Deputados provinciais e estaduais do Ceará, assembléias legislativas, 1835-1947 /

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Title:
Deputados provinciais e estaduais do Ceará, assembléias legislativas, 1835-1947 /
Physical Description:
544 p. : ports. ; 23 cm.
Language:
Portuguese
Creator:
Guimarães, Hugo Victor
Publisher:
Editora Jurídica
Place of Publication:
Fortaleza, Ceará
Publication Date:

Subjects

Subjects / Keywords:
Legislators -- Biography -- Brazil -- Ceará   ( lcsh )
Deputado -- Ceara
Deputado -- Biografia -- Ceara
Deputado -- Biografia -- Brasil
Genre:
collective biography   ( marcgt )
non-fiction   ( marcgt )

Notes

Statement of Responsibility:
Hugo Victor Guimarães.
General Note:
Includes index.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
oclc - 31139425
Classification:
ddc - 923.28131
System ID:
AA00000242:00001

Full Text
HUGO VICTOR GUIMARAES


Deputados Provincials
Esada -

Estaduais do Ceara


ASSEM) LEIAS


LEGISLATIVAS


1835 1947


EDITOR JURIDICA LTDA.
Fortaleza Ceard















HUGO VICTOR GUIMARAES


DEPUTADOS PROVINCIAIS

E ESTADUAIS DO CEARA


ASSEMBL2IAS LEGISLATIVAS
1835 1947





1 Esb6go Hist6rico
2 Legislaturas
3 Dados Biograficos, Hist6ricos e Geneal6gicos
4 Secretaria
5 Indice Geral


EDITOR JURIDICA LTDA.
Fortaleza CearA











GOVERNOR DE 1951


DR. RAUL BARBOSA
Fortaleza Governador Constitucional do Estado. Tomou
posse no dia 31 de Janeiro de 1951


Natural de












GOVERNOR DE 1947


/ ~


Des. FAUSTINO DE ALBUQUERQUE E SOUZA
Natural de Pacatuba Reconhecido Governador Constitucional do
Estado, pelo Tribunal Regional Eleitoral, tomou posse perante a Cons-
tituinte a 1' de margo
















NOTA EXPLICATIVA



Exmo. Sr. President da Assembl6ia Legislativa.

Entrego a V. Excia. o trabalho s6bre a Assembl'iW Legislativa do
CearA e seus Deputados, desde a legislature da instalacAo, hA 112 anos,
e do qual V. Excia. houve por bem tomar conhecimento.
Quando do centenArio do nosso Poder Legislative, em 1935, orga-
nizei uma ediCAo especial do vespertino < copiosamente ilustrada e ciC os peri.odos legislatives e respectivos.
congressistas, e de entao para cA venho colhendo dados acrcea dos 627
que representavam o total daquela 6poca.
Nai obstante os meios empregados cartas, telegr.nmas. pedi3os
de informac6es pessoais nao me foi possivel realizar uma obra como
desejava em virtude de vArias families e ate mesmo antigos deputados
nAo corresponderemn A minha espectativa. Dai, ., encontrar V. Excia.,
em diversos biografados, apenas breves refernciais, as iniicas, aliAs,
que consegui colher em ,docunentArio de toda a especie, existente no
Arquivo Publico, no da Cfiria Arquiepiscopal, no dos Cartorios e em
alguns particulares. Ainda assim, nada do que at estA deixa de ser fir-
mado em document.
Devo, a bem da verdade, consignar que al6m das fontes bibliogrA-
ficas citadas no texto, em grande parte ideve notas preciosas informati-
vas a pessoas de inteiar i(4oneidade, como, dentre o.utras, os srs. drs.
Jose Acioli, Raimundo Gomes de Matos, Leonardo MIota, Irineu Noguei-
ra Pinheiro, do Crato e Manuel Florencio de Alencar, de Barbalha, Ubi-
rajara Carneiro, de Aracati e cel. Mois6s Cavalcante Rocha.
Temos, jA, devidamente evidenciados em volumes especiais, os De-
sembargadores do Tribunal de ApelagAo, os Chefes de Policia, us chefes
do governo, e em prepare, pelo Departamento de Informavces e Cultura,
um s6bre os SecretArios de Estado, do CearA. S6 nao possuimos traba-
lho referente aos Deputados A Assembl6ia Cearense, em que peze o
valor de infimeros deles, assim do ponto de vista politico, administrative,
econ6mico e social, como sobretudo, cultural.
Todo o meu empenho estA em que sejam conhecidos como mere-
cem, para honra do CearA.
Custou-me fazer este trabalho, mas, a final, ai encontrarA V. Excia.
mat6ria para estudo de 677 Deputados A nossa Assembl6ia.

Fortaleza, 19 de agosto de 1947.


HUGO VICTOR
















ESBOCO HISTORIC






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


DO ATO ADICIONAL A INSTALAAO


Foi, como se sabe, o Ato Adicional (Lei de 12 de agosto de 1834),
a que o Conselheiro Souza Dantas chamou de < das provincias>> que instituiu as Assembleias Legislativas provinciais,
em substituicao aos Conselhos, compondo-se a parte referente a elas,
de 25 artigos. Diz o 1 :

<<0O direito reconhecido e garantido pelo art. 71 da
Constituiqao sera exercitado pelas comarcas dos districts e
pelas assembl6ias, que substituindo os conselhos geraes, se
estabelecerio em todas as provincias corn o titulo de Assem-
bleas Legislativas Provinciaes. A autoridade da assembleia
legislative da Provincia em que estiver a c6rte nao compre-
henderA a mesma c6rte, nem o seu municipio.

O art. 29 estatti o nfmero de deputados :

< trinta e seis membros nas provincias de Pernambuco, Bahia,
Rio de Janeiro, Minas e Sao Paulo; de vinte e oito nas do
Para, Maranhao, Ceara, Parahyba, Alag6as e Rio Grande
do Sul; e de vinte em todas as outras. Este numero e alte-
ravel por lei geral>.

O 30 trata da possivel organizaqAo de uma segunda camera legis-
lativa; o 4Q, da eleigio dos deputados; o 5" refere-se As reunites; o 6a ,
A composicgo da Mesa, rezando o 7 :

podendo ser prorrogada quando o julgar convenient o pre-
sidente da provincia>.

Trata o 89 da abertura annual e do comparecimento do Presidente
da provincia, para ler a Fala ou Relat6rio, que na Reptblica passou a
se denominar Mensagem: do 99 ao 20" sAo especificadas as atribuiq6es
privativas e a maneira de se processar a sanqco ou veto das leis; o 219
refere-se as imunidades; o 22 ao subsidio, sem o determinar; o 239 trata
dos deputudos funcionarios piblicos e opgao de vencimentos; o 249, das
convocaq6es extraordinArias, e o 25" das d6vidas na interpretacao das
leis.
Como era natural, a inovacgo do Ato Adicional A ConstituiqAo do
Imp6rio provocou verdadeira corrida As urnas. Basta dizer que em
60 listas para a escolha de 28 deputados e outros tantos suplentes, con-






HUGO VICTOR GUIMARAES


correram 138 candidates, segundo consta da hist6rica ata de apuracgo,
existente no arquivo da Prefeitura Municipal de Fortaleza.
0 colegio eleitoral reuniu-se a 8 de dezembro de 1834, de ouvir missas na igreja do Rosario>>, terminando a apuragco das 60
listas as 17 horas do dia 9, sendo assim composta a mesa apuradora :
Jose Ferreira Lima Sucupira, president; Joaquim Jose Barbosa, secre-
fario; Ant6nio Luiz da Silva Viana, secretario; padre Domingos Car-
os de Saboya e Manuel Jose de Vasconcelos, escrutinadores.
No dia 5 de abril de 1835, presents 16 deputados, realizou-se a
1P sessao preparat6ria, sendo aclamados president o padre Bento An-
t6nio Fernandes, e secretario o Capitgo-m6r Joaquim Jose Barbosa, ser-
vindo de Regimento Interno a Caita de Lei de 27 de agosto de 1828
(dos Conselhos Provinciais).
sembleia dirigio-se em corporacao a Matriz, que era nesse tempo a
Igreja do Rosario, e ouvio a missa votiva ao Espirito Santo; depois do
que oficiou ao Presidente da Provincia cientificando-o de que, haven-
do nfimero suficiente de membros presents para a Assembl6ia puder
funcionar ordinariamente, marcava a sessao do dia seguinte para a
abertura da primeira sessao ordinaria. No dia 7, por volta do meio dia,
o President da provincia e introduzido pela comissio de receprdo,
composta do major Joao Facundo, Pe. Carlos e Capitao-m6r Barbosa,
no recinto do Paco d'Assembleia, toma assento ao lado direito do Pre-
sidente da mesma Assembleia, e lk a sua Fala.
NAo vira fora de prop6sito informar ao leitor, que essa Fala teve
resposta, tal e qual se praticava nas cameras dos deputados gerais e
no senado, corn relacgo a Fala do Trono. Foi assim que na sessao de
25, por volta do meio dia, o Presidente da Provincia recebeu em seu
Palacio a comiss2o respective, que leu o oficio. Quem alguma vez
assistiu a essas etiquetas praticadas entire as duas casas do Parlamento
e o Chefe da Naqdo, v6 que no Ceara, dessa vez, observou-se religiosa-
mente a pragmatica> Paulino Nogueira, in Revista do Instituto do
Ceara, 1899.
A comissio incumbida de levar a Resposta foi composta pelos
deputados Padre Bento Ant6nio Fernandes, Vicente Alves da Fonseca
e Francisco de Paula Pessoa, e aprovada por indicagco do deputado
Joao Gomes Brasil, contra os votos dos deputados Padre Jose da Costa
Barros e Greg6rio de Torres e Vasconcelos.

DE 1835 A 1947

Durante todo o regime monarquico a Assembl6ia nio sofreu qual-
quer modificaqgo de vulto na sua constituigio, obedecendo em tudo as
sabias normas traqadas pelo Ato Adicional. Foram cinquenta anos
inalteriveis, em contraposiqio ao que se observe no regime republican.
Proclamada a Repfiblica e decorrida a fase de transicio, tratou o
Governo de restabelecer o regime constitutional. A 7 de abril data
da instalacio da Assembleia, na Monarquia procede-se ao alista-
mento eleitoral no Estado, dando o total de 41.109 eleitores, e a 15 de
setembro de 1890 procede-se a eleigio para o Congresso Federal, e






bEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


pelo decreto n" 122, de 23 de dezembro e convocado para 7 de abril -
a data-mater o 19 Congresso Cearense.. Ocorrendo, porem, o fale-
cimento do Governador Coronel Luiz Ant6nio Ferraz, e assumindo o
governor o 29 Vice-Governador, Major Benjamin Liberato Barroso, foi
demitido no dia 4 de abril, assumindo a 5 o 10 Vice, Coronel Feliciano
Ant6nio Benjamin, que adiou para 13 a abertura do Legislativo, nao
Spermitindo, porem, a situaqgo governativa, que isto se verificasse, de
forma que, tendo assumido as func6es de Governador, nomeado pelo
Governo Provis6rio da Reptblica, o General Jose Clarindo de Queiroz.
marcou para 6 de maio a instalacqo, o que se deu, solenemente, sob a
presidencia do desembargador Jose Joaquim Domingues Carneiro, re-
gendo-se pelo Regime Interno expedido pelo Vice-Governador Ben-
jamin Barroso. No dia 7 depois de eleger o pr6prio General Clarindo
para o cargo de Governador, pelo sistema indireto, procedeu a eleiqio
da Mesa, que ficou constituida dos seguintes membros : Presidente,
desembargador J. J. Domingues Carneiro; 10 vice-presidente, dr. Joa-
quim Pauleta Bastos de Oliveira; 20 vice, Francisco Inicio de Queiroz;
19 secretario, padre Luiz de Souza Leitao; 20 secretArio, cel. Celso
Ferreira Limaverde; suplentes de secretarios, dr. Ant6nio Monteiro
do Nascimento Filho e dr. Moises Correia do Amaral.
A 16 de junho era promulgadaa Constituicgo, que instituiu duas
Camaras o Senado e a Camara dos Deputados, esta composta de
24 membros, maiores de 21 anos, e aquele, de cidadios maiores de 35
anos, na proporqgo de um senador por dois deputados, determinando a
instalagao ordinAria das legislatures a 10 de julho, devendo funcionar
o Congress dois meses ordinariamente quando o exigir o bem do Estado>>.
Deposto o Governador Jose Clarindo, a 16 de fevereiro, assumiu
o governor, a 18, o Vice-Governador, novamente o Major Benjamin
Barroso, cujo primeiro decreto foi dissolver o Congresso e convocar
outro para 12 de maio, baixando para isto, a 10 de marqo, as necessArias
Instruc6es, procedendo-se a eleigao a 10 de abril.
Nao a 12, mas a 10 de maio de 1892, foi instalado o 20 Congresso,
reunido em sessdo preparat6ria a 7, sob a presidencia, por aclamaqio,
do senador Gongalo de Almeida Souto e do deputado Jose Pinto Coelho
de Albuquerque, procedendo-se em seguida a eleicao da Mesa provi-
s6ria, que ficou assim composta : president, Capitdo Alfredo Jose
Barbosa; vice-presidente, Major dr. Manuel Nogueira Borges; 1 secre-
tirio, dr. Ildefonso Correia Lima, e 2 secretArio, dr. Joao Marinho de
Andrade. Aberto, como constituinte, a 10. foi eleito president o Co-
mendador Antonio Pinto Nogueira Acioli, que esteve em fungAo ate 12
de julho, quando foi promulgada a 2" Constituigio, e, passando a fun-
cionar a Assembleia como legislative ordinAria, foi eleito president o
dr. Gongalo Souto. Essa Constituiqgo extinguiu o Senado, passando os
senadores a ter mandato de deputados, isto e, em periods quadrienais.
Vigorou, integralmente, a Constituiaio de 1892 ate o quadrienio
de 1917-1920, quando a Assembl6ia teve, no primeiro.ano, carter de
Constituinte, a fim de se proceder a reform de alguns artigos, funcio-
nando sob a presidencia do deputado Tiburcio Gongalves de Paula.
Novamente em 1921, sob a presidencia do deputado Ant6nio Botelho






HUGO VICTOR GUIMARAES


-de Souza, para sofrer reform parcial, funcionou como Constituinte,
assim como em 1926, sob a presidencia do deputado Eduardo Henrique
Girgo.
Teve apenas quatro anos de vigencia, pois dissolvida a Assembeia
por forga da RevolugAo de 1930, s6 em 1935 voltou a funcionar como
Constituinte, promul'gando a Constituicio a 24 de setembro, sendo as-
sim composta a sua Mesa: president, dr. Cesar Cals de Oliveira; 19
vice-presidente, bacharel Raimundo de Nor6es Milfont; 29 vice, bacha-
rel Ant6nio Frutuoso da Frota Filho; 1- secretario, bacharel Joaquim
Bastos Gongalves; 20 secretario, academic Lourival Correia Pinho;
suplentes de secretario, bacharel Elpidio Prata Gomes e Ant6nio Fe-
lismino Neto.
Essa Assembleia apresentou inovaq6es: alim de eleger pelo sis-
tema indireto o Governador, como as de 1891 e 1892, tinha deputados-
suplentes, como a do Impfrio, e uma bancada de deputados classistas.
Reunida a 24 de maio, foi dissolvida pelo golpe de Estado de 10 de
novembro de 1937, funcionando apenas dois anos, para, depois de dez
anos de regime interventorial, dos quais oito ditatorial, instalar-se a
24 de fevereiro data da 1P Constituicio da Repoiblica a atual
Constituinte, que e, assim, a setima do Ceara, promulgando a Consti-
tuigro a 23 de junho.
Em verdade, porem, como Constituinte, na acepqgo do termo, isto
6, por terem elaborado Constituig6es, integralmente, podem ser cita-
das apenas as Assembleias de 1891, 1892, 1935 e a atual.

DESPEZAS E SUBSIDIO

Segundo o Orgamento da provincia, votado a 26 de maio de 1835,
fixando a despeza geral em Rs. 91:962$400 (Cr$ 91.962,40) a parte
relative a Assembleia vem assim discriminada:

Com as Diarias dos Deputados Provinciaes .... 5:555$200
Corn a despeza de vinda e volta .............. 1:600$000
Corn o Official Maior da Secretaria, dous Escrip-
turarios, Porteiro e Continuo .............. 1:130$000
Corn o expediente .......................... 400$000

Despeza total .......................... 8:685$200

Nao chegava, assim, a Cr$ 9.000,00 o que o Ceara gastava corn a
sua Assemblkia, no exerccicio financeiro da sua instalacAo. Em 1891,
entretanto, a despeza corn o Congresso montou a Rs. 46:125$480 (Cr$
46.125,48), send:
Can~ ara dos Deputados ..................... 29:115$000
Senado ................................. 17:010$480

precisando, contudo, que o Secretario do Interior, dr. Raimundo de
FARIAS BRITO pedisse suprimento dessa verba, em oficio de 4 de
novembro, por nao ter sido consignada na Lei Orcamentaria de 30 de
abril de 1890.






DEPUTADOS PROVINCIAIS 9 ESTADUAIS DO CEA' -


No atinente ao subsidio, diz a ata da sesio de 28 de abril de 1835
(134 sessao ordinaria):

< primeiro mencionando ter o exm9 Presidente da Provincia
fixadb a quantia de 3$200 reis das diarias que devem per-
ceber cada hum dos Snres. Membros desta Assembl6ia na
actual Legislatura, e quatro mil reis d'ajuda 'de custo para
cada hum dia de viagem, aquelles Deputados que morarem
fora da Capital, calculando-se seis leguas por cada hum dia
de jornada>.

Em 1840, a diaria fpi aumentada para 5$000 (Cr$ 5,00), sem alte-
racdo quanto & ajuda de custo, cinco cruzeiros ganhando um deputado
ate o advento da tpfiiblica, diaria que foi fixada em Cr$ 10,00 para
os constituintes de 1891; elevada para Cr$ 15,00, corn a ajuda de custo
de Cr$ 0,70 por quilometro percorrido pelos residents fora de Forta-
leza, para os de 1892, fixando, por6m, a Constituigio promulgada a
12 de julho, o subsidio em Cr$ 20,00 diarios. Os constituintes de 1935
tinham a diaria de Cr$ 50,00 e a ajuda de custo de Cr$ 3.000,00, en-
quanto os de 1947 tem o subsidio fixo de Cr$ 5.000,00 e mais Cr$
150,00 por sessio, corn direito a percepi5o do subsidio durante o tempo
em que a Assembleia permanecer fechada, ou seja, no interregno de
uma a outra sessao legislative.

OS PRESIDENTS DA ASSEMBLAIA-DESDE 1835

Em 95 anos de atividade legislative (pois que instalada em 1835
nio funcionou em 1890, de 1930 a 1934 e de 1938 a 1946, por motives
de extingio) a Assembleia cearense tem tido os seguintes Presidentes
efetivos :

Capitio-m6r Joaquim Jose Barbosa 1835 a 1837, 1846, 1847
Major Joio Facundo de Castro Menezes, 1838, 1839, 1841
Dr. Miguel Fernandes Vieira 1840, 1841, 1844, 1845
Padre Frutuoso Dias Ribeiro 1843
Dr. Tristio de Alencar Araripe 1848, 1849
Dr. Domingos Jose Nogueira Jaguaribe 1850, 1851
Dr. Manuel Te6filo Gaspar de Oliveira 1852
Cel. Jose Pio Machado 1853, 1854
Dr. Pedro Pereira da Silva Guimaries.- 1855
Dr. Manuel Franco Fernandes Vieira 1856, 1857
Padre Dr. Justino Domingues da Silva 1858 a 1861
Dr. Gongalo Batista Vieira 1862, 1870, 1871
Padre Francisco Xavier Nogueira 1863, 1872 a 1877
Dr. Hip61lito Cassiano Pamplona 1864, 1865
Padre Francisco Correia de Carvalho e Silve 1866
Padre Antonino Pereira de Alencar 1867, 1868
Dr. Antohio Joaquim Rodrigues Jdnior 1869
Dr. Jose Pompeu de Albuquerque Cavalcante 1878 a 1880






HUGO. VICTOR GUIMARAES


Dr. Helvecio da Silva. Monte 1881
Dr. Jose Ant6nio da Justa 1882
Padre Joao Ant6nio do Nascimento e Sa 1883
Padre Antero Jose de Lima 1884, 1885
Padre Jos6 Teixeira da Graga 1886
Cel. Joio Paulino de Barros Leal 1887
Cel. Diogo Gomes Parente 1888, 1889
Padre Luiz de Souza LeitAo 1888, 1889
Desembargador Jos6 Joaquim Rodrigues Carneiro 1891
-Comendador Ant6nio Pinto Nogueira Acioli 1892, 1893
Dr. Gongalo de Almeida Souto 1892, 1898, 1899
Farm. Carlos Felipe Rabelo de Miranda 1894 a 1897
SCel. BelisArio Cicero Alexandrino 1900 a 1912
Monsenhor Dr. Francisco Ferreira Antero 1913
Dr. Floro Bartolomeu da Costa 1914
Cel. Tiburcio Gongalves de Paula, 1915 a 1919
SCel, Ant6nio Botelho de Souza 1920, 1921
.Major Dr. Rubens Monte 1921
Dr. Jose Lino da Justa 1922, 1923
Dr. Francisco de Paula Rodrigues .- 1924, 1925
Dr. Eduardo Henrique Girao 1926 a 1929
Dr. Joho OtAvio L6bo 1930
Dr. Cesar Cals de Oliveira 1935 a 1937
Dr. Joaquim Bastos Gongalves 1947.

AS GRANDES DISSENQOES LEGISLATIVAS

Como e natural, em face das lutas political travadas desde os
primeiros dias do regime monarquico, no Ceara, registraram-se no seio
do Legislative serias dissenco6es, impedindo, por vezes, os trabalhos
da Assembleia. Destas, quatro se notabilizaram pelo cunho de acen-
tuada dualidade: em 1840, 1848, 1888 e 1914-15.
..Com..a quida do Partido Liberal, tiveram inicio as hostilidades,
e a luta. entire os. presidents da provincia que substituiram o Senador
Alencar e a Assembleia, onde dominava a faccio alencarina, tornou-se
inevitavel. Manuel Felizardo de Souza e Melo, Joio Ant6nio de Mi-
randa, Francisco de Souza Martins e o Bri-gadeiro Jos6 Joaquim Co6-
lho tornaram a situag;io premente, de forma que em 1840 a cisio se
manifestou. 0 Legislativo se dividiu, e dividido foi ate 1842.
Em oficio de 30 de julho de 1840, o secretArio, padre :Ant6nio
Pinto de Mendonqa comunicava ao governor , ria de onze membros d'Assembl6ia empregou para suplantar a maioria
-de quatorze>>.. Nenhuma das parties contava, todavia, corn a maioria,
porque, sendo a totalidade dos deputados de 28, s6 se podia reunir
a Assembjeia.com a metade e mais um. Maioria, assim, ocasionaL Os
governistas alvitraram, entio, que fossem. chamados trds suplentes, mas
estes, Aires ,do Nascimento, Silva Braga e Joio Franklin de Lima res-
ponderam que nao tomariam parte nos trabalhos. De acordo com os
dispositivos do Ato Adicional, o Presidente adiou a sessao. 0 Major
Facundo, assume, como vice-presidente, o governor, e convoca, a As-






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


sembleia. Verifica-se, entaio, o inverso. Os deputados da antiga malo-
ria responded nio recorihecer os poderes, e assim vai atE 1842, quan-
do as eleic6es foram anuladas, e o governor, pela pressdo exercida, nho
permitiu que a oposicao dominasse.
Quasi o mesmo caso ocorreu em 1848-49, no governor do dr. Faus-
to de Aguiar, sendo president da Assembleia o dr. Tristao de Alen-
car de Araripe, que, corn a maioria liberal, fez frente ao chefe do gover-
no e obstruiu o votacgo das leis emanadas do Executivo, acabando por
nho reconhecer a autoridade do vice-presidente Comendador Mendes
Guimardes. Houve parede. 0 padre Verdeixa e a Mesa criaram situa-
go, e, por fim, s6 em 1850 o Legislativo entrou em fase de serenidade,
que durou ate 1887, a despeito de certas rusgas surgidas nessa ou na-
quela legislature, como adiamento de sessio, encerramento forqado
dos trabalhos, etc.
A de 1887, acentuada em 1888 foi mais frisante. 0 Presidente
Caio Prado abriu luta corn a Assembleia, e esta nao votou a lei de
meios. Constituiram-se duas Mesas, funcionando uma nos altos, e a
outra no andar terreo do predio. Uma sob a presidencia do cel. Diogo
Gomes Parente, e a outra, do padre Luiz de Souza Leitao, constando,
ainda, a existencia de terceira Mesa, sob a presidencia do cel. Beli-
sario Alexandrino. A 28 de setembro o padre Leitao, corn 16 depu-
tados, comunicava ao Presidente que ... tendo agora, as 10 horas da
manhi se diri-gido ao paqo da referida Assembleia para proseguirem
nos trabalhos hontem comecados," estao impossibilitados de funcionar,
por serem obstados pela minoria, que, antes da hora de ser aberta a
casa, tomou posse das cadeiras da mesa da Assemblkia, e protegida por
pessoas estranhas, armadas de grossas bengalas de madeira rija ou
cacetes, colocados junto A mesa, impede que os membros da mesa da
Assembleia ocupem os seus lugares>, oficio contestado pelo cel. Diogo
Gomes, a 29, dizendo: esta por contractado e alugado ao Ministerio da Agricultura para a re-
partiqio dos Correios, que ocupa todos os seus compartimentos, e o
digno administrator, que pode affirmar com exactidao a respeito, nio
consentiria que se perturbassem os trabalhos de sua reparticgo, corn
a constituigAo de uma assemblea illegal e criminosa>. A dualidade con-
tinuou, corn a troca de inuimeros oficios de uma e outra parte, ate 1889,
quando, assumindo o. governor o Senador Henrique Francisco d'Avila,
dirimiu a questgo com um oficio, cuja minute, do pr6prio punho do Pre-
sidente da provincia, se ve & margem do document dirigido ao padre
Leitao, e diz: *gal e sim somente um resultado que demonstra insuficiencia da dis-
posiqAo regimental sobre verificacqo de poderes, nao posso, como os
meus antecessores, reconhecer a validade de nenhuma dessas Mesas,
e s6 aceitarei a Mesa unica de que falla o Regimento>. Grafidos e mitidos
ensarilharam armas, e nao houve tempo para nova cisio porque veiu
a... Rep6blica e dissolveu a Assembleia.
A quarta dualidade, de 1914-15, E ainda bem pr6xima para nao
ser conhecida a sua hist6ria, corn a reuniao da Assembleia em Jua-
zeiro contra os legisladores que apoiavam o governor Franco Rabelo,
vArios dos quais acabaram press, mesmo munidos de habeas-corpus !






HUGO VICTOR GUIMARAES


Em 1935 a situacio political estadual forgou os deputados da opo-
sivqo a recolher-se corn o candidate a Governador, dr. Menezes Pitnen-
tel, ao Quartel do 239 Batalhio de Caqadores, de onde sairam no dia
24 de maio, garantidos pela forqa federal, para a Assembleia, onde lhes
deu posse o Presidente do Tribunal de Apelaqio, desembargador Fran-
cisco Leite de Albuquerque.
Em 1947, por6m nada ocorreu de normal, reunindo-se a Assembl6ia
sem o menor incident, sendo empossados os deputados pelo Presidente
do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Daniel Augusto Lopes.

O PRADIO

0 predio em que foi instalada a Assembleia, e no qual funcionou
ela atk 1871, era uma casa terrea, na Praga da S&, primeira & direita
da atual Travessa Baturit6, no local em que esta erguido, hoje, o so-
brado de propriedade do dr. Vergilio Augusto de Morais Filho.
Chamavam-no a Salinha.
S6 em 1871 foi instalada no belo edificio da Praga Capistrano de
Abreu, um dos mais austeros na arquitetura, de Fortaleza, e o mais rico
no material empregado nas colunas d6ricas, portadas e degraus, que
sdo todos de marmore de Lioz, hoje, de suma raridade, encontrando-se
em minicias a sua hist6ria no excelente trabalho de Ant6nio Bezerra:
Descricao da Cidade de Fortaleza, publicado na Revista do Instituto
do Ceark, ano de 1895, conservando-se ainda, s6bre os port6es princi-
pal e lateral-sul, estilizadas em ferro fundido, as Armas do Imperio.

MOVES

Para a instalacgo da Constituinte de 1947 foram adquiridos novos
m6veis em Santa Catarina, inclusive as bancadas e mesa da Presidencia.
A titulo de curiosidade, eis a relaqgo dos m6veis requisitados para
a instalagco da Assembleia no novo predio inaugurado em 1871.
Vem capeado corn o seguinte oficio :
< Tendo sido consignado na lei do orgamento provincial
em vigor a verba de dez contos e quinhentos mil reis para
a compra de moveis para a nova Casa d'Assemblea, na
qualidade de Presidente da mesma Assembl6ia, requisite a
V. Exa que se digne expedir as ordens necessarias para se-
rem ditos moves comprados a tempo de servirem na sess5o
d'este anno, que deve ter lugar no mez de Julho vindouro.
Transmito a V. Ex' a relaqco dos moves, que me pa-
recem necessarios, a fim de que por ella se faga a encommen-
da no caso de merecer a approvacgo de V. Ex*.
Deus Guarde a V. Ex%.
Fortaleza, em 8 de Margo de 1871
Illmo. Exm. Snr. Dr. Jose Fernandes da Costa Pereira
Junior, Presidente da Provincia.
0 President da Assemblea Provincial
Gon;alo Bapt. Vieira






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA 21

A margem o chefe do governor despachou :

<
>

E a lapis, no alto :

<


Segue-se a relao :

< vincial.

Salao das sess6es

40 Cadeiras de bracos jacaranda, para os Snrs. deputados
2 Ditas espaldar
2 Ditas espaldar superior
1 Mesa-secretaria, corn 12 palmos de Comprimt0 e 5 pal-
mos de largura, a Presidencia da Assemblea
Retrato de S. M. o Imperador de tamanho natural
Docel para o mesmo, com altura maxima de 17 palmos
2 Pulpitos para Tachygraphos
24 Cadeiras para 4 tribunas
1 Tapete corn 26 palmos de comprimt0 e 13 palmos de lar-
gura para o estrado da meza

Salao de recepcAo

1 Tapete.medindo 27 1/2 palmos de larguma e 33 1/2 pal-
mos comprimento
2 SofAs de 7 palmos comprimento
2 Truen6s (?) de 5 palmos de comprimt0 corn espelhos
12 Cadeiras de bravos
6 Ditas pequenas
1 Meneza oval

Sala da Secretaria

4 Mesas secretaries, de 8 palmos de comprimt0 e 5 de larg.
4 etageres de 5 palmos comprimt0 e 5 plos altura corn 3
prateleiras
12 Cadeiras

Sala do Archivo

3 Armarios de 6 1/2 palmos de largura e 12 de altura
1 Dito de 5 1/2
1 Mesa de 8 palmos de comprimt0 e 5 palmos largura
6 Cadeiras






HUGO VICTOR GUIMARAES


Salao das Commiss6es

4 Sofas de 7 palmos de comprimento jacaranda

4 Trum6s de 5 palmos corn espelhos

4 Mesas secretaries de 8 palmos de comprimento e 5 de
largura

1 Mesa oval para o meio do salio

24 Cadeiras

Accessories
24 Cortinados corn varies, pegadores, etc., para janellas de
17 palmos e 9 de largura
9 Reposteiros corn a Cor6a Imperial para portas de 12 1/2
palmos de altura e 7 palmos de largura
4 Cabides de Colunna para Chapeos, chapeos de sol e
bengalas
4 Quartinhas de Colunna, corn lugares para 12 quartinhas
e uma salva
12 Tapetes para entradas de porta
40 Capachos para as cadeiras dos Snrs. deputados
24 Escarradeiras
2 Lavat6rios
2 Bancos para jarras d'agua
1 Relojo de pendula o Salao.

Nota Muitos desses m6veis foram inventariados em 1889, con-
soante oficio de 2 de dezembro do ex-diretor da Assem-
bleia, Jogo Firmino Dantas Ribeiro, inclusive o retrato
do Imperador, que foi levado para o Rio de Janeiro, e
que me consta, era da autoria de Pedro Am6rico. 0 rel6-
gio estA no Museu Hist6rico do Estado, onde tambem se
encontram alguns objetos adquiridos, posteriormente, a
1871. Uma das duas c6modas de jacaranda com espe-
lho grande, acha-se na Secretaria do Interior e da Justi;a.
Salvo enigano s6 existe daquele tempo um ou dois arma-
rios do arquivo.
A mesa da Presid&ncia e parte das bancadas que
serviram ate 1947 foram cedidas ao Instituto do CearA,
tendo sido a mesa, estilizada, adquirida em 1935. como
a de agora, em Santa Catarina.

FORMULA DE JURAMENTO DOS PRIMEIROS
CONSTITUINTES

No ato da posse, os deputados constituintes e senadores de 1891
prestaram o seguinte juramento :
























DEPUTADOS PROVINCIALS E ESTADUAIS DO CEARA 21

PROMETO GUARDAR A CONSTITUICAO QUE FOR
ADOTADA, DESEMPENHAR FIEL E LEALMENTE 0
CARGO QUE ME FOI CONFIADO PELO ESTADO E
SUSTENTAR A UNIAO, A INTEGRIDADE E A IN-
DEPENDENCIA DA REPUBLICA.

Apenas nio o prestou o deputado Jodo Marinho de Andrade, por
ter chegado ap6s a solenidade da posse.
Ao tempo da Assemblkia provincial os deputados prestavam jura-
mento ajoelhados num travesseiro de veludo (que se encontra no Mu-
seu Hist6rico do Estado) e com a mro s6bre um livro do Evangelho.




















LEGISLATURES









DEPUTADOS PROVINCIAIS E- ESTADUAIS DO CEARA


REGIME MONARQUICO


(DEPUTADOS E SUPLENTES CONVOCADOS)

1835 1837

Padre Bento Ant6nio Fernandes, Capitio-m6r Joaquim Jose Bar-
bosa, Major Joao Facundo de Castro Menezes, Dr. Clemente Francisco
da Silva, Dr. Jose Pereira da Graga (Bardo de Aracati), Pe. Carlos
Augusto Peixoto de Alencar, Pe. Ambr6sio Rodrigues Machado, Pe.
Ant6nio de Castro e Silva, Pe. Jose Ferreira Lima Sucupira, Pe. Fran-
cisco de Paula Barros, Pe. Ant6nio Francisco de Sao Payo, Pe. Fran-
cisco Gomes Parente, Pe. Jose da Costa Barros, Major Francisco Fer-
nandes Vieira (Visconde do Ic6), Cel. Francisco de Paula Pessoa,
Cel. Agostinho Jose Tomaz de Aquino, Te. Cel. Joao Franklin de Lima,
Te. Cel. Jose de Castro e Silva Junior, Te. Cel. Francisco Paulino Gal-
vio, Capitao-m6r Jose de Castro e Silva Senior, Jose Teixeira de Cas-
tro, Prof. Joao Gomes Brasil, Greg6rio Francisco de Torres e Vascon-
celos, Jose Vitoriano Maciel, Te. Cel. Manuel de Torres Camara, Te.
Cel. Vicente Alves da Fonseca, Vicente Ferreira Mendes Pereira, Te.
Joao da Rocha Moreira, Francisco de Paula Martins, Comendador
Jose Joaquim da Silva Braga, Cel. Manuel Lourenco da Silva, Te. To-
maz Lourengo da Silva e Castro, Francisco Jose de Souza, Dr. Ant6-
nio Jose Machado, Jose Raimundo Pessoa.

1838 1839

Cap.-m6r Joaquim Jose Barbosa, Major Facundo, Dr. Antonio
Leopoldino de Aradjo Chaves, Dr. Joao Paulo de Miranda, Dr. Joao
Fernandes Barros, Dr. Jose Lourenco de Castro e Silva, Pe. Domin-
gos -Carlos de Sab6ia, Francisco de Paula Barros, Pe. Ant6nio de Cas-
tro e Silva, Pe. Manuel Pacheco Pimentel, Pe. Lourenqo Correia de
Sa, Pe. Bento Ant6nio Fernandes, Cel. Agostinho Jose Tomaz de Aqui-
no, Major Joao Pedro da Cunha Bandeira de Melo, Te. Joao da Ro-
cha Moreira, Inacio Jose Rodrigues Pessoa, Jose Raimundo Pessoa,
Com. Jose Joaquim da Silva Braga, Te. Cel. Joao Franklin de Lima,
Angelo Jose da Expectacgo Mendonqa, Cap.-m6r Jose de Castro e
Silva, Te. Cel. Jose de Castro e Silva J6nior, Jose Francisco Pereira
Maia, Inacio Bastos de Oliveira, Capitio-m6r Joaquim Ant6nio Be-
zerra de Menezes, Tomaz Jose Leite Chaves e Melo, Jose Joaquim
Fiuza Lima, Manuel Pinto Brandio, Pe. Jose da Costa Barros, Alferes
Canuto Jose de Aguiar, Ant6nio Raimundo Pessoa, Ant6nio Raimundo
Brigido dos Santos.






HUGO VICTOR GUIMARAES


1840 1841

Cap.m6r Joaquim Jose Barbosa, Major Facundo, Pe. Domingos
Carlos de Sab6ia, Dr. Jose Lourengo de Castro e Silva, Dr. Joao Pau-
lo de Miranda, Pe. Manuel Joaquim Aires do Nascimento, Cone'go
Ant6nio de Castro e Silva, Dr. Frederico Augusto Pamplona, Jose
Raimundo Pessoa, Te. Cel. Jose de Castro e Silva Jfnior, Dr. Joao
Fernandes Barros, Pe. Antonio Pinto de Mendonga, Pe. Frutuoso Dias
Ribeiro. Pe. Jose da Costa Barros, Jose Teixeira Castro, Cel. Agosti-
nho Jose Tomaz de Aquino, Visconde do Ic6, Cel. Francisco Joaquim
de Souza Campelo, Barao de Aracati, Dr. Francisco de Assiz Bezerra
de Menezes, Miguel Antonio da Rocha Lima, Dr. Manuel Soares da
Silva Bezerra, Dr. Miguel Fernandes Vieira, Manuel Jose de Albu-
querque, Greg6rio Francisco- Torres e Vasconcelos, Tomaz Jose Leite
Chaves e Melo, Dr. Antonio Jose Machado, Pe. Lourengo Correia de
Sa, Cel. Hermenegildo Furtado de Mendonga.

1842 1843

Dr. Antonio Leopoldino de Arafjo Chaves, Dr. Manuel Soares
da Silva Bezerra, Pe. Frutuoso Dias Ribeiro, Dr. Francisco de Assiz
Bezerra de Menezes, Dr. Joaquim Vitoriano de Almeida Pinheiro, Dr.
Manuel Teofilo Gaspar de Oliveira, Dr. Manuel Fernandes Vieira,
Dr. Raimundo Ferreira de Araijo Lima, Dr. Pedro Pereira da Silva
Guimaraes, Dr. Jose Bernardo Galvio Alcoforado, Dr. Miguel Fer-
nandes Vieira, Dr. Joaquim Saldanha Marinho, Pe. Joaquim Domin-
gues Carneiro, Pe. Joao Barbosa Cordeiro, Pe. Luiz Antonio da Ro-
cha Lima, Pe. Antonio Xavier Maria de Castro, Conego Manuel Ro-
berto Sobreira, Pe. Visitador Vicente Jose Pereira, Cel. Agostinho Jose
Tomaz de Aquino, Visconde do Ic6, Cel. Francisco Joaquim de Souza
Campelo, Cap.-m6r Joaquim Antonio Bezerra de Menezes, Te. Cel.
Antonio Afonso Ferreira Montanha, Te. Cel. Joao Jose de Gouveia,
Tomaz Jose Leite Chaves e Melo, Joaquim Emilio Aires, Placido Fran-
cisco de Assiz Andrade, Te. Cel. Miguel Xavier Henrique de Oliveira.

1844 1845

Dr. Gongalo Batista Vieira (Barao de Aquiraz), Visconde do Ic6,
Dr. Miguel Fernandes Vieira, Dr. Manuel Fernandes Vieira. Cel. Jose
Pio Machado, Dr. Raimundo Ferreira de Araijo Lima, Dr. Joaquim
Saldanha Marinho, Comendador Joaquim Mendes da Cruz Guimaraes,
Pe. Frutuoso Dias Ribeiro, Dr. Joao Carlos Pereira Ibiapina, Major
Manuel Franklin do Amaral, Dr. Joaquim Jose da Cruz Secco, Jose
Francisco Carneiro Monteiro, Dr. Jose Vieira Rodrigues de Carvalho
e Silva, Te. Cel. Joao Jose de Gouveia, Bernardino Jose Tomaz de
Aquino, Dr. Francisco de Araujo Lima, Pe. Vicente Jose Pereira, Dr.
Manuel Te6filo Gaspar de Oliveira, Cel. Inicio Ribeiro Bessa, Dr.
Francisco Alves Pontes, Jose Joaquim Fiuza Lima, Pe. Joao Barbosa
Cordeiro, Pe. Jose Antunes de Oliveira, Cel. Francisco Joaquim de
Souza Campelo, Cel. Joaquim Liberato Barroso, Cap.-m6r Joaquim






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


Ant6nio Bezerra de Menezes, Te. Cel. Miguel Xavier Henrique de
Oliveira, Cel. Jose Pio Machado, Te. Cel. Joaquim Ribeiro da Silva.

1846 1847

Cap.-m6r Joaquim Jose Barbosa, Dr. Jose- Lourenco de Castro e
Silva, Geraldo Correia Lima, Manuel Jose de Albuquerque, Pe. Do-
mingos Carlos de Sab6ia, Dr. Ant6nio Henrique de Miranda, Cirur-
giso "Francisco Jose de Matos, Com. Joaquim Mendes da Cruz Gui-
maries, Dr. Hipolito Cassiano Pamplona, Te. Cel. Joao Franklin de
Lima, Dr. Felipe Raulino de Souza Uch6a, Dr. Marcos Antonio de
Macedo, Te. Tomaz Lourenco da Silva e Castro, Dr. Te6filo Rufino
Bezerra de Menezes, Joao Francisco Lima, Corn. Jose Joaquim da Sil-
va Braga, Francisco de Paula Martins, Cel. Inacio Ribeiro Bessa, Ca-
pitio Manuel Jose de Vasconcelos, Pe. Justino Furtado de Mendonga,
Inacio Jose Rodri'gues Pessoa, Pe. Dr. Tomaz Pompeu de Souza Bra-
sil, Jose Raimundo Pessoa, Dr. Manuel Francisco Ramos, Alferes Ca-
nuto Jos6 de Aguiar, Manuel Delermando Paes, Pe. Joio Barbosa Cor-
deiro, Dr. Canuto Jose da Silva Lobo, Pe. Jose de SA Barreto.

1848 1849

Dr. Tristio de Alencar Araripe, Alferes Canuto Jose de Aguiar.
Ant6nio Laureano Ribeiro, Dr.. Hip61lito Cassiano Pamplona, Manuel
Joaquim de Oliveira, Pe. Justino Furtado de Mendonqa, Com. Jose
Joaquim da Silva Braga, Dr. Ant6nio Joaquim Aires do Nascimento,
Pe. Jose de Sa Barreto, Francisco de Paula Martinz, CirurgiAo Fran-
cisco Jose de Matos, Te. Cel. Joao Franklin de Lima, Te. JoAo Zefe-
rino de Holanda Cavalcante, Inacio Jose Rodrigues Pessoa, Jose Paci-
fico da Costa Caracas, Conego Ant6nio de Castro e Silva, Pe. Alexan-
dre Francisco Cerbelon Verdeixa, Dr. Canuto Jose da Silva Lobo, Dr.
Manuel Francisco Ramos, Francisco Jose de Souza, Manuel Francisco
de Paula Barros, Major Jose Joaquim da Silva Brasil, Manuel Deler-
mando Paes, Pe. Pedro Antunes de Alencar Rodovalho, Dr. Fran-
cisco Zabulon de Almeida Pires, Pe. Dr. Ant6nio Elias Saraiva Le5o,Pe.
Miguel Francisco da Frota, Jose Raimundo Pessoa, Joio Porfirio da
Mota, Jose Marcos de Castro e Silva, Matias Jose Pacheco.

1850 1851

Dr. Domingos Jose Nogueira Jaguaribe (Visconde de Jaguaribe),
Dr. Manuel Franco Fernandes Vieira, Dr. Goncalo da Silva Porto,
Te. Cel. Miguel Xavier Henrique de Oliveira, Cel. Jose Pio Machado,
Dr. Ant6nio Ferreira dos Santos Caminha, Dr. Manuel Te6filo Gas-
par de Oliveira, Dr. Joio Carlos Pereira Ibiapina, Pe. Dr. Justino
Domingues da Silva, Dr. Francisco de Arafijo Lima, Cel. Francisco
Tavares do Quintal, Barao de Aquiraz, Pe. Ant6nio Jose Sarmento
de Benevides, Conselheiro Joao Batista de Castro e Silva, Dr. Manuel
Fernandes Vieira, Major Manuel Franklin do Amaral, Pe. Pedro Jose
de Castro e Silva, Domingos Jose Pinto Braga Jinior, Dr. Jose Fer-






HUGO VICTOR GUIMARAES


nandes Vieira, Conego Ant6nio Pinto de Mendonca, Te. Cel. Joio
Carlos Augusto, Dr. Joaquim Vitoriano de Almeida Pinheiro, Pe. Rai-
mundo Francisco Ribeiro, Dr. Francisco Rodrigues Lima Bastos, Jose
Francisco Pereira Maia, Luiz Ant6nio da Silva Viana, Jose Maximiano
Barroso, Com. Joaquim Mendes da Cruz Guimaraes, Dr. Herculano
de Arafijo Sales, Joao" Severiano Ribeiro, Pe. Francisco Xavier No-
gueira, Pe. Ant6nio Alves de Carvalho, Pe. Jose Ferreira Lima Sucu-
pira, Cel. Francisco Fidelis Barroso, Major Joaquim Estanislau da Silva
Gusm2o, Luiz Vieira da Costa Delgado Perdig9o, Major Luiz Xavier
Torres.

1852 1853

Dr.. Manuel Te6filo Gaspar de Oliveira, Dr. Felipe Raulino de
Souza Uch6a, Dr. Joao Carlos Pereira Ibiapina, Joao Severiano Ri-
beiro, Jose Maximiano Barroso, Cel. Jose Pio Machado, Te. Cel. Luiz
Ant6nio da Silva Viana, Major Manuel Franklin do Amaral, Jose
Cunegundes da Silveira e Silva, Dr. Herculano de Araujo Chaves, Pe.
Francisco Xavier Nogueira, Pe. Francisco Bastos de Oliveira, Pe. Jose
Bevilaqua, Conego Ant6nio Nogueira de Braveza, Dr. Joaquim Vito-
riano de Almeida Pinheiro, Dr. Ant6nio Domingues da Silva, Dr. Ma-
nuel Franco Fernandes Vieira, Domingos Jose Pinto Braga Jfinior,
Pe. Ant6nio Xavier Maria de Castro, Ant6nio Martins Porto, Pe. An-
tonio Jose Sarmento de Benevides, Dr. Francisco de Aradjo Lima,
Te. Cel. Joao Carlos Augusto, Dr. Jer6nimo Macario Figueira de Melo,
Dr. Ant6nio Ferreira dos Santos Caminha, Dr. Jose Lourengo de Cas-
tro e Silva, Cel. Francisco Fidelis Barroso, Dr. Manuel Soares da Sil-
va Bezerra, Pedro Jose Fiuza Lima, Dr. Jose Liberato Barroso (Con-
selheiro), Bardo de Aquiraz, Te. Cel. Miguel Xavier Henrique de
Oliveira, Dr. Raimundo Ferreira de Araufjo Lima (Conselheiro), Pe.
Pedro Jose de Castro e Silva.

1854 1855

Dr. Pedro Pereira da Silva Guimaraes, Pe. Ant6nio Xavier Maria
de Castro, -Cel. Jose Pio Machado, Dr. Manuel Franco Fernandes Vi-
eira, Dr. Felipe Raulino de Souza Uch6a, Te. Cel. Luiz Ant6nio da
Silva Viana, Joao Severiano Ribeiro, Major Manuel Franklin do Ama-
ral. Jose Maximiano Barroso, Major Luiz Xavier Torres, Cel. Fran-
cisco Fidelis Barroso, Luiz Vieira da Costa Delgado Perdigao, Ma-
nuel Felix de Azevedo e Sa, Joaquim Jose Fiuza Lima, Dr. Herculano
de Arafujo Sales, Jose Cunegundes da Silveira e Silva, Pe. Miguel
Francisco da Frota, Conego Ant6nio Nogueira de Braveza, Dr. Joa-
quim Vitoriano de Almeida Pinheiro, Dr. Ant6nio Domingues da Silva,
Domingos Jose Pinto Braga Jfinior, Pe. Francisco Xavier Nogueira,
Ant6nio Martins Porto, Pe. Antonio Jose Sarmento de Benevides, Pe.
Jo2o Felipe Pereira, Te. Cel. Miguel Xavier Henrique de Oliveira, Pe.
Pedro Jose de Castro e Silva, Dr. Jose Vicente Duarte Brandao, Ba-
rao de Aquiraz, Dr. Francisco de Arafijo Lima, Dr. Jer6nimo Macario
Figueira de Melo, Pe. Dr. Justino Domingues da Silva, Dr. Jose Fer-






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


-nandes Vieira, Dr. Ant6nio Ferreira dos Santos Camiinha, Te. Cel.
Francisco Tavares do Quintal, Francisco da Cruz Neves.
1856 1857
Dr. Ant6nio Domingues da Silva, Dr. Ant6nio Ferreira dos Santos
Caminha, Dr. Bernardo Duarte Brandao (Barao do Crato), Dr. Felipe
Raulino de Souza Uch6a, Barao de Aquiraz, Dr. Esmerino Gomes Pa-
rente, Dr. Manuel Franco Fernandes Vieira, Pe. Dr. Justino Domin-
gues da Silva, Dr. Jose Vicente Duarte Brand5o, Dr. Jose Fernandes
Vieira, Dr. Jer6nimo Macario Figueira de Melo, Dr. Pedro Pereira
da Silva Guimaries, Dr. Joaquim Vitoriano de Almeida Pinheiro, Pe.
Dr. Manuel de Lemos Braga, Pe. Lino Deodato Rodrigues de Carva-
Iho (depois Bispo de S. Paulo), Pe. Joao Felipe Pereira, Conego An-
t6nio Nogueira de Braveza, Conego Manuel Roberto Sobreira, Manuel
Felix de Azevedo e Sa, Te. Cel. Luiz Ant6nio da Silva Viana, Te. Cel.
Miguel Xavier Henrique de Oliveira, Major Manuel Franklin do
Amaral, Jose Maximiano Barroso, Domingos Jose Pinto Braga Jfinior,
Pe. Ant6nio Xavier Maria de Castro, Pe. Francisco Xavier Nogueira,
Pe. Ant6nio Jose Sarmento de Benevides, Pe. Americo Militio de Frei-
tas Guimaraes, Dr. Frutuoso Dias Ribeiro.
1858 1859
Barao de Aquiraz, Dr. Francisco Rodrigues Lima Bastos, Candido
Ant6nio Barreto, Ant6nio Martinz Porto, Cel. Francisco Tavares do
Quintal, Dr. Joaquim Mendes da Cruz Guimaraes Jfinior, Dr. Esmerino
Gomes Parente, Dr. Joao Carlos Pereira Ibiapina, Dr. Pedro Pereira
da Silva, Guimaraes, Cel. Jose Nunes de Melo, Comendador Vitoriano
Augusto Borges, Capitio Gustavo Gurgulino de Souza, Jose Cunegun-
des da Silveira e Silva, Manuel Felix de Azevedo e SA, Jose Maxi-
miano Barroso, Dr. Leandro de Chaves e Melo Ratisbona, Conego
Ant6nio Nogueira de Braveza, Juvenal Galeno da Costa e Silva, Jose
Pacifico da Costa Caracas, Dr. Jose Liberato Barroso Pe. Jogo Francisco
Pinheiro, Pe. Joaquim Domingues Carneiro, Pe. Dr. Justino Domin-
gues da Silva, Pe. Ant6nio de Souza Neves, Jose Joaquim Alves Li-
nhares, Pe. Francisco Xavier Nogueira, Joao Severiano da Silveira,
Dr. Frutuoso Dias Ribeiro, Pe. Miguel Francisco da Frota, Cust6dio
Joaquim Moreira da Costa, Prof. Jose Eleuterio da Silva, Antonio Car-
valho de Almeida, Pe. Dr. Manuel Antonio de Lemos Braga, Dr. Jose
Fernandes Vieira, Pe. Joaquim Ferreira Limaverde, Jose Antonio da
Costa, Conego Manuel Roberto Sobreira, Pe. Pedro Jose de Castro e
Silva, Te. Cel. Luiz Antonio da Silva Viana, Dr. Ant6nio Firmo Fi-
gueira de Saboia, Prof. Vicente Ferreira de Arruda, Dr. Herculano de
Aradjo Sales, Zeferino Januario de Oliveira Freire, Pedro Jose de
Castelo Branco, Dr. Cordolino Barbosa Cordeiro, Pe. Dr. Ant6nio
Elias Saraiva LeAo, Te. Cel. Miguel Xavier Henrique de Oliveira.
1860 1861
Dr. Joaquim Mendes da Cruz Guimaries Jfinior, Dr. Joao Fernan-
des Vieira, Pe. Dr. Manuel Ant6nio de Lemos Bra'ga, Antonio Gomes





HUGO VICTOR GUIMARAES


Barreto, Dr. Joaquim Ant6nio Alves Ribeiro, Joaquim Jose Alves Li-
nhares, Cel. Joao Ant6nio Machado, Jos6 de Paula Ferreira Campa,
Te. Cel. Luiz Ant6nio da Silva Viana, Conego Manuel Roberto So-
breira, Manuel Felix de Azevedo e Sa, Dr. Pedro Pereira da Silva
Guimaries, Comendador Francisco Coelho da Fonseca, Jos6 Pacifico
da Costa Caracas, Dr. Jos& Liberato Barroso, Dr. Ant6nio Ferreira
dos Santos Caminha, Dr. Tertutiano Ambrosio da Silva Machado,
Cirurgido Francisco Jose de Matos, Dr. Cordolino Barbosa Cordeiro,
Pe. Dr. Justino Domingues da Silva, Pe. Ant6nio de Souza Neves, Do-
mingos Jos6 Pinto Braga Jfunior, Dr. Esmerino Gomes Parente, Justi-
no Francisco Xavier, Dr. Frutuoso Dias Ribeiro, Augusto Pontes de
Aguiar, Dr. Jose Fernandes Vieira, Pe. Diogo Jose de Souza Lima,
Pe. Joao Felipe Pereira, Pe. Joaquim Ferreira Limaverde, Dr. Gervasio
Cicero de Albuquerque Melo, Pe. Pedro Jose de Castro e Silva, Dr.
Benjamin Pinto Nogueira, Pe. Daniel Fernandes de Moura, Jose Que-
zado Filgueiras, Belarmino Jose de Sa Roriz, Pe. Ant6nio Jose Sar-
mento de Benevides, Cel. Jose Nunes de Melo, Manuel Eugenio de
Souza, Dr. Ant6nio Domingues da Silva, Pe. Ant6nio Xavier Maria
de Castro, Pe. Domingos Carlos de Sab6ia, Dr. Ant6nio Joaquim Ro-
drigues Jfinior (Conselheiro), Gustavo Gurgulino de Souza, Joao Ro-
drigues Nogueira, Pe. Cesario Claudiano de Oliveira Arautjo.

1862 1863

Dr. Jose Fernandes Vieira, Pe. Dr. Manuel Ant6nio de Lemos
Bra'ga, Jos6 Maximiano Barroso, Dr. Joaquim Mendes da Cruz Guima-
raes, Jr., Gustavo Gurgulino de Souza, Miguel Severo de Souza Pe-
reira, Manuel Felix de Azevedo e Sa, Cel. Jose Nunes de Melo, Dr.
Gervasio Cicero de Albuquerque Melo, Jose de Paula Ferreira Campa,
Dr. Frutuoso Dias Ribeiro, Jose Quezado Filgueiras, Bario de Aquiraz,
Dr. Esmerino Gomes Parente. Com. Vitoriano Augusto Borges, Te.
Cel. Ant6nio Goncalves da Justa Arauijo, Pe. Francisco Ribeiro Bessa,
Dr. Cordolino Barbosa Cordeiro, Pe. Francisco Xavier Nogueira, Do-
mingos Jose Pinto Braga Jfinior, Pe. Antonio de Souza Neves, Pe. Dr.
Justino Domingues da Silva, Pe. Daniel Fernandes de Moura, Dr. An-
t6nio Firmo Figueira de Sab6ia, Justifio Francisco Xavier, Joao Seve-
riano da Silveira, Pe. Antonio Jose Sarmento de Benevides, Pe. Teo-
dulfo Franco Pinto Bandeira, Dr. Manuel Marrocos Teles, Pe. Pedro
Jose de Castro e Silva, Dr. Franklin Goncalves Bastos, Dr. Joaquim
Vitoriano de Almeida Pinheiro, Dr. Benjamin Pinto Nogueira.

1864 1865

Dr. Ant6nio de Padua Pereira Pacheco, Pe. Dr. Antonio Elias Sa-
raiva Ledo, Major Leandro Cust6dio de Oliveira Castro, Pe. Ant6nio
Jose Sarmento de Benevides, Pe. Joao Francisco Pinheiro, Jose Fla-
mino Benevides, Pe. Antonino Pereira de Alencar, Te. Cel. Ant6nio
Teodorico da Costa (Comendador), Dr. Hip61lito Cassiano Pamplona,
Te. Cel. Zeferino Gil Peres da Mota, Pe. Antonio Carneiro da Cunha
Arafijo, Dr. Francisco Barbosa Cordeiro, Pe. Alexandre Francisco Cer-






DEPUTADOS PROVINCIALS E ESTADUAIS DO CEARA


belon Verdeixa, Pe. Francisco Coriolano de Carvalho, Francisco Ur-
bano Pessoa Montenegro, Dr. Manuel Coelho Bastos do Nascimento,
Gaudino Menalipo da Costa, Joaquim de Sa Barreto, Pe. Francisco
Correia de Carvalho e Silva, Jose Francisco Pereira Maia. Te. Cel.
Ant6nio Pereira de Brito Paiva, Dr. Augusto Barbosa de Castro e
Silva, Dr. Felix Jose de Souza Junior, Joio Brigido dos Santos, Belar-
mino Gomes de SA Roriz, Dr. Raimundo Teodorico de Castro e Silva,
Dr. Cordolino Barbosa Cordeiro, Dr. Joaquim Ant6nio Alves Cordeiro,
Dr. Joao Pinto de Mendonca, Dr. Benjamin Pinto Nogueira, Itricleo
Narbal Pamplona, Jose Ant6nio de Moura Cavalcante, Dr. Domingos
Ant6nio Alves Ribeiro.

1866 1867

Dr. Antonio Pinto Nogueira Acioli (Comendador), Dr. Felix Jose
de Souza Jfinior, Joao Briogido dos Santos, Prof. Joaquim de Oliveira
Catunda, Dr. Teodoreto Carlos de Farias Souto, Prof. ArcAdio Lin-
dolfo de Almeida Fortuna, Dr. Goncalo de Lagos Fernandes Bastos,
Dr. Rufino Antunes de Alencar, Gustavo Gurgulino de Souza, Pe. An-
tonino. Pereira de Alencar, Jose Maximiano Barroso, Te. Cel. Ant6nio
Pereira de Brito Paiva, Gaudino Menalipo da Costa, Dr. Domingos
Carlos Gerson de Sab6ia, Dr. Ant6nio Ferreira dos Santos Caminha,
Bento Jose da Fonseca e Silva, Pe. Joao Francisco Pinheiro, Dr. Joa-
quimi Ant6nio Alves Cordeiro, Francisco Urbano Pessoa Montenegro,
Dr. Francisco de Paula Pessoa Jfinior, Joao Felipe Bandeira de Melo,
Tomaz Ant6nio Pessoa de Andrade, Pe. Ant6nio Jose Sarmento de
Benevides, Pe. Francisco Correia de Carvalho e Silva, Pe. Francisco
Coriolano de Carvalho, Dr. Jose Goncalves de Moura, Dr. Francisco
Barbosa Cordeiro, Pe. Meceno Clodoaldo Linhares, Fenelon Bomilcar
da Cunha, Dr. Livino Lopes de Barros e Silva, Dr. Mendo.de S Bar-
reto Sampaio, Pe. Jos6 Tavares Teixeira.

1868 1869

Dr. Ant6nio Pinto Nogueira Acoli, Pe. Antonino Pereira de Alen-
car, Te. Cel. Ant6nio Pereira de Brito Paiva, Dr. Bemvindo Gurgel do
Amaral, Dr. Felix Jose de Souza Junior, Henrique Theberge, Cel. Jose
Nunes de Melo, Jose Nogueira de Holanda Lima, Pe. Miguel Fran-
cisco da Frota, Pe. Ant6nio Correia de SA, Cel. Ant6nio Barroso de
Souza, Dr. Domingos Carlos Gerson de Sab6ia, Bento Jose da Fonseca
e Silva, Francisco Urbano Pessoa Montenegro, Dr. Alexandre Leonel
Marques de Santiago, Dr. Joao Pinto de Mendonca, Dr. Jose Tom6
da Silva, Dr. Ant6nio Joaquim Rodrigues Juinior (Conselheiro), Dr.
Pergentino da Costa Lobo, Manuel Joaquim de Souza Vasconcelos,
Zeferino Gil Peres da Mota, Inacio de Almeida Fortuna, Miguel Soa-
res e Silva, Dr. Jose Ladislau Pereira da Silva, Prof. Joaquim de Oli-
veira Catunda, Dr. Raimundo Teodorico de Castro e Silva, Joaquim
Alves Feitosa, Pe. Jose Goncalves da Costa, Dr. Mendo de SA Barreto
Sampaio, Dr. Joao Clemente Pessoa de Melo, Dr. Abel de Souza Gar-
cia, Pe. Joao Francisco Pinheiro.






HUGO VICTOR GUIMARAES


1870 1871

Bario de Aquiraz, Pe. Francisco Ribeiro Bessa, Conego Ant6nio
No-gueira de Braveza, Dr. Cornelio Jose Fernandes, Joao Severiano
Ribeiro, Dr. Manuel Ambr6sio da Silveira Torres Portugal, Dr. Fran-
cisco Gon;alves da Justa, Cel. Joao Antonio Machado (Comendador),
Dr. Joaquim Mendes da Cruz Guiinaries, Jr., Dr. Jose Goncalves de
Moura, Dr. Manuel Soares da Silva Bezerra, Te. Cel. Jose Antonio
Moreira da Rocha, Pe. Francisco Xavier Nogueira, Dr. Antonio Pe-
reira da Silveira Castelo Branco, Miguel Severo de Souza Pereira,
Cust6dio Jose Moreira da Costa. Academico Francisco Antonio de Oli-
veira Sobrinho, Dr. Antonio Firmo Figueira de Sab6ia, Antonio Joa-
quim da Silva Carapeba, Pe. Antonio Maria Xavier de Castro, Dr.
JoSo Paulo Gomes de Matos, Dr. Joaquim Pauleta Bastos de Oliveira,
Pe. Daniel Fernandes de Moura, Dr. Laurenio de Oliveira Cabral, Pe.
Teodulfo Franco Pinto Bandeira, Prof. Celso Ferreira Limaverde, Pe.
CesArio Claudino de Oliveira Arafjo, Dr. Antonio Augusto de Aradjo
Lima, Dr. Joao Firmino de Holanda Cavalcante, Gustavo Gurgulino
de Souza, Jos6 Cordeiro da Cruz, Pe. Francisco Correia de Carvalho
e Silva.

1872 1873

Dr. Manuel Soares da Silva Bezerra, Dr. Manuel de Souza Garcia,
Conego Ant6nio Nogueira de Braveza, Cel. Joao Antonio Machado,
Dr. Laurenio de Oliveira Cabral, Dr. Joaquim Pauleta Bastos de Oli-
veira, Prof. Celso Ferreira Limaverde, Dr. Jose Piauilino Mendes Ma-
galhaes, Dr. Tristio de Alencar Araripe Junior, Dr. Antonio Coelho
Machado da Fonseca, Dr. Francisco Gongalves da Justa, Dr. Samuel
Felipe de Souza Uch6a, Dr. Praxedes Te6dulo da Silva, Dr. Antonio
Benicio Saraiva Leao Castelo Branco, Te. Cel. Miguel Xavier Hen-
rique de Oliveira, Cel. Jose Nunes de Melo, Paulo Gongalves de Sou-
za, Joaquim Jose Alves Linhares, Joao Severiano da Silveira, Dr. Joao
Carlos Pereira Ibiapina, Dr. Francisco Alves Pontes, Dr. Antonio Pe-
reira da Silveira Castelo Branco, Pedro Jose de Castelo Branco, An-
t6nio Moreira de Souza, Ant6nio Carvalho de Almeida, Cirurgiao
Francisco Jos6 de -Matos, Augusto Alexandre Castelo Branco, Pe.
Francisco Ribeiro Bessa, Dr. Joao Clemente Pessoa de Melo, Pe. Fran-
cisco Correia de Carvalho e Silva, Dr. Joao Paulo Gomes de Matos,
Pe; Teodulfo Franco Pinto Bandeira.

1874 1875

Dr. Antonio Benicio Saraiva Leao Castelo Branco, Jose Maxi-
miano Barroso, Conego Antonio Nogueira de Braveza, Cel. Joaquim
Jose de Souza Sombra, Dr. Jose Piauilino Mendes Magalhies, Luiz
Joaquim de Oliveira, Cel. Joao Antonio Machado, Pe. Francisco Xa-
vier Nogueira, Joaquim Jose Alves Linhares, Paulo Gongalves de Sou-
za, Joao Felipe da. Cunha Bandeira de. Melo, Dr. Francisco Alves Pon.
tes, Dr. Herculano de Ara6jo Sales. Pedro .J6s~-de:.Castelo Branco,.:






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


Dr. Manuel Rodrigues Nagueira Pinheiro, Pe. Francisco Coriolano de
Carvalho, Jose Feij6 de Melo, Te. Cel. Salustiano Moreira da Costa
Marinho, Ant6nio Carvalho de Almeida, Ant6nio Moreira de Souza,
Manuel Ferreira dos Santos Caminha, Dr. Ant6nio Pereira da Sil-
veira Castelo Branco, Prof. Celso Ferreira Limaverde, Dr. Tristio
de Alencar Araripe Jfinior, Dr. Jose Gomes de SA Barreto, Joao Seve-
riano da Silveira, Raimundo Antonio de Freitas, Dr. Francisco Goncal-
ves da Justa, Dr. Praxedes Te6dulo da Silva, Dr. Antonio Coelho Ma-
chado da Fonseca, Dr. Manuel de Souza Garcia, Cel. Jos6 Nunes de
Melo, ,Cel. Antonio Luiz Alves Pequeno.

1876 1877

Dr. Manuel Ambr6sio da Silveira Torres Portugal, Cel. Joaquim
Jose de Souza Sombra, Dr. Samuel Felipe de Souza Uchoa, Crisanto
Pinheiro de Almeida e Melo, Cel. Antonio Barroso de Souza, Bario
de Aquiraz, Jos6 Maximiano Barroso, Dr. Antonio Benicio Saraiva
Leso Castelo Branco, Te. Cel. Joao Segismundo Liberal, Pe. Francisco
Ribeiro Bessa, Gustavo Gurgulino de Souza, Dr. Manuel Fernandes
Vieira, Dr. Francisco Gomes Parente, Joao Mendes da Rocha, Pe.
Francisco Xavier Nogueira, Jose Feijo de Melo, Te. Cel. Jos6 Antonio
Moreira da Rocha (Comendador), Pe. Francisco Coriolano de Car-
valho, Te. Cel. Joaquim Jos& de Castro, Antonio Carvalho de Almeida,
Te. Cel. Salustiano Moreira da Costa Marinho, Dr. Jose Gomes de
Si Barreto, Joaquim Jose Alves Linhares, Te. Cel. Miguel Xavier Hen-
rique de Oliveira, Antonio Moreira de Souza, Te. Cel. Joao Nogueira
Rabelo, Dr. Mendo de SA Barreto Sampaio, Dr. Praxedes Te6dulo da
Silva, Pe. Manuel Antonio Martins de Jesus, Dr. Francisco Ribeiro
Delfino Montesuma, Dr. Francisco Cordeiro da Rocha Campelo, Dr.
Joaquim Pauleta Bastos de Oliveira, Jose Maximiano Barroso.

1878 1879

Dr. Jose Pompeu de Albuquerque Cavalcante, Joao Lopes Ferreira
Filho, Joaquim Feij6 de Melo, Te. Cel. Antonio Pereira de Brito Paiva,
Dr. Hildebrando Pompeu de Souza Brasil, Julio C6sar da Fonseca
Filho, Joao Eduardo Torres Camara, Jose Antonio de Moura Caval-
cante, Miguel Soares e Silva, Dr. Helvecio da Silva Monte, Pe. Joao
Paulo Barbosa, Farm. Joao Francisco Sampaio, Te. Cel. InocEncio
Francisco Braga, Dr. Daniel Alves de Queiroz Lima, Joaquim de Oli-
veira Catunda, Francisco Urbano Pessoa Montenegro, Dr. Augusto
Barbosa de Castro e Silva, Pe. Meceno Clodoaldo Linhares, Fenelon
Bomilcar da Cunha, Lourenco Alves Feitosa e Castro, Pedro Alves de
Oliveira e Castro, Dr. Francisco Barbosa de Paula Pessoa, Belarmino
Gomes de Sa Roriz, Joao Mendes Pereiro, Dr. Mendo de Sa Barreto
Sampaio, Dr. Tim6teo Ferreira Lima, Dr. Joao Pinto de Mendonga,
Dr. Antonio Joaquim do Couto Cartaxo.






HUGO VICTOR GUIMARAES


1880 1881

Dr. Jose Pompeu de Albuquerque Cavalcante, Joao Lopes Ferreira
Filho, Joaquini Feij6 de Melo, Te. Cel. Ant6nio Pereira de Brito Paiva,
Dr. Ant6nio Pompeu de Souza Brasil, Comendador Ant6nio Teodorico
da Costa, Pe. Antonino Pereira de Alencar, Pe. Antero Jose de Lima,
Te. Cel. Andre Epifnio Ferreira Lima, Te. Cel. Aderbal Tito de
Castro e Silva, Dr. Augusto Fulgencio Peres de Mota, Dr. Francisco
Barbosa de Paula Pessoa, Fenelon Bomilcar da Cunha, Dr. Francisco
Ribeiro Delfino Montesuma, Dr. Helvecio da Silva Monte, Te. Cel.
Inocencio Francisco Braga, Joaquim de Oliveira Catunda, Farm. Joao
Francisco, Sampaio, Julio C6sar da Fonseca Filho, Dr. Jose Ant6nio
da Justa, Dr. Jose Lourenco de Castro e Silva Jr., Joaquim Guilherme
Maria da Costa Cisne, Pe. Joao Vicente Ferreira Lima, Pe. Joao An-
t6nio do Nascimento e Sa, J ose Ant6nio de Moura Cavalcante, Luiz
Carlos da Silva Peixoto, Lourenco Alves Feitosa e Castro, Pe. Meceno
Clodoaldo Linhares, Dr. Mendo de Sa Barreto Sampaio, Miguel Soares
e Silva, R6seo de Oliveira Jamacarui, Pe. Vicente Jorge de Souza, Fran-
cisco Frederico Rodrigues de Andrade.

1882 1883

Antonio Pereira da Cunha Callou, Ant6nio Moreira de Souza,
Ant6nio Gurgel do Amaral Valente, Pe. Bernardino de Oliveira Me-
m6ria, Cel. Belisario Cicero Alexandrino, Crisanto Pinheiro de Almeida
e Melo, Cust6dio Ribeiro Guimaraes, Francisco Marcal de Oliveira
Gondim, Pe. Francisco da Mota de Souza Angelim, Dr. Francisco Ri-
beiro Delfino Montesuma, Dr. Jos6 Ant6nio da Justa, Justiniano de
Serpa, Pe. Joaquim da Silva Coelho, Dr. Jose Mendes Pereira de Vas-
concelos, Te. Cel. Joao Paulino de Barros Leal, Pe. Joao Ant6nio do
Nascimento e Sa, Pe. Joao Carlos Augusto, Joao Mendes da Rocha,
Pe. Jos6 Gongalves da Costa, Luiz Januario Lamartine Nogueira, Mi-
guel Soares 'e Silva, Martinho Rodrigues de Souza, Pedro Onofre de
Farias, Prof. Pedro Jaime de Alencar Benevides, Raimundo V6ssio
Brigido dos Santos, R6seo de Oliveira Jamacari, Pe. Sezinando Mar-
cos de Castro e Silva, Prof. Arcadio Lindolfo de Almeida Fortuna,
Tenente Felipe de Aradjo Sampaio, Dr. Francisco Barbosa de Paula
Pess6a, Alferes Jose Martiniano Peixoto de Alencar, Raimundo Carlos
da Silva Peixoto.

1884 1885

Pe. Antero Jose de Lima, Pe. Ant6nio Candido da Rocha, Pe. An-
t6nio de Souza Barros, Ant6nio Joaquim da Silva Carapeba, Antonio
Pereira da Cunha Callou, Cel. Belisario Cicero Alexandrino, Cust6dio
Ribeiro Guimaraes, Pe. Diogo Jos6 de Souza Lima, Cel. Diogo Gomes
Parente, Pe. Francisco Teotime Maria de Vasconcelos, Pe. Francisco
Xavier Nogueira, Dr. Francisco Margal da Silveira Garcia, Henrique
Nogueira de Albuquerque Arraes, Juvenal de Alcantara Pedroso,
Te. Cel. Joao Paulino de Barros Leal, Te. Cel. Jose Fernandes de









DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


Araujo Viana, Joao Rodrigues Nogueira Pinheiro, Justiano de Serpa,
Pe. Luiz de Souza Leitao, Dr. Manuel Ambr6sio da Silveira Torres
Portugal, Te. Cel. Manuel Vieira- Gomes Coutinho, Manuel Sedrim de
Castro Juca, Pe. Meceno Clodoaldo Linhares, Pe. Pedro Leopoldo de
Castro Feitosa, Pedro Onofre de Farias, Raimundo Carlos da Silva
Peixoto, Pe. Sezinando Marcos de Castro e Silva, Dr. Te6filo Rufino
Bezerra de Menezes, Dr. Venancio Ferreira Lima, Valdemiro Moreira.

1886 1887

Pe. Jose Teixeira da Graqa, Pe. Manuel de Lima Arafijo, Marti-
nho Rodrigues de Souza, Farm. Joao Francisco Sampaio, Cel. Ant6nio
Barroso de Souza, Dr. Venancio Ferreira Lima, Ant6nio Artur, Pe.
Luiz de Souza Leitao, Cel. Diogo Gomes Parente, Andre Jacome, Jose
Paulo Ribeiro Pessoa, Manuel Carneiro Messias de Maria, Valdemiro
Moreira, Ant6nio Frederico de Carvalho Mota, Ant6nio Joaquim da
Silva Carapeba, Te. Cel. Joao Paulino de Barros Leal, Pedro Alves
de Oliveira Castro, Pe. Ant6nio Alexandrino de Alencar, Hon6rio Mo-
reira de Carvalho, Pe. Ant6nio Fernandes da Silva, Manuel Sedrim de
Castro Juca, Aristides Ferreira de Menezes, Ant6nio Pereira da Cunha
Callou, Cel. Belisirio Cicero Alexandrino, Dr. Ildefonso Correia Lima,
Ant6nio Moreira de Souza, Cust6dio Ribeiro GuimarAes, Pe. Sezinando
Marcos de Castro e Silva, Serafim Tolentino Freire Chaves, Raimundo
Ribeiro de Melo, Manuel Monteiro da Silva, Jose Candido, Pedro Ono-
fre de Farias.

1888 1889

Pe. Luiz de Souza Leitao, Justiniano de Serpa, Valdemiro Moreira,
cel. Diogo Gomes Parente, cel. Tiburcio Gongalves de Paula, Te. Cel.
Joao Paulino de Barros Leal, Ant6nio Jaime de Alencar Araripe, Te6-
filo Alves de Oliveira Cabral, Joao Quezado Filgueiras Filho, Prof.
Celso Ferreira Limaverde, Dr. Inacio de Souza Dias, Pe. Ant6nio Fer-
nandes da Silva, Dr. Manuel Solon Rodrigues Pinheiro, Farm. Joao
Francisco Sampaio, Pe. Antonino Pereira de Alencar, Pe. Joao Aure-
liano de Sampaio, Dr. Francisco de Assiz Bezerra de Menezes, Zaca-
rias Tomaz da Costa Gondim, Jose Paulino, Inicio de Almeida For-
tuna, Ant6nio Augusto Rodrigues Marrocos, Pe. Francisco Maximo
Feitosa e Castro, Anibal Fernandes Vieira, Jos6 Juci de Queiroz Lima,
Joaquim Saldanha Arrais, Rodriio de Sa Barreto, Cel. Belisario Cicero
Alexandrino, Ernesto Candido de Lima Bezerra, Ant6nio Gurgel do
Amaral Valente, Joao Facundo da Cunha Linhares, Urcesino Xavier
de Castro Magalhies, Joaquim Domingos Moreira, Joao Barrbso Va-
lente, Martinho Rodrigues, Joaquim Manuel do Nascimento Silva.









DEPUTADOS PROVINCIALS E ESTADUAIS DO CEARA


REGIME REPUBLICAN

1P CONSTITUINTE

1891

SENADO
Dr. Francisco Barbosa de Paula Pessoa, Miguel Augusto Ferreira
Leite, Dr. Goncalo de Almeida Souto, Dr. Francisco de Assiz Bezerra
de Menezes, Dr. Arcelino de Queiroz Lima, Dr. Manuel Ambr6sio da
Silveira Torres Portugal (1q Turma).
Pe. Antero Jose de Lia, Pe. Ant6nio Fernandes da Silva, Dr. Jose
Pacifico Caracas, Dr. Jose Mendes Pereira de Vasconcelos, Ant6nio
Dias Martins Juinior, Clementino Fineas Juca (2* Turma).
CAMERA DOS DEPUTADOS
Desembargador Jose Joaquim Domingues Carneiro, Pe. Luiz de
Souza Leitgo, Prof. Celso Ferreira Limaverde, Agapito Jorge dos San-
tos, Dr. Manuel Solon Rodrigues Pinheiro, Dr. Moises Correia do
Amaral, Dr. Joaquim Pauleta Bastos de Oliveira, Capitio Francisco
Benevolo, Dr. Ant6nio Sabino do Monte, Dr .Clovis Vevilaqua, Dr.
Abel de Souza Garcia, Valdemiro Moreira, Dr. Francisco Ant6nio de,
Oliveira Sobrinho, Dr. Valdemiro Cavalcante, Dr. Ant6nio Monteiro
do Nascimento Filho, Dr. Vicente Cesario Ferreira Gomes, Dr. Joao.
Marinho de Andrade, Dr. Joaquim Gomes de Matos, Dr. Pompilio Cor-
deiro da Cruz, Pe. Ant6nio Candido da Rocha, Te. Cel. Manuel Vieira'
Gomes Coutinho, Francisco Inacio de Queiroz, Dr. Francisco Cune-
gundes Vieira Dias, Farmaceutico Catio Paes da Cunha Mamede.

2. CONSTITUINTE

1892

*SENADO.
Dr. Ant6nio Pinto Nogtieira Acioli, Major Ant6nio Joaquim Gue-
des de Miranda, Dr. Pedro Augusto Borges, Te. Cel. Joao Paulino de
Barros Leal, Dr. Helvecio da Silva Monte. Dr. Goncalo de Almeida
Souto, Major Joao Brigido dos Santos, Dr. Manuel Ambr6sio da Sil-
veira Torres Portugal, Farmaceutico Carlos Felipe Rabelo de Miranda,
Cel. Salustiano Moreira da Costa Marinho, Major Jo2o Severiano da
Silveira, Jose Marrocos Pires de Sa.
CAMERA DOS DEPUTADOS
Capitao Alfredo Jose Barbosa, Major Dr. Manuel Nogueira Bor-
ges; Dr. Francisco Batista Vieira, 20 Tenente Joao Arnoso, 29 Tenente






40 HUGO VICTOR GUIMARAES
da Armada Jose Tomaz Lobato de Castro, Dr. Ildefonso Correia Lima,
Dr. Joio Marinho de Andrade, Capitio Francisco Benevolo, Jovino
Guedes Alcoforado,' Dr. Tomaz Pompeu Pinto Acioll, Prof. Agapito
Jorge dos Santos, Cel. Urcesino Xavier de Castro Magalhaes, Lou-
renco Alves Feitosa e Castro, Jose Pinto Coelho de Albuquerque, Cap.
Joio Martins Alves Ferreira, Francisco Gomes de Oliveira Braga, An-
tonio Pereira da Cunha Callou, Comendador Jose Nogueira do Amo-
rim Garcia, Cel. Tiburcio Goncalves de Paula, Francisco Alves Bar-
reira, Dr. Francisco Cunegundes Vieira Dias, Ant6nio Gurgel do Ama-
ral Valente.

1893 1896

Te. Cel. Joao Paulino de Barros Leal, Cel. Salustiano Moreira da
Costa Marinho, Cel. Urcesino Xavier de Castro Magalhies, Lourengo
Alves Feitosa e Castro, Jose Pinto Coelho de Albuquerque, Francisco
Gomes de Oliveira Braga, Cel. Tiburcio Gongalves de Paula, Fran-
cisco Alves Barreira, Dr. Francisco Cunegundes Vieira Dias, Antonio
Gurgel do Amaral Valente, Dr. Gongalo de Almeida Souto, Major
Joao Brigido dos Santos, Farm. Carlos Felipe Rabelo de Miranda, Ma-
jor Dr. Manuel No'gueira Borges, Te. Joao Arnoso, Te. Jose Tomaz
Lobato de Castro, Dr. Joao Marinho de Andrade, Jovino Guedes Alco-
forado, Ant6nio Sales, Ant6nio Afonso de Albuquerque, Dr. Tomaz
Pompeu Pinto Acioli, Prof. Agapito Jorge dos Santos, Joao Martins
A. Ferreira (Capitao), Major Ant6nio Joaquim Guedes de Miranda,
Afonso Fernandes Vieira, Hon6rio Correia Lima, Cel. Guilherme
Cesar da Rocha, Pe. Carlos Ant6nio Barreto, Pe. Francisco Jose da
Silva Carvalho, Pe. Vicente Jorge de Souza, Joao Nogueira Sampaio.
Joaquim Domingos Moreira, Jovino Pinto Nogueira, Jos6 Marrocos
Pires de Sa, Jose Joaquim Ribeiro da Silva.

1897 1900

Cel. Belisario Cicero Alexandrino, Francisco Rodrigues de Oli-
veira Magalhies, Lourenco Alves Feitosa e Castro, Dorningos Fran-
cisco Braga Filho, Cel. Tiburcio Gongalves de Paula, Napoleao Que-
zado Filgueiras, Cel. Alfredo Dutra de Souza,, Cel. Alexandrino Fer-
reira Costa Lima, Joaquim Domingos Moreira, Pe. Francisco Maximo
Feitosa e Castro, Pe. Vicente Pinto Teixeira, Joao Nogueira Sampaio,
Joao Montesuma de Carvalho, Dr.'Ant6nio Pinto Nogueira Brandao,
Major Joao Brigido dos Santos, Cel. Guilherme Cesar da Rocha, Farm.
Carlos Felipe Rabelo de Miranda, Jose Pompeu Pinto Acioli, Dr. Val-
demiro Cavalcante, Raimundo Leopoldo Coelho de Arruda, Major
Dr. Manuel Nogueira Borges, Afonso Fernandes Vieira, Carlos Felipe
Rabelo de Miranda Filho, Jose Pinto Coelho de Albuquerque, Pe. Fran-
cisco Jose da Silva Carvalho, Dr. Gonqalo de Almeida Souto, Te. Cel.
Hon6rio Correia Lima, Pe. Carlos Ant6nio Barreto, Cel. A'gapito Jorge
dos Santos, Dr. Cornelio Jose Fernandes, Te. Cel. Francisco Alves
Barreira,






DEPUTADOS PROVINCIALS E ESTADUAIS DO CEARA


1901 1904

Cel. BelisArio Cicero Alexandrino, Domingos Francisco Braga Fi-
Iho, Lourenco Alves Feitosa e Castro, Joao Carlos da Costa Pinheiro,
Ant6nio Afonso de Albuquerque, Jovino Pinto Nogueira, Pe. Fran-
cisco Maximo Feitosa e Castro, Cel. Alfredo Dutra de Souza, Cel. Ale-
xandrino Ferreira Costa Lima, Cel. Tiburcio Gongalves de Paula, Pe.
Vicente Pinto Teixeira, Joao Montesuma de Carvalho, Ant6nio Jama-
carui, Academico Manuel Belem de Figueiredo, Major Joao Brigido dos
Santos, Dr. Ant6nio Pinto Nogueira Brandao, Cel. Guilherme Cesar
da Rocha, Jose Pompeu Pinto Acioli, Dr. Valdemiro Cavalcante, Jose
Pinto Coelho de Albuquerque, Farmaceutico Raimundo Leopoldo Coe-
lho de Arruda, Mauricio Graco Cardoso, Dr. Eduardo Studart, Cel.
Tristio Antunes de Alencar, Valdemiro Moreira, Farmaceutico Jose
El6i da Costa, Cel. Casimiro Ribeiro Brasil Montenegro, Te. Dr. Rai-
mundo Borges, Cel. Ant6nio Frederico de Carvalho Mota, Cel. Reinald
da Silva Porto, Te. Cel. Hon6rio Correia Lima.

1905 1908

Cel. Belisario Cicero Alexandrino, Cel. Tiburcio Goncalves de
Paula, Cel. Lourenco Alves Feitosa e Castro, Pe. Francisco Maximo
Feitosa e Castro, Cel. Domingos Francisco Braga Filho, Cel. Tristio
Antunes de Alencar, Joao Carlos da Costa Pinheiro, Ildefonso Correia,
Cel. Alexandrino Ferreira Costa Lima, Cel. Alfredo Dutra de Souza,
Jovino Pinto Nogueira, Cel. Reinaldo da Silva Porto, Dr. Jose Fran-
cisco Jorge de Souza, Jose Pinto Coelho de Albuquerque, Dr. Antonio
Pinto Nogueira Brandao, Cel. Guilherme Cesar da Rocha, Te. Dr.
Raimundo Borges, Dr. Raimundo Leopoldo Coelho de Arruda, Tenente
Oscar Feital, Dr. Benjamin Pompeu Pinto Acioli, Dr. Ant6nio Fiuza
de Pontes, Cel. Ant6nio Frederico de Carvalho Mota, Capitao Fran-
cisco Cabral da Silveira, Farmaceutico Jose E16i da Costa, Cel. Casi-
miro Ribeiro Brasil Montenegro, Capitao de Corveta Dr. Joao Guilher-
me Studart, 20 Tenente Dr. Ant6nio Eugenio Gadelha, Valdemiro Mo-
reira, Dr. Ant6nio Augusto de Vasconcelos, Monsenhor Vicente Pinto
Teixeira, (Cel. Ant6nio Luiz ATves Pequei5o Raimundo Ferreira de
Sales.

1909 1912

Cel. Belisario Cicero Alexandrino, Cel. Guilherme Cesar da Rocha,
Dr. Jose Francisco Jorge de Souza, iCel. Ant6nio Luiz Alves Pequeno)
Dr. Ant6nio Fiuza de Pontes, Pe. Francisco Maximo Feitosa e Castro,
Capitio Dr. Raimundo Borges, Cel. Alfredo Dutra de Souza, Dr. Joao
Guilherme Studart, Raimundo Ferreira Sales, Te. Dr. Oscar Feital,
Cel. Tiburcio Goncalves de Paula, Cel. Ant6nio Frederico de Carvalho
Mota, Capitao Dr. Ant6nio Eugenio Gadelha, Cel. Alexandrino Fer-
reira Costa Lima, Dr. Ant6nio Pinto Nogueira Brandao, Joao Carlos
da Costa Pinheiro, Jovino Pinto Nogueira, Cel. Casimiro Ribeiro Brasil
Montenegro, Dr. Benjamin Pompeu Pint6-Acioli, Cel. Domingos Fran-






HUGO VICTOR GUIMARAES


cisco Braga Filho, Jose Pinto Coelho de Albuquerque, Cel. Ant6nio
Jos6 Correia, Farm. Jose El6i da Costa, Joaquim Alves da Rocha, Dr.
Ant6nio Augusto de Vasconcelos, Dr. Meton da Franca Alencar, Al-
fredo Gurgel da Costa Valente, Dr. Guilherme Moreira da Rocha, Car-
los Torres Camara, Salustiano Jose de Melo, Mons. Vicente Pinto
Teixeira, Capitao Francisco Cabral da Silveira, Cel. Lourenco Alves
Feitosa e Castro, Ildefonso Correia.

1913 1914

Monsenhor Francisco Ferreira Antero, Cel. Alfredo Pereira de
Souza, Hermenegildo de Brito Firmeza, Dr. Manuel do Nascimento Fer-
nandes Tavora, Dr. Joaquim Moreira de Souza, Te. Dr. Augusto Cor-
reia Lima, Dr. Jos6 Quintino da Cunha, Joaquim Si, Capitio Jose da
Penha Alves de Souza, Jose Fernandes de Carvalho, Farmaceutico
Joaquim Frederico Rodrigues de Andrade, Joaquim Te6filo Cordeiro,
Francisco Pires de Holanda, Antonio Fiuza Pequeno, Dr. Manuel Flo-
rencio de Alencar, Farmaceutico Joao da Rocha Moreira, Dr. Ruy de
Almeida Monte, Pe. Jose de Arimatea Cisne, Dr. Placido de Pinho
Pessoa, Dr. Joao Augusto Bezerra, Jose Lourenco de Aratijo, Farma-
ceutico Jos6 Castelar Sombra, Capitio Manuel Moreira da Silva, Vi-
cente Loiola, Dr. Jose Martins de Freitas, Dr. Artur Cirilo Freire, Au-
gusto Vieira, Sergio Augusto de Holanda, Capitio Dr. Guilherme Bar,
bosa Bizerril Fontenele, Jos6 Frederico Rodrigues de Andrade.

1915 1916

Cel. Tiburcio Goncalves de Paula, Dr. Aur6lio de Lavor, Dr.
Joao Guilherme Studart, Dr. Jose de Borba Vasconcelos, Coronel Dr.
Cesario Correia de Arruda, Dr. Manuel Satiro, Capitio Dr. Manuel
Te6filo Gaspar de Oliveira, Afonso Fernandes Vieira, Armando Mon-
teiro, Dr. Ed'gar Augusto Borges, Capitio Polidoro Rodrigues Coelho,
Dr. Leonel Serafim Pires Chaves, Dr. Jose Francisco Jorge de Souza
Dr. Antonio Pompeu de Souza Brasil Filho, Capitao Pantale5o Teles.
Ferreira, Cel. Gustavo Augusto Lima, Cel. Luiz Felipe de Oliveira,
Antonio Botelho de Souza, Pedro Silvino de Alencar, Dr. Floro Bar-
tolomeu da Costa, Pe. Francisco Maximo Feitosa e Castro, Cel. Manuel
Francisco de Aguiar, Emilio Gomes Parente, Virgilio Correia Lima,
Cel. Antonio Luiz Alves Pequeno, Antonio Pinto de Sa Barreto, Dr.
Abilio Martins,- Cel. Pompeu Costa Lima, Te. Dr. Oscar Feital, Dr.
Pedro Gomes da Rocha, Cel. Lourengo Alves Feitosa e Castro, Dr.
Joao Batista de Queiroz, Dr. Hermino Barroso, Dr. Manuel Leiria de
Andrade.

1917 1920

3. CONSTITUINTE

Cel. Tiburcio Goncalves de Paula, Cel. Luiz Felipe de Oliveira,
Cel. Antonio Botelho de Souza, Dr. Aurelio de Lavor, Dr. JoSo Guilher-






bEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA 43

me Studart, Cel. Gustavo Augusto Lima, Dr. Jose de Borba Vascon-
celos, Coronel Dr. Cesario Correia de Arruda, Dr. Edgar Augusto
Borges, Dr. Manuel Sitiro, Capitao Dr. Manuel Te6filo Gaspar.de
Oliveira, Dr. Floro Bartolomeu da Costa, Pe. Francisco Maximo Fei-
tosa e Castro, Godofredo de Castr6,7Dr. Manuel Leiria de Andrade,
Cel. Alfredo Dutra de Souza, Armando Monteiro, Dr. Jose Pompeu
Pinto Acioli, Emilio Gomes Parente, Dr. Abilio Martins, Cel. Pompeu
Ferreira da Costa Lima, Te. Dr. Augusto Correia Lima, Hermenegildo
de Brito Firmeza, Joaquim Costa Souza, Julio de Matos Ibiapina, Dr.
Manuel do Nascimento Fernandes Tavora, Major Dr. Maximino Bar-
reto, Dr. Pompilio Cruz, Dr. Jose Odorico de Moraes, Capitio Dr.
Rubens Monte.

1921 1924

4k CONSTITUINTE

Cel. Ant6nio Botelho de Souza, Dr. Jose Lino da Justa, Dr. Pom-
pilio Cruz, Artur Tem6teo, Farmaceutico Francisco Alves Linhares Fi-
lho, Dr. Sebastiao Moreira de Azevedo, Joaquim Costa Souza, Cel.
Anastacio Alves Braga, Dr. Jorge de Serpa, Jose Pedro Soares Bulcdo,
Te. Cel. Dr. Rubens Monte, Major Dr. Maximino Barreto, Farmaceu-
tico Francisco de Assiz Perdigio Nogueira, Dr. Francisco Prado, Dr.
Edgar Augusto Borges, Dr. Jose Oderico de Moraes, Dr. Pergentino Au-
gusto Maia, Cel. Gustavo Augusto Lima, Dr. Raimundo Leopoldo Coe-
lho de Arruda, Cel. Alfredo Pereira de S6uza, Monsenhor Vicente
Salazar da Cunha, Dr. Manuel Satiro, Monsenhor Francisco Ferreira
Antero, Godofredo de Castro, Dr. Jose Agnelo da Silveira, Te. Dr. Au-
gusto Correia Lima, Capitao de Corveta Alvaro Rodrigues de Vascon-
celos, Armando Monteiro, Dr. Jose Francisco Jorge de Souza, Dr.
Francisco de Oliveira Matos Ibiapina, Dr. Francisco de Paula Rodri-
gues, Dr. Ant6nio da Justa, Te6filo Gaspar de Oliveira, Joaquim
Albano.

1925 1928

5q CONSTITUINTE

Dr. Eduardo Henrique Girio, Cel. Ant6nio Luiz Alves Pequeno,
Artur Tem6teo, Cel. Alfredo Pereira de Souza, Cel. Ant6nip Botelho
de Souza, Dr. Francisco de Paula Rodrigues, Farm. Francisco Alves
Linhares Filho, Dr. Jose Joaquim de Almeida Filho, Dr. Sebastiao Mo-
reira de Azevedo, Dr. Ant6nio da Justa Te6filo Gaspar de Oliveira,
Dr. Jose de Borba Vasconcelos, Dr. Jorge Moreira da Rocha, Dr. Jose
Odorico de Moraes, Jos6 Pedro Soares Bulcao, Joaquim Costa Souza,
Dr. Olavo Oliveira, Dr. Raimundo, Leopoldo Coelho de Arruda, Te.
Cel. Dr. Rubens Monte, Armando Monteiro, Augusto Fiuza Pequeno,
Dr. C6sar Cals de Oliveira, Godofredo de Castro, Conego Jose Alves
Quindere, Dr. Jos6 Martins Rodrigues, Dr. Raul de Souza Carvalho,
Raimundo Monte Arrais, Monsenhor Vicente Salazar da Cunha, Dr.






HUGO VICTOR GUIMARAES


Edgar Augusto Bor'ges, Cel. Ant6nio Luiz Alves Pequeno, Dr. Jose
Francisco Jorge de Souza, Dr. Pedro Firmeza, Dr. Manuel Florencio
de Alencar.

1929 1930

Dr. Eduardo Henrique Girio, Cel. Ant6nio Botelho de Souza, Cel.
Alfredo Pereira de Souza, Dr. Ant6nio Monteiro de Moraes, Alvaro
Soares e Silva, Dr. Edgar Augusto Borges, Farmaceutico Francisco
Alves Linhares Filho, Dr. Francisco de Menezes Pimentel, Rui Guedis,
Dr. Heribaldo Dias da Costa, Dr. Gentil Pinheiro Barreira, Cel. Joio
Pontes, Dr. Joaquim Bastos Goncalves, Dr. Olavo Oliveira, Dr. Rai-
mundo Gomes, Te. Cel. Dr. Rubens Monte, Dr. Sebastiao Moreira de
Azevedo, Dr. Sylla Ribeiro, Major Dr. Joio da Silva Leal, Joaquim.Cos-
ta Souza, Conego Jose Alves Quindere, Dr. Juvencio Joaquim de San-
tana, Dr. Manuel Florencio de Alencar, Natanael Pegado de Siqueira
Cortez, Dr. Pedro Firmeza, Dr. Raimundo Brasil Pinheiro de Melo,
Dr. Tomaz Pompeu Pinto Acioli, Dr. Manuel Carlos de Gouveia, Dr.
Jos6 Martins Rodrigues, Dr. Joao Otivio Lobo, Dr. Francisco de Paula
Rodrigues.
1935 1937
6, CONSTITUINTE
Dr. CGsar Cals de Oliveira, Dr. Raimundo de Nor6es Milfont, Dr.
Ant6nio Frutuoso da Frota Filho, Dr. Joaquim Bastos Goncalves, aca-
demico Lourival Correia Pinho, Dr. Elpidio Prata Gomes, Ant6nio Fe-
lismino Neto, Cel. Joao Pontes, Farmaceutico Carlos Eduardo Bene-
vides, Dr. Steni6 Gomes da Silva, Hildeberto Barroso, Dr. Ruy de
Almeida Monte, Francisco de Almeida Monte, Dr. Ubirajara Indio do
Ceara, Francisco Silveira Aguiar, Dr. Dario Correia Lima, George
Moreira Pequeno, Dr. Placido Aderaldo Castelo (Liga Eleitoral
Cat61lica).
Dr. Paulo Sarasate Ferreira Lopes, Dr. Joao Augusto Bezerra, Dr.
Manuel Pinheiro Tivora, Clodoaldo da Silva Barros, Dr. Joaquim Fer-
nandes Teles, Bento Lousada Gonqalves, Ant6nio Barroso de Souza,
Ant6nio Duarte Ju nior, Dr. Amadeu Furtado, Tenente Edson da Mota
Correia, Mario da Silva Leal, Erico de Paiva Mota, Auton Aragio -
(Partido Social Democratico).
Bancada Classista Dr. Jose Parsifal Barroso, Dr. Joaquim Tor-
capio Ferteira, Pedro Paulo Cavalcante, Prof. Joao Marinho de Albu-
querque Andrade, Jose Euclides Ferreira Gomes, Joio da Silva Ramos,
Jose Edgar do REgo Falcao, Manuel Gomes de Freitas, Ant6nio de
Carvalho Rocha, Dr. Raimundo Brasil Pinheiro de Melo.
1947
7i CONSTITUINTE
(Na ordem proporcional dos Partidos)
Partido Social Democritico: Dr. Almir Santos Pinto, Dr. Fran-
cisco Ferreira da Ponte, Franklin Gondim Chaves, Hildeberto Barroso,
















DEPUTADOS PROVINCIALS E ESTADUAIS DO CEARA


Academico Joaquim Fi'gueiredo Correia, Joel Marques, Jose Arist6teles.
Gondim, Jose Filomeno Gomes, Dr. Jose Parsifal Barroso, Dr. Jose
Waldemar Alcantara e Silva, Dr. Manuel Carlos de Couveia, Osiris
Pontes, Dr. Paulo de Almeida Sanford, Raimundo de Queiroz Ferreira,
Dr. Renato de Almeida Braga, Dr. Valdery Magalhges Uch6a, Dr. Vi-
cente Ferrer Augusto Lima, Dr. Walter Sa Cavalcante, Dr. Wilson
Goncalves.

Unilo Democritica Nacional: Dr. Adail Barreto Cavalcante,
Dr. Ademar do Nascimento Fernandes TAvora, Dr. Amadeu Furtado,
Dr. Ant6nio Barros dos Santos, Augusto Tavares de Sa Benevides,
Grijalva Ferreira da Costa, Jose Eretides Martins, Jose Ramos Torres
de Melo, Dr. Manuel Castro Filho, Dr. Manuel Gomes Sales, Manuel
Wilebaldo Frota Aguiar, Mario da Silva Leal, Murilo Rocha Aguiar,
Dr. Sebastiao Cavalcante, Dr. Jose Napoleao de Araujo.
Suplentes convocados: Alfredo Barreira Filho, Artur Pereira de
Souza, Tenente Edson da Mota Correia.

Partido Social Progressista: Dr. Alvaro Lins Cavalcante, Ant6-
nio de Carvalho Rocha, Francisco Silveira Aguiar, Dr. Joaquim Bastos
Goncalves, Dr. Jose Crispino, Manuel Gomes de Freitas, Pericles Mo-
reira da Rocha.
Suplente convocado: Dr. Hon6rio Correia Pinto.
Partido Comunista do Brasil: Jos6 Marinho de Vasconcelos,
Dr. Jose Pontes Neto.

Partido de Representaqgo Popular: Raimundo Aristides Ribeiro.
Suplente convocado: Academico Francisco de Assiz de Arruda
Furtado.



















DADOS BIOGRAFICOS, HISTO-
RICOS E GENEALOGICOS









DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


CONSTITUINTES DE 1947

A MESA

President

JOAQUIM BASTOS GONCALVES Bacharel em direito.
Nasceu no Ic6, a 7 de dezembro de 1895. Filho de Vicente Gongalves
de Paula, falecido a 19 de margo )de 1898, corn 29 anos de idade, e de
d. Fideralina Bastos de Paula, falecida corn 25 anos de idade, a 8 de
junho de 1897, e filha de Joaquim Boaventura e de d. Isabel Augusto
Bastos, neta do major Ildefonso Correia Lima e de d. Fideralina Au-
gusto Lima, descendente, portanto, do Visconde do Ic6, cel. Francisco
Fernarfdes Vieira.
OrfAo aos 2 anos, foi criado por seus tios, cel. Tiburcio Gonqalves
de Paula videe este nome) e d. Aquilina Elisa Gomes da Silva, que ihe
ministraram os cuidados da infancia e providenciaram a" sua educacqo.
Fez os estudos primirios no Colkgio Colombo, de Fortaleza, diri-
gido pelo dr. Francisco Goncalves, e no Ginasio de Guaramiranga. Em
1911 matriculou-se no antigo Liceu Cearense, no qual terminou os pre-
parat6rios, ingressando em 1915 na Faculdade de Direito do Ceara,
pela qual recebeu o grau de Bacharel em CiEncias Juridicas e Sociais
a 8 de dezembro de 1919.
Como acadimico exercia o cargo de amanuense da .Assembl6ia
Legislative, o que lhe permitia meios materials para a manutengAo e
continuagAo dos estudos, para o que sempre teve, desde crianqa, na-
tural inclinaqao.
Uma vez formado, teve nomeaqco de Fiscal Geral do Recensea-
mento, em 1922, no norte do Estado, recebendo do Ministerio da Agri-
cultura uma Medalha de bronze em recompensa dos servigos prestados
nessas funq6es.
Terminado o Recenseamento, foi nomeado promoter de justice da
comarca de Barbalha (1921), sendo juiz de direito o dr. Faustino de
Albuquerque e Souza, a quem acompanhou, no mesmo cargo, quando
em 1922 foi removido para a comarca de Camocim, entio restaurada.
Ainda em 1922 foi nomeado juiz municipal de Tiangua, mas sendo
posto sem efeito o ato, nomeou-o o governor para o termo de Indepen-
d&ncia, de onde foi transferido, em 1923, para o de Ipueiras, pedindo-
demissio de juiz municipal em 1925, para se dedicar a advocacia, que
alem de ser mais vasto campo de aqgo, oferecia melhores vantagens
que a Magistratura.
Eleito, em 1928, como candidate finico, para o cargo de Prefeito
Municipal de S. Benedito, o foi, igualmente, deputado A Assembleia,
para a legislature de 1929-1932, ocupando o.lugar de 29 vice-presidente,
e dissolvida pelo golpe de Estado de 1930, voltou ao exercicio da advo-






HUGO VICTOR GUIMARAES


cacia, ate 1935, quando, novamente, voltou a ter assento na Assem-
bleia '(Constituinte), nela exercendo o cargo de 19 secretArio. Extinta
tamberfi essa, pelo golpe de Estado de 1937, foi em seguida nomeado
Director, e, depois, Delegado do Instituto de Aposentadoria e Pens6es
dos ComerciArios, com jurisdigio nos Estados do Ceara, Piaui e Ma-
ranhdo, func6es que deixou por ter sido nomeado juiz do Tribunal Re-
gional Eleitoral, de que solicitou dispensa em outubro de 1945, rece-
bendo por essa ocasido, o seguinte despacho tele-grifico do dia 25:

Vossencia visto ser candidate Assembleia Legislativa Esta-
dual pt Lamento seu afastamento e agradeco excelentes ser-
vigos prestados Justica Eleitoral pt Atenciosas saudag6es -
Jose Linhares, Presidente, Tribunal Superior>.

Adiadas, porem, as eleig6es estaduais, foi nomeado Ministro do
Tribunal de Contas do Estado, empossando-se a 23 de fevereiro de
1946.
Eleito Presidente da Constituinte de 1947, assumiu, nesse carter,
o Governo do Estado, no qual permaneceu durante a ausencia do Go-
vernador, Desembargador Faustino de Albuquerque e Souza, que via-
jara para o Rio de Janeiro, de 19 de marco a 11 de abril.
Neste passo ocorre lembrar uma coincidencia que nao deixa de
ser interessante, do ponto de vista hist6rico: como o dr. Joaquim Bas-
tos Goncalves, o seu tio e pai de criargo, cel. Tiburcio Gongalves, exer-
cendo as mesmas fung6es, de deputado, (e vice-presidente do Estado)
assumiu o governor do Estado, em 1908, no mesmo mis de margo (dia
10), na ausencia do Presidente, Comendador Ant6nio Pinto Nogueira
Acioli.
0 dr. Joaquim Bastos casou-se em S. Benedito, a 28 de agosto de
1920, corn d. Maria Alice de Paula Bastos, sua prima legitima, filha
de Ant6nio Coelho de Paula e d. Alice Barreto de Paula, havendo do
matrimonio os seguintes filhos :

Egmont Bastos Gongalves, cursando o filtimo ano da Escola
Military de Resende;
Bolivar Bastos Gongalves, quintanista da Faculdade de Me-
dicina do Recife;
Maria Hebe Bastos Gongalves, perito-contador;
Evandro Bastos Goncalves, funcionario da Caixa Econ6-
mica Federal do CearA;
Raimunda Ilca Bastos Gongalves, estudante;
Ant6nio Bastos Gongalves, aluno da Escola Preparat6ria de

Fortaleza;

Ivone Bastos Gongalves, estudante;
Maria Lea Bastos Goncalves, estudante, e
Alice Bastos Gongalves, estudante.
Reeleito Presidente para a Assembleia Legislativa ordinaria.






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


19 Vice-Presidente

AMADEU FURTADO Doutor em medicine. Nasceu na cidade
do Ipu, a 21 de julho de 1888, send seus pais Jos6 Furtado, comercian-
te, ji falecido, e d. Joana de Farias Furtado.
Iniciou os estudos no antigo Liceu Cearense, terminando o curso
de praparat6rios no Ginasio da Bahia. Ingressou, entdo, na Faculdade
de Medicine daquele Estado, pela qual se formou em 1913, voltando em
1914 ao Ceari, dedicando-se A clinic, que ainda hoje exerce, desfru-
tando o maximo conceito, e no exercicio da qual sempre deu provas
de altas benemerencias, praticando a caridade em larga escala, aten-
dendo a pobreza juntamente corn a imensa clientele, muitas vezes pela
noite a dentro, no seu consult6rio na antiquissima Farmacia Teodorico,
a mais velha de Fortaleza.
Faz da sua profissdo verdadeiro sacerd6cio.
Medico, 6, tambem, home de letras e de sociedade, tornando-se
uma das figures mais populares de Fortaleza. Mais populares e bem-
quistas.
Cultivou corn ardor, na mocidade, a literature, fundando em 1908,
corn Euclides de Matos, a revista < sucesso no meio estudantil daquele tempo.
Em 1915 foi nomeado medico legista da Policia, sendo, atualmente,
director do Instituto Medico-Legal da referida reparticgo.
Tem uma capacidade de trabalho pouco comum. Infatiogavel e per-
severante em todo sos seus atos. Politico, permanece filiado ao mesmo
Partido que abragou em 1914. Clinico, fundador da Associa4go dos
Merceeiros, ainda hoje luta corn entusiasmo pelo progress dessa valo-
rosa sociedade de classes.
Professor de Quimica Bromatol6gica da Faculdade de Farmicia e
Odontologia do Ceari, ocupou por mais de uma vez o p6sto de Diretor.
Trabalha desde 1915 pelo engrandecimento do seu clube predileto
os DiArios, tendo sido seu president em dois periods sociais, e, nio
obstante tantos encargos, ainda encontra tempo para cultivar a litera-
tura, escrevendo contos e artigos nos jornais de Fortaleza e do Rio de
Janeiro. Dois, principalmente, dos seus contos: Fe, Esperanga e Ca-
ridade e Natal dos Pobres tiveram repercussdo no sul do pais, sendo
esse filtimo traduzido para o espanhol por um escritor jesuita chileno.
Tern, publicados, os seguintes trabalhos cientificos: Psicoterapia
(t&se de formatura); Pesquisas Quimico-Legais, de colaboragio corn o
professor Rodrigues de Andrade, no ruidoso process Percy Davis:
Membrana himen (monografia); vArios discursos e diversos artigos es-
parsos em jornais e revistas.
Tendo o dr. Joaquim Bastos Goncalves assumido o governor do
Estado, o dr. Amadeu assumiu a Presidencia da Constituinte, de 19 de
marco a 11 de abril, e nesse curto period fez a aposigdo da imagem de
Cristo na sala das sess6es e providenciou a ampliacgo do famoso qua-
dro da 14 Constituinte, de 1891, para figurar no salao de espera, o que,
todavia, nio conseguiu, pela carencia de tempo.
Casou-se em 1920 corn sua prima Zen6bia Quixada Furtado, de
cujo cons6rcio nasceram :






HUGO VICTOR GUIMARAES


Aprigio Quixada Furtado, academico de medicine na Bahia;
Zenilda Furtado Weyne, c. c. Moacyr Weyne;
Glicia Quixada Furtado, fazendo o curso cientifico;
Valdiro Furtado, estudante, e
Abigail' Furtado Lopes, c. c. o dr. Au'gusto Lopes, professor
-adjunto da Faculdade de Medicina da Bahia.

Eleito na sesao legislative de 22 de julho para a Comissio de Sai-
de Pfiblica e Assistencia Social.

29 Vice-Presidente

JOSEi CRISPINO Bacharel em direito. Nasceu em Quixada, a
24 de fevereiro de 1900. Filho de Pascoal Crispino, natural de Basili-
cata, antiga provincia do reino de Napoles, e, hoje, da provincia de
Potenza, na Italia, vindo para o Brasil corn a idade de 16 anos, e de
d. Leocadia Menezes Crispino, nascida na fazenda , do muni-
cipio de Quixada.
Fez os estudos primarios na sua cidade natal, e os secundarios
no Liceu Cearense, matriculando-se na Faculdade de Direito do Ceara
em 1930, recebendo o grau de Bacharel em Ciencias Juridicas e Sociais
a 8 de dezembro de 1935.
Antes de ingressar na Faculdade teve que regressar a Quixada,
por motivo de doenqa, e ali se estabeleceu no com&rcio, carreira que
abandonou por fascinagAo pelos estudos juridicos, e tres dias ap6s a
formatura, isto 6, a 11 de dezembro, foi nomeado promoter de justice
daquela comarca, em cujas fung6es permaneceu ate janeiro de 1945,
quando as deixou para exercer as de 19 Tabelido e Oficial do Registro
Civil dali.
0 dr. Jose Crispino consorciou-se em Quixada, a 2 de maio de
1929, corn d. Beatriz Viana Crispino, filha de Mateus Viana e de d.
Laura Soares Viana, tendo do matrim6nio um filho:
Jose Olavo Viana Crispino, n. em Quixada, a 23 de julho de 1939.
Como vice-presidente da Constituinte e membro nato da Comissio
de Policia, sendo eleito na sessdo legislative de 22 de julho para as
Comiss6es de Constituigao, Financas e Safide Pfiblica.
Sdo seus av6s paternos: Giuseppe Crispino e d. Maria Elena Cris-
pino, ambos naturais de Basilicata, e maternos: Francisco Leocadio
Menezes, Capitgo da antiga Guarda Nacional, natural de Quixada, e
d. Maria Francisca Menezes, natural de Baturite, todos eles, como os
seus pais, de profundos sentiments cat6olicos, tradiqgo religiosa que o
dr. Jose Crispino mantem e cultiva corn o mesmo espirito de fervor e
convicqgo dos seus maiores.
-Reeleito para 29 Vice-Presidente da Assembleia Legislativa ordi-
naria. "

19 SecretA rio

JOSE NAPOLEAO DE ARAQIJO Doutor em medicine. Filho






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS'DO: CEARA


de Napoleao de Arauijo Lima e de d. Maria Leite de Aratijo, nasceu em
Brejo Santos a 3 de setembro de 1910.
Tendo iniciado os estudos na cidade natal, frequentando a escola
ptblica regida pela professor Balbina Viana, seguiu em 1921, para
a cidade de.Jardim a continua-los no colegio <<24 de Abril, dirigido pelo-
ent2o juiz de direito da comarca, dr. Francisco de Lima Botelho, ingres-
sendo em 1923-no Seminario do Crato, no qual permaneceu ate dezemn-
bro de 1925. No ano seguinte veiu para Fortaleza, matriculando-se no
< ano de 1930, ano em que ingressou no Liceu, onde concluiu o curso
ginasial.
Em comeco de 1931 seguiu para Salvador, em cuja Faculdade de
Medicine se matriculou, concluindo o curso medico a 5 de dezembro
de 1936, obtendo o grau de Doutor em Ciencias Medicas corn a defesa
da tise subordinada ao titulo Das nefrites. Regressando ao Ceari no
mesmo ano da formatura, o dr. Jose Napoleao dedicou-se com ardor e
desprendimento ao exercicio da sua profissdo, no interior do Estado,
conquistando just conceito por suas aptid6es e pela eficiencia da sua
clinic.
Foi eleito na sessao preparat6ria de 24 de fevereiro, vice-presidente
da Constituinte, passando, depois, por opgio, ao cargo de 1I secretario.
Casou-se em Fortaleza, a 14 de dezembro de 1938, corn d. Maria
Noemi Xavier Saraiva de Arafijo, filha do cel. Ant6nio Aristides Xavier
de Souza, opulento agricultor e criador em Brejo Santos, onde e, tambem
presti'gioso chefe politico, e de d. Emilia Saraiva Xavier. Casado, re-
gressou corn a jovem esposa (que residia em Barbalha) a Milagres, onde
fixou residEncia.
0 dr. Jose Napoleao, que conquistou a estima geral dos seus pares
por suas qualidades morals e intelectuais, ( neto, pelo lado paterno,
de Jose Amaro de Araiujo e de d. Ant6nia Gomes de Araiujo, e, pelo ma-
terno, de Manuel Inicio Bezerra e de d. Maria Leite de Figueiredo, im-
portantes families da zona sul do Estado.
Membro da Comissdo de Sadde Pfiblica e Assisetncia Social, eleito
na sessao legislative de 22 de julho.

29 Secretario

GRIJALVA FERREIRA DA COSTA Agricultor. Nasceu em
Ubajara, a 4 de novembro de 1894. Filho de Cesario Ferreira da Costa
e de d. Francisca Belarmina da Costa.
Iniciou e concluiu os estudos primarios no Colkgio Colombo, de
Fortaleza, dirigido pelo dr. Francisco Gongalves, e, posteriormente,
os de preparat6rio no Liceu, sendo, porem, obrigado a abandond-los
por motivo de doenga, regressando, entio, a Ubajara, onde, restabeleci-
do, passou a, exercer atividades no comercio e na agriculture. Atraido
pela political, foi nomeado delegado de policia de Ubajara, em 1920,
e candidatando-se As eleig6es municipais de 1936, foi eleito Prefeito
daquele municipio, cargo em que se manteve ate o golpe de Estado de
1937. Candidate, tambem, ao pleito de 1935, para a Assembleia Cons-






HUGO VICTOR GUIMARAES


tituinte estadual, saiu como suplente de deputado sob a legend do entao
Partido Social Democratico, hoje Uniao Democratica Nacional.
Dado as letras, entrou nas lides da imprensa, fundando e mantendo
o journal <, cuja circula4go viu-se forgado a suspender em
virtue das imposiq6es decorrentes do golpe politico de 1937.
3i curioso observer que, n5o obstante os choques e entrechoques
politicos, as competiqSes de ordem partidAria, que, via de regra pro-
vocam disseng6es e geram inimizades, o deputado Grijalva Costa des-
fruta em todos os circulos da Constituinte, arraigadas simpatias.
Casado em Ubajara, a 25 de novembro de 1919, com d. Arolisa
Soares Costa, filha do capitgo Francisco Soares e Silva e de d. Maria
Olinda Soares, conta os seguintes filhos:
Jose Grijalva
Walkyria
Grijalva Costa Filho, estudante de Quimica Industrial no
Recife
Cesario Ferreira da Costa Neto, estudante
Maria Valderiz, estudante
Francisca Wanda, estudante
Francisco Bolivar, estudante
Otto
Anibal
Maria Marli, e
Arolisa
Grijalva Ferreira da Costa e neto, pelo lado paterno, de CesArio
Ferreira da Costa, filho do Ten.-Cel. Estevam Ferreira da Costa e sua
mulher, d. Rita de Medeiros Silva, filhos, por seu turno, ele, do Ten.-Cel.
Manuel Ferreira da Costa e d. Ines Madeira de Vasconcelos Linhares,
e ela, do Capitio Vicente Ferreira Gomes e d. Ana do Monte, sendo o
Ten.-Cel. Manuel Ferreira da Costa filho do Capitao-m6r Manuel Jose
do Monte e de sua mulher, d. Luzia de Franca, e d. Ines Madeira,- filha
do Sargento-m6r Ant6nio Alves Linhares e sua mulher, d. Ines Ma-
deira de Vasconcelos; e de d. Maria Viriato de Medeiros, filha de An-
t6nio Viriato de Medeiros e de d. Rita de Castro e Silva.
Pelo lado materno, de Belarmino Luiz Pereira e sua mulher, d. Vi-
cencia Alves Pacheco, naturais do Rio Grande do Norte, chegados A
serra da Ibiapaba em 1838, juntamente cornm dois tios de Belarmino:
Joao Luiz Pereira e Jose Luiz Pereira, que foram se estabelecer no
Piaui, vindo a ser Jogo Luiz o tronco da familiar de que descendia o
senador Jose- Felix Alves Pacheco, ou, simplesmente, Felix Pacheco,
director do <>, o decano da imprensa sul-americana
e membro da Academia Brasileira de Letras, ja falecido, e que foi ca-
sado cornm d. Dora Rodrigues Pacheco, filha do Conselheiro Jose
Carlos Rodrigues, e atual gerente daquele 'grande orgao da imprensa
brasileira. Eleito na sessao legislative de 22 de julho, para a Comissio
de Seguranca Ptiblica.
Suplentes de Secretirio
AUGUSTO TAVARES DE SA E BENEVIDES NotArio pti-
blico. Nasceu em Mombaga (antiga Maria Pereira), a 21 de dezembro






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


de 1898, filho de Jose Tavares de Sa e Benevides, falecido em 1911, e
de d. Maria do Carmo Feij6 Benevides, resident em Momba;a. Neto,
pelo .lado paterno, de Ant6nio Pedro de Sa e Benevides, por muitos
anos chefe politico em Mombaga, sucedendo, ainda na Monarquia, ao
seu primo padre Ant6nio Jose Sarmento Benevides videe este nome),
na direcgo do Partido Conservador naquele municipio, e de d. Joana
Francisca de SA e Benevides. Esta era filha do dr. Francisco Tavares
Correia de SA e Benevides (irmao do padre Sarmento) juiz de direito da
comarca de Souza, na Paraiba e deputado a Assembl6ia provincial pa-
raibana em diversas legislatures. Pelo lado materno, neto de Augusto
Lopes de Sa Benevides, falecido, e de d. Rosa Barroso Feij6 Benevi-
des, resident em Fortaleza, contando 90 anos de idade, tendo se quali-
ficado eleitor para sufragar nas urnas, o nome do seu neto.
Terminado o curso primirio, estudou no Colkgio que existiu em
1912 em Mombaca, sob a direcao do professor Jose Militgo de Albuquer-
que e, posteriormente, em outro estabelecimento de ensino, tambem em
Mombaca, dirigido por JoAo Batista Benevides Figueiredo e Augusto
Jaime Benevides de Alencar.
Em 1924 foi eleito vereador a Cimara Municipal daquela cidade,
mandato a que renunciou no mesmo ano por ter sido nomeado, vitali-
ciamente, 19 Tabeliao, Escrivgo e Oficial do Registro Civil daquele
termo, tendo exercido no' governor interventorial do Capitgo. Roberto
Carneiro de Mendonqa, as func6es de Inspetor Escolar.
Em 1936 foi eleito Perfeito Municipal, renunciando, porem, o cargo,
dois meses ap6s a posse, para reassumir as func6es de Notario Pfiblico.
0 deputado Augusto Tavares dedicou-se a estudos de genealo'gia
e hist6ria do CearA, podendo ser considerado uma das nossas autorida-
des nesses assuntos. A, tambem, home de letras, tendo colaborado na
revista carioca Fon-Fon>, dirigida pelo academico Gustavo Bar-
roso, na qual publicou diversos contos.
Casado com d. Maria Adelia Feij6 Benevides, filha de Francisco
de Assiz Barroso Feij6 e de d. Cipriana Benevides de Alencar Feij6,
conta do matrim6nio 9 filhos:

Dulce Maria Feij6 de Sa e Benevides
Jos6 Tavares de SA e Benevides
Terezinha Feij6 de SA e Benevides
Marli Feij6 de SA e Benevides
Marisa Feij6 de SA e Benevides
Maria Alice Feij6 de SA e Benevides
Helia Feij6 de SA e Benevides
Francisco Feij6 de SA e Benevides, e
Maria da Gl6ria Feij6 de SA e Benevides.

I Seu av6 Ant6nio Pedro de Sa e Benevides era filho de Jose
Joaquim de SA e Benevides (I) e d. Francisca Gomes de Aradjo Be-
nevides, estes, filhos, respectivamente, de Francisco Tavares de SA e
Benevides e Cipriana Correia de SA (2) Ant6nio Gomes de Araijo
e d. Ant6nia Felicio Cavalcante de Araijo, filhos, por seu turno, de
Francisco Tavares Correia de SA (3) e d. Joana Maria de SA Bene-






HUGO VICTOR GUIMARAES


vides, e, sucessivamente, na mesma ordem: Martim Correia de Sa e d.
Ant6nia de Albuquerque Correia de Sa; Jose Gomes de Arauijo e d.
Maria Ferreira de Sa, e Ant6nio Cavalcante de Araufjo e d. Maria
Jose de Araujo.
II D. Joana Francisca de Si Benevides, filha do dr. Francisco
Tavares de Sa Benevides (4) e d. Joana Francisca de Sa e Albuquer-
que. Estes, filhos de Luiz Jose Correia de Sa e d. Ana Maria de Sa
Benevides, e na mesma ordem ascendente: Capitao Jose Gomes de Sa
(5) e d. Ana Lourenca Gomes de SA; Francisco Ant6nio Sarmento
Benevides e d. Francisca Bernarda Correia de Sa; Francisco Tavares
de Sa Benevides e d. Cipriana Correia de Sa; Capito-mo6r Jose Gomes
de Sa e d. Ana Maria de Albuquerque e Sa; Ant6nio Gomes de Sa e d.
Lourenga de Sa Barreto.
III Seu av6 materno Augusto Lopes de Sa Benevides era filho de
Frutuoso Lopes de Fonte Braga e d. Cipriana Gomes de Sa Benevides,
filhos, respectivamente, de Jose Lopes de Morais e d. Catarina Gomes
da Conceicgo; Jose Joaquim de Sa Benevides e d. Francisca Gomes de
Aradjo Benevides; Joaquim Lopes de Morais e d. Josefa Leite Monte;
Joao Vieira da Silva e d. Damiana Rabelo Machado (6). Pais de Jose
Joaquim e d. Francisca Gomes videe nota s6bre av6s paternos). .
IV D. Rosa Barroso Feij6 Benevides era filha de Jose Feij6 Fi-
delis Barroso e d. Rita Sebastiana da Costa Feij6. Estes, filhos de An-
t6nio Feij6 Fidelis Barroso e d. Ant6nia Ludugera Liberato Barroso
(7); Joaquim Domingues Carneiro e d. Isabel Francisca dos Santos.
NOTAS (1) Jose Joaquim de Sa Benevides tinha um filho
de igual nome, bacharel pela Faculdade de Direito do Recife, que foi
promoter e juiz municipal da antiga comarca de Maria Pereira. Foi,
tambem, deputado a Assembleia provincial da Paraiba, em 4 legisla-
turas, e, ao proclamar-se a Reptblica, era Chefe de Policia naquela
provincia. Conservou-se monarquista, chegando a n5o aceitar a in-
clusdo do seu nome na chapa para Senador federal por nao qucrer tran-
sigir corn os seus principios politicos.
(2) D. Cipriana Correia de Sa era irma do padre Luiz Jose
Correia de Sa, um dos chefes do movimento republicpno de 1817, na
Paraiba. Vivia o padre na sua fazenda < Peixe, gosando de prestigio sem igual naqueles sert6es. Era conhecido
por Padre Luiz de Acaua.
(3) Francisco Tavares Correia de Si, nascido em Portugal
(dizia-se da Casa dos Assecas), veiu para a Paraiba a convite de pa-
rente jA ali radicado, e para casar-se com uma parent.
(4) Dr. Francisco Tavares de Si Benevides foi, em diversas le-
.gislaturas, deputado a Assembleia provincial paraibana. Era irmao do
padre Sarmento Benevides.
(5) Capitao Jose Gomes de Sa tambem foi deputado a As-
sembl6ia legislative provincial da Paraiba, assim como os seus descen-
dentes Jos6 Gomes de Sa, Alvino Gomes de Sa, dr. Luiz Jose Correia
de Sa, dr. Joao Gualberto Gomes de Sa, padre Isidro Gomes de Sa Bar-
reto, padre Manuel Neves da Costa e Sa, Francisco Ant6nio Sarmen-
to. Eram, tambem, seus parents o dr. Meira e Sa, senador pelo Rio
Grande do Norte; dr. Joao Batista de Sa Andrade, deputado federal































WALTER SA CAVALCANTE AI)AIL BARRETO


JOAQUIM BASTOS GONCALVES


FRANCISCO PONTE









DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


pela Paraiba, e dr. Lourenco SA, deputado federal por Pernambuco.
(6) D. Mariana Rabelo Machado tia do padre Ambr6sio
Rodrigues Machado videe este nome). Ambr6sio era av6 do Senador
Pinheiro Machado,
(7) D. Ant6nia Ludugera Liberato Barroso era irma do cel.
Joaquim Liberato Barroso, pai do Conselheiro Jose Liberato Barroso,
ministry do Imperio videe este nome). Eleito na sessdo legislative de
22 de julho para a Comissio de Educacgo e Cultura.
MARIO DA SILVA LEAL Comerciante e agricultor. 9 a se-
gunda vez que tem assento na Assembleia, e como constituinte.
Nasceu na fazenda , do municipio de Jucas (antigo Sao
Mateus), antigo solar dos Leais, que ja aparecem nas cr6nicas dos pri-
meiros tempos do Imp&rio e nas lutas de Pinto Madeira, guarnecendo
a regiio do alto Jaguaribe.
Filho do abastado fazendeiro e prestigioso chefe politico daquela
zona, cel. Manuel da Silva Pereira da Costa Leal, nascido em 1851 e
falecido a 31 de outubro de 1945, e de d. Maria Carlota Pereira da
Silva, falecida em 1903, terceira esposa do cel. Leal, que se casou quatro
vezes e faleceu viuvo, sendo a sua primeira mulher d. Raimunda Car-
lota Pereira e Silva, mae do Major dr. Joao da Silva Leal videe este
nome).
Fez os primeiros estudos na pr6pria casa paterna, na fazenda
, corn o professor Francisco Bezerra, que deixou fama de
mestre-escola rigoroso e eficiente, tendo ensinado a diversas gerag6es.
Seguiu, depois, a estudar no Colegio <, da serra do Es-
tevam, em Quixada, no ano de 1909, dele se passando para o GinAsio
Chaves, na cidade de QuixadA, que cursou ate 1910. Voltando A fa-
zenda, pelas ferias, passou, no ano seguinte, a cursar o Colegio Jos>e, do Crato, ate 1912, quando o seu pai o mandou para o Rio de
Janeiro, matriculando-se no Internato do famoso Ginasio Pio-America-
no, no qual estudou os preparat6rios ate 1915.
No Pio-Americano teve contact, pela primeira vez, em larga es-
cala, corn o ensino met6dico dos exercicios fisicos, mormentes corn os
do jogo bretao de futebol, entao incipiente nos estabelecimentos esco-
lares, tendo sempre como companheiro nas partidas, o depois ilustre
e bravo official da Armada, Comandante Hercolino Cascardo, que foi
Interventor federal no Rio Grande do Norte.
Em 1915 deixou os estudos, por motivo superior, regressando a
Jucas, dedicando-se A vida commercial e A agriculture, e de cuja mu-
nicipio foi nomeado Prefeito em 1929, permanecendo no exercicio do
cargo pouco tempo, porque, adepto do movimento revolucionArio vito-
rioso em 1930, solidArio com o seu irmao, nele atuou sem reserves nem
claudicag6es, mantendo-se sempre, intransigente, nas fileiras do ou-
trora Partido Social Democratico, hoje, Uniao Nacional Democratica.
0 deputado Mario Leal C casado corn d. Maria Nair da Silva Leal,
sua prima, filha do cel. Miguel Leal, realizando-se o matrim6nio, de
que nao tern descendencia, a 27 de junho de 1935.
Eleito para a Comissdo de Agricultura e Obras Ptblicas na sessao
legislative ordinaria de 22 de julho.






HUGO VICTOR GUIMARAES


OS LIDERES

Do Partido Social Progressista (P.S.P.)

ALVARO LINS CAVALCANTE --Bacharel em direito. Nasceu
em Pedra Branca a 14 de dezembro de 1920. Filho de Francisco Vieira
Cavalcante e de d. Maria do Carmo Lins Cavalcante, descendendo,
portanto, de duas numerosas e distintas families do alto sert5o cearense,
de tradicgo political, social e econ6m'ica.
Em Pedra Branca, mesmo, iniciou os estudos e terminou o curso
primario, vindo ap6s, para Fortaleza, onde se matriculou no Instituto
<>, dirigido pelo dr. Francisco de Menezes Pimentel, ali fazendo
o curso secundario, terminando o complemental em 1 939, no Col6gio
Estadual do Ceara, antigo Liceu Cearense.
Em 1940 ingressou na Faculdade de Direito deste Escado, pela
qual colou 'grau de Bacharel em Cifncias Juridicas e Sociais a 8 de
dezembro de 1944. Quando estudante superior foi eleito president
do , da Faculdade, e como secun-
dario, president do Clube de Estudos Complementares do Liceu, ora-
dor-oficial e vice-presidente do Centro Estudantal Cearense, a mais-
poderosa organizacgo da classes no Nordeste do pais.
Como terceiro e quartanista de Direito, em 1942 e 1943, respecti-
vamente, representou a classes estudantal do Ceara como Delegado ao
IV e V Congresso Nacional de Estudantes, reunidos no Rio de Janeiro,
perante os quais defended corn ardor, quer da tribune, quer no seio
das Comiss6es, os interesses da coletividade estudantil.
Formado, dedicou-se a advocacia, que exerceu de 1945 a 1946, em
Senador Pompeu.
Na Constituinte, em que teve marcante atuagio, fez parte, como
vice-presidente, da Comissao Constitucional, a que presidiu por diversas
vezes. Membro cas Comiss6es de Agricultura e Obras Pfiblicas e Re-
daqao de Leis, na sessao ordinaria de 22 de julho.
0 deputado Alvaro Lins e neto, pelo lado paterno, de Ernesto
Vieira Cavalcante e de d. Adelaide Coelho Cavalcante, e pelo lado
materno, de Jose Joaquim de Souza e de d. Francisca Lins de Souza,
todos naturals de Pedra Branca.

Da Unifo Democritica Nacional (U.D.N.)

ANTONIO PERILO DE SOUZA TEIXEIRA -- Bacharel em
direito. Um home que tendo comegado a vida como simples vendedor
de leite, chegou a posig6es de relevo mercer do seu esforgo e da sua
inteligencia.
Nasceu em Itapipoca a 24 de maio de 1913, sendo seus pais Ant6-
nio Rodrigues Teixeira, n. a 1 de margo de 1863. e d,. Maria Amelia de
Souza Teixeira, n. a 25 de junho de 1870, filhos, respectivamente, de
Joaquim Rodrigues Teixeira, falecido a 9 de outubro de 1902, e de d.
Maria Ant6nia Teixeira, falecida a 22 de maio de 1922; e do Capitao
Presmilau Camerino de Souza, falecido a 24 de maio de 1895 (fez
parte da 1 turma de alunos do Liceu, em 1845, era filho de Francisco





DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


Jose de Souza e' irmAo do capitgo Gustavo Gurgulino de Souza, que
foram, ambos, deputados provincials), e de d. Tereza de Albuquerque
Souza, n. a 25 de outubro de 1850, ainda viva, e que forma corn a sua
irma Maria de Albuquerque Montenegro, as duas gemeas mais velhas
do mundo!
Aos oito anos de idade, durante os meses de fevereiro a junho de
1921 esteve estudando na escola piublica de Itapipoca, dirigida pela
professor Alice Ribeiro da Cunha, hoje aposentada, e de fevereiro
a junho de 1922 na da professor Otilia Brasil, e durante esse tempo
empregava sua atividade distribuindo leite nas residencias da fregue-
zia, para ganhar insignificant ordenado, corn a circunstancia de que-
brar todo o vasilhame de vidro que notava sujo !
Em 1923, a 5 de fevereiro, vindo para Fortaleza, foi internado no
Institute de Humanidades, do professor Joaquim da Costa Nogueira, no
pr6dio em que funciona, atualmente, o Asilo do Bom Pastor. Fez o 1"
ano primirio sendo professor d. En6e Cordeiro, fazendo a l Comunhio
a 9 de setembro, corn o padre Tobias Dequidt, entio Reitor do Semini-
rio Arquidiocesano. Continuou no Instituto, ja < A rua General Sampaio, predio ocupado, hoje, pelo Quartel General da
10' Regiao Militar, de fevereiro a junho de 1924, e tendo no dia 30
de iunho sido fechado o Internato, matriculou-se a 16 de julho no
Instituto <, dirigido pelo dr. Aloisio de Farias Coimbra,
atual catedratico da Faculdade de Filosofia de Sao Paulo. Neste es-
tabelecimento terminou o curso primario em novembro de 1925, ini-
ciando em fevereiro de 1926 o estudo para preparat6rios de Geografia
e Hist6ria. Em virtude da Lei Rivadavia Correia, foi inscrito ao exame
de admissao ao Curso Seriado, tirando o 39 lugar dentre-389 concur-
rentes (o 19 lugar foi conquistado por Bento Leite Viana, que faleceu
como bacharel em direito e chefe de Seccao da Chefatura de Policia,
e o 29 por Walter Segisnando de Lima, atualmente no Rio de Janei-
ro), sendo promovido a 24 Serie no termino do ano. Em 1927 e 1928
esteve no Colegio , dirigido pelo dr. Sylla Ribeiro
videe este nome), e em 1929 matriculou-se no Liceu Cearense para
fazer os 41 e 50 anos, de acordo corn a reform entao vigente.
A 10 de abril de 1929 viaiou para Terezina, no Piaui, a fim de se
submeter a um concurso de Escriturario, na Delegacia Fiscal, sendo
classificado no 34 lugar, dentre 482 candidates, mas nao chegou a ser
aproveitado porque sobreveiu a RevoluqAo e o concurso foi conside-
rado como se nao feito. Regressou ao CearA, em novembro, e concluiu
o curso secundario, matriculando-se em marco de 1930, na Faculdade de
Direito, pela qual.recebeu o grau de Bacharel em Ciencias Juridicas e
Sociais a 3 de dezembro de 1933, data em que o mundo c.at6lico cele
brou o Ano Santo. Cumpre notar que o curso de Direito foi feito em
quatro anos pela circunstancia de ter a reform do ensino superior.
realizada em 1932, transferido para o ano as materias que haviam
sido dadas no 1,
Ainda academico, foi nomeado a 7. de janeiro de 1932, secretario da
Prefeitura Municipal de Aracati, na gestao do Tenente Edson da Mota
Correia, e tendo este seguido corn as forcas cearenses para S. Paulo,
foi, a 12 de agosto do referido ano nomeado Prefeito, cargo em que





HUGO VICTOR GUIMARAES


permaneceu ate 29 de novembro de 1933, quando, em consequencia de
um incident corn o Interventor Carneiro de Mendonca, foi exonerado.
Passou, entio, de 1934 a 28 de maio de 1935, a exercer a advocacia em
Itapipoca, onde, tendo ingressado na political, lutou pela eleicio do
seu cunhado Hildeberto Barroso, para deputado estadual, e do dr. Pedro
Firmeza para deputado federal, o que Ihe valeu a inimizade do seu
antiqo professor dr. Sylla Ribeiro, tambem candidate. A 28 de maio de
1935 foi nomeado Consultor Juridico do Departamento dos Neg6cios
Municipais, dirigido pelo Te. dr. Augusto Correia Lima, sendo, em ou-
tubro do mesmo ano nomeado Auditor do Tribunal de Contas, atribui-
q6es que passaram As de Procurador, corn a extinqgo do cargo. Sendo
extinto o Tribunal, em julho de 1939, Perilo Teixeira foi o finico dos
seus funcionarios a nao ser aproveitado, por ter, na campanha political
de 1937, acompanhado e dirigido o movimento pr6-Armando Sales, em
Itapipoca, onde fixou residencia naquele ano de 1939, ali permanecendo
ate 11 de janeiro de 1946, quando tendo sido nomeado, assumiu a 12 o
cargo de Diretor da Imprensa Oficial do Estado, em cujo exercicio es-
teve at6 5 de dezembro, quando solicitou exoneracio.
A 27 de janeiro de 1942 foi convidado pelo dr. Paulo de Assiz Ri-
beiro para dirigir o Servico de Encaminhamento dos Trabalhadores
para o Amazonas (SEMTA), na zona norte, corn sede em Sobral, sendo
preso no dia 5 de abril de 1943 pelo motivo de, na direcao daquele Ser-
vico, nio ter permitido o exterminio de um sargento e 16 pragas da
F6rqa Policial que haviam entendido de martirizar os trabalhadores.
Essa attitude provocou um ato de franca injustira do governor do Estado,
que determinou a sua prisio, efetuada pelo pr6prio Secretario de Po-
licia, CapitAo Jose de G6is Campos Barros, permanecendo detido no
Palace Hotel ate 15 do mesmo mes, quando, terminado o inquerito, foi
constatada a culpabilidade dos policiais.
Foi Consultor Juridico do Centro dos Inquilinos de Fortaleza, e
6 president das Cooperativas dos Agricultores e Criadores de Ita-
pipoca e dos Funcionarios Pfiblicos do Ceara.
Como director da Imprensa Oficial introduziu naquela reparticio
notAveis melhoramentos: promoveu a criaiao de uma Cooperativa, ins-
tituiu a Merenda dos funcionArios e conseguiu enviar ao Rio de' Ja-
neiro alguns deles para se aperfeiroarem na arte grAfica, e neste passo
eu me permit reproduzir o que jA tive ensejo de escrever, quando, de
certa feita, tratei de um seu projeto tendente a instituir na Imprensa
uma Secqco destinada a edivio de livros cearenses a preqos m6dicos,
visando a facilitar aos escritores pobres a publicaqao de obras literi-
rias, hist6ricas, etc.: tendo realizado a compra de grande quantidade
de materials para a Imprensa, na Companhia Linotipo do Brasil, im-
portando em Cr$ 300.000,00, uma vez fechado o ne'g6cio, o represen-
tante da firma vendedora prontificou-se a pagar-lhe a comiss2o de 10%
sobre o valor da aquisigqo, no equivalent de Cr$ 30.000,00. Perilo Tei-
xeira recusou-se a receber, e ante A insistencia do agent da Linotipo,
de que aquilo era urma praxe commercial, em nada implicando aqo
deshonesta, aquiesceu na recepqao do valor da porcentagem, mas em
material de que a reparticAo estava carecendo corn urgEncia, o que,
realmente, foi feito.






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


Foi, tambem, de elegancia e destemor a attitude tomada contra o
governor, no caso da Prefeitura de Aracati, e tal forma repercutiu que
a Interventoria viu-se forcada a dar uma Nota pela imprensa citadina.
Casou-se a 20 de novembro de 1935 cornm d. InEs Nilda Braga de
Souza Teixeira, filha do cel. Anastacio Alves Braga videe este nome),
e de d. Sylvia de Souza Braga. Neta paterna do Capitao Inocencio Fran-
cisco Braga videe este nome) e de d. Ines Florencia Alves, e materna
do Capitio Prismilau Camerino de Souza e de d. Tereza de Albuquer-
que, e bisneta, pelo lado paterno, do Tenente-Coronel Anastacio Fran-
cisco Braga e d. Margarida Moreira de Souza e Coronel Bento Ant6nio
Alves e d. Francisca Joana de Agrella, e pelo lado materno, de Fran-
cisco Jos6 de Souza videe este nome) e d. Isabel Maria de Souza, fa-
milias, todas elas, de grande projegio no CearA, oriundas de Chaves.
em Portugal, e de Fayal, na Ilha da Madeira, cornm ramificac6es em
Pernambuco e Maranhio, principalmente, sendo que o Cel. Bento An-
t6nio Alves foi uma das figures de maior relevo no mundo politico
cearense dos tempos da Monarquia, alkm de senhor de grandes haveres.
Do cons6rcio do deputado Perilo Teixeira com d. Ines Nilda
nasceram:

Jeanine Braga de Souza Teixeira, a 12 de outubro de 1936,
em Fortaleza, sendo padrinho o notAvel intellectual Jose
Pedro Soares Bulcao videe este nome); aluna do Gina-
sio Santa Isabel;
Inessilvia Braga de Souza Teixeira, a l" de fevereiro de 1938,
aluna do Colegio Santa Isabel. Padrinho: dr. Jose Deus-
dedit de Vasconcelos;
Fernanda Braga Teixeira, a 29 de junho de 1939, aluna do
Ginasio < Teixeira, seu tio;
Vera Braga Teixeira, a 28 de dezembro de 1941, aluna do
Ginasio < Francisco Leite de Albuquerque;
Ant6nio Rodrigues Teixeira Jinior, a 6 de outubro de 1943,
em Itapipoca. Padrinho: dr. Cl6vis Fontenele, e
Maria Tereza Braga Teixeira, a 9 de maio de 1945, em Ita-
pipoca. Padrinho: Cel. Jose Frederico de Andrade videe
este nome).

Alem de lider, foi o president da Comissio Constitucional.
Eleito na sessio legislative de 22 de julho para as Comiss6es de
Constituiqio, Justica e Legislacio, Financas e Orqamento e Neg6cios
Municipais e Divisgo Civil e Judiciaria.
Publicou em 1937: A Dinamica do Direito, cornm que competiu A
inscri io no concurso para Juiz do 30 termo da comarca de Rio Branco,
Acre.

Do Partido Social Democrftico (P.S.D.)

WALTER DE SA CAVALCANTE Bacharel em direito. Nas-






HUGO VICTOR GUIMARAES


ceu a 30 de junho de 1915, em Fortaleza, A Avenida Dom Manuel, ,
482, antigo Bouvelard da Conceigio, n. 316. Filho de Joao de SA Caval-
cante, exator das rendas estaduais em Iguatfu (e que ja exerceu identicas
funq6es em Jaguaribe, JucAs e Aurora) e de d. Raimunda Rabelo de SA.
Batizou-se na Catedral, a 8 de setembro, sendo oficiante Monsenhor
Joao Alfredo Furtado, Cura da Sa, e padrinhos o cel. Antonio Nunes
Valente e sua esposa, d. Lidia Garcia Valente, ambos ja falecidos.
Iniciou os estudos nesta capital corn a professor particular Dulce
Taumaturgo, fazendo o curso primario no Grupo Escolar mont>, hoje, >, no antigo bairro do Outeiro, e corn a
professor particular d. Balbina Juca, em S. Mateus (Jucas), corn o dr.
Livino Pinheiro, em Carifis, e corn o dr. Jose Fernandes, em Aurora.
Fez o cuiso e exame de admissAo (secundario) no GinAsio do Crato,
dirigido p-lo padre Francisco Pita, atual professor da Escola Prepa-
rat6ria de Fortaleza e a 5' e filtima snrie no Colegio Estadual (anti'go
Liceu), concluindo-o em 1932, e aos 18 anos, em principios de 1933 o
exame vestibular para ingresso na Faculdade de Direito do Ceara, na
qual colou grau de Bacharel em Ciencias Juridicas e Sociais a 8 de de-
zembro de 1937, tendo sido premiado por haver conseguido, dentre 48
colegas de turma, o 30 lugar.
No comeqo de 1934 ingressou no Curso de Perito Contador, da
Academia de Comercio , anexa ao Colegio Cea-
rense, dirigida, de'principio, pelo rvdm" Irmio Carlos Martinez, e, pos-
teriormente, pelo revdm" IrmAo Urbano Gonzalez, titulando-se Perito
Contador em novembro de 1936, sendo o orador da turma.
Foi das mais destacadas a sua atuaqco na vida estudantina cea-
rense. Militou no Centro Estudantal, no qual ingressou a 13 de dezem-
bro de 1932, sobretudo na fase area dessa organizaqAo que serviu de
modAlo as congAneres de todo o pais. Ocupou o cargo de Tesoureiro-
Geral, exercendo, ainda, varias comissoes. President do seu Conselho
Superior, foi, nessa qualidade, credenciado, em agosto de 1937, para' o
representar no 10 Congresso Nacional de Estudantes, realizado no Rio,
nele atuando de maneira saliente, sendo o relator dos Estatutos da
Uniao Nacional dos Estudantes,'fundada pelo referido Congresso, par-
ticipando de todas as suas Comissoes. Ali, numa recepqgo promovida
pela Poetisa Ana Amelia Carneiro de Mendonqa, em sua residencia,
falou em nome do Ceara, e quando os estudantes congressistas foram
visitar o entAo Presidente da Repfiblica, dr. Getulio Vargas, fez, em
nome de todos os estudantes brasileiros, a saudacAo official, no PalAcio
do Catete. Foi, tambem, eleito 2" vice-presidente do Congresso. Reorga-
nizou o Centro Academico , da Faculdade de Direito,
sendo eleito seu president em 1936, e reeleito em 1937. Organizou 6
Centro dos Estudos Contabeis, orgao de estudantes de Contabilidade, di-
rigindo a revista >, mantida pelo mesmo. Colaborou e redato-"
riou a revista da Faculdade de Direito.
De fins de 1932 para comeco de 1933 trabalhou na Inspetoria Fe-
deral de Obras Contra as SAcas (atual Diretoria Nacional), nos servi-
qos de construqao do aqude .
I. ngressou na Prefeitura Municipal de Fortaleza mediante renido





DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


concurso a que se submeteu, sendo nomeado em janeiro de 1934 para as
funq6es de 49 escriturario, promovido por merecimento, em fins de 1935
a 3 escriturario, submetendo-se em janeiro de 1937 a novo concurso
para provimento do cargo de Sub-Contador, sendo aprovado e nomeado.
A 15 de marqo de 1938 foi posto a disposiqgo do governor do Es-
tado que, pela Portaria n. 137, de 16 de marqo, o contratou, mediante
proposta do Diretor da Escola de Agronomia, para professor de Eco-
nomia Rural daquele estabelecimento de ensino, a fim de dirigir a 11'
Secsco do Curso Superior. Prestou compromisso e assumiu o exercicio
do cargo a 1' de abril do mesmo ano. Por ato de 16 de janeiro de 1939,
do Interventor Federal, foi autorizada a renovagio do contrato, fazen-
do a Secretaria do Interior a apostila a 18 do referido mes, e em ja-
neiro de 1940 foi nomeado para esse cargo em carter interino, nele
permanecendo ate 22 de fevereiro de 1947, quando solicitou exoneraqco
por ter sido eleito deputado a Constituinte.
Como professor da Escola de Agronomia exerceu diversas co-
missoes, dentre elas: a) lecionou Portugues e Economia e Contabilidade
Agricola no Curso Medio; b) excursionou a Sao Gonqalo e Areias (Es-
cola de A'gronomia do Nordeste), na Paraiba, e Escola de Agronomia
de Pernambuco; c) estagiou e visitou a Escola Nacional de Agronomia,
na Praia Vermelha, no Rio e as suas instalaq6es no Km. 8 da Estrada
Rio-S. Paulo, onde est5 instalada a Universidade Rural; a Escola de
Agronomia de Piracicaba, em S. Paulo, e o Instituto de Pesquizas Agro-
n6micas de Campinas (S. Paulo); o Serviqo de Economia Rural, no
Rio e em S. Paulo; a Escola de Agronomia de Viqosa, em Minas Gerais,
e outras instituiqSes congEneres do sul do pais; d) funcionou como
membro e president de tres comiss6es de inquerito na Secretaria de
Agriculture, cujos atos de designarao tem, respectivamente, as datas de
3 de abril de 1939, 15 de marqo e 20 de agosto de 1940; fez parte da Co-
missAo que constituiu a banca examinadora do concurso para provi-
mento do cargo de Agr6nomo Classificador do Departamento de Eco-
nomia Agricola, mediante portaria de 27 de janeiro de 1941, do Secre-
tario de Agricultura.
Jornalista, ja de credito firmado, colaborou nos fornais > e
>, orientando as Paginas Estudantis desses orgaos da im-
prensa fortalezense. No matutino ingressou como redator
em 1937, nele militando, ininterruptamente, ate agora, passando a re-
dator-chefe a 2 de novembro de 1942 e s6cio co-proprietarib, e a 26 de
abril de 1945 a director. Colaborou na revista <>, do anti-go Co-
l1gio Militar do Ceara.
Fez parte da , instituigAo que congregou
diversos moqos intelectuais cearenses; membro do Conselho Fiscal do
Sindicato da Ordem dos Contadores; professor de Contabilidade da Es-
cola de Com&rcio da <, e de Economia Politica, Semi-
nario Econ6mico, Direito Comercial e Contabilidade Mercantil, Banca-
ria, Industrial e Puiblica da Escola de Comercio <>,
send o Paraninfo da turma de Peritos Contadores de 1937; president
do > e s6cio e ex-diretor
da Uniao de Moaos Cat6licos de Fortaleza. E membro do Instituto Cea-
rense de Contabilidade e do Instituto do Nordeste; vice-presidente






HUGO VICTOR GUIMARAES


da Associasco Cearense de Imprensa, tendo estado vArias vezes na pre-
sidencia; membro do Rotary Clube de Fortaleza, de cujo Conselho Dire-
tor fez parte como 1" secretario, director do Protocolo, director do Bo-
letim, sendo hoje, president da Comissao de Publicidade. Mordomo da
Santa Casa de Miseric6rdia de Fortaleza; director da Galeno>; do Clube dos Diarios, e, nessa qualidade, s6cio de honra do
e < dade de Defesa da Crianca da Aldeota>; da Sociedade de Assistencia
aos Cegos do Ceara, mantenedora do tario do ; da Escritores Seccgo do Ceara; director da Associasco Cultural Franco-
Brasileira, de que ja foi secretario, tendo sido condecorado com a
Medalha < Adido Cultural da Embaixada da Franga no Brasil; membro do tuto Brasil-Estados Unidos.
Advogado, militando no f6ro desta capital e do interior, desde 17
de fevereiro de 1938. e membro da Ordem dos Advogados do Brasil,
SecqAo do CearA, e do Instituto da Ordem dos Advogados, tambem
Secq~o do Ceara. Examinou em diversos concursos pfblicos: no Tri-
bunal de Contas e por duas vezes no Tribunal de Apelagio, para pro-
vimento do cargo de secretArio dos mesmos.
Vida political: o dr. Walter de SA Cavalcante ingressou nas filei-
ras do P.S.D. quando da campanha da sucessio presidential para as
eleiq6es de 2 de dezembro de 1945. Candidate a deputado, foi eleito
a 19 de janeiro corn 4.277 votos, o 2" mais sufragado na legend do
Partido, e o 6" dentre os 45 eleitos pelos cinco Partidos que concor-
reram ao pleito. Fez parte, substituindo o deputado Wilson Gongalves,
da Comissao Constitucional, e em sessio ordinaria de 22 de julho
eleito para a ComissAo de Constituicqo, Justiga e Legislaqgo, da qual
passou a president em eleiqgo procedida no dia 24.
0 dr. Walter de SA Cavalcante foi, ainda, Paraninfo da turma de
Agronomos de 1946 e de diversas turmas do Curso M6dio, e tem pu-
blicado:
A Contabilidade Pfiblica no Curso de Perito Contador.

DEPUTADOS EM GERAL

ADAIL BARRETO CAVALCANTE Bacharel em direito.
Filho de Jflio Cavalcante e de d. Jilia Barreto Cavalcante. Nasceu em
Iguatfu a 13 de julho de 1914, e ali fez os estudos primArios corn a pro-
fessora Francisca Cavalcante Mascarenhas e no Grupo Escolar. Trans-
portando-se para Fortaleza, em 1928 iniciou os secundarios no Colegio
Sio Luiz, terminando-os no Liceu, no qual se matriculou em 1930, e,
terminado o curso. ingressou na Faculdade de Direito, recebendo o di-
ploma de Bacharel em Ciencias Juridicas e Sociais em 1938. Foi das
mais destacadas a sua atuacgo nas slides estudafltis, tendo sido Diretor
da Casa do Estudante do Ceara e president do Conselho Superior do
Centro Estudantal Cearense, na epoca em que essa instituiqco desfrutou
o seu maior prestigio em o nosso meio social. Como quintanista de Di-
reito foi escolhido pela classes academica, para orador-oficial na soleni-








r- -


FRANKLIN GONDIM CHAVES


FRANCISCO


SILVEIRA AGUIAR


ANTONIO BARROS


VALDEMAR ALCANTARA


WALDERY UCHOA









DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


dade da instalacgo do novo predio da Faculdade, a Praca da Bandeira,
falando pelo corpo docente o professor dr. Joho Otavio L6bo. Secreti-
rio do >, de Fortaleza, em 1933.
Ingressando no funcionalismo do Estado, em 1935, por um con-
curso em que obteve o 20 lugar na classificacao, tornou-se funcionario
do Tribunal de Contas, e corn a extiniao deste, em 1939, passou a servir
na Secretaria do Interior e da Justiga, tendo ocupado, ali, corn toda
a eficiencia, o cargo de Inspetor das Municipalidades. Como funcio-
nario foi designado varias vezes para o desempenho de importantes
comiss6es, entire as quais a de membro da destinada a elaborar o C6-
digo TributArio dos Municipios. Exerceu, concomitantemente, o magis-
t&rio, como professor, por virios anos, das Escolas Tecnicas de Comer-
cio da <>, <> e < ocupando nesta filtima o cargo de vice-diretor, sendo escolhido para
paraninfo de diversas turmas de Contadores, cumprindo destacar que
em 1946 mereceu a distinvio da escolha, pelos Contadores fenixtas,
para Patrono da sua turma, fato ate entio inedito no tocante a profes-
sores daquele traditional estabelecimento de ensino especializado.
Em 1945, comissionado pelas tris referidas Escolas, foi ao Rio de
Janeiro tratar dos interesses das mesmas junto ao Ministerio da Edu-
caqio, missio de que se desempenhou corn eficiepcia e brilhantismo.
Assumindo o governor interventorial do Estado o dr. Benedito Au-
gusto Carvalho dos Santos, tendo como Secretario de Policia e Segu-
ranga Pfiblica, o ilustre professor da Faculdade, dr. Raimundo Gomes de
Matos, foi o dr. Adail Barreto convidado para o cargo de Delegado de
Investigagio e Capturas, cujas funq6es assumiu em outubro de 1945,
e no exercicio das quais levou a efeito felizes iniciativas, promo-
vendo palestras s6bre assuntos policiais por antigos gestores daquela
Delegacia; exibigio de filmes educativos, etc. Em abril de 1946 foi
comissionado pelo governor para, como representante da Policia civil
cearense. fazer um estagio junto a Policia de SAo Paulo, tendo, ao
regressar, apresentado circunstanciado relat6rio. Foi o idealizador da
construqio de uma Col6nia Correcional para gatunos primarios, neste
Estado, important obra que esti em vias de conclusio, gravas a sua
abnegagio e a seus ingentes esforqos para ver concretizado tio fitil
servigo. Realizou, assim, na Policia, trabalho de monta, assinalando-se
a sua gestio por invulgar capacidade de trabalho e alta compreensio
do mister.
Candidate as eleiq6es de.9 de janeiro, foi o 30 mais votado, entire
todos os candidates ao memorAvel pleito, e o 20 na sua legend.
A casado corn d. Elza Maia Barreto Cavalcante, filha de Vicente
Monteiro Maia e de d. Maria Auta Moreno Maia, ja falecida.
Eleito para as Comiss6es de Educaqgo e Cultura, Seguranga Pu-
blica e Redagio de Leis, na sessio ordinaria de 22 de julho. Alkm do
seu Relat6rio, s6bre problems policiais, publicou: 0 papel da Mocidade
no Movimento de Renovaqgo da Politica Brasileira, ed. Cli, 1947. -
Fortaleza.
ADEMAR DO NASCIMENTO FERNANDES TAVORA -
Bacharel em direito. Nasceu na fazenda <, municipio de Ja-
guaribe, a 7 de julho de 1895. Filho do cap. Joaquim Ant6nio do Nas-






HUGO VICTOR GUIMARAES


cimento e de d. Clara Fernandes Tavora do Nascimento, irmao, por-
tanto, dos eminentes cearenses, General Juarez Tavora, Capitao Joaquim
Tavora e Senador Fernandes Tavora videe este nome) e general Fer-
nando Tavora.
Fez os estudos primarios no Instituto <, de Fortale-
za, diri-gido pelo professor Odorico Castelo Branco, e os secundarios
no Colegio Pedro Segundo, do Rio, juntamente corn os seus irmaos Juarez
e Fernando, este, hoje, Coronel do Exercito, fazendo os parcelados no
Liceu Cearense, tendo estudado, tambem, no Colegio Cearense, dirigido
pelos Irmaos Maristas.
Destinando-se, de comeqo, A ciencia de Hip6crates, matriculou-se
na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, mas desistiu, por motivo
de doenca, de continuar o curso medico, vindo, entao, para o Ceara,
onde em 1919 se matriculou na Faculdade de Direito, pela qual recebeu
o grau de Bacharel em Ciencias Juridicas e Sociais a 8 de dezembro
de 1923.
A fim de ganhar a vida, seguiu em 1916 para o Acre, trabalhando
em companhia do seu tio, o notavel sacerdote Monsenhor Ant6nio Fer-
nandes videe este nome), que o mandou voltar para continuar os estu-
dos. No uiltimo ano da Faculdade, e em 1924 trabalhou como redator-
chefe do journal <
, da qual era director e proprietario o dr.
Fernandes Tavora, mantendo-se em ferrenha oposiqao aos governor
estaduial e central.
Formado, dedicou-se a advocacia, e de 1926 a 1928 esteve no Rio
Grande do Norte no exercicio da sua profissao, seguindo nesse tiltimo
ano para Minas Gerais, onde foi nomeado promoter de justica da co-
marca de Aymores, exercendo as func6es da promotoria ate 1929, ano
em que, deixando o cargo, foi advogar no termo de S. Miguel do Mutum.
Ao irromper, em 1930, a Revolu5ao, encontrava-se em Belo Hori-
zonte, tratando de neg6cios do f6ro. Revolucionario, como os seus
irmaos, nao teve dufvida em acompanhar as forqas rebeldes que inva-
diram o Estado do Espirito Santo, sob o comando do Coronel Otivio
Campos do Amaral, da Policia mineira. Deposto o Presidente Aristeu
Aguiar, foi Ademar Tavora incumbido de gerir a Secretaria de Policia,
ate a queda do Presidente Washington Luiz, e verificando-se esta.
voltou a S. Miguel do Mutum, continuando a odvogar, ate que recebeu
convite do Interventor Capitao Punaro Bley, do Espirito Santo, para
exercer o cargo de Prefeito do municipio de Colatina, em que se man-
teve de 31 de dez. de 1930 a 18 de junho de 1934, quando, deixando
as fung6es administrativas, seguiu para o Rio de Janeiro, como advo-
gado, demorando-se na Capital Federal ate agosto de 1937, ano em que
voltou ao Ceara a fim de promover a campanha emfavor da candidatura
Armando Sales de Oliveira a Presidencia da Reptublica, e sobrevindo
c golpe de Estado de 1937, fixou, definitivamente, residencia em For-
taleza, dedicando-se a advocacia e ao jornalismo, colaborando cornm ati-
vidade no vespertino <, em cujas colunas escreveu artigos
doutrinarios e de combat a situayao dominant, do mesmo passo que
aventava assuntos de palpitante interesse geral.
Assumindo o governor o Desembargador Faustino de Albuquerque
e Souza, confiou-lhe o alto cargo de Secretario de Policia e Seguran-






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


ga Piblica, do qual se exonerou a 20 de marco, a ele voltando ap6s
o governor interino do Presidente da Assembleia, dr. Joaquim Bastos
Gonqalves, a 12 de abril, para deixa-lo a 20 de maio, quando o passou
ao novo Secretario, Major Humberto Moura, voltando a ocupar a sua
cadeira na Assembl6ia.
Eleito para as Comiss6es de Constituiqgo, Justica e Legislaqgo e
RedagAo de Leis, na sessAo ordinaria de 22 de julho.
ALMIR DOS SANTOS PINTO Doutor em medicine. Nasceu
em Lavras da Mangabeira, a 15 de fevereiro de 1913, sendo seus pais
Melquiades Pinto Nogueira e d. Isabel Santos Pinto, esta, filha de An-
t6nio Luiz Ferreira dos Santos e de d. Isabel Augusto dos Santos, que
era filha, a seu turno, do major Ildefonso Correia Lima e de d. Fidera-
lina Augusto Lima, e aquele de JoAo Pinto No.gueira e de d. Josefa Pinto
Nogueira.
De inicio frequentou a escola pfiblica de d. Amelia Braga, termi-
nando o curso primario no Grupo Escolar da sua terra. Veiu, entio,
para Fortaleza, matriculando-se no Internato do Instituto Sdo Luiz,
tendo ai feito o curso de admissio em marco de 1926, e em 1926 mesmo,
o 19 ano seriado, cursando-o ate o 30 seriado, transferindo-se em 1929
para o Liceu, onde fez os dois anos restantes do curso ginasial. Seguiu
a 4 de fevereiro de 1931 para o Recife, fazendo a 5- de abril o vesti-
bular de medicine na Faculdade daquela Capital, e em 1932 transferiu-se
para a Escola da Bahia, pela qual se doutorou a 5 de dezembro de
1936. De volta ao Cear&, iniciou a sua vida clinic na cidade de Ma-
ranguape, onde chegou a 4 de janeiro de 1937.
Por ato do Interventor Menezes Pimentel. de 15 de janeiro de
1940 foi nomeado medico do Instituto >, anti-
ga Escola de Menores Abandonados e Delinquentes de Santo Ant6nio
de Pitaguari, e nesse cargo teve ensejo de prestar relevantes services
a causa da Previdencia Social, dedicando as centenas de crianqas ali
internadas o maximo interesse e todo o desvelo de um assistente A al-
tura da alta finalidade daquele estabelecimento reformat6rio.
Em outubro de 1942, ap6s um curso de estagio de tres meses no
Servico de Safide do Exercito, foi-lhe conferida a patente de 2 Tenente
Medico da Reserva.
Por ato do Interventor interino, dr. M. A. de Andrade
Furtado, foi nomeado Prefeito Municipal de Maran.guape, cujas
func6es assumiu a 19 de fevereiro de 1944, sendo delas afastado
a 19 de novembro de 1945, por ato do Interventor Benedito
Augusto Carvalho dos Santos, para voltar ao cargo a 5 de
maio de 1946, por nomeaqco do Interventor ministry Pedro Fir-
meza. Tendo, porem, de se desincompatibilizar p a r a candidatar-
tar-se As eleiq6es para a Constituinte estadual, deixou a Prefeitura a
3 de janeiro de 1947, sendo .eleito a 19 daquel? mes por 3.356 votos, ou
seja o 100 colocado na ordem decrescente dos candidates sufragados e
eleitos sob a legend do Partido Social Democratico.
0 dr. Almir Pinto e Diretor da Maternidade veira> e do Instituto dos Pobres, de Maran'guape; Medico da Associacgo
dos Merceeiros na referida cidade, e s6cio da Associacgo Cearense de
Imprensa. Por ato de 10 de maio de 1947, do dr. Joaquim Bastos Gon-






HUGO VICTOR GUIMARAES


calves, Presidente da Assembleia Legislativa do Estado, entao nas fun-
q6es de Governador, foi nomeado Secretarid de Policia e Seguranqa
Pu blica.
Na sessao ordinaria de 22 de julho foi eleito, para as Comiss6es de
Safde Puiblica e Assistencia Social e Seguranca Ptblica.
ANTONIO BARROS DOS SANTOS Bacharel em direito.
Nasceu em Itapiuna (antiga Castro), no municipio de Baturite. Filho
de Vicente Alves dos Santos e de d. Alice Barros dos Santos, descen-
dendo nas linhas paterna e materna, das families Santos, Maciel, Rodri-
gues e Barros.
Fez os primeiros estudos na escola da doutora Solange de Paula
Barros, frequentando, depois, a de d. Luiza Esteves, a quem deve a sua
formaqgo intellectual. Estudava nessas escolas durante o dia, frequen-
tando a noite a da Beneficente da Rede de Viaqdo Cearense, dirigida
pelo latinista professor Cicero Moreno Cardoso, e, em seguida, tambem
A noite, a dirigida pelo professor Joaquim Geniu, pois moco pobre, nao
lhe era possivel frequentar cursos particulares. Mesmo essas escolas
teve de abandonar, forcado pelo imperative da subsistencia, por ter
sido nomeado em 1923 praticante de telegrafista da R.V.C., corn os
vencimentos mensais de Cr$ 30,00. Nestas funq6es serviu nas estaq6es
de Pajucara e Iguatti, e como agent de estaqio em Jaguaribe, Malhada
Grande e Boqueirao, sendo transferido em 1925 para Fortaleza, passan-
do a servir no Telegrafo da Central ate 1935, ai desempenhando func6es
de Dirigente de serviqo de 1933 a 1935. Em 1930 foi requisitado pelo
Telegrafo Nacional para servir como operator de radio na Agencia
Americana, que acabava de tomar nova orientaqio.
Quando da sua passa'gem pelo Ceara, em 1926, o dr. Washington
Luiz foi procurado por uma comissAo de estudantes, da qual fazia parte,
reivindicando perante ele a adopcao da Lei de Ensino Rocha Vaz, o que
prometeu fazer logo que assumisse o governor, fazendo-o, realmente,
em parte, o que permitiu a Barros dos Santos tirar o preparat6rio de
Geografia no Liceu, tendo como preparador o professor dr. Domingos
Braga Barroso, e concluido o ctirso secundario em 1930, matriculou-se
na Faculdade de Direito, pela qual saiu Bacharel em Ciencias Juridicas
e Sociais a 8 de dezembro de 1935. A carreira do Direito foi-lhe, entre-
tanto, um derivative, pois que se destinava a military, s6 nio se tendo
matriculado na Escola de Realengo, por se encontrar fechada em vir-
tude da Revoluqao.
Seis meses antes de se former, isto e, a 27 de maio de 1935, um
dia ap6s a posse do dr. F. de Menezes Pimentel no governor constitucio-
nal do Estado, foi nomeado delegado de policia do 19 Distrito de For-
taleza, organizando a Delegacia de Ordem Politica e Social no mesmo
ano, e dela seu primeiro titular, tendo re'spondido pelo expediente da
Delegacia do 20 Distrito e da Delegacia Auxiliar, corn alternatives,
ate 1936. Deixando a Policia, abriu banca de advogado no mesmo
ano (1936), sendo em 1940 eleito para o Conselho da Ordem dos Advo-
gados (Secq5o do Ceara) e reeleito ate o bienio a findar em 1948,
tendo sempre ocupado o cargo de 1" secretario. E s6cio, tambem, do
Institute da Ordem dos Advogados Brasileiros (Secqgo do Ceara), e






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


da Associaqao Cearense de Imprensa, e tern colaborado no journal
<>.
Na sua vida academica foi s6cio e membro da Diretoria do Centro
Clovis Bevilaqua, da Faculdade, e s6cio fundador e president do
Gramio Literario dos Estudantes Fenixtas. Antes de entrar para a Fa-
culdade de Direito cursou a Escola de Comercio da <>,
sendo urn dos fundadores da Escola de Instrucqo Militar (E.I.M.) N.
280 daquela associaqgo de classes. tornando-se por ela, reservista de
2" categoria do Exercito.
0 deputado Antonio Barros dos Santos casou-se a 29 de margo de
1937, em Fortaleza, corn d. Celina Moreira Barros, n. em Belem do Para
a 21 de janeiro de 1915, e filha de Jfilio Moreira da Costa (filho do
eximio maestro Moreira, lirico de primeiro plano) e de d. Raimunda
Figueiredo Costa.
Na Constituinte, de cuja tribune proferiu apreciaveis discursos ce
manteve acalorados debates, foi o redator geral da ConstituicAo, e
eleito na sessAo ordinaria de 22 de julho para as Comissoes de Cons-
tituiqgo, Justica e Legislaqgo, Finanqas e Or(amento e Neg6cios Muni-
cipais e Divisio Civil e Judiciaria.
ANTONIO DE CARVALHO ROCHA Comerciante e criador.
Filho do Capitio Joaquim Manuel da Rocha Franco e de d. Inicia Ca-
semira de Carvalho, nasceu na cidade de Granja, a 14 de julho de 1885.
Na cidade natal fez os estudos primarios corn o professor Francisco
Jose Garcez dos Santos e corn o dr. Feliciano de Ataide, quando juiz
substitute do termo, dedicando-se ao comercio de tecidos e miudezas
na vila d.e Riachao. Em 1910 embarcou para o Amazonas onde se de-
morou 3 anos, regressando em 1913, definitivamente, estabelecendo-se,
de novo, no com&rcio, em Granja. e transferindo-se no ano seguinte,
para Riachao, onde tern vivido, desempenhando as suas atividades no
com&rcio, na agriculture e na pecuAria.
Foi s6cio da <>, sociedade de cultural e de
Arte, que teve longa e brilhante existencia, e da qual seu pai era um
dos fundadores. Vereador a Camara Municipal e seu president. Eleito
deputado classista, em 1936, representava na Assembleia a Agricultura
e a Pecuaria.
0 deputado Carvalho Rocha, que se fez A custa dos seus pr6prios
esforqos, lutando pela vida, torr.ou-se, nao obstante nao ter tido ins-
truqgo superior, nem mesmo secundAria, um tipo social de perfeito ca-
valheiro, de atraente palestra e bem apreciavel savoir dire.
Casado corn d. Eduvirges Angelim Rocha, tendo-se realizado o ma-
trim6nio a 12 de outubro de 1906, dele havendo 13 filhos:

1-Joaquim Angelim Rocha, exator estadual em Granja, ca-
sado 5 filhos;
2-Maria Carmdlio Rocha Melo, c. c. Jodo Pascoal de Melo,
da firma Murilo Aguiar, de Camocim. Casada 2 filhos
3-Jose Angelim Rocha, resident na Capital Federal. Ca-
sado 3 filhos,
4-Francisco Aniceto Rocha, comerciante em Uruoca. Ca-
sado 4 filhos;






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5-Maria Helena Rocha, solteira;
6-Maria Stela Rocha Aguiar, c. c. o deputado Murilo
Rocha videe este nome) 5 filhos;
7-Maria Onisia Rocha Ribeiro, c. c. Joaquim Rocha Ri-
beiro, funcionario da R.V.C. em Cedro 4 filhos;
8-Miriam Rocha Gomes, c. c. Joac Porfirio Gomes Neto,
funcionario da R.V.C., em Cedro 3 filhos;
9-Maria Antonieta Rocha Aguiar, c. c. Francisco Rocha
Aguiar, resident em Salvador, Bahia 1 filho;
10-Ant6nio de Carvalho Rocha Filho, c. c. d. Maria Xime-
nes Rocha, funcionario do Banco do Brasil em Parnai-
ba, Piaui;
11-Maria Consuelo Rocha, solteira;
12-Joao Batista Rocha, c. c. d. Cleide Vasconcelos Rocha,
funcionario do Instituto de Aposentadoria e Pens6es dos
Comerciarios, em Fortaleza 2 filhos; e
13-Maria Rocha Girao, c. c. o professor Clodomir Te6filo
Girao, director do Instituto <, de Fortale-
za 3 filhos.
I Seu pai Rocha Franco, como se tornou conhecido, nasceu
no municipio de Granja em 1846 e faleceu em 1919. Dedicou-se a agri-
cultura e A criacao em Uruoca (antigo Riachao) e ainda muito moco
filiou-se ao Partido Conservador, chefiado pelo cel. Salustiano Moreira
da Costa Marinho videe este nome), e foi personagem de alto relevo
no meio social granjense, exercendo por muitos anos o cargo de No-
tario Piblico com todos os oficios reunidos. Fez parte das recepgaes ao
President da provincia, dr. Jos6 Jilio de Albuquerque Barros, depois
Bardo de Sobral, quando foi inaugurar a estagio ferroviaria de Granja,
e do Principe Marechal Gastgo d'Orleans, Conde.d'Eu, quando da sua
visit aquela cidade, em 1888. Foi companheiro de Ant6nio Bezerra,
com quem percorreu o municipio, quando esse notavel escritor e histo-
riador, por ordem do Presidente Caio Prado encetou sua famosa -iagem
ao norte da entgo provincia, de que resultou a publicaqao do seu ines-
timavel livro Notas de Viagem. Al6m do deputado Carvalho Rocha
teve mais 11 filhos, ao todo, 7 homes e 5 mulheres. sobrevivendo
apenas 6.
II Av6s paternos: Antonio da Rocha Franco e d. Raimunda
Brito Rocha. Av6s maternos: Jose Pedro de Carvalho e d. Quiteria
Odorico de Carvalho.
III Av6s paternos de D. Eduvirges: Francisco Gomes Angelim
e d. Vicencia Cabral Angelim. Av6s maternos: Alferes Manuel Ant6nio
de Aradjo Lopes e d. Isabel de Araujo Lopes. Pais: Altino Gomes An-
gelini e d. Joana de Araujo Angelim.
IV Francisco Gomes Angelim, descendente de portugues, nasceu
no Rio Grande do Norte, na, hoje, cidade de Angelim, vindo para o
Ceara, fixando residencia em Sobral.
V Altino Gomes An'gelim exerceu a profissio de marceneiro,
tendo sido um chefe de familiar exemplar. Casou-se em las. nipcias
com d. Maria do Livramento Angelim, e em 2as. com d. Joana de Aratijo
Angelim, havendo do primeiro matrim6nio 4, e do segundo, 7 filhos.






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VI 0 Alferes Manuel Ant6nio de Arafujo Lopes foi um dos
her6is da guerra do Paraguai, e vem citado no livro Guerra do Lopez,
de Gustavo Barroso.
Membro da Comissio de Agricultura e Obras Pfblicas, eleito na
sess2o ordinaria de 22 de julho.
FRANCISCO FERREIRA DA PONTE Bacharel em direito.
Nasceu em Licania (Santana do Acarafi, antigamente), a 5 de abril de
1891, na fazenda <. Filho de Estevam Ferreira da Ponte e
de d. Inocencia da Silva Porto, aquele natural de Sobral, e esta, da vila
da Palma, hoje, Coreai).
Neto, pelo lado paterno, de Manuel Ferreira da Ponte, e de d.
Isabel Ferreira da Ponte, ambos naturals de Sobral, e, pelo lado ma-
terno, de Miguel Arcanjo do Prado e d. Inocencia da Silva Porto, na-
turais, ambos, de Coreau e descendentes de antigas families do norte.
Iniciou os estudos primarios em Licania, continuando-os em Viqo-
sa, completando-os em Sobral, no Colegio SAo Jose, dirigido pelos pro-
fessores Teles de Souza e Jovino de Souza, ambos vultos de relevo
da intelectualidade cearense, tendo frequentado o Curso mantido pelo
professor Luiz Felipe da Silva. Isto de 1905 a 1906, ingressando em
1907 no Seminario Diocesano de Fortaleza, sob a Reitoria do Padre
Julio Simao, a esse tempo, do notavel Lazarista padre Julio 'Simon
tendo ai permanecido at( junho de 1909.
Deixando o Seminario, seguiu, meses depois, para Belrm do Para,
visando a colocar-se, e all dedicou-se ao jornalismo. Militando na im-
prensa, trabalhou na <>, um dos jornais mais bem
feitos do pais, propriedade do senador Ant6nio Lemos, tendo como com-
panheiros Alves de Souza, que se tornou um dos maiores jornalistas na
direco do <, do Rio; Humberto de Campos, de quem seria ocioso
falar, Romeu Mariz, Raimundo Trindade e Antenor Cavalcante, todos
eles vultos de real projegco no mundo cultural brasileiro. Posteriormen-
te fez parte do corpo de reportagem do <, <
e <.
Em 1914, regressando ao Ceara, resolve continuar os estudos, ma-
triculando-se na Faculdade de Direito, ap6s ter feito exame de ma-
duieza no Liceu Cearense.
Enquanto fazia o curso juridico, e para melhor assegurar a sua
subsistencia, dedicava-se ao ma'gisterio, lecionando no Colegio Cea-
rense, sendo em 1918 nomeado professor de Geografia e Hist6ria do
Liceu de Sobral, criado pelo Governo Joao Tome, e sendo o estabele-
cimento convertido, depois, em Grupo Escolar, teve nomeagqo para seu
director, exercendo ao mesmo tempo, as func6es de Inspetor Escolar e
Adjunto de Promotor de Sobral.
Concluido o curso juridico e diplomado Bacharel em Ciencias Ju-
ridicas e Sociais em marqo de 1920, dedicou-se a advocacia, sendo,
porem, em 1921 nomeado Promotoj de Justica da comarca de Sobral,
fung6es que exerceu ate novembro de 1928, quando foi provide no
Oficio de 19 Tabeliao Pfiblico de Fortaleza, cargo que ainda exerce.
President da Executiva do Partido Social Democratico, sob cuja
legend figurou na chapa de deputados as eleiq6es de 19 de janeiro de
1947, eleito, foi escolhido, por seus pares, para as funq6es de 1Q Secre-






HUGO VICTOR GUIMARAES


trio da Assembleia, honra de que declinou por motivos politicos.
No mesmo ano da sua formatura, o deputado Francisco Ponte, que
e figure de real projeAo nos circulos politicos, sociais e intelectuais
cearenses, contraiu n6pcias (26 de dezembro), em Vigosa do Ceara,
corn d. Maria da Silveira Ponte, de cujo matrim6nio ha os seguintes
filhos :

Afranio da Silveira Ponte, academic de Direito;
Marialva da Silveira Ponte Benevides, c. c. o dr. Fernando
Eduardo Benevides, e
Marileia da Silveira Ponte, aluna do Colegio da Imaculada
Conceigio.
D. Maria da Silveira Ponte e natural de Vicosa, e filha de Jose
Candido de Arruda Silveira e d. Prudenciana Carneiro da Silva, e neta
paterna de Raimundo Benicio da Silveira e d. Maria Quiteria de Arruda
Silveira, e materna de Ant6nio Rodrigues Carneiro e d. Maria Pess6a
Carneiro.
Eleito 1? SecretArio na sessio ordinaria de 23 de julho de 1947,
fung6es que exerceu durante o restante da legislature.
A 30 de janeiro, de 51, convidado pelo Governador Ranl Barbosa,
assumiu o cargo de Secretario de Policia e Seguranca Ptiblica, em cujas
fung6es permaneceu ate janeiro de 1952, e de onde saiu para ser Pre-
sidente da Assembleia Legislativa, eleito que foi pela maioria dos
seus pares.
FRANCISCO SILVEIRA AGUIAR Exator federal. Nasceu na
cidade de Taua, a 15 de janeiro de 1891, sendo seus pais o Tabeliio
Liberato Pereira de Aguiar e d. Francisca Silveira de Aguiar.
Tendo iniciado os estudos primarios corn o professor Manuel Pa-
tricio da Paixao, passou, depois, a estudar corn o vigArio da freguezia,
Joaquim Ferreira de Melo, que faleceu Bispo da Diocese de Pelotas, no
Rio Grande do Sul, e era um dos luminares do Episcopado national.
Terminados esses estudos, veiu para Fortaleza, onde se fez auxiliar
do comercio, profissao que exerceu por alguns lustros, quasi todos de
trabalho na casa G. Gradvohl & fils.
A pratica desse ramo de vida, jA tendo conseguido algum capital
e credit na praga, levou-o a estabelecer-se por conta pr6pria, o que
fez em 1920, abrindo casa commercial na cidade de Cedro, que manteve
ate 1928, quando, em margo, foi nomeado Coletor Federal daquela cir-
cunscriqgo, cargo de que 6 ainda titular.
N.o period de maio de 1926 a marco de 1928 exerceu as func6es
de Prefeito do municipio de Cedro, candidatando-se As elei;6es de
1934, para a Constituinte estadual, sob a legend da Liga Eleitoral
Cat6lica, sendo, portanto, a segunda vez que tern assento na Assembleia.
Como sempre, deu Aquele tempo, mostra de lealdade political, por-
tando-se, intransigentemente, ao lado do seu Partido, nio obstante os
vexames e as perseguig6es de que foi vitima, obrigando-o, por fim,
como os demais deputados oposicionistas e o candidate a Governador, a
recolher-se ao Quartel do 239 Batalhao de Caqadores, de onde sairam
a 25 de maio de 1935, devidamente garantidos pela forga federal, para
a Assembleia.



































QUEIROZ FERREIRA


HILDEBERTO BARROSO


AMADEU FURTADO


SA E BENEVIDES









DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


Pertence a Executiva do Partido Social Progressista. sob cuja le-
genda foi eleito para a atual legislature. Eleito para os Comiss6es de
Inddistria e Comercio e Seguranga Pfiblica, a 22 de julho.
0 deputado Silveira Aguiar casou-se em Taud, a 16 de fevereiro.
de 1911, corn d. Zulmira Sedrim de Aguiar, filha do cel. Manuel Sedrim
de Castro JucA videe este nome) e de d. Maria Sedrim de Castro Juca,
e professor diplomada pelo Colegio da Imaculada ConceirAo.
i ele, pelo lado paterno, neto de Jose Francisco Pereira de A'guiar
e de d. Martha Pereira de Aguiar, e pelo lado materno, de Marqal
Gomes da Silveira e de d. Isabel Gomes da Silveira. Descende da fa-
milia Aguiar, ramificada, principalmente, na zona norte do Estado, e
dos Silveira e Castelo Branco, de Baturite.
FRANKLIN GONDIM CHAVES Comerciante e industrial.
Nasceu no sitio <>, bairro Damas, de Fortaleza, a 10 de te-
vereiro de 1908. Filho de Sindulfo Serafim Freire Chaves e de d. Dul-
cinea Gondim Chaves.
Fez o curso primirio no 4" Grupo Escolar de Fortaleza, em 1921.
ingressando em 1923 no Externato do Colegio Cearense, que cursou por
seis meses, interrompendo os estudos para empregar-se na casa comer-'
cial de seu irmao Jose Chaves, em Limoeiro do Norte, girando, entgo,
sob a razao social de Cunha 6 Chaves. Em 1925 passou a interessado
da firma, e em 1926 a s6cio solidArio, constituindo a firma J. Chaves &
Irmao, aquela epoca restrita ao comercio retalhista, de tecidos, miudezas
e ferragens, e depois ampliada corn uma seccAo industrial constituida de
fabrica de extracio de oleo de oiticica, 6leo e descarocamento de algo-
dao. Estendendo ainda mais as suas atividades, dedicou-se, igualmente
MunicipiQo agriculture e A pecuaria, mantendo, atualmente, a maior
cultural racional de.carnaiba do Estado, na fazenda < municipio de Pacajfis.
Homem piblico, tambem, Franklin Chaves exerceu em Limoeiro
do Norte o mandate de vereador a Camara Municipal, de 1935 a 1937,
ocupando a presidencia da mesma.
8, todavia, no campo da aco social, que se tem tornado merecedor
do aprego e da admiraqco dos seus concidadios. pois foi ele o ideali-
zador e fundador da Escola Normal Rural daquela cidade; fundador
e president por various anos, da Sociedade pr6-Educacgo Rural de Li-
moeiro; fundador e atual president da Sociedade dos Amigos de Li-
moeiro; president do Conselho Central da Sociedade de Sio Vicente
de Paulo daquela Diocese; president do Circulo de Operarios Cat6-
licos e promoter de outras iniciativas de grande alcance, tendo nele en-
zontrado a Diocese Limoeirense um dedicado amigo e auxiliar nr reali-
zagAo das suas obras de assistencia s6cio-cat61lica.
Casou-se a 3 de janeiro de 1928 corn d. Maria Consuelo Maia
Chaves, natural de Limoeiro do Norte, filha de Jose Monteiro Maia e
de d. Maria Nogueira Maia, descendente dos Mayas y Alarcon, de
origem espanhola, que vieram ter aquela region atraves do Rio Grande
do Norte, no s&culo XVIII, tendo do matrim6nio os seguintes filhos :

Jos6 Pericles Maia Chaves, estudante do Curso Cientifico;
Jose Euripedes Maia Chaves, estudante do Curso Cientifico;






HUGO VICTOR GUIMARAES


Stenio Franklin Maia Chaves, estudante do Curso Cientifico.
Eunides Maia, fazendo o curso normal na Escola Normal
Rural de Limoeiro;
Peripedes Franklin, .ginasiano naquela cidade;
Ant6nio Ewerton Maia Chaves, ginasiano;
Luiz Lineude, estudante:
Cauby e Guaracy, gemeos, estudantes.

Av6s paternos: Serafim Tolentino Freire Chaves videe este nome)
e d. Maria Joana de Jesus Chaves.
Av6s nfaternos: Franklin Barbosa Gondim e d. Maria Barbosa
Gondim (Mariquinha).
So terceiro membro da familiar Chaves a ter assento na Assembl6ia
cearense, pois foram deputados o seu av6, cel. Serafim Tolentino, e o
seu tio, dr. Leorrel Serafim Freire Chaves.
Foi eleito na sess5o ordinaria de 22 de julho para as Comiss6es de
Financas e Orcamento e Industria e Comercio.
HILDEBERTO BARROSO NotArio P6blico. Nasceu em Ita.
pipoca, a 27 de maio de 189.4, filho do cel. Anastacio Barroso Valente.
e de d. Maria Amelia Barroso Braga. Neto, pelo lado paterno, do cel.
Ant6nio Barroso Valente JfInior e de d. Maria Bemvinda de Agrela, e,
pelo lado materno, de Jose Ant6nio PEreira Braga e de d. Manuela
Lauredo Braga, natural do Estado de Pernambuco.
Dedicou-se desde a infancia a vida rural, tornando-se abastado
criador nos municipios de Itapipoca e Sobral, ingressando na political
em 1928, sendo, a final, nomeado TabeliAo Pfiblico do 2" Cart6rio de
Itapipoca. Candidate sob a legend da Liga Eleitoral Cat61lica as elei.
6oes estaduais de 1934, para a Constituinte de 1935, conseguiu no pe-
riodo legislative, junto ao governor do Estado, grandes melhoramentos
para a sua terra.
i, portanto, a segunda vez que toma assento na Assembleia, na
qual, alias, figuraram varios dos seus ascendentes.
Tendo alcangado a posicgo que desfruta mercer dos seus pr6prios
esforgos, em longos anos de intense trabalho e honest atividade, o
deputado Hildeberto Barroso tern salido se imp6r A considerago dos
seus coestadanos.
xeira Barroso, filha do major Ant6nio Rodrigues Teixeira e de d. Maria
Consorciou-se a 31 de janeiro de 1913, com d. Maria Odete Tei-
Amelia de Souza Teixeira, neta paterna do cel. Joaquim Rodrig'ues Tei-
xeira e de d. Maria Ant6nia Teixeira, e materna do capitgo Prismilau
Camerino de Souza e de d. Tereza de Albuquerque Souza, familiar que
conta com dois representantes na atual Constituinte: ele e o deputado
Ant6nio Perilo Teixeira.
Do matrim6nio nasceram 15 filhos :

1-Maria Amelia, falecida aos 13 anos de idade;
2-Francisca Teixeira Barroso de Albuquerque, c. c. Ant6-
nio Gaspar de Albuquerque;
3-Dr. Jose Teixeira Barroso, Promotor de Justiga da co-
marca de Ipu, c. c. d. Margarida Aragio Pereira Barroso






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


4-Ant6nio Danfisio Barroso, engenheiro-agr6nomo e Ofi-
cial da Reserva do Exercito;
5-Jodo Teixeira Barroso cursava o filtimo ano da Es-
cola de Agronomia do Ceara e o C.P.O.R., quando fa-
leceu aos 22 anos;
6-Anastacio Eudasio Barroso cursando o filtimo ano da
Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Ja-
neiro e Interno do Hospital Sio Sebastiao;
7-Maria Clayde Teixeira Barroso, professor diplomada
pela Escola Normal <, e tambem di-
plomada pela Escola de Enfermagem de S. Paulo;
8-Pedro Teixeira Barroso cursando o 2 .ano da Escola
de Odontologia do Para;
9-Gerardo Teixeira Barroso, criador no municipio de Ita-
pipoca;
10-Tarcisio Teixeira Barroso fez o filtimo ano do Curso
Cientifico no Colegio Pedro Segundo, do Rio, e se des-
tina a Academia de Quimica Industrial;
11-Francisco Vinicio Barroso cursando a 34 Serie do
Colegio Castelo Branco, em Fortaleza;
12-Maria Amelia Teixeira Barroso cursando a 44 Serie
do Institute Santa Doroteia, em Fortaleza;
13-Elder, falecido em crianca;
14-Conrado Teixeira Barroso, aluno da Escola Normal
Rural de Itapipoca, e
15-Maria Jose, falecida em crianqa.

Membro da Comissio de Constituicqo, Justiqa e LegislaqAo, eleito
na sessio ordinaria de 22 de julho.
JOAQUIM FIGUEIREDO CORREIA Academico de direito.
Nasceu em Varzea Alegre, a 4I de novembro de 1920, sendo, portanto,
o mais novo dos Constituintes de 1947.
Filho do Capitgo da Guarda Nacional e industrial Jose Carreia
Lima (falecido) e de d. Maria Figueiredo Correia.
Emancipado por sentenqa judicial aos 18 anos de idade, foi, aos
19, nomeado 10 adjunto de Promotor, cargo que exerceu por cerca de
um ano, e aos 20, Inspetor Escolar, em cujas func6es permaneceu du-
rante um bidnio.
Fez o curso ginasial no Instituto Sao Luiz, hoje, Ginasio Sao Luiz,
em Fortaleza, concluindo-o aos 18 anos, quando teve que se retirar para
Varzea Aleqre, a fim de assumir a direqAo dos neq6cios da familiar, em
virtude do falecimento do seu genitor.
Retornando a Fortaleza, em 1943, concluiu, no Colegio Estadual
do Ceara, (Liceu) o curso colegial, fazendo em 1945 exame vestibular
na Faculdade de Direito.
Em 1943 ano em que retornou a Fortaleza foi eleito Secre-
tario Geral do Centro Estudantal Cearense, ascendendo no ano seguinte
A sua presidencia, para concluir o mandate do titular efetivo, que re-
nunciara. Em novembro de 1944 foi eleito president efetivo, por su-
frAgio direto da classes estudantal, sendo reeleito em 1945, obtendo no






HUGO "VICTOR GUIMARAES


pleio, que foi dos mais renidos, 92% dos votos aparecidos nas urnas.
Gragas as suas atividades em pr61l do desenvolvimento do Centro
e de outras iniciativas inerentes aos interesses dos estudantes tornou-se
um lidimo lider da numerosa classes, no seio da qual desfruta de imenso
prestigio.
0 deputado Joaquim Figueiredo pertence a familiar Correia, de
Varzea Alegre, pelo lado paterno, e, pelo materno, a familiar Figueiredo,
do Crato, tendo o seu pai ocupado por varias vezes o cargo de Prefeito
Municipal de Varzea Alegre. Tern, como tios paternos, o dr. Leandro
Correia Lima, conceituado medico; o cel. Ant6nio Correia Lima, poli-
tico de vasto prestigio no interior do Estado, que por 10 vezes ocupou
o cargo de Prefeito, e o cel. Virgilio Correia Lima, que foi deputado
estadual, e, como tio materno o cel. Jose Alves de Figueiredo, que por
mais de uma vez foi Prefeito constitutional do Crato.
I neto, pela lado paterno, do Coronel da Guarda Nacional Joaquim
Correia Lima, politico de vasto prestigio no sertao, e de d. Clara Alves
Bezerra Correia Lima, e, pelo lado materno, de Inacio Leite de Meireles
e de Cecilia Figueiredo Meireles
Eleito 29 SecretArio na recomposigio da Mesa, ao transformar-se
a Constituinte em Assembleia Legislativa ordinaria.
JOEL MARQUES Comerciante. Filho do farmaceutico Horacio
Marques (falecido) e de d. Maria Rosa Marques. Nasceu em Taui, a
28 de dezembro de 1901, e ali fez os estudos primarios.
Ingressando no comercio aos 17 anos de idade, estabeleceu-se na
cidade natal, tornando-se, posteriormente, abastado fazendeiro.
Passando a military na political, foi eleito Prefeito daquele muni-
cipio, em 1928, sendo reeleito em 1930, tendo deixado o cargo em con-
sequencia do movimento revolucionkrio vitorioso, que Ihe tendo cas-
sado o mandate, como a todos os gestores municipals, nao lhe arre-
batou o prestigio politico, senio que o aumentou, Assim 6 que, nomea-
do para o mesmo cargo, em 1935, corn o advento do regime constitucio-
nal, apresentou-se candidate A Prefeitura em 1936, sendo eleito, per-
dendo de novo o mandate em virtude do golpe de Estado de 1937, mas
nesse mesmo ano retornou Aquelas funq6es por nomeagio do Interven-
tor federal, dr. Francisco de Menezes Pimentel, nelas permanecendo ate
1942, quando transferiu residencia para Fortaleza.
Nesta capital estabeleceu-se no comercio logo ap6s a sua chegada,
constituindo a firma individual J. Marques que assim permaneceu
ate 1945, quando, tendo se associado ao seu irmAo Sebastiio Marques,
passou a firma a razio social J. Marques & Cia.
De 1943. a 1946 fez parte da Comissio Estadual de Pregos, tendo
por duas vezes ocupado a sua presidencia, e em 1946 foi eleito pre-
sidente do Sindicato dos Atacadistas de Generos Alimenticios, posto
que ainda continfia a ocupar corn a maxima eficiencia.
Candidate a atual Constituinte, sob a legend do Partido Social
Democratico, foi eleito em 4" lugar dentre os 19 deputados que cons-
tituem a respective bancada na Assembleia.
Joel Marques contraiu nuipcias a 10 de novembro de 1920, com d.
Maria Alexandrino Marques, que faleceu a 21 de dezembro de 1924,
contraindo segundo matrim6nio a 20 de margo de 1927, corn d. Maria






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


Alexandrino Nogueira Marques, havendo do primeiro casamento uma
filha :
Joelina Alexandrino Marques, c. c. Flavio Alexandrino No-
gueira

e do segundo, seis :
Luiza
Luiz Gonzaga
Luiz Haroldo
Luiza Helena
Luiza Maria, e
Luiz Alberto.

Membro da Comissao de Saude Piublica e Assistencia Social, eleito
na sessio ordinaria de 23 de julho.
JOSE ARISTOTELES GONDIM Exator estadual. Nasceu em
Guaramiranga, a 1Q de fevereiro de 1902, filho de Leopoldo Monteiro
Gondim, comerciArio, ja falecido, e de d. Maria Elisa de Castro Gondim,
tambem ja falecida. Neto, pelo lado paterno, do cel. Raulino Monteiro
Gondim, abastado agricultor e criador em Guaramiranga, e de d. Fran.
cisca Amelia Monteiro Gondim, e, pelo lado materno, de Jose Epifanio
Ferreira Lima, funcionario da Fazenda Estadual, e de d. Emilia de
Castro Lima.
Fez os estudos primarios no Colegio 6S9o Rafael>, de Fortaleza, e
parte dos secundarios no Liceu, tendo, porem. de abandoni-los para se
empregar como caixeiro da casa commercial de J. Barreto & Cia., de For-
taleza, tornando-se seu viajante no interior do Estado. Deixando essa
casa, passou a trabalhar para a firma F. T. Cavalcante 6 Cia., tambem
desta capital, viajando, iqualmente, no interior e, posteriormente, como
viajante das firmas M. Cavalcante & Cia. e J. Bezerra 6 Cia., todas
de Fortaleza. Seguindo em 1926 para Recife, ali empregou-se como
viajante-propagandista, nas capitals, de Recife a Manaus, da casa J.
Pess6a de Queiroz 6 Cia. Deixando-a ap6s varias viagens ao norte do
pais, seguiu em 1929 para Sgo Paulo, onde foi 'gerente e viajante, para
o sul, de S. Paulo a Porto Aleqre, e para o norte, de S. Paulo a Manaus.
da firma Schaible 6 Kanitz, FAbrica de Malharia e Armazem de Teci-
dos, deixando-a em 1931, guando se empregou, tambem como viajante,
na casa Spiler Juinior, do Rio de Janeiro, fazendo os Estados Centrais:
Minas, Goiaz e Mato Grosso. Em 1933 passou a viajante da 'grande Per-
fumaria Mendel, do Rio, com matriz em Buenos Aires, tendo ganho
prEmios de viagem a capital argentina e a Montevideo. Viajando como
propagandista da referida Perfumaria para o Cear&, aqui abandonou a
carreira do comErcio, por ter sido nomeado, a 27 de dezembro de 1935.
Coletor das rendas estaduais de S. Francisco da Uruburetama, atual
cidade de Itapag6.
Conhece, destarte, todo o Brasil, pelo litoral e pelo interior, tendo
oportunidade de, nas suas intimeras viagens, colher interessantes notas
s6bre usos e costumes de diversas regi6es d ) pais.
0 deputado Jose Arist6teles (Tosinho), casou-se no Rio de Janeiro,
a 19 de outubro de 1931, cornm d. Angelina Dibe Gondim (Nenen), natu-






HUGO VICTOR GUIMARAES


ral de Fortaleza e filha do comerciante Elias Dibe, de nacionalidade
libanesa, e de d. Raimunda Dibe, ora residents em Niter6i, contando
do matrim6nio 4 filhos :
Jose Wilton Dibe Gondim, estudante;
Ana Maria
Francisco de Assiz, e
Jose Delano.
Eleito para a Comissio de Educacqo e Cultura na.sess2o ordinaria
de 22 de julho.
JOSE ERETIDES MARTINS Agricultor e criador. Natural de
Sdo Gongalo, hoje, Anacetaba, filho do cel. Manuel Martins de Oliveira
e de 'd. Filomena Brigido Pinto, aquele, natural de tSitios Novos>>, mu-
nicipio de Caucaia, e esta, de Cascavel.
Nasceu a 14 de fevereiro de 1902.
Tendo feito os estudos primarios e secundarios, dedicou-se aos
misteres agricolas e pecuarios, auxilindo o seu pai na administragAo
dos bens rurais e nas fainas noliticas.
Por duas vezes exerceu o cargo de coletor das rendas estaduais
do nuniripio, tendo exercido, antes, o de escrivio da Coletoria, e de
ambas foi exonerado por motivos politicos, nos governor Carneiro de
Mendonga e Menezes Pimentel.
Eretides Martins e um apaixonado por assuntos folcloristicos e his-
t6rico-regionalistas, nao perdendo ensejo de animar os vates populares,
chegando, mesmo, a produzir rimances e desafios de fino sab6r e suti-
leza de espirito.
Foram seus av6s paternos: Jose Martins de Oliveira, agricultor em
Sitios Novos, e d. Francisca Moreira de Oliveira; e maternos: Jose Ci-
priano Pinto, antigo negociante em Russas, de onde era natural. e d.
Rosa de Lima Pinto.
Seus pais, muito mocos ainda, fixaram residencia em Anacetaba, ali
permanecendo ate o falecimento, tendo sido o cel. Manuel Martins o
maior incentivador do progress do municipio, que administrou, como
Prefeito, por muitos anos, e ao mesmo tempo chefe politico de largo
prestigio e sua mae exerceu ali o magisterio primArio, ininterruptamen-
te, por mais de trinta anos, tornando-se mestra de varias gerac6es.
Foi. dos candidates a Constituinte, o mais votado em seu mu-
nicipio.
E casado corn d. Eufrosina Brasileiro Martins, filha de Domingos
Alves Brasileiro e de d. Francisca Brasileiro Martins, contando do ma-
trim6nio 8 filhos :

Jose Arist6cles Martins
Aglae Brasileiro Martins
Talia Liberdade Brasileiro
Mauricio Brasileiro Martins
Venicio Lenine Brasileiro Martins
Domingos Staline Brasileiro Martins
Filomena Francisca Brasileiro Martins, c
Manuel Martins Brasileiro Neto.






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


Eleito na sessao ordiniria de 22 de julho para a Comissio de In-
distria e Com&rcio.
JOSE FILOMENO FERREIRA GOMES Comerciante. Nasceu
em Acarai, a 30 de agosto de 1887. Filho de Joao Filomeno Ferreira
Gomes, ja falecido, e de d. Maria Gifoni Ferreira Gomes.
Iniciou a vida como agricultor, passando, depois, ao comercio, sem,
todavia, abandonar a lavoura, conseguindo por mefo de ingentes esfor-
;os e honest labor conquistar situacao material de relative evidencia,
e, do mesmo passo, tornar-se digno da estima e da consideracAo dos
co-municipes.
A, atualmente, s6cio da important firma J. Jaime & Cia., de Acaratu,
importadora e exportadora, proprietaria de embarcaq6es a vela e ca-
minh6es, mantendo intercambio com as praras de Recife, Fortaleza,
Jodo Pess6a, Parnaiba, etc., e s6cio quotista da firma, tambem de Acaraui
- Comercio e Indfistria Acarauense, Limitada, com usinas para benefi-
ciamento de algodio, sal, arroz e cfra de carnafiba. Dedicando-se,
igualmente, a pecuiria, tornou-se um dos grandes criadores do norte do
Estado, possuindo bons rebanhos de gado de rata, enquanto, por
outro lado, possui vastas propriedades de carnaubais, racionalmente
explorados.
Por suas maneiras cortezes e inteireza de carter, soube, de logo,
se imp6r nos circulos politicos e sociais, assim como nos da Constituinte.
0 deputado Jose Filomeno 6 neto, pelo lado paterno, de Jose Ber-
nardino Ferreira Gomes e de d. Francisca Zeferina Gomes, naturals de
Licania, e bisneto de Bernardino Ferreira Gomes e d. Francisca da
Penha Ferreira Gomes; Alexandre Henrique de Araufio e d. Zeferina
Januaria do Nascimento, aqueles, naturais de Licania, e estes, de Sobral;
e, pelo lado materno, neto de Vicente Gifoni, natural da Cicilia, na
Italia, e d. Ines Rodrigues Gifoni, casados e-i Acarai no ano de 1861, e
bisneto de Ant6nio Gifoni e d. Catarina Gifoni, naturais da Cecilia, e
Jose Manuel Rodrigues, portuguEs e d. Maria de Jesuis Rodrigues, ca-
sados em Acarafi no ano de 1826.
Contraiu nfipcias a 8 de fevereiro de 1908, em Acarai, com d.
Maria Firmina Regadas Ferreira Gomes, filha de Joao Domingues Re-
gadas e d. Maria Rosa Sales Regada.s (falecida); neta paterna de Jose
Domingues Regadas, natural de Portugal e d. Maria Igidia Ferreira, e
bisneta de Ant6nio ]osE Ferreira e 1. Vic.ncia Maria Ferreira, e ma-
terna, de Ant6nio Jose Ferreira e d. Vicencia Maria Ferreira. Neta
materna, de Inacio Ferreira Sales e d. Joaquina Ferreira Sales, naturais
de Paracurfi, e bisneta de Francisco Ferreira Sales e d. Maria Rosa
Xavier da Encarnagio e Manuel Braga Barroso e d. Ana Biserra Bar.-
roso, havendo do matrim6nio os seguintes filhos :
1-Joio Jaime Ferreira Gomes, comerciante em Acarafi;
2-Stela Gomes Gifoni, c. c. Jose Gifoni;
3-Amadeu Ferreira Gomes, funcionario pfiblico, c. c. d.
Francisca Astrogilda Silveira Gomes;
4-Otivio Ferreira Gomes, comerciante no Rio, c. c. d.
Maria Nair Moura Gomes;
5-Jose Filomeno Filho, womerciante, c. c. d. Maria Elza
Araruna Filomeno;






HUGO VICTOR GUIMARAES


6-Maria Aurea Ferreira Gomes, solteira;
7-Afonso Filomeno Ferreira Gomes, funcionario pfiblico,
no Rio;
8-Ozete Filomeno Ferreira Gomes, Cadete da Escola Mi-
litar de Resende;
9-Maria Eunice Ferreira Matos, c. c. o dr. Francisco
Jose de Matos;
10-Maria Clea Gomes do Carmo, c. c. o industrial Jose Al-
berto Pinto do Carmo, e
11-Josberto Ferreira Gomes, estudanrte.

Membro da Comissio de Se'guranca Pfiblica, eleito na sessAo ordi-
naria de 22 de julho.
JOSE MARINHO DE VASCONCELOS OperArio. 8 o quarto
cidadao que, realmente, proletario, tern assento na Assembleia, como
representante da classes. 0 primeiro, ainda no regime monarquico, foi
Jose Flamino Benevides, ourives; o segundo, Miguel Augusto Ferreira
Leite (como senador) na 14 Constituinte Republicana, marceneiro, e o
terceiro, Te6filo Cordeiro, na legislature de 1912.
Nasceu a 13 de junho de 1913 na cidade de Natal, capital do Rio
Grande do Norte, sendo seus pais Ant6nio Marinho de Vasconcelos,
operario-marceneiro, e d. Ant6nia Francisca de Vasconcelos, de pren-
das domesticas, ambos pernambucanos.
Tendo apenas estudos primarios, dedicou-se a arte de pedreiro,
em que se tornou eximio, ingressando em 1930 na Juventude Comunista,
no Estado de Pernambuco, passando em 1934 a membro da direcgo do
Comite Regional da Juventude, tendo 'estado em Natal, no ano de
1936, ali militando no respective Comite Regional ate 1939. Em 1940,
veio a serving da sua profissao, ao Ceara, onde trabalhou ate 1942,
voltando em 1943 ao Rio Grande do Norte, dali regressando ao Ceara
em agosto. Ligado ao Comite Regional de entao, atuou em organismo
de base, sendo eleito na Conferencia Estadual do P.C.B., de 1944, Se-
cretario da Organizaqgo do Comite Estadual do Ceara. Atualmente e
SecretArio Politico do C. E. e membro-suplente do Comite Nacional.
Casou-se no ano de 1936, em Natal, no cat61lico, e em rortaieza,
no civil, com d. Jovelina Soares Marinho, de cujo cons6rcio conta
4 filhos :
Horton Marinho de Vasconcelos, estudante. natural do Rio
Grande do Norte
Elza Marinho de Vasconcelos
Olga Marinho de Vasconcelos, e
Ruy Marinho de Vasconcelos, cearenses.

A bem da verdade nao & demais dizer-se que o deputado Jose Ma-
rinho foi uma revelagao e um exemplo frisante de auto-didatismo, pois
quem tendo apenas curso primario, discorre com seguranga s6bre pal-
pitantes assuntos de ordem econ6mica e social, e na tribune sabe man-
ter-se com aprumo e fluencia, em latitudes elegantes, urbanidade de
cortezia, como se f6ra um veteran treinado nas justas tribunicias do
Parlamento, e nao no di'gladiar dos debates um ne6fito, como a pri-


































GRIJALVA COSTA


MURILO AGUIAR


JOSE PARSIFAL BARROSO


CARLOS GOUVEIA









DEPUTADOS PROVINCIALS E ESTADUAIS DO CEARA


meira vista parecia.
Foi eleito na sessao ordinaria de 22 de julho para as Comiss6es
de Constituicao, Justica e Legislaiao, e Indistria e Comercio.
JOSE PARSIFAL BARROSO Bacharel em direito. Nasceu em
Fortaleza, a 5 de julho de 1913. Filho do dr. Hermino Barroso videe
este nome) e de d. Emilia Cunha Barroso.
Iniciou o curso primirio corn a professor Beatriz Ibiapina, termi-
nando-o no Colegio Cearense, fazendo o secundairio Cearense, de 1925
a 1929 (seriadc).
Por ato de 22 de abril de 1931 foi nomeado catedratico interino
de Alemio, do Liceu, ingressando, definitivamenite, no magist&rio, tendo
lecionado a cadeira ate 1934.
Matriculando-se em 1930 na Faculdade de Direito do Ceara, colou
grau de Bacharel em Ciencias Juridicas e Sociais a 3 de dezembro
de 1933, tendo sido eleito por maioria absolute, orador official da turma.
que foi, por sem duivida, uma das mais brilhantes da Salamanca
cearense.
Em 1935 teve nomeacao de Procurador Seccional do Instituto dos
ComerciArios, e eleito deputado classista, em 1936, ensejou-se-lhe opor-
tunidade de afirmar os seus dotes orat6rios em defesa de pontos de
vista da classes que representou, sendo, portanto, a segunda vez que
figure na Assembleia.
S6cio fundador e 19 president do Sindicato dos Professores do
Ceara, pertence ao Instituto do Nordeste e a Associacgo Cearense
de Imprensa, tendo em 1939 iniciado vida militant na Acao Cat6olica
Brasileira.
Corn ser uma das mais s6lidas cultures mogas do Ceara, quer em
Ciencias positivas, em Literatura, em Filosofia, quer em Sociologia (corn
a vantagem de se aprofundar nesses, como em outros conhecimentos,
atraves de obras originals em cinco idiomas), 6, tambem, home de
crenga firme e abalizada.
Ja desde a mocidade demonstrava o seu valor cultural escrevendo
em 1930 a these: As teorias de Geber, para concorrer a cadeira de livre-
docente de. Quimica do Liceu, nao tendo sido aceita a sua inscriAio
pela Congregacgo daquele estabelecimento official de ensino secundacio,
por ser menor de 21 anos !
Sete anos depois representava o Ceara no 3" Congresso Sul-Ame-
ricano de Quimica (1937), tendo sido eleito secretario da SeccAo de
Ensino de Quimica.
Como academico de direfto (promoveu, fundou e difundiu, corn
Teles da Cruz, uma organizaqio de academicos cat61licos, a que pre-
sidiu), suas notas eram, via de regra; tiradas corn distinqio, sendo o
seu discurso de colaico- de grau uma peca impressionante, que arre-
batou o audit6rio. E aqui n5o & despiciendo recorder uma passage
interessante.
Sob o pseud6nimo de Fabreguetes Jr., um dos bacharelandos pu-
blicou no journal (ediq6es de outubro de 1933), o perfil,
em versos, dos seus 44 colegas de turma. 0 de Parsifal Barroso saiu
no dia seguinte ao em que foi eleito orador, fato comemorado corn ex-
pansividade no Bar da Brahma, a Praca do Ferreira, cujas despezas o






HUGO VICTOR GUIMARAES


homenageado, nao obstante a sua traditional parcim6nia nos gastos,
satisfez sem relutar. Isto foi um dos motivos visados no soneto-perfil.
que diz bem das preferencias de estudo manifestadas pelo perfilado, e
eo seguinte :
J. P. B.

III

Pantagruel, uber alles Newton, aussi
Toda a familiar dos protozoarios !
Vamos falar do <>,
Dos compostos binarios e ternarios.

Chacot. Pasteur Mais agua de Vichy I
V5o-se Durkheim e outros fossilarios
Marca Lobdo. Viveiros, Savi.gny,
Contemporaneos dos brachiopedarios I

E faz gestos de quem, sendo orador,
No dia da eleicqo mas que pav6r ?!
(Contra o crime inda hoje ele reclama) -

Pagou (a bolsa dele que se lixe !)
De tira-gosto, chopp e sandwich,
Setenta e um mil reis no Bar da Brahma !

0 deputado Jos6 Parsifal Barroso e casado corn d. Raimunda Olga
Monte Barroso, filha do atual deputado federal Francisco Monte videe
este nome) e de sua esposa, d. Maria de Lourdes Xerez Monte. con-
tando do matrim6nio 3 filhos :
Vera Maria
Francisco Regis
Roberto Parsifal.
Passando a Assembleia a funcionar como legislative ordinaria, foi,
na recomposigao da Mesa. eleito 19 Secretario, fung6es a que renunciou,
sendo eleito na sessAo de 22 de julho para a Comissdo de Educacgo e
Cultura, e para a Finanqas e Orqamento.
JOSE PONTES NETO Doutor em medicine. Nascido em Mas-
sapt a l'de dezembro de 1915. Filho do cel. Jog,) Pontes videe este
nome) e de d. Haury Pontes.
Aos dez anos de idade, em 1925 foi internado no Colegio Sao Luiz,
de Pacoti, dirigido pelo conego Jose de Lima Ferreira, cursando-o ate
1927, quando terminou o primario.
No ano seguinte ingressou no Colegio Militar do Ceara, onde tex-
minou o curso secundario, saindo em 1933 como Agrimensor.
Ngo lhe sorriam, porem, nem a vida military, nem a agrimensura,
resolvendo seguir a de curar. Corn esse intuito scguiu, em 1934, para
o Rio de Janeiro, em cuja Faculdade de Medicina e Cirurg'a se matri-
culou, e pela qual se formou a 8 de dezembro de 1940.
Como academic foi interno de Cirurgia, em que se especializou,






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


nos Hospitais da Gamb6a e Pronto Socorro, ao mesmo tempo que le-
clonava Matemitica, Fisica e Quimica nos afaniados Colegios Paula
Frertas, da Capital Federal, e Carvalho, em Niter6i, pois sempre teve
especial pend6r pelo magist&rio. Tanto que, regressando ao Ceara, foi
professor de Quimica, Fisica e Matematica nos Colkgios S. Luiz, Dn-
rotEas, S. Joao, Nossa Senhora Auxiliadora e Loureno Filho, de For-
taleza.
Em 1942 ingressou, como cirurgiao, na Asslstencia Municipal de
Fortaleza, e nesse mister pondo-se em contact direto corn a imensa
massa sofredora, conquistou tal prestigio em todos os circulos sociais,
mercer da sua dedicacAo e da sua eficiencia que, cmbora candidate pelo
Partido Comunista, nele votaram elements de todos os credos e facc6es,
sendo o nome mais sufragado na capital, o que da bem uma ideia do
seu conceito.
Eximio cirurgiao, orador fluente e conhecedor profundo das ne-
cessidades coletivas, de cujas reivindicag6es se tornou desassombrado
paladino, o dr. Pontes Neto 6, tambem, um dos diretores da Materni-
dade e membro do Centro Medico Cearense, do
qual foi orador em varias ocasi6es.
Contraiu nfipcias em 1940, no Rio de Janeiro, corn d. Helena Pontes,
filha de Ant6nio Lourenco do Rio e de d. Liberata Lnurenco do Rio,
havendo do matrim6nio 3 filhos, todos cearenses :

Arminda, n. a 24 de dezembro de 1940
Jono, n. a 1 de maio de 1942, e
Luiz Carlos, n. a 12 de novembro de 1943.

Na recomposigqo da Mesa, ao se transformar a Constituinte em
Assembleia Legislativa ordinaria, foi eleito Suplente de Secretario, e na
sessfio de 22 de julho, membro das Comissoes de Financas e Orgamento,
Neg6cios Municipais e Divisio Civil e Judiciaria, e Saude Ptblica e
Assistencia Social.
JOSE RAMOS TORRES DE MELO Comerciante. Nasceu em
Fortaleza, a 18 de margo de 1892, sendo filho do Major do Exercito
Francisco Torres de Melo e de d. Etelvina de Freitas Torres.
Iniciou os estudos primafios no Colegio Pestalozi, do Recife, ter-
mmando-os no Colegio Nogueira, de Fortaleza, ingressando em 1905
no Liceu Cearense, onde fez o curso secundario.
Dedicando-se desde muito mogo a vida do comercio, como auxiliar
de estabelecimentos de Fortaleza, fundou em 1920 a Casa <>,
propriedade da firma J. R. Torres de Melo, de que 6 chefe.
Lutando pela vida, nao descurou de ilustrar' o seu espirito, tor.,
nando-se, sem favor, uma das mais insinuantes figures dos circulos
comerciais, socials e associativos do Ceara, a par de uma ilustraqgo
intellectual bem apreciAvel.
Iniciando-se na Magonaria, de thl forma se impoz, por sua corre-
qho e pela firmeza das suas attitudes, que alcanuou o ponto maximo
da Ordem Maconica, no Estado: Grio Mestre do Grande Oriente Es-
tadual, posto para o qual acaba de ser, novamente, reeleito, e no qual
tern sabido desenvolver incomum atividade, ji reformando a s6de, ja






HUGO VICTOR GUIMARAES


incentivando o ensino primario em diversas escolas mantidas pelo
Grande Oriente, ja promovendo meios eficazes para manutencgo da
admiravel obra de assistencia, que e o Asilo de Mendicidade, operando
em todos os stores corn a mesma disposigao realizadora.
P2 president do Sindicato dos Lojistas; secretario da Federacao
das AssociaqSes de Comercio e Indfistria do Ceara; Diretor da Cruz
Vermelha (Secgco do Ceara); tesoureiro do Instituto Brasil-Estados
Unidos no Ceara; tesoureiro da Li'ga de Defesa Nacional; president
do Asilo de Mendicidade e membro do Conselho de Honra da < Caixeiral.
Politico, filiado a UniAoc Democratica Nacional, foi candidate a
deputagao federal na atual leqisiatura, saindo eleite suplente, con-
correndo ao pleito de 19 de janeiro de 1947, para a Constituinte, e
eleito por expressive votagAo.
0 deputado Torres de Meio descende de families da mais honrosa
tradiqgo na vida military do Ceara, iniciada corn o Tenente-Coronel
Francisco Xavier Torres, official portugues a seivigo do Brasil, onde
teve patente de Sargento-M6r; continuada em seu filho, Brigadeiro
Francisco Xavier Torres, de quem diz o Bardo de Studart que era
< saliente pela parte ativa que tomou nas lutas partidarias da antiga
provincials, comandante da Forca Expedicionaria cearense enviada ao
Para a combater a Cabanagem, batendo os cabanos em Turiassfi, depois
de ter batido os balaios no Piaui e Maranhio, comandante-em-chefe
das forcas que combateram Pinto Madeira, Comandante das Armas no
Ceara e do Arsenal de Guerra do Para .e da fortaleza de Santa Cruz,
no Rio, Oficial da Ordem da Rosa e Comendador da Ordem de Cristo;
no seu irmao, Major Luiz Xavier Torres, que foi deputado a Assembleia
videe este nome), pelo lado materno, e, pelo paterno, salientada no Te-
nente-Coronel Jodo Batista de Melo, Oficial e Cavaleiro da Ordem
da Rosa e Cavaleiro da de S. Bento de Aviz e em diversos outros
oficiais de projegio no Exercito, e reencetada, diretamente, na filiaqgo
do deputado Torres de Melo.
Consorciou-se a 16 de dezembro de 1922, corn d. Edite de Freitas
Torres de Melo, filha de Artur Cris6stomo de Freitas e de d. Maria
Holanda de Freitas, contando do matrim6nio 7 filhos :

Tenente Francisco Batista Torres de Melo, official do
Exercito;
Artur de Freitas Torres de Melo, Cadete de Engenharia da
Escola Militar do Resende;
Lauro Ramos Torres de Melo, estudante do Curso Cientifico
e s6cio da firma J. R. Torres de Melo;
Jose Ramos Torres de Melo Jfinior, aluno da Escola Prepa-
rat6ria de Fortaleza;
Maria Stael de Freitas Tbrres de Melo, 20 anista da Facul-
dade de Direito do Ceara;
Luciano, e
Marcelo, menores.





































WILEBALDO AGUIAR


ANTONIO CARVALHO ROCHA


GOMES SALES


JOSIt PONTES NETO









DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


Representou a Maqonaria cearense na 1" Conferencia Inter-Ame-
ricana da Franco-Maqonaria Simb61ica, reunida em Montevideo a 16
de abril de 1947.
Eleito na sessio de 22 de julho para a ComissAo de Finanqas e
Orgamento.
JOSE WALDEMAR DE ALCANTARA E SILVA Doutor,
em medicine. Nascido em Anacetaba (antiga S. Gonqalo) a 12 de
abril de 1912.
Corn d. Francisca Vieira de Melo, oriunda de Pernambuco, casou-se
em 1799 Francisco da Cunha Freire, tendo do matrim6nio sete filhos,
que- foram: Jose Braz da Cunha, Francisco da Cunha Junior, Jos6 da
Cunha Pereira. Tereza Maria de Jestis, que se casou corn Ant6nio Do-
mingues Pereira; Ana Joaquina de Barros, que se casou com Geraldo
Francisco de Barros, Maria Joaquina de Carvalho, que se casou corn
Jose Barroso de Carvalho, e Felisberto Correia da Cunha, que se ca-
sou corn d. Cust6dia Maria Ribeiro, de quem teve tres filhos :

Joaquim da Cunha Freire, n. em 1827;
Ant6nio da Cunha Freire, n. em 1830, e
Severiano Ribeiro da Cunha, n. em 1831.

0 primeiro e o terceiro vieram para Fortaleza, a empregar-se no
comercio, passando, posteriormente, a constituir a firma Joaquim da
Cunha Freire 6 Irmdo, depois alterada na razao social, corn a retirada
de Severiano.
Joaquim tornou-se o maior capitalist do Ceata. e tentando a in-
dtistria, deu os primeiros passes na produco do 61leo de oiticica, ai
pelas eras de 1879; fundou Banco; foi Coronel Comandante Superior
da Guarda Nacional; Presidente da Camara Municipal de Fortaleza;
President da Caixa Econ6mica e Monte de Socorro da provincia; vice-
presidente da provincia, que governor por tres vezes, nesse carter,
em 1869, 1871 e 1873; Cavaleiro da Ordem da Rosa por Carta Imperial
de 4 de abril de 1868, assinada por D. Pedro II; Comendador da mesma
Ordem, por C. I. de 26 de julho de 1871, assinada pela Princeza Impe-
rial Regente, D. Isabel, e, por fim BarAo de Ibiapaba, por C. I. de
24 de janeiro de 1874, do Imperador, e que, por suas grandes inicia-
tivas pode ser chamado Maua Cearense principalmente pelo que
fez em pr61 da concretizagio da Estrada de Ferro de Baturite (R.V.C.),
da qual foi o maior acionista. Casou jA em idade avancada corn a vitiva
d. Maria Eugenia, e fa'leceu no Rio, em 1907, deixando uma fottuna
avaliada em cerca' de Cr$ 14.000.000,00, mas sem descendencia. Chefe
do Partido Cons.ervador grafido, proprietArio do journal ,
a ele deveram a sua carreira political, dentre outros cearenses notaveis:
Justiniano de Serpa Martinho Rodriques e Frederico Borges. Os scus
vencimentos como chefe do governor mandava-os h Santa Casa, como
donativo. Empreendeu tries viagens A Europa, tendo em uma delas
naufragado no golfo de Biscaia. Era tido como usurario, quando, na
realidade, se nao foi um perdulario, praticou atos da mais alta impor-
tancia no campo de assistencia social e em bem da pobreza desvalida.
Severiano, o mais moqo, tornou-se chefe da firma S. R. da Cunha






HUGO VICTOR GUIMARAES


& Cia. e foi o maior fiiantropo do Ceara, no seu tempo. Criou o Asilo
de S. Vicente de Paulo, de Parangaba; foi por muitos anos Vice-Pro-
vedor da Santa Casa, em cujo salAo de honra existe o seu retrato a
6leo. Tenente-Coronel da Guarda Nacional; Vice-Consul da Austria;
Mogo Fidalgo da Casa Real Portuguesa, Comendador da Ordem da
Rosa por C. Imperial de 17 de abril de 1873, e no mesmo ano, por De-
creto Real de 1' de maio, de D. Luiz I, de Portugal, foi agraciado corn
o titulo de Visconde de Cauipe, com Braz5o d'Armas concedido por
Alvara Real de 16 de margo de 1874. Casou-se com d. Eufrasia Gouveia
da Cunha, filha do Comendador Manuel Caetano de Gauveia, Vice-
Consul de Portugal e uma das maiores fortunes do Ceara, e faleceu
ern Fortaleza, de lesao cardiac, a 4 de setembro de 1876.
Antonio preferiu a agriculture ao comercio, e ficou em Cauipe.
de onde eram naturais, administrando os neg6cios da familiar.
Seu pai faleceu no Piaui, em 1832, e tendo sua av6, d. Francisca
Vieira de Melo, falecido em 1841, cada um dos netos herdou, consoante
o inventario de partilha, feita a 17 de abril, a importAncia de Rs .
187$474 (Cr$ 187,50).
Com uma filha do cel. Antonio da Cunha Freire, casou-se em pri-
meiras nfipcias, o capitalist Mancos Valente Cavalcante, e corn
outra, d. Maria da Cunha Alcantara, casou-se Jose Proc6pio de Al-
cAntara, e com a filha deste, d. Luiza de Alcantara e Silva, casou-se
Raimundo Nonato da Silva, filho de Jose Ferreira da Silva e de d. Ma-
ria Madalena da Silva, e foram os pais do deputado Jose Waldemar de
Alcantara e Silva.
Feitos os primeiros estudos em Anacetaba, veiu para Fortaleza,
matriculando-se no Liceu, onde fez ate o 2'" ano secundario, termi-
nando o curso no Ginasio S. JoAo, seguindo ap6s, para Salvador, Bahia,
em cuja Faculdade de Medicina se matriculou, por ela se doutorando.
em 1938.
Em 1939 fez o curso de Sanitarista, sendo em seguida nomeado
Chefe do Posto de Higiene de Quixada, e, sucessivamente: Chefe do
Centro de Sauide de Fortaleza; Chefe do Servigo de Epidimiologia do
referido Centro, e Diretor do Departamento Estadual de Safide.
President do Centro Medico Cearense em 1945, 6, atualmente,
director da Policlinica Geral de Fortaleza, tendo se revelado em todas
essas func6es de admiravel capacidade de trabalho, aliada a s61lidos
conhecimentos e muita cultural.
Casou-se em Anacetaba, a 20 de maio de 1939, corn d. Maria Do-
lores Brasileiro de AlcAntara, sua prima, filha do cel. Adelino Cunha
Alcantara, e de d. Maria de Abreu Brasileiro Alcantara havendo do
cons6rcio 3 filhos :

Luiza Maria
Lucio Gongalo, e
Lucia Maria de Alcantara

Eleito 1" Vice-Presidente, ao passar a Assembleia a funcionar em
legislature ordinaria e na sessao de 22 de julho, para a Comissao de
Saide Pfblica e Assistencia Social, da qual e president.






DEPUTADOS PROVINCIAIS E ESTADUAIS DO CEARA


MANUEL CARLOS DE GOUVEIA Doutor em medicine.
Nasceu em Aracaju, capital de Sergipe, as 15 horas de 25 de dezembro
de 1891, na rua Japaratuba, nQ 56, sendo filho do prof. Ricardo Viviano
de Gouveia, funcionario puiblico federal, falecido em Fortaleza, a 14
de fevereiro de 1939, como Chefe de Seccio aposentado da Alfandega
do Ceara (Nasceu em Santo Amaro do Ipitanga, Bahia, a 28 de agosto
de 1859 e chegou a Fortaleza para assumir o exercicio do cargo de 31
Escriturario da Alfadega, no dia 8 de dezembro de 1891. Diplomado
pela Escola Normal da Bahia, em 1880) e d. Clotilde Soares de Gouvea,
natural de Sergipe, falecida em Fortaleza a 8 de abril de 1946, nascida
a 20 de agosto de 1860 tendo chegado a Fortaleza a 3 de agosto de 1892.
Neto paterno do farmaceutico Ricardo Jose de Gouvea (natural de
Pernambuco e diplomado pela Escola de Farmicia da Faculdade de Me-
dicina da Bahia, e d. Ana Joaquina da Silva Gouvea, natural da Bahia,
ambos falecidos; e materno, do capitio Manuel Rodrigues Soares e de
d. Adilia Adelaide Soares, ambos naturals de Sergipe, falecidos.
0 dr. Carlos de Gouvea veiu para Fortaleza com a idade de 7
meses e 8 dias, aqui chegando a 3 de agosto de 1892, com sua mae, ba-
tizando-se As 19,30 hs. de 11 de janeiro de 1893, quarta-feira, em casa
dos seus pais, A rua Senador Pompeu, n" 50, em perigo de morte, re-
cebendo os Santos Oleos na igreja do Patrocinio, a 12 de marco, sendo
padrinhos o seu av6 Capitao Manuel Rodrigues Soares, representado
pelo Alferes Marcelino Jos6 Jorge, e Nossa Senhora do Bom Parto,
sendo celebrate o Conego Joso Paulo Barbosa, entao vigario daquela
freguezia.
Estudou elements de primeiras letras com sua m5e, ate o 39 Livro
de Leitura de Felisberto de Carvalho, e, aos 7 anos, lendo correta-
mente, e nada escrevendo, foi matriculado no colegio do professor Ana-
cleto Pereira Cavalcante de Queiroz, entao funcionando no pr6dio ocu-
pado, hoje, pela Imprensa Oficial, tendo como professors Raimundo
Gomes e Jose Carlos de Matos Peixoto. Seguindo seu paf em comissao
para o Aracati, frequentou, ali, durante algum tempo o curso primrric
do prof. Jose Pageles de Castro (1903), passando, de 1904 a 1906, a
estudar no colegio do prof. Joaquim Nogueira. Aos 15 anos, a 7 de
abril de 1907, seguiu para Salvador, a fim de fazer o curso secundario,
matriculando-se no Colegio >, dirigido pelo prof.
Luiz de Franca Pinto de Carvalho, notavel educador baiano, ali cursan-
do Frances, Portugues e Aritmetica. Em 1908-1909 fez cursos particu-
lares no Ginasio Sgo Salvador (direqgo do prof. Tourinho), Colegio
Florencio (direcao do prof. Raimundo Bizarria, distinto fil6logo cearen-
se, dos Inhamuns Taua, sendo dele aluno de Portugues) e regressan-
do a Fortaleza, estudou, particularmente, corn os professors drs. Gui-
Iherme Moreira da Rocha, Henrique Autran, Matos Peixoto e Madame
Gonthier (Cursos particulares), matriculando-se no 59 ano do Liceu,
em 1911. A reform RivadAvia, prejudicando os cursos, obrigou-o a
voltar a Bahia, onde frequentou o Ginasio Carneiro, sendo aluno de
Portugues do emnrito Professor Carneiro Ribeiro, o famoso mestre de
Ruy Barbosa. frequentando em cursos particulares aulas dos professo-
res Guilherme Rebelo (Ingles), Bernardino de Souza (Hist6ria Uni-
versal e do Brasil), Aristides Maltez (Frances-e Latim), Inacio Viegas






98 HUGO VICTOR GUIMARAES
da Silva (Matematica), e Hist6ria Natural corn o prof. Alfredo Ma-
galhies (Ginasio >). Em 1913 matriculou-se no 19 ano de
Medicine na Faculdade da Bahia, sendo aprovado plenamente no
exame de admissao, depois de, por virias causes, ter interrompido o
curso secundario. Como academico trabalhou nas redagqes do de Noticias>>, dirigido por Aloisio de Carvalho, cognominado Lulu
Parola; <
, de SimSes Lopes, e <, de Vicente
Ferreira Lins do Amaral, todos, nomes de grande evidencia no jor-
nalismo national, enquanto trabalhava como interno da Sala do Banco
do Hospital Santa Isabel, sob a direcio do dr. Clementino Fraga; de
Clinica Medica proff. Aurelio Rodrigues Viana); do Instituto Anti-
Rabico director : prof. Augusto C6sar Viana, director da Faculdade),
de Higiene proff. Jos.no Correia Cotias, concluindo o curso em 1918,
aprovado corn distincqo, sendo a menor nota durante os seis anos, um
plenamente, grau 7, versando a these de Doutoramento: Da Sindrome
NeurastEnica, aprovada corn distinaio, colando grau, em solenidade, em
virtude da epidemia da gripe, na Secretaria da Faculdade, a 16 de ja-
neiro de 1919. Re'gressando ao CearA, a 11 de marqo daquele ano, tra-
balhou na Estrada de Ferro de Soure, a Itapipoca (serviqo de cons-
trucao, na qualidade de m&dico da Beneficente da E.F.B.), dali trans-
ferido para Iguati, onde chegou a 19 de setembro de 1920, como me-
dico da construc2o dos ramais de Or6s e Carifs, da R.V.C., e instalou
consult6rio na Farmacia Central, de propriedade do farmaceutico La-
dislau Arnaud Mascarenhas, no dia 15 do referido mes, all continuando
a clinicar.
Ingressando na political, foi indicado candidate a Prefeito Muni-
cipal de Iguatu, num rumoroso pleito, sendo reconhecido pelo Tribunal
de Justiqa, exercendo o mandate de 1926 a 1930, ocupando, ainda, o
cargo, por nomeacio, de 1935 a 22 de dezembro de 1946.
Na administracio municipal daquela grande cidade modificou os
sistemas adotados pelos antecessores e estabeleceu um program de di-
fusio do ensino primArio e alfabetizagio popular de maiores e menores
de 18 anos, instalando escolas verdadeiramente localizadas no campo,
em contact direto com os agricultores, como as dos distritos de Penha
(1935), Jiqui (1946) e Canafistula (1942). Construiu por conta do Mu-
nicipio, corn todo o aparelhamento escolar, 11 escolas e o Grupo Es-
colar (por conta do Estado); criou Escolas de Mfisica e C6rtes e Cos-
tura, o Matadouro Modelo (o, por sem divida, melhor do interior do
Estado), arborizou a cidade e cuidou das estradas.
Onde, pordm, avulta a obra realizadora do dr. Carlos de Gouvea,
e no moment de assistencia social Hospital de Santo Antonio dos
Pobres de Iguatfi, s6bre o qual, ja dizia o autor da monografia 0 Mu-
nicipio e a Cidade de Iguatfi, em 1925, no capitulo a ele referente,
depois de assinalar que fora idealizado em 1923 :

son Albano telegrafou ao primeiro signatArio, Dr. Manuel
Carlos de Gouvea, pedindo informac6es e prometendo au-
xilio monetario. Esse telegrama veiu despertar novas ener-
gias, constituindo-se logo uma Comissio Central, subscre-











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VI 1 ".

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JOSi CRISPINO


TORRES DE MELO


PARICLES M. DA ROCHA


OSIRIS PONTES