Apontamentos para o Diccionario geographico do Brazil

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Material Information

Title:
Apontamentos para o Diccionario geographico do Brazil
Physical Description:
3 v. : ; 32 cm.
Language:
Portuguese
Creator:
Pinto, Alfredo Moreira, 1847-1903
Publisher:
Imprensa Nacional
Place of Publication:
Rio de Janeiro
Publication Date:

Subjects

Subjects / Keywords:
Gazetteers -- Brazil   ( lcsh )
geografia -- dicionario -- Brasil
Genre:
non-fiction   ( marcgt )
Spatial Coverage:
Brazil

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
oclc - 07218740
lccn - 21010653
ocm07218740
Classification:
lcc - F2504 .M86
ddc - 918.1003
System ID:
AA00010158:00001


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Full Text


ALFREDO MOREIRA PINTO


APONTAMENTOS


PARA 0




DICCIONARIO GiEGRAPHICI DIO BRAZI


RIO DE JANEIRO
IMPRENSA NATIONAL
1894


14b5. 9C
















OBRAS DO MESMO AUTOR









Nog5es de Historia Universal adaptadas ao programma do 1894, 2a edigRo, 1 vol. one.,................ 3$000
Chorographia do Brazil, illustrada corn 23 cartas, 5a ediao .......................................... 10$000
Nog9es de Geographia Geral, 3a edigdo correct e augmentada, 1 vol. corn illustragoes.................. 1$000
Epitom e da Historia do Brazil, 4a ediQo ........................... ................................. 1$000
Rudimentos de Chorographia do Brazil, para as escolas primaries, 1 vol. corn illustragoes............. 1$000
Curso do Geographia Geral, escripto de accord corn o ultimo programma de exames (1894)............ 3$000

ESQUIROS

Process do Tiradentes (esgotada).
Procosso de Racticlif.................................................................................. $500
Antonio Jose ou 0 Poeta e A Inquisiggo (esgotada).

ERASMO

A Festa Macarronica (esgotada).
O Fiasco da Festa Macarronica (esgotada).

AMERICANO


A Viagem Imperial e o Ventre Livre (esgotada).



















ABREVIATURAS


A ff.... ... ... ...... ........... ....................
Bibl. Nac .............................................
Corn ................. .... ........ ................ .....
Conf...................... ... .......................
D ir....................... ......... ....................
Dist........................... ........................
Eng.......................... ........ ...............
Ent.................. ........... .... ........ ... .......
Esch. publ.........................................
E Santo..............................................
Esq................................ ...................
E de F ..............................................
Habs..................................................
Indig................................................
Inf. loc......................... ....... ......... .....
Inst. prim ............................................
Lei Prov.................... ..........................
Log ........................ ....................... .. .
Mun........................... ....... ................
Pop...................................................
Pov ...................................................
Prov............................ .....................
Q uest .......................... .......................
Relat..................................... ..... .......
Res ..................................................
R. G. do Norte................ ......................
R G. do Sul ............... ..... ...................
T rib......................... ........................


Affluente.
Bibliotheca Nacional.
Comarca.
Confluente.
Direita.
District.
Engenheiro.
Entrancia.
Eschola public.
Espirito Santo.
Esquerda.
Estrada de Ferro.
Habitantes.
Indigena.
Informa.go recebida da localidade.
Instrucgio primaria.
Lei Provincial.
Logarejo.
Municipio.
Populagao.
Povoagao.
Provincia.
Questionario.
Relatorio.
Resolugqo.
Rio Grande do Norte.
Rio Grande do Sul.
Tributario.


















PARECER


DA


commissao nomeada pelo ministerio do imperio em 188 3







A commission nomeada pelo Ministerio do Imperio, diz em seu parecer: Elle (o Diccionario ).
represent o trabalho de muitos annos de estudos e investigates do seu author e revela uma
paciencia, uma tenacidade, uma perseveranga raras entire n6s e por isso mesmo dignas de acolhi-
mento, animacio e recompensa.
A obra do Sr. Moreira Pinto 6 um ja vastissimo e precioso repositorio de indicacges, de factos,
de noticias e de muitos outros dados interessantes para a historic e geographia do Brazil.
0 piano, j6 em grande parte executado do Sr. Moreira Pinto, 6 uma descrip&ao das provincias
e de todas as suas divisoes judiciarias e administrativas, contend todas as comarcas, terms,
municipios, districts de paz e eleitoraes, freguezias, curatos, corn a indicaqgo de toda a legis-
la.ao provincial, decretos geraes e outras leis concernentes a sua fundaqio, creacao, divisio e
subsequent alteracao.
0 Sr. Moreira Pinto procurou dar a maior exactidao e minuciosidade A parte estatistica
concernente aos diversos services da administracgo, mencionando todos os phar6es, estradas,
engenhos centraes, fabrics de todas as qualidades e mist6res, acompanhando essa descripcao de
uma respective noticia historic.
Vae ao apuro a minuciosidade corn que o Sr. Moreira Pinto descreve os rios, lagos, serras,
canaes, etc. E' realmente de louvar-se a paciencia, que bern se p6de qualificar de benedictina,
com que o autor do Diccionario colligio e armazenou esse acervo de dados e noticias, ao qiial,
si for publicado como deve ser, jA se nao p6de tirar o merito de ser a fonte, a que hao de
todos recorrer, para beberem algum conhecimento sobre o logarejo mais remoto e insignificance
do Brazil.
Em conclusao a commission entende
1.0 Que os defeitos apontados podem remediar-se sob a direcc'o e fiscalizacao immediate e
continue de uma commissao, que ao Governo apraza incumbir de dar, digamos assim, o toque,
a feicio scientific, na f6rma e no fundo, que deve ter uma obra a que pouco falta para,
servatis sercandis, cgualar-se & monumental e paciente Arte dce verificar as datas.







VIII

2.0 Que a obra, que nao esti ainda no seu ultimo period de formafio, deve ser levada
ao cobo, prestando-se ao seu autor todo o auxilio efficaz que, garantindo-lhe tempo e socego, o
anime deveras a concluil-a com grande e immediate proveito para as lettras e para o credit
scientific do Brazil.
3.0 Que si assim pensa e ossim o manifesta a V. Ex. 6 porque estd convencida do grande
e incontestovel merito dessa obra, que toca quasi ao seu termo corn o auxilio unicamente de
um s6 home, que realisa um prodigio de paciencia que uma corporaqio inteira realisaria em
tAo poucos annos.
Rio de Janeiro, 1 de maio de 1883. Antonio Candido da Cruz Machado. Henrique de
Beaurepaire Rohan. Joaquint Mendes Malheiros.


















ILLUSTRE MESTRE E AMIGO.


A communicacao com quo me distinguistes de que se vae fazer a publicacfo definitive do
DICCIONARIO GEOGRAPHICO, encheu-me de satisfacao. Vae se ver realisado o commettimento da
vossa grande empreza sonhada. Vamos em pouco ter a mao o cadastro minucioso, franco,
todavia, a mais rapida consult, de toda a vastidao do territorio brasileiro. Plantam-se finalmente
profundos e seguros os fundamentos do edificio da geographia national, soberbo quanto possa
vir a ser.
Constrange-me a immerecida honra de alliar meu nome ao exito do taio notavel trabalho,
desde que me dizeis que serd publicada corn o DICCIONARIO a minha carta. Mas, estas linhas
guardarao ao menos proporc5o corn tal obra, na grandoza do meu contentamento.
P6de-se exultar, corn effeito.
Ainda ha algum tempo, em carta que 6. maneira desta, enderecava a um dos nossos
escriptores da geracao mais recent, eu tinha ensejo de festejar a creacao de um verdadeiro
modelo de estudos historicos quakes penso devem ser sobre a historic patria, no quo respeita ao
altivo criterio do examoe o sincera verificacao da verdade moral dos episodios. N'um meio
transport de temeridade juvenile, eis que se nos desferia 6 vista um valoroso rompimento com
os precedentes de inercia dos nossos vulgares fazedores de historic e economic political, useiros
e proissionaes da traicao 6 evidencia, no livro, no jornalismo, possuidos de extranha pertinacia
de cegueira ou lerda frouxidao de pusilanimidade. Preparava-so o inicio de uma transformacgo
que se ha de operar necessariamento nos modos de ver o facto da existencia national, rovogado
o process das elypses propositaes, na ordem dos acontecimentos, na ordem dos commentaries,
perfeitos estellionatos do pensamento, ao gosto do aulic'smo pedagogico de antigos tempos. E as
consequencias desse passo do ousadia fructificam j6 no desembaraco da propria critical que o
livro a que alludo vae despertando.
Agora 6 a vez da seriedade nos estudo3 geographicos.
Vamos por uma idade de renascimento.










A tormonta infernal, o torvo sabbath de miserias qu( ultimamento agitava a vida political
da nacyo, 6 ainda, sob a firm apparent de clamidado public, o mesmo phenomenon de
reviveseencia, em outra esphera de m mif,--', ,,;'-. A hora historic de supremas ancias que
nos 6 dado viver, 6 a hora do um grande advento doloroso, glorioso de realidades. E a crise
politics, corn o espectaculo do soe horror, 6 unma necoessid ide coincident, complementar e connexa
corn o renascimento espiritial-soldados e escriptores, a dupla feicao da combatividade, concertando-se
no mesmo intuito do ataque e do resistencia; votando ao sacrificio por affirmar os tempos
-os heroes a ultima diastole do coraco., os pensadores a ultima febre do cerebro, nos campos
da guorra, com a bravura indomita, o no la oratorio do mcditacuo, com a arrojada auducia do.
conceito, on a pujanca long, porseverante, vencedora do lidar. Desta segunda especie de esforco
consistente 6 a contribuieio corn que concorrois para os alcances da aetualidade. E do que vale
o vo73o concurso, podeis ter orgulho.
E' de notar que duraute o velho regimen nFo podc vir a lumc o vosso DICCIONARIO, do sobejo
preparado, entretanto, para apparecer. D,-.-ini l.. s6, ao dosamparo do son proprio mereci-
mento, era visto por oesse tempo o professor Moreira Pinto, nos intorvallos d(I sua immensa labutagao,
como um banido da vida commum. 0 Estado desconhOecia-o, como si traldliasso n'uma quasi
reprovada empreza do egoismo e cobiha pessoal, esse extraordinario trAbalhador. A consideracao
official, que core oe auxilia muita vez qualquer honrado salteador, em ruidoso preparo da armadilha
corn que pretende embair o proximo, que a beomrn conhecidos empreiteiros do educacado popular sem
prestae6o de contas so nrio recusa, era-lho regateada. A consideracio dos particulars proporcionava-se
escassamento pela mesma medida. Nao impunha ao exito o fraque sovado do osquivo professor,
que, corn as despezos de collect dos sous clementos de ostudo e compilaclo, e corn o emprego
improductivo das suas aptidoes de saber o do onorgia, empobrecia, creando a riqueza mais
prodiga dos nossos conhecimentos geographicos; e o pobrotao a si proprio so escorracava, da cruel
vergonlia do traballihar muitissimo, em meio de tuna sociedade brilhanto e ironic do malandros.
A's veozes, cm transes psychologicos do desespero e do revolta, resolvia-so o olvidado a fazer
escandalo do seu olvido; e, como -eses pdintes philosoi1hos, que doscobrom a monstruosidade
do mal que 03 aloija, por d(osfeitear a vi--ta ao tran~soi:te descuidoso e foliz, Moreira Pinto
obstruia a attenetao publics do Rio de Janeiro conm a exhibic5o colossal dos sets originaes ai vitrine
de um livreiro. Compara-so a umn aspecto da misoria este escandalo do merito real. 0 simile
6 exacto. Nas sociodades desnatiradas, 6 irma da ultima desventura a primeira benemerencia.
0 professor Moreira Pinto vinlm confessor em public, hinnildemente, ponitentemente, o peccado
do seu prodigioso ardor. Supplicava, dosforrava-se. Alguns auxilios populares concorriarn entio,
quasi de carldade ou do vago remorso, mais que do just e devido acitainento. Isto por annos e
annos. E sO quan-do, o primeiro rumor subterraneo da revoliClo de Novembro so annunciava
ji, e era precise em ortigo do morteo justiicar o imporio decadente, a sua falsa nomeada de propicio
a sciencia, al riu-so no DICCIONARIO GEOGRAPHICO a porta (le uma typographia.









Outra epoca, por6m, do maior desafogo moral havia de registrar a complete realisacao
desse monument de estudo.
Nfo lhe podiam ser beniignos os dias do passado. Toda ossa phase inicial da nossa sociedade,
construida fundamontalmento sobre a hypothose da nacionalidade, era do facto a negac o da
nacionalidade. Nacionalidade 6 o character collective dos povos. 0 passado da nossa existencia
social vivia para contestar-nos a dignidade do povo. Todos os estimulos do pundonor quo
insurge em beneflcio commum dos homes a solidariedade humana, eram normalmente reprimidos
e recalcados. Por todas as formas. Obstava-se a ovolucao political, com a comedia miseranda de
suppostos partidos, que infernalmento se degladiavam, menos polo choque inconciliavel de doutrinas
adversas, do que pelo tumultuario ciume dos principios, em vil consorcio engalfinhados e
confundidos, sob a bencio negra do ludibrio c da mi f6. Obstava-se a ovolu(to industrial, coin o
regimen agricola da escravidato, feito o mais solido apoio do imperialismo. Obstava-se a evolucio
financeira, corn a cultural systematic do deficit. E a emancipacrio das almas era da mesa
sorte impedida: em quanto quer dizer civismo, pelo iusultante menosprezo do brio military,
que 6 a grande prova civica, e em quanto vale de gloria spiritual, pela otorna repulsa de todo
esforco litterario que so nio contivesse nos moldes obrigados do favoritismo palaciano, de todo
exito scientific que, em proveito dos homes do saber aqui nascidos, preterisso certas notabilidades
mais ou menos genuinas de importaei-o. Como encontraria favor o amparo o emprehendi-
mento intellectual de um pobre democrat brasileiro?... Depois, reprosentando os principos de
Braganca e Orleans o disfarce coroado da Occupacilo Colonial, era para com dies uma affronta de
lesa magestade a simples concepcao da idea do patria. E, por exconjurar o lucido espectro desse
ideal, requintava-se em praticas de exorcismos a cabala monarchica, perseguindo-lho as mais vagas
probabilidades suggestivas, como se ve na antiga educaceio popular, sem plano e sem dignidade.
E cabia perfeitamente em suspeita a geographia. Uma carta geographic, final de contas, p6de ser
um estandarte de revolta. E' a evocacto present da terra. E' a consciencia transflgurada e
resumida da nacionalidade. E' exactameonte a effigie graphic da patria.
Nao era do bom consellio animar os geographos. Nem havia urgencia. Para a instruccao
do povo, tinhamos a chorographia anemica de Macedo; tinhamos os mappas de Levasseur, onde
tio commodamente o Brasil figure a largos espacos como o ermo limpo, theatre adequado 6
historic anodyna do vello ensino.
Felizmente veio a Repulblica.
Nao como uma formula theorica de incertos ideas. Veio, como a alvorada irrompe,
trazer-nos a claridade I consciencia. Trouxe a revelacilo do que nos eramos, do que n&6
somos, o grande, o magnanimo Brasil. Despertou a conviccio da forca de um povo forte.
Creou a dignidade public. Veja-se como sao contra ella todos os indignos. Tanto ella con-
substancia a patria e a nacionalidade, que quantas aggresses se lhe movem saio, cob mil
aspects, mil modalidades da alta traiCdo. Contra ella esta por toda a parte o estrangeiro.







XII


O estrangeiro, salvo a nobreza rara de animo quo excepcionalmente se distingue, 6 todo o apoio
e todo o prestigio da resistencia que contra a Republica conspira e rosna. Os reus contemporaneous
de inconfidencia injuriam, sob a denominaco de jacobinismo, o mais legitimo enthusiasm das almas
honestas. Essa desdenhada caricature 6 justamente o preconceito patriotic, do qual nasceu a
Republica. A' patria em armas chamam pejorativamente militarismo. Sua aspiracao de funda
sinceridade 6, realmente, a patria inerme, o civismo humilhado, todo o ardor social extinct -a
Republican em terra! Inimigos da Republica, inimigos da Nacionalidade, negadores da Patria, de
um so golpe de aversAio, os iconoclastas sombrios attingem as tres altas imagens da mais santa
crenca. Espanta-os a demonstracao de sangue dos que se fazem matar pela f6 contraria. Elles,
quanto a si, descreem. Sao espiritos que negam. Montam imprensa para calar o sentiment public,
para transviar o espirito public, para tripudiar depois sobre a confusao ; attribuindo ainda, em ultimo
grao de desplante, a culpa da desordem as proprias victims de sua intriga. Sua divisa
as vezes 6 esta : neutralidade, divisa de apparencia e dolo. Na realidade sao nihilistas.
Detestam a ordem, porque feita a calma seriam reconhecidos. Na sombra e no tumulto da
anarchia, folgam, locupletando-se. Dir-se-hia puro banditismo... Nao 6! Tudo isso 6 a
political trefega, inconfessavel natural, da dissolucao. E' a reaccao em nome do passado.
Tudo isso demonstra por absurdo, pelo absurdo da supina immoralidade, pelo absurdo do
desespero resultante que a Republica se fez entire n6s, como inadiavel media de salvacao
commum. Nao somente por instituir maior somma de liberdades, A sombra do poder soberano,
mas por fundar a propria Soberania. Algures, revolueoes se teem insurgido contra reis
que representam a tradicao national, que personificam a grandeza e supremacia historic de uma
nagao, e ahi ha principios monarchicos respeitaveis. No Brasil, o regimen repellido significava a
humilhacRo sobre um throno. 0 monarcha e a scenographia fingida da c6rte e a tristissima
comedia constitutional equivaliam aos vice-reinados e governancas prehistoricas. D. Pedro era
o derradeiro donatario das terras de Santa Cruz terras opulentas bastante para alimentar
a prosperidade ficticia e o bem-estar illusorio de inadvertida metropole, com o dizimo mesmo do
abatimento, com as possiveis sobras de sangue da mais cruel anemia, e amparal-a dolorosamente
com as vascas possantes de um morrer perenne.
Mas a Redempcao comeca.
E' chegada a hora de abrir largo o coracio. Ha carta branca para toda a sinceridade : moral
sincera, political sincera, administraci&o sincera; donde deriva pela correlacio natural dos factos sociaes,
a arte sincera, a sciencia sincera. Agora 6 a occasiao das ace6es fecundas e dos livros fecundos.
E a vossa grande obra, neste moment, offerece por sua natureza um character unico
de opportunidade.
E' a parada do territorio, por occasiao da festa do patriotism.
Ahi o temos-o Brasil querido (hoje cem vezes mais) aht o temos immense, immense como
a realidade! Ahi o temos, o grande Brasil, com a orographia imponente, ambiciosa de espago,







XII


cor a magestado dos grandes rios do aguas mansas e tranquillas, corn a vastidlo dos campos
e das florestas, onde a natureza virgem a dous passes da civilisacao conserve a feicao das eras
primordiaes do mundo, corn a vida fremente das cidades e a melancholia pensativa dos povoados
nascentes, e o poema saudoso das legendas populares, na tradicao das origens. Ahi temos o
Brasil todo, n'uma colos-al revista de nomenclature, viajado, medido palmo a palmo pela pesquiza
insaciavel do mais zeloso inventario.
Sobre as copiosas notas colligidas, virio as modificacoes de aperfeicoamento, a obra das
rectificacoes e de accrescimo ainda possivel, e por ahi aprenderiao as cartas graphics a
corrigenda do seu tracado e de suas designaeges. A consciencia territorial, si assim se p6de
dizer, ir-se-ha consolidando cada vez mais, como ponto de partida para estatistica mais precise,
para a demographic mais ficl, para a irradiacao mais facil da vida industrial, que dessas nocoes
claras depend. 0 vosso trabalho vetm maravilhosamente ao encontro dos sonhos de engrandeci-
mento que a actualidade political concebe e affaga. Ahi temos o Brasil de hoje, e o Brasil
de amanhla.
A patria acaba de nascer. Quinze de Novembro e os successivos episodios de revolucao que
dessa profunda mudanca resultaram, constituem os accidents sanguinolentos desta genese de
verdade. Nasce de facto corn os pujantes ardores da alma national, renovados sobre o molde das
bellas esperanqas dos patriots de outr'ora, opprimidos ou assassinados pela culpa de honradez
altiva. 0 instinct de nacionalidade irrompe fervido no coracao do povo. Os inimigos da patria
sao desmascarados de mascara e care na praga public. A opportunidade da vossa obra, presado
mestre, vem de que ella se harmonisa como um impulso a mais, ou como um complement, com
essas tendencies auspiciosas. Quanto melhor conhecermos a nossa terra, melhor saberemos
amal-a. Os enthusiasmos dispersos do civismo brasileiro ganharao melhor f6rma, conformados
sobre o conhecimento perfeito das nossas plagas nataes. Illustra-se e se educa assim o instinct
patriotic pela nocao do solo. E, tdo vasto como a amplidio do territorio, p6de expandir-se o
orgulho do nosso nacionalismo.
Nada mais proprio do que estas referencias political, junto de um compendio de
geographia. 0 ardor patriotic vem a ser filho da terra como Antheu. 0 enthusiasm politico 6,
de facto, a psychologia do territorio. Sob o influxo da natureza ambiente, das circumstancias
mais communs.da existencia na localidade, temperam-se os coragOes para o amor, para a identificacao
affectiva corn o meio em que vimos primeiro o dia. Ao conforto maternal do clima que nos
acalentou a tenra debilidade do primeiro ser, corresponde de nossa part por uma especie de fatalidade,
um instinctive apego de dedicagio filial. 0 sol do coo que primeiro nos aqueceu, n6s o amamos
como a um velho antepassado, benigno patriarcha feito luz para sempre. A torre branca da
aldeia humilde em que nascemos, e como a av6zinha encanecida, carinbosa e sabedora de
muitos conhecimentos encantadores de outro tempo, que nos conta pelas manhns claras de









domingo quando o sino chama, ou corn as oracOes do bronze do Angelus. Somos um pouco parents
das flores que nos cercavam a casa onde tivemos berco. Sentimos no peito alguma cousa da
mesma circulacao do sangue vegetal que aviventa as arvores do torrio native, que frondesce nos
bosques do primeiro panorama que olhamos. Em mysteriosa consaguinidade como que assim
se confundem a terra e o home. Uma mesma alma parece ser a nossa, e a alma da nossa
terra. 0 patriotism respira-se no clima natal, como o oxigeneo vivificante de uma existencia
dupla mais intima e mais intense. Fallar da patria, portanto, junto de um livro que physicamente
a descreve, 6 como lembrar os transportes espirituaes, depois do frio exame anatomico,
e despertar a synthese vibrant das funcnies organicas em pleno exercicio, por dar remate
A analyse estudiosa dos apparelhos corporaes da vida.
Comprehendendo deste modo a alma latent da patria, nas paginas do vosso trabalho, 6 que
eu venho tributar-lhe os mais ardentes applausos.
Vulgarisado o conhecimento do vosso DICCIONARIO, Clle ha de ser igualmente acceito do todos os
Brasileiros, como um quadro grandioso em que a patria se reflect. A patria 6 a verdadeira
genealogia dos americanos. Como a galeria secular dos velhos solares, vto os fidalgos do
velho mundo contemplar e reconhecer, na tinta das telas antigas, os nomes e as tradicoes de
sua linhagem, assim a democracia brasileira respeitosamente ira visitar as paginas descriptivas
do vosso livro, em contriccto de um culto domestic. Cada localidade ahi representarfi um
semblante querido da immensa familiar a que todos pertencemos. Cada designaeito sort como
um appellido especial da fraternidado que o nome Brasileiro resume.
Por ora, ainda a muitos si nao lha de representar a vossa obra, sindo como um vocabulario
inerte, esteril agglomeracio de nomenclatura, compendio morto de geographia devoluta, exposta ao
proveito colonial do estrangeiro. Mesmo a esses tristes animos depravados se ha de impor
pelo desmedido esforeo de que da c6pia. Mas o grande louvor que a deve coroar um dia
em homenagem unanime, seri porque ella primeiro compendiou os mil synonimos analysados
da Patria Brasileira.
As excepq6es da critical contemporanea da multidio hio de gradualmente desapparecer.
Um dia nio haverdi mais como agora, a miseria signifcativa de se nao confundir na massa do
um clamor unico de generoso anceio a voz da mocidade, de se dar em espectaculo ao mundo
a juventude de alma velha o coraciao defunto que conhecemos, caudatarios inconscientes das
mais feias reaccoes. Nessa estrumeira lobrega, germinarai um broto de regeneraicao. 0 cosmopolitismo
traicoeiro e indigno terA vergonha de se demonstrar a luz. Nao mais veremos perversos
mercadores de litteratura pelintra muito anchos de editar, com o dinheiro que ao braco negro
se fez sangrar, forcado tenebrosamente em crimes incriveis que a historic da escravidaio
revelara, pamphletos de injuria e descredito A patria no estrangeiro. Os publicistas vendidos ao
inimigo n5o mais ousarifo emergir da sombra do desprezo, para apostrophar odiosamente a
patria vencedora, evocando a memorial das desgracas historical das luctas dos Mascates e dos









Emboabas. Os parvenus mulatos, unico feitio de mosticagem que faz mal a America, niio mais
viraio a public, sem remorse do proprio espelho e sem consciencia do venture escuro que os
gerou, insinuar atrozmente, sol) garantia do jornalismo anonymo, a opportunidade do exter-
minio ou da escravisac5o dos irrequietos mesticos americanos. 0 triste exemplo da litteratura
portugueza, quo viaja por trazer ao Brasil o dosfructe do escarneo sobre a decadencia do velho
reino occidental, em vez de proliferar nessa r.,.; .-inilr enfezada de proselytos que ahi pululam,
cheios do imitativos dosdens para corn seu proprio paiz e ufanos de uma conviceco de
superioridade contristadora, nro mais despertard entire os mocos sinAo a repulsa do asco ingenuo
e sao. Nao so h1io do rebuscar nos porO.es do jornalismo neutro todas as cousas neutras
imaginaveis, para fazer assumpto, comtanto que habilmente se illuda a questio melindrosa
do civismo honesto. Nao se farA dessa singular neutralidade, que 6 a renunciacao deploravel
do respeito proprio, que 6 o sophisma do character pessoal, que 6 a imparcialidade dos covardes,
o saber ambiguo de Sganarello, recommendavel aos espiritos do calma e o trajo bem parecido
do todas as vilanias. Arto que nio ternm patria, religiao que nao torn patria, hygiene que nao tern
patria, theses do baboseira o formas do mereantilismo em summa, cuja patria unica 6 a
conveniencia grosseira do moment, essays bolas malabares dos jongleurs quo lingem entire n6s
guiar o espirito public, estario conhecidas e os arlequins desmoraliados. Toda essa putrefaceio
que respira principalmente a vida moral do Rio do Janeiro, feira immensa do perfidias, de
trai(ges, de vis negaeas e de baixezas, tera seccado ao sol, vencido o period do desmancho
cmpostante da sanic.
Nesse ditoso future, que eu sinto approximar-se, em que sera definido explicitamente
o system da nossa vida social, em que terio sido descarnadas as articulacOes secrets
do monstro de adversidado que nos obseda, em quo se tera desmontado peca por peca a
machine de engodos corn que fomos tao longamente ludibriados, durante quasi um seculo de
administractio national autonoma, pela bacharolada das Ordenacos do Roino e pelos economists
do deficit, vivera sincera e exhuberante a Opiniao Brasileira, actualmente apenas em suas
primeira:- :ni;r.: :i..-.. A nossa moeidade sera unida do corac5o e do espirito, fraternisando
n'um mesmo fervor do confianca patriotic, n'um mesmo hymno de gloriosas aspiracgos. Reco-
nhecido o unico inimigo, o sangronto inimigo a perpetual conspiraecio recolonisadora corn as
suas armas de dinheiro e suborno e a gentalha do sou sequito, essa ululante clhusma de
lacaios, lacaios escriptores, lacaios politicos, lacaios economists, turd bem amestrado em argucia
e tino pratico, tudo perfeitamenteo efficazmente destemperado de pudor para o bom mister,
com os sens activissimos expedients de sabia insinua( ao c enredos, tricas, mentiras, convencionacs
reserves, estudados silencios, e sempre a torva, invariavol, tenebrosa negacio de qualquer
programma, o no escolhido moment o bote viporino do um aggravo incisive e infame;
reconhecido o goral intuito predatorio da nossa pseudo-cultura social, que institute em regime
a devastagio normal dos estimulos constructores, menoscabando o que de mais precioso existed









na sociedade, desde o carinho educaci onal da infancia, de que se nao quer saber, desde o recato
da honra domestic, que o descuro da organisac~o tranquilla das families compromette, atW ao
indispensavel respeito da autoridade que se detesta; reconhocida como deve ser a famosa
caracteristica de indifferenca do no3so povo, que 6 uma nefanda calumnia, porque a alma
popular no Brasil 6 feita de tempestades, e apenas demora em melancholia e pasmo, assombrada
do vertiginoso circulo de insidias corn que a envolvem ; revelado em sua express verdade o rancor
cosmopolita que nos inveja e nos opprime, e, instituida a vindicta redemptora em nome da
patria e em beneficio da humanidade, a quem se reservam os fructos da prosperidade 0
serena grandeza do Brasil nessa idade de ventura e de intimo repouso, de esclarecimento
e de justica, em que conflo o Brasil sera outro, e o vosso trabalho tora o premio que
merece, acolhido e venerado como a Biblia da terra, como o testamento do mais santo
amor.
Cada livro de educanco deve ser um compendio de civismo. Os jovens espiritos precisam
desenvolver-se encontrando a cada passo, a suggest5o omnipresent dos fins de solidariedade
generosa a que tendem todos os sadios esforcos da educacio moral, ou da educacao technical.
Entre nos murmura-se n'um eterno queixume hypocrita, que a educacio vae mal conduzida,
que ignoramos as sabias pedagogias... A educacio vae mal, e simplesmente em coherencia
com o abandon geral de todas as species de cultural. Vivemos n'um contract social de
embuste, om que cada um em regra nao pensa senio em mentir melhor do que o visinho.
A educacfio national 6 uma lastima, e o 6 porque os proprios vilissimos censores desse
descalabro pactuam a bel prazer com isso. Mas, a despoito do que nos falta, e possuido da
conviccao do mais sincero credo, eu respeito as escolas; ainda que conspurcadas pela profanagco
do3 embusteiros, ainda quo invadidas pela indignidade dos mercadores de alma humana, caftens
dos coraq5es inexpertos da juventude: respeito-as como os templos do Ardor social. E os livros
escAlares sio para mim os sacrosantos misses e os dulcissimos breviarios do culto que ahi se
deve consagrar. E o magisterio 6 sempre um sacordocio ; e si me affigura vel-o processionalmente
guiando as almas novas, esplendidas da primeval candura, estrada em fora, por entire a festa
das flores e dos santos aromas, caminho de um altar onde se inscreve esta s6 palavra -
PATRIA texto immortal de todo direito, de t'do dever human.
No mesmo lance de emogfio contemplative, prezado mestre e amigo, quando vos
encontro trazendo a public a tarefa enorme que emprehendestes e realizastes, modestissimo e
emerito ao mesmo tempo, eu penso naquelles humilimos, venerandos cenobitas de eras remotas,
que por dezenas de annos se extasiavam na adoracao de Deus pelo trablalho, concebendo e gra-
vando illuminuras de sacros motivos a margem dos livros de oracao, bordando-lhes arabescos
de infinito capricho, espiralados em curvas sem fim, rendilhados em suaves enleios, evolados em
amplos arrojos, on contorcidos em desesperos de traco, ardentes, accidentados, vividos, oomo
si fossem o diagramma do fervor que os inspirava, e, artists sepultos no proposito de sua







XVII


arte, morriam para o mundo, fruindo o consolo ineffavel de assistir A. transfiguragao lenta, a
ouro e cores, das paginas bemditas, sob o seu carinho.
Assim por infindos annos, ungido de conviccQo igual, tambem vos esquecestes de viver, por per-
seguir trag,o a trago as feicOes de nossa querida terra, urdindo a prego de todas as fadigas a repro-
ducqdo physionomica do grande modelo em suas mais esquivas, mais inalcancaveis linhas. No dia
em que resurgis dessa inconcebivel campanha de estudo e valor moral, permitti que vos consagre o
preito da mais just admiragao.
Nao 6 um compendio de nomes o vosso DICCIONARIO. E' a propria imagem da nossa
Nacionalidade que delineastes. Nao 6 s6mente um monument scientific offerecido a consult e
A reflexao: consagra-se principalmente ao fetichismo do territorio, que determine a exaltagao
de animo e crea a discipline patriotic dos povos. Ainda mais do que como do estudioso indagador
das infinitas referencias geographicas dessa parte vastissima de continent que a sorte conflou ao
criterio civilisador dos Brasileiros, como o de um benemerito confessor do sentiment public,
sera lembrado vosso nome. ( Aquelle, dir-se-ha de v6s, que demarcou as raias do patriotism
brasileiro, exactamente quando acabavam de jural-o os maiores heroes de nossa raga, em pro-
testos gloriosos de sangue, nos dias negros da tentative restauradora.
Pela incalculavel victoria do vosso espirito, eu vos saido.

Rio, 21 de abril de 1894.


~92a~d c~om/letct.

















APONTAMENTOS



PARA 0




DICCIONARIO GEOGRAPHIC DO BRAZIL


A


AANAS. Naqgo indig. do Estado do Amazonas, nos conds.
do Padauari.
ABABAS. Selvagens que habitavam o Estado de Matto
Grosso, nas cabeceiras do Corumbiara. Ayres Cazal faz delles
mengao.
ABABAS. Um dos bragos do rio Corumbiara, aff. da mar-
gem dir. do rio Guapord, no Estado de Matto Grosso.
ABACABA. Pov. do Estado do Piauhy, na com. e termo
do Parnahyba.
4 ABACAL. Igarap6 do Estado do Para, na freg. de Santo
Antonio de Gurupa.
ABACARY. Rio do Estado do Para, banha o mun. de Ma-
cap6 e desagua no.Amazonas. (Inf. loc.)
- ABACATEIRO. Log. do Estado do Para, no mun. da cidade
de Braganga.
- ABACATEIPRO. Rio do Estado do Para, banha o mun. de
Braganca e desagua no rio Caetd. (Inf. loc.)
ABACATIARES. Selvagens que habitavam as ilhas do
S. Francisco, na foz do rio deste nome, e que passaram-se para
o continent quando cresceu a immigracio europ6a.
ABACAXIS. Salvagens quo habitavam o Estado do Ama-
zonas, no rio a que deram o nome.
ABACAXIS. Nome pelo qual era antigamente designada a
actual cidade de Itacoatiara on Serpa, no Estado do Ama-
zonas.
ABACAXIS. Na margem dir. do rio Abacaxis est& situada
a aldeia deste nome. Foi seu fundador o tuchana Abacaxis,
donde lhe veiu a denominagao que hoje tern. Em vida desse
tuchaia, ahi chegou o Dr. Jose Eugenio, que fugia 6s perse-
guicoes qi0e em nome do governador e capitio-general D. Fran-
cisco de Souza Coutinho ihe faziamem Belem ; e vivendo cerca de
quatro annos entire os Munduructs, promoveu-1hes o augmento
da aldeia, entro ainda muito resumida. Livre depois oDr. J.
Eugenio das perseguic6es que o fizeram viver no Abacaxis,
retirou-se para Belem. Desgostoso o tuchauia Abacaxis corn este
acontecimento, abandonou a aldeia, entdo ja. muito populosa,
permanecendo alli apenas dous indios de nomes Manoel Vicente
e Alberto Magno. Este apossou-se da casa em que habitava o
Dr. J. Eugenio.- Depois de alguns annos, um Joss Machado
foi unir-se aos dous moradores da aldeia abandonada e ahi
viveram os tres atd o anno de 1835, em que, em consequencia
da rebelliao que assolou o E'tado do Para, retiraram-se
DIce. GROGR. I


Vicente e Machado para a villa de Maues, onde se envolveram
entire os rebeldes. Alberto, por4m, continuous a viver em Aba-
caxis.- Ambrosio Ayres Bararo6 que, nesses tempos de lu-
ctuosas recordaq6es, dictava a lei no Amazonas, mandou fundar
um posto military em Abacaxis. No anno de 1840 o conego An-
tonio Manoel Sanches de Brito convocou o tuchaua Joaqui-n
Jose Pereira e o animou a levantar umia capolla, visto como
nenhuma alli havia. Auxiliado o dito tuchaua pelo negociante
Antonio Gongalves Marques, que negociava com os indios do
rio Abacaxis, deu comego a construccgo da primeira capella,
sob a invocageo de N. S. da Conceiqgo da Rocha, cuja image,
que ainda existed e 6 muito perfeita, mandou-a o dito Marques
vir a sua custa de Lisboa.- 0 tuchaua Pereira e sous parents
prestaram valiosissimos services contra a revolu do.- 0 dist.
da aldeia de Abacaxis e vastissimo, comprehendendo os rios
Abacaxis e Pracony e os lagos Curupira, Jurupary e outros
de menor importancia. (Lembrantas e ciuriosidades do Valle do
Amazonas, pelo conego Francisco Bernardino de Souza-
Par&. 1873.)

ABACAXIS. Rio do Estado do Amazonas; nasce nos Cam-
pos do Madeira e desagua na boca oriental do rio Madeira,
que corn o Amazonas, f6rma a grande ilhade MaracA. A'pouca
distancia da foz recebe o rio Marimari pelo lado esq., a 224
milhas o Curanahy, a 307 o Pupunha e a 321 o Arupady. Tern
algumas correntezas e pequenas eachoeiras, especialmente na
Lat. de 50 30'. e 50 40' S. E' celebre pela populosa aldeia que
noutros tempos ahi tiveram os padres jesuitas, os quaes nao
podendo supporter as hostilidades do gentio Mura, mudaram-se
para Serpa. Na Palla do Conselheiro Herculano Ferreira
Penna (1853) vem em annexo um Relat. sobre esse rio escripto
per Joao Rodrigues de Medeiros, que o explorou. Diz Medeiros
nesse Relat.--< Tendo sido encarregado pelo antecessor de
V. Ex. por officio de 14 de abril do anno passado (1852), de di-
rigir uma exploragao pelo rio Abacaxis, atravessando as cam-
pinas que medeiam entire as vertentes deste rio e o rio Tapajoz,
afim de abrir uma via de communicaqgo que disse transit
menos penoso ao commercio de Matto Grosso, f6ra dos riscos
e perigos que offerecem as immensas cachoeiras, que vedam
nesse rio o livre transit, recebi i.-,r., -.'. do mesmo ante-
cessor de V. Ex. em 20 desse mez e segui desta capital para a
villa de Mauds, onde sou resident, a preparar a expedicao. No
dia 12 de mraio, depois de me haverem sido promptamente pre-
stadas 25 pracas da guard policial, armadas e municiadas,
das quaes adoeceram tres, e os trabalhadores quo foi possivel
obter, parti em demand da aldeia de Abacaxis, quo estA si-
tuada 6a foz do rio do mesmo nome, aonde me era indispen-
savel refazer de mais trabalhadores, por isso que os que em
Mauls me haviam sido prestados, nao eram sufficientes, al6m
de ter ahi de receber alguns praticos, que me conduzissem por
via mais segura e menos delongada as campinas... Achan-
do-me ji restabelecido de minhas enfermidades, sahi da villa
de Mauls, a 16 de junho, e subindo polo Abacaxis a 20 entrei









ABA


pelo aff. Crauiry, mui difficil de navegar-se pelas lfortes corren-
tezas que se antepoem a navegagao e pelas tortuosidades do se i
curso ;a 11 dejulho, corn cinco dias de penosa viagem. cheg iei ao
local do abarracamento onde estava parte da comitiva : porque
outra part havia sahido a fazer aldumas tentativas de explo-
racdo. No dia 17, chegou a expedigco, que havia sahido desco-
rocoada por causa dos muitos otteiros, riachos e pantinos quo
encontraram no trajecto, depois de 18 dias de tontativas. Re-
feita de comestiveis. e depots de algum descanqo, liz sahir em
differences rumos, e depois de tres dias deviagein conseguiram
encontrar uma maloca de indios Mundurincus quasi a marg'm
do rio Tap joz. Tentando obter esclarecimenios do respective
Tuxrati, sotberam que na margem opposta do dito Tapajoz
havia ginte que podia dar explicao6es, etc. E conseguindo ve-
hiculos, se transportaram A outra margem, e com effeito ahi
encontraram g'nte, que os guiou nos campos, onde so acham
varias malocas doe Mundurucds. Indaganio do o Tuxouta, sou-
beram os exploradores que nao era possivel chegarem ao rio
Arinos. p)r toerem ainda de passar trees formidaveis cachoeiras
do varado tros. cortadas de muites brag;)s, que impossibilitam
o transit por terra. No esbo;o, que sob n. 1, tenho a honra
do apresentar a V. Ex., se acham delineadas as cachoeiras, o
ponto em que sahia 6. mar em do Tapajoz a expedicido, e os
bracos ou rios, uns maiores e outros menores, que curtain em
direci6es diversas o center, Outro obstaculo, o mats insuperavel
e, s igu ido informaram os Tuixauas Mundurucuis, os indios
selvagen. las tribus Araras. Parintintins, Matanauds, Juruns,
Piriinaus. etc., que nao consentem, nem que o03 demais gantios
transit-m em s asmattas. Os trabalnos que arriscadamente,
e comn diticil trabalh so tiveoram de saperar na exploraca) de
que venho de tratar, me indnzem a crer, qun 6 imprativel a aber-
tura da via de communicate, q ie so a obediencia ao antecessor
de V. Ex. me obrigou a tentar; nio so pe as irre 'ularidades
do terre ao, densas mattas, grande pantanos, elevados e irregai-
lares outeiros, immensos riachos; comno pela grande quanti-
dade de gentios bravios, das tribus cit'idas, e de outras muitas
que infestam ess05s campos e essas nattas, por onde so corn
grande numero de bracos, e maiores recursos do que os que
tive se poderia tentar alguma exploracgo, que emo resultado
final sempre daria a improficuidade da media. Talvez que de
um ponto superior As caehoeiras do Tapajoz se possa dirigir
uma estraa estrada is vertentes do rio Machados, que desagua no
Madeira ; mas quando issa fosse physicamente possive!, que
valeria ao commercio das duas provincias--IMa to Gross') e
esta -as sommas enormes que alem de riscos de vida, se dis-
pendessem para conseguil-a. Ha opinions, que me parecem,
pelo conl eeimento que tenho do local, que 6 mais facil, e menos
dispendiosa e arriscada a abertura do niua via de communi-
cacao do rio Cuyab6, para as cab,,ceiras do S. Manoel, mas
que melhoramento traria isso ao commercio, si esto rio dos-
agua abaixo das tres ultimas cachoeiras ? E, a!em disto, nito
e o commercio da provincia de Matto Grosso tao impor-
tante que reclame a abertura de uma via de communicagco,
que so coin muitos contos de r6is, muito trabalho. f-ldiois
e perseveran.as se poder6. conseguir... > --0 Sr. W. i..l..i-
dless. nos seus J. '..' sobrc os rios Ma ad-anss e
Abaca'.is (Diario '* ..' *-I .." de fevereirotle IS70) diz: Os
rios Maud-assd, Abacaxis e Canumia seo todos de agua preta e
no aspecto physico muito parecidos. Estes rios teemi t.'es phases.
Na parte inferior, grande estir6es. onde muitis vees se perde a
vista, e uma largura proporcional de uma a duas milihas ou mais:
quasi sem ilhas e tambem semr corrente sensivel. As mar eni
sao, ou terra firme, alta e ondulante, on igiaps ; exactament'
como as margens do rio Negro, perto de Manaos. Na seg imda
phase, a largura mesmo de beira a beira, 6 menor, e o rio. em
vez de ter um canal grande, 4 dividido por numerosas illias
formando um verdadeiro labyrintho, que, si por aqui nao hou-
vesse uma corrente fraca e mais sensivel, mal se podia passar
sem pratico ; tanto mais quanto ha uma immensidade de re-
sacas, muitas das quaes (especialmente as que seguem debaixo
da t rra fire, quando o rio se afasta desta) parecem verda-
deiros canaes ; e antes o eram; mas jA as cabeoas das ilhas
atrbs de que passaram, se tern ajuntado corn a beira do rio.
Nesta parte se v6 nao s6 terra fire e igap6s, mas terras de um
character intermedio, que ainda nao chegaram a ser verda-
deiras varzoas. Finalmente, na terceira phase, v6-se o rio jai
estreito, isto 4, de seu verdadeiro tamanho, corn um canal bemrn
definido e uma corrente regular. Ilhotas ainda ha (no Abacaxis
at4 muitas) e tambem resacas, mas nao para escurecer o canal
do rio... Niao posso prescindir da idda que estes rios, e talvez


- 2 -


ABA


mais alguns do agua preta, estuo ainda em urma c)ndig6ao mais
primitive que os rios de agaa branca, e que no curso de seculos,
esses tornar-se-hdo semelhantes a estes. Ainda na part in-
ferior dos rios do agua preta n.o se formou a varzea, par isso so
vs um l-ito vast) e desembaracado, inteiramente despropor-
cional cam a qiantidade de agua que vem das cabeceiras, e quo
parece (o que acrediio j6 tersido) um estuario como act ialments
o do rio Guami, cavado e percorrido p or gr'andes mares. A
rapidez da formag o das terras de alluvi5.o dep-nderii natural-
mente da quantidade de detrito que traz o rio, e esta da forga
da corrente e da natureza das margins. E certamentO, a cor-
rente dos rios de agua preta, mesmo na part superior, d ig ial-
mente menor que dos rios de agua branca. A c6r das aguas 4
uma quest6o que ha sido largamente discutida, at6 por Hum-
boldt, sem resultado positivo... >-0 Sr. Chandless cita como
trib itarios desse rio o IMar'imari, que e o unico aft'. da margem
esq., o Curanahy, o Pupunha, o Arnpaddy, todos da margem
dir. e de ag ta preta, sando o Curanahy mais claro q ie o Aba-
caxis e o Pupunha mais esc iro. t A tobz do primeiro (Curanahy),
diz ainda o Sr. Chandless, 6 geralmente conhecida como o
Repartimento. A uniao deste corn o Abacaxis 6 curiosa, porque
os dous rios veem em rumos diametralmente oppostos: o Cura-
nahy correndo a 0. e o Abacaxis a E. Acima do Arapady, o
Abacaxis 6 tio pequeao qu 6.s vezes segue por debaixo do matto
e no t-mpo da vasants, tto impedido polos paus cahidos, qua
leva quatro dias para avangar cince milhas. 0 Abacaxis tem
algumas correntezas e pequenas cachoeiras, faces do passar,
especialmente entire a Lat. 50 30' e 5* 40' S. -Na Geogr.
Physic u de Wappaus 6 assim descripto esse rio : 0 Abacaxis
corre primeiro para NNE., depois dobra para OSO.. n'uma
dst incia consideravel, passando entao a NNO., direcia quoe
conserve at6e barra. Os seus affs. sao : pola esq. o Mari-
mari, caudaloso, e que dizem ser navegavel a canoa por mait
de um mez : pela dir. o Caranaty cerca de 400 kils. da foz ; o
Pupunha cerca de 600 kils. e o Ar ipady a 640 kils. 0 Abacazig
tem algamas correntezas e paquenas cachoeiras *.
ABADA. Ilha do Estado do Amazonas, no rio Negro, abaixo
da fuz do Castanheiro. (Carta da fronteira do Brazil coin
Venezuela.)
ABA DA ISERRA. Log. no mun. do Bonito do Estado do
Pernambuco.
ABAETE. (Varao illustre; de abd vario, home, e 4te
superlative das cousas incorporeas ou invisiveis, boas. (Paulino
Nogueira. 0 Padre Francisco Pinto. 1887. p. 23.) J. do
Alencar (Iracema, 3a edic. p. 219) diz: Abaetd vara.o abalisado ;
de arba home, e ctd forte, egregio.) Cidade e mun. do Estado
de Minas Geraes, s6de da conm. de seu nome. Orago de N. S.
do Patrocinio e diocese de Marianna. Tomou o nome de Abaetd
em 1877, sendo ati entao conhecida polo nome de Marmellada.
Foi con este ultimo nome um arraial d i parochia de Dores
do Indai6. A Lei Prov. n. 1186 de 21 dejunho do 1864 ele-
vou-a A cathegoria de frog. A de n. 1635 de 15 de setembro
de 1870, em sen art. IV I transferiu para a frog. de N. S. da
Marniellada a s4de da villa de Dores do Indaia. que havia sido
elevada a villa polo art. IX da Lei Prov. n. 472 de 31 de maio
de 185); supprimida pelo art. IV da de n. 524 de 23 de se-
tembro do 1851 e restaurada pelo art. I da de n. 623 de 39 do
maio de 1853. Estatuiu mais a referida Lei n. 1635 que a
nova villa tormasse a denominacgio de Dores da Marmellada.
Teve aquella transferencia logar em it de janeiro de 1873.
Elevando a Lei Prov. n. 2416 de 5 de novembro de 1877 a
cathegoria de cidade a villa de Dores da Marmellada deu-lhe o
nome de Abaetd. A Lei Prov. n. 2651 do 4 de novembro de 1880,
eom soeu art. I, creou o mun. de Daores do Indaia; e em sau
art. II a cornm. do Abaet6, compost dos muns. do Indaia, e do
Abaetd. Foi declarada conm. de to entr. pelo Dec. n. 230
de 27 do feverairo de 1893. 0 mun. do Abaet6, aldm da pa-
rochia da cidade, comprehend mais a de N. S. do Loreto da
Morada Nova, S. Gothardo e a de S. Antonio dos Tiros e as
povs. E. Santo do Quartel Geral, Tabocas e Nova Lorena.
No mun. cultiva-se coin grande resultado a canna e o algodiao,
existindo grande numero de fabrics bem montadas, que ex-
portam seus products para cs muns. do sul do Estado.
Pertence ao 50 dist. eleitoral, cuja side 6 a cidade de Pitanguy.
Em 1881, alistaram-se na parochial da cidade 77 eleitores. Sobre
suas divisas vide, entire outras, a Let Prov. n. 1190 de 23 de
julho de 1864, art. I e IV da de n. 1635 de 15 de setembro
de 1870; n. 2651 de4 do novembro de 1830; n. 2782 de 22 do









- 3 -


setambro de 1831 ; n. 2338 d( 25 de setombro da 1882. Ternm
agencia do corraio e duas eschs. publs. de inst. prim.
- ABAErE. Villa e mun. do Estado do ParA, na corn. de
Igarapd-mirim, p3rto da foz do rio do sau nome, na margem
dir. do Marataiyra, a 40 kils. da "apit l. 0 solo do mun. u todo
piano, cortado em todas as dir';ea3 poar alguns rios a imuitos
furos, .aup- :n -_ em gral s-ao varzeaa ; no centre existed
terras :r,.-. -. .. andls dore.tas virgeas, onde eacontram-se
algumas madsiras da constr ;cao. A niandioca, a canna de
assucar, o arroz, o milho a o alg doao s ao os principles rameos
de trabalho n-'rioq ; sua industrial e principalmente a sa-
charina, a I -' ,. impulse diversas machines movidas a
vapor; a gomma elastica e o cacao. 0 commercio jAi animado,
send o porto da villa visitado por mais do 12 vapores mensal-
mente. 0 clima 6 em geral q:eante e satio; appareeando na
mudanra do verao para o inverno a vice-versa algumas febres
palustres. Sua pop. 6 cal cilida em 9.000 habts. A ig .eja matriz
tem a invocacao da N. S. da Conc'icAo e depende dadiom:'se do
Para. Foi creada parochia emr 175) e elevada a villa pela Lei
Prov. n. 973 de 23 de marqo de 183), que incorporou a, sen
mun. a freg. de Beja. Installada a 25 de mao do 1883. Tean
duas eschs. publs. da inst. prim., aganecia d) correio, creada pola
portaria de 10 dejaneiro de 1881. Pert nce ao 30 dist. eleitbral,
cnja side 6 a cidade de Cameta. Em 181 alis 'aram-so nella 63
eleitores. 0 mun. 6 ..1 i 1 3 rios e igarapos Maratanyra,
Itamumbuca, Irapap'i, i .- ', Tauera-mirim, Acaraqiy,.
Abaetd, Ipixuna, Camotins, Curaperd, Castanhal, Janipahuba,
Jacaraquara, Jaruman, Pirocaba. A'--.i-i''- G-tajarA e di--
versos furos. A Lei Prov. n. 1112 m. !...1. .. vembro do 1882
autorisoun a fundacio de um engenho central nesae mu i. A 4 de
agotto de 1885 sentiu-se na villa um tremor de tecra, que nio
teve consequencias lamentaveis. Sobre as divisas desse mani.
consulte-se, entire outras, a Lei Prov. n. 121 del de outubro
de 1884. Tornou-se sde da com d- ... T ''-g' pela L i
Pryov. n, 1282 a 13 de dezembro de i..; i i. L gada p'la
de n. 1304 de 28 de novembro de 1887.
ABAETE. Log. da Capital. Federal, na freg. de Jacar6-
agua.
ABAETE. Pequena serra do Estado da Bahia, no nmun. do
onde (Inf. loc.)
ABAETE. Ilha do Estado do Para, no mun. de Souzel
(Inf. loc.)
ABAETE. Rio do Estado do Para, banha o mun. do sou
nome e desagua no rio Tocantins, defronte da ilha Capim.
Liga-se com o Igarape-mirim pelo faro do sea nome. Re-
cebe o Ipixuna, Camotins, Carupera Castanhal, Janipahuba
o Jacarequara.
ABAETE. Rio do Estado de Minas Geraes; nasce na ser:a
da Matta da Corda, corre de 0. para N. E., receba os ribeiroes
AbaetI, Areado, Agua Suja, Chumbo, Extrema, Palmeiras,
Tiros, e S. Gongalo, ap6s um curso de cIrca do 237 kils.,
desagua na margem esq. do rio S. Francisco n'uma altura de
678m,92. Tem na foz 14815 de largura e 21m,25 de profundidade.
E' diamantino desde sua nascente atl a foz ; caudaloso na estagao
das chuvas e navegavel por espaco de 52 kils. Atravessa a
estrada de PitangiUy a Paracatmi. Nesse rio, em 180), foi achado
por tres criminosos, n'uma ilha formada na confluencia do corrego
do Regente com o Abaoet cerca de 13 a 14 kils. de sua foz no
S. Francisco, o celebra diamante appellidado Regente, cujo
valor era naquella 4poca estimado em 7.500 milh6es de francs.
< 0 rio Abaeot, diz o Sr. Gorceix no I Vol. dos Annaes da
Esch. de Minas de Ouro Preto, esta mal tragado na carta de
Gerber; as suas nascentes que sao ao S. do Campo Grande, entire
este arraial e o da Confusio, parece serem minuito a 0. daquelle
arraial. > N'uma Carta annexa ao Vol. IV dos mesmos Annaesa
(1885) sao mencionados as seguintes corregos tribs. do Abaete,
pela esq.: Paiol, Ponte Firme, BDbedouro, Chiluo, Comprido,
Tres Barras, Frade e Can6as; e pela dir. o Muniz, Principe,
Burity, Curral das Eguas e do Gato. Ternm diversas cachoeiras,
dos quaes sao celebres as do Salto, Passarinhos e Abaete
Velho.
ABAETE. Lagoa do Estado da Bahia, na freg. de Itapuan.
E' notavel por sua extensao e profundidade, cercada de comoros
do area e offerecendo um aspect agradavel.
ABAETE VELHO. Corrego do Estado de Minas Geraes,
aff. da margam esq. do rio Abaetl, trib. do S. Francisco.


ABAHY. C.. .r. ... do Estado do E. Santo, banha o mun.
de Guarapary a desagia na praia da Ponta da Fructa.
ABANAS. Indigonas do Estado do Amazonas, habitam as
margens do rio Japura.
ABARE. Nomna d' uni arraial do Estado da Bahia, assente
na mnarem dir. do rio S Francisco.
ABARE. Riacho do Estado da Bahia, desagua na margem
dir. do rio S Francisco, abaixo da pov. do PambUi.
ABARE. Cachoeira no rio Cjxim, abaixo do ribeirdo da
Ciladc. e aima da cacho ira das Culapadas. Vide Vard (Dr.
S. da Fonseca. Dice. msc.)
ABARE-MANDUABA. Cachoeira no rio Tietl do Estado
cde S. PaulI. 0 brigadeiro Sa e Faria, que della faz menqgo
em sau Diario, c.,: ...1. .'" esse nome = cachoeira onde
as indios quizeraio. 1i .- ,,... cadre. << Ha tradicao, continuia
Sa e Faria, de quoe -...ii i, a o venerando Jos6 de Anchieta
que, querendo os indios que o conduziam fazer prova de sua
virtue, viraram a canoa em quo iam, indo o padre ao fundo:
e, vendo estes que elle nao voltava, mergulharame a o encon-
trraai! rezando no breviario e o tiraram enxiito. > 0 Dr.
Lacerda, no sau Diario, escreve Avardmandmava ou Avard-
1i0an's-ava. Diz ella que Avarj significa Padre e manossava
morreu. ( IHa tradicao qiue nest logar naufragou um padre:
dahi se chamou ao logar e cachoeira Avaremanossava e por
corruppao Avaremand ava.>) 0 tenente-coronel de engenheiros
Jose Antonio Teixeira Cabral, que por tres vezes navegou o
Tiet4, de 1810 a 1817, descrevendo uma das suas viagens (Msc.)
escreve: Abacr-mao liavaa.
ABARRACAMENTO. Nome de um campo, situado a 30
kils. ao S. do rio Ivahy ; no Estado do Parana.
ABATIRAS. Selvagens que nabitavam a antiga Capitania
de Pori) ,geuro. Segundo Ayres de Cazal, eram os AbatirAs
uina horda de Aymnores mui pouco conhecida.
ABAUCIT. Lago do Estado do Para, A margem esq. do -,
Nhaimunda, acima do Repartimento.
- ABBADE. Pov. do Estadco do Pari, assents no rio Murid, a
quatro k ls. da villa de Curiur' cam aqual so communica por uman
estrada larga de terreno piano e enxuto. Tamn umas nove casas e
8) habs.
ABBADE. Important lavra no mun. de Meia Ponte e
Estado de Goyaz. Coam os tercenos que a cercam fica a 2.233
metros acima do nivel do mar. Do Relat. apresentado pelo
Dr. Chrispiniano Tavares ao president da Companhia de Mi-
neraqao Goyana, extrahimos o seguinte : ( 0 aouro nas lavras
do Abbado esti na rocha matriz. Esta rocha c um quartzito
micaceo huroniano. E continue. 0 ouro apresenta-se crysta-
lisado corn faces brilhantes, e, .em geral, os crystaes sao tlio
paquenos que so com o microscopic se podem distinguir, predo-
iniando os octaedros e dodecaedros. A' primeira. vista, a rocha
parece um micachisto, mas examninada c)m a lupa, va-se que o
quartz crystalisado domina. E' impregaada de ouro em toda a
sua masia, bem conio de chrystaes cubicos de pyrites alteradas,
oxydos d' manganez, de ferro e titaneo (rutillo). A proporgao
queao a rocha diminue em qartz, passaodo francaente a mi-
cachisto, empobrece emn ouro. A sia possan(a varia de dous a seis
metros. E tao friavel que pode ser Iratada porjactos hydraulicos.
Existem, porem, algumas porcoes na rocha, mais quartzosas,
que nao sodesmancham e que dever'o aer tratadas nos piles.
NY lavra terA, portanto, de ser enmpregado este 1.i, 1 process.
0 minerio t'm, em mldia, uma oitava de ouro -i quilates
per metro cubico. Nao existindo despazas de extraciao e, tratado
pelo process que aponto, 6 de um rendimei.o consideravel. A
jazida se estende n'uma extensao de muitos kils. Na lavra pass
o rio das Almas, dando uma sahida para os detrictos a uma
altura superior a 500 metros. A 18 kils. da lavra, corre o rio
Corumbi, que pode ser trazido A lavra. Despeja um metro cu-
bico de agua por segundo-no tempo da seeca>.
ABBADE. Corrego do Estado de Goyaz, banha o mun. de
Meia Pontae e desagua no rio das Almas.
ABBADIA. Villa e mun. do Estado da Bahia, term da
corn. do Conde, na margem dir. do rio Real, a 235 kils. da Ca-
pital. Orago N. S. d'Abbadia e diocese archiepiscopal de S. Sal-
vador. Foi creada parochia em 1718 pelo areebispo D. Seua-stiao
Monteiro da Vide; elevada A cathegoria de villa por Vasco
Fernandes Cezar de Menezes, 40 vice-rei do Brazil, em virtue


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da Decisgo Real de 28 de abril de 1728. Incorporala 6 com. do
Itapicuri pela Lei Prov. n. 51 de 21 de margo de 1837 e a do
Conde pela de n. 970 de 30 de abril de 1866. A pop. do mun.
4de 5.589 habs. Agenia do Correio. No mun. existed boas
mattas e terrenos muito uberrimos. Cultura de canna de as-
sucar, mandioca, milho, arroz, feijao, etc. 0 mun. 6 regado
pelos rios Real, Itapicurd, Pracegy, Branco, Al-r,. Azul, Ca-
lembe, Taguas e diversos outros. Pertence ao .li: eleitoral,
cuja sede 6 a cidade do Alagoinhas. Em 1881, alistaram-se
nella 70 eleitores. Estendendo-se .t._ ...... o territorio
dessa villa alem do rio Real, houve( 'l]. i ... .. .o os limits
das provs. da Bahia e Sergip', o quo deu origem a que fosse
ouvido o conselho de es'ado, que assim expressou-se na cou-
sulta de 13 de julho de 1843: t Senhor.- Foi present a s.ec;ao
do conselho de estado dos negocios do imperio a correspon-
dencia dos presidents das provs. de Sergipe e Bahia, relative
A questao de limited entire aquellas provs. sobre o que mandou
Vossa Magestade Imperial que ella consulted cornm o que ihe pa-
recer. A freg. da Abbadia, que jaz no territorio da prov. da
Bahia, e na'sua demarcaao cornm a de Sergype, estende-se aldm
do Rio Real; sobre esta part que pass o rio 4 que versa a
contend. Si se consaltarem as exposigoes das autoridades
das ditas provs. achar-se-ha que ambas pretended ter sempre
exercido actos de jurisdicgo civil, judiciaria e fiscal naquella
parte da frog. q'e e hoje object de duvida; mas nari so en-
contram documents, que conprovem aquellas asserc6es. 0 que
se v6 cornm certeza 6 quie nestes ultimos tempos teem ambas ellas
pretendido exercer esses actos, encontrando sempre opposicao
da outra part. E ultimamente a assembl6a prov. de Sergipe
origin em frog. aquella parte da freg. da Abbadia. A secao
reconhece a necessidad e de pr um termo a estas questles, que
podemn vir a perturbar a ordem public. Faltam, por6m, todos
os eselarecimentos a este respeito. Nao se sabe qual era a an-
tiga divisao da prov. de Sergype, quanto A administracao ju-
diciaria, emquanto fazia part da da Bahia, e nero consta quaes
os limits, que se Ihe marcaram, quando foi separada desta
prove. NAo se acha entire os papeis qual 4 a extenso deo territorio
daquella part, da freg. e nem sua pop. Apeuas em umra expo-
sigao da Camara da Abbadia se diz que elle comprehend 30
engenhos de assucar. Nestes thermos observe a secego que a
decision deve sor findada mais nas conveniencias geraes, do que
na posse, que cada uma dellas possa allegar. 0 direito da
prove. da Bahia par'ce mais bern fundado que o da de Sergype.
Mas a circumstancia de ser o rio Real a divisao daquellas
duas provs. em t)dos os mais poneos, e ser aquelle rio nave-
gavel e possante, 6 uma razao mui attendivel para que aquella
part da freg. da Abbadia fique pertencendo A de Sergype, ser-
vindo aquelle rio de divisao geral entire ambas. A secado nao
pode deixar de accrescentar que, sendo pelo menos duvidosa a
jurisdiccao da prov. de Sergype sobre aq ella porcfo de terri-
torio, nao podia a assembl6a prov. erigir a capella em frog.
por um acto seo ; devendo para isso ter recorrido A autoridade
superior, pelo que entende a secCgo que, emquanto por uma
lei se n5o marcarem os limits daquellas provs. ordene Vossa
MT ...:i..1 imperiall que interinamente se consider aquella
-... .. da Abbadia come pprtencendo A prove. de Ser-
gip?, servindo o rio Real (de diviso entire as duas provs.
Queira, Senhor, acolher Vossa Magestade Inperial benigna-
monte este humilde parecer da sec,;ao. Sala dlas sessues do
conselho de estado, em 13 de julho de 18t3.- Visconde de Olin-
da.-Jose Cesario de Miranda Rieiro.-Bernar o Pereira de
Vasconcellos.) A lei prov. n. 761 de 16 de junho de 1859 creouon
ahi uma esch. pub. de instr. prim. Comprehende o pov. de Santo
Antonio de Capa Forte. Foi sua sede transferida para o arraial
da Cachoeira pela Lei Prov. n. 1985 de 26 de junho de 1880:
disposiqgo essa revogada pela Lei n. 2427 de 11 de agosto de
1883. Ayres de Cazal diz sobre ella o seguinte: (< Abbadia,
villa mediocre sobre a margem do Ariquitiba, derradeiro tribu-
tario do rio Real, cinco leguas longedomar; tern um bom porto,
ondfe chegam sumacas, que exportam assucar, algodao, tabaco
e muita farinha, riquezas de seus habs. que sao broncos e in-
dios.>n
ABBADIA. Parochia do Estado de Minas Geraes, no mun
da cidade de Pitanguy, a qual 6 ligada por urna estrada atraves"
sada pelo rio Picao. Orago N. S. d'Abbadia e diocese do Ma-
rianna. Foi creada parochia pela Lei Prov. n. 911 de 8 de
junho de 1858: transferida para o arraial do Bom Despacho pelo
art. VI da de n, 1755 de 30 de margo de 1871 ; restaurada pelo
art. VII da d' n. 2)86 de 24 de dezembro de 1874. 0 territori0o


dessa frog. 4 quasi todo composto de campinas, tendo por4m
alguns serrados e taboleiros. E banhado pelos rios S. Francisco,
Para, Picao, Formig dnha, e corregos do Barro, Velludo, Ma-
monas, Arrudas e Retiro. A lavo:ira e da canna de assuecar,
arroz, feija o e milho. A industrial consist na fabricagoo de
assucar, aguardente e rapadura; ha uma fabric de vinho de
uva americana. No arraial, s(de da freg., haverA 25) a 300
casas; egreja matriz, a capellinha de Santa Cruz do Monte e a
de N. S. do Rosario. Tern uma pop. calcalada em 5.000 almas,
agencia do correio e duas eschs. publs. de inst. prim. tendo sido
a do sexo femenino creada pela Lei Prov. n. 3071 de 31 de
outubro de 1883. Pertence ao 50 didt. electoral, cuja sede 6 a
cidade de Pitanguy. Em 1881, alistaram-se nella 25 eleitores.
Comprehende diversos povs. entire os quaes os denominados :
Burity dos Olhos d'Agua, Birity do Marco, Burity do Tiburcio,
Burity Grande, Bocaina, Boa Vista, Cachoeira, Cresciuma,
Fazendinha, Logrador, Moinho, Monjollos, Riacho do Barro,
Pary-mirim, Sacco, Serrado, Varginha e Velludo. O clima d
geralmente salubre, except nas margens dos rios, nos logares
baixos e pantanosos onde reinam febres palustres.
ABBADIA. Parochia do Estado de Goyaz, no mun. da cap.,
creada pela Lei Prov. n. 722 de 22 de agosto de 18S4.
ABBADIA. Pov. insignificant da frog. de S. Gancalo do
Rio Preto e Estado de Minas Geraes.
ABBADIA. Rio do Estado de Minas Geraes, aff. do Aras-
suahy, que o 6 do Jequitinhonha.
ABBADIA. Rio do Estado de Minas Geraes, no mun. dos
Tres CoracQes, atravessa a estrada da Mutuca.
ABBADIA. Corrego do Estado de Goyaz, banha o mun. do
Santa Luzia e desagua na margem dir. do rio Coramb. ( Inf.
loc. )
ABBADIA. Corrego no Estado de Goyaz, aff. da margem
dir. do ribeirao Mesquita, trib. do S. Bartholomeu. ( Inf. leo.)
ABBADIA. Lagoa do Estado de Minas Geraes, no mun. de
Pitanguy. (Inf. loc.)
ABBADIA DA AGUA SUJA. Parochia do Estado de Minas
Geraes. Vide Agua Suja.
ABBADIA DO BOM SUCCESS. Parochia do Estado de
Minas Geraes. Vide Bom Successo.
ABBADIA DO CURRALINHO. Parochia do Estado de
Goyaz. Vide jurralinho.
ABBADIA DO PARANAHYBA. Parochia do Estado de
Goyaz. Vide Paranahyba.
ABBADIA DO POUSO ALTO. Parochia do Estado de
Goyaz. Vide Pouso Alto. i,
ABBADIA DO PORTO REAL DO S. FRANCISCO. Pa-
rochia do Estado de Minas Goraes. Vide Porto Real do S. Fran-
cisco.
ABBADIA DOS DOURADOS. Parochia do Estado de Minas
Geraes, no mun. de Coromandel, a margem do rio Dourados,
alff. do Paranahyba. Pertenau em principin ao mun. do Pa-
trocinio, do ua fo do ua foi desmembrada pola Lei Provey. n. 2930 d
6 de outubro de 1882. Orago N. Senhora da Abbadia e diocese
de Goyaz. Foi creada dist. pela Lei Prov. n. 1143 de 24 de
setembro do 1862 e parochial pela de n. 2874 d 20 de 20 de setembro
de 1882. Tern duas eschs. publs. de inst. prim.
ABELHA. Ilha do Estado do Amazonas, no rio Negro, entra
o logar denominado Manacapurd e a fez do rio Cauabury.
ABELHA. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o
mun. do Curvello e desagua na margem dir. do rio das Velhas
(Inf. loc.)
ABELHA. Corrego do Estado de Goyaz. Vai para o rio dos
Bois, aff. do rio das Almas, que o e do Maranh6o.
ABELHAS. Dist. do mun. de Manicor6 do Estado do Ama-
zonas. no rio Madeira. Comprehend os povs : Firmeza, As-
s'impcao, Papagaio, Nazareth. Boa Hora, Vida Nova, CuriAca,
Cavalcante, Marains, Canada, Belmn e alguns outros.
ABELHAS. Ilha no rio Madeira a 456 milhas da foz deste
rio no Amazonas, proxima da ilha dos Papagaios. Defronte
dessa ilba, possue o Madeira pedras que embaragam a passage
dos barcos.


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ABELHAS. Ilha no rio S. Francisco, na part desse rio que
separa o Estado de Pernambuco do da Bahia, proxima das ilhas
Quixaba, Malva, do Serrot, do Moleque e das -Flores. (Halfeld.)
ABELHAS. Serra do Estado de Minas Geraes, no mun. de
Tres Corai'es do Rio Verde.
ABERTAO. Bairro a 12 kils. e ao N. da pov. de Santo
Antonio da Jacutinga; no mun. de Ouro Fino o Estado de
Minas Geraes. Tern mais do 30 casas habitadas. (Almanak
Sul Alinciro, 1884)
ABERTAO. Serra do Estado de Minas Geraee, no mun. de
Ouro Fino. Nasca em Santa Catharina, pass per Sant'Anna do
Sapucahy e more na Baleia, junto as margens do rio Mogy-
guassd a 12 kils. de distancia da freg. de Santo Antonio do
Jacutinga. E' tambem denominada Emboabas. (Almanak Sul
Mlineiro, 1884.)
ABIA. Serra do Estado da Bahia, no mun. de Valenqa,
ao NO., cerca de 56 kils. distant da cidade. E' avistada do
Oceano, muito al6m da ilha Tinhari.
ABIAHY. Aldeia do Estado do Parahyba do Norte, no
mun. de Pitimbd, junto do lago que di-lhe o nome.
ABIAHY. Rio do Estado do Parahyba do Norte, corre
ao S. da villa de Pitimbfi e desagua no Oceano. DA entvada
e navegaqao a barcagas atl a distancia de 12 kils. Seu curso e
avaliado emn 60 kils.
ABIAHY. Lago do Estado do Parahyba do Norte, no mun.
de Pitinmbu, perto do mar. Tern 12 kils. de N. a S. e seis de
largura. E' atravessado palo rio Ipopoca. Nelle desaguam
varies ribeiras, entire os quaes scio mais consideraveis o Ja-
guarema e o Camaqari.
ABIAXES. Joao Leme do Prado, no Diario de reconheci-
tmonto quo fez do rio Mondego (Aquidauana ou Miranda) em
1775, faz mencaio dos indios Abiaxis, dos quaes nenhuma tra-
dicio resta no dist. de Miranda (B. de Melgaco.)
ABIO. Ilha do Estado do Amazonas, no rio JapurA, logo
acima da ilha de Tabocas.
ABOBORA. Ribeirao do Estado de S. Paulo, allI. da mar-
gem esq. do rio Ribeira de Ignape. Sua extensGo 6 de 22,2 kils.
Corre na direcgo mais geral de N. a S. (Azevedo Marques).
0 Dr. Carlos nRath, em sees Fragmentos gcologicos e geogra-
phicos das provincias. de S. Paulo e Paranau, 1856, menciona
esse ribeirao como aff. do lade direito do Ribeira e da-lhe
cinco braqas de largo e quatro leguas do extensao.
ABOBORA. Ribeirlo do Estado de Goyaz, adf. da margem
dir. do S. Joao, que, depdis de recebor pela esq. o S. Damin-
gos, toma o nomen Piranhas coin o qual vai deseguar na mar-
gem esq. do Cayaplsinho (0 Far-West do lirazil. )
ABOBORAL. Serra do Estado de S. Paulo, no mun. de
Xiririca.
ABOBORAL. Ilha do Estado do Matho-Grosso, no rio Pa-
raguay, 10 kils. abaixo da foz do Taquary.
ABOBORAL. Ribeirlo do Estado de S. Paulo; faz barra no
Ribeira e serve de limited ao term de Xiririca.
ABOBORAS. Pequeno pov. do Estado de S. Paulo, no mun.
do Cuanha, na estrada de Tatuhy.
ABOBORAS. Serra do Estado do Rio de Janeiro, esten-
de-se na direceao ENE. por entire os rios Preto e Parahybuna.
E' galgada pela E. F. Santa Isabel do Rio Preto. 0 chapadao
do alto da serra tem uima vista muito agradavel.
ABOBORAS. Ilha do Estado da Bahia, no rio S. Francisco,
proxima da ilha do Barro Alto, entire os rios Santo Onofre e
Paramirim.
ABOBORAS. Ilha do Estado do Parani, no rio Tibagy, aff.
da margin esq. do Paranapanema.
ABOBORAS. Corrego do Estado do E. Santo, no espaeo
percorrido pela linha telegraphica entire Linhares e S. Ma-
theus, proximo do rio Barra Secca.
ABOBORAS. Corrego do EsCado de Minas Geraes, banha
o territorio da freg. de Sant'Anna de Ferros e desagua no
rio Santo Antonio pela margem esq.


ABOBORAS. Pequeno rio do Estado de Goyaz; i um dos
formadores do rio Doee, trib. do Claro, aff. do Paranabyba.
ABOBORAS. Cachoeira no rio Ivahy, aff. do Parana; no
Estado deste nome. Ha uma outra cachooira no rio Tibagy
com o memo nome.
ABOLIQAO. Foi assim denominado em honra a Lei do 13
de maio do 1888 o morro da Forca, situado na cidade de Ouro
Preto, capital do Estado de Minas Geraes.
ABONINY. Log. no mun. da Labrea e Estado do Ama-
zonas.
ABONINY. Igarap6 que liga o lago do sen nome ao rio
Purds, no Estado do Amazonas.
ABORIGENES. Nome que design os habs. originarios e
primitives de um paiz qualquer.
ABORRECIDO. Log. do Estado de Goyaz, no dist. de Bella
Vista.
ABORUAS. Indies do Estado do Amazonas que habitavam
a antiga pov. de Alvardes (Accioli, Chorogr. p. 303).
ABRA. Serra do Estado do Parahyba do Norte. Semelha
unia gigant.isca muralhlia. < A serra d'Abra, escrevem-nos do
Estado, corrend do de nasconte a poente, cahe perpendicularmente
sobre a do Flamongo, que corre de S. a N. Por detrds deltas,
parac'ndo superpostas, apparecem as serras Preacas, Branca
e Negra)).
V ABRA DE DIOGO LEITE. Assim denominou-se a foz do
rio Gurupy, visto ter sido explorada por Diogo Leite, enviado
em 1531 por Martim Alfonso de Souza a explorer o littoral do
Maranhuo.
ABRAHAO. Pov. do Estado do Rio de Janeiro, no mun.
de Angra dos Reis ; corn duas eschs. publs. de inst. prim.,
send uma para cada sexo.
ABRAHAO. Sitio semeado de altos penedos no littoral do
Esbado de Santa Catharina, entire a ponta de Itaguassd e o
riacho do Araujo, no dist. de S. Josi. Dizem-nos haver ahi
uma gruta natural constituida por pedras sobrepostas, for-
mando diversos compartimentos. Pode abrigar grande numero
de pessoas.
ABRAHAO. EnsCada no lado occidental da Ilha Grande,
proximsa da enseada da Estrella, Estado do Rio de Janeiro.
E' umt boin ancoradouro e talvez o melhor da ilha. Deifronto
fica-lhe a ilha do Pau a Pine, onde todos os navies do guerra
fazem exercicios de artilharia ao alvo. Essa enseada d as-
signalada pelo Bico do Papagaio ; nellauacha-se edificado o
Lazareto.
ABRANCHES. Colonia municipal do Estado do Parana.
Foi estabolecida a seis kils. da cidade de Carytiba em terreno
adquirido pela Camara Municipal, seondo em 1889 povoada
per 145 colonos polacos, 131 brazileiros, 23 allemies e oito ita-
lianos. Consisted a culPura em centeio, batata, mnilho e feijao,
alin de abundante hortalica, quo e consumida na capital.
Possue urea capella para o cult catholico corn a invocadao do
Sant'Anna e uma esch. mixta mantida polo Estado. E' ligada a
Curytiba pela estrada do Assunguy.
ABRANTES. Villa e mun. do Estado da Bahia, side da
coin. de seu none, pouco mais de 1.600 metros arredada da
margem esq. do rio Joan nes, a cinco kils. do mare a 40 ao NE.
da capital do Estado, edilicada sobre uema elevai o. Orago
Divine Espirito Santo e diocese archiepiscopal de S. Salvador.
Foi elevada a cathegoria de villa pela Provisao Regia de 27
de setembro de 1758 e installada em 8 de outubro do mesmo
ann. Extincta pela Lei Proey. n. 241 de 15 de abril de 1846,
que creouon outra villa na Matta de S. Joao corn esta denomi-
naQo ; restaurada pelo art. I da de n. 310 de 3 do julho de
1848. Installada a 10 de janeiro do 1849. Creada comn. pela
Lei Provey. n. 398 de 20 de j de jobe 1850 e classificada de
terceira ent. pelo Dec. n. 830 de 30 de setembro de 1851.
Persence ao 40 district eleitoral, cuja side i a cidade do
Santo Amaro. Em 1881 alistaram-se nella 33 eleitores. Tom
3.780 habs. e duas eschs. publ.s, de inst. prim. Agencia do
Correio. 0 mun., alm da parochia da villa, comprehend
mats a de S. Benta do Monte Gordo. A de N. S. de Itapoan
que havia-lhe sido incorporada pela Lei prov. n. 1.983 de 26
de junho de 1880, que desmembrou-a do mun, da capital,
voltou a fazor part desto ultimo mun. pela Lei Prov. n. 2.307


ABR









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de 15 de junho de 1882. No mun. de Abrantes ficam, al6in de
outras, as povs. Camassary, Parafluso, e Sip6, estas dias corn
eschs. publs. de inst. prim. E' regado pelos rios Capivarinha,
Imbassahy, Capivara, Jacuhipe. Pojuca, Jandaym e diversos
outros. Segundo affirma Igaacio Accioli (Mem. hist. e polit.
da Bahia) exist' ahi uma excellence mina de graphite, deseo-
berta em 1816 pelo major do corpo de engenheiros Guilherme
Christiano Feldner. A lavoura e acanha la e limit:-se ao
plantio da mandioca, milbo, alg'm feijao e pou.co fume. Tem
muilos coqueiraes, quo prolongam-se por toda a costa. A in-
dustria 6 iniigni:icante. A E. d-' F. Inglza, que vai a
Alagoinhas, atravessa terrenos da freg. de Abrantes, send a
estagao do Parafuso a 16 kils. de distancia, mais ou menos,
a qu matis proxima fica da villa.
ABRE CAMPO. Villa a mun. do Estado de Minas Gera's,
na com. de Ponut Nova, banhada polo rio Sant'Anna, alf. do
Matipoo, que oe 6do IDoe. Orago Sant'Anna e diocese do
Marianna. F oicreaa daist. do mun de Mariansa, polo art. II
da Lti Prov. n. 312 de 8 de abril de 1846, incorporada A parochia
do Ponta Nova polo VIII art. III da meinma lei, elevada a6
catbhegoria de parochia pela Lei Prov. n. 171 do I de juniho
do i5), annexada ao mun. de Ponts Nova pela do n. 827
de It de jalho de 1857 e elevada a villa pela de n 3712 de 27 de
julho de 183), quie constituiu o su mun. comn as regs,. da
villa, de S. Jos6 da Pedra Bonita, Santo Antonio do Ma-
tipo), Santo Antonio do Grammia e S. Jo7) do Matipo6. Fica
a 552- acimna do nivel do mar. Solo f'rtilissimo. Clima
ameno. Tom dsia esclh. publs. de inst. prim. a 2.5)) habit.
pouc) mats ou meno-. Agencia do C)rreio. Pertence ao 20 dist.
eleitoral, c'ja sd le 6 a cidade do Marianaa. Em 1881 alista-
ram-so nella (6 eleit 'res. Suas divias com a freg. do Cuieth6
foram estabelocidas p lo art. I da Lei Prov. n. 12)1 de 9 de
de 1831 e comr Arrepiados pel) art. II da de n. 782
i- I de maoio d: 1856. Vide ainda sobre os limits o art.
XVIII da Lei Prov. n. 1193 do 23 dejulho de 1861. Seu terri-
torio 6 regado pelos rios Matipo6, Sant'Anna, ribeirlo Ma-Vida
e Corregos do Romeiro e dos Fereos. Ternm as s'rras e morros
denominados Pdo de A'ssucar, Areia Branca, Vista Alegre,
Caicalhio, Estoi'ro e diversos outros. A lavoura consoiste em
caf, canna do assuet r, arroz, milho e feijio. Comprehende o
pov. da Cacihoeira Torta.
ABRE CAMPO. Sarra do Estado de Minas Geraes, na
frog. de seu nome. S para a bacia do rio Casca da do Santa
Anna. (Inlaf. loc.)
ABREU. Pov. d) Estado de Pernambuco, no mun. do
Barreiros ; corn duas esohls. publs. do inst. prim.
ABREU. Pov. do Estado do Rio de Janeiro, na com. e term
de Mag6; na estrada que communica o Porto da Piedade corn o
logar denominado hlarrcira e no point) de partida da ostrada
de Santo Aleixo. E' inui sujeita a febres palustres.
ABREIU. Log. do mun. da Capital Federal, na freg. de Gua-
ratiba.
ABREU. Ponta na ilha Fernando de Noronha, situada no
Oceano e depend-nte do Estado de Pernambuco.
ABREU. Ponta na costa oriental da lag)a dos PatoD; no
Estado do IR. G. do Sul.
ABREU. Serra do Estado do Rio de Janeiro, no Corrego da
Prata. Nella exists um cemiterio de iudios, que acha-se collo-
cado em p)nto bastaite alto, pois q ie desse ponto descobre-se
parts do Estado de Minas Geraes (Almanack d'O Carmensa,
1838.)
ABREU. Lage existence na barra do rio S. Francisco, no
Estado de Santa Catharina. Foi balisada em 1862 comr uma
boia do ferro pintada de encarnado. S6 so a esobre na baixa-
mar do equiinoxio de setembro e as redor dalla, na distancia
de 7,92m, encontra-se 18 a 27 palmnos.
ABREU. Ribeirlo no Estado de S. Paulo; entire Parnahyba
e Jundiahy.
ABREU. Rio do Estado de Goyaz, em Taguatinga.
ABREU (Porto do). Situado na margem dir. do rio Una,
junto a sua foz, distant cerca de 133 kils. ao S. da cidade do
Recife ; no Estado de Pernambuco. Em 1854 dizia o director das
Obras Publicas do Estado : ( Era par es e porto, dantes acces-
sivel a embarcasaes de 83 a 100 toneladas, que antigamente se I


exportavam a maior parts dos productos do Valle do Una, um
dos maiores, mais ferteis e abundantes do Estado. A falta de
obras precisas para canalisacao das aguas, as diflerentes e
alternadas mudancas de direcsees, que annualmente tomava o
rio na sua ftz, afastaram-no de sua posiQiao e obstruiram-no a
ponto de nao admittir presentemente embarcaaoes, clue deman-
dem mais de seis pes de agua. Alem disso a falta de boas
communicaq6es dos diversos centros de producclo para esse
porto, e o estabelecimento d- navegaato por canoes e bareagas
lizeram diminuir o sou commercio, a ponto de achar-se hoja
quasi abandonado, conservando apanas cinco a seis bareagas
no tralico do commercio>).
ABREUS. Log. no mun. do Juazeiro do Estado da Bahia.
Ahi existed uma gruta, qua pode sar considorada uma das mais
bellas do Brazil.
ABREUS. Serra do Estado da Bahia, no valle do rio Salitre.
Nella existed various tumulos de indios, dispostos do modo quo
parece indicarem ter sido esse logar especialmente destinado a
um ceimit 'rio.
ABRIGO. Ilhla do Estado do Matto Grosso, no rio Paran&,
proximo fobz do Ivinheima. 0 1o tenento Silva Maia, na sua
Explo,'aido do Alto Paran,, Ivinheima e i',ilhonte, diz: *Deixei
a barra do Ivinheima e segui Parana acima. Sobrevindo um
forte temporal do SE., com bastante vento, tive do atravessar
para a ni-- --' -" aflm de abrigar-me em alguma ilha;
e corn i ... ... o navio entra duas ilhas, livre de todo
o perigo, achando-se ahi de fund unma braea em area. 0 rio
agito'i-se bastante, e trazendo o navio a reboiue, a prancha
e a barquinha, aindt mais diffieultosa f)i a navegacgo, nada
deixando ver a cerraago. A' maior ,stlas ilhas puz o nome de
Abrigo, por tar nolla amarrado o navio, e t outra por ser muito
pequena, o do .
ABRIGO. Ribeirio do Estado de Matto Grosso, aff. da mar-
em dir. do rio Parana, entra as boce:is dos rios Sucuria e
Verde.
ABROLHO$. Grupo do cinco ilhas defronte da barra do rio
Caravellas, a 30 milhas da c ,sta da Bahia. A maior a mais
oriental denomina-se Santa Barbara, a as outras, Relonda,
Syriba, Sueate e Guariba. Sobre os parcels desse grupo pes-
cam-se muitas e excellentes garopas, do qua faz-so consideravel
commercio. Sio em geral aridas, servindo de refugio a mi-
lhares do aves aquaticas. Apgs chuvas prolongadas, obser-
vano-se filetes de agna doce filtrando atravez dos rochedos da
ponta Leste da grande ilha. ( Essa agua, por.m, diz Mouchez,
6 insulliciente para as necessidades de trees ou quatro homes
encarregados da guard do pharol, os quae, 5i( blri,_idl a e n-
cher sua cisterna comr a aguada chuva que -. i-I t-11i, i.l., das
casas A natureza geologic dessas ilhas pacrse ser a mesma
que a de todas as outras ilhotas qua se encontram na costa do
Brazil ; 6 unma rocha esbranquigada quea facilment' se desagrega
ao ar e endureoa ao contrario na agua. Sobre o ancoradouro
dos Abrolh)s asosLn se express Mo)uchez : << Estas quatro ilhas
formal uma paquena bacia de cinco a seis amarras de diame-
tro, na qual se encontra um magnific) ancoradouro comn 14 a 15
metros do funlo de arreia e coral quebrado e de seguranga. Alii
liea-a poereitanmente abrigado de todos os ventos, com exceptao
dos do S. a OSO.; quando estes sopircm, suspende-so e vai-so
findear ao N. da ilha de Santa Barbara, a tires ou quatro
amarras de distancia em fund do oito a novel metros. Pode-se
passar por Ldite da ilha, a uma amarra do distancia da ponta,
ou entio fazar a volta pelo 0. das ilhas S'riba e Redonda.
Pode-se, emfim fundear por toda a part que so queira, a 0.
do meridian do pharol, corn a unica precaugao de reeonhecor-se
anteeipadamente a natureza do fundo, para naio ancorar sobre
alguns baneos de coral. Entra-se na bacia formada pelas ilho-
tas por trees passes differentles; o mais commodo 6 o do SO.;
entire a ilha Seriba e a ilha de Sueste encontra-se 15 metro
de fund no meio do passo. Corn existed alguns coraes que
bordam as ilhas deste lado, 4 convenient nao approximar-se
muito dellas. Quando so passa por L6ste dai ilhas de Santa
Barbara a de Sueste 6 precise, ao coant-ario, costeal-as bem do
perto, na distancia do ruma ou duas amarras no maxima, porque
um pouco mais afastado dellas encontrar-se-hiam as primeiras
agglomerances do cores do Parcel dos Abrolhos.
ABROLHOS (Parcel dos). Posicgao goographica: ponta do
Norte, lat. 17o 51' 5" S., long. 490 59' 03" a O de Pariz (40
31' 2" a E. do R. de Janeiro) ; ponta do Sul. lat. 180 3' 10" S.,


ABR


ABR









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long. 400 59' 3)" a O. de Pariz (40 30" 32:' a E do R. de
Janeiro).- Este recite, o mais ao mar de todo o grupa, tern a
f6rma de um crescent irregular, orientado Norle-Sul, no sen-
tido de seu comprimento, e tend a convexidade voltada para
Leste. 0 centro da concavidade, ao 0., 6 occupado pelo poqueno
archipelago de ilhotas situadas a moia milha a 0. da linha Nor-
te-Sul que pass pelas duas pontas do crescente, de sorte que o
meridian do pharol f6rma exactamenta o limite- 0.- dos
funds ,. ;'...; do todo o recife dos Abrolhos. Os limits exte-
riores I I i. -.'- sio muito menos extensos do que suppunham
todas as antigas indicagdes. Os ultimos cores pe'-i,"i" 1 estio
afastados do pharol quatro e meia milhas para o '. luatro
milhas para E., e seis milhas para o SSE, e para o Sul. Existem
ainda alim destes limits alguns baixios destacados, bastante
profundos, permittindo ser atravessados sem perigo. Entre as
ilhotas e o recife ha um canal de duas a tres amarras de largura,
que permitted contornar as ilhas em funds do oito a novel
metros. 0 Parcel dos Abrolhos comp5e-se do agglomeraioes
de coraes de pequena extensoo, bastante afastadas umas das
outras, e rlevando-se verticalmente de umna profundidade mddia
do 18 a 20 metros. S5o co:npletamente cortadas a pique e nao
descobrem on nno rebentam seano no centre do recipe; para os
limits exteriores acham-so sempre inimersas e raramente so
denunciam. Sobre o Parcel dos Abrolhos, os cores acham-se
tao espalhados que pode-se muitas vezes atravessar today a
extensao do banco sem encontrar um unicte coral, nam funds
menores de 12 on 15 motros, c'mao aconteceu diversas vezes as
nossas embarcagoes. Um aviso a vapor coin hom tempo e sol
pela popa poderia. pois, governando corn a vista de um ponto
elevada da mastreagio, passar atravez deste banco, co)mo sa
pratica por entire os coraes da Oceania. Ja dissemos que todos
esses coraes sao de fraca consistencia e que prod izem, quando
tocados pela quilha do navio, como que uma solucio de cal
que enbranquece o mar ao redor do navio. A unica manobra a
tentar, quando inexporadamente o navio se acha sobre elles,
6 procurar sahir exactamente pelo mesmo caminho pelo qual
se entrou; a maior difficuldade consisted em fazer rodar o navio
em um espaco muitas vezes tao apertado que elle toca esses
coraes ao mesnio tempo em various pontos do casco. A presenqa
do pharol e do grapo de ilhotas acima do liorizonte, cinceo ou
seis legnas ants que se chegue As proximidades dog escolhots,
da toda a facilidade para navegar sam perigo em torno deste
recife. Daremos sobre este assumpto mais amplas informaoess
no paragrapho relative a .n-.- .'- dos Abrolhos (Mouchez.
Les cdtes du BA, il, p. 129). \ .i Parcel das Paredes, Pedra-
Lixa e Pedra Grande.
ABROLHOS. Pharol na ilha de Santa Barbara do grupo
dos Abrolhos, aos 17 57' 31" S. e 40 27' 43" E. do Rio do Ja-
neiro. Torre circular de ferro fundido. A altura do foco 6 do
13m,80 acima do solo, 48- acima do nivel do mar. E' de
eclypse. Catoptrico. Alcanga 17 milhas. Acceso a 30 de outubro
de 1862.
AB*. Cachoeira no rio Negro e Estado do Amazonas. E' a
primeira que so encontra ao penetrar na secgo enchoeirada do
rio.
ABUARA. Rio do Estado do Amazonas; nasee da serra
Maduacaxis 6 lanca-se no rio Negro pela margem esq., umn
pouco ao N. da pov. do Caldas. E' do agua branca e tern ca-
coaes e salsaparrilha junto As serras. Sua foz fica entire o Juam-
bd, Inambd ou laabd e o ribairo de Sabururui.
ABUDUQUHAM. Lago do Estado do Amazonas, A margem
dir. do rio Purds, proximo das barreiras do Hypuciariahan
(Dr. S. Coutinho).
ABUFARY. Dist. policial da delegacia do termo de Ma-
nios, no Estado do Amazonas, no rio Purds.
ABUFARY. Lago do Estado do Amazonas, nas proximi-
dades dof rioe Solim5es e Purds. Communica corn o lago Gua-
jarateiua, que desagua no Purda 213,5 milhas acima da sua foz.
Do Abufary part um paranamirim que vai sahir adeante no
Purds, cerca de 260 milhas do Guajarateua.
ABUFARY. Rio do Estado do Amazonas, affl. da margemr
esq. do Purds. Abaixo do lago Tauari. deita um furo que
tambem vai ao Purds e que o denominado Boca de Cima do
Abufary. Em sua margem esq. flea o lago do mesmo nome.
ABUNI. Morro situado na margem esq. do rio Madeira,
entire a cachoeira da Figueira ou das Araras e a das Pedernei-
ras ; aos 90 de lat., defronte da conf. do Abuna.


ABUN.. Rio que desagaa na margamn esq. do rio Madeira,
entire a cachoeira das Araras e a das Pederneiras. E' o ponto
mais occidental do Estado de Matto Grosso. Em um artigo
sobre a Amazonia publicado no Diario do Giro Pard (outubro
de 1831) 1-se o seguinte : << Entra as eachoeiras das Araras
que os eng nheiros KRller callocam aos 90 55' 5" 8 de lat.
S. e 221 15" 0' de ling. 0. do Rio de Janeiro, a 27. kili. do
Ribeirao, ea das Pederneiras, que os antigos demarearam aos
90 31' 20 ', e qto dista daquella 65 kils., lanca-se no Madeira o
Abuni:, on rio Pre:o. SagImdo esoreveu o Padre Vieira ea 5 de
outubro de 165 ao provincial Francisco Gongalves, chamavam
os indios Pai Abunui aos padres de vestido preto. Fica a
barra, larga de 60 metros. a 59 kilonmeeros da cachoeira das
Araras, a 109) da co:]fl. do Guapor cornm o Beni, a mais de
1.300 d. foz do Madeira no Amazoaas, E' o ponto mais occidental
do Madeira, como o que ihe esti fronteiro o sort do Estado de
Matt.) Grosso. 0 Abuni corre de 0. para L. o sa't curso 6 quasi
semp.:e inteorrompido pelas cachoeiras. Logo acima de sua foz
ha unma cachoeira q 'e toma o rio de margem a margem, corn
baitante altura de ro'hedos, pelos q:maei arremessa-se a agua
corn extraordinaria impetuosidade. Constatou-se que nests
regid6e das cachoeiras, as agais do ri) si sensivelmnaate nmais
elevadas do nivel ainda mesmo quando se deslisam unidais a
calmas, sem mardlh :s nem escarceos, o que se exp'ica pelo
obstaculo qne os parceis oppoem a agua que desce e que por-
tanto ahi so det6m e avoluima. Tambem 6 notavel o movi-
mento das aguas nessas par.gens de cachoeiras ; o rio parece
dividido em tires zonas: no meio a correleira, onde a velocidade
6, enorme, e lateralmente os reomansos immoveis come agua
estagnada. Entre estes e aquella uma ontra corrento em sen-
tido inverse ao do rio, sendo digna de observaQao tal difference
de movimento em superficie tao unida, e de que a separac io
6, por assim dizer, linear. Sio claras as ~o)ies do Abun :
as margens sempre altas, de um a de outro :'I .., z.. em poucas
partea sao inundadas pelas cheias. > E' tambem deaominado
Uamiouanm, e tonm em suas margins muitos seringaes. Receba
pela dir. um aftl. de pequena importancia, o Ysiparnani.
Em sua parte inferior csta obstruido p)r varias cachoeiras Dista
cerea de 51 kils. do Orton all'. do Beni. << As cabeceiras deste
rio, diz o cornel Labre, sao desconhecidas ; circe de OSO para
EN, ; desembomla no rio Madeira a)s 90 40' de ]at. S. e 22o 8'
de long. 0. do Rio de Janeiro. Parec, ter curso extenso por-
qus onde o atravessei, a 500 kils. ou mais de sua foz, trazia sua
corrente um ban cabedal de agna. Tern um curso presumnivel
de 8)0 kils. com uma largura de 60 a 70 metras. E' navega-
vel, si benm que tenha cachoeiras, segindo informa;oes dos sel-
vag.ns. Coin effeito, nav'gando et por elle da boca para cima
alguns kils. encontrei umna cachoeira a quatro kils. acima, pude
transpol-a fazendo subir a canoa vasia A sirga. No ponto under
houve: de passar a estrada do Acre para o Madre de Deus, 6 o
Abuni (Pureruhan em guarayo) mais estreito, mas tern capa-
cidade para navegaCao de canoes e lanchas a vapor, de modo
a transportar os sets products para o porto da estrada, quer da
parte superior on da inferior, podendo alimentar um grand
centro commercial, por ser abundant em products natuiraes.
(Do Amazonas ( Bolivia.)
ABUNAS. Nome por que os indigenes conheciam osjesuitas e
que quer dizer vestido preto, corruptela de ob vestido e vTna
preto, por causa do habito preto que traziam. Aos padres de
Santo Ant nio chamavam Tucura, gafanhoto, pela semelhanca
do capuz destes grades corn o gafanhoto. VideG. Dian (Dice.
Tiupy) verbo Pay (0 padre F. Pinto ou .4 primeira oatechese de
indios no Ceard par P. N. Borges da Fonseca;p. 21, not. 24).
ABUNDANCIA. Corrego do Estado de Matto Grosso; nasce
na serra do Taquaral; pass na estrada geral do Cuyab& a
Goyaz, a 6 (12, segundo outros) do Passa Vinte.
ABURA. Serra do Estado de Pernambuco, entire a freg. de
Nazareth nesse Estado, ea de Cabaceiras, na do Parahyba
do Norte. (M. C. Honorato.)
ACABA DE QUERER. Pequeno rio do Estado de Minas
Geraes; desagua na margem esq. do Piranga, entree a foz dos
rios GuraarA e Agua Suja.
ACABA MUNDO. Aldeia do Estado de Minas Geraes. em
terreno montanhoso, ao N. da cidade de Ouro Preto.
ACABA MUNDO. Lavrade diamantesnorioJequitinhonha,
Estado de Minas Geraes. Fica proxima da barra do ribeirio do
Inferno.


ABU








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ACABA MUNDO. Serra do Estado de Minas Geraes, na
eg. do Morro de Gaspar Soares ( Inf. loe.)
ACABA RABO. Rio do Estado de Goyaz, aff. do S. Bar-
tholomeu, que o 6 de Corumba. (R. H. des Genettes.)
ACABA SACCO. Log. no dist. do Milho Verde e mun. do
Serro; no Estado de Minas Geraes.
ACABA SACCO. Pequeno rio do Estado de Minas Geraes,
aff. do rio Jequitinhonha, ahi conhecido pelo nome de Ma-
,angano.
ACABA SACCO. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff.
do rio Abaet6 pela margem esq. banha o dist. de Nova Lo-
rena. (Inf. loc.)
ACABA VIDA. Nome de uma malta existent em S. Jos6
do Tocantins, no Estado de Goyaz. Ahi residem indios fe-
rozes.
ACABA VIDA. Corrego do Estado de Goyaz, banha o mun.
de Santa Luzia e desagua na margem dir. do rio das Areas.
(Inf. loc.)
ACABLO. Grande ilha no rio Negro, aff. do Amazonas, no
Estado deste nome. Fica na boeca do Mari6.
ACACIO. Rio do Estado do R. G. do Norte, desagua no
Apody pela margem esq.
ACACIO. Ribeirao no Estado de Minas Geraes, no termo
do Pomba. Vai para o rio deste nome.
ACAHY. Pov. do Estado de Pernambuco, no num. de
Cimbres.
ACAHY. Serra do Estado do Parahyba do Norte, no mun.
de S. JoSo do Cariry. (Inf. loc.)
ACASY. Serra do Estado de Pernambuco, sobre a qual
acha-se o pov. Alagoinhas, pertencente A com. de Cimbres.
Della naace o rio Ipojuca. Affirma M. da Costa Honorato que
essa serra 6 tambem denominada Ararubd.
st-ACAHY. Rio do Estado do Para, aff. da margem dir. do
Xingui, trib. do Amazonas. Corre de E. paraN. Suas margens
sao revestidas dematto escuro e espresso.
ACAHY. Sacco existence na lagda de Araruama, noEstado
do Rio de Janeiro. Fica entire a ponta do seu nome e a de Mas-
sambaba.
ACAHYRA. Ilha do Estado doE. Santo, ao N. da pov. de
Una do Giarapary, em frente A praia da Ponta da Fructa e a
SE. das ilhas Toninhae Cambaiao.
1 AQAHYSAL. Uma das malocas 'da tribu'Mauhes, antigos
Maguss; no Estado do Para. (B. Rodrigues. Rio Tapajoz, 1875.
p. G31.)
4ACARYTEUA. Cachoeira no rio Xingd, junto da aldeia de
Miry, na com. d3 Gurup. e Estado do Para.
ACAIA. Morro ao SO. da Ilha Grande, no Estado do Rio
de Janeiro. Jaz aos 23 15' 12" de Lat. S. e 460 49' 28" de
Long. de Paris. Mouchez dA-lhe 350m de altura.
ACAIA. Ponta na Ilha Grande e Estado do Rio de Janeiro,
entire a ponta dos Micos e a de Taiassiu.
ACAIA. Lago do Estado do Amazonas, na margem dir. do
rio Purds, entire o0 lagos do Macaco e Tacunare.
ACAIXI. Rio do Estado de Matto Grosso, trib. do Xingd.
ACAJATUBA. Log.do Estado do Amazonas, no Rio Negro.
Vide Acajutiuba.
ACAJURA. Pequena aldeia situada na margem dir. do rio
Xingu, aff. do Amazonas.
ACAJUTUBA. Enseada da margem meridional do rio Negro,
proxima a enseada d(s TarumAs. Em suaponta inferior fica
situada a boca do furo de Guariuba ou Guarioca pelo qual, semrn
ser precise passar A vista da fortaleza nem desembocar a
barra do rio Negro, se vai sahir, na distancia de um dia de
viagem, acima da foz do rio dos Solimdes, facilitando-se de
inverno a communicaeao de urnm com o outrorio (Dr. Alexandre
Rodrigues Ferreira.) Ha quemr escreva Acajatuaba.
ACAMPAMENTO. Log. do Estado do Parana, no dist. do
Rio Negro.


ACAMPAMENTO. Passo no rio Piratiny, no Estado do R.
G. do Sul. E' de grande frequencia. Tomou esse nome por ter
sido ahi o logar em que quasi constantemente acamparam as
forcas dos dissidents em 1835.
OAQOANCE. Uma das malocas da tribu Mauhbs, antigos Ma-
guas; no Estado do ParA. (B. Rodrigues. Rio Tapajoz, 1875,
p. 134.)
ACANGA-PIRANGA. Selvagens do Estado do Amazonas.
Estacionam na foez do Jamary, mas levam as suas excursoes ate
o Jacy-paranA nas cachoeiras do Madeira.
ACANGUERA. Cachoeira no rio Tidtd, Estado de S, Paulo.
Fica entire a cachoeira Jurumirim e o porto de Araritaguaba,
onde outr'ora comecava a navegagao para CuyabA. < Acanguera,
diz o Dr. Lacerda, que diz cabega que foi, ou caveira : talvez
porque se achasse a guma caveira. > Azevedo Marques escreve
Cangueira.
ACAPE. Riacho do Estado do Parahyba do Norte, aff. da
margem dir. do rio Abiahy. (B. Rohan. Mac.)
4 ACAPU. Rio do Estado do Park, desagua no lago Janauaga
ou Jara-uagq, que tern communicacgio corn o rio CuminA ou
Arepecurd, trib. principal do Trombetas.
ACAPUPARAN.A. Rio da margem septentrional do Jupur.
ou Yupurd. trib. do Amazonas. (Ignacio Accioli. Chorog, Pa-
raense. 1843.)
ACAPU-PUCA. E assim denominada a margem dir. do rio
JapurA, comprehendida entire as costas do Cuiarut6 e a do
Gomes.
"ACAPUTEUA. Pov. no mun. de Cameth do Estado do ParA.
( ACAPUTUBA. Igarap4 do Estado do Para, banha o mun.
de Mu-mni e desagua na margam esq. do rio AtuS, trib. da
bahia de Marajo.
^ ACARA. Villa e mun. do Estado do Part, na com. de
Belom, A margem esq. do rio do seu nome, cerca de 120 kils.
distant daquella cidade; corn 200 habs. Orago S. Jose c dio-
cese de Beldm. Foi creada porochia em 1758. Incorporada ao
mun. de Mojd pela Lei Prov. n. 279 de 28 de agosto de 1856;
reincorporada ao da cap. pelo art. II da de n. 441 de 20 de
agosto de 1864: ao de Moju pela de n. 628 de 6 de outubro de
1870. Elevada A cathegoria de villa pela de n. 839 de 19 de
abril de 1875. Tern duas eschs. publs. de inst. prim. Agencia do
Correio. Pertence ao io dist. eleitoral, cuja sede 6 a cidade de
Belem, Em 1881 alistaram-se nella 41 eleitores. 0 mun. que
tern 8.000 habs., 6 banhado pelos rios e igarapds Acard, Acard-
mirim, Mariquita, Jurupariteua, Araxiteua e diversos outros.
Cultura de arroz, mandioca, milho, canna de assucar e tabaco
de optima qualidade ; a do algodlo esta completamente aban-
donada. A industrial consist na extraccio da borracha. Sobre
suas divisas vide, entire outras, a Lei Prov. n. 1.063 de 25 de
Junho de 1881. < A villa do Acard, diz o Sr. Manoel Baena em
suas InforimaQdeC sobre as comarcas. do ERtado do Pard (1885),
esta situada A miargem esq. do rio Acara quasi ein frento da
juncqao do Miritipitanga corn o Acars-miry ou rio Pequeno,
como 4 mais geralmente chamado, a ilt kils. da caQital, em ter-
reno baixo beira do rio e alto para o centre, corn clima re-
gular. Consta de 50 casas de boa constr:cgcao e A modern,
dispostas em cinco ruas e uma praqa, eg'reja matriz, talvez o
primeiro tomplo do interior do Estado, tan to em proporgoes como
em archiiectura : cemiterio, quatro pontes magnificas no porto,
uma p:idaria, pago municipal (predio particular), seis casas
commercials no interior da villa e 25 f6ra, algumas de
important capital, agencia do correio, collectorias geral e
provincial, duas eschs. publs. urma do sexo masculine corn 40
alumnus e outra do femenino com 33 alumnas. A pop. da villa
6 estimada em 200 almas e a do mun. em 8.033. disseminada
pelas margens dos rios Acari, Miritipitanga e rio Pequeno, a
igarap s, emin maior numero, porem, no Jurupariteua, Araxi-
teua, Tapioeaua. Igarap6-assd de baixo, Mariquita, Igarapd-
assud de cima on Arapirangusst. Pitingta, Manhangaua e Sapu-
caia. Cultiva-se mandioca, arroz, milho, canna e tabaco, repu-
tado igual ao do rio Tapajoz, que passa por ser o melhor do
Estado. Tern tres engenhos de canna de assucar movidos um a
agua, um a animaes e um a vapor. Exporta farina, arroz
milho, cachaqa, assucar, pelles, oleo de copahiba e cacAo, em
pequena quantidade, muita madeira para construccao civil e
naval, castanhas e borracha. No Miritipitinga, 20 dist. da villa
ca distancia de cerca do 156 kils., esti situado o aldeiamento
163


ACA









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daquella denominacio, o qual se compoe de 10) indios da tribu
Turyudra, sendo 54 homens e 46 mulheres. Sao amigos do
trabalho. No ontro rio, Acara-miry, existed o aldeiamento
desta denominacao, dividido em tres grupos ou aldeias de
indios : o 10 no igarap6 Mariquita grande, e formado por indi-
viduos da tribu dos Tembes, em numero de 76. Estao quasi civi-
lisados pela proximidade em que ficam do pov.; o 20 esta situado
a margem esq. do rio e conta 71 indios da tribal Turyudra.;
e o 3o na :..ir_ ... -l;r.. formado por indios da tribu Temb&s.
S5o os ma.i i.uI.l .. da pov. e por isso menos civilisados.
Cultivam mandioca, arroz, milho e feijao, para cons'nmo, dando
o excedente em permuta de fazendas, espingardas ferragens,
etc. Extrahem oleo de copahiba, madeiras, estopa e fazem
pequenas canoas. Alni do vapor da liiha subvencionada pelo
estado, que faz duas viagens mensaes, ha uni service maiito
regular de lanchas a vapor de iniciativa particular, que vao
ate as cabeceiras do rio>>.
0 ACARA. Aldeiamento do Esta lo do Para. Os indios que
ahi habitat sao mansos e acham-se disseminados por uima
Area de 19 kils. de extension, vivendo em palho-as e occupan-
do-se principalmento na extraccio da madeira.
ACARA. Log. do Estado de Sergipe, no mun. da capital.
t'ACARA. Rio do Estado do Par. ; f6rma cam os rios Mqjit
e Guama o 1 .,i .1 que banha a cidade de Beldm. Enviando-nos
umnia noticia do mun. do Acard, diz o Sr. (Capitao Francisco
Xavier A. de Oliveira: << 0 rio Mirity-pitanga, cujas nascentes
proveem de igap6s on brejaes, tern um curso navegavel de 200
a 220 leguas e recebe os igarapds seguintes : pela marg'em dir.,
o YuA-assfi, Ipitinga, T:i i.. ; 1.- ixo, Igarap -assxi do
cima; e pela esq., o ( rr -.,', alhm de outros. No
logar onde esta edificada a villa, 20 lo-1i moni on menos da
cap. do Para, este rio perde o nom( .1- M'i, -Pitanga para
tomar o de Acard,; ou antes o Acara bifurca-se na altura de 20
leguas mais on menos da cap., e f6rma o rio Mirity-Pitanga e o
rio Acara-mirim oun rio Pequeno, que toma o rumo de SO.
Desaguam no Acard, que 6 uma das bifurcacges do rio Guajari,
os igarapes seguintes: a dir. Mariquita, Araxiteua, Castanheiro ;
e it esq., o Igarap6-assd de baixo, Tapiocaua, Jurupary-teua e
Itapicurii. >) Segundo alirma Baena, no sitio denominado
Cumari, nas vertentes do Acara, existem minas de ouro que
nunca foraim exploradas. (< 0 rio Acara, diz Ayres de Casal.
tambem consideravel e de vantajosa navegaglo aos fazendeiros
de suas adjacencias, repartidos em varias fregs., perde o nome
unindo-se aoMojti. pela dir., quatro leguas ao S. da capital; seis
milhas abaixo daquella confl. media Condamine o Moji e
achou 749 toezas de largura. o)
"ACARA. Umra das malocas da tribu Mauhis, antigos
Maguds ; no Estado do Paro. (B. Rodrigues. Rio Tapajoz, 1875,
p. 134.
ACARA. Igarapd do Estado do Maranhao, desagua no rio
Pindar6. Communica com o lago do mesmo nome e este com o
Acaryassti. (Pereira do Lago. Rev. do Inst. Hist.)
ACARA. Lago do Estado do Amazonas, desagua na :,, .,-_ ,,,
esq. do rio Sulimses, acima do lago da Onga e da u .1
Codajaz.
ACARA. Lago do Estado do Amazonas, defronte de Baetas,
na margem esq. do rio Madeira, a 309 milhas da embocadura
deste no Amazonas.
ACARA. Lago do Estado do Maranhlio; a 0. de Moncao.
Tern communicaodo corn o lago Acary-assdi. Em suas margens
habitam os Timbyras. (A. B. Pereira do Lago Itinerario da
Prov. do Maranhdo. Rev. do Inst. Hist Bras. T. XXXV).
ACARA. Lago do Estado do Goyaz, ao S. da frog. de Santa
Leopoldina, pertencente ao term de S. Jos6 do Araguaya e
proximo da confl. do rio Vermelho cor o Araguaya. o Grande
laoa situada sit margen esq. do riohorm para onde sangra,
abaixo da lagna dos Tigres, proximo a confl. do rio Vermelho
no Aragnaya. Presta-se a navegacao em qualquer tempo. E'
abundant de peixes. s-J. M. P. de Alencastre. Diccionario
(Msc. da Bibl. Nac.).
) ACARA. 0 10 tenente R Tavares, no seu trabalho 0 Rio
Tapajoz (1876), descrevendo a regido encachoeirada desse rio faz
minen do de uma cachoeira desse nome.

A ACARk-ASSU. Ilha do Estado do Pard, no rio Amazonas,
proxima da ilha Uruarn e abaixo da villa da Prainha.
DICc. GEOGR. 2


ACA


ACARA-ASSU. Lago do Estado do Amazonas, no mun. da
Villa Nova da Barreirinha.
ACARACI. Vide Acarahuv. Segundo Martins (Glossaria
Linguarum BJrasiliensium, p. 489) Acaracti provem de aca 6
peixe. aci corno e hy agua : rio de peixes de corns : ou card,
guassu grande, e hy : rio de peixes grande. Josd de Alencar
no seu romance Iracema, p. 207, 3a edic., diz: (< 0 nome do rio
Acaracdi vem de acard garca, co buraco, toca, ninho, e y som
dubio entire i e u, que os portuguezes ora exprimiam de um,
ora de outro modo, significando agua. Rio do ninuho das gargas
e pois a traducoeo de Acaracu.)> (< Nenhuma, porem, 6 acceitavel,
diz o Dr. Paulino Nogueira (Voc. Indig.-Rev. do Inst. do Ceard ;
40 trimestre, 1887) ; pois nem o rio temi peixes grande, nem
de cornos, nem cd significa buraco, como assevera B. Caetano
na Rev. Bras. T. II. p. 351.. verdadeira me parece: acard
garca e co quinta ou roeado quinia de garcas, de que as
margens do rio sao abundantes ainda hoje : gargas brancas,
grades e pequenas; pardas, grande e pequenas; e azues
conhecidas pelo nome de tamatido (Vide Fr. Francisco dos
Prazeres Maranhao. Colleccdo de Etimologias de Nomes Brasis,
na Rev. do Inst. Hist., T. 8, p. 70).
ACARAHU. Cidade e mun. do Estado do Ceara, na com.
de Sant'Anna, na margem oriental do rio Acarahli, acinco kils.
do mar. 0 terreno do mun.. na part. do littoral, presta-se A
cultura da canna, da mandioca e de varies legumes. Ha grande
pesca na barra do &carahti. Para o interior, cria-se gado em
grande quantidade. Seu territorio e regado pelos rios : Acarahdi,
Aracaty-assei, e Aracaty-mirim. Orago de N. S. da Conceicito e
diocese do Ceara. Segundo o senador Pompeu foiessa froc.
creada por Dec. de 4 (de 5 s gundo outros) de setembro de : -.:-,
e segundo Jose Pompeu (Chorogr. do Ceara) e o Relat. da Rep.
da Estatistica, por Provisato de 12 de setembro de 1766. Na
legislagao prov. encontra-se o seguinte: 0 art. I da Lei n.
139 de 10 de setembro de 1838 creou a freg. de Sant'Anna na
villa do Sobral; o art. I da de n. 283 de 15 de dezembro
de 1842 transftriu a matriz de Sant'Anna para a capella da
Barra do Ace-racd, filial a mesma matriz, cooi a denominacaio
de freg. de N. S. da Conceicao da Barra do Acaracui ;o art. I
da de n. 475 de 31 de julho de 1849 elevou a villa a pov. da
Barra do Acaracdi corn a denominacgo de villa do Acaracu;
o art. II da de n. 1115 de 27 de outubro de 1864 elevou-a a
com.. abrangendo os terms do Acaract e Sant'Anna, a de
n. 1217 de 27 de novembro de 186S transferin asede da com.
do Acaraci para a entio villa de Sant'Anna; rebaixada de
com. pela de n. 1980 de 9 de agosto de 1882; elevada i ca-
thegoria de cidade pela de n. 2019 de 16 de setembro de 1882.
Perdeu a denominacaio de Acaracto pela de Acarahli pela Lei
Prove. n. 1814 de 22 de janeiro do 1879. Comprehende os povs.
Cruz, Ahnofala, Santa Cruz e Jurityanha. Pertence ao 30 distr.
eleitoral, cija s6de d a cidade do Sobral. Em 1881. alistaram-se
nella 180 elettores. Em 1872 o mun. tinha 13.3741hal1s. Aldm
da egreja matriz, term uma capella de S. Benedicto. Sobre suas
divisas vide : Dec. de 5 do setembro de 1832; Leis Provs.
n. 283 de 15 de dezembro de 1832, art. II; n. 13) de 10 de
setembro de 1838; n. 402 de 26 de setembro de 1816; n. 468
de 29 de .-...*.. de 1848, art. II; n. 480 de 31 dejulho de 1849,
art. II; r "-'.2 de 27 de novemnbro de 1851: n. 658 de 29
de setembro de 1854; n. 707 de3l dejullio de 1855, n. 768 de
8 de agosto de 1856; n. 1642 de 19 de setembro de 1874, art. I;
n. 196 de 15 de setembro de 1881. arts. I e II. Tern duas eschs.
publs. de inst. prim. creadas pela Lei Prov. n. 492 de 16 de
agosto de 1849 e 769 de 14 de agosto de 1856. Agencia do
Correio. No mun., emn 1882. existiam dous acudes publicos.
feitos no tempo da secca. Tinha inais umna represa, talvez de
30 kils., formada pelo pequeno rio Aracaty-mirnm, cuja t'oz foi
obstruida no referido tempo por nont6es de area. Possue
ainda. de propriedade particular, a grande lagta Gyoca, do
3.000 bracas de comprido e 600 de 1br.'iii. i-M'de notavel que
nunca seccou e cujas margens assim 1 c 1 i .1 dispensaram
os soccorros publicos a mais de 2.000 pessoas. Acarahl significa
rio das garcas, de acard e hld agua (Vide B. Caetano. Ensaios
de Sciencia. T. 2. p. 113).
0 ACARAHU. Rio do Estado do ParA; banha o mun. de
Braganga e desagua na mnargem esq. do Manigitiua, trib. da
bahia de Maiahfo. Outros escrevem Icarahdii.
ACARAHU. Rio do Estado do Ceara ; nasco na serra das
Mattas, nas extremes da com. de Quixeramobim; corre de S.
a N., quasi parallel a Ibiapaba, pass pelos povs. do Tam-









- 10 -


boril, barra do Macaco, cidade do Sobral, cidade do Acarahd,
abaixo da qual lanua-se no mar por duas bocas, ap6s urn curso
de 320 kils., formando uma enseada e um porto, que dao entrada
a pequenos navios. Recebe muitos tribs., entire os quaes o
Feitosa, Macacos, Jacuruti, Jatobs, Groahiras, Jaybaras,
Acarahfi-mirim, Caioca, Rola, Pacheco, Sap6, Chora, Mu-
cambo, Espinhos, Buzil e outros. Corre s6 dirante o inverno,
deisando, porem, ficar em seu leito muitos ponos. E' exces-
sivamente piscoso. A mard sobe por elle at6 C6 kils. Sua barra
admitted navios de 14 palmos e 6, toda cheia de coroas, que
comeoam na ponta do Tapagd e estendem-se at6 o morro do
Timbadiba. E' rio miui tortuoiso e f6rma voltas tao agidas, que
6 precise grande cautela para vencel-as. Tern elle, logo 56
entrada da foz. seis a oito metros de profindidade. Sua embo-
cadura pass, enitre as ilhas Fernando e Presidio. Em 1858, dizia
o Dr. Joao Silveira de Souza, no seon lelat do Cear : < 0 port
de Acaracd mesmo nas mares vivas 6 inaccessivel a navios que
demandem mais de nove p6s d' ,:-,, Pela Lei n. 791 de 26
do setembro de 1856, tit. X VI, autorisastes a despeza do
3:00) coin o tapamento do brago do rio Presidio, pelo VII
a de 300" comn a abertura do um pequeno canal no logar
Canoe, corn o que esperaveis melhorar aquelle porto. Mas
o engenheiro Il'rbster, que ahi mandei para examiner e dar
direceao a essas obras, declaroi-me que ellas s riam em pura
perda, sendo que para contar-se corn algum melhloramento no
mesmo porto, seria precise pilo menos fechar-se mais tres
brace, s do rio Acaracti, deixando-se apenas aberto um delles;
despeza que orqou em 20:000$: e que para a aber-
tura do canal Cano6 eram tainbem precisos 2:0006.. Este rio
nas grande cheias tern dado communicacao at6 Soliral por
canoas. Em 1839 foi a pi-imeira; em 1875 a seg.nda. (Vide
Ccarcnse de abril de 1875.)
ACARAHIU-MIRIM, Rio do Estado:do Ceard, aff. da margem
esq. do Acarahu.
ACARAHUZINHO. Pov. do Estado do Cearai, no mun. de
Arronches, na antiga estrada de rodagem da Pacatuba.
ACARAHUZINHO. Lagoa na freg. de Arronches, Estado do
Cearo. Nos terrenos adjacentes ha insignificant minas de
chumbo e outros metaes.
ACARAHY. Pov. do Estado da Bahia, na freg. de N. S. da
Assiimpcao de Camami; corn uma esch. publ. de inst. prim.
creada pela Lei Prov. n. 1482 do 22 de maio de 1875.
ACARAHY. Serra na fronteira da Republica corn a Guyana
Ingleza. Em suas vertentes nasce o rio Nhamunda.
ACARAHY. L~:-. do Estado de Santa Catharina, na ilha
de S. Francisco. I '. cerca de 17 kils. de comprimenlo NS. e
6 ligala por uma estrada 5a cidade de S. Francisco. Des-mboca
na enseada de Ubatuba. A Lei Prov. n. 441 de 15 de marco
de 1858 autorizou a uniao dessa lagoa comn a de Araquarim.
Ayres de Casal situa-a na part oriental da ilha e da-lhe tres
leguas de comprimento norte-sul.
ACARAHY. Ayres de Casal sittia a villa de Camamin no
Estado da Bahia, a margem esq. do rio Acarahy, 18 kils. acima
de sna emboeadura na bahia de Camamui defronte da foz do rio
da Cachoeira, que s' lhe une p-la dir. MAouchez diz ser o rio
Acarahy o moesmo Camamu e sitda a villa deste nome A inargem
dir. daquello rio, a 10 milhas do mar. Em uema inf. que nos foi
enviada desse inun., em 1887, 16-se: ( 0 rio Acarahy nascoe na
serra denominada Terra Azul, une-se com o Oroj6 e, juntos,
formam o rio Camamui, em cuja margem esq. fica a villa deote
noime >>.
ACARAHY. Ribeirao do Estado de S. Paulo. aff da margem
dir. do rio S. Vicente, escoante do lagamar de Santos. Procede
da serra de MongaguA (Azevedo Marques).
ACARAHY. Ribeirao do Estado de S. Paulo, aff. do rio
Pil6es. Corre na direccao mais geral de NS. e rega o mun.
de S. Vicente. (Azevedo Marques).
ACARAHY. Rio do Estado de S. Paulo. nasce na serra do
Mar, rega o mun. de Ubatuba e desagua no Oceano.
ACARAHY. Rio do Estado de Santa Catharina, banha a freg.
de Paraty.
, ACARAHY. Rio aff. esq. do Xingd. Sua foz estA proxima
to parallel 7o. E' tambem chamado Aniguhy. Per elle pass
a liaha divisoria do Estado de Matto-Grosso corn o do Para,


desde a foz atd sua mais remote cabeceira, e desta por uma recta
de limits a encontrar o Paranatinga. Entretanto suas origens
sao desconhecidas ainda, como todo o territorio donde vertem.
Presume-se, porom, serem em terrenos altos, onde se divide
aguas do Xingiidas do Paranatinga. (Dr. S. da Fonseca. Dice.
cit.) Baena escreve Acarahi ; outros escrevem Carahy e Carary.
' ACARAHY-USSAUA. Sao assim donominadas as cachoeiras
do rio Capi, que flicamn acima da confl. do igarap6 Itauiry, no
Estado do Pard. Existed ahi uma maloca de indios Turyuaras.
)(ACARAJ6. Ilha do Estado do Para, no mun. de Melgaco,
Y)ACARAJ6. Rio do Estado do Parai, banha o mun. de Bra-
ganca e desagua no rio Caet6.
k ACARA-MIRY. Aldeiamento do Estado do Par,, dividido
em tres grapos ou aldeiamentos de indios. 0 primeiro, sitii(1o no
igarapd Mariquila-Grande, 6 formado pela tribu dos Tomb6s,
em nuimero de 76 indios quasi civilisados em virtue da pro-
ximidade em que a aldeia esta do povoado. 0 segundo, situado A
margom esquerda do rio Acara. conta 71 indios da tribal Tu-
ryuara ; sao doceeis, mas teem grande apego 6a vida errant. 0
terceiro, 6. margem dir. do rio Acar., comp6e-se do indios da
ribut dos Tembes ; sIo de boa inIole ; cnntam-se 248, send 131
do sexo mascodino e 117 do feminine ; colhem mandioca, i i .
arroz, milho e algodao. c extrahem products naturaes (i.. ,
d'Agr. de 1885.)
ZACARA-MIRY. Rio do Estado do Para, banha o mun. de
Acara e desagua no rio deste nome. E' mais conhecido pelo
nome de rio Pequeno.
ACARAPE. Villa e mun. do Estado do Ceara, termo da com.
de Pacatuba, ao p6 da serra e do rio do seu nome ; ligada a Ja-
toba por uma estrada. Orago N. S. da Conceicao e diocese do
CearA. Pertenceu 6. freg. de Baturit6. Foi creada paroehia pela
Lei Prov. n. 1242 de 5 de dezembro de 1868 e elevada a cathe-
goria de villa pela de n. 1255 de 28 de dezembrodo mesmo anno.
Incorporada a com. de Pacatuba pela Lei prove. n. 1814 de 22 de
Janeiro de 1879 (art. I X) Em seon mun. cultiva-se cafe. canna
de assucar e legumis. 0 mun. tinha, antes da seeca, 11.865 habs.
E' abravessada pela E. de F. de Ba urit6, que tern centre Acarape
e Pacatuba 33k,680 e entire Acarape eo ponto terminal, Canba,
27k,125. Foi o primeiro mun. do Brazil que libertou todos os
seus escravos, a 1 de janeiro de 1883. Agencia do Correio. Eschs.
publs. de inst. prim. Sobre limits vide : entire outras, a Lei
Prov. n. 1231 de 27 de novembro de 1867, art. 1 da de n. 1294 de
21 de outubro de 1869 ; art. I da de n. 1416 de 25 de agosto de
1871; n. 1630 de 5de setembro de 1874; n. 1797 de 10 de janeiro
de 1879 ; n. 1910 de 6 de setembro do 1880; n. 2052 de 27 de no-
vembro de 18S3. Perlence ao 1" dist eleitoral, cnia side 6 a ci-
dade da ForLaleza. Em 1881, alistaram-se nella 100 eleitores. A
estacao que ahi flea daquella estrada foi entregue ao trafego no
dia 26 de outubro de 1879. Existem no mun. trees pequenos acudes
publicos, um na colonia Christina e dous a margem da E. de F.
de Baturit6. Comprehende o dist. de Cala-boca. Segundo Martins
(Obr. cit., p. 489), Acarape vem de Acard peixe e pc caminho, ca-
minho ou canal do peixe. J. de Alencar no sen romance Iracema
(3a edic. p. 224) diz que Acarape .-.... !-.. em tupy caminho das
garcas. G. Dias (Dice. de Linguao 1 iapy) diz que Acara tanto si-
guifica peixe como garea, de cujas pennas os indios faziam pen-
nachos. <(Sondo o rio pobre de poixe 6, diz o Dr. 1'P. Nogueira,
mais natural a ultima versao. > Por causa da ma qualidade do
fumo, q'oepr'imitivamenteahi so fabricou, o nome Acarape serviu
por muit i tempo de qualilicar o mau fumo de qualquer localidade
e ato qualquer outro objecto>.
ACARAPE. Pov. do Estado do Ceari, na frog. de N. S.
d'Assumpodo de Villa Vicosa, com. e termo deste nome. E'
tambem deanominada S. Jose do Olho d'Agua.
ACARAPE. Serra do Estado do Ceara, entire Baturit6 e Ara-
tanha. E' fertile. Produz caf6, canna, legumes, possuindo nos
seus sub-pds excellentes terrenos que passam por ser dos melhores
para plantacoes de canna.
ACARAPE. Rio do Estado do Ceara; nasce na serra do seu
nome, rega o mun. do Acarape e engrossa o Pacoty. As varzeas
deste rio sao compostas de terreno preto argiloso e rico de humus;
excessivamente ferteis e proprias para cultura de canna e tabaco.
E' atravessado pela E. de F. de Baturitd.
ACARAPI. Nacao indig. do Estado do Amazonas, no rio
Parima (Araujo Amazonas. Dicc.


ACA


ACA








- 1i -


A ACARAPI. Rio do Estado do Para,, banha o mun. de Al-
meirim e desagaa no Pard pela margam dir. peuciacima de uma
pequena pov. denominada Itacuera. Baeaa escreve Uacarapi;
Alves Cunha (Chorog. d) Pard, 1887) diz: rio Pard ou Uacaratpi ;
no Atlas do Brazil, revisto polo Sr. Barao IIom4em d0 Mello e
Pimnmta Bueno, 10-se tambem Uaecarapi ; no Atlas de Candido
Mendes 1l-se Uacarapi, o conego P. Bernardino de Souza (Com-
missao da Madeira, 31 parte fl. 53) diz : rio Parit on rio de Al-
meirim a que tambem chamain Uacarapi; o Dr. Maeade Bastos,
juiz de direito de Gaurupi, em carta que nos dirigiu a 5 de
outubro deo 183, diz que o ro Uacarapi 0 urn rio de p3qunno
curso qtue desagiia na margem dir. do Pardi; o Sr. Alfredo An-
tonio Malcher, professor public em Almeirim, diz-nos (Carta de
25 do outubro de 1888) : 0 rio em questio 6 conlecido pelos ha-
bitants daqui p3lo nome de .lca'api. E' afl' da margem dir.
do rio Pard e desagua pouco acima dL uma pecquena p)v. deno-
minada Itaucura. Na foz deste rio os Padres missionaries da
Companhia tiveram seus estabelecimentos, existindo ainda em
ruinas umna egreja eum chafariz, construidos todosdt padra e cal.
Ha tamlem quenu assevereexistir minas de ouro nestelogar pelas
grande excava6ues que umt francez, de cujo nome os habs. jA so
ndo recordam, veiun fazer ahi, done, dizem, tirou ouro, porem
em pequena quantidade.
ACARAPIXUNA. Lago do Estado do Amazonas ; desagua
no Parand Cupca.
KACARAQUY. Igarape do Estado do Para, banha o mun.
de Abace6 e desagua no rio Maratanyra, aff. do Tocantins.
ACARATEUA. Vide Agarotuba.
-ktACARE-QUIgAUA, Lago do Estado do Pard, na margem
do rio Nhamunda. Durante o inverno communica, por meio de
furos, corn outros lagos quo Ihe ficam proximos. Segundo o
Sr. B. Rodrigues essa palavra significa : Acard, garoa branch,
Quigaua ride (logar de garcas).
ACARIQUARA. Rio do Estado do Amazonas; desagua na
margem dir. do Solimoes por duas bocas : a primeira, on mais
oriental, corn o nome de Camadt'c, e a superior, com seo proprio
nome, entire o rio Jurud e o lago Sauia (Araujo Amazonas).
Entre a ponta Parauary o o Hyuruhi sahem para o Solimoes as
ribeiras llyauhat6 e Acarycoara, que term duas bocas, e a Guarz
(Ayres do Cazal). Rio que term duas barras: a primeira dao o
nome de Camadi, e a --1n. .1.-morn junto de um pequeno
lago acima da boca do I ._.. .. Na adjacencia superior da
primeira bIrra corre o canal do Maicoapani. cujas margens s5o
fertilissimas do cacao, eo mesmo canal copioso de peixe-boi.
(Baena Chorogr.)
- ACARIQUARA. Igarape do Estado do Para, no mun. de
MacapI ; desagiia no Amazonas.
AQAROTUBA. Ilha do Estado do Amazonas, no rio Solimoes,
proxima das ilhas Cajary e Jurupary-tapera e entire a foz dos
igarapes Capiahy e Maiti on Uacarahy. E' tamnbem denominada
Acarateita.
ACARU. Arraial do Estado da Bahia, corn uma esch. publ.
de inst. prim. creada pela Lei Prov. n. 2691 de 10 dejulho
de 1889.
ACARt. Serra do Estado da Bahia. cer-ca de 24 kils. ao N.
da villa de Monte Santo. < Em tempo de calinaria e grdo ele-
vado do calor ouve-se um ruido especial, repercutindo em today
a rocha. de quo 6 compost a serra, de S. a N. e em seguida
fortes abalos quo ocasionam a precipitaqao de pedras, algumas
das quaes bemn volumosa-, que rolain atd a base: este phenomenon
6 muito frequent em tempo seco) e precede As chuvas abun-
dantes. Em outras occasioes ha verdadeiros estampidos, seme-
lhantes ao estrondo da artilharia.>
ACARY. Villa a mun. do Estado do R. G. do Norte, term
da conm. de seu nome, ex-terino das coins, do Jardim e Serid6 ;
regada polo rio Acauan, aff. do Serid6, assent em um solo
desigual, arido e pedregoso. Clima temperado o saudavel.
Criaoao de gado. Sua egreja matriz tern a invocacao de N. S.
da Guia, depend da diocese de Olinda. Foi desmembrada- da
matriz de Sant'Anna da villa do Principe a creada parochia pela
Lei Prov. n. 15 de 13 de margo de 1835. Por Acto do extinct
conselho presidential de 11 de abril de 1833, foi desligada do
mun. do Sprid6, a que pertencia, e elevada A cathegoria de villa;
Acto aquelle que foi confirmado pela Lei Prov. n. 15 de 18 de
marco de 1835. 0 mun. tern 11.562 habs. E' percorrido pelas
serras de Sant'Anna, Rajada, [Bico da Arara, Alagia secca


Picos e Cypriano. Lavoura de cereaes. Criaogo de gado. AlIm
da matriz, possue umoa bem construida cadeia, a capella do Ro-
sario, a matriz do Curraes Novos e a capella de Flores. Agencia
do Correio. Eschs. publs. de inst. prim. 0 Dec. n. 7992 de 5 de
fevereiro de 1881 concede privilegio por 59 annos para a con-
struccao, uso e goo de uma E. de F. entire a cidade de Maman-
guape, no Estado do Parahyba do Norte. e ssa villa. Pertence
ao 20 dist. electoral, cuja side 6 a cidade do Assd. Em 1881, alis-
taram-se nella 111 eleitores. Sobre suas divisas vide: art. 11
da Lei Prov. n. 16 de 18 de margo de 1835, n. 368 de 30 de julho
do 1858, n. 469 de 28 de nmarco do 186, art. I da de n. 734 de
13 do agosto de 1875; n. 825 de 20 de dezembro de 1877. Foi
incorporada t coem. de Serid6 pela Lei Prov. n. 365 de 19 de
julho de 1858; a do Jardim pela de n. 631 de 8 de ...-1 de
1873. Creada com. pela de n, 844 de 26 de junho de I--: las-
silicada de la ent. pelo Dee. n. 93 de 26 de dezembro de 1889.
0 mun. aldm da parochial da villa, comprehend mais a de
Curraes Novos. Acary ou acari e um peixe cascudo, d'agua doce,
deo um palmo do comprimento quando muito, semelhante ao
bagre na fdrma. E' saboroso estando gordo. lHa o barbado, ca-
chorro c sovela. Essa palavra 6 derivada de cad mato e iri andar
junto, porque anda em cardumes. Chama-se tambem jpeive do
matt. (Vide Cambcatd).

ACARY. Pov. do Estado de Minas Geraes, na corn. do Rio
S. Francisco, no mar-om dir. do rio que lhe d. o nome, pro-
ximo da confl. .-I. -. Francisco.
ACARY. Rio do Estado do Amazonas, aff. da margem esq.
do Canuman.
ACARY. Rio que nasce da serra de Macacos banhaa freg.
de Iraji, pertencente a Cap. Fed. e desagua noMirity.
ACARY. Rio do Estado de Minas Geraes, rega a cornm. do
Rio S. Francisco. E' de pequeno curso elanna-se na margenm
esq. do S. Francisco juntoda pov. de seu nome. Atravessa a
estrada de S. Francisco ao Brejo da Passagem. Suas aguas tur-
vas de arDa correm corn extrema velocidade; seu leito 6 mui obs-
truido per madeiras ; sua largura 6 de 50 a 60 palmos e serpen-
toia em voltas agudas ate sua barra. Nao 6 navegavel sinao
na occasiao das enchentes do S. Francisco, na distancia de 30
a36 kils. da sua foz para cima.
ACAU. Log. do Estado de Pernambuco, na freg. de N. S.
do 0'.
ACAUAN. Rio do Estado do R. G. do Norte, rega omun.
do Jardimn e desagua no Serid6, na barra do Moraes, tres kils.
abaixo daquella cidade. A Lei Provey. n. 440 de 18 de dozembro
de 1871 estabeleceu-o como divisa entire a freg. do Triumpho e
a villa do Cuit6.
- ACAUANERA. Igarape do Estado do ParcA,aff. da margem
dir. do rio Capim.
AQAUIANI. Nagdoindig. do Estado do Amazonas, no rio
Ixie (Araujo Amazonas).
ACAUNHA. Pov. do Estado do Parahyba do Norte, na com.
de Souza, 6 margem do rio do seu nome. Orago N. S. da
Conceitoo.
ACAUNHA. Rio do Etdo do Parahyba do Norte, aff, do
Piranhas. o Nenhum rio ha nesta coin. (de Souza) com o nome
Acatoma, mas Acaunha, em cuja ribeira se acha a antiga fa-
zonda de igual denominacao comn asseiada capella e pov. agru-
pada. > (A Parahyba e o Atlas do Dr. C. Mendes de Almeida,
polo Dr. M. Lopes Machado).
ACECI. Vid. Assesi.
ACCIOLI. Pequeno nucleo colonial no mun, de Pelotas no
Estado do R. G. do Sul.
ACCLAMAQAO. Vasta e bellissima praoa da Cap. Fed.
entire a Cidade Velha e a Cidade Nova, com um elegant jar-
dim, comecado em 1873 e inaugurado a 7 de setembro de 1880.
Nella acham-se a egreja de S. Goncalo Garcia, mal collocada
no canto de urma rua, o Paco Municipal, a Esch. Normal, a
Repartitao da Gutrra, a Estacoo Central da E. de F. Central do
Brazil corn dous pequenos jardins do ladoes, a Casa da Moeda,
o melhor edificio da praca e um dos primeiros da Republica, o








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Paco do antigo Senado, a Estacgo Central do Corpo de Bom-
beiros. o Instituto Nacional dos Cegos, e o Museu Nacional, em
cuja fachada 16-se:
JOANNES VI
REX FIDELLISSIMUS
ART IU AMANTISSIUSM
A. FUNDAMENTIS EREXIT
ANNO D. M.D.C.C.C.XXI

O jardim corn quatro entradas o maior dos do centro da cidade,
constituido por extensas ruas, tendo um grande rio que serpeia
por todo elle e sobre o qual existed elegantes pontes rusticas,
lindissimos taboleiros de relva, lagos, ilhas e uma cascata de
grandes proporcoes. situada na face occidental do jardim, e
em cojo interior existed uma gruta, 0 illustre cidadto argentino
o Sr. Ernesto Quesada, em suas Notes de viagem ao Rio de Ja-
neiro, diz a respeito do parque da Acclamacao o seguinte: ( Mas
o que e belissimno, 6 o parque da Acclainmaao inaugurado em
1880 e que faz lembrar os melhores jardins da Enropa : casca-
tas, grupos, lagos, prados artificiaes, bosquesinhos umbrosos,
largas avenidas, pequenos atalhos, tudo alli se ve. De noite
a profuse illiminacao a gaz p'rmitte o passeio pelas ruas
ensaibradas. Este parque soberbo faz recorder as Buttes Chau-
mont, de Paris, ou oGrosser Garten, de Dresden; unicamente
falta-lhe talvez animacko, o povo que alegra e da vida porque
as carruagens ai nao podem entrar, e a moda nao tomou ainda
sob a sua caprichosa proteceao. Pormn esse serd urn dia o pas-
seio da gent' elegant do Rio, e, si se permitisse o access de
carrots e cavallos, em breve estaria convertido tao lindo par-
que emn un alegre e pequeno Hyde Park, onde a gente rica e
distincta e as pessoas da moda, se dariamn entrevistas emhoras
determinadas, para conversar e descancar das fadigas diaries.))
Entre o jardim e a Repartigco de Gtierra exist' uma grande
praca, destinada a exercicios militares e emn cujo centro pro-
]ecta-se erguer um chafariz. E' de crer que, no transcorrer dos
tempos, seja ella tambem ajardinada e ligada ao belissirmo par-
que j a existent. E' a Praca da Acclama.na) percorrida por di-
versas linhas de bonds. Denominava-se an(igamente Campo de
Sant'Anna por causa da egreja dessa Santa quo occupava o
logar emque ergue-se hoje o edificio da Estacdo da E de FE.
Central do Brazil. Nella existit por muitos annos o Theatro
Lyrico, ou Provisorio, onde fizeram-se ouvir os primeiros canto-
res e tragicos do mundo. Em 1818, por occasiao da chliegada de
D. Joao VI fizeram-se grandes festas nesse campo, entgo de-
nominado de Sant'Anna, onde levantou-se um palacete para
a familiar real assistir aos festejos. Nesse palacete, a principio
de madeira e depois de pedra e cal. ouvin o principle D. Pedro
um discurso do president da municipalidade que, em nome
do povo, offereceu-1he o titulo de imperador constitutional e
defensor perpetmo do Brazil. <(Era em 12 do outubro de 1822, e
cercado de seus ministros, rodeado d- immeaso povo, que
enchia o Campo de Sant'Anna. declaron o principle que, ouvido
o seu conse'ho de estado e os procuradcres geraes, aceitava o
titulo de imperador constitutional e defensor perp'tuo do Brazil.
0 povo e a tropa saudaram o novo imperador corn grande
regosijo. Este acontecimento fez o Campo de Sant'Anna mudar
de nome. epor Portaria de 12 de dezembro do 1822 denominou-se
prava da Acclamacio. ) Teve por algum tempo tambem a de-
nominacao de Campo da 1Ionea. v No principio deste seculo, diz
o Dr. Moreira de Azevedo, no seu Pequeno Panorama, o Campo
de *Sant'Anna era um vasto area em grande part coberto de
herva rasteira. Nastres faces do Campo havia casas separadas
pelos muros dos jardins e quintaes, e palo lado septentrional
corria uma cerca de espinho e matto. Ao terminar a cerca via-
se a egreja de Sant'Anna, que os fieis haviam erguido corn as
suas esmolas. Era o Campo de Sant'Anna o logar destinado
para os exercicios da tropa de linlia e milicias ; era alii que se
preparava o imperio do D. E. Santo, que se constrniam as
barracks, que havia a dansa dos folines, os leiloes do offertas,
os fogos de artificio... Via-so no Campo do lado do poente,
quasi na esquina da rua do Areal (hoje Barko de Parankpia-
caba), um sobrado antigo corn janellas de peitoril, pertencente
a Anacleto Elias da Fonseca.> Foi esse sobrado. corn a grande
chacara que s? estendia atW a rua das Flores (acnualmente rua
de Sant'Anna), comprado pilos negociantes da Bahia para o
conde dos Arcos. Junto do antigo sobrado. na esquina da
run do Areal, mandaram construir um palacete, qus offerece-
ram ao Conde, que nelle residing atd 1821, anno em que retirou-
se para Portugal. A Carta imperial de 25 de outubro autorisou


a compra dos predios que pertenciam a esse fidalgo, sendo reser-
vado o antigo palacete para paco do Senado >. Sobre os edifi-
cios que acham-se situados nessa praga consulte-se o Pequeno
Panorama do Dr. Moreira de Azevedo e o Passeio pela cidade
do Rio de Janeiro do Dr. J. M. de Macedo. Esse magnifico
jardim foidelineado e tern sido atd hoje conservado pelo Dr.
Glaziou. Denomina-se hoje Praga da, Republica.
ACEGUA. Serra do Estado do IR. G. do Sul, no mun. de
Bag4. E' uma ramificacdo da Serra Geral. Della nasce o rio
Jaguarao.
ACEJUTIBIR6. Rio do Estado do Parahyba do Norte, des-
agua no rio Mamanguape, depois de ter banhado as povs. de
S. Miguel e Grapiuna.
ACEJUTIBIRO. Nome pelo qual 6 tambem conhecida a
bahia da Traiqgo ; no Estado da Parahyba do Norte.
ACHARIA. Pontnan margem meridional da bahia do
E. Santo, perto da fortaleza de S. Francisco Xavier, no Estado
daquelle none (B. C. Rubim). Nao sera Ucha'ia ?
ACHETI. Riacho do Estado do Amazonas, desagua na mar-
gem dir. do rio Igk, entire os riachos Itue e Ititi.
ACHIANES. Indios que habitavam o Estado de Matto
Grosso (Relagdo da Viagem de Antonio Pires de Campos. Rev.
do Inst. Hist.)
ACHILLES. Arroio'do Estado do R. G. do Sul, na ex-colonia.
Silveira Martins.
ACHIPICA. Serra do Estado do Park, a E. do rio Trom-
betas e ao N. das serras Cunury, Uaymy e Sacury.
-- ACHIPICA. Lago do Estado do Para, na margem dir. do
rio Trombetas. <, 0 lago Achipica, diz o Sr. B. Rodrigues, nao
6 mais do que um brago do rio Trombetas, o qual entra para
SO. aproveitando-se da baixa do terreno, dividindo-se em dous,
um que segue aquelle rumo e outro que dirige-se para o S.
Ambos terminal logo encontrando-se corn as terras elevadas.
Ahi, na margem dir., ha um cemiterio, indicado por unia cruz
tosca, erguida em meio de um pequeno roeado. Seguindo-se
pelo braco meridional depara-se corn umia cascatinha, sepa-
rando o logar de um extenso Campo. ))
ACHOHY. Ilha do Estado do Maranhao, no mun. de Mi-
ritiba.
ACHOUARIS. Nagao indig. do Estado do Amazonas. no
rio JapurA, da qual provdm a pop. de Telrd (Araujo Ama-
zonas, Accioli, Baena e Ayres de Cazal).
ACHUPE. Rio do Estado de Minas Geraes, nasce na serra
da Ferrugem. banha a freg. de S. Domingos do term da Con-
ceicao, serve a diversas fabrics de ferro e, apos um curso de
cerca de 35 kils. desagua na margem dir. do rio do Peixe, 30
kils. abaixo daquella freg.
,K ACIMA (Iliha-). No Estado do Para, a 0. da bahia
Cajutuba. Deve de ser mui conhecida pelos navegantes afim de
evitar os baixos de Braganca (Roteiro de Ph. Francisco Pe-
reira).
ACIMAN. Rio do Estado do Amazonas. afl', da margem dir.
do Purds, desagua entire o Sepatinin e o Tumian. Outros escre-
vetm Aicinan.
A, ACIMAN. Igarapd do Estado do Pard, aff. do rio Xingfi.
ACONANS. Indios descendentes dos Tepinambis ; habita-
vam as margens do lago Comprido, proximo do rio S. Fran-
cisco. Foram aldeados pelos Jesuitas no logar denominado
Collegio, no Estado das Alag6as. corn diversos outros, entr'
os quaes os Carapotis. Ayres de Cazal e Saint Adolphe fazemo
mencao delles.
ACOPOCONES. Indios que habitavam o Estado do Matto
Grosso. (Relaydo de Viagem de A. P. de Campos. Rev. do
Inst. Hist.)
ACORISAL. Ribeirao do Estado de Matto Grosso, na freg. de
Brotas.
ACORISAL. Nome polo qual 6 tambem conhecido o rio
Guacury ou Curruruhy, aff. da margem dir. do Parank. (Cunha
Mattos).
ACORUTUBA. Log. do Estado de Matto Grosso, no dist. de
Santo Antonio do Rio Abaixo.


ACC









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AQOUGUE DO BURACO. Log. do Estado da Bahia, no
mun. da Feira de Sant'Anna, atravessado pelo riacho Pan
Santo.
AQOUTA CAVALLO. Log. na Costa da Serra do mun. de
S. Jodo do Monte Negro do Estado do R. G. do Su ; corn uma
esch. publ. mixta, creada pela Lei Prov. n. 1575 de 24 de
marco de 1886.
AQOUTA CAVALLO. Rio do Estado de S. Paulo, aff. da
margem dir. do rio Tietd.
AQOUTA CAVALLO. Arroio do Estado do R. G. do Sul,
aff. do rio Butucarahy.
AQOUTA CAVALLO. Corrego do Estado de Goyaz. aff. da
margem esq. do rio Vermelho, trib. do S. Bardholomeu.
(Inf. loc.)
ACRE. Dist. policial da delegacia do termo de Manaos no
Estao ddo Amazonas; no rio Puruis.
ACRE. Ur dos mais riches confls. do rio Paurs, de cuja
foz dista, segundo Chandless, 1.104 milhas inglezam : no Es-
tado do Amazonas. Suas margens sao habitadas pelos indices
Apurinans. Quasi todos os geographos modernos sao accords
r e: rm sens mappas, como send mui proximos os rios
Madr de Dis e Acre onil Aquiri, induzindo essa supposta proi-
midade d crenca da exequibilidade da ligago dresses dous rios
per mei do de ua estrada de curta extenso e de pequeno custo.
o primeiro que alentou a idea de ligar o Beni e o Mamore
corn o Acre foi D. Azrael D. Piper, cidadSo americano, que,
segundo affirma o ministry boliviano Dr. ). Juan Francisco
Velarde (Conf. na Soc. de Geog. do R. de Janeiro, em 23 de
junho de 1836), obteve do Governo da Bolivia, em 1863. u ia
concessao para colonisar o territorio boreal dessa Republics,
em cuja exploraco despndeu inuitos anns a estudando o Puris
e o Acre e buscando debalde a almejada communica do coin
o interior. Posteriormente outros abragaram a mesmna id4a e
jmais chegaram ao resulto sltad desejado. Em 1883, a asssemblca
boliviana votou uma verb para explorag5es e funda~e o de
misses no Madre de Dios. Para esse duplo fin foi commissionado
o padre Nicol6o Armencia, que percorreu varias vezes o Madre
do Dies, subindo-o 284 millhas, encontrou-se coin miuitas tribus
de Araonas e Pacaguaras e fez varias incurs6es para o Norte
em busca da desejada eommunicacao corn o Acre e a sahida
no Amazonas pelo Pards. Em suas exploradoes, o perseverante
sacerdote encontrou o Tauamanun ou Orton e o Uaiconminii
on Abl n, rios que correm quasi parallels com o Madre do
Dies; desaguando o primeiro no B3ni, 42 mnilhas abaixo da
boca do Mainre de Dios, e o segundo no Madeira. Em 4 de no-
vembr do 1834 clicgeou ao Maifuo ni (uim dos braces do Orton),
que elle suppoz ser o Acre, mas, seguindo pelo curse do rio
verilicou que se liavia enganado desembocaudo no Beni. De
que o Acre no tinlia communicacao corn o Madre do Dies,
certificoui-se o distinct sacerdote : restava, porgm, verificar a
exequibilidade do umna pequena estrada que puzesso em com-
mnunicanao os dons rios. Por minha part, diz o padre Ar-
nmencia, estor convencido que o Acre dista do Madro de Dies
mais de 25 leguas e corn um terrcno intermedlio quo estd stjciito
a inundagqes na maior tarte sro anno. Accrescondo a isso qu
o Acre s6 pode ser navegado na dpoca em que as commu-
nicacoes por terra ficeam interrompidas. )) Esta opinion con-
firma a anteriormente emittida pel) Dr. Julio Pinkas. q(1e
julgou impraticavel essa via. < Adimittida, porem, observa o
r. Pinkas, a possibilidade de usa estrada que piizesse em
communicar'lo os dous rios, nao estava ainda assim resolvido



1 0 0rtoe, segundo os calculos do padre Arniencia, tom suas cabe-
ceiras centre 1V 3' e 12o 3Y' de Lat. Sul. E' sunmamente tortuoso, do
margens f>aixas e .1 .. I ivide-se reui dous bracos, o M3aurini o o
Ta a arin. Este .) corre parallelamente ao Madre de Dios,
em distancia umrn do outro de 25 a 40 kils., conformne os logares, isto
desde o ponto da confl. do Manurype on Tanamnanc (seu nome primitive
e braeo principal) at6 A sua foz ; tern suas cabeceiras nas raimificac-5es
iandinas de Caravaya, pel que parece ;seu curso presumiviiel pode ir a
800 kils, ou mais ; desagua no Beni, 26 kils. abaixo da confl. do Madre
de Dios, aos 10 41' de Lat. S.; 4 conhiecida sua navegabilidade ema
canoa ate foz do Manurype, 500 kils. pouco mais ou mienos ; sua lar-
gura media entire SO a 90 mnietres ; tern capacidade para navegacao a
vapor. Estlo send exploradas suas riquezas naturaes desde a boca,
eni disitancia a 200 kils., emi trabalho regular, e corn resultados para os
seus exploradores. (Coronel Labre. Do Ariazoas a Bulivia. iS87).


o problema da communicaQco da Bolivia corn o Atlantico por-
que a regiao do Mamord e do Itaiez on Guapor3 ficaria deslo-
cada pelas cinco cachoeiras do Madeira e pela da Esperanca
no Beni e quando fosse vencida essa difficuldade era necessario
subir pare do rio BTni e do Madre de Dios, o que significaria
demora e encarecimento do trafego. ) Segundo esse engenheiro
o meio de pOr essa opulentissima regiao, eneerrada pelas ca-
choeiras, e bodos esses rios caudalosos que a banham. em com-
municagao corn o Amnazonas e corn o resto do mundo 4 a
constraccao de uma terro-via ao long das cachoeiras do
Madeira alini de evitar esse ultimo obstaculo e ligar os rios
superiors corn a part exterior navegavel. Essa estrada nao
sera somente commercial, saro tambem political puis ligarA
intimamente ao Brazil a Bolivia.
ACRIUS. Tribu Tapuia que habitava, coin os Camamfis e
Anacss, diversos pontos da bacia do rio Acarahl, no Estado
do Ceari. Eram sujeitos aos Tabajdras da serra Ibiapaba
(Dr. P. Theberge).
ACROAS. Indigs. habs. das margens do rio Correntes, no
Estado de Goyz. Tedo do Goys. Tendo conliecimento do character dresses
aborigenes, fez D. Marcoe de Noronha, em 175'9), alliance corn
elles, conseguindo aldeial-os e suieiial-oi ao governor dos jesuitas.
Depois da extincoo dos padres dessa Companhia, a aldleia que
denominava-se do Duro, passou a ser governada por um modo
different, a que nGo sujeitaram-se miitos selvagens que,
fugindo para os mattos, vinham frequentemente desinqietar
esses logares. Nova alliance se Ihes propoz, acquiescendo entao
inuitos delles a ella. Ayres de Cazal faz mencko delles, estabe-
lecendo-os ao nascent da serra do Paranan, no territorio onde
o rio Correntes tern suas cabeceiras.
ACU. Rio do Estado sda Bahia, atravessa a estrada que de
Belem segue para S. Goncalo e Oliveira ; banha os muns. da
Cachloeira e de Santo Amaro.
k ACUAI. Uma das malocas da tribu Mahuds ou Maguds : no
Estado do Park (B. Rodrigues, Rio Tapajoz, 1875, pag. 134).
/-.ACUAN. Igarapd do Estado do Park, banha o mun. de
Camett e desagua na margem esq. do rio Tocantins.
AQUDE. Log. distant pouco mais de dous kils. da freg. de
S. Braz do Suassuhy, no Estado de Minas Geraes. Tem urmas
quatro casas.
AQUDE. Log. do Estado de Goyaz, no mun. da Villa Bella
de Morrinhos. Existe ahi ama ponte.
AQUDE. Morro do Estado de Minas Geraes. no mun. de
Marianna; nas divisas da freg. de S. Goncalo de UbA.
AQUDE. Riacho do Estado de Pernambuco; desagua em
um dos affirs. do rio Ipojuca.
AQUDE. Riacho do Estado das Alagoas, no mun. do
Pilar.
AQUDE. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. do rio
das vlortes. na E. de F. Oeite de Minas. Desagua proximo a
fdz do ribeirdo da Ressaquinhia.
AQUDE. Corrego do Estado de Minas Geraes. no mun. do
SS. Sacramento : nasce no logar denominado Lagoa dos Esteios
t i-,-- ao Caplo do Mel, que desle entao toma o nome de
(Inf. loc.).
AQUDE. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o mun.
do Abaet e desagua na i,. ...'- .!sq. do rio S. Francisco.
Serve de aguada a fazenda .i r, ,r do Borrachudo.
AQUDE. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o mun.
de Ponte Nova e desagua no ribeirsao S. Bartholomeu, al'. do
rio Casca (Inf. loc.).
AQUDE. Ha no Estado de Goyaz um corrego corn este nome
ACorre no dist. de S. Felix no mun. de Cavalcante e reunido ao
correxo do Barata conflue no ribeirao do Carmo, trib. do
Tocantins v.- J. M. P. de Alencastre. Diccionario. (Msc. da
Bibl. Nac.) Ouiros, ecom razao, dio o ribeirlo do Carmo como
alff. da margnm dir. do rio Maranhao.
AQUDE. Correga do Estado de Goyaz, desagua no ribeirio do
Bruinado, que vai ao rio do Peix'. (Cunha Mattos.)
AQUDE. Em uma informaqio sobre o mun. de Santa Luzia,
do Estado de Goyaz, corn que nos obsequious o Sr. Joseph de
Mello Alvares, acham-se mencionados cinco corregos corn o nome
de Aclide : um aff. da marge:n dir. do ribeirao da Alagoinha,








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aff. do .'I., I... que o do Corumbi : outro aff. da margem
dir. do '... 1", trib. do ribeirio Sant'Anna, que o 6 do rio
S. Bartholome ; outro aff. da margem esq. do ribeirao Santa
Maria do Palmital; outro aff. da margem dir. do ribeirao
Mesquita, trib. do rio S. Bartholomen : outro finalmente aff.
da margem esq. do ribeir.o Saia Velha, aff. do rio S. Bar-
tholomein.
AQUDE ARROMBADO. Riacho do Estado do Rio de Ja-
neiro. reune-se ao riacho da Matta e Juntos viTo desaguar no
ribeirio da Florencia, aff. do rio Parahyba do Sul.
AQUDE DAS MELANCIAS. Log. do Estado do Ceara, no
Termo de Russas.
AQUDE DO QUIRINO. Riacho do Estado do Rio de Janeiro,
atravessa a estrada do Commercio. D -..... corn o nome de
riacho do Silveira no corrego do I .'*.... e este no rio
UbA. (Inf. loc.)
AQUDE GRANDE. Pov. do Estado de Pernambuco no mun.
de Goit ..
AQUDE GRANDE. Lagba do Estado de Pernambuco, no
mun. de GoitA < annos, por causa desconhecidas, tornou-se salgada). (Inf. loc.)
AQUDE NOVO. Log. no mun. de CampinaGrande do Estado
do Parahyba do Norte.
AqUDE PEQUENO. Corrego do Estado do Rio de Janeiro
banha o mon. d(t Vassoras e desagua na maroem esq. do rio
do Secretario, trib. do Uba, que o 6 do Parahyba do Sul.
Outros o mencionam desaguando na margem esq. do rio Ubt.
AQUDINHO. Log. do Estado do Ceari, entire Baturit4e
Qnixadi, a monos de 12 kils. daquella cidade.
ACUNAUHY. Ilha do Estado do Amazonas, no rio Japura,
entire a ilia dos Periquitos e a de S. Vicento.
ACUNAUHY. Rio do Estado do Amazonas, na marg'em
dir. do rio Jipurd. Sua foz demora na Lat. S. de to 48' 21", e
Long. 0. de 23 23' 09". As aguas sto pretas.
ACUNAUHY. Barreiras e costa na margem dir. do rio
JapurA. Estendem-ce da costa do Albano atd o sitio do Ray-
mundo. Temperatulra d'agua 280 7'. V\ -se pela marc das
arvores que as aguas sobem a 25 palmos.
ACUPARY. (rio de pau de morrto) Urna das malocas da
tribu Mondurudcu (R. Rodrigues. Rio Tapajo:, 1875, p. 135).
ACUPE. Lot. do Estado da Bahia, na freg. de Saubara, com.
e termo de Santo Amaro, corn uma esch. pub],l de inst. prim.
ACUPE. Rio quo I -.:'', na babia de Todos os Santos, no
estado da Bahia. Suo' i ". do lado occidental da bahia, a
seis kils. da do Serigy. (< Poucas milihas ao poente do Serigy, diz
Ayres de Cazal. desagua o rio Sararahy, por outro nome Assd
on Acup que fica sendo um ribeiro em se acabando a mard. ,
AQUREMA. Dist. policial do termo de Aguas Bellas, no
Estado ticde Pernambuco.
AQURUA. Video Assurud.
ACURUAS. Tribu solvagem do Estado de Matto Grosso., na
bacia do Araguaya (1lem. Hist. sobre os Indigs. da Proe. de
Matto ur'osso pelo capitao Jooo Augusto Caldas, 1887).
ACURUHI. Rio do Estado do Amazonas, afl'. da marg'em dir.
do Solimoes, acinma da pov. de Matiura, entire os riachos
Yauvir6 e Juindiatil'a. Tambem escrevem Aucruhi o .Auourui.
ACURUTUBA. Rio do Estado de Matto Grosso; 6 um braco
do Cuyabo. E dillicil de transpor-se por sua fortissima cor-
renteza.
ACURY. Ribeirao do Estado de Goyaz, aff. da margem esq.
do rio Piloes, trib. do Claro, que o 6 do Grande on Araguaya.
(Cunha Mattos. Itinerario, tomo II, p. 138.)
ACURY. Corrego do Estado de Goyaz, rega o mun. de MAeia
Pontle desagua no rio das Almas. (Cunha Mattos. Itinerario.)
ACUTEUA. Rio do Estado do Part, all. do Gurupy, no mun.
de Vizeu.
ACUTY. Riacho do Estadto do Amazonas; desagua na margem
dir. do Solimdes, entire a pov. de Javary e o rio Comati5,.
ACUTY. Corredeira no rio Negro e Estado do Amazonas,
entire Camanad e S. Gabriel.


ACUTYPIRERA. Rio do Estado do Para, entra no rio
Anapti, entro as villas de Portel e Melgaco, servindo de limited
a esta ultima.
ADAO. Corregq do Estado de Goyaz, all, do ribeirio S. Pa-
tricio Grande. < E assim denominado, diz Cunha Mattos, por
haver ahi residido um sujeito por nome Adao >.
ADAO COELHO. Corrego do Estado de Minas Geraes,
banha a frog. de Cuieth6 do mun. de Manhuassi. Desagua no
Cuiethd. (Inf. ioc.)
ADAO VELHO. Porto do lado S. da passage da Pedra do
Urubdi, no rio Guarapary; no Estado do E. Santo.
ADAUACA. Tern este nome urn pequeno braco do Ama-
zonas, que sahindo dahi corn o nome de Cabury, quasi em
frente ao Parand do Mucambo vai ao lago AdauacA, unindo-se
este corn o Nhamundi pelo canal que toma e nome do lago.
(B. Rodrigues.)
ADAUAU. Igarap6 do Estado do Amazonas, I ..... .o rio
Jauapery perto de uma cachoeira. (J. Thomaz da ... ..)
ADIOEO. No capitulo XIV da Geogr. Phys. de Wappceus,
e que tnem por epigraphe. < A populacgo actual e os indios
independents faz-se mencio da horda dos Adiono, pertencente
a tribu dos uiaycurirs, e habitantes das visinhancas de Mi-
randa. No Dice. Gaogr. da Provincia de Matto Grosso, impress
no T. XLVII da RHc. c(c j 't. L'jst, noo 6 essa tribu mencio-
nada enitre as noove, em que so dividia a nacao Guaycuiri; mas
sim as denominadas: Uatadeos, Ejuoos, Cadiodos, Pacajuddos,
Oldos, Biak os, Xacot4os, Cutugu6 s e Damixdos. Ayres de Cazal
em sia C rgr. lras. faz menc5o dlos .didoeos entre as hordas
em que se dividiam os Guaycurtis e que eram alliadas dos
Portuguezes.
ADOLPHO. Ponta do mun. de Angra dos Rpis, Estado do
Rio de Janeiro, defronto da ilha da Gipoia. (Mouehez).
ADOLPHO. Rio do Estado de Santa Catharina, aff. da mar-
gem esq. do rio Tijucas.
ADORIA. Nacio indig. do Estado do Amazonao, no rio
Branco (Araujo Amazonas. Diccionario).
ADQUINHON. Rio do Estado do R. G. do Norte, no mun.
de Apodi. Recebe o riacho Trapi..
ADRIANO. Serro do Estado do Rio Crande do Sul, proximo
do serro do Fagundes e nas margens da lagda de Itapeva.
ADRIANO (Santo). Morro do mun. de S. Fidelis e Estado do
Rio de Janeiro.
ADUELLAS. Corrego do Estado do Rio de Janeiro, aff. da
margem esq. do rio S. Pedro, trib. do Macohl.
AENIS. Joao Leme do Prado no Diario do reconhecimento
quie fe: do rio _Mondego (Aquidauana ou Miranda) em 1775, faz
mencao dos indios Aenis, dos quaes tradiv5o alguma rest no
dist. de Miranda. (B. de Melgaco.)
AFARO. Sio assim denominadas duas ilhas situadas no
rio Negro, aft. do Amazonas, no Estado deste none. Ficam pro-
ximas (las ilhas Assahy, Bacaba, Frechat e Anabo.
AFFECTOS. Log. no Estado de Pernambuco, na frog. de N.
S. dao Montanhas de Cimbres.
AFFLICQAO (Corrego da). Nome dado pelos -:.b. ;.-.'
das forces expedicionarias de Matto Grosso, em I ".., ...
trih. do rio Negro, braoo do Aquidauana (Dr. S. da Fonseca.
Dice. cit).
AFFLICTOS. Parochia do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Vicosa. Orago S. Sebastiao e diocese de Marianna. Foi
croada parochia do mun. do Presidio pelo art. III I da Lei
Prove. n. 654 de 17 de julho de 1853. Transferida sua sode
para o arraial de Arripiados pala de n. 821 de 27 de junho
de 1857. Restaurada pela de n. 1034 de 6 de julho de 1859.
Perton:c' ao 80 dist. eleitoral, cuja sode d a cidade de Ubd.
Fm 1881, alistaram-se nella 61 eleitores. Tem duas eschs. pupils.
de inst. prim., uma das quakes foi creada pela Lei Prov. n. 2721
de 18 de dezembro de 1880. Agencia do Correio. Passou a
denominar-se S. Sebastido do Ilerval, pelo art. IV da Lei
Prov. n. 3387 de 10 de julho de 1886.
AFFLICTOS. Serra do Estado do E. Santo, proxima da
aldoia de S. Pedro do Alcantara, entire os antigos quarteis de








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Villa Vigosa e Montforte. E' alta e do difficil access, done
veiu-1he o nome. (< 0 seu terreno 4 fertile, e proluz todos os
generous proprios do Reino e da Europa, al6rn de outros o
tried. mourisco 4 de excellent qualidade, provado em repe-
-*.1 *. experiencias de 1813 em diant- >) (F. A. Rubim. Rev.
do Inst. Hist, T. XIX, 20 trimestre).
AFFLITOS DA FAZENDA GRANDE. Parochia. do Estado
de Pernambuco. Vide Fazenda Grande.
AFFLICTS DE ARRONCHE3. Parochia do Estado do
CearA. Vide Arronches.
AFFLICTOS DE PIRASSUNUNGA. Parochia do Estado
de S. Paulo. Vide Pirassununga,
AFFLICTOS DE S. BENTO. Parochia do mun. de S. Bento.
no Estado dc Pernambuco. Vide S. Bento.
AFFLICTOS DO CURRAL DE PEDRAS (Senhor Bomr
Jesus dos). Parochia do mun. do Curral de Pedras, no Estado
de Sergipe. Vide Curral de Pedras.
AFFLICTOS DO EXU. Parochia do mun. do Exd; no
Estado de Pernambuco. Vide Exi.
AFFLICTOS DO PORTO BELLO. Parochia do Estado de
Santa Catharina. Vide Porto Bello.
AFFLIGIDOS. Log. do Estado da Bahia, na freg. de S. Gon-
calo dos Campos.
AFFONSO. Log. na freg. de Anajatuba do Estado do Ma-
ranhao.
AFFONSO. Log. do Estado da Bahia, no dist. do Riacho
e mun. de Alagoinhas.
AFFONSO. Pov. da Cap. Fed. na parochia de Iraji.
AFFONSO. Nome de uma lomba existence no mun da capital
do Estado do R. G. do Sul.
AFFONSO. Rio do Estado de S. Paulo, aff. da margem dir.
do Parahyba.
AFFONSO PENNA. Pequeno nucleo colonial no mun. de
Pelotas do Estado do R. G. do Sul. Dista daquella cidade 42
kils. Em dezembro de 1885 tinha 46 lobes, dos quaes s6 quatro
habitados.
AFFONSO PENNA. Ilha no rio Chopim, aff. do Iguassu:
no Estado do Parana.. E' vestida de luxuosa vegetagdo e indubita-
velmente uma das mais bellas que se encontram no Chopim.
Foi assim denominada em honra do ministry da guerra do
gabinete de 21 de janeiro de 1882.
AFFONSOS. Pov. do Estado de Minas Geraes; na freg.
da Borda da Malta, corn uma esch. publ. de inst. prim. creada
pela Lei Prov. n. 3396 de 21 de julho de 1886.
AFFONSOS. Porto no rio Quebra-Anzol, mun. do Patrocinio
e Estado de Minas Geraes.
AFFUA. Pov. do Estado do.Pari, no mun. de Chaves. Orago
N. S. da Conceigao e diocese de Belem. Foi creada parochia
pela Li Prov. n. 811 de 14 de abril de 1874, exdincta pela de
n. 908 de 5 de junho de 1878, restaurada pela de n. 963 do 8
de margo de 1880; extinct pela de n. 1094 de 6 de novembro de
1882. Tom um'a esch. pub. de inst. prim., creada pela Portaria
de 4 de margo de 1874. 0 dist. de paz que ahi existia foi
extincto pelo art. II da Lei Prov. n. 1247 de 26 de abril de
1886.
AFINCA. Log. do Estado da Bahia, na villa de Santar6m ;
corn commercio de caf6, farinha e madeiras. Dista 12 kils. do
Tabanche e aponas seis de Santarem. E banhado polo pequeno
rio do seu nome, qua admitted em mard cheia pequenos barcos.
AFOGA. Log. no mun. de Icatmi do Estado do Maranhao.
AFOGADOS. Parochia do Estado de Pernambuco, na corn. e
termo da cap., a quatro e meio kils., no extreme Sul da cidade;
sobro os rios Capiberibe e Tigipi6. E' pov. important; tern re-
gular edificacao, illuminag6.o a gaz., linha-ferrea e de bonds, e
nove engenhos de assucar. Foi outr'ora capella filial da freg.
da Varzea, mas em virtude da Lei Prov. n. 38 de 6 de maiode
1837 foi erecta em parochia, sendo supprimida aquella da qual
era ella filial e Iicando-lhe subordinada toda a part ao S_ da
mesma e parte da freg. de Santo Amaro. Em virtue da Lei
Prov. n. 173 de 20 de novembro de 1846 foi desligada grande
part do territorio dessa freg. para de novo former a da


Varzea, restabelecida pela mesma lei, que alterou os limited dos
Afogados. Al6m da egreja matriz, que term a invocaOco de N. S.
da Paz, possue mais umna capella consagrada a S. Miguel e
outra a N. S. do Rosari). Tern3.500 habs., quasi todos entregues
a cultural e commercio da canna de assucar. Seus limits corn
a freg de Santo Amaro do Jaboatao foram determinados p'las
Leis. Provs. ns. 1165 de 26 de abril de 1875 e 1563 de 6 de
junho de 1881. Ahi fica a pov. denominada Ilha do Pina.
Pertence ao 10o dist. eleitoral. cuja s6de 6 a parochia de Santo
Antonio. Ternm oito eschs. publs. de instr. prim., seis das quaes
ficam em TioipiA. Giquia, Boa Viagem, Barro Vermelho,
Remedios e 1. i Comprehende as -r.i flin-- de S. Miguel
Archanjo, N. S. do Rosario, N. S. .j, -'*.. do Barro,
N. S. da BSa Viagem e a Capella de N. S. dos Remedios. Ahi
flea uma das estag6es da E. de F. do Recife ao S. Francisco.
A Lei Prov. n. 1532 de 28 de abril de 1881 dividiu essa freg.
em duas, send uma a matriz de Afogados e outra a egreja da
Torre, tendo esta ultima freg. a invocacao de Magdalena.
AFOGADOS (Forte dos ). Em suas Ephemesriles, o Dr.
Teixeira de Mello, na data 18 de margo do 1633, diz o seguinte:
(< Atacam os Hollandezes, commandados pelo coronel Lourenco
Rembach, e tomato de assalto o post que os nossos tinham no
passo dos Afogados. .. importantnt, quo se tinham os
nossos descuidado de r....i.. devidaments. Apezar do um
pequeno retorco mandado do arrayal por Mathias de Albu-
querque, ataca-o o inimigo corn tao grande forga e impeto que
cons'gue occupal-o: a perda dessa posigco foi de pessima con-
sequencia para os nossos. ". ;.;*..;_ construiu um forte aba-
luartado, de quatro faces, i.'. ..i com 12 peas, e a que deu
depois o nome de Principe Guilherme, ficando desde logo o
arrayal exposto a ser flanqueado e privado dos recursos que lhe
vinham dos moradores da Varzea >>. 0 O Dr. Fausto de Souza,
em seu trabalho As fortificaooss do Brazil, faz mencao do
forte do Orange ou do Principe Guilherme fundado por lauricio
junto a ponte dos Afogados, sobre o Capiberibe.
AFOGADOS. Ponta na costa oriental da lag6a Mirim ; no
Estado do R. G. do Sul.
AFOGADOS. Igarap6 do Estado do Maranhao, no mun. de
Vianna.
AFOGADOS. Arroio do Estado do R. G. do Sul ; desagua na
lagda Mirim pelo lado oriental.
AFOGADOS. Rio do Estado de Pernambuco; 6 um dos braoos
do Capiberibe. Banha a parochia do seu nome.
AFOGADOS DE INGAZEIRA. Villa e mun. do Estado de
Pernambuco, na conm. do seu nome. Diocese de Olinda. 0 terreno
do mun. 6 geralmente ondulado em todas as direcoges; nao tern
mattas. E' ladeado de serras, sendo ao N. por urn ramo da
Borborema, corn a denominagdo de Conceiogo, e ao S. pela
serra da Carapuga. E' geralmente salubre, apparecendo nos
principios e fins do inverno alguns casos de febre biliosa; o
cholera-morbus, que ahi appareceu em 1853 e 1862, causou
grande mortandade na pop. Possue diversos mineraes, boas
madeiras de construccao o marceneria. A villa foi ate o anno
del879 uma pov., queteve principio na fazenda do mesmo nome
pertencente o Manoel Ferreira, que edificou em suas terras uma
pequena capella sob a invocaoao do Senhor Born Jesus dos
Remedios. Pela Lei Prov. n. 1434 de 27 de maio de 1879 foi
elevada essa capella a matriz e para ella transferida a sode da
matriz de S. Jos6 de Ingazeira, creada pela Lei Prov. n,. 23 de
7 de junho de 1836, e que ficou extinct. Pela Lei Prov. n. 1403
de 12 de maio de 1879 foi elevada a cathegoria de villa e para
ella transferida a s6de da com. do Ingazeira, creada pela Lei
prov. .1260 a 26 de maio de 1877, que a desmembrou da comn.
de Flores, a que pertencia este mon., entao denominado In-
gazeira, e que fora creado pela Lei Prov. n. 295 de 5 de maio
de 1852. Em 1883,a Lei Prov. n. 1761 de 5 de junho transforiu
para a pov. de Ingazeira, que foi entao elevada a villa, a s6de
da corn. do mesmo nome; essa disposigao, pornm, foi revogada
pela Lei Prov. n. 1827 de 28 de junho de 1884. A villa esta
situada a margem esquerda da ribeira Pajehu, a 557m de altura
sobre o nivel do mar. Tern bom clima, abundant cultural nos
annos regulars, pequeno commercio, cultural de canna de
assucar, mandioca, tabaco, algodao, milho, arroz e feijao;
criaCgo de gado. A industrial fabril consist em fumo, farinha
de mandioca, rapaduras, obras de olaria; ha algumas bolan-
deiras de descarocar algodoo e pequenos teares de teecidos deste
artigo. (< A pov. de Afogados de Ingazeira esta situada a margem


AFO


AFO









AGO


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esq. do rio Pajehl,d a 25 kils. da sdde da com. Consta, por assim
dizer de uma grande praqa, chamada do Commercio, que mede
80m de largura mddia sobre 150 de extbnsio, contando ao todo
pouco mais de 100 casas; egreoa matriz, cemiterio: eschs. pubis.,
agua potavel mnuto boa e abundant, bibliotheca do Club Lit-
terarso, etc., ) A villa dista cerca de 485 kils. da cap., 60 de
Flores e 96 de Alagoa de Baixo. Comprehende os lovares
denominados: Qieimadas. Jatobi, Dous Riachos, Santa Clara,
Varas, Carnahyba, Volta, Jardim, Macaco, Alag6a, Aroeira,
Ingazeira, Bezerros, Jasmim, Santa Anna, Born Jesus, E.Santo,
Cachoeira Grande, Riacho do Meio, Riacho de Cima. Tigre e
diversos outros. Tern agencia do correio. Pertence ao 120 dist.
electoral. E. com. de Ia entr., creada pela Lei Prov. n. 1260
de 23 de maio de 1877 e classilicada pelo Dee. n. 7080 de 9 de
novembro de 1878.
AFO3A FRADE. Riacho do Estado das Alagoas, na com. de
Atalaia.
AFOTIGES. Indios que habit-tram outr'ora o arraial da
Carolina. entoo pertencente ao Estado de Goyaz, e hoje cidade do
Estado do Maranhao. Cmlia Mattos d:i delles noticia em seu
Itinerario, T. II, p. 244.
AFU. Ponta na lagoa de Araruama do Estado do Rio de Ja-
neiro, na baceia ou lago dos Patos.
AFUNDA.. Ilha do Estado de Minas Geraes, no rio S. Fran-
cisco, entire a barra do Urucuia e a pov. da Boa Vista, que se
estande pela margem dir. at6 em frente A foz do Acary.
AGA. Pov. do Estado do E. Santo, na margem de um sacco,
24 kils. ao N. da foz do rio Itapemirim, e 12 ao S. do rio Pidma,
perto do morro de que tomou o nome (B. Rubim). Escrevem
tambem Agha. Do Estado nos informal nio existir tal pov.:
< Nio 6 conhecida essa pov. Agai. 0 sacco, a quo se referee Ru-
bim, foi onde existiu outr'ora uma pov. do indios, denominada
Itaipava, hoje reduzida a insignificantes choupanas cobertas de
palha,.
AGA. Monte do Estado do E. Santo, no fundo da bahia de
Benevente, a 250m acima do nivel do mar. a uma,milha da
praia e a tres milhas ao N. 4' 0. da ilha do Francez. E facil de
ser reeconhecido pela sua fdrma conica e pelo son isolamento.
Affirmam manar delle a melhor agua potavel de toda a costa.
Mouchez situa-o aos 200 51' 35" de Lat. S., 430 6' 39" de
Long.
AGACHY. Aldeia de indios no mun. de Miranda, Estado de
Matto Grosso. Em 1885 contava 96 individuos, sendo 47 ho-
mens e 49 muilheres. (Relat. d'Agr. 1886.)
AGACHY. Rio do Estado de Matto Grosso, aftf. da margem
esq. do Aquidauana. F6rma corn o Loyola, seu trib., uma
lagta.
AGAPITO. Corrego do Estado do Parana, banha o mun. da
Campina Grande e desagua no rio Timb/t, trib., do Iguassd.
(Inf. loc.)
AGAPITO. Riheirgo do Estado de Goyaz, aft. da margem
esq. do rio Vermelho. Banha o mun. de Goyaz, passando a oito
kils. da cidade deste nome. Tern suas fontes na serra Dourada.
Recebe pela esq. os corregos Senhorinho (ant. Invernada Reuna),
Cubati5o, Agua Fria e Olaria e pela dir. os corregos Vermelho e
Quintiliano.
AGARANY. Naoro indig. do Estado do Amazonas, no rio
Branco. (Araujo Amazonas.)
AGATHAS. Entre o canal Pedro II (Castelneau) e o Pa-
raguay, desce uma serrania de formagao mais on menos gra-
nitica: 6 a Insua. 0 mais elevado de seus montes tern o nome
de morro do Gama-, e o que separa as duas lag6as Gahybas
e prende-se ao mesmo system, recebeu dos antigos commis-
sarios da demarcaqao de limits coin a Hespanha (1786) o nome
de-serra das Agathas.
AGERUTIUA. Praia no mun. de Braganqa do Estado do
Par (Inf, loce.)
AGHA. Morro do Estado do E. Santo. Vide Aga.
AGOSTINHO (Santo). Bairro do mun. do Patrocinio, no
Estado de S. Paulo, corn duas eschs. publs. de inst. prim.,
creadas pela Lei Prov. n. 37 de 30 de margo de 1882.


AGO


AGOSTINHO (Santo). Serra do Estado de Minas Geraes
nas divisas dos bairros da Lage e do Ganarra, pertencentes
ao termo de Baependy.
AGOSTINHO (Santo). Cabo na costa do Estado de Per-
nambuco, perto de 18 milhas ao S. e quatro a SE. da cidade do Re-
cife, aos 80 20' 45" ; de Lat. e 370 16' de Long. (Mouchez). A
entrada da part N. dai ancoragem a grandes navios. Foi des-
coberto a 26 de janeiro de 150) por Vicente Yanez Pincon, que
deu-lhe o nome de Santa Maria de la Consolation. Mais tarde.
em 1501. recabeu a denominacago, que hoje conserve, por ser
Agostinho o santo do dia em que chegou a expedicto, que sup-
poe-se commandadapor Goncalo Coelho. Record esse ,cabo im-
portantes acontecimentos de nossa historic colonial. E o cabo
de Santo Agostinho, diz Roussin, uma collina ligairamente
coberta de matto, de altura mediocre, qua avanca para o mar
terminando em rampa e que em bomn tempo se poderi avistar na
distancia de 24 milhas, e que 4 conheecido pelas suas barreiras
vermelhas, e seu aspect quasi arido, almn da pequena egreja
de N. S. de Nazareth, cercada de outros edificios, no snu cume.>>
Pimentel diz: (< que o caba apresenta uma terra delgada e com-
prida que vai em direitura ao mar e faz por cima algumas
quebradas ; na ponta tern um morrinho que parece uni ilhote
redondo, que esta sobre si, tudo por4m 6 terra do dito cabo:
lanca este morro uma ponta agoda ao mar que parece um fo-
cinho de toninha.o, Qualquer das duas descripodes acima, diz
Vital de Oliveira, di uma id6a precisa do cabo de Santo Agos-
tinho, na Lat. 80 20' 27" S. e long. 80 10' 48" E., pois que e
elle corn etteito uma lingua de terra que se avanga, adelgacando
para o mar, segaramenete unma milha, do altura regular e coberto
de algum matto. Quiando se esti em suas proximidades 6 que se
reconliece quanto 6 sua conliguragao irregular, e que 6 formado
de uma agglomeracito do outeiros mi:tis on monos altos e escal-
vados, uns de pedra, outros do barro, nos quaes se notam gran-
des manuchas de unn avermelhado vivo. que so vista em grande
distancia. A abundancia destas manchas, que chamam bar-
reiras, que se observam j6a no cabo, como outras mais esbran-
quigadas para o N., a egreja de N. S. de Nazareth no cume da
montanha, e alem disto a disposicio totalmente different do
terreno, tudo torna o cabo de Santo Agostinho muito notavel e
conhecido. Sua configuragao 6, como dissemos, muito irregular
como se passa a ver. A part mais meridional 6 o pontal de Na-
zareth, extreme S. de uma ponta rasa do araia, que j fica ao
ahrie-i do recipe que borda a costa ao S. do cabo. Dahi depois
i.. -'. metros ao NNE. esti a ponta do Suipe, onde comega
a terra alterosa do cabo a vir atl o mar, corn a ",i --.11 de pe-
dra. Desta ponta cerca de 1.503 metro ao NL. 4 i. estai
o forte de Nazareth, que defended a barra do Suipe on Nazareth.
E do forte 580 metros per NE 4 N tica o extreme mais
oriental que denominam Focinhs do Cabo, havendo neste in-
tervallo entire os rochedos que guarnecem o perimetro, uima pe-
quena enseada corn praia de areia, chamada da Salvagdo, mas
que nao di desembarque. Do extreme mais oriental segae a
costa do cabo de pedras a prumo por N4NO. por espago do
430 metros at6 a ponta do Pituacd, correado a meia dis-
tancia o riacho deste nome, conheeido tamibem corn o noie
de Rcgato das Mulheres. Junto desta ultima ponta ha pedras
alagadas que sio perigosas. Com mais 700 metros ao rumo
de ONO. esti a ponta do Rapa, tendo uma praia de area, se-
parada a meio por um grupo de pedras altas, espacos quo de-
nominam Calheta e Calhctinha, onde fundeiam as pequenas
embarca8des costeiras na moncao do SSE. fresco, amarrando a
pupa para terra. Depois da ponta do Rapa corn mais 110'n
esti a ponta do Gaibd, onde se v6 o reducto de S. Fran-
cisco Xavier e ahi terminain as terras pedregosas do cabo,
que vein ao mar. Proximo da ponta oriental do cabo se acha
40 e 48 palmos de fundo, pedra e cascalho grosso: fundo
que cresce tito progressivamente que em pouca distancia se
encontra 160 e 20) palmos. Nas immediacGes do cabo,
quasi todo o fundo 6 mais ou menos pedregoso, e assim uma
on outra vez se d5io algumas prumadas no fundo de pedra.
Pelo NE. e ENE. do cabo, em distancia de duas milhas, so
acham pequenos alfaques de area grossa corn 64 e 56 pal-
mos, fundo este por4m variavel segundo as correntezas ; e
pelo ESE., se acham igualment- os mesmos alfaques, corn 56
e 48 palmos, na mesma distancia do cabo. Estando-se, pois,
no parallel do cabo, nial se deve aterrar, bordejando, de
um fundo mentor de 64 palmos, porque as correntezas en-
costam muito para elle. Corn vento feito, pode-se passar muito
proximo porquanto nada ha a temer sempre que se navegar em
um fundo de 48 e 52 palmos >. Sob o titulo Rcconhecimento
361








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do Cabo dc Santo Agostinho, diz ainda Vital: c Al4m das
marcas ou incidents notados pelos quaes se conhece facilmente
este cabo, apresentaremos ainda as seguintes consideraqSes de
F. Portugal, que mais corrobora o que havemos dito: o Es-
tando-se ao mar e em grande distancia, elle parece uia ilha
pouco afastada do continent, por ser nao s d trrno de terreno muito
mais elevado, como saliente ao que Ihe fica lateral. As terras
do cabo se apresentam ent.ao do mediocre altura, sem nenhuma
inflexgo notavel, distinguindo-se claramente o colorido do seu
terreno escalvado de um vermelho escuro coroado do pequenas
moutas verdes, que em distancia parecem denegridas. Quando
se confront o cabo ou sa esta delle para o S. pouco, para o
N. nao se descobre terra alguma, mas para o S. corre umn
cordao de terra igual, pouco mais baixa que a do Cabo, e sem-
pro muito mais esbranqui.ada em razio de lhe ficar mais oc-
cidental. Em distancia de pouco mais de nove milhao para o
lado do S. nota-se a grande Serra Sellada, com a configura.eao
de uma sell de cavallo, a qual demora pelo SO. a quern esta
uma legua ao mar do cabo, e g este um dos pontos para facil-
mente reconhecel-o. Esta serra apparece quasi sempre enfu-
mazada, principalmente de manha e quando sopra o terral. Pas-
sando do cabo para o N. descobrem-se logo as manchas on
barreiras de S. Gonalmo, barreiras quo umas sao vermelhas
mescladas de cinzento, outras amarelladas, e grande part
brancas e alvacentas. Estas barreiras, em pequena distancia da
costa, mostram ser muito irregulars pela part de cima, cheia
de grades lapas e de unia cnr multiforme. Estando-se aterrado,
o melhor ponto para reconhecer o Cabo d a igreja de N. S. de
Nazareth, assentada no mais alto do terreno, por 800 NO. do
Focinho. egreja que se vista por entire co quero qu he ficam
perto. Vindo do N. porl m aigumas vezos a srommidade do
outeirdodo Pituacd, qua Ihe demora por 600 NE. encobre-a
completamente. Finalmente, quando se vista o cabo, querpelo
N. quer pelo S. sua ponta so estende muitooo mar ; o morro, da
egreja para o extrmo, apresenta um decline suave e r.mgular,
distinguindo-se, chegado A proeminencia salient, umra que-
brada conica, a qual alargando-se, para quern est. distant, pa-
rece que o extreme do Cabo 3 um ilhote separado da terra fir-
me por urnm estreito canal. A' noite, navegando-se nas visi-
nhannas do Cabo, quando o prumo sondar em pedra ou em cas-
calho grosso, se esta EO. corn elle, porquanto quer ao N. quer
ao S. o fund 4 de lama, a nso ser nos logares dos alfaques,
como mencionamos. Nas monies dos vantos do S. p sempre
o cabo de Santo Agostinho proeurado, no o sa pelos navies quo
querem demandar a barra e porto do Recife, como mesmo
pelos que da Europa demandam a costa do Brazil, a fim de
rectificarem sun derrota.E Nesse cabo lica um pharol na Lat.
80 20' 40" e Long. 80 14' 10" E. do Rio de Janeiro, on 340
56' 10" 0. de Green., ou 37 16' 20" 0. do Paris (Repartiedo
dos Pharoes). 0 apparelho de luz 6 dioptrico, de la ordem, e
exhibe luz branch lixa, illuminando todo o horizonte. 0 piano
focal eleva-se 48m,8 ao nivel do solo e 105m,0 ao nivel do mar,
e a luz 6 visivel da distancia de 25 milbas em tempo
claro. A torte 4 do ferro, system tripode e e pintada de
branco. A casa dos guards fica proxima do pharol e 6 tambem
pintada de branch. Foi inaugurado a 25 de marlo de 1883.
AGOSTINHO. Especie de ilha formada pelas enchentes do
inverno no campos que rodeiam o' mun. de S. Bento dos Pe-
rizes do Estado do Maranhso. (Inf. loc.)
AGOSTINHO (Santo). Era assim antigamente denominado
o rio Vianna, aff. do Juid, quo banha o Estado do E. Santo.
Essa denominaqao assim como a de Mocury, dadas antigamente
ao rio Vianna desappareceram, persistindo esta ultima.
AGOSTINHO (Santo). Riacho do Estado do Maranb5o,
aft. do rio Parnahyb'a. o0 riacho Santo Agostinho, diz David
Moreira Caldas, segundo informou-me o Sr. coronel A. Pires
Ferreira, seis kils. antes de se lancar no rio, atravessa uma
lagoa de 30 kils. de comprimento e cinco ou seis de largo,
ficando ao norte della, a mais de 20 kils. da margem esq. do
rio, a fazenda do mesmo nome, morada daquelle coronel. 0
riacho, em seu curso superior passa por detraz dos quintaes da
villa de S. Bernardo, cujo porto, o da Formosa, 6 fronteiro ao
logar onde finda-se omun. de Barras, distant da embocadura
.do Santo Agostinho 55 kils.
AGOSTINHO (Santo). Rio do Estado de S. Paulo, trib. de
um dos aflo. da margem dir. do Tietd (ex-Senador Godoy).
AGOSTINHO (Santo). Arroio do Estado do R. G. do Sul,
trib. do ljuhy-Pequ eno.
DI-C. GEOGR. 3


AGOSTINHO. Corrego do Estado de Goyaz, aff. da margem
esq. do ribeirao da Saia Velha, aff. do rio S. Bartholomeu.
(Inf. loc.)
AGOSTINHO (Santo). LagRa do Estado do Maranhao, tern
mais de 27 kils. de comprido por tres de largo. Nunca secca e e
navegavel por grandes canvas, que, por um canal de cerca de
10 kils. de comprido, vao ate ao Parnahyba, quo nesse ponto
frma um bomr porto de embarque. Suas margins slo muito
ferteis para crianno de gado. Nella desagua o rio Buritv.
(Inf. loc.)
AGOSTINHO MENDES. Rio do Estado de Minas Geraes,
aftr do rio AbaetW, trib. do S. Francisco.
AGRELLA. RiachL o do Estado do Cearo, no mun. da Im-
peratriz.
AGRESTE. Serra do Estado das Alagoas, nos limitesda
parochial de Sant'Anna do Panenma,
AGRESTE. Riacho do Estado do Ceara, no mua. de Sao
Francisco.
AGRIAO. Log. do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de
Rezende.
AGUA. Log. do Estado do Ceara!. entire Granja e Sobral.
Ahi terminal a 2a e comega a 3a seciao da E. de F. do Sobral.
AGUA. Ponta na costa do Estado do R. G. do Norte, na
part comprehendida entire a pov. de Caissara e a ponta do
Tubardo.
AGUA. Ponta de pedra no mun. de Cabo Frio do Estado do
Rio de Janeiro que abriga a E. a enseada do Forno. Juntoa
esta ponta ha uma pedra submarine.
AGUA. Serra do Estado do CearA, entire Maria Pereira e
Quixeramobim.
AGUA. Serra do Estado de Pernambuco, na freg. da Varzea.
AGUA. Ilha a E. da do Governador e ao N. da ponta da
Ribeira. Sua f6rma e quasi um quadrado de 320 metros de
lado; espesso arvoredo conserve uma nascent de optima e
abundante agua potavel, donde se original seu nome. Foi neste
sitio que, segundo nos referee o Sr. Dr. L. Netto, o velho Joao
de Deus e Mattos, habil preparador aposentado doMuseu, dis-
cipulo do Xavier dos Passaros, reuniu uma valiosa colleccaio de
2.000 zoophitos e molluscos que oflfereceu ao Museu, onde deu
tantas provas de sua proficiencia e amor historic natural. Barral
e Candido Mendes da.o igual denominacno a outra ilha. Vide
Jurubahybas. (Fausto de Souza. A Bahia do Rio de Janeiro.)
AGUA. Riacho do estado das Alagoas ; na 3a secg.o da E.
de F. de Paulo Affonso.
AGUA (Riacho d'). Riacho do Estado da Bahia, nasce na
serra Pellada e faz barra no rio Pardo, no logar chamado
Jacd, abaixo do Cachimbo cinco leguas.
AGUA (Porto d'). VidePedro Segundo.
AGUA AMARELLA. Log. do Estado do Parani. no dist.
da Lapa.
AGUA AZUL. Log. do Estado do Rio de Janeiro, no F)an-
seca, arrabalde da cidade de Nyterdi.
AGUA AZUL. Rio do Estado do R. G. do Norte; no man.
do Cear6-mirim.
AGUA BELLA. Ribeirqio do Estado de Minas Geraes, na
freg. de S. Miguel do Jequitinhonha. Nasce no interior da
matta de seu nome, e term um curso de 60 a 72 kils. Recebe o
corrego da Prata. (Inf. loc.)
AGUA BOA. Parochia do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Minas Novas, collocada na bacia do Surubim, aff. do Uru-
puca, na margem esq. do ribeirno d'AguaBSa, no meio de
mattas pela m6r parte ainda virgens. Orago Sant'Anna e dio-
cese de Diamantina. Foi creada dist. pela Lei Prov. n. 2376
de 25 de set'mbro de 1877, incorporada ao mun. de Theophilo
Ottoni pelo art. II da de n. 2649 de 4 de novembro de 1880, ao
de Minas Novas polo III da de n. 2810 de 4 de outubro de
1881; elevada 6. cathegoria de parochia pela de n. 3063 de 31
de outubro de 1882. Perden a invocagdo de S. Jos6 pela de
Sant'Anna em virtude da Lei Prov. de n. 3330 de 5 de outubro
de 1885. Pertence ao 19 dist. eleitoral, cuja side 4 a cidade
de Minas Novas. Tern duaseschs. publs. de inst. prim. OP1.


AGU








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Jo.o Antonio Pimenta, vigario da freg. da Capellinha, obse-
quiou-nos em abril de 1887 corn a seguinte informagao a res-
peito da freg. d'Agua Boa : ( A frog. d'Agda Bba vive exclusi-
vamente da lavoura, a qual esti ainda muito atrazada por
falta de estradas para a exportabco do seus products; as poucas
que possue sao p ssimas. As terras sao sem excepeio de uma
fertilidade prodigiosa. 0milho, a canna, o cafe e o algodao
prosperam admiravelmente; a canna e o cafd em qualqier logar
da freg., e o algodao principalmente em Santo Antonio. Ven-
dem-se em Agua B6a 80 litros de milho por 500 reis, as vezes
por 400 rgis e ate por 240 riis. Todos os mais generous da la-
voura resentem-se desta depreciaQao. Ja vi engeitar-se em
Malacacheta uma arroba de caf6 per 500 reis.- A freg. d'Agua
Bba tern 6.000 almas mais ou menos. A pov. esti ainda muito
atrazada, carecendocompletamente dos recursos mais comm.uns.
0 clima e em geral quente; em alguns logares desenvolvem-se
febres palustres e a ictericia.- Diz a tradicao que os primeiros
que penetraram nestas mattas, atW entio habitadas polos indios
da trib'i dos Aranans, foram os aventoreiros Th:maz Luiz
Pego, Feliciano Luiz Pego, Felisberto Luiz Pego e alguns pa-
rentes seus, os quaes estabeleceram-se nas margens do Surubim.
Thomaz Pego attrahiu as sympathies dos Aranans. aldeiados
na barra de Santo Antonio, aff. do Surubim, e no meio delles
conviveu por muitos annos. Constraiu umapequena ermida,
em 1830, nesse logar e comeout uma pequena pov. que ainda
existe. Esta pov., encravada no meio de mattas brutas, nao
tern podido prosperar por falta de vias de communicacao; e
habitada por pessoas muito pobres e por alguns representantes
da tribu dos Aranans, os quaes vivem aldeiados nas margens do
corrego dos Caldeir6es. Estes indios sao todos baptisados e ja
apreciam os beneficios da civilisaqao. JA os visitei algumas
vezes e tenho casado alguns delles e baptisado-lhes os filhos.
Sao naturalmente religiosos e apreciam e respeitam muito os
sacerdotes, aos quaes chamam Kupan nacacntchdi(Deus cAi da
terra). Note-se que pronunciam Kupan e nao Tupan. Em 1850
mais ou menos Frei Bernardino do Lago, religioso da ordem
dos Menores, comeqoui, corn autorisacao do Governo, um al-
deiamento nas cabeceiras do ribeir.o que, por este motive,
tomru o nome d Catechcse, mas s indios o abandonaram pre-
ferindo viver em Santo An tonio em companhia do Thomaz
Pego, a quen chamavam Capitao Grande. Frei Bernardino,
vendo assim frustrada a obra da calechese por elle iniciada com
tanto sacrificio, e attribuindo (talvez corn razao) a Thomaz Pego
o man exito desta empreza, levou o fact ao conhecimento do
Governo, e em virbude desta denuncia foram press Thomaz
Pego, seu irmao Fcliciano Luiz Pego, e alguns sobrinhos seas,
os quakes estiveram por muito tempo nos calaboumos de Minas
Novas. Qiando recobrou a liberdade, Thomaz volto para
Santo Antonio, amava as selvas e preferia a companhia dos
filhos do desert a viver no meio doe ma sociedade que o per-
segnia. Consta que ao voltar a Santo Antonio foi-lhe precise
abrir picada para chegar a esse logar, que corn sua retirada
ficou completamente abandonado. Os proprios indios interna-
ram-se para as mattas ata s volt aram quando viram 1A de novo
estabelecido Thomaz PPeni i qcten respeitavam como a um ver-
dadeiro Cacique.-- Ei, I- -: e 1876 Norberto Jose Carneiro e
Juvenato de Freitas dons animosos proprietarios, residents nas
margens do Suritbim, emprehenderam a navegaeaodo Urupuca
e partindo de Santo Antonio, descend pelo Surubim, Urupuca
e rio Doe chegaram a Linhares, no Estado do E. Santo, corn
canvas carregadas de viveres, e dispondo alli de suascarre-
gao6es, voltaram a SantioAntonio trazendo sal. Infelizmente
os pequenos recursos destes dous animosos fazendeiros fizeramn
abortar o sen project de navegacao ; mas ficaram corn a gloria
de iniciadores de uma idea utilissima.- Deixemos o Santo
Antonio e voltemos a Agua Bba. Em 1833, mais ou menos
Anto'io Rodrigues da Silva, Bernardo Rodrigues da Silva,
Anacleto Rodrigues da Silva e Antonio Nunes estabeleceram-se
nas margens do ribeirdo d'Agua Boa e desbravaram o logar
occiipado hoje pelo pov. do mesmo nome, o qual comeqou em
1810 mais ou menos. Este pov. pouco tern adeantado por ter
sido habitado ate agora por pessoas muito pobres. Tern 50
casas terreas e uma pequena ormida de pessima construct, Ao.
Foi esta freg. instituida canonicamente em 13de janeiro de
1886. Agencia do correio, creada em 26 de setembro de 1888.
AGUA BOA. Log. na freg. de Anajatuba do Estado do
Maranhao.
AGUA BOA. Log. no rio Parnahyba, centre o Canto da Pias-
saba e a cachoeira do Urubd. Ha alli pedras em ambos os lados


AGU


do rio, existindo apenas um canal estreito pelo meio, (Explo-
ra&do do Alto Parnahyba, por Antonio Tavares da Costa.)
AGUA BOA. Log. do Estado de Sergipe, no termo do La-
garto.
AGUA BOA. Igarap6 do Estado do Amazonas aff. da mar-
gem esq. do rio Branco, trib. do Negro. Corn o mesmo nome
ha um aff. da margem dir. acima da foz do Caratirimani.
AGUA BOA. Riacho do Estado do Maranhao, desagua no
rio Itapicurd, na parte desse rio que media entire suas cabe-
ceiras e a pov. do Corda.
AGUA BOA. Pequeno rio do Estado de Sergipe, aff. do
Piauhytinga.
AGUA BOA. Rio do Estado de Minas Geraes, rega a freg.
do seu nome e desagua na margem esq. do rio Surubim. Tarn
30 kils. de curso.
AGUA BONITA. Log. do Estado de Sergipe, no termo de
Itaporanga, coin uma esch. publ. de inst. prim. creada pela Lei
Prov. n. 1221 de 25 de abril de 1882.
AGUA BRANCA. Villa e mun. do Estado das Alag6as, na
corn. de Paito Aflonso, a 108 kils. da cachoeira deste nome
e A6 mesma distancia de Piranhas, quo flca 6 margem do rio
S. Francisco. Orago N. S. da Conceimao e diocese de Olinda.
Foi creada fr pela g. p Lei proy. n. 413 doe de junho de 1864
elevada a cathegoria de villa polo de n. 681 de 24 de abril de 1875.
Installada em 20 de setembro de 1876. No seu territorio existed
a grande matta d'Agua Branca, que lie deu o nome e que tern
cerca de 24 kils. de comprimento. Os terrenos, tanto dessa
matta como de Paulo Aflbnso seo feracissimos ; nelle cultiva-
se mandioca, algodao e legumes. Nao tern capellas liliaes, exis-
tindo apenas duas casas do oramies, send uma distant cerca do
seis kils. da matriz e outra 12 ; a primeira na Varzea do Pico
e a segunda no Pariconho. Sua pop. e avaliada em cerca de
6.000 habs. Pertenceu ao mun. de Paulo Afbnso. Faz part do
50 dist. electoral, cuja side o a cidade de Penedo. Em 1881
alistaram-se nella 99 eleitores, tendo sido em 1883 incluidos
no alistamento mais sete. Agencia do Correio. Eschs. publs. de
inst. prim.
AGUA BRANCA. Log. no term do Jardim do Estado do
Ceara, a oito kils. dessa cidade; corn um capella.
AGUA BRANCA. Log. do Estado do Parahyba do Norte,
na com. e termo de Pianc6; corn uma esch. publ. de inst. prim.,
creada pela Lei Prov. n. 164 de 22 de novembro de 1864.
AGUA BRANCA. Pov. do Estado de Pernambuco, na frog.
de Quipapn ; a 13 kils. de distancia.cor uma esch. publ. do inst.
prim., creada pela Lei Prov. n. 1426 d 27 d27e mai de 1879.
Ahi fica uma das estagaes do Prolongamento da E. de F. do
Recife ao S. Francisco, no kil. '84.923m,394 (Eng. Picano) ; a
qual foi inaugurada a 20 de Junho de 1885.
AGUABRANCA. Log. do Estado de Sergipe no mun. do
Villa Nova.
AGUA BRANCA. Log. da Cap. Fed, na freg, de Campo
Grande.
AGUA BRANCA. Log. doEstado de S. Pa lo, no mun. da
capital ; corn uma estacao da E. de F. The S. Paulo Railway
Company, limited. Agencia do Correio, creada em julho de
1887.
AGUA BRANCA. Log. no mun. de Porto Feliz do Estado
de S. Paulo.
AGUA BRANCA. Umn dos quarteirSes da villa do Born Suc-
cesso, no Estado de S. Paulo.
AGUA BRANCA. Pequena pov. do Estado de S. Paulo, no
mun. de GuaratinguetA.
AGUA BRANCA. Log. do Estado do Parani, no mun. de
Imbituva.
AGUA BRANCA. Estacao do prolongamento da E. de F.
do Recife ao S. Francisco, 84k,923 distant da estacao de Pal-
mares, a563m,433 de altura sobre o nivel do mar.
AGUA BRANCA. Serra que separa o mun. de Catold do
Rocha do Estado do Parahyba do Norte, do da Imperatriz no
doR. G. do Norte.








AGU


- 19--


AGUA BRANCA. Serra do Estado das Alag6as, em Agua
Branca (Dr. Spindola). v Obra de sete leguas arredada da ca-
choeira de Paulo Affonso est, a serra d'Agua Branca corn seus
multiplicados ramos, em grande part coberta de mattas, corn
uma capella dedicada a N. S. da Conceicio, e muitas families
de diversas cbres e pouco menos (se nao mais) barbaras que os
antigos possuidores do paiz. w (Ayres de Cazal). cGrande serra
do Estado das Alagbas, ao S. da serra de Borboreaa, donde
ella se estende a mui grande distancia. Nos bosques que a re-
vestem vivem ainda alguns indios selvagens. Do alto desta
serra ouve-se o ruido da catadupa de Paulo Affonso, que se acha
distant dahi sets leguas. (Saint Adolphe).
AGUA BRANCA. Nome de uina garganta situada no pro-
longamento da E. de F. do Recife ao S. Francisco; no Estado
de Pernambuco. Fica entire Una e Aguas Bellas e entire as
gargantas denominadas do Franga e Maria Ludovina.
AGUA BRANCA. Log. da Serra Geral onde o caminho
de Goyaz e Cuyab6 descia a bacia do S. Lourenco, 40 leguas
distant desta ultima cidade. A escarpa, na extensao de 400
a 500 passes, 4 assaz ingreme e de transit um tanto custoso
para animaes de carga. Presentemente, e desde 1867, o cami-
nho continue pelo alto do terreno at6 vir encontrar corn as
diversas veredas que se dirigem da cidade para a serra. Do
cume deste logar, cujas aguas vertem para o S. Lourengo.
v6-se muito proxima a cabeceira do uma vertente do rio Manso
ou Mortes. Pertence pois este ponto a linha culminante da que
divide as aguas que vao para o sul das que vao para o norte.
(B. de Melgago).
AGUA BRANCA. Riacho do Estado do:Piauhy; desagua no
rio Parnahyba abaixo da foz do Riachao.
AGUA BRANCA. Riacho do Estado do R. G. do Norte,
banha o mun. de Canguaretama (e desagua no rio Curima-
tahu.
AGUA BRANCA. Rio do Estado de Pernambuco, aff. da
margem esq. do Pajehi, trib. do S. Francisco.
AGUA BRANCA. Corrego do Estado de Pernambuco, banha
o mun. do Bom Conselho e desagua no riacho.Secco, aff. doPa-
rahyba. (Inf. loc.)
AGUA BRANCA. Rio do Estado da Bahia, aff. do rio de
Contas, pela margem septentrional.
AGUA BRANCA. Rio do Estado da Bahia, no mun. do
Campo Formoso. Em sua margem dir. fica a villa deste nome.
AGUA BRANCA. Ribeirao do Estado de S. Paulo, banha
o territorio da parochia de Santo Antonio da Boa Vista e
desagua no rio Carrapatos pela margemdir. (Inf. loc.)
AGUA BRANCA. Corrego do Estado de S. Paulo, aff. do
ribeirao da Divisa, que o 6 do Parahyba, entire S. Jos6 dos Campos
e Cagapava.
AGUA BRANCA. Pequeno rio do Estado de S. Paulo, banha
o mun. de Tatuhy, reune-se corn o Lageadinho e vai desaguar
no Tatuhy pela margem dir.
AGUA BRANCA. Rio do Estado de S. Paulo, desagua na
margem esq. do Sorocaba abaixo da foz do Piragibd.
AGUA BRANCA. Ribeirao do Estado de S. Paulo, aff. do
rio Jacard-pepira.
AGUA BRANCA. Rio do Estado de S. Paulo, desagua na
margem esq. do Paranapanema, abaixo da foz do Apiahy. Banha
o rnun. doBomSuccesso.
AGUA BRANCA. Rio do Estado do Parana, aff. do Ca-
choeira, trib. da bahia do Paranagua.
AGUA BRANCA. Ribairio aff. da margem dir. do Ca-
choeira, trib. do rio Negro, que o 6 do Igaassd e_este do Pa-
rana.
AGUA BRANCA. Corrego do Estado de Minas Geraes, ba-
nha a freg. de S. Miguel do Jequitinhonha e desagua no rio
deste nome. (I-nf. loc.)


I Chamo Serra Geral A borda occidental !do grande plateau, que
media entire o Araguaya e o S.ALourenoo. (B. dsM.)


AGU


AGUA BRANCA. Rio do Estado de Matto Grosso, nasce na
serra do seu nome e desagua na margem esq. do S. Lourenco.
0 B. de Melgaco, diz : K Agua Branca. Ribeirao assim cha-
mado por causa da cbr das suas aguas. Nasce na serra do
mesmo nome, corre SSO., depois de no espago de quatro leguas
ter recebido diversos corregos, como sejam o Coitizal, Munde
Novo e Inferno, une-se ao ribeirr.o das Vertentes Grandes e em
um curso de mais de 15 a 18 leguas afflue na margem esq.
do S. Lourenqo. Esta regido 6 muito pouco conhecida e nao
tern oatros habs. senao os selvagens Coroados. ) Na Geogr.
Physical de Wappoeus slo mencionados como tributarios desse
rio, pela esq. o Sem Nome a pela dir. o ribeirao dos Co-
roados.
AGUA BRANCA. Ribeirao do Estado de Matto Grosso, no
caminho de Goyaz para Cuyaba, entire os ribeir6es Macaco e
R6e-Broacas (Joao Vito Vieira da Silva. Itinerario.- Rev. do
Inst. Hist. do Brazil. T. XXXV, part i.a).
AGUA BRANCA. Pequeno rio do Estado de Matto Grosso,
aff. da margam esq. do Cupim, que 6 trib. do Cuyaba-mirim
(Pimenta Bueno). 0 B. de Melgago o consider como aff.
do Cuyaba-mirim e affirma nascer esse ribeirao na face occi-
dental do terreno que media entire as vertentes do S. Lourenqo
e Cuyaba, 15 ou 20 leguas da cidade. Corre ao SO., recebe pela
dir. o ribeirao Cuyaba-mirim, mais adeante divide-se em dous
braqos, um dos quaes vai acabar nos campos baixos do Mimoso,
indo o outro entrar na margem dir. do ribeirao do Madeira e,
reunidos, unem-se ao Corixo Grande, que vem de ESE, e vAo
desaguar no Cuyaba-mirim.
AGUA CHOCA. Parochia do Estado de S. Paulo, no mun.
do Monte-Mor a 136 kils. da capital. Orago N. S. do Patro-
cinio e diocese de S. Paulo. Foi creada pelo Dec. de 16 de
agosto de 1832 e elevada a villa corn o nome de Monte-M6r
pela Lei Prov. n. 29 de 24 de margo de 1871. Vide Monte-
M6r.
AGUA CHOCA. Ribeirao do Estado de S. Paulo, aff. da
margem esq. do rio Tiete. Rega o mun. da capital.
AGUA CHOCA. Pequeno rio do Estado de S. Paulo. banha
o mun. de Monte-M6r e desagua no Capivary, aff. do Tiert.
AGUA CLARA. Log. do Estado das Alag6as, na freg. do
Norte ou de Santa Luzia de Syracusa, corn uma capella da in-
vocagao de N. S. da Gloria.
AGUA CLARA. Pov. do Estado do Parana, no mun. de
Tibagy; corn uma esch. publ. de inst. prim., creada pela Lei
Prov. n. 450 de 6 de abril de 1876.
AGUA CLARA. Bairro situado a 30 kils. da villa de Jagua-
ryahiva, no sertao da marina desse termo ; Estado do Parana.
Tern uns 900 kils., 300 casas e urma capella sob a invocagao do
E. Santo. A pop. emprega-se na lavoura e na criagao. Dista
66 kils. do Serro Azul, 90 de Castro, 54 de Pirahy.
AGUA CLARA. Pequeno rio do Estado de Sergipe, banha o
mun. de Santa Luzia do Rio Real e desagua no rio Mussu-
nunga, aff. do Guararema (Inf. loc.).
AGUA CLARA. Ribeirao do Estado de S. Paulo; nasce no"
morro de Peperi-pae e desagua no rio Pardo. Banha o mun. do
Ribeirao Preto.
AGUA CLARA. Ribeirao do Estado do Paran., aff. do rio
da Varzea ; entire S. Jose dos Pinhaes, Lapa e Rio Negro.
AGUA CLARA. Corrego do Estado de Goyaz, banha o mun.
de Santa Luzia e desagua na margem esq. do rio Paracanjuba,
(Inf. lc.).
AGUA COMPRIDA. Log. do Estado da Bahia, na fregue-
zia de S. Miguel de Cotegipe, corn urma estacao da E. de F. da,
Bahia ao S. Francisco, entire as de Mapelle e Muritiba, no
kil. 28.000. Agencia do correio creada em julho de 1889.
AGUA COMPRIDA. Log. do Estado deo S. Paulo, no mun.
da cidade do Bananal, sobre o rio do seu nome.
AGUA COMPRIDA. Dist. da villa do Tibagy, no Estado do
Parana.
AGUA COMPRIDA. Um dos quarteirdes da cidade de Ube-
raba; no Estado de Minas Geraes.
AGUA COMPRIDA. Pov. doEstadode Minas Geraes no
man. de S. Gongalo do Sapucahy; corn mais de 20 casas.








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AGUA COMPRIDA. Riacho do Estado de Pernambuco, aff.
do rio Una. Corre s6mente pelo inverno (Dice. Geogr. de C.
Honorato).
AGUA COMPRIDA. Pequeno rio do Estado de S. Paulo, no
mun. do Bananal; desagua na margem dir. do rio Parahyba.
AGUA COMPRIDA. Rio do Estado de S. Paulo, banha o
mun. de Santa Branca e desagua do rio dos Monos (Inf. loc.).
AGUA COMPRIDA. Ribeirio aff. da margem dir. do rio
Canoinhas, trib. do rio Negro, qua o 6 do Iguassd e este do
Parana.
AGUADA. Pov. do Estado de Sergipe, no termo do Rosario ;
corn duas eschs. pubis. de inst. prim.
AGUADA. Corrego do Estado de S. Paulo, entre Jundiahy e
Campo Largo (art. 20 da Lei Prov. de 10 de junho de 1850).
AGUADA DE JOAO DIAS. Corrego do Estado de Goyaz, no
termo do Pilar. Quando Cunha Mattos por elle passou encontrou
ahi grandes ruinas de umrn antigo engenho de assucar.
AGUADA DOS MARINHEIROS (Praia da). Chamou-se
assim antigamente a actual praia do Flamengo, na Cap. Fed.,
porque desembocando ahi o rio Carioca, depois Cattete, era
o logar onde os navios faziam aguada. Mais tarde perdeu
essa denominacao pela de Praia do Sapateiro Sebastiao Gon-
calves.
AGUA DA MA.I CHICA. E' assim denominada uma fonte
existent a pouca distancia da cidade de Ouro Preto; no Estado
de Minas Geraes.
AGUA DA MATERIA. Log. do Estado de Pernambuco, na
estrada do PAo d'Alho.
AGUA DA MATERIA. Riacho do Estado de Pernambuco,
aff. da marz.em septentrional do rio Camaragibe. Corre sd-
mente pelo inverno (Dice. Geogr. de C. Honorato).
AGUADA NOVA. Log. do Estado de Minas Geraes, no dist.
do Arassuahy.
AGUA DA SAUDE. Travess.o do rio Tocantins, acima dos
travessdes do Repartimento e do Valentim, e proximo das ilhas
da Bagagem e do Alexandre; no Estado do Pard. Baena faz
mencao de um riacho corn esse nome, aff. da margem esq. do
Tocantins. < Tern este nome, diz Baena, aao s6 dos antigos,
mas ainda dos gentios que tambem ihe prestam tal f6, que
tendo elles alguma enfermidade grave, por mais distaste qua
more ali se vao lavar, e dizem que tornam a recuperar a sua
antiga saude ,.
AGUA DE BICA. Corrego do Estado de S. Paulo, d&sagua
na margem esq. do rio Tiet6 entire o porto dos Lencoes e o salto
do Avanhandava, proximo dos corregos denominados Capinzal
e Jose Theodoro Potente.
AGUA DE MENINOS. Pov. do Estado das Alag6as, no
termo de Cururipe : corn uma esch. publ. mixta, creada pela Lei
prov. n. 921 de 10 de julho de 1883.
. AGUA DE MENINOS. Log. do Estado da Bahia, na freg.
de Santo Antonio d'Alem do Carmo. Sobre a origem desse logar
consta o seguinte : << Christovio de Agniar Daltro obteve do go-
vernador Thom6 de Souza por sesmaria uma porcao de terreno
situado ao N. da cidade de S. Salvador, no qual havia uma
nascente de copiosa agua, que corria at6 a. baixa, quasi 6. beira-
mar, formando alli um grande lago, onde diariamente banha-
vam-se muitos meninos, tomando por isso o lago o nome de
Agua de Mleninos. Naquelle terreno fundou Aguiar Daltro um
engenho de moer cannas, para fazer assucar, tendo por motor
as aguas daquella nascente, as quaes encanou, montando tam-
bem alli um alambique de distillar aguardente. No alto da
montanha edificou uma ermida dedicada a Santo Antonio, no
mesmo logar em que se deu comeco As obras de urma grande
egreja, que nunca foi concluida, mas que presentemente serve
de Matriz da freg. de Santo Antonio d'Alem do Carmo. A
Camara Municipal, aproveitando aquellas aguas, mandou fazer
nao s6 na baixa uma fonte de bica em 1872 para serventia pu-
blica, sendo restaurada em 1876, mas tambem entulhar o Lago
dos Meninos para fazer a rua e o caes que alli exis'em *. Ahi
existed um quartel de cavallaria.
AGUA DE MENINOS. Tratando das fortificacdes da Bahia,
o Dr. Fausto de Souza da noticia de um reducto, denomi-
nado Agua de fMeninos construido no principio do seculo XVII


um pouco adeante de Santo Alberto. Foi tornado por Mauricio
de Nassau em 1637 e arrazado pouco depois.
AGUA DE ROSA. Parochia do Estado de S. Paulo, no
mun. de Botucatd. Orago N. S. Apparecida e diocese de S. Paulo.
Foi creada pela Lei Prov. n. 43 de 2 de abril de 1882. Ternm
duas eschs. publs. de inst. prim.
AGUA DO BICHO. Log. do Estado de Pernambuco, no
mun. de Goyanna.
AGUA DO BISPO. Riacho do Estado da Bahia, ao S. da
villa de Abrantes.
AGUA DO CAMPO. Log. do Estado de Minas Geraes, na
freg. do Bom Despacho e mun. de Inhauma.
AGUA DOCE. Log. do Estado do Rio Grande do Norte,
no mun. de Trahiry.
AGUA DOCE. Pov. do Estado do Parahyba do Norte, no
termo de Alagoa Orande, na estrada que desta villa vai a
Itabaianna.
AGUA DOCE. Pov. do Estado do Parahyba do Norte, no
mun. do Inga; corn uma esch. publ. de inst. prim.
AGUA DOCE. Log. do Estado de Pernambuco, no mun.
do Limoeiro.
AGUA DOCE. Igarap6 do Estado do Maranh5o, separa o
continent de uma ilha de mangues, situada no canal deno-
minado Cabeca de Porco -.
AGUA DOCE. Riacho do Estado das Alagoas, proximo aos
riachos do Ic6 e do Mouro. E' atravessado pela E. de F. de
Paulo Affonso.
AGUA DOCE. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha
o mun. do Curvello e desagua na margem direita do rio das
Velhas. (Inf. loc.)
AGUA DO GABRIEL. Corrego do Estado de S. Paulo;
desagua na margem esq. do rio Tiete entire o porto de Leng6es
e o salto de Avanhandava, proximo dos corregos do Butura e
do Sucury.
AGUA DO MILHO. < No dist. de S. Joao Baptista do
Appody (R. G. do Norte), junto a um riacho, debaixo de uma
arvore ha um olho d'agua tepida, designado pelo nome d'agua
do Milho. E' preciso tiral-a corn um vaso pequeno para outro
maior, quando alguem quer banhar-se com ella ~ (Ayres de
Cazal).
AGUA DO PADRE. Salto formado pelo rio Paranapanema.
Fica no espaco que media entire o Juri-mirim e o Salto Grande
(Eng. Th. Sampaio).
AGUA DO SAPO. Corrego do Estado de S. Paulo; desagua
na margem esq. do rio Tiete entire o porto de Leng6es e o
salto de Avanhandava, proximo do ribeirao da Figueira e do
corrego de Manoel Pedro.
AGUA EMENDADA. Log. do Estado de Minas Geraes, no
mun. da Bagagem.
AGUA FEIA, Log. do Estado do Amazonas, entire Manios
e o rio Branco.
AGUA FERREA. Log. do Estado de S. Paulo, entire S. Luiz
e Guaratingueti, sobre o rio do seu nome.
AGUA FERREA. Ribeiri.o do Estado de S. Paulo, aff. da
margem dir. do rio Parahyba. Rega o mun. de Guaratin-
gueta.
AGUA FRIA. Log. no termo do Crato do Estado do Ceara.
AGUA FRIA. Log. do Estado de Pernambuco, no mun.
de Olinda. Para ahi a Lei Prov. n. 1812 de 27 de junho de
1884 transferiu a cadeira do sexo masculino de Maricota.
AGUA FRIA. Pov. do Estado de Pernambuco, nos limited
da freg. de N. S. da Conceig6o de Alagoinhas.. do mun. da
Pesqueira. E' pouco populosa e de pequena lavoura.
AGUA FRIA. Pov. do Estado de Pernambuco, na freg. de
S. Bento, pouco populosa e de pequena lavoura (M. C. Ho-
norato).
AGUA FRIA. Log. do Estado de Pernambuco, na freg. do
Bello Jardim, corn uma capellinha. (Inf. loc.)








AGU


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AGUA FRIA. Pov. do Estado da Bahia, na freg. de Ou-
ricangas e termo da Purificac6ao; corn uma esch. publ. de
inst. prim., creada pela Lei Prov. n. 1490 de 29 de maio de
1875. Foi villa, extincta pela Lei Prov. n. 173 de 27 de maio
de 1842. que incorporou seu territorio ao mun. da Purificagao.
A Lei Prov. n. 191 de I de maio de 1843 transferiu a sede
da freg. de Agua Fria para a capella filial de Ourieangas.
Agencia do Correio. Projecta-se ligal-a por meio de estradas
a Purificaglo e ao Tanquinho. Ahi fica uma das estagdes da
E. de F. de Alagoinhas ao Juaseiro. Sua matriz tinha a in-
vocagao de S. Joao Baptitta.
AGUA FRIA. Pov. do Estado do E. Santo. no mun. da
capital, tres kils. distanteode Cariacica, corn uma esch. publ.
de inst. prim.
AGUA FRIA. Antigo dist. do termo de Paracatd, no Estado
de Minas Geraes. Incorporado a freg. dos Alegres e mun. de
Patos pelo art. IV da Lei Prov. n. 1904 de 19 dejulho de1872.
Reincorporado ao territorio de Paracati pelo art. I da Lei
Prov. n. 1999 de 14 de novembro de 1873. Annexado a parochia
de Cannabrava pelo IV da Lei Prov. n. 2764 de 13 de setembro
de 1881. Orago Santo Antonio. Tern uma esch. publ. de inst.
prim. para ambos os sexos, creada pala Lei Prov. n. 3162 de
18 de outubro de 1883.
AGUA FRIA. Log. do Estado de Minas Geraes, na freg. da
Itinga, termo do Arassuahy. Orago Senhor Bom Jesus. Tern
uma fabric de tecidos euma esch. nocturna creada pela Lei
Prov. n. 3396 de 21 de julho de i886.
AGUA FRIA. Log. do Estado de Matto Grosso, no dist. da
Chapada.
AGUA FRIA. Estaiodo prolongamento da E. de F. da
Bahia ao S. Francisco : no Estado da Bahia; entire Sipo
e Lamarao, distant 65k,920 de Alagoinhas, 188k,344 da capital
do Estado e pouco mais de 12 kils. da estaCao do Sip6.
AGUA FRIA. Serra do Estado de Goyaz, no mun. de
Arraias.
AGUA FRIA. Riacho do Estado do Maranhao, banha o
mun. do Cod6 e desagua no rio Itapicurd.
AGUA FRIA. Pequeno rio do Estado do Maranhilo, desagua
no Munim pela margem dir., 26 kils. abaixo da villa da
Manga.
AGUA FRIA. Riacho que serve de limited As fregs. da BSa
Vista e Poco da Panella, proximo a estrada que segue para a
pov. de Beberibe, no Estado de Pernambuco (M. C. Honorato.)
AGUA FRIA. Rio do Estado do Sergipe, aff. do Piauhy.
(Inf. loc.)
AGUA FRIA. Rio do Estado do E. Santo, na freg. de
Cariacica.
AGUA FRIA. Ribeirao do Estado de S. Paulo, aff. da
margem esq. do Pirapora.
AGUA FRIA. Corrego do Estado de S. Paulo, banha omun.
de S. Jos6 do Rio Pardo e desagua na margem dir. do rio
Verde, aff. do Pardo. (Inf. loc.)
AGUA FRIA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, banha
a freg. da Itinga e desagua no rio deste nome, aff. do Jequiti-
nhonha. E' motor da fabric de tecidos do mesmo nome.
(Dr. Felicio dos Santos.)
AGUA FRIA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, aff. da
margem esq. do rio do Somno, trib. do Paracatti.
AGUA FRIA. Rio do Estado de Minas Geraes, aff. da
margem esq. do rio Pardo, que atravessa este Estado e o da
Bahia.
AGUA FRIA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, aff. do
rio Santo Antonio, que o 6 do rio do Somno, e estedo Paracatui,
trib. do S. Francisco.
AGUA FRIA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, banha
a freg. de Agua BSa e o mun. de Minas Novas e desagua
na margem dir. do Urupuca, cerca de seis kils. abaixo do
Varjao.
AGUA FRIA. Corrego do Estado de Goyaz, banha o dist.
de Trahiras e desagua no rio S. Bernardo, aff. do rio Ma-
ranha.o.- J. M. P. de Alencastre. Diooionario. (Msc. da
Bibl. Nac.)


AGUA FRIA. Ribeirao do Estado de Goyaz ; desagua no
rio Paranan pela margem esq. abaixo da foz do ribeirao Iti-
quira. Banha o dist. de Flores.- J. M. P. de Alencastre
Diocionarto (Msc. da Bibl. Nac.)
AGUA FRIA. Ribeirao do Estado de Goyaz; desagua no
rio S. Marcos, pela margem esq. abaixo da foz do Guaribas
Corre de E. para 0.- J. M. P. de Alencastre. Diccionario
(Msc. da Bibl. Nac.)
AGUA FRIA. Rio do Estado de Goyaz, aff. oriental do
Tocantins. Banha o dist. da freg. de S. Pedro do Tocantins
(Pedro Affonso) do termodormo do Porto Nacioal.- J. M. P. de
Alencastre. Diccionar'io. (Msc. da Bibl. Nac.)
AGUA FRIA. Corrego do Estado de Goyaz, aff. da margem
esq. do rio dos Bois, trib. do Paranan.
AGUA FRIA. Corrego do Estado de Goyaz; desagua no
ribeirao da Bagagem, que 4 aff. do rio Corumba e este do Para-
nahyba.
AGUA FRIA. Insignificante corrego do Estado de Goyaz ;
desagua na margem dir. do ribeirao Santa Maria, que e um
braco do Crix6-mirim.
AGUA FRIA. Corrego do Estado de Goyaz, aff. da margem
dir. do rio Fartura. E' atravessado na estrada da cidade de
Goyaz para S. Jos6 de Mossamedes.
AGUA FRIA. Corrego do Estado de Goyaz,,banha a mun.
de Santa Luzia e desagua na margem dir. do rio das Areias.
(Inf. loc.) Do mesmo mun. fazem-nos menoto de um outro
corrego allff. do rio Verde.
AGUA FRIA. Corrego do Estado de Goyaz, nasce na serra
Dourada e ap6s um curso de dous kils. desagua na margem esq.
do ribeirao do Agapito, ait. do rio Vermelho, a nove kils. a 0.
da cidade de Goyaz, junto a estrada de Cuyaba. (0 Far West
do Brazil.)
AGUA FRIA. Ribeiro do Estado de Matto Grosso; nasce
junto do Arraial Velho, seis kils. distant da villa do Diaman-
tino, e desagua, no rio Preto, aff. do Arinos. Recebe o ribeirdo
do Teixeira.
AGUA FRIA. Ribeirio aff. do Brilhante, acima do ribeira.o
Santo Antonio ; no Estado de Matto Grosso.
AGUA FRIA. Lage do Estado do Para, na margem dir.
do rio Trombetas, aff. do Amazonas.
AGUA FRIA. Lago do Estado do Maranhao, no mun. de
Mongao.
AGUA GRANDE. Ribeirao do Estado de S. Paulo, aff. do
rio Ribeira de Iguape. Nasce nas fraldas do morro do Ouro em
Apiahy.
AGUA GRANDE. Rio do Estado de Minas Geraes, nasce
na serra da Malta da Corda e desagua no Paranahyba. Deve
ser antes considerado como a segunda cabeceira deste ul-
timo rio.
AGUA GRANDE. Corrego do Estado de Goyaz, banha o
mun. de Santa Luzia e desagua na margem esq. do rio Corumba
(Inf. loc.) Do memo mun. fazem-nos mengco de um outro cor-
rego da Agua Grande aff. da margem dir. do ribeirao Mesquita,
trib. do S. Barlholomeu.
AGUARY. Igarap6 do Estado do Maranhao, banha a ilha
de S. Luiz e desagua na bahia de S. Josd.
AGUA LIMPA. Parochia do Estado de Minas Geraes, no
mun. de Minas Novas, na margem dir. do rio Arassuahy 55
kils. acima da cidade deste ultimo nome. Orago N. S. da Con-
ceido e diocese de Diamantina. Monsenhor Pizarro, em suas
Mems. Hists. diz :- former o povo um arraial pela margem oriental do rio Aras-
suahy, desde o logar, onde se incorpora corn elle o ribeiro
(d'Agua Suja), de que o mesmo arraial tomou o nome, levantou
tambem ahi um temple a Conceieao da Santa Virgem, que no
seguinte anno foi erecto em parochia. Sua extensao em longi-
tude no anno de 1811, era de 17 leguas desde a embocadura do
rio Capivary noArassuahy, e deste abaixo atW a embocadura
do rio S. Joao no Jequitinhonha, cuja longitude entendeu o
Parocho actual P. Antonio Xavier de Buitrago, descendo (em
1812) mais abaixo do Jequitinhonha, at6 a embocadura do rio
Salto Grande, no project de cathequisar a Indiada Botecuda,








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como conseguiu ; e de latitude comprehendia ent.o 15 leguas
d'aquem, e d'alem do rio Arassuahy. Parecendo a esse tempo
convenient, que em proveito da cathequese se creasse alli urn
Curato ou Parochia, em 1818 foi deputado um sacerdote corn
esse cargo, a quem a Junta Real de Villa Rica congruou corn
200$, dando-lhe a proviso do Ordinario p.r limits corn a
frog. de Agua Suja, desde a embocadura do rio Piauhy no
Jequitinhonha, e por este abaixo, ate extremar corn a freg. de Bel-
monte... Conserva-se actualmente por filial a capella da Con-
ceigio do arraial Sucruyi, situada da parte d'aquem do Aras-
suahy, distant da matriz duas leguas e meia, e da villa nove ao
Norte cuja situacio fica na margem do corrego do mesmo nome
Sucruyd. .. Sobre esta freg. escreveram a 25 de abril de 1836
ao journal 0 Paiz o seguinte : cAgua Limpa de Minas Novas,
25 de abril.-E' esta uma das mais importantes fregs. do
antigo mun. de Minas Novas, em razdo da sua florescente agri-
cultura, devido a situacQao de suas boas terras nas margens do
rio Arassuahy e outras pelo interior banhadas de ribeirSs du-
radouros e de umrn clima saudavel, onde igualmente progride
admiravelmente a industrial pastoril, devido As ferteis cam-
pinas do Malarahy e outras, que tudo favorece ao laborioso
agricultor. Conta a freg. para mais de 6.000 almas actialmente,
sendo a side a margem dir. do Arassuahy rio que banha a
pov e onde faz barra tambem o ribeirao da Agua Limpa, deli-
ciosa agna que vemn aos campos sobre rochedos. 0 commercio
esteade-se at o alto da antiga cavalhada, aonde por baixo lica
situada a magnifica matriz de N. S. da Conceiv~o, que semr
duvida e uma das melhores do norte de Minas, nao s6 pela sua
architecture magnifica como pelos seus ricos ornamentos. Ne-
cessita de reparos. Do adro da matriz observam-se as voltas do
Arassuahy em grande distancia, ouvem-se os gemidos das ca-
choeiras e as ondas das aguas sore os claros areiaes e lindas
praias, aonde, corn o sol ardent inflama os crystaes e aos lados
resplandecem os arvoredos inflorescidos e flexas embandeiradas,
cSr do ceo, que parecem festejar a propria natureza. As ruas
sao calqadas, tendo bons edificios, entire os quaes uma rica
capella de N. S. do Rosario, sobre um pareddo bern eonstruido
e por baixo a rua do Largo, vizinha ao sobrado denominado dos
Vigarios. Alem destes edificios mais outros ha dignos de
attencao, como seja urn sobrado aonde morou o tenente-coronel
Domingos de Abreu Vieira, field companheiro do immortal
Tira Dentes. Agua Limpa foiantigamente residencia de homes
illustres, taes como do juiz de f6ra Dr. Bernardino Camillo e
do vigario geral Salgado e outros, send alli entao a sede da
com. ecclesiastica. A mineracgo do ouro era o object de
attenceo do commercio, que tornou-se riquissimo, trabalbo este
que hoje jaz abandonado, apezar das ricas lavras, sendo todo o
rio navegavel, a6 excepTao de urma cachoeira denominada Funil.
A freg. contribute muito para as rendas publicas e apezar disto
nio obtem a creacio de uma ag ncia do correio, passando o
estafeta nas suas vizinhaneas. Osenterramentos sio feitos nas
egrejas, por nio ter cemiterio. Nos mezes de agua o commercio
fica como ilhado corn as cheiasdo Ribeirio, nio tendo ponte na
estrada public para Minas Novas. w Transferida sua side para
o arraial de Sucurid, foi restaurada pelo art. XXIV da Lei Proy.
n. 472 de 13 de maio de 1850. Supprimida ainda uma vez pela
Lei Prov. n. 1479 de 9 de julho de 1868, que incorporou seu
territorio ao da freg. de Sucurii, foi mais tarde restaurada
pela n. 1163 de 16 de setembro de 1870. Perdeu a denominagao
e Agaa Suja pela de Agua Limpa em virtude da LeiProv.
n. 2419 de 5 doe novembro de 1887. Pertence ao 190 dist.
eleitoral, cuja side 6 a cidade de Minas Novas. Em 1881 alis-
taram-se nella 16 eleitores. Tern duas eschs. publs. de inst. prim.,
uma das quaes. a do sexo feminine, foi creada pelo art. I da
Lei Prov. n. 2614 de 20 de novembro de 1875. Comprehend o
pov. Ribeir5io do Altar. Agencia do correio creada em agosto
de 1888.
AGUA LIMPA. Log. no mun. de Queluz do Estado de
S. Paulo.
AGUA LIMPA. Bairro no mun. da cidade de Ouro Preto
capital do Estado de Minas Geraes.
AGUA LIMPA. Arraial do Estado de Minas Geraes, no
mun. de Minas Novas.
AGUA LIMPA. Log. na freg. S. Joao do Morro Grande
mun. de Santa Barbara e Estado de Minas Geraes ; corn uma
each. publ. de inst. prim. para o sexo masculine, creada pela
Lei Prov. n. 3217 de 11 de outubro de 1884.


AGUA LIMPA. Log. do Estado de Minas Geraes, na freg.
de S. Simio, A margem esq. do rio Manhuassu.
AGUA LIMPA. Pov. do Estado de Minas Geraes, na freg.
da Conceigio do Areado.
AGUA LIMPA. Bairro do mun. de Itajubl do Estado do
Minas Geraes.
AGUA LIMPA. Pov. do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Campo Bello; corn uma each. publ. mixta do inst. prim.
creada em 1887.
AGUA LIMPA. Pov. do Estado de Minas Geraes na freg.
de Santiago, mun. de Bomrn Successo. Orago N. S. das MereAs.
AGUA LIMPA. Log. do Estado de Minas Geraes, na freg.
de S. Sebastiio da Estrella, mun. de S. Jos6 d'Alem Parahyba.
AGUA LIMPA. EstaQgo daE. de F. de Juiz de F6ra ao
Piau, no kil. 2.900, centre as estag5es da Chacara e Lima Du-
arte no Estado de Minas Geraes. Agencia do Correio, creada
por Portaria de 23 de abril de 1885.
AGUA LIMPA. Serra do Estado de Minas Geraes, entire Al-
fenas e Santo Antonio do Machado (Lei n. 1905 de 19 de julho
de 1872, art. III 2.0).
AGUA LIMPA. Serra do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Caeti. Da origern ao ribeirao do Pimenta, que corn o ribeirio
dos Correas, forma o'rio Vermelho que atravessa a freg. de
Roqas Novas.
AGUA LIMPA. Morro do Estado de Minas Geraes, na cidade
de Itapecerica, ant. Tamandui.
AGUA LIMPA. Serra do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Sabara. Estende-se at6 As fraldas da serra do Caraca. (Inf.
loc.)
AGUA LIMPA. Rio aff. da margem esq. do Gavilo, que 4
trib. do Muriahi e este do Parahyba do Sul.
AGUA LIMPA. Ribeirao do Estado do Rio de Janeiro, na
frog. do Senhor Born Jesus de Itabapoana, centre S. Sebastiao de
Varre Sahe e o dist. policial de Santo Antonio do Rio Preto.
AGUA LIMPA. Ribeirao do Estado de S. Paulo, banha a
pov. do Born Jesus do Ibitinga e reune-se ao S. Lourenco.
AGUA LIMPA. Corrego do Estado do S. Paulo; desagua na
margem esq. do rio Tietl proximo do salto de Avanhandava.
AGUA LIMPA. Rio do Estado de Minas Geraes, banha o
territorio da freg. de Ouro Branco e desagua no rio Itatyaia,
aff. do Piranga. Recebe pela margem dir. o rio do Christo, e os
corregos do Batatal, do Anjo e da Godiana, que e o maior (Inf.
loc.)
AGUA LIMPA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes; aft.
do rio Novo, que o6 do Pomba.
AGUA LIMPA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes ; dos-
agua no rio Para, aff. do S. Francisco.
AGUA LIMPA. Ribeirio do Estado de Minas Geraes, nasce
na serra do Alvarenga, banha a freg. de Itaverava e apoz 24
kilo. de curso faz barra no Funddo que vai desaguar no Piranga
corn o nome de Agua Suja.
AGUA LIMPA. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha
a cidade deo S. Joao d'El-Rei e desagua na margem dir. do rio
doLenheiro.
AGUA LIMPA. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha
o territorio da frog. de S. Sebastiao da Matta e desagua na mar-
gem esq. do rio Gaviio, aff. do Muriahi (Inf. loc.).
AGUA LIMPA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, per-
tencente a bacia do rio Piracicaba.
AGUA LIMPA. Ribeirio do Estado de Minas Geraes, banha
a frog. de N. S. da ConceigQo da Boa Vista, mun. da Leopol.
dina e desagua no ribeirao dos Monos, aff. do rio Pomba. Serve
de limited a freg. de S. Sebastiao da Estrella.
AGUA LIMPA. Ribeirio do Estado de Minas Geraes ; des-
agua no rio das Mortes Pequeno, no logar Moinhos. Rega o ter-
ritorio do mun. de S. Joao d'El-Rei. E' atravessado pela E. de
F. Oeste de Minas, quo ahi tern uma ponte corn quatro vios de
sete metros.


AGU









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AGUA LIMPA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, ba-
nha a parochia do soeu nome e desagua no Arassuahy. Denomi-
nava-se Agua Suja.
AGUA LIMPA. Pequeno rio do Estado de Minas Geraes;
desagua no Santo Antonio, aff. do Sapucahy cerca de 12 kils.
distant da cidade de ItajubA.
AGUA LIMPA. Corrego do Estado de Minas Geraes, rega o
mun. do Carmo da Bagagem e desagua no rio das Velhas.
AGUA LIMPA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, banha
o mun. do Lavras e desagua na margem esq. do rio Grande.
AGUA LIMPA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, na
frog. de Itamb6 do Serro; recebe o Ouro Fino e desagua no
Guanhaes (Inf. loc.).
AGUA LIMPA. Corrego do Estado de Minas Geraes. banha
o territorio da freg. de Sant'Anna de Ferros e desagua na mar-
gem dir. do rio Santo Antonio.
AGUA LIMPA. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha
o territorio da freg. da Conceicao do Areado e desagua no rio
S. Bento, aff. do Areado (Inf. loc.).
AGUA LIMPA. Ribeireo do Estado de Minas Geraes, for-
mado pelos corregos dos Limpos, Tico e Pogo d'Agua, que reu-
nem-so pouco acimada pov. d'Abbadia ; desagua no Arassuahy
(Inf. loc.)
AGUA LIMPA. Ribeirao ds Estado de Goyaz, aff. da mar-
gem dir. do rio S. Pedro, trib. do CrixA-assd. Recebe o ribei-
rAo doOuro Fino (Cunha Mattos. Itinerario.- J. Mi. P. de
Alencastre. Diccionario).
AGUA LIMPA. Rio do Estado de Goyaz; nasce na serra
Dourada e desagua na margem dir. do rio Grande (Araguaya).
E' engrossado pelo Guarda-Mor e pelo Mamoneiras
AGUA LIMPA. Corrego do Estado de Goyaz, aff. do rio
do Sal, que 6 trib. do rio Maranhao.
AGUA LIMPA. Corrego do Estado de Matto Grosso, nasce
na serra da Chapada e vai ao AricA-assd.
AGUA LIMPA. Travessao do rio Araguaya em frente A
colonial military de Itacayd.
AGUA MARE. Vide Guamari.
AGUA NOVA. Serra do Estado do R. G. do Norte, no mun.
do Pau dos Ferros.
AGUA PARADA. Corrego do Estado de S. Paulo, atravessa
o estrada de Capivary a Piracicaba.
AGUA PARADA. Ribeirao aff. da margem dir. do rio
Claro, trib. do Paranahyba.
AGUAPE. 0 erudite Sr. general Beaurepaire Rohan, no
seA Glossario de vocabulos brazileiros, tanto dos derivados
de linguas conhecidas como daquelles cuja origem e igno-
rada, diz: AGUAPE, s. m. (geral). Nome que dao as diversas
especespci de vegetacoes que s criam a superficie dos lagos e
outras aguas miortas. E' synonimo do golfao. Etym. E' vocabulo
commum ao tupi e guarani. Obs.- Moraes nao menciona este
vocabulo. No seu artigo AGUA, encontra-se Agua-p6 significando
uma especie de vinho muito aguado e fraco, produzido pela
mistura da agua coin o succo da urva jai espremida. Aule'e
escreve Agua-po, tanto no sentido portuguez, como no sentido
brazileiro da palavra, e nisao commette um erro manifesto.
Agua-pe, diz o Dr. Lacerda e Almeida, 6 uma herva de folha
larga e gross quoe se cria sobre a aguaa) Aguap: nymphea,
a rainha ds fibores, a que os indios chamam milho d'agua ou
jaganan, por servir do ninho a essas aes paludaes ; nasce branch
e corn a luz do sol vai-se roseando atW se tornar escarlate
(J. de Alencar, Ubirajara. Notas. p. 205). Em alguns rios como
na bacia do rio da Prata, esta p'anta aquatic cobre a agua corn
um tecido tao basto e compact que sustenta em cima um home
deitado ; e quando nas primeiras enchentes o rio destaca algum
pedaqo desse immense tapete para arrastal-o em sua serena e
vagarosa correne, os tigres costumam-se embarcar em cima,
e assim viajam dias. L. essa plant 6 uma especie de lyrio
aquatico, de flbres brancas em cachos, corn o cahlice da corolla
As vezes roxo, As vezes cbr de rosa (Couto de MagalhAes.
0 Selvagem. p. i61). Essa palavra 6 corruptela de ig agua e
potira flsr. Os portuguezes corromperam esta palavra, transfor-
mando-a de iguapg em agualp6 (J. de Alencar. cit.). Mas B.
Caetane (Voc. cit. p. 25) da-lhe melhor significagao redondo,


AGU


chato, nome de varias nymphdas; e Moraes, no seu Dice. Por-
tuguez, verbo Agua, dA-lhe significagao inadmissivel : especie
de vinho muito aguado e fraco, da mistura d'agua corn osucco
da uvaja exprimida (P. Nogueira. obr. cit.).
AGUAPE. Parochia do Estado de Minas Geraes, no man.
de Dores da Boa Esperanqa, graciosamente situada em um
pequeno planalto, circulada pelo ribeirAo da Agua Limpa e
pelo magestoso rio Grande. Orago S. Francisco e diocese de
Marianna. Foi creada parochial pela Lei Prov. n. 774 de 29
de maio de 1856. Af6ra os cereaes, a cultural mais em uso na
freg. 6 a da canna e do fumo; avultando, por4m, mais a criagio
do gado bovino, cuja exportaqdo annual excede de 2.500 cabegas.
Suas terras sao fertilissimas. Foi desmembrada do mun. do
Piumhy e incorporada ao da Bba Esperanqa pela Lei Prov.
n. 1303 de 3 de novembro de 1866. Pertence ao 1i4 dist. electoral,
cuja s6de 6 a cidade da Formiga. Em 1881, alistaram-se nella
54 eleitores. Tern duas eschs. publs. de inst. prim. Agencia de
Correio. Sobre suas divisas, vile, entire outras, a Lei Prov.
n. 3150 de 18 de outubro de 1883. (( Nas proximidades desta
localidade, a duas leguas mais ou menos de distancia, em uma das
serras existentes no terreno da parochia, gosa-se de uma vista
esplendida, descortinando-se vastissimos horisontes, que con-
stituem um panorama formosissimo. Do lado esq. v6-se correndo
em vast planicie o Sapucahy, tao cheio de bellezas na si-
nuosidade de sea curso, tendo nas margens risonhas fazendas,
que alvejam na sombria escuriduo da floresta que as rodeia;
A direita o rio Grande, correndo no seu vale igualmente notavel
pelos encantos que tem, cortando ridentes colinas, onde a
vegetacao ostenta-se corn sua opulencia magestosa; e, em meio
de dous gigantes da natureza, a serra, que 6 o ponto donde se
vA tao grandioso espectaculo, e que parece alli erguida pela
mao de Deus como que para esperar dous lutadores valentes,
que nao podem se encontrar sem que um deixe de existir a
custa do outro. ) A1im da egreja matriz possue uma outra con-
sagrada a N. S. do Rosario, estando os dous temples collocados
no centro da pov. e em frente um do outro. A E. da pov. e 54
kils. estA Campo Bello; a SE. e a 33 Congonhas; a 66 Dbres
da BOa Esperanca; ao S. Alfenas; a OSO. e a 54 Carmo do
.io Claro; a 0. Ventania; a NNO. e a 42 Piumhy; a NE. e a
84 Formigo ; e a ENE. e a 54 Chrystaes.
AGUAPE. Serra do* Estado de Minas Geraes, no mun. de
Dbres da Boa Esperanga.
AGUAPE. Igarap6 do Estado do Para, banha o mun. de
Moju e desagua na margem esq. do rio deste nome (Inf. loc.).
AGUAPEHU. Rio do Estado de S. Paulo, nasce das serras
de MangaguA, banha o mun. de Itanham e desagua no rio
deste nome (A Provincia de S. Paulo. 1888). Azevedo Marques
escreve Aguapehy.
AGUAPEHY. Serra do Estado de Matto Grosso. Della
nascemin os rios Alegre e Aguapehy. ( Alto serrania, diz o
B. de Melgago, entire os parallelos 150 35' e 160 5' S., na
distancia de 14 leguas a S4SE. da cidade de Matto Grosso.
Em 1774, o astronomy Dr. Pontes e o engenheiro Ricardo Franco
iizeramn o reconhecimento della. 0 espaeo, que occupy, 6 de
forma triangular. Urna das suas faces tern 10 leguas na direcgao
NO. a SE., quasi parallel A serra de Santa Barbara, da qual
6 separada per um valle de tires leguas de largura, por onde corre
o rio do Alegre. Na extremidade de SE. os mencionados
geographos determinaram astronomicamente a Lat. de 150 52'.
No mesmo logar subiram a serra, nao sem difficuldade. Outra
face tern sete leguas, e dirige-se de NE. a SO. Esta extremidade 6
de tal forma cortada a prumo e ate corn o p6 recolhido da
perpendicular, que nao deita agua pela parte do S. A terceira
face dirige-se de S. a N., tern 10 leguas de extensdo, e 6
formada per elevados itambts e grandes aberturas, formando
profundos valleso.
AGUAPEHY. Rio do Estado de S. Paulo, desagua no Pa-
rana pela margem esq. 48 kils. abaixo da cachoeira do Jupia
e 60 acima da ilha do Manoel Homem. E' ainda pouco conhe-
cido.
AGUAPEHY. Rio do Estado de S. Paulo; rega o:mun. de
Itanhaem e desagua no rio deste nome (Azevedo Marques.)
Tambem escrevem Aguapehu.
AGUAPEHY. Rio do Estado de Matto Grosso; nasce da
serra do seu nome e desagua no rio Jauri, pela margem esq.
Nao tern agua na estacao secca. Representa nessa epoca, diz









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o Dr. Pimenta Bueno, um simples fosso, e portanto nao se
pode contar corn esse canal para a navegacao, baldeando-se
para o rio Alegre, como muitos suppuem ser possivel. > 0
B. de Melgaco, em seu Dicozonario, assim descreve esse rio :
< Aguapchi. -Rio que tem suas fontes no alto da extremidade
de SO. da serra do mesmo nome. Corre a NE. e na distancia
de sete leguas precipita-se da face oriental da mesma serra. A
Fires leguaes de distancia, no quadrante de NE. encontra a serra
de Santa Barbara, onde f6rma a chamada Cachoeira Grande.
Segue-se depois corn muitas voltas em rumo geral de E. um
pouco para o S. e vai entrar no Jaurd tres leguas abaixo do Re-
gistro, logar que dista da Cachoeira Grande cerca de 12 leguas.
Desde suas origens vem o Aguapehy emparelhado com o rio
Alegre, aff. do Guapore, que sahe da serra uma milha mais
para o N., seguindo depois em rumos N. e NO. A communica-
gao entire esses dous rios tenm sido object da attengao public.
Direi o que sei de positive a tal respeito. Por officios de abril de
1771 e agosto de 1772, o governador Luiz Pinto de Souza com-
municou 6 Secretaria de Estado a existencia de um varadouro
de 5.322 bracas entire os dous rios, por uma campanha rasa e
de terreno firme, pelo qual fora varada, em marco de 1772,
uma canba de 10 remos 1. Advirta-se, por6m, que a nave-
gagao desses riachos 6 praticavel tao s6mente para embarcacoes
muito pequenas e ainda na estacgo das cheias. Uma unica vez,
consta, que foi emprehendida ; eeis a esse respeito o que escre-
via o governador Luiz de Albuquerque a Secretaria de Estado,
em officio de 27 de julho de 1733: Illm. e Exm. Sr. No offi-
cio de 7 de outubro de 1771, de que fai portador, escripto por
V. Ex ao meun antecessor Luiz Pinto de Souza, lhe recom-
mendou V. Ex., de parte de Sua Magestade, que, corn as
noticias que me communicasse relatives aus negocios desta capi-
tania, me deixasse advertido corn muita especialidade, de faci-
litar e concluir o varadouro das canvas sobre o isthmo, que
media entire as fontes dos pequenos rios Alegre e Aguapehi,
pela conhecida utilidade que podia produzir essa communica-
gio. Em resultado pais de minha obediencia As reaes ordens,
que o mesmo senhor foi servido mandar assim participar-me,
cuidei incessantemente (assim que principiaram as aguas a
engrossar alguma cousa os dous ribeirus) em mandar fazer
muito mais larga e praticavel a primeira e antiga picada do
matto, e em limpar o rio dos embaraCos das arvores mandan-
do tinalmente bastante numero de gente a esta diligencia, nio
s6 em qualidade de gastadores, mas tambem corn o object de
darem toda a necessaria assistencia ao comboieiro Gabriel
Antunes, que havia assegurado ao referido meu antecessor de
varar o isthmo corn a occasiao do retorno, que devia fazer do
Rio de Janeiro, debaixo da promessa de se Ihe perdoarem os
direitos de entrada de sua carregagao : porquanto eu sabia ja
por antecipadas noticias, que este comboio havia de chegar
naquelle tempo ; assim succedeu justamente quando os ditos
gastadores, em conformidade de minhas ordens 0 estavam espe-
rando; porem naio puderam ser bastantes todos os esforgos
juntos para acabar de subir o rio Aguapehi at6 A paragem
proporcionada ao Varadouro, pela falta das aguas, sem embargo
de se intentar esia operaao no eo meo do mez de abril, em que
ellas cosumam reinar corn mais forga. Foi finalmente obrigado
o sobredito Gabriel Antunea a abondonar a empreza de passar
ao isthmo a sua fazenda, retrocedendo ao antigo porto do rio
Jaurd, done seguiu por terra a esta capital. Este negociante
insta ainda na possibilidade de varar em annos de mais aguas,
mas eu, por varias informagdes me acliho persuadido de que
nunca sera sem grandissima difficuldade que isto possa conse-
guir-se, no caso s6mente de serem muito ligeiras as canvas e
de se intentar a passage juntanmente na forga das enchentes,
que de ordinario duram pouco tempo. Fico por6m advertido
para nao ter descuido em promoter quanto possivel seja a effe-
cliva executio deste varadouro, si se offerecerem mais favora-
veis disposi oes para se executar, como Sua Magestade manda
e eu desejo ; sendo certo que en nao terei a menor negligencia
em participar a V. Ex. todas as noticias. que a este respeito
julgar dignas de chegar ao p6 do real throno. Em 1784 os
engenheiros e astronomos da demarcacao de limits, encarre-
gados por Luiz de Albuquerque de diversos reconhecimentos no
dist. de Matto Grosso, occuparam-se do varadouro, a cujo ros-
peito diz o capitao Ricardo Franco, em officio dirigido ao



I Ji em officio dirigido A secretaria de estado em 26 de janeiro de
1754 o governador D. Antonio Rolimi de Moura fall nessa navegagio.


governador, em 2 de margo de 1785: c ... Feita esta averigua-
cao, entramos na de achar o logar do varadouro antigo entire
os rios Aguapehi e Alegre ; porem por mais diligencias que fez
um pratico que tinha assistido Aquella varacao, nao foi possivel
descobril-a, no que so gastaram cinco dias ; razAo por que,
passado o Aguapehy para outro ponto, corn tres leguas de cami-
nho, a S. de Santa Barbara, andamos outra legua ainda a S. e
dahi cortando a NO. por meia legua, encontramos outra vez o
Aguapehi, que uma legua a S. deste logar, que lica na Lat.
austral de 150 49', entra na serra do mesmo nome. Deste logar
pois foi feita a picada competent sobre o rumo de NO. ; media o
isthmo entire este rio e o Alegre e achei, medidas, 1.520 bragas,
at6 um ribeirao que entra no Aguapehi, meia legua abaixo do
logar em que principiou-se a medir, o qual tern 20 palmos de
largo e quasi dous de fund, o que mostra, que no tempo das
ag ias ser6a de facil navegagAo. Do dito ribeirao se mediram mais
2.400 braqas ate a margem do rio do Alegre, distancia que f6rma
o varadouro on isthmo, pois ainda que o intervallo total entire
os dous rios seja de 3.911 bracas, so as msncionadas 2.400 de-
vem expressar o isthmo verdadeiro. que ainda seria menor,
si, em logar do rumo de NO., se medisse sobre o de 0., por ser
esto rumo mais perpendicular aos rumos indicados. Todo o
terreno dalli e coberto de mataria. Nada consta de outra
qualquer posterior indagagao. 0 Aguapehy desagua no Jaurd tres
a quatro leguas abaixo-do Registros. A proximidade de origem
das aguas do Amazonas e Prata era conhecida desde tempos
immemoriaes. JA Simao de Vasconcellos ( Chronica da compa-
nhia de Jesus 1o. 27 ) dizia: c Contain os indios versados no
sertao, que bemn no meio delle sao vistos darem-se as mios
estes dous rios, em uma alagba famosa, ou lago profundo,
de aguas que so ajuntam das vertentes das grande serras do
Chile e do Perd... e que desta grande lagba se formal os
bragos daquelles grossos corps : o direito, ao Amazonas, para
a banda do N.. o esquerdo ao da Prata, para a banda do S.,
e corn estes abarcam e torneiam todo o sertao do Brazil...
Verdade 6 que corn mais larga volta se avistamn mais ao
interior da terra, nao so encontrando agua cornm agua, mas
avistando-se tao ao perto que distam s6mente duas pequenas
leguas; done, corn facilidade, os que navegam corrente acima
de um desteo rios, levando as canvas As costas, naquella dis-
tancia interposta, tornam a navegar corrente abaixo da outra;
e esta 6 a volta corn que abarcam estes dous grandes rios duas
mil leguas de circuit.
AGUA PODRE. Log. do Estado de Matto Grosso, no dist.
da villa do Diamantino.
AGUA PODRE. Log. do Estado de Pernambuco no mun.
de Serinhaem.
AGUA PODRE. Corrego do Estado de S. Paulo, aff. do
Jaguarat6 ou Jaguar6, que 6 trib. do Tiet6.
AGUA PODRE. Corrego do Estado de S. Paulo, banha o
mun. de Sorocaba e desagua no rio deste nome ( A Provincia
de S. Paulo, 1888, f. 536).
AGUA-PONA. Rio do Estado do Estad d Par, aft. da margem dir.
do rio Tapajoz. (R. Tavares, B. Rodrigues e Chandless). For-
reira Penna descrevendo o Tapajoz, diz : c Agua Pona. Grande
bahia dir. (ou um igarapd, como diz Chandless), por onde se
vai as campinas, e cujo canal so 6 conhecido dos bons pra-
ticos 0.
AGUA PRETA. Villa e mun. do Estado de Pernambuco, na
com. de seu nome, ex-termo da corn. de Palmares. banhada
pelo rio Una. em terreno mais ou menos plano, atravessada
pela E. de F. do Recife ao S. Francisco, com 2.000 habs. 0
mun. A geralmente raontanhoso, send regado por diversos rioa,
centre os qaaes o Una, Jacuhipe, Preto e Cruangy. Solo fertilis-
simo, producglo abundant, commercio animado, estabeleci-
mentos de todo o genero; ruas bem tra5adas, edificaglo mo-
derna, egreja matriz, eschs. publs. de inst. prim., agenda do
correio, estao telegraphica. Lavoura de canna de assucar,
mandioca, tabaco, algodA.o, milho, cafe, feijao; criagao de gado.
Orago S. Josa da Agonia e diocese de Olinda. Foi creada pa-
rochia polo Alvara de 16 de junho de 1812. Elevada 6 cathegoria
de villa pelo art. I da Lei Prov. n. 156 de 31 de marco de 1846;
extincta pelo art. 11 da de n. 314 de 13 de maio de 1853, que
incorporou-a ao terms de Barreiros ; restaurada pela de n. 460
de 2 de maio de 1859. Incorporada A com. de Palmares e des-
membrada da do Rio Formoso pelo art. II da Lei Prov. n. 520
de 13de maio de 1862. Transferida a sade de seu mun. para
585


AGU


AGU








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a pov. de Monies, que toi elevada a villa corn a denominagao de
Palmares, pelo art. III da Lei Prov. n. 1093 de 24 de maio de
1873. Restaurada villa pelo art. I da Lei Prov. n. 1405 de 12
de maio de 1879. Elevada a com. pelo art. VIII da de n. 1405
de 13 d& junho de 1884. Pertence ao 80 dist. eleitoral, cuja side
e Palmares. Em 1881, alistaram-se nella 187 eleitores. Sobre
suas divisas vide, entire outras, o art. II das Leis Provs. n. 156 de
31 de marco de 1846, n. 205 de 26 de jilho de 1848, n. 1138 de
2 de maiode 1874, n. 1241 de I de junho de 1876; art. II da de
n. 1405 de 12 de maio de 1879, n. 1494 de 10 dejulho de 1880.
Comprehend o pov. Preguigas. Foi o mun. installado em
outubro de 1879.
AGUA PRETA. Log. do Estado de Pernambuco, no mun.
de seu nome. Ahi fica uma das estaCoos da E. de F. do Recife
aoS. Francisco no kil. 113.610, entire Cuyambuca e Una. E'
vulgarmente denominado Preguigas. Agencia do correio.
AGUA PRETA. Ilha do Estado do ParA, no mun. de Mel-
gago.
AGUA PRETA. Igarapo do Estado do Maranho ; banha o
mun. de S. Luiz Gonzaga e desagua no rio Mearim.
AGUA PRETA. Rio aff. da margem occidental do Ma-
deira.
AGUA PRETA. Ribeirao que nasce nos geraes do termo da
Victoria, no Estado da Bahia. Percorre 12 leguas de distancia
e faz barra no rio Pardo, no logar denominado Macaco. E'
muito volumoso d'agLua.
AGUA PRETA. Rio do Estado da Bahia, aff. da margem
esq. do Itapicurd-mirim.
AGUA PRETA. Pequeno rio do Estado do E. Santo; na
freg. de Cariacica.
AGUA PRETA. Ribeirao do Estado de S. Paulo, rega o
mun. da capital e desagua na margem esq. do rio Tiete.
AGUA PRETA. Ribeirao do Estado de S. Paulo, desagua
no Jacnpiranga e corre entire Xiririca e Iguape.
AGUA PRETA. Ribeirao do Estado de S. Paulo, desagua
na margern dir. do rio Parahyba do Sul e 4 atravessado pela
E. de F. de S. Paulo ao Rio de Janeiro.
AGUA PRETA. A 12 kils. da cidade de Ayuruoca, no Es-
tado de Minas Geraes, o riacho Agua Preta f6rma uma bonita
cascata, cahindo as aguas de uma altura que so calcula em
mais de 40 metros (Almanak Sul Mlineiro, 1884.)
AGUA PRETA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, ba-
nha a freg. de Agua Boa e mun. de Minas Novas e desagua na
margem dir. do Urupuca.
AGUA PRETA. Corrego do Estado de Minas na freg. de
S. Miguel do Jequitinhonha. Desagua no rio Preto ou Ilha do
Pao, aff. do Jequitinhonha (Inf. loc.)
AGUA PRETA. Lago do Estado do Maranhbo, no mun. de
Penalva. Desemboca no rio Pindard pelo igarapi Agua Preta.
Em suas margens dizem existir uma pov. de indios Gamellas,
entire o Poleiro a colonia Card.
AGUA PRETA. Lagoa do Estado da Bahia, no mun. do
Riacho de Sant'Anna (Inf. loc.).
AGUA PRETA. Lagba do Estado de Minas Geraes, a mar-
gem do Urupuca. Assevera Gerber ter ella 12 kils. de compri-
mento e nao ser muito conhecida. 0 illustrado vigario da freg.
da Capellinha, em uma informagco corn que nos obsequiou a
respeito da freg. da Agua Boa, diz: Perto de Santo Antonio
ha uma lagoa denominada Dourada, na margem esq. do rio
Urupuca, coin esgoto para este rio e pouco acima da foz do Su-
rubim. Esta lagoa creio ser a figurada na Carta do Gerber
corn o nome de Laga d'Agua Preta *.
AGUA PURA. Rio do Estado de S. Paulo, rega o mun. de
Itanhaem e desagua no rio deste nome.
AGUAPY. Riacho do Estado de Sergipe, banha o mun. de
Dores e desagua no rio Japaratuba (Inf. loc.).
AGUA QUENTE. Antigo arraial do Estado da Bahia, no
mun. de Minas do Rio de Contas; proximo do logar deno-
minado Ovos, que fica A dir. do rio Paramirim. Possue uma
fonte de aguas thermaes. Foi elevado a villa corn a deno-
minado de Industrial Villa d'Agua, Quente pela Lei Prov.
DICCe GEOG. 4


n. 1849 de 16 de setembro do 1878, que constituiu sou mun-
corn a freg. de N. S. do Carmo do Morro do Fogo e corn o dist-
de S. Sebastiao de Macahubas ; essa lei foi, por4m, revogada
pela de n. 2175 de 20 de junho de 1881. A Lei Prov. n. 1460 de
23 de marco de 1875 para ahi transferiu a side da freg. do Morro
do Fogo. Uma estrada de rodagem liga-o a Minas do Rio de
Contas.
AGUA QUENTE. Log. no mun. da Franca e Estado de
S. Paulo.
AGUA QUENTE. Pov. do Estado de Minas Geraes, a menos
de tres kils. ao S. de CattasAltas na fralda da serra do Caraoa,
em terreno riquissimo de ferro. Foi muito important no
tempo da mineracao do ouro. Abandonadas as minas deste
metal, os habs. emnpregam-se na industrial pastoril, na pequena
lavoura e na exploracgo de ferro. Ha nas visinhancas schistos
bitumininosos e leignito.
AGUA QUENTE. Arraial do Estado de Goyaz, fundado
em 1733 por Manoel Rodrigues Thomaz, na margem dir. dorio
Maranhao. Pouco abaixo desse arraial une-se o Maranhao ao
Tocantins. Distant 72 kils. fica a aldeia do Duro, onde os je-
soitas estabeleceram uma missed, segundo asseoera Baena em
officio de 11 de junho de 1847 dirigido ao president do Para
<0 arraial da Agua Quente, diz Conha Mattos, assentado na
encosta de uns pequenos montes, tern 105 casas quasi todas
terreas, e dispostas em sete ruas, unia praca e duas pequenas
egrejas, a de S. Sebastiao corn tres altares e alguns bons orna-
mentos, e a de N. S. do Livrainento menos arruinada do
que a primeira. No arraial e dist. existem agora 700 almas,
quando antigamente so no arraial havia 1.600 pessoas sujeitas
ao sacramento da common hno. As ruinas dos edilicios mostram
que o arraial foi mais extenso.> Ayres de Cazal, tratando desse
arraial, diz : das Almas corn o Maranhao, 20 ao NE. do Pilar, eita o me-
diocre arraial de Agua Quente, situado junto a uin grande
lago, ornado corn urna igreja matriz de S. Sebastiao e uma
capella de N. S. das Mercns. Teve principio pelos annos do
1732 no sitio fronteiro, onde existem vestigios. Uima epide-
mia causada pela putrefacqao dos charcos, occasionados pelas
cheias do Maranhao, fez retirar para o logar onde esta aos
que queriam escapar corn vida. Houve dias de 5') mortos.
Uma numerosa boiada, vinda de S. Paulo, para o acougue
deste arraial, onde se recolhia de noite, e em cijos arredores
pastava de dia, fez cessar pira logo o contagio. 0 ouro era tAo
abundant no principio, que fez acudir alli 12.000 pessoas.
Entre outras folhetas de grande paso achou-se umna de 43 arra-
tois, que foi remettida para a COrte, coin a mesa forma, que
lhe dera a natureza. Esta raridade existia no Museu Real,
presa dos rapinantes gavioes francezes w.
AGUA QUENTE. Serra do Estado do Rio de Janeiro, no
mun. de Canta'allo. E' atravessada por umn ramal da E. de F.
deste ultimo nome. Tern um pequeno tunnel de 60m de extensAo
o qual di passage ao ramal ferreo de Cantagallo, que comega
na estaoao de Cordeiros, na linha ferrea do mesmo nome, e vai
terminal na freg. de S. Josi de Leonisa. Esse ramal, de mais
de 6J kils, i de propriedade do Barao de Nova Friburgo, que o
construiu corn seus recursos particulars.
AGUA QUENTE. Morro do Estado de Minas Geraes, na
estrada de Marianna a Itabira.
AGUA QUENTE. Rio do Estado do Rio de Janeilo, rega o
mun. da Barra Mansa e atravessa a estrada que dessa cidade
vai as fregs. de N. S. das Dores e N. S. do Amparo pela mar-
gem esq. do rio Parahyba do Sul.
AGUA QUENTE. Corrego do Estado de S. Paulo, aff. do
rio Sapucahy.
AGUA QUENTE. Ribeirao do Estado de Minas Geraes,
reone-se ao Folheta e serve de divisa As fregs. da Conceioao e
S. 1)olingos do Rio do Peixe.
AGUA QUENTE. Corrego do Estado de Minas Geraeg,
nasce na fazenda denominada Bueno, banha o mun. de S. Se-
bastiao do Paraiso e, ap6s um curso de pouco mais de um kil,,
desagua no rio Canoas.
AGUA QUENTE. Ribeirao do Estado de Goyaz, na paro-
chia de Caldas Novas; desagua no rio Piracanjuba, aff. do
Corumbi. Sait Hilaire, que ahi esteve, diz na sia Voyage dans
la Province de Goyaz. T. II, que esse rio 4 bastante largo mas
pouco profundo, quo corre corn rapidez e cujas aguas sao de uma








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limpidez tal que excede a tudo quanto se possa imaginar. Em
uma das margens do ribeirdo, logar sombrio e selvagem, do mais
romantioo aspect, encontrou o illustre viajante tres fontes de
aguas thermaes, denominadas Pocos da Gamelleira, do Li-
moeiro e do General. A mais elevada, tinha uma farma oval e
era coberta per urn pequeno tecto de folhas de palmeira. Na
primeira, e na segunda o thermometro de Reaumur subiu a 30;
na terceira, a do General, subiu a 31o. 0 ribeirao tern um curso
de 10 kils. Pizarro assevera que esse ribeirao nuo conserve seu
calor senao em uma pequena part do curso ; Saint Hilaire, ao
contrario, affirma que elle conserve em todas as estagoes, umn
calor sensivel.
AGUA QUENTE. Ribeirao do Estado de Goyaz, banha o
arraial do seu nome e desagua no rio Maranhbo. Recebe o
corrego da Cachoeira. << Na encosta do ribeirdo da Agua
Quente, diz Cunha Mattos, foi qu' se encontrou a celebre fo-
Iheta de ouro de que trata a Corographia Bi'anilica... Como
eu sabia por informa6es da *' .....' .' Brazilica que nesta
arraial (da Agua Quente) existemn certas cavernas medonhas,
e um lago origem do ribeirao, convidei... Comn effeito, As seis
horas da manha de hoje (9 de outubro de 1823) fui vir o lago
famoso, e em logar de lago encontrei um brejo on pantanal
cheio de arbustos, um oitavo de legua ao Oriente do Arraial.
Neste brejo ou pantanal existed innumeraveis olhos d'agua
muito volumosos; o liquid 6 escuro. de cheiro sulfireo, e
amargoso mais do que a agua salobra. tendo muita semelhanla
no gosto a agua que passou por alcatrao ou petroleo. A agua e
tepida, e observe que das bolhas que formava quando sahia da
terra, desenvolvia-se um subtilissimo gaz on futmo extrema-
mente claro. Examinando os contornos do lago ou verdadeiro
brejo, vim conhecer que 6 o grande reservatorio de um antigo
acude done se conduziam aguas para as lavras de terreno
contiguo. 0 aterro ow dique do asude, que era de pedra e
terra, demohliu-se per causa das raizes de uria gamelleira ; a
agua escooui-se, e licou o brejo quasi secco, sendo apenas reta-
lihado pela agua que sale da terra em grossus borbotoes, a qual
today junta fdrma o volumoso ribeirao da Agua Quente, que dA
o nome so arraial. Pelo que toca as cavernas, existed algamas
corn effeito nas montanhas de pedra calcarea que ha por estes
logares. 0 calor da agua do ribeirdo talvez proceda de atra-
vessar alguns estratus de substancias inflammaveis como acon-
tece em outros paizes do universe e o nao augmentar nem
diminuir o volume da agua do ribeirio, 6 facto absolutamente
also, pois que eu vejo signaes de corrente de agua nas margens
do mesmo ribeirdo muito acima do nivel actual das que atra-
vessei. Pode ser qule no tempo secco a agua nao diminua sensi-
velmente, e neste caso procederd isto de vir por canaes de pedra
calcarea desde o rio Maranhao distant meia legua do arraial,
ou de outros deposits das montanhas da mesma pedra onde
existem as cavernas medonhas ou pavorosas da Corographia
Brazilica, cujo autor copiou essa noticia das interessantes
Memorias Goyannas do Rev. Padre Luiz Antonio da Silva e
Souza, as unicas que existiam do Estado, o qual nao foi cer-
tamente como eu examiner a origem do ribeirao da Agua
Quente. Observe-se que, alim do brejo quo eu examine ha
muitos outros por aquelles logares, os quaes formaram antiga-
mente o cabedal de miuitos tanques ou aQudes para o trabalho
da minerag o. Estes acudes foram a causa da mortandade de
innumeraveis pessoas ; e sou obrigado a confessar que nao
volbarei outra vez ao lago ou brejo do Arraial da Ag.ia Quente,
o qual nao pode ser saudavel. )
AGUA QUENTE. Ribeirio no Estado de Goyaz, banha o mun.
de Santa Luzia e desagua no rio Verde (Inf. loc.).
AGUA QUENTE (Lagba da). Ayres de Cazal, em sua Cho-
rographia, diz licar o arraial d'Agua Quente do Estado de Goyaz
junto a um grande lago, profundo, d'agua salobra, fetida e
quente, done se Ihe derivou o nome. Nas margens, cujo des-
aguadouro 6 uma ribeira perenne sem diminuigdo no tempo da
secca, ha cavernas medonhas (Chorog. T. I, p. 286) ( d'Agua Quente, diz o Conego Luiz Antonio em suas Memorias,
estA em logar superior ao arraial em situavAo que horrorisa e
nAo deixa examiner as suas cavernas. 0 seu fundo se conhece
irregular; suas aguas nunca teem diminuigao : sao quentes,
salobras e de um cheiro quasi sulphurico, e formam um grande
ribeirao.
AGUA SANTA. Morrodo Estado do Rio de Janeiro, na freg.
da Encruzilhada (Inf. loc.).


AGUA SANTA. Morro do Estado deMinas Geraes, na freg.
de Santa Rita do Rio Abaixo. E' assim denominado por possuir
uma fonte, considerada milagrosa durante muito tempo, e hoje
abandonada.
AGUA SANTA. Serra do Estado de Minas Geraes, na ci-
dade do Machado, ao S. (Inf. loc.)
AGUA SANTA. Riboirao do Estado de S. Paulo, aff. da
margem dir. do rio Piracicaba, trib. do Tietd.
AGUA SANTA. Corrego do Estado de Minas Geraes ; des-
agua no Sipo, aff. do Parauna, que o 6 do rio das Velhas e este
do S. Francisco.
AGUA SANTA. Corrego do Estado de Goyaz, aff. da margem
esq. do ribeirdo d'Alagoinha, aftf. do Alagado, que o 6 do
Corumbi.
AGUAS BELLAS. Villa e mun. do Estado de Pernambuco,
side da com. do seu nome, a margem esq. do rio Panema on
Ypanema, proxima a serra Comunaty, a 426- de altura sobreo
nivel do mar, na extrema do Estado. Orago N. S. da Conceicdo
e diocese de Olinda. Tem 7.400 habs. Foi creada parochia pelo
Alvar6 de 26 de janeiro de 1787. Incorporada ao termo de Buique
pe!o art. I da Lei Prov. n. 337 de 12 de maio de 1854. Elevada
a cathegoria de villa pela de n. 997 de 13 de junho de 1871 ; in-
stallada em 15 de junho de 1872. Incorporada a6 com. do Bom
Conselho palo art. 1 III da Lei Prov. n. 1057 de 7 de junho de
1872. Creada corn. pelo art. I da de n. 1399 de 12 de maio de
1879 e classificada de 1a entr. pelo Dec. n. 8192 de 9 de julho
de 1881. Pertence ao 11i dist. eleitoral, cuja side 6 a cidade
de Garanhans. Em 1881, alistaram-se nella 115 eleitores. 0
Governo imperial contractor em 19 de junho de 1876 o pro-
longamento da E. de F. do Recife ao S. Francisco, compre-
hendendo a extensio de 256 kils. desde a estagdo de Una, em
Painares, at a de Aguas Bellas. Sobre suas divisas vide : arts.
III e IV da Let Prov. n. 45 de 12 de junho de 1837. Tern Agencia
do C,.rreio, e duas eschs. pibis. de inst. prim. Born clima, agua
abundante e magnifica, terrenos fertilissimos e de muita pro-
ducao. Criaogo de gado. Cultura de algoddo, canna de as-
sucar e cafu.
AGUAS BELLAS. Nome por que era tambem designada a
villa de Porto de Pedras; no Estado das Alag6as.
AGUAS BELLAS. Log. do Estado do Piauhy, no mun de
Jeromenha.
AGUAS BELLAS. Riacho que desagua no rio Parnahyba,
entire a ilha da Lag6a e a cachoeira do Santo Estevam.
AGUAS BELLAS. Ribeirio do Estado de Matto Grosso aff.
occidental do rio Parana; sahe em freante da ilha grande do
Salto entire o rio Anhambay e o ribeirio das Almas.
AGUAS BOAS. Pov. da prov. do Maranhao, em territorio
banhado pelas aguas da bahia de S. Jos6 e na distancia de
18 kils. da actual villa de Icatfi. Foi villa durante muito
tempo. Guarda ainda os restos de um pequeno forte e ves-
tigios de uma egreja. Tambem a denominam Villa Velha do
Icats'.
AGUAS CLARAS. Pov. do Estado do Rio de Janeiro, na
freg. de S. Josa do Rio Preto e mun. de Sapucaia. 0 Dec.
n. 5538 de 31 de janeiro de 1874 concede privilegio por 50
annos para construccao de uma E. de F. economic, a qual,
partindo do bairro de S. Christovdo, nesta Capital Federal, e
passando pela cidade de Petropolis, vA terminar em Aguas
Claras.
AGUAS CLARAS. Dist. na ex-colonia Principe D. Pedro
do Eslado de Santa Catharina.
AGUAS CLARAS. Dist. do mun. do Bom Fim, no Estado
de Minas Geraes. Orago Santa Cruz. Denominava-se Gambd,
denominagao que a Lei Prov. n. 2665 de 30 do novembro
de 1880 substituiu pela actual. Tern uma esch. publ. de inst.
prim., creada pela Lei Prov. n. 3162 de 18 de outubro de 1883.
Sobre suas divisas vide a Lei Prov. n. 3166 de 8I de outubro
de 1883.
AGUAS CLARAS. Riacho do Estado do Maranhio aff. do
rio Cord&, que o a do Mearim.
AGUAS CLARAS. Rio do Estado do Rio de Janeiro, banha
o mun. de Capivary e desagua no S. Joio.








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AGUAS CLARAS. Ribeirao do Estado de Santa Catharina
banha o mun. do Itajahy-mirim e desagua no rio deste nome.
Recebe o Baptista e o ribeirao do Meio.
AGUAS CLARAS. Riheirao do Estado do Santa Catharina,
aff. do rio do Braqo, quo o 6 do Tijucas Grande (Inf. loc.).
AGUAS CLARAS. Ribeirao do Estado de Santa Citharina,
nasce na serra do Taboleiro, passa nao long das nascentes
thermaes das Caldas da Imperatriz e desaua no rio CubatAo
pela margem dir. (Inf. loc.).
AGUAS CLARAS. Pequeno rio aff. do Mampituba; na es-
trada do R. G. do Sul a Santa Catharina.
AGUAS CLARAS. Ribeirao do Estado do Minas Geraes, aff.
da margem esq. do rio Paraopeba, trib. do S. Francisco.
Rega o mun. do Bom Fim.
AGUAS CLARAS. Riacho do Estado de Minas Geraes; nasce
na serra denominada Varanda de Pilatos, banha a parochia
do Pequi e desagna no rio Paraopeba. (Inf. loc.)
AGUAS CLARAS. Ribeirao do Estado de Matto Grosso'
aff. occidental do rio Parana, entire os rios do Dourado e da
Samambaia (B. de Melgaco).
AGUAS CHRYSTALINAS. Linha colonial no dist. do
Cedro Grande, Estado de Santa Catharina. Em 1886 tinha oito
lotes occupados e 18 habs.
AGUAS CHRYSTALINAS. Ribeirao do Estado de Santa
Cati.arina, aff. da margem esq. do rio Itajahy-mirim. Recebe
o Oncas.
AGUAS COMPRIDAS. Log. do Estado do Rio de Janeiro,
na serra de Nova-Friburgo.
AGUkS COMPRIDAS. Riacho do Estado de Pernambuco,
na estrada do Pau d'Alho.
AGUAS DE CALDAS. Parochia do Estado de Minas Geraes,
no mun. de Caldas, situada em larga planicie, cercada do
morros e da serra dos Pogos. a 1.000m acima do nivel do mar.
Orago N. S. da Saude e diocese de S. Paulo. Foi creada dist.
polo art. III da Lei Prov. n. 2035 de I de dezembro de 1873.
O dist. denominava-se Pogos de Caldas denominacgo que o
art. V da Lei Prov. n. 2085 de 24 de dezembro de 1874 sub-
tituiu pola de N. S. da Saude das Aguas de Caldas, incorpo-
rando o dist. 'a frog. de S. Josi dos Botelhos. Foi creada pa-
rochia pela Lei Prov. n. 2542 de 6 de dezembro de 1879. Per-
tence ao 120 dist. eleitoral, cuja s6de 4 a cidade de Pouso Alegre.
Em 1881, alistaram-se nella 14 eleitores. E' banhada polo Ri-
beirio de Caldas e corregos Monjolinho, do Meio e dos Pi-
nheiros. Ahi ficam as fontes thermaes dos Pocos do Caldas.
(Vide Poqos de Ca'das). Term duas eschs. publs. deinst. prim.
Em geral sao montanhosos e de campo os terrenos da freg.,
sobre os quaes cahe muita geada, sendo frequent no inverno
ch'-gr o th.rmometro a 00 e mesmo baixar alguns g,.-Aos. No
dia 21 de outubra de 1882 sentiu-se na pov. um tremor de terra,
em seguida a tros estampidos, semelhantes a trovd-s, qua so
succederan corn intervallo de alguns segundos. 0 phenomenon
abalou as casas, agitando moves, louca, etc., nao pr duzindo
enLretanto consequencias lamentaveis. No Almanak Sul Mi-
neiro (1884) encontra-se o seguinte a respeito dessa parochia:
e As fontes de aguas thermaes existeates neste logar, e que de-
terminaram a fandacao da pov., eram conhecidas desde o liim
do saculo passado, e foram descobertas por diversos cacadores
de antas, veados, etc., que neste ponto se encontravam, bemn
como o itros aninaes do sertao, que tinham os pocos como seus
bebedouros p.edilectos; e a analogia que aquelles cacadores
encontraram entire estas aguas e as de Caldas da Rainha, em
Portugal, deierminou naturalmente o nome de Pocos de Caldas
corn qie foram e sao conhecidas, nome que passou para a vi-
sinha cidade e que hoje distingue o mun. e a corn. Em 1815 o
capitao Joaquim Bernardo da Costa, entao morador na Con-
ceicgo do Rio Verde, a 30 leguas de distancia, vindo passar
aqui sua tarceira estacgo balnearia, resolve fazer corn que seuons
filhos relueressem diversas sesmarias nestas paragons, dahi se
originando a actual fazmda do Barreiro quo quasi today 6 for-
mada das sesmarias entao requeridas, posteriormonte com-
pradas de seas irmaos pelo major Joaquim Bernardes da Costa
Junquoira. Fot o consetheiro D. Manoel de Portugal e Castro,
governador e capitao general da capitania do Minas Geraes,
quemn conceded, no dia 23 de julho de 1819, a Jos6 Bernardes da
Costa Junqueira (< ura sesmaria de urma legua de terra em


quadra por serem campos na paragem do Pinhal, no sertao
que fica entire a serra das Caldas e o rio Pardo, tarmo da villa
da Campanha da Princeza.o A sentenga civol de sesmaria de
Costa Junqueira, no logar e paragrm do Pinhal e fazenda das
Caldas, frog. de N. S. do Patrocinio do Rio Verde de Caldas,
foi dada, depois de satisfeitas as exigencias legaes, pelo Dr.
Faustino Jos6 de Azevedo, juiz das sesmarias e demarcacoed
da enttio villa da Campanha da Princeza a 7 de dezembro
do 1820, sondo 1 tabedliao Manoel Lopes de Figueiredo. 0
auto de posse 6 concebido nos seguintes termos :-< Anno do
Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de 1820, aos 13
dias do mez de novembro do dito anno, nests campos das
Caldas e ribeirao do Pinhal ou das Caldas, freg. de N. S. do
Patroeinio do Rio Verde das Caldas, termo da villa da Cam-
panha da Princeza, Minas e conm. do rio das Mordes e
dentro das terras mencionadas na carta de sesmaria e merc6
fita ao sesmeiro Jos6 Bernardes da Costa Junqueira, aonde
foi vindo o dito seasmeiro, junto corn o Dr. Faustino Jos6 de
Azevedo, jtiz das sesmarias e demarcacoes da mesma villa da
Campanha da Princeza pela proviso cmipetente e commigo
escrivao do seu cargo, adlante nomeado, ahi, sondo sol f6ra e
dia claro, demos posse actual, real, judicial e corporal das
terras medidas e demarcadas, constantes da auto de medigao,
nestes mesmos autos descripto, ao dito sesmeiro Jos6 Bernardes
da Costa Junqueira, quebrando elle ramos, cavando terras,
langando-a ao ar e olhando para a extensao das terras corn
animo de tomar posse dellas, em cujo acto disse eu escrivao tres
vezes, em voz alta, clara e intelligivel que se havia quem se
oppuzesse 6 dita posse apparecesse, e proferidas estas palavras
e 'eitas as mais ceremonies Ida lei, nao houve opposicgo al-
guma. em vista do que houve elle ministro por empussado das
ditas terras quanto em direito se requer ao sesmeiro dito Jose
Bernardes da Costa Janqueira, o que tudo presenciaram as
testemunlias Manoel Cardoso da Silva e Elias Jos' Pereira, e
para constar faco este auto em que todos assignam, o dito juiz,
o procurador do sesmeiro e testemunhas acima referidas, depois
de lido por mim, Manoel Lopes de Figueiredo, 1 tabelliao do
public, judicial e notas, que escrevi e assi'nei.- Dr, Azevedo,
Manoel Lopes de Fl,...i -... Jos4 Bernardes da Costa, Manoel
Cardoso da Silva.- Elias Jos6 Pereira.) Foi elevada a villa
corn a denominagcao de Pogos de Caldas pela Lei Prov. n. 3659
de 1 de setembro de 1878.

AGUAS DO CACHAMBU. Parochia do Estado de Minas
Geraes, no mun. de Baependy, de cuja frog. dista cerca de
quatro kils. A existencia de aguas mineraes deu origem ao Ca-
chambit. Quando essas fontes foram descobertas e reconhe-
cerain-se suas propriedades medicines, comecaram a construir
ahi paquenas habitac6es, que mais tarde foram substituidas por
outras mais capazes de resistir a accao destruidora do tempo.
Ha no Cachambd uma capella sob a invocacao de N. S. dos
Remedios e uma egreja consagrada a Santa Isabel. Ahi existed
um estabolecimento balaeario, feilo a expen'as d)s cofres pro-
vinciaes. A matriz depend da diocese de Marianna. Foi ele-
vada a cathegoria de parochia pela Lei Prov. n. 2157 de 16
do novembro de 1875. Pertence ao t11 dist. eleitoral, cuja
s6de 6 a cidade de Pouso Alto. Ternm agencia do correio a
duas eschs. publs. de inst. prim., uma para o sexo masculine,
creada pela Lei Prov. n. 2301 de 11 de julho de 1876 e outra
para o sexo feminine, creada pela de n. 2680 de 30 de no-
vembro de 1880. Sobre suas divisas vide Lei Prov. n. 2242 de
26 de junho de 1876; art. I XVI da de n. 2405 de 5 de no-
vembro de 1877; art. III da de n. 2659 de 4 de novembro de
1880. Dessa localidade nos escrevem: (< Attribue-se a desco-
berta das fontes mineraes desta pov. a uns campeiros de
D. Luiza Francisca de Sampaio, antiga fazendeira da freg. do
Baependy. A pov. teve a s la primeira casa em 1852, 4poea
em que Joao Constantino Pereira Guimaraes, portuguez e nego-
ciante em Baependy, associou-se ao coroner Jos6 Ignacio No-
gueira de Sa, grande proprietario de terras naluella parochia,
entire as quaes achava-se entao comprehendido o terreno das
fontes mineraes. Depoits do falleecimnto do coronel SA, sua
viuva vendeu em 1853 ao portuguez Antonio Teixeira Leal a
part que em Cachambd tinha seu marido. Mudou-se Leal,
entAo socio de Constantino, para Cachambd, onde estabele-
ceram uma casa de negocio, na qual hospedavam as pessoas
pobres que vinham em procura das aguas csntac. Foi no tempo
dessa sociedade que as aguas tornaram-se mais conhecidas;
que teve logar a desapropriactio da maior part da Area, onde
est6 hoje a pov. de N. S. dos Remedios; e que o capitalist









AGU


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Dr. C. Th. de Bustamante, home valetudinario, encon-
trando no use continue das aguas allivio para os seus pade-
cimentos, passou-se de Pouso Alto para esse logar, e, ficando
corn a parbe de Pereira Guimaraes, edificou nas proximidades
das fontes seis casas, uma das quaes foi occupada pelos prin-
cipes na visit que, em 1868, fizeram a Cachambdi, por cuja
occasion lanqaram em uma dascollinas a pedra fundamental
da egreja de Santa Isabel da Hungria, hoje em construccao.
Nessa 6poca, sendo Presidente de Minas o Dr Josd da Costa
Machado, lizeram-se as fontes os beneficios que ainda per-
duram. Em 1872, levantou-se no centro da pov. uma pequena
capella dedicada a N. S. dos Remedios, que 6 o orago deste
florescente logar. >) Vide Cachamb'.
AGUAS DO CAMBUQUIRA. Video Cambuiuira.
AGUAS DOURADAS. Ribeirao do Estado de Matto Grosso,
aff. occidental do rio ParanA. (B. de Melgaco).
AGUAS FRIAS. Pov. do Estado do E. Santo, junto da
pov. de Ro.as Velhas, que fica A margem da estrada que, da
cidade da Victoria, dirige-s3 ao N. do Estado de Minas Ga-
raes.
AGUASINRA. Rio do Estado da Bahia, na freg. de Sara-
puhy, nos limit-s do dist. de Maricoabo, proximo A estrada
do Orob6.
AGUAS LINDAS. Pov. do Estado do Rio de Janeiro, na
freg. de Itacurussa do man. de Mangaratiba.
AGUAS MORNAS. Dist. do term da Cachoeira, no Es-
tado do R. G. do Sul. Tern uma esch. publ., creada pelo
art. I da LAi Prov n. 35'3 de 17 de fevereiro de 1857.
AGUAS MORTAS. Riacho do E-tado das Alagoas, rega a
com. de Paulo Affonso e desagua no rio S. Francisco. E'
atravessado pela E. de F. de Paulo Affoiiso. Tem uma ponte
de 15m de extensao.
AGUAS NEGRAS. Ribeirao di Estado de Santa Catha-
rina, no disL. de Porto Franco. Desagua no rio Itajahy--mirim.
AGUA SOCCA. Riacho aff. do rio Buquira; no mun. de
S. Jos6 dos Campos, Estado de S. Paulo A ag ia cahe ahi
sobre padras, que parecm piles done lhe vein o noma (Inf.
loc.).
AGUAS QUENTES. Log. do Estado de Minas Geraes, no
mun. do rio Pardo. A Lei Prov. n. 2603 de 7 de janeiro de
1880 determino:i que se construisse um estabelecimento bal-
neario nas aguas medicinaes dessa localidade.
AGUASSAHY. Rio do Estado deS. Paulo, aff. do Soro-
ca-mirim.
AGUASSU. Log. no mun. da capital do Estado de Matto
Grosso.
AGUASSIU. Ribeirao do Estad) do Matto Grosso; banha
a pov. do sea nome e abravessa a setrada de CiyabiA para
Pocon4. Desagia em umn trib. do CuyabA. 0 Dr. S. da Fon-
seca (Dice. cit.) diz: (< Riacho cujas aguas vio ter ao Madeira,
braco do rio do Mutum, aff. do CuyabA-mirim >>.
AGQUAS SUJAS. Ribeirto aff. do Santa Maria, que 6 umr
dos tribes. do rio Negro, aff. do Iguasst e este do Paran6.
AGUAS TURVAS. Ribeirao do Estado de S. Paulo, rega
o mun. de S. Carlos do Pinhal e desagua no rio Mogy.
AGUA SUJA. Parochia do Estado de Minas Geraes, no
mun. do Carmo da Bagagem. Orago N. S. d'Abbadia e dio-
cese de Goyaz. Foi creada dist. pelo art. II da Lei Prov.
n. 1660 de 14 de setembro de 1870 e elevada A. cathegoria de
parochia pela de n. 1900 de 19 de julho de 1872. Desmem-
brada do mun da Bagagem e incorporada ao do Carimo da
Bagagem pelo art. II da Lei Prov. n. 2927 de 6 de outubro
de 1882. Pertence ao 160 dist. electoral, cuja s6de 4 a cidade
de Paracatfi. Em 1881, alistaram-se nella 40 eleitores. Ternom
duas eschs. publs. de inst. prim., uma das quaes creada pala
Leit Prov. n. 2847de25 de outubro do 1881. Agencia do Correio.
E' banhada pelo corrego da Agua Siija. E' celebre por unima
romaria que a 15 de agosto costuna reunir para mais dA 14.033
lieis e por possuiir uma rica lavra diamantina.
AGUA SUJA. Parochia do Estado de Minas Geraes, no
termo de Minas Novas. Hoje denomina-se Aguan Limpa em


virtue da Lei Prov. n. 2419 de 5 de novembro de 1887. Vide
Agua Limpa.
AGUA SUJA. Rio do Estado do Maranhao, aff. do Par-
nahy ba.
AGUA SUJA. Rio do Estado da Bahia, nasce na serra do
Itambira e desagua no rio de Contas no logar denominado
Cavallo Morto.
AGUA SUJA. Corrego do Estado de Minas Geraes, rega a
parochia do sea nome e desagua no rio Bagagem.
AGUA SUJA. Corrago do Estado de Minas Geraes, entire
Cachoeira do Campo e Itabira do Campo.
AGUA SUJA. Rio do Estado de Minas Geraes, aff. da
margem dir. do Arassuahy. Chaminam-no hoje Agua Limpa
em consequencia de ter a freg. que elle banha passado assim
a denominar-se.
AGUA SUJA. Ribeirno do Estado de Minas Geraes, s'rve
de limited ao dist. de Nova Lorena do man. do Abaet4 e de-
sagua no rio deste nome pela margem esq.
AGUA SUJA. Rio do Estado de Minas Geraes; nasce corn
o nome de Fundao, recebe o P4 do Morro, Agaa Limpa, Itaquy
e diversos outros, banha o minun. de Qualuz e desagua na
margem esq. do rio Piranga (Inf. loc.).
AGUA SUJA. Rio do Estado de Goyaz; desagua na margem
dir. do rio Tocantins, ao S. da foz do Taquarussdsinho.
AGUA SUJA. Pequeno brao do rio Brumado, aff. do Claro,
que o 6 do Araguaya; no Estado de Goyaz.
AGUA SUMIDA. Insignificant riacho do Estado do Ma-
ranhuo. E' um dos formadores do Riachdo, aff. do Parna-
hyba.
AGUAS VERDES. Ribeirao do Estado de Minas Geraes
no mnn. do Tres Pontas, na estrada que dessa cidade vai a
Passes.
AGUAS VERMELHAS. Rio do Estado de S.anta Catha-
rina, all'. da margem esq. do Pirahy-Piranga, trib. do Ita-
poec.
AGUAS VIRTUOSAS. Parochia do Estado de Minas Geraes.
no mun. da Campanha. Orago N. S. da Saude e diocese de
Marianna; ligada A freg. do Machado por uma estrada que
passa por S. Gongalo. Foi creada parochial pelo art. I da Lei
Prov. n. 487 do 28 de junho de 1850. Transferida sua s6de para
o Lambary pela de n. 857 de 14 de maio de 1858, passou de
novo a constituir umna freg. pelo art. I da de n. 1421 de 24 de
dezembro de 1837, que transferiu sun sedo da freg. do Lambary
para a pov. de Aguas Virtuosas Pertence ao 130 dist. electoral,
ceja sede 4 a cidade da Campanha. Em 1881, alistaram-se
nella 23 eleitores. Te:n 4.000 habs. e duas eschs. publ'. do inst.
prim. Agencia do corraio. Tem unia egreja matriz bem regular;
b3llos passeios campestres, entire os quaes a Vo'ta do 6, assim
chamada pela disposic ao do caminho, que 6 quasi semolhanto
aquella lettra, o Sertdosmnh o Cruseiro, o Bosqut dos Pinhei-
rot, etc. Sobre suas divisas vide ; Lei Prov. n. 1582 do 22 de
julho de 1868 ; art. III da de n. 165? de 14 de setembro de
1870; ari. III da de n. 1665 de 16 do mesmio me/. e anno;
n. 2775 de 19 de setembro de 1881.
AGUAS VIRTUOSAS. Pov. do Estado de Minas Geraes, ao
S. e a tres kils. da freg. da Ventania. E assim denominada por
existir ahi unma fonte de aguas mineraes. Junto A fonte erguem-sa
umas 10 a 12 casinhas.
AGUAS VIRTUOSAS. Serra do Estado de Minas Geraes,
no termo da Campanha. Serve de divisa Ai parochia do Cam-
buquira.
AGUAS VIRTUOSAS DO CAMBUQUIRA. Parochia do
Estado de Minas Geraes. Vide Cambiquirca.
AGUA TIRADA. RibeirDo do Estado de Goyaz; corre para
a margemn esq. do Corumba. ( Nome que se Ihe deu, diz Csnha
Mattos, por se haver daqui tirade a agua de um antigo enge-
nho de assucar do Anhanguera, que ja nao existed.
AGUA TORTA. Riacho do Estado de Pernambuco ; nasce
da varzea da lagoa do engenho Cotia e despeja no Capiba-
ribe-mirim, no engenho Logami corn 24 kils. de curso ; depois
de receber as aguas do rio Itamb6. (Dice. Geogr. de C.
Honorato).









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AGUATt. Pomplo no seu Ens. Est. To. I, p. 37 e no Dice.
Topogr. p. 7 assim escreve o nome da lagba Igati.
AGUA VERDE. Pov. do Estado do Cear.i, no mun. de
Acarape, corn uma estaAo da E. de F. de Baturitd, no kil. 57.200
e entregae ao trafego a 28 de setembro de 1879; tern uma esch.
publ. de inst. prim., creada pela Lei Prov. n. 1465 de 14 de
novembro de 1872. Fica na raiz da serra de Baturitd.
AGUA VERDE. Log. do Estado do Parana; na com. da
capital.
AGUA VERDE. Rio do Estado do Ceara, no termo de Batu-
rit6. Atravessa a estrada que da capital vai Aquella cidade.
Sobre elle e ahi nessa estrada ha umna ponte.
AGUA VERDE. Pequeno rio do Estado de Pernambuco, na
com. de Garanhuns (M. C. Honorato).
AGUA VERDE. Ribeirao do Estadd de Minas Geraes, aft.
do rio Sapucahy. Recobe o SapI.
AGUA VERMELHA. Parochia do Estado de Minas Geraes,
no mun. de Santo Antonio de Salinas. Foi creada dist. polo
art. I da Lei Prov. n. 1169 de 27 de novembro de 1863 e elevada
6 cathegoria de freg. pela de n. 2145 de 20 de out ibro de 1875.
Pertenceu ao termo do rio Pardo, do qual foi desmembrada
pelo art. I I da Lei Prov. n. 2725 de 18 de dezambro de 188).
Pertence ao 200 dist. eleitoral, cuja sade 6 a cidade do Grao-
Mogol. Em 1881, alistaramn-se nella 19 eleitores. Sobre suas
divisas consulte-se o art. I II da Lei Prov. n. 2725 de 18
de dezombro de 1880. Tern uma esch. publ. de inst. prim. para
o sexo mase dino. creada pelo art. I da Lei Prov. n. 2065 d,
17 de dezembro de 1874 al6m de uma outra para o sexo fe-
minino.
AGUA VERMELHA. Bairro no mun. de S. Carlos do
Pinhal; no Estado de S. Paulo.
AGUA VERMELHA. Pequena pov. do Estado de S. Paulo,
no mun. do Sorocaba, banhada pelo corrego do sea nome.
AGUA VERMELIA. Serra do Es ado de Pernambuco, no
mun. do Bonito. Corre na direc';o de N. a S. e dista cerca
de 12 kils. daquella villa. Afiirma o Sr. Honorato que della
avista-s' o mar; que dista 24 leguas.
AGUA VERMELHA. Corrego do Estado de Pernambuco,
banha o mun. do Bom Conselho e deoag ta no Riachno.
AGUAXUMA. Lag')a do Estado das AlagSas, no mun. de
Cururipe.
AGUDA. Ponta na costa do Estado de S. Paulo, entire a
onta da Figueira e a da Lagba, ao S. ba Bahia do Mar
trado.
AGUDO. Quartairmo da freg. dos Ambrosios do termo de
S. Joed dos Pinhaes ; no Estado do Parana.
AGUDO. Morro do Estado do Maranhao, na cidade de Caxias ;
4 do forma conica, bastante elevado, barn cheio,de pedras, e
onde esta um quarrel. Domina toda a cidade. E notavel nto
s6 pelo valor conn que ahi resistiram, debaixo de todas as
priva(6es, as tropas portuguezas As forqas da in lependencia,
como tambem pelo heroico e incansavel denodo con que foram
dahi betidsos os baaiss em 183 E'objecto do, uma das mais
bellas piesias do sandoso Gonpalveo Dias. E tambem deno-
minado Alecrim.
AGUDO. Morro do Estado do Ceara, no mun. de Ipd. 1E bas-
tante alto, pedregoso e secco.
AGUDO. Serra do Estado do Parahyba do Norte, no mun.
do IngA.
AGUDO. Morro do Estado da Bahia, ao SSO do mun. de
Pogoes. < Formna-se em grande planicie corn uns 30 metros de
altura, pouco mais oi menos, havendo perfeito antagonism
entire o nome que se lhe d;i e a sua conformaago, pois repre-
senta a c6pa arredondada de um chapdo. )>
AGUDO. Morro do Estado do E. Santo, a margem esq. do
rio Doce, proximo dos morrow do Pau Gigante.
AGUDO. Morro do Estado do Rio de Janeiro, na freg. de
Santo Antonio de Jacutinga do mun. de Iguassd. E' todo plan-
tado de cafe. Fica a quatro kils. da estagQo de Maxambomba.
AGUDO. Morro do Estado de S. Paulo entire Jundiahy e
Campinas.


AGUDO. Morro do Estado de S. Paulo, no mun. de Apiahy.
AGUDO. Morro do Estado de S. Paulo, no mun. do Soccorro
(Inf. loc.).
AGUDO. Morro do Estado de Santa Catharina, A margem
esq. do rio AraranguA, no mun. deste nome.
AGUDO. S'rro do Estado do R. G. do Sul. Faz part da
Serra Geral.
AGUDO. Morro do Estado de Minas Geraes, entire Antonio
Dias Abaixo e S. Jose da Alagoa.
AGUDO. Morro do Estado de Minas Geraes, na cidade de
Paracatd, al6m do rio Trahiras.
AGUDO. Morro do Estado de Minas Geraes, no mun. de
Pitanguy, (Inf. le.).
AGUDO. Ribeirdo do Estado de S. Paulo, no mun. de Ba
tataes. Desagua na margem dir. do rio Pardo.
AGUDO. Lageado no mun. de S. Jodo dos Campos Novos
e Eslado de Santa Catharina; nasce na serra Cachambd e,
ap6s urn curso de 3) kils., dosagua no rio Candas (Inf. loc.).
AGUDOS. Serra do Estado de S. Paulo, cerca de sets kils.
distant da cidade de Botucatd. Suas terras, na part proxirna
da villa de Leno6es, sao excellentes para qualquer cultural,
especialmentO o cafe, que ahi da de uma maneira admiravel,
coin um vigor deolumbrante. A qualidade das terras e arenosa,
barrenta on calcarea, de mistura corn gres solto, ou, como se
diz valgarmente, terra branca. Suas mattas sao frondosissimas,
ostentando uma vestimenta colossal e luxuriante. Existem
nPlla c'rca de 150.030 pds de cafe de diversos proprietaries.
Serve de divisa A freg. do E. Santo da Fortaleza (Inf. loc.).
AGUDOS. Serra do Estado do Parana entire os rios Cinza e
Tibagy, no mun. deste nome (Inf. Ioc.).
AGUDOS. Serra do Estado de Minas Gerae3,na freg. de
Dires do Aterrado, mun. de S. SebastiOi do Paraiso. Tern
cerca de 18 kils. de extensao.
AGUDOS. Ribeirao que, tendo origem na serra do seu nome,
a 12 kils. da pov. de Garimpo (Minas Geraes), desagua no
ribeirao Candas. Corta umna part ao S. daquella freg. per-
tencento ao mun. de S. Sebastiao do Paraiso.
AGUDOS. Salto no rio Tibagy, aff. do Paranapanema;
no Estado do Parana. Fica pouco abaixo da cachoeira deno-
minada Salto do Aparado.
AGUDOS GRANDES. Trecho da serra do Paranapiacaba
onde nasce o rio Paranapanema ; no Estado de S. Paulo.
AGUEDA DA PESQUEIRA (Santa). Cidade do Estado de
Pernambuco. Vide Pesqueira.
AGUIAR. Log. no mun. de Pianc6 do Estado do Parahyba
do Norte. E' important o seguinto officio, que refere-se a esse
logar: capitai-mdr do Pianc6 deste dist. quj junto daquella pov.
dese obrira o seu capellao minas de ouro no logar chamado
Aguicar, distant da marinha 80 legias e que demonstravam
serem randosas. Ordenci-lhe, regulando-me palas ordens que
aqpii encontro, que averiguasse em segredo as suas qualidades
e coin o Juiz e Eserivio as descrevesse no livro da Camara com
as devidas confrontagoes e que depois de mandar amostra
piara se examiner os q'ilates d'ouro, as fiscalisasse e fizesse
vigiar e as nao minerassem ; disto dei part a Pernambuco e a
Sua MAagestad' pelo seu Conselho Ultramarino e me pareceu
indispensavel participar a V. Ex. para me determinar o que
for mais convenient ao real servigo. A' Illma. pessoa de
V. Ex. Guarde Daus muitos annos. Parahyba, 8 de ialho de
1763. HIlm. e Exm. Sr. Francisco Xavier de Meadonga Iu artado.
Jeronymo Jse de Aello Castro >. A I de fevereiro de 1766
obz Mello Castro a Manoel Barbosa Reis. morador no sertio do
Pianod, concessdo da sesmaria do Aguiar.

AGUIAR. Antigo posto military do Estado da Bahia, estabe-
lecido no dist. da Villa Verde para reprimir as invas6es dos
Botocudos e impedir o contrabando dos diamantes entire os
Estados da Bahia e Minas Geraes. Actualmente 6 umna aldeia
povoada p)r indios que asylarain-se nesse post military para
livrarem-se das incurs6es de outr c sindios, seus inimigos.


AGU


AGU









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AGUIAR. Pov. do Estado do E. Santo, no mun. de Linha-
res, A margemn da lag6a do seu nome; corn uma esch. publ. de
inst. prim.
AGUIAR. Ilha do Estado de Matto Grosso, no rio Guapor6
18 kils. .acima da foz do rio Verde (Dr. S. da Fonseca,
Dioc. cit.).
AGUIAR. Riacho do Estado do Parahyba do Norte, aff.
da mrrgoen eoq. do rio Pianc6, trib. do Piranhas. Recebe o
riacho Verde.
AGUIAR. Rio do Estado do E. Santo, nasce das pequenas
lagdas qae licarn proximas A do sea nome, e desagua nesta
ultima.
AGUIAR. Lag6a do Estado do E. Santo, a tres kils. ao S. do
rio Doco. Era antigamente denominada Lagda dos Indios. Tern
comnmunicacao corn a lag6a do Meio e recebe os ribeiroes do
Quartel, do Braqo do MNio e do Braco do Sul.
AGUILHADAS. Log. do Estado de Sergipe, no mun. de
Japarataba, A margem do rio deste nome, corn uma capella
arruinada.
AGULHA. Serra do Estado da Bahia, no mun. da Feira de
Sant'Anna.
AGULHA DE CLEOPATRA. E' assim tambem denomi-
nado o Monumento, morro bastante elevado situado na ilha da
Trindade.
AHE. Lago do Estado do Amazonas no rio Solimndes, logo
acima do Teffe e proximo do Paranamirim do Cupace.
AHIAGUAS. Indios que habitavam o Estado de Matto
Grosso (Antonio Pinto de Campos. O5r. cit.).
AHU. Urn dos quarteir6es da cidade de Curytiba, capital
do Estado do Parana.
AHJU. Riachao do Estado do Parahyba do Norte; nasce na
serra do mesmo nome; f6rma corn o Pocao o rio Matinord ou
Serra Branca, aff. do Taperoa.
AHY. Corn eite none existiu no Estado de Pernambuco umr
forte na margern do pequeno rio Ay e que foi em vao atacado
or Segismundo em 1632. Era tambem denominado Nazareth
a Matta (Fausto de Souza.).
AHY. Esa assim denominado o rio Iguarassd na s ia foz.
Este rio banha o Estado de Pernambuco (Vital de Oliveira.).
AHY. Igarap6 do Estado do Amazonas, aff. da margem esq.
do rio Marary, trib. do Padauiry e este do Negro.
AHY. Igarapi do Estado do Para, banha o mun. de Cametd
e desa.,'ua na margern esq. do rio Tocantins.
AHY-AkY. Ribeirao do Estado de Goyaz; 6 um braqo esq.,
caudaloso no tempo das chuvas, do rio Parahym. (Cunha
Mattos). ecebe o S. Martinho.
AHYCURUCAUA. Sao assim denominadas umas ilhas si-
tuadas no rio Amazonas, no Estado deste nome; entire Villa
Bella q Serpa ou Itacoatiara (Cartta de Costa Azevedo--Mappa
de Parahybuna dos Reis e Pimenta Bueno.).
AHYUER:.- Furo que, sahindo do rio Jatapfi, vai des-
aguar na bacia que uma das bocas desse rio f6rma corn o
Uatumi; no EsLado do Amazonas.
AIAMA. Lago do Estado do Amazonas, na margem esq.
do rio JapurA, no dist. de Maripi. Segun lo o capitao-tenente
Araujo Amazonas, tern esse lago cornmanicagao corn os lagos
Anama e Codajis, e limit a 0. a terra de Imari.
AIAPUA. Dist. policial dependent da delegacia do term de
ManAos, no Estado do Amazonas; no rio Purds. Vide Ayapud.
AIARANY. Rio do Estado do Amazonas; desagua no rio
Branco, pela margem dir., 38 kils. abaixo da pov. de Santa
Maria.
AIARAPAQUEN. Rio do Estado do Amazonas, aff. da
margem dir. do rio Uraricaparb.
AIATINGA. Riacho do Estado do Amazonas, desagua no
rio Madeira a 30 kils. da foz do rio MatuarA ou MataurZ.
AIBU. A quinta das seis bocas pelas quaes os lagos de Sa-
rac desaguam no Ainazonas entire Itacoatiara e o rio UrubAi.
Dista 51 leguas da foz do JamundA, jaz sob o parallel 30 3'


corbado pelo meridiano 230 59' 0. de Olinda. (Araujo Ama-
zonas.) 0 i tenente Shaw situa o Aibd na Lat. 30 4' 49".
AIQAPIRANGA. Um dos "canaes que ligam a bahia de
Uaricurf corn a dos Bocas, no mun. de Melgato, do Estado
do Para.
AICINAM. Rio do Estado do Amazonas; desagua na margem
dir. do rio Purds, aos 70 40'. Outros escrevem Aciman. 0
Dr. Coutinho dA-lhe 49 bracas de largura. Secca pelo verao e 6 do
agria preta.
AIMARABA. Rio do Estado do Amazonas, aff. da margem
dir. do Uraricoera, um dos formadores do rio Branco.
AIMARAPAQUEN. Rio do Estado do Amazonas, aff. da
margem dir. do rio UraricaparA.
AIMBYRE. Ilha do Estado de Matto Grosso, no rio Ivin-
heirna, pouco abaixo da foz do Brilhante.
AIPA9AHY. Uma das malocas da tribu Mauhds, antigos
Magus ; no Estado do Para. (B. Rodrigues. Rio Tapajor, 1875.
pag. 131).
AIPIM. Rio do Estado da Bahia, no mun. do Campo For-
moso (Inf. loc.).
AIPUCA. (Sumauma). Uma das malocas da tribu Mundurucd
(B. Rodrigues. Rio Tapajoz, 1875, p. 135).
AIRIRON. Serrota no man. de Canind6 e Estado do Cearb,
(Pomp'o) No Ens. Est. p. 167 do mesmo autor 1l-se Ariron.
0 Dr. Jose Pompio (Chorog. do Ceard. p. 11) escrave Airreon.
AIRY. 0 10 tenente R. Tavares, no sen trabalho 0 rio Ta-
pajds (1876) descroevendo a regido encachoeirada desse rio faz
mena5o de umna corredeira desse nome.
AITIC. (paca fria) Uma das malocas da tribu Mundurued
(B. Rodrigies. Rio Tapajds 1875. p. 135).
AIURIM. Riacho do Estado do Amazonas; desagua na
margin esq. do rio Negro, defronte da pov. de Ayrao. Tam-
bem escrevem Ajurim e Ayurim.
AJARA. Igarape do Estado do Para, banha o mun. de Ca-
metb e desagua na marguem dir. do Tocantins.
AJARANY. Rio do Estado do Amazonas, aff. da margem
dir. do rio Branco. trib. do Negro, que 6 o do Amazonas. Vide
Ayarany.
AJARATUBA. Log. no dist. do Baixo Purds; no Estado
do Amazonas.
AJUAHY. Porto onde fazem escala os vapores que navegam
para o rio Guami, no Estado do Pard.
AJUANA (Corrupcgo da Uaiunand). Rio do Estado do Ama-
zonas, na nargem dir. do rio Negro, abaixo de Maracahi, no
dist. de Santa Isabel, entire os ribeirosUrubjxie Iniaixi. Abunda
em puxiri e ohinidan (Acaujo Amazonas). Ayres de Cazal diz
ser Ajuana a denomina5ao vulgar do rio Uayhtinand, aff. do
Negro. Alexandre R. Ferreira diz ser o AjuanAtambem deno-
minado Uajan'na e U'yuani&. Accioli, em sua. Chorog. dtz sim-
plesinente Uaiuanji. 0 Dr. Lacerda e Almeida. no sea Di,-ri) es-
creve Uajuand. Baena escrave Uajumand, e diz ser esse rio << abun-
doso nas suas margens de puxiri e de casca preciosa. Os sel-
vagens Bares charnam hinidao A dita casca e arvore. > 0 Sr.
Leovigildo de Souiza Coelho, em seu relat. sobre o estado das
povs. do rio Negro. (1861) escreve Uayuan,.
AJUAPY. Rio do Estado do Para; nasce de um lago
grande, banha o mun. de Melgato e desagua no rio Jacund5,.
AJUDA (N. S. da) Parochia da Cap. Fed. na ilha do
Governador. Diocese de S. Sebasdiao. Foi creada pelo Al-
vara de 12 de janeiro de 1755, tendo sido seu primeiro vigario
Pedro Nunes Garcia. Possue muitas caeiras e uma important
fabric de industrial ceramic. Tern 2.856 habs e du;s eschs.
p ubls. de inst. prim. Al6m da egreja matriz, possue o Mosteiro
de S. Bento, na praia deste nome, a Capella de N. S. do Monte
do Carmo, na ponta da Ribeira, e a de N. S. da Conceicio, na
ponta (da Igreja. Pertence ao 30 dist. eleitoral, cuja asde 6 a
parochia de S. Christovao. Em 1881, alistaram-se nella 25 elei-
tores. Agencia do correio. Vide Governador.
AJUDA (N. S. da). Arraial do Estado da Bahia, na
com. e termo de Porto Seguro ; corn uma esch. publ. de inst.
prim. e uma capella.









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AJUDA (N. S. da). Convento situado na rua da Ajuda
esquina da do Passeio, na capital Federal. E' de freiras fran-
ciscanas. Lanqou-se a pedra fundamental para sua edificagao
a 9 de julho de 1674 ou 1678. E' grande, mas sem architecture.
A egreja acha-se encravada no Convento, tendo uma porta prin-
cipal de entrada para a rua da Ajuda; possue sete altares e 6
simples de ornatos. Estendia-se ate 6 rua dos Barbonos ; mas,
per cessao que as freiras fizerami de um grande terreno que
remn terminar nesta ultimia rua, levantou-se ahi uma Esch.
gratuita, mantida pela Camara Municipal. Do lado da rua do
Passeio o convento conserva-se a cavalleiro de uma series do
pequenas casas pertencentes ao Estado. Polos funds do con-
ventoe e em terrenos que ihes foram desapropriados, corre a rua
Senador Dantas. Nesse convento foi inhumada D. Marianna,
irma da rainha D. Maria I, a qual falleceu no Rio de Janeiro
a 16 de maio de 1813, na idade de 76 para 77 annos. i(Eram oito
horas da noite (do dia 19) quando comesou a desfilar o funebre
acompanhamento da Seranissima Infan(a D. Marianna, e ca-
minhou desde o Paco pela rua Direita ati entrar na rua dos
Ourives, pala qual se dirigiu atl a igreja do Parto, onde, en-
trando pela rua da Ajuda, por ella s- encaminhou atI a igreja
do Convento das Religiosas da Conceiido, vulgo da Ajuda.
seriam entio nove horas da noite... Concluida a reencommen-
dagao foio eaixao trasladado, em ordem inversa, at4 nm posso
junto da grade de Coro, onde so lavraram os Termos da eatrega
do Real Corpo da Serenissima Senhora Infanta D. Miarianna,
declarando-se nelles que nos tres caix.es existia o dito Real
Corpo e todos <.s Titulares assigaaram oi mesmos terms, jun-
tamente coin a Abbadessa do Convento. Deste ultimo p 1use foi
o caixio conduzido pelos Grandes para o logar do depasito dentrm
do Ciro das Religiosas, que o recebe -am em communidade corn
velas accdsas nas maos, e o acompanharam processionalmiente
atd o lugar, em que devia depositar-se. e alli cantaram as Reli-
giosas o ultimo Responso (3Memorias p-ra servir d historic
do Reino do Brazil, pelo P. Luiz Goanalves dos Santos. 1821).
No mesmio Convento repousam os restos mortaes da primeira
imparatriz do Brazil, D. Maria Leopoldina Josepha Carolina e
da princeza D. Paula. A imperairiz embarcara em Liorne no
dia 13 de agosto de 1817 corn destiny ao Rio de Janeiro. onde
chegou a 5 de novembro do mesmo anno e onde falleceu a 11 de
Dez-mbro de 1826. Nascera em Vienna d'Austria a 22 de janeiro
de 1797. A princeza, filha de D. Pedro I, nasceu a 17 d? feve-
reiro de 1823 e falleceu a 16 de janeiro de 1833. Do' interessante
trabalho do Sr. Dr. Moreira de Azevedo, Pequeno Panorama
resumimos a seguinte noticia quo alii so encontra a respeito
desse convento : No principio da rua dos Barbonos, no logar
em que fica a ebch. municipal, existiu uma antiga capella
dedicada a N. S. da Ajuda. Ignora-se o anno da fundagao
dessa ermida, que foi uma das primeiras que se erigiram nesta
cidade tendo-se apenas noticia que fora reedificada pouco antes
ou depois de 1609. Nessa ermida estiveram os fradres fran-
ciscanos alguns mezes em 1607 e procuraram dar-lhe entao a
invocaQco de Santo Antonio. Em 1658 contava j; a cidade do
Rio de Janeiro conventos de frades, mas nenhum de freiras.
Havendo entio uina senhora D. Cecilia Barbalho, que desejava
entrar para uma clausura, procurou-se crear um recolhimento
de mullheres, edificando-se para esse fim um dormitorio perto da
ermida de N. S. da Ajuda, onde em 9 de julho de 1678 ean-
cerrou-s3 D. Cecilia, viuva acompanhada de suas tres filhas, e
de duas meninas filhas de pessoas distinctas desta cidade. No
mesmo dia, em que se creava esse recolhimento, langava-se a
primeira pedra do edificio, que devia servir de recolhimento de
freiras. Nessa pedra estavam gravadas as seguintes palavras ;
Santa Aaria, intercede pro devote femiinineo sexu sentient
omnes tuum juvamnien. A proviso de 19 de fevereiro de 1705
permittia a creacao do convento, estipulando diversas condicoes
a que deviam ficar sujeitas as freiras. Entretanto novos obsta-
culos, originados pelo cabido, vieram embaraear a obra do
mosteiro cuja construccgo ainda em 1741. foi encoatrada em
muito atrazo pslo bispo D. Frei Joio da Cruz. Mas esse prelado
procurando estabelecer aquella casa conventual, auxilio- a ca-
mara no seu novo pedido ao rei, e, alcangando a autorisagao
regia langou em 1745 a primeira pedra do edificio do convento
em logar different do antigo. Estavam feitos os alicerces,
quando tomou conta da diocese D. frei Antonio do Desterro
que, cheio de zelo e amor religioso, concluiu em quatro annos a
part mais essencial do edilicio para receber as reliziosas;
dedicando o mosteiro e a igreja A Conceicao de Nossa Senhora,
sob o titulo de Ajuda, para perpetuar assim a antiga ermida
que mandou demolir. Alcangado o breve pontificio de 24 de


janeiro de 1748, tratou D. Frei Antonio do Desterro de receber
as novas religious admittindo-as 6 profissgo da regra de Santa
Clara. Vindo da Bahia quatro irmis professas do convent da
mesma Santa, coin ellas comecaram as religiosas do reco-
lhimento da Ajuda o seu noviciado em 3 de maio de 1750. Em
28 de maio de 1751 proceleu essa corporagao religiosa a pri-
meira eleigas dos cargos do mosteiro.- 0 convento de Nossa
S ihora da Conceicao da Ajuda acha-se situado na rua do Passeio
esquina da r'ia da Ajuida. 0 dormitorio qua. olha para a pri-
meira rua apresenta dous andares, haveado no primeira cinco
janellas cemven:t iaes e 10 de cells e no s'gando quatro conven-
tuaes e ti de cellas 1 A face que se estende pela rua d'Ajuda
present umni corpo de d-us andares coin sets jaellas em cada
andar: abli estio collocados os coros da igreja. Segue-se a port do
temple, para o qual so sob' por uma escada de tres faces de nove
degraos: vd-se depois uima outra porta, corn umn escada d' seis
degrAos, a qual abre-se para o corridor da sachristia; sobre
esse corr ,dor ha um terrace coberto ondem existem as janiellas
das tribunas da capella-m6r da egreja. Em seg iida continia a
metma face do mosteiro corn sets janellae no 2' andar, e corn a
entrada da porlaria no 1o, onde nota-se umna eseada de nov3 de-
grios. Comega depois um mnuro alto que vai atd a esch. municipal.
A egreja 6 alta e espagosa, e tern sete altars ornados coin obra
de talha coberta de ouro. O chao da capella-m6r 6 lmadrilhtid) de
tijolo; ve-se no presbiterio iiia grade onde as freiris veem
recaber a communhso. No altar-m6r existed a inmagem de
N. S. da Conceicgaoda Ajuda e aos lados as de Santa Ciara e
S. Francisco, patriarchs do mosteiro. 0 altar do Senhor dos
Afflictos, junt ) ao arco cruzeiro, do lado do Evangelho, foi
instiluido por Frei Antonio do Desterro, que para sua e >nser-
va5gio doou duae moradas de casais terreas, corn o encargo de
uma missa perpetua celebrada no mesmo altar, em cada sexta
feira do anno. 0 altar de Santa Thereza, ultimo do lado do
Evangelho, foi levantado pelo padre Antonio Jos4 dos Reis
Pereira e Castro, que foi vigario geral em 1755, reitor do Semi-
nario de S Jos em 1767 e que, depois de ter oce ipado diversos
outros cargo, falleteu em 17 dejunho de 1780, sendo sepultado
na egreja de S. Pedro. A egreja tern tres cores : o primeiro 6 o
coro inferior ; tern grade no centro e de cada lado uma portea
que vai ter ao recinto, que j36 tem guardado os tumulos de
quatro pessoas reaes. Foi ahi depositado o cadaver da infanta
D Marianna, tia do Principe Regente D. JuLo, fallecida em
16 de maio de 1813. Veiu habitar o mesmo recinto, occupado
pelo cadaver de sua irma, a rainha D. Maria I, que falleceu
a 20 de margo de 1816 e cujos restos foram em 1821 trasladados
para o convento do Coragco de Jesus, em Lisboa. 10 annos
depois receberam as religious da Ajuda o corpo da imperatriz
D. Maria Leopoldina Josepha Carolina, que fallec'u a 11 de
dezembro de 1826. Em 1833 abriram-se de novo as portas do
convento para receber o cadaver da princeza D. Paula Marianna.
Neste recinto silencioso e triste ha a capella de N. S. das Dores.
0 segundo coro, denominado cro grande, 4 onde as freiras
fazem s ias oragdes. 0 terceiro coro, do mirante, era destinado
para as oracges das edueandas. Era no coro inferior que a reli-
giosa vinha fazer o voto de abracar o claustro. --...... o
salio do refeitorio e a cozinha. No segundo pavimento perto do
coro, ha um outro saleo chamado ante-coro, onde ve-se um
grande e elegant pres'pe. Ha tambem neste salio dous ricos
altares, o do Senhor Morto e o do Espirito Santo. 0 convento
possue extensos corredores corn grande numero de cellas. Junto
a tribune da capolla-mor existed a linda cap-lla do Senhor da
Column. Na capella-m6r da egreja ha, do lado esquerdo. uma
porta que vai ter a um corridor de abobada, que conduz A
sachristia, a qual 6 assoalhada de tijolo. Vd-se ahi o retrato
do bispo D. Fr. Antonio do Desterro, que mostra ter sido feito
em 4poca rem)ta, e o do bispo D. Jos4 Joaquim Justiniano Mas-
carenhas Castello Branco. Ha na sachristia uma roda pela qual
se recebemos ornamentos paraos acts da egreja. Na portaria
ha um salao que temn communicagao coin um grande pateo
quadrangular, que apresenta, na parede da frente cince janellas
corn grades e rot las, o qie se nota em todas as janellas do
convento. Tres daquellas janellas constituent a cella official da
abbadessa. Na face fronteira ha cinco janellas de cells, e nas



I Junto a esta face, por biexo do dormitorio das religiosas con-
struiu-se no tempo de EI-Rei, un quarter para a 3^ compaahia da guarda
da policia, e uen deposito de armas do lo batalhaio de caeadores, co-
nhecido vulgarmente pelo nome de batalhio dos Henriques.


AJU








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faces lateraes quatro. VA-se em uma dessas faces, no primeiro
pavimento, quatro portas que abrem para pequenas salas, que
sio os parlatorios ondi as freiras veem fallar a saus parents.
Esses locutorios constam de duas grades separadas per um
espaqo de mais de 10 palmos de extensao. 0 patea communi-
ca-se por tres arcos de padra corn um salao, onde existe ao
lado direito uma porta que vai ter ao interior do mosteiro;
ha nest, salRo duas rodas, que estio ao cargo da Madre
porteira.
AJUDA (N, S. da). Assim chamou-se o primeiro enge-
nho para a fabricacao de assucar, fundado no Estado de Per-
nambuco nos arredores da cidade de Olinda. Denomina-se
hojo Forno da Cal.
AJUDA DE TRES PONTAS (N. S. da). Parochia do Es-
tado de Minas Geraes. Vide Tres Pontas.
AJUDA DA JAGUARIPE ( N. S. da). Parochia do
Estado da Bahia. Vide Jaguarips.
AJUDANTE. Ilha na Bahia do Rio de Janeiro, entire as
ilhas do Ananaz e das Flores. Em algumas cartas figure corn o
nome de ilha da Semana.
AJUDANTE. Igarap6 do Estado do Para. banha o mun. de
Mazagao e desagua pela margem esq. do rio MutuacA.
AJUDAS. Rio do Estado de Minas Geraes, aff. do S. Fran-
cisco. Da sua confliencia fizeram as Leis Provs. ns. 1581 de 22
de julho de 1868 e 2930 de 23 de setembro de 1882 partir a linha
divisoria entire as fregs. de Piumhy e Bambuhy. Recebe o rio
das Araras e o corrego Vertente.
AJUNTA-AJUNTA. Rio do Estado do Minas Geraes, aff do
ribeiro do Inferno, que o 6 do Jequitinhonha ; no mim. do ci-
dade da Diamantina. E' formado pela reuniao dos corregos de-
nominados: Rio Grande e Pururuca. Corta a estrada da
Diamantina ao rio Vermelho e recebe o Quatro Vintens, Ponte
Queimada, Theotonio e Curralinho.
AJURAPEA. Pico da Serra Geral, no mun. de S. Fran-
cisco e Estado de Santa Catharina.
AJURIM. Riacho do Estado do Amazonas, desagua na
margem septentrional do rio Negro pouco superior ao sitio, em
que pela primeira vez sealdeiaram os Tarumas.(Dr. Alexandre
Rodrigaes Ferreira.) Tambem escreveu Ajurim e Ayurim.
AJURU. Ponta na margem dir. do rio Negro e Estado do
Amazonas ; entire esta ponta e a Boiadora existem a meio rio
umas pedras a que chamam Pudiari. (J. L. Souza Coelho.
Relat. sobre os povs. do Rio Negro, 1861.)
AJURUA. Serra do Estado do Para, na magem jir. do rio
NhamundA, trib. do Amazonas. E' separada da serra de Mati6.
pelo rio Dacuary.
AJURICABA. Rio do Estado do Amazonas, na margem
esq. do rio Negro, entire o rio Padauiry e o riheiro AujurA. Ahi
teve sua malocao famoso principal dos Manios. eAjuricaba 6 o
nome do celebre principal do ManAos, qiue, ao sold dos hollan-
dezes, commetteu no Rio Branco diversas c)rrerias contra os
estabelecimentos portugnezes, que invadia, arrancando dalli os
indiospara (.sconduzir as feitorias hollandezas no Surinaine.>>
O Dicc. de AraujoAmazonasdiz : Ajaricabn. Vide Hihiad.
AJURURIS. Selvagens do Estado deMattoGrosso. < Tribu
bravia, escreveu em 1846 o coronel Ricardo Jardim, qua long
de chegar a. falla, pratica sempre que pode hostilidades e de-
predacoes, o que obrigou-me no anno passado, a rquerimento
dos moradores, a mandar postar no dito arraial (o de S. Vicente
Ferrer, no mun. de Matto Grosso) um destacameno de ia linha,.
AJURY. Ilha do Estado do Amazonas, no rio Japurd pro-
xima das ilhas Macupiry e Nova Ajury.
AJUSTE. Serra do Estado da Bahia, entire Macahubas e
Riacho de Sant'Anna.
AKE. Rio do Estado do Amazonas, na margem dir. do rio
Negro. acima de Marabitanas, entire os rios Tumo e Itacapd.
(Araujo Amazonas.)
ALADAR. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o
mun. do Serro a desagua no rio Lucas (Inf. loc.).
ALAGADIQO. Log. do termo de Itabaiana no Estado do
Sergipe.


ALAGADIQO. Pov. na margem dir. do S. Francisco, na
part desse rio situada entire o log. denominado Pau da Historia
e Juazeiro. Atraz dessa pov. e da da LagSa, para o S., fica o
serrote do Pinto (Halfeld).
ALAGADIQO. Ilha no rio S. Francisco. Pertence ao mun.
do Remanso do Estado da Bahia.
ALAGADIQO. Rio do Estado de Minas Garaes, banha a
freg. de S. Domingos de Arassuahy e desagua na margem dir.
do rio Jequitinhonha.
ALAGADIgO DAS GUARIBAS. Lagoa do Estado do Ceara.,
no Siup6.
ALAGADIQO GRANDE. Log. do Estado do Ceara no term
da Capital.
ALAGAD). Ribeirio do Estado de Goyaz, banha o mun.
de Santa Luzia ; reune-se com o Ponte Alta e juntos vdo para
o Corunimb. Recebe o corrego da Ponte do Meio < Querem alguns
que seja confl. do rio Corumba, tendo por trib. o Ponte Alta ;
mas 6 trib. deste da margem oriental. Recebe as aguas do
varies corregos, como sejam o Samambaia e o corrego do Meio.
-J. M. P. de Alencastre. Diccionanrio. (Msc. da Bibl. Nac.)
ALAGADO. Pequeno rio do Estado do Matto Grosso, des-
agua na margem esq. do Araguaya, ao S. da ilha do Bananal,
em frente da pov. de Monte Alegre. E' mencionado nas cartas
antigas. 0 teneate-coronel Moraes Jardim affirma nao s6 nio
ter encontrado semelhanta rio, como ainda que, nem os indios
nem os praticosdo Araguaya deram-Ih- delle noticia. 0 Dr. S.
da Fons-ca faz delle mene o em saa Viagein ao redor do Brasil
p. 86, e no seu Dice. (cit) diz : ( Ribeirao aft. esq. do Ara-
guaya, entire os rios dos Barreiros e Chrystallinoa. Ap6s umn
curso de 80 a 103 kils. sahe acima do porto da Piedade.o Em
um Mappa Geog da Capitania da Villa B>i de Goyaz, 1819
(Arch. Mil.) acha-se figurado esse rio desaguando acima da
foz do Chrystalino.
ALAGADOS. Log. doEstado do Rio do Janeiro, na freg.
de S. Francisco Xavier do mun. de Itaguahy.
ALAGADOS. Sbo assim denominados dons pequenos re-
cites, situados a SSO de Itassepanema, na costa Ido Estado da
Bahi s. Ternm entire si um canal de 15 metros do profundidade,
chamado Boqaeirdo Pefquen. <
Mouchez, fica a E. 20 N. da egreja de Santa Cruz e f6rma a
part- Norte do grande passo. Ao tocar-se nesses recipes, achar-
se-ha 12 a 15 metros do lado do largo e seis a oito do lado de
terra.>) A duas milhas 1/3 ao SO 1/4 S dos Alagados lica a deno-
irinada Baixinha da, Cords Vermelha.
ALAGADOS. Um dos quatro canaes que, segundo W. Ro-
berts, atravessam o banco fronteiro do estuario de Caravellas,
no Estado da Bahia. Video Caravellas.
ALAGADOS. Rio do Estado do Parana, banha o territorio
de Santo Antonio do Imbituva e desagaa no rio dos Patcs.
ALAGADOS. Rio do Estado de S. Catharina, na estrada
de Lages, entire os Campos do Figueiredo e a colonial de Santa
Thereza.
ALAGAMAR. Ilha e pov. do Estado do R. G. do Norte, no
mun. de MacAo.
ALAGAMAR. Pov. do Estado de Sergips, no mun. de
Pacatuba.
ALAGAMAR DE DENTRO. E' o nome de uma lag6a, onde
nasee o paquieno rio Mangue Secco, qu atravessa o Estado do
Ceard. Ternm esia lagoa grande extensio e serve de origem nao
so a esse rio conmo a oatros que conflu-mn no Braco Quebrado
e Tapagd.
ALAG5A. Parochia do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Ayuruoca, na raiz da serra da Mantiqueira e carcada por
todoos lados de ramilfcao5es da mesma serra, que tomarn
diversas direcues. A pov. 6 abastecida de agua pelo rio
Ayuruoca e pelo riacho Prateado. (( E' nesta freg., diz o
Sr. Bernardo Saturnino da Veiga (Almanak Sul Mineiro.
1834) que estA o Itatiaya (Agilhas Negras), o ponto mais
elevado da Serra da Mantiqueira e do Brazil, distant da side
da parochia seis leguas. Nascom aqui os seguintes rios:
Ayuruoca, a cinco leguas, na serra N.-.-'. (Mantiqueira), passa
dentro da pov., tendo unidas suas agaas as do ribeirao Ver-
melho, que tambem vem da Mantiqueira; o rio Preto, que
desde sua nascente marea a divisa entree Minas e Rio de
801


ALA


ALA









- 33 -


Janeiro, origina-se na serra do Itatiaya (Mantiqueira), a duas
leguas, e que corre nessa distancia na freg. Nao sio s6mente
estes factos, realmento interessantes, que tornam notavel a
rica pordn esquecida freg. da Alag6a. 0 solo da parochia tern
importantes minas do ouro, e affirma-se que tambem de ferro,
cobre, estanho, chumbo, mercurio, platina e bismutho, tudo
porem inexplorado e s6mente conhecido por varias noticias,
que todavia merecem fe. Na serra de Santo Antonio ji fune-
cionou uma important companhia de mineragco, quo de-
spendeu muitas dezenas de contos, segundo nos informnaram,
realisando brabalhos custosos e do importancia, construindo
um grande tunel para mudar o leito do rio Santo Antonio, etc.
Entretanto por falta de capitaes esti sem continuar ou extinct
bato, Operangosa empreza! Em julho de 1843 os cidadaos Joao
Baptista da Fonseca Nogueira e Virgilio da Fonseca Nogueira,
intellieantes e diatincaos fazendeiros, filhos do linado capitao
Manoel Joaquim Nogueira, descobriram uma important e
Sreciosa mina. de plombagina j ;,....:r. em suna fazenda de
ntra Morros, que fica a % de legua da pov. As arnostras ja
form estudadas scientificamente, sendo o prodacto julg'ado
deo excellente nualidade, e 6 de esperar que este facto pode-
_ rosamente ecncorr npara o progress- desta notavel e opulent
freg. >> A freg. tern de exteins"o N. kS. cerca de 48 kils. e de
E. a 0. 42. Os terrenos slo pela cn6r part montanhosos,
cobertos do mattas e muito sujeit*o a geada. Ha notavel
abundancia de madeiras de constriica i, taes como jacarandil,
massaranduba, cangerana, cedro, perob&., pinho, etc. A cultural
de cfroas n principal.-planatando-se .tambem fumo. Nao se
plant canna que entretanto daria ahi perfeitamente. En-
gorda-se muito gado e porcos para e "iortac~o, e fabrica-se
queijo em quantidade, sendo vendidos 1em Rezende e outros
logares visinhos. Ha muita caca de matto, notando-se
centre as da ultima qualidade, oncas pardas, antas, etc.
Abundamin as fructas propriis rlo., limas\ frios, especialmente
as macas e ameixas pretas, que sao exce'lenbes. Possue duas
fabrics de vinho, que 4 todo consummid na pov. Saa egreja
matriz tern a invocagao de N. S. do R, ario e depend da
diocese de Marianna. Foi creada freg. pest Let Prov. n 728
de 18 de maio de 1855. Tern duas eschs. p bb1s. de inst. prim.,
tendo sido a do sexo feminine creada pela Lei Prov. n. 2468
de 23 de outubro de 1878. Agencia do co 'reio. Pertence ao
1i dist. eleitoral, cuja sede 4 a cidade de\ Pouso Alto. Em
1881, alistaram-se nella 28 eleitores. Ao N.)da freg. existed o
pov. dos Nogueiras, que tern mats de 30 cases, habitadas por
modestos lavradores. Sobre suas divisas vide. entire outras, a
Lei Prov. n. 2818 deo25 de outubro de 1881 (Vrt. IV).
ALAG6A. Log. do Estado do Ceari, nos subprbios da cidade
da Granja.
ALAG6A. Log do Estado do Cearal, no de Vigosa.


ALAG5A. Arraial distant cerca
Paracatfi, no Estado de Minas Ge
invocadio de Santo Antonio,
a 800 almas. Vide Alagda dc Santo .


da cidade de
egrejinha da
la pop. de 600


ALAG6A. Serrota do Estado do R. G. do No;tte, no mun.
da Imperatriz.
ALAG6A. Serra do Estado do Parahyba to Nornte, no mun.
da cidade de Souza.
ALAG6A. Riacho do Estado do Ceara, no mun. d6 Pereiro;
desagua no riacho do Correia, aff. do Salgado. \
ALAG6A. Riacho do Estado do Rio de Janeiro, des gua na
lagba de Boacica (Ayres de Casal.).
ALAG6A. Rio do Estado de S. Paulo, nasce na sekra do
Mar, banha o mun. de Ubatuba e desagaa no Oceano.
ALAG6A. Corrego do Estado de Goyaz, banha o mud. de
Santa Lazia e desagia na margem esq. do ribeirio Santa hMSria
ou Palmital. (Inf. loc.) Do mesimo mun. nos informam ha er
um outro corrego da Alagoa, aff. da margem dir. do rio V-
melho. trib. do S. Bartholomeu.
ALAG6A CAVADA. Pov. do Estado do Piauhy, no mun.
de Marvio.
ALAG6A 0MPRIDA. Pov. do Estado de Pernambuco,
no mun. da Victoria, corn uma each. mi creada pela Lei
Prov, n. 1517 de 11 de abril de 1881. .
DIco. Gosoo. 5


ALAG6A D'AGUA Log. do Estado do R. 0. do Norte, no
mun. de Canguaretama (Inf. loc.).
ALAG6A DA MATTA. Log. do Estado do Piauby, a 36
kils. da capital do Estado.
ALAG6A DA ONQA. Log. no termo do Bom Jardim do
Estado de Pernambuco.
ALAG6A DA PALHA. Log. do Estado do R. G. do Norte,
no mun. de Goyaninha.
ALAG6A DAS BOIADAS. Log. do Estado do R. G. do
Norte, aos limits da freg. de Porto Alegre.
ALAGOA DA SERRA. Log, do Estado de Pernambuco,
no termo da Pesqueira.
ALAG6A DAS PEDRAS. Log, no Estado do Ceara, corn
uma capalla filial da matriz de Aquiraz.
ALAG6A DE BAIXO. Villa e mun. do Eslado de Per-
nambuco, na cornm. de Cimbres, em uma elevac.o 6 margem.
esq. do rio Moxoto, a 580m de altura; clima agradavel, ter-
reno secco, boa edificailo; egreja matriz pequena, mas ele-
gante, cemiterio; commercio animado, mais de 150 fazendas
de crianio, algodao, milho, feijio e mandioca. minas de salitre e giz de differences cores; hyerogliphos a
inscripgoes nas serras Jabitack e Velha Chica, no riacho Bar-
riguda e sitio Selel4. A villa fica a 110 kils. de Cimbres, a
20 do territorio da com. de Alagba do Monteiro, no Estado
da Parahyba, e a 330 da pov. de Sant'Anna, em Alagbas,
ponto mais proximo da villa nesse Estado. >) Por suas divisas
correm os riachos Quitimbd, do Mel e Cupety o a serra da
CarapuQa. E' ligada a S. Jose do Egypto e a Buique por ostra-
das. Calcula-se a pop. do mun. em 6.000 habs. Orago N. S.
da Conceicao e diocese de Olinda. Foi creada freg. pelo art. I
da Lei Prov. n. 93 de 4 de maio de 1842; incorporada ao
termo de Cimbres e cor. do* Brejo pela de n. PIl de 2 de
maio de 1843; transferida sua sede para a capella filial de
Geritac pela de n. 444 de 2 de jnho doe 1858; restaurada
pela de n. 639 d de junho de 1865; olevada a villa polo
art. 11 da de n. 1093 de 24 de maio de 1873; installada em
29 de abril de 1878. Tern duas eschs. publs de ist. d prim.
Agencia do correio. Pertence ao 12o dist. eleitoral, cuja sdde
4 a cidade de Pesqueira. Em 1881, alistaram-se nolla 45 elei-
tores. Comprehend as povs. Cupety, Geritaco, Breginho e
Samnambaia, alam de outras. Sobre suas divisas vide, ontre
outras, a Lei Prov. n. 93 de 4 de maio de 1842.
ALAGOA DE CUNCAS. Log. do Estado do Geara, no mun.
de Milagres.
ALAG6A DE DENTRO. Pov. do Estado do Ceara. no mun.
de S. Matheus (J. Pompeu. Chorogr. 1888.).
ALAG6A DE DENTRO. Pov. do Estado do Parahyba do
Norte, no term da Independencia, ao nascent e na distancia
de 30 kils.
ALAG6A DE PEDRO DIAS. Log. do Estado do Parahyba
dno Norte, no mun. d Campina Grande.
ALAG6A DE SANTO ANTONIO. Arraial do Estado de
Minas Geraes no mun. de Paracatd; corn uma esch. publ. creada
pela Let Prov. n. 2912 de 25 de setembro de 1882, uma egregi-
nha da invocacao de Santo Antonio, urnas 70 casas e uma pop.
de 600 a 800 almas. Dista cerca de novel kils da cidade de Para-
catd.
ALAG6A DO ARROZ. Log. do Estado do Parahyba do
Norte, no mun. de Mamanguape.
ALAG6A DO BARRO. Log, e riacho do Estado do Ceara,
no termo da Villa Viqosa.
ALAG6A DO BE. Pov. do Estado do Parahyba do Norte,
no mun. de Souza, proximo da margem dir. do rio do Peixe.
ALAGOA DO BE. Lagba do Estado do Parahyba do Norte,
no mun. de Souza.
ALAGOA DO CAMiARk. Log. do Estado do Ceari, no muun.
do Pereiro.









ALA 3.- 34

ALAG6A DO CANTO. Pov. do Estado do Parahyba do
Norte, na com. do Brejo de Area, 33 kils. a E. desta cidade.
ALAG6A DO CARRO. Pov. do Estado de Pernambuco, na
freg. de Santo Antonio de Tracunhaem, com. e term de Naza-
reth; cornm duas esch. publs. de inst. prim. creadas pela Lei
Prov .n. 970 de 10 de abril de 1871. Uma estrada liga-a ao
Limoeiro.
ALAG6A DO CURRAL. Log. no term de Buique do Es-
tado de Pernambuco.
ALAGOA DO EMYGDIO. Dist. policial do term de Bom
Conselho, no Estado de Pernambuco.
ALAG6A DO MARY. Pov. do Estado do Parahyba do
Norte, na com. doBrejo d'Area, 40 kils. a E, desta cidade.
ALAG6A DO MONTEIRO. Villa e mun. do Estado do Pa-
rahyba do Norte, sede da com. de seu nome, assents em terreno
igual e docemente inclinado, A margem dir. do rio do Meio.
A menos de urnm kil. esti a pequena lag6a, que, recebendo o nome
do primeiro habitante do logar, o deu a villa. Orago N. S. das
Dbres e diocese de Olinda. Foi creada parochial pelo art. I da
Lei Prov. i. 194 de 4de setembro de 1865. Elevada A cathegoria
de villa pelo art. I da de n. 457 de 28 de junho de 1872. installada
em 20 de janeiro de 1.873. E' com. de primeira entr. creada
pela Lei Prov. n. 550 de 5 de setembro de 1874 e classificada
pelo Dec. n. 5845 de 2 de janeiro de 1875. Comprehende o term
de seu nome. Tern duas eschs. publs. de instr. prim. Agencia do
correio. Pertence ao 40 dist. eleitoral, cuja sdde 6 a cidade do
Pombal. Em 1881, alistaram-se nella 149 eleitores. Lavoura de
algodio e cereaes. Criaqao de gado. Sobre suas divisas vide
art. II da Lei Prov. n. 457 de 28 de junho de 1872 ; art. II da de
n. 194 de 4 de setembro de 1865. Comprehend o dist. de S. Se-
bastiio do Umbuseiro, e os povs. S. Thomr, Boi Velho e
Fundao.
ALAG6A DO,NORTE. Era assim antigamente designada a
actual villa de Santa Luzia do Norte, no Estado das Alag6as.
Vide Luzia do Norte.
ALAG6A DO PAU. Antiga pov. do Estado do Parahyba do
Norte. E' hoje a villa e s6de da com. de Alagoa Grande.
ALAG6A DO PELO SIGNAL. Log. no mun. do Pianc6
do Estado do Parahyba do Norte.
ALAG6A DO REMIGIO. Pov. do Estado do Parahyba do
Norte, no mun. de Area.
ALAG6A DOS CABOOLOS. Log. do Estado do Parahyba
do Norte, no mun. de Campina Grande.
ALAG6A DOS GATOS. Dist. do Estado de Pernambuco.
Em virtude do art. II da Lei Prov. n. 701 de 2 de junho de
1866 formou cornm o dist. de Panellas uma freg. corn esta in-
vocaqlo. Foi incorporado ao term de Caruard pela Lei Prov.
n. 882 de 23 de junh6 de 1869.
ALAG6A DOS MOC6ES. Log. do Estado do Parahyba do
Norte, no term de Alagoa do Monteiro.
ALAG6A DOS MORROS. Serrote no mun. do Pau dos
Ferros do Estado do R. G. do Norte.
ALAGOA DOS NEGROS. Log. no mun. de Acarahd, do
Estado do CearA.
ALAG6A DO VICENTE. Log. do Estado do Parahyba do
Norte, na freg. do Born Conselho e term da Princeza.
ALAG6A GRANDE. Villa e mun. do Estado do Parahyba
do Norte, sede da com. de seu nome, a 20 kils. da cidade de
Ar6a e a 144 da capital, ao p6 da serra Borborema. La-
voura de cafd, fumo, canna do assucar e cereaes. Orago N. S.
da Boa Viagem e diocese de Olinda. Foi creada dist.
do mun, d'Area pelo art. III da Lei Prov. n. 5 de 9 de junho
de 1847 e parochia pela Lei Prov. n. 38 de I de outubro de 1861,.
Elevada a cathegoria de villa pelo art. I da de n. 129 de 21
de outubro de 1864, que incorporou-a ao term d'Area ; instal-
lads em 26 de julho de 1865. E' comn. de primeira entr.,.
creada pelas Leis Provs. ns. 550 e 551 de 5 de setembro de 1874'/
e classificada pelo Dec. n. 5845 de 2 de janeiro de 1875. Com-(
prehende o term de seu nomee o de Alagoa Nova. Foi term,
da com. da Independencia em vitude da Lei Prov. n. 362 de
de abrilde 1870. Pertence ao 20 dist. eleitoral, cuja s4de 6 a
cidade da Campina Grande. Em 1881, alistaram-se nella 97


S/ ALA

eleitores. 0 mun. 6 reg o plos rios Mamanguape, Mandahi,
Urucu, al6m do outros iachos de somenos importancia. Sobre
sas divisas vide: ar II da Lei Proy. n. 38 de i de outubro
de 1861; Lel Proy n 115 de 17 de dezembro de 1863; art. II
da de n. 129 de 21 outubro de 1834. Agencia do correio.
Esehs. publs. de instr prim.
ALAG6A. GRANDE. tado de Pernambuco, na
frg de N. S.da Gloria e termo do Espirito
Santo (Pau d'ho); corn maub de inst. prim.
creada pela Lei Prov. n 834 de 2 aio de 1868.
ALAG6A NOVA. Vill e mun. do Estado do Parahybado
Norte, na com. de Ala 'Grande sobre a serra Borborema,
a 18 kils. de Aa e Lag Grande e a 168 da capital. Esses
res muns. rmam urn verdadeiro triangulo. Urago Santa
Anna e dioese de Olnda. i creada parochia do term de
Campina Grande pela Leip ou1. 6 do 22 de fevereiro de 1873;
elevada A cathegoria de la pela de n. 10 de 5 de setembro
de 1850; installada em 2-de evereiro de 185. 0 rn. tern
10.000 habs., queoempreg o de 8 O m. te
0.00sucar 0 cereaes. Foi dempremse na cultural do caf4, fumo, as-
parada A da Alaga Gr membrada da com. d'Arga e incor-
porada A da Alagoa Gnd _, g
setembro de 1874. Term duas escs pb d inst. pri
Agencia do correio. Peeanca s eo he., pube -e ins.: prim.
a cidade de Arre. E nee ao 30 dist. electoral, cuja s6de 6
a cdade suas divisas oEr I, aistaram-se nella 67 eleitores.
Sobre suas diovisas con os muns.Jvisinhos vide : Lei Pryov. n. 27
de 23 de novembro do a855 ;n. 105 de 1i de dezembro de 1863;
n. 032 do 22 de outubro a0 ,
ALAG6A NOVA DA CONCEIQAO. Dist. do term da Con.
ceiaio, no Estado do Parahyba do Norte.
ALAG6AS. Est do do Brazil, no littoral, entre o ocean e
os Estados de Pern mbi'ec,Bahia4 -e Sergipe. Acha-se situado
entire 80 55' 30" e 50 28' 50" de Lat. S. e entire 270 27' e 280
58' de Long. 0. dy Rio de Janeiro, segundo as observances do
bardo de Roussin e do capitgo de fragata Philippe Jos6 Fer-
reira.-A area d tse Estado tern sido diversamente avaliada:
o Dico. Geogr. le Saint Adolphe avalia-a em 5.200 leguas
quadradas; o seriador Candido Mendes em 2.356 leguas qua-
dradas; o sena or Pompeu em 2.035 leguas quadradas; o
eng. Carlos de M'ornay em 909 leguas quadradas de 20 ao grao
ou 27.592 kils. quadrados; eng. Carlos Krauss em 650 leguas
quadradas; a cPmmissio da Carta Geral do Imperio em 58.491
kils. quadradoB. 0 eng. Hermillo Alves diz: ( Considerando o
Estado como u n triangulo rectangulo, cuja hypothenusa seja a
linha que liga. pelo centre, ou pelo interior, a barra do rio
Pirassununga7 no ocean, corn a barra do rio Moxot6, no
S. Francisco sa hypothenusa tera pouco mais de tres graos
ou cerca de I leguas de 20 ao grao, ea altura do triangular
cerca de 30 1 ua soi J 30'. Acceitando como bons esses dados,
a superficie serA de 930 leguas de 20 ao grao ou
28.504 kils. m ,ltado mui proximo daquelle a que
chegaram o csaus frnay. Este process me parece ser
no estado s conhecimentos geographicos do -Estado,
o que pod arn resultado menos erroneo.- 0 Estado 6
algum taqrto montanhoso, banhado por diversos rios e cornm um
grande n mero de .lagas.- < E' em geral salubre. Sen clinia
. quente .humido e o solo em part ainda coberto de grandes
mattas e/profusamente regado. As evaporagces paludosas nas
margenf dos rios e alagadicos, principalmente no comego da
esta oe almosa, occasional febres intermittentes, remittentes
e acci entes perniciosos. As febres biliosas climaticas e a dy-
sentetia sao muito frequentes durante o verao. As febres
erup vas (variola e sarampao) ahi fazem visits periodicas e o
beriberi manifesta-se sporadicamente. A morphda 6 rara. Em
185a foi o Estado invadido pela febre amarella. 0 cholera-
m rbus invadiu-o em 1855 e 1862.) (Dr. Martins Costa). Os
renatorios presidencies do ultimo quinquennio, attestando ser
sa isfatorio o estado sanitario do Estado, apenas mencionam
a molestias do apparelho respiratorio, as febres palustres e a
;ariola, como as enfermidades que mais prejuizos causam A
pop. A variola .em fins de 1884,manifestou-se corn grande in-
tensidade na cidade do Passo do Camaragibe e na villa do
Muricy.- Sobre a orographia do Estado diz o Dr. Espindola,
na sua Geogr. Alagoana, o seguinte: < 0 system orologico
do Estad6, quanto As serranias que bordam o rio S. Francisco,
4 o mesmo da .Borborema, cujo n6 ou centro 6 a serra Araripe,
que dista 30 le s.As, do salto grande da cachoeira de Paulo
jjjW rte a Borborema propriamente dita, que








- 35 -


depois de ter atravessado mais de 50 leguas do sertao dos
Estados de Pernambuco, do Parahvba e do R. G. do Norte,
fenece perto do cabo de S. Roque; a Ibiapaba que separa o
Estado do Piauhy do do Ceara e fenece junto ao Atlantico e a
dos Carirys que dirige-se para o S. e, chegando A margem
occ. do rio S. Francisco, atravessa-o no logar das cachoeiras
para estender-se de novo pela margem opposta, offerecendo di-
versas abras, quer de um, quer de outro lado. Quanto As de-
mais serranias do Estado, de nenhum outro system especial
fazem part, constituindo apenas um grupo que deve ser con-
siderado pertencendo ao system geral.) Dantre as sierras do
Estado sio dignas de mengdo as seguintes: dos Padres, do Olho
d'ayua, da Cachoeira, da Matta Grande, Cumbe, Pedra
d'agua. Charneca, MAIalung, Pdo de Assucar, Maraba, Priaca,
ExrA, Bananal, Riachao, Barriqa, Lino, Mlacuca, e diffe-
rentes outras.-Os rios desse Estado correm em geral, para o
oceano e para o S. Francisco. Este, que sep tra-o do Estado
de Sergipe, recebe nelle, entire outros, o Moxot, que separa-o
de Pernambuco. Xing6, Panema, Traipd, Itiuba, Boassica. e
Ptauhy. Alm do S. Francisco e dos seus affs., 6 o Estado
regado pelo Paraheyba e Mundahi, que nascom em Pernambuco
e desaguam no oceano; o Santo Antonio Grande, que nasce
porto da serra Mariquita; o Santo Antonio Pequeno, que nasce
ao S. da serra do Ouro ; o Camaragibe. Manguaba, Cururipe,
S. Miguel, Sumauma, Poxim, Jequid e Una. todos a excepfAo
do Sumauma, que fence na lagba Manguaba, desagnam no
Atlantico. 0 Po1 i 1, r- oebe o Porangaba, Cassamba e
Parahybinha; *'.. 1 ,. ,- recebe o Satuba, Carrapati-
nho, o Canhoto; o Camaragibe recobe o riacho Bonito e
o Galho do Meio; o Sumanuma recobe o Utinga; o Cururipe
recebe o Panella, e o Lunga ; o JequiA recebe o Santa
Luzza e o Cabutan; o Una recebe o Jacuhipo ; o Manguaba
recebe o Tapamund4, Mocaitd, Cannavieiras, Comandatuba,
Piabas e Jtndid.-Sao em grande numero as lag'as do Estado,
As quaes deve elle o seu nome. Mferecem mencao as seguintes :
Mundahu' ou-do Norte, Manguabi ou do Sul, Jequid, Escura,
Taboleiro, Aguaxuma, Timbd, Pacas, Doce, Comprida, Azeda,
Jacaracica, Boassica, Egreja, etc. As duas primeiras sAo nave-
gavels por barcagas, embarcaqc6e miudas e vapors de pequeno
calado, os quaes partem do Trapiche da Barra para as cidades
de Alagdas e Pilar.- A costa offereco as seguintes pontas:
Picdo, perto da barra do Santo Antonio Grande e entire os
riachos Sapucahy ao N. o Saussuhy ao S. ; do Prego, ao N. da
pov. de Pioca e entire o Santo Antonio Mirim e o riacho Saus-
suhy; a Mirim, perto do rio do mesmo nome ; a Verde, ao NE.
da capital e a de Jaragud mais ao S. ; a de S. Miguel na barra
do mesmo nome; a Azeda ao S. desta ultima. Na lagda do
Norte existem a do Frechal, da Ponta Grossa, da Pacavira e
do Cadds.-As ilhas desse Estado dividem-se em ilhas do rio
S. Francisco e ilhas das lagdas MundahAi e Mangiaba. As do
rio S. Francisco subdividem-se em ilhas do alto e baixo rio,
segundo acham-se alim ou Aquem da cachoeira de Paulo Affon-
so. Carecendo muitas dellas de importancia o sendo quasi
todas partencentes a particulares, deixaremos de mencional-as
aqui.-Os portos, enseadas e ancoradouros mais importantes
sio : a enseada de Jaragud, que 6 o porto mais frequentado do
Estado, abrigando-se nelle os navies contra a violencia das
vagas, que se quebram nos recipes que o guarnecem pela m6r
parts a Lrste; o ancoradouro da Barra Grande, reputado por
muitos como melhor que o de Jaragui; o porto do Penedo, na
mrr-,rnm do rio S. Francisco: a enseada da Pituba, na foz do
rn.. i ........; o porto de S. Miquel, perigosissimo; o do Batel,
na barra do Coruripe; o da Pajussara, pouco distant da Ponta
Verde; o do Francez. a 12 kils. da capital, etc. Tern um
unico pharol, o de Macci6, situado na ponta 0. da montanha
sobranceira A cidade, distant do ancoradouro dos navies cerca
de uma milha, na Lab. S. de 90 39' 20" S. e Long. de 70 26' 30"
0. do Rio de Janeiro. Entre as produces agricolas do
Estado occupam o primeiro logar a canna de assucar e o algo-
dao. ina nm grande numero de engenhos e officinas eipeciaes
para o descaroqamento do algodao. A industrial do tecido 6
tambem exercida em tPares a mio per centenas de families
pobres : os saus products sao : redes brancas ou tintas, quasi
sempr, ornadas corn lindas varandas de rendas e estofos gros-
seiros. Entre as pequenas industries notam-se as uripemas on
ou peneiras, fabricadas com a casa da uruba, as cestas de cip6
e hastes de maracujAseiro, os balaios de avenca e aricuriseiro,
as bolsas, cintos e chap6os de algodao. Em trabalhos de ma-
deira encontram-se no Esvado specimens do que ha de melhor
entire as producQ5es nacionaes desse genero. Entre os principles


products de exportagAo do Estado avultam : assucar branco e
mascavo, alzodaio em rama, aguardente, arroz em casca e pila-
do, azeite de mamona, cocos, couros salgados e seccos, farinha
de mandioca, feijao, paina de barriguda, mel de fumo e de
abelhas, milho, olIo de copahyba, pAu-brazil, etc. Ha duas
alfandegas a de Macei6 e a do Penedo.-A industrial ainda so
acha em principles de desenvolvimento. Alem da fabric de
tecidos de Fernao Velho, da qual trataremos no logar compe-
tente, conta o Estado uma de sabao em Pajussara, duas fun-
dio6es, mais uma fabric de descaroqar algodao, de motor a
vapor, e outras de extraccao de oleos, as quaes progridem,
ainda que lentamente.-Possue as seguintes estradas de ferro :
a Central, autorisada pelo Dec. n. 7517 de 18 de outubro
de 1879, a qual comega em Macei6 e terminal na villa da Impe-
ratriz, tendo sido inaugurada ate essa villa a 3 de dezembro
do 1884: t'm 88k,000 de extenseo ; a de Paulo Affonso, cujo
ponto inicial 6 Piranhas ; foi em today a sua exteusAo aberta
ao trafego em 2 de agosto de 1883, quando teve logar a inaugu-
raco do trecho entire Moxoto e JatobA: tern 116k,802 de exten-
sao e pertence ao Estado; a do Jaragud ao Bebedouro, corn
I0k,000. Projecta-se a construcgao de urea outra entire a cidade
do Pilar e a villa da Assemblla.-A situaqco financeira desse
Estado, como a de quasi todos os da Republica, nAo 6 pro-
spera : os deficits avolumam-se de anno para anno produizindo
um obstaculo permanent at6 mesmo para occorrer as despezas
ordinarias. A divida passiva do Estado, segundo o ultimo
Relat. de '5 de abril de 1887, elevava-se A q antia de i.l", *11 11' .
-0 deficient recenseamento de 1872 deu a esse Estado uma pop.
de 341.316 habs. Em 1886 havia no Estado 157 eschs. publs. do
inst. prim., sendo 69 para o sexo masculine, 64 para o feminine
e 24 mixtas, frequentadas per 4.928 alumnos. Possue ainda um
Lyceo qie conta nove cadeiras, sendo quatro de linguas e cinco
desciencias ; e uma esch. normal, croada pela Lei Prov. n. 424
de 18 de junho de 1861 para aprendizagemn do professorado de
primeiras lettras e installada em 9 de junho do 1869. Ha ainda
duas aiulas de latim e francez no Penedo, sete collegios particu-
lares, sendo seis na capital e um naquella cidade. A 3 de fevereiro
de 1884 comecou a funccionar no Lyceo Prov. um Lyceo de
Artes e Officios, fundado pelo president Magalhaes Salles corn
auxilios populares. Tern o Estado uma Bibliotheca corn porto
de 8.090 vols. e um Instituto Archeologico e Geographico,
fundado a 2 de dezembro de 1869 e cuja missao 6 tornar conhe-
cidas as riquezas naturaes do Estado einvestigar os facts me-
moraveis de s"u glorioso passado. Conserva esse Institute um
musfo compost de preciosas colleccoes de mineralogia, numis-
matica, archeologia, paleontologia, anthropologia e outros ramos
das sciencias naturaes; e uma bibliotheca de mais do 3.000
vols.- Em 1886 tinha 16 corns. e 26 termos.- Faz part da
diocese de Olinda ; tinha naquelle anno 31 parochias.-Divide-
se em cinco dists. eleitoraes cujas sedes sao : Macei6, Camara-
gibe, Atalaia. S. Miguel e Penedo. Sua represeutagAo constava
de dous senadores, cinco deputados geraes e 30 provinciaes.-
A capital 4 Macai6, pouco distant do soeu porto denominado
JaraguA: corn 14.000 habs., floresconte commercio: important
palacio, em que funccionam a Assemblia Prov. e a Bibliotheca;
bella egreja matriz, situada em uma eminencia; Lyc6o, Insti-
tute Alagoano; Santa Casa da Misericordia; Asylo de N. S.
do Born Conselho. Possue apraziveis arrabaldes, como a pov.
do Trapiche da Barra ; o Poqo : Bebedouro : Jaragui, impor-
tante, por ser a side da Alfandega, do Consulado e de todos os
trapiches para embarque dos generous do Estado. E' ligada a
Jaragua e ao Bebedouro pela E. F. Central e dentro em pouco
sel-o-ha egualmente a Jacuhipe e ao caminho de ferro do Recife
ao S. Francisco por meio da E. de F. do Norte. Seu mun. dava
it vereadores.-As cidades principals sao : Alagd,,s ; Camara-
gibe, A margem dir. e a 20 kils. da foz do rio do seu nome;
Penedo, a 42 kils. da foz do rio S. Francisco, metade na pla-
nicie adjacent ao mesmo rio, metade no penedo de que tirou
o nome e on'e termina a ramificacgo esq. da cachoeira de
Paulo Affonso, corn boa Alfandega, boa matriz, e hospital de
caridade, sob a administraq.io da confraria de S. Gongalo
Garcia; foi visitada pelo ex-Imperador a 14 de outubro do
1859; P5o de Assucar, a 60 kils. acima de Traipd, abaixo do
morro do Cavallete, sobre a varzea, entire a lagba do Porto e
do Pao de Assucar, A margem esq. do S. Francisco ; S.Miguel
dos Campos, ao S. da cidade das Alag6as, A margem do rio
S. Miguel : 4 o berfo do Sr. ex-senador Sinimbrd, Pilar, no
extreme 0. da lag/a Manguaba, a pouco menos de 18 kils.
da cidade das Alagbas e a 12 de Atalaia, regada pelos
riachos Banga, Agude, Urubd e Biquinha.-As villas prin-


ALA








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cipaes sao: Agua Branca; Anadia, a margem esq. do rio
S. Miguel; Assembli A margem esq. do rio Parahyba, corn
cultural de algoddo; Atalaia, a 36 kils. do littoral, a margem
esq. do rio Parahyba: seu mun. 4 banhado peios rios
Burarema, Somno e diversos outros : Cururipe, na margem
esq. do rio do sen nome ; Palmeira dos Indios, central, a
30 kils. de Quebrangulo ; Limoeiro, a 12 kils. de Anadia;
Piasa')nsi, a 12 kils. da foz do rio S. Francisco; assent em
uma planicie baixa e arenosa; Quebrangulo, A margem esq.
do rio Parahyba ; Santa Luzia do Norte, em terreno algum
tanto elevado e junto a uma peqaena enseada formada pela
margem occ. da Lagda do Norte; Porto Calvo, 6. margem esq.
do ri > Mang'-aba, berqo de D. Clara Camardo e D)mingos
Fernandes Calabar; Traipd, a margem do S. Francisco, na
foz do rio Traipd. entr, as lag6as doCarlos e da Egreja ; Porto
Real do Coll.gio; Imperatriz: Sant'Anna do Panena; Paulo
Affonso; Miicy; Po to de Pedras; Mlaragigy; Bello Monte,
ant. pov. da Lagoa Funda.-O actual estado das Alagoas fez
outr'ora parte da Capitania de Pernambuco doado a Darte
Coelh, Pereira p-lo Rei D. Joao III. Na guerra hollandeza foi
theatre de portiadas pelejas, asylo temporario da primeira
immigracao pernambucana, trazida por Mathias de Albu-
querque, campo de batalhas e de victorias de IIenriqiue Dias,
Camarao e outros bravos, e ponto principal dos famosos qui-
lombos dos Palmares. Em 1711 foi elevada a cathegoria de
com. e pelo Dec. de 16 de setembro de 1817 desligada da
capitania de Pernambuco e constituida em capitania inde-
pendente, passando a prove. do ex-Imperio ap6s a prclamacao da
independ ncia e a Estado pela proclamaaio da Rep iblica. Seus
governador-s, e presidents, atd 1890, foram: Sebastia. Fran-
cisec de Mello Povoas, nomeado por Carta Impeorial do ;3 de
abril de 1818, tomou posse em 22 de inncin de 1819 e deixoua
administracao em 31 de janeiro de -., 1). Nuno E igenio de
Lossio o Seiblitz, q 9e t)mou posse a I de julho de 1821:
Dr. Candido Jos4 de Araujo Vianna. depois Marquez de
Sapucahy, a 14 de fevereiro de 1828; Dr. Manoel Antonio
Galvao. a d- i. .e .- 1P29; Caeoano Pinto de Miranda
Montenegro, i.-p..- .... I. da Praia Grande, a 4 de abril
de 1830: M noel Lobo de Miranda Hearique, a 19 de main de
1831; Antonio Pinto Chichorro da Gama, a26 de novembro
de 1832: Vicente Thomaz Pires de Figueiredo i' .1i r a 2de
setembro de 1833: Jose Joaquim Machado de Oliveira, a 14 de
dezembro de 1834; Antonio Joaquim de Moura. a 15 de maio
d& 1835; Rodrigo de Souza Silva Pontes, a 23 de aroslo de
1836; Agostinho da Silva Neves, a 18 de abril de 1838; Jolo
Lins Vieira Cansansao de Sinimbd, a 10 de janeiro de 1810;
Manoel Felizardo de Souza e Mello, a 18 de julho de 1810:
Caetano Sylvestre da Silva., a 27 de dezembro de 1842; Anselmo
Francisco Peretti, a 1 de marco de 1814 ; Bernardo de Souza
Franco, depois visconde de Souza Franco, a 1 de julho de
1844: Caetano Maria Lopes Gama, depois visconde de Maran-
guape, a 9 de dezembro de 1844; Henrique Marques de Oliveira
Lisboa, a 16 de julho de 1845; Antonio Manoel de Campos
Mello, a 10 de novembro de 1845; Felix Peixoto de Brito e
Mello, a 12 de agosto de 1847; Joao Capistrano Bandeira de
Mello, a 16 de mato de 1848 ; Antonio Nunes de Aguiar, a 5 de
fevereiro de 1849; Jos4 Bento da Cunha Figueiredo, a 14 de
julho de 1819; Jose Antonio Saraiva, a 19 de out 'bro de 1853;
Antonio Coelho de SA e Alb iquerque, a 31 de outubro de 1851;
Angelo Thomaz do Amaral, a 19 de dezembro de 1857;
Agostinho Luiz da Gama, a 16 de abril de 1859; Manoel
Pinto do Souza Dant'-s, a I de outubro de 1859; Pedro Ledo
Velloso, a I de maio de 1860 ; Antonio Alves de Souza Carvalho,
a 17 de abril de 1861 ; Joao Marcellino de Souza Gonzaga, a
15 de junho de 1863; Joao Baptista Goncalves Campos, a 15 de
dezenebro de 1864; Esperidiio Eloy de Barros Pimentel a 31 de
julho de 1815: Jos6 Martins Pereira de Alencastre, a 30 de
junho de 1863; Antonio Moreira de Barros, a 9 de setembro
de 1867; Graciliano Aristides do Prado Pimentel, a 22 de
maio de 1868 : Jose Bento da Canha Figueiredo Junior, a 2 de
outubro de 1868; Silvino Elvidio Carneiro da Cunha. a 28 de
maio de 1871; Luiz R. Peres de Moreno, a 22 de dezembro
de 1872; Joao Viera de Araujo, a 12 de abril de 1874; Joao
Thom4 da Silva, a 27 de maio de 1875; Caetano Estellita
Cavalcant" Pess6a, a 7 de junh) de 1876; Antonio dos Passes
Miranda, a 16 de maio de 1877; Francisco Carvalho Soares
Brandao, a 11 de marco de 1878; Dr. Cincinato Pinto da
Silva, a 28 de dezembro de 1878: Jose Eustaquio Ferreira
Jacobina, a 6 de agosto de 1880; Jos6 Barbosa Torres, a 16 de
marco de 1882 ; Domingos Antonio Rayol, a 3 de setembro de


ALA


1882 ; Joaquim Tavares de Mello Barreto, a t1 de dezembro de
1882; Dr. Henrique de Magalhies Salles, a 25 de agosto de
1883; Josd Bento Vieira Barcellos, a 11 de setembro de 1884;
Antonio Tiburcio Figueira, a 26 de novembro de 1884: Pedro
Leao Velloso Filho, a 6 de setembro de 1885 ; Amphiloquio
Botelho Freire de Carvalho, a 7 de outubro de 1885; Geminiano
Brazil de Oliveira G6es, a 26 de marqo de 1886: Josd M.
Alves da Silva, a 8 de novembro de 1886; Antonio Caio da
Silva Prado, a 5 de setembro do 187 ; Josd Cesario de Miranda
M nteiro de Barros a 10 de julho de 1888 : Aristides Augusto
Milton, a 6 de janeiro de 1889 : e Manoel Victor Fernandes de
Barros, a I de agosto de 1889. Governador Pedro Paulino da
Fonseca em 2 de dezembro de 1889.
ALAG6AS. Cidade e mun. do Estado das AlagOas, sdde da
com. de sou nome :; a 24 kils.ao SO. da capital e a nove do litto-
ral; A margem S. da lagba Manguaba, em um solo montanhoso
e abundante em corregos e fontes perennes; ligada a S. Miguel
por uma estrada cortada pelo rio Sumauima-mirim. Foi por
algum tempo uma aldeia, que tinha o nome da lagda, que Ihe
fica adjacent ; em 1633, os hollandezes saquearam-na e deita-
ram-lhe fogo; a 23 de abril de 1636, segundo affirma o mar-
qiez de Basto, foi, juntamente corn Porto Calvo e Penedo, ele-
vada a cathegoria de villa ; e linalmente teve o titulo de cidade
pela Carta de Lei d 8 de margo de 1823. Foi capital do Estado
at6 dezembro de 1839, deixando de o ser em virtue da Res.
Prov. n. 11 de 9 de dezembro de 1839, que transferiu a sdde para
Macei6. Nesse ultimo anno, administrando o Estado o Sr. Agos-
tinho da Silva Neves. foi present ao governor imperial uma
representacao do inspector da Thesouraria, favoravelmente
informada por esse president, a respeito da conveniencia de
transferir-se aquella repartiqio da cidade das Alagdas para a
enbao villa de Macei6, em razao noo s6 de achar-se nesta ultima
a Alfandega, como tambem por ser ahi o logar de emibarque
das ma.leiras de construc do naval e possuir muitas outras
vantagens. Resolvendo o Tribunal do Thesouro que so effe-
ctuasse aquella transferencia, ordenou o president Neves o
cumprimento da ordem recebida. Semelhante media, por4m,
alarmou os habs. da cidade das Alagoas que, na tarde de 27
de outubro dirigiram unia representacao assignada per 106ci-
daos, na qual solicitavam do president a revogacdo daquella
ordem. Respondeu o president que, na qualidade de delegado
do poder executive, nao Ihe era possivel acceder a tal pedido,
sem tornar-se responsavel perante o governor imperial, e que,
si aquellos cidadios julgavam-se offendidos em seus direitos,
encaminhassem sua supplica aos p's do throno para serem at-
tendidos. Persistindo o povo da cidade em impedir a execuc.o
daquella transferencia, os acontecimentos foram dia a dia tor-
nando-se mais graves a ponto do president ser destituido pela
Camara Municipal, em sessao extraordinaria de 29 de outubro,
e foreado a dnixar o palacio do governor. Do Relat. por esse
president apresentado A assembl4a prov., a 3 de dezembro do
mesmo anno, consta que o povo amotinado convidara o Dr. Jost
Tavares Bastos a assumir as redeas do governor e que tendo
disso sciencia o primeiro vice-presidente. ji juramentado,
Dr. Joao Lins Vieira Cansansao de Sinimbli, entao em Macei6,
immediatamente dera o signal de contra sedigfa a todos os
municiplios en facor da legalidade ultrajada,, declarando a
villa de Macei6 sede interina do Governo e cercando-a de todos
os meios de defesa. Embarcando-se no patacho Dous Amigos,
acolhera-se o president fi villa de Macei6, emquanto esperava
foroas solicitadas de Pernambuco. Estas nuo so' fizeram esperar
e ao s.u apparecimento diante da cidade revdlta, os animos se
aquietarame o president poude continuar na administraoqo que
Ihe f6ra confiada. A matriz da cidade term a invocaao de N. S.
da Conceicao e depend da diocese de Olinda. Tern dois con-
ventos, o do Carmo e o de S. Francisco, e as egrejas do Amparo
e do Rosario. Possue os povs. de Taperagua, outr'ora Campo
Al:zr. o de Santa Rita, na ilha do mesmo nome. 0 mun.
t.j. .' habs.; nelle fica, entire outros, o riacho Sumaima-
mirim. E' com. de segunda entr. (Decs. ns. 687 de 26 de julho
de 1850 e 5079 de 4 de setembro de 1872). Pertence ao 1o dist.
eleitoral. cuja sdde 4 a cidade de Macei6. Em 1881, alistaram-se
nella 137 eleitores. tendo sido em 1883 incluidos no alistamento
mais sete. A Lei Prov. n. 909 de 25 de junho de 1883 concede
privilegio exclusive per 50 annos, para a construcclio, uso e
goso de uma ferro-via de bitola de um metro, que tendo por
ponto inicial a cidade das Alagoas, passe por S. Miguel e ter-
mine na villa da Palmeira. Agencia do cor.eio e eschs. publs.
de inst. prim. Ahi nasceram o Dr. A. C. Tavares Bastos, a 20








ALA


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de abril de 1830, o Generalissimo ManoAl Deodoro da Fonseca e
o Dr. J. Severiano da Fonseca, autor da Viagem ao redor do
Bi'azl.
ALAGOAS. Parochia do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Uberaba, banhada polo rio deste nome. Orago N. S. da
Concei,;ao e diocese de Goyaz. Foi creada parochia pela Lei
Prov. n. 2464 de 21 de outubro de 1878. Por seas limits e terri-
torio correm os rieos Grande, Burity, Uberaba ; ribiroes Maria
Rosa e Bagagem: corregos dos Moreiras, das Pombas, da Fa-
zendinha e do Taquary. Tern agenda do correio e duas eschs.
publs. de inst. prim. creadas pelas Lis Provys. n. 2765 de 13 de
setembro de 18S1 e n. 3038 de 20 de outubro de 1882. Pertence
ao 15 dist. eleitoral, cuja s.de 6 a cidade de Uberaba. Em
1881, alistaram-se nella 12 eleitores. Sobre suas divisas coin a
frog. de Dores do Campo Formosa vide o art. VI III da Lei
Prey. n. 3387 do 10 dejulho de 1886.
ALAG6AS. Pev. do Estado de Minas Geraes, no term de
Patos, corn uma esch. publ do inst. de inst. prim., creada pela Lei
Prov. n. 3162 de 18 de outubro de 1883.
ALAGOAS (Riacho das). Urn dos canes situados entire as
lagads Mmindahu .... ', .. E lado das Alagas. Affirma
o Dr. Espindola. -'' 'a ,u b. .di I '. i ser esse canal
continuaclo do dos Remedios.
ALAG6AS. Ribeirno do Estado de Goyaz, nos limits da
frog. de Sant'Anna das Antas.
ALAG6A SECCA. Parochia do Estado de Pernambuco, no
mun. de Nazareth, no cimo de um morro. Orago N.S. do Bom
Despacho, e diocese de Olinda. Foi creada polo art. I da Lei
Prove. n. 1780 doe de julho de 18s3, curada canonicampnte per
Provisao do Bispo D. Jos de do de agoso de 1877 e inaugurada
em 21 do mesmo mez e anno, Comprehende o dist. denominado
Marotos e o'pov. Alliana. Pertence ao5 dist. elPit'lil \_eric.
do correio e dus pub dinst. prim L' '
prolongamento da E. de F. doLimoeiro. 0 Serritorio da freg. 6
regado pelos rios Tracunhaemrn, Serigy, Pagy e Riboiro.-La-
voura de canna, mandioca, arroz, milho, feijgo e algodio.
ALAG6A SECCA. Serra do Estado do R. 0. do Norse, no
mun. de Acary (Inf. loc.).
ALAG6A SUJA. Log, do Estado do Cear, corn uma capella
filial da matriz de Santa Quiteria.
ALAGOINHA. Log. do Estado do Ceara, corn uma capella
filial da matriz de Aquiraz.
ALAGOINHA. Pov. do Estado do Parahyba do Norte, no
term de Independencia, ao S., na distancia de 18 kils.
ALAGOINHA. Pov. do Estado de S. Paulo ; corn uma esch.
publ. de inst. prim.
ALAGOINHA. Chapada no mun. de Santa Luzia do Estado
de Goyaz.
ALAGOINHA. Ribeirao do Estado de Goyaz; nasce na cha-
pada doSitio Novo, banha o man. de Santa Luzia e desagua na
margem dir. do ribeirao Alagado, aff. do CorumbA. Recebe ;!
dir. os corrtegos Manoel Moreira, Estaca, Piguellinha, Pinda-
hyba, Agude, S. Chrispim, Taquary e Bicas; e A esq. os do
Olho d'agua, Buxo, Agia Santa, Ponte Bonita e Brejo Grande
(Joseph de Mello Alvares).
ALAGOINHAS. Cidade e mun. do Estado da Bahia, sdeo da
corn. de seu nome; a 123 kils. da capital do Estado, ao 12 7
43" de Lab. S. e 40 47' 30" de Long. E. do Rio de Janeiro,
a 137 metros sobro o nivol do mar. Explica-se a stua origem no
seguinta fact: A Companhia Ingleza por desharmonia corn
os ab. de Alagoinha elhas ou (o que parece mais certo)
por assim convir ao future prolongamenito da linha, collocou
sua estacao terminal na margem do CAt i, e em torno dessa
estacgo, os interessados no commercio cormecaram a construir
seus armazens. Logo ap6s abriu-se um hotel e novas habita-
does foram sendo construidas. Mais tarde tendo jA a pov. se
desenvolvido sufficientemerte, a autnrirlade local ordenou a
transferencia da feira do Alagoinhas Velha para a estacao (de-
nominacdo pela qual 6 ainda conhecida hoje por muitos mora-
dores a cidade de Alagoinhas), o que alias ndo se effectuou
sem reluctancia dos moradores de Alagoinhas Velha. Dahi
por diante desenvoiveu-se rapidamente a pop. Emquanto sua
sdde esLeve em logar different do actual, o orago de sua paro-
chia era Santo Antonio, elevada a essa cathegoria polo AlvarA


de 9 de setembro de 1816. Foi a s6de da parochia transfe-
rida para a capella de Jesus Maria Jose da Egreja Nova pela
Lei Prov. n. 1135 de 28 de margo de 1871, tendo sido, j'a em
1852, em virtue do art. I da Lei Prov. n. 442 de 16 de
junho, Alagoinhas elevada A cathegoria de villa, tendo tido
logar a installagao do sea mun. em 2 de julho de 1853. Tran-
sferida a s6de do mun. para a estacao da E. de F. em vir-
tude da Lei Prov. n. 1013 de 16 de abril de 1868. continuous
a egreja de Jesus Maria Jos6 a servir de matriz, atW que a Lei
Prov. n. 1248 de 28 de junho de 1872 creou na nova villa de
Alagoinhas ama frag. corn a denomina de Santo Antonio,
tsndo por territorio o que compunha os dists, de paz da mesma
villa, e o da capella do Riachoo, passando a freg. de Jesus
Maria Jos6 da Egreja Nova a ser constituida s6mente corn os
dists de paz de Periperi e da Peripri do capella dos Olhos d'Agua. Foi
elevada 6 cathegoria de cidade pela Lei Prov..n. 1957 de 7 de
junho de 1880 E' corn. de terceira enter creada pelo art. i
20 da Lei Prov. n. 1726 de 21 de abril de 1877, que consti-
tuiu-a corn os terms de Alagoinhas e Saut'Anna do Catdi;
e classiticada pelos Decs. n. 6687 de 19 d setembro do do mesmo
anno en. 489 de jnho de 1890. 0 Dec. n. 8110 de 21 de
maio de 1851, em seu art. IX, fez a cidado de Alagoinhas
sede do 8 dist. electoral. Em 1881, alistaram-se nella 158
eleitores. 0 mun. 6 constituido pelas parochias de Santo
Antonio de Alagoinhas, Senhor Deos Menino dos AracAs,
Jesus Maria Jose da Egreja Nova, N. S. da Concoicao
dos Olhos d'Agua, e Santo Antonio de Alagoinhas Velha,
esta ultima creada polo art. i da Lei Prov. n. 2276 de
12 de agosto de 1881. A parochial da cidade tein duas eschs.
publs de inst, prim. e 6.710 habs. A pop. do mun. 6 de 22.000
habs. Comprehend, alem de outros, os povs. denominados :
Riacho da Guia, e Sitio Novo. E' o mun. regado peloles rios
Piabas, Camoroay, Aramarys, e riachos Bom Sucesso, Godiuho
e Faveira. E' atravessado pela E. de F. da Bahia ao S. Fran-
cisco e della parts o Ramal do Timb6. Sabra suas divisas
vide: Alvar. do 7 de novembro de 1816; art. II da Lei Prey.
n. 442 de 16 de junho de 1852; Lei Prov. n. 865 de 2D de
novembro de 1861 ; Lei Prov. n. 950 de 18 de marco de 1865.
Agencia do correio. Estacio tolegraphica. Collectorias geral e
provincial. Do Estado nos escrevem. d A cidade do Alagoinhas
esta situada em um torreno arenoso, ligeiramente ondulado,
coberto de vegetagoio rasteira (gramineas na maior parte)
constituindo o que vuldarmente se denomina taboleiro. E' atra-
vessada polo ribeirAo o Catui, curse d'agua, pouco volumoso,
perenue, que nasce a seis kils., proximamente, a N. E. da
cidade, recebe o ribeirao do Aramarys, tambem perenne, e
desagua no rio Pojuca. PoAsue diversas sierras (Orro, Espinho)
e alguns mnorros isolados. Em ur destes (o do Capinan) esta
construida unia part da cidade. A principal lavoura 6 a do
fumo ; caltiva-se, por6m, em pequena escala o milho, feijnao
e mandioca. Existem diversos alambiques para distillalgo do
alcohol produzido pla ferment o do mel el de assuar, alguns
trapiohem para escolha e enfardamento do fumo em folha. 0
commercio 6 active e faz-se em maior escala nas feiras, que
teem logar regularmente todos os sabbados. Ahi so effectuam
as grandeos transacqes de fume, assucar fazendas. etc.. atl as
insignificantes come as de legumes, fructas. aves, etc. 0 clima
o quente e hurnido. Na media, durante o anne a temperatura e
4 de 260 centigrados e a humidade de 700 no hygrometro de
Saussure. Nos annos regulates pode-se avaliar em um metro
a quantidade annual das chuvas. As variac6es de temperature
e a humidade sdo lentas. Noo ha molestias endemicas. Em
geral, nos mezes de dezembro a margo apparecemn febres,
ligadas a, alta temperature, (as vezes 33 centigrades a sombra)
ue reina nesses mees zs e aos pantanos que existem i margom
do Card. Entretanto s6 excepcionalmente appresentam essas
febres character maligno. A cidade de Alagoinhas 6 o ponto
de reuniao de duas estradas de ferro : a da Bahia ao S. Fran-
cisco (Companhia Ingleza) que aqui tern o seu ponto terminal
e liga a cidade corn a capital do Estado, o prolongamento da
E. de F. da Bahia (propriedade do Estado Federal) que ter-
mina actualmente (1888) na cidade do Bom-Fim. Da cidade
partem caminhos para Serrinha, Egreja Nova, Inhambupe e
Sitio Novo. A cidade dista 10 kils. da Egreja Nova, 26 do
Olho d'Agua, 53 de Entre lRios e 31 de Catd. Dos edificios
publicos 6 digno de nota o que se destina a Camara Municipal
e no qual devera haver accomodag6es para um forum, eschs.
publs. e cadeia. 0 merecado, comquanto seja construccio de
aspecto banal, apresenta boas disposig6es internal que o tornam
apto para o fim a que se destiny. A estacao do Prolonga-









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mento da E. de F. da Bahia 4 uma construcc.o de bonito
aspect, disposta como estagi.o de entroncamento. >) Sobre esta
cidade assim se express o Sr. Durval Vieira de Aguiar:
< At4 o anno do 1866 a actual cidade constava apanas do
umas quatro casas de telha junto ao rio, do um trapiche,
das acommodacoes da estrada de ferro e de uma meia duzia
de casas de palha perto do barracao da dita estrada. Chama-
vam a esse insignificant logar simplesmente-a Estac5o.
A villa achava-se distant meia legua, em posicQo elevada,
no principio de um grande taboleiro, corn um clima agradavel
e salubre e ferteis terrenos, especialmente os das catingas, quo
lhe ficam a esquerda. Uma grande nascent, denominada
Fonte das Pedras, fornecia abundantemente A popdilacao
excellence agua potavel, impregnada dr salsa, e, por isso
medicinalmente muito utilisada para banhoi frios. A edifica-
caao solida e numerosa continha tambem bons sobrados; a
praca comprida e larga era, nos sabbados, occupada por uma
grande e abundantissima feira, em volta da qual tanto em
lojas como em toscas barracas volantes, se achava o com-
mercio, quo onto fazia avultados negocios. Hoje acha-se essa
villa injustamente quasi deohabitada, e as casas em ruinas
por nnao encontrarem valor sinao para as telhas sendo tal o
seo estado que nem me:ece o nome de Alagoinhas Velha, quo
Ihe dao, nio obstante, ser moradia mais agradavel, salubre,
fertile e a de melhor clima do que o da cidade, que de pobre
estaiao, aponas amparada pelo capricho partidario local, con-
quistou embora a forga, a felicidade de ser escolhida para o
mercado da feira, a despeito da opposicao de quasi a popula-
c.o inteira. Apezar dos protests dos negociantes a moradores
da villa, uma vez mudada a feira, foi logo esta disputada
por uma enorme emigracao que lhe chegava acceleradanmento
de today a parte edificando irregularment3 lojas e domicilios,
a revelia, sem duvida da municipalidade, no logar que a cada
um mais convinha, de forma que em pouco tempo achava-se
construida uma praca rodeada dt casas commercials, pois
qu os noegociantes da villa, vendo-se prejudicados coin a in-
vasdo de estranhos, haviam successivamente, tambem se esta-
belecido no novo mercado, conservando porn na villa suas
residencias, algumas atd em magnificos sitios, quo per duplo
interesse naio queriam parder; por6m esse ultimo capricho
teve pouca durac.o ; porque uns depois de outros, form insea-
sivelnmente mudando a reoidencia para a EstaQao que rapida-
mente florescou e transformou-se na grande cidade do Ala-
goinhas, annualmente prosperando, tanto em edificaQco como
em populaqco, ao ponto de impedir cornm seguranca os dados
estatisticos, muito distanciados na verdade, espacialmente no
calculo em que dio a dita cidade aponas 800 fogos corn 5.000
habitantes, tbdo sob a garantia do mais ou menos, com todas
as nossas estatisticas e descripg5es, polo quo pode ser dupli-
cado sem exagero. A creaiao da villa foi per Lei Prov.
n. 442 de 16 do junho do 1852 e a cathegoria de cidade lhe
foi concedida por Lei n. 195 de 7 de junho de 1880. A
cidade de Alagoinhas, caboea do 8 district eleitoral, acha-se
situada 120 16' de latitude Sul e 40 50' de longitude Oriental
do Rio do Janeiro, no 1230 kil., estaq5o terminal da estrada de
ferro ingleza, que irrisoriamente conservou a denominaQgio de
estrada de ferro da Bahia ao S. Francisco. A edificaCaio. como
a da maior part das localidades do EItado em quo as respe-
ctivas municipalidades 3so indifferentes, 6 feia, irregular, de
ruas sem calcamento, tortuosas e tio arenosas que esquentam
no vera.o ao ponto do impedir o transit e augmentar a tem-
peratura da cidade encharcando-se no inverno ate formarem
lamacaes especialmente em volta da feira. quo so torna intran-
sitavel. Em abono tambam da municipalidade, encontram-se
nas ruas e quintaes buracos de escavagoes, onde se tirou barro,
cheios de aguas estagnadas ou de cousas peiores. Existem na
cidade bonitos e bem construidos edificios especialmente os da
Camara Municipal, da Matriz, que 4 do system gothico, en-
contrando-se tambem nas immediaqoes elegantes a modernas
chacaras. A feira continue nos sabbados, concorridis'ima e
abundante, send muito acanhado, completamente aberto e
vasio de qualquer commodidade o barracio, onde, confusa e
agglomeradamente se faz o respective mercado. 0 edificio da
Cadeia-quartel 6 muito ordinario, e mesmo indecrnte para
uma cidade em qua a respective municipalidade tern grande
rendimentos. 0 commercio 6 active, grande s animado e faz
avultada exportagco para a capital, pela estrada do ferro,
de assi:car, farinha, tapioca, feijao, milho, cafe, fume, gados,
couros, aves, ovos, etc., etc., send tdo grande o mercado do
fumo que diversas casas commercials da nossa praga alli con-


servam agents compradores, que empregam em tal negocio
centenas de contos. Todos os generous de primeira necessidade
gosam de pregos baixos, mas que ainda assim n5to permitem
a exportaqco em maior escala, pela excessive tarifa da estrada
de ferro ingleza. A industrial consiste em uma olaria, di-
versos alambiques, e vulgares products de artes e officios, etc.
etc. Funcciona na cidade desde 1874 urma estanco telegra-
phica da linha terrestro, assim como tambom encontramos
trees escolas primarias, sendo duas de meninos e uma do
moninas, todas replectas de alumnos, por6m, quando 16 esti-
vemos desprovidas de mobilias e compendios, funccionando
em casas acanhadas e ordinarias. Apezar de todos os defeitos
6 essa cidade a mais florescente do Estado. 0 Termo, for-
mando com. cornm o do Catd, tern uma pop. recenseada em
21.799 almas, numero que certamente attinge a mi-is de 31.000,
pelo augment constant de emigracio national, que se vai
estendendo por umia area quadrada de 10 leguas aproxi-
madas divididas por 10 dist. policies e cinco fregs.,
que sao: Alagoinhas. Alagoinhas Velha, Egreja Nova, Aragas
e Olhos d'Agua, onde tambem existem aschs. de ambos og
sexos. A cidade 6 cortada pelo rio Catd, e seus terrenos sao
magnificos para a plantag.o do fumo, nao obstante haverem
nas citingas alguns engenhos e pequenas fazendas de cria-
Qao para os lados dos taboleiros, que principiam A. direita da
cidade, onde se encontram muitas perdizes e codornas e tambom
o araa5 perico, mangaba e cajuhy. 0 clima 6 quente, secco a
sadio. A collectoria prove. rende annualmente 27:457-$740, tea-
dendo sempre a prosperar na razdo do augmento do com-
mercio e da populagno que conserva todos os habitos e usos
da nossa capital. A cidade de Alagainhas 6 ponto principal
de tres linhas ferreas. .. A cidade de Alagoinhas dista quatro
leguas dos Araqcs, duas da Eareja Nova, 5 da villa do Cati
(estrada de ferro). 60 da Jacobina, 71 dos Lend6es, 103 do
Minas do Rio de Contas, 120 de Santo Antonio da Barra,
oito do Inhambupe, 20 de Itapicurfi, 30 do Sip6 (sendo mais
perto pelo Timbi que sao 19) 25 do Soure, 27 do Tucano,
34 do Pombal, 40 do Monte Santo, 39 do Mirandella, 82 do
Curral dos Bois, 55 de Geremoabo, 40 do Bom Conselho, 26 da
Abbadia, 20 do Conde, nove de Entre Rios, 13 do Timb6, 14
da Serrinha, 10 da Purillcaqnao, 16 da Feira, 60 da Villa
Nova, 20 da SApa-forte, 18 do Barraci.o (porem melhor
viagem pelo Timb6 por s6 so caminhar sete leguas) 12 de Santo
Amaro, 30 de Nazareth, 24 de Cachoeira. 84 do Joaseiro, 132 da
cidado da Barra, 167 de Carinhanha, 64 de Maracis, 41 do
Amargosa, 37 do Tapdra, 35 de Curralinho, 123 de Caetit6, 91
da villa da Victoria, 112 de Macahubas, 31 de Camisno, 131
do Urubd, 20 (on 123 kils.) desta capital *.
ALAGOINHAS. Pov. do Estado de Pernambuco, no mun.
da Pesqueira; con duas eschs. pubIs. de inst. prim. Orago
N. S. da Conceigio. A Lei Prov. n. 1408 de 12 de maio de 1879
creou ahi uma parochia. Fica na serra do Acahy. Tern agencia
do correio. E' dist. desde 1875 em virtude do art. VII da Lei
Prov. n. 1162 de 26 do abril.
ALAGOINHAS. Pov. do Estado das Alag)as, no mun. do
Penedo.
ALAGOINHAS. Estac6o da E. de F. de Alagoinhas ao
Juazeiro, no S. Francisco, no Estado da Bahia. Fica a 137m,500
de altura e dista 122k,424 da cidade da Bahia, 13&,721 do
Aramarys, no Prolongamento, e 16k,880 de Sauhipe, no Ramal
do Timbo.
ALAGOINHAS AO JUAZEIRO. E. do F. do Estado
da Bahia : tambem denominada Prolongamento da E. de F. da
Bahia. < Tendo sido o governor imperial autorisado pela Lei
n. 725 de 3 de outubro de 1853 a conceder a qualquec emprezario
on companhia que se organizasse, a construccito de uma E. de
F. que, partindo de qualquer ponto proximo A capital do Estado
da Bahia, fosse ter 6. cidade do Juazeiro, ou outro ponto que so
julgasse mais convenient, na margem dir. do rio S. Francisco,
por Dec. n. 1299 do 19 de dezembro do mesno anno foi feita a
concessco dessa estrada a Joaquim Francisco Alves Branco
Muniz Barreto com privilegio de uma zona de cinco leguas
para cada lado da linha, pelo prazo de 93 annos e garantia do
Estado dos juros de 5 % para o capital que fosse empregado nas
obras das primeiras 20 leguas. 0 Estado da Bahia garantiu
mais os jurors de 2 % para o mesmo capital. Organizada em
Londres, em 1885 a Bahia and S. Francisco Railway Company,
por Dec. n. 1614 de 9 de junho foram approvados os seus estatu-
tos; sendo tambem approvada per Dec. de igual data, sob


ALA


ALA








- 39 -


n. 1615, a convencao celebrada entire o concessionario e a com-
panhia. Por Dec. de 14 do mato de 1856 foram approvados os
estudos definitivos da linha, partindo de um arrabalde da ca-
pital e terminando em Alagoinhas corn um percurso de 20 le-
guas; e a 24 do mesmo mez deu-se comeo.o a construc(co das
obras quo ficaram concluidas em fovereiro de 1863. Alagoinhas
ficou sendo o ponto terminal da estrada garantida polo goverao
e construida pela Companhia Ingleza.- A Lei n. 1953 de 17 de
junho de 1871 autorisou a construcca.o do Prolongamento da
E. deF. de Alagoinhas ao S. Francisco, abrindo para esse lim
um credido especial de 3.030:00)$ annuaes. Os estudos desse
Prolongamento foram feitos polo eng. Antonio Maria de Oliveira
Bulhies, em virtue de contract celebrado sob condiQ6es que
foram approvadas polo Dec. n. 5)97 de 28 do setembro de 1872.
Concluidos e approvados os referidos estudos, o ministerio da
agriculture abriu concurrencia para a construccao das obras
que foram effectivamente contractadas corn diversos cidadnos
em 9 de marco de 1876. Contractararn elles a execugQo das
obras at4 villa Nova da Rainha, ficando a cargo do governor o
fornecimento do material fixo e rodante e o da linha telegra-
phica, assim come a superstructure metallica das pontes e
pontilhbes, e as machines, apparelhos e utensilios para as
officinas e estac6es. No dia 25 de outubro cde 1876 foram inau-
gurados os trabalhos de construccgo que se acham concluidos
atl a estacqo do Itiuba (kil. 239.26G), devendo ficar terminada
em 22 de agosto do corrente anno (1887) a execucao de todas as
obras atd a villa Nova da Rainha. Em 18 de novembro de 1880
inaugarou-se o trafego do trecho comprehendido entire a cidade
de Alagoinhas ea villa da Serrinha corn as s'guintes estagoes:
Alagoinhas (kil. 0.0)0), Aramarys (kil. 13.721), ) '. i .... i-
rnhas (kil. 33.494), Sp6 (kil. 52.453), Agua Fria 1,lI ''..*1,
Lamarsir (kil. 85.441), Serrinha (kil. 110.581). Devem ser
inauguradas atW agosto do corrente anno as estaoqes: Tiriric&
(kil. 297.652), Cariacd (kil 310.273), Villa Nova (kil. 321.9,3).
O custo exact da estrada nao 6 ainda conhecido per defender
de liquidagdo de contas quanto a, acquisicao e transport de
material lixo e rodante. Muito aproximadamente, porem, so
pdde dizer que, para a parte da estrada ja. entree' ao trafoo
de Alagoinhas a Itiuba, o custo ds 10.586: I: ;' sondo de
39:316$016 0 custo kilometrico. As condigeos technical da es-
trada sio:


Exteosn o total.................. ............
Bitola, entire as faces internal dos trilhos.....
Declividade maxima .......................
Relago o da extenslo em nivel.................
o dos alinhamentos rectos..............
Raio minimo das curvas.......................


32tk993m.0

1,8 %
28,4 %
48,9 %
152m,9


Entre as obras d'arte mais importantas notam-se as soguintes
pontes: uma sobre o Capivara corn dous vios de 5m e um vao
de 16m; uma sobre o Riachno com um vdo de 30m; uma sobre o
rio do Peixe comr um vao de 30m ; uma sobre um brago do mesmo
rio corn um vdo de 16m; uma sobre o rio Itapicursi-assd com um
vao de 50m; uma, finalmente, sobre o rio Itapicurti-mirim corn
um vdo de 509. Por aviso do ministerio da agriculture n. 68
do 7 de dezembro do 1882, send ordenado que so fizesse a re-
viseodo tracado da estrada at6 o sou term em Juazeiro, em
7 de fevereito de 1883 deu-se comeQo aos respectivos trabalhos
que ficaram concluidos em julho do 1884. 0 tragado definitive
ja locado no terreno, mede 131k)98, ou meni s 1lk63j que o
tracado revisto, e as suas condifoes teehnicas ado as seguintes:


Declividade maxima.............................
Relagfo da ext'nsa.o em nivel...................
e dos alinhamentos rectos................
Raio minimo das curvas........................


1,80 %
20,38 %
75,99 %
200m,00


Ha neste tracado uma tangente de 62k,380. 0 custo desta
part da estrada foi orgado em 4.093:728$293 on 31:205$732 por
kilometro, inclusive a linha telegraphica e o material rodante.
Para a sua construccAo ji se fez acquisica.o de trilhos e acc's-
sories, desvios, giradores e superstructure de pontilh6es. (Ex-
trahido do Relat. apresentado, em abril de 1887, pelo Dr. Luiz
da Rocha Dias, director engenheiro em chefe do Prolongamento,
ao Club de Engenharia para figurar na Exposigao dos Caminhos
de Ferro Brazileiros). Segundo o Relat. da Agr. (1887) o custo
dessa estrada elevava-se a 13.867:896$220. 0 movimento annual
da receita e da despeza, desda a inauguragao do trafego em 18
de novembro de 1880 consta do seguinte quadro :


ANNOS RECEITA DESPEZA DEFICIT

1SS ...... .. .......'" i" "' ".,, ',,
18s 2. ............. ,L.. '-'. I:. .. ',-' I 1+ ':
1883.............. .? .01 ,-, I .- 122:332>322
ISSt .............. ", r' | ;.2., ::;. *-:"'I |,: :. I
iss3 .............. p ..... i I.. i. : ...
18S5 .......... ... 1:: .. 237:4768 745 :: .i
52i:il3423 1.333:879371) 809:725S990


A 31 de agogto de 1887 foi inaugurada a estacao de Villa Nova
da Rainha, nessa estrada.
ALAGOINHAS VELHA. Parochia do Estado da Bahia, no
mun. de \._1 .n-i..:. '. '... Santo Antonio e diocese archi-
episcopal leO oalvador. *. creada pelo art. Io da Lei Prov.
n. 2276 de 12 de agosto do i881. Em suas divisas ficam os rios
Aramarys, Catd, Subahuma e a serra do Ouro. Pertence ao 8
dist. eleitoral, cuja sdde 6 a cidade de Alagoinhas. Ternm uma esch.
publ. de inst. prim., creada pela Lei Prov. n. 2161 de 15 de
junho de 1881.
ALAMAI. Cachoeira do rio Padauiry, aff. do Negro, no Es-
tado do Amazonos.
ALA-MAO. Pov. a margem e proximo A frog. de Para-
guassu, defronte do forte dests nome, no Estado da Bahia.
ALAMBARY. Parochia do Estado de S. Paulo, no mun. de
Itapetininga, a margem do rio Alambary, distaste 150 kils. da
capital, 50 de Sorocaba e 16,6 de Itapetininga. Orago Senhor Bom
Jesus e diocese de S. Paulo. Foi creada parochia pela Lei Prov.
n. 7 de 7 de abril de 1861. Tern 2.300 habs., agencia do correio
e duas eschs. pubs. de inst. prim. Pertence ao 50 dist. eleitoral,
ouja sede 6 a cidado de Ihp-tininni. Em 1881, alistaram-se
nella 19 eleitores. Sobro son ., d, *;ide : Leis Provs. de 7 de
abril de 1861, do 8 de julho de 1868, de 22 de margo de 1870,
de 3 de abril de 1873 e de 16 de abril do 1874.
ALAMBARY. Curato do mun. do Banana1, no Estado de
S. Paulo, em uma collina de aspacto agradavel. Orago Santo
Antonio e diocese de S. Paulo. Foi creado peta Provisio de 19
de setembro de 1870 e inaugurado a 20 de maio de 1871. Tomrn
uma esch. pub. de inst. prim. E' circumdado pelas sierras da
Bocaina, do Olho d'Agua e do Cachambd e cortado pelos rios
Alambary e Capitdo-M6r. 0 terreno 6 montanhoso, fertil e de
grande uberdade. Clima benign. Lavoura de cafe, canna e fume.
Dista 16 kils. do Bananal e 18 da estacgo do Formoso, na E. de
F. de Rezende a ArIas.
ALAMBARY. Um dos quarteir5es em que se divide a villa
do Yporanga, no Estado de S. Paulo.
ALABAMRY. Bairro do mun. de Botucatd no Estado de
S. Paulo.
ALAMBARY. Um dos quarteir6es em que se divide a villa
de Santa Barbara, no Estado de S. Paulo.
ALAMBARY. Bairro do mun. de S. Jose do Paraiso, no Es-
tado de Minas Geraes.
ALAMBARY. Serra do Estado de S. Paulo, no mun. do
Yporanga. (Inf. loc.)
ALAMBARY, Nome de uma das grutas existentes no mun.
do Yporanga, no Estado de S. Paulo. << A gruta do Alambary
tambem represent vultos a semelbanga de images ; tern um
vasto salao com mais de 40 metros de altura, coberto de pedras
grossas, que difficultam a passage, e um pogo por detraz do
salno em um outro compartimento. 0 ribeirdo Alambary, que
nasce do um morro, caminha umas 100 bragas, entra em um
outro morro e reapparece dentro desta caverna. ) (Inf. loc.).
ALAMBARY. Rio do Estado do Rio de Janeiro, rega o
mun. de Rezende e desagua na margem esq. do Parahyba.
Tambem escrevem Lambary.



1 Segundo o Estudo Descriptive das Estradas d, Ferro do Brazil, do
Sr. Cyro Deocleciano Ribeiro Pessoa Junior, a despeza desse anno foi
de 165:407$935.








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ALAMBARY. Pequeno rio do Estado do Rio de Janeiro,
banha a freg. de N. S. da Conceiqao do Paquequer e desagua
no rio deste nome.
ALAMBARY. Rio do Estado de S. Paulo, banha o mun.
de S. Jos4 dos Campos e desagua no rio Parahyba do Sul.
ALAMBARY. Rio do Estado de S. Paulo, na com. de
Itapetininga. Desagua no rio deste nome.
ALAMBARY. Rio do Estado de S. Paulo, aff. do Turvo,
nue o 6 do Pardo, e este do Paranapanema. Recebe o ribeirao
as Antas. 0 Sr. Azevedo Marques faz mengdo de um rio
Alambary, aff. do Pardo, que o 6 do Paranapanema, o qual
corre enre os muns. de Boucati e Lenc6es. Este ultimo tam-
bem 6 citado no livro A Provincia dc S. Paulo, 1888, p. 481,
como regando o mun. de Santa Barbara do Rio Pardo.
ALAMBARY. Rio do Estado de S. Paulo, aff. do Tietd.
Recebe o ribeirio da Estiva.
ALAMBARY. Rio do Estado de S. Paulo, aff. do Sarapuhy
que o 6 do Sorocaba, no mun. de Tatuhy. 0 Sr. A. Marques
faz esse rio desaguar na margem esq. do S'jrocaba.
ALAMBARY. Rio do estado de S. Paulo, aff. do Piracicaba,
Banha os muns. de Capivary e Santa Barbara.
ALAMBARY. Rio do Estado de S. Paulo, corre no mun.
do Bananal e desagua no Barreiros, trib. do Parahyba. Nasce
na serra de Cachambd.
ALAMBARY. Vide Campanha e Lambary.
ALAMBARY DE CIMA. Um dos quarteirdes em que se
divide a villa de Santa Barbara do Estado de S. Paulo.
ALAMBIQUE. Log. do Estado da Bahia, no mun. de
Marahu.
ALAMBIQUE. Log. do Estado do Rio de Janeiro, no mun.
de Sapucaia.
ALAMBIQUE. Morro do Estado do Rio de Janeiro, na
com. de Macah6.
ALAMBIQUE. Furo que entra no Furo Grande, perto da
bahia de Melgago, no Estado do Para.
ALAMEDA DE S. BOAVENTURA. Log. no Estado do
Rio de Janeiro, na freg. de S. Lourenco, mun. de Niteroy;
om uma esch. mixta creada por Acto de 17 de janeiro de 1890.
ALARUA. Indios que habitavam a pov. de Alvaraes, no
Estado do Amazonas.
ALAVANCA. Ribeirao do Estado de Matto Grosso, aff. dir.
do rio da Vaccaria, logo abaixo do riacho Guariroba e jA perto
de sua foz no Ivinheima (Dr. S. da Fonseca Dice. cit.).
ALBANO. Ilha do Estado do Amazonas, no rio Japura,
trib. do Solimoes. Comeca em frente do sitio de Joao Albano e
terminal defronte do lago Carar6. Tern a NE as ilhas do Ca-
meleao, Maria e Jacuruara, e a E am paranA-mirim que se-
para-a da costa chamada de Joao Albano. Fica na Long. 0.
de 230 12' 16".
ALBANO. 11ha do Estado do Parana, na bahia de Para-
nagua.
ALBANO. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o
mun. de Baependy e desagua no rio S. Pedro.
ALBARAJA.S. Selvagens que habitavam as vertentes do
rio Tocantins. Eram barbaros e intrataveis. Sua existencia e
attestada pelo capitao Paula Ribeiro no seu (Rotewo de viagem
que em i8i5 fez As capitanias do Maranhao e do Goyaz.
ALBARDAO. Log. do Estado de Santa Catharina, no dist.
da Enseada do Brito. no sertao do Campo de Aracatuba ; corn
uma esch. publ. creada pela Lei Prov. n. 1131 de 22 de setem-
bro de 1886.
ALBARDAO. Uma extensao proeminente e alongada do
terreno, como um espinhago de co, na costa do Estado do R. G.
do Sul. E' assim denaminada talvez pela semelhanga que tern
corn o albardio ou albarda das bestas muares. (c Da embocadura
do Rio Grande corre a costa corn o nome de Albardao na mesma
direccqo de SO. e na maior monotonia atI o rio Chuy, limited
do Brazil corn a Republica do Uruguay. A sua approximacao 6
perigosa por causa dos bancos de areia, sobretudo perto da
curva que descreve para 0. F6rma uma zona coberta de dunas,


quasi deshabitadas, entire o Oceano e a lagoa Mirim >. (Da Geogr.
Phys. de Wappoeus.)
ALBERTAO Log. do Estado de S. Paulo, no mun. do
E. Santo do Pinhal. 0 president dt Minas creon ahi corn o
conseonimento do de S. Paulo um logar de vigia corn o fim do
evitar extravios de guaeros de impjrta;o e exportagio sujeitos
a impostos daquelle Estado.
ALBERTO (Santo). Pov. do Estado do R. G. do Norte,
na com. do Assd, perto do Oceano, a 33 kils. 0. da ponta dos
Tres Irmaos.
ALBERTO (Santo). Fortaleza do Estado da Bahia, ao S.
do Arsenal de Guerra. Esta armada. Sobre ella diz o
Dr. Fausto de Souza no sea traballio Fortifica5ees no Brazil
Rev. do Inst. Hist., T. XLVIII, 1885): E' contemporanea
da de Santo Antonio, occupando corn esta os extromos da an-
tiga cidade. Situada sobra a praia, t'm a f6rma hexagonal
irreg lar : por se i pequeno desenvolvimento foi julgada inutil
pelo Conde da Ponte, que aconselhou a sua demolihao; foi,
por4m, conservada e della 6 que em 2 de julho de 1823 partiu
o signal para o embarque geral das forgas do general Madeira.
Em 1863, a commission incumbida do exame das fortalezas dessa
cidade achou que esta, montando nove canlioes, era uma das
que apresentava melhor estado de conservagao >.
ALBERTO (Santo). Morros de area na costa do Estado do
R. G. do Norte, entire a ponta dos Tres Irmaos e a pov. do
Caissara. D'fronte delles ha um baixio de iginal dennminacao
que corre parallel ao recife que tem origemn junto dos mes-
mos morros e termina no pontal de E. da referida Caissara
formando um canal. Descrevendo a costa desse Estado diz
Vital de Oliveira: < Duas milhas mais por NE. da ponta do
Caiara fica a primeira ponta dos Tres Irmaos (a de 0.), e
quasi a meio das duas o pontal de Santo Alberto. Este ligeiro
postal tem pouco antes dons comoros de area que denominam
MAorros de Santo Alberto, nos quaes sa observam algumas
moitas de matto e depois dellas poucos coqueiros. 0 pontal
fica aos 50 2' 12" de Lat. S. e 70 5' 22" de Long. E.)
ALBERTO. Serra no mun. de Porto Alegre do Estado do
R. G. do Norte, corn boas madeiras de construccAo. Deno-
minava-se SFelix.
ALBERTO (Santo). Rio do Estado do R. G. do Norte
Tera quando muito seis milhas de curso. E' alimentado por
quatro vertentes poderosas e recebe tambem part das aguas
os alcautilados que circundam sea valle. Nao tendo leito
proprio, ou antes achando-se este obstruido de maneira a nao
ser possivel reconhecel-o, o rio espraia-se pelos baixios e ala-
gadiaos, que se estendem pelo valle e dahi provem a des-
truicao de todas as plantaloes. Os moradores do valle, nao ha
muito, intentaram a abertura de um canal atW a lagSa do
Papary.
ALBERTO. Corrego do Estado de S. Paulo, banha o mun.
de S. Joao da Boa Vista e desagua no rio da Prata (laf. leeoc.).
ALBERTO DIAS. Pov. do Estado de Minas Geraes, a 16
kils. N. E. de Barbacena.
ALBERTO DIAS. Ribeirao do Estado de Minas Geraes,
aff. do rio das Mortes que o 6 do rio Grande ; corre entree
Barbacena e Carandahy e 6 atravessado pela E. F. Central do
Brazil. A ponte que ahi existed corn dous arcos lateraes plenos
de sete metres de vdo e um central de 13m,45, tern 3m de com-
primento e 9m,10 de altura sobre o nivel da agua. Esca ponte
dista 389 kils. da Capital Federal e fica a 1.043 metros sobre o
nivel do mar. Nesse ribeirio desagua o pequeno rio Palmeira.
ALBERTO DO CARVOEIRO (Santo). Antiga parochia do
Estado do Amazonas. Vide Carvoeiro.
ALBERTOS. Pequena pov. do Estado de Minas Geraes, na
freg. de S. Vicente Ferrer da Formiga.
ALBINO. Morro do Estado de Santa Catharina, nas proxi-
midades da ex-colonia Azambuja.
ALBINO. Ponta no man. de Cabo Frio do Estado do Rio
de Janeiro, proximo da praia do Anjo, e onde habitualmente
se desembarca para ir para o arraial.
ALBINO. Arroio do Estado do R. G. do Sul; desce da
serra do Pirap6 e desagua na margem esq. de Ijuhy-Grande,
trib. do Uruguay.
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ALBINO. Corrego do Estado de Minas Geraes, na estrada
que vai da Conquista a Boa Vista.

ALBUQUERQUE. Log. na freg. de Santo Antonio de
Therezopolis do Estado do Rio de Janeiro, na estrada da Se-
bastiana.

ALBUQUERQUE. Pov. do Estado de Matto Grosso, si-
tuada em uma chapada das serras de Albuquerque, na lat.
de 190 28' em dislancia de seis kils. do rio Paraguay, s-ndo
alagadico todo o terreno intermedio. Em 1796 estabeleceram-se
nesta paragem e nas suas immediacoes grande malocas dos
indios guancurds e guanas, que fugiaam a p'rseguiqao dos
hespanhoes do Paraguay. Em 1819 frei Jos6 Maria de Mace-
rata e outros dous frades capuchinhos, enviados pelo governor,
empregaram-se na cathechese dos indios, que alli ainda exis-
tiam, e fundaram a missio de V. S. da Mlisericordia, que,
por causa da proximidade da pov. de Albuq ierque, ftcu de-
signada pelo nome de Missio de Albuquerque. Transferindo-se
em 1827 para esse logar o quarter do commando da fronteira,
affluiram bastantes moradores aldm dos indios : atI que, pela
Lei Prov. de 26 de agosto de 1835, foi creada a freg. de N. S.
da Conceicdo de Albuquerque. Dahi provdm, que em alg iUn
escriptos e mappas, para nao confundir as duas povs., cha-
mou-se esta Albuquerque-novo e a outra Albuquerque-velho.
Emin 1856 tinha a pov. 825 habs. lives e 136 escravos, que
se empregavam na lavoura e criageo do gado. Foi devas-
tada pelos Paraguayos na invasdo de 1865. Pela Lei Prov.
n. 2 de 18 de outubro de 1869 licou reuaiida A freg. deCo-
rumba, tendo a s6de nesta ultima. Nas grande enchentes
as aguas do Paraguay transbordam at4 esta p iv. de Albu-
querque, e alli podem chegar embarcaq6es de quatro palmos de
calado. Na secca dista do rio a mesma pov. seis kils., ter-
reno plano e susceptivel de ser transitado por carros. Mas no
estado intermedio entire a extrema sicca e a maxima enchente,
nio ha caminho nem para canoas nem para carros. 0 porto
onde costumam abicar as canoas, chama-se Porto da Piuva,
por existir alli uma arvore desse nome, cujo trone flea sub-
mergido de 10 e mais palmos, estando o rio cheio. Algumas
ceateiias de bracas abaixo, o rio banha, em todo o tempo,
um pequeno morro cortado a pique, que nunca a inundaQao
cobre, mas cuja superlicie 6 muito pequena para que se possa
ahi fazer estabelecimento de algama importancia.s (Barao de
MelgaQo). Luiz d'Alincourt no Resultado dos trabalhos e in-
dagz ies estatisticas da prov. de Matto Grosso > (1828)-, diz:
( Pov. de Albuquerque. Est. na lat. de 190 0' 8", na long.
de 320" 3' 14". em posigdo elevada, na plaeura que faz um
morro, no sea cume, sobre a margem occidental do Paraguay,
junto ao angulo que descreve o rio, pois vindo em direcqao
geral de NNE. volta ahi de repente a Ldste ; tanto este morro
como os adjacentes sio de pedra calcarea. Foi olhado este
ponto come de importancia ao system geral da defesa ; con-
sideralao que a men ver, nao merece, por nao ter os requesitos
necessaries para tao important firn, e porque o inimigo sem
passar alli, p6de penetrar no interior da prove. subindo polo
Paraguay-mirim. Esta pov. consist em um largo rectan-
gular, corn uma capella no fundo, e o quartAl do commandant
no principio, e ao seu comprimento tern mais uma rua de cada
lado, ambas pouco povoadas; tem unicamente 183 almas, que
se sustentam principalmente de peixe. As poueas cabebas
de gado que possum custam muito a ir em augmento, porque
a abundancia dos morcegos por alli 6 tal, que nao deixa parar
os bezerros, e para escaparem sdo mettidos de noite em cur-
raes, mui bern barreados, o que dA muito trabalho qiella
pobre gente.> No Diario da Viagem do Dr. Francisco Josd de
Lacerda e Almeida l1-se : ( Corn march de 12 leguas che-
games a pov. de Albuquerque, correndo sempre o rio a Sul
corn varias voltas. Esta pov. 6 de miseraveis, que passam a
vida cheios de fome e nudez; o commandant della s6 cuida
em utilisar-se do suor delles. S6 estoo fartos de palmatoadas
correntes e rodas de pAo. Para determinarmos a long. deste
logar pelo eclipse do 20 satellite, nos demoramos nesta pov.
divertidos das materialidades do commandant. Foi deter-
minada a lat. 190 0' 8" e a long. de 320 3' 15".,

ALBUQUERQUE. Pov. do Estado de Matteo Grosso, situada
por 190 de Lat. S. e 59 58' de Long. de Pariz ou 14o 32' 0.
do Pdo de Assucar, no lo-ar onde o Paraguay, vindo de NNF.,
encontra as serras de Albuquerque e desvia seu curso a E e
DICC. GEOGR. 6


ESE 1. Foi mandada erigir polo governador Luiz de Albu-
querque. 0 auto de sua fundagio, que se mandou registrar cui-
dadosamente nas cameras e estacoes publicas da capitania, traz
a data de 21 de setembro de 1778. Conservou-se estacionaria a
pov. durante quasi 80 annos corn uma populagdo de, quando
muito, 150 almas. Ndo foi senao em fins de 1856 que corn a aber-
tura da navegadao do Paraguay, comegou a tomar algum incre-
mento. Desde 1855 mandara-se alli installar uma mesa de
rendas. Ha j'L muitos annos que, sem motive plausivel, intro-
duziu-se o nome de Corumbt, o qual aliAs designava anterior-
mente a face septentrional das serras de Albuquerque, para
designer a pov. Em 1855 o governor da prov. afim de evitar que
de future se tornasse inintelligiveis documents politicos e his-
toricos de algum valor, prohibit que nas communicaeqes offi-
ciaes, se fizesse useo de semelhante denominaco, a qual todavia
prevaleceu, send ato adoptada na correspondencia do Governo.
Vide, pois, Corumbi. (Bario de Melgago.)
ALBUQUERQUE. Serra do Estado de Matth Grosso, sin-
gular peor sua f6rma que 6 a de um quadrado formado pela re-
uniao de muitos rochedos, tend pouco mais ou menos 60 kils. de
cada face. 0 rio Paraguay corre ao long da base oriental desta
serra, que obriga-o a tomar uma direcgdo oriental. Defronte
della langa-se o Taquary no Paraguay. 0 Bario de Melgaco, no
sea Diccionari), diz : ALBUQUERQUE (Serras de). Territorio em
grande parte montuoso, situado na margem dir. do Paraguay
centre os parallels de 190 e 190 353'. E' um solido quadrangular
de 10 a 11 leguas de largo. A face do N., que corre de 0. a E.
6 banhada em parte pelas aguas da lag6a de Tamengos ou Ca-
ceres, e em parte pelo Paraguay em uma extensao de duas le-
guas, e ainda aldm, na ponta da serra do Rabicho que fdrma a
face oriental daquella serra, medeando um espago de duas le-
guas de terreno alagadigo. As faces de E. e S. sao limitadas por
pantanos e campos baixos, p)r onde penetra por diversos pontos
a inundagao periodic, atd maior ou menor distancia do interior.
0 lado occidental, que atravessa a linha divisoria do Brazil
corn a Republica da Bolivia, 6 formada por uma s6 matta de dif-
ficil transit por nao se achar nella agua para beber na estado
secca, e serem muitas parties alagadas no tempo das aguas. 0 dito
territorio term muitos logares proprios para lavoura e campos
para criagao de gado, porem nao em muito grand escala. Em
um Aviso do ministro D. Rodrigo de Souza Coutinho ao gover-
nador Caetano Pinto, em 3 de marco do 1798, vem annexa uema
nota, da qual se deprehende que a face do N. das serras de Al-
buquerque denominava-se antigamente serra de CorumbA.)
ALBUQUERQUE. Morro isolado na beira deoerta do rio
Paraguay, cinco leguas abaixo da foz do Miranda. E' mais co-
nhecido polo nome de morro da Pidiva. (B. de Melgago).
ALBUQUERQUE BARROS. Pequeao nucleo colonial no
mun. de Pelotas do Estado do R. G. do Sul.
ALBUTUHY. Rio do Estado do R. G. do Sul, desagua na
margem esq. do rio Uruguay. E' tambem deaominado Com-
mandahy.
ALCAQUZ. Arraial do Estado do R. G. do Norte, no mun.
de Papari; corn unia eseb. publ., creada pela Lei Prov. n. 981
de 11 junho de 1881 ; e uma capella.
ALCAMEA. Rio do Estado do Amazonas, aff. da margem
dir. do Uraricoera, mais tarde rio Branca, on trib. deste, se-
gundo outros.
ALCANTARA. Cidade e mun. do Estado do Maranhio,
sede da conm. de seu nome, n'uma collina de 60 pds de altura,
sobre a bahia de S. Marco-, a 26 kils. da cidade de S. Luiz, que
fica-lie fronteira. Ternm um porto excellent coin 38 palmos de
fund entire as pontas da Lage e de Jetahira. Possue cinco egrejas :
a Matriz, sob a invocaiao do apostolo S. Mathias, a do Desterro,
de S. Francisco, Santa Quiteria, e Rosario ; dous conventos : o de
N. S. das Mercds, fundado em 1659 sob a invocagao de N. S. dos
Remedies, e o de N. S. do Carmo, fundado em 1645, casa da
camera, cadeia, um forte em ruinas, um pbhorol, duas eschs.
publs. de inst. prim., etc. Foi antigamente aldeia dos Ameri-
canos ou Tapuytapera; mais tarde cap. da capitania de Cuman,
sujeita ao antigo Estado do Maranhao. Foi elevada a cathegoria


1 Segundo observaq5es barometricas do capitso Page, cominandante
do vapor ameiricano Watetvitch, 1854, Corumba esta acima do nivel do
mar 3 6 pis inglezes ou 120 imetros e 7 deciminetros.


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de villa em 22 de dezembro de 1648 e a de cidade pela Lei Prov.
n. 24 de 5 de julho de 1836. 0 mun. comprehend, alnm da pa-
rochia da cidade, mais as de S. Joao de Cortes e Santo Antonio
e Almas. Tern 15.000 habs. Agencia do correio. E' com. de ter-
ceira entr., creada e classificada pela Lei Prov. n. 7 de 2 de
abril de 1835 e pelos Decs. ns. 687 de 26 de julho de 1850; 4824,
4825 e 4826 de 22 de novembro e 4840 de 18 de dezembro de 1871,
4993 de 3 de julho de 1872 e 5458 de 7 de novembro de 1873.
Comprehende o termo de seu nome. creado o classificado pelos
Decs. ns. 173 de 15 novembro de 1842 e 5458 de 7 de novembro
de 1873. Pertence ao 20 dist. eleitoral, cuja s6de 6 a villa de
GuimarAes. Em 1881, alistaram-se nella 93 eleitores. < A villa
de Alcantara, escrevia em 1820 o coronel Antonio Bernardino
Pereira do Lago, que antigamente charmavaam Itapui-tapera, est'A
em uma eminencia de 60 p6s, pouco mais ou menos, sore o nivel
do mar; o seu calor de dia, e A sombra, 6 de 880 e de noite 780,
thermometro Farenheit. [As suas ruas sao mal calgadas ; tern
bells edificios, e talvez dos que se chamam nobres, 60, mas s6
em parte do inverno sio habitados, porque as families todas
residem quasi sempre nas suas fazendas; ha dous conventos, uRm
do Carmo e outro das Merces, e unia freg. de S. Mathias ; dias
pracas, a da Matriz e a do Carmo, e 11 rmas : a sua pcp. de ver'ao
anda por 2.500 almas e de inverno por 8.000. 0 porto 6 bom, e
entire a ponta da Lage at4 a de Jetahira o fundo 6 de 38 palmos
e onde podem fundear ate cinco fragatas, mas que so corn pratico
podem entrar e sahir ; este ancoradouro 6 facil protegel-o e de-
fendel-o tambem do lado da villa e da ilha do Livramento. Ha
aqui tambem excellentes salinas, e em annos ordinaries pode
estimar-se a quantidade de sal annualmente de 50 a 70.000 al-
queires.> Ayres de Casal descreve-a assim : < Alcantara, villa
grande, corn boa casaria, e vistosamente situada em terrreno le-
vantado, ornada coin quatro ermidas, um convento de Carmelitas
calcados, outro de Mere3narios, e um forte assentado no logar
onde existiu um bospicio de Jesuitas; fica tres leguas ao NO. da
cap. 0 algodi.o do seu territorio 6 o melhor da prov. e o arroz
a principal riqueza de seus habitadores. As salinas, que ficam
obra de tires milhas ao N. poderiam fornecer de born sal a muitas
provs. Isendo administradas, como no tempo dos Jesuitas, a
quem porbenceram>).
ALCANTARA. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na freg.
de Cordeiros no mun. de Nyteroi : ligado a esta cidade per uma
estrada ; corn uma esch. publ. de inst. prim, creada pela Lei
Prov. n. 1988 de 1873.
ALCANTARA. Esta6.o da E. de F. de Cantagallo, no mun.
da capital do Estado do Rio de Janeiro, no kil. 13.610 entire
S. Goncalo e Guaxindiba. A meio kil. dessa estaqco 6 o ponto
inicial da E. de F. de MaricA.
ALCANTARA. Ponta na entrada do porto do mesmo nome,
no Estado do Maranhaio. A i de setambro de 1884 foi exhibida
do novo pharolete ahi estabelecido urma luz branca, fixa, illu-
minando todo o horizonte, em substituiqdo da qur havia at
entao. 0 apparelho de luz 6 lenticular da 6a ordem. 0 piano
focal eleva-se 22m,00 ao nivel m6dio das mars e a luz sera vi-
sivel da distancia de nove milhas coin tempo claro. Posin o
GEOORAPHICA Lat. 2 24' 50" S.; Long. 1. 3' 3' do Rio do
Janeiro ; Long. 410 23' 5)" 0. Grw.; Long. 460 44' 05" 0. Pariz.
ALCANTARA. No poro poto da cidade deste nome, na argem da
babia de S. Marcos, fronteira a capital do Estado do Maranhbo,
foi construido em 1763 por ordem do governador Joaquir de Mello
Povoas, um forte sob a invocacao de S. Sebastioo ; cahindo em
ruinas, D. Diogo de Souza mandou reconstruil-o no fimn do
seculo passado, corn o ncme de A ostolo S. sllathias, armando-o
de nove canhoes, que estto hoje desmontados e o forte em aban-
dono. (Fausto de Souza.)
ALCANTARA. Rio o do Estado do Rio de Janeiro. Em sua
nasceate nao 6 mais do quoe um ribeiro, porrn, depois de ter
atravessado a estrada ao N. de S. Gonnalo (Nyteroi) e de ser
engrossado corn o cabedal de varies ribeiros, torna-se mais largo
e profundo. Desagua na margem esq. do Gutiaxindiba.
ALqAPAO. Na carta' da ilha de Maraj6 de Velloso Barreto
vem figurado umrn lago corn o nome de Alcap.o, do qual sahem os
rios Cajutuba e Ganhoao que vao desaguar no Oceano defronte
da Ilha Mexiana. 0 Sr. Ferreira Penna, no seou trabalho da ilha
Maraj6 faz mengao do logo AJhapdo na Fazenda dos Cajueiros .
ALCAPARRINHA. Log. do Estado de Pernambuco, na
freg. de Tracunhaem.


ALCATRAZES. Corn este nome sao figarados um banco e
duas ilhas na foz dos rios Gargahd e Parahyba em uma Cartc
da barra, rio e p3rto da Parahyba do Nortelevantada em 1803
por Jos6 Fernandes Portugal (Arch. Mil.).

ALCATRAZES. Reuniao de pequenas ilhas em frente da
costa do Estado de S. Paulo, cerea de 24 kils. ao S. da bahia de
S. Sebastiao. Posigiio do ancoradouro do NO. 240 6' 10" S. e
20 32' 30" 0. do Rio de Janeiro. Os indios as denominavam
Uraritad.
ALCOBACA. Villa e mun. do Estado da Bahia, sede da
com. do se0 nome, aos 170 31' 45" de Lat. e 41t 31' 45" de
Long. (Mouchez), A margem esq. do rio Itanhem on Ita-
nhaem, proxima A barra. Na resposta envi.da em 1881 pela
camera deste mun. ao quest. formulado pela Bibl. Nac.
16-se : < Pelo lado de E. 6 este mun. banhado pelo Oceano,
e cercada a costa por grandps recifes na distancia de cinco leguas
mais ou menos, nos quaes existem os canes do Norte,
Nordeste, Ldste e S'oDste, em que podern entrar navios de
qualquer calado, dirigidos por praticos. A barra, ao S. da villa,
d6 entrada e sahida nas mares vivas a barcos que demandem
10 ou 12 palmos d'agua, e sete ou oito nas mares mortas,
isto 6, na prea-mnar, comquanto o porto a 0. da Villa, apresente
maior profundidade.- Ha algumas ilhas de mangues e de
mattos no rio, que pouco ou nada embaraqam a navegagio.-
Sou territorio 6 banhado pelos rios Itanhem e Itanhentinga.-
O mun. 6 geralmente salubre, mas depois dos periods chuvosos,
na costa e especialmente nas margens do Itanhem, appa-
recem algamas vezes febres intermittentes e algumras de mro
character. Rarissimo 6 o caso de febre amarella e este mun.
teve a felicidade de noto ter sido visilado p'lo cholera-morbus.
- Os mais usuaes mineraes sdo : o barro de olaria, o saibro,
a tabatinga-vermelha e branca, e a pedra calcarea nos
recipes de que ja tratamos. Consta-nos ter-se encontrado na
cachoeira do Itanhem pedacos de crystal vermelho, branco
e roxo, post que ignore-se o logar de suas jazidas, assim
como ouro.- A vi'la de Alcobaca foi primitivamentO um logar
desert e combatido do gentio bravio. Em 1747. pouco mais ou
menos, principiou a ser habitado este logar por dous moradores
da entao Villa de Caravellas, por nome Antonio Gomes Pereira
e Antonio Mendes, e em 1767 ja se contavam 25 a 26 habs.
Desde esta data, send progressive a concurrencia de mo-
radores, e ji existindo no arraial, em que se venerava o
Glorioso S. Bernardo, em 12 de novembro de 1772, present
o Dr. Jos6 Xavier Machado Monteiro, Cavalleiro professo na
Ordem de Christo, do Desembargo de S. M. Fidelissima El-Rei
D. Jos6 I, seu Desembargador numerario da Casa da Sup-
plicacdo, corn exereicio de Ouvidor Geral, e Provedor da
antiga Capitania de Porto Seguro, que tendo feito preceder
edital de convocagio aos povos visinhos de Caravellas e Prado,
o erigiu em Parochia, que teve por Padroeiro ou Orago o
mesmo Glorioso S. Bernardo, tomando posse successivamente e
dando instituigdo canonica 6. dita parochia, o padre Pedro
Affonso. Neste mesmo dia, a tarde, acompanhado de todos
os habs., tanto da nova parochia, como das villas visinhas,
que para ahi haviam concorrido, o dito Dr. Machado Monteiro
irigiu-se A praga, em que jA se achava preparado o pelourinho,
e sendo arvorado este coin as formulas do costume, erguendo
elle a voz, alta e intelligivel, proclamou a nova Villa de
Alcobaca, em virtude da Carta R16gia de S. M. Fidelissima;
ao que rodo o povo responded corn estrepilosos vivas a S. M.
El-Rei D. Jos6 I. Esta villa, na parte civil, pertenceu outr'ora
a villa e hoje cidade de Caravellas, send o primeiro juiz
municipal lettrado que vein administrar Justica, em 1842, o
bacliharel em direito Leovegildo d'Amorim Filgueiras.- A
pop. livre deste mun. sera de 4.00) a 5.000 almas ; a escrava
de 510 pela classificando recentemente feita. Desta pop. habitam
a villa 1.500 almas mait ou menos.- A lavoura do mun,
consiste na cultira de caf6, cacaio e fumo em pequena escala,
mandioca, milho. arroz, f'eijio e mamona. A grande criaeito
consiste em gado vaccum, cavallar, lanigero, cabrumn e suino.
A industrial fabril consiste unicamrente e01 faribiha de man-
dioca.- Dista esta villa cerca do 90 leguas da Capital do
Estado, cinco leguas ao S. de Caravellas, e quatro da villa
do Prado ao Norte.) A Carta Regia que creou a villa de
Alcobaea tern a data de 3 de marqo de 1755. E' com. de s'gunda
entrancia, creada pela Lei Prov. n. 1447 de 4 de setembro de
1874 e classificada pelo Dec. n 5759 de 1 de outubro do memo
anno. Pertence ao 60 dist. eleitoral, cuja s6de 6 a cidade de


ALQ








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Ilhdos. Em 1881 alistaram-se nella 88 eleitores. Tern duas
eschs. publs. de inst. prim. Agencia do correio. Estagilo
telegraphica. Monsenhor Pizarro. em suas Mems. Hits. T. V,
p. 147, diz : Concorrendo sufficient povo a cultivar as
margens proximas do rio Ianhm o Itanhem no dist. de Caravellas
quo eram habitadas por indios, cuja situacdo assAs se alongava
do auxilio parochial. creou por isso a Portaria de 9 de
novembro de 1771 uma parochia sob o titulo de S. Bernardo,
onde os colonos novos pudessem achar mais promptos, os
Santos Sacramentos, e satisfazer os preceitos da egreja. De-
terminando os Alvaras de 20 de outubro, e 22 de dezembro
deo 795, e a Carta Regia de it do novembro de 1797, que as egrejas
firmemente estabelecidas, mas conservadas corn a natureza de
amoviveis, subissem a classes das colladas, entrou esta a gozar
da prerogative de perpetua; e tendo-a parochiado primeiro, como
vigario encommendado, o padre Pedro Affonso. foi seu primeiro
proprietario o padre Joao Ferreira Villaca, dpsde o mez de
julho de 1797. A ponco mais de 460 chegar6. o numero de
'fre-guezes, obrigados a sacramento, cujo povo, obedecendo A
Vara da Corn. de Caravellas nas dependencias do fdro ec-
clesiastico, e sujeito nas material Civis ao Governo da Bahia,
a qnem pertence a correicAo da Villa, fundada abi no anno
de 1772 corn o titulo de AlcobaQa, nome que entao se deu ao
territorio, distant sete leguas da villa de Santo Antonio de
Caravellas >.
ALCOBAQA. Parochia do Estado do ParA, no term de
Baigo. Orago S. Pedro e diocese de Bel6m. Foi creada pelaLei
Prov. n. 661 deo 31 de outubro de 1870. Denominava-se S. Pedro
de Pederneiras do Alto Tocantins, nome que foi suibstituido
pelo actual em virtude da Lei Prov. n. 845 de 23 de abril de 1875
E' ahi o ponto terminal da estrada entire os Estados do Parn e
de Goyaz. Pertence ao20 dist. eleitoral, cinja side 6a cidade de
Cameta. Tern duas eschs. publs. de inst. prim.
ALCOBAQA. Forte do Estado do Para, a 144 kils. S. da
cidade de CametA, na margem esq. do Tocantins. Serviu de li-
mite aes Estados do Par; e de Goyaz, juntamente com o dos
Arroios, que fica-lhe fronteirona margem opposta daquelle rio.
< Em 1782, diz Baena, mandou o governador geral Jose de Na-
poles Tello de Menezes engastar, debaixo da direccio do major
engenheiro Joao Vasco Manoel de Braun, em situacgo umia le-
gua inferior do riacho Caraip4, outro logar corn o appellido de
Alcobaqa e annexo a elle um forte de fachina, chamado deN. S.
de Nazareth, cavalgado de seis peQas do artilharia do calibre me-
nor que o median, cujo logar foi transplantado em 1793 pelo
governador D. Francisco de Souza Coutinho para um sitio fron-
teiro a6 ilha do Ararapa ou Arapap6, entire a cachoeira Tapai-
unacoarae Guariba, dando-lhe o nome de Arroyos.
ALDEA. Parochia do Estado da Bahia, na com. o term de
Nazareth, a 13,9 kils. da sede do mun. na margem dir. do rio
Aratuhipe. Orago Sant'Anna e diocese archiepiscopal do
S. Salvador. Foi em principio ura capella da freg. do N. S.
d'Ajuda da Villa de Jaguaribe, sendo depois elevada a cathe-
goria de parochia pela Lei Prov. n. 132 de 2 de jinho de 1840.
Tern 5.103 habs. e duas eschs. publs. de inst. prim. Pertence
ao 50 dist. eleitoral, cuja sede 6 a cidade de Nazareth. Em 1881
alislaram-se nella 58 eleitores. Agencia do correio, creada pela
Portaria de 13 de agosto de 1881. Foi elevada a villa corn o
nome de Aratuhipe.
ALDEA. Parochia do Estado do Rio de Janeiro. Vide Pedro
d'Aldeta (S.).
ALDEA. Antiga parochia do Estado do R. G. do Sul, na
com. e termo da cidade de Porto Alegre, na margem do rio
Butucarahy e a 30 kils. da capital. Foi fundada pelo governa-
dor Jos4 Marcellino de Figueiredo que, reminindo os indios
Butucares, e algamas families de Tapes, alli os estabeleceu.
Orago N. S. dos Anjos e diocese de S. Pedro. Foi creada
parochia pelo Alvark de 22 do setembro de 1795 e elevada
a cathegoria de villa corn o nome de Gravatahy pelo art. I da
Lei Prov. n. 1247 de 11 dejunho de 1880. Tern 4.700 habs. Video
Oravatahy.
ALDEA. Log. na cidade de Santarem do Estado do Para
A Portaria de I de fevereiro de 1873 creou ahi uma esch. publ.
de inst. prim.
ALDEA. Log. na cidade de CametA do Estado do Para. A
Portaria de 25 de outubro de 1872 creou ahi uma esch. publ. do
inst. prim.


ALDEA. Pov. do Estado do Part, no mun. de Mocajuba, A
margem dir. do furo Tauarehe.
ALDEA. Log. no dist. de Brotas do Estado do Matto Grosso
corn unma esch. publ. mixta de inst. prim., creada pela Lei
Prov. n. 665 de 22 de setembro de 1885.
ALDEA. Ilha do Estado da Bahia, no rio S. Francisco
entire Chique-Chique e Remanso (Halfeld.).
ALDEA. Rio do Estado do Para, no mun. de Braganca.
ALDEA. Rio do Estado do Sergipe ; nasce no sitio Gado
Bravo e desagua no Japaratuba no sitio Tapuyo da freg. da
Capella. Nunca secca. (Inf. loc.)
ALDEA. Rio do Estado do Rio de Janeiro, nasce na serra
do Leandro e desagua no mar defronte da ilha de Itacurussi.
Proximo 6 sua foz lica a ponta da Aldea.
ALDEA. Corrego do Estado do Rio de Janeiro, atravessa a
estrada do Commercio e desagua na margem esq. do corrego
dos Ferreiros, aff. do ribeirao da Cachoeira Grande que o 6 do
rio Utum (Planta hydro-topographica daestrada do Commercio,
por Conrado Jacob Niemeyer. 1844.)
ALDEA. Rio do Estado do Rio de Janeiro, nasce na corn.
de Nyterdi e langa-so no Macaci pela margem esq. abaixo do
Porto das Caixas. na com. de Itaborahy. E' navegavel da freg.
de N. S. da Conceicao do Porto das Caixas em diante. Atra-
vessa a estrada de Niterdi a Itaborahy. Recebe o Capuaba,
Carro, Vargea, Cabussd e Tingidouro.
ALDEA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes,I nasce nas
extremes do EsIado com o de Goyaz, reuine-se corn ribeirao do
Carmo, tomando entio os dous o nome de Barra da Egua, corn
que vdo desaguar na margem esq. do S. Pedro, trilt. do Para-
catd (Inf. loc.)
ALDEA. Ribeirao do Estado de Goyaz, desagua na margem
esq. do ribeirdo da Anta, trib. da margem dir. d Araguaya
(Cunha Mattos, Itinerario.)
ALDEA DA PEDRA. Log. do Estado do Rio de Janeiro,
na frog. de S. Josd de Leonissa do termo de S, Fidelis, a6
margem do rio Parahyba. Foi creada capella filial curada da
freg. de S. Fidelis pela Lei Prov. n. 17 de 4 de m io de 1842.
Tem agencia de correio. Vide Leonissma.
ALDEA DA PEDRA. Estacio da E. de F. d| Cantagallo
no ramal deste nome ; no Estado do Rio de JaneirA.
ALDEA DE BAIXO. Pov. do Estado da Bah a, na cornm.
de Chiquie-Chique, na margem do rio S. Francisco defronte da
pov. de Malhadas, que fica na margem opposta.
ALDEA DE S. JOAO. Log. do mun. do Itanha n do Estado
de S. Paulo, corn uma esch. publ. de inst. prim.
ALDEA DE S. LUIZ. Assim denominava-se antigamente
a actual frog. de S. Vicente Ferrer no mun. de IRezende, no
Estado do Rio de Janeiro.
ALDEA DE S. PEDRO. Vasta bahia, profun issima, agi-
tada corn os ventos NE. e SO., na lag6a de Afraruama, do
Estado do Rio de Janeiro. Tern 18 kils. na miior largura
Ha ahi um porto de embarque, ondem tocam os /vapores da
Companhia Jorddo & Ca Tern importantes salinas
ALDEA DO ARATIOCU. Segundo a autoridade do arcipreste
Dr. Monteiro do Noronha, a Villa de Oeiras, np Estado do
Para, teve seu primeiro estabelecimento corn o nome de Aldea
do Araticd. Baena 6 da mesma opinitio. Foil essa aldea
missionada pelos Jesuitas.
ALDEA DO CAMPO. Antiga aldea ao S. do rio Doce,
na distancia approximada de 18 kils. ao N. da 41dea Velha.
Em 1557 foi fundada polo jesuita Affonso Braz|. Sens habs.
empregavam-se no fabric e exportaailo da cal.
ALDEA DOCE. Log. do Estado de Minas Gegaes, no dist.
do Born Despacho e mun. de Inhauma (Santo Antonio do
Monte) ; corn uma esch. publ. de inst. prim., creida pela Lei
Prov. n. 2923 de 25 de setembro de 1882.
ALDEA FLOR. Foi o primeiro estabelecime to da actual
Villa de Canguaretama, no Estado do R. G. do lorte.
ALDEA GRANDE. Aldea de selvagens no mun. de Mi-
randa, Estado de Matto Grosso. Em 1885 contsva 103 indi-
viduos, sendo 58 homes e 45 mulheres.


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ALDEA MARIA. Log. a 90 kils. da capital do Estado de
Goyaz. Sob o titulo Industreia do amiantho em Goyaz piu-
blicou o Sr. Roberto Boussd no Publicador Goyano de 23
de Outubro de 1836 urn artigo, do qual extractamos o seguinte :
o Encontrei na Aldea Maria, a 15 leguas desta capital, ricas
jazidas de amiantho, a poaca distancia umas das outras e de
primeira qualidade: claro, flexivel, sedoso e de longos fios.
Colhi diversas amostras, uma das quaes offereci ao Museu
Nacionalo.
ALDEAMENTO. Bairro em S. Joio Baptista do Rio Verde;
no Estado de S. Paulo ; corn uma each. publ. de inst. prim.
ALDEAMENTO AFFONSINO. Parochia do Estado do E.
Santo, no mun. do Cachoeiro do Itapemirim. regada pelo rio
Castello. Orago N. S. da Conceicao e diocese de S. Sebas-
tiao. Foi creada parochia pela Lei Prov. n. 9 de 15 do no-
vembro de 1871. A populag~o e calculada em 2.003 habs. Per-
tence ao 20 dist. eleitoral, cuja side 4 Benevente. Tern duas
eschs. publs. de inst. prim. Passou a denominar-se freg. da
Conceifio do Castello pelo Dec. n. 12 de 19 de Fevereiro de
1890.
ALDEAS ALTAS. Antiga cornm. do Estado do Maranhao,
creada pela Lei Geral de 15 de janeiro de composta dos
terms de Caxias e do Brejo. A Assemblea Prov. separou
della a Villa do Brejo para crear a nova corn. deste
nome, dando Aquella as denomina6es de Caxias e S. Jose
dos Matt5es. A actual cidade de Caxias conservou por muito
tempo os nomoe de Aldeas Altas e de Caxias das Aldeas
Altas.
ALDEA VELHA. Pov. do Estado do Rio do Janeiro, na
foz do rio do seu nome, trib. do S. Joao.
ALDEA VELHA. Pov. do Estado do Rio de Janeiro, na
freg. de Itambye mun. de Itaborahy ; com duas eschs. pubs.
de inst. prim., creadas pelas Leis Provs. n. 1759 de 30 de no-
vembro de 1872 e 2105 do 26 de dezembro de 1874.
ALDEA VELHA. Rio do Estado do E. Santo, no mun. de
Guarapary. E' formado do mesmo brago de mar que f6rma o
porto de Guarapary. E' navegavel por canoas grande e lanchas
em conduccgo de cargas.
ALDEA VELHA. E' assim tambem denominado o rio
Santa Cruz, no Estado do E. Santo.
ALDEA VELHA. Rio do Estado do Rio de Janeiro, jun-
ta-se com o IpucA e vai desaguar na margem esq. do S. Jo0o.
Junto a elle existiu outr'ora a aldea de IpucA. Recebe o rio da
Capueira.
ALDEA VELHA DE GUARAPARY. Aldea do Estado
do E. Santo, no mun. de Guarapary, sobre a margem esq. do
rio deste nome, a novel kils. a 0. daquella villa ; corn uma esch.
publ. de inst. prim., creada pelo art. I da Lei Prov. n. 21 de
13 de novembro de 1875.
ALDEOTA. Morro no mun. da Capital do Estado do
CearA.
ALECRIM. Log. do Estado do R. G. do Norte, no mun. de
Canguaretama.
ALECRIM. Log. no mun. de Aguas Bellas no Estado de
Pernambuco.
ALECRIM. Suburbio da frog. de S. Braz do Suassuhy ; no
Estado de Minas Geraes.
ALECRIM. Morro na cidade de Caxias no Estado do Ma-
ranhilo. Acha-se ahi em construcqio um quartel. (Vide
Agudo.)
ALECRIM. Serra do Estado de Sergipe, no mun. de Ita-
baiana.
ALECRIM. Serra do Estado de Minas Geraes, no mun. da
Pedra Branca.
ALECRIM. Morro do Estado de Goyaz, nas proximidades
do rio S. Bartholomeu. E' elevado, arido e pedregoso, Saint-
Hilaire esteve nolle.
ALECRIM. Serra do Estado de Matto Grosso. Junto a ella
correm os rios Alecrim e Parnahyba. Diz o Dr. S. da Fonseca
(Dico. cit.) ser essa serra um espigao da serra da Chapada e qua
por ella passa a estrada para Goyaz.


ALECRIM. Rio do Estado do ParanA, aff. do rio do
Peixe. Serve do divisa a frag. de S. Jeronymo do termo do
Tibagy.
ALECRIM. Pequeno rio do Estado de Minas Geraes, aff.
do rio Preto, que o e do Arassuahy.
ALECRIM. Rio do Estado de Matto Grosso; nasce na serra
do sea nome e desagua no Parnahyba, aff. do S. Lourenco.
ALEGRAO. Log. do mun. do Pereiro no Estado do
CearA.
ALEGRE. Villa e mun. do Estado do E. Santo. ex-parochia
do mun. do Cachoeiro do Itapemirim, regada pelos ribeir6es
do Alegre e Conceigio. Orago N. S. da Penha e diocese de
S. Sebastiao. Foi creada parochia pela Lei Prov. n. 339 de 23
de julho de 1858. Tem 2.789 habs. E' ligada por uma estrada is
fregs. do Veado e S. Jos6 do Calgado. Agencia do correio.
Partence ao 20 dist. eleitoral, cuja s6de e a cidade de Anchieta
Em 1881, alistaram-se nella 45 eleitores. Foi elevada a cathe-
goria de villa pela Lei Prov. n. 18 de 3 de abril de 1884, quo
constituiu sea mun. coin as parochias do Alegre e de S. Miguel
do Veado e corn o dist. deS. Jose do Calcado. A freg. estA
assente a margem esq. do rio Alegre, em um logar ventilado e
salubre. Sun matriz, erect sobre urma pitoresca collina, domina
today a pov., o que produz muito agradavel effeito. Export
cafe e produz abundantemente canna de assucar, algodao, fumo
milho, feijao, arroz e maudioca. E' separada da freg. do
Cachoeiro do Itapemirim polo Vallao do Morro Secco. Sobre
suas divisas vide entire outras a Lei Prov. n. 2 de 21 de outubro
de 1886. Nella ficam os logares denominados Valla do Souza,
Ponta do Norte e Cafe. A 16 de setembro de 1887 foi inaugu-
rada a E. F. do Cachoeiro do Itapemirim ao Alegre, corn um
ramal para o Castello. A linha part do Cachoeiro e, seguindo a
margem dir. do Itapemirim, terminal no Alegre coin um per-
curso de 50 kils. Da estacao de Mattosinhos, a 17 kils. do
Cachoeiro, part o ramal do Castello, na extensao de 22 kils.
As estao6es s6o quatro : Cachoeiro, Mattosinhos, Alegre e
Castello.
ALEGRE. Log. no mun. de Miritiba do Estado do Ma-
ranhao, ao lado dir. do rio PeriA.
ALEGRE. Log do Estado de Pernambuco, na freg. de
S. Josd da Agonia e mun. de Agua Preta.
ALEGRE. Pov. do Estado de Pernambuco, na corn. da B6a
Vista, na margem esq. do rio S. Francisco, cerca de oito kils.
ao NE. de Petrolina.
ALEGRE. Antiga capella da freg. de S. Jos6 do Carinhanha
no Estado da Bahia. E' sade da freg. de S Joao dos Geraes,
creadapelo art. I da Lei Prov. n. 2098 de 18 de agosto de 1880.
Tern uma esch. publ. do inst. prim., creada pola Lei Prov.
n. 1393 de 4 de maio de 1874.
ALEGRE, Arraial do Estado da Bahia, no termo de Sento
S6, corn uma esch. publ. de inst. prim., creada pela Lei Prov.
n. 2106 de 23 de agosto de 1880.
ALEGRE. Log. do Estado de S. Paulo, na estrada do
Cananea. Desie ponto parte o ramal para Xiririca. A dis-
tancia da colonial de Cananda ao Alegre e de 38K,711.
ALEGRE. Log. do Estado do S. Paulo, no termo de
S. Joao da B6a Vista, corn exteasos cafesaes e uma esch. publ.
de inst. prim.
ALEGRE. Log. do Estado de Minas Geraes, no mun. do
Grao-Mogol.
ALEGRE. Log. na margem do rio Taquary no Estado de
Matto Grosso.
ALEGRE. Fazenda na margem esq. do rio S. Lourenco,
cerca do 66 kils. abaixo da foz do CuyabA, no Estado de Matto
Grosso. Tornou-se notavel por ter sido, em 11 de junho de 1867,
o logar de encontro entire o vapor paragiayo Salto de Gvayra
e os vapores nacionaes Antonio Jo-to e JaurA ea forga expe-
dicionaria, que voltava de CorumbA para a Capital. < No tempo
das aguas, diz o Dr. S. da Fonseca (Dicc. cut.), quando a
enchente inunda o vasto territorio ccnhecido por pantanaes ou
lago dos Xartyes, esoe sitio eleva-se sobranceiro as maiores
enchentes. A elle dirigiam-se as monq6es de S. Paulo, vindas
pelo Taquary, onde deixavam o rio noutro sitio identico e
tambam chamado Pouso Alegre, e eacurtando distancias, cor-


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tavam a rumo por cima de florestas e campos inundados, ora
em direcio ao Paraguay, ora em direcgdo a este pontoon.
ALEG1~E. Ponta na costa occidental da lagoa Mirim.
no Estado do R. G. do Sul. Jaz na Lat. S. de 32 24'
e Long. Occ. de 90 13' 20" do meridiano do Rio de Ja-
neiro.
ALEGRE. Monte de areia na costa do Estado do Maranhao
por 67 NO. da barra das PreguiCas e a distancia de 24 milhas
da ilha de Sant'Anna.
ALEGRE. Outeiro no mun. do Santa Luzia do rio Real
e Estado de Sergipe, corn vista aprazivel para o alto mar
(Inf. loc.).
ALEGRE. Monte do Estado do Rio de Janeiro, no mun. do
Saquarema, em terras onde o Visconde de Itaboraby teve uma
fazenda.
ALEGRE. Serra do Estado de S. Paulo, no mun. de S. Joao
da Boa Vista (Inf. loc.).
ALEGRE. Morro do Estado de S. Paulo, no mun. de Gua-
rehy.
ALEGRE (Morro). Itamb4 ou tromba da serra do Paraguay,
que 6 avistada deste rio a ENE. do Descalvado. Dista quatro
a seis kils. do rio. (Dr. S. da Fonseca. Dice. cit.)
ALEGRE. Rio do Estado do Maranhao, nasce na serra
de Itapicuri e ntra no rio Parnahyba defronte da ilha de
S. Gongalo.
ALEGRE. Riacho do Estado da Bahia, no mun. do Re-
manso (Inf. loc.).
ALEGRE. Riacho do Estado da Bahia, banha o mun. da
Abbadia e desagaa no rio Azul, trib. do Itapicunri.
ALEGRE. Riacho do Estado da Bahia, no mun. de Ca-
rinhanha. (Inf. loc.)
ALEGRE. Ribeirio do Estado do E. Santo, rega a parochia
do seu nome a desagua no rio Itapemirim, 42 kils. acima da
cidade do Cachoeiro do Itapemirim e a 102 da foz. Recebe o
ribeirdo do Caf6. Sua foz 6 o ponto terminal da E. de F. Itape-
mirim, que pertence A Companhia de NavegacAo e E. de F.
E. Santo e Caravellas. 0 Dice. Geog. do Estado da esse
ribeiril desaguando no rio Itabapoana.
ALEGRE. RibeirUo que rega a parochial do Campo Alegro
e lanC.a-se nA Parahyba pela margem dir. acima de Rezende,
cidade do Estado do Rio de Janeiro.
ALEGRE. Ribeirio do Estado de S. Paulo, aff. do rio
S. Jo-d. Limita a freg. de S. Jose do mun. do Parana-
panema.
ALEGRE. Correge do Estado de S. Paulo, banha o nmun.
de S. Joio da BOa Vista e desagua na margem esq. do rio da
Prata, aff. do Jaguary.
ALEGRE. Rio do Estado do Parana, no mun. de Guara-
tuba : desagua na bahia deste nome.
ALEGRE. Rio do Estado do Parana, corre entire as fazen-
das de Monte Alegre e Fortaleza e vai desagnar no rio Tibagy
(Inf. loc.).
ALEGRE. Arroio do Estado do R. G. do Sul, f6rma oun
trib. do rio Ijuby Grande, aff. do Uruguay.
ALEGRE. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, aff. do
rio Gloria. nas divisas da feeg. de S. Francisco do Gloria.
(Art. II da Lei Prov. n. 2306 de it de julho de 1876.)
ALEGRE. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. do
rio S. Francisco, trib. do rio Grande. Banha o mun. do
Fructal.
ALEGRE. Corrego do Estado de Goyaz, aff. do ribeiralo
dos Bois, que 6 trib. do rio Maranha.o. No Dice. de J. M. P.
de Alencastro (Msc. da Bibl. Nac.) 6 mencionado esse rio
como trib. do Anicuns Grande, aff. do rio dos Bois. Do mun.
de Santa Luzia nos fazem menCgo de urn rio Alegre, aff. da
margem esq. do rio Maranhao.
ALEGRE. Corrego do Estado de Goyaz, banha o mun. de
Santa Luzia e desagua na margem dir. do rio S. Bartholomeu.
(Inf. loc.).


ALEGRE. Rio do Estado de Matto Grosso; nasce na serra
de Aguapehy, proximo ao rio deste nome, recebe a cerca de
36 kits. distant do Guapord as aguas do rio Barbados e entra
na margem esq. do Guapord, tres kils. ao S. da cidade de Matto
Grosso, proximo a foz do Sarard e a cerca de 280 kils. das
origens do Guapor6. Tern mais de 220 kils. de curso e 6 no-
tavel por ser delle que pretendeu-se a formagdo do canal que
devia ligar as aguas do Amazonas As do Prata pelas do Agua-
pehy. 0 bardo de Melgago assim descreve esse rio: A Rio, cujas
fontes, situadas pela Lat. de 16o na extremidade de SO. da
serra de Aguapehy, distam poucos palmos das do rio deste
nomr, e correm quasi parallelos. Menos de uma milha distamn
um do outro no local, onde se despenham da serra, sete leguas
a NE. de sua origem. Dahi o Alegre dirige-se a N. e NO.,
serpenteando no valle formado pelas sierras de Aguapehy e
Santa Barbara. Ao encostar-se a esta, f6rma uma grande
cachoeira. Vai depois a 0. entrar no Guapord, meia legua
acima da cidade de Matto Grosso. Tres leguas acima desta
confl. o Alegre recebe pela esq. o rio dos Barbados, que vemi
do S., e tern sua fonte na lagea Rabccac, 50 milhas ao S. da
cidade de Mitto Gross3. Sobre a margemn dir. deste rio dos
Barbados esta situado o estabelecimento de Cazalvasco. Foi
pela primeira vez navegado em 1738. A respeito do seu vara-
douro para o Aguapehy, vide este ultimo nome.s Foi descoberto
em 1738 (Vide Mem. Chron. da Cap de Matto Grosso, prinoi-
palmente da Provedoria d% Fazenda Real, etc., por Felippe
Jos4 Nogueira Coelho. Rev. do Inst. Hist. T. XIII p. 136.).
ALEGRE. Bahia a margem dir. do Paraguay, seis kils.
acima da foz do Jacobina ; no Estado de Matto Grosso. (Dr. S.
da Fonseca Dice. cit.).
ALEGRE. Cachoeira no rio Doce, no Estado de Minas
Geraes. E' mencionada por d'Alincourt.
ALEGRE. Video Miritiba.
ALEGRE ESPERANQA. Log. do Estado de S. Paulo, no
mun. do Bananal.
ALEGRES. Villa e mun. do Estado de Minas Geraes, na
corn. de Paracatd; banhada pelos rios Verde e Catinga, tribes.
do Paracatd, proxima da serra de Andrequicd. Orago Santa
Anna e diocese de Diamantina. Foi creada parochia pela Re-
solugdo de 31 de maio de 1815, incorporada ao mun. de Para-
catd pelo I art. I da Lei Prov. n. 1713 de 5 de outubro de
1870 ; elevada 6. cathegoria de villa pelo art. I da Lei Provey.
n. 1993 de 13 de novembro de 1873. A pop. 6 avaliada em 3.000
habs. Pertence a o dist. electoral, cuja sede 6 a cidade de
Paracatd. Em 1881, alistaram-se nella 23 eleitores. Sobre suas
divisas vide, entire outras, a Lei Prov. n. 3272 de 30 de outubro
de 1884. Dista de Paracatdi pouco menos de 120 kils. Sua pop.
emprega-se na cultural de cereaes, criacao de gado vaccum e
cavallar, no cortume da solla e couros miudos, na extracc"o de
salitre e na mineraqco. 0 clima 6 salubre, menos a margem
dos rios. Agencia do correio. Duas eschs. pubis. de inst. prim.
ALEGRES. Parochia do Estado de Minas Geraes, no mun.
da Pedra Branca. Foi creada pelo art. II da Lei Prov. n. 2281
de 10 de julho de 1876. Pertence ao 11 dist. eleitoral, cuja
s6de 6 a cidade de Pouso Alto. Orago S. Jose. Foi desmembrada
do mun. da Christina e annexada ao da Pedra Branca pela
Lei Prov n. 3275 de 20 de outubro de 1884. Ternm duas eschs.
pubis. de inst. prim.
ALEGRES. Rio do Estado de Minas Geraes, banha a pov.
do seu nome e desagua no rio Sapacaby. Recebe o rio do Vin-
tem. (Inf. loc.)
ALEGRES. Rio do Estado de Minas Geraes ; nasce na serra
das Almas e desagua na margem esq. do rio Catinga, aff. do
Paracat d.
ALEGRETE. Cidade e mun. do Estado do R. G. do Sul,
sede da corn. do sen nome, em terreno mais on menos elevado,
na margem esq do Ibirapuitan (rio de PAu Vermelho), 42 kils.
acima da juncqao deste rio coin o Ibicuhy. 0 territorio do mun.
6 banhado pelo arroio Sarandy, que o separa do mini. de Santa
Anna do Livramento (art. II da Lei Prov. n. 761 de 4 de maio
de 1871), oelo arroio Lageado Grande, Chapdo, Acouta Cavallo,
Vaccaqua", Cavera, Saican. Itapevy e outros. E' percorrido pela
Serra do Cavera. A criac.o de gado 6 o principal, senao o unico
ramo de riqueza desse interessante mun. Depois da campanha
de 1812, formou-se na margem dir. do rio Inhanduhy um acam-
pamento de tropas portuguezas, do qual originou-se uma aldela


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corn a invocacAo de N. S. da Conceipio da Apparecida ; na cam-
panha de 1816, por4m, os indepenadentes dos Estados Hespa-
nh6es. quando expulsos pelo capitdo-general Marquez do Ale-
grete, incendiaram a nascente pov. que desappareceu, deixando
apenas vestigios de sua existencia. 0 Marquez do Alegrete fez
entao construir uma pequena egre.ja na margem esq. do rio Ibi-
rapaitan e em torn della comecaram a edificar os habs. da
Apparecida, o que deu origem a hoje florescente cidade do Ale-
grete, cujo nome tomou em reconhecimento ao sea illustre pro-
tector e fundador. 0 conego Joao Pedro Gay em sua jfistoria da
Republicth Jesuitica do P.-r .-. diz A p. 391 o seguinte a
respeito dessa cidade. (N.. J '.. aI do Commercio, publicado no
Rio de Janeiro, em29 dejunho de 1849, n. 176, tratei de uma
maneira mais extensa do que 0 posso fazer agora, da fundacgo
da entao villa d'Alegrete. 0 general Abreu toi o fundador da
dita pov., e o Marquez d'Alegrete, foi sen grande protector. Foi
estabelecida nos limited da froeg. de S. Francisco de Borja, de
qua ao principles foi filial como claramente se vi de uma carta
official do reverendissimo provisor vigario geral de 19 de abril
de 1820, segundo as ordens de S. Ex. Revm. e registrada no
Archive ecolesiastico da com. de S. Borja. o Foi elevada 6 ca-
thegoria de villa por Dec. de 25 de outubro de 1831, send in-
stallada em 3 de junho de 1846. Cidade por Lei Prov. n. 399 do
22 de janeiro de 1857. Seu mun., alum da parochial da cidade,
comprehend mais o curator de N. S. do Bom Despacho. E' com.
de segunda entr., creada pela Lei Prov. n. 185 de 22 de outubro
de 1850 e classificada pelos Decs. ns. 1211 de 29 de julho de 1853
e 5080 de 4 de setembro de 1872. A cidade tem tres julgados do
paz, diversas eschs. publs. de inst. prim. e algumas aulas par-
ticulares do inst. secundaria ; um quartel, boa matriz, theatre
e casa da camera. Agencia do correio. E' side do 30 dist. elei-
toral. Em 1881, alistaram-se na parochia da cidade 231 eleito-
res. Sobre limits vide: Leis Provs. n. 477 de 23 de dezembro
deo 1861, n. 584 de 30 de novembro de 1866, n. 703 de 9 de se-
tembro de 1869 e n. 762 de 4 de maio de 1871.
ALEGRETE. Log. do Estado de Pernambuco, na freg. de
S. Jose da Agonia e mun. de Agua Preta.
ALEGRETE. Log. do Estado do Parana, sobre o rio Tibagy.
Ha ahi uma ponte.
ALEGRETE. E' o nome de um dos nucleos da colonia Si-
nimbe ; no Estado do ParanA.
ALEGRIA. Villa e mun. do Estado de S. Paulo, ex-parochia
do mun. de Cajurui, a 45 kils. ao S. de Batataes, a cujo mun.
tambem pertenceu ; na margem dir. do rio Desfiladeiro, trib.
do Pardo. Orago Santo Antonio e diocese de S. Paulo. Foi
creada parochia pela Lei Prov. n. 7 de 28 do fevereiro de 1866;
incorporada ao mun. do Cajurd pelo art. XIII da Let Prov.
n. 41 de 3 de abril de 1873; elevada a villa pela de n. 21 de 10
de marco de 1885. Faz part do 90 dist. electoral, u.ja side 6 a
cidade de Casa Branca. Em 1881, alistaram-se nella 20 elei-
tores. Tem cerca de 3.000 habs. e duas eschs. publs. de inst.
prim., tendo sido a do sexo feminine creada pelo art. II da Lei
Prov. n. 19de 17 de marco de 1882. Foi annexada a cornm. do
Cajurd pela Lei Prov. n. 92 de 6 de abril de 1887. Agencia do
correio. Foi o mun. installado a 7 de abril de 1890.
ALEGRIA. Parochia do Estado de S. Paulo no mun. do
Lencoes. Orago S. Sebastiao e diocese de S. Paulo. Foi creada
parochia pela Lei Prov. n. 22 de 28 de fevereiro de 1889. Era
antigamente a pov. denominada Pederneiras.
ALEGRIA. Log. no mun. de Barras do Estado do Piauhy,
sobre o rio Longa.
ALEGRIA. Log. na freg. de Barreiros do Estado de Per-
nambuco.
ALEGRIA. Ilha do Estado do R. G. do Sul, no rio Uruguay.
E' despovoada e tem cerca de 800 bragas de extensao.
ALEGRIA. Serra do Estado de S. Paulo no mun. de Cajurdi.
ALEGRIA. Salto no rio Batovy e Estado de Matto ",Grosso.
ALEGRIAS. Log. do Estado do R. G. do Sul, no dist. de
Cacimbinhas.
ALEGRIAS. Serra do Estado do R. G. do Sul, no mun. de
Piratiny.
ALEGRIAS. Arroio do Estado do R. G. do Sul, reunido ao
Santa Maria vai desaguar no Piratiny, trib. do rio S. Gongalo.
E'atravessado pela E. de F. do Rio Grande a Bagd.


ALEIJADOS. Riacho do Estado de Santa Catharina, no
mun. de S. Josi.
ALEIXO. Furo na margem esq. do rio Negro, no man. da
cap. do Estado do Amazonas.,
ALEIXO. Lago do Estado do Amazonas, a margem dir. do
rio deste nome, no mun. de Manaos.
ALEIXO. Lagba do Estado de Sergipe, no mun. da Estancia.
ALEIXO. Lagba no termo da Cachoeira do Estado da Bahia.
ALEIXO. Rio do Estado de S. Paulo, banha o mun. de Ca-
nanda e desagua no Itapitanguy.
ALEIXO (Santo). Log. do Estado do Rio de Janeiro, na
com. e termo de Mag6. Possue uma fabric de tecidos, situada
a 12 kils. daquella cidade, nas fraldas da formosissima serra
dos Orgios. Foi essa fabric fundada em 1848 e term 120teares,
que podem empregar 250 a 300 operarios; limita-se ella a teeer
algoddo grosso, que 6 o mais procurado.
ALEIXO (Santo). Ilha do Estado de Pernambuco, a duas
e meia milhas para o SE. da barra do Serinhaem ; na Lat. S.
de 80 33' 20" e 350 45' de Long. Oce. do meridiano de Green-
wich oun 80 35' 50" S. e 80 6' 44" E. do Rio de Janeiro (Vital
de Oliveira). Fica ainda a 18 milhas ao SO. 4 Y2 S. do cabo
Santo Agostinho. E' de propriedade particular, toda de pedras
e coberta de relva pela face do SE. Ao NO. tem uma pequena
praia corn coqueiros. Deste lado existed um ancoradouro ; mas,
quem quizer demandal-o, deve attender para uma resting que
sahe da ilha a esse mesmo rumo, na qual vA-se o mar directa-
mente arrebentar. (< Depois que se houver passado para o S.
della, diz o pratico Philippe, orce para E. passando encostado
a ella, devendo fundear em frente a uma casa de telha que existed
no meio dos coqueiros >. A entrada para este ancoradouro deve
ser feita passando pelo N. da ilha um pouco proximo 6 mesma.
Vide Formosa.
ALEIXO (Santo). Pequeno rio do Estado do Rio de Ja-
neiro. aff. da margem esq. do Suruhy.
ALEIXO (Santo). Ribeirdo do Estado de Minas Geraes, no
mun. de Cabo Verde. k< A duas leguas da freg. de Santa Rita
do Rio Claro, na 'fazenda do cidadao Joaquim Anacleto do
Souza Vieira, existe uma grande e linda cachoeira formada
pelo ribeirdo Santo Aleixo, cujas aguas cahem de uma altura
superior a 103 metros, constituindo uma formosa cascata>.
(Almanack de Minas, 1884, p. 343).
ALEIXO (Santo). Canal no mun. de Guarapakr, no Estado
do E. Santo. Parte do logar em que terminal o rio Aldea
Velha ati o logar denominado Aleixo. Teom 16 palmos de
largo. Foi sua abertura contractada em 30 de margo do
1851.
ALEM DA PONTE. Pov. do Estado de Sergipe, no mun.
da Estancia, corn duas eschs. publs, de inst. prim.
ALEM DO CARMO. Parochia do Estado da Bahia, na com.
e term da Capital, assentada sobre axemminencia da collina
que orla a bahia de Todos os Santos ; na cidade alta. Orago
Santo Antonio e diocese de S. Salvador. Foi creada parochia
pelo bispo D. Pedro da Silva em 1648. Tem 16.600 habs., cinco
eschs. publs. de inst. prim. e um julgado de paz. Possue as
egrejas de N. S. da Conceicao do Boqueirao, S. Jos6 dos Bern
Casados, N. Senhora do Resgate, Rosarinho dos Quinze Mys-
terios, SS. Corac o da Jesus, capella da Lapinha, convento de
N. S. da Soledade e recolhimento de N. S. dos Perd6es. E'
sede do 20 dist. electoral. Em 1881, alistaram-se nella 305 elei-
tores. Nella fica o D'que, bonito lago de agua doce, potavel o
de muito boa qualidade, da qual se abastece toda a cidade da
Bahia por meio de encanamentos e chafarizes da empreza da
Companhia de Queimado. Possue uma linha de bonds cornm trees
ramaes, que vio ao Retiro, a. Soledade e ao rio Vermelho ; e
uma outra circular.
ALEM DO CARMO (Santo Antonio). Antiga fortaleza do
tempo de D. Diogo de Menezes ; sustentou renhidos combates
durante as invas6es de 1624, 1627 e 1637, principalmente nesta,
diante da qual veit quebrar-se o poder do principle Mauricio.
Apezar de reconstruida no principiodo seculo passado, hoje
esit inutilisada para a defesa, por sea mau estado e grande
numero de habitaroes, que tem ao redor. (Fausto de Souza).
No Almanaik da Bahia, de 1881 encontramos o seguinte a res-
peito da fortaleza de Santo Antonio: << Foi edificada em 1625.
Tendo o governador D. Francisco de Moura Rolim informado a


ALE








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Philippe III do servigo que A coroa havia prestado um preto,
escravo do vigario da Freguezia de Santo Antonio, o qual,
durante a guerra hollandeza, numa occasido, trepado em um
genipapeiro corn um sacco de pedras, matava a pedradas
quantos hollandezes podia alcangar, mandou El-Rei libertar o
preto a expenses da Fazenda Puhlica, e fundar a fortaleza no
logar do genipapeiro, corn o nome de Santo Antonio, porque
Antonio chamava-se o preto, a quem El-Rei fez capitao com-
mandante da mesma fortaleza. Foi esta reconstraida em 1703,
send governador geral D. Rodrigo da Costa ).
ALEM PARAHYBA. Cidade e mun. do Estado de Minas
Geraes, na corn. de seu nome; situada no valle do rio Para-
hyba, por cuja margem prolonga-se numa extensao de 44
kils., n'umna zona salubre e fertilissima ; ligada ao Es ado
do Rio de Janeiro pelas pontes de Porto Novo do Cunba e de
Mello Barreto, aquella de rodagem, e esta de passage do
trem do Ramal do Sumidouro da E. de F. Leopoldina. Suas
ruas sio regulars. Aldm da matriz, que esta collocada no
ponto mais elevado da prasa, possue a capella de N. S. da
Concei5to no Porto Novo do Cunha. A cidade estA dividida nos
cinco bairros: S. Jos4, Porto Novo, Tres Ranchos, Officinas e
Villa Laroca. Orago S. Jos4 e di- cese de S. Sebastiao do Rio
de Janeiro. Foi creada parochial pelo Dec. de 14 de julho de
1832 ; villa pela Lei Prov. n. 2678 de 30 de novembro de 1880,
installada em 22 de janeiro de 1882. Elevada A cathegoria de
cidade phla de n. 3100 de 28 de setembro de 1883. Lavoura de
cafe, fumo, milho, feijao. arroz e mandioca. Pertence ao 90
dist. eleitoral, cuja sede e a cidade de Leopoldina. Em 1881,
alistaram-se nella 81 eleitores. Em 1888 todo o mun. tinha
353 eleitores. 0 mun., alm da parochia da cidade, compre-
hendo niais as de Sant'Anna do t'irapetinga, Madre de Deus
d'Angustura e S. Sebastido da Estrella e os povs. do Porto
Novo do Cunha, Conceicao, Limoeiro e Aterrado. Sobre s ias
divisas vide: art. I II da Lei Prov. n. 2678 de 3) de novembro
de 1880, art. I da de n. 2931 de 23 de setembro, 3039 e 3050 de
23 de outubro de 1882 e n. 3587 de 28 de agosto de 1888. Tom
cerca de 6.000 habs. e duas eschs. publs, de inst. prim. Agen-
.cia do correio. Estaqao telegraphica. A 22 de fevereiro de 1883
sentiu-se nm tremor de terra nessa cidade. 0 mun. 4 regado
pelos rios Parahyba do Sul, Pantano, Aventureiro, Floresta,
Limoeiro, S. Pedro, Conceig5.o e Peixe. 0 clima 4 bom, mas
nos mezes de abril e maio. principalmente no Porto Novo do
Cunha, apparecem febres biliosas. Em 1886 houve alguns casos
de febre amarella. Sobre a fundagao dessa cidade, informa-
ram-nos do seguinte: (< 0 percurso do rio Parahyba do Sul
nessa frog. 4 de O. para E. Tem a frog. 26 kils. beira-rio, e
de S. para N. cerca de 12 kils. na maior extensao, que foi ro-
toada em 1818 pelo Padre Miguel Antonio de Paiva, o qual
fundou a pr'imeira capella, onde se acham hoje as officinas da
Companhia Leopoldina, e fez doaqio para a'igreja matriz de
quatro kils., beira rio, e tres na maior extensao para o centre,
em cujas terras acham-se hoje a elegant matriz e a cidade de
S. Josh), Entre as estradas de rodagem que ligam essa cidade
a diversos pontos do Estado notam-se a que parte da freg. e
vai para a cidade da Leopoldina, a denominada Limoeiro, que
vai para Santo Antonio do Aventureiro e para a cidade de Mar
de Hespanha, e a que part da estag5o da E. de F. Central do
Brazil. E'servida pelo ramal desta via ferrea, denominado ramal
do Porto Novo e pela E. de F. Leopoldina. E' corn. de a en-
trancia creada por Acto de 3 dejulho de 1890 e classiflcada pelo
Dec. n. 589 de 19 do mesmo mez e anno.
ALEMQUER. Cidade e mun. do Estado do Par&, na com.
de seon nome, ex-termo da com. de Santardm, 22 milhas ao
N. desta cidade, no lado oriental da boca do igarap6 Ita-
carar6., que alli entra do N. no Paran6-mirim do Amazonas,
chamado geralmente rio d'Alemquer; separada do mun. de
Santardm pelo igarap4 Curecaca. Foi a antiga aldeia dos
indios Bares. estabelecida em principio corn o nome de
aldea de Surubid, na margem dir. do rio Curua, na mes-
ma pov. que temrn este nome e a que foi dada a denominacao de
Arcozellos. Foi, talvez pla insalubridade do logar, removida
para a boca do Itacarara, onde os capuchos da Piedade, seus
missionaries, continuaram a administral-a atW o anno de 1758
em que o capitao general Francisco Xavier de Mendonga Fur-
tado, governador do ParA, elevou-a a cathegoria de villa, corn
o nome de Aldmquer, titulo quo por odios politicos Ihe foi
tirado em 1832 pelo conselho do governor, mas que pela Lei
Prov. n. 140 de23 dejunho de 1848 The foi restituido. Em 11 de
janeiro de 1849 foi installada. Foi elevada a cidade pela Lei


Prov. n. 1050 de 10 de junho de 1881. A agriculture esta con-
centrada exclusivamente na cultura do cacao, de que ha nume-
rosas plantaqoes no mun., notando-se grande carancia de
bragos para este e outros generous. A industrial pastoril nao se
desenvolve poe causa das cheias annuaes do Amazonas que
inundam as campinas. Exporta castanhas, cacao, paixe e
algum charque, sendo o transp)rte feito geralmnente em canvas
dentro do mun. e no vapor que faz escala por aquelle porto. A
cidade possue cinco extensas raas, bem alinhadas, pararellas,
cortadas em angulos rectos por novo travessas ; tern trees
pragas: a do Occidente, da Matriz e do Paco Municipal; uma
igreja matriz. temple vasto e ricamente preparado ; Paco Muni-
cipal e Cadeia, corn um portico de columns jonicas e ladri-
lhado de mosaics ; um cemiterio corn capella, etc. A pop. do
mun. 6 de 4.441 hbabs. Tern tres eschs. publs. de inst prim.
na villa e uma no logar denominado Maena. A, ';-i do
correio, creida pela Portaria de 10 de janeiro de I Per-
tence ao 60 dist. eleitoral, cuij sdde d a cidade de Santardm.
Sobre limits vide: Lei Prov. n. 636 de 19 de outubro de 1870,
n. 804 de 19 de marco de 1874, art. II da de n. 830 de 5 de abril
de 1875, n. 857 de 31 de marco de 1876. No mun. eacontram-se,
alem do rio Amazonas, o CuruA do Norte, tambrm denominado
CuiruA-pauema, o MamiA, Xiririm, Maqai. Cmipeua, Jaburd,
Itacarara e os lagos Curua, Bbtos, Barros, MacurA, Tostno,
Uruxy, Curumd e Capintuba. Gomprehende o pov. Macura.
Foi creada com. pela Let Prov. n. 1145 de 29 de marco de
1883, e classificada de 2a entrancia polo Dec. n. 118 de 3 de
janeiro de 1890. 0 illustrado Sr. Manoel B:.ena no se i tra-
balho Inforomadqes sobre as Coomarcas do Estado do P nd (1885)
di, o seguinte a resp ito dessa cidade: o A cidade de Aldmquer
es!A situada a margem oriental de uma pequena enseada, for-
mada junto a foz do igarap Itacarar, quo a ao N. no
Paranamirim, chamado tambem igarapd de Aldmquer. Foi an-
tigamente a aldeia de Surubie', missionada pelos capachos da
Piedade e fica a 42 kils. e 500 metros da sIde da com. e a
637 kils. e 500 metros da capital. Clima sadioe, aspect agra-
davel, ruas parallelas, boas casas, quasi todas terreas, egreja
matriz, tres eschs. publs., sendo duas do sexo masculine corn
95 alumnos, e uma do feminine corn 32 alumnas, coemiterio,
paco municipal, um periodic Gazeta de Alemqueer, (fun-
dada a 23 de julho de 1833), collectorias geral e provincial,
agencia do correio, um trapiche, uma padaria, illuminagdo
etc. Contmni o mun. terrenos'baixos ou campinas de excellentes
pastagens, varzeas onde ha numerosos cacoaes cultivados, e
terras altas nas quaes se encontram abundantes castanhaes.
Industria pastoril em augmento, commercio important. Ex-
porta castanhas, cacao, peixe, couros, came de xarque e gado
em p6. Tern communicaeao a vapor corn a sIde da com., corn
a capital e outros pontos do Estadoo.
ALEMQUER. Quartel na estrada de S. Pedro do Alcan-
tara, no Estado do E. Santo. Ja nao existed.
ALENCAR. Rio do Estado do ParanA, desagua na mar-
gem dir. do Santo Antonio, trib. do Iguassfi. Ternm 10m de
largura na boca.
ALEXANDRA. Colonia particular do Estado do ParanA,
fundada polo sibdito italiano Sabino Tripoli em virtude do
contract, que foi rescindido pelo Dec. n. 6550 de 13 de abril
de 1877. Demora ao SO. da bahia d3 ParanaguA e a 14 kils.
da cidade da mesma denominac5ao. Compde-se dos nucleos:
Morro do Inglez, Toral e S. Luiz.
ALEXANDRA. Estaqlo da E. de F. de ParanaguA a Cu-
rytiba, no Estado do Paran., no kil. 16.180 e a 11m,66i de
altura sobre o nivel do mar.
ALEXANDRE. Ilha do Estado o ParA, no rio Tocantins.
acima das ilhas da Bagagem e proxima do igarapl Pimentel.
ALEXANDRE. Ilha do rio Doce. (Dice. Geogr. do Estado
do E. Santo.)
ALEXANDRE. Arroio do Estado do R. G. do Sul, aff.
do rio Uruguay pela margem esq.
ALEXANDRE AFFONSO. Ribeirio do Estado de Goyaz,
atravessa a matta de seu nome e vai ao rio do Peixe, trib.
do Araguaya. (Cunha Matteos. Itinerario.)
ALEXANDRE DIAS. Ponta no interior da bahia de To-
dos os Santos, no Estado da Bahia, proxima da bahia de
Aratd.
ALEXANDRE SIMIOES. Log. na margem dir. do rio
Santa Maria, no Estado do R. G. do Sul. Ahi a i de margo


ALE








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de 1815 o general barrio de Caxias, commandant em chefe do
exercito imperial, proclamou officialmente a pacificagao daquel-
le Estado.
ALEXANDRIA. Urn dos quarteiroes do dist. da Cabel-
leira pertencente ao termo do Bonito, no Estado de Pernam-
buco.
ALEXANDRINA. Uma das secqles da ex-colonia do Cas-
tello, no Estado do E. Santo.
ALEXANDRINO. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff.
do rio Pirapetinga, que 6 trib. do Parahyba. E' margeado
pela E. de F. Leopoldina atl a estaqdo do Recreio.
ALFAIATE. Passo do rio Piratiny. mun. deste nome e
Estado do R. G. do Sul.
ALFAIATES. Log. do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Queluz.
ALFAMA. Sacco situado junto a barra do Rio Grande'
ao S.; no Estado do R. G. do Sul. Segundo o engenheiro
Guilherme Ahrons, e esse sacco separado da barra unicament3
pelos bancos de area, que formam a mesma barra.
ALFANDEGA. (Ramal da). Na E. de F. de Baturite, no
Estado do CearA. Tem 1h,622 de extensco e foi inaugurado a
7 de setembro de 1879. Vide BLtu)ritd.
ALFAVACA. Ilba do mun. da Capital Federal, na Praia
da Gavea, proxima da ilha do Funil.
ALFENAS. Cidade e mun. do Estado de Minas Geraes,
na com. do seu nome, assente sobre umrn plat6 de terra roxa
que produz extraordinariamente cafe. Ignora-se ao certo a
data em que teve logar a fundagio dessa cidade. Sua capella
foi edificada por esforcos de Joao Martins Alfenas e Jose
Martins Alfenas, que deram o nome A pov. Foi creada
freg. pola Res. de 14 de julho de 1832; villa, corn o titulo
de Villa Formo'a de Alfenas, pela Lei Prov. n.1090 de 7 de
outubro de 186), sendo installada em 14 de outubro de 1861 ;
elevada a cathegoria de cidade pela de n. 1611 de 15 de outu-
bro de 1869. Visto haver em Goyaz outra cidade corn o nome
de Formosa e corn o fim de evitar frequentes enganos, deter-
minou a Lei Prov. n. 1791 de 23 de setembro de 1871 que essa
cidade se denominasse simplesmente Al'enas. Pertenceu em
principio As coms. do Sapucahy e Rio Grande, sendo em 1870,
pela Lei Prov. n. 1740 de 8 de outubro, incorporada conm. de
Cabo Verde; em 1873, pela de n. 2002 de 15 de novembro,
incorporada a do Tres Pontas; e em 1877, pela de n. 2378 de
25 de setembro, annexada A do Rio Jacuhy, de que tornou-
se sede. Esta ultima com. passou a denominar-se Alfenas pelo
art. IV da Lei Prov. n. 2376 de 30 de outubro de 1834. (Vide
Rio Jacuhy). Foi classificada com. de 2a entrancia pelo Dec.
n. 446 de 31 de maio de 1890. A cidade alum da velha matriz,
hoje consagrada a N. S. do Rosario, da capella de S. Miguel,
situada no cemiterio, e de outra de Santa Cruz erguida em uma
montanha a um kil. de distancia, e a. qual vai o povo em romaria
a 3 de maio, possue a nova matriz da invocaqcio de S. Jose e
N. S. das Dbres, benta a 30 de setembro de 1883 e construida
graas aos esiorcos do vigario da parochia o conego Jose Carlos
Martins. A cultural mais geral da freg. 6 a de cereaes e cafe.
plantando-se tambem canna. Cria-se gado vaccumn e porcos,
de que faz-se grande exportagao. 0 mun. 6 percorrido, entire
outras, pela serra do Mamonal e banhado pelos rios Sapucahy,
Machado, Cachoeirinha, S. Thom6, Pedra Branca. Pertence ao
13o district eleitoral, cuja sIde I a cidade da Campanha. Em
1881, alistaram-se nella 96 eleitores. Tern quatro eschs. publs.
de inst. prim. Agencia do correio. 0 mun. e constituido pelas
parochial da cidade, de N. S. do Carmo da Escaramuga,
de S. Sebastido do Areado, de S. Joaquim da Serra Negra, de
N. S. da Conceig4o da Boa Vista, e de S. Joaio do Retiro do
Barranco Alto. Sobre suas divisas vide, entire outras. as Leis
Provs. ns. 1558 e 1560 de 20 de dezembro de 1868. n. 1905 de 19
de julho de 1872, n. 1992 de 13 de novembro de 1873, n. 2084
de 24 de dezembro do 1874, n. 2151 de 30 de outubro de 1875,
n. 2673 de 30 de novembro de 188), n. 2938 de 23 de setembro
de 1882, n. 3356 de 10 de outubro de 1885.
ALFERES. Dist. da colonia do Itajahy, no Estado de
Santa Catharina. E' banhado pelo rio Itajahy-mirim.
ALFERES. Ilha no rio Abaetl, aff. do S. Francisco: no
Estado de Minas Geraes. Denominava-se antigamente ilha dos
Amores.


ALFERES. Ribeirio do Estado de Santa Catharina; I um
brago do rio Nova Trento, aff. do rio do Brago.
ALFERES. Vide Sacco do Alferes.
ALFERES ANGELO. Ribeirao do Estado de S. Paulo, aff.
do rio Parahyba; nas divisas do mun. de Jacarehy.
ALFERES BENTO. Log. do Estado de S. Paulo, sobre o
rio Parahyba, da estrada de S. Josd dos Campos a Caragua-
tatuba. Ha ahi uma ponte.
ALFIE. Parochia do Estado de Minas Geraes, no termo de
Itabira, proxima da margem dir. do rio Piracicaba, a 44 kils.
E. da cidade de Itabira, ligada ao Sacramento Grande por uma
estrada. Orago Sant'Arrna e diocese de Mariana. Foi creada
parochia pelo XII do art. I. da Lei Prov. n. 184 de 3 de abril
de 1840, que incorporou-lho o curato da Prata. Ternm 4.000 habs.
um julgado de paz e tres eschs. publs. deoinst. prim. Agencia
do correio. Pertence ao 30 dist. eleitoral, cuja sIde 6 a cidade de
Itabira. Sobre limits vide : Lei Prov. n. 1208 de 9 de agosto
de 1864, art. 2 1i da de n. 1899 do 19 de julho de 1872,
n. 2622 de 7 de janeiro de 1880; n. 2876 de 20 de seoembro
de 1882.
ALFREDINHO. Ribeiri.o do Estadoj de Santa Catharina,
aff. da margem esq. do rio do Bravo.
ALFREDO. Ribeira.o do Estado de Santa Catharina, aff. do
rio do Brago pela margem esq.
ALFREDO CHAVES. Pov. no mun. de Benevente, (hoje ci-
dade de Anchieta), do Estado do E. Santo, corn una capella,
Era outr'ora o nucleo Castello. Agencia do Correio.
ALFREDO CHAVES. Colonia do Estado do ParanA, fan-
dada em 1878 a33 kils. deCurityba corn colonos em sua maioria
venecianos. Est. situada em terrenos annexos ao nucleo de
Santa Candida, a margem da estrada que so dirige para o Ar-
raial Queimado. Tern (1889) uma pop. de 229 habs., compost
de 135 italianos e 94 brazileiros, Foi elevada a villa corn o
nome de Colombo pelo Dec. de 8 de janeiro de 1890. Possue
plantagdes de milho e feijio. A salubridade do clima e a ex-
cIllencia das terras asseguram prosperidade e bam-estar aos
colonos, em geral dedicados ao trabalho.
ALFREDO CHAVES. Foi essa a denominagio dada ao
territorio colonial fundado na margem dir. do rio das Antas,
em continuag&o da ex-colonia D. Isabel ; no Estado do R. G.
do Sul.
ALGIBEIRA. Cachoeira no rio Gurupy, que separa o Estado
do Para do do Maranhi.o. Tern uma altura consideravel, mas
pouco perceptivel, por ser extensa a qudda das suas aguas.
ALGODAO. Pov. do Estado do Piauhy, no mun. do Parna-
hyba.
ALGODAO. Pov. do Estado do Cear5a, no mun. de Quixera-
mobim.
ALGODAO. Dist. do term de Vertentes do Estado de Per-
nambuco.
ALGODAO. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na freg. da
Natividade.
ALGODAO. Serra do Estado do Parahyba do Norte, no mun.
de Areia, ao poente da cidade deste nome, na distancia de 48
kils. Ao S. dessa serra ha uma gruta de f6rma irregular, onde
encontram-se sepultadas em area finissima muitas ossadas hu-
manas, que pareee term sido para ahi transportadas pelos
indigenas. Nella penetra bemin a claridade, mas ngo entra a
chuva. Dentro da gruta ha pinturas e caracteres feitos corn
tinta encarnada. Sobre a serra ha olhos d'agua, casas e muita
culture. (< Toda a serra de Caxexa e a do Algoddo, no Brejo da
Areia, sdo compostas quasi exclusivamente de granite e ferro,
chegando este em alguns logares atl a superficie, de modo a
permittir a mineragao a descoberto. >) (Rel. da Parahyba,
1886.)
ALGODAO. Serro do Estado das Alagoas, a margem do rio
S. Francisco, proximo da cidade do Pdo de Assucar e das serras
do Pau Ferro e de Trahiras.
ALGODAO. Ponta na ilha da Gipoia, situada em frente do
mun. de Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro (Mou-
chez.).
1102


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ALGODAO. Ilha do Est ido do Rio de Janeiro, no mun. de
Party, proxima das ilhasSernambi, C0cos, Meros e Ratos. 0
ponto mais elevado dessa ilha fica a 250'1 acima do nivel do
mnir.
ALGODAO. Pequen s ilha do Estado do Rio de Janeiro, na
bihia de Angra dos Reis, entire a Pont Grossa e a de Caja>-
hyba, em frente da parochia de Paraty-mirim. Pertenceu em
1836, a freg. de S. Joao Baptista de Mamagua..
ALGODAO. Ilha do Estado do Rio de Janeiro, na bahiade
Angra dos Reis, na freg da Ribeira.
ALGODAO DA SANTA CRUZ. Log. do Estado de Per-
nambuco, na freg. de Santo Amaro de Taquaratinga.
ALGODOAES. Pov. do Estado do Parahyba do Norte; na
com. de S. Joao, na margem esq. do rio Parahyba, a cinco
kils. de sua confl. corn o S. Miguel.
ALGODOAES. Ri cho do Estado de Pernambuco, vai para o
Suape e est3 para o Oceano.
ALGODOAL. Iliha do Estado do Amazonas, no rio Solimoes
defronte de S. Paulo de Olivenca.
ALGODOAL Corrego do Estado de S. Paulo. banha o man.
doRibeirao Preto e desaguano ribeirao doCascalho, aff. do rio
Mogy-guasso (Inf. loc.)
ALGODOAL. Lago do Estado do Para, no Baixo Nha-
munda. Doarante o inverno tern communicaeao por mei) de faros
comn outros Iagos que ficam-lhe proximos. E' form do pelo rio
Jamari ao desaguir no Nhamund6, on antes 6 a foz do Jamari.
ALGODOAL. Corredeir.a no rio Piracicaba : no Estado de
S. Paulo.
ALGODOEIRO. Log. do Estado da Bahia, sobre o rio Coch6
na freg. do Senhor Bom Jesus do Rio de Contas.
ALGODOEIRO Dist. no mun. de Guarapuava, no Estado do
Parana, nas margens do rio Iguassfi, entire os arroios Mingai e
Cachoeirinha, affis. da margem dir., e os arroios Palmeirinha
e Luciano, affis. da esq. todos do Iguassd. Por abi passa a es-
trada que communica os campos de Guarapuava com a colonia
military do Chopim. E' assim denominado por term algins fa-
zendeiros de Guarapuava feito nelle plantacoes de algodao.
ALGODOEIRO. Corrego do Estado de Goyaz, aftf. da mar-
gem esq. do riacho Fundo, trib. da margem dir. do rio Ma-
ranhao.
ALGODOES. Fazenda pertencente ao Estado Federil, no
Estado do Piauhy. Consta de uma data de terras de cerca de
.30 kils. de comprimento sobre 24 de largura, na importancia de
5:000.K. Em 1883 tinha mais de 2.200 cabegas de gado vaccum.
ALGUIDARES. Pequeno rio do Estado da Bahia, aff. do
Itanhaem, no mun. de Alcobaga.
ALHANDRA. Parochia do Estado do Parahyba do Norte,
no mun. de Conde. Orago N. S. d'Assumpgao e diocese de Olinda.
Vide Pitimbd.
ALHEIO (Corrpgo). E' assim denominado em sua origem o
rio Jacar6, trib. do S. Francisco e pertencente ao Estado de
Minas Geraes. Vide Jac r6d.
ALICE. Nucleo colonial do Estado do Parana, no mun. de
Campo Largo. Foi creado por Acto de 27 de abril de 1886 em
terras doadas pelo cidadao Casimiro de Souza Lobj. Sua Area 6
de 639.927 bracas quadradas.
ALICE. Pequena s'rra situada na frog. do Engenho Novo,
na Capital Federal. Serve de divisa aos bairros S. Francisco
Xavier, Engenho Novo e Villa Isabel. Termina na logar deno-
minado Pau d'Alho. Poderiamos designal-a por Divisa, mas
havendo outras serras corn este nome, entendemos que nenhum
inconvenient havia em deoominal-a Alice.
ALISA CABELLO, Morro no mun. da capital do Estado do
R. G. do Norte (Inf. loc.)
ALLAM. Cascata no ribeirao da B6a Vista, aff. do rio Pa-
quequer, no mun. do Carmo e Estado do Rio de Janeiro. E'
muito interessante pelos seus saltos o Almanak d'O Carmense >
1888.)
ALLELUIA. Bairro do mun. de Tatuhy, no Estado de
S. Paulo.
DICC. GEOGR. 7


ALLELUIA. Corrego do Estado de S. Paulo.nasce na fazenda
do Retiro e depois de um percurso de uns 25 kils. desagua na
margsm esq. do rio Guarapd. Recebe a. dir. o Campininha e a
esq. o corrego dos Antunes na capella do Passa Tres. (Inf. loc.)
ALLELUIA. Corrego do Estado de Goyaz, banha o mun. do
Santa Luzia e desagua na margem esq. do ribeirao Santa Maria
ou Palmital, outr'ora ribeirao do Inferno. (Inf. loc.)
ALLEMAO. Parochia do Estado de Goyaz, no mun. da Ca-
pital, de cuja cidade dista 135 kils. Orago S. Sebastiao e diocese
de Goyaz. Foi creada pela Lei Prov. n. 8 de 9 de novembro
de 1857. Pertence ao 10 dist. eleitoral, cuja s6de 4 a cidade de
Goyaz. Em 1881, alistaram-se nella cinco'eleitores. Ternm uma
esch. publ. de instr. prim.
ALLEMAO, Povoagio do Estado da Bahia no nun. da Ca-
choeira e freguezia de Iguape; corn uma esch. publ. de inst.
prim. creada pela Lei Prov. n. 2092 de 14 de agosto de 1880.
ALLEMAO. Bairro no mun. de Santa Branca e Estado do
S. Paulo ; com uma esch. publ. de instr. prim.
ALLEMAO. Serra do Estado de Minas Geraes, na com. de
Ouro Preto.
ALLIANQA. Pov. do Estado de Pernambuco, na com. e
termo de Nazareth ; corn duas eschl. publs. de inst. prim.
creadas peas Leis Provs. ns. 665 de 18 de abril de 1866 e 925 de
28 de maio de 1870. Agencia do correio.
ALLIANQA. Estacao da E. de F. Central do Brazil, a 5.236
kils. da Estacao do Casal e a 7.162 da do Commercio. Inaugurada
a 28 de setembro de 1881. Agencia do correio. Fica no mun. de
Vassumras do Estado do Rio de Janeiro.
ALLIVIO DO BREJO GRANDE. Parochia do mun. do
Brejo Grande, no Estado da Bahia. Vide Brejo Grande.
ALMADA. Pov. do Estado da Bahia. < Obra de meia legua
arredada do lago Itahype, em sitio vistoso e aprazivel, eita a
pov. d'Almada com uma egreja de N. S. da Conceic.o. 0 povo
que a habitat comp6e-se de broncos e indios, lavradores de fa-
rinha e outros viveres. e tiradores de madeira>. kAyres de
Cazal, Chorog,'. Bras.)
ALMADA. Ponta na costa do Estado de S. Paulo, entree as
bahias Picimguaba e Ubatumirim, defronte da ilha dos Porcos
Pequena (Monchez).
ALMADA. Ilha do Estado de Matto Grosso, no rio Ivi-
nheima, aff. do ParanA. (to tenente Silva Maia. E.xploraqdo do
Alto Parand, Ivinheima e Brilhante, 1864.)
ALMADA. Uma das denominao6es que term em uma partedo
seu curso o rio Itahype ; no Estado da Bahia. Vide Itahype.
ALMAS. Villa e mun. do Estado da Bahia, na corn. de
Caetetd, na serra do seon nome, em terreno assis fertil. Orago
N. S. da Boa Viagem e diocese archiepiscopal de S. Salvador.
Foi creada parochial pela Lei Prov. n. 657 de 16 de dezembro
de 1857 e elevada 6 cathegoria de villa pela do n. 1958 de 7 de
junho de 188); installada em 25 de abril de 1885. Compre-
hende os povs. denominados Duas Barras e Furados. Tom duas
eschs. pubis, de inst. prim., umna das quaes creada pela Lei
Prov. n. 2202 de 8 de julho de 1881. Agencia do correio. Per-
tence ao 11o dist. eleitural, cuja s6de 6 a cidade de Caetet6. Em
1881. alistaram-s- nella 39 eleitores. Sobre suas divisas vide Lei
Prov. n. 2037 de 23 de julho de 188) e n. 2304 de 15 de junho
de 1882.
ALMAS. Log. na coin. de Barras, no Estado do Piauhy.
ALMAS. Pov. no Estado da Bahia, no termo do Brejo
Grande.
ALMAS. Log. na freg. de S. Joao do Triumpho do Estado
do ParanA.
ALMAS. Dist. do mun. do Curvello, no Estado de Minas
Gerans. Foi desmembrado do mun. de Sete Lagoas pelo art. I
da Lei Prov. n. 2710 de 30 de novembro de 1880. Sobre suas
divisas vide art. V II da Lei Prov. n. 2848 de 25 do outubro
d. 1881.
ALMAS. Pov. do Estado de Minas Geraes, na freg. de S. Joao
da Chapada e mun. da Diamantina.
ALMAS. Pov. do Esuado de Minas Geraes, proxima da serra
do sen nome, nas divisas do Estado da Bahia.


ALL


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- 50 -


ALMAS. Ponta na costa do Estado do Cear6., pouco a E. do
Timonha, no mun. da Granja.
ALMAS. Serra do Estado do Maranhao, estende-se de N.
a S. e dirige-se de Santa Helena aid Santo Ignacio do Pi-
nheiro.
ALMAS. J. Pompeu, em sua Chorogr. do Ceard, d6. noticia
de duas serras com esse nome pertencentes aos grupos central
e septentrional.
ALMAS. Serra do Estado do Parahyba do Norte. no mun.
de S. Joaodo Cariry.
ALMAS. Serra do Estado da Bahia, estende-se na di-
recC6o de SO. para NE. e separa a comarea do Urubd da do
Rio de Contas. Della nascem diversos rios, entire os quaes o
Paramirim.
ALMAS. Serrote no Estado da Bahia, a margem esq. do rio
S. Francisco, entree Remanso e a cachoeira do Sobradinho, atraz
da pov. da Cruz das Almas (Halfeld).
ALMAS. Serra do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de
Santa Maria Madaglena.
ALMAS. Serra no Estado de Minas Geraes. Estende-se atd
as divisas da Bahia e dai origem a diversos rios, centre os quaes
o Pardo ou Patipe.
ALMAS. Serrote ao N. da pov. de S. Jose dos Congonbal, no
Estado de Minas Geraes.
ALMAS. Morro do Estado de Minas Geraes, no mun. do Bomrn
Success. E' tambem denominado Funil.
ALMAS. Ilha do Estado do Rio de Janeiro, no mun. de An-
gra dos Reis.
ALMAS. Ilha do Estado do Rio de Janeiro, no sacco dos
Meros, man. de Paraty. Defronte, do lado do continent, fica o
sacco do seul nome.
ALMAS. Ilha do Estado de Minas Geraes, no rio S. Fran-
cisco, entire a foz do Paracati e a villa de S. Romao e prox ima
a ilha de JatobA.
ALMAS. Igarapd do Estado do Para, desagua na margemo
esq. do Tocantins, pouco abaixo da foz do Taquary de Baixo.
ALMAS. Riacho do Estado de Pernambuco, aff. da margemr
dir. do rio Capiberibe. No Dice. Geogr. de C. Honorato 6 elle
mencionado como aff. do riacho das Tabocas.
ALMAS. Ribeirao do Estado do Rio de Janeiro, corre para
o Ribeirao, aff. do rio Grande.
ALMAS. Ribairao do Estado de S. Paulo, aff. da marg em
dir. do rio Parahyba do Sul; entire Taubati e S. Luiz.
ALMAS. Rio do Estado de S. Paulo, aff. da margem esq. do
Paranapanema no mun. deste nome. Um informant nos men-
ciona esse rio como aff. da margem esq. do Paranapanema e
assim o descreve : logar, nasce no sertao da Ribeira, caminha a dir. do morro dos
Agudos o Guapyara ; passa a esq. dahafrog. V e dir. desta
villa e faz sua fez depois de ter percorrido uma extens.o de sete
leguas. Tern por affs.: dir. os ribeir5es das Conehas, Fr.
Bento e Palacio ; epela esq. o ribeirdo Velho, o das Areas e o do
Poao.)) 0 livro A Provincia de S. Paulo, (1888) dL o rio das
Almas como aff. da dir. do Paranapanema.
ALMAS..E' assim denominado o rio Una atW o logar de sua
confl. corn o ribeir.ao do Entrudo, no Estado de S. Paulo. D. o
nome ao important pov. Ribeirao das Almas.
ALMAS. Rio do Estado do Parann, na estrada da Palmeira
a pov. do Cupim. Desagua no Umbeteva on Imbetuva.
ALMvIAS. Riacho do Estado de Minas Goraes; nasce na freg.,
do Santa Rita do Rio Claro, no logar denominado Cafando,
banha a frog. da Ventania o desagua, j6, engrossado polo ri-
beirao do Sertao Grande, no rio Conquista. Torn nove a 10
metros de largura.
ALMAS. Rio do Estado do Minas Geraes; nasce na serra
do seu nome a desagua no rio Catinga, aff. do Paracatil.
ALMAS. Rio do Estado de Minas Geraes; desagua na
margem epq. do rio de Santo Antonio, trib. do rio do Somno,
que o a do Paracatl, Desagua defronte da confl. do corrego Ja-
tahy.


ALMAS. Rio do Estado de Minas Geraes; nasce no morro
do Bananal, perto da Prata, banha o mun. do Curvello e des-
aua no rio Melleiro. Recebe o Gomes, A esq.; e o Falcao, Bba
orte e Retiro dos Bravos 6 dir. (Inf. leeoc.)
ALMAS. Ribeirao do Estado de Minas Geraes; desagua no
rio Guavamipam pela margem dir.
ALMAS. Rio do Estado de Goyaz, banha o territorio da
frog. do Peixe e desagua no Tocantins pela margem esq. E'
navegavel, mas pouco conhecido.- J. M. P. de Alencastre.
Dico. (Msc. da Bibl. Nac.)
ALMAS. Rio do Estado de Goyaz; desagua na margem dir.
do rio das Almas, proximo da barra deste no Maranhao.
ALMAS. Rio do Estado de Goyaz. Nasce no lago Pai Jos4,
na serra Pyreneos, rega os muns. de Pyrinopolis, e Jaragud,
engrossa corn as aguas de varies tribs., entire os quaes o Padre
Souza e o Uruhui, dirige-se para o N. por espaqo de 180 kils.,
passando entire Pilar e Agua Quente e junta-se corn o rio Ma-
ranhao aos 14o 22' de Lat., onde desaguaentrando pela margem
esq., ao cabo de um curso total de 300 kils., pouco mais ou
menos. E' navegavel por grandes barcos at6 6. embocadura do
UruhiE, m6rmente na estagdo pluviosa. As canvas o percorrem
em qualquer tempo. Em seu curse oncontra-se, da f6z para a
nascente, a cachoeira do Fac.o a 79 kils. de Pyrinopolis corn
uma extens5o de 3k,300m; uma catadupa trees kils. acima corn
uma alturade queda de 33m; uma segunda catadupa corn 66m,
de altura de queda. J. M. P. do Alencastre assim des-
creve-o em seu Dice. (Msc. da Bibl. Nac.): (ALMAS. Nasce na
lagoa do Pai Josd, na serra dos Pyrenoees, 18 kils. ao NE. de
Meia Ponte, banha o mun. deste nome e o de Jaragua, e cor-
rendo ora em rumo de NO., ora em rumo de N., reune-se
ao rio Maranhao para formarem corn a reunigo do rio Uruhd
o que se chama Alto Tocantins. Recebe os rios dos Bois, Patos,
Peixe, S. Joao, Sucurid, Vermelho, Pedra, S. Patricio, Pary,
Padre Souza. E' navegavel at6proximo de Jaragu&6.
ALMAS. Corrego do Estado de Goyaz, vai para o rio Ga-
melleira, que corn o Montes Claros f6rma o rio das Pedras, brago
esq. do Bezerra.
ALMAS. Rio trib. da margem dir. do Araguaya. Dosesce da
serra da Sentinolla e 6 formado pelo Ponta Alta e ribeirao dos
Bois. (Dr. S. da Fonseca). Rio de consideravel extensao que
corre pela freg. do rio Claro e conflue no Araguaya pela
margem dir. acima da foz do rio Claro. E' aurifero e dia-
mantino. Temrn por aff., entire outros, o ribeirdo da Ponte Alta.
(Dic. de J. M. P. de Alencastre. Msc. da Bibl. Nac.) porto da Castanha, margem goyana, onde est6 o retire da fa-
zenda do Sr. Miranda, desemboca o rio das Almas, que ainda
ignora-se onde nasce, presumindo-se apenas que seja contra-
vertente de algum aftf'. do Cayaposinho. Fica a fez desse rio
entire a Cachoeirinha e a Cachoeira Grande... 0 rio das Almas
4 em todo o seu curso despovoado, por causa dos indios que o
infestam ; apenas umas 12 leguas acima da sua foz depara-se
corn a fazenda do Bebedouro, nao ji habitada, mas onde ainda
se encontra uma casa de telha e talvoz mesmo algum gado.>
(0 Far West do Brazil). Dizem quo esse rio nasce corn o nome
de rio dos Bois, na extremidade da serra que divide as aguas
dos affs. da margem dir. do Cayaposinho dos da margem esq.
do rio laroe.
ALMAS. Rio do Estado de Goyaz, aff. da margem esq. do
rio Parana que corn o Maranhao forma o Toeantins. Recebe
alim de outre, o rio S. Bartholomeu e os correos do Lavapls
e Criminoso. Nasce, segundo affirma J. M. P. 5e Alencastre,
na chapada dos Veadeiros.
ALMAS. Rio do Estado de Goyaz, aft. da margem esq. do
rio do Peixe, trib. da margem dir. do Araguaya. (Mappa
Geogr. da Capttania da Villa Boa de Goyaz. 1819).
ALMAS. Rio quo desagua na margemrn dir. do rio das
Mortes, entire a fez do rio do Inferno e a do Cotovello, atraves-
sado pela antiga estrada de Cuyabi a Villa Boa. Mappa,
Geogr. da Capstania da Villa Boa de Goyaz. 1819. (Arch.
mil.)
ALMAS. Enseada na part da costa do Estado do Ceari,
comprehendida entire a ponta Jericoacoara e a foz do Timonha.
E' toda esparcellada. A costa dahi para o N. torna-se mais
baixa.


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- 51 -


ALMAS. Porto no rio Parnahyba, entire a barra do riacho
Sussuapara e o porto de Nova York. (Relat. di viagem de ex-
periencia ao porto de Santa Philomeina, 1882).
ALMAS. Lag6o do Estado do Parana, na freg. de Iguassu.
Nella existekaolim em grande abundancia.
ALMECEGA. Log. do Estado de Pernambuco, na freg. de
S. Jose d'Agua Preta.
ALMECEGA. Porto do rio Parnahyba, entire Amarante e
o porto do Castelhano.
ALMECEGA. Brago do ribeirao do Frade, trib. do Tocan-
tins; no Estado de Goyaz. (Cunha Mattos, Itinerario, vol. I,
pag. 200).
ALMECEGA. Corrego do Estado de Goyaz, binha o mun.
de Santt Luzia e desagia no ribeirao do Sal. (In'. loc.)
ALMECEGA. Ribeirao do Estado do Matto Grosso, aff. da
margem dir. do rio da Pedra d9 Cal, braqo do Apa. (Dr. S. da
Fonseca. Dice. cit.)
ALMEIDA. Villa do Estado do E. Santo. Vide Nova Almeida.
ALMEIDA. Villa e mun. do Estado da Bahia, ex-parochia
do miun. do S. Philippe, distant 38,5 kils. de Maragogipe, a
cujo mun, tambem pertenceu. Orago N. S. da Conceiqko e diocese
archiepiscopil de S. Salvador. Tom 9.000 habs. e duas eschs.
publs. do inst. prim. Pertence ao 30 dist. eleitoral, cuja sdde
e a cidade da Ca>choeira. Em 1881 alistaram-se nella 84 eleitores.
Foi creada parochial pela Lei Prov. n. 1176 de 23 de mario de
1872 e incorporada ao muin. do S. Philippe pela de n. 1952 de
29 de maio de 1880. Foi creada villa em juilho de 1890. Se
mun. ficou constituido pelas parochias da villa e de Sant'Anna
do PRio da Dona.
ALMEIDA. Pov. do Estado do Maranhko, na conn. do rio
Balseiro coin o Itapicurd. E' porto de embarque para o algodito
de alguns lavradores.
ALMEIDA. Log. do Estado das Alag6as, na Malta Grande.
ALMEIDA. Log. do Estado de S. Paulo, a margem do Pa-
rahyba, na estrada de Taubat6. Ha ahi uma ponte.
ALMEIDA. Pov. na freg. de Jaboticatubas do Estado de
Minas Geraes: corn uma esch. publ. deinst. prim. para o sexo
masculine, creada pelo art. I, II da Lei Prov. n. 3116 de 6 do
outubro de 1883.
ALMEIDA (Salinas do). Campos abundantes em sal que
vem desde o parallel 16 19',cerca do 40 kils. a 0. do Registro
do Jaurd, e seguindo para o S., veo atW os terrenos alagados
da Uberaba, tendo passado pela Corixa dos Bugres on PAo a
Pique. As salinas foram descobertas em obrtas e 1770 por Luiz Antonio
de Noronha, on Bernardo Lopes da Cunha, que, segundo o
Dr. Alexandre lodrigues Ferreira, era esse o seu verdadeiro
nome, pelo que o champ o home de nome mudado. (Enfer-
midadcs cndeiicas da Capitania de M.1atto Grosso). Esploradas
em 1790 por Luiz Ferreira Diniz, escrivdo da Camara, produ-
ziram corn pauco trabalho muitos alqueires de sal. Tomaram
o nome de Almeida, do de unm velho Joko de Almeida que ahi
estabeleceu-se logo em 1870 para exploril-as. Vide Salinas
(Dr. S. da Fonseca. Dice. cit.)
ALMEIDA (Tapera do). Ruinas, ou antes vestigios de unia
situalio rurAt, que ainda hoje se encontram num teso coberto
de mattaria no campo junto ao corixao dos Bugres, 40 kils. a
ONO da Corixa grande do Destacamento, no Estado de Matte
Grosso. (Dr. S. da Fonseca, Dice. cit.)
ALMEIDA. Serra do Estado das Alagdas, no mun. de
Sant'Anna do Ipanema.
ALMEIDA. Ilha do Estado do Rio de Janeiro, na bahia de
Angra dos Reis, proxima da ilha Gipoia ou Giboia.
ALMEIDA. Corrego do Estado do Rio de Janeiro, aff. do
rio Fag'undes, trib. do Piabanha. (Cunha Mattos, Itineraria.)
ALMEIDA. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha a
freg. da Conceigko da Estiva e desagua no rio Itahim.
ALMEIDA. Corrego do Estado de Minas Geraes. aff. do rio
Abaete pela margem dir. Banha o dist. de Nova Lorena.
ALMEIDA. Ribeirao do Estado de Minas Geraes; banha o
territorio da freg. de Jaboticatubas e desagua na margem dir.
do rio deste nome.


ALMEIDA. Corrego do Estado de Goyaz, aff. da margem
esq. do rio Vermelho, trib. do S. Bartholomeu. (Inf. loc.)
ALMEIDAS. Log. do Estado de S. Paulo, em Serra Negra,
banhado pelo rio do Peixe, corn una esch. publ. de inst. prim.
Lavoura de cafo. E' atravessado pela estrada que, partindo da
Serra Negra, vai a Monte Sido em Minas. Attribue-se essa de-
nominacvo a Manuel de Almeida, natural de Braganga, que foi
dono desse log ar.
ALMEIDAS. Rio do Estado do Parand, banha o mun. de
Paranagua e desagua na bahia deste nome defronte da ilha
Cotinga.
ALMEIRIM. Villa e mun. do Estado doParA, ex-parochia do
mun. de Gurupa. Orago N. S. da Conceico e diocese de Bel6m.
Manoel Ayres Cazal, em sua Chorogr. Brasilica, (1816) diz c Al-
meirim, villa mediocre e vistosamente situada sobre a fez do rio
Pard, do qual teve noutro tempo o nome. Seu principio foi umrn
forte hollandez que se conserve melhorado. N. S. da Conceicgao
6 a padroeira da egreja parochial que a orna. Seus habs. sao
lavradores de mandioca, milho, arroz, legumes e algodao, e
frequentam a pescaria. No seo contorno ha diversidade
de boas madeiras. Pouco mais de seis leguas acima de
Almeirim esta a frog. de N. S. do Desterro, sitmiado sobre
a embocadura do rio Uacarapy, que e consideravel. Seus
habitadores cultivam algodao com os mantimentos que me-
Ihor se dio no territorio, e frequentam a eaca e a pes-
caria.s Na Chorogr. Paraense (1S28) de Ignacio Accioli de
Corqueira e Silva l1-se: tante da capital 122 leguas. assenoada em terreno elevado,
sobre a fez do rio Pard, cujo nome outr'ora teve. Foi fundada
pelos hollandezes. levantando aqui um forte, do qual ainda se
conservam vestigios. Os seus habs. que nuo excedem de 350,
cultivam mandioca, cacao, arroz e algodao. Ternm vigario, e
sua matriz, dedicada a N. S. da Conceicao, acha-se em born
estado. Seguindo desta paragem se dilata a vista pelas altas
serras, que em pequena distancia pela terra dentro formal a
cordilheira da Guyana, na direeao de 0. a E. ate As vi-
sinhancas do Orinoco.>> 0 tenente-coronel Antonio Ladislau
Monteiro Baena, no seu Ensaio Chorogr. sobre o Pard, (1839)
diz: x Almeirim, villa plantada na margem esq. ou septen-
trional do Amazonas sobre terra alta e limpa. Deu-se esta
graduaqao em 1758 a Aldda do Pare a qual denominaram
assim por demoraremr detraz della as serras do Pard em dis-
posigao de cordilheira; cuja denominaoao toma aqella costa
atd a perder na do MacapA. Um semicirculo de palhoas, o no
centre uia pequena egreja do pedra e cal coberta de telha,
que dedicaram a N. S. da Conceilao, formam esta villa,
cuja pop. e indiana e composta de 305 individuos de ambos
os sexos. Nunero pouco apparente,e assAs desconforme daquelle
que verosimilhante hoje deveria exitir em consequencia do
supplement de pop. que recebera nos tempos passados corn
os indieos transferidos do rio Uacarapy, onde em distancia de
duas leguas da sua fez elles tinhona feito assento. Estes
indices de Almeirim so fartos de peixe, de boa farinha e de
cada : trn cacao semr cultivo, e nas serras bastante produacao
de salsa, crave e breu. Junto do port, e A borda d'agua houve
umrn forte do pedra e barrio, que mandou fabricar a despesas
suas o governador da fortaleza do Tapajhs, Manoel da Motta e
Siqueira, para dar ao paiz a melhor protecgao possivel,
segurar aquella ar aqnella porte da navegaqdo internal, e facilitar os
movie tos defensivos dos moradores. As ruinas deste forte
que se achar debaixo de arvoretas emmaranhadas, que a
propria terra brotou de si, ainda mostramin a situao delle,
e indicam ter side desenhado e construido por pessoa quo da
arte de fortificar tinha alguma luz pr useo. )- 0 illustrado
Sr. Manoel Baena, ern son trabalho Informauaems sobre as
comarcas do Pard (1885) diz: ( A freg. do Almneirim esta si-
tuada a margemn esq. do Amazonas, sobre terras altas, abaixo
da fez do rio Pard. Foi aldea do Paru, assim chamada per
ficarem detraz della as serras deste nome. Dista Ia sede da
cor. ill kil. 111 kis. poueaco mas on menos. e da capital 549. onsta a
pov. de algumas casas de telha e de palha, egreja, duas casas
de negocio, eschs. publs de inst. prim., etc. Nas sierras ha
abundancia de salsa, crave e brneu. Exporta castanha e bor-
racha e ternom algumas pequenas fazendas de gado vaccum e
plantaqoes de mandioca para o consume. Pertence ao 50 dist.
eleitoral, cuja sede e Gurupa. Emin 1881, alistaram-se nella 22
eleitores. Tom agencia do correio e duas eschs. publs. de instr.
prim. Foi creada villa pelo Dec. n. 109 de 7 de margo de 1890.


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- 52 -


ALMEIRIM (Fortaleza de). E' o antigo forte do Desterro
edificado por Bento Maciel em 1638, e do qual faz menqco o
Padre d'Acuna que o viu em 1639, guarnecido corn 30 soldados.
Reedificada depois por Manoel da Motta occupava boa posicao,
junto ao porto da pov., hoje villa de Almeirim. Talvez della
nao existam vestigios presentemente, pois que, ha 42 annos,
ja suas ruinas se achavam occultas pela vegetaaiio, entretanto,
diz Baena, ainda se pcdis, vdr, que essay obram f'a desenhuada e
construida por pessoq, que da arte de fortificar tinhat algmna
luz per uso.
ALMINHAS. Ribeirgo do Estado de Matto Grosso, aff.
do rio Manso ou das Mortes. Corta a estrada de Cuyabi a
Goyaz entire os ribeirdes Sangradorsinho e das Mallas.
ALMISCAR. Ribeirao do Estado de Minas Geraes; banha
o mun. do Fructal e desagua no Rocinha, trib. do rio Grande
(Inf. loc.)
ALMOCAFRE. Corrego do Estado de Goyaz, aff. da mar-
gem dir. do rio S. Marcos (Inf. loc.).
ALMOQO. Pov. do Estado do ParA, no mun. de Braganca.
Foi creada parochia pela Lei Prov. n. 1015 de 28 tide abril de
1880 e supprimida pela de n. 1094 de 6 de novembro de 1882. E'
separada da villa de Ourem pelo rio Caete. Fica a pouca dis-
tancia da margem esq. do rio Caet6, na estrada que vai de
Braganca a Onrem, a cerca de 36 kils. daquella cidade. Teve
principle em 1876 corn a emigracao cearense, que ahi formou
um nucleo. Consta de algumas casas de palha, umna capella e
uma esch. elementary comn 40 alumnos. Em tempos idos, quando
as viagens para a capital eram por Ourem, o viajante que partia
de Braganca parava para almoqar 6. margem do riacho que
alli corta a estrada. Per essa razao ficou esse riacho corn o
nome do rio do Almoco, nome que tomou a pov. ultimamente
creada. Sua pop. 6 laboriosa ; cultiva mandioca, milho, arroz,
tabaco e das mattas extrahe muita madeira de construccao queo
envia ao mercado da cidade.
ALMOOO (Morro do). Collina parto da foz do Camapuan-
assui. no Estado de Matto Grosso.
ALMOQO. Riacho do Estado do Para, baiha a pov. de s'u
aome e desagua no rioCaetd.
ALMOQO. Corrego do Estado de Minas Geraes, aff. do
Pontal, que o 6 do rio das Velhas.
ALMOQO. Ribeirito do Estado de Matto Grosso, aff. da
margem dir. do rio Camapuan.
ALMOQO (Lag6a do). Brejal que fica no caminho da Corixa
Grande do Destacamento para Sant'Anna de Chiquitos, quasi
na divisa entire os dons paizes, entire os corixdes dos Buigres e
de Santa Rita. 22 kils., aquem deste e 18 alem daquellle (Dr.
S. daFonseca. Dice. cit.).
ALMOQO DO PRESIDENT. Log. do Estado do Rio de
Janeiro, a margem do canal de Campos a Macah6, proximo a6
lagba de Jesus e do Brejo do Muxuango.
ALMOFALA. Pov. do Estado do CearA, no mun. do Aca.
rahU, pouco acima da barra do Aracaty-mirim, a 60 kils.
daquella cidade. Foi uma missAo de indios Terememhbs ou
Trememb6s. Orago de N. S. da Conceiiiq. Elevada a parochia
a 12 de novembro de 1766 (Dr. Theberge e J. Brigido).-Pom-
peu diz que foi a 12 de setembro ; foi sua s6de removida para o
pov. da Barra do Acarahfi per Dec. de 5 de setembro de 1832.
Sobre suas divisas vide : Dec. de 5 de setembro de 1832; art.
III da Lei Prov. n. 139 de 10 de setembro de 1838.
ALMOFALA. Barra da costa do Estado do Ceari ; nella
desagua o Aracaty-mirim formando um pequeno porto.
ALMORREIMAS. Log. do Estado de Minas Geraes, sobre o
rio Paraopeba, que ahi tern uma ponte.
ALOE. Nome de um plateau situado no mun. de Santa
Luzia do Estado de Goyaz. (Inf. loc.)
ALONgO. Rio do Estado do Parana, aff. da margem dir. do
Ivahy, trib. do Paranua.
ALOQUE. Corredeira no rio S. Francisco. E' a segunda
dessa immensa cordilheira de corredeiras que come,:a abaixo de
B6a Vista, no Estado de Pernambuco.
ALPARGATA. Rio do Estado da Bahia, nasce da serra do
GagAo e depois de um curso de cerca de 30 kils. recebe as aguas do


rio Catinga Grande, que vindo da serrania do Sincor6 a Leste
corre primeiro para Oeste, e depois volta-se para o Sul a entrar
naquelle formando um curso da mesma longitude. Estes dous
rios assim unidos, depois de correrem cerca de 12 kils. se
lancam no Paraguassusiaho, junto A pov. do Commercio de
F6ra, que dista da do Paraguassd Diamantino um kil. Ambos
estes rios sao diamantinos. (Benedicto Marques da Silva
Acaui. Mem. sobre os tcrrenos diamiantinos da prov. da
Bahia. 15 de abril de 1847.)
ALPERCATAS. Aldeamento do Estado do Maranhao ;
creado em 1847 na freg. de Santa Cruz, mun. da Barra do
Corda. Est'i situado A margem esq. do rio Alpercatas. Occupa
uma Area de 2.430 metros quadrados, estando aproveitados 600
metros quadrados corn plantagio de cereaes. CompGe-se de
indios Canellas e Matteiros.
ALPERCATAS. Rio do Estado do Maranhaio. Nasce na
serra de seu nome e vaidesaguar na margem esq. do Itapicurd,
198 kils. acima de Caxias. O rio Alpercatas, diz o capitio.
Paula Ribeiro no seu Roteiro de Viagem (1815), inteiramente
hoje desert 4 tido como brago do Itapecurd, quando pela sua
grandeza em dobro devera ser considerado o principal tronco
destas correntes. o 0 rio Alparcatas, escrevem-nos da Barra
do Corda, nasce no logar Morro Vermelho, termo do Riachio,
entra no mun. da Barra do Corda, no logar Lagba de Antonio
Jos6, donde principia a fazer a divisa entire este mun. e o do
Mirador.
ALPES. Serra do Estado de Minas Geraes, entire a estaiio
de Ouro Fino e a cidade do Mar d'Hespanha. E' alta e com-
prida.
ALPES. Serra doEstado de Minas Geraes, no mun. da Chris-
tina. Prende-se As serras da Paciencia, do Pouso Frio e Reser-
va, que constitute a corditheira denominada Bocaina. Della
nasce o rio Barra Mansa, aff. do Lambary. (Inf. loc.)
ALPOIM. Pequeno rio do Estado do Rio de Janeiro, no
mun. de Petropolis.
ALSACIA. Linha colonial no dist. do Gaspar, Estado de
Santa Catharina. Em 1836 tinha 64 habs.
ALSACIA. Ribeirao do Estado do Santa Catharina, re-
une-se corn o ribeiralo da Lorena e juntos v6o ao ribeirio do
Holstein, trib. do Guabiroba do Norte, que corre para o Ita-
jahy-mirim.
ALTENAR. Forte situado nas margens do Beberibe, a pou-
co mais de um kil. ao S. do forte das Salinas em frente do Reci-
fe. Capitulou a 19 de janeiro de 1654. A guarnitgo, que era com-
posta de 240 hollandezes e ttpuyos, rendeu-se a merc6 de Joi.o
Fernandes Vieira.
ALTAR. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o dist.
de Nova Lorena e desagua na margem esq. do rio Abaetd, af'.
do S. Francisco.
ALTAR DE PEDRA. Acima do arraial do Nova Lorena.
Estado de Minas Geraes, na margemi esq.do rio Abaetd, tres kils.
abaixo do garimpo da Ingazeira, existed, feitas pela natureza,
umas escadas de pedra, que emerghem do rio, imitando degraus
e formando um altar perfeito.(Inf. loc.)
ALTENHOFEN. Linidissima cascata ng.o long da pov. de-
n;minada Hamburger Berg que fica 12 kils. distant de
S. Leopoldo, no Estddo doR. G. do Sul.
ALTER DO CHAO. Parochia do Estado do Para, no mun.
de Santar6m, na margomn dir. do rio Tapajds no extreme e na
margem meridional da b ihia do son nome; aos 6 24' 15" de
Long. Occ. de Belem e aos 20 31' 5' de Lat. S., 38 kils. ao SO.
daquellacidade, naspr)ximidades das traldas de um monte pou-
co elevado, que corn ontros se estende continuando a margem
dir. do rio.Orago N. S. da Saude e diocese do Para. Teve o predi-
camento de parochia em 1753. Foi elevada a villa em 1758, (1757
segundo outros) mas o estado de decadencia a que chegoou, acon-
selh >u o governor a rebaixal-a dessa categoria em 1841 ,sendo-lhe
conservada s6mente a de freg.
o separada de um lago, q e lica a N.E. por uma peninsula
de area de otto a 12 metro de largura, ficando encostado A praca
da pov. um estreito canal '.e communicacdo. 0 lago 6 rodeado
de terras alias formando various saios a E. e ao S., terminando
todos em cabeceiras de pequenas fontes que descem dos montes
visinhos. 0 terreno ao N. da pov. do outro lado da bahia e do








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lago, offerece urna paisagem e aspect tao risonho como pitto-
resco; ao NO. ergue-se o serro Piroca que deste lado se apre-
senta do mesmo modo que a margem do Tapaj6s, donde o
acompanhamos tendo-o sempre a vista; 6 inteiramente despido
de arvores, mas todo coberto do uma tenra graminea, desde a ba-
se atW o ponto mais alto. Ao N. est6. o serro da Avenc', em cuja
face occidental se distinguem as camadas de sua estratifica-
Cg.o em d-graus semi-circulares. Ao N.E emfim, vA-se a linha
irregular da serra Panema, que de Santar6m vein correndo a
SO... As terras de Alter do Chio, A excepealo dos valles
ou quebradas das serras, nao sato ferteis, participam da nature-
za da margem dir. do Tapaj6s atW perto de Aveiro... As
margens da pittoresca bahia de Alter do Chao parece que fo-
ram, como indiquei na pirte relative a Santarem, a principal
residencia da extincta familiar indigena, os Tapajds, tendo sido
alli que Pedro Teixeira os foi encontrar pela primeira vez, em
1626. A ald6a, on talvez, a bahia tinha o nome de Borary e foi
com este appellido que, mais de 40 annos depois da viagem de
Pedro Teixeira, os padres da Companhia de Jesus, alli estabelece-
ram uma mission e governaram a ald-a. Ignore si ella tevejAmais
algum progress sob a administracao destes m issionairos ou como
todas as outras ald&as sujeitas a sua jurisdiccgo,floresceu s6-
mente at6 o ponto de ter o necessario para o alimento dos mo-
radores, nao se conservando sinio a custa de constantes desci-
mentos de indios do Sertilo para preancherem as vagas dos
mortis e dos desertores. Foi nesta ald6a qie pela primeira vez,
viu-se chegar de Matto Grosso uma frota de canoes, cujo chefe
era o intrepido Joi.o de Souza Azevedo. Havia elle pelos fins de
1746 tOnt'do exploraGes do terriiorio de Matto Grosso, A pro-
cura de ouro., descendo o rio Sipotuba e passando deste ao Su-
midouro atd a b irra do Arinos, onde encontrou outro explorador
seu compatriot paulista Paschoal Arruda, que andava emin
;*,,.1 liligencia. Despedindo-se deste, desceu pelo Arinos e
I' .p .' at6 a barra do rio S. Manoel onde, s-gundo elle disse,
experimentando a terra acima da bsirra, encontrou uma boa
porgFo de ouro com que ch!gou a Borary, acompanhado de 60
escravos seas e dons c'imaradas. 0 padre Manoel dos Santos,
missionario jesuita que governava a aldea, o deteve, nao con-
sentindo que proseguisse visgem nem que regress isse a Matto
Grosso, arrecadando em son cubiculo as canastrasem que vinha
o ouro. Em vista da participacao feita polo commandant do
forte do Pauxys ao capit6io-general Joso de Abreu Castello
Branco, este expedii immediatamente ordens ao capitdo da
fort.ileza do Tap ijos (Santar6m) para que fosse Azevedo con-
duzido 6 cidade do Part, deixando ficar os escravos que estavam
empregados em preparer rogas de mantimentos destinados ao
regresso do mesmo explorador. Apresentou-se Azevedo no Para,
manifestou ao general o ouro que tinha extrahido do rio das
Tres Barras, quo e o mesmo S. Manoel, e apoz longas indaga-
Qoes e averiguacoes, conseguin nao s6 justificar soen procedimento
contra a ordem regia que prohibit today a qualidade de commu-
nicao6es por agua ou por terra entire o Para e as capitanias de
Matto G-osso e Goyaz, mas tambem a permissao de regressar
polo mesmo caminho o que alias parece na.o ter realizado. (F.
Penna. A regi o occidental do Para.)>) Sua pop. 6 avaliada em
pouco mais de 400 h bs., segundo o 10 Tenente R. Tavares
(1876). Pertence ao 60 distr. eleitoral cuj a s6de 6 a cidade de
Santar&n. Em 1881 alistaram-se nella nove eleitores. Tern
duas esch. publs. de inst. prim.
ALTER DO CHAO. Bahia do Estqdo do Par6. Em seu ex-
tremo e na sua margem meridional esti a freg. do seun nome.
E' ess t bahia a: I i...I .1. pela ponta Cururd e separada de umrn
lago, que Ihe f..:. .. NI: por uma peninsula de area de oito a
12 metros de largura.
ALTINHO. Villa e mun. do Estado de Pernambuco, na
com. de Caruard. Orago de N. Senhora do 0' e diocese de Olinda.
< A 163 kils. da cap. e 29 ao S. da cidade de C aruaru. A villa
esta situada em uma bella posi6io, sobre uma paquena elevava6o
a miargem dir. do rio Una. Tern egreja matriz, cemiterio,
eschs., -.... i do correio, etc. Born clima, agia magnifica,
terreno IF.rid, oado vaccum, algodao, caf6, mandioca, milho,
e feijio. em pequena escala, sete engenlocas de rapadura e
aguardente. Communica:qo corn as villas de Panellas, Quiipipa,
Garanhuns, Born Conselho, Cimbres, Pesqueira, Buique, Brejo,
T "... 'r i... e outras localidades, por caminhos mal constrni-
dos, mas bastante freqentados. (Comarcas do Esta lo de Per-
numbuco por F. A. Pereira da Costa. 1884). Foi creada paro-
chia pela Lei Prov. n. 45 de 12 dejunho do 1837, que desmem-
brou uma por6.o do territorio de Garanhuns para formal-a.


Em virtudedo art. VIda Lei Prov. n. 139 de 6 de maio de 1845
foi essa freg. restituida ao termo de Garanhuns : mas essa dispo-
sicao foi revogada pala Lei Prov. n. 149 de 28 de marqo de 1846
que deixou em pleno vigor a disposiCiio anterior. Incorporada
ao mun. e com. de Caruard pelo art. Ill da Lei Prov. n. 212 de
16 de agosto de 1848. Foi elevada a categoria de villa polo
art. II da Lei Prov. n. 1560 de 30 de maio de 1881. Pertence ao
10 dist. electoral, cuja side 6 a cidade de Caruard. Em 1881,
alistaram-se nella 88 eleitores. 0 mun. tern 12.0')0habs. e comn-
prehende, at!m da parochia da villa, mais a de Santo Antonio
do Bebedouro. Nelle ficam as serras dos LaCos. Mendes, Menti-
rosos, Gado Bravo, Jaboticaba. Saquinho, Verde, Urucid, Maxito,
QuandUs e outras ; e os rios Una e Prata. Soibre suas divisas
vide, entire outras, a Lei Prov. n. 45 de 12 de junho de 1837. A
23 de novembro de 1887 inaugurou-se o foro desse nsunicipio.
ALTO. Dist. do termo de Therezina; no Estado do Piauhy
ALTO. Suburbio da villa do Ipd, no Estado do Cearb,.
ALTO. Log. do Estado do R. de Janeiro, na frog. de Santo
Antonio do Paquequr e mun. de Mag6: corn uma esch. publ.
de inst. prim. creada pela Lei Prov. n. 2105 de 28 de dezembro
de 1874.
ALTO. Log. do Estado de S. Paulo, no mun. do Parahy-
buna; corn uma esch. pub. de inst. prim.
ALTO. Bairro do mun. da capital do Estado do Paran .
corn unia esch. promiscua de inst. prim., creada pala Lei Prov.
n. 782 de 13 de outubro de 1884.
ALTO. Riacho do Estado do R. de Jmneiro, nasce no alto da
serra do Tingua, atravessa a estrada do Commercio e reune-se
ao corrego dos Ferreiros, trib. do Cachoeira Grande, que o 6
do rio Utum.
ALTO AMAZONAS. Com. de sagunda entr. do Estado do
Amazonas, classificada pelo Dec. n. 5069 de 28 de agosto de
1872. Comprehende o termo de Mandos e o mun. de Codajaz.
ALTO ARARY. Log. do Estado do Para, no term da
Cachoeira.
ALTO ARIRIIJ. Log. do mun. de S. Jose, no Estado de
Santa Catharina, com uma.esch. publ. creada pela Lei Prov.
n. 1274 de 15 de novembro de 1889.
ALTO BENEVENTE. Parochia do Estado do E. Santo
Orago N. S. da Conceigio e diocese de S. S.bastiAo. Foi creada
pela Lei Prov. n. 5 de 3 de dezembro de 1885.
ALTO BIGUASSU. Antiga parochia do Estado de Santa
Catharina, creada pela Lei Prov. n. 10) de 30 de abril de 1838 e
supprimida pela de n. 971 de 19 de dezembro de 1882. Orago
S. Pedro Apostolo e diocese de S. Sebastiao do Rio de Janeiro.
ALTO BONITO. 0 Almanak do Maranhao (1860), tratando
dos quarteirdes da frog. de Barreirinhas, diz : < E' important
este quarteirio (do Alto Bonito) pelos seus grades riachos
Estiva, Riachao, Bacury, Tiririca Grande, Tiririquinha,
S. Roque, Mirim, Prata e Palmeiras, todos mui proprios para a
lavoura da canna, arroz, milho e mandioca, nio s6 pela ferti-
lidade do terreno, como par desembocarem todos no rio Pre-
guigas, a cujos portos de embarque podem ser conduzidos em
pequenas canvas os generous de exportagio. Sua pop. livre 6 de
350 habs. e a escrava de 60. )>
ALTO CALABAR. Log. do Estado da Bahia, no termo de
Nazareth; com urma esch. pub. de inst. prim., creada pela Lei
Prov. n. 2228 de 6 de agosto de 1881.
ALTO DA BALANQA. Log. do Estado do Cear5, na freg.
de Arronches e mun. da capital.
ALTO DA BALANgA. Log. do Estado de Pernambuco,
entire as fregs. de Santa Agueda e Brejo (Lei Prov. n. 1105 de
28 de maio de 1873.)
ALTO DA BOA VISTA. Log. da Capital Federal, na serra
da Tijuca. E saluberrimo e imponente pelo panorama que dahi
se gosa. Tern uma agencia do correio.
ALTO DA CANDEIA. Log. do Estado da Bahia, na freg.
de Santo Estevao do Jacuhipe.
ALTO DA CARNEIRA. Bairro do mun. de S. Bento dos
Perizes, no Estado do Maranhio. A Lei Prov. n. 1331 de 2 de
maio de 1884 transferiu para abi a esch. do -sexo feminine do
logar Outra Banda.


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ALTO DA CATACUMBA. Grande cordao de terras altas,
que separa as aguas dos rios Subah4 e Traripe: no Estado da
Bahia.
ALTO DA CRUZ. Bairro no mun. da capital do Estado de
Minas Geraes; corn uma capella da invocacdo de N. S. do
Rosario e Santa Ephigenia. Projecta-se crear ahi uma parochia
a que devero ser incoporadas as capellas de N. S. das D6res,
do Rosario do Padre Faria, da Piedade, do Bom Jesus do Ta-
quaral, de Sant'Anna e S. Jodo Baptista.
ALTO DA CRUZ. Pov. do Estado do Maranhlo, a pouco
mais de am kil. da cidade de Caxias, a cuja com. pertence ; corn
uma esch. pub. de inst. prim. para o sexo mascuilino. creada
pelo art. II da Lei Prov. n. 1264 de 22 de mateio de 1882.
ALTO DA EIRA. Log. no mun. de Santa Maria da Boca
do Monte do Estado do R. G. do Sul.
ALTO DA ESPERANQA. Bairro no mun. de Jacarehy, do
Estado de S. Paulo.
ALTO DA FIGUEIRA. Log. do Estado de Minas GOraes.
E' o ponto mais alto do ramal de Ouro Preto.
ALTO DA GAMELLEIRA. Log. do Estado do Parahyba
do Norte, nos limitesdai frog. do Senhor Born Jesus dos Piloes.
Perto corre-lhe o rio Aracagy-mirim.
ALTO DA ITIUBA. Ponto important na E. de F. de
Alagoinhas ao Juazeiro, no Estado da Bahia ; entire as estac.es
de Jacuricy e Itiuba, a 436m.236 de altura, distant 3S6k,424 da
cidade da Bahia e 264"1000 de Alagoinhas.
ALTO DA MATRIZ. Pov. do Estado da Bahia, na com. de
Minas do Rio das Contas.
ALTO DA PIMENTA. Log. do Estado do CoarA'no mun.
da Capital.
ALTO DA QUITANDINHA. Log. do Estado do Rio de
Janeiro, na estrada da Taquara, nas raias das terras colonies
de Petropolis.
ALTO DAS AGUAS CLARAS. Linha colonial no dis. do
Cedro Grande, Estado de Santa Catharina. Em 1886 tinha
106 habs.
ALTO DA SERRA. Um dos quarteiroes em que se divide
o termo do Rio Novo, no Estado de S. Paulo.
ALTO DA SERRA. Estagco da E. de F. de Cantagallo,
no Estado do Rio de Janeiro, entire as estaco6es da Boca do
Matto e Fiburgo.
ALTO DA SERRA. Estacgo da E. de F. Princip. do Grao
Para, no Estado do Rio de Janeiro, no kil. 22,200, entire
Raiz da Serra e Petropolis, a 842m,300 de altura sobre o nivel
do mar.
ALTO DA SERRA. Estacgo da E. de F. Ingleza, no Es-
tado de S. Paulo, entire Raiz da Serra e Rio Grande, a 798m,9
de altura sobre o nivel do mar. Ha ahi duas eschs. publs. de
inst. prim.
ALTO DA SERRINHA. Ponto important na E. de F. de
Alagoinhas ao Juazeiro, no Estado da Bihia, entire as estad es
da Serrinha e da Salgada, a 397m,745 de altura, distant
236k,724 da cidade da Bahiae 114k.300 da de Alagoinhas.
ALTO DAS SAUDADES. Log. do Estado do Ceara; na
estrada de Maranguape. Ha ahi uma lag6a.
ALTO DE PEDRA. Log. do Estado R. G. do Norte, no
mun. de Mossor6. (Inf. loc.)
ALTO DE PIRACICABA. Log. do Estado de S. Paulo, em
Piracicaba ; corn uma esch. publ. de inst. prim.
ALTO DO ANASTACIO. Log. do Estado de S. Paulo, li-
gado A Capital e ia villa do Parnahyba por eswradas de rodagem.
ALTO DO BARREIRO. Ponto important da E. de F. de
Alagoinhas ao Jiazeiro, no Estado da Bahia, a 162n,520 de
altura, distant da cidade da Bahia 124k,624 e de Alagoinhas
2k,20)
ALTO DO BRONZE. Log. do Estado do R. G. do Sul, no
mun. da Capital.
ALTO DO CAMPO GRANDE. Ponto important na E. de
F. de Alagoinhas ao Juazeiro, no Estado da Bahia, entire as es-
tac6es de Aramarys e Ouricanguinhas, a 307m,130 de altura


sobre o nivel do mar, distant 146k,924 da cidade da Bahia e
24k,500de Alagoinhas.
ALTO DO CAMPO NOVO. Um dos pontos culminantes do
Itatiaya-mirim. E' o mais elevado e tem a f6rma pontea-
guda.
ALTO DO CEDRO. Ponto notavel da E. de F. Principe do
Grao ParA, no mun. de Petropolis e Estado do Rio de Janeiro,
no kil. 32.750. Fica no morro do Cedro, que umn prolonga-
mento da serra do Taquaril. E' esse alto atravessado na al-
tura de 643m, 40 pela E. F. por urn tunnel de 147 metros de
extensao em recta revestido na maxima porte, sendo de tijollo a
abobada. No tunnel principia umna descida corn 7k,200 de com-
primento e declive de 2 2/3 /o.
ALTO DO CRUZEIRO. Um dos altos mais culminantes da
freg. de Santo Antonio do Rio Abaixo, no Estado de Minas
Geraes. Em suas fraldas esta edificado o arraial de Santo
Antonio.
ALTO DO CUPIM. Log. do Estado do CearA, na frog. de
Arronches.
ALTO DO ELISEU. Log. do Estado de Rio de Janeiro, na
freg. de S. Sebastiao do mun. de Campos.
ALTO DO IMPERADOR. Log. do Estado do Rio de Ja-
neiro, na serra da Taquara, a cuja raiz 4 ligada por umna es-
trada denominada da Taquara.
ALTO DO JOAO FERNANDES. Log. do Estado de Per-
nambuco, no mun. de Agua Preta.
ALTO DO MANOEL. Ponto notavel entire os denominados
Ribeirao do Meio e Ribeirao da Rocca, (Roque segando outros),
na E. de F. do Oeste (Companhia Paulista) a 670m,0 de altura
sobre o nivel do mar (Mappa da prov. de S. Paulo por M. R.
Lisboa 1884.)
ALTO DO MANOEL BENTO. Log. no Rio Pardo, Estado
do R. G. do Sul. Ahi existed urn predio, hoje em ruinas, e que
foi edificado para paiol de polvora.
ALTO DO MORAES. Log. do Estado do R. G. do Sul, na
Coxilba do Fogo e mun. da Cagapava.
ALTO DO MORRO. Pov. do Estado de Minas Geraes, na
com. de Ouro Preto, na estrada que desta cidade segue para
Barbacena.
ALTO DO MORRO DO LOPES. Ponto important na E.
de F. de Alagoinhas ao Juazeiro, no Estado da Babia, entire
as estao5es de Santa Luzia e Rio do Peixe, a 376m,162 de al-
tura, distance 305k,924 da cidade da Bahia e 183k,500 de Ala-
goinhas.
ALTO DO MULDA. Log. do Estado de Santa Catharina,
no mun. de Blumenau.
ALTO DO PICADAO. Log. do Estado de S. Paulo, entree
a estacao de Cordeiros e Ribeirao Claro da E. de F. do Oeste
(Companhia Paulista), a 654m,5 de altura sobre o nivel do
mar. (Mappa da prov. de S. Paulo por M. R. Lisboa. 1884.)
ALTO DO PIRES. Log. do Estado de Minas Geraes. Pro-
jecta-se uma estrada entire a cidade de Santa Barbara e esse
logar, passando pela pov. da Conceiio do Rio Acima.
ALTO DO PYRRHO. Log. do Estado de Sergipe, no mun.
da capital, corn uma esch. publ. de inst. prim.
ALTO DO SAMAMBAIA. Ponto notavel entire os deno-
minados Rio dos Pinheiros e Estagco de Campinas da E. de
F. do Oeste (Companhia Paulista), a 724m,3 de altura sobre o
nivel do mar. (Mappa da prov. de S. Paulo por M. R. Lisboa.
1881.)
ALTO DO SAPE. Ponto important da E. de F. de Ala-
oinhas ao Juazeiro ; no Estado da Bahia, centre as eitaces
o Sip6 e de Agua Fria, a 406m,980 de altura sobre o nivel
do mar, distant 181k.624 da cidade da Bahia e 59k,200 de Ala-
goinhas.
ALTO DOS BOIS. Aldea do Estado de Minas Geraes, na
com. do Rio Jequitinhonha, proxima da cidade de Minas
Novas. Foi fundada em 1809 polos indios Macunis, auxiliados
pelos portuguezes. Sua pop. 4 de mais de 100 habs. Esta
nas divisas das bacias do Arassuahy e Mucury, separando


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tambem a matta de Philadelphia dos Campos de Minas
Novas.
ALTO DOS NEGROS. Log. do Estado do Rio de Janeiro,
no mun. do Rio Claro. Ahi terminal uma estrada que part
de Barra Mansa.
ALTO DOS PASSOS. Log. do Estado do Rio de Janeiro,
nas proximidades da cidade de Rezende. Um viajante assimr
descreve o panorama que dahi se goza : << Do alto dos Passos
goza-se de um panorama circular magnifico. Ao N. a serra
a Mantiqueira agigantando-se para poder servir de pedestal
ao Itatiaya; a seus p6s o rio Parahyba e uma larga fita de
setim amarello, caprichosamente estendida sobre o verde tapete
de suas lindas margens; a via-ferrea orlando o Parahyba corn
seus polidos trilhos, brilhantes como si fossem de prata ; ao S.
a grandiosa Serra do Mar; ao SO. as altas montanhas que
ousam confrontar corn as da Mantiqueira e sustentar os campos
da Bocaina, que dizem rivalisar em belleza corn os valles in-
termedios do Itatiaya-mirim e Itatiaya-assi. >) Affirmam ter
outr'ora existido no Alto dos Passos um pAu adorado pelos
primeiros habitantes. Desses sentiments religiosos dao ainda
hoje testemunho uma capellinha e um cemiterio. E' tambem
denominado Alto do Timburub6.
ALTO DOS QUATORZE. Morro da cidade do Ipd, do Estado
do Ceara, a6 dir. do riacho Ipucaba. Delle domina-se toda a
cidade e goza-se de um magnifico panorama. E' assim denomi-
nado por ter sido ahi assassinado um velho, que tinha 14 filhos.
ALTO DO VINTEM. Log. do Estado do Rio de Janeiro,
no canal de Campos a Macahd, proximo ao logar da extinct
lagoa Suja.
ALTO FECHADO. Log. no dist.]de Mecejana, do Estado do
Ceara.
ALTO GRANDE. Pov. do Estado da Bahia, a margem dir.
do rio S. Francisco, pouco abaixo de Chique-Chique e proximo
dos povs. Pinguella e Matto Grosso.
ALTO GRANDE. Log. do Estado do Rio de Janeiro, no
mun. de Macahe, a margem do Canal de Campos a Macahd.
Desse logar em diante o canal esta aberto pelo brejo da extinct
lagoa do Campo Novo.
ALTO GRANDE. Pov. doEstado de Minas Geraes, A mar-
gem esq. do rio S. Francisco, acima da cidade da Januaria.
(Halfeld, Relat, do Rio S. Francisco.)
ALTO ITAPICURT. Corn. de primeira ent. do Estado do
Maranhao creada pela Lei Prov. n. 1052 de t11 de junho de 1874
e classificada pelo Dec. n. 5692 de 15 de julho de 1874. Com-
prehende (1886) o termo de Picos.
ALTO LYRIO. Ponto mais elevado da serra do Mar, na
E. de F. Central do Brasil. Fica por cima do tunnel n. 12,
entire Rodeio e Mendes.
ALTO MAPUA. Log. do Estado do Par&, no termo de
Breves.
ALTO MEARIM. Aldeamento do Estado do Maranhao
situado entire os morros Cocal-Grande e Bezerra, comprehen-
dendo a montanha Pico. Foi creado em 1854. Em consequencia
da epidemia que occorreu em 1856 e 1857, dispersaram-se os
indios que o compunham, restando apenas 70, em um aldeamento
a margem dir. do rio Mearim no logar denominado Intans.
ALTO MEARIM. Com. de segunda entr. do Estado do
Maranhao, creada pela Lei Prov. n. 328 de 12 de outubro de
1852 e classificada pelos Decs. ns. 1228 de 10 de setembro de
1853 e 1993 de 3 dejulho de 1872. Comprehende (1886) o termo de
S. Luiz Gonzaga. 0 de Coroata, que Ihe pertencia, foi elevado
6 categoria de cor. pela Lei Prov. n. 1295 de 6 de agosto
de 1883.
ALTO PARAGUAY DIAMANTINO. Com. de primeira
ent. do Estado de Matto Grosso, creada pela Lei Prov. n. I de
15 de maio de 1874 e classificada pelo Dec. n. 5676de 27de
junho do mesmo anno. Comprehende os terms do Diamantino
e do Rosario.
i ALTO PARNAHYBA. Villa e mun. do Estado do Ma-
ranhao, a margem do rio do seu nome. Orago N. S. da Victoria
e diocese do Maranhao. Foi creada parochia pela Lei Prov.
n. 974 de 8 de julho de 1871 a elevada A categoria de villa
pela den. 1227 de 9 de abril de 1881., Incorporada a com. de


Loreto pela Lei Prov. n. 1255 de 9 de maio de 1882. Foi des-
membrada da com. do Loreto pela Lei Prov. n. 1379 de 11t do
maio de 1886, que creou na referida parochia uma com. com a
denominaqao do Alto Parnahyba. Foi classificada de primeira
ent. pelo Dec. n. 20) de 6 de fevereiro de 1890. Tern duas
eschs. publs. de inst. prim. Agencia do correio.
ALTO PINDARE. Aldeamento do Estado do Maranhao
fundado em 6 de novembro de 18514 margem do rio Pindard,
na freg. de S. Francisco Xavier do mun. deMonqao. Contava,
em 1880,indios Guajajaras em numero de 3.320, os quaes cultivam
mandioca, milho, feijao, empregando-se outrosim na extraccao
do oleo de cpahyba. Comega das margens do igarape Burity-
pucu atW o Pontal no rio Pindare.
ALTO PURUS. Dist. policial dependent da delegacia do
termo de ManAos, no Estado do Amazonas.
ALTO QUATIPURU. Log. do Estado do Par6., no mun.
de Braganga.
ALTO SANTA MARIA. Log. do Estado do E. Santo, no
mun. de Santa Leopoldina.
ALTO SANTO DA VIUVA. Pov. do Estado do Ceara, no
termo do Limoeiro ; corn um dist. de paz, creado pela Lei
Prov. n. 1345 de 27 de outubro de 1870 ; e uma esch. publ. de
inst. prim.
ALTO SANTO DO FIGUEIREDO. Log. do Estado do Cear6,
corn uma capella filial da matrizdo Limoeiro.
ALTO SEM PEIXE. Log. do Estado de Minas Geraes, na
freg. de Paulo Moreira.
ALTO SOLIMOES. Com. creada no Estado do Ama.
zonas pela Lei Prov. n. 656 de 13 de junho de 1884, que consn
stituiu-a com o mun. da villa de S. Paulo de Olivenca e
classificada de primeira ent. por Dec. n. 392 de 12 de maio
do 1890.
ALTO TIJUCAS. Parochia do Estado de Santa Catharina.
Vide Tijucas Grande.
ALTO TOCANTINS. Parochia do Estado do ParA, no termo
de Baiao. Orago S. Pedro e diocese do Par6. E' hoje denomi-
nada S. Pedro de Alcobaca por forca da Lei Prov. n. 839 em
19 de abril de 1875. Vide Alcobafa.
ALTO TOCANTINS. Com. de la entrancia do Estado de
Goyaz, creada e classificada pela Resolugao do conselho do go-
verno de 1 de abril de 1833, Lei Prov. n. 19de 6 de julho de
1850 e Decs. ns. 687 de 26 de julho de 1850 e4973 de 29
de maio de 1872. Era denominada antigamente com. de S. Joao
da Palma, denominac.o que foi substituida pela de Porto Impe-
rial em virtude do art. 20 da Lei Prov. n. 2 de I de agosto de
1843. Foi ainda esta denominacao substituida pela de com. do
Rio do Somno pelo Dec. de 30 de dezembro de 1889 e pela de
com. do Alto Tocantins pelo Dec. de 7 de margo de 1890.
ALTO URUGUAY (Colonia military do). Em virtude da
autorisacgo conferida pelo art. III IV da Lei n. 2706 de 31
de maio de 1877, creou o Dec. n. 7221 de 15 de marco de 1879
uma colonia military corn a denominacao de -Colonia military do
Alto Uruguay, nas proximidades do Passo Grande, mun. da
Palmeira e Estado do R. G. do Sul Foi fundada em 25 de de-
zembro de 1879. Sua pop. em 1884, era de 588 habs. sendo 559
nacionaes e 23 estrangeiros. Cultivam-se na colonia os cereaes,
a canna, o fumo, etc. que nao s6 satisfazem 6s necessidades do
consume local,como ainda deixam sobras para pequenas permu-
tas. Uma estrada liga-a a pov. do Campo Novo. Tern uma
agencia do correio.
ALVADIO. CabeQo situado na costa do Estado do R. G. do
Norte, na distancia de duas milhas do pov. da Conceigio.
ALVARAES. Antiga pov. do Estado do Amazonas eleva-
da a parochia corn a denominacao de S. Joaquimrn de Caigara
pela Lei Provey. n. 394 de 21 do outubro de 1878. Accioli, descre-
vendo-a, diz : Logar de 500 habs. corn egreja parochial dedi-
cada a S. Joaquim, assentado em terreno elevado, na margem
oriental do pequeno rio UrauA defronte de uma ilha do Amazo-
nas: 6 rodeado em part pela agua que do memo Urau6 so in-
troduz 6 terra, e chamava-se antigamente Caigara, que significa
curral, por servir de interposto aos Indios que se resgatavam,
especialmente no JupurA: prosper alli o cacau, a mandioca
cresco admiravelmente, e eslao abandonadas as plantagves do
anil, cuja cultural foi recommendada pelo Ouvidor Francisco


ALT








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Xavier. Seus habs. sao quasi todos indios, por haverem-n'o
desamparado os de outras classes e procedem das tribus Uard,
tambl.m chamada Cdca, adverbio de negagco que frequentemen-
te repetem, Ambua, Uayama, JucumA, Aborua, Passd, Cuniari,
Miranha e MarauAs, estes ullimos antropophagos e descidos do
Jsirua.>> Plantou-se a primeira vez esta pov., diz Baena, na
margem septentrionalde um furo que communica o Jap ira para
o lago Amana: neste primeiro assento a maioria dos indios
abandonou a vivenda porque nella so via inquietada pelo gentio
Mura, e as reliquias foram transferidas por Giraldo Gongalves
de Bittencourt para o sitio actual, onde elle amplificou a sua te-
nue pop. corn os indios que atrahiu do Japura. Presentemente
268 habs. sao os visinhos deste logar vulgarmente denominado
Cahissara desde o tempo em que alli como em curral infeliz-
mente se guardavam os indios trazidos do Japura para serem
vendidos como escravos na cidade.)) < do pequeno rio Uraua, que pelo S. desemboca no Amazoeas,
Junto a ella, mas na margem oriental, e rodeado em part pela
agua, que do mesmo se introduz A terra, estA situado o lozar de
Alvardes. Chamava-se antecedentemente este logar a Cayeara,
que quer dizer curral; porque alli se faziam dos indios escravos,
que se conduziam principalmente do rio JupurA, naquelles in-
felizes tempos em que se traficava em homes nestes se'.tes.
Tern este logar moradores broncos, e as nacoesdos indios, qu
o habitam em bastante numero, sio Uara, a q' e elles chamam
C6ca, por causa de repetirem esta palavra muitas vezes, que na
sua ling la quer dizer no,. Ambua, Uaymi, Jucunm, Alaruda,
Pass6, Cauiari, iliranha e Marauns descidos estes ultimos do rio
Gurua, e que sao antropophagos, comedores de care humana.
E' esta pox. susceptivel de grande augmento; porque a bondade
do sitio e A fertilidade da terra junta estar proxima ao Jupu-
ra donde se facilitam os descimentos das innumeraveis nagoed
que povoam aquelle rio : mas 4 pena que seja sujeita A praga do
carapanA e pium, ainda que no anno present esteja livre della
attrib Uindo a causa A grande enchente, que houve no Amazo-
nas.>)(Francisco X. R. de Sampaio. Diario cit.).
ALVARENGA. Colonia no Estado de S. Paulo, no m. in
de Cacapava, cornm uma esch. public creada pele Lei Prov D.
138 de 15 de maio de 1889.
ALVARENGA. Serra do Estado de Minas'Geraes, entra as
fregs. de Sant'Anna e Queluz. Da origem a alguns rios tribes. do
Piranga.
ALVARENGA. Ilha do Estado de Santa Catharina, na
barra do Rio S. Francisco do Sul; a SO. da lage grande do
Nortb e a NO. da lage do Badejo.
ALVARENGA. Rio do Estado de Santa Catharina, na freg.
do Sahy.
ALVARENGA. Rio do Estado de Minas Geraes; desagua na
margem esq. do Manhuassi,. Recebe o corrego D. Anna.
ALVARENGA. DA-se esse nome no Estado de Pernambuco
a uma embarcacao de forte construccao, gaarnecida de remos,
que emprega-se no service de cargas e descargas dos navies fan-
deados principalmente no Lameirio.
ALVARENGAS. Bairro do mun. de S. Luiz do Parahytin-
ga; no Estado de S. Paulo; coin uma cadeira de primeiras let-
tras, creada pela Lei Prov. n. 37 de 30 de margo de 1882.
ALVARIM. Alto massico ao SO. da lag6a Mandiord, no
Estado de Matto Grosso. Foi assim denominado em honra do
capitao-tanente Alvarim Costa, pela commissao de limits
de 1875.
ALVARO. Cachoeira norio Coxim, tribe. da margem esq. do
Taquary, aft. do Paraguay, no Estado de Matto Grosso. Fica a
tres kils. abaixo da cachoeira dos Tres Irmaos.
ALVELLOS. Parochia do Estado do Amazonas, no termo do
Coary e corn. do Rio Solimoes ; assente em uma grande enseada,
formada pelos rios Urucd e Araua ou Uraua, a 22 kils. acima
da foz do rio Coary. E' a antiga aldeia do Coary, habitada por
indios. Foi sua primeira situacdo no rio Paratary, sobre a mar-
gem esq., 40 kils. acima de sua foz, done trasladou-se para o
desaguadouro do lago AnamA (ou Uanamd) e d'ahi para a ilha
Guajaratuba, donde depois passo'i-se para o sitio actual. Ora-
go N. S. da Conceigdo e diocese do ParA. Em 1758, foi e.evada
A categoria de ]e'-ir corn a denominagoo de Alvellos; em 1833
foi qualificada corn a primitive denominacito de Coary;
em 1854, a Lei Prov. n. 37 de 30 de setembro autorisou a mu-


danga da matriz da fregueziade Alvellos para junto da foz do
lago Coary; em 1858 aLei Prov. n. 92 de 6 de novembro confir-
mou-a na categoria de parochia; em 1874 pela Lei Prov n.
287 de ide maio foi desannexada do mun. de Teff6 eincorpo-
rada ao do Coary, creado por essa mesma lei. Tom 2.078
habs. Sea principal commercio consist em manteiga de ovos
de tartaruga, empregando-se tambem alguns habs. em obras
de olaria e no fabric de tecidos de algoddo. Ternm uma
esch. p ibl. de inst. prim., creada pela Lei Prov. n. 15 de 18
de Novembro de 1853. Vide Coary. Pertence ao 20 dist. elei-
toral, cuja sIde d a cidade do Tefod. Em 1881, alistaram-se nella
40 eleitores.< co X. Ribeiro de Sampaio, e chegamos ao logar de Arvellos
situado na sua margem oriental a quatro leguas em distancia
da barra. Depois que junto a um riacho, que estende uma lar-
ga praia, se seguem prolongadas barreiras pouco alias, que
sao as extremidades da planicie, em que esta ass ntado aquel-
le logar, correndo em uma s rua por toda a extensio da mes-
ma praia. Esta I a quarta situacao que tern tido este logar,
tendo sido mudada de varias paragens do Amazonas par casa
da praga de mosquitos, e dos Miras. E' pornm muito sujeito a
trovoadas, que corn grande furia alli batem. Si esta situacqo
ficasse mais proxima da barra, se poderiam aproveitar os seus
habitantes das terras do Amazonas, principalmenta das ilhas
para a plantacgo do cacAo : porque as visinhas ao logar sao
innundadas de formigas, e naio Ihes sendo possivel separarem-
se para long corn o receio do Mura, causa menos abundancia
na povoaqAo, inutilisando todo o genero de plantagoes. As na-
coes de indios de que se comp6e este logar sao: SorimAo, Juma
Passe, Uayupi, Irijd, Purdi e Cataunixi, que corn alguns mora-
dores broncos fazem um avultado numero.>
ALVES. Bairro no mun. do Amparo, no Estado de S. Paulo.
ALVES. Log. do Estado de Minas Geraes, na frog. do Carmo.
ALVES. Pequena collina do Estado de Minas Geraes, na freg.
do Born Despacho e mun. de Inhauma.
ALVES. Ilha do Estado do Rio de Janeiro, defronte da
cidade de Angra dos Reis (Mouchez).
ALVES. Serra do Estado de Minas Geraes, no mun. de
S. Paulo do Muriahd.
ALVES. Nome de um cAes existente no mun. da cap. do
Estado do E. Santo.
ALVES. Rio do Estado do E. Santo; desagua no rio Doce,
alguns kils. abaixo de Souza. Encontra-se tambem escripto A4lva.
0 Dice. Geogr. do Estado faz de Alves e Alva dous ribeir6es
differences.
ALVES. RibeirAo do Estado de Minas Geraes, aff. do rio
Gloria pela margem esq.
ALVES CABRAL. Arroio do Estado do R. G. do Sul, aff.
o rio Cahy (Eleuth. Camargo.-Eudoro Berlink).
ALVIM. Ilha pertencente A frog. de S. Lourengo do mun. da
capital do Estado do Rio de Janeiro.
AMA. Ilha no rio Negro, aff. do Amazonas ; no Estado desta
nome; defronte da foz do Tikiria.
AMACAXIS. Indios que habitavam o interior do Estado de
S. Paulo. Eram ferozes e indomaveis.
AMACIA GRANDE. Lago do Estado do Amazonas, no dist.
de Canutama.
AMACIARI. Lago do Estado do Amazonas, no mun. da
Labrea, A margem esq. do Purius, no qual desagua. Communica
corn o lago Inacurian.
AMACU. Lago do Estado do Amazonas, na conm. de ManAos.
AMADIO. Ilha do Estado da Bahia, no rio S. Francisco,
entire Chique-Chique e Pilho Arcado. E' tambem denominada
ilha dos Mulatos (Halfeld.).
AMADOR. Ilha do Estado do Pard, abaixo de Obidos,
proxima das ilhas Mamaurd e do Meio (Costa Azevedo-Para-
hybuna).
AMADOR. Ilha do Estado do Para, ao poente da cidade de
Santardm e quasi encostada A grande ilha dos Printes.
AMADUS. Indios do Estado de Goyaz. Habitavam as mar-
gens do rio Araguaya, nas proximidades da ilha do Bananal.
1351








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AMAHUA. Grande salto no rio UraricaparA, trib. do Ura-
ricuera ; no Estado do Amazonas. Tern 15m de altura.
AMAIRICAS. Tribu indigena do Estado de Matto Grosso;
habitat os tribes. do Xingd (Paula Castro. Relat. do Xingdt.)
AMAJAU. Fuio que communica o rio Xiriuminy on Seri-
niny, trib. do Branco, coin o rio Negro, trib. do Amnazonas ; no
Estado deste nome, Alexandre A. Ferreira escreve Amayaa;
Ayres de Cazal (Chorogr. T. II, pag. 305) Amayauhdu.
AMAMBAHY. Serra do Estado de Matto Grosso, corre de
N. a S. entire os grandes rios Paraguay e Parana. Para o S.
toma o nome de Maracajit. 0 Barao de Melgaco descrevendo-a,
diz : < Serra que divide os affs. do Parana6 dos do Paraguay.
Prende-se a que na Introducctto chamo Serra Geral, e a que
sob diversas denominaq6es vemn do Estado de Goyaz, separando
as aguas que vao para o Arag iaya das que vao para o Para-
nahyba. 0 ponto de junccdo. um pouco ao S. do parallel 18o,
acha-se muito proximo das origens do Araguaya, do Sucuriti e
do Taquary : pertence, portanto, ao espigio mestre, que divide
os tribs. do Amazonas dos do Paran6. A linha culminante
corre por grandes chapadGes de camp, limpo, on pouco coberto,
salvo alguns cerrados, havendo aliAs capes, mats on menos
extensos. de boa mataria, nas cabeceiras e nas margens dos rios
que correm de um e outro lado. Nao tenho observaqoes barome-
tricas, que indiquem a altitude, mas creio, que nao excede, de
400 bracas ou 900 metros. Nao me parece haver difficuldade
nem maior dispendio na abertura de uma estrada de carro em
toda a extensao da mesma linha. Si.o por ella cortados os
varadouros dos rios Pardo para o Coxim, Anhanduhy para o
Aquidanana e Brilhante para o Nioac. Pelo lado do Paraguay
apresenta a serra alguns declives um tanto ingremes; pelo lado
do ParanA a inclinaqao do terreno 6 pouco sensivel A, vista. Na
proximidade do parallel 240 e das principles cabeceiras do rio
Jejuhi, lanqa na direcqdo de E. um grande ramo, que, corn o
nome de serra de Maracajif, vai fotrmar no Parana o notavel
Salto grande ou de GuayrA. i) Vide Anhanvahy.
AMAMBAHY. Rio do Estado de Matto Grosso: nasce da
serra do sea nome e desagua na margem dir. do rio Parand,
proximno e ao S. da serra dos Dourados. 0 Barao de Melgaco
descrevendo-o diz: o Amambahy Rio que tern as suas origens
na serra do mesmo nome, na lat. 22o 30' a 23o S. e long. 56o
40' a 570 10' 0 de Pariz (ou 110 15' a 11o 45' 0. do PAo d'As-
sucar); fhrma dous principles bragos que unidos vao entrar no
Parana. Tern per contravertentes as cabeceiras do rio S. 'oao
trib. do Dourados. e as foutes mais meridionaes do Aquidaban.
N.o long dessas paragens foi morco em i de marco de 1870
o general Francisco Solano Lopez, acabando-se assim a guerra
do Paraguay. >)
AMAMBAHY Ribeirilo do Estado de Matto Grosso. banha o
mun. de Caceres e desagua no rio Jauru.
AMAMII. Ilha do Estado do Amazonas, no rio JapurA,
aff. da margem esq. do rio Solimres. Fica proxima da ilha
Itananu, e 6 atravessada por um furo, que divide-a em duas
parties.
AMANA. (Nome de urma fructa.) Grande ilha do Estado do
Amazonas, no rio Japura. Tern dous lagos : o do Chagas e o do
NicolAio.
AMANA. Rio aff. da margem dir. do Mau4-Assd, trib. do
Amazonas (Georgr. Physical de Wappceus, pag. 87). 0 Dice.
topographico, historic e descriptive da com. do Alto Amazonas,
pelo capitso-tenente Lourengo da Silva Araujo e Amazonas, nao
menciona esse rio, mas o Amdnaparand, do qual diz: < Rib.
da Mundurucania, no Furo de Tupinambarana, entire os rios
Maud-Assfi e Miri. ) Vide Paranary. 0 nome deste rio 6
Amdna (chuva) e nao AmanA nomee de uma fructa).
AMANA. Lago do Estado do Amazonas, na margem dir.
do rio Japura, coin o, qual communica-se pelo furo Amana.
Diz Baena que na margem septentrional deste furo foi o primeiro
assento da antiga pov. de Alvaraes, hoje Caigara.
AMANAGES, Selvagens aldeados nos series do Gurupy, no
mun. de Vizeu e Estado do ParA. 0 Sr. B. Rodrigues escreve
Amanajes e AmanajAs e sobre elles diz no seu livro Rio Ta-
pajos a p. 23: ( Os Amanajds vieram, julgo eu, do rio To-
cantins; usavam no labio superior um furo e outros nasorelhas,
os quaes eram enfeitados corn pennas amarellas e azues,
mettidas em um canudinho que se adaptava aos mesmos
furos. )
DICC. GEOG. 8


AMANAGES. Pov. do Estado do ParA na margem esq. do
rio Ararandeua, aff. do Capim.
AMANA-PARANA (Rio da chuva). Rio do Estado do
Amazonas ligado com o Uaranatuba constitute o Maue-Assui,
confluindo este no furo de Tupinambaranas, quo vem do rio
Madeira ao Amazonas corn C) leguas de comprimento. Vide
Amana.
AMANARI. Riacho afft. da margem austral do rio Icana,
tribe. do Negro, que o 6 do Amazonas. ( Dos rios e riachos, que
desaguam nas suas margens (do Icana), sei eu,. porque vi. na
austral os dons riachos Cubaticuni e Amanari. s (Dr. Alexandra
R. Ferreira, Diario. 1786.)
AMANAU. Rio do Estado do Amazonas. ( ao NNE, e o seu curso 6 suave, sem correnteza, estreito e
conservando a mesma largura em todo elle. A entrada do
Amanad 6 um verdadeiro igap5, apresentando unicamente um
pequeno canal. Deixei o pratico dirigir a lancha e esperei
sentado naoprba indicio de rio, quando duas horas depois ao
sahir umn canal muito estreito, apresentou-se A minha vista uma
immense bahia, e ao long a bocca do rio, bordada de um lado
e outro pela terra firm ainda azulada. Uma hora depois
sulcava as aguias desse rio e as sondas nio me davam fundo, o
qual tornava as aguas ainda mais pretas. As terras de uma
margem e outra sao altas, dando ao rio o aspect de um
valleprofundo. A vegetaglo 6 de um verde carregado e quando
approxima-se a noite, o rio fica escuro e torna-se tristissimo.
A natureza ahi 6 de umn vigor extraordinario, os troncos das
arvores de grossura f6ra do commum, abundant como o Jaupery
e sobretudo em resinas e estopa. E' um dos rios mais frequen-
tados pelos selvagens e pelos indicios que ahi achei vi que nao
usam do ubas para descerem as margens do rio Negro, mas
sim descem a p6 na vasante at6 as margens do Curiai, atra-
vessando pelas cachoeiras para outra margem que apresenta uma
lingua de terra que vem dar 6a praia do Jacard. No dia 6 fundeei
na cachoeira do Amanad, a qual nao pude veneer por causa de
sua grande correnteza. Atraquei a margem dir. e corn uma
partida da minha gente bati o matto e ahi encontrei uma
clareira, onde contei 25 fogueiras, cabides dos arcos e flexas.
Voltei, nao proseguindo no caminho que ia costeando, a margem
acima da cachoeira, pelo qual andei algum tempo por ter pouca
gene. 0 rio acima da cachoeira conserve a mesma 1 -1., e tres
a quatro braces de fund. Em todo o sea curso elle :,-I ".I raas
pouco mats ou menos de largura. A sua cachoeira 0 pequena
corn mais dous a tres p6s d'agua, a sua correnteza diminue
e da facil access, E' o unico caminho que na enchente pode corn
facilidade conduzir uma expedig o bem perto das malocas dos
Uaimirys. Notei pela direegao do Amanafi, que estavamos perto
do rio Jaupery eque ambos iam ter is suas nascentes quasi
juntas porque 0 Jaupery correndo ao NE 40 E e o Amanad ao
NNE iam-se approximando, formando uma especie de ilha
nas vertentes, onde julgo estarem collocadas as malocas dos
selvagens. Como os recursos que tinha nio me permittiam avanuar
para atacar talvez mais de mil indios, resolvi voltar, afim de
preparar lenha sufficient para regressar a capital, aonde fundeei
a 8 de fevereiro de 1874, tendo toda a minha guarnicao em
perfeito estado. (Joaquim Thomaz da Silva Coelho, 1o tenente da
Armada. 1874.)
AMANQA. Riacho do Estado de Pernambuco, aff. do rio
Ipojuca.
AMANIATUBA. Rio do Estado do Amazonas ; desagua na
margem esq. do Solimoes, abaixo de Tabatinga (Araujo Ama-
zonas-Baena.)
AMANIU-PARANA. Rio do Estado do. Amazonas, na
margem esq, do Japura, cujas fontes si.o contiguas As do Inuixi
ou Inueuxi aff. do rio Negro (Araujo Amazonas Ignacio
Accioli) Em cartas antigas 16-se simplesmente Amanid. Hen-
rique Joio Wilckens, em seu Diario (178i) faz mengao do
Igarape e lago Amanid que, diz elle, 6 grande e foi domicilio
dos Meforis e Mariauas.
AMANITS. Selvagens que habitavam as circumvisinhangas
do rio MojAi; no Estado do ParA. (Ayres de Casal.)
AMANOHA. Arroio do Estado do Rio G. do Sul, aff. da
margem esq. do rio Uruguay.
AMAPA. Lago e rio do Estado do Para, na Guayana bra-
sileira, entire o Araguary e o Oyapock. 0 rio desagua defronte
da ilha Maraca e corre em territorio que nos 4 injustamente


AMA









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disputado.pela Franca. 0 lago tern diversas ilhas comi ado
Venancio, dos Papagaios, das Pombas e recobe o igarap6 da
Serra.
AMAPARI. Diz Accioli, em sia' Chorog,'. Paoranuise
(p. 3)4) que as iultiplicadas ilhas, que este o dispersas pelo
alveo do rio Japura, diminuem consideravelmente a forga das
correntes, e no tempo das vasantes formal grades praias, fre-
quentadas par a factura da imnteig-a de tartarugas, send mais
couhecidas as denominadas Amap,'y, Timbd-titica, Muriti e
Apupuri, a maior de to iase de mais rendimento.
AMAPOREMA. Rio do Estad o do Par. af'. do Araguary.
0 Dr. Joaquiim Caeiano da Silva escreve Mlaporema; outros
escrevem Aparema.
AMARAGY. Serra do Estado de Pernambuco, no mun. da
Eseada
AMARAGY. Riacho do Estado de Pernambuco aff. do Se-
rinliaem; tem umna ponte no logar denominado Duas Barras, a
qual favorece as communicaqoes do Bonito corn a E. de F. do
Recife ao S. Francisco na estargo da Gamelleira. Banha os
muns., da Escada e da Gamelleira.
AMARAL. Porto do rio Mogy-guasst : Estado de S. Paulo.
A .- .. a vapor desse rio que em 1885 se fazia unicamente
entre Porto Ferreira, estaCdo extrema da E. de F. Paulista, e
porto Amaral, na extensno de 35 kils., estende-se'actualmente
atdo porto Pontal, na confl. dos rios log'y-guassil e Pardo, corn
o percurso total de 205 kils.
AMARAL. Ribeiraio do Estado de S. Paulo, aff. do rio
Atibaia.
AMARAL. Riacho do Estado de Santa Catharina, no mun.
de S. Josd.
AMARAL. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, rega o mun.
de S. Jono d'El-Rei,.e desagua no rio das Mortes Pequeno.
AMARAL. Riacho do Estado de Matto Grosso, aff. dir. do
Mamord :38 kils. abaixo da foz do Sotero. (Dr. S. da Fonseca.
Dice. cit.)
AMARANTE. Cidade e mun. do Estado do Piauby, side da
conm. do sunome, a margem dir. do rio Parnahyba, em um
valle estreito e accidentado, banhada pelo lado do meio-dia
pelo riacho Mulato, que faz barra no Canindd, e dividida por
uma baixa em duas parLes, ligadas por urma ponte de madeira.
(( Consta de mais de 103 casas sujeitas a decima urbana, mais
ou menos lem construidas e de soffrivel apparencia, alkm de umn
consideravel numero de choupanas. Conta os seguintes edt-
ficios : egreja matriz de S. Goncalo, fundada em 1805, e si-
tuada em uma bella posicno, de soflrivel apparencia externa,.
mas senm gosto e sem decoraego internal, o cemniterio public, e
um predio offerecido para esch. publ. pelo capitto Joao Gon-
calves Magalhides, que foi aproveitado para casa da camera,
reunites do jury e audiencias ; a cadeia e quarter neo teem edi-
ficio apropriado, e funecionam em uma casa de propriedade
particular, mal construida e sem accommodagoes. Tem uma
typographia regularmente montada, onde se publicanm varies
trabalhos avulsos, alem de dous periodicos de publicaqao re-
cente: 0 Amarantino e o Echo Juvenil. Tern tambem unm
theatrinho dirigido por umna associagao particular. 0 territorio
da com. 6 geralmente piano, e banhado por muitos rios e cor-
rentes, entire os quaes o Parnahyba ao poente, e pelos tribs. do
Canindd e Piauhy, cujas ribeiras possuem ricas fazendas de gado
vaccum e cavallar, e terrenos fertilissimos para todo o genero de
cultural. 0 clima da cidade 6 quente, pouco ameno e saudavel
em consequencia de sua ma posicao topographica, cercada de
morros estereis que impedem o curse dos ventos, o que contribute
ainda para as mas condicqes de salubridade que tern. A com.
possue excellentes mattas, em que abundam variadas quali-
dades de madeiras de construccao, marceneria e tinturaria,
alem de muitas plants oleosas, resinosas e medicinaes, infeliz-
mente sem exploraqgo nem applicaqao industrial. Aldm da
pequena lavoura de cereaes, de milho, fteijao, arroz e plants de
fructas, que sao consumidas nos mercados locaes, cultivam-so
em grande escala o algodiLo, fumo, canna de assucar e man-
dioca, que sao exportados para a capital e outras localidades,
accrescendo ainda outros generous que constituem o commercio
de cxportagio da com., takes como couros seccos e salgados,
solla, pelles, cabellos, pennas de ema, borracha de manga-
beira. e grande quantidade de gado vaccum. 0 commercio de


imp trtaqao, que. a par do de exportaci5o, 4 muito animado e
promette lisongeiro future, consta somente na cidade de 26 lojas
de fazendas, duas pharmacias e 42 tavernas ; faz as suas trans-
aceoS corn algumnas pracas da Europa, e corn as da Parna-
hybaa e Maranhio, calculando-se em mais de 400:000$ annuaes
o consume do fazendas. A industrial e as artes, estmto ainda em
lamentavol estado de atrazeo, e constam apenas, de algumas
ollicinas de ferreiro, ourives, funileiro, alfl'aiate, marceneiro e
sapateiro. 0 port da cidade do Amarante, de importadcia i-ra
mediata ao da Parnahyba, constilue emporio commercial do
centre deste Estado e do do Maranhae, tanto dos genoros de
irnportagao como de exporta'aoo. A navegamao fluvial do Parna-
hyba, que se faz corn toda a regularidade por meio de vapores.
desde a Parnahyba at6 6 barra do Canindd, ae mensalmente atd
o porto do Estabelecimento Rural de S. Pedro de Alcantara,
important pov. da cont. a 90kils. de distancia do Amarante,
tbrnece meios de commoda viagemi. alhm de umn grande numero
de barcos que descent do Paruahybinha, de umna distancia de
755 kils., cuja via'ao 6 de grande importancia para o corn-
mercio da corn .. pois facilila as communicacoes e transport de
mereadorias ati pontos muito distances. 0 Amarantoe flica a
210 kils. da capital, 180 de ValenQa, 168 de Oeiras, .120 da
Manga e 0)A do littoral, no port da Anmarracao>. Foi outr'ora
aldela dos ,., .. e Acoroas. Teve suan u antiga villa
de S. Gonc aoda Rtegeneraeao, que lica Ic de distancia.
Em virtue da Provisno Regia do 25 (segundo outros 7) de
sstenbro de 1801. foi creada a frog. de S. Gonaltedo dAma-
rante pelo Biipo IDiocesaio D. Luiz de Brito IIomem em 12 de
j-itho de 1805, senilo su territorio desumembrado do de Oeiras ;
e pelo Dec. de 6 de julho de 1832 foi elevada a categ'oria de
villa, em virtude da proposta do Conselho Geral da Provincia
de 30 de janeiro de 1830, tirando-se para o seu termo part do
territorio das freg's. de Valenca e Jeromenha; tendo logar o
acto de sio installasgo a 10 de novembro de 1832 loaiin'lndo
outros 1833) pelo Presidente da Camara Municipal de o-r, .
Foi transferida para a Brra do Mulato pela Lei Prov. n. 303
de 12 de setembro de 1851, o que, porem, nao teve effeito, emn
virlude da Lei revogatoria n. 376 de 17 de agosto de 1854 ; mas
poucos annos depois, pela Lei n. 5)6 de 10 di agosto de 1860 foi
effectivamente transferida para aquelle logar a margem do rio
Parnahyba, onde jzt existia umn pequeno povoado. Cidade
comr a denominacdi de Amarante pela Lei Prov. n. 734 de I
de agosto de 1871. E' com. de primeira ent., creada pala
Lei. Prov. n. 126 de 27 de setembro de 1841 e classificada pelos
Decs. us. 687 de 26 de julho de 1850 o 5068 de 28 de agosto
de 1872. A pop. do mun. e calculada em 20.000 habs., e a ci-
dade em 4.0)0. E' sede do 30 dist. eleitoral. Em 1881. alista-
ram-se nella 171 eleitores. Tern duas eschs. publs. do inst.
prim. Agencia do correio. Sobre as suas divisas vide, entire
outras as Leis Provs. n. 296 de 22 de agosto de 1851; n. 330 de
3 de agosto de 1852: n. 311 de 24 de agosto de 1853; n. 416 de
10 de janeiro de 1856: n. 429 de 10 de julho de 1857; n. 594 de
6 de agosto de 1866.
AMARANTE. Parochia do Estado da Bahia, no mun. de
Villa Nova da Rainha. hoje cidade da Revolucgo, na serra da
Itiuba. Orago S. Gonealo e diocese archiepiscopal de S. Sal-
vador. Foi creada pela Lei Prov. n. 1005 de 16 de marco de
1886. Tern duas eschs. publs. de inst. prim. Pertence ao 120
dist. electoral.
AMARANTE. Em virtue da Provisao concedida polo bispo
de Pernambuco, D. Francisco Xavier Aranha, ao visitador do
Ceara Fr. Manoel de Jesus Maria, foi a freg. do Acaracil hoje
Acarahui dividida, em data de 30 de agosto de 1757, em quatro
parochias, das quaes umna foi formada corn o territorio que.
comprehendia as vertentes do rio Acaraci, da barra do Ma-
caco, inclusive, para cima, abrangendo o sertao e a chapada
correspondent da serra da Ibiapaba. Corn esse territorio for-
mou-se o curator amovivel da serra dos COcos, sendo destinada
provisoriamente para matriz a capellfde S. Gongalo do Ama-
rante, fundada na chapada da Serra Grande, no logar denomi-
nado Serra dos Cocos, de onde foi removida mais tarde para
Villa Nova d'El-Rei e ainda ulteriormente para Ipd.
AMARANTE. Aldeiamento do Estado do Maranhio, fundado
em 1871 nas cabeceiras dos rios Pindard e Grajahi. Em 1880
contava 600 indios da tribu Tymbira.
AMARANTE. Corrego do Estado de Goyaz, aff. da margem.
dir. do rio Vermelho, trib. do S. Bartholomeu. (Inf. loee.).


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AMARELLA. Lagha do Estado do Ceari, na man. de Ara-
caty.
AMARELLO. Rio do Estado do E. Santo. nasce do serlao do
Peixe Verde, banha o mun. de Vianna e desagu no rio Jaciti,
poueco abaixo da fazenda S. Raphael. E' fIrmado par pequenos
corregos.
AMAR E QUERER. Serra do Estado do Rio de Janeiro,
percorre o mun. do Rio Bonito e separa-o do de Saquarama.
AMARGOSA. Com. de primoira enter. d) Estado da Bahia,
creada pela Lei Prov. n. 172 de 21 de abril de 1877 e classill-
cada pelo Dec. n. 6787 de 23 de dezembro ddo mesmo anno. Coam-
preheade o termo da Tapera.
AMARGOSA. Villa e mun. do Es!ado da Bahia, na corn. de
sen nona. Orago N. S. do Born Canseiho e diocese archiepis-
copal de S. Salvador. Foi creada parochial pela Lei Prov. n. 574
do 30 de junho de 1855 e elevada a villa pela Li Prov. n. 1723
de 21 de april de 1877. Dav 25 eleitores. Tern 9.875 habs. e duas
eschs. pabls. de inst. prim. Agencia do correio. Compreliende
ospovs. Ribeirao e Cavaco. Perteace ao 50 dist. electoral, cuja
sdde 6 a cidade de Nazareth. Em 1831, alistaramn-sa nella 152
eleitores. Sobre suas divisas vide : Lei Preov. n. 959 d' 27 de
abril de 165:; art. 20 da de n. 2190 de 23 de junho de 1881. 0
mun.. alim da paroachia da villa, comprehende mais a de N. S.
do Patrocinio da Tartaruga e de Sant'Anna da Giboia.
AMARGOSA. Lag'a do Estalo dae Alagoas, nolanun.do
Pao de Assucar.
AMARGOSO. Log. do Estado de Parnanibuao, nolmun. de
Born Conselho.
AMARGOSO. Carrego do Estado de Pernambuco, banha
o mun. do Born Conseiho e desiaga no rio Parahyba (Inf. loo.).
AMARGOSO. Rio do EsLado de S'rgipe, no mun, do La-
*garto.
AMARGOSO. Sangradouro que entra na nmargpm dir. do
rio S. Francisco, no espaco dess? rio qie media entire
Porto do Salgado e Morrinhlos; no Estado do Minas Geraes.
Ha ali no mesmo rio uma ilha deaominada do Amargoso.
(Ialteld.)
AMARGOSO. E' assim denominado o braco mais oriental
do rio das Piranhas ou Assid, que atravessando os Estados
do Parahyba e R. G. do Norte, vem neste ultimo desaguar
no Oc'ano. Jaz a foz desse bravo na lat. de 50 5' 36" S. e
Long. de G6 27' 16" E. do meridiano do Rio de Janeiro;
nel[a existed corbas o seecos. Vital de Oliveira diz: o que a
barra do Amargoso tern seguramrnte seis kils. de extensao e
f6rma um estreito canal entire os bancos e coruas, no qual
o metror fun to que se eacontra 6 de seis e oito palmos, logo na
batente, achando-se depois 20 e 24 palmos.> Pela mobilidade
das corits neuhuma marca.ao ;.-. ,r se3 pode apresentar para
se dernandar esta barra, a qual i.. quasi ao NS. corn o rio
dos C'vallos. Os navios pequenos costumam ancorar no sur-
gidouro denominado Lagamar, que 6 a residencia dos praticos
da Batrra do Amargoso e q ie dista tres milhas ao N. 0 pratico
Philippe no soel oteiro diz : < Nesta barra (do Amargoso)
podem entrar navios, cujo calado nio exceda do 10 ps, os3
quaes sobem ate o porto de Macau, que esta tres milhas ao SE.
e a margin dir. do rio. 0 rio Amargoso desde a foz ato Macau
4 de boa largura, sendo p crdm o canal tortuoso por causa das
coroas que nelle existem ; de Macau para cima torna-se mais
estreito e de mais voltas, o que motive nato offerecer igual na-
vegacgto at4 a cidade do Assoi.)
AMARIBA. Naocao indig. da Gayanna Brasileira, no rio
TacutLf. (Araujo Amnazonas.)
AMARO. Rio do Estado da Bahia, banha o mun. de Tran-
coso e deaagua no rio Carahyva-memnuan (Inf. loc.).
AMARO (Lagya do). No mun. da Palmeira dos Indios,
no Estado dis Alagttas.
AMARO (Santo). Cidade e mun. do Estado da Bahia,
sode da com. do seu nome; a IS kils. de S. Francisco, 54 da
Feira de Sant'Anna, 42 da Cachoeira, 36 dos Humildes, 24 das
Oliveiras, 20 do iio Fundo, 32 do Bomn Jardim, 30 de Saubara,
120 de Nazarth, 81 da Purificaglo e da Matta de S. Jolo, 72
de Al i .i-0 e da capital, e 126 do Inhambupe. Foi fundadda
em wI. .. p.:.. Vasco Fernandes Cesar de Menezes, 40 vice-rei
do Brasil, nas proximidades da confl. dos rios Serigi e Subahd,


margeada pelo primeiro, que tem sobre si algamas points, que
unem differences bairros, atravessada pela E. de F. do seu nome
e percorrida par bonds. 0 terreno do seu mun. 6 assAs fertil.
principalmente emu conna de assucar, mandioca, tabaco e al-
godao. Em 5 de janeiro de 1727 foi elevada ;a categoria de villa
pela Portaria daquelle vice-rei : e pr Lei Prov. n. 43 de
13 de mar(;o de 1837 a de cidade. A egreja matriz tern a
invoceaco de N. S. da Purificao e depend da diocese ar-
chiepiscopal de S. Salvador. Sobre sua matriz, o Diario
da 11,iahic n. 91, de 18 de abril de 1878 publicou o seguinte, que
foi eicripto pelo Dr. Aristides Spindola: i O magestoso edificio
ergue-se corn seas dous campanarios, sua f6rma several, na ex-
tremidade septentrional da vasta e linda praca da Matriz,
ficando ei oatra extramidade o emtificio da Camara Municipal.
A pequena eminennca, circumdada de unia baixa nmurallia, e a
vastidmo da praa para a qal ss desce snavemente da egreja
por uma oescadaria, realm a belleza da obra imponente,
solid e psada, como as de nossos antepassados. A vista da
praca, corn seo tapele verde, seo chafariz de bronze no centre,
6 eacaneadora. Penetrevmos no temple. Aqui, combina-se o
bell esthetico e o sentimento religioso. As obras d'arte, que
elevanl o pensalnento, coadanom-se corn os sentimen'os que
inspiram o logar sanbilicado. Parece que a f6, o sentimento
religioso, mais se avigtorai em face destas nmanifestacues do
bello. Nao se p6de affirmer o anno da findaeno desta egreja.
Sabe-se pela inscripeao gravada em um velho sino nella exis-
tente, que sua fundaao teve logar no seculo XVIII. A nave
principal 6 espacosa, rondo as paredes lateraes correspondentes
ao comprinento della. N) fundo eleva-se o alhar-m6r, clareado
pela luz que entra peas janellas, abortas sdbre eOta segunda
nave. 0 tecto desta 6 iobadado. 0 cSro, que se eoeva em frente
ao altar-mdnr, sustentdo lo par duns magniicas e fortes colu:nnas
de marmre, de fuste liso... No fuNado da nave, abrem se dons
grande arcos. Por unm c)mmunica-se corn a sachristia. 0 da
dextra serve de entrada S riquissinma capella do SS. Sacra-
nmento, clareada par uaa paquena claraboia. Poucos altares terd
a Bahia oao ricos como ente. E' do prata lavrada. bern como
seus casficaes e o.namait )s. Na entrada na nave principal
per baixo do cSro, a parade 6 ragada, por um arco que do
para o baptisterio, simple o elegance. Alli foi baptisado o
nosso eiinente estadista, senator Saraiva. Eno nmia das sa-
christias ha differences imagens que reprasentam as phases
da paixno de Jesto Christo, escalpiuradas coin perfaicro. Nesta
egreja faunaoinam as irmandades do SS. Sacramento, dA Santa
Anna, do Bomi Jesus Menino Daus, a mais antiga... A eidade
6 miuito extensa, ten lo comb principles dnas largas, bonitas e
caloadas runs parallels, comn excellent edificaqio. Possoe essa
cidade o palacio dao Camara ; un theatre. um n elegant edificio
que serve do hospital, o Recolhimento dos Himildes, fundado
em 1817 e destieado i odutcato do sexo feminiino as egrejas do
Amparo, do Rosario, do Senhor do Bon Fin, na estrada de
Jerie6, Santa Luzia e a dos Humildes, antigo convento do
frairas. 0 oinni., aldm da parochial -da cidade. cnoprehende
mais as de N. S. do Rosario. S. Pedro do Rio Fundo, N. S. da
Oliveira dos Campinhos, N. S. da Ajuda do Bom Jardim,
San LAnnade Lustosa. e S. Domingos do Saubara, e o curator
do PiSado Pic. A parochial da cidade tern 10.948 habs. Agena do
correio. Esiacoa telegraphic 0 Dee. n. 6149 de marco de
1876 periitctiu o estabelecimanto nesta cidade de um engenho
central. E' s6de do 4- dist. electoral. Em 1881, alistaram-se na
parochia da cidade 2)1 eleitores. 0 mun. 4 regado pelos rios
Traripe, Papagaio, Crimninoso e ontros. Em 1846 na parochial
Purific aceo existiam quatro echs. publs. de inst. prime., sendo
uma no arraial do Born Fino.
AMARO (Santo). Villa e maun. do Estado do Sergip', na com.
de Maroim ; situadaagradavelinente em ama collins que tfica S
esq. do rio Cotingaiba, do qual dista um kil. mais oi moeneos ;
a sete kils. da cidade de Maroimn e a t11 do Rosario do Cattete.
Orago Santo Amaro das Bootas e diocese archiepiscopal de
S. Salvador. Foi creada parochia pola Carta de 3 de novemnro
de 1783. Villa por Lei Prov. de t de agosto de 1835. Tern. aldm
da ma'riz, as cap'llas do Rosario e do Amparo e as ruinas de
um convento do N. S. do Carmo, que serve de cemiterio;
duas esehs. piblt. de inst. prim. Pertenceao 10 dist. eleitoral,
ccja s&de 6 a cidade d' Aracajd. Em 1831, alistaram-se no
mun. 73 eleitores. Sobre limits vide: art. Ill da Lei Prov.
n. 1243 de8 de meaio de 1832 ; n. 47 de 17 de abril de 1886. 0 mun.
aldm da parochia da villa, comprehend mais a doN. S. dos Mares
e o pov. do Porto das Redes. 0 territorio do mun. produz: canna,


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algodio, mandioca, milho, feijAo, cocos, arroz, mamona. Agen-
cia do correio. Consta que a aspiracao dos primeiros habs.
desta villa era que fosse esta contruida no Porto das Redes; a
isso,porm,. se oppoz Antonio Martins de Azevedo, que para
evitar a realisaito de tal facto offereceu terras no logar de sua
fazenda cerea de trees kils. distant do Porto
das Redes, para que nella fosse edificada a villa. Recusado
ease offeracimento, suscitou-se notavel quesito que foi decidida
a favor de Antonio Martins, sendo as terras medidas pelo Dr.
Joio de SA Souto Maior em 1702, data da acceitacgo da es-
criptura.
AMARO (Santo). Villa e mun. do Estado de S. Paulo, na
com. da capital, da qual dista 13 kils., 6 margem do rio Juru-
batuba, ligada a S. Paulo e a Itapecerica per uma estrada.
Comeoou por aldeiamento de indios Goyanazes on Guayanazes
corn o nome de Ibirapoera, dirigido pelo padre Jos8 de An-
chieta, polos annos de 1560 e seguintes. o Por esse tempo, diz
Azevedo Marques, Joao Paes e sua mulhe" Suzana Rodrigues,
natures de Portugal, que vieram para S. Vicente corn o dona-
tario Martim Affonso de Souzi, erigiram ahi, segundo affirma
Pedro Taques, uma capella de invocacio de Santo Amaro,
comecando desde entio a affluencia de moradores, de sorte que,
a pedido destes, foi a capella creada parochia por Provisao do
Bispo D. Jos de Barros e AlarcAo a 14 de janeiro de 168), sendo
seu primeiro parocho o virtuoso padre Joao de Pontes, irmao
do veneravel padre Belchior de Pontes.>> Foi elevada a villa por
Dec. de 10 dejulho de 1832. Ternm uma espagosa matriz. Suas
ruas sito geralmente largas e rectas, e seus arrabaldes apra-
ziveis. As casas sito terreas e de construccao antiga. Os
habs. que s5io em numero de 6.000, cultivam cereaes, occu-
pando-se muitosem cortar e apparelhar madeira e fazer carvao.
Houve outr'ora em territorio desse mun. uma fabric de ferro,
na paragem denominada N. S. da Assumpgito de Ibirapoera.
Possue eschs. publs.de inst. prim. Agencia do correio. Per-
tence ao 1o dist. eleitoral, cuja sode e a cidade de S. Paulo. Em
1881, inscreveram-se na parochia da villa 37 eleitores. Sobre
limits vide : Leis Provs. n. 23 de 1 de maio de'1854; n. 2 de
22 de janeiro de 1842. 0 mun. a NE. 8 geralmente piano, con-
tendo lindissimas e extensas campinas ; ao S. e ao SE. e quasi
todo montanhoso e coberto de espessas mattas ; a NO contdm
planices e elevarces. E' atravessado pela serra do Mar, que
limit o mun. corn o da Conceiogo de Itanhaem ; e regado pelos
rios Jurubatuba, Guarapiranga, Vermelho, loanirim e di-
versos outros. A villa dista 23 kils. de Itapecerica, 19 de M. Boy
33 da villa da Cotia, e 19 da freg. de S. Bernardo. E' servida por
umalinha de bonds a vapor, que a p6e em rapid communi-
cacao corn a capital.
AMARO (Santo). Villa e mun. do Estado do R. G. do Sul,
na com. de Taquary, em uma eminencia, na confl. da Lagoa de
Santo Amaro com o rio Jacuhy, logo abaixo da volta do Furado.
Diocesse de S. Pedro do Rio Grande. Teve origem em um
forte ahi construido em 1737 pelo governador Josd da Silva.
Foi elevada i cathegoria de parochia em 18 de janeiro de 1773
e a de villa pelo Alvari de 20 de marco de 1811 e Lei Prov.
n. 1285 de 4 de mato de 1881; installada em 13 de janeiro
de 1883. Tem duas eschs. pubis. de inst. prim. Agencia do
correio. Pertence ao 6 dist. eleitoral, cuja side 4 a cidade do
Rio Pardo. Em 1881, alistaram-se nella 149 eleitores. 0 mun.
4 regado aldm de outros, pelos rios Jacuhy, Taquary-mirim.
Aldm da paroehia da villa, comprehend mais a de S. Sebasti5to
Martyr. N a porta principal de sua egreja matriz K8-se a data de
1787.
AMARO (Santo). Parochia do Estado de Minas Geraes, no
mun.de Queluz, regada pelo rio Paraopeba. Diocese de Ma-
rianna. Foi creada pela Lei Prov. n. 907 de 8 de junho de
1858. Seus habs. dedicam-se a cultural de generous alimenticios
e a criagio de gado. As terras sio ferteis e os pastes excellentes
Pertenceu pela Lei Prov. n. 2109 de 7 de janeiro de 1875 ao
mun. de Entre-Rios (Brumado de Suassuhy), do qual foi des-
membrada pela Lei Prov. 2474 de 23 de outubro de 187S. Per-
tence ao 1o dist. eleitoral, cuja sede 8 a cidade de Ouro Preto.
Em 1881, alistaram-se nella 50 eleitores. Tem duas eschs. pubils.
de inst. prim. Sobre suas divisas vide, entire outras, a Lei Prov.
n. 2661 de 30 de novembrode 1880. Agencia do correio, creada
pela portaria del4 de fevereiro de 1885. Este pov. foi fundado
em 1730. Foi um dos seus primeiros povoadores Jose da Costa de
Oliveira, portuguez, filho de Braga, do qual sio netos o Padre
Manoel Rodriguesdt Costa, reo da inconfidencia e membro da


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Assemblta Constituinte e o Bario de Pouso Alegre e bisneto o
ex-Senador Lafayette Rodrigaes Pereira,que nasceu nessa freg.
em 28 de marco de 1834.
AMARO (Santo). Pov. do Estado do Maranhaio, no mun. de
Miritiba, corn uma capella. 0 Almanak do Maranhdo (1860) des-
crevendo-a diz < e ahitem opiimos campos para a criac o de gado; prestando-se,
part deste terreno para a cultural da mandioca, milho e arroz
Tern um pequeno pov., onde andam alguns regatoes commer-
ciando em tempos indeterminados na pov. e praias. Sua pop.
6 de 430 habs. lives >.
AMARO (Santo). Pov. da Estado de Pernambuco, no mun.
de Serinhaem; tem uma capella. E' situada sobre um monte.
AMARO (Santo). Pov. do Estado das Alagoas, cerca de sete
kils. SE da cidade de Atalaia, na margem esq. do rio Parahyba.
AMARO (Santo). Pov. do Estadodo Rio deJaneiro, na freg.
de S. Gongalo e mun. de Campos. Tern uma pequena capella.
AMARO (Santo). Pov. do Esta to de S. Paulo, no mun. de
Santos.
AMARO (Santo). Pov. do Estado do Parand, no mun. de
Tibagy, de cuja villa dista uns 18 kils. e 13 de S. Jeronymo
(Inf. loc.)
AMARO (Santo). Estagio da E. de F. de Porto Alegre a
Uruguayana, na villa de Santo Amaro e Estado do R. G. do Sul.
Ahi sa acham as officinas dessa estrada.
AMARO (Santo). E. de F. do Estado da Bahia, autori-
sada pela Lei Prov. n. 1812 de 11 de julho de 1878. 0 seu
percurso e de 36 kils. Conta seis estacqes: Santo Amaro; Pilar,
ponto de embarque dos products de importagio e exportagio ;
Traripe, situada no valle do rio do mesmo nome, distant
seis kils. do ponto de partida; Jacuhip2, situada no valle desse
rio, a 15 kils. do ponto de partida e distant 120 kils. do en-
genho central, em constructed no Rio Fundo, da <(Bahia Central
Sugar Factories>); Terra Nova, situada no valle do rio Pojuca,
a 25 >2 kils. da estagao initial; Jac situada nos terrenos do
engenho do mesmo nome, distant cinco kils. do engenho central
do Bom Jardim. A estrada tern cinco pontes de ferro: a do rio
Traripe,com 27 metros de vao(ponte tubular); a do rio Macaco,comn
14 metros de viao; a do rio Martim Ribeiro, com um vao tambem
de 14 metros; a do rio Jacuhipe, corn 27 metros de vio (ponte
tubular); e a dorio Pojuca, tambem tubular, com 43 metros
de vao, grande numero de pontilh6es e boeiros de excellent
alvenaria e importantes obras de drenagem. As condigdes
technical do tragado sio as seguintes: 0 raio minimo das curvas
8 de 100 metros e o declive maximo de 3 0/I, adoptado s6mente
n'um trecho em curta extensito. 0 trafego dessa estrada foi
inaugurado a 23 de dezembro de 1883. Ella atravessa uma
das mais ricas zonas do terreno assucareiro do mun. de Santo
Amaro. Seu custo attingiu a 2.4"' .11"' Tern produzido os
seguintes resultados:

ANNOS RECEITA DESPEZA SALDO DEFICIT

1834 115:474,187 I',...'. ,. I ;? 17|
1885 103:3025935 i: "'7> .::"
1886 105:70)g 880 .i;: ,; ., ......... 2:2378154
1887 ........... ....... .........
1888 t0S:2908639 108:532,43S ......... 241$799

AMARO (Santo). Forte na Barra Grande do porto de Santos.
Estado de S. Paulo. <(Foi construido de 1584a 1590o. (Relat.
da Guerra de 1886). Tern 700 bragas de frente e 300 de fundo;
estA desarmado. Sobre elle diz o Dr. Fausto de Souza : KA for-
taleza de Santo Amaro ou Barra Grande esti situada na
ponta SO. da ilha, defendendo a entrada do canal, que term
ahi 203 bragas, e que descrevendo uma curva e tomando para
NO. vai ter A cidade de Santos. Quando, em fins do seculo
XVI, D. Diogo Valdez corn a sua esquadra cruzava as costas
do sul, assaltadas pouco antes par pirates inglezes, achou que
essa posicao era excellent e lanqou os fundamentos de uma
fortaleza de fraca construccio; a Carta Regia de 11 de se-
tembro de 1709 mandou augmental-a, e que do Rio de Janeiro
se the enviasse artilharia de grosso calibre. Em 1715 o rei
D. Jodo V permittiu pela Carta Regia de 26 de janeiro que
Manoel de Castro e Oliveira a reconstruisse e armasse A sua








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custa, mediante o fdro de fidalgo e habito de Christo corn tenga
para si e um emprego nas minas para sen filho; mas a con-
clusAo da fortaleza so teve logar durante o governor de Rodrigo
Cesar de Menezes (1723 a 1725), licando armada corn 32 canhdes.
Em 1770, o governador Luiz Antonio de Souza inlbrmou que elle
tinha 28 canh6es dos calibres 24 a 26; mas o mappa official de
1847 aponas faz menQao de 22o. (Na praia do GOes, a esq.
desta fortaleza, diz Azevedo Marques no sen Diocionario, existem
as ruinas de um forte mandado construir em 1766 pelo inesmo
governador Luis Antonio, corn proprqoGes para montar 12
peas e servir de posto avangado da fortaleza de Santo
Amaro.>
AMARO (Santo). Eramrn assim denominadas duas bate-
rias constrnidas pelo coronel Felisberto Caldeira emn julho de
1822, para crazar do porto da Abbadia de Brotas para o en-
genho do Conde, no Estado da Bahia (Fausto de Souza).
AMARO (Santo). Forte construido por Jose da Silva Paes,
em 1737, na margem esq. do rio Jacuhy, a fim de cobrir
a linha do Taquary e a do Rio Pardo, que era entlo a nossa
divisa. (Fausto de Souza.)
AMARO (Santo). Serra do Estado do Ceari, na freg. de
Santa Quiteria. E' secca, baixa e tern 12 a 18 kils. de extensao.
Denomina-se tambem serrote dos Veados.
AMARO Serra do Estado de Pernambuco, no mun. do
Brejo da Madre de Deus.
AMARO (Santo). Morro no mun. de Guarat-iba e Estado
do Parana.
AMARO (Santo). Serra do Estado de Mints Geraes, entire a
freg. da Santo Amaro e a de S. Braz do Suassuhy.
AMARO (Santo). Ilha no rio Parnahyba, no espaco que
media entire a cachjeira de Santo Estevao e a do Urubuzinho.
(Relat. cit.)
AMARO (Santo). llha na Barra Falsa, em Itaparica; no
Estado da Bahia.
AMARO (Sinto). Ilha do Estado de S. Paulo. Forma corn a
ilha de S. Vicente, onde estA edificada a cidade de Santos, as
tres entradas da bahia de Santos. Esti separada do continent
pelorio Bertioga. E' elevada, abundant d'agua e madeiras;
pouca habitada. Em sua extremidade occidental esti edificado
o forte denominado Barra. Nella ficam as pontas Guaruja,
Santo Amaro, Batalhao, Monduba, Raza, Grossa e dos Lim6es,
e as montanhas denominadas: Outeiros (Grande e Pequeno)
Canhema, Matto Grosso, Santo Amaro, S. Pedro, Apresenoagao,
Armagco, Cachoeira, etc. Proximo ficam-lhe as ilhas das
Palmas, do Matto, das Pedras e a da Moella corn um pharol,
Foidoada a Pero Lop3s de Souza em I de setembro de 1534.
Os indios a denominavam Guaimb' ou Guahibe. E' percorrida
pelos morros da Barra, do Botelho, do Sitio Grande e do Ca-
nhema on Icanhema e banhada pelos rios deste ultimo nome,
do Meio, ritcho Caldeirao e alguns outros.
AMARO (Santo). Rio do Estado do ParA ; reune-se ao Maca-
jatuba e juntos vAo desaguar no rio de Bemfica. trib. do Ama-
zonas. (Planta da situaago do nucleo colonial de N. S. do
Carmo de Benevides).
AMARO (Santo). Rio do Eslado do Maranhio, aff. da
margem esq. do Parnahyba. (Eng. G. Dodt.)
AMARO (Santo). Rio do Estado de S. Paulo, banha a ilha
do seu nome e desagua no brago de mar que communica Santos
A Barra Grande on do Sul. E' navegavel em part por lanchas.
Tern oito kils.de curso. Segundo a Carta hydrographica do Barao
de Teff6, receb esse rio pela margemt esq. os rios Larangeiras,
Piassaba-mirim, Piassaba-assd e Botelho.
AMARO (Santo). Porto no Estado da Bahia, 36 milhas ao
NO. da cidade de S. Salvador, no rio Serigi; abaixo do logar
onde se lhejunta o ribeiro Subah6. A mare chega at6 elle.
AMARO (Santo). Lagoao quo tomou o none da frog. e
villa de Santo Amaro, no Estad do R. G. do Sul. Conflue no
Jacuhy. E' navegavel.
AMARO. LEITE. Parochia do Estado de Goyaz, no mun.
do Pilar, a 343 kils. da capital. Orago Santo Antonio e diocese de
Goyaz. Foi capella da freg. deo S. Jos6 do Tocantins, da qual a
Lei Prov. n. 8 de 23 de j ulho de 1835 desmembrou para eleval-a
A categoria de parochia. Pertence ao 2 dist. eleiloral, cuja


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side 6 a villa de Cavalcante. Em 1881, alistaram-se nella
35 eleitores. Tern duas eschs. de inst. prim. O 0 arraial de Amaro
Leite, diz Cunha Mattos, acha-so assentado na encostade um
outeiro, 180 passes commnas ao Norte do rio do Ouro ; temrn 40
casas humildes, das quaes 39 sio coboertas de telha, e a outra de
capirm, e a capella do Santo Antonio, filial da parochia de
S. Jose do Tocantins, corn tres altares muito pobres. Neste dist.
que pertence ao julgado de Trahiras, ha 33 fazendas de gado,
cinco engenhos de assucar e 79 sitios de cultural. 0 seu terreno 6
fertilissimo, e os porcos engordam por um modo extraordinario
alimentando-se de minhocas de immnesa grandeza, que
abundam em todos os logares, e levant im a terra em montinhos,
que parecemn feitos a enchada, como corns de mandioca. Eu
enho iso o esta mesma cosa emn o itros logares de Goyaz. Os
indios Canoeiros quo habitat as mattas do rio Maranhio teem
aensado estragos horrorosos nas fazendas do serte o dte Amaro
Leiteo.
AMARO LEITE. Extensissimo sertao do Estado de Goyaz,
corn cerca de 480 kits. NS., limitado ao S. pela serra do
Passa Tres; a 0, pnlas sierras dos Bois, Genipapo, Jacard, Boa
Vista, Gregoriloe rio Canna Brava ; a E, pelo rio Mara-
nhio desde a barra d) rio das Atinas e depos pelo Tocantins
atW A tbz do rio Santa Thereza, fbchando ao N. abaixo da
pov. do E. Santo do Peixe. Possue essa ragiao um clima
ameno e delicioso, abunda em mattas ferteis e em campos
proprios para a criaqao de gado vaccun e cavallar. E' muito
infestado pelos Chavantes bravios e pelos Canoairos conside-
rados como a tribu mats feroz do Estado. Para evitar os con-
stantes alaques dresses selvagens a 28 de setenimbro de 1854 o
entao president de Goyaz, ex-sonador Cruz Machado, (vis-
conde de Serro Frio) encarregou o engenheiro do Estado de
fundar nessa extensa regido trees presidios, quo receberam os
nomes de Santa Barbara, Santo Antonio e Santa Cruz.
AMARO LEITE. No Mapt Gog'r. da Capitania da
Villa Boa de Goyaz combinado corn par es do outros que
denotai as capitanias de Minas Geraes e Maranhao, mandado
tiram plo Illr. e Exm. Sr. Fernando Delgado Freire de Cas-
tilho, governador e capitdo gmeral da mesma capitania no
anno de 1819 (Arch. Mit.) existed figarada unia Pov. de Amaro
Leite, a margem esq. do rio das Mortes, nao long do aldeia-
mento dos Arayes. (CAMARO LEITE. Arraial fundado pelo serta-
nista Amaro Lsite no mesmo sitio das minas dos Arayes, ao
descobrir ahi uina faisqueira em 1752, quasi a foz do rio desse
nome aos 14 S. Em 1773 tinha 240 moradores e pediu ao
capitao general umn sacerdote para parochial-os. Mandaram-
lhe umn sargento-nr de ordenangas Marcellino Rodrigues dos
Campos. Ou porque no se dessm bemrn corn o novo pastor,
o i por quaesquer outros motives, em 1781 jA ndo existia o po-
voado tendo-se passado os moradores para um arraialjunto ao
rio dos Barreiros. Em 1819 a companhia de mineraqao de
CuyabA, buscando aquellas minas descobriu vestigios do arraial;
fez ahi roeas e intentou novamente restabelecer o povoado pela
importancia do ponto em relamao aos fins a que se propunha,
mas ficou tudo em project. Em 1769 o capitao general Luiz
Pinto de Souza mudou-lhe a nome para o de Santo Antonio do
Amarante. Do mesmo sertanista tomon o nome o vasto sertao
de Goyaz entree o Aragaya eo Aagay e o Tocantins. (Dr. S. da Fon-
seca. Dice. cit.)
AMARO NUNES. Rio do Estado de S. Paulo, aft. da mar-
gem esq. do Jaguary-mirim, trib. do Mogy-guass. E' tambemrn
denominado Imbirussm.
AMARO PINTO. Ribeirt.o do Estado do S. Paulo, entire
Cotia e Una; nasce no logar denominado Roque Joao.
AMARRAQAO. Villa e mun. do Estado do Piauhy, na
corn. do Parnahyba, situada no littoral, em unia ponta for-
mada poelo rio Iguarass que se dilata para 0., pelo grande
igarape, igualmente chamado Iguarassu, que Ihe fica, ao S., e
palo canal do Funil que sc estende para NE., em terreno
arenoso, em part alagado pela mare. A villa consta ponco
mats ou menos de 100 casas cobertas de telha e outras
tantas de palha, dispostas em arruamento pouco regular. Tern
uma egreja matriz de soffrivel apparencia construida em 1878
pelos emigrants do Geard, um posto fiscal da Alfandega, dous
trapiches para carga e descarga dos navios, cemiterio, duas
cadeiras publs. de inst. prim. e duas particulars. A villa
da Amarraio pela san boa posigio topographical, sendo o unico
onto de embarque e desembarque de todos os generous de com-
mercio do Estado, frequentado o seu porto por muitas embar-









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cages de vela e a vapor, de long curso e cabotagem, que
descarregam as suas mrcadorias e voltam carregadas de ge-
neros do paiz, avultando o commercio de gado vaccum para
Cayenna e Para, tudo isso term concorrido para o progressive
desenvolvimento que tern tido o logar, promettendo-lhe ainda
um future muito prospero e vantajoso. A industrial do fabric
do sal, que 6 feioa em grande numero de salinas, chega para o
abastecimento do Estado e uma grande part do do Maranhao ; e
a da pesca que abastece a villa, a cidade da Paraahyba: e outros
logares visinhos, colhida nto so no alto mar, como na cost:t,
em cerca de 80 viveiros, chegaria tambem para exporter, si
houvesse disposiqco e mnios de praparal-a para til tim. 0
mun. tern tambn m iuna paquena lavoura .1 h pltara o set
abastecimento, e para uma pequena : .ii .* l de milho,
feija), farinha, arroz, tapioca e mamona, avultando p)rdm a
exportac:o do couros e madeiras de tinturaria e construceao.
Situada no littoral, bafejada pelos ventos livre, do mar,
gosa o local de um clima : .- .. '. e salubre; e segundo
algumas observaGces feitas ... I.-:, no m'z d' outubro,
umn dos mais calidos, foi demonsteado pelo thermometro
que o maximo do calor 6 alli de 3) gcdos. A villa da
Amarraego fica 16 a 18 kils. da cidade da Parnahyna, pelo rio
Iguarassli, ficando-lhe esta a OSO., e ponco mais de 50) da ca-
pital pelo rio Parnahyba acima, de navegacao a vapor. A pov.
teve origem em 1820 quando algans pascadores alli s- lixaram:
mais tarde, por occasiao da guerra dos Balai)s, bornou-se o
ponto de desemnbarque das tropas que vinhani batar os re-
voltosos nesse Estado. e ao mesmo tempo do commnnicaca) comn
os Estados limitrophes e capital da nagao por intermedio dos
navios de guerra que alli ancoravam. (< G' tradiccional no
Piauliy, diz o Sr. F. A. Pereira da Costa, que o territwrio que
se estende ao N. da Amarracgo ate A barra da Timonha. pir-
tenceu sempre A Provincia do Piauly, mas que corn o andar do
tempo o Ceard foi a pouco e pouco se apossando delle, atd que
fixou no todo o sea dominion, para cija reiviudicacno f)i precise
o Piauhy fazer cessao de dous de seus mais riches e ferteis
muns.- Principe Imperial e Independeecia. >) Tornad) por
conseguinte, territorio do Ceara, foi pala Lei Prov. n. 117 tide 23
de agosto de 1865 creada ali uma freg. c)m a invocaedg) d'
N. S. da Conceiqco. Elevada A categoria de villa p-la Lei Pray.
n. 1596 de5 de agosto de 1874, foi installada a 23 de junho de
1879. Passando a pertencer ao Estado do Piauhliy, em virtue
do Dec. n. 3012 de 22 de outubro de 1880, corn os mesmos li-
mites que estabeleeeu a Lei do Ceara n. 133) do 5 de novembro
de 1870, foi determinado que a linha divisoria ecoleiiastica
seria a mesma que a do civel, ficando o governor autorisado a so-
licitar da Santa S6 as necessaries Billas, o que nio s' tondo
feito ainda, continue a freg. a star sujeita no ecelesiastico ao
Bispado do Ceara. Por Portaria da presidencia do Piauhy do
27 de janeiro de 1881, foi creado o termoda AmarraCi.o, ficando
annexado A com. do Parnahyba. Ha na villa duas eschs. publs.
de inst. prim. e agencia do correio. Pertence ao 20 dist. elei-
toral, cuja s;de 6 Parnahyba. Em 1881 alistaraim-se nella 30
eleitores. Sobre esta villa escreve-nos o Sr. Francisco S. de
Moraes CorreaFilho: I '1'' -. A villada Amarra~go,
unico porto maritime d .- i-'.i I.. .. ir'..i. esta situada em uma
ponta que se dilate para O., formada pelo rio Iguarassei, que e
o braco mais oriental do magest-so Parnahyba; pelo ribeirj
igualmente chamado Iguarassfi, que Ihe fica ao S., e palo canal
do Funil, que so estende para N. E. 0 littoral 6 excessivamente
arenoso, coberto de irinumeras dunas, que formnam come que
diversas cadeias, que se ramilicam para o interior, onde sao
separadas por values pantanosos e ferteis. Afastadas da costa
quasi meia legua, encontram-se boas pastagens, bellos terrenos
proprios para a lavoura e ricas mattas virgens. A villa cijo
terreno 6 em parte alagado pela mard, posse pouco mais oil
menos 10) casas cobertas de telhas e outras tantas d' paella,
dispostas em arruamento pouco regular. nao havendo um so-
brado sequer. Tem umna egreja matriz de soffrivel apparencia,
construida em 1878 pAlos emigrantes do Ceard, um posto
fiscal da Alfandega da Parnahyba, dous trapiches para a carga
e descarga dos navios, tres mangas para embarque de gado,
cemiterio, duas cadeiras publicas de inst. prim., do 1 grae,.
frequentadas por cerca de 80 meninos do ambos ossexos.
A pop. do mun. estimo-a em 3.003 habs.. sendo 1.033
na villa. Como parochial eleitoral conta 63 eleitores. A
villa da Amarraqio, pala sua boa posicao topagraphica, send
o unico ponto de embarque e desembarque de todos os ge-
neros de commercio do Estado, frequentado o seu port por
muitas embarca des de vela e a vapor, de long cursor e


cabotagem, que descarregam as suas mercadorias e voltam
carregadas de generous do paiz, avultando o commercio de gado
vaccum para o Para, Amazonas e Cayenna, tern tido um pro-
gressivo des'nvolvimento, promettendo-lhe ainda um future
maito prospero e vantajoso. A Camara Municipal decretou no
art. 1o das suas Posturas para o anno de 1881, que ficava (< con-
siderado como limites da villa on ambito da mesma, o ter-
ritorio em que so acha localisada, sendo o seu comeco da em-
boeadura do pe lueno Igarapd Carpinteiro, que fica a L., em
linha recta ao logar Fanil na embacadura da barra, e dahi
,_minrln pala margem do rio ati desfechar-se na embocadura
I Ii 'Igarape>). Rios -Iguarassd, o mais oriental dos seis
bracos em qu' se divide o Parnahyba ao lancar as suas aguas
no Atlantico, banha a villa da Amarracao pAlo lado de 0. A
siia extensao 4 do 30 kils. desde o logar da sua formacao alt
ao Oceaano; o Camorepim atravessa grande parte do ter-
ritorio do municipio, tern peluenos tributaries, todos d'agua
salgada, forma na sua f6z A barra denominada-Barra Grande-
qu term proporQ6es apenas para receber navios de pequeno
calado, p adendo admittil-os de maior nas mars de lua. 0 seu
curso 6 de cerca de 77ki!s. As suas margens estio cobertas de
espossos mangaes- o Timonha ou Cajueiro, a L. do Iguarassi,
delle distant 11 leguas ou 61 kils., segundo o roteiro do cos-
mographo Manoel Pimentel, nasce no logar Pitimbti, exacta-
me:it' na Tromba da Serra, chamada tambem Serra dos Cocos,
por encontrar-s, alli palmeiras em abundancia e vai desembocar
no Atlantico, formando na sua foz a- Barra do Timonha-
que e a segmna d'o Estado. Tom conm tributario principal o
rio S. Joao da Praia que 6 o seu aftl mais oriental. Aextensaodo
seu coarso e do 110 kils., pouco mais on menos. A suamargem
direita, d'sde a sua cembocadura at6 a confluencia corn o
S. Joe dgd Praia, pertenc ao Ceara. 0 mesmo da-se corn o S. Joao,
que continue o limited centre os dons Estados. 0 corrego Igua-
rassu que passa ao S. da Villa da Amarracdo, 4 apcnas um
igarap6 d'agua salgada que entra no verdadeiro Iguarassti junto
da villa. Nao tein tres leguas de curse. Scrnas e mo'ros 0
terreno deste municipio 6, em sua generalidade, piano. Apenas
nelle exists um on outro morro destaoeado e insignificant', dos
quans os principles so s: o morro de S. Ililario, o de Sant'Anna,
e o Cocal. Noo se prendeni a cadeia alguina de montanhas. La-
()s, ilhas, cabos e photos Eacontram-se neste municipio dous
lagos: o Sobradiaho e o Camorupim, e duas lagunas Joeao
B'nto e Sant'Anna. 0 Sobradinho, que 6 o maior, tern estas
dimensdes: quatro leguas de comprimento sobre meia na sua
maior largara. Coalham sal com abundancia nos annos em
que o inverno 6 eseasso. 0 Sobradinho, 6 o que mais demora
no coalho do sal, quo simente tem acontecido nos annos in-
teiramente seceos. Sao todos muito piscosos, Em todo o muni-
cipio nao s3 eacontra unma ilht s-quar. Fronteira Az villa da
Amarracdo fica a ilha Grande de Santa Isabel, a maior do delta
do Parnahyba, em cujo extreme N. se ergue o magestoso ro-
chedo- Pedra do Sal-, em que cstA plantado o pharol, que
domina as barras da Amarraugo, Canarias e Cajuf. Nao ha
cabos; encontram-se apenas duas pontas de pouca importanucia:
a de Itaqui, a cinco kils. da villa, e a da Carnahubinha a 12 kils.
Conta este municipio tres portos formados nas embocaduras
dos rios Iguarassfi, Camorupim e Timonha, que receberam os
nomes de Port) da Amarracgio on Barra do Rio Iguarassti,
Barra Grande e Cajueiro on Barra do Timonha. Limitar-nos-
hemos a tratar do da Amarragao por ser o mais important.
- inform o inspector da Alfandega e a presidencia da Pro-
vincia em ollficio de 16 de agosto de 1841 foi, por occasiao da
guerra dos rebeldes do Maranhao, novamente frequented da
navegacao, e tem-so observado nella grande melhoramento do
que era antigAmente, por ter-sa aberto mais para a part do
Norte, do maneira que a navegaoco 6 de presence feita semo
aquelle risco e susto daquelle tempo >. Actualmente tem melhor
canal para a part de L. Pode o porto da Amarracao ser de-
mandado por navios que calem 10 pis na baixa-mar e 18 coin
a mare cheia. Estabaleeimento do porto, isto 6 hora em que so
veridica a preiamar, em dia de novilunio oa de plenilinio 5 hs.
e 15 m. Elevagio da mar6: oito pds. Variacgo da agulha: 180
NO. 0 pharol.- Pedra do Sal- situado na lage do seu nome,
6 de luz branch e fixa, visivel a oito milohas. As coordenadas
geographics que determinarn a sua posiogo, sao : o paral-
lelo 20 47' 25", lat. S., e o merediano 41I 43' 33"', Long. Occ.,
em relaoao ao merediano que passa palo observatorio astro-
nomico de Greenwich. Os navios que por excess de calado
nao puderem transport a barra, encontrargo bom fundeadouro


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ao NE. dos soeus baixios, na distancia do uma millia o meia
corn 22 pes de profundidade, mais meneavel do que oLamarao
em Pernambiuco e o fundeadouro dos Tres Reis Magos no Rio
Grande do Norte, onde fandeiam os paquetes da Companhia
Brazileira de Navegac,ao a Vapor. 0 aspect da terra d o se-
guinte : A 0. magnetic da barra ha um mangal que faz pa-
recer a terra mats escura e ha tambem o rochedo Pedra do Sal,
onde ha o pharol desse nome. Navegando-se de E. para 0.,
parallelamente A costa deve-se costear o banco pelo lado de
ftra ate ao extreme E. do mesmo banco, onde ha uma boia;
logo que estiver a boia montada, navegue-se ao S. de modo qune
se passe a 0. della o mais perto possivel: entiLo r .- -.- o
long do banco que flea por BB. at6 montar o por.,. *.I.. 1' -, i
nesta p')sicao arriba-se para 0. costeando sempre as arrebsn-
taQoes que ficarem por BB., deixando por EB. as balisas que
estao nas coroas do Funil, assim navega-se dentro de 16 a 18
pds d'agua, e, logo que se descobrem as primeiras casas da villa
por cima do pontal de E., orga-se para o S., navegando-se
ao long do referido pontal at6 fundear em frente da villa.
Vindo-se de 0. on do N., deve-se demandar o pharol da Pedra
do Sal e depois a boia de que acima fallamos, e executar-se-ha
a mesa praticagem para entrar no porto. Curiosidades na-
tuaces Nao ha na villa nern no municipio da Amarraqao
curiosidades naturaes notavei-. Poderiamos entretanto apontar
o ocean de area alva e movedica que occupa umna area corn
quasi meia legua de largurasobre duas ou treideextensao, grand"
part do littoral que media entire a barra da Amarrarc5o e a
Barra Grande. Na villa tern sido muitas as ruas de casas to-
madas pela invasao da area, que em poucos dias nullifica os
esforcosde um pobre home durante mezes e talvez annos ln-
dustria, lacoui'r e commerce A industrial do fabrico do
sal e exercida em p'quena escalaem vista do pouco valor deste
genero, que 6 apenas consumido no Estado e em pequena
parte do do Maranhio ; possue este municipio immensos ter-
renos proprios para a exploraqgo dessi industrial em grande
escala, sendo todos os logares de facil transported por mar. Ha
ricas salinas abandonadas pelos proprietarios por falta de can-
sumo desse genero de primeira necessidado, achando-sesituadas
em logar de facil embarque : teem o nome <, e soio pro-
duzidas pelas aguas de um dos bracos do Camorupim. A
industrial da pesca, que temn algama importancia, abastacendo a
villa, a cidade da Parnahyba e outros logares circumvisinhos,
collida nio s6 no alto mar. mas tambem na costa, em cerca de
80 viveiros on curraes de peixe, chegaria para exporbar si hou-
vesse disposicao e meios de preparal-os para tal tim. Ha alguma
criaqao de gado vaccum, cavallar, muar, lanigero, caprino e
suino. Tern tambem o municipio urma pequena lavoura que
chega para o seu abastecimento e para umna pequena exportacao
de milho, feijao, farinha, algodio, tapioca e mamona, avul-
tando, porem, a exportatgo de couros. 0 terreno nio se presta
para a culture da canna de assucar por nao sar alagadico. Ha
todavia, nos logares Jaboty e Mutucas dous engenhos de as-
sucar, sendo cultivada em dons grandes pantanos a canna para
elles fornecida. O commercio 6 quasi nullo, pois 6 feito todo
na praca da Parnahyba pela facilidade de communicaqao por
agua e por terra. Nao se encontram madeiras de tinturaria,
havendo em abundancia de construc~go. Immensos mano'aes
marginam os rios, muito aproveitados para lenha. Uma grande
part da populagdo emprega-se na vida maritime. A receita
arrecadada no anno de 1883-84 foi de 3.350$8045. Cli-
ma, molestirs endemicas Situada no littoral, bafejada pelos
ventos livres do mar, goza esta villa de um clima magnili-
co, muito saudavel; 6 talvez o melhor do Estado. Segundo algu-
mas observagqes feitas em 1867, em outubro, um dos tiezes mais
calidos, foi demons trado pelo thermometro que o maximo do
calor, 6 de 300. Nao ha molestias endemicas. Reina uma sa-
lubridade continue; corn a enchente do Parnahyba, no inverno,
apparecem As vezes febres intermitbentes. Estrcadas de fer'o e
de rodagem Na important obra do illustrado engenheiro
Dr. Andr4 Rebougas, Garantias do jurors a estradas de ferro,
encontram-se as linhas infra, que pedimos licenca para fazer
nossas : (<0 Estado do Piauhy nao term ainda project algum de
caminho de ferro geral; mesmo na categoria de caminhos de
ferro provinciaes s6 projectou-se um pequeno caminho de ferro
de oito kilometros de extensio, da cidade da Parnahyba A barra
do rio Iguarassd, que 6 em rigor um caminho de ferro de
suburbio e nao um caminho de terro provincial. Tem apanas o
Estado do Piauhy 33 kils. de costa maritima e um so porto de
mar, o da Amarracao, que precede o porto da Parnahyba, si-
tuado sobre o rio Iguarassti. Desta circumstancia, principal-


mente, provinm er o Piauhy um dos Estados menos conhecidos
do Brazil. No eintanto poucos Estados da Republica reunem
tao boas condiqoes topographicas para 6 estabelecimento de
uma rele de vias ferreaso. Distancia hilometrica para os
pontos circumvisinhos A villa da Amarracao dista da ci-
dade da Parnahyba, pelo rio gnuarassi., iG kils., ficando-lhe
esta a OSO., da cidade da Therezina, pelo Parnahyba
acima, 50) kils., e por terra 388 kils. : do porto do Camocim,
83 kils. ; da cidade da Granja 160 kils. Todas as distancias
;" 'i'i", i' ,.1 Tradig.5o a respeito dacorigmtt do povocrdo.
S' A povoacao da Amarraeao remonta-se
aos annos de 1820, quando alguns pescadores aqui fixaram a
sua residencia; mais tarde, no period da guerra dos Balaios,
tornou-se o ponto de desembarque das tropas que vinham bater
os revoltosas neste Estado, e ao mesmo tempo de commnu-
nicacao corn os Estados limitrophes e Capital Federal por
intermedio dos navios de guerra que aqui ancoravam. E'
traditional no Piauhy queo territorio que se estende ao NE.
da Amarracgo at6 a barra do Timonha, perlenceu sempre a
este Estado, mas que corn o andar do tempo o Ceara foi pouco a
pouco se apossando delle, ati que fixou no todo o seu dominio,
para cuja reivindicacao foi precise o Piauhy fazer cessao de dous
dos sens mais ricos e ferleis municipios-Principe Imperial e
Independencia-, situados no valle de Carateis. magnifica re-
giao encravada na Serra de Ibiapaba. Tornado, por conseguinte,
territorio do Ceara, foi decretada pela respective Assemblea
Provincial a creacao de umna freg. na pov. da Amar-
ra.io, pela lei n. 117 de 29 d, ..... I. de 186i5, cujos limits
foram marcados pela de n. I .,' .I. ",de novembro de 1870, a
saber : da barra do rio Timonha, ri) de S. Joao da Praia,
acima, atd a barra do riacho que segue para Santa Rosa, e
dahi em rumo direito 6 serra de Santa Rita, at6 ao pico da
serra Cocal, termo do Piauhy. Elevada A categoria de villa
pela Lei Prov. do CearA n. 1596 de 5 de agosto de 1874, foi
installada a 23 de junho de 1879, ficando partencente t comarca
da cidade da i ,it' do mesmo Estado. Passando a freg. e
territorio da ,'l. I Amarracao a pertencer ao Estado do
Piauhy, em virtue do Dec. Imp. n. 3012 de 22 de outubro
do 1880, corn os mesmas limits estabelecidos pela Lei
Prov. do CearA n. 136), de que acima fallamos, foi deter-
minado que a linha divisoria ecclesiastica seria a mesma do
civil, ficando o governor autorizado a solicitar da Santa Sd as
bullas, o que nao estando feito ainda, continue a freg. a
star scjeita ecclesiasticamente ao bispo do CearA. Por portaria
da Presidencia do Piauhy de 27 de janeiro d' 1881 foi creade o
term da Amarragco, ficando annexado A comarca da Parna-
hyba, assim como foi creado tamb'm foro civil e conselho de
jura los, send por outra portaria da mesma data dividido o
termo em tres districts especiaes, comprehendendo o to os-
quarteiroes de 1 a 6 da villa: o 20, de 7 a 14 denominados:
Jardim, Mitucas, Jaboty, Curral Velho, Bezerro-morto, Tim-
bahuba, Bocca da Picada e Sobradinho; e o 30, os quarteiroes.
de 15 a 21, denominados : Camorupim de baixo, Camorupim de
cima, Barra Grande, Cajueiro, S. Domingos, Flamengo e-
Riacho)).
AMARRAQAO. Log'. no mun. da capital do Estado do
Cear,.
AMARUMAYU (rio das cobras). Nome que tern em uma
part do seu curso o rio Madre de Dios.
AMARY. Corredeira no rio Negro, aff. do Amazonas. Fica
entire S. Gabriel e a cidade de ManAos.
AMATARY. Lago da Guyana, na margem esq. do rio
Amazonas, entire Arauato e Puraquecuara. Vide Matary.
AMATURA. 0 governor em conselho nas sess6es ordinarias
de 10 a 17 de maio de 1833, em cumprimento do art. III do
Codigo do Processo Criminal, fazendo a divisao das corns. e
terms do Estado do ParA, incluiu no termo de Teffd diversas
freguezias entire as quaes a de Amaturd. Essa orthographia foi
adoptada polo Sr. Wilkens de Mattos e pelo conego Bernardino
de Souza. Em iima Carta da Corn. do Alto Amazonas, levantada
nos annos de 1780 e 1789, para servir as reaes demarcagSes de
limits (Bibl. do Inst. Hist.) acham-se mencionados um rio e
uma ilha corn o nome de Maturd. Baena, em seu Ens. Charogr.
p. 411, cita os riachos M11aturd e Maturacupa. Ayres de Cazal,
em sua Chorogr. Bras. T. II, p. 293, faz mencao tres vezes
da ribeira Maturd. Araujo Amazonas, em seu Dice. Topogr.
faz mencano da freg. de S. Christovam deMaturd e do ribeiro
de Maturd. Saint Adolphe, no seu Dice. Geogr. cita o ribeiro


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Matured. 0 Sr. Costa Azevedo, em suas Cartas do Rio Ama-
zonas, menciona a costa Maturd, aaldeia Maturd e as barreiras
de Maturd. No Roteiro da navegacdo do Pard at Iq'iitos 16-se
costa Maturd, aldeia de Maturd. Esta orthographia tern por si,
nito so as autoridades apontadas, como estA de accord com a
etymologia da palavra. Maturd 6 um cip6 com que sito feitas
umas cestas, onde se conduz maniva da roqa. Vide, pois, Ma-
tura.
AMAUAHAM. Lago do Estado do Amazonas, a margem
dir. do rio Purlis, corn quem communica. (Dr. S. Continho).
AMAURAHY. Rio trib. do Xingd, que o e do Amazonas.
(Geoqr. Physical de Wappmeus. p. 89.)
AMAYAU. Furo que communica o rio Xiriuminy on
Seriuiny, trib. do Branco, corn orio Negro. Tambem escrevem
Amajaii e Amayauhani.
AMAZONAS. Estado do Brazil; dos centraes 6 o mais
septentrional. Conlina com os Estados do Parae Matto Grosso,
corn a Guyana Ingleza e corn as Republicas de Venezuela. Nova
Granada, Perd e Bolivia. (Vide Fronteiras.)- Sua superficie 6
avaliada em 1.897.020 kils quadrados.- 0 solo do Estado 6
plano em grande estensio, baixo e alagadigo em alguns pontos,
alto e pedregoso em outros.- Seu clima 6 quente e humido nas
terras baixas e alagadi(as, onde corrern osrios Branco, Negro,
JapurA e Madeira, aquem das cachoeiras: diminuindo pro-
gressivamente a humidade nas terras altas e pedrgosas no ex-
tremo septontrional do Estado e em todo o solo elevado, que 6
em consideravel estensito. 0 calor 6 intense, e maior seria se
nito fosse mitigado pelas florestas, enchentes dos rios, chuvas de
dezembro a junho e os rijos ventos do estio. Nas terras baixaq e
visinhas das margens alagadas de diversos iios dominam ende-
micas as intermittentes. Fora dresses pontos o clima 6 sadio.
< peor que f6ra desta regiao, se ajuiza das suas condigces de sa-
lubridade, comrn o que alias coincide razees climatologicas
scienlificamente estudadas, a verdade 6que, no dominion dos factors
comprovados, torna-se patent a injustica de semelhante juizo.
Af6ra as febres palustres que atacam mais frequentemente
no comeco da enchente e vasawle do Amazonas. especial-
ment de alguns dos seus affs., variando indelinidamente de
character e grao de intensidade, pode-se affirmar que nesta
regidao nenhuma outra molestia reina com character endemic,
Isso 6 para notar como favor do Cdo a urna zona cortada de
rios a matizada de lagos, em que, no rigor da estatdo calmosa,
o thermometro marca a sombra 27 a 33. >) (Os dous
Estados mais septentrionaes da Republica, Para e Amazonas,
occupam o extenso e magestoso valle do rio Amazonas. Suas
condiccoes telluricas e climaticas sao sensivelmente identicas.
0 Estado do Par a e em geral toda a zona banhada pelo
Amazonas, segundo informa o conego Bernardino de Souza 1.
4 considerado salubre e sio ahi muito frequented os cases de
longevidade. Todavia em alguns l gares reinam febres de mau
character cujas causes determinan'es sao as emanaqces palustres
que continuameote se desprendemr dos logares baixos e humi-
dos. Nos dous Estados as febres sao endemicasnoslogares pro-
ximos is margens dos rios e nas florestas, onde se acham
pantanos e alagadigos. A endemia, pois, dessa zona 6 a malaria
que apparece corn mais intensidade de junho a novembro.
isto 6, desde o comeqo da vasante dos ries ati a dpoca dos
primeiros repiquetes, on principle da eslaio chuvosa. Suas
manifestacdes sio, em geral, benignas, mas tornam-se per
vezes malignas ou perniciosas em certas localidades, come
nas margens do Madeira, do Purds e do seun aff. Ituxi, do
Tapaj6s, do Trombetas, do Japur6, do Uaupds, em algumas
parties do rio Negro, nas cidades de Macap6 e Cameti, na
cidade de Breves, no mun. de Mocajuba, etc. Nas margens dos
rios sio as regioes encachoeiradas as mais perigosas. Alguns
logares sao considerados insalubres por grassarem nelles fre-
quentemente febres endemo-epidemicas de origem palustre, na
4poca das grandes e duradouras inundaoes ;: mas a falta de
cuidados hygienicos nio s6 quanto ao saneamento do solo, como
quanto a qualidade da agua que bebem os habs. explica satis-
factoriamente essa insalubridade periodic. E' assim que vemos
em Teff6, onde bebem a agua de um lago ordinariamente
coberto de uma camada verdoenga, constituida por materials
organicas em decomposiq~o, serem muito acossados os habs.


1 Pard Amazonas, ta part. Rio de Janeiro, 1874, pp. 15 e 16.


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pelas febres de typo intermittent ; ao pass que em Nogueira
onde se bebe a agua do Amazonas depois de filtrada, sao quasi
desconhecidas takes febres. De outubro a dezembro manifesta-so
sporadicamente a dysenteria em algumas localidades, e em
outras mesmo sob a f6rma epidemic. No rigor do verito ap-
parecem as vezes casos de cholerina, de ordinario benignos,
como se tem observado no mun. de Souzel. As molestias do
apparelho gastro intestinal e seus annexes sio communs,
devidas principalmente a mi alimentaQito do povo, constant
de peixe, occupando o primeiro logar o pirarucu mal salgado e
secco ao sol ; de farina d'agua ou de pdba, preparada corn a
mandioca depois de prdvia maceragco na agua; e, finalmente,
de manteiga de tartaruga, etc. : na mesma alimentaato a
excepco do que succede nas cidades, nao entra care fresca de
vacca. As febres eruptivas (variola e sarampdio), as boubas,
a syphilis e a morphea sio frequentes nas cidades e nos povs.
,maiores do interior. As molestias chronicas dos pildm6es sao
relativamente raras send aliAs communs as affeccoes agudas
broncho-pulmonareq, especialmente quando cahem as fria-
C.en- determinadas por correnles de vento S. ou SO. As
Ir. ,.,i- sao mudancas bruscas de temiperatura, corn ou sem
chuva, durando de dous a oito dias on mais, e que reinam de
marno atn fins de julbo, excepcionalmente atd setembro. Os abo-
rigenessao muito sensiveis a takes friagens, que Ihes causam in-
flamac6es catarrhaes das vias respiratorias, quasi sempre
fataes, segundo as observaqSes de W. Chandless '. A
oppilacio on hypohemia intertropical 6 observada entire os
indigenas a negros, que formam a classes baixa da pop.,
Reina entire algumas tribus indigenas uma molestia de pelle
conhecida pela denominaqgo de purd-purfi 0 estudo
desta singular molestia vein mostrar a identidade entire
algumas tribus indigenas do Amazonas, sob o ponto de vista
nosologico, e os antigos habs. do Mexico. 0 primeiro auctor
que sabemos noticiou entire n6s a existencia do purd-purd,
foi Ribeiro de Sampaio, por estes terms : << Os Catauixis
herdam umas manchas brancas sobre a cutis, de diversas
figures o em differences parties do corpo, como pds, rnaos,
pescoco, cara, etc. Nao concorre para isto artilicio algum,
nem tao pouco aquellas manchas acompanham os parts,
quando nascemrn; mas depois 6 que principiam a sahir em
crianqas, adultos e alguns que ja possam de 20 annos de
idade, e em outros so neo conhecem E', por4m, digno de
notar que estas manchas so communicam como contagio a
outras pessoas. Examinem os philosophos e professors de his-
toria natural a causa deste prodigioso phenomenon que eu nio
posso comprehendel-o.> W. Chandless, que explorou o rio
Purds de junho de 1864 a fevereiro de 1865, diz ao contrario
serem os Catauixis cuuma bella tribu, livre da molestia de
pelle purt-purui, e de uma cor de pelle notavelmente clara.
Encontrou, entretanto, affectados dessa molestia os Pamarys
e os Juberys. 0 Dr. Francisco da Silva Castro, do Part, em
uma carta quo dirigiu ao Dr. Josed Laurence de Magalhies,
diz que esta molestia grass em quasi todas as tribus e des-
ereve-a assim : (<0 purd-purd nao 6 mais do que usma alte-
raio do pigmento cutaneo. A pelle, de amarellada que 6 entre
os indies vai-se a poueo e pouco tornando embaceada, acin-
zentada, come sja, ati que p r fim flea cinzenta azulada.
Isto opera-seo em today a peripheria do corpo, porem mais
pronunciadamente no rosto, pescoco, peito, mitos e pds, em
geral nas parties mats expostas ao ar, i luz e ao calor. A
doenga nito se manifest logo rfos primeiros annos. Dos quatro
iara cinco annos comecam a pintar de cinzento ligeiras ephe-
des, ati que per ultimo, aunos depois, fieam cinzentas, e
assim vivem sem incommode algum apreciavel, nem ao menos
embarago na secregio do suor. Quando ella se vai tornando


1 Notas sore o rio Purts. Rio de Janeiro, 1868, p. 5.
2 0 nome Puris segundo o Sr. teneate-coronel Labre, deriva-se
d e purfi-puril, que quer dizer pintado (ou myra purf-pur6i, gente pintada
em lingua geral). Em tempos ides, assim a gene do Amazonas e rio
Negro chamava aos selvagens da nagiio Pamary, moradores neste rio,
por serem elles pintados ou manchados de branch. oTornam-so foveiros,
dizo eapitIo-tenente Amazonas, os indios que habitam suas margens,
defeito sema oqual nascem, s que se communica poer contagio.. Souza,
Pard e Amozonas part Ia, p. 81.
3 Diario da Viagem da Capitania3 de S4Josd do rio Negro, 1774 a
1775, Lisboa 1825, p. 24.
4 A fMorfda no Brazil, Rio de]Janeiro, 1882,"pp. 98 e 99. 1
1446








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antiga e As vezes mesmo no comeco, depois de cinzenta torna-se
a pelle branca, alphoide, de preferencia nas maos, p6s, pescoco
e lahios. Pensam alguns que esta molestia 6 contagiosa, mas
eu creio no contrario. Tenho nesta capital (Bel6m) observado
muitos casrs em casas de familiar, onde teem existido indios e
indias domesticados, corn essa doenqa e por muitos annos,
sem que todavia ella se tenha communicado a p'ssoa alguma.
Quanto a mim, sua transmisdo na economic animal faz-se
por hereditariedade; e tanto isto deve assim acontecer,
quanto 6 sabido que os indios selvagens nao cruzam sua raca
e nem se casam sinio corn os da mesma tribu, ou da mesma
maloca. Coin os tripolantes das canvas, barcos e vapores que
navegam pelo Amazonas e sens afll. andam a bordo multos
indios domesticados, de pura raca, affectados de puni-purdi, semn
que tenham contagiado sews companheiros de embarcagao.e
A esta descripcelo do distinct clinic ciimpre accrescentar:
10, a seguinte noticia que dos selvagens Pamarys da o
Sr. Conego F. Bernardino de Souza 1: ( e repellentes pelas molestias de pello que slffrem, as quaes
se teem tornado hereditarias; tornam a pelle eseamosa,
produzindo uma comichAo horrivel. Sio manchados oi pin-
tados de branch,. tornando-se fovwiros. principalmente as maos
e os pds>) 20, lembraremos quoe W. Chandl'ss assevera que
alguns indius de outras tribus e um viajante branch contra-
hiram o purii-purd entire os Pamarys, emas, observa elle 2, de
certo nAo o foi pAlo simples contacio ordinario.) Si compa-
rarmos esta molestia corn a chamada actualmente no Mexico
,nal del Pinto, a que os antigos mexicanos denominavam Tzal-
zaanalixtli 3, v6-se queo ha entire ellas inteira semelhanpa,
principalmente corn a especie denominada pinta alba. Em
janeiro de 1850 foi importada na capital do Pari a febre ama-
rella pela barca dinamarqueza Pollux, procedente de Pernam-
buco. Limitando-se a principio As costas maritimas, essa
molestia along'ou-se depois pelo interior, 908 milhas a partir
da foz do Amazonas, atid cidade de Ma aos, na harra do rio
Negro, onde se apresentou pela primeira vez em 1856. 0 cho-
lera morbus visitou epidemicamente essas provs. em 1855, e tao
rapid foi o sen desenvolvimento que. dando-se na capital do
ParA os primeiros casos nos ultimos dias de maio dess' anno,
depois que alli aportara, em 15 do mesmo mez, a galera por-
tugueza Defensora, procedente da cidade do Porto, em fins de
julho quasi todoes os logares ribeirinhos do Amazonas e seus
affis. tinham sido por elle invadidos corn mais ou menos vio-
lencia. 0 beri-beri term apparecido na capital do ParA e em
algumas localidades do interior, especialmente nas margens
do rio AnajAs '~. A existencia do beri-beri no valle do Ama-
o as 6 un fac.to antigo e assignalado desde 1786 pelo cirur-
giao Antonio Josd de Araujo Braga, no seu Tratado das enfer-
midades usuaes da capitania do Rio Negro, no qual se eneontra
o seguinte :-- << Aparalysia, a que chamam beribere ou beribe-
rium, acontece neste paiz pela mesma causa e do mesmo modo
que em Java. A variacio subita do calor para a humidade a excita
nos corps dos que dormemn expostos ao sareno da noite, ou dentro
em casa se descobrem, deixando abertas as janellas das cameras
onde dormemi, (Dr. Martins Costa).- As serras principals desse
Estado ficam na fronteira corn a Guyana e Republica de Vene-
zuela. Al6m dellas sio dignas de mencio a de Tacamiaba,
nas vertentes do NbamundA, a de CGcuhi, no rio Negro, a de
Tunuhn. entire os rios Icana e Ixi6, a de Jacamnim, na margem
dir do rio Negro, a do Tuoano, que estende-se parallelamente
a serra de Cuano-Cuano e ao rio Tacutd. e diversas outras.
-Alm do Amazonas, adiante descripto, 6 esse estado regado
pelos rios seguintes : Javary, formado pelo Jaquirana e Javary-
mirim, desagna logo abaixo de Tabatinga, formando o limited
entire o Brazil e o Perti. 0 Jundiatibs, que desagua abaixo de
S. Paulo de Olivenga e recebe pela dir. o Mutuaneteua. 0
Jutahy, que term crca de dous kils. na embocadura, acima da

I Pard e Amaronas, ia part, p. "1.
2 Notas sobre o ieo PFi'us, p. ,4.
a Esta molestia, encontrada pelos eur.)pens entire os antigo mexi-
canos, foi descripta por Polanco, Diccionario enciclopJdico, Mexico,
1760, e Hernandez, De Historia puantarnm Xw- Ql-nim, p. 374.
Nos estados de Tabasco e Chiapas 6 tambeim -i...-l Ii.o ., e nos de
Michoacan o Jalisco, Jiricua. Na Columbia chamain-na Carate. 0
Dr. Leon denomina-a Syphispyloria thelodermica.
4 Dr. A. C. Miranda Azevelo, Berlbe,'i, These, Rio de Janeiro,
1874, p. 28.
DICO. GEOG. 9


qual recebe pela margem oriental o Upii, tao largo como elle :
recebe ainda o Mutum. 0 Jawru, cuja direcago mddia 6 em
parte de E. para 0. e em parte, desde 6o 30'S. para NE. ; tern,
grande numero de lagos de ambos os ladus e recebe o Chiruan,
o Tarauaca, o mais important de todos, o Gregorio e o Mu.
ultimo panto explorado ; 6 navegavel a vapor atd a barra do
Taranacti, a canca at6 adiante da barra do Mu, e, come
muito tortuoso, calcula Chandless que o seja ainda por muitos
kils. 0 Teffi, que desagua na margem dir. do Solimoes entire
a foz dos rios Coary e Jurua, formando uma bahia,a de Ega, (luie,
segundo o capitio-tenente Araujo Amazonas, temn 12 kils. de
largura; ignora-se onde ficam suas cabeueiras. 0 Coary que des-
agua per duas bocas em frente de Juearas, entire as rios Puruo
e Tetff, ou mais aproximadamente entire o rio Mamia e o
igarapi Mariatd esta ainda per explorer sua nasc'nte ; 6 navega-
vel apenas 30 dias de viagem; cerca de 24 kils. acima da sun fo-
alarga 12, o que the faz dar o noime de lago. eoi cuja margom
oriental esti assente a p)v. do sen nome. 6 Purds, o mais im-
portante aff. do Amazonas, na parte em que tern o nome de
Solim6es ; 4 geralmente largo, tern muito poucas ilhas, apenas
sete on oito. e nio tem cachoeiras sinao mui proximo de suas
origens; presta-se a6 navegapao a vapor no tempo da enchente
atd aldm da barra do Ilyuaci, e dahi por diante em embar-
cagoes miudas at4 proximo das cabeceiras; na secca 6 difficil
navegal-o em grandes embaroeages al6m do rio Aicinam. que
entra pela dir., em consequnncia de baixos que a intervaltos
arrasam o leito. Formado aos 100, 45' S., pouco maison menos,
por dous branos, vindo um do N.. e o outro do S., recebe pala
esq. o Curumaha e Curinaha, e pela dir. o AcarA, Hyniacu e o
Aquiry. o maior de todos, que augmenta-lhe consideravel-
mente o volume e 6 navegavel at4 prcximo A barra do rio das
Pontes. Dahi, bastante largo e corn uma corrente moderada,
segue fazendo numerosas curvas e receb ndo muitos alls.
como o Ituxi, Mary, Meucuim, Jacard. ParanA-pixuna ; e pela
esq. o Tapaua, polo qal os indios passam ao Jurua. Nasce a
0. do Chamisca, aff. do Ucayale, e no seu curso mui sinuoso
pereorre diversas direeodes. << Os nossos fabricantes de man-
leiga do tartaruga, diz o capitao-tenente Araujo Amazonas,
o tem subido mais de 40 dias de viagem, e nessa altura ouvido
tiros de artilharia. que suppoem do Forte do Principe em
Matto Grosso. Desagua este rio por quatro bocas, das quaes a
segunda, Cuxiuara, conserve o nome que elle teve primitiva-
mente. Tornam-se foveiros os que habitat suas margens,
defeito sem o qual nascem e crescem at6 a idade da puberdade,
e que se communica por contagio, mas que em nada absoliita-
mente incommoda.>, 0 Madeira, formado pela juncqno do Beni
e do Mamor6, que confluem na Lat. S. de 10o. 22' 39" e Long.
de 220, 15' 0. do Rio de Janeiro, ou 68o, 19' 3')" de Long. 0. (ie
Pariz (Eng. Julio Pinkas), e desagua no Amazonas aos
3, 23' 43" de Lat. S. e 3538 52' de Long. da ilha de Ferro (Ri-
cardo Franco). Recebem por sua vez o Madre de Dios e o
Itenez. Estes quatro grandes rios formam na realidade o Ma-
deira e occupam, desde suas cabeceiras, unma area de 120 de
Long. por 90 de Lat. a contar de Paucartambo, no Perd, de-
partamento de Cuzno, as proximidades de Matto Grosso, no rio
Alegre. Depois da juncgao dos dous rios Beni e Mamord, o
Madeira separa os Estados de Matto Grosso e Amazonas aid
receber pela dir. o Gy-parana, correndo dahi somente em ter-
ritorio deste Estado. Apresenta desde suna formagio uma sarie
de cachoeiras denominadas: GuajarA-assli e mirim, Bana-
neiras, Pan Grande, Lages. Misericordia. Ribeirao, Periquitos,
Araras. Pederneiras, ParedAo. Tres Irmnios. salto do Girio,
caldeirio do Inferno, Morrinhos, Falsa, Cachoeirinha, Padre
Eterno, salto do Theotonio, Macacos, e Santo Antonio. Destas
cachouiras. a do Theotonio 6 a mais grandiosa, a do GirAo a
mais estreita, ado caldeirio do Inferno a mais insalubre bemt
que a mais pittoresca, a do Ribeirao a mais perigosae a de Ba-
naneiras a mais fatigante. Das outras cachoeiras algumas desap-
parecem nas enchentes, como a do Guajara-mirim, a dos Tres
Irmmos, e a de Morrinhos, e oiitras peioram. A extensao total da
parte encachoeirada do Madeira e Mameor, isto 6.e, da cachoeira
de Santo Antonio ate a de Guajara-mirim, e de 424 kils. polo rio
(Keller dA 368 kils.), cuja ascensio, segundo affirma o Eng. Pin-
kas, exige de 40 a 61 dias, send 10 a 12 para os trechos livres
e o rest para a passage das cachoeiras e saltos. Trata-se
de construir umia E. de F. marginal entire Santo Antonio
e GuajarA-mirim. que ligue os trechos desimpedidos acima
e abaixo dellas. Dentre muitos tribes. que o Madeira recebe,
notam-se : o Mutum-parana, Jacy-paraiA, Jamary, Gy-pa-
rana ou Machado, Mahissy, Pirajauara, Marmelos, Manicore.


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Uatininga, Mataurb., Araras, Aripuanan, Abuna, Araponga
on dos Ferreiros, MaparanA, Baetas e Capanan. Da foz do
Madeira a. Santo Antonio contain-se mais de 40 ilhas. 0
Ig, on Putumayo vein do parallel 20 30' boreal, das visi-
niancas do vulcio de Bordoncillo, parto de Pasto, nos An-
des, a lanca-se no Solimdes aos 3 2' S., quasi no meridiano
240 50' a 0. do Rio de Janeiro. Engrossa suas aguas corn o
tribute de 2grandes lagos e 30 rios, entire os quaes o Acheti,
Irai, ito- .., Itud, Puruit6 e Jacurap6L ou Yucurapa. Com-
munica, com o Japur6, polo PeridA. Dos 1.400 kils. de per-
curso em territorio brazileiro, 1.200 teem sido percorridos
polo vapor Coquet6. A profundidade, que nio excede de im,50
nas primeiras Iinhas navegaveis, eleva-se de dous a 10 metros
na estapo secca e ao dobro durante a enchente de abril a
fin$ de setembro. A largura que. em certos logares, dilata-se
de 700 a 800 metros, em outros nlo passa de 100. 0 Japura
on ftiapurd,nasce em Popayan (Colombia) corn o nome de Ca-
queta desagua no Solimoes por diversos furos. Recebe o Apa-
poris, em cuja barra terminam os limits do Brazil corn o
eru, e.cijo aff. Tarahyra 4 o limited que o Brazil reelama
da Colombia. 0 Negro nasce, segundo uns, nos campos de
Nova Granada, segundo outros na serra Tanahy. De curso ex-
tensissimo, pertencem ao Brazil cerca de 1.460 kils., contados
dafoz atW o ponto military de Cucuhy, limited de nossa fronteira.
Suas margens sao opulentissimas em muitas qualidades de
madeiras de construegio. Produzem borracha, cumard, pu.
xuri, anil. cacao, copahyba, castanha e diversos outros pro.
ductos. Tem communicagdo corn o Orenoco pelo canal Cassi-
quiare. (Vide Cassiquiare). Seus mais notaveis tribes. s5o:
Xi4, Issana, Uaup6s, Marid, Cauabury, Maraui4., Daar6l, Uru-
baxi, Preto ou Padauiry (caso este seja aff. daquelle)., Xibard,
Uarac', Branco, lauapery, Jahu e Ininy, al4m de centenares
de igarap6s. Em suas margens eneontram-se as povs. se-
guintes: Tauapessasi, Ayrio, Moura, Carvoeiro. Barcellos,
Moreira. Thomar, Santa Isabel Nova, Castanheiro, S. Jos6,
S. Pedro, Camanadt, S. Gabriel, Sant'Anna, S. Philippe,
N. S. daGuia, S. Marcellino, Marabitanas, Cucuhy, alem de
outras iaiignificantes. 0 Branco, cujo nome lhe vem da cor
das aguas, e assim chamado n'uma extensio de 560 kils.
desde a sun f9z no rio Negro. defronte da pov. do Carvoeiro,
at6 a coau. do Tacutd, onde estA situado o forte de S. Joa-
quim. E' formado pelo Uraricoera e Tacutd, sendo o primeiro
o galho principal. 0 Uraricoera tem este nome desde a confl. do
Tacutd at4 a embocadura do Auarys ou Auarihuta, e dahi
por diante o de Paruimi, atd as suas cabeceiras que sno des-,
conhecidas. Recebe pela esq. os rios Auarys, Arecatsei, Urari-
caparA, Idum6, Majary, e Maraua ou Parimd, todos oriundos
da serra Pacaraima ; e pela dir. os rios Curicury, Auirop6.
Coutaebo, Alcamn a, Paruaina, Maracayabo, Marumy, Uamy,
e Turuari. Acima da boca do Uraricapar'i, 14 kils., bi-
furca-se formando a grande ilha MaracA, nome que igual-
mente term o canal meridional ao pass que o septentrional
terno de Uraricoera. Todas as terras banhadas pelo Uraricoera
sio de primeira qualidade para criagqo, encontrando-se na
margem esq. do Turuard ou Truari, que fica a 26 milhas
do forte S. Joaquim, e abaixo da antiga missdo de Porto
Alegre, a 78 milhas, excellentes terras para lavoura. 0 Ta-
cutu nasce perto do Anaud, aff. do rio Branco, e corre de
S. a N. atd que, recebendo o grande rio Mahi, avoluma-se
e segue rumo de NE. para SO. Recebe pela esq. os igarapds
Mapada, Iru6, Miambi, fluan, TauA. Pater6, e pela dir. os
rios Mahd, Viru&, Chuminan, Surtmfi (o mais important
depois do Mahd), cujo aft. Cotingo nasc-' na serra Roruima,
o ponto maip septentrional da Republica. Sua largura midia,
depois de receber o Mahi, oscilla entire 350 e 400 metros.
E' navegavel no tempo das grandes enchentes por lanchas
a vapor atW o lago Amact, onde nascee o Pirara, aff. do
Maht. Na vasante pode ser vadeado em quasi todo seu
curto. Os indios consideram como galho principal o rio
Mahd,, acjas cabeceiras parece ficarem na serra Pacaraima;
4 encacboeir I... a 56 kils. da foz. Recebe pela margem dir.
o U[anaiar.. pela esq. o UkiripA, Mariparipard. Tupuri,
Carabarecurt, e o Pirara. 0 Uaupss 4 o maior aff. do rio
Negro acima das cachoeiras. E' de long curso ; porim obstruido
por impraticaveis cachoeiras que interrompem-lhe a nave-
gac~o acima dq sua foz, que consta de duas bocas, determi-
nadas ppla dispoaiciio de uma ilha triangular. 0 Urubi nasce
nas vegrtenles das serras da Guyana Ingleza ; 4 formado, segundo
affirms a Sr. Barbosa Rodrigues, pelos rios Mbiara, Carana-y
e Onrbsi-tinga, e desagua em um paran. do Amazonas deno-


minado Parana de Silves e mais adiante Parana. de Uatuma.
Ha quem affirmed que elle desagua no lago Saraca. 0 primeiro
tenente Shaw 4 desta ultima opiniao, situando a foz aos
2055' 38" de Lat. S. e 150 24'26" de Long. 0 do Rio de Janeiro.
0 Sr. Barbosa Rodrigues affirma que o lago Sarac6. 6 o mesmo
rio Urubd.-Os generous que o Estado export dao id4a de sua
industrial e commercio. Sao os seguintes : borracha, cacao,
azeite animal, anil, baunilha, cumaru, oravo, castanha, couros
salgados, couros seccos de gado vaccum e de outros.animaes,
estjpa, gomma elastica, guarana, mixira, oleo de copahyba,
pirarucu secco, piassava em rama, em cordas e em vassouras,
polvilho, puxury, redes de tucum, sebo, salsaparrilha, etc.
Dao elles fraca'id6a de tudo quanto Estado tao opulento pode
produzir de modo a compensar generosamente a qlem procu-
ral-o. A sua renda progressive, desde que foi elevado a prov.
demonstra exhuberantemente as rique/.as de seu s6lo, nao
obstante a falta de bragos e a idda falsa que geralmente se
faz da insalubridade do seu clima. Ao ser creado emi852. o Es-
tado do Amazonas arrecadou apenas a renda de 19:006$465
e 10 annos depois nao se elevouesta renda acima de 9 1 !' 4- .,-
de entao por diante term ella ido sempre em augmento como
demonstram os seguintes algarismos :

ANNOS RECEITA OR9.kDA RCEITA ARRECADADA

1871-1872 ............ 278:881$000 499:6853 53
1873-1873 ............ 337:530$000 578:603 307
1873-1874 ............ 511:224000 557:244M 85
1874-1875 ............ 584:7688000 464: )0750)5
1875-1876 ............ 622:533000 70):168 523
1876-1877 ............ 531:7268000 897:23 007
1877-1878............ 638:355 000 785:970 765
1878-1879............ 665: 891O 83): 173 312
1879-1880 ............ 594:250000 1.085:086 359
1880-1881 ............ 64i:350$000 53:365 964
1881-1882 ............ 747: 1708751 1.765:787$849
1882-1883 ............ .544:199 440 2.948:400 889
1883-1884 ........... 2.517:4548000 2.74S:2) ,578
1884-1835 ........... 3.196:4878559 i.604:603$430

No anno de 1868 a 1869, em que foi inaugurada, nao proda-
ziu a Alfandega de Manaos sendo 20:432$900. Entretanto sua
renda nos ultimos quinquennios liquidados foi : no de 1868 a
1873 de 178:402$397; no de 1873 a 1878 de 544:224$ti2; no de
1878 a 1883 de 2.242:829$977. Esses jalgarismos seriam mais
avultados si actualmente a unica fonte de recursos do Estado
nao consistisse unicamente na industrial extractiva da borracha.
que, como todas as outras da mesma natureza, nao garante a
perpetuidade do bem estar das popular6es que a ella se cir-
cumscrevem- Sendo o Estado do Amazonas o maior da Repu-
blica em territorio e o que talvez mais recursos naturaes possue
para manter-se, pode ainda augmentar muito mais as suas ri-
quezas, desde que sejam ellas devidamente aproveitadas. A
situacao financeira do Estado, prospera desde 1882 atW 1884,
apresentando neste ultimo anno um saldo de pouco mais
de mil contos, tem-se tornado precaria de entio para c6, devido
principalmente ia baixa extraordinaria do preqo da borracha e a
cruise commercial resultante dessa baixa. c Felizmente, diz o
Dr. Vasconcellos Chaves em seu Relat. de 25 de marco do 1886,
o preqo da borracha melhorou de maneira que, com entradas
regulares, ao par de medidas adminstrativas de todo avessas a
aventuras, durante operiodo de cinco mezes, de minha admi-
nistraeao, o funecionalismo acha-se quasi todo pago, os differen-
tes services tiveram o necessario andamento, e da divida passiva
reconhecida e inscripta desse e outros exercicios, na impor-
tancia de 517:221$705, s6 resta pagar a quantiade 173:407$606,
na qual acha-se incluida a de 94:867$ tomada por emprestimo
a caixa do Monte Pio. -- 0 Estado Federal subvenciona quatro
linhas de navegatgo, que interessamn exclusivamente a esse
Estado e que sio : Linhck do Pumrs. que se estende de ManAos
at A-s cachoeiras do Hyutanahan, com o percurso de 1.685
milhas; Linhca do Rio Negro, tambem iniciada em Manaos,
percorrendo uma extensio de 846 milhas; Linha de Iquitos,
que parte igualmente de Manaos. corn um percurso de 1.141
milhas; e a Linha do Madeira; as viagens dessas linhas estao a
cargo da Companhia do Amazonas, limitada. 0 Estado sub-
venciona tambem oito linhas de navegacao: uma direct da Eu-
ropa a Manaos, a cargo da Companhia Red Cross Line; uma
direct de New York a Manaos, feita pelos vapores da Booth


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Steam Ship Company, limited; uma do Rio de Janeiro a
Manaos. tambem contractada polo Estado, a cargo da Com-
panhia Brazileira de Navegaqao a Vapor; duas de Belem a
Manios, e desta ao rio Juru6, a cargo da C,'mpanhia do Ama-
zenas, limitada; tres que sao as do Acre, Jurui e Javary, pelo
rio Jutahy, a cargo da Companhia de Mandos. (Relat. do
Dr. Chaves, 1886.)-A pop. do Estado pode ser calculada em
pouco mais de 100.000 habs. Na administracgo do Dr. Theodo-
reto Souto foram libertos todos os escravos.-A intr. prim.
e dada em diversas eschs. publs. e a secundaria no Lyceu.
Possue ainda o Institute Amazonense restabelecido pela Lei
Prov. n. 564 de 8 de maio do 1882 e inaugurado a 7 de setembro
do mesmo anno. 0 Asylo Orphanologico o< Elisa Souto >>, uma
Bibliotheca Publica creada pela Lei n. 582 de 27 de maio de 1882
e installada em 25 de marqo de 1883 -Depende da Relacto
do Para. Em 1890 tinha oito corns. (Manios, Itacoatiara, Pa-
rintins, Solimdes, Rio Negro, Rio Madeira, Rio Puris e Alto
Amazonas.) seis terms e tres muns. sem firo civil.-Depende
da Diocese do Para. Actualmente (1887) pende da approvaqdo
do parlamento um project creando o Bispado do Amazonas.-
Divide-se em dous dists. eleitoraes, cuijas s6des sao Man.os e
TelI6i. Davaum senador, dous deputados geraese 24 provinciaes.
-Pelo Deer. n.511 de23 de junho de 1890 da tres senadores e dous
deputados geraes. Em 189 comprehendia quatro cidades, 10
villas e 33 parcchias.-A cap. 4 Mandos, situada em uma
pequena eminencia A margem esq. do Rio Negro, cerca de 16
kils. acima do sua junccao corn o Amazonas, aos 30 8' 4, 0
de Lat. S. e 160 51' 0,"0 de Long. 0. do Rio de Janeiro; cor-
tada de igarapis que se transpoem por meio de quatro boas
pontes de madeira, nma de alvenaria e tijolo e uma de ferro,
inaugurada em 1880 na administragiao do iDr. Satyro de Oliveira
Dias. Possue alguns edificios publicos, sobresahindo entire elles
a egreja matriz, a de N. S. dos Remedios, a do Hospicio de
S. Sebastiano, administrada pelos religiosos franciscanos, a ca-
pella do Seminario Episcopal. creada em 14de maio de 1848 pelo
bispo D. Jos6 Affonso deMoraes Torres, e notavel pela sua ele-
gancia e singeleza; o Asylo Orphanologico x Elisa Souto >, inau-
gurado a 10 de julho de 1884; o estabolecimento de Educandos
Artifices, inaugurado a 25 de marco de 1858; o Lyceu ; a Biblio-
theca Publica, installada a 25 de marco de 1883 e que funcciona
no consistorio da matriz de N. S. da ConceigAo; o Mercado ;o
edificio da Camara Municipal, cuja pedra fundamental foi col-
locada no dia 1 de janeiro de 1875 na praga de D. Pedro II;
o hospital da Santa Casa de Misericordia, tendo sido tambem
langada a pedra fundamental a 1 de janeiro de 1873. Projecta-se
a construcco de um theatre. A pop. da cidade 6 de 15.000 a
20.000 habs. e a do mun. de 50.000. Era antigamente denominada
Barra do Rio Negro. Seu mun. d li vereadores.-As cidades prin-
cipaes sio : Tefft ou Ega, assent na margem oriental do rio de
seu nome cerca de 12 kils. acima de sua f'z; foi primilivamente
uma das seis misses do jesuita Samuel Fritz ; comecou na ilha
dos Veados, donde o carmelita Andr6 da Costa trasladou-a para
o sitio em que se acha. Itacoatiara ou Serpa. A margem esq. do
Amazonas, em uma collina de22 metros de altura, quasi de-
fronte da foz do Madeira. Parintins, anteriormente Villa Bella
da Imperatriz, na margem do Amazonas, proxima do Estado
do Para. As villas principals sao: Barcellos, na margem
dir. do rio Negro, bergo de Bento Figueiredo Tenreiro Ara-
nha, um dos mais inspirados poetas do Amazonas (n. 4 de
setembro de 1769, m. 25 de novembro de 1811). Ccdajaz, A,
margem esq. do Solimbes, Coary, ant. Alvellos, na margem
oriental da bahia de seu nome, Labrea. Manicord, Silves na
mais formosa ilha do lago SaracA, Villa Nova do Barrcirinhas. e
utumaytd-- A historic do Estado do Amazonas, cujo territorio
comprehendeu outr'ora a Capitania de S. Josd do Rio Negro e
mais tarde fez part do Estado do Para, sob a denominacio de
com. do Alto Amazonas, divide-se em tres periods: o pri-
meiro, relative ao Amazonas do Brazil colonia e reino ; o se-
gundo relative ano Amazonas do Brazil imperio ; o terceiro,
decade que foi declarado prov. independent atd nossos dias.
Foi o capitao Francisco Orellana o primeiro home civilisado
que, navegando o Amazonas, viu o paiz que 6 hoje Estado do
Amazonas (Almanak da prov. do Amazonas, 1884). Comman-
dava entlo Orellana a vanguard de uma expedicao, de cujo
commando geral fora encarregado im 1540 Gongalo Pizarro,
no intuito de descobrir o El-Dorado e o paiz da canella.
Nessa occasido, Orellana dou seu nome ao grande rio, em que
so achava, para logo substituil-o polo de Amazonas, quando
na foz do Nhamunda foi aggredido, suppoe-se que polos Cumu-
ris, enja appatencia foel-o acreditar ter-se batido com uma


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horda de mulheres guerreiras. Tambem em 1560 o general
Pedro de Orsua, andando em exploracgo das faladas riquezas,
por ordem do vice-rei do Peroi, visitou o Amazonas descend
pe!o rio Jutahy e regressando pelo Jurua foi traigoeiramente
assassinado por dons ofliciaes de sua expedicao. Outros em
seguida desejaram descobrir o Amazonas. Entre elles Bento
Maciel Parente, capitio-m6r do Par6 e depois governador do
Maranhaio, e Francisco Coelho de Carvalho. Ainda em 1697,
dois leigos franciscanos Fr. Domingos de Brieba e Fr. Andr6
de Toledo, que por ordem superior acompanhavam o capitao
Joao de Palacios, chefe de uma expedicho organisada em
Quito, nao s6 para a catechese como para a descoborta. des-
ceram pelo Amazonas, depois que viram mortos pelos Enca-
bellados no rio Aguarico, o dito Palacios e grande part do
pessoal da expedicao. De passage pelo Pard dirigiraim-se os
dous frai;ciscanos ao Maranhio, residencia do governador do
Estado, Jacome Raymundo de Noronha. a quem communica-
ram a viagem que acabavam de effectuar. De posse dessas
informagues fez o dito governador preparar uma exped'igab,
cujo commando foi confiado ao capitio-mor Pedro Teixeira
que a 28 de outuhlro de 1637 partiu de Cameta e no anno se-
guinte navegava em aguas do Alto Amazonas, descobria o rio
Negro e chegava a Q'ito. Regressando dessa cidade Pedro
Teixeira planton a 16 de agosto de 1639 um marco limitando
e legitimando o dominion portuguez naquella regiAo, em frente
'i boca do Aguarico., na margem do Napo. chamada Francis-
cana; depois do que voltou ao Para, onde chegou a 12 de de-
zembro de 1639, acompanhado pelos padres Christovao da
Cunha o Andre de Artieda. Em 1668, Pedro da Costa Favilla
que. annos antes, fizera horriveis devastac6es no rio Urubul,
dirigiu-se ao rio Negro e ahi cornm os Manfaos e outros selva-
gens fundou Santo Elias do JahU, primeira pov. do rio Negro.
Em 1669 fundou Francisco da Motta Falcao a fortaleza de
S Jos6 do rio Negro, a qual corn as habitagoes de algumas
families de Banibas, Bards e Pass6s, deu origem A cidade de
Manaos. Em 1725, Francisco de Mello Palheta explorou o rio
Madeira e deu lhe este nome em substituicio ano de Caiari,
pelo qual era conhecido. J6i antes (1716) havia sulcado as
aguas desse rio o capitao-m6r do ParA. Joao de Barros
Guerra, que ahi falleceu. Em 1743 Condamine, socio da Aca-
demia de Sciencias de Pariz. desceu de Quito e corn
permissao do governor portuguez visitou todas as povs. do
Solimoes. Em 1755, o hispo do Parai, D. Frei. Miguel do
Bulhbes, creou a Vigararia Geral do Rio Negro, quo s6 foi
confirmada pela Carta Regia de 18 de junho de 1760, provendo
nella o padre Jos6 de Magdalena, que poaco depois foi subs-
tituido polo Dr. Jose Monteiro de Noronha '. Pela Caria Regia
de 3 de margo de 1755 foi creada a capitania de S. Jose do Rio
Negro, tendo sua capital na villa de Barcellos, atW entao aldeia
de MariuA; e tomando conta do governor em 1758 o coronel
Joaquim de Mello Povoas. Em 1790 ou 1791 a capital passou
para a Barra (N. S. da Conceicao de Manaos), voltando
para Barcellos em 1798 e definitivamente para a Barra on
Manaos em 1804. Por occasion dos acontecimrntos de 1820e
1822, representou a capitania do Rio Negro important papel,
adherindo A constituigio portugueza e saudando corn enthb.si-
asmo a proclamacao da independencia do Imperio. Infelizmente,
nao foi ella elevada a prov. ; pelo contrario rebaixada A cathe-
goria de corn., sendo dissolvida ajunta governativa que acabava
de ser eleita. Assim conservou-se atW 1850, anno em que, pala
Lei n. 582 de 5 de setembro, foi elevada a provincial. sendo
a t de janeiro de 1852 inaugurada pelo sou no president Joao
Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha come so v 0do seguinrte
document: o Camara Municipal. Sessilo extraordinaria do dia
1 de janeiro de 1852. Presidencia interina do Senhor Ro-
drigues do Carmo. A's novehoras menos lO minatos di manha,
feita a chamada se acharam presents os Senhores Vereadores
Barroso, Pau-Brazil, Roberto, Brandao, Paula Azetedo,
Manoel Jose de Macedo, Fleury e Pedro Mendes Goticalves
Pinheiro: verificado polo Sr. President existir ntmeirotegal
para former casa, declarou aberta a sessio e em segsida passou
a nomear uma commissao para receber o Exm. Sr. Joao
Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha, Presidents nooneaado
para esta prov. do Amazonas, que se deve achait na casa As utove

i Diversos escriptores coasideram o Dr. Noronha comma o primeiro
vigario. Coin effeito, aldn de nio constar ter o padre Magdaona tomao
posse da vigararia gesal, accresce a circumstancia di que dez dias
depois da nomeaco foi elle nomeado vigarin encomiinndkaio da d.ovb
egreja parochial.








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horas para press ar juramento e tomar posse da mesma, como
tudo se acha conciliado na acta da sessido de 29 de dezembro
ultimo, cuja nomeacao recahiu nos Srs. vereadores Branddio,
Fleury, Pinheiro, Paula Azevedo e Pau-Brazil. A' hora indi-
cadacomparecau o mesmo Exm. Sr., que foi recebido e intro-
duzido pela commissao na sala das sessoes, tomou assento ao
lado esquerdo do Sr. presidenae da Camara, depois do que
mandou eite proceder a leitura da Carta imperial, por onde
S. M. o Imperador Houve por bem nomeir o memo Exm. Sr.
para president desta prove. e finda a leitura da dita Carta
Imperial, deferiu a este o juramento dos Santos Evangelhosem
um livro delles nos terms seguintes : << Joiro aos Santos Evan-
gelhos defender olmperio, mante, asliberdadesconstitucionaes,
executar as leis, promoter quanto em mim couber os imelhora-
mentos moraes e materials desta prov. do Amazonas, asshn
Deus me ajade >). Findo este acto, levantou-se o Sr. President
e convidou o mesmo Exm. Sr a tomar assento A sua direita, o
que assim foi effectuado, declarando aquelle em voz alta e
mtelligivel, que em virtue da sobredita Carta Imperial, e do
Aviso expedido pelo Ministerio do Imperio de 7 de junho do
dito anno. dava a Camara Municipal posse da prove. ao Exm.
Sr. Joeo Baptista de Figieiredo Tenreiro Aranha, Presidente
para ella nomeado. E passou logo o S. president da Camaraa
convidar o 1 vice-presidente nomreado Dr. Manoel Gomes
Corrda de Miranda para prestar o devilo juramento deste cargo,
cujo juramento lhie foi effectivamente deferido da frma men-
cionada, repetindo o 20 Vice-presidente o conego' Joaquim
Gtoncalves de Azevedo, o 30 o coronel Joeo Henriq e de Mattos
e o 60 o cidadno Manoel Thomaz Pinto-s(assim ojuro o. 0 Sr.
president da Camara, send o Vice-presidente nomeado em
5o logar, pass a presidencia desta ao Sr. vereador imme-
diato em votos, o que feito, deferiu este A aquelle ojuramento
nos mesmos terms acima mencionados e reassume novamente
a presidencia. 0 Exm. Sr. president da prove pedindo per-
missao S Camara, deferiu ignalhnente o juramento dos Santos
Evangelhos. com as formalidades que constam do termo retro.
a Joao Wilkens de Mattos, que por Carta Imperial de 18 de
agosto do anno proximo passado foi nomeado para Se-
cretario do Governo desta prove. Concluido que foi o que
acima fica declarado, sahiu a Camara em companhia do
Exm. president da prove. e mais autoridades e outros cida-
dios que se achavam presents e se dirigiram ft Capella do
Seminario Episcopal, onde foi celebrado o religioso acto de
accio de gracas, dirigindo-se depois ao palacio do governor
onde foram pelo Exm. president da prove. empossados dos
seus cargo os empregados nomeados pelo governor de S. M. o
Imperador para chefes de diversas reparticdes. Logo se reco-
lheu ao pago della, acompanhando o Exm. Sr. president, e
ahi na sala das suas sessGes, tomando novamente assento o
mesmo Exm. Sr. ao ladoe direite do Sr. president da Camara,
declarou cm voz alta, que, em virtue da Lei de 5 de sAtembro
do anno passado, installava a prove. do Amazonas, para a
qual fbra nomeado president por Carta Imperial de 7 de junho
domesmo anno, do que lavro i o secretario da presidencia o
come ente auto, que foi assignado por elle, president, pelos
vereadores da camera, pelas autoridades e mais cidadaos que
presentes estavam. Finalmente, depois de ter a camera de-
liberado que se fizesse public por editaes todas as occurren-
cias nesta mencionadas e que se communicasse a todas as
cameras da prov., convidou o Sr. president da mesma ao
Exm. Sr. president da prove. para que se dirigisse ;A egreja
de N. S. dos Remedios, matriz provisoria desta cidade, afimn
do ahi assistirem ao solenine Te-Deum laudamus em accao
de gracas per tao satisfactorios acontecimentos, e levantou a
sessio, mandando lavrar esta acta. que corn os demais mem-
bros assignou. Eu Clementino Jos P1 ereira Guimaraes, secre-
tario, que a escrevi. (Seguem-se as assignaturas.) -Temrn
tido atl 1890 os seguintes presidents e governador : Joiao
Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha, que tomou posse a
1 de janeiro de 1852; Herculano Ferreira Penna, a 22 de
abril de 1853 ; Jodo Pedro Dias Vieira, a 28 de janeiro de 1856 ;
Angelo Thomaz do Amaral, a 12 de margo da 1857; Francisco
Jose Furtado, a 10 de novembro de 1857 ; Manoel Clementino
Carneiro da Cunha, a 24 de novembro de 1860 ; Sinval Odorico
de Moura, a 7 de fevereiro de 1863 ; Adolpho de Barros Caval-
cante de Albuquerque Lacerda, a 7 de abril de 1864 : Antonio
Epaminondas de Mello, a 24 de agosto de 1865; Jose Coelho da
Gama Abreu, a 24 de novembro de 1867 ; Jacintho Pereira do
Rego, a 9 de fevereiro de 1858; Joio Wilkens de Mattos, a 26 de
novembro de 1868; Jose de Miranda da Silva Reis, a 8 de junho


de 1870; Domingos Monteiro Peixoto (depois Bario de S. Do-
mingos), a 8 de julho de 1872 ; Antonio dos Passos Miranda,
a 7 de agosto de 1875; Domingos Jacy Monteiro. a 26 de julho
de 1876; Agesilao Pereira da Silva, a 26 de maio de 1877 :
Barao de Maracajd, a 7 de marco de 1878; tenente coronel
Jose Clarindo de Queiroz, a 15 de novembro de 1879 ; Satyro
de Oliveira Dias, a 26 de junho de 1880 ; Alarico Jose Furtado.
a 16 de maio de 1881 ; Jos4 Lustosa da Cunha Paranagud, a 17
de marco de 1832; Theodurelo Carlos de Faria Souto, a 11 de
marco de 1881; Jos6 Jansen Ferreira Junior, a 11 de outu-
bro de 1884: Ernesto Adolpli de Vasconcellos Chaves, a 28
de outubro de 1885 ; coronel Conrado Jacob de Niemeyer, a 23
de margo de 1887; coronel Dr. Francisco Antonio Pimenta
B ieno, a 11 de janeiro de 1888 : Joaquim Cardozo de Andrade.
a 12 de julho de 1838 ; Joaquim de Oliveira Machado, a 12 de
fevereiro de 1889 : Manoel Francisco Machado (Bardo de
Solim6es), at de julho de 1809. Governador Augusto Ximeno
Villeroy, a 4 de janeiro de 1893.
AMAZONAS. Log. da Capital Federal, na freg. de Inhad-
ma, entire as eota6ces da Piedade e Engenho de Dentro. proximo
a serra. A pop. que ahi vive, occupa-se na cultural da canna
e do milho e no fabric de carvso.
AMAZONAS. Porto no rio Iguassti e Estado do Parand.
pouco abaixo de Caia-Canga, entire os muns. de Lapa e Pal-
mieira. A 27 de dezembro ds 1882 o vapor Cruzeiro. de pro-
priedade do cidadao Amazonas de Araujo Marcondes sahiu
em viagem de experiencia desse porto e no dia 29 chegou ao
porto da Unido da Victoria sem encontrar difficuldade alguma.
AMAZONAS. Rio maior do mundo, escoadouro da mais
vasta e fertil regiao, comprehendendo todos os climas e pro-
ducc6es do globo. Da cadeia dos Andes, perto do Pacifico.
e a 4.000m sobre o mar, estende-se ao Atlantico, na es-
tensdo de 5.430 kils., send 2.330 no territorio do Perri
e 3.150 no do Brazil, proximo e parallelamente ao Equador.
do qual se approxima depois de receber o Tapaj6s, indo
finalmentL cortal-o na foz principal. Contando-se, porlm, da
cabeceira do Hucayalle, aff. mais extenso da parte superior,
a embocadura do rio Para, por onde se escoam parte das
aguas do Amazonas. o seu desenvolvimento sobe a 6.203 kils.,
sendo entdo 2.830 no territorio do Perd e 3.370 no do Brasil.
0 illustre geography E. R clus denomina-o riopor excellencia,
mar docer em movimento, gloria de nosso planet e depois do
cordilheira dos Andes o maior caracteritico do America do Sul.
-A superficie do valle abrange 6.000.000 kils. quadrados,
sendo a maior largura de 2.576 kils. e o comprimento de
3.248. E' a mais vasta bacia fluvial do globo, e represent 2/3
da Europa, '*/5 da Australia, e 1/3 da America do Sul. Do
valle do Amazonas participam seis Estados, cabendo ao Brasil
2/3 parties delle, ou pouco menos da metade da Republica, consti-
tuindo o resto os 3/. da Bolivia, 2,/ do Perd, 3/,, do Equador.
1/5 de Nova Granada e "/I de Venezuela.- Do grande no de
Pasco, que prende a cordilheira oriental A occidental dos An-
des na Republica do Perd, cuja altitude media e de 4.300 I.
vertem para o norte as fontes mais remotas do Amazonas cons-
tituindo duas correntes, uma das quaes, a occidental, alcanca
a lat. de 100 20' S., vindo da contravertente do rio Barranca,
que desce para o Pacifico, e a oriental do lago L'uaricochl a
10 10' S. Estes dous braces originarios reunem-se na lat. de
90 53' S. formando o rio Maranon, nome que tbm o Amazonas
na part superior de seu curso. Com a denominacgo de Tungu-
ragua figura tambem em algumas cartas, e e descripto por
diversos escriptores. mas parece ter cahido em abandon.
Entre as duas cordilheiras estende-se o Maranko na direcdao
geral de NNO., parallelamente ao littoral do Pacifico, e delle
apenas distant 120 kils. Antes de chegar ao parallel de Caja-
marea, a cordilheira oriental delta umn brago a esq. e vai dahi
por diante inclinando-se para 16ste. Comprimido por esse
espigdio, o valle flea reduzido a 75 kils. de largura, tendo atl
entdo 110 proximanente. Na mesma direcodo contintia o rio
atl Bella Vista, ponto mais occidental de seu curso e a 757 kils.
da cabeceira. De Bella Vista inclina-se para liste, e ainda.
vencendo pequenas cachoeiras, chega ao porto de Jaen, a 20
kils. de Bella Vista. Aqui terminal a regiuo propriamente en-
cachoeirada do Maranon. que, apesar de ser bem volumoso a
partir do parallel de tajamarca, ondo tern a largura de
460 mn, nito se presta jpor isso A navegacio, que e exe-
cutada entretanto em ',equenos trechos corn grande pro-
veito da populaco. MAas que riqueza immensa nao represent
a forga dessas grades e numerosas cascatas, nao s6 do tronco


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como das correntes tribs. que se precipitam pelas encostas
das cordilheiras I Entre Bella Vista e o porto de Jaen terminal
A dir., o espig.Io da cordilheira oriental, que trazia o valle
comprimido, e achando-se muito afastada para leste a refe-
rida cordilheira, abre-se o valle em vasta bacia arredondada,
de 270 kils. de diametro mddio, pendente para o mesmo lado,
tendo-se levantado ao norte a grande muralha formadapAlo
v6 de Loja, onde a cordilheira oriental, voltando para 0.
une-se de novo A occidental, jA no Estado do Eqliador. Da
Jaen em diante, o rio contintia inclinando-se para leste, e atra-
vessa a grande bacia, descrevendo uma extensa curva de 230
kils. ate o fando da balsa formada pela cordilheira oriental,
que ahi, apezar de reduzida As porproc5es de insignificant col-
lina, foi rompida pelo Maranon na extensao de 10 kils. cons-
tituindo o celebre piug! de Manseriche, boqueirao quasi recto,
bordado de altas murathas de gres, per onde as aguas passam
corn grande velocidade, principalmente nos logares em que
a largura so r'duz a 48 metros, send por6m ordinaria-
mnete de 4180. Das cabeceiras ao porto de Jaen, extensio do
777 kils., os aflls. do Maran6n nao teem grande curso mas
sao numerosos, como 6 natural sendo o valle estreito e limi-
tado por altas montanhas. Em Jaen recebe pela dir. o
Uctabamba, sen maitor trib. da regiao Andina que term 280
kils. de extension, e quasi em frente, do lado opposto, o
Chinchipe, procedenteo do n6 de Loja, menos importance que
o primeiro. Ahi a corrente do Maran6n mede 700 metros de
largura,sendo sua profundidade no canal superior a dous metros
na Upoca da vasante, e a altitude de 250 metros. De Jaen a
Manseriche encontram-se oatros pongas, ou estreitos menores
que o primneiro, em quo o rio tern maior velocidade que a
ordinaria, mas nao propriamente cachoeiras, ou saltos que
impegam a navegaqao. Frequentado por canvas nesse trecho,
podia sel-o igualiente por vapores de ir,0 de calado, como
se pratica em outros rios de menor importancia. Transposto
o pongo de Manseriche, a 1.010 kils. da cabee'ira, o Maranon
estende-se tranquillamente pela planice que vai dalli .a horda
do Atlantico. na extensao de 4.440 kits. sem encontrar a
mentor dilliculdade, percorrendo ainda 1.32) kils. no territorio
do Pecr, e 3.120 kils. no do Brazil. No Perd, o rio perde o
nome primitive na confl. do Ucayalle, adquiriado dahi por
deante o de Amazonas, que no Brazil. entretanto, s6 se applica
a partir da confl. do rio Negro em diante, dando-se a deno-
minacatode Solim6es ao trecho que se estende da fronteira em
Tabatinga, A mesma confl. do rio Negro. Abaixo do pongo de
Manseriche o rio mede 931 metros de largura, e acha-se apenas
150 metros sobre o nivel do mar. 0 valle expande-se rapida-
mente, tend a 650 kils. do pongo do meridiano que pass na
confl. do Ucayalle, a largura de 2.000 kils. em linha recta.
Entrando na planice, o Maranon adquire logo propore6es col-
lossaes pela contribuica5o de grande e numerosos affis., que
parecem pressurosos de the renderem as primeiras homenagens.
De Manseriche A fronteira do Brazil 1.320 kils., recebe pela
esq. o Morona, Pastasa, Chambire, Tigre e Napo, e pela dir.
o H1 allaga e Ucayalle, aldm de outros muitos de menor impor-
tancia. Os da margem esq. veem das quebradas orientaes do n6
de Loja e do planalto de Quiteo, por ondem corre as cabeceiras
do Napo, o maior de todos pelo qual desceu Orellana quando
descobria o Amazonas em 1541, e subiu o capitao-m6r Pedro
Teixeira, commandante da celebre expedicQo que tomou posse
do paiz em nome do rei de Pcrtugal. Estes rios correm todos
na direcego geral de SE. Os dous affis, principals da margem
dir., Huallaga e Hucayalle, teem ambos as cabeceiras no mesmo
n6 de Pasco, junto das fontes do Maranon, correndo o primeiro
como este, para NNO., e delle separado pela cordilheira
oriental, que tern ahi a denominagiao de Central, per causa do
grande espigao que, nascendo nas alturas de Pasco, corre para
o N. e a liste da primeira, dando-se-lhe por esse motive no
paiz o nome de cordilheira oriental. Este espigao que limit A
1este o valle do Huallaga, desapparece ao approximar-se do
Maranon abaixo de Manseriche, inclinando-se entao aquelle rio
para NE., direceao perpendicular a primitive, e corn que
entra no MaranOn. Descendo do no de Pasco para o S., as
aguas reunem-se constituindo o grande e bellissimo lago
Chinchaicocha on de Junin, que esti a 4.050m sobre o
mar, e mede 37 kils. de comprimento e 15 de largura. Deste
lago part o rio Mantaro, um dos pragos mais extensos do
Hucayalle, o qual segue para SE., 4lirecgao opposta A do
Maranon, inclinando-se depois para It.. quando se reune ao
Apurimac, que vem das contravertentes do lago Titicaca na lat.
de 150 0' S 0 Apurimac continuia ainda urnm pouco para liste,


depois para o N. em grande extensao, reunindo-se ao volumoso
Urubamba perto da pov. de Santa Rosa. Ahi perdem ambos o
nome, e toma a corrente o de Hucayalle. Seguindo entao para
NO. at) Sarayaco, tendo autes reeebid) pela esq. o Pachiteia.
Daqui inclina-se para NE., formando um angilo de 900
com a direceao anterior, e assim vai encontrar-se corn o
Maranan. Na confl. parecem ambos iguaes, e nio havendo
motive que justificasse a preferencia, parderam ambos o
nome, dando-se o de Amazonas A magestosa corrente for-
mada peles dous gr ndes rios. Da confl. As cabeceiras mede
o Maranon 1.666 kils. e o Hucayalle 2.060 kils. on mais
40). Est. difl'erenga motivou a opiniao de alguns geogra-
phos que consideram o Hucayalle como o verd deiro pro-
longamento do Amazonas. 0 valle do Hucayalie 6 limitado
a L. per uma collina de pequena altura, que conmeca a
203 kils. proximameite do Amazonas, e segue para o sul
em grande extensio, parallelamente ao rio, at) bem perto
do Madre de Deus, na lat. de 130 3Y' S. Esta collina, im-
pAdindo o escoamento das aguas das cordilheiras na direcAo
natural do NI'., em tao grande distancia, determinou a reuninuo
de quasi totas no leito do H:icayalle, corn exce,)cao apenas das
q',e vertem entire acordilheira central e o espigao oriental. que
formam o valle de Huallaga. Devido, pois. aos accidents do
terreno recebe apenas o tronco dous affis. notaveis pela maurgem
dir., no territorio do Peri, mas que reuaidos, entretanto, con-
correm corn maior tribute que todos os da margem esq. Os rios
que entrain no Amazonas pela margem dir., entire o Hlucayalle
e o Madeira, nao recebem, pois, uma s6 gotta das cordilheiras,
nascendo os principles, Hyavary, Hyutahy, HyiruA e Puruis da
extensa e insignilicante collina, contraforte oriental do ville
do Hucayalle. Per isso nao apresentam estes rios o menor
obstaculo A navegaclo at) perto de suas foates, correndo todos
em um plano sensivelmenbe horizontal, como o Amazonas a
partir do pongo de Manseriche. Na confl. do Maran6a e
Hucayalle tern o Amazonas 2.300 metros de largura e 15 de
profundidade media, sendo a altitude de 93 metros. Penelrando
no territorio do Brazil, em Tabatinga, a 2.330 kils. da cabec'ira
e a 1.320 de Maseriche, a altitude desce a 75m metros, send
a largura de 2.770 mebros e a profundidade midia de 20. Con-
tinuando na direcAo geral de L. recebe, de Tabatinga ate
a foz, na extensio de 3.120 kils., pela margem esq olca on
Putumayo, Hyupura, rio Negro, Urubu, Hyaitunan, Nhbmunida
ou Hayamaund, Trombetas, Patti e Hyary e pela dir. o Hyiavary,
Hyandiatuba, Hyutahy. HyuruA, Teffe, Coary, Purds, Madeira,
Canuman, Abacaxis, Mauds, Tapajose Xingd, alem de oatros
muitos, que nao teem importancia como tribs. do Amazonas, mas
que seriam notaveis em qualquer region. Eatre todos elles avulta
o rio Madeira, que term a partir de sua foz comprimento q masi
igual (4.0)0 kils.) ao do Amazonas, contado do mesmo ponto.
Os da margem esq. nascem todos atW o rio Negro da encosta
oriental dos Andes, nas Republicas do Equador eCol imbia : entire
elles aNham-se os mais notaveisNapo, IA on Putumayo, Hyu-
pura erio Negro, os quaes, naparte inferior de seu curse, appro-
ximam-se muito do tronco correndo parallelamente e ligando-se
por diversos canaes. A pirtir do rio Negro, diminuem de
grandeza os affs., mudando tambem de direcgao relative, quasi
perpendicular ao tronco, descendo todos da cordilheira de
Cayenna, que corre parallelamente ao Amazonas na distancia
de 500 kils em linha recta. Os da margem dir. espandem-se pelo
contrario para o S. e na part superior do curso part SE. come
acontece corn o Madeira quo alcanca a lat. de 19 S., sendo o
ultimoaff. desse lado que verte dos Andes. Do Madeira em diante
ainda recebe o Amazonas dous tribs. de primeira ordem, Tapaj6s
e Xingti que vertem do planalto central do Brazil, alcangando
o ultimo proximamente a lat. de 150. 0 Amazonas cirre pois,
nio propriamente pelo centre do valle, e sim mui proximo de
sea extreme austral. Na extenseo de 4.060 kils. recebe pois o
Amazonas as aguas da cordilheira dos Andes, reunidas nos
principles affs. e constituindo as cabeceiras do proprio tronco,
contribuindo a cordilheira de Cayenna e o planalto central] do
Brazil para a formagao dos affs. apenas na extonsio de 1.410
kils. A part da cadeia dos Andes, comprehendida entire as lats.
de 190 S. e 30 N., e cujas aguas oriundas das chuvas e do degelo
ao mesmo tempo, descem quasi em sua totalidude para former
o grande rio, mede uma extensdo superior a 5.0)0 kils. cons-
tituindo verdadeira corba, onde se encontram todas as riquezas
mineraes e cujos picos alvejam entire as nuvens aureolados de.
neve. Partindo de Tabatinga e penetrando no territorio brazi-
leiro, cortando de 0. a E. os grandes Estados do Amazonas e
Para, a largura do rio e a sua profundidade vAo sempre aug-


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mentando atde foz, send aquella ordinariamente de quatro a
sete kils. e a profundidade de 30 a 80m. Em Obidos a largura
fica rednzida a 1.9'0 metros, augmentando porem a profundi-
dade, que se tem achado de 80 a120 metros, e como avelocidade
da corrente nunca 6 inferior a um metro por segundo, temos
assim que o rio de-pende ahi 76.000m. cubicos per segundo, on
275.000.000 em uma hcra, nominimo ; send superior ade qual-
quer outro rio, indo mesmo aldm de todos os que con fi' en na
bacia do Pacifico. Esse algarismo d6. unia idda da grandeza
do valle e da extraordinaria abi ndancia d'agua que recebe du-
rante o anno. Da part inferior do pongo de Manseriche,
onde a altitude do ro 6 de 152 metros, o dcclive geral ate a foz e
de i para 29.600, send de 1 para 17.600 do Pongo a Tabatinga
(1.320 kils.), na fronteira do Brazil, e de Tabatinga a foz
(3.140 kils.) de I para 41.600. Esteinsignificante declive, que se
estende tambem a dir. e 6 esq. do rio a grande distancia, 6
causa da inui.daclo geral das margens durante a enchente e
dos numerosos canaes que por ellas serpenteiam seni corrente
sensivel durante qu;asi todo o anno, seccando a m6r pa.-te delles
na ausencia das chuvas. A corrente do rio nao soffre grande
alternatives, send o valle quasi horisontal, por causa da diver-
sidade das 6pocas em que enchem a cabeceira e seas affs.
Abrangendo o valle 230 de lat., de 19o S. a 40 N., enchem por
isso os affs. da margem dir. seis mezes antes que os da margem
esq. comegando aquelles em outubro e estes em margo, de modo
que o Amazc nas temn ,im regimen muito regular, recebendo alter-
nativamente ora a contribuicao das aguas quo descem do S. do
valle, ora a das que vem do lado do N. Nas grande enchtntes
por6m, quasi sempre produzidas pelas aguas das cabeceiras e
dos affs. da margem dir., pertiurba-se o regimen normal. cres-
cendo a velocidade e a inundagaodasmarg'ens, assemelhando-se
nesses periods grande parte do valle a uma immensa lagoa
semeada de ilhas. Na part media do rio a difference de nivel
entire a vasante e a enchente vai de 12 a 15 metros, send porem
a media ordinaria 13,5.-As ilbas corresponded em numero e
grandeza As proporcoes do grande rio e sao de origens diversas,
temporarias o ; permanentes ; ilhas do letto, formadas pelo depo-
sito da vasa, augmentando ou diminuindo conform a direceio
das correntes e desapparecendo As vezes completamente no pe-
riodo de uma enchente ; ilhas de circumvallaefo, constituidas
pelos numerosos canaes (furose paranAs-mirins),que partindo do
rio voltam depois a seu leito, tendo percorrido grandes distan.
cias por ambas as margens, ou vao enconLrar os affs. muito
acima de suas embocaduras. Esses canes bifurcando-se, pren-
dendo-se a numerosos lagos, cruzando-seem diversas direcC6es
retalham as margens em fragmentos mais ou menos extensos,
que chamaremos ilhas de circumvallacKo, constituindo final.
mente dous vastos labyrinthos, que 6 dir. e A esq. do rio se
estendem a mais de 100 kils. Esta disposihso hydrographica,
filha da quasi horisontalidade do valle, 6 um dos seus mais no.
taveis caracteristicos. Por intermedio desses canaes pode-se
percorrer mais de 1.000 kils. sem penetrar no leito do Amazonas
ou passar-se de uns para outros affs. independent das aguas
do tronco. Em consequencia da diversidade das dpocas das en-
chentes do tronco e dos affs., as aguas do Amazonas vio penetrar
nestes antes de receber-lhes o tribute, auxiliando-os deste
modo corn o excess do seu cabedal, como por exemplo, o
paranA-mirim Auati-paran6 e Cuxiuara, canaes que levam
as ag.ias do Amazonas aos leitos do HyupurA e Purils
muito acima de suas embocaduras. Dos affs., antes de penetrar
no rio, partem tambem muitos canaes, escoadouros supple-
mentares, que serve durante a enchente, e muitos durante o
anno, reforgados pelos lagos que em numero consideravel
bordam o Amazonas.-Da confl. do Xingi em diante o Ama-
zonas perde a feig4o propria de um rio, adquirindo a de estuario,
ou extenso golf semeado de ilhas. A largura que pouco antes
era de sete kils., passa immediatamente a15, 25 e 40 em frente a
Macapi, estendendo-se de permeio as grande ilhas de Gurup6,
S. Salvador, Vieira Grande, Aruans, Urutahy, Porcos, Con-
ceigio, Cavallos, Para, Jurupary, das quaes medem algumas
de 15 a 50 kils. de comprimento ; no extreme deste archi-
pelago se acha a formosa Caviana, a maior de todas, estendida
trasnsversalmente na foz do Amazonas corn 84 kils. de compri-
mento, verdadeiro quebramar on trincheira colossal que detem
as aguas do oceano, deizando tranquillas as que lhe ficam na
part anterior, per onde se executa a navegaqao com a maior
seguranca. 0 canal que acompania a margem dir. al6m do
Xingui, deita um brago, chamado furo do Limao e depois
Tagypwyu, o qual vai pe-netrar no rio do Para, vasto estuario
Mque recbe as aguas do Aranapu e outros de menor impor-


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tancia, entrando mais adiante o grandiose Tocantins, que
desce ao ocean, passando em frente A cidade de Bel6m corn
20 kils. de largura. medindo a foz 60 kils. entire a ponta de
Magoary da ilh.i Maraj6 e a ponta da Tioca no continent.
O turo Tagypurd separa o continent austral da ilha Maraj6,
ligando-se corn outros que vaio tambem sahir no Amazonas,
cnja margem dir. dahi por diante 6 constituida pqla mesma
ilha Maraj6, que mede 260 kils. de comprimento, 160 kils. de
largura e 25.000 kils. qs. 0 canal da marg-m esq., que segue
peia costa de MacapA, e como o primeiro perfeitinmente nave-
gavel. As aguas do Amazonas escoam-se por dous canaes 6.
dir. e A esq. da ilha Caviana : tendo cada um sete kils. de
h rgura. Logo adiante da ilha Caviana e perto da de Marajo
estende-se a Mexiana corn 50 kils. de comprimento, send
perigoso o canal que separa as duas ilhas, pordm navegavel o
que e abre entire Maraj6 e Mexiana. 0 canal da niargemesq.,
chamado de Araguary, e mais profundo que o da dir. Al6m da
Cavirna estendem-e muitas ilbas, proximas do continents, que
abrigam a navegacdo dos embates do oceano atda foz do rio Ara-
guary, mas que entretanto esta sujeita ao maior parigo que
pole prejudical-a na foz do grande rio. E' neste braqo do Ama-
zonas onde dA-se corn toda a magestade o bello e terrivel
phenomenon da pororoca videe Pororoca), que leva de vencida
os maiores obstaculos. submergindo granules navios, destruindo
ilhas, perfurando as maiores, como a da Caviana e devas-
tando a vegetaq.o das margens. A larg ira da foz principal
deve ser contada propriamente na altura da Cayiana. onde
o rio mede 92 kils. A margem esq. continfia al6m da ilha na
direccd5o primitive de NE ; a dir. porem (face N. de Maraj6)
inclina-se para E. constituindo corn a fronteira de Araguary
um golf, terminado A esq. pela ponta de Araguary e .A dir.
pe!a ponta de Marajd, ficando no fund a ilha Caviana,
como cortina do Amazonas. Contada a largira da ponta de
Araguary a de Maraj6, na altura da ilha Mexiana, acham-se
140 kils ; da mesa ponta de Araguary a de Maguary, em
Maraj6, 280 kils. Na occasido.das enchentes, o Amazonas
penetra no ocean cerca de 400 kils.; tornando muito menos
salgadas as aguas a mais de 200 kils. A influencia da mard
estende-se a 425 kils. acima da foz, chegando quando o rio esti.
mais secco, a 790 kils., na foz do Tapajos, onde 6 entRo bemrn
sensivel a elevadso das aguas, na enchente da mard. Dahi para
cima manifesta-se o phenomenon, nao peia subida das aguas
mas pelo enfraquecimento da corrente do rio, quo fica meio
represado atW 924 kils., na- garganta de Obidos. Corn a
enchente da mar6 as aguas do rio regressam. como que
em busca de suas cabeceiras. e na extensao de 180 kils.
corn grande velocidade que vai a cinco milhas nas mars das
sizygias e um pouco mais nas do equinoxio. Esta circum-
stancia, devida em grande parte 6A grande altura a que attinge
a mar6 na foz do Amazonas, que vai al6m de cinco metros, e 6.
horizontalidade do rio em grande extensao, favorece estrema-
mente a navegacao, que se realisa alli em ambas as direccoes
do rio, independent da forga do vento ou de qualquer outra
e s6mente corn o auxilio da corrente, contra a qual nao se aven-
turam as canoas, vencendo corn vantage apenas os barcos a
vapor. E' por isso que se calculam alli as viagens, nao polo
tempo gasto, mas sim plo numero de mars precisas para ellasse
realizarem. Sobem coin a enchente e descem corn a vasante as
canoas, estacionando em ambas as direcc6es, logo que se ma-
nifesta a corrente contraria, proseguindo-se na viagem quando
voltam as aguas na direcceo favoravel. 0 Amazonas e seus
affs. offerecem navegaCio livre e constant na extensio de
52.000 kils., da foz ao pongo de Manseriche. e em seus affs.
das embocaduras As primeiras cachoeiras. Desta extensilo
pertencem ao Brazil 40.000 kils. A1in das cachoeiras, s6 na
part superior do valle do Madeira, contam-se 6.000 kils. per-
feitamente navegaveis no territorio da Bolivia e do Brazil. E'
como um prolongamento do ocean a vasta bacia do Amazonas,
onde tambem como alli pode estender-se o commercio e corn
elle a civilisac o corn o transport mais barato. A pop. do
valle, pertencente aos diversos Estados, que o dominam 6 pro-
ximamente de 6.000.000 de habs., e o valor dos generous
exportados de 40.000:000, provenientes quasi todos da indus-
tria extractiva)). (Dr. J. M. S. Coutinho). 0 Amazonas,
denominado Parai '-aas't pelos indigenas, foi descoberto em
1500 por Vicente Yanez Pinzon, que deu-lhe o nome do
Mar-dlcee. Pretendemn as hespanhoes que foram suas tabe-
ceiras dascobertas pelo capitfo Maran6n. videoe Maranhko),
que fazia part da expedigco de Pizarro, e dahi o nome de rio
Maranhbo, que ainda nruitos the dko, at6 Tabatinga. Quarenta








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annos depois da descoberta de Pinzon, den Francisco Orellana
a este rio o nome de Amazonas, p3lo qua 6 universalmente
conhecido, por haver, segndo pretende, encontrado na foz
do Nhamunda. mulheres guerreiras, corn as quaes combateu.
Os indigenas chamavam-nas Icamiabas e Orellana deu-lhes
o nome de Amazonas. Suppunha-as elle habitadoras das
cabeceiras do Nhamunda, na serra Itacamiaba, e guardadas
por varias tribus ferozes, que habitavam as margins do
Nhamundi. < A existencia das Amazonas, diz o conego
Bernardino de Souza. 4 ainda um dresses problems com-
plexos, que a historic nao tern podido resolver. E' verda-
deira ou falsa a narraggo de Orellana? Existiram ou nao as
Amazonas? Ha quem affirme a sua existencia, assim como ha
quem consider a narragio do viajante hespanhol como uima
das muitas fabulas de que estA incada a historic >). 0 Dec.
n. 3749 de 7 de dezembro de 1866 estatuij o seuinte: intuito de promover o engradecimento do Imperio, facilitando
cada vez mais as suas relacGes internacionaes. e animando a
navegaago e commercio do rio Amazonas e seus affs., dos rios
Tocantins, e S. Francisco ouvido o meu Conselho de Estado,
hei p-ir bem decretar o sezuinte:- Art. I. Ficard aberta, desde
o dia 7 de setembro de 1867, aos navios mercantes de todas as
nace6s a navegaqao do rio Amazonas atW a fronteira do Brazil,
do rio Tocantins ate Camet6, do Tapajoz atd Santarem, do
Madeira at4 Borba e do rio Negro ate Man6os. Art. II. Na
mesma data lixada no art. I, ficard6 aberta a navegagco do
rio S. Francisco atd a cidade do Penedo. Art. III. A
navega~.o dos affs. do Amazonas, na part em que so uma
das margens pertence ao Brazil, flea dependendo de previo
ajuste corn os outros Estados ribeirinhos sobre os respecti-
vos limits e regulamentos policies e fiscaes. Art. IV. As
presents disposigoes em nada alteram a observancia do que
prescrevem os tratados vigentes de navega-ao e commercio corn
as Republicas do Perd e Venezuela, conform os regilamentos
ja expedidos para esse fim. Art. V. Os meus ministros e
secretaries de Estado, pelasrepartio5es competentes promoverio
os ajustes de que trata o art. III, e expedir6io as ordens e re-
gulamentos necessarios para a effective execugao deste Dec.
-Antonio Coelho de Sd e Albuquerque... >) Em virtue desse
Dec., a 7 de setembro de 1867, achando-se a bordo da corveta
a vapor Paraense e ao NO. da ilha Cotijuba, na bahia de Ma-
raj6, onde reunidas correm as aguas do Tocantins e Amazonas,
o president e commandant das armas do Estado do Para, o
Exm. Sr. Joaquim Raymundo de Lamare, corn todas as autori-
dades supariores do mesmo Estado, foram declarados abartos 6.
navegac1o.das bandeiras commerciaes de todas as nacoes os
rios Amazonas ate ii fronteira, Tocantins atd Cameti, Tapaj6z
atd Santardm, Madeiraati Borba e rio Negro ace Manaos 1.
AMBAR. Rio do Estado de Pernambuco; desagaa no
Oceano entire a ponta de Olinda e a de Pedras, proximo a pov.
de Pilar (Roteiro de Ph. Fr. Pereira).
AMBAS AS AGUAS. Log. do Estado da Bahia, no rio Bu-
ranhem, que e navegavel atd ahi porsumacas. (Inf. loc.)
AMBAYJ. Igarapi do Estado do Amazonas, aff. da margem
esq. do rio Padauiry, trib. do Negro. Sua foz fica entire a dos
igarapis Ucuqui e Jutahy.
AMBAYUA. Rio do Estado do Amazonas, aff. da margem
dir. do rio Padauiry, trib. do Negro. Sua foz flea entire a dos
rios Magarandiua e Sumauma.

I Devido aos esforgos do professor allem0io Kloden, publicou a So-
ciedade de Geographia de Berlim uma lista dos 375 maiores rios da terra.
0 primneiro logar 6 occupado polo Nilo, cujo curse, hojg conhecido, 6 de
mais de 6.000 kils.,tendo por conseguinte 1.500 kils mais que o Amazonas,
julgado o maior por muito tenpo, mas que 6 ainda o superior quanto a
Areadas respectivas bacias. 0 seguinte quadro cont4m os quatro maiores
rios e a extensao de suas bacias.


RIOS PAIZES EXTENSAO BACIA

kils. kils.
Nilo ................ Egypto............. 6.470 4.562.512
Mississipi Missouri... Estados-Unidos.... 5.882 3.201.543
Yang-tse-Kiang....... China............... 5.032 1.940.197
Amazonas .......... Brazil.............. 4.929 7.337.162


AMBE. Rio do Estado do Par6; banha o mun. de Souzel e
desagua na margem esq. do rio Xingd. (P. Theodosio No-
gueira. Vigario de Souzel.)
AMBE. Lago do Estado do Amazonas, no mun. de Macapi .
(Inf. loc.)
AMBROZIA. Corrego do Estado de Goyaz, banha o man.
de Santa Luzia e desagua na margem esq. do rio Verissimo.
(Inf. loc.)
AMBROZIO (Santo). Pov. do Estado do Pernambuco, na
coin. de Tacaratu, a 31kils. 0. desta villa, na margem esq.
do rio S. Francisco.
AMBROZIO. Uma das denominag6os locaes da serra do
Itambd, no Estado de Minas Geraes, entire Serro eS. Jo6.o
Baptis.a.
AMBROZIO. Serra e rio do Estado do Rio de Janeiro, no
mun. de Angra dos Reis.
AMBROZIO. Ilha na bahia do Rio de Janeiro, proxima a
de Paqueti. dixporta cal. Era outr'ora conhecida p)r ilha dos
Ferros. Soa nome act tal provdm de ter sido ella propriedade
de Ambrozio Josd das Flores, fallecido em 1870.
AMBROZIO. Ponta na lagoa de Araraama do Estado do
Rio de Janeiro, entire oporto do Carro e a Guela de Pato.
AMBROZIO. Riacho e ssrra do Estado de Pernambuco, a
margem esq. do rio S. Francisco, abaixo do rio Pajehu e pro-
ximo da pov. de Sabiuca. (Halfeld).
AMBROZIO. Riacho do Estado de Pern ambuco, no mun.
da Floresta.
AMBROZIO. Rio do Estado do Rio de Janeiro, rega o
mun. de Macacd.
AMBROZIOS. Parochia do Estado do Parana, no mun. de
S. Jos6 dos Pinhaes; corn uma esch. publ. do inst. prim.
creada pela Lei Prov. n. 247 de 22de abril de 1870. Ageneia
do correio. Orago N. S. das Dires e diocese de S. Paulo. Foi
creada frog. pela Lei Prov. n. 708 de 25 de novembro
de 1882.
AMBROZIOS. Log. do Estado do Santa Catharina, na freg.
de S. Joaquim de Garopaba.
AMBROZIOS. Praia perto da cidade do Desterro, capital
do Estado de Santa Catharina.
AMBROZIOS. Corrago do Estado de S. Paulo, aff. da
margem dir. e proximo a foz do rio Pardo, trib. do Parana.
AMBUA. Riacho do Estado do Parahybado Norte, aff. da
margem esq. do rio Abiahy. (B. Rohan. Msc.)
AMBUAS. Aborigenes que dominavam em parte do Estado
do Amazonas. Foram domesticados e transferidos. em 1753,
pelo missionario Jose de Santa Thereza Ribeiro, para a entao
villa de Nogaeira, nas margens do rio Teff6. Alexandre Ro-
drigues Ferreira, Ignacio Accioli, Baena e Ayres de Cazal
fazem menai.o delles nas antigas povoaodes de Nogueira e
Alvardes.
AMELIA. Colonia do Estado do Maranhio, situada nas
mattas virgens cortadas polo rio Caquaira, 48 kils. da cidade
de Tury-assd.
AMELIA, Rio do Estado de Santa Catharina, atravessa
terras da colonia Grjo Para.
AMERICA. Nucleo colonial do Estado do Parana, fuadado a
i.500m da cidade de Morretes.
AMERICA DOURADA. Pov. do Estado da Bahia, no man.
do Morro do Chapno ; corn uma esch. publ. de primeiras let-
tras, creada pela Lei Prov. n. 2.009 de 15 de jnlho de
1880.
AMERICANAS. Rio do Estado de Minas Geraes, na com.
do Rio Jequitinhonha. E' formado por tres ribeiros, que nas -
cem da serra das Esmeraldas, e lanqa-sa na margem esq. do
rio Preto, a 17 kils. da sua foz no Mucury. Hartt, em sua
descripg&o do rio Jequitinhonha, o d6 como affluente do Mu-
cury.
AMERICANO. Nucleo colonial do Estado do Para, na frog.
de Benevideas 6. margem da estrada de Braganga Tem uma
estacdo da E. F. de Braganqa.


AMB,


AME









- 72 -


AMERICANO. Rio do Estado do Para; banha a colonia
Aped e une-se ao Ita, aff. do Caraparti, que o 6 do Guama.
AMERICANO. Rio do Estado de Santa Catharina; des-
agua na margem dir. do Urussanga.
AMERICO. Rio do Estado do Parana, trib.d ( margem esq.
Io Iguasdi. Sua foz fica entire a dos ros Sant'Anna e Santo
Antonio. E' mencionado na Carta Geral do Imperio e na Geog'.
Physical do Wapoeus pag. 141.
AMIGUEA. Igarapd do Estado do Amazonas; desagua no
rio Negro, entire o das Criancas e o da Boa Vista.
AMMAYANU'. A mais occidental bocca do rio Branco, 11
mnilhas distant da primeira e 144 leguasda foz do rio Jamundfa
(Araujo Amazonas). No dia 1 de janeiro de 1781 pelas 10
horas da noite embarcamos no porto de Barcellos corn tires
ol lados em dons b toes. uni de setee outro deo cinco remo por
banda. Fomnos dormir a Poiares, donde sahimos no dia 2 e
fomos dormir em Carvoeiro. No dia 3 atravessamos o rio, e corn
andamne to de cinco milhas chegamos A bocca do furo Amaiyau,
por onde navegamos e fizemos pouso corn andamento de
q-atro leguas. Lat. A 10 15' (Diario do capitoo Ricardo Franco
e Dr. Antonio Pires Pontes polo rio Branco). Tamnbem es-
crevem Amayawui.
AMOCAHY. Uima das malocas da tribu Mauhls, antigos
M)gues; no Estado do Para. (B. Rodrigues. Rio Tapajos.
1875, p. 134).
AMOGUEJA. Vide Amoquejci.
AMOLA-FACA. Log. do Estado de Goyaz, no dit,. do Rio
Claro.
AMOLA-FACA. Rio do mun. de AraranguA, no Estado de
Santa Catharina, desagua no rio Araraugua.
AMOLA-FACA. Rio do Estado de Minas Geraes, aff. da
margem esq. do rio do Pouso Alto, trib. do Parauna. (Inf.
loc.)
AMOLA-FACAO. Log. no dist. de Itapoca da freg. de Ca-
riacica. no Estado do Espirito Santo.
AMOLA FAQUINHA. Rio do Estado de Santa Catharina,
afl, do rio AraranguiA.
AMOLA FLEXAS. Log. no mun. do Rio Negro, no Estado
do Paran6.
AMOLA-FLECHAS. Ribeirao aff. da margem dir. do rio
Negrinho, que 6 trib. do Negro, este do Iguassld este do
Parana.
AMOLA MACHADO. Corrego do Estado de Goyaz.atravess i
o cimi:iho que da capital vai para o arraial de Ouro Fino e
desagta no rio Vermetho.
AMOLAR. Log. do Estado das Alagdas no termo do Passo.
AMOLAR. (Serras). Vide Pedras de Amolar.
AMOLAR. Ribeirao do Estado de Matto Grosso, no mun.
lo Diamantino. Corre a OSO. e na distancia de 30 kils.;
recebe um ribeiro que traz aguas das Sete Lagoas. (( Talvez,
diz o B. de Melgaco, deva ser considerado conmo a primeira e
principal origom do rio Paraguay.>) Desagua pela margem dir.
no rio Paraguay.
AMOLAR. Cachoeira no rio CuyabA, no Estado de Matto
Grosso, acima da do Burity.
AMONTADA. Pov. do Estado do CearA, creada parochia
pela Provisao de 30 do agosto de 1757. Orago S. Bento. Foi
transferida para a capella de N. S. das Mercls da villa da
Imperatriz pela Lei Prov. n. 364 de 29 de julho de 1846. Deixou
de ser matriz dessa villa em virtude da Lei Prov. n. 1249 de
22 de dezembro de 1868 ter transferido para a mesma villa a
sode da matriz da pov. de S. JosS sob a invocacgo de N. S. das
Merces. Foi creada parochia do mun. da Imperatriz pala Lei
Prov. n. 1579 de 18 de setembro de 1873. Elevada A cathegoria
de villa pelo art. I da de n. 1735 de 30 de agosto de 1876, foi
rebaixada dessa cathegoria pelo art. Ida de n. 1776 de 23 de
novembro de 1878, restaurada pela Lei n 2082 de 29 de agosto
de 1884. Installada a 4 de maio de 1887. Fiea-lhe ao poente o
riacho Mirim e ao N. o rio Aracaty-assoi. Pertence ao 20
(list. electoral, cuja sede 6 a cidade de Baturite. Sobre limits
vide : Lei Prov. n. 1838 de 17 de setembro de 1879; art. II, da


de n. 1776 de 23 de novembro de 1878 ; art. 20 da de n. 1735
de 39 da agosto de 1876 : art. II da de n. 1643 de 19 de setembro
de 1874. -Em 1881. alistaram-se nella 32 eleitores. Com-
prehende o dist. do Mundahd. Foi transferid a a sde do mun.
para a pov. de S. Pedro de Tymbatiba pelo Dec. n. 43 de 13 de
agosto de 1890.
AMOQUEJA. libeirao do Estado de Matto Grosso corre
parallelo corn o Tererd de E. a 0. por entire a cordilheira do
Ranchinho at4 desembocar no rio Paraguay. Encontramos
tambem escripto Amoguej'i.
AMORA. Riacho do Estado de Pernambuco, entire Santo
Antao e S. Jos6 dos Bezerros.
AMORA. Ribeirao do Estado de Santa Catbaripa, nasce na
serra de Tijucas e lanca-se no rio do Braco. ao siul. Tambem 6
conhecido por Vareta.
AMORAS. Log. no termo de Araraquara do Estado de
S. Paulo.
AMORE. Riacho do Estado do CearA, aff. do rio Fi-
gueiredo.
AMOREIRAS. Pov. do Estado da Bahia, no mun. do
Itaparica, coin urma eseh. publ. de inst. prim., creada pela
Lei Prov. n. 1883 de 23 dejunho de 1879.
AMOREIRAS. Pequeno rio do Estado da Bahia, na ilha de
Itaparica.
AMORES. Ilha na cidade de S. Paulo, capital do Estado
deste nome, no rio Tamandoatehy ; coin umn elegant jardim
e passeio franqueado ao public na admninistragao do president
Dr. Joao Theodoro Xavier.
AMORES. Ilha no rio Iguassil, proxima da foz do rio
Timbo.
AMORES. Ilha no rio Abaetd, aff. do S. Francisco, no
Estado de Minas Geraes. Denomina-se hoje Alferes. Em uma
noticia, que nos foi remettida do dist. de Nova Lorena, sobre
os garimpeiros que ahi se estabeleceram antigamente, 1-se o
seguinte: da antiga villa do Principe, hoje cidade do Serro, ligado a di-
versos companheiros, deu combat aos indios Abaetes, no logar
denominado Matinada, seis kils. abaixo do arraial, na margnem
dir. do rio Abaete; nesse logar foi extincta aquella tribu por
causa dos amores de Roleman, filha, do Page da tribu, corn
Muniz. Este chefe dos garimpeiros, depois de extincta a tribu,
habitou corn Roleman numa gruta que tomou o seu nome e
numa ilha que ficou-se chamando dos Amores o.
AMORIM. Log. no Estado de Pernambuco, no termo do
Bom Conselho.
AMORIM. Log. do mun. da Capital Federal, na freg. de
Inhauma.
AMORIM. Ribeirio do Estado do Rio de Janeiro, aff. da
margem dir. do rio Muriahd.
AMORIM Ribeiro do Estado de Santa Catharina; desagua
na enseada denominada Sacco Grande de Itacolomim.
AMORINS. Pov. do Estado de Minas Geraes, na freg. do
Desterro do Mello.
AMPARO (N. S. do). Cidade c mun. do Estado de S. Paulo,
sede da corn. de seu nome; a 46 kils. das cidadeo de Itatiba,
de r_'i. in e Campinas, 18 da Serra Negra, 45 do Soccorro,
e a 7' .1I. .-apital; situada A margem esq. do rio Camando-
caia ; atravessada pelo ramal da E. de F. Mogyana; grande
productora de cafe. Orago N. S. da Conceicao e diocese de
S. Paulo. Sobre sua fundacgo diz o Sr. Azevedo Marques: ((Ha
mais de 60 annos, os individuos de nomes Joao Bueno, de
Braganca, sargento de ordenancas, Francisco Xavier dos Passos,
de Atibaia; Manoel Vaz Pinto, de Braganga; alferes Antonio
Joaquim de Alneida, de Nazareth ; Manoel Antonio Pereira,
de Braganca; Joao e Lino Domingues, de Atibaia; em diffe-
rentes dpocas estabeleceram-se no territorio do Amparo,
attrahidos pela fertilidade do solo, que entao era sertgo
rodeado pelos terrenos de Serra Negra, Braganca e Cam-
pinas. Em 1818, vindo de Atibaia Francisco Silveira Franco
estabeleceu-se em territorio da entio freg. de Serra Negra,
nas proximidaded daquelle que se explorava, e em 1828 pas-
sou-se delinitivamente para a capella de N. S. do Amparo,


AMP


AMO








- 73 -


onde existia apanas uma pequena ermida edificada e man-
tida pela devoQgo dos moradores, e onde foi dita a
primeira missa pelo capellao contractado padre F. Figueira,
que f doi s substituido pelo padre Elias e este pelo padre
Roque. Em 1829, Silveira France e o ajudante Pedro Nunes
obtiverarn Provisio do Bispo D. Manoel creando capella
curada o territorio do Amparo. ) Foi essa capella creada
parochia do mun. de Braganca pela Let Prov. n. 6 de 4
de marqo de 1839; elevada A cathegoria do villa pela de n. 5
de 14 de marco de 1857 e A de cidade pela de n. 24 de 28
de minaro de 1865. Foi creada coin. pla Lei Prov. n. 78 de
21 de abril de 1873 e classificada de primeira entr. pdlo Dee..
n. 5298 de 31 de maio do mesmo anno. Pertence ao 7o dist.
electoral, cuja side 6 a cidade de Campinas. Em 1881, alista-
ram-se nella 318 eleitores. A pop. 6 de 17.000 habs. Alem da
matriz, possue as egrejas de Nossa Senhora do Rosario e Santa
Cruz, a de S. Benedicto em construccdo e a cap-lla do Senhor
Bom Jesus no bairro dos Farias, elevada a freg. em 1887. Tern
o hospital Anna Cintra, o theatre Joao Caetano e importantes
estabelecimrntos commercials. E' ligada a Soccorro e Serra
Negra par uma estrada atravessada pelo rio Camandocaia.
Agencia do correio. Estacao telegraphica. Eschs. publs. de
inst. prim. A lavoura do mun. 6 a do cafe, a que se presta
admiravelmente o solo. Sobre suas divisas vide: Lei Prov.
n. 17 de 22 de abril de 1863; art. I da de n. 51 de 12 de
abril de 1865: art. I da de n. 5 de 20 de fevereiro de 1866:
n. 18 de 16 de marco de 1866: n. 12 de 8 de julho de 1867:
de 18 de abril de 1870; n. 50 de 7 de abril de 1871; n. 69
de 12 de abril de 1871: n. 65 de 4 de junho de 1877, Com-
prehende os bairros do Corrego Vermelho e da Cachoeira. A
Lei Prov. n. 97 de 21 de abril de 1885 conceded privilegio
para a construccao de uma linha de bonds, de tracqao animada
ou a vapor, entire a cidade do Amparo e a villa da Snrra
Negra. 0 mun. e em geral montanhoso, destacando-se por
isso bern dos inuns. visinhos de Mogy-mirim. Campinas, Ita-
tiba e Braganca e confundindo-se corn os d' Soccorro e Serra
Negra. Sao tres as sierras importantes que atravessam o mun.:
a do Pantano, que serve de limited a E. entire o Amp iro e
Braganca; a do Caraguate, que atravessa o Amparo de SE. a
NE. constituindo uma ramilicaQao da Serra Negra; a do
Lambedor, que atravessa-o de S. a N., constituindo tambem
uma outra ramificacao daquella serra. A pop. da cidade 6 de
2.600 habs. e a do mun. de 17.000. Grande cultural de cafe.
AMPARO. Villa e mun. do Estado de Minas Geraes, ex-
parochia do mun. de Oliveira. Orago Santo Antonio e diocese
de Diamantina. Foi creada parochia per Dec. de 14 de julho
de 1832. Esta situada na margem dir. de um pequeno cor-
rego, tribe. do rio Jacar6. Cultura de fume, cafe, milho, feijao,
arroz, canna e mamona. Criacfo de gado vaccum, cavallar,
lanigero e suino. Seu territorio 6 atravessado por diversas
estradas, que poe a parochia em communicacqio corn outras
localidades do Estado. Foi elevada a villa pela Lei Prov.
n. 3270 de 3 de outubro de 1884. Ternm duas eschs. publs. de
inst. prim. Pertence ao 60 dist. eleitoral, cuja sIde e a cidade
de S. Joao d'El-Rei. Em 1881. tinha 51 eleitores. Agencia do
correio. Sobre suas divisas vide, entire outras. a Lei Prov.
n. 2670 de 30 de novembro de 1880; us. 3332 e 3337, ambas
de 8 de outubro de 1885.
AMPARO (Nossa Senhora do). Parochia do Estodo de Ser-
g!pe, creada pelo art. II da Lei Prov. n. 1167 de 5 de maio
de 1880 coin uma parte do territorio da fre,;. de Nossa Se-
nhora de Guadelupe da cidade da Estancia. Ori'i"-c N'. -i Se-
nhora do Amparo e diocese archiepiscopal de S % i! ,....r Foi
supprimida pela Lei Prov. n. 1235 de 3 de maio de 1882.
AMPARO (Nossa Senhora do). Parochia do Estado do Rio
de Janeiro, no mun. da Barra Mansa, cerca do 33 kils. ao NE.
desta cid,'de, na margem esq. do rio Turvo. aff. do Parahyba
do Sul. Seus habs., calculados em 5 000, dedicam-se A lavoura
do c:fl e cereaes. A egreja matriz tein a invocag io de Nossa
Senhora do Amparo e deponde da diocese de S. Sebastlio. 0
titulo de parochia foi-lhe concedido pela Lei Prov. n. 308 de
29 de marco de 1844. Dessa freg. part uma estrada, que vai
entroncar-se na de Santa Isabel do Rio Preto. Pertence ao
110 dist. eleitoral, cuja s6de 6 a cidade da Barra Mansa. Em
1881. alistaram-se nella 41 eleitores. Sobre suas divisas vide:
Lei Prov. n. 1393 de 1868 e n. 1470 de 1869. Tern agencia do
correio e duas eschs. publs. do inst. prim. Dista 18 kils. da
Volta Redonda e dos Quatis, 15 de S. Joaquim. 24 de Santa
Isabel.
DICC. GEOGR. 10


AMPARO Pov. do Estado de Pernambuco, na ilha de
Itamaraci, corn uma bella egreja consagrada a Nossa Senhora
do Patrocinio.
AMPARO (N. S do). Pov. do Estado de Sergipe, no mun.
de Proprid, na margem dir. do rio S. Francisco; fronteiro ao
morro do Gala ; corn uma esch. publ. de inst. prim. creada pela
Lei Prey. n. 1131 de 18 de mario de 1880; e umna capella.
AMPARO. (N. S. do). Capella da freg. de N. S. da Oli-
veira dos Campinhos. mun. de Santo Amaro. Estado da Bahia.
Foi desmembrada da freg. de S. Pedro do Rio Fundo pela Lei
Provy. n. 417 de 27 de maio de 1851. Diocese archiepiscopal
de S. Salvador.
AMPARO. Log. do Estado do Rio de Janeiro, na freg. de
S. Jose do Ribeirao.
AMPARO. Log. do mun. da Capital Federal, na freg. de
Inhauma.
AMPARO. Bairro da parocbia do Tibagy, no Estado do Pa-
rana, corn uma esch. publ. de insb. prim. para o sexo mascu-
lino, creada pela Lei Prov. n. 758 de 19 de novembro de 1883.
AMPARO (N. S. do). Assim denominou-se em seo prin-
cipio 0 forte de N. S. d'Assumpqdo do Estado do Ceara. Vide
Asswumpgdo.
AMPARO. Uma das estacoes da E. de F. Mogyana; no
Estado de S. Paulo, no Ramal do Ampara, no kil. 65, a conLar
da estag o do Jaguary.
AMPARO. Ramal da E. de F. Mogyana, no Estado de
S. Paulo. Tern 30 kils. de extensio; part da estacao do Ja-
guary e, palo valle desse nome, desenvolveose ate passar para
o do Camandocaia, que percorre ate a cidade do Amparo. Torn
as estacoes da Pedreira, dos Coqueiros e um tunnel de h10n, de
extensao entire os valleys do Jaguary e do Camandocaia.
AMPARO. Riacho do Estado de Pernambuco, trib. da mar-
gem esq. do rio Capiberibe.
AMPARO. Ribeirio do Estado do Rio de Janeiro, banha.,o
territorio da freg. de S. Jose do Ribeirao e dasagua no rio
deste nome.
AMPARO. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, no mun.
de Oliveira; desagua na margem esq. do rio Jacard, aff. do rio
Grande. 0 Dr. Oiticica no seu folheto Notas sobre o mun.
dce Oliveira dI este ribeirio desaguando no Itapecerica.
AMPARO DA SERRA (N. S. do). Dist. creado no mun.
de Ponte Nova, do Estado de Minas Geraes, pelo art. I da
Lei Prov. n. 1904 de 19 de julho de 1872. Tern uma esch.
publ. de inst. prim. Foi desmembrado da freg. de S. Sebas-
tiao da Pedra do Anta e mun. de Santa Rita do Turvo pelo
art. II da Lei Prov. n. 2165 de 20 de novembro de 1875.
Agencia do correio.
AMUS. Tribu indigena do Estado de Matte Grosso; habitat os
affs. do Xingfi, pouco acima do Ronuro (Paula Castro, Relat.
do Xingud).
AMUTUTURA. Lago na margem dir. do rio Purds, aff.
do Solim6es, entire os rios Apituan e Mary. (Dr. S. Coutinho).
ANA-ANA-ANA. (Casa de gigante) Serro na fronteira do
Brazil corn a Republica de Venezuela. E' um dos picos da serra
de Curupira e fica proximo do pico mais alto da serra Ta-
macoary.
ANABIJL. Rio do Estado do Para, na ilha Maraj6. Corre
pelo man. do MuanA e desagua no rio Abtu. E' o mais im-
portante aff. do AtuA; tern suas nascentes muito alam das
deste ultimo, 6 bem povoado, centro de ,rande commercio,
todo fiavegavel a vapor e notavel pela estabilidade da largura e
profundidade na part navegavel do seu curso. Nibo menus
volumoso quoe o Atua.
ANABIJU-MIRIM. Pequeno rio do Estado do Para, banha
o mun. de Muana e desagua no rio AtuA pela margem esq.
ANABO. Ilha no rio Negro, aff. do Amazonas, no Estado
deste nome. Fica proxima das ilhas denominadas Frechal,
Afaro, Morcego, Curemina e outras.
ANACA. Uma legua acima de Alvaraies (Amazonas) esti
a ponta do Parauari, que significa papagaio pequeno no idioma
Tupinambil; defronte desta ponta se acha a grande ilha A4nac


AMP


ANA








- 74 -


desaguando o rio Jupura na part septentrional, fronteira a!
mesma ponta. logar este onde antigamente houve umna pov.
curada, que se mudou para Nogueira (Accioli. Chorog. Paraensc
p. 304). Em uma intf. que recebemos do Estado l1-se Anlacd.
0 Sr. C. Azevedo escreve Uanaca.
ANACLETA BRANCO. E' assim denominado um pequeno
banhado, ou mais propriamente um tanque, existente no mun.
de Jacarehy do Estado de S. Paculo.
ANACLETO. Cortego do Estado de Goyaz: vai para o rio
Verumelho do Pilar ou so ou reunido a outros. E' tambem de-
nominado Estiva.
ANADIA. Villa e mun. do Estado das Ulagoas, s6de da
corn. do seu nome, proximna da margem dir. do rio S. Miguel,
78 kils. a 0. da cidade das Alagoas. 0 terreno 6 fertil, sendo
o algoddo o principal artigo do seu commercio. Orago N. S.
da Piedade e diocese de Olinda. A pop. 6 avaliada em 10
a 11.000 habs. Possue quatro capellas filiaes: Pindoba, Tan-
que da Area, Tapera e Cannabrava. Foi elevada a categoria
de villa em 18 de novembro de 1801 pelo governador interino
da capitania de Pernambuco. Installada em 20 de dezembro do
mesmo anno pelo ouvidor-geral e corregedor da corn. Manoel
Joaquim Pereira de Mattos Castello Branco. E' com. de ia
entr., creada pela Lei Prov. n. 3 de 22 de janeiro
de 1838 e classilicada pelos Decs. nus. 687 de 26 dejulho de 1850
e 5079 de 4 de setembro de 1872. Em sua origem foi uma pov.
de indios, sob a denominagio de Campo do Arraial de Inlia-
muns. Pertence ao 40 dist. electoral, cuja sede 6 a cidade de
S. Miguel. Em 1881 alistaram-se nella 122 eleitores, tendo
sido em 1883 incluidos no alistamento mais 19. Agencia do
correio e duas eschs. publs. de inst. prim.
ANADIA. Rio do Estado doE. Santo; nasce numa lagoa
e vai desaguar no rio Doce pela margem dir. Em sua foz fica o
quartel do mesmo nome. (Dice. geogr. de C. Marques).
ANAJA-MIRIM Rio do Estado do Pard, na ilha Maraj6;
desagua na margem dir. do Arary.
ANAJ.AS. Villa e mun. do Estado do Para, ex-parochia do
mun. de Breves, na margem esq. do rio de seu nome, em ter-
reno fronteiro a foz do rio MocoSes. Orago Senhor Menino
Deus e diocese do Para. Foi creada parochia pelo art. I da
Lei Prov. n. 596 de 30 de selembro de 1869; extincta pelo art. I
da de n. 908 de 5 de junho de 1878; restaurada pela de n. 963
de 8 de margo de 1880; extincta pela de n. 1094 de 6 de novem-
bro de 1882; restaurada pela de n. 1216 de 26 de novembro de
1885, que deu-lhe os mesmos limits marcados na Lei de 1869.
Elevada a villa pela de n. 1252 de 25 de novembro de 1886 e
installada em 16 de agosto de 1887. Tern duas eschs. publs. de
inst. prim. Agencia do corroeio. Pertence ao 40 dist. electoral.
Em seu trabalho Inforima5oes sobre as comarcas da prov. do
Pard (1885) diz o sr. Manoel Baena: ( important pelos seuns abundantes seringaes, est. situado na
margem esq. do Anajas, quasi em frente do ponto de confl.
deste rio corn o de Mocooes ; cerca de 18 casas de telha e duas
de palha, send qua em lima destas 6 que celebran-se os acts
religiosos. Uma esclh. corn 46 alumnos, cinco estabelecimentos
commercials, cemiterio, etc. Dista 140 kils.. pouco mais on
menos, da sdde da com., corn a qual secommunica s6mente p-la
via fluvial. Calcula-se em 5 000 habs. a pop. do dist., em sua
maioria compost do forasteiros, que alli prrmanecem sdmente
durante o verdo e emquanto dura a extracmao do precioso pro-
ducto. Sea port 6 mii frequentado por vapores e embarca oes
a vela.), Sobre suas divisas vide Lei Prov. n. 1300 de 28 de no-
vembro de 1887; n. 1334 de 19 de abril de 1888.
ANAJAS. Sylvicolas que habitavam em part do Estado do
Parad.
ANAJAS. Ilha do Estado do Par,. na costa e a 0. da barra
do rio Gurupy.
ANAJAS. Rio do Estado do Para. E' o mais extenso e vo-
lumoso dos rios da ilha Maraj6. Tern sua origem nas campinas
centraes a 0. do lago Arary e das fontes do rio deste nome, e
engrossa-s- successivamnente corn o rio Mocodes, que vem dos
Mondongos, com o Cururd, que sahe quasi das immediaces da
contracosta fronteira 6i ilha Maxiana, corn o MapuA e outros rios
menores. Entra na bahia dos Vieiras, no Amazonas. depois de
communicar-se corn o Cajdi-nua e corn o Arama, que pode ser
considerado como um grande braco que elle lanca para o 0.
0 Anajas, largo e corn fundo de 15 a 30 bragas em umna metade


do seu cursor, offerece navegaqio extensa e livre de perigos,
havendo somente um grande baixo f6ra ja da sna barra. As
margens sao, em geral, de terra firm, muito ferteis e arbori-
sadas, except nas cabeceiras do rio, onde s6 ha campos occupa-
dos por muitas fazendas de criacao de gado. Os products na-
turaes de suas margens consistem quasi exclusivamente em
borracha, de que ha prodigiosa abundancia. Descrevendo-o, diz
o Sr. F. Penna: (E' o segundo rio em extens.o e importancia ;
forma-se de dous ramos: do Anajis proprio que sahe de uma
das haixas do centre e segue para o 0. e do Mocooes que part
da ilha do Camaledo na beira dos Mondongos e segue a SO.
ate o Anajas, defronte da pov. deste none. Daqui o rio segue
para NO. atd encontrar o paraniamirim do Arama, que e o
limited entire a ilha de Marajo e o Estuario do lado occidental,
onde terminal o rio ; mas 6 costume dar-se a este limited do
Estuario o mesmo nome de Anajas ate a bahia do Vieira. 0
Anajas 6 livremente navegavel a vapor ati a pov. do seu nome
e o 6 ainda cerca de 80 milhas em qualquer dos seus dous
ramos; o sea curso porem 6 muito sinuoso, principalmente nestes
ramos, tornando por isso morosa a navegacgio>. Em sua foz fica
a ilha do Jacard.
ANAJATEUA. Igarapd no mun. de Vizeu do Estado do
Para.
ANAJATUBA. Villa e mun. do Estado do Maranhgo, termo
da corn. de Itapicuru-mirim, na margem dir. do rio Mearim;
aos 20 51' de Lat. S. e 46 46' de Long. 0cc. ; emn terreno
arenoso e pouco elevado. Foi outr'ora uma aldeia de indios.
Orago Santa Maria e diocese do Maranhao. Foi creada pa-
rochia e villa pela Lei Prov. n. 359 de 22 de julho de 1854,
que incorporou-lhe as povs. do Sacco Grande e da Matta.
Pertence ao 1o diset. eleitoral, cuja sode 6 a cidade de S. Luiz.
Em 1881 alistaram-se nella 84 eleitores. Cultura de milho,
arroz, mandioca e muito fumo. 0 mun. 6 de terras baixas e
proprias para acultura da canna, que ja se vae desenvolvendo.
A maior part da pop. occupa-se corn a criacgo de gado.
Agencia do correio. Sobre seas divisas vide, entire outras, a
Lei Prov. n. 1390 de 9 de julho de 1886. Tern duasesch. publs.
de inst. prim. uma das quaes creada pela Lei Prov. n. 443
de 6 de setembro de 1856.
ANAJATUBA. Ilha do Estado do Para, na foz do PacajA.
ANAJATUBA. Rio do Estado do Amazonas, aff. da
margem esq. do rio Branco, trib. do rio Negro.
ANAJATUBA. Lago do Estado do Amazonas, no Rio Ma-
deira, abaixo do Guariba. 0 Sr. Araujo Amazonas escreve
Ananuatuba.
ANAMA. Dist. creado no rio Solimdes e Estado do Amazonas
pela Lei Prov. n. 656 de 13 de junho de 1884. Ahi tocam os
vapores da liuha de Manaos a Hyutanahan, no rio Purds, e de
Mandos a Marary. no rio JuruA.
ANAMA. Lago do Estado do Amazonas, 6. margem esq. do
Solimoes, corn quem tern communicagio por um furo que sahe
nesse rio defronte da foz do Purds.
ANAMANHA. Laz-o do Estado do Amazonas, na margem
esq. do rio Madeira. immediatamente acima de sua foz (Araujo
Amazonas).
ANAMAPIA. Riacho do Estado do Amazonas; desagua na
margem dir. do rio Sclim6es, immediamente abaixo de Fonto
Boa.
ANAMARI. Rio do Estado do Para, na ilha Marajo; banha
o mun. de Muand.
ANAMBES. Indios do Estadodo Pard. Sao tupys e ja fallani
alguma c)lusa o portuguez. Tratando desses selvagens diz o
Sr. Ferreira Penna: ( Os Anambls sao de cbr clara, altos, bem
conformados, olhos horizontaes. nariz aquilino; o seu aspect
incicando, como em todos os indigenas, uma raca, que trnmou-se
taciturna e melancolica pelos longos soffrimentos que os
colonos europeos Ihes infligiram, revela ao mesmo tempo certa
humildade magestosa, que attrahe a attencao e as sympathies
de um observador sincere e desinteressado.- Os homes e as
mulheres soo generosos e obsequiadores...- Os Auambds
fornavam unia tribu dependent nas cabeceiras do Pacajda
Grande. Residiam alli desde seculos, obedeceodo a um chefe
unico que tmha vindo do occidente comno um sabio e guerreiro.
Longos annos depois appareceram os europeos, que Ihes fizeram
guerra. e pouco depois os missionaries jesuitas, que coin elles


ANA








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estavam em paz. comecaram aseparar as mulheres dos maridos
e a levar muitos para Portel, os homes para trabalhar nas
roCas e remar canvas e as mulheres para lavagem de roupa e
para a cosinha; o que desgostou tanto ai nac~o, que comecaram
muitos a desobldecer ao chefe e a former tribus separadas.
Uma naiao antropophaga vein do lado do sul atacal-os;
houve muitas mortes e guerras e retiraram-se os inimigos. >
4 Estas informaodes diz o Conego Bernardino de Souza, foram
dadas ao Sr. F. Penna por um moco tuchaua ou chefe dos
Anambes.-No tempo da geraqco passada, appaveceu no PacajA
Grande a tribu Jauaritg-tapuira, antropophaga. a qual comecou
a fazer guerra aos Anambds, e estes retiraram-se entao para
as cabeceiras do rio Cururuhy, que 6 all,. do Pacaji Grande
e formaram alli a aldeia do Taui, onde ainda hoje residem.>,
ANANA. Furo que desagua na margem esq. do rio Soli-
limbes no Estado do Amazonas. Vemn do Japura. Fica entire a
ilha Curubard e o Paran6 CupeA. Tambem o denominam
Uanand.
ANANAU. Rio doEstado de S. Paulo, no man. de Ca-
nanea.
ANANAZ. Ilha do Estado do Rio de Janeiro, pertencente ao
mun. de Nyteroi a 0. e mui proxima da ilha do Ajudante.
0 governor pret ndeu estabelecer ahi uma hospedaria de immi-
grantes. Barral designa-a por ilha Redonda.
ANANAZES. Ilha do Estado do Parn, no rio Tapaj6s, pro-
xima da ilha e cascata do Maranhiosinho. Suas praias sao
elevadas e cobertas de finissimas e alvas areas que formam
dunas.
ANANDY. Corrego do Estado de Matto Grosso, um dos
tribes. do ribeirio de Bento Gomes.
ANANDY. Corrego do Estado de Matto Grosso ; 4 uma das
cabeceiras do ribeirao da Figueira, o qual perde-se nos panta-
naes entire Pocon eo o Paraguay. (D. S. da Fonseca. Die. cit.)
ANANHAY. (Ananaz pequeno). Igarap6 do Estado do Para;
desagua na margem esq. do rio Capima, entire os igarap6s Yaua-
roca-assti e Goiabal.
ANANIAS. Log. do Estado de S. Paulo, na estrada de
Jundiahy a Mogy das Cruzes.
ANANINDEUA. Riacho do Estado do Para, no mun. da
Capital, cerca de 20 kils. do forte do Castello. Esse riacho abas-
tece de agua a capital do Estado.
ANANINDEUA. Uma das'estapOes da E. de F. de Bra-
ganga, no Estado do Para, entire as estaQ5es da Providencia e
Marituba.
ANANY. Rio do Estado do Amazonas. Vide Unini.
ANAOAt. Rio do Estado do Amazonas, aff. do rio Branco
pela margem oriental. E' rio de grande extensito e de difficil
navegado. Dizem os indios, que habitam nas suas margens.
que se gastam dous mezes ate As suas cabeceiras, que constant
de dous braqos nas serras, que chamam de Acary, que formam
igualmente as cabeceiras do rio Repirnuny, e que da serra
Acary at o chamado porto do rio Repumuny snrio 20 le-
guas (Diario do capitao R. F. de Almeida Serra e Dr. A. Pires
Pontes, 1781), Em uma cdpia de um Mse. do Dr. A. R. Fer-
reira (Arch. Military) 1l-se Anao-ai. Araujo Amazonas (Dice.
cit.) escreve Uanaudu. Ha tambem quern escreva Anaonau.
Accioli (Choroq. p. 282) escreve Uanawutu. Ayres de Cazal
(Chorog. T. II p. 3)5) escreve Uanauhdu.
ANAP*. Rio do Estado do Para; desagua na bahia de
Portel. E' o mais extenso dos que se acham entire o Tocantins
e o Xingd. Em s as margens abunda a castanha, oleo de
copayba, bre, bre brracha, etc. o Tambem se diz que nas mattas
deste rio, escrevea o padre Jose de Moraee, ha muita abun-
dancia de paus pintados excellentes, a que os naturaes dio o
nome de iburapinima (muerapinina) que 8 o pan mais precioso
que se tern descobertb em toda a America Portugueza.) En-
contra-se tambem e.cripto Uanapoi. (< 0 rio Anapu, escrevem-
nos de Portal, tem nuas pequenas cachoeiras e 6 navegavel em
pequenas canoes ate a primeira dellas. Tambem 8 navegavel
por barcos a vapor atW o logar Flechal. Tern pouco mais on
menos um curso de 50 leguas da s la embocadura, que 6 entire
a ilha Severo e a dos Pereiras. Mede em sua foz 50 bracas de
largo e corn uma curva de 10 leguas alarga-se para 200 bracas
e recebe pelo lado esquerdo o Pracupy e o Pracupij6, e do lado


direito o ". ,<..- Una que communica corn o Pacaja pelo furo
Pacajapy. E abJndante em peixe miudo e seringueiras.
ANAPURUS (Igarap dos). (< Chegando ao fim da coroSa
da Mandioca (descendo-se o rio Parnahyba), dobra-se uma
curva, concava do lado do Maranhlo, e chega-se A ponta meri-
dional de uma ilhota de um kil. de extensao, separada do Piauhy
pelo igarap6 dos Anapurus: esta ilhafica quatro kils. abaixo do
Surabim e quatro a cinco acima da Ladeira >. (David Moreira
Caldas. Rel. da viagem de Theresina d cidade da Parnahyba,
1867).
ANARY. Cachoeira no rio Negro, margem esq., Estado do
Amazonas ; entire a ponta Matupi e a do Remo.
ANASTACIA. Porto no rio Quebra Anzol., mun. do Patro-
cinio e Estado de Minas Geraes.
ANASTACIO. Ponta na costa oriental da lag6a dos Patos
no Estado do R. G. do Sul.
ANASTACIO. Pequena ilha do Estado do Rio G.do Sul, na
parte N. da lagba dos Patos.
ANASTACIO (Santo). Rio do Estado de S. Paulo; desagua
na margem esq. do Parana entire os rios Aguapehy e Parana-
panema.
ANASTACIO. Corrego do Estado de Goyaz, banha o mun.
de Santa Luzia e desagua na margem esq. do ribeirao Samam-
baia. (Inf. loc.)
ANASTACIO DO TAMBORIL (Santo). Parochia do Es-
tado do Cear6. Vide Tambor'il.
ANASTACIOS. Banhado no mun. de D. Pedrito do Estado
do Rio Grande do Sul. Tern sua fdz no Santa Maria Grande.
ANAUA. Rio do Estado do Amazonas, afl. da margem
esq. do rio Branco, trib. do Negro. Accioli escreve Uanaut.
ANAUACA. Log. insignificant do Estado do Amazonas,
na margem esq. do rio Negro, abaixo da pov. de S. Jos4. Em
1861, era um sitio de umrn Sr. capitao Candido, que tinha
grande plantacdes. As terras sAo boas e ferteis ; nao ha
syphonias.
ANAUARAPUCU. E' assim tambem denominado o iga-
rap6 da Villa Nova. no mun. de Macapt e Estado do Par.,
trib. da margem esq. do Amazonas. Tornou-se mais conhe-
cido pelo ultimo nome, desde que, pouco acima da barra, foi,
em meiados do seculo passado, fundada, em suas margens a,
villa Vistosa, da qual nao restam vestigios. E' habitado, acima
das cachoeiras, por diversas tribus indigenas. Baena affirma
existir nesse rio salsa, cacao, breu, estopa e muita madeira de
macadba.
ANAUAU. Rio do Estado do Amazonas, aff. da margem
oriental do Branco. Vide Anaoau. Araujo Amazonas (Diee.
cit.) e Accioli (Chorogr. cit.) escrevem Uanau6au Em uma
cOpia de um Mse. do Dr. Alexandre R Ferreira sobre o
rio Branco (Archivo Militar) 1i-se Anao-ai. Ayres de Cazal
(Chorogr. T. II, p. 305) diz <(rio Uanaahau, chamado
commumente Guanauhau).
ANAUERA. Log. na freg. e rio do Capim, Estado do Para.
A Portaria de 12 de abril de 1873 creou ahi uma esch. publ.
de inst. prim. que foi transferida para o rio Maracaxi pela
Portaria de 3 de julho de 1874.
ANAUERA. Ilha do Estado do Para, na costa de Oeiras
(Eng. Jardim).
ANAUERATUBA. Ilha do Estado do Para, no man. de
Souzel.
ANAUH1RAHY. Pov.-do Estado do Para, na conm. de
GuripA, na margam esq. do rio Xingd, ao N. da cachoeira de
Cajti-teua.
ANAUINI. Rio do Estado do Amazonas aff. da margem
septentrional do rio Negro. E' de agua branca. Desce na di-
reccao geral de N. a S. e desagua cerca de 72 kils. acima da
foz do Negro. Por corrupgao do vocabulo escrevem Anavilhena
(Dr. Alexandre Rodrigues Ferreira) 0 Sr. Araujo Amazonas
escreve Anavilhana e Aneuene. 0 Dr. Lacerda e Almeida no
seu Diario escreve Anavilhena.
ANAVILHANA. Vide FAnauini e Anecuene..









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ANAVILHANAS. Ilhas no rio Negro, proximas ao rio
Aneuene, que lhes deu o nome, em uma bahia superior a quatro
leguas de larg. e 26 acima da conf. do rio Negro (Araujo
Amazonas). 0 Dr. Lacerda e Almeida no seu Diar'o escreve
Anna Vilhena. Accioli escreve Anaviana. << Onze leguas acima
de Taromi, diz o conego Andr6, ficam as ilhas chamadas Ana-
vilhanas, derivado do nome do rio Anaviana, que correspond na
costa septentrional do Negro e que por corrupcao se diz
Anavilhanas, que 6 uma confusao de ilhas. Buscando-se entire
ellas o rumo do poente quarta de noroeste se entrara no canal
que fica entire ellas, e atravessando o rio, se chegar" A part
meridional delle, depois de veneer 15 leguas. Acima da ponta
deste canal esta a ponta de pedras a que chamam Igrejinhas.t
ANAXIQUY. Lago do Estado do Amazonas, no rio Juruc
e mun. de Tefo6.
ANCHIETA. Cidade e mun. do Estado do E. Santo, na
com. de Benevente no lado esq. da foz do rio Benevente e
nas fraldas de urma vistosa collina, cerca de 90 kils. ao S. da
cidade da Victoria. Foi em seu principio uma aldoia de in-
dios, onde em 1587 esteve o padre Josd de Anchieta, segundo
so vx do trecho de uma carta publicada por Simno de Vas-
concellos: ( Pusmoe nas mios do Padre Fernam Cardim (Reitor
do Collegio do Rio de Janeiro) e ordenou nosso Senhor que
acomp inhasse ao Padre Diego Fcrnandcs nesta aldeia do Rle-
tirigba para o ajudar ns doutrna, dos Indios. com os quaes
me dou melhor que corn os Portuguezes, porque aquelles vim
buscar ao Brazil e nam a estes: e ja poderd ser que ordene a
divina sapiencia, que acompanhe ao mesmo Padre em alguma
entrada ao sertao, a trazer alguns delles ao gremio da Igreja ;
e pois nao mereto por outra via ser martyr, ao inenos me
ache a more desamparado em algumas destas montanhas ;
Uii PONAM ANIMA M MEAM PRO FRATRIBUS MEIS.)) Precedem A
publicaeco da carta as seguintes palavras de Simao de Vas-
concellos: < No mesmo anne de 1587 foi o Padre Joseph de
Anchieta permudado d Capitania do E. Santo. bfez residencia
em uma das aldeias, chamada Retigba, e sero esta o theatre
das excellencias ultimas de sua vida e o Mausol6o derradeiro
de sua more. > E' provavel que ahi so achando, lizesse Josd
de Anchieta entdo construir a egreja de N. S. da Assumpeao,
que 6 ainda o orago da parochial actual. Foi creada freg. 'em
22 de dezermbro de 1795, segundo Pizarro e J. M. Pereira de
Vasconcellos (Alvart de I de janeiro de 1795 d4 o Dice. do
Dr. Cesar Marques) o elevada a villa pelo Alvard de 7 de ju-
nho de 1755 (Pizarro) on Alvar4 do I de janeiro do 1759 (J.
M. Pereira de Vasconcellos e Dr. Cesar Marques), o que so
foi executado pelo ouvidor Francisco de Salles Ribeiro em 14
de fevereiro de 1761. Chamou-se Benevente atW 1887, anno emn
que pela Lei Prov. n. 6 de 12 de agosto foi elevada a cidade
coin o nome de Anchictac. Foi ahi que, durante o -.--rn- d-I
Miguel de Azeredo. falleceu no dia 9 dejunho de '.' I. .. -
merito Jose de Anchieta, cujo corpo conduzido para a entro
villa da Victoria, em funesuro procissao, acompanhado por
mais de 300 indigenas, foi collocado na capella de S. Thiago
da Egreja dos Jesuitas, done mais tarde foi teasladado para
a Bahia, recebendo sua ultima sepult ira no collegio da Com-
panhia. por ordem do Geral, Claudio de Aquaviva, send pro-
vincial o Padre Fernio Cardim. Sobre a lousa de sea antigo
sepulchro 16-so o epitaphio seguinte:

IIIC JAC'UIT VENEIRA'I. P. JOSEPHIUS IE AX(IIIlETA
,SOC .1. BRASILI-1i POST. ET NOVI ORB. NOVusL
TI ATII iTUnRG. eo1II iERITIH-E ilu'
IX JUN. ANN.
MDXCVII

Entre seus edilicios importantes notam-se a antiga casa dos
Jesuitas, que serve para as sossoes do jury, Camara Municipal
e cadea : uma linha de casas pequenas que so estendem pelas
sinuosidades do rio e outras verticaes a ella que veem da fralda
da collina Cultura de cati, algoddo o cereaes. No mun. licam
os povs. Subaio, Sassy, Iconha, Jabaquara, Paraty, Obf,
Porto da Salina ; e diversos rios, entire os quaes o Benevente,
Curindiba, Cacode Pote e Iconha. Ternm 8.000 habs. E' s6de
do 2" dist. eleitoral. Em 1881, alistaram-se nella 129 eleitores.
'rem agencia do correio e duas eschs. pubis. de inst. prim. 0
mun., al6m da parochia da cidade comprehend mais a de
N. S. da Conceigao de Piuma. Foi installada na categoria
de cidade a 2 de dezembro de 1887.


ANCORADO. Ribeirao do Estado de Minas Geraes, no mun.
de MuriahU.
ANCORAS. Grupo de tres pequenas ilhas do Estado do Rio
de Janeiro, no N. de Cabo Frioea ESE. do cabo dos Buzios.
Serve de abrigo aos navios send o fundo em roda excellent
para ancoragem dos do alto bordo. A maior dellas fica a quatro
milhas da costa, aos 220 54' de lat. e 440 8' 30" de long. 0 de
Paris. (Mouchez); tern 1 '1/ milhas de circumferencia e 110
metros de altura; 6 um grande rochedo. de f6rma algum
tanto conica, visivel a 20 on 25 milhas de distancia. << As
duas outras ilhotas. diz Mouchez, fleam a OSO. da Ancora e se
denominam Gravatd ; nenhuma deltas 6 abordavel ).
ANCORI. Sibio, lagOa e serrote no mnn. de Mecejana, no
Estado do Ceara. Sobre a etymologia dessa palavra, diz o
Dr. Paulino Nogueira: (Supponho corruptela de ari-corio
(cocos coronata) palmeira que cresce espontanea no norte. Diz
o Dr. Henrique Leal que o succo do tructo verde e' empregado
contra a ophthalmia. De Ari-cori fez-se acori e por timn como
no texto -.
ANCORI. Acude do Estado do Ceara, em Mecejana. Este
aqude esta construido na lagoa do mesmo nome, que dista
12 kils, da villa de Mecejana.
ANCOROTE. Rio do Estado de Minas Geraes, banha o
mun. de S. Miguel de Guanhliaes e desagua no Pitangas.
ANDACA. Log. do mun. da Capital Federal, na freg. de
Jacarepagua.
ANDAIA. Ribeirao do Estado do Rio de Janeiro, atravessa
a estrada do Commercio e desagua na margem esq. do ribeirao
do Secretario (Planta hydro-topographica da estrada do Com-
mercio por Conrado Jacob de Niemeyer 1844.)
ANDAIA Ribeirao do Estado de Goyaz : tern as suas fontes
na serra das Violas, banha o mun. de S. Jose do Tocantins e
corn pequeno curso entra no rio Maranhao pela margemx dir.
(J. M. P. de Alencastro Msc. da Bibl. Nac).
ANDAIME. Corrego do Estado de Minas Geraes, atravessa
a estrada da Conceinco ao Serro.
ANDAIME. Corrego do Estado de Minas Geraes, banhlia o
mun. de Ponte Nova e desagua no ribeirao S. Bartholomeu,
aft. do rio Casca. (Inf. loee.)
ANDA-LA. Serra do Estado da Bahia, ao N. de Pirajuhia
do mun. de Jaguaripe.
ANDANTE. Log. do Estado da Bahia, no mun. de Ala-
goinhas. A Lei Prov. n. 1143 de It de abril de 1871 autorizou
a abertura de um estrada que partindo desse logar dirija-se a
villa de Inhambuqe.
ANDARAHY. Villa e mun. do Estado da Bahia. na com.
de seu nome, na margem dir. do rio Cocho, ligada a Santa
Isabel pir uma estrada. Fot creada parochia pela Lei Prov.
n. 1811 de t11 de julho de 1878 e elevada a catgoria de villa
pela de n. 2444 do 19 de maio de 1884, que -constituiu seu
1mln. coi Gcs dists- do Andarahy c Chique-Chique. Por suas
divisas licam a pov. das Queimadinhat e a freg. de MaracAs,
os rios Utinga. Santo Antonio, S. Jose e Preto. Ternm duas
eschs. pubis. do inst. prim. creadas pelas Leis Provs. ns. 687
de 3 de janeiro de 1858 e 1222 do 31 de mateo do 1872. Pertence
ao 10" dlist. eleiteral. Sobre sucis divisas vide Lei Prov.
n. 1811 de It dejulho de 1878. Agencia do correio creada por
Portaria de 26 do ejuho do 1884. Foi creada coin. por Auto de
16 de maio de 1890 e classilicada do ia entrancia por De-
creto n. 415 do mesmo mez e anno.
ANDARAHY. Serra do Estado da Bahia ;em suas fraldas
esta assente a pov. do sen none.
ANDARAHY. Segundo affirma o Dr. Benedicto Acaua, em
sua 1cmorilt sobre os terrcnos diasmantinos da prov. do Bahia,
o rio Santo Antonio, aiT .1 I i., i : = tem em uma part do
seu cursoo 0nome de 0 'I -' 1 in. -- dizem ir o Andarahy
desaguar na margem esq. do rio Paraguassti.
ANDARAHY GRANDE. Extenso arracbalde da Capital
Federal, formado per um immense vallo circulado em part
por montanhas pouco elevadas. E' bastante poverdo. cortado
por diversas ruas e ligado no centro da cidade por uma linha de
bonds. Possue elegantes chacaras e predios de custosa cons-
trucgao, sobresahindo entire estes o Collegio Mililar, assente nii


ANC


AND









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base do morro da Babylonia. N'uma de suas ruas (D. Affonso),
admira-se a Pedra Partida, que consist num morrote de cerca
de 15 metros de altura, fendido ao meio deixando uma passagemn
de tres metros mais ou menos de largura. Na rua Barao de
Mesquita ergue-se em uma pequena elevagao a egreja de N. S.
da Conceigdo. E' nesse arrabalde que fica o Hospital Militar.
ANDARAHY PEQUENO. Arrabalde do mun. da Capital
Federal; comega na Fabrica das Chitas e vai at4 a raiz da serra da
Tijuca. E' bastante extaenso, de um aspect pittoresco e de um
clima considerado cono um dos mais salubres da CSrte. Tern
bellas chacaras e elegantes e confortaveis habitag6es. E'per-
corrido por bonds. Nesse arrabalde, na rua Conde do Born Fim
n. 75, expirou o benemerito estadista Jose Maria da Silva Pa-
ranhos, Visconde do Rio Branco, As 7 horas da noite do I de
novembro da 1880.
ANDA-S6. Ribeirao do Estado de Goyaz, aff. da maigem
esq. do Taquaril, trib. do rio dos Patos. que o 6 do Maranhao.
Recebe o Calqco de Couro, Ouvidor, Larangeiras e diversos ou-
tros. Corre entire JaraguA e Pilar.
ANDAUARI. Serra do Estado do Amazonas, na :* -
dir. do Rio Branco, oitoleguasdistante da cachoeira de I" i .-
lipe (Araujo Amazonas).
ANDAYATU. Ribcirao afl'. da margem esq. do Ribeirao de
Iguape. (Martin Francisco. Viagem mincralogica pcla pro".
dc S. Paulo cm 1805)
ANDERESSABA. Illia na bahia de Sepeliba. no literal do
mun. da Capital Federal, proxima da ilha da Pescaria.
ANDIRA. Parochia do Estado do Amazonas. no mun. de
Barreirinhas; assente em uma pequena eminencia, A margem
dir. do rio AndirA. Foi Manoel da Silva Lisboa o primeiro que
alli estabelecou-so corn uma pequena fazenda do gado e depois
delle alguns indios da tribu Maues. Dividido em quarteiroes o
district de Villa Nova da Rainha, a que pertencia AndirA. foi
designado este l"onq -,nmo quarteirao e nomeado inspector um
indio chamado I. ri-"p.... de Leao. Por Lei Prov. n. 251 de 13
de maio de 1873 foi bransferida a sade da freg. do AndirA para
o logar Barreirinhas, situado A margem dir. do Parana-mirim
do Ramos, conservando a mesma invocagao. Term 1.634 habe.
Orago N. S. do Born Successo e diocese do Pari. Foi ele-
vada a capella filial sujeita A freg. da Villa Bella da Impe-
ratriz pela Lei Prov. n. 6 de 23 de outubro de 1852; a parochial
pelo art. Ida de n. 14 de 17 de novembro le 1853 e art. I da de
n. 92 de 6 de novembro de 1853, e A categoria de villa corn a
denominacao de Villa Nova de Barreirinhas pelo art. I da de
n. 539 de 9 de junho do 1881. Tern duas eschs. publs. de inst,
prim., creadas pelas Leis Prove. ns. 43 de I de junho de 1855 e
281 de 25 de abril de 1874. Pertence ao 20 dist. electoral, cuja
sede 6 a cidade de Teff6. Em 1881 linha 64 eleitores. Sobreo
limits vide: Lei Prov. n. 132 de 20 dejulho de 1865, art. I da
de de n. 238 de 20 de maio de 1872, art. I da do n. 363 de4 de
julho de 1877.
ANDIRA. Nacio indig. do Estado do Amazonas,no rio a que
deu o sea nome.
ANDIRA. Sgio assim denominadas duas ilhas do Estado 1do
Amazonas, que ficam no rio JapirA, trib. do Solimous. Para o
S. dellas encontram-se as ilhas Maroim, Caranaxi e Manauahly.
Descendo-se o rio encoutra-se uma outra ilha com o mesimo
nome, situada no Long. Occ. do 24 12' 6" entre as ilhas
Cumard e Capimteuia, a E., e Itanga, a 0.
ANDIRA. R.io all'. da margem dir. do UrariA, que e um
braco que o Madeira, muitos kils. antes da sun, fz, despede para
E. e quo vai ao Anazonas. Nas barreiras da fo'. do Andira, en-
contra-se em grande quantidade de excellent, tiabati nga verme-
lha e tI,', .' branca. Nasce o Andira na, montanhas do
Araticti. aos 30 20 7" de Lat. S. e 130 20' 7" de Long. 0. do
Rio de Janeiro. Tern um curso de 257 kils. E' navegavel per
pequenos barcos ate Terra Preta, na conf. com o Apuisanema.
ANDIRA. Extcnso canal, na margem dir. do Solim6es. acima
do Camadd, no qual desagua o rio Bare. (Araujo Amazonas.)

ANDIRA. Igarape do Estado do Amazonas, aff. da margemi
dir. do rio Padauiry, trib. do Negro. S'ia foz fica proxima da
dos igarapds MaritiriquetA e Macubinay.
ANDIRA. Lago do Estado do Amazonas, na margem dir.
do rio JuruA.


ANDIRAGOARES. Indios que habitavam a antiga aldeia
de Cumard ou dos ArApiuns, fundada pelo jesuita Manoel
Rabello. E' essa aldeia a actual Villa Franca, no Estado do
Pari.
ANDIRAS. Aborigenes que dominavam em part do Estado
do Para. 0 Sr. B. Rodrigues diz serem elles tambem denomi-
nados Jacareuaras e terem malocas fixas.
ANDIROBA. Igarapl do Estado do Maranhao, na ilha de
S. Luiz: d'-',len no rio do Coqueiro, delronte da ilha TaunA-
mirim, (\ .I itl .t da, ilha de S. Lui: do Mlaranhdo, organi-
sado por Antonio Bernardino Pereira do Lago, 1820.)
ANDIROBAL. Serra do Estado do ParA, na com. de San-
tarem.
ANDORINHA. Morro no Estado do Rio de Janeiro, entire
Macahl e Barra do S. Joao.
ANDORINHA. Ponta na costa 0. da lagoa Araruama;
no Estado do Rio de Janeiro.
ANDORINHA. Ponta situada a N. E. da ilha Grande, e
ao S. da ponta das Palmeiras no Estado do Rio de Janeiro.
ANDORINHA. Ilha do Estado das Alagoas, no rio S. Fran-
cisco, entire a ponta de Aracard e a barra. Proximas ficam-lhe
as ilhas dos Bois e Cachimbio.
ANDORINHAS. Um dos quartairoes em que se divide a
villa do Yporanga; no Estado de S. Paulo.
ANDORINHAS. Morro do Estado do E. Santo. entire o mun.
da Serra e a freg. de S. Josd do Queimado (Lei Prov. n. 39 de
27 de novembro de 1872). Proximo lica-lhe o morro Itapoefi.
<(Corn este mesmo nome de Andorinhas,escrevem-nos do Estado,
sao eonhecidas tres montanhas ponebagudas situadas entire a
villa do Cachoeiro e a freg. do Alegre, em equidistancia de cinco
leg:as. Ao lado dellas pass a E. de F. Itapemirinense.>)
ANDORINHAS. Ilhota de pedra, a 0. da ilha dos Frades.
na bahia do E. Santo e Estado deste nome.
ANDORINHAS. Ilhota insignificant na lagoa de Ara-
ruama do Estado do Rio de Janeiro. Nas moncoes de SO. lica
quasi em secco, formando uma peninsula.
ANDORINHAS. Ilha do Estado do Rio de Janeiro, na bahia
de Angra dos Reis e mun. deste nome.
ANDORINHAS. Ribeiro do Estado do Rio de Janeiro,
aff. do rio Mag6.
ANDORINHAS. Cachoeira no alto S. Francisco, perto da
do Pirapora, no Estado de Minas Geraes. Intercepta corn a do
Pirapora a navegacao do alto e baixo S. Francisco.
ANDORINHAS (Porto das). No rio S. Francisco e mun.
de Abaetd do Estado de Minas Geraes. 0 governor provincial
contractor a navegacao per meio de barcas ou pranchas entire
este porto eo da Mariquita no mun. do Piumhy.
ANDRADAS ('rrven- do Estado de Minas Geraes, aff. do
rio das Velhas, ,', .. .. Santa Luzia.
ANDRADE. Rio do Estado do Rio de Janeiro, banha o
inun. de S. Joao Marcos e desagua no rio das Lages.
ANDRADE. Rio do Estado de Santa Catharina, no mun.
de S. Josd.
ANDRADE. Corredeira no rio Parnahyba, na 2' seccio,
entire a barra do rio das Balsas e a corredeira de Santo
Estevoo.
ANDRADES. Sao assim denominados douns c-',rr-'-'
que banham o mun. do Paraiso .1 ..
Geraes) c desaguam no rio CanaSus a pequena distancia um
do outro.
ANDRADES. Lagoa do Estado de Minas Geraes, na
freg. do Pequi e mun. do ParA, A margem do rio Pa-
raopeba.
ANDRE (Santo). Serra do Estado da Bahia, nos muns. do
Prado e Trancoso.
ANDRE (Santo). Pov. do Estado do ParA, no mun. de
Muani,.
ANDRE (Santo). Log. no mun. do Cachoeiro do Iea-
pemirim do Estado do E. Santo, sobre o rio Castello. iHa ahi
uma ponte.


AND








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ANDRE (Santo). Antiga e extinct pov. do actual Estado
de S. Paulo, fundada em aprazivel situacio. A margem dir.
do ribeirao Guapituha, por Joao Ramalho na paragem
chamada Borda do Campo, ora dentro dos limits da freg.
de S. Bernardo, da qual ficava a SE. cerca de seis kils. Foi
creada villa a 8 de setembro de 1553, (Azevedo Marques)
pelo capitao-m6r Antonio de Oliveira e provedor da fazenda,
Braz Cubas, e ractificada a creaci, no anno seguinte pelo
donatario da capitania. Em 1563), achando-se em S. Vicente
o 30 governador geral do Brazil. Mendo de Sa, por conselho
dos padres jesuitas. que se achavam em rivalidade coin Joao
Ramalho, ordenou aquelle governador a demoliaO da vil a e a
mudanda de seus moradores para S. Paulo de Piratininga.
0 segutinte document, existent no cartorio da Thesouraria
de Fazenda, maQo n. 3 de proprios nacionaes. nao s6 confirm a
extinceao da villa de Santo Andrd em 1560, come possue outro
merecimento historic. Vai tranocripto com a propria or ho-
graphia : o Saibam quantos este estrommto de posse de huas
terras tde dadas, mandada dar por auturydade de justice co
ho teor do auto da pose vyre come no ano do nacimeto de
nosso S.or jesu Xp.to de mil e quynhentos e setenta anos
haos dose dias do mez d'aguosto do dyto ano no campo e
termo da vila de Sam Paulo de pyratyny de que he cap.m e
governador ho Sr. Marty Affonso de Souza do Cnselho del Rey
noso S.or y ostaodo hay no dyto camp e borda do matt Ferndo
Jorge, Juiz hordinario da dyta vila e campo ante my apareceu
he irmao Greguorio Serr"o da c6panhia de Jesus mynistro do
mosteiro de S. Paulo de pyratyny e por ele foy apresentada
hua carta de dada de terras que ho cap.m Francisco de Moraes
den ao padre Luiz da Gra provincial destas parties do brazil e
p. r ele dyto irmdo foy dyto hao dyto juiz e prezenga de my taba-
liao que lhe mandasse dar pose da terra coteuda na dyta carta,
por quanto ele era mandado pelo padre Nobregna prepozito
nesta capytania, e mandou dar pose da dyta terra per my
tabalido e loguo per my tabalido foy dado pose da dyta terra
e mato que parte de hua banda per hus pynheiros perto de
bertolameu Carasco, part co ha outra part vyndo pelo ca-
mynho hao long do mato, camynho da borda do campo, vyla
que foy de Santo Andrd, atd intestar co o pio de canoa que esti
no dyto diguo no meo do dyto camynho velho, e asy vay para
a borda do campo e logo polo dyto juiz foy dado juramonto a
Francisco Pires e Ferndo d'abbernaz, ambos moradores em
pyratyny, villa de San Paulo, para que demarcasen a dyta
terra haos dytos padres, ect. Eu Pedro Dias tabaliao do
pubricuo judicial qua o escrevy.e, A carta de sesmaria, en
virtude da qual se deu esta posse, 6 a seguinte : ,Francisco de
Moraes, capitdo e ouvidor com algada em esta Capitania de
S. Vicente pelo Sr. Martin Affonso de Souza, capitao e go-
vernador d'ella, por El-Rei Nosso Senhor: Fago saber aos que
esta minha carta de dada de terras de sesmaria virem em como
a my enviaram dizer, por sua peticqo, o padre Luiz da Gra,
province at da Companhia de Jesius destas parties do Brazil.
Faco saber a V. M. come o Sr. Martin Aflfonso de Souza fez
esmola a Companhia n'esta sua capitania de S. Vicento, de
duas leguas de terras ao long do rio de Piratininga videe
Piratininga) come mais largamente se contlm na peticao que
se apresenta. e porque, tomando-se ao long do dito rio faz
muito prejuizo a nova Villa de S. Paulo. Pede a V. Mce. que.
havendo respect) ao bem commum dos moradores. e a dizer
na proviso que as duas leguas sera em part que nao faca
prejuizo aos moradores do campo. E o supplicante desistir das
duas leguas ali ao long do rio. comtanto que Ihe din em
outra part. haja por bemrn de lhe dar e mandar demarcar as
ditas duas leguas, indo de Pi- atininga para o mar pelo
caminho novo que ora se abrio, passando o campo per d'onde
se j6. abrio o caminho para Jerybatyba. 0 qie visto por my
a peticao do provincial da ordem de Jesus e o que n'elle pede
ser just, hei por being e service de Deus e de El-Rei Nosso
Senhor de the dar as ditas duas leguas de terras, etc. Dada
em S. Vicente, aos 26 de margo de 156).- Francisco de
illoraes. >> (Archiv) da Camara de S. Paulo, quade'no de
vereanCas da Villa de Santo Andre, tit. 15.5.- Cartorio
da Thesouraria de S. Paulo, mayo 40 de proprios na-
cionaes.)
ANDRE (Santo). Ribeirao do Estado de S. Paulo; nasce na
serra de Itaquy e desagua na margem esq. do rio Tietd.

I Gaspar ida Madre de Deus.- Meos. para a hist. da Capitania de
S. Paulo, diz que o pelourinho foi levantado em Santo Andr6 aos 8 de
abril de 1553.


ANDRE ALVES. Corrego do Estado de Matto Grosso, um
do' tribs. do ribeirao do Mello.
ANDRE ALVES. Decima sexta cachoeira no rio Coxim,
cerca de Ires kils. abaixo da cachoeira da Pedra Redonda e
outro tanto acima da do Jaurd, no Estado de Matto Grosso.
ANDRE DE SANTAREML (Santo). Parochia do Estado da
Bahia. Vide Santarem.
ANDRE GOMES. Rio do Estado do Parand no mun. de
Guaratuha; desagua na bahia deste nome (Inf. loc.)
ANDRE LOPES. Serra do Estado de S. Paulo, no mun.
de Xiririca. Seu ponto mais elevado denomina-se Mitra.
ANDRE LOPES. Ribeirao do Estado de S. Paulo, rega o
mun. de Xiririca e desagua na margein dir. do rio Ribeira
de Iguape.
ANDRE LOPES. Corredeira no rio Ribeira de Iguape, no
Estado de S. Paulo.
ANDRE MIUDO. Corrego do Estado de Minas Geraes,
atravessado pela E. de F. Oeste do Minas, quo ahi tam uma
ponte de tres vaos e seis metros.
ANDREQUICE. Pov. do Estado de Minas Geraes no mun.
do Curvello, corn uma esch. publ. de inst. prim., creada pela
Lei Prov. n. 260O de 30 de novembro de 1880.
ANDREQUICE. Ramilicacio septentrional do grupo da
serra da Matta da Corda, no Estado de Minas Geraes. Corre
entire os rios do Somno e Catinga.
ANDREQUICE. Rio do Estado de Minas Geraes, aff. do
rio da Prata, que o 4 do Paracatd.
ANDREQUICE. Ribeirao diamantino do Estado de Minas
Geraes, aftf. do Parauna; no mun. da Diamantina.
ANDREQUICE. Corrego do Estado de Goyaz, banha o mun.
de Santa Luzia e desagua na margem esq. do ribeirao da
Samambaia. (Inf. loc.)
ANDRESA. Corrego do Estado de Minas Geraes, banha o
mun. de Inhauma (Santo Antonio do Monte), reune-se corn
o corrego do Ramalho e juntos affluem no Retire, trib. do
Diamante, que o 6 do Lambary, e este do Para. (Inf. loc.)
ANDRE VAZ. Rio do Estado de Minas Geraes, aff. do rio
Doce pela margem dir.
ANEAQUI. Naabo indig. do Estado do Amazonas, no rio
Anibb, no lago de Saraca, da qual provem a pop. da freg.
deste ultimo nome (Araujo Amazonas.).
ANEI. (Almogo) Igarapd do Estado do Amazonas, aff. da
margem dir. do rio Tacuti, abaixo da foz do rio Surumd.
ANEUENE. (Por corrupqqo Anavilhana) Rio do Estado do
Amazonas ; desagi.:a na margom esq. do rio Negro, entire Ca-
namad e Aiurime, habitado por Aroaquis. (Araujo Amazonas.)
Vide Aliaunim. Accioli diz que as ilhas Anavilhanas sdo assim
chamadas do rio Anauene on Anaviana, que desemboca pela
maiagem septentrional, outr'ora habitado da nagao Aroaqui,
antropophaga.
ANGARY. Rio do Estado de Minas Geraes; nasce nas abas
do Papagaio a 0. de Ayuruoca, cerca de dous kils., e desagua
no rio Grande apresentando o horrivel e medonho funil do
Angahy. Recobe o Capivary, que vem do alto da serra do
Paeol, e o ribeirao das Caixas. Atravessa a estrada que de
Lavras vein a Capital Federal.
ANGAPIJO. Ilha do Estado do Para, no mun. de Mocajuba.
ANGARA. Serra do Estado do Ceard, no mun. de Igatd.
E pedregosa e seeca. (Pompeu.)
ANGELA. Corrego do Estado de Goyaz, banha o mun. de
Santa Luzia e desagua no ribeirio Saia Velha, aff. do rio
S. Bartholomeu.
ANGELICA. Colonia agricola no mun. do Rio Claro do
Estado de S. Paulo, pertencente ao New-London & Brazilian
Bank.
ANGELICA. Morro do Estado de S. Paulo, no mun. de
Araras.


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ANGELICA (D.). Morro do Estado de S. Paulo, no mun. de
Santa Branca. Confina corn o mun. de S. Jos6 do Parahytinga.
E' uma ramifica i.o do Serrote. (Inf. loc.)
ANGELICA (Santa). Rib-irio do Estado de S. Paulo, banha
o mun. do Rio Novo e desagua no ribeirio Bonito, aff. do
Paranapanema.
ANGELICAS. Pov. do Estado de Pernambuco, na freg. de
Vicencia ; corn duas eschs. publs. de inst. prim., creadas pelas
Leis Provs. ns. 1040 de 22 de abril de 1872 e 1714 de 28 de
julho de 1882. Foi creada dist. pela Lei Prov. n. 1896 de 10 de
maio de 1887.
ANGELICO. Corrego do Estado do Rio de Janeiro, no mun.
de Campos.
ANGELIM. Log. no mun, de Therezina e Estado do Piauhy,
6 margem do rio Parnahyba.
ANGELIM. Morro no mun. do Curralinho e Estado da
Bahia.
ANGELIM. Rio do Estado do Para, na ilha Marajo; des-
agua no rio dos Macacos.
ANGELIM. Riacho do Estado de Pernambuco, na freg. de
S. Jose de Bezerros.
ANGELIM. Pequeno rio do Estado da Bahia, aff. do Ita-
nhem ; no mun. de Alcobaca.
ANGELIM. Pequeno rio do Estado do E. Santo, rega a
com. de S. Matheus e desagua no Itaunas.
ANGELIM. Lago do Estado do Amazonas, na margem
esq. do rio Urubd, abaixo da foz do igarapd Umery. (A.
M. Shaw).
ANGELINA. Colonia do Estado do Parana, nos arredores
da capital, corn quem tern communicagao por uma estrada.
ANGELINA. Colonia do Estado de Santa Catharina, a 53
kils. da cidade de S. Jos6. Tern 1.484 habs., quasi todos
brazileiros e allemaes. Cultura de milho, feijao, arroz, algo-
dio e canna de assucar. Foi fundada em 10 de dezembro
de 1860 pelo conselheiro Araujo Brusque que deu-lhe o nome
de uma de suas filhas. Fica no mun. de S. Jose, nas mar-
gens do ribeirdo Mund6os. Em 1881 contava uma pop. de
1.666 individuos, dos quaes 1.496 brazileiros, 153 allemaes,
16 hollandezes e i francez.
ANGELO. Ribeirio do Estado de Santa Catharina, des-
agua na margem dir. do Brilhante. Banha o mun. de Ita-
jahy.
ANGELO. Corrego do Estado do Minas Geraes, aff. da
margemrn esq. do Piracicaba. (Inf. loc.)
ANGELO (Santo). Villa e mun. do Estado do R. G. do Sul,
s6de da com. de seu nome, em uma collina plana, na part
mais elevada, banhada pelo rio Ijuhy-grande. Diocese de
S. Pedro. Foi creada freg. pelo art. I da Lei Prov. n. 335
de 14 de janeiro de 1857. Desmembrada do mun. da Cruz Alta
e elevada A categoria de villa pelo art. I da de n. 835 de
22 de marqo de 1873; installada em 31 de dezembro de 1874.
Tern 12.000 habs. E' conm. de primeira entr., creada pela
Lei Prov. n. 965 de 29 de marco de 1875 e classificada pelo
Dec. n. 5909 de 1 de maio do mesmo anno. Pertence ao 30
dist. eleitoral, cuja sede 6 a cidade de Alegrete. Tern duas eschs.
publs. de inst. prim., creadas palas Leis Provs. ns. 293 de 24
de novembro de 1854 e 519 de 15 de novembro de 1862. 0 man.
alem da parochia da villa, comprehend o curator de S. Miguel.
Uma estrada vae dahi para os Hervaes do Santo Christo. Sobre
suans divisas vide : art. III da Lei Prov. n. 335 de 14 de janeiro
de 1857, Acto Presidencial n. 79 de 7 de fevereiro de 1860;
art. II da Lei Prov. n. 835 de 22 de marco de 1873. 0 mian.
6 regado pelos rios Ijuhy-grande e Ijuhysinho, alem de outros.
Agencia do correio. Lavoura de cereaes. Indu-tria pastoril.
Sobre o mun. de Santo Angelo assim se express o Sr. Evaristo
Affonso de Castro no sen trabalho Noticl-aDescripliva da Regido
Missioncira da Provincia do Rio Grande do Sul : < His-
toria Os primitives aborigenes que habitavam a regiao si-
tuada entire os rios Ijuhy-Grande e Uruguay, eram diversas
tribus de indios Goyands da grande raqa Guarany, as quaes
occupavam tambem a regido entire o Parana e o Uruguay, estes
indios viviam nas mattas, e por isso conservaram-se em estado
de independencia, atd o anno de 1840, mais ou menos, quando


immigraram para S. Paulo, e se apresentaram na actual cidade
de Itapeva da Faxina. Na regiio sul dos ljuhys, vsagueavam pelo
campo os Charruas sem paradeiro certo ; estes indijs tambem
pertenciam a raga Guarany, e tambem se conservaram, em sua
major part, ate o presnte seculo em estado de independencia.
Foi coin indios d'outras tribus que os jesuitas fundaram os
povos de Missoes, isto 4, cornm indios immigrados na sna maior
parte, das reduces hespanholas de GuayrA, territcrio perten-
cente a prove. de S. Paulo, actualmente, e dos indios Tapes,
do sul desta prove. Assim foi que em 1707, fundaram os jesuitas,
o povo de Santo Angelo, por uma colonial do povo da Concei-co,
na margem dir. do Uruguay. 0 territorio deste povo no tempo
dos jesuitas, comprehendia toda a zona entreo Uruguay e o Ijuhy
Grande, ate suas cabeceiras. Em 1756, quando aqui entrou o
general Gomes Freire, corn sus tropas portiguezas, na con-
quista das misses jesuiticas, demorou-se neste povo 10 mezes,
a espera da commissdo hespanhola demarcadora dos limits,
entire as possesses destas duas nagses, em virtue do tratado
de 1750. Nesse tempo, este povo estava em seu maior splendor.
Como nieo tivesse vindo aquella commissao, que deixou de pro-
seguir nos seus trabalhos de demarcaQao, por motives de du-
vidas suscitadas na linha divisoria, por tracar, retirou-se o
general Freire, corn suas tropas para a Villa do Rio Pardo,
entao unicapov. portugueza, ao N. da prove. Em consequencia
desta commissao foi o general agraciado com o titulo de Conde
de Bobadella. Pelo tratado de 12 de fevereiro de 1761, e depois,
pelo de 1777, entire Portugal e Hespanha, passaram os sete povos
da margem Oriental d- Uruguay, a pertencer ao dominion por-
tuguez em troca da Colonia do Sacramento, que sempre tinha
sido portugueza: porem. em 1801, tendo-se os indios de alguns
poeos, principalmente de S. Lourenmo, revoltado control do-
minio hespanhol, aproveitaram os portuguezes essa oppor-
tunidade, conquistando estas misses. Em 1756, dpoca da ex-
pulsiio dos padres jesuitas. estavam os sete povos orientaes num
esplendor maravilhoso, cornm uma pop. indiatica, de cerca
de 30.000 almas, sendo que, metade mais ou menos dessa pop.,
vivia em communidade nos ditos povos, e o restante vivia pelas
innumeras estancias de criacao. que se estendiam ao nascent
do rio Jacuhy e ao sul, ati as cabeceiras do rio Negro, onde
possuiram a famosa estancia de Santa Tecla. cornm mais
e 50.000 cabeqas de gado, e assim at4 as cabeceiras do Santa
Maria e do Vaccacahy, onde tinham a estancia de S. Gabriel,
comquanto fosse o antigo limited, nessa part, o rio Ibicuhy.
No interregno do dominion hespanhol de 1756 a 1801, decahiram
espantosamente, do seu primitive splendor os sebe povor;;
orientaes deu causa a essa decadencia. o man tratamento, que
os administradores hespanhoes, davam a pop. indiatica, porq'io
aproveitando-se elles do regimen da communidade em que
foram os indios educados, e de sua obediencia passive, s6 tra-
tavam de se locupletarem em proveito proprio, 6. custa do tra-
balho daquelles, sem praticarem o menor beneficio em proveito
delles, a exemplo dos padres, que, apezar dos defeitos de que silo
accusados, tratavam todavia, cornm humanidade seus neophytos.
Os padres hespanhoes, que vieram substituir os da ordem je-
suitica nao tratavam de cumprir sna sagrada missao; viviam
como nababos, A custa do sacrificio dos pobres indios. Viviam
na mais complete devassidiio, nao celebravam mais casamentos,
acorocoando pelo contrario o concubinato, donde resultou a
desorganisaqio complete das families, prostiLuindo-se quantas
indias novas se criavam. Quando foram expulsos os hespanhoes,
em 1801, estava j6i a pop. indiatica sujeita ao regimen da
communidade, reduzida a metade, mais ou menos. Cornm a
administra do portugueza, depois daquella data, tambem a pop.
nao melhorou de sort, continuando os povos a decahir corn
rapidez. Na dpoca da conquista pelos portiguezes, estavam os
sete povos sob o dominion do Vice-Rei da Hespanha o Marquez
de Abilds, Governador e Capitlo General das Provincias de
Misses. resident em Buenos Ayres, corn um governadorin-
tendente no Paraguay. Era administrator commandants do
povo de Santo Angelo, D. Josede Aragon, hespanhol, Capitio
Corregedor o indio D. Miguel Guirabi. 0 cabildo era composto
do tenente-corregedor Jeronymo Cachsi, do procurador-m6r Vi-
cente Jumei, do corregedor capital Miguel Guirabd, do alcaide
Ignacio Parangari e do secretario Jos4 Guarap, todos indios.
Em 1828, quando teve logar a invasao pelo caudilho Fructo
Rivera, nestes povos, mandou este a seu irmndo Bernabd Rivera,
corn 40 homes lanceiros arrebatar toda a indiada do povo de
Santo Angeloe de S. Joio Baptista, ficando elle, em S. Miguel.
Conduziram todos os indios corn o resto de todas as preciosidades
que ainda existiam nos povos, inclusive os pesados sinos das


ANG








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egrejas; fazendo um complete saque, despoxoando inteiramente
estes povos a excepcao de S. Miguel e S. Joao, aonde ja existia
alguma pop. brasileira, no primeiro e um nucleo de colonos
allemies no segundo. No territorio de Santo Angelo, ficaram
pelo matt, os temiveis bugres, os quaes corn este despovoamento
repentino, avancaram ate o outro lado dos rios Ijuhys. fazendo
suas devastagoes. Estes indios, que vieram do norte do Brazil,
fizeram sua primeira entrada no territorio de Santo Angelo.
depois da expulsio dos jesuitas. No povo de S. Joao, fi onde
ficou existindo a pop. immigrada, que consistia na nova co-
lonia allema, e alguns brasileiros. que tratavam de fundar
estabelecimentos de criagco. Tiveram de lutar desde entao corn
aquelles selvagens, que s6 attacavam de traiCiio. mas corn as
continues correrias e assaltos desses indios, viu-se aquelle
resto de pop. obrigada a retirar-se para o povo de S. Miguel,
cujo administradorde nome Miguel Dutra era mui humanitario;
quando Fructo Rivera, tazia aquella leva, se achava em
observacgo na estancia iesuitica das Tunas, alen de Inhaca-
petum, uma forqa do regimento de cavallaria paulisti, de-
nominada ( Baetas >,. por4m nco hostilisaram a Fructo Rivera.
em sua retirada, visto que o commandant da fronteira t'nente-
coronel Manoel da Silva Pereira do Lago, assim o ordenara.
apezar de presenciarem o present saqueqoie faziam os invasores
arrebatando, alim das muitas preciosidades dos povos, tambemi
dezenas de mulheres, de cabebas de gado das estancias, n5to
respeitando nem os santos, nem os sinos, que conduziram ema
carretas. Logo que ficaram despovoadas as misses brasileiras
em consequencia da retirada dos ultimos Guaranys, tratou o
governor, de fazer concessoes de terras, por distribuicto de ses-
marias, tendo ficado encarregado dessas concessoes o ditocom-
mandante de fronceira tenente-coronel Lago, o qual tornou a
voltar para S. Borja, onde se achava de guarniqco ;quando teve
logar a invasio de Rivera. E tas concessoes cram feitas
depois de ouvir as informacoes do commandant do dis-
tricto de S. Miguel, que foi. depois da exoneraoeo de Miguel
Dutra, o alferes Francisco de Paula Xavier, o qual a sau
turno ouvia, previamente, e per escripto, os hereos coifinan-
tes, quando os havia. Nos annos dei830 a 1833 fizeram-se con-
cessoes da maior parte das sesmarias, nao so em Missoes,
come na fronbeira de Alegrete, onde atW entao, os argentinos
pretendiam reivindicar aquellas terras comprehendid.is al4mn
dos rios Ibicuhy e Santa Maria; mas corn a creagdo da Villa de
Alegrete, em 25 de outubro de 1831, dando-se por divisas do
mun., ao sul e poente, o territorio da margem esq. do Uru-
guay; atd a barra do rio Arapehy, e por este acima ati suas
cabeceiras em Sant'Anna do Livramento, desistiram os argen-
tines da pretendida reivindicagao, assignando-se mais tarde um
tratado de limit's coin o Novo Estado Oriental do Uruguay, em
3 de outubro de 1853, (trat do geral de limits) que abriu A livre
navegacao, o Uruguay, Parana e Paraguay, a todas as naoees.
A' vista desse tratado, eda paz que sobreveiu entire o Brazil e
seus bellicosos visinhos, affluiu uma forte immigragao de pau-
listas para a Regi6.o Missioneira, e sobretudo para Cruz Alta.
cuja povoaqao tomara incremento desde a invasao de Fructo
Rivera, mas corn a revolugao, que se manifesto nesta prov.,
em 1835, a qual durou um period de quasi 10 annos, ficou es-
tancada temporariamente, essa immigracao. para recomegar
depois de firmada a paz, honrosa para os Rep iblianos. Durante
a revoluclo refugiou-se muita gene, desta regiao, nos hervaes
de Santo Christo, na serra do Uruguay, onde se formon unia
pov. regularmente povoada, mas que. coin a devastacao
daquelles hervaes, cijo product lhe fornecia o element de
commercio. e mais tarde coin o novo povonmento de Sant.) An-
gelo, pouco a pouco, foi decahiudo sobretudo depais que
houve um incendio que devorou a maior partly da povoa-
gilo. Terminada a revolucdo comeqou a dirigir-se para
os povos miissioneiros, umea corrente de imnmigracdo, dos
descendentes dos ilhdos acorianos, primitives colonos, po-
voadores do sul da provincia. Dessa data em diante, co-
megou a prosperar de novo; o territorio das antigas Missoes
Jesuiticas, corn a creagito de estabelecimentos agricolas, regu-
larmente dirigidos, por esses laboriosos immigrants ; logo que
se foram estabelecer, principiaram a cultivar a canna de assu-
car e mandioca, em grande escala. Favorecidos pela uberdade
das terras, foram montando enganhos, os quaes, apesar de
serem construidos pelo system primitive e atrazado comtudo
produziam muito e exportavam: aguardente, rapaduras, fari-
nha de mandioca, fumo, feijio e moitos outros products. e a
maioria destes immigrants fez fortune rapidamente corn
a agriculture. costeando ao memo tempo, nuas fazendas de


criagao. Estabeleceram-se estes immigrants, nas terras situa-
das, entire os Ijuhys-Piratinim e Inhacapetum, as quaes sao
fertilissimas, atd a margem do Uruguay, e os campos supe-
riores para a industrial pastoril, desde que, se d4 sal regular-
mente para os gados, pois que estes campos nao sao de aguas
salitrosas e sem este agent nito se criam bem nestes campos os
animals. Atd o anno de 1860, comquanto, ji houvesse uma nu-
merosa populacilo, disseminada pelos campos e mattas, estava
ainda o antigo povo de Santo Angelo, deshabitado e em com-
pleta ruina, todo coberto per espresso matto, principalmente,
por arbustos de espinhos, conhecidos per anhapind' alli
era o paradeiro dos veados, dos tatetes e muitas outras caas,
que aqui abundavam, bem garantidas de qualquer assalto.
Nesse anno, concebeu o benemerito Dr. Antonio Gomes Pi-
nheiro Machado, a feiiz ideia de reedificar esle pov. por ser o
mais bemrn localisado dentre os sete povos d.. I'..,- nao
obitante, sua estancia se achar proxima aos ... .1. Lou-
renco, S. Luiz e S. Nicolau, e nao lhe custou grande sacri-
ficio, porque devido a sua grande popularidade e mesmo ser
atd entto o unico chefe do partido liberal, de today a Regiio
Missioneira, nao lhe faltavam adhesoes, e por isso, quando
lixon aqui sua residencia, grande numero -do povo o acompa-
nhou, formando-se assim, de um dia para outro uma nova e flo-
resconte povoacago, sobre as ruinas do antigo povo. A praca e
as principles ruas, foram abertas derrubando-se o immense
matagal que as cobriam, e corn o material dos antigos edificios
desahados, deu-se comego a nova edificagao de casas. Nesse
mesmo anno conseguiu o dito doutor a creaqdo da parochial sob
a mesma invocacao de Santo Angelo, que foi provide canonica-
mente, send seu primeiro parocho o intelligent poeta Pa-
dre AraxA, que a convite do mesmo doutor, veio de Minas Ge-
raes. sua terra natal, fixar residencia neste povo. No anno
de 1855. quando foi invadida a prove. pelas hordas para-
guayas ji poude esta parochia, que comprehendia o quarto e
quirito districts, do mun. da Cruz-Alta, fornecer um contin-
gente de cerca de 1.500 homes d'armas para a guerca, forca
que marehou sob o commando dos tenentes coroneis Jos4
Gabriel de Lima, Joao Antunes e Joio Antonio Rodrigues,
cujos combatentes pereceram gloriosamente, em sua maioria,
na guerra do Paraguay. Tendo tomado consideravel incre-
mento a populaqao Missioneira, concebeu o patriotic depu-
tado Dr. Antonio Antunes Ribas, em 1874. a creacao deste mu-
nicipio e do da Palmeira. e effectivamente, pela Lei Prov.
n. 835 de 22 de margo de 1874, form, esta freguezia e a da
Palmeira elevadas 6. categoria de villas, e pela Lei de 29 do
marco de 1875, foi creado o term de Santo Angelo, fazendo
part delle, como term reunido, o municipio da Palmeira.
Procedeu-se immediatamente, :a eleicao para vereadores da
nova camera municipal, e depois de eleiios os vereadores, foi
installada no dia 31 de dezembro de 1874, para cajo fim veiu
o entao president da camera municipal da Cruz-Alta, o te-
nente honorario do exercito Henrique Uflacker, acompanhado
do respective secretario capitdo Joao Bessa da Silveira Bello.
Fazia parte do mun. de Santo Angelo, o territorio da freg.
de S. Luiz Gonzaga, situado entire o rio Uruguay e Ijuhy-
grande e Piratinim, o qual constituia o quinto district.
Como pordm tivesse tornado grande incremento a popu-
lacro da villa, foiella por iticiativa do mesmo Dr. Ribas ele-
vada 6 categoria de corn. creada pela Lei Prov. de 3 de
junlio de 1880, e por essa mesa Lei, desligado desta coin.,
o mun. da Palneira, que passou a pertencer 6a corn. da
Cruz-Alta e o termo de S. Luiz 6a de Santo Angelo. Corn o
sensivel fallecimento do Dr. Pinheiro Machado, que teve logar
a 24 de setembro de 1874, pareceu, per moment, que a nova
Villa de Santo Angelo iria retrogradar, mas felizmente, o veiu
substituir, seu cunhado e genro o muito intelligence Dr. Ve-
nancio Ayres, tambem jia fallecido. Este illustre cidado, corn
o mais louvavel patriotism e abnegacgo, trabalhou incessante-
mente pelo engrandecimento desta regiiio. Este illustre e
sempre lembrado patriots. desde ha muitos annos que adminis-
traoa o mun., na qualidade de president da camera mu-
nicipal, eleito pelo partido republican, aqui creado per elle.
-Conseguio dotar o mun., corn muitos e importantes melho-
ramentos: devido i sua iniciativa, e administracgo, 6 que, pos-
sue esta villa, um excellent predio para sessoes da camera,
umnia excellent cadeia civil, e um predio para escola muni-
cipal, corn uma bibliotheca tambem municipal, corn cerca de
500 volumes, um boin cemiterio, b:ircas, pontilhoes, etc., etc.
Infelizmente veiu a more roubar a este mun., ainda quasi
no verdor dos annos, o cidadio illustre, seu representante dedi-
16S3


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cado e dilecto. Fallece no dia 17 de outubro de 1885, cornm 40
annos de idade, o Dr. Venancio Ayres, deixando um vacuo
difficil de ser preenchido. Devido a elle foram equilibradas, as
finances da camera, elevando-se actualmente o seu rendimento
a mais de 10:000'3 annuaes, e sua despeza a pouco mais
de 6:000$. Eis aqui, como um mun. novo, collocado nos
confines da prov., tornou-se mais important do que outros,
cujas cameras apezar de term rendimentos superiors, em
algarismos, vivem todavia atrasadas, sobrecarregadas de divi-
das, e pagando juros. A villa de Santo Angelo e s4de do mun.
e da com. Osofficios de tabillilo do public judicial e notas,
e mais annexes, estao provides pelo serventuario vitalicio te-
nente IHenrique Uflacker e o officio do escrivio de orphlios pelo
cidadco Manoel Verissimo do Nascimento. 0 foro judicial desta
villa, foi creado pelo Decreto n. 5.712 de 12 de agosto de 1874,
e foi installado a 2 de janeiro de 1875, polo entao juiz muni-
cipal Dr. Antonio Antunes Ribas PosiCdo astronomica. A
villa de Santo Angelo. demora ao 280 17' 19" lat. austral e
aos 110 24' 23" long. ace. do meridiano do Rio de Janeiro.-
Geographif physical. 0 aspect geral do mun. 6 plane, e ligei-
ramente accidentado. A natureza do solo, fornecida incompe-
tentemente, por uma analyse de inspeccao, ao alcance dos re-
curseos de que aqui dispomos, porqv;e iima analyse perfeita,
para o conhecimento em qualidade e quantidade dos ele-
mentos constitutivos do solo demand instruments e pro-
ductos chimicos, que ndo possiimos aqui. 0 mun. de Santo
Angelo, 4 em sua maior part; constituido de um terreno sedi-
mentario, ou de transic o, resultado da decomposit5o de rochas
feldspathicas, ou greis vermellio, segundo parece. o quie prova
o predominio de argilla, muito sobrecarregada de sexquioxido de
ferro, que ihe imprime a cbr avermelhada. porem com a au-
sencia absoltta do area. Comeca a apparecer terra arenosa,
srmonte de Monte Alv5o a Palmeira e ao nascent e sul de
Santa Tecla em diante, mas para o consume 6 ella tirada, cornm
abundancia dos leitos dos rios Ijuhy e Piratinim, vinda de
cima, cornm a corrente das aguas. Pordm, ess- terra vermelha,
que na maior part dos cases, constitute em nosso paiz, terras
pobres, quando sao muito sobrecarregadas daquella cbr, 4, ao
contrario neste mun., a base essencial da riqueza de sea solo.
De facto a argilla vermelha on latherito, de que 4 compost o
solo de Muritiba, por exemplo, na prov. da Bahia, destinado a
cultira do fumo, o melhor do paiz, assim como o que constitute o
melhor solo para a cultural do cafi, em S Paulo, muito se asse-
melha a argilla, que constitute em grande part o mun. de
Santo Angelo, jA por nao ter a plasticidade dos terrenos argil-
loseos, estereis, ja porque os generous de cultural acima referidos,
contra especialmente o primeiro, a significant influencia do
clima, produzem corn vantagens, explicadas praticamente,
pelos habitantes das margens do Uruguay, que em pequena
escala se dedicam a estas cultures. Em logares porem de serra,
povoados de mattos, a argilla vermelha so reveste de humus,
ahi abundant, ede alguns outros elements, como seja a silli-
cia, que dao ao solo as propriedades physical e a constituicso
do solo productor da canna de assucar, o que esta pralicamonte
demonstrado, pelo ensaio da cultural desta important grammi-
nea que ahi adquire um desenvolvimento prodicioso, assegn-
rando a esta regiao uma fonte de riqueza, nao disputada por
outro ponto da prove. A presenga do greis, segundo o parecer
do geologoBomplan, cede necessariamente a este terreno, o ele-
mento calcareo, etalvez fazendo-se representar por uma de suas
variedades, uma constituicao marmosa, o que explica tambem
sua fertilidade, tornando-lhe applicaveis as cultures do
fumo, pela silicia do greis, decomposto pela accao diluente das
aguas, unida ao cimento constituido em geral da cal que aquella
forma. 0 territorio do mun. de Santo Angels, contem na
sua area, grandes florestas virgens, que cobrem seguramente
metade do territorio, inclusive os capoes de mattos, que se
destacam por toda part, um a par d'outro, de f6rma que nao
existed rinclo algum de campo, que nao tenha mattos em que
se possam abrigar os gados. Para se fazer urma id4a exacta
das vantagens destes campos, para a industrial agricola e
pastoril basta o exemplo de nunca haver mortandade de gados
durante os invernos, por mais rigorosos que sejam, devido a
magreza, conform quasi todos os annos acontece em outros
logares, onde se cria no vereo e more de magreza no inverno.
-Rios. Sao innumeros oas rios e arroios que regam o mun.
e por isso descreveremos somente os principals. 0 Nachora, que
recebe as aguas do Passo-Fundo, do BurricA-Mono e outros ;
o Santa Rosa, os do Lageado Bonito, do Vira-Carretas e outros,
o Santo-Christo e o Bda-Vista, cornm seus affs. que se lan-
DICC. GEOGU. ii


gam no Uruguay; o Comandahy que recebe as aguas do Co-
mandahysinho e outros; o Ijuhy-Grande, que recebe na sua
margem dir., as dos rios Bugiganga. Galpdes, Santo Antonio,
Santa Thereza, Santa Barbara, Itaquarachim, S. Joao, Inferno
e ouLros, e na margema esq., o Conceiqao, Caraguatahy,
Ijuhysinho, Moinho, Ibicua, Urubucarui e UrucuI; o Ijuhysinho
recobe as aguas do Guaquhy, S. Joao-mirim e outros; e o Pira-
tinim que recebe as do Chuny, Itd, Piratinimzinho, Santa Barba-
ra, Inhacape tim e seus affs.- Flora. As mattas deste mun.
sao povoadas por muitas madeiras de lei, como sejam: o ipe,
cedro, lotiro guarapiapunha, guajuvira, cabriuva, timbauva,
cangerana, taromi, pinho e muitas outras. A timbauva, que
adquire umagrossura enorme, 4 excellent madeira, e o em todos
os sentidos preferivel as de outras, nio so porque 6 duravel,
como porque tern a qualidade de ser refractaria ao fogo. Uma
casa construida, corn material desta madeira, pode-se dizer,
que estai livre de incendiar-se, porque essa madeira nao arde ;
e sua casca tambeinm excellent para o cortume de couros,
porque contem tanino em grande proporceo. 0 quebracho, ou
sombra de tour, tambem 4 uma madeira important porque
al6m de servir para construcqco, tanto a casca, como os fructos,
conteem grande quantidade de tanino, carrega-se todos os annos
de grande quantidade de frucLos, os [quaes conteem umna sub-
stancia sacharina, na polpa e muito oleo na semente, e todas
essas substancias podem ainda serem aproveitadas nas in-
dustrias ; tambem a folla que tern umn cheiro semelhante As do
eucalyptus, dizem que 4 medicinal. A paineira, arvore gi-
gantesca, que produz lindos fructos, contend a paina, al4m de
ser unia arvore lindisima, sobretudo per occasiSo de sua flo-
rescencia, fornece esta substancia excellent para acolxoamen-
tos e suas folhas dizem que cria perfeitamente o bicho da seda.
O ipe que, depois do cambari, 4 a madeira de mais duraqio,
alem de ser a melhor madeira para construccao de engenhos,
a sua case fornece uma imbira de muita resistencia, corn a
qual se faz capas de cigarros, tal qual se fazem, cornm a casca
da canella de veado, 6 uma magnifica arvore em sua flores-
cencia. 0 rabo de bugio ou Maria-preta, que 6 singular, pela
propriedade que possue de gotejar pelas folhas como se esti-
vesse alli chovendo durante mezes. A cereja, que fornece
fructos amarellos, mui deliciosos, o guaru-purity, que di um
fructo semelhante ao guavijiu, por6m mais saboroso. 0 pi-
nheiro, que al6m de fornecer excellent madeira de construccao,
tambem fornece grande quantidade de pinhUes, todos os annos,
os quaes serve de alimento, 'i populaqdo pobre, e principal-
mente aos indigenas, que os conservam por um engenhoso meio,
sem se alterarem, afim de servir de alimento durante o anno.
Alim das madeiras que aqui mencionamos ha muitas outras,
de muita utilidade que deixamos de enumeral-as para neo nos
tornarmos fastidiosos.- Fauna. Neste mun. ainda existem
todas as species de cagas sylvestres, tanto do campo como do
matt. As species de cacas uteis ainda nao estao felizmente,
exterminadas, pelos cacadores desregrados, porque ha grande
estancias, onde seus proprietarios, nao consentemn o exterminio
de caqas utsis, bem como ha grandes florestas onde o ma-
chado devastador do agricultor indigena, nao chegou, e nem o
carador exterminador, corn sua matilha de caes. Existem
veados de cinco species, a saber: o cervo, que vive nos ba-
nhados, o veado-pardo, o taporor6, o virn, que vive nas mattas,
e o branch, que vive no campo. 0 cervo 6 raro, mas encon-
tra-se ainda em algumas estancias. 0 Tamandud-bandeira, e
o mirim, a anta. o porco montez, que vive em tocas, e quando
uma vara de porcos immigra de um logar para outro, j; se
sabe que os tigres andam A caqa delles ; o tatete, a paca, a
cutia, a jaguatirica-grande e pequena, gato montez, o leao de
cara rajada que 6 muito feroz, e o baio. o guarA, o guarachaim,
a lontra, o serelepe, cornm sua elegant cauda, e cinco espacies
de tatfis, o tatd, propriamente dito, o eti, o mulita, o psl-
lado, e o de rabo-molle, quo 4 o maior de todos ; a irara, o ca-
chorro mao pellada, o bugio-preto eo e mico, que s6 se encontra
na serra do Uruguay. A care deste quadrumano, 6 muito
apreciada pelos bugres aldeiados na regiAo.-Aves-silvestres.
A variedade das aves sylvestres nests mun. 6 immensa e
seria enfadonho ennumeral-as todas. Existem a jacutinga, o
macuco, que fornece excellent care. Os ovos do macuco sao
do tamanho dos de perit e de uma cor verde muito elegant.
O urit, que 6 semelhante a uma gallinba garniz6, e anda em
bandos, e que fornece excellent care, e que sao faces do
matar, porque semelhante A gallinha, depois que sobe para as
arvores alli fica, o inhandfi, a saracura, o jacft, e muitas outras.
- Abelhas sylvestres. As florestas das regi6es, abundam em









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mel e cera, sobretudo, depois que se aclimataram e criaram
em estado sylvestre, as abelhas vindas da Europa. as quaes for-
necem mnito mel e cera nos mattos...- Peixes. Alguns
dos rios do mun. sao abundantes em peixe e outros sao
pouco, devido As grandes quedas d'agua, que impede a subida.
Os peixes mais communs siao os seguintes, do escamas: pirajd,
on dourado, piaviasfi, piavas brancas e pretas, voga, trahyra,
piracanjuva, pirapitinga. grumatam, peixe espada, saicam,
lambary, juanna, peix' porco, cascudo, etc., etc,: de pelle
lisa: suruby, bagre, jundil-preto, jundiA-amarello, roncador,
pintado, mucum on inguia. etc., etc. Os peixes mais esti-
mados, sao, o pirajd-novo, a piava, a trahyra creada, o pin-
tado, e o jundi'-amarello. No Uruguay abunda o jahli, o
pacu, o peixe armado e muitos outros que deixamos de men-
cionar.- Estradas. A estrada de rodagem da Cruz-Alta at6 o
Pinhal esti situada em cima da serra de S Martinho. e em
sen ponto de bifurcac.to das coxilhas, ramitica-se ella, sezuindo
pelo alto da coxilha que separa as aguas do Piratinim at6 a
Villa de Santo Angelo, passando por Tapaceretam. BocaverA,
Santa Tecla, Lagoa Yermelha. Estas estradas, pela sua si-
tua;io nos cimos das coxilhas, salo naturalmente enxutas; e
sao muito transitadas por carretas, comr destiny aos diversos
pontos da region missioneira, e se dirigem A cidade de Santa
Maria, por emquanto ponto terminal da estrada de ferro.- To-
pographiac. A villa de Santo Angelo, est6 situada sobre uma
magnifica collina, que dista um quarto de legua mais ou mienos,
do caudaloso Ijuhy-Grande, e 6 semi-circulada por um magni-
fico riacho denominado Itaquaranchym, o qual vai desaguar
no Ijuhy-Grande, dali a uma legua, e do lado opposto 6 cirou-
lada por umna vertente denominada Lagoio. A villa de Santo
Angelo apresenta uma edificagio modern e elegant. Todos
os edificios do interior da villa, saio de excellent conslruccso,
nao se vA um casebre dentro do povo, porque a populagso po-
bre, moral today nos arrebaldes em chacaras, e em terrenos dis-
tribuidos em sua maioria, gratuitamente, pela camera muni-
cipal ao long do arroio Itaquaranchym de um lado, e o La-
goao do outro, de f6rma que licou o povo situado no centre do
circulo de chacaras, na pitoresca collina. 0 numero de cha-
caras habitadas, eleva-se a mais de 60. Dos antigos edi-
ficios jesuiticos, ainda oxiste de p6 o sumptuoso frontispicio da
egreja, construida de pedras, magnificamente lavradas, coin seus
nichos de pedra, contend ainda os respectivos santos de pedra
lavrada, e mais algumas columns de pedra inteirica de ta-
nmanho e grossura extraordinaria e artisticamente lavradas.
No cemiterio da villa, que 6 construido de pedras e todo arbo-
risado, corn palmeiras, existed de pd, uma magnifica cruz
construida de unma so pedra, fora o pedestal. Esta cruz tern umrn
tamanho extraordinario, e 6 uma das obras de merito dos je-
suitas : pertenceu em outros tempos ao povo de S. Lourengo.
A porta principal da antiga egreja, tinha os portaes adornados
corn bonitas pedras de christaes de rocha, embutidas corn arte e
simetria, de modo que, offerecia uma vista lindissima. Ja nao
existem mais esses christaes, mas ainda se podemn ver na Villa
de S. Luiz, nos portaes do antigo collegio, o qual ainda esta,
em parte, de p6, e actualmente servindo de casa de camera, o
modo d'arte corn que adornavam os jesuitas, os portaes, corn
as brilhantes pedras de chrystaes. Da antiga quinta jesuitica,
ainda restam vestigios, est6o vivas algumas larangeiras, e
muitas arvores de herva-mate e algumas de quebracho ou som-
bra de tour. e algumas palmeiras, o mais desappareceu corn
o tempo.- Geographic political. A area uperlicial do mun.
nano esta ainda determinada exactamente ; s ultimos dados que
ha sobre ella, sao fornecidos pelo agrimensor Schmidth, que
levantou a plant do rio r..-..7. .1 -..le -hacor'i, ate o Ijuhy-
Grande, e 6 calculadaem 11...'... '*.,,. me ros quadrados. equi-
valente a 261 kils. quadrados. Pelo eng. Joaquim Saldanha Ma-
rinho Filho, foi media e demarcada, uma linha meridiana do
norte ao sul, a partir do Uruguay, ate a estrada que divide este
mun. corn o de S. Martinho tendo sidocravados marcos em todos
os kils. 0 mun. de Santo Angelo tern por limits : ao note, o rio
Uruguay; ao nascente, os muns. da Palmeira e Cruz Alta, sepa-
rados aquelles, pelo rio NhacorA, desde suas vartentes em
S. Jacob, atd sua f6z no Uruguay, e do outro lado, polo arroio
Faxinal on Bugiganga, desde suas nascentes. em S. Jacob, atd
sua barra no Ijuhy-Grande, e por este abaixo, at4 a foz do rio
Concei~do, e por este acima atd a serra do Cadeado, e por esta
ati 6 Ijuhysinho e por este acima atW suas cabeceiras em Tu-
paceretam ; ao sul, os muns. de S. Martinho e Boqueirio
de S. Thiago, separados, o primeiro pela estrada geral de car-
retas atI o campo novo do Ijuhy, e dahi seguindo a picada que


pass o mesmo campo, e se dirigeo a Santo Christo, ati o rio
Comandahy, e por este abaixo atd sua foz no Uruguay, e por
este acima, atd o ponto de partida, na foz do NhacorA. 0 mun.
divide-se em quatro districts de paz que o sao tambem de
subdelegacia. A villa 6 sede do term da com. Ternm alistados
350 eleitores, inclusive S. Luiz Gonzaga. Em divisso ecele-
siastica pertence A diocese do Porto-Alegre, tern uma vara
ecclesiastica, cujo vigario e o mesmo parocho. Climn.
0 climax do mun, de S into Angelo 6 ameno e temperado. Nao
se conhecem aqu. molestias endemicas, e 6 muito proprio para
agricultura.- Comtmercio. 0 commercio de importacgo do
mun. consist em fazendas, molhadne. f'rr.-on-. In.i-i e miu-
dezas, da capital da prov. e das 1"". 'i nr..... A ex-
portacao consist em aguardente, fumo, mellado rapaduras,
farinha de mandioca, milho, feijio e herva-mate. A herva-
mate 6 umra das fontes de riqueza do mun.: em tempos, a expor-
tacio deste product era de milhares do arrobas, hojR um tanto
decadent, devido ao m;o acondicionamento, que vai melho-
rando, em breve attingirA a um grio de grande prospe-
ridade. A herva-mate 6 a riqueza natural da grande zona que
margeia o Uruguay. Grande partL dos hervaes, estno situados
em matos devolutos e que tent grande influencia no valor das
terras; por emquanto sao estas hervas exploradas por grande
numero de habitantes do mun. A exportacdo de gados das
innumeras fazendasde criacto, 6 consideravel, os qaues seguem
para as xarqueadas. da Cachoeira, Pelotas e Porto Alegre.
0 mun tambem export bestas em regular escala, para S. Paulo.
E' principalmente nestes tres ramos de exportanlo que consisted
presentemente, a riqueza do mun., porque a exportagio dos
outros products ainda e feita em pequena escala, avultando
unicamente, aguardente, fumo e feijao. Os meios de transported
saio carretas e cargueiros e as vias do communicacso sao as
estradas, no geral excellentes, Nao ha navegacqo, apezar de
ter rios perfeitamente navegaveis na dpoca das aguas.- Agri-
culturi. 0 mun. de Santo Angelo, 6 como todos os da regiao
missioneira riquissimo para a agriculture, assim como para a
industrial pastoril. Accresce, favorendo o desenvolvimento fu-
turo da agriculture nesta regiao e mun., as vias de commu-
nica po artiticiaes as quaes 'ja nos referimos e as naturaes,
constituidas polo Uruguay e alguns all's. como sejam os
rios: NhaeorA, Santa Rosa, Santo Christo, Boa Vista, Coman-
dahy, Ijuhy-Grande e Piratinim, de cuja navegabilidade, at6
um certo numero de leguas acima das suas barras, temos noti-
cias de pessoas fidedignas e dados de antigos exploradores desta
regiao ; rics cujos galhos certain a regiiio, a ficarem todos os
nucleos coloniaes, que s' estabelegam aqui, banhados, polo
menos, cada umn por uma vertente perenne. 0 Ijuhy-Grande,
cujas principals cabebeiras sco o rio Palmeira e o Ijuhysinho
(ou ljuhy-mirim)que tern suas nascentes em Tupaceretam foi
explorado em 1857, verificando-se ser navegavel na distancia de
treze e meia leguas de sua foz ate a Catadupa de Pirap6 defronte
de S. Luiz. Este rio 6 margeado por terras devolutas, em seu
maior curso, e onde podem ser estabelecidos nucleos colo-
niaes corn grande vantage. Os products naturaes desta zona,
como sejam os fornecidos pelos hervaes (ilex paragutyensis)
que occupam, uma grande parte della, podem ser transportados
de preferencia, por estes rios, deixando de ser feitos por longas
estradas, e por carretas puxadas a bois, como o 6 presentemente.
A travessia das carretas e animaes, nos dous Ijuhys, 6 feita em
balsas que comportam o peso de quatro carretas. 0 mun. de
Sanio Angelo 6 tambem excellent para a industrial pastoril.
Os campos do mun., si-o semr contestac.,o, melhores do que os
da fronteira e interior do Estado, para a criaca5o de gado
vaccum, desde que se de o sal corn abundancia, durante os
mezes de agosto a. margo, s6mente durante os mezes quentes,
mas todavia, sao mais vantajosos os campos que teem mattos,
onde os gados se abrigam dos rigorees do inverno; felizmente
e o que o mun. possue em grande abundancia, part delles
tapetados, por delicadas e nutritivas pastagens, abundantes em
pitangoes, crescimaes, taquarAes, etc. donde no fim do inverno
sahem os gados corn pello fino e gordos. Mais outra vantage
offereceim os campos de misses ao estancieiro, que 6, a dos gados
nunca sentirem as maus efleitos das seccas no verao, por mais
assoladora que seja, como por exemplo, foi a de 1877. Emquanto
nesse anno, na fronteira do Estado Oriental, e outros logares,
morriam milhares de rezes, por falta de aguas nos campos.
vendo-se os estancieiros na contingencia de conduzirem seus
gados para as margens dos rios, alinm de nao morrer tudo de sede,
estavam os gados aqui gordos e havia abundancia de agua. Este
facto 6 devido a serem aqui permanentes innumeros mananciaes,









ANG


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visto que sao alimentados pela humidade .das mattas e fortes
ondulacoes do terreno. Pelo que temos dito 6 o que fica am-
plamente demonstrado, as terras do mun. s~io excellentes para
agriculture e como bem disse um professional distinctissimo, o
future do Rio Grande esti na Regiao Missioneira. Nao ha
pois escrupulo nascido por informa6oes ligeiras, que possam
derrocar opinioes baseadas na observagao, procurando tomar
inaccessivel a colonisacao a qualquer zona, especialmente a uber-
rima Regiao Missioneira. As terras que margeam o Uruguay
e seus affs., em sua maior part devolutas, sao de uma
fer tilidade espantosa, como as melhores terras do Estado. Por-
tanto emprehendida uma corrente de immigracQgo para colonisar
estas terras, e designados os lotes para o estabelecimento de
cada um colono, onde elle possa estabelecer-se definitivamente,
nao demorarzt que, pela riqueza natural do solo, seja elle prodi-
gamente recompensado dos sacrificios de seu trabalho e long
jornada, sentindo sua alma, innundada de verdadeira alegria,
pela luxuria e vico de suas planticoes e produccao espantosa.
Povoada esta regiao de alguns nucleos coloniaes sera corn certeza
uma fonte de enorme riqueza para o Estado, e para os mans..
missioneiros, desde que, uma administracao s4ria e patriotic
zele por aua prosperidade. .Parte alguma do Estado, pOde
disputar a primasia de terras para a agriculture a Regiao
Missioneira. A cultural da canna de assucar, sobretudo demo-
verA, nao so o colono nmcional comoo .0'stron.-ir. q rlilfival-a
creando-se engenhos.nato faltando logar(n i|.r*' .i ...... para
esse fim, onde, reunido ao solo excellent, existam rios corn as
quedas precisas para a fundacLio dos mesmos; tornando-se,
senao o assucar, ao menos a aguardente, mellado e rapaduras
uma fonte de industrial para os povoadores da region. Dentre
as cultural, que em pequena escala, se cccupam os agricultores
deste mun., destacam-se as do fumo, que e de superior quali-
dade, e a da canna de assucar, que fornece superior aguardente
paraoconsumo, a mandiosa, e o arroz que produz em abun-
dancia, e a herva-mate. 0 future da Regiao Missioneira
depend unicamente de nucleos coloniaes, engenhos centraes
e uma via ferrea que, atravesse este abeanoado solo As colo-
nias, que aqui se crearem, tern im future incalculavel, e terio
grande vantage sobra outras jA estabelecidas no Estado,
embora mais proximo A capital. A differenca da distancia sera
compensada pelo estado natural da conservacao das estradas
que cortam o mun. e a regiao e pela prodigiosa uberdade das
terras de cultural. 0 consume dos products coloniaes de
qualquer iun. da region. principalnente dos que margeam o
Uruguay, e seus importantes afis., serao divididos pelos
diversos povos de misses sando deste modo, o preco de alguma
forma, independent da diminuicqo, que por ventura se julga
soffrer, pela concurrencia das colonial situadas proximas a
Santa Maria. 0 conhecimento de que coda um dos muns. de
misses, conta quinze inil almas, approximadamente, sempre
que a agriculture esteja nelles desenvolvida, nos forEa a' con-
clusao de que a colonisailo em qualquer delles, produzira o
quanto requer todas os circumvisinhos ; estendendo-so as ne-
gociacues dos produce to's agricolas, e exclusivainente os especiaei
da zona do Uruguay, bem como os dos hervaes, a6 a a capital
do Estado. Acresce tambem a circumsoancia da superioridade
dos campos desta regiao para a industrial pastoral, ji perfei-
tamente constatada. 0 gados deste mon., sio de muito melhor
qualidade, do qiie os dos muns. do scul do Estado. em conse-
quencia do crazaminento das racas bovinas, importadas do Es-
tado de S. Paulo. Ald m de muitos estancieiros, tivemos o pa-
triotico finado Dr. Antonio Gomes Pinheiro Machado, o qual
no anno de 1860, impertou para a fazenda de Pirajf, gados de
raas superiors, e one on annualmente sahiam pastores para
toda a part. 0 cruzainento do gado de racas, corn o creoulo,
decendente do primitive gado introduzido pelos jesuitas, me-
Ihorou extraordinariamente a especie. A Regido Missioneira,
promette pelos nto natras elements natraeo de que dispoe, ser no future,
inquestionavelmente, a regiao mais rica do Estado ; conside-
rando, no sSj, a superioridade de seus campos para a industrial
pastoril, como a uberdade de sunas terras, par a industrial
agricola. Sao innumeros os rios, arroios e regatos que banham
a region e as virgens florestas que bordam o niagestoso Uruguay
Ijuhy-Grande, Conceisao, Piratiny. Jacihy e outros rios. E' A
superioridade de suas terras, e A na egaqio,mesmo periodic do
Uruguay e suas affs., e o cultivo da herva-mate, que hbo
de influir poderosamente, para o seu engrandecimento future.
S6 o mun. de Santo Angelo, ja exportou annualmente mi-
lhares de arrobas de herva-mate, e posto quo sens extensos her-
vaes, que outr'ora eram todos nacionaes, fotbssem estragados e


devastados pelas podas, por um system barbaro, e devastador
comtudo estao de novo se criando corn consideravel vantage
visto que presentemente os hervaes sao, no geral propriedade
particular, alguns por direito de posse, outros por compra feita
ao Estado, acontecendo porem, que os seus proprietarios, alem
de zelarem a preciosa arvore, ainda a cultivam em grande
escala, como por exemplo, o cidaddo, Carlos Jung, do CarajAsi-
nho, que jA posse na sua quinta, cerca de tres mil arvores, culti-
vadas todas por elle. A navegagao do rio Uruguay, influira po-
derosamente, tambem para o engrandecimnento da regiao. Corn
dispondio nao muito avultado pode-se tornar esto rio navegavel
atd o Salto do Pipiri-Guassci. h' precise unicamente desobstruir
algumas .r.i.ir.u ,rit.-: cachoeiras. send as principles as do
Butuhy, Ill. -'',.i ..1 ,, Santa Maria, e Santo Isidro, as queas
nas aguas baixas, embaracam a navegacao. Conseguindo-se
esses melhoramentos o Uruguay, serd perfeitamente navegavel,
corn as aguas milias, at6 a futurosa colonia military do Alto
Uruguay. e corn estes melhoramentos affluirA cem certeza, uma
immigraqao europea para se estabAlecer nas uberrimas mattas
que margeam este rio.s
ANGELO (Santo). Colonia do Estado do R. G. do Sul,
no mun. da Cachoeira. banhada pelo rio Jacuhy, creada
em 1857. Occupa uma area de 18.698 hectares, dos quaes
apenas 2.240 sao cultivados. A pop. e de 4.008 habs. bra-
zileiros (1.851), allemies (1.582), austriaccs (227), francezes e
suissos. Ternm duas eschs., tres fabrics de cerveja, tres de
costumes, quatro de carrocas, tres de lombilhos, seis ferrarias,
tres alfaiatarias, sete sapatarias, quatro marcenarias, tres
olarias. unia de charutos, etc. Produz farinha de milho, trigo
e centeio, farina de mandioca, aguardente, melado, oleos, etc.
Exporta milho, feija.o, arroz, farinha, batatas, cerveja, arreios.
carretas, couros, no valor de 85 a 90:000). Foi elevada a freg.
com a invocacaio de S. Bonifacio pela Lei Prov. n. 1529 de 4 de
dezembro de 1885, tendo sido elevada a curato pela de n. 460
de 22 de novembro de 1861.
ANGELO (Santo). Riheirlio do Estado de S. Paulo, no mun.
do Patrocinio de Santa Isabel.
ANGELO (Santo). Arroio doEstado do R. G. do Sul, aff. da
margem esq. do rio Jacuhy.
ANGELOS. Ribeirao do Estado de Minas Geraes; banha
o mun. do Rio Novo e desagua no rio deste nome.
ANGERSTEIN (Baixo de). 0 Capitao de Fragata Vital
de Oliveira (morto em Curupaity a 2 de fevereiro de 1867)
no seu Roteiro da Costa do Brasil diz A p. 2 o seguinte:
tConvem notar, antes de passar adiante, que alguns mappas e
roteiros mencionam que ao mar da barra do rio Mossord, na
distancia de 25 milhas a rumo de80 NO., e por 30 NO. da
ponta da Redoinda, foi em 1845 encontrada uma large corn
o doundo de 15 palmos, a qual se denominou Baixo de Angerstein
nomee do navio que primeiro a descobriu). EstA ella na lat.
40 32' 30" S. e long. 50 55' 21" E.. segundo as exploragoes
feitas. Nio foi possivel, porm obter-soe um reconhecimento de
sua posicao, por mais estobros queo se empregasse. nao s
encontrando meismo pratico algum que de semelhante perigo
desse noticia. 0 recent naufragio do vapor inglez illidge
naquella mesa altura em viagemn de Liverpool para Bomibaim,
veio em apoio dos que pensam na existencia do semelhante
baixo, mas segundo o extracto da carta do John Bouch, mestre
do brigUe Angerstein, eocripta do rio Jaguaribe em 15 de
dezembro de 1830 e publicada em abril de 1832 no Nautical
1Magazine ha sem duvida confusao centre o baixo mencionado
e o do Joao da Cunha de que adiante trataremos... No
mesmo engano cahiu E. Rodrigues (capitao de fragata da
marina napolitana) no seu Guida Generale da costa do Brazil,
publicada em 1854, confundido estes dous baixos...>)
ANGETGES. Selvagens que habilavam as margins do rio
Tocantins. Eram intrataveis. Sua existencia A attestada
pelo capitao Francisco de Paula Ribeiro, no sea Roteiro
da viagem que, em 1815, fez As capitanias do Maranhao e
de Goyaz.
ANGICAL. Villa e mnun. do Estado da Bahia, a 65 kils. de
Campo Largo. a cujo mun. pertenceu. Orago Sant'Anna do
Sacramento e diocese archiepiscopal de S. Salvador. Foi-lhe
concedido o titulo de parochia em 1821. Ternom 10.588 habs.
Comprehend o pov. Varzeas. Em 1881 alistaram-se nella
71 eleitores. Tenm duas eschs. pubs. de inst. prim. Agencia








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do correio, creada pela Portaria de 16 do setembro de 1884.
Foi creada villa em julho de 1890.
ANGICAL. Log. na conm. de Barras e Estado do Piauhy.
ANGICAL. Ilha do Estado da Bahia, no rio S. Francisco,
entire os povs. de Mata-fome e Prepied, abaixo do rio
Paramirim. No mesmo rio ha outra ilha do Angical proximo a
villa do Remanso.
ANGICAL. Ilha do Estado de Matto-Grosso, no Guapore.
cerca de 100 kils. abaixo do rio Verde, em create a Barranca
Alta. Ha outra 66 kils. acima do mesmo rio Verde, entire as
do Borba e das Tres Bocas ( Dr. S. da Fonseca. Dice.
cit.)
ANGICAL. Rio do Estado do Maranhao, aff. da margem
esq. do rio das Balsas.
ANGICO. Log. do Estado di Pernambuco, no mun. de
Boim Conselho.
ANGICO. Uma das estagoes da E. de F. do Camocim a
Sobral, no Estado do Cear., entree 1'.i L e Pitombairas. no
kil. 43.780; a 73m,99 de altura; an .o 12', 46". 19 de lat.
S. e 20 30' 4S",85 de long. E. do Rio de Janeiro; inau-
gurada a 14 de marco de 1881. Dista 19k,355 de Granja e
35k,353 de Pitombeiras.
ANGICO. Lagua do Estado de Pernambuco, no mun. de
Bom Conselho (Inf. lo0.)
ANGICOS. Villa e mun. do Estado do I. G. do Norte,
na corn. de Sant'Anna do Mattos, proxima da margem dir. do rio
Patacho nomee de uma tribu de selvagens), trib. do Piranhas ;
e 252 kils. da capital, 48 de Sant'Anna do Mattes, 174 de Touros
e 84 de Macao. Clima quente e saudavel. Informacoes re-
cebidas da localidade dizem, umas, que Angicos foi primi-
tivamente uma aldeia corn o nome de S. Joso dos Anjos,
outras, que foi uma fazenda de criacao pertencente ao te-
nente Antonio Lopes Viegas, tendo obtido o nome de
Angicos de uma porgQo de arvores do mesmo nome que,
naquelle tempo existia na circumferencia do Olho d'Agua, a
pouca distancia abaixo da villa. Sua egreja matrhiz toern a invo-
caqao de S. Jose e depend da diocese de Olinda. Era capella
filial da matriz de Sant'Anna do Mattos. A Lei Prov. n. 9
de 13 de outubro de 1836, em seu art. 1, dosmembrou-a da
mesma matriz e elevou-a a egreja parochial. Sea territorio
fazia part do mun. de Assd (Princeza). Por acto do ex-
tincto Conselho Presidencial de 11 de abril de 1833 foi elevada
a categoria de villa. A Lei Prov. n. 26 de 28 de margo de 1835
supprimiu-a, mandando reverter o territorio de seu mun. para
a villa da Princeza, donde havia sido desmembrado. Em virtude
da Res. Prov. n. 9 de 13 de outubro de 1836 (art. III) foi
novamente desligada da cidade do Assd e instaurada villa
corn a antiga denominacio. Extincta por motivo de transfe-
rencia de sua side e parochia para a pov. do Macau pela Lei
Prov. n. 158 de 2 de outubro de 1847, foi restaurada ainda
uma vez como parochial e villa polo art, It da Lei Provy.
n. 219 de 27 de junho de 1850. Foi desmembrada da corn.
de Macau e incorporada A de Sant'Anna do Mattos pela Lei
Prov. n. 845 de 26 de junho de 1882. Ternm duas eschs. pubis. de
instr. prim., creadas pelas Leis Prov. n. 223 do 17 de setembro
de 1851 e n. 497 de 4 de maio de 186). A pop. da villa 6 de
5.700 habs. Cultural de algodLo, mandioca. milho, faijao e
arroz ; crianao de gado vaccum e cavallar. Em 1881, alistaram-
se nella 160 eleitores. Como term, perteneou A com. do Asud.
da qual a Lei Prov. n. 644 de 14 de dezembro de 1871 des-
membrou para incorporal-a A corn : de Macau. Foi annexada A
corn. de Sant'Anna do Mattes pela Lei Prov. n. 845 de 26
de junho de 1882. Sobre suas divisas vide art. II da Leiot Provey.
n. 294 de 19 de agosto de 1854. 0 mun. 6 dividido em duas
parties : uma criadora, que se comp6e dos logares pedregosos, e
outra agricola, que abrange as varzeas dos rios, riachos,
mattos de ariscos e o cimo das serras. E' banhado pelos rios
Patach6 ou Patachoca, Salgado, Ceara-mirim e por diversos
affs. delles; e percorrido pelas sarras do Fuzil, Negra, Lombo
e Verde. Comprehende os povs. e logarejos denominados
Jardimni, Serra do Born Fim, Carapebas, Lage.s, Caiqcara do Rio
do Vento, Gaspar Lopes e Logradouro.
ANGICOS. Log. na corn. de Itapicurdi, a 15 kils. daChapa-
dinha e na estrada que vai para a Varzea Grande, no Eslado
do Maranhao. Em 1839 era esse ponto guarnecido palo capitao
Pedro Alexandrino A frente de 163 pracas. Tendo feito junccao


de seas forcas corn as do tenente-coronel Joao Jos6 Alves de
Souza toi assaltado inopinadamente pelos Balaios. Venceranm
os rebeldes e praticarain actos de horror, arrancando os olhos,
e cortando as orelhas, tirando pedacos de care ao dito capitao,
ao tenente-coronele aos outros officials ainda vivos !
ANGICOS. Log. do Estado do R G. do Norte, no mun. de
Apody.
ANGICOS. Pov. do Estado da Bahia, no mun. de Cari-
nhanha. a 23 kils. ao N. dosta villa, na margem esq. do rio
S. Francisco.
ANGICOS. Pov. do Estado da Bahia, A margem dir. do rio
S. Francisco, acima da villa do Pambd. Tern uma casa de
oracgo da invocagaio de Santa Cruz, sobre uma collina.
ANGICOS. Pov. do Estado da Bahia, na margem esq. dorio
S. Francisco, entire Sentocee Riacho da Casa Nova, proxima da
pov. Uruc6 de Baixo (Halfeld).
ANGICOS. Pequeno arraial do Estado de Goyaz, no mun.
de Santa Luzia, 144 kils. ao NO.
ANGICOS. Estaqco da E. de F. de Alagoinhas ao Juaseiro,
no Estado da Bahia; entire as estaQces de Umburanas e Olhos
d'Agua. a menos de 400 k de Alagoinhas.
ANGICOS. Morro do Estado da Bahia, no mun. do Brejo
Grande. Di origem ao rio TamanduA, aft'. do Ourives. (Inf.
loc.)
ANGICOS. Serra do Estado de Goyaz estende-se entre os
rios Maranhao e Tocantinsinho. (Almanak de Goyas, 1887).
ANGICOS. Ilha e corrego do Estado de Minas Geraes, no rio
S. Francisco, pouco acima da foz do rio Pardo. 0 corrego
desagua na margem esq.
ANGICOS. Rio do Estado da Bahia, banha a cornm. do
Monte Alto e vai para o rio das Ras, alt. do S. Francisco.
E' pequeno, mas nao secca. Recebe o rio do Gentio ou Volta.
(Inf. loc.)
ANGICOS. Rio do Estado da B.hia. desagua na margem
dir. do rio S. Francisco,proximo 6. pv. do sau nome e acima
da villa do Pambd.
ANGICOS. Rio do Estado de Goyaz, corre na direccgo de
S. para NO. e vai desaguar pelamargem esq. no rio Maranhao,
aff. do Tocantins.
ANGICO TORTO. Log. do Estado do R. G. do Norte, no
mun. de Trahiry.
ANGICO TORTO. Riacho do Estado de Pernambuco, no
mun. da Pejehit de Flores. Desagua no rio Pajehu.
ANGIQUINHO. E' assim denominado um dos saltos da
magestosa cachoeira de Paulo Affonso, no rio S. Francisco.
Foi visitadopor D. Pedro de Alcantara, ex-imperador, no dia 2
de outubro de 1859.
ANGOLA. Ribeirio do Estado de S. Paulo, no mun. de
Jacarehy. Corre para o Parahyba do Sul.
ANGOLAS. Arraial do Estado de Minas Geraes, no mun.
da cidade de Paracati.
ANGRA DOS REIS. Cidtde e mun. do Estado do Rio
de Janeiro, sede da cornm. de seu nome; elificada sobre uma
pequena planicio cercada de morros, que so prendem A serra
do Mar; em frente da bahia de Angra dos Reis; aos 230 19'
de lat. S. e 350 11' dt long. 0. e a 133 kils. 0. da cidade
do Rio de Janeiro, ligada ao Rio Claro e a Mangaratiba por
estradas. Tern os seguintes edificios: Cimara Municipal,
Cad a, Matriz, coaventos do Carmo o Santo Antonio, este em
ruinas, capellas de Santa Luzia e da Lapa. Tom dous
chafarizes, um no largo do Carmo, hoje Praca do Marquez de
Herval, e outro no Cruzeiro. A egreja matriz tern a invocacao
de N. S. da Canceicaio e depend da diocese de S. Sebastiato.
Consta que o primeiro temple que s. levantou, destinado a
matriz e dedicado a N. S. da Conceicio, foi no sitio fronteiro,
oun visinho A ilha da Gipoia (on Giboia), no qual por poucos
annos permaneceu a sede da parochia. Na informacao dada
polo Dr. Jose de Souza Ribeiro de Araujo, que visitor a
matriz em 1743, encontra-se o seguinte: < Esta frog. j.
existia ha 150 annos (isto 6, no de 1593), nio no logar, onde estai
hoje a villa, senao no logar a que chamam Villa Velha, em
uma ponta distant deota mesma villa uma legua : e naquella


ANG


ANG




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