangue; no Estado do Cear. (Pompen).
FRANCISCO (S.). Pov. do Estado do Ceara, no term de
Acarahd. Foi elevada a dist. pelo Dec. n. 60 de 6 da setembro
de 1890.
FRANCISCO (S.). Dist. do termo da Soledade, no Estado
do Parahyba do Norte; con ur esch. publ. de ensino mixto,
creada pela Lei Prov. n. 771 de 22 de setembro de 1884. Fica
distant quatro leguas ao N. da villa da SAledade 12 a 0. do
Cam pina.
FRANCSCO (S.). Dist. do termo do Planc6, no Estado
do Parahyba do Norte corn uma esch. publ. de int. prim.,
creada pela Lei Prov. n. 475 de 20 do julho do 1872.
FRANCISCO. Log. no termo de Villa Bella do Estado de
Pernamb:ico.
FRANCISCO (S.). Logs. do Estado das Alagdas, nos muns. de
Vicosa, S. Luiz de Quitunde, Atalaia e S. Miguel dos Campos.
FRANCISCO (S.). Colonia do Estado das Alagoas. Foi es-
tabelecida corn retirantes cearenses nos terrenos do extincto
aldeiamento do collegio do Porto Real e pela conformagco do
terreno e sua posicQo topographical, foi ella assentada no alto
da collins, denominado alto da Palmatoria, em cujo sopd estAi
edilicada a villa do Collegio; isso porque 6 este o ponto central,
na margem do rio, ficando com uma legua ao N. at5 o riacho
Tibiry; outra ao S., at as proximidades do riacho Itiiba, e,
outra de fundo para o lado de L.; ndo havendo no interior ria-
cho algum e s6 encontrando-se agua potavel no rio S. Francisco.
Ainda hoive uma razao muito poderosa, a qual 6 o licar muito
perto do porto de embarque e desembarque dos generous, onldo
atraca vapor Jcquitaya, da carreira fluvial. 0 terreno, pro-
ximo margem do rin, d, apenas, ondulado corn alguns 'non-
tes muito baixos, ao N. da colonia, e de varzeas ao S. Para o
interior se eleva, e f6rma montes altos e depresodes fortes.
Presta-se, o quo est6 a certa distancia do rio, ao plantio dos
cereaes ; e o do interior ao algoddo e caf6. Na immense varzoa
que se estende ao S. da colonial, e ondo as lagdas sio mais dis-
tantes do rio, p6de-se, corn resultado talvez favoravel, plantar
cannaviaes para 5.000 on 6.000 pies annuals, havendo o con-
veniente amanho das terras e adubo. Dentro dos terrenos,
DICe, GEOG. 7


hoje pertencentes 6 colonial existed un grande morro do pedra
calcarea eonde presentemente traballa uima turma do opera-
rios tirando a padra necessaria para o fabric da cal. Trans-
bordando o rio S. Francisco em suas enchentes, fdrma nas
depresses do s6lo pequenos lagos on lagoas, nas quaes se faz
o plantio de arroz. As principals sao em namero do 21 das
quacs as 10 primeiras estio ao N. da colonia a as 11 ultimas ao
S. da mesma. Sao conhecidas polos nomes de Laga do Corleiro,
Grande. dos Porcos, Comprida, do Sampaio, do Fono, do Cam-
po, do Coitd, de Domingos do Maltts, do Barros, Maria Antonia,
dos Pedrinhas, Cannafistula, Cnpim, Sanhard, Caicara, Camoru-
pim, Camorupim Grande,Estrgi to ePereiro. Existem outras mais
pEquenas, e algumas de que nunca lizeram uso os moradores do
logar, per ser necessario abrir-lhes vallas, para o rio, derivan-
do as aguas em excess, a nao disporem elles, como hoje dispa5
a colonia, de psssoal o ferram'nta. No cnio da colina estava
projectada uma capellinha, em firm-i octogona, corn um pateo
a L., e outro a 0, do 30O palmos do largura; nestes dous
pateos podem assistir 6. misa 10 on 12.000 colons, sem se
atropelarem: seguindo-se quarteiroes de 303 palmos em qua-
dro, separados por diversas runs perpendiculares entire si. A
capalla tere, a invocacao de S. Francisco de Assis. Foi ess.a
colonial installada em 23 do meio de ....
FRANCISCO (S.). Arraial do Estado da Bahia, na freg. do
N. S. da Conceicgo do Almeida ; com uima esch. publ. do inst.
prim., creada pola Lei Prov. n, 2.275 de 12 de agosto de 1881.
FRANCISCO (S.). Arraial do Estado da Bahia, no mun. do
CoraNao de Maria; cor uma esch. publ. do inst. prim., creada
pela Lei Prov. n. 2.261 de 9 do agosto de 1831.
FRANCISCO (S.). Log. do Estado da Bahia, no mun. da
Gamelleira do Assurua (Inf. loc.).
FRANCISCO (S.). Log. do Estado do Rio do Janeiro, no mun.
da Estrella; corn uma esch. public.
FRANCISCO (S.). Log. na frog. de Jacarepagu. do Dis-
tricto Federal.
FRANCISCO (S.). Log. no man. do Bananal do Estado de
S. Paulo. Ha um outro log. do mesmo nome no mun. da
Franca.
FRANCISO3 (S). Antiga parochial do mun. de S. Sebas-
tiao, no Estado de S. Paulo. Foi cread: pela Lei Prov. n. 13
de 2 de abril de 1856 e rebaixada dessa categoria pela do n. 55
de 5 de abril de 1870. Vide Bairro do S. Francisco.
FRANCISCO (S). Log. do Estado do Paran'i, no mun. de
Assunguy.
FRANCISCO (S.). Log. no mun. de Manhuassd do Estado
de Minas Geraes, banhado pelo ribeirao Sacramento.
FRANCISCO (S.). Pov. do Estado de Goyaz, no mun. de
Porto Nacional, com uma capella distance dous kils. dessa
cidade.
FRANCISCO (S.). Nome de um ces existente no mun. da
capital do Estado do E. Santo.
FRANCISCO (S.). Fortim rectangular edilicado na praia de
Olinda, no sitio em que havia outro anterior a invasdo hollan-
deza ; domine o ancoradouro dessa cidade, o que dia importancia.
Uma informaoao datada de 1863 diz, quo a construcido foi tao
boa, que 6 facil reparal-o, apezar do abandon em que jaz, ha
longos annos, e enterradas no chao suas quatro peas de arti-
lharia, (Augusto Fausto de "ouza. Fortificacres no Brazil).
FRANCISCO (S.). Forte do Estado do Matto Grosso, con-
struido em 29 do janeiro de 1872.
FRANCISCO (S.). Estac.o do Tram-Road de Nazareth,
no Esiado da Balia, entre as estacioes do Corta-mao e da
Amargosa.
FRANCISCO (S.). Estacqio daE. de F. do Porto Novo ao
Sumidouro, no man. do Carmo a Estado do Rio de Janeiro.
Agencia do Correio, creada pela portaria do 1t de jaaneiro
de 1886.
FRANCISCO(S.). Sorrota no mun. do Sanl'Anna do Estado
do Ceara.
FRANCISCO (S.). Serra do Estado do Maranhao, no mun,
de Loreto.
FRANCISCO (S.). Serra do Eslado do Parahyba do Norte,
no mun. do Catold do Rocha.


FRA










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FRANCISCO (S.). Serra do Estado do Pernambuco, no mun.
de Caruard.
FRANCISCO (S.). Serra do Eslado da Bahia, no mun. do
tRemanso. < Escrovem-nos dizendo existir nest:t serra unma
furna coin uma profundidade lal que, jogando-se urna pedra
corn o peso de nove kils nose escut a apancada ; ignorando-se
o que p6de ter no centro, por nato ter cnltado ainda p'ssoa
alguma a reconhccer. Nesta mnsma serra ha dons logares de
muitas leltras e liguras esculpidas nas pedras.
FRANCISCO (S.). Serra do Estado da Bahia, no mun. de
Minas do Rio das Contas.
FRANCISCO (S.). Morro do Estado da Bahia, no mun. do
Riacho de Sant'Anna.
FRANCISCO (S.). Serra do Estado da Bahia, no mun. de
Campo Formoso.
FRANCISCO (S.). Serra do Eslado de S. Paulo: faz parole da
cordilheira occidental. Por ella abre caminho o rio Sorocaba.
FRANCISCO (S.). Morro do Estado de Minas Geraes, na
cidade de Tiradentes. Nolle esti situada uima pequena egreja
da invocagio de S. Francisco.
FRANCISCO (S.). Serra do Estado de Minas Geraes. no
mun. da Diamantina, na margem esq. do corrego S. Francisco.
E' de formagdo primitive e de rochas silicosas e graniticas ;
nunca produziu ouro, nem nella encontram-se vestigios de mi-
neracgo. Sua planura, onde existing a importance lavra deno-
minada dos Crystaes, 6 inclinada ao oriented cor vertentes para
o rio Jequitinhonha.
FRANCISCO (S.). Pharol situado na margem dir. do rio
S. Francisco, no Estado de Sergipe, no logar denominado
Samooo, na lat. 100 30' 30" S, e long. Go 47' 30"E. do Rio de
Janeiro. A torre d de ferro forjado, pintada de branch e de
fdrma octogonal. 0 apparelho de luz e dioptrico, do 4a ordem,
luz fixa branch, illuminando todo o horizonte. 0 piano focal
eleva-se a 18 metros acima do nivel mddio das mars e sua luz
6 visivel na distancia de 10 milhas em tempo claro. Esteveno
pontal N. da barra daquelle rio.
FRANCISCO (S.). Ilha do Estado do Rio de Janeiro, na
freg. da Ribeira o mun. de Angra dos Reis.
FRANCISCO (S.). Ilha do Estado de Santa Catharina, si-
tuada na costa septentrional do Estado, separada do continent
pelo vasto estuario formado polo rio S. Francisco e o Araquary,
tem 28 kils. de comprimento e 20 de largura. 0 s61o desta ilha
6 geralmente piano. Na part occidental, eleva-se a cidade de
Nossa Senhora da Graca, mais conhecida pelo nome da ilha,
em um bello e aprazivel logar, e com excellent ancoradouro.
Sua conffiuratco 6 proximamente a de um pentagon. Jaz entire
as lats. de 260 6' e 260 19' e entire as longs. de 500 50' e 5t1 10'
30" 0. de Paris, segundo o Sr. Mello e Alvim.
FRANCISCO (S.). Igarapd do Estado do Amazonas, no
mun. de Antimary. Vae para o rio Acre.
FRANCISCO (S.). Igarapd do Estado do Paril, banha o
mun. da Vigia e desagua no rio TaniA.
FRANCISCO (S.). Igarapd do Estado do Par., no rio
Aycarad, na freg. de Barcarena e mun. dh capital.
FRANCISCO (S.). Rio do Estado do Maranhio, na ilha
deste namec.
FRANCISCO (S.) Rio do Estado do Cearzi, nasce na Serra
Grande, f6rma unia linda queda d'agua, corre pelo sertlo da
frcg. do Ipli e despja no rio Jatobi. Cliama-se tambenm Ca-
chdoiira (Pominpo).
FRANCISCO (S.). Rio do Eslado do Ceara, banho a a freg.
do Riacho do Sangue e desagua no rio desto nome.
FRANCISCO (S.). Pequeno rio do Estado do Cearti, banha
o mun. do Jardiin e desagua no rio Cor-ente (Inf. loc.).
FRANCISCO (S.). Riacho do Estado do R. G do Norte.
banha o mun. de Apody e desagua na margem esq. do rio
deste nome.
FRANCISCO (S.). Riacho do Estado do Parahyba do Norte,
no iuln. de Souza.
FRANCISCO (S.). Rio do Estado da Bahia, all. do Jeqniriai.
FRANCISCO (S.). Rio do Estado da Bahia, no mun. de
Porto Seguro (Inf. loc.).


FRANCISCO (S.). Rio do Estado do Rio de Janeiro, banha
o min. de Sapucaia e desagua no Paquequer. Atravessa a
estrada do Sumidouro A frog. do Carmo,
FRANCISCO (S.). Corrego do Estado de S. Paulo, na
villa do Palrocinio do Sapucahy.
FRANCISCO (S.). Rio do Estado do Parana, desagua na
margin e~lq. do rio desle nome, abaixo do Salto das Seto
Quedas.a opinino que a extinct pov. de Ontiveros foi esta-
belecida na foz desso rio. Tambem 6 denominado Taquary.
FRANCISCO (S.). Rio aff. do Iguaosci, abaixo da foz do
Santo Antonio.
FRANCISCO (S.). Important rio, ou antes, grande braco
de mar que separa a ilha do seu nome do continent, no Estado
de Santa Calliarina. Bifurca-se depois de correr por espaco de
21 kils. em rumo de SE.: o brago que corre nessa direccao
toma o noino de Aracoari o outro, seguindo a de NE., con-
serva o de S. de Francisco. Tem de extensto 32 kils. e de
largura um a dous kilometros.
FRANCISCO (S.). Arroio do Estado do R. G. do Sul,
trib. do rio Vaccacahy.
FRANCISCO (S.). Rio que nasce na serra da Canastra, no
Estado de Minas Geraes, formando ao sahir da serra a cele-
bre cascaqa de S. Francico, geralmente conhecida por Casca
d'Anta ; Lem pouco mais de 2.900 kils. de curso e interessa a
cinco Estados : Minas, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.
Sua bacia e constituida por terras altas ouchapadas corn alti-
tude mddia de 300 metros sobre o nivel do mar e ladeadas
de serranias pouco elevadas que limitam o valle a E. e a O.
Descendo das lerras altas o rio precipita-se em varies saltos e
cachoeiras, justamente na part do curso onde sd da a mudanga
brusca de direccao, deixando o rumo de NE. para tomar o
de SE. A cachoeira de Paulo Affonso, com uma qu6da total
de 80 metros ', divide o curso do grande rio em duas grades
seccoes: o alto e o baixo S. Francisco. 0 baixo S. Francisco
que 6 francamente navegavel cerca de 238 kils., desde a foz
atd Piranhas, onde comeca a E. de F. de Paulo Affonso, per-
tence polo clima e natureza das terras zona do littoral :;
a part mais povoada e tambem aquella onde se acha a la-
ioura mais desenvolvida. De Piranhas a Jatobi (128 kils.) o
rio corre apertado entire altas penedias, que o tornam intran-
sitavel, e correspond liquella porcgo do curso nao susceptivel
de melhoramentos a que a E. de F. de Paulo Affonso serve
de estrada marginal. Do porto de Jatobi ao alto da cachoeira do
Sobradinho a cerca de 428 kils.: 6 esta a secqdo encachoeirada
susceptivel de melhoramentos e desde muito navegada por pe-
quenas embarcaqoes 2. Do alto da cachoeira do Sobradinho
A do Pirapora ha cerca de 1.200 kils. do rio desimpedido e
francamente navegavel: d esta a secqio livre do S. Fran-
cisco, que cor os afl's. que ahi vem ter, f6rma uma
extensa rIde de communicapdes interiores das mais notaveis
do Brasil a. O S. Francisco e um rio mais largo do que

SA altura da queda do Niagara n o excade de 50 metros.
2 Nosta secc.Oo so contain ceren do 40 cachoeiras, a maior part das
quakes de f'aci accosso e outras que s6 constitute serio obstaculo:
navegacao pir barcos, movidos a vara, tal comio se pratica nesta part
do rio. As mais perigisas caclioeiras desta seci'o s0o: as do Sobr-adtiho
e as do as ldo: as primeiras estli situadas cerca de 40 kils. acina di
cidade do Juazeiro. em um canal natural que tern 10 kils. de exteosio .
as segundas foranini ulia strie de pequenos saltos na extens.o de I:
kils. e constituent o mais serio elmbaaco az navega(:ao nesta part
do ro ; estis cachoeiras iicam 3JO kils. abaixo das do Sobradinhoc
3 A extensio em] leguas da rede fluvial navegavel 6:
Baixo 8. Francisco (da foz a Piranhas). .... 43 leguas
Alto S. Francisco (J3itob:1 ao Sobradidho) .... 77 >
]do:n (Sol)radinlio a Pira pr) . 23
R I) das Velhas (nFl'. da dir.) . .. .. 125
i'arocatii (all'. da esq.) . 60
Urucilia (afT. da esq.) . 35
S Caring lanhia (al. da esq.) . .
> Verde (aff. da dir.). ............ 10
a Corrente (af. da esq.) ... 20 a
,, Grando seus alls. (esq.). . .... 104
Sounma. 731
Do toda esta amplissima role fluvial carecein de melhoramentos para
so atdaptar a utina naveg'aCao a vapor om qualguer dpoca do anno: no
curso do S. Francisco 77 leguas: nos alls. 175. (Th. Samnpaio.)


FRA










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profundo, sua largura media d de 1.000 metros e a pro-
fundidade onde o leito nao 6 obstruido per pedras ou bancos
de area, pouco excede de dous metros. Ha, por excepcio,
pontos takes come no porto da cidade do JUazeiro onde a
sonda accuse de sete a 10 metros de fund ; na B(a Vista 15 ;
no Ib6, a parte mais estreita do curso superior, la profunali-
dade de mais de 20 metros. 0 rio attinge por vezes 3.000
metros de largura total, incluindo ilhas, e quasi sempre esta
extraordinaria largura coincide corn os sitios encachoeirados.
Come as rochas do sub-s61o jazem a pequena profundidade,
apenas cobertas por um manto de terreno argilio-silicoso de
cerca de quatro a oito metros de espessura, o leito do rio tern
antes tendencia para ganhar em largura do que em fundo. Sio
numerosas as ilhas e ainda mais frequentes os bancos de area
que as enchentes annuaes modificam ou transportam incessan-
temente. As agoas correm cor velocidade moderada no rio
desimpedido, tres a quatro kils. por hora ; nas cachoeiras,
por4m, ellas tomam grand impeto e entao sio commimns as
velocidades de oito a 11 kils. per hora, na epoca da vasante.
0 S. Francisco distingue-se principalmente pelo seu enorme
volume d'agua, cerca de I.000 mebros cubicos per segundo, nao
obstante o fact muito notavel de nao receber affs. perennes
senao em metade da grande area da sua bacia. As enchentes
annuaes ter comego em principios de outubro e, cor varias
alternatives, se eatendem ate abril; dando-se o maximo entire
fevereiro e margo ; a estiagem attinge o seu nivel mais baixo
em setembro. As grande enchentes sao raras e parecem subor-
dinadas a uma march periodic de 19 annos; as enchentes
communs levantam o n vel do rio de trees a oito metros, se-
gundo o logar e estreito ou amplamente dotado de canaes ou
bracos. O clima do valle do S. Francisco 6 quente e secco
mas nio e tao doentio come geralmente se pensa. Salvo as
febres palustres que reinam na 6poca da vasante, p6de-se dizer
que o clima d bom. A temperature media na regiio mais sep-
tentrional do valle 6 de 27 centigrados ; durante o di:i nos
mezes de novembro a fevereiro, o thermometro marca frequien-
temente 360 a sombra e nos mezes mais fries de maio a julho
desce per vezes a 190 centigrados pela manhil antes do nascer
do sol. A humidade do ar e escassa em grande part do anno,
o orvalho e raro ainda mesmo na zona mais proxima do rio.
A evaporagCo 4 copiosa nessa regiao e torna-se ate excessive
nos mezes de novembro a fevereiro. As chuvas se repartem
muito irregularmente na area da bacia do rio ; na metade
superior do valle, em Minas, e na part occidental do terri-
torio da Bahia, as chuvas comegam ordinariamente em se-
tembro e se alongam ate fevereiro, attingindo a quantidade de
chuva annual a 1.637 millimetros em media; na metade infe-
rior do valle, pordm, salvo a secgio do baixo S. Francisco que
participa do clima maritime, as chuvas sao tao escassas e irre-
gularesque nao attinge a quantidade cahida a media annual
de 500 millimetros. Deste facto result uma grand diversidade
de aspect nas duas metades da bacia e explica a capacidade
agricola das duas zonas. Os ventos geraes ou aliseos de SE.
dominam na metade mais septentrional do valle; e come a
regiao 6 aberta e sem montanhas elevadas os ventos sopram
rijos e quasi que permanentemente. O clima determine a
paisagem e explica a producqgo. 0 valle na parts superior,
tem aspect variado, uma b6a vegetagio cor extensas mat-
tas, e 6 bastante productive ; na metade inferior, isto e,
da foz do rio Grande para baixo, a partir do parallel
de 11 de Lat. S., o valle 4 de aspect monotone, coberto de
uma vegetacBo baixa e espinhenta (catinga), o s6lo pedregoso,
as fontes escassas, os rios sem agua, porque nenhium resists aos
ardores do sol do estio. A prodaiccgo agricola e ahi pobre, in-
silfficiente e mui pouco variada. As terras quasi estereis, "nio
pelos elements constitutivos do s61o, mas por causes meteo-
rologicas, em virtue da inclemencia do cdo, desesperam o
agricultor, obrigado a plantar o mesmo pedago de terra duas e
mais vezes antes de colher um minguado product que nLo
basta is necessidades mais rudimentares de uima familiar quasi
sempre numerosa. Durante a maior part do anno estas t,'rras
assume um aspect de incomparavrl desoloqio: as arvores
sem folhas parecen queimadas pelo logo, e tudo fenece sob os
ardores de um sol inclemente. As primeiras chuvas fazem,
porem, verdadeiros prodigies, e a terra fecundada cobre-so de
galas e de todos os encantos de uma vegetacio que parece brotar
da noite para o dia. A transformacHo d complete; nao reco-
nhece mais a regiao quem uma vez percorreni-a durante a
epoca da secca e da desolagio. Tal e a exuberancia da vege-
lagio e tal o vigor que a terra ostenta per toda a part. Todo o


territorio do vall, inferior, entire a cidade da Barra e o baixo
S. Francisbo, p6de-se dizer, e exclusivamente proprio para a
criagao do gado ; porquanto a agriculture s6 vinga intermitten-
temente e so nas margens do rio onde s6be a inundacnio; e ainda
assim, atrav6s do muitas alternatives, produzindo escassa-
mente. A crianio do gado e a industrial mais prosper dentro
do valle. 0 commercio consisted em sal, fazendas, etc., come
generous de importango, entrando todo o sal por via fluvial. O
gado vaccum, couro e algodio slo os principals artigos de
exportagao. A pop. pode ser avaliada em cerca de 1.000.000
de habs., pelaei mr part~ de gentle de cr, oriunda do
cruzamento das tres racas: o branch, negro e o indio, predomi-
nando os mestigos do sangue indio e negro. Para este rio con-
vergam as estradas de ferro Central do Brazil, Oeste de Minas,
Bahia ao S. Francisao e Recife ao S. Francisco. Recebe o
S. Francisco em lerritorio mineiro os seguintos tribes : pela
esq. o Bambuhy, Indayut, Borrachudo, Abaetd, Paracati, Uru-
cuia, Pardo, Peixe, Pandeiros, Peruassil, Carinhanha ; e pola
dir. o Part (que recebe o Itapecerica, Lambary e S. Joio), Pa-
raopeba, Velhas, Jequitahy, Mangaly, Guaribas, Verde Grande,
etc. No Estado da Bahia receb" pela margem dir. o Verde
Grande, que separ a Bahia de Minas Geraes, o rio das Rans,
Paramirim, Verde de Baixo, Jacard, Salitre, e diversos outreo ;
e pela margem esq. o Carinhanha, quo separa a Bahia de
Minas Geraes, o Corrente, o Grande, o Iceti. No Estado de
Pernambuco (que e separado do da Bahia pelo mesmo rio
S. Francisco), recebe o Pontal. Jacare, Terra Nova, Pajehfi,
Mandantes, Campinhos, Ema e Moxot6 (que separa o Estado de
Pernambuco do das Alagnas). Do Estado das Alagbas recebe o
Xing6, Panema, Traipd, Itiuba, Boassica, Piauhy e Sinimbd e
do de Sergipe recebe o Xing6, Ouro Fine, Perpetua, Ilha do
Ouro, Porto da Folha, Trararas, Proprii, Panema, Betume e
muitos outros.
FRANCISCO (S.). Rio do Estado de Minas Geraes, banha
o mun. de Santa Barbara e desagua na margem esq. do Pira-
cicaba, aft. do Doce.
FRANCISCO (S.). Ribeirgo do Estado de Minas Geraes,
nasce na serra de Piracanjuba e desagua no rio Grande.
Recebe o Pedra Branca, e o Alegre. Atravessa a estrada de
Uberaba ao Fructal.
FRANCISCO (S.). Rio do Estado de Minas Geraes, aff. da
margem esq. do rio Gloria, trib. do Muriahb.
FRANCISCO (S.). Ribeirio do Estado de Minas Geraes,
desagua na margem dir. do rio das Velhas, aff. do S. Francisco
defronte da Passagem da CorBa dos Ovos.
FRANCISCO (S.). Corrego do Estado de Minas Geraes, 6
formado per dous braces, um que recebe as aguae de differences
mananciaes que nascem na serra de S. Francisco, e outro que
nasce no reconcavo semi-circular, que faz esta serra juntando-se
cor a de Santo Antonio. Depois de reunidos, correm ao S. entire
as duas montanhas per um valle coberto de uma areia pura e
christallina, e junta-se cor o Piruruca. Delle extrahio-se uma
prodigiosa quantidade de ouro.
FRANCISCO (S.). Ribeirio do Estado deMinas Geraes, nasce
perto da serra do Anastacio e, apos um curso de 180 kils. mais
on menos, desagua na margem esq. do rio Jequitinhonha.
Recebe o Sucuriu, Patos, Inhumas, Gessara, Areia, Pajahbi e
varies outros regatos. Banha a pov. da Cachoeira (Inf. loc.).
FRANCISCO (S.). Corrego do Estado de Minas Geraes aff.
da margem esq. do rio Cannabrava, trib. do Catinga.
FRANCISCO (S.). Rio do Estado de Goyaz, banha o mun.
de Arraias e desagua no rio da Palma.
FRANCISCO (S.). Rio do Estado 'de Matto-Grosso; part
das mattarias de Sani'Anna, distance 48 kils. da villa do Dia-
mantino e vac desaguar no rio Sant'Anna, trib. do Paraguay.
E' innavegavel. .
FRANCISCO (S.). Ribeirio do Estado de Matto Grosso, aff.
do rio Preto, que o 6 do Arinos.
FRANCISCO (S.). Praia no mun. de Olinda, do Estado de
Pernambuco.
FRANCISCO (S.). Laoo doEslado do Para, no mun. de Ma-
capi, na bacia do rio Pedreira. (Inf. loc.).
FRANCISCO (S.). Lago do Estado do MaranhBo, no mun.
de Miritiba.


FRA










FRA


FRANCISCO (S,), Lag6a do Estado do Maranhio, no mun.
do Brejo.
FRANCISCO (S.). Lagia do Estado do Piauhy, no mun. da
Colonia.
FRANCISCO (S.). Lag5a do Eslado da Bahia, no mun. da
Baixi Grande.
FRANCISCO (S.). Cachoeira no rio do Sul, acima da de
S. Benedicto, no muo. do Prado a Estado da Bahia,
FRANCISCO ALVES. Riacho do Estado das Alag6as, no
mun. de Coruripe; desagua na margem esq. do rio deste
nome.
FRANCISCO CARLOS. Pequeno rio do Estado do Rio de
Janeiro, banha o mun. da S. Joio Marcos e desagua no rio
Pirahy.
FRANCISCO D'AREINHA (S.). Log. do Estado das Alagias'
no mun. de S. Luiz de Quitande.
FRANCISCO DAS CHAGAS (S.). Parochial do mun.
de Mont3 Alegre, no Estado de Minas Geraes. Vide Monte
Alegre.
FRANCISCO DAS CHAGAS. Sitio na margem dir. do
Japurd, trib. do Solimdes. Fica na costa do Amana, entire
dons igarapds, dos quaes, urn desagua no igarapd Amand e
outro no Japura. EstA situado a o1 44' 51" lat. S. e 250 11' 51,
de long. 0.
FRANCISCO DAS CHAGAS (S.). Pov. do Estado de Goyaz,
no mun. de Jaragu. ; com uma esch. publ. de inst. prim.
creada pela Lei Prov. n. 634 de 17 de julho de 1884. Foi ele-
vada dist. pela Lei Prov. n. 739 de 2 de setembro do lesimo
anno e 6 parochial pela de n. 781 de 18 de novembro de 1886.
FRANCISCO DAS CHAGAS (S.). Vide Canindd.
FRANCISCO DAS CHAGAS DA BARRA DO RIO
GRANDE (S.). Parochia do mun. da Barra do Rio Grande
no Estado da Bahia. Vide Barra do Rio Grande.
FRANCISCO DAS CHAGAS DE CANINDE (S.). Paro-
chin do mun. de Canindd, no Estado do CearA. Vide Canindd.
FRANCISCO DAS CHAGAS DO MONTE.SANTO (S.).
Parochia do Estado de Minas Geraes. Vide Mlonte Santo.
FRANCISCO DA TAPERA (S.). Log. do Estado das
Alag6as, no mun. de Santa Luzia do Norte.
FRANCISCO DE ASSIS (S.). Parochia do Estado do R.
G. do Sul, no mun. de S. Vicente. Foi creada parochia do
mun. de S. Boria pela Lei Prov. n. 358 de 17 de fevereiro
de 1857 e incorporada ao mun. de S. Vicente pela de n. 1.032
de 29 de abril de 1876. E' com. de primeira entr. creada por
Acto de 11 de julho de 1890 e classilicada polo Dec. n. 625 de
2 de agosto do memo anno.
FRANCISCO DE ASSIS (S.). Parochia creada no mun.
da Diamantina polo art. V da Lei Prov. n. 2.042 de I de
dezembro de 1873, quo incorporuu-lhe os quarteiroes Caldei-
rdes, Brumadinho, GuindA e Pinheiro. desmembrados da Cha-
pa la. Foi supprimida pelo art. I da do n. 2.286 de 10 de julho
de 1876. Fica no Estado de Minas Geraes.
FRANCISCO DE ASSIS (S.). Pov. do Estido de Minas
Geraes, no termo do SS. Sacramento. Foi elevad 6. dist. pela
Lei Prov. n. 2.731 de 18 de dezembro de 1880. E' pov. ji bemn
populosa; esti' situada no meio de um grande campo, rodeado
de florestas abundantes em madeira de superior qualidade.
FRANCISCO DE ASSIS (S.). Riacho do Estado de Minas
Geraes, banha a pov. do seu none e desagua no rio Ponte Alta,
aff. do rio Grando.
FRANCISCO DE ASSIS (S.). Vide Itaniamy. 0 nome de
S. Francisco de Assis foi-lhe dado por Antonio Thomd da
Franca.
FRANCISCO DE CROARA (S.). Pov. do Eslado do Rio
de Janeiro, na frog. de N. S. da Guia de Pacopahiba ; corn
uma esch. publ. de inst. prim. creada pela Lei Prov. n. 1.786
de 20 de dezembro de 1872.
FRANCISCO DE JAMIMBU (S.). Nome porque era
outr'ora designada a extinct parochial de S. Jos6 do Aragu:ya,
pertencente ao Estado de Goyaz.


FRANCISCO DE PAULA (S.). Villa e mun, do Estado
do Rio de Janeiro, ex-parochia do mun. de Santa Maria
Magdalena, sobre nm pequeno planalto, o que Ihe di uma
vista aprazivel, ligada a Santa Maria Magdalena, estaq6es do
Macuco e Triumpho, arraiaes de S. Sebastiao do Alto, Ventania
e Frado por estradas. Diocese de Nyterdi. Foi creada parochia
pela Lei Prov. n. 400 de 20 do maio de 1846. Sua lavoura 6 exclu-
siva mente de card, send entrelonto o terreno fertile e produ-
zindo perfeitamento todos os cereaes, algoddo, fumo e cannas.
Tern duas eschs. publs. de inst. prim. Por seu territorio passam
os rios Grande, Macabdi, das Neves, dos Passos, S. Lourenco,
Caro-cango, Soledade e diversos outros menores. Nella ficam
as sorras da Gramma, Corrego Frio, Almas e Ventania. Foi
elevada 6 categoria de villa polo Dec. de 12 de marco de 1891.
Perlniceu em principio ao mun. de Cantagallo send incorpo-
rada ao de Santa Maria Magdalena pela Lei Prov. n. 1.208 de
24 de outubro de 1861. Foi creada capella curada pela Lei
Prov. n. 218 de 7 de maio de 1840.
FRANCISCO DE PAULA (S.). Parochia (do Estado de
Minas Geraes, no mun. de Juiz de F6ra. Diocese de Marianna.
Foi creada pela Lei Prov. n. 865 do 14 de maio do 1858 ;
transferida para o dist. do Rosario, com a denominaq.o de
N. S. do Rosario, pela de n. 1.529 de 20 de julho de 1868, dispo-
sigao esta que foi regovada pela de n. 1.681 de 21 de setembro
de 1870. Tern duas eschs. pibls. de inst. prim. Sobre suas divisas
vide, centre outras, a Lei Prov. n. 3.219 de it de outubro de 18M4;
a de n. 3.305 de 27 de agosto e n. 3.350 de 9 de outubro, ambas
do 1885.
FRANCISCO DE PAULA (S.). Parochia do Estado de Minas
Geraes, no mun. de Oliveira, banhada pelo rio Jacard. Diocese
de Marianna. Foi creada pela Lei Prov. n. 1.415 de 10 do
dezembro de 1807. Tern duas eschs. pub:s. de inst. prim. Sobre
suas divisas vide : Lei Prov. n. 1.210 do 20 do agosto de 1861,
n. 1.495 de 9 de julho de 1868; n. 2.685 de 30 de novembro de
188J; n. 3.356 de 10 de outubro de 1885.
FRANCISCO DE PAULA (S.). Colonia fundada pala Lei
n. 143 de 21 de julho de 1848 na serra dos Tapes, no mun. d,
Pelotas e Estado do R. G. do Sul.
FRANCISCO DE PAULA (S.). Rio do Estado de Matto
Grosso, desagua no Paraguay corn o nome do seu confluente
oriental rio de Sant'Anna (Inf. loc.). Video S. Francisco.
FRANCISCO DE PAULA (S.). Porto no Paranatinga, 6
margem esq., cerca de 240 kils. ao N. de Cuyabl. ; no Estado
de Matto Grosso. Foi essa denominacgo dada em honra do ca-
pitdo-general Francisco de Paula M. Tavares pelo tenente do
militias Antonio Peixoto de Azevedo, que por s!ia ordem Ibi
explorer esse rio, em 1819. E' uma formosa e aprazivel locali-
dade, alta e estendendo-se em vistosas campinas.
FRANCISCO DE PAULA DA BARRA SECCA (S.).
Parochia do Estado do Rio de Janeiro. Vide Barra Secea.
FRANCISCO DE PAULA DE COITE (S.). Parochia do
Estado do CearA. Vid. Coitd.
FRANCISCO DE SALLES (S.). Parochia do Estado de
Minas Geraes, no mun. do Carmo do Fructal, proxima da barra
do rio Verde com o rio Grande. Foi creada polo art. I VI
da Lei Prov. n. 471 do 1 de junho de 1850. Tern duas eachs.
publs. de inst. prim., uma das quaes creada pela Lei Prov.
n. 3.038 de 20 de outubro de 1832. Foi desmembrada do mun.
do Prata e incorporada ao do Carmo do Fructal pela Lei Prov.
n. 3.325 de 5 de outubro de 1885.
FRANCISCO DO AGUAPE (S.). Parochia do Estado de
Minas Geraes. Vide Aguapd.
FRANCISCO DO CALDEIRAO (S.). Aldeamento situado no
Alto Solimnoes, Estado do Amazonas. Quasi abandonado, ultima
monte, pela invasso da variola, reconstitue-se agora cor 132
indios da nagio Incuna. Empregam-se esses indios no plantio
da mandioca, banana e milho, consumidos no proprio aldea-
mento, e, por meio de canvas, no serviqo da navegacgo. Conta
a missdo 31 fogos cor 19 casas mal construidas.
FRANCISCO DO PARAGUASSTJ (S.). Pov. do Estado da
Bahia, no man. da Cachoeira.
FRANCISCO DO RIO MADEIRA (S.). Corn esta denomi-
nacno a Lei Prov. n. 686 de 2 de junho de 1885 elevoun freg.
a Missao de S. Francisco do Rio Madeira. Vide S. Fran-
Cisco,


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FRANCISCO DIAS. Ponta na ilha de S. Luiz do Maranhao,
no Estado deste nome, centre as pontas de Jaguarema e de
Alagoa.
FRANCISCO E S. FELIX (S.). Curato do mun. de S. Leo-
poldo do Estado do R. G. do Sul ; creado na colonia n. 28
dessa cidade pela Lel Prov. n. 187 de 22 de outubro de 185').
FRANCISCO FERREIRA. Ribeirao do Estado de S. Paulo,
banha o territorio da freg. de Santo Antonio da Bba Vista e
desagua na margem esq. do Carrapato (Inf. loc.).
FRANCISCO GLICERIO. Estango da E. de F. Central
de Pernambuco, no Estado deste nome.
FRANCISCO GONgALVES. Corrego do Estado de Minas
Geraes, banha o mun. de Abaetdedesagua na margem esq. do
rio Borrachudo (Inf. loc.).
FRANCISCO LEITE. Pequeno rio do Estado do Rio de Ja-
neiro ; desagua na lag6a de Araruama.
FRANCISCO LOURENCO. Ilba no littoral do Estado do
Rio de Janeiro, no mun, de Angra dos Reis.
FRANCISCO MANOEL. Pequena ilha situada na fcz do
rio Guahyba, cerca de 36 kils. distante da cidade de Porto
Alegre e 18 da ponta de Itapoan ; no Estado do Rio G. do
Sul.
FRANCISCO MARCOS. Igarap6 do Estado do Para, na
freg. de Barcarena e mun. da capital.
FRANCISCO MARIANNO. Corrego do Estado de Minas
Geraes, no mun. do Turvo, na estrada que da cidade deste nome
vae para S. Vicente Ferrer.
FRANCISCO NUNES. Ribeirao do Estado do E. Santo,
trib. da margem dir. do rio Guandd, que 6 afl. do Doce.
FRANCISCO PEREIRA. Corrego do Estado de Pernam.
buco ; deita para o Pirangy, all'. do Una.
FRANCISCO PEREIRA (Corrego do). E' uma pequena
corrente, cujas aguas vio ter 6 margem esq. do Ario.-assu ; no
Estado de Matto Grosso.
FRANCISCO PEREIRA. Pequena lagoa do Estado de
Minas Geraes, na freg. da Lag6a Santa (Inf. loc.).
FRANCISCO RODRIGUES. E' o nome de uma valla exis-
tente no mun. de Campos do Estido do Rio de Janeiro. Por
ella corre o limited entire a freg. de N. S. das DSres de Macabd
com a de Santa Rita da Lag~a de Cima.
FRANCISCO SALLES. Log. do Estado do E. Santo,
sobre o rio Muqui, no mun. de N, S, do Amparo do Itape-
mirim.
FRANCISCO TIGRE. Lag6a do Estado de Santa Catharina,
tem communicacio corn o rio Gravati, aff. do Capivary.
FRANCISCO VAZ. Ilha de pedra raza pertencente ao mun.
de Guarapary, no Estado do E. Santo. Fica proxima da pri-
meira das Tres Ilhas pelo lado do sul.
FRANCISCO VELHO (Sacco do). Assim denominava-se
ant'gamente a enseada de Botafogo, no Districto Federal. Diz
Warnhagen provir esse nome talvez do facto de pertencercm
essas terras ao tronco da familiar --Velho no Brazil. 0 Sr.
Dr. Fausto de Souza no seu livro A Bahia do Rio de Janeiro
diz a p. 141 que esse nome 6 o de um bravo companheiro de
Estacio de Sa, que, depois de o ajudar a repellir os francezes,
estabeleceu-se em uma das praias proximas. < Entretanto, diz
ainda o Dr. Fausto, 6 pena que perdesse o nome primi;ivo de
Franoisoo Velho, que recordaria o valente colono que, em
1566, corn cinco canvas tripoladas, poz em demandada 180 ca-
nbas inimiias, sendo nessa formidavel facanha auxiliado p0lo
proprio S. Sebastiao; padroeiro da nascente cidade, conform
nos affirmam various escriptores ; facto este que deu origem A
Festa das coanas, especie de regata, que so celebrava no dia
20 de janeiro e que consta laver quem assisisse ainda a umna
dellas, no anno de 1713s.
FRANCISCO XAVIER (S.). Suburbio do Districto Federal
pertencente As frogs. do Engenho Velho e do Engenho Novo,
atravessado pela linha dos bonds da Companhia Villa Isabel e
pela E. de F. Central do Brazil. Possua lindissimas cha-
caras, muitas casas de elegant construccao, a capella de
N. S. da Luz e os prados do Jochey-Club e do Turf Club.
A estaQao da estrada de ferro dista da cidade 5k809 e flea


a 16m411 sobre o nivel do mar, entire as estag5es da Mangueira
e Rocha. Agencia do correio. Dessa estaio part a E, de F. do
Norte.
FRANCISCO XAVIER (S.). Log, do Distrieto Federal, na
freg. de Guaratiba.
FRANCISCO XAVIER (S.). Bairro do mun. de S. Josd
dos Campos, no Estado de S. Paulo. Foi elevado a dist. pela
Lei n. 59 de 16 de agosto de 1892.
FRANCISCO XAVIER (S.). Antigo porto do Estado do
E. Santo, entire a barra da capital a villa do E. Santo. Foi
construido em 1702 por ordem de D. Rodrigo da Costa, como
governador geral do Estado.
FRANCISCO XAVIER (S.). Ilha e corredeira no rio
Paranapanema, aff. do Parana.
FRANCISCO XAVIER (S.). Em um grotio do morro do
Corcovado, recebendo desde logo alguns affs. nascia o rio Sao
Francisco Xavier, no Districbo Federal ; em todo sen curso,
luxuosa vegetagao ensombrava-lhe as aguas limpidas e abun-
dantes. No logar da faze ida dosjesuitas, chamado Trapicheiro,
tomou elle, depois da extincgao da orde:n a denomina.ao de Tra-
picheiro, donominaago simples, adequada e natural. Mais abaixo,
opulentado pelos mananciaes havidos da Fabrica das Chitas,
seguia vistoso ladeando o morro da Babylonia, onde so achava
situada a celebre fabric de assucar dos padres jesuitas cha-
mada Engenho Velho. Justaments nesse ponto era o extenso rio
conhecido polo nome de S. Francisco Xavier, segundo affirma
a tradicao e rezam chronicas ineditas. Junto a poate do En-
genho Velho, porim, este rio da cidade recebia o corrego da
Segunda Feira, constituido lelas aguas do morrow dospantanos
da actual chacara do Vintem, atravessava a rua do S. Chris-
tovao por baixo da ponte de pcdra, langando-se ap6z no Sacco
de S. Diogo e no mar.
FRANCISCO XAVIER (S.). Rio do Estado do Parana,
aff. do rio da Cinza, que o 6 do Paranapanema.
FRANCISCO XAVIER (S.) Estreito de. Assim denomi-
navam os antigos ao trecho do rio Paraguay em frente A
montanha de Coimbra, onde o rio passa cor a largura de 400
a 450 metros. E' mais conhecido, hoje, pelo nome de Coimbra
(Dr. S. da Fonseca. Dice. cit.)
FRANCISQUINHO. Ribeirao do Estado do Parana; 6, com
o ribeirao dos Macacos, o comego do rio Bello, aff. do Ivahy.
FRANCISQUINHO. Arroio do Estado do R. G. do Sul,
aff. da margem dir. do rio Jaouhy. Banha o mun. de Sao
Jeronymo.
FRANCO. Ilha do Estado do Amazonas, centre a cidade de
Parintins e a freg. de Mau6s.
FRANCO. Nas Cartas da costa do Estado do Para, encon-
tra-se unma ilha desse nome, situada a O. da ilha Bailique e
proxima das ilhas Porquinhos, Faustino, Veados e Marinheiros.
O distincto naturalista norte-americano John C. Branner, des-
crevendo a pororoca ou macardo do Amazonas, diz: ( A. ponta
occidental da ilha dos Porquinhos era conhecida p3lo nome
de ilha Franceo, mas o canal quo a separava da dos Porquinhos
foi-se obstruindo gradativamente o as duas ilhas ligaram-se
em uma unica, embora a ponta de cima seja ainda conhecida
par Franco >.
FRANCO. Igarapi aff. da margem dir. do da Caohoeira
Grande, no mun. da capital do Estado do Amazonas,
FRANCO. Cachoeira do rio Trombetas, no Estado do Pard.
Flca entire as cachoeiras denominadas Caingro e Tira-Camisa.
FRANCO DE SA. Directoria parcial de indios creada, no
logar S. Benedicto do termo de S. Luiz Gonzaga, no Estado
do Maranhao, por Acto de 24 de abril de 1881 cor indios da
tribu Giajajaras, que alli so achavmr vindos da colonia Pal-
meira Torta.
FRANGOS. Rio do Districto Federal; nasce de uma grota
situada entire as serras de Ignacio Dias e Engenho de Dentro, e
desagua no rio Farias.
FRANKLIN Rio do Estado do Minas Geraes, aff. da mar-
gem dir. do Parahybuna.
FRANQUIA. Arroio do Estado do R. G. do Sul, desagua
na margem esq. do rio Uruguay ao N. do rio Ibicuhy.


FRA










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FRANQUINHO. Rio do Estado do S. Paulo, nasce nologar
Cagapava centre o dist. do Lageado e da Penla, corre entire
esses dous dists. at o logar d&nominado Franquinho, na
estrada que da Capital vae ter a Santa Isabel; entra no bairro
do Cangahyba neste ultimo dist.,onde toma o nome de Ticoatira
e langa-se no Tiete, depois de um cursor de 20 kils. mais ou
me nos.
FRAZAO. Ilha do Estado do ParJ, no rio Amazonas, acima
de Obidos, e proxima da ilha do Born Jardim ou Santa Rita.
FRAQUEZA. Morro do Estado do Paran6, alim do rio das
Pedras, principal cabeceira do Jordio aff. do Iguasst. Tern a
altitude de 1.272m,564.
FRECHADOS. Assim denominava-se o dist. de Fechados,
pertencente ao mun. da Conceig o, no Estado de Minas Geraes.
FRECHAL. Log. do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de
Mag6, na estrada que dessa cidade vae a Barreira.
FRECHAL. Outeiro no mun. de Guami e Estado do Para.
(Inf. loc.).
FRECHAL. Ponta na lagtai do Norte do Estado das Ala-
gbas.
FRECHAL. Illia situada no rio Negro, aff. do Amazonas,
no Estado deste nome. Fica proxima das ilhas denominadas
Bacaba, Afaro e Anabo.
FRECHAL. Ilha do Estado do Para, no mun. de Mont'Alegre,
perto da entrada do parand-mirim quo vae encontrar o Guru-
patuba.
FRECHAL. Ilha do Estado do Para, no estuario do Ama-
zonas.
FRECHAL. Igarap6 do Estado do Part, na ilha Maraj6,
banha o mun. de Ponta de Pedras e desagua na margem dir. do
rio Maraj6-assd on Pororoca (Inf. loc.).
FRECHAL. Rio do Estado das Alagoas, all'. do rio Mun-
dalit.
FRECHAL. E' assim designada a parte da costa da margem
esq. do Japur6, comprehendida entire as costas da Trahyra e
de S. Joao.
FRECHAL. Lago do Estado do Amaxonas, entire os rios
Madeira e Tapaj6s.
FRECHAL. E' assim denominado o brago que a cachoeira
Apuhy delta para a dir. e que sahe tambem a dir. do Ma-
ranhio Grande. Ahi a corrente 6 impetuos, .descendo em cai-
xies sobre caixdes, quo se quebram, com grande estampido, nas
lages que obstruem a passage.
FRECHAL GRANDE. Igarap6 do Estado do Para, no
mun. de MuanA. Desagua no rio Inamard, que recebe um outro
igarapd denominado Frechal Pequeno.
FRECHAL GRANDE. Igarapd do Estado do Par6, banha
o mun. de Muana e desagua no rio deste nome.
FRECHEIRAL. Log. do Estado do Maranhao, no mun. do
Alto Mearim.
FRECHEIRAS. Log. na freg. de Tresidella do mun. de
Caxias, no Estado do Maranhnio.
FRECHEIRAS. Pov. do Estado do Maranhao, a 30 kils. de
Miritiba, a cojo mnn. pertence, A margem do rio Mapary.
E' bastante populosa.
FRECHEIRAS. Pov. do Estado do Piulhy, na freg. de
N. Senhora da Graga do Parna:hyba, conm. e termo deste nome.
Possue uma esch. de inst. prim. creada pela Loi n. 737 de 27
de julho de 1871.
FRECHEIRAS. Pov. do Estado de Pernambuco, no rnun.
de Garanhuns, sais kils. dessa cidade. No dia 8 de sete:nbro
festeja-se ahi corn grande pompa a tradiccional frsta da gloriosa
Santa Quiteria. Possue uma interessante capellinha bem con-
striida, devido aos ingentes esforqos dos povos que demoram por
aquelles silios.
FRECHEIRAS. Pov. do Estado de Pernambuco, no term
de Goyanna.
FRECHEIRAS. Pov, do Estado de Pernambuco, no mun.
da Escada (uIf. loc.)


FRECHEIRAS. Pov. do Estado das Alagbas, no mun. de
Quitunde.
FRECHEIRAS (Santa Riti dlas). Log. do Estado do Rio
de Janeiro, na freg. do Senhor Bom Jesus do Monte Verde do
mun. do S. Fidelis, corn duas eschs. pubis. de inst. prim.,
creadas pelas Leis Provs. ns. 2.662 de 2 de outubro de 1883 e
1.759 de 1872.
FRECHEIRAS. Logs. do Districto Federal, nas frogs. da
Guaratiba e de Campo Grande.
FRECHEIRAS. Uma das estagoes da E. de F. do Recife
ao S. Francisco. no Estado de Pernambuco, entire as estaqdes do
Limoeiro e de Aripibli, no kil. 70,149m.
FRECHEIRAS. Serra do Estado do Rio de Janeiro, no
mun. de S. Fidelis, nas divisas cor o Estado de Minas Geraes.
FRECHEIRAS. Ponta na costa do Estado do Ceara, entire
a enseada do Pecem e o rio Mundahd. < E' logar de dunas en-
tremeadas de algiama vegetag5o, tendo a beira-mar um sitio de
coqueiros k.
FRECHEIRAS. Ponta no Estado do E. Santo, entire a
barra dos Reis Magos e a foez do rio Preto.
FRECHEIRAS. Ilha no rio Doce, no Estado do E. Santo.
FRECHEIRAS. Riacho do Estado do Maranhio, no mun.
do Brejo (Inf. loc.).
FRECHEIRAS. Igarap6 no continent do Estado do Ma-
ranhlo, a margem esq. do rio que forma a barra do Feitosa,
defronte da ponta SE. da ilha da Caieira.
FRECHEIRAS. Riacho do Estado de Pernambuco, trib.
da margem dir. do rio Capibaribe
FRECHEIRAS. Riacho do Estado de Pernambuco, na
estrada de Palmares 6 colonial Soccorro.
FRECHEIRAS. Corrego do Estado de Pernambuco, nasce
na serra da Lagoinha, na gruta do Rocha, banha o mun. do
Bom Conselho e desagua no rio Parahyba, no Pogo do Veado.
Recebe o Baixa Grande, Cafund6, Cafund6 d, Daniel, Cafundo'i
do Pinangd, Fundo do Surrdo, Grata do Olho d'Agua, Mor-
cego, Olho d'Agua, Pan Grande e Quandd. (Inf. loc.)
FRECHEIRAS. Rio do Estado do E. Santo, banha o
mun. de Novo Mundo e desagua no rio dos Reis Magos, no
logar denominado Jenguet6.
FRECHEIRAS. Enseada na costa do Estado do Ceari, no
termo da Imperatriz, um pouco a L. da barra do Mundahi.
FRECHEIRAS. Porto no mun. de Miritiba, do Estado do
Maranhao.
FRECHEIRINHAS. Igarap6 que desemboca acima de um
outro denominado Frecheiras, defronte da costa meridional
da ilha de Igoronhom, no Estado do Maranhao.
FREDERICO. Morro de grand, clevaqto situado no dist.
de Novo Trento,do Estado de Santa Catharina (Inf. loc.).
FREDERICO. Morro do Estado de Matto Grosso, 6 mar-
gem dir. do Paraguay, ceroa do 18 kils. abaixo dos morros
do Descalvado.
FREDERICO. Ilha no rio Chopim, aff. do Iguassii. Foi
assim denominada pela commissto die engenharia, incumbida
da fundagao da colonial military do Chopim, em hionra do
Sr. Frederico Wirmond, fazendeiro em Guarapuava, que inmi-
tos services presto a essa commiss-ao.
FREDERICO. Ribeir.o do Estado de Santa Catharina, aff.
do rio do Brago, que o 4 do Tijicas.
FREDERICO. Rio do Estado de Minas Geraes, aff. da
margem esq. do Jacar6, que o 4 do rio Grande (Cunha Mat-
tos. Itinerario.)
FREGUEZIA. Log. do Districto Federal, na frog. de
Campo Grande.
FREGUEZIA. Cachooira umna lgua aciima da junccato do
Itapicurd coin o Alpercatas, no Estado do Maranhbro. cEsta se
pass, diz o capitiao Francisco de Paula Ribeiro, em seu
Roteiro da Viilcgem feita em 1815, para cima corn mard cheia
e para baixo na occasi;Xo da praia-mar. E' corn effeito ai mais
consideravel de todo elle e muitas embarcaqoes nio dispensan
os praticos em semelhante passage, que alli sempre acham










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promptos por sua ganancia. Na margem oeste do rio, sobre
a mesma cachoeira, asssevera aquelle capitao, se divisavam
naqlella data os fragmentos de um pequeno fortim que alli
construiram os hollandezes, quando possuiram a capitania.
FREGUEZIA. Nome de uma praia situada na ilha do
Governador que fic:L na bahia do Rio de Janeiro.
FREGUEZIA VELHA (Santi Antonio da). Antiga paro-
clia do mun. de Bom Fim, no Estado da Bhiia. Foi creada
em 1882 e elevada 6. villa coin a denominacao de Campo
Formoso pelo art. II da Lei Prov. n. 2.051 de 28 de julho
de 1880. Dista 12,4 kils. daquella cidade. Tern 8.0:)0 habs.
e duas eschs. pubs. de inst. primaria.
FREGUEZIA VELHA. Log. no Estado de S. Paulo, no
mun. do Paranapanema, a tres kils. da margem dir. do rio
das Almas e a 20 da pov. daquelle nome. Existe al i uma
montanha que excita a admiracao dos visitantes pelas bellezas
naturaes que encerra. Nessa montanha ha uma gruta de
grande extensao e profundidade. A caverna acha-se dividida
em trees andares, medindo o superior 25 m. de comprimento
sobre 12 de largura, e o medio oito de comprimento sobre
cinco de largura e quatro de altura. No andar superior nota-se,
ao fundo, um object corn a f6rma de um altar; no medio,
cuja entrada 4 por uma abertura praticada na rocha e por
onde se p6de entrar comprimido o de lado, notam-se, pendentes
do tecto, que 6 abobadado, duas grandes pedras ponte-agudas,
umra das quaes, ao tocar-se-lhe corn pedra ou martello, produz
o som de um bom sino; no andar inferior observa-se a pas-
sagem de un corrego cujas aguas precipitam-se corn grande
ruido, de consideravel altura, Ibrmando lindissima cascata.
Ha grande abundancia de stalactites e stalagmites. Encon-
tram-se nessa gruta medonhos abysmos, que causam pavor ao
mais intrepido explorador. (A Prov. de S. Paulo. 1888.)
FREGUEZIA VELHA. Corrego do Estado do Rio de Ja-
neiro, banha o man. de S. Joao Marcos e desagua no rio das
Lages.
FREI ANTONIO. Igarapd do Estado do Par6, no dist. de
Porto de Moz, na margem esq. do rio Xingd.
FREI BENTO. Ribeirao do Estado de S. Paulo, banha o
mun. do Paranapanema e desagua na margem dir. do rio das
Almas, aff. do rio daquelle nome (Inf. loc.).
FREI JOAO. Log. no Estado do Rio de Janeiro, em
Maric6..
FREI JOAO. Ponta na lag6a de Araruama, no Estado
do Rio de Janeiro.
FREI JORGE. Log. do Estado de Goyaz, sobre o rio
Bugre.
FREI MANOEL. Ribeirao do Estado de Matto Grosso,
aff. do rio Bento Gomes. < Ribeiro aff. do Diamnanino. Nasce
junto as origens do ribeirao de Sant'Anna, uns 24 kils. a NO.
da villa do Diamantino. Dous kils. a SO. desta exisliu no
principio do seculo um arraial do mesmo nome, ha muito
extincto) (Dr. S. da Fonseca. Dice. cit.)
FREIO. Riacho do Estado do CearA, trib. da margem dir.
do rio Macaco, aff. do Acarahli, no mun. de Santa Quiteria.
FREI PEDRO GONQALVES (S.). Parochia do Estado
de Pernambuco, no mun. da capital. Diocese de Olinda. Con-
sideram-na como a mais aniga dessa diocese. E' o bairro
do commercio a grosso. Sua edificaqao 6, em geral, antiga.
Ahi ficam a Alfandega, que 6 um b llo e vasto edificio, Con-
sulado Provincial, Junta Commercial. Bolsa, casas bancarias,
Associacqo Commercial (bello edilicio corn jardim), correio,
Associa6ao Commercial Agricola, Reparticao do Telegraplio
national e Agencia do submarine, corpo consular, Agencia de
vapores, Arsenal de Marinha, Capitania do Porto, Inspectoria
de Saude do Porto, Associacao dos Praticos da Barra, Caixa
Economic e monte do Soccorro, Matriz do Corpo Santo, corn
fachada de cantaria, egreja da Madro de Dens e Arco da Con-
ceigao, capella do Pilar, lbrtes do Brum e Buraco, estacio da
ferro-via do Limoeiro, etc. Sua pop. avaliada em 9.000 habs.
Foi creada freg. por Alvara de 30 de marco de 1772.
FREIRA. Monte ponteagudo na pov. do Rio Novo, do
Estado do E. Santo.
FREIRA. Serra do Estado Rio de Janeiro, entire o mun.
das Neves e o de Macabii.


FREITAL. Pov. do Estado de Minas Geraes, a SO. e a
seis kils. da freg. do Monte Bello.
FREITAS. Prov. na corn. do Bor Jardim, do Estado de
Pernambuco.
FREITAS. Estag o da E. de F. Minas e Rio, entire
Solcdade e Contendas.
FREITAS. Morro no mun. de Paranagud, do Estado do
Parana, no Imbocuhy (Inf. loc.).
FREIIAS. Corrego do Estado do E. Santo, rega a com.
da Capital e desagna no rio Santa Maria no porto do Jam-
beiro.
FREITAS. Lago do Estado do Para, no rio Mapu., na
ilha Maraj6.
FRESCO. Rio que separa o Estado do Para do de Matto
Grosso, desagua na margem dir. do Xingt. Nasce na serra
dos Gradahlis em contra vertentes corn o Aquiquy, galho do
Araguaya, mais ou menos no parallel 90 S. Segue em rumo
de NO, sendo seu curso de uns 200 kilometros.
FRESCO. Riacho do Estado do CearA, banha o mun. de
Santl Quiteria e desagua na margem dir. do rio Gurahyras
ou Groahiras.
FRESCO. Ribeirao do Estado de Santa Catharina, aff. da
margem dir. do ribeirao do Garcia, trib. do Itajahy-assi.
FRIO. Pov. no termo de Agua Preta, no Estado de Per-
nambuco.
FRIO. Serra do Estado das Alag8as, cerca de novel kils. ao
N. da Uniao, sobre cuja explanada existem bons sitios cafeeiros
e uma lagoa permanent.
FRIO. Morro do Estado de S. Paulo, no mun. de Brotas.
FRIO. Riacho do Estado do Piauhy, trib. do Parahim.
FRIO. Rio do Estado do Ceari, vein da Uruburetama e des-
agua na margem esq. do Curfi.
FRIO. Pequeno rio do Estado das Alag6as, rega o mun. de
Piassabussu e desagua no Mundahfi.
FRIO. Corrego do Estado do Rio de Janeiro; nasce no alto
da Serra dos Orgios, no logar denominado Campo das Antas,
banha o mun. de Therezopolis e desagua no rio Paquequer.
Suas aguas sdo extraordinariamente frias.
FRIO. Corrego do Estado do Rio de Janeiro, na estrada
do Commercio. Vae para o corrego do Bastos, aff, do rio
S. Pedro.
FRIO. Rio aff. da margem dir. do rio Negro, aff. do Iguassli,
que o 4 do Parana.
FRIO. Riacho do Estado de Goyaz, banha o mun. de Santa
Luzia e desagua na margem esq. do rio S. Bartholomeu.
FRITZEMBERG. Morro do Estado do R. G. do Sul, na
estrada de Nova Petropolis a S. Sebastiao do Caly.
FROES. Bairro do mun. de S. Joao Baptista do rio Verde,
no Estado de S. Paulo.
FRONTEIRA DE UIRINAHY. Ponto military a margem
dir. (to rio Ia6 on Putumayo, alguns kils. abaixo da divisa do
Estado do Amazonas corn as Republicas do Perd e Colombia.
O logar em que se acha elle assente d pessimo pelas molestias
que ahi reinam. Solicita-se a remogdo desse ponto.
FRONTEIRA DO BAIXO PARAGUAY. Limita-se dire-
ctamente corn as Republicas da Bolivia e Paraguay. Na cidade
de Corumbi, s6de do dist., existed um deposit de artigos
bellicos em um edificio limpo e asseiado. Ha no barranco a
beira do rio, na mesma cidade, quatro fortes denominados Jun-
queira, Treze de Junho, S. Francisco e Duque de Caxias; o
primeiro fechado e os outros tres abertos. Deu-se principio em
1885 construccao de outro, que foi interrompida por falta de
verba para continumac.to da obra. Urma trincheira que cerca a
cidade, comecando no forte Duque de Caxias e terminando no
de Treze de Junho, est6 desmoronada em muitos pontos, e quasi
today coberta de vegetagdo por escassez da forqa da fronteira,
qute al6m de dar muitos destacamentos, como sejam o da foz do
Apa, Bahusinhos, S. Jos6 de Herculauea, margens do Rio
Branco, marco divisorio da Republica da Bolivia na Pedra
Branca, guarnece tambem o f6rte de Coimbra. Este, situado a


FRE










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35 leguas abaixo da cidade, 6 commandado por um capitao e
guarnecido por um subalterno con 40 praqas, e tem 20
canhdes de difference calibres. (Rlelat. do Dr. Galdino Pi-
mentel. 1886).
FROTA. Saint Hilaire doscrevendo a actual cidade de
Pyrinopolis diz : (... enlim, A cerca de moia legua da pov.
o horisonte acha-se limitado, ao N., pela cadeia pouco elevada
que continue os montes Pyrineos, no meio da qnal distingue-so
o cirno arredondado, chamado Frota, mais elevado quo os
cimos visinhos. )
FRUOTA. Ponta de terra ao N. da embocadura do Guara-
pary, no Estado do E. Santo.
FRUCTA BANANA. Log. do Estado de Matto Grosso, A
margem esq. do rio Cuyaba, no dist. de Santo Antonio do Rio
Abaixo.
PRUCTA DE PATO. Bahia a margem esq. do Paraguay,
cerca de 24 kils. abaixo do morro do Conselho, no Estado de
Matto Grosso.
FRUOTAL. Cidado e mun. do Eslado de Minas Geraes, a
margem do rio Grando, em logar alto e ameno, na com. do
seu nome. Orago N. S. do Carmo e diocese de Goyaz. Foi
creada frog, pela Lei Prov. i. 831 de 11 de julho de 1857 e
elevada a catogoria de villa pela de n. 3.325 de 5 de outubro
de 1885 e 6 de cidade pela de n. 3.464 de 4 de outubro do 1887.
A pov. conta 120 casas e uma pop. de quatro a cinco mil almas.
0 territorio do mun. 6 regado pelos rios Grande, S. Francisco,
Fructal, Pedra Branca, S. Matheus, Alegre, Rocinha, S. Bento,
Maribondo e alguns outros. Tern duas eschs. publs. de inst.
prim., uma das quaes creadapela Lei Prov. n. 3.038 de 23
de outubro de 1882. Agencia do correio. Soe terreno 6 fertil,
suas mattas possum excellentes madeiras do construcgao ; e
seos campos optimos para criacno. Commercio active e lavoura
prospera. Uma estrada, cortada pelo ribeirao S. Francisco,
iga-a a Uberaba. Sobre suas divisas vide, centre outras, a
Lei Prov. n. 1.667 de 16 de setembro de 1870 (art. IV) ; e n. 1.893
de 17 de julho de 1872 (nrt. III). Foi classificada com. de
primeira entr. por Acto de 22 do flvereiro do 1892. 0 mun.
foi installado a 25 de outubro de 1888.
FRUCTAL. Ribeirao do Estado de Minas Garaes, banha a
cidade do seu nome a desagua no rio Grande. Recebe o S. Josd
ou Bebedor.
FRUCTAS VERMELHAS, Lagba do Estado do R. G. do
Norte, no mun. de Apody.
FRUCTEIRA. Rio do Estado do E. Santo, desagua no rio
Castello e este no Itapemirim.
FRUCTEIRAS. Morro do Estado do Rio de Janeiro, na
estrada de Macahb ao rio das Ostras.
FRUCTUOSO. Log. do Estado de Minas Geraes, na freg.
do Carmo do Cajuri o mun. da cidade do Para.
FRUCTUOSO. Ribeiri o do Estado do E. Santo, no mun.
de Anchietl.
FRUCTUOS0. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, afl. do
rio Piranga.
FUBA. Corrego do Estado de Minas Geraes, na freg. de
Santo Antonio do Gramma.
FUBA. RibeirAo do Estado de Minas Geraes, banha a freg.
de Santo Antonio de Camapuan e dosagua no rio Muriah.l
Recebe o ribeirao Cresciuma, e os corregos Jacuting a e Ta-
booes.
PUGIDINHO. Igarap6 do Estado do ParA, banha o mun.
de Macapa e desagua no rio Curiaii, af'. do Amazonas.
FUGIDO. Igarap6 do Estado do Para. banha o mun. de
Marapaniin e desagua no rio deste nome (Inf. loc.).
FUGIDO GRANDE. Igarap6 do Estado do Para, banha o
o mun. de Macapd e desagua no rio Curiad, aff. do Ama-
zonas.
FUGIDOS. Lago no Estado do Maranhao. Est& situado entire
a freg. de S. Vicente Ferrer (com. de Alcantara) e a cidade
do Vianna (com. do mesmo nome), do f6rma que urma do suas
margens pertence 6quella e outra a esta atd o lago dos Itans.
Tern tres leguas de comprimento. Na secca que houve em 1865,
baixaram muito as suas aguas a ponto de deixarem ver signaes


evidontes de uma habitacgo. Encontraram-se tocos de esteios
dispostos em linha recta, grades ainda progadas nos esteios,
armadores fixos em madeiras, louqa estrangeira e da terra,
etc. Desagua em Pirapendiba.
FUMAQA. Log. do Estado da Bahia, no mun. de Campo
Formoso.
FUMAQA. Rio do Estado da Bahia, no mun. de Campo
Formoso. Nasca na serra do seu nome e desagua no rio do
Aipim.
FUMAQA. Rio do Etado do E. Santo. no dist. do Manga-
rahy. Suas margenssao'au.riferas. E' trib. do rio Mangarahy.
FUMAQA. Ribeirto do Rio de Janeiro, nas divisas da
fr g. da Lage, pertencente ao mun. de Itaperuna.
FUMAQA. Corrego do Estado de Minas Gernes, na frog.
de S. Miguel do Jequitinhonha. Desagua no rio Preto ou ilha
do Pdo, aff. do Jequitinhonha.
FUMACA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, entire
Sant'Anna de Cataguazes e S. Paulo do Muri:lhe, Segundo uma
informaQao que recebemos, desagna no ribeirdo do FubA, trib.
do rio Muriahl, na fazonda das Tres Barras ; segundo outra,
desagua no rio Preto, trib. de Muriah4.
FUMAQA. Alta o perigosa cachoeira do rio Trombetas, no
Estado do Para. Dove soe nome aos vapores d'agua quo, conm
a queda das aguas, elevam-se a grande altura.
FUMAQA. Cacboeira no rio Piracicaba, aff. do rio Doce;
no Estado do Minas Geraes. Fica entrea cachoeira dos Alegres
e a do Salto Grande.
FUMAQA (Cachoeira da). No rio Suassuhy Grande, entire
as fregs.do Rio Vermelho. de S. Jose do Jacury e S. Jose dos
Paulistas, do Estado de Minas Geraes.
FUMAQA. Cachoeira no Rio Novo, Estado de Minas
Geraes.
FuMAL. Ribeirio do Estado de Minas Geraes; nasce na
serra dos Canteiros, banha o mun. do Piumhy e desagua no rio
Grande.
FUMAL. Corrego do Estado de Goyaz, af'. da margem dir,
do rio Vermelho, trib. do S. Bartlolomeu (Inf. loc.).
FUMO (Cachoeira do). No rio de Contas, a 30 kils. mais
on menos da villa da Barra do Rio de Contas; no Estado da
Bahia.
FUNCHAL. Rio do Estado de Minas Geraos, aff. do Indaia,
que o 6 do S. Francisco.
FUNCHO. Corrego do Estado de Goyaz ; reune-se corn o
Corrego da Justa o juntos desaguam na margem dir. do rio
Tocantins.
FUNDA. Lag6a do Estado do CearA, no N. do dist. de
Porangaba.
FUNDA. Lag6a no littoral do Estado do E. Santo, centre o
Itapemirim e o Itabapoana.
FUNDA. Lagba do Estado de S. Paulo, no mun. de Mogy-
guassu.
FUNDAO. Pov. do Estado do Parahyba do Nort?, no mun.
de Alag6a do Monteiro, em um profundo e esrreito valle da
serra Jacararr, corn uma capella de Santa Maria Magdalena.
No mesmo mun. ha um riacho tambem denominado Fundeo.
FUNDAO. Log. do Eslado de Pernambuco, na freg. de
N. S. da ConceigCo da Pedra, termo de Buique.
FUNDAO. Pov. do Estado das Alagoas, no mun. do Pe-
nedo. Ha ainda outros logs. do iesmo nome em S. Jos6 da
Lage e Agua Branca.
FUNDAO. Arraial do Estado da Bahia, no mun. de Brotas
de Macahubas; coin uma esch. publ. de inst. prim., creada
pela Lei Prov. n. 2.357 de 31 de julho de 1882.
FUNDAO. Pov. do Estado do E. Santo, no mun. da Nova
Almeida ; corn uma esch. publ. do inst. prim., creada pela
Res. Presidential de 13 de setembro de 1881. Orago S. Be-
nedicto.
FUNDAO. Log. no mun. de Campinas do Estado de
S. Paulo.
18.382










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FUNDAO. Pov. do Estado de S. Paulo, no mun. do Para-
napanema, de cuja side dista uns 17 kilometros.
FUNDAO. Log. do mun. de Castro, no Estado do Paran.;
cor uma esch. publ. de inst. prim., creada pelo art. I III
da Lei Prov. n. 450 de 6 de abril do 1876.
FUNDAO. Bairro do mun. do Pirahy, no Estado do
Parana.
FUNDAO. Pov. do Estado de Minas Geraes, na freg. de
S. Miguel do Anta.
FUNDAO. Morro do Estado da Bahia, no mun. do Riacho
de Sant'Anna.
FUNDAO. Serra do Estado da Bahia, no mun. do Porto
de Santa Maria da Victoria.
FUNDAO. Ilha na bahia do Rio de Janeiro, ao S. do Galego;
tern 1.300 metros de comprido sobre 800 de largo. Candido
Mendes diz que 4 ella a ilha dos Gatos, a que se referee Pizarro.
0 general Abreu e Lima, na sua Historia do Brazil e o
Dr. De-Simoni, nos seus Gemidos Poetioos, dizem ter sido
junto dessa ilba que se afogou o valoroso Ararigboia, o que vae
de encontro a opiniao geral de que ease triste success aconte-
cera perto da ilha Mucangug-mirim, no lado opposto da bahia.
(Fausto de Souza. A Bahia do Rio de Janeiro.)
FUNDAO. Lage existent no porto de Antonina, no Estado
do Parana. Fica no meio do canal formado pelo ilhote de Ita-
pema com a ponta Catharina. Eleva-se de um fundo de 5m,0 e
tern sobre o cume 2m,5; seu volume 6 de 121m cubicos.
FUNDAO. Igarapi do Estado do Para, no dist. de Bemfica e
mun. da Capital.
FUNDAO. Rio do Estado da Bahia, no term de Ilhdos.
(O rio Funddo, escrevem-nos dessa cidade, nasce nas fraldas do
morro Piassaveiras e desagua na bacia Cor6a Grande, send
pouco volumoso. Sen curseo no excede de 30 kils. E' appnas
navegavel por pequenos barcos em uma extensLo de oito kils.
Possue como tribs. pequenos ribeiros.> Vide Fundo.
FUNDAO. Rio do Estado do E. Santo, um dos formadoros
do Sauanha ou Reis Magos. Recebe o Itaquantiba.
FUNDAO. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, aff. do rio
Novo; entire Leopoldina e Cataguazes.
FUNDAO. Ribeirlo do Estado de Minas Geraes, aff. do rio
Quebra Anzol.
FUNDAO. E' cor esse nome que nasce na serra do Pd dq
Morro o rio Agua Suja, trib. do Piranga, no mun. de Queluz, do
Estado de Minas Geraes.
FUNDAO. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. do rio
Guallaxo.
FUNDIIQO. Arrabalde do mun. da Capital do Estado de
Sergipe.
FUNDINHO. Corrego do Estado de Goyaz, banha o mun. de
Santa Luzia e desagua na margem esq. do ribeirilo Ponte Alta.
(Inf. loc.).
FUNDO. Igarap4 do Estado do Para, na freg. de Barcarena
e mun. da capital.
FUNDO. Igarape do Estado do Para, no mun. da Ca-
choeira.
FUNDO. Riacho do Estado do Maranhbo, aff. do rio Corda,
que o 4 do Mearim.
FUNDO. Riacho do Estado do Maranhao, aff. do Parna-
hyba, cerca de trees kils. al6m do remanso da Talhada.
FUNDO. Riacho do Estado do Piauhy, desagua na margem
dir. do Canind6, meia legua abaixo do riacho d'Areia e meia
legua acima do rio do Arraial.
FUNDO. Rio do Estado do Piauhy, aff. do Parahim.
FUNDO. Riacho do Estado do R. G, do Norte, aff. da
margem dir. do Seridd.
FUNDO. Riacho do Estado de Pernambuco, desagua na
margem dir. do rio Capibaribe.
FUNDO. Riacho do Estado das Alagbas, banha o mun. de
Traipd e desagua no rio S. Francisco.
DICC. GEOGR. 8


FUNDO. Rio do Estado das AlagSas, banha o mun. de
Piranhas e desagua na margem esq. do S. Francisco. E' tam-
bem denominado Cascavel,
FUNDO. Rio do Estado de Sergipe, aff. da margem esq.
do Piauhy ; trn um curso cerca de 60 kils., nasce aa Varzea
Verde, no mun. de Itaporanga, corre ao sul atd desembocar no
Piauhy; 6 navegavel por canoas e barcas cor a influencia da
mard na distancia de 24 kils. Canalisando-se este rio cor o
Paruhy, de que dista seis kils., torna-se communicavel o rio
Real cor o Vasa-Barris. 0 Dr. P. Bueno considera-o como
um bravo do rio Real. Segundo esse illustre engenheiro na foz
do rio Real ha a pequena ilha alagadica do Victorino, da qual
partem extensos parceis, cortados por dous brapos do rio um...
0 outro braco chamado rio Fundo, no rumo NO. presta-se a
franca navegacgo por 33 kils. ate 6 ilha do Biribi, onde chegam
os paquetes que vAo a prov. Nessa ilha o rio divide-se
em dons canaes, dirigindo-se um cor 20 kils. de extensao para
a cidade da Estancia, onde recebe o Piauhytinga, e presta-se a
navegagqo de embarcacoes, sobretudo nas grande mards, em
que attinge a 2m,2 de profundidade. 0 outro canal com 13 kils.
de extensao vae ter ao porto do Farnad, onde recebe o rio das
Farinhas w. Do Estado nos informam ser esse rio aff. da
margem esq. do Piauhy. Serdo dous rios differences?
FUNDO. Riacho do Estado de Sergipe, banha o mun. de
Campos do Rio Real e desagua no rio Jabebery (Inf. loc.).
FUNDO. Rio do Estado da Bahia, aff. da margem dir. do
Capivara, no prolongamento da E. de.F. da Bahia ao S. Fran-
cisco, entire Salgada e Santa Luzia.
FUNDO. Rio do Estado da Bahia, aff. do Utinga.
FUNDO. Riacho do Estado da Bahia, reune-se cor o Sa-
litre ejuntos desaguam no ri6 da Caixa, trib. do Paramirim,
que o 4 do S. Francisco.
FUNDO. Riacho do Estado da Bahia, nasce na serra do
Mucambo e desagua no riacho do Boi, aff. do rio Capivara,
que o d do Itapecurd-assu.
FUNDO. Rio do Estado da Bahia, banha o mun. de IlhBos
e desagua na margem esq. do rio Cachceira. Tern communi-
ca,.ao corn o lag6a Itahype. Vide Funddo.
FUNDO. Rio do Estado da Bahia, banha o mun. do Curra-
linho e desagua no Paraguassii.
FUNDO. Ribeirao do Estado de S. Paulo, nasce na serra
do Paranapiacaba e desagua na margem dir. do rio Juquid,
banhando o mun. de Iguape. Ter 55,5 kils. de extensao. Sua
foz fica abaixo da do rio Assungui.
FUNDO. Ribeirao do Estado de S. Paulo, aff, do rio Ta-
quary. Corre entire Faxina e Apiahy.
FUNDO. Corrego do Estado de S. Paulo, aff. do rio Atibaia.
FUNDO. Corrego do Estado de S. Paulo, banha o mun. de
S. Joao da Boa Vista e desagua na margem dir. do rio Ja-
guary. Tern seis kils. de curso (Inf. loc.).
FUNDO. RibeirBo do Estado de S. Paulo, banha o mun. de
Tiet6 e desagua no Capivary.
FUNDO. Ribeirao do Estado do Parana, aff. do rio Tibagy.
Corre entire Ponta Grossa e Castro.
FUNDO. Ribeirao do Estado do Paranb. F6rma corn o rio
do Meioo rio Cachoeira, trib. da bahia de ParanaguA.
FUNDO. RibeirBo do Estado de Minas Geraes, no mun. de
Jaguary. Em uma informagdo que nos foiprestada pelo vigario
de Cambuhy, 14-se: ( Nas divisas desta freg. (do Cambuhy) cotn
a de Jaguary existed nos campos a lagoa Grande done di-
manam dous rios: o ribeirao Fundo e o rio do Peixe, descendo
este a serra dos Pecegueiros, onde f6rma uma linda cascata, e
dahi vwe tributar suas aguas no Itaim, e aquelle vae reunir suas
aguas cm as do rio Eleuterio, que borda a cidade do Soccorro,
na prov. de S. Paulo. Descrevendo a cidade de Jaguary, diz
o Almanah Sul Mineiro (1884): (... o ribeirao Fundo que ter
sua nascente na mesma lagba existente no plateau da Serra
dos Campos do Ribeirao Fundo), correndo em direegAo opposta
ao rio Tres Irmaos, recebendo numerosos tributaries, centre os
quaes o Cachoeira e Corrente, perdendo, depois que a este se
une, o nome que tern e adquirindo o de rio do Peixe, corn que
4 conhecido ao entrar em S. Paulo, formando nessa prov. as










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mais alias cabeceiras do Mogy-giassi, e affluindo para o rio
Grande, depois de ter tornado umna direcgo quasi de N. a S.*
O vigario da froeg. de S. Jose do Toledo nos inform o se-
guinte: 0 rio Corrente e o ribeirlo Fundo, ap6s alguns kils.
de curso formal o Cachoeira que, ao entrar em S. Paulo,
toma o nome de rio do Peixe. ) Parecendo-nos haver diver-
gencia entire os nossos informantes, recorremos de novo a! pro-
ficiencia do vigario do Cambuhy, que dignou-se informar-nos do
seguinte: de Peixe. Da Lagoa Grande, sita nos campos pertencentes a
esta frieg. o g de Jaguary, partmrn dons rios. um que toma o
nome de ribeirdo ,Fundo e outro de rio do Peixe. 0 primeiro
faz seo curso al6 o Soccorro (prov. de S. Paulo) e alli entra no
rio do Peixe, que banha aquella cidade, seguindo depois a
levar sunas auas ao rio Eleuterio, aff. do Mogy. 0 segundo
desee da cordilheira formando na serra dos Pecegueiros uma
bella cascata e vae desaguar no Itahinm. Enm um Mappai de-
monstrativo do estudo preliminary de uma via ferrea centre as
estac6es do Cruzeiro e Mogy-mirim, polo Eng. Euler Junior
(18-7), sao figurados os rios Fundo e Corrente como os forma-
dores do rio do Peixe, af'. da margemn esq. do Mogy.
FUNDO. Riacho do Estado do Minas Geraes, banha o mnn.
do Curvello e desagua no rio do Peixe, aff'. do Paraopeba.
(Inf. loc.).
FUNDO. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, aff'. da mar-
geti dir. do rio Grande. Suas nascentes se acham nos arre-
dores de Nazareth e sua barra dA-se pouco acima do Porto do
Ribeirao Fundo.
FUNDO. Riacho do Estado do Minas Geraes, aft'. do
rio Escuro Pequeno. Atravessa a estrada do Pildes a Para-
calu.
FUNDO. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. do rio
Formiga, no mun. deste nome.
FUNDO. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o
mun. do Carmo da Bagageta e desagua no rio Perdizes. (In .
loe.).
FUNDO. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o ter-
ritorio da freg. de Matto Verde e desagua na margem dir.
do rio doo Barrro o Rapadur (Inf. loc.).
FUNDO. Corrego do Estado de Minas Geraes, no mun. de
Araxd.
FUNDO. Corrego dosto Esa do de Minas Geraes, a. do rio
Jequitahy.
FUNDO. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o mun.
da cidade do Turvo e desagna na margem dir. do ribeirdo
Criminoso (Inf. loc.).
FUNDO. Corrego do Estado de Minas Geraes, aft. do rio
Turvo ; no prolongamento da Linha do Centro da E. de F.
Leopoldina.
FUNDO. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha a frog.
do Serranos e desagua no rio Ayuruoca.
FUNDO. Riacho do Estado de Minas Geraes, banha o mun.
de S. Joao d'El-Rey e desagua no Carandahy.
FUNDO. Ribeirgo do Estado de Minas Geraes, all. da
margem esq. do rio das Mortes, na E. de F. Oeste de
Minas.
FUNDO. Riacho do Estado de Minas Geraes, banha o mun.
do C nrvello e desagua na margem dir. do rio Santo Antonio,
aff. do rio das Velhas.
FUNDO. Corrego do Estado de Minas Geraes, banliha o mun.
de Pouso Alegre e desagua no rio Santa Barbara, aff. do Sa-
pucahy.
FUNDO. Corrego do Estado de Goyaz, aff. da margem esq.
de um dos bragos do Verissimo. E' formado pelos ribejros da
Ponte Alta e Braco da Ponte Alta (Cunha Mattos. Itine-
rario).
FUNDO. Corrego do Estado de Goyaz, afl. da margem dir.
do ribeirdo da Fartura, trib. do Piloes. (0 Far-West do
Brazil.)
FUNDO. Ribeirio do Estado de Goyaz, nasce no plateau. do
Gama. banha o mun. de Santa Luzia e desagua na margem
dir. do rio S. Bartholomeu. Recebe pela dir. o Cap.o Com-


prido, Coqueiro e Gama, e pela esq. o Vicente Pires e Bananal
(Joseph de Mello Alvares).
FUNDO. Corrego do Estado de Goyaz, corre do N. a S., e
desagua no rio Paciencia, aft. do Vermelho. Tom umas mil
e duzentas bracas de curso.
FUNDO. Corrego do Estado de Goyaz, aff. da margem
esq. do rio Crixs. Recebe o Mii Maria. (Cunha Mattes. Iti-
nerario.. T. II, p. 109).
FUNDO. Riacho do Estado de Govaz, aff. do ribeirio do
Ouvidor. Recebe o corrego da Olaria e banha o mun. do Ca-
taldo.
FUNDO. Riacho do Estado de Govaz, aff. da margem dir.
do rio Maranhio. Recebe o Faz Tudo, Cemiterio e Algodoeiro
(Cunha Mattos. Itincrario).
FUNDO. Corregos (dous) do Estado de Goyaz, banliam o
mun. de Santa Luzia e desagnam, um na margem dir. e outro
na esq. do rio CorumbW (Inf. loc ) Do mesmo muin. nos fazem
mengcio de diversos outros cirregos cor essa donominaco :
unm aff. da esq. do ribeiro Saia Velha, afl'. do rio S. Bar-
tholomeu;; rnm an' e. d e.do rio Vermelho : uni all'. do ri-
beirao Monteiro, trib, do rio Verde, qua o 6 do Maranbho: um
aff. da margem es,|. do ri,) Piracanjuba ; um all'. da esq. do
ribeirao Santa Maria: um all'. da esq. do ribsirlo Ponte Alta,
trib. do Alagado. Cunha Mattos em sen Itiiicrai'io laz menqao
do corrego Fundo, afl'. do ribeirao Santa Maria.
FUNDO. Corrego do Estado de Govaz : nasce no inorro da
Casa Branca e desugua no rio Urulhi.
FUNDO. Corrego do Estado de Goyaz, aff. do ribeirio Santa
Barbara, que o 6 do rio dos Bois.
FUNDO. Riaeho do Estado de Matto Grosso, all'. do Ca-
choeirinha, galho do Taquary. E' tambem denominado rio das
Palmeiras.
FUNDO. Corrego do Estado de Matto Grosso, aff. esq. do
Taqoary-mirim, entire o rio Negrinho, aff. do rio Negro, galho
do Miranda e o rio do Perdigao, trib. do Taquary-mirim.
FUNDO. Corrego do Estado de Matto Grosso; 6 um dos
galhos superiors do Coxim, depois do ribeirao da Pulada.
FUNDO. Riacho do Estado de Matto Grosso, cabeceira do
rio Verde, afl. dir. do Parana, entire o Sucurihdi e o Orelha
da Onca. Desagua no Ranchinho, brago esq. do Verde.
FUNDO. Riacho do Estado de Matto Grosso. E' uma das
cabeceiras do rio do Cotovello; nasce na serra do Cayap6, em
um dos seus espigdos mais septentrionaes e desagua no ribeirao
dos Dous IrmSos.
FUNDO DA MATTA. Riacho do Estado de Pernambuco,
aff. do Capebiribe-mirim.
FUNDO DA VARZEA. Log. do Estado das Alag6as, no.
mun. de Anadia.
FUNDO DA VARZEA. Pequena pov. do Estado de Minas
Geraes, na freg. de S. Sebastido do Parauna.
FUNDO DE SACCO. Lagoa do Estado de Matto Grosso, entire
as Salinas de Casalvasco e as cabeceiras dos rios Paragahu e
Verde, distant daquelle 17,700m, e deste uns 63k. (Dr. S. da
Fonseca. Dice. cit.)
FUNDO DO CAMPO. Log. no mun. do Cunha, do Estado,
de S. Paulo.
FUNDO DO SURRAO. Corrego do Estado de Pernambuco,
banha o mun. do Bom Conselho e desagua no Frecheiras, aff.
do rio Parahyba (Inf. loc.)
FUNDOES. Riacho do Estado do Cear ; corre para o rio
dos Cachorros, aff. do Quixeramobim.
FUNDOES. Lag a do Estado do CearA ; nas divisas do mun.
do S. Francisco de Uruburetaina.
FUNDO MANSO. Morro do Estado da Bahia no mun. de
Chique-Chique. Ha ahi urma gruta on lapa, que nos 6 assim
descripta (1888) pela municipalidade dessa villa: A gruta do
Fundo Manso estA situada a quatro leguas de distancia do
pov. do Gentio do Ouro do AssuruA, a 17 leguas desta villa e
sobre o morro do Fundo Manso. Desce-se em um pequeno de-
clive ate dar na port, per onde entra-se para um enorme
salMo, que vae ate a outra sahida. E' ventilada em toda a


FUN


FUN










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extensio, e de uma escuridio tenebrosa, carecendo o viajante
de fachos ou archotes para poder observar os diversos compar-
timentos. 0 tecto tern uma fenda por onde desceu a raiz on
semente de um cip6, chamado imbe. o qual trangando-se e
prolongando-se dividiu pelo meio o mesmo salao, formando
assim unra especie de carramanchao digno de ser apreciado.
Nas paredes lateraes do salilo existem cinco gavetas, tres de
um lado, e duas do outro, as quaes enchem-se de agua, que
brota da rocha e que se escoa polo subterraneo abaixo. A esta
camera falta compelencia scientific para convenientemente
descrever tto bella curiosidade natural.>
FUNDO MANSO. Corrego do Estado da Bahia, na com. 'de
Chique-Chique, a 25 kils. do Gentio do Ouro. Pertence i bacia
do rio Verde Pequeno.
FUNIL. Logs. do Estado das Alaguas, nos muns. da Pal-
meira dos Indios e Plo de Assucar.
FUNIL. Pov. do Es:ado de Minas Geraes, na freg. de Je-
quitibi.
FUNIL. Uma das estaq6es da E. deF. de Santo Antonio de
Padua, no Estado do Rio de Janeiro ; entire as estacSes deno-
minadas Vieira Braga e Balthazar. Agencia do correio. Dista
373k609 da cidade de Nyteroi e 8k820 de Vieira Braga.
FUNIL. Outeiro situado na ponta N. da entrada da barra
Catuama, na costa do Estado de Pernambuco. Fica proximo do
outeirodo Selleiro, do qual 4 separado palo rio MaIaranduba.
Tem, segundo affirma Mouchez, 76 metros de altura.
FUNIL. Morro no mun. de Santa Branca do Estado de
S. Paulo.
FUNIL. Morro do Estado de Minas Geraes, na freg. de
Itabira.
FUNIL. Morro do Estado de Minas Geraes, no mun. do Born
Success. E' tambem denominado das Almas.
FUNIL. Ponta no mun. de Paraty, Estado do Rio de Ja-
neiro, no sacco dos Meros (Mouchez).
FUNIL. Ilha do Estado de Sargipa, no mun. de Pacatuba.
FUNIL. Canal de dous a tres kils. de extensao, entire a pov.
da AmarraIo a o ar, polo equal desaguam os dous Iguarassus.
0 Funil tern ao poente uma das extremidades da Ilha Grande,
quesea chama ponta do Lazareto, e ao oriented o logar conhecido
polo nome de Cuibresteiri,, na terra firms ou do lado da Amar-
radao. Sua maior profandidade na baixa-mar e du cerca de
cinco metros.
FUNIL. Rio do Estado do Rio de Janeiro, na freg. de Mam-
bucaba e mun. deAngra dos Reis.
FUNIL. Lageado do Estado do Parana, mais ou menos pa-
Tallelo ao rio Itarard. E' assim denominado por ter no leito um
receptaculo, em f6rma de funil, no equal de improvise mergu-
lham as aguas, surgindo logo adeante, sob uma ponte natural,
formada de uma enorme large. Esta lage serve tambem da
tecto a urm saldo,no centro do qual ha urma port que da entrada
para outro compartimento relativamente menor, que serve de
commodo banheiro.
FUNIL. Ribeiro do Estado de Minas Geraes, banha a pa-
rochia do Desro do Desemboque e deagua no rio Grane.
FUNIL. Rio oao do Etadode Mina Geraes, banha o mun. do
Rio Preto e desagua no Sant'Anna, aff. do Preto.
FUNIL. Lagoa do Estado o Maranhilo, no mun. do Brojo.
FUNIL. Cachoeira no rio Serinhaem e Estado de Pernam-
buco.
FUNIL. Cachoeira no rio do Frade, mun. de Trancoso e
Estado da Bahia (Inf. loc.).
FUNIL. Cachoeira no rio do Sul, no mun. do Prado e
Estado da Bahia,
FUNIL. Cachoeira no rio S. Francisco, centre Paulo Affonso
e Piranhas. E' tambem denominada da Garganta.
FUNIL. Cachoeira formada pelo rio Iguape, no Estado de
S. Paulo.
FUNIL. Cachoeira no rio Angahy, no Estado de Minas
Geraes.


FUNIL. Cachoeira no Paranatinga, entire as do Pindobal e
da Traigco, no Estado de Matto Grosso.
FUNIL. Cachoeira no rio Cuyabi, entire as do Vallo e da
Rancharia, no Estado de Matto Grosso.
FUNIL DO CACHOEIRO. E' assim denominado o logar
que fica 4 pequena distancia do Porto do Cachoeiro, onde as
aguas do rio Santa Maria desapparecem quasi que em sua
totalidade no tempo da sececa, reapparecendo pouco adiante,
send mui notavel o ruido que produz nesse desapparecimento.
A uin kil. de distancia fica a s6de dacolonia Santa Leopoldina,
no Estado do E. Santo.
FUNIL GRANDE. Perigosa cachoeira do rio Claro, aff.
do Araguaya. noEstado de Goyaz. (cRefirio-me o Sr. F... que
F..., um dos poucos que hao explorado essa navegacao, ja
soffreu quasi complete prejuizo da carga de uma canoa, carre-
gada de sal e ferragens, que alagou no Funil Grande. E' muito
rica essa cachoeira em diamante e ouro. (Baggi 0 Far-West
do IBrzil. )
FUNIL GRANDE. Cachoeira do rio Tietd, no Estado de
S. Paulo ; entire a do Funil Pequeno e a de Guaycurytuba.
FUNIL PEQUENO. Cachoeira do rio Tietd, no Estado do
S. Paulo, entire a de Ondas Grandes e a do Funil Grande.
FUNIS. Pov. e rio do Estado da Bahia, no mun. da Barra
do Rio de Contas. 0 rio desagua no rio de Contas.
FUNIS. Cachoeira no rio Paraguassd e Estado da Bahia,
entire as de TamanduA e Almecega.
FURADA. Serra do Estado do Parahyba do Norte, com
pouco mais de 12 kils. de comprimento. E' fertilissima e fica
ia 0 kils. ao N. da cidade do Pombal. Em suns fraldas flea a
villa do Carole do Rocha.
FURADA. Cachoeira no rio Serinhaem, Estado de Per-
nambuco.
FURADINHO. Log. no dist. da Enseada do Brito, do
Estado de Santa Catharina, banhado p lo rio do mesmo none.
FURADINHO. Lagoa do Estado de S. Paulo, no mun. de
Cajurd. Affirmam-nos existir nella umna ilha de mattas.
FURADO. Pov, do Estado do E. Santo, no mun. de Nova
Almeida, a que foi incorporado pela Lei Prov. n. 48 de 4 do
dezembro da 1872. Pertenceu ao mun. de Santa Cruz. Tern
una esch. publ. de inst. prim. A Lei Prov. n. 20 de 24 de
agosto de 1888 creou ahi um dist., cuja sdde ficou sondo na
mesma pov., que passou a tomar a denominagio de dist. de
Itabira da freg. de S. Benedicto do Fundao.
FURADO. Log. do Districto Federal, na freg. de Campo
Grande.
FURADO. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na freg. de
Quissaman.
FURADO. Log. do Estado de Matto Grosso, margem dir.
do rio Cuyab. no dist. de Santo Antonio do Rio Abaixo e
mun. da capital.
FURADO. Ilha no rio Itapemirim, no Estado do E. Santo.
FURADO. Ribeirao do Estado de S. Paulo, corre no mun.
de Santos. Nasce das vertentes austraes da serra de Parana-
piacaba, tendendo para o Sul, e desagua no rio Bertioga
(Azevedo Marques).
FURADO. Rio do Estado de S. Paulo, no mun. de Cara-
guatatuba.
FURADO. Estreito canal que communica o porto de Para-
nagu, corn a grand bahia que segue para Antonina, no Estado
do Parana.
FURADO. Rio do Estado de Santa Catharina, aff. do
Imbahli, trib. do Oceano.
FURADOS. Pov. do Estado da Bahia, no term de Caetet6.
comn um dist. de paz creado pelo art. I da Lei Prov. n. 919
de 12 de abril do 1864.
FURADOS. Ribeirio do Estado da Bahia, banha o mun. do
Prado e desagua na margem esq. do rio do Norte, tres kils.
abaixo da foz do ribeiruo da Lage.
FURAMBONGO. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na
frog. das Neves do mun. de Macah&.













FURAO. Riacho do Estado das Alag6as, rega a com. de
Paulo Affonso e desagua no rio S. Francisco. E' atravessado
pala E. de F. de Paulo Affonso.
FURA OLHO. Cachoeira situada no rio S. Francisco,
proxima as cachoeiras denominadas Rodellas e Tacaruba.
FURINHO. Ilha do Estado do Para, proxima da margemn
esq. do Tocautins e am pouco acima da foz do igarap6
Macauary.
FURINHO. Igarap6 do Estado do Para, banha o mun. de
Ponta de Pedras e desagua no rio Maraj6-Asas ou Pororoca.
FURNA. Log. do Estado de Sergipe, no mun. de Simio
Dias. Alli existed uma furna bastante profunda, onde ha um
pogo de excellent agua potavel.
FURNA. Arraial do Estado da Bahia, no mun. do Rio de
Contas, cor duas eschs. publs. de inst. prim., creadas poelas
Leis Provs. ns. 793 de 13 de julho de 1859 e 1.543 de 18 de
junho de 1875.
FURNA. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. da
margem dir. do rio S. Francisco.
FURNA DA ONQA. Log. do Estado das Alagbas, no
mun. do Pdo de Assucar.
FURNA DOS MACACOS. Log. do Estado de Goyaz, a
54 kils. da colonial Macedina. E' habitado por indios.
FURNA DOS MORCEGOS. Gruta situada abaixo das
catadupas do Paulo Affonso. Tern na entrada mais de seis
metros de altura e 1m,5 de largura, e no interior 48 m. de
comprimento e 88 m. de altura, cor capacidade para abrigar
2.000 pessoas. r E' um subterraneo por debaixo de uma rocha
escarpada, cuja entrada principal parece talhada a cincel,
notando-se apenas um pequeno defeito de urm lado -unm angulo
oblique. Essa entrada, que tern trees bragas de altura e seis
palmos de largura, communica-se corn uma gruta que se
prolonga para dentro e para cima na altura seguramente de
40 bracas e em comprimento de 220 palmos, alargando-se
para dentro. As paredes lateraes parecem lageadas, o tecto 4
abobadado e o pavimento terreo 6 tapetado de uma massa
molle e pulverulenta. Ao lado esquerdo e a parede de argilla,
a qual mina agua, e no son comeco, proxima a entrada prin-
cipal, ha uma outra entrada mais estreita e que communica-se
com um immense corredor em linha recth. Chegando-se a
170 passes uma luz apaga-se por si e a respiraqto 6 compri-
mida, o que demonstra a pequena quantidade de ar atmos-
pherico ahi existent. A abobada desso tunel 6 muito elevada
eo espaqo p6de dar abrigo, hypothese razoavel, a mais de
2.000 pessoas. Essa furna e a residencia dos morcegos. (Dr.
Thomaz do Bomfim Espindola, Geographia Alagoana. >
FURNALHA.O. Pequena pov. do Estado do Cearn, na
com. da Palma, com aIgumas casas espalhadas na planicie.
Dispde de bons terrenos. Ha ahi uma gruta que consta de
uma espaQosa galeria de seis metros de largura sobre quatro
de altura mais on menos, quo se prolonga em terreno piano,
n'uma extensao de 25 Iu. ati enconlrar o rochedo no fund,
cor um grande orilicio irregular por oude penetra a luz.
O tecto conserve a mesma altura. De um e outro lade partemn
corredores quo se perdem alm em complete escuridio, sendo
de notar que o da esquerda, pela configaragdo das f6rmas
que levanta o calcareo, parece que terminal n'um cemiterio.
< A quatro metros da entrada, I direita proximamente ao
mure, diz um viajante que nella esteve, uma gamelleira cujo
tronco nto podemos abragar, subiu comprimindo-se natural-
mente at6 penetrar no tecto corn a largura de 10 centimetros
e atravessando assim cerca de 12 metros de roclia, surge em
cima e cor sua ramagem coroa os recortes da serrania.
E' realmente curiosa a ascencao da arvore, pois que no lecto
da gruta apenas se nota um trago imperceptivel que difficil-
mente so p6de supper a fenda, por onde passou aquella
frondosa urticacea >*.
FURNAS. Aldeia de Bares, contigua A caclhoeira deste
nome, no rio Negro, Estado do Amazonas.
FURNAS. Log. do Estado das Alagbas, no mun. da Pal-
meira dos Indios.
FURNAS. Pov. do Estado de S. Paulo, no mun. de Una,
com uma esch. publ. de inst. primaria.


FURNAS. Bairro d- dist. de Campo Mystico, no Estado
de Minas Geraes.
FURNAS. Log. distant umas 14 legias das Lavrinhas,
pelo Guapor6 acima, onde existed uma notavel grata, chamada
das Oncas, descripta minuciosamente pelo Dr. Alexandre
Rodrigues Ferreira, que a visitou em 1788: no Estado de Matto
Grosso. E' uma grande lapa, ii semelhanca de casa ou de
egreja, cor um frontespicio no qual se veem varias lettras e
no meio uma cruz entalhada na pedra, obra de mao. Ha no
mesmo frontespicio uma aberta, por onde se entra em um
corredor de 49 palmos de comprido, no fim do qual ha uma
grande sala, corn apparencia de temple, que tern de alto 25 pal-
mos, 50 de largo e 119 de comprido. 0 tecto 6 come forrado ou
caiado de branco e ter no meio uma estampa perfeitamente
circular. Esta sala communica-se cor outra mais pequena
forrada por cima de branch e dos lados de vermelho (tudo obra
da natureza). 0 piano 6 de uma area muito branca, por cima
da qual corre agua clarissima, que sahe do centre dessa sala,
lade esquerdo. Pelo lade direito ha uma pequena aberta em
que nao so pode penetrar per apagarem-se as luzes por faltar-
ie o ar (B. de Melgao). 0 Dr. S. da Fonseca diz: oSitio
75 kils. distnute das Lavrinhas, Guapor6 acima. Toma o nome
de uma notavel gruta, a das Ongas, descoberta em setembro de
1788 por uns bandeirantes, visitada pelo Dr. Alexandre Rodri-
gues Ferreira, em 1790. Eis come a descreve: ( Infelizmente
para mim e para meus leitores nenhum outro titulo tern per
onde so faca recommendavel sino o de sua grandeza... EstI
situada nas abas de um morro, tendo a bocca voltada para OSO.
Per ella sahe um ribeirio do agaa fria, clara e crystalline, a
qual corre sobre um leito de area branca, final e movel. Via-se
toda a superficie do leito alastrada de folhas seccas que cahem
das arvores, e aquelle ribeirao as arrasta e comsigo as conduz
ainda depois de subterrar-se, para vir resurgir ao lado esquerdo
da segunda camera interior da gruta e sahir pela bocca flra.
A material de que 6 formada 6 um c6s vermelho, glareoso e
friavel, cujas particular na sua maior parte ainda teem fraca
adhesao entire si. Tern 205 palmos de comprimento, repartida
essa extensao em tres cameras interiores, para cada uma das
quaes d6 entrada seu arco, que divide uma das outras. 0 grande
arco superior, quo forma a fachada do frontespicio, tern de
altura 45 palmos e de largura 105. E' na parede do frontespicio
que deixam-se ver uns come caracteres orientaes, porem que
pelo gosto e teor da sua forma ao bem mostram sem contra-
digao alguma ser obra dos gentios que alli se teem agasalhado.
A altura do arco inferior, que di entrada a gruta, 6 de 22 !
palmos, a largura 5 %, e o comprimento da camera desde o
arco da entrada ate o interior, quo serve de porta A segunda,
34mu,5. A abobada vae sempre em doclive para dentro, tendo na
maior ultra 11 palmos e send de 25a maior largura da camera.
A agua do ribeirio a cobre em logares ate o artelho, n'outros
acima do joelho. 0 arco de entrada da segunda camera tern
seis palmos de altura sobre 12 de grossura e 25 de largura de
bocca; a camera 24 palmos de altura, 48 de largura e 57 do
arco de entrada ao da terceira camera. Pouco adiante do seu
arco de entrada lica uma ilhota triangular, de area abatida do
tecto, de 28,5 palmos de comprimento, 16,5 de largura e quatro
de altura. No lado esquerdo dessa camera resurge o ribei-
rao, que ate ahi corre subterrado por um bom espaco de
caminho, e dahi continue o seu curse, mais ou menos cauda-
lose, conforme correm as estacoes de verao ou inverno. Na
terceira camara o entulio vae-se levantando em escarpa que
sober quasi a ganhar a superficie do terreno superior, tendo
102 palmos de comprimento, 61,5 de altura e o arco de entrada
21 de altura e 39 de largo. No seu solo vemos algumas tocas de
pacas e muitos rastros de ongas, polo que a denominamos
Gruta das Oncas. Foi descoberta em setembro de 1788 pelo
alferes de auxiliaries Jos6 Joaquim Leite de Campos, que cor
uma bandeira ia, a mandado do padre Fernando Vieira da
Silva, em demand de nm rio Cabral, no sertio dos Parecys,
em busca de ouro.
FURNAS. Serrania do Estado da Balia parallel a do Co-
cal, a 0. da serra dos Picos on Campestre, fronteira 6 serra
da Tromba. E' della que nasce o rio Santo Antonio.
FURNAS. Serra do Estado de S. Paulo, no mun. de Ara-
raquara.
FURNAS. Morro do Estado de S. Paulo, no mun. de Ara-
ras (Inf loc.).
FURNAS. Serra do Estado do Parani, divisa das aguai


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do Itarard e Cinzas corn as do Tibagy pelo Yap6 e outras me-
nos importantes. E' um contraforte da serra de Paranapiacaba.
Suas vertentes do lade do S. e de E. sio abruptas, porem sua
,cumiada 6 quasi horizontal. O grez de dureza variavel, pre-
dominando as cores esbranquigadas, forma a sua estructura.
FURNAS. Rio do Estado do Sergipe, bauha o mun. de
Dores e desagua no rio Sergipe (Inf. loc.).
FURNAS. Rio do Estado de S. Paulo, na estrada das
Araras para Rio Claro e Limeira.
FURNAS. Ribeirio do Estado de S. Paulo, aff. do rio Una
da Aldeia, navegavel por espaco de 33,3 kils. Corre entire os
muns. de Iguape e Itanhaen.
FURNAS. Ribeirio do Estado de Minas Geraes, banha a
parochia d'Aldeia e desagua no rio das Velhas.
FURNAS. Rio do Estado de Minas Geraes, aff. do Baependy,
que o 6 do Verde, e este do Sapucahy. Nasce na part oriental
da serra do Gamarra.
FURNAS. Corrego do Estado de Goyaz, banha o mun. de
Santa Luzia e desagua na margem dir. do rio CorumbA (Inf.
loc.). Do mesmo mun. nos fazem menqgo de um outro corrego
desse nome. affl. da margem esq. do rio S. Bartholomeu.
FURNAS. Ribeiro que atravessa a estrada de Cuyaba a
Goyaz, cousa de uma legua a E. do Pareddo, no Estado de
Matto Grosso (B. de Melgaco). E' aff. do rio do Cotovello pela
margem esquerda.
FURNAS. Cachoeira no rio Negro, Estado do Amazonas,
abaixo da pov. de S. Gabriel. E' a mais bella cachoeira desse
rio. t Ha no logar da cachoeira rn rochedo de faces plans e
perpendiculares, de duas a tres braCas de largura e duas de
altura, acima do nivel d'agua e que se estende da margem esq.
para o centro do rio em forma de muro. Na extensio de
12 bragas da praia elle acaba verticalmente e existem mais
adiante e na mesma direcqo grandes pedras, algumas de tres
bracas de comprimento. Entre o muro e estas pedras fica a ca-
choeira das Furnas; a ag a pela pequena passage que Ihe
deixa o muro tern nella uma grande velocidade. Para quem
sobe o rio tern antes de chegar ao dito mure de pedra, um porto
de desembarque e uma pequena picada que conduz a uma praia
acima da cachoeira. )
FURNAS. A qaarta cachoeira do rio Apaporis e a mais no-
tavel ; porque despenhando-se orio inteiro de um leito superior
em outro inferior, o faz corn tamanho impeto que deixa consi-
deravel espaco enxuto, no qualse p6de estar 6 vontade, debaixo
de uma medonha abobada d'agua (Araujo Amazonas).
FURNAS. < Cachoeira no rio Tapaj6s, aff. do Amazonas.
o Nao 6 mais do que um poCo, diz o Sr. B. Rodrigues, onde
desaguam varies c.tnaes, que atravessando por centre innumeras
ilhotas de rochedos, em todas as direcqdes, ahi so lancam rede-
moinhando as aguas. w Acima desta cachoeira fica a do CoatA
ou CuatA. E' mencionada tambem pelos Srs. Ferreira Penna
e R. Tavares. Cachoeira no Tapajoz nove kils. abaixo da do
Tocarisal e 12 kils. acimaa d do Salsal. Passa-se a meio rio
descarregando-se por duas vezes as canSas em duas ilhas. Nas
enchentes o canal 6 margem esq. Recebe o nome pelas muitas
grutas que tern na margem esq. E' tambem denominada Santa
Heduviges. > (Dr. S. da Fonseca. Dice. cit.).
FURNAS. Cachoeira do rio Coxim, no Estado de Matto
Grosso. Fica 72 kils. abaixo da Quebra-PrBas e tres kils. acima
da dos Tres Irm.os. As canvas passam A meia carga.
FORNAS. Cachoeira no Paranatinga centre a do Mutum e o
salto Tavares. Tira o nome do seu caminho de cargas, que 4
pela margem dir., long de l.800m, todo cheio de pedernaes,
buracos e precipicios.
FURNAS DE AGASSIZ. Log. do Districto Federal, na
freg. de Jacardpagu6.
FURO: s. m., estreito centre duas ilhas, ou entire uma ilha
e a terra firm. Corresponde Aquillo a que em terra chamam
atalho, porque torna mais breve o trajecro das canvas e outras
embarcao6es pequenas. No Para. quando o furo comprehendido
entire uma ilha e a terra fire 6 muito extenso no sentido do
comprimento, Ihe chamam Paranc-mirim. Na Bahia dio ao
Furo o nome de Furado.
FURO. Lag6a do Estado do MaranhAo, na freg. do Burity.
(Inf. loc.).


FURO DA JARARACA. Log. do Estado do Par;, no
mun. de Muana, cor uma esch. public.
FURO DO BREU. Log. do Estado do ParI, a margem esq.
do rio Amazonas, no mun. de AnajAs, con uma each. publ. de
inst. primaria.
FURO CORRENTE. Igarap6 do Estado do Para, no mun.
de S. Domingos da B6a Vista.
FURO DA CANCELLA. Log. do Estado do Maranhgo, no
mun. de S. Vicente Ferrer.
FURO SECCO. Igarapd do Eslado do Par., na freg. de
Barcarena e mun. da capital.
FURRUND*. Ponta na costa do Estado do Rio de Janeiro,
no mun. de Mangaratiba.
FURTZA CACHIMBO. Log, no term de Larangeiras do
Estado de Sergipe.
FURTADA. Ilha do mun. de Mangaratiba e Estado do Rio
de Janeiro.
FURTADO. Serra do Estado do Ceara, a 12 kils. da Varzea
Alegre. Offerece do sou cimo uma bella perspective. Ao su-
birmos a serra do Furtado, diz o padre Bellarmino, a duas
leguas daVarzea Alegre, observamos o panorama mais delicioso
que se p6de ver nos sertdes do Ceara. Vimos do alto da serra
que escalamos corn esforco, vencendo toda escabrosidade do
caminho, a mais bella perspective que a natureza offereee 6
imaginag.o curiosa. Eram cinco horas da tarde. O horisonte,
por um lado, derramava sua immensa claridade por sobre as
serranias que crusam os sert6es visinhos ao Cariry; emquanto
que, por outro lade, as sombras da tarde envolviam a grande
montanha, que borda a raiz das mesmas serras. Ao long
vimos, cor unm olhar de saudade, Varzea Alegre, como paraiso
perdido no meio do desert, cor sua casaria branca, como
bandos de gargas trepadas nos arvoredos que rodeiam seus lagos
prateados pelos raios solares. Emquanto pordm o sol escondia-se
no horisonte rosado, nessa pittoresca tarde, as brisas da noite
sacudiam os ramos das laranginhas, refrescando o ar em toda
extensio da serra. A laranginha foi a arvore que despertou-
me mais a attencao por desconhecel-a, al4m de outras, come o
cajuy que ahi abundam .
FURTADO DE CAMPOS. Eitag.o da E. de F. Unijo
Mineira, no Estadode Minas Geraes. D'ahi parte um ramal para
o Rio Novo corn o desenvolvimento de sete kils. e corn o qual
despendeu-se 122:833$905. Tern uma agencia do correio.
FURTADOS. Serra do Estado de Minas Geraes, entire Ita-
pecerica, Oliveira e Pitanguy, proxima da serra do Simio.
FURTA MARE. Rio do Estado do Parana, no mun. de
Guaratuba, Corre para o Cubatdo-mirim.
FUZIL. Log. do Estado das Alaghas, no term de Atalaia.
FUZIL. Serra do Estado do R. G. do Norte, no mun. de
Angicos.
FUZIL. Cachoeira no rio S. Francisco, na part desse rio
que separa o Estado de Pernambuco do da Bahia, abaixo da Boa
Vista e proxima a cachoeira da Velha Vieira (Halfeld). Nesse
logar e proximo das ilhas da Miss6io e Velha Vieira, fica uma
ilha tambem denominada Fuzil.
FUZIS. Serra do Estado do R. G. do Norte, entire Angicos
e Macau. E' tambem denominada Bom Firm.


G


GABAO. Log. do Estado das Alagbas, no mun. de S. Jos6
da Lage.
GABARRA (Porto da). No mun. de Anajatuba, do Estado
do Maranhoo.
GABELLAO. Porto no mun. de Cod6 e Estado do Ma-
ranhoo.
GABINAL. Log do Districto Federal, na freg. de Jaca-
rdpagua.
GABIOh. Log. do Estado de Pernambuco, no mun. do
Bom Jardim.










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GABRIEL. Porto no rio Paranahyba, mun. do Patro-
cinio e Estado de Minas Geraes.
GABRIEL (S.). Cidade e mun. do Estado do I. G. do
Sul, s&dd da corn. de seu nome, sobre uma eminencia da
margem ejq. do rio Vaccacahy, na lat. S. de 300 21' 5" e
long. ncc. te 11o 23'56" do meridian do Rio de Janeiro. Foi
fundada por ordem do Vice-rei do Rio da Prata, marquez
d'Avilez, cor as families q ie da Hespanh: tinham vindo para
povoar a Patagonia, e que fiz-ramn construir uma capella
consagrada a S. Gabriel. Tem alguns edificios notaveis, entire
os quaes, um theatre, a matriz, em construcC.o, quarro
egrejas (S. Luiz, S Jos6, Conceicgio e Divino), quarter do io
regirnento de artilharia a cavallo e um outro em con-
struccso comprehendendo o deposit. de artigos bellicose, a
Santa Casa da Misericordia. etc. Foi capella curada do
term da Cachoeira : elevada 6 parochial pelo art. I da Lei
Prov. n. 16 de 23 de dezembro de 1837, 6 de villa pelo art.
I da de n. 8 de 4 de abril de 1846. Incorporada a com. de
Calapava polo art. II da de n. 185 de 22 de outubro do
1850 Elhvada A. categoria de cidade pela de n. 443 le 5 de
dezembro de 1859. Creada cam. polo VII do art. I da Lei
Prov. n. 7J3 de 25 de outubro de 1872; classilicada de pri-
meira entr. pelo Dec. n. 5.178 de 16 do dezembro de 1872.
0 mnn., que tmm 15.003 habs.. comprehend, aldi da paro-
chia d: cidade, mais a de S. Vicente e o curator de N. S. do
Bonm D)spacho e os povoados Pau Fincado e Cambahysinho,
cor eschs. pilbls. Sobre limits vide : art. II da Lei Prov.
n. 8 de 4 de abril de 1846; art I da de n. 211 de 27 de ou-
tOibro de 1851: arts. I e II da de n. 3)7 de 12 de dezembro de
1854; n. 477 de 23 de dezembro do 1861; n. 517 de 12 de
abrit de 1861: n. 593 de 2 de janeiro de 1837. O mun. o
exclusivamenee pastoril; produz todavia cerenes de today a
ospecic. E' regado pelos rios Vaccacahy, Cambahy, Cambahy-
sinho e Salso. A cidade tem dous excellentes quarters, umna
grande egreja em construcao(, dous theatres, um hospital de
caridade e sois cemiterios. Agencia do Correio. Estaqco
telegraphica.
GABRIEL (S.). Villa e mun. do Estado do Amazonas,
situada em uma linda posiC.o, a margem esq. do rio Negro.
Dioces- do Amazonas. Possue uma fortaleza construida sobre
cachopos, cachoeiras o caldeiroes. Foi creada freg. em 1763
e conlirmada pelo art. I da Lei Prov. n. 92 de 6 de novembro
de 1858. Zlevada i categories de villa pelo Dec. n. 10 de 3 de
setembro de 1891 e installada a 13 de maio de 1893. Tern
uma eoch. publ., creada pela Lei Prov. n. 15 de 18 de no-
vembro de 1853. Sen mun. 6 constituido pelas parochias de
S. Gabriel e Marabitanas. Sobre suas divisas vide art. IX da
Lei Prov. n. 132 de 29 de julho de 1865.
GABRIEL (S.). Pov. e forlaleza, na margem septentrional
do rio Negro, aos 8'12",62 de lat.S. e 230 52', 34",80 de long. O.
do Rio de Janeiro, no Estado do Amazonas. O naturalist Dr.
Alexandre Rodrigues Ferreira, nos da dellas a seguinte inte-
ressant3 noticia em seu Diario de 1786 : < Vencida a en-
seada de Curiana, segue-se montar o salto da primeira
cachoeira do Cr'ocobi, que existed na chamada Praia Gqande,
situada na margem do- Norte, e acima da reierida ilha de
S. Gabriel. Nella principia a pov. deste nome, e nella de-
sembarcam os que se nao querem arriscar na cachoeira,
havendo estrada por terra at6 o centro da pov. Um ilhote
fronteiro d praia coangusta o canal, por onde passam as
canvas, que sobem para os dous portos su'periores. Das sai-
breiras da dita praia, umas sdo isoladas no seu piano, a
outras seguidas. Ellas fazem a base do terreno modicamente
elevado. no qual se acham levantadas seis casas de indios,
moradores, incluida a do principal Gonualo: ficavam a co-
brir-se quatro, que ainda nio estavam cobertas pela muita
falta de palha que experiment este estabelecimento A estrada
quo decide ali principia e segue ao long do rio, nLo 6 por
todo o sau comprimento igualmente plan e desembaracada,
mas ora se eleva, ora se abaixa, mediante as saibreiras, que
a interceptam, e por este modo a fazem irregular. Donde
procdde, que nem so p6de continuar as casas dos indios, sem
as interrupcoes, que lhes causam os inauferiveis obstaculos
das saibreiras, nem alinhal-as con a precisLo geometrica
que em outras povs. 6 facil. NIo deixam comtudo de estarem
bem aproveitados os espagos mais pianos, porque avangados
seus passes ficam outras sete casas, que tambem sio dos in-
dios, e ji estavam cobertas e entijucadas. Determinava entio
o commandant fazer rogar o mato da parte do rio, nio s6


para fazer desembaracar o prospect, mas para aproveitar
cor o anil as porcoas de terra livre das saibreiras. Dali
por diante 6 tanta a sua elevacgo, que para montar-se ao
cimo do pov., onde estao situadas a egreja matrix, a
fortaleza, e os quarters da residencia do commandant, e o
da tropa da guarnicao, 6 forcoso subir por uma escada de
nadeira, a qual tem por today sua altura dezeseis degraus
sensivelmente distaines um do outro. iintao apparecem mais
quatro casas, que cram as unicas, que haviam antes da do
commandant actual; defronte dellas erigio agora um qo .rtel
para nelle residir, em quanto no da residencia dos colman-
dantes reside o coronel commandant geral. Consta o novo
quartel do quatro casas e urna cozinha, d coberto de palha,
as paredes sao de frontal entiicadoo por ambos o0 lados
caiadas de tabatinga, e tsm portas de madeira. EstA fun-
dado no declive da colina, por isso 6 soturno, porque fica
assombrado das sailreiras s'lperiores pela part da terra, e
a nao se lhe abrir em roda alguma valla, para a expeiliqao
das aguas da chuva, quando escorrem pela colina. sera inha-
bitavel cm consequencia dos estragos da humidade... No
tope da fronteira a sobredita escada, esta fundada a egreja
matriz. E' uma egreja grande, construida como barraca de
madeira, coberta de palba, interiormente, pintada corn a
deconcia precise, Tem sen alpendr- e varanda lerrea em
roda : 6 assoalhada de madeira por dentro, 6 na capella-
m6r, que 6 bastantement fund. existed o unico altar em
que estaio collocadas as images de N. S. da Conceigio, e do
Archanjo S. Gabriel... Continda pela retaguarda da egreja
um melhor taboleiro de terra; serve de jogo de bola por ser
infestado da sadba ; corral ao long delle pala part do rio
outro novo quartel, que 6 nmaior e melhor que o primeiro.
Qlanto 6 construcc~o e a mesma, diversifica no numero das
casas, que sao oito, e servem de quarters para os olliciaes,
qando os ha ; na ausencia delles, esta s-rvindo de armazem
uria das suas casas. Ainda que entree a igreja e o quartel
do commandants geral esta situada a fortaleza, por acabar
de uma vez con os informs sobre os quarters, informarei
deste primeiro que da fortaleza. E' coberto de palha, tem
cinco casas por todas : sao decentemente caiadas, e as portas
guarnecidas de fechaduras. Domina de cima da colina
o porto das canvas, onde, al6m da casa para ellas, existed
a da fabric do anil. Vem este a ser torceiro porto da
pov., ou como dizem os moradores o porto de cima.
No vertice da colina cavalga a fortaleza: o que 6 ella verda-
deiramente 6 um reducto, construido de pedra e barro, corn
dous meios baluartes na frente, e as cortinas, quo o fecham
pelos lados e pela retaguarda. Guarnece-o exteriormente um
tal ou qual fosso, que o nao circalmvalla, mas cinge o lado da
frente para o rio, e o da part da pov. A parede da porta 6
a cortina da frente: contei 10 peas de ferro, montadas nas
suas carretas, a saber: seis de calibre quatro, e quatro de ca-
libre de meio: ha dentro delle um quartel para a guarnicao,
um parque d'armas e mais petrechos de guerra, uma pequena
casa de polvora, um calabouQo, etc., e todas estas cases, ex-
ceptlando a da polvora, sao cobertas de palha. Pela retaguarda
do reducto se levanta um outeiro, que o domina, e 6 ur te-
mivel padrasto, que se correspond cor elle a tiro de peca;
necessita-se por esta part, de um como contra-reducto, que
cubra a retaguarda do primeiro. Pela part do rio 4 bem defen-
sivel, porque o rio se coangusta de modo que o que apresenta
e uma estreita garganta, defendida pelos meios baluartes su-
periores, ficando a pov. entire a primeira cachoeira da Praia
Grande, e a segunda sobre que esta levantado o reducto. Con-
stava o sen destacamento de 69 pragas ; o ordinario costume
ser de 30 e nunca existed juntas, porque ji escrevi, que da
guarnigio se destacam as pragas precisas para a direccilo das
povs. suballernas; outras se empregam nas diligencias do
service. Sabe-se que os hespanh6es pretenderam introduzir-se
neste logar, antes de ser fortificado, e foi precise prevenir as
suas costumadas usurpac6es. O primeiro que o fortificou pela
nossa part, foi o capitho de granadeiros Joseph da Silva Del-
gado. Veja-se o que a este respeito consta do seu assento, e 6
o seguinte: 0 0 capitio Joseph da Silva Delgado foi destacado
para o district das cachoeiras deste rio, a fundar uma nova
pov. em 23 de maio de 1761. Apresentado em 6 de novembro do
dito anno, depois de concluir uma casa forte na ilha de Sio
Gabriel, um armazem na cachoeira grande, e tomar posse das
aldeias dos indios nas terras de Marabitanas, que sio: S. Joseph
S. Pedro, Santa Maria e Santa Barbara ; como tambem crear
as aldeias de S. Joao Baptista na bocca do rio Ixi6, a de Santa


GAB










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Isabel rainha de Portugal na bocca do rio Uaupds, do Senhor
da Pedra na cachoeira grande da part do sul, a de Nossa
Senhora de Nazareth na enseada da dita ilha da part do
norte, a de S. Sebastioo na cachoeira chamada do Vento da
parte do norte, a de S. Francisco Xavier na mesma cachoeira
da part do sul, e a de Santo Antonio na bocca do rio Maria..
Donde noo s6 se vem no conhecimento do primeiro que guarneceu
este passe, ainda que por entdo nao fez mais que uma casa
forte erigida na ilha, mas tambem que algumas aldeias se es-
tabeleceram, as quaes ja hoje nao subsistemn. Succedeu-lhe o
outro capitao Miguel de Sequeira Chaves, o qual foi destacado
em 12 de outubro do 1761, e apresentou-se em 9 de janeiro
de 1762, por causa de doenca. Seguiu-se o capitio Simfio Coelho
Peixoto Lobo, destacado em 13 de janeiro de 1762, o apresen-
tado em 14 de dezembro de ,763. Por todos elles foi informado
o Illm. e Exm. Sr. Manoel Bernardo de Mello Castro, que no
logar, em que esti situada a residencia dos commandantes.
se podia erigir um reducto, que dofendesse o passe, rio acima,
e pela margem do norte: o que se nao podia esperar da casa
forte estabelecida na ilha. Por ordem suasubiu a erigil-o, em 30
de janeir) do dito anno, o allemao Felipp Strum, capitio
engenheiro. Construiu-o do pau a pique, corn dous baluartes
na frente para o rio, e esta foi a fortificaclo que fez. e
subsistiu atI ao anno de 1765. Commandaram-a officials dis-
tinctos em patentes, talents e services... Pelos iins de 1775
se deu principle ao que hoje existed ; desenhou-o o capitio
engenheiro, mas nao o concluiu, porque se retirou para
a diligencia do Rio Branco. Passaram a commandantes
os officials subalternos, entire os quaes... Commandaram-o
depois... e o tenente Marcellino Joseph Cordeiro, que 6 pela
segunda vez sen commandant actual. Eu injuriaria o seul
merecimento, si pretendesse informar delle ; os seus services
sao as suas informagces ; pelo seu zelo foram estabelecidas as
povoagdes das Caldas no rio Cauaburi, e de S. Marcelino no
outro rio Ixi6; a de S. Gabriel torn side augmentada, a fron-
teira guarnecida ; as ordens de V. Ex. executadas, a expe-
diglo de limits soccorrida de farinhas, e o novo encargo do
anil desempenhado. No dia 3 de maio de o1781 chegou A forta-
leza o coronel Manoel da Gama Lobo de Almada, na qualidade
de commandant geral, da parts superior do Rio Negro: aquella
foi a primeira vez, que subia a commandal-a um official da
sua patent. Vigarios, que parochiaram as duas fregs. de
S. Gabriel das Cachopiras, e S. Joseph de Marabitanas, antes
de serem divididas, contam-se sete, desde frei Joseph de Santa
Ursula, religioso franciscano, atd ao padre Martinho Pereira
Lima, presbitero secular ; depois da divisao que se fez no anno
de 1774, contam-se quatro, desde frei Domingos do Rosario, atd
frei Manoel do Monte Carmelo, ambos religiosos carmelitas.
A pop. 6 a que consta da division 8a, os indio3 moradores
sio Bar6s, Mapuris, Juripixumas, etc. At6 outubro do anno
passado experimentaram estas e as outras povs. subalternas
consideraveis deserCoes de indios empregados nos reconheci-
mentes do Uaupds ; contaram-se 641 ausentes : tanto foi o
horror que conceberam .s sezdes daquelle rio Cor a suspens.o
interina da mencionada diligencia vai-se conseguindo a sua
effective reversao; persuade-me, que ja no mez de dezembro
faltavam para recolber-se 400 almas; fica evidence o influx,
que as ditas deserc6es deveriam ter, come cor effeito tiveram,
sobre as rocas de maniba ; conjecture, que main diminuta 6 a
exportagLo deste anno. As terras de S. Gabriel nada tem de
proprias para a sua cultural ; a saiba a persegue, e per isso as
rogas sao feitas long da pov., e a farinha que se export 6
tirada das terras, que medeiam entire o Camund6 e o CamanAo.
Nas vizinhangas da fortaleza apenas se cultiva a de que se
sustentam os moradores ; quanto as outras commodidades do
passadio segue os mesmos terms ; na enchente do rio ha muita
falta de peixe, e na vasante nao se pesca q'-anto 6 precise ; o
destacamento com muita difficuldade se sustenta a boca da
arma; a caga est, tilo batida, que raros sao os veados que
apparecem. Algumas cabeqas de gado vaccum se conservavam
ao tempo que nelle residi; ficava a plantar-se nas terras do sen
district o arroz branco, de cuja cultural encarregou V. Ex. ao
commandant, remettendo-lhe a semente. Parece quo medra-
vam nellas o cafe e o algodao...*- No Ensaio Chorographico
do Pard, por Baena, 16-se o seguiute, a respeito das condic6es
defensivas dessa fortaleza: E' de figure pentagonal irregular,
cujo maior lade, que defronta com o rio, 6 uma cortina que
prende dous meios baluartes ; no meio esta a porta, que simul-
taneamente serve ao forte e ao quarrel, o qual corn o calabougo,
corpo da guard e armaria abraga today a cortina. Os lados


menores nio tem flanqueamento, e sio uma singela parede de
pedra e argilla, que 6 o material de toda a fortiflcaCio. Falta-
lhe o fosso, explanada e obra exteriores ; tem 16 cauhoneiras
para calibre inferior ao median e portanto incapazes de
contrabater. 0 estado das pacgs, das carretas e de tudo que sao
annexas ao forte, comeo quarter, armazens e ribeira, 6 las-
timoso. Quanto ao exterior do forte, na sua espalda surge
part uma serra, que 6 um ponto dominant; cuja situacio
parece apta para defender o passe ao inimigo; por entestar cor
a 12a cachoeira, que all atravess- o rio, formando um bo-
queirao, que a veia da agua pass arremessando-se cor
maximo impeto fremente; cuja cachoeira de algum modo em-
baraga um inimigo inexperto em passar estes obstaculos, porlm
elle p6de illudir esta arduidade sahindo em terra, sem risco,
por cima do logar chamado Caldeirdo, e d'ahi descer embugado
ao abrigo d.i espessura. Ora este logar do Caldeirio nnuca teve,
nem tem um reducto de faxina que o defend; portanto o
forte sem esta obra tic insuflicioute; bm come no tempo da
defesa 6 muito precise levantar umna bacteria no dito ponto
dominant, do qual se descobre o interior do forte A:t 6 raiz
do muro, e se divisam os defensores, que em takes circum-
stancias estio come n6s de anteparo. Ha inda outra razio de
conveniencia para ever occupar o dito ponto, e 6, que delle se
descortina uma grande extensdo do rio. e per isso e um optimo
logar de atalaiar- 0 capitio-tenente Arauio Amazonas, no
seu Diccionario, diz: < S. GABRIEL (Fortaleza de): na margem
septentrional do rio Negro, em frento da cachoeira Crocobi,
196 leguas acima da confluencia do rio Negro e 274 da foz do
Nhamundi. sob a linha equinoxial, cortada pelo meridian
330 08' de Olinda. Foi fudadad em 1763 de ordem do gover-
nador do Estado, ManoEl Bernardo de Mello e Castro. Serve
de registro t niavegac-,o do rio Negro. He hum pentagon irre-
gular, cujo maior lado, extremado par dous meio-baluartes,
deita para o rio: os dous pequenos lados nto passam de sin-
gelos e fracos muros. Dezeseis canhoneiras para insignificant
artilheria, trees guaritas fazem today sua importancia, qe alnm
do lastimoso estado a que esth reduzido se torna ainda nulla
por ser dominada por huma collinaque devera abranger, e que
lhe proporcionaria hum ponto de vigia de long alcance --No
Reklt. da Commissio brazileira de limits corn Venezuela
16-se oDe todas as povs. do Rio Negro, S. Gabriel & a
melhor. Acha-se situada em uma linda posiiao, na margem
esq. do rio, em terreno bem elevado, desde a Praia Grande
at6 o logar do Forte. Foi muito prosper outr'ora; hoje conta
25 casas e uma cgreja collocada na posigio mais elevada e junto
ao Forte. 0 Forte, 'que foi construido em 1763, per ordem do
general do Para. Manoel Bernardo de Mello e Castro, acha-se
hoje (1879-1880) em ruinas: corn suas peas desmontadas, sua
cortina arrazada, seus salientes desmoronados e seus antigos
edificios em um montlo de pedras. Representa elle uma luneta
de figure irregular, cuja g6la, que 6 uma frente abaluartada,
defronta com o rio. As paredes de pedra e barro simplesmente.
JA nio existem sinao os vestigios do antigo Quartel, dos ar-
mazens para material e guard da polvora. No exterior segue-se
perto um morro, que domina todo o Forte e donde se descor-
tina ao long uma grande extensio do rio 0 major Hi!ario
Gurjio, que falleceu no post de general em Itoror6, em uima
Descripqao de riagein pelo Rio Negro (1854) e publicada na Rev.
do Inst. Hist. (1855, 20), faz grandes elogios A pasicito occupada
por este forte, per dominar perfeitamente a navegag o do rio
nesse ponto. E' em frente no forte de S. Gabriel que o rio Negro
diminue muito consideravelmente de largura, nio chegando a
ter 300m de uma a outra margem.
GABRIEL (S.). Pov. no 20 dist. da Estrella do Estado do
R. G. do Sul; corn uma esch. publ. mixta, creada pela Lei
Prov. n. 1.517 de 26 de novembro de 1885.
GABRIEL. Ponta no littoral do mun. de Cabo Frio do
Estado do Rio de Janeiro; separa o Sacco do Pontal da en-
seada do Sacco Grande.
GABRIEL (S.). Morro no mun. da Estrella do Estado do
R. G. do Sul.
GABRIEL (S.). Serra do Estado de Minas Geraes, no mun.
do Rio Preto. Da origem ao rio do seu nome ou Tres Barras
e ao Santa Clara, ambos tribes. do rio Preto.
GABRIEL. Ilha do Estado do E. Santo, na bahia deste
nome, proxima A margem N. e a 0. da cidade da Victoria.
GABRIEL. Riacho do Estado do Cear6, affl. direito do rio
Aracaty-assd.


GAB


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GABRIEL (S.). Ribeirao do Estado de Minas Geraes, aff.
d o rio Preto, que o 4 do Parahybuna.
GABRIEL (S.). Ribeirao do Estado de Minas Geraes: banha
o territorio da freg. da Vargem Grande e desagua no rio deste
nome.
GABRIEL (S.). Rio do Estado de Minas Geraes, aff. da
margem esq. do rio Pomba. Recebe o ribeirao do Laranjal.
GABRIEL (S.). Banhado do Estado do R. G. do Sul, no
mun. do seu nome.
GABRIEL (S.). Cachoeira no rio Tapaj6s, entire as da Do-
braqso e de S. Raphael. 0 canal 4 a esq.; passa-se A meia
carga. )eram-lhe o nome os exploradores Castro e Franca
em 1812.
GABRIEL ANTUNES.Ribeirao do Es tado do Matto Grosso;
4 uma das cabeceiras do Guapord, em cuja margem dir. entra
acima da ponte e estrada geral para Cuyab .
GABRIEL CORREA. Corrego do Estado de Goyaz, banha
o inun. de Santa Luzia e desagua na margem esq. do rio Pa-
racanjuba (Inf. loc.).
GABRIELLA (D.) Rio do Estado de Santa Catharina, aff.
do Cubatdo, que o 6 do S. Francisco (Inf. loc.).
GABRIELLA (Santa). Nucleo colonial do Estado do Pa-
ranA, fundada a 8 de fevereiro de 1886 em terrenos comprados
pelo Estado, no mun. de Curytiba, distant da cidade 12 kils.
Colhe-sa nelle centeio, milho, feijao e batatas e ja se inicia a
plantagao de vinha.
GABRIEL LOPES. Riacho do Estado do Matto Grosso,
aff. dir. do Apa, entire os da Tapera de Jose Carlos.
GABRIEL MARIA. Ribeirao do Estado de Santa Catha-
rina, aff. da margem esq. do Limeira, que 6 trib. do Itajahy-
mirim.
GABRIELSINHO. Corredeira no rio Piracicaba e Estado
de S. Paulo.
GABURt. Serra do Estado do Rio de Janeiro, entire Vas-
souras e Parahyba do Sul.
GADAIAS. Log. do Estado das Alagbas, no mun. de Vicosa.
GADELHA. Log. do Estado do Cear', a seis kils. da cidade
de Igatd. Ha ahi uma lagoa.
GADELHUDO. Serrota do Estado do Ceara, no mun. de
Sant'Anna (Inf. loc.).
GADO. Serra do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de
S. Joao Marcos.
GADO. Ilha do Estado do E. Santo, no rio Doce, entire a
pov. de Linhares e o porto do Tatri.
GADO. Riacho do Estado do Ceard, trib. da margem dir.
do rio Macaco, aff. do Acarahfi, no mun. de Santa Quite-
ria.
GADO. Riacho do Estado do Cear., aff. do riacho Cupim,
trib. do Vertentee, que o 6 do Poty. Recebe o S. Jos4.
Nasce na lazenda Balancas, ao N. da villa da Independencia.
GADO. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, banha o mun.
do AbaetW e desagua na margem esq. do rio S. Francisco.
E' tambem denominado Nazareth (Inf. loc.).
GADO. Lagba no mun. de Born Conselho do Estado de
Pernambuco (Inf. loc.).
GADO BRAVO.-Pequena pov. do Estado do Maranhao, na
frog. de Anajatuba.
GADO BRAVO. Log. do Estado de Pernambuco, no mun.
do Bom Jardim.
GADO BRAVO. Pov. do Estado das Alag6as, no mun. do
Penedo.
GADO BRAVO. Serrote do Estado do Ceara, no mun. de
Santa Quiteria.
GADO BRAVO. Serra do Estado da Bahia, no mun. de
Campo Formoso.
GADO BRAVO. Ilha no rio Balsas, aff. do Parnahyba,
no Estado do Maranhao.


GADO BRAVO. Riacho do Estado de Minas Geraes, no
mun. de B6a Vista do Tremedal.
GADO BRAVO. Lagba do Estado do Ceara, no mun. do
Limoeiro. Mede cerca de seis kils. de circumferencia, consti-
tuindo certo fundo d'agua de maior on menor duragco.
GAETA. Ancoradouro proximo ao forte de S. Francisco
Xavier on de N. S. de Nazareth, no cabo Santo Agostinho,
no Estado de Pernambuco.
GAGAO. Serra do Estado da Bahia, continuagqo da do
Cocal. E' diamantina. Segundo affirma o Dr. Benedicto
Acaua, della nasce o rio Alpargata.
GAGEIRO. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. da
margem esq. do rio Carandahy.
GAGIR*T. Insignificante pov, no mun. de Abrantes do
Estado da Bahia, no littoral.
GAHY. Arroio do Estado do R. G. do Sul, banha o mun.
da Cruz Alta e desagua no rio Jacuhy. Tambem escrevem
Ingahy.
GAIA. Morro do Estado das Alagbas, na margem esq. do
rio S. Francisco, quasi defronte do pov. do Amparo.
GAIA. Pequeno rio do Estado de Minas Geraes. aff. do
SabarA.
GAIBTJ. Pov. do Estado de Pernambuco, no mun. do Cabo;
cor uma esch. mixta, creada pelo art. I III da Lei Prov.
n. 1.529 de28 de abril de 1881 e uma fortaleza em ruinas.
GAIBU. Pov. do Estado de Minas Oeraes, incorporado ao
mun. de Manhuassd pelo art. II da Lei Prov. n. 2.407 de 5 de
novembro de 1877, que elevou-o a dist. de paz.
GAIB j. Ancoradouro entire o cabo de Santo Agostinho e a
Ponta de Pedras, no Estado de Pernambuco. Vital de Oliveira
no seu Roteiro diz : < A enseada formada pela ponta das Pedras
Pretas e pelo Cabo 4 denominada ancoradouro do Gaibu.
Tendo-se attenndo cor as baixas que so prolongam das Pedras
Pretas, o resto da enseada 4 limpo e offerece franco ancoradouro
cor 24 e 32 palmos, lama; somente no fim da enseada e ji
perto da praia 4 que existed o cord.o do recipe, que menciona-
mos, o que faz corn que a communicagao ahi corn a terra seja
sempre difficil em virtude da arrebentaq4o do mar, principal-
mente quando o vento pass do SE. para o N. No tempo de
inverno, o abrigo que offerece e seguro, mas nao acontece o
mesmo no verao, por haver sempre grande vagalhao. E' defen-
dida a enseada no extreme sul, ja em terras do Cabo. por um
pequeno forte denominado N. S. do Carmo on S. Thom4.
Nenhuma indicaqgo especial necessita fazer-se para o fundea-
douro do Gaibd, porquanto 4 a enseada toda ancoravel, con-
vindo porem fundear-se sempre mais proximo do Cabo, a nao
ser em tempo de verao. > 0 pratico Philippe diz: A Na enseada
do Guatbi, onde est& a fortaleza deste nome, ha um bom anco-
radouro junto a mesma para navios de qualquer callado. Este
ancoradouro 6 bastante abrigado para os ventos S. e SSE.,
reinantes na estagdo invernosa, desabrigados para os de E.
e NE. que, por serem ordinariamente bonanqosos, nio causar
grande inconvenientes e transtornos aos navios ali anco-
rados ,.
GAIGUAVA. Rio do Estado do Parana, vem da garganta
do sou nome e desagua no rio Piraquara, aff. do Irahy.
GAIO. Pov. do Estado de Minas Geraes, no mun. de Cara-
tinga. Foi elevado a dist. pela Lei Prov. n. 2.407 de 5 de novem-
bro de 1877.
GAIO. Ilha no Estado do Para, no dist. do Mosqueiro.
GAIOLA. Pequeno pov. do Estado do Maranhao, na margem
esq. do rio Munim ; notavel pelo destrooo que am 1840, soffre-
ram os rebeldes Balaios, quando caminhavam para a villa de
Itapicurd, a fim de coadjuvar a revolta military, que ahi teve
logar em 14 de junho do mesmo anno.
GAIOLA. Corrego do Estado de Minas Geraes, entire Retire
e Sant'Anna do Sapucahy. Vae para o Congonhal.
GAIOLAS. Morro do Estado de Santa Catharina, na estrada
de Lagos.
GAIPABO-ASSI. Morro do Estado do E. Santo. Vide
Guaipabogfi.
18.637


GAD










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GAIPIO (S. Jos6 de). Dist. de subdelegacia do term da
Escada no Estado de Pernambuco.
GAIRIRU. Serra do Estado da Bahia, no mun. do Cur-
ralinho.
GAITA. Serra do Estado de Minas Geraes, entire Passes e
Jacuhy (Lei n. 2.265 de 1 de julho de 1876).
GAIVOTA. Serra do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de
Macabd,
GAIVOTA. Ilha do Estado do ParanA, em frente da bahia
de Guaratuba.
GAIVOTA. Igarap6 do Estado do Amazonas, no dist. de
CodajAs. Vae paraa margem esq. do Solinlmes.
GAIVOTAS. Log. do Estado do Amazonas, no dist. de
Hyutanaham.
GAIVOTAS. Pharolele na ilha das Gaivotas, no Estado do
ParA. Conmeou a funccionar em 25 de julho de 1880. E de 6a
ordem. Dioptrico, luz branch, visivel eni todo o horizonte, corn
alcance de nove milhas. Jaz na lat. S. de Oo 35'20" e long. de40
52' 10" 0. do Rio de Janeiro on 480 i' 10" 0. de Greenwich.
GAIVOTAS. Morro do Estado de Sergipe, a margem dir.
do rio S. Francisco.
GAIVOTAS. Ponta no littoral do mun. de Cabo Frio e Es-
tado do Rio de Janeiro, a 0. da ilha de Cabo Frio, onde comega
a enseada de Thetis.
GAIVOTAS. Ilha do Estado da Bahia, no rio S. Francisco,
no mun. do Pilio Arcado.
GAIVOTAS. Corrego do Estado de Goyaz, desagua no rio
Araguaya, pouco acima da ilha do Bananal.
GAJAO. Serra do Estado de: Minas Geraes, no mun. da
Leopoldina.
GAJURt. Riacho do Estado das Alag6as, aff. do S. Fran-
cisco. Tambem escrevem Guajuru.
GALALAU, s. m.(Bahia): home de elevada estatura. Corres-
ponde ao Manguary de S. Paulo.
GALDINO. Monte no mun. de Mangaratiba e Estado do Rio
de Janeiro. E' assim denominado em honra do talentoso
Dr. Galdino Pinheiro.
GALE. Ilha do Estado de Santa Catharina, a quatro milhas
da ponta das Bombas.
GALE. Rio do Estado da Bahia, distant 18 kils. da cidade
de Valenga. S6 6 navegavel por pequenos barcos.
GALEAO. Pov. do Estado da Bahia, no mun. de Cayrd, na
ilha do Morro de S. Paulo, cor duas eschs. publs. de inst.
prim., creadas pela Lei Prov. n. 495 de 29 de marco de 1854.
A pov. do Galeao, escreve-nos o vigario de Cayrd, foi princi-
piada por dous irmaos proprietarios dos terrenos dessa locali-
dade, os quaes, ali morando, fizeram uma pequena capella no
logar mais alto em frente ao rio Una, para collocarem uma
image de S. Francisco Xavier, que ahi encontraram. NAo
existed mais essa capella tendo sido edificada uma outra no
mesmo logar. Ha na pov. uma fonte cor o nome do mesmo
santo e cuja agua passa por milagrosa.
GALEAO. Serra do Estado do Rio de Janeiro, nas divisas
do mun. de Petropolis.
GALEAO. Nome de uma praia da ilha do Governador, si-
tuada na bahia do Rio de Janeiro.
GALEAO. Ilha na bahia de Nyterdi on do Rio de Janeiro,
ao NO. da ponta da Armacao.
GALEAO. Ilha no rio Parahyba do Sul, mun. deste nome e
Estado do Rio de Janeiro.
GALEGO. Ilha do Estado do Maranhao, no mun.- de Tury-
assu.
GALEGO. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. da
margem dir. do rio das Velhas, entire Raposos e Sabara.
GALEGO. Pequeno rio do Estado de Minas Geraes, banha o
mun. de Minas Novas e desagua no Fanado (Inf. loc.).
GALENA. Ribeirio do Estado de Minas Geraes, banha a
pov. do Chumboe desagua no rio Abaet4.
DIcc. GEOG. 9


GALERA. Ribeirgo do Estado de Santa Catharina, aff. da
margem dir. do rio Tijucas.
GALERA. Rio do Estado de Matto Grosso; nasce na serra
dos Parecys, seis kils. ao N. da origem do Sarar6 e desagua no
Guapor6 pela margem dir., cerca de 114 kils. abaixo da cidade
de Matto Grosso. Apresenta em sou trajecto nao poucas ca-
choeiras. Recebe A dir. os ribeirdes Pinguella, Seixao, Sabara,
e Vae-Vem; e A esq. o Maguavar6 e o S. Vicente. g Rio aff. do
Guapor6, outr'ora celebre pelas riluezas de seu territorio; vae
lancar-se 6. margem dir., cerca de 50 kils. abaixo da foz do
Capivary. Foi em suas cabeceiras que em 1767, Bento Dias
Botelho descobriu, a distancia de uns 110 kils., a NO,
de Villa Bella, as afamadas minas que trouxeram o estabeleci-
mento do arraial de S. Vicente, o ultimo que perdurou de todbs
quantos pulularam nessas regioes do ouro, a6t ser destruido
pelos cabixys. Forma-se o Galera de quatro principaes.cabe-
ceiras; S. Vicente, Maguavar6, Tamar6 e SamburA, todos
caudalosos, dos quaes deste ultimo ribeirao, que 6 o mais septen-
trional, flca cerca de uma legua da mais oriental fonte do
Juhina e o Tamar6 uma legua ao norte das vertentes do Sa-
rard. E' corrente maior de 200 kils. Recebe a dir. os.ribeir6es:
do Sambiur., engrossado pelo riacho do Paiol de Milho, o Vae-
Vem, Seixdes, Pinguella; e a esq. o Maguavar6, formado pelos
corregos Branddo, Bimbuella (que recebe o Sujo) Quebra Greda,
formado p3lo Jabuty, Jos6 Manoel e Cassumb6; e o S. Vicente,
vindos dejuntos do arraial de que tomou o nome. Sua ultima e
mais septentrional cabeceira dista seis kils. mais ou menos das
fontes de Juhina.
GALES. Tern esta denominagos na foz o rio Sarapuhy, do
Estado da Bahia.
GALES. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, aff da
margem esq. do rio Carandahy.
GALGA. Pico elevado da serra das Vertentes, no Estado de
Minas Geraes, proximo A cidade de Oliveira. Fica c6rca de
1.300 metros acima do nivel do mar.Fica proximo da serra da
Cebola.
GALHARDO. Log. do Estado das AlagAas, no mun. do
Triumph.
GALHARDO. Pequeno rio do Estado do R. G. do Norte,
banha o mun. de Canguaretama e desagua no rio Catd
(Inf. loc.).
GALHEIRO. Rio do Estado de Minas Geraes, banha o mun.
da Boa Vista e desagua na margem esq. do S. Domingos,
aff. do Verde. Tern cerca de 42 kils. de extensgo. E'tambem
denominado Born Successo (Inf. loc.).
GALHEIRO. Pequeno rio do Estado de Minas Geraes, aff.
do rio Preto, que o 6 do Arassuahy.
GALHEIRO. Rio do Estado de Minas Geraes, aff. da
margem dir. do rio Parauna.
GALHEIRO. Ribeirdo do Estado de Minas Geraes, na
estrada que da cidade do AraxA vae a Dores de Santa
Juliana.
GALHETA. Morro no logar Ponta Negra, mun. de Marici
e Estado do Rio de Janeiro. Ahi existed uma estaQao telegra-
phica maritima edificada em terreno de marinhas arrendados
aos frades de S. Bento.
GALHETA. Ponta na costa do Estado de Santa Catharina;
entire essa ponta e a ilha das Aranhas, na praia da Lagba,
existed um excellent ancoradouro.
GALHO. Ribeirio do Estado de Minas Geraes, no mun. do
Caratinga.
GALHO DA FIGUEIRA. Log. do Estado do Rio de
Janeiro. na freg. de S. Jos6 do Rio Preto do mun. de Sa-
pucaia.
GALHO DE PEDRAS. Igarapb do Estado do ParA, no mun.
da capital.
GALHO DO MEIO. Log. do Estado das Alag6as, nos
muns. de S. Luiz de Quitinde e Pilar.
GALHO DO IMEIO. Riacho do Estado das Alag6as, trib.
da margem dir. do rio Camaragibe.
GALHOFA. Log. do Estado das Alag6as, no mun. deste
nome.


GAL


GAL










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GALHO MAIOR. Igarapi do Estado do Pari, no mun. da
capital.
GALHOS DE IRAPUA. Log. do Eslado do R. G. do
Sul, no mun. de Cacapava cor uma esch. publ. de inst.
primaria.
GALIUTA. Rio do Estado do Piauhy, desagua no rio Par-
nahyba, ; curta distancia do morro da Chuva.
GALIZA. Pov,do Estado do MaranhIo, no mun. de Santo
Ignacio do Pinheiro.
GALLINHA. Ilha no rio S.Francisco, proxima da foz e da
illia do Matto. 0 angenheiro Halfeld, que della d6 noticia,
recommend o maior cuidado a quem entrar pelo brago do rio
entire esses duas ilhas, afim de nio tocar sobre os baixios corn
fund r!e area. que existem proximos 6 ilha da Gallinha.
GALLINHA. Ilha do Estado do E. Santo, no porto de
Gainraptiay.
GALLINHA. Ilha do Estado do Minas Geraes, no rio Sito
Francisco c man. de Abaet6 (Inf. loc.)
GALLINHA. Rio do Estado do Rio G. do Sul, nos limits
do man. da Conccig-o do Arroio corn o de Viamao.
GALLINHA. Corrego do Estado de Minas Geraes, nas di-
visas da freg. de N. S. da GraQa do Tremedal.
GALLINHAS. Ilha do Estado das Alagoas, no rio S. Fran,
cisco e mun. do Penedo.
GALLINHAS. Ilha do Estado do E. Santo, no rio Doce,
ontr- a pov. de Linhares c o porto do Tatii.
GALLINHAS. Cachoeira no rio Parnahyba, acima da barra
do i.m-.i e da cachoeira das Melancias e abaixo dos re-
mansos denominados Coqueiro e Macacos.
GALLINHAS. Corredeira no rio das Vclhas, aff. do SiTo
Francisco, entire a Cachoeira Grande e a corredeira da ilha
do Paiol. Consist em dous travessoes de pedra corn um
grande haixo on ilha de cascalho. Nao di passage senio
muito dificilmente a estreitas canvas.
GALLINHAS. Riacho do Estado das Alaguas, desagua na
margeem dir. do rio Traipd. Corre de NO. para SE., na ex-
tensfio de 49 kils., desde a nascente no olho d'agua do mesmo
nome atid confluencia no ponto chamado Sitio.
GALLINHAS. Pequeno rio do Estado do Rio de Janeiro,
trib. do S. Pedro; na freg. de Sant'Anna de Palmeiras. Re-
cebe os riachos: Posse, Grota, TinguA, Serra, Tamancas,
aldm de outros.
GALLINHAS. Porto em distancia de 12 leguas do da cidade
do Recife. E' formado por uma pequena enseada na costa um
pouco ao N. da Barra de Maracaipe. O sen ancoradouro 6 pe-
queno, tern bastante profundidade, por6m lica mui distant do
continent por ser muito espraiado. Sna entrada 6 bastante
franca, porn a falta de communicac~io dahli para o interior,
e a proximidade dos outros portos nao permitted desenvolver o
commercio nssse logar. (Relat. da Diroetoria de Obrms Pu-
b'icas de 30 de janeiro de 1854).
GALLINHEIRO. Corrego do Eatado de Goyaz, anf. da
margam dir. do ribeirao Mesquita, trib. do rio S. Barthlolo-
men (Inf. loc,)
GALLINHOS. Porto no mun. de Touros do Estado do R.
G. do Norte (Inf. loc.)
GALLO. Um dos districts do nucleo do Porto do Cachoeiro,
pertencente a colonial de Santa Leopoldina; no Estado do E.
Santo. Occupa uma tirea de 9.375.033 bragas quadradas, divi-
dida em 150 lotes.
GALLO. Log. do Estado do E. Santo, no mun. da capital,
sobre o rio Jucd, quo ahi tern uma ponte.
GALLO. Pov. do Estado de Minas Geraes, a 12 kils. da
freg. do Carmo do Campo Grande, no mun. de Tres Pontas.
GALLO. Ribeirio do Estado do E. Santo, nasce na part N.
da estrada de S. Pedro de Alcantara e desagua no rio Jucei.
GALLO. I'm dos canaes formados por diversos bancos de
area existentes na ilha Maraj6. Fica ao NE. do banco Grande
e 6 formado por este e pelo Jagodes. Vae desaguar no canal que
pass pela part N. da cor6a Kiiriri.


GALPAO, s. m. (R. G.do Sul): varanda, alpendre, on galeria
aborta adherente a uma casa de habitacqio. Sob a f6lrma Galpon
e usual em todoos s estados americanos de origemn hespanhola,
e foi delles que o recehemos. Etym.: E' voc. da lingua azteca
(Zorob Rodriguez.)
GALPAO, Log. do Estado do R. G. do Sul, no mun. do
S. JoAo Baptista de Camaquan.
GALPAO DO TELHO. Arroio do Estado do R. G. do Sul,
trib. da lag6a Mirim pelo lado oriental.
GALVAO. Log. na freg. do Pilar no Estado do Rio de
Janeiro.
GALVAO. Igarape do Estado do Amazonas, no mun. da
capital.
GALVAO. Ribeirio do Estarlo de S. Paulo, nasce nos Campos
do Jordao, no logar Peida Bratnca, banlia o mun. de Guaratin-
gueti- e design, no rio Parahyba, tendo unm percirso de 28 kils.
mats ou menos. E' tamben denominado PuLin (Init. loc.).
GALVEAS. Corn este nome existio un: destica.mento acima
da entao villa e hoje cidade dl S. Mathous, na margiem do rio
deste nome, fundacio com o i1 im de iimpdir as i nvasies dos
selvagens e dar principio a imra povioani,. Ayres do Cazal d6i
noticia desso destacamento. 0 Dice. Geogr. de Cesar Marques dci
um quarter coin esse nome situado na marg.-m dir. do rio
Doce.
GAMA. Pov. do Estado do Mlaranliho, no min. de Santo
Ignacio do Pinheiro.
GAMA. Dist. do man. da Vicosa. ni Estado de Minas-
Geraes. Foi creado por Dec. n.i 227 de 6 do novembro de 1890.
Orago S. Vicente.
GAMA. Pov. do Estado de 1inas (eraes. em Prados, corn
uma esch. publ. de inst. prim., croada pela Lei Prov. n. 3.396
de 21 de julho de 18S6.
GAMA. Serra do Estado de Minas G-raes. entire Caltas Altas
e Antonio Dias.
GAMA. 0 mais elevado dos morros da Insua, montanhas
entire a Guahyba eo rio Paraguay ; no Estado do Matto Grosso.
GAMA. Ilha do Estado da Bahia, ao N. da villa de Santa-
rem, a cujo mun. pertence. E' quasi inculta, tirando-se par6m
de suas mattas alginma madeira do construcci5o pouca pia-
sava. Suas tprras sao ass6As ferteis. E' essa ilha ligada ao conti-
nente pelo lado do 0. por um banco de pedra e area corn talvez.
40 metros de extenslo.
GAMA. Rio do Estado de Minas Geraes, desagua no Santo
Antonio, que 6 trib. do Itapecerica. Recebs o Vermelho. AL.a-
vessa a estrada quo de S. Joio d'El-Rei vae para Itapecerica.
(Tamandu ).
GAMA. Corrego do Estado de Goyaz, nasce no centro do
plateau que Ihe da o nome e desagua na margem dir. do ribei-
rao Fundo, trib. do rio S. B.iriholonmeu. Recebe a dir. o Cabeca
de Veado e Roncador, tornando-se muito caudaloso porque 6 o
escoadoura das aguas de muitos e xtansos pantanaes (Inf. loc).
GAMA. Cachoeira no rio Paracatii, trib. do S. Francisco,
no Estado de Minas Geraes, distanite 7 kils. da do Sablosinho.
Tem, segundo Halted, um palmo e seis pollegadas do altura
corn seis pollegadas de velocidadc.
GAMARRA. Log. do Estado de Minas Garaes, incorporado
ao term de Baependy pelo art. I da Lei Prov. n. 2.659 de 4 de
novembro de 18SO.
GAMARRA. Pov. do Estado de Minas Geraea, na frag.
d'Alag6a e mun. de Ayurnoca (Inf. loc.)
GAMARRA. Serra do Estado de Minas Geraes, no mun. de
Baependy Um quadro encantador 6 o que se apresent.a aos
olhos do obiervador, quando, do pico do Cachambd, contem-
pla a cordilheira do Gamarra. Sna configurac.o de zig-zag faz
tantas e tdo variadas illusoes que, dentre ellas, v9-sa uma figure
humana de propor6cds gigantescas, adormecida, e quiet& sonhando
cor o future abengoado da terra de Tiradentes > Gerber diz
ficar essa serra entire os affllentes dos rios Verde e Grande pro-
priamente dito, e ser uma ramilicacgo NO. da Mantiqueira.
GAMARRA. Rio do Estado de Minas Geraes, nasce na
encosta oriental de am dos contrafortes da serra do Garrafio,


GAL


GAM










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percorre a parte occidental da freg. da Lagia, entra na de Bae-
pendy, onde depois de nm percurso de E. a 0. na distancia de 24
kils. reune-se coin o rio S. Pedro para former o Baependy.
Recebe os corregos Paiol. Velhas, Matto Dentro, Capivara, Bo-
queirio, Bento Veloso e Itacolomi, aldm de outros.
GAMBA. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na freg. de
Cordeiros e mun. de Nyterdi E? atravessado pelos riachos do
seu nom e da Boa Perna.
GAMBA. Log. do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de Sao
Fidelis, a margem do Parahyba; com uma esch. publ. de
inst. prim., creada pela Lei Prov. n. 1.983 de 1873.
GAMBA. Pov. do Estado de Minas Geraes, no mun. de
Bom Fim. Foi elevada a dist. corn a denominacao de Santa
Cruz das Aguas Claras pelh Lei Prov. n. 2.665 de 30 de novem-
bro de 1880.
GAMB,. Morro do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de
Campos, a margem do rio Parahyba, aa estrada de S. Fidelis
a Campos.
GAMBA. Serra do Estado de Minas Geraes, no mun. de
Entre-Rios, nas proximidades do rio Camapuan.
GAMBA. Corrego do Estado de S. Paulo, banha o mun.
do Jaboticabal e desagia no ribeirDo do Tijuco.
GAMBA. Corrego do Estado de Goyaz; 6 uma das cabeceiras
do rio dos Bois, aill. da margem esq. do rio Paranan.
GAMBA. Corrego do Estado de Goyaz, reoa o mun. de Pyri-
nopolis e desagua no rio dos Almas (Cunha Mattos. Itinerario).
GAMBA. Corrego do Estado de Goyaz, aff. da margem dir.
do rio Trahiras. (Cuaha Mattos. Itinerario.)
GAMBA.. Lagba nas proximidades da cidade de Ouro Preto,
capital do Estado de Minas Geraes.
GAMBELLA, Ponta na costa do mun. de Angra dos Reis,
no Estado do Rio de Janeiro.
GAMBIRA. Igarapd do Estado do Amazonas. aff. da
margem esq. do rio Padauiry, trib. do rio Negro. Sua foz lica
proxima da do igarapd ParanA-Pixuna.
GAMB6A, s. f. (littoral): pequeno esteiro que enche corn
o fluxo do mar e fica em secco corn o reflixo. Em Pernambuco,
como em Portugal, chamam a isso CLiibdu; e no littoral do
Pyauhy e Maranh-o, Igarapd. Em Portugal Gambdre a fructa
do Gamboeiro, variedade do Marmeleiro (Aulete). Gambda:
Caneiro que se faz dentro d'agua, onde se toma o peixe, ta-
pando a entrada quando a mard vasa para despescar a gambdu
on. camb6sb. Moraes cit.-- Etym: derivado da lingua abaied,
onde se p6de explicar por cerocdo d'agua, atalho do rio para
designer o curral do peixe. B. Caetano, Rev- Bras. cit., T 30,
p. 26. (Paulino Nogueira. Vocab. cit.) Vide Cambda.
GAMBOA. Log. do Estado da Bahia. no mun. de Cayrd.
E' habitado por pescadores.
GAMB6A. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na freg. da
Ribeira do mun. de Angra dos Reis.
GAMB6A. Log. do Districto Federal, a beira-mar. Tern uma
extensa ponte e armazens para deposit do caf6 transportado
do interior pela E. de F. Central do Brazil. Da estaq o central
desta estrada part um ramal de 1.123 kils. para a Gambba, o
qual atravessa omorro da Providencia sob dous tunnels. Linhas
de bonds poem em constants communicacao essa localidade
corn o centro da Capital. Ahi ficam: o Hospicio da Saude, onde
costumam ser recolhidos os variolosos, ocemiterio dos Inglezes e
uma estaqgo do Corpo de Bombeiros. O ramal-ferreo da Gambba
fol inaugurado a 25 de oiutlbro de 1880. Pertence a freg. de
Sant'Anna.
GAMB6A. Log. do Estado de Santa Catharina, na frg,.
do Garopaba.
GAMBOA (S. Paulo da). Fortaleza do Estado da Bahia;
collocada so S. da cidade e A beira do mar. E' uma das poucas
que podem prestar servigo em caso de necessidade. Tem a f6rma
e um rectangulo corn muito pequeno fundo, que encosta ao
monte de S. Pedro, e 6 dominada pelo porto deste nome. Sua
artilharia, composta de 18 bocas de fogo dos calibres de 32 a
24, atira a barbeta, defendendo a aproximacao da cidade pelo
lado da marinha. Depois de reparos que soffreu, foi pelo Aviso
de 30 de margo de 1875 classificada como de 2a ordem (Fausto
de Souza.)


GAMBOA. Nome de uma restinga existence no porto da
Bahia de Todos os Santos, no Estado deste nome. Em um dos
seas extremes acha-se uma boia e proximo a ella o forte da
Gambia.
GAMB6A. Pontal na costa do Estado de Pernambuco,
egualmente distance do cabo Santo Agostinho ( do pontal do
COpe. E' apenas notavel, segunao Vital de Oliveira, por fechar
a bacia que formam as terras que se recolhem do Cabo, onde
desaguam proximo deste, os rios Suape, Tatuoca, Ipojuca e
Merepe.
GAMBOA. Pequeno rio do Estado do Rio de Janeiro; des-
agua na enseada de Jurumirim.
GAMBOS. Log. do Estado da Bahia, a margem do rio Ma-
rahi, na com. de Camamd. Existem ahi depositos betumi-
nosos de grande riqueza e variadas applicagfes.
GAMELLA. Log, do Estado das Alagbas, no mun. de Porto
Calvo, cor duas eschs. publs. de inst. prim., creadas
pelas Leis Provs. n. 48 de 1840 e 264 de 1864. Fica ao S. da
pov. da Barra Grande.
GAMELLA. Ilha no rio S. Francisco, abaixo da villa de
Chique-Chique, perto da ilha dos Pads Brancos.
GAMELLA. Ilha do Estado do Parand, na: bahia de Para-
nagud, ao lado da ilha Rasa.
GAMELLA. Ponta na costa do Estado de Pernambuco, aos
So 38' 47" de Lat. S. e 80 3' 44' de Long.E. do Rioi de Janeiro,
cerca de tres kils. distant do pontal do Manguinho.
GAMELLA. Barra distance cerca tres milias por 420 SO.
do extreme sul de Santo Aleixo, no Estado de Pernambuco.
E' a entrada principal da foz do rio Formoso, que fica milha
e meia ao sul. < A barra do Gamella. diz Vital de Oliveira,
facilmente se reconhece pela proximidade em que esti da ilha
de Santo Aleixo.>
GAMELLAO. Morro do Estado de S. Paulo, no mun. de
Brotas (Inf. loc.).
GAMELLAS. Selvagens do Estado do Maranhao. Ayres de
Cazal dando delles noticia diz: ( Eram assim chamados em
razao do extravagant costume de furarem e dilatarem o labio
inferior corn uma rodella de cabeca ou de pad, fazendo-lha
temar a fdrma de gamellinha. Cultivam variedade de comes-
tiveis,e teem cabanas onde habitam quando nio andam a corso,
em busca da caga e das fcuctas silvestres. Suas armas sao o
arco, a flecha e uma maga de pau rijo, denominada mataranna,
esquinada na part grossa, e aguoada na delgada. Muitos
conhecendo a ridicularia (ou talvez a mofa que os christaes
fazem) do botoque,jA niLo usam delle, nem furam o beigo aos
pequenos.,
GAMELLAS. Serrota do Estado do R. G. do Norle, nos
limits da freg. de S. Miguel de Jucurutd ( Lei Pros. n. 707 de
1 de setembro de 1874.)
GAMELLAS. Serra do Estado do Parahyba do Norte, no
mun. da cidade do Souza.
GAMELLAS. Morro do Estado do E. Santo, no mun. de
Nova Almeida. Foi assim denominado pelos indios por casa
de muitas gamellas quo nelle se faziam.
GAMELLAS. Corrago do Estado de Goyaz, aff. da margem
dir. do rio das Areias, trib. de Corumba (Inl'. loc.).
GAMELLEIRA. Villa e mun. do Estado de Pernambuco,
no com. de sou nome, banhada pelo rio Serinhaem e atraves-
sada pela E. de F. do RPcife ao S. Francisco, distant da
Escada 42 kils., de Serinhaem 50, Palmares e Agua Preta 42 e
do Bonito 72. Orago N. S. da Penha e diocese de Olinda. Era
um simple pov. da frog. de Serinhaem, da qual o art. I da
Lei Prov. n. 763 de it de julho de 1867 desmembrou para
elevar a categoria de parochia. Foi elevada 6 villa pelo
art. II da de n. 1.057 de 7 de junho de 1872 e installada em
13 de dezembro de 1873. Incorporada a com. da Escada pIlo
art. I da Lei Prov. n. 1.093 de 24 de maio de 1873. 0 mun. 6
regado pelos rios Serinhaem, Matheus, Amaragy, Ribeirao,
Taquara, Caboclo, Cacabl, Cuyambuca, Bom Successo e alguns
outros. Lavoura de canna de assucar, milho e feijio. Tem
agencia do correio e duas eschs. publs. de inst. prim. Sobre
suas divisas vide, entire outras as Leis Provs. n. 763 de 11 de
julho de 1867, n. 825 de 22 de maio de 1868(art. I), n. 870 de


GAM


GAM










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12 dejunho de 1869, n. 910 de 22 dejunho 1870, n. 1.138 de 2
de maio de 1874, n. 1,241 de i de jniho de 1876, n. 1.445 de
5 de junho de 1879. E' com. de primeira entr.creada por Acto
de 8 de julho de 1893 e classificada pelo Dec. n. 53 de 10 do
mesmo mez e anno.
GAMELLEIRA. Pov. do Estado do Maranhio, no mun.
de Cod,, A margem dir. do Itapecurd, 30 kils. acima daquella
villa. Exporta muito algod&o.
GAMELLEIRA. Log. do Estado do Maranhio, no term
de Anajatuba,.
GAMELLEIRA. Log. do Estado do Piauhy, no mun. de
S. Jodo do Piauhy.
GAMELLEIRA. Log. A margem dir, do rio Parnahyba,
no Estado do Piauhy ; entire a tapira de Sussuaparae a ponta
meridional da illia dos Mutuns.
GAMELLEIRA. Pov. do Estado do Ceart, na Serra Grande
o frog. do Ipil.
GAMELLEiRA. Pov. do Estado de Pernambuco, no term
do Buique ; cor unma esch. publ. de inst. prim., creada pela
Lei Prov. n. 925 de 28 de maio de 1870. Agencia do correio,
creada pela Portaria de 17 de julho de 1885.
GAMELLEIRA. Logs. do Estado de Pernambuco, nos muns.
do Bom Conselho o Limoeiro (Inf. loc.).
GAMELLEIRA. Pov. do Estado das Alagoas, no mun. do
Parahyba, a 36 kils. da side da villa de Atalaia ; com uman
capella de N. S. do Patrocinio e uma esc. publ. de inst. pri-
maria.
GAMELLEIRA. Pov. do Estado de Sergipe, no mun. de
Itabaianna. Para ahi a Rosolucio Prov. n. 1.278 de 4 de se-
tembro do 1833 transferiu a esch. publ. do ensino elementary
mixto que estava no GuandU on Serra Grande.
GAMELLEIRA. Log. do Estado da Bahia, na freg. do
SS. Sacramento de Itaparica, cor uma esc. publ. de inst.
prim., creada pela Lei Prov. n. 2.121 de 26 de agosio de 1830.
GAMELLEIRA. Pov. do Estado da Bahia, no term do
Bom Jesus dos Meiras ; cor uma esch. publ. creada pela Lei
Prov. n. 2.697 de 24 de julho de 1889.
GAMELLEIRA. Pov. do Estado da Bahia, no mun. de
Brotas.
GAMELLEIRA. Corn esse nome di Ayres de Cazal noticia
de um arraial no Estado da Bahia, situado junto ao rio Jacu-
hype e corn uma ermida de Nossa Senhora da Graga.
GAMELLEIRA. Log. do Estado de Minas Geraes, na freg.
de S. Josa do Gorutuba e mun. de Grio-Mogol.
GAMELLEIRA. Pov. do Estadode Minas Geraes, no mun.
da Bagagem :corn uma esch. publ. de inst. primaria.
GAMELLEIRA. Log. do Estado de Minas Geraes, no dist,
de Santa Margarida.
GAMELLEIRA. Uima das estao6es da E. de F. do Recife
ao S. Francisco ; no Estado de Pernambuco, entire as estacdes
do Ribeirdo e de Cayambuca, no kilometro 104,0201".
GAMELLEIRA. EstagCo da E. de F. das Alagoas, no
Estado desta nome, noaramal de Assembl6a, entire Cajueiro e
Vicosa.
GAMELLEIRA. Ponta na costa do Estado do R. G. do
Norte, na part da costa desse Estado. comprehendida entire o
cabo de S. Roque e a ponta do Calcanhar. E' de terreno are-
noso. Em frente della, cerca de 400 metros, ha um grande
recife que esti descoberto em todas as mars.
GAMELLEIRA. Serra do Estado do CearA, no mun. da
Palma. E' uma ramificagio da Ibiapaba.
GAMELLEIRA. Serra do Estado do Piauhy, no mun. de
Itamaraty. E' uma ramificaQ.o da serra dos Mattdes. E' tam-
bem denomidada serra Velha (Inf. loc.).
GAMELLEIRA. Serra do Estado das Alagoas, no mun. do
Pio de Assucar.
GAMELLEIRA. Morro nas divisas dos Estados da Bahia e
Minas Geraes, na margem esq. do rio Jequitinhonha, defron-
tando corn o morro do Italiano e pov. do Salto, qua ficam na
margem direita.


GAM


GAMELLEIRA. Serra do Estado da Bahia, no mun. de
Campo Formoso.
GAMELLEIRA. Morro do Estado da Bahia, no mun. do
Riacho de Sant'Anna.
GAMELLEIRA. Ilha no rio Balsas, aff. do Parnahyba, no
Estado do Maranhao.
GAMELLEIRA. Riacho do Estado do Maranhio : nasce na
fazenda do Bac;ba e ap6s 72 kils. de curso, desagua pela mar-
gem dir. no Itapecurfi, 42 kils. acima de Cod6.
GAMELLEIRA. Riacho do Estado do Piauhy; desagua na
margem dir. do Canindu entire a foz dos riachos Rancharia
e d'Arda.
GAMELLEIRA. Riacho do Estadode Piauhy, banha o mun.
do Alto Long. e desagua na margem dir. do rio Poty. E' do
cursor perenne e a agua potavel. Recebe o riacho dos Canudos.
GAMELLEIRA. Riacho do Estado do Piauhy, nasce na
fazenda Sacco dos Bois ao pd da serra Vermelha, banha o mun.
de S. Raymundo Nonato e desagua no rio Itaquatiara, aff. do
Piauhy (Inf. loc.).
GAMELLEIRA. Rio que banha o mun. de Ipueiras e des-
agua na margem esq. do Macambira, aff. do Poty no Estado do
CearA.
GAMELLEIRA Riacho do Estado de Pernambuco,
banha o mun. de Bom Conselho e desagua no rio Parahyba
(Inf. loc.).
GAMELLEIRA. Riacho do Estado de Pernambuco, aff. da
margem esq. do rio Capibaribe.
GAMELLEIRA. Riacho no Estado das Alagoas, aff. do rio
Parahyba.
GAMELLEIRA. Rio do Estado das Alagoas, desagua na
margem esq. do Mundaht., abaixo da foz do Branquinha.
GAMELLEIRA. Riacho do Estado de Sergipe, banha o
mun. de Santa Luzia e desagua no rio Guararema (Inf. loc.).
GAMELLEIRA. Riacho do Estado da Bahia, aff. do rio
Quiric6-mirim.
GAMELLEIRA. Corrego do Estado da Bahia ; nasce no
morro do seu nome e desagua na margem esq. do rio Jequiti-
nhonha, proximo A cachoeira da Gamelleira.
GAMELLEIRA. Rio do Estado da Bahia, nasco na Serra
Grande, banha o mun. do Campo Formoso e desagua no rio
deste nome.
GAMELLEIRA. Rio do Estado da Bahia, no mun. de
Monto Alto. Em uma part do seu curso toma o nome de An-
gicos e depois que recebe o rio do Gentio vae former o rio
das Rans, aff. do S. Francisco. E' tambem denominado Hospi-
cio (Inf. loc.).
GAMELLEIRA. Riacho do Estado da Bahia, aff. do riacho
Sant'Anna, trib. do rio Corrente.
GAMELLEIRA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, nasce
na serra Vermelha o desagua no rio S. Francisco. Banha o
mun. de Dores do IndaiA.
GAMELLEIRA. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha
o territorio da freg. de S.Miguel do Jequitinhonha e desagua
no rio deste nome.
GAMELLEIRA. Riacho do Estado de Minas Geraes, banha
o mun. de S. Romio e desagua na margem dir. do rio Sao
Francisco, proximo 6. foz dos riachos JatobA e Guaribas.
GAMELLEIRA. Corrego do Estado de Minas Geraes, na
estrada Unido Mineira; nasce na serra do Macuco e desagua
no rio Parahybuna.
GAMELLEIRA. Corrego do Estado de Minas Geraes, aft.
da margem esq. do rio das Velhas (Liais).
GAMELLEIRA. Rio do Estado de Minas Geraes, banha o
mun. da Boa Vista do Tremedal, e desagua no rio Paqui.
GAMELLEIRA. Ribeiroo do Estado de Mines Geraes, aff.
do rio Vieira, quo o 6 do Verde Grande, e este do S. Francisco.
GAMELLEIRA. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff.
da margem dir. do rio Muriah6. Nasce na fazenda de D. Maria
Gusmao.










GAN


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GAMELLEIRA. Corrego do Estado de Minas Garaes, aff.
do ribeirio da Pedra Branca, que o 4 do rio S. Francisco e
este do rio Grande. Fica nas divisas do mun. do Carmo do
Fructal.
GAMELLEIRA. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha
o mun. do Curvello e desagua na margem dir. do rio das Ve-
lhas (Vigario Almeida Rolim).
GAMELLEIRA. Rio do Estado de Minas Geraes, aff. da
margem dir. do rio Paracatd, abaixo da foz do rio do Somno.
GAMELLEIRA. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha
o mun. de Ponte Nova e desagua no ribeirao S. Bartholomeu,
aff. do rio Casca (Inf. loc.).
GAMELLEIRA. Ribeirao do Estado de Goyaz, aff. do rio
Manoel Alves.
GAMELLEIRA. Rio do Estado de Goyaz, une-se ao Montes
Claros e junctos formam o riodas Pedras, braQo esq. do Bezerra.
Recebe os corregos do Macaco e das Almas. (Cunha Mattos.
Itinerario).
GAMELLEIRA Corrego do Estado de Goyaz, aff. da mar-
gem dir. do ribeirao Santa Maria, trib. do rio CorumbA (Cunhia
Mattos. Itinerario). Do mun. de Santa Luzia fazem-nos
men ao de um corrego desse nome., aff. da margem dir. do rio
S. Bartholomeu.
GAMELLEIRA DO ASSURUA. Villa e min. do Estado
da Bahia, na com. do Rio S. Francisco, situada nmn valle das
serras do Assurum. 0 mun. 4 atravessado pelo rio Verde e pelos
riachos do Brejao, Guaribas e Quatorze Passagens. Lavoura de
fumo, canna e cereaes. Dista 120 leguas da capital, 60 de Len-
c6es, 50 do Campestre, 60 da Jacobina, 40 do Morro do Chapdo,
18 de Brotas de Macahubas, e 12 de Chique-Chique e da Barra
do Rio Grande. Foi creada villapor Dec. de 9dejulho de 1890.
Tern duas eschs, pubis.. A villa e compost de casas terreas,
que formam quatro ruas e duas pracas : Piedade e Commercio.
Na primeira esti situada a egreja matriz de Sant'Anna. Os
habs. deste mun. applicam-se a lavoura da canna, fumo e
mandioca, fabricam alguma aguardente e occupam-se corn a
criagao, bem come cor a mineragio de diamantes, ouro a
salitre.
GAMELLEIRA DOS MACHADOS. Arraial do Estado da
Bahia, na freg. do Bom Jesus dos Meiras.
GAMELLEIRAS. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff.
da margem esq. do rio Pard, trib. do S. Francisco.
GAMELLEIRAS. Corrego do Estado de Minas Geraes; ba-
nha a cidade de S. Joio d'El-Rei e desagua no rio da Praia.
Tern em seu curse umas banheiras naturaes, muito procuradas
para banhos.
GAMELLEIRO. Pov. do Estado de Sergipe, no mun. do
Lagarto.
GAMELLO. Morro do Estado de Minas Geraes, na freg. de
S. Gongalo do Rio Preto (Padre Amador dos Santos).
GAMON. Vide Salto do Theotonio, no Madeira. Gamon
pass por ser o nome que Ihe dgo os aborigenes, parece-me mais
castelhano. Osjesuitas chamavam-o Padre Eterno. (Dr. S. da
Fonseca Dice. cit.).
GANCHINHO. Rio do Estado do Parana, nas divisas do
mun. de S. Josd.
GANCHO. Ilha e parana do Estado do Amazonas, no mun.
de Borba, no rio Madeira. A ilha mede 1.500 metros deperi-
metro sobre quasi 500 de largura.
GANCHO. E' assim denominado pelos brazileiros o Tehuana-
Parand, aff. da margem esq. do rio Teff4, trib. do Amazonas
(J. E. Wappoeus).
GANCHOS. Arraial do Estado de Santa Catharina. Foi
pela Lei Prov. n. 468 de 18 abril de 1859 desmembrado da frog.
a S. Miguel para constituir com o arraial da Armacio a freg.
de N. S. da Piedade.
GANCHOS. Ponta na costa do Estado de Santa Catharina.
F6rma cor a ponta dos Zimbos a enseada de Tijucas.
GANCHOS. Ilha do Estado do Rio de Janeiro, na bahia de
Paraty, defronte da ponta de F6ra. Esta. a 20m de altura sobre
o nivel do mar.


GAN


GANCHOS. Enseada no Estado de Santa Cath.rina, a O.
da ponta do mesmo nome. E' abrigada dos ventos do quadrante
Sul. O fundeadouro 6 a cinco amarras da praia e fulndo de
16do, mostrando a sonda cinco a duas e meia brapas. O Sr.
Henrique Boiteux diz: A A enseada dos Ganchos, situada ao S.
da de Tijucas, e formada por doas pontas de terra de que tira
o none. Offerece um esplendido ancoradouro a navies de
ualquer calado ; ai beira-mar encontram-sa seis a oito metros
d fund. Eleva-se no fund desta enseada a futurosa freg.
de N. S. dos Navegantes,.
GANDARELA. Log. do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Santa Barbara, bacia do Rio Doce. Tem-se extrahido dahi
marmores de cbr, cujai amostras, expostas em 1884 na rua do
O svidor, apresentavam umas largas listras brancas e pretas;
outras eram regularmente mosqueadas de preto; n'outras as
pintaseram irregulares. tendo aldm d'isso algumas pequenas
listras tambem pretas e aqAi, alli, algumas pintas vermelhas,
outras finalments eram de um vermelho vivo todo egualou corn
listras brancas, quo Ihes davam a apparencia de madeira. Es-
tando as jd'zidas a quatro leguas apenas da estaLao de Santo
Antonio do Rio Acima, do prolongamento da E. de F.
Central do Brazil, poderdo ser trazidos o0 marmores para este
mercado corn presteza e sem grande despendio.
GAND6. Pov. do Estado de Minas Geraes, no mun. da
Conceigdo do Serro.
GANDRA. Log. do Estado de S. Paulo, no mun. do Cunha.
GANGAO, s. m. (Bahia): espiga de milho atrophiada, con-
tendo poucos graos, e esses disperses pelo sabugo. Tambem Ihe
chamam Dente de velha, e Tambueira. No Rio de Janeiro
dao-lhe o nome de Catambunra, que entretanto se estende a
todos os fructos vegetaes mal desenvolvilos. (B. Rohan. Dice.
cit.)
GANGES. Ribeirio do Estado de Minas Geraes, no mun. de
S. Miguel de Guanhies ; desagua no rio deste nome.
GANGORRA, s. f. (Rio de Jan. e outros Estados): nome do
um apparelho destinado ao divertimento de rapazes, e consisted
em uma trava apoiada pelo meio em um espigao, sobre o qual
gira horizontalmente e em cujas extremimidades cavalgam. Em
Portugal lhe chamam Arreburrinho; no Cear. e outros Es-
tados do norte Jodo-Galamarte; em Pernambuco Jangala-
mnaste; e em Minas Geraes Zangaburrinha. Moraes men-
ciona Gangorra como termo obsolete do significacio incerta;
talvez designando alguma molestia, o que nao me parece de bom
conceito. G. Soares, na discripqao das madeiras de construccIo
da Bahia, falla muito da Gangorra come de peia necessaria
nos engenhos de assucar. Attentemol-o no seguinto trecho.-
( Juquitibi. outra arvore real, faQanhosa na grossura e com-
primento, do que se fazem Gang'orras, mesas de engenhos o
outras obras, e muito taboado; e j& se cortou arvore destas
tao comprida e grossa, que den no comprimento e grossura duas
Gangorras, que cada uma, polo menos, ha de ter 50 palmos de
comprido, quatro de assento e ciuco do alto.> (B. Rohan Dice.
cit.)
GANG6RRA, s. f. (Piauhy): especie de armadilha que,
para prender os animals bravios, se estabelece ordinariamente
entire desfiladeiros e boqueirdes. Consists em um pequeno curral
em redor de uma cacimba ou aguada, corn uma entrada on por-
teira por onde facilmente entra o animal, e com uma sahida
que 6 para elle um labyrintho. 0 animal engangorrado, ou se
deixa pegar, on tera de romper ou de saltar a cerca (J. Coriolano).
GANGORRA. Log. do Estado do Ceard, no mun. de Mi-
lagres; cor terras para plantaqgo de canna e legumes e para
criagCo de gado.
GANG6RRA. Log. do Estado do Parahyba do Norte, no
mun. da Campina Grande
GANG6RRA. Pov. do Estado de Pernambuco, no mun, de
Gravata.
GANG6RRA. Log. do Estado de Minas Geraes, no dist.
da Chapada e mun. de Minas Novas.
GANG6RRA. Riacho do Estado de Pernambuco, entire Li-
moeiro e Granito.
GANG6RRA. Riacho de Estado das Alag6as, rega a com.
de Paulo Affonso e desagua no rio S. Francisco. E atraves-
sado pela E. F. de Paulo Affonso. Tern uma ponte de 10m de
extensao.










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GANGORRA. Riacho no Estadj da Bahia, desagia no S.io
Francisco juncto cachoeira de Paulo Alfonso.
GANGORRA. Corregodo Estado de Minas Geraes, no mnln.
de Theophilo Ottoni.
GANGjRRINHAS. Pov. do Estado de GMinas Geraos, no
mun. de Arassuahy.
GANGORRINHAS. Corrego do Esttdo de Minas Gernas,
banha o territorio da freg. de S. Mignul do Jequitinlionha e
d .agiu nro o deste nomc.
GANGU. Rio do Estado da Bahia. aff. do Pericoara, que o
e do Itapecnuri.
GANHAMOROBA. Rio do Esiado de Sergiip, ;ilf. do rio
desbe nine ; no man. de Maroim. E' navegavel at6d a cidade
-deste ultimo nor?. Encontra-se tambem escriito Gan:honmo'aba.
Nasce no engenho Mlatto Gro so de Cima. E' de curso sinuoso,
tendo nl:marens adaptadas a plantagdo de cinna. Tern cerc.t
de nove kils. de curso e desigua perto do lugar Porto das
Redes.
GANHOAO. Rio do Estado do Parr, nases nos Munrdongos
e banlia a ilia Marajdi. Tent barra franca. Sen cuirsO c pouco
extunso e t!ni sinuoso, prpstando-se por isso) ini pineCo 6a
na vegatcao a vapor r. Sgue geralmente o rasino de S. a N.
GANJA, s. f: vaidade, presumpslo: Tua gatnjt nzio tern
,'az0io de ser. Deixa-te dessas ganjus, liqe rall cnabem a um
hoinem seriu. Nao d&s ganja 6iquella mulller, ji. tlo disposal
a so vulgar o prototypo da perfei(.do. Obs. Moraes nito nmen-
ciona est. vocabulo. Aule:e di-o como nome de resina extra-
hida de uma especie de canhamo, e d a base do haschisch. Isto
nada tem que ver corn o nosso vocabulo, do qual 6 apn3ias o
hiomonymo. (B. Rohan. Dice. cit).
GANJ.O. Serra do Extado de Minas Geraes, no mun. da
Leopoldica.
GANJENTO, adi.: vaidoso presumnido: Depois quo o irmiio
entrou para o ministerio, licou Jose tao ganjsnto que mal o
podem abordar seus amigos. Minha filhinha est6i today gtnjentas
con o vestido que lte deu de festa a madrinha. Obs. Moraes
escreve gangento; mas, como o radical deste adjective 4 segu-
raniente gana, parece-me que a orthographia que adopto 6
mais razoavel. Este auctor nao menciona este vocabulo como
exclusivamente brazileiro ; mss Aulete o supprimiu, o que me
faz pensar que nao 6 usado em Portugal. (B. Rohan. Dice.
.cit.).
GANSO. Riacho do Estado de Pernambuco, aff. do rio
Pirangy,
GANZULA. Log. do Estado da Bahia, sobre o rio Jaguaripe.
GAPENO. IgarapS do Estado do Amazonas, aft' da mar-
gem dir. do rio Padauiry, trib. do Negro. Sua foz fica entire
a dlos igarapds Inaia e Araujo.
GAPUIA, s. f. (Valle do Amnaz.): modo de pescar que con-
siste em faze:- o q ie chamam Muicu6oa, isto 4, atravessar o
tiacho com anin ga e tejaco encostados em paus ceavados a
prumno, aim dte nao passar today a agua; e em bater o timbd,
para fazer sobr.nadar o peixe si o logar 4 algum tanto fund;
-e si o nito toma-se o p-ixe a mao, ssm o auxilio do timb6
(Baena).
GAPUIAR, v. intr. (Valle do Amnaz., Maraniho ): pJscar
nos b:tixios um poaco ao acaso, lancando o harpao para o
piraruci (iu a flcha para o tambaqui, tucunard e outros pei-
xes aqui e alii apanhar camaroes em cestos nas pequenas
lagjas; tomar pequenos peixes a. aventura nos baixos; pro-
curar uma consa qualquer ao acaso da sorte ( J. Verissimo).
Esgatar a agua que rest na vasante do pequeno rio tapado,
Ior meio do Part, para pegar o peixe miudo qu.a nlle fica (B.
de Jary). Esgotar uma lagda, para deixar o peix" em sacco.
Extralir a agaa de pequenos pocos ou riachos, com o fim de
apanhar o peize (Seixas).
GARAJAU, s. m.(Pern.): especie de cesto oblong e feehado,
-em que os camponezes conduzem gallinhas e outras aves ao
mercado. No R. G. do Norte 4 o Garajdu um apparelho para
conduzir pixe secco. Compse-se de duns pecas chats e qua-
dranigulares, cornm crca de 66 centimetros de comprirmento e
.55 de largura, formada cada peCa por quatro varas press pelas
.extremidades, cheio o intervallo cor embiras on palhas de


carnahuba tecidas em malhas largas. Sobre uma dessas peas
dei(ada no chilo arramain cuiidadosamente o peixe seeco e o
cobrem corn a outra peca, atando as extremidades, para que
nio se desligueem dturnte a marclia (Meira). Moraes m-nciona
Garaji'to e Aulcte ( tra.lutt : o primeiro como ave maritima da
costa de Guin ; o segundo como are palnipede, corn o nome
zoologico Sterna fluicatilis. Nao Iheencontro analogia possivel
corn o nosso vocabulo. (13. Rohan. Voc. cit.).
GARAJUS. Vide Qutarta;js.
GARAMBEU. Pov. do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Lima Duarte. Orago Sant'Anna.
GARANHUNS. Cidade e mun. do Estado de Pernambuco,
na coin. do sen nome, no centro de um grande planalto, junto
tis nascentes do rio Mundahtd, 815 acima do nivel do mar; clima
temperado e salubre: terrenos de uma fertilidade prodigiosa;
aguas abundantes e magnificas. g A com. de Garatihuns,
diz o Sr. Pereira da Custa, 6 urma das que mais promettcm
corn o estabelecimento da via-ferrea, per sells recursos natu-
raes, p1la sua riqueza, e pela sua zona privilegiada. Dividida
em tires p.ires distincas : mattas, catimngas e agrestes, disp6e
de terrenos miagnificos, de grande 'ertilidade, crue se prestam
nao so a variadissimas produces agrieolas, como ainda a
criacgo de gado de today especie, e toambem 6, ciltulra do trigo
e o:itros cereaes do meio-dia da Europa ; flora riquissirna, clima
magnilico. A todas essas vatnagens reune ainda a de sua
riqueza mineral. que apezar do neuhumnas exploracoes a res-
peito, sabe-se c-m certeza da existencia de crystal de rocha
na serra do Burgos, de calcareo e marmore na Pedra Branca,
presunmindo-se h river no logar Trahiras uma important jazida
tie cobre. Relativamenbe 6 vantagoem que offerece a localilade
pelo sen clima, basta o resultado de algumas observat;es me-
teorologicas, feitas em Janeiro de 1872, quando o calor em Per-
nambnco 6 mais pronunciado, em qae o thermometro centigrado
inarcou 170 os sses horas da manha,e nunca excedeu ao maximo
de 240 .s seis horas da tarde. Taes vantagens farao certamente
converrir para Garanhuns unma grande pop., quando che-
gar ate iA o caminho de ferro, pois ali encontrarao os immi-
grantes europeus todos os recursos para a sua prosperidade.>,
Sua egreja matriz ten a invocaCo de Santo Antonio e depend
da diocese de Olinda. Foi creada parochial pelo Alvard do 16 de
agosto de 1800. Villa pela Carta Rdgia de 10 de mar.o de 1811;
installada em 17 de dezembro de 1813. Cidade por Lei Prov.
n. 1.309 de 4 de fevereiro de 1879. E' con. de primeira entr.
creada pela Lei Prov. n. 22 de 6 de junho de 1836 e classificada
pelos Decs. ns. 687 de 26 de julho de 1850 e 5.139 de 13 de no-
vembro de 1872. Tem agencia do correio e duas escls. pubis. de
inst. primaria.
GARANHUNS. Estacao da E. de F. do Recife ao S. Fran-
cisco (prolongamento), a 267 kils. do Recife e 142 de Pal-
mares ; a 880" acima do nivel do mar. Foi inaugurada a
28 de setembro de 1887.
GARANHUNS. Serra do Estado de Pernambuco, estande-se
pelas divisas do Estado coin o de Alag6as. Faz part da cor-
dilheira Borburema e dia origem a diversos rios. E' coborta de
mattas.
GARAPA, s. f.: nome commum adiversas bebidas refrige-
rantes. Em S. Paulo, Goyaz e Matto Grosso dio ease nome ao
caldo da canna, e timbem Ihe chamam Guarapa. Em alguns
Estados do norte Garapa pioada 4 o caldo da canna fermen-
tado, e o nome de Gdrapa se applica tambem a qualquer
bebida adocada cam melago. Segundo Simao de Vasconcellos,
Garap)a o term com que os Tupinambahs designavam uma
certa bebida feita com mel de abellas. Em Angola, no dizer
de Capello e Ivens, entende-se por Garapa uma especie de cer-
veja feita de millo a outras gramineas, a qual dio tambem os
nomes de Ualua e quimbombo, conform as terras. < Garapa,
agua com mel de abetha, ou corn assucar, limo, on corn o
succo de fructas acidas, come tamarindos, laranjas azedas,
maracujAs, etc.- Entre n6s especialmente a calda de canna
de assucar. Com esta significacao C. Aulete escreve, sem fun-
damento, guarapa.-Etym.: o liquid escorrido, de igarapa,
gerundio de iy-arab ( i-yar-ar colder a agua que cahe) apanhar
o escorrido, o distillado. B. Caetano. Voo. cit. p. 212
(P. Nogueira).
GARAPA. Log. do Estado das Alagbas, na Branca.
GARAPA. Morro do Estado do Maranhbo, A margem esq. do
rio Parnahyba, abaixo do Curralinho.


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GARAPA. Ilha no rio Parnahyba, entra o remanso do Comn-
boeiro e a foz do riacho Pinguela.
GARAPA. Rio do Estado da Bahia, aff. do Santo Antonio,
que o 6 do Paraguassd.
GARAPA. Rio do Estado de Minas Geraes, aff. da margem
dir. do Gavi6es, trib. do Muriahd.
GARAPA. Ribeirio do Estado d Goyaz ; nasca na chapada
do Mesquita e desamua na margem esq. do ribeirao de Santa
Anna, at'. do rio S. Bartholomeu. RIcebe pela dir. o Capueira
Grande, Taquary, Roncador, Pedras, Acude, Serroto, Paiol
Velho e Capitdo Grande; e 6 esq. o Capueirao (Joseph de Mello
Alvares).
GARAPA. Lagoa do Estado da Bahi.a,no mun. do Brejinho,
distant dous kils. do ParAmirim.
GARAPAS. Log. do Estado do Piauhy, no trrmo deS. JoAo
do Piauhy.
GARAPIRA. Ilha do Estado do Para, na parte da costa
compreliendida entrap a bahia de Caetd c as Salinas. E' p quena,
coberta de mangues e tern o a bahia do Caty-purid.
GARAPIRA. Ilha do Estado do Maranhao, em frente da
ponta de Itaqui. Entre essa ponta e a ilha ha um bom ancora-
douro com fund d- 15 a 17 palmos para navios de grande
calado
GARAPIRA. Rioe porto do Estado do Maranhio, pr .xinmo
do pontal das Palmeiras. 0 rio d16 entrada a navios de 12 p6s
de calado por uin fundo de 12 a 14 p6s ata unm pouco al6m da
sua foz ; deste ponto para cima apnas encontram-sa sete pes,
pelo quo s6 admitted barcos (do paqueno calado. os qiaes podenm
subir por elle at6 o porto da eassada Muricihub L oa atl a b3ca
do Jambuca. Sobre a entrada da barra do Garapiri observem-se
as instr icQ.os recommendadas palo pratico Philippe Corria da
Camara no san Rotciro daocsta di Brazil.
GARAPOCAIA. Bairro no mun. de Villa Belli, do Estado
de S. Paulo.
GARAPUHA. Log. do Estado da Bahia, no min. de
Cayru.
GARARU. Villa e mun. do Eslado de Sergipe, na com. de
seu nome. Orago Senhor Born Jesus dos Afllictos e diocese
archiepiscopal do S. Salvador. Foi creada parochial corn o
nome de Curral de Pedras pela Lei Prov. n. 1.003 de 10 de
abril de 1875 e elevada A categoria de villa pela de n. 1.047 de
15 de marco de 1877. Comprehende os povs. denominados Es-
curial, Lagoa Redonda, Panellas, Antas, Genipatuba, Intans e
Bbcca da Matta. Tern duas eschs. pubis. de inst. prim., creadas
pelas Leis Provs. ns. 598 de 16 de junho de 1858 e de 15 de
maio de 1871. Sobre suas divisas vide : Lei Prov. n. 1.038 de
28 de marco de 1876, n. 1.017 de 15 de margo de 1877. Seu mun.
d regado pelos rios Gararil, Pedra, Capivara, Porteiras e outros.
Tern Agencia do Correio. A villa fica na margem esq. do
S. Francisco. 0 mun. 6 atravessado pela serras Queimada,
TamanduA e Tabanga. Lavoura de arroz, feijao e milho. Foi
creada con. pela Lei Prov. n. 1.019 de 13 de abril de 1877 e
Lei n. 39 de 16 do dezembro de 1892 e classificada de primeira
entr.pelo Dec. n. 6.685 de 19 de satembro de 1877.
GARARU. Riacho do Estado de Sergipa, aff'. do rio S. Fran-
cisco, no mun. do seu nome. Seu curso e de 60 kils.
GARATUBA. Vide Guaratuba.
GARAU. Llg. na costa do Estodo do Parahyba do Norte,
perto de Tambaba, 14 legnas distant da Capital.
GARAT. Riacho d) Esta.lo do Parahyba do Norte ; de-agua
no Oceano. Candido MIndes escravo Graii.
GARAU. Corrego do Estado de S. Paulo, nos suburbios da
cidade de Itd.
GARAUNA. Rio do Estado do Rio de Janeiro, atravessa o
mun. do Paraty e desagaa na enseada deste nome, proximo a
foz do rio Pequeno. Encontra-se tambem escripto Grauna.
GARAYOS. Cerca de 50 kils. abaixo das Torres, notavel
Curiosidade natural 6 margem esq. do Guapor6, eleva-se a riba
opposta num vasto descampado (d ens qunatro a cinco metros
de altura sobre as enchentes ordinarias. Tem esse descampado
o nome de Campos do PAo-Cerne; e por indios do P6o-Cerne 4
conhecida a nacao que habitat as margens daquelle formoso


rio, numa zona de quasi 250 kils., desde al6m das Torres ate
a barra (d Paragahd e o morro de Garajuz, quasi 1305' sul.
As Torres sio un agglomerado de blocos mais on me:no rectan-
gularos, dispostos de modo tal que apparecem ao navegante
como as ruinas de um obelisco on urma verdadeira torre qua-
drangular. Cercam-a monticulos de outros seixos iguaes : uns
della c:hidos, visro que sua apparencia actual muit') differ do
descriplo pelos antigos exploradores; e outros que, talvez for-
massiim numa segunda torre, conform n'ol-a da a supper a
denominacio plural corn que loi sempre conhecida cssa loca-
lidade. Acredito seram os Garayos os mesmos Garajaz ds
antigos, e cijo nome p-rdura ainda nos morros auriferos e no
p:)rto das ininas descobertas em meio do seculn XVIII, e ond,
mais tarde Luiz de Albuquerque estabelocsria a Ihojs extinct
pov. de Viseu. Formam diversos aldeamentos. alguns reti-
rdos de Gnapore, e outros As suas margens. Calculo a pov-
destes em mais de 403 al nas, e no dobro o totuui da tribu.
Descndo o G:uapor6 em 1877 tive occasion de ver as aldeins
ribeirinhas. Sio cin o : Flechas, i. i,,i i .i.. Jangado.
Veados e Acorizal, todas derivando sens nomes dos da locali-
dade, excepto a 5gunda, cujo sitio e conhecido p:r Paredto
Vermellio, traduc6i.o de g larapiranga que e o nom-3 d. do po
essas indi.s is barrancas de argilla daquella colorai5o. Com-
p13-se cada nuna d4 poucas palhocas, algamas nmuio extensas.
altas e lrgas ; todas cobsrtas dts leques da uuaisid, a pa;-
meira das fobllas gigantes. Cada aldeia 4 governada por um
capitio, quasi inlependente, mas que reconheca a primazia
de outro. o da aldeia CayA, uma das do interior. Cultivamu
milho, f.jiao. bananas, que chamam bary, mandiocas e aipim.
batata doce o inhamr, pimentos. meles, melancias, abobl -
ras, etc. Conm na maioria das nagoes selvagens. a colheita 6
commumi a todos, mas nestes a ciltura pert nee exclisi-
vamente As mulheres. Os homens cacam epescam, talvez por
desenfado da s:ia habitual calacrria: para a posca \Oo ordi-
nariamente acompanhados da mulher e dos fllhos, em mais de
uma cauia si todos nio cabem n'una. Assim, encontrei nos
dous portos da Guarapiranga abicada uma boa duzia de ca-
n6as, o qie, de moinento, fez-me record lar da cidade dnlde
vinhamos, comparando corn tristza ess: tal on qual animna-
Cuo e vida desse porto e dresses honmens selvag'ns, corn a ap:i
thia e desanimo dessa antiga e rica capital, em cujo porto
hoje, nem sempre se vista uma can6a. Ao aportarmos i
primeira aldeia vimos chegar 6. barranca 36 indios, dos quaes 22
mulheres, e umna trintena de criancas de todos os tamanhos.
Os Garayos sao bonitos, ainda q:i nio possuam a elegancia
do porte e a belleza dos traoos physionomicos dos Cadiueos.
tribu dos Guaycurns, os mais formosos indios que ja vi.
Numa can6a que veiu visitar-nos, vinha uma familiar compost
de um rapagao e sua companheira, o pae daquelle e a mae desta.
A moca era a mais genuine expressao, o typo ideal da india
americana, joven ainda. talvez de 16, talvez de 25 cincoan-
nos, era bern formosa, de feices flnas e regulars, alta, esbelta,
de fdrmas esculpturaes. Seu cabello atado em duas longas
trancas : o corpo todo vermelho de uruci, lafularia selvagem
que praticam principalmente quando esperam ou sabem que
se aproximam viajantes, e que empregam desde o proprio ca-
bello at os0 p6,. Seau ompanheiro represeniava 20 a 25
annos, alto tambem, forte e musculoso como todus os homons
que ahi virmos, tend muidesenvolvida a museulatura do tron-
co e dos membros thoraxicos, o que 4 geralm'nte indicio das
tribes canoeiras, e motivado pelo exericio do remo. Os on-
tros dous, home e mulher, mais pareciam irmios que paes-
do casal; e aovel-os tao mooos, tAo agais e fortes, ninguem
os leria por maiores de 30 a 35 annnos. SiA descendontes
legitimos da grande family tupi; o s'u dialecto 4 o guaranty
quasi puro. Sens principles inimigos sao os Cabixys, se-
nhores das nmatas e camps do Alto-Guapor6 o scui tribe ;
e 6 principalmente para combatel-os, on quando se reunem
em conselho que obedecam ao capitao do Caya. (SEV. D.A
FONSECA.)
GARQA. Serra do Estado de Minas Geraes, no mun. do Tur-
vo. E' uma das denominau6es locaes da serra do Turvo ; e not-ivel
por sua elevacigo e cur alvacenta. Do sen cimo, onde exists
uma fonte de agua pura e chrystalina, goza-se de um extenso
e lindo p.norama.
GARQA. Igarape do Estado do Parui; banha o mun. de
Muanu e desagua no rio deste nome.
GARQA. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o mun.
do Curvello e desagua na margem esq. do rio das Velhas.


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GARQAS. Pov. do Estado do R. G. do Norte na part
da costa desse Estado comprehendida entire o c.ibo S. Rogue
e a ponia do Calcanhar. E' pequena e insignificant. Em
frente della e a distancia de 600 metros, esto as pedra's
das Garcas, que psrmanecam cobertas em todas as mares.
GARQAS. Ilha do Estado do Para, no lago Arapeat, que
fica na margem esq. do Trombetas.
GARQAS. Ilha do Estado da Bahia, no mun. de Maragogipe.
E' deshabitada e esteril.
GARQAS. Ilha do Estado da Bahia, abaixo da villa 'do
Capim G(rosso, no rio S. Francisco,
GARQAS. Ilha do Estado de Minas Geraes, na freg. do
Carmo da Escaramuia. Consiste essa ilha em um terreno cir-
culado por dous braqos do rio Sapucahy e que tern aproxi-
madamente de superficie 2.000 bragas quadradas, coberta ora
de grades e amoviveis rochedos, ora de arvores frondosas e
seculares. < A ilha, silenciosa e desert em parte do anno,
v6-se em certa estaCgo delle repentinamente povoada por mi-
lhares de aves aquaticas e especialmente por umna alluvido de
garqas que, immigrando de pontos diversos e longinquos, fazem
daqnelle formosissiro sitio uma especie de retire saudoso,
onde dir-se-ia quo veem todas entristecidas pelas solid6es do
ermo, mitigar saudades ou permutar affects doces e ainda
mais doces blandicias ).
GARQAS. Rio do Estado do Parana, no mun. de Guara-
tuba; desagua na margem esq. da bahia deste nome (Inf. loc.).
GARQAS (Rio das). Seguindo uma antiga tradiqao d. o
Dr. Couto Magalhles esse nome a um rio que, nao somenos
um cabedal de aguas ao Barreiros, afflue 6 margem dir. deste,
meia legua abaixo da ponte que so construio sobre o mesmo
Barreiros, no novo caminho que se abrio em 1867. Seu curso
e pouco ou nada conhecido. Ha toda a razao de presumir-se
que 6 contravertente do rio Itiquira, aff. do S. Louranco (B.
de Melgago).
GARQAS. Lago do Estado do Amazonas, no mun. da Villa
Nova de Barreirinha.
GARQA TORTA. Log. do Estado das Alag6as, em Pioca.
GARQA TORTA. Pontal na costa do Estado das Alagbas,
aos 90 36' 47" de Lat. S. e 70 29' 8" de Long. E. do Rio de
Janeiro, a pouco mais de seis kils. do pontal de Santo Antonio
Mirim. Proximo a elle desagua o pequeno rio do mesmo nome.
GARQA TORTA. Riacho do Estado de Alagbas, ao N. da
cidade de Macei6; desagua no Atlantico.
GARQA TORTA. Rio do Estado das Alag6as, desagua na
margem dir. do Mundahfi acima do Satuba.
GARCIA. Log. na freg. do Bom Sucesso do Cambrifl, no
Estado de Santa Catharina. Projecta-se origir ahi uma capella
da invocacao de Divino Espirito Santo.
GARCIA. Montanha do Estado de Santa Catharina, no mun.
de Blumenau (Inf. loo.).
GARCIA. Ponta no littoral da bahia de Todos os Santos.
Entre ella e a extremidade S. de Itaparica fica a barra do Ja-
guaripe.
GARCIA. Rio do Estado de Sergipe, banha o mun. de Cam-
pos e desagua no Jabebery (Inf. loc.).
GARCIA. Ribeirio do Estado do Rio de Janeiro, aff. do
rio Preto, que o 6 do Parabybuna.
GARCIA. Ribeirao do Estado do Rio de Janeiro, aff. da
margem dir. do rio S. Pedro.
GARCIA. Pequeno rio do Estado de S. Paulo, na ex-colonia
de Cananda.
GARCIA. Rio do Estado de S.Paulo, no mun. de Sant'Anna
do Parnahyba (Inf. loc.).
GARCIA. Rio do Estado de Santa Catharina, aff. do rio
Itajahy-assd. Recebe, entire outros, o Caet6, Fresco e Bom
Retiro.
GARCIA. Rio do Estado de Santa Catharina, aff. do Ti-
ucas. Recebe entry utros o Mund6os, Engano e ribeirao dos
Coqueiros. Do Estado escrevem-nos dizendo ser ease rio o
mesmo Tijucas, quetoma no seu percurso ease nome e diversos
outros.


GARCIA. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o ter-
ritorio da frog. do Ouro Branco e desagua no rio da Varginha.
E' tambem denominado Barroso (Inf. loc.).
GARCIA. Cachoaira do rio Tietr, no Estado de S. Paulo,
entire a de Pil6es e a de Mathias Peres.
GARCIA. Lagba do Estado do Rio de Janeiro, na freg. de
S. Josd da Bba Morte.
GARCIA D'AVILA (Torre de). Antiga villa do Estado da
Bahia, fundada por Garcia d'Avila, 12 loguas ao NE, da ca-
pital. Ahi parou Bognuolo, quando, em 1637, retirou-se de Porto
Calvo perseguido por Mauricio de Nassau.
GARCIAS. Sio assim denominados dous montes situados
ao N. e a pequena distancia da freg. de Canna Verde e mun.
de Campo Bello, no Estado de Minas Geraes.
GARCIAS. Riacho do Estado de Minas Geraes, aff. do rio
Jacar4, que o 6 do Rio Grande. Rega o mun. de Lavras.
GARCIAS. Corrego do Estado de Goyaz, banha a com. de
Monte Alegre e desagua no corrego Sucury. Denominava-se
Dous Ranchos.
GARFOS. Rio trib. da margem dir. do rio do Somno,
aff. do Tocantins. Nasce da serra das Mangabeiras (Candido
Mendes).
GARGAHU. Pov. do Estado do Rio de Janeiro, na freg.
de S. Francisco de Paula do mun. de S. Joso da Barra,
banhada pelo rio do seu nome; com uma esch. publ. de inst.
prim., creada pala Lei Prov. n. 1.955 de 22 de novembro
de 1873.
GARGAHUJ, Riacho do Estado do CearA, aff. do lago da
Barra Nova.
GARGAHT. Rio do Estado do Parahyba do Norte; desagua
na foz do Parahyba pela margem esq. Segundo assevera
Vital de Oliveira, tern esse rio 10 a 11 leguas de curso. Na foz
divide-se em dous bragos, um que sahe logo em frente corn o
nome de Tiriry, outro com o nome de Paripueira sahe no ca-
nal que separa a ilha da Restinga do continent e f6rma a
pequena ilha de Stuart. E' fundo no comeco e navegavel por
barcacas por espaeo de seis kils. Vital de Oliveira escreve,
Gurgahi on Guarahi e o pratico Felippe, Gragah?.
GARGAHI. Enseada no littoral do Estado do Rio de
Janeiro, formada pala ponta dos Manguinhos corn a costa que,
do lado do N. da foz do Parahyba, recua para o 0. A praia
arenosa que f6rma esta enseada prolonga-se por debaixo d'agua
ate onde a sonda encontra cinco metros da profundidade,
depois a area apparece misturada cor l6do, e na profundi-
dade de oito metros 16do sem mistura. A presenqa do 16do,
diz o Dr. Borja Castro, prova que as aguas nesta part da
enseada nao se acham muito agitadas, porque a area nao p6de
come o 16do conservar-se em suspensao nas aguas e portanto
ser levada para logares em que nao ha agitaCao notavel.)
Nessa enseada dio fundo as embarcaqoes quando o vento 6 rijo
e do quadrant sul, o que indica, em geral, mau tempo. Tern
ella sufficient profundidade para os navios mercantes, que
frequentam o porto formado pelo rio Parahyba, e possue bom
ancoradouro abrigado pela ponta de terra formada pelo mesmo
rio. 0 Dec. n. 4.929 de 22 do abril de 1872 autorisou a
construceao de uma ponto artificial nessa enseada. Ha um
rio corn o mesmo nome.
GARGANTA. Corrego do Estado de Minas Geraes; banha
o territorio da freg. de Dbres da Victoria e vae para o rio
Muriah6.
GARGANTA. Cachoeira no rio S. Francisco, proxima da
do Sacco das Aboboras e pouco acima da foz do rio Xing6.
GARGANTA DE S. MANOEL. Log. do Estado de Minas
Geraes, nas cabeceiras do rio S. Manoli, na serra das Cara-
monas.
GARGANTA DO VALLO. Ponto notavel na E. de F.
Mogyana do Estado de S. Paulo, a 1.282m de altura sobre o
nivel do mar. (Mappi da Prov. de S. Paulo por M. R. Lis-
b6a. 1884).
GARGANTAO. Outeiro na frog. de N. S. do Rosario da
Varzea, no mun. da capital do Estado de Pernambuco.
18.937


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GARIMPEIRO, s. m. (Minas Geraes): nome que so deu
outr'ora a uma especie de contrabandistas, cuja indastria can-
sistia em catar furtivamente diamantes nos districts em que
era prohibida a entrada de pessoas estranhas ao servido legal
da mineraCiio. Para exercerem seu arriscado officio, os ga-
rimpeiros penetravam em magotes nos logares mais ricos em
diamant3s e os procuravam. Emqnanto uns executavam este
servico, outros se postavam de sentinella nos pontos altos,
afin de avisal-os da aproximacao de soldados. Ento o se
refugiavam nas montanh:ls mais escarpadas, onde ndo podium
ser alcangados. Etym. Pelo que diz St. Hilaire, o nome de
Garimpeiros n ao 6 mais do que a corruptela de Grimpeiros,
que foi dlado a passes aventureiros em allusgo a Grimpa das
montanhas em que se occultavam. Aulete, mencionando esse
vocabulo, o da come pouco usado, mas nada diz a respeito de
sua nacionalidade.
GARIMPO. Pov. do Estado de Minas Geraes, na frog. de
Abre Campo. Orago Santo Antonio; corn uma esch. publ. de
inst. prim., creada pela Lei Prov. n. 3.396 de 21 de julho
de 1886.
GARIMPO DA INGAZEIRA. Pequeno rio do Estado de
Minas Geraes, banha o mun. do Abaet r e desagua na margem
esq. do rio deste nome (Inf. loc.).
GARIMPO DAS CANOAS. Parochia do Estado de Minas
Geraes. no mun. de S. Sebastiao do Paraizo. Diocese de Sao
Paulo. Foi o pov. elevado a dist. pela Lei Prov. n. 1.293 de
30 de outubro de 1866 e a parochia pelo art. I da de n. 2.762
de 12 de setembro de 1881. Tern duas eschs. publs. de inst.
prim. ( Ao 0. e a 3 '/2 leguas de DWres do Aterrado, na ex-
trema da prove. de Minas, s-parada ahi da de S. Paulo pelo
riacho das Can6as, estA situada a pov. do Garimpo. Tern
uma feliz e agradavel collocagao este logar, csrcado de terras
uberrimas, cuja vegetagao luxuriosa di A localidade o mais
aprazivel e attrahente aspect. Em tempos que ainda nio vio
long, foram descobertas aqui ricas minas de diamantes, que
muito produziram e que ainda hoje satisfazem em part a
ambicao dos exploradores. Desse facto e da visinhanca do rio
das CanSas, provrm o nome de Garimpo das Can6as, cor que
6 conhecido este logar. o Tem a pov. uma egreja consa-
grada ao Divino Espirito Santo, padroeiro. Cultura de canna
e criagio de gado.
GARIMPOS. Log. do Estado da Bahia, no mun. de Campo
Formoso.
GAR6A, s. f. (Estados merid.) chuvisco.-Etym. E' voca-
bulo de origem peruana. No Perd dizem Garfia, e assim
tambem no Chile e em outroa paizes hispano-americanos.
GAROPABA. Villa emun. do Estado deSanta Catharina,
na cor. de S. Josd. Orago S. Joaquim o diocese de S. Se-
bastiao do Rio de Janeiro. g 0 aspect desta parochia, escre-
ve-nos o respective vigario (junho de 1888) 4 alegre,. offerecendo
6 vista um magnifico panorama. Ternm a E. um morro de al-
tura regular, denominado Garopaba, na extenoso de uma legua
mais on menos, o qual se estende de S. a N. acabando na
ponta da Vigia. 0 local onde acha-se situada a matrix f6rma
uma pequena elevacao, donde se descortina a barra do sul da
ilha de Santa Catharina, na distancia, talvez de cinco leguas,
eo morro do Sirid at4 o logar chamado Penha. Desde a praia
do mar ate A parochial de Sant'Anna do Mirim tudo 6 vargem,
regulando sua largura 900 a 1.000 braqas, dilatando-se cada
ves mais a media que se vae para o sulP. Foi creada parochial
pelo Dec. de 9 de dezembro de 1830 e Lei Prov. n. 231 de 13 de
maio de 1846; annexada ao mun. de S. Jos6 pela Lei Prov.
n. 253 de 5 de abril de 1848; elevada A categeria de villa pela
de n. 835 de 30 de abril de 1877; rebaixada dessa categoria
pela de n. 850 de 14 de janeiro de 1880. Lavoura de farinha de
mandioca, feijio milho o algum caf4. Nella ficam as lagbas
denominadas Capivaras, Sirid, Sorocaba o Garopaba; os rios
e riachos Imbahd, S. Joaquim, al4m de outros;e os ar-
raiaes: GambSa, Sorocaba, Paulo Lopes, Arraial, Bom Re-
tiro, Penha, Encantada, Ambrosio, Macacd, Sirid o Estiva.
Tom 3.000 habs. ; duas eschs. pubis. de inst. prim. ; e agencia
do correio. Sobre suas divisas vide, entire outras, as Leis Provs.
n. 253 de 5 de abril de 1848, n. 328 de 6 de maio de 1851, n. 610
de 22 de abril de 1869. Foi de novo elevada a categoria de villa
pelo Dec. n. 6 de 7 de abril de 1890.
GAROPABA. Rio do Estado de Santa Catharina, nasee na
serra do Cambirella, atravessa a lagba do mesmo nome o
DIe. GEOGRa. 10


correndo a rumo de Leste, vae desaguar no Oceano. Sua barra
4 obstraida por bancos de area. E' navegavel per embarcacqes
de pequena tonelagem.
GAROPABA. Enseada formada pela p)nta do mesmo nome
e o continent, no Estado de Santa Catharina. E' abrigada
dos ventos do mar (Boiteux) E Regula ter de lundo tree e meia
bragas no ancoradouro dos hiates, augmentando dahi por
diante a profundidade. Estende-se da ponta da Vigia atW o Ilhote
a dahi ate o costgo do morro do Sirii. E' abrigada dos ventos.
andquadranto S. ; fiando desabrigada dos de NE. (Inf. loc.,
4Serve de abrigo contra os ventos de S. e SO.; mas infelizmente
A mui exposta aos ventos de E., que reinam durante uma
grande part do anno e muitas vezes corn grande violencia.
sica ao 280 2' 3"de lat. S. e 50 57' 20" de long. 0. de Paris*
(Inf. loc.).
GAROTIIRS. Tribu selvagem do Estado do Matto Grosso.
Muitos selvagens, de menor edade, pertencentes a essa tribu
acham-se recebendo instruccao no collegio Santa Izabel, fun-
dado pelo Dr. Couto do Magalhges, no valle do Araguaya.
GAROUPAS. Morro no littoral do Estado de Santa Ca-
tharina, e de formac.o granitica.
GAROUPAS. Ponta na entrada da enseada do sou nome;
no Estado de Santa Catharina.
GAROUPAS. Um dos melhores ports do Estado de Santa
Catharina, a 35 kils. a NE. da ponta do Rapa, aos rumo de
SE. aproximamente da barra de Camboriassi ue 10 milhas dis-
tante. E' formado pela grande enead d villa do Born Jesus,
a equal, pela sua configuraieo, defende-a de todos os ventos do
NE., S., e do SO., resguardando-o dos do quadrant do N. a
ilha das Palmas, situada em frente da dita villa. A entrada
desse porto e franca inteiramente ntren a ilha citada a a ponta
das Garoupas, qua demora ao NE. della, variando as braQas
d*agua de 20 a 8, fund de l6do e conchas pequenas. 0 melhor
logar para ancorar 4 a 0. bemrn proximo da ilha das Palmas.
onde ha mais fund (de clnco a tree meia bracas, 16do) e
complete seguranga. E' inteiramente abrigado de todos os ven-
tos e pde center grande namero de navies. Entre a ponta das
Garoupas e a ilha das Palmas flea a notavel bahia, denominada
Caixa d'Aco, de alguma capacidade (cor fund de quatro a uma
bracas), na qual podem entrar mesmo navies de alto bordo,
encontrando-se alli, almin da vantagem de melhor abrigo pos-
sivel, inalteravel tranquillidade d'agua. E' tambem denomi-
nado Porto BeUo.
GAROUPEIRA, s. f. : especie de embarcao qo e se em-
prega na pesca da garoupa nos baixos dos Abrolhos, e da qual
fazoe grandes salgas, constituindo a industrial capital de
Porto-Seguro, e seu maior commercio de exportarLo. E' ar
mada corn un maetro a meio, a urn outro pequeno a popa
onde so ia uma vela chanada burriqeete (Dioc. Mar. Bras.
GARRA. Rio do tao Estado do Parahyba do Norte, no term
da Princeza.
GARRAFA. Ilha do Estado do Maranhaoi no mun. do
Miritiba.
GARRAFAiO. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na srra
dos OrgAos, entire a Barreira e o Alto da B6a Vista, na es-
trada para Theresopolis. Ha ahi uma fonte mui procurada
per ser a agua extremamente fria, love e transparent, ainda
na maior forga do verdo. Nests logar flea o grandiose pico da
serra dos OrgLos, denominado Dedo de Deos.
GARRAFAO. Serra do Estado do ParA, na margem dir.
do rio Nhamunda, aff. do Amazonas. Prende-se A serra do
Copo formando uma profunda enseada, quo terminal em uma
ponta montanhosa, denominada serra da Igacaua-assd, que
f6rma a foz do rio Pratucd, que ahi desagua.
GARRAFAO. Pico celebre no Etado do E. Santo, a 910 ms.
acima do nivel do mar, na margem esq. do rio Itabapoana ;
aos 210 1i4 de Lat. S., segundo Mouahez.
GARRAF.O. Morro do Estado de S. Paulo, no mun. de
Jacarehy, na estrada de Santa Branca, A dir. do rio Parahyba
do Sul.
GARRAFA.O. Serra do Estado de Minas Geraes, no man.
de, Ayuraoca.
GARRAFAO. Enseaad na ilha deCabo Frio, no Estado do
Rio de Janeiro, centre as pontas da Pedra Vermelha e Mara-


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mota. Para ella guinam os navios que passam por dentro do
Cabo Frio cor o fim de evitarem a ponta do banco situado
entire a ilha e o continent e logo depois de transporem a
ponta de Maramota.
GARRAFAO. Corrego do Estado de Goyaz; nasce na serra
do Lambary e desagua no rio Araguaya.
GARRAFA QUEBRADA. Riacho do Estado de Matto
Grosso, aff. dir. do Aquidauana, uns 50 kils. acima da foz.
GARRINCHA. Riacho do Estado de Pernambuco, banha
o mun. do Born Conselho e desagua no Balsamo, aff. do Para-
hyba (Inf. loe.).
GARRIXA. Insignificant pov. do Estado de Minas Geraes,
na frag. do Furquim e mun. de Marianna.
GARROTE. Log. do Estado do CearA, no mun. da capital.
E' muito arenoso.
GARROTE. Log. do Estado do Ceara, no district do Soure.
GARROTE. Monte elevado do Estado da Bahia, A distancia
neo pequena do rio de Contas. Affirmavam os antigos existir
nesse monte minas de ouro.
GARROTE. Riacho do Es ado do CearA, aff. do lago da
Barra Nova.
GARROTE. Sio assim denominadas duas cachoeiras no rio
Paracatd, trib. do S. Francisco, no Estado de Minas Geraes.
Uma dista um e meio kils. da cachoeira do Cosme e outra nove
da denominada Pedra de Amolar. Ambas teem, segundo Hal-
feld, cinco palmos de altura e 12 palmos e quatro pollegadas de
velocidade.
GARROTES. Pov. no mun. do Pianc6 do Estado do Para-
hyba do Norte. Orago Sant'Anna. Tem uma esch. publ. de
inst. prim,, creada pala Lei Prov. n. 475 de 20 de julho de 1872.
GARRUCHA, s. f., pistola de grande dimensao. Tanto em
portuguez, come em castelhano, aquillo a que chamam garriu-
chla e cousa muito different. No IR. G. do Sul a garrulha e
o bacamart de boca de sine, e figuradamente dao esse nome A
india velha (Cesimbra).
GARRUCHOS. E' assim denominada uma das cachoeiras
do rio Uruguay.
GARUPA. Arroio do Estado do R. G. do Sul; desagua na
margem dir. do rio Quarahim, trib. do Uruguay,
GARUSSU. Pequeno rio do Estado da Bahia, no mun. de
Maragogipe (Inf. lec.).
GASPAR. Parochia do Estado de Santa Catharina, no mun.
de Blumenau, A margem do rio do seu nome, a 166 kils. da
capital. Orago S. Pedro Aposlolo e .diocese de S. Sebastido.
Foi creada parochia pela Lei Prov. n. 509 de 25 de abril de
1861. Incorporada ao mun. de Blumenau e desmembrada do
de Itajahy pela de n. 860 de 4 de fevereiro de 1880. Agencia
do correio. Lavoura de canna, mandioca, fume, feijao, arroz,
batatas e milho. Tem en enhos de soccer arroz e de serrar
madeiras. Dista 37 kils. de Itajahy, 25 de S. Luiz Gonzaga e
15 de Blumenau.
GASPAR. Bairro a seis kils. da pov. da Borda da Matta,
mun. de Pouso Alegre e Estado de Minas Geraes (Almanah
Sul-Mineiro. 1884).
GASPAR. Serra do Estado de Minas Geraes, no mun. de
Pouso Alegre.
GASPAR GRANDE. Rio do Estado de Santa Catharina,
af.l da margem dir. do rio Itajahy-assit. Desagua na freg.
de S. Pedro Apostolo.
GASPARINHO. Ribeirdo do Estado de S. Paulo, no cami-
nho de Taubatd a Cacapava.
GASPAR LEITE. Cachoeira no rio CuyabA, no Estado de
Matto Grosso.
GASPAR LOPES. Dist. creado no term de Angicos do
Estado do R. G. do Norte per Acto de 20 de julho de 1883 e
pela Lei Prov. n. 941 de 21 de margo de 1885.
GASPAR PEQUENO. Rio do Estado de Santa Catharina,
aff. da margem dir. do rio Itajahy-assu. Atravessa o mun. de
Blumenau. Ao N. de sua confluencia fica a freg. de S. Pedro
Apostolo.


GASPAR SOARES. Parochia do Estado de Minas Geraes
no mun. da Conceicdo. Orago N. S. do Pilar e diocese de Dia
mantina. Foi creada parochial em 1810. Incorporada ao mun. da
Conceicao pela Lei Prov. n. 171 de 23 de margo de 1840. Tern
duas eschs. publs, de inst. prim. e agencia do correio. E' monta-
nhosa em today a extensdo ao poente, em uma largura de mais
de 12 kils., paralella A cordilheira do Espinhago conhecida
no logar corn o nome de Serra do Cip6. A outra part compoe-se
de collins ou morros, mais ou menos elevados, na maior part
cobertos de campos artificiaes, send arravessada na direcgio
NNE a ENE por uma serra chamada d'Agua Santa o
Achupp, que sahindo da freg. da cidedo da Conceig do Serro
entra depois na de Santo Antonio do Rio Abaixo. 0 territorio
da parochial e banhado pelos rios Santo Antonio, Mata Ca-
vallos, Picao, Preto, al.m de outros ; 4 percorrido pelas serras
do Ouro Branco, Mata Cavallos, Teixeira, Acaba Mundo e do
Rio Preto. A lavoura e insignificant, no entretanto, produz
mandioca, arroz, feijio, canna de assucar, cafd, milho, etc.
Reza a tradiccdo que o arraial foi fundado por Gaspar Soares,
que internando-se por esses sertoes em demand do precioso
metal em companhia do um seu irmio Lucas Soares, ahi ficou,
seguindo este para outras paragens, d'onde resultou que
Gaspar Soares foi o fundador ou o primeiro morador deste
arraial e Lucas da hoje cidade do Serro, oode ainda existem as
ruinas de uma point' chamada a Ponte do Lucas. A pop. do
arraial 4 de 550 almas e a de toda a freg. de 2.850.
GASPAR SOARES. Morro do Estado de Minas Geraes, no
mun da Conceigdo. Deve se:i nome a um dos mais antigos
mineiros, que foiproprietario de suas lavras auriferas. Poste-
riormente tentaram mudar-lhe o nome para o de morro do
Pilar, por ser debaixo da invocaggo de N. S. do Pilar quo se
edificou sua primeira egreja. Ficou conhecido pelos dous
nomes.
GATIUBA. Riacho do Estado de Pernambuco, entire as fregs.
de Goyanna e Tracunhaem.
GATO. Pov. do Estado do Maranhao, no mun. de Miritiba.
GATO. Monte no mun. do Iporanga do Estado de S. Paulo
(Inf. loc.)
GATO. Morro do Estado de Minas Geraes, na freg. de UbI,
mun. de Marianna.
GATU. Ilha p'rtencnte ao man. de Miritiba do Estado do
Maranhao.
GATO. Ilha do Estado da Bahia, no mun. de Camamfl.
GATO. Ilha do rio S. Francisco, abaixo do Juaseiro,
GATO. Assim denominava-se a ilha do Governador, na
bahia do Rio de Janeiro.
GATO. Ilha no littoral do Estado do Rio de Janeiro, entire
as ilhas de Itacurussl e da Madeira.
GATO. Riacho do Estados das Alag8as, no term da Unieo.
GATO. Rio do Districto Federal, na freg. de Campo Grande.
Desagua na margem eoq. do Guandi-mirim.
GATO. Ribeirio do Estado de Minas Geraes, aff. da
margem dir. do rio Abaete, aff. do S. Francisco.
GATO. Cachoeira no rio S. Francisco, entire a de Paulo
Affonso e o porto de Piranhas.
GATO. Enseada do Estado do ParanL, no porto de Para-
nagua.
GATOS. Log. do Estado da Bahia, a seis kils. da villa do
Riacho de Sant'Anna (Inf. luc.).
GATOS. Ilha do Estado de S. Paulo, no mun. de S. Sebas-
tilo, a pouco mais de umn kil. do continent, fronteando Boys-
sucanga.
GAUCHO, s. m. (R. G. do Sul): habitante do campo, ori-
undo, pela maior part. de indigenas portuguezes e hespanhoes.
SIo naturaes nao s6 das republican platinas come do R. G.
do Sul. DIo-se A criacao de gado vaccum e cavallar e sao
notaveis por seu valor e agilidade (B. Rohan. Dice. cit.).
GAUERECK. Log. do Estado do R. G. do Sul, no mun.
de S. Jobo do Monte Negro.
GAUSSUPY. Rio do Estado do R. G. do Sul; desce da
serra de S. Martinho e engrossa o Toropy, aff. do Ibicuhy.


GAU










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GAUVA. Pov. do Estado de Santa Catharina, no mun. da
Laguna.
GAVAMIPAM. Rio do Estado de Minas Geraes. Vide
Guavamipam.
GAVEA. Parochia do Districto Federal, creada pelo Dec.
n. 2.297 de 18 de junho de 1873. E' extensissima e abrange
uma zona ass.s fertil. A salubridade do seu clima, a pureza
de suas aguas e os meio de locomogco de que disp6e, tornam
essa parochial urn dos pontos do Districto Federal mais pro-
curados, principalmente pelos estrangeiros, que buscam con tem-
plar a opulencia de nossa natureza sam rival. Nella acha-se
o Jardim Botanico cor sua magestosa rua de palmeiras, que
debalde espera uma outra no mundo que a ella se assemelhe.
E' lindissimo o panorama que de todos os lados ahi se des-
cortina. 0 Corcovado, o Pio de Assucar, os Dous Irmaos e a
famosa Pedra da Gavea, sao os pontos mais elevados desse
delicioso panorama. Nesta ultima, que parece representar um
rosto human. existed gravados caracteres que ter dispertado
a attenR.o dos sabios. Possue uma matriz regular, da invo-
cagco de N. S. da Conceigco e dependent da diocese de S. Se-
bastiao; lindissimas chacaras corn solidas e elegantes habita-
gdes. E' ligada pelos bonds da Companhia do Jardim Botanico,
a Botafogo e ao centro da cidade. Ter uma pop. de 4.712
habitantes.
GAVEA. Log. do Districto Federal, na freg. de Jacar&-
pagua.
GAVEA. Grupo de montanhas ao SO. da cidade do Rio de
Janeiro, na Capital Federal. Uma dessas montanhas eleva-se
por cima das outras, sendo seu cimo parecido cor uma forta-
leza quadrada. Jaz aos 220 59' de Lat. e aos 450 42' 58" de
Long. Occ. Sua altura 4 de 748 metros acima do nivel do mar.
Orientam-se por elle os maritimos para reconhecerem a entrada
da bahia do Rio de Janeiro, quando estao ao largo. Numa
das faces do cimo quadrado parece existir uma inscripcao que
ter despertado a atteng.o dos sabios.
GAVEA. Morro do Estado de Santa Catharina, no mun.
de Ararangua.
GAVIAO. Parochia do Estado da Bahia, no mun do Ria-
chdo do Jacuhipe, atravessada palo rio deste nome, em terreno
elevado, pedregoso, secco e de pouca produucio. Orago N. S.
da Conceicao e diocese de S. Salvador. Dista 60 kils. de
Monte Alegre. Foi creada parochial pelo art. III da Lei Proy.
n. 669 de 31 de dezembro de 1857. Pertenceu ao mun. de
Monte Alegre, sendo incorporada ao do Riachdo do Jacuhipe
pelo art. I da Lei Prov. n. 1.823 de 1 de agosto de 1878.
Sobre limits vide art. IV da LeiProv. n. 669 do 31 de de-
zembro de 1857. Lavoura de mandioca, milho e feijao. Foi em
principio a fazenda do Gavido pertencente a Miguel Gongalves
de Abreu.
GAVIAO. Log. do Estado do Amazonas; 6 um dos pontos
de escala dos vapores da linha do ManAos a Marary no rio
Jurua.
GAVIAO. Log. do Estado do Piauhy, no termo de S. Jo4.o
do Piauhy.
GAVIAO. Log. ao p6 da serra Meruoca o nas divisas do
dist. de Santo Antonio do Iboassd; no Estado do Ceara.
GAVIAO. Logs. do Estado das Alag6as, em Palmeiras dos
Indios, Junqueiro, Branca e S. Braz,
GAVIAO. Arraial do Estado da Bahia, no mun. de
Pocoes, na barra do rio Gavi.o no ria de Contas. E' logar
populoso e destinado a ser entreposto de commercio, por ser
limitado corn os muns. do Brejo Grande e Bom Jesus dos
Meiras.
GAVIAO, Estacgo do Ramal Ferro de Cantagallo, no Estado
do Rio de Janeiro, centre as estaq.es de Cantagallo e Sinta
Rita, distant 167k362 de Nyteroi, 2k503 da de Cantagallo e
16k502 da de Santa Rita.
GAVIAO. Morro do Estado do Parahyba do Norts, no mun.
de Alag8a do Monteiro.
GAVIAO. Serra do Estado das Alag6as, no mun. da Vic-
toria.
GAVIAO. Morro do Estado de Sergipe i margam dir. do
rio S. Francisco, defronte da foz do Riacho Grande.


GAVIAO. Monte no mun. do Monte Alegre, a SE.; no
Estado da Bahia. Denomina-se hoje Santa Cruz por causa de
uma pequena ermida dedicada a Santa Cruz e muito venerada.
GAVIAO. Serra nas divisas do Estado do Rio de Janeiro
corn o de Minas Geraes.
GAVIAO. Sarra do Estado de Minas Geraes, no mun. do
Rio Branco.
GAVIAO. Serra do Estado de Minas Geraes, no mun. do
Patrocinio (Inf. loc.).
GAVIAO. Serra do Estado de Minas Geraes, na estradada
Diamantina a Matta do Serro. Corre ao S. da freg. de S. Gon-
calo do Rio Preto. D6 origem ao rio Arassuahy.
GAVIAO. Morro do Estado de Goyaz, nas divisas da freg.
de S. Jos6 de Mossamedes e proximo do ribeirao do Turvo.
GAVIAO. Ilha no mun. de Souzel do Estado do ParA, no
rio Xingd. E' tambem denominada Preguiaas.
GAVIAO. Ilha no rio Negro, aff. do Amazonas; no Estado
deste nome; proxima das ilhas Muruy, Manacapurd e Taya-
assi.
GAVIAO. Ilha do mun. de S. Jono da Barra do Estado do
Rio de Janeiro, no rio Parahyba.
GAVIAO. Igarap6 do Estado do Amazonas; desagua no rio
Urubi logo adeante da Ponta Grossa. Em frente d'elle, na
margem dir,, desagua no mesmo rio Urubt um furo, que vem
do Amazonas corn o nome de Pir&-mirim. 0 igarap6 Gaviso 6
tambem denominado Urupany.
GAVIAO. Corrego do Estado do Cear6, nasce na serra de
Maranguape e vai con o Tangueira engrossar o Marangua-
pinho.
GAVIAO. Riacho do Estado do R. G. do Norte, banha o
mun. de Martins.
GAVIAO. Riacho do Estado de Pernambuco, aff. do rio
Tracunhaem.
GAVIAO. Riacho do Estado das Alagbas, aff. do Manguaba.
GAVIAO. Rio do Estado da Bahia, aff. do rio de Contas.
Recebe & riacho Caet4td. < 0 Diccionario Topographico do
Imperio, diz o Dr. Acaua, no sou Relatorio de 1847, apresenta
o rio Gaviio recebendo o do Antonio e depois desaguando no
rio S. Francisco, quando elles nascem e correm separados,
vindo este lanqar-se no rio Brumado, e aquelle no de Contas
acima da passage de Sant'Anna. no logar denominado -
Barra do GaviLo (( 0 rio Gaviao que nasce na serra das
Almas, nesta prov., e mun. das Almas (N. S. da Boa Viagem
e Almas), atravessa o mun. de Santo Antonio da Barra, divide
este com o da Victoria, servindo-lhes de limited, e despeja suas
aguas no rio de Contas, no arraial do Gaviao, depois de um
curso mais on menos de 55 leguas. E' navegavel de certa dis-
tancia por diants at4 22 leguas distant do rio Pardo (Relat.
do Director da Col. do Rio de Contas ao Presidente da prove.
de to de dezembro de 1858.) aNasce na serra das Almas banha
a cidade de Condeuba, corre de O. a N. divide o termo de Po-
oges corn o do Bom Jesus dos Meiras e entra no rio de Contas
acima do arraial do Areio duas leguas >. (lnf. loc.). Recebe
pela margem dir o Condeuba, Sant'Anna, Cannabrava, Barra
de Sant'Anna e Ressaca e A esq. o Pocdes, G-ntios e Duas
Passagens.
GAVIAO. Ribeirao do Estado de S. Paulo, centre os muns. de
Dous Corregos e do Jahd.
GAVIAO. C-rrego do Estado de Minas Geraes, aff. do ri-
beirIo das Pitas, trib. do Paranahyba. Atravessa o mun. de
Patos.
GAVIAO. Rio do Estado de Minas Geraes, aff. da margem
esq. do Muriah6. Recebepela margem dir. o Olaria, Sapucaia,
Garapa e o S. Manoel e pela esq. o Azedo, Corrego Grande e
ribeirao d'Agua Limpa.
GAVIAO. Lagta do Estado das AlagSas, no mun. da Pal-
meira dos Indies.
GAVIAO. Corredeira no rio Tibagy, aff. do Paranapa-
nema ; no Estado do Parana.
GAVIAOSINHO. Riacho do Estado da Bahia, nasce na
serra do Periperi, limits o termo de Poc6ss corn o da Conquista
e desagua no Catuld.


GAV










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GAVIA-OSINHO. Corredeira no rio Mogy-guassd do Estado
de S. Paulo, a trees kils. da corredeira dos Patos. Tern 200
metros de extensdo.
GAVIEIRA. Serra do Estado de Pernambuco, no mun. de
GravatA (Inf. loc.).
GAVIOES. Parochia do Estado do Rio de Janeiro, no mun.
do Capivary, ligada por uma estrada a Sant'Anna do Macacd.
Orago N. S. da Conceicio e diocese de Nyter6i. Simple
povoado foi, em consequencia da Lei Prov. n. 862 de 30 de
agosto de 1856, sdde da freg. de N. S. do Amparo de Corren-
tezas; disposicao essa que foi revogada pela de n. 1.084 de
22 de dezembro de 1858. Elevada a curator pela de n. 1.181
de 28 de julho de 1860, foi creada parochia pela de n. 2.369 de
31 de outubro de 1879. Tern duas eschs. publs, de inst. prim.
tendo sido a do sexo feminine creada pela Lei Prov, n. 2.675
de 6 de outubro de 1883. Agencia do correio.
GAHYBA. Lagoa do Estado de Matto Grosso. Vide Gua-
hyba.
GAYUVA. Log. do Estado de Santa Catharina, na E. de
F. D. Thereza Christina. 0 leito dessa estrada attinge ahi
um nivel de 19 m. acima do ponto de partida.
GE. Gentio que habitava nas divisas do Maranhio corn o
Par&. Segundo Ayres de Casal, era esse gentio dividido em
cinco tribus: Aug4, Craonge, Cannaoatagd, Pontacage e Pay-
cogd, quasi sem differenQa de linguagem nem de costumes.
GEJAVA. Monte situado na ponta septentrional da barra
de Icapara, em Iguape, no Estado de S. Paulo.
GEMIDO. Serra do Estado de Minas Geraes, na parochia
do Furquim e mun. de Marianna.
GENEBRA. Ilha no mun. de Belmonte do Estado da
Babia, no rio Jequitinhonha.
GENERAL. Ilha no rio S. Francisco, entire o lozar deno-
minado Pau da Historia e Joazeiro, proxima da ilha da Lagba
(Halfeld).
GENERAL CAMARA. Porto no mun. de Iguape do Estado
de S. Paulo. Ha ahi uma ponte de embarque.
GENEROSA. Ribeirgo do Estado de S. Paulo; dosagua no
Area Branca, que renne-soe ao Bonito e este ao rio Mogy
Guassi.
GENGIBRE. Pov. florescente do Estado do Parahyba do
Norte, no term de Guarabira, corn uma each. publ. de inst.
prim., creada pela Lei Prov. n. 339 de 27 de setembroda 1869.
Fica cerca de 30 kils ao N. da freg. de Guarabira.
GENGIBRE (Minas do). Terrenos auriferos proximos ao
Bramado, no Estado de Matto Grosso. Foram assim denomi-
nados por algumas das granetas de ouro apresentarem as
f6rmas dos rhisomas daquelle vegetal.
GENGIBRE. Corrego do Estado de Goyaz, banha o mun.
de Santa Luzia e desagua na margem dir. do ribeirao da Saia
Velha, aff. do rio S. Bartholomeu (Inf. loc.).
GENGIBRE. Nome que dA-se em Pernambuco as mille-
poras que vegetam sobre os recipes, especialmente quando
estes teem chegado mais ou menos ao nivel da mar6 baixa.
Receberam esse name em allusao A propriedade que ellas teem
de queimar quando tocadas corn a lingua.
GENIPABU. Pov. do Estado do R. G. do Norte, no mun.
do Ceara-mirim, defronte do mar, E' commercial em pee-
cado. Ety. Agua de genipapo, de genip)po, mudado o p em
b, fructa, e 4 abreviatura de hu agua.
GENIPABU. Ponta na costa do Estado do R. G. do Norte,
centre a barra do Rio Gran.de e o cabo de S. Roque, aos 50
42' 18" de Lat. S. e 70 52' 48" de Long. E. do Rio d Janeiro.
Duas milhas a E. de Genipabd estio os recipes deste nome e
pelo N. delles ha uma enseada capaz para grades navios e
abrigada dos ventos do quadrant do SE. Nessa engeada des-
agua o rio Ceardamirim.
GENIPABU-ASSf. Rio do Estado do Para, banha o
mun. de Bragan e deeagua a n margem dir. do ria Caetd
(Inf. loc.).
GENIPAHUBA. Pov no terms d# Guiimaries do Estado
do Maranhlo, conm oma esoh. publ. de 1nst. prim., creada
pela Lei Prov. n. 734 de 14 de julho do W885.


GENIPAHUBA. Porto no mun. de GuimarAes; no Estado
do Maranhio. Na prda-mar p6dem ahi fundear sumacas e
hiates.
GENIPAHI-MIRIM. Rio do Estado do Para, banha o
mun. de Bragan~a e desagua na margem dir. do Caetd
(Inf. loc.).
GENIPAPEIRO. Log. no mun. de Picos do Estado do
Piauhy.
GENIPAPEIRO. Igarap6 do Estado do Maranhao, desagua
ao SO. da ilha de Igoronhon, entre a de Frecheirinhas e o
de Frecheiras, distant deste dous a tres kilometros e daquelle
perto de dous.
GENIPAPEIRO. Riacho do Estado do Ceara, banha o
mun. de Milagres e desagua na margem esq. do riacho dos
Porcos.
GENIPAPEIRO. Riacho do Estado do Ceard, banha o
mun. d'Aurora e desagua no rio Salgado.
GENIPAPEIRO. Pequeno rio do Estado de Minas Geraes,
banha o mun. do Abaete e desagua na margem esq. do rio
S. Francisco. Ha ainda naquelle mun. uma lagga cor o
mesmo nome. (Inf. loc.).
GENIPAPEIRO. Lagba do Estado do Maranhao, na freg.
do Burity (Inf. loc.).
GENIPAPEIRO. Laga do Estado do Ceard, ao nascent
da cidade de Milagres s.is kils., Formada palas aguas do riacho
do seu nome. E' muito abundante em peixes, principalmente
da espacie dos chamados Curimatis.
GENIPAPEIRO CORTADO. Lagba do Estado de Minas
Geraes, na freg. de Matto Verde (Inf. loc.).
GENIPAPO. (Genipa brasiliensis L.). Fracio da arvore
genipjypciro, do tamanho e feitio de um limAo grande : pardo
por f6ra, corn a casa e lhd e molle quando maduro;
tern dentro uma polpa amarellada agridoce e adstringente,
muito substantial e estomachal. Quando verde applica-se as
rupturas para recolher o intestine, e sobretudo as recentes
para apertar o annlrerlaxado. Qaando maduro cahe da
arvore espedacado, donde dizer-sa vulgarmente cahio como um
genipapo maduro do individuo que deu uma grande e desas-
trada qudda. DA tinta preta, e vem dahi chamar-se tambem
genipapo a uma malha escura sobre as cadeiras dos mulatos
recem-nascidos, o que 6 prova de ngo ser branch Etym.: -
nondi azeite e iba fructa: fructa de azeite. B. Caetano,
Vocab. cit., ps. 313 e 569 Chama-se ja muito geni (abre-
viatura do nome), corn que tambem ja vai send conhecida
a gengibirra (b'bida popular) por ser mais commummente
feita de genipapo (P. Nogueira. Vocab. cit., p. 284.)- Jeni-
papD, s. m., fructa do jenipapeiro, arvore do genero Genipa
da familiar das Rubiaceas, de que ha varias species. Etym.
E' vocabulo de origem tupi. No Para Ihe chamam janipapo
(Baena), o assim se encontra em algans chronistas antigos.
Tambem se tern escripto Janipab. e Genipapo (B. Rohan.
Dico. cit.).
GENIPAPO. Era o nome de uma tribu tipuia, que
occupava a chapada da serra de Baturit6, e os sertoes ao S.
della ; no Estado do Ceara (Theberge cit. T. I, p 5.)
Era assim chamada porque pintava-se corn a tinta pretax do
genipapo, pelo que eram tambem esses indios conhecidos por
negros (Araripe cit., p. 15).
GENIPAPO. Log. do Estado do Piauby, no mun. de SBo
Jodo do Piauhy.
GENIPAPO. Log. do Estado de Pernambuco, no mun. do
Bom Jardim.
GENIPAPO. Log. do Estado de Pernambuco, no dist. do
Brejio e mun. de Garanhuns.
GENIPAPO. Arraial do Estado da Bahia, cerec de 2 kila.
distance da villa do Curralinho. Possue uma important ca-
pella, ainda considerada patrimonio de uma familia,obra dos
jesuitas e que em algum tempo possuio grande riquezas, de
que mui poucos vestigios restam hoje (Inf. loo.).
GENIPAPO. Arraial do term da Cachoeira, no Estado da
Bahia; com uma esch. publ. ereada pela Lei Prov. n. 2.323
de 14 de julho de 1882.


GEN


GEN










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GENIPAPO. Um dos Dontos de parade da E. de F. Cen-
tral da Bahia, no kil. 53, entire Sapi e Candeial.
GENIPAPO. Serra do Estado da Bahia, no mun. da Barra
do Rio de Contas.
GENIPAPO. Serra do Estado de Minas Geraes, distant
seis kilo. da margem esq. do rio S. Francisco (Halfeld).
GENIPAPO. Sdo assim denominados uns campos situados
6 margem do rio deste nome a cerca de 12 kils. de Campo
Maior. E' o melhor logar do Estado do Pianhy para criagao
de gado. Ahi ferio-se celebre combat entire as forqas nacio-
naes, que pleiteivam pela causa da independencia, e as forgas
portugaezas conmandadas pAlo major Fidi6.
GENIPAPO. Ilha no rio Madeira, aff. do Amazonas. Tern
ce.c. de 12 kils. de extenslo, cor grande praias e traba-
Ihosas correntezas.
GENIPAPO. Ilha no rio Parnahyba, acima de Therezina,
entire a barra do rio das Lages e a do riacho Comprido.
GENIPAPO. Ilha do Estado de Matto Grosso, no rio Para-
guay, uns 30 kils. abaixo de Coimbra. Tern cerca de cinco
ils. de comprimento, mas 6 alagadiqa.
GENIPAPO. Igarap6 do Estado do Amazonas, no dist. do
Tabocal e mun. da capital.
GENIPAPO. Igarap6 do Estado do Para, no man. de
Obidos.
GENIPAPO. Igarap4 do Estado do ParH, banha o mun. de
Macap6 e desagua na margem dir. do rio Aporema.
GENIPAPO. Riacho do Estado do Maranhao, aff. do Par-
nahyba, acima um pouco do cascalho do CapitRo de Campos.
GENIPAPO. Rio do Estado do Piauhy, aff. do Piracuruca,
pela margem direita.
GENIPAPO. Riacho do Estado de Pernambuco, banha o
mun. do Bom Conselho e desagua no Riach6o.
GENIPAPO. Riacho do Estado de Pernambuco, na com.
do Bonito.
GENIPAPO. Riacho do Estado das AlagSas, aff. da mar-
gem esq. do Coruripe.
GENIPAPO. Rio do Estado da Bahia, banha o mun, da
Barra do Rio de Contas e desagua no rio deste nome.
GENIPAPO. Corrego do Estado do Rio de Janeiro, aff. do
rio MacahU.
GENIPAPO. Corredeira no rio das Velhas, aff. do S. Fran-
cisco: no Estado de Minas Geraes, entire a corredeira das
Ilhotas e a do Carahyba. Sua velocidade maxima 6 de im,504
por segundo (B. Franklin). Proximo a ella encontra-se uma
ilha, cuja passage 6 pelo canal da direita.
GENIPAPO. Porto no r;o Parahyba do Sal, mun. de
Campos e Estado do Rio de Janeiro.
GENIPAPO. Lagoa no mun. do Bom Conselho do Estado
de Peraambuco. (rnf. loc.).
GENIPAPOOU. Log. do Estado do Para, na ilha Maraj6.
Abunda em gado vaccum.
GENIPAPOC. Rio do oEstado do Para, na ilha Maraj6.
E umn dos formadores do rio Arary. E' tao abundante nelle a
canarana e murur6 que impassivel se torna recouheaer-lhe o
leito.
GENIPARANA. Igarapd do Estado do Maranhao, atravessa
a ilha deste nome e desagua na bahia de S. JosB.
GENIPATUBA.. Log. do Estado de Sergipe, na margem
dir. do rio S. Francisco, no mun. de Gararu.
GENOVEVA. Corrego do Estado de Goyaz, binha o mun.
de Santa Luzia e desagua na margem esq. do rio Corumba..
(InL loc.).
GENTE DOBRADA. Cachoaira do rio Pardo, no Estado
de Matto Grosso. Vide Chico Santo.
GENTIL. Rio que banha o mun.. de Ipueiras e desagua na
margem esq. do Macambira, al,. do Poty, no Estado do Cear
GENTIO. Parochia do Estado da Bahia. no mun. de CaGetw;
a 130 kila. da s6de do muia Orago N. S. do Rosario, e dioeese


de S. Salvador. Foi creada parochia pela Lei Prov. n. 373 de
10 de novembro de 1819. No Diario Official de 29 de fevereiro
de 1881 16-se o segainte: MINAS D, OURO.- As minas de ouro de
AssuruA, segundo um memorial recantemente publicado pelo
Sr. Fred M. Schubert, foram descobertas acerca de meio
seculo (a 93 leguas ao Oeste da Bahia no logar chamado Gentio,
comarca de Chique-Chique; por essa occasiao affiiram milhares
de pessoas de toda a part, principalmente da beira do Rio
S. Francisco e da provincia do Minas, para trabalhar e ex-
trahir o ouro qun ahi e nas visinhancas se achava em abun-
dancia, a f6r da terra, e assim creoi:-se uma povoacao c um
commercio important e florescente. Enorme quantidade de
ouro sahiu -pedacos de libras nao eram raros, e ate de peso
de arrobas appareceram, e muitas fortunas se fiz ram e infeliz-
mente nio ha estatistica a respeito, porque o ouro extrahido
foi em part comprado pelos ourives do interior para obras, e
servio tambem principalmente come pagamento dos generous e
mercadorias dos negociantes da Bthia, done achou feliz-
mente caminho para a Europa, evitando assim os direitos e os
impostos do governor sobre a exportacdu do ouro >) A descoberta
das lavras de diamantes de Sincord, em 1842 ou 1843, den causa
ao abandon das minas de Assurua, p)r ser menos vantajosa
esta do q e aquella exploracdo. Nao obstante a grande prospe-
ridade dessas lavras, no anno de 1857 uns 10 ou 12 negociantes
dos Lenq6es e da Bahia, que conheciam o valor e a abundancia
das minas do Ass irun, inshituiram una companhia e obtiveram
um privilegio por 90 annos. Em 1858 mandou a companhia dons
agents A Europa contratar um engenheiro pratico na explo-
racao de minas e 59 operarios ; em vez de 50, vieram, pornm,
203 pessoas, incluindo as families: o que sobrecarregou por tal
f6rmaa empreza que se nao poude manter. A terrivel secca que
assolou essa part da provincial concluiu a obra da destruia.o.
Autorizada pelo governor a companhia suspended i os soeus tra-
balhos. Tom duas eschs. publs.
GENTIO. Log. do Estado de Sergipe, no mun. de Dores.
GENTIO. Arraial do Estado de Sergipe, no mun, de Maroim ;
corn uma capella o uma each. publ. de inst. primaria.
GENTIO. Igarap4 do 'Estado do Amazonas; deaagun na
margem esq. do rio Branco, logo abaixo do forte S. Joaquim.
GENTIO. Rio do Estado do Piauhy, aff. do Itahim, que o 6
do Canind6.
GENTIO. Rio do Estado da Bahia, aff. do rio Angicos, trib.
do rio das Rans. AlBm de pequeno, secca durante o verioo, dei-
xando, entretanto, maitos pogos em varies pontos do seu leito.
E' tambem denominado Volta (Inf. leo.).
GENTIO. Corrego do Estado de Minas Geraes, proximo ao
arraial do Bello Horizonte.
GENTIO. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, aff. do rio
Abaet6.
GENTIO. Lag6a do Estado do Maranhao, no mun. de Loreto,
junto 6. serra de Jo6.
GENTIO DO CHAGAS. Log. do Estado da Bahia, no mun.
da Gamelleira do Assurua. (Inf. loc.).
GENTIO DO OURO. Pov. do Estado da Bahia, no mun. da
Gamelleira do Assurua, cerca de 102 kils. distant do Chique-
Chique. Tern poucn mais de 150 casas.
GENTIO PEQUENO. Log. do Estado de Sergipe, no min.
de Siriry.
GENTIOS. Pev. do Estado de Minas Geraes, na freg. do
Quilombo, mun. de Barbacena.
GENTIOS. Rio do Estado da Bahia, aff. da margem esq.
do rio do Gaviao que 6 trib. do rio de Contas.
GENTIOS. Lag6a do Estado de Minas Geraes, na fazenda
Piraquara pertencente A freg. do Born Despacho.
GEPUA. RNacgo indigena do Solimdes, no rio Juru. (Capitao
tenente Araujo Amazonas).
GECUITARY,. Vide Jequitacsy.
GERAES ( Ceara, Piauhy ). Logares longinquos, ermos e
invios, onde nao costuma psnetrar gentle. Perdi-ms naquelles
geraes, sem mais poder atinar corn a direcao que me cumpria
seguir ( J. Galeno).
G-ERAES. Parochia- do Estad) da Bahia. no, mun. de Cari-


GER










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nhanba.Orago S. Joao e diocese archiepiscopal de S. Salvador.
Foi creada pelo art. I da Lei Prov. n. 2.098 de IS de agosto de
1880, que deu-lhe por side a capella do Alegre. Tern agencia
do correio, creada pela Portaria de 29 de setembro de 1883 e
duas eschs. publicas.
GERAES. Parochia do Estado de Minas Geraes. Vide
Piedade dos Geraes.
GERAES. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. do rio
das Velhas. Em frente fica-Ihe a corredeira do mesmo nome.
siste em tres travessdes de pedra (schistos argilosos um tanto
calcareos, segundo classificaqco feita pelo illustrado geologo
Dr. O. Derby ) que atravessam o rio em toda sua largura, em
frente do corrego dos Geraes. As aguas perdem-se por innumeros
canaes, cada qual de mais difficil, sengo impossivel passagem.
Actualmente os canoeiros passam pelo canal da esq. por mais
convir ao propulsor, de que usam as varas.>) Essa corredeira
flca proximo da do Lagedo.
GERALDO. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. do rio
Uberab., no man. desde nome.
GERALDO. Corrego do Estado de Goyaz, banha o mun. de
Santa Luzia e desagua na margem esq. do ribeirao Samanm-
baia, aff. do rio Corumbi (Inf.loc.).
GERALDO (S.). Parochia do Estado de Minas Geraes, no
mun. do Visconde do Rio Branco. Foi elevada A dist. pelo
art. I da Lei Prov. n. 2.975 de 7 de outlbro de 1882 e A cate-
goria do parochia pela de n. 3.161 de 18 de outnbro de 1883.
Sart. I III da Lei Prov. n. 2.847 de 25 de outubro de 1881
creou ahi uma esch. publ. mixta de inst. prim. e os I e II
do art. I da de n. 3.162 de 18 de outubro de 1883 duas eschs.
uma para cada sexo. Ahi fica uma des estaobes da E. de F.
Leopoldina. Agencia do correio.
GERALDO (S.). Estaaoo da E. de F. Leopoldina; no
Estado de Minas Geraes. Est. na raiz da serra do seu nome
e a 3085 de altura acina do nivel do mar. Della part o
prolongamento da linha do centro dessa estrada.
GERALDO (S.). Serra do Estado de Minas Geraes; divide
as agoas dos rios Parahyba e Doce a form um extenso ramal
da serra da Mantiqueira, desde o arraial do Mello do Desterro,
ate os limited do Estado do E. Santo, guardando os rumos
geraes, primeiramente E. ate proximo do Ub6 e dahi tomando
a direcdito geral de NO.
GERALDO (S.). Rio do Estado de Minas Geraes, nasce
na serra do seu nome, banha o mun. do Visconde do Rio
Branco e desagua no Turvo, aff. do Piranga.
GERALDO. Lagm6a do Estado de S. Paulo, no mun. de
Mogy-guassu.
GEREBA. Log. do Estado das Alagaas, no mun. do
ViCosa.
GEREBA. Rio do Estado da Bahia, banha o mun. de
Valenga e desagua no rio Una. Forma em seu curso uma
bella cascata.
GEREMOABO. Villa e mun. do Estado da Bahia, side
da com. de sea nome, 413 kils. distance da Capital. Orago
S. Jodo Baptista e diocese archiepiscopal de S. Salvador.
Foi creada parochia em 1718 e elevada a categoria de villa
pelo Dec. de 25 de outubro do 1831. Incorporada A com. de
Monte Santo pelo art. I II da Lei Prov. n. 650 de 14 de
dezembro de 1857. Creada com. pelo art. I IV da Lei Prov.
n. 1.311 de 28 de maio de 1873 e classificada de primeira
entr. pelo Dec. n. 5.328 de 2 de julho do mesmo anno e Acto de
3 de agosto de 1892. Comprehende o termo de seu nome e o de
Bom Conselho. Ter 11.937 habs. e duaseschs. publs. de inst.
prim. Agencia do Correio. O mun., alem da parochia da
villa, comprehendia mais a de Santo Antonio da Gloria do
Curral dos Bois, que pela Lei Prov. n. 2.553 de 1 de maio
de 1836 foi elevada a categoria de villa. Situada sobre o
rio do seu nome e a um quarto de legua do Vasa-Barris,
entire a serra do Cavalleiro a E. e a de Thomb Gomes a
0. Comp6e-se de casas pequenas e baixas, formando na
realidade uma s6 rua interceptada no centro por uma praca
onde se acha a matriz de S. Jo.o Baptista e a" casa do
Conselho, em estado regular. Nessa mesma praca ha um
barraco, em frente a casa do Conselho, onde ter logar as
feiras semanaes. Alim da egreja matriz ha, sobre o cume da


serra do Cavalleiro, uma pequena capella, intitulada Monte
Calvario, logar de romaria, e outra no cemiterio. Junto aquella
capella ha uma inscripQeo gravada nas pedras, de pqe se
inferiu ter sido feita pelo celebre Roberio Dias, indicando
antiga occupacao mineira. O commercio de Geremoabo 6
pouco desenvolvido. Os habs. do mun. cultivam canna, fumo
e cereaes. Ha tambem criaego de gado, que pouco pdde me-
drar palas seccas e inhospitalidade do terreno. Seus vastos
taboleiros est.o coberto de milhares de mangabeiras, de que
a pop. em seu beneficio podia extrahir a borracha, Originou-se
de uma missao de indios, creada em 1702 pelos franciscanos
em terras pertencentes a casa da Torre. Dista 80 leguas da
capital, das quaes 34 sdo feitas por estradas de ferro at4
o Timb6.
GERERAHtI. Log. do Estado do Ceara, na serra Maran-
guape. E' muito i'famado por suas laranjas.
GERERE. Ilha do Estado do Parani, na bahia de Para-
nagnal, entire esta cidade e Antonina. Tambem escrevem Jererd.
GERIBA. Ponta na costa do Estado do Rio de Janeiro, no
mun. de Cabo Frio. Feia ao S. da ponta da Ferradura. Cor
o mesmo nome de GeribA 6 designada a praia que ahi fice.
Entre ella e a ponta Emerencia ou Emerina existed uma bella
bahia de duas milhas de extensao sobre outras tantas de pro-
fundidade, denominada Praia Geriba.
GERICINO. Serrai do Estado do Rio de Janeiro, no mun.
de Iguassd. Nelia nasce o rio Sarapuhy, formando pouco acima
des fraldas da serra a u cachoeira consideravel. Dista seis
kils. lda estad.o do Realengo, no ramal de Santa Cruz. Separa
as aguas do Sarapuhy, que corre para E. indo desaguar dentro
da bahia do Rio de Janeiro, das aguas do rio Sant'Anna, mais
tarde Guandd, que desemboca no Oceano. Nas fraldas desta
serra flea a fazenda de Gericin6, que pertenceu ao visconde
desse titulo e foi habitada polo marquez de Barbacena.
GERICIN6. Rio do Estado do Rio de Janeiro ; desce da
serra do seu nome e desagia no Sarapuhiy.
GERICIN6. Cachoeira do Estao o t do Rio de Janeiro ; desce
da serra do Cabral formando o rio do sea nome. Recebe os
corregos da Paquinha, do Sacco Grande e do Saquinho.
GERIMAUA. Ilha do Estado do Amazonas, no rio Solimres,
acima de S. Paulo de Olivenca, proxima das ilhas denomi-
nadas Maracanatuba, Urary e Tupenduba (Velloso Barreto).
Na Carta, do Rio Amazonas, de Costa Azevedo, acha-se essa
ilha mencionada, mas coin o nome de Jerimaaa.
GERIM6. Igarap6 do Estado do Amazonas, aff. da margem
dir. do rio Branco, abaixo da cachoeira de S. Philippe, centre
os igarapis Jarany e Mucipiu.
GERIMONGO. Serra do Estado de Pernambico, ao N. da
villa do Bom Conselho. Comeca entire S. Joio e CatimbAo,
segue na direciato do S., tomando as denomina6oes de S. Pedro,
Serra Grande, Atravessada,Ledo, Moc6s, etc. Nella fica o morro
Grande de S. Pedro (Inf. leo.). Tambem escrevem Jerimonggo.
GERIMUt (cuourbita major sottunda): abobora. Etym.: cor.
ruptela de Yrib: o que faz aua, emergir, sahir ensopado,
aguado, embebido (B. Caetano, Vocab. cit. p. 184 e592). A es-
pecie mais commum 6 o ardra e a mais apreciada o caboclo,
que 4 comida agradavel corn o leite (P. Nogueira, Voeab. cit.
p. 2o5).
GEREtM Morro na frog. de S. Lourengo do Tijucupapo,
no Estado de Pernambuco.
GERIMT.. A meia distancia entire a Ponta de Pedras e a
entrada N. do canal de ItamaracA (Pernambuco) ha uma inter-
rupqgo no recife conhecida pelo nome de Barra, do Gerimi.
Tem 8m,6 de fundo, segundo Mouchez. Vital de Oliveira d;a
as seguintes instrucgdes para entrar-se nella < Para se deman-
dar esta barreta, em virtude de sua proximidade dos baixos da
Ponta de Pedras, deve-se procurer primeiro a barra de Ca-
tuama. Depois de se ter montado o prolongamento do baixo de
fora, procure-se navegar ao NNE., entire o banco e o recife que
se encontrari 10 a 12 metros. Quando nests rumo a part
mais elevada da ilha de Itamaraca corresponder ao meio da
terra mais baixa do Jaguaribe, figurando uma bbla, e o alto
dos coqueiros de Catuama de Dentro enfiarem os do morro do
Carrapmcho se navegoar a 04NO. e assim se irA passar no
meio da barra, onde se marca a Ponta de Pedras por 280 NO. e
a do Funil per 750 SO. N0o convem encostar-se para nenhum


GER


GER










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dos dous lados da barreta, e logo que se estiver aquem della
deve-se ancorar. As pequenas embarcagoes de cabotagem cos-
tumam ficar no Pogo, ancoradouro mais proximo da praia, mas
a passagem 4 por entire corbas e muito estreita. Nenhuma im-
portancia, porm, tern a barreta e o ancoradouro de que aca-
bamos de tratar, pela proximidade em que estao da barra de
Catuama *.
GERIMVTY. Lag5a no mun. de Bom Conselho do Estado de
Pernambuco (Inf. loc.).
GERIMU. Riacho do Estado das Alag6as, banha o mun. de
Anadia e desagua no rio S. Miguel.
GERINGONQA. Arroio do Estado do R. G. do Sul; banha
part da colonia Santo Angelo e desagua no rio Jacuhy.
GERITAC6. Pov. do Estado de Pernambuco, no termo de
Alagoa de Baixo. Tern uma capella que a Lei Prov. n. 444 de
2 de junho de 1858 tornou sdde da freg. de Alag6a de Baixo.
GERIVA. Vide Jerivd.
GERIVAHUBA. Ribeirao do Estado de Matto Grosso, aff.
dir. do Cipotuba. Perto de sua cabeceira, encontraram-se minas
auriferas em meados do seculo XVIII (Dr. S. da Fonseca.
Dice. cit.).
GERIVATUBA. Vide Juruvatuba e Gerybatyba
GERMANIA. Pov. do Estado do R. G. do Sul. A Lei
Prov. n. i.038 de 9 de maio de 1876 creou ahi uma freg. corn a
invocagdo de N. S. da Candelaria. Vide Candelaria.
GERMANO. Cachoeira no rio Branco, aff. do Negro, que
o 6 do Amazonas, no Estado deste nome.
GERMANO DA BOCAINA (S.). Nome dado por Antonio
ThomB da Franga As duas cachoeiras do Taquaralsinho e do
Rebojo, no Tapaj6s.
GERTRUDES (D.). Rio do Estado de S. Paulo, banha o
mun. de S. Sebastiao e desagaa no mar, no fim da praia do
Pontal da Cruz Ha nolle uma excellent ponte levantada sobre
alicerces de pedra.
GERTRUDES (D.). Corrego do Estado de S. Paulo, aff.
da margem esq. do rio Mogy-guassd.
GERTRUDES (Santa). Ribeirao do Estado de Minas Geraes,
na estrada que de Uberaba vae ao Prata.
GERTRUDES (Santa). Ribeirao do Estado de Matto Grosso,
desagua na margem dir. do rio Brilhante, entire os ribeiroes
de Santo Antonio e da Cachoeira, acima do porlo de Santa
Rosa.
GERT. Pov. do Estado de Sergipe. Foi outr'ora villa sob
a denominagAo de N. S. do Soccorro do Thomaz, sendorebai-
xada dessa categoria em virtue de sou estado de decadencia.
Conaervou-se na categoria de parochia atd 1878, sendo nesse anno
supprimida pela LeiProv. n. 1.095 de 12 de abril. Grande part
de seus habs. sao indios, on oriundos desta raqa. Sua pop. 6
de 600 almas. Parte do terreno 4 fertil, e part s6mente se
presia A criaglo de gado vaccum e suino. Foi restaurada paro-
chia pela Lei Prov. n. 1.195 de it de maio de 1881 ; essa dis-
posigio foi, por6m, revogada pela de n. 1.235 de 3 de maio
de 1882. Tem uma esch. publ. de inst. prim., creada pela
Lei Prov. n. 1.221 de 25 de abril de 1882 e uma mixta restau-
rada pelo art. III da de n. 1.132 de 19 de marco de 1880.
GERVASIO. Igarap4 do Estado do Para, na freg. do Mos-
queiro e mun. da Capital.
GERVASIO GOMES. Log. do Estado de Minas Geraes,
sobre o rio Brumado. Ha ahi uma ponte.
GERYBATYBA. Nome, diz Azevedo Marques, que o vulgo
corrompeu na pronuncia para o de Jurubatuba e corn que eram
designados pelos indios o terreno e rios fronteiros A ilha de
S. Vicente, a esq. do morro chamado das Neves. 0 rio nasce
das vertentes orientaes da serra de Paranapiacaba, correndo
de N. para SO, e desagua no lagamar de Santos. Significa rio
em cujas margens abunda a palmeira Gerivd (Fr. Gaspar,
Mem. para a hist. da cap. de S. Vicente.-Fr. Francisco dos
Prazeres Maranhao, Glos. de palavrasindsgenas). Vide. Juru-
battiba.
GERYBATYBA. Lag8a do Estado do Rio de Janeiro, no
mun. de Macahd.


GESTEIRA. Log. do Estado de Minas Geraes, na estrada
que de Lavras Velhas vae ter a Barra Longa, mun. de
Marianna ; cor uma esch. publ. de inst. prim. creada pela
Lei Prov. n. 3.033 de 20 de outubro de 1882.
GETITUBA. Pov. do mun. de S. Luiz, no Estado das
Alag6as.
GETITUBA. Rio do Estado das Alagas nasce na serra
do seu nome e desagua na margem dir. do Santo Antonio
Grande. Recolhe as aguas do rio do Peixe.
GETY. Log. no term de Parnagui do Estado do Piauhy;
cor uma eschola.
GIA. Serra do Estado da Bahia, no mun. de Campo
Formoso.
GIAO. Log. do Estado do Amazonas, no dist. de Ariman
e mun. de Canutama.
GIARI. Pov. do Estado da Bahia, no 26 dist. da freg. de
N. S. do Monte do Reconcavo, corn uma esch. publ. de inst.
prim., creada pela Lei Prov. n. 8.266 de 9 de agosto de 1881.
GIBA. Log. do Estado das Alag&as, no mun. do Porto
Real do Collegio.
GIBXO. Especie de vested de coulro, de que usam os vaqueiros
no exercicio de sua profissio. E' vocabulo portuguez, salvo a
applicacAo que Ihe dao no Brazil.
GIBIRI. Igarap4 do Estado do MaranhAo. Sahe do igarap6
Maracd para o lago Vianna.
GIBOIA. Pov. do Estado da Bahia, no mun. da Tapera e
com. de S. Felix. Orago Sant'Anna e diocese archiepiscopal
de S. Salvador. Simple arraial tornou-se s4de da freg. de
N. S. da Conceicao da Tapera pela Lei Prov. n. 1.115 de 16
de abril de 1870 e assim conservou-se ate 1880, anno em que a
Lei Prov. n. 2.118 d 2 de agosto remove para o arraial da
Tapera a sede da frog. de N. S. da Conceicao. Foi elevada A
categoria de parochia pelo art. II da mesma Lei n. 2.118, que
incorporou-lhe o arraial de S. Miguel. Tern duas eschs. pubis.
de inst. prim., creadas pelas Leis Provs. ns. 2.121 de 26 de
agosto de 1880 e 1.856 de 17 de setembro de 1878. Sobre suas
divisas vide: Lei Prov. n. 2.156 de 23 de maio de 1881. Incor-
porada A co:n. de S. Felix por Acto de 3 de agosto de 1892, que
designou-a para sede do term da Tapera.
GIBOIA. Log. do Estado do Ceara, a 36 kils. da matriz do
Tamboril; corn uma capella da invocacao de S. Francisco.
GIBOIA. Logs. do Estado das Alagdas, no Piquete, Piocas
Bello Monte e Palmeira dos Indios.
GIBOIA. Log. do Estado da Bahia, no mun. de Campo
Formoso.
GIBOIA. Pov. do Estado da Bahia, no mun. de Pogdes;
cor uma lapinha.
GIBOIA. Serra do Estado da Bahia; estende-se pela margem
dir. do rio Paraguassd.
GIBOIA. Espigao situado no limited S. da freg. de N. S. do
Carmo dos Arcos; no Estado de Minas Geraes.
GIBOIA. Ilha do Estado do ParA, no mun. de Vizeu, pro-
xima A ilha dos Caranguejos, e ao furo do Timboteua.
GIBOIA. Ilha do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de
Angra dos Reis. Tem cerca de 14 kils. de comprimento de
S. E. a N.O. Tambem escrevem Gipoia.
GIBOIA. Riacho do Estado das AlagSes, aff. do riacho
Canh6to, que o do rio Mundahd.
GIBOIA. Pequeno rio do Estado de Sergipe, aff. do Sal-
gado.
GIBOIA. Rio do Estado da Bahia; f6rma com o Jiquid o
rio Una, aff. do Paraguassl. Desco da serrania do SincorA.
GIBOIA. Rio do Estado da Bahia. E' formado pelas aguas
que correm da serra de Itabira pelo lado do Bom Jesus do Rio
de Contas e desagua no rio da Caixa, no logar Brenhas. Alguns
o mencionam como tendo origem na serra dos Catolds.
GIBOIA. Rio do Estado da Bahia, nasce na serra do Bonito,
do term da Victoria, percorre uma distancia de 15 leguas, a
desagua no rio Pardo, tres leguas acima do Cachimbo.










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GIBOIA. Riacho do Estado do Bahia, no mun. do Remanso
(Inf. loc.).
GIBOIA. Ribeirao do Estado de S. Paulo, nasce no mun.
do Piracicaba e desagua no Tietd pela margem dir. Separa
esse mun. do de Tidt .
GIBONGO. Log. do Dist. Federal na freg. de Guaratiba.
GIBRALTAR. Bairro no mun. do Parahybuna, do Estado de
S. Paulo; com uma esch. publ. de inst. prim., creada pela
Lei Prov. n. 3 de 5 de fevereiro de 1884.
GIBRALTAR. Nome que den Antonio Thomd da Franca,
ao salto de S. Simao, no Tapajds, Estado de Matto Grosso
(B. de Melgaco).
GIBRALTAR. Ilha do Estado de Matto Grosso, no rio
Guapore, cerca de 42 kils. acima da foz do rio Verde.
GIQARAL. Serra do Estado do Rio de Janeiro, na freg. da
Ribeira e mun. de Angra dos Reis.
GIGANTE. Log. do Estado de Pernambuco, no mun. de
Bom Conselho, na chapada da serra do seu nome, cor uma
capella do Senhor do Bom Fim.
GIGANTE. Serra do Estado de Pernambuco, no mun. de
Bom Conselho. E'uma ramificagdo da serra da Prata.
GIGANTE. Riacho do Estado de Pernambuco, banha o mun,
do Bom Conselho e desagua no rio das Lages, aff. do Gara-
nhumsinho(Inf. loo.).
GIGANTE. Rio do Estado do E. Santo, trib. da margem
dir. do rio Doce.
GIJOCA. Grande lag6a do Estado do Ceara, a 36 kils. mais
ou menos da cidade do Acarahd. Teom perto de 60 kils. de
circumferencia; 6 muito piscosa, pelo que na ultima secca
serviti de grande refrigerio e alimenta8ao A pobreza. Ety.: -
ig (por melathese gi), agua, e j6oa lavar: agua que se presta a
lavagem (P Nogueira Vocab. cit.)
GIL. Log. do Estado de Minas Geraes, no mun. do Bom
Fim.
GIL. Pov. do Estado de Minas Geraes, na freg. da Lag6a
Santa (Inf. loc.).
GIL. Serra do Estado de S. Paulo, nos limited das fregs, de
Aruja e Nazareth.
GIL. Serrota do Estado de Minas Geraes, defronta com a
freg. do Brumado do Suassuhy (Entre Rios).
GILBUES. Villa e mun. do Estado do Piauhy, creada pelo
Dec. n. 68 de 14 de maio de 1891, que constituio-a corn os
terrenos que comprehendem as fazendas S. Francisco, En-
seada, Campos de baixo o Retire, pertencentes ao municipio
do Corrente, donde assim ficam desmembradas; e dos terrenos
que se acham comprehendidos entire a serra do Papagaio e rio
Gurgueia ate a dita fazenda S. Francisco, A margem dir. do
referido rio.
GIL6. Serra do Estado de Minas Geraes, nas divisas da
freg. de S. Domingos do mun. de Marianna.
GINDAHY. Riacho do Estado de Pernambuco, aff. do rio
Tracunhaem.
GINETA. Serra e ribeiro do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Sete Lagbas. 0 ribeiro reune-se ao Macacos, trib. do Pa-
raopeba.
GINETA. Serra e rio do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Caldas. c A serre da Gineta 4 uma ramificacao da do
Maranhdo; della se admiral o colossal rochedo do Itacolomy e
as serras do Machado e da Bocaina. ) (Inf. loc.)
GINETE. Serra do Estado do Maranhao, no mun. de
Loreto.
GINETE. Serra do Estado de Minas Geraes, no mun. de
Tiradentes, nos limits da freg. da Lage. cor a do Desterro
d'Entre Rios.
GINETE. Serra do Estado de Minas Geraes, no mun. de
Tremedal.
GINGEIRAS. Log. do Estado do ParA, no mun. da capital.
GINJA. Log. na freg. de N. S. das Dbres de Macabd do
Estado do Rio de Janeiro.


GI-PARANA. Rio aff. da margem oriental do Madeira,
trib. da margem dir. do Amazonas. Sua foz flea abaixo da
do Jamary. Pelo seu thalweg corre o limited septentrional do
Estado de Matto Grosso corn o do Amazonas. E' tambem deno-
minado Machado do mar. Nasce, segundo affirma o B. de
Melgaco, na serra dos Parecis, um pouco ao N. do paralello
120, tem consideravel cabedal de aguas e con mais de 600
kils. de curso a NNO. vai desaguar pela lat. de 80. Os ter-
renos que rega produzem expontaneamente cacao & salsa-
parrilha.
GIPOIA. llha do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de
Angra dos Reis. Tem cerca de 14 kils. de comprimento de
SE. a NO., e uma esch. publ. Tambem escrevem Giboia.
GIP6-OCA. Ilha do Estado do Para, no rio Capim. De-
fronts, mas na margem esq. desse rio, existed para o interior o
lago Tachy, Essa palavra sifinifice--casa de cip6s.
GIPUBA. Rio do Estado do Maranhao, no mua. de Gui-
marles.
GIPURTJ. Canal na ilha Maraj6 e Estado do Para ; desagua
no Arama. (Inf. loc.)
GIQUI. Especie de manga tecida de cip6s e taquaras; serve
para pesca e caca. (G. Dias. Dice, cit.) ou covos afunilados, As
vezes corn duas sangas, que se mettem nos carneiros, (P. No-
gueira. Vocab. cit.) 0 copim desfeito no giqui 6 um dos me-
lhores attrahentes do peixe ( Varnhagen, Hist. cit. T. I0
pa. 117)-Ety. y ique-i o em que se entra. (B. Caetano, Vocab.
cit. p. 587). J6 ven nos Dices. de Moraes e Aulete. J. Veris-
simo cit. p. 441, escreve Jequi. P. Nogueira, cit. escreve Giqui.
Vid. Jequi,
GIQUII. Cesto ou covo para apanhar pelxe (P. Nogueira.
Vooab. cit. p. 286). Ety: y iquid o qu entra, apanha (B. Cae-
tano, Voeab. cit. p 587) Vid. Jequid.
GIQUIRI. Arvore de folhas miudas, de espinhos curves
pars os dous lados, agarrando por ambos como os da eha-
mada unha de gato--Ety: y iqui o que entra, e ri muitas
vezes, alludindo a forma dupla do espinho que agarra.(P. No-
gueira Vooab. ct. p. 287) Vide Jcquiry.
GIRAU. Especie de grade de varas sobre esteios fixados no
chao e mais ou menos elevados, sogundo o mister a que se deve
prestar. Ora d destinado a leito de dormir nas casas pobres;
ora serve de grelha para moquear a earns ou peixe, ora para
nelle expBr ao sol quaesquer objects. Tambem dizem Jurdu.
Em alguns Estados do Norte applicam egualmente o nome de
Girau a uma esteira suspense e presa ao tecto da casa por
quatro ou mais cordas, e que serve para nella sc guardarem
queijos e outros generous, que ficam desta sort ao abrigo dos
rates e demais alimarias damninhas. Etym. E' vocabulo da
lingua tupi a parece corruptela de Jurau. Tambem escrevem
Jirdu. 4GiR.au: casa ou terraco feito sobre forquilhas, serve
de canteiro, pai61 ou ventilador, G. Dias, Dieo. cit,; on sobre
forcados em sitios alagadiQos, Martius oit. pag. 59-Na jangada
4 uma especie do estrado onde accommodam-se os passageiros
-Em geral 4 qualquer estiva elevada do s61o e suspensa em
forquilhas, J. de Alenear Irac. cit. pag. 263 e C. Aulete cit.
-Leito de varas sobre forquilhas; serve para guardar a louca,
panellas, pralos e legumes, J. Galeno, Lend e Canc. Pop.
pag, 395. Etym. corruptela de yirab o que 6 para oolher a
comida, B. Caetano, Vocab. cit pag. 59-. Moraes escreve
jurdo.
GIRAU. Log. do Estado do Amazonas, no man. da Capital.
GIRAU. Log. no termo do Traipd do Estado das Alagbas;
corn uma cadeira mixta do inst. prim, oreada pela Lei Prov.
n. 921 do 10 do julho de 1883.
GIRAU. Pov do Estado das Alag6as, no mun. do Collegio.
Ha outros logs. do mosmo nome nos muns. de Sant'Anna do
Panema e de S. Braz.
GIRIU. Riacho do Estado do Ceard. affl. do S. Domingos,
entire Cratoe Barbalha.
GIRAU. Rio do Estado de Minas Geraes, affl. do Tanque,
que o 4 do Santo Antonio, o este do Doce. Recebe o ribeirao
Lorrente e nasce na serra de Itabira de Matto Dentro. DWo-lhe
60 kils. de curso.
GIRAU. Corrego do Estado de Minas Geraes, centre Inhalma
e Santa Quiteria. Pertence a bacia do Paraopeba.
19.233


GIN










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GIRAU. Corrego do Estado de Matto Grosso, affl. do
Aguapahy.
GIRAU. Cachoeira no rio Cabacal, logo acima da foz do
Vermelho; no Estado de Matto-Grosso.
GIRAU. Salto no rio Madeira, a 12 kils., do Caldeirao do
Inferno. < E' assim chamado, diz o auclor das Noticias Gec-
graphicas da Capitania do Rso Negro porque ter de cons-
truir-se gir .,s de madeira capazes de sustentar o peso das
canvas puxadas a. mIo, nivellado de tal modo que facility o
transit >, 0 corpo desta cachoeira, iiz o Dr. Pinkas, consti-
tue-se de uma s6 queda de cerca de oito metros de altura, for-
madapor uma garganta estreita, visivelmente cavada pelas
aguas na rocha, que hoje forma as margens elevadas desta
part do rio. 0 extenso varadouro das embarcagdos 6 na maior
part piano ; por4m, extremanente pedregoso, poe em perigo a
solidez das embarcac6es, que necessariamente tem de ser trans-
prtadas por terra ) a Salto no rio Madeira, aos 90 20' 45" S. e
210 54' 22" 0. do Rio de Janeiro ; centre as cachoeiras dos Tres
Irmaos e do Caldeirio do Inferno. Um kil. e antes ji as aguas
comeam a fervilhar e correr velozes por entire ospenhascos do
rio, que ja ahi vae es reit,, uns 700 matros. Segue-se por uns
10 minutes a sirga, para passar uma corredeira difficil; e
depois a remos, atd doboar a volta do rio, ahi mui angulosa,
e onde, perto esta o porto do Salto. E' esma a mais forte de todas
quantas cachoeiras temos passado, e a maia bonita, s6 tendo
superior a do Theutonio, qie e a segunda logo adiante. Fica
tambem a 45 kils., da dos Tres IrmLos. Os antigos demarca-
ram-a aos 90 21' ; os Srs. Keller em 90 20' 45" S. e 210 54' 22"
O. 0 rio, depois de espraiar-se em quatro kils. de largura;
estreita-se junto a uma pequena morraria de collins, n'uma
volta a SE e desce por dous canaes, um a meio rio, de cerca
de 300 metros, incado de abrolhos e levantando formi-
daveis escarcdos ou banzeiros, e outro encostado a margem
dir. de 20 a 30 metros de largo, que se precipita em
various saltos em escada, atd um ultimo de 10 metros, mais
ou menos de altura. Em tempos de cheia cobre todo o lageado
da margdm, e forma outro canalete n'uma erosao que agora se
v6 no pedregal desooberto. Ha tres para quatro annos, chegando
ahi tresbotes, o ultimo nao poude, em tempo, encostar no porto
de cima, e quando, ja a meio comprimento no remanso tinha
ainda o rest na corredeira, esta fel-o girar sobre si, arreb ,tou-o
e foi despenhal-o por este canalete. Deu-se ent.o um episodio
notavel, A ser exact o que nos contaram: o patrio desse bots
era filbo do chefa da frota que enlouqueceu ao ver o filho
arrebatado ; entretanto este salvou-se agarrando-se, no
meio da foroa da corrente, a uma grumixameira d'agua; e
um indio, levado ainda cor vida no remanso opposto, poude
galgar uma pedra a esq. do salto donde foi tambem salvo. Se-
melhanta a quasi todbs as outras cachoeiras 4 esta formada por
uma estreita cristi de rochedos, que ligam os morros das mar-
gens, os quaes nao distarao entire si mais de 500 metros.
A' esq. do rio elevam-se quatro ou cinco collins e duas a
dir.; send maiores as que ficam no prolongamento do salto.
O morro da dir. offerece nos flancos as duas obras que serve
de portos para o varadouro. Este 6 de perto de 800 metros ;
bastante aspero e difficil na subida e perigoso na descida,
de qualquer mode que se o consider, pelo declive do terreno e
pedregulhos que o atravancam. Cerca de 300 metros bifur-
ca-se o caminho, seguindo o varadouro, por uns 100 metros
ainda e outro caminho para um terceiro porto, unico em que as
embarcacdes podem carregar; descendo a sirga, e completa-
mente leave, do fim do porto do varadouro, at1 ahi, na distancia
talvez de 500 metros. Os dous acampamentos do Salto sao
bastante feios e agrestes ; no de cima ha ainda vestigios da
aldeia do Balsemio esttbelecimento de Luiz Pinto em 1768,
corn indios Pamas. Este cipit.o-general seguia do ParA para
tomar conta do seu governor; corn elle vinham 422 possoas, em
45 canvas nos varadouros, nao o era menos no consume dos
mantimentos; de que Ihe foi de grande soccorro a aldeiade Salto
Grande estabelecida pelo joiz Theotonio. A' imitacBo desta,
fundou a daqui: ordenando igualmente a plInticao de mandio-
cas, milho, etc., para s.ccorrimento dos navegantes. Ji pordm
quasi trees annos antes Rollim de Moura ao retirar-se do seu
governor, tinha lancado os fundamentos dessa pov., que tomou o
nome de GirAo. Em 1775, dez annos depois era abandonada de
todo por causa das tropelias e assaltos de outros gentios.>> (Dr. S.
da Fonsoca. Dioc. cit.
GIRAU DA ITIUBA. Log. do Estado das Alagbas, em
S. Braz.
DICC. GEOG. 11


GIRAU DAS EMBIRAS. Pov. do Estado das Alag6as.
no mun. de TraipA.
GIRAU DO PONC1ANO. Pov. do Estado das Alag6as, no
mun. de Traipd. Ha ahi um acude.
GIRAU GRANDE. Aldeia de indios mansos, quatro mi-
Ihas ao NO. de Miranda, no Estado de Matto Grosso.
GIRIMUNHA. Barreta no Estado de Pernambuco, defronte
da ponta de Pedras. Nella podem entrar embarcaqbes, cujo
calado nio exceda de 10 pds. Encontra-se tambem escripto
Jirimunha e Jerimunha.
GISSARA. Corrego do Estado de Minas Garaes, banha o
territorio da freg. de S. Miguel do Jequitinhonha e desagua
no ribeirio S. Francisco, aff. do rio Jequitinhonha (Inf.
loc.).
GITIRANA. Logs. do Estado das Alagbas, em S. Jos4 da
Lage, Piquete, Santo Antonio da Bba Vista, Barra do
S. Miguel e Muricy.
GITIRANA. Serra do Estadodas Alagoas, perto do Arrasto
(Dr. Espindola Geog. Alagoana). Fica no mun. do Para-
hyba.
GITIRANA. Riacho do Estado do R. G. do Norte, aff.
do rio Apody. Encontrei tambem escripto Gitirasda.
GITIRANA DA MADEIRA. Log. do Estado das Ala-
gbas, na Barra do S. Migael.
GITIRANDA. Riacho do Estado do R. G. do Norte,
trib. do rio Apody, nos limits da freg. de Porto Alegre.
GIT6 Log. do Estado de Pernambuco, no mun. do Bom
Conselho, corn uma capella. Fica uns 30 kils. ao S. da villa.
GIT6. Log. do Estado das Alagbas, em Pioca.
GITO. Riacho do Estado de Pernambuco, banha o mun.
do Bor Conselho e desagua no Balsamo, aff. do rio Para-
hyba (Inf. loc.).
GIZ. Morro na freg. de S. Lourenco de Tijucopapo do
Estado de Pernambuco (Inf. loc.).
GIZ. Ponta na praia de Iguaba Pequena, Estado do Rio de
Janeiro.
GLORIA. Parochia do Districto Federal, considerada col-
lada em 9 de agosto de 1834, tlndo sido seu primeiro vigario
o conego Joaquim de Mello Castello Branco. Foi creada por
Dec. n. 13 da Assembl4a Geral de 9 de agosto de 1834, des-
membrada da freg. de S. Jose. 0 Dec. de 30 de outubro de
1834 marcou-lhe os limits. Confina corn as fregs, de S. Jose,
Divino Espirito Santo e Lagba. E' atravessada pelo rio des
Caboclas. Pertencemr-lhe as praias do Russell e do Flamengo.
A matriz acha-se situada na praQa Duque de Caxias, outr'ora
Largo do Machado; 4 um temple de regular apparencia, por4m
de uma architecture confusa e sem elegancia. Em frente fica-
lhe um bello jardim, tendo em meio uma rua de palmeiras que
defronta com a port principal da matriz. E' essa parochia
uma das mais importantes do Districto Federal, j& pela pop.
abastada, que nella habitat, j6 pelas elegantes e custosas
construcodes qlte possue. E' atravessada pelos bonds da
Companhia Jardim Botanico, que ahi tem trees ramaes: o
do Flamengo, o das Larangeiras e o de Botafogo. Nella
acham-se situados alguns edificios importantes como a Es-
chola Publica, o hospital da Sociedade Portugueza de Benefi-
cencia, diversos collegios particulares e as estac6es dos bonds
e telephonica. Nella teve residencia a Princeza D. Isabel no
aprazivel palacio Isabel, situado na rua Gaanabara e defronte
da rua Paysandf. Sua pop. 6 de 44.105 habs. No dia 15 de
agosto celebra-se na poetica ermida da Gloria, que fica situada
no alto de um outeiro, a festi daquella invocca.o.
GLORIA. Parochia do Estado de Minas Geraes, no mun.
do Carangolla. Orago S. Francisco e diocese de Marianna.
Foi creada parochia pela Lei Prov. n. 904 de 4 de junho de
1858 e incorporada ao mun. do Carangolla pelo VII art. I da de
n. 2.500 de 12 de novembro de 1878. Sobre suas divisas vide:
art. VII da Lei Prov. n. 2.085 de 24 de dezembro de 1874. Com-
prehende o pov. do Maranhbo. Tern agencia de correio e duas
eschs. publs. de inst. primaria.
GLORIA. Pov. do Estado de Minas Geraes. Foi dist. da
freg. de Sant'Anna do Carandahy do termo de Queluz. A Lei










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Prov. n. 767 de 2 de maio de 1856 incorporou o dist. de N. S.
da Gloria a parochia da Capella Nova das Dures daquelle
termo. A de n. 1.188 de 21 de julho de 1864 transferio para a
capella da Gloria a sede da frog. da Capella Nova: disposicao
esta que foi revogada pelo art. III da de n. 1.707 de 4 de
outubro de 1870, que transferio a sede da parochial para o dist.
de Dbres. Desmembrado da freg.da Capella Nova e annexado A de
Sant'Anna do Carandahy pelo art. II da Lei Prov. n. 2.722
de 18 de dezembro de 1880. Elevada 6 parochia pela Lei
Prov. n. 2.944 de 23 de selembro de 1882. Tern duas
eschs. publs. de inst. prim., creadas pelas Leis Provs.
ns. 3.116 do 6 de ointubro de 1883 e 2.065 de 17 de dezembro
de 1874.
GLORIA. Parochia do Estado de Minas Geraes, no mun.
da Diamantina. Orago N. S. da Gloria e diocese de Diaman-
tina. Corn o nome de Pigarrio foi um dist. da freg. de Curi-
matahy; incorporada A parochial de Gouvea pelo art. XII da
Lei Prov. n. 1.663 de 16 de sotembro de 1870, disposigio essa
que foi revogada pelo art. XI da de n. 2.107 de 7 de janeiro
de 1875. Creada parochial do mun. de Diamantina pelo art. I
II da Lei Prov., n. 2.145 do 29 de outubro de 1875, que mu-
don-lh, a denominacao de Picarrio pela de N. S. da Gloria.
Comprehende as povs. denominadas Contagem e Vallo Fundo.
Tern dnas eschs. publs. de inst. prim., ura das quaes creada
pAlo art. 1 II Lei Prov. n. 2.847 de 25 de outubro de 1881.
Agencia do correio,
GLORIA. Parochia do Estado de Minas Geraes, no mun,
do Muriahd. Orago N. S. da Gloria e diocese de Marianna.
Foi creada parochia palo art. I XIII da Lei Prov. n. 471 de
1 de junho de 1850 e inc rporada ao mun. do Muriah4 pela de
n. 724 de 16 de main de 1855. Sobre suas divisas vide : Lei
Prov.n. 2.085 de 24 de dezembro de 1874 e n. 2.300 de 11 de julho
de 1876. Tern duas eschs. publs. de inst. primaria e agencia do
correio.
GLORIA. Parochia do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Piumhy. Orago S. Joo Baptista e diocese tie larianna.
Foi creada parochial pela Lei Prov n. 812 de 4 de julho de 1857.
Emqu nto curato pertenceu A parochia de Passo do mun. dN
Jacuby ex-vi do art. VIII XI da Lei Prov. n. 334 de 3 de
abril de 1847, passando a perlencer a6 freg. e mun. de Piumhv
pela de n. 353 de 27 de setembro de 1848. Depois de parochial
pertence: ao nun de Pieumhy, do qual oi desmoembrada e
incorporada ao de Passos pelo art. I VIII da Lei Prov.
n. 2.703 de 13 de setembro de 1881. Finalmente voltou a por-
tcncer ao mun. de Piumhy polo art. I I da Lei Prov n. 3.058
de 28 de ottubro de 1882. Sun pop. 4 avaliada em 2.500 habs.
que so occupam noplantio de cereaes, algod.o e canna. A
parochial esti assente em terreno de boa qualidade e regada
pelo rio Grande e por diversos ribeiroes. Agencia do correio.
Tern Idus eschs. publs. de inst, primaria.
GLORIA. Antigo arraial do mun. do MuriahL, no Estado
de Minas Geraes. Elevado a dist, polo art. II da Lei Prov.
n. 1.421 dt 24 de dezembro de 1867, supprimido plo p art. VII
da de n. 2.085 de 24 de dezembro de 1874, restaurado plo
art. I dia de n. 2.306 de 1 de jiho de e 1876. Orago Santa Rita.
Foi clevada u categoria de parochial polo art. I II da Li
Prove. n. 2.905 de 23 te setambro de 1832. E' banhada
polo ribeirao do Pai Ignacio. Tern uma esch. mixta, creada
palo art. I III da Lei Prov. n. 2.847 de 25 de outubro de
1881.
GLORIA (N. S. da). Curato do Estado do R. G. do Sul,
elevado a essa categoria pelo art. I da Lei Prov n. 1.573 de
24 de abril e 1886 quo deu-lhe por limits os do 30 dist. do
mun. de N. S. dos Anjos de Gravataliy.
GLORIA. Log. do Estado das Alagbas, em Coruripa.
GLORIA. Bairro do Dist. Federal, centre a Lapa e o Cat-
tete, t beira-mar, atravessado pelos bonds da Conmpanhia tdo
Jardimn Botanico. Possue bellas propriedades, o edificio da
Prana do Mercado, habitado por farmilias pouco abistadas, a
Secretaria dos Estrangeiros e utim elegant outeiro sobre o
qual ergue-se encantadora a ermida de N. S. da Gloria, tao
venerada pelos fieis a 15 de agosto. 0 Dr. Fausto de Souza
em seci traballio A Baclhia do Rio do .It.neiro diz : <( Na
segunda praca da Gloria, nota-se a muralha, cases e praca do
Mercado, construidos em 1858, que constituiram um beneficio
a esse bairro, o qual licou coin mais uma estrada de com-


municacao para o centro da cidade ; terminal a praia no pro-
montorio coberto de arvoredo, em cima do qual
Come um prisma luzente sobre um comoro
Octogono, branqueia o ledo te:nplo
Quo a Gloria de Maria, out'ora erguera
Devota dextra, arrependida, exangue ;
(Braziianas)
capella de particular devocio dos vice-reis e dos testas coro-
adas que tmn habitado nesta Corte, especialmente da Santa
Imperatriz Leopoldina, que ahi se aprazia de ir fazer suas
oracoes, e 6 siia padroeira dedicou a princeza primogenita,
em 1819, dando-lhe o nome de Maria da Gloria. Muitos via-
jantes tern celebrado este gracioso e bem situado temple, a
que Valsh denomina a Igreja das M iis, os navegantes dedi-
cam-lhe fervoroso colto, ao qual allude o poeta sagrado Fr.
Francisco de S. Carlos, nas seguintes linhas do poema As-
sump1Po :
Aqui nautas virio cumprir o voto
Trazendo en honibros o velacho roto;
Co'a roupa mal enxuta, inda assustados
Dos euros e escarceos encapellados ;
e o povo do Rio de Janeiro, no dia 15 de agosto, se dirige
em romaria a montanha da Gloria, conduzindo valiosas
offertas em signal de gratidao pelo deferimento de humildes
supplicas. Um distinct estrangeiro D. Josi Guido, secretario
de seu pai D. Thomaz Guido. embaixador argentino, em um
artigo sob o titulo Recuerdof del Janeiro, publicado na Re-
vista Litteraria de Buenos Ayres, de agosto de 1874, diz
Acerca desta montanha o seguinte : v Hay otro monte no
menos bello que el Menalo y el Erymanto, aunquo en ves de
las ficciones con que estos eran celebradcs, el del Janeiro
sostiene en su estendida mesnta la Iglosia de Nuestra Senora
de la Gloria. Es comio ina cesta de flores 6 orillas del mar ;
porque los casarios desparramados desde su base hasta su
corona tienen jardines, 'A vees en forma de pensiles.a
0 illustre escriptor Jose de Alencar achava singular encanto
na capella do Outeiro, e deixou-o consignado em duas dO
suas obras : na Ltciola. que conmecas por unia descripo da
grande romaria, e no Ermitio da Glori.c, onde tenon ex licar
come romancista, a lendri da fundam5o da ermida por untonlio Ca-
minha, em 1671, a ue se refere a, passage lha pouco citada, das
Braziliaotas, dte Araujo Porto Alegre. 0 autor do Sanlcturio
MIalrianno, no tomo X, tratando d' image do altar-o6r
desta capella, diz, na phrase pittoresca que Ihe era familiar: q
de tain perfeita csCiltuLra, que poar'ce foi obada corn muhtito
espirito, pois sabhio tan formosa quee t mna slspensSo, e tc n
ag.~adavel qtu leva atrai de si os co'raqOs s c aosffectos.t
0 intelligence Sr. Valle Cabral no soeu Gzeia do ciajante no
Rio de Jan7iro o, diz a respeito da egreja da Gloria o seguinte:
E' pequena, mas solidamente constraida e cone elogancia. 0
temple actual foi comeado a edificar-se polos annos de 1714.
Participa da architectural de Luiz XV. E' um polygono de oito
faces. 0 seu portico principal tde e marmore e possue trabalhos
de escu!ptura. Sobre a egrej a ha u terraco arrampado... 0
interior do temple 6 simples. Possue duas capellas lateraes e a
capella m6r. Nosti, 6 direita da cd etrada, ve-se um quadro pin-
tado a oleo emo 1827 por F. E. Taunay, representando a queda
do cavallo que dou D. Pedro I, perto to Paco de S. Christovo,
a 39 di junho de 1823. NI frente do temple, ergue-se a s:m
graciosa torre...v Do terraco dessa egreja descortina-se um
lindissimo panorama. 0 outeiro visto do mar, 6 distancia,
offerece urna paisagem r erdadeiramoent. encantadora. Segundo
o Dr. Mello Moraes, a egrejac da Gloria loi, emin principio, uma
simple ernida, erecta pelo ermiitao Antonio Caminha em 1761.
Morto o ermitLo, o Dr. Claudio Giurgel do Amara', que era donc
desse sitio, fez doacto por escriptura public de 20 tie janho
de 1699, da ermida e terras confraria, que ja so achava nella
estabalecida, impondo-lhe a obrigags ) de edilicar a egreja, que
hoje vemos e foi concluida em 1714. Sendo tornado para resi-
dencia dos grades do Carmo o hlospicio da Lapa, onde habi-
tavam os barbadinhos italianos, forami est's mudados para as
casas doe romeiros da Gloria., dahli para Santo Antonio dos
Pobres e finalmente para o Castello. 0 illustre escriptor argen-
tino Ernesto Qiiezada em suas Notas de viagens sobre o Rio de
Janeiro assim descreve esse poetic outeiro:... Assim, po.e
exemplo, nada me iis curioso sob eset ponto de vista que o"
pittoresco morro da Gloria. Sito qulasi no coraClo da cidade, 4
tio agreste, qa'e as suns ruas sdo ladeiras excessivamenta


GLO










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ingremes, pelas quaes nao podem transitar carrots nem animals;
as suas casas nao dao para a rua, ficam arredadas, e os jardins
que as rodeiamr tem uma vegetacAo tao exhuberante, que as tre-
padeiras cobrem os muros de pedra que duo para a rua public,
e cahem sobre estas, como si fossem tapegarias antigas, ornadas
de flores a folhas. A's vezesa propria rua, sempre estreitissima,
cobre-se destas plants, como se tivessem uma alfombra na-
tural. Sobem unicamente a essas alturas os que alli moram,
separados voluntariamente do rest do mundo da COrte. E
daquellas casas velhas por4m lindissimas. edificadas no alto
do morro, domina-se a bahia inteira at6 entrada da barra;
e pelo outro lado v6 se estender-se a cidade em todas as direc-
coes, e contempla-se, da placidez daquelle retire encantador, o
ardent movimento dos que circulam pelas ruas, e todo esse
conjuncto especial da vida nas grandes capitaes. 0 ruido da
vida diaria nunca chega at4 alli; ouve-so apenas o continue
esbater das ondas do mar contra as pedras do morro, elevan-
do-se em altissimos pennach-os de espuma branca, e perce-
be-se o surdo rumor da mars no seu fluxo e refluxo. Aquillo 6
imponente. 0 home acha-se por um lado em presence da na-
tureza, alcanqando con a vista a immensidade do mar e os
elevados cumes das montanhas que limitam o horisonte, e o
ouvido s6 percebe o ruido magestoso da natureza: ao pass que si
se volta para o outro lado, divisa a cidade, senate de long o afan
incessante da vida, v6 a gene que vai e vem, a fumaca das
chaminds, os vehiculos que passam, e tudo isto, da altura solita-
ria em que pira ui Damos em seguida um excellent artigo que,
sobre a festa da Gloria, publicou o Sr. Dr. Mello Moraes Filho:
A FESTA DA GLORIA. Tradicq5es populares A verde ci-
meira do morro da Gloria crescia dos mares espellantes de
sol, como uma esmeralda polida na salva de ouro de uma oda-
lisca. Recentemente fundada a real cidade de S. Sebastii.o do
Rio de Janeiro, Salvador Correia de SA a compassava em ses-
marias, que doava aos pelejadores dos ultimos combates contra
os tamoyos e seus alliados... E aquella montanha que seagi-
gantava coubera em partilha a Jose Rangel de Macedo, em
seguida a seu filho Francisco Rangel, mais tarde ao capitdo
Gabriel da Rocha Freire, e deste terceiro possuidor, consta da
escriptura que temos a vista, passara por compra ao Dr. Claudio
Gurgel do Amaral, que em 20 de julho de 1633 a cedes em
patrimonio a Nossa Senhora da Gloria. Ainda coalhada das
flechas dos gentios mortos e dos destrocos dos batalh6es 'ran-
cezes, a bahia do Rio de Janeiro balancava em suas aguas os
navios dos pirates francezes e flamengos, que transportavam
para siuas terras o ouro, as rezinas eo pao-brazil. A colonia
assim desacatada, armava o corso, dando caca e abordagem
aos pechelingues, que respiravam a largo pulm6o na athmos-
phera da rapina e da morte. Na vargem da cidade, no morro
de S. Sebastiso, os novos sesmeiros opulentavam-se de doacges,
ao pass que o ideal de Deus e da patria alentava-lhes o brago
e trabalhava-lhes fund nos seio d'alma. Em desenho de esta-
tuaria eis alguns traces dos tempos decorridos e a historic
patrimonial do outeiro da Gloria, em cuja eminencia a lenda,
erguendo nas tr6vas seu facho side'al, project claridades se-
renas no campanario derrocado da antiga ermida, e alumia as
sombras errantes de tintos p[regrinos, que outr'ora a buscavam
nas romarias da f6, E o archote dos myrrhos, ardand) na
noita nos seculos, faz resaltar o vulto imponente do anacho-
reta Antonio Caminhl, que em 1671, em cumprimento de um
voto, flndara a primitive ermida de Nossa Senhora da Gloria,
Desde logo a igrejinha, perto das nuvens, aos lament do mar
e a resa dos ventos nas palmeiras, tornou-se-lhe o asylo de paz
e uma escada mystical por onde a sua esp'ranga ia resplan-
decer no cdo. Reconstruida como se acha actualmente em 1714,
em razao de ser doado o morro a Sagrada Virgem, no dia de
hoje a aurora encontrava sempre is smis ports a turma dos
fieis. Desde o velho rei. era tradiccional na familiar reinante
do Brazil o fervoroso cult a, Senhora da Gloria. Assim, se-
manas depois de nascido, Ihe foi apresentado no temple o
Sr. D. Pedro II, orando n- actor o sabio D. Romiialdo ; e repro-
duziu-se igual ceremonial coin Sun Alteza a princeza regente,
subindo ao pulpit o eloquent monsenhor Marinho. Contam os
antigos que a missa dos sabbados jamais o primeiro imperador
deixou de comparacer corn sens filhos, e que, mesmo depois de
haver o Sr. D. Pedro II abandonado atradiccio paterna, manl-
dava as princezas D. Isabel e D. Leopoldina assistir ao santo
sacrificio, que tinha logar nos dias mencionados, is oito horas.
Obedecendo ao sentiment altamente religioso que a prendia a,
miraculosa Senhora, a familiar imperial concorria para 0
culto con preciosissimas dadivas, takes como alampadas de


prata, corbas de ouro e brilhantes, mantos e tunicas da bro-
cados, calices de ouro, etc. Como recordaQgo desses estylos, a
princeza D. Francisca,em data posterior a do sen casamenlo
corn o principle de Joinville, offereceu A egreja da Gloria os para-
mentos sacerdotaes para missa cantada. No tempo de Pedro I
as feitas da Gloria eram offuscantes do brilho polo lado reli-
gioso, de grandeza desusada como pompa exterior e de verda-
eiro character principesco, como conclusao aristocratic. Offi-
ciavam bispos, pregavam oradores celebres, as missas eram de
compositores da estatura de Pedro Teixeira, Jose Mauricio e
Marcos Portugal. Cantavam no c6ro as vozes mais afamadas;
e os sopranos pertenciam ainda ao grupo dos seLe castrados
que o illustre e tio desfavoravelmente julgado D. Joao VI
tizera vir da Italia. A' noite, os quarteiroes do Cattete e da
Gloria povoavam-se como nunca. Os musicos tocavam nos
coretos, as casas e as ruas eafeitavam-se illuminavam-se ;
os bailes da baroneza de Sorocaba, qui estuavam nos douradcs
sales de sen palacele da subida do morro, eram honrados
pelo primeiro imperador, cuja presenga representava a mages-
tade da festa e a soberania do amor. Em annos mais felizes
do segundo reinado, a festa do que nos occupamos tinha senti-
mento proprio, afinado pelo diapasao das tendencies devotas
e nacionaes. A crenca popular nao conhecia media: o enthu-
siasmo public transbordava pelo que a religion ter de mais
poetic e o coracao de mais nobre. A' semelhanca de um pas-
saro abrigado sob a rama que cobre a terra de perfumada
sombra, o povo refugiava-se nas suas innocentes crendices a
ndo se preoccupava inutilmente corn as ondas subterraneas de
uma falsa scencia que esterilisa, ou naio se engolfava no inde-
ferentismo que asphyxia. A festa da Gloria era um exemplo
palpitante; 'oi umn ser que existiu e de que hoje vemos apenas
o fantasma que se esvaece, coroado das rosas palidas e fa-
nadas como as das visdes de Macbeth. 0 prologo da admi-
ravel festividade eram as novenas. No dia 5, de manhi, as
aias de Nossa Senhora, naquella 6poca mogas da mais elevada
classes, bem como as baronezas de Sorocaba e de S. Nicolao,
D. Margarida Delfim Barroso e I). Mathilde Delfim Pereira,
vestiam na sacristia a sagrada imagem, que levavam para o
altar. Ao escurecer, a egreja, toda armada e circulada exterior-
mente de luzes em glubos e arandelas, campeava nos ares
como um pharol 6. distancia, dando aviso aos dovotos e aos
mareantes das referidas novenas de que seria theatre. Desde
logo os aprestos geraes comeqavam, as casas dos romeiros
atopetavam-se, as offertas a Santa affluiam e tudo estava a
caminho. A cabelleira da image, mandada pentear por
devogpo por D. Margarida Delfin Pereira, ja estava cor o
armador; e algum accessorio que faltasse viria atd a vespera
da fiesta, em que vestia-se pela segunda vez a padroeira do
templo. No dia de hoje, logo que amanhecia, os sinos repi-
cavam, os carros tirados e dous a quatro cavallos desfilavam
pelo cAes da Gloria, conduziado devotes e curiosos, grande
senhores e nobres damas. Bellas mulatas, lustrosas crioulas,
velhos e criancas, homes e mulheres de today a casta, approxi-
mavam-se contrictos, entlpiam a ladeira, deixando ap6s si
grossas massas de povo, c)nduzindo a pluralidade dos romeiros
velas de c6ra enfeitadas de desenhos, de flAres de panno e vistosas
fitas; braces, cabegas, pernas, seios e barrigas de c6ra branch
ou colorida promessas de milagres que nas horas atlliccas ii-
zeram fervorosos a virgem de sua invocacao. Antes das 10 horas
da manha a musical de barbeiros marchava, indo postar-se na
baixada da egreja. Dessa banda, a principal, era director um
certo Dutra, mestre de barbeiros da rua da Alfandega, que a
ensaiava e fardava para as mais ruidosas func~des. Todas as
figures eram negros escravos; o uniform nao prilnava pela
elegancia nem pela qualidade. Trajavam jaqueta de brim
branco, calqa preta, chapeo branco alto, e andavam descalcos.
Os que nao sabiam de c6r a part, liam-na pregada a allinetes
nas costas do companheiro da frente, que servia de estante.
A procura desses artists era extraordinaria. Ainda na noito
antec'dente a banda havia acompanhado a procissao da Boa-
Morte. que sahia da egreja do Hospicio, procissao obrigada a
irmandades e a anjo cantor, que entoava a quadra:
Deus vos salve, 6 Virge:n,
Maii Immaculada,
Rainha de clemencia,
De estrelas coroada...
ao acompanhamento dos barbeiros, que realcavam o piedoso
cortejo. Na praca da Gloria um coreto magnifico recebia a
banda military; a Lapa, o Cattete a ladeira furmigavam de










GLO


gente. Bandeiras e galhardetes, colchas de damasco, globes e
outros prepares da esplendida illuminacio completavani o pit-
toresco do sitio, que, diae noite, animava-se nos sumptuosos
festejos. Sentados sobre a muralha que circular o temple, homes
e mulheres, tendo entree os joelhos as criancas, abriamrn os cha-
peos de sol, que os protegiam das verberaodes ardentes; sal-
teados aqai e all, um on outro individuo cavalgava o murro,
deitava as pernas para a banda de f6ra, balancando-as, e as
crias bem vestidas, preenchendo espacos vagos, espichavam a
cabega preta, arregalavam os olhos vermelhos, surdindo por
trAs da murada de granite. Quem sabia a ladeira, lastrada de
folhas aromaticas e sombreada pelas colchas que fluctu iv:am
das janellas, maravilhava-se da original galeria, assustava-se
da saraivada de foguetes que troavam e, a cada moment, o
echo da cisterna do pateo de r.edra repetia o fim das palavras
que pronunciavam-lhe a garganta escancarada. E os archeiros
estendiam-se em alas... As carruagens, rodando intermit-
tentes, paravam em baixo; saltando da bolda, os criados de
librd approximavam-se da poitinhola, doscobriam-se, a des-
cida dos altos personagens do clero, das grande damas da
cbrte, de embaixadores, da nobreza emfim, quo se encami-
nhavam para o outeiro. De repented innumeras girandolas
varavam o ar, estourando prolungadas. 0 hymno national
executava-se nos coretos: officials e- soldados da guard na-
cional e de tropa de linha destacavam-se dentre o povo e os
dous batedores do piquele do imperador relampeavam de perto
as espadas, abrindo caminho. E Suas Magestades e Altezas,
corn se sequito opnlento e distinct, apeavam-se tomando a
serpeante ladeira, subindo os degrAos de marmore do gracioso
adro e desapparecendo em breve no profundo da egreja. 0
aspect interior do temple era deslumbrante: ouro, gemmas
preciosas, damascos, flores, luzes sem conta... Apenas cn-
travam, Suas Magestades e as princezas occupavam o docel.
Nas tribunas junto do altar-m6r fascinavam de riqueza e
formosura as aias e as devotas do Nossa Senhora. No c6ro a
orchestra preludiava os introitos da missa solemn, quasi
sempre composigao de Jos6 Mauricio ou Marcos Portugal. Fac-
ciotti, Reale e Ciconi, os tres castrados que se passaram do
primeiro imperio, 1a se achavam- famosos sopranos que iam
casar suas vozes A dos celebrados cantores do Lyrico e da
Opera Nacional. E o alto clero, representado pelas seas culmi-
napces, deixava a sacristia ornada de emblemas votivos,
dando comeco A missa. Naquelles bons tempos pregavam ao
Evangelho-Sampaio, Mont Alverne, o monsenhor Marinho, o
conego Barbosa Franca, e 12 outros oradores, para quem a
tribunal sagrada foi verdadeiro carro de triumphov. Termi.
nada a festa, mesmo depois da retirada de Suas Magestades, a
egreja, o largo pateo e a esplanada da ladeira demoravam-se
repletos das multiddes que se substituiam, persistindo a lufa-
lufa, o prodigioso concurso, ate depois do fogo de artificio,
queimado As 10 horas. A' noite a festa da Gloria, sem perder
a sua caracteristica de pompa verdadeiramente real, interes-
sava mais directamente ao povo. As luminarias no temple
embandeirado, a illuminagco da frente de todas as casas do
quarteirao, os barcos reflectindo na agua as luzes da pr6a, as
families sentadas em cadeiras a port das habitaoQes, as tocatas
de violao e os bailes modestos alegravam aquella gentle, que
tinha fe e divertia-se na felicidade commum. 0 Te-Deum cele-
brava-se corn a grandeza dos estylos admiraveis, corn a assis.
tencia de Suas Magestades ; e quando os sinos repicavam
marcando o termo da solemnidade. parecia o echo enfraquecido
das salvas das fortalezas, que algumas horas antes haviam
annunciado o final da missa cantada e festival do Nossa Se-
nhora da Gloria. E Suas Magestades, descendo a montanha
sonora das ondas do povo, sob um tecto listrado de bandeiras
e radiant de luzes, dirigiam-se ao palacete em que presente-
ments funcciona a secretaria de estrangeiros para tomar part
nos esplendorosos bailes do Bahia. Ninguem imagine as ri-
quezas decorativas daquelle edificio na noite de hoje. Illumi-
nado por dentro e por f6ra, suloado de globes access o jardim,
contornadas de cops de cores as duas pyramids, ao som da
music, A qu6da das cascatas, ao perfume das flores, como nao
se elevaria o ideal do artist e do amante naquelle ambito
orientalmente fantastic I Nos sales amplos e riquissimos os
cantores do Lyrico faziam-se ouvir ao estrepito dos applausos ;
a aristocracia trocava centre si galanteios escolhidos ; e pas-
seiando nas salas, A e-pera da dansa, o corpo diplomatic, os
membros do parlamento e os altos funeccionarios do Estado
adiantavam-se corn as suas damas, adornadas de perolas e
brilhantes, que faiscavam ao brilho dos lustres de crystal e


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GLO


dos candelabros de prata e de ouro macisso. As toilettes de
remontado valor e fino gosto artislico, corre na tradicc o, tor-
navam mais encantador ainda o semblante das estrellas da
noite, que eram habitialmante a condessa de Merity, as mar-
quezas de Abrantes e de Monte Alegre, Mme de Saint-George,
as Sras. Jeronyma de Aguiar, Souza Franco, Moller e Maga-
rinos, a cujo lado resplandecia divine a princeza de S. Severino,
nobillissima esposa do ministry de Napoles. E Sias Mages-
tades inauguravam o bailey honrando a primeira quadrilha, e a
soiree desdobrava-se rapid e encantada, comno o vdo transpa-
rente de uma fada nas regioes dos sonihos e das fantasias.
Emquanto no palacete do Bahia iniciavam-se quadrilhas e
valsas, as mesmas scenes tinham logar em casa do senador
Cassiano, da baroneza de Sorocaba, de D. Rita Pinto Maggesi,
que por devocao a Nossa Senhora da Gloria festejavam-1he o dia
corn ruidosos bailes. A's 10 horas, caprichosos fogos de arti-
ficio queim:vam-se em terra e no mar, e a luz do logo
nas aguas destacava na murada do cases e na extensao da rua
o povo em tropa, agrupando-se aqui e ali, para melhor apre-
ciar o sorprendente espectaculo. E pouco a pouco as multiddes
dispersavam-se. Os bailes entravam pela noite adiante, pela
madrugada... E' da lenda, que, quand o ultimo bailey do Bahia
acabou, uma luz unic.i, que bruxoleaxa na torre da egreja,
rolando ao long do muro como uma lagrima, apagou-se... E
a festa da Gloria passou A tradicdo! ).
GLORIA. Bairro na frog. do Norte da Sd, no mun. da
capital do Estado de S. Paulo.
GLORIA. Nucleo colonial do Estado de S. Paulo, inaugu-
rado a 26 de agosto de 1877. Demura ao S. da cidade de S. Paulo,
da qual dista 3,m300 e corn a qual communica-se pelas estradas
Vergueiro e Sant'Anna. Occupa uma Area de 8.55,0SSms. A
cultural consist em hortalicas, feijdo e milho.
GLORIA. Pov. do Estado do R. G. do Sul, na freg. do
S. Domingos das Torres; coin duas eschs. publs. de inst.
primaria.
GLORIA. Log. do Estado do R. G. do Sul, na Estrella;
corn uma esch. publ. mixta, creada pela Lei Prov. n. 1.562 de
de 16 de abril de 1888.
GLORIA. Pov. do Estado de Minas Geraes, na freg. de
Santa Rita do Rio Abaixo.
GLORIA. Pov. do Estado de Minas Geraes, no mun. do
Carangola. Orago S. Pedro.
GLORIA (Santo Antonio do). Dist. do mun. do Muriah6, no
Estado de Minas Geraes. Foi creado pelo art. IV da Lei Prov.
n. 2.085 de 24 de dezembro de 1874. Orago Santo Antonio.
Tem uma esch. mixta creada pela Lei Prov. n. 2.913 de 20 de
outubro de 1882.
GLORIA. Serra do Estado de S. Paulo, a 0. do mun. de
S. Joao da Boa Vista (Inf. loc.).
GLORIA. Morro do Estado do ParanA, na estrada da Gra-
ciosa, perto da capital.
GLORIA. Rio do Estado do Maranhao, banha o mun. de
Miritiba e desagua no rio PreA.
GLORIA. Ribeirao do Estado do Rio de Janeiro, na cidade
do Carmo.
GLORIA. Ribeirao do Estado de S. Paulo, aff'. da margem
dir. do rio Parahyba. Rega o mun. do Bananal.
GLORIA. Rio do Estado de Minas Geraes, nasce na serra
da Gramma e desagua no Muriahe, quatro kils. abaixo da cidade
deste nome. Recebe centre outros o S. Joao.
GLORIA. Rio do Estado de Minas Geraes, banha o mun. de
Tiradentes a desagua no rio do Mosquito, aff. do rio das Mortes
< Em certa altura, onde divide a freg. da Lage da de Santa Rita
do Rio Abaixo, chama-se ribeirio de Santo Antonio, em razio
de uma fazenda, que esti na margem do rio e d assim deno-
minada. Depois que entra nos limits da freg. de S. Josd
denomina-se rio da Gloria em razto de um pequeno pov. que
esta na margem do rio, pertencente A freg. de Santa Rita do
Rio Abaixo e onde houve em tempos idos uma capellinha dedi-
cada a N. S. da Gloria, da qual ainda restam vestigios. Na
fazenda do Pombal, que fica A margem do rio das Mortes, da
qual tambem ainda ha vestigios e onde dizem que nascera
Tiradentes, faz o rio Gloria juncclo corn o do Mosquito, en-
trando ambos no rio das Mortes.w










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GLORIA. Lago do Estado do Amazonas, no rio Urubi, entire
as ilhas Santo Antonio e S. Raymundo. Foi assim deno-
minado, em 1875, pelo Sr. B. Rodrigues, que explorou aquelle
rio.
GLORIA DAS VIRGENS. Log. do Estado das Alagbas,
em Porto Calvo.
GLORIA DE GOITA. Parochia do Estado de Pernambuco.
Vide Goitd.
GLORIA DE MARIA PEREIRA. Parochia do Estado do
Ceara. Vide Maria Pereira.
GLORIA DO CURRAL DOS BOIS. Parochia do Estado
da Bahia. Vide Antonio da Gloria.
GLORIA DO PASS TEMPO. Parochia do Estado de
Minas Geraes. Vide Passa Tempo.
GLORIA DO SAHY. Parochia do Estado de Santa Ca-
tharina. Vide Sahy.
GLORINHA. Arroio do Estado do R. G. do Sul, aft. da
inargem esq. do rio Ibirocay, trib. do Jacuhy.
GLYCERIO. Assim denominava-se a villa da Campina
Grande, no Estado de Parana pelo Dec. de 1t de fevereiro de
1890. Passou a ter a primitive denominacio pelo Dec n. 1 de 16
de novembro de 1891. Tondo sido dissolvida a assemblda deste
Estado ficou nullo esle ultimo Dec. Vide Campina Grande.
GLYCERIO. EstagCo da E. de F. Central de Macah6, no
Estado do Rio de Janeiro, 224k85i distant de Nyteroi e l'610
de Mundeos.
GOANACUAS. Indios que habitavam a antiga aldea de Cu-
mard ou dos Arapiuns, no Estado do Para.
GOCOY. Rio do Estado do Parana, aff. da margem esq. do
rio deste nome.
GODIANA. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. do rio
d'Agua Limpa, que oa do Itatiaia e este do Piranga. Banba a
freg. do Ouro Branco ( Inf. loc.).
GODINHO. Morro do Estado de Minas Geraes, na freg. do
Furquim e mun. de Marianna.
GODINHO. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o
mun. de Marianna e desagua no ribeirdo do Carmo. E' tambem
denominado Matuto.
GODINHO. Porto no rio Vermelho, Estado de Goyaz.
GODOY. Corrego do Estado de Matto Grosso, trib.do Sarard,
galho do Guapor6. Afflue pela margem direita.
GOES. Pov. do Estado do Paran., na freg. de Santo Antonio
da Lapa.
GOES. Serra do Estado do Ceard, galho da Serra de S. Bento,
no mun. de Lavras.
GOES. Praia na ilha de Santo Amaro, Estado de Sio
Paulo.
G6ES. Riacho do Estado do Ceara, nasce no logar Mamoes,
no morro da Forquilha e desagua no rio Acarahu, banhando
o mun. de Ipueiras.
GOES. Ribeirio do Estado da Bahia, banha o mun. do Conde
e desagua no rio Itapiourd (Inf. loc.).
GOIABAL. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na freg. das
Neves e mun. de Macahd.
GOIABAL. Log. do Districto Federal, na freg. de Campo
Grande.
GOIABAL. Ponta do Estado do Para, onde ha um pharo-
lete fixo do mesmo nome. Ordem 6a. Dioptrico. Alcanga 13
kils. Est6 em 10 37' S. e 60 2' 45" 0. do Rio de Janeiro ou
510 30' 0. de Pariz. Acceso em julho de 1860.
GOIABAL. Igarapd do Estado do ParA, desagua no rio
Capim pela margem esq. entire os igarap6s Ananhay e Ar-
raial.
GOIABAL. Rio do Estado do ParA, na ilha Cavianna.
GOIABAL. Ribeirio do Estado de S. Paulo, aff. da mar-
gem esq. de Tiet6.
GOIABAL. Ribeirio do Estado de S. Paulo, no mun. de
Jacarehy (Inf. loc.). Vai para o rio Parahyba do Sul.


GOIABAS. Ilha do Estado da lIahi no mun. de Bel-
monte.
GOIABEIRA. Log. no nun. do Misso Velha, do Estado
do Ceard.
GOIABEIRA. Lug. nos siubiirbios da cidade de Cuyabi,
capital do Estado de Matto Grosso.
GOIABEIRA. Ilha do Esmado da Bahi na fuz do rio Je-
quitinhonha, proxima da ilha do Porto Velho.
GOIABEIRA. Rio do Estado de Pernambuco, no termo tie
Garanhuns.
GOIABEIRA. Riacho do Estado da Bahia, banla o man.
do Barraco e desagua na m rgem esq. do rio Itlpicurt.
GOIABEIRA. Corrego do Estado ile Minas Geraes, banha
o mun. de Baependy o d sagug no rio S. Pedro.
GOIABEIRAS. Log. do Estado do E. Sant,, na freg. de
Carapina; corn uma esch. publ. de inst. prim.. creada p la
Res. Presidential de 31 de junho de 1880.
GOIABEIRAS. Pequeno pov. do Estado de Minas Geraes,
na frog. do Furquim e m in. de Marianna. Tem uma ca-
pella.
GOIABEIRAS. Riacho do Estado de Minas Geraes, ba-
nha o mun. de Queluz a desagua no rio Maranhdo, dons
kils. acima do arraial de Congonhas. Nasce na serra do
Pires.
GOIAPY. Rio do Estado do Pare, na ilha Maraj6 ; nasce
na lagba Santa Cruz e desagua na margem esq. do rio Arary.
Recebe pela margem esq. o rio Salgado. Os campos adjacentes
ao rio Goiapy alagame tudos no inverno. devido a obstruccao do
rio, e no verao seccam totilmente, e o rio cheio de aningas,
assacuseiros, etc., que ja nasceram sobre o seu proplio leito,
nio di ebeedouro ao gado. Assim a industrial pastoril definha
no inverno pala inundaiCo das pastagens e no verdo pela falta
d'agua.
GOICANA. Riacho do Estado de Pernambuco, rega o mun.
do Rio Formoso.
GOIJARAZES. Sylvicolas que habitavam as margens do
rio Amazonas. Eram divididos em duas naqoes, uma caraote-
risada por sua estatura median e a outra pelo corpo agi-
gantado.
GOlTA. Cidade e mun. do Estado de Pernambuco, na com.
do sou nome, ex-termo da com. do Pan d'Alho, a 72 kils. mais
ou menos da cidade do Recife, a 27 da estagdo de Pau d'Alho
e a 21 da Victoria, banhada pelos rlachos Salgado e GoitA.
Tem cerca de 200 casas, algumas de boa construcago. egreja
matriz, cemiterio, eschs. publs. de inst. prim., bibliotheca
mantida pela associaqgo Club itterario Goitaense, etc.
0 terreno do mun. 4 bastante fertil; a clttira principal
4 a do algodio e da canna, seguindo-se a do feijoo, milho,
mandioc e outros generous, que chegam ndo s6 para o con-
sumo da localidade, como ainda para abastecimento dos
merca los visinhos. Tem agencia do correio. 0 mun. foi pri-
mitivamente umia insignificant pov., em que edificou-se uma
capella sob a invocacao de N. S. da Gloria, em terrenos
doados por David Pereira. Diocese de Olinda. Foi creada
parochia pelo art. V da Lei Prov. n. 38 de 6 de maio de 1837,
elevada A categoria de villa pela de n. 1.297 de 9 de julho de
1877, installada em 10 de janeiro de 1878 ; e A de cidade pelo
art. II da de n. 1.811 de 27 de junho de 1884. Apop. do mun.
6 avaliada em cerea de 20.000 habs. No mun. ficam as serras
denominadas Cannavieira, Palmeira e Guilherme ; os rios
Goita, Salgado, Camorim e Pildo e a lagoa da Alagoa Grande.
Sobre suas divisas vide, art. V da Lei Prov. n. 38 de 6 de
maio de 1837 e n. 227 de 31 de agosto de 1848
GOITA. Rio do Estado de Pernambuco, rega o mun. do
seu nome e desagua na margem dir. do Capiberibe. Segndo
o conego Honorato, nasce esse rio na serra das Russas, na
parte denominada Serra Grande; tern 20 leguas de curso e
recebe os riachos Messaranduba, Jodo Affonso, Fantasia,
Cotunguianha, Pilao, Aratangy e Cajueiro. Do mun. de Goita
nos informam nascer esse rio na serra das Russas, ter 50 kils.
de curso e receber no mun. o3 riachos Camarim, Cotungu-
binha e Salgado.
GOITACA. Ilha do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de
Paraty.










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GOLANDIM. Rio do Estado do R. G. do Norte, banha o
mun. de Canguaretama e desagua no Curimatabh (Inf. loc.).
GOLFOS. Log. do Estado do Piauhy, no man. de Barras.
GOLFOS. Lag6a do Estado da Bahia, no mun. do Re-
manso (Inf. loc.).
GOMEATINGA. Ribeirlo do Estado de S. Paula, banha o
man. de Santa Branca e desagua no rio Parahyba do Sul.
GOMES. Bairro do Estado de S. Paulo., na freg. do Bairro
Alto.
GOMES. Bairro ao N. e a seis kil. da freg. de S. Sebastiao
do Areado, no Estado de Minas Geraes. Tern cerca de 30 casas
(Almanha Sil Minciro, 1884).
GOMES. Log. do Estado de Minas Geraes, sobre o rio Cor-
rentes, na estrada do Siass'ihy. Ha ahi urna ponte.
GOMES. Morro do Estado da Bahia, no mun. de Chique-
Cbique.
GOMES. Ilhas sitinadas nas proximidades do rio Japura,
trib. do Solim6es. Subindo-se o rio. sao ellas encontradas logo
acima da ilha do lago Acapd e a esq. da Jaraquy.
GOMES. Igarap6 do Estado do Pari, banha o mun. de
Muana e desagua no vio deste nome.
GOMES. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o mun.
do Curvello e desagua na margem esq. do rio das Almas, aff.
do Melleiro, que o e do Paraopeba (Inf. loc.).
GOMES. Corrego do Estado de Minas Geraes: banha o ter-
ritorio do arraial do Taboleiro Grande o desagua no rio
Paraopeba.
GOMES. Corrego do Estado de Minas Geraes, no mun. de
Ayuruoca. Corre para o rio do Francez.
GOMES. Lago do Estado do Amazonas; sua foz est. na
na margem dir. do rio JapurA, logo acima do parand-mirim
do Mapixary.
GOMES DE MELLO. Log. do Estado de Minas Geraes,
no mun. de S. Miguel do Piracicaba.
GON. Vide Poqo de Crus.
GONQALA. Lag6a do Estado do Parahyba do Norte, no
mun. de Fagundes.
GONQALINHO (S.). Log. do Estado do Maranhao,
margem do rio Parnahyba, defronte do baixio denominado
Caroco da Benedicta.
GONQALINHO (S.). Riacho do Estado do Maranhao, des-
agua na margem esq. do Parnahyba, cinco kils. abaixo da
embocadura do rio Poty.
GONQALO. Ilha na bahia de Paranagua e Estado do Pa-
rana.
GON(ALO (S ). Antiga villa do Estado do R. G. do NorLe,
crcada pela Resolucag de II de abril de 1833 econfirmada pela
Lei Prov. n. 25 de 28 de marco de 1835. Sua matriz. comn a
mesa invocacio, foi creada pela Lei Prov. n. 27 de 28 de
mnar.o do 1835. 0 mun. foi supprimido pela de n. (64 de
de 11 de marco de 1868, que incorporou seu territorio ao mun.
da Capital. Foi restaurada villa pela de n. 683 de 3 de agosto
de 1871: supprimida villa pela de n. 832 de 7 de fevereiro de
1879, que transferiu sua s6de para a villa de Macahyba, e paro-
chia pela de n. 876 de 17 de marco de 1883. A Lei Prov. n. 613
de 14 de dezembro de 1871 creoo ahi'uma esch. publ. de inst.
prim. Tem agencia do correio. Em outubro de 1890 foi de
novo elevada A categoria de villa. Fica situad. em uma pla-
nicie A margem dir. do Potengy. 0 mun. e regado por diversos
rios, entire os quaes o Utinga, Rego-Moleiro e Prata.
GONCALO (S.). Villa e mun. do Eslado do Rio de Janeiro,
na coin. de Nyter6i. Diocese de Nyter5i. Um certo Gongalo
Goncalves, diz.monsenhor Pizarro, tendo alcanqado uma ses-
maria na margem esq. do rio Guaxindiba, mandou edificar
uma egreja que dedicou a S. Goncalo, a qual foi creada paro-
chia por Alvara de 10 de fevereiro de 1647. E' atravessada
pela E. de F. de Cantagallo. 0 Relat. do visconde de
Prados d6 a eisa parochial uma sup'rlicie de 51,86 kils. qua-
drados, una pop. de 5.973 habs. e tres eschs. publs. do inst.
prim. Foi elevada a categoria de villa pelo Dec. n. 124 de 22
de setembro de 1890. Foi installada em 13 de outubro de 1890.


Rebaixada de villa pelo Dec. de 28 de maio do 189?; restau-
rada pelo Dec. de 17 de dezembro do mesmo anno. 0 mun.
comprelende as povs. seguintes: Neves, Sete Pontes, Porto do
Velho, Porto da Ponte, Coluband6, Rocha. Itaoca, Areal, Con-
ceicio, Cordeiros, Pachecos, Alcantara, Itaitindiba, Ipihiba,
Anaya. Laranjal, Caba'ii, Itaipli, Itaipd-assd, Engenho do
Matto, Paciencia, Barra do Piratininga, Cala-boca e diversos
outros.
GONCALO (S.). Parochia do Estado da Bahia, no mun. de
S. Francisco. Diocese archiepiscopal de S. Salvador. Foi creada
em 1690. Vide Fr~ancisco (S.).
GONCALO (S.). Parochia do Estado do Rio de Janeiro, no
mun. de Campos. Diocese de Nyter6i. Elevada 6 capella
curada em 1722, foi erecta em parochial amovivel por Edital de
11 de setemhro do 1763 e em perpetual por Alvara de 11 de ou-
tabro de 1795 e CartaRdgia de it de novembro de 1797. Occupa
nma superficie de 182,24 kils. qiadrados, tern unma pop. de
7.000 habs. o quatro esclihs. Alm da matriz, possiie as ca-
pellas de S. Benedicto, Santo Amaro. N. S. do Rosario, N. S.
da ConceiaIo em Campo Limpo, N. S. da Conceicao na Ver-
mellia, N. S. da Conceicao na Fazenda Velha, Santo Ignacio e
diversas oratorios particulars. Exporta assucare aguardente.
GONQALO (S.). Dist. do mun. do Paracurt do Estado do
Ceari. Foi annexado ao mun. do Trahiry e desmembrado do
da Capital pela Let Prov. n. 1.759 de 24 de julho de 1877, ao do
Soure pelo art. II da de n. 1.946 de 25 de agosto de 1891, e ao de
Paracurd pelo Dec. n. 73 do I de outubro de 1890. Tem uma
esch. publ. de inst. prim.. creada pla Lei Prov. n. 2.005 de
6 de setembro de 1882. Sobre suas divisas vide art. II da Lei
Prov. n. 2.021 de 1 d de setembro de 1882.
GONQALO (S.). Dist. do termo de Canindd, no Estado do
Ceart'. Foi creado pela Lei Prov. n. 2.020 de 16 de setembro
de 1882.
GONQALO (S.). Dist. creado no termo de Caico. no Estado
do R. G. do Norte, pela Lei Prov. n. 975 de 1 do junho de
1886.
GONQALO (S.). Logs. do Estado das AlagOas, na Pioca,
Porto de Pedras, Paulo Affonso e Porto Calvo.
GONQALO (S.). Pov. do Estado da Bahia, i margem dir.
do rio S. Francisco, entire o logar Pan da Historia e Joazeiro.
Atraz dessa pov. fica o serrote do Mendobim (IIalfeld.)
GONQALO (S.). Pov. do Estado da Bahia, na freg. de
Sant'Anna dos Brejos, a que foi incorporada polo art. 20 da
Lei Prov. n. 1.018 de 2 de maio de 1868. Tern uma escl. publ.
creada pela Lei Prov. n. 1.856 de 17 de selembro de 1878.
GONQALO (S.). Arraial do Estado da Bahia, no mun. do
Carinhanha.
GONQALO (S.). Pov. do Eitado da Bahia, no mun. de
Minas do Rio de Contas.
GONQALO (S.). Log. no mun. de Paraty do Estado do Ria
de Janeiro.
GONQALO (S.). Log. do Estado do Rio de Janeiro, no mun.
de Barra Mansa.
GONQALO (S.). Bairro o mun. de Guaratingueta, no Es-
tado de S. Paulo; coin uma esch. publ. creada pela Lei n. 236
de 4 de setembro de 1893.
GONQALO (S.). Dist. do mun. de Santa Barbara, no Es-
tado de Minas Geraes.
GONQALO (S.). Log. no dist. de Pedro Segundo do mun.
da capital do Estado de Matto Grosso.
GONQALO (S.). Forte erigido em 1775 na margem do rio
Piratiny, perto do sangradouro da lag6a Mirim, com o fim de
guardar os deposits de viveres da commission demarcadora,
ameagados pelos indios (Fausto de Souza).
GONQALO (S.). Illia no rio Parnahyba, entire a foz do rio
Balsas e a do Urussuhy.
GONQALO (S.). Ilha do Estado das Alaghas, no rio S. Fran-
cisco.
GONCALO (S.). Ilha na Barra Fals:, em Itaparica, no
Estado da Balhia.
GONQALO (S.). Ilha no rio S. Francisco, na part conm-


GON


GON










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prehendida entire o logar Pau da Historia e Joazeiro, proxima
da ilha do Coquetro.
GONQALO (S.). Ilha no rio S. Francisco, junto 0A cacho-
eira de Paulo Affonso.
GONQALO (S.). Ilha psrtencente a freg. de Santo Amaro do
Catd ; no Estado da Bahia. Existe nella uma boa mina do
carvao de pedra, ate hoje nao explorada.
GONgALO (S.). Ilha do Estado do Rio de Janeiro, na
grande hahia situida entire a Ilha Grande e o continent, pro-
xima das ilhas do Cedro, do Rato e Comprida e defronte da
praia de seu nome.
GONQALO. (S.). Pequena ilha situada no canal denomi-
nado Rio Grande e perto da cidade deste nome, no Estado do
R. G. do Sul. Existed ahi um paiol de polvora.
GONgALO (S.). Serra do Estado de Minas Geraes, no mun.
de S. Gonqalo do Sapucahy. E' tambem denominada do Paiol
(Inf. loc.).
GONgALO (S.). Morro do Estado de Minas Garaes, a pe-
quena distancia da cidade de Sabar,. Do seu cimo avista-se
para 0. a cordilheira quo forma a serra do Curral d'El-Rei e
o pequeno arraial desse nome, e para E. o altissimo pico da
Piedade, encristado por antiga ermida. O rio das Velhas con-
torna esse morro.
GONQALO (S.). Assim denominava-se o monie de D. Fran-
cisco, situado a leste da cidade de Goyaz, capital do Estado
deste nome.
GONgALO. Igarapd do Estado do ParA, atravessa a ilha da
Atalaia e desagua no Furo do Inferno.
GONQALO (S.). Riacho do Estado do CearL. aff. do Ver-
tentes, que o 6 do Poty.
GONQALO (S.). Rio do Estado do CearL ; tem a principio
o nome de riacho da Monguba, nasce na serra do Lagedo,
uma das ramiicaa da rn de Baturiti lado N., nos sitios
S. Boato e Monguba, recebe as aguas da Serra Verde, dos
Pocinhos, banha o pequeno valle do Rate, pass na pov. da
Cruz, corre para N., passajanto aos ssrrotes do Boticario o
Santa Luzia, banba Sitios Novos, pass p.rto da pov. de
S. Goncalo cldesemboca no Atlantico 14 leguas ao NO. da
cidade da Fortileza. So-lehe tribes. o riacho Santa Luzia a
E. e o do Moco a 0. (Dr. Studart. Rev. Trim. do Inst. do
Clear d).
GONQALO (S.). Riacho do Estado do Ceara, aff. do Bana-
buihui. Corre pelo mun. de Maria Pereira.
GONQALO (S.). Riacho do Estado de Sergipe, no mun. de
Itabaiana.
GONQALO (S.). Rio do Estado da Bahia, aff. de Jequi-
tinhonha.
GONQALO (S.). Rio do Estado do Rio de Janeiro: banha
o mun. de Paraty e desagua no mar, entire a foz do rio Mam-
bucaba e Taquary.
GONgALO (S.). Ribeirio do Estado de S. Paulo, airavessa
a estrada doGado, banha Guaratinguetai e desagua na margen
dir. do rio Parahyba. Tern diversas denominagoes tiradas dos
bairros por onde pass, takes come rio das Pedras, Cachoeira
e S. Gongalo.
GONgALO (S.). Corrego do Estado de Minas Geraes, banha
o mun. do Curvello e desagua no rio Picao, aff. do rio das
Velhas.
GONgALO (S.). Corrego do Estado de Minas Geraes, banha
o territorio da freg. de S. Miguel do Jequitinhonha e dosagua
no rio deste nome.
GONgALO (S.). Rio do Estado de Minas Geraes, nasce na
serra da "Matt-l da Corda e vae para o Abaetd.
GONQALO (S.). Corrego do Estado de Goyaz, aff. da mar-
gem esq. do rio S. Bartholomeu (Inf. loc.).
GONQALO (S.). Canal do rio que liga as lagoas dos Patos
e Mirim, no Estado do R. G. do Sul. Tern cera de 66 kils.
de comprimento. Em sua margem occidental estA assente a
cidade de Pelotas. E' navegado em today sua extensao per
grande numero de navios que se destinam ao commercio de
exportato e importaiio do exterior e da cidade do Rio Grande


cor os mercados de Pelotas. Jaguario e os centros do sul da
campanha. Nelle desaguam entire outros os arroios e rios se-
guintes: Pelotas e Piratinim.
GONQALO DA CONTAGEM (S.). Parochia do Estado de
Minas Oaraes. Vid. Cntagpemn.
GONgALO DA PONTE (S.). Pov. do Estado de Minas
Geraea, no mun. de Bom Fim, sobre e rio Paraopeba, ligada
Aquella cidade por uma estrada cortada pelo rio Macahubas.
Foi elevada a! parochia pela Lei Prov. n. 810 do 4 de julho
de 1857 ; transferida para o dist. de Sant'Anna do Paraopeba
pela de n. 1254 de 25 de novembro de 1865. Tornou-se side
desta ultima parochia pelo art. I da de n. 1.667 de 16 de se-
tembro de 1870 ; transferida de novo para Sant'Anna do
Paraopeba polo art. I I da de n. 2.706 de 30 de novembro
de 1880. Tem duas eachs. publs. de inst. prim. Agencia do
Correio, creada em 1887.
GONQALO DA SERRA DOS COCOS (S.). Parochia do Es-
tado do Ceari. Vide Serra dos Cocos.
GONgALO DAS TABOCAS (S.) Anti.o dist. da freg. do
Born Successo e Almas do Rio das Velhas, no Estado de Minas
Geraes. Transferido pira o mun. do Curvello p'lo art. V da.
Lei Prov. n, 2.107 de 7 de janeiro de 1875.
GONQALO DO BRUMADO (S.). Pov. do Estado de Minas
Geraes, no mun. de S. Joio d'El-Rei : cor uma esch. publ-
de inst. prim., ereada pela Lei Prov. n. 2.925 de 4 de ou-
tubro de 1882.
GONQALO DO MONTE (S.). Dist. creado na freg. do Rio
das Pedras do mun. de Oura Preto polo a-t. I II da Lti Prov.
n. 2.169 de 20 de novembro de 1875, no Estado de Minas Geraes
E' ligado ao Rio das Pedras per uma estrada atravessada pelo
rio das Velhas. que tem ahi uma ponte no logar denominado
Ponte do Povo. Tern uma esch. publ. de inst. prim. para
o sexo masculine, creada pela Lei Proy. n. 2.065 de 17 de de-
zembro do 1874.
GONQALO DO RIO ACIMA (S.). Pov. do Estado de Mi-
nas Geraes, na freg. de S. Jo.o do Morro Grande e mun. de
Barbacena, com uma esch. publ. do inst. prim., creada
pelo art. I 1 da Lei Prov. n. 3.038 de 20 de outubro de 1832.
GONQALO DOSAPUCAHY (S.). Cidade e mun. do Estado
de Minas Geraes, na corn. do seu nome, sobre o rio Sapucahy.
t No centro de urma profunda depressed produzida por cons-
tantes escavagSes, onde a insaciavel sede dos primeiros halbi-
tadores deste logar ia descobrir prodigiosos e inexhauriveis
thesouros, acha-se situada a freg. cujo aspect tristonho nao
offerece aos olhos do observador umrn aprazivel e risonha pers-
pectiva. Entre seus rios merece particular mengao o Sap:icahy
e entire suas serras a denominada Mai d'Agua, que atravessa a
frog. tomando em part de sua extensdo o nome de Gongui
para maistarde perder este nome tomand o de Ouro-Ronca,
corn que continue at4 terminal no Sapucahy. Desta serra
partem ramificaQoss, que atravessando os logares denominados
Roseta e Conqiista, tomam estas denomina6oes atW t-rmina-
rem no Palmella. Merece ainda mengdo a serra de S. Vioente
que, dividindo-se em ramifica~ds atravessa e contorna a frog.
Entre os morros sio notaveis o Grande, Santa. Cruz, da Prate
e o Carangola. Quanto Alavoura, repartem-se os lavradores
por diversosramos de cultural, occupando oprimeiro logar pela
alta escala em qui 4 plantada, a canna de assucar ; vindo de-
pois o cafe, que disputa o primeiro pela grande quantidade
em que 6 exportado. Cultiva-se tambem fumo, algodao e ce-
reaes. 0 mais important ramo de sua industrial consist em
uma fabric de chapoos, primeira flndada em Minas pelo ba-
rio do Rio Verde; fabricam-se tambem tecidos de 15 e algo-
ddo,. 0 Almanak Sul Mieeirwo (1884) da as segulntes infor-
maboes a rospeito dessa cidade. ( A cidade, que ten seu pa-
trimonio sem mais espaco paraedificac~es, conta duas egrejas
a Matriz e a de N. S. do Rosario. Ten cerca de 340 cas;s,
das quaes mais d- 30 furam construidas nos ultimos 10 annos :
umna casa de instr. corn accommodaons para os dous
sexes, e um edificio para cadeia, que pdde center 20 press, e
onde fuuccionam a mrnicipalidade, o tribunal do jury, etc.,
tendo estes dous ultimos predios side construidos com o pro-
ducto de una subscripcao popular. Existem napov. tries aulas
publicas de tastruccgo pimaria, send duas para o sexo feme-
nino cor frequencia de 50 alumnas; e uma do sexo masculino
corn igual frequencia. Possue a cidade dous collegios parti-
culares... Residio em S. Gon;alo per muito tempo o infeliz


GON










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Alvarenga Peixoto da Inco:nfidencia, retirando-.s daqui p ra
Ouro-Preto na occasiao em que foi descoberta a patriotica cons-
piraceo, q le adiou a i.idependencia des8e paiz. Os annos
ainda nao destruiram completamente a lem'rania material da
permanencia neste logar daquelle adeantado espirito pois
aindi exisrem, respeiiados pelo tempo, os ristos dos alicerces
da casa em quv viveu aquelle dei;vnturado e illustre mineiro...
A um kil. di cidade encontra-se, sem beneficio alg im, ena
pouco abundant fontede agua ferrea, q ie tern side usada corn
proveito no tratamento de certas enfermidades. 0 s61o di
freg. encerra ricas minas de ouro, havendo para exploral-as
diversos privilegios concedidos a varies cidadlos... A egreja
matriz tern a invocacao de S. Gonqalo e depend da diocese
de Marianna. Foi creada parochial pila Resoluaod de 23 d
julho die 1819 com o nome de S. Gonalo da Camp nha, deno-
minapao qne conservou ate 1878, anno em que, pela Lei Prov.
n. 2.454 de 19 de outubro foi elevada A categoria de villa corn
a denominar a d S. Concalo do Sapucahy. A 11 de dezembro
de 1879 tomon posse sua primeira Camara Municipal. Foi ele-
vada A cidade pela Lei Prov. n. 2.556 de 3 de janeiro de 1880.
Tern quatro eschs. pulBs. send uma nocturna, agenda do cor-
reio e cerca de 6.000 habs. 0 mun. aldm da frog. de S. Goncalo
comprehend mais a de Santa Isabel, N. S. da Piedade do
Retire e N. S. da Conceicao da Volta Grande. Sobre suas
divisas vide, entire outras as Leis Preov. n. 3.267 de 30 de outu-
bro de 188t, n. 3.658 de 1 de setembro de 1888. Foi classifi-
cada com. de primeira entr. por Acto de 22 de fevereiro de
1892.
GONQALO DOS BREJOS (S.). Parochia dc Estado da
Bahia, no term de Santa Maria da Victoria. Diocese archie-
piscopal de S. Salvador. Foi creada pela Lei Prov. n. 2.361
de I de agosto de 1882.
GONQALOS. Pov. do Estado de Minas Geraes, na frog. de
Serranos e mun. de Ayuruoca.
GONQALOS. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o
mun. do Carmo da Bagagem e desagua no rio Perdizes (Inf.
loc.).
GONQALO VELHO (S.). Log. onde primeiro arrancharam
os paulistas, que fundaram Cuyabi, no Estado deMatto Grosso ;
na foz e margem esq. do Coxip6-mirim. Ja nao existem vesti-
gios de uma capella que ali houve.
GONQALVES. Bairro do mun. de Ling6es, no Estado de
S. Paulo; com uma esch. publ. de inst. prim., creada pelo
art. I IV da Lei Prov. n. 50 de 22 de fevereiro de 1881.
GONQALVES. Bairro da cidade de S.'Jos4 do Paraizo; no
Estado de Minas Geraes; a distancia de 18 kils., cor uma
pequena cpella de N. S. das Dares edificada ha pouco tempo
e diversas casas e uma esch. publ. de inst. primaria.
GON ALVES. Serra do Estado de Minas Geraes, no mun.
de S. Jose do Paraiso. E' uma das denominagses locaes da
serra do Machadio, ramificagao da Mantiqueira.
GONQALVES. Serra do Estado de Minas Grraes, no mun.
da Conceigio (Inf. loc.).
GONQALVES. Igarap6 do Estado do Amazonas, no dist. de
Janauaca e mun. da capital.
GONQALVES. Rio do Estado do E. Santo, no espico per-
corrido pela linha telegraphica, entire Santa Cruz e Linhares
(Rep. do; Telegraphos).
GONQALVES. Ribeirao do Estado de Santa Catharina,
reane-se com o ribeirdo do Bahiano e junctos vao ao ribeirao
do Salto, trib. do rio do Brago, que o 6 do Tijucas. Recebe o
Ingd.
GONQALVES FERREIRA. Estagqo da E. de F. Oeste de
Minas, no Estado deste nome, entire Carmo da Matta e Des-
terro.
GONQALVES MARTINS. Ilha do Estado do E. Santo,
na bahia deste nome, na entrada do Sacco de Jucutuquara.
GONDIM. Ilha no rio S. Francisco, proxima a foz, ejuncto
A ilha da Barra ou do Gregorio. E' povoada. O Dr. Spindola
faz menago dessa ilha come pertencente ao Estado das Alagoas.
0 engenheiro Halfeld situa-a a dir. do rio.
GONDO. Log. do Estado de Minas Geraes, na freg. de
N. S. Apparecida de Corregos, mun. da Conceigao.


GONGO. Morro do Estado da Bahia, no mun. do Riacho
de Sant'Anna.
GONGO. Morro na estrada do Estreito A cidade de Lages,
no Estado de Santa Catharina, no dist. da ex-colonia Santa
IsabAl. Em 1863 dizia o president Pedro Leitao da Cunha
que em uma das ingremes l:ideiras desse morro obser-
v:va-se um sem numero de pdras p)nte-agudas, elevadas de
dois a trees palmos acima do solo, deixando entire si tortoosas
e estreitas veredas e occupando totalmente o leito da estrada
davam-lhe o aspect de uma grande cascata abandonada pelas
aguas.
GONGO. Serra do Estado de Goyaz, no mun. do Bom Fim.
Cunha Mattos, que por ahi passou, diz ser essa serra aspera
o um ramo dos Pyrineos. Della nasce um corrego do mesmo
nome.
GONGO. Riacho do Estado de Pernambuco, no mun. de
Quipapi.
GONG6. Riacho do Estado das Alagoas, banha o mun. do
Santa Luzia do Norte e desagua na margem dir. do rio Mun-
dahui.
GONGOGI. Rio do Estado da Bahia, nasce na serca do
Periperi, atravessa os muns. de Pocdes e Barra do Rio de
Contas e desagua no rio deste nome. Recebe pela esq. o rio
Grande, o do Felix, o Macario e o Uruba; e pela dir. o
Inhuma, o Novo, aldm de muitos pequenos riachos. Muitos
dizem Grong)gi.
GONGO-SOCO. Mina aurifera do Estado de Minas Geraes,
porto do Caet6. Situada em uma alta regiao ao p4 de uma
montanha de ferro, esta mina foi descoberta por um escravo
Congoo), que durante certo tempo guardou sea segredo, mas
suas ausencias frequentes e as despezas que elle fazia attrahi-
ram a attendeo de seus companheiros; estes o sorprenderam
um dia, assentado sobre um monticulo de terra aurifera na
posigco de uma gallinha que choca os ovos, donde o nome de
Congo chico dado ao logar e que por corruppLo tornou-se em
Gongi Soco. 0 primeiro proprietario que a explorou foi o co-
ronel Manoel da Camara de Noronha; sea filho a vendeu, em
1808, a um port'iguez, o capitio-m6r Jose Alves da Cunha e a
sea sobrinho Joao Baptista Ferreira Souza Coutinho, depois
barao de Catas Altas. O primeiro executou diversos trabalhos
e chegou em 1818 a p6r a descoberto uma veia rica, no flanco
do morro do Tijuco, donde retirou emum mez 170 kilogr. de
ouro. Por sua more, o bario tornou-se o unico proprietario e
retirou, nos mezes de fevereiro e marco de 1824, perto de 200
kilogr. de ouro. Finalmente elle a vendeu a uma Companhia
por 73.916 libras esterlinas.
GONGUE. Log. do Estado das Alag6as, no mun. de Sao
Jose da Lage.
GONGUT. Serra do Estado de Minas Geraes, no mun. de
S. Goncalo do Sapucahy.
GONZAGA. Pov. do Estado de Minas Geraes, na freg. de
N. Senhora do Patrocinio e mun. de S. Miguel de Guanhaes.
Orago S. Sebastiao. Tem uma esch. publ. de inst. primaria.
GONZAGA. Igarapd do Estado do Amazonas, no mun. de
Teffe.
GORAIRA. Rio do Estido do Ceari, banha os termos do
Sobral e de Santa Quiteria, e desagua pelo lade dir. no Aca-
rahd.
GORDO. Log. do Estado das Alag6as, no mun. de Traipli.
GORDURA. Pov. do Estado do Minas Geraes, na frog. de
N. S. do Carmo, mun. de Itabira, cor um esch. publ. de inst.
prim. para o sexo masculine, creada pela Lei Prov. n. 3.112
de 6 de outubro de 1883.
GORDURA. Log. do Estado de Minas Geraes, na frog. do
Bonm Despacho e mun. de Inhadma.
GORGORY. Serrota fresca no termo de Buturit6 do Estado
do Cearr. E' plantada de cafe.
GORGULHO, s. m. (Minas Geraes): fragments das rochas
ainda angulosas, no meio das quaes se encontra o ouro nas
lavras chamadas de gupiara (St. Hilaire). Pequenos seixos
do grrs, de quartzo e de silex rolicos, ora soltos e ora ligados
entire si, por meio de uma argila amarella e vernelha da
natureza da ganga (Castelnau). Na mais geral accepopo,
10.427


GON










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Gorgulho 6, tanto no Brazil come em Portugal, o nome vulgar
de um pequeno Coleoptero, que ataca os celleiros.
GORGULHO. Ilha do Estado de Goyaz, no rio Araguaya,
abaixo do S. Jose do Araguaya.
GORGULHO. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o
mun. do Abaet e desagua no rio deste nome (Inf. loc.).
GORGULHO. Corrego do Estado de Goyaz, aff. da margem
dir. do rio Fartura, na estrada de Goyaz para S. Jos6 de Mos.
samedes (Baggi. O Far-West do Brazil.)
GOROROBA. Log. do Estado das Alagoas, no man. deste
nome.
GOROROS. Pov. do Estado de Minas Geraes, na freg. de
Santo Antonio do Rio do Peixe, com uma eseh. publ. de inst.
prim., creada pela Lei Prov. n. 3.575 de 28 de agosto de 1888.
GOROROS. Rio do Estado de Minas Geraes, nasce na serra
do Picapi'o. binha o mun. da Conceiqdo e dasagua no rio
Paradna (Inf. loc.).
GORUTUBA. Parochia do Estado de Minaa Geraes, no
mun. de Grao-Mogol. Orago Santo Antonio e diocese de Dia-
mantina. Foi elevada 6 parochia pelo art. I II da Lei Prov.
n. 184 de 3 de abril de 1810 e art. I da de n. 1.245 de 17 de
novembro de 1865. Transferida sua side para o arraial de Sao
Goncalo do Brejo das Almas p-la Lei Prov. n. 1.398 de 27 de
novembro de 1867; restaurada parochia pelo art. IV da de
n. 2 086 de 24 de dezembro de 1874. Sobre suas divisas vide:
Leis Provs. n. 2.107 de 7 de janeiro de 1875e n. 3.272 de 30 de
outubro de 1884. Tern uma esch. publ. de inst. prim. do sexo
masculine, creada pnlo art. I da Lei Prov. n. 2.227 do 14 de
junho de 1876 e uma outra para o oseo feminine, creada pelo
art. I II da de n. 2.395 de 13 de outubro de 1877. Agencia do
correio, creada per Portaria de 22 de abril de 1885.
GORUTUBA. Parochia do Estado de Minas Geraes, no
mun. do Grio-Mogol, banhada pelo rio da Serra. Orago Slo
Josi e diocese de Diamantina. Foi creada pelo Dec. de 14 de
julho de 1832. Sobre snas divisas vide: Lei Prov. n. 2.107 de
7 de janeiro de 1875. Tern dnas eschs. publs. de inst. prim.
Agencia do correio. Umna estrada, atravessada polo rio Verde,
liga-a As cidades de Januaria e S. Francisco.
GORUTUBA. Rio do Estado de Minas Geraes, rega os
muns. de Grao-Mogol e Tremedal e desagua no Verde Grande,
trib. do S. Francisco. Recebe os rios Mosquito e Paqui.
GORUTUBA. Rio do Esiado do Miinas Geraes; nasce nas
.mattas do Peixe Crd on Pederneira da cordilheira de Santo
Antonio, banha o mun. da Conceico e desagaa no rio Pa-
rauna (Inf. loc.).
GOSTOSO. Pov. do Estado do R. G. d) Norte, no mnn.
de Touros. E' tambem denominado LMcAei6 (Inf. loc.).
GOTANDY. Riacho do Estado de Pernambuco, banha o
mun. do Bom Conselho e desagua no riacho Papacacinha,
aff. do rio Parahyba (Inf. loc.). Do mesmo mnn. nos fazem
mencdo de uma lagua desse nome.
GOTHARDO (S.). Pass)u assim a donominar-se, em vir-
t'de da Lei Prov. n. 3.3)0 de 27 de .l... .1 1885, a paro-
chia de S. Sebastido do Pouso Alegre (i..! -i..), no Etado
de Minas Geraes. Foi transferido to mun. do Abaet4 para o
do Carmo do Paranahyba pelo Dic. do 1t de dezembro de 1893.
GOULART. Ponta na bahia de Antonina e Estado do Pa-
rand. F6rma con a ponta Grossa uma enseada, em frentre A
qual exists um banco.
GOULART. Ponta na ilha de Santa Catharina e Estado
deste nome.
GOULART. Arroio do Estado do R. G. do Sul, aff. do rio
Pardo.
GOULART. Passe no rio Itd c Estado do R. G. do Sul.
GOUVEA. Villa e mun. do Estado de Minas Geraes. Orago
Santo Awonio e diocese de Diana!itina. Foi creada parochial
pela Lei Prov. n. 203 de 7 de abril de 1841 e elevala A villa
pela de n. 1.934 do 13 de novembro de 1873. Seu mun. 6
constituido polas parochias da villa, de Pouso Alto e do Espi-
rito Santo de Dattas e pelos povs. Tombador, Cuyabg,
S. Sebastiio do Tigre e diversos outros, A villa tem duas
eschs. publs. de inst. prim. Agencia do correio.
DICC. Gtco. 12


GOUVEA. Log. do Estado de Minas Geraes, no dist. da
cidade de Minas Novas.
GOUVEA. Corrego do Estado do Rio de Janeiro, banha o
mun. do Rio Bonito e desagua no rio Capivary.
GOUVIA. Ribeirao do Estado de S. Paulo, no mun. do
Cunha.
GOUVEA. Ribeirgo do Estado de S. Paulo, banha o mun.
de Brotas e desagaa no Jacaripipira (Inf. loc.).
GOUVEA. Ribeirdo do Estado de Minas Geraes, banha o
mun. de Minas Novas o desagua na margem esq. do ribeirdo
do Senna, aff. do rio Ita.marandiba (Inf. lec.).
GOUVEA. Corrego do Estado de Goyaz. nasce na estrada
real, qunem da pov. das Areas, no logar antigamente denomi-
nado Calgadas e hoje Jatobi. Desagua na margem dir. do rio
Bgaggem, meio kil. abaixo da juncqio do Santo Antonio e
Roncador, formadlores daquelle (0 Far WVest do Brazil).
GOUVEAS. Corrego do Estado do Rio de Janeiro, nasce no
logar Gouveas, banha Santo Antonio de Therezopolis e desagua
no rio Paquequer. Recebe o Pinheiros.
GOVERNADOR. Serra do Estado do Rio de Janeiro, na
estrada de Paraty.
GOVERNADOR. Ilha na balia do Rio de Janeiro, sdde
dc freg. de N. S. da Ajada. 0 paciente investigator Dr. Au-
gusto Fausto de Souza diz, A pag. 106 do seu curioso trabalho
intitulado : ( A Bahia do Rio de Jfaneiro o seguinte: (I a
Parancapuam dos indigenas, a ilha do Maraca.jr on do Gato
bravo dos primairos portuguezes, a Isle gravln de Laet; poste-
riormente dos Sete Engeshos, e finalmente do Governcador, por
ter side propriedade ds Salvador Corria de SA, o Velho, quo
comprou-a a D. Barbara de Castilho, viuva de Miguel Ayres
Maldonado, por 200$, segundo diz atradigBo. Ter 13 kils. de
comprimento sobre cinco a seis de large ira, mais de 40 de cir-
cumnf erncia e a f6rma deum grande animal voltado para leste.
Nella existio outr'ora a aldeia de Paranappuam, onde, a 20 de
janeiro de 1567, ferio-se o terrivel comb te, no qual recebeu
uma flecha no rosto Estacio deSA. que fallecu um mez depois...
Ponico depois da fundacao da cidade, foi assentado na ilha o
primeiro engenho movido por bois, sendo tal a fertilidade do
sen solo que chegou a possuir sets engenhos de canna ; mas
ha corca de 6) aanos nenhum mais existed. Em 1710, foi edifi-
cada a egreja, de N. S. da Ajuda, depois elevada a freg., e
posteriorment 1 a dos Religiosos Benedictinos, a de N. S. da
Ribeira e a capolla de N. S. da Conceicao, send a primeira
(de N. S. da Ajuda) reedificada ha poucos annos por ter side
destruida por um violent incendio em 9 de agosto de 1871. Os
Benedictinos tern part da ilha, que Ihes foi doada e:n 1695
pelo capitio Manoel Fernandes France. Por occasido da vinda
da Familiar Real, em1808, o abbade D. Fr. Joao da Madre de
Dens mandon preparer uma casa para hospedar o principle
D. Jogo e uma tapada para o mesmo divertir-se na caQa ...
0 mesmo D. Jodo estabeleceu ahi uma plantageo do chA, e a
nossa primeira imperatriz mandou, em 1826, former um depo-
sito de animals raros que recebera de diversos paizes, segundo
informa Debret. O Sr. D. Pedro I visitou por vezes a ilha, mas
a coutada cdEl- Rei calio em abandon; e, conforms disse um
author, aqudllas estradas, que foram percorridas pelos coaches
reaes e personagens de brilhantes uniforms, acham-se hoje
deserts e a perguntar sandosas pelos tempos em que reper-
cutiam por ahi os ecos das esplendidas festas, mandadas celebrar
por D. Joao VI em lonra e louvor da Sanlissima Virgem. Na
praia e terreno da ponta do Galeao para o campo de S. Bento
foi que, em 1810, a commissao de officiaes de marinha medio
auma recta de 7,200 pes inglezes (2k2), que servio de base A
plant hydrographica da bihia. No ultimo recenseamento a
pop. da ilha orgava em 2.856 habs. A lavoura, que outr'ora
floresceu, esta quasi aniquilada polo flagello das formigas, a
principal industrial actualmento 6 o fabric da cal, telhas e
tijolos, e extr c;Ao de madeiras e lenha de suas mattas,) Em
1871 o governor fez acquisicao da fazenda de S. Sebastido,
junto ao Juquia, e para ahi em 1875 foi trasladada a Com-
panhia de Aprendizes Marinheiros. No logar denominado -
Praia da Bica, entire a ponta dos Manguinhos e a da egreja,
fazenda da Conceiqao, estA situada una important fabric de
products ceramics, denominada Santa Cruz. Foi nesta ilha
ferido mortalmente, em dezembro de 1893 o bravo General Silva
Tells, per occasiao de occup l-a, achando-se ella entao em


GOV


GOU










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poder dos revoltosos da esquadra. S'ibstituio-o no commando
das forqas o valonte e denodado Coronet Moreira Cezar que
manteve-se nella at6 o triumph do Governo.
GOVENADOR. Ribeirao do Estado de Matto Grosso, aff.
dir. do Madeira, em meio da cachoeira a que deu o noma;
nasce na serra dos Parecys, cerca de 63 kils. acima de saa foz.
Acima logo desta recabe um aff'. de cibedal egual. A' esq. de
sua f)z eotab3leceu-s' em 1799, de ordem do capitao general
Caetano Pinto um destacamento e aldeamento de indios e
escravos da nar.o, corn o fim ni, s6 de prestar auxilios de
bragos e mantimentos, que plantassem, aos navegantes, como
tambem garantir os interesses da Coroa na mineraqao do ouro.
Tomou o pav. o titulo de S. Jos6 do Ribsirao, ou, segundo
outros, de S. Jos0 de Montenegro. Incendiando-se o pov. em
agosto de 1816 foi restaurado, mas em 1836 foi c)mpletamento
abandonado.
GOVERNO. Log. do Estldo do Cear6. entire Quixadi a
Cachoeira, a minargem do rio Quixerarnobim.
GOVERNO. Mo:-ro do Estado d) Rio de JanrirL, no mun.
de Nyteroi. A 2) de ab:'il de 1837 realisou-s3 nesse morro a
cerimonia do assentamanto da pedra fundamental do observa-
torio que a empreza construct ira das obras de abastecimento
de agua aquella cidade vae cnastruir.
GOVERNO. Serra do Estado de Minas Geraes, na parochial
do Bom Jardim do mun. do Turvo.
GOYA. Log. da Estaddo (o Rio de J.aniro, na freg. da
Gaia 6, b'ira-mar. Tem um porto.
GOYA. Pequeno rio do Estado do Rio de Janeiro, aff. do
Suruhy.
GOYANNA. Cidade e man. do Estado de Pernambuco, sdde
da com. de sai nome, entree os rios Capiberibe-mirim e
Tracunhaem, 24 kils. distant da costa. E' frog. antiquissima
e das creadas no Dist. da Capitania de Itamaraca a que
mais floresceu, tanto que por alguinas vezes foi cabcaa da Ca-
pitania. Tendo Goyanna crescido em pop. e riqueza, passaram,
em virtude da Provisaio Regia de 16S5, para ella a Camara e
justigas de Itamaracl: mas em 20 de novembro de 1709 regras-
saram para o seu primeiro estabelecimento, fioando todivia
Goyonlo com) o titulo de villa Estt ultima transferencia descon-
tentou immense aos povos de Goyanna, que requereram ao
bispo, governador interino de Pernambuco D. Manoel Al-
vares da Costa, que fossa cumprida a ficuldade que El-Rei
dera ao marquez de Cascaes para erigir nma villa, a qual
nio havia sido atb ent.o erect. Attendendo A supplica, man-
don o bispo governador erigir a Villa de Goyanna, o que
so effectuou em 7 de janeiro do 1711, pelo ouvidor geral
Diogo de Paiva Baracho, constituindo nesse mesmo dia a Ca-
mara, e dando-lhe a prerogative de ser a Capital da Capi-
tania de Itamaraca. Assim permaneces ate 5 de dembro de
1713, dia em que o ouvidor p-la Lsi, Joao Guedes Alcanforado,
destruindo o estabelecimento de Villa, de i as jasticas de Ita-
maraca a jurisdicc.o de boda a Capitania; mas o ouvidor
triennal, Dr. Feliciano Pinto de Vasconcallos, c3nhecendo a
difflouldade assz-s grand qu(e as p. rtes sZntiim em demandar
justice nesta ilhi (de ItamaracA) r-soluc~v em 1714 fzier algu-
mas audienciac em Goyanna eo m0ais que se offerecesse (Fernan-
des Gama. Mem. Hist. Tomo 1, pags. 123); example essi que
foi seguillo pelos j;izos ordinarios a vereadores. A attitude
dos pavos do Goyanna alarmor i o espirito dos de Itamarica,
qua em 1719, rapresentarain contra ease facto ao governador
e capitio general Manoel de Souza Tavares ; est, pornm ap-
provou o procadiment) do ouvidor e dos vereadores e vio o
seu acto confirmalo por Carta Regia de 6 de outubro de 1742.
Foi elevada a cat'goria de cidade pelo art. V da Lei Prov.
n. 86 do 5de maio de 1840. S ia egreja matrix ter a invocago
de N. S. do Rosraio e depsnde da diocese de Olinda. Possue
diversas instituicdes de caridale, antre as quaes ium recolhi-
mento de mulheres, sob a denominagao de N. S. da Soledade,
e promstte par sua posigco topographica e pela fertilidade do
sea torritorio ser umr cidade de primeira ordem em conm-
mercio e industrial. 0 mun., alem da parochial da cidade,
compreheide mais a de S. Louranco de Tij icopapa. Sobre
suas divisas vile : arts. IV e V da Lei Prov. n. 44 de 12
de junho de 1837; n. 128 de 33 de abril de 1841: art. III da
da da n. 550 de 2) de abril de 18t33: art. II dis de ns. 830
e 816 de 11 de main do d1868. E' comn de seganda entr. creada
e classificada p3la Resolua;io da Prosi-lencia em Conselho de


20de maio de 1833e Decs. ns. 687 de 26 dejulho de 1859 e 5.133
de 13 de novembro do 1872. Tern duas eschs. p ibis. de inst.
prim., uma das quaes creada pIla Lii Prov. n. 1.362 de 8
de abril de 1879. Esta-ago tolegraphica. Agencia do Correio.
Lavoura de canna, caf6 e fuino. E' atravessada p3la estrada
do Norte, que part do Recife, pissando per Olinda, Mari-
e)ta, Igaarassfi, Pasmado, Arataca, e cidade de Goyanna, prolon-
gando-se at,6 cidade de ItambB, limited desse Est ido. O mun.
comprehend os povoados Cajueiro, Tijuc)papo, S. Sebastiao de
Ar6as, Pilar, Lapa, Estrada'de Cima, Frexeiras e Goyanninha
e 6 regado palos rios Matary, Carad, Camorim (todos affs.
do Tracunhaem). Tiuma, Cruangy, Serigy, Limeira, Merepes e
Uraa6, (tolos affs. do Capibaribe-mirim). 0 Sr. Francisco A.
Pereira da Costa em sau trabalho denominado Coma,'cas da
Prov. de Pernambuco (1881) escreveu o seguinte : ( A cidade
de Goyanna, s6de da comarca, esti situada em uma vasta pla-
iicie binhala ao N. pelo rio Capiberiba-mirim e ao S. pelo
Tracunhaem, c jas% ru nioas formarn do termo da cidade uma
p3rfeita ilha. Clima regular, terreno fertil, agua potavel abun-
dante. A cidade de Goyanna 6 uma das mais ricas, populosas
e commercials da prov; ruas largas e espagosas em sau
maior parole, e c)m passios ; bons p.:dios de gosto modern
e elegant egrejas Matriz, do Amparo, Concaiao, Mlisericordia
com hospital, Soledade co:n recolhimento de mulheres, Mar-
tyrios e convent de N. S. do Carmo corn Ordem Terceira;
cemiterio, cadeia e casa da camera, mercado, eachs. publs.,
bibliothoci, tleatra, agencia do correir, estaqao tlegra-
phica, Associa e beneficentes. Freguszih de N. S. do 0. Fica a 3) kils. a O.
da cidade de Goyanna, de bons caminhos. Esti assentada sobre
a chapada de um monte, em cuja base. ao S., corre o riacho
Serigy, que langa-se pouco abaixo da p)v., no rio Ca-
piberiba-mirim; bom clima, terreno geralments ubarrimo e de
facil cultivo. A pov. costa, por assim dizer, de uma
s6 rua larga e muito extensa; e-lilicagio regular. diversas casas
boas e de construcao modern : praga do commercio, onde
ter logar a feira ; estabalecimentos commerciaes de todo o
genero, b3m provides e de commercio active. A cultural prin-
cipal 6 a da canna, send o assucar e aguardente remettidos
para o mercado de Goyanna: mandioca, milho. feijilo, arroz e
outros generous, em pequena escala, mas sullicientes, para o
abastecimento e consume da freg.... A comara de Goyanna 6
uma das mais ricas e importantes da prove. 0 sau principal
generode industrial e commercio 6 ofabr'.icode asssucar e aguar.
dents, em 83 enganhos; e immediatamente o algodio, fumo,
coaros, pascado, madeiras e outros generous; abunadncia de
fructas,taes como abacaxis e c60os,de que faz soffrivel commercio,
mangas, cajds, melancias, mangabas, pinhas, laranjas, bananas,
etc ; cereaes e legumes, cult'lra abundance, immediate sabida
nos mercados da localidade. A cidade do Goyanna fica a 66 kils.
aoNO. da Capital e a 26 do littoral; camiaho de ferro atd Olinda
(seis kils ) e dahi at6 A cidade bba, larga e quasi plan estrada
de rodagem, muito concorrida ; servio de diligencias, carrots a
cavallos. 0 comm-rcio de cab)tagem por barcagas entire a ca-
pital e a cidade de Goyanna, offerace tambem commolo, cons-
tante e facil meio de commuuicacia e transport > A Loi
Prov. n. 1.007 de 15 de outubro de 1838 elevou a villa freg.
do 0', pertceaente a essay mun.
GOYANNA. Log. do Estado do Part, no mun. de Itaituba.
GDYANNA.Serra do Estalo do CearA, no mun. de Sant'Anna
(Inf. loc.).
GOYANNA. Rio do Estado de Pe'nambuco; formado pala
juno ao dos rios Capiberiba-mirim e Tracunhaem, on ants 6 o
nome que o rio Tracunhaem toma depoisde sua juncao corn o
Capiberibe-mirim; desagua no Oeano. Recebe, entree outros
tribes o Megah6. ( Ests rio conta um c 1-so ld cinc) leguas
desde a s'ia foz ati a confluencia do Japomim. e p6le ser nave-
gado sem soccorro d- m tr at6 per vapores. Dahi atd a boca
do Jacar unma legua abaixo da cidade de Goyanna, ji o rio
tern menos fundo. Nesea ponto desvia-se, e vae-s3 afastando
da cidade rnmi legiua pouco mais ou menos, p)rdm dahi msamo
ha um brago que vae a cidade, e q e hoje nao 6 mais do que
uma canmbba, alimentada per um pequano riacho. Diz-se en-
tratanto que outr'ora foi por alli que c)rea o rio, e hoje
repetidas sio as reclama;des que so ter feito part qua esse
brago ou camb3a seja aborto e fraacamnnt naveav vel at4 A
cidade. O Governo trn prestado seus cuidados a essas recla-
magSas, e tom enviado eagenheiros para aq'ielle lozar, afim
de examinarem o que conv6m fazer. As opinides nesse ponto


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parece que so dividem. Uns pretendem quo seja feito o que for
precise, para que o porto fique na margem do Japomim ; outros
porem, quo lique na cidade. Nao obstante ser necessario fazer-se
uma estradaentre esses dous pontos, o porto do Japomim
offerece a vantage de ser accessivel a vapores, o que jamais
conseguir-se-ha no porto da cidade, salvo si emprehender-se
obras mui dispendiosas, que nao serao correspondidas pelo
proveito quo produzem., A barra do Capiberibe-mirim, conhe
cida sob a denominagao de barra de Goyanna, situada 18
leguas ao Norte desta Capital, acha-se hoje muito obstruida
por immensos bancos de area, que nao permitted franca
passagam senaoa barcaqas. Estes embaragos na foz do rio
estendem-se a porto de duas mil bratas atd chegar ao canal
do leito do rio, onde se encontra bastante profundidade para
navegarm embarcao6es de grande porte em extenslo de sete
leguas ponco mais ou menos ati so encontrar o antigo braeo do
mesmo rio, quepassa pla cidade de Goyanna, pelo que Ihe dao
o nome de rio Goyanna, cujo braco foi tapado na extremidade
superior no logar do Engenho Novo, afim de evitar os estragos,
que causava no momn uto das cheias na cidade de Goyanna,
segundo dizem, e parece verosimil, por ser rmuito baixo todo o
terreno, por onde ele e passa. Neste braco, denominado rio
Goyanna, qi e s trata de canalisar.> Relet. da Directoria de
Obras Publicas de 30 de janeiro de 1854.
GOYAIINA. Ribeirgo do Estado de S. Paulo, banha o
mun. deS. Roque e desagua no Ibipitanga. Tambem escrevem
Guyana,
GOYANNINHA. Villa e mun. do Estado do R. G. do Norte,
na com. de se norne, ex term da com. de Canguaretama ;
atravessada pelo E. de F. do Natal a Nova Cruz; a 15 leguas
ao S. da Capital do Eltado, quatro long do mar; em terreno
baixo, coberto de mattas e de grandes campos, ligada a Can-
guaretama por uma estrada cortada pelo rio Citd. Sua agri-
cultura e industrial tern feito poucos progresses. Produz assucar
aguardente, algodao, farinha de mandioca, arroz, milho e
feijido. Cria muito gado. E' regada pelos rios Jacard, Ponte,
Brandio e alguns outros. Sua egreja matriz tern a invocago de
N. S. dos Prazeres e depend da diocese de Olinda Foi creada
parochial pelo Alvara de 13 de agosto de 1821, confirmado pela
Lei Prov. n. 210 de 27 de junho de 1850. Por Acto do extinct
conselho presidential de 11 de abril de 1833 teve as honras de
villa. Foi creada com. pelo art. I da Lei Prov. n. 844 de 26
de junho de 1882, que incorporou-lhe o dist. de Santo Antonio.
Sobre suas divisas vide: Lei Prov. n. 119 de 9 de novembro de
1844; art. II da lei n. 150 de 20 de outubro de 1846; n. 215 de
15 de marco de 1852. Tern eschs. publs. de inst. prim., uma
das quies creada pelo Lei Prov. n. 351 de 26 de setembro de
1856. Agencia do correio. Comprehende os povs. Tibad, Es-
pirito Santo e Breginho.
GOYANNINHA. Pov. do Estado do CearA, na fralda da
serra do Araripa, corn itma esch. publ. de inst. prim., creada
pela Lei Prov. n. 1.323 tie I de outubro de 1870. Foi desmembrada
do term de Missao Velha e incorporada ao do Jardim pela
Lei Prov. n. 1.350 de 27 de outubro de 1870.
GOYANNINHA. Pov. do Estado de Pernambuco, na freg.
de N. S. do O' de Goyanna; con dilas eschs. publs. de inst.
prim., creadas pelas Leis Provs. ns. 655 de 18de abrild-d 1866
e 731 de 6 de junho de 1867.
GOYANNINHA. Uma das estaoqes da E. de F. do Natal
a Nova Cruz; no man. de seu nome e Estado do R. G. do
Norte; no kil. 63,5001n; entire Estiva e Penha. Agencia do
correio.
GOYAZ. Estado do Brazil: LIMITES.-Confina ao N. corn os
Estados do Pard e Maranhao pelos rios Tocantins e Manoel
Alves Grande, e pela serra das Mangabeiras; ao S. com os de
Malto Grosso e Minas Geraes pela serra de Santa Martha ou
das Divisdes e pelo Paranahyba e Paran ; a L. cor os ide
Minas Geraes, Bahia, Piauhy e Maranhao pelo rio Paranahy-
ba, ribeirdo Jacard, serras do Andrequicd, Tiririca, Araras,
Paranan, Taguatinga, Duro, Mangabeiras e rio Tocantins; a
0. com os do Par& e Matto Grosso pelo Araguaya, rio das
Mortes e Apord. Os limits cor o Estado de Minas Geraes sao
contestados. SUPERFICIE.-714.311 kils. qs. NOTICIA ISTORamA.
- Em 647, Manoel Corr4a e em 1682 Bartholomeu Bueno e seu
&lho Bartholomeu Bueno da Silva, todos paulistas, foram os
primeiros que chegaram a Goyaz e de la trouxeram ouro. Em
1725, Bartholomeu Bueno da Silva ainda uma vez penetrou


naquells territorio, soube alliciar os indios Goyaes e depois de
procurar diversas povs., regrressou a S. Paulo, a cujo go-
vernador apresentou oito mil oitavas de ouro. A ordem r4gia
de 14 de marco de 1731 conferiu a Bartholomeu Bueno a patent
de capitio-mdr corn o governor das terras por elle descobertas
ea faculdade de distribuil-as aos qe nellas se quizessem esta-
belecer. Immediataitente muitos aventureiros affluiram, se-
guindo-se o levantamento de povs. Erigido em comarca da
capitania de S. Paulo a 11 de fevereiro de 1736, foi o dist. de
Goyaz elevado a capitania geral por Alvar de 8 de novembro
de 1744, tendo para capital Villa Boa, depois cidade de Goyaz,
e por sun primeiro governador general D. Marcos de Noronba,
depois conde dos Arcos. Em 1822 passou Goyaz a constituir
uma das provincial do imperio e em 18S9 um dos Estados da
Republican. ASPECTO.- E' o s6lo montanhoso a L. e ao N. e
um pouco ao S. e em grande part coberto de matto carras-
quento a que dao o nome de catingas. A direccio mais geral
do seas principaes rios 4 de S. para N., nao guardando dma
direcqdo regular os demais rios confluentes. As cordilheiras
que atravessam o Estado dividem-no em tres regi6es ; uma
oriental que so p6do denominar entire s.'rras e pelo meio da
qual corre o rio Maranlido mais tarde Tocantins ; outra
meridional entra as serras do Cayap6, Santa Martha e Santa
Riti e o rio Paranahyba, e finalmente outra occidental que
so estende da cordilheira que atravessa o centro do Estado
e vae terminal nos riss das Mortes e Araguaya. CLIsrA E SALU-
BRIDXDE.- 0 Dr. Mactins Costa diz: a A prove. de Goyaz e sau-
davel na parole meridional e insalubre ao N., principalmente
a partir de Agua Quente ated cidade da Palma. Todo o valle
Paranan 6 igualmente insalibre. Os dists. de Flores e da
Conceiglo sao dos mais doentios. As febres palustres de todos
os typos e de summa gravidade, com predominancia dos acci-
dentes perniciosos, sao nella endemicas. No vlo do Paranan
apparece tambem com muita froeqencia a pustula maligna.
Aldm desta zon a malaria manifesta-se nas margins dos rios.
Nos muns. elevados sao communes as afl'ecqoes agudas das vias
respiratorias e o rheumatismo e em certas locs. a dysenteria.
As febres typhoides e as remittentes biliosas sao quasi sempre
esporadicas. As enterites graves da segunda infancia e a
chloro-anemia s8o frequentes, por causa da falta de observan-
cia de preceitos hygienicos em que jaz part da pop. O
bocio ou papo 4 toi commum que, segundo Pohl, os animals
parecem ngo escapar a esta affecQgo. A hypohemia intertro-
pical 4 vulgar nas regi6es baixas e humidas. A morphda 4
frequente assim como a sarna e outras molestias da pelle. Das
febres eruptivas s6 o sarampo grassa cor frequencia na provy .
OROGRAPHIA.- As montanhas dRsse Estado constituem duas
immensas cordilheiras: a oriental ou limitrophe a a interflu-
vial. A primeira separa ease Estado do de Minas Geraes, Bahia,
Piauhy e iAaranhi tendo as seguintes denominac6es locaes:
S. Lourenqo, Divis5eS, S. Domingos, Taguatinga, Mangabes-
.as, etc. A esta vein prender-se a immensa serrania qua en-
trando nesse Estado pelo lado de Matto Grosso, prende-se ao S.
da cidade de Goyaz corn a cordilheira que denominamos inter-
fiuvial. A segunda, situada entire os rios Uruhil, Almas, Mara-
nhilo e Tocantins a L. e Aroguaya a 0., segue uma direccao
de S. para N., tendo as denominaGes locaes de Canastra on
S. Patricio, Estrondo, dos Javahis, etc., e finalisando no logar
em que o Araguaya desagua no Tocantins: ella divide as aguas
que vao ter aos rios Maranhlo e Tocantins das que vao ao
Araguaya NESOGRAPHIA.-A ilha do Bananal on Sant'Anna,
formada por dous bracos do rio Araguaya. 0 nome de Santa
Anna 4-lhe tambem dado porque nelia aportou em dia dessa
santa o alferes Jos4 Pinto da Fonseca, que ia em expedigco
para conquistar os CarajAs e ahi fez celebrar-missa e impoz-lhe
o nome. 0 comprimento dessa illia 6 calculado, segundo uns,
em 60 a 70 leguas a sua maior largura em mais de 20. Castel-
nau dd-lhe 100 leguas de comprido sobre 20 a 25 de largura ;
o engenhpiro Segurado db-lhe egual comprimento e 25 a 30 de
largura. 0 braco dir. do rio toma ahi o nome de furo do Ba-
nanal (do de uma fazenda que ahi se estabeleceu na margem
oriental) ou Carajahy, conservande o outro o nome do rio.
PoTAMOORAImA-Os principles rios do Estado sao: 0 Tocantins,
formado pelos rios Maranhoo e Paranan, atravessa Goyaz e Para.
Recebe em Goyaz pela margem dir., o Mancel Alves Grande, do
Somno, Manoel Alves Pequeno; e pela esq. o Santa There a e o


I Carta ao ministry da inst. publ. de Franga, 2 de outubro de 1841.


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Araguaya. 0 Maranhio, oriWndo da lag6a Formosa ou de Felix
da Cost i. recab. paia dir. o Tccantinsmabc e o Prato, e pela esq o
das Almas, qun. racb' o Trutid, tal-ez a vJrdaa.eira origem do
Tocantins, 0 Paranan, cuja origem 4 n x serra dos Couros, reco-
Ihe pela dir. o Correntes, Macacos. S Domingos e Palma, e pela
esq. o Bom Successo, o Almas e o Prata. 0 Araguaya, principal
aft. da marg'm esq do Tocantins, 6 formado pela juncelo dos
rios Grande e Vermelho e separa o Estado de Goyaz dos de
Matto Grosso e ParA. Em umn a parte do seu clrso divide-se
em dous bracos formando a grande ilha do Bananal, ou de
Sant'Anna. Seus principles tribes. sio : o Chrystallino, das
Mortes e TapirapA pela margem esq., e o Peixe (que recebe o
S. Felix) e o Crixi pela dir. Sen curso e diversamente cal-
culado. O Dr. S. da Fonseca da-lhe cerca de 1800 kils., Cas-
telnau assigna-lhe 480 legnas : d'Alincourt da-lhe 370 leguas.
E' um rio magestoso e d_ agua limpida, e, segundo o Dr. Se-
gurado, em goral mais largo e espraiado que o Tocantins. 0
Paranachba,, cujas cabeceiras estdo no Estado de Minas, se-
para este Estado do de Goyaz. Recebe do lado de Goyaz o
Verissimo, Corumbd ( que nasce no logar C-irral de Pedras,
nos inontes Pyrendes, a 18 kils. da cidade de Pyrinopldis), o
Meia Ponte, dos Bois, Claro, Verdinho, Correntes e Apord.
0 Verissimo recebe o rio do Braco. Paulistas, P;,"l.oii .,
Custodio eVae-vem. O Corumbd recebe o Roncador, Palmital,
Resfriado, Santa Barbara, Periqiitos. Santo Antonio e Sucury.
COLONIAS.-Existem no Estado duas colonies: a Blasiana, ins-
tallada a 21 de abril de 1881 na cidade de Santa Lu.zia; e a Ma-
cedina, installada a 27 do agosto de 1881 na margem dir, do rio
Araguaya, acima da barra do Cayap6. INSTRUCIAO.-- Existem
no Estado, aldm de um Lyceu corn seis cadeiras de ensino de
preparatorios e uma Esch. Normal, 85 eschs. publs. de inst.
prim. Poss'ie ainda o Seminario de Santa Cruz, fundado em
1873 pelo bispo D. Joaqnim Goncalves de Azevedo. DIvisao
ECCLESIASTIC.A. --- Pertenceu esse Estado em seo principio ao
bispado do Rio de Janeiro. Pela Bulla do Papa Benedicto XIV,
Candor Ilcis etcrnzc de 6 de dezembro de 1746 foi creada a pre-
lazia de Goyaze pela Bulla do Papa Leao XII, Salicita catholicoe
gregis cura de 15 do jiunho de 1825 foi clevada a bispado. Em
1887 comprehendia 63 parochias. Tom tido os seguintes bispos:
D. Francisco Ferreira de Azevedo, D. Domingos Qiirino dos
Santos, D. Joaquim Goncalves de Azevedo e D. Claudio Jose
Gonqalves Ponce de Leto. AGRICULTURE E INOUSTRIA. -La-
voura de canna, algodao, fumo e cereaes. A criaiao de gado
e important. POPULACio.-E' de 170.000 habs. CAIITAL.-
Goyaz, antiga Villa Boa, fundada por Bartholomeu Bueno da
Silva corn o titulo de arraial de Sant'Anna, sobre o rio Ver-
melho e corrego Manoel Gomes, corn 3.500 habs., palacio do
governor constraido pelo governador condo de S. Miguel em ter-
renos da casa de fundigiio, proximo 6 cathedral ; palacio do
bispo, cathedral da invocaqgo de Sant'Anna, hospital de SBo
Pedro de Alcantara. fundado a 15 de janeiro de 1826. CinADES
PRINCIPAES.-BOa Vista, na margem do rio Tocantins; Bonm-
fim, coin importantes jazidas de ouro, a 264 kils. da capital :
Cataldo, na part meridional do Estado, proxima do rio Para-
nahyba, banhada pelo Pirapetinga; Entre Riis, sobre o dorso de
uma vistosa col!ina, a margem do rio Vae-vem; Formosa; Jara-
gur, junto ao corregodo son nome.entre o rio dasAlmas e o Pary,
seu aff.; Pyrinopolis (antiga Meia Ponte), na margemn do rio das
Almas, bastants notavel pela produiicao agricola do se i mun.:
Morrinhos: Natividade; Palma, na confluencia dos rios Para-
nan e Palma; Piraccnjar b. antigamente Pouso Alto; RioVerde:
Porto Nacional, A maroem direita do Tocantins : S.tnta
Cruz, distant da capital 370 kils., no meio de alias
montanhas; Santa Luzia, sobre o corrego do Fumal. Nessz'
fiun. fica a colonial Blasiana. VILLAS PRINCIPAES.- A'raiis,
em uma collins da serra Mineira; Cavalcante, na margem
esq. do rio das Almas e a 0. da serra de Mocamnbo : Con-
ceiCto, Co.-umbd, Curralinho, Forte, Paraizo, Paranan,
Pilar, Poss:, Rio Bonito, S. Domingos, S. Jose do Duro,
S. Josd do Tocantins, Taguatinga, Trahiras, Flores, na mar-
gem dir. do rio Paranan ; AllemU o, Antas, Mestre d'Airmas,
Ospresidentcs que governaram esse Estado no tempo do imperio,
foram : Caetano Maria Lopes Gama, depois Visconde de Ma-
ranguape, Miguel Lino de Moraes, Jos4 Rodrigues Jardim,
Luiz Gonzaga de Camargo Fleury, D. Jose de Assis Masca-
renhas, Joaquim Ignacio Ramalho, depois barBo de Ramalho,
Eduardo Olympio Machado, Antonio Joaquim da Silva Gomes,
Francisco Mariani, Antonio Candido da Cruz Machado, depois
visconde do Serro Frio, Antonio Augusto Pereira da Cunha,
Francisco Januario da Gama Cerqueira, Antonio Manoel do


Aragio e Mello, Josd Martins Pereira de Alencastro, Caetano
Alves de Souza Filgueiras, Jos4 Vieira Couto de Magalhies,
Augusto Ferreira Franca, Ernesto Augusto Pereira, Antero
Cicero de Assis, Luiz Augusto Crespo, Aristides de Souza
Espinola. Joaquim de Almeida Leite Moraes, Cornelio Pereira
de Magalhles, Antonio Gomes Peireira Junior, Camillo Auguisto
Maria de Brito, Jose Accioli de Brito, Guillierme Francisco da
Cruz, Lniz Silverio Alves Cruz, Fulgencio Firmino Simoes,
Elysio Firmo Martins e Eduardo Augusto Montandon. Na
Repiblica foram : Major Dr. Rodolpho Gustavo da Paixro.
eleito governador em 15 de novembro de 1891 ; tnente-coronel
Braz Abrantes, governador empossado em 19 de fevereiro de
1892; Dr. Jose Leopoldo de Bulhoes Jardim, eleito president
em 30 de abril de 1892, desistio. A ConstituiCaio foi promnl-
gada em 1 de junho do 1891. Foi promulgada nova Constitui-
cio eam 1 de dezembro do mesmo anno; subsiste, porim, a de
1 de junho. CONSTITUI.AO Do ESTADO N6s os rep:esentantes
do povo Goyano, reunidos em Camara Constitlinte, para orga--
nisar este Estado, segundo o regimen estabelecido pela Consti-
t ticio Federal, estab-lecemos, decretamos e promulgamos a
seguinte Constiluicqo do Estado de Goyaz titulo I dispo-
sides preliminaries. Art. 1.0 0 Estado de Goyaz faz part
da c-nfederacAo denominada- < Republica dos Estados Unidos
do Brazil. Art. 2.0 0 seu governor sera representative e a
soberania popular no Estado se exercera pelos poderes- legis-
lativo, executive e judiciario, independents e harmonicos no
exercicio de suas funccges. Art. 3.0 Os limits territories
do Estado de Goyaz nbo poderao ser alterados sento mediante
consentiiento de sna legislature, pela f6rma determinada na
constituiqiio federal. trt. 4. S6 ser. permtitida a interven-
cio do powder federal nos negocios do Estado : 1. Para
impedir on repellir invasdo estrangeira, on de outro Estado.
2.0 Para garantir a fdrma republican federativa. 3.A Para
restabelecer a ordem e a tranquillidade no Estado, A requisigco
do governor deste, e 4.0 Para garantir a execugdio das leis do
congress e das sentences ros tribunaes federaes. Art. 5.0
A cidade de Goyaz continuartl a sor a c.ipital do Estado, em-
quanto outra cousa nao deliberar a camera dos deputados. -
Art. 6.0 E' da competencia do governor do Estado mudo o que
nao for expressamente reservado pela constituicQo federal A
competencin do governor da Uniao. Art. 7.0 Consideram-se
part integrate desta constituiqlo as clausulas regnladoras
da qualidade de cidadbo, da capacid:ide electoral o declaracao
dos direitos e garantias, estabelecidas na constituicio federal;
comprehendidos, ainda que nao mencionados, os direitos resul-
tantes da f6rma de governor estabelecida e dos principios consa-
grados pela mesma constituic5o e por esta. Art. 8.0 Terao
fI public nesta Estado os documents officiaes, devidamente
authenticados. do governor federal, on dos outros Estados da
Uniao. -Art. 9.0 O Estad. tern a f.culdade de celebrar com
os outros Estados da Uniao ajustes e conven 56s sem character
politico. -Art. 10.o O ftor sera o commum, salvo nos casos
especificados nesta constituicio. Titulo II Capitulo unico
- Do municipio. Art. 11. A organisaciio political e admi-
nistrativa do Estado de Goyaz tem per base o municipio auto-
nomo e independent na gestio de seus negocios. Art 12.
Os municipios do Estudo tOm a facildade de se constituir e
regular on saus servicQs, respeitados os principios estabelecidos
nesta constituicao. Art. 13. S6 por lei do Estado poderao ser
cre.idos outros municipios ou alterada a, circumscripcLto dos jib
constituidos, proced-ndo sompre ropresentacio d&s municipios
interessados. --Art. 14. 0 municipio que nao estiver em con-
difdes de prover is despezas corn os services q le Ihe incumbem
pelo novo regimen, poderi requerer ao poder legislative do.
Estado a sua annexacdo a outro municipio. Art. 15. O
territcrio do municipio seri dividido em districts, send
a divislo da privativa competencia do poder municipal. -
Art. 16. 0 mnnicipio se regera por um conselho com funcq6es
legislativas e por um intendente e sub-intendentes comn attri-
buic6es executivas.- Art. 17. Os membros do conselho e
intendente serao nomeados por eleiGio popular no municipio
e os sub-intondentes pelo conselho mediante proposta do inten-
dente.- Art. 18. A lei organic estabelecera o process para
a eleicao, na qual serdo admittidos a votar e poderio ser vo-
tudos os estrangeiros domiciliados no municipio ; e prescre-
veraL as incompatibilidades, mantido desde ja o princio de geral
incompatibilidade dos finccionarios retribuidos pelo municipio
para os seus cargos de eleicao popular.- Art. 19. 0 poder
municipal terA sua side nas cidades e villas ora existentes e
nas que de future secrearem.- Art. 20. A's funccdes proprias










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reunir5o as auctoridades municipaes aquellas que procederem
de delegageo do poder competent na execnQao de services de
character geral, creados por lei.- Art. 21 Ao powder municipal
6 reconhecido o direito de representacao aos outros poderes
sobre assumptos de character geral, e ben assim contra abisos
e illegalidades das auctoridades e agents dos mesmos po-
deres.- Art. 22. Sera material contribuinte para as impo-
siga6s municipaes today aquella que neo for privativa dos
poderes da Republica on do Est. do, e nao incompativel corn os
principios estabelecidos por suas constituigdes e leis sobre o
assumpto.- Art. 21. Todas as despezas de character local em
cada municipio incumbem exclusivamente 6 auctoridade muni-
cipal. Seccao I Capitulo I Dos conselhos Art. 24.
Os conselhos compor-se-hfo de tantos membros quantos fixer
a lei organic dos municipios.- Art. 2.. Poder ao ser eleitos
inembros dos conselhos todos os cidadios que aldm das con-
digi;es geraes de elegibilidade, forem domiciliados no muni-
cipio, corn residencia de um anno pelo menos. Art. 26.
Em suas faltas e impediments serilo substituidos os membros
dos conselhos por suppientes pela ordein de maior votacgo.
- Art. 27. Serio eleitos per dous annos, e o mandate po-
der6 see cassado pelo eleitorado, desde que este pelos meios
regulars. determinados em lei, declarar o mandatario care-
cedor de sua confianca.- Art. 28. Nao poderao ser reelei os
os membro- do conselho que sem jusLo impediment houverem
deixado de comparecer as sessoes por mais de seis mnezes no
biennio findo.- Art. 29. Os conselhos realisarao pelo monos
seis seasoes em cada anno.- Capitulo II Art. 30. Ao con-
selho compete : 1.0 Fixar annualmente a despeza muni-
cipal e eotabelecer impostos. 2.0 Legislar sobre estradas,
ruas, pracas, jardins, logradouros publicos, mercados, abas-
tecimento d'agua, illuminacno, services de irrigiago e de
extincqao de incendios. 3.0 Estabelecer casas de benefi-
ciencia; crear escolas publicas e quaesquer instituic5es de
educca, o e instruccio professional e artistic, ou auctorisar o
custeio ou subvencAo de takes estabelecimentos. 4. Prover
sobre a hygiene e saude public do municipio. 5.0 Aucto-
rizar oporaedes de credit para fins de utilidade municipal, e
approval os respectivos contracts. 6. Prover sobre a
policia do municipio. 7.0 Auctorizar desapropriac6es por
utilidade municipal, mediante indemnisacgo, nos cases e pela
form decretada por lei do Estado. S.o Crear e supprimir
districtos e alterar as respectivas circumscripg6es. 9.0 Con-
ceder favors para mnlhoramentos de c racter municipal.
10. Promover por anxilios indirectos premios, exposig6es e
outros expedientes e desenvolvimento das industries do muni-
cipio. 11. Crear, supprimir os cargos ou empregos publicos
municipaps,e regular o mod de provimentodelles,respeitadosos
de creacro constitucional.- 12 Legislar sore a estatis ica
municipal, prescrevendo as medidas necessarias para que perio-
dicanente seja ella organisada cor todas as possiveis indicac6es
e dados acerca daextensio territorial, populagao, recursos indus-
triaes e agricolas e movimento dos diversos services municipaes.
13. Auctorizar ajaites corn um ou mais municipios limi-
trophes para a realisaqco de obras e services de interesse
commuin. 14. Crear uma guard municipal, destinada a au-
xilliar os poderes municipaes no exercicio de suas funcoes,
fixando o pessoal e vencimentos respectivos. 15. Autorizar
e approval em geral todos os contracts que tiverem por ob-
jecto interesse exclusivamente municipal, on que versarem so-
l)re os proprios municipaes. 16. Ao conselho da capital do
Estado compete receber o compromisso do president, quando
nao estiver funccionando a camera dos deputados.-Capitulo
III-Art. 31. As resoluqdes do conselho serio executorias e
obrigarao depois de publicadas na side do municipio por edi-
tal on pela imprensa, onde a houver, determinando a lei organic
o prazo para a obrigatoriedade, o qual nio podera ser inferior
a 15 dias.-Art. 32. Serao revogadas pelo poder legislative do
Estado as resoluo6es do conselho contraries as constituioqes e
leis da Republica ou do Estado.-Art. 33. Nto obrigarao,
mediante decisdo do superior tribunal judiciario do Estado
em process que a lei estabelecera, as resoluioes do conselho:
I. Que ferirem direitos outorgados ou garantidos pelas con-
stituicues e leis da R-publica e do Estado. II. Que houverem
sido impostas pela forga armada on ajuntamento sedicioso.
III. Qie por prova plena se demonstrar estarem viciadas per
peita ou outro qualquer motive grave de corrupgao por part
daquelles que votaram-nas.-Art. 31. Os conselhos nao
poderio deliberar validamente sem que estejam reunidos me-
tade o mais um da totalidade de seus membros, considerados


takes os suppleates e: legitimo exercicio.-Art. 35. Das pos-
turas constarA a sancCao de suas infracces, que podera
consistir na comminaglao de multa atd 100$000 prisao
corn trabalho atW 20 dias, ou de 30 de prison simples, e
nas reincidencias o dobro.-Art. 36. Si a postura nao cum-
prida importer uma obrigagao de fazer, sera a obra executada
a custa do infactor : si de character prohibitive 6 cLsta do
infractor sera desfeita a obra prohibida, procedendo-se ad-
ministrativamente em um e outro caso. Caber0o ao infractor
as acc5es competentes pelas illegalidades e abuses que occor-
rerem.-Art. 37. Votada qualquer postura ou rsna ~ho. o A"-
selho, no prazo de cinco dias, rnmettel-a-ha ao intendente
que a farA pub'icar ou devolverA corn ma mensagem de
recusa fundamentada. O conselho na mesma on en\ outra
sessao podera manter por maioria absolute de votos o acto
legislative si nao se conformer coin as razdes do intendente.
-Art. 38. 0 intendente, encerrada a sessio legislaliva, enviard
copia das resolni6es votadas ao president, a camera dos dj-
putados e ao tribunal superior de justiga do Estado.-Sez g.o 1
-Capitulo unico.-Dos intendentes e sub-intendentes-Art.
39. Havera em m ada mnnicipio um intendente, que sera o
chefe do poder executive municipal, e encarregado de ]evar a
effeito e fazer cumprir as deliberacoes do conselho devida-
mente promulgadas.-Art. 40. O intendente serA eleito quan-
do o fbr o conselho e exercerA suas fun6coes pelo inesmo
tempo delle nao podendo ser reeleito para o period immediate
aquelle em que tiver servido.-Art. 41. PoderHo ser eleitos
in.endentes os que tiverem capacidade para membros do
conselho.-Art. 42. Os intendentes serio substituidis em suas
faltas e impediments pelos supplentes, segundo a ordem
de maior votacio.-Art. 43. Podem os intendentes ser
suspenses dos respectivos cargos mediante deliberaclo tomada
por dous tercos da totalidade dos membros do conse-
Iho: 1. No caso de incapacidade physical ou moral
devidamente verificada. 2.0 Quando no desempenho de
suas funcqas houverem iucorrido em crimes ou faltas,
especificadas na lei.-Art. 44. 0 intendente sera o superior
legitimo da guard municicipal e de todos os funccionarios e
autoridades do municipio, corn exepao do secretario do consehlo.
-Art. 45. As funeg6es de intendente serao remuneradas me-
diante porcentagem estabelecida pelo conselho.-Art. 46. Em
cada um dos districts em que se dividir o municipio..haverA
um sub-intendente, nomeado pela f6rma prescripta no art. 17 re-
munerado em conformidade com o artigo antecedenle.- Art. 47.
A lei organica determinark por miudo as attribuigdes do inte-
dente e do sub-intendente, conferindo Aquelle entire outras as
que atd agora eram exercidas pelos chefes de policia e a este as
que o eram pelos delegados, com as modificagces impostas pela
municipalisacso do service policial.-See6o III.-Capitulo unico
-Art. 48. Nenhum membro do conselho ou funecionario muni-
cipal podera ter parts ou interesse nos contractos celebrados
com o municipio.-Art. 49. 0 municipio nao responder por
despezas ordinarias sem credit em seus orcamentos ; mas
serlo solidariamente responsaveis por ellas aos credores do
municipio aquelles que as houverem auctorisado naqeellas
condiogoes.-Art. 50. 0 municipio podera ser demandado pe-
rante a justice ordinaria pelas obrigagbes que contrahir na
sua qualidade de pessoa juridica.-Art. 51. Para a cobranga
de sias dividas tera o municipio direito as mesmas acdes e
processes estabelecidos.-Titulo III.-Secoao I.-Capitilo I -Do
poder legislativo.-Art. 52. Opoder legislativo do Estado serA
exercido por uma s6 camera com a denominaglo de-camara
dos deputados -Art. 53. A eleicio da camera dos deputados
sera direct e em um s6 escritinio, e se fard por circulos.-
Paragrapho unico. Os municipios do Estado se constituirdo
em 15 circulos eleitoraes, corn dous representantes per cada
um.-Art. 54. A camera dos deputados reunir-se-ha na ca-
pital do Estado, no dia 13 de maio de cada anno, indepen-
dentemente de convocaplo; em edificio designado e mand.ido
preparer na primeira reunido plo president e nas subse-
quentes pala mesa da camera, e funccionara por dois mezes
contados da abertura, podendo ser prorogada ou convocada
extraordinariamente. 1i. A legislature durar, tires annos.
2.0 As sess6es da camera serao publicas, salvo quando, exi-
gindo o bem do Estado, o contrario for resolvido, mediante
proposta apoiada por dois tergos dos membros presents.
30 As suas deliberag6es, salvo os casos especificados nesta
constituiiso, serao tomadas por maioria relative de votos.
4.0 A camera nLo funccionarA sem que estejam presents
metade e mais um da totalidade de seus membros.-Art. 55.










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Podem sne eleitos deputacos os cidadlus brazileiros, on esran-
geiros natQu alisaclos: lo Que tiverem 21 annos de edade.
2.0 Que souberem n le e escrever. 3.0 Que forem eleitores e
estiverem no gozo d seus diroeios civis e politicos. 4.0 Que
tiverem reidencia de dais annos pelo menos no Estado.
-Art.56. 0 mandate legislative ndo serA obrigatorio e o elei-
torado podera cassal-o, declarando, mediante oprocesso que a
l-i es5abelecer, o mandatario carecedor de sua confianga.
art. 57. nEm caso de vaga abPrta na camaro, a respective
mesa, on, no intervallo da sessao, a secretaria communical-a-ha
i"n resident nuo immedialamintet providenciard para que
seja preenchida.-Art.5a. Os reprcsentantes do Estado na
camera poderao ser eleitos deputados on senadores ao Con-
gresso Nacional. -Art.59. Os membros da camera dos depu-
tados serao inviolaveispor suas opinides, pflavras e votos no
exercicio do mandato.- Art.60. Salvo o caso de flagrant
em crime inaffiancavel, os deputados nio poderao ser press nemr
orocessados criminalmente sem preceder licensa da camara.-
Art. 61. Os deputados receberdo mna ajudla de custo, um sub-
sidio lixado pela camera, no lim da anterior legislature.
-Art. 62. Os deputados ao tomarem assent contrahirao com-
promisso formal, em sessao pnblica, de bem cumprirem
seus deveres.-Art. 63. Durante o exercicio legislative
nao poderao os deputados exercer outra qualquer funccao.-
Art. 64. A camera elegord a sua mesa e commissees, orgaga-
nizar i a sua secretariat e o seu regiment, creando e provendo
os logares que entender necessaries; verilicard e reconbeceri
os poderes de ssus membros e regular a policia internal.
Paragraph unico. O regiment proverA subre a f6rma de
comnmunicaco da camera com o president, publicacdo das
leis, solemnidades da abertura e encerramento das sessoes -
Capitulo I[ Das attribuicoes da Camara Art. 65. E' da
attribuigao da Camara dos deputados : 1.0 Adiar e prorogar
as suas sessoes ; 2. Fazer, suspender, revogar e interpreter
as leis do Estado 3.0 Revogar as resoluToes dos conselhos
municipaes contrarias as constitui';5es e leis da Republica e do
Estado 4.0 Decretar impostos, guardadas as limitao6es est"-
belecidas na constituicAo federal e nesta : 5.0 Estabelecer a
divisdo judiciaria e civil ; 6.- Crear e organizer a magis-
tratura do Estado ; 7." Prescrever os casosem que deverdo ter
logar, medianteprevia indemnisaqdo, as desapropriag5es per
utilidade public, e estabelecer o respective process ; 8.0
Fixar annualmente a despeza e orqar a receita do Estado; 9.0
Auctoris;r o president a contrahir emprestimos e fazer outras
operaodes de credit; 10. Legislar sobre obras publicas,
estradas e navegagdo no interior do Estado, de maneira que
nao invada a competencia do Congresso Nacional e dos con-
selhos municipaes ; 11. Crear e supprimir empregos, regou-
lando as condi6oec de nomeacio e vencimentos respectivos, e
lixar-lhes as attribuiqdes; 12. Legislar sobre a instruocdo
superior do Estado, creando faculdades e universidades, sobre
a secundaria cumulativamente com as municipalidades, e pre-
screver em lei um typo de organisaodo commum para as escolas
primaries, nos terms desta constituicao ; 13. Prescrever
as medidas necessarias para que se organize a estatistica do
Estado; 14. Prover sobre a civilisaca o dos indigenas, me-
diantea crea~do de colonies nas proximidades dos aldeia-
mentos; 15. Crear, precedendo informacpo do governor, a
forca public necessaria ao Estado, a fixal-a annualmente,
regulando a sua composiaso. Si por alistamento voluntario nio
form preenchidos os quadros, eada municipio na proporqao de
sua populacao, sera obrigado a dar por sorteio ou engajamento
o contingent necessario para preenchel-os. 16. Conceder
privilegio para estradas on vias ferreas, naveganao e tudo o
mais que favorecor o desenvolvimento commercial e industrial
do Est-do ; 17. Legislar sobre soccorros publicns em cir-
cumstancias anormaes de calamidade ; 18. Promover a im-
migragao pelos meios quo julgar convenientes; 19. Processar
e julgar o president nos crimes communes e de responsabi-
lidade, na forma do art. 85, 20. Commutar e perdoar as
penas impostas, por crime de responsabilidade, aos funcciona-
rios do Estado; 21. Receber do president o compromisso
de bem cumprir os seus deveres; 22. Crear e promoter todas
as fontes de receita compativeis com as circumstancias do Es-
tado ; 23. Decretar as leis organicas para a execicao complete
desta constituigoo, guardada a disposicAo do art. 12; 24.
Crear um monte-pio obrigatorio para os servidores do Estado;
25, Regular a f6rma da eleigao de todos os funccionarios
electivos do Estado e prescrever as incompatibilidades ; 26.
Legislar sobre quaesquer outros objeotos de interesse para o Es-


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tado em tolos os case nao exclusivaniente reservados ao poder
federal ou municipal.-- Art. 66. E' da privativa compelencia
da camera dos deputadoa decretar os seguintes impostos : i.0
Exportagno ; 2.0 Transmissao de propriedade ; 3.o Herangas
e legados; 4." Velhos e novos direitos ; 5." Sobre aposenta-
doria e lotacio de officios dojustica ; 6."o O que sob a desig-
naoco de emolumentos e expedients se cobram nas reparticdes
do Estado ; 7, Sobre titulos de nome:icao e vencimentos dos
empregados publicos do Estado ; 8. Sobre vendas de terras
per(encentes ao Estado; 9.0 Taxa intineraria e passages de rios
Capitulo III Das leis e resoluebes Art. G7. Os prejectos
de lei terSo cm geral trees discussoes.- Art. 68. Approvado
que seja qualquer project de lei pela camera sera enviado ao
president do Estado que no prazo de 10 dias o fard publicar,
ou devolvel-o-ha cor uma mensag-'m de recnsa fundamentada.
- Art. 69. Na camera sera o project devolvido sujetto a
uma s6 discussao e a votacao nominal, considerando-se
approvado, si obtiver dois tercos dos votos presented; e neste
case serA6 de novo remettido ao presidents,,que, no prazo d
cinco dias promulgal-o-ha, come lei do Esad; no o fazendo
ao president da camera incumbirt a promnulgacgo.- Art.
70. A promulg'aco effectuar-se-ha por esta formula; ( F...
president do Estado (ou president da camnara dos deputados)
laz saber que a camera decreton a seguinte lei (ou resol;:Sao)
etc.- Art. 71. Os projects totalmente rejeitados nao se po-
derido renovar na mesma sessoo legislativa.- Seccao II Do
poder executive Capitulo I Do president e vice-presi-
dente Art. 72. 0 powder executive sera exercido pelo presi-
dente como o chefe supremo da administragodo o Estado.-
Art. 73. 0 president sera nomeado por eleicgo popular, ser-
virA per tres annos e ndo podere ser reeleilo para o triennio
.1 Art. 74. Por ocoasiio de eleger-se o president,
Iir.-a-I. no mesmo actor, mas por votacto distiacta, a eleicdo
de tires vice-presidentes.- Art. 75. Alem das coal ioes geraes
de ct-- ii.,rl .l-, exigam-se para president e vice-presidentes
as seguintes requisitos : I Ser cidadto brasileiro. II Ser maior
de 30 annos. Art. 76. Noo poderi ser e'eito president o
vice-presidente que estiver em exercicio nos ultimos seis mezes
do triennio.- Art. 77. Na falta ou impediment do presi-
dente, serio successivamenie chamados i servir em logar
delle: I Os vice-presidentes, na ordam da classificacao. II 0
president da camera dos deputados. III 0 president do con.
selho municipal da capital do Estado, ou seu substitute legal.
- Art. 78. 0 president ou quem o estiver substituindo, dei-
xara o exercicio do cargo improrogavelmente no mesmo dia
em que terminar o period presidential succedeido-lhe logo
o recem-eleito. Paragraphounico. Si estese char impedido, on
faltar,a substituicio far-se-ha nos terms do artigo antecedente.-
Art. 79. Os vice-presidentes governarao pr todo o tempo
que faltar ao president a quoem succederem ; pordm os substi-
tutes sob ns. II e III do art. 77 s6 servirao emquanto nao
houver president e vice-presidentes eleitos.- Art. 80. O
president ou sen substitute em exercicio, perceberi um sub-
sidio fixado pela camera na sessao legislative antec-dente a
cada period presidential. e durante este nio produzirA effeito
qualquer augment, on diminuic o decretada.- Art. 81. A
eleicao de president e de vice-presidentes se fard por voto
director 60 dias antes de findar o triennio presidencial.-
1.0 Cada eleitor votar, por duas cedumlas differences, n'uma
para president e n'outra para vice presidents, contend
aquella um nome e esta tres, em cidaddos que reunam as
condicdas de elegibilidade exigidas nestb constituigio. 2.0
Dos votos apurados sa organisarao duas actas distinctas, de
cada uma das quaes se lavrardo dous exemplares authen-
ticos, designando os nomes dos votados e o respactivo numero
de votos. 3.0 Dessas quatro atthenticas, cujo theory se
far;' immediatamente public por edital, serao directamente
remetiidas, e no mais curto prazo possivel, pelas mesa elei-
toraes duas (uma de cada acia) ao governador para o archive
e duas ao presidents da camera dos deputados. 4.0 Reunida
a Camara o sen president abrir. p.rante ella as authenticas,
a que se referee o paragraph antecadente, proclamando presi-
dente e vice-presidentes os que reunirem a maioria absolute de-
votos contados. 5. Si ninguem obtiver essa maioria, a camera
em votagod nominal e por maioria absolute, elegerA presi-
dente dentre os dous o vice-presidentes dentre os seis mais vo-
tados para esses cargos. Si occorrer a hypothese de empate, o
escrutinio correr entrees empatados sem limitagiode numero.
6.0 Dando-se empate na votac~o da Camara, considerar-se-hSo
eleitos president e vice-presidenta s o que na eleigco popular