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'ANNO IL. DO-t.408 ADCS lt10t DE 1870. ............. .. ... -.,1 0 t ... 0 vero Antor da vida I Vivo reinou Sobre a more vwncida 1 I ALLELUIAI a Virgem MAe Vd Jesus resuscitado 1 Christao, prazer respirai, Seus gozos cantai, AVez di Idigil. ue CeTivy. ( Alegrai-vos, triste Avrora 0 que chora sle out'ora - Restiscitou, como disse, Alleluia I Allelaial * Alegrai-vos Virgem Para 0 DEUS, da sepultura Rlesuscitou, como disse AlIwluia I Alleluia I w - 0 PERFEITO AMOR DE DEUS. 0 existed no cemroe de noise cor4&le, como urn. soberano emn sea throne todas as virtudes oraam a stta circamfnreacia, e i6Ue rece- boit o rather e m viraeato. o aior prefoite t movimento, a forja e a vida s alms; 64 .o peo e a balan- . do Saaotaario, once sto peis alas todas as virtades diaate do tribnaal da justiega di- vilna, Sem esle amor de Noass Seahor, n&o ha virtue VssiveL. Maitos tremem aoouvir pronunciar o no- mo do ara6 perfeito, porqua s*o tibkios no caminho do sacrificio; e s6 vin os traballhos sam examinarem a recompensa. DEUS e a Igrja nos di-em: amareis a DEUS de todo vosso coragao, de toda a vossa al]Ma, e comn tolas as vossas forpas; > entretan- to muitos esqaecemr estas sanctas palavras, gravadas por DEUS em nossos corages, e s6 procuratrn intimidar-se perante as difficulda-. N&o sejamos n6s d'este numero; marchemos antes polo caminho do amor perfeito, abrin- do nossos cora06es, deixando que a graga com a sua d6c influencia os purifique, estab.e- lecendo n' elles o amor de DEUS, conservan- do-o para sempre em sua pureza celestial. Entio seremos prudentes, porque a pnm. dencia nada mais g senao um amor escla- recido,' vigilante e discreto na escolha do$ meios qiu n6s podein apporximar ou afas- tar de DEUS; justos, porque a justiga 6 u amor exato qp nao oniae cou 90 . gue 6 castigar pelos rig5res saudaveis da pe- nitencia os peccados que live.rmos comettido; fortes, porque a forqa de um christao n&o 4 se- iAo umn amor generozo e intrepid que se sus- tenta nos pirigos,. e que soffre as contrarieda-. des as mais rigorosas, e no recha diante do sacrificios; teremos finalmente a temperanpa, comr tanto que anemos a DEUS, porque esta virtude naoo 6 senao um amor obedient e co- rajoso, que so content em DEUS somoente, e quo se priva voluntariamente do todosos 0pra- zte s sensaag s para coaservar intacta a sua pureza. E' hem vergonhozo para os homes, e & para elles uma grande confusiAo, andarem so- mente ap6s as grandes descobertas nas artes e nas sciercias profanas, desperzando intei- sc lriia d a -t ramente a sciencia das sciencias, o Sancto amor de. DEUS. Que desordam e que vergonla, drse as artes & principio tao imperfoitas, adquirireti 'comn a succssao dos annos a sua ultima per- faigo, e o amor de DEUS, era logar de aper-: feigoar-se, diminuir todos os dias I Para o aperfeigboamento das artes today ap- plicagao 6 pouca. embora seja a vaidade QoL unm aproveitamento temporal o sou unico mo- tlyo; entretanto para o amor de DEUS neahum - .7 '. :. .'*' t <- \ .: k I :''! I .^ L- "- I '"~ ..~. I S.A VOZ A A EUI;Ao v0 C'4,taI. 1 _,--- ,-,,,,,, "" *' . . i,/ w. . ... . ,, .. . .. .. . ' * ir- -.----- ;;~;;~ Comeca entIo) a bo1cm o s)lenio e do Cirio Pascal pelo m.,gil(iico cantico d i Siicto Agos-, ftinho quv o Diacoao canta do pulpile-: * < Excullet jAi Aq.:loI iubib ri,~lon: xiudi- tetni iti: nt't f .: ft pro tanti It 'jis victoria, t b'.t i',c., v sal:tanris. '<< Os anjos d,) Co. niilicia do tilto so 4ah- .gre:u e cxultan' do j ibilo, c o s m da troi-t jiti auni' i ,ii oi o ,O si.i sI i S rificios d'arlgria.. p.ar victoriaa do granid lR.i. < Estejaa trra natlioidaile, e gose a glori- S os.) luz (iit, do alta Iihe .veiou 0 lus divinia, quo i llhnin tolo Linu.lo. > .n .< 0 liugar Saicto rd.irnbo com Os transpo;'- te, d'agri,,i dos pivosI as aclauiaIe. da t r- ra stuafm a Co1e1o! 4 Tudo mais que so s'gue respira o mesmo en- ------k s~nincl---------------- 0 Cirio tern uas significe as mystic s 5q,'iu se vinculJ I liistoria do passdo e (do pre- zetite. No. parade lle rprezpe ia aqaulla colimrn donuvorn e (lpfogo que (i Aez.zrto, preoidia o poVo de DEEUS, e io prezltei nos fis 1-mbrar Jesus Christo resutrgitdo glorioso da morte a, vida. E por isto ve-se o Cirio apagado por urn certo espago de tempo para dotar, a mnortt <1o Senhor, e dopois acceso parai significar sua . resnrreii. )Os cinco~ grao.:: de inenso To prntIo os oromiis corni q.i roi ungidilO corp,)1 d Sonlior, e sua filxo no Cirio nos fallio das cinco chia- gls. .. A bennio foita pelo ''iacono ien ,igar do Presbytero tern ailda s1u sentido historieo e .os diz que o corpo-sacro-sancto foi Uigido, n16o pelo. disipulos, e sin pelas. m lhres a qnemt a rsir.reiciao foi atlnunciada prineiro .q ,,aos Apostl'e)s edsii)1pulo4. Depois ds profecias proced3-se a ben:o dda pia baptismal. 0 Prosbytero, qa. .ibencoA0n agoa, comrun racordanrilo n' U nign1g1itiJu0 ptrefair as ,ura- vilhas que I)EUS opeoro1.i polas aguas; depots rOtttitdo a :io iNia taia do baptist'lio, divi- de as aguas emn formia d) cruz, e pei. a DEUS J nqu as enhrt aa 4itt h do &Epirito Sancto, as f Iunde pleh sua graca. DBpois as de'ram:i para as iquatro parties do mn, hlot piar,. dn atar oEvang0llio prgado. em tod) m,,a:la, catod. os 0p501 o -chaumados ao it lj i'd ').' 0 ofici:i nto osnpra tr vez 's 'obre a gaua, o nenlla i:n:1!',. tl'ez vazns o CiVio, Jit algu. (n;s gotta d(. 'cra, miturao satncto chris Toia.s eitas talgii.t.1s cereinoniaston tim. sen- tidto myctico qiie se conbiUlt I.o per'fi.t:entu com a ft e o sentir do corni(;.o catholico. '0 Predbitero esparge coin estq agoa os assis- t.:nst,.,s, e os fici pt l) n leval-a par suas casa, conform a usar:;i; (0s tempos antigos. VoltanIlo-seo d( Pia, 4c, td-;o a Ladarinha del od,)s ',s Santt);i, C c.0oatea a missa da noita, da Rlesurreilo. I? a a E i l *SQ~ j. a-sh a AlueiNla, mnas segnes< o tract Cantt) de tristesa, .porqu o gra,(det mysterio da ilusurreicao ainda nao esti co isi nl Imt(ado.' ThlsuIIoA - ~-~1e~1ID AL I ELUA. Paschoa I el iiuma palava quo. ein atra- vessado wnais d. trinta seculos; tuia palav'ra qAe rdsoon ivs frontf.i:s do anrigo Egypto, ji-s areAes d(o 1 dseto, ios 0ecos do Sinai, nT's ma'trgins do Jo'dA o(, o tempo de Salomao, nWis catacnmbas da Ro)m:a, nas basilicas dC C:)is'tnlitionpla e icca, lhas cabanas 1do sJivag:n d(ia Aiierica nlas chopanas oi nLgro d'Arici cei tal, 1i.s planicies abra- s.adorts da China e inas geladas montanhas da Ta rtatira. Pasdh1oa eis ilmasolemnidade que, hami- lhanrs d'annos, pT elii alcgrit oOrient e o Oc. al:.it:e: a testa do universo, 6 uma festa doi amilia. . 1 vn4 vemi quo fs pulstar em consonancia tantos ailioes de coracThs ? APl. e .oa perpetua u in tcto do interesse co iiIu n, i inliso, ebIIno, magnifico cta his-. toria dos Isra(litas, iimemnso nos faustos dcs Catlholicus. Entreuims no templo sagrado.. ....._ . .- - ^*. im S .1 r u ma A M .> _ __1 __~_ -- i1 - I- -- ,.,.. _- 1~2Y~_i~i---;-IYI~-l~*kC-.- k A I" 1A GI6 lllRl -)esapparecerotoils os signals de luto, e oS altreosr estio adorn:.dos corn extraOrditnari& rnmngiickencia; os orn;men6to4 de d grescorcs, e da ricog bordadus reapparecOm c orn s mi- nistr3s sagradoy,; e to-dasass frorlas estate. ra. dios3as. Os sinos todos esteo em movimento, e os ha- bitaundtes .d cidade chgaog em muiiltidao a egra- ja. 0 canto id alegria, a ArLI LnmA, ota palavra. da IIgi;t d(,0 o nhlida A t.Arrr p1arA os nos- so( dias de .tsta, a po d 's aspares, l.potl-s a cad a in;t int, varia-se, mnoditil: s( em todo)s s o torls, e quaido &Atanta ponjmpa e n;iagnifiien-ia vtom jatatr-e unm bello sol, exi1im-vos. S~ podis, dos *entimntns doal - grmia esp'rarteA e felicidado iue est grand dia tein por mnis .io inspirar I C----IATO .6 IDE MAIO. Jubidato Deo, omnis terra.... . .. . . . "De jubilexiiltai, povos da lotrav Dt 6 vA v aioine Em harimnicos hyinnius celhbado Co.in lou vor incessatile por v seja; D) Stinhlr do U litvrso S A gloria enir: idrecei enm vo03ss cantos. -Ah I diz- i-lhe sllbinWssos. S0o graiides, sAo terriveis Da tua n ioo as. obrta portotosast Seli iiinmoer iilliiito Sonfutiri tUfs eos in imnigos, Qua o teu poldr insanos dusconhecem. ) mnialo inti:ro rcverente cult HuimildL ts tribttte, enm ledos c6roS 0 t eu nome clohbr.. Vinlc, 6 fills dlos ihOmens! pomptos vrinde, As obrai. admir'ai, as maravillias D) j.ahtor, qu,, emr st.mt seio providence, Estuipet.ls jprojctos Sabio conube, juisto realisa. Notai corno prepare, S om0. alteritoldis:)'< o sels designios. L'iae divide as oAlStis ErytVireas; 0 Do mna, sio 1si vdo matia: Do.)or-dao caudaloso *S -As agias sii;pnrthndo., noVa estradia aQu, de praz.r e ovo peiat.u., Que, de pr'z r-e pasino pa ei ),. E tn catiticos exult2 'de alegria. A., S Sciipoddirri ininto '0 Univer'so doniina; Iois eternal, .Por 'ellies6 dictadas, egi4tmi da naturesa 0 vastocurso. Se4ro llios vigilantes Tomn fstoSs.)br t6s": em vao.presirmem, .'orn in-iiscrito orgiilho. Os q- o a fiontao, lludir d sjat bi'acob os j itos gOlpLs. 13 ri lizai o )bo grand'le; S Fazi Oilvir;6 pvog velitorursos, A vossa Voz e ,n c:,itieo, festivos: R sa o ,oUa louTIvor ri:s .voosas harpak. ., .Do meio dos perigo ll1o T~ile Hb)rtoil,salvoan -:n a vidai; 11 firnoa mnus passes vacillainteA, aS estrhitas veredas da virtudte. ,Qual preciosa pratnn Ior Ti famo. no fogo acrisolado * SEm vtva ardonto.fragoa Coss conthneia, e fintrno f provasto. Nos latos, que illiini-a mo armaida, os fizeste c'.:ir: mal,a, ssm conto, ruois trii ibulaCs nos opprimirAnm. D. pesa.ilas cad('as carroegados, S dominion sfr'ofmos DJ orgLilto cuois desapiedidos, '1 De barbaros siahores Resigfnados hiimildes suportLimn~, Ti)robrios, e Oppressoes; tV q ue beiign'b A carregaida nvivem dissipaste, Quei, t9bre nos irada, Congelado granizo. ardeites raids , V'riosa despidi; (Cori.) ISCURSO RECITADO P10'DOUTOR 4 Benjitm Pinto Noueira na passeatat que de emn S2 da Abail por occ'sicd da nftleia da condcusda doa Vuerad SSeaores I Triuanphi a cusa s da ciilisago cdi jis.- : DE US, Supreto i konho dos exercitox, po0 'ermno da fadfgas dos val,'tcs solddos da N >. Est, def.nitiv,-ineite term inad r"u ,r. 'P ..ara u.i . o .pa.'ih. o au ri-frd i c.t l tri. rifantta en todoy os anqulos do terktor) d. -. .. ,,?et'adds d6cendiiies dos end)b' le(Gur'ia .f., Lopos, 0 cruel tirao,' o babarp Nore dos - - " T-- ' SA VOZ DA REI aIA'O kO CARIRYT ____ q . !, s o coracao christio, um esiremicimento de terror nos percorre todos os membros, e a nossin Simaginna.cIo assombn)rada nos-transporta A nosso p ;,sar ao cume do Calvario. Eis ahi o que so passou ha dezenove secu- los. 0 object de tantos ultrages, avictima de tatrUs does era o verbo et.'rio, o Creador dos n1u1 dis, o Filho de DEUS; e crucificar"o- o . . E:cuttae o qu, ainda se passa no Golgothta em Sexta-f.ira Sancta; e na historic do preziin- toe, ee a do passado. Alm de gravarem mais profundamente nos 1 .a.os a memorial da Paixao e Morte do Sal, vador, e excitarem mais fortemente no cora- co os sentimentos de coipun ccAo, reconhe- cimento e ainor que ellas doevem prodlizir, fa- ze:) os Padres da terra-sanct na soxta-feira da Paix],o, uwma ceremoitia inteirabiente con- for.ne, ao-genio dos Orientaes. I> Por meio de unma flgura en relhvo, de rcssura e altura naturaes, cuja cabev. e mem- rn so flexiveis, e se prestAo aos divetgo woviirientos, reprezentao a cruciHixpo, o-des- (imonmto da Cruz, c o enterro de Jes6s Christo, de maneira qno se tornem sensivej4 e frisantes todas as circunstancias principals d'elles. :a < Esta ceremony a um tempo tocante e ter- ^ rivel cfTectuou-se ao declinar do dia. S : D'ahi tal vez deriva-se entire n6s o uzo do d -eWmento da Cruz, qua produz no coracao ca holico tanta commocao, quanta irrisao sus- citAa no prottestante. Deiois das scenas da Paixaio, em tempo op- portIC no < urm dos Padres m nido de umas te- asQs e de um martello, subio a altira da Z Cruz, tirou a coroa de espinhos, e, em quanto os irmaos sustentavao o corpo por meio de fa- chas brancas passadas em torno dos braqos, a aquee arrantou os cravos das ma6s e dos 'p., elogo a e'Tgie de Christo foi descida do esmo modo que fora d scido o proprio CR :ISTO. << Em brDveda procissao se poz em andamen- to para a pe ra da Umeco, para iwitarern a pid.osa a,,cao de Jos6 d Arimathea, de Nico- demo e das Sanctas mulheres. : Nesta Cidade a triste ceremonia do desci- mento pouco diversificava da que se pratica fem Jerusalem; E na procissao do enterro, oride se levao os cravos, o titulo da cruz, ea corba de espinho I de quando em quando se ouve este doloroso throno, de urma music grave .emelancoliea. Oh! v' O omns, qui tranzitis per viam, atten- ,lite e videfe si est dolor sicut dolor meus I - Oh v6s peccadores Attended, para ver, Seoha dor cmnnparavel A taunto soffrer. o sermno analogo s circunslancias que s comilnemorao, terminal o acto: segue-se o ulti-, mo officio de trevas. Continia o lcto: a Igreja k uma viiva que chora sobre o tumiilo de seu esposo. A lithirrgia da m&nhan nao 6 menos interest saute, grave melancolica; coteva pela leitura de duas profecias re'ativas ao Redemptor. C'anta-se, como ab domingo de Ramob . PAIXAO do lRedernptor, rmastodos os sacerdo- tes so paraimnto corn o ornamento preto. Na PAIXAO aItlAo e se altersnao os Judeos, Pilatos, os Apostolos, a Victima Augusta. do Calvario etc. A' estas palayras .- Inclinato dapitt, tradi- dit spiritum Inclinando a cabe(a, JESUS ex- ,Pro, U 00w o 05 Cat"O. Too Esau i>--IuI Iu A p r ira gu e Salvador regou corn o seu sangue. A' exemplo do ledemptor, que fez do dia de se supplicio o dia do grande perdAo, a Igreja pede a 1)EUS graca e misericordia para todos os fieis, e ora at. pelos mesrmos JLdeos, herejes & 4A Entire cada uma das 10 orae6es dis o ofl0el- ante: Flectamus genua, Dobrenos os joelho:. 0 diacono responded: Levate, Levantae-vos. Mas na ora ao pelos Judeos que matarAo o fillio de DEUS, nalo se dobra o joelho para significar o grande horror, e execra'o em que cahio o povo deieida. -Ui A N UNCIO AOS LEITORES E ASSIN.ANTES Ileste Jornal timploraunos sua benevola indulgencia pela edipdo parcial do prezen tenumero e do p. passado. A fe-rias da s naint-sancta, e au encia daty- pographo nos abrigarao d tanio, mas do seguin- te nuIncro em diante continhar-se-ha a publica- io Ta forIna prescripta, e regularmente. Pelo facor que sollicttamos, rrndemos a mai sncera gratidao. 0 lRed. Typ. do Interiato. (St i~BII~~ ~ --- 9- I I _~~~~_~~,.:. -~;,l, ..~~. . . . ... ~ ~ . |
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