Boletim : a miseria do malvado Padre Macedo e de seu vil comparsa Jose Geraldo

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Material Information

Title:
Boletim : a miseria do malvado Padre Macedo e de seu vil comparsa Jose Geraldo
Physical Description:
Mixed Material
Language:
Portuguese
Creator:
unknown
Publication Date:

Notes

General Note:
Several reports outlining soured relations between Floro Bartholomeu and Jose Geraldo.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
All rights reserved by the source institution.
System ID:
AA00001667:00001

Full Text
A misria do malvado padre jHjedo e de seo vil, comparsa
Jos Geraldo
O padre Ccero recebeu hontem o numero 865. de 18 do corrente m-z; do j >rnal O Nordeste, rgo do Arcebispado do Cear, onde se acha estampado um editorial acotnpaunado d^s telegrainnias do infeliz Jos Geraldo para a imprensa do Rio e a de Fortaleza e para os srs Presidente do Estado e Chefe de Policia, alirmando que o padre Cicero, em n^me do dr. Floro, ameaou-o de morte; assim como. o dr. Floro outro despacho de seu advogado, dr. Eavinundo Gomes de Mattos, coiii-municando-lhe ier o padre Macedo declarado, do plpito de tinia greja da capital, que e-tava ameaado de morte Eil-u :
0 DESPOTISMO NO JOZEIRO
tjM CASO QUE RECLAMA PROVIDENCIAS DO GOVERNO
Sabemos, por informao segura, que o padre Cicero. para satisfazer os caprichos do dr. Floro em fins do mtz passado, foi ter com.o pharmaceutico Jos Geraldo da Cruz, presidente do conselho das Conferncias Vicentinas e presidente tambm da Associao dos Merceeiros, em Joazeiro, com fim de arredar este distincto cidado daquellas pre-idencias, dissolvendo ou suspendendo as assoches. Esta imposio vinha acompanhada de uma terrvel ameaa, que ba amostra nos d do quanti ca paz o dr. Fk-ro, a ameja d morte. Vendo-se assim meie *7fe"u'm despotY-trio que tfo tem tamanho.- o ph,...^.^^'
legraphou ao sr. Presidente do Esta"Gr>-e 4p sr. chefe de PoT
nos termos seguintes :, lExmo sr.
Communico V. E?;c. h<~je fui intimado pelo padre cicero-a deixar Presidncia Confraria Vicentina e Sociedade Merceeiros -para as^-im esc par da sentena de morte lavrada pelo dr. Floro conlra mim. Tal sentena e devido a crer elle que estou fazendo partido poltico cora as associaes referidas, tal a liberdade de pensamento que ha por aqui. Entretanto eu nunca formei partido poltico nem pretendo, como todo mundo aqui sabe" Se eu no fosse proprietrio no habitava num lugar fora da lei como este. pois V. Exc. j deve saber alguma cousa do que se tem passado aqui. Tenho ultimamente recebido avisos e ameaas de apaniguados do dr Floro. e como no posso me retirar de minha ptria natal com prejuzo meus poucos bens, peo a V. Exc. queira tomar as devidas p.ovidencias para garantia, de minha pessoa e de meus bens, porque no pretendo travar luta pessoal nem polica com ningum. Digne-se V. Exc. responder.Jos Geraldo cia CrusJoazeiro.
Por isso lanamos, hoje, este brado cie alarme, chamando a atteno dos poderes pblicos e reclamando providencias, tanto mais quanto no mesmo dia fci transmittido Noite, no Fio. o seguinte despacho, que mostra melhor a gravidade do caso:
(Jos Geraldo da Cruz. pharmaceutico de Joazeiro, iu-mado pelo .padre Ccero a deixar a Presidncia Geral das Conferncias Vicentinas e da Associao dos Merceeiros, ameaado de morte pelo dr. Floro, sob o futil pretexto de trama poltica com aquellas associaes, telegraphon ao Pre-idsnte do Estado e ao Chefe de Policia e Imprensa de Fortaleza, pedindo garantia de sua vida e de seus bens. Igual penyo correm os cidados Sebastio Marques. Jos Pontes chauffeur. Bcnjamin Abraho e outros. Populao alarmada, espectativa desagradvel, situao sempre mais grave.
Em uma hora em quo os governos do Nordeste perseguem ^com denodo o banditismo, elle est reinando na sua feio mais terrvel e ameaadora no seio de uma immensa populao a-bandonada mingua de todas as garantias. Esperamos que o Governo tome as providencias no caso.
Telegramma do dr. Gomes Mattos
DEPUTADO FLUKO
JOAZEIRO
Padre Macedo declarou plpito ameaado morte. Altitude mesmo obedece velhos planos rancorosos dos seus inimigos e do Padre Cicero. \
GOMES DE MATTOS
RESPOSTA DO DR. FLORO BRTHOLO^E AO DR. G&IES OE MATTOS
DR. GOMES DE MATTOS FORTALEZA
[ Po^e publLar que segue sem demora importncia Fico scient de mais uma indignidade desse padre Macedo, cujo caracter se presta estudo especial. Essa affir-nao delle constituir um motivo a incluir processo responsabilidade. Peo dizer publicamente e pela imprensa que tqui ningum o quer matar, especialmente eu que mais interesse tenho que elle viva para assistir a sua morto moral pelo desprezo e pelo asco dos homens de bem e da quasi totalidade desta terra, a quem elle procurou illudir ;com a hypocrisia mais requintada, ermo est fazendo abi cm Fortaleza. Diga lhe que pode vir sem receio quando quizer, para ver de perto que a popularidade que elle sup-umlia ter aqui era to somente porque povo. na melhor t.a f, nfto podia acreditar que esse padre tosse ca-az tanta misria. Faa sentir aos catholicos sinceros que no s iiludam com esse padre, que aqui, em janei.o, depois fe* expor o Santssimo Sacramento no altar, hora ben-' gaV,' veio. para tora Igreja revestida, mesmas, vestes _sacra ncKaes.--'-"-' ilrc outros insultos at^padre (T^gvO" c a'mim. v oqp' --de todos, q-ue'' acabassem com
wc ^nst< e o Elerodes daqui, referindo-se respectivamente ao padre Cicero e a mim; dizendo mais que fallava envolto naquelias vestes, para que os fieis acreditassem'ser verdade que afirmava. Ora, o procedimento desse falso sacerdote no pode merecer apoio duma populao calholia, e, com especial meno, das auetoridades ecclesiasticas, parque o meio mais positivo de deschristia nizao. Repito, diga que elle pode vir quando quizer que no moner como ainda no morreu o infeliz Jos Geraldo, seu vil companheiro de iniquidades Peo mais publicar jornal Com-mercio toda minha conrespondencia telegraphica, porque Jos Accioly offcreeeu gratuitamente suas columnas. Abraos
Floro Bartholomeu
Dean te de tantas misrias dessas duas repulsivas crea
.Juras, conluiadas, ha muito, cm sinistra 'machinao contra o padre Cicero, o maior ou, antes, o nico bem-feitor de ambos, omb/a da religio e de falsos carinhos, quaes novos Judas, denjro da casa do mesmo sacerdote,
. que de boa t os recebia e os procurava, ao povo desta terra resta aperras abandonal-os, esquecel-os, dar-lhes a morte moral pelo desprezo e pelo asco, delles fugir como o Diabo da Cruz. t
Sigam, infelizes, irc-sse caminho de villezas que, por cer-
Sto, o padre Cicero ha de triumphar mais uma vez e o pre-
"TTiio d villania ambo ho de receber. _
O Povo.
A covardia do infeliz Jgs Geraldo
Hontem, o traidor Jos Geraldo foi casa do padre Cicero com a mesvua cara de Judas, procurando mais uma vez Iludi lo e, ao mesmo tempo, escapar ao desprezo do povo dizendo-lhe que no tinhaassignadoaquelle telegramma publicado no O Nordeste. O padre Cicero, porm, ponderou-lhe que fizesse declarao publica por documento, arrumando que elle no tinha sido o autor dos telegrm -mas, nem eram verdadeiras as affirmaes dos mesmo- con tra o re\Tdmo. e o dr. Floro. Esperemos declarao do infeliz.
Joazeiro, 24/ 5 / 925,
O POVO