A escola normal rural de Juazerio do Norte : no seu 20th aniversario, 1934-1954.

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Title:
A escola normal rural de Juazerio do Norte : no seu 20th aniversario, 1934-1954.
Physical Description:
73, 2 p.
Language:
Portuguese
Creator:
unknown
Publication Date:

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General Note:
Includes handwritten note and bus ticket.

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Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
All rights reserved by the source institution.
System ID:
AA00000296:00001

Full Text

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A ESCOLA NORMAL RURAL O[ UAZIDRO NORTE
/NO SEU 2" ANIV SA

'NO SEU 20. ANIVERSARIO
2


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1934


1954


JUAZEIRO D0 NORTE


- ESTADO DO CEARA'


- BRASIL


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I







UMA REALIDADE


A Reqia& do CARIRL







0 JUAZEIRO DO NORTE,


pelas suas. grandes possibilidades econ6micas
e industrials, cor base no seu potential agri-
cola e na sua posiqgo have no hinterland nor-
destino, vai atrair para o Sul Cearense, os po-
tentes CABOS CONDUTORES DE ENER-
GIA DE PAULO AFONSO.


pelo setr potential humano, pelo seu desen-
volvimento s6cio-comercial, pela. privilegiada
situaqco estrategica que ocupa no coragao do


Cariri. sera, serm divida, a cidade eleita para
a instalagio das futuras grandes industries
cearenses a serem acionadas pela energia da
CHE S F.


JUAZEIRO conta corn,


60.000 habitantes
2 Gindsios
2 Escolas Tecnicas
I Escola Normal
1 Hospital
2 Postos de Sadide
1 Batalhao da Policia Militar
3 Cinemas modernos


I Radio Emissora
2 Radios Telegraffcos
2 Estaq6es Telegraficas
1 Emprcsa Telef6nica (automatica
e moder nissima)
I Campo de Aviaqio
I' Aeroporto
2 Empresas de Autobtagqo


E' servida pela Rede Viagico Cearense.
Ter ligaqio rodoviaria para todo o pais.








BANCO DO JUAZEIRO S/A.

a mais pr6spera organizagio bancaria fundada
nesta regiio, oferece seus pristimos as empr&-
sas que se interessem na instalagao de indiistrias
nesta c:idade, dando quaisquer informs que de-
sejarem








A ESCOLA NORMAL RURAL 0E JUAZEIRO D00 ORIE

-- NO SEU 20. ANIVERSARIO

JUAZEIRO 1iO NORTE CEARA -BRASIL, 13 DE JUNHO DE 1954






COLABORARAM NESTA REVISTA:



Pe. Ant6nio Feitosa
Mons. Jos6 Alves de Lima
Dr. Joaquim Moreira de Sousa
Dr. Manuel Belem de Figuer6do
Dr. Geneflides Matos
Dr. Jos6 Sebastio da Paixio
Dra. Marifta Cruz Alencar
Profess6res Joaquim Pinheiro Teles
<< Alexandre Moreira Passos
<< Elias Rodrigues Sobral
Amnilia Xavier de Oliveira
Tarcila Cruz Alencar
Maria Martins Camelo
Isa de Sousa Figueiredo
Maria Assungdo Gongalves
Maria Beatriz Sobreira
Maria Adamir Sobreira
















SUMA RIO








PAgina
A Diretoria. o Corpo Docente e o Pessoal Administrativo da
Escola Normal Rural do Juazeiro do Norte em 1954 .......... 17
Vinte anos de lutas e vit6rias ................... ..... 18
"A justiga nao admite reticencias" ................... 20
A minha escola ..... . .... .. .... ............. 21
A escola e o meio a que se destina ... ........... .... .. 23
Ret6rno a Deus por Maria .. ................... 25
A Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte e a sua influencia
social ............ ... ... .......... ............ 26
Safide e Conf6rto para o trabalhador rural .............. 29
A cidade de Juazeiro do Norte .................. ... 31
Exaltagdo .................. ............... .. 33
Atualidade das Escolas Normais Rurais ................ 34
SaudagAo a Imagem Peregrina ................. .... .. 36
Nobre Miss.o .... .............................. .. 37
0 GinAsio Santa Teresinha de Juazeiro do Norte .......... 38
Recordando ................... ............. .. 39
Hist6rico da Escola Normal Rural do Juazeiro do Norte 1934-54 .. 41
Decreto n. 1218 de 10 de janeiro de 1934 .............. 56
Program das festas comemorativas do 20. aniversario de funda-
g~o da Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte ........ 58
Saudades ......... ............... . .. . 59
Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte .............. 61
Reminiscencia ............... ................ .. 62
A administrator Municipal de Juazeiro do Norte .......... 63
As Escolas Rurais na recuperacgo do ruricola ............ 64
Uma prece de Filha Obediente .................. ..... .65
Exortacgo (poesia) .................. ............ 66
Escola, parab6ns (poesia) .......................... 66
0 tupi na dialetologia brasileira .................. ... 67
Uma volta pelo Juazeiro do Norte .................... 69
Juazeiro do Norte-Bergo do ruralismo national ........ . 71
Preito de homenagem ao querido mestre, Mons. Joviniano Barreto 73
Matricula da Escola Normal Rural no period de 1934-54 ...... 74











H-OMEAGEM


ESPECIAL


Doutor Pldcido Aderaldo Castela


.;1*:3ad -.


Profess6ra Amdlia Xavier de Oliveira


Doutor Joaquim Moreira de Sousa


A Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte, na data durea do seu 200 aniversdrio, presta a homenagem
especial de gratiddo aos seus inclitos fundadores drs. Pldcido Aderaldo Castelo e Joaquim Moreira
de Sousa e a profess.ra Amdlia Xavier de Oliveira, aquem devemos a fundagdo desta grande obra que
imortalizard o Juazeiro






















I-ONiATO A 0 I114 0







Aos insignet membros fundadores do Instituto Educacional de Juazeiro do Norte, o reconhecimento e a
gratiddo da Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte, pela data significativa do seu 200 aniversdrio:




Dr. Placido Aderaldo Castelo
Dr. Jacinto Botelho
Dr. Manuel Bel6m de Figueiredo
Dr. Mozart Cardoso de Alencar
Dr. Juvencio Joaquim de Santana
Padre Cicero Romeo Batista
Jose Geraldo da Cruz
Jose Pedro da Silva
Jos6 Bezerra de Melo
Jos6 Bezerra de Menezes
Jose Herminio Amorim
Jos6 Pereira e Silva
Dirceu Inicio de Figueiredo
Ant6nio Pita
Francisco Neri da Costa Moraru
Doroteu Sobreira da Cruz
Jos6 Francisco da Graga
Amalia Xavier de Oliveira
Tarcila Cruz de Alencar
Elza de Figueiredo Alencar
Nair de Figueiredo Rocha
Marieta Estacio da Cruz
Adilia Sobreira da Cruz












OUA DRO


SOCIAL


QUADRO ATUAL DOS SOCIOS
DO INSTITUTE EDUCATIONAL DE JUAZEIRO DO NORTE


Os s6cios


que fazem parte no Quadro Social


do Institute Educacional de Juazeiro do Norte


Dr. Placido Aderaldo Castelo
Dr. Mozart Cardoso Alencar
Dr. Juvencio Joaquim de Santana
Dr. Manuel Bel6m de Figueiredo
Dr. Hildegardo Bel6m de Figueiredo
Dr. Mario Malzoni
Manuel Coelho de Alencar
Ant6nio Pita
Jos Geraldo da Cruz
Ant6nio Mariano
Jos6 Bezerra de Menezes
Jos6 Pedro da Silva
Jose Neri Rocha
Elias Rodrigues Sobral
Odilio Figueiredo
Dr. Ant6nio Conserva Feitosa
Carlos Alberto Cruz
Pedro Carvalho
Luciano Te6filo de Melo
Orlando Rocha
Francisco Neri da Costa Morato
AmAlia Xavier de Oliveira


Tarcila Cruz Alencar
Elza de Figueiredo Alencar
Nair Figueiredo Rocha
Generosa Ferreira Alencar
Zuila Bel6m de Figueiredo
Marieta Estacio da Cruz
Maria Estacio Cruz
Maria Bezerra da Cruz
Maria Lisieux Xavier de Oliveira
Maria Alacoque Bezerra
Maria Luzieta de Melo
Doralice Silva
Zuleide Belem de Figueiredo
Dirciola Figueiredo
Maria AssunqAo Goncalves
Maria Simone Pita
Ester Pinho Malzoni
Maria Geraldo
Maria Dolores Costa
Marisa Cruz Alencar
lara Cruz Alencar
Teresa Bezerra Machado









OMENAGEM O& ESCOLA NORMAL RURAL DE JUAZEIRO

NO SEU XXo. ANIVERSARIO


DR. RAUL BARBOSA
GOVERNADO.\
DO ESTADO DO CEARA


DR. VALDEMAR ALCANTARA
Secretdrio da FAucnado e Sazide
Ouja atuaao A frente da Seeretarva da Educa&ao
toi constituida de grandes realiza5ies, no campo
educaciohal, procurando mellhorar a situaiqo do
iRnsino Rural, .dandn maior arpp'itpdp aos seus
o. jetjyv,


No seu pr6spero governo deve-
mos a criaqao de 800 Cadeiras
Primarias Rurais, que representam
para o ENSINO RURAL do Ceara
urn marco vitorioso que elevari o
nivel enon6mico e social desta gran-
de parcela da Federaiao Brasileira


DR. HUGO CATUNDA
Director do Ensino Rural no Ceard
A Escola Normal Rural de Juazeiro do Horte, multo deve ao
espirito inteligente e dinimico diste EDUCADOR, que desde os seus
prlm6rdios vem recebendo o halo da sua benemerencla. 'A frente da
Diretoria do Ensino Rural vem dedicando-se de corpo e alma &
causa do rurallsmo cearense.









TRIBUTO DE RECONHECIMENTO


Monsenhor Jose Alves de Lima
Dedicado Vigdrio da Par6quia
que muito tern contribuido para
a formacgo das alunas da Escola
Normal Rural


Doutor Jacinto Botelho
Ocupou o cargo de Diretor da Escola, de fevereiro a
dezembro de 1935, substituindo o dr. Pldcido Aderal-
do Castelo, eleito deputado estadual. Professor de-
dicado, trabalhou cor entusiasmo e eficigncia pelo
crescente evoluir da Escola.


Doutor Manuel Belim de Figueiredo
Ocupou o cargo de Diretor da Escola, de 1 de marco
a novembro de 1950, substituindo a profess6ra Amd-
lia Xavier de Oliveira que viajou & Europa naquele
ano. Professor emdrito, um dos mais queridos da
Escola pelo zdlo, dedicagdo e amor que devota aos
seus alunos e ao Educanddrio.













N
A
G
E
M


Doutor Ant6nio Xavier de Oliveira A quem de
vemos as verbas federals corn as quais foram fcitas
a aquisifdo do terreno do nosso Campo de Culti'ras
e a constrztao dos prMdios onde funcionim utual-
mente as aulas da Escola Normal Rural e o Audito-
rium Amdlia Xavier de Oliveira


.4


Monsenhor Joviniano Barreto Professor da Escola
Normal Rural de Juazeiro do Norte, durante a sua
permandncia nesta Cidade. Amigo dedicado, pro-
pugnador e cooperador, do progress deste Educan-
ddrio


Padre Cicero Romdo Batista
Fundador da nossa Cidade


A Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte, jubilosa pelo transcurso do seu viggsimo aniversdrio, presta
as mem6rias do Exmo. Sr. Dr. Ant6nio Xavier de Oliveira, Revmos. Padre Cicero Romdo Batista e Mon-
senhor Joviniano Barreto, o homenagem da sua gratiddo imperecivel


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S
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A


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TRIBUTO DE RECONHECIMENTO


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"


Profess6ra Maria Assuncgo Gongalves
Atualmente ocupa o cargo de Secretdria onde vem
eficientemente trabalhando oferecendo as luzes da
sua intelig&ncia moga a servigo da coletividade. Jd
tendo desempenhado o referido cargo por vdrios
anos, continue como sempre procurando enaltecer
o nome da Escola


A~.




(







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Profess6ra Tarcila Cruz Alencar
Ocupou o cargo de Diretora em substituigdo a pro-
fess6ra Amdlia Xavier de Oliveira em period de
licenga. Exerceu, por vdrios anos, o cargo de Se-
cretdria, desempenhando com brilhantismo as ativi-
dades do cargo, procurando sempre elevar o nome
da Escola & altura que hoje se encontra


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1~









TRIBUTE DE RECONHECIMENTO


Pt


Professor Elias Rodrigues Sobral
Atualmente no cargo de Tesoureiro da Escola e na
Cadeira de Prdticas Agricolas do Curso Normal.
Aluno fundador e formado pela Escola em 1939,
desde o inicio, o professor Elias vem dando os me-
Ihores dos seus esforcos pelo progress deste Esta-
beleci'izento, constituindo um dos mais fortes balu-
artes deste Educanddrio, pela sua intelig&ncia, ca-
pacidade de trabalho e tenacidade nas emprOsas
desta Escola


Professor Joaquim Pinheiro Teles
Atual Fiscal da Escola, que por vdrios anos vem de-
sempenhando esta fungdo com dedicacdo e justiga,
procurando cooperar com a Diretoria e profess6res
velo maior aproveitamento dos alunos, mantendo u-
ma fiscalizacgo perfeita nas atividades escolares.





A Escola Normal Rural de Juazeiro, pela efemeride gloriosa do seu XX aniversdrio, presta aos ilustres
educadores o tribute de reconhecimento pelos trabalhos prestados em prol do soerguimento das ativida-
des administrativas deste Educanddrio


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~ OAVI ~K~NIA ~_


Profess6ra Generosa Ferreira de Alencar


Doutor Vieente Xavier de Oliveiru,


P.r s sr .,ea.*


Professor Jose Bezerra


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QUaARO DOS PRIMEIROS PROFESSORES DA ESCOLA NORMAL RURAL E0 JUAZEIO 00 NORT[ EM 1954



















Profess6ra Elza Figueiredo ir i i-
Alencarrofessra Nair de Figuei-
redo Rocha





,i: -


Padre Rodolfo Ferreira da
Cunhia 10 Fiscal


Doutor Geneflides Matos


Doutbr Mozart Cardoso de
Alencar









ESCOLA NORMAL RURAL DE JUAZEIRO DO NORTE

----.--------. ESTADO DO CEARA ---------



A Diretoria, o (orpo Docente e o Pessoal administrative da


Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte em 1954


DIRETORIA
DIRETORA Amilia Xavier de Oliveira
SECRETARIA Maria Assunggo Gongalves
TESOUREIRO Elias Rodrigues Sobral
AUXILIAR DE SECRETARIA Mirian Cruz
Pires


CORPO DOCENTE

1 AmAlia Xavier de Oliveira, professora da cadei-
ra de Psicologia Educacional e Metodologia
2 Dr. Manuel Bel6m de Figueiredo, professor da
cadeira de Educacqo SanitAria
3 Pe. Cicero Fernandes Coutinho, professor da ca-
deira de Educacao Econ6mica
4 Jos6 Nery Rocha, professor da cadeira de Agri-
cultura e Indistrias Rurais
5 Elias Rodrigues Sobral, professor de PrAticas A-
gricolas
6 Pe. Ant6nio Feitosa, professor de Ingles e Latim
7 Alexandre Moreira Passos, substituindo na cadei-
ra de Portugues a profess6ra Tarcila Cruz Alen-
car que se acha na reg6ncia da cadeira de Psico-
logia Educacional
8 Walfredo Souto Cruz, professor da cadeira de
Frances
9 Tarcila Cruz Alencar, professbra da cadeira de
Portugues, na regencia da cadeira de Psicologia
Educacional.
10 Maria Maura Almeida, profess6ra da cadeira de
MatemAtica
11 Maria Menezes Pereira, professora da cadeira de
MatemAtica
12 Elza Figueiredo Alencar, profess6ra da cadeira
de Ciencias Naturais
13 Nair Figueiredo Rocha, profess6ra da cadeira de
Geografia
14 Generosa Ferreira Alencar, profess6ra da cadei-
ra de Hist6ria
15 Raimunda Paiva Teixeira, profess6ra da cadeira
de Portugues
16 Irenilce Xavier do Vale, profess6ra da cadeira de
Educacqo Fisica
17 Lficia Vanda Veloso Guimaraes, professBra da ca-
deira de Desenho


18 Maria Lisieux Xavier de Oliveira, profess6ra da
cadeira de Trabalhos Manuais
19 Teresa Bezerra Machado, professora da cadeira
de Geografia
20 Heloisa Coelho Alencar, profess6ra da cadeira de
Pequenas Indfistrias
21 Teresinha Gondim Medeiros, professbra da cadei-
ra de M(isica
22 Francisca Zuleica Soares, profess6ra do Curso
Primario
23 Ivone Sousa Lima, profess6ra do Curso Primario
24 Teresinha Sobreira Costa, professora do Curso
Primirio
25 Neli Pereira, profess6ra do Curso PrimArio
26 Joaquina Gongalves Santana, professora do Curso
PrimArio
27 Maria Soares, profess6ra do Curso Primario
28 Maria Esmeralda Batista, profess6ra do Curso
Primario
29 Francisca Cornelio de Miranda, profess6ra do
Curso PrimArio

PESSOAL ADMINISTRATIVE

Angelica Xavier de Oliveira la. Inspetora de
alunos
Maria da Paz Guimardes 2a. Inspetora de alunos
Maria Miranda Galindo Servente Porteira
Rita Maciel de Jesus Servente Porteira

NOTA DE DESTAQUE
Em substituig~o aos profess6res efetivos em
1950, durante a vigencia das suas licengas presta-
ram os seus valiosos serviqos nas cadeiras de Psico-
logia Eucacional, Portugues, Anatomia e Hist6ria
Geral, respectivamente os drs. Greg6rio Calou de
SA Barreto, Menezes Barbosa, Mozart Cardoso de
Alencar e Edvar Teixeira Ferrer.


I'










VIIN iE A\NOS


lutes e


vit6rias


Ja se vai escondendo na penumbra do tempo o
memoravel 13 de junho de 1934, em que a socieda-
de juazeirense,.pelos seus vultos mais proeminentes,.
assistia, comovida e entusiasta, A inaugurag&o ofi-
ciai da primeira ESCOLA NORMAL RURAL DO
BRASIL, erguida no solo ub6rrimo e fecundo da cos-
mopolita cidade de Juazeiro do Norte.
A ESCOLA NORMAL RURAL DE JUAZEIRO DO
NORTE, v0 transcorrer, hoje, o seu vig6simo aniver-
sario de fundacgo, que represent, sem nenhuma
dfivida, uma vit6ria expressive. O perpassar destas
horas vividas, nada representaria, se a evocagio da
sua passage nao despertasse o entusiasmo para
cultuar e divinizar os feitos valorosos deste luzeiro
de bonanza, que ter emprestado as filigranas da
sua magnific&ncia, para adornar as inteligencias
mogas dos brasileiros, que haurem a supremacia dos
seus ensinamentos.
Nio queremos vislumbrar as pAginas envelheci-
das do passado, em que os caracteres se deformam
pelo lirismo sentimental; temos, em mente, apenas,
recompor um quadro vivo, em que as paisagens va-
riadas se apresentam corn fragrancia e vigor, exibin-
do na sua experi6ncia vivida, um passado que se
confunde com o present, em que os sons das cla-
rinadas de alerta, soterradas pelo espago dos dias
percorridos, vibrem as notas altissonantes de
alegria.
Assinalando, hoje, um marco imperecivel, por ha-
ver conseguido veneer uma grande etapa, a ESCOLA
NORMAL RURAL DE JUAZEIRO traduz, neste
simb6lico period, um circulo conc6ntrico, formado
de uma longa cadeia de realizacoes feitas em benefi-
cio da educacgo cearense.
Este majestoso temple de ensino rural, que ja
atravessou duas decadas de aggo construtiva no
campo social, deve-se ao espirito dinAmico do dr.
PlAcido Aderaldo Castelo, ao ideal supremo do dr.
Joaquim Moreira de Sousa e ao trabalho ativo e pers-
picaz da profess6ra AmAlia Xavier de Oliveira, coad-
juvados por um pugilo de abnegados juazeirenses,
de que se comp6s o honroso quadro do INSTITUTO
EDUCATIONAL DE JUAZEIRO, entidade esta cria-
da para encampar a ESCOLA NORMAL RURAL DE
JUAZEIRO DO NORTE.
Neste quadro sublime, que empolga a admiragAo
dos p6steros, se concretiza a magnitude dos coragoes
generosos destes ap6stolos da educagao da nossa
terra, que no objetivo de elevar o nivel intellectual,
ofereceram o seu apoio, que representou sem dfivi-
da o alicerce invulneravel deste grande edificio, que
deslumbra com o seu fascinio de "FONTE PERENE
DO RURALISMO NATIONAL", as expresses mais
evidentes do escol social de Juazeiro naquela 6poca,


e cujos nomes declinamos cor religiosa emogao e
tribute de reconhecimento: Drs. PlAcido Aderaldo
Castelo, Jacinto Botelho de Sousa, Manuel Belem de
Figueiredo, Mozart Cardoso de Alencar, Juvencio
Joaquim de Santana, Pe. Cicero Romio Batista, Jos6
Geraldo da Cruz, Jos6 Pedro da Silva, Jose Bezerra
de Menezes, Jose Bezerra de Melo, Jose Herminio
Amorim, Jos6 Pereira e Silva, Dirceu Inacio de Fi-
gueiredo, Ant6nio Pita, Doroteu Sobreira da Cruz,
Francisco Neri da Costa Morato, Jos6 Francisco da
Graga, Tarcila Cruz Alencar, Nair de Figueiredo
Rocha, AmAlia Xavier de Oliveira, Elza de Figueire-
do Alencar, Marieta Estdcio Cruz e Adilia Sobreira
da Cruz.
A realizagao desta instituigao notavel, deste mo-
numento que exalga os sentiments civicos dos seus
fundadores, foi na realidade, a obra mais gigantesca
e de maior projegao que se fez em Juazeiro e o eter-
nizara para a posteridade, como centro de irradiagao
de onde partiram as primeiras fa~lhas da agao edu-
cacional rural do Pais.
A Escola Normal Rural de Juazeiro, no seu long
percurso de dias jA passados, det6m-se com uma lar-
ga f6lha de servings prestados A coletividade cea-
rense, pela aiao educational que desempenha e pela
nperosidade do seu corpo docente bem selecionado,
onde pontificam cultures de valor, ap6stolos abnega-
gos da causa da educagao como Dr. Manuel Belem
de Figueiredo, Pe. Cicero Fernandes Coutinho, Pe.
Ant6nio Feitosa, Profess6res Jos6 Neri Rocha, Elias
Rodrigues Sobral, Alexandre Moreira Passos, Wal-
fredo Souto Cruz, Amalia Xavier de Oliveira. Tarci-
Ia Cruz Alencar, Maria AssungAo Gongalves, Elza de
Figueiredo Alencar, Nair de Figueiredo Rocha, Ge
nerosa Ferreira Alencar, Raimunda Paiva Teixeira,
Maria Maura Almeida Maria Menezes Pereira, Lficia
Vanda Veloso, Heloisa Coelho Alencar, Teresa Be-
zerra Machado, Irenilce Xavier do Vale, Teresinha
Santana Medeiros, Ivone Sousa Lima, Mirian Cruz
Alencar e Joaquina Gongalves Santana.
E o Juazeiro muito, muito deve do seu desenvol-
vimento intellectual, econ6mico e social A agio dig-
nificante desta Instituigio que marcou uma nova era
de prosperidade nas paginas rutilantes da hist6ria
do Ceard.
Apesar das dificuldades que tem enfrentado pa-
ra difundir o seu ideal, expandir as suas atividades,
firmar os marcos da sua constant evolugao, dar
impulso A educagIo socializadora do ruralismo,
atrair adeptos para a sua importantissima missao e
haver sentido o entrave da incompreensio e do
desprezo daqueles que tem a responsabilidade de
amparA-la, as atividades educatiyas deste quarter
general do ruralismo brasileiro tem crescido na ful-


-I-


de







gencia do esf6rgo titAnico dos seus monitors, prin-
cipalmente daqueles que tomaram s6bre os seus
ombros a cruz, logo no inicio da viagem. Numa ati-
tude nobre de ap6stolos, os primeiros profess6res,
souberam elevar com certo gAudio a missdo desta
nova cruzada, oferecendo-se de corpo,e alma ao sa-
crificio do magist6rio, sem visar as recompensas ou
gl6rias, lutando pelo ideal, sem usufruir honorarios
compensadores. Figuram nesta avangada gloriosa:
Drs. PlAcido Aderaldo Castelo, Jacinto Botelho de
Sousa, Vicente Xavier de Oliveira, Manuel Bel6m de
Figueiredo, Mozart Cardoso die Alencar. Profess6-
res Jos6 Bernardo Bezerra de Menezes, AmAlia Xa-
vier de Oliveira, Tarcila Cruz Alencar, Elza Figuei-
redo Alencar, Nair Figueiredo Rocha e Generosa
Ferreira Alencar, al6m de outros que tamb6m con-
correram para o 6xito glorioso de sua conquista.
0 esf6rgo construtivo dos primeiros diretores
que assumiram a responsabilidade por esta nau que
vem singrando os mares calmos e serenos, e por v6-
zes precipitados, tem sido de valor transcendental
para a colheita dos seus amadurecidos frutos, A mer-
c8 da impetuosidade do tempo e da decadencia do
ensino. A recompensa auferida e o estimulo bem
compensador, o qual vem encorajando os dedicados
preceptores na trajet6ria gloriosa do seu idealismo,
em que os espinhos se confundem com as flores e
os sofrimentos se eliminam com a alegria.
Tem sido, inegavelmente, um trabalho Arduo, que
exige almas generosas que da sua operosidade pos-
sam realizar uma educaqdo integral, formando ca-


racteres, modificando a mentalidade agn6stica do
meio, atraindo, assim, a consideragio e o acata-
mento daqueles que negam a extraordinAria ressur-
reigio do home do campo, pela educagio rural.
Atingindo o 200 ano de existdncia, depois de haver
transitado por t6das as fases evolutivas de um cli-
ma adusto, para o que falha a cooperagio do povo
para disseminagio de um ideal, que se sobrep6e aos
demais, pela grandeza do seu principio, pela utilida-
de do seu fim e pelas vantagens que hio de proma-
nar em bem pfiblico, a Escola Normal Rural de
Juazeiro, sente-se recompensada e no arroubo da
satisfacio, canta os hosanas da sua gloriosa
ascensao.
Cultuando os feitos passados em que a mem6ria
se recomp6e em todos os requisitos da sua labuta
e da sua vit6ria, nio trepidamos em proclamar alto
e bom som a importAncia fundamental da passage
do 200 aniversArio da Escola Normal Rural de Jua-
zeiro, que constitui um padrio Ce honra para o Bra-
sil, uma gl6ria para o CearA e um milagre para
Juazeiro.
Sao, portanto, vinte anos ininterruptos, sem fe-
rir a sua orientagdo doutrindria, sempre para fren-
te, com o olhar voltado inicamente para a grandeza
e o progress desta terra.
E a Escola Normal Rural de Juazeiro uma reli-
quia que deve ser conservada por todos os brasilei-
ros, com carinho, veneracgo e respeito, porque 6 dos
seus ensinamentos que vai defender a reintegracgo
do home do campo e a independencia econ6mica
da Nagdo.


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0 Q

1







"A Justica nao admite


reticencias"


Contemplamos, extasiados, um quadro que em-
polga e fascina a nossa vista, nao s6 pelos matizes
que alcandoram a sua perspective, mas pela beleza
que traduz o sentir do seu artist.
E uma lidima licgo de civismo, que toca e emo-
ciona os coracges elevados. Ningu6m poderd ficar
indiferente, ante o debuxar desta pAgina viva, que
encerra a mais vibrant e comovida hist6ria de tres
her6is enaltecidos e divinizados pelos seus admirA-
veis feitos.
Ao penetrar no Salo Nobre dos Profess6res, no
edificio da Escola Normal Rural de Juazeiro do Nor-
te, rec6m-construido, a nossa vista se volve para os
lados e ali divisamos os bustos de 3 her6is, esculpi-
dos no mrrmore da gratidao, formando uma triplice
alianga dos fundadores desta Esocla: Dr. PlAcido
Aderaldo Castelo, Dr. Joaquim Moreira de Sousa e
ProfessOra Amalia Xavier de Oliveira.
De certo procuramos indagar de nossa mem6ria
o porqu6 desta homenagem especial, dedicada exclu-
sivamente, Aqueles tres vultos, que foram o piv6 da
fundacgo deste EducandArio. Vamos, portanto, pro-
curar nas pAginas memorAveis da hist6ria de Jua-
zeiro o nome de cada um e ai encontramos, cor cer-
to rel&vo, que foram ales os videntes deste colossal
monument e, portanto, as colunas mestras da sua
realizag~o.
Nao podemos, nem devemos negar a valiosa con-
tribuigio dos s6cios fundadores do Instituto Educa-
cional de Juazeiro, que, como eles, trabalharam pa-
ra concesslo de tao rico patrim6nio. Somos gratos
e enaltecemos os seus m6ritos. Entretanto, forgoso
6 confessar, pondo a verdade As claras e a justiqa em
evidencia, que foram l8es o baluarte desta conquis.
ta, a massa s6lida deste edificio, as luzes que deram
vida a 6ste corpo mistico de saber e educaglo.
Vivendo, retrospectivamente, todos os lances e
pontos culminantes que deram origem A estrutura
fundamental desta obra, quis a Diretoria desta Es-
cola, patentear a gratidio e o reconhecimento dos
que auriram os seus ensinamentos, mandando per-
petuar no granite os bustos dos drs. PlAcido Aderal-
do Castelo e Joaquim Moreira de Sousa.
Esta iniciativa da Diretoria, deu lugar a que o
Corpo Docente deste Educandario, tamb6m mandas-
se colocar entire estes dois vultos, o busto da profes-
s8ra Amilia Xavier de Oliveira, que foi o ponto de
apoio de todo o progress da Escola Normal Rural
de Juazeiro.
Seria um crime inominAvel, uma injustiga irre-
paravel, uma ingratidao inconcebivel, se tamb6m ali,
junto a PlAcido Aderaldo Castelo e Moreira de Sou-
sa, nao figurasse Amalia Xavier de Oliveira.
E por que, pergutarAo aqueles que desconhecem
o trabalho exaustivo de Amilia Xavier de Oliveira,
durante estes dois decenios de lutas e sacrificios,
a exclusividade desta homenagem?
As paredes do velho edificio, que forgado pelo
tempo, jA se emodificaram e tomaram novas formas,
no silencio de sua mudez, sao testemunhas do que
vem desempenhardo diAriamente a profess6ra A,


milia Xavier de Oliveira, no seu tirocinio e na res-
ponsabilidade pelas vit6rias e reveses desta institui-
cgo que ja Ihe roubou a seiva viva da mocidade, le-
gando-lhes fios de prata, a deslizarem-se pela sua
vasta cabeleira, testificado as lutas e os sacrificios
que vem desempenhando no Arduo p6sto de Direto-
ra desta Escola.
As pedras das vias pfiblicas, juntamente com as
Arvores que sombream o nosso pomar, clamariam
bem alto, pedindo justiga, se os homes nao a fi-
zessem. Penetrando nas profundezas desta analise,
chegamos A conclusao de que em tudo o que se v6
nesta oficina de saber e animado pela f6rga vital
desta heroina, que na atividade intensive do seu car-
go, tem despendido energies para tudo e para todos
os empreendimentos que ali se realizam.

E precise acentuar que t6das as realizag6es, pro-
gressos e vit6rias da Escola Normal Rural de Jua-
zeiro ter sua origem e sua razao de ser, no espirito
perspicaz e dinAmico de Amalia Xavier de Oliveira.
t como afirmou um visitante arguto que, ao despe-
dir-se do professorado desta Escola, exclamou: "Se
nao f6sse a profess6ra Amalia Xavier de Oliveira nio
haveria esta instituigao", pois 6 da sua capacidade,
altivez e tino administrative que esta instituig~o
tem se matnido e atravessado as fases dificeis da sua
existencia.
Este gesto magnAnimo do professorado, em man-
dar erigir um busto desta modelar educadora, 6 u-
ma demonstragao viva do que ela represent para a
Escola Normal Rural. Como paladino das suas dire-
trizes tem sabido imp6r-se A admiragio dos seus
comandados.
Nao 6 apenas no granite que se vao eternizar os
seus feitos; as suas virtudes serao sempre rememo-
radas como paradigma de probidade, civismo e
religiosidade.
Era bem just que, ao inv6s de um busto de gra-
nito erguido no centro do jardim da nossa Escola,
f6sse colocado na praga Padre Cicero, junto ao fun-
dador desta cidade, uma estAtua de bronze da Pro-
fess6ra Amilia Xavier de Oliveira, resgatando-se,
assim, uma grande divida, que se eterniza nos re-
cessos dos corag~es agradecidos daqueles que bebe-
ram o nectar precioso dos seus sAbios ensinamentos
e gozarem a felicidade do seu convivio, onde as suas
virtudes repontam como flores de perfumes raros a
adorarem as almas dos seus discipulos.
Glorifiquemos, portanto, os her6is do ruralismo
cearense, procurando beber nas auras do seu ideal
patri6tico, a linfa cristalina da fe civica, que hA de
retemperar as nossas energies falidas e despertar-
-nos para a realizag~o da obra de redencdo national
-amar o campo e viver no campo produzindo as pe-
pitas de ouro que hao de aumentar o patrim6nio
national.
PlAcido Castelo, Moreira de Sousa e Amilia Xa-
vier de Oliveira, sao joias raras que o CearA deve
possuir corn extrema veneragio como reliquias do
seu patrim6nio cfvico.


-20 -


`-~------------LY-------YYYYYY-HMM~Hmmm ---------------- --- MMMMMLIMMIL










MI NIHA


ESCO LA


Lucia Vanda Veloso Guimarges


Escola Normal Rural, 6s o simbolo mais perfeito
da palmeira, que resisted impivida aos ventos tem-
pestuosos dos desertos. Assim como o viajante, e-
xausto das fadigas provocadas pelo sol causticante,
encontra sob a palmeira o agasalho da sombra e a
fonte limpida que Ihe mitiga a s6de, assim tamb6m
n6s os que jA diplomastes, encontramos a tua 6gide,
nesta longinqua plaga cearense, a Agua da ciencia
ruralista, que nos saciou a sdde de aprender.
20 anos, duas d6cadas vividas!
Venceste todos os empecilhos que te procuravam
tolher o v6o de Aguia audacioso e proficuo, na mar-
cha comum de todos os dias, com a qual atingiste
o miraculoso progress atual.
Tiveste de transport, 6 certo, barreiras mostruo-
sas, representadas pelos esforgos em te desmoronar,
que faziam os teus adversArios.
Os grandes ideas projetados pelos c6rebros ilu-
minados daqueles que se dedicam ao levantamento
moral e intellectual de um povo, nao faltam jamais
os azorragues cru6is, dos espiritos retr6grados, acos-
tumados ao fracasso premature das suas vas rea i-
zag6es.
Mas, aqu6les que mant6m inabalavel a sua fe no
Todo Poderoso, Naquele que governa o Universo e
suas legi6es de espiritos ang6licos nao fracassou,
nunca.
Foi o que te sucedeu, minha querida Escola, pois
os que batalhavam em prol de ti, possuiam no mais
elevado grau essa vontade f6rrea, que s6mente 6
concedida por Deus aos que tem verdadeiro espirito
de fM.
Assim 6 que, falando em ti e no teu espantoso
progress, nio se pode deixar de citar: Moreira de
Sousa, Plicido Castelo e AmAlia Xavier de Oliveira.
'ste trio, composto de espiritos de escol de uma
tenacidade de ferro, erigiu e trouxe ate os nossos
dias t6da a tua vida.
Foi ale, meu temple bendito de instrugAo, que a-
calentou ao c6rebro e ao corag~o embalou afetuosa-
mente a tua concepg~o, deu-te vida a 13 de junho de
1934 e te viu cheio de carinhos e cuidados indel6-
veis evoluir durante os anos que se seguiram.
Qual mae afetuosa e solicita, que observa coni
desv6lo o balbuciar indeciso e os passes incertos do
filhinho amado, assim Ales viam cor inaudito prazer
os teus 6xitos diante dos demais estabelecimentos
de ensino.
Representavas alguma coisa mais, eras tu, minha
encantadora Normal Rural, um padrAo do ensino
rural no nosso Estado e ate no nosso vasto e queri-
do Brasil.


0 caudaloso manancial de m6todos empregados
no trato racionalizado do campo, pelos que moure-
jam em teu seio, foram e continuam sendo, seguidos
pelas tuas cong6neres.
Es a celula-mater. JA deste a asses rincoes cea-
renses, centenas de jovens especializadas em lidar
cor o solo e sobretudo, com as populag6es rurais.
Como disse o mui digno dr. Moreira de Sousa -
'NAo foste criada para as pompas, para os sales
engalanados e faustosos, mas, sim, para melhora-
res com a aplicacgo dos teus m6todos abalisados, a
situag5o do pobre trabalhador do campo.
Ensinaram os teus profess6res, aos filhos dos
camponeses, a melhor maneira de tirar do solo,
os produtos que fornecem o alimento, o vestuArio e
todo o necessArio ao seu viver simples, cor muito
maior facilidade do que ate entao usavam, rotinei-
ramente, os seus ancestrais.
Avante, pois, Escola Normal Rural!
Possuidos de santo e just orgulho, n6s, os que
trabalhamos no teu santuArio de ci6ncias que sao
as luzes do espirito, erguemos-te um viva! no mais
sincere entusiasmo.
Sabemos que 6s citada ate na Europa e isso nos
enche de jubilo. Como te quero bem, 6 minha Es-
cola! Cresci entire as tuas paredes sacrossantas. A-
costumei-me a admirar as tuas gl6rias. Acompanhei
sempre cor desvanecido orgulho a tua march in-
tr6pida que te conduziu ate os nossos dias, sobran-
ceira e altiva.
Come te admiro e como enaltego o esf6rgo da-
queles, que, apesar das ligrimas e das horas de a-
margura que tiveram de atravessar, jamais descoro-
goaram.
Salve, d. Amilia Xavier de Oliveira-"mulher de
fe"-na citag~o muito acertada do dr. Moreira de
Sousa.
Salve, dr. PlAcido Castelo e dr. Moreira de
Sousa!
Salve, os homes de tenacidade que sempre tra-
balharam pela Instituigao que mant6m a nossa Es-
cola.
E que tu, minha carissima Normal Rural como a
palmeira, simbolo de resist6ncia inabalivel, prossi-
gas, pelos anos e s6culos alem, conservando a paz e
a felicidade das populag6es rurais do Ceara e do
Brasil.
Que as bngcaos do Altissimo caiam s6bre ti e
s6bre aqu6les que te deram a vida, atapetando de ro-
sas que nao possuam espinhos, a estrada que has de
palmilhar no future e coroando de louros, os teus
sempre crescentes triunfos.


ZI


A








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A ES.COLA .E0MEIO........ A EST
A ISCOUI 10 M110 A QUE SE DESTIIA:


AMALIA XAVIER DE OLIVEIRA

Profess6ra de Psicologia Educacional e Metodologia
e Diretora da Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte


T'm-se lido e publicado em muitos jornais, arti-
gos e mais artigos s6bre assuntos de EducagCo Ru-
ral. Apresentam-se pianos de ag~o, mostrando-se a
chave dos problems mesmo sem conhecerem de
viso as necessidades destas zonas, onde trabalha o
operArio humilde, mal alimentado, mal vestido, de
enxada em punho, lutando corn a falta dagua, As
pragas, a falta de recursos materials e onde a igno-
rancia, de "brago dado" corn a perversidade dos
maus, embarga o progress, afugentando a alegria
de viver, a que todos t6m direito.

Te6ricamente o problema fica resolvido com uma
facilidade espantosa; e, 6 tao facil ensinar na roga
que, muitas v6zes, elements que fracassaram em
outras atividades, recorrem ao magist6rio como tA-
bua de salvagdo, apresentando-se as autoridades
competentes "para pedir uma cadeira de profes-
sor".

Que me perd6em os que assim pensam e acredi-
tem, nao em mim, mas, nos valores pedag6gicos que
formam a galeria dos grandes mestres. Estes afir-
mam ser a educagdo primAria do povo o maior pro-
blema NACIONAL e que a Escola Primiria s6 aten-
de a sua verdadeira finalidade quando procura adap-
tar o educando as necessidades ambientes, cousa que
nao pode conseguir qualquer leigo em assuntos
educacionais.

A ESCOLA RURAL ter como finalidade preci-
pua adaptar o educando ao seu meio atual e ao meio
onde 6le deverA viver. Eis porque continuamos a-
inda a afirmar que a difusAo da Escola nao resolve o
problema educativo. A solug~o d6ste problema de
importancia transcendental, esta, nao na difusao,
mas na caracterizag~o das escolas a serem difundi-
das, que devem ser escolas adaptadas as condig6es
especiais dos diferentes meios a que se destinarem.

Nao hA nenhuma divida: o meio influi considera-
velmente na formacgo do home dando a 6ste mai-
ores possibilidades de agir, em proveito pr6prio.
JA o disse algu6m: HOMEM E MEIO SAO IN-
DEPENDENTES. ISOLADOS, POUCO SIGNIFI-
CAM". Corn efeito: o meio age direta ou indireta-
mente s6bre o individuo, dando-lhe as possibilidades
de existir e portanto de agir; sem o home, o meio
nao ter valor; como element human Mle pode ofe-


recer vantagens que variam con a cultural, iniciati-
va e capacidade de acgo do mesmo home.

Para tender as finalidades da Escola Rural, pre-
cisamos conhecer as suas variadas modalidades a
situagdo do home rural e do meio em que vive.

Sabemos que o padrao de vida do campon6s, de-
pende mais do seu nivel cultural do que das suas
condig6es financeiras. As suas condicges de vida
se alicergam nos 4 problems principals: alimenta-
cao, higiente, vestuArio e habitagao.

Conhecida a sua situag~o no que se refere as
necessidades principals, poder-se-A, entao, tragar e
p6r em prAtica um piano de reerguimento das suas
condicoes organicas, econbmicas e socials.

Este trabalho preliminary 6 indispensAvel para as-
segurar o 6xito do ENSINO RURAL. As regi6es di-
ferem entire si pelos fen6menos pr6prios locals que
cada uma apresenta e 6 por isto que o mestre antes
de entrar em aglo, deve estudar o meio onde vai
desenvolver a sua atividade.

"Nao ha doengas, hA doentes". Estes 6 que de-
vem ser estudados antes de Ihes serem aplicados os
remedios. Tamb6m cada solo, cada ambiente tem
que ser estudado, analisado, antes de Ihe ser apli-
cado o necessArio para desenvolver-se, corrigir-se,
aperfeigoar-se.

Ougamos o que diz sbbre a ESCOLA PRIMARIA,
o notavel professor Leoni Kaseff, figure marcante
nos meios educacionais do Pais: "NAo 6 a mesma
escola que conv6m a todos os meios: eis porque 6
precise examiner primeiramente o meio, a fim de
saber qual o tipo especial de Escola que requer".

Compreende-se dai que cada escola deve ser um
n6cleo capaz de orientar e ainda promover a reali-
zagdo dos inter6sses econ6micos, higi6nicos e sociais
da zona a que serve.

Sbmente assim ela poderA educar o home do
campo, fazendo de cada campones um valor positive
da nossa nacionalidade.

Nao 6 possivel o mestre realizar 6sse trabalho de


----







adaptagdo se ele nao conhece perfeitamente o meio
e se nao esta a 6le ambientado.

O Estado, por seus 6rgdos t6cnicos, fornece o pla-
no geral de atividades que tem a desenvolver na
sua obra educativa. O professor deve conhecer o
meio onde vai atuar melhor do que aqu6les que fi-
cam na Capital e por isto pode e deve modificar 6ste
piano, de ac6rdo com as necessidades e exig6ncias
locais.

O trabalho educational 6 uma obra de ajusta-
mento que depend da capacidade intellectual, des-
cortino e iniciativa do professor.

Ha atividades que sao comuns a t6da escola ru-
ral e sao elas: trabalhos manuais, cultural da terra,
criagco em geral; hortas, pomares, cercados de
criagdo, aviario, hOrtos, museus, sao cousas que sem-
pre se devem encontrar nas Escolas Rurais. Entre-
tanto, se a Escola 6 um produto do meio social, suas
caracteristicas divergem de povo para povo e essa
divergencia se dA no tempo e no espaqo.

Conseqientemente, ela deve ter um plano con-
corde com as necessidades ambientes. Os proble-
ias que lhe compete resolve tamb6m variam com
as exig6ncias do meio.

Estas exig6ncias se diversificam no mesmo pais
e ate no mesmo Estado como se verifica entire n6s
com as zonas do litoral, serras, sertao e vales. Que
fique bem compreendido: as atividades das escolas
rurais devem ter al6m do seu carter geral, o carA-
ter local. Se a zona 6 praiera as atividades predo-
minantes devem ser as que se identificam com a
pesca; a zona de criaglo exige que a ESCOLA ali
localizada, oriented os seus educandos para a criacgo,
sem esquecer as outras atividades gerais que demar-
cam os rumos da educagdo rural. Quando a zona 6
essencialmente agricola, todo ensino deve girar em
t6rno de um grande centro de inter6sse que 6 a
terra.

O Ceara, vasta regiAo intertropical, encantonado
no extreme do Nordeste brasileiro, estA dividido em
regi6es bem especificadas que sao: litoral, serras e-
levadas, sertao e vales. Cada regiao natural se ca-
racteriza pelo seu clima, pelos seus recur-
sos naturals, pelas suas possibilidades econ6micas,
pelo seu reldvo, pelo seu regime pluvial, pela maior
ou menor fertilidade do seu solo e at6 pela vida so-
cial, moral, commercial e industrial do seu povo; en-
fim, cada zona tem a sua peculiar utilidade.

As terras baixas da costa, os tabuleiros plans e
arenosos, que constituem a zona litoral, prestam-se
a numerosas cultures. Em virtude da sua maior
pluviosidade, sao terrenos menos atingidos pelos
efeito da falta de chuvas.

Na zona das serras, a vegetargo 6 exubebrante, o


clima ameno, a vida torna-se plenamente satisfat6-
ria em t6das as suas manifestaq6es. a zona rica
onde se encontram os melhores frutos e onde cons-
titui principal fonte de riqueza a cultural da cana, do
caf6, do arroz, etc.

O sertao 6 a zona compreendida entire as serras e
o litoral. Constitui, para alguns estudiosos, a parte
mais interessante do territ6rio pelos contrastes que
a envolvem. Nas 6pocas normais a vida sertaneja,
nos sitios ou nos lugares conhecidoss pelo nome de
"FAZENDAS" porque sao destinados A criacgo, de-
corre tranqiiilamente em perfeita harmonia. Os ha-
bitantes, entregues as suas atividades, despreocu-
pam-se totalmente de tudo quando se acha fora do
seu ambiente de tranqiiilidade.

A 6poca melhor e mais agradAvel 6 sem dfivida
o inverno, quando o sertanejo se deleita contem-
plando enamorado a verdura dos prados, ricos de
pastagens, de seiva, de fl6res, aguardando, cor o
estio, o amadurecimento dos legumes para desdo-
brar os seus esforgos, na colheita da safra; vendas
dos produtos e tratamento da criagSo, que consti-
tui o seu labor principal.

Sbmente as secas peri6dicas, quebram 6ste equi
librio da vida sertaneja espalhando na zona, o cj
tejo de agruras que elas acarretam.

Ha ainda a considerar no territ6rio cearense os
vales que constituem regi6es distintas e que sao: o
vale do Cariri e os vales dos rios Jaguaribeb e
Acarati.

O vale do Cariri ter as suas terras bem seme-
Ihantes as terras da zona serrana. Gragas as fontes
perenes que as alimentam, essas terras sao fdrteis,
dadivosas, oferecendo sempre ao home o quanto
]he 6 possivel extrair dela com os recursos agrico-
las de que disp6e.

Zona agricola por excel6ncia, presta-se A cultural
de muitos produtos sobretudo do arroz e da cana de
aqicar, que constitui a sua maior fonte de riqueza.

Os vales aluvionais dos 2 grandes rios,sdo muito
f6rteis durante a estaq~o internal e durante o resto
do tempo se convenientemente irrigados. E a zona
da carnafiba, a plant dadivosa, esp6cie de "ARVO-
RE DA VIDA", que enriquece os seus cultores cor
o grande valor que tem o seu principal produto-
a c6ra.

Conhecidas perfeitamente as regi6es em seu de-
talhes mais importantes, poderemos estabelecer o
plano de educagao capaz de melhorar a situacgo
atual do camponds e clarear o horizonte future tra-
gando diretrizes educacionais que conduzam meio e
home a uma situag~o de produtividade vantajosa,
regular e permanent.


-24


. _____.___ .._..._.__ _-.__....__._ __ __








ANO MARIANO


Retrno


a


Deus


por


Maria


PE. ANTONIO FEITOSA
Professor de Frances, Ingles, Latim e Ciincias Naturais,
da Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte


Nao sou dos que se maldizem porque a sua pere-
grinacgo s6bre a terra coincide com 6stes crudelis-
simos tempos, caracterizados pelo arrefecimento da
fB, pelo desregramento dos costumes e soltura de
vida. Como quer que seja, ainda penso que sao
privilegiados os dias da nossa exist6ncia. Tenho,
por certo, at6 onde se pode dizer que a confianga
tamb6m inspira certeza, que vamos ver, e nao ha de
tardar muito, o "grande ret6rno" de que nos falava
o Santo Padre Pio XII, um grande movimento de
t6da a humanidade voltando-se para Deus, uma nova
conversdo das gentes, como se operou no tempo
dos Ap6stolos. Dois acontecimentos extraordina-
rios, que sio duas grandes merc6s de Deus A huma-
nidade em nossos dias, levam, diria quase que me
forgam a esperar e ter por certo, para logo, uma
grande restauragAo moral. Quero assim reportar-
-me A peregrinagAo da Virgem de Fatima pelo mun-
do e ao novo Ano Mariano proclamado pelo Santissi-
mo Padre Pio XII. E pela Virgem Santissima que se
ha de realizar a grande, a urgentissima reform.
Uns se afastam de Deus porque odeiam Deus; ou-
tros, porque t6m m6do de Deus. E o mesmo Deus
viu que era necessaria a interfer6ncia de um cora-
gio de mae, para que os corag6es dos homes dei-
xassem de ser odientos, a ternura de um amor ma-
terno, para que os homes deixassem de andar corn
os nervous tr6mulos de vAos temores.
Parece-me que 6ste devera ser o principal fruto
do Ano Mariano: a volta dos homes a Deus pela
confianga filial na bondade e miseric6rdia mater-
nal da Virgem Mae de Deus e nossa Mae.
E desejo vivissimo e manifesto do Santo Padre, e
assim Sua Santidade o disse na Enciclica do Ano
Mariano, que "se inflame cada dia mais a devog~o do
povo para corn a Virgem Mae de Deus".
Santo Afonso de Lig6rio, grande arauto das gl6-
rias de Maria, nao se arreceou de fazer injfiria a Je-
sus com esta notavel recomendagao: "Tende grande
confianga em Jesus e Maria; seja, por6m, a vossa
confianga em Maria repassada de especial ternura".
"Nfo diz o Santo Doutor que tenhamos mais confi-


anga em Maria de que em Jesus. Diz apenas que
haja especial ternura na confianga em Maria. E nao
6 sem razao. Ngo foi o mesmo Deus que f6z do
coragao materno o mais expressive simbolo do
amor?? E nao foi Deus tamb6m quem deu a Maria
o mais terno e afetuoso coragao de mae? E nao quis
o mesmo Deus ser o primeiro objeto ddsses afetos e
ternuras maternais, fazendo-se Ele mesmo Filho de
Maria?
Santo TomBs de Aquino dizia que Deus dividiu
o seu reino em duas parties: a justiga e a miseric6r-
dia. Ret6m consigo a justiga e entregou a Maria
tbda a miseric6rdia. Por isso dizemos: "Salve Rai-
nha, Mae de miseric6rdia". Quando olho para Je-
sus, vejo que Ele 6 Pai amantissimo, mas tamb6m 6
Juis retissimo, e por isto muitas vezes se senate obri-
gado a castigar. Quando olho para Maria, vejo que
Ela 6 exclusivamente MAe, e por isto s6 sabe amar.
Quando se procede por comparag6es, 6 costume
dizer que Jesus 6 o sol e Maria a lua. Realmente, a
lua nos manda a luz que recebe o sol, e Maria recebe
de Jesus tudo o que nos concede. "Jesus 6 a fonte
da graga; Maria 6 mediadora e distribuidora de gra-
gas" (Pio XII). O sol brilha, mas tamb6m queima;
ilumina, mas tamb6m ofusca. A lua brilha sem quei-
mar, ilumina sem ofuscar. Jesus ama e castiga;
Maria ama e outra cousa nao faz senao amar. Santo
Afonso tem razao: deve haver especial ternura na
devogao A MAe Santissima. Paguemos-lhe um pouco
do que Ihe devemos. Disse o Santo Padre Leao
XIII que a Santissima Virgem, quando se viu cons-
tituida Mae dos homes, "comegou imediatamente a
exercer, para cor todos, os oficios de Mae". Ora,
os oficios de mae se reduzem a um s6: amar. Pa-
guemos-lhe um pouco. Ela se apressou em dar
a todos o indizivel conf6rto do seu amor. Vamos
tambem todos pagar-lhe com amor, numa santa
emulaglo, querendo cada um amar essa boa Mae
muito mais que todos os outros, querendo cada um
amar a Mae ternissima por todos os que a querem
amar. Digamos, com a simplicidade de Santa Tere-
sinha, o que esta filha queridissima da boa MAe do
c6u lhe disse muitas v6zes: "Oh! quanto eu amo a
Virgem Maria!"


w









A ESCOLA NORMAL RURAL DE JUAZEIRO 00D NORTE



Se a sua influencia social

S___________ TARCILA CRUZ ALENCAR
I Profess6ra de Portugues da Escola


Quem visit a Escola Normal Rural de Juazeiro
do Norte,'e v6 o seu pr6dio de linhas modernas,
com salas amplas (de ac6rdo com a t6cnica pedag6-
gica em vigor), observa o seu vasto auditorio, per-
corre os campos de experimentagSes agricolas (que
apresentam muito pouco aos olhos dos visitantes,
mas exigem o maximo dos alunos e profess6res,
pelas dificuldades que encontram no seu cultivo),
examine o novo pavilhdo que, em breve, sera inau-
gurado, dira, de certo, que possuimos um estabeleci-
mento modelar, e que, no sertdo, ja existe algo que
possa atestar o esf6rgo, a tenacidade, o heroismo
dos nordestinos.
Esta, creio eu, 6 a impressio da maioria daqueles
que nos honram com a sua visit.
Outros, porem, (numa minoria bem consolado-
ra para n6s) nada nos demonstram, na presenga,
mas "desabafam 1a fora a sua decepgdo com a Escola
Normal Rural.
Que, (dizem entire ir6nicos e desiludidos) a
Escola 6 s6mente aquilo, aqu6les canteirinhos de
hortaliga e aquelas criag6ezinhas mirradas?" E
6 cor aquilo que pretendem melhorar o Brasil?"
Retrucam os mais mordazes ...
O que 6les nao sabem, por6m, 6 o valor que 6stes
"pequenos nada", estao proporcionando nao s6 a es-
ta cidade, por6m a t6da regiAo caririense, estenden-
do at6 o seu raio de acgo a outras zonas do Ceard e
de alguns dos seus Estados limitrofes.
A finalidade da Escola Normal Rural 6 former
profess6res para as suas zonas rurais. E educar os
alunos no pr6prio ambiente em que terio de exer-
cer suas atividades, a fim de que, mais tarde, nao se-
jam desambientados, desajustados no recinto, onde
terlo de viver e trabalhar.
E ensinar ao educando a tirar o mAximo daquilo
que o cerca, melhorando o seu pr6prio habitat e con-
correndo, d6ste modo, para a grandeza da terra que
o viu nascer e, conseqiientemente, cooperando para
o progress da PAtria estremecida.
Este objetivo tem sido sobejamente alcangado.
Profess6ra, desta Escola, desde a sua fundacgo,
tenho, durante estes quatro lustros, acompanhado
de perto as lutas e trabalhos, que t6m sido fartos e
tamb6m as gl6rias, os triunfos que Deus Ihe tern
reservado.
E consolador, 6 lisonjeiro mesmo, observer a tra-
jet6ria da Escola, durante estes vinte anos e verifi-
car (como ja disse alhures) a influencia que ela tern
exercido, em todos os stores da vida da cidade.
Observando a mocidade de minha terra, vendo a


Normal Rural de Juazeiro do Norte -

modificagAo que se verifica na mentalidade da so-
ciedade atual de Juazeiro, confesso que, muitas ve-
zes, sinto os meus olhos umedecidos .
Nao 6 sbmente no setor educational que 6 desva-
necedora a andlise ... A influencia da Escola se faz
sentir na vida religiosa, orientando as id6ias, forne-
cendo conceitos saos, retos, imprimindo uma nova
diretriz religiosa a cidade que, fundada sob as
b6ngaos de Nossa Senhora das Dores, continue co-
mo uma das pioneiras na devocgo A Rainha do C6u.
Vai mais al6m a agao construtiva da nossa Esco-
la Normal Rural: o povo que, dantes, escarnecia dos
nosssos "canteirinhos de hortaligas", hoje ja sabe
que nao 6 s6mente "lagarta que se alimenta de f6-
ihas" e que estas sio tao necessArias ao nosso orga-
nismo, quanto a care, o 6vo e o leite. Quanto isto
nos custou, sabemos bem ... D. AmBlia estA lem-
brada. Dr. PlAcido, sei que nao o esqueceu e todos
n6s, que vimos os primeiros dias da Escola traze-
mos bem vivas as recordac5es. Nao que guardemos
rancor, dos que criticavam da obra nascente, mas
porque vemos hoje que a semente nao caiu em terra
est6ril: germinou, cresceu e hoje, entire flares e
festas, estamos colhendo os frutos e os apresentando
sazonados.
As criangas, naquele tempo, se envergonhavam
de dizer que eram filhas de agricultores. A pro-
fissdo era humilde e quase sempre, por ocasiio da
matricula os meninos arranjavam outra profissao
para dizer, contanto que nao proferisse a situagao
real do pai. Retirar da terra, com o seu pr6prio
suor, o sustento da familiar, era para os inocentes re-
bentos, motives para recalques e humilhag6es. Hoje
6 bem diverse a maneira de pensar: lavrar a terra,
6 contribuir para a grandeza do Brasil, 6 enriquecer
os seus celeiros, 6 levar a -seiva que ha de nutrir o
organismo da PAtria, 6 possuir o sentiment de
brasilidade na sua mais legitima, mais lidima
expresso.
O nfimero de doutores, de letrados, cresce dia a
dia e as cidades ficam superlotadas, enquanto os
sert6es se despovoam. E, entao, v6m, ainda, os der-
rotistas com as suas satiras e apregoam: onde esta
a eficAcia das escolas normais rurais? Que 6 dos
elos que deveriam prender o home ao seu torrAo
natal, fazendo-o vencer todos os obstaculos, transp8r
t6das as barreiras, superar todos os empecilhos e
continuar vivendo na terra martir, que o viu nascer?
Neste ponto, por6m, o problema ja nao estA mais
afeto A escola. Pela imensidade das suas propor-
c6es, passa para o terreno da administrag~o nacio-


- --







nal e requer esforgos titinicos, medidas energicas
que debelem o 6xodo dos nossos campos, verifican-
do, nestes iltimos anos, de modo assustador ...
Compete A political econ8mica do Pais solver o caso,
cor um piano bem elaborado, que nao s6mente as
medidas de iltima hora, quando a seca nos assola e
a mis6ria nos bate A porta.
Quando nos vem os auxilios federais, quando os
nossos irmAos do Sul nos mandam o seu 6bolo, envi-
am a sua contribuicgo caridosa o espectro da fome
foge momentaneamente, deixando ap6s si, por6m,
outros fantasmas, nao menos horripilantes: o vicio,
a preguica, a malandragem, o roubo e, quase semprd,
a peste e a miseria.
E isto que vemos estarrecidos, 6 a isto que assis-
timos corn lgrimas nos olhos e tristeza no corag~o.
Forma-se, na Escola, uma mentalidade nova, a-
pregoam-se novas diretrizes para o cultivo dos cam-
pos, maior aproveitamento do trabalho, maiores sa-
fras, mais rendimentos. Depois de tudo isto, apesar
de os c6rebros ji serem mais esclarecidos, ja haver
boa soma de conhecimentos fiteis, a situagdo finan-
ceira, econBmica do nosso Estado, continue desola-
dora. Cumpre, portanto, que o mal seja remediado
pela raiz. Habituamo-nos aos problems dificeis, es-
tamos familiarizados cor as barreiras que se dizem
insuperAveis, e de tudo isto nos ficou uma grande li-
Cgo: "Querer e poder". JA demos um exemplo
(que desculpem a imod6stia, mas para n6s, que sa-
bemos o que a Escola nos tem custado de sacrificios,
esforgos, energies, lutas, nao e descabida a propor-


gio) e nas comemorac6es do 40 lustro da Escola
Normal Rural de Juazeiro, como um farol lumiihso
a engalanar os c6us da cidade, queremos que ecoe
nos nossos montes e que vA de quebrada em quebra-
da, levado pelo sussurro dos nossos regatos, pas-
sando pela Cachoeira de Paulo Afonst;o (que d a
voz mais alta do BraSil) o nosso brad de ang6stia
para soluigo dos nossos problems econ6micos so-
ciais e que chegue aos ouvidos dos honienis pfibli-
cos da iossa Patriaj o nosso ap6lo sincere e espon-
tAneo Aqueles que creem, ainda, na salvagio dos des-
tinos do Nordeste. Que o inicio de uma campanha,
que ja foi leiibrada pdr muitos escritores, por ini-
meros oradores seja o marco mais cintilante das fes-
tas de comemoracgo do 200 aniversario da nossa
Escola Normal Rural.
Que o entusiasmo que nos arde no peito, ante
esta vit6ria alcangada, nos recessos do sertlo; em
uma cidade de gente pauperrima, numa populagio
cosmopolita, adventicia, tenha o dom divino de infla-
mar a chama patri6tica que crepita no coragio do
Brasil e que um dia, (quigi nao tio longinquo) es-
cutemos na orquestrago das trombetas, clirins,
tambores que apregoat~o urma nova era para o Cea-
rA, o dedilhar de uma harpa sonora, que leve aos
ventos, cor a suavidade de um sussurro, a reafir-
macAo da eficAcia da Escola Normal Rural de
Juazeiro, do seu valor, nio s6 para a regiio em que
esti encravada, mas para t6da PAtria brasileira, co-
mo simbolo de amor, trabalho e perseveranga.


Miudezas, Perlumarias, Ferraqens, Lounas, Eslivas, elc.


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28
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e Conforto para


0


Trabalhador Rural

DR. M. BELEM DE FIGUEIREDO
Professor de Educagio Sanitaria da E. N. R. de Juazeiro do Norte


Sadde e conf6rto para o trabalhador rural brasi-
leiro, sao quest6es pendentes da soluCao de dois
problems vitais da nacionalidade-analfabetismo
e endemias rurais.
Analfabetismo e endemias rurais sao elos de uma
mesma cadeia, peas de uma mesma entrosagem,
que se conjugam para uma convergdncia comum:
a estagnagAo das principals fontes de riqueza do
Pais.
Jamais tera sadde e conf6rto o trabalhador rural
do Brasil, enquanto perdurar essa situacao de a-
bandono das populaq6es enfermicas do interior do
Pais.
A cifra de analfabetos ainda se eleva a 80% da
populag~o total. R o grande cancro social a cor-
roer o organismo do Brasil. P o problema n6mero
um, de cuja solugao, depend o soerguimento s6-
cio-econ6mico dos elements que constituem a
nacionalidade.

Impressao desoladora nos causa o exame
de visu da deprimente situaglo da zona rural brasi-
leira, onde se depaupera, se anemiza, se estiola o ele-
mento vital, por excelencia, do organismo national.
Vivem essas massas rurais ignorantes e pobres, se-
mi-nuas e sub-alimentadas, habitando casas rdsticas,
em plena promiscuidade cor animals dom6sticos.
Sem visao mental, sem aspiracges, sem civismo, sem
discernimento, sem espirito de iniciativa, vivem de-
senraizadas, sonambulando de sitio em sitio, por-
que Ihes falta o senso de realizag6es para enfrentar,
cor denodo e Animo forte, os complexes problems
da vida. Ignorando os mais rudimentares preceitos
de higiene individual e coletiva, desconhecendo os
perigos que Ihes poderao advir do solo, do ar, da
Agua, do meio, enfim, que as envolve, vivem elas
descalgas e andrajosas, pelos desvaos das serras,
pelas baixadas e terrenos pantanosos do nosso
hinterland, servindo de past as verminoses, ao
impaludismo, A leishmaniose, ao tracoma, ao tri-
panosoma Chagasi, etc. Debilitados pelo impaludis-
mo; anemiados pela ancilostomiase; ulcerados pela
leishmaniose; corroidos pela sifilis; caquetizados pe-
la tuberculose; mutilados pela lepra; deformados
pela bouba; cegos pelo tracoma, arrastam-se, inani-
dos, verdadeiros farrapos humans, pelas proprieda-
des sertanejas, estendendo a mao de porta em porta,
em pleno estado de mis6ria fisiol6gica.
Como incorporar tais elements ao patrim6nio


national? Como valorizar s6cio e economicamente
o home do campo, tornando-o capaz e consciente
dos seus direitos e deveres, convertendo-o em celu-
la viva, plenamente funcionante da tessitura org&-
nica national? Como faz6-lo ftil A pAtria e a cole-
tividade, valorizando e dignificando o seu trabalho,
proporcionando-lhe, enfim, um salArio compativel
com as suas necessidades?
Instruindo-o e dando-lhe um meio fisico saneado,
higido, onde possam ter curso as suas atividades
profissionais.
Para instrui-lo, mister se faz a escola primaria. A
instruqAo primAria 6 um imperative forte, definido,
da hora em que vivemos. E a escola primfria a
chave d6sse problema, cuja magnitude tanto tem
preocupado as administrag6es clarividentes e hones-
tas, que visam o evolver da riqueza national.
Deve ser a ruralista a pioneira dessa nova cruza-
da da redengao do sertanejo.
A ruralizag~o do ensino primario, id6ia, hoje, ple-
namente vitoriosa no Pais, sobretudo no CearA, ense-
ja-se, indubitavelmente, tAbua de salvagio do home
da roga. Imbuida d6sse espirito de ruralismo, que
sera a pedra angular, bisica, do novo edificio esco-
lar a construir, a ruralista iniciara as suas ativida-
des profissionais, adaptando a nova escola ao meio
rural a que vai servir. Ao lado dos exercicios de
leitura e escrita, do ensino da lingua vernacula,
aritm6tica, geografia e atividades rurais, devem fi-
gurar noS6es de higiene individual e coletiva, sa-
neamento e profilaxia rural, contigio e meios de
transmissao de certas e determinadas entidades m6r-
bidas, que grassam, endemicamerite, no interior do
Pais. Os insetos veiculadoes do contAgio, devem
ser praticamente identificados e combatidos pelo
home do campo.
Cumpre a ruralista demonstrar, de maneira con-
vincente, a indeclinAvel necessidade, que assisted ao
home do interior, de adquirir hibitos higi6nicos,
educando-se sanitariamente. Manter-se calgado,
mesmo no service da lavoura. Adverti-lo do perigo
de se deixar picar pelos agents vectores do
contagio.
Torna-se precise, para a reabilitaglo s6cio biol6-
gica das populacges enfermicas do interior, modifi-
car o meio, saneando o ambiente, consoante as en-
demias que grassam nesta ou naquela regiAo.
Esta tarefa ja nao 6 tao facil; mais do dominio do


29-


Saude







sanitarista. Saneando, isto 6, drenando as Aguas es-
tagnadas, aterrando os alagadigos, dissecando os
pAntanos, construindo diques, desobstruindo rios.
Fazendo fossas, e, promovendo outros serviqos de
engenharia sanitAria, 6 que o Brasil conseguira mo-
dificar o meio rural, que tanto o tem amesquinhado
A luz da biologia modern.
Diante do quadro que acabamos de esbogar, co-
mo levar ao conhecimento de populag6es de hAbitos
tao primitivos, os principals postulados de higiene?
Prestando-lhe uma assistencia sanitAria, in loco,
que vise, nao s6 a cura dos infetados, portadores do
contAgio, como a proteiao aos saos, geralmente in-
cautos, expostos A contaminaCao.
Essa tarefa deve ser confiada, em grande parte, a
ruralista, cuja missao no seio das populag6es rudes
do interior, deve ter um largo raio de agao, visan-
do a educacgo, sob os seus miltiplos aspects. S6
assim poderemos combater com probabilidades de
6xito, os fat6res determinantes da decadencia bio-
16gica do sertanejo, heabilitando-o fisica, moral e
economicamente para a vida e para o trabalho pro-
dutivo, para maior gl6ria do Brasil.
-000---.

Tais problems v6m merecendo, hi dois lustros,
particular atencio do poder piblico do Pais. Hi-




Ourivesaria


S. Luiz

de L. GONCALVES

Jdias, (anetas, Relogios e

Objetos para Presentes

sao encontrados por
pre(os sensacionais


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Resid6ncia-Rua ConceiQAo, 612
Juazeiro do Norte, Ceara


gienistas e educadores em6ritos, dentro e fora dos
ministerios, tem se empenhado na consecugao da
formula ideal, que possa lograr a extingao dos males,
que apontamos. N6s o sabemos. 0 problema esti
equacionado. Lastimamos, todavia, a displic&ncia e
boa fB do poder piblico a que esti afeta a campanha
redencional do home do campo. A despeito da
boa vontade de algo instituir de proveitoso, nesse
sentido, nem por isso as medidas adotadas tem sor-
tido os efeitos desejados. Vistas voltadas para as
metr6poles, ateng6es concentradas na orla litorAnea,
desconhecem os responsaveis pelos destinos da na-
gdo a assistdncia deficitaria, quase nula, dispensada
ao home do interior que, As custas de "sangue,
suor e lIgrimas" abarrota os celeiros do Brasil.
Se o grito angustioso do agricultor pobre, que v0
a lavoura dizimada pelas pragas, do trabalhador
rural acorrentado ao leito pelos morbus insidioso e
endemico fosse tao alto quanto o da garganta grani-
tica de Paulo Afonso, Mle tamb6m geraria luz. Luz
para que alguns c6rebros se iluminassem, luz para
que enxergassem o terrivel drama, que ter por pal-
co a zona esquecida do Pais. E, talvez, despertasse
nos poderes pfiblicos a necessaria energia para que,
saneando o meio, mecanizando a lavoura, combaten-
do as pragas, dando ao camp6nio o poa e o alfabeto,
em um trabalho irduo e honest pela sua redengao
abrisse um cr6dito de confianga e reconhecimento,
no coracco generoso do home mirtir do Brasil.
- -00 - -



Alianca de Ouro Comer-

io e Ind stria Ltda,
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Maquinaria Agricola e Industrial, etc.
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Bombas, Geradores, etc.
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lio de j6ias em geral
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_ )





'


DR. GENEFLIDES MATOS
Formad, pela Faculdade Fluminense de Medicina


De t6das as cidades do Ceara nenhuma outra
possue, como o Juazeiro, caracteristicas tao eminen-
temente originals. De fato, o municipio ocupa a
menor Area do Estado onde se concentra a maior
parcela da populagio do Cariri. Contando, apenas,
quarenta e dois anos de vida independent, o Jua-
zeiro, sob diferentes aspects, march da dianteira
de t6das as suas co-irmas. Excetuando Campina
Grande, na Paraiba e Caruaru, em Pernambuco, o
Juazeiro 6, desde o Espirito Santo at6 o Amazonas,
a cidade de maior densidade demografica. Pelo fll-
timo c6mputo censitArio superou, em populagao, at6
as capitals de alguns Estados como GoiAnia e Cuia-
ba, para nao falar na velha Olinda, de Pernambuco,
na Parnaiba, do Piaui e na traditional Feira de San-
tana, da Bahia.
Aqui, portanto, se concentra formidAvel soma de
element human, na sua maioria, constituida por
brasileiros de vArias unidades da Federacio que
aqui se congrega e se irmana num esf6rgo comum
para o enriquecimento de t6da a regiAo. Essa ener-
gia ponderavel que se traduz numa escala de traba-
Iho de alta relevAncia, estA sempre a mostrar a todos
os observadores as grandes possibilidades futuras
d6ste conglomerado imenso de nortistas das mais
variadas proced6ncias que forma a populacgo da
terra do Padre Cicero.
Juazeirense, hoje, significa nao a origem natali-
cia, mas o conjunto social em que se integram nor-
tistas e nordestinos que fazem do Juazeiro o centro
de gravidade econ6mica do CearA.

Auxiliado pela fertilidade do clima e pela feraci-
dade do solo, nesta terra, talvez mais do que em ou-
tro qualquer lugar, hA uma verdadeira febre de tra-
balho que se manifesta atrav6s de tantas formas de
atividade produtora. E sedigo que o Juazeiro 6 o
maior centro de indflstrias manufaturadas do Nor-
deste. Sem dispor de apetrechos t6cnicos, o jua-
2eirense fabric os objetos de mais fino lavor so-
bressaindo-se. os trahalhos. de ourivesarias levados

_____~..._. a^^__ ___f


a todos os mercados do Pais onde nada ficam a de-
ver aos concorrentes da praga. Centenas de ourive-
sarias onde num trabalho Arduo e apurado, ope-
rArios de ambos os sexos fundem o precioso metal
plasmando-o em obras de tAo esmerada arte, de-
monstra que, o que falta ao juazeirense em maqui-
nas necessArias ao seu delicado trabalho, sobram-lhe
em inteligencia pela habilidade e finura com que
o executa.
Quem percorre as ruas de Juazeiro se surpre-
ende logo com o grande nmimero de oficinas onde
tantos e tantos juazeirenses, tantos e tantos artifi-
ces-convem frisar sempre-sem a maquinaria in-
dispensAvel, oferecem ao consume de todo o Brasil
objetos de uso dom6stico, ferramentas, joias e mui-
tas outras utilidades que jA levou um reporter a cha-
mA-la a "Manchester cearense". Facas artistica-
mente laminadas, punhais, vasos, anz6is, utensilios
de cerAmica, cigarros, pregos, grampos para c6rca,
bijuterias e ferramentas de cutelaria, artefatos de
palha, broches, an6is, pulseiras, sem falar na indfs-
tria do couro, cujos objetos, pela perfeigao com que
sao confecionados, fazem concorrAncia em todos os
mercados do Pais. Sapatos, cintos, bi6sas, malas,
valises de todos os tipos, alpargatas, pastas, bainhas
para facas e rev6lveres, enchem o b6jo pesado dos
caminh6es que, diariamente, partem em vArias di-
reg6es da PAtria imensa.
De passage, certa vez, por Blumenau, tocou a
minha emogao e o meu orgulho de juazeirense en-
contrar em uma vitrine daquela cidade catarinense,
espol6tas de papel aqui fabricadas. E note-se que
Blumenau 6, em proporg~o, industrialmente supe-
rior a Sao Paulo, possuindo importantes fAbricas,
inicas em t6da a Am6rica. Esta lisonja 6 tanto mai-
or quanto se sabe que o Juazeio tem sido uma cidade
posta A margem pelos poderes p~iblicos. Tudo aqui
6 feito pelo povo de forma surpreendente e provi-
dencial. Haja vista o Convento dos Franciscanos,
obra gigantesca em proporgao e engenharia onde jA
foram invertidos nada menos de tr6s milhoes de
cruzeiros conseguidos exclusivamente de esmolas.

De municipio reduzido, com rendas insuficientes A
execucio dos grandes pianos administrativos que a
cidade estA constantemente a requerer, o Juazeiro
ter, nao obstante, crescido por si mesmo, pela ope-
rosidade dos seus filhos, que sao, como jA disse, to-


J ta'iis do rJ







dos os que aqui vivem, sob a inspiracgo do seu gran-
de Patriarca-o padre Cicero Romao Batista.

A vista de melhores vias de comunicag~o entire o
Cariri e a capital o com6rcio de Juazeiro se faz,
quase que exclusivamente, com as cidades de Per-
nambuco e Paraiba, quando nao importa diretamen-
te das fAbricas do Sul do Pais. Mais de trezentas,
firmas de grande importAncia formam o com6rcio
local que s6 mesmo 6 superado pelo da capital do
Estado. Desta falta de intercambio commercial entire
o Cariri e Fortaleza result, tamb6m um afastamen-
to das cidades desta regiao no que tange ao aspect
intellectual e politico.

Poucas v6zes o Juazeiro teve oportunidade de en-
viar os seus representantes ao Legislativo Estadual,
pelo que nao ter tido possibilidades de fazer o
encaminhamento das suas prementes necessidades.
Mas, tudo indica que, com as grandes iniciativas fe-
derais da abertura de verbas destinadas ao abasteci-
mento dAgua A cidade, de ultimagAo e manutengao
do Hospital Regional, da extensao dos fios da hi-
dro-el6trica do SAo Francisco, dentre em breve a
cidade menina multiplicarA o seu progress e o
seu desenvolvimento.

Em mat6ria de assistencia social, nao se acha su-
ficientemente aparelhada para promover um serving
efetivo a sua grande populacgo. Atualmente, ape-
nas um P6sto de Higiene e um outro da Legiao Bra-
sileira de Assist6ncia prestam, dentro dos seus par-
cos recursos, servigos A indig6ncia. Mas, um gran-
de Hospital com capacidade suficiente para levar a
t6rmo uma assist6ncia generalizada, estA em vias de
conclusAo e, em breve tempo, um amparo assisten-
cial amplo e eficiente poderA ser oferecido a t6da
a gente da regiao.
0 Juazeiro no campo educational se acha 6tima-
mente servido com sua Escola Profissional dirigida
pelos Salesianos que aproveita as tenddncias inatas
da crianga para as artes; pelos seus Grupos Escola-
res e Municipais; pelos seus Patronatos e Orfanatos
que abrigam os pequeninos desvalidos, sem pais
e sem lar; pelos seus Ginasios que plasmam a for-
magdo da mocidade feminine e masculina da cida-
de; pela sua Escola T6cnica de Com6rcio que for-
ma os doutores da cidncia contAbil; e, notadamente,
pela sua Escola Normal Rural que teve o m6rito
de ser a primeira, no g6nero, criada no Pais e que
comemora agora, com o relevo devido, o vig6simo
aniversArio de fundagAo. A Escola Normal Rural
de Juazeiro nestas duas d6cadas de sua fecunda exis-
tincia tem tido uma significagAo profunda nao s6
para o Nordeste onde infiltrou o verdadeiro espirito
ruralista ensinado ao home do campo a cultural
cientifica do solo em substituicgo aos velhos m6-
todos rotineiros e empiricos mas, sobretudo, para o
Juazeiro que nela baseou apreciAvel parcela de seu
desenvolvimento intellectual, econ6mico e social.

Anualmente o Juazeiro 6 visitado por milhares de
pessoas vindas de todos os Estados limitrofes que
aqui v6m prestar a sua homenagem A mem6ria
pranteada do seu Fundador e venerar sua grande


Padroeira, Maria Santissima Senhora Nossa. As ro-
marias, por6m, perderam completamente o carAter
de fanatismo que Ihe atribuiram, para isso concor-
rendo a acgo constant e dedicada dos sucessores
do padre Cicero num trabalho psicol6gico de reedu-
caqao religiosa. Nio foi e nem 6 fanatico um povo
que luta pela defesa da sua integridade ou vibra
pela demonstragAo de sua fM. O Juazeiro que foi
a Fortaleza em 1914 impor a sua vontade e desapiar
do poder um gov6rno parcial e, portanto, injusto, 6 o
mesmo Juazeiro que, o ano passado, fez A Imagem
Peregrina de FAtima uma recepgSo nao superada
em parte alguma do mundo. O Juazeiro 6 uma ci-
dade pacata, ordeira, onde uma grande populagAo
constituida na sua totalidade por obreiros humildes
por6m disciplinados e inteligentes, forjam uma
grande terra que tem sido motivo constant de ad-
miragdo. E, como se fhra um patrim6nio de valor
inestimAvel deixado pelo padre Cicero para ser pro-
tegido e guardado com desvelo e carinho. Por isso
6 que, nas grandes s6cas que peri6dicamente asso-
lam o Nordeste, o 6xodo de sua populag~o se faz num
indice quase insignificant e mesmo aqueles que,
forgados pela inclem6ncia, daqui se retiram, aqui
novamente retornam para lutar e veneer a pr6pria
Natureza. Dir-se-ia que, 1A do alto, a voz conselhei-
ra e amiga, cheia de bondade e de f6 do Taumaturgo
de Juazeiro estivesse constantemente a arrebanhar
os seus filhos espirituais.
Nenhum comentArio s6bre o Juazeiro, nenhuma
apreciacqo sincera s6bre esta grande terra se pode-
rA fazer, sem exaltar o nome do padre Cicero Ro-
mno Batista. Porque, al6m do merito de fundar, ele
s6, uma cidade como esta, o padre Cicero foi, irre-
fragAvelmente, uma sintese magnifica das mais altas
virtudes que podem alcandorar a vida de um home
e de um sacerdote. A despeito de qualquer opiniao
em contrario, o padre Cicero foi, na terra, um gran-
de home e 6, no C6u, certamente, um grande santo:
Um dia o povo lhe quis ser grato prestando-lhe uma
homenagem merecida e mandou construir uma es-
tAtua de bronze que fincou em praga piblica para
eternizar a mem6ria do seu Patriarca. Mas, mesmo
assim, o povo nao foi just. Porque o padre Cicero
nao merevia uma estAtua de bronze. O padre Cice-
ro merecia uma estatua de ouro!





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Exal1Ia&o


HUGO CATUNDA
Director do Ensino Rural

Lentamente, vinte anos se escoaram pelos caminhos da vida.
Recordar o dia em que eles comegaram
a desfilar no calendario do tempo, nio
6 apenas evoca-lo para os devaneios su-
aves do espirito. A mais que isso, por-
que 6 a exaltaio de uma hora que se
revive, um event que volta, como se o
entusiasmo do idealismo e da f6 tivesse
realizado o milagre de tornar contempo-
rAneo um acontecimento que mergulha
gna bruma de dois longos decnnios. Na
Snossa mente, torna a ser present o que
era passado, pois que, na transcorran-
cia do tempo, ainda brilham as idWias cor a continuidade de uma
chama votiva.
Por isso, a data da fundagio da Escola Normal Rural de Juazeiro
do Norte deixa de ser um simples registo cronol6gico, para assinalar o
triunfo de uma cruzada de educagio renovada e consciente, na qual se
congregaram as energies fecundas do ideal, criando novas formas de
vida, abrindo caminhos a novas redenc5es, norteando outros destinos
mais largos e mais nobres.
Vinte anos de ideal e de lutas que marcam, no campo da educa-
co das populag5es sertanejas, a separag~o de duas epocas .Uma que
ficou long, recuada e vencida, numa curva do passado, cor o seu ver-
balismo initil e a sua rotina estacionaria e desajustada. Outra, a que
surgiu cor as claridades de uma renovagio e a consciencia profunda
das realidades humans e tel6ricas do meio rural ,inspirando ao ho-
mem do campo outra attitude diante da terra que Ihe cumpre valorizar
e enriquecer pelo trabalho racional e produtivo, multiplicando-lhe os
frutos ,numa opulencia de searas fecundas.
Foi para realizar esta missao, que o entusiasmo pioneiro de Mo-
reira de Sousa, de Placido Castelo e Amilia Xavier criou, no sope das
rampas do Araripe ,a primeira escola normal rural do Brasil-a Esco-
la de Juazeiro-que eu vi nascer, numa festa cantante de esperanga,
cuja ressonincia musical-vinte anos passados-ainda ouco de long,
por entire as alegrias alvorogantes e consoladoras deste dia comemora-
tivo em que o idealismo triunfante celebra as gl6rias das suas con-
quistas, projetando-se para o future, num anseio generoso de redencio
e de grandeza.
33-









* ATUALIDADE DAS ESOOLAS NORMAIS RURAIS



20o. anivers6rio da Escola Normal
Rural de Juazeiro do Norte
J--. MOREIRA DE SOUSA N
(T6cnico de Educav&o)
c*/ ^,~~~3 ~


Ha vinte anos, quando se falava, no Brasil, em
escola rural era um escandalo: nao devia haver
diferenga entire escola urbana e escola rural. Recla-
mar uma escola normal rural, para formag~o ade-
quada de profess6res que se destinassem A educag~o
das populag6es rurais, ajudando-as a resolver os
seus problems e a melhorar o seu padrdo de vida,
constituia verdadeira heresia pedag6gica.
Foi um ato de coragem inaudito a criagdo e ins-
falag~o da primeira escola normal rural do Brasil.
E onde? No CearA. E em que parte do Cear?. No
Jia-zeiro do Padre Cicero.
Essa escola se plantou sob as b6ngaos do povo e
ter vivido abengoada por quantos experimentaram,
atf hoje, a influ6ncia de seus ensinamentos.
Atualmente, nao 6 mais novidade escola normal
rural, no Brasil; criaram-se dezenas delas, nestes
quatro lustros decorridos, desde quando a 13 de ju-
nho de 1934, debaixo de uma Arvore, A falta de pre-
dio apropriado, para comportar a multidao que a-
comnpanhava- o acontecimento, foi dada a aula inau-
gural -dbsse educandArio que constitui um titulo de
gl6ria para o Pais.
Faz um ano, Lourengo Filho, o educador que to-
dos n6s admiramos e estimamos, escreveu long tra-
balho, hoje traduzido em ingl6s e francs, por soli-
cita4ao da UNESCO, s6bre a formag5o do professor
das zonas rurais, no Brasil, dedicando a Escola Nor-
mal Rural de Juazeiro varias paginas, em que fo-
calizata a preemin6ncia da iniciativa levada a efeito
no Ceara e o carAter civilizador da instituigao, que
tantos beneficios ter derramado no seio das popu-
lag6es atrasadas do nordeste brasileiro.
O Minist6rio da Educagao tem dado, desde a ad-
ministragao Clemente Mariani, no gov6rno do Ma-
rechal Eurico Dutra, ateng~o especial A construgao
de escolas normais rurais, merecendo 6sse assunto
especial. carinho, na gestAo de Anisio Teixeira, A
frente, no moment, do Instituto Nacional de Estu-
dos Pedag6gicos.
Ainda agora, no ano em que a Escola comemora
o seu 200 aniversArio de existdncia e de atividades
proficuas, o Diretor do INEP beneficia-a com auxi-
lio..financeiro, para que sejam melhoradas as suas
instalag6es e se ponha ela em condicges de tender
da melhor maneira, As candidates que a procuram,n
oriundas da pr6pria regiao a que serve.

-- ___________________________ 0


Neste ano de 1954, quando a Escola Normal Ru-
ral de Juazeiro festeja, triunfalmente, a sua sobrevi-
vdncia atrav6s de mil escolhos e dificuldades, 6
grato assinalar, como testemunho do ac6rto da ini-
ciativa que sofreu tantas restrig~es, a ianuguragao
da Escola Normal Rural Interamericana, em Ribio,
na Venezuela, organizada e instaladaa sob o patro-
cinio das Naq6es Unidas, pela Organizagao dos Es-
tados Americanos (Uniao Pan-Americana).
A Escola Normal Rural Interamericana tem por
objeto preparar equipes de mestres que possam
constituir, em seus respectivos paises, o n6cleo do-
cente de uma escola normal rural.
Para determinar as bases do program da Escola
Normal Rural Interamericana, considera-se o
seguinte:
1 A fungdo da escola rural na America
Latina.
2 A formacgo do mestre rural.
A Escola Normal Rural Interamericana desen-
volvera em seus alunos:
1 a compreensao dos prQblemas da vida rural
na Am6rica Latina;
2 o conceito de que a educagao rural pretend,
al6m da formagdo cultural, a melhoria social
e econ6mica;
3 a eficacia t6cnica e a responsabilidade pro-
fissional;
4 a disposicao para promover a reform e
generalizacao da educaglo rural.
Antes da instalagAo da Escola Normal, em Ribio,
houve um seminnrio constituido de delegados de t6-
das as naq6es latino-americanas, tendo o Brasil en-
vidado atW ali o seu representante, para debaterem
a assentarem o regulamento e programs da insti-
tuig~o.
NAo deixarei de acrescentar que a Escola Normal
Rural Interamericana era para funcionar no Brasil,
lugar anteriormente escolhido pela OEA. Raz6es
inexplicaveis e injustificaveis levaram-nos a perder
essa grande oportunidade.
Presentemente, esta o INEP selecionando duas
equipes, para mandar a Ribio, onde estA a Escola
em pleno funcionamento.


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Saudacao a Imagem Peregrina


proferida por Mons. Jose Alves de Lima, por ocasiao de

sua visit a esta Cidade no dia 15 de dezembro de 1953


AVE, MARIA !

A Fortaleza da Assung~o, mais uma vez, coman-
da civica e religiosa o excepcional cortejo da Vir-
gem Peregrina de Fatima, at6 a Fortaleza ind6mita
do Rosario de Maria, em Juazeiro do Norte!
Como justificar tamanhas prerrogativas, hoje, no
dia 15 de novembro, memoravel nos fastos de pura
brasilidade e de vibrag6es cat6licas!
E que, branca e serena, Ela surge para nos aben-
goar, vestida de branco, mAos singelamente unidas,
olhar sereno sereno, em verdadeira attitude de pre-
ces e concentrag~o. R a b6ngdo exceptional da nos-
sa Mae do C6u e da terra!
Transpusestes, agora, oh! Virgem de FAtima, o
nosso marco-monumento-vestibulo aberto, ao ar li-
vre-por entire casarios pobres e luxuosos da nossa
urbs! Damos-Vos acesso, com abundAncia de
coragdo!
O velho chao em que esta construido e alicerga-
do, revela a consist6ncia calcarea que afrontara as
idades vindouras e que imorredouramente, falarao
de vossa excelsa visit ao Juazeiro do Norte!

E bem emocionante esta lembranga e, o iinico
interessado nao 6 s6mente o home viajor e fugaz;
ela, atingira in totum o nosso Ceara, tantissima v6-
zes, calcinado pelo signo atroz do sofrimento e das
experimentag6es duras e insofridas.
A id6ia do sacrificio, pois, jamais afastara o nosso
espirito dessa gloriosa jornada de paz de que sois
tipica medianeira!
Se 6 certo que "a hist6ria 6 a ci6ncia dos fatos
que tem uma posteridade"-V6s, oh! Virgem de
Fatima, sereis a dominadora dessah ist6ria! Surgi-
rao de certo, dias maravilhosos, senao gloriosos, de
vossa augusta missao, aqui neste vale de lagrimas!
E FAtima e, com Fatima, soergue-se a velha Lusi-
tania, desfrtuando o saldo enorme de que dispunha
no balango das contas do Eterno. E a gratidao divi-
na se manifetsou novamente!
Novo prodigio! O primeiro ciclo hist6rico inau-
gura-se com o Cristo. O segundo, com a Virgem, a
Mae do mesmo Cristo!
Eis o relato de um escritor patricio: "Corria a
era de 1917. Culmina os caos. De extreme a ex-
tremo a nagao 6 um pandemCnio. Political, finan-
gas, crencass, tudo se desmorona. E a vertigem.
E a desolagao. n o delirio. Certa manha, a 13 de
maio, 3 humildes pastures pascentam os seus reba-
nhos de ovelhas, na serra de FAtima, diocese de Lei-
ria. Meio dia, a pino. De repente, a menina L6cia


de Jesus, a mais velha dos zagais, contando apenas
10 anos, v8 sob uma azinheira uma senhora de rara
beleza. RelAmpagos no c6u claro aumentam o es-
plendor solar. As criangas tonteiam ante o fulgor
da luz, que serve de halo A visao sobrenatural. Lu-
cia anima-se e vai ao encotnro da Aparigao. Esta
pousa nos olhos imortais da past6ra, as pupilas bem
aventuradas. E, num timbre de voz incomparavel,
a visao fala: "SOU A SENHORA DO ROSARIO".
"Vireis aqui, todos os meses, no dia 13 e, a esta ho-
ra. Sbmente no iltimo encontro eu vos direi o que
quero. ePgamos pela salvag~o dos pecadores". "Co-
mo Bernadette em Lourdes, Lucia guard carinho-
samente as palavras sagradas. Apesar de todos os
obstaculo, os 3 pequenos pastures voltam ao mesmo
lugar e, durante 6 vezes a Virgem lhes fala.

A noticia se propaga. Seguem-se peregrinag6es
e comegam as maravilhas. Sao curas de corpos e
de almas! A Igreja abre rigoroso inqu6rito e veri-
fica a autenticidade dos fatos extraordinArios. Por-
tugal reedita o milagre de Franca. O que ocorrera
em 1858, no contraforte dos Perineus, as margens
do Gave, repete-se agora nas encostas de um serra
portugu6sa. E a pouco e a Naqao inteira que, em
p6stito colossal, em procissao de penit6ncia e de f6,
se dirige ao local santificado pelos passes da mais
privilegiada de t6das as criaturas. R a nacionalida-
de inteira mergulhando de novo, no oceano sagrado
da crenga, que a f6z grande e imortal. O novo san-
tuario da Virgem, a nova basilica 6 a forja milagrosa
onde se retemperou a alma forte da nacionalidade".
Juazeiro do Norte! Ergue-te e contempla alvis-
sareiramente o teu passado de 19 anos!
Era uma amistosa e intima convivencia, num
s6 pastoreio de espiritualidade, presidida por um
anciao, filho da mesma gleba-O padre Cicero Ro-
mao Batista. Todos os seus ensinamentos catequ6-
ticos voltavam-se para a excelsa Rainha das Dores,
preconizados num recital perene de amor, a trans-
luzir nas contas aurifulgentes do Rosario da Mae de
Deus.
0 seu Evangelho, lido e comentado diariamente,
A sua gente, era bem a genuina expressao do Rosa-
rio de Maria! Honra lhe seja, pois, nesta hora em
que a soberana Rainha dos C6us recebe do seu povo,
em terras de Juazeiro, a terra vivida pelo padre
Cicero Romao Batista, as manifestag6es de todo seu
amor filial.
Tudo pois, 6 grande em uma terra tao pequena,
como tudo 6 estupendo em um povo tao humilde,
obscure e an6nimo, assim nascendo, mas agitando-









Nobre


Misscao


PROFESSOR JOAQUIM PINHEIRO TELES
Fiscal da Escola Normal Rural de Juazeiro e Delegado Regional de Ensine.


A missao a desempenhar pelo professor primA-
rio nos dias atuais 6 das mais nobilitantes e tamb6m
das mais graves. Efetivamente, sobre os seus om-
bros pesa a grande responsabilidade de instruir e
principalmente de educar as geraq6es que se iniciam
para a vida. Esta tarefa, que antigamente era divi-
dida com os pais, hoje, por circunstAncias vArias,
esta entregue tao sbmente ao professor. Rle tem
que ser antes de tudo o Educador. Nao pode se li-
mitar apenas a doutrinar e ensinar, tera que con-
formar e modelar aqu6les que Ihe forem confiados.
Para bem desempenhar tais misteres precisa o pro-
fessor encarar cor verdadeiro senso de responsabbi-
lidade a sua tarefa. Este dever do professor primi-
rio 6 bastante complex e por ser muito vasto, com-
porta vAias diversoes. Em primeiro lugar temos
o dever do estudo, o qual sendo ou nao cumprido
determine o realgamento ou o apagamento dos co-
nhecimentos indispefisAveis ao verdadeiro mestre.
Muitos professores julgam que os conhecimentos re-
cebidos nas Escolas Normais sao necessArios e sufi-
cientes para o pleno exercicio do magist6rio pelo
resto da vida. Nao procuram evoluir, estar em con-
tato cor o desenvolvimento das ciencias, o que con-
segue atrav6s da leitura. Tern que er o professor
um eterno estudante, um verdadeiho "scholar",
queimando cotidianamente as pestanas nos livros.
HA ainda outros deveres essenciais, tais como a assi-
duidade e a pontualidade. 0 professor tem que ser
pontual, se nao por outras razoes, pelos menos pa-
ra o bom exemplo aos seus alunos. Sendo o mestre
impontual levara os alunos A mesma falta, o que vi-
rA desorganizar a vida da escola. Do mesmo modo
a falta de assiduidade causa id6nticos males.
O professor primArio tem 8stes graves deveres a
cumprir, mas em compensagio aufere tamb6m van-
tagens e recompensas, de diversas ordens, como
sejam: intelectuais, espirituais, materials, etc.
A maior vantage intellectual que o professor
conquista 6 o aprofundamento dos seus conhecimen-
tos, uma vez que para ensinar l6e tem que aprender
e para aprender precisa estudar. Para ministrar
uma atla na verdadeira acepaio do termo, tem o
professor que planejA-la e para isto precisa meditar
s6bre o assunto, dar, por assim dizer, um balango nos
seus conhecimentos, tendo entAo que se entregar ao
estudo, adquirindo novos conhecimentos ou conso-
lidando os que jA possui.
Com o aprofundamento dos estudos aparecem
as vantagens espirituais. Pois jA diz o velho adAgio
-que: "A ciencia s6 nos afasta de Deus quando 6 pou-
ca; mas se f6r muita, D6le nos aproxima".


Aumentando os seus conhecimentos o professor
aproxima-se da verdadeira ci6ncia, adquirindo assim
a paz de espirito indispensAvel ao verdadeiro mestre,
HA ainda uma recompensa que reputamos muito
importante-6 a consciencia do dever cumprido.
Todo professor que desempenha com crit6rio as
suas grandes obrigag6es desfrutara grande tranqui-
lidade interior o que 6 uma grande recompensa.
A dignidade do magist6rio se elevard cada vez
mais A proporgao que a sociedade for prestigiando
a situagao do verdadeiro professor, assegurando-
a situag~o do verdadeiro professor, assegurando-
Ihe o indispensAvel bem-estar e elevando-o A altura
das suas fungoes.
um grande inconvenient para a sociedade que
individuos pessimistas, sem verdadeira vocagao, a-
bracem o magist6rio, para lidar corn criangas sem
amA-las; devem ser professor, tao s6mente, aqueles
que podem cumprir por vocaq~o uma tarefa que 6,
entire t6das, a mais honrosa e nobilitante.
-i ---- --

Ourivesaria
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JI










0 Ginasio Santa Teresinha de Juazeiro do Nonte


FE _,Es


Ao contemplar, desapaixonadamente, o progres-
so da instruqdo secundaria em nossa Juazeiro, sen-
timos a confortadora esperanga de ja haver atingido
um nivel bem elevado e que nao muito longe esta-
mos de alcangar a vanguard das cidades cearenses
no setor educational.
I Procurando ver e sentir a luz da realidade, desco-
brimos entire outros estabelecimentos notAveis, onde
a educag~o 6 ministrada com muito carinho e apro-
veitamento por parte dos alunos, o Ginasio Santa Te-
resinha de Juazeiro do Norte, esta joia de fino quila-
te, que vem prestando ao povo cearense uma contri-
buig5o valiosa, no que diz respeito A educacgo
feminine.
0 GinAsio Santa Teresinha iniciou as suas ativi-
dades escolares nos albores de 1948, e gragas a ope-
rosidade da sua Diretoria e o m6todo pedag6gico
adotado pelos seus mestres, vem merecendo t6da
consideragao dos pais cearenses, que observam o
grau de aproveietamento das suas filhas e a educa-
cqo elevada que recebem, tornando-as capazes de
frequentar a mais exigente sociedade fina e crista.
No desejo de colhermos dados para uma repor-
tagem especial, para a nossa revista, procuramos ou-
vir a provecta educadora, profess6ra Joaquina Gon-
galves Santana, que ocupa o cargo de secret.ria da-
quele educandArio, que nos acolheu com simpatia,
procurando tender com solicitude e acatamento as
nossas pretens6es.
Visitamos os sales de aulas. Dentro das normas
pedag6gicas os sales de aulas, sao ventilados e ilu-
minados corretamente. O mobilidrio novo e confor-
tavel. Os profess6res ministram as suas aulas con-
tentes por que, conforme verificamos, as alunas sen-
tem-se bem ao lado dos seus mestres. Um silencio
profundo domina os sales de aula durante a perma-
nencia dos profess6res. As alunas atenciosas ouvem
caladas t6das as explicag5es ministradas. Ficamos
surpreendidos cor tanta ordem e discipline. Visi-
tamos os gabinetes de Fisica, Quimica e Hist6ria Na-
tural, todos corn os instruments e aparelhos neces-
sArios ao equipamento escolar.
Nao podemos deixar de salientar uma particula-
ridade da nossa visit. Ao penetrarmos no salAo re-
feit6rio, fomos surpreendidos com a hora do lanche.
As meninas dispostas, cor as suas merendas sucu-
lentas e apetitosas gentilmente nos convidaram para
tomar parte naquela refeig~o. Jovens fortes e ro-
bustas nos disseram que naquele ambiente sentiam-
se A vontade como se estivessem na residencia dos
seus genitores. Adiantaram-nos ainda: "aqui se
come bem e A vontade". .
Procuramos obter ainda, algumas ilustracies pa-


ra a nossa reportagem, principalmente de ndmero
de matriculas, corpo docente e ainda, quais os meios
empregados pela Diretoria do Ginasio para ilustrar
e former a personalidade das educandas.
Segundo declarou a nossa entrevistada, professb-
ra Joaquina Gongalves, a matricula atualmente estA
cor um quociente bem elevado de alunas no Curso
Ginasial, Curso Dom6stico e no Cruso Primario.
O corpo docente consta de ilustres figures do ma-
gist6rio juazeirense destacando-se: Dr. Possid6nio
Bem, Dr Geneflides Matos, Dr. Edvard Teixeira Fer-
rer, Mons. Jos6 Alves de Lima, Profess6res: Ale-
xandre Moreira Passos, Lap6rcio Moreira, Joao Li-
ma, Robinson Xavier de Oliveira, Heloisa Coelho
Alencar, Maria Germano Magalhaes, al6m de outros
que v6m emprestando o valor da sua inteligencia
na formagdo intellectual de uma mocidade estudio-
sa e educada.
Ocupa, atualmente, a diregco deste conceituado
Ginasio a profess6ra AmAlia Xavier de Oliveira, que
vem distribuindo as luzes do saber A juventude que
Ihe esta confiada.
VArias instituig6es escolares vem incentivando e
desenvolvendo a educaqAo das ginasianas. Sess6es
civicas sao ordinariamente realizadas nas datas co-
memorativas a qualquer feito hist6rico. A Dire-
tora, desejando dar uma formagao aprimorada A per-
sonalidade das suas educandas, procura viver em
contato cor as mesmas, no sentido de modificar as
suas attitudes, elevar a sua mentalidade, desenvol-
ver as aptid6es inerentes A pr6pria individualidade
das alunas.
Aulas de moral e religiao sao frequentes e extra-
escolares, no sentido de educar e aperfeigoar o ca-
rater. DiAriamente as alunas assistem ao sacrificio
da Missa, comungando em grande parte. Acha-se
atualmente, como capelio do GinAsio o Revmo. pa-
dre Ant6nio Feitosa, coadjuvado pelo Vigario Mons.
Jos6 Alves de Lima, que preenche as lacunas veri-
ficadas pela ausencia do capelio.
Passar um pouco de tempo em contato cor uma
pl6iade de educadores como os que ministram a edu-
cacao e a instrug~o as alunas do GinAsio Santa Tere-
sinha 6 sentir um enl6vo sobrenatural que nos anima
a prosseguir na campanha nobilitante de educar o
brasileiro de amanhA, porque vemos que deste vi-
veiro de esperanga, desta colm6ia de civismo saem
de fato, jovens escudadas na fe, retemperadas na
moral crista, aptas a viver em contAto corn a socie-
dade, dando o exemplo dignificante de models de
moga fidalga, que honra com a sua educagao e as
suas virtudes cristas o nome insigne da sua familiar
e da sua Patria.


.388


____ _. .. _.__ j_ __









RECORDANDO...

S...P.ROFA. ISA DE SOUSA FIGUEIRiDO
.- .. -_- = -Ex-aluna da E;cola Normal Rural de Juazelro do Norte


O Natal do Menino Jesus foi um grandiosissimo
acontecimento predito e esperado durante muito
tempo por t6da a humanidade. Entretanto, quando
o caso passou do "piano" da profecia para o da rea-
lidade, surgiu logo a descrenga de uns, e a ddvida
de outros.
Alguns pastures, exaustos do labor do dia, dormi-
tavam deitados na relva, atentos aos menores ruidos
das suas ovelhas.
A noite ji ia long, quando slo 6les despertados
por enorme claridade e um anjo que lhes anunciava
a chegada do nosso Salvador e convidou-os a ir a ci-
dade de Bel6m para render ao Rei do Universe, o
seu preito de vassalagem.
Obedientes A voz do Anjo, seguiram os pastures
guiados pela estr6la, que os levou at. a gruta, onde
se encontrava o Menino Jesus no presepe, no meio
dos animals, adorado por Sio Jose e Maria Santis-
sima ...
Depois de cumprido 6ste dever, voltaram os pas-
t6res ao campo, onde tudo se achava em ordem, e,
como se nada acontecera, deitaram-se novamente e
adormeceram at6 outro dia, quando foram desperta-
dos pelo sol alto. Voltando a seus labores, contaram
o ocorrido, mas ningu6m lhes deu crenga porque
diziam 6les, se f6sse verdade, o anjo teria ido avisar
aos "sacerdotes" e nio a pobres pastures.
Isso tamb6m aconteceu com a Escola Normal Ru-
ral de Juazeiro do Norte-foi anunciada e muito
tempo falada e esperada a sua fundagAo por espiri-
tos 16cidos e altruistas que nio pouparam esforgos,
no sentido de former para receber condignamente
tdo feliz event. Mas, infelizmente, nem t6das essas


Farmacia

Santa Luzia
E a Farmfcia preferida pe-
los ricos e pobres, porque
vende pelos melhores pre-
ios, produtos recebidos di-
retamente dos Laborat6rios
e atende com presteza A
freguesla.
Rua Sta. Luzia, 423-Juazeiro do Norte- Ceard


sementes cairam em terreno f6rtil e assim foi que
criaturas invejosas e espiritos maus iniciaram sua
campanha desfavorivel com ditos jocosos "Esta Es-
cola s6 ensina a plantar batatas" ... "iT uma escola
vagabunda que s6 ensina agriculture e ainda ...
sem m6todo!..."
Cada dia que passava aumentavam as piadas pi-
cantes, as informag6es err6neas. Para essas pessoas
"nada" da Escola tinha valor e procuravam fazer
essas noticias cheias de despeito e maldade, atraves-
sar o espago com a velocidade do pensamento.
Quando a Sra. Diretora organizava uma festa es-
colar diziam logo: "As alunas da Escola Normal Ru-
ral vao formar-se em dangarinas", "tudo nessa Esco-
la 6 fantasia" ... e assim aproveitavam, os desocu-
pados t6das as oportunidades para depreciar a nossa
Escola Normal Rural. Entretanto, corn a graga de
Deus, quanto mais se procuravam destruir obra de
tdo grande valor, mais ela progredia, mais o seu no-
me se elevava e mais se celebrizava.
Aproximava-se a said da la. turma, em 1937, e
os interessados pelo desaparecimento d6sse temple
abenqoado espalhavam que as mogas nio receberian
os diplomas e, se os recebessem seriam nulos; que
jamais conseguiriam nomeag6es e muitas outras in-
formarges d6sse teor.
Vinte anos j& se foram e as mesmas criaturas que
se preocupavam em rebaixar essa "fonte maravilho-
sa", sao hoje as primeiras que procuram ficar na
linha de frente, elogiando-a, enaltecendo-a quebran-
do "langa" para o seu maior progress. Sera que a-
briram os olhos da intelig6ncia?!



Ourivesaria Santa Luzia
De JOSE' PEREIRA NETO


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pelos


vende ouro e prata
melhores preVos


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absolute responsabilidade
RUA SAO PEDRO, 513
End. Teleg. ALMORAIS
I II . .. I "1






(Conclusfo
-se titAnico, neste pedago do glorioso CearA, para
saudar a preclara Virgem de FAtima!
Data venia-devo salientar, no moment, oh!
Virgem de FAtima, num simbolismo de amor, a ri-
queza dos nossos coraq5es agradecidos, esculpidos
no ouro de lei das nossas minas brasileiras, e, pere-
nizados nesta triplice recordacqo de um povo, d'alma
sertaneja forte e resistente..
Recebei, excelsa Virgem de FAtima, esta chave
de ouro de lei que vos oferece a Mulher Cat6lica de
Juazeiro. E todo um lar consagrado A Rainha do
C6u! Com ela podeis penetrar no grande arsenal
das suas consci6ncias para purifica-las. E vossa!
Recebei, oh! Virgem de FAtima, 6ste coragao de
-..


Sapataria

Pe. Cicero
Joao Alves
da Costa
Rua Sdo
Pedro, 397
JUAZEIRO
CEARA'


Complete sortimento de
calqados para homes, se-
nhoras e crianCas. Sorti-
mento de artefatos de cou-
ro em geral; pastas, bolhas
malotas, estojos para joa-
Iheiros, grande sortiimento
eesportista como sejam:
bolas, camaras de ar, bom-
bas, tornozelos, camisas,
meias, etc.


Juazeiro do Norte, Ceari


da pAgina 36)
ouro de lei. R um memorial das nossas jovens cat6-
licas juazeirenses, numa consagragao espontAnea e
rica dos seus corag6es juvenis, A Virgem Imaculada
para que blindeis nas constantes refregas Arduas e
indecisas de temperamentos recalcados. R tamb6m
vosso!
Recebei, oh! Virgem do Rosario de FAtima, &ste
t6rgo de ouro de lei, numa oferenda espontanea dos
homes cat6licos do Juazeiro, sempre na maior con-
vicdao de que, com o dedilhar unissono das suas
contas nenhum inimigo resistirA as setas sagradas,
partidas de coracqes entrelaqados-Cor Jesu et cor
Mariae.
Recebei, oh! Virgem do Rosario de FAtima, esta
derradeira oferenda de amor e gratidao sintetizado
na pureza angelical dos seus corag6es femininos,
porque parte efervescente das duas alas educacio-
nais: Ginasio Santa Teresinha e Escola Normal Ru-
ral! 6 uma revoada c6lere de pombos e passaros
nativos, que na mudez do seu entusiasmo adejam o
C6u juazeirense, ligados em suas poderosas asas,
comboiando assim, o duplo espirito de oragao e pe-
nit6ncia deste povo bom e cat6lico de Juazeiro do
Norte.
Entrai, abengoai e renovai a face moral e espiri-
tual do povo da nossa Par6quia, para que 6le saiba
constantemerte cantar os vossos louvores sagrados,
conservando no escrinio da sua alma, esta recon-
fortadora lenbranga da Virgem de FAtima.
Juazeiro 6 todo vosso e unicamente vosso!


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Hist6rico da Escola Normal Rural de


Juazeiro do Norte


1934


-1954


PROFa. MARIA ASSUNCAO GONCALVES
Secretaria da Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte


Hist6rico A Escola Normal Rural de Juazeiro
foi criada pelo Decreto 1.218 de 10 de janeiro de
1934, pelo entao Interventor Federal no Estado,
Cap. Roberto Carneiro de Mendonga. Foi conside-
rada official pelo Decreto 1.278 de 11 de junho de
1934.
A id6ia da criagao no Estado, de uma Escola Nor-
mal Rural, que viesse contribuir para a adaptagao
e fixacdo do home ao meio, capacitando-o, por u-
ma instrugco adequada a ser um factor positive na
produgdo e desenvolvimento econ6mico, cabe ao
Dr. Joaquim Moreira de Sousa, ilustrado e dinAmi-
co Director da Instrucgo Pfiblica naquela 6poca. A
fim de levar avante a sua id6ia, o sr. Director procu-
rou consultar alguns elements das principals cida-
des do Ceard, no sentido de localizar a nova Esco-
la numa dessas cidades. D. AmAlia Xavier, que se
achava naquele tempo em Fortaleza, a servigo da
Diretoria de Instrugao, dirigiu-se, entao, ao Dr. Mo-
reira de Sousa, dizendo da possibilidade de ser fun-
dada a referida Escola em Juazeiro. Confiadamen-
te, D. AmAlia escreveu ao Dr. PlAcido Aderaldo Cas-
telo, entao Juiz de Direito de Juazeiro, expondo o
plano do Diretor da InstrugCo, um estabelecimento
que elevasse o seu nivel cultural e esta seria a opor-
tunidade. Foi o suficiente: Dr. Placido, vendo as
possibilidades da progressista cidade, municipio
agricola e industrial por excel6ncia, passou a acom
panhar de perto a march da iniciativa e, logo que
soube da aprovagAo do Conselho e de que o Governo
do Estado estava disposto a realizar a id6ia, tomou a
decisao de, com seus esforgos e sacrificios, presen-
tear o Juazeiro corn a primeira Escola Normal Rural
fundada no Brasil. Com seu espirito entusiasta e
empreendedor, bateu A porta de diversos juazeiren-
ses abnegados, que tamb6m desejavam o progress
da cidade. No dia 9 de dezembro de 1933, na sala
das Audiencias do Juizo Municipal, Dr. PlAcido pre-
sidia A primeira reuniao do Conselho Escolar. Foi
minuciosamente explicada a finalidade da sesslo:
construir uma Sociedade Educacional e encampar a
Escola Normal Rural, conforme o esb6go jA publica-
do. Todos os presents concordaram cor a id6ia;
quatro dias depois jA eram lidos, discutidos e apro-
vados os estatutos e subscritas as quotas necessArias
para a constituigco do capital: Cr$ 30.000,00.
De acbrdo com o livro competent, foram os se-
guintes os s6cios fundadores do Instituto Educacio-
nal, que contribuiram, nao s6 monetariamente, mas
com a sua f6 nos destinos da Normal Rural:
Dr. PlAcido Aderaldo, 4 ages. Cr$ 2.000,00; An-
t6nio Pita, 3 ages, 1.500,00; Adilia Sobreira, 1 agdo.


500,00; Jos6 Francisco da Graga, 2 ages, 1.000,00;
Francisco N6ri da Costa Morato, 2 agSes, 1.000,00;
Amalia Xavier de Oliveira, 4 ages, 2.000,00; Jos6
Bezerra de Melo, 1 agao, 500,00; Jose Bezerra de Me-
nezes, 1 agao, 500,00; Nair Figueiredo, 2 agSes,
1.000,00; Elza Figueiredo, 2 agSes, 1.000,00; Dirceu
Inacio Figueiredo, 2 ac6es, 1.000,00; Jos6 Herminio
Amorim, 2 ages, 1.000,00; Jos6 Pedro da Silva, 2
agSes, 1.000,00; Jos6 Pereira e Silva, 2 ag6es,
1.000,00; dr. Manuel Bel6m de Figueiredo, 4 ages,
2.000,00; Jos6 Geraldo da Cruz, para sua filha Ma-
rieta Cruz, 4 acqes, 2.000,00; Jos6 Geraldo da Cruz,
para sua filha Tarcila Cruz, 4 ages, 2.000,00; Jose
Geraldo da Cruz, 8 ages, 4.000,00; dr. Jacintho Bo-
telho, 2 ages, 1.000,00; Dr. Mozart Alencar, 1 agao,
500,00; Padre Cicero RomAo Batista, 4 ages,
2.000,00; Dr. Juvencio Santana, 2 ages, 1.000,00;
Doroteu Soreira da Cruz, 1 agCo, 500,00.
A primeira diretoria do Instituto Educacional foi
a seguinte:
President, Dr. PlAcido Aderaldo Castelo
SecretArio, Dr. Jacinto Botelho
Tesoureiro, AmAlia Xavier de Oliveira
Fiscais, Dr. Manuel Bel6m de Figueiredo, Dr.
Mozart Alencar e Dr. Juvencio Santana.
Suplentes: Francisco N6ri da Costa Morato, Jose
Geraldo da Cruz e Elza Figueiredo.
Observando as formalidades legais, a nova socie-
dade ficou denominada "Instituto Educacional" de
Juazeiro, estabelecendo o art. 10, n. 8, que a Direto-
ria ficava autorizada a assinar contratos cor o Go-
v6rno, por interm6dio do Diretor para tal designado
no sentido de ser encampada pela sociedade a Escola
Normal Rural do Estado, nos moldes do esb6go do
Decreto publicado, com as alterag6es julgadas ne-
cessarias pelos contratantes. Tal designagAo recaiu
na pessoa da profess6ra AmAlia Xavier de Oliveira,
que ainda se achava na capital, comissionada pelo
Gov6rno e ja nomeada Tesoureira do Instituto. Dona
AmAlia, cor a f6rca de vontade que a caracteriza,
deu os melhores de seus esforgos no desempenho do
seu mandate, iniciando, assim, a batalha que vem
enfrentando sem desfalecimento nestes 20 anos de
lutas.
E, assim, no dia 11 de janeiro de 1934, saia o De-
creto, criando a nossa Escola com os "consideran-
dos" exigidos e aceitos pelo Instituto Educacional.
A manutengao da Escola ficou sob a responsa-
bilidade do Instituto, competindo ao Estado o paga-


- f-.-







mento dos professores das cadeiras fundamentals
e mais o fornecimento, de todo o .material necessa-
rio as priticas agricolas.
No dia 13 de janeiro de 1934, seguia o requeri-
mento de encampacgo, que, imediatamente designou
o Inspetor Regional do Ensino, entao padre Rodolfo
Ferreira da Cunha para inspecionar a casa.
No dia 13 de margo de 1934, estava instalada em
Juazeiro do Norte a primeira Escola Normal Rural,
fazendo-se a matricula para o Curso de Admissdo. No
inicio (1934) a Escola funcionou no Orfanato Jesus,
Maria e Jos6", atual Dispensario Nossa Senhora das
Dores, dirigido pelas IrmAs Missionarias de Jesus
Crucificado. Em setembro do mesmo ano, passou a
funcionar num pr6dio adaptado, onde foi construido
ultimamente o Grupo Rural Modelo, inaugurado ago-
ra, por ocasiao do 200 aniversario da Escola.
Em 1937, foi construido o atual pr6dio da Escola,
gragas aos esforgos do entao Deputado Federal, Dr.
Ant6nio Xavier de Oliveira, que, para 6ste fim con-
seguiu uma subvengao de Cr$ 150.000,00. Outras
subveng6es foram conseguidas pelo referido Par-
lamentar e cor elas foi comprado, ao sr. Doroteu
Sobreira da Cruz, o terreno fronteiro A Escola, me-
dindo 181.500m2, hoje campo de cultures, onde os
alunos recebem as aulas praticas de Agricultura,
Horticultura, Pomicultura, etc. Foi, tamb6m, cons-
truido o auditorium "Amalia Xavier de Oliveira", ao
lado do pr6dio da Escola, onde se realizam as sess6es
e festas de formafura deste Estabelecimento. Foi
feita, ainda, a aquisiqgo de novos mobiliarios e cons-



Tipografi



MASCOT


A TIPOGRAFIA LIDER

DO SERTAO



Perfeiqo Rapidez

Pregos medicos


I Caixa Postal, 10

Telegramas Juazeiro do Norte, Ceari


trucges de diversas dependencias, como pocilga, ga-
linheiro, estabulo, estrumeira, etc.
Os primeiros profess6res da Escola, abnegados
ap6stolos do Saber, que tudo fizeram para levar a-
vante esta grande obra de educag~o rural, plantada
no nosso rincdo, sem que os movessem os interesses
monetarios, foram os seguintes: Dr. Placido Aderal-
do Castelo, Dr. Jacinto Botelho de Sousa, Dr. Vicen-
te Xavier de Oliveira, Dr. Manuel Bel6m de Figuei-
redo, Dr. Mozart Cardoso de Alencar, Prof. Jos6 Ber-
nardo Bezerra de Menezes, Amalia Xavier de Oli-
veira, Tarcila Cruz Alencar, Elza Figueiredo Alen-
car, Generosa Ferreira Alencar e Nair Figueiredo
Rocha. Seguiram-se depois, nos primeiros anos,
outros profess6res, conforme se verifica no livro do
ponto: Dr. Mario Malzoni, Dr. Wilson Silva, Dr. Jos6
Mario de Andrade, Dr. Paulo Serra, Dr. Osvaldo Fer-
reira, Dr. Manuel Pereira Diniz, Prof. Elvidio Lan-
dim, Jos6 Epitacio, Adelaide Sousa Melo, Alzira Go-
mes de Oliveira, Francisca Pereira de Sousa, Maria
Neli Sobreira, Maria Doralice Gomes de Matos, Ma-
rieta Cruz Alencar. A Escola Normal Rural teve a
honra de ver figurar no seu Corpo Docente uma das
maiores capacidades do clero cearense-mons. Jovi-
niano Barreto, que, com amor e dedicacgo, acompa-
nhou os passes vacilantes deste Estabelecimento,
dando o seu apoio incondicional, orientando cor
desvelo as ruralistas que tinham em Monsenhor um
amigo certo, um orientador esclarecido e virtuoso.
Em 1936, foi encampado o Curso Primario com a
denominagAo de "Grupo Rural Modelo" pelo entao
governador Dr. Menezes Pimentel, transferindo do
Grupo Escolar para o novo Grupo a profess6ra Ama-
lia Xavier de Oliveira, como diretora, juntamente
com as profess6ras Tarcila Cruz Alencar, Elza Fi-
gueiredo Alencar, Generosa Ferreira Alencar e
Nair Figueiredo Rocha.
Em .1937, foram nomeados pelo Estado os profes-
s6res das cadeiras fundamentals: AmAlia Xavier de
Oliveira, na cadeira de Psicologia Educacional; Dr.
Manuel Bel6m de Figueiredo, na cadeira de Agricul-
tura; padre Cicero Fernandes Coutinho, na cadeira
de Educagao Econ6mica; o dr. Mario Malzoni, ficou
substituindo na cadeira de Educagco Sanitaria. Fo-
ram nomeadas, tamb6m, a Inspetora de alunos Ang-
lica Xavier de Oliveira e a servente porteira Maria
Miranda.
Em 1938, foi nomeado o professor Jos6 Neri Ro-
cha na cadeira de Agricultura e Indiustrias Rurais,
passando a cadeira de Educacgo Sanitaria para o Dr.
Belem de Figueiredo; foi ainda nomeada pelo Esta-
do a 2a. Inspetora de alunos Eulina Pimentel, que,
em 1942, deixou o cargo, sendo substituida pela
atual 2a. Inspetora, Maria da Paz Guimaraes.
Verifica-se, ainda, no arquivo desta Escola, os
nomes ilustres dos Drs.: Edvard Teixeira F6rrer,
Greg6rio Calou de SA Barreto, Geraldo Menezes Bar-
bosa e d. Margarida Maria de Oliveira e Silva, como
profess6res substitutes que tamb6m prestaram seus
valiosos servings a 6ste Estabelecimento.
Muitos dos ex-alunos da Normal Rural ja figura-
ram no Corpo Docente do Grupo Rural Modelo e Es-
cola Normal Rural.

Transcrevemos os nomes dresses ex-alunos:


_ A9







1 Jos6 SebastiAo'-dalPaixko
2 Maria Martins Camlo:
3 Maria Moreira Rocfha
4 Maria Ceci Borges
5 Dacilde Sobreira Cruz
6 Maria Nelse Silva
7 Zilda Figneiredo
8 Isa de Sousa Figueiredo:
9 Nerci Matos Pereira
10- Maria Venisi Cabral
11 Rici Acioli Maia
12 Zuila Beltm de Figueiredo
14.- Alzira Pereira Menezes
15 Ceci Amrrico Bezerra
1G Maria de Lourdes Garcia
17 Maria Stela Ribeiro
18'- Geraldina Monteiro Farias
19 Maria Celina Calou
20 Rocilda Gomes de Matos Pimenter
21 Maria Cleude Barrto Coellio
22 ZWlia Gomes da.Silva
23 Stdlia Cavalcante Silva
24 Valdeci Braz Oliveira
25 Maria Anita Marques Rodrigues
26 Nair Silva
27 Maria das Dores Xavier de Oliveira
28 Maria do Carmo Pereira
29'- Rita de Cassia Augusto SA
30 Maria Alacoque Gongalves Almeida
31 Teresinha Gongalves Almeida
32 Altamir Pereira Borges
33 Maria Neii Sobreira da Silveira
34' Maria Guiomar Luna Mariano
35 Maria Luiza- Linhares
36 Maria. Celina Pereira N6brega
37 Maria de Lourdes Oliveira
38 Z6lia Sobreira Dias
39 Francisca Pereira de Sousa
40 Severina Guilherme de Freitas
41 Francisca Irismar Gomes
42 Maria Dolores Meneses

Foram fundadas, juntamente com a Escola di-
versas Instituig6es Escolares, como a "Clube Agri-
cola Alberto T6rres", principal Instituicqo da Nor-
mal Rural, teve a sua primeira Diretoria compost
dos seguintes elements: Orientadora-chefe pro-
fess6ra AmAlia Xavier de Oliveira; Presidente -
Maria Moreira Rocha; SecretArio Jos6 Sebastiio
da Paixo, hoje agr6nomo-chefe da Sub-Estag5o Ex-
perimental,de Pombas,.no Estado de Minas Gerais.
Jose Sebaatido da Paixio foi urn dos esteios fortes
deste Estabelecimento nos seus prim6rdios, nio me-
dindo sacrificios no desempenho do seu cargo; qua-
lificou todos os s6cios do Clube, organizou o campo
para os trabalhos agricolas, e, juntamente com a pri-
meira diretoria, elaborou estatutos; fundou, diversos
Clubes Agricolas nos- Grupos: Escolares e. Escolas
do Municipio e das cidades vizinhas.
Filiado ao Clube Agricola, foi criado o Departa-
mento de Extingko A Saiva, sendo aclamado seu
primeiro president o entao aluno do 10 comple-
mentar Geneflides Matos, hoje medico, formado pe-
la Faculdade Fluminense de Medicina, atualmente
clinicando em Juazeiro. Foi escolhido para secreti-


rio do referido Departamento, o entao aluno Newton
Machado, atual SecretArio da Prefeitura Municipal.
O Grmioa Literario Padre Jos6 de Anchieta, tam-
bem fundado em 1934, teve a sua primeira Direto-
ria composta de um president: Nerci Matos Perei-
ra; secretAria: ZarBli Cavalcanti Amorim; tesourei-
ra: Maria Assuncio Goncalves. 0 Gremio teve, no
sacerdote jesuita, recentemente ordenado em Bogo-
ti-Col8mbia, revmo. padre. Manuel, Germano Filho,
o seu primeiro orador.
Foram ainda fundadas: a. Biblioteca Jos6 Marro-
cos, a Liga da Amahilidade, a Caixa Escolar, bem
como a Clube de Cultura Fisica e o orfeao Artistico
"Moreira de Sousa", ambos organizados e dirigidos
pela professbra Amilia Xavier de Oliveira.

Nessa 6poca, teve a Escola o seu museu denomi-
nado "Vila-Nova Portugal", muito bem organizado,
contando corn variadas colleges de sementes, pro-
dutos da regiio, inddstrias da cidade bem represen-
tadas, etc. tudo feito corn a finalidade de elevar o
nivel cultural do sertanejo, despertar a atengio para
as cousas do seu pais.

Tanto as aulas, como as Instituig6es Escalares,
funcionaram normalmente, obedecendo ao Regula-
mento expedido pelo Decreto 1269, de 17 de malo
de 1934, at6 junho, pouco antes dos exames.semes-
trais, quando foi considerada official.

13 de junho de 1934 inauguraqao official da
primeira Escola Normal Rural do Brasil, em Juazei-
ro do Norte, CearA, pelo exmo. sr. dr. Joaquim Mo-
reira de Sousa, entaio Diretor da Instrugo Pfiblica
do Estado, estando presents: Dr. Placido Aderaldo
Castelo, director, juntamente corn todos. os profes-
s6res e alunos da Escola, Drs. Justino Vilela, Gari-
baldi Brasil, Renato Neves, membros da Embaixada
da AssociaCio Universitaria do Rio de Janeiro, aca-
dmiicos Danilo Prado e Ailtom Gondim L6ssio,
Dr. Hugo Catunda, prof. Joaquim Alves, Pio Saraiva,
Jos6 Militio, diversos alunos da Faculdade de Direi-
to e da Escola de Agronomia do Ceard, revmo.
mons. Joviniano Barreto, entao Diretor do Ginisio
de Crato. srs. prefeitos de Barbalha, Crato e Jua-
zeiro, families da escol juazeirense e das,cidades vi-
zinhas e representantes de t6das as associag5es de
classes.


CASA AVENIDA

de Jos6 Pereira Sobrinho
Complete e variado sortimento de miudezas, lou-
cas, ferrageps perfumarias, armas e muniQ9es,
redes tintas, material para fogueteiro, material
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''


r-


sr- --


---- -u~---------f







0 ato inaugural foi presidido pelo Dr. Moreira de
Sousa. 0 Dr. Plicido Castelo pronunciou notAvel
discurso, transcrito na integra, nesta revista. 0
Dr. Moreira, usando da palavra, congratulou-se corn
os juazeirenses pela realizag~o do grande empreen-
dimento; disse do novo rumo que a instrugao no
Estado ia tomar com a fundacao da primeira Escola
Normal Rural no Brasil e explicou t6das as finali-
dades da mesma: preparar o professor dos serties,
identificando-o( cor os problems fundamentals do
Pais; dar As gerag6es futuras a orientagAo avangada
das novas conquistas agricolas; transformar a escola
rural em centro de iniciagao econ6mica, acordes corn
as necessidades ambientes; dar consciencia sanita-
ria As populag6es rurais, enfim, preparar o indivi-
duo, adaptando-o A terra e fazendo desse mesmo in-
dividuo um fator seguro da prosperidade national.
Terminou declarando que, em nome do Exmo. Sr.
Interventor Federal no CearA, estava inaugurada a
primeira E. N. R. do Brasil, o que proclamava com
grande entusiasmo e satisfagao.
Ap6s, as alunas executam um bailado sueco, se-
guindo-se o brilhante discurso da profess6ra AmA-
lia Xavier de Oliveira, transcrito nesta revista, sau-
dando o director da Instrugao e demais membros da
Comitiva.
Usou da palavra, nesse dia memorAvel, o Dr. Jus-
tino Vilela, proferindo vibrant discurso s6bre a
Instrugdo Pfblica no Brasil e no CearA, nao escon-
dendo o entusiasmo pela nova fase educational, cuja
semente acabava de ser langada nas terras de Jua-
zeiro. Assim, ficou oficializada a Escola Normal
Rural de Juazeiro.
0 Dr. PlAcido desempenhou cor o entusiasmo
sempre crescente, o seu mandate, em um ano de vi-
gencia. Como deputado estadual, teve que seguir
para Fortaleza, ficando, como director interino, o Dr.
Jacinto Botelho, que deixou o cargo ap6s um ano
-1935.
Em 1936, assumiu a DiregAo da Escola e Presi-
dencia do Instituto Educacio'nal, a profess6ra Ami-
lia Xavier de Oliveira, tendo como Secretaria a pro-
fess6ra Tarcila Cruz Alencar e como Tesoureira, a
professor Generosa Ferreira Alencar. Ap6s 3 anos
de vigencia, deixou a Tesouraria a profess6ra Ge-
nerosa, substituindo-a o sr. acionista Doroteu So-
breira da Cruz. Com o falecimento do sr. Doroteu,
a tesouraria passou As maos de D. Dina Sobreira da
Cruz; em 1950. ocupou este cargo a acionista Ducio-
la Figueiredo, deixando em 1953, quando assumiu o
atual Tesoureiro, professor Elias Rodrigues Sobral.
0 Dr. Manuel Belem de Figueiredo, foi eleito Pre-
sidente do Instituto Educacional no trignio
1950-1953 e por mais de uma vez, jA assumiu a Di-
reg&o da Escola, demonstrando em todos os tem-
pos o z4lo, a dedicaq~o entusiasta que ter por este
Educandario.
Na secretaria da Escola ficou a profess6ra Tarci-
la Cruz Alencar atW o ano de 1944, quando assumiu
6 cargo a profess6ra Maria Assungao Gontalves, fi-
cando at6 1950, quando passou As maos da profess6-
ra Teresa Bezerra Machado. Em 1953, foi eleita a
diretoria atual:
President: AmAlia Xavier de Oliveira
SecretAria: Maria Assungao Gongalves
Tesoureiro: Elias Rodrigues Sobral


Fiscals: Jos6 Neri Rocha
Teresa Bezerra Machado
Luciano Te6filo de Melo
Suplentes: Alacoque Bezerra Figueiredo
Jos6 Geraldo da Cruz
Dr. Manuel Bel6m de Figueiredo
A profess6ra Amilia Xavier de Oliveira estA co-
mo diretora da Escola e Grupo Rural Moddlo desde
1936. D. AmAlia tornou-se, desde entao, a coluna
mestra a quem a Escola deve as gl6rias que ter al-
cangado e ter feito da sua vida um verdadeiro sa-
cerd6cio a servigo da causa da instrugao rural do
Pais.
A E. N. Rural de Juazeiro ja entregou ao Brasil
387 ruralistas, distribuidas em 17 turmas que, espa-
lhadas por diversos Estados da FederagAo como
Pernambuco, Paraiba, Alagoas, Parana, Sao Paulo,
Para, procuram cor os conhecimentos aqui adquiri-
dos, mostrar que foram preparadas para o trabalho
podutor, para a luta "no campo e pelo campo", na
esperanga da vit6ria dos seus ideals. Apenas 5 alu-
nas na la. turma em 1937; foram as primeiras estr6-
las que comegaram a espalhar o seu brilho pelos nos-
sos campos, vales, sert6es at6 entao esquecidos, des-
prezados. Seguiram-se outras turmas, conforme se
verifica no final deste relat6rio.
FATOS NOTAVEIS
Quatro grandes acontecimentos foram registra-
dos na Hist6ria da nossa Normal Rural neste period
de 20 anos.
10 A la. Semana Ruralista de Juazeiro reali-
zada em julho de 1935, promovida pela "Sociedade
Amigos de Alberto T6rres", sob o patrocinio da
Diretoria Geral da InstrugHo Piblica do CearA, tendo
como Diretor o Revdmo. D. Helder Cimara, atual
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro e do Ministerio da
Agriculture, cor a presidencia do Dr. PlAcido Ade-
raldo Castelo, representante do Exmo. Sr. Governa-
dor do Estado.
2 0 10 Congresso de Ensino Rural, realizado
de 29 de novembro a 3 de dezembro de 1944, patro-
cinado pelo Departamento Geral de Educacgo do
Estado, cor a colaboraglo de diversos tecnicos de
educaqao, higiene rural, agronomia, estatistica, ad-
ministragao, etc.
3 A 3a. Semana Ruralista Brasileira, realizada
de 25 a 31 de maio de 1948, patrocinada pelo Minis-
terio da Agricultura, cor a organizacgo do Servigo
de Informag~o Agricola e cooperagao da Secretaria



Farmacia Sio Jose
De Pedro Pereira de Carvalho
Disp6e de um complete sortimento
de produtos farmaceuticos, que sao
vendidos por preVos reduzidos.
e a FarmAcia predileta da cidade,
pelo sortimento, prepos e atenVAo
dispensada aos fregueses.
Rua Sdo Pedro, 476
Juazeiro do Norte Ceard


---- dn







de Agriculture do Ceara. Teve a presid6ncia do Dr.
Mario Vilhena, Diretor do Servieo de Informagio
Agricola e representante do Sr. ministry da Agricul-
tura, Dr. Daniel de Carvalho, acompanhado de 22
t6cnicos especializados em varios ramos das cien-
cias agron6micas, .educagfo rural, etc., que minis-
traram as aulas praticas durante a Semana.
40 Seminario Rural Realizou-se cor bri-
1hantismo em nossa Escola, em julho de 1952, o Se-
mindrio Rural, promovido pela Secretaria de Educa-
g~o do Estado em cooperag~o cor o entao Minist6-
rio da Educagco e Safide. Compareceram ao mesmo
o Exmo. Sr. Governador do Estado, Dr. Raul Bar-
bosa, os Drs. Valdemar AlcAntara, Secretirio de E-
ducagdo, Placido Aderaldo Castelo, Secretario da
Agriculture, Moreira de Sousa, t6cnico do Minist6rio
da Educago e varios t6cnicos de educaago do Ceara
e da Capital Federal. Este movimento ruralista, pe-
la sua finalidade educativa, empolgou os educado-
res que frequentaram 6ste certamem, acompanhan-
do as aulas praticas que se sucediam, colhendo os
.nsinamentos fiteis ao desenvolvimento e aperfei-
goamento da educagio do ruricola.
VIDA SOCIAL
Fiel ao seu program de socializagio dos alunos
a Escola ter promovido excurs6es, realizado sess6es
civicas, litero-artisticas, oferecido lanches, banque-
tes, executando peas dramaticas, festas juninas,
tudo cor o fim de p6r os seus educadores em con-
tato cor os problems socials tendentes a desenvol-
ver o intercAmbio de id6ias entire os escolares.
As professorandas de todos esses anos tem rea-
lizado uma ou mais excurs6es de estudos, tanto no
Estado como nos Estados vizinhos.
As ruralistas de 1937 escolheram a capital de
Pernambuco para excursionarem. Em Recife, visi-
taram os principals Estabelecimentos P(blicos, Es-
colas, etc., destacando-se a Escola Primaria Rural
de Tigipi6.
As turmas de 1938 e de 1946 visitaram a capital
do Estado. Os primeiros excursionistas-1938-ti-
veram a feliz oportunidade de encontrar A frente da
Secretaria da Fazenda o Dr. PlAcido Aderaldo Cas-
telo, que tudo facilitou para que os alunos .aprovei-
tassem o mAximo, juntamente cor o Dr. Arist6bulo
de Castro, entIo Diretor da Agricultura. Os alunos
tiveram condug&o official para que executassem todo
o plano tragado nesta excursao. Visitaram todos os
Estabelecimentos de Ensino, Centro Estudantal, Co-
16gio Militar, FAnix Caixeiral, etc., ap6s a visit que


FABRKCA SAO JOS
De Jos6 AntOnio de Araujo
Mant6m um complete sortl-
mento de cintos para homes
e senhoritas, b6lsas, pastas
valises, maletas de viagem e
demais artefatos de couro.
Vendas em grosso e a Aitalho
Rua Sao Pedro, 494-Juazeiro do Norte Ceard


fizeram ao Exmo. Sr. Governador no Palacio da Luz.
Foram, depois, ao acude General Sampaio, Acarape,
Santo Ant6nio de Pitaguari. Na Escola de Agrono-
mia, foram ministradas aulas praticas, que muito
proveito deixaram is ruralistas.
Tanto a primeira, como a segunda turma, tiveram
a melhor acolhida na capital cearense onde educan-
dos do litoral e educandos do sertAo se uniram can-
tando as grandezas da Patria estremecida.
Outras turmas visitaram na Paraiba, o agude
de Sao Gongalo, Condado e a Escola de Agronomia
Le Areias.
No Ceara, nossas alunas viram os seguintes agu-
des: General Sampaio, Acarape, Lima Campos e, a-
inda, o agude de Or6s, em projeto.
Diversas v6zes a sub-Estagao Experimental de
Barbalha, o Campo de Sementes de Missao Velha, o
Campo de Fruticultura de Crato, t6m recebido visi-
tas das nossas ruralistas.
Todos os anos as professorandas assisted num
engenho previamente escolhido, o fabric da rapa-
dura, ajudam nas "farinhadas" nos diversos sitios
do Municipio, num dia determinado pela Diretoria,
de acordo cor os proprietarios dos referidos sitios.
A iltima excursAo realizada, foi As Obras de
Paulo Afonso, no ano p. passado. A caravana foi di-
rigida pela sra. Diretora D. Amalia Xavier de Oli-
veira, acompanhada pela Secretaria e profess6ras
taram t6das as obras sociais da cidade modern de
Irenilce Xavier do Vale e Esmeralda Batista. Visi-
casas confortaveis cor seus 12.000 habitantes, que
& Paulo Afonso. As alunas, antes de visitarem as
construg6es, tiveram explicag6es claras dadas por
um engenheiro da Companhia, o que muito facili-
tou a compreensio dos trabalhos gigantescos que
se processam, se avolumam dia a dia as margens do
SAo Francisco. Por filtimo, viram a indescritivel
obra da Natureza: a cachoeira.
De t6das essas excurs6es, as alunas fazem um
relat6rio de tudo que viram, fazendo observaqges,
demonstrando assim os conhecimentos adquiridos,
que apresentam a Diretoria da Escola, para o arqui-
vo do Estabelecimento.

ATIVIDADES RURAIS

0 program de Atividades Rurais ter sido execu-
tado com regularidade e eficiencia, a comegar do
Curso Primario, cujo Corpo Docente 6 todo de pro-
fess6ras ruralistas. Nos Cursos Normal e Secunda-
rio, dois profess6res especializados se encarregam
das aulas e orientam estas atividades. Cada ano
vem a Escola desenvolvendo cor maior inter6sse
essa parte, e para isto a Diretoria da Escola traga
anualmente o pograma de atividades a ser realizado,
em colaborag~o cor o Clube Agricola Alberto Tor-
res. A parte principal do program ter sido geral-
mente um concurso s6bre uma daas cultures da re-
giao, visando estudar sucintamente aquela plant,
seu cultivo, caracteres botanicos, valores econ6mi-
cos e industrial, estatistica de produgao. Cada alu-
no tern a obrigagio de colecionar artigos, visits,
etc. e fazer o-resumo das aulas referentes Aquela
plant. No fim do concurso 6 premiado em cada
classes o aluno que apresentar melhor trabalho. Sob
estas bases, jA realizamos, nesse period, os seguin-


- -- -







tes concurso: 1, s6bre a mandioca; 20, o algodio;
30, a cana de ag(car; 40, o arroz; 50, feijio; 60, plan-
tas texteis, 70, frutos regionais. Intercalando 6stes
concursos, sobressairam-se os anos que versaram
s6bre o "C6mbate A formiga", em que os alunos en-
carregados atendiam chamados A casa dos s6cios do
Clube, onde havia formigueiro a extingiiir e mesmo
em casas particulares; o ano de combate As pra-
gas da horta"; o ano de "intensificagio da avicultu-
ra" e assim vAo os alunos executando nio s6 o pro-
grama dado no curriculo escolar, que consta de aulas
prAticas de horticulture, pomicultura, avicultura, a-
picultura, etc., como estenderam suas atividades
fora da Escola, no ambiente onde vivem.
Foram construidas, nesse period, no terreno da
Escola, uma pocilga corn capacidade para 10 cabegas,
de ac6rdo cor os requisitos higi6nicos exigidos; um
galinheiro, um estabulo rfstico, pombal, apiario.
Cada classes, ter, sob seeus cuidados, uma dessas
depend6ncias, atendendo a todos os problems que
se relacionarem cor a criagio, sob sua responsabi-
lidade.
0 30 ano Normal trata da pocilga, alimentagao dos
suinos, doengas, tratamento, asseio, etc., bem assim,
t6das as classes; o 20 ano Normal: galinheiro; 30 se-
cundario: apiArio; 20 secundArio: estabulo; 10 se-
cundArio: pombal.
Diariamente, os chefes de turmas anotam no livro
"Plantag6es e Criag6es", todo ocorrido das diversas
criag6es e, no fim de cada ano, o relat6rio geral.
Assim, verifica-se no livro competent, quantos ovos
foram p6stos, quantos pintos nasceram ou morre-
ram, quantos canteiros foram plantados, colhidos,
etc.. Estes dados constam no relat6rio geral ffeito
pela Secretaria do Estabelecimento no fim de cada
ano.

PEQUENAS INDOSTRIAS

0 program de Pequenas Inddstrias, cada ano se
desenvolve mais, sao acrescentados novos produtos,
todos iteis, interessantes. Os trabalhos de Peque-
nas Ind6strias ora sao motivados, ora servem de mo-
tivagio. Apresenta-se o material: surge a oportu-
nidade para explicar como, quando e de onde nos
veio, a forma sob que se apresenta, o prego, classi-
ficacio vegetal, cultural racional, etc. Obt6m-se com
isto, o interesse dos alunos e, conseqiientemente os
efeitos esperados. A mat6ria prima quase sempre
6 adquirida no campo de cultures da Escola, outras
no com6rcio; surge, entAo, o trabalho de coopera-
gio-todo; entram com sua quota, fazem aquisigio
do material, tudo controlado pela profess6ra espe-
cializada, que muito ter desenvolvido esta parte de
Pequenas Industrias.
Produtos confeccionados pelos alunos do Curso
Primario: palitos, tinturas medicinais, tinta de es-
crever, colorau, fermento ingl6s, licores, maizena,
chap6us de palha, c6stos de arame. Ao 30 ano Se-
cundArio cabe executar o seguinte: massa de bana-
na, maizena, goma ardbica, licores diversos, brilhan-
tinhas, log6es, pastas dentifricias, graxa para sapa-
tos, 61eo de c6co babaqu e de mamona, chinelo de
corda, vassoura, queijo, sabao de c6co e diferentes
objetos para decoracgo do lar.
Todos estes produtos, juntamente com os traba-
lhos manuais, desenho, Albuns dos Cursos Norflail,


Secundario e Primirio figuram anualmente na
exposigao organizada pela E. N. R.

ATIVIDADES ESCOLARES

As virias instituicges da E. N. R. e G. R. M., como
sejam: Clube Agricola Alberto T6rres, PelotAo de
Safide, Biblioteca Jos6 Marrocos, Liga da Amabilida-
de, Caixa Escolar, funcionaram desde a fundag o,
mais ou menos com regularidade e fi6is aos seus
programs, realizaram suas sess6es, organizaram
suas festas, executaram os seus trabalhos, tudo visa-
do pela profess6ra orientadora de cada uma, que to-
dos os anos se renova.
O Clube Agricola Alberto T6rres, principal ins-
tituil~o da Escola, desde sua fundag~o-1934-tem-
-se desenvolvido consideravelmente, obedecendo ca-
da ano ao program tragado. Realiza mensalmente
uma ou mais sessoes, aproveitando os feriados fe-
derais, estaduais e municipals. Essas reunites sao
presididas e secretariadas proveitosamente, pelos
pr6prios alunos cor a assist6ncia dos s6cios, pro-
fess6res e convidados especiais, E' o Clube quem
dita anualmente o program da "Seniana da Arvo-
re", dia das "janelas floridas", dia da amoreira, fes-
ta do algodio, do milho; esta 6 realizada por ocasiao
da festa de Sao Joao: os s6cios festejam o "S5o JoHo
na roga", no campo da Escola, .com a traditional fo-
gueira, o casamento matuto, as dangas regionais,
vestidos a.cariter, e a parte de comestivel: alua,
p6-de-moleque, b6lo de milho, pipoca, canjica, tudo
feito cor produtos colhidos no campo, plantados pa-
ra 6ste fim e colhidos pelos pr6prios alunos. O Clu-
be Agricola ainda distribui sementes cor todos os
clubes a 6le filiados, juntamente com "0 Lavrador",
journal do Clube, fundado em 1934, que trata de as-
suntos agricolas e escolares.
O ePlotio da Saiide e a Liga da Amabilidade, t6m
realizado, t6das as semanas, desde a fundacao, por
seus int6rpretes, palestras sobre higiene, aspects
sociais, etc.; t6m comemorado a "Semana da Sau-
de",, o Dia da Crianga, o Dia do Estudante, etc. Os
trabalhos apresentados nessas reunites sao publica-
dos no "Lavrador".
O Clube 'de Educacqo Fisica e o orfedo "Moreira
de Sousa" encarregam-se da parte artistic dessas
festividades, apresentando jogos, ginisticas ritma-
das, canticos, poesias, etc.
A Caixa Escolar ter apresentado anualmente o



Armazem Sao Pedro

De ALBERTO B. MORAIS
Mant6m est6que p rmnente de :
Caf6, agicar, soda caustica, 'abdo, ei-
garros, charutos, pap6is, Alcool, quero
s-ne, gasoline e bebidas em gernl.
Artigos para fogueteiros, linhas, prego ,
ferro em barras, arame farpado, etc.
Rua Santa Luzia, 346


Juazeiro do Norfe, Cearfi


,_____-. ._
-- I,


---------------rra --- ---------------~-


I!


I!







resultado das suas atividades: fornecimento de far-
das, sapatos, livros, cadernos, lapis, etc., aos alunos-
-s6cios reconhecidamente pobres.
A Biblioteca Jose Marrocos ter funcionado nor-
malmente todo dsse tempo, sendo agora agraciada
cor 400 volumes no valor de Cr$ 15.000,00, oferta
do Minist6rio da Educaao e Instituto Nacional de
Estudos Pedag6gicos do Rio de Janeiro, por inter-
mddio do Dr. Anisid-'Te6ieira,0ioctifiao1 do Dr. Mo-
reira de Sousa, tecnico do Minist6rio da Educagfo e
Cultura, fundador e amigo incondicional da E.N.R.

DOCENCIA

A E. N. R. conta, atualmente, corn o seguinte
corpo de profess6res:
1 Dr. Manuel Belem de Figueiredo Prof de
Educagdo Sanitaria 30 ano normal
2 Pe. Cicero Fernandes Coutinho Prof. de
Educacao Econ6mica 30 ano normal
3 Jos6 Nery Rocha Prof. de Agricultura e
Indfistrias Rurais 30 ano normal
4 Elias Rodrigues Sobral Prof. de Atividades
Rurais 30 ano normal
5 Tarcila Cruz Alencar Profa. de Psicologia
Educacional 30 ano normal
6 Irma Conceigio Profa. de ReligiAo 30 ano
normal
7 Alexandre Moreira Passos Professor, subs-
tituindo a cadeira de Portuguss 30 ano
normal
8 Pe. Ant6nio Feitosa Prof de Franc6s, In-
gles, Latim Curso Secundario Normal
9 Walfredo Souto Cruz Prof. de Frances do 10
e 20 SecundArios
10 Generosa Ferreira Alencar Profa. de Hist6-
ria Geral e Hist6ria do Brasil Curso Normal
e Secundirio.
11 Maria Maura Almeida Profa. de MatemAti-
ca Curso Normal
12 Teresa Bezerra Machado Geografia Geral
Curso Normal e SecundArio
13 Lficia Vanda Veloso GuimarAes Desenho -
Curso Normal e Secundirio
14 Irenilce Xavier do Vale Educa~o Fisica -
Curso Normal e Secundirio
15 Teresinha Gondim Medeiros Mfsica -
Curso Normal e SecundArio
16 Heloisa Coelho Alencar Pequenas Indfs-



Sapataria NOBRE
De AROELINO FERREIRA NOBRE
Complete sortimento de calVados
para homes, senhoras e crianfas
recebidos regularmente das princi-
pals fAbricas do pals.
Precos m6dicos e
modalos excepcionais
RUA SAO PEDRO, 697
Juazeiro do Norte, Ceara


trias 30 ano Secundirio
17 Raimunda Paiva Teixeira Portugues -
Curso Secundario
18 Maria Meneses Pereira MatemAtica Cur-
so Secundario
19 Maria Lisieux Xavier de Oliveira Trabalhos
Manuais Curso SecundArio
20 Ivone Sousa Lima Atividades Rurais -
Rurais Curso Secundario
21 Raimunda Xavier de Oliveira Arte Culini-
ria 20 ano normal
22 Maria Germano MagalhAes Corte e Costu-
ra 30 ano SecundArio
23 Maria Esmeralda Batista Curso PrimArio
24 Zuleica Soares Curso Primirio
25 Maria Sores Curso PrimArio
26 Idilvia Luna Almeida Curso PrimArio
27 Francisca Corndlio Ribeiro Curso Primario
28 Neli Pereira e Silva Curso PrimArio
29 Teresinha Sobreira Costa Curso PrimArio
30 Iracema Magalhaes da Silva Curso Primario
31 Angela Ma Carvalho Luna Curso PrimArio
32 Elza Figueiredo Alencar A disposigio do
Gabinete do Secretario do Interior e Justica
33 Nair Figueiredo Rocha A disposigio do Tri-
bunal Regional Eleitoral
34 Stelia Cavalcante Silva lotada no Grupo Ru-
ral Mod6lo, atualmente no cargo de Profa. de
Educag o Fisica da S.E.S.
35 Joaquina Gongalves Santana Substituta Efe-
tiva em exercicio
36 Maria Ilza Lustosa Cabral Substituta Efe-
tiva em exercicio
37 Teresinha Sobreira da Cruz Curso PrimArio
38 Marlene Melo Curso PrimArio

PESSOAL ADMINISTRATIVE 1954

39 Diretora AmAlia Xavier de Oliveira
40 SecretAria Maria Assungio Gongalves
41 Tesoureiro Elias Rodrigues Sobral
42 Auxiliar secretiria Mirian Cruz Pires
43 la Inspetora Angelica Xavier de Oliveira
44 2a Inspetora Maria da Paz Guimaries
45 Servente Porteira Maria Miranda
46 Continua Maria Neli Lopes
47 Servente Rita Maciel de Jesus
48 Diarista Rufino Cipriano
49 Diarista Jose Flor de Lima
50 Horticultor Hon6rio da Pedra e Silva
(Aposentado)
51 PrAtico Rural Olavo de Sousa Ribeiro da
Secretaria de Policia comissionado para esta
Escola

PROFESSORS RURALISTAS DIPLOMADOS PELA
ESCOLA NORMAL RURAL DE JUAZEIRO DO
NORTE, CEARA, NO PERIOD 1937-1953

1a Turma 1937
1 la Heloisa Codlho de Alencar
2 2a Maria Martins Camlo
3 3a Maria Moreira
4 4a Maria Ceci Borges
5 50 Dacilde Sobreira Cruz


..- ____A7_







2a Turma 1938
6 10 Jos6 Sebastiao da Paixao
7 20 Maria Menezes Pereira
8 30 Maria Assuncgo Gongalves
9 40 Cenobelina Cruz Luna
10 50 Maria Nelse Silva
11 60 Doralice Soares
12 70 Maria Germano
13 8 Zilda Figueiredo
14 90 Nerci Matos Pereira
15 100 Isa de Sousa Figueiredo
16 110 Maria Venfisia Cabral
17 120 Marcionilia JAcome de Carvalho
18 130 Rici Acioli Maia
19 140 Maria Zuila Bel6m de Figueiredo
20 150 Ana Aderaldo Castelo
21 160 Emir Landim
22 170 Maria Nazar, Pereira

3a Turma 1939

23 10 Elias Rodrigues Sobral
24 20 Alzira Pereira Menezes
25 30 Maria Glafira Moreira Landim
26 40 Ceci Am6rico Bezerra
27 50 Margarida Ozir Moreira
28- 60 Raimunda Gongalves da Cruz
29 70 Maria Rodrigues Sobral
30 80 Maria Izete Bezerra
31 90 Maria de Lourdes Garcia
32 100 Maria Stella Ribeiro
33 110 Grasiela Aderaldo Castelo
34 120 Querubina Mendonga
35 130 Iracema Goncalves Magalhaes
36 140 Maria Geni Machado
37 150 Nic6a Campos Dias
38 160 Maria Gondim L6ssio
39 170 Maria Maura Leitao Melo
40 180 Honorina Gomes de SA
41 1900 Idelvisse Bel6m de Figueiredo
42 200 Maria Zuila Saraiva e Silva
43 210 Raimunda Rodrigues de Fr lnca
44 220 Tarcila Moreno Dias
45 230 -- Maria do Carmo Ribeir6

4a Turma 1940

46 10 Raimunda Paiva Cruz
47 20 Luzieta Bezerra de Melo
48 30 Argina Figueiredo
49 40 Maria Maura Almeida
50 50 Maria Liu Fernandes do Nascimento
51 60 Isabel Castelo T. Vieira
52 70 Miguelina Arafjo
53 80 Ana Gondim L6ssio
54 99 Maria Hercilia Lavor
55 100 Maria Eunizete Silva
56 110 Maria Aila Almeida
57 120 Maria Ilza Lustosa Cabral
58 130 Maria Consuelo Figueiredo
59 14 Geraldina Monteiro Farias
60 150 Maria Vanda Melo
61 160 Maria Dolaide Augusto Lima
62 170 Maria Bezerra
63 180 Maria Adircilia Carneiro Santos
64 190 Josefa Maria de Sousa
65 -- 200 Maria.Carmelita Guimaraes


66 210 Maria Celina Calou de Sa Barreto
67 220 Maria dos Anjos Oliveira
68 230 Jac6li Bezerra Banhos
69 240 Haid6 Acioli Maia
70 250 Laura Pereira
5a Turma 1941

71 10 Licia Vanda Veloso
72 20 Maria Zuli Morais
73 30 Rocilda Gomes de Matos Pimentel
74 40 Maria Cleude Barreto Coelho
75 50 Maria de Lourdes Vital
76 60 Balbina Garcia
77 70 Joelina Soares de SA
78 80 Beatriz Sobreira
79 90 Ana Barreto Coelho
80 100 Adaltiva Grangeiro
81 110 Francisca Pereira
82 120 Rosa Martins
83 130 Maria Bezerra de Menezes
84 140 Estelita Magalhaes
85 150 Maria Garc6s
86 160 Noemisia Portel,
87 170 Djalma Ancilon
88 180 Doracir Costa
89 190 Alaide Bezerra
90 -.200 Renata Sabia
91 210 Ditosa Arrais Almeida

6a Turma 1942

92 10 Zlia Gomes da Silva
93 20 St6lia Cavalcanti Silva
94 30 Lobelita Cavalcante Silva
95 40 Joselita Moreira Maciel
96 50 Stael Coelho de Alencar
97 60 Maria Zuleide Bel6m de Figueiredo
98 70 Maria Vanda Cabral
99 80 Maria Irismar Maciel Moreira
100 90 Lavinia de Oliveira Melo
101 100 Maria de Lourdes Marques Magalhaes
102 110 Valdeci Braz Oliveira
103 120 Maria Anita Marques Rodrigues
104 130 Maria Dolores Campos Leal
105 120 Maria Socorro Oliveira Leal
106 150 Maria Lica Oliveira Simeao
107 160 Dolores Alves de Oliveira
108 170 Maria Severino Rodrigues
109 180 Quiteria Matos Barreto



Armaz mn Almeida

JOSE' GONCALVES DE ALMEIDA

Grande sortimento de
Ferragens, Miudezas e Lou as.
Vendas por atacado e a varejo

Teleg. ALMEIDA
RUA SAO PEDRO, 464
Juazeiro do Norte, Cearf I


48-







110 190 Suzete Pereira e Silva
111 200 Maria Jos6 Rodrigues
112 210 Nair Aires de Alencar
113 220 Francisca Cornelio de Miranda
114 230 Vanda Arrais Almefda
115 240 Nair Silva
116 250 Rosa Severino Rodrigues
117 260 Leticia Dantas

7a Turma 1943

118 10 Adail Teixeira Castelo
119 20 Maria das Dores Xavier de Oliveira
120 30 Genuvem da Carvalho Ulisses
121 40 Joaquina Silesia Aires Ulisses
122 50 Maria Eldenora de Alencar Arrais
123 60 Albanita Gomes
124 70 Maria do Carmo Pereira
125 80 Josefa Matos Cordeira
. 6 90 Diva Figueiredo
127 -- 100 Grasiela de Albuquerque Moura
128 110 Luci Sobreira
129 120 Maria Morais Bezerra
130 130 Neide de Lucena Lopes
131 140 Ana Loiola de Alencar
132 150 Celina Teles
133 160 Joaquina Benevides
134 17 AcidAlia Grangeiro Guimaraes
135 18 Maria Neusa Saraiva de Sousa Menezes
136 190 Elvira Custodio Evangelista
137 20 Lindalva Clementino Diniz
138 210 Maria Zaila Saraiva e Silva
139 220 Rocilda Pedrosa Castelo
140 230 Maria Suzete Pinheiro
141 24 Ivone de Sousa Lima
142 25 Maria Anunciada Oliveira
143 260 Lindalva Pereira de Figueiredo
144 270 Odete Clementino Diniz
145 280 Rita de Cassia Augusto Sa
146 29 Heloisa Sobreira Dias
147 300 Valda Gomes de Figueiredo
148 310 Maria Tilde Magalhies
149 320 Maria Ceci Alcantara SA
150 330 Herotildes Correia

8a Turma 1944


151-
152 -
153 -


10 Maria Zeneida Saraiva c .i'v
20 lolanda Luna
30 Nilza Castelo Cidrio


4A PEERNMBUCLNAM
Nas Capitais uma Filial em cada bairro
e no interior uma Filial em cada cidade,
a <(A PERNAMRUCAN\ constitui do
I'rata ao Amazonas a maior cadeia de
Lojas do Brasil distribuindo para todos
os lares os afamados Tecidos marca
,OLHO, de sua pr6pria fabricaCRo
PreIlra, para suas compras de Tecidos,
SA PE R.N A M.BU CAN A A>
A Lola mais antiga da terra do Padre Cicero
I T I I [ I I I [ ... "


154 4 0- Noblia Rodrigues
155 50 Cirene Barreto Gongalves Almeida
156 -: 60 Maria Alacoque Gongalves Almeida
157 70 Julieta Teles de Melo
158 80 Maria Gongalves Santana
159 90 Maria de Lourdes Matos
160 100 Maria Vicdncia Arafijo
161 110 Maria de Lourdes Pinheiro
162 120 Ceci Almeida
163 130 Lais Farias
164 140 Maria Juraci Saraiva e Silva
165 150 Maria Iraci de Me-o Marques
166 160 Maria de Lourdes Lustosa Cabral
167 170 Francilda Teles
168 180 Circea Costa Abreu
169 190 Ismaelita Gomes Varela
170 200 Edite Moreira Veras
171 210 Maria Ninete Pinheiro
172 220 Maria Vilani Rodrigues
173 230 Inacia Silva
174 240 Laura Arrais Maia
175 250 Alzira Aguiar
176 260 Helena Sobreira

9a Turma 1945

178 10 Teresinha Gongalves Almeida
179 2 Maria Altamir Pereira Borges
180- 3 Maria Sampaio e SA
181 40 Teresinha Carvalho
182 50 Maria Socorro Dias Oliveira
183 60 Maria Carlina Barreto Alexandrino
184 7 Nadir Agra Ramos
185 80 Maria Elza Coelho Alencar
186 9 Teresinha Bezerra de Melo
187 100 Maria Jose dos Santos Aires
188 110 Gecelina Vieira Silva
189 120 Lenira Lima Teles
190 13' Maria Izauci Ribeiro Parente
191 140 Nilza Ribeiro
192 150 Izaura Amorim
193 160 Maria Neide Pereira
194 170 Maria Carmosina Almeida Pinheiro
195 180 Zita Neves Aires de Alencar
196 190 Maria Bernadete Cruz Alencar
197 200 Ana LUdite Neves
198 210 Zoramir Barbosa Braga
199 220 Maria Antonieta Teles

10a Turma 1946


200-
201-
202 -
203 -
204 -
205 -
206 -
207-
208 -


10 Zeneide Franga Chaves
20 Maria Neli Sobreira da Silveira
30 Margarida Neide Eezerra
40 Lindalva Linhares Lima
50 Maria Guiomar Luna Mariano
60 Francisca Odete Oliveira
70 Maria Nilda Bezerra Melo
80 Maria Magalhaes Rocha
90 Gisele Oliveira Rocha


209 100 Maria Pinheiro Leite
210 110 Francisca Imilce Fechine Dantas
211 120 Maria Lenir Gois Pinheiro
212 130 Jfilia Quirino da Silva
213 140 Maria Neli Paiva Brilhante
214 150 Deonice Luz Gondiin







215 160 Corina Maria Teles
216 170 Deceles Tavares Bezerra
217 180 Maria Lisieux Xavier de Oliveira
218 190 Maria Olga Calou
219 200 Lais Linhares Lima
220 210 Laurismar Arrais Maia
221 220 Adilanea Maria de Castro Nogueira
222 230 Maria Nelita Vitorino
223 240 Francisca Leticia Ribeiro do Amaral
224 250 Maria Ilma Gongalves Matos
225 260 Ant6nio Filgueiras Saraiva
226 270 Luci Almeida Lavor
227 280 Rosalva Oliveira
11a Turma 1947

228 10 Robinson Santino de Oliveira
229 20 Maria de Jesus Germano
230 30 Maria Zuleide Saraiva e Silva
231 40 Maria Celina Pereira N6brega
232 50 Teresinha Martins Barros
233 60 Maria Adamir Nogueira Granja
234 70 Maria Nice Loiola Alencar
235 80 Francisca Zuleica Soares da Silva
236 90 Maria Zeli Esmeraldo Alves
237 100 Alice Ferreira Celestino
238 110 Valdemira Xavier de Sousa
239 120 Maria Aurineide Queiroz
240 130 Maria Irani Fernandes Magalhies
241 140 Maria Celina Goncalves Bel6m
242 150 Maria Neli Pereira da Silva
243 160 Teresinha Menezes Barbosa
244 170 Teresa Almeida Lavor
245 180 Maria Dolores Pinheiro Gongalves
246 190 Maria Luiza Linhares da Purificagio
Gondim
247 200 Teresinha Agra Ramos
248 210 Adalgisa Corn6lio Caldas

12a Turma 1948

249 10 Maria Teresinha Teixeira Mendes
250 20 Maria Wanda Aderaldo Benevides
251 30 Maria Soares Silva
252 40 Maria Oneide de Brito
253 50 Maria Licia Alencar Arafjo
254 60 Irenilce Xavier do Vale
255 70 Teresinha Gondim Santana
256 80 Maria Ribeiro Parente
257 90 Ana Cleide Esmeraldo Alves
258 100 Zeniura de Matos Moreira
259 110 Maria Zenith Alves Feitosa
260 120 Maria Zeneida Lacerda
261 130 Olivia Alves Mota
262 140 Rosa Gongalves Pinheiro
263 150 Paula Frassinette Marques Rodrigues
264 160 Zaira Xavier Barbosa
265 170 Teresinha Cavalcante Pita
266 180 Teresinha Lisieux Alves de Sousa
267 190 Maria Sisnando de Arafljo
268 200 Maria Saraiva Cruz
269 210 Delfina H. Evangelista Correia

13a Turma 1949

270 10 Laura Sousa Santos
271 20 Neomisia Pereira


272 30 Maroli Melo Macedo
273 40 Cicera Germano
274 50 Maria Jocelina Nunes Almeida
275 60 Isabel Cecilia Cavalcante
276 70 Stelita Teixeira Aradjo
277 80 Ricolice Martins Barros
278 90 Maria Neli Nicodemos Leite
279 100 Teresinha Almeida Fernandes
280 110 Maria Nilda Santana
281 120 Maria Dirciola Germano
282 130 Maria Socorro Santos
283 140 Maria Arist6a Rocha
284 150 Maria Soares Ferreira
285 160 Maria Angelita Batista
286 170 Teresinha Sobreira Costa
287 180 Elisabete Antdo
288 190 Valdelice Leandro Meneses
289 200 Maria Ditosa Magalhaes
290 210 Marina Arrais da Cruz

14a Turma 1950

291 10 Severina Guilherme de Freitas
292 20 Francisca Irismar Gomes
293 30 Teresinha Martins Calou
294 40 Generosa Nunes de Castro
295 50 Valba Alcantara Gondim
296 60 Lusc6lia Coelho Alencar
297 70 Mirian Cruz Pires
298 80 Santana Gouveia
299 90 Maria Esmeralda Batista
300 100 Maria Luiza Oliveira
301 110 Neli Maria Oliveira
302 120 Teresinha Sousa
303 130 Maria Socorro Tavares
304 140 Maria Santana Gouveia
305 150 Maria de Lourdes Oliveira
306 160 Maristela da F. Cavalcante
307 170 Maria Correia de Lima
308 180 Francisca Aci Carvalho
309 190 Zl6ia Sobreira Dias
310 200 Maria do C6u Alencar Vilar
311 210 Avani Ribeiro Vilar
312 220 Dulcineia Chaves de Lucena
313 230 Maria Zilah Rodrigues
314 240 Vit6ria R6gia Marques Rodrigues
315 250 Auta Augusto Leite
316 260 Maria Neide Vitorino Leite
317 270 Maria Ena Arrais Landim
318 280 Leniura Bezerra Barbosa


Sapataria

Teodorio

De Francisco Vieira da Silva

Especialidade em calVados para
homes, senhoras e crianmas

Fdbrica Rua Sao Joao, 492
Dep6sito. Rua Sao Pedro, 378 e 6P3
Juazeiro do Norte, Ceara


___







15a Turma 1951

319 10 Francisca Pereira de Sousa
320 20 Luiza Morais-Bezerra
321 30 Rosicler Nor6es Coelho
322 40 Maria Dolores Menezes
323 50 Teresinha Rinaura Nor6es Coelho
324 60 Elizabete Esmeraldo Nor6es
325 70 Gildimar Gomes Ribeiro
326 80 Noemia Vitorino Leite
327 90 Doralice Ferreira Gomes
328 100 Edite Dias Sobreira
329 110 Maria Valderez N6brega Romeu
330 120 Bernadete Soares Araiujo
331 130 Teresinha Coelho Alencar
332 140 Maria Saraiva Crispin
333 150 Maria Iolanda Barbosa
334 160 Nice Rodrigues Furtado
335 170 Neusa Franklin Vidal
336 180 Francisca Batista de Melo
337 190 Maria LUsse Linhares de Sousa
338 200 Maria Gomes de Matos
339 210 Ivone Teles Couto
340 220 Zuleica Pereira da Silva

16a Turma 1952

341 10 Nilta Lucena de Almeida
342 20 Marlene Bezerra de Melo
343 30 Orlandina Tavares Macedo
344 40 Teresinha Bezerra de Menezes
345 50 Maroli Ferreira Vasconcelos
346 60 Maria Liraneide Cruz Macedo
347 70 Maria Altair Leite
348 80 Maria Ivonilde Fernandes
349- 90 Teresinha Sobreira Cruz
350 100 Expedita Ribeiro Silva
351 110 Maria Luiza Braga
352 120 Maria Alves de Sousa
353 130 Epoina Ferreira Lopes
354 140 Stela Lacerda Botelho
355 150 Maria Amorim
356 160 -- Elza Sobreira Dias
357 170 Izauir Cruz Saraiva
358 180 Maria Ester Leite Araruna
359 190 Maria Lisieux Costa Aradjo

17a Turma 1953

360 10 Francisca Miranda de Lucena
361 20 Angela Maria Carvalho Luna
362 30 Edite Saraiva de Jesus
363 40 Maria Z61ia Alencar Luna
364 50 Maria Fatima Morais Sobreira
356 60 Maria Jos6 Tavares Lopes
366 70 Maria Neli da Silva
367 80 Francisca Luci Gomes de Figueiredo
368 90 Nene Marlene Amaral da Silva
369 100 Maria CidAlia Cruz Luna
370 110 Teresinha Suliano de Melo
371 120 Helenilda Gongalves Mendonga
372 130 Maria Natercia Monteiro
373 140 Idilvia Luna de Almeida
374 150 Maria Teles de SA
375 160 Teresinha Neves de SA
376 170 Ilca Barbosa de Oliveira
377 180 Helena Suliano de Melo


378 190 Maria Ivone Teles
379 200 Teresinha MagalhAes de Lima
380 210 Maria C6lia Neves Aires de Alencar
381 220 Teresinha Guilherma de Figueiredo
382 230 Eponina Roriz
383 240 Ivana Saraiva Moreira
384 250 Teresinha Tavares Araruna
385 260 Zulmira MAximo da Costa
386 270 Maria Eliete Soares
387 280 Vicencia Pereira Lima

INSTITUTE EDUCATIONAL DE JUAZEIRO
Acionistas Atuais -

Jos6 Geraldo da Cruz
Maria Geraldo
Pedro Caravalho
Maria EstAcio Cruz
Carlos Alberto Cruz
Manuel Coelho Alencar
Tarcila Cruz Alencar
Marisa Alencar
lara Alencar
Marieta EstAcio da Cruz
Amalia Xavier de Oliveira
Maria Lisieux Xavier de Oliveira
Elias Rodrigues Sobral
Dr. PlAcido Aderaldo Castelo
Dr. Manuel Bel6m de Figueiredo
Dr. Hildegardo Bel6m de Figueiredo
Maria Zuila Belem de Figueiredo
Maria Zuleide Belem
Dr. Mozar Alencar
Dr. Mario Malzoni
Dr. Ant6nio Conserva Feitosa
Dr. Juv6ncio Santana
Francisco Neri da Costa Nonato
Nair Figueiredo Rocha
Elza Figueiredo Alencar
Dirciola Figueiredo
Viiiva Dirceu Figueiredo
Odilio Figueiredo
Jos6 Pedro da Silva
Stenio Pita
Simone Pita
Ant6nio Pita
Maria Bezerra da Cruz
Jose Neri Rocha
Margarida Neide Bezerra
Alacoque Bezerra Figueiredo
Luciano Te6filo de Melo
Almino Loiola Alencar
Ant6nio Mariano Filho
Luzieta Melo
Generosa Ferreira Alencar
Maria Dolores Costa
Orlando Rocha
Ester Pinho Malzoni
Teresa Bezerra Machado


V I S I T


A S


Desde a fundacgo, a Escola Normal Rural tern
recebido visitantes ilustres, muitos deles deixando
no nosso livro de "Impress6es", palavras de enco-
rajamento, que nos animam a prosseguir sempre
cor entusiasmo e confianca.


- -51


~







ALGUMAS IMPRESSOES

A Escola Normal Rural nos moldes que a distin-
guem das demais escolas normais do Pais, instalada,
oficialmente, nesta Cidade de Juazeiro, a 13 de ju-
nho de 1934, constitui a realizagAo de um anseio de
veros patriots, entire os quais precise destacar o
Dr. PlIcido Castelo, juiz municipal do t6rmo, criador
do "Instituto Educacional"..
Sem a cooperag~o inteligente d6sse digno magis-
trado, nio teria sido possivel em tio breve tempo, a
concretizagIo do meu ideal, como renovador da es-
cola primiria do Ceara: a instalacao de uma Escola
Normal, onde se preparasse o professor capaz de mu-
dar a feigao s6cio-econ6mica dos nossos sert5es.
Esti plantada a semente. Cuidem dela os bons
brasileiros, nSo desvirtuando o seu program, nem
a sua finalidade.
Quem quiser saber o que 6 que consaitui a essen-
cia da Escola Normal Rural leia Sud Mennucci, Leoni
Kaseff e os Anais dos Congressos Nacionais de E-
ducagdo. E- l que esti a id6ia, tornada realidade
nesta formosa terra, por f6rga do Decreto 1.218, de
10 de janeiro de 1934.
Juazeiro, 18 de junho de 1934.
Moreira de Sousa
Director da Instrugio Pfiblica

Visitei, em 23 de setembro de 1934, a Escola Nor-
mal Rural de Juazeiro. Pude entrever nessa visit
a realizag~o de uma .ideia que tenho defendido des-
de que venceu a Revolugio de 1930. E' uma neces-
sidade fundamental. para o Brasil ensinar o home
do campo a moer. Isso nao o logra a simples apren-
dizagem das primeiras letras. Melhor o conseguirA
as lig6es prdticas que visarem ensinar a nossa infin-
cia os processes racipnais de agricultura-a ativida-
de bAsica do seu meio-instalando-lhe no espirito
por meio da Escola, o amor a sua terra e a profiss.o
dos seus pais.
Penso que a Escola Normal Rural de Juazeiro di-
plomara em breve, turmas de professOres, cuja atua-
gao educational revolucionarA em nosso Estado os
processes de ensino e constituirA talvez o ponto de
partida da transformaaio que, para bem do Brasil
hi de fazer da Escola PrimAria uma fonte de amor
ao campo, ao inves de ser como o 6 hoje, um fator
de despovoamento d6ste-porque ensinarA a infAn-
cia a ganhar a vida labutando a terra e nao apenas a
fazer jus a um titulo de eleitor e a aspirar, em con-
sequencia, um empr6go qualquer nas capitals.
Major Juarez Tdvora

Visito pela segunda vez, desde que exergo o cargo
de Interventor, a Escola Normal Rural desta cidade,
nascida da iniciativa particular e que constitui um
titulo de honra para a populagio sertaneja do CearA,
cumprindo aos governantes dispensarem-lhe todos
os recursos de modo que possa preencher corn 8xi-
to, sua nobre missAo.
Juazeiro, 14 de abril de 1935
Cel. F. Moreira Lima

Aos 14 de setembro de 1935, visitei a Escola Nor-
mal Rural de Juazeiro, colhendo 6tima impression,
ndo. smente.das aulas, como tamb6m .dos.trabalhos
prAticos de agriculture. 0 campo da Escola estA


pequeno para.o que jA podem fazer os alunos sob a
diregio de um professorado vontadoso, e de uma
Diretora esforgada e inteligente como D. AmAlia. S6
quem quiser ser cego, nio v0 o future promissor
deste Estabelecimenmo de instrugio.
Juazeiro, 14 de setembro de 1935
Pe. Rodolfo Inspetor Regional

Visito, pela segunda vez, esta Escola e cada vez
mais admiro a f6rga de vontade e o patriotism dos
que tiveram a louvabilissima iniciativa. Nio 6 me-
nor a minha admiragio pela tenacidade e capacidade
professional dos que, com ingentes sacrificios, vem
mantendo o regular funcionamento deste singular
educandArio, que hA de fazer a transformagio dos
nossos hAbitos agricolas e a riqueza desta regiao.
Juazeiro, 1:0Ode fevereiro de 1936
Fernandes Tdvora

Acabo de visitar a Escola Normal Rural de Jua-
zeiro, meu torrao natal, e a impressao agora c.j .-. i
6 a mais confortadora que, no caso, eu poderia
idealizar.
0 institute girado pelo c6rebro e o coragio de
Moreira de Sousa e levado a efeito gragas A so'icitu-
de incomparavel de PlAcido Castelo e AmAlia Xa-
vier de Oliveira, nio sbmente vai correspondendo A
pr6pria finalidade, mas ultrapassa at6 a expectativa
dos que promoveram o seu aparecimento.
Vendo o ar confiante, o garbo e o entusiasmo
desta juventude que aqui se aparelha e especializa
para a vida no sertAo brasileiro, tao em contrast
cor o abandon a que esteve votada a passada gera-
gao, a gente fica empolgado de santa inveja e senate
impetos de nascer outra vez e outra vez ingressar
na existAncia, respirando Aste ambiente perfumado
de brasilidade sadia,. sob os cuidados de tais mestres
e a elevada gestao de AmAlia. Xavier de Oliveira.
mestra e mae autdntica.
Ber haja a Escola Normal de Juazeiro nesta sua
arrancada vitoriosa e s6 digna de aplausos.
Juazeiro, 14-8 36
Pe. Azarias Sobreira

Mais uma vez comprovo-de visu-o que sempre
pensei da Escola Normal Rural de Juazeiro: que 6
um estabelecimento onde se ensina realmente tudo o
que 6 necessArio a uma profess6ra do interior. Os
Colegios da capital nao formam mogas capazes de
levantar o nivel econ6mico dos nossos sertoes; isto,
por causes diversas que se resume, final, em duas
principals: pletora de programs e carter pouco
pratico das aulas de pedagogia. Na Escola Normal
Rural, porem, aliam-se as duas cousas: muita pratica
do ensino e ensino de mat6rias antes prAticas, ne-
cessArias ao nosso meio e ao levantamento do nosso
home para o maior rendimento pos nossos meios
de produgio. Visitei a Escola no period de exa-
mes. Verifiquei, cor entusiasmo, que as meninas,
em geral, sabem bem os programs.
Notei, em especial, a ordem, asseio, diligAncia e
discipline de todos. Numa palavra, a Escola Normal
Rural 6 para mim motivo de orgulho-alegro-me por
ter essa 6a Delegacia Regional do Ensino tao mo-
delar educandArio.
A' sua zelosa e inteligente Diretora, bem como


- ----~---







ao ilustrado corpo de profess6res da Escola, os meus
parab6ns e meu voto de incentive.
Juazeiro, 13 de junho de 1938
Stenio de Lucena Lopes
Delegado Regional do Ensino
Visitando, pela primeira vez esta Escola, tenho de
deixar aqui registrado, a minha admiragio pela in-
confundivel e rica organizacgo de que a mesma se
reveste, dando assim uma prova insofismavel do
esf6rgo e dedicagao com que seus incansaveis educa-
dores zelam pelo engrandecimento do nosso grande
Brasil.
Juazeiro, 27 de julho de 1939
Joaquim Barbosa Farias
Do Minist6rio do Trabalho

E' sempre cor entusiasmo que visit a Escola
Normal Rural do Juazeiro, sementeira opulenta de
ap6stolos para a renovagio educational do Ceara e,
atrav6s dessa renovacgo de mentalidades para o de-
senvolvimento da sua economic em bases nacionais.

Juazeiro, 29 de agosto de 1940

J. Martins Rodrigues
Secretario da Agricultura
Renato de Almeida Braga
Director da Escola de Agronomia
Ramir Valente
Director do Departamento do AlgodAo

Deixar uma impressAo escrita-a minha impres-
sdo--sbre a Escola Normal Rural 6 repetir o que
tenho dito, por ai afora, que esta InstituigAo 6 o
mais perfeito, o mais seguro esteio para a organiza-
cao future do meior ural cearense; 6 um marco ad-
miravel que ha de ficar para sempre. Se um cata-
clismo destruisse tudo, deixando apenas a Escola
Normal Rural de Juazeiro-os p6steros poderiam fa-
cilmente avaliar, julgar o grau de adiantamento, de
cultural, de g6sto, de esf6rco dessa gente que cons-
tr6i para o future de nossa PAtria.
Em 14 de.outubro de 1941
Arist6bulo de Castro

Ja conhecia a Escola Normal Rural de Juazeiro
ha 2 anos transatos. Revendo-a nesta data, pude a-
quilatar do seu constant progress e do esf6rgo
despendido pelo seu admiravel corpo docente que


ter A sua frente a figure inconfundivel de educa-
dora D. Amalia Xavier, coadjuvada mui de perto
por D. Tarcila Cruz Alencar e D. Assung~o GonCal-
ves. Oxala o ensino rural seja melhor compreendi-
do pelos nossos homes de gov6rno, como a melhor
solugdo da educaago do nosso povo que vive nos
campos e como inico fator da grandeza economic
do Brasil.
Juazeiro, 23 de fevereiro de 1942
Pe. Aluisio Ferreira Lima

At6 que, com a minha primeira visit a esta lin-
da, progressista e hospitaleira cidade, o doce encan-
to tive de conhecer a Escola Normal Rural de Jua-
zeiro. Por mais que dissesse, por mais que a imagi-
nagdo pudesse colorir, long estava de supor que
viesse a encontrar, nestas f6rteis e longes terras do
Cariri, um estabelecimento, no g6nero, modelar, co-
mo 6ste, onde as novas gerag6es, em contato com a
simplicidade do viver, rude, aprendem a cultivar o
solo, que 6 onde residem as nossas principals fontes
de riqueza por ser ai que o home nao s6 se abaste-
ce do que Ihe 6 necessario A subsistdncia, mas tam-
b6m se purifica, haurindo novas energies, no ar sa-
dio dos campos, na alegria idilica que Ihe poetisa o
trabalho, vivificador e fecundo. Pela efici6ncia dos
m6todos pedag6gicos adotados, pela sua organiza-
qIo que 6 uma das mais perfeitas, o Estabelecimento
a que se alude, esta, assim, aparelhado para realizar
o seu brilhante destiny, dentro da caroAvel aspiragao
national dos nossos dias, preparando as nossas jo-
vens patricias que, crisalidas ainda, v6m aqui for-
mar as suas lindas asas de borboletas, para os ca-
prichos misteriosos do future.
Como ser a maior realizagao de iniciativa parti-
cular, de Juazeiro, merecendo pela sua finalidade
eminentemente patri6tica a ateng~o dos administra-
dores bem intencionados, a Escola Normal Rural
desta cidade, 6 a um tempo-diga-se francamente-
uma realidade e um milagre. Porque s6 o esfo6ro,
a tenacidade, o dinamismo, construtor e sincere, a
intelig6ncia bem orientada e abnegagao mesma de
d. Amalia Xavier de Oliveira seriam capazes de
realiza-lo.
Por tudo o que se Ihe deve, na direg~o do repu-
tado Estabelecimento, que realmente honra a nossa
terra, bem merece a provecta educadora todos os
nossos aplausos, todo o calor dos nossos estimulos,
nesta hora de reconstrugao national. E' o que nas
minhas palavras possiveis, posso, com sinceridade,


BAR TRACEMA

de Valeriano & Filhos
Bebidas nacionais e estrangeiras, doces
e conservas -- sao vendidoq por preeos
que nao temem competidores

t o Bar mats querido da Cidade

Rua SAo Pedro, n. 712
Juazeiro do Norte, Ceara


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Direpao TBcnica da Dra. Maria Leomar
Candido Farmaceutica

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exames de
Sangue, Fezes, Urina e Escarro







deixar, nesta pagina, consignado no que tange as
impresses que tive na minha visit a Escola Nor-
mal Rural de Juazeiro.
Em 15-2-43
as) Erminio Ara~jo

Minha primeira visit a Escola Normal Rural, pa-
ra cumprir velha promessa, deu-me tamb6m o gran-
de prazer de sentir, ao vivo, o espirito que anima e
que a torna o ponto de partida de uma grande trans-
formagdo pedag6gica no Brasil. Espero que dsse
espirito nio se apague, porque da sua chama resul-
tara a luz de uma nova era para o Pais.
Juazeiro, 9 de margo de 1943
as) N6brega da Cunha
Director da Divisao de Ensino Primirio
(Minist6rio da Educao)o)

De passage por Juazeiro, em comissao para a-
companhar D. Manuel a Fortaleza, tive ocasido de
visitar a Escola Normal Rural, colhendo dela mag-
nifica impressao. Num pais agricola, como o nosso
faz-se mister que em todo territ6rio national se dis-
seminem 6stes educandarios agricolas no padrao
desta Escola cujos beneficios ja transparecem extra-
ordinarios na aggo dos alunos aqui formados.
Juazeiro, 26 de maio de 1943
as) Padre Andrd V. Camurpa
Secretario do Arcebispado de Fortaleza


Ha muito venho acompanhando, desde o tempo
em que exercia as fung5es de Delegado Regional do
Ensino, a brilhante trajet6ria desta notavel casa de
educacdo- Mesmo, tempos atrAs, escrevendo s6bre
a necessidade da criaqlo de uma pedagogia funda-
mentalmente ruralista, atenta As realidades cam-
ponesas do meio cearense, quigA nordestino, frisei a
obra merit6ria desta Escola que 6, pelo milagre da
abnegacgo e da constincia, a pedra angular do novo
edificio de uma pedagogia revolucionaria.
Hoje, visit a Escola Normal Rural de Juazeiro
quando, ocasionalmente nesta cidade a servigo de
minha profissao. E, percorrendo ao sol a pino as
instalag6es do Estabelecimento contemplei os jar-
dins floridos, os canteiros de verduras, os baixios
cultivados, a criacao de galinhas e de cabras, os
projetos de instalagSo de currais, avidrios e pocilgas
e, diante de tanto desenvolvimento, diante da mag-
nitude da obra, fago minhas as palavras do ilustre
pediatra-americano em visit as instalag6es de as-
sistencia A maternidade e a infAncia realizadas por
Juraci Magalhaes, na Bahia: "Perante uma rea-
lizag5o de tal porte, o home s6 pode ter uma ati-
tude: ajoelhar-se".
Aqui deixando esta ligeira impressao, que 6 in-
finitamente menos do que poderia dizer, estou cer-
to de que os frutos que advirao ddste empreendi-
mento serao mais concludentes do que minhas pa-
lavras.
Juazeiro, 12 de setembro de 1943
as) Americo Barreira
Advogado, resident em Fortaleza

A Escola Normal Rural de Juazeiro, deixou em
minha alma uma impressao profunda e ao mesmo
tempo, empolgante. Eu coloco o meu corag~o A


altura das mais elevadas montanhas da minha ter-
ra natal para pedir a Deus continue orientar mes-
tres e alunos deste nobilissimo educandario como
tern iluminado as suas inteligencias. Deixo aqui,
tamb6m, o meu afetuoso, sincere e entusiastico pa-
rabem a esta pleiade de educadores que honra o
ensino rural brasileiro.
Juazeiro, 5 de julho de 1944
as) Marcondes Verc6lal

Para um reporter que viaja, note-se, que conhego
o Brasil de ponta a ponta, tendo no meu carnet,
mais de 600 horas de v6o, a Escola Normal Rural de
Juazeiro, 6 qualquer cousa de formidavel. E' uma
honra uma geragqo sertaneja. Honra e dignifica um
povo.
Mais do que isto. Glorifica um punhado de
mogas modestas e inteligentes que trabalham pela
grandeza moral e fisica de uma legiao de lindas ga-
r6tas e de jovens flores que desabrocham a vida.
as) Edmar Morel
Redator dos Diarios Associados, do Rio

Consider afortunada a oportunidade que tive de
visitar a Escola Normal Rural n. 1 de Juazeiro-
CearA; t6das as classes e seq6es em franca atividade
alegre e produtiva. E' uma colmeia donde sairao
periodicamente novos obreiros que trabalharao pela
expansao rural do Brasil. E' com esta impressao
singela e verdadeira, que deixo aqui os meus vtos de
prosperidade crescente.

Juazeiro, 27 de julho de 1944
as) Jacinto Ferreira de Andrade. E. C.

Ao chegar ao CearA, palestrando cor autorida-
des que superintendem o ensino no Estado, me fo-
ram feitas referencias A Escola Normal Rural de
Juazeiro, colocada, por todos os tecnicos, em posigao
de destacado relivo.
Agora que me foi dado o prazer de uma visit a
6ste conhecido Estabelecimento, deixo aqui, com e-
fusivas homenagens, A sua Diretoria e aos seus cor-
pos docente e discente, meus calorosos parab6ns pe-
la realizaclo da grande obra em que estao empe-
nhados.
Juazeiro, 4-9-44
as) Albertino Gongalves Vieira
De "A Noite", do Rio e Diretor do "Correio
de Minas", de Juiz de Fora

Visitando a Escola Normal Rural de Juazeiro
possui-me de grande orgulho, de entusiAstico orgu-
Iho. A obra magnifica que se realize A sombra desta
Instituigao da-nos fe no Brasil de amanha e anima-
-nos as esperangas na grandeza de Juazeiro.
Congratulo-me com os dirigentes dessa Escola,
animadores de ensinamento proveitoso em bem da
esperanga future, mae dos homes que hao de diri-
gir nosso Brasil.
Juazeiro, 9 de setembro de 1946
Jose Ramos T6rres de Melo

Educar 6 aparelhar o individuo para que possa
resolver seus problems, ao mesmo tempo que dar-
-Ihe capacidade de ajustamento ao meio social em
que tem que viver. E a Escola Normal Rural de


3e------~-----~-~---~i







Juazeiro, instalada dentro de uma das mais im,.
portantes metr6poles rurais do Pais, como cidade ii-
der do belo e rico vale do Cariri, revela pela sua ori-
entagAo educativa e pela organizagao dos seus cur-
riculos uma escoia padrAo para preparacgo de pro-
fess6res rurais do mais alto grau de eficiencia e por
isso mesmo digna de nossa profunda admiracgo e
da alcunha que Ihe conferira a PAtria de "Joia Edu-
cacional do Sertdo".
Em 30-5-948
Roberval Nogueira Cardoso
T6cnico de Educacgo do M. da Agricultura
Mario Vilhena, Diretor do Servigo de Infor-
magdo Agricola e representante do sr. ministry da
Agriculture
Roberto Bezerra de Menezes Diretor do
Departamento Estadual de Cooperativismo
Arist6bulo de Castro Chefe da S.F.S.
do Ceard e Executor do "ac6rdo ainico", represen-
tante do sr. Secretdrio da Agricultura
Guaraci Cabral de Lavor Chefe do Ga-
binete de Cinematografia do Servigo de Informacdo
Agricola
Josd Freire Chefe do P6sto D. Sanitdria
Vegetal
David Felinto Cavalcante Professor da
Escola de Agronomia
Raimundo Girard de Barros da Silva -A-
gr6nor7o da S. F. A.




Representafao


Conta Pr6pria






Jose Maos Franca

FUNDADA EM 1939


Pra;a Padre


Cicero,


384


End. Teles. MAFRA

CAIXA POSTAL, 54

Tuazeiro do Norte, Ceara


Outros nomes de grande projegao deixaram inse-
ridas as suas desvanecedoras impresses dentre os
quais vale citar:

Dr. Justiniano Vilela, Presidente da Associagao
Universitaria do Rio; Dr. Jose de Borba, Deputado
Federal; Dr. Nazareno Pires, T6cnico do Minist6rio
da Agriculture, Dr. Napoleao Evaristo da Cunha,
Delegado Regional do Ensino em Pernambuco; Prof.
Alfredo Dantas, Diretor da Escola Normal de Joao
Pessoa; Profess6res Elavia Chumber, Otilia Sam-
paio, Jose de Toleno Cisne, professOres da Escola
Normal de Joao Pessoa, Dr. Isad Aciolli Maia, Prof.
da Escola de Agronomia do Ceari, Dem6crito Rocha,
renomado intellectual baiano, jornalista brilhante,
fundador do journal "O Povo", de Fortaleza; Cel.
Djalma Bayma, Capitao Alvaro Oliveira, padre Jose
Pequito, S. J., Cel. Ananias Arruda, Dr. Ramir Va-
lente, Diretor do Departamento de AlgodAo no Cea-
ri, padre Leopoldo Brentano, S. J., Assistente Ecle-
siAstico da Confederagao dos Circulos Cat6licos, Dr.
Joaquim Barbosa Lima, Delegado do Ministerio do
Trabalho, Dr. Joaquim Juarez Barbosa, Delegado do
MinistBrio do Trabalho, Dr. Joaquim Juarez Furtado,
Quimico em Fortaleza, Profess~ras Maria Carolina e
Stela Sampaio, Presidente e Vice-Presidente Geral
de Assistencia aos Pobres Vendilhoes, na capital da
Bahia; Dr. Renato de Almeida Braga, entdo Diretor
da Escola de Agronomia do Ceari e atualmente
Deputado Estadual, Dr. Nogueira de Carvalho, A-
gr6nomo do Ministerio da Agricultura, Profa.Utilin-
da Bentencout, membro do corpo docente do Insti-
tuto de Educacgo do CearA, Dr. Hildebrando Mene-
zes, Franklin Gondim Chaves, Deputado Estadual
Dr. Ademir Pereira, padre Jose Alcintara, S. J.
Ant6nio Gongalves Vieira, D i r e t o r da
"A Noite", do Rio, Profa. Luiza Rodrigues Matos,
SecretAria do Instituto de Educacgo, Dr. Gastio
Manguinhos, do "Jornal do Comercio", de Recife;
Dr. Jos6 Newton Alves de Sousa, professor do Gini-
sio Baiano, Dr. J. L. Eugenio Pereira, representante
das Academias Federal de Letras, Suburbana de
Letras e do Ceniculo Fluminense de Hist6ria e Le-
tras, Professor Jose Mairing. consagrado orador
pernambucano, padre Jonas Barros, Dr. Ubirajara
Negreiros, padre Jose Jesu Flor, Dr. E. J. Fernan-
des Pires, Diretor Cultural da C. E. e muitos outros.

CORRESPONDENCIA


Recebemos
guinte:


Oficios -
Circulares -
Portarias -
Cartas -
Convites -
Telegramas -
Of. Circular -
Certificados -
Radiogramas -


e expedimos nestes 20 anos o se-


Recebidos: Expedidos:
727 1.647
154 206
90


198
162
645
61
26


- 53
- 5.170
S682
S541
36


4 -


nw..Mdi


--r------~-









































I

I
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I


Cria no Estado uma Escola Normal Rural.

O capitao Roberto Carneiro de Mendonga, Inter-
ventor Federal no Estado do CearA, tendo em vista
a exposigao que Ihe fez o director da Instrugao Pfbli-
ca, por intermedio do sr. SecretArio do Interior e da
Justiga;
considerando que urge dar ao ensino piblico
no Estado uma orientagao prAtica que vise criar e
desenvolver aptid6es nos individuos para enrique-
cimento pr6prio e da coletividade;
considerando que numa regiao como o Ceara,
cuja economic se baseia nas atividades agricolas, 6
de todo ponto necessario ensinar a todos a melhor
maneira de cultivar o solo;
considerando que para criagao e desenvolvimen-
to de uma mentalidade agricola no espirito do povo
em geral 6 peciso preparar nesse sentido o profes-
sorado convenient,
DECRETA
Art. 10 Fica criada no Estado uma Escola Nor-
mal para a formagao de profess6ras rurais, cujo
curso serA de tr6s anos.
Art. 20 Nessa escola, al6m de Lingua VernA-
cula, Fisiologia, Antropogeografia, Matematica, De-
senho, Canto, Exercicios Fisicos, Trabalhos Manuais,
Ci6ncias Fisicas e Naturals, Hist6ria do Brasil, ha-
vera ainda as segintes mat6rias fundamentals: Psi-
cologia, Educacional, Metodologia, Educagao Sani-
t~ria, Agricultura, Ind6strias Rurais e Educacgo
Econ6mica.
Art.. 3- Far-se-A.o ensino no institute; com as
seguintes cadeiras: la, Lingua Vernacula, 2a Mate-
mAtica, 3a Fisiografia, Antropogeografia e Hist6ria
do Brasil; 4a, Psicologia Educacional e Metodologia;
5a, Educagdo SanitAria; 6a, Educag~o Econ6mica;
7a. Agriciltura e Indfstrias Rurais; 8a, Ci6ncias Fi-
sicas e Naturais.
10 0 ensino de Canto e Exercicios Fisicos,
bem como o de Desenho e Trabalhos Manuals cons-
tituirio duas aulas, de duas mat6rias cada uma con-
fiadas a pessoas notoriamente entendidas nesse
assunto.
20 Ao professor de Metodologia compete
orientar a discipline a seu cargo, de maneira a fica-
rem incluidos o Desenho e os Trabalhos Manuals
como element de aprendizagem em t6das as
mat6rias.
Art. 40 A Escola Normal Rural sera instalada
em zona agricola, competindo ao Estado a manuten-
g5o da mesma, integral ou parcialmente.
10 A manutengio da Escola sera custeada
parcialmente pelo Estado, se algum particular, em-
presa coletiva ou instituicgo quiser tomar a si a ins-
talag~o da Escola, com pr6dio, terreno e material a-
propriados.
20 Nesse caso, caberA ao Estado a nomeaqdo
e remuneracgo dos profess6res, a razao de trezentos
mil r6is (3005000) mensais das cadeiras fundameri-


tais e mais o fornecimento de tod o material agra-
rio necessArio a pratica agricola,
30 O particular, empr6sa coletiva ou ins-
tituiqao que tomar a si o encargo da instalaqao e
diregdo da Escola Normal Rural, obrigar-se-A a ter
contigua ou vizinha ao estabelecimento, uma area
para exercicios praticos de agriculture, nunca infe-
rior a 5 hectares, e a ter no curso normal 10 alunos
pobres indicados pelo Govdrno.
Art. 50 Anexo ao curso normal, havera um
curso complementary e um primario nos moldes dos
jA existentes na Escola Normal Pedro II.
finico Todo o ensino nesses cursos sera orien-
tado no sentido de melhor conhecimento do solo e
das cultures que Ihes sdo apropriadas, com o uso de
livros, m6todos e exercicios praticos conducentes
A finalidade essencialmente agricola.
Art. 60 A escolha dos profess6res de Educa-
gao deverA recair, de preferencia, em pessoas for-
madas em Medicina e Agronomia, respectivamente.
Art.. 70 No caso da Escola ser integralmente
mantida pelo Estado a escolha do corpo docente sera
feita mediante concurso e os vencimentos dos pro-
fess6res serao calculados na mesma base dos cate-
drAticos da Escola Normal Pedro II.
Art. 80 Uma vez instalada a Escola Normal Ru-
ral, poderdo ser equiparados A mesma todos os cole-
gios existentes no interior do Estado que tenham
pr6dio, terreno, material e cursos equivalentes ao
da referida Escola.e sigam os programs, horArios e
m6todos de ensino da mesma.
ainico Os programs e horarios dos diver-
sos cursos da-.Escola Normal Rural serao organiza-
dos pela sua diretoria e submetidos a aprovacgo do
Conselho de Educaglo do Estado.
Art. 90 A Diretoria da Instrucgo Piiblica regu-
lamentara o present decreto, dentro em trinta dias
de sua publicagao.
Art. 100 A mesma Diretoria da InstrugSo Pi-
blica fica autorizada a entrar em entendimentos com
a Escola de Agronomia do Estado para a organiza-
g5o, no mesmo institute, de um curso anexo nos
moldes do curso especializado da Escola Normal
Rural, e que emita diplomas de igual validade aos
expedidos por esta.
10 Os diplomas conferidos pela Escola Nor-
mal Rural e col6gios a ela equiparados dao direito,
A nomeaqao de seus portadores para escolas rurais
pfblicas do Estado, fora do municipio de Fortaleza,
obedecidas a oydem das entrancias e as prefer6n-
cias de que trata o Decreto n. 1.030 de 1 de junho de
1933.
20 A .Diretoria da Instrugao Piblica deter-
minara quais sejan essays escolas rurais.
Art. 11 A fiscalizagao da Escola Normal Rural
6 atribuida ao Inspetor Regional da zona.em que es-
tiver situada,'devenrdo o govErno do Estado designer,
ao menos uma vez por ano, uma comissio especial
de t6cnicos, para-dizer da. eficiencia da mesma nos
diferentes cursos;
Art. 12_.-Revogarnse. as disposiq6es em contrA-


DECRETO N. 1.218, DE 10 DE JANEIRO DE 1934


,B---------


ir





rio.
Palacio da Interventoria Federal no Estado do
Ceari, em 10 de janeiro de 1934.
Roberto Carneiro de Mendonga
Olivio Dornelas Cdmara

DECRETO N. 1.278, DE 11 DE JUNHO DE 1934

Consider official a Escola Normal Rural, manti-
da, parcialmente, pelo Instituto Educacional, de
Juazeiro.
0 desembargador Olivio Dornelas Camara, Secre-
tario dos Neg6cios do Interior e da Justiga, no exer-
cicio do cargo de Interventor Federal, no Estado do
CearA, tendo em vista os t6rmos do Decreto n. 1.218,
de 10 de janeiro de 1934, e,
Considerando que o Instituto Educacional da cida-
de de Juazeiro, por seus representantes, em peticAo
dirigida A Interventoria Federal, solicitou, corn as-
sento no parAgrafo 10 dfart. 40 do citado decreto, a
instalacao da Escola Normal Rural, criada pelo Esta-
do, no dito estabelecimento;
Considerando que os requerentes se obrigaram,
por termo, assinado, na Diretoria da Instrugio PNi-
blica, a cumprir t6das as obrigag6es e a satisfazer
t6das as condig6es contidas.nos Decretos estaduais
ns. 1.218 e 1.269, de 10 de janeiro e 17 de maio do
corrente ano;
Considerando ainda que o referido Instituto Edu-
cacional, em mencionaido termo, se obrigou a clau-
sulas ditadas por esta Interventoria para salvaguar-
da dos interdsses da coletividade;
DECRETA
Art. 10 Fica considerada official a Escola Nor-
mal Rural, mantida, parcialmente, pelo Instituto
Educacional, de Juazeiro, nos t&rmos dos Decretos
ns. 1.218 e 1.269, de 10 de janeiro e 17 de maio do
corrente ano.
Art. 20 Revogam-se as disposic6es em contrA-
rio.
PalAcio da Interventoria Federal, no Estado do
CearA, em 11 de junho de 1934.
Olivio Dornelas Camara
Manuel Pio de Farias

DECRETO N. 1.269, DE 17 DE MAIO DE 1934

Expede o Regulamento da Escola Normal Rural
do Estado.
O Desembargador Olivio Dornelas CAmara, Se-
cretArio dos Neg6cios do Interior e da Justiga, no
exercicio do cargo de Interventor Federal, no Esta-
do do Ceara, resolve expedir o seguinte regulamen-
to da Escola Normal Rural do Estado, devidamente
aprovado por despacho desta Interventoria, datado
de 5 de maio fluenet',e organizado pela Diretoria
Geral da Instrugio Piblica em execugio ao disposto
no art. 90 do decreto n. 1.218, de 10 de janeiro do
corrente ano.
PalAcio da Interventoria Federal no Estado do
Ceara, em 17 de maio de 1934.
Olivio Dornelas Cdmara
Manuel Pio de arias
Nio irao, agora, professOras cearenses, mais o
seu dia chegari at6 mesmo como uma homenagem


ao pioneirismo da nossa terra, em mat6ria de escola
rural e de escola normal rural.
Fazemos 6stes comentarios torados de justifica-
da alegria, congratulando-nos cor todos os que con-
tribuiram para a venturosa realizagio da Escola Nor-
mal Rural de Juazeiro.
Muitos dias se passaram, mas recordamo-nos do
esf6rgo empregado para veneer a resistAncia e a
incompreensao de quantos viam no tentame o fruto
.de teimosia inqualificavel, argumentando que a
educacio 6 e deve ser uma s6, por que se nao que-
bre a unidade do ensino, com o consequente prejuizo
da anarquia e do privil6gio de classes.
Deslembrados estanam 6sses, que nao viam
no s6 prepare de profess6res primArios cor vistas
aos centros urbanos um privilegio, que se trans-
formava em prerrogativa daqueles que tinham a
ventura de habitar cidades, para quem, unicamente,
havia professors cor a sua mentalidade, cOnscios
das suas aspiracges, treinados para dar ao meio em
que atuassem a educagao que servia aos seus inte-
r6sses culturais e econ6micos.
Agora, a par de escolas normais rurais, existem
Servigo de Bem-Estar Rural, Centros Sociais Ru-
rais, Associag5es de Servigos e Assist6ncia Social
Rural, tudo indicando a preocupagio constant de
tender a essa populagco lue represent dois tergos
dos habitantes do Brasil, aqu6les s6bre cujos om-
bros repousa o maior peso da economic national.
Nio 6 licito esquecer, neste momeato, quando se
celebra uma vit6ria alcancada pela (rgca de uma
id6ia que se transmutou em convigAo patri6tica, os
precursors d6sse movimento reabilitador, os que
mais se empenharam pela continuagao da batalha, al-
guns ja caidos, em meio da refrega, sem terem visto
o dealbar d6ste dia de festas.
Lembramos Armando Alvaro Alberto, com a
Escola de Meriti, Sud Mennucci, o autor consagrado
de "Crise Brasileira de Educagio", Raul de Paula,
A frente da Sociedade dos Amigos de Alberto T6rres,
M. A. Teixeira de Freitas, o ruralista incansivel de
todos os moments, Thales de Andrade, Newton
Craveiro, Alda Pereira da Fonseca, S6neca Fleury,
Noemi Saraiva, William Coelho de Sousa, Amaral
Fontoura e muitos outros.
A 6sses campe6es das horas incertas muitos ou-
tros depois se juntaram, engrossando as fileiras do
batalhAo que hoje sentou acampamento nas Secre-
tarias e Departamentos de Educaq~o dos Estados e,
sobretudo, no Minist6rio de Educag~o e Cultura,
que manda fazer Escolas RRurais e Escolas Normals
Rurais, mais e mais, e atende aos apelos humans
da UNESCO, cooperando, desde o primeiro instant,
na organizagio, instalag~o e funcionamento da Esco-
la Normal Rural Interamericana, de Ribio.
Nunca foram tao atuais as Escolas Normals Ru-
rais, nem em tempo algum se falou tanto na Escola
Normal Rural de Juazeiro do Norte, a primeira que
se fez no Brasil, tendo jA dado a uma das regi6es
mais carentes de riqueza palpAvel e soante do pals
quase quatrocentos mestres, lideres das populaq6es
subdesenvolvidas do nordeste brasileiro.
Que o exemplo do Ceari continue a frutificar,
pelo Brasil e pelo mundo, testificando a existencia
de um espirito de justiga, que promoverA e consoli-
darA a paz entire os povos.

-57









Program das Festas Comemorativas do1


200. Aniversario de Fundaiao da Escola


Normal Rural de Juazeiro do Norte


Scorn just motivo que o povo de Juazeiro senate
orgulho da sua Escola Normal Rural e 6, com maior
razio que ird prestar o seu concurso As solenidades
da comemoragao do 40 lustro de existencia deste
Educandario.

Se o grau de desenvolvimento intellectual de u-
ma terra, 6 o indice do seu progress, a Escola faz
jus aos aplausos de todos os juazeirenses, porque foi
ela a c6lula mit3r da instrug~o secundAria em nos-
sa cidade, foi a pioneira do alevantamento cultural
da nossa Cicer6polis.
Dos beneficios que ela tem prestado, falam bem
alto os 387 profess6res que aqui se formaram e que
estio prestando os seus trabalhos a coletividade em
varios stores do Pais.

Desejando que as solenidades comemorativas se
revistam do mais intense brilho, sera executado um
vasto program, abaixo descriminado.

Como uma das parties mais importantes dos fes-
tejos; sera inaugurado o Grupo Rural Modelo, vasto,
modern e confortAvel pr6dio, construido com o au-
xilio recebido do Instituto Nacional de Estudos Pe-
dag6gicos, gragas A interferencia valiosissima do Dr.
Moreira de Sousa.

Ap6s a binAio do predio, num preito just de
gratiddo Aqueles que tanto contribuiram para a cri-
agio da nossa Normal Rural, havera a aposigio dos
bustos do Dr. P1acido Aderaldo Castelo (10 Direotr
do Estabelecimento e 10 Presidente do Instituto Edu-
cacional de Ju3zeiro-Sociedade que encampou a Es-
cola e sem a qual nao teria sido possivel a sua fun-
dagio), do dr. Moreira de Sousa, Diretor da Instru-
gio Pilblica no CearA, que idealizou a nossa Normal
Rural e a ela deu todo ap6io, constituindo atraves
de t8da sua existencia um dos seus esteios mais for-
tes e o de d. AmAlia Xavier de Oliveira em homena-
gem t6da especial prestada pelos profess6res e alu-
nos deste Educandario, que nela tiveram sempre a
guia segura, a bandeirante intimerata da cruzada
educational que, corn entusiasmo, empreendeu em
nossa terra.
DIA 13'DE JUNHO DE 1954

.5 horas Salva de 21 tiros, em frente a Escola Nor-
mal Rural


7 horas Parada escolar. Formarao os alunos de to-
dos os educandirios locals que quiserem tomar parte
nas homenagens. Concentraqgo dos escolares na Es-
cola Normal Rural
8 horas Missa, na sede da Escola. Normal Rural,
sendo oficiante o Exmo. sr. D. Francisco de Assis
Pires

- Bengao e inauguracgo do novo predio. Discurso
do orador official da solenidade, dr. Placido Aderal-
do Castelo
- Inauguracao dos bustos dos homenagedaos. Ora-
dor professor Elias Rodrigues Sobral
- Inauguracgo da Praga 13 de Junho
15 horas Sessao comemorativa do XX aniversa-
rio
- Ginistica ritmada
PROGRAM
I Abertura da sessio pela sra. Diretora D.:A-
mAlia Xavier de Oliveira.
II SaudaqAo aos visitantes-Professora Tarcila
Cruz Alencar
III Homenagem ao Governador do Estado e Ex-
celentissima Senhora

IV Homenagem ao Exmo. Sr. Secretario de
Educaqlo

V Rememorando o dia 13 de junho de 1934,
sera dramatizada a sessao que se realizou
naquele dia
VI Facultado o uso da palavra

VII Encerramento da sessio cor o Hino Nacional
21 horas Banquete oferecido pela Sociedade Jua-
zeirense aos ilustres visitantes.

N. B. No dia 12, as 19 horas, haverA a fogueira
de Santo Ant6nio na Escola Normal Rural, acom-
panhado de um casamento caipira, dramatizado pe-
las alunas.











SA U! AIIIE N11111 e11111 o11111


Ex-aluna da E. N. R. de Juazeiro do Norte


Quando recebi a carta do professor Elias, pedin-
do-me uma colaboragao literAria para a Revista co-
memorativa do vig6simo aniversirio da Escola Nor-
mal Rural de Juazeiro, foi como se eu houvesse re-
cebido mais um lembrete para me chamar a atengao
A corrida vertiginosa do tempo, que em sua passa-
gem vai apagando as c8res vivas das nossas ilus6es
e por outro lado vai-nos mostrando a dura realidade
das coisas.
Pius-me a pensar em como havia de fazer, para
tender ao pedido que me deixou muito emocionada;
e, ao pensar nisto, fui-me transportando, como em
sonho, para vinte anos atrAs.
A primeira imagem que se apresentou foi a de
minha mfe, por ter ela contribuido, embora comn
pequena parte monetaria, mas com muito boa von-
tade, pois queria extremecidamente o seu bergo na-
tal, e desejava muito v0-lo progredir. Lembro-me



CASA MENEZES

de Jos6 Menezes Pereira



Mantem um variado sorti-
mento de Lou(as, Vidros,
Perfumes, Papeis, Velas,

Tintas, Enfeites e Miudezas
em geral



End. Teleg. ZEMENEZES

Rua Sao Pedro, 418
Juazeiro do Norte, Ceari


como se f6ra agora, da extraordinAria audacia dos fi-
Ihos de Juazeiro, encabegados pelo dinAmico dr. PlA-
cido Castelo, entusiasmados cor a id6ia de fundar-
-se all a primeira Escola Normal Rural do Brasil.
Eu era ainda crianga, mas lembro-me de que o
movimento foi bonito, e de que foi posto em prAtica
gragas ao esf6rgo e boa vontade dos juazeirenses.
A juventude daquela cidade encheu-se de ale-
gria, pois via assim possibilidades melhores para
sua educagio.
As autoridades diziam que aquela Escola era de
muito valor no future do Brasil, uma vez que a agri-
cultura 6 a principal riqueza de um povo.
Diante tamanha perspective, quem nao queria ser
aluno da Escola Normal Rural, que surgia como uma
estrela para encaminhar toda aquela mocidade at6
entao abandonada?
At6 1934, em Juazeiro, s6 podiamos chegar at6
ao 40 primArio. Ali, paravamos e ficAvamos esperan-
do pelo que Deus quisesse.
Eu s6 me matriculei na Escola em 1936, quando
fui cursar o 40 ano. Foi um dos maiores dias de
minha vida, pois hA muito tinha grande vontade de
estudar ali.
Que alegria senti, ao envergar aquela fardinha,
da qual estou sentindo saudades agora-saia verme-
Iha pregueada, blusa branca de manga comprida...
Que vaidade para a novata! ...
Acostumei-me rapidamente naquela casa, de onde
tenho lindas recordacges e onde passed a fase mais
alegre da vida.
Aqu6les seis anos passaram-se de repente-tinha-
mos a vida muito cheia. D. AmAlia, sempre a traba-
lhadora incansAvel, planejava e punha em prAtica
lindas festas, excurs6es, dramas e at6 mesmo festas
dangantes, as quais ainda hoje sao lembradas por
t6da a juventude daquela 6poca que afirma nunca
mais, em Juazeiro, houve festas tAo deliciosas.
Nunca me serA possivel tirar da lembranga o no-
me de meus queridos mestres e colegas e sempre
que, descuidada nos afazeres de casa, comego a can-
tarolar o hino "Rumo ao Campo", sinto que meus
olhos umedecem, como o fazem neste instante.
Quisera ir at6 ai, para esta festa em que a nossa
querida Escola complete vinte anos de exist6ncia tao
fecunda, mas nao 6 possivel, tenho que me con-
formar.
E, agora, que titulo darei a isto que acabo de
rabiscar?
Acho que nada melhor do que 6ste: -
SAUDADES...


"----------------- ----










lIrmazem


Coelho


-DE-


EDGAR COELHO ALENCAR

Fundado na cidade de Barbalha, em 1935

Transferido para esta cidade em 1951


Uma das maiores organizag6es de ferragens da
zona caririense. Devido ao vulto das suas grandes
compras nas pragas de Recife e do Sul do Pais, pro-
porciona os melhores pregos A sua vasta freguesia
grangeada num passado de trabalho e de honesti-
dade.
Mantdm um permanent estoque dos artigos abai-
xo, que constituem a sua especialidade.
FERRAGENS:
Ferro redondo
Ferro laminado
Ferro quadrado
Ferro cantoneira
Ferro em f6lha
Ferro zincado
Canos galvanizados
Tubos rigidos de ferro
ConexBes
Aco em barramina
Ferragens para marcenaria
Ferragens para carpintaria
Ferragens para movelaria
Ferramentas para carpintaria
Ferramentas para ferreiro
Ferramentas para funilaria
Flandre
Fogareiros de ferro fundido
Braseiros de ferro fundido
Pregos, parafusos, rebites
Ferragens finas de metal
Cremones e tarjetas
SANITARIOS
Sentinas inglsas
Caixas de ferro
Caixas silenciosas
Lavat6rios de louca
Banheiras
Bid6s
Azulejos e pertences


MATERIAL EL; TRICO
Abajus
Lustres fluorescentes
ARMAS DE FOGO E MUNIQOES
VIDROS, MOLDURAS E ARTIGOS RELIGIOSOS
Vidros para basculantes e venezianas
Vidros para m6veis
Vidros de 5 milimetros, para bir6
Vidros para molduras, retos, ovais e concavos ovals
Vidros gravados para cristaleiras
Laminas de espelhos bisoutadas para:
Penteadeiras
Guarda-roupa
Porta-chap6us
Molduras retas e ovais
TINTAS OLEOS E VER'TTZF0
Oleo de linhaga
Agua raz
Alvaiade
Secantes
Cr6
Tintas em p6
Onico distribuidor das afamadas e conceituadas tin-
tas "NITROL" e "NITROLINA"
Materials para fogueteiros
Estivas
Papelaria
Em quase t6das as boas construg~es que se er-
guem, nas cidades do Cariri, hA sempre um trago,
um vestigio do Armaz6m Coelho, pois 4 6le o maior
fornecedor de materials para construg o.
RUA S. PEDRO, 500, EM JUAZEIRO DO NORTE
DEPOSIT: RUA DA CONCEIQAO, SIN
TELEGRAM: COMPENSADO
7 i -Z!






ESCOLA NORMAL RURAL DE JUAZEIRO DO NORTE
Juazeiro do Norte, Ceara


NOTA OFFICIAL DO PROFESSORADO
Tendo a Diretoria da Escola Normal Rural de
Juazeiro do Norte resolvido mandar erigir em bron-
ze, bustos dos drs. Pldcido Aderaldo Castelo e Joa-
quim Moreira de Sousa, em lugar de honra, no jar-
dim deste Educandirio, o corpo docente, por sua
vez, estabeleceu que se deveria erigir, tamb6m, uma
outra herma da educadora AmAlia Xavier de Oli-

ATENQAO, LEITORES!
A Direqio desta Revista dirigiu a todos os pro-
fessores da Escola Normal Rural de Juazeiro do
Norte, uma circular solicitando deles o apoio moral
e intellectual, tendo por virias vezes exigido, verbal-
mente, a sua contribuigio a 6sse respeito. A omis-
sAo de nomes verificada na present revista, por fal-
ta de trabalhos cabe s6mente a 6les.
Com esta nota a Direqio fica sem responsabilida-
de pelas lacunas que se verificaram pela falta de
trabalhos destes profess6res.


veira, a ser inaugurada juntamente cor as daque-
les, cujos nomes se ligam A hist6ria educacionai
deste Estabelecimento, no dia 13 de junho pr6ximo.
0 porqu6 da deliberagao dos profess6res da Es-
cola encontra a sua razio de ser nos pr6prios predi-
cados, que ornam a personalidade da educadora con-
terrdnea, que, pelos seus trabalhos faz jus a esta
homenagem.
Juazeiro do Norte, 10 de abril de 1954
Pe. Antonio Feitosa
Jos6 Neri Rocha
Dr. Manuel Belem de Figueiredo
Alexandre Moreira Passos
Elias Rodrigues Sobral
Generosa Ferreira Alencar
Tarcila Cruz Alencar
Teresa Bezerra Machado
Lfcia Vanda Veloso Guimarses
Heloisa Coelho Alencar
Maria Menezes Pereira
Irenilce Menezes Xavier
Mirian da Cruz Pires
Teresinha Gondim Medeiros
Ivone Sousa Lima
Zuleica Soares
Maria Soares


________________________


GESSI


MACIEL


LOPES


INDUSTRIAL

IMPORTADOR E EXPORTADOR


Telegrama GELOPES


RUA


S.


JUAZEIRO DO NORTE


Caixa Postal, 14

JOSE', 412

- (EARA BRASIL


-- -----


p I -











DISCURSO proferido pela professora Amblia Xavier na inauguravgo da
Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte em 13 de junho de 1934


Cabe-me a insigne honra de trazer-vos, em meu
nome e no dos meus compatriotas, as nossas sau-
dag6es, aos ilustres representantes da Instrugio
Brasileira.
As nossas almas fremem de justificado entusias-
mo, porque A fronde verde e esp6ssa do Juazeiro
descansam neste dia, valorosos filhos da nossa que-
rida PAtria, nossos irmaos. Quisestes mudar o pa-
norama que se apresentava a vossa vista, e, deixan-
do l1, muito long os "Verdes Mares da Terra de
Iracema", viestes contemplar o nosso trono esplen-
doroso, formado pela Serra do Araripe, trocando por
moments as alegrias que vos oferece a "Loira des-
posada do Sol" pela monotonia de uma simples ci-
dade do interior que ainda festeja suas datas glori-
osas, com o estrondo dos foguetes, a balbfrdia dos
pifaros, os sambas caipiras, os desafios de viola.
Escutai e ouvireis, nao o rumor caracteristico do
vai e vem cadenciado das Aguas, mas, o estalar das
f6lhas das palmeiras baloigadas pelo vento; nio o
apito das fAbricas, mas, o bater dos martelos, o
barulho do serrote; nao as orquestras, as mfisicas
clAssicas dos pianos, mas o mavioso cantor dos reis
dos cantores-os pAssaros e o solugar ritmado do
violao.
Senhores, sois h6spedes do Juazeiro, fato que
jamais esquecerao os corag5es juazeirenses. Pro-
fundas, inapagAveis serao as impresses que se
vao gravando em nossos espiritos, nesta vossa pas-
sagem por aqui. Sera ela a pAgina de ouro da nossa
Hist6ria. Como educadores, sois a armadura de ago
que protege o organism moral do povo brasileiro,
defendendo a infAncia no albor da sua intelig6ncia,
nas salas e patios da Escola Primaria, dando as po-
bres plantinhas, a seiva de que necessitam para ser
mais tarde Arvores gigantescas, esteios do progres-
so da PAtria. 0 Juazeiro compreende tudo isto, ra-
zao por que se acha em p6so embalado num delirio
vibrant de emogoes. t mais uma fineza do ilustre
Director da Instrugio para cor esta terra, at6 bem
poucos tempos esquecida em mat6ria de educagqo,
porque ningu6m se lembrava de que ela tamb6m
pertence A confederagio brasileira. Como se a me-
m6ria me fosse uma lente prodigiosa, que relatasse
as ages do passado, relembro a minha infAncia e de
algumas de minhas colegas que, rompendo as in-
temp6ries invernais do Ceara quando nao 6 s6co,
deixavam o aconch6go do lar, os carinhos dos pais
e irmios, em busca da capital, onde, internal num
Col6gio, faziam desde o 10 ano do curso primario
at6 o 40 ano do Curso Normal. Comparemos a
6poca present corn ste passado e analisemos a
diferenga.
E, a quem devemos on osso grau de adiantamento
da Instrugio? Incontestavelmente, sem querer fe-
rir sua mod6stia, 6 ao dr. Moreira de Sousa.
Sim, dr. Moreira, 6 a voz do povo juazeirense
quem vos fala aqui, representada pela menor das
suas filhas. E' a voz d6ste povo, cujo coragio bate


num s6 ritmo de agradecimento, quem sadda a
pessoa do Diretor da InstruqAo Pfblica do Ceara.
Ouvi-a said dos lAbios dos seus antepassados: 6 o
canto de gl6ria Aquele que veio trazer aos seus des-
cendentes, a luz vivificadora, que guia seguramente
o viandante na senda espinhosa da vida. Ouvi-a,
partindo dos cora5ges das maes juazeirenses: 6 o
brado vitorioso porque v6em, no vosso ato, o pri-
meiro pass para a realizagco da grande obra da
educagdo da nossa juventude.
E todo 6sse conjunto harmonioso de vozes caden-
ciadas saddam o dr. Moreira de Sousa, a quem o
Juazeiro 6 devedor eterno' dos grandes beneficios
que Ihe ha de trazer a Escola Normal Rural. Ela
sera a fonte inesgotAvel que saciara a s6de dos que
a ela se achegarem, pedindo luzes para as trevas,
f6rgas para os combates da vida, apoio para as rea-
lizag6es que dignificam o home, tornando-o digno
do seu torrAo natal. Ela 6 a promessa de uma auro-
ra espl6ndida. O panorama da vida educativa con-
temporAnea da nossa terra, enche-se de expectati-
vas animadoras. Caminhamos para dias melhores,
v6-la-emos, em breve, reerguer-se com todo o vigor
da sua pujAncia para ocupar o lugar de destaque que
Ihe esta destinado. E, entao, podereis vangloriar-
-vos da sublime obra que paulatinamente e, com se-
guranca, ides realizando, sendo germinada a se-
mente que lancastes no terreno por v6s amanhado.
Dr. Moreira, disse o grande e imortal Victor
Hugo: "HA moments em que, qualquer que seja
a posiqao em que estejamos, a alma estA de joelhos".
Se olhardes os maiores beneficiados pela Escola, os
nossos queridos alunos, descobrireis atrav6s das
suas fisionomias que nao sabem mentir a alegria
que Ihes inunda a alma.
Ei-los aqui, genuflexos, unidos pela suave cadeia,
cujos elos sao os sentiments mais nobres do cora-
qio humano-a gratidao. VWde em cada olhar uma
promessa, em cada sorriso a sua realizagao.
Sim, falo em nome de todos: somos a menor c6-
lula da grande obra que intentais fazer no Ceara.
Mas, ficai certo: aqui tendes uma pl6iade de her6is
que anseiam pelos conhecimento que serao a base
s6bre que repousa o progress do Brasil. Em nos-
sas almas acrisoladas e purificadas, no cadinho que
o destiny impiedoso sempre nos oferece, vibra for-
temente o desejo de triunfarmos, lutando, mesmo as
escuras, mas na certeza de que seremos vitoriosos,
pois a coroa de loiros, persegue a cabega dos que
chegam ao fim do combat.
Aqui estamos, dispostos a trabalhar e, portanto,
bem perto da vit6ria. Desconhecemos os 6bices
que, certamente, procurarao interceptar o caminho
que temos a seguir. Nada nos tolherA os passes, e
de olhos fitos no ponto que temos em mira, abne-
gados at6 o sacrificio, cientes do nosso triunfo, tra-
balharemos coesas, at6 vermos realizados o nosso
ideal, que 6 o progress da nossa terra, do Ceara, do
Brasil inteiro!


-- -I- -----






(RESPONSABILIDADE DA PREFEITURA MUNICIPAL)


A Adminisiraio Municipal de Juazeiro o Norte


JOSE MONTEIRO DE MACEDO
Chefe do Executivo Municipal


hI


ANTONIO FERNANDES COIMBRA
President do Legislative Municipal


Escreve: NEWTON MACHADO
Secretario Municipal


0 voto livre nao desmentiu, na terra do Padre
Cicero, a concepcgo que d6le fazemos, como ele-
mento indispensavel A conservacgo dos principios
democrAticos. Trouxe, como era de esperar, o re-
sultado que n6s desejavamos.
Ao otmar posse, no dia 31 de janeiro de 1951, no
Governo Municipal de Juazeiro do Norte, a figure di-
nAmica e empreendedora de Jos6 Monteiro de Ma-
cedo, por entire manifestacges de rogozijo popular,
transparecia, nas fisionomias alegres e satisfeitas, a
certeza de que nova era surgiria, coroando de novas
realizag6es, de novos empreendimentos, a privilegia-
da terra que um dia surgiu humildemente, sob a
sombra de um simbolo verdejante, para se agigan-
tar na riqueza de seus vales imensos, no vigo do
seu solo dadivoso, na beleza de sua estrutura arqui-
tetonica, enfim, dos seus direitos e deveres perante
a pr6pria nacionalidade.
O desejo deste grande povo foi plenamente a-
contentado na Administracgo Jos6 Monteiro de Ma-
cedo, pela manutencgo dos principios de paz e de
prosperidade que tem assegurado o bom nome que
hoje desfruta no conjunto das demais municipali-
dades cearenses.
Possuido de entusiasmo a tudo quanto se relacio-
na cor Juazeiro, com a sua gente e cor as suas ne-
cessidades, 61e vem cumprindo rigorosamente o
cargo que Ihe confiamos, tudo fazendo para que
possamos cada vez mais desfrutar uma situacgo de
invejAvel progress, ao ponto de, em breve, tornar-
-se o Municipio de Juazeiro do Norte, a nota princi-
pal no concerto das demais municipalidades do
Estado.
Sem desprestigiar partidos, Jos6 Monteiro de
Macedo, aproveitando mesmo para o desempenho de
servidores da Prefeitura elements dessa ou daquela
facgqo, pelo valor de suas capacidades e zelo funcio-
nal, procurando tender na media do possivel As
necessidades consideradas mais inadiAveis, tern
pautado a sua conduta pfiblica e particular, saem
se afastar um minimo sequer, do ponto de vista de
que 6 necessario, antes de tudo, SERVIR A COLE-
TIVIDADE, INDEPENDENTEMENTE DE INJUN-
COES OU DE COMPROMISSOS PARTIDARIOS.

Tudo o que o Prefeito Monteiro Macedo atW aqui
ter conseguido realizar, nada mais tem sido do que
resultado de umac olaboragao decidida entire os
esforgos da sua administragAo e a boa' vontade do
nosso povo.
A Empresa Eletrica Padre Cicero, com seus tres
grupos geradores, adquiridos diretamente A Am6ri-


ca do Norte, a pavimentag~o regular das nossas prin-
cipais arterias e logradouros, a ponte de concrete s6-
bre o rio Salgadinho no local denominado Carit6, o
fornecimento dee nergia el6trica na Vila Padre Ci-
cero mais conhecido pela denominagdo de Palmeiri-
nha, contando com motor pr6prio, o Arco da Pere-
grinago sito A entrada da rua Padre Cicero e outras
realizag6es de menor vulto, eis o conjunto de con-
tribuig6es cujo valor todos podem ajuizar, a assina-
lar de modo duradouro, malgrado os obstaculos difi-
ceis do caminho, marcos de uma trajet6ria que, esta-
mos certos, muito tem impulsionado e propulsiona-
do o nosso progress e, na qual, ha tomado parte
preponderante, sendo decisive, a ajuda coletiva es-
pecificada na boa vontade deste povo generoso e
trabalhador.
O Centro Telef6nico Municipal, cujos trabalhos
ja se encontram em franco desenvolvimento cuja
instalag5o oferecera o que de mais modern e efi-
ciente possa existir alem da Capital do Estado, serA
o pr6ximo marco.
A Prefeitura Municipal num louvavel esf6rgo em
prol da construcgo do Aeroporto do Cariri, ja em
andamento neste Municipio, doou para tal fim o
terreno que compreende a area exigida necessdria,
recorrendo, embora, a ingentes sacrificios de ordem
financeira, em face da constant precariedade re-
ceituaria comum aos Municipios nordestinos.
No dia 7 de setembro passado, o Prefeito Mon-
teiro de Macedo, fez a entrega solenemente dos 28
apartamento das novas dependencias do Mercado
Piblico de Juazeiro, aos novos ocupantes, cumprin-
do mais uma etapa da sua jornada, porque viu, mais
uma vez, transformado em palpAvel realidade, o es-
pirito de colaborag~o do povo deste Municipio ao seu
Governo.
Os vereadores eleitos, do mesmo modo v6m cor-
respondendo A confianga que n6les depositamos,
contribuindo, sem animosidades para o engrandeci-
mento da nossa cidade, o conf8rto da sua populag~o,
o aumento do seu potential econ8mico e consequen-
te progress do seu nivel existencial.
Jos6 Monteiro de Macedo, comandado por esta
nog5o de dever ou de justiga perante os atributivos
que acercam o poder p6blico municipal, encontran-
do uma correspondencia de tal nocgo naqueles que
exercitam suas atividades particulares nao medin-
do esforqos para a complementagCo dos elements
necessarios A realizag~o dos pianos previstos, pode-
mos ficar tranquilos e certos de que haveremos de
chegar ao fim da jornada marcando no caminho
outras memorAyeis conquistas.

q _ ____________________


--~ -







AS ESCOLAS NORMAIS RURAIS


NA RECUPERACAO DO RURICOLA

DR. JOSE SEBASTIAO DA PAIXAO
Eng. Agr. Ex-aluno da Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte


Quase que, indistintamente, todos proclamam
que o principal element que afasta o home dos
campos para as cidades 6 a escola. No entanto
6sse conceito constitute uma premissa falsa.
O home dos campos emigra para as cidades
porque, no campo todos os elements Ihe slo ad-
versos. Mle desconhece os processes modernos de
trabalhar o solo. Os meios de defender-se da a-
gressao dos agents patol6gicos que Ihe minam a
safde. Os principios de economic que Ihe deveriam
orientar a labuta. Sem cr6dito e sem possuir onde
armazenar o produto de qualquer ninharia ao pri-
meiro acambarcador que aparece, vendo escapar-
-se-lhe t6das as possibilidades do lucro que emigra
para as mAos dos intermediarios. Mle desconhece
mil e um outros pequenos afazeres dom6sticos que
conferem A dona de casa campesina a qualidade de
pequena fada, transformadora da sua casinha rfis-
tica em palAcio encantado, e preparando com os re-
cursos encontrados em t6rno do seu lar ambientes
que deleitariam aos gostos mais apurados.
Escolas e mais escolas precisam de ser dissemina-
das e multiplicadas pelo ambiente rural. E indis-
pensivel que fagamos da criangada matuta indivi-
duos amantes do seu torrao e que, conscientes e
preparados, saibam elevd-lo, dignifici-lo, torni-lo
atraente, invejado e at6 disputado pelos citadinos,
num movimento estupendo de ret6rno a gleba..

E chegado o tempo de promovermos franco corn-
bate ao urbanismo. Ningu6m ignora que a riqueza
e felicidade dos brasileiros repousam na agricultu-
ra. Temos que criar no camp6nio a crenca do seu
valor, valor dia a dia mais elevado no conceito dos
grandes estadistas como Thomaz Jefferson, quando
afirmou "que o povo que trabalha a terra 6 povo
eleito de Deus e que as prAticas agricolas sao o me-
Ihor preservative dos bons costumes".
O combat ao urbanismo tem que ser iniciado
pela mulher, a guardian do lar brasileiro. Dai porque
terA que ser preparada, carinhosamente a profess6-
ra que ird operar na zona rural.
A profess6ra da zona rural ter que ser diferente
da preceptora da cidade.
As mestras do ambiente rural tornam-se indis-
pensAveis conhecimentos especializados de Agricul-
tura, Quimica, Hist6ria Natural, Economia Dom6s-
tica e Rural, Educaq~o SanitAria, Indfistrias Rurais,
Corte e Costura e Arte Culindria.
O brasileiro dos campos 6 displicente e desprepa-
rado para os embates da vida. Passa fome dormindo
s6bre montoes de riquezas, porque nio sabe aprovei-
ti-las.
A profess6ra designada a operar nas zonas rurais
rada nos Institutos de Educacdo e nas Escolas Nor-
rnais datn cidades. 0 em6rito educador paulista Sud


Mennucci, em seu livro "A Crise Brasileira de Edu-
cagdo", traz no seu frontespicio as seguintes pala-
vras prof6ticas de Pandid Cal6geras: "Crise de ca-
rater, crise de ensino, crise desintegradora, tudo sao
reflexos de um fen6meno s6: a crise da escola pri-
maria". Com essa transcrigSo Sud Mennucci nada
mais f6z do que denunciar as escolas tipo cidade ins-
taladas nas zonas campesinas com o titulo pomposo
de Escola Rural. Estas escolas tem feito mais mal ao
Brasil que todos os maus governantes que hno dirigi-
do o povo brasileiro.

A profess6ra desitnada a operar nas zonas rurais
tem que ser preparada em estabelecimentos espe-
ciais. Dai haver Sud Mennucci idealizado as Escolas
Normais Rurais, cuja primeira instalada no Brasil, o
foi no Juazeiro do Norte, em 13 de junho de 1934. A
id6ia de Sud Mennucci, realizada no Ceara pelo dr.
Moreira de Sousa, foi criada pelo Interventor Car-
neiro de Mendonga atrav6s do Decreto n. 1218, de
10 de janeiro de 1934.
Dezessete boas turmas de abnegados mestres jA
foram diplomados pelo Estabelecimento de 1937 at6
1953.
Este ano sera comemorado seu 200 aniversArio.
Sio quatro lustros de grandes e incomputdveis es-
forqos dispendidos em prol das populag6es rurais do
Ceard e se mais nao ha realizado 6 porque mister se
faz, por parte do Gov6rno, promover profunda e ra-
dical reform na organizag~o das escolas rurais de
modo que, As professoras ruralistas, seja propiciado
um ambiente ideal, de trabalho, que Ihes permit
auferir 6timo rendimento, corporificado no apro-
veitamento miximo dos educandos.

Hoje, long do Ceari, mas cor o pensamento
inteiramente voltado para a "Terra da Luz", desejo
a Escola Normal Rural do Juazeiro do Norte progres-
so ininterrupto, para sua honra e gl6ria do Ceara.
Que estas linhas constituam minhas modestas ho-
menagens a todos os que batalharam para a criag~o
do Institute Educacional que encampou a Escola
Normal e os que contribuiram para trazer at6 o pre-
sente, corn sacrificios inauditos o ideal de Sud
Mennucci, amalgamado cor o suor de muitos com-
batentes decididos. entire os quais se encontram
Moreira de Sousa, Placido Castelo, Jacinto Botelho.
AmAlia Xavier, Bel6m Figueiredo, Jos6 Nery, Von-
senhor Joviniano, Pe. Coutinho. Elza Figeiredo, Tar-
cila Cruz, Generosa Alencar. AssunqAo Gongalves,
Elias Rodrigues, Ang6lica Xavier e muitos outros
que por deixar de citar nao constitute injustiga de
vez que, com estas linhas vdo minhas homenagens a
todos os que algo fizeram pelo progredir da Escola.
engrandecendo, quiqA. a terra do Padre Cicero e
tamb6m dos meus filhos.


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j







UMA PRECE DE FILHA OBEDIENTE
PROFa. MARIA MARTINS
Secreliria do Poslo de Tracoma de Juaeire do Norle Ex-aluna


Quem se colocar no alto piano de liberdade de
consciencia para analisar os feitos brilhantes e glo-
riosos da Escola Normal Rural de Juazeiro, encontra-
rA, logo, A frente, a soma de alunos pobres benefi-
ciados por ela.
Entre 6sses, sou eu uma das mais contempladas
corn o tesouro de luz e amor que ali se encerra.
Por 6ste motivo aproveitando a benevol6ncia da
Diretoria dessa Escola, que me concede a honra de
cooperar juntamente cor os outros profess6res, na
comemoracao do seu XX aniversirio de exist6ncia,
aqui estou cor a minha pequena contribuig~o. e
simples nos atavios literarios, mas, 6 grande porque
visa expressar a gratidao imperecivel que a mi-
nhalma reconhecida deve a Asse "Templo Sagrado",
onde recebi em profusao, os ensinamentos que fa-
cetam o meu espirito, esmaltam o meu carAter e
elevam os meus sentiments nobre.
Bendita sejas tu, Escola Normal Rural de Juazei-
ro, que sabes former homes para Deus e soldados
para a PAtria, forjando no espirito a integridade da
vontade firme e de iluminada consciencia.
Bendita sejas, Escola Normal Rural, timoneira
dos mestres que compreendem a responsabilidade
do verdadeiro educador, vendo na crianga de hoje o
home do porvir.
Bendita sejas, farol que ilumina intcligencias bern
formadas, que sabem abragar corn gererosa abnega-
cgo a espinhosa missdo de infiltrar na alma infantil


os aromas da fe, formando coracges despojados de
vicios e enriquecidos de virtudes.
Eu te agradego, Escola Normal Rural de Juazeiro,
pelos beneficios que me proporcionaste. Foi na tua
sombra benfazeja que aprendi a enfrentar cor co-
ragem as dificuldades da vida.
E' no teu sagrado recinto, onde se prepare o ho-
mem, que sabe converter as tristezas em alegrias, as
preocupag5es em tranquilidades, as critics em elo-
gios e ver com indiferenga as censuras dos olhares
indiscretos, que sempre procuram salpicar de urzes
os caminhos de uma vida.
Aqui, nesta Unidade Sanitaria, onde trabalho, hei
d provar, sempre, querida Escola Normal Rural, os
teus sAbios ensinamentos, aqueles que me dispensas-
te, ensinando-me a amar o trabalho e a verdade, a
zelar pela honra procurando pesar na balanga da
justica todos os meus atos, moldados num padrio
de honradez e discipline.
Es a minha gl6ria, o meu passado e a minha es-
peranga. Em tuas ventures transcende a minha fe-
licidade, porque sou eu uma das tuas primeiras fi-
lhas Venero a tua tradig~o, glorifico o teu triunfo.
Sou, portanto, uma particular do teu ser, uma das fa-
cetas que brilham no espago long da tua existen-
cia.
Ave! Escola Normal Rural, viveiro de esperanga,
onde repousa a felicidade do Brasil, a honra do Cea-
rA e o progress do Juazeiro.


CUIDADO! A luberculose nada mals 6 do que

a consequencia de uma gripe mal curada

Fortifique os pulmoes
Evite a tosse e a rouquid&o

com a poderosa


Seiva de Jatoba e Agriao
F6rmula de Jose Geraldo da Cruz
FARMACMUTICA RESPONSAVEL: MARIkTA ESTACIO DA CRUZ
Formada pela Faculdade Nacional de Farm6cia da Universidade do Brasil

FARMACIA DOS POBRES

Praqa Almirante Alexandrino de Alencar, 324
Juazeiro do Norte, Ceara

--.









Homenagem aos atuais professores da Escola Normal


Rural de Juazeiro do Norte, pelos seus valiosos ser-


vinos prestados em beneficio da educacao do home


------- do campo-


"Na sua cadeira de educador, o mestre recebe a vi-
sita de uma deusa: 6 a Patria que se instala no seu
espirito. 0 professor, quando professa, ji nAo 6 um
home; a sua individualidade anula-se: 6le 6 a
PAtria, visivel e palpavel, raciocinando no seu c6re-
bro e falando pela sua b6ca" (Olavo Bilac).








Escola, Para ns !

DR. HILDEGARDO BEL2M

Velha Escola Normal, se um coragio
No p6treo peito teu pulsar pudesse,
E se nervosa trama acaso houvesse
A te animar a inerme compleigao,

Neste teu natalicio, entAo, contrito,
Respeitoso aos teus p6s, abrindo os bragos,
Eu cercaria cor milh6es de abraqos
Este teu belo corpo de granite.

Eu te acompanho a march esplendorosa.
Teu destino 6 o da branca nebulosa,
Fonte de estr6las no celeste teto.

Da ignorancia, a noite tenebrosa,
Vens convertendo em esteira luminosa,
Cor as vinte e cinco estr8las do alfabeto.


ExortaS o


Ide sempre levando o corag.o aberto
Ao que 6 belo, ao que 6 bom. Ide cheios de ardor;
Se tropegos houver, e encontrareis de certo,
Tende f6 e segui, pisando-os sem temor.

Semeal por t6da parte a luz qe ides levando
Luz de clancia e de amor, que tanto recebestes!
E, tendo junto a v6s das criangas o bando,
Ensinal-lhes o amor da terra em que nascestes.

Que haja em vossa escola, a vibrar docemente
Um hino de alegria, uma oraqgo de amor;
Em cada corago langal uma semente
Que, um dia, ao germinar, se desabroche em flor.

Como da Agua ou sol, que seja a vossa vida
Cuja agdo natural 6 benfazeja e amiga
Fertilizante e rica, em tudo transfundida
Pra que a infancia feliz vos ame e vos bendiga

Ap6stolos do Ber, a PAtria engrandecendo
Da ventura sereis as f6rgas geratrizes;
E, dia a dia, ireis, contents aprendendo
Que apenas se 6 feliz fazendo outros felizes.

Mestres-vereis, entao, na vossa escola, um dia,
Um clarao singular de suibito surgir:
I' o bem que semeais que, incendido, irradia
Como um halo de luz s6bre v6s a cair.

E, entHo, quando, final, vosso labor jA findo,
Quiserdes repousar, bem podereis dizer:
-Servindo a minha Patria e a meu Deus servindo,
Cumpri o meu dever.

Professdra Carolina Ribeiro


-6.~_.- _- -. ----


I I - I -II---- -


I


111









0 TUP


NA DIALETOLOGIA BRASILEIRA


ALEXANDRE MOREIRA PASSOS
Prof. de Portugues do Ginasio Santa Tesesinha
e atualmente na cadeira de Portugues da E. N. R. de Juazeiro do Norte


A influ6ncia, que a lingua tupi exerceu, na for-
macao do vocabulArio portugu6s, aqui, na Am6rica,
c por demais profunda. Como lingua native, cons-
tituiu um forte empecilho A implantagao do Portu-
gues, na Terra de Santa Cruz, desde os prim6rdios
da sua colonizag~o at6 o S6culo XVIII.
Nenhuma lingua primitive do mundo ocupou tao
grande extensdo geografica como o Tupi. Habi-
tavam os tupis, como se sabe, quase t6da a orla bra-
sileira beijada pelo Atlantico.
Designavam 6les o seu idioma com o sugestivo
nome de "ava nhenhen", isto 6, lingua de gente.
Para os principals povoadores das terras do Ibirapi-
tanga s6 o Tupi centralizava a verdadeira expressao
da linguagem ante as outras tribes, que falavam
dialetos obscuros, depreendendo-se, de conform.
dade com os estudos dos que se devotam ao assunto,
que o idioma em apr6go, sobrepuja, na realidade,
todos os demais. Observo Couto de Magalhaes que
se.algu6m pedisse a um tupi para se expressar na
sua lingua, eria de Ihe dizer assim. Renhenhen
nheengatu rupi-Fale pela lingua boa. E o Tupi
foi a lingua official, pelo assim dizer, do Brasil cri-
anga. Do Brasil brasileiro. A lingua da catequese.
As oraq5es, que os jesuitas ensinavam aos curumins,
principiavam pelo "Santa CarugA rangana rec'".
Saudavam-se as pessoas em Tupi: Eneco6ma! Dei-
xaram os inacianos uma quadra para os meninos dos
seus col6gios e misses, que foi publicada por Tau-
nay. Ei-la:
"0 Virgem Maria
Tupan ey Wte
Aba pe ara pora
Oic6 endC yab&".
Traducao:

"6 Virgem Maria,
Mie de Deus verdadeiro,
Os homes deste mundo
Estio bem convosco".

0 Tupi enriqueceu, sobremaneira, o vocabulario
da lingua portugu6sa americana. Calculam-se
10.000 palavras tupis imiscuidas as do 16xico portu-
gu6s. Pode-se constatar influencia tao profunda na
toponimia, na antroponimia, na fitonimia e na zooni-
mia. O assunto, por6m, oferece margem pitoresca
Sao que diz respeito A origem dos top6nimos. O
Tupi 6 a lingua de batismo da maior parte de aci-
dentes geograficos do nosso Pais. Como o presen-
te trabalho, um esf6rgo, apenas, da minha at6mica
inteligencia, foi concepcionado cor as vistas volta-
das, de todo, As minhas alunas de Portugues da Es-
- -~11~-- l


cola Normal Rural-esperancas risonhas do Brasil
de amanha-para elas vou dissertar s6bre alguns
nomes indigenas, de grande inter6sse, alias, para os
que se dedicam aos nossos estudos, A realidade bra-
sileiras. Dos Estados que constituem a FederaCAo
8 sao de origem tupi. Vejamos:
Para (para=mar) rio caudaloso
Maranhao (nmbara=mar; nhA ou nhana=correr)
rio que corre
Piaui (piau=peixe, piau; hi=rio) rio dos piaus
CearA HA muitas interpretag6es para esta pala-
vra. Sou, por6m, da corrente de Alencar. CearA 6
nome composto de cemo-cantar forte e ara-peri-
quito. Para o Autor de Iracema, que foi eximio tu-
pinista, CearA traduz "Canto de jandaia". HA 16gica.
E o estilo melifluo do escritor indianista, vazado em
vozes tupis, me deixa a pensar com l1e: "eVrdes ma-
res bravios de minha terra natal, onde "canta a jan-
daia", nas frondes da carnadba" ..
HA quem interpreted a palavra assim: CearA vem
de Ciri-ArA.
Ciri, na lingua guarani, quer dizer andar para
trAs (caranguejo) e ArA significa branco, alvacento.
Capistrano de Abreu interpreta o vocAbulo como
originArio de "dzi" (Agua) e "erA" (verde).
Agua ou Rio Verde seria a tradug~o. O escritor
cearense Ant6nio Bezerra formou a hip6tese de
CearA ter-se originado de SaarA o desert africano.
0 que 6 fato 6 que o CearA 6 a Terra da Luz e isto
basta!
Paraiba (para=mar, rio; aiba=ruim-rio imprati-
cavel
Pernambuco (para=mar; anan ou ana=semelhante;
buca? puca?=rebenta-irrompe como o mar)
Sergipe (siri=siri; gi=rio; peem busca de) -
no rio dos siris
GoiAs (gua=gente; iA=semelhante) gente da
mesma raga
HI quem demonstre que a palavra cuja origem
acabei de bosquejar nao tenha tal fundamento inter-
pretativo. Teria vindo, por6m, de goy ou goye, ele-
mento Auscaro, que aparece em algumas palavras
aliAs, nao muito conhecidas, como: Etchegoyen,
sobrenome de origem vascongada; Goycochea entire
os escalduns. Quem traz 6ste assunto A baila, (se
me nao falha a mem6ria, 6 o sr. Gladstone Chaves de
Melo, grande fil6logo patricio, em "A Lingua do Bra-
sil". Tive em mira dar, aqui, a origem tupi das 8
unidades da Federagio. Poderia ir mais long cor
as cita65es toponimicas. Tornar-me-ia, por6m, en-
fadonho ao leitor, em pesquisando o hist6rico de
tantos nomes.
Avulta, tamb6m, na antroponimia, o nfimero de
vocabulos de origem indigena. Pode o leitor mer-






gulhar o pensamento neste mar de vozes tupis: Ara-
ci, lara, laci, Iraci, Iracema, IrapuA, Jaci, Jandira,
Moacir, Moema, Ubirajara, Ubirati ...
Escusado seria dizer que na designagao dos t6r-
mos botAnicos, entire n6s, o Tupi esti a demonstrar
a sua influ6ncia incontestdvel. A regiAo t6da do
litoral chamavam os tupis de Pindorama ou Pido-
-Retana, podendo-se aplicar o termo a todo o Pais.

Quanto aos nomes zool6gicos, basta que se saiba
que s6 os de aves, (ornitologia), sobem a 718, gui-
ando-se a gente, apenas, pelo ndimero estatistico. O
de que precise falar, cor mais extensdo pratica, nes-
te despretencioso contribute A revista natalicia da
Escola Nomal Rural, 6 da relevAncia da lingua tupi
na estruturag5o vocabular do 16xico, ao sol dos tr6-
picos. Eis, ai, a questlo. "That is the question".

Tenho para mim que 6ste assunto deve estar pa-
ra o inter4sse dos que se dedicam A boa causa da
vernaculidade, pelo seu prisma aborigene, (no Bra-
sil), assim como os dialetos Negro-portugu6s, Indo-
-portugues, Malaio-portugu6s e o Portugu6s de Ma-
cau estAo para o dos que timbram em alargar mais e
mais as formas pinaculares da lingua de Cam6es,
na gloriosa Terra de Santa Maria. Nas alterag5es
das palavras tupis encontra-se uma das causes do
enriquecimento do nosso vocabulario.

Haja vista a palavra "paj6" era, a um tempo, en-
tre os indigenas, o m6dico e o feiticeiro. dir-se-ia
melhor o ordculo dos grandes moments. Influia,
profundamente, no moacaretA, isto 6, conselho do
tribo, para o qual era indispensAvel a figure do mo-
rubixaba ou tuxaua. Era 61e quem decidia s6bre a
sorte dos miassuras ou prisioneiros.
Pois bem, o vocabulo em citagio, alterou-se, pela
lei do minimo esf6rgo, em "maje" e "baj6". Maj6 e
Baj6 sao, hoje, top6nimos. Localiza-se a cidade
de Maj6 no Estado do Rio de Janeiro. Baj6, "sen-
tinela fronteiriga do colosso brasileiro", 6 uma im-
portante comarca sul-riograndense.
Transformou-se, ainda, a palavra paj6, em piaga
que, por sua. vez, vem de mananga, vocabulo com-
posto de man-enfeixar, integrar-se e anga--alma.
Managa 6 bem a razao de ser psicol6gica de paj6-
m6dico do corpo e da alma.
Tabar6u, (matuto, caipira), se original de tabaja-
ra. Tabajara, tabaiara ou tabair6. Taba quer dizer
aldeia e jara significa senhor. Ainda hoje, em nhe-
engatu, na Amazonia, ouve-se Jand6 Jara: Nosso Se-
nhor. 0 Tupi exerceu influencia atW na sufixacqo
de algumas palavras. Deu-nos os elements modifi-
cadores do substantive: Guagu ou acu, (grande). e
mirim (pequeno). Exs.: Paraguaqu, (rio grande),
itaguacu (pedra grande), nhanduguaqu, (ema
grande).
Itacolomi de ita, pedra e columim, curu-
mim ou curumi:: Menino de pedra. 0 vocabulo
mirim pode ser considerado como um simples ad-
jetivo. Ex.: Dicionario mirim.
No vocabulario comum, principalmente com os
nomes de objetos de uso, utensilios domesticos, be-
bidas e t6rmos de arte culinAria, 6 que se pode de-
monstrar, palpAvelmente. a preponderAncia da lin-
gua tupi na dialetologia brasileira. Sao vozes indi-
genas: arapuca, bodoque, zagaia, zarabatana, cocar.


tanga, igagaba, igarit6, gaponga, murucu, paneiro,
tacape, ubi, uiracaba, moqu6m, tipiti, iapepu, uru,
urupema, cupana, caxiriri, xib6, cambuxi, aipii, aua-
tii, caiui, janapai, tiquira, carimA, mixira ... As
diferengas caracteristicas entire o Portuguds do
Brasil e o do ultramar se verificam na fonologia, na
sintaxe e, notadamente, no vocabulArio.

E sao as palavras de origem tupi, pela maior par-
te, que constituem os brasileirismos. Ndo ha dfivida
de que todos os falares indigenas da nossa terra con-
tribuiram para o enriquecimento do 14xico portu-
gues. Ainda hoje, na Amaz6nia, ao lado do "nheen-
gatu", outros dialetos, como o dos Pirahans, (aspi-
ra-se o h), o dos Macuxis e o dos Parintintins, (ha-
bitantes dos rios Maici, Maici-mirim, Ipixuna e Uru-
apiara), vao deixando seus vestigios ao vocabulo da
lingua pAtria, empregado, embora, entire os que po-
rorificam a linguagem, nas misteriosas terras do Rio-
-Mar. Na legendAria Terra das Amazonas, s6 se
fala cor nome indigena em a b6ca, nomee que a
gente as v6zes, ndo sabe bem se 6 de fruta, p6 de
pau ou ave de plumagem bonita".
A lingua, que Cabral nos trouxe, saiu do b6jo das
caravelas e, para logo, A sombra das nossas Arvores,
catedrais das selvas, recebeu a Agua benta da terra
("ava nhenhen"), por mAos br6nzeas de morubixa-
bas, abaet6s, cunhAs, curumins, cunhantains e, sob
as bengaos de Tupd, tanto enriqueceu e se aformo-
seou por entire c6spedes selvagens que, constitui,
hoje, bem dentro ao dealbar da nossa cultural, o or-
gulho de uma Raga e a estabilidade de uma Nagqo!

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n_








Uma Volta pelo Juazeiro do Norte


Dout6ra MARIETA CRUZ ALENCAR
Formada pela Universidade do Brasil Ex-aluna


Entrai, ilustre visitante, e sede benvindo!

Aqui, estamos n6s, os filhos de Juazeiro do Norte,
para hospedar-vos em nossa singela casa, humilde e
rfstica, para v6s que estais habituados ao conf6rto
das capitals.
Desculpai, pois, e para que nao vos conserveis por
mais tempo no vestibulo da nossa cidade, entrai co-
migo que, mui grata ao apelo recebido para coope-
rar cor os meus conterraneos, nesta festa em que
se comemora o vig6simo aniversario da Escola Nor-
mal Rural, me prontifico, de muito boa vontade para
percorrer convosco a nosso Juazeiro do Norte, mos-
trando-a na sua singeleza e na humildade de cidade
sertaneja, a Cicer6polis que nos serviu de bergo.

Olhai-Ali esta a Praca Almirante Alexandri-
no, no coracgo da cidade. Como vedes, 6 um belo
jardim, todo arborizado de ficus-benjamin, cor infi-
meros desenhos de avi6es, de animals diversos, re-
cortados nas f8lhas clorofiladas, que a torna um
encantamento para as criangas curiosas e inteligen-
tes. Ali, elas brincar e fazem o seu passeio matinal
respirando o oxigenio puro e saudavel das manhas
ensolaradas do nosso sertao em flor.

Olhai, tambem, as suas palmeiras imperiais, elas
acenam A vossa passage como a vos desejar boas
vindas. Papai as viu pequeninas e elas jA estao t5o
altas e tao elegantemente eretas que parecem que-
rer chamar a atencgo de todos os transeuntes, cbns-
cias que sio da sua superioridade e beleza.
VWdes a coluna da hora?
e um dos vossos justos orgulhos, porque al6m de
ser um belo monument, possui um grande rel6-
artistas, o sr. Pelisio Macedo, um dos juazeirenses
gio, confeccionado aqui mesmo, por um dos nossos
que engrandecem a nossa terra, ja pelo seu valor ar-
tistico, ja por ser um dos troncos da culta e tradi-
cional familiar cat6lica, orgulho nao s6 do Juazeiro,
mas de t6da terra de Santa Cruz.
A frente desta, esta a estAtua do Revmo. Padre
Cicero Romro Batista, no coracao da praga, acolhen-
do com seu semblante sereno, todos aqueles que
nos honram corn a sua visit.
HA. ainda, aquele obelisco inaugurado por oca-
siSo do primeiro centenario do Revmo. Padre Cice-
ro (1844-1944). Foi uma dAdiva dos devotados
amigos. num gesto de reconhecimento e gratidao
ao saudoso Patriarca.
Andemos mais um pouco, visitemos a nossa igreja
matriz, tao bela, tao artistic e, em cujo altar-m6r, se
venera a imagem de Nossa Senhora das Dores.


Ber defronte, esta localizado o Patronato Mon-
senhor Joviniano Barreto e o DispensArio Nossa Se-
nhora das Dores, dirigidos pelas Irmas MissionArias
de Jesus Crucificado, que, mui caridosas e eficien-
tes, vdm dessempenhando admiravelmente a missao
de assistencia social, que Ihes foi confiada pelo ope-
roso ministry de Deus, Revmo. Mons. Manuel Cor
reia de Mac6do, filho de Juazeiro do Norte, orgulho
da nossa terra, um dos astros mais fulgurantes do
clero brasileiro.
Sob o ponto de vista religioso, nossa Cicer6polis
esta de parab6ns cor a vinda dos frades Capuchi-
nhos para a nossa cidade. Eles estao construindo,
na Praca Benjamin Constant, Largo da EstaCgo, a
grande basilica de Sio Francisco das Chagas, que
nada deixa a desejar em arquitetura romana.

Passemos agora a percorrer outra art6ria da nos-
sa cidade. Vejamos, por exemplo, o nosso Hospital
Maternidade Sao Lucas, construido sob a diregao da
Sociedade Sao Francisco das Chagas, sendo seu pre-
sidente-diretor Dr. Mario Malzzoni.

Visitemos agora o Museu A rua de Sao Jose.
Esta casa 6 a casa que merece uma visit t6da
especial. Aqui, residiu o Revmo. Padre Cicero Ro-
mIro Batista, o expoente maximo da hist6ria desta
cidade.
A sua porta se aglomeravam constantemente os
pedintes sequiosos de saciar a fome, nao s6 do corpo
mas, sobretudo, do espirito. De fora, 6les espera-
vam resignados o badalar das seis horas da tarde,
hora da prece e da saudade. E l de uma daquelas
janelas altas, eis que de repente, surge a figure do
pal spiritual, que vinha abencoar os seus filhos e
trazer-lhes uma palavrinha de afeto, que caia s6bre
aquela multidao, como uma chuva de rosas, como um
bAlsamo cicatrizante. Era como se daquelas palavri-
nhas jorrasse uma imensidio de felicidade, estendi-
da s6bre aquele abismo de inquietag~o que pairava
s6bre os humildes. E, depois de haver distribuido
as esmolas, o "Padrinho dos Pobres", recolhia-se
para reaparecer no dia seguinte. A multidio satis-
feita nas suas necessidades espirituais e materials,
retornava As suas casas completamente tranquila,
guiada pela claridade que se desprendia daquele es-
pirito de luz.
Vejamos o Jardim de Sao Vicente. La estao, no
centro, tres pr6dios dignos de meng~o: a Coletoria
Estadual, que fornece ao Estado uma renda de mais
ou menos Cr$ 2.500.000,00 (dois milh6es e quinhen-
tos mil cruzeiros).. 0 Grupo Escolar Padre Cicero,
que recebe anualmente uma m6dia de 570 crianqas,


- ----------







e, finalmente, o Cento de Sadde, dirigido por m6di-
cos esforgados e competentes como o Dr. Mario
Malzzoni e o Dr: Possidonio Ber. Ao lado, estao
construindo o P6sto de Tracoma, uma obra impres-
cindivel.no Cariri, onde o tracoma impera.

Sigamos ate A prapa do Perp6tuo Socorro, onde 6
homenageada a santa que Ihe deu o nome e onde re-
pousam, aos p6s do altar da milagrosa Virgem; o
Revmo. Padre Cicero Romao Batista e sua veneranda
mae, d. Joaquina Vickncia Rorimo.

Paremos um pouco diante da estAtua do Revmo.
Taumaturgo, que dista aproximadamente 20 metros
do seu timulo. Aqui, 6 o centro para onde conver-
gem as romarias, que v6m anualmente, em novem-
bro, por ocasiao do dia dos mortos, render Aquele
a quem esta cidade tudo deve, o seu preito de sau-
dade, a sua homenagem p6stuma. Sim, o Padre Ci-
cero morreu, mas o seu espirito revive ainda, em
cada um dos filhos desta terra que lutam e se deba-
tem por um Juazeiro civilizado e pr6spero.

O seu amor A educagao e As artes foi como que
um "cromossomo" que se difundiu atrav6s de novas
gerag6es, contaminando espiritos, encaminhando-os
para o Apice das realizag6es.
Possui o Juazeiro, vArios estabelecimentos educa-
cionais, onde a sua mocidade se reveste do esmalte
civilizador e adquire os conhecimentos culturais, so-
ciais e religiosos, necessArios para tornar grande
seu povo, .sua cidade, sua nag~o.

Temos por exemplo, o Instituto Padre Cicero, di-
rigido pelos ilustres continuadores da obra de SAo
Joao Bosco, os dignissimos Padres Salesianos.
O Ginasio Santa Teresinha, para mogas, dirigido
por d. AmAlia Xavier de Oliveira, a estrela mAter-das
educadoras desta terra.
HA uma Escola Domestica, anexa ao aludido Gi-
nasio, onde a moga juazeirense se prepare para exer-
cer, na vida social, o sacerd6cio do lar.

A Escola Domingos SAvio, instalada e orientada
sob os: metodos da t4cnica educational, baseada nos
regulamentos do imortal Sao Joao Bosco.
Finalmente, encerremos a nossa excursao na nos-
sa Escola Normal Rural, fundada desde 1934. A
6ste institute educational muito deve o Juazeiro, o
Cariri, o Ceara e o Brasil;

Aqui me deterei nao s6 para mostrar-vos a nossa
Escola, como tambAm para que participeis das festi-
vidades de hoje, em que, mui merecidamente, ofer-
tamos a palma da vit6ria ao dr. PlAcido Aderaldo
Castelo, fundador, primeiro president do Instituto
e primeiro director desta Escola, ao dr. Moreira de
Sousa, director da Instrugao, naquela 6poca e o idea-
lizador desta grande obra, a d. AmAlia Xavier de
Oliveira e a todos que, cor dinAmico esforgos, con-
correram para a felicidade d6ste moment, pelo
muito que fizeram em troca da educag~o da juventu-
de cearense e pela grandeza do nosso pais. A Es-
cola Normal Rural constitui o maior orgulho da nos-
sa terra. Aqui. a mocidade feminine prepara-se pa-
ra a vida social e a vida agricola. Desculpai a ex-
pressao: o professorado juazeirense recebe o dia-


mante bruto, lapidando-o em brilhantes resplandes-
centes, cor luzes da ci6ncia e do saber.

Aqui, na praqa 13 de Junho que sera solenemen-
te inaugurada, hoje, conjuntamente com os bustos
dos Exmos. Srs. Dras. Moreira de Sousa e PlAcido
Ade-r~ldo Castelo e da dignissinmhDiretora d. AmAlia
Xavier de Oliveira, contemplai o campo onde traba-
lhavam as alunas de hoje, as profess6ras ruralistas
de amanha.
Ali, de enxada em punho, cor chap6us de palha,
enfeitados de flores, elas trabalham no campo, com-
preendendo melhor, a significag~o do estudo do solo,
a importancia e o valor do cultivo do mesmo.
Lembro-me (quando menina, estudando nesta Es-
cola), realizou-se no Dia da Arvore, numa grande
festa, a primeira, alias.
Grande era minha curiosidade porque ignorava
em que.consistia essa festa. Notei grande movimen-
to naquela manha, dirigindo-se o povo para o local,
onde iam ser plantaadas as mudinhas de Arvores.

Na diregao que seguiamos, profess6res e alunos,
iam, muitas families que se dirigiam para assistir ao
festejo do dia, cuja solenidade ja me impressionava,
mesmo antes de avistar o local da festa.
A mim e a cada uma das minhas colegas foram
confiadas umas pequenas mudas de arvores .e pe-
queninos regadores comr .gua, para irrigar as mu-
das das Arvores que iamos plantar.

Antes de sairmos do edificio da Escola, entoamos
o hino que deveria ser cantado, durante o trajeto,
"Rumo ao Campo", cantado por todos os alunos pre-
sentes A festa.
Ao som da principal banda de mfsica da cidade,
chegAmos ao local escolhido para a plantagao das
:'rvor>:. entoando felizes o aludido hinr

Verifiquei que ja haviam covas preparadas, na
devida ordertm de alinhamento para o plantio das fu-
turas Arvores. Os nossos profess6res guiaram-nos
por entire as covas abertas e, a cada um de n6s foi
mostrado.o lugar em:que deveriamos plantar a mu-
da que haviamos trazido. Eram elas lindas e garbo-
sas amoreiras e pau brasil, que v6des hoje, embele-
zando o campo da nossa Normal Rural.

Dentre muitas festas bonitas, realizadas aqui, por
d. Amalia Xavier, nenhuma teve mais encanto para
mim do que aquela, presenciada na minha meninice:
a Festa das Arvores. Achei-a tao significativa que,
ate hoje, continue pensando: t6das as pragas de nos-
sa terra deveriam ser inauguradas cor a mesma so-
lenidade com que a nossa DD. Diretora revestiu a-
quela festa que jamais olvidarei, porque ela deixou
uma impress0o muito profunda em meu espirito.

DNste modo, a nossa Juazeiro emprestaria maior
cunho de ruralismo e brasilidade As futuras festas do
municipio. E, estou certa, para n6s, habitantes de
Juazeiro, seria agradavel e ftil o panorama da cida-
de, assim arborizada, como poderiamos, atrav6s, o
aceno das folhagens das nossas Arvores, apresentar
aos nossos visitantes o nosso adeus, acompanhado da
nossa mensagem de fe e de esperanca nos destinos
desta cidade; desta terra que nos viu nascer.


..--7. 70-








JOUAlZElIR O DO NOIR TE


BERIO DO RURALISMO NATIONAL

ELIAS RODRIGUES SOBRAL
Professor da Cadeira de Praticas Agricolas da
Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte Ex-aluno


A acgo vertiginosa e eficiente da Escola, nao po-
deria ficar A merc6 dos m6todos antiquados, contra-
producentes e prejudiciais A coletividade, sem que
nao surgisse uma fase de renovacgo, neste setor edu-
cativo, tragando novas diretrizes, impondo A pratica
cientifica em contAto direto cor a cultural, promo-
vendo uma uniao perfeita, de onde partisse, rumos
diferentes na padronizagao do ensino, indo portan-
to ao encontro das necessidades sociais, paripassu
cor o progress da civilizag~o, levando as popula-
g6es para a confraternizagio sublime e aspiradora
da sua vitalidade econ6mica.
No divisar das facktas que transcendem o orga-
nismo vivo da Escola, se debuxa ante a visao inten-
siva e penetrante, uma saliencia que recorta corn
gravidade, o Amago do seu todo e que gravitam t6-
das as ateng5es em t6rno deste pivot: 6 a prepara-
cAo intellectual, moral e civica do mestre, a base fun-
damental da educagao, o principio e o fim de todo o
progress de toda Escola.
Acobertado ao regime das teorias e ao proseli-
tismo cultural, que se houve por bem chamar de bu-
rocracia educational, a orientacao do. ensino se-
cundario, no grau normal e ginasial, mormente em
nosso meio, criou um atavismo prejudicial, que ame-
aga a ruir os fundamentos bAsicos da educagao, im-
pondo assim, pelas suas circunstAncias ameagadoras,
uma renovaglo a verdadeira ascensAo de id6ias prA-
ticas, tornando-o capaz de influir na formagao pro-
fissional do meio onde atuasse.
A Escola livresca, sem utilidade prAtica, perdia-
-se no emaranhado da adversidade, criada pelo am-
biente verbalista e ret6rico que ia cavando a ruina
individual dos educandos, tornando-os os pr6dro-
mos das desgracas consternadoras da PAtria. Era
precise uma transformagao radical na constituiggo
bAsica do ensino, consequentemente, nos m6todos a
serem aplicados no sentido de modificar os facies,
dando um colorido mais expressive na readaptaglo
do home ao meio onde vive.
"Educar 6 fazer homes eficientemente armados
para a luta da vida". Compreendendo a necessida-
de da renovagao da Escola, mister se fazia, que um
novo m6todo de ensino, que pudesse integrar o in-
dividuo aos anseios pr6prios das suas necessidades
fisicas e economicas fosse criada, com um novo am-
biente social, que procurasse ajustar A mentalida-
de campesina, aos principios bAsicos, de uma edu-
cacio integral, promanando dai uma nova fase de
progress que desenvolvesse e pudesse acionar as
fontes economicas do Pais, que na sua maioria, se
acham quase paralisadas pela falta de bragos que
as movimentem.
Abandonando a escola verbalista onde o tradi-

___ _._ _______.____ _ _-- 71l


cionalismo arcaico, cavou crateras profundas, des-
viando a orientacgo professional da mocidade, era
precise que abdicasse as formas coordenadoras da
EducagAo Nova, de ciencias priticas, mudasse o re-
gime oligArquico, onde a monotonia diddtica e im-
precisa predominava nas camadas educacionais do
Brasil, emprestando o atavismo, despretencioso,
inacessivel e contrArio A evoluglo civilizadora, que
se ia promovendo em outros stores. Exp6s-se, por-
tanto, que um clarim retumbante ecoasse por todo
o Brasil, num despertar de civismo, num acordar de
brasilidade, num ensarilhar de armas para lutar em
defesa da educacgo do brasileiro, clamando contra
a in6rcia do home do campo, impondo-o a sua rea-
bilitagdo e ao progress das suas atividades.

0 Ceara, este recanto privilegiado, em que a
natureza nos seus mist6rios insondAveis, ter levado
a sua pobre gente a sacrificios e ren6ncias, tem si-
do o arauto da liberdade, o marco de civismo, que
numa Ansia de elevar-se as culminAncias do progres-
so, aplaude e incentive as iniciativas tendentes A
grandeza do Brasil, tomou parte ativa, na brilhante
campanha civica, representados pelos seus mais If-
dimos expoentes de cultural, promovendo a renova-
qco da Escola, de ac6rdo cor as condig6es finan-
ce-ias, criando no Amago do Cariri, a Escola Nor-
mal Rural de Juazeiro do Norte, a primeira em
ordem cronol6gica, erguida no solo pAtrio.
Nos albSres de 1934, em que um surto de pro-
gresso educational inquietava as mais altas expres-
s6es do magist6rio cearense, em que num desejo ar-
dente de melhorar as condig5es da educagAo do
CearA, estas sumidades pedag6gicas, tendo A sua
frente o vulto inconfundivel de Moreira de Sousa
que era entio Diretor da Instrugdo Pfblica do Esta-
do, procuraram dar uma feig~o sumamente especia-
lizada A Escola, surgindo nos altos postos administra-
tivos, a id6ia da criaqgo de uma Escola Normal Ru-
ral no Estado, que dentro das suas lidimas finalida-
des, formasse profess6res especializados para a zona
rural, no sentido de fixar o ruricola em seu pr6prio
habitat.
0 campo estava abandonado. As cidades se lo-
cupletavam e o urbanismo, este cancro social, que
esta sangrando as filtimas energies do organismo
debilitado da massa agrAria se alastrava impiedosa-
mente, reduzindo a produgao agricola, tornando de-
sertas ricas fazendas, A situacgo era angustiante.
Os poderes constituidos ficavam alarmados com a
situag o, procurando deter a march da ofensiva.
Os tecnicos foram consultados, juntamente com os
soci6logos e o finico diagn6stico positive pesou s6-
bre o 8xodo do home do campo e como m6todo






combative, s6 a educag~o do home do campo po-
deria salvar a situagAo.
Diante disto, nao havia meio t6rmo, era precise
iniciar o combat. Os meios foram apontados e os
caminhos deviam ser percorridos. Os videntes do
ruralismo cor pesar, contemplavam estarrecidos o
avango rApido da devastagao. As f6rgas vivas da
prdduigo estiolavam-se e perdiam a sua vitalidade
rompendo-se os tecidos da sua compleicao orgAnica,
esfacelando-se e perdendo-se o plasma vigorante
da solidez fisica.
A EducacAo Nova deveria salvar a situadao. 0
movimento intensive alastrava-se por todo o CearA
em t6rno de tao magno problema. Os juazeirenses
comungavam tamb6m d6ste mesmo sentiment de
brasilidade.
Realizou-se, portanto, uma reuniao, para tratar
s6bre tao elevado piano. A esta reuniao compare-
ceu o que Juazeiro tinha de mais expressive.
Fundou-se o Instituto Educacional de Juazeiro,
destinado a encampar este movimento ruralista. As
trombetas do bem ecoaram pelos espagos afora le-
vando a nova, que para o Brasil seria, mais uma ala-
vanca de progress e para o CearA mais um gAudio
e para Juazeiro mais umah onra.
O gov6rno do Estado, naquela fase de renasci-
mento do ideal ruralista, nao podia fazer face As des-
pesas com a manuteng~o e instalagAo do primeiro
temple dedicado ao Ensino Normal Rural do Pais.
0 eminente educador dr. Joaquim Moreira de
Sousa, grande baluarte do progress do Ceara, que
superintendia a educagao do Estado, props aos
prefeitos de varias comunas a tomarem s6bre sua
responsabilidade, este empreendimento de tao gran-
de vulto.
O Juazeiro, a lendAria cidade nordestina, teve a
honra por demais insigne, de receber s6bre o seu so-
lo querido, esta preciosa dAdiva que vem enaltecen-
d6 a grandeza e o valor dos seus habitantes.
As maiores reserves morals que Juazeiro possuia,
tendo A sua frente os vultos inconfundiveis do dr.
Placido Aderaldo Castelo e Amalia Xavier Oliveira,
fundaram uma instituigao civil de fins educativos
para encampar a Escola Normal Rural de Juazeiro,
que seria criada pelo Gov6rno do Estado, levando
assim, As s6lidas bases do seu alicerce, que se tem
tornado uma obra grandiosa que atrav6s de quatro
lustros, vem dando ao Brasil uma semente prodigio-
sa de educadores modelares.
Juazeiro vibra as notas harmonigsas do entusias-
mo patri6tico!
Manha de junho em que a brisa sopra acariciante
e fagueira e que o C6u azulissimo de esplendor, faz
despontar o sol causticante com tonalidades escar-
lates, espalhando o claro cintilante dos seus raios de
pratas em t6da vastidao verdejante do Cariri, em-
prestando uma sensag~o divina, que encanta e abs-
trai os coragoes mais simples, ergue-se nesta hora
matinal o altar sublime da PAtria, em que os sacer-
dotes de uma nova crenga entoam hino de idealis-
mo, fundando entao, o temple privilegiado, dedicado
A primeira Escola Normal Rural do Brasil.
Estiveram presents ao ato inaugural official, em
nome do Interventor Federal o sr. Director da Ins-
truqao Pfblica do Estado-dr. Joaquim Moreira de
Sousa e outras autoridades estaduais, locais e das
cidades vizinhas. Foi solene a inauguracio. As pa-


lavras dos oradores tiveram cunho de incentive para
a instituigao recem-inaugurada oficialmente. Os
educadores que tomaram parte na comitiva, assisti-
ram as primeiras aulas, demonstrando com a sua
admiragao e acatamento, a missao elevada que ia
desincumbir este Estabelecimento.
Firmando suas raizes nos Decretos que a regu-
lamentou e a tornou official do Estado, marchou len-
tamente, A custa de sacrificios, realizando os obje-
tivos, dentro das suas pr6prias possibilidades fi-
nanceiras. Como o seu primeiro Diretor, ocupou
o lugar o dr. Plicido Aderaldo Castelo, que junta-
mente com o dr. Jacinto Botelho e Amalia Xavier
de Oliveira, respectivamente SecretArio e Tesourei-
ro desempenhou seu mandate com um ano de vi
g6ncia. Eleito deputado estadual, sucedeu a seu
lugar o dr. Jacinto Botelho, deixando ap6s um ano
de governo. Em 1936, assumiu a DiregAo da mes-
ma a profa. Amalia Xavier de Oliveira, como Direto-
ra e Tarcila Cruz Alencar como Secretaria, ocupan-
do a Tesouraria Generosa Ferreira Alencar.
Ap6s tres anos de vigencia deixou a Tesouraria
a profess6ra Generosa Alencar, substituindo-a o sr.
Doroteu Sobreira da Cruz. Desde a primeira in-
vestidura ao cargo de Diretora, que vem permane-
cendo A sua frente a profa. Amalia Xavier de Olivei-
ra, o fator preponderante do progress deste Edu-
candario, substituindo-a durante duas licengas o
dr. Bel6m Figueiredo e Tarcila Cruz Alencar. Esta
mesma educadora ja ocupava o cargo de Diretora
Podag6gica da Escola, desde o seu inicio.
Nio 6 possivel deixar no olvido, o trabalho din-
inico real da profa. Tarcila Cruz Alencar, que por
mais de dois lustros, soube despender as suas ener-
gias imoas, em proveito do engrandecimento da
obra para que cooperou na sua fundagao. Com o
desaparecimento do sr. Doroteu Sobreira, substi-
tuiram seu lugar na Tesouraria, sua esp6sa, d. Dina
Sobreira da Cruz e a senhorita Dirciola Figueiredo.
A' frente da Secretaria, acha-se a profess6ra Maria
Assuncao Gonaalves, que na sua mod6stia tao pecu-
liar, tern sido um baluarte na construCao deste mo-
numento de que se orgulha Juazeiro.
A tenacidade e esforgos dos profess6res Dr. Ma-
nuel Bel6m de Figueiredo, Vicente Xavier de Oli-
veira, Jacinto Botelho, Jos6 Bernardo Bezerra de
Menezes, Tarcila Cruz Alencar, Elza Figueiredo A-
lencar, Nair Figueiredo Rocha e Generosa Ferreira
Alencar, foram os guindastes que soergueram as ati-
vidades que deram inicio a tao grande vit6ria. Ao
lado destes destacam-se tamb6m pelo muito que
trabalharam pelo 6xito e progress da Escola, Dr.
Jos6 Sebastiao da Paixao e Angelica Xavier de Oli-
veira. Ao colimar os pincaros dos 20 anos de lutas
e sacrificios a Escola Normal Rural de Juazeiro,
nao pode negar as f6rcas vivas que v6m dando
constant acelerado As suas atividades educacionais,
que sao os autais profess6res: AmAlia Xavier de Oli-
veira, dr. Manuel Belem de Figueiredo, padre Ci-
cero Fernandes Coutinho, Jos6 Neri Rocha, padre
Ant6nio Feitosa, Alexandre Morena Passos, Valfre-
do Santos Cruz, Tarcila Cruz Alencar, Maria Maura
Almeida, Maria Menezes Pereira, Elza Figueiredo
Alencar, Nair Figueiredo Rocha, Raimunda Paiva
Teixeira, Irenilce Xavier do Vale, Lifcia Vanda Te-
les Guimaraes, Maria Lisieux Xavier de Oliveira,
Teresa Bezerra Machado, Heloisa Coelho, Teresinha








PREITO DE HOMENAGEM AO OUERIDO


MESTRE--MONS. JOVINIANO BARRETO


MARIA ADAMEI NOGUEIRA GRANJA
Funcionirla da Secrelaria da Educaclo Ex aluna


As boas mem6rias nao se esvaem, revivem sem-
pre.
Quem sabe amar as coisas belas, ama tamb6m os
feitos de um grande vulto.
A Igreja Cat61ica tem sido um viveiro sublime de
personalidades robustas, de tipos models que se
nos apresentam como fachos luminosos a clerear a
esteira infinda dos tempos.
Entre 6sses vultos altaneiros da Esp6sa mistica
de Cristo, ressalta a figure singular de Mons. Jovini-
ano Barreto-o grande educador e mArtir sacerdote.

Representante visivel de Jesus s6bre a terra, as-
semelhava-se a um sol brilhante cujos raios ben6fi-
cos irradiam por todo o Universo, impregnados de
belas virtudes. Sua personalidade em qualquer lu-
gar produzia nas almas pensamentos saos e eleva-
dos, que penetravam at6 o mais recondito do cora.
gdo e arrastavam-no A pratica da virtude. Apostolo


Gondim Medeiros, Francisca Zuleica Soares, Ivone
Sousa Lima, Teresinha Sobreira Costa, Joaquina
Gongalves Santana, Maria Soares, Maria Esmeralda
Batista e Francisca Corn6lio Miranda.
A Escola Normal Rural de Juazeiro, em face de
tbdas as adversidades por que ter passado, sempre
palmilhou a trajet6ria tragada desde os seus prim6r-
dios, nao se tendo descurado da sua missio impor-
tante e por isso vem dando uma feig8o especial ao
seu m6todo de ensino.
A falta de meios e o desprizo dos poderes pilbli-
cos em muitas fases de sua acio, nao a tem permi-
tido realizar com gAudio o que tinha em mente p8r
em pratica; entretanto, estas lacunas t6m sido pre-
enchidas cor sacrificios e abnegagio da sua Direto-
ria e dos seus profess6res.
Ressaltando as prerrogativas outorgadas pela
dignidade que Ihe cabe de ser o bergo do ruralismo
national, o Juazeiro, 6ste dinamo gerador que vem
impulsionando a f6rga motriz do ruralismo brasilei-
ro, oferecendo geragoes mogas que como luzes cin-
tilantes da ci6ncia, vAo por ai afora extrair do solo
adusto e refratirio o pao que hi de saciar o est6ma-
go faminto dos que se abeiram das grandes cidades,
elevando a sua economic, reduzindo a miseria exis-
tente, ensinando o home do present, os meios pe-
los quais 1le precisa redimir o campo, instruidos nos
principios fundamentals da educaqlo rural. Juazei-
ro gigante do progress ergue a tez comburida pelo
sol nordestino e profere a magistral sentenga:
"Amar o campo 6 amar a Patria, 6 amar a Deus: eu
quero viver assim ..."


eximio que transmitia as almas palavras de "vida
eterna", procurando former coragBes que f6ssem
verdadeiros lirios espirituais, de p6talas branqui-
nhas ... bem branquinhas, como se refletissem a
pureza dos anjos.
Considerando a dignidade do nosso querido mes-
tre, todo o nosso ser estremece, t6das as nossas fa-
culdades se assombram diante dessa personalidade
augusta, que passou pelo mundo como o divino Mes-
tre: sacrificando-se por amor a humanidade pade-
cente. Possuistes, Mons. Joviniano, a grandeza do
sacratissimo carAter do vosso eterno sacerd6cio; e
tudo no sacerdote 6 essencialmente spiritual, sobre-
natural, divino. Todos os vossos alunos, reconhe-
ciam na pessoa do seu mestre e amigo a "ardente
envergadura de Paulo, no zelo do sagrado minist6-
rio e o dulcissimo entusiasmo de Pedro na extrema
dedicanCo do serviqo do Divino Mestre".
Nada mais nobre do que trabalhar cor Cristo por
Cristo e para Ci sto; e foi esta a missao d6ste
grande ap6sto.o e nro menor educador.
0 coragqo todo bondade, dessa bondade que s6
os santos tem. atraia a simpatia coletiva, cativava
mesmo os inimigos da Religido, convertendo-os
inuitas v6zes.
Bem perto experimentamos, por longos anos, o
influxo ben6fico dos vossos ensinamentos. Por to-
dos os titulos digno de nosso acatamento, o bom e
venerando mestre nos foi sempre o orientador segu-
ro, tanto cientifica como moralmente, e o vosso e-
xemplo de integridade cat6lica projeta-se s6bre n6s
como um feixe bendito de luz inextinguivel, que nos
clarearA sempre os horizontes da nossa vida edu-
cativa.
T6-lo-emos sempre present em nosso espirito,
porque 61e nos soube transmitir com rara habilida-
de, algo da sua bondade e grandeza moral.
Agora, s6 me resta agradecer-vos, na simplicida-
de e sinceridade desta homenagem, o quociente ele-
vado dos bens que me prestou e continue a prestar,
porque o vosso exemplo permanece em cada um da-
queles que tiveram a felicidade de conhec6-lo e sor-
ver o nectar ben6fico de vossos ensinamentos.
Imorredoura graitdao, a v6s, Mons. Joviniano,
mestre querido, que bem soubestes imprimir nas al-
mas dos vossos alunos o s6lo indizivel das virtudes
incompariveis que possuistes em grau tdo elevado.
Aceitai esta homenagem, que vos presto, 6 in-
comparAvel mestre; aceite-a, nao pelo brilho literArio
que nao possui, mas pelo que de mais nobre repre-
senta-a expressio de minha lealdade e eterno re-
conhecimento.









MATRICULA DA E. N. R. NO PERIOD 1934/54


ANO CURSO ALUNOS TOTAL
S. F. S. M.

1.934 Primario 38 18 56
Complementar 21 7 28
59 25 84

1.935 PrimArio 113 56 169
Complementar 43 5 48
156 61 217

Primdrio 123 56 179
1.936 Complementar 54 4 58
Normal 23 1 24
200 61 261

Primirio 145 58 203
L.937 Complementar 53 2 55
Normal 45 2 47
243 62 305

Primario 43 71 214
1.938 Complementar 62 62
Normal 66 2 68
271 73 344

Primario 159 63 222
1.99 Complementar 85 85
Normal 60 1 61
304 64 368

Primario 147 70 210
1.940 Complementar 91 3 94
Normal 75 75
313 73 3Mi

Primario 128 46 174
1.941 Complementar 79 2 81
Normal 89 89
296 48 344

Primario 119 22 141
1.942 Complementar 75 2 77
Normal 90 90
284 24 308

Primirio 121 15 136
1.943 Complementar 87 2 89
Normal 85 85
293 17 310

Primario 91 16 107
1.944 Complementar 77 77
Normal 88 1 89
256 17 273










MATRiCULA DA E. N. R. NO PERIOD 1934/54


ANO


1.945




1.946




1.947




1.948




1.949




1.950




1.151




1.95 2




1.953




1.954


TOTAL


CURSO


Primario
Complementar
Normal


Primario
Complementar
Normal


Primirio
Complementar
Normal


Primirio
Complementar
Normal


Primario
Complementar
Normal


Primario
Complementar
Normal


Primrrio
Complementar
Normal


Complementar
Primario
Normal


Complementar
Primario
Normal


Primario
Complementar
Normal


GERAL


ALUNOS
S.F. I S.M.


92
48
89
229

147
50
87
284

138
50
67
255

190
33
67
290

190
51
65
306

205
60
68
333

273
63
56
392

238
69
71
378

267
47
80
394

233
56
53
342

5.878


15
1
1
17

35
1
1
37

29
2
1
32

41
2


17


17

15


15

13


13

17


17

19


19

12


12

749


TOTAL


107
49
90
246

182
51
88
321

167
52
68
287

231
35
67
333

207
51
65
323

220
60
68
a48

286
63
56
405

255
69
71
395

286
47
80
413

245
56
53
354

6.627


A Escola Normal Rural nos seus primelros quatro lustrous de existencia reallzou, pols, uma obra magnifica em prol da educagio rural. E' bem
de ver que dia a dia t6cnicamente mals capacitada para a efetivatio de seu grandloso program, ela ser6 cada vez mats 6tll ao Cear e ao Brasil.
Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte, Junho de 1954. MARIA ASSUNCAO GONCALVES SECRETA'RIA.


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