Rebate

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Material Information

Title:
Rebate
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Creator:
unknown
Creation Date:
May 28, 1911

Subjects

Genre:
newspaper   ( sobekcm )

Notes

General Note:
Newspaper issues from the personal collection of Pe. Cicero Coutinho, Juazeiro do Norte, featuring articles on Padre Cicero.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
All rights reserved by the source institution.
System ID:
AA00001672:00083


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Full Text






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CEAA ,, RAIL *D I
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1911 '" *44


ANNO-II. NU1. \XC!if


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lef[ Port u-n aIl f..-. e**, nh ilil
CABl ic a i deixon iega ;i,l r -I ,, I .i.;. ,e pIIre- 24

Temos o prazer de, n'esta co- (o',,,, -..) ido appliCadts ;a .. A,1hiflm ,1n-ill 11
trashs na 2:;e Ili I e q l meIt.. ,-191
lumn-ia, registrar que foi reco- nos Et.idos L':n. lin.'er;aI dI) .r,',
nhecidu, Senador Fcderal, po "- Norte.. .i. las f l,-
tste Estado. o Exmo. Snr. Dr. 1 a I s a'it nO;.-. .e attr b-r-- nI:'. vi, leI ni
F, ancisco Sh.candid.to unanime- t .I35 9 Rnig de!!a' J.-i mio .ti agin por u ni. p:tlrt' ,, .-io pou;.-i-'n i. ',. detir. a *'
monte escolhido pdo pujane e rt1gal a tort~ .: 14 a'.ilt.tla s e in-;7 r Ina, a ,i.,l'.>
mo)nte escolhido polo puiante rv-(e I/I id)t-Irv catthli..os, e '.i, t,,'tlt'. a,
..ri A arnai das rivio.ir d).; |esn a it (: e1 di'l- t ntilic o., e;.r a re- 1. .h 't iii ss i a,
vcnsoliado palrtid, republican enraizra-e to r n, lo. .ade. A ut concerto I ,
-earen.-e, v.loroso partido cste :a, so c rria mt,', : ,- s .,_- vi-se txcl J f'etipen- I'.:l c.n i ..- s n<-, a- 1 -
(ie tean c io scoi verdadeiro sos, mIas hda. e:;tia .t:n :i -, i: )- ':os deo 'g da es- g. n ai ,iai l:..::,I ;i ira a ,, 1 s. .'
chefe o maior estaista io Nurte ros. im.las esp. No, m o eit r,'i,. '..
t LExmo. Snir.Dr. No.wueira Ac- Snpp:)snhamos "I:: ,1-s riiezirif nI eiornMs que a M- ra i n' n .t -a a .
ylF Lsel \'etd eitit Nd *I, ~.*:II I,'ll, Ie ialmos para dar a Ii osso' ali Lt-oly, 4 )di-, onIde estives. o 'r.. e r:a n o o pasadio, as c nmoididarles ea.s nl"a c:ltun'i i. taii, R c ti.i qil An1o '. : .. .- .
.O.m co'ic valor moral trio r j.rd i .ei e iv'erslels qua elles ie.frutaviam, e lprotesto coin t'Jda a, v:.,n.-i da Beijan) .; *:' e tr.
do ex-ininist:-o da Via(;o, quenm .a sua lat.ri:i t., I p .-..r Iini. to rilais ainda pt a sustentar o minha lm:. A s- i p'int a ., v l ..- .
o tern accomp -nhi ,id n u vi- i'Vuitad I t n-. ;< .- -t r -. it i- P'aresso ,constaitae inethiodo,s pe- I que tant;a v-.:-s i;: ti t i.l-:i t Ani',
da polkica, anal,>r1 do tof) os as 0 G0 a u1 At.V I0 *1 1 Ir I t i-l) 1 da polUico, a~ys.,.,.<-o to oS oS ,^ r n I_^ b.lll t-st-mu.ho, uvam-n, a para sI._ *t;i-r vnntra r;t., a i- ;nI -
',)xa a i' ,, 1i ti tt -t- v *.] i i ,t- teSt ni 0, igUVa a Pt I l :t f t r :1 I A moo pral -1 I
seus actos, perceba u.) os reaes lent e, em p.rtiail ,ip'.s,.s have- lt contiou'ara ob do."s editi,.. a o ds iln-e : -...-. i .1 bis i .a '.,r'
esforgo03 que ten, sobejme:'te res o falt;ir.; al inril- isi que a frequ ia de alun mias .. i~ x it '.- I ,....11 .. .
empregaI a bcb icCausa PU- os o in,-. 1 i *.: 1ni o n.. attingisse n numero nmuto pletaraos. de to!i,.s ;; c' 1,::-. 'n- i
blica, nita poder deixar do sen- piz. Nito s nt. M~ ,ta ve.Z consitravel. quisimos [rm l-; :>it ,,'a ,. le
. e satisfeito vendo-o honro- dep. i fu. r-1 it oi
s~,mente occuiar ua cadeira no Les para prover it s:t agt. dos ml:nuiin a frequencia em Ctampolide: i. q n quaal a av t-" ... o,,i- 1 ... m.1e que co. ,t r.-;
parlame ato national. menus religiosis. foi ipoisi ist l r intet rimper a. i bral. tjr o t ves-.fm ;. -*,",:--;la iios-
Scientista e patriot, quer nma Sobre a ad mini-tra :o'.d.)s bean da Mair tarde, emquant) eu goverinava siV'el al itr.ir nt iol;it.i a; I u,,t v t n
imprensa, quera tribunal pa-- Companhia d.' .Trs t.,ste urn sem alilla casa, ptde adantar a n011- ;, n11 e;.:;I .. n. imupransa t'e-lr .t.: ,l.:' enttr.o
1-mentar, qtnr no gabinete de numero de pr.I-n,,.. I quie e born strito do edifiaio, mis a perse ui- Uorp:I.i .<: ;' it :, --. .
mentarde zer.o ,ient da imprInsa jacolbina tanto n,. o1tUllt,, inI no iUtra- A !. en :t.:,... a. ,,r lirel.I !
estudos profissionaes quer, en- brira de fazer ,,bre rt- a--umpto no:,, tltinmos tries nios den o nimesmo ImI. Q' ,;t. ;'ez e-- n -; conve'rs:tI
tim, no exerci:io do elevadocar- u!na se de ,,nler: e .- uicas. re-futalo que eni 1901. As obra. e- itima o, Jos Frr
,-0 dd ministro da nagao, tem-se Mis tolhia-nm. a lihber.l l.- de as 1estavam p-ois interrompidas La inais larguissim:,s i xa e J a4 num.-rosas
revelado um home de real me- realizar a sitna.;i- d,. imn.(niito en. d )lol. s ananos. Esta M qu e ver-la- iboeriI orom u.e t.ilt b.:.;i i'ttim
recmento e necessario a sua ique nos eollo-iara o deret'i de Hin- e sabre as riquezasdos nos-oS Col- as MIseril=rp., p. .z'e:,i, e em
recimento e necessary a suate-Ribeiro. Ih.ees mn e teste-mnlh: ioi' em Portugal. particular a ,lJ. Purr ir- fiz, notar o te tavilmente ilfrui.tiita. -:lees-
patria. de quanto esse dlislarc. era mtort;i- F qtui d:rei eutao da SAbem-n'o todos que,duranfte cativo para a fIranieza tide men cara- niar:', isto e, dos tundosdestina- Part minim n i .1sas rz:1 tives- r, e auos iultimi- votoss, ti.r,,:t-,
o pouco tempo que fez parte do cter. vexatorio paia minodo como 1''" ;1i fii, .ago dos nossos iovels na s ? sio) (destn 1.t a uL ra. d.t C .)J.- .o!.,P em n'.nina latt, garant..- .a.
ministerio do Dr. Nilo Peganha, sempre concebi a libe>ri,.l-, c vio- m"nifn a ? uant.s adversaries panhis de .Te ~ 1,'. r,-,!. v.. t, nt. ,. i,-.
tornou-se alv de admiral e lento parauai t .-,d e adra- dos .,,s no tm gasto acerba e,,;, d-. 1. a 17 a:nos, p6de o re-
tornoue areverente que con4iagio it Corn- lr'ae dis *retar contra as nossas 3'?-5.- O 3Q, li ,.-, se dqalia lo da Cmpannia,
respeito, tal a aua cornpetencia, panhia de Jesus. riqiluzas. sem tunca term pondera- 0e .,etI sem duvida onde inio it .u-
tal o inegualavel interesse que I)uas palavras ao menos sobre o le do des-p.ixonadamente as circum-a n :e ni 1 veidadeiria voa
tomou pelo deseuvolvmrento assumpto. s tan,.o ad osso recrutament.e da I,: it .s os proiries adversrios
material do paiz. A Companhia, que n( soe governor i ss3a ;oqueetmao Sa a .. u rn- l 'e ei i li', p :iiia em1 [ ot-ale-
Estadista sabio e coherent, rigorosamente unitiaria. ni sua ad- A lurniago daCompanh:a mui- a prosperid .. .-li dan e l-!O a.'mIn- 'r.1ii d' r. r i l I..s a t i
tao abs rsponsabi- ministrato pelo contrario, eom- to dt morada. O religioso, que nela h o't SS': lr dnefeaa ns te ati.,lar. ',I,-
ao assumir tao altas responsabi- pletamente descentral:sada. Cada perfaz todos os estudos, ter inna e- Ia. i o-ii.w e' r cas ,senllts ntes da prerlaa; i':el
lidades, scube, comr largaezas de casa se administra por si; e nada e dncaiao de 15 a 17 annos, compre- tanto nmais itato nmai prt'i'a f .,I da R'.ilpublica, os r jrlaes' jaicobillws
vistas, cumprir o seu ever, nao mais fantasista do que a iamosa bol- liendetndo a forma cingindo-se ao rotineiro exem sa commum que te ispirado tantas noviciado, o curso plo de ilterromper o piano-de mentiras. tolni(ttlras em philosophic,, e',,the- direito (Ie ic,:,Vidar q'em ata o- p, a : ra .
plode iterromper o an Pis : em Portugal, se, gra- i)-gia,. g-ralmeute separadas por d(otes rI'das t 1ra .Vi s a I' ia(. O)a t.ssas cartas so. mnode-
reformas uteis do seu anteces- gas Arigorosa admiiiistraCao dosSIf- um-i epoca de exereicio de ,pedago- Ds, a tl. I -se li:V :nent. nelh. I de prule:imt'e111at qL e I .,i-
sor; muito ao contrario, com a periorcs, as ca-za da Coicrgpnhia de gia pratica, no magisterio. Devo, cot'f ,t tz-I, r:T. restri..-. uo 'e atural. e qi:, uno r eos t aplo l-
maior dedicca o continuous a Por outraparte, grande maioria, para a (', m; iVi'ia de .l 1,a e Ilet :e( soiv hre nLo ros tco lmets tr1'.
executal-o sati-fazendo s aspira- -- a quasi totalidade das vocaybes para restr;,il'Io ,a trit eXtrt e -,za a jmi- j' o mn leta, sen ,1t:1
es o povo e mais, fazendo ou- a tilmpdoahovo demuito modrtosgal ram de s. 'es exrSa r mmienal- inas .o txto innente e diigniu de
tros tantoL m.lhoramcntos cuja cadeira que tern sabido honrar s Da result ue, para de t i n dte as esrev, tr needs d., -
existencia sedia para o seu noni- no congretso national e maior1 nlia de mais de 200 religion os niio m.- s s de a.- lir ser non umatse.,n- ,itos a mis peremptnia resqpu : ti.
o mator padro de honra. ever dos republicans reconhe- leigos, dos quaas, cerca de 100. sem- bra de alli ..m1 ?. Iit, a v',. a -o de calunias que nos asacaul
E to r-ecommendaveis foram cerem como rcconhec"rram o pre estao applicados aos estudos em Dens, onile ;a re.'oIo!e .-cr;i:o.. Assin.
o s f.tos qe. and a in candidate realmnente eleito pelo Portugal e no estrangeiro, havia a- tenho .e t .z;., prler.:. seo.are os 8WS ria
o9 sos f:tos e. q a ad cearense penas, como fund para as enormes lieus irmuaos em reliiin. t franca-.
justia dos despeitados bateu- povo cearens. b render despezas daquella Extensa forma5o, mente, se lde rro uii, se hnves- (Crto qne se esta existise entire
the a por-ta, a inprensa altiva e E n6s que saemo r as poucas legitimas, cujos rendi- sem, Inio somente Fe ;.-t'r;amn do n.x ,ai era ao s iomens que se ti.I
independent do p!iz% inteiro ex- preito de justice tao somente a mentos foram livremente destinados instruccue.s d~a Comp.-,i:. mas da- ar-iit.do em prot.ectores das so-ie-
pontaneamente levantou-se e em quem imerece, satisfeito. corn o a este tim por un limitadissimo un- riam prova de pour) tr... <('..n etei- dads secretas q(,? comtet'a perse-
inguagem insus a e coneni- reconhecimento do Exmo. Snr. mero de religiosos. Po&so testemu- to, urna d.ts primeirab pI1.tr:!,ti!s di- 'uirem-nos por ez:e titalo. M.a., n.I)
linuae em insuspeogia merecida or. Fr-,ncisci. S, felicitamos a nhar aqui que grande maioria dos rigidas aos cand!dat,s. nq e~x d' n a.:'-agio inais ialsa a no r-
nte fez-lhe a apoloa mrda nc nossos, em Pgrtugal, nada deram a adniissao e sealun, da C.,mpanhia peilo. ,0) Instit.nt') e as .Regri-,
-est.-cando como um ministry S. Exia ber como ao lnos Companhia, on porque realmente o procurou attrahir para ri)s; e qial- :la Companhia de Jesus ho.je nmali
benemerito, ccmo um dos brazi- venerando amigo o Exmo. Snr. nao tinham, on porque, sendo pobres quer joven que assmi ta.ss.. s l al- qrie inuma estiio patented. a quemi a-;
teiros mais itlustres i'estes ulti- Dr. Noguaira Accioly, o verda- as suas families, os Superiores os liciado e certo que nao) persev raria. quizer let e e-tudar en toda- as bi-
leirosmis illustresdeiro chefe da political carens, mandaram deixar a ellas o que Ihes pois a vida da Companhia ,i de til bliothecas publicas.
mos tempos. s notavel estdista do pertencia Dahi resulton que os tim- maueira vi la de sa,.-rfici.-, a sijei- Em Portugal, a le:crio secrela ,re
Porano, era u deveritia dos dtualos tormaeo e instruc- go de ,dlienca e entre nus ti-. tiha a Companhia fei-nos imi-sta,
nosso Estado, p.lo qual elle tern Norte a cuja aorientao pol a dos nossos jovens eram absol- abuu-gada. rabalhado, unanimemnte fazel applaudimjs ecbedecemos como tamente insafficientes para lfazer fa- Deus pode assgurar-nos a tidelida- les que. a ftente de um governor que
-i ota.o, unanimeza ocorreligionarios disciplinados. ce as despezaw. 86 agenerosidade de de; e a obra do home e aqui Incn- se dizia catho1co, nao tiuham cora-
o voltar, com o o feza occupar a c ...


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EXPEDIENTE
0 .REBATE* publica-se semanalmentt

REDACTOR--CIIFF-Padre Joaquini
de Alencar Peixoto.

GERENTr-Francisco L. Tourinho

ASSIGNATURA

Ano..................................*5o000
Semestre ............... ........3$50C

PAGAME:'TOS ADIANTADOS
As publica'"es d( int re~so part I -lar
os annuicios depepn lm il? contracts. sen-
do o pagamento adiantaiI, lo.
A redacqAo rii'o .re.4pjn,;ivel p!ns pu-
hlicaaVew in'elictoriaes-, neo pelas pu-
blica;6es alheits, assignadas.
Ac eitam-s a rtigos de religilo, science:',
ritteratura etc. prehenclmhdo certes con-
jievtoes.
Redaccito. gerencia e typographliia==nua


Abre-se entao de leve a minha porta:
E' Ella Entrou. Na pallidez da morta
Uma aurora de beijos irradia:


Canninha .. Chega e diz-me n'um segredo :
,,ULe tel rosto ao meu; nMo tenhas medo:
.,Venhoaquecer-te:-A noiteestA tao fria!
sufficient para chegar a forca pu-*
b lica ? Luiz Guimardes
Mas io havia. Em todo aque!le Liz G
vastissimo edificio de Campolide a-w
penas tinhamos duas espingaritas de
vata, que os professors utilisavam I e Ah A (1) e converse fiada... t6 existe em-
para diversao, nos 15 dias de ferias I (UI quanto ellas, as taes filhinhas tde
que passavam cada anno na chacara Eva, por ti defendidas, nao
de Val de Rosal. Pois eseas eipin-;, -Carsmo a n
gardas uio foranm apr'veitadlas nenm -Cariimo amarram o cabra no m6rao...
sequer no moment do atsalto ao Col- -Andava a tua procura... =-Ent.o,depois que te ca.
legion. i e-Pi'ra que ? aste, nao encontraste a felicida-
E os t'ros qu, se di, terem sido -Para te conven:er do que o e promettida corn juramento-
disparadeos do Quelhas, tiros corn cherchez la f-mme e agnaior das dla tua cara made ?
<;ue nos tizerarn tao valumnio~a re-, I
puta-, at, em urma nota offliosa verdades conhecidas... Ah!.:.'nem te digo...
que nunca foi desmenitida ? -Javens corn as tuas refle-j -Entae ella nao mais para
O proprio General Commandante x6es ante-fem,'nis... ti. como d ias-me, nas vesp-ras
de Lisboa, posto pelo Governo da -E porque nao?... de teu noivado,o teu unico bem,
Republican, segiinTo affirmou urn re- E que mal j', to fizeram as a tua nossa senhora de affeio6es?
dactor da 4Illstraton( de Paris, 1 1
disse que estava provado nio terem pobres filhas de Ev?... -Queres que eu te falle me-
tido os nossos religiosos inherferen- -Sao tantos que te nao sei Ihor ?
cia alguffa nesses facto'. Quen t o f sizer... -QPueroi
sem os atiradores, alguns dos quaes -Rapaz. toma lim eonselho: -Ella para mim, hoje, e a
revestidos corn as batina. que en- contra essas creatures nio to minha corda de es.inhos...
contraram nos quartos, nao sera dif- rev ltes.. -Assim?
ficil conjectural-o, depois do facto o -Assim?
passado em Campolide corn um des- porque ? -Traz-mede canto chorado...
ses fingidos Padres, que alli mesmo -Porque ellas sio as fadas -Entio, a ruindade, e tua...
cahiu atravessado por uma bala dos do paraizo azul da vida... porque nao creio que a mulher
seus camaradas, e em cujo cadaver -E onde 6 este paranzo azul? saibu nos dar martyrios...
foram encontrar, por debaixo da ba- -Onde ellas vivem. Coitao d ti... que ainda
tina, a farda reveladora de quem era.Coitado d ti... que ainda
0 certo e que os Padres que en- -Porventura queres susten- suppoes que quer v denies, ve
tao habitavam a casa de Quelhas e- tar que esta terra e um paraiza ? -'oracao...
stavam todos press havia dons dias, -Sim, emquanto a mulher -E que provas das ?
e as communicacoes occultas, por existir... -Nao me conheceste antes
onde queriam se tivessem introduzi- -EstAs no ndo d con ceste antes
do os fabulosos jesuitas atiradores, -Estas no mando du lua... de casar-me, quando eu ainda
ninguem as vio ate hoje, e a mesma ja vi... era noivo?
insuspeita e autorizada testeminha =Tu pensas assim,mas eu s6 -Muito, pois sempre fui teu
declaron qne nao havia alli outros me sinto feliz perto d'ellas... amigo...
subterraneos alum dos cans de es- -Tenho pena de ti, meu -JA me viste com cica-
goto. Fallava de Quelhas. Se fallase ro en pen e triz na abme ve com cica
de Campolide, podia accrescentar que car.. trizs na cable a e as ventas
a quinta estava retalhada de minas -E porque fellas assim? arranhadas como estou agora?
de agna,t al6m. d esplendida cister- -Porque ainda nao passaste -Nao! e qual foi a causa ?
na construida por urn dos meus an- pelo que eu e muitos temos pas- -Os espinhos de misha co
tecessores na direccao daqunelle Col- sado... rda
legio. Mas, apesar de terem sido vi- Fallas assim, porque c1r- -De tua care metade?
sitadas essas minas,. reconhecendo-
se-lhes com evidencia a natureza, a to a que disse Horacio: ninguem -De minha eterna compa-
imprensa anti-clerical n&o deixon de vive contente corn a sua sorte. nheira.-.
reproduzir a bocca de nma dellas -E tu desejavas ter a minha -E' caso raro...
com o nome de Kentrada de um sub- vida? -A ta me a igui-
terraneoo. "l -Ao eontraio, meu amigui-
Confesso que nao cuidei tivesse de -E porque nao, tendo, como nho, e eommum e reZito com-
vir nm dia a public defender-me a tens, ao meu lado a mulher a mum a quem vive, como eu, no
serio da accusa&o de armamentos e quem escravisei meu coraao ? seu paraizo azal, ligado As taes
galerias secrets. Muitas vezes esses -Foi corn este palavriado, fadas ...
contos de .mil e uml noitesm da im- meu caro, que eu cahi no 'arga-, -NAo digas semelhante coi-
prensa jacobin.t nos tinham feit po das tortures e nunca mais s antec
passar, a mim; e a meus IrmAos m orr e m
religiao, bons mementos de desann- sa .... -Tu nao sabes o que 6 umna
viada hilaridade; e qnando, per occa- ==E quem se casa vive tortu- mulherzinha esprltada.
siio das novellas espalhadas ha pon- rado? Bom, s as espritadas, qu
Co rmais de anno sobre armamento -Crucifica-se em agonias...' ssim rnsolm as espritadgas que
em Campolide, am Ministro do anti- fica sabendo... s s e
go regimen me dizia que final teri- stres do conjugo... vobis... e nao
amos tido miuta razao para estarmos -Entao corn o casamento se todas...
prevenidos no case de um assalto da acaba todaaquella felicidade que -Meu amiguinho, todas ellas
mra, respondi-lhe que eramos ho- o amor proporciona? sao espritadas, quando nos veem
means mais para deixarmos que nos Ora... ora... tudo vira /t pulando dentro do mundd... de-
a tirarmos a s vida a noutros. qu ra maa... vido ao tal coinjugo vobis.
ar sua a oE a ternura dos olbos. a -Pois eu penso que ellas,
(cestiaia) dccura dos sorrisos, a meiguice coitadas,sao como c era branch,
Madrid, 5 de Novembro de 1910 do carinho e puresa do affect, no terreno do amor... se arnol-
a par dos beijos quentes. das ju- dam A vontade do ente amado. .
Padre Luiz Gonzaga Cabral S. J. ras epromesssis de amor ? -EstAs corn uma pencira nm's
Preposito daProviacia Luaitana -Tudo, meu c a r o amigo, olhos, meu earo...


0 beio da lt

Cresce a invernosa nolte, um frio intense
Morde-me as ca. n *s:--livido, gelido,
No leito ime ergo... e esento o deslado
Uivo do ist.erno, atroz, convulsor imnmeaati o#

Tento dorn.ir. Em vio! Esento e penso.
Penso na eterna Ansente... Ah! si a men lado
Ella eztivesse! Umrn beijo perfumado ,
Um s6! n e .6raardente e ideal incenso..


--=Perfeitamente, pois e quan-
do os laqos do amor se apertam.
=-O que ?
=-JA te o disse...
==JA vi q"e es um future ca-
pao de pintos e, assim, termine-
mos a conversa...
-Terminemos...
-Mas, antes da despedida,
s6 tenho a dizer-te o seguinte:
praga nao te rogo; mas, teu mrn
el, hei da ver...

(1) Reprodnzido por ter sahido muito in-
correcto.
0 Bohemio





0 meu cao e um amigo que
nunca me deu um des7cst,, umrn
apego que nuaca me foi um en-
cargo, umra testemunha que
nunca me trahiu.
Tenho presumido que o crea-
dor, arreptudiuo u I.ACI u ihuo-


-Porque ?
-Porque ainda nao sabes que
ellas sao verdadeiros pedagcs
de mandacard de espinho...
-E's um revoltado contra as
mulheres, como se todas ji ti-
ves-4emn te offendido...
-Fica sabando, meu t61lo que
todas ella- sao cavacos do mes-
mo pdu...
-Assim me desanimas...
-QualL... nao ha home que
se des nime corn takes inform a-
coes antes do casamento...
-Porque ?
..--Porqui ollas .:ab -n da- o
d sm,-ntido, ;iimulando paciencia
e c3nformando-se co.n todas as
exigencias e bilontragens do po-
br- diabo...
-Mas, ainda nao me disseste
o que a tua cara metade term
feito...
Por favor, nao digas tua cara
metade...
-E como queres qua digas ?
-Tua corba de e.spinhos...
tua serpente...
-Far-te-hei. a vontade; o que
tern feito a tua coi'a de espinhos
on tua serpent, para tanto te
queixares ?
-Nada mais. nada menos
que alterar o meu m ddus vi-
vendi...
-Como assim ?
-Inventando uma nova con-
stitniqao em casa ?
-Mais, corno ?
=-Ora, veja IA: artigo priniei-
ro=zandar lorde, eu sujo, toto
esfiapado...
=-Assim, vae se damnando...
--Artigo segundo: ciime de
mira ate d'um pdu de va:ssoura
mettido em uma saia...
=M ~yisto 6 uma prova de
amor que ella te di; e assim no
deves te zangar... pois o ciume
e a lagrima do coraado torturado
pela ingratidao...
-E o temper d'esse maldi-
cte ciuime ?
-Qual tempero ?
-Os insultos, os belisc6es, as
dentadas e as pauladas, final-
ments, que eila me tern dado,
muitas das quaes tem attingido I
as arestas da minha pyramid
cr. neuna? ;-...
-Nao 6 lA das meinhores coi-
sas, essas consequencias de a-
mor; mas o que nao resta duvida
e que=pancadinhas de amor
nao doem...
-Entao, 6s da opiniao de
que, qaem.qzuer bem, da, pan-
cada ?


0 bh ito io taz


0 nlouge~


E-ta historic e antiga, tern os
seus ,essenta annos.
E' ainda do tempo dos frades.
O ciso passou-se em Lisb6a
comr um hornem que era entao
muito conhecido pelas bebedei-
ras que apanhava.
Era um home alto e forte,
de grandes barbas a d. Joao de
Cast-o, cabelleira enornre opu-
lenta, encaracol:.da.
Era casado corn uma senhora
muito honest, muito serial. mui-
to formosa, de quem elle era
muito amigo, e que lhe aturava
as bebedeiras quotidianas corn
uma paciencia evangelica, na
molesta casita em qiue os doi,-
moravam, em um terceiro andar.
na rua da. talaya.
Urn di2, ja meio tonto, o su-
jeito embirrou cornm o frade pe-
dinte do convento dos franc.sca-
nos e pespegou-lhe dois valentes-
soccos. que o fizeram ver as
estrellas.
0 frad,: no gostou da brin-
cadeira e jurou vingar-se.
Dahi a tres dias, quando ia
para o convento coin um colle-
ga, esbairou na Horta da 'Cera
numa coisa que estava estendi-
da ao comuprido no meio da rua.
Essa coisa era o nosso amigo
piateuelssto, 'aO = JoiO U.tul Ca-


mem-est mescla de orgulho e
da baxea. a c o bardia e
da perversidade, do amor e do
odio, creont o ente que vaidosa-
mente chamimos irr;o:onal de
attributes que nos seusibilizam a
alma,levando-a em rept-)sde ad.
miraqdo e respeito a Omn'poten-
cia que a tiropdo barro humane.
NAo ha respeito social que
me impeca de vos d,izer que
tenho nojo dos homens, e dou
aos brutos, que nao poem gra-
vata nem comenda, o grande co-
rgao que precis., consagrar a
algtlm afflieto.
Eu afago carinhosamente um
gato e chorarit se visse pisar
uma lesnia dessas que se con-
servam na sua especie, e nao dos
ou'ros nmu;culos que pelo fact-.
unico da sua posigao ve tical,
teimam em pertencer a uma e+-
pecie qoe a zoologia ainda pobr-
em clasificagao, denomina hu-
manA.
Impaciento-me contra o.- fa-
bulistas que humanizaram os
brutos, para dizerem yerdades
amargas ao home.
Havia precisao de injuriar
uma raposa imputando-Ihe a-
astucias traicoadas de que e
susceptivel o animal carnivoro,
chamado home para a raposa
lhe agadanhar a gallinha que
quer comer ?
((Maldicto se:a o home que
confiar no home! sao palavras
de Jereniiis que viveu ce-ca dc
dois mil anno; e passou o- seu
tempo a chr-iar a torpitu.e dt
sua raca e da nossa, qui crea-
ram coin a excrescencia do con-
tracto do tabaco e do sabWo, do
cobrador da fazenda e do conse-
Iho da sauide.
0 demonio para conviven-.t,-
e muito melhor sujeito que o
home.
Nao accreditam? Paciencia.


_ ____ __1~___ _____~r~ _


~Z~ ~


_.,O l


Camillo Gastello Branco


O'R t--j














OtO.TBA(E


_____________


cao, e que se estatel-ra no chaoe


sem dar accord de si.
O .t-ade ergueu-o, ajudado
pelo seu companheiro, levou-o,
tosqueou-o bem tosqueado, ra-
pnu-lhe P barba to'a, despiu-lhe
o fato, vestin-'.he umn habito de
frade Bern-'rdo, foi pol-o no
inesmo siti,, correndo a preve-
nir ao primeiro Bernardo que
encontrov, de que um irmao da
mesma orcdem ',stav. ciido pot
docnca ou por ans2zo na Hor-
ta da Cer-i.
O frade Bernardo foi, agir-
rou naquelle q.!e julgava seu ir-
mao, jogou-o is cos:.t e !a foi
para o con, ento.
3Sem dar accorlo de si, o 1 i.
teireiro foi mettido numa cella.
Dormiu :is-mno solto a noite
inteira e s6 accordou coin o sul
alto, ao ouvir urna sineta para
elle desconhecida. Abriu os o-
Ihos, olhou em torno de si e nao
percebeu onde estava.
Onde demonio estarei eu ?
Pensou elle, cofiando as barbas.
M:,s ano cfial-as, pcrcebeu
que nao as tinha, e, corn grande;
espant. ..chou-se cornm a cara
cuidadr.sament- escanhoada.
Pass-ni a mao pela cebega, ra-
pada A escovinha, e poz-se em
pe, aterra do.
Olhou-se e viu-se dentro de
um habito.
Saiu como nun doido da cella
esbarrou num quarteirdo de
trades que iam para 6 c6ro ma-
tu*ino. Recuou cspavorido.
Os frades tambeni ficar;.m es-
pantados ante aquelle irmao ito-
vo,cuja cara nurca tinhr-m visto.
-Quem is, irmao ?
=NAo sei.
-De onde vieste ?
-Nao sei. I-
=-Nao sabe(? Nao sabes?
Mas, ao menos has de saber
quem es.
-Nao sei e na-n sei. Olhem:
faqam-me um favor: V-o a rua
da Atalaya, numero tantos, ter-
ciro andar, e pergurtem a urna
senhora que lA more si eu fiquei
la em casa esta roite. Si nao fi-
quei, sei quem sou; mas si fiquei,
eu, nao snu eu, cowa certeza.

GERVAZIO LOBATO






Igtas a rcolktt

Serbo recolhidas sem descon-
tos ate 30 de junho as seguin-
tes notas :
5$000 da 8., 9 e10 estnampas
20$000 da 8. e 9. estampas.
100*000 da 10? estampa.
Fabricadas na 1nglaterra ....
$0oo, 50$000, 100*0)0,...
200*000 e 500*0001
Essas notas soffrerbo descon-
tos desde 1 de jilho em dian..
te, sendo :
2 o/o nos mewes de julho, a-
gosto e setembro de 1911;.
4 o/o nos mezes de outubro,
novembro e dezembro;
4 6 o/o nos mezes de janeiro,
fevereiro e margo de 1912;
8 o/o nos mezes de abril, maio


e julnho;
10 o/o no mez de julho do
mesmo anno a mais 5 o/o em
cada mez que seguir, ate perde-
rem de todo o valor.
Serdo tiocadas em moeda de
prata, sem limited de prazos, to-
das as notas de 1$000 e 2$000.


q' facultative ao. portaJores dc
:roco das notas de 5000, .
10$000 e 208000 que estejam
emlis'ibstituicao, por moeda e
irata.
.."A 30 de junho finaliza o prazo
parz o recoltimento e o respe.
ctivo troco de moedas de cobre
do antigo cunhc.



As coastrfucies5 o sioi

Em 1 890 construiram-se no
Rio 14 G1 prcdios, reconstruiram-
se 173, mndificaramn-se 1.511;
em 1910 (20 annos depois) con-
-truirani-se 2.318, reconstrui.
ram .se 793, nr.dificaram-se.......
1 132.


emn nMo osquocer oscoveiros e
os medicos. A quanta gente faz
a morte viver !


ei da famflia


A lei da familiar em Portugal,
dada a publicida hi pouco tem-
po, obriga o seductor a susten-
tar a mulher seduzida e os filhos
do nmbos.
Si nao houver 61hos, a mi-
lher ter- d'reito A un tereo do
ordenado do seductor, embora e.
ste tenha casado corn outra mu-
iher.


S limB ]Joi par

I Em M6ca. em S. Paulo, reali-
0 primeiro Selio zou-se o enlace matrimonial do
joven Joaquim Pires Simn6s co m
0 primeiro sell do mundo foi a graciosa sealhoritc. Maria G-,l-
posto em ciculaqao na Inglater- vao de Figueiredo.
ra. no dia 13 de maio de 1S40, Ambos sao africanos. Elle
isto <, ha 70 annos. temn 103 primaveras, ella 102.
S0 joven par reside na fazenda
--=- do capitio Miguel Ferreira, na-
1 quelle municipio.
phOttmeSOS! | A lua de mel dos ditosos noi-
vos tern corrido n'um mar de ca-
Aprespntarfto-sepor estes dias rinhos e caricias ineflaveis.
em S. Paulo, para servir de es-
pectaculo. tres phenomenon: um -=-
moco de 2 metros e 39 centime-
tros de altura; fi:i solda-.o alle- A 0otCutra ( cIttfi
,iao e truardi do inmperador Gui-


Iherme II; um homemn de -40 an-
nos, corn barba espe-sa do um
nmetro, de estatura; e uiua senho-
rita do 24 annos, pesando 235
kilos. ccm umua cintura de 2 me-
tros 20 centinietros.



1elogio 1razilhiro

Quando na cidade do Rio de
Janeiro 4 meio dia em ponto,-
sao:
h m,
Em Manaus 10 53
CuyabA 11 7
Porto Alegre 11 29
Goyaz 11 33
Curityba 11 35
Belem 11 38
v S. Paulo 11 46
S. Luiz 11 56
az Minas 11 57
) Nicteroy 11 -
x Therezina 12 2
D Victoria 12 15
> Fortaleza 12 30
Aracajh 12 20
> S. Salvador 12 20
3 Natal 12 30
D Macei6 12 30
> Parrahyba 12 33
Recife 12 33
Florianopolis 12 33
Ve-se por esta tabella, que a
hora nao d a mesma em todos osi
pontos.



ifer da morte

Em Pariz ha 33 individuos
que se chamam Toussaint e umr
s6 chamado nmorte. Entre os que
que vivem da morte e de enter-
ros, contam-se alem da impreza
da rua Aubervillieis, 37 anuado-
res, 200 fabricantes de coroas
funerararias, 350 marmoristas e
700 fornecedores de diversos or-
namentos.
Alem d'etsa populaiao, con-


Os jornaes de Londres notici-
am corn grande minudencia a as-
sombrosa descoberta feita por umn
medico e dizem que, si as experi-
encias derem bom resultado, es-
se medico serd, considerado um
bcmteitor da humanidade.
O dr. Oswald declarou que ti-
nhadescobertoum para
a cura da loucura e que as espe-
riencias que fez. o convenceram
da efficacia de sua descoberta.



Ckiisto no Golgotha

Ao martyrio da Cruz, de bens
fecundo,-de Deus caminha o
placido cordeiro!-Em denso
vdo, de tr6vas, o luzeiro-do dia
se retrae corn d6 profundo.
Ao vozear do bando furihun-
do-treme do Golgotha o sa-
grado outeiro,-dos rebatidos
cravos do madeiro-brotam fa-
iscas que dao luz ao mundo.
Alli,de sanguee lagrimas ver-
tendo,-das Virgens a superna
Magestade-ao supplicio do Fi-
lho assiite horrendo!...
Cumpre-se a pharisaica atro-
cidade,-ao; seus algozes o per-
dao dizendo,-morre Christo...
e renasce a humanidade.

MONIZ BARRETO



Tmiica it Ie
Podes odiar-me; inda mais,
E muito mais!... idesprezar-me;
Mas esquecer-me jamais!
Que no instanteoem que me viste,
-Por sobrehumano poder,-
Na tua alma confaudiste,
Men ser corn ten proprio ser !
Se te queres resgatar
Do jugo da escravidio,
01ha que teas de arrancar
Do peito o ten coragao.
Bulho Patlo


A mzlbsr Vista


pymive-o-ivD m

-'laUEOZe. o5aad saod
aucMD op Iuoz 1 9 erd sop
EwEuqa a sciInsuo3 .apuale
S. as-eadylduWojd opprp!Aaq
weuixetu mi eunoa eJ9q .anb
-lenb sopetueqa D oaaV


oejrj op apep euU
Ssena3a.fueE-I sep an y E t f
-uapisa. ens wa e insuoD

-3 1'a -o'a*a 'oiauanf ap oI
op spaoa0!.Jas!Iy op lp4!dsfH op
oaua1 I-x3--oi1 op 1uUloparN
ap apvpini.jA viad opumHOldi(]
oaa.iAda a lopBaedO 'oMpat

amjaS v 0[ go o^




CORREA & FILHOS

Grande deposit de fasendas, esti-
vas, mindezas, bebidas, ferragens,
quincaquelheria, instrument's para
trabalhos manuaes, artigos it phanta-
sia, brinquedos, geueros alimenticios,
ctz, etc.
. Mantem importagRo das pragas do
Recife, lio de Janeiro e SAo Paulo.
pelo que recommendam os seus arti-
gos, especialmente aos snrs. negoci-
antes ambulantes que encontrarao em
sna casa vantajosas concessoes em pre-
qos, agrado e seriedade. Acceitam e
offerecem representastIs ara o Sul
deste Estado, sob condigSes modicas.
Compram e venden todos os aitigos
de exportagAo. End. Gervagis.
Varzea-Alrg, e- C.ara


Certo Rei tirauo e antigo'd,,
Manda t.rar, por castigo,
Os olhos a um trovador:
Os olhos que elle alevanta
An rosto da linda Inlanta,
Altur- do seu amor...

-',Olbos tio aventurados,
Diz o Rei, sejam langados
Na mais escura cegneira:
Pois que tao alto subiram,
N'um s6 olhar consumiram
A vista da Vida inteira... -

Mas como o Rei se enganara!
Cegon-ihe os olhos da cara;
Os olhos d-a alma, 6 que nao :
E o cego, desde esse dia,4
Viu melh'r, pois quanto via
Via-o ao seu coracao...

Antonio Correia de Oliveira



Dos (anlares

0 mundo alegre me chama,
Quando me c.uta cantar,
Porque desconhece o drama
Queem men p.ito anda aoccultar.

Antes nunca haver vivido
Ahandar pela vida -6,
Conscio de se urnm perdido
Da eteraidlade do p6 !

As azas do pensamento
.Trazein do meu being ''mado,
Saudades e suffrimento
D'um amor ja sepultado.

Coumo I (s rios, longos. lentos,
Levant agoa part o mar,
tuem sau e os suflrimc-ntos
Au gozu me hio de levar ? .

-Ar naldo P,-th i a


da, etc. Quem pretender compral-
a, dirija-se ao abaixo assignado
que todo negogio farai.

Joaqnim Saldanha Maia

RATO


. .


rI


.I


A
. o(


xtermato "padre

Cicero"

Este estabelecimento de edu-
cnao intellectual, fundado nest,
localidad? nos 7 _o ccrrente'
(margo), sob a direcqdo de Ray-
mnundo Siebra, comrpe-Le de
dois curses primario e s'.cunda-
rio.

Corpo doceute
Padre J. de Aler.car Peixoto
Conde Adolpho van -'en Brule
Raymundo Sicbra.

MATERIALS DE ENSINO

Curso primario:-leitura, es-
cripta, grammatical e arithmetica
elementares, etc.
Curso secundario: portu-
que', francez, arithmetic, geo-
graphia, historic, etc. etc.

PRE(~OS

Pagard cada alumno, mensal-
mente, pelas materials do curso
primario-2:000 pelps materials
do curso secundario-5.000.
OS PAGAMENTOS SAo A-
DIANTADOS.

NOTA
0 director garantc aos snrs.
paes de fqmilia t )d o cuidado
na -ducaqc) intellectual de scus
filhos e agrad-ce a co(fanti que
n'elle deposit tre ii.

C4 xteruato ral re icero,, funr-
niona d Pra-i da Independencia
c? 56.

AVIZO

Francisco Cavalcanti, residents
em Floriano do Estado do Piauhy,
tendo adquerido por compra a fazeu-
da Cant) Alegre do municipio de
Apparecida deste mesmo lEstado, a-
visa que acceita extractores de mani-
goba e lavradores que quizerem se
oggregar na mesmia fazenda tixando
eu nao residencia definitive.
Chanma attengao especial das pes-
soas que pretendlerem se aggregar
par. seguinte: Ha na fazenda Can-
to legre grandes manicobaes, gran-
.-s brejos e baixoes, estes apropria-
dos para toda e qualquer plantacaio
em ordem a offere'-er facil e lucrati-
vo resultado a .quem se dedicar a la-
vouria.
E' intuito do proprietario tornar a
su"I grande fazenda babitada suffici-
entemente: garante por isso regalia
e vantagens ainda nio offerecidas
p.)r nenhum outro proprietario do
terras em condicc6es identicas Quem
pretender residir temporaria ou de-
finitivamente na mencionada fazenda
Canto Alegre dirija-se no proprieta-
rio em Floriano.

Floriano, 15 de Jnnho de 910

Francisco davaleanti






Acha-se expo;ta A4 venda, no
Crato, uma b6a casa sita A rua
Nogueira Accioly, no. O60, comrn
citco portas de frente, muranha-























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CASA IYROTr,.F i-CA

K5 t, t*s' en r tarrep qtal- .
it b Tra ,ate q utt ( r imtl'.it,, ad
ta pohtm e .. !

i' nmias.%hlan a V-1,. .Alpt-s. dudia



3w; Ut^ d1 beo- J gli".du i 400o.




twtotems. daiu ,1 d


ECONOMIC I DOBA

PAULISTA
CATXA IN-X ACViNAIAL DPE PEN-
StIES VITTALICIA5.
Apprnr'in p 'r IbeTreo Federal. eoii

yorwirait Sl wi, capiral t d.' t de miu
ct St du rRi. *

S.e I io. Ai
Se, em .'R. rAi7LO: RIA S. RENTO. S.+


Approvado pela Iuspeectoria de B'- --
to CeaxrI e antorisado per der:zt#. u- i' -
.Sovembro tie I9'9.
(A -1cmiati ''w e .i Lutt.ripi'r .; ,
ikta.'f e *ratr3("m~unn *? e~rideml: s< /ic


m-41 s rtu .i ; e r.m nhtii orIa
Fiiu1 c ERir.: TRA 7 DE STETMBRO. I de qua q9e ,a-reU a -
II1 atA.7emj 'die: E oi i*s: Cl(-- s ; -
N-TKE GO.r Lr S^ DIAS E ATVE- -e" i ti- de .^ -r -i .. c a'
o t t.1-"; x'AXNN. -- -. N A


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CRCrIATO SILVA
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,<. ,.*-,:a : "*,' "'. :.,.-M'!
,4- tA 4. ";.. .. 4. '*V-. : -* f' '


4 4 ,. ..-:- ,-. 4 4* 444 4'





P,4A^SSAiACIARVAL'W


SSAPATARIA

PERSEVERANCA

sz muitaria 'o i', 4-4".
1;.' i- a
trs tlllt, o aS t*u ts n l t or.s ..q



i,4 C'4b4ral d' OL~'-:ra





1 E=CIARIA

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A,-- io. Tba *1.; -Ca -:A :.i e _-D I uSdPIA
SPRS I \ENTE-?-.:.d.r Lui, 3i-K .
'. t- a- Al i^TmdLa. .t144 pn'4.i= = uA d -P c e

_-___ P-'IT T- a 4..--t4 n4'e dad '- tte :

*4 4 ,Cau .. d rina S-iit. ar: C'.. t.s
FAbriim- t d.t Tee2mau. Iv 7rnru.4.
S- A *-' N N
ER8 a NTE .^r. C u- de m--s-.st-









P4 ,nARMACIA '&a r.. ..
A 4- 2 --Z, r r a

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