Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado de Minas Gerais - Annual Report. 1928

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Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado de Minas Gerais - Annual Report. 1928
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Correspondence and Subject Files 1921-1943
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Folder: Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado de Minas Gerais - Annual Report. 1928

Subjects

Subjects / Keywords:
Agricultural extension work -- Florida.
Agriculture -- Florida -- Experimentation.
Agriculture -- Study and teaching -- Brazil -- Minas Gerais.
Agriculture -- Study and teaching -- Florida.
Citrus fruit industry -- Brazil.
Leprosy -- Research -- Brazil.
Minas Gerais (Brazil) -- Rural conditions.
Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado de Minas Gerais.
Florida Cooperative Extension Service.
University of Florida. Agricultural Experiment Station.
University of Florida. Herbarium.

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University of Florida
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Full Text















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EnlsN AGRIOLA MiEiRO E BRRBSILliRO


POR

P. H. Rolfs, B. Sc., M. S, D. Sc.

Director, Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado
de Minas Geraes, em Vicosa




THESE APRESENTADA

A SEGUNDA CONFERENCIA NATIONAL

DE EDUCArAO




BELLO HORIZONTE, 4 a 11 de Nov. de 1928

Por convite do

Illmo. Snr. Dr. Francisco Campos

M. D. Secretario do Interior






COMP. NATIONAL DE ARTES ORAPHICAS
RUA DA CONCEIaAO, 158 TELEPH. NORTE 4120
RIO DE JANEIRO












































Vista Geral, Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado de Minas Geraes, em Vicosa



















E8SIN0 AGRICOLA MINEIRO E BRASILEIRO



Introduce aio ...................................... 9
I) QUAL n 0 IDEAL DO ENSINO AGRICOLA MO-
DERNO Adaptafio dos Cursos de Instrucio e
M eio ...................................... ........ 11
II) O ENSINO AGRICOLA MELHORARA' AS FINANCAS
ESTADOAES? .................................... 12
Os Alumnos Mineiros Preferem Instruceio Pratica. 14
O Homem o Elemento Importante na Lavoura Mo-
derna .................... .... ...... ........ ..... 15
III) E' CONVENIENT O PLANO GERAL DE INSTRU-
CCAO AGRICOLA SUPERIOR A DOPTA DO PELO ES-
TADO DE MINAS? ............................... 16
Cursos de Estu'do ............................... .. 17
Discussio dos Cursos .............................. 20
Relacqo da E. S. A. V. cor os Gymnasios........... 21
IV) QUE IMPORTANCIA TEM PARA A ECONOMIC NA-
CIONAL E ESTADOAL O ENSINO AGRICOLA..... 22
V) 0 ENSINO ACTIVO DA AGRICULTURE ADAPTA-SE
MELHOR AS CONDICOES DO NOSSO MEIO DO QUE
O ENSINO THEORICO? .......................... 23
Antigo Ideal Europeu de Ensino Agricola Inadequado
Para o Brasil ...... .............................. 25
VI) QUAES SAO OS PASSOS MAIS IMPORTANTES PARA
O DESENVOLVIMENTO DO ENSINO AGRICOLA
BRASILEIRO? ........................... ....... 27
Terminaaio ....................................... 31























0 AUTOR AGRADECE


Prof Diogo Alves de Mello
Dr. J. C Bello Lisb6a
Dr. Marques Lisb6a
C Rolfs


Para criticas constructivas e auxillo na traducqAo.













ENSINO AGRICOLA MINEIRO E BRASILEIRO
POR

P ROLFS


Exm". Snr. President, Snrs. Membros da Segun-
da Conferencia Nacional de Educacao, Senhoras e Se-
nhores:
Desejo, em primeiro logar, agradecer ao Exm. Siir.
Secretario do Interior de Minas Geraes a opportunidade
para apresenlar as saudacdes dum novo estabelecimento
de instruccao, novo e vigoroso, como a Republica
Brasileira.
O success que este estabelecimento conseguiu e
em grande parte devido a visao do educador mais dis-
tincto do Estado. o seu illustre Presidente, Dr. Antonio
Carlos e seu auxiliar na pasta da Agricultura. Dr. Djal-
ma Pinheiro Chagas. Os effeitos desta administracao
excellent tern tido reflexos salutares em toda a nacao.
A instruccao agricola se relaciona com todos os
rainos de actividade do grande Estado de Minas. Quan-
do os nossos fazendeiros forem mais prosperos pode-
rao ser construidas mais escolas, os professors serao
melhor preparados e melhoradas as escola existentes.
O mellor modo de se conseguir prosperidade para os
fazendeiros 6 por meio do ensino agricola. Actualmente
o Estado de Minas esta na vanguard dos Estados Brasi-
leiros relativamente a instruccao agricola em connecclo
direct corn a lavoura, o que podemos chamar ensina-
mento por processes da agriculture scientific moderna.
Por isto, me congratulo comvosco hoje. Mineiros. pela
certeza dum future cheio de prosperidade e felicidade.
Ha dez annos passados, mais ou menos, os esta-
distas de Minas resolveram fundar uma Escola Agrico-
S la Estadoal. Daquelle tempo ate a present hora, o tra-
balho nunca cessou um s6 dia. Estamos agora sob o
governor do quinto Presidente Estadoal, depois do inicio








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dos traballios e a Escola prospera, cada dia mais. Os
Mineiros que me ouvem poderao se orgulhar mnito por
este facto, pois isso falla mais alto do que inuitos volu-
mes escriptos a favor de sua constancia, em perseverar
para conseguir um ideal bom.
O progress da instruct o no Brasil nos ultimos dez
annos constitute umna verdadeira revolucto, estando o
Estado de Minas A frente. Em quatro annos houve um
augmento de cento por cento no numero de aluiinos
das suas escolas elementares; daqui ha mais alguns an-
nos espero ver todas as criancas de edade escolar rece-
bendo instruccio, pelo menos alguns mezes todos os an-
nos. Corn mais alguns annos o analpliabetismo seri ba-
nido deste nobre Estado.
Nunca teve no passado e nunca tera no future, um
grupo de educadores, responsubilidades tao series como
v6s tendes hoje. Mcus amigos, a v6s cabe umia tarefa
pesada, mas gloriosa e que os educadores de amanh5,
nao poderio gozar. Errando hoje. o erro tera effeitos
longos e series; levara annos para se corrigir, oi talvez
nunca se corrigira. Por isso, togo-vos considerar hein as
vossas resolug6es e passes. Isso eu nao digo como es-
trangeiro, mas pela autoridade que me d(to os incus
cabellos brancos. ganhos quasi todos no esforco pelo
melhoramento do Estado de Minas.
Em poucos mezes mais acabarei de dedicar oito
dos melliores annos de minha \ida em auxiliary a b6a
gente de Minas. coin paciencia e calma, a resolver o
problema complicado e difficil do ensino agricola. Sen
que me tivesse sido dado o apoio dos nobres estadistas
do Estado, teriam sido debalde os nmeus esforcos, pois
n~o faltaxam a predicc6es neste sentido quando se ini-
ciaram os trabalhos. Hoje, os que ainda duvidam sao
convidados a visitar a Escola para poderem julgar. Es-
tamos completando o terceiro semestre de aulas. e a
melhores alumnos nunca live o prazer de ensinar. Quan-
do me formei em 1889, na Escola Superior do Estado
de Iowa, o numero de nmariculados era de 244. hoje sao
mais de seis mil nos cursos regulars. corn mais oito
nos cursos de verao, cursos estes, destinados especial-
mente para os professors e professors do Estado que
desejam se aperfeicoar. Quem podera dizer se daqui
ha quarenta annos a Escola Superior de Agricultura c








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Veterinaria do Eslado de Minas nao tera lido desen-
volviime-to igual ?
Quando comecei o meu trabalho como Professor na
Escola Superior de Agricultura no Estado de Florida,
dois annos depois de formado, oitenla porcento do povo
daquelle Estado era classificado como analphabeto; hoje
ha nessa classes de analphaletos menos de tres porcento,
figurando entire estes. negros velhos e os infelizes de
pouca mentalidade. Ha quarenta annos passados, as
finances do Estado da Florida eram tio fracas que s6
se conseguiam emprestimos a juros exagerados; nos ul-
timos dez annos o Thesouro do Eslado, por arias vezes.
devolveu dinheiro ao povo por terem as taxas votadas
pelo Congresso Estadoal produzido mais renda do que
a necessaria para as despezas legaes do Go\erno Es-
tadual. Por meio de methods racionaes de ensino agri-
cola. os solos eslereis foram transformados nos mais
productivos por unidade. em toda a America do Norle.
PeCo-vos desculpar a inclusAo destas notas pes-
soaes, mas queria que soubesseis que outras terras t6m
passado por experiencias iguaes ou peiores do que as
do Brasil e que os ensinamentos que vos trago foram
ganhos na escola da dura experiencia.
O Estado da Florida e os outros Estados agricolas
dos Estados Unidos passaram por un: grande period
de difficuldades. Quando se estabeleceu o Svstema Land
Grant de Escolas Superiores de Agricultura, eram ne-
cessarios $2.96 de dinheiro em papel para se compram
uni dollar em ouro.

I. QUAL E' O IDEAL DO ENSINO AGRICOLA
MODERN ?

O ensino agricola modern visa de modo especial
a educatao dos filhos de agricultores, coin o fim de
augmentar a riqueza das fazendas, pela applicacao dos
methods mechanics modernos, pelo aperfeicoamenlo
das cultures existentes e pela introduccAo de novas es-
pccies de planlas e animals.

Adaplacio dos Cursos de Instrtuccdo ao leio

Ao organizer os various cursos de instrucco da Es-
cola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado










de Minas Geraes tivemos sempre em mente o facto que
hoje a maioria da nossa populacao agricola tern pouca
instruccio, variando, segundo os calculos mais. acredi-
tados, entire 60 e 80 'c de analphabetos. Ao povo rural,
em absolute. nao falta intelligencia nem vontade de
aprender. Corn o fimn de mostrar-vos estes dois ponlos,
you citar a seguinte experiencia. feita no terreno da
Escola. Em 1922 empregamos um total de quasi 400( tra-
balhadores na construccao e noutros trabalhos, sendo
que mais de 90 C'c delles eram analphabetos. Corn o au-
xilio dos Exmos. Srs. Secretaries do Interior, tern sido
possivel manner conslanlemente umna on mais aulas
noclurnas. Em 1927, tinhamos cerca de 200 operarios e
conforme os dados colhidos pelo Dr. Bello Lisb6a. Vice-
Director da Escola e Engenheiro Chefe. apenas 6 des-
tes eram analphabteos. Nao se pode deixar de respeitar
o trabalhador de enxada que depois de trahalhar das 6
da manhi as quatro da tarde, ainda vae a casa. janta e
volta para as aulas das seis as oito da noite. Muiios con-
tinuam o curso durante dois annos. complelando os uni-
cos cursos de estudo que podemos offerecel-os. Quantos
dos meus ouvintes fizeram sacrificios iguacs para apren-
der a ler e escrever ?


SII. ENSINO AGRICOLA MELHORARA' AS
FINANCES ESTADOAES ?

A riqueza do Estado de Minas, natural e proauizira,
6 colossal, muito maior do que a de algumas na6oes in-
dependentes. Por6m, quando consideramos a media
do valor dos bens para a populacio total, chega-se a
um resultado fraco. Quando consideramos o ordenado
medio. achamol-o maito.reduzido, comparado corn o
de outros paizes de igual civilizacio. E' exactamente
neste ponto. isto 6, augmentando o rendimento medio do
trabalho, que no Tnglez chamamos o "labor income", fa-
zendo que o Irabalho agricola diario renda mais, que a
Escola prestara o melhor servico ao Estado e a NacAo.
Geralmente quando 6 pequeno o ordenado diario, e
relativamente pequeno tambem, o "labor income". Em
alguns logares do Estado de Minas o ordenado diario 6
ainda de 2$500; em outros ji subiu ate 7$000 por dia,


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em media. Na Escola vendemos urna muda de laranja
Bahia pelo preco de 4$000 cada unia, no Estado da Ca-
lifornia pagam 40$1000 por mudas iguaes. Na California
paga-se I40000 a um trabalhador commum por dia. Le-
mos no "Minas Geraes" de 9 de Dezembro de 1926, que
umna casa exportadora da California offerecia a venda.
a unia casa importadora de Bello Horizonte, laranjas da
Bahia de qualidade superior. por preco menor que o
colrado pelos produclores da regiao de Bello Horizon-
te; e isso depois das despezas de acondicionamento ca-
prichoso e Iransporte long. Nio e so na America do
Norte que isso se da; encontram-se em Bello Horizonte
fructas frescas da Africa do Sul, Nova Zelandia e Aus-
tralia, paizes esses onde os ordenados slio reconhecida-
mente altos para os trabalhadores aricolas.
O ordenado alto do trabalhador agricola, indica
prosperidde, mas devemos frizar. que nao 6 simples-
mcnte pagando ordenados altos que se garante o lucro
seguro. Esta liccao muito ja aprenderamn por experien-
cia dura. Umr dos deveres primordiaes da E. S. A. V. e
ajudar os fazendeiros de hoje, bem assim como ins-
truir os seus alumnos que virio a ser os fazendeiros de
amanh5, a resolver o problema do ordenado mais conve-
niente a ser pago aos operarios ruraes. Estamos certos
de que a Escola podera ajudar os agricultores nesse
sentido. Permittam-me um exemplo: Nos primeiros
annos no Brasil visitei diversos estabelecimentos que
produziam mudas de citrus para exportacAo. Sugges-
tionei aos seus dirigen.tes algumas modificac6es simples
que seriam conveniences e que reduziriam muito o pre-
co das mudas, a meu ver, depois de acompanhar de
perto o descnvolvimento da citricultura no Estado da
Florida. A resposta que five foi que ja experimentaram
esses methods, os quaes talvez dessem bons resultados
na Florida mas para o Brasil absolutamente nio ser-
viam. Hoje posso declarar-vos que as difficuldades que
me disseram encontrar no emprego dos methods mo-
dernos estava na applicacao dos nmethodos e nao na dif-
ferenca fundamental de condic6es. Embora esteja a Es-
cola apenas no inicio e corn as suas secc6es agricolas
muito pouco desenvolvidas, ja vendemos milhares de
1- mudas de citrus iguaes as que se vendem na California
e na Florida, e superiores a quaesquer outras que te-








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nho visto a venda no Brasil. Foram produzidas pelos
methods economics que me informaram ser inteira-
mente imipraticaveis: todo o service foi feito pelos Mi-
neiros, tendo umas oitenta pessoas. entire alumnios e
outros, adquiridos conhecimentos e pratica na realiza-
cho deste tralalho. As mudas foram destribuidas a cen-
to e cincoenta pessoas e estabelecimentos.

Os Alumnos Mineiros Preferem Instri:ccti o Pratica

Ao iniciar os Irabalhos en Minas. fui seguramente
informado por muitos dos "leaders" em educacao que
os jovens Mineiros nao acceilariam a forma americana
de instruccio agricola, que elles teriam vergonha de
sujam as maos Locando em arados e oulras machines
agricolas. Tenho a maxima satisfaccao em dizer-vos que
e exactamente o contrario o que se tern dado coin os
nossos alumnos; elles preferem as aulas praticas nos
campos As aulas theoricas. E' signal disso o facto de
terms tido sempre candidates em numero superior A
capacidade da matricula, que vae se elevando gradali-
vamente de accord cor as possihilidades do Estabe-
lecimento.
luito antes de iniciarmos as aulas, appareceram
diversos candidates mnatricula, que se empregaran co-
nio frabalhadores diaristas para que pudessem ficar na
Escola e comecar quanto antes a instruccio; esles mo-
cos tem sido classificado entire os melhores dos nossos
alumnos.
Ouvimos muitas vezes dizer que o Brasil 6 um paiz
essencialmente agricola, 6 que quer dizer que a agricul-
tura constitute a mais important industrial Brasileira.
Porquc entAo 6 o rendimento liquid do tralialho agri-
cola tlio infinio que os products nao possam compelir
em precos coin os de outras nacoes menos favorecidas
quanlo ao clima e solo? Esta difficuldade 6 resultado de
administracaio antieconomica de trabalho. Hoje o ser-
vico bracal desnecessario encarece o product a ponto
de nao produzir lucros. A pequena Ilha de Cuba ia to-
mou grande parte do mercado de assucar que outr'orn
pertencia ao Brasil. Na Argentina produz-se umn kilo de
milho bastante mais barato do que aqui. o que lhes
permitte nol-o vender coin lucro. Java, Estados Unidos










da Columbia. Venezuela e Guatemala estlo progressiva-
mente invadindo o mercado do caf6,, nao porque pro-
duzem e sim porque exportam melhor cafe e por precos
de concorrencia.
Coin pequenas modificac6es nos methods agric.o-
las actuaes, podera o Estado de Minas tornar-se rico
alim da espectativa dos mais optimislas dos seus cida-
diios. lilhares de trabalhadores a enxada poderiam ser
empregados em outras indusirias lucrativas, ou podiam
occupar-se em uma lavoura rendosa, emquanto hoje
ganham apenas para unia vida sem conforto. Um ho-
mem comn um burro e um cultivador faz mais trabalho
en um dia do que vinte com enxadas. No terreno da
Escola, um home com tum arado Chattanooga rever-
sivel. duas juntas de bois e um menino, fez mais tra-
ballio em um dia do que 19 homes trabalhando si-
multaneamente. coin picaretas. O arador nessa experi-
encia foi um Miueiro analphabeto que poucas semanas
antes nunca linha visto um arado Chattanooga reversi-
vel.
0 Homem 6 que constitute. na lavoura modern, o
element de maxima importancia. Geralmente em Mi-
nas segue-se o ideal da Europa, onde o terreno repre-
senta o element mais important, pois ha fartura do ho-
mens; em Minas Geraes, como na America do Nort-, na
Australia, na Africa do Sul e outras na6ces jovens e vi-
gorosas, ha superabundancia de terras e populaclo es-
cassa.
O velho ideal de instruccao agricola. que visou pro-
duzir traballadores rotineiros peritos. fracassou; nos
ultimos dez annos os paizes Europeos mais conserva-
dores viram-se forcados a abandouar o velho system
de castas.
Em outros paizes ja se realizaram centenas e mi-
lhares de experiencias em ministrar o ensino agricola.
Hoje 6 quasi desconhecida a mais velha Escola Agri-
cola, estabelecida em Hoemheim perto de Stuttgart, na
Allemanhi em 1818. Temos no Estado de Missouri,
em Sao Luiz (E. U. N. A.), urma Escola baseada no-
principio do "journey-man", para ensino de Horticul-
lura e Pomicultura. Embora tenha sido apparelhada e
custeada fartamente. hoje em dia gosa de pouca fama.
pois u seu principio basico era para outras civilizaq6es.


-*t-5








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III. E' CONVENIENT O PLANO GERAL DE
INSTRUCCAO AGRICOLA SUPERIOR ADOPTADO
PELO ESTADO DE MINAS?

Cabe aos grandes esladistas do Estado de Minas de
dez annos passados a honra da escolha do piano funda-
mental para a Escola Superior de Agricultura e Veteri-
naria. O Governo do Estado, por intermedio do Em-
haixador Americano no Rio de Janeiro, pediu ao Mi-
nistro do Estrangeiro do Governo dos Estados Unidos
da America do Norte, que o ministerio da Agricultura in-
dicasse um especialista para "determinar o logar, supe-
rintender a organizacao. esbocar os trabalhos, e final-
mente ser o Director" dum estabeleciniento de ensino
agricola semelhante aos seus congeneres do meu paiz.
Disso vimos que os estadistas de Minas, depois de mui-
ia consideracao, julgaram que o typo americano de Es-
cola Agricola serviria melhor as necessidades do Esta-
do do que qualquer outro. Centenas de visitantes i Es-
cola em Vicosa estao promplos a declarar-vos que o
estabelecimento alli erigido pelos Mineiros justifica ple-
namente esta escolha.
Neste ponto sera convenient considerarmos ium
pouco as Escolas Agricolas Norte Americanas. Ha uns
oitenta annos passados, diversos Estado daquella Uniao
fundaram Escolas Superiores de Agricultura. Hoje exis-
lem em cada Estado pelo menos unma Escola Superior
te Agriculture Estadoal, e quinze dos Estados do Sul
possuem duas urna para cada unia das racas, branch
e preta.
Em uni paiz joven e progressista, conmo a America
do Norte, quasi todos os plans de ensino agricola t6m
sido experinientados, corn resultados tao variados quan-
to os pianos. No lestc, adoptaram dois typos de escolas
Europeas, pois esta parte do paiz manteve relacoes mui-
to mais estreitas coin os paizes da Europa do que as
outras. Umn dos pianos era que a Escola deveria ser um
centro para o ensino de sciencia pela sciencia, sei ap-
Iplicacao alguma a agriculture; o outro typo era o do
"journey-man", isto 6, do operario diplomado. Neste
typo de escola pretendia-se preencher as fileiras desfal-
cadas dos operarios peritos, exclusivamente por outros
que fossem portadores dum titulo. As Escolas baseadas








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neste ultimo piano todas lnim sido abandonadas ou re-
organizadas. O primeiro typo produziu muitos dos me-
liores scientists, mas poucos agricultores. Foi no Val-
le do grande Rio Mississippi onde a Agricultura era, e
continue a ser a industrial inais important. onde nas-
ceram, desenvolveram-se e hoje reinam, as Escolas Su-
periores de Agricultura typicumente amnericana.s

(Ctrsos de Estudo

0 Estado de Minas Geraes 6 mais feliz do que se
pode tcomprehender hoje. por possuir para a sua Es-
cola Superior de Agricultura. um regulanento modern
e liberal. E' absolulamente inpossivel fazer-se hoje um
curso permanent que satisfaca as necessidades de agri-
cultura deste grande Estado, por mais de tres ou quatro
annos. Ha tanto desenvolvimento. nao s6 na agricultu-
ra. coino em todas as actividades do Estado, que um
curso que ha dez annos passados foi perfeito, hoje em
dia seria muito inadequado. Por isso, deveriam-se ac-
ceitar nas outras forms de inslrucq.o, como ja foi ac-
ceito no ensino agricola superior, cursos muito "flexi-
veis". para que posasm constantemente ser ampliados
e modernizados, addicionando-se novos cursos e elimi-
nando os que a experiencia demonstra nao serem ne-
cessarios.
0 CURSO ELEMENTAR (') de Agricultura desti-
na-se a nocos que, tendo somente instruccqo primaria,
desejam receber instruccio pratica de agriculture e as-
suniptos academics, e desenvolver seus conhecimentos
geraes.
Edade Minima para matricula: dezoito annos comn-
plelos.
Duracio: um anno, subdividido em dois semestres.
Esltdos: Agricultura, criacio dos animaes domes-
ticos, veterinaria, horticulture, pomicultura, jardinocul-
tura, portuguez, arithinetica, historic do Brasil, geogra-
phia, especialmente do Brasil, e noc6es de desenho e
contabilidade agricola.

(') (Em seguida inc!uimos uns paragraphs adaplidos
do Bol. n." I da Escola, que dcscrevem os various cursos minis-
Irados no estabelecimento).








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Preparo necessario: diploma de instrucqAo prima-
ria ou na falta desse podera o candidate prestar na Es-
cola exame de habilitacao constant de: calligraphia,
leilura e aritlmelica (as quatro operacqes fundamen-
taes) O Alumno que terminal o curso elementary, pode-
ri matricular-se no curso medio.

O CURSO MEDIO 6 destinado especialmente aos fi-
Ihos dos senhores fazendeiros. e e organizado de modo
a garantir nos seus diplomados grandes efficiencia nos
trabalhos da lavoura.
Edade minima: dezoito annos corpletos.
Duracao: dois annos. subdivididos em quatro se-
mestres.
Estudos: Nestes cursos serio estudadas as nmterias
seguintes: botanical, zoologia, physica, molestia das
plants, agriculture, zootechnia. silvicultura. horticultlu
ra, pomicultura, industries ruraes. machines agricolas,
trabalhos de engenharia rural, hygiene veterinaria, ari-
thmetica e contabilidade agricola, algebra, geometria,
portuguez e historic do Brasil.
Preparo necessario: DipJoma de Grupo Escolar.
Podera o alumno na falta desse diploma prestar na Es-
cola exame de admissdo constando de: 1) prova escri-
pta de Portuguez, 2) prova escripla de arithmetica, no-
coes de geometria e desenho, 3) historic do Brasil e
educaqiio moral e civica.
Os preparatorios estudados no Curso Medio s5o
validos para matricula no C'urso Superior.

OS CURSOS SUPERIORES DE AGRICULTURE E
VETERINARIA destinam-se A formacAo de profissio-
naes de Agronomia e Veterinaria corn ensinamento theo-
rico-pratico integral das materials indispensaveis a pro-
fissao de agronomo on veterinario.
Edade minima: 16 annos completes.
Duracio: quatro annos, subdivididos em oilo se-
mestres.
Estudos do Curso de Agricultura: serio estudadas
obrigatoria e syslematicamente as seguintes materials:
a agronomia agriculturea geral e especial); agrologia
(geologia, mineralogia, s6lo); botanica, zoologia (corn










parasitologia e entomologia) e genetic (animal e ve-
getal); microbiologia e phytopathologia; zootechnia
(geral e especial) comprehnendedo tambem analomia,
physiologi:; e exterior dos animaes domesticos; chimi-
ca (geral, mineral, organic, analitica e agricola); phy-
sica. meteorologia e climatologia; technologia das in-
dustrias ruraes; engenharia rural, comprehendendo to-
pographia. estradas de rodagem, mechanica, machines,
motors, hydraulica agricola, rreigacao e drenagem,
construccoes ruraes e desenho; silvicultura, horticultu-
ra; pomciullura; hygiene; noq6es de veterinaria; eco-
nomia rural (legislacao, direilo e administracao); ma-
thematica, contabilidade e estalistica agricolas.
Estudos do Curso de Veterinaria: serao estudadas
as seguintes materials: physical. chimica mineral, orga-
nica e biological; botanica; zoologia; microbiologia; pa-
rasitologia; anatomia dos animals domesticos (descri-
ptiva e regional); histologia e embryologia; physiologia
geral e dos animaes domesticos; anatomia e physiologia
pathologicas; zootechnia; nocbes de agriculture; phar-
macologia; therapeutic e toxicologia; pathologia pro-
pedeutica e clinics medicas, cirurgicas e obstetrics;
molestias contagiosas e parasitarias dos animaes do-
mesticos; hygiene; policia sanitaria animal; inspecqco
dos products alimentares.
Para admissao aos Cursos superiores o candidate
deveri6 apresentar certificados de approvagao, em gy-
mnasio equiparado ao Collegio Pedro II, nos seguin-
tes preparatorios: portuguez; umna lingua extrangeira
nioderna; aritbmetica; algebra; geonietria e trigonome-
tria; geographia, chorographia e cosmographia; physi-
ca e chimica; historic natural; historic do Brasil: his-
toria universal.

OS CURSOS DE ESPECIALIZACAO, serao organi-
zados para altos estudos e pesquizas sobre agriculture e
veterinaria e destinam-se nos alumnos que houverem
roncluido os cursos superiores de Agricultura e Veteri-
naria.
Duracio: Dois annos, subdivididos em quatro se-
1nmshles.
Estudos: A material escolhida para specializaao


- 1 ) -_








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p6de ser qualquer das que compoem os cursos supe-
riores.
These: Para receber o titulo 6 necessario defesa de
these.

DISCUSS.W DOS CURSOS

Nota-se dos paragraphos acima que os alumnos nos
Cursos Elementar e Medio devem ter dezoito annos
de edade completes. antes que possam malricular-se. O
Governor de Minas agiu muito sabiamente quando deter-
minou a edade minima para esses cursos. A meu ver,
teria sido melhor o limited de vinte annos como edade
minima para matricuia nestes dois Cursos. A mentali-
dade media do rapaz de 16 annos de edade, especial-
menle dos que nao tiveram vantagens de instruccio pri-
maria e secundaria, raramente tern o desenvolviniento
sufficient para poder comprehender os factos basicos
das actividades nas fazendas. Os neus ouvintes, como
educadores, sabem que na edade de 16 annos, os alu-
mnos decoranm com muita facilidade, mas raciocinam
muito pouco.
Os alumnos do Curso Elementar t6m geralmente
pouco desenvolvimento mental, nao por falta de intel-
ligencia. mas por falta de instrucclo, e por isso nao
esperamos que os mocos que terminal o Curco Ele-
mentar voltem para a roga fazendeiros perfeitos ou agri-
cultores peritos em tudo que e pertinente 6 lavoura. Fi-
caremos satisfeitos se elles voltarem as fazendas em
condic6es de empregar as machines agricolas essen-
ciaes, entender algo da selecqco de sementes, saber ler
e escrever corn algum desembaraco e fazer o trabalho
mais simples de contabilidade agricola. Deverao saber
bastante para realizar 6 dirigir os trabalhos agricolas
mais communs. 0 mais important 6 que elles adqui-
ram o desejo de conseguir melhor trabalho nas fazen-
das e unia aspiragao a serem melhores cidadios.
O Curso lIedio 6 bastante mais difficil. Exigimos
para matricula um prepare igual ao exigido para ma-
tricula nos Cursos Superiores. ha quarenta annos pas-
sados. Pelo menos 50 ", dos alumnos presenlemente
matriculados em nosso Curso Medio t6m intelligencia
sufficient para estarem matriculados no Curso Supe-








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rior hoje, se tivessem tido as vantagens de b6a instru-
ccao quando tinhan de 14 a 18 annos de edade. Sdo
os alumnos deste Curso que mais contribuirao para o
future bem eslar do Estado produzindo os resultados
Smais immediatos. Os que completam o Curso Elemen-
tar vollar5o, na naioria. as propriedades do seus paes
e muito poucos terao influencia alem da vizinhanca.
Estou certo, entrelanto, que alguns dos formados no
Curso Aledio Ierao influencia alem dos limits dos seus
municipios, tornando-se excellentes fazendeiros, ou tal-
vcz Mestres de Cultura Ambulantes, se houver para es-
tes ultimos direccao adequada. NAo sabem-tanto quanto
devem saber, necessitando voltar de quando em quando
a Escola para beer de novo na fonte de instruccao, ver
novos methodos e machines e discutir corn os professo-
res os problems e difficuldades que encontram.

RELACAO DA E. S. A. V. COM OS GYMNASIOS

Temos no Estado muitos excellentes Gymnasios, on-
de deverao estar os moqos de menos de 18 annos de
cdade e que nao teni ainda os seus preparatorios. Te-
mos uma s6 Escola de Agricultura. onde homes sem
Ireparatorios e corn mais de 18 annos de edade pode-
rIo receber instruccao agricola correspondent A edade
e preparo. Parece que a Escola de Agricultura de Minas
constitute a unica no genero no centro do Brasil. Te-
mos, por exemplo, o caso duin rapaz Paulista, de vinte
Ires annos de edade, serio e intelligence. Antes de vir a
Vicosa, apresentou-se em diversas outras Escolas para
matricula, nao podendo entrar por Ihe faltarem os pre-
paratorios ou por ter edade demais. Chegou com algum
airazo e quando perguntamos porque nao veiu antes,
responded que so pouco tempo antes havia tido conhe-
cimento da Escola e que f6ra necessaria sua presence
na fazenda para a safra do cafe. No fini do semestre
foi a casa c trouxe um irmro, de vinte e um annos de
edade, sendo ambos alumnos exemplares..
0 Estado de Minas, corn os seus seis milh6es de
habitantes deve ter mais de unm milhao de families, sen-
__ do provavel que melade destas more em propriedades
agricolas. Podemos calcular que em pelo menos um
porcento dessas families haja um moqo comr mais de
dezoito annos de edade, sabendo ler e escrever e fazer








- 22 -


as quatro operac6es de arithmetic, estando portanto
em condic6es de matricular-se na Escola. Assim vemos
que neste Estado ha no nienos de cinco mil moqos que
poderiam matricular-se no nosso Curso Medio. E' pro-
vavel que mais de 90 delles nunca frequentaram e
neni frequentarao gymnasios. Sao os rapazes da lavou-
ra que, na Escola se tornam os melhores alumnos e
que depois retribuirio ao Estado maiores beneficios re-
lativ'amente ao tempo que assisliram as aulas. Apello
aos Senhores Educadores para lembrarein as families
de agricultores e lavradores que em Vicosa estA a Es-
cola, destinada especialmente a receber os seus filhos.

IV. QUE IMPORTANCIA TEM PARA A
ECONOMIC NATIONAL E ESTADOAL
O ENSINO AGRICOLA ?

A produccio de riqueza e a base do nosso bern
eslar. Sem ella, por exemplo as bellas aries nio flo-
rescem. O mesmo se da com a litteratura. Nao se deve
concluir que o desenvolvimento das bellas artes e da
litteratura sejam somente proporcionaes A riqueza du-
ma nacao.
Applicando-se a Sciencia a Agricullura, iniciar-se-a
uma 6poca de prosperidade national. O Estado de Mi-
nas hoje 6 exemplo boml de umn eslado que necessity
muito de mentalidades preparadas para por em pratica
os processes modernos de lavoura com os quaes abrir-
se-a a porta do celleiro de abundante producqco agri-
cola.
A Sciencia Agricola ja bent adiantada, nos mostra
processes de lavoura de muito superiores aos usados
hoje em Minas. Constitue dever e prazer da E. S. A. V.
treinar e preparar os nossos agricultores para que el-
les possam utilizar os ensinamentos que Ihes trarao
prosperidade e melhores vidas. Dizem-me muitas \e-
zes que os fazendeiros mineiros sAo desconfiados e que
na~o acceitam novidade e melhoramentos. A nossa expe-
riencia tem provado o contrario pois tudo que a Escola
offerece a venda tern tido sahida facil: mudas de citrus,
sementes de milho, feijio de porco, arroz e leitoes de
puro sangue. nao tendo o sufficient para satisfazer os
pedidos que vem acompanhados das respectivas impor-
tancias.








- 23 -


V. O ENSINO ACTIVO DA AGRICULTURE
ADAPTA-SE MhELHOR A'S CONDICOES DO
NOSSO MEIO DO QUE O ENSINO THEORICO?

Sci'ncias Applicadas Ter V alor Educacional.

Os educadores modernos reconhecen que as scien-
cias applicadas figurnm centre os elements mais im-
portantes na inslruccao de hoje. Na geracAo passada.
negavam muitos educadores que as sciencias applica-
das possuissein va!or educational. Corn os exemplos dos
grandes patriotas e scientists praticos, como Oswal-
do Cruz, L. H. Bailey, Lutliur Burbank. Thomaz Edi-
son, Henry Ford, assim como muitos outros, ninguem
Smais ousa dizer que as sciencias applicadas nao tern
valor educational. As pessoas as quaes me refiro acima
formularam verdades scientificas e fizeram corn que
ellas fossem postas em pratica. ou ate incorporadas tis
leis das nacoes.
No desen\olvimento das outras forms de instru-
ccao em Minas. estio os educadores muito sabiamente
aproveitando as pesquizas feitas em outras terras. De-
vemos ignalimente no ensino agricola. e especialnente
quanto as pesquizas scientificas, fazer o mesmo. Nao
nos convem gastar annos de tempo e milhares decon-
tos de dinheiro, em procurar saber o que jA esta sabido
em outros Estados ou outras terras. Devemos igual-
mente. divulgar livremente ao imundo da agriculture
scientific, as descobertas feitas aqui. Os scientists sio
sempre generosos. participando a todos que desejam
dos resultados dos trabalhos de annos.
Na E. S. A. V.. temos procurado evilar tanto
quanto possivel os erros dispendiosos em tempo e di-
nheiro feilos em annos passados, e alguns dos quaes
estio ainda sendo conmmettido por outras Escolas. Qua-
si todos os cstabelecimentos de ensino agricola que se
encontram funecionando presenlemente neste paiz, sio
apenas um agrupamento de various departamenlos (que
frequentemente sao excellentes). dando instruccao nas
sciencias, cada estudo mais ou menos separado e ge-
ralmente sem qualquer relacao comr a.agricultura. O
Departamento de Botanica visa former bons Botani-
cos, o Departamento de Chimica forinar bons Chimi-
cos e assim por diante. Estes various departamentos ra-








-24-

ramente se preoccupam com a idea de ensinar a parole
da sciencia relacionada com a agriculture pralica, ou o
que ha de mais modern quanto a agriculture.
Hoje em dia encontramos milhares de livros ex-
cellentes sobre agriculture e as varias sciencias com
ella relacionadas. E' verdade que quasi todos elles s5o
em linguas estrangeiras, porem. iesmo assim, ha muito
pouca razAo em se desperdicar durante mezes ou ate
annos o tempo dos alumnos de agriculture em aprender
material que nao se applicarA na sua profissao. Quando
estudei a Botanica Systenatica, nunca analysamos a
flor duma plant cultivada. 0 meu professor de Chi-
iiica ensinou-me que por uma simples determinacgo
chimica de qualquer s6lo, poder-se-ia dizer se era ou
nio productive, e, caso fosse improductivo, que ele-
mentos deveriam ser applicado para se corrigir essa
condiqco. Mesmo naquella 6poca ja sabiam as melhores
autoridades na Sciencia de S61os e Adubos, que uma
simples determinaq~o chimica nio era sufficient para
a conclusion. InformacAo errada 6 peior do que nenhu-
ma informacio. pois o alumno terA de desprezal-a, as
\ezes com muito desapontamento e depois aprender
o que 6 certo.
Os fundamentos das sciencias sao os mesmos para
todas as profiss6es, porem, a sua applicacio a agricul-
tura differ radicalmente da sua applicacao as outras
industries. Em verdade, a agriculture constitute umi mo-
do de vida, em pensamento, em maneira de viver,
de agir, o fazendeiro differe dos homens de outras acti-
vidades da vida. Na Escola esforcamo-nos para que o
ambience seja o mais possivel igual ao duma fazenda,
e, se o alumno achar agradavel o ambience. elle gostara
de ser fazendeiro, se elle nio se achar bern na Escola,
depois duma experiencia verdadeira, entio esperamos
que elle procure instruccao em outra Escola, pois nao
e provavel que elle venha a ser um bom fazendeiro.
Devemos sempre lembrar que em uma Escola de
Agriculture, 6 a Agricultura que deve occupar o logar
de importancia no programma. Sendo o tempo dos alu-
mnos principalmente occupado com o estudo de Histo-
ria, linguas, mathemalica, sciencias naluraes, chimica,
physica, etc., ndo formarA bons fazendeiros. Scients-
tas excellentes poderAo ser produzidos, se a instrucq.o









Sfor bem feita, mas em Escola de Agricultura devemos
visar principalmente produzir os agricultores de que o
Brasil tanto carece. Nio digo que qualquer dos estudos
referidos acima nio seja excellent ou que todos. elles,
nio devem fazer parte. dos programmas das Escolas de
Agriculture, mas sim que os annos que os nossos mocos
podem dedicar ao estudo da agriculture sao demasia-
damente curtos para que possam estudar bem as ma-
terias que Ihes serdo indispensaveis na vida future.
O Estado de Minas ja produziu medicos entire os
mais conhecidos do undo. os seus advogados ja obti-
veram logares de destaque nos tribunaes mundiaes, os
seus estadistas figuram entire os melhores do mundo,
mas em vao procuraremos encontrar um scientist agri-
cola de primeira ordem.

Antigo Ideal Europeu Inadequado

As Escolas Superiores de Agricultura e as Estac6es
*Experimrentaes na Europa mantinham pouca ou nenhu-
ma relacao conu os productores agricolas. Para n6s, is-
so conslituie o grandeo.bstaculo no aproveitamento dos
seus formados. Elles tein produzidos muitos scientists
excellentes, mas poucos que pudessem ser agricultores
]praticos. Na Florida, ha uns annos passados. podia-se
empregar scientists Europeus com bom prepare, por
ordenado menor do que pagavanios ao Administrador
da Fazenda de Estacio Experimental. As Escolas Eu-
ropeas produziam especialistas com preparo extraordi-
nario para uui ramo limitado duma sciencia, mas na
applicacio da sciencia A agriculture, elles eram quasi
todos deficientes. Teinos tido na E. S. A. V., pelo menos
uns cem candidates a logares de professors, muitos dos
quaes estudaram na Europa; menos de cinco porcento
delles corn experiencia pratica. Quasi todos achavam
abaixo de sua dignidade professional o entendimento
dos trabalhos praticos nas fazendas, ou applicar os seus
conhecmientos praticamente. Achavam que desde que
foram instruidos por um Governo, que este Governo, ou
algum outro, teria obrigacio de sustental-os em con-
forto sem que Ihes fosse necessario realizar muito.
Parece-me que a origem deste modo de encarar as
coisas 6 que as Escolas e Universidades foram antiga-


- 23 -










mente organizadas e dirigidas por educadores e scien-
tistas (muitas vezes altamente dignos de respeito e ve-
neragdo), que visaram primeiramente former mais edu-
cadores e scientists. Neste ponto elles alcancaram gran-
de exito, pois no Brasil, como na Europa, encontramos
um numero grande de cidadaos bem instruidos que nao
podem ganhar por si mesmos os meios necessarios p.ara
a vida, sendo-Ihes indispensavel um auxilio do gover-
no, sem haver servigo correspondence. Deveria ser o
ideal duina republican treinar todos os seus cidadaos de
tal nmaneira que cada um pudesse ganhar uma vida far-
ta serm que Ihe fosse necessario receber o que podemos
chamar uma "subvencdo" do goverrio federal ou es-
tadoal. Incluimos em "subveng'o" qualquer auxilio pe-
cuniario pago a um funccionario que nao seja estricta-
mente necessario para a administration do governor.
Desejamnos que os nossos aluinnos sejam capazes
de ganhar uma vida sufficient cada um por si e depois
para a sua familiar, por meio da agriculture practice.
0 Brasil fern tido mais de um seculo de.vida na-
cional independent, como t6m tido os Estados Unidos
da America do Norte. Durante este tempo, a vida da na-
cio nunca foi ameacada por inimigo de f6ra. Na Euro-
pa, de outro modo, mais de trinta naqoes, neste mesmo
period perderamn sua independencia. Naquelle Conti-
nente, ate o present ter sido necessario que cada na-
cio esteja proinpta em qualquer moment, para luctar
pela propria vida. Isto naturalmeiile contribuiu para
que fossem estabelecidos governor muito centralizados,
exceptulando-se o caso da Suissa.
O. Brasil iniciou sua vida independent sob fornia
duin Imperio. corn governor altamente centralizado; os
Estados Unidos da America do Norte conquistaram a
sua independencia como uma republican, e sempre con-
linuaram com o Governo muito descentralizado. Assinm
temos, nas duas maiores nac~es dos Continerites Ame-
ricanos, duas experiencias muito importantes em civi-
lizacao: um iniciou logo pianos para instruccqo univer-
sal; o outro seguiu o ideal de instrucgco de grAo muito
alto para menor:numero. Hoje em dia, por6in, o Bra-
sil estA declaradamente em favor da instruccio univer-
sal, e especialmente dumna educacio efficient.


I'M







2-

VI. QUAES SAO OS PASSOS MAIS IMPORTANTES
PARA O DESENVOLVIMENTO DO ENSINO
AGRICOLA BRASILEIRO ?

No seguinte esboco submetto a vossa distinct
consideracgo os pontos que julgo, depois de quasi oito
annos de estudo e trabalho, serem mais importantes no
estado actual do progress de ensino agricola no Brasil.
I. E' aconselhavel que todos os Estados no Bra-
sil tenham sua Escola Superior de Agricultura, dirigida
pelo Estado, especialmente destinada a instruir a moci-
dade rural daquelle Estado.
Observacdo: Num governor democratic,
cada Estado deveria ter a maior autonomia
compativel com o bem estar da nacgo. Educa-
ego efficient 6 uma sciencia que progride ra-
pidamente, mas que nio progride igualmente
em todas as parties duma nagio tio grande co-
mo o Brasil. Deve-se adaptar a educacio de
modo a ministral-a, o mais possivel, de accord
com as necessidades da agriculture. Escolas
particulares fornecem auxilio valioso aos Go-
vernos rmas nao substituem em uma nacio em
rapido desenvolvimento. o ensino dirigido pe-
lo Estado.
II Seria convenient que o Governo Federal co-
operasse com os Estados no sentido de dotar a Escola
Superior de Agricultura de cada Estado com uma sub-
\encio fixa e certa, para garantir a cada Estado sua
Escola, bem assim como a sua Estagio Experimental.
OMiservaago: Cada Estdao do Brasil con-
tribue na media da sua prosperidade para as
despezas da nagio. Se um estado dobrar a sua
riqueza. elle virA a contribuir mais do que o
dobro da sua renda para o Thesouro Federal.
E' ever de cada governor democratic ajudar
os Estados de toda maneira p.ossivel. 0 Gover-
no Federal poderA emprestar cinco a dez mil
contos a juros muito moderados, para cada Es-
tado, desde que os que fizeram o emprestimo
tenham certeza de que a renda destas verbas
sera gasta para o ensino agricola.








- 28 -


III. Os programmas das Escolas Superiores de
Agriculture, assim como os trabalhos das EstaS6es Ex-
perimentaes deveriam ser tio variados quanto a agri-
cultura dos various Estados, afim de podem melhor ser-
vir As necessidades agricolas dos Estados.

Observagdo: Primeiro. Os programmas
e a forma de instruccAo deverao corresponder
ao desenvolvimento geral de instruccio da-
quelle Estado. Se para matricula em nossa
E. S. A. V. exigissimos prepare correspon-
dente ao exigido para matricula na Escola
Superior de Agricultura do Estado da Flori-
da (E.U.N.A.), ndo teriamos um unico es-
tudante no Curso Superior. Predigo que cor
o progress que esta sendo hoje feito na ins-
truccio em,Minas, em poucos annos poderA a
E. S. A. V. exigir para matricula pelo me-
nos 50 % mais do que o prepare que exigimos
hoje. A material ensinada tambem sera muito
mais adiantada e technical, mas espero que
nunca sera menos pratica.
Segundo. Os programmas devem ser ba-
seados na agricuiltlira do Estado. A citricultu-
ra 6 hoje de muito importancia em Minas, em-
quanto em Amazonas ou Rio Grande do Sul,
poderia ser desperdicio de tempo ensinar aos
alumnos detalhadamente esta parte de pomi-
cultura. A cullura do trigo 6 de muito menos
iinportancia no centro e norte do' Brasil do
qie nos Eslados do Sul.
Terceiro. Os programmas devem ser
de facil mnodificacao, para que sejam sempre
mantidos de accord com o meio. Alguns dos
Estados estao num progress vertiginoso so-
ciologico e economicamente, devendo os pro-
grammas de suas Escolas soffrer annualmen-
te modificagces. Outros Estados vio progre-
dindo mais vagarosamente agora, sendo pro-
vavel que seu progress future tambem seja
mais vagaroso.
Nestes Estados o method de ensino deve
ser different.








- 29 -


IV. Conviria que a Escola Superior de Agricul-
tura de cada Estado fosse dirigida por uma commis-
s5o de cinco a nove pessoas, conforme a populagcor
e area do Estado nomeadas pelo Presidente do Esta-
do, de accord cor que a experiencia ter mostrado
ser mais convenient.
Observac5es: A direccio da Escola Su-
perior de Agricultura devera estar nas m~os
duma commissio de cidadaos do Estado cons-
tituida por agricultores entire os mais impor-
tantes. Os various membros da commission de-
verdo ser residents nas diversas zonas do
Estado e representar tanto quanto possivel, os
differences ramos da sua agriculture. Os mem-
bros nio deverao occupar outra posicao fe-
deral ou estadoal e nao perceberao ordenado.
Quasi todos os membros do Governo, es-
pecialmente os do Governo Estadoal, sdo mui-
to sobrecarregados, nao Ihes sendo possivel
dedicar aos problems da Escola o estudo que
estes merecem. Durante os sete annos de des-
envolvimento da Escola, apenas o Dr. Antonio
Carlos, actual Presidente do Estado, conseguiu
visital-a e isso, estou certo, s6 por meio de sa-
crificios. Duas vezes recebeu a Escola a ins-
pecgqo do Exm. Snr. Secretario da Agricul-
tura, sendo essas visits, como a do Exm. Snr.
President, feitas por meio de sacrificios pes-
soaes.
Os membros do present governor figu-
ram entire os melhores, mais esforcados e mais
habeis que jA honraram qualquer Estado do
Brasil; 6 devido a sua abnegacao e constancia
que a Escola j. attingiu o seu success actual.
E' por6m, injusto que os cidadaos do estado
exijam dos membros do Governo service a
ponto de prejudical-os seriamente em sua sau-
de ou mesmo matal-os.
O dever especial da Commissao acima re-
ferida seria formular os principals geraes que
deverao ser seguidos pela Directoria e Corpo
Docente do estabelecimento. A commission con-
firmaria ou nao as nomea65es do Corpo Do-
cente indicados pelo Director,








- 30 -


Os membros da Commissaio seriam no-
meados parcelladamente, annual on biannual-
mente, pelo Presidente do Estado, e assim os
principios por elles recommendados nunca es-
tariam em desaccordo corn os do Governo.
Sendo os membros da Commissio agriculto-
res ou criadores de profiss~o, os principios es-
colhidos para orientacao do estabelecimento,
visariam sempre os melhores interesses da
agriculture do Estado.
-_
Estou certo que ha no Estado de Minas patriots
que acceitariam nomeaq6es para logares nesta Commis-
sio, sacrificando tempo e conforto pessoal para o ra-
pido adiantamento e harmonia da agriculture estadoal.
As suas recommendacoes ao Governo e ao Congresso
teriam peso e forca, pois seriam de peritos e sem in-
teresse pessoal. Podiam elles conhecer a Escola de per-
to, assim como as necessidades da agriculture do gran-
de Estado de Minas.

V. --A autoridade do Governo Federal quanto is
Escolas Superiores de Agricultura Estadoaes, deve ser
limitada a fiscalizacAo rigorosa do despendio da ver-
ba Federal, para que nao seja ella desperdicada ou gas-
ta para outro fim a ndo ser o previsto na Lei Federal.

Observagao: Nos Estados Unidos qua-
si todos os casos de deshonestidade na ap-
plicacao das verbas destinadas ao ensino
agricola, tem sido directamente devido A falta
de fiscalizagco, ou fiscalizacio inadequada,
dos encarregados das verbas. As vezes ter
havido officials deshonestos, mas sempre os
Estados tem feito as restituieses para que as
Escolas nao percam as subvencdes Federaes.
Hoje todo Estado possue a sua Escola Supe-
rior de Agricultura que recebe do Governo
Federal uma subvencao.


"








31 -

TERMINAIAO

Terminando estes poucos pensamerios a jespeito
da important questao do ensino agricola, venho mais
uma vez apresentar os meus agradecimentos ao Exmo.
Snr. Dr. Francisco Campos, pela opportunidade de vos
fallar.
Estou cheio de confianca no future da grande na-
c~o brasileira, e (pedindo licenca aos representantes
de outros Estados), especialmente no future de Minas
Geraes. Esta grande reunido de educadores dard um
impulso de alto valor ao ensino estadoal.
Como Norte Americano, posso Ihes affirmar po-
sitivamente que o meu paiz natal deseja para o Bra-
sil e para os Brasileiros, prosperidade e felicidade.
Como Director da Escola Superior de Agricultura
e Veterinaria do Estado de Minas Geraes, vos convi-
do a visitar a Escola para poderdes avaliar o pro-
gresso jh feito no ensino agricola neste grande Estado.











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DO Ec6TDO DE MIIIAS


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Pa.ra o a mno 1928
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i Dr. LDjalmnL. inhiro '.i gas, M. D.
SSecr,-tario iLe agriculture. industries, Terras,
Viz~L.;io e Ubras riublicas,

,elljo Lorij monte, 'incas Geraes.
LaudaOes resceitosas.

Tanho a honrs da a,presentar a V. rxcia o Relatoric
do Director da Escola Ouoerior de -gricultura e Veteri-
naria do Lhtedo de "in-s tear;-ss, correspondent ao ai2no
du 19i28.

Estado de "inas Uernes esta ainde mais merecedot
de felicitacs3os do -us no fim do anno .a;&sdo, pods j& se
realizou tres semestres de instrucqao, a justificam
.~enmente os resultados, todos os esfor-os e sacrificios
f'itos pelo Uoverno or'. desem-ienhar a tarefa ardua de
melhor-.r c. agriculture e9,t-.db9al, na fundasao e organiza-
So da Lscola.

acha-se em vius de compleIgo o dormitorio e as
estr.das mais necesss.rias bem adiantadas. Corn o desen-
volvimento reJi iado no f-nno 1928, ficam a maior parte
dcia construcq3es em vias de compl.-:go, powder& este anno
ser t-t.cedo activamente o tranL lho imperative de instal-
ljar os laooratorios, gabinAtes e aulas, cor apparelho,
e mobilia. Falta desses tenm prejudicado forg;adamente
a instrucgao, sendo que a falta tornar-se-A multo
mais serio de ora em diante.

Os dmpart~.mentos de c-ampo tem progredido muito
bem, de ,:.ccordo corn cs possabili ades das sues respecti-
vas verbas, e outres limitg.3es.

Conti2nurndo a Estsb-lecimento sob o valioso e
ajuisado ;atrocinio de v. l-cia, es')era-se um desenvol-
[ vimento mate.ri'LI relativamente r.-pido, devido ts bases
Sfirmas j.. esbetbelecidas, e ao traoalho honest que o
Lst-do de Miar.s Gsraes est& aq.ui reaiizando.


Subscrevo-me, corn alta estima e considera~go,

Crd" a tt e obg,

i:...*-^.

SP. H. Rolfs (Director at i1 Jde Fevereir
Sde 1929).
Consultor -echnico dc Agricultura
S.-o s bado de "ina s ueraes.
.,. '. Vigos1, Min s Geraes.
S.-te cevereiro rde iL:




.:.-. -. .." .
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ORGANIZAQAO


A organizagao do estabelecimento concinuou como

indioado no Relatorio correspondent ao anno de 1927,

Corn o augmento de mais de 100 % no numero de alumnos,

tornou-se necessario augmentar o numero de professorea,

o que ten sido feito comn bom exito, tendo sido o anno de

1928 levado a um terminagao altamente auspiciosa.

Conforme o numero de candidates para matricula que

estao se apresentando, bern assim como pelas opinioes dos

fazendeiros que oonheqam a Escola, julgamos que ella esa

ralidamente conquistando um logar de estima geral entire

os agricultoree e fazendeiros do Estado.

A construcao achando-se an vias de complegao, o

estabelecimento poderA de ora em diante desenvolver-se

rapidamente, de modo que esperamos augment consideravel

no numero de professoree, bem asoim como de alumnos. 0

Director evitou a difficuldade muitas vezes encontrado

am novos estabelecimentos, em acceitar numero de alumnos

muito maior do que as possibilidadee do estabelecimento,

o que torna-se impossivel dar aos alumnoe instrucgao

efficient. Tambem evitou chamar professors antes que a

mobiliagaF e apparelhamento Justificava tal despeza. Por

este meio, os alumnos dos primeiros tree semestoes tem

ficado satisfeites, tornando-se os malores propagandists

da Escola. Temos evitado igualmente, degenerar am um

eestabelecimento de inotruogao theorioa, poise devemoe em

tudo servir o mais possivel os agricultores, e no estado

actual, elles necessitan de instruogao pratica, ligado

a instrucgao theorica appropriada. -

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Relatorio do Vice-Director

%B 0 Vice-Director tern sido encarregado do parts

mais important e difficil do trabalho do estabelecimento,

pois tem side encarregado da discipline doe alumnos, de

refeitorio, do dormitorio, e da direcgao dae finangas.

0 seu relatorio esti muito abreviado ou resumido, devide

ao facto que durante mais ou menos metade de Dezembro e

todo o mes de Janeiro, elle se achava ausente da Escola,

send quasi todo eate tempo occupado em realizar trabalhos

especiaes, para a Secretaria da Agricultura, por ordem

do Exmo Snr. Secretario.

Encontra-se, nas paginas .?. af ?... -

deste, o referido relatorio.





Relatorio do Departamento de Agronomia

Esta departnmento foi um dos primeiros a serem

inaugurado, a continue a funocionar em maneira altamente

satisfactorio.

A Agronomia constitute a base fundamental da riqueza

agricola do Estado. E' da mais alta importancia que

os nossos novos fazendeiros entendem os principioe scien-

tifiooe applacaveis na produogae das colheitas.

Enoontra-se, nas pakinas ..G... ate ....

o relatorio detalhado deste departamento.



Relatorio do Departamento de Zootechnia

Devia registrar-se aqui uma victoria conseguida

per este departamento no anno find. 0 rebhnho de gado

leiteiro, no fim sa ultima epochs de huvae, achara-se am

oondigges abaixo de normal. Porem, no fim da epoae do

secoa, quando geralmente se enoontram os animals am ma

estad.e os animals da EaIooll eatatram a qna igQ auite -
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bom, send muito melhor do que geralmente encontra o

gado, mesmo nos fins da epoca de chuva. Isao se deu pela

cooperagao de todos os departamentos am fornecer para o

gado alimento appropriado durante a seoca, que era, este

anno, muito prolongado. Grande area de milho foi appro-

veitado para feno, send que isso em nada prejudice a

colheita das espigas, Guardou-se tambem grande quantidade

de feno de capim gordura, a aldm d6stes, uso-se uma area

pequena, provavelmente menos de doishectares, em paetagem

artificial, de canna cavallo,4 Capim elephant, e capim

Imperial.

ias paginas at .. achar-se-S

relatorio detalhado do Professor de aootechnia.
(Nota: No fim do 10 semestre, o Professor de Zootechnia foi
chamado a Becretaria da Agricultura, para organizer o Servigo
de Veterinaria do Jstado.Coiseguimos outro sem muito demora.)
Relatorio do Departamento de Horticultura a

Pomicultura.

0 maior realizagao deste departamento durante o anno

de 1928 era a exportagao de approximadamente 2.500 mudas

de citrus, todas enxertadas com qualidades superiors,

tendo sido distribuidas a mais de cem pessoas e estabele-

cimentos. 0 gratide exito deste servigo'4 provado pelo

facto de terms recebido pedidos para seguramente dez

mil mudas, tendo sido neceesario devolver quantia con-

sideravel de dinheiro que foi nos enviado por fazendeiros

.e outros que desejavum adquirir destas mudas.

Has paginasB ..t .. ate ....I.* achar-se o

relatorio detalhado debate departamento.




Econonia e Legislagao Ruraes.

0 estabeleclmento conseguiu obter as servigos dum

dos melhores professors da Zpna da Matta para instrucao '!

nas material mais elementares desta cadeira, melhorande

muito sate instrucgao. Encontra-se o realtorio nas

paginas... at ., .


., ... -. :.'. ... -;- ,. .-' ;- .:: --, ...; .'.. ,'- ., ";,.-








SMathematica e Contabigidade Agricola.

Para estas materials era tambem nomeado um doe

candidates que parecia mais promettador.

Enoontra-se nas paginae.1 a../.2.. o relatorio

Spor elle preparado.


Departamento e Solos e Aduboe

STern sido feitos os primeiros passes na organizagao

deste important departamento, em obter um professor para

6fferefer instruogao na part mais elementary desta

cadeira, a o que necessitava a Escola durante o semestre

inicial de 1929, isto'e, de Physioa. Devide A grande

demora pela Companhia encarregado de importer o appiai&ha-

mento encommendado para esta instrucqao, funccionou apenas

parts do semestre p. findo.
Nas paginas..J.. &.. a J.~' ... achar-se-A esbogo

detalhado da instrucqo proposta para o anno de 1929,

nesta material.


Curses Facultativos.

e accord coa as provisoes do Regulamento, a Es ola

inaugurou- tree oursos facultativos, sendo estes abertos

apenas aos alumnoe que melhores notas alcangaram nas

materials obrigatorias, demonstrado no serestre anterior.

Resolveu a Congregagao que media de 6 era necessaria para

que um alumni podera matricular-se num curso Facultativo.

Os oursos offerecidos eram: Historia Universal, pelo

professor de Legislagao Rural; Inglez I, no primeiro

semestre pelo Professor de Agronomia; Englez II, no segundo

semestre pele memo; ingles I, no 29 semestre por um professes

especialmente empregado para este fim.


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Bibliotheca da Bsoola.

Bendo urma bibliotheca indespensavel para ben trabalho

dos professoree, bern assim como para es alumnos, tomes

tornado passes neste sentido. Acha a bibliotheoa mobiliide

de acoordo omn pianos dos mais adiantadon possivel de se

obter, corn capacidade de ate 10 mil livros. Em adquirir

os livros para a bibliotheca, tenos primeiramente procurado

obter todas as publicados no Portuguez relevant a agricul-

tura am seus varias phases, a em seguida livros moderns

em linguas estranjeiras, a respeito da ngricultura e as

sebentias ligadas.

Nas paginas ...... atd encontra-se-I
relatorio detalhado do bibliothecario, servigo este de

muito valor para o estabelecimento.


Instrunogo Militar.
Durante o AMg segundo semestre, a Departamento

Federal de Guerra destacou para o estabelecimento um

Sargeanto para Instruogao Molitar. Temos em todo mode

possivel ajudado nesta instrucgao, pois'6 de grande valor
para os nossos alumnos. Antes do fim do semestre, este

sargeanto foi indicado para outra collocagio, tendo sido

umn segundo enviado par a Escela.
Nan paginas.. ( 8.... at I.,(.. enxontra-se um
relatorlo detalhado apresentado pelo Instructor Militar.




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D. Franisco amos M. D. ecretario do Interior prep ,
nos dias 4 e 11 de over
1

Ensino Agricola Minsiro e Brasiletro
Correspondendo ao muito gentil convite do Exm2 snr.
Dr. Franeisco UamEnos, M. D. Secretario do Interior, prepaid
ramos a these que segue, e que faz parte deste rela-
torio, tendo sida apreseatada a Se-e.nda. Conferencia
NDcional de dduca,5o, que se reuniu em Bello uorizonte
nos dias 4 .-Je 11 de I'ovembro de lAS8.


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Rrtigos e .oletins da m-prensa.


SOs seguintes artigos tern sido fornecidos so Boletim da

.Secretaria de Agricultura, escriptos pelos professors,

vice-Director, ou U rector do estabelecimento.
Desejamos a'proveitr a occasion para assignalar

aqui nosso opiniao do alto v:,lor do "Boletim" pois

os fazendeiros, lavradores, bem assim como os $noesos

alumnos mais adiantaos, a,)reciam muito os mesmos.

Ao nosso ver, constituem a melher material artigos
curtos, aitemente praticos, contend conselhos que ter

sido actualmente orovados neste meio, escriptos muito

claramente, em Linguagem simples. Conf'orme entendemos,

o Boletim destina-se especialmente -ara os agricultores,

sendo par isso, necessario um est/lo different amma de

q ue seria empregado, caso fossem dastina-dos aos scientis-

tas especialm.nte.

Segue a list dos .rtigos submittidos e publicados:

i). A Lscola Ouperior de Agric.ultura c Veterin.ria
do sstado de "'inas -Ueraes, pelo J. C. Jello Lisboa.

2). Renda de algumas Qualidades de ailho, P. H. Aolfs

I). Augmento Rapido na ProducEo de milho, F. di. olfs.

4). Uma Uultura Lasprezada, ?. i.*Rolfs.
a). Arroz, sue Producyo nas Var'.ens Altas, Rolls.

6). ?re.xro Convenie-nte do Golo e uultivos, i3. -isboa

7). Criar DeLzerros sem Mammar, H. Rehaag

8). Extincego r-u-tica dc- --.uva, D. A. Mello.

9. ). Intruducqio o o iscurso do Li-. "olfs aos
Criadores Mineiros.
.:. ,.
1. 0). C :tabilidade "gricola, Oliveira

11). J~eij~io de orco, D. A. Mello.

12). Canna de Cav4llo para Pastagens Artificiaes, Rolfs. ,
V '-











-oletins da 'mprensa


.Em continuagco do trao iho de divulgago de informag o

agricola oratica e provado na Escola, bem assim como de

noticias a respeito d& mesma, temos feito as seguintes

"Boletins da 'marensa", que ost.o send muito bem acceitas

-elos agricultores. De accordo corn a destino das pub4ica-

35es, que julgamos seem mais appropriados para os fazen-

deiros e lavradores, temos usado sem~nre linguagem muito

simple, cl&ro e director, evitando-s propositalmente, uso

de terms sciEntificos, que niao ?odriam trazer esclareci-

mentos as pessoas as quaes se dtstinsm. Convem notar que

nao ten sido escriptos, em absoluto, como arti6os de

natureza scientific, pois neste caso teria sido ado-tado

outro estylo a outras p&!avras.
(iE-s 1-4, inclusive, no Ielatorio de 1926)
(is 5-16, inclusive, no aelatorio de 1927L.

N 17. Cart sos residea.tes das "amaras.

i i8. cadta aos visitantes, a r:1speito da "scol-a.

NI 19, crta aos agricultores.

NJ 2, carta aos que pediram mudas de citrus.

NU 21, list de mudas da citrus disooniveis.

I.; E", LCald. bordaleza.

2i 2S, Feijho de porco, venda de sementes.

N- 24, 'alha de Uafb como AduLo.

25, Venene contra -belha Iachiorra.










V. '







VETERINARIA
DO e
SEstado de Minas Geraes "
VIQOSA
Viosa, ,:inas Geraes,
5 de Janeiro de 19'8


Illm' Snr. President da Camara





Venho respeitosamente pedir a esclarecida attengio
de V. Excia para o discurso proferido no Senado Mineiro
pelo benemerito Di. Passos Maia, na sessao do dia 3 de
Setembro de 1927, publicado no Minas -eraes a 4 do mesmo
mez, com referencia a este Est.oelecimento, depois de o ter
visitado. Esta Escola e o institute pertencente ao Governo
de M;linals Geraes que tem or miss o fomentar e adiantar a
instrucgao agricola dos Kilhos do nosso glorioso Estado.

O referido discurso contem a patriotic ex:hortagao
de auxiliary cada Municipio Mineiro, a manutenugo dum alumno
neste Estabelecimento, contribuindo com seiscentos milreis
annua-s;, ficando iguai importancia ao conto do pae do mogo.
Nao e necessaria demonstrago das vantagen3 que advirao
desta proposta, que exige do Municipio de V. Excia tao peque-
na contribuigQo, em prol da grande cruzada representada pelo
desenveovimento agricola de ~-inas Geraes.

O ensino ministrado por esta Escola e absolutamente
theorico-pratico; os nossos alumnos recebem instrucQao theo-
rico nas aulas. Sao tambem obrigados a executar todos os
trabalhos de campo, desde o atre.irmenro de animals e ordenha
de vaccas, ate os tri'.bJlhos mais delicados de seleccao de
plants e animals, ha'vendo cuidado especial com a instrucc-o
no manejo das machines agrLcolas.

A Camara Municipal sob a esclarecidc direcco0 de
V. Excia nao pode empregar em maneira mais rendosa e oatrio-
tica a pequent. quantia necessaria para manter nosta -cola,
durante o anno vindouro, um estudioso filho de um agricultor.
Em Margo proximo esperamos ver a sua Camara representada
por um alumno, o qual, ao regressar, levaric testamunho
pessoal do grande esforo que o Estado de 'inas esta dedican-
do ao engrandecimento da sua lavoura.

Saudaeoes affectuosas.

BL CR.
B.I. 17 P / l i
P.. H. Rolfs, 'ireccor







Escola Suaerior sd Agricultura e Vietrinaria do Estado i Minas Graes

f Viwsa, de de 192
1 de Fevereiro de 1928
Sauaao6es coraiaes

A uirectoria :-a E.ciola superiorr .e Agricul-
tura e Veterinaria io E,.tajo de Minas ueraes
offerece a V. Z. a copi.-. in.clusa dos, Estatutos
da Escola, como l6mbrai,:.a da -i~a visit ao esta-
belecimento.

Estaram-s I'faendo todo esforgo para servir.
o mais possivel aos agricuitores mineirns.

Durante todo me3s preser.te est. aberta
a inscripgao de imatricu'la or Ldrmestre
viniour.:), As aulia. reabrem-sC no dia 1'- de
Margo.

Esoeramos ter o orazer de receber a honra
das visits de V. b. em muitas outras occasioes.


Subscrevu-me, cor muito estima,

Amg" att3 e obg,


4e,
P, P. nolf i director
PHR.C.BL
B.I. ii 18








S,. G ELCOLA oJPERIOR DE AGRICULTURE E VETETINARIA

DO JbTADO DE MIIAo GERAES

SVigosa, 28 de Maryc de 1928

SaudacSes c:odiiaez.

S.-". Convidamos aos brs. Agricuitores para realizarem uma
ligeira visit A Escola superior de Agricultura e Veterinaria
do Estado de Minas Geraes. Esperamos que elles a considered
SUA Escola. Ella pertence ao povo do Estado de Minas, e dese-
ja servir-lhe sempre que ihe for possivel. Consultas por
cartas serao respondidas comr prazer.

Desejamos trazer ao conhecimento de V. S. umas noticias
muito agradaveis a respeito da abertura das aulas do segundo
semestre lectivo, que se realizou exactamente no dia marcado,
1" de Margo as 8 horas da manhi. 0 numero de alumnos ja
excedeu a 50, sendo um pouco mais do que o dobro do nurero
total matriculado no semestre passado. Esti lotada a capa-
cidade do Internato. Sessenta e cinco porcento dos alumnos
que tmr paes vivos, indicam que elles se empregam na agricul-
tura. Isto mostra que alguns dos agricultores pretended quu
seus filhos conltinuem sua nobre profissio, sendo esses mogos
muito melhor preparados para. a lucta da vida, porque terao o
auxilio de conhecimentos praticos dos methods melhores de
lavoura e de criag0o.

A Escola se destiny especialmente para a instrucqgo de
filhos de agricultores que estejam con edade sufficient para
serem considerados homes. Os candidates necessitam de 18
annos completes para os Cursos Elementares e Medios, podendo
matricular com ensino muito rudimentar. Grande numero de
Scandidatos foram rejeitados este anno por ftlta de edade.
V. S. pode mandar para aqui.o seu filio, embora elle tenha
pouco ensino, sendo certo que elle nao ter'. o desgosto de
ser classificado com rapazes de menos de 18 annos de edade.
Temo.s um alumno corn 'mais de quarenta annos. Para m'nricular
no Curso Superior, sao necessarios dez preparatoris, e apenas
.16 annos de edade.
E Em caso V. S. esteja interessado, podera pedir os Esta-
tutos da Escola, os quaes lhe prestara' muitas iniforma3es.

bubscrevo-me, com estima e consideragao,

Amgg attl e obg-.,


P. H. Rolfs, Director
PHR.C.B.DAM
B. I. a8 19






4.,-










ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURE E VETERINARIA

DO ESTADO DE MIIAS GERAES


Lista descriptive das variedades de
citrus dasc quaes ha mudas disponiveis.


Familia Serra d'Agua.
As lararnas desta familiar aaadurecem muito
cedo e sao pouco acidas.

Lararjia Lima. Variedade que amadurece muito cedo. Conti-
nuam boas nas arvorep as fructas durante algumas semanas,
espccialnente recommendada para gasto de casa. A arvore
mae foi recebida do Ministerio em 1923.

Laran.ja Rosa. Aniadurece mais tarde do que a Laranja Lina.
As fructas sao melhbres, con cor mais carreg-ad.. Continu-
am boas as fructas durante mais tempo. A arvore mae foi re-
cebida do Ministerio em 1923.

Familia Selecta

As fructas desta familia amadurecem raais tarde
do que a Serra d'Agua, antes da Bahia e muito
antes da familia Pera.

Laranja Magnum Eonum. E' uma das variecades mais prolifi-
cas; as fructas sao excellentes, de cor muito bonita e con-
servam-se por ruito tempos A arvore mac foi recebida do
Ministerio e i 1923.

Laranja Pineapple; De crcecimento vigoroso e produz abun-
dantcr:Len~t. A fructa 6 r-ajor do que as da Magnum Bonum e
de cor mais viva. Espleoaida qualidctde. Introduzida da
Florida Dela Escola en 1925.

Selecta de Vicosai Variedade especialmente b8a desta fami-
lia. As f'ructas sao de tamanho r.,io. Continuam boas na
arvore durante muito tenmp2 A arvore m:e foi receebida do
Ministerio em 1923.

Laranja Cip6. Mudas emn desenvolvidas, tendo sido os en-
xertos feitos em cavallos coh 3 annos. E' una novidade
muito distinct. As borbulhas sao onxertadas alto nos ca-
vallos, pois produzon ranos longos e parccidos com cip6.
Muito ornamental, especialmente para quintacs o jardins.
As fructas sac de taranho medio, c6r bonita. e de baa qua-
:-< lidade depois do prireiro de Agosto. Conservmam-se nas ar-
vores por nuitQ tempo. A arvore mae foi recebida do Mi-
nisterio em 1923.

Larac2ia Sanguinca. Frequentemente denominada "Tangeri-
r a Sanguinea", :.as 6 vc'r.2alciramente uma laranja. No
sou melhor estado 6 nuito bLa, por6m durente curto -oen-
po. Fructas bellissimas. A arvore mae foi ra-ccbida do
,inisteric cm .l9~'3.

B.1.n- 21-p.1.



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Familia Eai-ia

Nesta muito conhecida fa'nilia encontram-
se variedades com fructas enormes, com
.fructas miudas, bem, como de tamanho medio.
Em qualidade variar de excellentes, regu-
lares e sem valor.

Laran.a Washington. Esta variedade foi primeiramente le-
vada da Bahia para Washington e reproduzida 55 annos, por
enxerto, sendo s-empre. sbmittida a escolha rigorosa, Foi
depois reintroduzda, no Brasil pela Esdola em 1925. Qua-
lidade excepcion=ilmente boa.


Familiar Pera

Esta divisao das laranjas do MediterranDeo differe do gru-
po Selecta, por teremmuitas das variedades, fruct6s ob-
longos em vez de esphericos. A este grujo pertencem as
laranjas brasileiras eais tardias. Em condigoes favoraveis
conservam-se nas arvores at6 fins de Dezembro e principios
de Janeir'o.

Laraina Hart's Late. Arvore de crescimento vigoroso, mui-
to resistente.aos.insectos e molestia,.. Ten sido selecci-
onada e propagada por maisde 40 annos. Fructos espheri-
cos e de excellente qualidade no fim da safra. Foi pro-
duzida do typo oblongo por meio de selecqao, A arvore mae
foi reccbida do Ministerio em 1923.


Familiar das Mexericas.

Este 6 o nome geralmente applicado 6s laranjas Chi-
nezas e Japonezas. Algumas das variedades estao no Hemis-
pherio Occidental quasi um seculo, outras introduzidas mais
recentemehte. Todas sao caracterizadas pela facilidade de
tirar a casca"

Satsuma. Nao 6 geralmente c.onhecida no Brasil. A nossa
variedade e chamada "'Qwari" 'a' America do Norte e no Japao,
send cxtensivawnurte cultivada nestes "paites. Amadurece
mais cedo do que a Serra d'Agua. Uma muda' corn urm anmo de'
edade, plantada nc pomat. da EEcola, ei YToveiLbro de.1926,
est. cornm47 fruteta gi.rid.,'s c bonitas. '-Tern estad -no lo-
gar p-rru-anente 18 mezes apenas..AMuit precoce. Introdu-
zida da Florida pela Escolal-er 1925.

Tangerina da Florida. Parecida con a Tangerina Cravo, ex-
cepto a cor que :mais viva, a casca mais liza a muito me-
'lhorada por selecgao. Introduzida da Florida pela Escola
em 1925.

King. A mais tardia das Moxericas, amadurecendo tao tardc
quanto ds peras. As frguctas sao maiores e de casca mais
grossa que as Tangerinas. Os fructos quando bem desenvol-
vidos e completacl-.rLnte maduros, sao as.mais delicicsas de
todas as mexericas. S6 nas maos de bons pomicultores, es-
ta. variedado produz satisfactorianentc. Introduzidra Cia
Florida pela Escola ae 1925.

Bl n- 21 p.2



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.< vg 454 ,--










Familia de Grapefruit

Esta farnilia de citrus 6 pouco cultivada no Brasil,
m' as estd se. tornando muito popular. Fructas de taranho mEe-
dio vendom-se no mercado municipal no Rio de.Janeire por
1$500 cada uma. Sao ruito procuradas pclas companhias de
vapores do luxo. 0 caldo da fructa ten effoito potente
na digestbo.

Grapefruit Foster. Uma das proforidas1 na.America do Norte.
Produz fructas cuja polpa tqm ura cor rose. Amadurece em
Agosto e pcrmanece na arvore en bon estado at6 Novembro.
Introduzida da Florida pela Escola om 1925.

Grapefruit Marsh. Uma das primeiras variodadcs cultivadas.
As vezes produz fructas ser. seMentes. Amaduroco depois da
Foster. Variedade padrao. Introduzida da Florida pela
Escola em 1925.

Grapefruit Duncan. Amadurece mais tarde do que as varieda-
des acina. Introduzida da Florida pla Esla s a em 1925.


Diversas.

Cidra. Esta fructa serve apenas pare does. Nossa varieda-
de -ecuriosa por tor uma constriccao no centro. Fructas
grades, pezando ate 2 1/2 kgs. quando ma~uras. A arvore
mae foi recebida do Ministerio cm 1923.

Lima Paulista. Produz fructas durante quasi todo o anno.
As fructas sao muito doces. Arvore pequena, necossitando
bom cuidado para produzir bem. A arvore mae foi recebida
do Ministerio ea 1923.

Limao Doce. Arvore de crescimento vigoroso, fructos gran-
des, casca fina, fructas muito does. A arvoro mac foi
recebida do Ministerio em 1925.

Kumquat Neiwa. Esta represcnta uma nova familia recente-
mente importada do .Eopao, A varigdc'T "eciwa" de que of-
ferecemos mudas, tc prod-pz o uuityp- bceIaq ei em Vigosa.
Muito util para,orqaita poucc es-
paco, as fructasisa k en\ o cmiiau a casca e a
polpa. Un pouco anargas, lia nuito apreciadas polas crian-
gas. Introduzida da Florida pela Escola em 1925,


B.I.n221 p.3.
5-VI-28
C C.R./D.A.M./D. 4/
P. H. Rolfs, Director.













*: -; .. t ..d






9-f


ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURE E VETERINARIA DO ESTADO

DE MINAS GERAES



A CALDA BORDALEZA

COMO FABRICAR E EMPREGAL-A

A SUA FABRICAgAO


A calda bordaleza compoe-se de tres substancias, e a
sua fabricagco 4 simple e facil, observadas algumas regras
geraes.

A formula mais commum 6 a seguinte:

Slfato de cobre....,l kilog.
Cal virgem...........l kilog.
Agua..............100 litros, dando uma
solucao de um por cento.

Pode-se empregar maior ou menor quantidade de sulfato
de cobre e de cal pela mesma quantidade d'agua; servindo a
menor quantia para o tratamento de plants ou arvores corn m
brotos novos e tenros, e a maior quantidade para plants
bem desenvolvidas e com madeira madura, ou estejac muito
irfe&cionadas pelas molestias.

0 sulfato de cobre tom uma acqao fungicida e trnbem um
powder corrosive sobre as folhas das plants; por isso ajun-
ta-se a cal que neutralisa esse poder e impede a queima das
folhas. Se a plant for desfolhada como videira no inverno,
pode-se empregar uma simples solugao de sulfate de core em
agua, em vez de calda.bordaleza.

Por causa da sua aegao corrosiva deve-se fazer a solu-
Cao do sulfate de cobre em uma tina, barrica ou quartola;
nesta colloca-se 50 litros d'agua e nella suspende-se um
kilogramma de sulfato de cobre amarrado dentro de um sacco
velho, A solugao deste sal 4 mais pesada que a agua e se
elle for lanqado na tina, custard para dissolver-se: por4m
suspense no sacco dissolverd facilmente. Em uma outra tina
colloca-se a cal virgem, c, aos.poucos, poe-se agua bastante
para- extinguil-a. Depois de extincta ajunta-se o restate
d'agua para fazer 50 litros.

Para fazer a calda bordaleza despejam-so, ambos os liqui-
dos conjunctamente e vagarosameente em uma quartola ou barric:?
de capacidade superior a 100 litros, mesendo-se constante-
mente a calda com urn pedago de taboa. A calda pode ser em-
pregada logo depois de feita, e nao se deve fazer mais do
que se puder gastar no mesmo dia em que foi feit., pois que
no dia seguinte jd ten perdido o seu poder fungicida, e
Sdeve. sr rejeitada a que sobrar.










0 SEU EMiPREGO


Existem ainda .d6as erroneas sobre c emprego da calda
bordaleza; pois que muitas pessoas acreditam que este fun-
gicida pode ser empregado para curar as molestias uma vez
que estas tem invadido a arvore ou os proprios fructos.

A acCao da calda bordaleza nao 6 curativa, nas sim pre-
ventiva.

0 mycelio do fungo nao vcgeta e os seus esporos nao
gorminam nas folhas cobortas pela calda bordalcza; por isso
deve ella ser empregada antes que as molestias apparegam
nas plantaqoes, e deve ser applicada de modo a doixar uma
canada fina de sulfato de cobre e cal na superficio das
folhas e dos galhos.

No emprego da calda bordaleza sera necessario servir-
se de umnpulverizador igual aquelles rocomrnendados para
applicagao de emulsao de kerozene; pois sem este apparelho
especial, nao se pode distribuir o fungicida conveniente-
mente. A calda bordaleza applitada depois que a plant esta
invadida pelo fungo nao pode evitar os prejuizos que a mo-
lestia occasion, evita apenas que esta so progague por today
a plant.

Este fungicida pode ser empregado com proveito nas
videiras, nas arvores fructiferas e nas plantagoes de toma-
tes e de batatinhas, devendo fazer-se quatro, cinco ou
mais applicaqoes com intervallos de 10 a 14 dias, conforne
o tempo, o grau da infeccao e a duragao da vegetaqao da plant.

RESUME

A formula comrun para a calda bordaleza 6 a seguinto:

Sulfate do cobre.....1 kilog.
Cal virgemn.......... 1 kilog.
Agua............... 100 litros.

Deve-se fazer a solucao _o sulfato de cobre em uma tina
ou quartola.

Deve-se empregar cal virgcm.

Deve-se empregar a calda bordalcza no mesmo dia em
que f$r feita.

A calda bordaleza deve ser applicada con pulverisador,
e antes que apparegam as molestias fungosas.

Adolpho Hempel, entomologist.
"0 Jornal"-Julho 1928
SB.I. ng-22,6-VIII-28
D.V.M. .








Ptparago da "CALDA BORDALEZA,
P;r-pa.--o d_5---- 'C U ---L--L


(1) e (2) sqo tinas de 1.0 litros; (3) uma
quartola de 2OJ litros e (4), bomba para
pulverizar.


(6),
esta
meio


De (1) e (2) despeja parties iguas em
mistura-se bom. Immediatamente aespeja
mistura na bomba, send filtra-o :3or
de uma tela de cobre de maiha fina.


Adaptada de "Circular 1" 7:, de la
Estajion i;erimental 1.gricola de la iocie-
dad Nacional Agricola, Lima, Peru.


mv








.*:,, ESCOLA SUPElIOR.DE .AGICULTUj- E VETERIiNAKRIA

.DO ESTADO DE MI'IKS G~ERiES

FEIJAO DE PORCO (Canavalia ensiformis)


Essa leguminosa e de facil cultivo devido a sua rusticidade
S e ao seu system radicular extenso, que Ihe permitted vicejar bem,
em terras bastante pobres e tolerar as prolongadas seccas, sem
grande inconveniencia para o seu desenvolvimento. A sua producgao
torna-se de grande valor nas terlas exgotadcs as quaes corn a sua
S cultural, se enriquecem de azoto e de grande quantidade de material
organic tao necessaria a maioria de nossas terras. 0 feijao de
porco constitute portanto, ur dos processes mais faceis e economics
para se conservar a fertilidade das terras e esta ao alcance de
todos. Nao tem valor para a alimentagao humana, mas moido e mis-
turado com fubA, serve para os animaes.

EPOCA DE SEMEADURA- Pode ser feita em qualquer tempo, desde
que haja humidade sufficient para a germinagao das sementes, mas
a melhor epoca e- nos mezes de verao, quando ha humidade e calor,
especialmente de Setembro a Novembro, quando o seu desenvolvimento
e rapido e a producgao grande. Nos mezes frios e seccos, a plant
se desenvolve mais lentamente e produz menos.

QUANTIDaADE DE SEEiITES E METHODO DE PLAITIO- Devido ao tamanho
enorme das sementes e ao vigor da plant, tres sementes sao suffi-
cientes para cada cova, sendo necessario empregar de 35 a 40 kilos
de sementes por hectare e mais de 100 kilos por alqueire de terra.
i:-. acauc.'ba'.o. ede 6 b3a a distancia de 60 a 80 centimetros
entire as covas em todos os sentidos e um metro para a producqao de
sementes. Pode-se plantar em covas e em sulcos, sendo este ultimo
preferivel por ser muito mais economic' em seguida devem as semen-
tes ser cobertas corn uma pequena cam-.da de terra.

CULTIVO- Quando consorciado com outras cultures recebe os
mesmos tratos que essas, e quando sosinho, dois a tres cultivos
sao sufficientes conforme se destine, 6 adubacao verde ou 6 produc-
qao de senentes
ADUBAyAO VERDE- As plants podem ser enterradas quando co-
mearn a dar flores, o que acontece geral:-ente de 50 a 60 dias ap6z
o plantio. Nos terrenos que nao sao arados, como nos cafezaes,
pode -ser plantcao em fileira simples entire as fileiras de cafeeiros.
deixando-se as folhas cahirem e as plants apodrecerem. Pode ser
plantado entire as fileir&.s de canna e outr;.s cultures, recebendo
os mesmos cultivos, para servir depois como adubo. Na rotacao pode
ser cultivado a s6s e depois enterrado.

COLHEITA- Quando a plantacao e destinada A produccEo de semen-
tes, faz-se a colheita logo que as vagens estejar seccas. Varias
colheitas podem ser feitas de um s6 plantio, pois a plant continue
a crescer a a produzir par alu;.. tempo, mas, 6 convcniente fazcr-
se a pri:eira colheita e depois enterrar as plants para adubagco,
porque a priieira colheita 4 sempre a maior e mel1or.
SOBTEMAO DE SEMENTES- A Escola Superior de Agriculture e
Vetetinaria, 'em Vigosa, j6 tem sementes em quantidade sufficient
para fornecer aos Srs. lavradores, ao prego de 10$000 por scxco de
60 kilos, ou 5$000 por sacco de 10 kilos, que 6 a menor quantid.de
que a Escola vcnde, ficando "o freto por cont& do interestado.


DAM/DVM. -' ( Diogo Alves dc Mello,
S B.I. n 23- 21-VIII-928.. Prof. d. Agronomic.
4 -.- .0 -.- 4








S. COLA SUPERIOR DE AGRICULTUl- E VETERINARIA

DO ESTADO DE LII[AL GERiES


PALHA DE CAFE COLiO ADUBO


Os bons fazendeiros devem, nos dias chuvosos, por os trabalha-
dores a amontoar palha de caf6 para curtir. A palha de caf6, 6
em geral desprezada nas fazendas, havendo algumas cujas machines de
beneficiamento sao sollocadas de tal maneira que a palha cae dire-
ctamente nos corregos e levada pelas aguas. 'Os pequonos lavrado-
Sres ou sitiantes que nao possuem machines de beneficiar caf6, podem
obter a palha daquellos que nao so utilizam della.

.QUA'L.O VALOR DA PALEf DE C.FE DEPOIS DE CONVENIENTEMENTE CURTIDA?
Vale muito dinheiro porque augment a producgao das cultures, no
primciro anno em que 6 applicada e nos annos seguintes. Enriquecor
o terreno com material organic, 6 fazer emprestimo a bons jurors.
E' habito em muitos logeross do Minas, quoimarem-se os torrenos an-
nualmonte, pratica essa prejudicial, porquc destr6c a matoria
organic e as bacterias bonoficas do solo, enfraquccendo-o a ponto
de ficar imprestavel mesmo para o desenvalvimento do hervas damrinhas;"
restituida a estLs torrcnos a material organic, torna-so-ao dlles
altacennte productivos.

Para se curtir a palha de cafe, nao so precise do estrumoira
ou de qualquor abrigo. Na Escola Superior de Agricultura e Veteri-
naria do Estado do Minas Geraes, tcm-se foito o curtimento, annual-
mente, duranto quatro annos successivos, sempre ao ar livro; os a
resultados tcm sido magnificos.

IvMETHODO Escolhe-se para.se fazr o monte, torreno hcm dronado
e quo tcnha a dimonsao de 5 metros por 5 metros, ou outra quo seja
conveniente; espalha-so ahi una camada do palha do caf6 de 50.
centirmetros do altura e rega-se bem at6 quo today a palha fique "
molhada,, fazcrndo-so c. i :'.i urna Es unda rega, devendo os trabalhado-*
res picar a palha, afim de cuI.pfrir"il-a o mais possivol.

Preparada. a prirnira camada, ospalha-so sobre ella outra com
a mncciia espossura, tendo-sc.o cuidado do regal-a o pisal-a como
dantes; continua-se superpondo camr.das at6 que o monto attinja de
1 metro e meio a 2 metros; a ultima camada deve ser muito borm
molhada. Sondo possivel obter-se esterco animal, 6 de grande van-
tagem ospalhar uma pequena ccamada deste pQr ci:.I. do cada camada do
palha do caf6. Ao molhar a palha, escoa-so um liquid escuro que
tem pouco valor cono furtilizante, escorrendo como materials
colorantes. Concluido o monte, cobro-so con capim, para protcgol-o
das chuvas torrenciaes e do sol.

No fim do dois ou troz .nczes, tCr-so-a un optimo adubo; sendo
' addicionado ostorco ani:.il, conEscguir-s-d. nclhor product na mo-
tade desso tempo appro'xi.adai.cnto. Podo-so applicar troz mril
litros. por hectare; maior quantid:.do produzira nrlhor effeito.

A Escola aconsolha a todos os fazendoiros interessados nD
rejuvenescim.ionto do sue lavoura, tornando-a : ais bonita e mais
rendosa, a cxpcrincntaremr. a palha do caf6 conveniontcLcnte curtida
conforne o .icthodo indicado, enter's do cor.iparoem, nos mercados qual-
quicr ou-io fLrtilizanto.


E.I.-n92i4(R-Rv. n93)23-VIII-928. Ca) P. H. Rolfs, Director.
.Trad. cor. DAM.

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U... .-. -. '" .. .. ...


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417


EoCOLA SUPERIORR DE AGRICULTURE E VETERINARIAN

S+ DO EoTADO DE M, 1-. GERA Eb

*'' Abelha Cachorra.

Uma das pragas mais series nos laranjaes novos, e'a
abelha cachorra, tambem 'chamada abeiha preta. Este insecto nao
se content em sugar o mel e ti.rar o pollen mas tambem roe o3
Sbrotos novos, folhas tenras e bot-Ses, podendo prejudicar seria-
mente o desenvolvimento dos pe, bem assim 3omo diminuir muito
a colheita. PLerseguem eslecialmente as roseiias; atacando um
botio, geralmente continue ate ficar arenas a haste.

0 modo de combate mais satisfactorio 6 o ce orocurar os
ninhos e destruil-os. Esse trabelh.-) deve ser bem feito, matando
se possivel, a maior parte das abelhas. Desmanchando os ninhos
somente, pouco adiante, pois as aboibA1' reconstruirfo rapida-
mente, no mesmo logar ou em outro de mais difficil alcance. Um
pedago de panno velho, amarrado corn fio de arame em uma vara,
embebido em kerosene, e ateando-lhe fogo, mabar& muitos dos
insects.

Quando nio se encontra o ninho das abelhas que estgo per-
seguindo um plantio, convem usar u:;n outro meio de combat,
'* empregando um veneno. Temos tido optimos resultados durante
quatro annos, cor o emprego do seguinte.

Receita.
Agua.. .... ... ......... 1 tro
Assucar crystalizado........... 1 kg
Mel de abelha, coado.... ...... 175 gms
Acido tartarico................. 2 gms.
Benzoato de sodio.............. 2 gms.
Arseniato de sodio... .... 4 gms.

A formula acima foi tirada do boletim N- 965, do Departa-
mento de Agricultura dos .stados Unidos da ^~merica do Norte, e
que foi recommendado para combate is Formigas da argentina.

Dissolva-se completamente o assucar na agua quente, addi-l
ciona-se o mel, e depois os tres ciemicaes,. que podem ser com-
prados em qual.uer pharmacia. 0 veneno pode ser engarrafado e
usado pouco a poucbo,sendo feita a ap.,plicagao por mio duma
bomba ou pulverizador. As oombLs vendidas corn "Flit"ou'.. Fly-
Tox" servirro bem para : sua pp1iicao. Ae bomrba deve ser nova
ou puito bem lavada, para que ch iros extranhos naio afugentem
as abelhas4 Pulveriza-se apanas os galhos onde as abelhas estao
roendo, 4ois ess&s nao sergo atrahidas'.plo veneno quando col-
locaao em outros galhos. 0 effeito nao deve ser immediate, 4ev-
endo as abelhas leyalio para os ninhos, onde produzira maio'r
effeitoQ. ,e as abelhas que sugam o veneno morrem logo, deve'
diluil-o cor agua.

7 0J veneno deve ser 'guardado cor muito cuidado, pois e facil
de confunciii-o cor mel, iSabeihas europeas oodera'este veneno
causar peq-ueno prejuizo. 'bserva-se que as abelhas chchorra
roem os bot3es e folhas, Bmquanto que as outras apenas*sugam o
mel. bendo usado comn cuidado, o veneno trara pouco prejuizo Is
abelha.s auro~'as.
B. I. M- :5. .M
C.R.- D. A. M. + .


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dir'c. ao do .ic -DJia ectui- e roe ei-,' a cL,. t.o o oc 0 CC'L,.-re,.:. ..c

do urvi -0 cont'inu.r. ui ,. us ...:lhorcs res, uli:tdoc., eni.do

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.- com F '.zer .LGc cloji.. os aiL.ui.,i .i,_ L'r.. -, ol' bo:

.roc:.di...il'to e a.i-llic~c-ao c'os tr ublhob o u ';i.Lto o ar.o lectivo.

De indiscii iinu p'ro, rit:c..2ro .llaru, u c 6 rz'e1, Ltr.a-

ir" dC Oc: O. CcSOE, I u 'I r'"nte .,o1e a.L.u;i&L .,.uc :- LO r.i.: do

dorT, itor.i o deo .. s do horas, : rc. acS-.stire:. c saGOUCC ciner.is-

- to. r '.ic: c ,- u.,.es t.iv .or-.: C .evida u 'u-i :-o, i osta e.a



;, -- -1 : doe ...;.ciplin q, ue o,.< r. ::-do !:,.-' i..e ti. d no
.,' E...,. -.irci:Lo, ..:3iuo a o r-Li(n i-ianwt i 0, .": .',u I-'o iic0 alu. mio:

v;. i -.O l- lln l". us l t, sca i ^. L s;1.. CLo li- .,i; .ie 0.. ::vac L V.I I&






,,i \." -_, ,i.i'-U'!L C ..Ib-' l oOlf l LCt.. r.. eL:' :.-C!0 io cC: *i.:_. -S -i=so 0o

aiilio ,de "r. 1 E'loO a o-: 0t' 2i.t:1- i.-; E L-i:'toI.. COLM

isto s ci 1 -u.o irt v .. Qc q.,C. i ci t o v pro_ a. .-. c.

1l, n c ti ,lin r,, danueiJ..e ,.tie .a L.cola n o de-e, ,.irahir,

se cor -icj.ron.; StJf tori' c o-e; e i .ol!..ndo o' Llcu f I-C ...u-ova-

veis e se inl t rn "iedo no rjoio doi-, bor-'.X

r,-Z 0Y, T. -..-



ioo u 'lio sc .LtrLro elevo.- c :- 4,Z o InL. iro 'I *;. lu

int~-.. t.. lCo r e cOilus a:t o tO iee s seL'c,;6o fo .-c.O L..ti s S (l, io
.u .oc--r OG ir ",o- cL...'oc. oi'"-r aLc"Lr do G-Lho-i ("orfoioi ,O au cOt o ,L.-- -i

bu. iu iLce..- -c"e O i' (" St u .i.l.Jore..ainto bysJ.do C L.orLl.

Foi fc.i'to tiouo esfGt' -'" no F.ertiL'.o e se ..:2t.ch S.'.. -C.

silencio v G u-'; ':.. Ut.., io e; ,bor- O. 1101 c ,rero '.. 'i* Le t r

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aa sBeilcr..

'COSI.':hLZ .O "E....':

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do ::. t- btleci t cito e conictituiit'.' 3.0 u; :,:. J:.;ellua de 0 l.iti.:'oc

em nicl:el, i-u de 15' lit,.os e.! tfiro fi'i'dio a m.nA or. tres

seccoes de vapor director.
...... +' % ',"" : ,. .. ." ;.-.., .i* 4b,:t .-.-., ;;'.,.,t', % # <+- ,<'.. '+.,',& .'=:;













i'icOlu co! .l let. '...entc Lonc uida. 2 noi, L. L ... 1 n.v. la .-r.3r, ;;

t v-por, 1i urtt. .... a ,.llei.iani-. e coiS .isi.Lr.iCt ,.I- u., L v.S.."1 iiv'a",

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Livraria 7 085.762
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LJrlTicultuLr-a ,ut .,r ..U. i:.ira. s,;u crLctLoio r.t..e6 dee janeiro a

i~Ln.ort.. :cia de .2; 517800

.",Cel! Fi-T iLA COLLE.-C"1id.la

Fo-irm,, :,--coiidai; 2t6 u1 ( n'.eiro .,e u.a collector" c. 0c- .I.

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'.'ei sido reoccupare.ao cha Vice-Directoria a exi'stnclna do

es0col." noctli'rn.. j_,ara os operarics dcl. Escola.

Sescola tc*on tido urea fre.;uencia aprox4-adid de li.-0 alujmrlos,

senio o ',-cuii.i.o nuitb satisf ctorio, ipois, no elevado rau-or.o

de oiper:al.io d'a .Jscola so se contali 6 anall.habetos.







4 ... .k i.
ss 'is3 t ::e,, ,... ,,: o .. ... ... .-... _... .... ,... :. .. .. .. ., ...:- :., ,,.--,,....,


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_in,!f O[ii -"' "." -c esL. "e3 o (s Cont.,i'.L- i s e &CC&.YiL'Icur

no s.'ilido d l.. coi:Jnett. Cii..I: --u .elos dGsthiKn dLLce

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bei.lo LisboS

V ic e-ii-.irctur .


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Relatorio Apresentado o Director da Escola Superior

de Agriculture e Veterinaria do Estado de !.inas Geraes, pelo

Professor Cathedratico Encarregado da Cadeira de Agronomia,

Referente ao Anno de 1928.







Sr. Director. -

Passo as vossas maos o relatorio dos trabalhos realizados

no departarento de Agronomia, sob minha direccao, durante o

anno de 1928.


I.EL..iCjRA.EITO E AUGLETO DC DJI.' ART. J .-TO


Durante o anno o departumento foi. muito mel-iorado e augmen-

tado, tendo-se feito acquisigaes de apparelhamento agricola,

animaes de Lrabalho e augrentado muito os campos experimxentaes.


.IACHItIAS AGRIC01 '.S

NIo principio do anno for.rr :dli'idas as seguintes machi-

nas agricolas: 1 arado de aiveca fixar "Oliver", 1 sulcador

"Chattannoga" corn apetrechos para arrancar batata, 1 grade de

12 discos de 18 "Tornado", 2 grades d denotes "Ubar", send uma

corn uma secqao de 30 dentes e outra ije 3 seccoes corn 75 dentes,

2 semeadeiras, send uma "Deere" de 2 filas e outra "Superior"

de 5 filas, 3 cultivadot'es: 1 PICr.rt corn 7 cx..adirhc,, um "Deere"

cor azas e outro "Deere" corn 14 dentee; 1 Eoc,-adeira "'.arcormick"

para 2 anir.aos, 1 ancinho automatico de 32 dentes, para um

animal, 1 machiina comnbinada "Ideal" p1ara berxficiamento de arroz,

com capac'idd.-.e ..ra 1 saccos C. rrc.z 1:.e -ficiado e 10 horas

de trabalho; 1 descarogador de algodao "Eagle" Com 14 serras,

1 debulhador de milho "International" corn ventilador Cmanual ou


-. ~ ..!.. ".; -2- ,.. ....... .' !





2




4 motorQ, 1 iachinu para cortar forragen "Onio" (manual ou A

motor), 3 pAs de cavallo, S cavadeiras trado "Trewhella" com

os seguintes diametros: 15 cm., 22 cm., 32.;-.

Al6m destas machinas foram ainda compradas aa mesma oc-

casiao muioas ferramentas pequenas, como enxadas de various

tamanhos e typos, enxadoes, forces, machados, alphanges, serrotes

(de poder e coninun), faces (de carna e coaimLnus), martello,

bigorna para p.equenos concertos, trados pdra o arrancamento de

t6cos corn dynamite, chaves, balancing lara aniniaes, correntes

para bois e burros, garfos para feno e rebolo,

lais tarde oral h ainda comprados dois mo ores electricos,

urn "Siemens Schuckert" de 2 cavallos e outro "Westinghouse" de

4 H.P., res.ectivanente para as machines de descaroqas algodao

e beneficiary arroz, as quaes j& ha muiito h.temio que estao assen-

tes e em finccion;iUenito.

Da Secretaria recebeu-se um cultivador riontado de discos,

de 1 fila, "Farquar".

ANIMALS DE TRP.BALHO


Bo9i: Durante o anno foram com.;pradas 5 juntas de bois e feitas

as caigas e arreios par a as iiesmas. Destas 5 juntas, 2 foram

transferidas para a secsao de po0iicultura, iiavendo actualmente na

secgao de agronomia 7 juntas que sao, por eLnquanto, o bastante

para o trabalho a fazer.

Burros: Foram comprados 4 burros e riandado fazer arreios para

os mesmos. Ja estao todos imansos e trabalhando bern nas machi-

nas, mesmo em parelhas. Dois destes ani:.:eaae .serao transferidos

para a secqao de pomicultura, ficando na agropnmia 5 animals,

o bastante para os trabalhos actuaes.

'jBRIGOS

Armazem de sementess -- Foram installadas neste abrigo 7 cararas

de expurgo cor as seguintes dimensees: duas com dois metros










cubicos, duai, COI LIa rn etro cubico, e .-:.is tres de menores

taranhos. aoc todas de ::.a.de:'a, mul-to economics e simrples;

todas aLre,. -ar.a os ladcs, c que l-ermitte fazer-se todo o tra-

bal4io de expiurio a lin:puza corn grande facilidade. Durante o

anno foi ex-ur- cdc Jri.Lndc quantidade de ser:.intes comr optimos

resultados; ai ip>.ouese o sulfureto de carbono.
No galjaoa daJs.ahclnaL; Eas tres' lequernae dependencias deste

galpio houve is seagintes arranjos: no quarto maior de f6ra foram

collocadas :iezas e tamborates jara o trabalho dos alumnos nos

dias chuvosos ou demais molhados, para os trabalhos nos campos,

para a &elecgao de cemantes, estudo de -lantaE, etc.

Nos dois ,uartos menores, for&mn collocadas prateleiras

para deposito de vidros, pequenos saccds com semnentes e todos

os pequenos utenEilios, como ferraienrtas,~ erap de machines,

parajusus, polcic-, chaves, latas de oleo, etc. Nas paredes

foram colloc..des.. t:boas largas coin pregos granates sara se pen-

durar todas as ferxre entaE de cabos, co.0o sqrrotes, garfos para

feno e outras. incostado as paredes do umn dos pequenos quartos

foram collocadaz mesac toscas coin gavetas para depotito de obje-

ctos pequenos.

No palpao das machines: Na part onrde esto abrigadas todas
as machines, encostado as paredes fcramr collocadas prateleiras

largas para deposit de peqas de machines arandes demrais para

se guardar nos pequenos deposits, taes como bicos de arado,

enxadlnhas dos cultivadores, balancing e odltras.

Cocheira: s- Nas paredes foram collacados ganchos de madeira para

se pendurar arrels';, "cngas, correntei e outros objects. Mais

tarde ser5o taiAbemn collocados ganchos de ferre4.

Agua encanada, ajpparelhos sanitarios e redes de exgoto

foram installadas durapte o anno, o que veio melhorar e facili-

tar os trabalhos do departamento.




J ". .., .- *I'


^











AUGi.i&-:ALDO OS CAMPOS


Urns 5 Ha. dos terrenos rccados e plantados em milho no

anno passaido. !elo rodesso rotineiro, forami este anno desto-

cados, :repar d's e ilantai.os corn as machines jiodornasc 0 tra-

balho nao fio feito corn as machines no arno passado, porque jA

era tarde denais pare. se fazer o destocarecnto e preparo do solo.

Um anno de cu]ti.vo pelo :roce.so aritigo facilitou multo o des-

tocaniento e prea:.'o do solo, visto ter A.ido a capoeira rnuito

fina e a naioria dos tocos eram assa-peche, que em pouco tempo

apodrecem.

Apezar da seeca e de ter sido plantado tarde, o milho

plantado neste otrreno ainda produziu boa colheita e muita for-

fagem parP o gedo nos rezes seccos do inverrio.

No outro lado do corrego, foran este anno ragados e. plan-

tados corn milho urs 8 Ha. (ainda nao foi rnedido). Qtasi todo

este terreno et-ouvE c ,berto cor capoeire. fina. A parte de

capoeira mais grossa foi rogada para o ,plantio de caf6, trabalho

este que ainde nao foi .Fito pelos motives seguintes: falta de

tempo, solo em nims condLc -es, nao ha ainda mudras em condicoes

de serem transTplantadas. -ij takes terrenos o plantio de -semen-

tes nao e aconselhado.

De todo este terreno apenas dois hectares foram destocados

e preparados cor as nachinaes o resto etdA plantado com milho

cattete. Em 1929 pretende-se fazer o destocamento, medical,

prepare cor as machines e divisao dos canpos de todo este terreno.


ESTRADAS

Nos torrenos acime referidos e;ti em construcgao uma

estrada corm mais de umn e meio kilometros e largura de 4 metros.

N' quasi toda recta e depois de Fro:-ta absorver- o trafego de

duas estradas: da estrada public do i. .,io, la.do do corrego e da

e.-trada principal da agronomia. A irimeira rsqr definitivamente

.. '
" "...' .











































































- ',,.... hL.'-x.~r


fechada e a outra fic;-rS so corn o tr'fecgo da Escola. Esta

estrada nao so sor6 incomparavelmente melhor que a estrada pu-

blica agora en uso1 como encLrtar4 muito a distancia para Viqosa,

evitandD ao mezmo tempo a subida de morros altos.

0 tr.abalho foi iniciado pelos alumnos no ultimo mez de

aujas, para terem uma boa idea do emplrego das nachinas modernas

ha construcao de ectradas; estA send continuado pelo pessoal

da agronomia quando o trabalho desta sec7ao permitted ou nos

dias chuvosos, em que 6 impossivcl o trabalho nos campos.

Ligando esta estrada'A principal da agropomia, est6 tamberm

em construcqao e ja transitavel, uma estrada de mcio kilometro

perpendicular as duas,

No corrego do valle Chacha ja foi construida uma ponte,

obra esta que necessitou a rectifica.ao do uns 600 ms. do corrego,

rectificarao esta :iue eliminou 7 curvus do coprrego. Cor este

trabalho, foi ao :aesmo tempo feita a drcionagea de uraa parte bas-

tante grande e pantanosa de -erras fortcis que poderao mais

tarde ser cultivadas com arroz e canna.


COIISERVA O


As esti-rad.l do depai L-c-iento iorwLfl conservadas e estao em

boas condigoes; os animaes form bera cuidados; os bois foram

varias vezes levados ao banheiro carrapaticida :a.ra expurgo dos

carrapatos, os berres foram tirados e os animaes, apezar do

trabalho, estao saos, gordos e limpos. As machines do departa-

mento fora'i. conser'vadas e estao em boas condigoes.


CASA DO AGRONOMO


Durante o anno foi feito o pomnar de citrus (70 arvores),

foram feitos trcbalhos de ejabellezamienLto conl o plantio de varias

plants ornamentaes e granina ao .reaor da casa e nas i.argens da

estrada que liga a casaa estrada principal da agronomia.



S ... .-. .











CLPRSOS tNSIEIS.DOS

12 : riestre


No 19 sernestre ensinei os seguintes cursos: Agronomia

Superior, Agronomia Elementar, ." I, M II; Tnglez (facultativo)

Machines Agriculos e'cdio I e II.


U.-:OI'O. IA SUPERIOR

3_ de alumni s 'i...tricul,.dos ............. 14

N' de alunos :l'e f'eqluentou0 o curso. .. 12

I de auas dEdas no soenestre..... ..... 55

Plgrcentaiorn i f-',uc. ci.a............ ... 4.,- 4 4

N- de alumnmos c.pprovados ......... todos

Material ene ina.: .:ntes de entrar. no e..tLdo das diversas cultu-

ras, as >rieir.L .r'c.ecloes versaram sobre os seguintes assumptos;

1) a ajzicuiLti-urs. coro base de tudo, 2) sue :irn;,ort.Lrcia para os

mineiros e 5.aj'a os bracileiros, 3) causes da nossa iequena

producgao e cic alto custo de producgao por unidade, 4) como

podermos e deveoIos coribater esses defeitos, 5) prepare do solo,

6) import .ncia do solo bem preparado no desenvolvimento das

plants, 7) a quostao da material org:-:nica no solo, 8) bacteria

e outroaaninae.. ut .is no solo, 9) coro ,cdemos favorecer a

vida dresses bichinhos uteis na terra, 10) composicao dos solos,

11) porque os solos se tornam improduct:lvos, 12) adubagao,

13) rotacao, 14' combat as pragas e doen.ras, 15) seleccao de

sementes, 16) emprego e vantagers das machines agricolas, 17)

direcgao da fazer.da para que haja lucro, 28) compara(ao de

methods emireiadoi r.a avoura.

Culturas estudadas durante o semestre: i) milho, 2) algodao,

8) bat.Ata doce. Estas cultLiras form estudadas no 10 semestre

por causa da conveniencia para os trabalhos praticos dos alumnos

takes como selecgao de milho e algodao, combat As pragas do

algodao, comparaqao com rogas da visinhatga e arrancagao e


t Ida


- -. '.7.






7





armazer:naem rdna bht.t doce. Duas aulas theoricas e dois labora-

torios por serana.

Livros uEsr'.os T.,elos alurmoqs: 0 I'ilLHO por B,. F. Hunnicutt,

o ALGODArO i; OULa,,L FID.AS por T. R Day. Fara a batata doce

fora:.1 1'ei;'.~A T.relcqcs e estudado o artiro do Dr, Rolfs sobre

o assumptc.

nGCONCAIGIA MEDIO II


S de alumnos iiatriculados................ 9

NQ de alumnos que frequentou o curso..... 9

No de aulas dadas no semestre.............45

Porcentagem de frequencia ................96 %

NM de alumnos a-provados....... todos

NQ de aulas por semana, 2 theoricas e uma .ratica.

Assumptos estudados; 1) os feijoes, 2) as leguminosas, espe-

cialmente quantc, ao rejuvenescimento dos solos, 3) alfafa, 4)

trigo, 5) mandioca, 6) fumo e algodao (somente trabalho de campo

e de beneficianento), 7) plants forrageiras,

Livros usados: Foram feitas Irelecqoes .e lidos folhetos so-

bre a maioria dos asaumptos estudados, na bilbiotheca.



AGROOLIA MEDIO I

NQ de alumnos 'ratriculados.............. 21

Ng de alumnos que frequentou o curse.... 19

Ng de aulas dadas durante o semestre.... 51

Porcentagem de frequencia............98, 04 %

NQ de aulas por seriana, 2 theoricas e 2 praticas.

N- de alumnos approvados............... 18

N] de alumnos reprovados ............... 1

Para conveniencia do ensino pratico de laboratorio, o

curse foi dividido em 2 seccoes, A e B. serviu de base para a

divisao as notas dosalumnos: todoe corn notas cor 5,5 e mais

ficaram na secgao A notas abaixo destas pertencentam a secqao B.


i


-q


i. ,
:::~'rcz-. :.~I.-- -,..


---UI~-l _--- -a ------ -;:~X*4~ti~lC~L~;i~P~~Wr~pirr~b~;-~i;~


-1


^*f -.










As aulas theoricas foram dadas em conjuncto e os assumptos es-

tudados nas aulas praticas foram serxpre os mesmos para as duas

secgoes.

Asumptos estudados: Corn as necessarias modificagoes, os

assumptos estudados foram identicos aos do curso superior enu-

mercdo nas pa.iwna& 5 e 6.

Culturas estudadcas: 1) milho, 2) arroz, 3) batata doce,

4) algodao, 5) ligeiro estudo das leguriinosas quanto & adubagio

verde.
Livros uajc.os:- Elementos de Ag-ricultura Especial por Joao

Candido Filo. Devido A defficiencia do livro prevaleceu o

system de prc'le o-.s, tendo o livro jervlidoa apenas de guia.


AGRONO1,IA ELlETLTTiAR

Ng de alumnos matriculadcs................. 7

NS de alurrmos que frequentou o curso....... 6

NY de aulas dadas n~ 4 emestre............ 45

Porcentagem de frequencia................ 100

NG de alumnos ap.lrovados.................. 3

Ng de alumnos reprovados................. 3

NQ de aulas per semana, 2 theoricas e 2 praticas.

Assumptosestudados: No 1Q semestre os alumios deste curso

tiveram as aulas em conjuncto corn os do l7 I e estudaram os mesmos

assumptot. Tiveram, alem das aulas do Ti I, mais horas de tra-

balho pratico nos campos.


MlAACHIINAS AGRICOLAS IUEDIO II


NQ de alumnoms iatriculados................. 15

N9 de a-lumnos que frequentou o curso........ 13
Nig de aulas dadas no senestre............... 38
Porcentagem de frequencia............... 99,27 %

N1 de aliumos approvadoe................. 13
NQ de alumnos reprovados .................. 0

b'S de aulas por semana, 2 praticas e uma theSrica.



^i.-, w l4 .ytL 4.-.. .. ,. ... .. .. .. .'- .. ; ". ,-.,*r', .- .- '--* .... ,. -:. :, j', ..- :'.*:, -'--.*,'t, .;- .* ,.S '. .;-;. -. .- 7 ,5 a.










Assumrtos estudados: Estudo das seguintes machines: 1)

machine de beneficiary arroz, 2) de descaroCas alsodao, 3) plan-

tadeiras de 2 e 5 files, 4) ancinho automatic, 5) segadeira,

6) cultivador montado de discos, 7) cortadeira de forragem, 8)

montagem das grades de discos e de dentes cormpradas emi janeiro,

9) debuLihador de i..lho, 10) desintregador, 11) fabricaqao de

tijolos, Bas fazendas, 12) encavar e aroler ferramentas, 13)

motoree & explosao.

Iivros usados: Nenhum.







NO de alumnos matriculados.............. 21

NQ de alumnos que frequentou o curco..... 19

17 de culas dadas no semestre............ 39

Porcentagem de frequerncia............. 97,75

NQ de alumnos approvados ................ 18

N- de alunmos reprovados................. 1

N- de aulas por semana, 1 theorica e 2 praticas.

gssumptos estudados: 1) as machines agricolas essenciaes numa

lavoura modern, 2) arados, b) grades, c) plantadeiras, d) culti-

vadores; 2) ligeiro estudo das rachinas de beneficiary arroz e

descarocae algodao, 3) machines empregadas na conserve e cons-

trucgao de estradas de rodagem, 4) medigao de terrenos empre-

gando a corrente ou trena e balisas, 5) drenagen, 6) construccio

de terraqos para evitar erosoes, 7) conservagao das machines,

8) conserve de estradas de rodagem ealre6ando as machines apro-

priadas.

MACIIINAS AGRICOLAS ELEE-NTAR


NQ de alumnos r:atriculados............... 7

N- de alumnos que frequentou o curso..... 6

NI de aulas dadas durante o semestre.... 39

T.
"...
Xb. .-










Norcentagem de frequencia................ 99,07 Q

MN de alumnos approvados.................... 4

NQ de alumnos reprcvados.................... 2

ND de aulas Oor semana... Os alumros deste curso tiveram as

aulas emn conjuncto comn os do I I e as aulas forart as r;esmas,

assimj cor;o os assumilpos estudados; Tiveran, al4m das aulas do

M I, mais horses de tr-.ebalho praticO nos caimpos.


Ir.GLEZ (Facultativo)


IN de alunnos matriculdos .............. 13

N0 de aluianos que frequentaram o cnrso.. 13

NQ de aulas dad-s ....................... 28

Porcentagem do frequencia........... 96,66 5

1N de alurnos approvados................ 13

No de alumnos reprovadds................ 0

Numero de aulas por seMina, tres de umia hora cada. Este curso

s6 comecou no princilio de abril e o livro usado foi "Lig5es

Elementares da Lingua Ingleza", livro este para principiante e

que cont6m grammratica', leitura, traduc;ao, versao. Os alumnos

matriculados neste cureo pertenciar a6s cursos superior, medio

II e medio I.


SEGUNDO SEIESTRE

AGROIUMIA SUPERIOR


NQ de alumnnos atriculados................. 12

1N de alumnos que frequerntou as aulas.... 12

N- de aulas dadas........................ 76

Porcentageem de frequencia............. 97,15 %

IN de alunmos approvados................. 12

W de alumnos reprovados................. 0

NQ de aulas por seuarna, 5, sendo 2 prelecgoes e 3 laboratorica.

Geralmente uma aula pratica por semana era de4acada ao estudo
das machines agricolas.

" """,-- ...










Assugmtos estudadol: 1) canna, 2) as leguminosas quanto 4

adubagao verde, 3) aboboras, 4) fluo, 5) mandioca, 6) queima e

destocaiient9, 7) caf6, 8) umIa aula theorica e duas praticas

sobre o combat a sadva e aos cupins, 9) trabalhos cor semen-

tes (selecgao e prova de germinaqao.

Livros estucados: Muitos dos alumnos tinham os livros de

'. caf4 por Queiroz e da canna de assucar por Nilo Caire, os quaes

serviran apenas de guia (mais ou menos); todo o trabalho foi

feito con preleccoes.



AGRONOMIA MEDIO III

NO de alrrmnos matriculados .............. 9

NQ de alurmncs que frequentou as aulas.... 9

YQ de aulas dA Lias....................... 45

Porcentaem de frequencia ........... .9S,4 %

IN de alur-inc arpro-vados ................ 9

N- de alumnoc rs,.cvados................ C

N~1 de aulss pr,- ae.anaa, 2 tlheoricaa e u:La prati-ca.

Assu mtos eu.:tudalos~)Caf6, 2) cacau, 3) eucalypto, 4) tra-

balho de berericianmento de various i-roductos agricolas; arroz,

algodao e Ircinro de seLeete:s 1.'. 0c lanitio, 5) expur-go dos

cereaes.

Livros usados. Para referencia forian usados os livros

seguintes: 0 Caf4 por Pompeu do Aciaaral, 0 Eucaliyto.por Navarro

de Andrade, o Cacau por Gregorio Bondar.


S AGRONOM ,IA EDIO II


NIJ de alur mos matriculados.............. 19

No de aluamnos que frequentou o curso.... 18

No de aulas dadas....................... 67

Porcentageu de frequencia............. .,0 %

NB de alumnos approvados................ 18



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4t.
1*.
6'


33


AGR'ONOMIA MEDIO I


NQ de alumnos niatriculados.:..............11

N. de alumnos que frequentou o curso..... 11

S. .... ... de aulas dadas ................... ..... 67

Porcentagem de fre,.encia ........... 98,33 .

NQ de alumnos aprovados................ 11

MN de alumnos reprovaios................. 0,,,

SfW de aulas por semaxa, 2 theoricas e 2 praticas. Este curso

foi iniciado no segundo semestre.

Assumptos estudados: Com as necessariae mpdificag5es para

adaptagao ao curso, os pontos estudados foam mais ou menos os

dadoe para o curso superior na pagina 5, l; seniestre.

Culturas estudadas: '- 1) batata doce,2?) aroz, 3) canna,

- 4) queima e destocamento, 5) as leguminosas quanto A adubagio

verde, 6) fumo, 7) seleeqao de semerites e provy de germinagao,

8) combat a sadva.

Livros usados: Elementos de Agricultura ESpecial por Joao

'Candido Filho. Servit'apenas de guia.

S.-- .
I !


N0 de alumnos reprovados ............

NG de aulas por semnan, 2 praticas e 2 theoricas.

Asaumptos estudados: 1) canna, 2) caf4, 3) as leguminosas

quanzo d adubacao verde, 4) fumo, 5) inandioca, 6) abobora,

7) queima e destocaiento, 8) beneficiamento de products

agricolas (arroz e algodao), 9) trabalhos com sementes e prova

de germinacao, 10) rua aula theorica e uma pratica sobre a

extingiao da sadva.

Livros usados:- Elementos de Agricultura Eppecial por

Joao Candido Filho, o 'Caf6 por Queiroz e Fompeu do Amaral e a

Canna de Assucar por Kilo Caifl. Todos esses livros serviram

apenas para referencia,


Y Y










AGROLOICA LEMIhENTAR

i_ de alunnos :.jatriculados ............ 5

Na de alun os que fiequertou o curco..... 5

NM de aulas dadas no seinestre .......... C2

Porcentagem de frequencia............ 25,7 C

N- de alumnios approvados................ 5

149 de alumnos reprovados ................ 0

NQ de aulas por semana duas theoricas a tros preticas albm das

horas de t.rebalho pratico nos campos. As sules theoricas foram

dadas pelos alumrnoe professors do cerce do agronomia Medio III

e duas aulas praticas tiveramn coti o professor r cadeire em

donjuncto com o cu-rso de agrononi MI e urma corn os professors

alumnos;

Assunmtos estudados: Os rresm:os co Tedio I, te-do arenas

feito mais trabalho pratico nos can es. Fas boras de trabalho

pratico, qual.uer cousa que apparec c e .:rro se f',zer e que

fosse julgada de utilidade rnra os alur .:s, sTas fazendas e sitios,

constltuia urna aula Dratica.

Livros estudados: Eleierntos .ie Av-rizult:ur Gercl por Joao

Candido Filho. Cs aluTincs dcate e'~so te.n maior necessi:uade de

livro porque nao sabeni tonmar not.,s e e.r, ral encr evem mal.


INGLEZ (Facultativo)

N9 de alumnos x atriculados............... 12

N de alumnos que frequentaram as aulas.. 10

N- de aulas dadas........................ 48

Porcefitagem de frequencia.............. 91,78 '5

NQ de alurnios a;:prcaaCos ................. 8

N de alumnos reprovados................. 2

11 de aulas por semana,................ 3

Livros usados: "Ligoes Eleraenitares da Lingua Ingleza" e

"Agriculture for Southern Schools" por J. ...Duggar. Este livro

6 excellent, pois al&m do inglez moderno, claro e facil, 6 ainda

Sumr dos melhores livrosg existentee de- agriculture para gymnasios.

.. ... .. ..- ..
;, .... ., -,o, .... .:.. :, .,:; .:,, :..,;,: 'm_ ... : ., : :.;._. -,.,,..-.





14



Os alumnos aprendem nao so o relhor inrlez como muitapousa until

e moderns, sobre a agriculture em geral. Dava-se, por semana,

duas aulas neste livro e uma no primeiro.

rJ.'hPA iiALU l'O PARA 0 E-SII'.OC


Devido aca.isi;i. ao de novas machines, animaes de trabalho,

augmento dos camn.os, novas cultur-ae e~xperiencias que foram e

estao sendo feites este anno, o apparelha-:,ento para o ensino

pratico e scientific se tornou mais complete e o ensino mais

perfeito. Os alumnus nao sahem dos cursos tendo apenasi nocoes

dcs trabalhos que deverao mais eraprehender-, Lias sahirao com uma

id6a fire desses trabalhob, visto os ca r os da Escola serem

bastante tastos e os trubalhoe serem feitcs er escala bastante

grande.

IJiCHINAI AGRICULAS

Paral tlc"c3 os p'nttos ersinados houve o arpparelhanento

necessario. /.lgur:., maulas preticas for. I dadas nos trabalhos

em anlnd- ento rT'. 7r:cl.,a corno construcgCoo de estradas, terragos,

desnontag:r i; wcrtr'" d.e mot..oreL, construccoes de pontes,

exgotos e encan.arexito i'..-L la.

CURSO DE EI!SjlJ PRATICO PELOS ALUIJuS

DO CURS.O DE ACRONOIIA LIEDIO III

.- o 20 serneseiro foi iniciado o cv so .pretico de ensino feito

pelos alumnnos roai& adeantados do cursor de agronomia ledio III.

A classes ensin;ada foi a de agronomia elementary .

Este tr-abalho 6 de grande imior'ancia para os alumnos que

ensinarw. louco vale un home sabtr muito e rno saber transmitter

aos outros os seus conhecjeienos, z nao ser que seja elle um

pesquizador de laboratories. To etctdo e:o q.ue est. a. agronomia

no nosso e&tado e no paiz emn g&ial, o que r:ais precisamos nao

sao agronomos de laboratorio, mas homes praticos que fagam

augmentar o mais depressa possivel a nossa kroducq.o agricola,


M .i ...... .... ,..










augmento ease ao menor custo possivel. Um technico agricola

competent pouco poderl faser por si s6, mas multo far& trans-

mittindo os seuc conhecir-.ntos a outros, mormente aos fazendetros.

Em geral os nossos rapazes mineiros sac tinidcs e nao t&n a

pratica de fall.r e expljic-r; a rr--tica aqui adquirida, ensinan-

do, tira essa timidez dos alumros e os encapacita para agir corn

desembaraco no eio de 'horens. Muitos destes rapazes serao os

verdadeiros professors ambulantes que levarao os conheeimentos

aqui adquiridos a todos os municpioe do Estadxol Ha muitos

alumnoc que naturnJ,'ernte n.o tim o dom para ensinar e difficil-

mente ou nunca o adquirem, ras mui+.os o possuern em alto grau,

precisando apenas de traquejo.

Quanto aos aluinos do elementary, estes nada lerdem porque

os melhores aluxmnos do M III est.o perfeitanente preparados'para

1hes dar o ensino que precisarn. Pare ,preencher algur!a lacuna

que possa haver no ensino feito pelo K III, o elementary teve

S durante o semestre duas aulas r-aticas con o professor da cadeira,

per semana, em conjuncto corn o curso de agronomla 1. I. Por

muito cuidado que tenha' o professor nas suas explicacoes, a

maioria do elerentar nEo o poderA comprehender inteiramente

devido ao pouco prepare que te. ., p-oderdo, todavia, comprehender

mais faciLriente as explicaqges feitas pelos alumnos professors.

O trabalho foi emr geral muito effic&terte, tendo os alumnos

do elementary aprenciddo"bastante e podendo ser, com o acabamento

'do curso, bons admrini:tradores ruraes, pois sahem d'aqui conhe-

cendo e sabendo manejar todas as machines agricolas de maior

Snecessidade numa lavoura racional.; sabemr fazor a se-lecago, tra-

balhar con os ania.iaes,' onservmn estradas de rodagon -eelos pro-

cessos mais modernos, eConomicos e perfeitos, multas operao.es

pequenas que encontrarao nas fe.:Fndas,. a-rendem aqui.

0 ensino pelos al.unnos jA 6 vn p 'asso i.yrortante no prepare

de bons professors de agronomia que irio ler o maia cedo pos-

sivel os conhecimentop Indispensavels a todas as parties do Nstado,
augmentando assim a sua riqueza e brn star.

S *.t fgt W Z.. '.X j& t 2 -. ; .-44 .-.,:.L : .*', : **-.. -. .-. .... "C ,,"-,. .*.- .-. ..-- .. .. ._.. s ; --"-










































































i.



-
z
1.
L
ii
5





r


0 TRABALHO DOS ALUMNOS EM GERAL


Em geral o trabalho foi born e o facto mais animador 6 que

em geral os alumnos tem muito gosto pel.o trabblho que aprendem

e executamn na agronomia. Ha iviesmo por lpai-te de muitos, um ver-

dadeiro enthusiasm pela agronomia. Saoer f'azer o trabalho,

gostar de fazel-o 6 qua quasi que o neces b io ara alcangar sucesso.

Estao pler:ncjente convencidos de que o system rotineiro de tra-

ballo es-t erraddo e que precisatios Juooifical-0 ou adoptar outro

se quizermios si-r vicos e viver em confoirlo. Liuitis dos alumnos,

nas horas vaguc, idiA pa2a os cCmpos trLbItlha.ll-. Cou as :.achinas

para se Ltorxnreml ina.is havei6 no seu ,;anejo.

Todo o traualho theorico foi devidainnte acompanhado de

trabalho de laborato-rio nos campus, tenlo os aluminos feito todas

as opera;oea, dedie o prepare do solo bruto de capoeira at6 a

colheita, tel-a-ao em margo quando vol-J.ten i.ara a Escola. Al6m

das boras de aulas praticas, e::tao corist'n.riteoeite ei contact

con as varias oper-arces que mais tarie terac que execute r nas

fazendas. A duvida que frequente'.:Iente existe entre muitos la-

vradores quanto aios methods modernos e screntLificos de se tra-

balhar, cert..n-ie:te nao mais poderd existir rna mente dos alumnos,

deede que fazem', o jiue Ihes 6 e.!-si a... de;ois veia os resultados

Wos dampos experr-nentaes da acola. sse contact cocto nstante corn

as machines agrico]as e corm todas as oe.Coe&s que faroo mais

tarde nas fazendas, tera urea irifluelicia podcli osa sobre a vida dos

alumnos de volta as fazenda-s. Fizeor.ar einda r,.uitas comparagoes

con os r-.thodoE e cultures de visintan.:a, o que 4 especiali:ente

vantajoso aara aquelles alhumncs ci q E ao tivcrti.' corrtacto corn

* qualquer L.-etlodo de trabalhio agica ri".-a Ltes d.e ir para a Escola.

Quanto As vantagens da selec.ao de sCierntes, fizeram comr-

paraqoes con rogas pla-itadas con se.,er.ntos seleccionadas e nao

seleccionadas, de niilho, lauo a lau(.., elo :rethodo rotineiro,

nao podendo esquecer fhcilmente o que apreipderam quanto as van-

tagena das boas sementes, mesmo plantadad' guaes as sementes de


. I,


-..... ... i ai. W ... ........- --:-l... ......... ...ti l


\ -


m










milho degenerado e cruzado, ha muitos annos cultivados na vi-

sinbanca. I.esmo nos carmpos da agronomia foram plantadas e

cultivadas trar.nesE rocas de m'.ilo pelo syste:aia atrazado.' onde

sao feitas corip.rajoaes. de Lm la.do 20 enxadeiTro, e do outro urn

home corn u-T 'ultiv_-Ador e tn, lerqueno burro faz--ndo mais servigo,

com mais perfei-ao e facilidade. Observando os dois methods

trabalhando com o cultivador 4 dep-ois exlperimentando a enxada

10 ou 15 minuto2, cor.-Tparando a quantidade e qualidade do trabalho,

economic de ei.er;i -a, o prazer e desgosto qL:ie se tem em trabalhar

ccom un C out:r 0, deve ser o su-'ficiente pare. que nunca mais

deixemn os boiF e b.T.vrros engordar nos --.ostos emnuanto turmias de

homens fazemn o t,-abalho peno.so, imperfeito e anti-economico das

fazendas. Vao elies d'aqui sabendo bern que o que Ihes falta nad

6 o bra .o, cao-:o 4 ,geraLiente co2rrente, mas quem dirija o braeo

intelligentermerte. A crenca geral de oue os .nossos rapazes nao

gostar.i do t.r-balho das fazendans absolutamente falsa quando se

os ve trab.alhnrdo aqui I quasi tcdos ;osterii do trabalho desde que

este Ihes 6 dado nuria formal. agraravel e remuneradora. Poucas

pessoas ou nenhuira osta do trbalho r.enoso e y:ouco remunerador

da enxada.

Quanto no curso facul.tn+.ivo de TnL'lez ,ue ensinei, corn

poucas exce.q3es, aproveitcram bastante, havendo na classes

alumnos que opodemn ler e comprehender quaelqer litro scientific.

A vantagem dos alLumnos de agronomiaa aprenderam o Inglez nao pode

ser exagger,:de., vieto que nestta lin-Lue estao os melhores livros

existentes em assumptos de agriculture em geral. 0 home que

souber ler e conm-rehender bern o Inalez, terA u-m campo muito mais

vasto onde obter conliecimentos scientificos modernos ralacionados

. sua carreira. 0 agronomo que desconbecer o Inglez terb que

lutar muito por 1he star vededa a a .-or fonte de experiencias

preciosas rel.cicwados & sue ca--reira.




iJq ... ;-]'' : "& -" ... ,.:. ,- :' .-.': ----' -.- ."" : '"'... ...... '" '",' "-.,' .' .... :. ,. ,'..










V I A G N S


1) em jaiPirc::. o Rio,; ar- comprar mnachinas ar-icolas ara a
Escola.
2) A' Fasend. de :'t!:e, tcs :s 3:io lrrnco, eCi jtuho, corn alguns

alurmc '.-c j:.. 'a i:-.' alniod o, ee.iecianl ente o descarcg.a,,ento

e prei&-i ,.

3) Em jtunho, :co ri u :iumrno, lpara escciler se.mentes de caf4 para

o plant io da PEs .l;.

4) En jinTo, vim .: 5 Teixeiras, coi. aILL.:esJ, para seleccionar

semeentes de cai.-@ para o .lanLio da Ercola.

5) Viagen a Sao CGerldo -:aaa escolha de Lois de trabalho para a
Escola.
6) Viagem a Teixeir.-n rar-a conrprar ar-i'maes de trabalho.

7) Viagemi a To ite !iova -.-p'resmt-aindo, on coruial.nhia de urm alumno,

a Escolo., no enteL--'o de um i.12 seus au!Lnos.



EXPOSICAO AGRTCOI. A

,E jiuho. nnim l(s sa_,as d3estirA:,,l.1c aon d:;;'tar;ento de

agronomi;n f.1on feit- un a e:cposii'-o de productsos agricolas, coin-

cidindo co:or :? visi-te do ~:i' Dr'. Antornic Carlos, Presiderte do

Estado, ';sc-rola. 7r--sts: ex:osi-.io; x'eita corn c uuxilio de alguns

alupanos, for';!j exm'ioS.tOE 03 seguintes roductos agricolas: -

1) Arro. hondiu..vL, Ja o e mattao, Cm cachos, em casca e bene-
ficiado.
2) Sojas fora;. ex:,ostas rs seg intes var-iedades: Guelp,

Hernann, lHoosier, lB;.oxx (ensaccado e oemn raw.a).

3) Ervil.4 de vacca Early Black, Elack ey.e, Potomac e Columbia.

4) Milho Cattete, Crystal e Q'uarentao.

5) Batata doce tariedade 14.

' "6)3 Feiiao dej.6o enhaccado e em~iFa&~da.

7) Algodao descarocado, com carogos e nas macas carocos.

8) Fulo de corda sementes de fumo.

9) Morangas e aboboras varias species.

10) Feijoes branco de soupa, mulatinho, manteiga, manteigao,

marron, de vagem roxa e vagem branch.

11) Cannas P. O. J. 213 e Cavallo.


A -.J









12) Plantas forra"eiras Capini luiperial, elephaiite, Canna

Cavallo, I.lfafa.

13) Forraemi de nilbo.


E/ElLR LIa.Ln4 C0.1i.t'rLUL .-..CIUIU.r.'KY 1.0 LaZL:.TORIO

Di 1927 U CUJUb RiL.LjL-,DUL 'ui,... UTi.u ., 1928.


Canna I .O.J. 213 plantada em novou-abro de 1927. Apezari da secca,

o deseivplvli: ento foi muit4 raiido. i1m julho todo o cannavial

ficou coimpletc i.tentIo uei.-ido p.ela geada e foi necessv.rio o cunte

radical para nova brotacao. I. ese terni o jA avia .y.Y'ioLde .iuan-

tidade do cannas de SO cmr a 1 i!-. de coriprii.ento. Iao tendo cido

iossivel a.-roveitz-r af cannas pI~r o ..lantio Ia occasiao, or-

causa da secca, serviravi i.ax-a a aliienti4 'do de anii;aee. Foi

planteado a/enas 1/L Ha. e nesco assir:; i. o-.jice teve-so .j;.e retardar

o corte at6 cover. U cannavial cortauo (.brotou lo:o e aLioru'

est' Can p.leno dosenvolvimiento.

Canna de cavello ta.:ibemn conhecida poi- Ub6i Caveaitei-ie, Taquara,

Japoneza, etc., C canteiro 1plant.-,io el-i 19026 foi coi-t. do a as

cannas plantadas nos c apos da. pomicultur-a. t i.Hedia p:or touceira

foi de 41 cannas; coruiri: icto :.iedio lim 85 cm. a. canna cavallo

plantada em 1927 tamben foi cortLda porqiue foi que"iiadu pela

geada.
Canna Barra do 1-irahy Do plantio feito ea 1927 de alz ulas

cannas destU vf.r-iedode, vindas de uisa fazenda do munici io de

Vicosa e pesando coda uma, emi Media, 3 kilos 430 ,[ranumias, foi

tao atacada pelo mosaico aqui que po'T.imnncei-an rachiticas e

amarellas. Depois de observad&s, estudadas e coi.i:.a .das elos

altumnos no estudo do mosaico, forii arr flncadas. Ia fazonda de

onde vieram estas cannas, segundo n.ie disse o fazendeiro 4 ua

das melhores variedades para aquell. zona.

i.;ilho Crstal D&. area de 8,00 ms 2. houve urna produce.o de

2.200 kilos. Ilao foi maior a _roduc-ao porque a ,--aior : arte do

terreno onde foi plantado 6 morro secco e i.ouco fertil.


.. .-, ..1
""'f -:": "" '" :' "1





20 5



A porc:'.nt.-Lem de p6s de 2 esi,,a na .Irte .a.c -i l-.a do terreno

foi de 48,7 '.

TAJiIho Cattete I-roduccao do uInA Ha. 3,200 kilos; pB.rcent;.gern

de p4s de 2 espigas, 51,3 ...

!.,ilho Cattote (6 espi.:a : vindas de :.. Sinao): Pro.iuechro,

87 kilos. : orcentagem de cG de 2 ec .i;;aL, 51,5 .'

Silho Cattete ilantado r';elo vroccz'.o rotineiro (C H?. ) Pro-

duccao, 9,100 kilos. Esta roca foi cort'.dC p.r o. .

producqao nao foi maior pori.ue o ilantio fIoi t ard1e CdeL..is I

secca rnuito irejudicou a cultu-a: e oas la..r'-ls roduciLi':.: bLs-

tanyte damno.

,,roz a) Honduras, produc-.ao de 5,600 rns2., 7,, kiloo.

b) Japio, produc:.ao de 4,O0 .is'., 8- I. .lo-.

c) .lattLao, ri'oduccao de 2,400 dis2., 40U kilo2c.

xiperiencia -par comparacao de :ilroducr.ao das 3 vi.:,d.ide aci l a

Resultado a) Honduras 15 fileiras produziran 508 ilius.

b) Japao 70 "

c). ia.ttao 59 1/2 kilos.

0 arroz honduras tern sido un dos melhores Ia.a car-rocgr,

das variedades ex.-erimentadas na Escola, por6r net'-_ er,: c-riencia

produziu menos que o Japao e i-att"o, creio ,or causa dc: socca,

pois segundo obscrvacoes feitas eata variedacte tolezr':- :ienos a

falta d'agua do que as outras dlus. 0 Hondurae cr-csLceu .ail,

mas soffreu zais cor a secca e .roduziu menos, sundo o iroducto

inferior ao das outras variedo.des.

Feijiao de iorco Do plantio do 40 kilos houvO uo ai.roc.uc:ao

de 2,700 kiloc.

Soas De todas as variedades ex erimente..dxs ap i.c-Es a I-ilo;zi

produsiu ada-iruvel ,ente; as varieda..'ec 'i.-Lr:eaime Hoosier :i-odu-

zira.i bem, as outrca, vLa.rieda'. .eL citcdas no i-elatorlci do anno

passado nada .roduzir;-1.,. Ser.-.o fituai e::..6riencias coi:i eal uij.

variedades em 1929.





WX;,










Evilha de vacca Foram e-:4lri !entilaes 12 varioedode-s e a -e:na

a corunecida eloc lc.r -adoiuro coi.-oo "feijao .-'i .i"inho1 jr-oda-.iu

fluito bern; as o0u.tre:. nao cliegarti.L a des:..nvolv,.- .: 12C v&o S'r

feitc.-. ex.p:,ei-iencie, colu muita., v:rie'deiides.

Aligo&o De c.ouco M.tis do u-m 1. for o. colhi-L..C: u; k:ilos de

alj-odao oii cro'.;, da varieddie "Russell :,it tolI". A socca, .

lagart,,a rosadl-:. ;liooesa &oco, C.s (fLimnJos, j rejUtLic.i 1 t"-L^,i:te

a culturC. OCs ircductos das coliieit::: dc 10. .7 le I2 o. ', des-

carogados e e. fibra_ jd et .t tr tr.da co. i c.._ bic- ... t.:-r .. ces d.

Sylvestr-e. i-a imaie ou .en 8 7-. kiloc E c. ibr :...l o .. ... :.

jr",njde qunetiiuade de sei.ienirL t e erovir;o .i'C al.. -.:.;,c. ".

animal, adub,:Icaoll etc.

AboborjAs e .:oranys Das cov.; *..litudat L t.-. -0 e -. :s b

grotas entaro inrtproveltc.ves ,..ar o tr. b.,lio co;.: .. ....

c,-ricoiJ;L, f'o-or-- colhidc's 2, 8(0 kilos.

i u.rno lan.t ,o u aneiro dc 192L o c. e,' o"o .,.L_.''. ic I i.

colheu-oe vria.s .ric:r.s de fo, paa ineLctici., 1..

fei'tos 9,. kilos deo .u.o d cord"a e colhiia ',randie .,.-ntiLL.L. do

se. ientes seleccionadas.

Batsta doce L -wa &aea do ,C0 iss., hv.. u..:.. r'c.uc ;c .

5.134 kilos. seccc rmioprejidicou o .t al e o ctnio

deu Trazdo ectr :;o.

Ex.i.eri.encia .ar. r oduci :do co.ariada :- r .

ai:ro for':i., eli.iLL.-:a; as vL-rioedaos DC, 1 e L, ue ct-- ars

na experiencia do anno passado. .ntrara& : ts varied..ie. I11

e 182.
Resultodo: -l'. de fileir s Varied i.de -eso eri kilos

14 8
2 181 151
2 182 /l
2 14 10 2
2 181 140 ,
2 182 "5J
2 1- 127
2 181 173
2 183 1-11

Total de, kilos dc. va-riedade 1l, 317; 1LL1,471; r1L, 431.




- '". *. -- A J
li f^ .ti .A .-" *: **- A? si. .... *_ *.- i-- -. ..., -- ....... .-...- ,-^.-'.s."-.''-.&_*B -''*' .......*.^ S





22 .



Nota-se neLta ex:qp.eriencia que as xar-,iedadeL 1i1 e IC, Or-.:r&r,-

iproducgao bastlante maior que a 14, facto este cque t. Ivz re

e::plique p:ela secca que muito -rejudicou a cu-ltura; a; vEr'icdodate

181 e 182 sao mais rusticas e toleraTu :.nolh.--r ir.t'e*in Lr.

Eia 1929 serao feitas exporiencias cor -.ais -- varidj.doL-c e Linda

nIio forb-im cultiv;cda na Lscola.

Feiioes Foram plantadas em 1928 pezuenas qu uldnt.iidcec d

'variedades mulatinho, branco de soupa, rnar:atei.i ia teiicGlo,

marpon, preto da vagem ro
variedades produzirarn regularmont,, t endo a varied.:: -e aarron

produzido ardmiravelrhenite. Usta v.-.ied.ae t. vit provc acs en-

cellente, pois a.l6 de produzir miuito nao d6- cil..6. -.:. '.

serao feita- experiencias col;J todas ecta.s variedAidLs e :.2.ais

algzu~ias. Diks variedades aqui iencionadas jd temos se cntleu

para p.lantios bastaerte grbrndes.


LFORISECi.E21:TO DE FiRODUCUSb ,tLGiICOLt.

f ESCOiLA.

Ao depjartaraLnto do zootechiuia: Dmrantc o anino iorj-.. forno-

cidas os se-uintes; aboboraE e miloran as 2,O200 kilQL, f'rello de

arroz 665 kilos, bat,.ta doce 4,300 kilos, niilho ,-O kilos, today

a forragem de milho e quasi toda a canna corte da.i j ela occaidao

da geada.
AO: deart&raento de pomicultura: 925 kilos de !;iiho ra

animaes de trebalho.

A' cosinha : a Arroz, 1,503 kilos; batata doce 11-. kilos;

feijao, 350 kilos; abobor s GC kilos.

V iiDl DJ kl"o '-

Arro 3 variedu.!es, 62C kilo:, fci,_0 oc orc>o 2, 300 ;ilos;

milho crystlc; e c ettete, .7.t kilos.









^. ^' A .F- i. ..
-. .. .'. .'": :" ;:: ; :::-i"A b-'':o."x :;,$ ;;": ,.: .... ." ., ":'-.-:.'.r :: ...-*-* -,"









DISTRIBUIIUAO GRATUIT,-. DE Si'..21l'TLJ

(SEiVICO COOPZRATIVO)

Forali. disLribuidas; 250 kilos de 'uijao do J 250 kilos

de saeiieteo de al odao,2 160 kilos do i:iilho, 125 iilo do arroz,

arfmo ,cstras de soja Biluxi e Liilho Quarentao, rA-r.s Lie L,.-.ta a doce

14 e sermentes de fuino, aboboras e i.o-a n,;as,

V _,i.,D.j DL. i.,,JDUCO L^ .i'aT.L--.AL.OJ


FoLrc'ii vendidos ao pessoal da J2ecola ,1.80 kilos de alr-oz,

1fl}EFICIAi.ELTu DEO AmLCZ

Por falLt de i-acihin.a C d. bute.i"iai na visina. a. i a U

Sscola tmcL bene 'icicdo a-rcz do aljuns lavrauorGL, COLl'ar:.do

5. 5;000 dei.ando o farello e 60' 0 le.aix.do o farello. us i rilieiros

beneficiamentos for:-!r: foitos por -eiosG. LsseS s&io os ,'. os .ctuaes.


,LX' l.uL.CTJ.. Ci.. i J.. .,". L.'. T'S t: 19 8 .: C IDJOS RE..SU IJ30S

,SE..R:A DADL.,S i.: 1929.

L..ilho Cattoted ,a? date; difforcnteoL f'or:r.' lP,- tatdou; 40

kilos de imilho se:leccioiadlo de 2 eoLpias. I icluidoo neiL, lan

tio estao 3 kilos de mi.iho Cattete rox:o e 4 ,iilos ie .oT'imi

plantados sei.par-ados p'ara se faz-r u.ia selocnao i-i;_'osr-: iLara o

aurnento de pes de 2 espi;us, tando-se, no m.o rol.rio, os

pendoes de todos os p6s de muna s espiia.

1.iilho Crystal: -i'uia area de Iouco iI ais de 2 3a foruii p;lan-

tados 38 kiloc do Ai:lho desta vdriedseie, eleccionado de i 6s de

2 espigas.

1.ilho Cuarentao ia pIPjuena colleiv.L dEas. G eco 3: iC -lantadas,

(pequtna producrao), foraa., eecolhidas as :.oelhore e IcaItados

6 kilos nuxma area de 4.uw00 x:s2. Ja e.td todo pendoado, trndo

sahido os primeiros pendoec depolsi de 50 dias de plantio. A

unica vantagera que offerece este :ailho e a sua precocidc.tde, ois

exig e terras boas e a sua :.roduc. o 6 i:.euena, 1/3 ou menos do

Cattete e Crystal.



z... ,. X .










Iilho Dahiano [,ranco: Este milho que 6 bastanite f:aiecido corn

o "Golden Dent" dos norte ameer-icanus, veiu do uw:i ..ro, riedade

perto de Vic.osa ondu dizerd tcer dado or riaLitos Cannos e-:cellentes

colheitas. Foi :laintado u.i kilo deO.t: vwa-iod...L.e. Le o r-esl-

. tdo for satisf.ctorio, co: egacr-se-a a sulcccionail-c.

J.ilho Amjiarollo ou Dente de Cavallos -' a variedadle nuito

co onun na visirnhanca de Vicosa e e.m muiito, loa-rce do r;razil.

E' tc2:.ibem cornhecido p-or "Cattetao". For-p:.i ylantados 10 kilos

seleccionados de iaa boa ro.a do n:unici.0io do Vicosa. Today a

s .iente foi t:irL.d. do 'es de 2 ou c:acis espi;las.

So.i Biloxi:- Do meio kilo de serncLnt.ce lantado o craio l.asado,

colheu-se 63 kilos, dos quaea i'orLu;.: venLu.dos L., dadaic amostras

aos LlLmnos e I'azerJaeiros e Ilainiou-si- eit ei ocaa di-fer-.nt.es,

4L 45 kilos. Guutra. vrieduides s-:ao ainda pl.ant-\tdaa, U ,ln-

tio deste ai no io.oli-ettue ui Iboa colieita L a:Li fornieci;en.o aos

lavriaoros.. .. OUve nMuitou ,.did[Le do se.,entes este anno I. e nrao

forami satiEsfeitos.

Feii&o de porcos Fora-r escolhidac todaL as !Ilan chins de terras

ruins e aterros piara o i.lantio desta leLuwninosa que i;arxece ectar

& vontade em qualquer log r; forcr.: plaitados 108 kilos. Os

pedidos de sem'entes do anno ..assado excederen muito a colheita

da Escola, pois os lavradores v:o se ..onverncendo Qe i.ara se

produzir boas colheitas 6 necessario ea .: rineiro louItr rejuve-

nescer as telrras "moortas", e ecta legi.uminosa do i.ecenvolvi.iento

ra'pido forinece uc dos melhores neios ar o i,.el oiraL.ento d.s

terras can.radae. a col]:eita p:ar o anno deverd ser -r z..ie bas-

tante para satisfazer ur. grande numero de I.edidos. De -todas as

legunminosacs experimentadas e wn experimenta-cao :raa adubaoac verde

esta tem s,ido a limais -ror2ettedora. -xl.eriencias en: adub-,ao verde

ja comecaram.

:Lucula )~- t.-eta Ta.ibeom pa-ra a~ -uba-ao verde. Foram clanta os

60 kilos que e.;,ir:.iaram aA enas uns .[oucos ca'ro-os. I:o esmo

terreno foram ..ai& t.I-.o i..lantados fiijao do iorc e soja "Biloxi".


-. ~ 'j! ~ ah.eA VS.C~f ~~'nJ










Crotalar-'vi juncean- IE exteriencia ar- i adubanao veride foi

plantado unr kilod' de sementes. 0 desenvolvi.:ento 4 satifatctorio,

mas nmuto infori r ao do feijao de ..orco. So mais t-L.rde serao

feitas cor.-'paratoes desta variedade coi-, outra: Icui.-nosas eii

cultivaqao i.are o i.esmo fim.

Arrozs Foriji ilantadosz 14 kilos de liondur-at, 43 kilos do

Japio, 20 kilos de Iatta6, 7 kilos de umia variedade cultivada no

municipio de Vigosa, um. kilu do arroz de canna roxa; estas varie-

dades serao expert ientadas e se -real, entce boas scIro seleccionadas.

Lxerl, Io ern; rpo'irdo iuantidaci-Jeg: diifcrentos de sec-L-;t.oi: Para

se averig.uarL a quantidade de sc:.-i. tea :. :i; u co tienieitos Ipar-a so

itar-, 'oi eocoljido uij te-reno de -'or : roctc'~ nular c i nn-

tadas, as e.euintes quantidaues do eu-&entes. pur ile.. 96 kilos.,

72 kilos e 48 kilos. Con cada qua iti.dade fora !.: l.la.-ttadas 15

fileiras <ei-nadas em grupos de 5 fiieiras.

Cannas: Foi plantado 1/2 Ha.. da 1 .0.J. 213 (canras aprovci-

tadas da geada). Foram tinmbem planttcdas 3 1i2 toneladus de

ur a variedade de cam-a ro:xa comirac'i i erto de Vicoon. 2stac -

carnnms for.rci descobuirt-uEa .elo g':rc-nte da ; sini de .,jzna Florencia;

o viror e tam-.anho dae caxnas, assirm como a quasi ausenc-ia dc

mosaic levaru:i-no a obter 40 towneladae j-ara i.,latio rios e trire-

nos da Usina. Yesse mesmo teu.'pu a i.scola dormI..pou I tonela:dae

(1/2 tonelada foi rcjeitada cono i-i:prestovol pEar'a o plantio).

AS carnnae a.-pareceraj., corn grLTnde i-;La-t.; o orelo Losaico, (;ue

muito prejudicou q crescinento. Foi taimbcnr quetir.da peela :ceada

de Julho e cortL-,C-A; sa Lora o deccnvolvil eoyto estc bacr:.ante vig:or'oso,

mas 6 gr ,ide a inffcxtacao jelo mosaico.

iandiocat Da variedade Pao do Chile foi 1-lantada u-. aE.ea de

8,00 ms2. 0 trabalho foi quasi todo foito pelos alun;nos iara

aprenderemn -s -iethodos mais econoriicos de se fazer takes planta-

gSes, isto 6, abrir sulcos co1n o suldador, jog;sr dentro as r*,a-

nivas e taper corn a grande de dentes ou com o cultivador. ,-s

manivas estavam bastante estragadas quando aqui cheoaram e por


L k ..- *
3 m'


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'





.


isso a culture nao eLtci uniiori.-e e desert olvida cot.-o devia.

AbobborEs o u;oraz- s : Foi pl:i.intati.a unla area de 8,5&. 2 ) 2 cbte

trabalho foi tL-,. beIri f'it-o ielos allumrijl. a tit ulo di l;eE r-ostrar

oeu!o podem;; nas fze ndas, prioduzir muito alit:,entio anir:,al econo-

nica-lentLe -e t.i.bc!in faara se fazer us !!L coi. a;'i'.o cori i.lal area

planr;tda erm .iiliuc dcis.ezas e cquauiiaJe "ie rai a .ort;o :rciduzido.

Vivoi'-os de dacau e fu:io For:.,ia I-3;.;..ia e.,, viv6iros

2..(UO semeiites de cacau, terdo j.i-.S;na."l o .. o'..c uL.,au oucail .

;s viveirus de fLtuio for.,jii f'it s e t ; .tLUdos pelos alu-mus e

ecstese agoria frocedondo o tranisplmantio. VariedtLde "'1irntucl0k".

Ca-na Kossoer; Foramn iplatnt.c.os aclLurs tortes vindos de

Deodoro;. grolrinuirn b1om e ecstvarn em J.leno descnvolvi ..eL:to

quancdo veiu a roticia de 'eodoro que e.;t. va suspeiti do Soei.

Foi today arr en rida a queimada.

Alr:odaol- Ilu.a area do 12,iU0 fo-r 1 iant-.;.os L'. il: de

sec:ientes dc; variedade "Russell Big Boll". n r .i-i.. i0'oi

muito boa.

Alfafa; 2m .maiL o foI sz oeE'o 1/5 Ge urji Ha. C C c. r1 ao

deixou eas., la.ntinhaI: desert olverori be;..1, rzis corn a chio:L.du das

chuvas na ir'i, avera, dcsenvolvcr ra. .id..A .erato. aJ so fez u:L

corte e agora o .alffal eot" corn; co ,ent.s .uas.-i .'.n-ur'c.. 0

plaiitio da ali'Lofi ai z 'oif ;,oais i arc esttido icos& a..uLE;. jiolic

a falta de ca. o ;L Or, ieabilidcade d.as teorar nao .orlaitt.e a

cultura;i lucr:-tiv. dCeLsa i;i,. oIrt.nto legur.,inosa.

Carnas i.8.C. 228, 213 4 36; Fort.ri recobiGos at:i.uris toretes

de Campos deste.s variedades; estI o decenvolvrndo bei..


EST.-:'JJOi GLR.-L DAS CULTUIZAS

,.,.ezar das chuvos i..ezadac e continue& .ue mito t-onI dif-

ficulta-,.o os culdti,,s, o ect.Go ier.l dcas cultulrs 6 boru. C

arroz Honduras e 1 attao faliarara bastanto cr: ail,.un-s lotLres,

em pa-orte (e-ido ao eL.trago dos passa.-us, abobore-.l el-t.O serndo

atacado lelo fun-o, nias follias, qLie est causando bastento Ire-

uizo. As morangas permaneceia sadias. 0 pIlantios de feijio
..::." .. .. .. ^. .. .. ,. . ., ", : :_ '





c.
K

*<


i't


de ior-co, soja biloxi, ,:iiho e cainna ouo dei;Xa..a dLe-jai.

Ltesn.o a laaarta do i,:ilharal yue no anno ia-s:6ado caucuu bas-

tante outraL.o, este aL:no a infe'.ta.'io 6 muito level. Covendo

bern o temr.o e nao apparecendo .raga e :.iole tiZ.fs .-ue .i.r-judi-

que,. as cul-turab, a iro'.ue-.'"o cer.'' ir.:r e ea! JL.2c.


(C tr'bol.o corrou m.uitoo buL du.no rrito o L0 6r;-.c~

coci:cra.:o e .e xiet..ie et-o i ofe~sorc e l0 diec'to-reL, oit_

.r-i-ofu.-sores e (aeti-c ;.rofoe:sores e alur.n.,s.



i'ex:r.inando, xL'd-: Li. ac-qrovi.*to awri .resentLr-1i!s ..e s

ieus .'rot.st.os de elevada e-tl; a e coniidcru ao.





(a)


Vi-.u. .s, de oiSe~neiro do 192%.


Dio;o .lvrs dle e.':llo,

iroofessor' d.o .. roinomiia.


-. .


P' -7 ...9=. '" "AS '- "1 a ". I '" -- ...


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-:~; ~..., c ;.~~, A -i:i~1:c.J


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fcc-: ;













Relatorio Apresentado ao Director da Escola Superior de

Agriculture e Veterinaria do Estado de Minas Geraes, pelo Profes-

sor Encarregado da Cadeira de Zootechnia e Zqologia, Referente

aos Trabalhos do Anno de 1928,








SS. Director:

Para cumprimento d dispositivo regui&ientar debate Es-

tabelecimento vimos apresentar a V. Ex. e relatorio relative ao

engine per nad ministrado no decorrer do seiestre que vein de

findar.

E' obvio dizer que nos esforgamos tanto quanto podemos

pbra que elle o fose lAdiis efficient psdsivel e temos, hoje, o

prazer de essegurar a V. Ex. que, nmo send ainda o ideal, corres-

pondeu, todavia, a nossa espectativa de profe.sqr novigo, como

sabe V. Ex., se .nethuma pratica de ensino e cophecimentos ainda

acanhados. Podemos, entretanto a sem recelo de contradicao,

affirmar que a grande maioria des alumnos, pel.o wenos, soube

tirar bom proveito nas riAterias que lhes foram..i Sistradas, como

mtito bem attestam as proeas mensaes el agori) o exame semestral

que acabamos de realizar com os resultados qie yeremos mais
adeante.


IATERIAS MINISTRADAS Coube-nos, como sabe V. Ex., leccionar

Zoologia para os cursos superior e medio II e Zootechnia para

0 medio I e elementary I. As primeiras aulas'para esses cursos

foram respectivamentea





'. .. A .-.
-, !. ...,.. ,. .:. :,-.* .. .* ..^ ,-...",: ,i,-.^ :*... 2.- :,, ,..0. ^l : W A ^": '^ '










Dia 2 de agosto, aula theorica para o curso superior,

primeiro de agosto, aula pratica para o medio II e III do mesmo

mez, aula theorica para o medio I.
Dahi por deante as aulas para todos o. cursos supracitados

correram normalmente, nie tendo n6s faltado a nenhuma durante

todo o semestre, sem contar, naturalmente, as correspondents

aos feriados e dias santos de guard, em que nao houve expedi-

ente na Escola.

Ao todo davamos n6s doze aulas por semana, seis theorlcas

e seis praticas.
No summario que daremos mais adeante ijelhor poder-se-A

ajuizar do que se constituiram os cursos.


NETUERO DE ALUMNOS REGISTRADO YOR MATERIA ZOOLOGIA GERAL E
DESCRIPTIVA, curso superior, oito alumnus, tepdpg.todos frequen-

tado assiguamente As aulas; curso medio II, de.esete.

ZOOTECHNIA: Em ootechnia a numero doa ratriculados para o

curso medio I elevou-se a doze, havendo frequencia assi ua de

todos; except urn.
NUMERO DE ADLAS E FREQUENCIA: Ao curso superior foram dadas

cincoenta aulas, entire theoricas (duas por semana) e praticas

(uma). A porcentagem da assistencia foi satisfactoria, tendo

nrs, durante o semestre, registrado apenas seis faltas.

Ao medio II foram ministradas 64 (sedsenta e quatro)

aulas, total entire as theoricas (duas por semana) A praticas

(tambem duas), tendo havido regular frequencia.
Para a medio I ddets oitenta e duas aulas, total entire

as theoricas (duas por semana) e praticas (tres).

A portentagem da frequencia para ese curso f6i optima.
Temos a registrar cinco faltas somente.











S Af6ra as aulas regulamentares quo vimos de mencionar

tivemos a prazer de, pot varias vezes, prestar algum auxilio a

alumma diveraos dos differences cursos citados com referencia ao
ensino, procurando dar-lhes informed sobrC~'. 4vro e estudos e

resolver-lbh as difilculdades. A alaoms do paeUo I do curso
Zootechnia e que chegaram ur pouco atrazadoQs, hes .perrmittimos

n s trabalhos praticos na Leiteria e que ja tita4m sido dados
ao outros, como ordenha e certos pontos de hygiene (dos animals,
dO pessoal, estabulo, vaiilhame), .


SUMMARIO DA IISTRUC9AO MINISTRDA. ...

Zoologia Geral e DescrlDtiva, Cu so Sauerior. aulas theoricas:
1) Estudo da Zoologia Sua importancia- Caracterea 4 ft~Ssa
ciaes entire os trees reinos da natureza Cellula animal Sta
multqplicagao. .
2) Eapermato oide Ovulo Ovo Fecundagao Reproducqao se-
xuada e asexuada.
3) Parthenogenese Merogonia A Fecundaao eL a Hereditarieda-
de Theorias sobre o mecanismo da Hereditariedade.

4) Leis de t!endel Critica da theoria de Welsmann

5) Generalidade sobrpe deaenvolvimento dos ITpgAsoarios Cathe-
g orians 4- nv'J-"is Wgmata9ao 4 Irin ttoiace. do vitellus-
Segmeantagoo regdu -es g ,,Segmen- .Segmentagao
parcial ou Incompleta,
6Y". Tkecdos Epithelial, Conjunctivo Satlgine Muscular-
Nervoso.
.. t- ,, "1 "' .. '. .,:"
7) Caracteres differehcites dos Vertebrados.'
8)' Peixes Batitaceos Repteis Aves ammniferos.

Para cada uea dessas clasese estudamoibs.
D ef Aigo Importancia E19noinica Habitat -' Cargcteres morpho-

glog .s exteriores Apparelhos; digestiv.Td Cc"d&platorio, respi-
ratorio, excretor, reproductor Systema nervoqa Alimentaqgo -

SEsqueleto Classificagao
SAs aulas praticas versaram3 sempre que ppssivel, de asumpto
correspondent ao das theoricas, ipriciIzJalpnte no que diz res-

p]e.it .o _,stuae =a#, 'La-. e da VertebradogS Jeamianade pasa cada .
A, -: : .- .. ,. .. .:- .. .. .




l?-'? ." -. *,.
4




uma o esqueleto, oa caracteres differenciaes exteriores, os
apparelhos, a classificagao.
Alim desseps aast ptos tiveram ainda comn "aulas praticas
'jaii o seguinte; "Abatimento" prepare epquxatejamento ou
retalhamento do porco, do bol, do earneir., bern como o exame dos
ori os correspondents e pepquizas de vermea.,. Fixeram disseca-

es diversas incises e durativos de abcesaso D O. rebanho da
Escola, Berne Sua evolu9ao e corbate Car fpato Evolugao
e combat, Calculo de. ragoes para as vaccas .e~.,lactaiao -
Vaccina(io contra Carbunculo symptomatico'- Trqto e deeinfecgao
do umbigo de leites Aleitagao.


LIVROS DE TEXTOSA r-'NUfl= DE ALUJEuS COM OS TEfXOS LIVROS
ISUPPLEmESNTAES CONSUTLTADOS PELuS ALUMIOS.- Para a part de Zoolo-

gia Geral, Remy Perf.er para a Descript4~t,F~m. ia' m Maac iel.
Doia alumnos possuem a Zoologia de Reny, t.oQdQa. outros possuem

a de Maximimo Mlaciel. .Urn tem a de Lafayette P.Fei.ra e outro
possue tambem a de BWtim,. Afinal, temos seis alumos corn a de
Naciel e dois corn a' d'e R'y.
Alem das citadas as alumnos consultvamiqa Bibliotheca,
0mUtas obras como Zoologia' Elemntar de Sai'dre,, a Fauna do
Brasil de Von Ihering, "Zoology descriptiJye abd Practical" de
Coltdn, Zoologia da'Edmond Perrier, Nogoes geraep. sobre cobras
do Dr. R. Kraus...

ZOOLOGIA DESCRIPTIVA CURSO kiEDIO II. Corna ease curso jA havia

feito estudos de Zoologia do saemetre anterior corn o Dr. Rehaag,
demos, durante o a_4g .-re em quest&o, nego"S .qt. julgam easenci-

ae a eque ainda nTo haviam sido adquiridas efAaemaos um estudo
especial das classes de Vertebrados, assimn co. fornecemos, per
oceasiio do estudo das Ayes, nocoes de Avicultura, de accord con

o summario abaixo, .




L -4m, f ... .-;.. .. i o .r). .




r "' r --
5




1) Importancia do estudo da Zoologia, principalmente para o
agronomo ou veterinario Caracteres differenciaes entire os
tres reinos Cellula Stas parties e divisao.

2) Vertebrados Seus caracteres principals,, ,.,
3) Peixes Definigiao Habitat Importao 44~..~onomica Carac-
teres exteriores Estudos dos apparelhos : Digestiwo, res-
piratorio, circulatorio, excretor, reprodactq: Systema
nervoso Eaqueleto Locomogao Classificaqao e caracteres
das sub-ordens, ,

4) Idem, idem dos Batracheos.

5) Idem, idem dos Repteis Estudo especial 4 .Ophideos Ca-
racteres das cobras venenosas e nao venenosas accident
per mordedura Eatudo dos soros Sua e x@qgio- Preparo-
applicagao.

6') Aves, Idem, ide' ....
7) Nogoes de Avicultura: Come cortar as aazas das gallinhas,
eseolha do local para o aviario Cuidaods e conselhos -
Selecgao IIarcagao Expurgo Producq o vr.coce de ovos -
Exame da qualidade de 6vos Escolhapr a incubagao -
Incubadoras Hygiene do aviario Alimen~tgp dos pintos-
SCriagao de pintos pot gallinhas e por cti4adaras Parasitas
Sdos pintos Vanageha' da criagao precOf.c d..Aves Processo
pratico para a seleccao Como podembs conhecer as boas
poedeiras, etc. ..

8) Mammiferos De-inigao Habitat Imp6lt 'cia economica-
Caracteres exteriores Locomogao Dentigao Estudo dos
apparelhos Systema nervoso Esqueletflo- _Ordens.

9) Estudo especial das ordens: Monotremond,";tWrspiaes, Cetaceos,
Chiropteros, Artiodactylos, Perisaodact&olQqt.Desdentados,
Itisectivoros, ProSfmeos, Roedores, Carhtiorop,.

As aulas praticas versaram sobre a& ifto.,das theoricas e

tigeram ainda occasiao de matarem, prepararem retalharem capa-

dos para a cosinhdi Pesquiza de vermes Aco pJapharem a criagio

e trabalhos no departamento de Zootechnia.

LIVROS DE TEXTOlS- Zoologia geral e Descriptiva de Maximimo Maciel

,NMEBO DE ALUT~ OS COM OS TEXTOSt- boe desesete apenas um nao

.posuaia nunhuma Zoologia, um outro possula -.~.p avedra e todos
os outros a de MaxirBimo Maciel. Alem des a gSlogias consulta-

vam os alumnos outras obras da Bibliotheca e 4 ,4.itadas para o

curso superior.






S ..





6
:C r i >i


ZOOTECHNIA CURSO MEDIO I a Para ease cureo, cujo alumnos

Snao possue. cotheclmentos basics, procuramos sempre fazer o

cursor tao pratie.q quante possivel, escolhea .,4. m os pontos

S.tai essenciaes, ,' j$e praticos. O estii ,qtretanto, da

alimentagio, hygiene .gyamastica funceig jrme dentemente dos

mais importantee da material, demos apenas .em..,vge mui ligeiras,

S'"'frlisando berm poteni ad suauimportancia na i'tapg o rational da

IndUstria pastorIt.:'. .'.. 4'

,. .. TratamosIe 'i dgei&I mente de'd W iW r t~echnia pratica,

S.. p"ocurando exercitar O sfalmnos no trat'" 'tiig, do gado, de

- ... iod q. que sobre quasi tbdos os pontoO db't"6 t4awmnario executado

'-tiveram elles opportunimade de praticar,,' .


SUMMRIOQ DAS AULAS TIeNCIICAS DE ZOOTECNTIA
Si -- .- -- ...-,

,, .. A Zootechnia e' ua itaportancia ecbiaf'dii .

"" 2)'" ado Leiteirb Ordenha Conservaaeo Valor do bom leite.

$'""3) Escolha a a faa d e criagio Sua oi >,9gza io e installagves.
) Pastas, inverniai treiros, bebedodi b $j.a-,.agedouras,
coheho para sal, etc.

5') Fiscalizagio d6 b ielMtioe Cuidados i' iepensar aos pastos-
Sua Hygiene.,
6) ~Typos e ragas dedg`dd6 bovino Systern& 'de criaQao Factores
de melhoramento das ragas Methodos de rgp9.d4uc;ao: selecqao,
... cruzamento, mestigagem, bybridagao, COit rbu.aiidade.

.,. ?7' Da reproducgio Idade doe repr6duc'tb~ir'- 1Reforma dos re-
productores Numero Impotencia e esteri.,dde nos tours
-Falia de cio e esterilidade nas vacct'"'- yW!pphomania.

8) Clo Monta- GestagFo- Diagnostico e mole ttJAs durante a
.., gestagBao Parto Isro normal e OTI ~. .

S9) Cuidacdoa a dispensar aos beaerros recem.*nascidos e As vaccas
*- partuurient& f.'e 4iaf e accidenteA"'Eif vjcas ap6s o parto.
c",.. .. ... c ,. ... .:. .i e -.' v

S0) Aleitamento hatita e B'rtificial Vaihtfen. do ultimo sobre
primeire Ne.lGtiag dos bezerros duraveeA, epriodo de alei-
tamento Deeomadia Ctiagao ap6se;a a at4 aos 24 mezes.

,,,U Doengas contagiopas. Combat. .- .Pr6oyhxla.
,' .- : .', ,'s i ,'


SI. .


..'...- -:" ..t#&n .ttg$ .'--. Mc. n."., ,-.,.-'.
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8,-




em lingua vernacula, embora de menor valor, come a "Fazenda se-
derna" de Cotrim, "Mannal Pratice de Criagao de Gado Bovino ne

Brasil" de F. Ruftfer, dla Praico do Crig~IogJ e AniLmaes Do-
"aesticod" de Nilbo lototr"'lterior dos e&a4ii. Anrmaes Domenstipcs"
de Odilen Ribeirq ,ouei r. .5. .





Tivemos a noo primeiro exame segunda-feira, 10 de dezem-
broa cor o curse Mledio II. Segundo jA tivemos opportunidade de

dizer, ease curso compunha-se de 17 aluao.g~, ..apenas 12, porem,
foi facultado o exame. Os 5 outros foram. e#1 ,nados por falta de

media semestral. 0.Os doze que entraram em ,exwitpdos consegui-
ram approvagie, como tendo sido sempre optimop, aj.mnos e o0 que

m6bor aproveitai rC "' .
Foram as peguiites& as questSes dadaj p acaeame

-1y"i" lescripiao dQ apparelhb respiratorib ddb gTYtebrados.
21A.. Come podemoa definir os Mammlferosnt'r j'ip' e sio as ordens
em que so subdividem? C Principaes earacteree differenciaes
''"'' de eada dma, b&ldnd6^ inro -exemplo, u mp'" l' ue nella se caas-
sifica.
D.3) A De que me 'I'ftit os OphideoEs? !-ip.pOdemos dis-
tinguir as C bras venenosa dae nat yensvt C. Bi kalgum
.:: .r atamentno eac4 a& Oa acciden fp :pbr eduras das cobras
ponhntatA deOm? CaO Geoparado?

4)- Classiicagav" tSeeljgjta do eavallo ,"11 rgupo, clasee,
i-.b-cla se, Ximfflia, genero ?ec ~a que pertente.
'1 e celher da.,r r
S-. ', ii ,:; n t.. .'- ;- .
,' 5) Quaess o priftcpa ie ttacteres (exter IX6 ,-os Peixes?
," 6)' Idem, idem dA"W "''"AV"6 '
S 7 Obdec ndo 'ae" d4 -lsar aso ol' io definir os
S]nammI-fers? tqanto Sdentilae qu a dnotamors?
-7, 4y: -. --' '^)A ^ ?

". .4 Es agoraiO' rde urt&dos deei6 za r^t t. -
,'. *. ; ApprivadP&mttSnc .. ....'

u S slLemmente..... 4 :

i ia fPlciamente...... i- N
: -....:ffc .tente. .



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Dia 11, terga-feira, realizamos o examn para o Elenentar I.

Xelle tivemos matriculados cinco alumrnoa dessea, porm, apenas

S dois puderam entrar em exame, tendo os tresi.9~ f- tido elimina-

val do uma por falta de media semestral e Q9.4 .cld Atros por numero

de faltas na jutificad-s a aulas,superior .qjaue prev& o Regu-

lamentO, embora tivessaei media semestral suffi4ppte, o que nio

.,...4"taado de depor mui.ta d'eanth esses alumniq .Qi a, apresentam,

i-'"i,- m a neceasarlo e indispensavel itiie i, .,pa.2 o vontade de

S. .. r . .,.

iKo as questo~i qie tiver in para exam';i .

,) Carrapatoa: &) e]Xi"s b) De que as ainentam c) Meios
de debate q. ao process de combat maas econor ico na
criagao emn ga ii caa?

j,, z -A erne-: a) coitraia b).Yrejuo. ... .,

Q 3 al a composigio do leite? Que ciit'4dE O ajos ter na ordenha:
a) quanto ao animal; b) quanto ae vas~.hainem)9 quanto so
Spessoal o oo.rd.ei qdr d) quant o o, i) quanto ao numero
de ordenhas;, ) 4anto a hora.

SQua os princiaaeas cuidados que devemoj om as vaccas
p"" renhes? b) c ta 46zerros recem-I novos)? Porque?

'S) Quaes o signade sdo a saude nos lid W bT Tem importancia
.a edade na esoo.ha de umaa boa vacca&;P p Como podemos
Sdonbecet a edade?

Quo praceses de aleidt.amento para bezWtrr gjce? Qual o
m-elhor e porque?- -, .
.-,,.l o.1 .. -. -. .. ....-..

Haviam outras.questase, esaas, por6m,. Sraplra que responde-

riam os doos -[MI ods,:" tdo u tm tidob'ef f d. responder nais

.....' na aobre a dogk~- Fda 4:gordura do le i 'lt;'

...... Attendendo a~ ad-s tamnento desses .o m...pode-ae dizer

; 4ue fiseram oexce1ii vrbiifras, tendo aniboaetat4dp nota oito.

Pelos relatorios s d deB l alimnos do a~ III que tivemoa

ScOmo auxiliar patia I&4conrk. ao EaemenT UI"T'I aqp. quaes annexamees

'ado' asso, verifiedsos que aquellea doiSflt p, a.empre se rrima-

ram pior optimo coBportamento, grande applIfi S p .e vontade de

a-prender.


w -. g. :
.r -** ,.. i!t -C .a *tW .%Sif S4EYffr 4. -.. 4,- *


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-F


'*


SEGUNDO EXANE.


* '-rIf .fli-lf.




Full Text
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