Jornal pessoal

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Material Information

Title:
Jornal pessoal
Physical Description:
v. : ill. ; 31 cm.
Language:
Portuguese
Creator:
Pinto, Lúcio Flávio
Publisher:
s.n.
Place of Publication:
Belém, Pará
Publication Date:
Frequency:
semimonthly
regular

Subjects

Subjects / Keywords:
Politics and government -- Periodicals -- Brazil -- 1985-2002   ( lcsh )
Genre:
periodical   ( marcgt )
serial   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil

Notes

Dates or Sequential Designation:
No. 1 (1a quinzena de set./87)-
General Note:
Title from caption.
General Note:
Editor: Lúcio Flávio Pinto.
General Note:
Latest issue consulted: Ano 11, no 188 (1a quinzena de junho de 1998).

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
oclc - 23824980
lccn - sn 91030131
ocm23824980
Classification:
lcc - F2538.3 .J677
System ID:
AA00005008:00231

Full Text





































G~?a


LUIjCIO F L VIO PINTiO
ANO XV Nz 282 2a QUINZENA DE ABRIL DE 2002 R$ 2,00
EL.EI('A~O

Os lug ares

assinalados
As de~cisoecs dos prinl cipalis gIrapos politicos nro Pard-~ jorntll adotadas ent jfima d 1~ o
pra1ZO para aIs deI~sin2compatibilizagoes\ dos candlidalos qule ocuprIn~I.W caIgIos
pliblicos. O eix~o central da~ corr)ida eleitorlw esici definido. Ma ac~r:!lmona ar~ianlte-






2 JOURNAL PESSOAL 2" QUINZENA DE ABRIL/2002


Sem todas as variavels estio
definidas para a dispute elei-
Storal de outubro/novembro,
':mas o encerramento do pra-
.., ;zo para os candidates poten-
clais se desligarem dos cargos ptiblicos
que ocupavam, na semana passada, acia-
rou mais os nebulosos horizontes politi-
cos. O governador Almir Gabriel sacrifi-
cou um quase certo mandate senatorial
para encarar o dificil desaflo de colocar
no0 seu lugar a pessoa mais identificada
com o esquema de poder e de governo
montado em mais de sete anos de condu-
950 autocratica do Estado, mas ainda de
pouca expresso political: o ex-secretario
especial da produ~go Simio latene. .
Se Brasilia conseguir estadualizar a
engatilhada coliga~go PSDB/PMDB, a
attitude de Almir tem um prop6sito: ante-
cipar, em eventual acordo, a reserve de
mercado para Jatene. Em qualquer com-
posi~go imaginavel (ainda que nio dese-
javel), o cargo de governador sera dos tu-
canos. Ao PMDB poderiam ser reserva-
dos a vice-governadoria e um dos lugares
para o Senado.
Ao resistir as presses federals para
engrossar a bancada do PSDB na camara
alta, o governador deve ter tido conscian-
cia de que o fisiologismo brasiliense pode
vir a ser usado (se ja nio esta sendo) para
favorecer Jader Barbalho. Com a decision
de Almir de permanecer no cargo ate o
fim do mandate, a melhor possibilidade
para o esquema official com vistas ao Se-
nado no Para e atraves do ex-senador. Sem
ele, aumentara o risco de que as duas va-
gas sejam ocupadas por oposicionistas ou
pelo menos nio-simpatizantes com o Pa-
lacio do Planalto.
Para Jader, por outro lado, e tentador
voltar a contar com os trunfos oficiais pode
reabrir a possibilidade de encarar a campa-
nha de regresso ao Senado, sem as pessi-
mas perspectives de uma aventura isolada.
Desde que, naturalmente, esteja disposto a
abrir mio da dispute para o governo. As-
sim, o que parecia impossivel pode come-
gar a se tornar realidade, mesmo que Almir
Gabriel e Jader Barbalho nio se vejam obri-
gados a dividir o mesmo palanque. Jatene
estara sendo arrastado pela maquina official
para ser governador e Jader contara com os
favors do governor federal para aliciar elei-
tores para o Senado. Cada um no seu lado,
unidos para apoiar a candidatura proposta
por Fernando Henrique Cardoso.
Uma outra clara decisio foi tomada do
outro lado do espectro politico. Depois de
similar participagio como pre-candidato
alternative (a Lula) do PT a presid~ncia da
Republica, Edmilson Rodrigues preferiu
nso ser pre-candidato ao governor do seu
Estado. Sem se preocupar em declarar ou


explicar sua attitude, nio se desincompati-
bilizou da prefeitura de Bele~m. Inviabili-
zou uma forte chapa "puro sangue" do PT:
ele para o governor e Ana Jlillia Carepa para
o Senado, ou vice-versa, comn o deputado
Paulo Rocha na chapa majoritaria (como
vice ou o outro candidate a senador).
A carapuga atirada a vereadora, de que
insistia em disputar uma vaga senatorial
porque colocava seu projeto pessoal aci-
ma dos interesses partidarios, caiu como
luva sobre a cabega do prefeito. Ele so
quer se arriscar a concorrer ao governor
em 2006, quando imagine que contara
comn o apoio do prefeito de Belem, o su-
cessor que imagine poder eleger em 2004.
O que pode fazer agora o PT? Forgar
Ana Jlilia a desviar seus prop6sitos para
a sucessio de Almir Gabriel ouaceitar que
ela se apresente como candidate franca fa-
vorita ao senado? Nesse caso, a tinica pos-
sibilidade de a esquerda former uma cha-
pa forte seria atr~av~s de alianga com o
PSB do senador Ademir Andrade, caso
Anthony Garotinho desista de concorrer
a presidencia. Comn essa alternative, Ana
Juilia poderia seguir para o Senado? On
Paulo acabaria tendo que aceitar o sacri-
ficio de ser candidate a governador?
Dependendo da evolugio dos aconte-
cimentos, o PT pode ceder a imagem opo-


sicionista para o vice-governador Hilde-
gardo Nunes. Chamado pela tiltima vez
por Almir, que na und~cima hora confir-
mou oficialmente a op~go preferencial por
Jatene (feita, na verdade, na primeira
hora), e lhe ofereceu as compensagies
possiveis, Hildegardo manteve sua dispo-
sigio a dissidencia. Mal encerrada o que
deve ter sido a tiltima reuniio, os dois sa-
iram irremediavelmente cindidos, prome-
tendo enfrentar-se. E cuspindo fogo.
Para nio caber na acusagio de trai-
dor, o vice vai continuar elogiando as-
pectos positives da administraqio Almir
Gabriel, mas batera firme no que consi-
dera suas limiitagies e condicionantes,
que poderiamn ser associadas a figure de
Jatene. O discurso e atraente. Mas como
montar palanques em todo o Estado e
deslocar-se ate eles sem a maquina ofi-
cial e os recursos pesados de uma estru-
tura paralela? Sem uma resposta positi-
va para essas perguntas, Hildegardo nio
avangara alem dos baixos indices comn
os quais tem aparecido nas pri~vias.
Essa e a espinha dorsal do quadro elei-
toral. Mas ate as convenqdes podem sur-
gir variantes e, a partir delas, alguma al-
ternativa capaz de canalizar a busca do
eleitor por um candidate mais pr6ximo
de suas necessidades.


Ha onze anos Hetlio Mota Gueiros, que
ate tres mess antes havia sido governador
do Para, me mandou, a pretexto de reagir a
uma entrevista que eu fizera com seu su-
cessor, Jader Barbalho, o mais sujo docu-
mento da vida puiblica brasileira, como o
almirante Mario Jorge da Fonseca Hermes
classificou aquela carta nauseabunda, en-
lameada de palavrdes e expresses obsce-
nas. O almirante, uma das poucas pessoas
a quem recorri antes de decidir publicar o
ins61ito document, tinha convivido com
o governador quando comnandara em Be-
16m o IV Distrito Naval, antes de assumir
a chefia do Almirantado brasileiro, seu lil-
timo posto numa longa e honrada carreira.
Enojado comn a leitura da carta, o ilustre
military desejou, em manifestaq~o escrita,
que o povo paraense proscrevesse da vida
puiblica o missivista.
No ano seguinte, porem, He~lio Guei-
ros conseguiu se eleger prefeito de Be-
lem. No cursor do seu mandate, evitou
qualquer refer~ncia aquela coisa s6rdi-
da que produzira. A vit6ria parece ter-
lhe dado a convicqio de que o passado
estava sepultado e esquecido. Permitiu-
se, na eleigio seguinte, apresentar como
I. ~ V* __ _- IC;;-*i ~l*r~ ~ji-1C;Lii-


suplente o pol~mico filho, H61io Guei-
ros Jtinior, ignorer os adversarios e s6
aguardar o dia da diplomaqio como se-
nador. Levou uma derrota desmoralizan-
te, ficando em distant ter~ceiro lugar.
Experiente e atento as liqdes, Gueiros vai
tentar recuperar um mandate eletivo outra
vez, sem repetir os erros cometidos. Um si-
nal dessa intenCio 6 que, provocado por um
questionario que Elias Ribeiro PintolIhe man-
dou, para uma reportagem que sairia no Dick-
rio do Pardi sobre as pol~micas travadas no
Estado, o ex-prefeito desta vez enfrentou a
question da carta, ao inve~sde tergiversar, como
fez em outras ocasides.
Embora meu irmio lhe desse a liber-
dade de nio responder a pergunta sobre
a carta, Gueiros a encarou: "Poderia es-
crever um tratado de mil paginas ten-
tando explicar a minha reaqio, mas nio
adiantaria nada. Ngo se pode nem se
deve justificar o injustificavel", disse.
Com o que imagine ja se poder con-
siderar hist6rico o epis6dio. Deixando-
o, a partir de agora, aos cuidados dos his-
toriadores, os historiadores locais vierem
a ter, para comn esse tema, os cuidados
que nio tem tido comn muitos outros.
.. /~- .-I- *i lL- .e. _..... ........ m aL


CapitUlO final






JOURNAL PESSOAL 21 QUINZENA DE ABRIL 3


1lei


crise, qune aflige a impren-
sa nomIundo intciro, chegou
A um tanto tardiamente, mas
com um vigor surpreendente -ao gru-
po Liberal. Ou sera qlue para o enco-
lhimento do principal grupo de comu-
nicagi~o do norte do pais influiram ou-
tros fatores especificos, como as diver-
gencias e desencontros entire os filhos
de Romulo Maiorana, que herdaram o
imper-io construido pelo pai?
Esta duivida divide a avaliaqilo do
corte de despesas qlue vemn sendo apli-
cado nas duas ultimas semanas. A so-
cursal da TV Liberal em Brasilia, com
sete pessoas, foi fechada. O mesmo
destiny teve a sucursal do journal em
Macapa. As redaqics de Beli~m sofrc-
ram as primeiras de Luma serie de de-
missies. Em toda a corporaCio, clas
poder-iam atingir entire 200 e 400 fu~n-
cionarios. Mas havia quem provisse
ate mais. Um nulmero exato, de 438
cortes de pessoal, ch~egou a circular.
Na sexta-feira, dia 5, os emprega-
dos tiveram o dissabor de nflo encon-
trar scus salarios do mis anterior de-
positados no banco. Os atrasos t~msido
freciientes. Mesmo assim, o principal
executive da cmpresa, Romul11o Mlio-
rana Jilnior, fazia uma excursho Bele~m-
Miami-Las Vegas-Ilhas Cayman-Sio
Paulo-Belem no seu jatinho executive
Citation, com convidados. A empresa
de taxi aereo, aliais, s6, n7io estaria no
vermelho gragas a um grande client,
o gover-no do Estado, qlue a cla tem re-
cor-rido para os deslocamentos do go-
vernador Almir Gabriel.
Mas alem de o faturamento das
empresas mais antigas ter caido (in-
clusive porque as relagies comerci-
ais quase se transformaram num es-
cambo pela pratica sistematica das
permutas comn credores e devedo-


res), em~prestimos e prejuizos ope-
racionais est~to so acumulando en-
quanto novos neg6cios afuindam,
como a ORM Cabo e a Libnet. O
passive do grupo 6 medido emn de-
zenas de milhdes de reais, projeta-
do como uma inc6gnita contra umn
pano de fuindo de dificuldades. Pro-
blemas que se agravam com gastos
paralelos ociosos ou mesmo suntua-
rios. Rominho acabou de importar
mais um carro de luxo, um Porsche
de 300 mil reais, enquant-o constr6i
uma nababesca mansito no0 condomi-
nio fechado Lago Azul.
Esses e muitos outros problemas
ja foram identificados internamente,
mas permanecem sem resoluflo. Tem-
pos atra~s o economist Freder-ico An-
drade foi contratado, logo depois de
deixar a superintendancia da Sudami
par-a "arrumar a casa". Mal iniciou a
limpeza financeira, econi~mica e con-
tabil, e foi dispensado. Qulando o gmu-
po recorreu ao BNDES atras de Lum
emprestimo de 50 milhdes de reais,
sua estrutura administrative sc mos-
trou incompativel comn o tamanho do
pedido em uma instincia publica do
porte e da qlualidade do banco federal
de desenvolvimento.
De la para ca a situaqilo n~io me-
lhorou, embora a posigilo assumida
por Rostingela Maiorana Kzan tenha
obrigado os controladores efetivos do
grupo, os irmlios Romulo e Ronaldo
Maiorana, a ajustar os procedimen-
tos internos e prestar contas efetivas
do que estava sendo feito. Sera o sufi-
clente para comegar a enfr~entar- o acer-
vo de dificuldades, esta aqluem do de-
saflo ou a reaqilo vem tarde, ali~m do
mais como efeito do passado c nito
como causa de future? E~o que cabe
responder nos pr6ximos meses.


Cuspe para cima

O governador de Mato Grosso, Dante de Oli-
veira, esteve na reuniflo do Conselho Deliberati-
vo da Sudam emn Slio Luis, em dezembro de 1999,
na qu~al, com o0 voto dele, foi aprovado o projeto
da Usimar, de mais de um bilhtto de reais. O sni-
co voto discordante do coro unanime pela apro-
va~gl foi do representante do Ministe~rio da Fa-
zenda, Jose Tostes Ncto. Verbalmente, na reu-
niflo preparat6ria, e numa manifestagilo por es-
cr-ito, dur-ante o Condcl, Tostes disse, pioneira-
mente, o qlue todas as vozes sensatas repetiriam
depois: que o tal projeto era uma aventura, sem
respaldo tecnico, facdada ao insucesso. Eag frau-
de, com~o se verificaria na media da liberaCio
dos recursos dos incentives fiscais (R$ 44 mi-
lhdes contra US$ 1 milhflo de contrapartida do
grupo privado).
Dante e os demais conselheiros presents res-
pondem a process por coniv~ncia com a fraude.
Tastes, superintendent da Receita Federal em
Belem, foi o unico excluido. Nflo por favoreci-
m~ento: simnplesmente por ter sido o autor do ~imi-
co voto correto. Tirade ngo da sua cabega, por
ser contra o progress do Maranhilo (a razlio ale-
gada pelos Murad & Sarney para ar-rancar o refe-
rendo a toqlue de caixa), mnas por estar coerente
comn as inf~ormagies do parecer do prdprio pro-
cesso da Usimar na Sudam.
Num~a mesquinha -mnas infantil -manobra di-
versionista, o gover-nador de Mato Gr-osso apre-
sentou um11a demmlcia-crime contra Tostes, queren-
do estender a ele a cobranga criminal qlue pesa
sobre os qlue contribuiram com seu voto para dar
colaboraqflo fmnanceir~a indevida do poder pliblico
a um proj eto econ6mico pessimamnente enjambra-
do. Conhego superficialmente o cidadflo Jose Tos-
tes Neto, mas acompanho atentamente o desem-
penho qlue tem tido ao long dos anos na Receita
Feder-al e como repr-esentante do Ministerio da
Fazenda no Condel da Sudam. Sem~pre foi uma
das poucas vozes de rcspeito que restaramn naque-
le entristecido (e entristecedor) colegiado. Por
mero acaso (mnas niio imotivadamentc), referi-me
a um voto dele na edigilo anterior deste journal, ao
tratar da isenglio de imposto de renda concedida
pela mesma Sudam a projetos incentivados.
O qlue o politico Dante de Oliveira pretend e
sordido. Mas o linico efeito da sua capenga noti-
cia-crime ao Ministe~rio Pilblico e arrematar com
lama o faLlso pedestal qlue a campanha pelas elei-
95es diretas para a presidincia da Repuiblica lhe
conferiu, quase 20 anos atras, quan~do se apre-
sentava como paladino quem agora se traja de
ladino. De la para ca, a march do tempo s6 mal
fez a este Dante. Ao contrario do qlue sucedeu ao
Dante qlue lhe serviu de inspiraqFgo.
Tera Mato Grosso o Dante qlue merece?






4 JOURNAL PESSOAL 2a QUINZENA DE ABRIL/2002


Vasp. A Paraense era a unica
empresa de avia~go local.


TeakO r
O Servigo de Teatro da Uni-
versidade Federal do Para (hoje
Escola de Teatro) vai fazer 40
anos (algue~m esta lembran-
do?!): foi instalado emn maio de
1962, na administra~gio do rei-
tor Jose: da Silveira Neto e sob
o comando do encenador pau-
lista Amir Haddad. Nessa epo-
ca, apenas as universidades do
Ceara, Pernambuco, Minas
Gerais, Bahia e Rio Grande do
Sull tinham escolas de teatro. O
cu~rso de iniciaqilo teatral come-
,ou com 5o alonos matricus.
dos, entire regulars e ouvintes.
Com esses alunos, a UFPA en-
cenou quatro peas no seu pri-
mcir-o ano de atividade: "O De-
lator", de Bertolt Brecht; "O
Velho e a Horta", de Gil Vicen-
te; "Caminho Real", de Anton
Tchecov, e"O Inglis Maqluinis-
ta", de Martins Pena. Um se-
nhor repertorio, portanto. Dei-
x.. agua na boca.


C~l~slr. -











.'


Encontro
Em setembro de 1961 lo
governador do Amazonas,
Gilberto Mestrinho (que seria
cassado pelos militares em
1964), fez uma visit de cor-
tesia ao general Mario Ma-
chado, que havia acabado de
assumir a superintendencia da
SPVEA (Superintende~ncia do
Plano de Valorizaqilo Econo-
mica da Amaz~nia), anteces-
sora da Sudam, ja sucedida
pela ADA, em Belem. Fez-se
acompanhar do entilo deputa-
do federal Armando Carneiro
c do irmlio dele, Oziel Carnei-
ro, director do Jornal do Dia.
Participou de uma reunion
comn os integrantes da Comis-
sito de Planejamento da
SPVEA, dentre os quais esta-
vam o major Jarbas Passari-
nho, o engenheiro Fernando
Guilhon, Armando Mendes,
Arnaldo Prado, Roberto San-
tos, Henry Kayath, Nelson Ri-
beiro, Mario Teixeira, Irapuan
Salles e Cl6vis Moraes Rego,
do setor de divulgaglo.


Basquete
Em 196 lo Remo conse-
guiu o hexa-campeonato pa-
raense de basquete, num dos
melhores mementos da histo-
ria desse esporte no Estado.
Ganhou do Paissandu por 59
a 48, sem ficar uma s6 vez
atra~s do marcador (qjue, nes-
sa epoca, jamais atingia tres
digitos). O time campelio:
Sergio, Guilhcrme, Haroldo,
Nelson, Edir, To e Euclides.
Os vice-camnpedes: Felinto,
Maneca, Maroja, Zamba, Fa-
ganha, Carneiro e Lula.


Aviag~o
Durantc o mes de dezem-
bro de 1962, quase 9 m7il pes-
soas embarcaram em avides
no aeroporto de Val-de-Cans,
nas seguin~tes companhias:
Cruzeiro do Sul, 2.445; Vasp,
2.330; Varig, 1.759; Panair,
1385; Paracnse, 937; Pan
American, 39. Das seis com-
panhias, apenas duas ainda
estlio em atividade: Varig e


COm icio
Um grande comicio na Pra-
ga do Operario, em Stio Braz,
em setembro de 1962, reuniu
os candidatess nacionalistas"
a elei~gio daquele ano: Catette
Pinheiro, Cleo Bernardo, Ar-
mando Carneiro, Ferro Costa,
Sylvio Braga, Benedicto Mon-
teiro, Raimando Nonato, Rai-
mundo Jinkings, Jose Maria
Platilha, Oscar Pimenta e Rai-
mundo Bacelar.


Sinfinica
Em 1962 a Orquestra Sin-
fonica Paraense fez ulma longa
"toumnee" pelo interior do Es-
tado, apresentando musica clas-
sica, folcl6rica e de baile, bale
e poesia. Seus integrantes: Ma-
nocl Belarmino Costa, maestro,
regente e supervisor; Jarbas
Lobato, "spalla"; Antonino
Rocha, concertista; Antonio
Leal, Ana Maria Benone Sa,
Alice Baltazar Os6rio, Alber-
tino de Assunglio Malato, Rosa
de Nazare Vilacorta, Amelia


Paisagem em

mutagSo
A Conama (Construgdes da
Amazonia), do engenheiro Octa-
vio Pires, enfrentou, no terreno la-
macento, um terrivel adversario
para realizar, em 1966, o trabalho
de canaliza~gio do igarape das Al-
mlas (ou das Armas), mais conhe-
cido nos nossos dias como Doca
de Souza Franco. O trecho que es-
tava sendo concretado qluando esta
fotografia foi batida fica entire a rua
Senador Lemos c a Marechal Her-
mes. A paisagem mudava a sua
fei~gi,, que ainda era m~arcada pela
natur-eza, para uma fisionomia ti-
picamente urbana. Comn seus pr~s
e contras. Inelutavelmen~te.






JOURNAL PESSOAL 2Y QUINZENA DE ABRIL 5


ann I on :l~jl~i]p le'j
(~~ra:teclif Pi iD .1il~
18 Irn mukea ?Irt a fiig :


Lopes da Silva, Nair das Ne-
ves, Edite Cardoso Bastos,
Andrelino Cotta, Almir Sam-
paio Matos, Thompson Lemos,
Pedro Sampaio, Marcos Quin-
tino Drago, Estevam Salomio
da Costa, Benedito Novais, Es-
teliano Mendes da Silva e Rai-
mundo Cordovil Brito.


ESirad

A saga da PA-70, que agora
6 federal, sob asigla BR-222, esta
completando 40 anos. Em 1962
foi iniciada a const-ru~go da ro-
dovia, ligando a Bele~m-Brasilia
(na epoca, BR-14; hoje, BR-10)
a Maraba. A obra foi financiada
pela SPVEA (Superintendiancia
do Plano de ValorizaCio EconS-
mica da Amaz6nia). A estrada,
comegando no qluilometro 314
da Bele~m-Brasilia, teria 180 qui-
lo~metros de extensio. A vence-
dora da concorrencia, aberta pela
Rodobras, foi a Delta Engenha-
ria Construtora.
Hai o qlue comemzorar?


Arte
O II Salio de Artes Plaisti-
cas, patrocinado pela Universi-
dade Federal do Para, foi reali-
zado em 1965. Em pintura a
61eo, os vencedores foram Be-
nedito Melo (19 lugar) e Arnal-
do Vieira dos Santos. Ficaram
comn menqdes honrosas Lilia
Martins Silvestre (hoje, Cha-
ves), Nestor Pinto Bastos Filho,
Yedo Figueiredo Saldanha,
Francisco Melo eManuel Bran-
co de Melo. Em desenho, a pri-
meira colocaqio foi de Oscar
Ramos; emn seguida ficou Eduar-
do Falesi. Ngo houve primeiro


lugar em escultura; o segundo
foi Rui Meira (que tirou primei-
ro lugar em guache). Expuseram
sem concorrer: Roberto de La
Rocque Soares, Zuleide Maria
Videira Cardoso e Patricia Ro-
tundo. A comissho julgadora,
presidida por Benedito Nunes,
teve ainda como integrantes
Quirino Campofiorito, Hilda
Campoflorito, Aloisio Maga-
lhies e Cristiano Miranda.


To -Set
O Trio Esperanga se apre-
sentou em outubro de 1964 no
Top-Set, a festa que Alberto
Mota (e seu conjunto) realiza-
va no domingo a noite, na sede
do Autom6vel Clube do Para,
no tiltimo andar do edificio Pa-
lacio do Radio. Os tres irm~os
cantaram os seus hits, como
Dominique (nique, nique/
sempre alegre a cantar...) eO
Pass do Elefantinho. Foi "do
arromba, mora".


Campus
O campus da Universidade
Federal do Para no Guama ocu-
pou 500 hectares de terras es-
palhadas por tras bairros (Gua-
ma, Terra Firmte e Marco). O
Ipean (atual Em~brapa) cedeu
200 hectares. Comn os herdei-
ros de Odete Leal Martins,
Mario Vasconcelos e Laur~nio
Teixeira da Costa foram tran-
sacionados 184 hectares. Os
restantes 116 hectares foram
desapropriados pela Uni~o.
Tudo em 1964. Antes de come
Caremn as obras, foi precise fa-
zer um monumental aterramen-
to da area, sujeita a inundaCio.


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..*.:r. ?-
*I*l(rN rirT.)ij r(ulll:..-*'iIl"'


-1


A eleig Go de 1 958


Depois de ter sido coman-
dante military da Amazonia e
governador do Estado, inter-
rompendo o dominio politi-
co de Magalhies Barata, tam-
bem official do Exercito, o ge-
neral Alexandre Zacharias de
Assump~go voltou ao Para
em 1958 para disputar um
lugar de senadortendo como
suplente Antinio Martins Jul-
nior, o maior representante do
comrcio local. Como cre-
dencial para o voto que pedi-
amn, apresentavam a criaqio
da Forga e Luz do Para, na
qual trabalharam juntos, As-
sumpg~o como governador e
Martins Jr. como director co-
mercial (e brago direito do


pr~esidente, o empresario J.
Dias Paes), que recebia a re-
muneraCho simb61ica de um
cruzeiro por ano (cinco cru-
zeiros no qilinqtiinio de im-
plantaCio da empresa estadu-
al de energia, antecessora da
Celpa). Lembravam que a
Forluz foi a solugho "para um
velho e angustioso problema
que asfixiava a nossa terra e
solapava a sua economic".
Para a Camara Federal, reco-
mendavam o nome do jorna-
lista Paulo Maranhio, donor
da Folha do Norte, "cujos
jornals ajudaram a fazer a
Forga e Luz". Tudo comn a re-
taguarda do marketing elei-
toral, que ja engatilhava.


=:~ J~i~ra'os arsiar[all

e MAHIIHS JA. lucrain
a Tb i. e Lu! rl~ Pwi S. d.

I t
r
J
r ~t;F~rC ..
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(/:s4'
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rr: i
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I '
~R:' -~a:
-


ConsulIta
Acolhendo a sulgestcio dos leitores, inzcorporei ao Jornal
Pessoal as series memor'ialisticas dac Agenda Amzazdnica
(Memodria do Cotidiano, Retrato e Publicidade),
acomzodanrdo-as na pagin~a dupcla cenztr~al. Agora consulto os
leitores: a forma adotadar estai certa e deve ser mantidar? A
seglio deve ser can~celadla ou reduzidar






G JOURNAL PESSOAL 2? QUINZENA DE ABRIL/2002


Paulinho Payakan, cacique da tribo dos
Kayap6, era uma das principals liderangas
indigenas quando, ha exatamente 10 anos,
foi acusado de, embriagado, agredir e estu-
prar a estudante Silvia Leticia da Luz Fer-
reira, de 18 anos, em RedenCto, no sul do
Para. Dois anos depois do episbdio, Payakan
foi absolvido num primeiro julgamento.
Submetido a uma segunda apreciaqilo, em
1998, foi condenado a seis anos de prison,
em regime fechado. Sua esposa, Irekran, que
o teria ajudado a imobilizar a estudante, foi
impronunciada. Prevaleceu o argument da
defesa, de que ela nito tinha consci~ncia do
que estava fazendo; era uma "india pura".
Mas o grau de aculturaCio do mar-ido nio
lhe permitiu tirar beneficio da tese.
Em tilltimo grau de recurs, o Supremo
Tribunal Federal confirmou a sentenga con-
denati~ria imposta ao cacique. Ha uml mis e
meio, entretanto, Payakan esta fora do al-
cance dos agents da Policia Federal, cha-
mados a cumprir o mandado judicial. Ele
se homiziou em algum ponto da reserve dos
Kayap6~, a terceira maior do pais, com 3,2
mnilhdes de hectares. Sua localizaqito nesse
mnundo de floresta e agua, com poucas vias
de acesso, 6 dif icil. Mais problematico ain-
da 6 sua retirada da area: os Kayapo, que
somam7 dois mil indios, ja advertiram que a
prisio do caciqlue sera interpretada como
uma declara~ilo de guerra. Reagirlio a ela
colmo guerreiros, comn perfeito dominio do
"teatro de operaq6es".
A persistancia dessa situaqito de imnpas-
se e indefiniptio desgasta o poder pliblico,
do judiciatio ao executive. Mas desgasta
tamb~m a causaa indigena", que o caciqlue
sempre usou como escudo protetor e meio
alquimico para transformar um crime co-
mum hediondo em um delito politico. E
desmoralizante testemunhar a impot~ncia
do aparelho de Estado n~a execupilo de uma
decisio legal. A Policia Federal esta sen-
do obrigada a negociar a rendi~go do caci-
qlue, seguidas vezes anunciada e frustrada.
Mas uma solughio de forga pode resultar
em muitas mortes, sem a certeza de cum-
primento da ordem superior.
A f~rmula conciliadora pr~oposta dian-
te da circunstilncia especial, bem amaz6-
nica, nito e mais honr~osa: Payakan cum-
priria a pena na pri~pria aldeia, como se
estivesse submetido a prisito domiciliar, da
qual ele e os seus serilo arbitr-os e fladores.
O problem~a 6 que a natureza do crime nto


casa com pena tio branda, que acabaria
funcionando como mera penit~ncia. Os
pr6prios suiditos do cacique niio aceitam
essa hip6tese remediadora, interpretando-
a como a imposicgfo da lei dos brancos em
pleno territbrio indigena.
Algu~m com mais sensor de humor, e
tamnbem com um misto de ceticismo e ci-
nismo, concluiria do imzbrodglio envolven-
do as tratativas entire a justiga, a policia, a
Funai e os indios que a fi~rmula concilia-
tbria acabaria por impor a Payakan a pena
de... voltar a ser indio. Como tem feito na
maioria do tempo desde 1998, indo pou-
co a cidades comn receio de ser preso, agora
ele teria que ficar na pr6pria aideia ao lon-
go de seis anos seguidos. Seria, de fato,
um castigo para o caciqlue?
Payakan tem boa casa e combrcio ativo
em RedenCto, a maior cidade as proximi-
dades da aideia A-Ujkre. Ja foi donor de ou-
tra casa em Bele~m. Niko era incomum, al-
gunls anos atras, encontrai-lo no lobby do
Hilton Belem, o linico cinco estrelas da ca-
pital paraense, ou dirigindo seu carro espor-
tivo comn at condicionado, vidro el~trico e
outr-os acessorios, como pelicula. Gostava
de usar roupas de griffe e 6culos escuros
cars. Era, final, personalidade intemnaci-
onal, premiado pela ONU com o Global 500
por sua luta em favor da ecologia.
Essa luta alcangou seu apice em 1989.
Payakan foi um dos organizadores do I En-
contr-o dos Povos Indigenas, realizado em
Altamira, na Transamazcinica, para protes-
tar contra a construrio de grandes barragens
hidrel~tricas na Amazinia (sua irmli, Tuira,
agitou ameagadoramente um factio a centi-
metros do rosto de um dirigente da Eletro-
norte). O alvo mais direto era a usina de
Karara6 (hoje rebatizada para Belo Mon-
te), no Xingu, o rio que drena grande parte
dos territ6rios indigenas mais centrals e iso-
lados da margem direita do A~mazonas.
Payakan brilhou ao lado do roqueiro inglbs
Sting e outras celebridades. Chegou a ser
levado a Washington pelo etnobotanico
Darrel Posey para convencer o Banco Mun-
dial a nilo mais conceder emprestimos a
grandes aproveitamentos hidreletricos na
Amazinia, por seu impact sobre o meio
ambiente e as populaqdes indigenas.
O objetivo foi alcangado. Logo depois,
dizendo-se ameagado de morte, Payak~an pe-
diu socorro a ONGs internacionais amnbi-
entalistas. Durante seis meses circulou por


varias parties do mundo, quase como um
exilado politico, cercado por mulheres soli-
darias e bebidas reconfortadoras. De volta
ao Brasil, sentiu qlue sua taba era peqluena
demais e restritivos os horizontes de um sim-
ples cacique. O constrangedor epis6dio do
estupro foi uma espe~cie de Tordesilhas para
Payakan, um pe estabelecido sobre suas res-
ponsabilidades de lider de uma das mais
ativas comunidades indigenas e outro no
usufruto das prerrogativas dessa condi~go.
Em plena semana da Eco-92, o encon-
tro internacional sobre ecologia e desenvol-
vimento realizado no Rio de Janeiro, a ma-
te~ria de capa comn a qual a revista Veja rom-
peul o silincio em torno0 do crime, carregan-
do nas cores do preconceito e nos tons sen-
sacionalistas, provocou um enorme impac-
to. Foi o contracan~to a crescente canoniza-
glio do lider- seringueiro Chico Mendes, as-
sassinado quase tras anos antes no Acre por
um obscure e selvagem fazendeiro, indife-
rente a fama mundial de sua vitima, vista
apenas como7 insutlador de invasores, nho
como o martir da ecologia. O lider de uma
minoria racial, qlue conseguira dar repercus-
slio incomnum it causa em fungflo da compe-
ti~ncia com qlue se houve na sua divulgagio,
cometia o mais abjeto dos crimes contra
outra minor-ia, ainda minoria no mundo dos
brancos, a despeito de tudo, e sobretudo nos
sertdes amazonicos: a mulher.
Payakan tambdm contribuiu involun-
tariamente para o arrefecimento de uma
bandeira de luta dos indios xinguanos: a
unificapito de todas as reserves situadas
no interfhlivio Araguaia-Xingu-Tapaj6s.
Juntas, elas somariam 12 milhaes de hec-
tares, 30% mais do que a maior reserve
indigena, reci~m-criada na epoca, a dos
Yanomami, entire Roraima e o Amazonas,
com 9 milhdes de hectares, qlue tanta ce-
leuma (e mortes) provocou.
A causa sagrada dos indios xinguanos
talvez nito atraisse tanta ira, se tivesse ido
emn frente. Se ate alguns anos antes eles eram
uma barreir~a intransponivel as invasies das
fi-en~tes pioneiras nacionais, agora ja faziam
numerosos acordos comerciais com esper-
tos intennediarios da exploraqflo do princi-
pal r~ecurso existente em seus dominios, a
itrvor de mogno, o ouro verde. Al~m de
pennitir a extra~gio da madeira, os indios
poupavam os madeireiros de ter qlue cum-
prir a legisla~gio florestal, qlue thes impunha
o reflorestamento da area aproveitadae o seu


Ao indio foragido







JOURNAL PESSOAL 24 QUINZENA DE ABRIL 7


manejo. A part~ir da premlissa de qlue a ex-
plor~agio por terceir~os dos recursos naturals
das reserves indigenas e legal, a sua prtiti-
ca passava a ser acobertada pela leniincia
no cr-ime. Seja dos indios como7 das autori-
dades pulblicas encarregadas da questl~o.
Aberta a primeira fresta, a porta acaba-
r~ia escancarada. Alem de madeirei~os,
empresas interessadas em utilizar essanci-
as, 61eos ou plants do territi~rio indigent
se apresentaram para oferecer novos con-
tratos as tribes e, de qluebra (ou como mais-
valia extra), presentes, qlue podiam ir de
quinquilharias a aviflo. Desde que, natu-
ralmente, pudessem tambem usar a im~a-
gemn dos indios e do seuI habital.
O ingresso no mundo do dinheiro c do
qlue ele proporciona de melhor (ou mais
tentador), o consumismo, nrio foi incon-
dicional. Algumas liderangas impuseram


limits e tratar~am de fiscalizar o cumpri-
mento das regras estabelecidas. Esses cui-
dados permitiram que, mesmo acessiveis
aos extratores de m~adeir~a, as areas indi-
genas ainda so mantivessem como as me-
nos devastadas, ou mlesmo as mais inte-
gras. Mas a dinamica do ato de comprar e
vender, de pagar e reter, de aplicar e gas-
tar, pode ter feito de Payakan um~a de suas
vitimas, com~o ja fora mortal para a pri-
mneira das grandes liderangas indigenas do
pais, o Xavante Mar-io Juruna, o primci-o
parlamentar indio da hist6ria brasilcira.
A hist6ria das relaqdes contemporcine-
as entre os descendentes dos primeir-os h~a-
bitantes do Brasil e os sucessores dos co-
lonizadores curopeus, indo dos Waimir~i-
Atroari da mina do Pitinga aos Gavides
da aideia Mile Maria, ou dos Kayap6s aos
Xavantes, 6 rica demais para caber em


apressadas abordagens jornalisticas ou
coniventes (e convenientes) enfoques de
parceiros antropolbgicos e afins. Indepen-
dentemente de scus enredos, elas resulta-
ramn no aniquilamnento das mais notbrias
lider-angas, afogadas pelas ondas delete-
rias derivadas dessa relaCio.
No filndo da mata, onde se esconde do
uma sentenga cristalinamnente estabelecida
em process judicial regular, bem qlue o ca-
ciqlue Payakan podia pensar em qual a me-
lhor contribui~gio que lhe resta dar a causa
que o langou a fama e, nela, ao ocaso. De-
pois de ter feito tanto em beneficio dos seus
irmlios, ja e hora de pam-r de lhes causar cons-
tran~gimentos. Segulramente, par~a voltar aser
umna lideranga entr-e dois mun11dos, c precise
qlue venga os desafios de umnede out-ro,sub-
metendo-se a Lum palra recuperar- a autorida-
de moral sobre outro. Enquanto pode.


e o caso e CervC~eima. Acho apenasqu lre
e/le esii cego pelo pasionam~llismo As
plesvoas jar ndo c~onsLreguem erncarar o
"cacso Jculer Barba/lho coml ob~jetivi-
dade~L. Os amligos e adteptos ignorain
a Llsacusade. Os inrimiosqulleirmqu/le
se Lchgure logo ao ~o~rard~o dele para r

car. O san~gure, a ser chpado coin cr-
nudtinrho, coilo suge~ria Ne/sonl Roc/ri-
gures aos passiolnals.
Desa/io o leitol r a econou.r, wn l

djo. ma(s nlos multios qule jal esieVi so-
brec o ar~ssunto em, qu~e deLfendlo Jader I

de~ dlinheima pubhlto e o inlocenlto de ~
iinlputades conIetIPas. Muitasdrelars~f~-
raml mucladasn~, anaolisardar sengotadas
nreste inecsmro JP onr nosv artigos queL e-
leviaNi.NO Libal~CI e OEstadIo de S.
PaulIo. Como1 CerveLim~, estou1 plea(-
mntole convlencido de qule ele teml cor-
tars a prEstln: Defendlto aI (LIcnclsdo, o
misI. nuipido p~ossivecl, de todos os pm-
cedlimenotosadm~ilblnli~lsatvsjdca
quepermitam~l levaroevr-selnado, rajul-
gam~lento e. .on~formell aI dllelbetwroo, a
imlpor-lhe ar penar devickl pelos crimes
qure comprllovadcunent~e ~omletel.
Mentartigro, long~o echelodeperICI-
gun~ltas, c~omlo ob~serva oleitlo,; emr ne-
nIhwn~ mIomrentro visour absolver o ex-
governador ou dlesviar as acursa(des
qule pe~saml control ele. Apelnas mlos-
IOeiquie: a) o mlomlentlo, a formal ea
mlotivard(o dar p~iriso d~ele caraucter'i-
zavaml umaII viola(.do cis nlormals le-
gais e m~n contru-senso dliantre dars i-
gulares aprager(d s em cw-so; b) ars
irregularidadrtes nasv quaris Jader esta
env11olvido ndro se esgotainl nele (c~omlo,
qulase profeiticam~lente, assinalei reml-
pos afras em relaedio at Sudaml e ao
projeto da Usimar)(I.


Aindalr ndco hc) processo ~onrclus. o
que" dtrmcorine ar p~riso do e-senat-
dlo,: A instrued~iodreamltlgusdesses pn-
c~essos ndco ,requrcl qce ele seja lreso.

gadlo qule dcetermin~e a aplicagdco da
penar de pr-isdo ar Jader~, ea broa irs-
truedio aldo dependte de afairdtr-lo da r
conlvivencias sociall, pa,-rapr~evenirque l
ele in/Iualr sobr~e testemun~has onr blo-
querie a ptlrodugo rcl p~vas, c~olo
jurstificar suan p~riso nmn,~ sirbadto,
foraN do expdiente,, seml esta. a.omI-
panhad'o dlo mand~rculo judtic~ial (qure
deveo~iri servir de fitndamentollr d dlefe-
sa) e c~oml o us~o de' aLllgema IIC(anee-
didor die manr~ob~ras de dlespistainento r
qure fo,t~ra da Policia Fede~ral ao MP
e ail.jusi(ca jederalr~ do Tocantins)? :
J/culer Barba/Nho jbii sohlo, comlo elra
dedLim~io, e nemal~vsimlo andlrlamno dos
picessos conowI. ele jb~i ppwfudicadlto.
MasF a aplicagd~o dla lei ea adotod~co dlos
piocdlimrentcos corivios fi~our c~ondicio-
nadal a fitlo~rs dlceleteris de op~ortluni-
dadlceeco~nveniencia,queamreagamco(nr r-
tamlrinarc essces atos e os equ~ivalenesv.
A pIctrtlo t de qe se tcrcu die poli-

RoseanalL Sarnley se archain~ no dlireito

(do, e olrn~s se sent~irao inlibidos a
cwnprluir seul devlei; our pelo ,,meos em r
situagdio dlesco!fortavel.cl Jader Balrba-
Ilho ode vir a ser dec~lcondo currlpado e
ser inandad~ro pai~n ar prisdo quandrlco,
r~espeitado o decvidlo pincesso legal e o
sagmudo dlim.ito at mairs am~lar d~fe~sa.
for,, considerado cullpadro dlos dlelitos
que' /he foraml imputarldos e qule eslido
em, plenao apw'rrdo, ai, sim, llnw arto
equrivalenteL aroqure levoul a rip~slo o es-
magNo daeconom01iaa ig~en~ilna. Massu S1
p~.rriso emfeJver~~lvimji wIInavioljl(.nci.E
o qu~e esic dito Ina mater~lia.


Digo isso comro wnarc tese, conciv-
tanlenteanalllisda.Ans coisas alv'ezndr o
tir~essem seguid~o I na IA~lemana o cur1-
so qure riv~eram,l fav'otcenldo a arscer-
srio de AdtolfIi/leI; se a Repdbl/,ica cle
Weimarntdo tivesse~jeito ou~idod emner~-
crtador e olhro v'iciadco ris perseguigdes
aos sociarlistas e c~omunrislars, aparen-
t~lemlentese i~umpleraor dT~l em/ega, mals
tangenc~"iarrro nd o-7a, torno-a sectir~iri.
Da mlesma formally, SicilinI ndo se torna-
riao crar v~1ermeho se Len~rIino tives-
seido alemI dlroordeml constitu~ciona/ao
repr~imir a oposi(do c'oml selagrerial.
Depois de se pe~rmitir papel de~icsh >
nar typle~ssdo aj revolta, do Kiontadtil
Tivisky~ o/eirceu~ sarc caheca lna ban-

Sou, um flilho amno,~vso de Vol~tailv
e do jlL qel Ie/e repesentlouI no ilwnlinis-
mIojlimnltcis.SepjrejuicaN NNraapuragio
dar 1'eirul(e, atlemlorizandl~o testemull-

(comlo dleve ter feito agoverno dlo Mar-
twnlhdo, ,responlscivrelpe/ gravagdrodak
cabullosareunp~ido da~ Sudar~r in e Sao
Luisu, qule apivvoul o bilionarrio pinoje-
to dI Ujsima>;rl cujrria fta epois sumIIiu),
Jader Barba/hlhd ~ e eserpreso. E para
a pr~isdco terciquie irse esrsar, or a p~enar
do crimle apuradNCo pela ju[stig. Mals
aid 1 lar te a ireito die se dl~irefendelr
libenhulre. Our de ser preso regullar-
mrolente a luz do' diar, seguridos os trdc-

osY gatfos parrdos se toIrrnam preos,
c~omro sabhemos mltoil beml nods, os so-
~reviventecs dos an~os die chwnbllo,
qualndlo e~ssa~ mesmac policiar hoje pm-
fissionarlizadal~ p~rendia e arrebentavac
por1 mlotiv'o politi.o. Se pal'ra sursten-
tar essar claraC posi(.do a pir.o a pa-
gar e; esse sectcirio e iljulsto entendLi-
mrentro dlo leitor. Rodolfo, Cerveia,N
pargo semI pinblemra. EmI dobm~.


Ca rta


Jad er de novo
Comn relative atraso, pois o as-
suntlo e: do mbs de fe~vereiro, mesmno
assim descjo inseric a minha mani-
fe~staqio. VALEU JADER!!! Este de-
veria ser o titulo do Jornal Pcssoal
n" 278, tal o emlpenho e a prolixida-
de da mate~ria cm favor da causaa"
juderista. Tantas perguntas forum
formluladas que parecemn escamote-
at uma segunda interior: a de ofe-
recor aos Icitores desavisados um re-
trato virtual do fuiriseu engaiolado.
Voci nilo poulpou critics ao Minis-
terio Plablico, a Justiga e Policia Fe-
deral, e aos procedimentos que en-
volveram a detenglio do ex-senador.
Nalo para" discutir aqui a defesa ve-
lada exposta no texto, sob o disfrce
de analisar o confronto das autori-
dades constituidas comn os transgres-
sores da ordem ptiblica. A ver~dade e
que houve atos c fatos, a mou ver,
suficientes para incrimnin6i-lo0, cycn-
IualmenC1te, prende-lo, como so faz
correntemente comT a margintilia na-
cionaL. Dizer que sua prisito foi de-
sabonadora e, querer impingir is So-
ciedade as solercias comotidas pelo
Sr. Barbalho. Certamente ulma gr~an-
do irristro. A justiga da
Argentina mandou prender seu
ex-M finistro Domingos Cavallo, de
renome international, e nem por isso
os platinos ficaram constrangidos.
Rodolfo Lisbon Cerveira

MINHA RE SPOSTA ....................
Quancldo recebo ca~ras comlo essay
Jic~o me perguln~tado se o leitor. ejeti-
vainentle Ileu oqule escrevi. Our se esta-
vaNl~pepa1~O.radop raetender oqule ler.
Ndio qulerv, coml isso, estigmatcizarr o
leitor comro desvpreparado, o qule Ido














neira, o governador Almir Gabri-
el se nivela emn falta de ulrbanida-
de ao prefeito Edmilson Rodri-
gues. Nada justifica qluebrar a tra-
digio. Nflo e s6 por cortesia c boa
vizinhanga qlue o camarote mu-
nicipal existe. A prefeitura, qlue
nao tem seu tcatro, ou naio pos-
sui nada assemelhado ao da Paz,
vira e mexe surge comn o projeto
de construir uma casa de espeta-
culos desse porte. Seria um des-
perdicio de recursos e uma tnicl-
ativa tacanha. Mas a grosseria do
governor pode solidificar o pro-
jeto, qlue ja esta ate definido na
versflo estabelecida unilateral-
mente pela PMB para o famige-
rado "buraco da Palmeira".
Uma descortesia menor, mas
nito menos indesculpavel, foi co-
metida com1 o jornalista Edwaldo
Martins. Bemn ou mal, elc dirigiu
o Teatro da Paz ao long dos ullti-
mnos anos. Com sacrificios, devi-
do as seqicieas de uma doenga, for
presenga assidua e dedicada du-
rante as obras da reforma. Ais ves-
peras da reinauguragilo, foi subs-
tituido por Gilberto Chaves, qlue
comnandara a casa durante a r~ica
temporada de reabortu-a.
Sc nito foi mesquinhez, como
n~io deve ter sido, foi capricho de
pr~imo7s, que deixa mal a amnbos,
nao a pessoa qlue, nas uiltimas qua-
tro de~cadas, foi um autintico em-
baixador itinerante e adI-hoc do
Para e de sua amada Bele~m. To-
dos aprendemos a gostar um pou-
co mais desta terra, a carinhosa-
mente rebatizada terrinlha, gragas
ao entusiasmo de Edwaldo. Com-
pensado comn uma assessoria es-
pecial, mais adeqluadois suas atu-
ais condiq~es do trabalho, cle es-
taria julstamente servido se tives-
se podido finalizar sua passage
pela dir-egio do Tcatro da Paz as-
socianldo seu nome ao memento
reconfortador de ver esse monu-
m~ento devolvido ao esplendor
original. O teatro reabre esplen-
doroso, e incontestavel, mnas com
n6doas imatcriais bem visiveis.
Talvez para provar qlue trata-se de
obra humana, demiasiadam7ente
bumana em sua imperfeigio.


m~eses qlue restamn de mandate ao
atual governor, uma rcedigio de
Weimar entire n6s? Nflo sera mals
um brilhante artificialismo, cria-
do as custas do eratlio para usu-
fruto inter parecs?
Teremos qlue ser sempre gra-
tos a Almir Gabriel, a Paulo Ch~a-
ves, a Estacon e a todos os qlue
participaram das exemplares
obras qlue voltaram a conferir dig-
nidade e majestade ao belo da
Paz. O teatro e obra de elite.
Quando surgiu, uma elite podia se
proporcionar esse mimo. O mo1-
nop61io mundial da borracha
agiientava o trance. Hoje som7os
um Estado qlue gravita (e vegeta)
do lado de fora de grandes em-
preendimentos produtivos, os en-
claves qlue mandam nossas rique-
zas para fora c deixam aqui os
restos do banqutete. Mas o Teatro
da Paz e ulm patrimonio arqluite-
to~nico qlue nos cumnpre preservar
e dele uIsufruLir na media das nos-
sas possibilidades. E ulma j6ia rara
que nos restouI de uma familiar
empobrecida e, em boa medi-
da, decadent.
E uma~l estultice de gente igna-
ra qluerer ccrcar o teatro compe-
tentemente (ainda qlue desbraga-
damente) restaurado de m7iseria e
de penduricalhos qlue, pelo con-
traste brutal, o agrediriio. AlemT de
element de uso, o teatro e uma
obra de arte e um11 testemunho his-
t6rico. QuICm, nito ajustado a
perspective do tempo, investor
contra ele por sua origem ou vin-
culagito atual c daqueles tiranos
qlue tenta reescrever a historia a
partir de seu cercado, qlue imagi-
n~a ser o mundo todo. Todos os
moradores de Belem devem rea-
gir a essa onda de incivilidade,
imaginada por quem, na roda in-
faintil, a qlue pertence por sua
mentalidade, tem um titulo just
e certo: de espirito de porco.
Nos arremates de umaemprei-
tada de valor, porem, o governo
do Estado compete duas grosseri-
as imperdoaiveis. Um~a ea de ex-
tinguir o camarote qlue, desde
sempr-e, foi reservado a prefeitu-
ra de Belem. Ao agic dessa ma-


Entre as obras de restauraglo
e o program de reestreia, o go-
verno do Estado vai gastar 10
mnilhbes de reais para colocar no-
vamente em atividade o Teatro da
Paz. Os R$ 7,5 milhaes investi-
dos na recuperagiio podem ser
muito, mnas talvez esse seja um
pr-ego qlue se deva pagar para de-
volver a um77dos mais valiosos mo-
numentos arqluitetonicos do Esta-
io sua gloria original. O teatro
volta a ter o brilho dos tempos da
borracha, qlue lhe deram existen-
cia, mesmo qlue os de agora se-
jam tempos um tanto bicudos.
Mas sc justificamn os R$ 2,5
m~ilhaes qlue a temporada de rei-
nauguraglio vai custar? Talvez
porque o Teatro da Paz tenha
sido concebido como casa de
6jpera, julgou1-se oportuno tra-
zer 6jperas para a festival sema-
na de comemora~gio. Nflo uma
opera qualquer, mas "Macbe-
th", umI1 espctaiculo denso c uma
encenaq~to pesada.
Dos 900 lugares disponiveis
no teatro, qluantos serito ocupados
por pessoas qlue realmentc podem
bcmn apreciar a montagem? Un-s
10%/? Talvez, comn generosidade,
20%~? Esses iniciados, so fossem
ver a 6pera no exterior, qluanto
pagariam pelo lugar na plateia? It
legitimo qlue um Estado pobre ar-
qlue comn o pesado o~nus da apre-
sentaglioo para deleite de tito pou-
cos, qlue, sendo poucos, e se as
circunstancias niio forem tilo fa-
voraveis, tertio que se contentar
com7 uma7; dieta magra do espeta-
culos liricos depois qlue a primci-
ra semana passar?
A\frente doTeatro daPaz esta
agora um17 primo do secretar-io de
cultural, Paullo Chaves Fernandes,
a quem a casa esta subordinada.
Niio se trata de simples nepotis-
mo, como as aparincias podem
indicar. Gilberto Chaves e uma
das pessoas qlue mais conhece
opera, nito so entire nos, mas em
todo o pais. Pode brilhar em
qualquer parte do mundo se o
toma for 6pera. Sua paixiio pelo
mundo da musica c contagiante.
Mas serit que teremos, nos oito


;r:~ll:rll.ll:ill:l(111 .r!nj!l ,.-,~,; ~-LII.L.lii.LI JII-JYCdlj_~IUT11111 illllY ~~l(jlj~l)t\nC LUILYIIIYIIIVJYl~liYCllll(lj
~III~~ ..~~XIII-~- X.... ...II I~-LIII~~~XXII~~~~~


C111: I ~1. I I-I
*aecuM~~.a~Nr.rmllrr~_un~x--rxx-irx-~,


Manchas sobre a joiCa


Gol contra
A lei probe dar o nome de
pessoas vivas a pre~dios puiblicos.
A lei e clara, mas seu cumpni-
mento esta sujeito a convenien-
cias. O estadio de fuitebol publi-
co de Belem comegou sendo Ala-
cid da Silva Nunes, o nomne do
governador durante cuja gestlio
a obra foi iniciada. Em boa hora
a transgressjo legal foi cancela-
da. No novo batismo, a prag~a de
esporte recebeu o nome de Ed-
gar Proenga, ja ent~io morto.
Se a lembranga njo era inde-
vida, dadas as vinculaqdes do ho-
menageado com o objeto do fato
ger~ador, e se de la para ca nada
de gravemente desabonador for
apresentado contra a membria do
sempre fidalgo Edgar Proeng;a,
po~r que expurga-lo da port de
entrada do estadio em vias de
nova inauguragilo? O Olimpico de
Belem, como querem qlue o esta-
dio passe a ser conhecido, nunca
sera olimpico com7o o do Gremio,
de Porto Alegre. Sempre foi Man-
gueirito, na boca de qluem o fre-
qtiienta, assimn com1o para o cario-
ca o "Mario Filbo" nunca deixou
de ser Maracanii.
Mas pelo m7enos no Rio de
Janeiro os descendentes do gran-
de jornalista podem ter o confor-
to da lemnbranga official da mem6-
ria do grande esportista. Ao con-
trario dos parents do gentilissi-
mo Edgar Proenga, obrigados a
reagir auma ofens tho grosseira
e gratuita qluanto molecagem de
geral de campo de flatebol.
Na nova inibugura~glo, se a
vontade do rei prevalecer, o pla-
car do estadio vai comegar ja
com ulm gol contra.