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G~?a LUIjCIO F L VIO PINTiO ANO XV Nz 282 2a QUINZENA DE ABRIL DE 2002 R$ 2,00 EL.EI('A~O Os lug ares assinalados As de~cisoecs dos prinl cipalis gIrapos politicos nro Pard-~ jorntll adotadas ent jfima d 1~ o pra1ZO para aIs deI~sin2compatibilizagoes\ dos candlidalos qule ocuprIn~I.W caIgIos pliblicos. O eix~o central da~ corr)ida eleitorlw esici definido. Ma ac~r:!lmona ar~ianlte- 2 JOURNAL PESSOAL 2" QUINZENA DE ABRIL/2002 Sem todas as variavels estio definidas para a dispute elei- Storal de outubro/novembro, ':mas o encerramento do pra- .., ;zo para os candidates poten- clais se desligarem dos cargos ptiblicos que ocupavam, na semana passada, acia- rou mais os nebulosos horizontes politi- cos. O governador Almir Gabriel sacrifi- cou um quase certo mandate senatorial para encarar o dificil desaflo de colocar no0 seu lugar a pessoa mais identificada com o esquema de poder e de governo montado em mais de sete anos de condu- 950 autocratica do Estado, mas ainda de pouca expresso political: o ex-secretario especial da produ~go Simio latene. . Se Brasilia conseguir estadualizar a engatilhada coliga~go PSDB/PMDB, a attitude de Almir tem um prop6sito: ante- cipar, em eventual acordo, a reserve de mercado para Jatene. Em qualquer com- posi~go imaginavel (ainda que nio dese- javel), o cargo de governador sera dos tu- canos. Ao PMDB poderiam ser reserva- dos a vice-governadoria e um dos lugares para o Senado. Ao resistir as presses federals para engrossar a bancada do PSDB na camara alta, o governador deve ter tido conscian- cia de que o fisiologismo brasiliense pode vir a ser usado (se ja nio esta sendo) para favorecer Jader Barbalho. Com a decision de Almir de permanecer no cargo ate o fim do mandate, a melhor possibilidade para o esquema official com vistas ao Se- nado no Para e atraves do ex-senador. Sem ele, aumentara o risco de que as duas va- gas sejam ocupadas por oposicionistas ou pelo menos nio-simpatizantes com o Pa- lacio do Planalto. Para Jader, por outro lado, e tentador voltar a contar com os trunfos oficiais pode reabrir a possibilidade de encarar a campa- nha de regresso ao Senado, sem as pessi- mas perspectives de uma aventura isolada. Desde que, naturalmente, esteja disposto a abrir mio da dispute para o governo. As- sim, o que parecia impossivel pode come- gar a se tornar realidade, mesmo que Almir Gabriel e Jader Barbalho nio se vejam obri- gados a dividir o mesmo palanque. Jatene estara sendo arrastado pela maquina official para ser governador e Jader contara com os favors do governor federal para aliciar elei- tores para o Senado. Cada um no seu lado, unidos para apoiar a candidatura proposta por Fernando Henrique Cardoso. Uma outra clara decisio foi tomada do outro lado do espectro politico. Depois de similar participagio como pre-candidato alternative (a Lula) do PT a presid~ncia da Republica, Edmilson Rodrigues preferiu nso ser pre-candidato ao governor do seu Estado. Sem se preocupar em declarar ou explicar sua attitude, nio se desincompati- bilizou da prefeitura de Bele~m. Inviabili- zou uma forte chapa "puro sangue" do PT: ele para o governor e Ana Jlillia Carepa para o Senado, ou vice-versa, comn o deputado Paulo Rocha na chapa majoritaria (como vice ou o outro candidate a senador). A carapuga atirada a vereadora, de que insistia em disputar uma vaga senatorial porque colocava seu projeto pessoal aci- ma dos interesses partidarios, caiu como luva sobre a cabega do prefeito. Ele so quer se arriscar a concorrer ao governor em 2006, quando imagine que contara comn o apoio do prefeito de Belem, o su- cessor que imagine poder eleger em 2004. O que pode fazer agora o PT? Forgar Ana Jlilia a desviar seus prop6sitos para a sucessio de Almir Gabriel ouaceitar que ela se apresente como candidate franca fa- vorita ao senado? Nesse caso, a tinica pos- sibilidade de a esquerda former uma cha- pa forte seria atr~av~s de alianga com o PSB do senador Ademir Andrade, caso Anthony Garotinho desista de concorrer a presidencia. Comn essa alternative, Ana Juilia poderia seguir para o Senado? On Paulo acabaria tendo que aceitar o sacri- ficio de ser candidate a governador? Dependendo da evolugio dos aconte- cimentos, o PT pode ceder a imagem opo- sicionista para o vice-governador Hilde- gardo Nunes. Chamado pela tiltima vez por Almir, que na und~cima hora confir- mou oficialmente a op~go preferencial por Jatene (feita, na verdade, na primeira hora), e lhe ofereceu as compensagies possiveis, Hildegardo manteve sua dispo- sigio a dissidencia. Mal encerrada o que deve ter sido a tiltima reuniio, os dois sa- iram irremediavelmente cindidos, prome- tendo enfrentar-se. E cuspindo fogo. Para nio caber na acusagio de trai- dor, o vice vai continuar elogiando as- pectos positives da administraqio Almir Gabriel, mas batera firme no que consi- dera suas limiitagies e condicionantes, que poderiamn ser associadas a figure de Jatene. O discurso e atraente. Mas como montar palanques em todo o Estado e deslocar-se ate eles sem a maquina ofi- cial e os recursos pesados de uma estru- tura paralela? Sem uma resposta positi- va para essas perguntas, Hildegardo nio avangara alem dos baixos indices comn os quais tem aparecido nas pri~vias. Essa e a espinha dorsal do quadro elei- toral. Mas ate as convenqdes podem sur- gir variantes e, a partir delas, alguma al- ternativa capaz de canalizar a busca do eleitor por um candidate mais pr6ximo de suas necessidades. Ha onze anos Hetlio Mota Gueiros, que ate tres mess antes havia sido governador do Para, me mandou, a pretexto de reagir a uma entrevista que eu fizera com seu su- cessor, Jader Barbalho, o mais sujo docu- mento da vida puiblica brasileira, como o almirante Mario Jorge da Fonseca Hermes classificou aquela carta nauseabunda, en- lameada de palavrdes e expresses obsce- nas. O almirante, uma das poucas pessoas a quem recorri antes de decidir publicar o ins61ito document, tinha convivido com o governador quando comnandara em Be- 16m o IV Distrito Naval, antes de assumir a chefia do Almirantado brasileiro, seu lil- timo posto numa longa e honrada carreira. Enojado comn a leitura da carta, o ilustre military desejou, em manifestaq~o escrita, que o povo paraense proscrevesse da vida puiblica o missivista. No ano seguinte, porem, He~lio Guei- ros conseguiu se eleger prefeito de Be- lem. No cursor do seu mandate, evitou qualquer refer~ncia aquela coisa s6rdi- da que produzira. A vit6ria parece ter- lhe dado a convicqio de que o passado estava sepultado e esquecido. Permitiu- se, na eleigio seguinte, apresentar como I. ~ V* __ _- IC;;-*i ~l*r~ ~ji-1C;Lii- suplente o pol~mico filho, H61io Guei- ros Jtinior, ignorer os adversarios e s6 aguardar o dia da diplomaqio como se- nador. Levou uma derrota desmoralizan- te, ficando em distant ter~ceiro lugar. Experiente e atento as liqdes, Gueiros vai tentar recuperar um mandate eletivo outra vez, sem repetir os erros cometidos. Um si- nal dessa intenCio 6 que, provocado por um questionario que Elias Ribeiro PintolIhe man- dou, para uma reportagem que sairia no Dick- rio do Pardi sobre as pol~micas travadas no Estado, o ex-prefeito desta vez enfrentou a question da carta, ao inve~sde tergiversar, como fez em outras ocasides. Embora meu irmio lhe desse a liber- dade de nio responder a pergunta sobre a carta, Gueiros a encarou: "Poderia es- crever um tratado de mil paginas ten- tando explicar a minha reaqio, mas nio adiantaria nada. Ngo se pode nem se deve justificar o injustificavel", disse. Com o que imagine ja se poder con- siderar hist6rico o epis6dio. Deixando- o, a partir de agora, aos cuidados dos his- toriadores, os historiadores locais vierem a ter, para comn esse tema, os cuidados que nio tem tido comn muitos outros. .. /~- .-I- *i lL- .e. _..... ........ m aL CapitUlO final JOURNAL PESSOAL 21 QUINZENA DE ABRIL 3 1lei crise, qune aflige a impren- sa nomIundo intciro, chegou A um tanto tardiamente, mas com um vigor surpreendente -ao gru- po Liberal. Ou sera qlue para o enco- lhimento do principal grupo de comu- nicagi~o do norte do pais influiram ou- tros fatores especificos, como as diver- gencias e desencontros entire os filhos de Romulo Maiorana, que herdaram o imper-io construido pelo pai? Esta duivida divide a avaliaqilo do corte de despesas qlue vemn sendo apli- cado nas duas ultimas semanas. A so- cursal da TV Liberal em Brasilia, com sete pessoas, foi fechada. O mesmo destiny teve a sucursal do journal em Macapa. As redaqics de Beli~m sofrc- ram as primeiras de Luma serie de de- missies. Em toda a corporaCio, clas poder-iam atingir entire 200 e 400 fu~n- cionarios. Mas havia quem provisse ate mais. Um nulmero exato, de 438 cortes de pessoal, ch~egou a circular. Na sexta-feira, dia 5, os emprega- dos tiveram o dissabor de nflo encon- trar scus salarios do mis anterior de- positados no banco. Os atrasos t~msido freciientes. Mesmo assim, o principal executive da cmpresa, Romul11o Mlio- rana Jilnior, fazia uma excursho Bele~m- Miami-Las Vegas-Ilhas Cayman-Sio Paulo-Belem no seu jatinho executive Citation, com convidados. A empresa de taxi aereo, aliais, s6, n7io estaria no vermelho gragas a um grande client, o gover-no do Estado, qlue a cla tem re- cor-rido para os deslocamentos do go- vernador Almir Gabriel. Mas alem de o faturamento das empresas mais antigas ter caido (in- clusive porque as relagies comerci- ais quase se transformaram num es- cambo pela pratica sistematica das permutas comn credores e devedo- res), em~prestimos e prejuizos ope- racionais est~to so acumulando en- quanto novos neg6cios afuindam, como a ORM Cabo e a Libnet. O passive do grupo 6 medido emn de- zenas de milhdes de reais, projeta- do como uma inc6gnita contra umn pano de fuindo de dificuldades. Pro- blemas que se agravam com gastos paralelos ociosos ou mesmo suntua- rios. Rominho acabou de importar mais um carro de luxo, um Porsche de 300 mil reais, enquant-o constr6i uma nababesca mansito no0 condomi- nio fechado Lago Azul. Esses e muitos outros problemas ja foram identificados internamente, mas permanecem sem resoluflo. Tem- pos atra~s o economist Freder-ico An- drade foi contratado, logo depois de deixar a superintendancia da Sudami par-a "arrumar a casa". Mal iniciou a limpeza financeira, econi~mica e con- tabil, e foi dispensado. Qulando o gmu- po recorreu ao BNDES atras de Lum emprestimo de 50 milhdes de reais, sua estrutura administrative sc mos- trou incompativel comn o tamanho do pedido em uma instincia publica do porte e da qlualidade do banco federal de desenvolvimento. De la para ca a situaqilo n~io me- lhorou, embora a posigilo assumida por Rostingela Maiorana Kzan tenha obrigado os controladores efetivos do grupo, os irmlios Romulo e Ronaldo Maiorana, a ajustar os procedimen- tos internos e prestar contas efetivas do que estava sendo feito. Sera o sufi- clente para comegar a enfr~entar- o acer- vo de dificuldades, esta aqluem do de- saflo ou a reaqilo vem tarde, ali~m do mais como efeito do passado c nito como causa de future? E~o que cabe responder nos pr6ximos meses. Cuspe para cima O governador de Mato Grosso, Dante de Oli- veira, esteve na reuniflo do Conselho Deliberati- vo da Sudam emn Slio Luis, em dezembro de 1999, na qu~al, com o0 voto dele, foi aprovado o projeto da Usimar, de mais de um bilhtto de reais. O sni- co voto discordante do coro unanime pela apro- va~gl foi do representante do Ministe~rio da Fa- zenda, Jose Tostes Ncto. Verbalmente, na reu- niflo preparat6ria, e numa manifestagilo por es- cr-ito, dur-ante o Condcl, Tostes disse, pioneira- mente, o qlue todas as vozes sensatas repetiriam depois: que o tal projeto era uma aventura, sem respaldo tecnico, facdada ao insucesso. Eag frau- de, com~o se verificaria na media da liberaCio dos recursos dos incentives fiscais (R$ 44 mi- lhdes contra US$ 1 milhflo de contrapartida do grupo privado). Dante e os demais conselheiros presents res- pondem a process por coniv~ncia com a fraude. Tastes, superintendent da Receita Federal em Belem, foi o unico excluido. Nflo por favoreci- m~ento: simnplesmente por ter sido o autor do ~imi- co voto correto. Tirade ngo da sua cabega, por ser contra o progress do Maranhilo (a razlio ale- gada pelos Murad & Sarney para ar-rancar o refe- rendo a toqlue de caixa), mnas por estar coerente comn as inf~ormagies do parecer do prdprio pro- cesso da Usimar na Sudam. Num~a mesquinha -mnas infantil -manobra di- versionista, o gover-nador de Mato Gr-osso apre- sentou um11a demmlcia-crime contra Tostes, queren- do estender a ele a cobranga criminal qlue pesa sobre os qlue contribuiram com seu voto para dar colaboraqflo fmnanceir~a indevida do poder pliblico a um proj eto econ6mico pessimamnente enjambra- do. Conhego superficialmente o cidadflo Jose Tos- tes Neto, mas acompanho atentamente o desem- penho qlue tem tido ao long dos anos na Receita Feder-al e como repr-esentante do Ministerio da Fazenda no Condel da Sudam. Sem~pre foi uma das poucas vozes de rcspeito que restaramn naque- le entristecido (e entristecedor) colegiado. Por mero acaso (mnas niio imotivadamentc), referi-me a um voto dele na edigilo anterior deste journal, ao tratar da isenglio de imposto de renda concedida pela mesma Sudam a projetos incentivados. O qlue o politico Dante de Oliveira pretend e sordido. Mas o linico efeito da sua capenga noti- cia-crime ao Ministe~rio Pilblico e arrematar com lama o faLlso pedestal qlue a campanha pelas elei- 95es diretas para a presidincia da Repuiblica lhe conferiu, quase 20 anos atras, quan~do se apre- sentava como paladino quem agora se traja de ladino. De la para ca, a march do tempo s6 mal fez a este Dante. Ao contrario do qlue sucedeu ao Dante qlue lhe serviu de inspiraqFgo. Tera Mato Grosso o Dante qlue merece? 4 JOURNAL PESSOAL 2a QUINZENA DE ABRIL/2002 Vasp. A Paraense era a unica empresa de avia~go local. TeakO r O Servigo de Teatro da Uni- versidade Federal do Para (hoje Escola de Teatro) vai fazer 40 anos (algue~m esta lembran- do?!): foi instalado emn maio de 1962, na administra~gio do rei- tor Jose: da Silveira Neto e sob o comando do encenador pau- lista Amir Haddad. Nessa epo- ca, apenas as universidades do Ceara, Pernambuco, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sull tinham escolas de teatro. O cu~rso de iniciaqilo teatral come- ,ou com 5o alonos matricus. dos, entire regulars e ouvintes. Com esses alunos, a UFPA en- cenou quatro peas no seu pri- mcir-o ano de atividade: "O De- lator", de Bertolt Brecht; "O Velho e a Horta", de Gil Vicen- te; "Caminho Real", de Anton Tchecov, e"O Inglis Maqluinis- ta", de Martins Pena. Um se- nhor repertorio, portanto. Dei- x.. agua na boca. C~l~slr. - .' Encontro Em setembro de 1961 lo governador do Amazonas, Gilberto Mestrinho (que seria cassado pelos militares em 1964), fez uma visit de cor- tesia ao general Mario Ma- chado, que havia acabado de assumir a superintendencia da SPVEA (Superintende~ncia do Plano de Valorizaqilo Econo- mica da Amaz~nia), anteces- sora da Sudam, ja sucedida pela ADA, em Belem. Fez-se acompanhar do entilo deputa- do federal Armando Carneiro c do irmlio dele, Oziel Carnei- ro, director do Jornal do Dia. Participou de uma reunion comn os integrantes da Comis- sito de Planejamento da SPVEA, dentre os quais esta- vam o major Jarbas Passari- nho, o engenheiro Fernando Guilhon, Armando Mendes, Arnaldo Prado, Roberto San- tos, Henry Kayath, Nelson Ri- beiro, Mario Teixeira, Irapuan Salles e Cl6vis Moraes Rego, do setor de divulgaglo. Basquete Em 196 lo Remo conse- guiu o hexa-campeonato pa- raense de basquete, num dos melhores mementos da histo- ria desse esporte no Estado. Ganhou do Paissandu por 59 a 48, sem ficar uma s6 vez atra~s do marcador (qjue, nes- sa epoca, jamais atingia tres digitos). O time campelio: Sergio, Guilhcrme, Haroldo, Nelson, Edir, To e Euclides. Os vice-camnpedes: Felinto, Maneca, Maroja, Zamba, Fa- ganha, Carneiro e Lula. Aviag~o Durantc o mes de dezem- bro de 1962, quase 9 m7il pes- soas embarcaram em avides no aeroporto de Val-de-Cans, nas seguin~tes companhias: Cruzeiro do Sul, 2.445; Vasp, 2.330; Varig, 1.759; Panair, 1385; Paracnse, 937; Pan American, 39. Das seis com- panhias, apenas duas ainda estlio em atividade: Varig e COm icio Um grande comicio na Pra- ga do Operario, em Stio Braz, em setembro de 1962, reuniu os candidatess nacionalistas" a elei~gio daquele ano: Catette Pinheiro, Cleo Bernardo, Ar- mando Carneiro, Ferro Costa, Sylvio Braga, Benedicto Mon- teiro, Raimando Nonato, Rai- mundo Jinkings, Jose Maria Platilha, Oscar Pimenta e Rai- mundo Bacelar. Sinfinica Em 1962 a Orquestra Sin- fonica Paraense fez ulma longa "toumnee" pelo interior do Es- tado, apresentando musica clas- sica, folcl6rica e de baile, bale e poesia. Seus integrantes: Ma- nocl Belarmino Costa, maestro, regente e supervisor; Jarbas Lobato, "spalla"; Antonino Rocha, concertista; Antonio Leal, Ana Maria Benone Sa, Alice Baltazar Os6rio, Alber- tino de Assunglio Malato, Rosa de Nazare Vilacorta, Amelia Paisagem em mutagSo A Conama (Construgdes da Amazonia), do engenheiro Octa- vio Pires, enfrentou, no terreno la- macento, um terrivel adversario para realizar, em 1966, o trabalho de canaliza~gio do igarape das Al- mlas (ou das Armas), mais conhe- cido nos nossos dias como Doca de Souza Franco. O trecho que es- tava sendo concretado qluando esta fotografia foi batida fica entire a rua Senador Lemos c a Marechal Her- mes. A paisagem mudava a sua fei~gi,, que ainda era m~arcada pela natur-eza, para uma fisionomia ti- picamente urbana. Comn seus pr~s e contras. Inelutavelmen~te. JOURNAL PESSOAL 2Y QUINZENA DE ABRIL 5 ann I on :l~jl~i]p le'j (~~ra:teclif Pi iD .1il~ 18 Irn mukea ?Irt a fiig : Lopes da Silva, Nair das Ne- ves, Edite Cardoso Bastos, Andrelino Cotta, Almir Sam- paio Matos, Thompson Lemos, Pedro Sampaio, Marcos Quin- tino Drago, Estevam Salomio da Costa, Benedito Novais, Es- teliano Mendes da Silva e Rai- mundo Cordovil Brito. ESirad A saga da PA-70, que agora 6 federal, sob asigla BR-222, esta completando 40 anos. Em 1962 foi iniciada a const-ru~go da ro- dovia, ligando a Bele~m-Brasilia (na epoca, BR-14; hoje, BR-10) a Maraba. A obra foi financiada pela SPVEA (Superintendiancia do Plano de ValorizaCio EconS- mica da Amaz6nia). A estrada, comegando no qluilometro 314 da Bele~m-Brasilia, teria 180 qui- lo~metros de extensio. A vence- dora da concorrencia, aberta pela Rodobras, foi a Delta Engenha- ria Construtora. Hai o qlue comemzorar? Arte O II Salio de Artes Plaisti- cas, patrocinado pela Universi- dade Federal do Para, foi reali- zado em 1965. Em pintura a 61eo, os vencedores foram Be- nedito Melo (19 lugar) e Arnal- do Vieira dos Santos. Ficaram comn menqdes honrosas Lilia Martins Silvestre (hoje, Cha- ves), Nestor Pinto Bastos Filho, Yedo Figueiredo Saldanha, Francisco Melo eManuel Bran- co de Melo. Em desenho, a pri- meira colocaqio foi de Oscar Ramos; emn seguida ficou Eduar- do Falesi. Ngo houve primeiro lugar em escultura; o segundo foi Rui Meira (que tirou primei- ro lugar em guache). Expuseram sem concorrer: Roberto de La Rocque Soares, Zuleide Maria Videira Cardoso e Patricia Ro- tundo. A comissho julgadora, presidida por Benedito Nunes, teve ainda como integrantes Quirino Campofiorito, Hilda Campoflorito, Aloisio Maga- lhies e Cristiano Miranda. To -Set O Trio Esperanga se apre- sentou em outubro de 1964 no Top-Set, a festa que Alberto Mota (e seu conjunto) realiza- va no domingo a noite, na sede do Autom6vel Clube do Para, no tiltimo andar do edificio Pa- lacio do Radio. Os tres irm~os cantaram os seus hits, como Dominique (nique, nique/ sempre alegre a cantar...) eO Pass do Elefantinho. Foi "do arromba, mora". Campus O campus da Universidade Federal do Para no Guama ocu- pou 500 hectares de terras es- palhadas por tras bairros (Gua- ma, Terra Firmte e Marco). O Ipean (atual Em~brapa) cedeu 200 hectares. Comn os herdei- ros de Odete Leal Martins, Mario Vasconcelos e Laur~nio Teixeira da Costa foram tran- sacionados 184 hectares. Os restantes 116 hectares foram desapropriados pela Uni~o. Tudo em 1964. Antes de come Caremn as obras, foi precise fa- zer um monumental aterramen- to da area, sujeita a inundaCio. f a dnk P:' ~SUI1~3h ~nrr- . . ,d . .;.n .1 t,r0 ~ur y -U.rl: rD'll.l:I fill. P r %r i~'i Irl-i IYUU il-;~ ..*.:r. ?- *I*l(rN rirT.)ij r(ulll:..-*'iIl"' -1 A eleig Go de 1 958 Depois de ter sido coman- dante military da Amazonia e governador do Estado, inter- rompendo o dominio politi- co de Magalhies Barata, tam- bem official do Exercito, o ge- neral Alexandre Zacharias de Assump~go voltou ao Para em 1958 para disputar um lugar de senadortendo como suplente Antinio Martins Jul- nior, o maior representante do comrcio local. Como cre- dencial para o voto que pedi- amn, apresentavam a criaqio da Forga e Luz do Para, na qual trabalharam juntos, As- sumpg~o como governador e Martins Jr. como director co- mercial (e brago direito do pr~esidente, o empresario J. Dias Paes), que recebia a re- muneraCho simb61ica de um cruzeiro por ano (cinco cru- zeiros no qilinqtiinio de im- plantaCio da empresa estadu- al de energia, antecessora da Celpa). Lembravam que a Forluz foi a solugho "para um velho e angustioso problema que asfixiava a nossa terra e solapava a sua economic". Para a Camara Federal, reco- mendavam o nome do jorna- lista Paulo Maranhio, donor da Folha do Norte, "cujos jornals ajudaram a fazer a Forga e Luz". Tudo comn a re- taguarda do marketing elei- toral, que ja engatilhava. =:~ J~i~ra'os arsiar[all e MAHIIHS JA. lucrain a Tb i. e Lu! rl~ Pwi S. d. I t r J r ~t;F~rC .. i F .C (/:s4' r , r ~ rr: i n , ?--- ,r 3 1 - 1 I ' ~R:' -~a: - ConsulIta Acolhendo a sulgestcio dos leitores, inzcorporei ao Jornal Pessoal as series memor'ialisticas dac Agenda Amzazdnica (Memodria do Cotidiano, Retrato e Publicidade), acomzodanrdo-as na pagin~a dupcla cenztr~al. Agora consulto os leitores: a forma adotadar estai certa e deve ser mantidar? A seglio deve ser can~celadla ou reduzidar G JOURNAL PESSOAL 2? QUINZENA DE ABRIL/2002 Paulinho Payakan, cacique da tribo dos Kayap6, era uma das principals liderangas indigenas quando, ha exatamente 10 anos, foi acusado de, embriagado, agredir e estu- prar a estudante Silvia Leticia da Luz Fer- reira, de 18 anos, em RedenCto, no sul do Para. Dois anos depois do episbdio, Payakan foi absolvido num primeiro julgamento. Submetido a uma segunda apreciaqilo, em 1998, foi condenado a seis anos de prison, em regime fechado. Sua esposa, Irekran, que o teria ajudado a imobilizar a estudante, foi impronunciada. Prevaleceu o argument da defesa, de que ela nito tinha consci~ncia do que estava fazendo; era uma "india pura". Mas o grau de aculturaCio do mar-ido nio lhe permitiu tirar beneficio da tese. Em tilltimo grau de recurs, o Supremo Tribunal Federal confirmou a sentenga con- denati~ria imposta ao cacique. Ha uml mis e meio, entretanto, Payakan esta fora do al- cance dos agents da Policia Federal, cha- mados a cumprir o mandado judicial. Ele se homiziou em algum ponto da reserve dos Kayap6~, a terceira maior do pais, com 3,2 mnilhdes de hectares. Sua localizaqito nesse mnundo de floresta e agua, com poucas vias de acesso, 6 dif icil. Mais problematico ain- da 6 sua retirada da area: os Kayapo, que somam7 dois mil indios, ja advertiram que a prisio do caciqlue sera interpretada como uma declara~ilo de guerra. Reagirlio a ela colmo guerreiros, comn perfeito dominio do "teatro de operaq6es". A persistancia dessa situaqito de imnpas- se e indefiniptio desgasta o poder pliblico, do judiciatio ao executive. Mas desgasta tamb~m a causaa indigena", que o caciqlue sempre usou como escudo protetor e meio alquimico para transformar um crime co- mum hediondo em um delito politico. E desmoralizante testemunhar a impot~ncia do aparelho de Estado n~a execupilo de uma decisio legal. A Policia Federal esta sen- do obrigada a negociar a rendi~go do caci- qlue, seguidas vezes anunciada e frustrada. Mas uma solughio de forga pode resultar em muitas mortes, sem a certeza de cum- primento da ordem superior. A f~rmula conciliadora pr~oposta dian- te da circunstilncia especial, bem amaz6- nica, nito e mais honr~osa: Payakan cum- priria a pena na pri~pria aldeia, como se estivesse submetido a prisito domiciliar, da qual ele e os seus serilo arbitr-os e fladores. O problem~a 6 que a natureza do crime nto casa com pena tio branda, que acabaria funcionando como mera penit~ncia. Os pr6prios suiditos do cacique niio aceitam essa hip6tese remediadora, interpretando- a como a imposicgfo da lei dos brancos em pleno territbrio indigena. Algu~m com mais sensor de humor, e tamnbem com um misto de ceticismo e ci- nismo, concluiria do imzbrodglio envolven- do as tratativas entire a justiga, a policia, a Funai e os indios que a fi~rmula concilia- tbria acabaria por impor a Payakan a pena de... voltar a ser indio. Como tem feito na maioria do tempo desde 1998, indo pou- co a cidades comn receio de ser preso, agora ele teria que ficar na pr6pria aideia ao lon- go de seis anos seguidos. Seria, de fato, um castigo para o caciqlue? Payakan tem boa casa e combrcio ativo em RedenCto, a maior cidade as proximi- dades da aideia A-Ujkre. Ja foi donor de ou- tra casa em Bele~m. Niko era incomum, al- gunls anos atras, encontrai-lo no lobby do Hilton Belem, o linico cinco estrelas da ca- pital paraense, ou dirigindo seu carro espor- tivo comn at condicionado, vidro el~trico e outr-os acessorios, como pelicula. Gostava de usar roupas de griffe e 6culos escuros cars. Era, final, personalidade intemnaci- onal, premiado pela ONU com o Global 500 por sua luta em favor da ecologia. Essa luta alcangou seu apice em 1989. Payakan foi um dos organizadores do I En- contr-o dos Povos Indigenas, realizado em Altamira, na Transamazcinica, para protes- tar contra a construrio de grandes barragens hidrel~tricas na Amazinia (sua irmli, Tuira, agitou ameagadoramente um factio a centi- metros do rosto de um dirigente da Eletro- norte). O alvo mais direto era a usina de Karara6 (hoje rebatizada para Belo Mon- te), no Xingu, o rio que drena grande parte dos territ6rios indigenas mais centrals e iso- lados da margem direita do A~mazonas. Payakan brilhou ao lado do roqueiro inglbs Sting e outras celebridades. Chegou a ser levado a Washington pelo etnobotanico Darrel Posey para convencer o Banco Mun- dial a nilo mais conceder emprestimos a grandes aproveitamentos hidreletricos na Amazinia, por seu impact sobre o meio ambiente e as populaqdes indigenas. O objetivo foi alcangado. Logo depois, dizendo-se ameagado de morte, Payak~an pe- diu socorro a ONGs internacionais amnbi- entalistas. Durante seis meses circulou por varias parties do mundo, quase como um exilado politico, cercado por mulheres soli- darias e bebidas reconfortadoras. De volta ao Brasil, sentiu qlue sua taba era peqluena demais e restritivos os horizontes de um sim- ples cacique. O constrangedor epis6dio do estupro foi uma espe~cie de Tordesilhas para Payakan, um pe estabelecido sobre suas res- ponsabilidades de lider de uma das mais ativas comunidades indigenas e outro no usufruto das prerrogativas dessa condi~go. Em plena semana da Eco-92, o encon- tro internacional sobre ecologia e desenvol- vimento realizado no Rio de Janeiro, a ma- te~ria de capa comn a qual a revista Veja rom- peul o silincio em torno0 do crime, carregan- do nas cores do preconceito e nos tons sen- sacionalistas, provocou um enorme impac- to. Foi o contracan~to a crescente canoniza- glio do lider- seringueiro Chico Mendes, as- sassinado quase tras anos antes no Acre por um obscure e selvagem fazendeiro, indife- rente a fama mundial de sua vitima, vista apenas como7 insutlador de invasores, nho como o martir da ecologia. O lider de uma minoria racial, qlue conseguira dar repercus- slio incomnum it causa em fungflo da compe- ti~ncia com qlue se houve na sua divulgagio, cometia o mais abjeto dos crimes contra outra minor-ia, ainda minoria no mundo dos brancos, a despeito de tudo, e sobretudo nos sertdes amazonicos: a mulher. Payakan tambdm contribuiu involun- tariamente para o arrefecimento de uma bandeira de luta dos indios xinguanos: a unificapito de todas as reserves situadas no interfhlivio Araguaia-Xingu-Tapaj6s. Juntas, elas somariam 12 milhaes de hec- tares, 30% mais do que a maior reserve indigena, reci~m-criada na epoca, a dos Yanomami, entire Roraima e o Amazonas, com 9 milhdes de hectares, qlue tanta ce- leuma (e mortes) provocou. A causa sagrada dos indios xinguanos talvez nito atraisse tanta ira, se tivesse ido emn frente. Se ate alguns anos antes eles eram uma barreir~a intransponivel as invasies das fi-en~tes pioneiras nacionais, agora ja faziam numerosos acordos comerciais com esper- tos intennediarios da exploraqflo do princi- pal r~ecurso existente em seus dominios, a itrvor de mogno, o ouro verde. Al~m de pennitir a extra~gio da madeira, os indios poupavam os madeireiros de ter qlue cum- prir a legisla~gio florestal, qlue thes impunha o reflorestamento da area aproveitadae o seu Ao indio foragido JOURNAL PESSOAL 24 QUINZENA DE ABRIL 7 manejo. A part~ir da premlissa de qlue a ex- plor~agio por terceir~os dos recursos naturals das reserves indigenas e legal, a sua prtiti- ca passava a ser acobertada pela leniincia no cr-ime. Seja dos indios como7 das autori- dades pulblicas encarregadas da questl~o. Aberta a primeira fresta, a porta acaba- r~ia escancarada. Alem de madeirei~os, empresas interessadas em utilizar essanci- as, 61eos ou plants do territi~rio indigent se apresentaram para oferecer novos con- tratos as tribes e, de qluebra (ou como mais- valia extra), presentes, qlue podiam ir de quinquilharias a aviflo. Desde que, natu- ralmente, pudessem tambem usar a im~a- gemn dos indios e do seuI habital. O ingresso no mundo do dinheiro c do qlue ele proporciona de melhor (ou mais tentador), o consumismo, nrio foi incon- dicional. Algumas liderangas impuseram limits e tratar~am de fiscalizar o cumpri- mento das regras estabelecidas. Esses cui- dados permitiram que, mesmo acessiveis aos extratores de m~adeir~a, as areas indi- genas ainda so mantivessem como as me- nos devastadas, ou mlesmo as mais inte- gras. Mas a dinamica do ato de comprar e vender, de pagar e reter, de aplicar e gas- tar, pode ter feito de Payakan um~a de suas vitimas, com~o ja fora mortal para a pri- mneira das grandes liderangas indigenas do pais, o Xavante Mar-io Juruna, o primci-o parlamentar indio da hist6ria brasilcira. A hist6ria das relaqdes contemporcine- as entre os descendentes dos primeir-os h~a- bitantes do Brasil e os sucessores dos co- lonizadores curopeus, indo dos Waimir~i- Atroari da mina do Pitinga aos Gavides da aideia Mile Maria, ou dos Kayap6s aos Xavantes, 6 rica demais para caber em apressadas abordagens jornalisticas ou coniventes (e convenientes) enfoques de parceiros antropolbgicos e afins. Indepen- dentemente de scus enredos, elas resulta- ramn no aniquilamnento das mais notbrias lider-angas, afogadas pelas ondas delete- rias derivadas dessa relaCio. No filndo da mata, onde se esconde do uma sentenga cristalinamnente estabelecida em process judicial regular, bem qlue o ca- ciqlue Payakan podia pensar em qual a me- lhor contribui~gio que lhe resta dar a causa que o langou a fama e, nela, ao ocaso. De- pois de ter feito tanto em beneficio dos seus irmlios, ja e hora de pam-r de lhes causar cons- tran~gimentos. Segulramente, par~a voltar aser umna lideranga entr-e dois mun11dos, c precise qlue venga os desafios de umnede out-ro,sub- metendo-se a Lum palra recuperar- a autorida- de moral sobre outro. Enquanto pode. e o caso e CervC~eima. Acho apenasqu lre e/le esii cego pelo pasionam~llismo As plesvoas jar ndo c~onsLreguem erncarar o "cacso Jculer Barba/lho coml ob~jetivi- dade~L. Os amligos e adteptos ignorain a Llsacusade. Os inrimiosqulleirmqu/le se Lchgure logo ao ~o~rard~o dele para r car. O san~gure, a ser chpado coin cr- nudtinrho, coilo suge~ria Ne/sonl Roc/ri- gures aos passiolnals. Desa/io o leitol r a econou.r, wn l djo. ma(s nlos multios qule jal esieVi so- brec o ar~ssunto em, qu~e deLfendlo Jader I de~ dlinheima pubhlto e o inlocenlto de ~ iinlputades conIetIPas. Muitasdrelars~f~- raml mucladasn~, anaolisardar sengotadas nreste inecsmro JP onr nosv artigos queL e- leviaNi.NO Libal~CI e OEstadIo de S. PaulIo. Como1 CerveLim~, estou1 plea(- mntole convlencido de qule ele teml cor- tars a prEstln: Defendlto aI (LIcnclsdo, o misI. nuipido p~ossivecl, de todos os pm- cedlimenotosadm~ilblnli~lsatvsjdca quepermitam~l levaroevr-selnado, rajul- gam~lento e. .on~formell aI dllelbetwroo, a imlpor-lhe ar penar devickl pelos crimes qure comprllovadcunent~e ~omletel. Mentartigro, long~o echelodeperICI- gun~ltas, c~omlo ob~serva oleitlo,; emr ne- nIhwn~ mIomrentro visour absolver o ex- governador ou dlesviar as acursa(des qule pe~saml control ele. Apelnas mlos- IOeiquie: a) o mlomlentlo, a formal ea mlotivard(o dar p~iriso d~ele caraucter'i- zavaml umaII viola(.do cis nlormals le- gais e m~n contru-senso dliantre dars i- gulares aprager(d s em cw-so; b) ars irregularidadrtes nasv quaris Jader esta env11olvido ndro se esgotainl nele (c~omlo, qulase profeiticam~lente, assinalei reml- pos afras em relaedio at Sudaml e ao projeto da Usimar)(I. Aindalr ndco hc) processo ~onrclus. o que" dtrmcorine ar p~riso do e-senat- dlo,: A instrued~iodreamltlgusdesses pn- c~essos ndco ,requrcl qce ele seja lreso. gadlo qule dcetermin~e a aplicagdco da penar de pr-isdo ar Jader~, ea broa irs- truedio aldo dependte de afairdtr-lo da r conlvivencias sociall, pa,-rapr~evenirque l ele in/Iualr sobr~e testemun~has onr blo- querie a ptlrodugo rcl p~vas, c~olo jurstificar suan p~riso nmn,~ sirbadto, foraN do expdiente,, seml esta. a.omI- panhad'o dlo mand~rculo judtic~ial (qure deveo~iri servir de fitndamentollr d dlefe- sa) e c~oml o us~o de' aLllgema IIC(anee- didor die manr~ob~ras de dlespistainento r qure fo,t~ra da Policia Fede~ral ao MP e ail.jusi(ca jederalr~ do Tocantins)? : J/culer Barba/Nho jbii sohlo, comlo elra dedLim~io, e nemal~vsimlo andlrlamno dos picessos conowI. ele jb~i ppwfudicadlto. MasF a aplicagd~o dla lei ea adotod~co dlos piocdlimrentcos corivios fi~our c~ondicio- nadal a fitlo~rs dlceleteris de op~ortluni- dadlceeco~nveniencia,queamreagamco(nr r- tamlrinarc essces atos e os equ~ivalenesv. A pIctrtlo t de qe se tcrcu die poli- RoseanalL Sarnley se archain~ no dlireito (do, e olrn~s se sent~irao inlibidos a cwnprluir seul devlei; our pelo ,,meos em r situagdio dlesco!fortavel.cl Jader Balrba- Ilho ode vir a ser dec~lcondo currlpado e ser inandad~ro pai~n ar prisdo quandrlco, r~espeitado o decvidlo pincesso legal e o sagmudo dlim.ito at mairs am~lar d~fe~sa. for,, considerado cullpadro dlos dlelitos que' /he foraml imputarldos e qule eslido em, plenao apw'rrdo, ai, sim, llnw arto equrivalenteL aroqure levoul a rip~slo o es- magNo daeconom01iaa ig~en~ilna. Massu S1 p~.rriso emfeJver~~lvimji wIInavioljl(.nci.E o qu~e esic dito Ina mater~lia. Digo isso comro wnarc tese, conciv- tanlenteanalllisda.Ans coisas alv'ezndr o tir~essem seguid~o I na IA~lemana o cur1- so qure riv~eram,l fav'otcenldo a arscer- srio de AdtolfIi/leI; se a Repdbl/,ica cle Weimarntdo tivesse~jeito ou~idod emner~- crtador e olhro v'iciadco ris perseguigdes aos sociarlistas e c~omunrislars, aparen- t~lemlentese i~umpleraor dT~l em/ega, mals tangenc~"iarrro nd o-7a, torno-a sectir~iri. Da mlesma formally, SicilinI ndo se torna- riao crar v~1ermeho se Len~rIino tives- seido alemI dlroordeml constitu~ciona/ao repr~imir a oposi(do c'oml selagrerial. Depois de se pe~rmitir papel de~icsh > nar typle~ssdo aj revolta, do Kiontadtil Tivisky~ o/eirceu~ sarc caheca lna ban- Sou, um flilho amno,~vso de Vol~tailv e do jlL qel Ie/e repesentlouI no ilwnlinis- mIojlimnltcis.SepjrejuicaN NNraapuragio dar 1'eirul(e, atlemlorizandl~o testemull- (comlo dleve ter feito agoverno dlo Mar- twnlhdo, ,responlscivrelpe/ gravagdrodak cabullosareunp~ido da~ Sudar~r in e Sao Luisu, qule apivvoul o bilionarrio pinoje- to dI Ujsima>;rl cujrria fta epois sumIIiu), Jader Barba/hlhd ~ e eserpreso. E para a pr~isdco terciquie irse esrsar, or a p~enar do crimle apuradNCo pela ju[stig. Mals aid 1 lar te a ireito die se dl~irefendelr libenhulre. Our de ser preso regullar- mrolente a luz do' diar, seguridos os trdc- osY gatfos parrdos se toIrrnam preos, c~omro sabhemos mltoil beml nods, os so- ~reviventecs dos an~os die chwnbllo, qualndlo e~ssa~ mesmac policiar hoje pm- fissionarlizadal~ p~rendia e arrebentavac por1 mlotiv'o politi.o. Se pal'ra sursten- tar essar claraC posi(.do a pir.o a pa- gar e; esse sectcirio e iljulsto entendLi- mrentro dlo leitor. Rodolfo, Cerveia,N pargo semI pinblemra. EmI dobm~. Ca rta Jad er de novo Comn relative atraso, pois o as- suntlo e: do mbs de fe~vereiro, mesmno assim descjo inseric a minha mani- fe~staqio. VALEU JADER!!! Este de- veria ser o titulo do Jornal Pcssoal n" 278, tal o emlpenho e a prolixida- de da mate~ria cm favor da causaa" juderista. Tantas perguntas forum formluladas que parecemn escamote- at uma segunda interior: a de ofe- recor aos Icitores desavisados um re- trato virtual do fuiriseu engaiolado. Voci nilo poulpou critics ao Minis- terio Plablico, a Justiga e Policia Fe- deral, e aos procedimentos que en- volveram a detenglio do ex-senador. Nalo para" discutir aqui a defesa ve- lada exposta no texto, sob o disfrce de analisar o confronto das autori- dades constituidas comn os transgres- sores da ordem ptiblica. A ver~dade e que houve atos c fatos, a mou ver, suficientes para incrimnin6i-lo0, cycn- IualmenC1te, prende-lo, como so faz correntemente comT a margintilia na- cionaL. Dizer que sua prisito foi de- sabonadora e, querer impingir is So- ciedade as solercias comotidas pelo Sr. Barbalho. Certamente ulma gr~an- do irristro. A justiga da Argentina mandou prender seu ex-M finistro Domingos Cavallo, de renome international, e nem por isso os platinos ficaram constrangidos. Rodolfo Lisbon Cerveira MINHA RE SPOSTA .................... Quancldo recebo ca~ras comlo essay Jic~o me perguln~tado se o leitor. ejeti- vainentle Ileu oqule escrevi. Our se esta- vaNl~pepa1~O.radop raetender oqule ler. Ndio qulerv, coml isso, estigmatcizarr o leitor comro desvpreparado, o qule Ido neira, o governador Almir Gabri- el se nivela emn falta de ulrbanida- de ao prefeito Edmilson Rodri- gues. Nada justifica qluebrar a tra- digio. Nflo e s6 por cortesia c boa vizinhanga qlue o camarote mu- nicipal existe. A prefeitura, qlue nao tem seu tcatro, ou naio pos- sui nada assemelhado ao da Paz, vira e mexe surge comn o projeto de construir uma casa de espeta- culos desse porte. Seria um des- perdicio de recursos e uma tnicl- ativa tacanha. Mas a grosseria do governor pode solidificar o pro- jeto, qlue ja esta ate definido na versflo estabelecida unilateral- mente pela PMB para o famige- rado "buraco da Palmeira". Uma descortesia menor, mas nito menos indesculpavel, foi co- metida com1 o jornalista Edwaldo Martins. Bemn ou mal, elc dirigiu o Teatro da Paz ao long dos ullti- mnos anos. Com sacrificios, devi- do as seqicieas de uma doenga, for presenga assidua e dedicada du- rante as obras da reforma. Ais ves- peras da reinauguragilo, foi subs- tituido por Gilberto Chaves, qlue comnandara a casa durante a r~ica temporada de reabortu-a. Sc nito foi mesquinhez, como n~io deve ter sido, foi capricho de pr~imo7s, que deixa mal a amnbos, nao a pessoa qlue, nas uiltimas qua- tro de~cadas, foi um autintico em- baixador itinerante e adI-hoc do Para e de sua amada Bele~m. To- dos aprendemos a gostar um pou- co mais desta terra, a carinhosa- mente rebatizada terrinlha, gragas ao entusiasmo de Edwaldo. Com- pensado comn uma assessoria es- pecial, mais adeqluadois suas atu- ais condiq~es do trabalho, cle es- taria julstamente servido se tives- se podido finalizar sua passage pela dir-egio do Tcatro da Paz as- socianldo seu nome ao memento reconfortador de ver esse monu- m~ento devolvido ao esplendor original. O teatro reabre esplen- doroso, e incontestavel, mnas com n6doas imatcriais bem visiveis. Talvez para provar qlue trata-se de obra humana, demiasiadam7ente bumana em sua imperfeigio. m~eses qlue restamn de mandate ao atual governor, uma rcedigio de Weimar entire n6s? Nflo sera mals um brilhante artificialismo, cria- do as custas do eratlio para usu- fruto inter parecs? Teremos qlue ser sempre gra- tos a Almir Gabriel, a Paulo Ch~a- ves, a Estacon e a todos os qlue participaram das exemplares obras qlue voltaram a conferir dig- nidade e majestade ao belo da Paz. O teatro e obra de elite. Quando surgiu, uma elite podia se proporcionar esse mimo. O mo1- nop61io mundial da borracha agiientava o trance. Hoje som7os um Estado qlue gravita (e vegeta) do lado de fora de grandes em- preendimentos produtivos, os en- claves qlue mandam nossas rique- zas para fora c deixam aqui os restos do banqutete. Mas o Teatro da Paz e ulm patrimonio arqluite- to~nico qlue nos cumnpre preservar e dele uIsufruLir na media das nos- sas possibilidades. E ulma j6ia rara que nos restouI de uma familiar empobrecida e, em boa medi- da, decadent. E uma~l estultice de gente igna- ra qluerer ccrcar o teatro compe- tentemente (ainda qlue desbraga- damente) restaurado de m7iseria e de penduricalhos qlue, pelo con- traste brutal, o agrediriio. AlemT de element de uso, o teatro e uma obra de arte e um11 testemunho his- t6rico. QuICm, nito ajustado a perspective do tempo, investor contra ele por sua origem ou vin- culagito atual c daqueles tiranos qlue tenta reescrever a historia a partir de seu cercado, qlue imagi- n~a ser o mundo todo. Todos os moradores de Belem devem rea- gir a essa onda de incivilidade, imaginada por quem, na roda in- faintil, a qlue pertence por sua mentalidade, tem um titulo just e certo: de espirito de porco. Nos arremates de umaemprei- tada de valor, porem, o governo do Estado compete duas grosseri- as imperdoaiveis. Um~a ea de ex- tinguir o camarote qlue, desde sempr-e, foi reservado a prefeitu- ra de Belem. Ao agic dessa ma- Entre as obras de restauraglo e o program de reestreia, o go- verno do Estado vai gastar 10 mnilhbes de reais para colocar no- vamente em atividade o Teatro da Paz. Os R$ 7,5 milhaes investi- dos na recuperagiio podem ser muito, mnas talvez esse seja um pr-ego qlue se deva pagar para de- volver a um77dos mais valiosos mo- numentos arqluitetonicos do Esta- io sua gloria original. O teatro volta a ter o brilho dos tempos da borracha, qlue lhe deram existen- cia, mesmo qlue os de agora se- jam tempos um tanto bicudos. Mas sc justificamn os R$ 2,5 m~ilhaes qlue a temporada de rei- nauguraglio vai custar? Talvez porque o Teatro da Paz tenha sido concebido como casa de 6jpera, julgou1-se oportuno tra- zer 6jperas para a festival sema- na de comemora~gio. Nflo uma opera qualquer, mas "Macbe- th", umI1 espctaiculo denso c uma encenaq~to pesada. Dos 900 lugares disponiveis no teatro, qluantos serito ocupados por pessoas qlue realmentc podem bcmn apreciar a montagem? Un-s 10%/? Talvez, comn generosidade, 20%~? Esses iniciados, so fossem ver a 6pera no exterior, qluanto pagariam pelo lugar na plateia? It legitimo qlue um Estado pobre ar- qlue comn o pesado o~nus da apre- sentaglioo para deleite de tito pou- cos, qlue, sendo poucos, e se as circunstancias niio forem tilo fa- voraveis, tertio que se contentar com7 uma7; dieta magra do espeta- culos liricos depois qlue a primci- ra semana passar? A\frente doTeatro daPaz esta agora um17 primo do secretar-io de cultural, Paullo Chaves Fernandes, a quem a casa esta subordinada. Niio se trata de simples nepotis- mo, como as aparincias podem indicar. Gilberto Chaves e uma das pessoas qlue mais conhece opera, nito so entire nos, mas em todo o pais. Pode brilhar em qualquer parte do mundo se o toma for 6pera. Sua paixiio pelo mundo da musica c contagiante. Mas serit que teremos, nos oito ;r:~ll:rll.ll:ill:l(111 .r!nj!l ,.-,~,; ~-LII.L.lii.LI JII-JYCdlj_~IUT11111 illllY ~~l(jlj~l)t\nC LUILYIIIYIIIVJYl~liYCllll(lj ~III~~ ..~~XIII-~- X.... ...II I~-LIII~~~XXII~~~~~ C111: I ~1. I I-I *aecuM~~.a~Nr.rmllrr~_un~x--rxx-irx-~, Manchas sobre a joiCa Gol contra A lei probe dar o nome de pessoas vivas a pre~dios puiblicos. A lei e clara, mas seu cumpni- mento esta sujeito a convenien- cias. O estadio de fuitebol publi- co de Belem comegou sendo Ala- cid da Silva Nunes, o nomne do governador durante cuja gestlio a obra foi iniciada. Em boa hora a transgressjo legal foi cancela- da. No novo batismo, a prag~a de esporte recebeu o nome de Ed- gar Proenga, ja ent~io morto. Se a lembranga njo era inde- vida, dadas as vinculaqdes do ho- menageado com o objeto do fato ger~ador, e se de la para ca nada de gravemente desabonador for apresentado contra a membria do sempre fidalgo Edgar Proeng;a, po~r que expurga-lo da port de entrada do estadio em vias de nova inauguragilo? O Olimpico de Belem, como querem qlue o esta- dio passe a ser conhecido, nunca sera olimpico com7o o do Gremio, de Porto Alegre. Sempre foi Man- gueirito, na boca de qluem o fre- qtiienta, assimn com1o para o cario- ca o "Mario Filbo" nunca deixou de ser Maracanii. Mas pelo m7enos no Rio de Janeiro os descendentes do gran- de jornalista podem ter o confor- to da lemnbranga official da mem6- ria do grande esportista. Ao con- trario dos parents do gentilissi- mo Edgar Proenga, obrigados a reagir auma ofens tho grosseira e gratuita qluanto molecagem de geral de campo de flatebol. Na nova inibugura~glo, se a vontade do rei prevalecer, o pla- car do estadio vai comegar ja com ulm gol contra. |
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