A voz do santuario : orgao do Santuario do Sagrado Coracao de Jesus : ano 1, no. 4

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A voz do santuario : orgao do Santuario do Sagrado Coracao de Jesus : ano 1, no. 4
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Portuguese
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Calls for all to turn to God, as Pe. Cicero dreamed.

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University of Florida
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UF Latin American Collections
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AA00001661:00001

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VOZ


DO


SANTUARIO


ORGAO DO SANTUARIO DO SAGRADO CORAVAO DE JESUS
Responsfvel: Pe. GINO MORATELLI

Ano 1 Ju.zeiro do Norte, 1 de Outubro de 1964 Nfimero IV


0 SlNIUARIO DO CORICaO

Tenho por verdade que o home se faz, agin-
do. Porque todo movimento vital, necessAriamente,
Ihe vem do pr6prio interior. E reprimi-lo, cont&-lo
6 sufocar a vida... Da educagAo, entretanto, e da
boa diretriz a ele dada, 6 que brota o espontineo
evolver da pesonalidade, a perfeig~o e retoque da
vida. 0 sublime da pessoa traduz-se na perfeigco
do seu agir. Isso no individuo, como na sociedade,
que nao 6 sendo um organismo vivo, movimentan-
do-le nio aos empurrSes, dados ndo se sabe por
quem, vindos nao se sabe donde, mas por uma f6rga
imanente, brotando da sua intima realidade. E, se,
para o individuo, a imobilidade 6 a morte, porque
nao o serd tamb6m para a sociedade ?
Aqui se pie a questdo. E o movimento a pas-
sagem de um ponto a outro, a deslocagdo entire dois
extremos. Exige dois marcos. Nao hi movimento, se
apenas existe um ponto de partida. Nem o hi ponto
de chegada s6mente. E claro. Dai porque, se uma
sociedade ji nao tem um ideal que a arraste e
fascine, 6 uma sociedade imobilizada, fossilizada,
inerte, morta. 0 que vivifica o home, a sociedade,
sdo as grandes id6ias que ~le tomou por ideas.
Quanto mais grandiosos, tanto mais poderosos, mais
atraente mais irresistives. E so homes, empenhando-se
na sua obtencgo, assim hipnotizados, aperfeicoar-se-do
rApidamente, sendo certo que os ideas empenham
t6da a pessoa humana, t6das as faculdades humanas...
Suponhamos que na mente dos juAzeirenses de
todo se apagasse a consciencia do seu destino his-
t6rico. Suponhamos que ji nao os arrastasse o
ideal sublime de servir a Deus. Que sucederia,
entio? Correriamos para o abismo, para a morte.'
Buscariamos, cegos e desfalecidos, nos labirintos de
uma vida facil, o minotauro insensivel e implacAvel
do 6cio, area movediga em que se afunda o human.
Breve seriamos nada.
JuAzeirensesl Tornemos aos mananciais da nos-
sa hist6ria. Tornemos a Deus. Despendamos, como
os israelistas dos gloriosos tempos de Salomdo, as
nossas f6rgas para a edificagdo ao Coragio de Jesus
do Santuario, que o Pe. Cicero sonhou e quis. Oh!
Se essa id6ia fosse grande no c6rebro, como o 6
nas plants arquitet6nicas! Se f6sse grande no cora-
.qo, para envolv&-lo e arrastA-lo! Nao, nao temeria-
mos a morte. Nao haveria indolencia. Mas, o que
se nota L uma cidade plantada, molemente, na
admiragio est6ril e irritante dos poucos homes
que se movem, que labutam e que penam em tao
grande empreendimento, orgulho do JuAzeiro. Basta
de tanta contemplaVgo infecunda. Descruzemos os
bragos e metamo-nos ao trabalho, qual faziam os
her6icos medievais, para edificar a Deus 6ste templo.
Descruzemos os bragos para o trabalho Arduo,
ora encetado. E nao esperemos a leveza da decora-
9&o das paredes. Uma esperanga descansada nao
pass de pregrica disfargada. 0 caragao marcar-nos-A
o compasso, o ritmo do esf6rgo. Mas, que o santuArio


"Se ndo elevarmos nossa vida ao nivel de
nossa f6, acabaremos por fazer baixar nossa f6
ao nivel de nossa vida"


CRUlADA PELA EUCARISIIA
Sr. P. M.
Jesus esta permanent nos sacrarios do uni-
verso. Em muitos destes sacrarios, fica durante horas
e horas, e atW dias, abadonado, s6zinho, sem ter
algu6m que vi visitA-lo. Podemos e devemos conso-
lar a Jesus. Nio podendo ir as igrejas, em casa,
no trabalho, viajando, descansando, basta bensar em
Jesus corn alguma jaculat6ria e ato de amor. Po-
demos fazer isto, louvando ao mesmo tempo a Maria
Santissima, lembrando os pedacores, as almas do
Purgat6rio, os agonizantes (morrem perto de 200
mil pessoas cada dia). Corn nossas orag5es podemos
alcangar-lhes o c6u.


Desejar ter intendo e perpetuar
do mundo.


isto atW o fim


"Quem sempre faz o que quer, quase
nunca faz o que deve".

UM LEMBRETE
PARA VOC2...
No dia 22 de outubro inicia-se a novena de
Sdo Joqo Bosco, na Capela do Ginasio SAlesiano Cola-
bore. DA o que Ihe f6r possivel. Ajude generosamente.
Que a festa reverterd em beneficio do Santuirio
do Sagrado Coragio de Jesus. Juizeirense autentico.
trabalhe para a efetivasgo desta obra, que engran-
decera sua cidade...

"Pobre 6 aquile que dd; risos, o que toma".
"Aquile que ndo sabe repartir, ndo sabe amar".

"Diante de Deus somos ricoos daquilo que damos 6
pobres daquilo que temos".

"AquPle que sofreu muito 6 como quem aprendeu mui-
fas linguas: compreende a todos e se faz compreender por todos".

nos surja do coragAo, atraido pelo grande ideal de
manter-se dentro da pr6pria destinasgo hist6rica.
Corn essa id6ia f6rga a campelir-nos os mfisculos,
nio ha por onde nos imobilizarmos... E cresceremos
humanamente. E JuAzero crescera conosco. Juizeiro
far-se-A, fazendo Aste Santuario do Coraglo... de
seus filhos... ao Coragao de Jesus...
Irmar Se6ss.


A







A V OZ DO SANTUARIO


O MANDALO DO SENHOR


Um grito da fM e confianga, um gesto nitido
de reconhecimento, uma patente prova de que Jua-
zeiro ama a Cristo, s6 teremos quando construido
o SantuArio do Coracgo de Jesus.
Quando suas portas estiverem abertas, como
chamando todos para chorarem suas mAgoas diante
de Deus, quando sua t6rre se elevar ao c6u como
um ansioso grito de um povo que deseja paz para
viver; ai, sim, o Brasil poderA dizer: realmente JuA-
zeiro 6 a capital da fM, a cidade da oragao, a terra
do Coracgo de Jesus.
Ainda serA que JuAzeiro v8 em Pe. Cicero,
um ap6stolo do S'enhor, que soube guiar as suas
ovelhas ao redil dos eleitos. Porqu8?
Quando amamos, procuramos, em todos os
pormenores, fazer a vontade da bem amada criatu-
ra. Pois bem, amamos ao Pe. Cicero, temos um
sincero reconhecimento de gratidao ao que soube
levar tantas almas para o ceu, soube alevantar nos-
sa cidAde, vencendo todos os obstAculos, f6z e faz
descer s6bre nossa terra copiosas bencaos de Deus,
e muitas outras raz6es nos prendem ao "Anchieta
do seculo XX". Mas, nao sera que nao nos perce-
bemos de uma galha no nosso amor?
Sera que nao notamos ainda qua nao fazemos
um desejo de Pe. Cicero, talvez o maior: construir
o Santudrio do Sagrado Ccragao de Jesus, em JuA-
zeiro? Esquecimento ou descuido, sei apenas que
atW agora Juazeiro parece nao ter ouvido Asse apelo.
A construwgo d6ste santuArio nao sera s6 um
elo de gl6ria que nos prende ao passado, como tambem
um elo de gl6ria que ligara As aspira'6es do nosso
future, uma tranquilidade infinda.
Juazeiro, se ainda estA silencioso ou descuida-
do, fique alert e ouqa a forte voz do Pe. Cicero,
a pedir que seja terminada tal construcgo. Os pa-
dres salesianos contando corn poucos meios, corn
ajuda dos seus admiradores, term lutado para deixar
na nossa terra um marco de fM, um desejo concre-
to, um sonho realizado do Pe. Cicero.
Mas, Juazeiro tern muitos filhos, todos consci-
entes dos seus deveres, devem lutar ombro, a ombro,
marchar no acelerado ritmo do progress e enca-
minhar seus interesses para juntamente corn os
salesianos, mesmo depois de longa march, mesmo
fatigados, dizerem: cumprimos o nosso dever, cons-
truindo a Casa de Deus.
Se na realidade JuAzeiro deseja subir um de-
grau no progress, saiba que esse degrau e a mo-
numental construqco do Santuario do Corag~o de
Jesus, que fara as gerag6es vindouras murmurarem
um "Ah!" de admiracgo e agradecimento. Se os
JuAzeirenses prezassem a palavra do seu fundador,
creio, ja teriam construido essa maravilhosa obra.
Descuidemo-nos, mas lango o meu primeiro
grito de protest contra nossa indiferenoa, o meu
primeiro "nao" contra nosso descaso, o meu pri-
meiro brado de protest que ao menos terA reper-
cussAo na minha alma.
JuAzeirenses, abramos os nossos ouvidos e nos-
sos corag6es. Vamos em ndmero depositar aos p6s
de Jesus a nossa generosidade. Digamos: respon-
deremos presentt" ao apelo do Pe. Cicero.
No fim, quando contemplarmos quedos e ma-
ravilhados a Casa de Deus, diremos: cumprimos o
nosso dever.
Construir o SantuArio do Corag~o de Jesus, e
dac mais brilhos A imortal mem6ria do nosso grande
fundador. Construir o Santuario do Corag~o de
Jesus 6 plantarmos um marco de fM em JuAzeiro,


O culto do Sagrado Coragdo nao tinha ainda
a aprovag~o eclesiAstica, ficando assim numa devo-
cgo privada e pessoal.
O culto medieval manifesta o culto intimo e
pessoal A bondade de Nosso Senhor, ao passo que o
culto modern consider a maravilhosa intervencgo
de Deus, fora da evolucgo hist6rica.
Coube a uma freirinha, humilde e desconhecida
do mundo, da Visitagao ser o instrument escolhido
por Deus para espalhar o culto do Coragao de
Jesus. Sua vida de inocAncia, humilhag~o e padeci-
mentos a tinha preparado para esta missed.
Em 1673, aos 26 anos de idade teve a primei-
ra visdo. Apareceu-lhe o Senhor, mostrando-1he o
Coragdo do qual saiam labaredas, e como de uma
fornalha, qual prodigio de seu inefAvel amor aos
homes.
Dois anos depois, tornou a aparecer-1he Nosso
Senhor, mostrando o quanto fez pelos homes e
queixando-se da ingratidao, injdrias, indiferengas,
etc. que tern recebido na Eucaristia. "E o que muito
-mais sinto, dizia, 6 sofrer isto de corag5es que me
sdo consagrados". Pediu, entao, a instituisgo de
uma festa ao seu Coragdo, na sexta-feira, ap6s a
oitava do Corpo de Deus, "corn comunhbes e uma
reparagao pfblica dos desacatos", feitos durante a
exposigdo s6bre os altares.
"Eu te prometo, continuava que o meu Co-
ragdo se dilatarA para derramar os influxos de seu
amor s6bre todos que Ihe derem esta honra, ou
procurarem outros que lha d6em".
Esse o motivo do culto modern do Sagrado
Coragio.


As Minhas Reclamapoes
Reclamo, torque vejo da vossa parte, 6 juAzei-
renses, um despr6zo na construgao d6ste santuArio.
SerA que nao ireis prestar algumas contas com o
Coragdo de Jesus por este motivo? Julgo que sim.
Porque nao posso compreender como 6 que,
em uma cidade que se diz de uma religiao cujas
noticias chegam aos confins da terrra, esta gente
nao se preocupa na construgao de um templo tao
maravilhoso, quanto Cste. Digo "nao se preocupa",
porque conhego bem de perto. Se nao sabe quanto
custam os trabalhos, tem razao.
Pois bem. Eu, que conhego a fundo todo o
movimento, poderei, em verdade, explicar-vos para
que o conhegais. Quando em 1958 recebi das maos
do Revmo. Pe. Nestor as plants para comegarmos
as fundag6es, 61e me apresentou tamb6m umrn orga-
mento feito pelo engenheiro das mesmas. Custaria
naquela 6poca a construcgo do SantuArio do Sagra-
do Coracgo de Jesus cem milh6es de cruzeiros.
Custava um quilo de ferro dezessete cruzeiros; um
saco de cimento, trinta e cinco cruzeiros; e mil
tijolos, quinhentos cruzeiros.
Hoje, que estamos num quarto da construgao,
esta custando um quilo de ferro trezentos cruzeiros;
um saco de cimento, dois mil e quinhentos cruzeiros;
e mil tijolos, sete mil... Isto sem falar nos demais
materials que, todos sabem: tAbua, concrete, cal, area.
Fazei a conta e v6de quanto 6 precise da
vossa ajuda.
0 MESTRE DO SANTUARIO

que, no future, dira algo do que fomos.
Victor Roberlticio