Liga Portuguesa do Império

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Material Information

Title:
Liga Portuguesa do Império
Physical Description:
5 p. : ; 25 cm.
Language:
Portuguese
Creator:
Matos, Armando de
Conference:
Congresso da História da Expansão Portuguesa no Mundo, 1937
Publisher:
Sociedade Nacional de Tipografia
Place of Publication:
Lisboa
Publication Date:

Subjects

Subjects / Keywords:
Colonies -- Portugal   ( lcsh )
Genre:
non-fiction   ( marcgt )

Notes

General Note:
At head of title: I Congresso da História da Expansão Portuguesa no Mundo, 4a. secção.
Statement of Responsibility:
por Armando de Matos.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
oclc - 36651955
System ID:
AA00001457:00001

Full Text



I CONGRESS OA HISTeeIA 0A EXPANSION PORTUGUESA 10N MIND
4.* SEC AO


Liga Porlnguesa do Imp illo

PoR
ARMANDO DE MATOS


LISBOA
1 9 38


32.q33
fl 3 3 A

















UNIVERSITY
OF FLORIDA
LIBRARIES





























.1







































1938
50CIEDADE NMCIONAL DE TIPOURfFIA
- Rua do S6culo, 63
- LISBOA








I C OGRESO DA HISTORI A PAIUSAO PORTUIGUSA 1O MDUID
4.* SECCAO


Liga


Portuguesa

do Imperio


PoR
ARMANDO DE MATOS
Director dos Museua Munich las a Biblotem
PbibUca de Gala


LISBOA
1938


, .f




F ~3 Z 5.' 6 P
A/ ^? ? .
3.^26>/6


















LIGA PORTUGUESA DO IMFPERIO

Trabalha-se. na hora que pass, em valorizar o Impirio, quer
no campo moral, quer no campo material. Procura o Governo da Na-
sao, por tWdas as formas. e num esferco dignfasimo, interessar o
povo portugues no significado hist6rico, moral e econ6mico dos
nossos donanios ultramarinos, no que ales sio, no tempo e no eo-
paeo, para o future da mUai PAtria.
H& diversos organismos que sao, por assim dizer, os interme-
diArios entire o imperio e os portugueses. Um diles, um doe que
mais se aproxima dease povo, onde a id6ia do impirio colonial tern
de ser e deve ser agitada, 6, creio eu, a Agencia Geral das Col6nias,
especialmente por meio da sua secq.o de propaganda, tAo inteligen-
temente orientada.
Mas, tenho a conviccio de que esta entidade, a-pesar-de tudo,
nio conta ainda a engrenagem precise para o conseguimento do
fim em vista. Nao & ainda a ideia pr6pria, capaz de fazer nascer
em consciancia entire os portugueses de todas as terras do impirio,
de t8das as classes socials, de todos os sectors de actividade, uma
nocio verdadeira do que sao os territorios de alem-mar, de cuja
accio possa advir um resultado pritico, material e moral.
Imp5e-se tentar a experi&ncia de um outro organism, que sirva
de agent de ligagio entire todos oas portugueses, e, entire ales e a
digna Agancia Geral das Col6nias, e outras entidades do mesmo
carter official.
tsse organism desejado, que eu vejo ser o Gnico capaz de rea-
lizar asse trabalho de divulgario e propaganda, tanto internal como
externa, tanto nos portugueses de aqudm como nos de aldm-mar,
tanto em nacionais como estrangeiros, seria a LIGA PORTUGUE-
SA DO IMPERIO. iddia pela qual, Acarca de tras anos faro a pro-
paganda que me possfveL








-4--


A Alemanha criou recentemente a sua Liga Colonial: prAtica-
mente jA a tinha dead ha multo, corn o nome de Associagio Co-
lonial Alerna. No entanto, iste grande pafs est serm col6nias
deade 1918 I
f- que a Liga Colonial (para noS Liga Portuguesa do Impdrio)
A a uinica possibilidade de manter desperta a mfstica colonial, essa
expreasao moral que tern o segredo de dinamizar os povos e levi-los
a criar na98ea.
A funSao que compete & Liga, de divulgar e infonnar o povo
do que slo as nossas terras de &lim-mar, e de esclarecer os portu-
gueses que delays tmrn uma mais imediata necessidade de saber o
que sao, o que valem, o que hi nelas de important, qua] o traba-
Iho que Ihe S mais apropriado, o prcduto mais adequado, etc., e
simple.
Urn Boletim Mensal, correct no aspect grAfico, mas sem exa-
geros editoriaia, orientado superiormente por Sua Excelencia o Se-
nhor Ministro das Col6nias que seria o Presidente nato de um Con-
selho Superior da Liga Portuguesa do Imp6rio ou por um seu de-
legado, seria 6 fulcro de t6da a actividade do organism sugerido.
0 Conaelho Superior teria como vogais um representante do
Conselho do lmp&io Colonial, o SecretArio Geral do Ministerio cas
Col6nias, o Director da Agencia Geral das Col6nias, o Presidente
da Sociedade de Geografia de Lisboa. o Director do Instituto Su-
perior Colonial, e por mais dois vogais que seriam os Presidentes
das duas seccSes em que o pals se poderia dividir, como Norfe e
Sul. PrIticamepte, Estes acompanhariam a expansion da Liga e os
resultados da sua accio. Depois, uns delegados distritais para a
organizargo, os agents concelhios para a angariacao de filiadoe.
Seria esta a mecAnica bem simples da Liga Portuguesa do Imperio.
Um pequeno subesdio de t8das as Camaras Municipais e das
Associav.s Comerciais e Industriais de todo o Imperio; cotas pe-
quenfmsimas (verdadeiramente populares) para os filiados, e urn
subsidio mfnimo do Estado, deveria bastar para o reverso material
da idiia. 0 Estado, a subsidiary a Liga, creio bern que teria nisso
um sacrificio ndnimo; apenas nos primeiros tempos da Liga, en-
quanto esta soe organizasse e preparasse o ambiente que Ihe devia
garantir a asua realidade.
Convencido de que a Liga Portuguesa do Impdrio t o orga-








-5-

niasm ndispeansvel a uma verdadeira campanha em prol de Par-
tugal de AldsffMar, em condies. de alicersar blidamente a mfe-
tica precisa para garatir o mcesso das grande finalidades, tenho
a honra de proper a Sate douto coagresmo, que, perfiflando a minha
ideia, a apresente a Sua ExcelO nia o Ministro das Col6nias a-fim-de
Sua Excelancia, em su alto e ponderado criterio, avaliar do seu
pasufvel interae apovitamento.







































- 198 -- .
SOCIEDADE NATIONAL
DE TIPO GRAPIA
Rum do Seoule, 6a
- LIBDOA -





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