Rebate

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Material Information

Title:
Rebate
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Creator:
unknown
Creation Date:
April 3, 1910

Subjects

Genre:
newspaper   ( sobekcm )

Notes

General Note:
Newspaper issues from the personal collection of Pe. Cicero Coutinho, Juazeiro do Norte, featuring articles on Padre Cicero.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
All rights reserved by the source institution.
System ID:
AA00001672:00036


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Full Text






































* *


b
A:


,~2p


".


* .


CEARA-BRASIL


DOMINGO, 3 D ABRIL DE 0


* *


X'L N L


EXPEDIENTE


O *REBATE publica-se semanalmente
R* EDACTOR=-CHEFE=Padre Joaquim
de Alenear Poix6to.
GERENTE =Felismino P. de Alecar
ASSIGNATURAS
Anno .................. 51000
Semestre ................. 3$500
PAGAMENTOS ADIANTADOS
As publicaitges de interesse particular,ou
annuncios dependem do bontractos,sendo
o pagamento adiantado.
A redacito nao 4 responsavel pelo. ar-
Vigoa inedktoriaemt, nem pelas publica-
t6es alheias, assignadas.
Acceitam-se artigos de religiao, scieneia
litteratura etc. prehenchendo as condi-es
de noeso programma.
Rdaglo, gerencia e typogrplia-Rua
wpPre Cicero -n. 3Ud






AINDA 0 CRIME DE

ESTELL IONATO

Crimni. *R- vlgasr*

PROVAS


Nao ha duvidar.
0 actual vigario. do Crato,
mandando, por seu encarregado,
ou procurador, aqui. no Joaseiro,
o sr. Jose Ferreira da Silva, ven-
der a propriedade que, de facto e
de direito, pertence ao sr. Anto-
nio Jose dos Santos, incorreu
miseravelmente n'umgrande pec-
$ado perante a lei divina e n'um
grande crime perante a lei huma-
na; crime esse de estellionato
previsto pelo novissimo codigo
penal da Republica, (art. 338,
2?, corn penas de prisao cellu-
lar por um a quatro annos e mul-
ta de 5 a 20 ./' do valor do ob-
jectolsobre que recair o crime);
crime esse,finalmente, public, e,
portanto, sujeito A accao da ju-
stica.
Sim! o revedtm? sr. vigario do
Crato 6 reo desse crime de e-
stellionato como jA o 'dissemos
em o nosso edictorial d'esta folha,
n? 34#1e*13 do mez pr. findo, e
como, agora, o, para que nAo se
diga que tecemos infamias, ou ar-
chitectamos calumnias, demos-
traremos A evidencia.
As provas, pois, de tudo o que
levaimos dito, ema o nosso referi-
do edictorial, acerca da enormi-
dade do crime; as provas de
que-o actual vigario do Crato e
um estellionatario, um crimino-
so public, e, portanto, sujeito A
acqao da justipa, e As penas da
lei, eil-as ahi!
Em 23 de setembro de 1897,
dissemos, que o sr. Jolo Lopes


Fernandes da Silva 22 palmos de
terreno foreiro do patrimonio de
N. Senhora das D6res, a rua da
Conceicao, d'esta localidade.
Eis a escriptura, n? 1):

tDigo en abaixo assignado qne en-
tre os mais bens que possuo livres
e desembargados de qualquer hipo-
theca bem assim uma pequena casi-
nka de taipa corn 2 plalmos de frente
a rua da Concei~io, lado do Sul no
terreno do Patrimonio de N-ssa Se-
nhora das D6res Padroeira desta po-
voagio do Joaseiro, cuja casta ssima
descirita vendo como de facto vendida
tenho de minha livre e expontania
vontade sem constrangimento algum
ao senior Antonio Fernandes da Sil-
va de quem recebi em qnitacAo de
paga nm cavalo Nafrico. E por assim
qer verdade transfiro na pessoa do
comprador toda posse juzg domihio
que-em dita ca tialt afim de que
a possua como sna quyHe -fica sen-
do de hoje em diante e por isto en-
trego-lhe a presented Escriptura corn
o recibo do cordaemento ser qae me
fiqe mais res aujbilidade algama
do que por verdade pass apresente
que por nap saber ler nem serever
pedi ao Senhor Elis Affonso Pereira
Moreno, que esta por min passasse, e
ao Senhor Antonio Ramos Nogueira
que a men rogo assignasse corn as te-
stemunhas abaixo assignadas. Joasei-
ro 23 de setembro de 1897.
Arrogo de Joio Lopes da Silva
Antonio Ramos Nogueira
Como Test. Joio Fialho da Silva
Antonio Gomes Coimbra Villa Nova.*

D'essa venda, eis o recibo
passado pe!o sr. Elias Aflonso
Pereira Moreno, a rogo de Jose
Leandro Bezerra, provando que
o sr. Joao Lopes da Silva, no
mesmo dia da venda, e ipara po-
der vender a sua propriedade ao
sr. Antonio Fernandes da Silva,
pagara a importancia correspon-
dente ao cordoamento; eil-o, n?
2):

eRecebi do Sr. Joio Lopes da Sil-
va 880 reis do cordoameuto da frente
de sua casa correspondent a 2S pal-
mos a rua Conceigao lado do Sol.
Joaseiro, 23 de Setembro de 1897.
Por Josi Leandro Biserra
Elias Affonso Pereira Moreno*

Em 24 de junho de 1898 o sr.
Antonio Fernandes da Silva ven-
deu ao sr. Antonio Jose dos San-
tos a referida propriedade.
Eis a escriptura, n? 3):

Digo en abaixo assignado, Anto-
nio Fernandes da Silva que passo to-
do o puder que tinha em um chao de
22 palmos nas terras do patrimonio
de N. Senhora das Dores na rua da
Conceivao e vendo a casa n'elle en.
cravada por mim comuprada so Sgr.
Joao Lopes da Silva vendo so Sear,
Antnnio JosA dos Santn wr a emn


'e0
(i
pr

Si


da Silva vendeu ao sr. Antonio)


tentes recibbsin'o s6 dos foros
como dolaudemio, n?! 4, e 5):

*Recebi dl Snr. Antonio Jose dos
Santos a qn4tia de quatro mil e dn-
sentos delforos de sna media agna corn
vinte e dois palmos de frente, a rua
da Conceiiao lado do Sal no terreno
do Patrimonio de Nossa Senhora das
Dores padroeira d'estaeovoacAo cor-
respondente a Cnco annos 1895, 1896,
1897, 1898, 1899. Joaseiro, 30 de
Novembro de 1899.
0 Fabriqueiro
Elias Afono Pereira Moreno*

,Recebi 'do Sr. Antonio Jos6 dos
Santos a quantia de 120 reis de lan-
demio imposto dl transmissio de um
chio que coml odt por 5000 reis. Joa-
seiro 30 de N Fembro de 1899
6 Fabriqueiro
Elias Afoalo Pereira Mpreno

Como'inov4 claramente dos
dornmeWftos upra, n?? 3, 4 e 5,
a casa e junctamente o terreno
em ue dI1e acha encravada
peFleC 'facto e de direito
ao sr. Antonio Jose dos San-
ctos.
Pois bemrn o sr. Antonio Jose
dos Sanctot., dono da casa que
comprara e reedificara no terre-
no que de lei Ihe pertencia, como
aforador, e em vista do referido
terreno achar-se occupado pela
sua propriedade, ausentando-se
em 1900, mas deixando um en-
carregado de por si responder,-
o ieved.? sr. vigario do Crato,
corn today a magestade de oei no
civil # no eclesiastico e corn todo
o descaramento d'um fel'ah que
nunca teve nodes de conscien-
cia mandou a seu sachristAo ven-
der a casa, a propriedade do ho-
mem. Eis a escriptura, n? 6):


iHavendo no terreno do patrimo-
nio de Nossa Senhora das Dores Pa-
dro6ira desta Povoaglo Ido Joaseiro
do Cra*o uma media agua imprestavel
e quasi extinct corn vinte e dois
palmos de frente, e comrno Senhor
Antonio Jos6e 3 do Santos, dono da
meiaagua supra referida nio pagon os
devidos foros do chao da dita meia a-
gua, de ordem, da Revedm? Senhor
vigario do Crato, aforei a supra men-
cionada meia agua as Seshor Miguel
Beserra da (Silva, de quemt recebi
(11440 reis) onze mil e 4Rraeentos
reis, que pag 4e -+foros de vinte e
dois palmos d-fIente do chao que
contem' aditT' feia agua, sendo este
pagamento correspondent aosannos
que o dicto Senhor Antonio Jose dos
Santos nunca pagoun, cemo seque-se:
1896, 1897, 1898, 1899, 1900, 1901,
1902, 1903,1904, 1905, i19Q6, 1907,
e 1906.
Joaseiro do Crato, 4 de Fevereiro
de 1908. 0 procurador-Jos6 Ferrei-
ra da Silva*.


quantia cert de dezeceis mil reis D'essa escriptutra, ve-se que o
6:000 rs) i por ger vendids tasso a referido sachristo, para eximir-,
esente em que mi asaigno. se da respoa bilidade, nio de-
Joaseiro 24 de Junho# de 188 clarou em terms a existencia da
Arrogo de Antonio Fernandes da casa em 19088 quando em 1897
Iva casa em 1908. quandoem 1897+
Joio Baptista Professor a reedificara o seu terceiro dono,
-o sr. Antonio Jos- dos Sagctos.
D'essa venda, eis os compe- D'essa escriptura, ve-se ainda


que o sr. Josd Ferreira da Silva, Ib onrosas tradioes de familiar, viver'a
sachristao e procurador do actual tempre abengoadonamemoria dosque
vigariodo Crato,commetten um. .o passado cultivaram sua preciosa
="r .a ,...... a.. amisade e no preente nao podem es-
andheira; porquanto quem le quecel-a nessas felac"es sociaes, que
esse document supra e o d cu- mantim corn os sens honrados e be-
mento n? 4 convencer-se-a de nemeritos irmaos, Coronel Jos6 Ro-
que o referido str. Jos :Ferreira drigues Monteiro, Monsenhor Fran-
cobrou foros ao sr. Miguel Beser- cisco Rodrigues Monteiro, e Major
ra da Silva quej os tiha pag o Manoel Rodrigues Montoiro,qne fig u-
ra da Silva que j os tinha pago ram conspicnos em nossa sociedade e
o sr. Antonio Jose dos Sanctos. fasem reviver o nome. e a lembranqa
D'essa escriptura, finalmente, 4aquella heroine que lhes aeu o ser,
fica patente e demonstrado a e- a educagio, Ihes encinou os segredos
videncia que o revedlm? sr. vigatio da lIcta pela vida e lhes preparon as
vincia quooreve sr.ga iarhado future, que attingiram tAo
do Crato incorreu n'urn prande hourosamente.
peccado perante a lei jdivina e D. Antonia Monteiro de Araripe
n'um grande crime de estellionato Sncupira tambem revive, do modo a
previsto pelo nosso codigo penal, mais digno de louvor, o inesquecivel
mandando alienar uma proprie- nome desua illustr progenitor D.
dade qe, ie de facto, nod Maria Luisa Rodrigues Monteiro.
dade que, iem de fact, nem de Ainda hoje ihe rendemos o mesmo
direito, Ihe pertencia. tribute de apreqo, e bern quizeramos
Si o sr. Antonio Jos6 dos San- consagrar A saa sandosa memorial e
ctos se nio achava present para de sen bonrado consort Manoel Ro-
pagar os foros atrasados, compe- drigne'Monteiro algums inhas das
tia A s. reved?. procurar cobral- pagi coRae mace as
r% rk ut i djpr nh.f11 A.- fits


a por oul ros miIos, oU l UU niLca, c
a casa por meios leg e; mas nun-
ca man.Jar que o sr. Miguel Be-
serra da Silva entrasse corn a
quantia de 11:440, entregando-
Ihe por escriptura, passada pelo
seu sachristo, a mesma casa do
pobre home ausente, proprie-
dade esta que o referido Miguel
Beserra, um mez d-pois, vend6u
por 40:000 ao sr. Manoel Rober-
to dos Sanctos, parecendo-nos
esta venda um d'esses sermoes
pregados... por s. revedm
E agora, e por aqui descam-
bando: vamos, sr. vigario, por si.
ou per terceiro, As barras do tri.-
bunal da justica, e ahi comece
por deffender-se, attenuando, si
p6de, a enormidade do crime de
estellionato que commetteu, alle-
nando a propriedade alheia.
Venha! apparea em quanto


que n6s documentados como nos
achamos, continuamos cad vez
mais d;spostos A, caso s. revedma
nAo idemnise a victim de seu
acto injusto, iniquo, e perverse,
attrabiliario e despotico, intentar
accao perante os tribunaes do
paiz.




Dos jornaes do Sal, que tivemos A
vista, reolamaram nossa especial at-
teneAo o 0Ju d/aymese de S. Paulo, o
Paiz e a6 Jor a do Commercio da Ca-
pital Federal. -
Lendo o .eatido. necrologio que
conagrama saudesa memorial d'u-
uma distinct matron, que foi nomn
conterranea, que. brilhoi sempre em
nose sociedade, e, fra della, sqube
bkeorar sea nome de Cratense;.auo
podemos, emo os illustrados college
da impresm, deismr de pagar nosso
tribute ae sibilidade do coragio .i
man, vertendo tambem nossa laggi-
ma .eon~dlencia e deo sanudade sobte
o tenulto q" recolheu as triftes exi-
vias de D. Antonia Monteiro de Are-
ripe Sucapira.
Sea nome, que encerra as mais


Sao hospedes que nos honram, e a
elles tAo somente cabe a palavra:
Falla, pois,- o

0 JUNDIAHYENSE
No. 508-Domingo, 9 de Janeiro do 191o
PFaUecmento
Falleceun ante-hontem n-3sta cidade a
veneranda enhors dons Antonia Sucupira
viuva do voluntario do Paraguay major
Carolino Bolivar do Araripe Sucupira, de
saudosa reeoidcao.
Padecimenioi fortes vinham, do hamni-
4to tempo, afflign. a inditosa senhora e se-
as filhos, na uctfeam de umans vida preciosis-
sima, submetteram-n'a aos tratamentos e
operabeos aconselhados pelos mais distin-
etos medicos de S. Paulo.
E:gotados os recursos da seientia, d.
Antonis foi trazida pars esta cidade e, na
aprazirel vivenda deo son geurp sr. Jorge
Henworthy, eereada de seus filhes Dr. Ma-
noel Araripe Sucupira. Dr. Antonio Sueu-
pira pharmace tio Jose Sucupirs, D. Ma-
ria SilVa e D. A .na Henworthy, falleceu
'na tardo de anto-hontem.
O sahimento don-se hontem As quatro
horas da tarde, send ex.raordimagio o a-
*cpuspanhamonto
o cadaver ficou depositado naacapella
do eemiterio e s6 sera dado A sepultura
iI5o- apf I chegada do Liuiz e Francisco,
fil os de D. Antonia, que so achavam no
Rio.
A' familiar Sucupira apresentamos nos-
sos sentidos pesames.

0 PAIZ

Rio de Janeiro-Domingb, 9 de Janeiro de
1910
Facimento


Fallneee em Jundialy, hontem. As 4
horas da tarde, a Exma. Sra. D. Antonia
Monteiro de Araripe Sueupira, esposa do
amudoao major Caroline Bolivar de Arari-
eSucupirs, um dos heroes da guerra do
A insd, A uuna intelogencia brilhante
alliava am cora"ov em- extreme caridoso,
sendo' ao aampa pereome dos pobres e des-
-odog.
'" PFeo ioeproe-uni TTo modelo de virtudes
domeatiae, sofrendo Oem stoiea coraem
todoeeWp Mrw de urnms leoga s fermida-
de, clsefehda qiMudo jA ttnb eollocados
tedos se um filhobs, do% do equss cursam
eom real sproveitamnto as banaes do
Cllegio Mi 2at.
A vnemrand- Oehora deoixs o eeguintes
Sb Dr. Manoel teiro d Araripe Su-
e~ttw, medico ei S. Paulo; Dr. Antonio
Moateiro de Araipe $uaepira, advogado
e" A P.alo; pharmaeatiteo Joe Monteiro
do Araripe Sucupir, presioute em Jun-
diahy; D. Maria de Araripe Sucupira e


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ANNO 1-NUM XXXVII


450-


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VE CRUX. PS UNIC(A 1


A Cruz! eil-a, erguida alem no topo
lo Calvario!
Eil-a, corn os seus bragos abertos,
ni mparai- o companheira no meio
las does que 'nos rasgam a alma e
lilacer:m o coracao!


I
|<


0 REBATE _
LA


JUXTA CRUCEM


Amparo e conforto, com effeito, enm
meio ds agruras des:a vida; doce em-
blema de nossas mais caras esperangas;
deslumbrante palma do triumph nas
maos d'um Deus; symbol sacrosanto
dos epopticos de nossa reflgiao a Cruz,
amemol-a, christios!
Amemol-a!
Si a scien ia do seculo a detesta; si
a philosophia enfatuada a insuka; si a
impiedade a escarnece, aht nioa rene-
guems r.6 abh! ncio a renegue a nossa.
piedade,a nossa humildade t echristlaos
que somosI
Adcremof-a!
Ah Calvario! christacs!
A cidade das glorias e dos ultra-
ges, deixemol-a dormir nas convuls&
es do. remorse mais. u.nia oute.
Ao. Calvariot
Alli, n6s,que grnememos ech'ranmos,
que somos todoi, r.este vlUe de lagri-
ma, alli encontramos nas does de Je-
sus e nas lagrimas de Maria o unic.o
balsa-moque pcde cicatrisar as chagas.
que a dor abriu profimndas em. nosso
coraao ~
Ao Calvario, christafid
AUi naquella orago pathetica do
Filho de Deus que perd6a aos seus
crueis algozes, e, depois, se encommen-
da o espirito nas maos do eterno Pae,
aprendemos nAo so a. perdoar as inju-
rias qu.e nos sangram, mas, a aorrer
com a coragem e resignagao de chri-
siaos Felia esperan-a meiga do ceu!
Ao Calvario, christiost!
AllF,uaquella palavra ultima qve
espedaga o umverso, cahePdo Nazare-
no, o derradeiro olhar para que se el.e-
ve urmn aurora. ...
Ahb nao nos corrnaos de, alli, pro-
star a lace por terra, adorando os in-
sondzaveis mysterious da Justida divina!
Ao Calvario, inda uma vez, chri-
staos!
E d'aili contempleios as trevas da
hora sexta, envolvendo o mundo como.
mortalha funeraria estendida pela mao,
de Deus por sabre a orbe, tumulo de
seu Filho.
Conteinplenmos d'alli a terra trans-
formada em carro funebre, e la muito
em cima, a immensidade,turbilhoes de
estrellas que choram; estrellas que
serve de tochas p;wa alumiar o athaa-
de d'um Dens que 4 motto por nos dar
a vida, per nos salvar a todos !
Christicsi n'este dia, destinado pe-
la egreja a celebrar os mysteries mais
augustos de nossa religiao, adoremos a
Cruz, esse symbol sacrosanto de seus,
mysteries mais sublimes; adoremos a
Cruz, esse emblema de nossas mais
cars esperanras; adoremos a Ci na, es-
so, no tempo e na eternidade, unica es
peranga nossa I

Awe crJus, pes uAmna. P?

PADRE JOAQUIM DE ALENCAR PELXOTO


6 Virgem, MATER DOLOROSA, bemdita
Fejasotu, bemdita sejasl

I PE. RODRIGUES VIEIRA


Extinguiu-se o ecco dos ultimos aconte-
cimentos, perdido e abafad9 na rama dos cy-
prestes e nos reconcavos das quebradas.
Nem uma d'aquellas vozes assassinas,
n m uma d'aquellas injuries atrozes, nem u-
ma d'aquellas blasphemias terriveis que a
plebe insensata dirigia as suppliciado, nem
nma sequer se escutajA!
EstA em repouso a ingratidao e o crime
que se haviam associado no mesmo penfamen-
to, e de mios dadas desfalleceram, emfim, no
termo da sua obra iFefanda.
E' que nem nmsmo para a iniquidade as
fobras humans sao duradouras: quebram-se
exhaunstas e amortet idas no auge dos desvari-
os a que se abalancaram temerarias...
Na cidade maldita que reclamara o san-
gue do Justo para sobre a cabeca de seus Ii-
thos condemnados, o desenlace por horrivel
da tragedia do Golgotha imprimiu em todos
us semblantes a nota lugubre do pasmo e do
assombro que e a primeira condeninaio da
iniquidade, talveza mais several, porventura
a mais terrivel. Na v6z muda da consciencia
que comecava a avultar-se, a erguer-se teme-
rosa e grave, liam-se prenuncios certos do
castigo por vir, a execraqao tacita do crime
perpetrado, recent. :
Em cinema, ro topo daquelle penhasco
memo n ando, que etscutaa paVmau a agomna de
tantos moribundos e que se tendera e despe-
dacara na hora extrema da agonia do Homem-
Deus, Ia,o socego lugubr, que -u. cede as gran-
ties agitayues, uma quetat'ao ninterrompida
que a propria naturesa respeitava suspenuen-
t1o nos arvoredos o murmurio da tolhagem...
a Cruz arvorada em seu pedestal de granite,
alevantada, time, erecta, como a espada fla-
iejaiiteda .Justtia eterna, e d'ella pendente
u cadaver do justinado, descahida a front
in' uea expres.-ou caracteristica de de-confor-
to, cerlauas as palpebras n'um somno sereno
u .ve, unidos us lablos n'uma sublime resig-
inaou protunda, d'cnde se haviam destilano
s. utuinas palavras d'uma agon a supreme,
tiie curam ao mesmo tempo a chave d'ouro da
i, m )sa epopea da Redempio!
Em torno, coalhavam-se sombras corn
toda a suna mudez desconsoladora; a noute es-
tendia a sua mortal ha enorme sobre a terra
adormecida, e la, alem muito em cima, em xh-
nha recta com a ironte madida do Nazareno,
a lua, parecia surprehendida na rota ordina-
r.a, sahir do vertice da sua reduma cinzenta
escura e debrucar-se a espreitar aquelle es-
pectaculo que nunca vira...
Consocia de tudo isto,mas a tudo extra-
nha,-toda vergada ao peso dasuna immense
dor, tendo no coraq o gemente o fel de todas
a- amarguras, a espada de todas as mortifica-
;6es, e nia face mimosa nota mais expressi-
va da tristesa e da desolaq~o, orphan, viuva,
na terra abandonada, os olhos embaciados de
pranto, inalteravelmente titos no rosto palli-
do e amortetido d'aquelle Filho extraordina-
rio que o Eterno conliara a sua pureza e aos
seus amores e que dos seus carinbos fugiu e
para o Eterno se alou, a Virgem offerecia o
quadro mais complete, a expression mais per-
feita e acabada da Mater Dolorosa.
MAE DOLOROSA! Velou o sol a face,
soltou a v6z o trovao ecoando de serra emn
serra, abriram-se as sepulturas, rasgaram-se
as montanhas, toda a natureza estremeceu
pavida e assombrada. Como e que se nao ha-
via de partir o coracao da Virgem, d'ella que
mais do que ninguem soubera (ponprehender
todo o alcanse do sacriticio de Jesus e toda a
grandesa da humana ingratidao! Por tAo al-
to preco resgatara-se a devida contrahida pe-
lo home para com Deus quatro mil annos
antes, sb assim se ftranquearam de novo ao
hIomem as portas da bemaventuranca e da vi-
da eterna.
Jesus foi a victim immolada na ara no-
va do novo sacrificio, a cruz o buril corn que
se gravou a sentensa do libertamento da hu-
manidade,e Maria, Eva immaculada, toda pu-
ra, toda formosae toda bella, a sacerdotisa
que realisou o consorco da hnmanidade corn
a Divindadedo homem corn Deus. Aos pes da
Cruz ajoelhada, toda entregue a sua desola-
cAo e dor, seguindo em espirito o espirito do
Verbo, ella inspira aos seus novos filhos, -a
humanidade inteira,-o amor o mais santo, a
esperanca a mais consoladora, a ideia do li-
bertamento e da regeneraqao.
Bemdita sejas, 6 Cruz, Spes uniea, Ia-
baro abencoado qne arvorado no toapo do Cal.
vario proclamaste aos quatro quadrantes da


ncas; o ceo era mais esmagador em seu
sombrio tecto do que a abobada d'um
carcere; o Golgotha, ainda oscillante,
estav;., removido e corn longas fendas
abertas: e at6 a fria e humida aragem
da noite feria as faces, mas nao secca-
va o pranto !...
# De quando em quando li rangia
sob o peso do cadaver o sinistro pati-
bulo; piava uma ave noct-rna que jA


L I


0 Boletim da diocese de Bayona refere
o fact seguinte, attestado por uma religiosa
norte-americana:
A' porta d'uma pobre casa da cidade de
New-York jazia um jovem de vinte anaos,
ja quasi moribund na cama, em frente da
qual pende uma image de Christo crucifi-
cado, para o qual dirige olhos de rancor.
Junto ao leito estA de pe uma mulher que,
com os olhos banhados em lagrimas, diz ao
jovem: *Men filho tern piedade de mini. e ji
que tudo te tenho perdoado, o abandon, v -
da licenciosa, sacrilegios, ameacas; dize-mnie,
sequer, se n'este supremo instant acceitas,
o men perdao.w
Entio, a pobre mAe, como f6ra de &s,
sAe precipitadamente do quarto, e dirig'ndo-
se A egreja mais proxima, cae de joelhos de-
ante do altar, onde o sacerdote estA celt -
brando o santo sacrificio. Alli abysmada
n'uma oracAo profunda, e substituindo como
que por uma repentina inspiracAo ao sen pro-
prio filiho, exclama em sen nome: .Lembrae-
vos de mim, Senhori quando estiverdes ro
paraizo.*
E regressando algum tanto confortada
a sna casa, apenas terminou a Missa, nao se
atreve a entrar; tal era o temor que senate
de que sen filho Ihe atravesse o coraqio corn
algum olhar de odio, on corn alguma horrivel
blasphemia. Vence finalmente o desejo de o
ver; e apenas abrin a porta: MiMae, minha
mie!-exclama commovido e, apontando pa-
ra 9 crucifixo, olhou para mim, vi-o, falloa-m%,
ouvi-o e disse-me: WNa verdade, digo-te que
hoje estarAs commigo no paraizo.-
Oh prodigio da misericordia divina!
Jesus tinha acceitado a oracAo fervorosa da
mAe, e tinha-se dignado renovar a seena que
se effetuon no Calvario entire elle o Bomn
Ladrio.
A mae, quasi lonca de alegria, abraca
o sea filho querido, e corre a chamarn amsa-
cerdot3 qne terminal a obra da bondade di-
vina, proporcionando ama santa more ao
joven transfigurado pelo arrependimento,
pela gratidio e pelo amor.





Morreu Jesus! Cerraran. ;e aquL-
les d6ces labios que tinham pregado
bem, a verdade e oamort Fecharaua
se os olhos em que se cspelhava c
rissima a luz do ceo! Morreu Jesus!
sol recolheu o seu manto de fulgores t
vestiu o negro crepe da noite. A treva
que no principio do mundo c-b-ru o a-
bysmo. cobria agora a face da terra; as
rochas partiram-se; o orbe tremeu;
os mortos ergueram-se da algidez dos
tumulos, envoltos em seus nevados su-
darios como espectros: trido patenteou
a morte do Homem-Deus!...
No Calvario foi grande a confused.
Os algozes foram banquetear-se, mas
n'um festim de vergonhas e remorsos!
Tudo fugiu! Apenas a, doce MAe
de Jesus d que ficou triste, desolada,
s6, de pe,estatuado martyrio, da cora-
gem, e do amor! S6 ella ficou junto do
ensanguentado cadaver do Fil.hoi S6
ella ficou a esposar a sua enorme dor
no altar das suas copiosas lagrimas, u-
nicas e bemrn tristes companheiras do
seu soffrer!
Tudo quanto pode ferir o coragao
d'uma mae na hora em que ve pendi-
da pelo sopro duma morte para a algida
profundeza d'um tumulo a cabeca
d'um filho unico, idolatrado, estreme-
cido: tudo estava n'aquella soledade
immensa, incomprehensivel, notavel-
mente esmagadora!!!...
O sol nao mostrava o brilho dos
rqios corn que doira o dia; a noite nao
Sprestava o pallido refiexo das estrellas;
as sombras nao faziam mais do que a-
castellar-se negras, medonhas, terrori-


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reK- l e-. S.:. a i *c' me :cm! .
(IC i)-i. a re. < lena ,
.deSalniomo e 0 sb.,


d('Ahsilai) a,' concti ..hi bin .
d') T':mp ) .s \- :.. m: .. '.:;,
os m o.; olio.; d'E.:IcC-,
nao. 1e i-rainca-ram a venda
da ton cegueira hlorre ;da?
niao te fizeranm tremer?!...


TI'niLos annos de torn:n'L-tos.
tantos fieis monuminTeiLO
ua terra como ro: ce',, ,
nao dizem que o Na:. :-c.io,
tao f() te, e abio,, l' creno,
er'; oL Mi;s; s do;'tcu.,?
Pcr.-unta :-o fiel C lb,
pergunta d sarga do Horeb,
prmiintLi se clie era unm DIeus!

I)'I:;a;ic pergu-t a c epo,, ,
j)(.','g ita .) Li: cho:o'o ,
peC. .u:t.i a C i. RJcel;
)pc .;'inta fo I no :a I): -.
anbe a quIn l um ;ci .: ilina!
ounc ; l.hi.s de R : ,
outve D6bor. a-guer; a!
per u 'ta :to p:-e'o homl.:da






ve.c de Gc.ih a; seCJ)Ial.uas,
v.,c do Ti'1.).: : a'" Ituras,
' a T"har pergu t7u!
vx Ch :.n, ve o E.vpto!
e hai de achi.r se. nome escripto
r:o ceu, na terra, e 1no mar!

Ou:. b-'reve sdio c:quecido:;
os I. i:ro; re': u 'i.dos
dla i -.,:.t. Jc.us.lcim !
all''vo.; I d( .:i:t.,:; pe .
*vo-:so aimor, 6 M laM!: 'a-
o):; p .soVCes de Blc.,lc.rn!
e Ce.sa esteila pcre'gi-rla
d tC e Deu ensila
1 _.o r x Vr ,e i n !


~-4E Irb -~


Ai! tu pi'c-. ':;Ae a icmoniia
das profeci.13, da h:stori-i,
madrasta sem co;--'o!
mas, de sp. n.e : dlp::.'(os,
scrrao t .; a :.' dos
e.C-pdi)eo de malF-c.o
ten:; mo-':ccs nio teiao sel vhs;
teus pliiso:, tlol-es, reim relvas,
leLhal, e.st .l-e- Siao!

Como ('arLm utof; d<-mninhos,
olhe:,c; Co: iente e.spin)ho.-,
das ro.;..: Je Jccich6
v'ero :;eculo.; i'rc::);
CIem :(oda r. e ;,: : os
m : .: d_ Jcoo!
Iijm: -.. o LcCu, :C.- tCe esIagai ,
,p 2 :. ...)c,. :u c Oa
do m.: n':o, .'-n.o Iuob!

Ai dC ti! que penitencia
powder. g-.nhiI clem',:ni ia
p, ra o Leu pov1, I.;r.'el?
1l '. ia, 1c.j.ji a-
de;:dle PI-' h) '.:, :, ;mpura,
desUe a co'rui,'-a l..bel!
Alliv .\ 1 .iC, decreacte-





U1\. CL o..s do idr _cniado
a by.i .i o Egypto,.oppi-essor!
I)e Hlemor cIlpada a cidade
p em a:. e c-. ca !d. dce
d'm-n v'."inm do SKor!0
N ....I Co .mo;-c snto
tiCL unm c:.Ime :1long-o pranto,
imno sangue, e mulita dor !-

P..'<*elo-uir.'je dos Le\vitas,
o crime e dos Bevj cm tas
falzo espaito dejup.!r
1)e Babylonia a torpesa
cresce e reina em torno a meva...


c/ .no: t. Cs
Tu... m. s qu.' toJ.:s peric,
a tUv fo:o;-, c'>\:Iu:',
que ::o: 'e horenda ser?!-.


lPerdo, Ch iCto, se umna dor mundana
vein fIlar de c". r o's n'este dia!
Tu bebeste poc tcla a humanidade
o calix da agonia!

No tristdnho Jardlm ldas oliveiras
(tu s6 velavar, tudo o mi-s dormia!).
eu vi-te aprox.m;nr do:, Lbios tremulos
o calix da agonia!

0 amnargoso do fcl te lace-ava
fibra po- fibra! "e dor te consumia!
e lavaste corn pr..ntos mnis amargos
o calix da agonia!

Poisqu:'m :e vclga? o home! Deus
perd6a.
S6 a vo;-:t, e bhumrnia se entibia
da morte nor, umb':.e;; :6 Deus acceita
o rcli-x da agonia!

N6s somos d'I.r0cl filho; :mpu'os,
cos a luz do sol61 em pleno dia!
Tnrde a venda c u, m is ta;rde opranto
pela tua agonia!

Senhor! tu que ln. .te olbos bondosos
ao discir ul vil que te vendi-,
oh! salva as des:L(rad ,i filhos d'Eva
pela tua agori i!


Na eminencia do Calvario
morreu de D)eus o cordeiro!
c o soluco derr,(deiro
foi o perdao de Jesus!
Treme em eus cixos a terra,
que no", parccc t:.manha
e e fr: qu,"in. pe.niha
., .,nara ,, t 'fir Im i.cruz!



D'uma dor sem semelhante
a triste MiMe traspassada,
cae na terra ensangiuentada,
e ao pI d< cruz se abragou!
Nos olho: temr tal angustia,
nos labios tanta meiguice,
que o anjo que disse
-Ar-'e Maria- chorou!
. % .. .. ..o
. . . .

Tudo esti concliftlo,
segundro v6s, prof---4a. deSiio! ...
0 Veic)o eil-o cumprido:-
os prcd:gios! o crime!... a redempqaio! \

Tior.M.xz RIITIRO






STABAT MATER


Brancaso:,sadas,sangue,e rochas duras,
onde nem cre:;ce o musgo das. ruiuas,
n:-m p:ssa a vir:' ao !
on 'Ce :.o ci.n:-m waves peregrinas
seus se'.,re _.os d'mlores e lcrnuras
aos eco; da soidlo !

cerro de mrnLc-ao, furi':s per'di.s,.
onde abut- e:, so, vx-im a mecia noite
co put. lo fe-tii !
throno pra quecm foi do mndlo .cite !
pedestal pJr"- e.stauas de homicides,
de Nero, de Cairm

mal hj a;, 6 C,:hv:rIo !-D esea agrura
nas Cr; :cad pedi:.s ha noimentos
.se ., ...a.: uma cruz !
leva-a -a m o tmi u nror or. Ip .'-Fs IA to!;
e, a6s oes mi'-t rores d:i ra-guri,


_~-ln~m7*,:**F~,*FlarS"'~PIIIIB~s~idCS











n'ella morreu Jesus't"'




Emquaiinto l por baixo em festins ledos
no tripudio febril de cem orgias,
alogi Jerusalem,
on restos sacro&iAntos dco Mess-s,
sentiuella perdjda entire os rochedos,
(ruarda a chorosa Mde !

Fugi d: Junto d*ela,. almas descrentes !
uaao m.culius a der da Virgem bla !
?. tides d ? passage f
Mve s Jcg-a'adcs,. pranteae corn ella .
OdJAiO- pores, meninos innocentes, -
v rossa Maet chore t

Guarda no sefi o cofi-r uoos ronres,
pro cr6a tom a Iis de o'L.*- X
nos ibi.x. o per^ E
Air quem recolhe:t powbU' da at;inca,
ue aa*lacangada sobe ummardedorzs
pedii.dc um. coratio ? t

Nin .u-.m ? ninguentm, Vrge- pm a,
e: v-eli d'clV-a chorosa,.
potib de meiga candura,
kiinha d'anj's mimosa !
Nioguem M Na soiddecruel
em que ic :-:.te me.squinrha,
emq blgai a deicihL Is rs dc.

Ifobfe... hoje, trnmllto e festa
nessa ciidce mtilit? r
.aanrtra, viuvecz ftirmeta
na lbyloniA incTntrita
que ma bodz x de CC.ani,.
aende iomr tata ;ari:i,.
ji faia a Virget Mfaria.
j .falta o Deus de Juda-'

3e na aimargura d'est'horma
nao achas wn peito amigo,
d~i-mme os meus SWm" Soora, ju- -
>a- _chor Scomtigh ^
IDa iniata Jersalen a
sou en- d-I nmo'ut, 6 v -caide:;
m:, V'r~sui da. solL- de,. I
e a aou- teufilho tambem L


Ao ver-te a face antrviada
de tantas, de tantas dores,
ante-a Ibrma regaladaw
to*. esr Me, tes amores-,.
eoas aims E m as di f6
yerconi mand e inteims -
tr:..u4-t0 tntos Ometiros,
&V tAgfm desaareth.

Cheguei-me Sportados v vos;
does encantos que oa alge-rnmn

? dsg.-agadms biasptcnitrn
VFu aeaivorim ev.ar;
e m sepovlmes, condoidion
d'cscnt r os teams genTido-^
se ahriram de par em par !

Api teas santas imageirs:.
da der e do desconix 0o;
Sanfragaram twas perDna'
do Ocean que uao ur.m pejto-
Se 4-aier tw. a&cmlio.
se uBo pa ieseram tato,.
ai !' desfek-se-lhes em prantub
a seiva do ceraeo L

Aqui te,is Ewa, a coitada I
tao Lcil.are tiaodesditosa !
to armante, e tao anada !
tao poibre, e tAo criminosa
No seu martyrio cruel
chora em profuanda aiwargura
do sea peccado a negrura,
sandades do sea Abel t

Veto, Agar, escrava.. embora !
rae que padec..ste horsores t


"J-.-jI


0 REBATE
***^rti*111111""""*11"1"^1m


. t low


Ti ,te lhebrea, obscura e pobre,
sobe a encosta do Calvario !
tens um logitr muito nobre
neste adjul.o funerario !
a Vir:cm s::bc querm ns,
conhece o tri<:te sigillo
de quando cntrcguste ao Nilo
o berqo do teu Moyses !

Jephte, que em troca da gloria
a casLa filh condemnas,
nuiica se counprou vi~- ,, "
a '&"Y.!.Tautii.s penas I
Na manha do 'seu abril
(ma jura que tu juraste )
infeliz pae, que ceifaste
de Maspha a rosa gentil t

-aQuem 4s tu, vulto gigante,
de rei a fionte c'road-,
na dcxtr. espada brilhante
e na se-:ri.za harpa doirada ? 1
-wEu& so, David, o cantor,
o mocarc-ha penitente,
rei, opulento, indigente,
,a gloria, o remorso, a dor !


Da negra sorte aos rigores
nunca ninguem chorou tanto !
Senhora Virgem das Dores,
Ave.iho offertar-te o meu pranto !
oal.I, occaso, o norte e o sul,
o rio, o valle, a montanha,
me viram curvado & sanha
feroz do ingrato Saul.

A dor que o peito consome
ninguem calcula, nem mede:
chorei de fi o, e de fome,
e de cansago, e de sede;
e sempre em cada manha
t:u pedia a Deus o esquife,
ou nos desertos de Ziphe,
ou nas covas d'Odollam.

D' U1 its pranteei a sorte;
D' Isboseth... tarde, bem tarde,
chorei a aleivosa morte !...
forte, o amor fez-me covarde !
Por mim, por Bechesabd,
noso amor, nossas maldades,
carpi! chore de saudades
nos montes de Gelboe !

Fui pae,tomprehendo os teus ptanto;;
perdi men filho, Senhora !
do amnor paterro os eneantos
v( se os eu choro inda agora!


I

!-
,, x '&


n'este logar e n'est'hora
ndo ha servos, nem senhores !
Nos ermos de Be-sab6
fugiu-te a luz dos tens olhos !
tinhas um cento d'abrolhos
nas chagas de cada p !

Em vao buscavas torrentes
na ride;: d'aquelle monte...
cm vao! tens prantos ardentes
tinhas por unica fonte !
mas o teu caro Ismael
achou cristaliin.as aguis;
c v M' tyi di t :a.ts magaas
tcvc urma c.: i... de fel 1

Veiho dos bai b.s de nieve,
Abrahao, lembras-te, valente,
de quem te o golpe deteve
sobre o teu filho innocent ?
Ahi tens a Mae de Jesus,
sem ventura e serm fadigas !
Quem obrou t'nto prodigio
foi seu filho !... olha essa crmz !

Quasi do sepiilchro As bordas,
tcus pi-1na' :-; tuo a onia,
Jacob, se a:id .33 records,
p,..,.t1 .i 1 <- d o ,- Mfaia !
Dcus, qpc ..0 t)Uu uo Jose
cobriu de p:dlnias no Egypto,
morreu corrido e proscripto
entire o eu povo seni f6 !


Se, reu de morte d'Israel perdWla,
arrasto a vida encarcerado aqui,
Ia nos teus reinos d'uma eterna aurora
le.ubra. Senhora, que choriei por ti!

Morreu jesu...-
--- ^ "-'--r... Rti,,,i,. I


ULTIMA PRECE


A. pe da Crux


Jesus! se o mundo se agita,
Da-me descanso, Jesus!
Faz-me grama parasita
Encostada ao pe da Cruz.



Faz-me insecto na ramada
Que ninguem ve na amplidao;
Quero, a sombra do meu nada
Perder-me na solidao.



Faze-me fonte na serra
Que ninguem bebe, nem v6;
Tira-m e os mimos da terra;
Mas da-me a crensa e a fd.




Que eu sinta sew p-e o teu nome
Mi-turar-se ao, p; antos meus;
Que eu possa morrerde fome
Abenioando-te, oh Deus!


Thomas Ribetro


1~


. =- ; I -Iq--l-,r --I IV~-7-T-7"7 ,'-'--


Minhas cans, mcu coravco,
cobriti de vergo,)ha infinda;
mas eu mwrreria ainda
pelo meu filho Abs'lao !*-

Vem tambem, Respha piedosa,
que os filhos qt.e conceberas,
por seis mczes, 1 :g.-:mosa,
furtas aos corvos e is feras !
Venham as mrmes T'I:;rael,
as viuvas da Judda,
de Sarephta, a Chananea,
a Sunamitis, Rachel!

A' Virgem prestae confortos;
na sua dor confundi-vos !
aja um cortejo de mortos
hpara vergonha dos vivos !
LA em baixo, n'esse testim
de tdo sinistro ruido,
ha de estar Jairo esquecido
e a viuva dc Naim.

I-a em baixo, risos e cantos
por entire os fumos da orgia;
aqui... solupos e prantos
nas convuls6esda agonial...
Do mundo nao vern ninguem
-is solid6es do Calvari !
Chorae, sombras, no sacrario
do seio da virgem Mae !...

Virgem das Dores, ria solidAo chorosa !
pomba formosa, inconsolavel, s6 !
so, n'esta magua, e solugando tanto!
s6comrteu pranto..esem ainguemterdd!


!I;


~, ~s~89~1~SI~p