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Duas palavras;
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 Material Information
Title: Duas palavras; exerptos da vida do pe. Cicero
Physical Description: 19 p. : illus. ;
Language: Portuguese
Creator: Batista, Cícero Romão, 1844-1934
Machado, José Teófilo, 1921-2001
Publisher: Tip. S. Francisco
Place of Publication: Juazeiro do Norte, Brasil
Publication Date: 1948
 Subjects
Genre: non-fiction   ( marcgt )
 Notes
General Note: Letter and will of Padre Cicero, with a short biography by J. Machado.
Statement of Responsibility: por J. Machado.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier: oclc - 13530384
Classification: lcc - F2651.J83 B22 1948
System ID: AA00000235:00001

Table of Contents
    Front Cover
        Page i
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    Errata
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    Preface
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    Back Cover
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Full Text


TIPOGRAFIA S. FRANCISCO
� DE-
Jos� Bernardo da Silva
Convida a todos os ambulantes que queiram fazer um �timo sortimento d� Romances, Folhetos, Ora��es de diversas qualidades, Livros Escolares, Did�ticos Ginasiais; Cadernos, L�pis, Papel para enfeites, Papel de Seda etc, fazendo um vantajoso abatimento aos revendedores.
ATENDE-SE REEMBOLSO POSTAL
Rua Santa Luzia, 263/269 Juazeiro do Norte � Cear�
Endere�o Telegrafico do Advogado
Dr. Dinis
JUAZEIRO DO NORTE - CEAR�


ERRATA
Na p�gina 23 onde est�ra propaganda do Caii�-tio,M�,?hado, no principio da terceira linha, est� escrito: Registro de moveis, porem a palavra exata �: Registro de im�veis.


� Dr. Floro Bartolomeu da Costa conversando com o coronel Jo�o Bri-gido, na Reda��o do Unit�rio logo depois da vitoria da revolu��o anti-ra-belista.
Grupo de alunos do Gin�sio Sal�siano
desta cidade, em prociss�o.


AO LEITOR
Damos a este trabalho o nome de � DUAS PALAVKAS � para sigaifioar que n^le tratamos de obra da p?queno vulto, embora de relativa import�ncia, r, qu�, no car�ter de licito da mem�ria do RVDMO. PADRE OlOEttO RO M�O BATISTA, uos sentimjs movido pelo imperioso dever de:
a) - Publicarmos a carta do mesmo, escita de Roma, a qual. evi-
dencia que est� errado o assentamento do batismo do Padre C�cero, uma Vrz que esfe n�o nasceu a 23 de M?.r�o, como consta, publicado com manifesta mi f�, no intuito de produzir confus�o era rela��o � mencionada data nataiieia, ocorrida a 24 de Marco de 1841, como se verifica pela carta adiante transcrita:
b) � Responlermos � mal�cia cora que o sr. Edmar Morei publicou
em livro de sua autoria relativo ao Jouzeiro, dois telegramas assinados pelo Padre Cicero, a 5 de Outubro de 19J0: um respondendo ao ent�o iJovernador Mitos Peixoto � pondo A sua desposi��o at� homens armados, pira defeza de seu governo, contra os revoltosos que se levantavam em torJo o Brasil somo � ocioso dizermos; outro respondendo a chefes revoltosos e dizendo que seus amigos n�o pegariam em armas contra estes; o que d�lugara htver pess�is que, lendo os ditos telegramas, classifiquem o Padre Cicero como homem politiqueiro, vulgar e sem moral pol�tica, embora este crit�rio seja falso, uma vez que sabemos que naquele tempo n pad>e estava quasi completamente cego de cataratas, das quais foi operado p�lo Doutor Izac Salazar, cerca de um m�s, antes do seu passamento final.
Naquele tempo, o representante da pol�tica do Padre C�cero era o Doutor Juvencio Joaquim de Santana que se achava em fortaleza, de sorte que os aludidos telegramas foram aqui redigidos (um pjla ra?nh� e outro � tarde) por secret�rios do velho padre, os quais, abusando da confian�a que tinham perante �le, leram como bem entenderam, para que os assinasse, muito mal como se verifica pelo fac-simile dos mesmos, no supra dit� livro. Esta 6 a verdade que p�e a salvo o nome do homem de maior valor moral em seu tempo, no Rrasil e que, al�m de sofrer da vista, estava para completar 90 anos de idade e j� vivia muito doente, c)-Ao contrario do que propalavam, em 19:54, quando faleceu o Padre Cicero, dizendo que esta cidade ia se reduzir a ru�nas e o mel�o de S. Cietino, cibrir todas as casas, o joazeiro continua, cada vez mais em progresso, a ponto de ter atualmente cerca de 50 mil hibitantes, ruas em constantes remodela��es alinhadas e melhoradas, possuindo t�i ruas com 2o7 quarter�es e l� pra�as destacando-se � Almirante Alexandrino de Alencar-


~2~
Quanto ao ensino, ja ba�t�nte adiantado, colocando-se em primeiro lugar a Escola T�cnica de Comercio, Gin�sio Salesiano, Escola T�cnica Salesiana, Escola Normal Rural, Instituto Santa Terezinha, Grupo Escolar, diversas escolas isoladas de alfabe-�za��o e a biblioteca municipal, �istinguem-se tamb�m entro os importantes melhoramentos desta cidade�associa��es de classes. Posto de Higiene, hospital em constru��o, Campo de Avia��o com Escola de Avia��o Civil em organisa��o, Bancos e Casa� Bancarias, n�o esquecendo de salientar que existem nesta cidad� os dois maiores cinemas do Cariri, o grande Clube do-Doze; Tr^ze Esporte Clube, um campo de futebol e uma anipli-cadora com i(j auto falantes. Suas principais industrias constam de sapatarias, ourivesarias, fabricas de sinos, rel�gios, anz�is, facas, agulhas, espoletas, artefatos de couros e de palhas, de que vive grande parte do seu operariado laborioso e parto de mais de 3 mil ambulantes que vendem das grandes cas.-is comerciais desta cidaae, as quais compram diretamente do Rio de Janeiro e S�o Paulo e mesmo do estrangeiro. Eis, portanto, DUAS PALAVRAS, como una trabalho de grande utilidade no momento conforme se pode verificar pelos tra�os biogr�ficos, caita, testamento e an�ncios que adiante se veem.
Espero por isso a melhor boa vontade do leitor, antecipando o meu agradecimento pelo acolhimento que der a este livro.
Joazeiro, 1948
O autor


De 1844 a 1870. Em 24 de Mar�o de 1844 nasceu o PADRE CICERO ROM�O BATISTA, filho legitimo de Joaquim Rom�o Batista e de Donajoaquina Vicencia Romana, alvo de olhos azuis, bem parecido e de fam�lia cat�lica.
Em 1863, estando a cursar no col�gio do Padre Rolim, em Ca-jazeiras, Estado da Paraiba, esteve para abandonar sua carreira em que pretendia ser sacerdote, em virtude do colera-morbus, de que foi vilima o seu pai.
Ficou viuva sua m�e com duas filhas de nomes Maria e Ang�lica. Ele, como �nico homem de casa, assumiu a dire��o da mesma, liquidou alguns d�bitos deixados por seu pai que era pequeno comerciante e agricultor.
De 1865 a 1870 pa�scu a efludar no Semin�rio de Fortaleza, onde sempre revelou �tima voca��o, a ponto que seu bispo Dom Loiz dos Santos o chamava "anjo do Ctar�". Dele dizia um seu colega e at� pcuco tempo vigaiio de Tapen�, Paraiba, que, cm certo passeio com o corpo docente e dicenle daquele semin�rio, n�o tendo onde colocar seu chap�u, porque cs outros tinham ocupado todos os locais pr�prios, na rasa de hospedagem, num sitio, co-Fcou-o numa parede onde nada o segurava, a n�o ser algum poder oculto, o que deu lugar a coment�rios entre seus colegas que o apertando com perguntas, tinham como resposta aptnas sorrisos discretos. Apesar de algumas dificuldades, ordenou-se em 1870.
De 1870 a 18S9--Em 1872 o Padre Cicero foi nomeado capel�o da enl�o Capelania do Joazeiro, constante de pequena popula��o, algumas casas de tijolos e telhas, e poucas outras de taipa e palhas. Sua capelinha era de taipa e telhas sob o orago de Nossa


Senhora das Dores e edificada pelo Padre Pedro Ribeito de Carvalho. O Padre Cicero que durante alguns anos tamb�m foi vig�rio de S. Pedro do Cariri, exercia seu sarcedocio sem cobrar pagamento pelos �tes religosos que praticava, recebendo apenas o que cada paroquiam) achava conveniente para sua manuten��o de ^sacerdote pobre.
�s vezes, castigava, certos paroquiano?, com palmat�ria, porqi e linha sobre os mesmos absoluta acendencia moral, devido � sua vida exemplar de homem honesto, sincero e humilde, fazendo miss�es religiosas e ensinando o catecismo.
Dizem que ele tinha o dom de bik ca �f.o,corno Santo Ant�nio, S�o Francisco Xavier, San'.o Afonso e outros santts, aponto de se tiansponar cm espirilos, n logures distantes, em quanto adormecia, como, lhe acontecia, em cerlos momentos mesmo quando viajava a cavalo: tal dom lhe serviu durante toda sua vida.
Dominado de grande espirito acetico, � maneira do Padre Ibiapina, organizou um nucl�o de mo�as a que deu instru��1 religiosa paiticular e o manto de beatas.
Uma delas, mesti�a quase preta e filha desta cidade, em Mar�o de 1889 revelou fen�menos extraordin�rios, pois que era obrigada a expor num recipiente, por ocasi�o da Comunh�o, as h�stias por ela recebidas, uma vez que n�o podia degluti-las, porque as mesmas passavam a formar poslas de carne e sangue.
De 18S9 a 1908. Tais acontecimentos que ocorreram no ano em que se ia proclamar o regimem republicano no Brasil, tiveram imenso efeito, dando lugar a afluirem para este local indiv�duos de todas as classes sociais, particularmente dos sert�es nordestinos. Foi o come�o da forma��o desta cidade, onde ao lado dos grupos de penitentes da irmandade da Cruz, surgiam os comerciantes, artistas e oper�rios, todos trabalhando, pois a ordem do Padre Cicero como verdadeiro ap�stolo do bem consistia em mandar que trabalhassem e rezassem, todos os dias, o ro-zario. N�o afastava de sua presen�a nem os maiores criminosos, pois dizia que sua obra era de salva��o e Jesus Cristo n�o veio ao mundo para salvar os santos e sim os pecadores.
Surgiu, porem� a quest�o religiosa devida aos prod�gios de sangue ocorride s com Maria de Arsujo, os quais, afinal, foram condenados, pela autoridade eclesi�stica de Rema onde esteve o Padre Cicero, pira se justificar perante o Papa Le�o XIII, o


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qual mandou que o mesmo regressasse e se conservasse calado sobre tais casos, mas n�o o excomungou, como houve quem maldozBmente propalasse e mesmo bispos que o privaram de celebrar missas nesta cidade de onde jamais quiz se afastar, por mais que lhe oferecessem, como ofereceram, vantajosas coloca��es fora daqui, pois amava seu povo, como prova a carta escrita de Roma a sua querida m�e. Os romeiros, desde ent�o, at� hoje, jamais deixaram de afluir a esla cidade em visitas a Nossa Senhora das Dores e traziam quase sempre dinheiro para ele e para �la. O Padre Cicero, no come�o ?e recusava a receber import�ncias, pois queria continuar em sua vida de pobreza, como dantes, mas certas beatas que o cercavam, particularmente uma de nrme Joana Tertolina de Jesus (Dona Mocinha) que passou a ser a governante de sua casa, conseguiram convence-lo de que devia receber os dinheirrs que lhe traziam e empregi-los em uma obra pia, como prova, temos nesta cidade, principalmente a Ordem Sale�iana sem falar em oulras organiza��es semelhantes ou de menores vultos.
Afinal de pequena aldeia o Joazeiro passou a grande centro humano contando cerca de 20 mil habitantes, em 1908, q uando, conseguiu separar-se do Munic�pio de Crato, constituindo o Munic�pio de Joazeiro do Padre Cicero.
De 1908 a 1934 -- Pouco depois da crea��o deste Munic�pio chegou aqui o medico Baiano Doutor Floro Bartolomeu da Cosia, o qual conseguiu do Padre em cuja casa se hospedou, ao chegar nesta cidade, em companhia do engenheiro Conde Adolfo van den Brule, tal simpatia, que logo passou a ser o dirigente da pol�tica local, embora o padre, nominalmente, continuasse a ser o prefeito do munic�pio e tivesse todo prestigio e responsabilidade perante a pol�tica do Governo Aci�li. Devido a casos que n�o cabem aqui, no Governo Marechal Hermes Pinheiro Machado, foi deposto o Givcrno Acioli c passou a governar o Ce^r� o Cel. Marcos Franco Rabelo, o qual, terminou, sendo deposto por elementos do partido aciolista, entregando o Governo deste Estado ao ent�o Corr nel Setembrino de Carvalho, que o assumiu cm Mar�o de 1914, no car�ter de Interventor Ft-deial. Os referidos elementos aciolistas tiveram como sede da reve'u��o anti-rabelista, Joazeiro, tendo como principais chefes sob a influencia e prestigio do patiiarca, o Dr. Floro, o Cel. Pedro Silvino, o Dr, Jos� de Borba, e em Fertaleza o Cel. Jo�o Brigido, redator do


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Unitario, alem de outros no Rio de Janeiro e ainda neste Estado.
Depois da revolu��o, passou o Padre Cicero a gozar de maior prestigio pol�tico, sendo visitado por muitos pol�ticos e alguns governadores do Estado.
Servindo-se de sua posi��o de representante do povo, o Deputado Federal Dr. Floro atendendo ao perigo a que estava exposto o vale do Cariri, ante as colunas de revoltozos de Carlos Prestes a se moverem em dire��o ao Nordeste, conseguiu que o Governo Artur Bernardes, sem demora, organizasse nesta cidade um Batalh�o Patri�tico, formado de 1200 homens, rs quaes se deslocavam auxiliando as for�as federais, isto em 1926, quando faleceu o referido Dr. Floro, no Rio de Janeiio.
Em 1930, por ocasi�o da revolu��o que terminou erpossando o Dr. Getulio Vargas na Presid�ncia da Republica, quando o Padre Cicero, quase cego de cataratas em ambas as vistas, recebeu, de manh� um telegrama do Governador deste Estado Matos Peixoto, perguntando qual era sua atitude em face das vitorias dos revoltosos, ao que ele, ma) assinando telegrama feito por alguns de seus secret�rios, respondeu dizendo que o governo contasse at� mesmo com o concurso de homens armados, nesta cidade, em defeza di legalidade. Na tarde do mesmo dia, recebeu ele um telegrama de chefes revoltosos, perguntando quel sua atitude em rela��o aos ditos revoltosos, ao que ele respondeu, guiado pelos mencionados secretario?, assinando sem ler, um telegrama no qual dizia que nenhum de seus amigos .pegaria em armas contra revoltosos.
Em 1931, a 9 de Mar�o, chega a esta cidade a chamado do Revdmo Padre Cicero Rom�o Batista o Doutor Juvencio Joaquim de Santaua, que se achava residindo em Fortaleza, p�ra derigir n�o somente a sua pol�tica como tambem os seus nego-gocios particulares.


(COPIA)
Roma, 24 de Mar�o de 1889
Minha m�e e Ang�lica
Deus bs aben�oe e fortifique em sua gra�a.
Hoje que .fa�o anos, 54, v�spera da Anuncia��o da M�e de Deus, ela me alcan�ou a gra�a de ver o Papa, o representante de Jesus Cristo, na Terra: fui admitido a assistir o consistorio, na sala regia, onde o Santo Padre creou quatro cardeais e muitos bispados novos foram creado--. Assistia um nu mero imenso de gente, vendo-se estrangeiros de toda parte. Pareceu-ma que na sala onde eu estava s� tinha brasileiro, eu e Jo�o Davicl. E realmente um �to t�o admir�vel.nente magestoso, que por a� n�o se pode fazer uma id�ia. Causou-me a maior impress�o e eu admirava-me estar ali. Mesmo emquin�) Fndos estavam cheios de satisfa��o, a minha ahm estiva triste, me lembrando de minha m�e cheia de dores e chorando, de Ang�lica, das meninas, de todos da� at� de Antonh, pensando como eslariam Concei��o e Rosa, c tinta recorda��o que meu espirito s� estada satisfeito l� mesmo com os me is. J� tenho visitado a maior parte dos santu�rios mais celebres daqui, mas nenhum h� que me tocasse tanto na alma, como a escada santa, a mesma por onde Jesus Cristo subiu para o Pa'a:io de Pilatos, em Dolorosa Paix�o, caindo gotas de seu sangue, nos degraus que ainda hoje se conservam e se adoram. Esta escada foi trazida de Jerusal�m para Roma, tem vinte e oito degraus de pedra m�rmore e est� colocada em um santu�rio mandado erigir pelo Papa Sixto V, perto da granda bas�lica de S�a Jo�o de Latr�o: os degraus da escada est�o cobertos com outros de madeira e em quatro partes dos degraus, onde se conservam ainda algumas parcelas do precioso sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, esta coberta por uma camada de vidro. Sode se de joelhos at� em cima, onde existe outro santu�rio cheio de preciosas rel�quias: sobe-se rezando, e eu, impressionado, como se estivesse vendo Nosso Senhor subindo e o acompanhando a Sant�ssima Virgem, cheia da maior magua, a� pedi muito a Ele e a Ela (que tanto quizeram sofrer por amor de n�s) pr^r minha m�e, por Ang�lica, por cada um dos maus e por todos da�. No fim, um frade, dos que s�o encarregados dezelar este lugar t�o santo, me deu este pe-


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queno registro, mando como lembran�a da visita, que tamb�m lhes mando. Rezem muito � Nossa Senhora das Dores que seja encarregada de todo o meu negocio, e para que ela, como M�e Poderosa, me fa�a vo!tar em paz para o meio dos meus. At� agora u�o recebi a menor noticia da�. Rezem muito � Sant�ssima Virgem. Ela mesma aben�oe a miiha m�e, a Ang�lica, a Joana, a Jeronima, a M iri i C�ndida, a Dina, a Izabe1, a Ana, a Te-reza, a Antonia, a Fiastora, � fam�lia Assun��o e a tod( s da�, como a todos me recomendo. E minha m�e aben�oe seu filho que muito a estima.
PADRE C�CERO ROM�O BATISTA
TESTAMENTO
� DO-
Revdmo. Pe. Cicero Rom�o Batista
(Copia)
EM NOME DE DEUS. AMEN. Eu Padre Cicero Rom�o Batista, achando-me adoentado, mas sem gr�vidale, e cm meu perfeito juizr�, e na incertesa do dia da minha morte, tomei a resolu��o de fazer o meu testamentu e as minhas ultimas disposi��es, para o fim de dispor dos meus bens, segundo me permitem as leis de meus pais.
E como, devido ao meu atual incomodo, n�o posso levar muito tempo apurado em escrever este longo documento, nem quero fazer um testamento publico, mas, sim um teslrmento cerrado, de acordo com o artigo 163S e seus par�grafos do C�digo Civil Brasileiro, pedi ao meu amigo Luiz Teofilo Machado, 2." Tabeli�o de notas de�ta comarca que por mim escrevesse este meu testimento, em minha presen�a, e p< r mina ditado, leser-vmJ)-me para assinal-o com o meu pr�prio punho.


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Declaro que sou filho legitimo dos falecidos Joaquim Ro-rn�o Batista e Dona Joaquina Vicencia Romana e nasci na cidade do Crato, neste estado do Cear�, no dia vinte e quatro de Mar�o de mil oitocentos quarenta e quatro (1844).
Como profiss�o, adotei o Minist�rio Sacerdotal, de acordo com as Ordens que me foram conferidas pelo ent�o Bispo do Cear� D�o Luiz Ant�nio dos Santos, de saudosa mem�ria, exer-cendo-e confnme a minba voca��o, cem amor, dedica��o e boa vontade e desejando assim continuar enquanto o Bom Deus, pela sua Divina Mis�ria rdia me conceder for�as e conciencia dos meus atos. Dec aro que desde a minha Ordena��o, mesmo durante o pouco tempo que fui Vig�rio da Paroquia de S�o Pedro do Crato, nunca perobi im real siquer pelos atos religiosos que tenho praticado como Sacerdote Cat�lico. Declaro ainda que todos os dinheiros que me foram e continuam a ser dados, como ofertas a mim unicamente os tenho distribu�dos em ntos de caridade que est�o no conhecimento de tedos bem como em grandes e vantajosas obras de agricultura, cujo resultado tenho aplicado em bens, que ora deixo, m maior parte para a Benem�rita e Santa Congrega��o dos Salesiaaos, afim de que ela funde aqui, no Joazeiro os seus Colegi s de Educa��o para crian�as de ambos os sexos. Desde mudo cedo, quando comecei a ser auxiliado com esmolas, pelos Romeiros de Nossa Senhora das Dores que aqui chegavim, a par do auxilio eficaz por mim feito para o desenvolvimento desta terra, resolvi aplicar parte das mesmas esmolas recebidas, em propriedades, visando assim fazer um patrim�nio para ajudar uma Institui��o Pia e de Caridade que pudesse aqui continuar a sua Obra Bemfazeja.
E porque dentre todas as existentes, nenhuma se me afigura mais benem�rita e de a��o mais eficaz e de caridade mais acentuada do que as dos. bons e santos disc�pulos de Dom Bosco, os Benem�ritos Salesianos a elesdeixarti quase tudo que possuo, conforme adiante declaro.
E rogo a esses bons e verdadeiros servos de Deus, os Padres Salesianos que me fa�am esta Grande Caridade, instituindo nesta terra uma obra completa.
Estou certo, n�o s� porque conhe�o a idole deste povo aqui domiciliado, assim coma das popula��es sertanejas que aqui freq�entam e que p;>r meio dos bons conselhos tenho educado na pratica do Bsm e de Amar a Deus e mais ainda porque o


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pedido que fa�o estou certo, repito, que todos os romeiros aqui, domiciliados ou de ponto9 distantes, como prova de estima e amisHde a mim em e louvor a honra a Virgem M�e de Deus, a continuar�o a freq�entar este meu amado Joazeiro com a mesma assiduidade, e auxiliar�o aos Benem�ritos Podres Salesianos, como se fossem a mim pr�prio, para manuten��o aqui da su� O-bra de caridade Custa, isto � dos seus Colega s, nesta terra para todo o sempre, ser� a maior tranq�ilidade para a minha alma na outra vida.
Declaro, outro sim, que os dinheiros que tenho recebido para celebrar missas conforme a inten��o des pessoas que m'os tem dado os tenho distribu�do cem o maior crit�rio, por interm�dio dos Padres e Vig�rios desta e de outras Dioceses e de algumas Institui��es Religiosas do Pa�s e do Estrangeiro. Devo acrecentar que os dinheiros que me tem sido entregues para eu aplicar como entendesse e quizesse na inten��o, louvor e honra de Nossa Senhora das Dores, sem nenhuma outra condi��o, do mesmo modo, os tenho aplicado com muita conciencia em atos de caridade, em aux�lios as Obrus e institui��es Pias em bens que ora deixo conforme vai adiante declarado para Nossa Senhora das Dores Padroeira desta Matriz e para Sanla Congrega��o dos Salesianos.
Particulariso, desta manei�a a aplica��o; � minha vontade das importancifs em dinheiro, recebidas para distribmr na inten��o de Nossa Senhcra das Dons, nunca me apoderei delas, ao contrario, ordenei sempre que fossem recolhidas aos respectivos Cofres da Igreja hoje Matriz, os quais estiveram sempre sob a guarda dos Vig�rios da Paroquia.
Devo ainda declarar por ser para mim uma grande honra e um dos muitos efeitos da Gra�a Divina, sobre mim que, em virtude de um voto por mim feito, aos doze anos de idade, pela leitura nesse tempo Que eu fiz da vida imaculada de S�o Francisco de Sjle�, conservei a minha virgindade e minha cas-tidade at� hoje.
Afirmo que nunca fiz mal a ningu�m nem a ningu�m votei odio nem rancor e que sempre perdoei, por amor de Deus e da Sant�ssima Virgem a todos que me fizeram mal conciente ou inconcientemente.
Preciso ainda elucidar um assunto ao qual meu nome por circunstancias especiais se acha ligado, poiem no qual minha


.-Il-
a��o, ali�s pacifica, conciliadora e sempre do lado do bem tem sido injustamente deturpada pelos que se deixaram dominar pelas paix�es do momento ou n�o souberam interpreta-b. Nunca desejei ser pol�tico: mas em 1911 quanda elevado o Joazeiro, ent�o pov.ado � categoria de vila, para atender aos insistentes pedidos do ent�o Presidente do Estado o meu saudoso f*migo Comeudador Ant�nio Pinto Nogueira Acioli e ao me^mo tempo evitar que outro cidad�o, por n�o saber ou n�o poder manter o equil�brio de ordem at� esse teimo por mim mantido comprometesse a b o a marcha desta terra, vi-me for�ado a colaborar na pol�tica.
Apesar das bruscas mutila��es da politio cearense sempre procurei conserva-me em atitude discreta, 6em apaixonamentos evitando sempre as incompatibilidades que podessem determinar choques de efeitos desastrosos. Para isso conseguir muitas vezes tive de me expor ao conceito de homens sem id�ias bem definidas. Ap�s a queda do governo Acioli por motivo de ordem moral, retra�-me da p ditica, mantendo entretanto, rela��es de cordialidade com o G >verno Franco Rabelo sendo at� eleito 3.� Vice-Presidente do Estado. E o meu amor � ordem foi t�o manifesto que a despeito da m� vontade do partido dominante para c amigo, n�o hesitei em atender o pedido da popula��o detti terra e autorisar que o meu nome fosse apresentado para voltar ao cargo de Prefeito deste m inicipio naquele mesmo Governo que me era sobre maneira hostil. Q.iando em Novembro de 1913 o meu amig > Dr. Floro Bartolomeu da Costa, atual deputado Federal por este estado, o diretor pol�tico desta terra, de volta do Rio de Janeiro me imformou que os chefes do partido dacaido haviam resolvido reunir a Assembl�a Estadual aqui, por ser imposs�vel a reuni�o em Fortaleza, em virtude da press�o exercida pelo partido governante e dar-lhe a dire��o do movimento relacionado, com a maior lealdade ponde;ei em carta reservada ao Coronel Franco Rabelo sobre a vantagem da sua renuncia. E assim procedi, porque sem de nada mais grave propriamente saber (a n�o ser da reuni�o da Assembl�a) percebi pelos precedentes de viol�ncia, do governo a possibilidade da uma lula.
N�o sendo porem atendido pelo ent�o presidente Coronel Franco Rabelo, e n�o podendo este evitar que � sombra do seu nome fossem cometidos atos de desatinos, entre os quais b�rbaros assassinatos e espancamentos, considerei finda a minha �rdua


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larefa afastando me do campo de .a��o pol�tica, deixando ao mesmo tempo que o Dr. Floro agisse segundo as ordens recebidas, j� que n�o me era poss�vel poupar esta popula��o laboriosa da triste condi��o de vitima indefesa.
E no per�odo mais agudo na luta, cujo curso de gravidade foi para mim um? surpresa, podem garantir os que atestemu-nharam aqui, que a minha atitude era lastimar as desastrosas conseq��ncias dos erros pol�ticos, jamais deixei de ser no sentido de evitar vio!en:ias. De maneira que p isso afirmar, sem nenhum peso de conciencia, que n�o fiz revolu��o, nela n�o tomei parte, nem para ela concorri, nem tive e nem tenho a menor parcela de responsabilidade direta ou indiretamente dos fatos ocorridos. Eleito no bi�nio do Governo Benjamim Barroso, primeiro Vice presidente do Estado, apesar deste rompido politicamente com o Dr. Floro Bartolomeu, sempre com ele mantive a maior cordialidade. N�o tenho culpa � que por um despeito mal entendido e de ordem pol�tica, houvesse e ainda exista quem me queira tomar por ela respons�vel
Estou certo de que quando se fizer, sem paix�o a verdadeira luz, sobre estes fatos, meu nnme real�ara limpo como sempre foi. Fa�o estas declara��es neste momento, para que os que me sobreviverem fiquem cientes (porque perante Deus tenho a minha conciencia tranq�ila) que neste mundo, durante toda a minha vida, quer como homem, quer como sacerdote, nunca, gra�as a Deus, cometi um alo de deshonestidade seja sobre que ponto de vista se possa ou queira encarar, nem nunca cometi, nem alimentei embuste de esp�cie alguma. Aproveito o ensejo para pedir a todos os moradores desta terra, o Joazeiro, muito especialmente aos romeiros que depois da minha morte n�o se retirem daqui nem o abandonem: que continuem domiciliados aqui no Joazeiro, ven-nerando e amanda sempre a Sant�ssima Virgem M�e de Deus, �nico rem�dio de todas as nossas afli��es, auxiliando a manuten��o do seu culto e de todas as institui��es religiosas que aqui se fundem, � com especial men��o a dos Benem�ritos Padres Salesianos que ser�o os meus continuadores nas obras de Caridade que aqui in'ciei.
Insistindo, pe�o, como sempre aconselhei que sejam bons e honestos trabalhadores e c entes, amigos uns dos outros, obi-dientes e respeitadores �s leis e �s autoridades civis a da Santa Igreja Cat�lica Apost�lica Romana, no seio da qual t�o somente


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poder� haver felicidade e salva��o. Torno extensivo este meu pedido tamb�m a todos os meus amigos, pessoas de outros estados e Dioceses, romeiros tamb�m da Sant�ssima Virgem, M�e de Deus, isto a que continuem a visitar o Joazeiro, em romaria � Sant�ssima Virgem, como sempre o fizeram auxiliando a manuten��o do seu culto c das Institui��es Religiosas que aqui forem criadas e com especial mens�o, repilo, a dos Benem�ritos Padres Sa'esianos, que ser�o aqui no Joazeiro os meus continuadores na Obra de Caridade que empreenda e que sempre sejam bons e honestos, trabalhadores e crentes, amigos uns dos outros e obidientes e respeitadores �s leis e �s autoridades civis e da Santa Igreja Cat�lica Apost�lica Romana, no seio da qual t�o somente poderemos encontrar felicidade e salva��o.
Estes conselhos, que sempre os dei em minha vida, n�o me canso de repiii-los aqui, para que dept is de minha nw rte bem gravados fiquem na lembran�a deste povo, cuja felicidade e salva��o sempre fer�m objetos da minha maior preocupa��o.
N�o tenha acendentes vivos nem tampouco decendentes, e assim julgo poder di-por dos meus bens, que livres e desembara�ados se acham, de acordo com as leis do meu pa�s c do modo porque desejo e como se segue e o fa�o na plenitude das minhas faculdades e da mais livre e espoDtanea vontade:
PRIMEIRA:- DEIXO para a Ordem dos Padres Salesianos todas as terras que possuo nos sitios Logradouro, Salgadinho, Mochila, Caras, Pau Ceco, que pertenceu ao velho Ant�nio Fe-lix neste munic�pio, o s!tio Concei��o, na serra do Araripe, munic�pio do Crato, onde reside o empregado Casemiro; os terrenos que possuo na serra do Araripe e mais o sitio Brejinho ao sop� da mesma serra do Araripe, nn munic�pio do mesmo nome; os pr�dios e a capela em constru��o na serra do Horto, e todas as suas bemfeitoiias; o pr�dio onde funciona o A�ougue Publico, desta cidade, sito � Avenida Dr. Floro, antiga Rua Nova; os pr�dios cont�guos � resid�ncia da religiosa Joana Tertulina de Jesus, conhecida pr>r Beata Mocinha, onde lambem reside atualmente, sito � rua S�o Jos�; o sitio Faistino, sito no munic�pio do Crato: o sitio paul, tamb�m no munic�pio de Ciato, porem dfpois do falecimento da antiga propriet�ria Dona Ermelinda Correia de Macedo, que ainda nele reside, salvo si antes da sua morte de acordo com os Padres Salesianos ficar morando em outro logar; o sitio Baixa Dantas; no muricipio do Crato: as


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fazendas Letras, Caldeir�o e Monte-Alto, no munic�pio de Ca-brob�, do Estado de Pernambucr, com todas as bemfeitorias; e gados nelas existentes; o quarteir�o de pr�dios sito � rua S�o Pedro os quais omprei a a D . Floro Bartolomeu da Custa, nesta cidade, inclusive o pr�dio em constru��o na mesma rua, cont�gua � casa da morada e de negocio di meu amigo �ami�u Pereira da Silva; a fazenda Juiz, s to uo munic�pio de Aurora, que comprei aos frades da C inveuto de S�o Bento de Quixad�, o pr�dio onde funciona o Orfanato Jesus Miria Jos�, silo � rua S�o Jos�; o terreno cont�guo a este me mo pr�dio; o pred o em constru��o junto a casa da Beata M >c:nha, onde reside, a mesma rua S�o Jo.i�; o sitio Fe nanies, n> mancipio de Crato; o sitio Peri-Peri no sop� da sem de S�o Pedro do munic�pio do mesmo nome, porem depois da morte de s ia ent�o p oprietaria Dona Maria Souto, salvo se esta de acordo com os Padres Salesianos quizer morar eu outro hgir; os s�tios San'a Rosa e Taboca munic�pio de Crato; o si�io Rangel, sito no munic�pio,' de SanfAna que comprei a Dona Joana de Ara�jo e toJas as propriedades com todas a> suas bemfeitorias igualmente a estas por mim citadas que possuo ou venha possuir e que n�o constam deste testamento, bem como todos os gidos que possuo por toda a parte e que n�o perten�am a outras pessoas ou herdeiros estabelecidos nas cl�usulas deste testamento que ora fa�o, repito, deixo para os Benem�ritos Pad es Salesianos. Suplico aos mesmos padres que terminem a constru��o da Capela do Horto.
Devo dizer para ewtar conceitos inveiidicos, e suspeitos em torno de meu nome comecei a construi-la para cumprir em voto que eu e os meus falecidas colegas e amigos os Padres Manoel Felix de Moura, Francisco Rodrigues Monteiro e Ant�nio Fernandes Tavora, ent� > vigarh da Crato, fizemos. Esse voto fizemos quando apavorados com os resultados da seca de 1889 receiamos ali�s, com raz�o justificada que o ano de 1890 fosse tamb�m seco; com o povo desta terra ao Sintissima Cora��o de Jesus. E como essa obra n�o pule terminar muito a contragosto, � verdade t�o somente para n�o desobedecer as ordens proibitorias do do meu deocesano o ent�o Rispo do Cear�, Dom Joaquim Jos� Vieira, pe�o aos Benemeiitos Padres Salesianos que concluam esse templo de acordo com a planta que trouxe de Rolna e a mini dura e n folha de flandre que deixo depositada em logar seguro. Deixo mais para os Padres Salesianos a Imagem em vulto


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grande do Senhor Morto que me veio de Lisboa.
SEGUNDA: DEIXO- para a Sant�ssima Virgem das Dores desta matriz de Joazeiro, os seguintes bens: O sitio Porteiras onde mora o meu encarregado Jos� In�cio Cordeiro; o s< biado onde Manoel Sabinr� tem a loja de Santos, a rua Padre Cicero; o pr�dio onde funciona a Cadeia Publica de ta cidade, sito � Avenida Dr. Floro bem como os demais que te seguem contigua-mente a mesma rua e na rua Padre C�cero: o piedio onde mora D na Rosa Esmeraldo, bem comojos pr�dios conlinguos que foi o Orat�rio do Senhor Morto e o q ,e reside a Beata Soledade e mais ainda o terreno morad � a este continguo; o pr�dio onde morou a Beata I.abel Luz: onde funcionaram as reda��es do �O REBATE� e da Declaro mais que esses bens que deixo Para N< ssa Senhora das Deres Padroeira desta Matriz, n�o poder�o ser vendidos ou alienados sob que protexto for. E no caso c"e cauem quer que seja encariegado da dire��o do Patrim�nio de Nissa Senhera das Dores entender de vende-los ou aliena-los, passai�o todos esses bens h pertencer � Cnngrega��o dos Salesianos.
TERCEIRA:-DElXO para Maria de Jesus (Vulgj B.b�), para Tereza Maria de Jesus (vulgo Terezmha �o Padre), para a Beata Jeronima Bezerra (vulg) Geluca) e para Maria Eudocia da Assun��o) o pr�dio onde residiu e faleceu minha saudosa irm� Ang�lica Vicencia Rimana, sito � rua Padre Cicero para nele residirem, sendo que por morte da ultima s< brevivente passar� o dito predin a peitencer � Congrega��o dos Salesi&nos.
En'r tanto poder�o estas minhas herdeiras durante a vida pas-ar o referido pr�dio aos Padres Salesianos, caso entenderem e


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queiram ou entrem em acordo em trocar cornos mesmos Padres, este mesmo predia por outro onde possam morar, contanto que por morte da ultima sobrevivente fique o mesmo pr�dio trocado para os Padres Salesianos.
QUARTA:-DEIXO para Nossa Senhora do Perpetuo Socorro daqui do Joazeiro, cuja capela est� constru�da no cemit�rio desta cidade, os seguintes nen;; o sitio Portebas que pertenceu ao velho Raimundo Pinto, sito neste munic�pio, a estrada do Crato e uma import�ncia em dinheiro conforme vai declarado mais adiante.
Devo declarar que esta Capela de Nossa Senhora do Perpetuo Socorr >, que por proibi��o do meu superior ainda n�o rr.e foi bnita para ser entiegue ao culta dos fieis, fiz construir, no Cemit�rio Publico desta cidade, para cumprir um voto feito pela virtuosa e falecida Herminia Marques de Gouveia, quando eu estive a morte de uma mol�stia muito grave. Nesta Capela fiz sepultar o seu corpo como ultima recompensa do seu grande esfor�o, e bem as^im os corpos das boas servas de Deus Maria Joaquina. Maria de Ara�jo, minha boa m�e Joaquina Vicencia Romana e mioha querida i'm� Ang�lica Vicencia Romana.
E desejo e pe�o que n�o sejam dali retirados os seus restos mor'ais e suplico mais que nesta mesmi capela seji sepultado para sempre o meu corpo.
QUINTA:- DEIXO para o meu amiga e compadre Conde Adolfo Van Den Brule e seus leg�timos herdeiros, o sitio Veados deste munic�pio.
S�TIMA:- DEIXO para a capelinha de Nossa Senhora do Ros�rio, no antigo cemiteiio desta cidade, sito � Avenida Dr. Floro, antiga rua Sova, o sitio S�o Jos�, que peitenceu a Gon-�alo e sua mulher Dona Ana Rodrigues.
OITAVA:- DEIXO para as duas filhas do meu primo Francisco Belmiro Maia a casa onde reside nesta cidade, � rua Padre Cicero, e o sitio Cerit�, neste munic�pio, os qi ais bens, por moitc da ultima passar�o a pertencer a Congrega��o dos Salesianos, salvo se durante a vida quizerem entrar em acordo com os Padres Saleianos, p^ra C"m eles trocarem por outros bens com as mesmas con li��es de por marte de ambas passarem os bens trocados ao< Padres Salesianos.
NONA: deixo para o meu a nig > Jos� In�cio Cordeiro, pelos bons. servi�os que me tem predad i o sitio Arraial do munic�pio


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de Miss�o Velha.
D�CIMA; Deixo para casa de Caridade do Crato o sob-a-do onde residiu Jos� Joaquim Teles Marrocos, sito � rua Grande na cidade do Crato e a pequena casa encravada nos fundos do mesmo sobrado � rua da Larangeira, na mesma cidade.
D�CIMA PRIMEIRA: Deixo a minha propriedade Fazenda Coxa encravada nos munic�pios de Aurora e Milagres e compreendendo na mesma �rea os s�tios Coxa propriamente dito, C nte-das, Escondido, Taveira e Bandeira com todas as bemfeitorias e com todos os meus direitos nas minas de cobre que d tas terras possam conter bem como o sitio Lameiro no munic�pio de MWs�o Velha, para que sejam vendi�os e cm a import�ncia adquerida pela venda dessas mesmas propriedades, sejam paga< as dividas que eu possa deixar quando morrer, as despesas do meu enter-ramenlo e o* sufng�s de min^a alma. E o que sobrar dessa mesma import�ncia seja entregue a Maria das Malvas, a Maria de Jesu , (vulgo Bab�J a Tereza Maria de Jesus (vuig�-� Terezir.ha do Padre) a beata Jeronima (vuls>o Geluca), Mam Eudocia da Assun��o e a cada uma das filns do meu primo Fnncisco Bel-miio Maia, quinhent s mil r�is para cada uma e o q e sobrar seja ent.egue a Congrega��o Salesiana que aqui se fundar para os seus �esnectivos Padres celebrarem missaB por minha alma e n� inten��o de N< ssa Senhora das Dores eda3 almis do Purgat�rio.
D�CIMA SEGUNDA: Ddxo ainda para Maria das Malvas, Maria de Jerms (Bab�) Terezinha do Pad^e, B^ata Geluca e Maria Eudoci da Assun��o o .sitio Barro Branco, neste munic�pio, para desfrutarem enquanto viverem, o qual por moite da ultima sobrevivente passar� a pertencer aos Salesianos.
D�CIMA TERCEIRA: Desejo ser sepultado conforme j� disse no come�< deste Testamento na Capela de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro no cemit�rio desta cidade e que os meus funerais sej im feitos com simplicidade, bem como que sejam resadas pelo eterno repouso de minha alma doze missas em cada ano, durante cinco anos igualmente o mesmo numero de missas, durante o mesm) tem;n para as almas do Purgat�rio.
DECIM v QU\RTA: Deixo mais todos os bens que deixaram de ser citadas neste Testamento e os que possa adquerir depus desta ocasi�a, at� o meu falecimento, repito, bens, moveis, im�veis e seimvcntes � Congrega��o dos Padres Salesianos.


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DEC�MA QUINTA: Nomeio meus testamenteiros os meus amigos Dr. Floro Bartolomeu da Costa, atu dmente Depotado Federal por este Estado, o Conde Ado fo Vau Den Brule e o Cel. Ant�nio Luiz Alves Pequeno, servindo um no empedimento do outro na ordem em que se acham colocados. Os maus referidos testamenteiros te<�o a posse e administra�� > da heran�a na ordem em que se sucederem e bem assim percebera), respeitada a mesma ordem, dez por cento (1.0 '/()) em dinheiro sobre toda a heran�a liquida compensa��o dos tr balhos testam�ntarios. E p r tal modo e forma conclu > este meu testamento qu* em m*u perfeito juiso e de minha livre e expont�nea vontade, sem constrangimento nem t�o pouco induzido por quem quer que fo-se ditei ao meu amigo Luiz Teofilo Machado segundo Tabeli�o desta comarca e assino com o meu pr�prio punho, de acordo com o C�digo Civil Brasileiro em vigor e pe�o a justi�a de meu pa�s que o cumpra e mande cumpri-lo t�o inteiro e fielmente como nele se cont�m, declarando mais ficar por es'e testamento revogado outro qualquer testamento que porventura existir. E por tal modo concluo e termino este meu testamento. Declaro em tempo que uma resolu��o por mim fornada neste momento antes de assinar este testamento ficam sem vigor os legados que fa�o dos sitios Veados e Santo Ant�nio, desse munic�pio, cuja doa��o a quem desejo fazer as realisarei por escritura publica, bem como n�o ficarei inhibido de vender os bens que deixo reservados na clausura d�cima primeira, antes de morrer para satisfa��o de quaisquer comprimi ssos.
Joazeiro, 4 de Outubro de 1923, (4-10-23). repetidas mais quatro vezes sobre uma estaTipilha federal de 20$000 e quatro outras estaduais no valor de 3$309) (As.) Pe. Cicero Rom�o Batista.
SAIBAM quantos este instrumento de auto de aprova��o de testamento virem, que no ano d: nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, de mil novecentos vinte e trez (1923), aos quatro dias do m�s de Outubro, nesta cidade d) Joazeiro, Estado do Cear�, em casa de resid�ncia d) Reverendissimo Padre Cicero Rom�o Batista, onde eu, Tabeli�o vim, e sendo ele ali presente que reconhe�o como o pr�prio, que se acha de p�, em seu per feito juiso entendimento, segundo o meu parecer e das testemunhas que presentes estavam e positavamente fora n convocadas, perante as quais por ele testador das sua* m�os �s minhas me foi dado este papel, fechado e cuzicF, dizendo-me que era seu


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testamento que eu mesmo a seu r�grt e ditado por ele lh'o fizera, que queria que eu lh'o o aprovasse; o qual papel eu aceitei e achei com efeito ser o testamento do subdito Reverendissimo Padre Cicero Rom�o Batista, escrito cm vinte e uma laudas de onze folhas de papel e n�o ach ndo em todo, borr�o, risco ou entrelinha, nem cousa que duvida fa�a, lhe perguntei se aquele efetivamente era o seu testamento e queria que eu o aprovasse, na presen�a das testemunhas abaixo assinadas <* que respondeu eme este era o seu testamento e ultima vontade; que linha por bom, firme e valioso; que por e'e revogava oulro qualquer; que rognva a justi�a da Republica lhe dessem cumprimento de justi�a:^ que era seu desejo ficasse fechado, cozido e lacrado e que n�o fosse abe to sin�o d pois do seu falecimento; e por n�o ter cousa que duvida fizesse, rubriquei as vinte e uma laudas de papel em que se acha escrito o testamento com o meu apelido de L, Machado e lh'<> aprovei e houve como aprovado na forma da lei com todas a� solenidades de direito, e fi�ar� fechado; cosido e lacrado com sete pingos de l<>cie, sendo quatro por fora e tr�s no entro.
E para constar fiz este ato de aprova��o que assina ele testadory do que dou f�, sendo testemunhas presentes Jo�o Leo-degario da Silva, natural da Ba�a agrimensor, Abilio Gomes de S�, natural do Estado de Pernambuco, negociante Francisco Jos� de Andrade, nat >ra! de Pernambuco, negociante Jos� Furtado Landim, natural desse estadi, escriv�o da Coletoria Estadual neste munic�pio e comarca. Todos residentes nesta cidade, que reconhece sem ser o dito testador o preprio, de que dou f� assinar�o depois de lhes ser lido por mim Tabeli�o, este auto de aprova��o. E eu Luiz Teofilo Machado, segundo Tabeli�o Publico o escrevi e assino em publico e razo.
Em testemunha (o sinal) da verdade. O 2.� Tabeli�o Publico Luiz Teofilo Machado.
(Ass.) Pidre Cicero Rom�o Batista, Jo�o Leodegario de S�, Irineu Ol�mpio de Oliveira, Abilio Gomes de S�, Francisco Jos� de Anirade, Jos� Furtado Landim. �(Estava colada e legalmente inutilisala umi estampilha estadual de trezentos r�is,)
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