Propagacao do Citrus no Brasil.

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Propagacao do Citrus no Brasil.
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SERIES SOBRE AGRICULTURE
Nos. 36, 37, 38 Abril-maio, junho, julho de 1931


PROPAGACAO DO CITRUS

NO BRASIL





Do BOLETIM DA UNI7O PAN-AMERICANA


L. S. ROWE :
E. GIL BORGES


: : : : Director Geral
: : : : Sub-Director


UNIAO PAN-AMERICANA
WASHINGTON, D. C.











LISTA PARCIAL DE IMPRESSOS DA SERIES SOBRE
AGRICULTURE

No. 24. Adubos verdes para a America tropical.
Por A. J. Pieters, agronomo encarregado das investigag6es do
trevo, Directorio de Industria de Plantas do Ministerio de Agri-
cultura dos Estados Unidos.
No. 25. A cultural da mangueira na America Latina.
Por Wilson Popenoe, Superintendente de Experiencias Agrico-
las, United Fruit Co.
No. 26. Escola superior de agricultural e veterinaria do Estado de Minas
Geraes.
Por P. H. Rolfs e C. Rolfs.
No. 27. A colheita mecanica do algoddo em Texas.
Por W. M. Hurst, engenheiro agricola, Directoria de Estradas
Publicas.

No. 28. Products agricolas na industrial.
Por George M. Rommel, consultor agricola, Pleasantville, New
York.

No. 29. Melhores batalas para a America tropical.
Por W. A. Orton, Director da Fundagdo de Pesquizas sobre
Plantas Tropicaes.

No. 30. Propagagio das plants trovicaes por meio da enxertia.
Por P. J. Wester, antigo membro do Departmento de Agricul-
tura de Manila, Ilhas Philippinas.

No. 31. Araceas alimentares recommendadas para cultural na America
tropical.
Por 0. W. Barrett, Departamento de Agricultura de Porto
Rico, e
R. A. Young, Ministerio de Agricultura dos Estados Unidos.

No. 32. As actividades do Conselho Federal da Agricultura dos Estados
Unidos.
Por Arthur M. Hyde, Ministerio de Agricultura dos Estados
Unidos.
No. 33. A fructicultura na California.
Por Robert W. Hodgson, professor associado de fructicultura
sub-tropical, Universidade da California.

No. 34. Cooperacao agricola.
Por Leon M. Estabrook, auxiliar do director do traballio scien-
tifico, Ministerio de Agricultura dos Estados Unidos, e Chef du
Service Honoraire, Institut International d'Agriculture, Roma.

No. 35. Cooperagco agricola.
Por Leon M. Estabrook, Auxiliar do Director do Trabalho
Scientific, Secretaria de Agricultura dos Estados Unidos, e Chef
du Service Honoraire, Institut International d'Agricultura, Roma.
















CONTEUDO


PARTE I

Introducgao------------------------------------------
As mudas mais vigorosas produzem as arvores mais productivas-


As mudas mais caras sdo as melhores- -
A citricultura visa lucros ----------
Nomes vulgares e technicos do citrus ---
Limao rugoso -__----------------
Zamboa -----------------
Limao rosa --------------------
Grapefruit ------ ----------
Laranja azeda- _- -------------
Laranja doce.--------------------
Laranja amargo-doce -------------


Toranja paraiso -----------------------------------
Tangerina cravo-------------------------------------
Cavallos do citrus -------------------------------
Influencia de s61o e altitude -_-----------------------
Pontos a considerar na escolha do cavallo -------------
Comparagdo experimental de cavallos -----------------
Limao rugoso -- -----------------------
Zamboa __---------------------------------
Limao rosa -----------------------------------
Grapefruit_ ----------------------------------
Laranja azeda-__ ----------------------------
Laranja doce -----------------------
Cleopatra ----- --------------------------------
Trifoliata -----------------------------------
Cavallos de outras species ------------------------


As sementes ---------------
Limpeza das sementes- -
Separagdo das sementes-
Numero de sementes por
A sementeira ---- ----------
Sementeira de areia ----
Sementeiras commerciaes-
Plantio com a semeadeira
Porcentagem de mudas al
Local da sementeira -
Drenagem --------
Preparo da sementeira- -
0 viveiro -----------------
Escolha do local para o vi
Os61o -----------------
Preparo do s61o ---------
Distancia entire as mudas


Pagina
-- 1
. 3
--- 4
4
--- 5
-- 6
8
--- 8

9
9

9
9
--------- 10
--------- 10
11
11
--------- 15
--------- 15
--------- 17
-- ----- 19
-------- 19
--------- 19
--------- 20
--------- 21
-------- 21
-------- 21

21


PARTE If
------------------------------------- 22
------------------------------------ 22
------ ------------------------------ 23
litro ------------------------ 23
------------------ ---------------- 24
-------------------------------------- 24
------------------------------------- 25
-------------------------------------- 25
)roveitaveis --------------- ----- 25
------------------------------------- 25
-------------------------------------- 26
-------------------------------------- 26
------------------------------------- 27
veiro--------------------------------- 27
-------------------------------------- 28
-------------------------------------- 28
-------------------------------------- 29







CONTEUDO


Pagina
0 transplantio----------------- --------------------------------- 29
Systems radicularcs----------------------------------------- 30
Cuidado corn as raizes fibrosas ----_---------------------------- 31
Plantio no viveiro --- ---- ---------------------------------- 31
Alinhamento e profundidade_-------------------------------- 32
Cultivos e desbrota-_---------------------------------------- 32
A enxertia _------------------- --------------- -- 32
Epoca da enxertia------.--- --------------------------- 32
Fazer-se o enxerto quanto antes------------------------------ 33
Enxertia no verao-------------------------------------------- 34
Funcq(o da borbulha ou enxerto ------------------------------ 34
Tamanho dos cavallos -------------------------------------- 34
Escolha dos enxertadores ------------------------------------ 35
Materia para amarrar ---------------------------------------- 35
Cadarqo de enxertia --------------------------------------- 35
Raffia ------------------------------------------------------- 36
Barbante ---- ----------------------------- 36
Prcparo dos cavallos_-------------- ---------------------- --- 36
Modo convenient de enxertar ---- ------------------------------- 36
C6rte da borbulha----------- ------------------ ------ 37
Collocando a borbulha -------------------------------------- 37
Emprego de barbante--- --. --------------------------- 38
Enxertadores cooperando ------ ------------------------------ 38
Arrancar os cavallos inferiores .-------------------------------- 38
0 canivete de enxertia --------------------------- -- ---- 39
Altura da enxertia-------------------- ---------------------- 39
0 estado do cavallo ------------------------------------------ 39
Formagao da muda-__------------ ------------------------ 40
Cortando os topes dos cavallos ----------------------------- 40
0 tutor ---_-------------------------- ---- -- -- 41
Decote--------------------------------------------------- 42
Cuidados no viveiro ------------- ----------------------------------- 42
Irrigacao e drenagem -----.-. ..-.------. 42
As raizes necessitam de ar no s6lo ------------------------- 43
Os cultivos------------------------- ----------.-------.---------.. 44
A cnxada 6 o inimigo das mudas do citrus----------------------- 45

PART III


Arrancamento e acondicionamento ----------------------
Dois methodos de arrancar --.---- ---------- --- ---.
Vantagens e desvantagens dos dois methodos----
Terriqo ou bagaco decomposto----------------------
Arrancamnento para plantio immediate. --------------.
Plantio no pomar ---------------------.. ------------- -.
A cova --------------.. . ..-.. --.- -
A taboa para plantio -------------------
Distancia entre os p6s -. ------------- -.--- ---. ...
Insolayio e ventilagdo indespensaveis ..-_ -
A arvore rno e ------ ----------_ -------- .--- .------ --
Cinco pontos a considerar na sua escolha-------
Estacas de borbulliha ----------------- -- -----------. .
Tamnanho das estacas -------- .-------------
Conservacao das estacas -----------------
0 packing house ------------- -- ------.
.Resunio --------------


----------- 46
----- ----- 47
---------- 48
----------- 51
--.- 51
----------- 52
----------- 52
---------- 53
----------- 54
---------- 55
.--------.. 56
---------- 57
----------- 59
----------- 59
---------- 59
----------- 62
S 63










PROPAGAQAO DO CITRUS NO BRASIL
NOS. 36, 37, 38 DA SERIES DE IMPRESSOS SOBRE AGRICULTURE
Parte I
Por P. H. ROLFS, B. S., M. S., D. Sc.1
e
C. ROLFS, B. S.2

A CITRICULTURA E A POESIA DA POMICULTURA
DESDE o inicio da civilizagdo modern, as "magas dos Hesperi-
des" inspiraram poetas e philosophos innumeros. A reunido dos
poemas dedicados a essa fructa, encheria umn volume bern grande, e
para reproduzir os v6os de imaginaao e dissertag6es dos philosophos
a respeito desta fructa dourada, seriam precisos diversos volumes.
Quem pode ver uma laranjeira carregada com as suas brancas flores de
pureza virginal entire folhas de verde lustroso, perfumando toda a
redondeza, sem sentir n'alma as saudades mais idyllicas? Ao
meio dia, quando arde o sol, os ramos frondosos e estendidos offerecem
a todos uma sombra bemfaseja e saudavel. As fructas aliviam a sede,
satisfazem a fome, e promovem a saude, e se ainda ndo bastasse,
deleitam a vista, e corn seu aroma, de causar inveja atW a uma orchidea,
quasi completam a conquista dos sentidos humans.
As informa96es uteis que herdamos dos nossos antepassados, encon-
tram-se escondidas dentro das montanhas de superstig6es, crengas e
fabulas. As gera9g6es de hoje, que podemos chamar as geragoes
scientificas, terdo que desmanchar estas montanhas, pedra por pedra,
at6 que descubram a veia dourada da verdade. Conseguir isso exige
esforgo pessoal e paciencia muito 'alem da comprehensdo dos poetas
ou philosophos antigos. t necessario mais paciencia e habilidade
para conseguir uma caixa de laranjas perfeitas, convenientemente
acondicionadas do que para escrever uma duzia de paginas de poesia.
Para produzir uma duzia de mudas perfeitas de laranja 6 necessario
mais esforgo mental, e mais trabalho fatigante do que para produzir
12 capitulos de raciocinio sobre a philosophia da citricultura.
Os auctores, nestes tres artigos, se limitaram exclusivemente A
sciencia, afastando inteiramente qualquer tentagdo de se extenderem
nos campos de poesia ou philosophic. As photographias e annotagoes
indicardo algo do trabalho mental e physico que tern sido expendido
ininterruptamente durante uma series de annos.
1 Consultor Technico de Agriculturn do Estado de Minas Geraes, desdo 1929. Em 1921, foi chamado do
Estado da Florida (E. U. N. A.), polo Estado de Minas Geraes. para organizer e dirigir uma escola superior
(1e agriculture.
2 Auxiliar do primeiro auctor desde 1921.






UNIAO PAN-AMERICANA


Tern sido lembrado constantemente que quern plant um pomar
commercial visa exclusivemente os lucros que este produz. Qualquer
outro ponto de vista predestina a fracasso economic todo empre-
hendimento modern.
A Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado de Minas
Geraes (d qual nos referiremos daqui em deante pelas lettras iniciaes
de "E. S. A. V."), reconhecendo a importancia das fructas citrus, nao
s6 para gasto domestic como para exporta9co, iniciou experiencias
systematicas logo que as suas condig6es physical se acharam suffici-
entemente adiantadas. Estas experiencias visaram especialmente o
descobrimento de processes economics e efficazes para a produccao
de arvores altamente productivas.
Um tratado detalhado e comprehensive, entitulado "A Muda de
Citrus, a Pedra Angular da Industria Citricola," jA foi entregue, ha
alguns mezes, ao Exmo. Snr. Secretario de Agricultura do Estado, e
consoante sua acostumada gentileza e interesse em adiantar a agri-
cultura estadoal, as medidas necessarias para a sua publicagdo foram
logo providenciadas. Os auctores desejam agradecer especialmente
ao entio Secretario da Agricultura, o Dr. Djalma Pinheiro Chagas,
por se ter tornado possivel a realizagdo deste trabalho arduo e extenso.
Desejam tambem agradecer ao actual director da E. S. A. V., Dr.
Bello Lisb6a, pelo seu auxilio, bem assim aos diversos professors da
escola, especialmente ao professor cathedratico de horticulture e
pomicultura, Dr. Humberto Bruno, que prestaram auxilio generoso a
este trabalho.
Rogamos a paciencia do leitor pelas referencias frequentes As ex-
periencias e resultados obtidos em Florida, California, Africa do Sul e
alguns outros paizes, que hoje em dia constituem os competidores mais
temiveis do Brasil, na exportacao de citrus. Em 1929 a America do
Norte exportou para a Europa 1.900.000 caixas de fructas citricas, das
quaes grande part entrou no mercado juntamente corn as laranjas do
Brasil.
A exportagdo da Africa do Sul para a Europa, especialmente para a
Inglaterra, 6 bern elevada, coincidindo corn a exportacao do Brasil,
corn a qual entra em competicao no mercado.
Em diversos paizes, a industrial citricola se acha altamente desen-
volvida, como resultado de muitos annos de applicacao e tambem de
experiencias despendiosas em tempo e dinheiro. Nesses paizes, ternm
sido desenvolvidos systems efficientes para a produccao de mudas
que, depois de plantadas definitivamente, sejam capazes de pro-
duzirem boas colheitas de fructas da melhor qualidade, por um prego
muito razoavel. No Brasil, aproveitando as experiencias dos outros,
devemos adaptar os sous methods, pelo menos usando-os como
ponto de partida das nossas experiencias, corn o funim de evitar a
repeticao de trabalhos realizados por outros.







PlROPAGAqAO DO CITRUS NO BASIL 3

AS MUDAS MAIS VIGOROSAS PRODUZEM AS ARVORES MAIS PRODU-
CTIVAS

0 Dr. H. J. Webber, actual director da "California Citrus Experi-
ment Station," durante mais de 35 annos tern sido considerado uma
das mais altas autoridades na sciencia citricola. Em 1917, elle esco-
Iheu tres typos de mudas-vigorosas, vigor medio e rachiticas-para
serem plantadas num mesmo pomar. Empregaram-se mudas de tres
variedades: Bahia (Washington Navel), Valencia e Grapefruit Marsh.
Todas tinham recebido tanto quanto possivel, cuidados identicos,

GRAV.I.PE NOVO, IDEAL
PARA 0 POMAR
Satsuma Owari enxertada em
cavallo de limiio rosa. Pho-
tographia tirada vinte mczes
depois de plantada no po-
mar e dois annos e oito
mezoes depois de plantada
a semente que deu o cavallo.
A Satsuma em limilo rosa
produz abundantes colhei-
tas de fructas de qualidadeo
excellente e cor viva. Pa-
rece nio baver differenta
noa qualidade das ftructas
quando usado como cavallo
o limrio rosa, Pancirus tri-
foliata ou zambba. (E. S.
A. V., junho, 1928.)








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podendo ser consideradas iguaes sob todos os pontos, corn excepdo
do desenvolvimento. Foram plantadas em fileiras adjacentes, em
terreno especialmente escolhido, apresentando condigSes physical
muito uniforms.
Passados sete annos, as mudas se apresentaramr corn um desen-
volvimento relativamente proportional ao do inicio, isto 6, as mudas
maiores produziramr arvores maiores e as de tamanho medio, arvores
tambem de tamanho medio. As mudas menores desenvolveram-se
menos do que as outras; algumas dellas "rachiticas, pouco desenvol-
vidas, e de typo pouco rendoso." "As respectivas annotagses de-






UNIAO PAN-AMERICANTA


nunciaram produccao na mesma proporgdo: abundante, media e
pequena," respectivamente. Isso foi claramente exposto pelo Dr. H.
J. Webber, em Boletim No. 6, do Departamento de Agricultura da
Unido da Africa do Sul, publicado em 1925.
AS MELHORES MUDAS, EMBORA MAIS CARAS, SAO AS MATS ECONO-
MICAS
Um caso que esclarece bem este ponto foi citado pelo Prof. H. Clark
Powell, no seu boletim sobre a cultural do grapefruit, nas Indias Occi-
dentaes Inglezas e em Honduras Ingleza (1928). Salienta a neces-
sidade do maximo empenho em plantar apenas as mudas da mais alta
qualidade, na formagao de pomares que visam fins lucrativos. Suas
observagbes foram tiradas de dois pomares contiguos, cada um de
quasi cinco hectares (10 acres). 0 primeiro foi plantado corn mudas
especialmente escolhidas por seu maior desenvolvimento no viveiro, e
adquiridas h razao de, approximadamente, 7$200 (90 centimos).3
No segundo, plantaram-se mudas da segunda escolha, muito pouco
inferiores as plantadas no primeiro, as quaes foram pagas A razao de,
approximadamente, 6$000 (75 centimos); exemplo typico de "guardar-
se os vintens e perder-se os milreis." Deve-se notar que as mudas
usadas no plantio dos dois pomares receberam todas o mesmo bom
trato. 0 torreno era tqo igual quanto possivel. Em 1928, os pomares
estavam corn 10 annos de edade e o primeiro "foi duas vezes mais
productive que o outro, porque as arvores eram maiores e puderam
produzir mais fructas." Admittindo a hypothese de que o segundo
pomar produzisse o bastante para pagar as despezas, entao o primeiro
produziu uma renda consideravel, devido unicamente ao gasto de,
approximadamente, um mil reis a mais, no preqo initial de cada muda,
no plantio do primeiro pomar.
A CITRICULTURA VISA LTUCROS
0 citricultor deve ter sempre em mente que o fim do seu pomar 6
produzir lucros, por isso, deve abandonar todas as suas opinions e
preferencias pessoaes, quanto as variedades a plantar, methods de
propagagdo, ou qualquer outro ponto. Deve produzir a variedade e
typo de muda que o comprador mais procura, assim como o viveirista
deve visar a produccao de mudas que, depois de se tornarem arvores,
produzirdo colheitas abundantes de fructas cornm as qualidades e do
tamanho que o mercado exige. As preferencias do mercado 6 que
devem prevalecer e ndo as predileccoes do viveirista ou pomareiro.
Temos lido muito a respeito do fornecimento de fructas citricas aos
mercados extranjeiros. Dentro dos limits do Estado de Minas, ha
minuito torreno altamente apropriado f produccao de fructas citricas
superiores hs que se vendem actualmenta na Europa. A area 6 ampla
para abastecer fartamente esses mercados. Presentemente produz-se
I Conversao ao camnbio que entao vigorava.






PROPAGACAO DO CITRUS NO BASIL


destas optimas fructas apenas o sufficient para indicar a possibilidade
definitive do estabelecimento duma industrial citricola lucrative.
NOMES VULGARES E TECHNICOS DOS FRUCTOS CITRICOS
Neste trabalho temo-nos esforgado para empregar os nomes com-
muns mais generalizados em Minas e mais usados pelas autoridades
de trabalhos de citricultura. 0 caso do limoo rosa" serve para
exemplificar a confusao encontrada quanto aos nomes communs. JA
achamos 19 nomes para esta fructa, sendo que alguns delles sao
empregados em outras localidades para designer fructas differences.
0 remedio para a confusao 6 obvio, basta deixar de usar muitos desses
terms locaes. Temos adoptado o termo limoo rosa" por ser o
usado pelo Ministerio da Agricultura (Departamento Federal de
Agriculture), ha mais de 10 annos passados. 0 Dr. Aristides Caire,
de saudosa memorial, o empregou.
Quanto aos nomes scientificos, temos seguido o system adoptado
pelo Prof. H. H. Hume (do Estado da Florida, E. U. A. N.), hoje
uma das mais altas autoridades em classificacao do Citrus.
Esperamos que as photographias das fructas, folhas e sementes que
incluimos sejam sufficientes para que o leitor possa distinguir os
caracteres mais essenciaes, esclarecendo o mais possivel quanto h
variedade a que se applica o referido nome. Provem sempre de uma
unica arvore, a fructa, folha e sementes que representam uma varie-
dade e que achamos constituem os verdadeiros representantes della.
As sementes que representam uma variedade, foram tiradas da mesma
fructa, demonstrando as divergencias quanto ao tamanho e format.
As folhas de algumas species do Citrus sio tdo parecidas que umna
simples descripcao raramente basta, mesmo para urn botanico poder
conhecel-as. 0 viveirista perito e enxertador mestre distinguem
facilmente, pelo modo de desenvolvimento dos p6s e format das
folhas, a especie a que pertencem as fileiras no viveiro. Havendo
qualquer duvida, como poderia por exemplo acontecer corn Citrus
aurantifolium e Citrus Sinensis, podem rapidamente determinar
esmagando uma folha, e notando o cheiro. As fructas e folhas con-
tem um oleo aromatico e caracteristico de cada especie.
As oito sementes de cada fileira, nas figures 2 atW 10, inclusive, foram
tiradas de uma fructa, que foi escolhida por ser typical daquelle p6.
Ao escolher as sementes, teve-se o cuidado de usar para a photographia
a mais comprida assim como a mais curta e tantos outros typos entire
estes quanto possivel. Foram rejeitadas todas as sementes chochas.
R interessante notar que as sementes comparativemente pequenas,
do limo rugoso, produziram as mudas mais vigorosas; a zamb6a
cujas sementes sao em terceiro logar em tamanho, produziu mudas
mais vigorosas do que a toranja, cujas sementes sao as maiores; o
limo rosa, corn sementes menores, foi terceiro em vigor de desenvolvi-
74374-31--- 2






UNIAO PAN-AMERICANA


GRAV. 2-0 LIMO RUGOSO

mento das minudas, sendo mais vigorosos apenas o limo rugoso e a
zamb6a. As mudas do limo rosa, desenvolveram-se muito mais vigo-
rosamente do que as da laranja azeda, apezar de serem as sementes
muito menores.
Em seguida consideraremos as variedades que temos provado
como cavallos ou porta-enxertos em Vigosa, sendo discutidos na
ordem do vigor de seu crescimento. A cada variedade, quanto h
escolha das sementes, bern assim como das mudinhas, deram-se os
mesmos cuidados bons. Igualmente no viveiro os cuidados foram
tdo iguaes quanto possivel. (No segundo artigo desta seria encon-
trar-se-h descripcao detalhada dos methods empregados corn as
sementes e mudas pequenas.)
Limao rugoso, Gray. 2 (Citrus limnonia, Osbeck.)-Fructa corn cinco
decimos diametro natural, folha corn quatro decimos comprimento
natural, e sementes corn sete decimos comprimento natural. Numero
de sementes por litro regular em mais ou menos 3.600. R raro em
Minas. As fructas As vezes sdo designadas como urma especie de
cidra (C. mnediea, Linn), por6m o sabor, folhas e apparencia geral do
pD6 servem para distinguil-o facilmente. R o mais vigoroso de todos
os cavallos jh experimentados em Vigosa, sendo notavel que o grape-






PROPAGACAO DO CITRUS NO BASIL


1 41$ -


GRAVE. 3.-A ZAMB6A


GRAV. 4.-0 LIMO ROSA






UNIAO PAN-AMEEICANA


fruit e a laranja doce enxertadas neste cavallo produzem p6s muito
maiores do quo o proprio limo rugoso. Em outras palavras, os
enxertos ddo major forga abs raizes, do que As suas proprias folhas.
Zamb6a, Grav. 3 (Citrus maxima Merrill).-Fructa corn cinco decimos
diametro natural, folha corn quatro decimos comprimento natural,
e sementes corn sete decimos comprimento natural. Numero de
sementes por litro regular em mais ou menos 1.800. Differe da toranja
typical do mesmo modo como do grapefruit. Encontra-se as vezes
em Minas. Muito azeda, quasi intoleravel ao paladar. Em tamanho
varia do uma laranja "Bahia" grande a um grapefruit pequeno.
Em format varia de pyriforme, conforme a gravura, atW achatado.
Todas que temos encontrado em Minas variam de perfeitamente
pyriformes a quasi esphericas. A c6r varia de amarello claro, como
a mexerica, i c6r da toranja. A casca 6 liza e possue, como o grape-
fruit, cellulas oleiferas pequenas.
As sementes sao menores do que as do grapefruit. Alguns milhares
de mudinhas que experimentamos foram mais vigorosas do que as de
grapefruit, ou de limo rosa, e muito mais do que as de toranja.
Provavelmnente a especie ainda ndo foi descripta. Os escriptores
antigos a confundiram corn a toranja, empregando os mesmos nomes
communs. Em Minas, temos ouvido para ella apenas os nomes de
"toranja" a "zamb6a." Como o primeiro se emprega tambem para
designer uma outra especie, temos empregado o ultimo. Corn as
photographias da fructa, folha e sementes, sera facil conhecer a fructa
que descrevemos.
Limao rosa, Grav. 4 (Citrus aurantifolium Swingle).-Fructa corn
cinco decimos diametro natural, folha corn quatro decimos compri-
mento natural e sementes corn sete decimos comprimento natural.
Numero de sementes por litro regular em mais ou menos 7.600. Cha-
mado tambemn "Rangpur lime," "Rangpore lime," ou "Rungpur
lime," pelos escriptores technicos de litteratura sobre o Citrus. Por
deficiencia de material para estudos, as autoridades contemporaneas
na classificagao de citrus, o tern deixado em C. aurantifolium, embora
reconhegam que provavelmente constitute especie separada.
A c6r, format e tamanho das fructas sao tdo semelhantes aos da
tangerina Dancy (da Florida) que frequentemente mesmo os peritos
so cnganam. 0 sabor 6 de acido intenso, por6m different dos limes
e limas azedas. Como na tangerina cravo, os cotyledones sao verdes
ou esverdeados. As sementes sao as menores de todas as species que
temos oxperimentado para cavallo, mas em vigor de desenvolvimento
a variedade 6 inferior apenas ao limo rugoso e zamb6a. As folhas
se assemclham mais ds do limo rugoso do que as da C. aurantifolium.
O facto de terms encontrado 19 nomes locaes para esta especie,
durante nove annos no Brasil, indica sua persistencia e distribuicao
geral.






PROPAGAQAO DO CITRUS NO BASIL


Grapefruit, Grav. 5 (Citrus paradisi Macf.).-Fructa corn cinco
decimos diamnetro natural, folha corn quatro decimos comprimento
natural, e sementes corn sete decimos comprimento natural. Numero
de semnentes por litro regular em inais ou menos 1.600. Produzido
commercialmente pela primeira vez na Florida, de onde mudas tern
sido exportadas para todos os paizes citricolas. Tambemn chamado
"pomelo," mas nao "pummelo." Pode-se distinguil-o da toranja
pelo format das folhas e ausencia de pellos nos brotos novos.
As sementes sio approximadamente do mesmo tamanho das da
toranja. As mudinhas desenvolveram mais vagarosamente que as
do limo rosa e muito mais vagarosamente do que as da zamb6a.
Laranja azeda, Grav. 6 (Citrus aurantium Linn.).-Fructa corn cinco
decimos diamnetro natural, folha corn quatro decimos comprimento
natural e sementes corn sete decimos comprimento natural. Numero
de sementes por litro regular em mais ou menos 2.200. No segundo
artigo desta seria encontram-se mais informacoes relativamente a
variedade. Melhor nome seria o francez "bigarade," visto que o
nome "laranja azeda" se emprega tambem corn as variaqoes azedas
de Citrus sinensis. A fructa representada 6 typical da variedade,
mas nao a folha, pois faltam-lhe as azas muito largas e folheadas, no
peciolo, que sao tdo characteristics desta especie.
De desenvolvimento menos vigoroso do que o limo rugoso, limo
rosa ou grapefruit. Os viveiristas da California e da Florida podem
facilmente distinguir as sementes desta especie das da laranja doce,
podendo at6 descobrir quando estdo mnisturadas as sementes das duas
species.
Laranja doce, Grav. 7 (Citrus sinensis Osbeck).-Fructa corn cinco de-
cimos diametro natural, folha corn sete decimnos comprimento natural
e sementes corn sete decimos comprimento natural. Numero de
sementes por litro regular em mais ou menos 4.300. A Serra d'agua,
representada por fructa, folha e sementes, como a Selecta e Bahia,
produz fructas corn casca um tanto grossa e aspera. As sementes
sao geralmente menores e ha maior porcentagem de imperfeitas do
que na laranja azeda ou amargo-doce. Nesta especie as azas nos
peciolos sao muito menores do que nos Citrus aurantium.
Laranja amargo-doce, Grav. 8 (Citrus aurantium Linn.).-Fructa corn
cinco decimos diametro natural, folha corn quatro decimos compri-
mento natural e sementes corn sete decimoes comprimento natural.
Numero de sementes por litro, regular em mais ou menos 2.900.
Arvore muito semelhante laranja azeda mas geralmente de desen-
volvimento muito menos vigoroso. Na gravura, a folha, semelhante-
mente 6 folha da laranja azeda, nao 6 typical, visto que as azas nos
peciolos sao muito reduzidas. Encontram-se em Minas algumas
arvores que tern azas muito grandes. Constatou-se um caso em que
a area das azas era pelo menos a metade da area da folha simples.
Pode-se differencial-a facilmniente da laranja azeda pelo facto de que






UNIAO PAN-AMERICANA


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GRAVE. 5. 0 GRAPEFRUIT

as suas fructas quando maduras, nao contain nenhum acido. Encon-
tramnos em Anna Florencia, Minas, um p6 desta especie produzindo
fructas nas quaes se notava ausencia complete do gosto amargo, e
quando maduras ur doce insipido. Em outras palavras, uma laranja
amargo-doce ser o amargo.
Toranja Paraiso, Gray. 9 (Citrus maxima Merrill).-Fructa corn
cinco decimos diametro natural, folha corn quatro decimos compri-
mento natural e sementes corn sete decimos comprimento natural.
Numero de sementes por litro regular em mais ou menos 1.400. Na
apparencia muito semelhante 6 toronja melancia, da qual differe pela
polpa que torna-se avermelhada quando madura. Tem sido dis-
tribuida em Minas sob nome de "grapefruit" uma especie muito
different e da qual se distingue facilmente pelos pellos que apresenta
em seus brotos novos. As vezes 6 conhecido como pummelo (ndo
pomelo), pompelmous ou shaddock.
As sementes s5o as maiores das species do citrus que mencionamos
neste trabalho, por6m, as mudinhas sdo de desenvolvimento vagaroso.
Enxertada em laranja azeda, ou em limo rosa, parece-se mais corn
um arbusto do que corn o grapefruit ou zamb6a.
Tangerina cravo, Grav. 10 (Citrus nobilis, Lours., var. deliciosa,
Swingle).-Fructa corn cinco decimos diametro natural, folha corn






PROPAGAGAO DO CITRUS NO BASIL


quatro decimos comprimento natural e sementes corn sete decimos
comprimento natural. Numero de sementes por litro regular em mais
ou menos 7.000. Esta variedade foi recebida do Ministerio da
Agriculture em junho de 1924, corn o nome acima dado. Mais
frequentemente 6 chamada "mexerica." Differe radicalmente da
tangerina typical, por ser a arvore, folhas, flores e fructas menores.
As folhas e fructas cont6m um oleo corn cheiro penetrante,
caracteristico e duradouro que nao 6 agradavel 6 muitas pessoas. 0
Prof. Mello nos inform que as formigas saivas nao cortam esta
variedade, provavelmente por lhes ser o cheiro repugnant. As
folhas ficam numa posigao caracteristica, erectas nos ramos, que lhes
distingue das tangerinas. Provavelmente constitute, como deliciosa
e Unshiu, urma variedade technical.
CAVALLOS DE CITRUS
Universal nos paizes citricolas discussao violent e vehement
quanto a variedade do citrus que se deve empregar como cavallo.
No leste dos Estados Unidos numa area menor do que o Estado de
Minas, tem-se provado seremn melhores tres species, pertencentes a
dois generous, cada urma superior As outras para determinadas locali-
dades. Em "Farmers' Bulletin" No. 238 (1906), United States
Department of Agriculture, o primeiro auctor discute este assumpto
detalhadamente.
0 cavallo ou porta-enxerto 6 de alta importancia na citricultura.
Deve ser bern adaptado ao clima e terra mais caracteristicos da
regiao em que o pomar f6r plantado. Desrespeitadas estas precaugoes,
as arvores nao produzirAo colheitas abundantes de fructas superiores,
embora as borbulhas sejam dos typos mais aperfeigoados. P
necessario que cada especie e variedade seja experimentada a custo
de muito tempo e dinheiro.
Frequentemente os partidarios de urma certa especie de cavallo
parecem cr6r que o emprego de qualquer outra qualidade causaria o
fracasso inevitavel da industrial, ou que o emprego da especie predilecta
evitaria, como por encanto, todas as difficuldades do citricultor.
Geralmente takes affirma96es se baseam em observances directs e
bastante bemrn feitas, mas raramente em experiencias rigorosas e
realizadas em escala sufficientemente extensivas e durante period
bastante long para justificar takes generaliza9oes. Por exemplo,
durante muitos annos, attribuiram-se ao effeito do cavallo sobre o
enxerto, as variagbes estudadas pelo Dr. Shaminel e seus auxiliares e
4s quakes nos referiremos rapidamente no terceiro artigo desta series.
Influencia de s6lo e altitude.-De todas as fructas cultivadas, o
citrus floresce sob as condigbes as mais diversas. "Variedades (do
citrus) vicejam nos s6los viscosos da Mesopotamia, nos s6los alluviaes
ao sul do Rio Mississippi, nas terras ferteis das ilhas da India
Occidental, nas terras seccas da Arizona e California e na areia quasi






UNI:AO PAIN-AMERICANA


esteril da Florida. (Citacgo do "Farmers' Bulletin" No. 538 (1913),
do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da America do
Norte, escripto pelo primeiro auctor.)
No Estado de Minas Geraes ha muitos typos de s6lo, differengas
accentuadas nas altitudes e grandes variagoes no clima, de modo que
ndo 6 razoavel pensar em utilizar-se corn optimos resultados, um
unico cavallo sob condicoes tAo diversas. Realizando experiencias
cuidadosas, vamos descobrir mais cedo ou mais tarde, quaes as es-
pecies de ca-vallo mais proprios para certos s6los, em diversas alti-
tudes, e em diversas condicoes climatologicas. Faltando-nos ainda
pesquizas rigorosas e realizadas durante long period de tempo, sob


GRAV. 6.-A LARANJA AZEDA

estas c,.i1,',,. variadas, ndo podemos affirmar corn base firme qual 6
o cavallo mais apropriado para certas condigses e qual para outras.
Deodoro versus Viosa.-Para frizar este ponto, citaremos um ex-
emplo concrete indicando a difference em mudas irmas, quanto
ao desonvolvimento e qualidade das fructas, e plantadas em diffe-
rentes logares. Em 1925 importamos da Florida 10 mudas de cada
umna de 13 qualidades, sendo que minetade de cada qualidade foi
plantada em Deodoro (Districto Federal) e outra metade em Vigosa
(Minas Geraes). As 10 mudas de cada qualidade, tanto quanto pos-
sivel, foram iguaes, pois foram compradas do mesmo viveiro, tendo
sido enxertadas e produzidas sob as mesmas condig5es e na mesma






PROPAGAQAO DO CITRUS NO BASIL


especie de cavallo. 0 terreno dos dois logares tambem parece ser
mais ou menos semelhante, por6m, ndo temos analyse physical ou
chimica de qualquer delles.
Quando os p6s de grapefruit comegaram a produzir fructas (dois
annos depois de plantadas), notou-se immediatamente que as fructas
produzidas em Deodoro eram muito superiores aos grapefruit pro-
duzidos em Vigosa, sendo o desenvolvimento das arvores alli quasi
o dobro das daqui. 0 contrario deu-se corn as satsumas, pois pro-
duziram muito menor numero de fructas em Deodoro, sendo as fru-
ctas de Vigosa de qualidade muito superior As produzidas no local

1


GRAVE. 7.-A LARANJA DOGE

mais baixo. Este exemplo indica ligeiramente algumas das difficul-
dades em responder h pergunta: "Qual 6 o melhor cavallo? "
Escolha-se o cavallo conforme o clima e s6lo.-Na Florida empregam-
se tres species de cavallos, principalmente, sendo estes o limo
rugoso, a laranja azeda e a trifoliata, numa area menor do que a
quinta parte do Estado de Minas, corn variagao insignificant em
precipitagao e differenga de menos de 100 metros de altitude. Todos
os annos, sao alli realizadas milhares de analyses chimicas, durante a
inspecgAo das fructas exigida por lei. R notavel que tomando por
base apenas a analyse chimica, nAo 6 possivel indicar em que qualidade
74374-31-- 3






UNIAO PAIN-AMERICANA


GRA.V, 8.-A LARANJA AMARGO-DOCE

do cavallo foi produzida certa fructa. As tres qualidades de cavallo
sdo muito differences, pertencentes a tres species e dois generous
differences: Poncirus trifoliata, Citrus aurantium e Citrus limonum.
A media de milhares de analyses das fructas produzidas em p6s
enxertados em uma qualidade de cavallo nao demonstra different
das produzidas em p6s enxertados em outra especie de cavallo.
Ao considerar estas observagbes, nao se deve esquecer que o cavallo
de trifoliata adapta-se melhor aos s6los barrentos e clima mais frio,
emquanto quo o limo rugoso 6 muito mais prejudicado pelo frio, e
so df melhor no s6lo esteril e arenoso das parties ao sul e centro da
Florida. A laranja azeda 6 mais ou menos intermediaria entire os
outros dois, quanto as suas exigencias de s6lo e temperature.
0 cavallo e enxerto devem ser compativeis.-Experiencias feitas em
escalas extensivas demonstraram que algumas species de borbulhas
nao ddo bons resultados quando collocadas em cavallos de certas
species. Geralmente a borbulha se sold e comega a desenvolver,
mas o p6 que result deixa muito a desejar. Os viveiristas com-
merciaes devem esforgar-se no sentido de descobrir e utilizar um
cavallo que d6 melhores resultados comn a especie que se vae enxertar,







PROPAGAQAO DO CITRUS NO BASIL 15

sem, por6m, esquecer das exigencies do cavallo quanto ao clime, s6lo
e altitude.
A laranja azeda nao da bom resultado como cavallo pare a. kum-
quat, para a satsuma, ou pare as laranjas da familiar Serra d'agua.
As duas ultimas, enxertadas na laranja azeda, produzem fructas
grosseiras que seccam mais cedo do que as fructas dos p6s enxertados
em cavallos menos vigorosos. Cavallos de laranja doce sao excellen-
tes pare kumquat e para satsuma, nao servindo para o limo miudo,
porque a borbulha desenvolve-se mais rapidamente do que o cavallo,
produzindo muito ramo e relativamente pouca fructa. (Ver gravura
11.) 0 mesmo se di qeando se enxerta o limao miudo na laranja
azeda, sendo que, para propagar o limo, devem-se usar cavallos da
mesma especie. Nao se pode aproveitar cavallos de lima pare
enxertos de grapefruit, e laranja redonda, pois o system radicular
nao 6 sufficientemente vigoroso.
Pontos a considerar na escolha do cavallo.-Os pontos que o vivei-
rista deve lembrar especialmente em determiner o cavallo a empregar,
al6m dos acima citados, sao os seguintes: 1) que seja possivel obter
sementes em abundancia, de modo que o viveiro posse ser feito em
escala convenient; 2) o cavallo deve ser vigoroso e agradar aos citri-
cultores; 3) deve ser de facil propagagao e prepare pare a enxertia;
4) deve ser robusto e de vida longa.
Os primeiros investigadores em todos os paizes citricolas, sempre
frizaram a alta importancia de utilizer para cavallo uma especie resis-
tente ao mal-di-gomma. Hoje em die, nas regimes de citricultura adian-
tada, esta molestia tern relativamentapoucaimportancia. Uns cavallos
sao muito mais resistentes do que outros, sendo que o gr6o de resis-
tencia demonstrado por uma certa especie varia muito, conforme a
adaptabilidade do s6lo e clima, dquella variedade ou especie, em
particular. A luz do sol 6 o melhor preventive desta molestia. At6
agora nao tivemos prove exacta e direct de que o mal-di-gomma
posse penetrar atravez uma casca sa e perfeita. A enxada 6 o agente
mais perfeito que se conhece pare distribuir esta molestia e inoculal-a
nas mudas do citrus, bem assim como nas arvores maiores.
Comparagdo experimental de cavallos.-Em 1925, logo que o campo
experimental da E. S. A. V. ficou sufficientemente preparado pare se
poder plantar um viveiro de citrus, obtivemos tantas species e
variedades quanto nos foi possivel, coin o fim de experimental-as
comparativamente.
Destas variedades, o limo rugoso desenvolveu-se mais vigorosa-
mente; em seguida, e quasi igual ao limo rugoso foi a zamb6a; e
depois, tambem comn pouca different, foi o limo rosa. 0 grape-
fruit e a laranja azeda desenvolveram-se respectivamente, em quarto
e quinto logares. A laranja doce familiara Serra d'agua) teve desen-
volvimento bern mais vagaroso do que a zamb6a. A laranja amargo-
doce (laranja da terra) desenvolveu-se menos do que a laranja doce;







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GRAY. 9.-A TORANJA PARAISO


o cm ultimo logar foi a mexerica, que teve desenvolvimento muito
mais vagaroso que as outras.
Julgando o desenvolvinmento pelo system de porcentagem e dando
ao mnais vigoroso, o limo rugoso, 100 por cento, a zamb6a mereceria
mais ou menos 90 por cento; o limo rosa mais ou menos 85 por cento;
a laranja doce (Serra d'agua), ndo mais que 60 por cento ou talvez 65
por cento; e amargo-doce approximadamente 50 por cento. A tan-
gerina cravo nmereceria mais ou menos 25 por cento. Disso se v6 quo
a tangerina cravo levaria perto de quatro annos para attingir o
taminanho que o limo rugoso attingiu em um anno, e a laranja amargo-
doce levaria dois annos para attingir o mesmo tamanho. Corn cada
especie e variedade, empregaram-se os mesmos cuidados na escolha
de sementes boas e no plantio de apenas 50 por cento das mudas,






PROPAGA'AO DO CITI.IUS NO BRiASIL


utilizando-se somenfe as mais vigorosas. Os tratos no viviero foram
iguaes para todas as variedades.
0 limo rugoso (ver Grav. 2).-Tiramos as sementes para a expe-
riencia acima descripta, de fructas compradas no mercado municipal
no Rio de Janeiro. Pequeno numero dellas foram observadas recente-
mente no mercado de Bello Horizonte, e urn p6 foi visto ha alguns
annos passados em Deodoro, nas proximidades da Estacao de Pomi-
cultura. Por ser a fructa quasi sem valor para comer ou para cosinhar
explica-se, serm duvida, a razho de ser ella muito raramente encon-
trada.
Na Florida, na parte do sul e arredor da Lagoa Okeechobee, existianm,
antes de ser colonizada pela gene branca, bosques espessos desta

i


GRAVE. 10.-A TANGERINA GRAVO

variedade. Depois que se descobriu que ella era de desenvolvimento
rapido e produzia cavallos bons para as collins arenosas e seccas, as
sementes se tornaram muito procuradas pelos viveiristas. Houve
uma 6poca em que mais de 50 por cento dos p6s de citrus nos pomares
e viveiros da Florida foram enxertados em cavallos dessa especie.
Ella nao se da tao bern como a laranja azeda em locaes humidos ou
encharcados, ou em s6lo argiloso, sendo por6m, muito superior a esta
para regioes arenosas e seccas, que constituem grande parte do terreno
da Florida mais adaptado 6 citricultura. Hoje 6 provavel que mais ou
menos mnetade dos p6s de grapefruit produzindo fructas, na Florida,
estejam enxertados em cavallos de limo rugoso.
Dr. Philippe Westin Cabral de Vasconcellos, professor cathedratico
de pomicultura na Escola Agricola "Luiz de Queiroz," na Revista de






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Agricultural, pagina 333, vol. de 1929, registra observagSes muito a
favor desta especie, dizendo que provou ser o cavallo mais satisfactorio
que qualquer outro, durante period bern long de annos, para a
"terra roxa" em Piracicaba (Estado de So Paulo). Indubitavel-
mente 6 o cavallo mais satisfactorio naquelle typo de s6lo. A "terra
roxa" tern alguns pontos de semelhanga corn a terra das serranias
baixas e arenosas na Florida, quanto a sua capacidade baixa de reter
agua, 6 as colheitas escassas de milho e algod6ao produzidas na ausencia
de adubos chimicos.
ln 1a GRAY. l. -BORBULILA E
JP. CAVALLO INCOMPA-
TIVEIS
0 limo miudo enxertado por
i eagarfagem erm cavallo de
laranja doce vinte annos
S lantes de photographado,
o onforme nos disse o Dr.
H llermann, do Instituto
Sd Agronomrico, Carnpinas,
CabSdo Paulo. 0 limaso miudo
i de p6 franco produz urn
j.. "arbusto on pequena arvore
feia, rachitica e espinhosa.
E." Exertado emn laranja doce,
seu desenvolvirnento foi tdo
vigoroso que deixou para o
system radicular alimenta-
S( o insufficient.

















Temos visto observag5es de alguns auctores que duvidam da
longevidade do limo rugoso como cavallo. 0 Dr. H. J. Webber, num
boletim previamente referido, disse: "Hoje em dia emprega-se quasi
exclusivemente em toda a Africa do Sul, o cayallo de limo rugoso para
propaga9ao do citrus de qualquer variedade." Elle cita um pomar
corn mais de 50 annos que esttd ainda se desenvolvendo e produzindo
abundantemente. Um p6 nas proximidades de Cambria, Colonia do
Cabo, foi enxertado por garfagem em cavallo do limo rugoso, ha mais
de cem annos, e produziu numa colheita, mais de 7,000 laranjas.






PROPAGAgAO DO CITRUS NO BASIL


Zamb6a (pummelo, ndo pomelo) (ver Gray. 3).-A nossa attenqo
foi primeiramente chamada para essa variedade na occasiao duma
visit A chacara de D. Cocota Vieira Martins. As arvores, apparen-
temente de p6 franco, foram as mais vigorosas e sds na chacara, que
contava mais ou menos 40 annos. As fructas sdo demnasiadamente
azedas para terem valor commercial, mas devido ao vigor do seu
desenvolvimento 6 de crer que a especie apresenta algumas vantagens
para uso como cavallo. For gentileza de Mr. C. T. Tooraen nos foram
fornecidos um kilo e 300 grammas dessas sementes em agosto, 1925.
Provavelmente esta especie nunca tinha sido experimentada em escala
apreciavel, antes disso, como cavallo. Nao 6 provavel que venha a
constituir especie important em Minas Geraes, devido A difficuldade
em obter as sementes em quantidade sufficient.
Fizemos o plantio em sementeira de areia, em ripado, conforme
descrevemos no segundo artigo desta series, e quando as mudas attin-
giram altura sufficient, as melhores foram plantadas no viveiro.
As mudas de zamb6a nao se desenvolveram tanto quanto as de limo
rugoso, por6m, consideravelmente mais rapidamente do que as de
grapefruit. Os cavallos receberam o enxerto facilmente e produziram
excellentes mudas.
Limao rosa (ver Gray. 4).-Notamos a especie pela primeira vez no
Brasil em 1921, em Ouro Branco, onde se encontravam algumas
arvores fructificando abundantemente, embora em quintaes abandona-
dos talvez ha 50 annos. Examinando em torno corn cuidado, foram
achados os restos de p6s de citrus de outras species ou variedades
sendo muito provavel que tenham sido plantadas diversas species, e
que as outras tenham sido mortas por molestias, insects, por fogo, ou
pelo avango da vegetagdo native. Em muitos logares em Minas
encontra-se numero maior ou menor dessas arvores, e geralmente
carregam muito, apezar das condi9ges adversas em que se encontram.
Pelo que sabemos hoje, podemos dizer que o limo rosa tern mostrado
ser arvore resistente e de vida longa. A sua distribui9co geral esta
evidenciada pelo facto de terms encontrado para ella dezenove nomes
locaes, nas parties do Brasil que temos visitado.
Apparentemente a borbulha solda-se menos facilmente no limo
rosa do que no limo rugoso, podendo isto ser attribuido, possivel-
mente, ao facto de que se desenvolva menos vigorosamente. Prova-
velmente corn um pouco mais de cultivo, resultaria o mesmo grho de
receptividade, como no caso do limo rugoso. Pelas informagoes que
podemos colher, parece ser utilizado como cavallo apenas no Brasil e
na Espanha.
Grapefruit (pomelo) (ver Gray. 5).-Provavelmente constitute born
('avallo para a terra massa-p6 do Brasil. Tern sido empregado em
escala consideravel na Florida e California, mas devido A incerteza em







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obter quantidade sufficient de sementes, nao tern sido possivel adoptal-
o como cavallo nos viveiros commerciaes. Nao e provavel que no
Brasil seja fail obter destas sementes, pois ternm sido introduzidas
apenas as qualidades melhores e que produzem poucas sementes.
Parece-nos que para algumas localidades o grapefruit seria um cavallo
corn vantagens sobre os outros.
A laranja azeda (ver Gray. 6).-A industrial citricola de Florida, no
seu inicio sob base modern, usou como cavallo a laranja azeda.
Muito antes, sabia-se que nas margens pantanosas das numerosas
lag6as no centro do Estado, existiam myriades de arvores desta
especie. Em 1870 o Snr. F. G. Sampson comprou algumas centenas
de hectares dessas terras, grande part da qual durante 6poca chuvosa

*- _-

















GRAV. 12.-CAVALLOS DE LARANJA DOCE E LIMAO RUGOSO
Comparagao do vigor de diversas qualidades. A direita limo rugoso, d esquerda laranja serra d'agua.
As sementes foram todas plantadas no mesmo dia e escolhidas as 200 mudas mais vigorosas de cada quali-
dade para plantio no viveiro. Photographado oito mezcs depois do plantadas no viveiro e onze mezes
depois de semeadas. (E. S. A. V., agosto, 1925.)

do anno se tornava brejo, e nos quaes se achavam milhares de pes de
laranja azeda, que elle comegou a explorer. Em primeiro logar, fez
drenagemn adequada, depois destruiu quasi todas as outras arvores
que alli se achavam, e enxertou por system de garfagemn muitos milha-
res de p6s da laranja azeda. Milhares foram arrancadas e vendidas
ou plantadas em pomares. As maiores ficaram onde estavam, e
estao ainda, depois de passados quasi 60 annos, produzindo boas
colheitas de fructas que alcanamn os mnelhores preqos no mercado.
Algumnas das arvores provavelmente contavam uns 50 annos quando
enxertadas, de modo que os cavallos agora estao corn quasi umn seculo
de edade.






PROPAGAgAO DO CITRUS NO BRASIL


Para plantio em logares humidos e em terrenos argilosos, continue
a ser o cavallo mais procurado, a laranja azeda. 0 Prof. E. J. Coit,
no seu livro sobre as fructas citricas, disse em 1915 que 85 por cento
das mudas nos viveiros da California estavam naquelle anno enxer-
tadas em laranja azeda. Disse tambem que quasi sem excepdo,
todas as laranjeiras na Europa estavami enxertadas neste cavallo.
0 Prof. H. H. Hume no seu livro, "El Cultivo de las Fructas Citri-
cas," calcula que 75 por cento dos citrus produzidos no mundo inteiro
sao em p6s enxertados em laranja azeda. 0 seu desenvolvimento
regular mais ou menos corn o da laranja doce, por6m, 6 muito mais
resistente ao mal-di-gomma e support melhor as seccas. Esta
especie nao se encontra geralmente na parte central do Brasil,
podendo, todavia, as suas sementes serem facilmente importadas da
Hespanha em grande quantidade.
A laranja doce (ver Grav. 7).-Cavallos de laranja doce tem sido
empregados, mais ou menos de umn modo geral, em todos os paizes
que exploram a industrial citricola. Na Florida encontram-se muitos
pomares produzindo fructas e enxertadas em laranja doce, do typo
de Serra d'agua. Isso se deu porque houve geral disseminagdo destas
mudas, muitas tendo sido plantadas em pomares. Depois, tiveram
pouca acceitagAo as suas fructas nos mercados norte-americanos e os
p6s foram aproveitados comino cavallos para a enxertia corn qualidades
mais procuradas.
Cleopatra.-Pertence ao grupo das tangerinas, e ultimamente tern
alcangado acceitagao consideravel, como cavallo, na Florida, nao
tendo sido experimentada em escala sufficient ou em period de
tempo bastante long para concluir se possue ou nao qualidades
superiores aos que jh se acham em uso commumn.
Trifoliata (Poncirus trifoliata).-Adapta-se excellentemente em
algumas localidades e pode quasi sempre ser obtida por prego razoa-
vel corn os viveiristas japonezas. Temos visto mudas de trifoliata
em Deodoro, corn alguns annos de edade e menos de 50 centimetros
de altura. At6 que obtenhamos conhecimentos mais certos a seu
respeito, nao 6 aconselhavel empregal-a como cavallo em escala
consideravel.
Cavallos de outras especies.-Tmrn sido experimentadas, em escala
maior ou menor, quasi todas as species do citrus, como cavallos,
para enxertia com as qualidades procuradas no mercado. Muitas
dessas tern provado nao ser satisfactorias, por diversas razoes. A
lima, o limao miudo, o limao Genova (o limao mais important no
commercio mundial), a cidra, e outros membros do grupo das tan-
gerinas, a nao ser a Cleopatra, t6nm sido rejeitados.
74374-31--4






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Continuam activamente, nos paizes citricolas, experiencias scien-
tificas corn muitas species e variedades como cavallos.
Limao umbigo e Limao doce da Persia apresentam alguns cara-
cteristicos indicando que possivelmente dardo optimos cavallos em
algumas localidades corn condiges especiaes, mais ou menos f6ra do
common.
Parte II

0 viveiro constitute a pedra angular da industrial citricola e a
sementeira 6 a excavagdo na qual se erguem os alicerces. Si mal
escolhido o logar ou mal feita a excava9go, todo o edificio, repre-
sentado pelo viveiro e finalmente pelo pomar, em consequencia ter&
base fraca e desmoronamento quasi certo.
R mais economic produzir uma muda sa e de qualidade optima
do que produzir uma duzia de inferiores. Durante long period de
selec9do, visando-se a qualidade e quantidade das fructas, muitas
das variedades mais apreciadas das arvores fructiferas perderam o
poder de desenvolver um system radicular forte e resistente. Por
isso, para obter os melhores resultados, torna-se necessario utilizar-se
de algum cavallo ou porta-enxerto mais robusto.
Os viveiristas devem prestar muita attengdo para a formacgo do
viveiro. Encontram-se em todas as variedades e species do citrus
cultivadas, algumas estirpes corn vigor acima da media, outras corn
vigor medio e muitas que sdo rachiticas, ou atW corn tendencia para
ficarem ands. Escolhendo-se sementes duma arvore vigorosa, grande
percentage das mudinhas herdarAo este vigor. Do mesmo modo,
plantando-se sementes duma arvore rachitica por hereditariedade e
de pouco desenvolvimento, A grande percentage das filhas, faltarh
vigor, e mesmo as mais fortes, produzirdo mudas de segunda ou
terceira qualidade.
Limpeza das sementes.-Um system muito convenient de separar
as sementes da polpa da fructa, consiste no emprego duma peneira
de estucador, corn malhas de um centimetro. Corn uma faca cega,
cortam-se as fructas transversalmente, corn cuidado para ndo estragar
as sementes. Comprimem-se as metades das fructas, esfregando-se
contra a peneira, at6 que passam todas as sementes; depois rejeitam-se
as cascas. Muita da material fibrosa que passa pelas malhas, pode
ser facilmnente separada das sementes, usando-se outra peneira de
malhas menores que retenham as sementes perfeitas. Empregando-se
bastante agua corrente por meio duma mangueira, e esfregando-se
ligeiramente, as sementes ficardo livres de quasi toda a polpa.






PROPAGAgAO DO CITRUS NO BRASIL


Passadas pela primeira peneira, poderao as sementes ficar 24 horas a
sombra, o que depois permitted separal-as muito facilmente do resto
da polpa.
As sementes limpas devem seccar h sombra, para facilitar seu
manejo. Ndo convem seccal-as ao sol, pois em dia claro de sol
forte, a temperature se elevarh bastante para destruir o poder ger-
minativo de muitas dellas.
Separagdo das sementes.-Depois de seccas as sementes a ponto de
se poder manuseal-as facilmente, deve-se fazer urma escolha h mdo,
corn o fim de rejeitar todas as pequenas e imperfeitas. Muitas destas
terdo sido rejeitadas corn o bagago, mas numero consideravel poderh
ainda ficar misturado corn as boas. Para demonstragdo, o Dr.
Bruno, professor cathedratico de horticulture e pomicultura da
E. S. A. V., tern feito corn que os alumnos semeassem em fileiras
comparativas sementes rejeitadas. A percentagemrn das germinadas
tmrn sido muito reduzida e a propor9do de mudas vigorosas apro-
priadas para o plantio no viveiro, various de zero at6 9 por cento,
sendo sempre menos de 10 por cento.
Numero de sementes por litro.-Quando se vae iniciar um viveiro,
e convenient poder determinar approximadamente a quantidade
de sementes que deverh ser plantada. Urn litro de sementes per-
feitamente limpas e seccas, peza mais ou menos 480 grammas, varian-
do um pouco conforme a qualidade das sementes e se forem ou ndo
muito bem seccas. Um litro de sementes pequenas, como as do limo
rosa, peza mais ou menos 10 por cento mais, emquanto que um litro
das sementes maiores, taes como as de grapefruit, peza cerca de 10
por cento menos do que a media.
Caberdo num litro, approximadamente, os numerous seguintes de
sementes: toranja, 1,400; grapefruit, 1,600; zamb6a, 1,800; laranja
azeda, 2,200; laranja amargo-doce, 2,900; laranja king, 3,400; limo
rugoso, 3,600; laranja doce (Serra d'agua), 4,300; tangelo, 6,200;
tangerina cravo (mexerica), 7,000; limo rosa, 7,600. Nas gravuras
2-10, Propagagdo do Citrus no Brasil, I, achar-se-do gravuras das
sementes d'algumas destas variedades do citrus.
Estes numerous sdo de sementes limpas e bern escolhidas. Quando
se incluem muitas sementes pequenas e inferiores, do limgo rosa,
por exemplo, o numero as vezes eleva-se atW 10,000. 0 Dr. Navarro
de Andrade em "Campanha Citricola," pagina 50, da 3,200 como o
numero de sementes de laranja azeda que cabem num litro. Excep-
tuando-se o numero de sementes da laranja-azeda, da qual citamos o
numero de sementes dado pelo Prof. H. H. Hume, em "The Cultiva-
tion of Citrus Fruits," pagina 152, os outros numerous foram tirados
das notas tomadas na E. S. A. V.







UNIAO PAN-AMERICANA


A SEMENTEIRA

Aqui na escola, seguimos o system de escolher cuidadosamente
as sementes, e plantal-as em areia limpa, a qual nao se addiciona
nenhuma terra fertil. Por este meio obrigamos a mudinha a viver
quasi exclusivamente A custa dos alimentos contidos na propria
semente. Quando as inudinhas attingem altura de mais ou menos 10
centimetros, escolhem-se as maiores para transplanta9ao, ao viveiro.
As de vigor regular tambem sdo aproveitadas, por6m, plantadas em
fileiras separadas das maiores. Todas as outras, as vezes at6 40 por
cento, sao rejeitadas.


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G(AVLUIA 13.-ALUMNOS APRENDENDO 0 METIIODO MAIS APROPRIADO DE
ENXERTIA
Mais de 150 mo~os mineiros ja aprencleram a euxertar na E. S. A. V. Receberamn nota conform o exito
(inas borbulhas. Nota-se o professor atraz da fileira, para ajudar a cada alumno pessoalmente a se aper-
feiqoar. Enxertia do citrus 6 fatigante e por isso o cnxertador dove tomar posirao comfortavel e fazer
o inienor numero dc movimentos possivel. Cavallos de Limaio Rosa. (E. S. A. V., 1928.)

Sementeira de areia.-Neste typo de sementeira, as fileiras se
succedem de 10 em 10 centimetros e as sementes de centimetro
em centimetro. t imperative transplantar as mudinhas logo que
estejam em condig6es proprias de desenvolvimento, corn 10 at6
15 centimetros de altura. Este method 6 summamente efficient
para quemn produz as mudas em escala relativamente pequena, nao
sendo possivel, porem, para quem faz o plantio em grande escala. Si
as mudinhas nao forem retiradas da sementeira de areia exactamente
na 6poca propria, ficardo endurecidas e rachiticas por falta de
nutricao, e quando plantadas no viveiro, desenvolver-se-ao lenta-
mnente atW que possain resuscitar desse period de difficil crescimento
a que estiveram sujeitas.






PIOPAGACAO DO CITRUS NO BASIL


Sementeiras commerciaes.-Na Florida e na California, empregam-se
extensivamente os ripados para sementeiras. 0 method geralmente
seguido pelo viveirista que produz mudas em escala extensive, 6 de
plantar as sementes, muito juntas, numa sementeira de terra bem
fertil, proporcionando a cada semente approximadamente um espaco
de 10 centimetros quadrados, podendo estas sementeiras serem feitas
em ripados ou ao ar livre. Por este meio, as mudinhas mais vigorosas
abafamrn as inferiores, e no transplantar, aproveitam-se apenas as
mais vigorosas.
Plantio corn a semeadeira.-Quando se trata de semear milhares de
sementes, 6 muito economic utilizar uma semeadeira manual, ou de
jardim. Por este meio se conseguirh resultado muito mais uniform
e corn muito mais economic do que fazendo a semeadura a mao.
Quando a semeadura for feita a machine, sera convenient esta-
belecer duas, tres ou quatro fileiras corn mais ou menos 20 centimetros
de afastamento uma da outra, deixando-se logo depois um caminho
corn 40 at6 50 centimetros. Os caminhos largos poderdo ser cultiva-
dos convenientemente corn machine de tracAo animal e os menores
corn cultivador manual.
As fileiras devem sempre se estender no sentido maior da semen-
teira. Frequentemente viveiristas sem pratica, e as vezes 'sem
pensar, fazem as fileiras no sentido transversal da sementeira, o que
exige muito trabalho manual desnecessario.
Porcentagem de mudas aproveitaveis.-Quando as mudinhas attingemn
a altura de, approximadamente, 30 centimetros, estdo sufficiente-
mente desenvolvidas para serem transplantadas para o viveiro.
Conforme as regras muito bem estabelecidas e das quakes tratamos na
secao acima, devem ser rejeitadas, na transplantacao, as mudas
inferiores ao tamanho medio. Todas as mudas menores, as vezes
uma elevada porcentagem, deverdo ser consideradas improprias para
o viveiro, quando se visa um resultado economic. 0 Prof. Hume,
depois de longos annos de experiencia como viveirista commercial,
recommend a semeadura de um numero de sementes pelo menos
quatro vezes maior que o numero de mudas desejadas. Em Minas,
sementes e terreno para sementeiras existem em fartura, e por isso, 6
aconselhavel empregar sementes em numero de cinco at6 10 vezes o
numero de mudas que se deseja ter no viveiro. Cabe lembrar aqui a
possibilidade de perdas por causa de molestias nas sementeiras, que os
viveiristas corn muitos annos de experiencias, sabem perfeitamente
evitar ou controller.
Local da sementeira.-Para sementeira, escolhe-se um local ligeira-
mente humido e de terra fertil. Sendo possivel, o s6lo deve ser
arenso, profundo, e bastante forte. 0 local deve ser o mais afastado






UNIAO PAN-AMERICANA


possivel de onde vae ser o viveiro ou o pomar. Estabelecer a semen-
teira nas proximidades dum velho p6 de citrus, ou perto dum pomar,
6 attrahir difficuldades ou exp6r-se a provavel fracasso.
Drenagem.-A primeira condigdo necessaria 6 que o local tenha
excellent drenagem natural. Logo que o terreno f6r devidamente
preparado, 6 necessario providenciar quanto h sua drenagem arti-
ficial, para proteger a sementeira contra as innundacoes pela agua
das chuvas fortes. Isto se pode conseguir facilmente usando arados
e grade de discos. Abrindo sulcos funds de cinco em cinco metros,
corn urma differenga de 50 centimetros entire o nivel do canteiro e o
fundo do sulco, a drenagem sera sufficient, nos casos normaes.
Na India Occidental, onde a precipitagdo chuvosa regular mais ou
menos corn a de Minas, recommenda-se 45 centimetros para a pro-
fundidade optima dos sulcos de drenagem. Na Florida, o terreno 6
muito arenoso, e frequentemente sao indispensaveis irrigacoes pelo
system de aspergdo alta, para produzir mudas vigorosas. Neste
caso, os sulcos para a drenagem poderdo ser mais rasos, pois ha menos
perigo de innundaf9es. Na California, geralmente ha muita secca
durante o periodo de vegetacao das mudinhas, e assim sendo, os
melhores viveiristas fazem as sementeiras debaixo de ripados e
arranjam meios para irrigacoes artificiaes frequentes.
As vezes em Minas sera necessario irrigar a sementeira, apezar do
local humido escolhido e da sementeira ser feita na 6poca do anno em
que se espera abundancia de chuvas. R geralmente inevitavel a
irrigagdo manual, embora constitua um method pouco efficient e dis-
pendioso, variando muito a quantidade de agua applicada que 6 em
geral muito insufficient. Frequentemente takes irrigao5es sao pre-
judiciaes, pois activam o desenvolvimento inicial das raizes super-
ficiaes, que logo seccam, antes da irrigagdo seguinte. Vale muito mais
uma irrigacao sufficient e bern feita do que meia duzia, insufficientes
e irregulares.
Preparo da sementeira.-Antes de se iniciar o prepare dos sulcos
para a drenagem artificial, todo o terreno deve ser muito bemrn desto-
cado, eliminando-se tudo quanto possa difficultar os cultivos, takes
como: tocos, raizes e pedras. Depois, ara-se muito bemrn o terreno, at6
a profundidade de 30 centimetros, sendo possivel. Emprega-se um
arado reversivel de typo nioderno, puxado por uma ou duas juntas de
bois. Os trabalhadores devem caprichar na perfeita limpeza do
terreno, tirando as raizes, pedagos de madeira enterrados, ou pedras
que escaparam 6 vista, durante o destocamento. Quando o terreno
for bemrn arado n'um dos sentidos, deve-se passar a grade de discos,
afim de pulverizar o s6lo. Uma semana ou 10 dias depois, o terreno
estarA sufficientemente firme para permittir nova aradura, desta vez
em sentido opposto, de modo que os novos sulcos cortem os da primeira
aradura, empregando-se em seguida a grade.







PROPAGAQAO DO CITRUTJS NO BRASIL


Depois da terra ficar mais ou menos firme, entdo podem ser marca-
dos os canteiros; se estes forem estaqueados corn intervallos de 5
metros, para estabelecel-os, basta arar o terreno de modo a que as
fileiras fiquem sempre no sentido do centro de cada canteiro; isto se
consegue comegando a aradura pelo centro, indo primeiro do centro
para a direita e depois do centro para a esquerda de cada canteiro;
deste modo cada um delles ficara perfeitamente demarcado por dois
sulcos profundos, que para satisfazer as condig6es de drenagem local
a que jA nos referimos, devem ter 50 centimetros de profundidade.


GRAVURA 14.-VIVEIRO SOMBREADO POR ARVORES MAIORES
Nao pode haver melhor demonstragdo de collocagao impropria. Os p6s maiores foram transplamtados
da sementeira em 1925, tries annos antes dos menores, que estao corn um anno de desenvolvimento. As
nove fileiras foram distanciadas uma da outra por um metro e corn dois metros centre a prinmeira e os
p~s velhos. As quatro fileiras mais perto a estes denunciam os maus effeitos do sombreamento e de
term sido roubados em humidade do s6lo.

0 VIVEIRO

Escolha do local para o viveiro-Em quasi todos os paizes que
produzem fructos citricos, os primeiros viveiristas erraram seriamente
collocando os viveiros em qualquer terreno desoccupado, sem con-
siderar se era ou nao possivel cultival-o, ou se era adaptavel A
producao de cavallos saos e fortes. Para elles o tempo tinha pouco
valor, nao se ihes importando se os cavallos levavam dois, tres ou
quatro annos para attingir o tamanho sufficient para o plantio no
pomar. Commeteram as vezes erro ainda mais grave, estabelecendo
o viveiro entire as arvores do pomar, sendo este o peior logar possivel,
obrigando as mudinhas a luctar corn os p6s grandes para se nutrirem;
a ficarem durante boa parte do dia sombreadas pelos arvores maiores,
recebendo apenas o sol escaldante e sujeitas a se infestarem corn as







TJNIAO PAN-AMERICANA


molestias e insects que por acaso existissem nos p6s velhos. Esta
practice contribuiu para que o viveirista, sem o perceber, estabelecesse
meio excellent para a distribuigao e propagaco de seus proprios
inimigos-as doengas e insects damninhos.
Devido, em grande parte, ao system acima descripto, 6 que a
maioria das molestias e pragas do citrus se encontram espalhadas por
todas as parties do mundo onde a citricultura constitute urma industrial.
As monographias sobre molestias e pragas do citrus publicadas na
Australia, Norte-America, Africa do Sul, ou India Occidental, tratam
de quasi todas as que se encontram em Minas.
A collocagdo mais acertada para um viveiro de plants citricas 6 a
mais afastada quanto possivel de qualquer outra plant da mesma
especie. 0 pomicultor modern nao aceita, sejam quaes form as
condig6es da offerta, mudas do genero citrus que estejam atacadas
por qualquer molestia ou infestadas por insects.
0 s6lo.-O s6lo deve ser do typo que possa produzir as mudas mais
vigorosas e robustas. Sdo aconselhaveis as vargens altas e bern
drenadas, ou as fraldas de morros de pouca inclinagdo, que em geral
nao sao demasiadamente arenosas. 0 barro muito compact deve
ser evitado, pois produz crescimento lento e impede o devido
desenvolvimento radicular. Devem-se evitar de modo especial as
vargens encharcadas, pois, al6m de exigir seu preparo muito trabalho,
nellas ha perigo de innundagbes.
Preparo do s6lo.-Escolhido o local, deve se destocar bemrn o terreno,
uns seis mezes antes de fazer o plantio, conform instruccoes para o
preparo da sementeira. A aradura deve ser a mais profunda possivel,
pelo menos de 20 centimetros, sendo preferivel 30. Na Africa do
Sul e na America do Norte, onde se empregam machines agricolas
aperfeigoadas, aconselha-se a aradura a uma profundidade de 40 at6 50
centimetros. Mr. H. C. Hendricksen, em Bulletin 33, da Estagdo
Experimental Agricola, em Mayagtiez, Porto Rico, recommend que
o terreno seja revolvido profundamente, umn anno antes do plantio,
e corn o fim de augmentar a fertilidade, seja plantado corn urma legu-
minosa, que dever6 ser enterrada tries mezes antes do plantio das
mudas. Na Franca, confornme disse o Dr. David Fairchild, no seu
interressante livro, "Exploring for Plants," nos melhores viveiros, o
terreno 6 revolvido por p6, at6 a profundidade de 75 centimetros.
Quando o terreno estiver mais ou menos firme depois do preparo,
deve-se aral-o mais uma vez, formando nesta occasiao os canteiros,
pelo mesmo process descripto para a sementeira, ficando do mesmo
modo entire dois canteiros um sulco profundo, que, quando bemrn feito,
serve de drenagem artificial. Na gravura 15, A direita, no primeiro
plano, v6-se um sulco desses, depois de servir durante um anno.
Nao havendo uma drenagemn local, as mudas correrdo o perigo de






PROPAGAQAO DO CITRUS NO BASIL


morrerem ou de serem seriamente prejudicadas por inundagoes,
como jA aconteceu na escola.
Distancia entire as mudas.-O espago de um metro entire as fileiras
tern provado ser excellent, pois permitted que os cultivos se realize
corn machines de trac9do animal, e que a enxertia e outros cuidados
dos viveiros sejam realizados facil e efficientemente. A distancia de
40 centimetros entire as mudas nas fileiras tern sido a melhor aqui
na escola. Na Florida, collocam-se as fileiras distanciadas uma da
outra 120 centimetros, e as mudas, 45 centimetros. Na Califor-


GRAVURA 15.-SULCO FUNDO PARA DRENAGEM
Afim dc conservar a saude e promover o desenvolvimento das mudas 6 importantissimo conservar o
viveiro perfeitamente drenado. Para as condig6es climatologicas daqui temos achado necessario fazer
de dez em dez metros um sulco para drenagem, cuja conservagdo, sendo feito por meio de machines do
tracgRo animal, custa pouco. Nesta zona os viveiros soffrem commummente corn o encharcamento do
s8lo. Mudas do zamboa, corn um metro entire as fileiras e quarenta centimetros de p6 em p6. (E. S.
A. V., 1928.)

nia mais ou menos as mesmas distancias dAo os melhores resultados.
(Ver gravura 15.)
0 transplantio.-Na 6poca de se fazer o plantio no viveiro, abrem-se
os sulcos, passando o arado duas vezes na mesma linha, jogando a
terra para um e outro lado. Em seguida passa-se o sulcador para
revirar a terra mais profundamente, sendo necessario as vezes,
passal-o duas ou mais vezes para fazer bern este servivo. 0 prepare
do terreno e de elevada importancia.
Quando as mudas attingem uma altura entire 20 e 30 centimetros
estdo nas melhores condigbes para serem transplantadas. Depois de
attingirem essa altura, devem ser transplantadas quanto antes, pois
74374-31- 5






30 UNIXAO PAN-AMERICANA

permanecendo mais tempo na sementeira, soffrerqo relativamente
mais no transplant, augmentando o period entire a semeadura e a
enxertia da muda.
Viveiristas descuidados permitted que os trabalhadores arranquem
as mudinhas A mao, o que ihes causa serio damno, sendo o proprio
viveirista o mais prejudicado. Arrancadas 6 mao, as mudinhas per-
dem quasi todas as raizes fibrosas, e terdo que produzil-as de novo
antes de recuperar seu vigor primitive.


L i1;., :


OGRAVURA 16.-SYSTEMAS RADICULARES EXCELLENTES E RUINS
Sernemntes plantadas no inesino dia, e transplantadas para o viveiro na inesma epoca. Todas as mudas
receberam cuidados identicos. A e B, systems excellentes; C e D, imprestaveis. A, muda corn raiz
mnestra cortada quando plantada no viveiro, conform dcscripcao er i, ,;, interior, causando desen-
volvimento de varies ramrnificaes da raiz mestra e system quasi ,:,j i l' B, Systema ideal, raiz
mestra preservada no transplant par a o viveiro. Tern produzido mais raises lateraes vigorosas do
quo A. C, Muda defeituosa. Raiz mestra dobrada, devido ao plantio mqlfeito no viveiro. As raizes
nilo podium fornec r r r. i ,i ... ", i.Iii|i ,....... n... ;I, r.r ;.so tornou-se rachitica. D, Muda
defeituosa. 0 n6 I r ,, ., i i .... .1 i. r .1.1 i ... I. r,.-... dentro do tegumento na occasion
do germinar. Acontece is vezes corn todas as qualidades, especialmente quando as fructas s.o muito
maduras e frequentemente em estirpes das quacs as sementes tern tegumento forte. Devia ter sido
reojeitada quando arraneada da sementeira.

0 method acertado 6 o de introduzir uma pa, corn uma extremidade
comprida e afiada, centre as fileiras, e corn isso tirar um bloco de s6lo,
bastante fundo para center todas as raizes fibrosas das mudinhas e
permittir que ndo se estraguem. Depois quebra-se o bloco e sacodem-
so as mudinhas cuidadosamente para livrar suas raizes da terra,
havendo assim o nninimo de mutilagao.
Systems radiculares.-A gravura No. 16 mostra os systems radi-
culares de mudas de limo rosa, e demonstra a importancia dos
cuidados indicados. As mudas estdo corn a mesa edade, da mesma
sementeira e enxertadas corn a mesa qualidade de borbulhas.






PROPAGAQA0 DO CITRUS NO BASIL


No anno 1928, para fins de demonstracao, forain plantadas na
escola mudas do typo C e D, que habitualmente queimamos. Con-
forme disse o Professor Bruno, estas mudas depois de dois annos, pro-
duziram urma media de 12 fructos, emquanto que mudas do mesmo
lote, corn systems radiculares semelhantes a A e B, produziram uma
media de 18 fructos. 0 custo duma caixa de fructas produzidas
pelas peiores mudas ficou em seis vezes o prego duma caixa produzida
pelas melhores mudas.
Mudas semelhantes a C e D, permanecendo no viveiro durante
dois at6 tres annos, attingirdo o tamanho de A e B corn um anno, e
provavelmente vender-se-do facilmnente. Urn pomar dellas, por6m,
sera sempre um fracasso. Uso de mudas de segunda escolha nao 6
aconselhavel em pomar que visa lucros, conforme ficou demonstrado
na Parte I, nas experiencias do Dr. Webber e do Dr. Clark Powell.
0 pomareiro criterioso nao aceitarA mudas sem saber a edade dos
cavallos.
Em photographia, gravura 16, mostramos apenas as raizes princi-
paes, tendo sido tiradas as finas.
Cuidado corn as raizes fibrosas.-Uma vez as mudas f6ra da terra,
6 imprescindivel proteger suas raizes corn o maximo zelo, contra a
luz do sol e o vento. Urma hora no sol ou duas horas expostas ao
vento, 6 o bastante para, provavelmente, matar a maioria das raizes
fibrosas. t um pouco incommodo conservarem-se as raizes sempre
cobertas corn urma aniagem molhada, durante todo o tempo do trans-
plantio, mas vale muito a pena. Depois de arrancadas as mudinhas,
convem, para facilitar o trabalho, arrumal-as em feixes de 25 ou 50,
e aparal-as, igualando os topes e as raizes mestras. Corn um golpe
de facdo proprio poder-se-A cortar rapida e satisfactoriamente um
feixe de cada vez. Cobrindo-se as raizes corn areia ou aniagem bern
molhadas os feixes poderAo ser conservados sem prejuizo, dois ou tres
dias em abrigo. Quando plantadas convenientemente, as mudas,
quasi sem excepg9ao, produzirdo systems radiculares semnelhantes ao
indicado por A, na gravura 16.
Plantio no viveiro.-Ao plantar as mudas no viveiro, 6 da mais alta
importancia proceder de modo que as raizes mestras nao fiquem
dobradas ou curvadas, si nao, 6 muito provavel que serdo produzidas
mudas semelhantes a C na gravura 16. Provavelmente o viveirista
encontrar6 grande difficuldade em achar operarios sufficientemente
cuidadosos para collocar as raizes mestras em linha perpendicular e
ao minesmo tempo espalhar devidamente as raizes fibrosas. 0 system
radicular constitute a parte mais relevant do cavallo, sendo de summa
importancia proporcionar optimas condi56es para seu desenvolvi-
mento e bern assim poupal-o durante o transplant.
Realizando-se o transplant em 6poca chuvosa, nao havera diffi-
culdade; entretanto, 6 aconselhavel usar de meio at6 um litro de agua






TUNIO PAIN-AMERICAINA


nas raizes de cada muda quando for plantada. Applica-se esta agua
directamente as raizes, antes de collocar a terra toda, para que as
raizes finas fiquem em terra humida. Depois, chega-se bastante terra
as mudas, de modo que fiquem na mesma altura em que estavam na
sementeira, comprimindo-se a terra ao redor corn a mro. Deste modo
as raizes estarao em contact corn a terra molhada emquanto que a
superficie da terra se conserve secca, o que evita a evaporagdo.
Frequentemente faz-se primeiro o plantio complete das mudinhas e
depois applica-se agua 6 superficie; no dia seguinte as raizes estarao
tdo seccas como se nao tivessem sido regadas, o que as faz soffrer
muito, algumas das plantinhas morrendo atW o college.
Alinhamento e profundidade.-Si o sulco tiver sido feito corn
capricho, em linha recta, os trabalhos da collocagdo das mudas e dos
cultivos depois, serao bern faces. Como guia para os operarios, 6
convenient collocar urn cordel no meio do sulco, conservando-o ao
nivel exacto da superficie do terreno. Collocam-se as mudinhas pelo
cordel, de modo que fiquem em perfeito alinhamento e na altura
certa. Uma vez cheio o sulco completamente, depois de urma ou
duas chuvas boas, as mudas devem ficar exactamente na mesma
posigao e as raizes na mesma profundidade em que estavam na semen-
teira. Este ponto 6 bastante important e indispensavel para se
obter born exito.
Cultivos e desbrota.-Depois de plantadas as mudinhas o sulco pode
ser completamente coberto corn o resto da terra, rapidamente, usando
urma machine simples, como a "Planet Junior" de facao, ou usando
urma grade de 14 denotes. Corn uma dessas machines conseguir-se-A
mais trabalho, e mais perfeito, do que corn 10 operarios trabalhando
a mao.
Durante o primeiro mez, em condigoes favoraveis de clima e de
cultivo, as mudas comegam a se desenvolver rapidamente. Quando
bern feito o trabalho de transplant, o broto terminal cresce corn muito
mais vigor do que os outros, utilizando toda a nutricdo que as raizes
retiram do s6lo. (Ver Gray. 12, Propagagdo do Citrus no Brasil,
Parte I, e Gray. 13, deste artigo.) Quando nao f6r bern feito o plantio
notar-se-A o desenvolvimento de diversos brotos na haste principal, os
quakes devem ser tirados o mais cedo possivel, para que o cavallo se
desenvolva convenientemente. 0 caule deve ser completamente
limpo at6 a altura de mais de 30 centimetros, para offerecer uma
superficie liza e perfeita, onde se farh o enxerto.

A ENXERTIA
Epoca da enxertia.-Na Escola Superior de Agricultura e Veterinaria
temos determinado tres 6pocas muito favoraveis h enxertia; a primeira
de maio a junho, quando se usam as borbulhas em repouso; a segunda,
de agosto a setembro, para a enxertia da primavera; e a terceira,






PROPAGAgAO DO CITRUS NO BASIL


enxertia de verao, no veranico, ou period secco durante o verao.
Aprendemos, no decimo hectare corn quasi duas mil mudas, represen-
tado na gravura 17, quaes sdo os melhores mezes para realizar a
enxertia em Vigosa.
A enxertia das plants do genero citrus pode ser realizada em
Vigosa, corn perfeito resultado, em todos os mezes do anno, por6m, a
6poca mais convenient 6 a que vae de agosto a setembro. Geral-
mente consideram-se os mezes de junho a julho como improprios para
a enxertia, mas havendo cultivos durante estes mezes, os cavallos
continuam a desenvolver e as borbulhas pegam corn muita facilidade.
As borbulhas enxertadas em maio, junho, julho, e principios de

















GRAVURA 17.-VIVEIRO EXPERIMENTAL DE LIMAO ROSA
Pemrirm -nT i.mnl e"-iln bnrbth po'p-crtidas em maio, junho, julho, e agosto. Este intelligente mogo
r .o.-'- ,. ,u i. .r-1, l ar. j ... n viveiro e osseus enxertos pegaramem 90opor cento dos cavallos
(E. S. A. V., agosto, 1926.)

agosto geralmente permanecem em estado latente e so brotam nos
primeiros dias quentes de meiados de agosto e setembro.
Fazer-se o enxerto quanto antes.-Os pontos mais importantes para
se determinar a 6poca da enxertia, residem no conhecimento das b6as
condigoes dos cavallos e das borbulhas. Quanto mais cedo se enxertar
um cavallo, depois de transplantado, menor serao a perda de tempo
e a poda, assim como se far6 mais facilmente a enxertia. Isso pode
ser feito logo que o cavallo apresente a casca sufficientemente desen-
volvida para constituir urma camada forte, o que se di, geralmente,
quando a mudinha tern o diametro, mais ou menos, dum lapis corn-
mum. R desnecessario dizer que quando o viveiro 6 conveniente-
mente tratado e plantado corn mudas devidamente escolhidas, todos
os cavallos ao mesmo tempo estdo em condigoes de receber as
borbulhas.






34 UNIAO PAN-AMERICANA

P, desagradavel realizar-se a enxertia durante epoca de chuva ou
quando a terra ou as mudas estdo molhadas, assim como inteira-
mente impracticavel a enxertia corn chuva. Quasi sempre quando
a agua entra no corte do enxerto, leva infec9bes, perdendo-se desse
modo a borbulha. Quanto a receptividade dos cavallos, estes podem
ser enxertados perfeitamente em tempo chuvoso.
Ei-,il;i no verao.-Quasi todos os annos em Vigosa, verifica-se o
veranico, ou period secco durante o verao, geralmente em dezembro,
janeiro, ou fevereiro. Nessa 6poca as arvores citricas se encontram
em estado de repouso vegetativo, permittindo obter-se excellentes
estacas para enxertia, sem demasiado sacrificio para as arvores mdes.
Funcgdo da borbulha ou enxerto.-"Na fructicultura a enxertia
tern por fim combinar o vigor e a rusticidade da plant usada para
cavallo corn a excellencia da fructa e a capacidade productive da
plant seleccionada para enxerto, qualidades que nao se transmittem
rigorosamente pela reproduced sexual, pela semente." (Citagdo
de "A Laranjeira no Brasil," pelo Dr. Gregorio Bondar.)
t dever do viveirista offerecer 6 venda as mudas mais sds, vicosas
e exhuberantes, quanto possivel, sendo de alta importancia o preparo
convenient do s6lo, nao s6 do viveiro como da sementeira, para que
o system radicular de cada muda se desenvolva corn o maximo
grAo de perfeigao. Nas condiq6es naturaes, num rnmilho de sementes
de fructos citricos provavelmente nao mais do que uma, cresce e
produz urma arvore que continuar6 sua especie. Por meios artificiaes,
podemos attingir exito bern melhor.
Constitue a enxertia process muito simples aos que ten o habito
de fazel-a, por6m, ha pessoas bern intelligentes que nao conseguem
executal-a corn resultado satisfactorio, emquanto outros, minesmo
entire os novatos, alcangam quasi 100 por cento de success. Os
mogos mineiros que apparecem nas gravuras 13 e f7 neste artigo e
gravura 23 em Parte III, ficaram muito admirados deante da
facilidade corn que se pode enxertar por borbulha, em bons cavallos.
Elles antes consideravamrn a enxertia como sendo um process mystico,
encoberto de muitos segredos.
Excellente discussao da enxertia de plants tropicaes, incluindo-se
as citricas, sera encontrada no BOLETIM da Unido Pan-Americana,
correspondent a fevereiro de 1930, paginas 94 a 108. 0 autor, Snr.
P. J. Wester, tern realizado experiencias longas e bern succedidas em
enxertia de plants tropicaes, sendo provavelmente a maior autori-
dade neste assumpto. Um exemplar do artigo referido deveria estar
nas mdos de todos os alumnos de pomicultura e de todos os outros
que desejam propagar as plants tropicaes.
Tamanho dos cavallos.-Depois de seis mezes no viveiro, os cavallos
devem star sufficientemente desenvolvidos para receber as borbulhas,






PROPAGACAO DO CITRUS NO BRASIL


o que deve ser feito quanto antes. Quanto mais cedo se enxertam os
cavallos, tanto melhor o resultado. As mudas menores podem ser
enxertadas muito mais rapidamente do que as maiores, e sacrifica-se
menos o crescimento da plant quando se corta o tope.
Os cavallos plantados no viveiro que corn mais de um anno nao
attingiram o tamanho convenient para enxertia devem ser arran-
cados e queimados, pois economnicamente nao t6m valor. Uma
muda, urma vez ficando rachitica, nunca mais adquire o vigor ou
produz plant tao satisfactoria como aconteceria caso tivesse se
desenvolvido rapida e continuadamente. Por isso, os pomaristas
corn pratica, nos paizes onde ha industries citricolas, recusam absoluta-
mente aceitar as mudas que nao levam garantias da edade do cavallo,
antes da enxertia, bern como da edade do enxerto.
Escolha dos enxertadores.-Geralmente, mocos entire 18 atW 20
annos de edade, serm pratica previa em enxertar, aprendem corn facili-
dade os methods mais aconselhaveis, e obt6n melhores exitos. Os
viveiristas terdo de possuir o dorm de criterio em grau consideravel
para poder escolher entire os empregados os que serdo mais aptos
para este serviqo especializado. E mesmo assim, nao se deve
esperar quo mais de metade dos que aprendem o servigo, mostram a
habilidade especial que 6 tao indispensavel. Geralmente os mogos
intelligentes, e que mostram habilidade especial para os trabalhos mais
difficeis das fazendas, constituirdo os melhores enxertadores.
Para treinar bons enxertadores, 6 absolutamente indispensavel que
o encarregado do ensino possa realizar, corn suas proprias mqos, a
enxertia pelo method aconselhado. 0 primeiro autor tern achado
excellent o method de instruir novatos fazendo-os praticar pri-
meiramente em estacas jh cortadas das arvores, atW adquirirem certo
grho de perfeigdo e habilidade.

MATERIAL PARA AMARRAR
Cadargo de enxertia.-Qualquer material que fire a casca contra a
borbulha servirh para esse fim. 0 cadargo para enxertia, que consiste
em tiras de fazenda empregnadas corn urma mistura de cera e resina,
um centimetro ou mais de largura, e 15 atW 20 centimetros de compri-
mento, augmenta o rendimento de borbulhas que pegam. Por ser
mais dispendioso e bemrn assim de emprego mais demorado, nao se acha
generalizado o seu uso. Em regi6es excessivamente seccas, constitute
a material mais satisfactoria. (Ver o BOLETIM da Unido Pan-Ameri-
cana XXXII: 95, fev. 1930.)
Raffia.-Outro material muito util para amarrar as borbulhas 6 a
raffia, sendo de emprego muito extenso, e corn isso se alcanga melhor
resultado do que corn os outros enrollantes, a nao ser corn o cadargo
encerado.






36 UNInO PAN-AMERICANA

Barbante.-O barbante ordinario de algoddo, que se emprega nas
lonas de molhados, ou para costurar os saccos de caf6, constitute a
material de uso mais geral, e mais economic para os logares corn
condigoes climatericas semelhantes as de Minas Geraes.
Preparo dos cavallos.-Uns dias antes de se iniciar a enxertia,
deve-se "fazer a toilette" dos cavallos, tirando todas as folhas, galhinhos
e hastes at6 pelo menos 10 centimetros acima do logar onde se pretende
fazer a enxertia. Isso se torna especialmente important quando por
falta de cultivos ou por causa de transplantio malfeito, muitas das
borbulhas lateraes se acham desenvolvidas. Os ramos mais novos
podem ser tirados A mao, mas os maiores devem ser cortados corn urma
tesoura de poda ou faca.
Modo convenient de enxertar.-Mais de 99 por cento dos enxertos
feitos hoje em dia nos viveiros commerciaes de plants citricas
praticam-se pelo method de escudo ou T. Effectua-se economica-
mente e 6 tao rapido que jA se tornou quasi universal.
Para applical-o mais convenientemente, o enxertador se senta no
chao, ao lado da fileira, corn as pernas extendidas e as costas na direc-
9do em que vae alcangar. Colloca o bravo esquerdo por cima do
primeiro cavallo e escolhe um lugar lizo na altura que o viveirista
prefer, geralmente uns 20 centimetros acima do chao. (Ver a Gray.
13.) Primeiramente faz-se um corte no sentido longitudinal, de dois
atW tres centimetros, e depois faz-se o corte transversal, quasi na
extremidade superior do outro corte. Em outras palavras, corta-se
um T na casca, e depois abrem-se os labios e introduz-se a borbulha.
Gravuras 19 e 20 illustram posigbes nas quaes 6 possivel enxertar
efficientemente. Para realizar este trabalho de modo efficaz, 6
necessario esforgar-se em fazer o menor numero possivel de movi-
mentos. 0 enxertador em geral faz o dobro de movimentos necessarios,
reduzindo assim a sua efficiencia, de approximadamente 33 por cento.
Logo que as maos e os olhos estdo sufficientemente treinados para
fazer este servigo accuradamente, devem ser treinados a realizal-o
rapidamente.
Em 6poca chuvosa 6 de vantage fazer o corte transversal perto da
extremidade inferior do outro (urn T invertido), introduzindo-se
a borbulha em baixo e empurrando-a para cima. Faz-se a amarragdo
tambem ao contrario, isto 6, de baixo para cima. 0 corte transversal
sendo em baixo, evita um tanto a entrada da humidade no mesmo.
Quando se faz a enxertia, as mudas devem estar se desenvolvendo
tao vigorosamente que ndo seja necessario abrir a casca corn o canivete,
mas simplesmente fazer o corte corn a lamina do canivete inclinada
um pouco, e depois torcel-a ligeiramente, para abrir um pouco os dois
labios da casca sufficientemente para iniciar a introduccao da borbulha
que ao entrar, separa a casca do cambium, ficando exactamente no
logar desejado.







PIOPAGACAO DO CITRUS NO BRASIL 37

C6rte da borbdulha.-Segura-se a estaca de borbulha firminemente na
mao esquerda, corn a parte mais grossa para cima, quando o corte f6r em
T. Colloca-se o canivete um centimetro acima da borbulha, intro-
duzindo sua lamina na estaca de modo que fique corn a borbulha a
menor quantidade possivel da parte lenhosa, pois esta difficult a
soldadura. Prolonga-se o golpe para baixo, sahindo da estaca mais
ou menos um centinetro abaixo do olho ou borbulha. (Ver BOLETIM
da UniAo Pan-Americana, XXXII: 97, fev. 1930). Sem tirar a bor-
bulha da lamina do canivete, e ella introduzida immediatamente no
logar e depois ajustada corn a ponta da lamina.
Quando se emprega o method do T invertido, segura-se a
estaca no sentido contrario ao acima descripto, para que a borbulha


















GRAVURA 18.-INSTRUCCAO COM ESTACAS
Os alumnos recebendo as primneiras instrucq&es de enxertia corn estacas e borbulhas. 0 Prof. Mello, for-
mado pela Universidade de Missouri (E. U. N. A.) a esquerda extreme, dando instruceAo. (E. S. A. V.,
1927.)

quando collocada fique na mesma posigao que occupava na arvore.
As borbulhas invertidas soldam-se corn igual facilidade, mas sao muito
mais sujeitas a quebrar depois, no ponto de unido corn o cavallo.
Collocando a borbulha.-Pi de summa importancia que a borbulha
seja collocada no logar definitive, immediatamente depois de cortada.
Enxertadores peritos cortam e introduzem entire 150 a 200 borbulhas
numa hora. Quando se enxerta menos do que 100 borbulhas por
hora, pode-se esperar numero relativamente elevado de falhas.
Quasi todos os velhos e alguns dos mogos que tentam aprender a
enxertar, insisted em pegar a borbulha corn os dedos, depois de
cortada da estaca, o que permitte sujar e infectar a superficie do corte.
Esporos de Colletotrichum gloeosporiodes quasi sempre so encontram na






TJUIAO PAN-AMERICANA


superficie dos raminhos das plants do genero citrus, bern como
germens de mal-di-gomma e gommosis. R excusado dizer que quando
estes germens, e talvez muitos outros, em mistura corn outra material
estranha, sdo introduzidos corn a borbulha, esta nao se soldarA. A
pessoa culpada sempre arranja uma boa desculpa para os fracassos.
Emprego de barbante.-Corta-se o barbante em pedagos curtos, corn
10 atW 20 centimetros, conforme o diametro dos cavallos a serem
enxertados. Amarram-se 50 pedagos num feixe, que se pode fixar a
um botdo da camisa do enxertador, de rnodo que elle possa facilmente
tiral-os um por urn, a media que precisar.
Logo depois de collocada, a borbulha deve ser amarrada. Empre-
gando-se o method do T, inicia-se a ligadura de cima, progredindo
para baixo, de modo que o barbante segure a borbulha firmemente
contra o cambium do cavallo. Fazem-se duas voltas do barbante
acima do olho da borbulha uma volta exactamente sobre o olho, e
continua-se fazendo as voltas em baixo, at6 a extremidade inferior da
borbulha.
Um method efficient, rapido, e satisfactorio de fazer a ligadura
consiste no seguinte: 1) Corn a mao direita tira-se um pedago de barbante
do feixe. 2) Exactamente no corte transversal, colloca-se uma das
pontas do barbante, parallel h hasta do cavallo, extendida na
direc9gao do olho da borbulha. 3) Segura-se, corn um dedo da mao
esquerda, mais ou menos um centimetro do barbante. 4) Passa-se o
barbante duas vezes ao redor do cavallo, acima do olho da borbulha,
de modo a segurar bem a parte preza do barbante, apertando as
voltas deste. 5) Continua-se a fazer voltas corn o barbante at6
empregal-o quasi todo. 6) A outra ponta livre pode ser passada por
baixo de uma das ultimas voltas, que se aperta bern, fazendo depois
outra volta igual. Assim as duas extremidades do barbante ficam
muito bern press pelas voltas, nao sendo necessario nenhum n6.
Experimentando este method cuidadosamente algumas vezes, logo
se verificarh como 6 simples, pratico e rapido.
Enxertadores cooperando.-Durante muitos annos de trabalho na
Florida, ficou provado a efficiencia do method geralmente seguido
alli, de fazer seguir logo depois do enxertador, um ajudante, que amar-
ra as borbulhas. Por este method conseguem os dois fazer muito
maior numero de enxertos por dia do que quando a mesma pessoa
corta, colloca e amarra a borhulha. Dois operarios bons, traba-
lhando juntamente, poder6o fazer 1,400 at6 1,800 enxertos num dia,
trabalhando oito horas, emquanto um enexertador trabalhando so-
sinho nao podera fazer mais que 600 atW 700.
Arrancar os cavallos inJeriores.-Quando se faz a enxertia algumas
das mudas podem-se mostrar rachiticas, demasiadamente pequenas,
corn desenvolvimento muito inferior 6 media das outras. Isto pode






PROPAGAqAO DO CITRUS NO BASIL 39

ser resultado de escolha mnalfeita na sementeira, o que acontece muito
frequentemente corn o viveirista sem pratica, ou pode ser resultado de
plantio malfeito no viveiro, ou de falta de cuidados posteriores. Seja
qual for a razdo, todos os cavallos rachiticos devern ser arrancados
pelos enxertadores, assim acabando duma vez corn plants anti-
economicas e despendiosas.
0 canivete de enxertia.-O melhor e mais pratico canivete de enxer-
tia para empregar no viveiro de plants citricas, deve ter mnenos de
18 centimetros de comprirnento, corn apenas urna lamina, e que seja
fina, delgada e corn o dorso em linha recta, da insergao do cabo atW a
ponta. (Ver BOLETIM da Uniao Pan-Americana, XXXII: 95, fev.
1930.) 0 ago da lamina deve ser da melhor qualidade e muito duro.
Canivetes corn pontas curvadas, ou corn saliencia no dorso da folliha
sdo artigos de phantasia e impedern trabalho rapido. 0 cabo deve
ser de material duravel, osso ou madeira. Frequentemente o cabo se
prolonga numa pega do mesmo material, de modo que fincando-se este
no chao, o canivete ficarA em p6, e nao se suja a lamina.
Al6m do canivete, cada enxertador deve sernpre levar cornsigo uma
pedra de amolar, de fina qualidade. Pode-se saber facilmente se o
enxertador 6 born ou nao pela condicao do seu canivete de enxertia.
Sendo este cego, 6 indicagao certa de que umna porcentagem elevada
das borbulhas nao crescerdo, nao valendo a pena continual como
enxertador o operario.
Altura da enxertia.-A altura em que deve ficar o enxerto do chao
varia consideravelmente, conforrne os desejos do viveirista e de ac-
cordo corn as condigbes. Sendo os cavallos corn diametro menor,
sera necessario fazer a enxertia mais perto do chao, para aproveitar-se
a casca fire e encontrar cambium sufficient para que a borbulha
fique segura. Pode-se fazer o enxerto em qualquer parte do cavallo,
desde que haja diarnetro de meio centirnetro, corn bastante possibili-
dade de bom exito, desde que o cavallo e a borbulha estejam em con-
dig6es favoraveis. Sendo os cavallos maiores, podemn ser enxertados
mais altos, corn igual resultado. t o cambium do cavallo que deve
soldar ao da borbulha para que esta cresga.
0 estado do cavallo.-O melhor method de determinar se esta ou
nao o cavallo em condiqbes proprias para a enxertia, 6 de fazer os cor-
tes exactarnente conio se fosse enxertar, nao abrindo os labios corn o
canivete, mnas corn a propria borbulha. Entrando esta facilmente e
sem se estragar, constitute indicagao segura de que o cavallo esta em
born estado. Commummnente se examine o cavallo, fazendo os cortes
e depois abrindo bern os labios corn o canivete. Se a casca se separa
facilmente e a.superficie em baixo 6 lustrosa, indica born estado. Se a
casca se levanta difficilmente, e o cambium apresenta aspect fibroso







UNIA0 PAN-AMEPICANA


ou secco, indica que o cavallo nao estA em condiqces de receber a bor-
bulha. 0 primeiro method descripto 6 preferivel ao segundo.

FORMAgAO DA MUDA

Dez dias ou duas semanas depois de feito o enxerto, conforme as
condigoes do tempo, o enxertador deve visitar o viveiro e examiner
muitas das borbulhas. Se o tempo tiver corrido fresco e secco,
deve-se esperar mais tempo para desamarral-as. Viveiristas peritos
poderao determinar pela apparencia das borbulhas se estao ou nao


GRAVURA 19.-\METITHODO APROPRIADO DE INSERIR A BORBULIIA
F -. i, .. .... i *, l,..hljlla deve-se segural-a na lamina do canivele, coin o dedo pollegar e em seguida
i,..,, ,I., i l, .i,... no corte sein tocal-a corn os outros dedos. 0 enxertador perito que se v6
ro plitnlrphia l i"'i ni m "quorda mais seis estacas de borbulhas, que ser5o enipregadas eim seguida.
I 1.,,, r,' I. I1, ,. ,r. ,, .i ,,i dI manos pericia que amnarra as borbulhas

em condicoes de permittir quie se tire a ligadura. Quando estiverem
cheias, e os fios da ligadura fizerem pequenos vincos na casa do cavallo
por causa do seu crescimento, convem tirar a ligadura. Geralmente as
borbulhas que estdo verdes depois de decorridos 15 dias de condicoes
optimas de desenvolvimento, estarao em condicoes de serem desatadas.
Cortando os topes dos cavallos.-Ha duas maneiras de se proceder
depois de bem soldadas as borbulhas. 0 system quasi universal atW
ha alguns annos era de tombar os cavallos, na occasiAo de tirar-se a
ligadura. Esse system 6 especialmente recommendavel para os
cavallos maiores. Corta-se o cavallo dois ou tres centimetros acima







PIOPAGACAO DO CITIIUS NO BASIL


da borbulha, fazendo-se a incisAo do mesmo lado em que fica a borbu-
lha, e penetrando at6 dois tergos do diametro do cavallo, de modo a
ser possivel tombal-o sem rachar a haste abaixo do enxerto. Quando
este f6r menor, pode se fazer o corte com a tesoura de podar, ou sendo
maior com um serrote. Os topes do duas fileiras sao tombados no
mesmo caminho, de modo a permittir cultivos na metade delles.
(Ver gravuras 17 e 21.) Cultivos frequentes sao de summa impor-
tancia, para provocar formaqdo abundante de seiva, que dara impulso,
ao enxerto. Quando o broto do enxerto attinge mniais ou menos dez
centimetros, cortam-se os topes completamente.























GRAVLR.V 20.-ACERTANDO A COLLOCAQ.1O DA BORBULIIA
Depois da horhulha introluzida, retira-se a lamina, e corn a ponta desta apoiada na base do peciolo da
folha, acerta-se a collocafao do euxerto, que se amarra logo em seguida. Assim evita-se tocarnocambium
da borhulha corn os dedos, e ao mesmo tempo reduz-se ao minimo o numero do movimentos necessarios.

O outro method mais applicavel aos cavallos pequenos, consiste
em cortar de unia vez, quando se desamarram as borbulhas. Este
method 6 mais economic que o outro, pois evita a segunda operagao,
elimina muitas das pragas que por acaso se encontram nos topes e
permitted que os cultivos sejam feitos continuadamente em todos os
caminhos.
0 tutor.-Dez dias depois de se tombar ou cortar.os topes, 6 neces-
sario fazer-se umnia inspecdo no viveiro para tirar toda a brotagdo nova
dos cavallos. So por acaso a borbulha tiver mais de um broto,
deixa-se apenns o mais forte. N,.-ti occnsiio dove collocar-se um






UNIAO PAN-AMERICANA


tutor ou escora ao lado de cada muda. Serve bem uma estaca de
bambfi corn mais ou menos um metro, fincado firmemente no s6lo
uns vinte centimetros de profundidade. Quando o broto do enxerto
attinge vinte centimetros de altura, deve ser atado ao tutor, deixando,
por6m, alguma folga. Muitos dos enxertos desenvolverao tao
rapidamente que a unido entire o enxerto e cavallo nao poderh aguen-
tar todo o peso do broto novo, especialmente em caso de ventos fortes.
Ainda mais, a muda crescer! mais recta, sera muito mais bonita e
produzira uma arvore melhor quando for bem conduzido o broto novo.
(Ver as gravuras 1 e 15 em Parte I, 22 neste artigo, e 26 e 28 na Parte
III, illustrando a formagdo da muda.)
Decote.-A altura a que se deve podar a muda para provocar a
produccao de tres ou quatro ramos, que constituirdo a future c6pa,
varia conform as condigoes. Mudas para a venda geral deverdo
ser cortadas a 50 ou 60 centimetros, pois o comprador usual prefer
um p6 de ramificago mais baixa a um de ramificacgo mais alta.
Quando, por6m, as mudas se destinam ao plantio no pomar proprio,
6 melhor deixal-as corn tronco de 90 centimetros atW um metro antes
de se cortar o broto terminal. Assim terh um tronco maior livre de
ramos, o que reduzirh as difficuldades corn a gommose e o mal-di-
gomma, duas molestias sempre presents nos pomares do citrus.
Troncos lizos tambem facilitam a applicaco de tinta de cal e enxofre,
ou de calda bordaleza, permittindo boa ventilagdo, o que facility o
control das molestias e pragas.
0 tronco mais curto, corn os ramos baixos, constitute typo de muda
geralmente mais apreciada pelo comprador sem experiencia, mas
estes ramos fornegem excellent ponto de infec9o por molestias ou
de ataque pelos insectos, sendo difficil de se conservarem limpos.
Tambemr a c6pa mais baixa, sombreia mais cedo o p6 da arvore, o
que favorece o desenvolvimento do mal-di-gomma.
Numero excellent de ramos principals para a c6pa da arvore 6
tres. Quatro ainda se admitted, mas cinco 6 demais.
Depois do decote, devem-se tirar sempre todos os brotos, corn
excepcao dos tries ou quatro que vqo former a c6pa, quando estAo ainda
comn menos de 10 centimetros. Isso exigirA, cuidado semanal durante
as 6pocas de desenvolvimento rapido.

CUIDADOS NO VIVEIRO
Na secao dedicada h enxertia, achar-se-do instruccoes quanto
aos cuidados necessarios corn o enxerto novo, formagdo e poda da
muda. Estes pontos nao serdo repetidos nas paginas a seguir.
I, ,,J,,,'i e drenagem.-A importancia da drenagem, irrigagao e
especialmente dos cultivos, nao 6 geralmento comprehendida pelos







PROPAGAgAO DO CITRUS NO BASIL


GRAVURA 21.-TOMBANDO OS CAVALLOS
Tres semanas depois da enxertia, tira-se o barbante e tombam-se os topes. Quando o broto novo attinge
10 a 20 ems., decepa-se completamente o topo, e colloca-se umrn tutor ao lado do cavallo, ao qual se amarra
o broto novo, de modo a crescer rectamento e evitar que os ventos o quebrem. Cavallos de zambba,
viveiro experimental. Em. Grav. 22, d esquerda, v6-se a outra extremidade das mesmas fileiras em
Maio de 1928. A Gray. 17 mostra o tombamento dos cavallos de limo rosa. (E. S. A. V., 1927.)

citricultores brasileiros. Quando ha facilidade para irrigagdo, con-
servam o terreno encharcado, durante grande parte do tempo, de
modo que as mudas, quer na sementeira, quer no viveiro, tern seu
desenvolvimento retardado e As vezes sdo seriamente prejudicadas
pela superabundancia de agua.
Em Minas as mudas no viveiro raramente podem ser melhoradas
pela irrigagdo. Durante tres annos, as mudas no viveiro aqui na
Escola Superior de Agricultura e Veterinaria soffreram apenas uma
vez pela falta de humidade e isso somente nos logares que tinham
sido aterrados corn areia.
As raizes necessitam de ar no s6lo.-As raizes, para o seu born
funccionamento, necessitam ndo apenas de humidade e nutrigao,
como tambem de oxygenio, o que ellas tiram do ar, sendo este indis-
pensavel para a produccao dos tecidos das plants. Tambem ex-






UNIAO PAN-AMERICAKA


halam bioxido de carbon, que transformado em acido carbonico,
tern o poder de dissolver certos ingredients do s6lo, que constituem
o alimento para as plants. Sem abundancia de ar, as raizes nao
podem funccionar perfeitamente.
As mudas na Escola Superior de Agricultura e Veterinaria em
terreno bemrn preparado, convenientemente drenado, e corn cultivos
adequados, desenvolvem de duas at6 quatro vezes mais num anno do
que as mudas plantadas em canteiros mal drenados, sem preparo
convenient e corn insufficient cultivo, denunciando claramente o
valor do arejamento convenient do s6lo.







X










GRAVURA22.-VIVEIRO APPROXIMANDO-SE DA PERFEICAO

Os cultivos.-Os cultivos corn mais frequencia no viveiro nao serao
demasiados, desde que o terreno nao esteja encharcado, e sendo feitos
exclusivamente por machines de tracdo animal. Como dissemos na
secgo do "transplantio," o primeiro cultivo no viveiro deve ser
feito no mesmo dia do plantio, ou no dia seguinte, empregando de
preferencia o cultivador de 14 denotes.
Durante a primeira semana, faz-se outro cultivo corn o "Planet
Junior," substituindo-se o pequeno facdo pela ph. Colloca-se esta na
machine de modo que a terra nao seja jogada nos p6s das mudas.
Durante a 6poca secca os cultivos substituem a irrigagao. 0
viveiro novo, durante o tempo secco, deve ser cultivado semanalmente.
Viveiristas scm pratica, nio comprehendem a necessidade disso, mas






PROPAGAQAO DO CITRUS NO BRASIL


os peritos que fazem viveiros visando lucros, sabem ser muito econo-
micos estes cultivos frequentes. Na Florida, demonstrou-se por dados
exactos, que o s6lo numn pomar de plants citricas frequentemente
cultivado, durante 6pocas seccas, continha 66.5 por cento mais humi-
dade do que quando esse mesmo s6lo ficon semr cultivo.
Em s6los argilosos e de maxima importancia que nem os trabalha-
dores nem os animals entrem no viveiro quando o s6lo estd enchar-
cado. Os cultivos devem ser feitos apenas quando a terra seth em
born estado de ser pulverizado pelo cultivador. Cultivando-se quando
o s6lo esta encharcado, s6mente damno resultarA.
A enxada e o inimigo das mudas do citrus.-Deve-se excluir rigorosa-
mente a enxada do viveiro do citrus. Constitue o modo mais caro e
menos efficient de cultivar. Nos viveiros que se veem nas photo-
graphias desta seria de artigos, nunca entrou uma enxada. Um
trabalhador treinado no emprego do cultivador farh tanto trabalho
quanto 10 a 15 operarios corn enxadas. 0 feitor que dirige uma
turma corn este numero de bragos no viveiro, se julgarh muito mais
important do que se guiasse um animal puxando um cultivador. Um
feitor velho immediatamente tern mil arguments a favor da enxada
e provavelmente ndo adoptarh o cultivador. Remedio: Comegar
corn mogos, treinando-os. 0 viveirista se f6r just, pagarh ao ope-
rario que usa as machines, ordenado muito mais alto do que paga ao
enxadeiro e ainda economizarA muito.
Si as mudas sao plantadas obedecendo-se a um born alinhamento,
corn o cordel, o cultivador podera chegar at6 cinco centimetros dos
pes em cada lado, sem os tocar. Assim ficarh espago de menos de 10
centimetros de largura, do qual se deve tirar o matto A mao, nunca
corn enxada, pois esta apenas arranha a superficie do s6lo, e durante
um dia um enxadeiro ferirh centenas at6 milhares de mudas, facili-
tando a entrada dos esporos, sempre presents, do mal-di-gomma.
Ainda mais, os cultivos corn enxada sao muito superficiaes e irregu-
lares, emquanto que corn a machine faz-se servigo uniform e a
profundidade desejada.
Durante tres annos consecutivos produzimos na Escola Superior de
Agriculture e Veterinaria as melhores mudas de plants citricas ja-
mais posts h venda no Estado de Minas Geraes, e nunca emprega-
mos a enxada no viveiro. Nota-se tambemin que os trabalhadores que
usaram as machines, antes de se empregarem comnosco, nunca as
haviam utilizado.
Na gravura 22, vemn-se approximadamente 1,500 mudas, num deci-
mo de hectare de terreno, todas produzidas pelos methods descriptos
nestes artigos. Sementes cuidadosamente escolhidas, e 37 por cento
das mudinhas rejeitadas como improprias para o viveiro, todos os






UTNIAO PAN-AMERICANA


cultivos feitos corn machine de trac9do animal. Na 6poca da enxertia
arrancaram-se todos os cavallos rachiticos. Resultado, urn viveiro
approximando-se da perfei9do. Nesta area houve umna olaria de
1922 atW 1925. Laranjas, Satsumas, tangerinas, kumquats e grape-
fruit enxertadas em cavallos de mamb6a apparecem na photographia.
Tirada na Escola Superior de Agricultura e Veterinaria em marco de
1928.
Parte III

Nas outras duas parties deste artigo, apresentamos rapidamente
methods experimentados para a producqAo de mudas do citrus
capazes de produzirem abundantes colheitas de fructas de primeira
qualidade quando convenientemente plantadas no pomar definitive.
Nesta ultima parte faremos consideragbes sobre os methods de
arrancamento das mudas, de acondicionamento para transport, e
plantio no pomar. Por ser assumpto de relevancia, incluimos breves
considerac6es sobre as caracteristicas que deve apresentar a arvore que
fornece as borbulhas para a enxertia, na formacgo de mudas novas,
assim corno instrucg6es para a reform de p6s e pornares velhos, sem
valor. Para salientar o surto de progress dado ultimarnente na
citricultura, findamos corn uma pagina sobre os "packing houses"
ou casas de emballagem no Brasil.
0 arrancamento, acondicionarnento e plantio mal feitos e sem
cuidado sao as causes principals de muitos pomares inferiores e da
perda de muito dinheiro. Muitas vezes 6 devido a falta de conheci-
mnento por parte do encarregado deste service. Muitas vezes, por6m,
a falta 6 mais grave, sendo devido ao pouco cuidado e inefficiencia
voluntarios. Grande maioria das rnudas expostas A venda foram
arrancadas corn o enxaddo, barbaramente mutilidas as raizes ao
retirar a terra que nellas fica adherida, mettidas em espago demasia-
damente pequeno e por isso torcidas e finalmente cobertas corn
folhas de bananeira, palha, ou outro material mnais A mao. Sao
mnuito despendiosas para o pornareiro as mudas assim preparadas, pois
as que vingam se desenvolvemn muito vagarosamente, levando de um
atW dois annos para refazer o system radicular indispensavel ao
crescimento.

ARRANCAMENTO E ACONDICIONAMENTO

Deve-se arrancar mudas do viveiro somente em 6poca em que estdo
no estado de repouso complete. Concordarnos plenamente corn o
Dr. Navarro de Andrade, em "Campanha Citricola," quando disse
"Penso que 6 uma barbaridade arrancar plants novas e tenras do
viveiro no period da maior actividade vegetativa."







PROPAGAAO DO CITRUS NO BASIL


Dois methods de arrancar.-Na America do Norte sdo empregados
mais commummente, no arrancamento do citrus, os dois methods que
descrevemos em seguida. Um chama-se method da California, ou
"de bala," e outro, method da Florida.
0 method da California ou "de bala."-Primeiramente cortam-se
todos os ramos menores, deixando apenas os indicados para a forma-
cao da copa da arvore, e podam-se estes at6 mais ou menos 20 centi-
metros do tronco, assim ficando a muda sem folhas ou com muito
poucas. Em seguida escava-se ao redor da muda, com uma p.


GRAVURA 23.-ARRANCAMENTO E ACONDICIONAMENTO
0 method mais perfeito desenvolvido na arte dos viveiristas. Passa-se umn arado duas vezes em rada
lado da fileira, e em seguida urn arado subsolo, assim reduzindo ao minimo o trabalho manual. Todas
as turmas de alumnos gostam dos periods nos campos quando seo instructivos. (E. S. V., maio, 1928.)

especial, bem afiada, deixando um cylindro de terra, de 20 at6 40
centimetros de diametro, conforme o tamanho da muda e o desen-
volvimento das raizes, corn profundidade sufficient para incluir todas
as raizes fibrosas. (VWr gravuras 23, 24 e 28.) Quando se levanta o
bloco do buraco, (o que deve ser feito corn todo cuidado para ndo
quebral-o), a raiz mestra e outras raizes, que por acaso ficaram
estragadas, devem ser cortadas comn uma tesoura de poda muito
afiada.
Depois enrola-se este cylindro de terra em aniagem, muito aperta-
damente para nao quebrar ao ser transportado.







UNIAO PAN-AMERICANA


A desvantagem desse method 6 que necessita bastante trabalho
na mudanga dos blocos de terra dum logar para outro, sendo tambem
um tanto caro o seu transport nas estradas de ferro. De todos os
outros pontos de vista, represent o method ideal de transplantar
as mudas, especialmente nas regioes, como na zona da matta de
Minas, onde a 6poca propria para o transplantio coincide corn o
tempo secco, e onde se empregam trabalhadores sem experiencia e
hs vezes descuidadosos.


MEMIL.^a?- -K 4 y 4 i ,i &'. ".
GRAVLuR.A 24.-U IA REMESSA DE MLUDAS
Logo depois da poda da muda, antes do arrancal-a, colloea-se urna etiquette que nii so se tira eals. No
abrigo, as mnudas silo classificadas conforme a variedado e do accord corn o seu vigor. Os nossos fie-
II, i i 1, i ,.. i .. .. .I . ..1 i .. ,' .r i .I p ela e sco la h a v e n d o a p e n a s a d if-
i.l,,. i, i,. , (,, ,,,, II ,, i, i ,. n .i i, ... .. n l, .,,, ;r ,i k. r \ V ., 19 28 .)


Na Escola Superior de Agricultura e Veterinaria durante tres
annos, empregamos exclusivamente este method para as mudas que
vendemos, modificado apenas em deixar mais um pouco de folhagem,
visto terms notado que os compradores nao gostam de receber
mudas completamente desprovidas de folhas. Afim de nao des-
gostarmos os compradores, e tambem nao sacrificarmos as mudas,
deixamos em cada p6 de um decimo atW um quarto do numero total
das folhas. 0 excellent exito desse method tern por testemunho
dezenas de cartas dos compradores, louvando os resultados obtidos
e o esplendido desenvolvimento das nossas mudas.







PBOPAGACAO DO CITRUS NO BIRASIL


Method da Florida.-Neste method podamn-se as mudas como no
outro method, sendo necessario tirar todas as folhas. (Na Florida
6 expressamente prohibido por lei o transport de mudas de citrus
corn folhas; uma unica folha em qualquer mruda 6 sufficient para a
remrnessa ser confiscada.)
As mudas sao arrancadas muito economrnicamente, passando-se um
sulcador adaptado em cada lado, corn bastante profundidade para
passar por baixo das raizes fibrosas e jogando-se a leira no camrninho
entire as fileiras. Em seguida finca-se urma pa, corn extremidade fina
e comprida, exactamente na metade da distancia entire duas mudas
e corn ella levanta-se uma, que depois se sacode cuidadosamente, de


















GRAVJRA 25.-ENDERE ADO E PROMPTO PARA SER DESPACIHADO
A caixa cobcrta corn palha de arroz, que conserve a humidade dos blocos e ao mesmo tempo, os protege
contra as chuvas. (E. S. A. V., 1928.)

modo a perder quasi today a terra. Oitenta at6 90 por cento das
raizes fibrosas ficardo na muda, que se transfer logo para um abrigo
*onde as raizes sao lavadas corn agua corrente para livral-as da terra
adherente ou outra material estranha.
As mudas devem ser conservadas num ripado ou abrigo onde sao
"heeled in" (estratificadas), atW a occasido de acondicional-as para o
transport. Para estratificar as mudas, escava-se um sulco grande,
largo e fundo, de modo que as raizes caberAo completamente nelle.
Collocamrn-se convenientemrnente as mudas, corn as hastes deitadas
contra o lado do sulco, de modo a tomrnarem posiAo inclinada.
Cobrem-se as raizes corn areia molhada, musgo (sphagnum), ou
terrigo molhado.






UNIAO PAN-AMERICANA


Preparo para transporte.-Quando arrancadas as mudas pelo
mnethodo da Florida, urma remessa pequena, digamos de 20 atW 30
mudas, pode ser convenientemente feita num feixe; quando f6r
maior a remessa, 6 acondicionada em caixas.
Para o prepare dum feixe, estende-se aniagem no chdo, por cima
della uma boa caminada de fitas de madeira (excelsior), bern molhada,
e depois uma camada de musgo (sphagnum), tambem conveniente-
mente molhada. Feito isso collocam-se as mudas, enchendo cui-
dadosamente os espaqos entire as raizes corn musgo humido. Em
seguida faz-se o embrulho, muito apertadamente, e amarrando de
modo que o musgo cubra todas as raizes e as fitas de madeira envolvam
mais ou menos 20 centimetros das hastas das mudas. As pontas
sao enrolladas em aniagem, de modo que nenhuma parte da muda
fique a vista. Um feixe assim preparado sera muito leve, e manter-se-6
sufficientemente humido por bastante tempo. Pode-se levar na mAo
urn feixe corn 10 atW 30 mudas, conforme o seu tamanho.
Empregaram-se commummente caixas cornm as dimensoes de 45 por
45 centimetros de quadrado e 90 centimetros de altura, nas quaes
cabem 50 atW 100 mudas. Ao fazerem-se as caixas, deve-se deixal-as
corn tres lados e o fundo at6 serem collocadas as mudas.
0 acondicionamento das mudas na caixa se faz semelhantemente
ao prepare do feixe-colloca-se o excelsior humido no fundo e lados
da caixa, depois uma camada de musgo humido, e finalmente as raizes
das mudas. As pontas estendem-se para f6ra, sendo protegidas por
aniagem, que permitted circulagao sufficient de ar.
No anno 1925 a Escola Superior de Agricultura e Veterinaria im-
portou 130 mudas de citrus da Florida e todas ellas, nao obstante a
viagem longa, cresceram e produziram fructas. Foram acondicio-
nadas, segundo o method acima descripto, em duas caixas padres.
Vantagens e desvantagens dos dois methodos.-As vantagens do
methodo da Florida sao que todas ou quasi todas as raizes fibrosas
sao retidas pela muda, que o custo de acondicionamento e transport
6 menor do que corn o outro method e que facilmente se rejeitam
todas as mudas que demonstram system radicular defeituoso ou
pouco desenvolvido.
A grande desvantagem desse method e que poucos feitores e quasi
nenhum dos operarios podem comprehender que o system radicular
constitute orgdo muito delicado. Caso f6r exposto ao sol durante uma
hora, todas ou quasi todas as raizes fibrosas morrerdo e a muda, ou
deixara de vingar, ou se desenvolvera muito vagarosamente. Igual-
mente os empregados nao podem comprehender que deixando-se as
mudas expostas ao vento, na sombra, ficarAo quasi tdo prejudicadas
como se expostas ao sol. Outra difficuldade da adaptagdo do method
6 que o feitor, desejando que os seus trabalhadores mostrem bastante
service durante o dia, permitted que as mudas sejam collocadas na cova







PROPAGAgAO DO CITRUS NO BASIL 51

corn as raizes emboladas e cobertas corn terra secca, facilitando desse
modo a permanencia de grande quantidade de ar junto dellas.
Terriqo ou bagaco decomposto.-Em muitos logares no Brasil 6 difficil
obter fitas finas de madeira (excelsior) ou musgo (sphagnum). Temos
substituido as primeiras pelo bagago novo e o segundo pelo bagaco
velho. Actualmente encontramos difficuldade no sentido de nao haver
padrdo para estandardizar este material. 0 bagaco 6 constituido de
cellulose bastante pura e corn alguma propriedade antiseptica, depois
de dois a quarto annos de moida
a canna. Quando 6 novo demais,
As vezes 6 caustica, e quando muito\
velho nao possue mais o poder de
reter humidade, podendo ser tarn-
bern que contenha materials da terra,
facilitando o desenvolvimento de
organismos em grande numero. 0
facto de que na escola tern sido l
possivel conservar estacas durante
quatro at6 seis mezes, em bagago
decomposto, sem prejudicar a vita-
lidade das borbulhas, indica que S
quando convenientemente tratado,
constitute excellent meio para pre- .- ,-
servagao de plantas..
0 bagago, um anno depois da ,'
canna moida, constitute bom substi- 1 *' .
tuto para o excelsior. Temos ex-
perimentado neste sentido palha .
de arroz, capim gordura secco, e ,
folhas de bananeira, todas estas
deixando bastante a desejar, princi- GRAVURA 26.-DuAcs MUDAS COMMER-
CIAES EXCELLENTES
palmente por lhes faltarem quali- Recebidas,...i. r ...I.... i.,.. ,.,,....
dades antisepticasQ Veterinai, r...- --ii. .,.i..I .ii .... -le
a1es antsetC925. Apezar de term estado cinco semanas
Arrancamento de mudac s para em caminho, poucas das raizes fibrosas se per-
rrancamen e muas para deram. Podada atd 90 centimetros acima
plantio immediato.-Destinando-se da borbulha e completamente desfolhada.
Grapefruit em cavallo de laranje azeda.
as mudas ao plantio immediate,
deve-se ter o mesmo cuidado em arrancal-os como se fossem desti-
nadas 6 exportaqgo. Naturalmente, pode-se dispensar o trabalho de
embrulhar e acondicionar em caixas. 0 modo mais efficient 6 de ar-
rancar todas as mudas ao mesmo tempo, collocando-as num abrigo,
cobrindo as raizes com terrigo humido, para depois classifical-as con-
forme seu desenvolvimento. Todas as mudas abaixo do tamanho
medio ou nas quaes o broto do enxerto nao tiver 2 ou mais centime-
tros de diametro, devem ser rejeitadas, pois plantadas num pomar
nao produzirdo lucros. (Ver referencias sobre "As Mudas Mais







UNIAO PAN-AMERICANA


Vigorosas Produzem Arvores Mais Lucrativas," na Parte I deste
artigo.)
Plantam-se primeiramente as mudas mais fortes, visto que as de
desenvolvimento medio acarretam menor prejuizo ao pomareiro,
caso forem prejudicadas pela demora. Sempre, ao transportar as
mudas ao abrigo, ou ao pomar, deve-se conservar as raizes cobertas
corn terrigo ou corn aniagem humrnidos.
0 PLANTIO NO POMAR


(IRAVURA 27.-ACONDICIONAMENTO
PARA TRANSPORTE ECONOMIC
Caixa corn 65 mudas dc citrus rccobida pcla
Escola Superior do Agricultura e Vetorinaria
cm abril de 1925 da Florida, E. U. N. A. As
duas mudas na Grav. 26 foram dosta caixa,
cujas dimcnsocs sso 45 x 45 x o0 cms. Aniagem
por cima pormitte abundancia de ar para os
ramros. Coin por cento das mudas cresceram
c produziram fructas.

Florida, fazem-se as covas corn


centimetros de profundidade. Algumas semanas antes do plantio,
abrem-se as covas e na occasiqo do plantio, enchem-se corn terra
escura e fertil da superficie. 0 trabalho de fazer uma cova grande
e enchel-a corn terra da superficie, conforme notamos, sera pago
muitas vezes corn o desenvolvimento mais rapido das arvores.
Quando a muda 6 arrancada pelo method da California, enche-
se a cova at6 que o bloco de terra da muda, posta tempdrariamente
no logar, chegue exactamente k altura acertada. Tira-se a muda,


Para o plantio no logar defini-
tivo, as mudas devem ter, depois de
podadas, a altura de approximada-
mente 1 metro acima das raizes e
diametro de 2 a 3 centimetros
acima do ponto de insergdo da bor-
bulha. Frequentemente plantam-
se mudas menores, porem, corn
grande desvantagem para o poma-
reiro.
, Se as borbulhas forem postas em
cavallos corn nove mezes at6 um
anno de idade, as mudas attingirdo
o tamanho indicado depois de nove
mezes a um anno. R notavel que
as mudas produzidas em Vigosa,
nos annos 1926, 1627, e 1928 de-
senvolveram-se pelo menos 25 por
cento mais durante igual numero
de mezes, do que geralmente se
desenvolvem as mudas na Florida
no mesmo period de tempo.
Este desenvolvimento mais rapido
constitute vantage economic e
nao deve ser desprezado.
A cova.-Na California e na India
Occidental, onde o s6lo contem
mnuito mais barro do que o s6lo da
60 centimetros de diametro e 45






PROPAGAIAO DO CITRUS NO BASIL


encharca-se o s6lo coin agua, collocando-se em seguida a muda;
verifica-se de novo se o college fica na altura exacta, e acaba-se de
encher a cova corn terra. Ao mesmo tempo que se vae collocando a
terra na cova, vae-se firmando ligeiramente a mesma corn o p6;
quando a terra chega ao nivel superior do bloco de terra, addiciona-se
sufficient agua para que toda a terra na cova fique completamente
molhada. A applicaqdo de agua comega perto da muda, devendo
ser feita muito lentamente, para que o bloco fique completamente
embebido antes que o resto da terra se molhe. Depois addiciona-se
terra solta por cima, devendo o nivel desta ser o mesmo da terra
adjacent. Finalmente, faz-se um circulo de terra, corn 15 at6 20
centimetros de altura e uns 60 centimetros de diametro, para que
quando houver necessidade de regar a muda, a agua seja dirigida
para o bloco da mesma.
Quando se plantain mudas arrancadas sem bloco de terra methodo
da Florida), enche-se a cova corn terra da superficie, firmando-a
ligeiramente corn o p6, at6 que a muda, quando collocada, fique
exactamente na mesma altura como estava no viveiro. Um traba-
lhador colloca a muda, segurando-a corn a mao, emquanto que outro
vae enchendo a cova, vagarosamente, de modo que o primeiro possa
espalhar as raizes maiores, bemrn assim as fibrosas, para que ellas
fiquem, tanto quanto possivel, em posicao natural, sempre firmando
a terra corn as mdos para que nao fiquem espaqos de ar nas raizes.
Depois da cova cheia at6 a altura das raizes lateraes mais altas,
addiciona-se, muito vagarosamente, agua sufficient para molhar bern
toda a terra na cova-sendo necessario 20 at6 40 litros em cada cova,
conforme o estado de humidade da terra empregada para enchel-a.
A superficie da cova, depois de cheia e cuidadosamente firmada,
deve ficar no nivel do terreno ao redor. Em cima da terra molhada,
p6e-se uma camada de terra secca corn 2 ou 3 centimetros de espes-
sura, para impedir a evaporiza do e depois faz-se o circulo de terra,
formando uma concavidade como acima descripto, para o aproveita-
mento das aguas das chuvas e para facilitar as regas.
A tab6a para plantio.-As mudas do citrus soffrem muito quando
plantadas mais altas ou mais baixas do que a posiqco natural.
Quando se permitted aos operarios fazer o plantio sem vigilancia
superior, mais da metade serdo plantadas erradamente, de modo que
por muito boas que sejam as mudas nao poderdo produzir o lucro
devido, para o citricultor.
Afim de reduzir takes erros, convem exigir rigorosamente o emprego
duma tab6a de plantio tendo esta uns 80 centimetros de comprimento,
10 ou 12 de largura e 2 ou 3 de espessura. Abre-se exactamente no
meio do comprimento, um entalhe em forma de V de 3 ou 4 centi-
metros, e a 10 centimetros de cada extremidade, faz-se riscos corn o
serrote. Collocando a tab6a convenientemente, ter-se-a indicado







UNIAO PAN-AMERICANA


exactamente o nivel certo da terra e mais ainda o entalhe determinarh
exactamente o centro da cova. Collocando-se a muda no entalhe,
de modo que o ponto que vae ficar na superficie da terra encoste
exactamente na tab6a, nao haverh motivo para a muda ficar demasia-
damente alta ou baixa, ou f6ra do perfeito alinhamnento.
Distancia entire os pes.-O espagamento das arvores deve ser de
accord corn o fim a que se destina o pomar. Plantando-se um
quintal, corn o fim duplo de arboriza9go e producqdo de fructas para
uso domestic, bastard dei-
GRARxar urna distancia de 5 at
6 metros entire os p6s, pois
neste caso npo 6 de primor-
dial importancia o b t e r
lucro corn a venda das fru-
ctas. Corn o espagamento
indicado, os pes provavel-
menteproduzirdo boas fruc-
tas atW uns seis annos de
Sedate, send que depois
U a disso, a proporgo de fru-
er eretas de primeira qualidade e
Scorn valor commercial apre-
ciavel diminuirh rapida-
mente.
Pomar para venda de fru-
ctas.- Quando se visam ex-
clusivamente os lucros do
qpolnar, querendo que este
pague pelo menos juros
sobre o capital empatado,
as arvores devem ser plan-
GRAVURA 28.-MUDAS PARA PLANTIO IMME- tadas coin um minimo de 7
DIATO metros de espagamento em
Durante ep--i. --,1 d1, -,io .,.,mudas, qualdo
nlo I., I... ......... d repouso per- cada sentido, para as varie-
feito, o o terreno solido, torna-se muito facil o transplantio
dos enxertos cor um anno dedado. VA-se a laranja dades q u e desenvolvem
select om cavallos do limdo rosa. Julho, 1927. menos, como por exemplo,
a Satsuma, a tangerina, e a laranja Rei; e corn pelo menos 10 metros
de espagamento, em todos os sentidos entire os p6s mais vigorosos,
como a Bahia, Selecta e o grapefruit. Como disse o Dr. Navarro
de Andrade, em "Citricultura," "Faz-se ainda em nossa terra la-
mentavel confusdo entire arboricultura e silvicultura." Por~m, este
erro tern sido commum pelos citricultores sem pratica em todos os
paizes onde se faz a sua culture em escala extensive, e s6 depois de
muitos annos de experiencias despendiosas, os citricultores apren-
deram que o unico modo economic 6 de plantar os p~s muito bem







PEOPAGA9AO DO CITRUS NO BRASIL


espagados. Basta citar o facto que, em 1928-29, a America do
Norte exportou para a Europa, corn bastante lucro, um total de
1,000,900 caixas de citrus, emquanto a Hespanha, a Italia e a Africa
do Norte, onde os p6s nos pomares foram menos espagados, nao con-
seguirem mercado para elevada percentage de suas fructas. As
fructas completamente limpas, bern coloridas e bonitas, sempre trazem
mais proveito ao citricultor.
Insolayo e .'. ,fi,;. indispensaveis.-Para a produccao de fructas
de alta qualidade, que alcangam os melhores pregos, cada p6 necessita
do maximo de luz solar, bern assim como de ventilagdo e tanto espago
na terra para as raizes quanto ellas puderem utilizar. R pela acAo
da luz solar nas folhas que sao produzidos o assucar e o aroma das
fructas. Quando os pes estdo espagados de 5 at6 7 metros apenas,
em poucos annos cada um sombrearA o seu visinho durante parte do
dia, facilitando assim estragos por insects e molestias, baixando o
teor de assucar e o aroma das fructas e prejudicando a sua apparencia.
Os effeitos prejudiciaes do pouco espago entre os pes sao claramente
demonstrados na gravura 14. As arvores A direita foram plantadas
directamente da sementeira em 1925. Em 1930, quando photo-





TABOA DE PLANTAR

graphadas, os seus effeitos faziam-se sentir at6 a mais de 5 metros.
A fileira de mudas, situada a mais de 4 metros das arvores, accusava
urn desenvolvimento de menos da minetade do normal ou medio,
devido inteiramente a proximidade das arvores maiores, que tinham
s6 cinco annos. Apenas na quinta fileira de mudas, distanciada 6
metros das arvores maiores, achamos desenvolvimento normal.
Acreditava-se antigamente que os effeitos duma arvore extendiam-se
apenas na media da extensdo dos seus ramos, o que certamente nao
6 verdade no caso do citrus.
Em quasi todas as chacaras e pomares que temos visitado, os p6s
.estao tdo perto uns dos outros, que depois de passados alguns annos,
a terra fica, de tal modo accumulada de raizes que nenhum p6 pode
obter nutrimento sufficient. Igualmente os ramos luctam para obter
luz e sol, sombreando-se, de modo que apenas os ramos mais altos
mantem algumas folhas, e estas geralmente doentias. Insectos e
molestias vicejam na sombra e humidade e o pequeno numero de
fructas commerciaes produzidas nao paga o custo de colhel-as. Todos
os paizes citricolos tem commettido esse erro de espagamento insuffi-
ciente de modo que nao podemos achar que isto seja monopolio dos
brasileiros.






UNIAO PAN-AMERICANA


Conhecido, pois, o facto acima exposto, ninguem deve illudir-se,
esperando colher optimas fructas e em abundancia depois do quinto
ou sexto anno, num pomar plantado A distancia de 6 ou 7 metros.
Admittimos plenamente que seja possivel produzir algumas fructas
optimas nos p6s muito juntos, por6m, apenas com gastos prohibitivos
quanto a poda, pulverizacao, adubagAo e cultivos. Nos paizes euro-
peos, onde ha pouco terreno proprio para citricultura e grande abun-
dancia de trabalhadores peritos, pode-se produzir fructas em pomares
onde os p6s estejam muito juntos. No Brasil, por6m, ha milh6es de
hectares de terras incultas e admiravelmente adaptadas h producAo
do citrus, e quasi nenhumn trabalhador perito na citricultura.

A ARVORE MAE
Deve-se ter o maximo cuidado na selected da arvore mae da qual
serdo cortadas as borbulhas para enxertia. Antigamente acreditava-
se que todas as borbulhas duma arvore reproduziam exactamente as
qualidades da arvore mae, e quando havia alguma variacao, attri-
buiam-na As condigbes desfavoraveis do terreno ou do clima, ou ainda,
como se tern escripto, aos effeitos do cavallo sobre o enxerto. Impor-
tantes pesquizas demonstraram ultimamente que, pelo menos para a
laranja Washington Navel (Bahia), nao pode haver duvida sobre a
possibilidade de variacao entire borbulhas do mesmo p6.
-Vi;, ', culturaes.-Affirmam o Dr. Shamel e seus auxiliares, que
eminbora decorrido pequeno numero de annos, comparativamente
fallando, 6 possivel hoje distinguir-se pelo menos 18 qualidades bern
diversas, todas provenientes dos dois p6s primitivos, introduzidos na
California de Washington em 1873, e propagadas exclusivamente por
borbulha. As fructas de todas as 18 qualidadcs tem umbigo e nao
produzemn sementes. Emquanto esses caracteristicos sao fielmente
transmittidos a toda a prole, outros caracteristicos essenciaes a unma
fructa commercial faltam completamente em algumas estirpes.
Uma das conclusocs mais importantes 6 que borbulhas tiradas dum
p6 pouco productive, ou de qualidade inferior, perpetuardo suas
qualidades nos novos p6s. P, de conhecimento muito antigo o facto
de que as plants propagadas por sementes degeneram rapidamente,
a nao ser que se tenha muito cuidado na escolha das melhores, apenas,
para plantio. A mesa lei se applica na escolha das borbulhas. 0
viveirista deve lembrar tambem que, As vezes, apparecerh prole
inferior, emnbora as borbulhas tenham sido devidamente escolhidas e
de p6s que apparentemente mostraram os caracteristicos desejaveis
em uma arvore mie.
Os leitores que se interessam especialmente nesta phase da citri-
cultura achardo excellentes estudos, pelo Dr. A. D. Shamel e seus







PROPAGAQAO DO CITRUS NO BASIL


auxiliares, publicados no Journal of Agricultural Research, vols. 26 e
28, e no Journal of H[eredity, vols. 16, 17, 18 e 19.
Transmissao da ...'...'. chimica.-As 18 qualidades acima
referidas tem sido muitas vezes analyzadas chimicamente. Nestes
estudos intensivos e extensivos, realizados pelo Dr. Chace e seus
auxiliares, ficou demonstrado que a composigdo chimica das fructas
da arvore mae tinha sido transmittida A nova muda, pela borbulha.
Os referidos estudos foram publicados em forma de boletins, pelo
Ministerio da Agricultura dos Estados Unidos da America do Norte.


9


GRAVURA 29.-POMAR VISANDO LUCROS
Pornai de fructas citricas em terreno recentemente rogado, perto de Limeira, Estado de Sdo Paulo, espaco
de 2 metros em cada lado das mudas deixado para cultivos. Arroz plantado nos centros, numa largura
de 4 metros, comeqando a espigar, 29 de janeiro de 1930. Este planalto, bem drenado e ondulante, pe-
netra no Estado de Minas e contemmilhbesde hectares de terra apropriada A producQao da fructas citri-
cas lindas e de optima qualidade. Ver tambem BOLETIM da Uniso Pan-Americana XXXII: 592,1930).

CINCO PONTOS A CONSIDERAR NA ESCOLHA DA ARVORE MAE

1. A arvore mde deve produzir abundantes colheitas todos os annos.
Os pes que fructificam abundantemente em annos alternados geral-
mente produzem mais nos annos em que ha menor procura e menores
pregos.
2. Todas as fructas do p6 devem ser do mesmo tamanho e format.
Quando umas sdo grandes, outras pequenas, umas lizas, outras nao,
umas longas, outras redondas, e amadurecendo em diversas 4pocas,
nao se devem aproveitar as borbulhas de tal arvore. Essas variagoes






58 UNIXO PAN-AMERICANA

indicam que as borbulhas da arvore estao em evolugao active e centre
a prole della ha probabilidade de se encontrarem muitas degeneradas.
3. As fructas devem apresentar em alto grfo as qualidades mais
apreciadas que caracterisam sua variedade, isto 6, a laranja Bahia,
por exemplo, deve apresentar polpa firme, pouco bagago, abundante
aroma e um umbigo reduzido, assim como uma laranja select deve
ter casca muito fina, abundante succo doce, poucas sementes, bastante
aroma e muito pouco bagago.
4. 0 p6 deve ser robusto e vigoroso, demonstrando saude perfeita,
nao convem esquecer, porem, que uma arvore que produz colheitas
abundantes todos os annos nao
f pode ter o mesmo crescimento que
A". ,w s uma muda irma produzindo colhei-
S '~~y^ N tas menores ou irregulares. Assim
,* se explica a crenga commummente
.'; ^ encontrada de que as mudas mais
"' i Uvigorosas no viveiro produzem
arvores menos rendosas.
G { \ ". A5. As fructas na sua grandeo
: e maioria devem ser do tamanho
mais proeurado pelo mereado a que
sao destinadas, havendo por isso al-
FROM gumas variagoes. Os mercados
The (ceal seraducio norte americanos preferem fructas
ROM ntre 71/W
BA Acorn diametros ntre /2 ate 8
Mcentimetros, (176, 150 e 126 fructas
r WLLA oso pagam mehresrena caixa padrao). Os mercados
europeos pagam nehespeoe
aceitam major porcentagem de
fructas menoroes; frequentemente
alcangam os mais altos pregos nesses
GRAVURA 30.- OMENAGEM AMERICA- mercados fructas com mais ou
NA AO BRASIL menos 612 centimetros de diametro
(tamanho 226) ou mesmo menores. No Brasil as laranjas que va-
riam em diametro entire 81/ at6 10lo centrimetros (tamanhos 112
atW 46) ou maiores, sao muito admiradas como objectos de curiosi-
dade, mas pouco procuradas pelo commercio em geral. A escolha
mais acertada serA a das arvores que produzem fructas corn dia-
metros de 7,/10 atW 8 centimetros.
Durante os annos especialmente favoraveis para o augmento do
tamanho das fructas, haverd maior porcentagem de grandes do que
nos annos em que as arvores estgo sobrecarregadas ou as condi95es
de hunidade e calor ndo sdo favoraveis. Nota-se que geralmente
as fructas do tamanho mais avultado sdo as que alcangam pregos
inferiores nos grandes mereados.






PEOPAGAAO DO CITRUS NO BASIL 59

O Doutor Andrade na pagina 89 de "Citricultura" recommend
a importagdo da America do Norte, de borbulhas de estirpes de citrus
j6 aperfeigoadas, pois alli se tern feito muito progress nos ultimos
30 annos, em reduzir a tendencia duma estirpe produzir fructas
indesejaveis ao mercado, e para eliminar as estirpes pouco productivas.
Por meio de taes importagSes seriam poupados aos citricultores
brasileiros muitos annos de trabalhos altamente despendiosos no
aperfeigoamento de estirpes.

ESTACAS DE BORBULHA
A melhor epoca do anno para cortar estacas de borbulha em Vigosa
e em grande parte de Minas, e, indubitavelmente, a que vae de junho
a julho, desde que as arvores nio tenham sido cultivadas e estejam
em estado de repouso vegetativo. Em principios de agosto os ramos
comegam a encher-se corn seiva e por isso sao menos aptos do que
durante junho. Sendo cortadas cedo, haveri bastante tempo para
as estacas se curtirem antes de serem utilizadas as borbulhas.
Tamanho das estacas.-Pequenos ramos corn mais ou menos 1
centimetro de diametro sao os melhores, preferivelmente escolhidos
numa parte da arvore em que ha abundancia de fructas. Nunca se
devem aproveitar os ladr6es ou outros ramos em desenvolvimento
vigoroso como estacas de borbulha.
Os pequenos ramos devem ser bern desenvolvidos, ou maduros,
corn a casca ainda completamente verde. As pontas do ultimo cres-
cimento sao frequentemente angulosas e por isso as borbulhas sao
de mais difficil manejo do que as cortadas de ramos arredondados,
entretanto podem ser aproveitadas perfeitamente, se cortadas con-
venientemente. Pequenos ramos corn diametro um pouco menor
do que um lapiz ordinario sao perfeitamente aproveitaveis, apenas
seu manejo e um pouco mais difficil.
Estacas de 15 atW 30 centimetros de comprimento sao as mais
convenientes, pois as mais curtas dao tdo poucas borbulhas que
obriga o enxertador a desperdigar muito tempo na obtencgo de novas
estacas. (VWr estacas em gravuras 19 e 20.)
Conservacao das estacas.-Estacas bern desenvolvidas, cortadas em
6poca propria e bern acondicionadas, podem ser guardadas durante
alguns mezes serm prejuizo. Em 1928, na Escola Superior de Agri-
cultura e Veterinaria, cortamos as estacas em julho e aproveitamos
as borbulhas em dezembro, corn perfeito exito. Em Florida recebemos
estacas de Mesopotamia para uso de enxertia. As estacas conservadas
durante duas atW quatro semanas nas condigbes apropriadas, dao
melhores resultados do que as utilizadas logo depois de cortadas.
Depois das estacas guardadas durante duas at6 tres semanas,
notar-se-A a forma~go de calls nas suas extremidades, que augmentam
em tamanho proporcionalmente ao tempo que permanecerem guar-







60 UNIAX0 PAXN-ANERICANA

dadas as estacas. Depois de seis a oito semanas, estes calls estardo
bern grandes, a ponto das estacas enraizarem, facilmente, numa estufa.
Os calls nao se formando, indica que as estacas foram conservadas
num meio demasiadamente secco e que as borbulhas nao estAo
muito aptas a se soldarem aos cavallos. Se conservadas em meio
demasiadamente humido, provavelmente apodrecerao.
Ao conservar as estacas, deveinos lembrar os seguintes pontos: 1)
Humidade bastante e nao demasiada; 2) circulaqgo de ar sufficient
para a continuagao das func6es da vida; 3) o material de con-
servaqo usado deve apresentar condigbes ligeiramente antisepticas;
4) a temperature deve ser a mais baixa possivel nas condigoes natu-
raes em Minas e ao norte. Mais para o sul, onde os invernos sdo
mais rigorosos, necessitam as estacas de borbulha um pouco mais
protecpio do que as batatinhas conservadas para plantio.
Material para conserva do.-O material optimo para a conservacao
de estacas de borbulha 6 o musgo (sphagnumrn). Temos experimentado
diversas substancias para esse fim e parece-nos que o bagago de canna
de assucar completamente decomposto, commummente chamado ter-
rigo, quando nao f6r misturado corn barro ou area, constitute born
substitute para o musgo. Turfa fibrosa, que se pode obter em
algumas parties do Brasil, possue alguma qualidade antiseptica, e
quando humida, torna-se sufficientemente porosa para permittir a
passage necessaria do ar. (Ver a secgao sobre "Terrigo ou Bagago
Decomposto.")

REFORM DE PPS E POMARES IMPRODUCTIVOS
Nas areas extensas do Brasil onde vicejam as differences species
do genero citrus, encontram-se milhares de p6s, variando em edade
de poucos annos atW um seculo de edade. Grande porcentagem destes
p6s tern pouco valor actualmente, muitos por serem de estirpes sem
valor commercial, embora de boas variedades. A maioria destas
arvores pode ser utilizada pelo mesmo system empregado na Florida,
e se convenientemente protegidos contra insects e molestias, culti-
vados e possivelmente adubados adequademente, tornar-se-ao arvores
bem rendosas. (Ver gravura 31.)
0 primeiro pass em reformar um pomar ou chacara, 6 de arrancar
todos os p6s fracos e em demasia, nao deixando nenhum que nao
esteja espagado de 8 metros em cada sentido. Estamos suppondo
uma reform feita para fins commerciaes. Durante o period hibernal
de repouso vegetativo, cortam-se as copas dos p6s restantes a 1 metro
do chdo, pois assim os brotos novos ficardo em altura convenient
para os trabalhos de enxertia e cuidados subsequentes. Logo depois
todo o pomar ou chacara deve ser arado complete e profundamente,
primneiro num sentido e depois em sentido perpendicular aos primeiros
sulcos, passando-se em seguida a grade de discos diversas vezes, em







PROPAGACAO DO CITRUS NO BRASIL


GRAVURA 31.-UM Pk DECREPITO REJUVENESCIDO


todos os sentidos. Estes cultivos servirdo para revigorar os pes
decrepitos, fazendo-os emittir brotos vigorosos, em seis ou oito dos
quaes collocam-se borbulhas, dispensando-se os mesmos cuidados
como se fossem feitos em cavallos enviveirados.
Quando os enxertos comegam a desenvolver, podam-se todos os
outros rebentos que por acaso a arvore tiver. No anno seguinte
quasi todos os p6s assim "reformados" produzirdo flores e fructas, o
que geralmente ndo fazem tao cedo os p6s enxertados por garfagem.
O method de decote acima descripto 6 tao simples, efficaz e econo-
mico que s6 raramente 6 que se emprega o antigo method de ha
50 ou 100 annos, de enxertar por garfagem, collocando garfos nos
ramos mais vigorosos a 2 ou 3 metros do chao, process este trabalhoso,
caro e muito incerto.
Os services de combat aos insects e molestias serao muito facili-
tado por serem bem baixas as copas e estarem os p6s sufficientemente
espagados. A colheita das fructas 6 muito mais economic quando
feita do chao, sem o auxilio de escadas.







UNIAO PAI-AMERICANA


A gravura 31 mostra o que se pode conseguir pela reform duin pe
imprestavel. 0 tronco tinha apodrecido completamente, restando
apenas alguns brotos do toco. Em alguns dos mais fortes, em 26
de fevereiro de 1926, o entdo Director da Escola Superior de Agri-
cultura e Veteriuaria collocou borbulhas, a 1 metro do chao. Quando
comegaram a se desenvolver bem, deceparam-se os brotos por cima
e cortaram-se todos os demais rebentos do toco. No anno seguinte
produziram os ramos novos algumas fructas e todos os annos depois
tern produzido excellentes colheitas de fructas superiores. As cargas
tern sido tqo grandes e pesadas que davam i arvore uma forma baixa
e espalhada. Quando photographada, em 1928, necessitava de uma
duzia de escoras para que as fructas nqo tocassem no chao. Tinha
mais de cinco caixas de grapefruit bonitos e bons.








Oz % -


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GRAVURA 32.-0 "PACKING HOUSE" EM LIMEIRA
Coin todo o oeqluipamnento modern e prompto para funccionar. A direita, espato para mais duas
unidades quando form necessarias, assign triplicando a capacidade do estabelecienmcnto. Limeira,
Estado do Sao Paulo. (29 de janeiro de 1930.)

0 "PACKING HOUSE" OU CASA DE EMBALLAGEM
Funecionaram, em 1930, tres "packing houses" ou casas deemballa-
gem de fructas citricas, modernas e completes, no Brasil. Uma
dellas 6 particular, emquanto que as outras duas foram estabelecidas
com auxilio de verbas governamentaes. Os equipamentos destes
estabelecimentos sdo os mais modernos e perfeitos que se poderiam
obter na America do Norte. Os predios sao sufficientemente amplos
para receber mais machines, de modo a dobrar ou triplicar o numero
de caixas acondicionadas por dia.
A casa de emballagem em Limeira, Estado de Sao Paulo, tern
capacidade para 3,000 caixas por dia. (Ver Gray. 31. R interessante
e instructivo comparar esta gravura corn as que se encontram nas







PROPAGAQAO DO CITRUS NO BASIL 63

paginas 396 e 595 nos numerous do BOLETIM da Unido Pan-Americana,
correspondent aos mezes de junho a agosto de 1930, Vol. XXXII.)
0 estabelecimento em Limeira foi dirigido por uma cooperativea"
local e exportou grandes quantidades de fructas no inverno (maio a
setembro) de 1930, por pregos lucrativos.
Os outros estabelecimentos estdo em outras zonas productoras do
citrus, e nas proximidades dos portos de Rio de Janeiro ou Santos.
As caixas podem ser postas nos vagoes das estradas de ferro, logo no
"packing house," e desembarcadas nos caes do porto, ou nas cameras
frigorificas de bordo dos vapores ou nos armazens frigorificos das
docas. Existem diversas linhas de vapores corn cameras frigorificas,
de modo que as despezas de frete maritime nao devem subir alem do
razoavel. 0 inverno no Brasil coincide corn o verdo na America do
Norte e Europa, de forma que as fructas citricas daqui nao entram
em competicao nos mercados, corn as dos paizes ao norte do Equador.
A Africa do Sul e Australia soffrem as desvantagens de estarem a
distancias maiores e corn service de vapores um tanto imperfeito.
Al6m dos estabelecimentos referidos, e que sdo muito modernos e
perfeitos, ha ainda numero elevado de estabelecimentos menores,
funccionando em pequena escala, relativamente, e que acondicionam
numerous consideraveis de caixas de citrus, destinadas principalmente
aos mercados nacionaes e da Argentina.

RESUMO
1. Como dissemos no inicio destes artigos, a muda do citrus cons-
titue a pedra angular de toda a industrial citricola. Predestina-se a
fracasso o pomar constituido de mudas de p6 franco, pois produzem
fructas de typos diversos, de tamanhos variados, e que amadurecem
muito irregularmente. Sera tambem certo o fracasso dum pomar
formado de mudas enxertadas, que, seja qual f6r a razdo, sejam rachi-
ticas, de crescimento retardado, ou enxertadas corn borbulhas tiradas
duma arvore mae A qual faltasse qualquer das qualidades essenciaes.
2. Para que um viveiro de plants citricas seja rendoso, 6 absoluta-
mente indispensavel que quern o dirige possa produzir corn suas
proprias rnmos, uma muda perfeita do citrus, pois de outro modo nao
p6de instruir os seus operarios nos methods adequados nem lhes pode
exigir servigo bern feito. Al6mrn disso, o dirigente devera saber escolher
bern seus operarios.
3. JA demonstrhmos, durante alguns annos, ser possivel produzir-se
em Minas Geraes, mudas excellentes, iguaes as da Florida ou da
California, e que as 'mudas aqui desenvolvem mais rapidamente,
attingindo o tamanho convenient para plantio no pomar em menor
numero de mezes do que nos Estados referidos, o que nao deixa de
constituir factor economic de importancia.







UNIAO PAN-AMERICANA


4. Existem no Brasil grandes extens6es de terreno altamente apro-
priado h produc9ao de mudas do citrus e de fructas citricas, e quo
actualmente estao incultos, e existem tambem milharcs de mogos que
aprendem rapida e perfeitamente os trabalhos nos viveiros. Como
novatos neste servigo, aprendem o method acertado corn mais pres-
teza do que poderiam, caso tivessem necessidade de corrigir ou banir
habitos adquiridos na practice de methods errados.
5. Temos tido experiencia aqui na escola de que os citricultores
brasileiros compram mudas de boa qualidade sempre que as encontram
venda, e nao hesitam em pagar born prego por artigo bom. Mostram-
se promptos a aceitar os ensinamentos que ministramos, especialmente
quando deante de demonstragdo concrete do seu real valor.
6. A media pela qual se julga o exito da citricultura 6 o numero de
fructas de primeira qualidade commercial que sdo produzidas propor-
cionalmente a cada dia de trabalho. A citricultura hoje em dia
constitute urma empreza que visa as maiores rendas corn as menores
despezas. Qualquer method ou process que diminue a proporgdo
das rendas comparadas corn as despezas, tern forcadamente de ser
modificado ou abolido. Terras altamente apropriadas A citricultura
existem quasi semr limits. 0 factor que limita a produccqo de fructas
citricas de optima qualidade, 6 o element humano-a falta de
superintendents e administradores peritos nesto ramo de agriculture.



















INDICE


Acondicionamento, arrancamento e--- ----------
Alinhamento das mudas-------------------------
Altitude, influencia de-----------------------
Amarrar, material para ----------.------------.---
Andrade, Navarro de ----------------------------
Ar, as raizes necessitan de ---------------------
Arrancamento e acondicionamento ----------------
Arrancar, dois methods de ----------------------
methodo da Florida ---- -----------------
methodo de bala ---------------------------
Arvore miie, escolha da --------------------------
Arvores mais productivas ----------------------


Bahia, homenagem ----------------------
Barbante---------------------------------
Bondar, Gregorio _----- ---------------
Borbulha, colloeagdo da--------------------
corte de-----------------------------
e cavallo, incompativeis ----------------
estacas de-----------------------------
func;5o da --------------------------
Bruno, Humberto -------------------------

Cadargo--------------------------------
Caire, Aristides --------------------------
Canivete de enxertia -----------------------
Citricultura 6 a poesia ----.-- ------------
visa. lucros-------------------------
Citrus aurantifolium ---------------
aurantium --------------------------
limonia-----------------------------
maxima -------------------------------
medica ------------------------------
nobilis --- -- ---------------- ---
paradisi_-----------------------------
sinensis -----------------------------
Cleopatra -------------------------- --
Clima e s61o ----------------- ---------
Colletotrichum glososporioides---------------
Colt, E. J------------ ------------------
Compativeis, cavallo e enxerto---------------
Composiqio chimica, transmissio de ----------
Cova, o preparo da----------------- ------
Cultivos, os -----------------------------
por machines ---------..-..----------


Pagina
------------------ 46
------------------ 32
------------------ 11
------------------ 35
--------------- 23, 46, 54
----------------- 43
---------------- 46
------------------ 47
------------------ 49
------------------ 47
------------------ 56,57
3
---------_---------- 3

58
------------------ 36,38
----------------- 34
---------- ------- 37
------------------ 37
----------------- 18
-------------- 59
------------------ 34
2
------------------ 2

---------------- 35
------------------ Ir
----------- ----- 39
1
------------------ I
----------------- 4
------------------ 5,8
------------------ 9, 14
------------- --- 6,14
-------------- --- 8,10
------------------ 6
------------------ 10
------------ 9
------------ 5,9
- ----- ---------- 21
----------------- 13
------------------ 37
21
------------------ 14
---------------- 57
------------- 52
------------------ 44
------------.- 45
65








INDICE


Cavallo, condie5es proprias -------------.---------
e borbulha incompativeis -------------------
escolha do ------------------------------------
Cavallos, comparagqo de --------------------------
cortando os ---------------------------------.
de outras species -----------------------------
inferiores -------------- ---------------------.
pequenos -------------.------ ------------.
prepare dos ---------------------------------
tamanho dos ---------------------------------
tombando os ----------------------------------
Decote ------------------ -- .---------------. .
Deodoro vs. Vicosa -------------------------------.
Distancia entire os p6s ------------- -- ------ --- -..
Drenagem, irrigagdo e -----------------------------
sulco fundo para------------ -----------------

Emballagem, casa de ------------------------------
vantagens e desvantagens ------.---------------
Enxada inimigo das mudas -------------------------
Enxertadores cooperando -__----------------------
escolhlia dos-----..--------------------------
Enxertar, modo conveniente------------------------
Enxcrtia, altura da --------------------------------
alumnos aprendendo ---------.----------------.
canivete do ------------------------------ ---.
6poca da -------------------------------------.
na 6poca chuvosa --..---------------..-----------
Enxerto, funcgio do ----------------.---------------
Escolha-se o cavallo -----------------------------.-
Espanha, limtio rosa na ----------------------------
Estacas de borbulha--------- --------------------.
conservagiao das -------------------------------
material para conservao ---------------------
tamanho das---..----------------.. ------------.
Fairchild, David ----------------------------------.
Fructa de optima qualidade------------------------
Garfagem, ver Enxertia e borbulha.
Grapefruit ---------------------------------------
Hume, H. Harold------------ --------------------
Humidade, conservag5o de -----...------------------
Incompativeis, borbulha e cavallo------------------
Inimigo das mudas, enxada-----------------------
Insectos vicejam ---.-----------------------------.
Insolagdo indespensavel ---------------------------
Irrigaqo e drenagem ------------------------------
Laranja amargo-doce -- ------------------.---------
azeda ----------------------------------.-----
Bahia, homenagem i, ----- ----------------
Bahia, variag5es de ----------------------------
doce----------------------------------------
Serra de Agua -...------------------------.. --


Pagina
---------------- 39
--------------- 18
---------------- 15
---------------- 15
---------------- 40
. .----------- 21
---------------- 38
.--------------- 41
---------------- 36
..--------.------- 34
---------------- 40,43
-------..-------- 42
---------------- 12
---------------- 54
---------------- 42
---------------- 29
---------------- 62
---------------- 50
---------------- 45
---------------- 38
---------------- 35
-------- ---- --- 36
----- .----------- 39
---------------- 24
---------------- 39
---------------- 32
-------------- 34,36
--------------- 34
---------------- 13
---------------- 19
---------------- 59
---------------- 59
---------------- 60
--------------- 59
---------------- 28
--------------.-- 64

9
---------------- 9
----------- 5,21, 23, 25
---------------- 45
-----------. --- 18
--------.------- 45
---------------- 55
55
---------------- 55
---------. ------ 42
---------------- 9,14
-------------- 9,12,20
---------------- 58
---------------- 56
------- 9, 13, 15, 20, 21
---------------- 15








INDICE



Limbo doce da Persia --------------------------
rosa .------ ------ ---------- ----- ---
rugoso-------------------------------- -
umbigo -----------------.-------------
Limeira, Estado de S5o Paulo ----------------
Lisb6a, Bello -------------------------------
Molestias vicejam ----------------------
Muda constitute pedra angular ---------------...
formag5o da------------------------------
perfeita e o dono ---------- -- --------
plantio no pomar ---------...----------------
Mudas, alinhamento e profundidade -------------
aproveitaveis, porcentagem -.-----------
commerciaes excellentes ------------------
de Vigosa iguaes ds de Florida ---------.
distancia entire ----------------------------
estratificadas ----------------------------
mais productivas -------------------------
melhores mais economics ---------------
optimas vendem-se -----------------------
para plantio immediate --------------------
preparo para transport --------------------
promptas para despacho-------------------
remessa de -------------------------------
Musgo, sphagnum--------------------------
Nomes technicos ------------------------------
vulgares ------------------------------
Oxygenio no s61o------------------------------
Packing house em Limeira -------------------
P6 decrepito rejuvenescido---------------------
P6s, demasiadamente pertos--------------------
distancia entire ------------------------
improductivos ---------------------------
Plantio, a tab6a para--------------------------
da muda------------------------------
Poesia, a citricultura 6-------------------------
Pomar, o plantio no- -----------------------
para benda de fructas ------.--------------
produegfcio, fructos uso caseiro-------------
visando lucros --------------------------
Pomelo------------------------------------
Poncirus trifoliata-----------------------------
Porto Rico.----------------------------------
Powell, Clark --------------------------------
Pummelo -- -----------------------
Radiculares excellentes e ruins -----------------
Radiculares, system de----------------------
Raffia---------------------------------------
Raizes fibrosas--------------------------------
Reforma de p6s e pomares improductivos- - -
Resumo --__-- -- --- --------
Revista de agricultura-------------------------


67

Pagina
-------------- 22
------------ 7,8, 19,33
.---------------- 6, 17, 20
--------- ---- -- 22
.---------------.. -- 62
.-------------.---- 2
----------------- 55
.------------------ 63
----------------- 40
--------------- 63
------------------ 52
-------------- -- 32
------------- -- 25
---------------- 51
------------------ 63
------------ --- 29
------------- 49
------------------ 3
------------- 4
------------------ 64
----- ----------- 51
----------- ------ 50
------------------ 49
--------------- 48
--------------- 49, 50,51
----------- ----- 5
5------------------ 5
------------------ 43
------------------ 62
----- ------------ 61
--------------- -- 55
---------------- 54
------------------ 60
---------------- 53,55
------------------ 53
--------- ------- 1
------------------ 52,54
---------------- 54
-------- -- --------- 54
------------------ 57
------------------ 19, 19
------------------ 14,21
------------------ 28
------------------ 31
------------------ 19
------------------- 30
------------------ 30
------------------ 35
------------------ 30,31
*------------------- 60
---------------- 63
------------------ 17








INDICE


Sementes, limpeza das -_------------
numero por litro ----------------
plantio de-----------------------
separagio das --------------------
Sementeira -------------------------
commercial --------------------
de areia-------------------------
drenagem _--- ..-----------------
local de -----. --------------------
preparo da ... ..-.-.-.. -- -
Serra de Agua ---------------------
Shamel, A. D--------------------.. --. -
S61o, clima e ----------------- --------
do viveiro --.- -----------.-------
influencia de --------------------
pr'paro do ----------------------
TabSa para plantio -----. -----------
Tangerina cravo ------------------
Terrigo ou b)agaco decomposto---------
Toranja ----------------- ----------
Transplantio ---- -------------------
Trifoliata .. -------. --------- ---------
Tutor -------------------------------

Vasconsellos, Ph. W. Cabral----------
Variagaes culturaes -------------------
Ventilagdo indespensavel----.---------
Vicosa vs. Deodoro ------------------
Viveiro, alinhamento e profundidade---
cuidados no -------------------
cultivo e desbrota ..----------------
de limino rosa- _------------------
escolha do local -------.---------
o s61o ---------------------------
pcdra angular -------- -----------
perfeito ----------------------
plantio no-----------------------
sombreado ------------------- --
ver Cavallo c muda.
\V i., i, H. J ------------------------

Zamb6a -----------------------------


P'agina
-------------------- 22
--------------------- 23
--------------------- 25
--------------------- 23
----------------- -- 24
--------------------- 25
------------------ -- 24
--------------------- 26
--------------------- 25
.--------------------- 26
--------------------- 15
---.. -----.. ---------- 11,56
-- ------------------ 13
--------------------- 28
--------------------- 11
--------------------- 28

--------------------- 53,55
------------------ 10
--------------------- 51
--------------------- 10, 16
--------------------- 29,31
-----.. ----------..---- 21
--------------.------ 41

--------------------- 17
-------- ------ ----- 56
---- ------------- 55
------------- ------ 12
--------------------- 32
-------------------- 42
--------------------- 32
---------- -------- 33
--------------------- 27
--------------------- 28
--- ----------------- 22
-------------------- 44
--------- ---------- 31
--------------------- 27


----------------- 3,4, 18, 31

-------------------- 6,7,19


IMPRENSA DO COVERNO DOS ESTADOS UNIDOS: 1931




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