Voz da religiao no Cariry

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Voz da religiao no Cariry
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Creator:
unknown
Creation Date:
March 24, 1869

Subjects

Genre:
newspaper   ( sobekcm )

Notes

General Note:
Newspaper issues from the personal collection of Pe. Cicero Coutinho, Juazeiro do Norte, featuring articles on Padre Cicero.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
University of Florida
Rights Management:
All rights reserved by the source institution.
System ID:
AA00008749:00012

Full Text


D011N40 Iu IRd AaCotxW tEA..


77iBPfslPll 2 I ~A~t&;I P


A VOZ A RELIAI NWCA


.D'um Deus q' por n6s morreu,
Vind' a P ixao meditar;
Com o saiIgue que verteu,
Viode o pranto misLurar.

Ja q' foi nnssa mAl lade
Qu' o fez t nto pa lecer,
Vinde Christnds por pfidade,
Viud o com E le soffler.,


SOy' Cruz veneranda, r
Outr'ora nefanda,
O' Cruz ven ernd a,
De neu Salvador I
Par ella DEUS nos inunda
De seus donis, de seu amor.,
F4 teo guardaremos,
Sempre te am rtmos,
Fd ti guardairmog,
CruA do itedemptor t


A VOZ DA RELIGIAO NO CARIRT.

PROPRIO DO 1 TEMPO.
MISCkLLAVEA BISTORICA, LITHUICICA E MOQRA.


A DOMINGA DE lRAMOS.

Este grande dia nos record a entrade trium.
f Al.ma aiumila A..,'i Pf tv A a 'A


dolorose no meio dos tormentos inauditos da Cruz.
Testemunha d) grande milagre que Jesus Christo
acabava de opera, reu.itando Lazaro em Bethania,
todo povo core pressuroso ao encontro do Homem
DEUS.
Na jubilosa expan~o do arnor, da recnnhecimento,
d'alegria e d'admirqoAo, u s eftendi'o suas tui).icas
sobre o chao, outros levavao palmas e ramos virentes.
Dequl clamavao: Eis o grande Propheta do Senhor!
'allii surgiio brados enthusiasticosde ovaao so Ho-
mem Deos, filho de Deos.
Hosannas, glorias. louvores, homenagens, amor e ado-
ragao ao Fnho de Daviid, que ie.n em ome de De-
os,v exclamava a turba innocent e pueril.
Que magnifica recepeAo!
tudo quo Ibe accompanha. 6 grave e sollemne: tudo
respira uta gloria, iudo caracterisa a mais pomposa
e festival ovagao, tudo, enfm, de ,ta o bell P o su-
blime que sellou o pacifico triumph de JESUS CHRtISTO0
Em commemorarao deste grande facto, a Sanctal gre.
ja estabeleceu a ,iolem niqiie litihurgica da Dominga de
Ramos, que hoje so celebra em todo mundo catholico.
Lancemos rapi'lamente nossos olhos sobre alguns pon-
tos desta solm'nidade.
.a procisstob que as faz antes da Missa, as pa.
dress e os homes levAo na m&o as ramos que ace.
1 bo de beozer-se. .
$a volta da procissao, a Igrpja eleva seu espi-,
rito grande entrada triumphal, do SALVADOR
do mundo na Jerusslem celeste.
As portas do tempo se achaio entio feixadas,


para significar as portas do Ceo cerradas pelo peccado
de Adam.
Urnm part da music, ou do c6ro, que termnfica-
do dentro da Igreja represent os Arijos: o.celebrante
e as de mais sacerdotes, que estAo do. lado de fo ra,
representho Jesus Christo na terra vencedor do pec-
cldo e da more.
Res6a opportune mente urn cantico bello pela sua po-
esia, magnifico pela sua barmonia em bomenagem ao


Vus cIioresa o nerior uRa igrja uoum o 0'a;ni u oal
W;


-Gloria, louvor e hcmrensgem a v6s, oh Christo.
Rei liedemptor, a v6s, o Deos Salvador, a quem a
turba pueril, ovaute do alegria, tributou o doce e
piedaso hosana.-
Os cantores de fora, que estao de frorte da ports,
repetemn a estrophe, e o cantico que so alterna, vae
proseguindo ate o moment em que se travys este su-
blime dialogo, tirado dos psalImos do lif Propbeta:
-Abri-vos, portas eternas, e o lei da gloria entra-

0 subliacnno bate na port cmorn pd da haste da
cruz, e urn dos cantores do interior da Igreja pergutta:
Quem 4 este grande Rei da (Glria ?
0 Senhor Deos forte e podeaoso, o Senhor DE-
US poderoso iios exercitus.
ContintRu por 3 vezes este meso di4lgo, eno
fim o Subdi.iconto bate pela ulti vez, e abrem-
se as portas para dar eutrada /ao ei da glo-
risea.
Fntra a procissio, cpebra-se a Missa, e s o tem
po dado canta se u Evangelho por 3 padres e hel
musical

.EntAo o sacerdote que occupy o 'pulpito do la'1o
do Evangelho canta a'. historic dolorosa e puigente
da i'aixao: o do altnr refkre as palavras ,ugustas
de Jesus Christo; O 0 '. que demora aa lado da
epistola cita S. Pedro, oU altium dos Apostoloos
das pessoas que ieiterviran pno orama da redfmpeIo,
Onas scenes atrozes do Calvario: e. a n.usica que re-
prezenta a turba, canta os impropeilos e as pa-
-. 0 ,' r 1 *' 1 *


S
q~.


'raOI. r


wp


Now"


--- -------- -- -----~-


I


I


... I


~~-~~~~- ~~~-- --~-~~-~- -~ -~- -~~- ~------ -


I


I






SA V(r7 ,rA i1MGliAO 10 CARIIt


fiserao do 7 dp Marpo um dia de gloria para a re-
lgiAo e d& blicidnte para a Patria.
. Bem quis6rAmos discrever esta Festividade, mas
nrio cabe em nossas furqas a magnitude do assumpto

.hNTAR DOS POBREi. Neste rnmsmo dia. de-
pnis. las, ceremonilas relgins s do act", teve lhigar
uri e PSleindiido e n paroi jintar i(ff-rici'fo aos pdebies
pI-'' Yenervel Funilador do E4t e101li'inrito.
D)baix' idas pitoresca mrnguiiras do jitio da Ca-
sa d imos cada unIa, e por 3 vezes forao chitas de to-
d(es as quhlilades de manjires benm preparados e
diliciosos.
O) cavehejiros mais grad'q e destinctos do lugar
sprvirAo As mezas, e Jib'iihsarAo aos mewdigos, aos
iielizgs, e aos pubres t'odas as attenq6es que se temr
pnar conm as alas soi06adis.
Houve mniti ebuindaic'ia, grande pompa e muito
entheisilsmo enesta espmlenidf festa, 0qu realisou er)
certo mod, o bello sonho idA igualdade humanna.
%oull 1.11 liiin vfMoi l lhia m rf.ii rlid>< i f in \ im'lna 0i


lembrado Reverendo Jons4 Antonio de Maria Ibinpina;
e neste intuit havi, escripto estas duas palavras
para proferil as opportunamente.
A inconveniencia da hIra porem em que tiverAo
lugar as solemnidades do adcto contrariou-me esta
iniueiiAo, cuja realisaao aguardei ainda para a occa-
siAo do Te Denum que e pnrojectava cantar 4
tard, o0 qu, cornmO sabe, nAo teve lugar.
Para are r cndw'erO per tanito que nho dovirgi
do senlir commumn, e qual 0 flmAo juis sobreA o
obj(cto A que. se rfiria essEo pji blivo regosijo, ro-
go Ihe, d6 publicidAde a estas minbas palavras, ao
que, asseguro-lbe, me ernpelle rmeios a vaida e 'Jde
de support haver f'ito cousa que preste, do qui
i dever de, A mirinha vez, rftnder a divide bome-
nagnm A genermsa idea que fasia o 9bjecto de tAo
augusta ftsia, bea como dquelle q* iuspirado por Deos,
coniseguiH erguer d Car idade esse cuolossal monumen-
to.
Crato, 8 de Marco de 1869.
Fenelon Biomilcar da Cunha.


- --~~~-~-- I-


'ItquIgIl'r u1 llm 1111111 I 4JJ Uklli l p ig" u c m u o c i
Senhor Tneiwte Coronal Miguel Chavier, comerAu maisj Senhores !
de mil pessons neste magnitlto banquete, que quase Estas pomposas gallas quo hoje contemplamos: estes
nada custo. hymnnos festivaes que.em angplica harmonia se elevAo aos
Sim, ete banquete quo nAo tica aquem dos mais ceos; estas cerimounias augustas que prendjemn nesle rno-
lauisis jaitares da aristocracia, ame nada custom. mX 0 a seag : se ,te dO
0 pov do Crato sgoeti w1, < sr is. irt 5tv no e m d
Soiua quenea tern d ume sublime verdade, e vem a ser, aueessa moral purai
Sen, excep;)to s btina e os breviarios, f.i o unico que que se acha exarada nos sagrados Evangelhos, esqa phi-
pouUde faztr uma destas festas sem rivaes. losophia tuanscendente que resplandeceu outr'ora por
.-- entre as trevas dos tempos bairb-irus, por uma admiravel
gre a da Divina Providencia tem se perpeuIado no se o
PARITIDAW No mein das mais vivas saudades e rsn-
.tidS ?^ lri sd od s da eda humnnidlade cujos destinos rege64 eternameeite.
tidas l4griiasnos hsdice',o adeus dI separAq0o r
.Apostol do Ciairi-Povona anhan do die 8do E dentre esses principios, Senhores, tao sabiarnente
Apostolo do Canrtr-novo, na manhan do dia 8 do cor- i.. .ir
gravsdos nesseeterno co:igo, urn destace-se sublime
t.r 0e m nagestoso comno.uma brilhante project an do proprio
Os sf rvicos do Csas de CAridade da Barbalha e da i ,je k
O &ii dB Cas d Crdd d ba.h e d IJEUS, ,a caridade,.que, tirme alatvanca da civlisaeAu,
Cpella Ao lim Jesus dos Aftl clos que se edifica no -
Ci pe 'd o Brn sAi qu e dic no poderoso esteio des sociedadea modernas, nhobre impul-
Callda? reclinnaildo a prezeni;. do Venerave Padre Mes- s d
tru bipa osso privarro dos doce e honro er progresses sociaes, 6 o mais solid fundameneto
tre Ibinpina, nos privarao do doece ahonroso prazer -
d pOssuil-O ern6s por is tpo.i daflicidade dos povos, assign como o mais seguro vehi.
& p is~i-d en ron .s t 0cul~o para nils condusir a salviAp o etertica e, a pphe ve I
0 seo accompnhaineanto foi muilo brilbante a por- n
denais numeroso. A todas as rela'oes da vida humana, ella ma 6fesa-sa
por mil e variadas formas.
S Incompetente para defenil-a, e considerando essa
CONVEM: LER. Soba epygraphe -Literatura- tarfa xtranha pi0 ano e uma ligeira a0locu1o,
nos soj h iAstampa o discurjo qiie o 0illustre Senhor dir-vos-hbel apenas, senhores, que essa sublime vir-
Fenelom Bomilcar dauiha tiha d prdferirno ac lJe acba dereceber nesta udidade a mais solemnio
to solemne da inauguraio da Sancta Casa de Cari- coisagrao; que della nos vemi as gratas emoq6es queo
dade desta Cidade. ora experimentamos, qu A ella emfim devemnos este
brilhaine espoctaculo que Lodos admiramos. Assistir
0 nome distincto do author tAo vantajosamente o. mis, senhores, a inaugural da CAsa de Caridade:
ruhecido no Foro, na Imprensa e na Tribuna de nossa tat 6 o obje'to da present solem1idede.
Asemb Provincial comedy pr si s6 o se tra Quer isso ,iser que este editfhio colossal tern to-
balho litterario A conciderao u public. cado s termo de sua conclusAo, quer isso diser

que essa obra monumental, arrojada empresa de urn
Sespirito erninentemente superior, que, proporCO-
LITTERATU R A. es guardadas, parecia-nos tAo inexequivel qual a
abertura do Suez, concepqao do immortal Lesseps,
vai comevar a produsir os sous despjados fructos:
SSnr Redacror. quer isso diser 1 ue a orphan pobre e desvalida, A in
retndia m de o felis, e o pobre erifermo que jasiAo na miseria e
Sassociar-e demonstrates dergo nas trevas da ignoraincia, encontrarA, transpondo os
sio corn6 que o povo desta Cidade festejou a inau- iumbraes desse magestoso edificio, o pAo do corpo e
gurago da Cas de Caridade fundada pelo sumprel do espirito, assim como ineffayeis consolagoes que s6


~I~E~R~






A VOZ DA RE.IGIAO NO CARIRfl.


a earidqde sahe inspirar.
Diser pois qual o objeoto, que aqui os tern con.
gregado, 6 faser o sou elogio.
A political tern sues festas, a industrial ea agricul-
tura term sus exposiv5es, a guerra mesma tem seus
regosijos, suas ientradas de heroes laureados no meio
das salves dos canhRies: fAstejemns tambem, Senho-
res, a Caridale, esse sublime ideal da lleligiao Chris-
ta que, dulciticando-nos a vida presented, nos pre-
para as future delicias eternas.
E si nos sentimos tocado de v rdedeiro enthusiasm
em face deste espectaculo imponenate. si e certo, que
essa generosa empresa, qua hojA festejamos, vem dila-
tar os horisontes da m'rral public nes(a terra abenu-
coada, elevemo noq, arroubidos pelo febril enthu-
siasmo quo nos domina, e em fervidas e eloquniltes
expresses demos o mais solemne testemunhn de nossa
gratidAo Aquelles que corn tao prodigy mAo liber am
lisAo tantos favores, a saber, t I)EUS em primeiro
lugar, depois ao seu verdadeirn instnrurneto nstla
terra, ao Veneravel Padre.I#se) Antonio de Maria bi-
apina, Varno illustre que soubp comprehender o des'
lino do homeir, nesle mundo, que consiste em luctar
e eonquistar.
Ao pronunciar. Senhores, este nnme, eu me
sinto toca Jo de uina respeitosa emoao que mal se
defrnir: e quisera em testemunlio da minha e voss
adimira ao por e e, le r o s&. .o i."iOt

u da: mas compruhendendo que ludo quan
to pddesse diser, pallido reflexo dus nossos senti
mnentos, ficaria muito aquem do objetco.
Senhores, so a historic tnem grave lo em earac
teres indeleveis o nome dos Cesares, dos Alexan
dres, dos Napoleos, dessa briilhante pleiade de Ihe
r6es que, ao impulso da coragem, e no estridor da
arenas, offu caran) o mundo pala vastidao de sua
j conquistas, 0nao menos diguos de occupar ahi uu
lugar de honira sao esses heroes do Evangelho que
contrastando A~uelles pela modestia e siugelesa, re
alisao 4 sue vez grandes conquistas menos ruido
sAs por certo porem aproveitaveis e mais fecuida
em resutados porque ellas se referemaon que cons
titue a verdiadeira felicidade do homfnm, que sao a paz
Se tranquilidade neste mundo, inefaveis e eternos go
!sos na vide future.
Verdadeiro typo dessas rarAs virtues, 0 her6e des
to fiesta, a 'leverevdo !biapina tern sabido realism
neste mundoi esse sublime ideal do Evangelho,
Caridade, elevando essa virtue Christa ao seo ul
timo grdo de esplendor.
Entre os povos que A porfir prestAo attertos ou
vidos 4 sua voz augusta, a sua palavra lei su.pre
rina, ante elia as oroprias paixGes humanas, que tan
to desvariao a res.i), se retraern, convertendo se er
respeitosa obediencia que oara executar seus dictames
nao conhece obstaculns.
SrE nao e de hoeje, Senhores, esses resultados grand
CoSos quese deve i p4 evra humqna.
S. Luminosos tra'os gravados na antiga e rnodern
S ,historia assignalao o seu poder supremo.
S Athenas salva a voz de Demosthenes, Catilina vyen
cido A voz immortal de Cicero a revolugao francsa pr(
S rcipitandose tempestuosa a voz de Mirabeau sio pr(
| vas irrefragaveis desta verdade
E o mais eloquent testimunho temol-o a nossos o
Slhos, este colossal monument cuja inauguraSao festi


jamos: pairbo immorredouro qie alttlsard eterna-
menrte n0. s46 aeffica taobum o powder da actividade humana quando c.n-
dusida pelas is eldo coraan, e viviticada pelos prin-
cipios dessa moral sublitne que s6 o Evangelhn ins-
pira: mnonumento indoievel que resume a gratidao de
um poveI e f.s a gloria de umrn home.
Moderno Aladind de qu rine6s falIa a lenda Ori-
ental, o heroe dests festa assign la a *ua peri-
grina);o noste mundo por obras gigantescas co-
moO esth que hi"e admiramos.
E qual o seo ta!isnan ? Oide os seus thw.souros ?
Onde aos seus exercitos, os seus vassalos? .
NAo os tm elle, ou antes os tem em grdo su-
perior do daqultles que as pompas rmundatas ele-
5 varcin o fiastigio da relesn.
0 seu talisman 6 a Cari-dade; seus thesouros the
Sveim da mao mysterious de Deos. os seus exercitos,
o) s Seus vassalos somos 1i6; tonls, sao todos os
Christlaos que tern a dita de comprehender a subli-
middelde sue linguagem.
A umr home, pois,. enhores que tan brilhan-
r temente se eleva acima do nivel commum, tribiutemos
asmais profunldas e reverentes homenageils, deri-
e gindo fervorosas preces no Allissimo para qune Ihe
ci once prosper e long. vi, a para empregal a lAo
a proveitosamentie como o um eIWtoeem prl4 06 ubawpi

1 0 pots que tan ato elevamos em nossos corn-
6es o here desta festa, e com tAo vivo enth.u-
sinsmo festejamos a sua obra, f aamos umn solem-
rie protest de, combinados os rn SSos exforos,
prestormos nosso propugiaculo, enda ur n"a rasao
de suas forgas, aflin de que tao grarndiusa empre-
sa se eleve an u'timo gruo de prosperidade, e pro-
s dusa os seous tao :es-jados fructos, evitando que
s o egoismo ou as ms ppasixdes venhao retardar o sea
n desenvolvimento, e esterilisar tAo noblre ideis.
.' Exprimindo me nestes terms, Senbhtes, me des-
vaneo), em acreditar que interpret os sentimeritus
de todos os Craetnses, a ctija excessive bondnde de-
s vo a imerecida hoiira de occupar o primeiro lu-
gar na Camara Municipal desta Cidade; e no termiiar
z ass5Iguro vos que mais o cumprimento de urn dever
offleial de prestar meo fraco eontingeinte para que
esta festi tivesse todo esplendor possivel do que
a vaidade de profirir uam discurso me impillio a diser-
ir vOs estas palavras.
8 Fenelon B)rnilcar da Cunha.


A FONTE MIRACULOSA.
Louva'o seja Nosso Senhor Jesus Christo! Sim, louve-
n mol o por taiitas e tAn grades maravilliis, que teenii-
s, beralisado44 aguas do Caldas em beneficio dos pobrMP
e dos infilises.
i Os milgres ainda nHo cessaran, porque openi-ito de f.
nao se arrefeceu em ltods os que i Sr*ngnI 4 s dos r.-
ia cursos humans procurao o remedio de seue sufrimen- .
tos na bondade e na mi~sericordia de I)US: .
t- Em testemunho desta verdade, a qui cisigvamos0 A is-
i- toria os factos que tiveram lugar nestes ultimos dias.
o Thbeodora Maria da Concei'o, outher de Mflot'
Joequim de Oliveira, moradora no sitio Coild, term
,- da BarS'>ha, soffria 4 3 mezes do unr cazcre C r-
e- peo o.








4 A VUZ ULA 1a *j1


Chmrru ?m on occorre a cubila, e avaTezO,-
e contou corn a victoria infallivel.
Similhane a Lima grande Prnqa de armas, da
qual o in'imigo riAi pode aproximar,-sesem cahir fui-
r!ina! Dela metralhr, a Casa se linba tornado inex-
pignavel pelo lado moral.
f )i"migo poem que cobtava con as !egiPes dos
nlub 4osos e tV 'wo so esuibeleceo o sitio e enteo-
deo f*2ie eniquilld a pela fome.
Aq c-sixhbas de Cariirade inftituiidas e recommen-
Adas p'!o Aoos'o'e da Caridade e aue tanto havi.o
pronfdisido corn sua presenia, deixarAio de figurSar na
receila.
A exce po des de Missgo-velba, dirigidas pelo Pro"
co4ador 9 C(asa Jc Gannalves A4eixo, da de Goi-
en ha -no Revereodo Padre Mannel Rodrigues Li-
Ma e dLa de vurteiras p#,n SenhTr Manoei Bligido dos
Santo,0 as .wvis deiixrao de apparecer: umas per fur-
to, ultras por dbleixo e algumras at por tgoisnmo
r^g1^. .
N e es:a.o ijc9.ivo 9m q' a descrensa ensatuava os
Nvrymo(S de se ( tPunSpOsh, o othiesoureiro a Casa mar-
cando !he no seo re'hto-io senmestral oitermo de dura-
o,5 a vista des cirec d<5 rFCeP'M e despese, 'ce estas pa-
V, L!c e
Avras chems da ecoiinar'a qu diriva oa f e espervega,
que the rolbusfciAO as crenvas.
m Vr ia la Ana i AI'on RV1Q 4adl*'nt A AI- m AAf


to, Senhwres, estd m;nitamaticame :te prvado o peri-
oro de duraAo regu!ar d) estbbellicimeito; mas eu
u, 1 c et;mse
LAo .emo o s.o anniiquidamento;
A .inustalo 6 divine e DEOS protege-1a-ha.
N'o dia do perigo D!FOS salvala-b.a:
SDomin rIegit me, e niil lanihi deerit. '
1n die mala liberabit earm Dominus. P
?alavras 0rofeticas, que em pouco teorn po se re.
al iras"o!
Corrina o mez de Desenmbro: a estaao estava tec-
ca; a pen3ri asa as.ov8 as classes pobres, e incomnrmo-
davea s rices: Os viveres tinbhAo chegado a uIm pre-
Ko a-errador: as reserves dt Case se consumio. as
esmollas escaciarAo; o thesouro esgotava-se e o ho..
risonte se apresentava sombria, triste e ameagador,


VINDE!

( A1 citar-?Fe hrijp na instAlmaio dio Sancta Ca-
se de Upridade do Crao relo alvmrno do In-
ternato,- Dturd.erit .1Jctqsu; Mairccos
'Tellis. )


Vinde Y)h bom povn Cratense
Vimie corn grande alegria
Celebrar os altos feitos
Do Coravio de Maria.

Eramos n6, poveo'barbaro
Spmreren*a. sem luz sem giul,
Ms quaranto dpvet os hje
Ao coragho de Maria-


Tantos proOigios que vembr,
NeIte hello e claro diA,
Tudo nios mostra a grandest
Do CoracAo de Maria.

Este temple magestnzo,
Esta mansio do alegria,
Quern os ftrz iAo de irn'roviso ?
0 Cora 0o de Maria,
lie,


MII -ao 6Cora1-6 v-vc- 4110 *;am ei m1-- M r.. -i


8ssm wvoz, que oalNa 0s montes
Que d vida 6 pedra fria,
Quem a fall-u? 4Ao os echos
Do Coradao de Maria.


Este feitivo concurso,
Esta tocante harmonic
Quern inpirou? sfln as notas
Do Corgao de Maria.

-sse crensa fervoroza
Quo recresse a cad$ dia,
Quem nol-aa deol Os milagres
Do Cora0_o de Maria.

OQem deo forba a esperansa
E a caridade valia 7


A Director poem dotada de crenes nabalaveis, Quem 'a DEUS por n6s imploraf
c. vontade robusta. e f6 noa rovidencia ma, O Coracfo de Maria.
C,1! em cVifere!idp corn o Thbsoureiro: 9
Slo0 temo a catastrofe: a ci;e est, ameacado- Quem matou a negra intriga
ra, rms EUS bade resilve -a favorave!mente: Que a n6s irmaos dividia?
E se for rmis.er, eu sahi-ei a esmnn!ar para que as Quemr nos deo opaz e concordia ?
fl.has do Crtao d-e Maria naO soff-Ao. e o farel 0 Coraao de Maria.
Ce tAo bas votnade, quanto o gosto, que te- 10.
cho de prestar-me pelo tempo promeltido. Vinde pois, trasei offertas
( :!a tiriba prome'tidu unm anno de servisso Ca- De grande apreCo, valia;
se. ) Vinde depol-as no altar
i nested conjctura, que apparece urn homem Do Coraao de Maria
mandado por DEUS, oara sailvr a Case. 11
Urn Sa'ler oe, trajaiiJo sarnarra esverdiada, oha Vinde v6s, prover corn bras
peo de 3 bics p a semn pello. ca!ando um par de Vosso amor a virgem pia
alpargatas, corn seo livro tAiracollo, enitra no por- Vinde amparar as filhinbas
tboida Casa, adla as innocentes meninas, e celebra Do Coraco de Maria
t~o a Cse, 5L~8 e Crao .8de argo de MAi86 .
So Sancto Sacritlcio da Missa Crato de Mar.o de 186.
Era o Padre Henrique Jose Cavalcante, de quem Din_.
fallarmomA dopois.
(Continaato, Largo d Mariz, Typ. do Inlerale
(CLOHntia.) Imp. por Agostinho Luia Arnaut.


.A I ilia ..


I qj


0 1101 50 CA RI RI