O chao dos penitentes

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Material Information

Title:
O chao dos penitentes
Physical Description:
Book
Language:
Portuguese
Creator:
Silva, Francisco Pereira da
Publisher:
II Image

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
All rights reserved by the source institution.
System ID:
AA00000322:00001

Full Text
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um baile, um teatro
ou um encontro...
coisas assim.. importantes...
entende?
Por favor, reserve Vertige
exclusivamenter para ocasioes
especiais!
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FRANCISCO PEREIRA DA


SILVA

SILVA









e muito
facil
conhecer
maravilhas
come esta:

visit

a Italia






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Roma Estatua equestre de arco Aurelio
A estatua equestre do Imperador Marco Aurelio que reinou centre os anos 161 e 180,
quando faleceu vitimado pela peste surge no meio da Praca do Capitolio, em Roma,
no scenario inimitavel criado pela arte de Miguel Angelo. O Imporador, no rosto enqua-
drado por uma longa barba e com os cabelos erigados, ter uma oxprossao tranquila
e autoritaria, realcada pela attitude de mando do braco direito. O cavalo, sobre cuja
garupa o manto de guerra de Marco Aurelio cai em dobras elegantes, tem formas e
movimentos perfeitos. Essa unica estatua da era imperial romana, de autor desconhe-
cido do seculo III, foi colocada no Capitolio somente no ano 1538, depois de concluida
a escadaria de acesso a praca. As lendas que durante seculos circundaram a estatua
do Imperador Marco Aurelio, contribuiram para que este grandiose monument do
bronze nao fosse atingido pelas destruicoes das obras de arte pagis, ocorridas na
Idade Media. Dizia-se que a estatua representava o primeiro imperador cristao, Cons-
tantino, ou que o cavaleiro barbudo da estatua havia sido durante tr6s dias o guia
dos cristaos perseguidos pelos legionarios romanos. 0 animal em que esta montado
o Imperador apresenta em seu bronze uma particularidade curiosa: um feixe de crina
entire as orelhas, que os romanos denominaram "coruja de bronze". Segundo uma
crenca popular, "a coruja um dia cantara para anunciar o fim do mundo".


ALITALLA
PARA MAIORES INFORMA(6ES, ANTES DE INICIAR
SUA VISIT A ITALIA DIRIJA-SE AO SEU AGENTE
DE VIAGENS OU -AOS NOSSOS ESCRIT6RIOS


















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ANiSIO MEDEIROS


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COLOR BLEND e seu PINCEL FACIAL
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KLEBER SANTOS







... Como no



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Aspecto da elegant agincia da Moeda
em Copacabana.


Rio Colonial

M. Martins

Atualmente, os homes de ne-
g6cios estdo se preocupando em
melhorar a apar&ncia de ssus lo-
cais de trabalho. Em alguns ca-
sos a requ'nte chega ao ponto de
transformraem estes em ambien-
tes de extraordin6rio luxo e bom
g6sto. E o caso do edificio-s6de e
da Ag6r.cia de Copacabana da
Mosda, a maior distribuidora de
investimentos do pais. Foram
decoradas em puro estilo colo-
nial brasileiro, corn m6veis e
gravuras autenticos e da 6poca.
A s6de 6 dotada de saldo de re-
cepcoes e confesrncias, bibliote-
ca e audit6rio, onde seus clien-
tes se mant6m em dia corn as
atividades financeiras do pafis.
Esta organizagao sempre presti-
giou as iniciativas do teatro bra-
sileiro, sendo portanto para n6s,
um prazer assinalar seus pro-
gressos.


Flagrante tomado na inauguragao da Agencia da Moeda em Copacabana, vendo-se
os Srs. Avi Bessa, Sr. Frank de Sampaio e Alberto Moraes de Barros


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HELIA ARY


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OSWALDO LCUZADA
MARIA GLADYS


















ABERTOS DEPOIS DO ESPETACULO 1


WHISKY A
GOGO
Venho a divirfa-se corn
o cantor international


Run Corvalho de Mendonia 35-A
ar condicionado


aberto para
almbio e jantar


especialidade
Fondue Bourguignonne

LE MAZOT
Bar Restaurante

Rua Paula Freitas, 31-A
ar condicionado
































PAULO PADILHA


PAULO PADILHA


JOSE DAMASCENO


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VANDA LACERDA











































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KLEBER SANTOS
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PADRINHO PADRE CICERO



Em 1872 o padre Cicero Romdo Batista, com 28 anos de idade, foi
nomeado cup de Juazeiro. Juazeiro do Norte, nai ule tempo, era um or-
ruado pertencente do munic.pio de Crato, no verde vale do Cariri.

O apostolado do padre logo divergiu dqquble exercido pelos sacerdo-
tes do regido. Sua castidade, por exemplo, f motivo de espanto pois seus
colegas de batina, no maioria, eram verdadeiros e venturosos patriarchs.
Tamb6rfn a humildade e caridade cristas, do pequeno cura, empolgarari
pqroquianos e demais sertanejos de todo a Nordeste. Cicero nao cobrava
*batizado nem casamento, assistia aos enfermos e moribundos, era pobre
como pobre era. a seu povo, e a todos abencoava e para todos trazia b con-
s6lo e a perda o.,
Os sertanejos, na sofrida condicao de servos dcle gleba, abandonados
no sua mis6ria, e ainda, tangidos pelas s&as. que assolam o Nordeste (e
foram terriveis as de 77, A8, 15), acorreram ao Juazeiro, onde.iam ouvir
a palavra do n6vb santo -io Padrim Padre, Cicero. Levas de penitentes,
Se famintos e desesperados, pni a 6c se dirigiam, esperal de que padrinho
Ihes solucionasse os problems.
t ste, a pastor e stie, o rebanho, quando, emo 1889,,o milagre do p h6s-
tia que se tahnsformava em sangue veio tramautizar a pequena vila e tmda
a regiao. Ju6zeiro passava a ser a nova Jerusal6m, a terra escolhida para
a Nova Redencao. Opadre, propen o Normisticismo, ao soirenatural,,e
mais, assessorado pelo prnoa Jose Marrocos (te, fbra expriblso do semin-b
rio, acusado de jansenusmo), embartocou na canoa milagrera contraz as dis-
posices do bispo de Fortaleza. Juazeiro transfornava-se no Meca do Nor-
d Oeste, n cidade do fanatismo, estendendo-se entire trrpos e mis6ria, su-
perstiugo e mido, penit&ncia e esperanca, num clamor de benditos e pipe-
car de foguetes, tocando as raias do- surreralismo. Loureni Filho, visitan-
do aquela cidade, em 1922, assdm a descreve arroil e fdera,antro e ofni-
cina, centro de. races e hospicio enorme". Era eld s abrigo, a parto, a
Porta do C~ u dos que conseguiam varar a cinzento do asert6es, aquela
solid6es calcinadas, mos pr6ximrios o pJsadelo, de uma visao lunar.
solidoes calcinadas, mas-proxinas do pesadelo, de urea visao lunar.' -























O.-6al do podrezinho, diz. um de seus comentaristas, foi ter vivido
muito. Desgastou-se corn o tempo. Se morto antes de 1890, estaria, pos-
sivelmente, nos altares,'pois tinha tr6s fortes virtides a defendd-lo: a cas-
tidade, a caridade e a humildade, e ainda, a Dama Pobreza. Mas corn as
vestes de ser miraculoso, que o fanatismo Ihe concede, vieram-lhe a. vai-
dade e a ambicao, e tamb6m o ressentimento contra o seu superior hier6r-
quico, odiocesano de Fortaleza. O mllagre foi a sua luta cem o Anjo. A sua
perda.
Mas as romeiros nio s Ihe deram amor e fidelidade eterna, sobretu-
do, derom'lhe tost6es que o enriqueceram. Experimentou entio um n6vo
prazer o g6sto do mando. O guia spiritual tornava-se tamb6m guia po-
Iftico, toronel dos corneis do Cariri. Usa agora n6vo disfarce para as lutas
do politico partid6ria: Floro Bartolomeu. o seu-fac-tbtum. Diz Aberlardo
Montenegro: "Juazeiro deixou de ser o centro de uma heresia para se
transformar* num fewdo politico". Coronel rico e tranquilo, na base s6lida
de seus romeiros,. podia ostentar desinteresse por posicqes political, como
acrescenta A. Montenegro: "Eleito e reconhecido deputado federal nao to-
mou posse do cadeira, deixando expiror o mandate. Eleito e reconhecido
vice-presidente do Estado, nao prestou pessoalmente, a compromisso do lei
perante a congress estadual. 0 6nico p6sto que Ihe aprouve exercer foi
o de modesto cargo de prefeito"de Juazeiro".
"Com justiga, diz Nertom Macedo -- naolse pode apreender bem a
alma fragment6ria do reverendo. NAle, ao que tudo indica, coexistiram farsa
e verdade, humildade e soberba, pobreza e rlqueza, violencia e brandura,
santidade e baixeza. Anjo e dem6nio, em noventa "anos de vida, mais de
sessenta dos quais dedicados ao pastoreto de um estranho rebanho desvai-
rqdo, ningu6m foi mais nuvdm,.ningudm foi mais abismo".
E a que f6z Padrim pelo reblnhe -.que tanto o amou e.que 6le amou
tamb6m nesses sessenta anos de pastoreio, sendo vagas promessas, sin-
geles conselhos e deix6-lo acomodado ao fanatismo? Esta, a exposicoo, dra-
m6tica, do chao dos Penitentes.
F.P. S.


;e



















I.










Trechos da "Guerra Santo", do Cego Ade-

raldo, compoem a "norratlva". da sedigio do
Juazeiro. As estrofes s6bre o Padre sho dos poe-

tos sertanejos Jose Bernardo do Silva, Jo0o Men-

des de Oliveira, Joao Jos" da Silva c do canclo-

neiro popular nordestino.
F. P. S.


;.5..









KLESER SAHTOS
apresenta ;-.




de
FRANCISCO PEREIRA DA SILVA




SCENARIOS E
FIGURINOS: ANISIO MEDEIROS

MOSICA: ALOISIO ALYNCAR PINTO

FOTOS (SLIDES) FERNANDO GOLDGABER
FOTOS (PUBLICIDADE) IMAGE
DESENHO (SLIDES) WALTHER WENDAHAUSEN
DESENHO (PUBLICIDADE) BURLANDI
EX. -CENARIO ELIO BARRETO
EX. FIGURINOS CELINA SANTOS
PESQUISAS TgCNICAS SERGIO CATHIARD

DIRECAO: KLEBER SANTOS

ASS. P/PRODUgAO ZENAIDER RIOS
ASS. P/SLI E e DOCUMENTAgAO JOSS WILKER
ASS. P/OBJETOS E
ADERl1gOS DINORAH BRILLANTI
SASS. P/MOSICA GERSON LEMOS
COLABORAQAO INST. NAC. CINEMA EDUCATION

PRODUTOR EXECUTIVE:
ARTHUR GUIMARAES

ANA RITA FEITOSA
CAIO C. BRANCO
ETHNIC
SIVAN. SE SOLtZA
JOAO BARROSO
JORGE DIAS
MARIA DA CONCIYAO
NACIF ELIAS





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ROTEIRO DE CENAS:

1890


Cena:
Cena:
Cena:
Cena:
Cena:
Cena:
Cena:


OS PENITENTES'
O PADRE, O PROFESSOR E AS BEATAS
OS BEATOS
O MILAGRE
UM "ROMEIRINHO DE NOSSA SENHORAg"
A HYSTERIA
A INVESTIGACO


1893 (Pastoral do Bispo de Fortaleza),-
8.0 Cena:. 0 ESTIGMA

1894 (Decreto do Santo Oficio)
9.0 Cena: A DESMISTIFICAQAO


1910
1.0 Cena: 0 BOI SANTO

1914


2.0 Cena:
3.0 Cena:
4.0 Cena:


"O QUE DEUS NAO QUER, 0 DIABO NAO ENJEITA"
O CANTADOR e 'A GUERRA SANTA"
"AONDE VAMOS'E FOR QUE VAMOS?"


1924
5.0 Cena: O OCASO


1934
6.0 Cena:


1936
"A


"VOU ROGAR A NOSSA SENORA POR VOCES
TODOS"


ORDEM DOS PENITENTES"


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PERSONAGENS e INTtIPRETES


CICERO. .
FLORO. BARTHOLOMEU
JOSf TELES MARROCOS
SLOURENCO
.BEATA MOCINHA
BEATA MARIA DE ARAUJO
BEATA MAROCAS
BEATA HERMIIJIA
BEATA JOANA IMAGINARIA
,BEATA GONDJ -
BEATA JOEL W ANDERLEY


BEATO PALMEIRA
BEATO,VICENTE
BEATO RICARDO
" EATO DA CRUZ
BEATINHO DA MAE
PADRE GLICSRIO
DR. MA4COS
,DR. JINNEU
FOTOGBAFO
10 COMERCIANTE
20 COMERCIANTE.
30 COMERCIANTE
VAQUERO
O CANTADOR
ROMEIrOS
.("aonde vamos, e por
10 ROMELBO
2 ROMEIRO
30 ROMEIRO
40 ROMEIRO
50 aOMXEIRO
60 ROMEIRO
MENINO
TENENTE
CABO -
1 HOME
2 HOME


DE DEUS


que Vamnos?")


Oswaldo Lauip.a'a
Paulo Padilha
Plio Ary .
Jose Damasceno
Vanda Lacerda
Maria Gladys
Leila Jorge
Thelma .Reston
Dinorah Brill&ti/Esther
Maria Teresa "Barroso
Dia Petanha
Henrique, de Amaedo
Edson- Gulmaies
'Lulz Espindola
faumbemto Jos
Otonlel Serra


Eds n tuhnares .
Jos6 Wilker
Hello Sardi
Humberto Jos6
Henrique de Aknoedo
Humberto 3os6
Otoniel Serra
Jorge Dias
Gerson Lemos


Lulz Espindola
Otoniel Serra
Jos6 Wilker
Jorge Dia
Henriguee d Amoedo
Edson Gulmaraes
Jorge Dias, ,
Edson Guimaries
Jorge Dias
Jos6 Wilker
Ifumberto Jos6


PENITENTES, POVO
ROMEIROS E JAOUN(OS


Ivan de Souza, Conceigio Mara, Hello Sar-
da, Jos6 WihLer,' Dinorah Brillani, Otopiel '
Serra, Esther Melliger, Jorge Dias, He n-
rlque de Amnedo, -1umberto Jos6,'C'soi'."
Gulmaries.eLuiz Espindola.
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-HIST6RIA DO FANATISMO RELIGIOSO NO COARA
de Abelardo Montenegro


"Penitente" aqdle que, 6s, horos tordias do noite, se reune a outros,
junto aos cruzeiros, ao p6 dos cruzes das estradas, diante de capelas e 6
porta dos cemit.rios, e ai sob a chefia do "decurio" ou do "ajudante",
rezo, canto e se flagela com as costs desnudas, por meio de discipliness"
durante certo tempo.
Alguns doles ciliciavam-se de tal form que o decuriao se via forgodo
a arrancor dos maos do peniteanteas disciplines.
"Em 1857 o correspond ne do "Cearensd", no Crate, 'dizia: "Foao--
Ihe esta no meio de vozerio de um enxame de povo, que desfila do p6tio
do. atriz, ouvindo de t6das as parties cdnticos religiosos, e o 16tego das
disciplines de umo centena de penitentes, que eopia, cor sanaue, ps pe-
codos"... "numa procissoo de penit&ncia, a qual teve lugar no dia 9, prin-
cipiando a percorrer as ruas da vila. s oito horas do noite e concluindo
bs dez. Para mais de mil pessoas acomponhavam e mais de duzentas se
acoitavam de um modo horrivel. Quem. nao se cortava corn disciplines
conduzia grandes pedras, e todos descaJlos... 0 sangue corria a jorros pe-
las ruas do vila. 0 "Cearense", 1I77.
"Beato" 6 um suieito celibat6rio, que faz votos de castidade (real ou.
aparentemerite), que ndo ter profissao, porque deixou de trabalhar, e que
vive daocaridade dos bons e das explorao6es aos crentes". Xavier de Oli-
veira.
"Se realmente a beat f6sse" cricao de Jubzeiro e a sua ocupagdo
continue fosse rezor, vtsitar enf4rmos, enterrar mortos e ensinar oroa6es,
ndo poderia ser vagabundo, nem bandido, nem explorador dos crentes."
Floro Bartolomeu.
"Vinham beatos de outros Estedos, coma o beat Ze da Cruz.-Uns
erom inofensivos, cono o beato Manuel Ant6nio, que ndo matava perce-
vejos e mucuranqs porque os julgova criaturas de Deus; outros eram agres-
sivos, cangoceiros, como Vicente e Ricardo. 0- beat Vicente era t6o se-
guro do queda, op6s o tiro, que tanto que punha o joelho no chao, e apon-
tava o bacamarte, ia logo rezando as oracoes por alma do. que se. ia des-
tc pare melhor." Xavier de Oliveira,











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'"0 beat 6 sempre um exaltado. O Palmeira teve o queixo cafdo,
quando, em p6 s6bre uma grande viga, conduzidao pelos romeiros, cdhta-
va estentoricamente." M. Diniz.
.0 Be ', de Cruz conduzia uma cruz ao ombro. Chorava, rezava e
pedia esmo: ,s, acomponhado de um carneirinho, "NIo v6 prd rua, mehinp, .
plhe o Beato'da Cruz.."
0 beat Vicente ndo se deixava fotoarafar, que 6 coisa da besta-fera.
S6 rniu padrim pdde fazer, que .Me pode at6 pisar em fogo e nao se quel-
ma. Frtncelino, montado num lerdo jumento que Ihe deI o dr. Fluro. Usa-,
va mitra e caiado. Atravessou. o rno Cards, em enchente,' como Mdisgs; s.,
foi arrastado pelo correnteza. Disse que sua fM era ppuca.
"Fan6ticos"... estendem a mo0, outros se aioelham, outros beiiam o
chab. todos v6em o padre Cicero como ur -.Deus,.um santo sudeHiir a to-
dos os sanfos, um home suierlor a todos os homess" J. Motos Ibidpiria.
"... nordue iamals se poderia comoarar cf aceJ proselfficd 'do-taumra-
turno cat6lco do serto oearense com o entado de loucuroiou semi-loucuro
do fano ismo violent e sanquin6rio. AauAle sacerdote aue morreu eir edor
de santidade, desemoenhou- talvez paoet decisive naiuela reoaio. nao s6 "
poarn-ctehuar os horrores do cqnaaco. como sobretudo para discjplinor, na
media do possivel. os excesses de f6." Pedro Veraar. "
As coletividades sertaneias contiriuam .6 espera de qu. taumaturqos
e chefes orovidenciais venham solutionor-lhIes os problems. Estio elas mals
Saotas a "rezar" do aue a inventorr", mais desaoorPlhadas pare a era in-
dustrial e mais cadazes da conquista do reino do- Cu.
O aue aindd hoie, oor6m. se observe 6 o aproveitomento scientifico"
do eslado de esoirito dos pobulacies .sertanejas. Politicos e orofissioriais..
diversos v6m exd!orando a credualidade delays em' oroveito pr6orio.
Cs r'meiros se reuriiam-em qrandes arupos, sob comanrdo dum bea-
to, tirando bendifos, para carrecrr' madeiras e material de construc&o de
iareias eande csass do tadre Cicero. Vivcvam o padIim e N. .S. das Dare.
'Quanodo o vig6rio local pedia um adjut6rlo 6 beat Palmeira dizia: "'...
en vrou cqnversar'com meu Podrim e adepois euivolto pro dar a resposfa." ,'
"Certo sujeito, devote e fan6tico, abalou-se de uma dist8ncia de cem r
6iguas ou mais, a pe, para vir *ver o oadre santo .no Juazeiro. Ali chegan- ,
do carregou pedras para a construcao de.nova igreja. Levou nisso um ano. '
'Quando voftou 6 terra, encoritrou a mulherxgr6vida. Esta disse.que aquil
era milagre do'Padre. Uma noite ela estava coa saudades do marido, "'
c- ando viu entrar no quarto. anjo. Gabriel. 0 fan6tico,; pesar de fan6- ,
S-tico, nSo acreditou niquela obra do divino Espirito Santo e arrastou a mu ;

.4

















Iher para Juazeiro, a p6, de venture crescido. L6 chegando, exp6s ao padre:
"Santo padre, ser6 possivel que a Maria tenha concebido sem pecado? t
.meu filho. A vontade de Deus cssim o quis. Tu, aqui, fazes o papel de S.
Jos-. Grande honra oara ti! "Maria deu a luz a duas criancas. O padre
expllcou o mjlaare. O marido estivera fora de caso 12 rmeses. O period
de gravidez 6 de nave. Mus eram duas pestac6es. Logo 18' meses. Nao
havia duvida. Erarm-filhos dele." Folha do Povo.
"Deleqado do Oniootente, meu Padrinho tudo oode e as afilhados
tudo Ihe pedem: que abencoe os rocados, aue levante os moribundos. aue
descubra obietos perdidos, que abrande o aCnio dos criancas. Mou Padri-
nho tudo sabe tamb6m o passa'do e o future, te teremos born inverno,
se a crlanCa que est6 para nascer ser6 merino ou menina, s o a lgodao
dar6 born Drco, se o gado n0ao ter6 deenca. Recebeu certa vez um tele-
arama: Padrinho Cicero Juazeiro -- Estoi com boticum no coracan. pt
Ensine Meizinha." Gazeta ode Nofic:Y.
Os Milaares.
"6 a- miloore- que toma a nutoridade patente". Santb Apostinho
Maria de Aratiio "era hem mestica, de cabelos auase encaaaoinha-
- dos. que usova cortados boixinho, de ctp*turm mAdio, um Doucn delaada,
tinho cabeca peauena, um oouco arredondoda, clho- metos quose nearos
e- suaves no expressoo, bios um pouco orossos, narir neaueno. faces um
pouco salientes. quelxo peaeeno e pescoco bem oropcrcionado."
Al4m do bem-oventurada (Maria de AelCio). anarece outra aue soa
sanaue oar todos as ooros, paro todo lnundo ver! Ai beatas espaoham aue
a areceu um oobre home Pm "estado intrsroante" porque teve o arrbjo
de duvidar dos milaares! 0 Liberfodor, de 20-8-1890
Tres santos mulheres,. no cidbde de .Uni6o, operavom milaares epra-
ziam revelac6es e previs6es. Uma delays oroonosticou que Aracati seria ar-
rasada. Exodo do cidade condenada. nao ficando bedra s6bre pedra. como
Sodorma e Gomorra, Essas parcas taumoturgas diziam que a padre Glic6rin
seria um n8vo Batista.
Estavam obsedados (Pe. Cicero e Jos6 Teles Marrocos) pela id6la de
restauracao do igreia primitive, a despeilo de utilizarem meios moralmente
discutiveis para- colimar o fim que os emoolgava.
Implicitamerte, a que se fazia no Cariri era uma reform (1890). O
apostolado do padre diferia da catequese dos demais sacerdotes catl6icos,
muitos dos quais em gozo profono do mais venturoso patriarcodo.
Tronsformar Juazeiro numa grande cidade-santu6rio seria construir a
base no qual assentaria o edificio, ou seja, a pr6prie Igreja renovada. Md-


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bilizaqao de t6da a massa sertaneja so corn a ocorrencia de fatos' extra-
ordin6rios."
SedigCo. do Juazeiro.
"O que Deus nbo quer, o Diabo nao enjeita. A Igreja nao me quer,
pois eu me meto no political Pe. Cicero.
Rui Barbosn. em carta 6s senhoras cearenses, chama a revolucao de
1914 de."sedicao ampl;ativa do fanatismo de Canudos, em que a loucura
de Ant6nio Conselheiro se substitui pela impostura douta de um caudilho
tonsurado."
Floro Bartolomeu serviu admiravelmente para disfarcar a face politi-
ca do padre. Eis porque 6ste suportava, ccm paciencia, 'os excesses terr-
peramentais daqu6le, dando a impressao de que era governado por l6e.
Apreciada superficialmente, a' vida do Padrinho dos romeiros um
grande exemplo de caridade crista; estudada, porem, 6 .luz dos fatos, ser6
impossivel distinguir o grande pastor do rico propriet6rio e do politico astu-
cioso.
Matos Ibiapina diz que o padre protegia cangdceiros para demonstra-
cao de prestigio.
Suspenso de ordens pela Igrela, recorre Mbs sonhos, 6a vis6es, para
master prestigio iunto ao povo. Suspenso de orders. ndo opostatou. Ves-
tiu batina at6 o fim, considerando-se sacerdote cat6lico.
Durante a revolucao (Sodicao do Ju6zeiro) o padre fazia duas pr6-
ticas di6rias, para manter elevado o moral dos romeiros. Uma cabra dizia:
vi o padre pedir a Nossa Senhora das DoreS a nossa vit6r;a, e era tanto
o ardor da prece que mais parecia ordenar que implorar. Irineu Pinheiro
"O grande fazedor de milagres. dizia a Noticia, do Rio vai as-
sistir agora ao fim de. sua lenda, diante das carab'nas da policia do sr.
Franco Rabelo .. E 6 pena'.. L pena, porque a "lenda do padre Cicero" 4
talvez a mais bonita e a mais popular de todos os sert6es do No'rte. Folha
do Povo
Megalomania.
M. Diniz afirma que a padre Ihe davd a entender que oossuia o dom.
da' bilocacao, pois, mais de urma vez, assistira combates da guerra sino-
japonesa.
"Me carteio com o Epitqcio, o Bernardos me distingue muito, os es-
trangeiros me compreendem melhor. Naturalmente o senhor ouviu falar
do'meu telegrama ao Rei da Belgica, s6bre a terminacao da guerra euro-
p6ia. Era um ever meu concorrer para o t6rmino da conflagraCao.
Sentia-se satisfeito quandp chamado de O Ap6stolo do Nordeste.
Motreu a 20 de julho de 1934, aos 90 anos. Suas ultimas palavras:
"Vou rog.r a Nossa Senhora por voc6s todos."





REPERT6RIO DO TEATRO ,JOVEM

* "A MAIS-VALIA VAI ACABAR" de Oduvaldo ViaAa F.0
* "UMA FILIHA POR CASAR"I
* "O PRESIDENTE". tres pewas em un ato de Eugene fonesc9
* "0 N6OVO INQUILTNO"
* "ACONTECEU EM IRKUTSK" de Alexei Arbusov
* "CHAPTU DE SEBO" de Francisco Pereira da Silva
* "AONDE VAIS. ISABEL?" de Maria InWs Barros de Almelda
* "A OCASIAO, DESFAZ O LADRAO" de Flavo Migliacclo
* "0 VASO SUSPIRADO" de Frantisco Pereira da Silva
* "A MORATORTA" de Jorge Andrade
* "ROSA DE OURO" de Herminio Bello de Carvalho


DEPTO. DE MOSICA

S'"VIOLAO & BANZO'"
S"DE BACH a PIXINGUINHA"
* POCAS DE OURO",

DEPTO, DE TEATRO INFANTIL

* "PEDRO MACACO" de Armando Couto
* "0 LEAO OUE FICOU SOZINHO" de Hilton Araujo
* "AS GALINTHAS DA TIA CHICA" de Cleber Ribeiro Fernandes
* "NO PAIS DOS PAPA-PIPOCAS" de Antonio C. Foz.
S"ROND6"


ESPETACULOS CONVIDADOS

* "AS FAMOSAS- ASTURIANAS" de Augusto Boal pelo TEATRO
DA BIBSA
* "ESPERANDO GODOT" de Samuel Beck. A pela T.U.B.
0 "OS FILHOS TERRIVEIS" de J. L3cotr j
Spela Cia. A. de Cabo
* "ANTIGONA" de J. Anouilh |

















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Para n6s um passageiro nao representa simplesmente um assento ocupado
E muito mais que isso
E a verdadeira razao da nossa existencia'
E e sobre ele que esta baseada toda nossa atividade
Nosso objetivo e proporcionar a V. Sa. nossa traditional gentileza e cortesia em
qualquer moment e em qualquer lugar.'
Em nossas agenclas V. Sa. podera obler qualquer informa-
c5o que necessity da cidadc onde quelra desembarcar.

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E MESA I /

ao hedo
Mais conf6rto no terrago ou na varanda corn cadeiras e mesa
ROCHEDO, em lindas cares, tornando mais atraente e agradA
vel o ambiente. Esse mesmo conf6rto voce podera levar para
qualquer lugar, pois as cadeiras de aluminio ROCHEDO s.o
leves, dobraveis e faceis de colocar no porta-malas de seu car
ro em suas vidgens de fins-de-semana na praia ou no campo.
Apresentadas em 3 models diferentes, corn fitas de sar-
ja de polietileno nas c6res: Branco/Amarelo,Branco/Azul,
Branco/Verde e Branco/Vermelho.
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IVAN DE SOUZA
HUMBERTO JOSe


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Um trevo de quatro f6lhas
E o tr6vo rodoviario de Frankfurt,
que liga todos os importantes centros europeus.
Frankfurt e o coracgo da Europa.
As principals rotas areas se cruzam Ia.
Em 60 minutes voce chega a Amsterdao,
para comprar j6ias ou passear.
Londres e seus alfaiates estao a 75 minutes.
Paris e sua alta costura a 55 minutes.
Um pouco mais, e a romantica Viena Ihe envolve,
Os r.pidos Boeing 707 da Lufthansa
levam voc6 em apenas uma noite a Frankfurt.
Ao seu trevo de quatro folhas.


Lufthansa






AGRADECIMENTOS








A Agincia Jornalistica IMAGE realizou as

fotos para a publicidade da peca.
Image

Na foto utilizada na capa d6ste program, em
anuncios, no painel, e no "out-door" empregou a t6cnica

da reticula, cuja ampliacdo fotogr6fica produz curioso
efeito 6tico ,segundo o qual a foto adquire seus verdadeiros

contornos na media em que se distancia da vista, ou
vice-versa.










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