Para a historia do jornalismo cearense 1824-1924

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Material Information

Title:
Para a historia do jornalismo cearense 1824-1924
Physical Description:
228 p. : facsims. ; 23 cm.
Language:
Portuguese
Creator:
Studart, Guilherme, 1856-1938
Publisher:
Typ. moderna--F. Carneiro
Place of Publication:
Fortaleza
Publication Date:

Subjects

Subjects / Keywords:
Brazilian newspapers -- Bibliography -- Ceará (State)   ( lcsh )
Brazilian periodicals -- Bibliography -- Ceará (State)   ( lcsh )
Journalism -- Brazil -- Ceará (State)   ( lcsh )
Genre:
bibliography   ( marcgt )
catalog   ( marcgt )
non-fiction   ( marcgt )

Notes

General Note:
At head of title: Barão de Studart.
General Note:
Caption title: Em commemoração do 1.⁰ centenario do jornalismo no Ceará (1824-1924). Catalogo geral.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
oclc - 21028352
lccn - 29001717
Classification:
lcc - Z6954.B8 S92
System ID:
AA00000264:00001

Full Text




Q
BARAO DE STUDART
Para a Historia
DO
Jornalismo Cearense
1824 1924
BIBLIOTECA PkKu CEAR
2 7DEZiQ^7
o '
ESTANTE oT" F.SP. j^fl
FORTALEZA
TVP. MODERNA F. CARNEIRO Rua Baro do Rio Branco-130
1924


Em commemorao do I. GentenarioXo Jornalismo no Gear (1824-1924). %^ce
CATALOGO GERAL
1824
I. Dirio do Governo do Gear publicado em
Fortaleza a 1 de Abril. Inscreve-se este como o 1. jornal que teve a Provncia. Redactor o Padre Gonalo Ignacio de Loiola Albuquerque e Mello Moror. Foi Manoel de Carvalho Paes de Andrade quem de Pernambuco remetteu o material typographico necessrio publicao. Isso mesmo diz o Officio circular estampado no 1. numero. O navio portador da typographia foi a escuna de guerra Maria Zeferina. A remessa foi communi-cada Junta Provisria do Cear por Paes de Andrade em officio de 9 de Maro.
O director Hos trabalhos, Francisco Jos de Salles, que fez parte da revoluo de 1824, foi preso e pagou com sacrifcios e attribulaes o amor s ideas, que professava. Seu nome figura na Relao das pessoas que mais se desenvolveram no malvado systema republicano na capital da provncia do Cear, feita na Secretaria de Estado, dos Negcios da Justia, em 12 de janeiro de 1825 e assignada por J. Carneiro de Campos.
Na acta do Supremo Conselho (26 de Agosto) e no Termo da installao do Collegio para eleio dos Deputados, que deviam compor o Governo Supremo Salvador (28 de Agosto), elle se


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assrgna Francisco Jos de Salles Jurubeba, dire-ctor da typografia nacional.
O cabealho do novo jornal dizia assim :
N.<> 1. Dirio do Governo Preo 40
do Cear ris.
Cidade do Cear Quinta-feira, 1 de abril de 1824.
Seguiam-se o !. artigo sob o titulo Sesso do estabelecimento da Typografia, o 2. sob o titulo Expediente e sub-titulo Officio Circular, o 3. sob o titulo Officio da Villa da Crato e o 4. sob o de Resposta ao Officio da Cmara do Crato
No baixo da 4.a e ultima pagina dizia: Na Typografia Nacional do Cear.
O 1. numero do Dirio tinha 20 centmetros de comprido sobre 14 de largo por pagina: cedo cresceu em tamanho e passou a custar mais caro, 80 ris o exemplar.
Era o seguinte o pessoal empregado: Redactor o citado padre Moror, com ordenado de 400$; impressor Francisco- Jos de Salles, com ordenado de 300$; compositores Felippe Jos Fernandes Lana e Urbano Jos do Espirito Santo, (mais tarde Urbano Paz Jerepemonga) com ordenado cada um de meia pataca por dia, nos primeiros tres mezes, e com um augmento proporcionado ao adiantamento que fossem mostrando.
Havia mais dois serventes com a diria de 200 ris.
Foi encarregado da venda do jornal e mais trabalhos que sahissem da typographia o negociante Joo Bezerra de Albuquerque, "que levava por isso o lucro de 8 /o. E o av'do Dezem-bargador Joo Firmino e do Dr. Raymundo Ribeiro.
Todos os ordenados eram pagos pela Fazenda Publica e ficaram assentados na sesso do Governo havida a 29 de maro de 1824. O re-


km.. DIRIO DO GOVERNO Pr7~T
do mm :
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dactor, o imoressor e o vendedor das gazetas tinham o pagamento em quartis, os compositores mensalmente e os serventes por semana.
O Dirio sahia duas vezes por semana, s quartas-feiras e sabbados.
No intuito de favorecer a Typographia Nacional expediu o Governo circular determinando que os membros dos Conselhos e Senados da Provncia se cotizassem em 6$ cada anno em beneficio delia.
Para inteiro conhecimento do leitor quanto aos dizeres do primognito do jornalismo Cearense aqui vo transcriptos os quatro Artigos de que elle tratou, merecendo notar-se a linguagem usada j nos 3.o e 4..
Sesso do estabelecimento da Typografia.Em 29 de Maro de 1824. Abrio-se a Sesso a horas competentes, leo-se a Acta passada, e achou-se conforme. Despacharo-se vrios requerimentos de partes, e expediro-se varias Ordens, e Offi-cios. Tendo-se na Sesso do dia vinte do corrente Accordado que o Governo faria a creao dos Officiaes, que deverio compor o trabalho da Typografia Nacional, e os Ordenados, que deverio vencer, em quanto do rendimento delia no po-dessem ser pagos: Acordou o Governo, que seria o Imprensario Francisco Jos de Sales enviado pelo Excellentissimo Senhor Presidente do Governo de Pernambuco, e venceria o ordenado de trezentos mil ris annuaes pago pela Fazenda Nacional a quartis, para coadjuvar ao Imprensario, e instruir a mocidade haverio dois Ajudantes compositores Felippe Jos Fernandes Lana, e Urbano Jos do Espirito Santo com o ordenado cada num de cento, e sessenta ris por dia nos primeiros tres mezes, e dahi em diante, se lhe augmentaria o ordenado a proporo de seu adiantamento : haverio mais dois serventes com o ordenado de duzentos reis por dia: e finalmente haveria num Redactor do Dirio do Governo, que seria o Padre Gonalo Ignacio de Albuquer-


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que Moror, pessoa de instruco e conhecimentos, que venceria o ordenado de quatrocentos mil ris, e todos os referidos ordenados sero pagos pela mesma Fazenda Publica, e recolhen-do-se a ella o resultado da venda das folhas, e mais papeis, que se venderem, nomeando o mesmo Governo a Joo Bezerra de Albuquerque, Negociante desta Praa para vender em sua loge com o lucro de oito porcento: e outro sim, que -s folhas, que no occuparem meia folha de papel por um, e outro lado se vendo a vinte reis, e as que passarem a outra pagina, se vendo a quarenta reis, porem se for folheto, o Imprensario como Administrador da Typografia regular o preo por que se deve vender, intelligenciar ao Gazeteiro o Redactor inserir nas ruas folhas, composies, e escriptos, os memoriaes, lembranas e queixas, que qualquer indivduo lhe requerer, e da mesma forma o Imprensario as imprimir, quando lhe requererem, comtanto que paguem a taxa estabelecida, e as apprezentem assi-gnadas, e reconhecidas. O Redactor Imprensario, e Gazeteiro sero pagos a quartis, Os Ajudantes Compositores mensalmente, os serventes como pessoas pobres semanariamente pela folha, que o Imprensario assign&r para o Almoxarifado. (' Gazeteiro recolher a Fazenda Publica o resultado da venda das Folhas mensalmente a contar do dia de hoje vinte e nove do corrente. O Dirio do Governo ter principio no dia 1. de Abril seguinte, e o Redactor ser obrigado a dar o Dirio duas vezes na semana, nos dias de Quartas, e- Sabbados. O Imprensario exigir do Gazeteiro hum titulo dos papeis, que recebeu, e porque preo os deve vender transmittindo o titulo ao Governo para enviar a Junta da Fazenda para no fim de tres mezes ajustar contas, do que vendeo e recolheo. De todo o sobredito acordou o Governo em expedir as ordens necessrias com as copias da prezente Acta, com a declarao que o Imprensario vencer o ordenado a contar do dia


N. JU-
DIAR TO DO GOVERNO D CEARA'
CDAOK Ho C15AHA' Quita feira1 3<> d<* Junho
Expediente
N:< pode hawr Sociedade regular sem Ke-ffgiHfi ; p o (."hristiaiiisMU U .t nica verdadeira KIj, mie pode conter mem nos le-miitcs da modera-a pela S.uilididit da sua mo* raK l;r desprezada pnff> ludios da Uireetmia tle V. tu. que nem v.. men-ts cumprem com o.precrilo quaresmal; e poc turnao-se ca-
da vez mais viciosos.
He lUit'. da minha o3br Senhor lirect^ de ?>.ecejana.
J na 5 lia lemitetoroubo, e a gangrena S. se atalha a ferro, e a fogo: huma nifei-midde violenta devo ser ourada com tpicos violentos. Esta Provncia est ossalta-d da-peste amais cniel, e mais contagiosa, qual h a eaMa de tauVes, que atta<:a uiipuriimente os sagrados direitos de srgu-rana iruivi 'uai, e de propidade, ficando eUes quase .-xjnpjre impun&s, como diz V. %S; YiO sf-o Omeioae .'^p .de Maio passado. Crimino, e muito, nrino a falta Jc legalidade dos processos dos reosr pela qual sa despronunciados. Se V. ,-como Juiz lei-
c mquerir i-i eotifi k.ceesscc e muiio
go, nao pd-nem procede deve ter hum e com f-citci Ofiieio sobre este pr caia por hum :J da qu.-ilcs, d.-i Irtdi oc ji. dilata, reo de homen
as testemunhas, e rmidade das Leis, .e-adn, que o girie; iie estranhar o seo : Ta vtA V. S. re-.reoto napuniea ..'...crer no trilho da .. si a mente prises a via V. S se m cuca
retetid" nas Cada 34 dias a uijja formada, como diz no
mesmo Ofiicio. Pei *er-por jx^pienos furtos a qualquer, he o iirar ecutra a Huma-.jiiaa.de,. e n; prcsiit-m.er.i.o necissitamos mais de ltome;:s no Campo, tpie nas mas-morras, >ude w?*yri,T pesados a Sociedade Por ^ r^metter os reos lC-sp. natui.ik- :'.-fff&lV fax-cstivwn suinari-:
ados, ao Com mandante do Dcitacaipentopa ra serem corrigidos com castigos afllictivos, { mas os reos -,a A ia e termo, os remttter cMrotidos seos Ceaipetentcs Oi- ; reetores para i de baixo de vistas prespi- cases se itiipregarem na ajrieultui a tias su-as terras* ta faltiis di- gente laboriosa. 1'a- r S. promover a mais exacta poii.cj;i no seo termo, sumariando odos os reos,. presos por- qualquer auettordade, di^ms -de altos castigos, ou de vassandodu quelies, que as Leis determinarem.
ceuso a recejH;a do seo officio de G de Maio. mais ainda na uiiegarao j. ?soa os reos. Decs guarde, a /"". S. Cidade do Cear 5 de Junho de 18a-l
iustrissimo Penhor Anhuiio Janurio Linhares, Juis Ordenu.no do obral.
Tenda sido incansvel o zelo. Patritico da IIlustre Junta da' Commissa dos Melhoramentos desta Cidade na exposio dos meios mais fceis, e attcndivcispara.se promover na s (-prosperidade-.desta Capital, como a da Provncia inteira, e havendo a incsnu Junta em Sessa detre^. do corrente proposto a feliz lembrana de se ocetqja-icni milhares de braos inerte* onerosos a si mesmos, e prejudeiaes a Sociedade jicr na terem terreno, em que se exercitem- na agricultura, a me universal de todas as artes, e a primeira, (pie a Natureza ooeceo as prerises do homem ainda tio estado in culto p= pefo *pie Ordeno a V. iV. que quanto antes a^ convocar os proprietrios do terras lavradias, *? .susceptveis dc cultura, para os pcr.vuadit em nome da Patrin. des* graadarante ameaada a que Ceda por rendamento parte deas homens, que ;,4-tivem assiduamente. quesja bem i; gerados, laboriosos; pois desta sor ( tar-se-ba o rot.bo, desapparecera o ,tt ,e a rapina, iUios mimosas da ociosidade ; i res-ecraftasTHjueisw reaes da Provincia; inflar o proprietrio, e o Povo vivendo na al.urj-danem u< ixar de ser importuno. Creio (pie nenhum homem amigo da.Naca, da Ptria, de si mesmo, c da Humanidade negar-se-ba ta justos meios de mostrai' huma Itrme adbtesa ^Causn
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vinte, Ajudante Uubano do dia vinte e seis, e o Ajudante Felippe do dia trinta do corrente, o Gazeteiro a contar do dia vinte nove do mesmo mez, e o Redactor do dia 1. de Abril, que segue. E por serem horas competentes houve o Senhor Presidente por terminada a Sesso, mas lembrou ao Governo, que se expedisse Ordem a lllustrissima Junta da Fazenda Nacional para fazer remetter ao Redactor todas as Segundas-feiras e quintas da semana as determinaoens da mesma Junta, e quanto antes far conhecer ao mesmo Redactor o estado actual das Finanas, para elle fazer publico, e da mesma forma, que da Secretaria do Governo se enviasse ao Redactor as deliberaes do Governo de sua maior importncia para que o f-ublico fique inteirado da conducta do mesmo Governo. Presidente, Pinheiro, Filgueiras, Araripe, Castro, Lima, Secretario.
Expediente.Officio Circular.Temos uma Typografia Nacional enviada este Governo pelo Excellentissimo Presidente de Pernambuco Manoel de Carvalho Paes de Andrade, nosso honrado Patrcio, que s se esmera no bem estar do Brazil. Esta vantagem real abre o caminho livre s nossas commodidades, e legtimos interesses; e he obra prima da Liberdade do Brazil. O The-zouro Nacional desta provncia tem grande des-pendio, que deve ser aliviado pelos Amantes da Ptria, na conservao desta utilissima inveno Queiro V.V. S.S. aliviai-o, assignando o Dirio do Governo a penso annual de 6000 reis custa de todos os menbros do Conselho, ou mesmo custa desse Senado, que briozamente, e por necessidade deve saber de tudo quanto se passa no grande Mundo, e quanto convm a conserva- o do Brasil. Pensamos que V.V. S.S. dezem-penharo nossa justa confiana, mandando alistar-se no numero dos Assignanes do Dirio deste Governo, donde lhes communicarse-ho as verdades mais Importantes; remettendo-lhes impres-


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sos todos os papeis, que imprimirem nesta Typografia. Da mesma sorte V.V. S.S hajo de aliciar concurrencia de Assignantes, particulares, a os quaes igualmente se remetter pelo Redactor o P. Gonalo Ignacio de Albuquerque Moror, num exemplar de cada folha. Deus Guarde a V.V. S.S. muitos annos. Cidade de Fortaleza, 31 de Maro de 1824; 3. o da Independncia e Liberdade do Brasil. P. Francisco Pinheiro Landim. Jos Pereira Filgudras. Tristo Gonalves de Alencar Araripe. Joaquim Felicio Pinto de Almeida e Castro. Miguel Antnio da Rocha Lima, Secretario.
Officio da Villa do Crato Temos prezente o Officio de V. Excellencias do primeiro do corrente a que acompanharo os decretos de dissoluo da Assemblia Constituinte, e Legislativa do Brazil plenamente congregado no Rio de Janeiro; pela a proclamaa de sua Magestade, Imperial, o Manifesto, insinuaoens para nova eleio de Deputados remettidos daquella corte; e apesar do la-conismo que se obseruar em dito Officio, elie veio por-nos em perplexidade pelo modo dicizivo, com que V. Fxcilencias, supremmas Authoridades desta Provncia, mando sem mais reflea dar o passo preliminar para a perdio e desgraa dos que tem confiado em V. Exellencias a guarda, e defeza de seus inalienveis Direitos. Os refiridos exemplares so hurn nexo composto de contradies, tendo-se em vista os Artigos 1,3, 14, 15, 16, 10Q, 153, 154, do projecto da Constituio, e se os Brazileiros continuarem incautos a cumprir tudo sem prescutar coiza alguma faro primeiros de innocentes prisioneiros; seguindo todos a um sem presciencia, e logo depois figuro de vis escravos, a cujo abjecto estado os conduz os tramas do machiavelico Ministrio. Se o Imperador podia banir a fora d'armas a Soberania da Nao pela supozia improvvel de haverem aberrado quatro, ou cinco, de seus Representantes, este Senado ignora, e firme nos princpios de constitucionalidade, que tem adoptado duvida


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cumprir, sem genrico exempio das mais Provncias, ordens, que conhece deametralmente oppos-tas aos interesses de regalias dos Cidadoens de quem he ligitimo orga. prevendo a constituio, de dessoluo de quantas Assemblas se congregarem sempre que no promulgarem a sap-tisfaa dos Mandoens Portuguezes, qe prose-guiro no abuzo das armas que tem a sua disposio e sinceridade do melhor dos Imperadores, a quem ardilozamente procura lacinar para seos fins. Quem procede por esta maneira no dezobedece, pugna pelos interesses de um Povo idolatra de sua Liberdade, pela integridade do Imprio, e estabelidade da Monarchia. a quem protesta obedecer, baziado em taes princpios, e segue os ditames do seu Grande Deffensor. que francamente tem declarado ser passado o tempo, dos prestgios. Por Officio, que j dirigimos a essa Junta previnimos V. Excellencias de nossos bem fundados receios, lameniamos. que V. Exs. continuem em approvar os desvarios Minis-teriaes, quando elles attaco em toda a esteno os imprescriptiveis Direitos da Nao. Dignem-se V. Fxs- de tomar em considerao negcios de tanta monta, combinando com as provncias civilisadas nas requezioes que devem dirigir a S.S. I. illucidando-o nas medidas de cautella, contra o embrio que nos annuncia dezastrozos feitores, e o maior dos trgicos successos de Portugal.
Deus Guarde a V. Exs. Crato em Sesso de 2S de Fevereiro de 1824; 3. da Liberdade, e Independncia do Brazil, e Eu Jos Francisco de Gouvea Ferras. Escrivo o escrevi. (Ilustrssimos e Excellentissimos Srs. da Junta provizoria de Governo da provncia. Gonalo Jos Ferreira. Vicente A maneio de Lima. Jos Francisco Pereira Maia. eniardino Gomes de Andrade.
Resposta ao Officio da Cmara do Crato. Recebemos o de V. S.S. datado de 2S de Fevereiro pretrito. Nelle brilha o amor da p?.rri. com ras-


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gos to vivos, quaes j no aumiramos em hum povo desde muito o mais briozo, e denodado. O nosso prazer, he summo; os nossos Sentimentos iguaes; e esperamos comtinuem V. SS.. dar ao Brazil inteiro o espetculo encantador do mais gloriozo patriotismo. Sejo V. S.S. com as corajozas Cmaras da Comarca-nova o alvo que atirem com setas de amor, e admirao todas as outras da provncia. Maldito seja o Sea-rense, que no propugunar pela Liberdade de sua ptria! Deus guarde a V. S >. palcio do Gover no do Cear 31 de Maro de 1824, 3. da inde pendncia, e Liberdade do Brazil. lllustrissimos ^rs. Prezidente e membros da Cmara do Crato. Com as Rubricas do Governo.
Do Dirio do Governo do Cear conheo os ns. 1-10 pertencentes ao fallecido Cel. Joo Brigido dos Santos, e as edies de 30 de julho, 3 e 17 de novembro de 1824, encontradas por mim e pelo meu amigo Sr. Eduardo Marques Peixoto no Ar-chivo Publico do Rio de Janeiro, entre papeis e documentos, que na occasio compulsavamos.
Posso fazer o seguinte resumo dos trs exemplares do Archivo:
No numero de 30 de julho, que o 15. da serie, figuram entre outros assumptos um oficio-circular de Tristo Gonalves aos Parochos, con-vidando-os, e no seu legitimo impedimento um cleiigo da sua enviatura, a assistirem em Forra-leza. a 25 de agosto, a um grande Conselho Provincial onde se tratar do Systema que se deve abraar para. Segurana e Salvao ; officio do mesmo Junta de Commisso de Campo Maior sobre a nomeao de um professor de l.as letras e sobre outras matrias; officio do mesmo Cmara de Mecejana sobre attstados fornecidos ao professor da localidade ; officio do mesmo Cmara do Campo Maior para que proponha algum para o logar de mestre de l.as letras: uma proclamao de Joo de Andrade Pessoa Anta aos habitantes de Granja e seu termo; uma procla-


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mao de Tristo convidando os Cearenses a ac-ceitarem o convite de Pernambuco, que digno da nao e de seu Governo; uma mensagem de adheso e louvor endereada ao redactor do Dirio pelas senhoras de Ic.
Essa mensagem tem uma face curiosa: maneira dos patriotas da poca, as signatrias ajun-tam ao seu nome prprio o nome de uma planta, de uma ave, flor, etc.
O numero de 3 de novembro traz a correspondncia trocada entre Jos Felix e Lord Co-chrane; officios de Jos Felix ao Governador interino das Armas, Antnio Bezerra de Souza Menezes, tenente-coronel de caadores Joaquim Martins Ribeiro, Luiz Rodrigues Chaves e Jos Pereira Filgueiras; circular de Jos Felix s diversas Cmaras e autoridades constitudas, militares e civis, da Provncia; carta de Jos Felix ex-hortando a Tristo a no banhar as mos no sangue dos patrcios e a tratar de salvar a ptria; proclamao de amnistia firmada por Cochrane e na qual dito em nome do Imperador que o perdo para todos, sem excepo de pessoa alguma.
O numero de 17 de novembro encerra a correspondncia trocada entre Lord Cochrane e Jos Felix ; uma carta de Lord Cochrane a Tristo declarando que havia de estimar muito si com elle se encontrasse como amigo e do contrario, muito a seu pezar, principiaria um rigoroso bloqueio por mar; officio de Antnio Ricardo Bravo Sus-suarana communicando o fogo de 17 de Outubro, sua retirada para a Barra do Mossor, as ex-tores feitas por Tristo em Aracaty, tentativa de priso e fuga de Tristo, de S. Bernardo de Russas ; officio da Cmara da Fortaleza de Aracaty, e finalmente, uma despedida do padre Mo-ror em frma de aviso.
Pela importncia que tem, aqui transcrevo o aviso com todas suas incorreces:
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A dispedida para a Corte do Rio de Janeiro, on para onde melhor lhe convir, o Padre Mo-ror beija as mos aos seus amigos aos quaes no pde visitar no aperto de sahir dentro de tres dias no Brigue Inglez Laxford. Roga-lhes muito no perdoe suas faltas para se emendar de seos erros polticos to somente; e espera do Publico imparcial verdade e Justia.
Attente-se bem na data desse attestado da fraqueza de animo de Moror.
No difficil comprehender os termos em que est feita essa despedida. So os de um vencido sem esperanas. Elle, como os companheiros da arriscada empreza a que haviam se abalanado, tinha nitida a viso do que lhes reservava o futuro, preparado pelo odio de Costa Barros, pela duplicidade de caracter de Jos Falix epela crueza de Con-rado de Niemeyer, o outrora Carvalhista; absolvem, todavia, o secretario do Grande Conselho e redactor do Dirio desse e quaesquer outros des-animos, que por acaso tenha tido, a fortaleza de alma e a serenidade herica com que se houve nos seus ltimos dias e com que encarou os fu-sis da soldadesca.
As dimenses dos tres nmeros do Dirio do Governo do Cear, existentes no Archivo Publico do Rio e a que me tenho referido, so as seguintes:
Numero de 30 de julho 0'",305X0m,215
Numero de 3 de novembro 0>,258><0\210.
Numero de 17 de novembro, as mesmas do numero de 3 de novembro.
O que vou dizendo do Dirioj\&o significa que j no existisse Imprensa em Fortaleza ; conhecem-se Proclamaes, Avisos, Editaes etc, a elle anteriores, mas si jornal implica a existncia de uma typographia, a inversa no verdadeira e disso ha duzias de exemplos.
Pouco menos de quatro mezes antes do appa-recimento do jornal de Moror, um outro sacerdote, o celebre frei Caneca, fundava o Typhis Pernambucano (25 de dezembro).


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O Typhis faz parte das Obras Polticas e Literrias de frei Joaquim do Amor Divino Caneca, colleccionadas pelo Commendador Antnio Joaquim de Mello; possuo-as por completo ; o numero XIX, de 27 de maio de 1824, occupa-se largamente dos negcios do Cear naquella poca de patritica agitao.
igno de nota o ardor com que no Norte do Brasil o clero abraou e defendeu as idas libe-raes; no querendo me referir aos muitos membros do clero regular e secular, que em Pernambuco tomaram parte nas revolues de 1817 e 1824, apraz-me registrar aqui os nomes dos seguintes companheiros de Moror : padres Manoel Pacheco Pmentel, vigrio da Serra dos Cocos, Jos da Costa Barros Jaguaribe, Joaquim Ferreira Lima Secca, Jos Francisco dos Santos, vigrio de S. Bernardo das Russas, Estevam da Porci-uncula e Frei Alexandre da Purificao.
Ao Dirio do Governo do Cear precederam A Gazeta do Rio de Janeiro (1808), a Idade d' Ouro do Brasil, da Bahia (1811), Aurora Pernambucana (1821), Conciliador do Maranho (1821), O Paraense (1822), e a Abelha de Itaculumy (14 de Janeiro de 1824).
S tres annos e meio (1 de Outubro de 1827) depois de publicado o Dirio do Governo do Cear foi que no Rio de Janeiro surgiu o Jornal do Commercio, o mais importante representante da imprensa na America do Sul.
Do grande rgo tratou longa e eruditamente em uma monographia o coronel Ernesto Senna (1907).
O Farol Paulistano, o 1. de S. Paulo, (7 de Fevereiro) e o Dirio de Porto Alegre, o 1. do Rio Grande, so tambm de 1827.
A typ. do Farol fora adquerida no Rio de Janeiro por Costa Carvalho, mais tarde baro, visconde e marquez de Montalegre. O Farol, cujos l.os redactores foram o dito Costa Carvalho e Antnio Mariano de Azevedo Marques, desappare-


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ceti em 1833. O P.c> Vicente Pires da Mcita, que foi Presidente do Cear, e o poeta Odorico Mendes foram tambm seus redactores.
A Gazeta do Governo da Parahyba do Norte de 16 de Fevereiro de 1826, sendo seu impres-sor o inglez Walter S. Boardman.
Lembrou-se algum de negar a prioridade do Dirio no jornalismo cearense, chegando a essa concluso por inferencia de documentos do tempo do governador Manoel Ignacio de Sampaio. Nada ha de verdadeiro em tal opinio sino que realmente houve uma gazeta no tempo daquelle notvel homem de governo, ims essa no era impressa, redigia-a o prprio Sampaio, que a fazia circular; posso affirmal-o, pois, que tal gazeta faz parte do meu archivo. Chamava-se Gazeta do Cear.
Folhas manuscriptas houve com larga edio e circulao, exemplo O Conciliador, do Maranho (18 de Abril de 1821) com edies de centenas de exemplares. Comeou a ser impresso depois que a 31 de Outubro chegou de Inglaterra a typographa encommendada pelo Capito-Oeneral Silveira. Essa typographia, a l.a do Maranho, foi installada no edifcio posteriormente Hospital da Santa Casa.
Para mais provar a prioridade do Dirio aqui transcrevo o seguinte trecho de uma carta, que a Io de Setembro de 1823 Manoel do Nascimento endereava de Fortaleza a Jos Martiniano de Alencar, ento no Rio de Janeiro: -Aqui no correm folhas e bem v a necessidade dellas para hum homem ajuisar o estado das consas, e por tanto aquellas folhas que vir so teis remeta-me para eu as ler e dar a ler aos amigos >.
Para corroborar a affirmativa ha a seguinte considerao: ningum disse ainda o titulo do jornal que precedeu ao Dirio, nem a officina ty-pographica, onde era impresso, o nome do redactor ou redactores, a data do seu n. inicial, no


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appareceu algum para dar noticia de um exem-. plar que haja escapado voragem do tempo ou a que se tenha feito por acaso alguma referencia em documento ou chronica do tempo colonial. Ningum, tenho certeza, apparecer e pela simples razo de no ter tido o Cear jornal impresso que fosse anterior ao do P.e Moror. Intangvel, mysterioso esse jornal de nascena, vida e morte desconhecidas de todo e pr todos!
1825
0 Gearense Semanal. Publicado em Fortaleza na Typographia Nacional. 0 1 N. de 12 (quarta-feira) e o 2. de 22 de Janeiro. Tinha por lemma A opinio he quem avigora ou dezorganiza a ordem Social. Preo 80 reis o numero avulso. Assignatura 1$200 por trimestre. As folhas avulsas vendiam-se na loja de Manoel Alves de Carvalho Praa Carolina, actual Conselheiro Jos de Alencar.
Damasceno Vieira no Cap. 27 das Memrias Histricas Brazileiras, vol. 2., d esse jornal como existente ainda em 1828, e qualifica-o de neutro.
829
Dirio Cearense publicado em Fortaleza.
Gazeta Gearense publicada em Fortaleza. Sahia por mez duas vezes e subscrevia-se na casa do Coneio Geral e Agencias. Preo 480 ris por trimestre. Trazia a Coroa imperial entre os dous nomes do titulo. Impressa na Typographia Nacional. A folha avisava que sahiria por agora a 15 e no ultimo de cada mez que por falta de fypos sufficientes no d lugar a sahir pelo menos semana ria mente.
Encontrei o n. 18, sexta-feira, 15 de Janeiro de 1830, na Bibliotheca Nacional, Rio de Janeiro.


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Dirio do Conselho Geral da Provincia do Cear
publicado em Fortaleza a 19 de dezembro. Trazia no vrtice a Coroa Imperial. Sahia da Typographia Nacional. A l.a pagina occupada pela Acta da sesso preparatria de 30 de Novembro de 1829 sob a presidncia do P.e Antnio Francisco S. Paio.
O Conselho Geral da Provincia foi installado a l.de Dezembro com a prezena de onze Conselheiros e do prezidente da Provincia, que recitou a falia do estylo.
O N.o de quarta-feira 18 de Maio de 1831 publicado com a declarao novamente de numero primeiro. Este traz as Actas da sesso preparatria de 30 de Novembro de 1830, sesso de installao a ]y de Dezembro e sesso ordinria de 2 de Dezembro e Ordem do Dia.
1830
Semanrio Constitucional orgam da famlia
Castro. Trazia entre os dois nomes a Coroa Imperial ; em algumas edies a Coroa vem sobre o tiulo. Publicava-se aos sabbados em Fortaleza, na Typographia Constitucional Praa Carolina, ex-Typographia Nacional, antiga Typographia Republicana, comprada pelo Capito-mr Joaquim Jos Barbosa, e subscrevia-se nas casas nomeadas na Gazeta Cearense, n. 33, a 750 ris por trimestre e os nmeros avulsos a 80 ris cada um na residncia do redactor. Tinha por epigra-phe as palavras Independncia, Unio, Imperador, Constituio e o verso de Cames, canto 9. Est. 90 :
Caminho da virtude, alto e fragozo Mas no fim doce, alegre e deleitozo
O primeiro numero, que traz a data de 4 de Setembro, comea com o seguinte artigo pro-gramma:


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He unicamente o zelo da Causa Publica, o desejo de ver arreigada e bem cultivada a prodigiosa arvore da nossa liberai Constituio que vai dirigir a nossa penna e nos anima a entrarmos na honrosa linha dos escriptores livres, por meio do presente peridico, intitulado O Semanrio Constitucional.
Estamos dispostos a fazer quanto couber em nossas foras prol da Constituio e da Lei. Empenhar-noshemos em fazer conhecer aos nossos concidados a excellencia do systema ConstitucionalMonarchicoRepresentativo, as vantagens que dele devemos esperar por ser o nico capaz de fazer a nossa felicidade e para isso teremos o cuidado de oferecermos aos nossos leitores alguns discursos dos mais acreditados polticos, as fallas pronunciadas na Tribuna Nacional pelos mais abalisados oradores de ambas as. Cmaras Legislativas, uma ida em geral dos trabalhos das mesmas, e igualmente transcreveremos tudo quanto julgarmos de melhor dos nossos peridicos defensores da Liberdade Constitucional.
No se persuado os nossos leitores que ignoramos quo difficil e espinhosa he a situao do escriptor publico mormente quando se prope a debellar o crime e os abusos que, infelizmente inveterados entre ns, entraro fazendo parte do nosso primeiro alimento, e por isso identificados com grande numero de indivduos, que no sou-bero ainda despir-se dos antigos hbitos para trajarem as vestes Constitucionaes. Sabemos que he necessrio adoptar uma firme resoluo para nos expormos aos sacrifcios que acmpanho sempre a enunciao da verdade, e a merecida censura das prevaricaes, por mais moderada e modesta que seja. Sabemos que o infractor da Lei se esfora por cohonesar o seu illegal procedimento, procurando milhares de evazivas, ordinariamente despresa uma advertncia amigvel e patritica, persiste no erro querendo dar provas de convico e boa f com "que o commeteo


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a primeira vez, irrita-se contra o escriptor, lana lhe o odioso estigma de calumniador, de mentiroso, de atrabilirio etc. e alguns mais penetrados da saudade do antigo tempo, as vezes em seus geraes exclamoMaldito tempo! ja se no pode exercer um cargo publico! ja se acabou o tempo em que se podia governar no Brazil!
O conhecimento pois destas verdades, que uma constante observao e experincia nos tem ensinado, nos obriga a rogarmos aos nossos concidados, que se sobre algum recahir alguma censura que protestamos fazer guardadas sempre as Leis sagradas da decncia, a no recebo como dictada por intriga, offensa ou outro algum particular motivo, mas pelos desejos de ver cada um conter-se dentro da orbita da Lei, e que os fun-ccionarios pblicos, quer de eleio do Governo, quer do povo, edifiquem com seu exemplo os outros cidados, e os ensinem a respeitar as Leis, a amar e zelar a Constituio. Conhecemos bas-tantemente a fraqueza dos homens, e que alguns de mais a mais teem de fazer o pesado sacrifcio de substituir antigos por novos hbitos, e por isso mesmo, dando os devidos descontos procuraremos somente frisar os pontos em que a Lei, ou a Constituio for infringida, limitando-nos quanto ao mais fazer leves advertncias, a ver se pouco a pouco vo entrando no verdadeiro e seguro trilho da liberdade legal.
No nos he estranha a debilidade de nossa penna, e a fraqueza dos nossos hombros para nos submettermos onerosa tarefa de redigirmos um peridico, mas ao mesmo tempo estamos convencidos de que a exposio nua e crua da verdade, a fraze singela, e a linguagem franca e patritica he muitas- vezes mais eloqente e poderosa do que os mais bem trabalhados discursos, enfeitados com todas as flores da Retrica; e firmes neste principio, nos abalanamos com coragem a tomar a defesa das Liberdades Publicas, e da Constituio, e continuaremos nella


n v m r; ii.11 t-,1
O
CKAIKISSH JACA1NA.
-A/c imitira jvjttKt jiiHfo Cf-
Quaita fei 16 de Janeiro




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debaixo dos auspcios da Lei e do grande principio consagrado na mesma ConstituioTodos podem communicar os seus pensamentos por palavras, escriptos etc.
A transcripo, embora longa, serve como lio do que pensavam os jornalistas do tempo e d" sua maneira de escrever para o publico.
Foi um dos redactores do Semanrio Constitucional o advogado ngelo Jos da Expectao Mendona, Icoense, ngelo Rapadura como lhe chamavam.
Minha colleco encerra grande cpia de exemplares desse peridico, e nas pesquizas a que me entreguei ha annos no Archivo Publico do Rio encontrei os n.os 44 e 45, os quaes, a meu pedido, figuraram na exposio do Centenrio da Imprensa.
Dimenses do ^Semanrio : 31 x\i centmetros de comprido sobre 22 centmetros de largo.
A elle (Semanrio) se refere nestes termos Jos de Castro Silva em Falia dirigida ao Conselho Geral da Provincia a 1. de Dezembro de 1830: Hum peridico publicado aos sabbados nesta cidade, escripto em sentido liberal, vae offerecen-do aos cidados hum tal e qual meio de apre-zentarem ao publico suas reflexes, de censurarem o empregado negligente no cumprimento de seus deveres e de queixarem-se finalmente com a maior publicidade das arbitrariedades por qualquer praticadas.
Sentinella Constitucional publicada em Fortaleza. 1831
0 Gearense Jacanapublicado em Fortaleza a 25 de maio. Do n. 72 em diante o titulo se escreve O Cearense Jacana. Tinha por epigraphe as palavras de Horacio L. 1. Sat. 3.a. Nec na-tura potest justo cecernere iniquum. Redactor Jos Ferreira Lima Sucupira, de quem diz Joo Bri-
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gido, na monographia O general Pedro Labatut que escrevia mal e discernia peior. Sahiu a principio da Typographia Constitucional de Barbosa Praa da Carolina e depois da de Manoel Caetano de Oouva. Dimenses: 20 lh centmetros de comprido sobre 12 de largo.
D' Cearense Jacana ha no Instituto Histrico Oeographico Brazileiro uma colleco em dois volumes encadernados, indo do n. 59, de 22 d agosto, de 1832, ao n. 26, de 23 de agosto de 1834.
O n. 59 inicia-se com este aviso: No permittindo a typographia jacanense, a pouco chegada (para onde mudamos a nossa tenda, por nos ser mais conveniente) imprimir em formato grande; sahir d'ora em diante o Jacana^ em formato pequeno todas as quartas e sab-bados, sem se alterar as assignaturas pelo equivalente das duas folhas pequenas a huma grande : as folhas vender-se-ho a 40 ris avulso. Rogamos aos nossos correspondentes, que em a-teno ao mais curto espao do nosso peridico, que sejo mais concizos nas suas correspondncias.
O Cearense Jacana, da parcialidade Alencar, foi adversrio terrvel do general Labatut quando percebeu nelle desejos de salvar da morte Pinto Madeira e seus partidrios.
Sacramento Blake diz erroneamente pag. 426, vol. 4. do seu iccionario Bibliographico que O Cearense Jacana foi fundado para fazer op-posio ao primeiro jornal publicado no Cear, O Semanrio Constitucional-
0 Clarim da Liberdade o primeiro jornal que o Aracaty possuiu. Redactor e proprietrio Joaquim Emilio Ayres, conhecido por Ayres da Mi-chaella, anteriormente Joaquim Ignacio Wander-ley, natural de Alagoas.
O primeiro numero de 10 de dezembro. Impresso por Anna JoaqUina do Sacramento Ayres


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rua do Bomfim n. 11. A' direita do emblema representando um clarim trazia a epigraphe:
Constante denodado No meu clarim cantarei Ou ptria federada Ou vida perderei.
Era rgo contrario poltica da famlia Castro e escripto em linguagem demasiado acre. Uma de suas victimas foi o general Labatut, e da virulncia dos ataques que o alvejaram do a medida as primeiras linhas, que aqui consigno de um documento contemporneo, um Manifesto dos Officiaes da Expedio Fluminense, que encontrei na colleco Gonalves Dias existente no Archivo Nacional: Os abaixo assignados, como rgo de toda a Expedio Fluminense, sobremaneira magoados dos insultos e calumnias que contra toda ella vomita o anarchico redactor do Clarim da Liberdade' em vrios nmeros do seu infame peridico, e muito mais sentidos dos ataques brutaes feitos' a V. Ex.. cuja honra, desinteresse, limpeza de mos he bem conhecida em todo o Brazil alem de outros servios prestados Independncia do Imprio que aquelle ignbil redactor de calumnias e vituperios totalmente achincalha.
Esse manifesto, que datado do quartel da Villa do Ic em 14 de novembro de 1832 e traz as assignaturas de 16 officiaes, finaliza ns seguintes termos: Estes pois os sentimentos ingnuos, os francos e anciosos desejos da Expedio Fluminense, este tambm he o nico meio de desmentir cabalmente to calumnioso escriptor e a vil e despresivel scia, que o anima e excita.
Auxiliou muito a Ayres um portugus de nome Cantafino, que foi mais tarde tabellio em Aquiraz.
E' de presumir ter sido Cantafino o professor da arte typographica em Aracaty.
A typographia foi mandada vir para Emilio Ayres pelo negociante Domingos Jos Pereira Pa-


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checo, que mereceu do beneficiado o seguinte elogio:
O apparecimento deste Clarim nesta Villa do Aracaty, he devido ao Senhor Domingos Jos Pereira Pacheco, a quem communiquei, quea Ptria exigia que eu me propuse-se a combater os abusos, que mos Governantes tem entroduzido na Sociedade, fazendo-s passar como Ley: mas Ley so para seus interesses, porem que no podia por em pratica por falta de instrumento prprio (a Imprena) que fisese resuar por toda parte, os encalculaveis males, que tem produsido tais abusos, e que produsiro se no forem cor-regidos: e logo Senhor Pacheco, com sua costumada generosidade, me franquiou os meios, cfobter o instrumento, prestando-me a soma ne-cearia, para comprar, sem interece algum ;e ainda -mais generoso se mostra quando me dis que a somma prestada lhe seja paga proporo rio rendimento da Imprena. Huma tal generosidade, muito duvido que seja imitada, por ou trem que no seja .o Senhor Domingos Jos Pereira Pacheco, a quem os Cearenses, e em particular os Aracatienses so hoje em dia devedores da existncia de um Orgam pelo qual podem manifestar suas queixas das violncias, evexaoens, que um ou outro mando lhes faa. A gratido, e estima Publica ser a recompena de tamanha generosidade do Senhor Pacheco.
Comprada em 1834 por Alencar, foi entregue a Jorge Accursio e Silveira, que a reuniu typographia do Semanrio, ficando assim mais habilitado a publicar os actos do Governo e da As-sembla Provincial.
Quando morreu esse jornal, recitavam os garotos :
O clarim da liberdade De cantar enrouqueceu ; Nem a ptria federou Nem a vida se perdeu.


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Emilio Ayres falleceu em Prncipe Imperial a 25 de fevereiro de 1850.
Depois de atravessar as provncias de Pernambuco, Parahyba e Rio Grande do Norte viera ter ao Aracaty sob nome mudado. Em Aracaty alli-ou-se em poltica famlia Castro; no muito depois desavindo-se com ella, uniu-se aos Caminhas, com os quaes, aiis, tambm rompeu. Ahi casou-se em 1825 ou 1826 com D. Anna joaquina do Sacramento, filha do portugus Custodio Ribeiro Guimares.
Exercia as profisses de advogado e medico. Accusado pelos adversrios de exercer illegal-mente a medicina, foi at a Bahia e obteve carta de cirurgio; de volta entregou-se de corpo e alma poltica conservadora e desempenhou o cargo de supplente de juiz municipal e o de juiz de paz,, sendo que nessa qualidade obrigou a aprenderem um officio todos os rapazes da localidade sem occupao, acto muito para o re-commendar.
Foi tambm deputado provincial.
Partidrio infrene, tinha por si levas de exaltados, que o adulavam e defendiam, como o prova o facto seguinte, noticiado pelo "Cearense Jacana:
Pessoas e cartas vindas do Aracati referem hum caso ali acontecido, que a ser real, aquelle Estado ameaa runa. Appareceu huma denuncia que hum assassino procurava assassinar o Redactor do Clarim, foi logo preso o homem indicado, que milagrosamente escapou de ser morto cruelmente depois de preso, mas a sua existncia foi conservada por poucas horas. Algemado e encorren-tado foi recolhido a priso, e a sua rede armada defronte da grade, e como era faccinoroso, poz se-lhe guarda, e quatro sentinellas occupavo quatro pontos, porem tanta cautella e vigilncia foi frustrada, no porque o preso fugisse, que sem ella estaria seguro, mas porque dois inveziveis pelas tantas da noite chegaro a grade e desfei-xaro dois tiros sobre a miserrlma victima, que


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imimediatamente exalou os espritos vitaes pelas bocas, que lhe abriro as balas.
Nada pode haver mais excandaloso, e a ser realidade, repetimos si o Ex.m Sr. Presidente no deixar aquelle Estado occupado por hum forte exercito, ao menos de vinte praas, commanda-do por hum hbil General, ver-seho ali representadas as desgraas de Tiro no reinado de Pi-gmalio.
(U'0 Cearense Jacana n 216, 1834),
Deixou vrios filhos e filhas, das quaes tres, sei, se casaram com Jos e Francisco Monteiro da Silva e Luiz de Gonzaga de Menezes Lyra.
Jorge Accursio, que mais tarde, em 1838, tomou parte, importante na direco do Correio da Assembla Provincial, nasceu na ilha de S. Jorge, uma dos Aores, e era filho de Pedro de Souza da Silveira e D.a Joanna Vieira Bitancourt Accurcio.
Depois de ter estado duas vezes nos Estados Unidos da America veio para Pernambuco, onde se casou em junho de 1821. Cidado brazileiro por estar no paiz na Independncia, veio para o Cear a 19 de dezembro de 1824 e aqui occu-pou os logares de agente do correio, thesoureiro das verbas do sello, interprete das lnguas francesa e inglesa junto ao Governo e Alfndega, professor, de primeiras letras em Aracaty e de francs em Fortaleza e guarda-mr da Alfndega, cargo de que o demittiu Manoel Felizardo. Fez parte do corpo docente com que se fundou o Lyceu do Cear a 18 de outubro de 1845. Compoz um Epitome da Grammatica Portuguesa para uso das escolas de 1 as letras.
Foram seus genros Leocadio da Costa Weyne official do exercito e Joo da Costa Weyne, que foi guarda-mr da Companhia Cearense da Via Frrea de Baturit.
Clarim da Liberdade era o nome de um jornal apparecido no Rio de Janeiro, Typ. Lessa & Pereira, no mesmo anno do jornal de Ayres, 1831 1833.


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1834
Recopilador Cearenseorgam liberal, publicado em Fortaleza. Foi substitudo pelo Correio da]As-sembla Provincial.
1835
Correio da AssembEa Provincial orgam liberai, publicado aos sabbados em Fortaleza, na Typographia Patritica rua dos Mercadores n. 2. Assignatura por trimestre 1$000, numero avulso 80 ris. Tinha por epigraphe o verso de Cames:
Quem poder do mal aparelhado Livrar-se do perigo sabiamente, Si l de cima a Guarda Soberana No acudir a fraca fora humana.
Na Bibliotheca Nacional do Rio de Janeiro encontrei uma colleco desse jornal, do n. 4, sab-bado, 9 de maio de 1835, ao n. 135. tera-feira, 30 de junho de 1S40.
Do n. 19, de 12 de maio de 1838 em diante o titulo, que era em duas linhas, passa a ser impresso e com letras differentes em uma s linha. Deste numero em diante s palavras Na Typ. Patritica ajuntam-se as palavras de Accurcio.
Correio da Assembla Provincial do Cear se l no n. 82, 1839, e a typographia que o imprimia, a Typographia Patritica de Francisco Luiz de Vasconcellos, demorava ento travessa Caro-lina D. n. 4, mas o n. 135, de 30 de junho de 1840, volta a dizer de novo Correio da Assembla Provincial to somente, e a typographia j de Antnio Eloy da Costa.
Jos Loureno de Castro Silva foi um dos redactores do Correio, e Jorge Accursio, Francisco Luiz e Antnio Eloy editores. Transformou-se no Vinte e Tres de Julho.


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Quando o governo da Provincia deu ordem para o recrutamento dos operrios do Correio e estes se occirttaram, Jorge Accursio fez suas duas filhas mais velhas aprenderem composio typo-graphica e com ellas manteve a publicao.
E' curiosa a historia dos editores desse jornal, como se v dos seguintes tpicos da Biographia de Ferreira por Joo Brigido: Jorge Accursio da Silveira foi obrigado a deixar a empreza. Francisco Luiz de Vasconcellos, que lhe succedeu, foi preso pelo juiz de paz Joaquim Mendes e recolhido cadeia, por no ter acudido incontinente a um recado transmitido pelo seu ordenana para lhe dar o autographo de uma publicao contra ko-cha Moreira e po: no ter exhibido esse papel na letra do Dr. Jos Loureno de Castro e Silva.
Succedeu-lhe o juiz de paz Antnio Eloy da Costa. Jacarand, que j no deixava transitar livremente nas ruas da cidade o chefe liberal Fa-cundo, quasi debaixo das varandas de palcio atacou Eloy espancando-o e lhe quebrando uma mo, acto de ferocidade -tanto mais revoltante quanto era esse homem incapaz de qualquer defesa pelo seu estado valetudinario. No dia seguinte Jacarand era mimoseado com uma patente de official e dois mezes de soldo adiantado para essa ballaiada, cujo epiiogo devia ser uma tentativa de assassinato contr. Alencar, crime no qual Jacarand foi um dos protagonistas.
1836
A OppOSO Constitucional publicada em Fortaleza para combater a administrao Alencar, orgam, portanto, do partido carangueijo ou conservador, como o Correio da Assembla Provincial o era do partido chimango ou libera). Redactores: Jeronymo Martiniano Figueira de Mello, Jos Antnio Pereira Ibiapina, padre Antnio Pinto de Mendona e Manoel Jos de Albuquerque. Im-


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pressor e typographo ASmiano A^r^olino\d^ Mello, natural de Minas Oer^^e no lefipo do) ministro Vasconcellos nomeacte^ssrivo de or- jjj phos de Ouro Preto. i-'s?.). /
Morreu no 7. numero, porque ^eifte Alencar recrutou o impressor e o enviou para o Par. O exemplo vinha de longe e era applicado aos jornalistas; j a 27 de janeiro de 1824 o padre Baptsta da Fonseca, redactor do Liberal da Bahia, era agarrado por ordem do presidente Francisco Vicente Vianna e remettido para Pernambuco a bordo de uma escuna. Demais eram bem recentes as perseguies feitas ao Correio da Assembla Provincial.
1838
13 Sentinella Cearense na Ponta de Mucuripe
publicada em Fortaleza a 11 de outubro. Era seu objectivo combater a administrao Manoel Feli-sardo. Tinha por principal redactor o Dr. Jos Loureno. Sahia da Typ. Patritica de Accursio, rua Direita D, n. 3 e subscrevia-se na Travessa da Praa da Carolina, loja de Joo Francisco Barbosa a 480 ris por trimestre, pagos adiantados, ven-dendo-se os nmeros avulsos a 40 ris. Do n. 18 em diante comeou a ser subscripto na botica de Antnio Eloy rua da Palma. Servia-lhe de epigraphe o verso de Cames:
Uma nuvem que os ares escurece Sobre nossas cabeas apparece.
Possuo a colleco completa (1838-39) deste jornal.
O artigo de apresentao ao publico assim concebido:
O exaltamento, que se tem operado nos espritos e opinies dos amigos da ordem, e prosperidade publica, principalmente depois do encerramento da Assembla Provincial, circumstancia que tem feito o Exmo. Sr. Manoel Felisardo com-
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meter os maiores desvarios ; a necessidade de sustentar os verdadeiros princpios de moderao, que j mal podem conter muitos daquelles, que at agora tantos sacrifcios ho feito prol da ordem, e credito das instituies, que felizmente nos regem: a preciso que ha do povo aprender a conhecer os limites de seus direitos, e at onde se estendem os do Governo, estabelecendo os verdadeiros e slidos princpios de ordem, moderao e justia, sem o conhecimento e pratica 1 dos quaes a lei nunca ser executada, a moral publica respeitada e os direitos individuaes garantidos, tudo isso nos moveu a offerecer aos nossos concidados o peridicoSentinella Cearense.
No possuindo grandes conhecimentos para illustrar aos nossos leitores; faltos de meios para em tempos to calamitosos e difficeis sustentar-esta tarefa to espinhosa, deveramos desanimar em to rdua empreza : mas, nada nos desanimar quando olharmos para a felicidade de nossa Provincia; no succumbiremos quando attendermos que he em pocas perigosas que o sacrifcio he mais gostoso; e que o soffrer pela Ptria agradvel a um corao generoso. Nos tempos do per go, se a indifferena he criminosa, a covardia lie vergonhosa e digna de eterno desprezo.
Inimigos de extremos, sempre perigosos em poltica, sustentaremos a ordem e a moderao : no imitaremos a esses declamadores turbulentos que, acobertados no manto da Philosophia, introdu-zem a ciznia entre os bons Cearenses com o fim somente de alterar a harmonia gerai.
A Sentinella no admittir correspondncias, que contiverem defeitos da vida privada de qualquer cidado; mas sim aquellas que posso ac-celerar o desenvolvimento da razo, firmar o amor da ordem, e o respeito as nossas Instituies e ao Throno do Sr. Dom Pedro 2.. A audcia e a Jicena no sero nellas admittidas. Dedicaremos quasi sempre uma parte delia ao artigoInterior em que pretendemos lanar um golpe de vista


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sobre o estado da nossa malfadada Provincia, louvando os bons servios, que por ventura o Governo possa ainda fazer, e declarando seus crimes e erros. Na parteVariedadessero introduzidas algumas anedoctas, que contenho, segundo o preceito d'um sbio d\i antigidade, o util de mistura com o agradvel:
Conhecemos quanto este trabalho excede as nossas foras mas se no o conseguirmos completamente, restar-nos-ha ao menos a consolao de o termos encetado. Emfim, a Sentinella Cearense durar somente em quanto durar na Presidncia o Exm' Sr. Manoel Felisardo de Sousa e Mello.>
Em 1823 publicou-se A Sentinella da Liberdade na Guarita de Pernambuco; em 182"?, a Sentinella da Liberdade beira mar da Prai Realmente muitas foram as sentinellas !
DeseseS de Dezembro orgam do partido conservador da Provincia, fundado oara commemo-rar a posse do presidente Manoel Felisardo. O 1. numero sahiu a 1. de julho, impresso na Typographia Constitucional, Rua dos Quartis, por Gaidino Marques de Carvalho, natural do Maranho. Publicao s quartas-feiras e sabbados. Trazia os versos de Cames :
Depois de procellosa tempestade Nocturna sombra e sibilante vento Traz a manh serena claridade Esperana de porto e salvamento
os mesmos da Aurora Pernambucana, o primeiro peridico, que teve Pernambuco e o que nos recorda Rodrigues da Fonseca Aagalhes.


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Em 1840 com a elevao do segundo Imperador, o Deseseis de Dezembro desappareceu, sendo substitudo pelo Pedro II.
Eram seus redactores o Dr. Miguel Fernandes Vieira, principal proprietrio, Dr. Manoel Theo-philo Gaspar de Oliveira e Manoel Jos de Albuquerque.
Albuquerque era bahiano. Em 1822 abandonou os estudos que fazia na Universidade de Coimbra para empenhar-se na guerra da Independncia, e to importantes foram os seus servios que mereceu ser galardoado com o officialato do Cruzeiro. Nomeado secretario do presidente Costa Barros, com elle aqui chegou em dezembro de 1824 e desde ento at sua retirada para o Rio de Janeiro viveu envolvido nas luctas da poltica, tendo sido um dos organizadores e chefe do partido conservador, que o escolheu por vezes deputado provincial e deputado geral. Foi professor de philosophia do Lyceu, procurador fiscal e inspector da thesouraria.
Retirando-se para o Rio, o Governo deu-lhe logar importante na Contadoria da Guerra. Ahi falieceu tres horas aps uma operao cirrgica a que se submetteu a 22 de maio de 1858. Era casado na famlia Torres, de Fortaleza.
-Barbeiro Jornal critico publicado em Fortaleza, typographia do Deseseis de Dezembro, o que quer dizer uma arma. nas mos dos amigos de Manoel Felisardo contra os liberaes.
O Sentinella no seu n. 4, de 1. de novembro de 38, chama-o belingue Barbeiro, miservel Barbeiro.
1840
Bumba-meu boiJornalzinho publicado em Fortaleza a 8 de junho. Editor Antnio Eloy. Escripto por Joo Gomes Brazil, que serviu na secretaria de diversos presidentes at Manoel Felisardo, que o aposentou. Era allusivo a Joo A. de Miranda.


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D. Pedro II Orgam conservador, apparecido em Fortaleza a 12 de setembro. Publicao s quartas-feiras e sabbados. Preo da assignatura 500 ris mensaes e para fora, porte inclusive, 600 ris ; numero avulso 80 ris. Dimenses : 0m,30X 0"1,21. Impresso por Oaldino Marques de Carvalho, sahia da typographia Constitucional rua dos Quartis. Trazia por epigraphe o verso de Cames : Os mais experimentados, levantai-os. Se com a experincia tem bondade para vosso conselho, pois que sabem o como, e quando e onde as coisas cabem.
O 1. numero, nico com o nome D. Pedro II, pois do 2.o em diante diz Pedro II, insere uma Declarao do Sr. Bernardo Pereira de Vasconcel-los, explicando seu procedimento durante as nove horas do dia 22 de julho em que foi Ministro e Secretario de frstado dos Negcios do Imprio, e o artigo em que o novo jornal se apresenta como orgam da opposio ao governo liberal, que iniciava com a escolha de Alencar para Presidente da Provincia.
O artigo termina assim: Fm taes circumstan-cias tendo cessado o peridico 16 de Dezembro, passamos a tomar o nobre posto de opposio legal, e invocando o Augusto Nome do nosso Adorado Monarcha, cuja ba f e imparcialidade no podia deixar de ser surprehendida, sustentaremos a ordem, a Constituio e a Monarchia e os direitos e justia dos cearenses oppressos.
Nas pesquizas que emprehendi no Archivo Publico do Rio encontrei o D. Pedro II, que figurou na Exposio do Centenrio da Imprensa, segundo promessa a mim feita.
Pedro II No seu 2. numero, o de quarta-feira, 16 de setembro de 1840, o D. Pedro II, jornal da poltica conservadora, em Fortaleza, passou a chamar-se Pedro II.
Os artigos, que inseriu na edio inicial, foram os seguintes: Lei da Assembla Provincial n. 22;


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felicitao dirigida a S. M. o Imperador pela Assembla Provincial; voto de agradecimento e gratido dirigido pela Assembla Provincial ao Ex. Sr. Francisco de Souza Martins por uma deputa-o de cinco membros, de que foi orador o Sr. Manoel Jos de Albuquerque; resposta de Souza Martins (comea: Se ria rida e espinhoza tarefa de governar uma Provincia, qual esta, continuamente perturbada por uma minoria facciosa e in-solente); correspondncia; acta da posse de Fa-cundo a 9 de setembro como vice-presidente da Provincia.
Conservou como epigraphe o mesmo verso de Cames trazido pelo D. Pedro II. Sahiu da Typ. Constitucional de Albuquerque rua dos Mercadores n. 10, posteriormente da Typ. Cearense de J. P. Machado Praa Carolina n. 29 e depois da casa n. 34 Praa do Ferreira. O preo era de 6$ annuaes, passando depois a 12$. Sahia a principio s quartas-feiras e sabbados e depois fez-se dirio.
Na administrao Alencar, a typograqhia foi empastellada e os typos levados em saccos e atirados ao mar. A typographia funccionava ainda ento rua dos Mercadores, rua de Baixo, rua Sena Madureira, actual Conde d'Eu, e na casa do proprietrio Dr. Miguel Fernandes Vieira.
Nessa casa, que faz quina e olha para a praa da Matriz ou Caio Prado, morou tambm Con-rado Jacob de Niemeyer, o presidente da celebre Commisso Militar.
Jos Loureno no seu livro Refutao s calumnias do Antnio Tlieodorico" narra assim o quebramento da typographia do Pedro II:
Chegava o senador Alencar, de Sobral onde fora atraioado soffrendo vivo fogo. Rene im-mediatamente seus amigos e lhes faz sentir seus receios. Nomeia a tres desteschefes de corpos de voluntrios para velarem por sua pessoa dia e noite; e autorisou-os a escolherem cada um as pessoas de sua confiana.


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33
Foi nomeado para o 1. o juiz de direito Joo Paulo, para o 2. e para o 3." seu secretario Frederico Pamplona.
Na noite na guarda deste teve logar o que-bramento do prelo.
Eu estava em minha casa, e fui chamado s 10 horas, no sendo anteriormente avisado.
Chegando a palcio, encontrei apenas meu cunhado Joo da Rocha (ajudante de ordens da presidncia) o qual passeava fora do palcio; e ahi o inspector da thesouraria provincial Delermando. o contador da geral Augusto Carlos A. Garcia e-seu irmo o tenente-coronel Gervasio.
Soube que o senador, acabando de ler a folha da opposio, dissera que por menos disso quebravam-se typographias no Rio e em alto dia.
Bastou para que os amigos entendessem o recado.
O ajudante de ordens, sendo tambm chamado na occasio em que fui, duvidou que o senador consentisse em um atentado, que devia compromettel-o profundamente. Foi, portanto, do logar da reunio com vistas de impedir a execuo desse escndalo, mas tendo lhe sahido ao encontro o Sr. Dr. Miguel Ayres do Nascimento, tenente-coronel Franklin de Lima e outros parentes muito prximos do presidente, immediata-mente retirou-se.
Os machados, troando toda a cidade, fizeram o seu officio.
Pouco me demorei em palcio, vendo chegar os senhores acima mencionados com lenos amarrados a cabea, e em seguida os Srs. Labatut e alferes Brazil armados de machados em companhia de outros muitos.
No uma revelao; porque um desses que contrariou o intento do Sr. Rocha, fazendo-se depois de cordeiro, disse ao Sr. Dr. Miguel Fernandes logo que chegou o general Coelho que fora o ajudante de ordens quem capitaneava os soldados que arrombaram sua porta para quebra-


34
rem a typographia ! Em 1847, foi esta matria exposta com todas as circumstancias e os autores do quebramento no poderam contestar. O prprio senhor Dr. Ayres, hoje desembargador, declarou em sesso publica que fora elle quem capitaneava o grupo
Entre os redactores do Pedro II, que se converteu em Brazil com o advento da Republica, alm de Miguel Fernandes e companheiros, figuraram, mas j no meu tempo, Gustavo Gurgulino de Souza, Torres Portugal, Luiz de Miranda, Pau-rilo Fernandes Bastos e Gonalo de Lagos.
Gustavo Gurgulino nasceu a 22 de junho de 1829 em S. Luiz do Maranho, e veio para o Cear muito menino.
Foi deputado provincial em diversas legislaturas, administrador do Correio, lente substituto de portugus no Lyceu e director da instruco publica da Provincia.
Discpulo aproveitado de Ferreira boticrio, foi por muitos annos redactor principal do orgam do partido, que nelle tinha um dos chefes mais prestigiosos e queridos sobretudo entre os homens do povo, de quem se fazia amar prestando-lhes os auxlios de sua bolsa e seus conselhos de advogado. Victima de uma leso cardaca, falleceu em Fortaleza a 19 de junho de 1879.
De Luiz de Miranda tenho, de seu prprio punho, notas interessantes, as quaes assim fina-lisam : No antigo regimen militei nas fileiras conservadoras e redigi o Pedro II desde a morte de Gustavo Gurgulino de Souza at o desappa-recimento do jornal, por terem meus correligionrios adherido ao regimen republicano. Assim isolado entre os meus, retirei-me da poltica militante, para continuar a affirmar minha profisso de f, como monarchista, fiel ao antigo regimen.
Joaquim Jos de Oliveira e Raymundo de Paula Lima foram os impressores do Pedro II. O 1. entregou-se depois e at a morte profisso de livreiro com conhecidissimo estabelecimento


35
Praa do Ferreira; o 2.. abriu casa para impresso de obras mesma praa, lado opposto, sob o nome de Typographia Econmica, que, depois do seu fallecimento, occorrido em junho de 1898, passou a ser propriedade do Tenente-coronel Antnio Joaquim Guedes de Miranda e em 1904 de Joaquim Olympio, que a chrismou de Typographia America..
Vinte e tres de Julho orgam poltico fundado em Fortaleza para commemorar a ascenso dos liberaes ao poder, o que quer dizer a declarao da Maiordade.
Tomou o nome da data em que D. Pedro II prestou juramento. O 1. n. de 22 de Outubro e nelle vem narradas com minudencias a chegada e posse do novo presidente senador Alencar. Essa narrao vem reproduzida por Paulino Nogueira num seu trabalho inserto na Revista do Instituto do Cear, anno de 1902.
Jos Loureno foi um dos seus redactores. Sa-hia da Typographia Patritica de Antnio Eloy.
Foi director desse jornal o allemo Carlos Eduardo Muhlert, que ao lado de Jos Loureno, Tho-maz Loureno, Joaquim Sombra, Canuto e outros tomou parte na sedio do Fx.
Desappareceu a 1. de Dezembro de 1841. Substituiu ao Vinte e tres de Julho e A Fidelidade, que dois annos depois se transformou em Cearense sob a direco e redaco de Tristo Ara-ripe, Frederico Pamplona e P.e Thoms Pompeo.
0 Gagalume Publicado em Fortaleza.
0 Popular Orgam conservador, publicado em Fortaleza sob a redaco de Saldanha Marinho, Raulino Ucha e Pedro Pereira. Cessou com o quebramento do prelo em que se imprimia.
1844
Coruja Publicado em Aracaty.
5


35
O Equilbrio Publicado em Fortaleza a 11 de outubro. Saia s 3.as e 6.as feiras, sendo o preo 500 ris mensaes e cada n. 80 ris. Era orgam dos conservadores dissidentes, ou antes representava as idas e os interesses do novo partido, o equilibrista ou do meio, fundado no paiz por Almeida Torres, depois visconde de Macah, e como tal deu combate ao predomnio da famlia Fernandes Vieira ou Carcar. Seu prelo era o do Cearense Jacana. Typographia de Joaquim Antnio de Oliveira, Rua da Ba Vista n. 33 e depois do Quartel n. 3. Redactor o Dr. Manoel Soares. Editor Bernardo Jos de Mello.
Cessou de existir com a liga chimango-equili-brista, que vencera a eleio de deputados geraes mas no poder manter-se cohesa.
Epigraphe: Ne qaid nimis.
Transformou-se no /ris Cearense.
A Fidelidade Jornal poltico, publicado em Fortaleza. Uma transformao do Vinte e tres de Jullw. fundador Frederico Augusto Pamplona. Typo de corpo 12. Saia duas vezes por semana, sendo impresso na Typographia Fidelissima de Francisco Luiz de Vasconcellos, Rua Nova d' Amlia.
Epigraphe: Em poltica os remdios brandos aggravo freqentes vezes os males e os torno incurveis. Mxima do M. de Maric.
1846
Bemtevi De Fortaleza.
0 Gearense Orgam liberal publicado em Fortaleza a 4 de outubro. Sahiu da Imprensa Nacional de Barboza, da Typographia Brazileira de Paiva e C.a Rua Amlia, e da-, typographias de F. L. de Vasconcellos & C.a e de Joo Evangelista; depois teve typographia prpria ; esta conheci fun-ccionando em uma pequena casa rua Formosa, fundos da casa de residncia do 'coronel Brito






37
Paiva, de onde foi transferida para o armazm n. 19 da mesma rua Formosa e afinal para os baixos da casa n. 88, ainda da mesma rua, pertencente famlia Paula Pessoa.
Foram seus fundadores e primeiros redactores Frederico Pamplona, Tristo Araripe e Th ornas Pompeu.
Entre os redactores do Cearense figuraram tambm Miguel Ayres, Joo Brigido, Dr. Jos Pompeu, Conselheiro Kodrigues Jnior e Dr. Paula Pessoa. Foi gerente por longo tempo Joo Cmara, que delle se passou com parte do pessoal da redaco para a Gazeta do Norte por occasio da sci-so do partido liberal cearense em 1880.
Algum tempo aps a proclamao da Republica, at 25 de fevereiro de 1891, foi publicado com o titulo de Orgam Democrtico. Desappare-ceu por occasio da queda de Jos Clarindo.
Joo Evangelista, que era irmo de Silvino Silva, o conhecido proprietrio da alfaiataria Praa do Ferreira, hoje occupada pela firma M. B. Fi-gueredo morreu desastrosamente atropellado por um cavallo a disparada.
27 0 Periquito Jornal caricato e satyrico, publicado em Fortaleza por Pedro Pereira da Silva Guimares em opposio ao presidente Coronel Igna-cio Corra de Vasconcellos, o canivetinho, o fer-rinho velho do Trem. Uma amostra das quadras de Pedro Pereira contra o presidente: e estas se referiam prohibio do tiro, que dava a fortaleza chegada dos vapores:
O tiro do Mucuripe No quero que se d mais, Cumpram-se j, sem demora As*ordens canivetaes.
A campanha de ridculo em que se empenhou Pedro Pereira custou-lhe a remoo do juizado municipal de Fortaleza para Vigia no Par.


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Os presidentes no Cear rara vez escaparam a alcunhas: Manoel Felizardo era o Soco;Miranda o Bode loiro; Souza Martins, o Boi de Piau-hy; Silveira de Souza, o Joo Cabaa; Alvim, o Carapua; Carlos Ottoni, o Jacuba, e assim por diante.
O Periquito era impresso em papel verde.
1847
280 Iris Cearense jornal poltico publicado
em Fortaleza a 16 de maro. Sahia s 3.as e 6.as feiras da Typographia de J. Antunes de Oliveira rua do Quartel n. 3. Sua epigraphe dizia: Liberdade pela constituio e pelas leis.
Eram seus directores: Dr. Jos Loureno de Castro e Silva, Conego Antnio Pinto de Mendona, Dr. Manoel Soares da Silva Bezerra e Manoel Jos de Albuquerque.
Foi substitudo pelo Imparcial, que por sua vez se transformou no Saquarema.
O ultimo numero do ris Cearense, o 60, sa-hiu a 29 de outubro, sendo assumpto do derradeiro artigo as Misses de frei Seraphim da Ca-tanea, no Cear.
29 0 Imparcial jornal- poltico vindo luz em
novembro em Fortaleza, e tendo como redactores os mesmos do ris Cearense. Viveu at 1849.
1848
30 0 Brazileiro publicado em Fortaleza. Sahia
da typographia Cearense e era impresso em papel verde e amarello.
Foi tambm creao de Th. Pompeu. Nelle se desabafavam os liberaes mais vontade.
310 PaSCaCO de Fortaleza.
32 0 Patriota de Fortaleza. Sahia da Typographia do Pedro II. Jornal do partido chamado Ca-rangueijo (conservador).


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il. Ppxno' L'r'j.t|ti.ii:.?*W: < ti"' l,,r'. '1 ' 1,1 '.^W' ri)
PfRjiJ svi'. *ini Stii mi t.ir.i f um pilii-f .iliV/dl Hird'lK'#i.i
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fh.as Iun:j* Ijfr, pi-i-. i, tr ** i.ri;iri i. (('n^equeeie em pfluniiK-'.. . iiiiiifllt pruictpi.j, auiir. hics, e rec-
vii-iiidrii'*, im-.-fM.s l-verem ro-ar"(ir clri:4 tIV suas,, prfidas c itu-^us o rarro ia r^Vi^ur uni-vjiai. t-spr iiau-lo a tnutjtt z o ! iiaft da, stMliT f.tsc.r f pi/iir pi si*u aijini. iiVp'K'iM*(Vn'tt? o |.rti\t il* /1S.fI',.c.iino rou-^i^.j-f'<:< v;-*(i'r. t;-jjsi*(|u'ecHs ios oi as 'yde ,f ti !hi), ^as;a ii. nt^*'jir.i! anu ntvr i <\CwiU*nipfar o.e<[:i lo >e ar.',*' syTla^Mini, si\mi>V' prpoi). 'ata(>i[uo.;'pirt't.M* vulcjfri* dvifu.u ar^inonU. thi t^ynphi, t'"l. o.-^rb-^;'uw.ijr (. esjjav '* >'j.t>> uihs qnan-i V-s!efavo-cnliT:.iis-'Vi^('<}t'i: a (junl. iiHa' ay pHivi-s o o' -itHf',,'^;'.
d*-s I *> 'fionan-lia 'aincrif *;" acre-cons-, siv-I < jiile di lyi. 1^ enn-fO'-;.d yt'f-^' -\-i jVIki ! r p !a 0iv'rtlv:YUMitO;"-O"|iro-:jVnVy,rtadc (Ws (,-.",i9'1'^V- pr.JsWti; jiiais' ju>uMi' ps rilccsses
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39
7 e O Sete de Setembro (qUe de ambas:as
frmas se apresentava) publicado em Fortaleza s 3as e 6as feiras.' Sahiu o 1. numero a 7 de setembro. Impresso na Typographia de Paiva & C. rua da Palma n. 45. Preo 40 ris. Redactor o Padre Cerbelon Verdeixa e impressores Leandro de Barros Caminha, Manoel Bevilqua e Francisco Weyne Cambuti. Era sua epigraphe:
No tenhas minha musa medo delles
Vai batendo de rijo sete nelles.
Motto-Constituinte e Commercio Nacional..
Por baixo do titulo inscreviam-se s palavras Independncia ou Morte traadas numa espcie de bandeira empunhada por um ndio calcando o extrangeiro portugus.
Do n. 111 em diante desappareceram ndio, bandeira e inscripo e principiaram a figurar abaixo do titulo. O Sete de Setembro os seguintes versos:.
Quando todo mundo arde Pela sacra Liberdade So tu Brasil, estafermo, Jazers na nullidade !
A planta da Liberdade No pode morrer no Norte, Quanto mais sangue mais via, Quanto mais secca mais forte
e as palavras: O povo que se humilha tyrania mais covarde que o tyrano que a exerce.
Do n. 136 em diante o titulo Sete de Setembro em letras graudas.
Era orgam do partido chimango (liberal), pregando s vezes o regimen republicano.
1849
0 Brado Nataiense publicado em Fortaleza a 21 de julho para defender os interesses do par-


40
tido conservador Rio-Orandense do Norte. Tinha por divisa as palavras : Acuit penetret. Sahia da Typographia Americana rua do Quartel e era impresso por Bernardo Jos de Mello.
35 EpOCha de Fortaleza.
36-0 Nortista- gazeta poltica e moral, publicada em Fortaleza na Typographia Cearense rua da Ba Vista n. 33 (Typographia do Pedro II). Im-pressor Joaquim Jos de Oliveira. Tinha por epigraphe as palavras: Monarchia e Liberdade. Sustentava as idas conservadoras ou saquaremas, obedecendo a orientao dos irmos Cabraes.
Era tambm um jornal do Rio Grande do Norte, como foram o Brado Natalense (1849) e o Fagote (1852). Do mesmo modo eram impressos em S. Luiz do Maranho o Sulista (1849) e em Recife o Jagoarary (1881).
O 1." n., que de 11 de Junho, continha dois artigos, o l.o dando as razes de seu appareci-mento e apresentando seu programma, o 2. sobre as candidaturas senatoria e deputao pelo Rio Grande. A esses artigos seguia-se*uma Epstola Potica em que esboada a historia poltica dos partidos alli.
No 7. n. do Nortista o P.e Florencio Gomes de Oliveira, que foi vigrio do Apody, escreveu os seguintes versos:
Faltando o clarim da imprensa No Rio Grande do Norte, Poucos sabem que o Nortista He partido grande e forte. Mas como os prelos Cearenses Por amor da humanidade J hoje por ns combatem Contra a sulista vontade Havemos provar ao mundo Nossa superioridade.


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O Saquarema publicado em Fortaleza s 5.as~ feiras na Typographia Braziliense de Francisco Luiz de Vasconcellos. Preo da assignatura 6$ annuaes. Appareceu em junho.
Foi uma transformao do Imparcial. Tendo-se retirado da arena jornalstica, reappareceu a 22 de outubro de 1852.
SempreVVa de Fortaleza, destinado ao bello sexo. Cada n.<>a 40 ris. Sahia da Typographia do Pedro II. O 1. n. de 26 de Novembro. Escreviam nelle Juvenal Galeno e Gustavo Gurgulino de Souza. Foi o l.o jornal Cearense dedicado exclusivamente litteratura.
O Pedro 11 de 28 de Novembro de 1849 deu sobre o apparecimento desse jornalzinho literrio a seguinte noticia: RECREIO E [NSTRUCO Segunda-feira, 26 do corrente, sahio a luz nesta typographia o 1." n. da Sempre Viva2', peridico destinado a deleitar e instruir o bello sexo. E como no s o sexo amvel, como toda sorte de leitores podem tirar proveito de sua leitura por que nella achamos um desenfado e desfas-tio essa lucta constante dos partidos, com que quasi unicamente se occupam as folhas da nossa terra; esperamos que todas as pessoas de bom gosto concorram a comprar a ^ Sempre-Vivas>, que se vende a preo de 40 ris cada n' nesta mesma typographia. > Bastante hbil nos parece a pena, que mimoseou a nossa imprensa com aquella publicao, e por isso mais um motivo achamos para que os leitores contribuam para sua continuao, quando no guiados pelo desejo de recreio e instruco, ao menos pelo de animar o talento do redactor, que sem isto pode arrefecer e dezistir da empreza.
1850
EchO Gommerciat publicado em Fortaleza a. 16 de maio.


42
- O ArgOS Cearense jornal liberal, apparecido em Fortaleza a 7 de setembro. Publicava-se em dias indeterminados na Typographia Fidelissima de Francisco Luiz de Vasconcellos. Tinha por epigraphe:
No haja um cidado, que diga a outro : Tu s mais soberano que eu! Contemplae vosso poder, preparae-vos para exercel-o, e sereis digno de entrar na posse do vosso reino (Prol. do gov. prov. franc. em fev. de 1848 redigida por Lamar-tine).
Uma outra epigraphe dizia :
......Valor, constncia,
Virtudes so os nicos remdios Para os males da ptria. Lamental-a, Choral-a em ocio vil ser cobarde, E' no ser cidado, no ser Romano.
(CAT. DE QARRET.)
O 1." numero traz os seguintes artigos: O nosso apparecimento; Sete de Setembro; Glosa ao motte: Entre barbara cohorte Feneceu Nunes Machado; Pensamentos polticos.
Tendo cessado, reappareceu 26 de janeiro de 1852.
E' digno de nota que no mesmo dia, 7 de setembro, surgiram o Argos Bahiano, o Argos Ca-choeirano, o Argos Pernambucano, o Argos Para-hybano,
0 JUZ dO POVO de Fortaleza. Jornal do Padre Cerbelon Verdeixa. Combatia os Portugueses, pregava idas nativistas. Jornal atrevido e de critica muito para se temer, valeu ao seu dono fortes perseguies e desgostos.
Para sua impresso idealizou e construiu um prelo o perito artista Elias Martins de S, que foi pae do conhecido ourives e cirurgio-dentista Ignacio Loyola; por isso o presidente da Pro-


'\ :cr.t \altr jcfu r 11bj' *Eli( V 2U.lir.HMtO l)h lM>2v \t.VIRO i \ 9..
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v ff.^^,j r.ui liiiV iist'* letloici a
la ainhir ..," tcppi-.io ii rtilituo
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htare i-m um urgiciu. (jue Wjul
*> i.ltr leu vi*ahcii ijil -il-fietfi^Jo C (ire
JttO I Volctim, v i> Ulo gfj*0'j,c tio Nlle: CDill'
P" qViMio Al
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, o >i I)r. )ti sth d n; OllJlca--ir.o (clhts t"rao' derr.Mtiitos r.c'r.i ntitiiut.,ms rk'iiticrt:4. S.ih3* o ccri i> mmi* !() .nu".'* i-' Loiv Atl-V M. Mama J''
i.iiln




J3_
vincia demittiu Elias Martins do emprego de administrador da cada e mandou prender o filho.
Sob o titulo trazia o versculo do Ecclesiastes, cap. 7. vol. 6 eas palavras Justia legal--Com-mercio a retalhoReformas Constitucionaes >. Sahia s 3as e 6as-feiras da Typographia de Paiva & O, rua da Palma n. 45. Preo da assigna-tura mensal 320 ris, numero avulso 80 ris. Im-pressor Francisco Weyne Cambuti. In. 8.0 de 4pp. O l. numero de 8 de outubro. Vae de 1850 a 1853.
A Bibliotheca Fluminense possue a colleco de 1850-51, como tambm O Nortista 1849-50 e o Jornal de Fortaleza 1868-69.
0 ZephrO de Fortaleza.
1851
Borboleta jornalzinho recreativo e moral publicado em Fortaleza, e cujo 1. numero tem a data de 11 de fevereiro. Vendia-se na typographia do Cearense, na loja de Manoel Antnio da Rocha Jnior, e na botica de Antnio P. da Cunha Mamede.
1852
0 FagOte Jornalzinho publicado em Fortaleza a 28 de fevereiro. Sahia da Typographia Fidelis-sima de F. L de Vasconcellos. Tinha por epigraphe: Quem tem telhado de vidro no atira pedra nos alheios.
Publicao mandada fazer do Rio Grande do Norte.
0 Furo Impresso na Typographia do Pedro II. Fortaleza. Redactor Gustavo Gurgulino de Souza. Saiu a 4 de Junho. Preo 40 ris. Acima do titulo trazia a figura de um furo, por signal que muito
6


44
mal feita e abaixo os seguintes dizeres: O Furo sahir caa quando quizer, ou a necessidade o exigir; mas quando tenha de o fazer ser precedido de um gordo annuncio, que chamar a at-teno publica. Renderei homenagens a virtude. E o crime zunirei sem piedade. A mascara arrancarei ao vil hypochrita. E ao povo faltarei pura verdade.
Era um jornalzinho de combate ao P.e Tho-maz Pompeu, redactor do peridico Cearense, P.e Cerbelon Verdeixa, o Canoa Douda, redactor do -Sete de Setembro e do Juiz do Povo e outros liberaes, desaffectos do redactor.
O Instituto Histrico e Oeographico Brasileiro, do Rio de Janeiro possue os 14 primeiros n.os d'O Furo.
0 Goelho publicado em Fortaleza a 13 do mez de Junho. Abaixo do titulo trazia pintado um coelho e abaixo da figura desse animal as seguintes linhas :
O Coelho sahir todas as vezes que for zurzi-do pelo Furo; e para isso no precedero nem annuncios, nem cartazes. Imprime-se, aceito-se correspondncias e assignaturas na typographia e escriptorio do Juiz do Povo; vende-se no cartrio do filho da Romualda : cada serie ser de 25 ris.
Nas profundezas da terra Fui fazer habitao Para ver se assim fugia A' gana d'um vil furo
Mas tanta a sanha sua, E sua fereza immensa Que para cevar seu gnio Recorreu a mesma imprensa!
Publicado pelo Padre Cerbelon Verdeixa na Typographia Patritica. Fortaleza. Adversrio do Furo.






45
47 O BinOClilO de Fortaleza, publicado em Agos-
to. A elle se refere a Carta do Dr. "taboca Rachada sua comadre Hilria Roque, publicada no O Furo n. 13.
1853
48 0 Commercial orgam dos interesses commer-
ciaes, agrcolas e industriaes, propriedade de F. L. de Vasconcellos. Sahia s 5as-feiras e a 6$ por anno. Impresso na Typographia Braziliense rua Formoza, Fortaleza, t' de maio. Teve por algum tempo como redactor principal o padre Carlos Augusto Peixoto de Alencar, pernambucano. Foi tambm seu redactor Manoel Rufino de Oliveira Jamacar. Nesse peridico escreveu Juvenal Galeno.
A casa rua Formosa dita acima hoje oe-cupada pela barbearia, bar e bilhares de Vicente Antunes da Paz e antes pela fitma J. Bruno & C.a.
Houve tempo em que o servio d'O Commercial foi feito pela mulher e cunhada de Francisco Luiz; os typographos tinham sido recrutados..
49 Mocidade Cearense Publicada em Fortaleza
por Juvenal Galeno e Joaquim Catunda, ento alumnos de philosophia no Lyceu.
1855
50 0 Ararpe Publicado em Crato na Typogra-
phia de Monte & Ca, Casa do Piza. Dimenses: 30 1/2 cc. de comprido sobre 21 de largo. Era ornado com a figura de um indio. Seu prelo era o d'0 Equilbrio. Redactor principal Joo Brigido dos Santos. Impressores Domingos P. C. Ara-ripe at o n. 11, Jesuino Brizeno da Silva at o n. 103, Francisco Gonalves Dias Sobreira at o n. 142 e Manoel Brigido dos Santos Sobrinho.
O 1. numero de 7 de julho. Dizia-se destinado a sustentar as idas livres, proteger a causa da justia e propugnar pela fiel observncia da


46
lei e interesses locaes. Preo da assignatura por anno 4$ e por semestre 3$. Os assignantes tinham grtis oito linhas por mez, as mais sendo pagas a 60 ris cada uma. O prelo em que se imprimia foi mandado vir por Jos do Monte Furtado.
O n. l.o, o de 7 de julho, traz os artigos: Aos leitores; A Provincia do Cear; A bexiga; A feira dos gados; Estatstica; Variedades; Mximas; Aununcios.
Encontrei no Instituto Histrico e Oeographico Brazileiro uma colleco d' Araripe a contar do n. l.o at o n. 206, anno 5..
Vi na Bibl'otheca Nacional, Rio de janeiro, outra colleco; essa vae do n. 1 ao n. 292 (26 de outubro He 1862).
No Araripe, o primeiro jornal publicado no Crato, appareceram as cartas em verso de Andr Trus-truz a seu av David Matheus, escriptas por Joo Brigido e Bernardino Gomes de Arajo.
1856
0 Sol (1856-1865) Jornal literrio, poltico e critico, publicado em Fortaleza por Pedro Pereira da Silva Guimares. Sahia uma vez por semana, a principio da Typographia Brasiliense de Francisco Luiz de Vasconcellos, rua Formosa, depois da Typographia Brasileira de Paiva & C.a, rua Amlia e finalmente da Typographia Americana de Theotonio Esteves d'Almeida. Manoel Felix Nogueira foi seu impressor. O l.o n. de 19 de Agosto Trazia por motto: Non bene pro toto libertas venditur auro. Hoc celeste bonum praeterit orbis opes.; com a traduco: Do cidado a liberdade. Esse celeste thesouro. No usurpam os mandes. No se vende a peso de ouro.
Fez mortal opposio ao presidente Dr. Joo Silveira de Souza.
Depois de 10 annos de durao desappareceu para resurgir 10 annos depois a 23 de Janeiro de 1876 da Typographia de Odorico Colas rua.


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47
Formosa n. 89, sendo, ento, seu redactor o major Joo Brigido dos Santos.
1857
52 0 Cyrineo peridico consagrado aos interes-
ses da religio e publicado em Fortaleza de 15 em 15 dias. O 1. numero sa.hiu a 16 de junho. Imprimiu-se a principio na Typographia Brasilien-se de Francisco Luiz de Vasconcellos, depois na Typographia do Pedro II, sendo o Impressor Joaquim Jo.s de Oliveira, na Typographia Brasileira de Paiva & C.a rua d'Amlia e afinal na Typographia Americana de Theotonio Esteves rua do Fogo. Tinha por epigraphe as palavras: Dirige, Senhor, a nossa penna e os inimigos sero confundidosRedactor o Padre Jos Ferreira Lima Sucupira, que foi um dos deputados eleitos pelo Cear para o Congresso Federativo em Pernambuco (1824).
53 Estrella publicada em Fortaleza.
1858
54 Ensaio Juvenil publicado em Fortaleza
1859
55 A Semana Literrio, industrial, noticioso e
commercial, publicado em Fortaleza a 22 de janeiro. Sahia da Typographia Commercial aos sab-bados. A 1$500 por trimestre.
56 0 Gratense Publicado por uma sociedade de
rapazes na Typographia d'0 Araripe, casa do Piza. O l.o numero de 9 de fevereiro. Sahia s quartas-feiras. Francisco Gonalves Sobreira foi seu impressor. Responsvel Antnio de Lira Carnaba.
57 A Estrella Fundada por Jos de Barcellos e
Antnio Bezerra: este tomava a si a parte poe-


48
tica. Sahia da Typographia Brazileira, Fortaleza, 1859-1860.
58 0 GratiS Dirio commercial, publicado em ju-
nho em Fortaleza. Proprietrio Joaquim Jos Fernandes de Carvalho, Impressor M. F. Nogueira.
59 Aracaty Jornal poltico (liberal), commercial
e noticioso. Sahia aos sabbados e quartas-feiras e subscrevia-se na Typographia Aracatyense, rua da Cadeia, onde era impresso. Sahiu tambm da Typographia Social, rua do Commercio n. 32. O 1. numero de 7 de setembro Redactores Jos Liberato Barroso e Hyppolito Cassiano Pamplona.
Nesse Jornal publicou Joo Brigido seus Apontamentos para a historia do Cariri, e o Dr. Vicente Ferreira Gomes a Descripo da comarca da Palma e outras adjacentes.
1860
60 A Gaipora De Crato.
61 0 GrOCOdO De Fortaleza
62 EchO De Fortaleza
63 Echo Juvenil de Fortaleza. Foi o jornal em
que primeiro escreveu Joo Cmara. Collaboraram nelle Jos de Barcellos, Telemaco Lima, Francisco Lopes de Assis e Marcos Apolonio da Silva, todos alumnos do Lyceu.
64 EpOCha Publicado em Aracaty a 28 de abril.
Impressor Aureliano de Paula Dias Martins, Redactores Dr. Antnio Caminha, Joo Anselmo da Silveira Vidal e Guilherme Azevedo.
Adversrio do Aracaty, advogava os interesses conservadores representados pela familia Caminha.
65 Gaspar da Terra Peridico em verso, pu-
blicado em Aracaty. Tinha por epigraphe as pa-


49
lavras Ridendo castigai mores. Sahia em dias indeterminados. Impresso na Typographia Social por Francisco Xavier dos Santos. Preo 40 ris.
66 Gazeta do Gariry Jornal de poltica conser-
dora, literrio e noticioso publicado aos sabba-dos em Crato. Typographia no largo de S. Vicente. Assignatura 5$ annuaes. Impressor Joaquim de Lavor Paes Barreto. Miguel Xavier, Henrique de Oliveira, o professor Cicero Cisalpino de Pontes Simes e Ignacio Luiz Bento Ferrer foram seus redactores. Imprimia-se no prelo de que saram o Deseseis de Dezembro e o Pedro II. Trazia sob o titulo a Coroa Imperial.
67 GlOSa Jornalzinho do Crato.
68 A Revista dO FrO Publicada em Fortaleza
duas vezes por mez. O 1. numero sahiu a 1 de julho.
69 Lince Jornalzinho critico e noticioso publica-
do em Aracaty. impresso por Jos da Silva Leito na Typographia da Epocha.
70 0 Alvo Publicado em Aracaty em outubro,
Subscrevia-se na Typographia da Epocha a 2$ por anno. Impressor o mesmo do Lince, do qual foi. continuao. O titulo na 4.a pagina diz: A Rosa.
71 Liz Publicado em Aracaty por estudantes.
72 A Lua De Fortaleza. Creado e redigido por Joo Cmara, ainda alumno do Lyceu.
730 Pueril De Fortaleza.
1861
74 Cometa De Aracaty.


50
75 0 Farol Gearense jornal critico, noticioso,
recreativo, joco-srio, publicado em Fortaleza em fevereiro. Sahia quatro vezes por mez. Impresso por Odorico Gois na Typographia de Paiva & Comp. rua Ameiia. Conheo o 2 n. que de 17 de Fevereiro com artigo de fundo sobre a Utilidade da leitura'.
76- Judas ISCarOteS Publicado em Aracaty a 30 de maro na Typographia Social rua do Com-mercio. Impresso por Joaquim F. Barros Piau. Peridico em verso.
77 A America Publicada em Fortaleza a 17 de abril. Era propriedade do Dr. Manoel Soares da Silva Bezerra e imprimia-se na Typographia Social de Odorico Colas. Sahia s quartas-feiras. Tinha por epigraphe as palavras do Marquez de Valdegamas : As sociedades modernas teem conferido a todos o poderem ser jornalistas e aos jornalistas o terrvel encargo de ensinar s naes, isto , o mesmo encargo que Jesus Christo confiou aos seus'apstolos. Ao desapparecerella em Outubro, dedicou-lhe Padre Pereira no 78 -Jomal do GommerciO De Fortaleza.
79 0 Ordeiro De feio conservadora, publicado
em Aracaty. O 1. n. de 27 de Julho.
80-0 Monje- Publicado em Fortaleza al. de agosto. Sahia quatro vezes por mez e subscrevia-se na Typographia do Pedro II. Impressor Joaquim Jos de Oliveira. Epigraphe: Fallarei dos homens e das cousas com verdade e discrio.
Nelle muito escreveu o Padre Carlos de Alencar, vigrio de Fortaleza, contra o Padre Pinto de Mendona, governador do Bispado.


51
81 A Beata Publicada em Fortaleza. Comeou
em outubro. Escripta por Jos de Barcellos e Joo Cmara. Sahia da ^ Typographia de Theoto-nio Esteves de Almeida.' rez grande campanha contra o professor Kubim, autor de uma gram-matica portuguesa em verso.
82 0 Pharol De Fortaleza.
83 PhOmaticO De Fortaleza.
1862
84 A Camphora Peridico critico e noticioso pu-
blicado em Crato. Trazia a epigraphe: Nascemos para amar e ser amados. Servindo, seremos teis uns aos outros. Quando fordes bigorna, tende pacincia; quando fordes martelo, batei forte e justo. Impressor Joaquim de Lavor Paes Barreto.
Seu nome recorda o terrvel flagello do Gan-ges, que ento ameaava aquella regio cearense e contra o qual se diziam maravilhas da camphora.
85 Epocha De Aracaty.
86 0 Peregrino Jornal literrio, de propriedade
e redaco de Juvenal Galeno. Impresso na Typographia Cearense por J. J. de Oliveira. O l.o numero de 9 de fevereiro. Sahia aos domingos.
87 0 Artista Publicado em Fortaleza a 7 de maro
na Typographia Brazileira de Paiva & Comp. Sahia s sextas-feiras. Preo 2$ por trimestre. Impressor Joo Evangelista. Trazia o seguinte dstico:
O trabalho, como as guas do baptismo, Os homens purifica e os ennobrece, Estampa-lhes tal graa e brilhantisno, Que a prpria mo da Parca no fenece.
7


52
Mais vale na tripea o sapateiro Que o neto de bares acidioso; Pois um patriota verdadeiro, O outro, um fardo intil, vergonhoso.
Estes versos foram substitudos pelos seguintes conceitos :
A democracia a alma em sua pureza. A pureza d'alma a iIlustrao, do espirito. Os poetas so democratas. A democracia co-irm da liberdade. Quem ama a liberdade democrata. Ella s conhece por nobreza a dos sentimentos,
Esse jornal devido ao Padre Cerbelon Ver-deixa, segundo se deprehende do artigo de apresentao (29 de junho de 1863) d'A Liberdade.
88 Jornal do ICO apparecido a 22 de maro. Sa-
hia aos sabbados da Typographia Nacional, de Pinto Bandeira e Alves, rua das Flores. Impresso a principio por Antnio Alves da Costa, passou depois a sel-o por Astolfo Francisco Pinto Bandeira. Do n. 10 em diante trazia sobre o titulo a coroa imperial.
89 Philolitera Peridico instructivo, recreativo e
critico, apparecido no mez de abril em Fortaleza. Redactores Joo Cmara e Jos Raymundo.
90 Jornal Assim se intitulava uma folha, ma-
ouscripta, de pequeno formato, apparecida neste anno em Acarape e de que era redactor um rapaz cunhado de Cndido Jos Rodrigues deSenna, victimas um e outro do cholera tambm no dito anno.
91 A Fortaleza Publicada aos sabbados sob os
auspcios do Bispo D. Luiz Antnio dos Santos. O primeiro numero sahiu a 17 de maio. Impresso na Typographia Social por Israel Bezerra de Menezes. Tinha por epigraphe as palavas de Pio IX :


53
Podemos dizer com verdade que agora a hora do poder das trevas para joeirar como trigo os filhos de eleio.
92 Gazeta Offical Esse jornal que substituiu ao
Commercial e passou depois a denominar-se Gazeta Official do Cear, appareceu em Fortaleza a l de julho. Sahia s quartas-feiras e sabbados. Era propriedade de Francisco Luiz de Vasconcellos. Preo 8$ por anno. Typographia Praa da Municipalidade. E' uma fonte copiosa de informaes sobre a epidemia do clera ento reinante.
93 A Lanceta Publicao medica, in-4.o sob a
redaco do Dr. Joaquim Antnio Alves Ribeiro, de Fortaleza. Sahia da Typographia de Jos da Cunha Bezerra.
94 Mocidade De Fortaleza. 950 Monitor De Fortaleza
1863
96 A BarqUnha De Aracaty.
97 Gaipora De Fortaleza.
98 Conservador De Fortaleza.
99 EpOCha De Fortaleza
100 A Lyra De Crato
101 Montanha De Aracaty. Dizia-se jornal humo-
rstico, critico e algumas vezes gracioso. Sahia duas vezes por semana. Impresso por Vicente Ernesto Nogueira Do nome desse jornal, que se imprimia na Typographia do Aracaty, em que era empregado, ficou se chamando Montanha o ty-


54
pographo Francisco Soares Monteiro, que foi depois o editor da Tribuna do Povo e da Voz da America, jornaes de Jlio Csar.
102 0 Tribuno do POVO De Fortaleza. Impresso
por Hermino Magno na Typographia Cearense. Sahia seis vezes por mez O primeiro n. de 25 de maro.
103 A Liberdade Jornal poltico, literrio e cri-
tico, publicado em Fortaleza a 29 de junho. Redactor e proprietrio Padre Alexandre F. Cerbelon Verdeixa. Trazia por epigraphe as palavras : Antes os espinhos da liberdade que as flores da escravido'. Typographia rua Formosa. Sahia s segundas e quintas-feiras e depois s quartas-feiras e sabbados. Impressores Manoel Jorge Vieira, Suitberto Padilha, Manoel Francisco de Paula, Joo Gonalves e Francisco de Moura. Fez violenta opposio ao presidente Jos Bento.
104 A Estrella do Norte folha catholica (informao de Alfredo de Carvalho).
105-0 Artilheiro Publicado em Fortaleza a 17 de julho. Impresso por Suitberto Padilha e sub-scripto na Typographia da Liberdade rua Formosa. Trazia as epigraphes : Civis sum. Sou cidado. ?. Paulo. O soldado que em tempo de guerra abandonar seu posto, seja arcabuzado. Conde de Lipe, art. 12. Grtis.
106 Unio Artstica Publicada em Fortaleza a 23 de julho. Tinha por epigraphe as palavras:



Y
#7


55
107 Gazeta Offical do Gaar De Fortaleza. Propriedade de Francisco Luiz de Vasconcellos. Substituiu Gazeta Offical. O primeiro numero de 15 de Agosto.
108 A Constituio Orgam do partido conser-
vador, publicado em Fortaleza a 24 de setembro. Comeou sob a redaco e direco do Dr. Domingos Jaguaribe, o futuro visconde de Jaguaribe, publicando-se uma vez por semana, passando no 2.Q anno a ser dirio. Cessou dois dias depois da proclamao da Republica, sendo seu redactor o Dr. Justiniano de Serpa e gerente Antnio Moreira de Souza.
Nesse jornal, representante das idas do partido conservador adiantado, em opposio s idas pregadas pelo Pedro II, tambm orgam conservador de Fortaleza, escreveram ainda, entre outros, Oonalo Souto, Manoel Soares, Paulino Nogueira, Antnio Pinto, Praxedes Theodulo, Frederico Borges, Martinho Rodrigues e Padre Bel-larmino J. de Souza.
O Padre Bellarmino era Parahybano, natural de Souza. Escreveu e publicou a narrativa da primeira visita pastoral do Exmo. Sr. D. Joaquim; Jos Vieira. Alm desse trabalho publicou vrios artigos no Correio da Tarde e no Jornal do Com-mercio, Rio de Janeiro, os quaes foram enfeixa-dos em volume sob o titulo Carta a um amigo-(1895) e outros no Apstolo tirados tambm emi folheto sob o titulo Razes e factos (1895).
Moreira de Souza, Pernambucano, conseguiu aps a proclamao da Republica ser nomeado administrador dos Correios do Cear, donde foi removido para o mesmo cargo em Paran, onde falleceu.
109 0 PrOgreSSO De Fortaleza. 1100 Pudor De Aracaty
111 0 Tamborim Do Crato.


56 1864
112 O Aiabama De Fortaleza.
113 -0 Atalaia Jornal poltico, noticioso e critico,
publicado em Fortaleza na Typographia Americana por Theotonio Esteves de Almeida e depois na Typographia do Pedro II por R. de Paula Lima. Dizia que sahiria quando conviesse. A principio sobre o titulo trazia a figura de um soldado com a espingarda mo esquerda.
O primeiro numero de segunda-feira 28 de maro.
114 A Cigarra De Fortaleza.
115 Cochixo De Cascavel. E' o primeiro da lo-
calidade.
116 DUVio De Fortaleza.
117 A Arca de No Publicada por estudandes do Lyceu de Fortaleza.
118 Gazeta do Cear De Fortaleza.
119 A Juventude Literrio, critico e noticioso, pu-
blicado em Fortaleza. Sahia aos domingos e era impresso por Verano J. Verino. Redactor principal Arcelino G. de Queiroz, auxiliado por seus collegas estudantes Oliveira Praxedes, Jos Faco e Raymundo Torcapio.
i 20 0 NotCiador De Fortaleza.
1210 Prestigiador Jornalzinho poltico, noticioso e critico de Fortaleza. Impresso por Joo Evangelista. Distribuio gratuita. Era adversrio da Constituio e Atalaia.
122 A Saudade De Fortaleza.


57
123 A Sterlina De Fortaleza. Appareceu no tem-
po em que por aqui andavam os actores dramticos LimaPenante e Eugenia Cmara ; por aquelle eram os estudantes e os artistas e por Eugenia Cmara os portuguezes, seus patrcios, aqui domiciliados. Impressa na Liberdade, do Padre Ver-deixa. Seu nome proveio de pagarem com ster-linas os bilhetes do beneficio de Eugenia Cmara.
A Sterlina zurzia a colnia portugueza.
Numero nico e distribudo por Suitberto Padilha, ento typographo, que para isso pintou o rosto de preto.
124 0 Tabyra Peridico poltico, liberal, publica-
do na.Typographia Constitucional, a primeira que houve em Sobral e fora trazida de Therezina, via Aracah, por Manoel da Silva Miragaya, seu proprietrio
O prelo era de madeira grossa e pesada.
A essa typographia seguiram-se mais duas, uma chegada em 1881, em que se publicou a Gazeta de Sobral, e outra chegada em 1887, em que foi publicada A Ordem.
O 1 numero d'0 Tabyra de 14 de agosto. Existiu at 25 de dezembro, sendo substitudo pelo Sobral. Era de redaco anonyma e publicava-se aos Domingos em formato de uma folha de papel almao.
125 A Sociedade De Sobral.
126 Trombeta De Aracaty.
127 A Verdade De Fortaleza.
128 VesUVO De Fortaleza.
129- 0 Veterano De Fortaleza.
130- 0 Vulco De Fortaleza, lmpre sso por Manoel Jos Virino. Escripto em linguagem virulenta,. respondia ao Noticiador e ao Dilvio.


58
1865
131 Aurora De Fortaleza.
132-0 Sobrai Publicado em janeiro na cidade do seu nome aos Domingos na Typographia Constitucional de M. da S. Miragaia Praa do Menino Deus. Desappareceu em dezembro do anno seguinte. Foi uma continuao do Tabyra, cujo formato tinha e, como elle, sahia aos domingos.
Escreveram no Sobral os Urs. Paula Pessoa, Jos Asseno, Barbosa Lima, o velho, Rodrigues Jnior e Emiliano Pessoa.
133 0 Tagarella Jornalzinho livre, critico e caricato, publicado em Fortaleza a 6 de fevereiro. Sahia duas vezes por semana da Typographia Industrial. Preo 4$ annuaes. Impresso por Jos da Cunha Bezerra e mais tarde por Victorio Ferreira Oalvo. Era sustentado pelo engenheiro Justa Arajo. Trabalhou nelle o professor Jos Henri-ques, que disso tirou grandes desgostos, sendo preso e recrutado.
134 Estrella do Norte ~ Jornal recreativo, literrio
e critico publicado em Fortaleza em agosto. Sahia uma vez por semana e subscrevia-se na Typographia Commercial a 500 ris por trimestre. Impressor Francisco Sebastio da Silva.
135 Rouxinol De Fortaleza. 1360 TamoyO De Fortaleza.
1866
137 Tribuna Gatholica Orgam da Associao de Instruces Religiosas de Fortaleza. Seu l.o numero de 8 de abril. Semanal. Typographia Industrial. Impressores Jos da Cunha Bezerra, fal-


59
lecido a 26 de maio de 1871 e substitudo por Antnio d'Oveira Conde, Raymundo da Silva Leite e Francisco Manoel de Lima. Lemma: Unus Dominus, una fides, unum baptisma. Paul. ad Eph. C. IV. v. 5.o.
Nella collaboraram, entre outros, Dr. Manoel Soares, Dr. Oonalo Souto, P.c Dr. Urbano Monte, P.e Lino Deodato, Joo F. Ramos Filho, P.e Luiz Por-Deus e P.e Jos Loureno, que foi bispo do Amazonas e falleceu em Lisboa em 1905.
A Typographia da Tribuna Catholica foi mandada vir de Paris, sendo intermediria a casa Fould Frres C.a, pelo Visconde de Cauhipe e sua importncia lhe foi paga em pequenas parcellas. Passou depois ao poder do negociante Jos Maia.
138- Aurora Cearense Jornal literrio, de oito paginas em duas columnas, publicado em Fortaleza a 27 de maio. Impressor Herminio Magno. Na Bibliotheca Publica de Recife ha uma colleco delia, que vae do 1. n." ao n. 18 (de 7 de Outubro de 1856).
139 Correio de AnnunciO Publicado em Fortaleza por Odorico Colas.
140 0 Correio do Lyceu De Fortaleza.
141 A Luneta Publicada em Fortaleza na Typo-
graphia da Aurora Cearense.
142 A Situao Publicada em Fortaleza a 10 de
novembro.
143 0 Progressista Jornal fundado em Fortaleza
para sustentar a administrao do Dr. Joo de Sousa Mello e Alvim. E' de 13 de dezembro. Publicava-se s quintas-feiras e domingos. Redactores Dr. Jos Avelino e Jos de Barcellos.
144 0 Typographo Publicado em Fortaleza nas
officinas da Constituio.
8


60
1867
145 Beija-flor De Fortaleza.
146* Constitucional De Fortaleza.
147 A Conscincia Peridico literrio e critico, publicado em Sobral, na Typographia Miragaia. Semanal. Fundado em janeiro, cessou a publicao em setembro.
1480 Professor Jornalzinho publicado em Fortaleza na Typographia de Odorico Colas. O 2 numero, o nico que conheo, de 10 de fevereiro.
149 0 Carapua Publicado em Fortaleza a 20 de
abril. Era impresso na Typographia Cearense. Impressor Raymundo de Paula Lima. Acima do nome trazia a figura de um official com a cabea coberta com uma carapua.
150 EchO do Norte De Fortaleza.
151 Estrella Publicada em Fortaleza na Typogra-
phia da Aurora Cearense. Impressor Jos Lino de Paula Barros.
152 Jornal do Domingo Publicado em Fortaleza
a 4 de agosto. Sahia no comeo da Typographia de Odorico Colas rua Formosa n. 89, depois da Typographia da Aurora Cearense rua Amlia n..129 e finalmente da Typographia do Jornal do Domingo rua da Cadeia n. 48. Era de oito paginas a principio, depois o n. 12 teve 12 paginas, os n.os 13 a 15 tiveram novamente 8 paginas, os n.os de 16 a 19 tiveram 4 paginas.
A Bibliotheca Publica de Recife possue os 19 primeiros nmeros. Redactor Jos de Barcellos, que, ao que consta, era tambm o compositor do jornal. Sahiram 24 nmeros.


_61_
1530 Almanack Publicado em Fortaleza a 25 de agosto e impresso na Typographia da Aurora Cearense por Francisco Vieira da Silva. Trazia sob o nome as palavras: Late jusuni opus est et multiplex e proprie quotidie no mm. Quinctil.
154 0 Liberal Orgam poltico, apparecido em For-
taleza para combater os Progressistas. E' de agosto. Impresso por Jos Leocadio Ferreira Soares e V. R. Nogueira. Typographia rua Amlia n.os 120 e 143. A 20 de junho de 1868 deixou de ser seu editor Delfino Cavalcanti de Moraes.
155 A Lua De Fortaleza. Redactores Joo Cmara
e Telemaco Lima Verde.
156 OmnibUS Do Crato.
157 A Ordem De Fortaleza.
158 0 Observador Jornal critico publicado em
Fortaleza. Sahia uma vez por semana. Impresso na I ypographia Cearense por Antnio Francisco I 'ereira.
159 0 Recreio De Fortaleza.
160 0 Sentinella Critico e noticioso, publicado
em Fortaleza a 17 de novembro. Impressor L. R. da Silva. Era opposicionista ao Observador.
1868
161 ArgOS Sahido da Typographia de Odorico
Colas, em Fortaleza.
162 Barca de Achernte Sahida da Typographia
do Pedro II. Acima do titulo trazia a figura de um bote com seis tripulantes. Sahia duas vezes


62
por semana. Redactores Gustavo Gurgulino de Souza e Gonalo de Lagos. Impressor Raymun-do de Paula Lima.
163 A Cigana Publicada em Fortaleza na Typo-
graphia do Pedro II.
164 Jornal da Fortaleza Folha poltica liberai,
cujos redactores principaes eram os rs. Bem-vindo Gurgel do Amaral, Jos Avelino e Gonalo de Almeida Souto. Impresso na Typographia Unio por J. A. F. de Carvalho. E' de 3 de janeiro. A principio sahia s quartas-feiras e sabbados e depois diariamente.
Jlio Csar da Fonseca Filho collaborava nesse jornal remettendo artigos do Aracaty, onde residia, sendo que nelle publicou seu primeiro artigo de propaganda republicana, o qual terminava com a phrase: Deve-se destruir a monarchia.
165 Jornal do Cear Publicado em Fortaleza, na
Typographia de Odorico Colas, rua Formosa n. 89. E' de 3 de janeiro. Redactor Dr. Jos Avelino. Substituiu ao Progiessista. Comeou publicando os actos officiaes da administrao Leo Velloso.
166 0 Noticiador Apparecido em Fortaleza a 10
de outubro. Sahia aos sabbados. Declarava-se sem compromissos com as parcialidades polticas.
167 Democracia Jornal destinado a sustentar as
idas republicanas, publicado em Fortaleza aos domingos na Typographia Imparcial, rua Formosa n. 89. O 1. numero de 1. de novembro. Impresso por Delfino Cavalcante de Moraes.
168 Unio Jornalzinho publicado em Crato. Sa-
hia em um prelo manual. Redactor Joo Gonalves Dias Sobreira, ento alumno de latim na aula do professor Macedo, antecessor de Constantino Brigido.
169 Voz da Religio no Gariry De Crato.


63
1869
O Balo Jornalzinho publicado em Fortaleza,, na Typographia de Jos Lino de Paula Barros. O l.o numero de 28 de fevereiro.
Barrete Phryglo Peridico publicado em Aracaty, tendo por nico e exclusivo redactor Jlio Csar da Fonseca. Era impresso em papel vermelho. Dizia-se monitor da Revoluo e da Republica. Seu l.o numero, nico que veio luz, continha os seguintes artigos : Faamos a revoluo. Fora o rei. O que a Republica. O tyran-nicidio justificado por S. Thomaz de A quino. Cuidado com o exercito; onde elle predomina, a liberdade uma mentira; provas histricas. Fiymno revolucionrio (poesia). Grito de desespero (poesia).
O hymno revolucionrio tinha por estribilho uma quadra, cujos primeiros versos diziam:
Quebre-se o sceptro do rei! Rasgue-se o manto real !
Os Gritos de desespero tinham a seguinte quadra originalssima:
Convertam-se os regios mantos Em andrajos de pobreza, Sirvam as taboas do throno P'ra esquife da realeza.
A policia apprehendeu quasi todos os nmeros, por occasio da distribuio, dilacerando-os incontinente.
Seu redactor viu-se perseguido, procurando-o a policia para envial-o como recruta para o Sul;, salvou-o o Dr. Hypolito Cassiano Pamplona, cuja influencia nesse tempo era prestigiosa em poltica. Jlio Csar era uma creana quando emprehen-deu a publicao do Barrete Phrvgio.


64
As idas republicanas de Jlio Csar se manifestavam sem rebuo como se verifica de um seu discurso nas exquias celebradas na Igreja do Bom-tim, Aracaty, por alma de Theophilo Benedicto Ot-toni, publicado no Cearense.
172 Gommercio do Gear Orgam especial do
commercio de Fortaleza. Proprietrio e redactor Dr. Theophilo Domingos Alves Ribeiro. Impresso por Vicente Ernesto Ribeiro.
173 Infncia Jornalzinho publicado em Crato.
174 0 Imparcial Publicado em Fortaleza a 2 de dezembro por Francisco Luiz de Vasconcellos. Sahia duas vezes por semana. Impresso por Jos Lino de Paula Barros, praa Marquez de Her-val n. 10.
175 0 Phantasma De Fortaleza. Dizia-se creado
exclusivamente para castigo do crime. Sahia da Typographia Castro e Silva.
1870
176 A Revista Apparecida em Fortaleza a 24 de
agosto. Impresso na Typographia de Odorico Colas, sahia s quartas-feiras.
177 Tribuna do POVO Jornal de propaganda re-
publicana, publicado em .Aracaty por Jlio Csar e Padre Joo Francisco Ramos. Semanal. E' do mez de junho.
178 Careca Publicado semanalmente na Typographia Americana de Theotonio Esteves de Almeida, rua da Palma n. 116. Fortaleza. O 1. numero de 23 de outubro. Declaravam-se seus redactores Ramalho Refrigeiio da Paixo e Gre-gorio Jeremias da Lapa.


65
179 Zig-Zaglie jornalzinho publicado em Fortaleza.
180 0 ICOense(Informao de Alfredo de Carvalho).
1871
181 GabelludO De Fortaleza.
182 0 Orentfi Peridico scientifico, literrio e re-
creativo, publicado em Fortaleza. Redactor Pedro da Silva Senna, natural da Bahia e fundador do collegio em Fortaleza chamado Pantheon Cearense. E' de maro. Sahiu apenas o 1. n. e esse com 16 paginas. Impresso na Typographia de Theoto-nio Esteves de Almeida, rua da Palma n.o 116.
183Despertador Jornal critico e noticioso, publicado em Fortaleza a 17 de setembro. Sahia uma vez por semana da Typographia de Odorico Colas, praa Marquez do Herval n.s 30.
184 Iris Cearense De Fortaleza. Semanal. Serie de 5 n.os a 500 ris. O l.o n.o de 20 de junho.
185 A LZ De Fortaleza. Impressor Theotonio Esteves.
186 0 RaiO De Fortaleza.
1872
187 Lyra Cearense Jornal literrio de Juvenal
Galeno, sahido da Typographia do Commercio a 7 de janeiro. Publicava-se aos domingos.
188 Revista Mercantil Publicada em Fortaleza a 18 de janeiro. Typographia de Odorico Colas, _ rua Amlia n.o 211. Redactores tres guarda-livros (A. Cyrillo Freire, Alexandre Gadelha e Manoel Joaquim Ferreira Jnior).


66
189 O Carcar De Fortaleza.
190 0 Correio do POVO Publicado aos Domin-
gos em Fortaleza na Typographia de Theotonio Esteves. Dizia-se dedicado especialmente ao bello sexo.
191 -Heroe dos Martyres Sob a redaco e dire-
co de Ulysses Alexandre Castello Branco, que foi continuo da Secretaria do Governo e falleceu de varola na grande epidemia de 1878. O 1. numero de 19 de maio. Sahia aos domingos-Teve varias interrupes. Specimen de jornal bes-tialogico. Impresso por Odorico Colas.
192 0 FllturO Jornal poltico, publicado em For-teleza sob a redaco dos Drs. Jos Avelino e Augusto Gurgel do Amaral. O l.o numero de 1. de agosto. Escriptorio e redaco rua da Ba Vista, hoje Floriano Peixoto, n. 29. Seu artigo de apresentao comea assim :
Os ltimos successos que se acabam de completar em nossa provincia obrigaram uma grande fraco do partido liberal separar-se da direco poltica do Sr. Senador Thomaz Pompeu de Souza Brazil. Como conseqncia natural d'esse passo surge hoje arena O Futuro.
Os ltimos successos a que O Futuro se refere so os decorrentes da liga feita por Pompeu com os conservadores chefiados pelo Baro de Aquiraz.' O manifesto do novo partido saiu publicado no n. 18, de 28 de novembro.
193-0 Meirinho Jornal critico e literrio. Impresso na Typographia Americana, Fortaleza, por Theotonio E. de Almeida. Escreveu nelle por muito tempo Antnio de Lafayette.
194 A Opinio Jornal literrio e recreativo, publicado -em Eortaleza a 11 de agosto. Sahia uma vez por semana. Preo 1 $000 por serie de cinco nmeros. Trazia a epigraphe: A opinio nasceu


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no mesmo dia em que Guttemberg, a quem eu chamo mechanico do novo mundo, inventou por meio da imprensa a communicao, e a multiplicao do pensamento humano. Lamartine.
Impressor Pedro Alves de Souza Brazil. Typ. Unio. Escriptorio da redaco rua da Alegria n. 23 ou S. Bernardo n. 13.
195 A Ordem Jornalzinho publicado em Fortaleza
pelo estudante Antnio Moraes, que foi depois tabellio em Macau.
196 -VOZ d'Amer.Ca Publicada .em Aracaty por Jlio Csar no sentido da propaganda republicana. E' de setembro.
197 0 Palhao Jornalzinho publicado em Fortaleza. Dizia ter como redactor chefe o palhao Augusto e ser o novo e nico peridico consagrado aos amanteticos do Circo. Escriptorio da redaco no Largo da Feira Nova n.o 51.
198 Revoluo Orgam hebdomadrio do parti-
do republicano e propriedade do Club Democrata Cearense, de Fortaleza, de que eram chefes Joo Cordeiro e Coronel Paiva. E' de 1. de novembro. Tinha a administrao e redaco rua das Flores n. 35. Impressores Joo Furtado de Mendona e Jos Lino de Paula Barros.
A Typographia da Revoluo foi a que Juvenal Galeno montara para a publicao de suas obras e vendeu a Joo Cordeiro por um conto de ris em prestaes mensaes de"100$000; fun-ccionava na casa praa do Ferreira que era ento de propriedade de Francisco Borges.
Em seu 1. n. dirige um Manifesto ao Paiz, que assignado por Antnio Pereira de Brito Paiva, Francisco Barrozo, B.el Francisco A. d'01i-veira Praxedes, Alexandre Gadelha, Joo Cordeiro, Cato Paes da Cunha Mamede, Lino de Souza Encarnao e Frederico Severo de Souza Pereira'
9


68
(99 A Urtga Publicada na Typographia do Pedro II, de Fortaleza. Seu 1. numero de 10 de novembro. Impresso por Manoel Martins Chaves.. Dizia-se jornal noticioso, poltico, critico e medicamentoso. Abaixo do titulo trazia o versinho:
No tenhas minha musa medo delles, Vae. de rijo esfregando urtiga nelles.
1873
200 0 Aracoyaba Jornal de pequeno formato apparecido em Batur-it. Seus ltimos nmeros, ainda em 1873, foram impressos nas officinas do Pedro II, de Fortaleza. Fundador Miguel Joaquim Fernandes Barros.
201 Fraternidade Publicada em Fortaleza. Dizia-
se orgam dedicado causa da humanidade e de propriedade da Aug.'. Loj.'. Frat.'. Cearense. Tinha por moto as palavrasOrdo ab cho. Publicava-se s teras-feiras. O 1. numero de 4 de novembro. Impresso na Typ. Brazileira por Francisco Perdigo. Redactores principaes Tho-maz Pompeu Filho, Araripe Jnior, Joo Lopes Ferreira Filho, Xilderico de Farias e Joo Brigido dos Santos, que se pode dizer foi seu fundador e director. Nella collaboraram tambm Hocha.Lima, Dr. Basson e o P.e Senador Th. Pompeu.
202 Jornal do Aracaty cujos redactores foram
Dr. Bemvindo Gurgel e Jlio Csar da Fonseca Filho. Tratava dos interesses do commercio, industria e artes.
203 LogO digo De Fortaleza.
204 Lyceu De Fortaleza.
205 Zephyro Publicado em Fortaleza sob a redaco de Antnio de Lafayette.


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1874
206 Argueiro De Fortaleza.
207 EnsaiOS Literrios De Fortaleza. IMelle col-laborou Antnio Martins.
208 -- Sobraiense Sciencias, lettras, arte e com-mercio. Publicado aos domingos. Preo 3$000 por trimestre. Sua Typographia era no largo da Matriz. Appareceu a 3 de maio, sob a direco de Joo Rodrigues dos Santos, passando em junho direco do Padre Joo Ramos. A 4 de abril de 187 Jos Rodrigues vendeu a Jos Ferreira Lemos a parte, que tinha na Typographia.
Foram tambm seus redactores Zacharias Gon-dim, Jos Ferreira Lemos e Jos Vicente Franca Cavalcante. Desappareceu em maro de 1887. Foi a principio impresso na Typographia Miragaya.
209 Maranguapense Publicado ne Typographia Industrial de Joo d'0 Conde. Litterario, commercial e noticioso. Semanal. Nelle escreveram Jos Sombra, Antnio Mavignier, Jos Oalliano.
210 0 PirylampO De Fortaleza.
211 Vigilante De Fortaleza. Redactor B.ei Lopes Filho. E' de Agosto.
212 0 Abelhudo Publicado em Fortaleza e impresso na Typographia de Joaquim de Souza. Redactor Joo Furtado de Mendona, E' de agosto.
213 VOZ d0 Altssimo De Fortaleza. E' de 24 de setembro. Gerente Antnio Manoel da Paixo. Dizia-se jornal catholico apostlico romano. Sahia 4 vezes por mez. Typ. de Odorico Colas.
1875
214 -A Brisa Jornal literrio, recreativo e noticioso, publicado aos domingos em Fortaleza e im-


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presso na Typographia Imparcial. Impressor Francisco Perdigo. O 1. n. de 2 de maio. Nesse jornal, n."s 3, 5, 6, 8, !0 e 11, publicou J. Ramos Filho a conferncia popular que fez no theatro Apollo, de Sobral, a 26 de julho de 1874, sobre o thema A mulher, o que foi e o que .
Escreveram n'A Brisa Anlonio Martins, Joaquim de Souza e Lino Encarnao.
215 E Pur Si Muove Publicado em Fortaleza a 30 de abril. Redactores Pedro de Queiroz, Clo-vis Bevilqua, Paula Ney, Qil Amora e Joo Edmundo.
216 UNO Publicao recreativa dedicada ao bello sexo cearense e collaborada por algumas senhoras. Impresso na Typographia Popular, rua Formosa n.o 89. Fortaleza. Editor Suitberto Padilha. O l.o n. de 16 de maio.
217 0 Norte Peridico critico e noticioso publicado em Acarac a 20 de junho. Semanal.
218Caninana Jornalzinho critico e noticioso de Fortaleza. E' de 6 de julho.
219 Mercantil Orgam dos interesses industriaes, publicado em Fortaleza sob a direco de Jos Lino de Paula Barros. Redactor principal Dr. Jos Pompeu de Albuquerque Cavalcanti. Epigraphe: A maior liberdade de pensamento, de discusso, de propaganda o melhor meio de progresso nas vias da verdade e da civilisao ao mesmo tempo que a melhor condio de estabilidade. Garnier.
220 TejU-aSS De Maranguape. Impresso por M. F. Bastos. Sahia da Typographia Industrial. Redactor Francisco Conde. Publicao aos Domingos. E' de Outubro. Trazia caricaturas.
221 Vulco De Baturit.


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222 Zgue- Zglie Jornalzinho critico, que sahia aos domingos da Typographia do Sobralense. O 1. numero de 12 de novembro. Dizia-se peridico aristarcho innoxio.
1876
223 O Sol Apparecido em Fortaleza a 23 de janeiro sob a redaco do major Joo Brigido dos Santos.
224 Gazeta Forense (Legislao, doutrina, jurisprudncia) publicada em Fortaleza. Impressa na Typographia Brazileira e na Typographia Cearense praa do Ferreira n. 34. Redactores Drs. Virglio Augusto de Moraes e Pergentino da Costa Lobo. O l.o numero de 15 de fevereiro. Impressor Joaquim Lopes Verosa.
225 O Baturit Jornal neutro entre os partidos polticos, publicado s quintas-feiras e do n. 54 em diante aos domingos. Epigraphe: Rem cogi-tare, nihil humile, nihil objectum eloqui poterat Tcito. Do n. 83 em diante mudou a epigraphe para a seguinte: Jus et officiumsumma scientia. Impressor Raymundo Pinto de Vasconcellos. Foi seu primeiro redactor o Dr. Domingos Carlos Gerson de Saboia, fallecido de beri-beri em Fortaleza a 7 de fevereiro de 1878. De-sappareceu em 1879, quando sob a direco de Amaro Cavalcanti, que em suas officinas publicou um livro destinado ao ensino primrio, sob o titulo de Livro Popular. Amaro Cavalcanti fal-leceu em 1922 ministro do Supremo Tribunal Federal.
A Typographia '0 Baturit foi a l.a que existiu na localidade e foi mandada buscar do Rio de Janeiro por intermdio de Antnio Cyrillo Freire, ento guarda-livros do Visconde de Cauhipe.
226 A Liberdade Jornal poltico, publicado em
Crato pelo Dr. Alcntara Bilhar, Fenelon Bomil-


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car da Cunha e Padre Ulysses de Penafort. Impressor Agostinho L. Arnaut. Orgam do Partido Liberal. Typ. praa da Matriz.
227 0 Livro De Fortaleza.
228 A Mocidado Jornal literrio e recreativo publicado em Fortaleza. Fditor Henrique Pereira de vila. Redactores Rodolpiano Padilha e Antnio Martins. Publicao aos domingos e depois quin-zenal. De 8 paginas. Typographia do Cearense. Tinha por lemma a phrase de Buchner: Sans lumire point de vie.> Escreveram nelle Joaquim de Souza, Xavier de Castro e Galleano de Souza.
-229 0 Pence-nez De Fortaleza.
230 Sculo XIX De Fortaleza.
231 Tribuna do POVO De Fortaleza. Impressor-
proprietario Henrique de vila.
232 VOZ Publica Publicada em Maranguape a 17 de dezembro. Impressa por J. d'Oliveira Conde e L. F. Xavier. Nella escreveram Jos Sombra, Martinho Rodrigues e Joo Antunes de Alencar, Publicao aos domingos. Sahia da Typographia Maranguapense, imprensa adquirida pelo coronel Joaquim J. d Souza Sombra.
233 Zephiro De Sobral.
1877
234 Echo do Gariry De Crato.
235 EpOCha De Crato.
236 0 Lynce Publicado em Fortaleza a 21 de janeiro. Sahia da Typographia do Mercantil.


73
237 A Metralhadora Jornal satyrico publicado em Fortaleza a 13 de maio. Sahia da Typ. Imparcial. Impressor Antnio Jos de Mello. Grtis.
238 0 Retirante Publicado em Fortaleza aos domingos sob a redaco de Luiz de Miranda. Typographia Imparcial. Impressor Suitberto Padilha. O l.o numero de 24 de junho. Dizia-se orgam das victimas da secca. Jornal de combate contra a administrao Aguiar.
O material do Retirante foi vendido pela quantia de 500$ a Jos Firmo Ferreira da Frota, que com Waldemiro Moreira creou o Granjense; estes, por sua vez, cederam por 1:100$ a Typographia do Granjense empreza que montou o Municipio de SanfAnna, representada pelo Dr. Jos Mendes.
239 0 Palhao De Maranguape. E' de junho.
240 Ronda Jornalzinho publicado na Typographia da Voz Publica, Maranguape. Redactor Joo Conde. Sahia aos Domingos.
241 A Juventude Semanrio critico e literrio publicado em Sobral na Typ. do Sobralense a 15 de novembro.
1878
242 0 Independente Jornal publicado a 12 de maio em Fortaleza pelo coronel Jos Nunes de Mello em opposio administrao Jos Jlio. Typ. Industrial. Impressor Joo Alves de Vasconcellos.
243Fraternidade De Fortaleza. Numero nico.
244 0 GolOSSal Publicado em Fortaleza a 29 de julho. Orgam de uma associao typographica.


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Dizia-se jornal de todos e de tudo. Typ. rua Major Facundo n. 34.
245 GratS Jornalzinho de Fortaleza.
1879
246 Icoense Noticioso e commercial, sahido da Typographia rua Imperial n. 35, Ic, sendo editor Jos Joaquim de Souza Ribeiro, e depois da Typographia Icoense, a rua Formosa n. 3. Publicao aos domingos.
247 0 Portador Critico e literrio, apparecido em Fortaleza a 17 de maro.
:248 Municpio publicado em Fortaleza a 1. de junho. Tinha por lemma as palavras: Liberdade, Ordem, Progresso. Redactores Jlio Csar da Fonseca, Joo Lopes e Joo Cordeiro, este na parte administrativa e econmica. Editor Jos L. P. Bar-ros. Typographia a rua Formosa n. 41. Foi o primeiro jornal que se vendeu nas ruas de Fortaleza : preo 60 ris.
249 EchO do POVO Apparecido em Fortaleza a 24 de junho. Dizia-se orgam da opinio publica. Redactores Dr. Antnio Jos de Mello, Joo Cordeiro e Vicente Linhares. Impresso na Typographia Imparcial, rua Major Facundo n. 40, por Francisco Perdigo. Assignatura 1$ por mez. Publicao semanal. Fez tremenda guerra aos com-missarios da secca.
250 A Ordem Orgam conservador, publicado em
Baturit a 14 de setembro. Era redigido pelo Bacharel Antnio Pinto de Mendona. Publicao aos Domingos. Epigraphe :... La vie est l verit, il faut .tendre sans cesse et ne se reposer que quand on est arriv a la posseder. R. de Larcy. Typ. rua do Commercio n. 25. Impressor


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Raymundo Pinto de Vasconcellos. Editor Joaquim Jos Cardoso. Desappareceu em 1880.
251 A Ptria Peridico literrio e democrtico, publicado em Fortaleza a 5 de outubro e pertencente Sociedade 28 de Setembro. Redactor Leopoldo Cabral. Sahia aos domingos e era impresso na Typ. do Municpio por Jos L. P. Barros.
252 Regenerao Jornalzinho manuscripto distribudo em Cascavel.
253 -ThesOUra Critico e literrio. De Fortaleza. A serie de cinco nmeros custava 1$000. Sahia da Typ. do Municpio. Impressor Jos L. Paula Barros.
1880
254 DiariO de Noticias De Fortaleza. Propriedade de uma associao. Dizia-se jornal de todos e de tudo. Impresso rua Major Facundo n. 30.
255 Gazeta do Norte Orgam poltico da faco liberal conhecida na provincia pelo nome de Pom-peus e chefiada pelo Dr. A. P. Nogueira Accioly. Redactores Thomaz Pompeu, Joo Lopes, Jlio Csar, Joo Brigido, Virglio Brigido e Joo Cmara. Seu 1 numero de 8 de junho. Funccio-nava a sua Typographia rua Senador Pompeu n. 100. Com o advento da Republica, mas ja com o nome de Estado do Cear passou a ser orgam republicano federal e mais tarde, fundind-se com o Libertador, teve o nome de Republica.
256 Granjense Publicado em Granja por Val-demiro Moreira e Dr. Antnio Augusto de Vasconcellos. E' de agosto. Typ. do C.el Jos Firmo Ferreira Frota. Seu material, que fora o do Retirante, de Fortaleza, foi vendido para o Municpio de SanfAnna. Pde-se dizer que foi o primeiro jornal da localidade, comquanto ahi houvessem apparecido anteriormente dois jornaezi-
10


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nhos cia penna do conego Joo Barbosa Cordeiro, dos quaes um me lembro se chamava Cu-ricaca e era escripto contra a famlia do coronel Romo da Motta.
257 Jornal PatUSCO De Fortaleza.
258 Monitor Jornal de creanas. Baturit. Redactores Luiz Francisco Ribeiro, Cypriano de Miranda e Francisco Ayres de Miranda. Adversrio d'0 Papagaio, jornalzinho manuscripto de Pedro Cato.
1881
259 Libertador Orgam da Sociedade Cearense
Libertadora, de Fortaleza, apparecido a 1. de janeiro. Redactores Antnio Martins, Antnio Bezerra de Menezes e Telles Marrocos, tscreveram nelle Frederico Borges, Justiniano de Serpa, Mar-tinho Rodrigues, Alrnino Alvares Affonso, Abel Garcia e Joo Lopes. Usava a epigraphe: Ama a teu prximo como a ti mesmo. Continuou a publicao at 26 de agosto, quando suspendeu-a para reapparecer em officinas prprias a 2 de novembro de 1882. Seu prelo veio de Londres a bordo do Amazonense e chegou ao Cear a 27 de agosto de 1882. Dando noticia ao publico da chegada do novo prelo, a Sociedade Cearense Libertadora distribuiu um boletim,J-que terminava com as seguintes quadras^:
Na torpe selvageria, Da treva na escurido, De raiva torcem-se os vis Negreiros desta nao.
* *
Deste povo cearense Chegou no Amazonense A voz da opinio;


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Os echos digam na serra: De Alencar sobre a terra Resurge a lucta em aco.
*
Os typos e O PRELO NOVO Areias pisam de c; Viva o povo cearense, Viva o livre Cear!
*
* *
Salve, pois, libertadores, Punhado altivo de bravos! Nesta terra das palmeiras No pde haver mais escravos.
O Libertador; bem como o Estado do Cear, em virtude de accordo estabelecido entre o Centro Republicano e Unio Republicana, desappare-ceram da imprensa a 9 de abril de 1892, appa-recendo em seu logar A Republica, orgam do novo partido, o Federalista, em que se fundiram aquel-las duas aggremiaes polticas.
260 Telephone Jornalzinho publicado em Fortaleza aos domingos. Appareceu a 13 de maro. Era impresso na Gazeta do Norte.
261 Ypirang Orgam conservador, publicado em Baturit. Redactor o Dr. Manoel Joaquim Cavalcante de Albuquerque e editor Joaquim Jos Cardoso. Sahia uma vez por semana. Durou at 1882. O l.o n.o de 19 de Maro.
Foi a 2.a Typographia que chegou a Baturit e mandou-a vir a faco poltica opposta aos que dirigiam a Gazeta de Baturit'.
262 AlcOViteirO N.o nico, publicado em Fortaleza por Joo Cordeiro a o de maio.


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263 Atheneu Cearense Orgam da Sociedade Recreio lnstructivo, que funccionava no collegio Atheneu Cearense. Manuscripto. De 188! a 1882. Director, Antnio Alves Brazil.
264 Orsni Sahiu um nico numero, a 5 de maio.
Dizia-se impresso no cemitrio de Fortaleza por D. Juan Cacique. O redactor conhecido era Joo Cordeiro, mas o jornal inscrevia como seus redactores a alma de Castro, a alma de Mathias e alma de Martins.
265 Morcego N. nico, publicado em Fortaleza a 9 de maio. Redactor, Adolpho Fuinha. Dizia-se impresso no Barro Vermelho por Joo Lzaro. Sob o nome do redactor trazia estas palavras: Publica-se de quando em vez para moer os safados e comer os negreiros.
266 MoriSSOCa De Fortaleza.
267 Mundo De Fortaleza.
268 0 Matuto Publicado em Sobral, na Typographia do Sobralense. O l. numero* de 15 de maio. Semanal. Durou seis mezes.
269 Mequetrefe Publicado em Fortaleza e impresso na Typographia do Colossal. Redactor A. de Lafayette.
270 A Gazeta de Sobral Publicada sob a gerencia de Manoel Arthur da Frota. O l.o numero de 15 de junho. Sahia s quintas-feiras. Cessou em 1890. O prelo, que era de ferro e manual, foi montado por Francisco Luiz de Vasconcellos.
271 Idiota De Fortaleza. Publicao aos domingos. Seus redactores se apresentavam sob os pseu-donymos de Piolho e Zaranza.


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272 Gazeta da Granja publicada de 1881 a 1882
tia Typ. do C.el Jos Firmo Ferreira Frota. Redactor Dr. Antnio Augusto.
273 Reform-GIllb Fdio nica, publicada a 29 de junho, 1. anniversario da fundao da sociedade Reform-Club, de Fortaleza. Epigraphe: O indivduo uma fora, porem uma fora consideravelmente superior ao indivduo a associao.
274 RuSSega De Fortaleza.
275 Garcar Jornalzinho publicado em Fortaleza a 9 de julho. Ficou no 1. numero.
276 Ghryso De Fortaleza.
277 Echo da Liberdade - De Fortaleza.
278 Jornal do GommerciO Publicado em Fortaleza a 18 de julho. Editor, Raymundo Emigdio. Sahia s segundas-feiras.
279 Equador Publicado em Fortaleza a 15 de setembro. Sahia da Typographia do Jornal do Commerro e era impresso por Merandolino Ferreira Faanha.
280 EscranifadO De Fortaleza.
281 Gazeta de Baturit Dizia-se neutro nas lu-ctas polticas. Propriedade de uma associao. Di-rector Aleixo Anastcio Gomes. Impressor Jorge Ayres de Miranda.
282 Jornalzinho Peridico publicado em Fortaleza a 25 de setembro e de que era editor-pro-prietario Antnio de Lafayette. uizia-se orgam da sociedade Sublime Porta. Publicao aos Domingos. Impressor Manoel Miguel de Maria.


80
283 A Liberdade De Aracaty.
284 Liberdade De Fortaleza.
285 0 Eleitor Jornal de poca eleitoral, publicado em Fortaleza, em outubro. Redactores Frederico Borges e Justiniano de Serpa.
286 Ensaio Jornalzinho de Granja, publicado na Typ. do C.d Jos Firmo pelos meninos Walde-miro Cavalcante e Jos Thiago de Paula Barreto.
287 NihilSta Publicado em Baturit, sob a redaco de Joo Francisco Dias. Jos Vieira Quintino, Leopsldo Cabral e Auxencio Rodrigues.
288 Orbe De Fortaleza.
289 Porvir Jornalzinho publicado em Fortaleza. Sahia aos domingos. Impresso na Typographia Constitucional.
290 PygmeU Publicado em Fortaleza e impresso na Typographia de Odorico Colas, sob a redaco de Joaquim Fabricio e Marcondes Pereira, ento alumnos do Lyceu.
291 0 Voto Jornal de poca eleitoral, publicado em Fortaleza, em opposio ao Eleitor. Impresso na Typ. do Equador.
1882
292 AnnunciO De Fortaleza.
293 Trilimpho Publicado em Baturit a 5 de janeiro. Edio especial em honra ao eleitorado do 2.o circulo.
294 ScenOgraphO Jornalzinho critico, literrio e noticioso, publicado em Fortaleza a 9 de janeiro.