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MINISTiRIO Os critbrios da escolha O president Sarney diz que escolheu Jcider Barbalho ministry da Reforma Agrdiria por causa da boa ad ministragdo que ele teria feito no Pardr. Mas os paraenses foram surpreendidos: o acervo de Jidder 4 negative. AIJ~ i pouco prov6vel qlue a maioria dos paraenses aceite partilhar a opi- niao do president Jos6 Sarney a respeito do no- vo ministry da Reforma Agr6ria. Disse o presi- dente qlue escolhou Ja- der Barbalho como o substitute de Marcos Freire no MIRAD devido b boo administrator de ex-governador do Pard. , O president neo teria provocado tanta contro- versia se tivesse dito exa- tamente a verdade: qlue e o crit~rio de seleSZao foi politico e acabou preen- chido por exclusso. Quando Marcos Freire foi obrigado a tro- car a influence Caixa Econemica Federal pelo conturbado MIRAD, em i 60TE junho, nom mesmo Jader h Barbalho, recem-saido do governo estadual, queria o cargo. Tres me I~I r ses depois, com a morte* ate hoje inexplicada satisfatoriamente de Freire, a conjuntura j6 reco- mendova maior resignagao a Jader, reduzido 6 con- diCSlo de empreserio,enquanto via avivar-se a luz prepria de seu successor, Helio Gueiros. Mesmo o MI- RAD ajudaria a recompor a identidade com o po- der e Jader aceitou o convite. No precdrio jogo da dispute politica, os fats posteriores dariam razao a sua decisao: no primei- ra visit a Bel~m como ministry, foi recebido com fes- Stas preparadas no melhor estilo brego-populista e at6 os ajudantes de ordens relaxaram sous deveres, dando mais atengdo ao ministry. Subitamense desarm- parado, o governador Hblio Gueiros teve que pe- gar carona de, seu pr6prio carro official, tomado pela familia do ministry ( ue ainda control grande pate do possoal dentro ao Pal~cio Lauro Sodr6). Mas se o MIRAD surgiu como o trem oportuno, ainda que prec~rio, para chegar a pr6xima para- do, a responsdvel pela indicapao neo pode justific6- la com a boo administragBo do ex-governador, ine- xistente. Na verdade, depois que se firmou, com a marginalizoaBo dos inc~modos alacidistas, parcei- Pesa Liicio Fl~ivio Pinto NP 3. 1.a quinzena de outubro de 1987 Cz9 ___1 $ 20,00 ros apenas de caroponha eleitoral (o botim seampr~e 6 menor do que a voracidade na partilha), aam- nistraSao Barbalho transcorrou entire sucessees de esc~ndalos, iniciados com a desapropriaCeo do Aurd. Esse e os "neg6cios especiais" seguintes, varios deles montados sem ao menos um verniz de sofisti- capao,- indicavam os arranjos que uma administra- g~o precisa engendrar para substituir a estrutura de poder (e favorecimento) anterior. A bela gleba de Conceigao do Aurd seria apenas o instrument de uma transagao muito maior ainda. So com a com- pra dos terras j6 seria possivel compor dividas de particulares junto ao Banco do Estado, com a cons- trusaio de 35 mil casas populares no terreno desa- propriodo o principal financiodor do campanha eleitoral de Jader, Jos6 Maria da Costa Mendonga, se transformaria no maior empreiteiro de bras do Pard. Seria uma boa recompensa para quem utili- zou boo parte de suo divida, de dois milhges de d6- lares, para eleger o amigo governador. Os aliados do novo governor, que interrompeu uma sucessoo de administraqaes de alguma manei- ra ancoradas no poder do ex-governador, ex- ministro e senador Jarbas Passarinho, ou dele deri- vadas (ainda que por vias transversais), receberiam recompensas atrav~s do BanpardI. Esse tratamento deixaria o banco em situasio original: o governor do Estado nada Ihe devia, sendo, ao contrdrio, sou credor, um quadro diametralmente oposto ao de ou- tros bancos estaduais onerados por seu acionista ma- joritdrio; no entanto, o Banpard endividou-se como nenbum outro para repossar o dinheiro almealhado dessa maneira a uma drizia de clients especiais, to- dos ligados ao governador. Proporcionalmente ao capital, 6 a maior dlyida entire bancos estatais do pals, somando quase 10 bilhaies de cruzados no fim do primeiro semestre deste ano, 30% a mais do que o orgamento do Estado para 1987. Grande porte desse dinheiro nao voltardr ao banco, desviado por operag8es mirabolantes como a Aur6 ou o empr~s- timo d Maiame, uma madeireira de Breves qlue ser- viu de biombo para encobrir os adiantomentos irregulares aos clientes especiais. A principal realizag~o do governor Jader Bar- balho, a conclusio e asfaltamento da PA-150, mais de mil quil6metros ligando a capital ao sul do Esta- do, tamb~m seguiu essa 16gica de compadrio e fa- vorecimento. As empreiteiras realizaram a obra adiantando o dinheiro, mas so habilitando para re- ceber os recursos de empr~stimos externs qlue elas pr~prias negociavam, em nome do Estado, uma di- vida qlue aioda levard tempo at6 ser saldada. A maior das credoras, a Construtora Andrade Gutier- rez, respons6vel pelo pagamento de um jatinho exe- cutivo qlue, a partir de certo memento, constituiu o mis usado meio de transport do governador, al6m de receber a mais generosa fatia dos empr~stimos, reivindica milion6ria indenizageo por sou fracassa- do projeto de colonizageo no Xingu. A questao vai ser decidida pelo pr6prio Jader, agora no MIRAD. Jader neo deixou apenas compromisssos previa- mente amarrados e contas a pagar para o sou su- cesso, Gueiros herdou uma autentica bomba de efeito retardado: a mdquina, emperroda e inchada -- da administrator pirblica. Durante a administra- 96o Barbalho entraram para o governor, sem con- curso e por criteria politico, quase 20 mil novos servidores, uma faganha de empreguismo sem pa- ralelo em toda a hist6ria do Estaldo. Seria como se o Estado formasse uma grande empresa (para os padraies da economic local) a cada mas, porem em- presas improdutivas, qlue se alimentam exclusivamen- to dos cofres publicos, absorven'do mais de 90% das disponibilidades financeiras do Estado. Seis mil fun- ciondrios a titulo prec6rio foram efetivados sem concurso. Mas neo restaria ao ex-governador o console de ter imprimido um trago marcantemente social 6 sua administrator. Se ninguem antes dele fez tan- tas desapropriagees de terras urbanas, como meio capaz de dar moradia a milhares de pessoas mar- ginalizadas, as mais relevantes entire essas transa- 95es ficaram co~bertas por suspeitas de irregularidade ou ilicitude, como os casos Transpi- na e Nortubo. Um exemplo do indpcia dessa oppao 6 a Fundageo do Bem-Estar Social do Pare, entida- de com mais de cinco mil dependents qlue ficou mais conhecida por suas bizarrias de empreguismo do que por sous dividends sociais. Se os movimentos sociais podem reclamar do in- cremento do violgncia no campo, do parcialismo po- licial, da ineficigncia do ag8o arbitrol da administrageo pdblica ou de sou enfraguecimento moral, faltam motives para queixas pessoais ao ex- governador, hoje um home rico. Mas seria injusto acus6-lo de former essa fortune como governador. Ainda na condisao de deputado federal ele ja era favorecido por tratamentos especiais que os maio- res clients de sou Ministerio, os agricultores, reivin- dicam eternamente inatendidos para poder produzir mais. Em agosto de 1980 conseguiu qlue a Sudhevea (Superintendgncia do Desenvolvimento da Hevea) Ihe financiasse, atraves do Banco do Brasil, 41,2 milhees de cruzeiros para o plantio de borracha em uma de suas duas fazendas no Pare. Para receber o dinheiro, que satu com juros de 10%/ ao ano, para veneer 14 anos depois, o entao deputado deu como garantia duas cases situadas no conjunto Bela Vista, em Be- 16m, avalinldas em 4,7 milhees de cruzeiros, 20% do valor dos financiamentos. Dois meses depois, Jader conseguia outro finan- ciamento para custeio, de tres milhaes de cruzeiros (da 6poca). Iria extrair quatro mil metros cobicos de madeira de lei de sua fazenda Poliana. As condi- goes: juros de 2% ao ano e correg~o moneteria annual de 28%. Deu em penhor a prepria madeira, avaliada em 10,3 milh~es e, em hipoteca, uma das casas do conjunto Bela Vista, qlue j6 estava penho- rada nas duas operaqaes anteriores. Nestas condigaes, se neo realizou a administra- 56o pdblica qlue dele esperavam milhares de eleito- res, elegendo-o governador pela oposigaio pela primeira vez desde 1964, neo h6 ddvida alguma de qlue Jader Barbalho fez uma exuberante admi- nistrageo particular nos riltimos quatro anos. Talvez este seja de fato a criteria usado para inclui-lo num ministerio composto por figures qlue so tornaram no- tavels na vida national por essa mesma caracteris- tica. Fica assim a governor Sarney ainda mais coerente e bem servido. MINISTERIO A ida de J6der Barbalho para o minist~rio al- terou o equilibrio de poder no Pardr. O ex- governador foi o mais favorecido com seu retorno b administrage~o pdblica, num cargo equiparirvel ao de governador. Mas ele ainda enfrentar6 al- guns problemas. Um deles 6 a presenga do ex- presidente do BASA, Delile Macedo, na secretaria- geral do MIRAD. Delile nunca foi segundo, nem parece ter vocaqBo para sombra. J6der, alids, de- testa sombras, principalmente se elas neio tgm seu priiprio perfil. A convivencia entire os dois teria qlue equilibrar- se entire a desconfianqa de um e a fiscalizagelo de outro, principalmente porque nunca trabalharam juntos e adotam metodos conflitantes. A previsao 6 de que, mantendo-se a situageo, Delile nao agiiente a secretaria-geral mais do qlue alguns me- ses e decide aposentar-se, passando para a ini- ciativa privada. O segundo desofio 4 o do sobrevivencia em meio b crise do governor e de sua sustentagaio po- iftica. A ret6rica esquerdista ou centrista de Adder ser6 deslocada com a novo eixo de equilibrio qlue Sarney est6 buscando, 6 direita. Para quem subiu ouvindo o estouro dos fogos de festim da UDR, qlue em relagZlo a outros ministros do reform agr6ria usava outro tipo de fogo, a conjuntura serdI, no mi- nimo, embaragoldora. J6der poder6 perder o "'gla- mor" o trunfoV que aindaU Ihe resta dianteC de fixasU do eleitorado. A nivel national, ele estard muito mais exposto ao fogo cruzado do que a nivel lo- cal, no qual podia empurrar os problems com a bariga(oprocesso do Aurd, por exemplo, estd parao hd21 meses na justiga paraense). A ida para o minist~rio, de qualguer manei- ra, tem um efeito pr6tico imediato: elimina de vez a remota possibilidade de J6der condidatar-se 6 Prefeitura de Belem, em novembro do pr6ximo ano. Ele poderia aliviar a agonica situageo do PMDB no municipio da capital: contando com uma s61i- da estrutura de poder, o partido neio dispee de no- mes de forte opelo popular, capazes de servir de controlponto eficaz B guerritha verbal qlue Carlos Levy, do PL, pretend desencadear. O senador Almir Gabriel, a outra alternative, prefer desta vez arriscar-se a ficar de fora para tentar o governor em 1990, sua maior aspiragao depois do Ministbrio da Sadde. O PMDB caminha- ria entio para uma candidatura ne6fita e temer6- ria, a do poeta Joaio de Jesus Paes Loureiro, secretd~rio de Cultura do Estado. Mesmo provocan- do o ceticismo do partido, Jesus seria uma bandeira mais limpida atr6s da qual a mdquina de votos po- deria movimentar-se com desenvoltura. O mesmo neo ocorreria com outras candidatures mais for- tes partidariamente, como as de Carlos Vinagre e as~i~~m~sa~t~iao~ Vicente Queiroz, por~m suscetiveis oos ataques de Levy. Como ministry, 16der vai interferir poderosa- mente nessa definiso. Mos ela depender6 ainda de dois ourtros pgn'dulos: a do governador H41io Gueiros, qune ate agora neo fez uma s6 visit a su- blirbios, eoa do prefeito Fernando Coutinho Jor- ge, que estardr ao desabrigo em janeiro de 1989, mas em novembro de 1988 poder6 ser o principal cabo eleitoral do minicipio. Alteragaes no jogo de poder O economist Delile Guerra de Macedo foi sur- preendido, na noite do dia 21 de setembiro, por um telefonema do ex-governador J6der Barbalho. Era um convite para ser o secret6rio-geral do Minist6- rio da Reforma Agr6ria, que J6der assumiria no dia seguinte. Delile chegara horos antes a Brast- lia para participar, no dia 22, do reuniao do Con- selho Monet6rio Nacional, na condigao de pre- sidente do Banco da Amazania (que ouve, mas neo tem direito a voto nas deliberates). Delile pediu tempo a Adder e tentou ob~ter apoio para sua permangncia no BASA. Conseguiu convencer o ministry do Interior, o pefelista Joao Alves, seu superior hierdrquico. Mas a crise politi- ca desencadeada pelo rompimento da Alianga De- mocr~tica impediu-o de chegar at6 o president da Repliblica, como era sou desejo. Sarney estava mui- to ocupado com os arranjos politicos entire o PFL c o PMDB. O pr6prio Jodo Alves considerava a questeo do BASA como um problema tangencial: ele B politico do Nordeste e neio da Amazenia. No dia seguinte, o j6 ministry 36der Barbalho retornou a Delile neo mais com um convite: agora tratava-se de uma convocago, "uma missao" co- mo depois o economist piouiense referiu-se B in- timagaio, atribuida a Sarney, para trocar a presidgncia do maior banco da Amaz~nia pela secretaria-geral do Mirad. "Deixo o BASA, nio por minha vontade, para ocupar um cargo qlue neo sei se B mais important, mas 6 mais dificil", disse depois Delile no discurso de despedida, diante dos funcion6rios do banco. Carta marcada Delile e 36der se conheciam apnsdco- tatos rdpidos, nunca haviam trabalhado, juntos de n t~m biografias completamente distintas. Para com- plicar, ambos t~m estilos pessoais conflitantes, ba- seados no vontade impositiva de cada um. Se- gundo fontes credenciadas, o novo ministry ndo es- colheu seu secret6rio-geral: junto com sua pr6pria indicago, o Pal6cio do Planalto entregou-Ihe dois nomes para o segundo posto mais important no ministerio. Um deles era 9 ex-deputado federal Odacir Klein, qlue preferiu continuar no Banrisul, a verso sulista do BASA. O outro era Delile, a quem neo foi dada a prerrogativa de imitar a de- cisao de seu colega. Quem sugeriu os dois nomes ao president Sarney, que por sua vez o repassou a 36der, sa- bia que Klein jamais oceitaria a troca, completa- mente desfavor6vel. Sabia tombem que Delile, bs vesperas do aposentadoria, depois de 32 anos de servir0s na administrageio priblica, neo poderia re- cusar uma convocag8o. O author da sugestoio foi o chefe do Gabinete Civil da Presidencia da Repli- blica e ex-ministro do Interior, Ronaldo Costa Couto. Mas quem inspdirou-Ibe a lembranqa foi sou princi- pal assessor, Mauricio Vasconcelos, genro do ex- diretor e president interino do BASA, Augusto Bar- reira Pereira. Mauricio j6 havia sido o respons6vel pela no- meagelo de Barreira para a estrategica diretoria de cr~dito geral do BASA. Tambem avalizara a as- censao do sogro b presidencia nas ausancias sis- tembticas e prolongadas de Carlos Thadeu Gomes. E vinha tentando garantir-Ihe a ofetivageo, ap6s a rendincia de Thadeu, quando Delile teve que sawr da Suframa (Superintendgncia da Zona Franca de Manaus) por incompatibilidade com o governador Amazonino Mendes, e foi devolvido ao BASA. Des- de o primeiro memento, a novo president deixou bem claro que entire suas principals tarefas estava a de descob~rir as irregularidades que vinham sen- do praticadas no BASA, saned-lo, reveler os no- mes de todos os culpados e puni-los exemplar- mente. Delile j6 encontrou em andamento uma audi- tagem internal e algumas iniciativas dentro da di- retoria ainda isoladas e sem a firmeza necess6ria. Enquanto transformava a sindicancia em inqu~ri- to administrative, decidia modificar a formaCeo da diretoria de uma maneira tilo energica que provo- CORRU PCAO Um go pe a mnvestigagao Delile Macedo foi obrigado a deixar a presid~ncia do BASA quando encerrava a apuragdo de um dos maiores rombos de sua hist~ria. Agora, a grande preocupagdo g quanto d! impurtidade dos responsdvels. cou o pedido de demissaio do principal implicado nas irregularidades, o ex-diretor Augusto Pereira. Ad em setembro Delile encaminhou um relalt6- rio confidencial ao ministry Joaio Alves, para ser repassado ao president Sarney, sumarizondo os re- sultados da apuraCao at6 ali feita e anunciando as medidas que seriam adotodas em seguida. Elas resultariam em process por enriquecimento ilici- to, sonegagao fiscal, trdfico de influsncia, malver- sagao de recursos pliblicos e outros itens penais. Delile antecipava que pediria a intervengo da Re- ceita Federal e da Policia Federal. Tambem pod~e- ria recorrer 6 prisio administrative dos implicados. Riscos futures Sua sirbita e surpreendente remossio para a secretaria-geral do MIRAD ocorreu quase ao mes- mo tempo em que o inqubrito sobre o "rombo" na aggncia do Rio de Janeiro, i6 concluido, chegava 6 procuradoria juridica do BASA. Delile havia pro- metido divulgar pela i~mprensa as conclusses des- se inqu6rito, 'doesse a quem doesse". Em seguida seria a ocasiao de revelar os golpes na aggncia de Belem, ainda mais graves, e de Itaituba. O no- vo president interino, emboro tenha mantido a de- cisiio de fechar a aggncia de Madwreira, comple- CORRU PCAO0 Rombo cheg~ Us$ 30 milhi O Banco da Amazenia poder6 ter prejuizo equivalent a 30 milhaes de d61ares, tras vezes o seu capital e capaz de consumer um quarto de seu patrimenio liquido, em consequgnia de operaCaes mal realizadas ou completamente irregulares das quais seu ex-diretor e ex-presidente Augusto Pereira Barreira foi o principal responsirvel. As transages, efetuadas por v6rios funcion6rios e qlue permitiram a cobranca de comissees de 8 a 12% sobre o va- lor global, abrangeram principalmente tr~s aggn- cias: a central de Belem, a de Modureira, no Rio de Janeiro, e a de Itaituba, no interior do Estado. Mais recentemente, comegaram a aparecer novas operagaes no aggncia metropolitan da Pedreiro, tambem em Belem, de menor expresso. Iniciadas em novembro do ano passado, foram incrementa- das entire abril e junho deste ano. No Rio de Janeiro o inquerito j6 foi conclui- do, resultando no demissao do gerente e do sub- gerente, alem do fechamento da pr6pria aggncia, no bairro carioca de Madureira. O "rombo" foi de 572 milhaes de cruzados, dos quais 508 mi- lhaes j6 foram langados na conta de cr~dito em li- quidageo. Dificilmente o banco conseguird recuperar esse dinheiro. Das 43 operag6es, ape- nas uma, das Lojas Masson, com garantias reais, oferece perspective de retorno. At6 empresas fantasmas receberam empresti- tamente inviabilizada por sua desmoralizageio, di- vulgou apenas uma pdrlida sintese do inqubrito, ar- rolando somente os funciondrios, j6 demitidos. Na pr6pria diretoria e em vt~rios escalaes do BASA a preocupaao 4 com os desdobramentos dos inquiritos administrativos, qlue s6 tem efic6cia internal. "i injusto punir os bagres e deixar esca- parem os tubnrares", obsrva, uma graduada fon- 'to do banco. Ela ressolta que s6 com a colaboracao de outros 6rg~os do governor "serd aossivel d'es- fazer e responsabilizar toda a qluadril a", formada com base em favorecimentos escusos e ilicitos no concessao de emprestimos. Mas h6 queixas contra o procedimento do Mi- nisterio da Justiga, qlue ainda neo acionou a Poli- cia Federal, mesmo solicitado, e do Banco Central, que neo deu prioridade 6 investigate, conduzindo-a sem moaor empenho. Sem a policia, nao podem ser obtidos depoimentos de nelo fun- ciondrios, nem feitas acareagaes. E s6 o Banco Cen- tral pode rastrear o dinheiro pago nos comiss~es de agenciamento ot4 sous destinatirrios. Sem es- ses elements, os tubarsies escaporao a rede que foi lanSgada para apanh6-los. Nelas, ficariio ape- nas os bagres, como sempre. a a 6esB mos, alguns dos quais foram concedidos com ta- xas abaixo das do mercdado a firmas sem cadastro, sem lastro ou proibidas de operor no rede banc6- ria por inadimplencias anteriores. O intermedid- rio de todas as operaqaes foi o corretor Guilherme Feldhaus, que fazia constantes e demoradas visi- tas a Augusto Pereira em Belem, conforme os re- gistros do portaria do sede do bonco. Ouvido em depolmento, Feldhaus admitiu ter cobrado comis- soo para agenciar emprestimos, mas disse qlue sua atividade era regular. No inqubrito ficou constatado que ele trans- feriu, atrav~s de ordens banc6rias, 35 milhaes de cruzados do Rio de Janeiro para Belem. Deposs de passar por duas aggncias e ser aplicado du- rante alguns dias, o dinheiro era transferido para a conta de Augusto Barreira Pereira JOnior, filho do director do Basa, no City Bank. Nesse mesmo period, a conto do par no Lloyds Bank pas- sou de um saido medio em torno de 10 mil cruza- dos para mais de um milhao de cruzados. Agostinho foi o agenciador dos empr~stimos obtidos em Belem e Itaituba. Em Belem, essas ope- ragoes somavam 541 milhaes de cruzados em agosto e em Itaituba, 383 milhaes. Como allgumas operaq~es foram realizadas com empresas de por- to ou com garantias reois, a expectativa do atual diretoria do Basa 6 de recuperor 40% do dinhei- ..arado, o qlue poderia salvar o banco do resultado negative traum6tico para o balanqo fi- nal de 1987. EFEITOS PROFUNDOS SNo relat6rio confidencial enviado ao presiden- te Sarney, Delile Macedo obsenrou que, al~m de em geral terem sido homologadas por Barreira Pe- reira, as operaq6es tinham uma outra caracteristi- ca comum: eram operagaes sucessivas de 6, 8, 10 e 12 milh~es de cruzados, nunca ultrapassando es- se limited. E que cada director pode autorizarr em- prestimos de at6 seis milhees de cruzados sem submet6-los ao Comits de Cr~dito ou ao Comits de Taxas, qlue sao 6rgios colegiados. O teto do pre- sidente 6 de 12 milhaes. Os atos, portanto, foram de responsabilidade solitirria de Barreira Pereira quando ele ocupou a diretoria de cr4dito geral ou a presidgncia. Mas essas operaq6es s6 puderam consumar-se porque contaram com a participate de gerentes, sub- gerentes e assessores, "uma qluadrilha", segundo graduada fonte do banco. A grande preocupatiio no Basa, agora, 4 re- cuperar a maior parcela postivel desse dinheiro. Como foram operaq6es de curto prazo, o banco ficou com sua capacidade de giro profundalmente abalada, efeito ainda mais sentido porque o go- verno federal ainda neo transferiu 500 milh6es de cruzados do total de um bilhao com o qual capi- talizaria o Basa. O banco ser6I afetado ainda pelo reajuste de 44,5% de sua folha de pessoal, qlue chegard a 580 milhaes de cruzados mensais para pouco mais de quatro mil funciondrrios (valor openas um pouco in- ferior ao da folha do Estado, que compreende mais de 60 mil servidores na administraCeo direta). Mas certamente nio foi por causa desse aumento, re- conhecido em acordo amigdvel, que Delile foi de- mitido, apesar dos rumors nesse sentido. O ministry da Fazenda, Bresser Pereira, s6 manifes- tou sua irritagelo com a decisao do president do Basa no reuniao do Conselho Monetario Nacio- nal do dia 22. O convite de Adder Barbalho foi no v~spera. Eoa president do Banco do Nordeste as- sinou o mesmo acordo, sem ser sequer amearado. Voltando a apresentor prjioem balanso, em consequegncia do iaiao de seus recursos de curt prazo, o Banco da Amazenia estard mais exposto ao otaque de setores do pr6prio governor que querem cerced-lo ou mesmo lev6-lo 6 extincao. Esse risco tem aumentado o grou do indignagelo de sou corpo funcional com a possibilidade de neo serem punidos os maiores respons6veis por essa situaeo, como parece indicar o "confisco"' de De- lile Miacedo. Foi justamente um antigo auditor que, sob o pseudenimo de Crist6vaio Colombo de Sou- za, iniciou a reveloqa~o de toda a f~raude: ele man- dou duas cortas, entire maio e julho, ao Banco Central e ao Basa, relatando todas as irregulari- dades que estavam sendo praticadas. Mas Crist~vao Colombo desconhecia tudo qunoconversou com um jornalista, em maio, num dsmai concorridos bares de Bel~im. Alarmodo com as revelacaes usou sua competancia de ex- auditor para s'eguir as pistas e revelar a hist6ria, que depois seria integralmente confirmada. Ela jd estar reconstiturda nos inqu~ritos. Mas coloc6-la em pr6tica 4i outra questoo. Uma das maiores companhas publicit6rias j6 realizados em Be- Idm anunciou, no final de julho, o fimn do monop61io do distribuigao de g6s liquefeito para use domes- tico, commercial e industrial, exerci- do pela Parag6s h6 muitos anos. A Tropig6s, a mais nova empresa do grupo Belauto, entraria no mercado, depois do investor 10 mi- thses de d61ares e mobilizar 300 empregados. Mas sou langamen- to nao passou mesmo da compa- nha publicit6ria: at6 agora a empresa nao pade operar. Segundo a verso da Tropi- g6s, o que estd havendo 6 um boi- cote do grupo Edson Queiroz, que domina todo o setor no Norte e Nordeste. Quando langou a Tro- pig6s, inicialmente formada por pessoas ligados ao entao gover. nodor J16der Barbalho e ao presi- dente do Conselho Nacional do Petrdleo, general Oziel Almeida, Jair Bernardino imaginava rece- ber 10% do mercado. Em 1988 te- ria direito a 25%/, fatia suficiente para dar rentabilidade ao seu in- vestimento. Mas o CNP, j6 sob no- va administrageo, deu-Ihe 3%/, que -s6 d6 para garantir prejuizo. Convencido de que seria difi- cil superar o bloqueio do monop6- lio, Bernardino hoje um dos empresdrios mais ricos, influentes e tamb~m problem6ticos do Pard - buscou um entendimento com o grupo Edson Queiroz, do Cear6. Depois de algumas tentativas frus. tradas, consegumu marcar um jan- tar na magnifica mansoo do familiar Queiroz, na Praia do Fu. turo, em Fortaleza. Foi bem rece- bido, mas nom so dispas a tratar do acordo que pretendia fazer. Sem que soubesse, para o jantor tombem foram convidados o go- vernador do CeardI, Tasso Jereis- sati, e o comandante military da region. Depois desse evidence recado, Bernardino decidiu aceitor a guer- ra declarada. Contando com v6- rios politicos, neo conseguiu, porem, que o governador HBlio Gueiros Ihe desse o apoio que o grupo do ex-governador Adder Barbalho tem cobrado. HBlio neo compareceu 6 inaugurageo da Tropig6s, embora tivesse manda- do a esposa, Terezinha Gueiros. Tambem neo se manifestou sobre os apelos dos deputados esta- duais. Bernardino, que enfrenta dificuldades para ampliar ou mes- mo manter sou imperio, conta ago- ra com a ida de Adder para o Ministerio Sarney e a simpatia do senador Jarbas Passarinho. O g~is entupido fisticados5 comegam a ser "animadas" com a distribuivao da droga. No oportamento de uma Personagem da sociedade, num Predio localizado as proximida- des de um dos mais badalados Pontos de encontro da noite pa- raense at6 algum tempo atrds, houve em agosto uma festa rega- do a cocaine, qlue foi servida aos presents ao lado de comida e bebida da melhor qualidade. Um medico, neo habituado B droga, cometeu uma "gafe" im- perdo6vel pelos que a usam com mais desenvoltura. Levado para um dos aposen- tos do apartamento, a ele foi ofe- recido o p6 branco, que um empregado carregava no ban- deja. Imaginando tratar-se de al- guma brincadeira, a medico soprou o p6, espalhando sobre o tapete al guns milhares de d6- lares. Mas, alem do riso e do ve- xame, neo causou maior impact aos presents: o estoque de co- caina foi logo reposto. Uma c01801008013 O Did~rio Oficial1 do dio 2d de setembro publicou o extrato do contrarto de empreitardo entire a Secretario de Educopeo e a Construtora Marques Forriors, no valor de 2,7 milhaes de cruzor- dos, para a recuperageo de duas escolas estadvoris em Belim. A publicoaio ero openas uma for- malidade: o contrato foro assinor- do no dia 20 de fulho e deveriar ser executodo ate 25 diols depois, como outros 12 publicardos no mesmo edigeo, no valor de 25 milhaes de cruzados. A obro do Construtoral Marrques Farrios pa- ra a Seduc deveriar estor conclui- do no dia 14 de agosto, um diar opds a queda do-edificio Rari- mundo Farrios, tambdm de suo responsarbilidode. Joarquim Fonsecar chegou 6 sorlo do delegaldo Otodilio Motar, no inicio do noite do dio 28 de se- tembro, pare depor no inqudrito que apor ao assassinate do ex- deputodo Parulo Fonteles {ver Jor- nal Pessoal 1 e 2). Com arrgdcia, os advogados Osvalldo Serrao e Odilson Novo harviarm escolhido a memento idearl par o client flark sem ser perturbado. Em condiFges normoris, suar presenga no Delegarcia de Crimes Contra a Pessoar, no centro do cidade, movimentaria toda a imprenso: aFinal, Fonseca 4 acusadoplo fam'lior Fonteles de ser a man- dante do crime. Com base em transcric~es de pronunciamentos de Fonteles q~uando deputaods a delegado Motor, que preside o inquirito (jd em seu quarto m~s, concluso mos sem prisdes), convocou o donor do grupo Jonarsa. Os advogados arlogaram que o empresdirio es- tava viojando a so apresentalrio quando chegasse. Assim, criorom as condipdes para Fonseca che- gar repentinarmente, declarar-se em condicaes de Forlor, negor as ocusagaes e ortribut-las a "mole- cogem" do farmilio a do Porrtido Comunista do Brasil, que estd processando judicialmente. De- pois retirou-se em companion dos advogados, aos quuais estolriam reservados o~precidvels honord- rios de tr~s milhaes de cruzados, umo quantiar provarvelmente ex- cessivar diante do tarefo pouco complicarda de demonstrar uma inocancior toEo simples como a que Fonseca declarou em seu de- poimento. Cocaw em Be Belem jd; 6 um dos pontos principals no rota da cocaina no - Brasil, segundo uma fonte policial qire atua no combat ao tr6fico. Alem de servir de entroposto no fluxo da droga, qlue j6 6 produ- zida na Amaz~nia, Belem vai se tornando uma razo6vel fonte de consume. Como j6 ocorre em mais larga escala no Rio de Ja- neiro ou em Sao Paul'o, festas so- Um plor V~xpo A EBAL (Estaleiros da Bacia Amaz~nica) 4 uma das privile- giadas empresas amparadas pe- lo sistema de incentives fiscais qlue neo tem motives para reclamar da Sudam (Superintendgncia do Desenvolvimento da Amazenia), que administra esses recursos. Depois de passar 16 meses sem qualguer liberagao entire de- zembro de 1985, quando teve seu projeto aprovado pelo Con- selho Deliberativo, e abril deste ano, data da primeira libera~o -, a empresa recebeu, no inter- valo de dois meses, todos os 19 milhaees de cruzados a qlue tinha direito -.e pelo angmico artigo 17, que represent apenas 2% das verbas do Finam e tem de ser retalhado entire 400 projetos in- centivados (ver Jornrl Pessorl nd- mero 2). Apenas uma semana depois de aprovar a ampliaCgeo do pro- jeto original da EBAL, a Sudam autorizou a liberageJo de mais de 20 milhaes de cruzados para a empresa, qlue no dia 21 de se- tembro incorporou-os ao seu co- pital, assim integralizado em 39 milhaes de cruzados. Na sema- na seguinto a diretoria da E BAL decidiu aumentar o limited do co- pital autorizado de 83,6 milhaes para 700 milhaes de cruzados, dos quais 365 milhaes sao refe- rentes i~ampliaCeo oprovada pe- la Sudam. Com essa providgncia, o capital autorizado ficou 10 ve- zes maior do que a capital subs- crito, por sua vez quase o dobro do capital efetivamente integra- lizado. Significa qlue a EBAL es- pera muitas e rdpidas liberaqaes da Sud am, que pode ter mud a- do o tratamento 6 empresa por- qlue em abril o fil ho do governador Hblio Gueiros, An- drd, assumiu a diretoria ticnica. Indca r Ndo havial um sd jornarlista ou quarlguer pessoar estranha quando o empresdirio Francisco Por Dentro Editor responsivel: Lddio Flivio Pinto Enderego (provisdrio): mua Aristides Lobo, 871, Belinz, iadr, 66.000. Fone: 224-3728 Oppio JornalisticaL O Pard ingressou na era, nuclear pelas portas dos funds. A decisdo, adotada pelo governor nd semana passada, de levar para a Serra do Ca. chimbo o material radioativo qlue contaminou um ndmero ainda indeterminado de pessoas, mostra que ali j6 existe .multo mais do qlue uma simplest drea militabo-o Sm compo de provas para arma. mentos ~erdcrivnaionl. Pelo menos desde 1979 4 Cachimbo 6 uni des pontos no amplo roteiro do program nuclear aut~nomo, atraves do qual o go- verno pretend dominar o ciclo complete com enriquecimento e processamento do uranio e es- tar em condisaes de fabricar a bomba. O governor pensou iniciaimente em minimizor o incrivel ocidente de Goiania, provocado pela ne- gincano uso de um prosaico equipamento ra- diotrdpco.Mas o interesse de cientistas de outros palses deu ao epis6dio a dimensoo de maior oci- dente nuclear, abaixo openas de Chernobyl. Nos primeiros dias, tecnicos da CNEN (Comissao Na- cional de Energia Nuclear) mediam a radioativi- dade em mangos de camisa. S6 depois foram adotodos os cuidados impostos pela gravidade do acidente. Despreparade para atuar nessas circuns- tancias, o governor procurou uma soluCeo rirpida. Encontrou urna s6: a 6rea da Serra do Cachimbo. A decision indignou e estarreceu os paraenses, a comegar pelo governador Hblio Gueiros, que reagiu com um telegrama ao president Sarney em terms inusitadamente duros para as cordials re- lacges entire os dois. Enquanto assistia o pronun- ciamento do president da CNEN, Rex Nazareth Alves, por uma cadeia de rddio e television, o go- vernador deixou escapar alguns palavraes. Furio- so, preferiu aguardar o dio s Siinte para redigir, com mais calma, o telegram smoC~sm assimpau um texto qlue poderia loverg as mpimedo en- tre o governador e o;p~residente. Sarney j6 havia recebido uma advertancia de Gueiros na vispera, mesmo assim sem consultd- 19, ao contr6rio doque.coticiou a TV Globo au- torizou a CNEN a trbiloferir a. material de radioa- tivo para o Cachimbo a miiait 6pido Fr sivel. Up assessor do governador especulava, com ironia, sobre a motivageo dessa press: "Goiania fica per- to de Brasilia. Os maraj~s do Planalto estfio com medo de ficar contaminados". A hist6ria brasileira recomenda neo encarar com tanto ceticismo essa esdrdxula possibilidade. Mas a opp8o pelo Cachimbo, segundo algumas fontes que tem acompanhado de perto as artivido- des no local, se xliapelo papel qlue aquela base tem deepnaono desenvolvimento do progra- ma paralelo, voltado para utilizaCeo military da energia nuclear. A deposicao do cesio-137 teria a funCao de oficializar o Cachimbo como dep6sito de lixo atamico, uma fungaio cada vez mais impor- tantei: pesar de afetada pelos constantes parali- saCaes, a usina de Angra dos Reis, a primeira em atividade no pais, j6 produziu 1.300 temrboleade rejoitos, por enquanto estocodos em @apelo~as que necessitam de um dep6sito definilivo. ' AIem de preencher essa lacuna, cC'Cachimbo ficaria oficializado tambem como o local para as novas experimentaCaes ou mesmo explosees sub- terraneo quando o program paralelo chegar a esse ponto, dentro de cinco anos, ou talvez ate me- nos tempo. Para os paraenses, essa perspectiva 65 negra: a decisao sobre o Cachimbo foi tomada clandestinamente, sem maior consult cientifica. 36 assim so explicaria a contradieo flagrante de es- colher como dep6sito nuclear uma regialo sob in- tensa precipitasso de chuvas e onde se forma uma riquissima rede hidrogrifica. Se o erro inicial foi cometido, s6 resta mant&-lo, conforme a 16gica da clandestinidade. O mer6 protest, ainda qlue indignado, neo modificardI a situagio. O protest foi o bastante pa- ra retirar a material radioativo de Goiania e nelo lev6-lo para outros Estados cogitados, como o Rio de Janeiro. Mas neo 6 o suficiente para poupar o Pard. Por isso, j6 comegavam a surgir algumas al- ternativas de resistancia: unvinterdito proibit6rio no Justiqa ou a montagem are vm acampamento no pr6prio Cachimbo. Qualguer qlue for o caminho, o Pard prcebe qlue o pesadelo id comeqou. BOMclBA Cachimbo: na rota elandestina |
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