Rebate

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Rebate
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Creation Date:
July 2, 1911

Subjects

Genre:
newspaper   ( sobekcm )

Notes

General Note:
Newspaper issues from the personal collection of Pe. Cicero Coutinho, Juazeiro do Norte, featuring articles on Padre Cicero.
General Note:
Item was digitized from microfilm. This is the best copy possible. The online files properly represent the microfilm, which has image and item quality errors.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
All rights reserved by the source institution.
System ID:
AA00001672:00088


This item is only available as the following downloads:


Full Text

CEAR.V 13RAZIL
JOASEIRO DO PADRE CICERO, DOMINGO, 2 DE JUI.HO DE 1911

ANNOII. NUM. XCV1H
EXPEDIENTE!
O .KEBATU pnMica-sc emiiln>ntc
BEDACTOR- riir.FK-Pa.lie Joaquim
il alentar Vtiioto.
I
GKBEXTE Kraneisen 1.. TViiriiiho
AS 1G NATURA
Aune.............................5$000
Semestre.......................3*300
I de dea! branco, de delicioso va-
go e de incerto inebriamento
d'urn porvir tojo cWeio d pa-
lmetas de ouro n'um fundo azul,
comecon e-Ha de, em companhir,'
ora do seus pae% ora d'uma
creada de casa, ora d'uma ami-
ga, apparecer em publico, osten-
tando-*^ com todo o seu brilho...
E nao tardou se ronformasse |
coui as exigencias do mundo ele-
Ab poli*.-',*""-'1 le intie<-*< particular
umMka rUpenden tle O pafci*nfO *i!iftnta40.
A riiutcito ni.'. rispoaave! pel pu-
Mitace. *!hMa*. *?slgnHiia*.
Accri'*"*- *rti^o litteriifiro *'.e. prhutlicu'l-> eertaa eo-
Rwluorio. p7iii tv(c-~ph;a=Ro
1'a.lrc Cieero-i.*. &*t.
JOAZKIRO DO PE. CIOKKO
game.
Esse goBo ephemero, resulw-
do da harmona dos sons, do
brilho das luzes, da magia das
cores ou da vaidade dos enfei-
tes, torncu se para ella a vida,
petan pn- para ella era tuao !
O pouco de devoelo que a-
inda possuia essi auna vida de
ruido, de agita^o, do cumpri-
mentOj, de homenagens e de li-
sonja, evap ! n'esses grandes redemoinhos da
nociedaile para i a mentira dourada de seus qum-
. ze annos, e onde... ja por ultimo
: esquecia-se de si mesma...
I'assara. para nao mais voltar,
[ toda essa intermitencia de suas
stabelecer-sc.
Mas, coitada a pobre da mo-
ca, por mds esforcos que os
tmprer ase seu pae, ftcou com
o nariz torto 1
Cousteriiada com esse acc'
dente, chegando mesmo mui-
tas vezes, carainunbar como cr-
anla, reeignou-se depois, e, a-
ba~donando para todo otsempre
as pompas e as vaidades deste
mondo, beijava, reconhecida, a
mao d'Aquelle que a ferira...
Alcinda tornu-se religiosa.
a catibo do tinteire | Cantando e rindo

BmiVentnrado nariz
de
su-
obscuridades profundas,
Voava Alcinda pela vida em as claridades vacillantes.
r. As festas do mundo teni sem-
Era toda prnzer A natureBpred'isso : o inconveniente de,
n'uma Seda manh de primave-i com rapidez, destruir o gosio m
ra.
To bella que era
nocent- dos prazeres naturae*,
ella! Um i arrestando vertiginosamente o
anjo, talvett-Uma alma de bei-
ja-flor, assegnraria, por corto, a
velha metempsychose, urna al-
ma de immenso beija-rlor esca-
espirito para o terreno dos senti-
mentos, onde, si a bellesa e a
grasa da mulher ahi se ostentam
com todo o seu vigor, os seus
ma ue numen i/lijo-... ~----- ----- ,
pada sob a mais esthetica e pe- defeitos r a sua propenso para
regrina forma de mulher o mal sao com violencia tmbern
Como era bella solhcitados...
A roe* como que se lobrigava N cssa arena, onde, mnitas ve-
mus graciosa ainda atravez de
suas faces de transparente ala-
bastro.
A locara das manhs orien-
taes encavourava-se as commis-
uras de seus purpurinos labios.
A alegra, sem algo de affe
ctaco, e n'um como relmpa-
go de vida sobrenatural, illumi-
nava-lhe todo o exterior.
Ahz das estrellas, pareca,
condensarem-n'a, vivos e scin-
tillantes, es eetis grandes olhos
catanhoB.
Tanta gracn, tanta siniphcida-
le, tanto meiguice, tanta inno-
cencia, tonta formosura, assim,
nunca se viram at ento em
creatura alguma!
Si, algtios pequeos defectos,
nao ot tivera ella, ^eria de certo
-adoravel.
zes, urna gotta de mel custa nm
ocano de amargura; n'ess are-
na seductora e terrivel, quase
que se poda dizer, vivia Alcin-
da, idolo caprichosa, persuadida
de que o mundo tinha sido feito
para ella e que todos deviam a-
doral-a. O seu sonho, o de Jos.
Era preciso que deante de sua
estrella as dt mais deixassem de
brilhar, at mesmo a estrella de
Jacob, at n.esmo a estrella de
Rachel !
I
Eu sou o tinteiro, o tinteiro
de prata com orlas de filagraana
azul.
De filagranna azul!
Dentro do meu seio correm,
mansamente, as ondas de urna
tinta escarate como a face das
virgens, e a penna de urna crea-
tura alva e terna embebe-se
amorosa as ondas mansas do
meu seio.
E noita, que me abrem my-
steriosamente, turbam-me a pla-
cidez intima, emquanto os bicos
diamantinos mordem o papel e a
la penetra na alcova azul, soli-
taria.
29
Mais tarde.por occasiao d'uma
excurso apostlica, i tendo de
fallar a um missionario, e vendo-
o sorrindo, disse-lhe :
., i Tra la, la. tra la la la!
Est sorrindo, meu padre ?!; E soU Q tintero.
E' talvez o meu_ naiiz a causa | Q tinteir0i 0 tinteirinho azul
d'is-Bo, elle ujri pouco torto, e d namorada !
justamente porrisso que gosto
* *

Quiue annos, contava-os Al-
( inda!
N'essa edade t-xhuberante de
A' tontas, de somno e cansa-
co, um dia, pela madrugada,
quando voltava d'um baile, an-
tes de chegar casa, tropecou a
rapariga em urna das pedras da
ra, e, sem que as amigas que a
acompanhavam, podessem am-
paral a, tombou e caluu, que-
brando o nariz...
Medicada tempo por seu
proprio pae, um facultativo de
grande nomeada, consegaiu, de-
muito d'plle.
E' um bemaventurado na-
riz e estimara eu muito saber a
raso d'ess predilecco que
tens por e'l.
Ah meu padre, devo-lhe o
melhor das alegras de minha
vidj. Era en um pouco tonta co-
mo muitas moca* sao, e s pen-
sava no mundo e em suas frivo-
lidades. Amavam-rne, adnlavam-
me, e diz*am-me que en era a
moca mais bella e mais bonita
da cidade. Tudo isso fazia-me
virar a cabeca... Apparecia fre-
quentemente em publico, osten-
tando-me; vivia de bailes e festas
mundanas, quando Deus a-
prouve-lhe metter-se de permeio,
pois si eu me esquecia d'elle, elle
se nao esquecia de mim. Fez-me
ter um accidente que me entor-
tou o nariz. Pense como fiquei;
desolada, acabrunhada! Man-
dei, esgotados os recursos -^a Corresponden te!
meu pae empregara, lazer nove-
nas e mais novenas para que
Deus o endireitasse; nao fui ou-
vida. Fiquei com o nari2 tal
qual como o v; mas Deus me
concedeu o que eu nao pensava
pedir-Ihe : o favor de ser meu
esposo. Isto se passou, ha j
muito tempo, e, todos os das,
eu, cada ves mais, aprecio a mi-
nha felicidade, agradecendo ao
Sanhor o accidente que t .nto
me penalizara...
Bemaventurado nariz, re-
re u Ihe, por uitimo, o missiona-
rio !
Bemaventurado nariz !
felicidade, de esperanza, de so pois d'alguns das, Lind, assm
nho, e de elevo; n'essa edade' :hamavam-n a todos em casa.re-
II
jJ'Eu sou o tinteinde porcelana
dourada, vasto.imponente, c ma-
gestoso.
Imponente e magestoBO !
r Guardo em meu regago sere-
no um lago de tinta roxa, que
dizem ser da melhor qualidade!
O meu amo um respeitarel
correspondente de cat Sujeito
ampio e' honrado, de suisses e
calva excellente; jantando cedo,
almocando cedo e nao ceiando
nunca!
Procura-me duas vezes por dia
depois de cada refeico, e quan-
do a sua penna de.cabo de osso
penetra nos meus recnditos a-
bysmog, com a maior delicade-
za e pausa imaginavel.
Tro lo, lo, tro lo lo lo !
Eu sou o tinteiro.
O tinteiro vasto e bojudo do
III
(juluo-911)
Si tn ris de des-
preso, en ro-m*
de prazer com ten
' sorriso, dona
Tce...
Nao me esmaga o teu sorriso
De de^prezo, ou de desdem!
Eo mais, que tu, tenho orgullio,
Porque nv) rir-me tambem!
De prazer, eu rio-me, pois,
c > De teu riso, 6 coitadtnlia!
Com isto si te enfronhare,
Nem me bate a passarinha...
J* erreira
Padre J. de Alencar Peixoto
vv^/V^v
Eu sou o tinteiro, o tinteiro
domado da seiihora .baroneza...
Tre le le le o que cae dos
bicos de urna penna ligeira e
m, nao o digo, nao o digo por
nada;
A secretaria em qne me es-
condem de tartaruga marche-
tada de perolas, e tem um per-
fume de baunilha que suffoca.
A gaveta em que a mao indis-
creta me enclausun* est cheii-
nha de cartas cor de rosa, que a
senhora baroi.eza escreve!
Como ella suspira, oh! como
suspira quando dentro de mima
sua penna mexe maliciosamente
com a tinta cor de oiro!
Batem nove horas da noite; a
voz d senhor bario faz-se ouvir
na escada, os passos perdem-se,
pouco a pouv.o, e o carro do fi-
dalgo parte veloz condu::indo-D
ao club.
Minha ama soffrega e palpi-
tante como urna pomba, que bu-
sca o par, corre a secretaria mar-
chetada de perolas e en sim-
me Hvre do esconderijo rerfu-
mado.
Comecam os suspiros, o papel
ademado range sob os bicos da
penna febril, e j nao se ove
mais obarulho das rodas do cai-
ro conjugal1
Tri, li, H, tri, li, H!
Eu sou o tinteiro.
U tinteiro dourado da senhora
baroneza!
IV
Eu sou o tinteiro, ainda sou o
tinteiro de chumbo do vende-
Iho!
Passei de geraco em gera-
co respeitado como se costuma
fazer s sublimes requias da
familia!
Nao tenho mais cor; Urna
crosta espessade tinta prodi-
giosa cobriu-me como couraca
invencivell
Nunca me lavaram os baria
ros, nunca me enchogaram, nao
me acariciaram nunca!
As peanas de ganco me atra-
vessam o.peito eorao cacetes em
dias de eleicoes, e quando o amo
deixa-med^scancUdo um minuto,
todo o meu ser arqueja, estorce-
se grita em caimbras pungentes!
Ah se osfreguezes meouv.ssem
nunca mais compranam hado .
Trus, lus, lus! trus, lus, las!


qRBBATB
Mfe .#% t JBfc
y ** fe s S
ST-:
=e
i s a 1
jroj^zoex^io
SAPATABIA
PEBSEVERANQA
CaSA PYROTECHS1CA
Cinc i nato Silva
Viudo e Garanhnns, ettado de Per-
itn'n :.f ti>-' ef>rab* U> ri< aceta pra-
V com bu eompleto e ranado vn:ment
a f*aeiAn& e mercadorias que vende poi
p rearo* e*m eena r < : nt "... contento atesoio
lo mei* *.per.te frepn*?..
. Un* v.sita,poifc. a LOJA ESTRELLA
de Ciaeinato Silva, Kna Padre (';ecrt
329.
Pharmacia Carvallo
Ha ueste ceneoituada pharmaeia nn>
variado sertimento de drogas e producto
eaimicc*. eeperialidades pharmaceiiticii-
Bacionart e estrangeira*.
Aviam-se receitaa a qualquer hora coi'
proatptidfw. cuidado e asseio.
Rna Pai'.re Cicero n. 41.
0 BARATE. RO
Maaoel Vietonno da Silva, rom duas
ejaa bem K'rtida de lodos *s .rtigos de
Oom-aereio. Rna Nova, o*. 996 e :' Ra
Padre Cicero. *. Sfc
Procos seui competencia, casto da capital-
Esta Casa se encarrega de qual-
qner trahalhc que diga respeito
Esta sapataria se encarrega de fogo e polvo.a.
qns'qner trabalho todos em como e Fogoetao duzia a 5(000; fogos de
garante nos sen fregueses obras qoe 3 >*>H>bas.diuia 1500; buscaps, duzia
nao se podem desejar melhores e de
nre<;os rasnaveis.
Jrenio Cabial de Oliveira
Rna do Crazeiro n" 1085
2500; i- [i i'la. ilu/ia 4000; craveiro',
duzia 3400; pistoletas, duz a 14 )0;
pistoias. duzia 200 3500; fogos de bemgalla,duzia 4000;
A POPULAR
Laja U faseada* e entro* artigos de
ommarcic. vendas pelo disto no empenho
de aparar u capital empegado.
O fregnea procure na Ra Nora ; eaaj
a*. 966 o na Ra Padre < lieero a leja n"
30, que ser servido medida
i!e seu (.1
Oo
IS IRMAOS
Loja de fasendas, ferragens. e estiraa
-a Preea da Liberdade. n". !i72. Sinceri-
dad da negocio, modiei.laje de procos e
ffabjtida.li de fregnesia.
Diomedes Siqueira Irmao.
FlINILEIRO

Oafciaa completa de todos os artefactos
nteaulios em flandres.com grande sorti-
meoto para vendas em groase e a retallio.
Bi aeharem outro barateiro. nao lia de
r laato como o proprietario Joao Antonio
Pirrado.
Preea da Liberdade n. 978.
** i mercaderas estivas, ferra-
poaa, ekapens. Tendo recebido do (Vara
nm complete sortimento dos artigoe cima
moocioaados que sao vendidos por pre^o
m coBpetencia, convida todo o publico
para faaer tuna riaita a dito e^abelecimen.
to no aa certificar do que .' afGrmado.
VERDADEIRO QUEOCA1
APBOTHTEM! APROVEITEM!
Joao Baptista de Oliveira.
Bna_Padre Cicero N\ 336
SiHtiria loa esperanza
Sote Sapataria de Joaqaim Beaerra So-
acna-eo a disposicao do publico e dos
e encarrega-se de todo e qoalquer
rabojha em coiro com grande prestesa e
rcOdieidado em precoa. Ba do Croseiro
h-.990.
v?erciaRIa
OLIVEIRA & XATHJ
O*prnprietrtrio dedto acreditado i'-t;it>-'-
leciim-nto tenlo recente mente c negado d;i
eapltal do estado av8*4aos seus innme-
ro. rregtMaea e ao puMico em peral que se
iclia eom u-n completo sortimento do
nacrcfldortu nacioaaes, e^tra:ireiras; -nlc;a-
Joi, Difiaa.pan liomen** e aenhoiAa.Btupeii-
*orio. ciiilfias de alumtiium, redomaa.
extractos de diversas qualida^es, brltian-
tlnas. oleo do babosa para o cabello; 1>-
iilas de diversas qualidades, conservas.
loces, copos de phanta^ia. bicos, rendas,
sutr-xes grejras. etc etc.
Tudn dinheiro vista o pir" pre^e8
ECONOMISIDORA
PAULISTA
CAIXA INTnfACIOXAL DE PES-
SES VITALICIAS.
Approvada per Decreto Federal, com
deposito de garanta no Thesouro Federal,
proporcional ao capital de pessoes le mil
contos de ris.
HegUrraiU na Junta OVnmercial de
Sao Paulo.
.ara (!nia, diizia IODO: exiiuesito, du-,0., ,,.. .... _
!'a li'OOiVodinlm, desala.duzia 1800; L'fV" S' PAL* ,!|:A s- BESTO.63
bateras eandellas romanas, 1400: ;"'"-l<:o.iip.,hiaM.*va-.ii
estrellas de S. Joao, dn/.ia 120; bor- *''1"1 ?*8eBA 7 DE SETE5BBO,
tmletas, duzia 130. : ll.l .moJemn)
l'n-ros estes os Mk W8VsiESTBB ONgALVES DAS K AVE-
.lo.ssiveis.
Joaseiio, Rna daCom-ei^o n? 126s
>s Gomes de Almeida Duda
mo f.
O PROPIMETAKIO
OLIVEIRA & XATIM
GRATO
NVv/a Pharmacia
a./N3.M
Aviaa nos eii fregueses qne chegon nm
Rfande sorteinento de Vinhodo Porto. Moa-
catelSonerior. Santo Antonio. 'ognac.Ver-
niiite. Vinhode Missa. Oeropira.Serrot de
Jinipapo. Aguardante de Caii.de Lima e
'anri- rigrros Tupv.La .Morena. Bostoc,
".,mo S"io Hons.de l'allia. as Vustro Ligas.
"-oiulnre-'Mloce Pesqueira.los Facanha;
Monteira Bretel. Kicellente. Papagaio, Pi-
iiibv: Banha de porco em lata.
Tildo por precos mdicos
Ra P.' Cicero n.i
rel. Theophilo A. de S. Cavaleante.
Tendo modado a siia Pharmacia da
Travesea da California n* 41 para a rna
Dr. Nogueira Ac-iol_v, predio n\ .13.com-
innnica ao eas Am". e fregner.es que
continua da mesma forma esforsando-se
para liem serril-os, esperando por isso,
merecer a continaaccBo de euae estimadas
ordens.
Crato 12 de Jaaairo de 19M
N'IDA CENTRAL)
D|KK roii %
PRESIDENTESenador Lniz Pi/a.
Senailor Estadoal es-cliefe de Polica e
ev-Secretiirie da Agricultura, do E. do S.
Paulo.
SECRETARIACoinm.-nilador Leoncio
jGlirgel, da firma Silva Seabra (;.. da
Fabrica de Teeidoa S. Bernardo.
GERENTE- l)r. ClaUio do Sonsa, me-
dico e industrial.
THESOURKIKO-Dr. Gabriel Diaa da
V Silva, adrogado, capitalista, director da
Companbia Industrial de S. Paulo e da
Couipanln'a de Pocos do Caldas.
Conwcllio l<'iacitl
Enno. Snr. Conde do Prates, Director
do Banco de Sao PauloExmo. Snr. Co-
ronel Femando Prestes, vice-presidente ;
do EstadoBarao de Daprat, director da !
Companliia ladnatrial de Sio Paulo=Dr. "
BaKBaLHA
O rei ! o CliXir -2>?piira!v'9 de CajMJUtyft
Preparado j/w .S/frtn Jn.-< ,!a ffet
Approvado pela Inspoctorn d<* Hypiene
do Cear e autorizado por deervto de d*
Xovomliro de 1VK>*.
O RcUMUfimO ful if>fi''iwr f*>',Wo 0
pa:K f.ner:f-%i.,ien'e rom'*otitlo; Syjtht*;
Vicm* de inriiiHfr wi'nr-'i'i i'-''*/a >
ptlfr; IU--ri)fu!'ii; C ltf,/- r t/H t/f{>i+r i _
lestade origtm veneria?tu* KLIXIK DE
CANINANA cii'-'-Htrita i: saa cusa certa
e rpida "~"
A venda as Pliarmacai e no deposito
geral. Pliarmacia Silva.
XAROPE
DE
3alsar"o r!< Tol e ru'vlypto-
Composto e prejiiirado por
Maiiirl CamliiLi Milito til nos intommodos do nppan'Bo
pulmonar: Toma, defluro*. Irochltu, /..-
rt/mgOa tutAma etc. A venda na
Pnarmacia Jos Candido Ruado Video 21
Peparatl CauJio
prejarado pelo bot 'ario
Kalolpho Miranda, proprietario d.i F.d.ri- das Lores, e de
ea de Teeidoa Aretliusina, de Piraeieaba
e deputado federalDr. J
ATTINCAO
Casas, Sitio, fasenaas de gado
neste municipio no termo de Sant-
Anna do Cariry tender.
Jos Rod rignes Jlonteiro tendo de
retirar-se desta cidade no intuito de
Jeronymo Francisco de Lima] procurar na Eumpa alivio asua
tem, Beata localidade, venda, duas
casaa de taipa cobertas de tlba, nma
sita Rna de S. Francisco e a outra
na travessa da Rila Nova;pelaprimei-
ra pede200:000;pela segunda 180:000
A'tratar na RA DO CRUZEIRO
GRANDE QUEIMA!!!
Jos Evangelista de S.int'aa-
na preAinc ao publico que reno)
veu taser formidavel que: na, em
grosso e a ratalho no seu varia-
do 8.irtimeiito de fanendaa, ferra-
gena e miudesas na
Praa da Inlependencian. 1908
(Esquina da Rna do Cruzeiro)
Joaseiro do Padre Cicero
BAZAR PAMALHO
DE
rhtodontre Kamalfci de k\mv
sande sempre alterada, declara, a
quem enteressai, que esto eypostas
a venda todas suas- casas nesta cidade
e suas fazendas de gado neste muni-
cipio e no tagalo de Sant-Anua do
Cariry e mais un sitio no mesmo re-
ferido termo denominado Queimado
com engenho de trro e casa propria.
casa de vivenda, tndo de telba e
segura construco, com urna pequea
nascenga e a^udede pedra e cal, com
cannavial para dusentas cargas de
rapaduras, possuindo extens;s-mattas
com madeira de (onstru^o: outro
sira pede aquelles dos sens amigos
que tm com o mesmo negocio,
queiro por bonda.le aatisfaser sens
compromiseos, urna vez qne tem de
ansentar-se por tempo indetermina-
do e ter de prover-ae de recursos sut-
ficientes.
Crato, 26 de Ontnbro de 1909
Josa Rodrigues Mouteiro
Este estabeleciment tem con-
stantemente; ezplendido stoch de
EA42SDV3 na-.ioniis eestrangei-
ras, iliudezas, Ferragens, Lon-
jas, etc..
Brilhante sesso de artigos da
moda como calcados, chapeos, gra-
vatas, fichas, mantilhas etc. etc.
OS PREQOS SAO OS MAIS
COMMODOS D'ESTA
PRA^A
Pra^a da Independencia no. 2236
,Toazeiro do Padre Cicero
O CRATO
ELEGANTE
D
A. BELEH SOBRIXHO
4iRA DO COMMEBCIO-45
CRATOCEARA'.
Estabeleeimeoto deFaaendas finas,
Miudeaaa, Novidades, artigos decuso do-
mestico. Alta faataaia, A A A.
Especialidade em: artigos para
homens aenboras; objectoa para presen-
tea e perfumara finissima
Presos neai competidor!
Diabeiro i vista.
ngosas
Manoe) ('andido
p ovada effsileia as pe-
afieeyes boabateas, svphltici:s,
oao Alvez Dinia. escrophulosas e d.rtbrosn*
medico e proprietario- Pliarm. L. Pinto v ,.,., i i i > ,
de Queiroz, da firma. L. Qneiroz ( ." S""^ 'alojador do, humores vi-
proprietano da Drogara A t^a e' T "^r 'V**"*" t9" "
Fabrica de productos c'b.cos, Dr IVdro ^ ^"T'"1 "^ """ "" *"*"
/outua. e Dr. Vctor Godinho cap ai \ '"^ '\ --* ,
A ECOSIOM1SADOBA pSstTc v! TT T-^^"' ^ Ci"'-
. r.ii_,i.M_\ e (lulo na Ra do \ ideo,
urna sociedade mutua, com fiscalsacasdo
(overno. cujo fiui.'. e'tabelecer una REX- '
DA VITALICIA uiensal. em dnlieiro. aoa
seus socios. Tem duna eaixas, a eaixa A
o a caixa B.
Os socios da Caixa A pagam 5J000 de *" SiIv!no Jos,: da Silva, na Rna doCom-
joia e 2$:00 de mensalidade e tm direi- mercio' n- 8i tcm um grande e variado
to, no fim di 15 ano*, a um i ensao que sortimento de drogas, productos chimicor
niio ser maior de 15OS00O por mes. !e especialidades pluirmai-eutica-.
Os socios da Caixa f, pagam 5SO00 de Deapacoa os receitnarioa com medica-
joia e 5S000 do mensalidade e tm direi- n,e"t03 l'e reconhecida pnrer.a e garante
Pharmacia Silva
to, no fim de 10 annos, a
uina pensito que '
aceio. presteza e modicidadede |irei,'0.
nfto^ poder exceder de 100|000 por mez.
No caso de fallecer antes de chegar a
receber a pensilo, a associacac pagar os
sens herdeiroa neeeesarioa todas as con-
trd.Hieoes que ello tiver feito ^m juros.
Dando-se o falleclmento depois que
tuario estiver em goso da pensilo, esta Ji-
cara eitincta. sem que aos seus herdeiros
assista qualquer direito.
A pensiio ser paga ao proprio indivi-
duo, ou ao seu procurador legal, ou por
intermedio de qualquor Banco, quando o
mutuario se adiar no extrangeiro.
STGTIR^La
SXTXVXX3DO
Desappreceram de meu sitio ni
burro cardo e urna burra caswnha
qnazi preta ambos coni esta marca
e com a segninte fregnezi
O socio contril
>mnte em dia, que ficar
Quem der noticia* certa" na Redaa-
Qo d' O *Rebate<- on vier me entre*
Barbalha, Sitio Brejilo, 10 de No
vembrolde 1909
Joao Demostbenes I'ernandes Vieir
mpossibilitado de proseguir as suas en- |
tradaa, depois de cinco aonos de associa-' gr ditos animaes, ser. giatiticWO
cao, em consequencia do molestia chronica generosamente.
o incuravel, que o inhabilite para o tra- '
balho. ser considerado suspenso e nao
perder direito pensao.
Os pagamentos antecipados de 1 anno
dTo^no^E d6 W /0' B P"gam<">to-
ZZ"Zo20Oe e P**"to. de 15
O mutuario que se inscrever um m.r
antes do sorte.o e tiver a sorte de "r
premiado pagar apenas poneos mil s
s6ura\-rt0a nm" P""o P. oda
mezes. A ECONoWsaDORa'o ftafa.
que faz sorteiosde dois em doit mZT
um grande sorteio no Natal'
Socios inscriptos, do abril de ion* .
Janeiro 1909:34000 N.i. KJ" *
minuciosas
Representante no Crato. .
Bclem SortnAo
45- Roa do Com'mercio-^46
M1LACRES
C AVAL LO UMIOC
Um cavallo cardo nula to, novo, i.r<-
lotonito, inteiro, clioav, olltot o;iit.
Marca
^f e Ribeir^f _
Quem o aontfrar e en'-' jor Jos IgiKui? w ii> "c f> '*"
ti fizado.


"--r
- .
-
-ti.
f, <..,





-i-- m


\
\


V




-

;
,
i

*

\


mm*m
PPI
Wf
T-*


p i
O RfcBATE
Despedida
Tentlo d** regress^r hojc a t.'.r
. d- a minha residerc'a eni Ara
ripe, e nao me sendo passivel
pessoalment-: despedir-me de
todos nqucHe; bons amigo.", que
me destinguiram com sua hon-
rosa visita, venho ftzel-o. por
meio lAsta e naquella villa o-
fcrecer-lhes meus fraos servi-
dos.
Joaseiro, 21 de Junho de 1911
Pedro Si1 viso de Alencar
- ^^^^^^^^^^^^^^^
pi-sso.1 amada nos enlcve : o que
nos enleva esta incomparavel
delicia de amar, pois pelo a
mor que no>sa vida se ^encorpj-
ra vida universal.
II
Levanta, filha, eesa cabeja. \
Pe tua alma c para fra. Vem
ver o mundo. Dize-me tu, que
yieste do mysterio: conhece*,
'porventura. aiguma coisa mais
bella do que o mundo? Si nao
sabes v si presentes ao me-
nos alguna ccisa a:s baila...
Atnphtrite
Por mar a fora ao som cadenciado
Dos remos sr.intillantes de ardenta,
' bella, erravas Tal com as vagas, ia
Ampliar.te no concuyo Iluminado.
Ha lux a rsphera ao paramo azulado
Vur tras Ja^iwi'tmd, paluda sabia, *
K a seus ratos o mar, qne estremeca
Man o embalavH ten batel duirado.
Solta a flava madeixa de ouro fino
Daexpadua a flor, o ocano immenso e ramio
Reftectia-te o vnlu peregrino;
K a agua, a esteira de prata, a nnite e os ares,
Astros e espumas, te s^guia tado
A loira sumbra na amplulo dos mares.
ALBERTO DE OLIVE1RA
tn sonho ()
(AO
REDACTOR-CHEFE
-REBATE
DO
Com: se deVe cscc
ther mttlber ~
,
ni
A mullier deve escolher-se
' mais com os ouvidos do que com
Olha: vem contemplar aquel-i<*,,,S- ^u" isto t"zer' 1ue
le alto pincaro que se cora de Se deve, ^derar a ooa repu-
nuvens. Mas vem resoluta. abvta^;l a acIuelIa a Huem ,se Pre'
ere e torte, para desvendar .H1 .tor Por espo.a de pre-
nencias. Traze no pei'o a cora-
ge tn immortal, filba; po:s eu go-
sto das almas que se oxtasiam
deante das montanhas.
IV
V si te percebes no teu pus- :
mo. V si a altura don cimos
nao te suggere coisas mais al-
tas. Dixe-me si possivel que
urna alma veja serranas, e lhes
meca os fastigios sem pensar
nos destinos...
E nao te esquecas de que o
destino, filha. o grande myste-
rio Dar-se- ento que, tarde,
o grande mysterio, disfarcado
naquellas sombras collossaes,
venha poisar ali, no cume das
montanhas, e que nossa alma,
sem o saber, mas presentindo,
esteja aqui a enfrentar com a-
quellas rochas como si aquellas
rochas falassem ?
VI
E quem nos diz mesmoque as
montanhas n5o vivem ? Olha a
quellas mmensas cerdilheiras,
como urna multido de atlr.nto-
sauros, caminho do desconheci-
do, abalando a trra, uum atro-
pello monstruoso... ou ento
dormndo no Tempo, como um
protesto contra a morte...
VI!
Ah filha eu te digo : as mon-
tanhas sao vivas! Na sua gran-
de eloquencia, fazem crer que
no Tempo ha palavra. A monta -
nha fa!a pelas attitudes, filha, e
quem rae dera que os meus ge-
stos e os meus longos silencios
podessem ser entendidos como
os silencios e os gestos da mon-
tinha!
Rocha Pombo
bris % meninice irriqnieta p ira da-
rera logar a urna ere ca eai S. Juo,
mais arraigada.
Para mim a noite de S. Joo
agora ridente e triste a um tempo;ri-
dente porque me transporta aos lem-
pos j idos da minha.infancia riso-
nha e despreocupada; triste, por-
que, fassn do-me recordar pela me-
mora quasi apagada os passados
tempos da minha meninice, mostra-
me tambem o lira, o triste fim da lo-
mara da vida.
Ainda assim grata ao meu espi-
rito a recordacodo passado, d'esses
sonhos innocentes... que a minha
alma ainda entrev atravez do tem-
po. Si a evocacio dessas cousas pas-
sadas me ene he de.-certo inebria-
ment, as liras da javentnde, eor de
rosa, presentemente, amertalham-se
na negrura da realidad, na desillu.
sito do destino.
A infancia nma flor alegre que
o tempo de apiedadamente arreba-
tou-me, arremessando-a para muito
longe, afim de contemplal-a scintil-
lando em oscillacoes deslumbrantes
e saudosas, na escuridfio do passado.
A infancia! Xo ha sambra oue
mente a von ade dos olhos, nem lhe obrnmbe 0 c(J da existZ.
pela coma dos dedos comofa-(ba nuvemxqne offusque o brilho das
zem hlouns que contam pelos suas alegras; nao ha presagio que
lhe entristece aalm* venturosa...
ferencia : sua belleza. Nao o-
lhar sino a tormos-ra na esco-
Iha d'uma esposa, querer, co
mo dizia a ruinha Olympia, ca-
sar-se pelos olhos, ou segundo
urna exoressSo que Cornial !e
empregou: pouser un visige.
Ileirath* den Weib, nicht die
. Gestalt (proverbio allemoi: ca-
sa com a mulhc;-, uo com a
: figura.
L-se nos preceitos d
ment, de Plutarcho:
Xo se deve casar
casa-
unica-
r'edos o que a mulher lhes leva
pelo casamento, e nao conside-
ram primeiramente si ella tem
condic2= ties, qu? possam vi
ver felizes na sua companhia.
Lamothf le Voyer diz que o
somno eni que Deas mergulhou
o nosso primevo \.ne, no mo-
mento em que lhe q'iiz dar una
companheira, foi um aviso para
desconfiarmos de nessa vista e
para procurarmos mulher, com
os olhos fechados.
COLLABORACO
Kecoria^io
A caro amigo Pr. floro 8- da (osla
Oh! a infancia! si eupodesse vol-
ver aos scus bellos sonhos!
A infancia, j o disse um notavel
escriptor rio-grandense, tem ardura-
cae de um sonho e um sonho "breve
se dissipi.. |j
A infancia!
Oh! como eu a relembro mais urna
vez nessa noite de S. Joao!...
Os echos do passado, em delicioso
\mnyir, trouxeram-mi mais urna vez
memoria a recordaco da tradicio-
nal fogueirado gloriosos. Joo Bap-
tista, ericada em frente ao ninho meu
paterno.
Ainda me parece estar na crea
matriz de minha patria natal 'con-
templando, cora aqnelle enfhusiasmo
infantil, o cordeirinho de S. Joo
esse cordeirinho divino e meig, qu
produzia em minha alma urna alegra
estonteadora!
Quantas vezes me p8S80n pela ralReprodn2,do >r
mente embryonaria arrebatar do do-
no o formozo cordeirinho para, em
casa, soccegadamente, o poder con-
Bellissima tarde de maio, po-
tica, encantadora, e muito!
De, passeio, perlastrava eu u-
ma daB ras d'esta Varzea Ale-
gre.
O ceu escampado de nuvens
arqueava se azuiino por sobre
minha caboca; paivcia um estn
dal de sapbyras.
E and, i muito .
A> pasaareu) frente a egreja
d i 8. Raviuundo Nonat-, depa-
4ou-e-nie. uuia don/ena de
asp.-cto subtil, niysterioso.
Alcandorando-me d'ella, dui-
Iho a entjnder no dialecto
mudo de ateas olhos que dse ja-
va iallar-lhe, mataiido-uie assim
a curiosidade que me assoberba
va a respeito d sua origem.
E eis binao qtiando estonteou-
me a sua formuBura ...
Era um archetypo de belleza
em todo o seu conjuncto, como
em cada urna de sua* lionas.
As suas faces eram rubras de
carmn; os olhos, scintillantcs de
estrella; os dentes, da brancura
do marfim; os cabellos, dir-se-ia.
toucados de sol.
O que poveni, mais me eston
teava, nao foi tanto a sua for
mosura, nem p a r e c e r- m e
ella intangivel, mas sim n3>
poder eu approximar-niH d'ella.
como desej.tva, e por mais es-
torcos qiid empregase.
E nesse afn nao podia eu ar-
ticular nina s<5 palavra que nfto
fosse a d'um pbautasma ou da
sombra.
Comprehndendo ella o meu
desejo de fallar lhc\ co.no pa-
ra fazer-lhe urna suplica, atirou
para o meu lado um elegante
cinto verde qne relaa com o
mesmo brilho d'um brial de par
puras que trazia.
i E eu, seni poder ainda ligar
duas ideas, lembrei me entao d'a
quellas palavras de Camlo e com
grande esforz de minba alma,
cheguei a tai tamudeal-as:
tiZSer*, porventura a Espe-
ranza que vem do co para miti-
gar com suas doces frontes mei-
gas*a3 minhas dorca e trstezas?
Sejas'bem vinda, pois. doce e
eterna Esperanc, pois que tu,
parece-me,se e Hlha dos comes,
dos cimos eterno.: ..
< E a este tempo acordei e nada
mais vi do que, d'olhos fechados,
eu via .
E a passarada canta va ja ale-
gremente: era de manha.
Sao encarregados da,
c.a aqui rw'Joazeiwi**1jiide mais
de ieBCntos j pagaran/ ns sua-;
gnaturns,o sr.Vrrancico
Linliares Tourinhof no Crato,
onde quase todjgOTainda ot<1o
porpa^ul-as,osr. Jess de A-
encar Peixito; em Milagres,o
sr. Raymundo Hrcules.
Esperamos quj todos atten-
dam ao nossj peJido, mandan-
do, quanto antes, satisfazar as
suas asignaturas, pois o segun-
do anuo de publicacfto d'esta
folha est prestes a expirar.
Pr. *m
Acha-se er.tre nos o nossi
presado amigo, distincto cap:-
tasta dr. Jos Simeo de Mi-
cedo, acompanhado de sua
exma. familia, pretendendo d'e-
morar-se por algum tempo.
' S. s. resolveu estabelecer-se
aqui com urna casa de negocio
por isso est construido um
grande predio prac endencia.
Visitamol-o.
Coronel pedro 5ilVno
VarzeaAlegrj
Renovato Jnior
ter sahido incor-
Passou hontem o S. .loo, da das templar mais de perto na saa essen-
crendices e fe-Us populares. j c,a,.e divinal meignice!...
Eu, meu caro amigo, sent nesse Ka ^hta do templo, a natureza,
memoravel da urna pungentsima
saudade do passado alegre e deseni-
doso.
O dia de S. Joo faz-rae recordar
o passado tempo das creaneices, em
que eu logo ao romper do dia, febri-
citante de enthusiasrao, esperava que
a noite comecasse a envolver-me no
seo manto escuro, para d'ahi a pou-
cas horas soltar as pistolas, os tra-
ques, as rodinhas de sala, as ehuvi-
nhas etc, etc, que durante o dia me
davam de presente!
Passaram em mim os impetos le^
como que agradecida pela veneraco
que renda ao excelso e glorioso S.
Joo Baptista, atirava-me por sobre
a cabeca urna immensidade de bran-
cas e perfumosas flores que atapeta-
vam o solo com enormes fiVos que
vmham a cardume doidejantes pelo
espaco...
Oh! que bellos tempos es.ses que
j la se foram para nao mais voltar !
Oh nunca mais! ...
Joaseiro do Padre Cicero^ 25/6/91!
Manoel Al ves.
v\a^b.x.a.s
O Rebate'
No sentido de melhor?r esta
nossa folha, prestes n entrar
com todo o de8assombro em u-
ma phase talvez a mais nteres-
sante de sua existencia, pedimos
encarecidameme aos que nao pn-
ga-am as suas assignaturas, al-
guns ainda do primeiro anno, o
obsequio de mandarem satisfa-
zel-as.
Den a honra de sua visita ?.o
Joazei'O ^o padre Cicero* nos-
so ronspicuo Tmigo coronel Pe-
dro Silvino di Alencar. altivo e
independentJ chefe jolitico do
Brtjo-6eco (Araripe) onde ga-
sa de real prestigia, de legitima
influencia.
S. s. foi-alvo de grandes de-
monstra?es du eympathu, e de
estima de toda esta grande cel-
lula do organismo nacional.
Os principaes vultos da trra,
represeiumtes do povo, do com-
rnercio e da imprensa, foram,
precedidos da banda de msica
local, e ao espolear das baten-
as de foguetes, levar-lhe a nrtta
branca >; sincera do seus cum-
primentos de felicitaedes.
Fallou por esta occaWo o
revdo. amigo padre Cicero, em
cuja casa hospedara-se o Ilustre
visitante, regosijando se com o
povo n'aquellas manifestaces
de apreco ao coronel Pedro S'.I-
vino,
O distincto manifestado agra-
deceu todos aquellas ruidosas
pravas de consideraco e e mat hypothecaiido-lhes seus nn-
timentos de amisade e oEdarie-
dade.
Registiando aqui a visita com
que o distincto chc-fe politicj do
Brejo-Secco acaba de honrar-
nos, fazemos votos pela sua
prosperidade pe*soal para gloria
de sua ten-a, felicidade de sua
famdia, satisfacao de seus mu-
nicipes c regosijo de seus nume-
rosos amigos e admiradores.
Maior francisco Jfsacs
Esteve n'esta locahdade jun-
ctamentt com o coronel Pedro
Silvino o honrado caw.lheiro
major Francisco Nunes, digno
sobrinho da exnr? sr? d. Carolina
Sobreira.
Cumprimentamol-o.
I
'- -.--:- -.
autA


Full Text

^f^mmmmm

Ll^ET *~I
-
.-. ittn -. -




-
*.' I
i
-

-.
. -"i -
: :------
- .
... t;-,. [M
u* .rt un i un mzun au
..>:- etn .-.n-, .
. .' \*C ME BU ..:!..
ura. .m uuu mu .>.-..u.
. .
.-.ni *. ... u: nunuu tat-
.: .un Kjinsratr i ^uti-
.1. ib :;..n.'V.u fea Ma tu
aua un n;a. .i tu
: -ii .i 'aiaa.i- tfaa NUB**
..-. uur. tila i.u.
BKU clfl Y* :.
. iuum Se done n
.:;. cu.-- Mua i. -i- -:, ., .....tnai nt
-. ahup* \f*r. .*
. tur. tu >'. iUB

mta....... apa a-.!-. -
i'.i.l mmnT ~ utu>
. .iiumiiu auna
ali.:. -r.': mu-W. lt*-)i.lt I i-
Ul .-,. I ..... teNBBBMB
uaa i a* anan
UBtUn l*-:u.'.'.. (HMhHUI i
mi .' -..m-m- gaj i. bbbb~
.. -......i'-\H- :
J^bWi t>nfatnat
...a. ..ni- ,) MHTBIBn UB

vetnratu tart
.<: ca
f
.
>
na.\ -
-

-
-
ruuu cu u;i". ui m cum
mora ib aiumiiagtaa i tb i~
tbm angun
i -.--- gnuuba Rubnuaurtu*
.:. Ilia: u
unv'ti ui 'i--- uun*
-. iuu-. .. U l'' Uttmu
..-*-. th s nwuaa..
., :. ut. nu: OBI v.il.'a.
n ... es. nnnnnutmca ti
timtMK ib a-
niiii luto uciluunes
:-::..- di nunuu tn non
ir-- '. :-. iiuuHweiutnni a
l raiuii^'. utBrm- i frus" "
no- un pnnsrai iuuutu--
irrarruuau v-*-ii*Miu*ttinwin:
- rwinrn' pan i ttrmtni dn Btnoi
nt-rim* nuil-. botterii i
mulii*:~ an .< DSUUUUn hm:.:.
.mi l'.ui
ulm" u un niv.aiir.avi. HOTO
k nnr-iiiiu a.'.-s: lut
EjCi .,.i illli.. BBU )HlU 'J
E miv-j. nitu una l-uu.
iiBKimwnr mi/Gimo niir i!*"'
Ullltli li -'U-.
I" un. Minaivuiiiuruat u
: K&imiu .i ta muiii >.
I UMfeHl
a-, i'-.at. BOU '.ra;. Itt :..; '..Uix
HBfl
Iteran a moi aem kiuihu
mmmt mjAm ; mra
BQB WUrtUlW uu. -.' i &
' rj-ul>: -. t- |MKBi ''* 'lia JTCit
:ir^ dn I i:n;i taWfcrtw
n '' OH nMtw ihww a.
MBI BU
i T ii.Un ".ni* lllf iliv.:ll 11" -
. lllWilllllllll ai--auil--Uit '
ciiir. num.. *nu.uuiiu. is
unmiraa.s ma a-.:n i i)>-
un )i*:iium I---- Ui'"' i ttaui KUll
;U ..
I li ;, b l) a
Bu sai boti
inoran int&u niii. a*ul
.:. IWlli.i JI
. -..II I [llKttirt IB lu"
BU BBU -.la- :a. <\u: ;,.ul-l.:. ,-u,((1 ..mniiiUBIU- I lia-
: '""
n
-.i nmi puta) ur-M. lu i
nif.hiii Uui air'*--.,!.- ut nimia
uta &a BU un (BUB DJlIltt B
nu mutnt nnjpv :.ui i n wm>
. m nundb i m un i m
ii.iii.'. .nmvmifinr aitnawnan

iJini-ai-rui'. nBfpBtH
_na Ul un ni*' : **,v'
II! UU ;a;'i 09 Un BJK* UU-
li;/- n Hfl tU mal iliaiiiliiiii'
mu un- un .')hii:av-
|i ni BIUI tH ai- .ilictlu
ni:.
lli.-all-ni:
mt
ttc i.. aiinu. i iiuiirai- CU UISSBS I
Ma t n-^i knmua cui<. xualimus fimanua rsui
stu. .i- > aun :. cuiotis "mu ssi iBUUunr uimui^mi -a i u- busjuo
b . nw si con voMmoa :ani.i*.-n qutiinmusiuj nu mSlnm uaom 'fnii .-nr iImb -' na
ttUU uinia- nu: viv*, .n BMUBl loiu^ ttujnw B -'ll1 HfauSB '- iiuui-
.'' ?>i. uicia. ui:'. nunca v*-- muutann iiianuu i Emui a ib us hudui ib aoo tb ubu
^*- unte "ota th ma eusc un pmuc*ihu uMttBVBi ib Mimao uonun n "i- n awflnwi -
.i:i:a';'ur.: : BBS. 101 H9M > 81 DB B^UUBHi l' *'
iv Buiusmca .-~.:\v-.. rjrnr- mi mu tarquasa mu. mu
t t- puls ;**;- vivu- ftbtU) tr: un HBMthfflB iiu: mt uiuu-
<. iw\i capwcwotfti litrsuiJiui- un nm {fua amo i ,. i|i- i minan uiiu uitn bflXi uKubutat uauTiniiutUi. YUu.
: mun un B muer ibilwtb
b u in B
a i uuiiif
intutu MBtO I
II II
UiililU (a
:\u i|U lutiu: U*-VUnT. b iUC. es'ilbUIUt l^ .- a: pif^turTr: illiiiuiuiiu;
-.-:i BHtb u*. bK: mu ]-t cmnrt-ni7..
nli: unvtmu- pon nu-
. .,.- u ruur ucMtfs*~n l>cu^ i aiuineuuxti: iuh tu ou-
mm ^- ihihi fc *jiT>jltti ur viuu Funis -un. i ui!;. ui
i w; n;.!: I mu; nu
I
ii
Illa
i 11
tu ii..-. .- un
su- un loi -

i tunero
-
^ar>- t
..
;SST ^! =rri imr "- i;-u """
uenlm i tauB ur *r mm
t-svuw. brou |iMsjii. i^ i.
mutu Knu:i, t.. mu w u.
rSU SMib va: nuii. UUTrt-u i. nir
10 cuuut-n u* Brtumuji iilKBl
- "' &u* bj uunbaa un wjbi-
CrtSSLBT?u-'' M >-.-.. m*vuw !-... un. ,, uuub. -u, ^
tLra*!1 -^ VKwut. Lonu-vaniuaui nutr. i> ._.w.. tm .* t- n*u mu,-
BW ., ** n|pr ue{pi u he. uu- uriana i muus. ,^-^ nt* cus-usun- -sau- ti^i-
:-v^fl#i*W#Wti, jfwwwni .m-' iu rifai u* ataMwutt*. ik-*
4rrm'*iuuncu irra. inWliwajB i^nu-so <*=*v'
&>rt-rtart*.. &- *B| 5 -
rfrfri.inrt- ^- Vftca**- woa v*r na nma-ia. imaimi u-mm u* mm i
>,,WJnnW,C.fl' mpS^ uuuv, .,*. **' "^C*aBaaai ^u-u^t-nn.
'T?eam -dade ib1 ^ ***** ^^^ -"^"- l^-
j-j i-aa '. s*V drt^ d'a'!"- '". Srtarti sin
ic jniuu-iaau- .bu* m-'f
TWMa^fi
a*n> "
*^* ** "" '- ^ "-"""i---^ asmar. uuunB mu
< aumiu '_ -uie*
.m <^. v:-. nmuru:
f.,*,ri/i -iHmv l' Ull lAlif
i.i sm i tnuuii.
tbuiaub tu amano
.< h u i par na Ul*
qm b tu una anua lamia
nu. mu i "i;"- "i-" l"'1 );,/
aai
miniwi n i|U" "' '
nib.
*
,-am -oma nr ur urru
boaa i-'*^ ana*: u- wub *
^ de e tJWfi :HfRftwPfi**.W u aaut
>. tttmiwai .ii ii' ii-.-u--"
'1 I1KI>. I| IK LU .Ull.i
.i.- u i. I ni- BRltMW
. (r..r: li- !! I
tu msi .i. i iimriinuH
,i, IMtJ ;i i- .......
\,.u ...I. ; ,ii. -.
.
,.. ., ..... w usna ;,,: uuu-sr
un. a i- vai. .. a n 01 1-
tUU'i i.a ". '!.>. '--ii.ai:- tRH -
Ul ".Ul.
Huita aun jali
mi,, .un. una \i miifi Ul b>>
l-u BU J- "' ":''
UleUum MaOB w
,,,- i- ,. la t aiill-r a. t:
ruufbi
..un.-.-,.! W #UM i
ii..-iii rain.'" B. W "i..-. P
iMjiuu briall a i > a*
aai touniH Ba ru<^' "
auiuj-
i. i. i < '
...u barn
lmtflin iiuunim : -''
laxaBj
-
La sin i iiiur.i.". uuiUi. =
aaas Ib -u""'*" ***
lu.-
f-ss-: U* imXKJrb) IP
;-i naiuiiaas "", *<"*
^ ur luHIM'Itl il"!* ''
amiiui
Ijflj i*niiu hu ,1A
iawa, )=. "'
aan oiuiunu. -un '..,:,.
mvuuewatl
fjaBa) nr laauaai '-'*'
w. nuua ru* aariuBjTrnni
miH.JMi.SUUK. uuu--
)>r-.niu.- u* 3ii- ll
usan i ubuj *>"*' ''* '--''
,-BBittUBR O1**-"1" "'"
llBK^-tru-aIa^, "n*'
cuj uaa **^ anuai bBuw-
^ piaa ubi aa"'ni k
A* an-jaaaT '"'
Ui.:. uaa :um.;m-



xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E13EOVQEU_NBUB7Y INGEST_TIME 2012-02-29T18:40:04Z PACKAGE AA00001672_00088
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES