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Jornal pessoal
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 Material Information
Title: Jornal pessoal
Physical Description: v. : ill. ; 31 cm.
Language: Portuguese
Creator: Pinto, Lúcio Flávio
Publisher: s.n.
Place of Publication: Belém, Pará
Publication Date: 1987-
Frequency: semimonthly
regular
 Subjects
Subjects / Keywords: Politics and government -- Periodicals -- Brazil -- 1985-2002   ( lcsh )
Genre: periodical   ( marcgt )
serial   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil
 Notes
Dates or Sequential Designation: No. 1 (1a quinzena de set./87)-
General Note: Title from caption.
General Note: Editor: Lúcio Flávio Pinto.
General Note: Latest issue consulted: Ano 11, no 188 (1a quinzena de junho de 1998).
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier: oclc - 23824980
lccn - sn 91030131
ocm23824980
Classification: lcc - F2538.3 .J677
System ID: AA00005008:00164

Full Text

Docas:
Obra de 16
Journal Pessoal iScd
L U C I F L V I 0 P I N T Paraense:
ANO XII N 215 2a QUINZENA DE JULHO DE 1999 RS 2,00 mau pagador?
(BEPAM. 4
BELEM


A lei da selva


A orla fluvial da capital paraense exemplifica uma das causes do
atraso do Estado. Cada um dos grupos politicos que disputam o
control do poder s6 pensa nos seus pr6prios interesses. For isso,
ndo hd relagdo entire as obras do governor


do Estado e as da prefeitura. Ao executd-
las, os cbefespensam na hora de
inaugurCd-las para faturarprestigio.
Ndo pensam no melhor uso que delas
poderia ser obtido em beneficio do-cidaddo.




(1


i V_ A. -,
S ,,,, -. :LI -- .

I *- .. -
I .. ", .



IE TAAO A DOCAS
as D


U ma das causes do atraso
crescente do Para no
conjunto federativo bra-
sileiro e political: a inca-
pacidade dos lideres po-
liticos de ir al6m de seus esquemas pes-
soais de poder; para se firmar, e indispen-
savel para eles excluir os adversarios. Nao
tendo program formulado ou a defender,

,.3 3~ 0 "CCL\
I^328


nao conseguem estabelecer pontos con-
vergentes para uma ago em comum. O
antagonismo se reduz a uma luta pelo po-
der. E cada um por si e um contra o ou-
tro. Quem for podre que se quebre.
Um exemplo flagrante desse feroz da-
rwinismo politico esta a mostra na orla de
Belem. Prefeitura e governor do Estado
estdo executando seus pr6prios projetos,


ignorando os do vizinho. Nio s6 inexiste
integraqao entire eles como sio antag6ni-
cos. E a realidade das obras nao corres-
ponde ao enunciado dos projetos por causa
do desvio propagandistico.
Bem ao lado da Estagio das Docas, a
piramide erigida por Paulo Chaves Fer-
nandes para imortalizar o govemador-fa-
ra6 Almir Gabriel, do PSDB neo-mondr-


E -LC, LLC L[2.C i2LLL- LcL L:rish 0]


~ao~;


;5~ r1~7aCP~kL r~L-.)






2 JOURNAL PESSOAL 2- QUINZENA DE JULHO / 1999


)quico, o prefeito Edmilson Rodrigues
construiu a nova Praga do Pescador, con-
sumando-a antes mesmo de saber qual o
projeto vencedor (num concurso promo-
vido pela pr6pria PMB) para tentar revi-
talizar o Ver-o-Peso.
A praga integra as linhas arquitet6ni-
cas e administrativas do pobre populismo
adaptado pelo alcaide belenense de algu-
ma matriz neo-albanesa. Estabelece um
contrast brutal cor a elitista Estaqdo das
Docas, ao lado, concebida pelo mais bem-
sucedido afrquiteto de interiores da cida-
de, uma esp6cie de emin6ncia parda corn
pretensao a Ant6nio Lemos sem dispor
de uma atividade tio geradora de dinhei-
ro como a borracha na epoca do mono-
p6lio amaz6nico de produg~o.
A autoridade competent para obras
em Bel6m 6 o prefeito. Claro que nao Ihe
pertence o monop6lio de agir. O governor
pode e deve localizar seus projetos na ca-
pital do Estado. Mas se possivel, no que
couber, em harmonia cor o administra-
dor do burgo, visando o bem comum e os
altos interesses coletivos. De preferencia,
seguindo um planejamento que va al6m
do umbigo e da ponta do nariz.
Ha muito tempo essa harmonia foi
expurgada do territ6rio belenense, como
a maltratada orla fluvial evidencia. A ci-
dade foi sendo sufocada pela anarquica
evolugao da construgao civil. Quando
os danos foram percebidos ja era tarde:
Belem perdera sua ligagao com a agua,
sendo a agua o element que melhor a
define (tanto geograficamente quanto at6
mesmo folcloricamente, como diz a len-
da sobre os encontros antes e depois das
chuvas). Construiu-se entio a utopia das
"janelas para o rio".
Nunca, como agora, o poder public
investiu tanto no litoral da cidade. A pre-
feitura, alem de reconstruir a Praga do
Pescador e fazer o concurso para a re-
vitalizacio do Ver-o-Peso, montou nas
pranchetas o projeto "Ver-o-Rio". Fora
da moldura publicitaria, esse projeto se
resume a uma praga mambembe impren-
sada entire a Ocrim e a Souzamar. O
povo, a mingua de lazer, pode achar 6ti-
ma a invencgo e usufruir dela pelo tem-
po em que a seguranca permanent e
reforcada no local (um tipico ambiente
portuario, cor todas as suas conseqti-
encias) o permitir. Mas 6 uma engana-
9go confeitada.
Se a prefeitura nao investor contra a
ocupagAo illegal na area, aquela pracinha
vai coonestar o espaqo ao redor, com-
plementando ate mesmo a seguranga para
empresas desoneradas de gastos maio-
res. Alem disso, sera triste verificar a es-
tratificacAo humana nos cenarios estadual
e municipal, especialmente se o governor
tiver que se ressarcir dos pesados inves-


timentos feitos na Estacgo das Docas
(veja materia nesta ediiAo). Mas nao
importa: as autoridades raciocinam com
cinismo, usando o velho bordao: s6 tem
tu, vai tu mesmo. Ou: em terra de cego
quem tem um olho & rei.
Mas nao & s6 um tratamento leviano
dado ao lazer public: 6 uma ma con-
cepqao sobre ordenacqo do uso de es-
paco. A Companhia Docas do Para ce-
deu os tres galpOes principals da doca
sob o compromisso de o Estado tam-
bem instalar ali, al6m de um centro tu-
ristico alimentado pela esperanca de
atrair visitantes de outros Estados ou
paises, um terminal fluvial.
Ao inves de cumprir esse compro-
misso, o governor engendrou um termi-
nal malmente adaptado em ponto incon-
veniente da bacia portuaria, enquanto
parece cobicar um quarto e estrategico
galpAo para um terminal maritime, des-
tinado aos sonhados turistas de maior
poder aquisitivo, atraidos pelas "janelas
para o rio" como um Galahad sem san-
to graal. Enquanto esses quimericos e
singulares visitantes nio chegarem, a
massa dos que usam barcos na navega-
qdo interior (cor 35 mil embarcaq6es
registradas na Capitania dos Portos) vai
ter que se expor a riscos para chegar
(por terra) e sair (por agua) ao ponto de
embarque.
Ja ha bastante desencontros e equi-
vocos nesse trecho do litoral belenen-
se, mas nao esta ai a principal distor-
Cqo. Ela result da falta de ura visao
geral sobre o limited fluvial da cidade.
Essas "janelas" nao passam de respi-
radouros mediocres quando vistas no
conjunto de toda a area litoranea (mes-
mo cor o acrescimo da area da Cida-
de Velha que for recuperada com a sa-
ida do Ex6rcito do Largo da S6). Sem
revolucionar a Estrada Nova e investor
contra o apossamento de varios trechos,
a aqao do poder public nio passara
de maquilagem.
Os imobilistas ou os estetas do vazio
dirao que isso 6 impossivel ou pelo me-
nos inviavel para as possibilidades da ad-
ministracao public. A intervencao nes-
sa area, porem, tem como ponto de par-
tida uma constatacgo, facil de conseguir
numa simples passage pelo local: a ex-
trema dificuldade enfrentada pelos prin-
cipais usarios da orla da Estrada Nova.
Entrada e said de veiculos nas estAnci-
as ou portos ali instalados costuma ser
uma operaqao de guerra em certos peri-
odos do dia. A falta de alternative, car-
rogas puxadas por series humans sdo
utilizadas em instAncia final. Na situa-
cao atual, todos perdem, inclusive os que
estao dispostos a praticar qualquer tipo
de transgressao para nao perder.


A said e remover todos esses esta-
belecimentos comerciais da Estrada
Nova. Nao manu military, coercitiva-
mente. Mas oferecendo-lhes irrecusa-
veis vantagens. Quem, tendo um ne-
g6cio de algum porte e de determina-
das caracteristicas (como estaleiros ou
estincias), nio trocaria seu ponto co-
mercial na Estrada Nova por um terre-
no beneficiado, corn toda a infra-estru-
tura de apoio, inclusive terminals de
carga, em distrito industrial.
Esse local existe, do outro lado do
rio Guama, em Barcarena. Por enquan-
to, esta sendo usado apenas pelo p6lo
de alumina/aluminio e caulim. Mas pode
abrigar micros, pequenas e m6dias em-
presas. Esse projeto, entretanto, s6 ter
exeqiiibilidade com prefeituras (a de Bar-
carena, alem da de Bel6m) e governor
unidos. O governor providenciaria a in-
fra-estrutura (agua, luz, telefone, estra-
da) no novo local, enquanto a prefeitu-
ra reurbanizaria a Estrada Nova, ai, sim,
restabelecendo o contato orginico do
sitio urban cor sua condicgo fluvial.
Seria um grande program. Nio en-
volveria tantos recursos como aparenta.
O governor do Estado recorreria as em-
presas do complex industrial minero-
metalico, motivadas a se beneficiary do
adensamento econ6mico da area. A in-
fra-estrutura sairia mais facil e barata. E
certamente grupos econ6micos poderiam
ser atraidos para criar uma boa e expedi-
da estrutura de transport entire o estua-
rio do rio Para e a baia do Guajara, com
mais balsas e introduzindo os hovercrafts
para os passageiros (usando para isso a
linha de cr&dito amaz6nica do BNDES,
cor um saldo enorme ainda hoje).
Talvez nem fosse necessario execu-
tar o projeto da algaa viaria", que esta-
belece um percurso muito mais extenso
ate o estuario dominado pelos grandes
portos industrials. E abolir a temeraria
iniciativa de prolongar a avenida 1 de
Dezembro pela area dos mananciais de
agua de Belem e da gleba Concei9ao do
Aura, valiosissimas reserves de quali-
dade ambiental para uma cidade que se
torna um inferno para viver a cada dia
que passa de incuria na sua ocupaqco.
Mesmo o "muro de Berlim" programa-
do para o Utinga e garantia quimerica
de protecqo a integridade da area.
O que aqui se exp6e pode parecer
delirio, mas talvez seu unico merito in-
discutivel seja o de delirar em escala me-
tropolitana, vendo o interesse coletivo,
tirando o maximo de vantage de obras
p6blicas, ao inv6s de deixar-se conduzir
por mandarins que s6 pensam nos limi-
tes do seu espago vital, delimitado por
um espelho. E o que o espelho reflete
nao e bor. *






JOURNAL PESSOAL 2V QUINZENA DE JULHO / 1999 3




Setran repete "convenio"


Funtelpa para ter jatinho


Em abril (Diario Oficial do dia 26, pa-
gina 8 do 19 caderno), a Secretaria de
Transporte resolve aditar um convenio,
assinado no ano anterior corn a Taxi Ae-
reo Weston, para o fretamento de um ja-
tinho executive Learjet 55 ou similar, "para
servir o Governo do Estado do Para". O
conv6nio foi prorrogado por 120 dias,
passando a vigorar at6 setembro.A justi-
ficativa, segundo o secretario: "E decor-
rente da solicitagAo formulada pelo DTA
em decorr6ncia da exposicao contida no
memorando n 015/99-DTA".
Nada e dito sobre o contehdo de tal me-
morando. Seria obrigaqCo do responsavel
pelo termo aditivo explicitar ajustifica go,
ao inv6s de fazer a remissAo que nada diz.
E estabelecer o valor do convenio original.
Prorrogando o prazo sem, simultaneamen-
te, definir o valor do aditamento, fica impli-


cito (mas nao 6 nada plausivel) que o valor
original apenas sera espichado. Mas como
o document nada diz sobre valor, a suces-
sao de omiss6es parece center a intengao
de sonegar informaq6es ao public.
Mas nao 6 s6, muito pelo contrario. O
objetivo desse "convenio A. Jur n 76/
98" 6 a "contratag~o" de uma empresa
particular para a realizadio de um servigo
oneroso. Por que, entao, um conv6nio e
nao um contrato?
O leitor mais atilado deve ter pensado
imediatamente no "conv6nio" da Funtel-
pa, atrav6s do qual a empresa estadual de
telecomunicaq6es se comprometeu a pa-
gar 200 mil reais por mrs, ao long de
cinco anos, para a TV Liberal (que nao e
uma instituicgo de caridade, evidentemen-
te) usar sua base em terra para a trans-
missao de sinais de satelite de uma emis-


sora commercial. A parte a imoralidade da
relagco, denunciada seguidas vezes neste
journal (mas ignorada pelas autoridades di-
tas responsaveis), ha uma evidence impro-
priedade legal. A relagio exige a assinatu-
ra de um contrato, como bem definiu o
Tribunal de Contas do Estado. A Setran
esta repetindo o erro da Funtelpa? Os ob-
jetivos sao os mesmos?
E para que o governor precisa do freta-
mento de um jatinho, feito por uma se-
cretaria para servir ao governador, usan-
do biombos e cortinas legais?
Em mat6ria de moralidade public o
Para continue o mesmo?
Quem souber das respostas, que as
apresente. Ou faqa outras indagacOes, ao
menos para ficarem inscritas na pedra que
imprimira a hist6ria sobre a tumba de
muita fama mal estabelecida. *


Trinta anos atras, Adelia
Engracia de Oliveira fez sua
opcao preferencial pela Ama-
z6nia. Gragas a sua aplicaqco,
discipline, competencia e sen-
sibilidade, produziu alguns dos
melhores trabalhos em antro-
pologia que surgiram no ambi-
to do Museu Paraense Emilio
Goeldi nesse period. Formou,
cor Eduardo Galvao e Expe-
dito Arnaud, o grande trio na
geraggo de conhecimentos so-
bre a hist6ria dos povos mais
antigos da Amaz6nia, os indi-
os, numa 6poca em que raras
mulheres se atreveriam a en-
frentar os rigores dajungle para
fazer um verdadeiro trabalho
de etnologia. Mas nao se limi-
tou as fronteiras do academi-
cismo: lutou o quanto p6de,
numa 6poca de governor auto-
ritario, pelas liberdades e direi-
tos das minorias, inclusive das
populac6es marginalizadas na
selva, ou esmagadas pelo de-
terminismo do "desenvolvi-
mento" a qualquer preqo da-
quela era de rodoviarismo doi-
divanas.
Aposentada, Ad6lia Olivei-
ra deixou no m6s passado o


"Goeldi" e voltou a sua cida-
de de origem, Ribeirao Pre-
to, no Estado de Sao Paulo,
encerrando um ciclo de his-
toria muito fertil, mas, infe-
lizmente, pouco conhecido
na regiao a qual ela dedicou
sua inteligencia e seu vigor.
Nao posso dizer que encer-
rou cor chave de ouro, como
se costuma dizer retoricamen-
te nessas ocasi6es, uma car-
reira tao densa. Como dire-
tora do museu, Adelia enfren-
tou uma conjuntura exagera-
damente desfavoravel, mas
ela pr6pria j parecia destitu-
ida ("despossuida", talvez
fosse a expressed inconveni-


entemente certa) da forca ori-
ginal para afastar ondas de ce-
ticismo e impotencia. Ter dei-
xado o cargo sem poder en-
trega-lo ao substitute, eviden-
cia o que os pais te6ricos da
linha de pesquisa de Ad6lia
diagnosticariam: a anomia da
instituiqgo.
Mas Ad6lia merecia sair
com palmas muito mais inten-
sas pelo que esses 30 anos de
trabalho acrescentaram a cien-
cia do home na Amaz6nia.
Vai com a inaudivel palma do
redator destejornalzinho, gra-
to por haver conhecido uma
mulher como ela, alem de corn
ela haver aprendido. *


Praxe
S6 haverd respeito e verdadeira independcncia entire os
poderes executive e legislative quando o primeiro ndo deixar
para o recesso a aprecia~go, em regime de urgencia, de
materias que exigiriam o tempo e a acuidade do rito
ordindrio para serem bem aprovadas, e o segundo trabalhar
cor afinco no period regulamentar para afastar de si a
tenta9do dos 30 dinheiros que sempre o executive lhe
apresenta, junto cor uma escondida ratoeira.
Tal utopia ndo se consumard no reinado estadual de
Gabriel II, nem no dominio municipal de Edmilson, o Longo.
Ficard para o novo milenio.


Correqao
Haroldo Bezerra acabou
entrando como Pilatos do Pila-
tos no credo de Paulo Chaves
Femandes (ver Jornal Pesso-
al 214). Haroldo saiu da Se-
cretaria de Obras para a de
Transportes no segundo man-
dato de Almir Gabriel. Seu lu-
gar foi ocupado por Inacio Ga-
briel, deslocado da Cosanpa
(onde entrou Ramiro Bentes).
O cansaqo me fez esquecer o
"detalhe". Mas, ca entire n6s, e
desculpas a parte, a inoculacao
das sete secretaries especiais na
linha de frente da administra-
cao estadual nao disseminou o
virus do anonimato, espalhan-
do-se como ameba sobre um
staff que se reduziu a mera ex-
tensdo do chefe do governor?
Nessa despersonalizaqdo gene-
ralizada, que favorece o culto a
uma tnica personalidade, es-
quecer um ou fazer confused
entire secretarios ji nao se tor-
nou risco previsivel (e deseji-
vel para quem o engendrou)?
De qualquer forma, o rep-
to equivocadamente feito a
Haroldo Bezerra transfere-se a
Inicio Gabriel. Corn todo o
respeito, 6 claro. *


Saida silenciosa






4 JOURNAL PESSOAL 2- QUINZENA DE JULHO / 1999


Grito sem eco


0 fim


0 mais indice de inadimpl6ncia de
mutuarios da Caixa Econ6mica Federal em
todo o pais esta no Para: 78% dos que,
no Estado, assinaram contrato de financi-
amento da casa pr6pria cor a instituicao
nao estao em dia cor o pagamento de
suas prestac6es. Em muitos casos, o atra-
so 6 de meses ou anos.
Sinal de que o paraense 6 mau paga-
dor? Nao, segundo pronunciamento feito
pelo deputado federal Jos6 Priante
(PMDB), um pouco antes do recesso par-
lamentar, no final dejunho. A culpa 6 da
pr6pria CEF, acusada pelo deputado de
varias irregularidades, suficientemente
muito graves para terem merecido a aten-
9ao da imprensa (o que nao aconteceu).
Depois de ter passado "quatro anos
sem financial um im6vel sequer", a Cai-
xa, a partir de 1992, "assumiu compro-
missos acima de suas possibilidades finan-
ceiras". Por isso, nao honrou contratos
assinados com varias construtoras. Um
motivo poderia ser o desvio de recursos
do FGTS (o fundo formado p6los reco-
lhimentos dos trabalhadores), destinados
a construgao de moradia popular, para a
pr6pria carteira commercial da CEF.
Aldm de congelar um setor produtivo
altamente gerador de empregos, alem de
manter quase intocado um deficitt" de
400 mil moradias no Para e 170 mil uni-
dades s6 em Belem, a Caixa foi toran-
do impossivel aos seus mutuirios supor-
tar os encargos dos empr6stimos, ao
embutir, "em indecifraveis contratos, en-
genhosas formulas
de atualizaqao das
prestac6es". Os en-
cargos embutidos
nesses contratos, se-
gundo Priante, sao Toda a propaj
"ilegais e abusivos". govemo para atr
Um exemplo 6 a uti- Estado foi atingi
lizaqio da TR (Taxa artigo que Paulo
Referencial) como ediaio dominica
indexador dos rea- do ultimo domin
justes, element pe- desventura dele
sadamente onerador, tentaram verean
ja que a taxa "nao da ilha do Maraj
retrata a inflagao, passada. Uma cc
mas sim a media de incOria, imprevic
taxas de juros prati- do 6rgao govern
cadas no mercado pela travessia de
financeiro". continent. E, ag
Outro encargo uma resposta co
indevido 6 a impo- de quem suposta
sicao, ao mutuario, descrente de que
da Sasse Segurado- tras da moldura i
ra como responsavel induzindo os pai
pelo seguro obriga- paraiso que 6 o
t6rio, embora essa


empresa cobre, em m6dia, 20% do va-
lor de cada prestaqdo a titulo de taxa de
seguro, "bem acima do mercado e ab-
surdamente alta para os padres finan-
ceiros da maioria dos mutuarios". A ra-
zao dessa vinculaqao estaria na partici-
pacao, de 45%, que a Caixa tem no ca-
pital da Sasse.
Ao inv6s de pelo menos atuar um dos
mais graves problems (tanto em dimen-
sao national quanto estadual), a Caixa e
apontada pelo deputado como "a respon-
savel direta pelos graves conflitos que es-
tao ocorrendo em 39 conjuntos habitaci-
onais do Para", onde centenas de famili-
as de baixa renda enterraram seus sonhos
de ser donas de seus tetos. As angustias
particulares caminham para se torar gra-
vissimos problems publicos, ja que a
Caixa vem autorizando a execuqao, des-
pejo e reocupagao desses im6veis.
Esse rastilho de p6lvora social pode
ser visto nas paginas inteiras que os jor-
nais costumam publicar com a lista de
mutuirios submetidos a execucao extra-
judicial por representantes autorizados da
CEF, em regra tendo sobre si o peso de
saldos devedores que excedem de muito
- o valor venal dos im6veis que deseja-
ram para si, atraidos pelo canto de sereia
da casa pr6pria, apesar do queja amorti-
zaram. Talvez por causa da abundancia
dessas paginas, a grande imprensa nao
ecoou as denuncias e cobranqas de Pri-
ante, ameaqadas de ficar como um grito
parade no ar. *



Da cidade


ganda feita pelo
air turistas para o
ia no figado pelo
Cal escreveu na
I do Diario do Para
go. Ele descreveu a
e dos amigos que
ear na costa atlantica
6, na semana
imbinaqao de
l6ncia e ma-f6 dentro
mental responsavel
ixou o grupo no
;ora, no aguardo de
nvincente da parte
imente de direito,
Shaja substancia por
)ublicitaria
aenses a conduzir o
seu Estado.


Alibs, sao precious
depoimentos do arqu
ele escreve sobre sua
especialidade, Bel6n
uma das pessoas que
conhece a capital dos
Se fosse prefeito, eu
como assessor. Apro
tambem outro grande
na cidade, Fernando
usando-o como cont;
comunidades, uma es
ouvidor popular.
Para isso, por6m,
o prefeito, al6m de fa
ouvir e ver. Ouvir e v
constituem condigio
melhor e, justamente
menos. 0 que, defini
nao 6 o caso atual.


A Mesbla, que montou a primeira
loja de departamentos de Bel6m, 30
anos atras, fechou as portas da sua pri-
meira e 6nica loja na maior cidade da
Amaz6nia. Encerrou tambem um capi-
tulo da hist6ria dos cidadaos que ja es-
tavam na fase consciente da vida nesse
period. Para alguns, essa relaaio co-
mecou ainda antes. Para os que mora-
ram no Rio de Janeiro, entire o fim da
capital da Republica ali estabelecida e o
novo Estado da Guanabara impropria-
mente adaptado, a Mesbla era mais do
que uma loja.
Do lado de fora, havia aquele sim-
patico e enorme rel6gio, de inevitavel
referencia mesmo no compasso cario-
ca. Do lado de dentro, o teatro elegant
e as refeiq6es equilibradas. A Mesbla de
entao era um modo de ser, um padrao
cultural.
Estive dias atras na loja belenense
apenas para imprimir a melancolia do
fim: os soqobrantes funcionarios agru-
pados pelos cantos e um mostruario
com itens envelhecidos, sobras de uma
queimagao que nem se tornou intense
para assinalar mais incisivamente o fim.
A Mesbla morreu de inanicao, produto
hibrido de uma conurbaqdo que aca-
bou arrastando produto de natureza di-
versa, o velho Mappin dos ingleses,
popularizado sem estilo no coraqao de
Sao Paulo.
Foi triste testemunhar um fim sem
glamour de algo que marcou tao delica-
damente a nossa for-
maqao. A Mesbla
exerceu seu fascinio
numa 6poca em que
a classes m6dia tinha
os os status sem ter, ne-
iteto quando cessariamente, di-
nheiro. Perdeu as
i. Paulo Cal 6 duas coisas, o que se
melhor podera atestar, mais
s paraenses. uma vez, quando a
o contraria Mesbla nao for mais
veitaria do que lembranca,
especialista sem marcos materi-
Torres, ais capazes de repre-
ato cor as sentar, no lugar, o
sp6cie de bom gosto da mais
chic das lojas que
6 precise que esteve ao alcance
ilar, saiba dos nossos bolsos.
ver, por sinal, Uma era de capitalis-
para falar mo personalizado, do
por isso, qual Panair, Mesbla e
tivamente, outras marcas eram
marcos-e, agora, se
toraram hlpides. *






JOURNAL PESSOAL 22 QUINZENA DE JULHO / 1999 5





A corte tucana:



agao entire amigos


Como parece ser norma na adminis-
traqco Almir Gabriel, nenhum esclare-
cimento official foi prestado sobre a si-
tuaqao da Estaqco das Docas, a obra
suntuaria comandada, de fato, no porto
de Bel6m, pelo secretario de cultural,
Paulo Chaves Fernandes. Nem mesmo
o responsavel de direito pelas obras, o
secretario Inacio Gabriel Neto, se sen-
sibilizou pelas cobrangas que aqui Ihe
foram respeitosamente feitas (ver Jor-
nal Pessoal 214). A opiniao p6blica,
para o governor tucano, 6 uma entidade
passiva. O unico papel que Ihe cabe, na
6tica dos nossos mandarins empoleira-
dos, 6 receber a propaganda official e
acreditar nela.
Fiel a seus idiossincraticos principi-
os, sua excel6ncia nem deveria dar-se
ao trabalho de determinar ao seu auxili-
ar competent (ao menos no piano for-
mal) para fornecer as informaqces soli-
citadas por este journal. O doutor Almir
Gabriel esta preocupado demais em
acompanhar a evoluqgo do seu aliado
compuls6rio, o grupo Liberal, para dar
atencao a um veiculo de comunicaqao
tao insignificant quanto este. Ignoran-
do a origem das critics, entretanto, El-
Supremo deveria prestar contas ao con-
tribuinte. Afinal, 6 quem paga a conta
dessa "janela" (talvez venha a ser a mais


cara do mundo) para o rio, envidragada
e refrigerada, como de estilo.
Mas ela ja esta excessive. Confor-
me este journal denunciou, o custo ofi-
cial da Estacao das Docas, orqado
quando as obras comecaram, no final
de 1997, em 6,2 milhoes de reais, ja
esta em R$ 9,3 milhoes. Para todos os
efeitos legais, o valor estacionou ai para
nao contrariar abertamente a lei 6.383,
sobre contratos publicos.
Estourado o orgamento, cor exces-
so de 50% em relagao ao que estava
aprovado, a Secretaria de Obras abriu
nova concorrencia para a conclusao do
mesmo projeto, cujas propostas serao
abertas no pr6ximo dia 8 (se aparecer
outra empresa disposta a enfrentar a
que ja esta no canteiro, a Marko Enge-
nharia). Segundo informaqoes extra-ofi-
ciais, a previsao de custo para a finali-
zagdo da obra 6 de R$ 7 milhoes. As-
sim, na melhor das hip6teses, o que foi
aprovado para custar R$ 6 milh6es,
saira por R$ 16 milh6es, se novos adi-
tamentos nao forem adicionados ao se-
gundo contrato.
A Estacao das Docas ainda ndo ti-
nha um ano quando sofreu seu primei-
ro reajuste, em setembro do ano pas-
sado, no valor de R$ 851 mil. Outro
acr6scimo ocorreu tr6s meses depois,


de R$ 660 mil. Uma paulada de R$ 1,5
milhao foi dada em marco deste ano.
Tudo isso porque o autor do projeto, o
arquiteto Paulo Chaves, vive mexendo
nas concepg6es originals, aduzindo
mais luxo e maior inventividade.
Alem de acarretar 6nus para o era-
rio, cujo cofre ter sido celeremente
raspado nos tiltimos meses, essa volu-
bilidade ter um aspect legal: o arqui-
teto venceu um concurso (ja em si po-
l6mico) corn um determinado projeto,
delimitado por proposta e custo. Nao
respeitando esses parametros originals,
nao estara o genial artist rompendo
unilateralmente os terms do concurso
pfiblico? Ele esta autorizado, pelo seu
chefe, a abusar da circunstancia de ser,
ao mesmo tempo, um secretario de Es-
tado e o arquiteto da obra?
A Estaago das Docas, depois do
Parque da Resid6ncia e da Feliz Lusi-
tania, consagra o governor Almir Gabriel
como uma perdularia agao entire ami-
gos. Pena que nao estejamos na corte
de Versalhes. Nao custa, porem, adver-
tir que excess de brioches em epoca
de fome estimula id6ias como a da gui-
Ihotina, ainda que nao estejamos na
Franca pr6-revolucionaria do final do
seculo 18 (embora tenhamos chegado
ao final do milenio). *


Contra o que?


Depois que a onda pas-
sou, li Contra o Brasil, de
Diogo Mainardi (Companhia
das Letras, 214 paginas, R$
19,50). O autor pode ser
apresentado como um dos
herdeiros de Paulo Francis,
mais para a vertente de fic-
cionista do que de jornalis-
ta. Tern 37 anos. Escreveu
o primeito livro (Malthus) 10
anos atras. Contra o Brasil
e a quarta obra. Auto-exilou-
se na Italia (Ravelli), de onde
manda suas resenhas litera-
rias para Veja. Parece indi-
car que uma aproximaqco a
Gore Vidal 6 mais forte do
que a Francis, o que talvez


possa poupa-lo de vir a ser o
Ivan Lessa da nova geraqao.
A saga de Pimenta Bue-
no, o personagem principal
do livro mais recent, tern
sido apresentada, inclusive
pelo editor, como romance.
O mais certo, por6m, 6 bati-
za-la de novela (ou, melhor
ainda, de alegoria). Nao se
trata de mero detalhe ret6ri-
co. Diogo Mainardi leu mui-
to, e bem, a literature dos vi-
ajantes estrangeiros, que,
vendo o Brasil de outra 6ti-
ca, permitiram-lhe contrapor
ao "gigante adormecido" no
eterno pais do future um
Brasil sem perspective, auto-


destrutivo, quase natimorto.
Pode-se contra-argumen-
tar que Mainardi esqueceu
naturalistas estrangeiros mais
bem impressionados corn o
Brasil, como o magnifico
Henry Walter Bates (que
todo habitante da Amaz6nia
devia ler, assim como o pa-
dre Joao Daniel do Tesouro
Descoberto do Rio Amazo-
nas). Mas o escritor nao
montou apenas uma tese,
embrulhando-a corn o diafa-
no (sim, porque, no caso
dele, inconsistent) manto da
fantasia. Tentou mesmo a
obra de arte, a que subsiste.
Tentou pelo menos cor cri-


atividade e audacia, duas das
condic6es da boa arte.
Se conseguiu, fica um
ranco de frustraqao ao fim
da leitura, mas inegavelmen-
te ela 6 fluente e atraente.
Nao 6 pouca coisa. Ainda
mais porque, fechada a ulti-
ma pagina do livro, o dis-
tinto leitor ter um roteiro a
seguir para conhecer, de
fato, o seu pais. Seguindo
as marcas da sua pr6pria
sensibilidade e desligando-
se, no caminho, de algo que
nos ter sido fatal: o precon-
ceito (ou a prevengao). E do
cajado ainda rustico do en-
rage Mainardi. 0






6 JOURNAL PESSOAL 2- QUINZENA DE JULHO / 1999


CARTA


Interesse public


0 economist Jose Miguel da Silva Batista
enviou a seguinte carta:
Li hoje, 01/07/99, cartas-respostas dos srs.
Afonso Chermont e Edson Roffe (JP n" 214) a
minha carta-protesto pela omissao dos 6rgaos re-
presentativos da classes dos economists na defe-
sa do IDESP e contra o ato arbitrario do sr. Go-
vemador do Estado. Faqo meus os seus comenta-
rios introdut6rios a transcricAo das cartas dos ci-
tados senhores. S6 issoja bastaria como resposta.
No entanto, faco alguns comentarios adicionais,
pois fui ofendido pessoalmente e publicamente em
seu prestimosojornal.
O sr. Afonso Chermont na ocasiao do fecha-
mento do IDESP era o seu president e, portan-
to, auxiliar de confianca do autor da sua extin-
cao, o Sr. Governador do Estado. Era razoavel
que se mantivesse omisso na questao, mesmo
sendo economist. Mas a sua resposta mostra
sua educaqgo e elegancia, que tive a oportunida-
de de conhec6-las alguns anos atras como seu
aluno de Economia Internacional. Quanto ao sr.
Roffe, os anos nao o modificaram: continue o
mesmo arrogante, carreirista e, quiga, o mesmo
pessimo professor que tambem tive a oportuni-
dade de conhecer ensinando Economia Brasilei-
ra. Ha quantos anos, este senhor se pendura no
IEPA, no Corecon e no Cofecon, nada fazendo
para melhorar a situacao do professional econo-
mista, seja empenhado-se em melhorar o nivel
de ensino das faculdades de economic, seja me-
Ihorando a fiscalizacgo do Conselho de Classe,
evitando a invasao de outras profissbes na seara
do economist. Nao
seria na luta pela so-
brevivencia do IDESP Marca
que este senhor iria
mostrar empenho. Sua Por qu a prefetur
carta denota apenas lmimiciou aconstrua
aioes para pessoal- gadio em frente ao T
ese para pessoa- Paz antes de receber a
mente se promover (a
pr6pria reposta a mi- -go Iphan (Institut
trim6nio Hist6rico e i
nha cartaja e uma des-
nha cartaj6 ua des- Nacional) e da Secre
sas acoes, pois ele ja
sas a po Cultura do Estado? P(
previra a sua publica- o p to Edmilson R
o prefeito Edmilson Rc
cao evidentemente) e
o evidenemente) e gastando pouco, poderi
nao procedimentos ar-
no procedimentos ar- uma obra singela, mas
ticulados, de mobiliza- de imaco publici, mas
Sde classes, para evi- de impact publicitari
o de clase, para evi- tem sido a maioria das
tar a extinqdo de um alizag6es. Ndo import
orgao tao carol a nossa aliza06es Nao ipr
rgo to cargo a nossa instituig6es compete
profissao. Levianos e concordem com as id
mentirosos sao aqueles ,
que se utilizam dos 6r- caide temendo que ul
daio corn bancos e flore
gaos representatives de descaracerano
classes para promoo be descaracterizando
classes para pro o Antes de receber uma r
pessoal, como trampo-aior
lim, para se aproxima- com maior probabilida
rem do poder, quem um nao adantou-se
sabe co o intuito de criar um fato consuma
sabe co o intuit de A cidade espera qu
dele fazerem parte, em A cidade espea
detrimento de toda uma aga nao se consume.
classes professional. *


Secretaria de Educacao de
terminou a inexigibilidade de
liciltaqo "para serviqo de im-
pressfo grafica da obra 'Estudos e
Problems Amaz6nicos'", segundo o
Diario Oficial do dia 6. A media foi
adotada pelo subsecretario Jos6 Mar-
ques, corn referendo da sua superio-
ra, Rosineli Guerreiro Salame, "com
fundamento no art. 25, caput da lei
n 8.666/93".
O dispositivo legal referido decla-
ra: "E inexigivel a licitacao quando
houver inviabilidade de competiqao,
em especial:". Seguem-se tras incisos
e dois paragrafos. Logo, a fundamen-
taqco nao foi efetuada corn rigor for-
mal. O ato deveria explicitar o com-
plemento do caput, ou, nao o fazen-
do, deixar mais claro que o enquadra-
mento abrangia todos os incisos e pa-
ragrafos.
S6 que tal generalizagao, a vista a
integra do artigo 25, nao s6 e impos-
sivel, porque nao se trata de comple-
mentaridade, como incorreta. Na ver-
dade, a fundamentacao para a inexi-
gibilidade de concorrencia piblica nao
tem amparo nem nesse artigo, nem
em toda a lei, a nao ser que a Seduc
demonstre s6 haver uma grafica em
Belem capaz de imprimir a tal publi-
caqio, o que Ihe garantiria a exclusi-
vidade do servi.o.
Aguarda-se tal escla-
recimento.
de Be-
e Be- eguindo sugestdo
Sdeste journal, o Tri-
tro da bunal de Contas do
rova-
ova- Estado, ainda na adminis-
o Pa- tracdo de Nelson Chaves,
tistico
isto adotou um novo modelo
ria de
.rie para os terms aditivos de
ue ali contratos da administra-
igues, do piblica. Os responsd-
ealizar
veis pelos atos foram obri-
gran- gados a prestar mais infor-
como mad5es, favorecendo o tra-
as re- balho de acompanhamento
que as e fiscalizagdo do cidaddo.
;s nao
s no Ouso sugerir ao novo pre-
S sidente do TCE, Sebastido
cala- Santana, que acrescente
is aca-
saca- mais uma exigOncia: que os
local. models contenham tambem
post, a data complete de assina-
de ser tura do contrato original.
Itando
Pensei nessa necessida-
S de ao ler, no Diario Oficial
ame- de 28 de maio, o quinto ter-
mo aditivo ao contrato as-
sinado pela Secretaria de


Obras do Estado para a reform da
Santa Casa de Miseric6rdia do Para.
O contrato foi assinado em 1998 (data
complete nao especificada) corn a Vin-
culo Engenharia. Em setembro desse
mesmo ano houve um acr6scimo de
160 mil reals.
O reajuste esta perfeitamente en-
quadrado na lei 6.383. Mas a admi-
nistragao piblica nao e regida apelas
pelo principio da legalidade. Ela ter
que obedecer tambem a probidade e
Smoralidade. Numa administration em
que o delfim faz suas obras cresce-
rem tao rapidamente, como aconte-
ceu cor o Parque da Residencia, a
Feliz Lusitania e a Estaqao das Do-
cas, a unica preocupagao parece estar
sendo a da legalidade e uma legali-
dade estritamente formal, para mero
resguardo de direito. Desde que o teto
fixado pela lei para acrescimos de va-
lor e prorrogaqao de prazos seja se-
guido, o mais e deixado de lado. Esse
estado de espirito gera a irresponsabi-
lidade, a falta de acuidade na aplica-
cao do dinheiro public, na presun-
qFo de que um advogado sempre ha-
vera de suprir as falhas, se elas segui-
rem a margem da lei.
No caso, nao sera imprevidencia
de quem orcou a reform da Santa
Casa (por certo just e necessaria)
acrescer um tergo ao valor original?
Um julgamento mais exato depend
de saber quando a obra comecou e
quando foi aditada. Justamente para
prevenir distorqbes e suprir boa infor-
magao, o TCE pode aduzir ao mode-
lo essa informacno: a data da assina-
tura do contrato original. Sera possi-
vel, assim, distinguir melhor os gatos
pardos dos pretos.

Diario Oficial de 27 de
maio publicou o quarto
aditamento ao "contrato
de prestagAo de services e publici-
dade" entire o Banco do Estado do
Para e a Griffo Comunicaaio e Jor-
nalismo. O aditivo e para prorro-
gar o prazo de vencimento do con-
trato, que passa a ser novembro
deste ano, e acrescentar-lhe mais
um milhio de reais. Mas, contrari-
ando a norma do TCE, nio foi es-
pecificada a data do contrato ori-
ginal, nem o seu valor. Tambem nio
foram explicados os motives do
"aditamento de recursos financei-
ros". A licitacho para a contrata-
gio da Griffo foi efetuada corn dis-
pensa de licitaaio (por qua?). ,


ad
o
ea
ap
o
Ar
;ta:
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de
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as
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en
do
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JOURNAL PESSOAL 2" QUINZENA DE JULHO / 1999 7


Junho foi o pior mis do ano para os
donos de bancas de jomais e revistas de
Bel6m e um dos piores de todos os tem-
pos. Os encalhes variaram entire 40% e
50%. E um valor impressionante. Afeta
sobretudo uma publicacao que depend
exclusivamente do seu leitor, como esta.
Ha cinco numeros o Jornal Pessoal ope-
ra no vermelho. Sem reserve de capital
(na verdade, sem capital algum), nao su-
portara esta situaqio por mais dois ou tres
numeros, simplesmente por nao poder
cobrir seus custos de produgao.
A alternative seria recorrer a publi-
cidade, comprovada a impossibilidade de
sobreviv6ncia de um peri6dico apenas
atrav6s da venda avulsa (em m6dia, 80%
da receita de umjomal origina-se da ven-
da de antncios). Mas lancei este journal
e o mantive at6 agora com o compro-
misso editorial de nao acolher publici-
dade, medindo sua razao de ser pela res-
posta dos seus leitores (relativizada, e
claro, pelas limitaq6es promocionais e
de divulgagao deste JP). Prefiro encer-
rar a experi6ncia a modifica-la neste as-
pecto. De outra forma, logo, na escala
devida, estaria tendo que assumir a rou-
pagem de uma empresa conventional,
dividindo (quando nada, o tempo) entire
escrever e arrecadar anuncios.
O preco de capa do journal 6, hoje, o
mesmo de maio de 1995, quando reto-
mou sua circulacgo. Mesmo para efeito
de simples atualizaqao monetaria, deveria
subir para tris reais. Considerando-se que
o poder de compra mrdio do brasileiro
evoluiu abaixo da inflacao do period, pro-
mover o reajuste acarretaria uma restri-
9ao de public ainda maior. Nao mexer
no preco de venda ao consumidor repre-
senta um supremo esforco para respeitar
o empobrecimento do leitor, algo ignora-
do pelo governor e a grande imprensa.
Os principals jornais do pais, pretex-
tando razoes t6cnicas de um process uni-
versal para proporcionar ura melhor lei-
tura de suas paginas, reduziram em 10%
seu consume de papel. A fnica e honrosa
exce~9o foi a Gazeta Mercantil, que ten-
ta recuperar o prejuizo com uma propa-
ganda agressiva em tomo das vantagens
de ter mais espago, desde o dia 6, compa-
rativamente a todo o restante da grande
imprensa national.
Depois de um recent reajuste de pre-
qos (que tornou O Liberal o mais caro


journal diario do pais e um dos mais cars
do mundo, mesmo com a desvalorizacao
cambial), a supressao de espaco, que es-
treitou o tamanho das paginas, 6 uma vio-
lagao dos direitos do leitor enquanto con-
sumidor. Mas 6 tambem um artificio en-
genhoso para segurar o preqo de capa,
pressionado por um custo real que nao
aparece nos indices do custo de vida.
Uma imprensa que apoiou sem crit6ri-
os (ou por crit6rios nao apresentados de
public, extraidos da caixa registradora) a
privatizacio a brasileira, que engendrou
como um de seus produtos coerentes o
"caladao" da semana passada, nem se pre-
parou para cumprir as promessas feitas a
opiniao public, nem a adotou cor as cau-
telas da melhor imprensa intemacional.
Algunsjornais nao fizeram a mudanca no
dia 6 por causa dessa imprevid6ncia (ain-
da tinham estoque de papel antigo) e ou-
tros a adotaram cor visivel improprieda-
de tecnica (a "mancha" impressa diminuiu,
mas as margens continuaram grandes).
Nenhum compensou o leitor, de fato e
objetivamente, pela reducao do espago,
senao atrav6s de ret6rica publicitaria.
De minha parte, tento manter estejomal
vivo e integro em sua originalidade. Mas
quem vai dar a resposta final (e jd a esta
dando) e o leitor. Dele, a 6nica coisa que
sempre pedi foi empenhar-se para difundir
o jomal, apregoando-o a pessoas ao seu
acesso ou comprando mais de um exemplar
para apresenta-lo a quem o desconhece, ja
que a rnidia deste publicaqio sempre foi qua-
se nula. Essa pregacqo parece ser insuficien-
te para anular ura serie de components de
um imobilismo que tern raizes ainda mais
funds do que as deficiencias e improprieda-
des evidentes desta publicaq~o altemativa.
Se assim ter que ser, assim sera. *



Agenda
Por enquanto, ndo havera assinaturas p
Agenda Amazbnica, publicaqdo que pre
na segunda quinzena do pr6ximo mes. E
empreendimento corn umna alta dose de i.
que ainda vai testar a receptividade. A
para as bancas de revista e sera apresen
diretamente nos colegios e universidade,
poderd serfeita para maiores quantidad
ligarpara 2417626 e 2237690.


Existencia



no limited


Mensagem
A Vanguarda espalhou pela cidade out-
door anunciando que sua propaganda re-
almente "atinge o alvo". Ilustrando a men-
sagem, um tanque dotado de 20 canhoes.
A peca da oportunidade a algumas uteis
reflexes.
Nao existe o tanque que aparece no
cartaz, cor 20 canhoes de diferentes ca-
libres. Nem pode ser criado para o mun-
do das utilidades: 6 pouco volume para
tanto impact que o deslocamento cor
os disparos provocaria. Trata-se, 6 6bvio,
de uso da fantasia para escorar a mensa-
gem publicitaria.
Jamais nos devemos despir da nossa
fantasia, nem na maturidade. Mas fanta-
sia tem seu moment e sua circunstancia.
No out-door ela foi usada abusivamente.
Nao tanto pela impossibilidade fisica do
tanque, mas pelo seu sentido simb6lico.
Parecera, a quem captar a mensagem li-
teralmente, que a propaganda s6 surte
efeito se for massive, intense. Entretanto,
um artilheiro que acerta o tiro a partir de
um tanque corn urn ou dois canhoes 6 mais
qualificado (e eficiente) do que outro que
usa um tanque com 20 canh6es.
Destacar esse aspect nao interessa.
E nao por motive metafisico: 6 que a pre-
feitura de Belem, cuja conta mais rombu-
da esta cor a Vanguarda, manteve a dire-
triz da administradao anterior (de H6lio
Gueiros, atraves da Griffo Propaganda),
recorrendo a propaganda massive para
"atingir o alvo". Logo, a ag6ncia nao esta
tratando de sexo dos anjos quando intro-
duz o tanque de 20 canh6es no seu out-
door. Busca a legitimidade remissiva, in-
sinuando subliminarmente ao contribuin-
te municipal que essa 6 mesmo a melhor
propaganda.
0 PT que combatia H6lio Gueiros re-
pete-lhe os erros, ura reediqao (na es-
cala das imitag6es) do traco de continui-
dade entire a propaganda Goebbels a ser-
vigo de Hitler e o que faziam os prole-
tkults para Stalin. A propaganda official e
tao necessaria e util quanto a privada.
Mas, quando serve ao
culto da personalidade
e a objetivos politicos
individualizados, toma-
ara a se um mero instrumen-
tendo lancar to de manipulaq o de
umn massa. Por isso, sem-
ncertezas, pre foi tratada com
Agenda ird atengdo (e verbas tio
tada prolificas quanto regu-
ada lares) pelos ditadores
s. Reserve de fato e os espiritos
'es. Basta autoritarios edulcora-
dos. Nao ha excegao.
Nem ao tucupi. *







Go home
A emissao da carteirinha de
meia-entrada, sua principal re-
ceita, garante a UNE (Uniao
Nacional dos Estudantes) fa-
turamento annual de 1,5 milhao
de reais. Nao 6 a toa que at6
nas entidades estudantis come-
caram a aparecer denincias de
corrupqao. Os ideas comeqa-
ram a sair mais cedo da vida
public brasileira.

Antidoto
Como cidadao, o m6dico Al-
mir Gabriel ter todo direito a
privacidade. Como govemador
do Estado, tudo da sua vida
que interfira na administradao
p6blica precisa ser informado
a sociedade (e a saciedade).
Assim, desde que as especula-
c9es sobre sua saude deixaram
o circuit da boataria e alcan-
caram a forma impressa dos
jomais (inclusive levianamen-
te numa coluna do ex-gover-
nador H6lio Gueiros, ao estilo
dele), 6 obrigagao do govemo
esclarecer o assunto.
O que 6 simples: basta o
govemador se submeter a uma
pericia medica competent, que
ele certamente recomendaria a
um paciente se ainda estivesse
exercendo sua profissao, e
apresentar o resultado a opi-
niao piblica. Os cidadaos fi-
carao sabendo que sua exce-
lCncia esta bem e que vai con-
tinuar desempenhando suas
fun9~es, al6m de proporcionar
alegria e bem-estar a sua fa-
milia e aos seus amigos.
A verdade costuma ser o
melhor antidote contra as aves
agourentas e especimes similares.

Cabega
Ojomal O Estado de S. Paulo
anunciou em manchete de pa-
gina intema, numa reportagem
sobre pesquisa arqueol6gica:
"O cranio mais antigo da Ame-
rica 6 de Minas". S6 faltou
acrescentar: e comanda o go-
vemo do Estado.

Silencio
Os assessores mais cinicos -
supostamente os mais espertos
- aconselham aos seus patr6es
a nao reagir. A tatica do sil&n-
cio, beneficiando-se da desme-
m6ria do povo, acaba por imo-


bilizar as campanhas de opiniao.
Fiel a essa diretriz, o govemo
do Estado nada diz sobre a in-
chagao do seu gabinete (ver JP
213). E, ignorando, vai contra-
tando mais assessores.
Ate quando?

Liso
O segundo contrato para a Es-
tagao das Docas, datado deju-
nho, 6 o 001 da Secretaria de
Obras. Isso quer dizer que, s6
no final da semestre, ela esta
abrindo a primeira concorr6n-
cia. Que nao 6 para obra nova,
evidentemente. O governor da-
se por satisfeito de continuar e
finalizar ojd iniciado. O saldo
de caixa evaporou. Como o
buqua era barato, nem o per-
fume ficou no ar.


Icdesp^ /
Acionado por Caimen Cal, Mn e
penitencio novamente: o pro-
jeto do pr6dio do Idesp 6 do
arquiteto Jorge Derenji e nao
de Paulo Chaves Fernandes.
"Fora a funcionalidade, o ca-
racol em granite preto (ou qua-
se) cor parece em chapisco
de concrete vermelho 6 o ma-
ximo. Marca registrada de pes-
soas de bom gosto", observa
Carmen. Ter razao. Embora
talvez haja concrete em demais
para espacos tao diminutos, a
meu gosto.
O pr6dio, de qualquer ma-
neira, ter uma marca. Sera
que ela subsistira cor a re-
forma que vai preparar o lo-
cal para os sete secretarios
especiais? A maior qualidade


Anacronismo
ecentemente a Cosipar ICompanhia Siderurgica do
Para). instalada em Maraba. conseguiu da Scctam
I Secrecana de Ciencia. Tecnologia e leio Amnbiente do
Estado) licenaas de operaq;o para que 14 I tbmos do upo
"rabo quente" possam produzir 2.774 metros ctbicos.
mensais de can ao \ egeal. usado pela empresa como redulor
de cfrro gusa. Como o prazo de \ alidade das licenras \ ai ate
fe\ ereiro do pro6imro ano. dresses tbmos s-airo,. nesse
penodo. quase 30 mil toneladas de can ,o \ egeral.
Lima outra IIcenga de operaqao a Cosipar recebeu
para desdobrar errar ra 30 metros cubicos diaros de
inadeira em roras. pro% a\ elmente para utilizar conmo
inatera-prima do car\ o .egetal. Pode nao haer urma
rela,3o entire a., duas ordens de grandeza. mas e\amina-
las num mesino document sugere uma desproportao
entire a quantidade de car% o e o insumo obiido sern o
desmatamento de areas notas E a conclusao de que
at\ idade produi\ a de baxlssimo \ aloragregado
continue se mantendo per seu elet adissimo custo
ambiental. Moral sujleia a um ou outro en\ernizamento
e\plicati\o, mas, na essencia, pouco edilicante.
A Charles Dickens, se ressuscitasse na Amaz6nia. o que
njo tltaria seria inspiraqio para rescre, er. aqui. os romances
pungentes corn os quais registrou o nascirento cruel do
capitalismno na Inglaterra. Sena um Dickens de hlrw lan/d.
Contemporineo da pnmeira epoca em que % eoo o mundo.
mesnmo passados dois seculos. E o ermpo real da Amazonia
em algumas das suas principals frentes economicas.



Journal Pessoal
Editor: Lucio Flavio Pinto
Sede: Passagem Bolonha, 60-B 053-040
Fones: 223-1929 (lone lax) e 241-7626 (tax)
Contato: Tv.Benjamin Constant 845/203/,6&,05j-04Qji-
Fone: 223-7690 e-mail: jornal@amazon.contbr ---
Ediqgo de Arte: Luiz Antonio de Faria Pinto/230-"04 -"
*, '*-" U


i do projeto de Derenji 6 com-
bihnar-souso official do lugar
comr um- torn de informalida-
de e e-ide scontracqo das li-
nhas arquitet6nicas. Favorecia
a atividade de um orgao cuja
principal materia-prima eram
as id6ias. Elas tamb6m serao
trabalhadas pelos novos man-
darins do governor?
Alias, a administration es-
tadual quis economizar dinhei-
ro a maneira do prefeito Ed-
milson Rodrigues. O contrato
para a obra era, originalmen-
te, de 100 mil reais. Um aditi-
voja elevou o valor ao maxi-
mo permitido para obras de
reform, que 6 de 50%. Mas
a finalizacao esta desafiando
esses parametros.
Teremos uma mini-Estagao
das Docas?

Contas
Se o balanco 6 o espelho con-
tabil de uma empresa, o ba-
lanco da Delta Publicidade,
empresa que edita ojornal O
Liberal, tem alguma distor-
qao. Uma corporaqgo tao po-
derosa, poder que nao se re-
flete integralmente nem mes-
mo no seu faturamento annual
declarado (de 30 milh6es de
reais), possui como capital
social inexpressivos R$ 685
mil. O demonstrative das
contas da Delta, publicado no
Diario Oficial do dia 1, nao
fazjus a imagem que ela pr6-
pria projeta para si. Parn
apreciadores de boas de-
monstra9oes, e uma decep-
9ao. De impressionar, mes-
mo, apenas a rubrica "d6bi-
tos de pessoas ligadas", en-
gastada ao passive: essa con-
ta evoluiu de R$ 9,9 milh6es
para R$ 13,6 milh6es, duas ve-
zes e meia mais do que o patri-
monio liquid da empresa.

Aviso
Nada tenho de pessoal con-
tra Paulo Chaves Fernandes.
Ele 6 uma pessoa inteligente e
agradavel, cor quem compen-
sa conversar. O que nAo com-
pensa 6 dar-lhe um cargo pi-
blico. Quando terminar esse
descompasso, talvez possamos
a usufruir das imprevisiveis cir-
cuns~andiasiuenos permitem
batir 'um bom papo. At6 la,
espero que nossas:divergenci-
as continue fidaigais.