Ideal, semanario independente literario e noticioso

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Ideal, semanario independente literario e noticioso
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Mixed Material
Language:
Portuguese
Creator:
unknown
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General Note:
Anno II, num. 43 of O Ideal, feature article: A conferencia entre o Revdmo Pe. Cicero e o sr. Jose Geraldo, nosso Directoro.

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Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
All rights reserved by the source institution.
System ID:
AA00001673:00001

Full Text










-u


DIRECTOR REDACTOR:
E PROPRIETARIO VICENTE CARVALHC
o COLLABORADORES
Jos6 Get ald3iO 0 I
da C'ruiz Diversos.


SEMANARib INDEPENDENT UTERARIO E NOTIC4OSO .
; .' -. r- ., t


ANNO II I JUAZEIRO-CEARA' QUARTA-FE!RA 27 DE MAIO DE 1925 I iR 1 "NUM. 43"
-"_ ; -. -- .


E' Impossivel
Haver uma oasa bem
prevenida quando -nella
nao se enoontra ao me-.
nos um vidro de,.BAL-
SAMODAV'IDA,oreme
dio de mals prompt ef-
fei'ito coniiirago:iPdes, pa
04dds, i .nses: do-
Sresl j33-tvtSs: 7 s'inOll-.'
testinos. incommodosia, e '
s enhor-asg quteimadurasr
tc.- -' Quem experjmen- ,
fal-o nao tern sua.casa.
'sem um7ridro de- BAL-,.
'SAMQODAI VIDA..
c.- 1i., 14i. ,
1 "b. k-.:i". '.-- ir, _o..I


AO, POVO-

decereTa ;ii r'VliTgirgn-que.
u~a
ue afiS ri~ -s. Padres
eo B7p& s D Ariffpar.r to. q'. te
houve ha poucos dias na Praca
Almirante Alexandrino: primej-.
ro, porque isto 'nao 6 di pro-
grmma de rBuperio.deio; .se-
gundo, porque nao tenho' ns-
truqao para responder a taod call
tan Ulnguagem--sobble..que.p,.po-
vo sensalo des.a cidade, sabe
perfeitame.n.te, ajuizar. Quanto
a.:,im p.ssquim que cficulo nes-
ta cidade,-chamarido-me'rFeuda
cabarde e infe lia (emquanto u-
zava :o pseud.oiirrimo de O PO-
VO), eu sou beni conhecido pe-
I. .maioria da populac d' d'aqui-
e conheqo pessoimentie O
POVO que me chanou de
Judas, quarfido h q'u'aze uin rTez
.eu e as mereeiros saia da ciza
,de meu Padrinho Padre Cicero,
(padrinho de. chrisnia), Ouvi e
calei-me, porque Deu. e quem
sabe quem 6 Judas neste min-.
do e dark as provais com b cor-
rer dos tempos. Nao me retra-
tei de ter assignado o telegraii -
mpa, como diz' 6 tal povo,
pois o povo juazeirense sabe
as garantias que iu'limauiente
Stemos tido. nesta localidade, e
sabe tambe-n que jamais andei
arrotando fumacas de val6ntia
e a Virgem me deenmda de tale
muito mais onde valente quer
Sdizer pervers. prpnunciador de&
dezaforos tao baixjs que os ne
. gros bem educadds coratm de
ouvil-os. Passel o telegramma
e lenho a copia en meu'poder,
nao por covardia u as para que
o paiz inteiro saiba a que estA


A conferencia entire o Revdmo Pe.

Cicero e o sr. Jose1 Gerald,
S .. .
I mnosso Diector---I

, t'" ." ., .. .
<1o .dia 23,deste .fai a easa do -Disse entio o Revdmo. Pe.
RevdmLo. Pe. .cero,,.o qual me Cidceo vVoo6 deve dizer ao po-:
recebedr.como de cobtumer.tndo vo que nao ter political cor nin-
para mim o mesmo .earihho'q le guetn).
today vida me despensou. :Apps -Re~p.ndi-lhe, Lntfo, que no
algumas. pal vrasB,ele,.perguntmn- povoi -o havia necessidade do fa-
me ,,. zer tfl decliragso, p .rqneo Jur-
--Jale6 eraldo telegramm.a quA-,yeQ g pasoan a.o a.gora.nao disse a ninguem
president do. Estado, o qual foi que.tiha, ta, pretenaao, pDrtan-
pablicdor no.0 Ngrteste to, s I uem dizia qe ep qne-ia
S-Sim Pieupq~ipadriPjq, teles;. ser-politico ,eram' 9s autores des.
lei ao.presideate do.;~qado,: com ,ses-S insh.osos bpdtiie B
.ate"ibnainqi, p iaota ", edii .. '
'OliMd I Waguns"l momento5: ap6s despe
,iS di-me d'elle; e ainda nao,'tipa.

tendia ,nmk. ,aotio, pi e
ro testemnua W6-blnha-f6;elS tak S......
tarbem o seflift ; n abedor que ata.-reraa. .. ..
nn=icV'prdcs.i&e' M ,Q;e^.jqlffem os eapiritboa no.
m _mia 4.bh ~ra .ue u.nto -.amo. 1;do' p6p m' rh'a '.ra,
laam 'brw


r "
exposto queen habfia nesta cida- iq rn m da o quitem, E co-
"de. oiA~'iRa6e lenijb tifl~ft'Adtis.js--
-, Eporquema.is? Porque as a- sa para que nao tenhir pIepp-
meacas ine''vieram das pess6as ro, declare ab' i6V diV zeirnise
que representam as autoridades 'que ao [ resp ndrei a qualquer
locais-e-me- foram..tr.azLdas por outro .binde q re fi6seJa fei'
pess6as fidedignas cujas nomes A' porqu. assim-rie a.risco .a
cuspir para ci.-i e calir-a cus-
nao cito.para.as mpesmas nao se- e m n inh oi'bopr i'caara. Que
rem. (.mimozeadas con.o tenho eus nao m'e de .rcoragen., para
sid.,com,-a.clgsyiFicacao que a 'l~' tan ...
.uma idea dequerni dota-a, po-
is diz a sahedoria popular que Jo '.GERALDO DA CRuz
I '


A INFELICIliADE DO NOSSO

DIRECTOR
-


c.%rt. 72 -A Constituiqlo as-
sigura.a braziieiros e a extran-
geirao(residentes no paiz a in-
vilorabilidade.-dos direilos'con-
cernente A liberdade, a segui-
ranja individual e proprie-
dade nos terms seguintes::
-Ninguem pode ser obriga-
do a'iazer ou-deixar de fazer
alguma cousin, sino' em .girtu-
de da lei,
-Todos os irdfviduos e.
confissoes religiosas podem ex-
etcer public e livremente o sey
culto, associando-se para essd


finm, adquirindo bens, obser-
vando as -disposicOes, dq direi-
to commum.
-A todos 6 lecito associa-
rem-se e reunirem-se livremen-
fe e sem armas, nao potendo
initervir a policia, sinao para
manter a ordem public.
-Em qualqver assumpto 6
livre a manifestagao do pensi-
mento pela imprensa ou pele
tribune sem dependencia de
censura etc.
'Nao nos foi possivel calar, co-


Sssisgaau tuara
PEDIMOS AOS NOS- .
SOS .ASSGONANTES ;
0 OBSEQUIO DE, MAl;,
DAREM PAGARAS SUAS
ASSIGNAT.URAS.. A-
S TRASADAS.
,'-
mo jA o' teinos feitb varias 've-
zes sobre os.ultimns e vergo-
nhosos acoqnte.cei'~nfos 'que se-
1tm dezenrolado 'iltirrfa miehte
tqui no Joazilo, r cori t1r
pessoa do obso 'i'Diret~r, *ja
contra outr6s~ cidbadUs 'Pe re-
conhecida:iprobid4de,' que ihfe- -
lizmente, sao rp~prietariogifilhti
desta terra,rna6 podend:o assftn
,abandonar os Aseis'bens,' a ua
terr.anatal iaT4 satfsifzerehn o.,
capricho'. da quemn'quer cbe'-se-
ja. Todos~ ddis sao. espa wl
d .leis d e ir-. Ar
mOanmes n m a-
dik. 'I" o'.abir,.fo' 6'uelfflw t '
tecer conrq 6 h'fosso Dire1tO,
que .mpassivel,. calrOb, resign~mf
do, cheio de espSrangasagiaf-
dar. o din qiue a ve'dkd* viir
apagas tpdas:as eatrrTas'e nAln-
t:ras espalhladas :-l las :liffgas
.maldjsenits. ."
.A to'das as aneaaS,-'esperean-
do eim Deus,''elle& sahir'' vict-,
.riq9o,porque o unico nal que
elle temr feito ~rffjbazeiro6 "; de-
sjjar o. b0er 'a- seus algozees.,'
ter ssdo s rvente he pedreiro,
como disseiri .al tiif'es, eomo.se
isto nao fosse mais qiie --prova
eviden;.de'ol seu' catect'r dek ho-
men trabalh'adot e honest. que
ha. muitos annbs tern desp-rrsa
do os maiores 'servics- de-sua
profissao0,':a povd:'desl terra,
rtcebendo de muitoso' que re-
cebeu dealguiis 'aIaniguadosddo
dr. Floro, verdadeirds Judas,
que unm dia hafb de trahfra seu
mestre. -
Nab.julguem'os inimigos gra-
tuitos do nosso Director que o
nobre povo desta terra o des-
prese,' pois, 'excet6 uma meia
duzia de baixos e desclassifica-
dos chahiras do dr. Floro; to-
da a populaqao o tem como
um amigo devotado Comr quem
contam nas hors de'ariarguras
e de provacao.
Emquanto pregam aos quatro
ventos os maibres 'improprerios
e reconhecidas mentiras Mintra
elle, eis que elle, comn a resig-
nacao do just qiie'ridoeme A
morte, continda na '~a lucta
quotidtana infaligaVRP, 'tratando
de muitos sem ideai-de:retntne-
racao, em nome da '"cartdade
publica...
..Olvidar Os.beneficios do sr.
Jose Geraldo, um home que


'S t


w.-. -- *Y


?ri~ic~o~


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3:7~


; .l' A -


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0 IDEAL


EXPEBDIENDTE


Assignatura:
Por um anno......
Por seis mezes...


10$000
65000


Toda a correspondencia de-
ve ser dirigida ao Diretor desta
folha cor quem serao contra-
tados e pagos os annuncios e
qualquer publicacao paga.
Redaccao:Rua Pe.Cicero n. 118


levantou-se do pb, como os
seus inimlgos o disseram ao
povo de Juazefro, ja no ponto
de vista physico em que cabe a
sua profissao, ji no tocante de
engrandecimento de sua terra,
6 ser perjuro, inconciente e mal-
vado! Certo de que as blasfe-
mias lancadas i honra e dignida-
de d'elle, por meio de insultu-
osos beletins soltados ao 16o,
foram repudiadas pela sofredo-
ra, porem nobre popula.ao jua-
zeirense, certo disto foi qua vi-
emos, hoje rabiscar algumas li-
nhas sobre tao detestavel como
vergonhosocaso.Feichados esta-
vam os nosios ouvidos aos a-
laridos e espraguejamentos lan-
gados ultimamnente contra o no-
bre e virtuoso sacerdote conter-
raneo, Revdmo. Pe. Dr. Manoel
Macedo, contra o nosso Direc-
tor e outros. Forcados somos,
hoje, a vir esclerecer ao public
mais alguma cousa sobre taQ
lastimaveis factorss ,.
__&.jrj-uan w.-f~ ~'Mffrif\ *ifrt'n


o nosso Director, e. seu te-
legrammai dirigido aos poderes
competentes a i i rpren.ia,
nao dezejamos travar lucta
por qualquer forma.
E porque o nosso Divector e
perseguido pelo .dr. Floro e a
sua gene?
SS6 podemos s tpor que seja
porque elle 6 bemquisto, por-
que elle 6 president das Con-
ferencias Vicentinas d Associa-
cao dos Metceeiros; e finalmen-
te,porque elle 6 um cidadaoho
nesto que para viver nao Ihe e
precise mendigar o pao em
troco de infamias e calunias.
Tudo o que o nosso Director
tern feito em Juaseiro, 6 licito e
nobilitante. Si exerce c.rgos
civis e religiusos nao 6 corn o
fim de partldarismo politico co
mo pensam os seus adversaries,
que & custa de injuries aterro-
risadoras querem enchotal-o de
sua terra. Sabem as pess6as de
be'm que vivem nesta terra, o
que tem feito o nasso Director'
afastando-se sempre de travar
lucta com quem quer que 'seja,
procurando sempre viver cal-
mo e socegado; e sobre ludo
isto, temos os espiritos bern
formadosdest4 cidade paraquem
s o refuctaveis de tudoo quanto
se propala contra elle, injus-
tamente.
Transcrevemos alguns para-
grafos da Constituiqao, pelos
quaes se ve que 6 permitido a to-
do cidadso em goso dos seus
direitos civis, exercer qualquer
cargo como os que o nosso Di-
rector exerce. Approveitamos,
portanto, essa occas;.o para es-
clarecer ao snr. dr. Floro que
poderk ficar sciente, que nao ex-
iste em nosso Director o menor
intento de partidarismo politico


AOS MEUS AMIGOS

Amigos cento e dez e talvez mais
Eu contei! Vaidides que eu sentia!
Pensei que sobre a terra nao havia
Mais ditoso mortal entire os mortaas!

Amigos center e dez tdo serviCaes,
Tao zelozos das leis da cortezia,
Que eu, ja farto de os ver, me escapolia
A's suas curvaturas vestebraes:

Urn dia adoeci profundamente :
Ceguei! Dos cento e dez houve urn somente
Que nao desfez os laqos quze r6tos!...

--Que vamoi n6s (dizim) hi fazer
Se elle esth cego, na.- nos pode ver?,
Que cento e nove impavidos mar6tos!!...

CAMILLO CASTELLO BRANCH.

s-


cousa que si elle pretendesse
nao sera crime, pois as leis do
paiz facultam e dao liberdade e
garantia para tal. Verao os qne
dezejam enxergar a verdade,
que nao dezejamos mais que a
paz de Ju.zeiro, pela qual ele-
vamos nossas preces aos Ceos,
todos os dias.
Scientes ticarao os que lerem
estas linhas que a unica infeli-
cidade do. Director desta folha
(como o chamam infeli. os au.
stores dos boletins), consiste em
nao querer elle trocar a verda-
de pela mentir.
Confiantes em Deus, doqual


esperaluos a rearoraeparaa raml-
lia juazeirense,unico bem,e a uni-
ca police que dezejamos, fires?
ficaremos aguardando os aeon-
tecimentos.
Damos taes explicages para
o povo de fora, pois o daqul
ja nos conhece berm.


De todo o mundo


Noticiam de Sophia, na Bul-
garia que houve grande incen-
dio na Bibliotec-, Theatro e Mu-
nicipalidade de Plerna, tendo
sido .fechada a Universidade,
porquc os estudantes mostra-
Van-se solidarios aos revoltosos.
-Noticiam de Rom que
partiu daquella capital cor des-
t:no ao Egipto o deputado bra-
sileiro Celso Bayma, ap6s to-
mar part nos,servicos da Con-
ferencia Internacional do Com-
mercio, ultimamente realisada
naquella capital.
-Consta que o rei Jorge, de
Inglaterra recebeu em audien-
cia especial o embaixador do
Brazil, dr. Raul Regis de Oil-
veira, o qual apresentou as suas
credenciaes dquelle monarch.
-Dizem de Italia que Musso-
lini interveio sobre os ultimos
acontecimentos entire a .Yugo-
Slavia e a Bulgaria, perante a
opiniao public europeia, fazen-
do uwoditicar o Juizo contrario
que faziam a respeito da Bul-
garia.
-Noticia de Sophia diz es-
tA presioneiro o rei Boris, pri-
sioneiro virtual do general La-
zeroff que o nao deixa sahir
do seu palacio.
O motivo disto foi por haver


aquelle monarcha convidado o
governor Lancoff a renunciar,
afiim de formarem urn novo
regimen, ou no novo gabinete
de coligaqao.
-Noticlam de Buenos Ayres
que a declamadora brazileira
Angela Varges ter recebido as
mais calorosas manifestaqces.
lanto da imprensa como do
povo.
-Dizem de Belgrado que os
communists, todos os dias fa-
zem destrul ces a dynamite,
tendo sido preso um numero
o s! de 20 mil communists.
L5,:'tA'wT. DC7 DC7icnifl A


Advogado--
causas civels -e com-
merclaes.


Residencia: JuaL eiro.


E' MENTIRA

Appear de a maior e mais hem
formada popula~ao de Juaseiro
saber que tado o que apregosm
oa autoies desses boletins aelr-
mantes todos os dias, contra o
sr. Jos6 Geraldo. mentira, a-
Inda avisamos que e so com o in-
tuito de intrigar o Fr. Jos6 Ge-
raldo com o Revdmo. Pe. Cice-
ro que elles fazem isto.
0 er. Jos Geraldo amigo
verdadeiro do Pe. CIcero, pois a-
lem de ser sen afilbado de Chris-
ma toda a vida prestou-lhe a ma-
is filial gratidao.
O Revdmo. Pe Cicero tern di -
to na bencam que c povo nao
tema cousa alguma que tern f6
em Dens qne tudo sc acabard
sem desastres.
E, o que esperamos...


CONVEM LER

Mamtinede Cyrino,
cirurgiao Dentists. com 16 annob
de pratica na capital do Estado,
avisa aos seus clients desta lo-
calidade e do interior que recebeu
ultimamente de Fortaleza o melhoi
anesthesico para extracqno de den-
tes completamente ser d6r e den-
tes da porcelana, (de marfim) para
dentaduras fixa on suposta. Avisa
egualmente que executea todo sen
tratamento da boeca e dos dentes

gienico da eppoa.
CONSULTORIO:
c L RUA DObCRUZEIRO N. 9
Juazeliro


SINTEZE FILOZOFICA



0 CONHECIMENTO
(continuacao)


0 crates 6, portanto, um ponto
magno da questao do conheci-
mento das couzas, isto 6, nao
podemos conhecer bem o mun-
do objetivo si nao conhecemos
bem o nosso mundo (microcos-
mos) subjetivo. E deste defeito
de si proprio 6 que nacem os
maiores erros e a mais franca
relatividade dos conhecimentos
humans. Um dos maiores Ja-
tos da historic dos Jentios e a
mortedeSocrates,vitimadaigno-
rancia de sua patria por ter o atre-
vimento de, conhecendo real-
mente suacondicao de mais sabio
dos homes do seu tempo, pe-
dir que o condenassem a ser
sustendo no Pritaneu. E Jezus
que sofreu por ter conhecido
melhor do que ninguem a si pro-
prio? Ser crucificado como blas-
femo, porque perante Pilatos
perguntaram no Prerorio: ti o Cristo Filho de Dens ben-
dito?,--cEu o sound responded
Jezus. E foi isto o bastantepara
que os Farizeus gritassem que
nao precisavam mais de provar
para condenal-o. Mas quais sao


as cauzas de tantos erros que
os homes contem nos conhe-
cimentos mais vulgares? Dos
defeitos dos orgams dos senti-
dos e do espirito da cegueira
que tern sempre trabalhado pa-
ra que o hon em nao se co-
nheca a si proprio, porque is-
toequivaleria a conhecer os c-
lementos materials, animicos e
espirituats que o cercam e que
o infelicitam. Seria entao a fe-
licidadequede falaVirjilioquan-
do diz: eFelix qui protest re-
rum cognoscere causan. Porem
quais sao os que conhecem as
couz.s das couzas, ou mesmo
dos sentiments que Ihes che-
guem ao espirito para esclare-
cer on degradar o reflexo? Qual
a cauza que leva o selvajem a
andar nd e tirar mesmo a rou-
pa dos que entire Nies chegam
vestidos, porque s6 assim estes
estao mais conformes aos Ihos
deles? E' o meio em que vivem?
Nao; porque nos mesmps cli-
mas podem habitar naCoes ves-
'idas e civilizadas, como se ve
hoje na America e na Africa.
E' que nestas reji0es ha um





z- ---._ --- 2L--


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K=. a, I 0.61P I" -~~~~~


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