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O Ensino Agricola no Grao Medio e sua Organizacao no Brazil. 1931

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Material Information

Title:
O Ensino Agricola no Grao Medio e sua Organizacao no Brazil. 1931
Series Title:
Correspondence and Subject Files 1921-1943
Physical Description:
Mixed Material
Physical Location:
Box: 2
Divider: Subject Files
Folder: O Ensino Agricola no Grao Medio e sua Organizacao no Brazil. 1931

Subjects

Subjects / Keywords:
Agricultural extension work -- Florida.
Agriculture -- Florida -- Experimentation.
Agriculture -- Study and teaching -- Brazil -- Minas Gerais.
Agriculture -- Study and teaching -- Florida.
Citrus fruit industry -- Brazil.
Leprosy -- Research -- Brazil.
Minas Gerais (Brazil) -- Rural conditions.
Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado de Minas Gerais.
Florida Cooperative Extension Service.
University of Florida. Agricultural Experiment Station.
University of Florida. Herbarium.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
System ID:
AA00000207:00030

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O Ensino Agricola no Grao Medio e sua Organizacao no Brazil. 1931
Series Title:
Correspondence and Subject Files 1921-1943
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Folder: O Ensino Agricola no Grao Medio e sua Organizacao no Brazil. 1931

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Agricultural extension work -- Florida.
Agriculture -- Florida -- Experimentation.
Agriculture -- Study and teaching -- Brazil -- Minas Gerais.
Agriculture -- Study and teaching -- Florida.
Citrus fruit industry -- Brazil.
Leprosy -- Research -- Brazil.
Minas Gerais (Brazil) -- Rural conditions.
Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado de Minas Gerais.
Florida Cooperative Extension Service.
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SA SCOLA REGIONAL


CONFERENCIAS PROFERIDAS DURANTE A
IV SEMANA NATIONAL DE EDUCAQAO
(13 a 18 de Maio de 1931)


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CONFERENCIAS PROFERIDAS DURANTE A
IV SEMANA NATIONAL DE EDUCA(AO
(13 a 18 de Maio de 1931)




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ASSOCIAQAO


BRASILEIRA DE


EDUCAQAO






















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O ENSINO AGRIGOLA NO GRAU Mi.DIO E SUA ORGANI-
ZACAO NO BRASIL

P HROLFe, B. S., M. S., D. So. (i)


Os metodos antigos de educaglo vocational tem sido mi-
nistrados durante mais de quinhentos anos. No inicio colo-
oavam-se os mooos como aprendizes, trabalhando em certas
species da agriculture. 0 resultado ddste ensino, ou antes,
desta falta de ensino, era a paralizaQ&o do desenvolvimento
da intelig6ncia do moco, tornando-o um rotineiro. Mais
tarde, estabeleoeram-se "escolas", assim chamadas, visando
a formacgo de operarios peritos, por6m completamente sub-
missos aos poderes estabelecidos, sem aspiraqao a outra po-
sicao al6m daquela em que nasceram. 0 desenvolvimento
intellectual do moco era considerado de importancia muito
.secundaria. Era ate .perigoso para os que governavam per-
mitir que o povo adquirisse instrugo al6m duma certa pe-
ricia mais ou menos manual.
A juventude americana, tanto ao norte como ao sul do
Equador, indiferentemente, nasce corn um desejo insaoiavel
de melhorar a sua.situaago na vida.

(1) Consultor Tdcnico de Agricultura do Estado de Minas, desde
1929. Em 1921, foi chamado do Estado de Fl1rida- (E. U. N. A.) pelo
Estado de Minas, para organizer e dirigir a Escola Superior de Agri-
oultura.


~-~zz~i~zzzzzz~zz~zzzz~i~zzzz~







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Durante muitos seculos, na Europa, tem havido uma
superabundancia de series humanos.- Por conseguinte, era
de pouca importancia o trabalho que uma cultural requeria.
0 fato de maior importancia era fazer todo quinhio de terra
produzir o mais possivel.
Nas Americas, o padrao que determine o custo dum
artigo, 6 o trabalho human dispendido em sua produgco.
Na Alemanha, que 6 um dos paises considerados mais efi-
cientes do mundo, o gov6rno foi obrigado a aumentar as
tarifas que os protegessem contra a importacao de trigo da
Argentina e da Australia, para que os seus proprios agri-
cultores pudessem continuar a produzir esse cereal. Com
esta media, a Alemanha confessou a inferioridade de sua
instrugo agricola. Sua produgco de trigo, por unidade de
terra, 6 bem mais elevada do. que a dos outros pauses men-
cionados. O prego duma unidade de trigo fica, por6m, muito
maior. Em 1913, eram necessarios dois homes e meio na
liglaterra e Alemanha, tres homes na Franga e cinco na
Italia para produzirem a mesma porolo de generous alimen-
ticios, que um s6 home podia produzir nos Estados Unidos,
e depois daquela data, tern aumentado consideravelmente a
producao media do operario agricola nos E. U. N. A.
Duas estraias socials muito distintas Os Brasileiros
podem ser divididos em duas classes distintas: a) os alta-
mente intelectuais; b) os rotineiros. Herdou o pals esta con-
digio do tempo do Imperio, pois durante aquele regime devia
ser esse, naturalmente, o sistema mais eficaz para uma di-
recgo autocratica.
Uma vez proclamada a Republica, aiquele sistema de
divisdo de classes provou ser muito inadequado. Para que
um sistema de gov6rmo popular funcione bem, necessita-se







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de uma classes media bem instruida. A classes intellectual, que
compreende uma percentage muito reduzida dos cidadios,
indicada acima per "a", vive do uso da intelig6ncia. Por he-
reditariedade e por educag o, esta classes 6 completamente
S avessa a aceitar a agriculture como profissio.
Para suprir a grande lacuna existente entire o "roti-
neiro", que constitute a grande maioria do povo, e a classes
intellectual, em ndmero muito reduzido, devemos procurar
elements na classes indicada acima como "b". Escolhendo
os mais inteligentes, e facilitando-lhes a instrugco, serio
eles elevados muito acima dos operarios rotineiros e da vida
que poderemos chamar "rotineira", elevando-se a um nivel
economic bem superior.
O Brasil esta pagando um tribute muito pesado, devido
A grande demora em estabelecer principios economics acer-
tados quanto A sua industrial principal, que 6 a agriculture.
Parece que os seus proprios financistas duvidam da sua so-
lidez economioa, e Aste espirito de ddvida ter se espalhado
rapidamente entire os financistas mundiais, levando o pafs a
triste situaglo de se gastar diversos mil r6is em papel para
comprar um ouro.
Populagdo 80 % rural No Brasil encontram-se apro-
ximadamente uns quarenta milh6es de individuos, dos quais,
provavelmente, uns 80 % ocupam-se da agriculture. No ano
de 1929, em Minas Gerais, a exportaogo registrada na Secre-
tarfa de Agricultura desse Estado demonstrou que, naquele
ano, 91 % da exportaclo provinham da lavoura. Entretanto,
o grande Estado de Minas Gerais ter ainda uma instrugco
agrioola muito inadequada As suas urgentes necessidades.
E o grande obstaculo ao desenvolvimento rational da agri-
cultura estadual, ter sido exatamente a falta de instrucgo






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eficiente e adequada. Este problema tern sido atacado, de
moydo fundamental e basica pela Escola Superior de Agrl-
cultura e Veterinaria do Estado de Minas Gerais, com a fun-
dagco dos Cursos Elementar e M6dia.
Maior fonte de riqueza ainda nao explorada Existe
no pais um grande recurso, que no .s6 em Minas Gerais, como
no Brasil inteiro, n5o tern sido compreendido. Esse recurso
A constituido pela numerosa populagco rural. Nao ha outro
grande pafs no mundo que tenha feito tdo pouco, quasi nada,
podemos dizer, pela instrucao na agriculture, da sua popu-
lacao rural. Nao ha outro pals, no mundo, onde se encon-
trem tantas pessoas amaveis e inteligentes coma entire o povo
rural de Minas. Muitas destas pessoas nunca tiveram opor-
tunidade de aprender, e a culpa cabe aos governor passados
e nao ao povo. NEo se ter informagdo de outras vastas re-
gi6es, em que a instrueao primaria tenha progredido tanto,
num espaeo de tempo relativamente curto, como em Minas
Gerais, entire os anos de 1921 e 1926.
Durante 10 anos, tenho tido relac5es diretas cor o povo
rural mineiro, e posso afirmar seguramente que nao lhe
falta inteligencia. Falta-lhe apenas instrucao. Muitos in-
dividuos tem revelado verdadeira ansia de instruQoo e "agar-
ram-se" a qualquer oportunidade de aprender, sem medir sa-
crificios.
A instrucao superior em agriculture d defeituosa A
instrugao superior em agriculture cientifica e prAtica no
Brasil, depois de um seculo de independencia, deve ser con-
siderada em estado primitive e instavel ainda. Durante 40
anos de Republica tern havido diversas tentativas para esta-
belecer o ensino superior de agrioultura, mas, como ter
acontecido em muitos pauses ainda em estado de formaceo,







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os resultados nao tem sido satisfatorios aos seus ificiadores,
sendo as vezes verdadeiro fracasso. A Escola Superior de
Agriculture do Gov6rno Federal foi estabelecida no Rio de
Janeiro, em 1913, e durante os primeiros cinco anos de exis-
tencia ocupou tres logares diferentes. Mais recentemente foi
mudada mais uma vez. Informa-se que houve uma 6poca
em que contava mais ou menos dois professors para cada
aluno matriculado, provando cabalmente que a instruQco mi-
nistrada nao era a de que o pals necessitava. Esta Escola in-
feliz faz-nos lembrar uma muda de citrus que, de tres em
tres moses era arrancada, corn o fim de verificar-se si as
raizes estavam funcionando devidamente ou nao. Devemos
notar, pordm, que Aste modo de experiencia de estabeleci-
mentos nao e peculiar ao Brasil, pois foi experimentado por
outros pauses, antes do Brasil se tornar Repidblica. Nao seria
necessario repetir esta experiencia para provar a impratica-
bilidade de uma Escola Superior de Agricultura "Ambulante"
como se pensa. NMo devem os Brasileiros se orgulhar de ter
descoberto Aste fato.
Sistema Norte-Americano Resultante de Evoluct o 0
melhor tratado do ensino agricola brasileirol escrito em
lingua portuguesa, que temos encontrado 6 "O Ensino Agri-
cola no. Brasil", pelo Exino. Sr. Dr. Arthur Torres Fi-
Iho. Foi publicado em 1926 e merece cuidadoso estudo por
parte do todos os educadores brasileiros, antes de emitirem
opinido s6bre os metodos mais adaptaveis a este pafs. Sob
este titulo modesto, o Dr. Torres Filho include informacaes
sumbrias quanto ao ensino agricola atual na Europa, nos Es-
tados Unidos e no Japao. Apliquei o sistema norte-ameri-
cano durante mais de 30 anos, antes de vir para o Brasil.
Estou, por isso, habilitado a afirmar que a exposigao daquele










sistema, feita pAlo Dr. Torres Filho, 4 a mais adertada, as-
sim como a mais minuciosa que jd encontrei em.portuguAs.
Ao educador, que estuda a quest~o superficialmente,
p6de parecer que o sistema norte-americano de ensino agri-
cola tenha se desenvolvido por acaso, que um solo muito pro-
dutivo tenha produzido a riqueza e causado o estabeleci-
mento do sistema estupendo de Escolas Superiores de Agri-
cultura naquele pafs. Por6m, estudando bem o assunto, per-
cebe-se que sucedeu exatamente o contr4rio. 0 solo ter
se tornado produtivo e as riquezas ali tOm se acumulado,
porque os Americanos de tr6s e quatro geracoes passadas sa-
crificaram seu conforto e dinheiro para que se pudessem
adquirir e disseminar conhecimentos agricolas uteis. Em
outras palavras, as Escolas Superiores de Agricultura consti-
tuiram a have de ouro que abriu a porta para riquezas que
ndo existiam dantes. Sem estas Escolas nao teria a Califor-
nia hoje a sua inddstria rendosa, baseada na laranja da
Baia (Washington Navel); nem poderiam os Estados Unidos
exportar para a Italia o trigo proprio para o macarrAo, que
se originou na propria Italia.
0 desenvolvimento dum tipo de escolas agricolas Jd
indiquei que o sistema norte-americano 6 o resultado duma
evolucao natural e nao proveniente de mero acaso. Na parte-
nordeste do pais, que sempre manteve relaQ6es mais es-
treitas com a Europa, se adotaram primeiramente algumas
das f6rmas de ensino agricola, encontradas no Velho Con-
tinente. De Ohio para o6ste, adaptaram-se em muitos casos,
as f6rmas ja instaladas no 16ste. Depois de muitos fracassos
e alguns sucessos, comecou a surgir o novo tipo de escolas
agricolas. Os Estados do 16ste, percebendo a superioridade
das Escolas do oeste, reformaram suas escolas agricolas, cha-










mando das escolas do oaste alguns dos melhores elements
encontrados nos Corpos Docentes das mesmas. Entre estes
"leaders" podemos citar os Srs. I. P. Roberts, L. H. Bailey,
H. J. Weber, W. J. Spillman, e muitos outros.
Os "leaders" progressistas do ensino agricola no Brasil
devem tirar proveito das experiencias extremamente dispen-
diosas, realizadas por outros povos, especialmente pelos nor-
te-americanos, que de uma quasi derrota souberam fazer
vit6ria em condi?6es menos pr6speras do que se encontram
no Brasil hoje. Os fracassos dos outros povos devem consti-
tuir as ligOes pelas quais os Brasileiros alcanoargo rapida-
mente melhores condig6es economics.
Adaptagdo necessaria-E' certo que o sistema national
de Escolas Agricolas, que ora se encontra nos Estados Unidos,
altamente desenvolvido, e ministrando ensino- anualmente a
centenas de milthares .de pessoas, ndo poderi ser adotado pelo
Brasil, cor grande possibilidade de 6xito. Isto nem se
dispute. Nossa intenQgo 6 entrar mais ,profundamente, no
estudo do sistema e descobrir os principios basicos de. sua
fundagdo, bem como os elements que mnais tnm contribuido
para seu exito. Adaptando-se esses iprincipios as condig6es
brasileiras, obteremos entao resultados altamente compen-
sadores.
Si um magico pudesse transportar hoje para Vicosa a
magnifica Escola Superior de Agricultura do Estado de
Iowa (.que ministry anualmente instrucfo a mais de 6.000
pess6as), seria um fracasso formidavel. Pordm, si se adap-
tarem os principios basicos do ensino agricola americano an
meio brasileiro, aliando-se ao espirito democratic as van-
tagens de conhecimentos cientificos aproveitados para fins
praticos, serao creadas Escolas como a Escola Superior de










Agriculture e Veterinaria de Minas Gerais, cuja eficienoia
ninguem p6de contestar e cujo sucesso, cor gastos muito
modicos, 6 inegavel. No atual corpo discente, de 170 mogos,
contam-se representantes de 10 Estados e do Distrito Fe-
deral. Perguntamos: "Porque v6m estes mopos de tio long,
do Rio Grande do Sul, do Maranhgo e de Goiaz, por exemplo,
a Minas Gerais, para receber instrucao agricola? Sem se ter
realizado qualquer propaganda f6ra dos limits do Estado,
como 6 que mais de 15 % do Corpo Discente sdo de f6ra
do Estado, aproveitando em igualdade de condio5es cor os
proprios filhos de Minas, a oportunidade que inuito bondo-
samente Wste Estado lhes oferece, para adquirir instrucao
agricola? A mocidade brasileira esta demonstrando aos di-
rigentes do pais a necessidade de um estabelecimento do
genero da Escola Agricola de Minas, em cada Estado do Bra-
sil. Os sistemas antigos, essencialmente burocraticos e mi-
nistrando instrugco .tao especializada que n&o prepare o
aluno para a vida da fazenda, estao sendo rejeitados pelos
mogos brasileiros, que amam a verdadeira liberdade e que
estfo prontos a fazer grandes sacrificios para obter o ensino
que Ihes parega verdadeiramnente util e vantajoso.
Exito ddstes principios em Minas --0 Estado de Minas
p6de regozijar-se com o magnifico inicio do ensino agricola
pelo estabelecimento de sua Escola em ViGosa. Si todos os
meus ouvintes pudessem tomar um aeroplano, dentro de
duas horas estariam descendo naquela Escola e, dentro de
mais cinco minutes, estou certo de que todos concordariam
comigo nesse ponto, Isto, por6m, constitute apenas o infcio.
E' o resultado de um decenio de trabalho arduo e de sacri-
ficios sem nfimero, com o emprego de verbas pequenas.






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Quanto aos edificios e terrenos, dizem-nos que, no Brasil,
ha apenas uma escola agricola melhor do que a de Vigosa.
E, a do Estado de S. Paulo, em Piracicaba. Para ministrar
a instruodo nos cursos elementary e m6dio, a Escola em
Vigosa esta bem aparelhada e disp5e de um professorado
adequado. Si a instrugco fosse limitada a do curso m6dio
apenas, poderia o estabelecimento comportar 200 alunos.
O Estado de Minas, em face das grandes dificuldades fi-
nanceiras por que esti passando, nunca poude destinar verbas
adequadas ao estabelecimento, de acardo cor a importancia
da agriculture na economic estadual. Em 1929 o total gasto
com a Escola Agricola correspondia a menos de 60 r6is per
capital, por ano. OIsto 6, menos do que o custo de dois bons
cigarros.)
No mesmo ano, notdmos que 91 % da exportaclo do
Estado de Minas, foram provenientes da lavoira. A m6dia
das somas gastas cor a Escola Superior de Agricultura e
Veterinaria de Minas, durante os ultimos tres anos, isto 6,
durante os anos em que ministry instruaio em aulas formais
fica, aproximadamente, em setecentos e noventa contos, por
ano.
S0 curso de ensino agricola no grau mndio em Minas
Gerais-Para que seja bem compreendida a discussao a
seguir, ,4 necessario entendermos exatamente o que vamos
designer por "Ensino Agricola no Grdu M6dio". Especial-
mente para que se possa diferenciar 8ste ensino, da f6rma
de ensino que podemos designer por "Ensino Agricola no
Grau Ginasial" ou Secundario, sendo o segundo de impor-
tancia muito inferior 4 do primeiro.
O objetivo do primeiro 6 ministrar ensinamentos direta-
mente aplicaveis as vocaQ6es, e adaptar-se especialmente aos










homes cujo idesenvolvimento mental seja de 18 anos ou
mais. Por conseguinte, o ensino agricola, no grau m6dio
destina-se exclusivamente a satisfazer as necessidades de
mocos e homes que pretendam seguir a carreira agricola,
adapta-se aos que tenham inteligencia m6dia ou acima de
m6dia, mas que ndo tenham podido antes, por falta de opor-
tunidade, adquirir instrugco de grau secundario ou gina-
sial.
Para indicar a diferenga radical existente entire essas
duas formas de instrucao agricola, isto 6, entire a instrucao
de gr-u m6dio e a instruQao ginasial, como 6 entendida nos
E. U. da A., podemos citar o fato de que na maioria dos Es-
tados, as Escolas Superiores de Agricultura ministram o en-
sino agricola no grdu m4dio, embora se encontre nos mesmos
Estados o ensino ginasial de agriculture ministrado em esta-
belecimentos separados.
O ensino agricola secundario visa especialmente o de-
senvolvimento intellectual dos alunos, sendo particularmente
destinado a mooos cujo desenvolvimento mental seja de 14
a 18 anos. Este curso ter a mesma relaoio crn a agricul-
tura professional que, por exemplo, a matematica secundaria
corn a matematica de com6rcio e de outras profiss6es.
Lendo as paginas 21 a 26 do excelente tratado ji men-
cionado, "O Ensino Agricola no Brasil", do Dr. Arthur Tor-
res Filho, percebe-se imediatamente a confusio que existed
quanto aos fins visados em.diversos pauses, pelos oursos de
ensino agricola no grau medio. Quando se examinam bem
esses cursos ministrados na Europa, torna-se evidence que
visam 6stes a formaglo de servidores mais eficientes, para
suprir as necessidades e as exigencias das classes mais ele-
vadas. Visam a formag2i de um operariado perito, que pres-






77


tara melhores servigos A pequena classes que possue as ter-
ras.. Ao contrario disso, o sistema norte-americano visa a
formarao mais complete possivel do cidaddo que poderA tor-
nar-se um agricultor abastado, evitando por seus conheci-
mentos de agriculture mecanica, a rotina entorpecedora que
antigamente caracterizava a profissdo agricola. Visa a for-
macdo dum ser human mais eficiente, capaz de proporcio-
nar a sua familiar um.a vida mais feliz.
0 agricultor mineiro, assim como o agricultor dos Es-
tados Unidos, recusa trabalhar muito quando os resultados
de seus esforoos sao aproveitados principalmente por aque-
les que, do seu suor, tiram luxo e conforto. Na Europa, de-
vido a densidade da populag o e aos costumes de muitas ge-
ragoes o moco humilde ndo ter outro recurso sinao o de acei-
tar a vida como a encontra. No Brasil, assim como nos Es-
tados Unidos, os mocos mais inteligentes percebem que, cor
muitos hectares de terreno desocupados, eles podem con-
quistar uma vida pelo menos independent. A's vezes esta
vida torna-se mera existencia vegetativa, em condicoes peio-
res do que as do colono em uma grande fazenda. Por6m, 6
uma vida independent, com a preciosa qualidade de liber-
dade, que nas Americas constitute o alvo preponderance na
escolha de uma carreira. 0 que o gov6rno sensato perceberi
6 que estes mogos, com auxilio do instruc&o agricola m6dia,
tornar-se-do produtores de riqueza national e elements de
valor incalculavel na economic do pafs.
Instrucdo agricola no grdu m6dio, co~mo entendida em
Minas Gerais-0 Regulamento da E. S. A. V., 6 considera.do
como o mais democratic jamais adotado no Brasil. Em
espirito 6 democraticqo, por6m, em muitos detalhes, 6 bu-
rooratico, o quo 6 inevitavel para conformar-se com os cos-







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tumes e as leis. 0 espirito de democracia estA evidenciado
em muitas disposig~es, como, por exemplo, a que determine
que os filhos de fazendeiros abastados e os de feitores
recebam instructo nas mesmas aulas, residam no mesmo
dormitorio e comam na mesma mesa.
Como descrico sucinta do Curso M6dio, extraimos o
seguinte da tdse apresentada a reunion desta benemerita
Associagio, realizada em Belo Horizonte, em novembro
de 1928.
"O Curso Mddio 6 destinado especialmente aos filhos
dos fazendeiros, e 6 organizado de modo a garantir aos seus
diplomados eficiencia nos trabalhos da lavoura.
Idade minima: dezoito anos completes.
Duracio: dois anos, subdivididos em quatro semestres.
Estudos: Nestes curses serro estudadas as materials
seguintes: botanioa, zoologia, fisica, molestia das plants,
agronomia, zooteonia, silvicultura, horticulture, pomioultur.a,
industries rurais, maquinas agricolas, trabalhos de engenharia
rural, higiene veterinaria, aritmetica e contabilidade agri-
cola, algebra, geometria, portugues e hist6ria do Brasil.
Preparo necessario: Diploma de Grupo Escolar. Poderd
a aluno na falta d6sse diploma prestar na Escola exame
de admissio constando de: 1) prova escrita de Portugubs;
2) prova escrita de aritmetica, noo5es de geometria e de-
senho; 3) hist6ria do Brasil e educaoao moral e civic.
Os preparatorios estudados no Curso M,6dio sAo validos
para matrioula no Curso Superior."
Idade minima, dezoito anos. 0 limited de 18 anos, como
minimo para infoio do ensino agricola m6dio, 6, em regra
geral, muito acertado, constituindo simultaneamente uma
proteoAo para os alunos adults e para o estabelecimento.
Naturalmen'te, os pais acham que seu filho, corn deszeseis







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anos, estA muito mais adiantado, quanto ao seu desenvolvi-
mento intellectual, do que o filho do vizinho que conta vinte
ou vinte e dois anos. Mas, quasi nunca os psicologos con-
cordam corn essa opiniao. Entre os dirigentes do ensino,
S nunca encontrei nenhum que quizesse colocar corn os adults
de mais de 18 anos, rapazes de idade e desenvolvimento
inferior.
No Estado de Minas, encontram-se, certamente, nao
menos de cinco mil, ou provavelmente, dez mil homes que
deveriam estar recebendo instrulo agricola no grau mbdio.
Para isso, seriam necessarios pelo menos quinhentos pro-
fessores bem preparados e um aparelhamento imenso. E os
resultados de tal instrugo ? Si, por algum encanto, se pu-
dessem instalar cursos semelhantes ao Curso M6dio da
E. S. A. V., ao alcance Tde todos os homes do Estado
que os desejassem, administrados por professors compe-
tentes, dentro de dez anos o Estado de Minas estaria em
condio6es economics jamais vistas neste pais.
Os que ministrardo enqito no Grdu Mddio A instrucio
agricola no grdu m6dio deve ser ministrada por cientistas
verdedeiros, que tenham,. ao mesmo tempo, conhecimentos
prdticos das condioses da lavoura. Especialistas nestas col-
diB6es mereceriam do Estado de Minas dez vezes mais do
que ole paga hoje. Encontram-se poucos assim qualificados
no Brasil, send necessario formd-los ainda. Temos abun-
dancia dos que possuem treno cientifico, evidenciado polos
salaries que recebem, insuficientes para a manutencio mo-
desta duma familiar. Por4m, cient;istas verdadeiros, que, go
mesmo tempo, conhegam os processes modernos da lavourla,
e possuam a capacidade inata de ensinar aos outros o quo
sabom, sgo muito, muito raros. (Posso afirmar isso com






80

seguranga, pois tive ocasiao de verifioe-lo por experiencia
propria, ao procurar elementos para o Corpo Docente da
E. S. A. V., quando director daquela Escola. Aproximada-
mente, cinco por cento apenas dos candidates que se apre-
sentaram, ofereciam os requisites intelectuais e morais
necessaries para a reg6ncia das cadeiras.)
Cito o seguinte fato para demonstrar como 6 inutil o
intermedio de funcionario a quem falte simpatia para corn
o agricultor e o espirito do ensino agricola, embora possua
prepare tecnico excelente. Visitando um fazendeiro, muito
distant de Vioosa, criticou Ble a ciencia veterinaria como
sendo puro absurdo, referindo-se, especialmente, a um veto-
rinario que era meu conhecido. Encontrando depois Aste
veterinario, referimo-nos ao agricultor, que o veterinario
descreyeu como um ignorante, um atrazado, e, em suma,
exatamente o contrdrio da impressio que tive do mesmo
agricultor. Depois, relatou-me o veterinario um fracasso a
que ohegara no tratamento de uns animals daauele fazsn-
deiro.
Conclue-se que ambos, o fazendeiro e o veterinario,
tinham alguma razao, por6m, estavam errados, em parte.
Si o fazendeiro tivesse recebido a instrucio num Curso
M6dio de agriculture, provavelmente teria entendido o cien-
tista e, cooperando oom 8le, teria tirado algum proveito dos
seus ensinamentos. Si o cientista tivesse verdadeiramente
entendido a situaggo, teria compreendido imediatamente
estar al6m das possibilidades da fazenda o tratamento por
ole recomendado, pois 6ste s6 poderia ter sido fbito num
hospital devidamente aparelhado. Waste inoidente deu resul-
tados funestos, pois a fazendeiro usou de sua influ6noia para
abolir o service veterinario naquela region. 0 oientista









sentiu-se rebaixado por ter sido obrigado a trabalhar com
os recursos encontrados na fazenda.
Isto ilustra o que acontece inumeras vezes. Dois ele-
mentos podem ser excelentes, mas, par falta de um pouco
S de-instruodo e de poder de adaptagio da parte de ambos,
comegam a lutar um contra o outro, quando, com auxilio
mutuo, poderiam veneer grandes dificuldades, estabelecondo
condio6es econmicas de grande alcance.
Os professors adaptaveis-O sucesso ja alcancado pela
Escola Superior de Agricultura e Veterinaria de Minas, de-
monstra a capacidade de adaptagIo e de progress do seus
professores. Nenhum d6les tern ainda dez anos de experienoia
do ensino de sua especialidade. A formaglo do Corpo Docente
tern de seguir evolucao natural.
Julga-se uma empresa industrial pelos seus produtos.
Igualmente jurga-se um estabelecimento de instruggo pelos
seus -diplomados ou pelos que nele receberam instruGo.
Temos ministrado o ensino na E. S. A. V., em aulas for-
mais, durante quatro anos apenas. E' sintoma muito ani-
mador o fato de que, desde a sua abertura, o nimero de
alunos sempre atingiu o maximo possivel, compativel com
uma b6a instruoao, pois, devido aos periods de depressao
par que se tmr passado, as verbas tern sido sempre muito
limitadas. Duas turmas ja concluiram o Curso M6dio e o
Cursq Elementar e, embora seja pequeno o nimero, 6 inta-
ressante notar que nio se tern informao6es de que um unico
dos formados tivesse j6A abandonado a profisslo.
No Curse Medio jd foram entregues 25 diplomas de
tecnicos agricolas e mais de metade dos titulados estdo
empregados na agriculture, enquanto os outros estio conti-
nuando os seus estudos na E. S. A. V. ou em outro esta-
belcoinmento de ensino agricola. No Curso Elementar, foram







'82

entregues 20 titulos de capataz rural e destes, dois tergos
voltaram A agriculture ativa enquanto apenas um terfo estA
continuando os seus estudos. Al'm dAstes, sao muitos os
que, depois de um semestre, ou talvez apenas uns meses,
tiveram de desistir dos estudos, e voltaram, na grande
maioria, para as propriedades agricolas.
Constitue fato digno de ser mencionado nesta reuniao,
o seguinte: dos alunos matriculados nos diversos anos da
E. S. A. V., para oima de 60 % tem provindo de families
que residem em propriedades agricolas. Si a instruglo agri-
cola media, sob a f6rma ministrada, apenas contribuisse
para o nidmero dos que, depois de formados, fossem recorrer
a emprego piblico para se manter, seria melhor, na dpoca
atual, fecharmos as portas da Escola. Quando preparar os
mocos para ganhar a vida, independentemente de governo,
estara entio, oumprindo a Escola a sua alta fungao. Se os
govArnos procurarem os titulados, entao o estabelecimento
ficara muito satisfeito em poder forneoer elements dignos
desta hortra.
Quais os estabelecimentos que ministrardo dste ensino ?-
0 ensino agrioola no grlu m6dio, como ja indicamos, desti-
nado a homes de 18 ou mais anos de idade, deve ser
ministrado pelas Escolas Superiores de Agricultura e nio
por outro qualquer estabeleoimento. Ministrado separada-
mente, a instruc(o torna-se puramente rotineira e inefioaz.
0 curso de ensino m6dio nao p6de ter program fixo, deve
ser desenvolvido e modificado anualmente, para melhor
consultar as necessidades dos agricultores. Os alunos do
ourso m6dio necessitam de contact cor os alunos do Curso
Superior, e corn os professors e cientistas que ali se en-
contram. No Estado de Florida, onde a Esoola Superior de






83


Agricultura- funciona ininterruptamente ha mais de quarenta
anos, sem faltar um unic6 semostre, 0 Curso M6dio (Voca-
S:tional Agricultural Education) 6 hoje ministrado na Escola
Superior de Agrioultura, que faz part integrante da Uni-
versidade Estadual. Em various Estados, ter se experimen-
tado ministrar o ensino m6dio emn outros estabeleoimentos,
sempre corn fracasso. 0 que constitute material para instruc1o
superior hoje, daqui _a dois anos, possivelmente, sera mi-
nistrado no ensino m6dio. Com a progress do povo, tem
forgosamente de progredir a Esoola Superior de Agricultura
digna. deste tftulo.
Si num pals como os Estados Unidos, onde a percen-
tagem de analfabetos estk se aproximando de zero, e onde
as Escolas Superiores de Agricultura estlo funcionando ha
uns oitenta anos, julga-se ainda necessario o ensino mddio
de agriculture, quanto mais num apafs novo, cor a agricul-
tura ainda em estado primitive ?
Cdmparagdo do Curso Mddio da E. S. A. V. comr outros
semelhantes-De passage, permitam-me fazer um comen-
Stario a respeito do ensino m6dio ministrado na E. S. A. V.,
.comparado corn outros cursos congeneres. Waste curso 6 mais
pratico, 6 mais cientifico, e mais bem feito, do que o Curso
SSuperior ministrado pela Escola Superior de Agricultura
de Iowa, hd quarenta anos passados. Quem duvidar desta
afirmaQao, esta convidado a apresentar-se no meu gabinete,
onde disponhp de provas irrefutaveis.
Mas, com a instruego dada no Iowa Agricultural College,
e em outras Escolas Superiores 'de Agricultura semelhantes,
em cursos menos eficientes do que o Curso M6dio hoje
ministrado em Vicosa, 6 que seo desenvolveram leaders do
ensini agricola, .como os Drs. L. H. Bailey, H. J. Webber,







84

W. T. Swingle, Mark Carleton, D. G. Fairchild, Niels Hansen
e muitos outros americanos, conheoidos em todo o mundo
atravys as respeotivas especialidades em agrioultura. Por
*seus trabalhos, tfm sido melhoradp nio apenas seu proprio
pais, por6m todas as outras nao6es progressistas do mundo.
Palo trabalho de diplomados nas Escolas Superiores da Agri-
cultura, 6 que tern sido possivel As Ilhis Filipinas expor-
*tarem madeira de qualidade inferior com luero. Madeira
daquela qualidade queima-se no Brasil, para facilitar a
extraQco das mais preciosas.
Desejo repetir que os Estados Unidos gozam de in-
-flunnoia hoje porque se sacrificaram hontem para promover
o ensino agricola.
Instrugdo aos operarios da E. S. A. V. Citamos o
pardgrafo abairo, para indicar o progress que ter sido
realizado dentro de poucos anos e a cooperacQo e b6a von-
tade encontradas, quando se fazem esforoos para ajudar os
mineiros.
"Ensino Agricola Mineiro e Brasileiro. Ao organizer os
variouss cursos de instrueao da Esoola Superior de Agrioultura
e Veterinaria do Estado de Minas Gerais tivemos sempre em
mente que hoje a maioria da nossa populagao agricola tern
potica instruogo, variando, segundo os calculos mais acredi-
Stados, entire 60 e 80 % de analfabetos. Ao povo rural, em abso-
luto, nfo falta inteligencia'nem vontade de aprender. Com o
fin de mostrar-vos 6stes dois pontos, you oitar a seguinte
experienoia, feita no terreno da Escola. Em 1922 empregamos
um total de quasi 400 trabalhadores na construoao e noutros
trabalhos, sendo que mais de 90 % ddles eram analfabetos.
. Cor o auxilio dos Exmos. Srs. Secretarios do Interior, ter
Ssido possivel manter -constantemente uma ou mais bulas






85

noturnas. Em 1927, tinhamos crrca de 200 operarios o con-
forme os dados colhidos pelo Dr. Bello Lisb6a, Vice-Diretor
da Escola e Engenheiro-Chefe, apenas 6 %o dAstes eram
Sanalfabetos. NMo se p6de deixar de respeitar o trabalhador de
enxada que depois de trabalhar das seis da manhn As quatro
da tarde, ainda vai A casa, janta e volta para as aulas das
seis As oito da noite. Muitos continuam o curso durante
dois anos, completando os unicos cursos de estudo que po-
demos oferecer-lhes. Quantos dos meus ouvintes fizeram
saorificios iguais para aprender a ler e escrever ?"
Desde 1927, a E. S. A. V. ter realizado grande pro-
gresso quanto A eficiencia dos seus trabalhadores, cor o fim
especial de realizar economic na sua administragco. Na-
quela data, empregaram-se uns 200 operarios, dos quais
6 %. eram analfabetos. Em 1931, temos apenas quarenta
operarios, e porcentagem zero de analfabetismo. Com o em-
pr6go de animals e de maquinas agricolas, Astes quarenta
operarios escolhidos, fazem trabalho que exigiria pelo menos
duzentos, si seguissemos os metodos rotineiros na lavoura.
Si, em todo o Estado de Minas, se empregassem ma-
quinas agricolas, na produogo do milho, os fazendeiros
jy poderiam, cor maior lucro, vender Aste produto muito mais
barato, e nao teriamos disputes corn a Argentina por causa
de tarifas s6bre o -milho importado daquele pafs.
Exemplo do valor pidtico do ensino agricola no grdu
mddio Quanto ao valor prAtico da instrug.o de grau m6dio,
conforme estA ministrada na E. S; A. V., peqo licenQa para
citar um caso real, deixando apenas de mencionar o nome
do individuo. Ha seis anos passados, trabalhava como guia
de animals, na E. S. A. V., um rapaz pobre, filho de
imigrantes. Seu pal era feitor da turma de terraplenagem.






86

Facilitava a Escola a instrugoo primAria, fornecendo uma
professor que, nessa ocasibo, era paga pela Caixa Benefi-
cente dos Empregados. Depois de trabalhar das seis horas
da manhn as quatro da tarde, esse rapaz ia d Escola no-
lurna para estudar duas horas.
Quando se iniciaram as primelras aulas da Escola de
AgricalLura, apresentou-se le como candidate ao Curso
Elementar, o que fez com grande dificuldades, devido.
pouoa instrugoo que recebera anteriormente e tambcm ao
estado precario de sua saide, patenteado pelo fato de que,
em julho de 1927, seu peso era-de 17 %O abaixo do normal,
para sua edade e estatura. As instrugoes de.sadide e higiene
nAo foram baldadas nesse caso, pois, ate fins do ano, aquele
coeficiente desceu ate 11 %, embora o rapaz ganhasse
tambem em estatura durante esse period.
Completou o Curso Elementar, de um ano, com bastante
dificuldade e matriculou-se_ no Curso M6dio, trabalhando
durante as f4rias nos campos, e adquirindo, por esse meio,
pericia nos diversos' services da fazenda.
No semestre em que concluia o Curso Mddio, obtendo
o titulo de tednico agricola, aconteceu haver no estabeleci-
mento um professor dum Estado vizinho, que, pouoo depois,
foi para ali chamado afim de ocupar lugar de destaque na
Secretarfa de:Agricultura. Lembrando-se dos metodos que
vira postos em prvtica -nste estabeleeimehto, o ex-professor
resolve c'hamar em seu auxflio. alguns dos mogos que
conheoera em ViGosa. Para justificar esta sua resoluoao,
visitou a Esoola durante alguns dias, a pedido da Secretarfa
da Agricultura daquele Estado, uma comissio compost dum
fazendeiro e um outro representante da mesma Secretaria.
Levaram o, rapaz jd menoionado e mais um- companheiro,






87


Lambem formado no Curso M6dio. Desejavam mais um,
por6m na ooasiao nio foi possivel satisfaz6-los. Insistiram
ate que, enfim, foi-lhes dado o enderego dum outro titulado
do Curso Mddio, o qual contrataram tambem.
Lamentamos ver mocos com tal prepare agricola atraidos
para outro Estado, por6m, ao mesmo tempo, nao pudemos
deixar de felicitar o Estado vizinho por vir buscar elements
tUo aproveitaveis. 0 rapaz ocupa hoje o cargo de encarregado
do Horto Florestal do referido Estado e os outros dois s5o
inspetores regionais de caf6. E' excusado dizer que os orde-
nados dos cargos mencionadds sio bastante convidativos.
De um simples trabalhador diarista, transformou-se aquele
moco em um element de verdadeiro valor. Ha poucos dias
nos foi proporcionado o prazer de ler um pequeno relatorio
seu, escrito e dactilografado por 6le proprio, em linguagem
bastante correta. Que transformacao em tao pouco tempo II
Waste exemplo, bem assim coino diversos outros- que
podiamos oferecer, mostra que a instrugao agricola no gr6u
m6dio, como 6 ministrada pela E. S.A. V., 6 educator no
sentido veidadeiro desta palavra.
Coloca~6es para os titulados do Curso Mddio-Conforme
S o recenseamento de 1920, o Estado de Minas Gerais tem
155.000 empresas agricolas. No' acho desrazoado afirmar
que, emn pelo menos 100 mil destas empresas, a direego serfa
mais eficiente, si quem as dirige, tivesse recebido, antes do
iniciar ease servigo, a instrucqo correspondent 6 que
estamos classificando como Ensino Agricola no GrAu M6dio.
Vamos sup6r que, por more ou por outra causes qualguer,
como molestia grave, os dirigentes de tres por cento apenas
dessas empresas se afastassem anualmente de seus cargo.
86 por 6ste meio, haveria vagas para mais de quatro mil







88

administradores, todos os anos. Em outro paragrafo, afir-
mamos que quasi todos os qud j4 completaram o nosso Curse
MEdio estIo se empregando em mistAres de agriculture. Nio
ha de faltar colocadio para quem sabe trabalhar I
Recentemente perguntou-nos um professor dum outro
estabeleeimento que ministry instrucao agricola, cemo con-
seguimos colocar os mooos, depois de concluido o curso, pois
no estabelecimento em que ensina, isso preocupa seriamente
a Diretoria. Tiveimo de responder que a nossa dificuldade
tern sido exatamente o contrdrio, pois temos de evitar que
os agricUltores atraiam os melhores alunos, antes que estes
concluam o curse.
0 valor economic do estabelecimento ainda ndo com-
preendido Voltando a um ponto a que me referi acima,
desejo dizer-lhes que nos causa verdadeiro pezar o fato de
er o estabeleeimento obrigado a recusar alunos, quando o
Estado e a Naggo necessitam tanto de'moqos com o prepare
que ali recebem. Ha poucas semanas, conform nos disse o
director, o Dr. J. C. Bello Lisbha, requereu matricula um
grupo de 30 mocos. Pela deficiencia do nimero de profes-
sores, insuficiencia de aparelhamento dos laboratories, e,
mais especialmente, pelos atrazos sofridos no prepare dos
campos, viu-se 6le forgado a negar-lhes matricula. Em con-
clusao, 6 Aste o resultado da vislo estreita de part dos que
dirigem os destinos do povo. De nenhum outro modo se pode
melhor empregar os dinheiros publicos, para, depois, tirar
lucros tko elevados e em tdo curto prazo.
D ados estatisticos, criteriosamente colhidos nas Escolas
Superiores de Agricultura, mostram que, para a instruQoo
mais efioiente e mais economic para o Estado, o nimero de
alunos para cada "full time professor", nio p6de elevar-se.a







89


mais de doze.. E isto quando o professor ter muitos anos de
experiencia no seu ramo de ensino, e depois de concluir um
curso bem organizado em sua especialidade.
Na grande maioria, 8stes professors, depois de concluido
o curso na Escola Superior de Agricultura, fizeram curso de
especializafio de, pelo menos, mais de dois anos. Frequen-
temente estudaram mais quatro ou cinco anos depois de con-
cluir o curso da Escola Superior.
Num pais como o Brasil, em que nao existem livros de
texto em agriculture tecnica e pratica e em que nao existem
estabelecimentos capazes de oferecer cursos come os acima
referidos, destinados especialmente ao prepare dos professo-
res para ministrar o ensino agricola no grau m6dio, deve
haver menor nimero de alunos para cada professor. No-
tames a tendencia lamentavel de sobrecarregar os professo-
res, tanto cor o nfmero elevado de alunos, nas aulas, como
com o nimero elevado de aulas, de modo que a instruago
torna-se ineficaz, o professor nao progride, e, peior ainda,
o trabalho prAtico, sob s'eu cuidado, em yeq de demonstrar
o que o professor ensina, 6 a negaqgo das lio5es ministradas
nas aulas.
Quanto A instruoao superior agrieola, reconhecemos ple-
namente que a Escola Agricola "Luiz de Queiroz", em Pira-
oicaba, com seus cento e tantos alunos, e muitos anos de
funcionamento, estA melhor aparelhada para minisbra-la.
Quanto A instirucao agricola no grAu m6dio, porem, duvida-
mos exist neste grande pais outro estabelecimerito que o
ministry de modo tio aproveitavel, ou que dB ao seu Es-
tado, pelas verbas gastas, maior proveito sob a f6rma de ver-
dadeira instruco, como a E. S. A. V.







90

Importancia hia Economia Nacional 0 Brasil deseja
reconquistar quanto antes sua posigao antiga, entire as na-
o6es do mundo. Para se conseguir isso, 6 absolutamente im-
prescindivel que o pais export mais do que importa. A in-
ddstria que-mais rapidamente mostrani resultados s6bre o
empr6go de capital 6 a agriculture. Emquanto os produtos
da lavoura de outros pauses se vendem nos meroados mun-
diais, por prego menor do que esses mesmos produtos pro-
venientes do Brasil, nao haverd possibilidade de exportA-los.
Todas as cultures importantes do Brasil sio tambem produ-
zidas por outras nao65s. 0 milho, por exemplo, 6 produzido
por muitos outros paises. Recentemente o milho da Argen-
tina vendia-se por prego menor, no mercado do Rio do que o
milho de Minas. A cafeicultura est se estendendo rapida-
mente. Nos meroados- norte-americanos, a percentage de
caf6 proveniente do Brasil ter decrescido ultimamente. 0
oentro da produgdo de borracha passou para o Oriente. 0
-assuear, outrora exportado em grande escala pelo Brasil, ja
so tornou um produto de muitos outros passes, pois Cuba, Ar-
gentina, Java e outros oferecem-no' hoje aos meroados niun-
diais.
.ito os casos acima para mostrar que nao goza o Bras:!
de monopolio de qualquer das importantes cultures agricolas.
Para que se possam exportar os produtos da lavoura, terd
de interessar-se o Brasil, profundamente, em baixar o custo
de produce, bem como em melhorar o mais-possivel o pro-
duto. 0 problema exige atenoQo sdria e imediata. 0 unico
meio rational de atacdo-lo. a educaoko do povo. Os diri-
gentes dos destines brasileiros ainda nio perceberam a grande
felicidade desta nagco em possuir uima populaoo rural nu-
merosa, com capacidade a vontade de aprender.










A Navgo Brasileira tem, de fato,. milhares de mogos,
S... entire as idades de 18 e 25 anos, cuja inteligencia 6 igual a
S- do Floridense, do Africano do Sul, do Novo Zelandense, do
Japon6s ou do Filipino. Mas, porque a acao do gov6rno
temr side imprevidente, deixando de facilitar a instruQAo
agricola, -os povos acima indicados vendem ao Brasil produtos
de lavoura que aqui podem ser produzidos. E' que os passes
referidos j& iniciaram o ensino da agriculture no grau m6dio
ha uma ou mais gerag6es passadas.
A instruro agricola no grau m6dio constitute a have de
ouro, que ha de abrir para a Nagco Brasileira uma dpoca
de verdadeira prosperidade.
Conclusoes. I. Uma das causes principals das dificuldades
S economics presentemente encontraidas-no Brasil 6 o -fato de
nunca se ter tomado seriamente em considerago a producqo
": per capital Na agriculture, a consequencia disso ter sido
permanecer a grande maioria da sua populagLo rural, em con-
: ._diego de servidores agricolas.
II. O Estado de Minas Gerais, na sua Escola Superior de
Agriculture e Veterinaria, estd send o pioneiro da instrucao
agricola no-grau medio, no Brasil. Os excelentes resultados
verificados hojee por Wste estabelecimento foram obtidos pela
adaptag~o as necessidades da enorme populagAo agricola da-
S quele Estado, dos estudos oientificos, dos estudos praticos e
dos estudos academics. 0 Estado de Minas ja demonstrou
que o ensino agricola no grdu m6dio educa, verdadeiramente o
aluno.

SLista das teses s6bre o ensino agricola no Brasil, de autoria
do Dr. Bolfs:
1). "Ensino Agricola", Conferincia pronunclada na s6de da So-
:' cledade Nacional de Agricultura, em 15 de dezembro de 1922. Publi-
S cada em folhetos, pela mesma sociedade.








92


Publicada em "A Lavoura", nos numerous relatives aos mYses de
dezembro de 1923 e janeiro de 1924.
Publicada em "A Revista Agricola Mineira", fevereiro de 1924.
2). "A Evolugco de um Sistema de Escolas Superiores de Agri-
cultura", estudo escrito a pedido do Exmo. Sr. Inspetor Geral de En-
sino Agronomico do Ministerlo da Agricultura e entregue em agosto
de 1925.
3). "Tese", critical, a pedido do Exmo. Sr. Miguel Calmon, Mi-
nistro da Agricultura, da Tese "Regulamentaglo do Ensino Agricola",
apresentado na reunito convocada para estudo do ensino agricola,
7 de janeiro de 1926.
4) "A Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado
de Minas Gerais", pags. 364-378. "Boletim da Unigo Pan-Americana",
ediCo portuguesa, ndmero relative ao mes de malo de 1929;
Edicao Espanhola, nidmero relative ao mes de maio de 1929;
Edico inglesa, ndmero relative ao mes de junho de 1929.
5). "A Agricultura Mineira e seu Melhoramento", part I,
pgs. 1-27, relatorlo apresentado ao Exmo. Sr. Secretario da Agricul-
tura do Estado de Minas Gerais, 31 de margo de 1930.






























































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-0 ENSINO AGRICOLA NO GRAO MEDIO

E SUA ORGANIZAgAO NO BRASIL






16 de Maio de 1931






Associaggo Brasileira de Educaggo





(3 a copia, loaned to Amador Cysnetiros,
redactor of A Partia.
See issue for 19TV-81)


I . :- .-ju 1S.~*- r~j -..L~











IND ICE


pagia
I. INTRODUCCXO. ...... ..**..*..*.............. ...... 1

Duas %stratas Sociaes M ito Distinctas. ........... 2

Populago 80 % Rural.........,,.............. 3

maier Fote 8fquXes AiWda naio Explorada............ 4

Instruogio Superior em Agricultura D' Dtefeituosa... 4

System Norte Amerioano Resultado de Etvolugo.......;... 5

0 Desenvolvimante dni Typo de Escolae.Agricotlas... 6

Adaptagio ".ecessaria ..... ......... ............... 7
Exito Destes Principios ea Minae................... 8



II. 0 CU5e0 DE ENSIN) AGRICOLA NO GTrA0 EDIO E1 TZcAS GERAES... 9



Instrucgie Agrioola no Gro HMdio, Como Entendido em Hiiafs.12

EdZde Minimva, Deoito Annos.......................... 13

Os Que oinistrarao o Easino no Grio Mbdio................. 14

Os Professors Adaptavoi ................................. 16

Quae os TEtabelacimontos Que iinistrarao Este Ensine..... 17

Comparago do Curso radioo da E.S.A.V. cor Outros ......... 18

Instruogio aoe Operarios da EwS.A.V. ..................... 19

Exeaplo do Valor Prntico do ':nsino Agricola no Grao I*dio. 2d

Colloca0l *s para os Titulaes do .Curso Kedio............. 22

Valor eEonomioe Estabeleeimento Ainda Nie Comprehandideso 23

r1'ortancin na Economia Nacional ....................... 24



III. CONCLUSES ........... ............................. .. 26


IV. Outree estudos de ensino agricola brasileiro, da .msm
auctoria..... 27











0 ENStIO AGRI3 LA N0 O~AO W.DIO E


SUA ROGANUEAXO NO BRASIL


(16 de ha. A do 193L)

por
p.HI.RUst B*.S., g*.S, D.S.

Os t aitodos atigos o edaoaIo vocaoional ta aida ministrados duretw

amis d qutanhuates aimoe. No iniafteJ oUesavamra e as meg. some apnrzaediW t$ra

boimaead n em *mrtasu pi6.s da agriAultura. 0 r eatltad dstto oasis, ou antem

dstsa talta d casino, era a paralyrsafao do desemnolviaUte do intellecto do mgos

toraado-o ua utIraii Mis tarde, estabelecem s. **aoolas"s assim hmer-


da, visMado a ftomAagi t operar-ios poritoe, pozr6, ooapletamoto submislsi s


GO poderas ostablo ideslo s aspiralo ou tra poaigie ala daquawl ea qu

saaMerre. 0 deasrvolYtiuate ltesltuta do e0 eo eOr ~oasijdeow de iqppoartas


laito MMuseudar. Era as6 porigoso para oe quo govenarsaw permittir quo o poe

adquirfias iatrunogl alia #W'f dua aorta poreoia mak oau mnas mual.


A jutmuifn amrkemas tmto t a ort ou aso sa do Equ~dst indifft

esnt ae, Basd ao u dajO o dau eje do witherar a aua mituagio na vida.

arSa mSit sam"l*o t a a torpa, tea havido umn uperabuUdancia de


sores himaon. Poar oarnmgut., *er de pouae lqportanoea e trabalh qu uma oultEura


requeria. 0 tte dfu 4aor laportasLia era fasor todo quiahio de terra proadair

* ms5 posesvel.






-a-

Nag Aaericas, o padre quo determina o aust dua artigeo 6 trabatUw

rYL
human dispendido em aua produegEo. MA Allmabnha, quo 6 um doe paiLes ca-


siderados mais off icintss do audo, o governo fte obrigado a augeontur as


tariff as qu oas protegiam c tra a i porFalio do trigo da Argentina e da AMs-


tralia, par qo.u ou sous proprios agrioultorea pudeasem continar& a produir


eso oareal. Ca eosta Idida. a Allemnha ccfessou a inefrioridade de Pma


inatruc~o agric oa. Sua producglo de trio, por tuiidade de terras 6 bes rain


elovada do quoe a dos outros paises mn;ionados. 0 pre o duma unidade de trigS


fica, poram. a=iADo aior. ia 1913, orai noceas-arioa dois hosens e maio na


Ingl4terra o Aolla.ha; tnas hommns na Frangz a cinco na Italia para produsixo


c meiaa por2Ro do generous alimenticioa quo um so homan podia produzir aoa Esta-


dos Unidos, a depois daqulla data, tem augmnitadda canidorzvelaewte a produe-


go madia do operario agricola nos Ef U. N. A.

DUAS 2A'TAn .TAIA'S J"TTO DISTICMTAS. Os Brasileiros -----.


-- ----.... podem s~r divididos on duas clcasse distinctas,- a).


os alitamratu intellectuasB, es b). o3 routinoiros. IHrdou o pais esta conadig


do tempo do Imperio, poise durinte aquelle rcgiumn, devia sor/naturlomEnt9, re


syatma mais offioa para uirn dire"aoo Rutoclratli..


wrr Vea proclauada R ropublioa, aquelle sytema do divivao 4-onlasa


provou ser ~nuto inndequado. Para que um system de gow rno popular fuIneian .


ben, necesaita-se de uan clase m6dia ber imatruidi. A olasse iantlle.tual4 qua


opoprehende uao porcoatxaom muiot redurdda dos cidnd~aos indicada aolai por


maw, rUv do use da intellipasia. Per hberditawriaded a pr weugso, *ea&t






-3-

aolase 6 oi letaate a v eres a aaooeitar ea oagrctura o profisito.

Para mspprLr a grnde leouaa existento entro o "routi~airo", qu oem-


stitue a gran asmlora do posye a elas. iiutelUatuals ea nucmro maUo roduside


dlemBo prneurar olemat s eutr a olmas- ldieada aims eam "b*,. Dseebsriado


os saie intelliUp te9, e ftailitando-lheo a is trusgio. srieo e*les elevade


miteo asel dos operaros routineiroe da vida que pedesxms chamar "routiimira*


*evrando-w a un nivel oaniomido bes superior.


0 Brasil est& pagands u tribute mito pesado, devido a grande doaxra

em estaboleoer principio eoonoaicos acertados qaente a suo industria prinoipsal


quo 6 a agriculture. Parea que os esus proprioa flan istas duidaw da sua sol-


dos eounomica, easte eosirito de duvida te ra espe haddo rapidaoure t entru oe


fitnnoista~ mudims, levand o pals & triste situagi do Ssatar diversos


milrioie n papsl para compnrr un ouro.


POPULAgXO 80 % RURAL. No Brasil enooatraasee appuLria amnte nas


quarenta oUhoes do individuos, dos qums, prorvelwnte, uaa 80 X oecuaars


da agriultura. No anno de 1929* *oa Vi* Gerases a expertageo registrada aa


Seretaria da Agrioultura dosse EKstad dmasatrou que, aqueU e anaxs S da


*xportaggo provrahas da Iwoura. Entretaste a grande E tado do ~iams Gerees to


ainds uan instruegio agricola mito l adseuada ir sues urgeotes necessidades. R


grand obstaculro e d s wolvisato rueiemal da agriou3.ura estad"ta0. te side


examtas ate a falta do instruego o*tf iciate* a doquada. Este problem tea s de


ateradal d o mdo fundamstal baesico pela Ea la Superior do Ag ricultura e Weteri-

naril dE stado do Mi aas Oeras, os a tuada"le doe Carso E.lomnter o idio.







-4-

MaISB FOWMs 1W RVEZSA AfiSDA IOW EXPLDBRADA. Ziste no pails, ua grnad


roeurso, quP ate b6 om Muaa Geraea, aow no Braoui iateiro, *e1 tea sido copri -

andiddo. Ease rourso 6 aonatituide pola numaroea populagso rural. Hfo ba atro


grane pats no mmdo quo tfesi feito to pooao, quasi nada, podwa disers pOeL

instrugaeo as agriculture dq sua populqe o rural. *No ka autro pais no wmdo .

eade -s enoattru tftas pessoes amarois intaUlienten, oeao eatro o pro rural

do tass. Wit.s dos ta possoas nmans tiverarm oppotruaidad do apuidars *e a


oulpa oabo as go.er ee passadoes aIo so prwo. H eo te iUnm.orang, do outra

veass resist, on qp a lusiutnrgo primaria toua prer4 eodo tat an sepa .

o tempo i elativamMte ourteol co 0a Mass Gera e os d* de d 1921 at6 1926.

Duranmo ds annes, toamb tide rwlaglss direatas om o poro rural Maitrxo


og posse affirier gurngaats quo aeo lb fatUa ltiel11pnaia. Felta-ls qpoaasm

iartrueag Iaite itdividun to revslado vordaedirea auia do instruefgo


*gmrra" quoalqur opportluidade do ,praaderv so sa dir sweritfi ie.

INSW gAo SUPERIOR EU AGRICLTURA 2 D FITUOSA. A instruneg aup#tw


m agrioultura saeUtifioa pratis as Br aIut depois do umn secule do Ladipendeasai

dov mwr sasidernda on ostasd priLitivo l* tavel ainad. Dur*nte quareta uraes


de BaspUiWso toa Ibld divereas tentatives per esta eblseoer o onsineo uperior do

agripulturs,, ms, v ao ton aootooMe ona auits painss Inalad o e~.srdo ds teOlrsgLe


os rosulttes ao ton sideo stfartat rie i aeos nm inioiatoros, sendo g- veses ,

vsrdadAie trofrasso. A Eessaa Supwior do Agrioultura do OGoverw Federaft t


establedt da no Rio de Jansiro na 1913, durante on priiirew e a es im aes do


oxiatenola, esoupea tree leog diatter#a ~ a. IMat reooateesamei tit dada iats








ur vo.. aIforan-s. que hboae um 6pose em que cont aE mis ou amno dais pr-


fesoores par soada almno mairicul].o, prromndo cabalente que a instrucgio


ministrada nZo era a quo o pais nacossitsra. !sta Escola infelis fas-nos &orba


uaa Bada de citrus que, de treat em two s mses a rrancada, com o fin de verl fa -


i* e as raise estio fua ioneando rida snoute nao. Deremos notar, per6at


quo eato modo do experrieuia do estaboslee entoa nlo 6 peoullar so Brasils polo


fol oxperiwntscdo por outros paixess a*t ea que a Brasei so tornoa Ropublioa. Nbe


sorl mocoessaril repetir costa exporieaoia para provar a impreotiblidade de ma


Ea la Superior de Agricultur "Ambulanteo1, some so peasa. hNi devem e Brasi*


leire. so orgulhom do ter descoberto e*te fasto.



System Aerte Amerioaao Resultado do Evelugio.


0 mlalor tratfdo do onsino orrLso)a brasil ire e0bripta em lingua


pertugudsa que teso eaaoaatrado "0 Ensiao Agricola no Brasil", pole -exa


Sar. Dr. Arthur 'orms I'ilho. Foi publioado am 1926 a rnromo euidados eotudo


por parts do todos oa educadorie brastleires, ants de eaoWtieam opinion quisto


s os e tbodoa albor adaptvois a *eAe psis. Ssb :sto titulo nodesteo o r. Terms


Filbo inMalo iaforaagep sawmas lquaNt eao in a rioola eotual na T1uropa, ae


ENtados UaAosa e no Japla. Tr abl.bi asb o systosm norts auaricmaon durant m *e


do trint a. ans, antes do vir pora o. Drasit. EIto, p r isso, habilitado a a ffit-


aer quo a explosigi daquallZe system foita pelo Dr. Tomes FilJ 6 a mlis avcrtada


ais aom a miaI extoensira quOe Ja oeant ri ea portugues.







-6-

Ao eduoador que estuda a question super cialmrnt, pode parecer qu e

system noert.e a~ricao de ensino agricola tenha so desenvolvido por aoaso, quo


Sablo suito productive taeha produidto t riqueza e cauaado a esiabelociamete do


system estupendo de Esoolas fi'e'r Superioresso do Agricultura naquelle pais.


Por6m, estudando bes o assumpto, percebe-se quo succedeu exocta ate o coatrarie.


0 61lo ter so tornado productive e as riquezas ali tonm so Eceumulado porque os


Amsericanos de tros a quatro goragles pasaadas sacrificaram sou conforto a dinheire


para quo as pudeasia ndquirir a diaseminar coaheciaa~sos agricoaas uteis. Em


outras palavras, ias scaolns Superiores do Agricultura eonstituiram a chavw e


oaro que abriu a porta para riquesas que n~o existiam danots. Sea astas Escoaela


aio iria a California hoje a asa industria rendosa, baseeda na laranja da Bahia


(Wuhiagtaon navel); lea poderiamr os Estados Unidos exportarpara a Ttalla, o trig


proprio para o macarriS, que ac originou na propria Tteala.


0 DF-SETVOLVI=lNO DUr TYPO IDE ESO)LAS A'RTICTLASj Jf& indtquti qu o


system. nort. amaricano ( o resultado dan e.volugio natural a rio proveninte do


sero scaao. Na part eaordeA do pais, quo seampr awntewr relaiges mais estralta


oa a Europa, ao adoptaram prinsiraments algunas des foread de easiao agrisol


e mostrade no Vetho Continonte. Do Ohio para o oee, x~Ip m- m-mo em ita M


oows, as forms ja installadas no Loeet. Depolt do maites fraeasseo s *


mWcoseso, corog4u a surgir o novo typo de ssoolni agrioolas. Os Eatados do


lesto, perebeando a superioridde das Escaas do Jeste, rOtormara smasm EsoCI


Arieolas, chaeanda das os olas do Oesma algtun dos mElaoMres *elsatos gneoatradM


3ae C0opes Doeseates 4a maemo. Ei *#o eests Aesders" podenas otar oas ts. I.P.






-7-

Roberto L. H. Bailys l.J.Webabor, WJ. Spillman, a mitos outros.


Os "Leaders" progressistas do ensino aricola no Brasil devem tirar


proveito das experienoias extroamu nte dispendioaass realizadas par outros pores


especialento pelos norte amrioanoss quo de quasi derrota soubersa fzser victoria


ea condifges Lano prosperas quo ase enontram no BrasiL hoje. Os fraoafsos


doe eutreo poves devon oontituir as U1Lgss pelos quakes os Bras.le iros alosaa


garso rapidasate mitlhars oondiUes eoenoaicas.


,dt f _J/%%W^^ --
Adeatagle ecess aria.

V' certo quoo aystea nasionals de Easolas Agriaolasa qua era s
p.

eonmtra nos Estados Unidos altteamnt devnvorlvideo sinistrando e oino annuml-


mnte, a conteaas do milhares de pessoas, nio podur& ar adoptado pelo Brasil


con grande passibilidado do exito. Ito neia so dispute. Nosa inttego 6 oatrur
r

mais protundamamtt no estudo do system e descobrir as principios ba icw dae sm


fundagaos beo c sm os eloenntos que mais tena ontribuido para sou exito. Adeptendo-


so eses principle as oon igaes Brasilires obbtereas entio reeultidos altaemate


comipenadores


Si usn awioo pudisse transportar hoje para Vigoaa a agaiticaa RsoeI


Superior de Agriultura do Estado de leas (queo ministra annualmanto intruoioe


a Mai do seis Al1 passsas), seria una raeasse toendivwl. S*ea"im a -. 1m





..- > ---" 6 "" ....... PorAm aI s aedaptar oe priniplow


baesoes do ensiae agri-eo a Amrioae, n o mio Brasileirse alua.bs-se a aeupirito


dsremaertie a waentagln doe eeneeslmetos aensitificos apr eitadas para fi





-08


pratiaos, desravolwvelrso-& am scolacomo a tsaola Superior de Agricultur *


Vetorifari do '"inna Gorsess auja officiencia niaxgue quo a conheso pode eooae-


tar oe ujo muoesso, oo gnaston nmito modioosa 6 inngavel. No actual Corpo


Di oteos do ~ato e satenta maops, conutaroe repraesntantes do dea :: tade. 9 do

Distrito Federal. Perguntnsoa: "Porqup Ia esata a mno do tio longaa do RiM


graandoe Sul, do .-ranhio e do 'oyas, por examplo, a 2naU Geraoes parn reoeber

astrugolo agriw I T ea m ter roaUzada qualquer propaganda f bra doe lialres

do Estado a 04mit p m Jit s do. p om 6 qu0 Ris do


15 % do Corpe Dimosate do f s6ro do Esta, sprovae~tand ea iguwdade do odai-


gkas oom proopioe filhe do Miraes a Opporturidade qu auito bondaumate

inrurtrunSo
ot* Estado iboa oftfrone, pars adquirir eutM/agdrioLa t A aLcidade Bralt leUam


*sti demo treaad aoe dirigenteo 4do pas a naossidads do uam otabelskd altd d

genero da Kaeola Ag rlol de 'anau, on adas E tado do Brasi, Os systems amti-


goes osacisala*nut burooraties e mLaiAstrando istruaoe tKe espeoialisWed qw


ale prepare o aluam pars a rida da fassdas, osto sando rojoitado palmo e ag


Brasiletira que m a vrdadeoirs lberdads e quoe steo prootoe a eftml r Sgrade


eurifi ola par obtr o ensia quo lhU paroga verdadeirumnts util vantaeo.


= fiESTES 'RINCIPIOS L UflNA4
0 Estado de gMinrs pod* xgoesijar-e ooa o ampigaiise iniio do oaaina


agri cla polo ostabel oitmate do sa cola en Vigon, J d. *o-de..sn _.mm itst

pudesesm toar ua aeurpleame dentro do duas heras yjfstar bW.f4Mad muP alla


wlaola #* dentre de mies *eoo minutes, eaten sorto & 4 qui tade saosordarim


emwnie nsesa opiniba. lUto porl COn rtitue* 4plmas inisis. re sultat






-9-

de ua deennio do trabalho arduo a do sacrificios sor numre coma o eoprego do

vorbas poqasass. Quanto aos edificios a terrenosa disi mnoa quo, no Brasil? he

apenas ama. scola agricoB a wga er do quo a de Vigosa. "' a do Estado de So Paul.

ea Piraoicaba lszola em Vigosa asti boa appar.alhada a dispdo do umr professoera '

ara, aniziitrar a istiucgnaio noa Cursos l4en tar. e dio. Si a instracqgo foeoo

limitada a do Curso ~edio aponas, poderia o eatabelsoniauto comportur duoeato


alumioes gP^o Ava.

0 E stado do -linai3 ea face das urander difficuldaesa financsiras por

quoa %/ i oati paasandonuaca toj yP "dia dostiexr vreia ad uadesa so asta-

beloaowatog de accord cor a importancia da agricultura na eccunoia estadoal.

Em 1929 a total gasto corn a scola Agricola corrospondia a menos do sossoata gsis

per ceaita, por wano. (asso 6 t~nou do quo o custo do dois bonds cigarros. )

No sasao amno, nouMaoo quo 91 da axportaglo do Estado de "Lnas foram prove-

nieanta d la voura. 'ad o'.Wde % ln ffffS/1/a /f( A =sdia das saosna aastas

coB a I'ooJla superiorr do %gricullt ra e Voterinaria do !Anna, dur.aIte osz ultime

tres annos, isto 6, durmte os anne que ministra instraegio em sulas ftwr

a=*so fica em approximudiamr te sote contos e noronta, contos v


J O CURSO TI ENSIWO AGRIXCLA Q0 0RAO -TDIO EM IMITS MM-'S .
P* Pan qu sija bUa aso hRuawuUa a dison5lo a gaire 6 ea U saris

odteodan er x astamat oe qwu vaose deslgaar por "Basine Agriola as Grios Midie,

EpuosalateP pare qau so passa diJforesaiwr eate *easae, 4a torn d. ozaaia que


pomdeas designer par "Enlas Age*rM a Gnr&o Gyraias au Souandaries awa a

segmaea iaportaneda mit" lafIrior a iaportanaia 4d primMai k.

0 ebjetiwvo de primjlr # Wlaistrar aMwleamats d4iexta mat W applwe3Isa







-XO-
-10-


mae vo6a8as8. adapta-s esapeoialante aos hoIasm oujo deanvolviOiAto ano ta


seja de desoito eanno ou mais. Por couaeguiaie, o onaiYn agricola no gr&oa dle,


deatnaa-so eoxaliswamvr e a satisftasr a nwcessidades do aogoa toma qug


prtendea segiair a carreira agricolas adaptwa-s aoa qu intalUgpncia


nadiaesr ou asiam do medias ma quo nao teahas podido antesa por felt. do


opportuaideae, adquirir instruago d.o bro aooundaria ou aynuaaial.


Para indicar a differenga radical eistento witre oessa duas formal


do instruagC~ agricola, isto 6, entzu a istiagio noo agri adio, e a i= truclae
Ctovw A,j^vA.o o vo> -. 'r
gmasiaLipoeoas citar o ftato de quo aa sitA- ascoras Superioree do Agrocal-

tuara no Z~ilados Unldosa, inistram o arino agrioola no gro o dio, eoiqunto mr


Bonn 9stado5a as ernoontrma o eIatao gyasxial do agricultural, ini trado an


estabelesiaeontoes separado s.


0 einsao a.ric la jcuandario visa eapeocia;lante o deasevolvimunto is ta


lctual dos aluamos, sendo particularaa oe dostiuado a. amgos cujo desenvolvimrat


=4 &al soja do 14 a 18 anaos. Aste curao tora a as a relagrio coa a agriculture


professional quo tex, per exsapleo a mathematical scuadaria* a zatohemtisa do


comwraot o 4d outras profgsstas.


Leada as pagiaas 21 a 26 do oxoollUnto tratado ja monulonLdo "0 Ba~ino


Agrloola no Breatl""r do Dr. Arthur Torms Filho, prrcebo-se ia diataaPkoa a em-


fuslo quo exist quanto ar deiggs m tdM ewraos paios, qu eapplUas a

Atgnw iM noA a& A-L v.WaL r
M P-rtiMl. Quando sr rinifmo an* rAf 11Ii dla


da Suropa, torma-ma bena evdentp oq visam earto a forangoAiZ. oervridetrus m


fettfloentts para supprir as am.eed * pra-sr dae eleass mis *levedms.
, ... T








-1*-

isa a ft oraogl d. un operiado perlteo qu pqratarf & ilhoroU szeriges & paoqu

laase quo pos3su as terraa. Ae entrario disso, o system norto sLericano o vi

a formage o 4ao cadKo ail eoaplste possivl, quo poderi toraar-e ur agricula t


abastad evitaado por asus eonhoolmat)t do agricultural muohacsas a f~lj

remtla eaterpoeedora que antiga,,est .caractorlsavs a prafisaEe aericogl.Vim a

iormagao dum ser humaa mais eff icients, epas de proporieaer a aua fadlla


um vida mais fel1s.

0 agro.ultor Mianaro, assia cam o agriculter doa Est dos Unidoea mausa


traalbar ouite qumao as rosultadoa do sous oaforgos aejea aprovo~tades prli L-


palmate por aquaUll que, poir sae auor, tirma luo 4 oafotorte. Ha Europea dewit


a densidazd da populaQg" 4, o s sstuama de mitas i rag5sr e"amsa huxLnrld aB


ten outro zreuo slae e do acceitar a vida somo a eaeBtra. Ne Bras i, sea


como nos Estados Usid4os ao mgo amis latollUg.nt pereteb quo, em a aito bhetaxe


de terrene deseompeadess *Ue pode oequistasu u vida polo noes ladepesdeate.


As vase e*ata vid t rna-ie ra ezistanoAa wgotatiTa, seado jpmlarH fP esaad-

gaes peiores do que as do colon ea uma grand fasxuda.. Poz6aii u a vida

independeate, Oem a preoiosa qualidade de Ulberdadad, qua nas Aericas constita


o alvo preponderant as aescolha do uar earr.era. 0 quo o Soawmno estate poreebre&

S 4que estes mgoes: com o auxhil do ianstruaS a gicola edia, tornar-sero-

produ-ores do rlquoz4 nWaonm seloatos do valor ij lo ve as ooamLa 4. pas.
prodmagores do riquese nastenal e*ementos det valor leaeloularel aa *Gonneaa do pets.








0 RegIlaamnto da L .S.A.Y, 6 samlderdo como ao nai demooratloo jauts

adoptado no Brasil. Z n espirito 6 deaocratives por6 n ea muites do4talihess

burocrati soo, qa 6 inetitavel para ooenflaaer a was ocostun3s ns loes. 0

ospirito de desmocra ia est& evidenaiado ea muita disposigesg, cooo, par exoqIeoA

a que disp quo oa fUlbos do fxaendeiros abastado e oa do feitores recoboam iatrai-

gao naa warns aulasp residan no meam dormitorio om na as mear Ma.

Como deaoriggio suncints do Cuaro T4de d extrahiaeLs aeguinte da the-

apresentada & rouuiao deasa beasaarita Asasociaa, realizeda O Belale :risainte, ar

Novembro de L92J.


a "-w.l' ) QAAB Y-LIO Y&L b &'f




'3




te de 18 a anneO oame niass paroas a~i riolsa edio,


6, *a regra geral, wnito aeortado, ecOstitaiLadeo isiltansanimat ure pro-


teesie para alummos adultea para s estabeleimaato. Naturalmanti, a


pies% msabn que o eu fllhS en a deseoie aunos, eatsL uite maid

adiantado, quante a4 e u dobenvelviaato iatelleotual, do que a 1ilh


do vieiaho quo eoata vint onu vitsi doile menoe. *i, quasi unma es


psyeholoeges ameeorn r sea sO a opinike. aitre o dirtgmnts deo exinao,


auans esanatreli noma qu qo uisea se llocar eosa e adutots do maia d


18 annoe, es n rapass do odade a desenvolv wiato mor 4t queo quels.

No Estate do Minas, eacsntrar-se, eortamente, aAl mnrs o q o


eiaOc a.i, on prerawalsBta ds mil h a.1 as quo deeriam star rcs~ badoe


iAstrungi agri'cla no gro mdAie Par tsao, series aoessaaries poel


enor quiahetes proflssores boa preparadoea us apparlhaneante iLBam o.


E os resulteddes do tal iastrugi0 Si, por lgIm eacai e, a pudossea


italtalar curses usmlhanto so Curne tdio al E.S.A.V., ao aisaee i.


teodoe os dW homsa de etade qu aSmo8ejssas, admia itrad por


professeres eompeteates, deatro do dos anes stasdo d$ Minas estaria


ea condigAf de eoaoaisa astadosl Juami vistas w te pals.







4O8r





A lastrusego agrioela so gr&o widio dve ser aniistrada por


soientistas vrdadoiroes quo toBham, a. BsrO toqpo)eeohkeimoatoe praties


as osaentAigs da lareour. Espesialistams etas eodig es vatrAim as
\

Estae ILs des m ais do qu *1al paga heje. Eaeootra-se peaeos


assil qualifisados no Brasl wnade asoossar e alada ftran-os. Tmas


abuadanela doe quo poHesu tremo selontifiee, evideanead poleo salaries


quo resbssbu iauffiheiatos para a manutoago modosta dwan fainlla. Por6x,


soieatistas vrdadeiros, quo, as mso teepoe anhes as proesesos modernes


da lareura, possum a capacidado lazata do easinar aoc outroes quo saboa,


sao mite, maito raros. (Pesso adfirmr isso soa segpraana, pies veretiqui


per exporaioaia propria, as proourar olmetoes para o Corpe Docsats da E.S.


A.R. quande Dirtwe W BM* Approximadamarnt, oiwoe per conto peaa


doe eaadidate quo so sproentarm, efftoreiaa os requisites intelletuass


* aerass aseossaries para a repeaia das eadeiras.)


Cit o so pgat ftaste para deuoastrar sea 6 futiu eprogar-se


tfua eioarie a quna f 4ltk lapatbla para eam o agriultoer * ospirito de


easiao agrieola, eobera possaU prepare teehnioe exoelleat. Visitaudo


us ftasadeire, a ite distate de Vigesa, orititee *sio a soenira. s etrt-


naria em seado pure absurd espeeialBat, a u veriuarie qu *ra nus


eenhalide. nEoeatrando depois oste Veteri arie, raforiaome- as agrioulter,


quto Vetorinarie doseroevu eas da ignorante, ua atrasado *ye suma,








xeata-ergk e entrarie da fipWrsli qre +iv o mera agrioulter. DIepoi,


Zlate~ru- o vwtrI art u fru asUs quo *l*U tiuha tide no tratamnto do


uns uani *s daqulle ftasodairt.


Comolasr- quoe ambes, fazradeiro * vterinarlte, tirab a lga


raes5, per6up e*stav ea part erradoe. Si o tfasadeire tivws reebide a


iastragiOe am Curse bdie en agricultuma, prvravlmrten toris eatendde o


selen.tists oeepeem sO *1e *ll te tki algm prowite des ams easia-


moates. Si e soietista tiv see wrrdatiramntmo nataedid a *iargi, tiia


eoprehoadide imed stamato ester alm dai pessibilidades sda ft ado e
fi
tratamato per *11 reo- idemmid pots esto*pederia ter side fiteo apenu


Bmu hospital dvridammste pparelhade. raste iasidates, hba reultade


fue tret poise asadeire usou w-dmo Anflutnes a para abali a ervyig


vterimarie aquiella rsregUe. 0 setentisits e lm tiWebmixatde per ter side


obrlgade as trabalbar sob as endtgs oenaswtradas as fasonda.


Isto llistra quae oasiee lanuMwras ves. Dos lelelates pedea


ser exoeloates, -a por falts do us pouoo de tiatruegao a do powder do


adapta sg di part. do emboe, eomju a luster usm sewtr o atre, qusadoo


oen auilltoe mata podertia vwaer grand difftio ldades, estabelso do


eamdi|os **omneaso di grand alesae.






Ito




0 uooesseo J& alea~nade pls. Esslcoa S.perir de Agricultura *


Veterinaria d ia, o deAonsertra a spsQidado do adaptagi e do progrldir do

sous professorzo., Noeanh delles tem saids dos annes do exporiancia do *asnao

.do sa ospeoialidadi. A fotma~g do Corpe Dooente ten do aegAr Ovolugio

natural.

JulgaPer ua. apresa IsUmtl.4.i pelos sus produrtes. Igualaate

julgr-s ua stabeloselato do instrusgie pads seas dipl mados am pjeles

que nolle recoberan iastruogi.. Teons idnistrado o a asin an E.S.A.V.p

eo a3sla fotrmes, durante quantre annmos apenas. S *ypteom alito alnmador

Sfasote do que dosde a saa abertirsa nmaro de dalumae sq apW attingtiu

maxim possiall, oqp=tiwl seo uma beo lnstruogSe, poise, devide *o #fW


poredes do depresee per quo se ten passado, as wrbu toa safo seOpr

wit.o liritadas. Duas turaus j& ooamulirame ursoe Ndio o Curao Sleon star

*, embero soa pequeas a nunroe'6 Intorossauts notar que ni so tea uinor-

aasg dq quo an uanie des tornados tvesse J& abaondlao a profisiao.

No Curse Medio & ftoram entrguf s 25 diplomas do Tehiisoo Agri-


oelai, er-nitia otiaand s sos estudeasae de on a o utr

aestbel"eleants do *asin asgrieola. No Carse Elmntar, loran eStrecos

20 titules do Ca&apa Runal deoste. S easti onat1inua de so us studies


A6lA destess, so aitos es que, dOpeio do ur senmsatr, os talws Opnau uas

uas moes, ti9fmr do desistir dos estudes e oltararm, as greands mioerit

ara as prepritedds agrioles.








Costltu taote digno do eo r maBuioad mneta reumait. eSguatt

DOs almost q ~ariula nos dimrsw aemos a E.S.A.Y. 4mmpn 0 %

parWs Ue s ta pWrelad d fadllas que rsldts ea op~griaedes abrticoas. S1

a latruogio gricAea Mdia, sob a ftem adnistrada apemaas .entrfbui pUra

rmumm /1 doe quas depos de tormdo* e feose resorrr a apre.g publeo

pars mater, arla Ob, Is ma au steii, toeharuns as portaw da Esusia.

Quaad pxaep r ar MeS pura Smbr a r vida, iLdepeudekt mraa t de govera,

*otare& rutia, uqprido a Bmola a ma aste funosgl. 8o oa gaoeraa proo~sram

m titulado. enxii o tabelIolm o lioar suite atis feio ea podwr

obe elmBates diguw dita bIhma.




09- Osw'S lun i an AaRM 1t

0 oania agriaolE e s gre medics, eao JA iadiemamoe destimaad a hBemus

do 18 ou mais maos de dadedo d so r usaistrad polu S aooelas Sup~rierMs de Agri-

euatura mte por emr quitquewr estabelelmante. linitratso ssparaodpate, a

inatrus~e tisra -e parinMte raiusira imaStiLes. 0 ourso de eOasao medio an

pods r I m -rL ddvwlvdo dodniad muleatuld al {Co *b ml tar
/
q-tr as asiessidead des sariuUsaore. Os elumos do ouno msadl neuessitoa

de owstte oam es alume do CUrup Dqupel r aom es prfessawr a olmtle stam

quae all so o notram. e E dtae de Fleorida, oate a a supcL Serelr do Agrioultur

ftunsclea l lteNr uptamna dauratA mdrs quawata msaes, s tletar u wmu e

untra sometn 6o ur.r dLi.o (T- 1 I f paL boL nariaJe

trade a& Easela Sqprls do grlrouitra. ts tu" part Lategral da Ublmwraiade
BEt~ade.









Sm varies 2stadr, ter N *iaprimemtdE. aitmirstrar o sleas psadt -nt outrs et

bouoloants, alp o em fraeassm. 0 qu 0Mstita mtArta Wpra lastrueg


aperior ejSj dmqut a male 4Di amsso, MitS vwi s io iatrdo am onIaIe

meit.. Cm progesso do perW tea troamaute qw pregradir a lee la Superior

de Agritotturat, for 46ge dosto title.


Si -m pale oe Estaddos adas. 1o w a psrontegma doe malph.a ti


rt& to appmaxiMsad "a srO rnds as E S as& SuaerioNs do Agrisulturas esto


fudeaLama.ude duruaIte oiteat ummss, Jul &iLda neeassearto 6 easiam sale


d4 aglaltura. quto mas -m patI a meo. a a agrimluar aiaia a *ostad


priaBUO t



Co-osa A Cwv-, VAAio < LS-.4f. i S

De passape peramttema-s taser ur smiagurie a respi eo do u sita


mdio ainistrado aa E.S.A.V. *searateo em outros ourses eagein Zs. ate urs


6 ma~ pratico, 6 amai selatitfoa. mtis boa foitoe do quo o Cure Superior


ataistrade pala E, sla Supriodr do Agritulta dc l w ha quaroata asses pamssios.


QuaM dawid r desta affiraga est& seavidadeo apreosat r-ae no mn # blast*s



ehi K S Aa c- J tal' dc. dtr ,,
semse "swpleJ proves ,aredta w is dest os ft iarag .




A *4 outrea Sa lfttiiatsa do qIa o Curse Wadio hoej satis"
*>T

Ado, -o Vil... 6 quo we d..ro2LTn leaders do oasioa *Vgriesi. o.m so s


Dra. L.H.BaUiley H.J.Wobber, W.T. Sifglos tNark Cariteas D.O. Feirbaild, VElsr


Iasm-s lite a eutroes a fImm t, oheseides todo mde a mes rwpei-


vw **paisaldadsU on agrlaultunr. Per se trabeomss Wa ta maL ~ a






Af/i


apemi -a pnprlo padsu, p4a todof a otras naege prgweli*sr do4 maude.

Pflo travel de diplamdoe aus Escolas Sauprlore d Agricultu m 6 quW tm sldo

posuswvLi frbas Philipias exportare mmdeira do qu ltdds latoerier gtar`

,M* debdira dalqulla qualidade quemia-se no Brnai, pam ftUilitur a P

i da mis proieoess.

DIojo spetir qlu e Betadoe UVkMoa poa do mft.umsai boSj puQmq

a- saritfeare ben te para prawwr eausi agr pE la.


quanat so


k CC.o &..a u. 4-; cL 'L C.a-
Cit.e o parag.apho abdl"o para IWLdeur o pgrusaa qwu toa *Ida


dwtre do pas awnes a mmpragIoe bea vxmzate snuetradqa.

oaf Pa p Ar A jt 3d. r a m-&l r om. Y *V '




S^-- -- --^^^--fi t

..JA bJU7i1 \\ A-

^-rr ,^^-
5^r ^ 1








Dade 1927, a E.S.A.V. ten realsedo grand* propsgs quaine &

oftfiOtiesn des Nus trabalh4wo$d ee a fti esp.oto do rrilar osaemota as

as miS tratio. Iaqust dat eqpmwgarar-se urs 200 oprarlp, des quas

# % eras MMltthabstet. FA 1931 teas epsmas quarata opeqrario poreeaag8

rao do aal.phIs-t-tm. Coa o oespmgo do stoae do mobluas egricoLss, estes


quamtla quarnots oepnorarle o*aLhein, tassa trmbahue que eaigirzi p1oa maaos

daM rtos**, *igdsiL os o motheodo reutiwires as larouIs.

Si, *a toed o K taddo dILAnas saprgassa~o mashlass agrlflael a

produzaQo do milbo as fasaendsir podar1mia OM e mir lua wrnder oste prod ste

miteo Bi barat, * no trwiams dimputeas ea a Asrgp t per Oes di to arit

seob lho imptudo daquelle pas.

EZBPL DO VALOR PBATCO DO ERSINO AIfICOLA SDD0 (cy~ t IC')


Qusad a vewr pratIm &a lastnwo d o grGe mdli, oJfateu est

alatitradk ma .S.A.T., poge IUem par o aftr aun m mau l, doUia do eapna d

mWIoSMar a us do ldirvidae. Hie sui ames pasadoes, trtblbm.I OmI guia do

aalmes E.S.A.*V., r apsw pebro, fithU do lagruates. Sei pa erm ftitta e


tarm deo wsstok d torrm. Felitav a sraue a instrualog prmiart tfooesea

usa practess que a)Ms oesarltaa pqe poil Calxa Sofir l to dos apwgapdeo

Depels d trabalbru des sois bors d4o mu ll & atQu d4 tard a, se rnpse I&

S& sewola motuwa pars ostudar duas hkrss.


Quadom so IiSlarm ms priM ira aules da MFoLa do Agrioulturar, *pw

Santoe-sM *01. O1e *HaUidot* ae Curse Elumentar e quo tf& son grmdas diffitt l-

oades devtdo a peaa iawtruaog qw rwebr atesm tamus ao ostad prea rlto ~4





->4-


indlOtd plo fta? que Uoa JuLho do 1927, o su peso .t 17 % baok.i da mms


pera aum .dade ostatur. As inustruc@gU do sade hygimne Lo fSran debaldes

ns ease, ps, sat6 os fins do anoe, rOgitrou-ve nlhoranuso at & 11 %, qusimt

a mu peso, ombors gtnbase temba. m eostaturs durantU essst


S ~ Coqaplietou- e Curoe Elemontar~ do un mna oom bastanute difficul-

dades storiule-re e- Curso Mdl., trabarlthan duremn as efrlas, ans capqoe.

adquirlad per esae mwro, peraeia nos derses srrar os da fmnndA.

No somatri eo qui coamInia o Curse Ibdie eb.eado o atle do TeoZh-t


o* Agrioala aona-taea hbar no estabols~tiato us professor dua Estado visabeo,


quolpo o dBo.llfoJ. pera alUi cMaado di ocoear logar do d4 taq ma

Sersarriaa do Agniculi rma. Loeiradb--w ds mnthodas que wit posts on prati e


, ost establesoiwates ex-proftessr eosalvu ohaumr ea sou auxUlloti do


naos quw oanbol6rm *n TVigos* ara Justutifi sr *sa sua resoluoe vieftou a

Eaoeia durate algoiu d41ir a podido da Secretaria do Agriulturt a daqur oS Estado/

um eo*aDb oeapooUt dam taseondairo un outre reprosentaito da isan Seooe-


taria. Levara a rape J& mannieado masL us coompanheoiro, t-nha farnmdo na

Care BMdlo. Desejaxaa maLs &, poeri6a u occsital ao o fto poesiael satl-


tasl-es. Inusitiream td qu, nLuji, ft-lhbs dado o end*rzgo dun outro titulade

do carso Maodijo qual seaewtaten --


Lauhai se ver agos sea tal pxpe agr roLsa 4raides parsa Woutr

rotadoe por6us so mao tenpo, al podomos doixar do ftlltter a o steds visltak


por vir busear eloautes tao aprev ltavois. 0 repas goupoo e arp do eoaarmep te

do Herto norestel d rerdo do eide so utre do.e sof imapoctopse reag ne do






2.


eat. E xeusdoa diser que os ordonados dos carg mansionadoe io bastaute


Osendsativos. De usi siples trabl~ headr diarista, transforse -s aqurlle miaj e


us oeleasto do vordadeiro valor. Ha poueos dias foi nos pproproinad eo praser


do lor u paqueno relatorie do-a eseripto por llo pn pries aa eachina do esaro-


ver, en liaguagr bastante correota. Quo treastoruagsiet ert o po. tempo! ?


lEte oxem lo, bern asael oono divrses outros quo podiamso effereoer,


mstra que a inAtruloo agrisolaol # no o ro die, com nlaiustradb pela E.S.A.Y.,


6 ~sa rducagri o ao sentitdo ea de lavra.





Conform o raeaoeaaamto de 1920, o Estado do Minas Geraes ter 155.000


eaprwtas agricolas. o a ho dosrasoasdo atniruar quo, em pao aeos 100 ril de stars


enpreras, a diraeg o sari ~ Is ffisiounte, *i queoas dirig, tioaese recebido,


mOaes do inioiar ease service. a instrualio correspondents a qua stameos elassift-

cando coao aEsine Agricola no Grio Medie Vamos support quo, por mortk eu per o-.ta


sasua qualquer, eomo nolestia grave, os dirigentea do treat por cento apenas deaema


epresas aPmalmat -" so t d soas cargos. 56 por este oeio, haveria vagas


para mais de-, e quatro zil daJinistradores todos os annos. En outro paragraph,

/
aftfirmaas que quasi todes os quo ji ceopletaraa o noeso Curso Iadio estio es


empregaudo emn aisteres do agriculture. Collocal Ie ale Rao de faltar para


quon sa b trabalhar !!









OM tonemto prgrout-noas a professor dua eWtro estabelaefflAt*s qu

iaatra a ia truegfle mdla agrioola, oeem souseg uoa oalelar os agogws depot

de oncluidoe **~=-o ur*o, pots no astabolEociBnto e n q onstaI iaso prsoaups

sriamte a Directwcr Tiems do respomdr quo a nosso diffttila ddasdo lft xac

amea o seAtrarie, poti tnhn doe vitar que as agrioultors artw mlber-e

alumes, ante quo 3* senal eauiWs Ar J ,

Volttnde a uan peat a quo Is An asi t deejo diser-lte quo asuis-a

vordedoirgpusar es fast d r o st *>*- tto obrigade a rweusar albmaso

qumao stado N ag ah moessitm taste 4 angeM coa *vto prparo p

smamas, seatee *n s diAs e DiAetor ,6 Dr. J. C. Bo Lisbo, requeorm m nwiat-

eula u grape do triana ae0e. Pela doefLoiAwia do numam do prftessreiss,

cappa~elhanate doe laberontrioes, oi espSsialtmnt.l p satrcas soffridek os

preparo dos oapos vie-us)forgado a wegar-1ws mtrioua En oaolau o fimal

6 **t resultado da vlise M#treita da parts des quo dirigt os dssthsP do pve.

Do inbtum outro nB ,pod*, oqprogr -s ditahiros public, para d*potsUtiror

uoroe tjio elevades a trie erto prasoe

adaes oestatieoes, eriterimeMeant seh o ldto nams Zsolas Superiores do

Agriuultura, aosra quo)a a trua qu a a utrege Iams *ffiienate matI eocnomiai pamr

o Estado, numr deo allumos pars eada "ful~ proessor" afo pods eleo r-se a aJLs

S d doso. E itto qusadeo o profeseore ten muitas samo de oxperiencia mste ta.


de eumime depot doe oaouinr" enda uas, as scars bm orgai1ado ea ua. especialidad.

1 gr e ,morEe, cav --&.. ---e e.. r-- C....-t. j..&. -
Ha gralteo ialorle #$ *tow professaesg -@ vg A Ill.i -r o

Q..ifi 0^j... &< U S C"e~-L-3;alf~~~~C~u cfio ~ u* VC1~~+0'r ;-piu









uan pa s omew Brasl1 eO quo aS exirtta Uvroa do io.tao on altu-tra toebftea *


pre e quel a&ie exist m eatabl1leuatos c oapaess de eosferoer cursor ammm

eme os a If rsferid*g deatiutado .e pooialal e ae prepare do proeesseos parR

niaLatrar o* samts agrioLoa be griAs d du dow h b r a or nuaro do alumoa para

* s edas professor. H1atmas a tadonsOa ia atael sp a obabmearrogar as protoeaoms

6
taLo *a o amra e iwado do alumanoeas alas* sooeso n/InasIro Oaal do sales

do ado que a sintruaeo tomaa-rne inatfeaa e professaor n pr prid*o 4s paOlr alnada

s dMqautear pratie, sob U ou eaiddo ea vas de deaoa trar o que a professor

asiaan 6 a ega gl.i de-4 msteioo ministradasass aaulus.


Qumato & iastra cg& superior agrimr a L rosaChoeaooa pl~ooa wt qu a

EeoLa Agriola "Lula do Q~eiros" e*a Pirasioaba coa aous oeato e tatoas almSu

niLtos anass d s fumcioBauIaat eoatt a lbor apparalhada par ainistral-a. QJauoe


4 instrunwgo agrisoLa no grAe ai4s, poazia duaidamos esxitir mnat. pt=ii


eutro eataboleoimate qvu o *oatnisze & srart aprawitavels a quoe tal s

ou Estades palas verbal gatasa." pr i rovoito sob a forma do vsodwisira iastrucso~





IPRMAEgTA rPiiW-ni L'mmmO W- 9CO!HA K&NIMA .

0 Brasal deseja ----Hm quAste ates Wa posiioe asUa,

r
Seatr as angSas do mado. Part oemamse8 r l sj, '6 ebloatamato Impre.ssaiiva


qua o pals sports aals do quo lmpeort' A latustria quo mis rEpIdaI azse notrm*


mrsulteade e.bro o eargeo de capital, 6 a agr iultura. ZElmate os produotoe da








lavara de outre pasa as vsda nosa rcedos m iatisse pe p prego awar do qpe

asses aoms produatos provenientea do Brasi. r a hnwrai possibIlidadt de epqrtal--es

Todaa as cuUuras iaportantea do Bras.l ao tarbn produatea por outraa nagk s.

0 mlkai per ezxaiplo, produzido per wuitoa outroa pales. Iiecenteteute o atmhe

da Argpntina wvadiara por pxrgo aora no m~ rcudao do Rios do que o a lho de ]e4i .

A mtei4altza eta m exteado dead rapdamati os m4rcados norte-awricanoo s a

porsetage do sat6 prov enlte* do Braail taem decres4ado ultiam~ mte. 0 centre da

producao de barraoha pas3ouo rieite. 0 assucars outrlora exportado am graen

*osala pelo Br&aft ji as tornou ua product de auito-. ixzes pois Cuba, Arg'antia

Java e outrcs pitashj-o- em-a4i offerecemosa-noios moreados wndiads.

Cito oas asos cima para iaUnow que nao osio o Brasil monopoliCEa -

quaquar das znportatea oulturaa a ricolas. Parn que se possexportar os pr-

da aos daroera~ teor de inatusaar-se o Brasil profundamente.na queoo o do

baxar o austo de produo glo boea aomo wlhorar o als poss8twl. produfto. 0

probleaa oexig attanglo serlia i'di.miota. 0 unico o Nrna~onnl de -taeal-e 6

fi odn oa l der poei Os dirigentes dos destiaLos rastleirom alaS


Sao poroeberaS a gIande ielioidade desta nagao em posa.iir uam populagio rural

uvasrosa) ooma @apaoidade vontade do aprender, lc-maraan0

A a gIGo agriol-ia*r&o ondie caltituw a hares ds oirns ha

Ir d i paraa *posea doe vr ad rosperidads.











Nmag/ Brasgleira
zSma n.afmaninmfmar a tea, do fact, milhares de magos, entrn as

sdades de 18 e 25 annos, cuja intelligenoia 6 igual a do Floridense, do Africano

do Sul, do Novo Zelandense, do Jrapoune, ou do Phillipino. Mas, porque a as eo


*do governo tor sido improvidaite, dizando de fIcilitar a instrucglo ngricola,

os povos acia indicados vendem ao Brasil products de lavoura que aqui podeam sr

produzildo. Z' que os paizes teferidos ji iniciaram o ensino da agriculture no

1?
grio medio ha ura gorasao ou zais passadaw.lA instrucgao agricoln no grio medie
constitute -a have do ouro quo ha do abrir para a Nagie Brasileira, ama epooa do
verdadeira ptW~peridade.
j53 CONlCLUSDESS
I. UTa das causes principals das difficuldades economics presentemonte onco -

tradas no Brasil, 6 o facte do nnma s teor toa"ii.* a-nideraslo a produce

glo "per capital Na agriculture, o resultado disst toe sido permanecor a

grand maioria da sua populagio rural, na condigRo do servidores agricoleas


II. 0 estatlo de Minas Geraes, na sa Escoln Superior de Agricultura a Veteinamriea

eata sendo a pioneirs e Ta toern do instrucgso agricola no gr&o medie, aB

Brasul. s0 excellantes resultados verificados hoje por este estabolooaiate

form obtidoa pola RdF.ptnago Ao necessidades do enorme )opulaqgo agrioola

daquelle Esta4, dos estudos scientifioos, dos estudos praticos e dos estudos

aoadeoumcos 0 Estado do Miars j& deoonstrou, al6a de possibilidade do qual-

quer duvida, quo o ensino naricola no r ed(aca, veredediriamente o alumoe.


(powK a,-o .6 A11- S+-e2.S +-I R "i-L-_

~ok WjJLeb, (u^'^ft^**^'s fetA -oPct A o.-I... W













Segas a Usta das theas sobre o ensino agricoli no Brasil,

WVad as ors, do ar. sEos..

1). asiao AgriL4als Confetreo ia preemualae na Sode da Sosiedade N Iional

de Agriculture, 15 do DItXbro do 1922. Publicado em follhtos, ple aume

Sooiedade.

Nbitaao em *A Lwa vara, noe aurmms earsmspeudeat oas r e de Dosabro

de 1923 e Jenoiro da 19;4.

Publicado on "A Revista Agriaola lnewira's Fevere ir do 1924.


2). "A Evoaluo g do a System do EsRoo2 Superiores do Agricltura"' ostudo eesript

a pedald o o Ext Sr. Inspector Gerae ae %aii Agraeu0iee do Mainsterie de

Aricaulfata 0 entrogue eB Agosto de 1925.


3). These*, 'DiscussEo a pedido do Ixa Snr. Dr. '"iguel Calfan, 'linistro da Agri-

cultaras des Thesea "ReIulae1iatag~ do Ensiao Agriaola* apresentado a

rounilo onebada para esudo do esano agriolas 7 do Janetir do 19A6.

4). *A secol Superior de Agrioultura e Veterinaria o o dstado de Minas Geraess*

pps. 364-3T8. Boletia da UniMo Pmn-Amnricanas Fdigafo Portug~zsq,nBa~ ro Or-

respondoaes as m s de Mho d 1929;

EdigFo "spanhola, no numero oorraespoindete no ars de 'Jalo de 1929,

Ediglo mg1etsR, mrnueo orrespadente so ar do Jiuho do 1929.

5). 'A Agricultura Mlneira e Seu lblharmatM e Parte I, ps. 1-27, ellaterie

apsmsntado as Exar S, .Iteretarieo do Agriculture deo stado do Minas Gera"*

31 de 'rgo do 1930.










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I;
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i,
?-


-The American youth, whether born horth or south of thp


Equator, has an insatiable aspitation to rise to higher levels.


S For centuries, tfte. has bee~ a plethora of human beings


l rp. Consequently little attention was paid to the labor


O. pt of a crop or an article. It was really dangerous for the


reigning potentates to educate the.commonality on subjects


outside of a oeemal groove.


Production capacity of the land has become the great


criterian in European countries. Production capacity of the human


being is the criterian of the Americas. Germany, one of the most


efficient countries, had to erect-a tariff barrier against Argentine


and Australia to keep\her wheat growers from becoming paupers.

'- :. .. ': .,

.: ,., .


Aad 4lhereby acknowledging her=a fi-Ea Per hectare she produces


much more wheat than Argentina I 1913 it took two and a half men


in lngl nd and Germanyl three men in Francewand five men in Italy,


Sto produce as much food material as one man produced in the United


States. Since that time the food product capacity of the North


American farm laborer has been stt3i further increased.


jans-o mere. fyocational instruction Ias been strua for over five


hundred years. It had its.origin in apprenticing the youth to labor


.in certain lines of agriculture. The effect of =t was to stunt


his intellect.and make him a routineiro. Later so-called schools were


established for the purpose of making skilled routinefros with


-only a minor mental development. The mental development of the


Syouth.was considered of minor importance. The ideal was to make


a highly skiled workman who was at the same time subservient and


without aspirieLon to rise above the social stratum into which'he


was born .









Oli i\ /\



The people of -rssil may be divided into two strata:

a). the highly intellectual and b), the routineiro. This con-

dition was inherited from the empire and was probably the most A&
A4..' ZIA- I
V .. L /- b an autocratic power.
A

When Brasil assumed the role of a republic, this type of

civilization was quite inadequate. A popular government to function

well, must have an I.ir-lt- r.i .1.1 L.LWu L, 1 middle class.

The intellectual classindicateds "a bov live by the
/-= '. use of their brainsA. By inheritance and training the% are eempletely.

averse to accepting productive agriculture as a mum vocation.

Brasil is paying a terrific penalty for dilatoriness in

adopting a correct economic policy. At tha proont t ime- own

financiers are sceptical of he economic soundness~ alis domestic

scepticism has communicated itself to foreign capatalists so that it

takes seven paper mil-reis to buy one of gold in Europe.

To bridge the chasm between the "routineiro" and the

intellectual classwe must seek the material among the class

designated as "b" above. By discovering the intelligent ones and


giving them instruction may be elevated above the routine %

laborer to a higher economic Level.














Brasil has some 40 million people, pf whom probably
in 1929
80 % are engaged in agriculture. The exports of Minas Gerae as

reported by her Secretaria de Agricultura, demonstrated that

91 % of her exports came directly from the farms. But the great

State of Minas Geraes still has no adequate agricultural instruction.

The grcatcst dcflioncn lie- in the absolute lak cf,


e E t t agriculture. This problem has been att-cked in a basic and


fundamental way by the E. S. A. V,, Bg establishing a Curso Elementar


and a Curso Medio.







/JI. .-.u--..... _-^
Tnere is one resource~ thatArp~il as a Republic h-s left

practically unused. At is the gre-t wealth of rural porulr.tin,

There is no great country that hPp qona so little for edacating

her rural population in tne science of agriculture. Ilere in uu


other place in the world where one finds- so many intelligent ana

amlaole people as u ~un rural- places ui Miaas. These poeple


have never had an opportunity to learn,- the fault is that of the


government and not that of the people. I know of no other great


region where elementary education tuuktg aa rapid strides as

mle-_ Minas from 1921 to 1926.


---- YL -
-----~-- ~-. -.









My ten 7-:rs of direct contact with the rural people of

Minas has proven to me that thev are not unintelligent, but are

only wanting in instruction. A ver large percent of the rural

People are hungering for instruction and amm even the older laborers

will accept instruction gladly if given the opportunity.

S(Exampl~of o/ i n h aalh habet. on
colla'c a m

\r /7 0 r H

\-4(~








.3












Higher instruction in agriculture in Brasil, after a century


of independence, may mamb be regarded as in the primative and mwd a._


leta-ng-stat e.- During theft forty years of the publicc a number of


attempts have been made to establish agricultural education but, like


in other countries in the &Z stage, the results have been dis-


appointing to its advocates. The National Agricultural College Mas.

in 1931
establishing in Rioj thammrmmdraagmhinBhmaymwmifIthiBmmmmpagm and d'_lri g


fimfm the first five years of its existence, occupied three differ,:_t


locations, .having been moved to the fourth location since that time.


A-one time It was said to have two professors for each student


matriculated A This unfortunate school has been somewhat like.the


orange tree, whose owner s it well, and then every two or three


months, takes it out of the ground to see if the roots are functioning


It should be enoed, however, that this condition is not original to


Dra3il, having been tried in other countries even before Brasil was


a republic. -^ -h 11 A A--











c--^--- -- --=7" ^---- -





j ^ ^ sy 'j-







I JA--k--~d





_____ JN-kL2MU4 ~ c~ ~ v~~t ~idc~






Tne best exposition in the Portuguese language is to

be found in "0 Ensino Agricol& no Brasil", por Dr. Arthur Toores

Filho, published in 1926. This book should be studied by every

educator in rasil before he expresses an opinion as to what should

be adapted Br&l. Under this modest title, j Dr. Torres gives

a resume of agricultural education of Europe,AUnited States and

Japan* Having worked An the North American system I am in a

position to affirm that w exposition of that system is the most

extensive and the most -ccurite that I have encountered-in the

Portuguese language.

To.the less careful a~tnd* t of today, the North American

system of agricultural J education might appear to be an accident,

brought about by an unprecedentedly productive soll* 4hat the

(a A iulurlCl bC e2ou rihoidAbccui. ,of the wc-lthM f tef


a~i. Exactly the opposite is true. The a d become productive

and riches have accumulated because the pioneers sacrificed comfort

and money in order that agricultural information might be accumu-

lated and disseminated. In other words, the Agricultural College$

was the golden key that unlocked the sitrehouse of unprecedented

wealth. Without the Agri.ultural College, there'%ould $ have been
o(Washington Navel)
no industry based on the BBhia orange/in California. Without the

Agricultural College the United States could never have exported

macaroni wheat to Italia,- the bih t a.p.- of that kind of wheat.








I have indicated before that the North American system was

an evolution and not an accident. The eastern part of the country

was in direct contact.with Europe and-adopted that type of

agricultural instruction. The great central basin from Ohio west-
ward A stern
ward, acpted the European and astern typ e- ~t of hundreds

of failures and a few successes, teW-we-st evolved her present

system of agricultural instruction. eahe ast modified her

of-tf by calling from the West such men as j. I.P.Roberts anf

L.H.Baile y, h* ^ */ -r

The progressive educators of Brasil need not perform the

Costly experiments but can profit by the experience of other people

who haVefstruggled and won 1nd s7 it *2,' rgrz1.- s. The

failures of other countries --ts be our stepping stonesito

-success. Thti highly perfected mhmmuimm national system of North

America cannot- be adopted with success, but\must be adapted The

highly inuam bureaucratic and European system hasB

proved itself unacceptable to the liberty loving youth of brasil.




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Minas Geraes has made a magnificent beginning and yet


it is only a beginning it is the result of a decade of painstaking

development on very small allotments of money The outlay of

buildings and grounds is second only to that in the State of Sao

Paulo, immsibamf.ftam8 at Piracicaba. The institution is wIT f

equipped and professored for the Curso glementar and Curso Medio.

If the instruction were 6nfined entirely to the Curso Medio, the

Institution could serve well -. -. "'i .a A.I drI'- pf -A' two hundred

students.






Definition of GrAo Medio and Uymnasial.


To make this discussion clear, it is necessary to dis-


tinguish clearly between "Ensino Agricola no GrAo Medio" and .


"Ensino Agricola (Gymnasia)". The former has for its object ita


immediate vocational service and is adapted to men whose mental


development is that of 18 years or over. It is for those rural

L
man, and none others, who are of more than ordinary intelligence but


*4 for lack of opportunity have been unable to obtain secondary (gymna-


sial) instruction.



The Esino Agrcola Gmnasal) has education for its pur-


pose and is adapted to the youth whose mental development is that of


14 to 18 years. The Curso Lymnasial has a similar relation to agricul


ture that gmnaslal) mathematics has to merchandising and the pro-


fessions. l- ^-Cve ---".


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that taught in xhe Curso Medio of ahe Escola bv erior, with this

very important distinction, that he instruction is adapted to the

psychological development of the student. 1i he Curso Medio

the subject matter is presented n a manner s itable for an adult.

. The age limit of 18 years, is an the average correct. It is

at the same time a great protection to the-adult students and to

the institution. Every father and mother us fully convinced that

their son at sixteen has a more mature mind than their neighbor's

son of twenty or twenty-two. But rea^ do psychologists confirm

Such opinions. In the case of the parent the wish is the father of

the m I.ihim belief.

In Minas there are at present not less than five thousand

and probably as many as ten thousand men who should be receiving

instruction in the Uurso ledio. This would call for five hundred

professorsAaa Patn m n n

thoI ffNredoJ.e *uvsrnmenui










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The instruction should be given by pt; brt cetiaal% po-

L Lre P obtLiablbe. At the present such professors are rarely found in

Brasil. They still have to be made. Scientifically trained pm ree-

3 83s are present in excessive abundance, proved by the fact that their.-

y" 98nS are hardly sufficient %B/j for maintenance. But scientists who

6 know the up-to-date farm practices and who have the ability to

impart basic agricultural knowledge to men Lre practiCally non-

existant. (I know from personal experience in attempting to

secure a small number fot the Corpo Docente of the E.S.A.V. About

five percent of the applicants were mentally and educationally possible

The following concrete example illustrates the futility of

employing highly educated functionaries who know very little about

actual farm practises and have no sympathy with the agricultural

vocation. We were visiting in a rural community, more than 500 ki-

lometers from Vigosa. In conversing with an agricultor, he condemned

Veterinary Scienca and in particular a-certain scientist. (the-a sion

t nt jhe Veterinary Surgeon?4

condemmed the farmer as an ignoramus. The farmer was well read in

politics and probably spoke a foreign language.

If the farmer had been instructed in a Uurso Medio, he

could probably have understood th- -n-ii : ._ af the scientist.

If the scientist had been similarly instructed, he would have known

that a course of treatment feasible in an animal hospital wasA

quite impracticable on the campo. The scientist*condemned the









-5-a,

farmer and the farmer condemned the scientist. Both were partially

right and partially wrong'. The farmer used his influence to have the-

service abolishedO- The scientist rebelled against being sent into

t fthe field to perform the work for which he was being pF~i.













we P -. _, _wa
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Such a scientist, if employed in the capacity of an 1zrt iJn the ._:

Curso Mediowould get nothing but contempt and ridicule from the

men he wa. s ttfm~s..ilr 4S**44hj & a ,
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Adapting
S for men of more than 18 yrs of age
The 'urso MeiTfd should be taught at the Escola Superior

Sand not delegated to any other institution. When delegated to

i a separate institution, the instruction becomes purely ritualistic and

I- da mhmhmi ineffective. In Florida (E.U.N.A.), rher- the Escola

Superior de Agricultura has had a" continuous existence for over 40

"Sfwithout missing a single- session, the Curse Mpdio is Ati~

today given at the Escola Superior, which is one of the institutions

making uF the State University. In all other states ,where

attempts were made to have the Curso Medio in segqeate institutions

.t-ro he Esecla Superior, the experiment has bea abandoned. It was

too costly and the instruction degenerated into a routine

M/ hr* epestcm q- Sttea Lt l 1 CZCIb ja tbi S IM IIiI -2 be




To accomod.t the youth who(-as a speci predilection for


agriculture, all or early all of th st.-tes hat. est.blJshed high.-.

schools, In which t e subject matter taught is- ry similar to








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., n passing permit me to remark that the Curso Medio at the '


S.S.A.V. is more practical; is more scientific; and is more

thorough than was the Curso Superior at the Iowa fi~ha Agricultural

College forty years ago. If anyone doubts this statement, he

need only visit my library and it will be demonstrated to him. Yet'

frpm the impulse given by tbds feeble course, less efficient than

the Curso Medio at the E.S.A.V., arose such ame as L.H.Bailey,

H.J.Webber, W.T.Swingle, Mark Carleton, D.G.Fairchild, heils Hansen,

Sand many others who are known throughout the world in their res-

pective mapml m. Ppecialities I nt on ly enriched the

United States but .t__-r *lha enriched all progressive nations.

It was graduates of the Agricultural Colleges that made it possible

for the Phillipine Islands to export low grade lumber J$ at a

profit that is burned in Brasil in order to export the

prec ious tropical woods.

I want to repeat, that North America is in affluence

because she sacrificed in her peury to promote agricultural

education.






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SRecetemente pergu tou-se,, u, dos. p.rofesso.res du,, outro
-* '_ ,.-- /,



















f- estabelecimento que tambem ministry a instrucgao medio agricola, j como

Sconseguiamos collocaram os mogos depois de concluidos os cursos. Respondemos

Sque nossaedifficuldade foi o contrario, pxmi isto e, a de poder segurar os-
mogos at& que completam os cursos.
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eccrrmically stable nations, she must export more than she -rmn;ts.

The only visible source fc or e-xprt8 nc,- f. r
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Sra as. I 1 ng as the farm produret from other countries Na1 re .cl







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for less than the semnproduct: Erasi t--_7 can be r.;

export of that product, Every important crop pro& '94' Ir 3rasil

is also produced by a strong .mpI'Fitor nation. Corn .f

;rld-wide production. Argentine orn has already sold more "&1a:l

Bin RIi than Minas corn. Coffee cu't". ..- reading rapidly ar,

i*1 -hj ortn American markets the percentt of Brasilisn coffe- 1'f

bees ,'ilir'ng. The center of rubber [rLodut' hap passed to the

OrI .-- Sugar pr-o.duction has become Or' most world-ride distri-

-.''lon. Cvc, trgentina, Java and mpn '-.her col.;tries jae '

suapp+l: t.CF ":orld'c ,.: rk t.

T'a- point I wish to make is that "~~sil no 3:-er has

a monopoly on any ;r .t Agricultural crop. In orcer to be '1r

e3 ev--'rt -y. crc h- e must produce it more rr .amical]y -. ':oes

her compeditfr "' -


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1 ."Ensino Agricolal Conferencia pronunciado piah na Sede da
Sociedade Nacional de Agricultura, 15 de Dezembro de 192$2
Publicado em folhetos pela Sociedade Nacional de Agricultura,
em "A Lavoura", nor numerous correspondents aos mezes
de Dezembro de 1923 e Janeiro de 1924.
Publicado em "1 Revista Agricola Mineira", Fevereiro, 1924.
de um
26). "A Evolucio imS Systema de Escolas Superiores de Agricultura",


maamdimAmammmhmmnymmfm[mmaimma mamifie m es tudo escripto
fd pedido do ExmQ Snr. Inspector Geral do Ensino Agronomico,
do Ministerio de Agricultura, e entregue em Agosto 1925.

5 "). "These", Uiscussao ao pedido do Exm Snr. Dr. Miguel Calm6n,
das Theses "Regulamentaqgo do Ensino Agricola", apresentado

Simmatnim na reunlo convocada para estudo de ensino agricola.
-7 7 de Janeiru Ca 1926.
S5). "A Agricultura Mineira e Seu Melhoramento", Parte I, ps.1-27,
Relatorio apresentado ao ExmL Snr. Secretario de Agricultura
do Estado de Minas Geraes, ipmiimdommfifM. 31 de Margo de 196U.

4). "A Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado de
Minas Geraes", pps 364-378, Boletim da Uniio Pan-Americana,
Edigoo Portugueza, ,numero
correspondente a& mez de Maio de 1929; edi;i espanhoj4, no
numero correspondent ao mez de Maio de 1929; edigo ingleza,
numero correspondent ao mez de Junho de 1929.


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