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4,.. -J CEARA-BRAZIL DOMINGO, 12 DE MARCO DE 1911. ANNO-II. NUM. LXXXI EXPEDIENTE vida, vd-se o seguinte: as auto- ridades, os homes do poder 0 -REBATE. publica-se semanalmente desconhecendo a sua missao, a REDIACTOR-CHEFF--Padre Joaquim injustiga na distribuicgo das hon- de Aiencatr Peixoto. ras e da gloria, a riquesa adqui- rida pela rapina absorvendo o GERENTE-Francisco L. Tourinho proprio poder e dona do mundo, A SiGNATURAS a iniquidade insolente cobrindo- ASINATURA.- se corn as vestes da piedade, Ann...............................58000 sommas fabulosas sacrificadas ao Semestre......................... 3500 deus da guerra: ao idolo das dis- cordias e da violencia; emfim, PAGAMENTOS ADIANTADOS massas innumeraveis vegetando na inconsciencia, enlouquecidas As publicaqoes de interesse particular pela necessidade, vivendo e mor- os mnnuncios depended de contracts, sen- rend no mi de sfriento do o pagamento adiantado.rendo no mio de soffrimento atroz. Onde esta, pois, esse rei- A redaci ao neo 4 responsavel pelas pu- ndeChristo, esse reino de ca- hlicasies .inedictoriae*., neui pelas' pu- o blicae:bes alheias, assignadas. ridade e equidade? onde a acCao efflcaz da religiao, onde o escopo Acceitam-se artigos de religiao, sciencia, o fim da nossa vida de misc-p litteratura etc. prehenchendo certas con- o aim da nossa vida de mise- diec6es. ria ? Redac:riAo, gerencia e typographia=Rua E essa edade de oura espera- Padre Gicero-n'. 343. da desde as mais remotas eras, -OAS ERO DO sima, verdadeiro desespero para A f aquem nao, seja christao?! SOs prophetas do Velho, Te- stamento pintam-nos um estado (Coad P. PobedoUoz(f) future de paz e ventura na hu'-- V manidad-. Christo trouxe 4 terra o mandamento da caridade e da (Concltasto) paz, nao a realisagao d'esse man- damento,-realizagao que ao Grande questdo que neo ces- haveria deixado logar A liberda- sa Ide perturbar o espirito e a de; esse mesmo maridamento, consciencia da humanidade in- segundo elle disse, devia trazer teira, e a ausencia, nas relaq6es a terra- nao a paz, mas a es- entre os homes, da equidade e pada. da caridade pregadas por Jesus E, quando, ap6s a resurreigdo, e consideradas p-la Egreja Chri. coraq6es inflammado; .,pela es- sta como base de sua doutrina. peranqa da renovapao do mntndo Nenhuma intelligence achou a- fizeram timidamente a pergunta: inda a have dessa contradicgao; nao se commova. Rememorando respondeu-se ihe: aNiovos com- a historic sanguinolenta das pete saber os tempos ou os mo- guerras, dissen6ges, violencias mentos cuja disposigao o Pae re- injustiga, ignorancia havidas des- servou ao seu proprio poder>. de a creac-o do mundo ate nos- 0 tempo medido por rmeio de sos dias, na vida public como pequenas parcellas pelos homes na particular, cada qual indaga 6 infinite deantq do Senhor. Pe- de si mesmo corn horror onde rante elle mil annos sAo coma e como se manifesta a applica- um dia, e um dia como mil an-- cao da lei de Christo no inferno nos. em que vivemos e no meio do E a joven Egreja Christi dos qual nos debatemos. Onde, co- primeiros seculos, no meio das mo sahir d'esta situagao,-quan- per-seguig6cs, dos vipios e das do a religiao mesma nao parece calamidades, vivia dat mesinra ser siono uma mascara para ini- esperanga referente at restabe- quidade e a 'hypocrisia, uma lecimento do reino de Israehlee-m demonstragAo irrecusavel da an-. sa esperanga de ver a verdade e tinomia existence entire a consci- a equidade installarem-se victo'- encia e os actog, uma series de' riosamente entire os homes t6i: cerimonias e formalidades ser- uma forca, um consolo que o' vindo de vo a Aconsciencia aba- Christianismo i n t r o d u zi u no lada e de justifica go imaginaria mundo pagao. Mas vieram tem- A todas as injustiqas.j pos terriveis, quando essa' forga Ha, certo, excepg6es, homes, pareceu sumir-se, e a esperanga de bem, humilde:. de coraiao, ha se mudou em desespero. A- to- obras de rasao e de caridade, mada e a destruiiAo de Roma sobre os quaes momentaneamen- por Alarico feriu de indizivel te se repousa o pensamento;!mas horror toda o mundo christao. e attentando emquanto occorre s a duvida invadiu as almas cren- tes; oade esta, pois, o poder do Christianismo, onde a silvag o?! E o mundo paglo exclamou: (Todas as calamidades provemn da nova reFgiao do Christo. Entao Santo Agostinho reanimou as consciencias perturbadas e revivificou a esperanga dos chri- stdos por mew de seu livro ins- pirado -a.Cidade de Deus, no qual explcfava o. decretos da Providencia, suas vas na histo- ria da humanidade e a infallibi- lidade dos ensinamentos concer- nontes ao reino que nao e d'este mrundo. Deade entao, nas epocas de calamidades publicas, no mais forte da deprava 9a-o so- cial, quantas vezes a mesma quest nao .se agi.ou na grei christa! E n6s tambem, n6s atra- vessamos uma quadra, em que o paganismo, que se julgava PQepTr pmj*- seanpre, comega a reviver, e, levantando a~cabeqa, .esforqa-se por veneer o christia- nismo, nega-lhe os dogmas, as instituig6es e ate o principio mo- ral da sua doutrina; os recentes pregaidores, semelhantes aos phi- ,osophos pagaos dos seculos idos dirigem-se ao qua restaainda de genuinos crentes corn estas pa- lavras rep issadas de malevola ir:nia: Vede a situaqao a que o Christianismo conduziu o mun- do Vede o que vale a vossa religiao, que mutilou a natureza do home, que o privou da li- berdade na satisfagao de. seus appetites, liberdade que consti- tue a felicidade verdadeira>. E enteo;? Seir4 pssivel que a nossa fde essa victoria .que do- mina o mundo-, perega ao cheque do paganismo? Nao; a f6 persiste de pd; a Santa Egreja, cujo fundador dis- se: 4E as portas do inferno nao prevalecerau contra ella, - guarda as chuvas da verdade; e, em nossos dias, como em qual- quer tempo, os que sao Ipela verJade, escutam a voz d'essa Egreja. Sob o vdo das suas im i- gens,.e dos seus symbols ella encerra torgas que hAo de reu- nir o que anda dispersoe renov-r Sa face do muando. E aquelle que--treservou a disposicao do tempo ao seu pro- prio poder conhece, s6 elle, o mnomento em que is o succederA. SEntretanto, desde as origens 4,a Egreja, cora oes impacieutes Se.spfrito ..orgohosos nao eas- sSam de basoar fora da Egreja,, e em opposivio & ella, ensiaamen- toS novos para congregar a hu- manidade, pars realisar a lei da caridade e da equidade, para deparar ao mundo a felicidade e s paz. Impressionados pela contradi- cgao monstruosa observada en tre a doutrina de Jesus Christo e a vida dos christAos, accusama Egreja e suas instituicoes, che- gain a negar a propria Egreja,que existe decade a ofigem do Chri- stianismo;,querem instituir, em logar d'ellas, ama doutrina chri. sti., refinada, no concerto d'elles e desligada da Egreja, doutrina que constroem a seu talanto, se- gundo seu entendimento, sobre textos separados do Evangelho. Erro estranho Homens .u- jeitos 4 concupiscencia da care e do peccado, como todos os ou- tros, homes fujeitos 4 mesma dualidad&, poyipensos a querer o que nao fazem, e a fazer o que nao querem, reputam-ise na pos- se exclu:iva da unidade es- piritual e pretendem passar, semn ser chamados, por mestres e pro- phetas. E' como si se jul .:,-serm s6s sobre um 'p .- imr.; ve1, emquanto, na r..lV-.T. *;ram assim como toda"ia te ra. os leva. Come-am- -or d .' a lei, mas gno tern a facuL :adcc de crear uma lei aov.cot;: :' des- trogos dos ensinamentos que re- pudiaram. Ao mesmo tempo que negam a Egreja chegam a ten- tar jrigir quna Egreja d'elles,comr pregadores er ervidores proprios, e si a tentativa ving-. .cem-se re- petidas por elles exactamrente as cousas, contia as quaeo se ha- viam revoltado, apenas corn um reforco de mentiras hypocrisia e orgulho insensato. 0 orgulho do espirito, junto ao cdespreso pelos homes de care e sangue iden- ticos, excita-os a demolirem a lei antiga e a promulgarem nova. Esquecem que. o Divino Mestre, cujo nome invocam, jamais quiz alterar uma palavra siquer 4 lei," mas animou cada utimi de suas palavras do espirito de caridade ahi occulto. -ia Condemnando dogmatismo e o devotamentq aos ,ritos, tor- nam-se, final, dogmaticos ambi- ciosos de vistas curtas; levantan- do-se contra o fanatismo e a in- tolerancia, tranf6inanri-se nos mais intrataveis dos fanaticos e I erseguidores; pregarido a cari- dade ea oquidade; imbuem-se inconscientemente dodespirito de parcialidade e odio. Cega-os a- sep Lorgulho, que lhes nao' per- mitte covtprhand&&dxi a pertur- beago que elles levam 'ao domi- nio da crenva, viciando a -simpli- cidade e.a integridade dae almas candidas que a Egreja ainda nao es:lareceu e iniciou na f6... ;E' pouco difficil, mnas quao o- dioso e insensato seduzir uma al- ma virgem em quea o sentiment religioio ainda nao despcrtou, u- ma alma ingenue em quo as ver- dades religioses sinda nao bri- Catat.eL~ (12 maryo 911) J. Ferreira,qu- tanto se queixavi de 'calor (om a ausencia das ecn- vas, agora a-"mV. de fria corm llas, mas semapre can- tando e rind').. Ap6s um mez desol quente, Abrazador de rachar, S1veio de' nvo 'a chuva A naturesa aiegrar'. . Logo vi que inuito sol Daria em chuva a valer; Tern chuvido, e naoe graqa, Que contina a cover. 0' que mudan'a! inda ha pon ', De sol gemia ra',:hado; Hoje de frio a tremer... .Bateado o queixo emn)enado.' Os quartos ja m'estito molles De tanta ehuva.aturar; Minha barba estA mofando, NEo tenho eu geito que dar. Mas nao deixo a minha banza, De mbfo e frio tinindio... Si tenho eu de, assiI, morrer, Morrerei caqitan erindo... Josg Ferrei.,' lharam; e simplesmente cruel a- poderar-se d'essa alma para per- suadil-a de que a Egreja, corn o seu ensino e os seus sacramen- tos, cornm os seus sy ibolos, seus ritos e sua -a4igi,6p, comn sua poesia, que, duraite secilos, ani- mon geragoes e gerag6es, e uma instituici6 falsa e nociva. A alma candida era humilde; em consequencia da religiau in- deppndente que.elles encerram no quadro acanhado das formu- las.arb~traria.s os sectarios ensi- nam 9 orgulho., Nao, ha alma, por mais inculta que seia, a qual no6'se possa iiiocular esse orgu- lho absurd, eom .wAjovicqdo de que e legitimo. E esse orgulho se ostenta aos 6Thires de todo nin pov nujeito &-.greja, povo que vive na hiUl~ e inzien- (:a dos ,~i- *.'p perante Deus e na at a..tilde' es-., perari'a' e per se4ilva&ao, por meio d.a. prc i..0. Egreja. Facilmente se pravesm os tru - ctos de tal orgulho. Em primeiro logav~ a hypocrisia na suag pre- tencao a inAllibilidade; depois, uma irritaeAo, que chega a odio, contra quantol cram diversa- mente; um desejo demarcado, apaixonado de alastar do reba- 1' _ ____ __ j : gencia, que se extingue e a ulti- ma vibra-;o de minha voz, qve se s6me, vos diz ainda uma vez ==muito agradecido, m i n ha Exma. Senhora! A t (Coade ?. pobidouostze Per fidem enim awmbduamus, no per alapectumn: -Porque andamo por fI e nao por visiao-2 Corinth v. 7. Engana-se grandemente tod aquelle que, suppondo haver suffo ,ado a fe em sen coracao, p-etend viver gaiad.j sumyente pela rasao os sentidos. Pode elevar-se acima do universe o espirito human. elle e insepara vel da alma, e a alma nao anceia si nao crer, e crer de maneira absolute porque t home nao vive sem f6 Nano mais do que se enganar a s mesmo o rejeitar a fe no qne existed no que se revela i alma come a pro pria realidade, e o colloear a crenV em theories e formulas, honrando-a como a um idolo, sacrificando-lbes personalidade, o mundo que a almi encerra, a liberdade e o proximo. N&o e dado 'A nenhuma theoria eE nenhuma formula, sejam qu es fo rem, abarcar o infinite; germ niran todas no espirito human; represent tam, por isso, todas, necessariamen te, algo de incomplete, incerto, con dicional e falso. 0 que se acha infi nitamente acima de mim, o que foi o que S, ha seculos, o que 6 invaria vel e inflnito, o que en nao posse abranger pelo pensamento,Imas o que enche e abrange o men ser, eis a quillo em que eu creio como verda- de absoluta, o object da minha crenca nio pode ser product. de mi- nhas mnos, creacao do men espirito, formula logical do men pensar. Nar s.? pode encerrar e' rmna formula de logica o infinite do universe e o principio da vida. Desgracado aquelle que, tend compcsto para sen uso uma formula assim,a tomapor guia atravez o chaos do existir : seri empolgado per esse chaos elle, e suna miseravel formula. A consciencia do son eu immortal, a fe em Dens s6,o sentimcnto do pec- cado, a procura da perfei ao, o espi- rito de abnegac&o, a consciencia do dever,-eis as verdades nas quaes a alma cre, sem receio de se enganar, sem se tornar cnlpada de idolatria para corn a theoria e a formula. II Que mysterio a vida religiosa de um povo como o nosso, entregue a si proprio, inculto Investigam-se as origens da sua vida religiosa; e quan- do se tenta chegar As fontes, nada se encontra. Nosso clero pouco e rara- mente ensina: celebra na egreja o servico divino e serve a parochia; a Biblia nio existe para os que nao sa- bem ler; restam a missa e algumas rezas, transmittidas de paes a filhos, e que constituem o unico traco de uniao entire a Egreja e as suas ove- Ihas. Nao raro, em regimes remotas, o povo nada comprehend, nem nas pa- lavras rituaes, nem nas da oracao dominical, que repete alternando o texto, a ponto de lhe tirar o sentido. Entretanto, em todos esses espiri- tos incultos, erigin, como em Athe- nas, nao se sabe quem, uam altar ao Dews Ignoto; para todos a verdade de qune a Providencia preside aos a- contecimentos da vida 6 de tal sorte inc'ntestavel ** engendra tamanha certeza que, na hora da more, esses homes, aos quaes ninguem jamais fallara em Dens, Ihe abrem os bravos, como a nm hospede bern conhecido e, ha long tempo, espeoado. Ren- dem, litteralmente, sna alma a Dens. III No principio era o Verbo, diz o Evangelists. O grande poeta alle- |to quiz corrigir este concefte do Bgelista, e o entregou medita- sea Fausto. *N exclama no principle a a obra. escreves F hoje Is lo .) le e ;- i- I- a a a S0onto O REBATE baixa grandemente no ther- seu journal, deixe esse laisser /ai- mometro da moral. re de que usa e saiba repellir com a energia que a dignidade Diante de tal noticia, nio ob- permitted. state, sabermos que esee infa- Porque assim nao procedendo, me mentia escandalosamente, es- 4 obrigado a assumir urn res- crevernos a seguinte carta ao ponsabilidade que nao o honra. illustre major Josh Raymundo de Seria muito melhor ter obri- Macedo, digno filho do coronel gado a esse typo nauseabundo a Joao Raymundo de Macedo, che- subscrever a sua bestialidade, fe de Barbalha : I d'elle: nara aue podessemos cus- Pois meus olhos nao cancam de chorar Tristezas nao cansadas de cansar-me; Pois nio se abranda o fogo em que abrazar-me Pode quemn e jamais pude abrandar. NAo case o cego Amor de me 'guiar Onde nunca de lI possa tornar-me; Nem deixe o mundo todo de escutar-me, Em quanto a fraca voz nio me deixar. E se em montes, se em prados, e se em valles, Piedade mora alguma, algum amor Em feras, plants, aves, pedras, agoas; Oauam a long historic de meus males, E curem suna dor corn minha dor; Que grandes migoas podem curar mAgoas. Luiz de Cambes concepcao favorite da philosophia Muito antes da historic pragmati- contemporanea e materialists, o al ca, nascent, na imaginm~Ao popular, veolo de que ella deduz o un verso; e a legend, e o sen desenvolvimento a base, o fundamento de tudo que continfia quotidiahamente, cami- ella chama verdade. nhando de par Icomee a historic. Ao e Como isso 6 falso! A verdade 6 ab- mesmo tempo que fornece materials soluta, e s6 o absolute pode servir a historic, torun-se a legend ;obje- o de base A vida humana. Fora d'ahi cto da critira historic; mas, a des- nada de estavel, todo o resto desap- peito de todas as critics, permanece parece no meio de imagens e ide con- a legend o mais precioso apanagio tornos que sem cessar variam, nao do povo, conservando o frescor das podendo, conseguintemente, servir impressOes immediatas. 0 povo ama- de base 0 facto e alguma cousa d a e comprehende-a; muito mais con- materialmnente real, alguma cousa tinfia a crer n'ella, menos 'ainda em que se acha indissoluvelmente lig*- rasao da tendencia para o maravilho- da As condic6es materials da natu- so do que por discernir n'ella uma resa e que, fora da naturesa, nio se verdade profunda na idea e no senti. pode representar. Mas, desde que mento, verdade insusceptivel de Ihe tentamos separar esse facto do sen ser fornecida per nenhuma analyse meio material, de Ihe determinar o critical dos factos, embora maito ar- principio spiritual, de lhe penetrar tistica e subtil. o verdadeiro sentido, perdemo-nos em suppositces, hypotheses, duvi- (Contin(a) das, que pullulam na mente de cad.a pensador, e sentimos a nossa impo- Affonso CELSO tencia para conhecer a verdade abso- Slutm, intrinseca. E' essa a rasio por que a analyse om historic dos acontecimentos e cgo moral dAo em juizos tio diversos e tao contradictorios, ft A mais conscienciosa investiga- cIo historic nAo pode sinAo retra- car um quadro field dos successes e Lamentamos que o sr. reda- dos actos, considerados em sua rela- ctor-chefe do cCetama, conti- cAo corn todas as condio6es da epo- nbe a franquear as columns de cha; nao consegne sinAo reconstruir, se ornal h. co1 ab aai o d ty- tanto quanto possivel, os factos em s qnlaos co dee sua integridade, indagando sens mo- pos acanalhados como deve ser tivos, seus effect's e suaa causas. Por o tal auctor do artigo mente. despensar. a arte, e todo his- blicado na referida folha de 19 toriador digno d'este nome deve ser do cc.rrente, n? 96. tambem um artist em sen trabalho. rnd d b A arte nAo e possivel sinao corn um Bernardinadas de tao baixam ideal, e eis per que a historic, na a- classificaqo, como o sao os to- preciaqAo dos acontecimentos e das picos d'esse mencionado artigue- pessoas, tem sempre em vista o ide- te, s6 podem ser elaboradas no al,-ideal cujos caracteres differem, cerebro doentio de algum besta- segundo o temperament de cada his-' g torador. te raento d ada his ho da ordem das quetxadas de Todo narrador pende a se deixar arara chdoca que mal sabem ga- arrastar pelo sen ideal, isto 6, pela guejar. , conceptao que tern da perfeiAo nos Disseo refinado canalha, re- moveis, nos actos e nas instituiodes ferindo-se a Barbalha: hamanas. A critical objective dos a- contecimentos tomados em sen con- juncto estI sujeita .As tendencies e N'esta semana chegaram as opiri6es subjectivas de cala anc- A esta cidade, procedentes tor. d4o Joazeirp. quatro moci- Eis porque osjuizos e as senten-, nhas que havianM sido des- qas da critical historic, no tocante virginadas alli ! aos mais celebres homes e aos mais graves events historicos, sao tae E mais : com uma audacia differences e to frequentemente an- sem tamanho teve o cynismo de tagonicos. Este, admirado honterero ataca.tesaaesta e per um historiador, maltrata-o boje fazer referenoias atacate a esta outro historiador, e reciprocamente; localidade e a este povo, como 1 a historic descobre as vezes, n'aquel- a seguinte : le que ella representava outr'ora co- me um menstro, tragos de perfeicao -No entretanto, ahi estA C moral. E' duvidoso que terminem nesta extranha exporta.ao am dia essas variaqves da critical his- de creanpas deshonradas , torica, porque o propri ideal d'essa aos lotes, para as visinhas d critica tern feicoes variaveis e muda localidades, o vergonhoso n com cada geragao de sabios. ,. d'um povo que 31aoe. St. mlaor Jost it Macedo SaudacOjs. pir-lhe a immunda /ucinheira, comr merece. Lendo o rCetamai de 19 do corrente, n? 96. deparou-se-me ........ . uma local d) fazer arrepiar... Noticia a referida folha bar- balhense sob a epigraphe- aTransbordamento de corrup- qaos-que chegaram a essa flo- rescente cidade aquatro moci- nhas que haviam sido disvirgi- nadass aqui. Eocarangado de horror corn semelhante noticia, venho por meio d'esta pedir ai V. Sa se di- gne de, com imparcialidade, in- formar-me si d verdade ou nao o que ac ba le, o (cCetama, es- tampar... Na certeza moral de que serei attendido, subscrevo-me corn todo o respeito, alta estima e considerag o, De V. S., Am? Att? Cr? Obr? Padre Joaqui m de A. Pexoto. Joazeiro,22 de Fevereiro de 1911 Eis a resposta: 'Barbalha, 23 de de 1911 fevereiro 311im. e iefdm. Sr. Fare peloto LMinhas cordiaes saudaq6es. E' coin prazer que informo a V. Revdma. sobre o que me pe- de,. De facto, dirigi-me d casa on- de retidem as mulheres vindas do Joazeiro de que fall o Oe- tamas de 19 do corrente. Posso affirmar-lhe que foram tres e nAo quatro. D'estas, duas sao d'aqui de Barbalha, que part ahi tinham ido e voltaram agora; e a outra moriva no Joazeiro e quando pa- ra ahi f6ra fixar residencia, jA nao eri mais donzella, assirnm ella affirmara-me. Todas sao maiores de vinte e um annos,segundo ellas proprias me disseram. E' esta a verdade, e pode fa- zer da present carta o uzo qui quizer e entender. Sou corn a maior estima e consideraqfao 'De V. Revdma. Am? Att? e Obr Josa Raymundo de Macedo. Eis como se pega pela gola e se desmascara um tartufo, mo- straido ao public a sua deslam- bida e semrn vergonha cara. Acouselhamos ao sr. "Henri- iue Lopes que-quando um ty- po da ordem, diremos, do jaez to actor d'esso artigmiete a quoe tos referitnos, quizer nientir des- caradamente pelas columnas do 0 tbate Compra-se n'esta redacqao u- ma cofleccao do. O Rebate), seja por que preeo for. Assim, quem a tiver e d'ella quiser dispor, apparega quanto antes. Aproveite a occasiao. (dt. Thephilo Silleifra Esteve n'esta futures locali- dade a negociosde sua profissao o distinct pharmaceutico coro-. nel Theophilo de Siqueira Ca-. valcanti, residen'.e no Crato. Ao illustre e conspicuo cava- lheiro, agradecemo; penhoradis- simos a vi ita que se dignou de fazer A esta redacqao. Kat ide incerno T4n sido por demais escassas as chuvas. Ha quase um me: que nao chove. Parte da lavoura ja. esta per- dida e parte, si nao cover n'es- ses cinco ou dez dias, perder-se- a de todo. Assim, tolos vamos mal de inverne. 3nprfsa Recebemos pela vez primeir i a Bahia e o rRosarioa, do Araca- ty, d'este estado. Sao duas ga- zetas bmrn redigidas que muito que honram a terra de sen ber- g:o. Permutaremos. NoI fa(ais mal a joralstas Os jornalistas sao soldados, que por necessida de e ever es- tao diariamente corn a arma no hombro. Se os offendeis, se Ibes fazeis mal, tomae cuidado, por- que quando menos o pensardes, indispoem-vos corn o public e ridicularisam-vos perante a so- ciedade. 0 jornalista e um leAo e bra- me; sabe e mantem-se corn i ma- gestade do rei dos bosques; fa. reja tranquillamente para ver o terreno que piza quando o julga convenient. A imprensa 4 um tribunal pe- rante o qual treme a era moder- $ na. Um journal vale mais na actu- alidade. que os exercitos de Na- PI 2 i I S/ 0 italiano pedift para ser en- forcado n'uma parreira. -Mas, reflecti,meu caro, dis- se-lhe o carrasco, .qua este ar- busto nao 4 bastante forte. -Eu o sei, responded o itali- ano-terei a paciencia de esperar que elle engrosse. Por esta facecia foi agraciado. Os reis sempre admiraram a gente de espirito, ao que parece. telligencia. Dias depois o nome de Elisabeth Magle andava em todas as boccas. Divt-rso; estados da Uniao a contractaram para realisar con- ferensias. Em seguida ella es- creveu um liv.-o: "A escrava triumphante. Hoje e feliz, rica, vive na o- onlencia e e solteirona. pole.lo, o Grandlu; a penna auxi Ttsta9atos origiIats linda pela gmrande circulcao qu Ihe dAi o jornalisi:a. arma terri Um journal ingle" da conta vel no seculo actual. dos seguintes testamentos origi- Nao receives as metralhadoras naes : nem os exercitos, mas audie com Haney Scott, fallecido hA me- precaueao corn os homes que zes aos j90 annos, odiava tao manojam a penna na imprensa. cordialmente os parents, qua Elles silo cortezes em demasia, dispoz que toda a sua fortuna so mas nunca esquecem umia offen- rrduzisse a papel e se queimas- sa recebida. se na prava public. Nao p6de Observam sempre por onde ser executado, porque os parent passais, e quian:d derdes um tea do more ameagaram o tes- passo falso, dese rr'eram-vos o tamenteiro de o denunciar como golpe e matam-vos mornlmente. inceadiario se ubedecesse ao fi- 0' mundo, tende cuidado corn nado. os jornalistas Miss Mary Marchant, recen- O cerebi. dos -onialistais temente fillecida, deixou ao seu um icrvsol em perpetua ebuliqAo medico todas as pilulas e demais no qual se fandem ideias e tlou remedies que elle Ihe receitou trinas, brotam pensamentos a aurante 20 annos. cada moment, esqueceudo-se a- Finalmente, o official austria- td de si memo. co, Por. enforcado como assassi- n(De de um irmao, dispoz que lhe (Dc Lai raernidad) phctographassem o cadaver na f6rca e que se remettesse a pho- -= tographia a sen pae, pastor pro- testante, afim de que Ihe servis- Mlilta Ud0 oiSO se de record go da ma educa- cao quo dera aos filhos. Diz uma revisln estrangeira qne foi encontrada na. Arabia a -=- plbnta do r's), que nro 4 propri- amente a herva sardonica qne os X(ectam0 yau#[e... grlgos conheciam. Tem oropriedades taes a her- Ha tempos apparecia n'im va recom descoberta que obriga i j )r.al de Chicigo o seguinte an- a rir as pessoas mais graves e nuncio: Foi encontrada em Kussere l, tedo gosto pela po sia e em Oman e d formada por graos pela philosophia, de ekperiencia negros de form identical aos da e coragarn, deseja vender-se a ervilha. quem mais der. E' uma gracio- Estes graos encerram o prinm- sa jven de olho verdes e labi- cipio active da planta que ten os sens-aes, mulher ated i raiz um ligeiro sabor de opio e de as dos cabellos, dotada de lorca e suear. character. Uma vez pulverisados esses Os paes dispenderam 15.000 graos, toma-se uma ptquena do- dollars com a sua educacao e se e o paciente sente-sa logo ac-ell gnh penosamente 10 dol- commettido de frouxo de riso lars por semana. Sem ser velha, extraordinario :ne excita ate as o nasce hontem; no sab co- lagrimas. sinhar, mas sabe imaginar mara- Os effeitos duram mais de n- vilhosas ctoilettes;> e incapaz de ma hora, e duranme este espago distinguir um rosbife de um de tempo faz rir, danear, saltar .bee-steak, mas sabe "rdenar e cantar. Elm jantar sumptuoso. Nao vae a Depois sobrevem um repouso egreja, mas obedece is leis divi- absoluto; somno profundo e du- nas. Desejaria trazer 'dessous> radouro, e quando o individuo de seda, mas se content corn -desperta, nao se lembra de nada roupa branch barata. dc'occorrido. E' dactylographa, o que pei- A plant de qu allaos n or do que habitar o inferno. verdadeiro couvulsivo, produz Eis po-que a annunciante se crises nervosas e perigosissimo rdos compradore na o abuse della. esperanca de obter um salario melhor do que aquelle que per- cebem as .uas conmpanheiras de infortunio. lUMr Coudmuado saeo0 p1l00 s Tao exquisite annuncio des- epirf 0 pertou a attefnao geral. Os re- porters, avidos de escandalcs e Um inglez, um francez e um de minformacoes complementares, italiano, por umn grave delicto correram ai residencia de miss ioramn condemnado;s morte. O Elisabeth Magle-nome da au- rei permittiu-lhe a escolha da tora do annuncio e tiveram occa- arvore onde deviam ser enforca- siAo de ser recebidos por urma dos. O inglez escolheu umrn car- .aven mulher, bella e forte. Ella valho e o francez nm olmo-an- explicou que o que estava a ven- tigas arvores de ramos robustos, da nao era a sua bellesa physi- onde foram pendurados commo- ca, mas sirm a Icnergia de seu da, mat, cerebro e o trabalho da sua in- das mulheres do seu numeroeo harem, para ver o que havia 14 dentro. Ou entao cortava4-lhe, corn o cutelo real, os seios, dan- do-os como alimento aos caes. S6 isso. Diz-se que ease ferocis- simo soberano hind e conser- vado pelos japonezes porque es- xferihlaio dos carrapatos O fazen^eiro ou lavrador que tern interesse na criaado de ani- maes P geralmente muito preju- dicado pelos carrapatos, pois ata- cam o gado e transmitted a tri- steza aos animaes importa ios de paizes u zonas onle naio existed este acarino. Alorm de propagar esta molestia, o carrapato tamn- bem enfraquece muito os anima- es, sugando-lhes o sangue em grande quantidade. O gado do. campo de demon- stragao v'n Nova Odessa acha- va-so muitissimo praguejado po- los carrapatos; no mez de margo do corrente anno, aconselhei uo encarregado d'aquelle campo, a fazer uzo do tratamento empre- gado ea Africa do sul (ja annota- do no Crindor Paulista, pagina 361), o qual consiste em pulvori- sar os animaesatacados com uma solu-ao de arseniato de sodio em agua. Na experiencia foi empregado o arseniato de so lo, sendo dis- solvidas 40 grammas d'e ste ve- neno em 12 litros de agua, e applicado na s'iperficie dos ani- maes ror n.eio de um pulverisa- dor commnm. 0 resultado foi melhor do que se esperava, poise os carrapatos, miorreram todos, e os animaes nada soffreram. Temos, po's, um meio facil de livrar o gado de uma praga ter- rivel. O tratam-nto pode ser feito no manqueiro, empregando-se arseniato de sodio ou arseniato do sodio, na proporyao ji indica- da, fazendo-se as pulverisaqoes cada vzz que 'o gado mostre a presenqa de carrapatos. Se os 'nimaes, depois de tra- tados, forem recolhidos a um p sto limpo, facil seri conserval Os livres d'estes parazitas. O arsenico, sendo um veneno violent, deve ser guardado em logar fbra do alcance de creangas e pessoas irresponsaveis. (D'uma folha do Norte) 0 imperatlr 4do t at O actual imperador do An- nam tern apenas 8 annos de e- dade. Foi elevado ao throno de- pois que os francezes, senhores daquelle vasto imperio indo-chi- nez, depuseram o antigo Than Tai. 0 joven imperador, se bem que seja filho de uma concubina, pertence 'a familiar real. Estai sendo rigorosamente educado, afim de que possa no future ser- vir comrn vantage os interesses da Franca, n'aquella sua grande colonia. O imperador deposto foi reco- lhidc pelos japonezes, que o mantem na ilha do Singanara. Nao perdeu a esperanca de re- conquistar o poder e nao escon- de o seu odio ao europeu. E' celebre pela san innominavel fe- rocidaJe. Entre os various diver- timentos a que elle se entregava coin summo prazer, ao tempo do seu sinistuo reinado, citam-se os seguintes: Than-Tai de vez em quando mandava abrir o venture tes nao perderam de todo a es- peranca de expulsar os europeus do Annam. "Le Journal", em u- ma maravilhosa chronic de Bri- eux, publi--ada em um dos seus ultimos numeroi, explica deta- lhadamente essa situag9o, des- crevendo uma sua entrevista corn o joven imperador e corn o conselho de regencia. (Gdilo puat (hiuez A China vae ter um codigo penal, e o facto e de todo o pon- to interessanto, poise que a legis- lag o penal, na China, ainda ha pouco mdis d'alguns mezes era quase primitive. Em 1905 ainda na China se mutilavam certas delinquentes e as families eram responsaveis pelos actos crimi- nosos prat cadus por qualquer de seus membros. Em 1908 foi pu- blicado um acodigo penal, mas logo se reconheceu que elle era deficient e- m muitos pontos, e uma commissao foi encarregada de o rever. E' esse codigo. revi sto, que serA decretido d'aqui por alguns mezes, entrando logo em vigor. Este novo codigo, feit. de per- to cde 500 artigos, estate a cn- fisc-a.o de bens, quando nao ha- ja prejuizo de terceiro. Consigna o prmncipo do julgamento con- dicional, que e numa ccnluista modern na Europa, e urna das decididamente humanitarias e moralsadora. Para os recidivi- stas adopta-se a pena cre.cente progressive, o que esth inteira- mente de accord com as verda- des estabelecidas na sciencia do direito penal,considerado ino pon- to de vista psycho-social. No que diz respeito i delinquencia dos menores, o novo codigo chi- nez inspira-se tambom nas me- ihores elmais recentes theories. Nao ha, para as.creanqas de me- nos de 15 annos de edade, cou- demnagao legal, no rigoroso sig- nificado dos terms; entregam- n'as a uma casa de correccao e alli lhes d miuistrada a educaloe que nao receberam na familiar, e cuja 1falta explica, na grande maioria dos casos, a sua crimina- lidade. Escusado sera dizer que estao previstos no codigo penal chinez que v.ae ser adoptado, crimes ate ha pouco desconht- cidos, e que sao ji, sem parado- xo, uma afflrmacau do progress chinez, lento, mal real. ( Jr fir. a 1^t ^a Medico, Operador e Parteiro 0 que fazer eu aqui, errando Diplomado pela Faculdade de em logares abandonados onde a Medicine do Rio--Ex-interno natureza parece repellir de seu do Hospital deMisericordia do seio a existfncia humana e as Rio de Janeiro, etc. etc. etc. modificar6es artificaes do pro- gresso ? Consulta em sua residen- Nem sei. Ha muitos factors cia d Rua das Laranjeiras em nossa existencia psychologi- na Cidade do Crato. ca, j disse umrn notavel escriptor, que acontecem,mais nao se expli- Acceita chamados qual- cam. Um immense desejo de as- Acceita chamados qual- pirar o ar puro e embaleamado quer h6ra e com a maxima asttas verdejant pure e mbalamado brevidade promptifica-se A dasmatas verdejantes e de almi- attender consultas e chama- rar as bellezas incomparaveis da dos para a zona do Cariry natureza, aqui me ter... por prego razoavel.- Serra do Araripe,-Fevereiro- C TO---C A 1911. San ACRATO-CEARA v. CARIA MATUTA CARO AMIGO CINCINATO SILVA Maito saudar. Furtando aqui alguns mo. mentos a terrivel labuta e con- stantes occupacoes serranas, ou- so graphar robre este papel um punhado de rudes desconcer- tadas phrases e de periods en- fadonhos que, bemrn de certo, irao cacetear-te bastante. * Que mutagio rapida de scena!' Qua diversidade de quadro! Ahi, a campina quo esplende aos rafos flammejantes do sol poente.-O cdo limpido e anila- do que se prolonga ao long ate encontrar-se corn a linha tortuo- sa que limita os cimos das ser- ras, e que se confunde corn ellas, n'um mixto de azul e branco que se vai desbotando e empallide- cendo a propocao que se espalha pelo firmamento. A bris2 sussurrando manni- nha e spargindo um 6dor suave e vivificarte que roubou as flori- nhas do campo. Um fio crystali- no de agLa, rumorejand" em seu leito de alvos seixos, e lamben- do, como vae submisso, a alcatifa q"e borda sua margem e que estende-se verde e florida pela campina em f6ra. Aqui, na densa espessura da matta, nestes recesses solitarios, a gente raras vezes ve a luz do sol. So6 trepando aos mais altos galhos c'estas gigantes:as ba- tingas, que elevam as suas copas a grandes alti ras, pode devassar um trecho do horisonte. Os passaros corn seu harmo- nioso e inspirado gorgeio, cheio de suaves melodies; as cigarras corn seu estriduloso canto en- chem-me a alma de uma melan- colia extranha e incomprehensi- vel. As vezes, nem um ser huma- no siquer existe n'estas paragens Pitorescas, de cuja frigidez im- mensa parece emanar alguma cousa dc mysterioso e tcrr'vel. Eu, s6sinho, absorvido pela tristeza several e mysterio.a do ambient que me envolve, con- tinuo, todavia, a internar-me ca- da vez mais em mattas inextri- caveiI das quakes bern difficil achar logo a sahida. O REBATE 3 J o' CI 1' I o REBATE __________ - % - PE:RSEV AN A 2 PAULISTA. ----_ ----- .enaCAIXA- INTERNACIONAL DE PEN- o p. ,. --,, o C iici Tro SiLVA iEsta ssputar'a se encarrega de SOES VITALICIAS. CINCINAT 0 ILVA 'a'qner rt0al to-os em couroe1 rr.d i por Decr.eto Federal, co0. 3 Vindo de G.ranl:huni., .t:u.do ( d' Per- araUite 1 s se4 > r-.g- ese obras q, prAport o A dq p ns d gors ld mIn eTiopro Federdr S.l o J. ddn S -nam c, acha-s. C ta;-I4i' ,>.t> pro nit o PAem dLS-ar mele101S 0 (i r e contot de rj.is. App.-ovado pell Inspectorra de H.-g- ... 'a con mn eompleto varirih.o sorti:n,-to p.r s rasi:reis. I Aluga-se n, ma easa na u, Larangeira Re .trv.a nia Junta a .nmnorcial de lo CoearA e ;:toris ;do por der-to de t do d, fs,,.ndas e m,,rei,,ria. .I- v,,ind, por no1. 65, grande, eom bons commodos para Sio Paulo. 'ox einhlro de -19g. ;,PrSo sem c ,n> t.nei nn cetento me o Ir io ( d i /numerosa fatuilia, ai 10SCO rs pagamentos S l em S. PAULO: RUA S. BENTO, G3 0 i:Ynma isbo em qua..er -r' :o ,, d,, ,nais xignt rrgu,,z. Rua .o -'TZeiro A'.' 10i a tritmetre adeautado. (Anti.goescriptoriodaCompanhiiaMogva:a) P.,a' e 'J,-i.a e .e ..,/ ./i,; S,.p.ii.. ':n. visit, IX,, LO-JA EIT^KIALA -.ll .-.- outra asa, na mena Rua, nr, Filial no Rio: RUA 7 DE SE.TIMIf :,'. UL,,. fc e q< aluer na.tur : a ),. .' ,I, (:iocinat, Silva, lhn ':,-r, Cicero< 1 S, corn boas propor4oese m ito coimno- 113 i(mod:nn) p ; *,ofu',.; Cr .nr, e qn,!,tr,. ,; - n*. 2. -, do, a 15300f por moz, pagameutos a tri- .,Tr ONCALVES DIAS E ACE- l Ie o.- r r:.o El 0/ l, D S- A ? A mestrx adeantado \ *, 'i *A A Atractar nat Rua Grande, sobrado nu. 66 NIDA (.":NTI;A. I A CNANA encu :_ sa' cu:s e ,u ,'; LU e O, tApi'Ga TOLIV IRA & NATIM cnu J. J. T. Marrocos. ..-' A vend" nas P;armae.s e no d,-.i- fDARMACIA UARVALHO o i,t t n.d S,,- e PhI2SDEN -Senolor Lniz Pza. 9r .al. 'h.m'acia Siva. 0 prIs. iari.r AtoT-t: rt.-td,_ etasHARIAe-ooLDE PN Avi:,.n-so reen <.,. qnul ..r hara c(,.:wr,, ,,.eionns, .Mr,.e. -r Ten-o muIda a sna Plharrnmcia da Fabirica de Teeios S. Burnardo. .. ... . -,, ,, t pr ,,,isti; 0, no.e d e -m I .. *....a lomns 0 3 1 1hr-.Suso Travefl da C( liornia n 41 narn a rua GERENTE Dr. Cia,.do d0o -nsa, me- j -' *- --1 : -XP IIit PaIr1 ,!r 11. ,hie, ci i d li 1 uinin t Do o eira Acciol, prodio n". 33, co dic e i trial. Compote prear o pr ,, t 0o i cplqu l- muncq 0i sPs, APnor. e g,!ezoe que THESOUR ilO-Dr. Gariel Dias d:,, C B Ai R A T S iR O ; id s d vo uqimia es, ,nserascontmn a do m oesna forra osforsndo-so Slv., .t...-r t, I ones. ar. sector Lon o n l ; l V t d S Ol 0 11 c ,,,,- d0- p 'iIt;>,i; i, bi eos, r uadat, p P rta o im servil-os, esperando pior isso, C ou : hi In l uo stri l de S. (aulo e 1 3to A p p-as in o n no.4o. do appar0ljt i, n1l i e rcin l .e Imroer A ontinu:acno d sua sas ': .ri 0. l i : a, n 0'..1' T:.. Hl ai.r d :l i nmir I n pr re li,,t raen.-r (a (3,l-. 6'Ii, i nJy 1 aa'.4 a ; <.- vA .;a na. X Ci" T rn, 1 4 '. iO 30.c.l: 0 P 11R0 9:;i;'.\ 91 0 j) Crato 12 de Janeiro do 1910 Exmo. Snr. Conde do Pri.:,^ Direcrtor l fl l y0,: ( II ot '1" -s di(, ...il tei OL IV E Ir A & N A T I ,I i10 ono' r die ?Io P a. lo- E o. S r. C o- j ri.m.d. -- Sroel Fernando Pretos, vice-p sidente I .' 1 0s ,idahOlvr. eira Ia .i p o- t la n n oeo nt do Estado-Bar' d, D, pri t director dPi o o oiA POPU AR S.. PLsA Q3o Liaj1'mCi 14N11 j.2 410 "O114 t.p ! 11 lr ,f4l r ,o 4 irosi; erider i n.i ae t or, f dia, tip a de lar ca d? T Ce ),eidos Ar d.,hulii-n, d T inU ricaua o: "s o la, r sic. n.s .- ',,,nmutrn i., v. u:, :. ,,l f't. o nu.- l ,h' .,ndl sor 'tr o Y'l n : d, P,.rt... M l > l, t h rlliii h80 110 tmre Sdl]- e .,-..,- ohferen -DhJv oho A z Dimn i, C, ,n .i ub tious, e ph\ilrie.c , fro ui pr,..>,r n, l;i0 \.. ^a ,,u,, Vinho de i;a... G.ropie. rTrot d.' ; ,l R,,,lrto-n1s do nteiro tendo de r0 e::r i. da Dro P-i.a A ,u a et o r e'u^ as b more. v;- ;>,q ,.. ,.r : d. r -i u, n i.Ia d<. c.. d ,1 d a: < rro T py.La Mor]na. ,,-r.. 1 lFiia l P. n.t o,, d Dr. Victor Goa-Dit E Sho cai lia s a r Sroote'aa l trs.d, 1 -as Quatro Li proCira U p -rp al o -. E ON i P i uado -- 'r P : d" lV. "qu irn=Jo F anha;sde sempre alt rada, declare, a n a socie le u o alisa :"do c Un1c deposito na pa ^i Ju^ Ca: M tlii It-. ].xellit h lt .,o. 1i- u e euteressaI, 'ue estao expSta ,j Govorno. eno fim e estabelecor nAV REN- Ili nl ua o i o . SioARM AO S ;y 40tmr 14n)dta aivedartodao arnsta <-;di | _.,D DA VITALI(c1A -i. d iliro, ---- STud p !pros a .co" s a e sas fazenidas de gadoo neste m-ni- seus SOCdi- o TesN du. e ix.,, ." eixa A;..t o (! l \/Ad,', Lein < f-:- f-:, m ;, pcr.,f0. cipio e no tormo de Sant-AnnaLX) ed caix0l i. , lJHMAclA SILVAd . ;.,i iltdd.k H* '* i." feriIoteimo d0nlc -1JJ,'. '.1i. 'O to. no tim1 de o annos. a r a enm o que mercio. n". 8; tna m s i) grand e vari 1,e Di, f:. -. S. ;,:r, a & T1 r0t0. :p -,.., '. \': \ 4 01 cOl l Cigei ho d f t rro e casa promp a, n do Ter d mair ed 1d0oSOO, por mei sortii nto de dro-a, products chi,.n ,- -1; O1 -l'.>o3i Fxonos- o de Lima t')sa 4 vivenda, tudo de tImx e 0 socios d:i Caixa B. pa0:::) ;4SJO d e e'pec-ialidades puarmacuticas. t ll. t o l : i pl';i-l A veinda, duos segula .;].-J tru, iA '. com aina p9uera j1010 e 5000 do moensad e t-m dira- Ad reoeha p.-rcetuario corn edic- FU Nl I LE' l O S -.,,l 0 n m, -lar u -t d ta, .nnL a t neo. eda1dodacalenan -l.....pe ae.& I t. r nnr o. o1.I.it l c.idl.S ,o- t..a,>ta acurn.-f:, s sra da RueudtS. Francisco e a oitra | cae davial para dnseutas cargas de j o e xefor do 10. g moo r cd 1t, :ilin, m nr.s s. <'., ;,r:il sort. 1:1 t:Ui'i,. rl Tda R ,-.a N o\..-:l iitl-i-. rapadl'ras, p:.e'.s II 1~0 ext-ne 1 mat' t red ee a r a p.di eto. a as-oci;eo r pagar o an -- '), p rot r i-nt, p:r is ". r, ,. .. r.-.t:lr.. i r pm. 1 .n :i. i '1se undae 13 :oo cos iiiade!rA de (Ohsmtrldt:(o: ouQtro h' r rs n1:c -ro.' t.. ar c'-a n t 0S'1-U O ' i :ic>:,r'n ,,rr >.,rTir,. 1 i: d.i A'tt na R D OCRUZET RO sim pe.ie a au i es dos Eus amAos trIbuit .e q4 tivor f.to. som juros. -' - rt c ri ri Anto0n'> s,, C -e1 l G Dan"o-n to toall cim.e nto dpois q ue o mu- io. ena n -3 me siti ....... A4 i :.--n idq e semp-- m ltvra deeloa a ue ,.a nn D?'appareceram meni ttio Hnd l-r:i,;:,da -I'r l .->< it P(I r f(It iT I T queir'1o por bondaid satKtfaser seun Oiar ex inc:a. SOm qi;-' os souS herdeiros o 0 rdfto e uma LUrm castnhi .|,I I t1,4 ht 'oiUU l,.',,JUU i- i um Ie0ints u, u z e r'e temn de ai ta q alquer direito. Irazi Rr-ti ambos co edta -darca - Dr. -n"ir-,---eie 0 t oar t--lmpo itndetermiona- D A pen:io serI pa t no propri indivi- e Co a sC.liinte freguezi dSEMKNTES DE MANICOriAS DO do e ter d.e provar-s de recursos st-iduo. 1 00 sea prneur.abr lL, on por ' , I 3 i.pin. intntrmde s o0 de qualquor Banoo. quando. do , *PIArHY f.o 1 ir m e nitu;rio se_ ahar no extrangeiro. - 0 io contribuint e dia, qu ficar Quern der noticias certi na R 'de- A mellior etmote da ahtialidade riat4>, So de Outibra de 1939 impoi.ilitadoo de proeeguir nas sas en- ;'4to d' 0 dRebates onu vier e? entr.- d.1 f.. ..:ndas m1. r 'li'r ,, .-:iv. s,. frram traJ.. depois d, cinco annl de aseocia- dar ditos aniamas, ser e-.atif dri . -neSp chenii.. 14n1.1 rivn, !, do ti ra Vende .TOsC Alve. da Si'lva Jlosi R i, > 'ls M te j eo. q ncia d moesiachron n n ,1, c..,,plmt>.orm:i>.-lnto lds:.rti^ acnim a p c R BAR-TIS TS II e inuura-e1. que o inhabilite pn-ra o tra- -oa nte. >ionlFdos qin ssmi ,,d1' as p.r praao 1 1vi- --e-- tado1,Co bal. so rl colns. e-at o i .n su s "n-ao e nio Barbalha, Sitio Br-ej; o. 10 edo N ...." ;Co41"pit..n, a. convCio. ret lbo 4 pobliuo prdr]a e r:o a pnsiito. t ve.nbro de 1909 p.ntior 1r uma)vsio a dbade-'sablocinben- JOaZEIRO DO CARIRY 0 05Aro pI i : 0o 'u Ote"elpados do 1 anno Jo0ao Demosthenes Ferna'c, -: I- inee a oU1 0- u-a'ts *e C j de 10 annd. 20 o e os pagamentos de 15_______ VFU.inf l1 LFO :-IO A! d 11 I < t DE t ,a ano l->o o. M V rE, j A. BELEM DE~O mutuario que se inserever um mez APOVETM! APiVilTE MIDO A BE SOBRI\HO .lr pe, pe t eoe t.. rr r MILAG RE rS D,. t'e d et cIr s teri direiro a unia pens.o para toa a u._[ ,.lt:> e, oeia osira.em me entre-t li 45-R A.DOCOMvrtERCIO-a45 Q rsu vida. > -.At4e dezembro foram sorteadas cinco - 1h41 P.udr ,, 'c r, 3 N. :I gar n poldro rosilho que desapja- CRATO-CEARA'. cardernetas. on Seia no p-riodo da novel r err do Araripe siti meze. A ECONOMISADORA a nnica: -AALL[() au M IDn 'e ue l I. serra do Araripe siti0. que faz sorteios de dois ern N daita mzel.e I Queiinada Grande, co a se te EstabeleimentodeFazendas finals u ran soro no Natal! mzes B O A E I A marca e fregnesia .Miudezas. No-vidades, tartigos deuso do- S 1Pios -iuscriptos Xe n orai SAPA ARIA marca e freguesia -es Novdl at deuo do- &Ja Ir 1 e made -90 a Um caallo carddo rudado, noto, mui- BOA ESPERANC Quem 0o encontrar Ei specialidade em: artios p Ira eda- teve tanumero de socioanos nit o oihoazues. S. pode ell- t---, tregar a e- fr homes e senhoris: objects pare presen- Pedido' de pro?-pectos. propostas, cader Eha-e dis i' e os daio d' 0" Rebate tes e perfumaria finissima!! M netas e informal minuisas ao arca axgos e encarrega-se t do oo qualquiier Ou ei mlinha residencia:- Preqos sem competitor! P.epresentante no Crato. -- Iho e'n coiro com grande pre.tea el Serr dos AsedoS Dinheiro A vista. Belem Sobrin o Quem o enc'nrar e entregar ao S,. 1-I- edade em pr qo Rta do Cra.-eroi P r "V" ier de Ar-i- 4 A- i o ioor Jose fgn a9 fm Milajres sce,. g,..t- "1it edro -Xavier d eAraaz.;i : 45-Rua do Commercio=45 Iic=i. I _~__IzI~~ -T'*I---,r. 1_8~IC~-71Rr' -;e~P~Pl~taPeaarr~s I"- n C 'Sa saga ------~r~l.~spr~~ I L |
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