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Jornal pessoal
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 Material Information
Title: Jornal pessoal
Physical Description: v. : ill. ; 31 cm.
Language: Portuguese
Creator: Pinto, Lúcio Flávio
Publisher: s.n.
Place of Publication: Belém, Pará
Publication Date: 1987-
Frequency: semimonthly
regular
 Subjects
Subjects / Keywords: Politics and government -- Periodicals -- Brazil -- 1985-2002   ( lcsh )
Genre: periodical   ( marcgt )
serial   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil
 Notes
Dates or Sequential Designation: No. 1 (1a quinzena de set./87)-
General Note: Title from caption.
General Note: Editor: Lúcio Flávio Pinto.
General Note: Latest issue consulted: Ano 11, no 188 (1a quinzena de junho de 1998).
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier: oclc - 23824980
lccn - sn 91030131
ocm23824980
Classification: lcc - F2538.3 .J677
System ID: AA00005008:00210

Full Text


























































;LI


JOmTl CeSSOR
LUIjC O F LAV O P N T O
ANO XIV NP 260 1. QUINZENA DE JUNHO DE 2001 RS 2,00

POLITI CA


Caminhos do future


Se nd~o bd' horizonte para fader Barbalbo na poli'tica national, principalmente
de~pois qule ele de~ixar a preside~ncia do Senado, sura posigdo ainda e o principal
elem~ento de de~finigdo da dispurta pelo poder no Parai. ~El tentarai se~r governador
do Estado pela terceira vez oul renovar seue atulal m~andato? Da resposta dependem
outras vanavelis. E o estado de coisas na poli'tica paraense.


mento da opiniio puiblica, da imprensa e
dos seus pares, aliados e adversarios ao
long das proximas semanas. E, natural-
mente, dompr6prio JdareBta ea abese

sua passage pela presidencia do Sena-
do sera mete6rica e desastrosa, ou se ele
conseguira concluir seu mandate. As


fontes mais prbximas do senador garan-
tem que ele nio renunciara jamais. Em
nenhuma outra instincia do poder esse
tp~o de garontiaeesta a uaimente mais dus-
dado a considerar. Jader esta disposto a
continuar enfrentando a frente poderosa
contraria.


D~epois de Roberto Arruda e
Jader Barbalho e a bola da vez
no Sermdo S formulsa~ga
te ao chefe do poder legislativo national.
A intensidade do questionamento agravara
sua situaqio, dependendo do comporta-








2 JOURNAL PESSOAL 1' QUINZENA DEJUNHO/ 2001


Essa avalanche poderia crescer utilizan-
do um atalho que foi fatal para Luiz Este-
vio, Arruda e ACM: o decor parlamentar.
Apesar de todas as denuncias feitas contra
Jader ate agora, nenhuma permit tecnica-
mente a caracteriza~go de quebra do deco-
ro parlamentar, que o faria trilhar para o
cadafalso atrav~s da comissio de etica. S6
um ato de vontade, qune depend da corre-
lagio political, pode faz&-lo entrar forgada-
mente nesse corredor fatal.
A falta dessa circunstancia, um tanto
imprevisivel a partir de agora (muitos dos
elements estio escondidos em escaninhos
privilegiados), Jader tera que continuar a
ser processado judicialmente, em procedi-
mentos ja instaurados e que avangam a pas-
so de cagado, ou em novas iniciativas, como
a que o Ministerio Puiblico do Para final-
mente adotou. Tais aq6es chegario ao fim
antes do termino do mandate do president
do Senado, um significativo instrument de
poder que Barbalho tem em suas mios para
cuidar da pr6pria cabega?
Ele tentara preservar a qualquer custo
essa prerrogativa, que o torna interlocutor
necessario nos atos do poder brasileiro. Mas
parece fora de drivida que, ao final do bie-
nio como president, Jader tera pouco mais
do que o pr6prio mandate. Pesa sobre qual-
quer outra aspiraqio sua um estigma que
se tornou pesado demais para que possa se
beneficiary da desmem6ria national. Jader
devera voltar a condi~go anterior ao tiroteio
com ACM: um politico estadual.
Em 2002 Jader Barbalho ainda tera uma
op~go relativamente tranqiiila: poder esco-
lher entire voltar a tentar ser governador do
Para (pela terceira vez) ou senador da re-
p~iblica (pela segunda vez). Em qualquer das
alternatives, ainda e, a despeito do seu enor-
me desgaste national, o candidate favori-
to. It o resultado das pesquisas que vim
sendo feitas informalmente, inclusive pelo
governor do Estado, que ve com preocupa-
~go os indices inferiores dos nomes com
os quais conta dentro da coligaCio situaci-
onista (o PT co segundo colocado).
Todos, indistintamente, admitem que e
muito cedo para qualquer progn6stico so-
bre como se dara a corrida eleitoral e o seu
desfecho, dentro de menos de um ano e
meio. Ha, em primeiro lugar, os condicio-
namentos da political national, impondera-
veis por varios fatores, alguns politicos
mesmo, como os desempenhos de inimi-
gos do Palacio do Planalto (Itamar Franco,
ACM, Ciro Gomes e Lula), e outros mais
palpaveis e materials, como a crise da ener-
gia e seus desdobramentos econ~micos.
Independentemente desses fatores, po-
rim, as pedras no tabuleiro da political para-


Mas, se acontecer, como ele acontecera?
Por se tratar ainda de um mero exercicio de
imaginaqio, tudo e plausivel. Menos o candi-
dato a governador por tal coalizio ser o se-
cretario especial Simio Jatene. Jatene signifi-
ca o prolongamento do almirismo, para cuja
empada Jader niopretende adicionar sua azei-
tona. Como ele nio tem um candidate de ex-
pressio eleitoral vitoriosa no PMDB, aopp~o
seria o vice de Almir, Hildegardo Nunes, cada
vez mais um indesejado no ninho tucano.
Mesmo que os almiristas pr6,-Jatene fa-
lem nos bastidores horrores de Hildegardo,
de publico o que o governador podera dizer
contra seu vice, que nio lhe deu qualquer
dos enormes e cabeludos problems do an-
tecessor, Helio Gueiros Juinior? Que o vice
tem perfil cada vez mais favoravel do que o
de Jatene e o do outro candidate a candida-
to, Nilson Pinto? Almir Gabriel estara dis-
posto a renunciar aos seus projetos de po-
der? Saira para a dispute senatorial, nela
encerrando sua carreira political?
Talvez os personagens queiram se pou-
par de tais perguntas. O problema e que, ao
rejeita-las, formula automaticamente ou-
tras indagagdes. Por exemplo: vedado o
caminho de acesso de Hildegardo a candi-
datura da coliga~go official, estara aberta a
via de aproximaqio com o PMDB? Fontes
pr6ximas ao vice nio responded, mas ar-
gumentam que se isso ocorrer Jader estara
quitando a divida com o pai do provavel
candidate, o coronel Alacid Nunes, que
contribuiu decisivamente para o primeiro
mandate de governador de Barbalho (e,
depois, foi descartado).
Mas qual sera a credencial de Hilde-
gardo para essa alianga temeraria? Ele nio
tem uma posi~go de mando no seu parti-
do, o PTB, controlado pelos Kayath. Pai e
filho podem desfazer um compromisso e
assumir outro, deixando o vice na mio
caso decide enfrentar a ma-vontade do go-
vernador. Qual o outro partido disponivel?
O mais credenciado e o PFL. Um s6 PFL?
O PFL de He~lio Gueiros? O de Vic Pires
Franco? Ngo se sabe. Apesar de tantos
desmentidos, F >rem, o que se sabe e de
muita conversa~go. Envolvendo, inclusi-
ve, o senador do governador, Luiz Otivio
Campos, ainda sem partido. Mas dialogan-
do com todos, ate com o do seu arquiini-
migo (ex?) Jader Barbalho.
Por isso, apesar da repulsa national ao
president do Senado, ele ainda 6 o vertice
de todas as linhas projetadas sobre as espe-
culaq~es que levam ao poder no Para. Tan-
to pelo que fard como pelo que nio fara.
Pelo que diecidir e nio decidir. O que serve
de parlimetro para medir em que nivel se
encontra a political paraense.


ense se mexer~io conforme o destiny de Ja-
der Barbalho. Desde que ndo seja cassado
ou nio surjam esciindalos mais cabulosos
do que os ja revelados, ele dificilmente dei-
xara de renovar o seu mandate senatorial.
Basta n9o perder a estrutura que montou no
interior do Estado no ano passado, com as
vitbrias municipals alcangadas pelo PMDB,
que superou todos os concorrentes,
Come que Jader conseguiu essa faga-
nha? Alem da sua indesmentivel habilidade
para fazer political (e sobreviver), ele se be-
neficiou do alheamento do governador Al-
mir Gabriel, que se ausentou do interior para
se concentrar na capital (talvez preparando
a volta a prefeitura de Belem, em 2004).
Mas tambem se valeu de longos bragos da
administration federal, gragas a possibilida-
de de acesso ao gabinete do president Fer-
nando Henrique Cardoso e, dai, aos minis-
terios e suas dependencias, como a des-
bragada Sudam. Na condi~go de president
do Senado, e provavel que, a despeito das
aparancias em contrario, Jader continue se
beneficiando das gentilezas presidenciais.
Se isso ocorrer, sera o bastante para asse-
gurar a reelei~go.
Por que, entio, ele iria se expor e se ar-
riscar como candidate a governador, fechan-
do a porta a uma alianga explicit com o tu-
canato e satelites? Os que apostam em Jader
senador em 2002 dio pronta resposta a essa
pergunta, por varios motives, inclusive o
de uma alianga ampla. Mas fica faltando um
element: se os superpoderes de Barbalho
acabam com o fim da chefia do poder le-
gislativo, o que ele podera oferecer depois
aos politicos paraenses e seus cabos eleito-
rais? Qual a garantia de perenidade nesse
acordo, nessa com perdio da palavra -
parceria? Jader podera ser senador ficil se
costurar um acordo comn Almir. Mas, tal-
vez, nada mais depois. E ojaderismo difi-
cilmente subsistird a esse arranjo.








JOURNAL PESSOAL *la QUINZENA DEJUNHO/ 2001 3


Enquanto a parte mais rica e populosa do
Brasil vive os problems e a tensio provoca-
dos pela estiagem, com a ameaga de colapso
no fornecimento de energia, para quem mora
em tr~s municipios paraenses nas margens do
maior rio do mundo a situaqio e exatamente
inversa: o risco veio com o aumento das chu-
vas e do volume das aguas do Amazonas.
Na semana passada, a prefeitura de Obi-
dos jogou a bandeira branca: admitiu ter che-
gado "ao limited maximo a capacidade de res-
posta aos desastres", que ocorreram no muni-
cipio por causa da cheia e das chuvas, pedin-
do ajuda ao Estado para enfrenta-los. Monte
Alegre e Prainha tiveram a mesma attitude. O
estado de emergencia foi homologado pelo
governador Almir Gabriel. Quase tr~s mil fami-
lias estlio em areas consideradas de risco.
Nesta semana a Defesa Civil distribuiu cestas
basicas a essas families. Mas as perspectives
ja pareciam melhores: o Amazonas comegou a
baixar e as chuvas a enfraquecer,
Metade do cais de O~bidos, important elo
do transport na regitio, desmoronou, levado
pela enxurrada das chuvas. E nesse trecho que
o rio Amazonas mais se estreita. Niio tem mais
do que dois quil~metros de largura, quando,
em certos pontos, se espraia por area 30 a 40
vezes maior. Em compensa~gio, sua profundi-
dade varia, em frente ao porto de Obidos, en-
tre 80 e 100 metros. Comprimidas, as aguas
cavam o leito, aprofundando-o.
Em media, a descarga do Amazonas supe-
ra 200 milhdes de litros de agua por segundo.
E 20 vezes a vazlio do Tocantins, que aciona
as turbines da segunda maior hidreletrica do
pais, a de Tucurui. Se uma barragem fosse
construida em Obidos, seria possivel gerar
energia equivalent a oito usinas de Itaipu, a
maior do Brasil ou 100 milhbes de quilowatts.
Na decada de 60, o futurologo Herman
Kahn, com seu Hudson Institute, de Nova
York, patrocinou a ideia de construir ali uma
barragem de baixa queda para produzir ener-
gia. Mas a ideia se mostrou inviavel. Alguns
critics chegaram a levantar a hip6tese de que
o reservatorio dessa monumental barragem
alteraria o equilibrio do planet, tal o peso da
agua que iria acumular.
A variaglio do nivel do rio pode ser equiva-
lente a altura de um predio de 6 a 7 andares, entire
o augre do vlelio e o pique do "inverno". nas


(numa epoca chove mais; na outra, menos). A
partir de fevereiro ou margo, as aguas comegam
a transbordar do seu leito normal e a avangar
sobre as areas marginais. As Aguas ainda cres-
cem ate junho ou julho, quando comega o cilo
da vazante, prolongando-se pelos seis meses
seguintes.
Ha varios anos nio ocorre no Baixo Amazo-
nas uma cheia excepcional, como as de 1953 e
1976, duas das maiores doseculo passado. Quan-
do isso ocorre, o rio Amazonas amplia o seu leito
para uma largura superior a 200 quili~metros, to-
cando em pontos extremes, quando comegam as
"terras altas", no sentido do Planalto das Guianas
ao norte e do Planalto Central ao sul. O espetacu-
lo desse oceano interior choca e fascina.
Ha um lado assustador, da pri~pria violin-
cia das aguas, que, ao alcangar sua desembo-
cadura, costumam penetrar dezenas de quil6-
metros no Oceano Atlantico e langar ricos se-
dimentos carregados em suspensio muito
alem, ate a costa da Flbrida. Casas submersas,
pastagens e cultivos agricolas inundados e
milhares de pessoas desabrigadas (e apresen-
tadas a opinitio piblica como flageladas) cons-
tituem motive para explora~glo pela "indlistria
da cheia". E uma pratica sazonal de obter aju-
da de emerg~ncia para socorrer os prejudica-
dos, renegociar emprestimos e obter cre~ditos
favorecidos, enquanto uma filantropia de oca-
sitio produz rendimentos politicos.
O problema, evidentemente, existe quando as
pessoas sho surpreendidas pela velocidade e o
avango das aguas encrespadas. Poderia ser mini-
mizado por previs~es bem feitas, em tempo real e
comn projeq~es, sustentadas em informaq~es ob-
tidas atraves de satelites. Mas sempre as autori-
dades precisam estar atentas: tanto para minimi-
zar os danos reais como paratexpurgar as manipu-
laqbes. Esse eo element conjuntural do proble-
ma. O component estrutural e de que, enquanto
houver cheias, isso significara que as varzeas con-
tinuariio a ser as terras mais fe~rteis da Amazinia e
do mundo. Grandes cheiastamnbetmsignificam que
areas ovas etilo sendo fertilizadas.
Ciente disso, na decada de 40 um grande
personagem da hist6ria recent da regitio,




? -


Felisberto Camargo, tentou ordenar e con-
trolar essa adubaqio natural, conduzindo os
nutrients arrastados pelo Amazonas des-
de a cordilheira dos Andes, onde estio as
suas nascentes, por canals artificiais que iri-
am fazer a colmatagem nas margens do Lago
Grande de Monte Alegre. Ail, O Instituto
Agron~mico do Norte (hoje Embrapa) mon-
tou um experiment, de cujo sucesso resul-
taria a terra mais fertil do planet. Mas o rio
contrariou o desejo de Camargo, destruiu
seus canals e formou uma baia onde deveria
surgir o eden amazo~nico.
Tres decadas depois uma outra figure ex-
ctntrica da abertura da fronteira amazo~nica,
o milionario americano Daniel Ludwig, ten-
tou, com outra abordagem e metodos opos-
tos, former na margem esquerda do Amazo-
nas, as proximidades de sua foz, o mais pro-
dutivo de todos os plantios de arroz, com
tres safras por ano. Tambem fracassou. No
entanto, e um erro deduzir dessas experienci-
as a conclusio apressada de que o rio e sel-
vagem demais para se amoldar a domestici-
dade produtiva do home. A conclustio cer-
ta e inversa: o home e que nito se tem apli-
cado suficientemente no seu trato.
O Amazonas e: um desaflo que parece ter
perdido prioridade e interesse real por detras
do glamour do marketing. As frentes pioneiras
avangam abrindo estradas nas terras altas, uma
regitio desconhecida que parece fadada a ja-
mais ser adequadamente revelada porque e des-
truida antes que o home possa observa-la e
estuda-la em sua condi~go natural. Um avango
tilo selvagem que, em quatro de~cadas, o indice
de destruigilo da floresta pulou de 1% para 17%.
Nessas zonas avangadas o home que des-
tr6i enfrenta o proprio home que tenta cons-
truir, enquanto os 150 mil quilo~metros quadra-
dos de varzeas marginais ao Amazonas, a terra
primitive da regitio e sua paisagem mais tipica,
slio esquecidos. Ninguem parecer ter dado aten-
glio a decretaglio da situa~gio de emergencia
nos trts municipios paraenses, nem se preocu-
pado comn o sinal das aguas, que, como no ciclo
recent, parecem se acomodar em niveis bem
abaixo das medigaes mais graves de ate tres
decadas atrais. Melhor para quem mora na area
nito receber o impact das cheias excepcionais.
Sem a calamidade pliblica e os flagelados, po-
r~m. o rio ~cntinuan n o me-recor a atengao~ qlue


O sinal das aguas








4 JOURNAL PESSOAL lQUINZENA DEJU~NHO/2001


~I ~ ~ IL 1II__~~


arlos Drummond de Andrade e a
Companhia Vale do Rio Doce nasce-
Gram em Itabira, Minas Gerais. A
CVRD esta no Para ha 32 anos. Na semana
passada, ela patrocinou a incorporaqio ao pa-
triminio paraense das primeiras ediqbes, edi-
gies especiais e ediqdes autografadas daque-
le que e considerado o maior poeta brasileiro.
Livros hoje raros de Drummond slio alguns
dos quase cinco mil volumes qlue constituem
a biblioteca de Haroldo Maranhilo, talvez o
maior escritor vivo do Para,
o de mais forte presenga nas
letras nacionais de hoje.
Esse rico acervo, que
estava no Rio de Janeiro,
terra de ado~gio do escritor
ha quase 40 anos, tornou-
se paraense por 150 mil re-
ais, pagos pela CVRD. Alem
dos livros, que incluem edi-
95es preciosas do seculo
~S~B~~SSXVII(como OsLusiadas,de
Camies) e XVIII, uma
amostra do conjunto da li-
teratura brasileira, diciona-
rios e quase todo o moder-
rl~dg~lii~snismo, a transaglio incluiu
obras de arte e o arquivo
pessoal do escritor.
Quando todo esse ma-
terial tiver sido tratado para
consult externa, a Bibliote-
ca Puiblica do Para se torna-
ra uma referencia national.
Em primeiro lugar, em literature modernista.
Ninguem podera se tornar um especialista no
tema sem passar pelas ediq~es principles que
ali estario armazenadas. Os dicionarios que
Haroldo utilizou com a maestria de um profun-
do conhecedor da lingua (ou das linguas,
como ele diz: a portuguesa de Portugal, a por-
tuguesa do Brasil e a paraense) estadio a dis-
posi~go de quem queira se aventurar nas sa-
gas do vernaculo. E agora a literature portu-
guesa, da qual era intimo, pode voltar a ser
cultivada entire n6s.
O Para tambem esta novamente de posse
de um dos mais fins trabalhos executados
por Benedito Mello: o retrato de Paulo Mara-
nhilo, o terrivel donor da Folha do Norte, avo
de Haroldo. Desde a primeira vez que a vi, essa
tela me provocou uma associaqilo imediata com
o av6, de Hans Castorp, o principal persona-


gem de A Montanha Magica. O detalhismo
narrative da pena de Thomas Mann, escul-
pindo a figure senatorial do pr6prio pai sob
outra designaqio, foi seguido com pinceis por
esse grande Benedito Mello (que, alias, nio
devia estar confinado numa galeria lateral de
arte, por mais bem instalada que ela seja) ao
captar a expressilo agreste de Paulo Mara-
nhilo. E pega para uma antologia do retrato.
Quando chegar o memento, da correspon-
dencia travada entire Haroldo e Benedito Nu-
nes saira a hist6ria intellectual do Para, princi-
palmente entire as decadas de 30 e 60, pela
otica de duas intelig~ncias sensiveis e rigoro-
sas. As possibilidades de utilizaqilo de todo o
material sho enormes. Provavelmente, nenhu-
ma outra pessoa viva tem tantas hist6rias para
contar sobre a cultural brasileira quanto Harol-
do. E sobre as coisas da Amazo~nia.
Depois de ter escrito Cabelos no cor-agdo,
ainda nilo adequadamente avaliado pela criti-
ca brasileira, ele pretend passar da ficqilo para
a hist6ria na reconstituigio da personalidade
e dos feitos de Felipe Patroni, um dos mais
ricos personagens da historia paraense. Mes-
mo sendo romance, Cabelos no Coragdoj ja ea
melhor referencia sobre o introdutor da impren-
sa no Estado.
Agora que proporcionou essa important
conquista, a Vale do Rio Doce podia consoli-
da-la e multiplica-la adquirindo as bibliotecas
de Francisco Paulo Mendes e Machado Coe-
lho, hoje fundidas na residincia do segundo,
na promessa de ser aberta a consult puiblica
quando uma fundaglio gerir o acervo. Reuni-
das as tras bibliotecas dos trts grandes ami-
gos, com niio menos do qlue 20 mil volumes
valiosos, a prometida Sala Haroldo Maranhilo
poderia evoluir para um predio pri~prio, de
valor histbrico, gerando o Centro de Referin-
cia da Cultura da Amazonia, uma institui~go
de reconhecimento international, que passa-
ria a atrair o interesse e a produ~gio de amazo-
nblogos de todo o mundo.
Assim, um memento de coincid~ncia como
o da semana passada, bem lembrada pelo presi-
dente da CVRD, o intellectual Jorio Dauster, po-
deria ir alem do acaso e se tornar um projeto
capaz de reforgar o compromisso de nilo permi-
tir que onde o Para e a Vale estlio irmanados,
nas montanhas de Carajas, surja uma Itabira
que venha a se tornar um dolorido retrato na
parede, como o do poema do maior de todos os
itabiranos, Carlos Drummond de Andrade.


chados, que se apoderam das in-
formaqbes e privam sua circula-
glio pela opiniio publica. S6
quando poderosos brigam essas
informagies, escapando ao seu


control, slio partilhadas. Fre-
qilentemente, elas apenas slio in-
sinuadas, como um jogador de
poquer faz para intimidar o ad-
versario. Para o bem de todos e


felicidade geral da na~gio, os
ACM da vida puiblica brasileira
precisam ser destronados. Quem
tem que decidir e quem paga a
conta. O povo, sempre.


~
i`


A nossa Itabira


sem

chantagem
A queda de Antinio Carlos
Magalhiles, mesmo que nito seja
definitive, contribuira para uma
boa moral piiblica, segundo a
qual a chantagem political pode
nito dar certo. ACM elevou essa
velha pratica da political brasilei-
ra, present em quase todas as
relagdes humans, ao nivel da
eficiencia maxima. Como desta-
cou um observador politico, na
maioria dos confrontos o ca-
cique baiano venceu por
WO. Apresentou-se ao rin-
gue. O adversario, intimida-
do na vespera, sobretudo
pelos dossies de Antinio
Carlos (quase sempre, cava-
los de Tr6ia ao azeite de
dende), fugia. Vencia a
chantagem, edulcorada com
outro nome.
A lista de votaglio da
sessito do Senado em que
Luiz Esteviio foi cassado se-
ria outra arma de chantagem
para ACM. Insensibilizado
pela retina de vit6rias obti-
das sem precisar jogar, po-
rem, ele superestimou sua
forga e minimizou as cir-
cunstancias. As duas prin-
cipais eram sua desmedida
arrogancia no trato comn um
president da repuiblica que
se encolhia diante do trombetea-
do fact6tum, mas ja havia trans-
posto o maximo de humilhaptio, e
o confront comn um adversario
que imaginou pulverizar, o para-
ense Jader Barbalho, encurrala-
do num canto onde s6 lhe era ofe-
recida a humilha~go.
Impedido de ganhar pelos
metodos antigos, ACM perdeu o
sensor do realismo e da oportuni-
dade. Iniciou uma aposta suici-
da, cego por aquela ira que cos-
tuma esperar os despostas numa
esquina imprevista da hist6ria.
Um resto de bom sensor o teria
advertido de que a relaglio de be-
neficio da lista em relaqilo ao cus-
to do seu risco nito era favoravel.
Mas quem imagine tudo poder
niio esta disposto a conceder nem
a 16gica e nem ao bom sensor.
O insucesso de ACM pode
abrir os olhos da sociedade para
esse jogo viciado da elite, trava-
do em ambientes exclusives e fe-







JOURNAL PESSOAL *la QUINZENA DEJUNHO/ 2001 5


De pouco mais de 1,2 bilhio de reais que
constituiam o saido de dep6sitos do Banco
da Amazinia no final do ano passado, 44,3%
haviam sido captados no mercado e apenas
27,3% eram recursos institucionais, o FNO o
Finam. Foi a primeira vez, em toda a sua hist6-
ria, que o Basa teve num exercicio um compor-
tamento tipico de banco, deixando de ser um
mero agent do governor federal, repassando
recursos de funds estatais.
Em 1998, o dinheiro que chegou aos co-
fres do Basa atraves do FNO (Fundo Consti-
tucional do Norte, formado por 0,6% da re-
ceita tributaria da Uniio) e do Finam (Fundo
de Investimentos da Amaz~nia, resultante de
dedug8es do imposto de renda para a cola-
boraqio financeira a projetos incentivados
pela ex-Sudam, hoje Agencia de Desenvolvi-
mento da Amazinia) representou 45,1%, en-
quanto os dep6sitos via mercado ficaram em
25,4%. No ano passado essas posiqdes pra-
ticamente se inverteram. Mais do que isso:
pela primeira vez em quase 60 anos, as trans-
fer~ncias feitas pela administration federal
foram superadas pe los recursos que o banco
captou junto ao puiblico.
A faganha devia ser comemorada. Ela es-
taria indicando que o Basa ja e capaz de ca-
minhar com suas pr6prias pernas, indepen-
dentemente do que o seu principal acionista,
o governor, decidir sobre o
seu future. Com certeza nio
e exatamente assim, mas e
nessa dire~go que o 6nico
banco federal da region
esta caminhando.
Ser o brago financeiro do
governor central, desempe-
nhando sua fungo vital de
banco de desenvolvimento da
Amnazi~nia, ainda the imp~e
custos, que sua receita, pro-
porcionada pela face de ban-
co multiplo, ainda nio e ca-
paz de suportar. Mas ja ago-
ra parece possivel fazer ho-
nesta e conseqilentemente a
pergunta: n9o sera possivel
conciliar as duas funqdes em
uma mesma estrutura?
Uma resposta para valer
exigira~mais algum tempo por-
que a nova ossatura do Basa
ainda esta em formaqio. Os
encargos do FNO, por exem-
plo, ainda superam o patrim6-
nio liquid do banco. Um ca-


taclismo financeiro, exigindo cobertura imedia-
ta, demandaria uma liquidez que o banco nio
tem. Mas os balangos apresentados nos ulti-
mos cinco anos mostram a evolu~go excepcio-
nal do Basa. Sgo nuimeros que atestam o sane-
amento das irregularidades operacionais e con-
tabeis do passado e a montagem de um orga-
nismo sadio.
Analisar esses dados e confronta-los com
as praticas correntes da institui~go, depois de
uma visit a sua sede e uma conversa com
alguns membros da sua diretoria, result na
constata~go de que o Banco da Amaz~nia esta
bem pr6ximo de se consolidar como um banco
muiltiplo. Sem precisar deixar de buscar sua
missio de fomento numa regiso tio carente
como a amazinica.
O brago de fomento age satisfatoriamente
atraves de duas carteiras. Com o FNO, o banco
foi aberto para o micro, o pequeno e o medio
produtor, nio s6 para as tradicionais (e freqilen-
temente nefastas) operaqdes de financiamento a
pecuaria eag monocultura. 0 prospect de clien-
tes se diversificou muito e ate a linguagem e
outra. O Basa nio reflete apenas as elites tradici-
onais: ja e freqilentado por pessoas aninimas,
provavelmente mais rentaveis. Essa nova mo-
dalidade de rela~go representou (e ainda repre-
senta, em dosagem decrescente) um risco de
inadimplencia ou de atendimento insuficiente.


Mas medidas de corre~go (que oneraram
bastante o banco, em sua condigio de man-
tenedor do fundo) e maior audacia mudaram
a natureza do problema, permitindo que as
operaq~es batessem o record em 2000 e o
saldo acumulado, que punha em cheque a
capacidade operacional do banco, fosse in-
tegralmente raspado. No atual exercicio o pro-
blema sera o oposto: sobrario pedidos e es-
casseario recursos. Uma forma de enfrentar
a situaqio e tentar aumentar a parcela da
Amazi~nia (0,6%) no total da dedu~go cons-
titucional (de 3%), reduzindo a do Nordeste
(de 1,8%) ou ampliando para 4% o que cabe
as regimes menos desenvolvidas do pais. A
outra, gerencialmente de grande expresso,
e administrar a carincia, apertando os para-
fusos e tapando os vazamentos.
Em rela~go ao Finam, continue sustentan-
do ser despropositado incluir o BNDES no cir-
cuito de analise dos projetos que pleiteiam a
colaboraqio financeira dos incentives fiscais.
Ngo apenas o Basa e a instancia adequada
para executar esse trabalho, como toda apoli-
tica de incentives fiscais, da analise a aprova-
Cgo de projetos, deveria passar para o banco.
Para a ex-Sudam deveriam ser transferidas as
atividades de planejamento, de verificaqio da
consistencia dos projetos, avaliaqio dos seus
impacts maiores e gerais, adequaeio as poli-
ticas puiblicas, definigio
das obras de infraestrutura
e projetos cientificos.
Se ainda falta consoli-
dar varias das conquistas
alcangadas e corrigir erros
e desajustes, trabalho que
pode e deve ser feito atra-
ves do dialogo com a soci-
edade, pelo menos obser-
vam-se avangos conside-
raveis, independentemen-
te da defini~go do novo
modelo institutional que o
Banco da Amazi~nia (e a
pr6pria ADA, tio nova
quanto imprecisa nos seus
aprofundamentos) devera
; ter e dos rumos da tramita-
950 desse projeto.
Nunca o Basa esteve
tio perto da autonomia
como agora. It algo que o
silencio geral, numa region
acostumada apenas a la-
mentar perdas e derrotas,
nio justifica.


Basa: enfim,



uma perspective








6 JOURNAL PESSOAL la QUINZENA DEJUNHO/ 2001


Se ainda estivesse vivo, Paulo Plinio Baker
de Abreu completaria 80 anos neste l' de ju-
nho de 2001. Mas no pr~ximo dia 5 de setem-
bro ele ja tera 42 anos de morto. Plinio viveu
apenas 38 anos, entire 1921 e 1959. Nio publi-
cou um unico livro. Mas seus poemas, espa-
lhados por revistas e jornais de Belem, estio
entire os melhores que ja foram escritos entire
n6s. Com uma dicq~o diferente e um acento
original, resultado de uma influ~ncia ate entio
(mnica, da poesia alemli, sobretudo de Rainer
Maria Rilke, e de uma introspecq8o inusual
entire os habitantes de Santa Maria de Belem
do Grlio Para, a cidade de muros baixos, terra
de fuxicos e mexericos.
Paulo Plinio Abreu, seu nome de guerra,
bem que organizou um volume, Poemas, que
gostaria de ter publicado. Mas o volume s6
foi impresso quase 20 anos depois, em 1978,
gragas aos esforgos do professor Francisco
Paulo Mendes, tambem ja falecido. Chico
Mendes pegou os Poemas e aduziu-lbes tudo
o qlue conseguiu coletar na imprensa e em
manuscritos, escrevendo um prefatcio que,
mesmo curto, ainda e o melhor guia de aproxi-
maqio ao autor. Surgiu, entilo, Poesia, publi-
cada pela Universidade Federal do Para.
E tudo o que se tem para consult, numa
ediptio pobre e defeituosa. Mas cujo doloroso
parto, sutilmente reconstituido por Chico,


mobilizou tres reitores: Aloysio Chaves, que
teve a ideia da publicaqio; Cl6vis Malcher,
"em cuja reitoria foi aprovada oficialmente a
edi~go da obra"; e Aracy Barreto, que, final-
mente, autorizou a publicaptio. Ha mais de 20
anos a cultural paraense clama por uma nova
edi~go, revista e, se possivel, ampliada. Uma
boa data seria 1998, que passou. Agora, neste
2001, os 80 anos do poeta podiam ter inspira-
do os mais sensiveis. Debalde, como diria
Goethe, pela boca de Egmont.
Poesia tem miseras 214 paginas, muito pou-
co para a obra 6mica de um poeta da enverga-
dura de Paulo Plinio. Mas, dele mesmo, sio
apenas 65 paginas, com 62 poemas, apenas
um ocupando mais do que uma pagina (uma e
meia, para ser precise). Poemas curtos, alguns
claramente fragmentados, obra em progress.
Na maior parte do livro esta a tradu~go que fez
com Peter Paul Hilbert de A elegia de Duino,
de Rilke, "estupenda", segundo o rigoroso
juizo de Chico Mendes.
Em mais esse detalhe, Paulo Plinio inte-
gra uma geraqio singular de escritores para-
enses: curto, concise, denso, substituindo a
narrative (freqiientemente descambando para
o verborragico) por reflexiio intense, intros-
pectiva, indo e vindo de um tema recorrente:
a morte. Era timido, desconflado, discrete.
Gostava mesmo era de ler e lidar com livros.


Confinava-se na biblioteca do entlio Institu-
to Agronomico do Norte (hoje, Embrapa),
organizando as prateleiras, ordenando o con-
trole tecnico, traduzindo, editando.
Poliglota, abriu o canal de acesso para
autores ingleses, alemies, franceses e ameri-
canos ate entilo interditados aos intelectuais
paraoaras, desempenhando uma missito pe-
dag6gica semelhante aquela que paralelamen-
te Chico Mendes ja exercia e assumiria cada
vez mais, e a uma agitagio cultural que Mario
Faustino ampliaria. Plinio tinha o perfil da-
quele tipo de pessoa com a premonigio da
vida breve, por isso vivida intensamente, ain-
da que para dentro.
Conversou muito com seus amigos inte-
lectuais, da geraqio que emergiu ap6s o de-
clinio da borracha, testemunhou a maior de
todas as guerras mundiais e descobriu o va-
lor da liberdade quando ela acabou. Deixou
uma impressio forte em todos eles com a
sua erudi~go, a sua sensibilidade, os seus
misterios e, sobretudo, sua poesia refinada,
sofrida, melanc61ica, metafisica. Poesia que
as geraqdes seguintes parecem fazer ques-
tilo de ignorar, numa insensata conspiraqio
do silencio, contra a qual precisamos reagir,
da maneira que faria justiga a Paulo Plinio
Abreu: permitindo o acesso de mais leitores
aos seus poemas.


Assim e que em margo iniciamam-se
as discusses em torno da tematica, no
foro competent para tanto, qual seja,
o Conselho Universitario, 6rgilo colegi-
ado maximo da institui~go, que, em que
pese o replidio a iniqua legislaqilo vi-
gente, que trata de forma diferenciada
os diversos segments da comunidade
universitairia--eis que confere aos do-
centes pcso de 70% na vota~gio-, con-
cluiu pela realizaCio de consult previa
a comunidade, obedecendo aos criteri-
os da Lei 9.192/95.
Ressalte-se que, embora em nos-
so entendimento pessoal a lei citada
produza uma diferenciaqilo mais que
assimetrica e injusta, e nosso dever
de oficio encaminhar os trabalhos
dentro das normas legals, eis que nto
cabe a no~s, como gestores, alterar a
legisla~gio, mas cumpri-la, pena de res-
ponsabilidade, e, no caso em question,
de ser anulado tudo o que tivesse sido
realizado a margem da legislagio pelo
Ministe~rio da Educapilo.
A Consulta em question, e neces-
sario esclarecer, nito e senjio uma fa-
culdade atribuida as Universidades
Federals, que a utilizam como indica-
tivo dos anseios da comunidade, eis
que e o colegiado maximo de cada ins-
tituigao quem possui a atribui~gio de
votar os nomes que comporilo a lista
triplice que subsidiary a escolha dos


novos ge stores pelo Ministro da edu-
capilo, por delega~gio do Presidente da
Repuiblica.
Pois bem. Decidida a realizaqlo
da consult, passamos aos atos ne-
cessarios a sua implementagilo, deter-
minando que a Climara de Legisla~gio
e Normas do CONSUN~ claborasse as
regras que a norteariam, o que foi tra-
duzido no Regimento Eleitoral e na
Resolu~go 601/2001.
O Regimento Eleitoral foi debatido
e ao final votado pelos membros do
CONSUN, o mesmo nito se dando, to-
davia, com a resoluglio, que o comple-
mentava. E precise que se diga que as
resolugbes (todas) preservam o espiri-
to das decisaes do CONSUN.
Come fato not6rio, os documen-
tos, assinados por n6s, na qualidade de
President do Conselho, traziam em
seus corpos contradige~s no tocante aos
crite~rios de apuragilo dos votos para o
c~mputo do resultado final, qual seja, a
considera~gio, ou nito, do fator de abs-
tenglio. A respcito, e de Icr-se o ato
declarati~rio da Camara de Legislagilo c
Normas, que segue em anexo, definindo
a autoria dos documents.
As contradiq6es nilo foram perce-
bidas antes da realizaqilo da Consulta,
quer pelos candidates, que a elas se sub-
meteram, quer pelos scus autores, e ncm
por n6s, que os subscrevemos.


Embora nito nos furtemos a respon-
sabilidade pelo desenrolar lamentavel do
processo, c certo que e impossivel para
o Reitor que simplesmente subscreve
os documents emanados da Camara
de LegislaCio e Normas reter o texto
regimental na mem6ria,ou mesmo des-
conflar que trariam elements diferen-
tes da Resolurilo, oriunda da mesma
Camara, subscrita dias depois.
Assim e que as injustas imputa-
F~es a ni~s dirigidas durante a guerra de
panfletos que se seguiu a Consulta, e ao
veiculado na midia, apenas causam res-
sentimentoagqueles membros da comu-
nidade universitaria que ve~mdesenvol-
vei a relevantes servigos para a insti-
tuigilo, e imbuidos, sempre, do mais alto
espirito democratic, e tanto assim o i,
que hoje apraz-nos poder dizer, sem
pretensito, que a UFPA e de todos,
menglio esta feita pelos parlamentares
de todos os partidos, do PT ao PPB.
Prova inequivoca disso c a liber-
dade que todos os membros da nossa
equipe desfrutam para apoiar um ou
outro candidate, sem que tenhamn sido
afastados ou vitimados por qualquer
constrangimento pela assun~gio de scu
posicionamento politico no process
sucessbrio.
A indefiniptio do resultado, decor-
rente do conflito ja citado, foi levada a
apreciaqto do Poder Judiciario, atrave~s


A proposition de artligo publicado
n2aedigio anterior, oreitor.da
Uinivers~idad e Feder~aldoParac,
0 istovam, Picango Diniz, enviou
aseguintecan~a:

Tivemos ci~ncia da edi~go da 29
quinzena de maio do Jornal Pessoal,
no qual foi publicado editorial intitu-
lado Triste Universidade, que dis-
corre accrea dos fats concernentes
ao processo sucesso~rio para os car-
gos de Reitor e Vice-Reitor desta Ins-
tituiglio Federal de Ensino Superior
para o quadriianio 2001-2005.
Considerando que para n6s e para
a Institui~gio importa aquilo que diz
V.Sa. como jornalista, e a nossa amis-
tosa rela~glo pessoal, tomamos a li-
berdade de oferecer uma vision mais
acurada de todo o processo cleitoral,
c scus reveses, que muito nos entris-
tecem, tendo em vista o empenho com
o qual atuamos, eu e minha equipe,
em nossa gestlio, mnovidos pela fideli-
dade institutional.
Emn realidade, de acordo com a le-
gisla~gio em vigor acerca da materia, 0
process sucessbrio deveria ter sido
encerrado ate a data limited de 18 de
abril do ano em cursor.


0 poeta Plinio









JOURNAL PESSOAL laQUINZENA DEJUNHO/ 2001 7


Com seus 28 mil alunos, a Universidade
Federal do Para se consider a segunda maior
do pais. Mas esta ameagada de acabar sofren-
do interven~gio federal sem que para isso te-
nha praticado mais do que uma confusio ina-
creditavel. Seu enredo talvez reflita a situaqlo
em que se encontram parte consideravel das
universidades brasileiras, assoladas por um
virus para o qual deviam funcionar como anti-
doto: airracionalidade.
No dia 19 de junho terminal o mandate do
atual reitor, Crist6vam Diniz. E provavel que
ate la o nome do seu successor ainda nito este-
ja definido. Mas sua vice, Telma Lobo, nio
podera substitui-lo. Ela foi eleita meses de-
pois dele. Seu mandate, por isso, nito coinci-
de com o do reitor, que terminal antes. Pode
substitui-lo em suas faltas e ausencias, mas
niio sucede-lo. O cargo ficara entlio vago ate
dezembro. O Ministerio da Educaglio tera que
designer um reitor pro temlpore ate que as anor-
malidades sejam corrigidas ou ele pr6prio as
promova. Ou, quem sabe, aproveite para ficar
mais tempo como interventor.
Nada disso estava em perspective quan-
do o Conselho Universitario se reuniu, no ini-
cio do mis passado, para homologar o resul-
tado da consult a comunidade. O candidate
Alex Filiza de Melo havia conseguido menos
de meio por cento de vantagem sobre seu prin-
cipal adversario, Carlos Maneschy. Conforme
a decisito anterior do conselho, o nome do
vitorioso encabegaria a lista triplice a ser sub-
metida aoMEC.
Maneschy, pore~m, suscitou uma question:
a resolu~gio eleitoral, assinada pelo reitor, nio
havia sido aplicada na votagio. Nos calculos
que precisaram ser feitos para a definigilo do


vencedor, ponderados pelos percentuais apli-
caveis a cada segment da comunidade uni-
versitaria (peso de 70% para os professors,
15% para alunos e 15% para funcionarios), a
resolu~gio mandava incluir a absten~gio. Mas
a decision do conselho era para seguir as nor-
mas anteriores da UFPA, que excluem a abs-
ten~gio, como em todas as elegi~es.
Em todas, exceto no process eleitoral
adotado pela Universidade Federal do Ceara.
Justamente essa exceglio foi copiada pela re-
solu~gio assinada pelo reitor, sem que ele pr6-
prio (ou todos os demais) se desse conta da
contradi~gio sentio depois da vota~gio e da ata
que a encerrou (ver, abaixo, a carta de Cristo-
vamn Diniz). O reitor admitiu o erro da resolu-
Fgio (ninguem cotejara a resolu~gio ao regimen-
to eleitoral para perceber o conflito), mas o
candidate Maneschy suscitou a ilegalidade
da elei~gio.
Ele levou a questio para as barras da jus-
tiga federal, mas o relator da sua a~gio nem
considerou o merito da question, rejeitando-a
liminarmente. Maneschy apontou o reitor como
autoridade coatora, mas a outra parte na de-
manda teria que ser o colegiado. O problema
foi transferido para o Consun, que acabou
anulando a elei~gio. A mudanga de attitude re-
sultou da adeslio dos estudantes a causa de
Maneschy, atraidos pela possibilidade de
mudar as regras eleitorais na nova consult:
de proporcionais, elas passariam a ser univer-
sais. Com a equalizaglio, os estudantes e que
iriam decidir aelei~go.
Foi a vez do candidate Alex Fiuiza recorrer
da decision, lembrando que em todo o proces-
so eleitoral nito havia sido verificada nenhu-
ma ilegalidade ou irregularidade. Niio caberia,


por isso, anula~go, mas apenas homologa~gio.
O resultado da elei~gio continuava valido e ao
Consun caberia apenas encaminhar a lista tri-
p lice.
Uma campanha acirrada e agressiva atin-
giu o apice quando o reitor Crist6vam Diniz
recebeu uma ameaga de morte por telefone. O
"bina" instalado no aparelho registrou o nui-
mero da chamada. Acionada, a Policia Fede-
ral nito teve dificuldade em localizar o autor
do telefonema: era o pai de Alex, o engenhei-
ro Rodolpho Fiuza de Melo. Com leucemia,
em estado grave e em crise de depression, Ro-
dolpho ligara do apartamento do hospital
onde estava internado, depois de haver pas-
sado pela CTI.
Logo que soube do incident, Alex procu-
rou contato com o reitor, explicou-lbe a situa-
glio e se desculpou em nome do pai, que ale-
gou ter agido fora de control. Cristo~vam Di-
niz aceitou as explicag~es e deu o caso por
encerrado, convencido de que a ameaga era
apenas de palavra, sem qualquer inten~go de
atingi-lo fisicamente. Mas a Policia Federal ain-
da estava em duvida se esse desfecho infor-
mal seria suficiente para arquivar o inquerito
que ja havia instaurado. Algumas notas pu-
blicadas em O Liberal procuravam sustentar a
ameaga real de vida a que estaria exposto o
reitor.
Duvida e confustio e o que parece niio fal-
tar a esse imbroglio universitario, que pode
acabar afunilando ate: uma interven~lio do
MEC. Por falta de qualquer outra alternativa
legal. Ou de bom sensor. Se ainda nito se pode
proclamar o vencedor da dispute pela reitoria,
ja se sabe nos quatro cantos quem perdeu: a
Universidade Federal do Parti.


de Mandado de Seguranga impetrado
pelo Prof. Dr. Carlos Edilson de Almei-
da Maneschy, indicando a nos como
autoridade coatora.
O resultado da discussilo j judicial
nito ateve-se ao scu merito, mas teve
o condlio de deixar claro que os atos
concernentes ao process sucessbrio,
na forma da legislagli vigente, nito po-
dem ser imputados a n6s, reconhe-
cendo o Juiz da 5' Vara Federal que
estes slio de competincia exclusive do
CONSUN.
Com isso, deu-se continuidade ao
processo anteriormente suspense por
determinagio judicial, tendo sido feita
convocaptio dos membros do CON-
SUN, para vota~gio dos nomes a com-
porem a lista triplice.
No uiltimo dia 07, como noticiado
amplamente na impressa local, enten-
Sdeu o Conselho, em decisito sobera-
na, pela anula~gio do pleitp, marcado
pela indefini~gdl e pelos indicios de


irregularidades, apontados pelo ple-
nario, ao long da reuniho.
E necessario esclarecer que a anu-
la~gi da consult realizada junto a co-
munidade universitairia para a escolha
do Reitor e Vice-Reitor no quadrienio
2001-2005 nito foi solicitada on deter-
minada por n6s, quer na qualidade de
Reitor, quer na qualidade de Presiden-
te do Conselho Universitario, mas, isto
sim, foi votada e aprovada pelos mem-
bros do CONSUN presents a 12" Reu-
niio Extraordinaia daquele Colegiado,
em acatamento a proposiqilo formula-
da pelos conselheiros discentes (pes-
soalmente, defend a todos os mem-
bros da minha equipe que trabalhas-
sem na diregio de preservar a Consul-
ta, visto que muito pouce se obteria de
substantive ao reedita-la).
Por certo que nito compete a n6s,
como Pwesidents do Conselho, nos in-
surginnos conta ndecisiro deum Cole-
giado do qual fazemdS parte e somps


representante. Alias, ainda que a nossa
opiniho pessoal seja contraria a. delibe-
radio do CONSUN como de fato o
e-, e nosso dever de oficio, como Pre-
sidente desse Orgilo Deliberativo, res-
peitar a sua decisbt, que, diga-se, aqui
mais uma vez, entendemos soberana.
Niio e, portanto, "reedi~gio da far-
sa", posto que nio foi uma decisito va-
zia de significados c justificativas, mo-
tivada, por certo, pela ansia de manter
a grandeza da UFPA, pela "afinidade"
com o "produto".
Assim, carol amigo Llicio Flaivio,
long de ser a UFPA "um reflexo de-
purado dos golpes sujos e rasteiros
que demarcam a busca pelo poder", a
UFPA e e faz mais que escolher o
nosso successor, e impingir a UFPA
macula desse porte, em razio de um
equivoco, sighlifica reduzir a nada todo
o trabatho que vem sendo desenvol-
vido nos (sitimos quatro anes pars o
fortalecimento da institufFbt tra-


duzido por significativos i6xitos -, o
que e, a nosso ver, no minimo injusto
para com a institui~gio e sua histbria.
O empreendimento humane deno-
minado Universidade Federal do Para
possui magnitude reconhecida nacio-
nal e internacionalmente, razilo pela
qual, por vezes pode ser utilizada como
instrument de projeglio political por
alguns, o que e de todo lamentavel, face
a relevancia das suas atividades de en-
sino, pesquisa e extensito dentro da Re-
giio AmazZ~nica, mas certamente epara
a regitio muito maior do que as dimen-
sdes que the pretendem atribuir..
Estes, os fats que julgavamos re-
Icvante relatar e apreciariamos fosse
de alguma formal considerados pelo
amigos que embora nilo precise me re-
conher o me~rito, poderia me poupar
da injustiga divulgando a verd~ade.
Na oportunidade, subscreverpo-
nos, renovando rossos votos da raais
alta estima e consideragiio.


Confusaio universitaria


IIImmmmmmmmmmmmmmmm mmmmmmmmmIImmmmmmmmmmmmm


rl(t
























































































Jornal Pessoal
Editor: L~icio Fl~vio Pinto* Fones: (091) 223-7690, 241-4284 e 261-4827 Contato: Tv.Benjamin Constant 845/203/66.053-040 e-
mail: jornal@amazon.com.br Produ~go: Angelim Pinto Edip~o de Arte: Luizantoniodefariapinto


Registro
Homens puiblicos tem que co-
locar suas idiossincrasias pesso-
ais debaixo dos scus deveres de
oficio, subordinando-as a eles.
Deveria ser sempre assim. Mas
raramente e assim. Mesmo quan-
do a critical e de ideias ou apre-
senta propostas, o criticado a
toma como ofensa pessoal e rea-
ge com os poderes que a circuns-
tiincia de ser autoridade the con-
fere. Por isso, quando ocorre um
memento de exce~gio a regra, e
bomn registra-lo, ja que a regra
continue a ser exce~gio.
Foi o que houve na soleni-
dade de entrega da biblioteca
de Haroldo Maranhilo ao Esta-
do. O secretario de cultural,
Paulo Chaves Fernandes, no
seu discurso official, registrou
que estive na origem dos esfor-
gos para a aquisiqilo desse va-
lioso patrimonio cultural, in-
clusive acionando-o as-
sim que ele assu:nia a
Secult, quando os en-
tendimentos ja es-


IIIIIIIY~MIII~UpIII)11111








IIYIIII~IIIAI(IY(~.~(IRI~.~IIIR~~((IIIII
111~~1 IIRI~IIIIUII~(I'~IUYI~YYO'HIIII
(IYR()

IRI(
IIL~YIUnlRIlllllnl((il~~llll)(ll
IIII(~*~IH~XY(II((~IlllllI111(11~~11111

I~.~IHU[I~IR~(IIIIIIYI


uma avaliaqilo de
forgas antes do
confront.
No front in-
terno, o prefeito
esta mais isola-
do do que nun-
ca. Por isso, os
sonhos de sair
candidate a um
cargo majorita-
rio em 2002, de
governador ou
senador, pare-
cem desfeitos.
Ele teria que dei-
xar no seu lugar
Valdir Ganzer,
que e de um gru-
po petista adversa-
ri0. E arriscar-se
numa aventura, ja


tavam em cursor PniT
Um gesto de dig-
nidade diante gosto, R
das evidentes Rocqu
diver genclas
que temos inaior a~
mantido e de uja
um infeliz ges- ,
to do pr6prio ParGL. CO
secretario seY; a de~
quando de um
ato equivalen- Slim ???OTI
te meses an- passed'
tes. E~ assim
que as diferen- UH !1
gas devem ser discr~eto,
tratadas, em be-
neficio coletivo. OmirgO.
Faltou, porem. Ort
um registro sobre a
participa~giodo adio-
gado Rohan Lima nas
tratativas para tenlar
convencer a CVRD a efetuar
a aquisiglio. Um dos mais desta-
cados integrantes do corpo juri-
dico da empresa, Rohan, ha mui-
tos anos no Rio de Janeiro, nunca
esqueceu as suas origens. Por
nito ignora-las, as tem dignifica-
do com seu trabalho professional
e sua sensibilidade pessoal.


A Provincia do Paura
sobreviveu a terceira greve de
funcionarios neste ano, a
primeira desde que Miguel
Arraes substituiu Gengis Freire
no control da empresa, ha
pouco mais de dois meses. Mas
ainda desafia a escrita de que
journal nunca more de vespera.
Uma vez instaladas as causes da
morte, porem, jamais escapa do
fimn previamente tragado.
Varios slio os sintomas de
que o mais antigo journal da
Amazinia e dos mais velhos do
pais se encontra em estado pre-
falimentar. Isso, mesmo quando
ainda era de propriedade dos
Diarios e Emissoras Associados.
O condominio formado por
Assis Chateaubriand se
desinteressou pela sorte do seu
diario belenense e o passou a
Gengis pelo valor da divida. Seis
anos depois, o endividamento
havia se multiplicado e o maior
patrimonio do jornal, o seu
titulo, perdera quase todo o seu
valor.
Mesmo assim, o donor da
RM Midia assumiu o neg6cio,
quitando alguns dos debitos


herdados. Mas o passive
parece-se a uma avalanche,
crescendo a media que o tempo
passa. Os grevistas se queixam
da falta de dialogo e do
tratamento desrespeitoso do
novo proprietario. Ao recolocar
o journal em circula~glo, Miguel
denunciou a a~go oculta do PT e
de seu antecessor, que tambem
costumava recorrer a ladainha. E
voltou com uma face nova:
linguagem agressiva e, mais do
que den~imcias, ameagas de
investiga~go, um metodo muito
usado pela imprensa marrom,
entire n6s tendo como seu
exemplo maior oJorna/ Popular.
Desse jornal, alias, H61io
Gueiros pulou para A Provincia,
restabelecendo a pagina
semanal que escreveu antes em
O Liberal, sugerindo sua volta a
political e, como de regra na
casa, deixando passar ameagas
aos desafetos. Todos de olho no
que acontecera a partir de agora,
ate o pr6ximo ano, de elei~gio
pesada e pouca alternativa no
mercado da comunicaptio. Se,
contrariando as expectativas, o
journal se mantiver vivo para
usufruir dos beneficios dos
ventos e tempestades que tem
anunciado em suas paginas,
cheias de uma metereologia
oportunista.


que esta completamen-
le foril do seu control o
comando do diret6rio esta-
dual do partido. Como todos os
politicos autoritarios, nito for-
mou liderangas alternatives.
Sem uma mudanga radical,
Edmilson tera que se contentar a
cumprir at6 o fimn o seu mandate.
E aos belenenses restart seguir a
dieta zagallena, engolindo-o.


Destiny
Primeiro foi.em Castanhal, mas
todos tomaram como mais um ex-
cesso verbal o autolang~amento de
Edmilson Rodrigues como candi-
dato a presidencia da Republica
pelo PT. Quando, porem, a inicia-
tiva foi repetida em Stio Paulo, no
mes passado, a despeito da total
inconsistencia de tal candidatu-
ra, ja foi precise perguntar sobre'
suas motivagdes ocultas.
A primeira interpretagilo foi a
de que Edmilson estaria queren-
do se insinuar como companhei-
ro de chapa de Lula, a condic;io
para desistir da pretensito anun-
ciada. Mas tambem essa e: uma
hip6tese de factibilidade minima.
O outro entendimento e de que a
chamada "esquerda do PT" esta-
ria utilizando o seu principal qua-
dro national para um teste de for-
Fas antes da dispute pela dire~go
do partido, que ocorrera ate no-
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