de Andrade, Ouvidio. Secretario de Agricultura, Minas-Gerais

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de Andrade, Ouvidio. Secretario de Agricultura, Minas-Gerais
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Correspondence and Subject Files 1921-1943
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Vigos a, iinas-Gerais.


28 de Maio de 1932.

NO 564-R-32


Illm11 Sr.

Dr. Ouvidio de Andrade,

M. D. Secretario de Agricultura,

Belo-Hori onte., Mina s-Gerais.

Snudogi:E -.,

Durante a entrevista muito gentilmente cedida a n6s
por V. Excia, no dia 20 do mez p. find, refrtriuos a Expost-
-ao Agro-Pecuar.a a Inauguarar-se no met que vem, na cidade
de Vitoria, Efstsdo de Espirito Santo, e nosso deseJo de
assistir no certS:.me, conforme o convite do Dr. Bervindo
de o-pa s, Director de .gricultura, ben assir para diversas
outras ranges.

0 principal dessas razoes I de conhecer a agricul-
tura deste Estado limatrophe, que nio conhecemis ainda. Te-
remos t-ambem occasi'o de pacs.rr sobre ursa part do Estado
de Minas que nto teaho visitado desde a occasi"o das viagens
para e;col!2 do local porn ests Escola, ha aalis ou menos onse
annos passados.

ConfoTme 6 de c3nhecimento de V. Excia, se encontraa
no emprea p de Espirito Scnto, um form-do do Curso Superior
desta Escola e diversos (quatro em emprego public e dots
ou nais em emprego p?-cticul-ar), formados do nosso Curso ae-
dio. Para este estabelecimento, ter& vant;.gem em observaaos
os trabalhos dresses mogos, bem assim como animal-os e estudar
o meio em que elles se encontram.

lntendemos na occasiSo da nossa palestra que V. Excia
concordava no project dessa viagem de estudos, e pediaos
agora confirmaaso dessa piano.

Fagamos votos pels continuado exito dos trabalhos
de V. Excia, e repetimos que 6 nosso desejo fire que so
realize uiaa vista demorada nessta Escola.

Subscreto-me, comr elevada estima,

AmgQ attO e obgO


P.H.Rolfs, Consultor Technico de
Agriculture do E. de Minas-Gerals
PHRI:C








-TLrILIDADi DLO AC-TLIOQ .
Ontre as arvores fructiferas cultivadas diestoca-se o aba-
cateiro pale graie rendieisnto por pl que offerece, qu~;ndo de optima
qua.ida ,.e a cultfiv.do em condiq5es de meio apropriadas. So tres oS
factors consider-.dos critics que texm rela5o corn a productividade
ou estarilldade do abacateiro; I0, Os relatives is condig5es do melo;
2.. Os quae .r;ntemC a pollinfzag'o cruzada$ 3s, Os reIacionados ccm a
heir;'an.. NKo havendo preciso equilibrio em r.uLr.:uiie destas tlrs
ordcns de fatores, a a-.-voare ou pomar deixarh de produztr.frutas ou
produ3ira'poucas.
ahtre os piimeiros indic.-raos o climi.., o so lo quanto a'
sua f::-'tili de e condiSes de cultivoS bern como a ausencia de moles-
tiess pra;Jas Os abact..teiros vcejam nem alitude e cordi3--es de clima

mutto divr as e produzrem bo;.z colheitas u- rendo pl nt:.:d-I s em solos
de tL.:j as o:';. L v,-.ri-dos. oanto .i1hor na trr era que so planta o
'omr r, tan-t mais productive srto as bij^ arvres. 0 fato de .~-ode-
ra'i. .;ro.luiiiL e~a s61ls ruins, corn pouco ou-nenhum clUivo, ntio altera

o fato de quake so muito mais lucrativas qu.ando el;.nt..;ds m terra
profunda, fertile e bem drenada, proporcionaudo-se oultivos a aduba-
BSes convenientes. O .omviwcultor progressista t ar como premto nuito
maiores lucros, i., Uido protege o sou .omar odntra molestias a in'setos
dianinhols a os combat qcuando pr jcaso conseguam aparecer.
0 segun factor da necesriAade de pollniszacdai.' cruzada
ou ) outra especie, & de sunmma import--.cia; seaa isso- nao haverA
producg1o de frutas, embora perfeitas as condi~ies do melo e optimas
as mudas. (Na pagin&a88 de CHACARAS E ,UI I T~S, de Janeiro de 1952,
encontra-se urI resume dum artigo nosso am qua discutimos,. muito rapid
e imperfeit8amentae esse assumpto. 0 artigo foi publicado so % Bole-
tim da Serc.-e'taria de Agricultura de Minas, em NI 7/8/9 de 1931.)
HERAiA *A
Quando ua p% de abacate for estaril por herangag nao haver&
produc-lo de frtas, mesmo sendo perfeites os outros fatores; eabora
tenha abundancia de pollinlzaqIo de outra variedade perfeita'menst
capaz de fecundar as flores, e tenha ambieene perfeitoo nao haverl
frutificaeio, si o p6 fJr pouco productive por naturesa.








Contra essa condigSo -l-tima referida, unico modo de con-
seguir frutos a de boa qualidade, 6 reforamr os pes que nao satisfazsam
de enxertia ou grfagem, substituindo os ramos por outros novesp duma
outra variedade que produz satisfatoriamente.a
A I2XERTIA constitute a melhor modo conhecido para corrigir
esse defeito. As boibulhas oU garfos deven ser tiradas duma arvore quo
se sabe possuir as qualidades aimenjadaa. Quanto rmior o gr'o de domes-
tica~oso da -,rvoret mre, o tanto mais elevada a percent:gaei de boa prole4
Zsver6 sempre dilgma variago 'nos pBs reformadosp produzldas pela
varia-ao antre as diversas b.rbulhas do amesmo pb differenga que se
nota nmo s6 entire a arv7re-mr'e e os filhos come entire os diversos
fills. Iorticultores peritos fazem sempre a distlncSgo entire os ps.
(Ve j-se "A Muda de citrus, paginas 35-58, pelos autores.) Poucos

ps .?formados, mesmo en do por -nxyertia de pb production, apresen-
tar-o essa qualidade da arvore mae bastu ate aodificada. Depols de
wmuitos annos de escolha e stle-i;ao porx~m pdde-se reduzir quaisi a
zero a number de p's improductivos.
ARVRiLS LE0 PB'FrANCO. Uma serme-.te resultado do Wma

hybridizago, e0o p i resultaiite r'cebe seus caracteristico ds dos dois
progenitores, ber diversos. As arvores de p& franco variaum muito
tambem, quanto a productividade e aparencia, a seus frutos variam
ate na composio chimica a polpa. ~Sn algumas frutas inferiores
encontra-se baixa percentages de mn.teri& graxa, cinco porcento. quando
os methores abacates contem att 29 % de material gr-xa-
Para demonstrar Kuanto vamiam as arvores de pt francao
relativemsnte a sua productividade, citamos as seguintes informages
exactas. A part tropical da 2florida, corresponded # approximadamente,
a unea decima parte da extens'o de linms-Gerr.is ou mais on manos dez
vezes a extenslo de Porto Rico. fI 1901 esta .perte do Estado tinha
populag2o esparga, e o numero de abacateiros em tamaanho do produzitr
foi de maas ou menos dez ail pfs. Durante 1901, 1902 e 1903 o pri-
mairo author realizou ~m estudo technico da producgo destes abaca-
tetros. (Isso as deu antes de so iniciar a propagagl~o abacateiro
pela enxertia). Os dados apurados demonstraram qu1e amos do que des
per cento dos pfes eraa os que produzias 00 0 das frutas. bRCenta






-0-

por ccento dos pbs produziaa ueia quantidade de frutos correspondent a
apenas dez por canto da producqEo f Noventa por cento dos pbs con-
stituiam verdadeiros"ladr5s", ae eram mantidos em cultural por causa
da producgso dos outros pbs. Teria sido mais lucrative aproveital-os
para lenha.
Pesquiza' als minusiosa provou que apenas metade dos frutos

prestavam para fins de exporta;go, e -stes Oram produzidps pelo
numero de p6s correspondents a tres porcento. E outras palavrasp
97 % dos pbs 'roduziam poucos frutos, ou produzlam frutos inferiores.
E' ospecia~imente notavel esse fato quanto citamos term side as sementes
que derami origem a todos estes p~s, tiradas de fLrutos especialmente
ascolhidos das Antilhas. Ficou -erfaitamente demonstrado *o posicultor
da elorida que nao era po sivel estabSl. car Usi industrial lucrative
com abacateiros de pbD francoi.
As observaqSes realizadps durante dez annos no Brasil,
relativem--;nte &s qualidades de heranga dos abacateiros ea Minas
(todos da failia das lntilhas ), corndftma essay opinion como sendo per-
feitamente apolic-veX ao nosso meio. Poma~es constituidos de orvores
de pb fraicp nro sao, luc-cr;ticos.
EXTENSIVE.
A HlRANQA EVEA' SER P.iOVADA ANTES DA PROPAGAwyo No pomar

dos autores, na blorida, existiam mats de trezantos arvores de pi
france, frutificando. Tomaram-r e dados rigorosog), dos pbs individual-
-se /
mente, durante mats de cinco annos, apurando/(ems 196) existir apenas
tres pbs que mereciam propagaleo per erxertia. Estes tres receberam
os nomas de "Early*" "Rolfs" e "FasSmily As duas primeiras varie-
dades foram rejeitas antes de 1921#, porque a prole demonstrou possuir
qualldades inferiores ndo apparentes nas ,rvores-m'es. A qualidade
"Family."_- nKo serB de multa predileg*o porque possue poreentagem baixa

de material graxa.
Desejamos frizar que embora ura arvore de pb franco tanha
provado possuir qualidades excellentes, observados por horticultores
techliaos, J6 precise provar ainda, por meio de experiencias emescala
considetavel, que a prole obtida pela enxertia presented as boas quall-
dades da arvoreaSe,






-4-


REMEDIO
Todos os abacateiros de pe franco que produzea poucas
frutas e todos os pes productivos cujos frutos sao inferiores, ou
cqm baixa por centagem de material graxa, (indicada do exame chiaica)
dever-o ser submettidos & reform A/A4100 / pela enxertia.
A enxertia do abacateiro ta a3'facil que nenhun horticultor
perito deve ,ter recelo aos resuitados. 19. Cortam-se-os pls velhos

a mais ou menos um metro do chio (preferivelmente durante ura epoca
quando n-o ha Nveg~8ago nova). 2QS, nxertar os rebntos. novos quando
estes ter mais ou menos dois centimetros de diametro. (E'isto identico
e quaoisi tao facil como a enxertia dos citrus), 59. Na enxertia,
empregar exclusivements, borbulhas de arvores-mies de pureza reconhe-
cida.

P.H.Rolfs
e

C. Rolfs




/ Viveiro de dez mil mudas de abacate, de p' franco, promptojs a serem

enxertados, que process lhes fario arvores uteis. (Photographia
por Dierberger e Cia. 10-X'; l I


) gradado com uma umda de cada um de dez variedades de abacates,
todas enxertadas. Nota-se camo sao fundas as jacas
plan s. Photographic felta 7-I-32.










a-*



























R EL ATO RIO


EXPO SIg o


VI SI TA


A' S EGUNDA


P CU ARIA


PETRO POLI S

E


A S T I T U T O


SOLEO S.


P.. Rolfs Consultor Technico de

Agriculture.








*


D E


D E









































NA SEGUNDA EXPOSIQAO DE. PECUARIA DE PETROPOLIS

Demonstrando os estabulos simple e convenientes. Os

visit-ntes podiam estudar os animaes a vontade, havendo

hastsnte protecgao para os animals, bem assim como excellent

ventilagao, de modo que ficaram muito agradaveis aos visi-

tates e saudaveis para os animals. Vendo-se Sua Excia, o

inr. President do Governo Provisorio, em visit demorada

a Exposigio. (Photographia p or Prof. A. O. Rhoad.)
*







































NA SEGUNDA EXPOSIQAO DE PECUARIA DE PLr:JPOLIS

Os abrigos foram de cons trucg.o simplex e

economic, porem, inteirumente cdequ.da e collocados no

perimetro do parque, havendo no centro espago para o

julg.mrrinto e exercicio dos animals. (Photogr. -.hia

por Prof. A. 0. Rhoad.)










Vi gosa, linas -Gerais,
23 de haio de 1932

563-B-52
IllmQ Snr.

Dr* Ouvidio de Andrade, L D.i
Secretario de Agricultura,

Belo-Horizonte, Minas-Gerais.

SaudagSes.
Teaos o prazer de passar Is amos doe V. 8 taias
observagSes realizadas durante o dia 23 de Abril p. findov

passado em Petropolis, na segunda Exposig~o de Pecuaria, all
realizadaj e no dia 25 do maeao mez, no Rio de Janeiro, Os
visit ao mercado municipal, para estudar os prodnctos agri-
colas alli expostas, e uSta isita no Instituto de Oleos, do
Kinisterio do Agricultura, retribuindo a visit realizada
a esta FscolaO, .J uns annos passadbs, pelo Director do
Institute

S Petropolis.
Chegamos as 8:m3 da manha, de Belo-Horizsonte
seguAndo para o recinto ,d-a xposigo,. onde foPos muito

be4 recebidos pelos gerentes da mesa.
De tarde tornmaos a visitar a Exposigio, estudando

entfo as aves. Os. animals taiores, cavallares, bouvinos *
suinos forak estudados aa manha.

ARRANJO DOB ANIMAS. erece especial attengio

excellent e distribuiglo dos animasa, sob simple telhados,
Sde construoglo barato a simple, portls inteiramente suffi-
ienties as necessidades, bastante espagados, de modo que o

visitante jpudesse obserrar I ontade on a=iames presebits.


F *









ESCOLHA DOS ANINAES. Notava-se quasi complete
ausencia de animaes inferiores, sando nesse particular, ben
different das outras fxposig5es congeneres que temos
visitado.

ESTAID DOS ANIMAES. Nao podemos deixar de
reclamar a attaenao dos organizadores da Exposigao a realisar
sebrevemente em Belo-Horizonte a esse onto. Os aniaaes
demonstratam excellent prepare para o certamae, evidencianda

carlnho por part dos tratadoresp sendo isso nao asuito

commun.. M geral eram muito limpos, em boa estado quanto

ao peso e. pello.
CAVALLARES, Encontramos pequeno numero, apenas

cinco, devido ao facto que os outros form retirddas antes

que chegamos. Conforme estavamos informados, tinhas durante
o julgamento, quinze cavallares, Plguns de boa qualidade.
BOUVXNOS. Encontrava-se bons exemplares de gado
leiteiro, havendo apenas dois reproductores Zebu: Na maioria
eram das raqas Schwitz e Hollandeza. As estag'es federaes
de Campos e Pinheiro contribuiram bons animaes.

SUINOS., Constituia a part mais fraca da Exposl-
qao, havendo alguns animaes inferiores, e numero tota 1 bas-
tante reduzido, mais ou aenos trinta ea todo.

SGALLINHAS. Notava-se es'eclalmente a proporgao
elevada dv "Gigante Negra de Jersey", bern assim como os

preos .altos dos mesmos, indicando que o interesse est&

muito accentuada na producq2o de melhores aves para carnie.
LECGHORNS, encontrava-se numero consideravel desta

raga, alguns comn os "pedigrees"' demonstrando que estgo seand

S 'nal guns dos estabeiecimentos, creadas cor capricho.
SOUTRAS RAgAS DE GALLINHAS. Enontrava-se nuae~w

menor de outras tagas, send especialmente notavel o nume e .
pequeno de aves de lumx e de briga.







I ~-3".
GANSOS, MARECOS, e PATOS. Especialmente notavel
foi o numero de gansos de Tulouse, e os excellentes especi-
menes do mersmo. Foi manor em comparag4o o numero de patos
e mareccos.

Criticisms
ASSISTENCIA. A assistencia no certamem foi
excellent. As pessoas alli estavam para estudar os aniiaes,
exactamente como devia ser. 0 Estado de Minas powder&
conseguir progress anito rapid -em pecuaria, realizando
uitas exposig5es semelhautes. Fot especialmente recoa-
mendavel a ausencia de qualquer element de diversto, que
visa attrahir pessoas gue desejam apenas divertilmg
sempre difficu&ta para os que verdedeiramente desejam Ver
os animaes nas exposigBes. 0 Parque de Diverstes, nuiaa
Exposigco, augment a assistencia sea adiantar os fins de
instrucgao que deverio constituir. objective primordial
duma Exposigao de animals.
ENTRADAS. A entrada bem reduzida, de apenas
1$000, foi excellent, em que evitou a presenga de anitas
criancas e de pessoss que apenas queriam passar algum tempo,
e sendto p reduzido nio difficultava a entrada de quem
estava verdadeiraaente interessado.
PREAIOS.. EaH geral a escolha dos premios deixou

bastante a desejar, notaAdo-se maquinas apropriadas apenas
para a grande lavoura, que provavelmente serial ganhas por
ua gallinhacultor corn pequena-propriedade, accidentada, onde
a maquina teria nanhus utilidade. Notava-se tasbem .a falta
de quem explicasse os fins das. maquinas. 'Devia ter sido
constantemente present no abrigo, qualquer pessoa habili*-
tado para prestar as explicag3es necessarias. Os premios
form de preqos bastinte elevados, send em suitos eassoa.
duvidoso o sea aproveitamento.










KERCADO MUNICIPAL NO 0IO DE JANEIRO
Nao se -pode .enc=.trar melhorigposiggo permanent
dos products agricolas dua pais, do que os mercados aunici-
paes, pols alli se pode estudar a qualidade e quantidade
dos diversos vegetaes, legumes e hortaligas, bea assim coao
os frutos, aves e peq uenos animes4
Desde que cheguei no Brasil, tenho mantido ,o
habito fixo de passar algumas horas em cada mercado municl-
pal, se qualquer cidade em que me encoutro, notando-se aspe--
cialmente o estad esm que estao apresentados as diversos
products agricolas. e os seus pregos.
LEGUMES E HOBRTALIgAS. Noton-se nesta visit ao
h ercado do Rio, melhoraamento bern consideravel no estado daw
legumes e h6rtaligas, sobre as outras visits. Alguns explicam
isso pelo fato de estaram menores as compras, devido & cruise,
obrigando desse'modo, maior capri'cho por part dos lavradores
e vendador'es.
FRUTAS. Espedialmonte quanto as bananas, antigamente
tratadas comao ~tos- paus de lenha, notava-se grande melhmwa-
mento no modo de tratar.
SAs frutas da Argentina foram especialmente atrae-
heates, auito bohitosa ex e excelientes condigoes, as 'tuas
alcangando a pr-go de. 7$00 a 8$000 o kilo, emquanto as do
..io Urandb do' Sui a;na encontraram compradores, eembora o prego
regulava em 2 3$000 o -kilo. Boram estas bastante verdes,
Sabacadas .i0 por molestias e doengas, 0 uCarioca* a uitt
caprichoso quanto as frutas gaue compra, paga facilmente g
pi' p o bon at amuito-exaggerado por artigo superior, esquanto
Os in-feriores, embora por preg9o auito menor; estragan sam
coprador. .








INSTITUTE DA OLEOS (25 de Abril).
Desejando preistar meu humilde auxilio es prol de ensino,
seja relacionada direct ou indirectamente & Agricultura, ben assin
como ceder 0 mtuito genltil insistencia do Snr* Director, quando
visitor esta Sscola, j3 mais de dois annos passadoss realizamos
uaa visit a este estabelecimento* Antigamente fazia part da
Escola Superior de Agricultura e edicina Veterinaria, sendo hoje
um estabelecimento directamante sob o Ministeria de Agricultura.
Antigamente fol denominado coo "Curso de Oieos",.pendo que actual-
mente esti o "Instituto de o1eos.
Conform declarou o Exm SBnr. Director oa r. J. Bertino
de Garvalho, soffre o estabelecimento pela falta de alumnos, nao
podendo elle adiantar, explicalgo satisfatoria pela mesmo, a nao ser
qg e o estabelecimelto conta poucos arnnos,
0 Institute est& localizado nos funds da Escola de
Agriculture, na Praia Vermalha, em predio mB part adaptado e a

parte construidlo a proposito.
Sobresahe na lembranga do visitante, o systmaia uito
complicado e laborioso para registraqgo dos materials e confirma-
co .de "stock" dos .diversos objects, systeia ease que embora
muito perfeito, deixa duvida quanto a sua economia, pela compli-
caco da mesme.
Encontramos numero pequeno de alumnos, trees ou quatro, o
que conform affirma o Snr. DirectorI trabalham muito dedicadamente
e ao formaram no estabelecimento merecerao os diplomas.
CRITICISIO. Parece que o Institutode Oleos visa pre-

parar uaito besm usm numero reduzido, para prestaram servigos alta-
mente technicos, especializados. Constitue isso a orientagao
da Escola Superior de Agricultura e ledicina Veterinaria, Federal,
spb. cuja sombra est& o Instituto. Parece que o Instituto nao
lembra de facilitar ao alumno uma opportunidade de aprender os







os methods de empregar, nea o modo de dirigir, pequenos"

emprehendimentos que sao tSo indespensavel no inicio da exploraao,
industrial das plants nativas que produzea oleose e das.quaes
o Minas-Gerais :goza duma riqueza ainda inexplorada.

0 apparelhamento do SIstituto include numero bea elevado
de maquinas, quasi todas de typos commercials, para uso dos alumnos

nos seus trabalhos e estudos, ea alguns pontos o apparelhamento

chega a ser luxuoso. A instrucgao 4 exclllente e muito ber

feit, porbm, de tRo alta especializagAo que dei-aaduvidas se

existed em Minas un unico estabelecimento ou emprehendimento quo

pudesse empregar, coa lucro. um dos seas. formados. o peq ueno

numero de alumnos indica que haja algu~ defeito serio, send
isso, ao.nosso ver, o de ser auito demais adiantado para o estado

present do desenvolviaento da exploraGqoO das plants olbogina-

ceas que se encontram ea tanta abundancia no Brasil.



.Saude e. Frt'--rni:rJ de


-.H.Rolfs 6 bonsultor Technico de.

Ahricu 1 ura













3 3de3iunho de 19do

Off 585 -R-,r


Ill ;1"I-.

Dr. DOvidio de k.icrade, Sec.;:'et rio da -r icutura

Beo-Hoi.Azon t i.-.i -Gerais.


Tesnoso ir.'-zesr de vir por meio dostL, L.ubmEttor &
aprccin-.a0e de V. S. u mI.:rsl:r.l- t cque temos -.rertado, aUti--
ld1o "O Abac,.ft, Vcrie z-des co aaPedigree, Suze" Cuiltura.1

Durante os ultiimos ._.,as, tim se augment-do do
maneirai muito aniwr.i.dor, o int.re.sse na cultural dessa deliclosa
fruta. PodCios dizer que pt.mcs c3nti'i:tuid'j ufa 9.Lien partea
em forgP't.:r e.;r-, intere se, :es cojm os tr.-'-alhos arduous doe i-
port.go as rvorrs-m..es, coao por meio, de artigos e ch-rtes
psticuiires, r-.,o.,r.,-c;.o as c~nsaltas dos inferZssadaos. f
v-.:rlfic-.So desse intefa'se, indic-_i (como nota c-uriosa),
cue o artigo "0 ~b .c.te", p. 5-12, do 32L;TIM DE AJr.ICULTURA
\(.i iV, N"s. 7/8/8), dessa Bec-yt.riat, ,= acha cusLi tnea S a
tot 6id-r.de, escritpto de novo, e ccbir.,i-.5o co i3-nfia-S es dun
out--o vertigo, no numlei!ro r 0 C:..:0, (C:Ao III, 1 5)0 r tcente-
masnte sa~hido do pp^lo,

i-Th.rnmos cy.a 8, ju r.~i de mt. :-cir -.:to o aanus-
cripto ore: .i.tieO, par -'idnciar i sua Oiblic.,.o com
e nos.iv. Lrgew;ci.:, ea form:- de folsheos. Boa ,rtI) foi
confeccion:do, a uotilizda no "iBOLr;2M".

Tommmos a libser.idu de lambr.-r 'a V. E. Qua haver&
,:7.ntage em Vs. -'- pronter esse folheto rnt:y dd oC;me.ra do
Fzeaciro", a i-nsugr -e no ciU. 5 do 1 de Julho, podendo
a Secrt-a -ri. offerc-eCr exemplTr cos fand'.:-i~: os interassidos.

Ainda nFio sm -,7 lii.. devidamaente to Liu s o Dvalo
da ptm.L:r iTpe-e.n:.:, -ra a figsemina.g.Ko de info ...mges agri-
oolas uteis,

Nos "t" b". lih:: do mF~. gabinete, .o so--.aplicar co~a
t-e:-..e. prov-i- r.a r _' nl :i r t minelra e b-r.-cileira,
remE:,. de %tiniintos ':Y l-rss cdesse f:r.t:to. O trabalhO
de responcer incivhidual a coimpl 6; m:1i t a i~ada ura dae Consultas
c;ue noSl tjj) s-ido fEito, quantao _i.erF-s ; :-s o d- eultt.-ura dt
.ba., t', t -.m sericm;ente os outros ,trm "ihosI do nmo,
gabinate.

Sui ficamos n: e.ecttive rc se rmos a visi ta
d A&,cia, duc-.ate 3&d a do Fr'.( ,eiro'

S -ubscr'eo-mBe, comi e&ev:rdt. esetim- e conwsidaerao,
A-u g att" e obg&


P.. olrs, Consultor Tachnico de
PHR: C Agricultura.


Vi-oac Minas -G&riJs










Jurho, 1i32


lm L"n-.
Dr. Moecyr von operling,


0 portador dassta, o Dr. Carvalho-E-.rbosa,
'e Inspector agricola Federal, no Istsdo de ao Paulo,
e ac&ca de honrar-nos com viAsi ta de uia sema. L'
author diumf trabalh o de grande Tulto sobre o abacate,
:;ue con ... ::i ;goat..t .a s.;:-Aettliu a nossr. c itica
antes da pu-iiU....

Viact s, o .;:r. 'C. cv lho nfosa. m a s
prlimaitios re-presnit4C es aa agricutue ,O tt..sato
ae oo -;..:lo, quy visita sta "-:scoia, jul, a:.: nao
seri, libe'the ''- e m'raasiacls- p"dir "o Ami;,a, o favor
de S* nt- co 'x r SacrC0 bcrio. Pedim os
0o ... ... .;V.inlo--.rbos a oobsq:uid, de ent;i~rar 1ao
ui-r. .52'crst;,rio uL ,L.nuT: cripto modct" i iid IOSso
F.. c.;o,i q.ue esp.a.c;Jmos ..o(:.r: ser- public -ado por -ssa
.esforo do Ami o no e nfti.o die f:.cilitar .a oublica-
.,a do mefmi.o.

P? imos c-pr isntc^r os cosmes cumiorimenfcos
ao Dr. Ouvidio.

I*' evo-mA, C'Of estim- ,

dm.. 'a tt"0 ea obg'



h.f.f.l.:fs, -onsultor Th--c-hnico de
Ag iL 1,tura.

:? : C











Vio^, :..^-8erie,
16 de abril c




T]. o jO-fi- -:



Iil. '-.:. .

D-. Ovidio oe r. -: ', :. S .:. t' io -,; l uri.

_-' o rizxnte, .. ;:-G : 0is.


.u.'vnti o onn a nos OJus l:'Oic t- e o .. a* o o
how" de siervir o gr,: e st:o i., --in'.-G eis, temos :--,re
feiti) o .-o.:ivl para ad inr r V a *'iilfturo em qualLuer
outria-.. ,: a.rte do & .si -,Qnde'. i 2. liit. :lo o no so auxilio.

Podem.s di:^r so m mismio uE tmais prs ctado
.. cicul-- nos .Est-.s r< >in-ito C-nto, S.o Ptulo
a r, .

Recab-' do honoros co.nvi.o, ,o zi 'r. Secie- T- rio
a.. -.riculcture .a .bia, o br. t:ivr' ,i:-. vrro Ha:o;s, :ata
ai t::i r b e o -e o r.,o a ,, ;cm o e c'r:_. Cto da scola
igr-icol dn iahiii t-mos ;-pLprado a tchease cujc co)iA. pasMSa.s
S~ >s d-e V. -. juntar.mnte com rt.

F .:nc,.:, :..\te, .:ia3 -o.:m0os .i...ciz.r die registr:c.. coao

;ion2ts ,u- .virTo ',_r :r-:.r l m' i- tavcDlmenrtae o .rog .-so
"o eino t .Lcoa d,:unlbe tl .-. iim trophe, .:;ualur.




..i s iL3 V O0.o ru-: i: l fi vor :.e n uo .-...~:'; ttir
u '-o t- ..s.:. i ttido & im .rensa: c r .t- e f il.:- ,.'- o p,.rfar
inc uso, o s l us: granu fro; n.. ..us Bebora
i -iv. Snm c.rba, t nob o 0vi n. i. nsa.

.ua;scr va. -nos, con .:-r aim:. consit:lao,

De V ., .... :ir:L,



.t..Hi.L;.., C"onsult.r. T"chni" o de
.: i. e bu : .

0 ", .. ". C












i .oa Mi.. s-G .ais.


-i u l bur '"







.:- A, 4- L. ; t- .....""....... ...... .. "..-.<.*.'. .. ..... .. ..... ...... .......
,- i -i. .:( ; ini ;, ...t..






u r ... ....i ,. t, 3 ..... .
01- J.i iLi :. 2 r '7 2i 15 e : :
S.. .... -.-. -o, ... o iU i cix -u,"-- u; -e
co '7 0i ,.-: .-L. .'i 'l *>o






u -et C e ri Aira
++ u'w a llc,,a, .l ,T, _17" ,Di d r n.. .
I" imnr*iE.L. :3ci .- : m, .i f,7 i ..... t
Ctistiopl larg. 0: 3 na ., hn.
*si; : '" :",-' ,- : ., t i -i o .i..













f1 ;i; s i c i t -, i. ,... n

fI c. S _-, ...... .. ... ... ,.1 ,: s ia..,.? "rli t O c'i e

ci a -i u.i s f :..... ar". s.::





.1de i nst .ek..


-ub. :ru."; -me, cam elevada easfiP. e con-a zrag o
--l cPf. .' Rolf'-- ,oadtor Techncl de
iH:. '-.', Agric' t.r,. .


























































































































































































.-:t*


:"
ii';

.*lus~v.~~ta! :I -'L".

i~7'~.: rSFg~;;





Durnte o anno proximo findo, tivemos occasiTo de escrever

diversos trabalhos sobre a agriculture smientifica, contribuindo ddfse
modo para o encremento necessario da literature agricola Brasileira;

esperamos _que seja da sua vontade continuarmos nessa. especie de traf-

balho, de ihcontestavel .valor para a evoluggo agricola que sonhamos

realizar em Minas.







SI


Exm nr.

Dr. Jvidio de -ncJrade, M. D. Secretary de gricultura,

Belo-Horizonte, -Minas-Gerais .

Saudag3es respeitasas.

Peao licen ')vir por meio desta, apresentar a

V. S. osprotestos de-sincero apoio e estima, os quaes desejo

apresentar em pessoa brevemente.

Durante o arnno proximo findo, temse-t-fdo occasion "

-de -f-e-er diversas/contrib ui a 1tter aBrsasileiraqdgagri-

cultura scientific, a espero que seja.Vontade d e-Vd j. contin-

u4 nos nessa plae4b0trabalto, cV< hL &r t
S.. ele-j- ambs, urante onze annos pelt, adiiantamento da

agriculture dm Minas e no Brasil, a tenhofsatisfacgio em declarar

.ue consider qC l fv -ra~' -OLrado progress

raJical em muitrs phases da lavoura.

quanto a esta Escolal acho qe- n~o encontrar5 n~nguem

~, ~ue e-a. ase-ede seu exito, ats o presents. Ella est&, porem, Ane,

eW comeyando a subir, estA sinda no pe do morro,. c3m long e diffi-

cil mim caminho tya--saa frents. Ninguem pode Aer-g.r to claramente

como eu, os perigos .e'peripfcias que ladeam seu penoso ceminho para

cima, perigas nQ-.afrequentemente mais difficeis de se evitar, das

mao dos seus amigos, como cos mos- dos seus inimigos.

Oubscrevo-me, cor elevada estima e consideraqgo


















.. ..

















MOACYR BRON, VON SPERLING j 9-Q
CHEFE DO GABINETE DO SECRET AR AGRICULTURA DE MINAS

7., 14 -"/- -









15 Abrii, 19o2



Exm *Snr.

Dr. -v -cyr Bruno yon Sperling,
Chefe do Gabinete do becretario de
Agriculture.
Sauda5oes.

Venho :.o-' meio desta 0eus2a, o
rcbimnto do pr'ezado eartc L.,
data do 6 dste, ae .:.ls3mittindo a .carta
de Barbosa e Marques, e CGarangol, consul-
tando a respeito da const-uc;yo daum ceileiro
j.iJa conserve. to dE mililo.

Achlo lexcSlleits a iniciativa o
ref -rido s 3ahores e astou envi ado-1ihe
carta cn-' uar'c ,.;.LIIs, po ixs al.3r.s 2ontos
da' rz"rida construcgo ales nio tem rnt~en-
dido a vidamait e.

Aproveito 0 ensejo J c -..' ii .
que orbetendemos vi r ahii brav. mat.e, comr o fim
aspeciai d&. apr&sentcar c..J.-icm:bos ao >,.,.?
'-ar. D'-. jvidio d3 Andrade, e sa' ::. de ,.. :i-
a orriia~tago acu deseja d.r? aos nosso t'a -
balho s.

Subscrevo-m cM m elsevdad estimr,

.m_-:- att9 e obg

*

HP..Rolfs, 'on3ultor TZSclSnic.r
PlHS:;C da -:- lultura.r


i;





OVIDIO JoAo PAULO DE ANDRADE
SECRETARIO DA AGRICULTURE DE MINAS


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ScLA~fA74C


-tA~q 41,


cf: c


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