A Cultura da Sapucainha.

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A Cultura da Sapucainha.
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Correspondence and Subject Files 1921-1943
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Folder: A Cultura da Sapucainha.

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Subjects / Keywords:
Agricultural extension work -- Florida.
Agriculture -- Florida -- Experimentation.
Agriculture -- Study and teaching -- Brazil -- Minas Gerais.
Agriculture -- Study and teaching -- Florida.
Citrus fruit industry -- Brazil.
Leprosy -- Research -- Brazil.
Minas Gerais (Brazil) -- Rural conditions.
Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado de Minas Gerais.
Florida Cooperative Extension Service.
University of Florida. Agricultural Experiment Station.
University of Florida. Herbarium.

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University of Florida
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AA00000207:00023


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ESTADO DE MINAS GERAIT
S EC R E T A R I A D A A G R IC U L T U R A
DIRETORIA DE LST.\ ISTICA GERAL SERVIgO DE PUBLICIDADE


A CULTURAL DA SAPUCAINHA
(CARPOTROCHE SPP.)


NOVA FONTE DE RIQUEZA PARA 0 ESTADO DE MINAS


POR


P. H. ROLFS, B. S., M. S., D. Sc.
CONSUTOR TECNICO DE AGRICULTURE DO ESTADO

E


C. ROLFS, B. S.


OFICINAS GRAFICAS
BELO HORIZONTE -
193


D A
M I N A S
MINAS
1


E S T .A\ T I S T I C A
G E R A I S
GERilr


SERIES AG1RICOLA
INUM. I


---












































































































































































































I





















































I)
















IntrodugSo


Com o present folheto, que correspond ao n0. 6 da series que vem sendo
.dilada pdlo Servi'o de Publicidade da Direloria de Ejsalislica, tem-se em vis-
ta a propaga~i o, sob bases lrocioriizs; de umia speclt vegetal que poderd cons-
liluir para o Estado umna nova e raliosa jonie de riqueza e, ao mesmo tempo,
coicorrer para a solu~ido de um dos problems mai.N palpitantes em nosso pats.
Elaborada pelo dr. P. H. Rolfs, com a colabora,'io df sua Jilha, a senho.-
rita C. Rolfs, que o vemn auxiliando nas pesquis.as ciuittjica.s agrco!as a que
r6 dedica como Consultoi Tccnico de Agricullura do Estadorn: E.scola Siu-
perior de Agricullura e I'lerinaria ide iinad Gerais, em *Viposa, revela Culluraa da Sapucainhra ., na edie~do:que ora oficialmente se jaz polo Bole-
tim de Agricultura, Zoolecnia e Veterinarn e pela presence separate, t pre-
or.u payoio dominamne no espirilo do governor mineiro, no 'senlido de abrir no-
vas jontes d tnossa atividade prod~.orra c;tidar ao umesmo lempo des.sc outro
aspecco ,uo menros importance da nossa economia-a saide public, em cujo
capilulo se dedtaca o problema da lopra como dos mai.s prcmentes.
Ao espirito de iniciatira dos mossoh agricullores e ao dever que todos te-
inos de concorrer para a expanwsio da nossa riqueza e debelardo do mal de
lHaiio n, intlerando na comanlho social lanlos palricios dcla segrudados pelo
terrivel morbus, cabe aproveilar no campo da pratica as cn.sinamncios aqui
conlidos, correspondeido assim ao alto pensaminto da Secretaria da Agricul-
lura, quando delerminou a publicar.o que ora se jaz.
























EDIWOES DO SERVIGO DE PUBLICIDADE
SERIES AGRICOLA



N.o 1 -0 Chi -Dr. Plinio Ramos
N.o 2- Cana Java--Dr. J. M. Soares de Gou vea
N.o 3-- Os pulgdes dos Vegetais--Dr. Oscar Monte
N.o 4--Aumento rapid na produgao do milho- Dr. P. H. Rolfs
N.o 5- A Muda de Citrus -Dr. P. H, Rolfs e C. Rolfs
N.o 6- A Cultura da Sapucainha Dr. P. H. Rolfs e C. Rolfs















A CULTURAL DA SAPUCAINHA
(CARPOTROCHE SPP.

Nova fonte de riqueza para o Estado de Minas




INTRODUGAO

Os excelentes mnostruarios dos Departampntos de SaudePublica do va-
rios paises que figuraram na Exposiqco do Centenario do Brasil, cm 1922 e
1923, despertaraml muito interesse pelas espocies de plants que produzem o
oleo chalmoogra, que vai sendo empregado corn exito no tratamento e cura
da morf6a.
Varies plants que produspn esse precioso oloi foriin incluidas nas co-
lpqePS, figurando entire clas alguns p6s de Ttral:tngenos kur:ii, King, a pri-
meira plant de que se extrain o remedio nascidos de somentos oltidas
pelo dr. J. F. Rock nias matas de Birma, quando em excursao especial pora
esse fim, segunda incumnbncia do Departnamnto de Agricuilturn ds E:tsa-
dos Unidos da America do Norte. (1)
As sementes do Taraktogenos, enviadas polo dr. Rock, receberam, no
SOffice of Sud and Plant Introduction o numero 52.514.
Um exemplar desta especie foi muito gentilmente oferecido A Escala
Superior de Agricultura e \'terinaria die linas-Gorais, ond o plantains
em 4 do janeiro de 1923 Chamamo-lo P do Centenarir e acreditamos ser
i maior e nmini velho p6 de Taraktogenon kurzii existento nn, Anmrica dio SuIl.

''- ,* .. :

'Dpois de haver sido descoberto polos quimicos, que o olen especifico
contra lepra 6 produzido por algumas outrns plants membros da nesma fn-
nilia Flacourtinceae, iniciou-se a procura, in todas as parts do mundor, do
suas respetivas semcntes. Pesquisas cientificas denunciam a presenga do
oleo chalmoogra na semente da Sapucainhia.

(I) National OGc. graplhe Man.zinef. X\ .1 08, 19-.2 r ian.ben, D pa ollern ent BihIlli no. 1 057, do
Deparlamernt de Agricultura dL. C. U A N.









-6-

Sob os pontos de vista humanitario e patriotic, sem falar no economi-
co, o cultivo daSapucainha (Carpotroche spp.) adquire f6ros de grande sim-
patia entire os Mineiros.
Permiye unma oportunidade'de ajudar aa.ssuavizn.r:os padecimentos do
milhares de doentes, sofrendo uma das rholPetins niais temiidas em todos os
seculos; de ajudar a patria a resolve o grande problema da lepra, que as-
sume cada dia maior importancia, e, ao mesmo tempo, de iniciar uma indus-
tria que promete seT considerayelnmento lucraiv.. .
Os camponeses colhem as semenfes da Sapucainha nas Iiatas e apro-
veitam o seu oleo no tratamento de varias molestias da pele. Conformnc in-
formagces que temos colhido de fontes iniuspeitas, encontra esse oleo, mes-
mo extraido sob processes mais rudes, venda facil e excelente preqo.
S6mente pelo plantio da Sa-pucainha em pomares, 6 possivel suprir as
necessidades da suan plica0ao dentro do pals, havendo razio para se anteei-
parom tlaimbr i as poscibilidades .d umrna exportnafdo bastante rendrisa.
Si nio aproveilarnmo; ossa rportiunid:de extraordinaria, algum outro
pafs, como C(ub'l, onde ji existem plantios de S:pucninha, forneccra antes
de n6s esse ol,:o a,,s mnercaIdoTs di niundo.
Muitos exemplos poderemos citar, mostrau'lo qcue um paiis que se apoin
na extr; (lo, d ddeterminrad, produto d suas S ns tast, core sempre o perigo
de perder essa indlustrin ni nprovoito d- ouitros porvo que so disponhamn a
cultivar a especie explorada.
Antigarnentp. r quinino s6 vinha dos Andes: enlr.tlnnto, logo que a cin-
chlnna t'ii introduzida r cultivadat em Ipornrares em Java, pass ou estr ilha a
fornecer a maior quantidade utilizada no undo.
Ndo ha aindia Iniutos lustru.s, a Anmrica do Sul e a Africa extraiarn de
suas rant as e fornecinnm para todos os passes do rnundoi a burrachn. Supunha-se
t:,lv'oz ncsse~C confirnentes ou:Iisa ridicule a hipotese d- viremn urn dia a per-
der es.a industrial. A hiprtese, porem. transformou-se em realidade e ntual-
mente, coin grande prejuizo para a econonii national, a maior part daI bor-
ralcha que consuminmos provtem de pomares plantado- no Oriente.
At haI benm pouceo terpon a China tinha o monopolio da produ(;n do tung-
ol0o IAulerits fordiil, amplanricnte usado na fabricacio de vernizes e tin-
tas e na produc:io de teeidos e papeis imlpermeaveis. Atualmente, essay induw-
tria, que rendia i China milhares de contos de reis, estA passando no conti-
nente do Oeste. Iludiu-saeaquele pais, confiando na sun far tura em operarios
baratiisimos e subservientes, bem como no fato de que as arvores do tung-
oleo so encontranm geralnente em estado meio selvagem nas fraldas de inor-
ros inaproveitaveis para outras cultures. No continent do Oeste, ao con-
trario, pagam-se ordenados elevados aos operarios main eficientes do inun-
do Aproxveitam-se tambem terras de melhor qualidnde para os pomares do









-7-


Aleurites fordii. Os horticultoreo teenicos estao constantemente empenha-
dos em obter melhores variedades, cor superiores qualidades produtivas.
Os cientistas tambem estao sempre estudando o cultivo, a adubaqgo e a ex-
traqco do oleo, visando conseguir um produto cada vez melhor e por prego
mais reduzido.
Do que podemos averiguar, parece ser esta a primeira publicagao em
que so descreve a borbulha d;a Sapucainha. Constitue isso tao important
passo de adiantamento na culture desta plant, e de tantas possibilidades
para a economic estadual, que resolvemos divulgar quanto antes os dados
que possuimos. Assim, os que desejaremr, poderlo aproveitar-se da nossa la-
iuta na desbravaqi.o do terreno, como diz o campone,;o e produzir, em vivei-
ros, centenns de milhares de p6s, enxertados, proprios para a fornmaieAo de
pomares.
Dados exitos indispensaveis
Este estudo constitute um ligeiro esboqo dalgumna faneos das pesquisas
realizadas durante seis anos. Extender-se-iam dniemasiadamente (is limits
da obia, si nelna incluissernos os detalhes. Os cineo graificos e sere fotografias
que a ilustr-im foram aqui incluidos para pqclarecimento do texto. Dado?
maternaticos, rigorosamente certos, coiitituelpn a unic base de que se po-
dem tirar dedrluq'es serura,. A literatura pomoloiica que a geraqflo de hoje
herdou dos sous antepassados include, entire o certo, muitas teorias e hipo-
te(-es insustentaveis. Provavel\enote, aqueles que ostabeleceram estas teorias,
basearaI-nas em olbservnfies certes, porem, considerltrnam as coincidencias
comr send causa c cfPito Tais hipote~es, repetidas muitas vezes, s;io aeei-
tas coIo) fidtls )prvados, como, per e'xemplo, a que se encon!ra cm obras
de bons :lutores, de q1ue 6 impolsivel enxertar plants com hastes Ocas. A
Sapucainha possuo haRtes 6oas, e por isto chanmada Ais vezes Canudo de
pito EntrFtanto, no~sa ixporiencia mostra que as mudas de sementes da
Arvore n.0 1 podem ser f:icilmente enxertadas.
Outro concerito erroncl que encontramos 0 o do numero de p6s hermn-
froditos comparado com o numero dos estaminilfros. No ponar da Escola
Superior de Agriculturn o Veterinaria, at6 o dia 20 dr. janeiro de 1931, ti-
nham sido observadas flor..s h-I.rmafrodiras em vinte t, uma arvores e flores
estaminileras em vinte e oito, liavendo, per isso, uma propor;Io de tres pa-
ra quatro. No mesmo pomar, fazendo inspec:ces de quando em vez, verifi-
cava-se a proporrAo de 1 para 7 ou de 1 para 11, o que regular mais on menos
corn as observa6nes geralmente feitas nas matas. Este engano nAo 6 dificil
de explicar, pois os pes estaminiferos produzem flores duranto um period
mais extenso e em maior quantidade do que os hermafroditos. Alem disto,
em numero consideravel dlestes ultimos, rs frutas nio vingam, e por esta
razmio os p6s geralmento pas-'am como send ost.aiiniferos.









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0 inicio das pesquisas
Logo queo de'ecr-nvolvimnufr. dii titfrrien da Es cla so aebou S.uiciente-
Inm ntr- adiantardo p:l n :i i til'icifient o co niie( i. I- xperienciac cieontificas agri-
co>ln., ilnici.i oI I ,i] :- p i- lrl -- ic r0t11,tii, :a rf:-p>-ito i.la pos-ibiliidadle de
domeaiecar a Sapucainhn.
.- -- Nil ntos iludimos comn n
S idlein dp que ndo oncou-
Strarilimos -hstaculos di-
.-... ficuldrlades, (emibora fosse
.. .. -:1 r n (S opinion' geralinento
flirn a.
:0 no-,; r-nmprvendinmn-
7 ato principal foi o staIeP-
.P!ecinlento da Escola, e
1n0S: podliamos periatllilr
Sque qualaquer oulro tln-
balho im pedise o seu adi-
antamnento. NAo tivernos
reculrstos financ-lros paar:
admcitir auxiliiares ades-

ca31po, (. pl iSS() furorms
obrigados n fazer todos
is serhivos. comn jornalei-
I'os comtuns, sob nossa vi-
g gilalnei pessoal.
tNas paginas seguintes,
tentaremos expor deta-
lhadatente os passes mais
importantes quet so delramn
a tal respeito, d sde ca o-
Iheita tdns seiiiieisIoR ntt6
:t formar,'i. o d:: i mudla 0n-
Estampa 1 Arvore n.o 1- E.S.A.V. 1929 xertada. Filhsofins, teo-
rias e hipotesrs foram pro-
positadamente v itaas, no esperana de que utque out r Iu, se dcdiqcuem a essay
'ardlua tart;fa possam aproveitar dos nossus frabalis '- evitar algumas das
dtficuldadtl O pur n6s enconurltral s. Tornos deivado de contar 0os numrrl-sos
frane.asos ,ltlf entristeeom r rlificult -mn o cam inho do.. que .mn roe rnd m pes-
quisa~ snhr- plants.
-Em 14 de marqo de 1926, o sr. Celso Coc-lbo nos indicoer urna arLvore









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de Supueainia, que existia nas vizinhanina da Ei-cola, na piopriei-daid do
Cel. Alberto Pacheco. (0 Cel. Pachcco gentilmente ofercceu este p6 6 Esco-
la (Ver estampa 1), e por este Ato generoso mere-ce os agnradeciI-ntos sin-
ceros dos que aprovcitam os ensinamnontos deste estudo). Havia no aludido p6
uma duzia, mais ou menos, de frutas, pois as criangas dnrs izinhos haviam
colhido muitas para comer. O arilO, o redor das ssienrntes tem gosto adoci-
cado, mais ou menos agradavel. Com o numcro rconsideravel de frutas en-
cont radas no chio. consegiimos un total de (quasi S00 aramas de sementes.
ESTRATIFICAC.A Em 18 do marqo de 1927, estratificainos em terrigo
unido, 1.387 seineutes, toda, do p6 n.o 1, comir derignamios a arvore acima
irferida. Empregou-se e-st m:-todo porqui, facilit-v\' a obsheri-rveT(o das se-'
mentes de vez em quando, e para evitar que relas so s(.ec:i;srni demasiadamen-
te dinrante os mises de inverno, de 1 modo a pr-Fjudicar on d(I-truir seu poder
gcrminativo, confornme havia acont.eidro r-m outras (\xp.riencias anteriores.
GERMINACQO Em 15 de seternbrn, tendo alginula' das seminnte; mos-
trado indicio de gcrminanfin, foran semeald:s 830 no Lrito C do Ripado,
proviamente preparado, com unia canada do terra forti!, proulJia para se-
menteira. (Para deseriqio do Ripado, \vja A lMudla d-I (itrus>, publicada
pela Secrtfaria da Agricultura do Estado d.- Minas CGrmai-. 557 das semen-
tes, mais ou monos 40 %, nio foram semradlas, por ?rcrem dr.eron.'radas, mui-
to pequtnas c mal formadns, ou pot t,-rem ido utilizadas n, ,s ouitros -tu-
do- antpriore-s. Em 21 de dezembro, modiram-sc as mudinhas c- verifieimos
quo 94 tinham alcanqado 20 ems do altura, 20 tinham 10cmis e 7 tinli:a Sems.
Em 1. do manrio, nao liou\r mais indicto de gcrmina:ioi dl:ai sr-intiiiI-,
isto 6, ciuco c mlio moses depois do colocadas nn sein(nti:ir-a F. quasi um ano
depois de' colhidas as frutas. Aluitas das semecntc.; aprcs'ntavam ainda as-
pect.o bonm r um estado prrfeito para germinain;o mais tIllt, e por isto fo-
ram cui.adosamente retiradas da sementf-ira e restraitificada. do no\o no ter-
riqo uniido. Examinadas nas primavcras dc 1928 v 1929, p:arcranm m prr-
feito estudo para gi-rminar, porem, tanto nuim come noutro ano nfo nasce-
ram mais do quo 2 %. A percentage que gorniinou no prirniiirio ano nio foi
niem do mnin on menos 16 %,, iparwcncdo-nns r-xcesiv:nento baixa. O Dr.
W. T. Cox, C'hlef do S(-rvico Flnrc tal Braileirn,, no' info-,ma, eontretanto,
que 6 excelente o resultado, quando nnreccmi 20 % (dac st.ments, duma espe-
cir florestl:l. Das eospr-cirs domnsticadas, como oC'itrus-, qualld, nao germi-
nam pelo menus 90 ',. cinsidcram-so as semnntcs t1io ruins que seu valor
econoiiico para planting torna-se duvidoso.

Plantio no pomar
SEm 28 de fe \vriro e 1 e 2 dr mn aro de 1927, as rnudas fo ram retiradas
da seno nteirii e plinntadas inmedialainentc nio Tcrra.ii, B, do Pomar. Cada









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uma foi arrancada corn um bloco de termr d,-' 5 ems. de largo e l5 cims. de pro-
fundidade. As covas para as mudas foram preparadas conforme o metodo
para plantio de Citrus no pomar(Ver. A Muda de Cit n.us ). Oitenta e scte
das mudas tinham entire 25 e 35 ems. de altura, e quaiintt e cinco, entire
15 e 25 ems. As que
tinham menos de. -
15 ems. de altura o0u i aB-'
o diametro de m e-
nos de meio centi-
metro ao nivel do ii
solo, numero corm-
parativamente re-
duzido, foram plan-
tadas na Fileira 7,
Sec'ie A, do Can-
teiro VIII, do Cam-
pp Experimental.
Mais de trinta mu-
das perderam os blc-
cos de terra de suas .
raizes, ao serem
t rarispl:lntadals, pp-
reill, pIegarmin e de-
senvolveramn-se tao
bem como aquelas
que ficliram corn Os
blocos.

SOMBREAMENTO
DAS.MUDAS As-
mudas tods foranm
muito bem Ipotegi-
das contra o sol, por
somrInfll densa de ra-
mos de aroeira fin- Ecamrr 2 T,-rra,.o m :P nill niLa i 01
cados no chso ao re-
dor delas. A terra estava baxtnte umidCa, nio trnr-dn sid., nocessari:, nio-
lh6-las no plantio.
Em 28 de maio de 1927, :nuita das mnud:dn, -,, trndl-'o senidas pr
falta de umidade, recebernm, cnlda uin, cincwo litrom dzagua. Si tivessem, si-
do coloc:da:s no viveiro, no piincipio dIa ope( ehuwi-,:, Icr-ce-i n c-vitado a
rega no pomnar, rnas m cr, m IJns:-q..o, terinnm i -Iofido comn a f-.igurd:a mu lin-









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l, q'.iu certaniente havia d(i atr;azi-las um pouco, pelo renmximento d,( suas
raises umra sgunda vez.

DESENVOLVIMENTO -Em :30 de dezembro de 1928, mediram-se os p6s
novamernte, e verificou-se que o desenvolvimento medio das trinta mudas
que haviam perdido os blocos na transphlntaqao, foi iguali r1 mdia do pomar.
Verificou-se tambem que as quarenta e cinco mudas menores tinham se de-
senvolvidr igunlmente, como as maiores, indicando que essa inferioridade
de tarnanbo f6ra devida mais A germinar;io retardada do que a fraqueza her-
dada. ou deficiencia de alimcntai.o.
Na rnesnma data .ubstituiram-.e as mudas ns. 15, 67, 97 e 108, que
haviam morrido, por mudas do Cantr-iro VIII, Fileira 7, Secio A, acima
referidas. As inudas de numerous 15 c 67 median 50 erns. de altura; e as de
ns. 97 e 10S, apenas 35 ems. Em 29 de margo tinham, respoti\v-amiente, 55,
130, 40 e 25 ems. Em 4 de setembro de 1930 jA alcancavam a altura
de 200, 150, 250 e 0 ems. A media dos pes vivos ficon um pouco manior do (ite
a mddin dns oulros de plantio prinitivo. Dr-sta experiencing e outros traba-
Ihos, rwalizados indepencdentemente deste, podemos nfirnmar que as inud:is
dns s-nment-s da Arvlre n.0 1 se transplantam corn a mesma facilidade das
mudas de Citrus. Se soubfssemos disto, antes de iriciarlnmoi- a ex(lcrincia,
terianmo poupado bastante tempo e trabalho.



S Nlr;o- 25 ems. .. 18 %

1-,;-' J 21c




,,n 28 %

-_____-l' msn_____ . . 15 %

26-150 ems. . 12%,


170 oms. ou r.n.,. 2 . .. 2%


Grafico I Altura dos pEs em 28-3-28. Refrl'lnte 1.11 mnl iiII Sn pI..:;r l..nhlat, 14
nm 9Vs dr'IPi-i di e pluntal:in.. Alturn mi lin -Ii 76 c(tntimeiros









--12-


0 tainaiiaho medio das mudas vivas em inarqo dc 1928, mais ou menos
14 moses depois de arrancadas da sementeira, foi de 76 cms. Apenas mais
duas, as de ns. 10 e 87, haviam morrido, elevando-se a 6 o total das mudas
mortas, o que constitute dado muito satisfatorio para uma especie plantada
em pomar pela primeira vez. As de ns. 104 (Ver estampa 4) e 112 tinham
190 ems. de altura, e 150 ems. as de ns. 22, 82, 88 e 93. Oitenta e sete mu-
das tinham desenvolvimento abaixo da media do pomar.
Em 4 de setembro de 1930, aproximadamente quarenta e dois jieses
depois de tiradas as mudas da sementeira, medimo-las de novo, ficando a
media das 121 mudas em 197 ems. O diametro medio das hastes a 25 ems.
(um palmo) acima do chAo, foi de 32 ems. Seis pds, os de us. 21, 25, 89, 91,
92 e 93 tinham, cada um, tres metros de altura.
O seguinte Grifico indica, com mais clareza do que as palnvras, o de-
senvolvimento das mudas. Consideramos a altura de cento e cincoenta a du-
zentos e cincoenta centimetros, como indicio de excelente desenvolvimrnn-
to; a de duzentos e cinenenta a trezentos centimetros, desenvolvimento
muito vigoroso; a de menos de cento e cincoenta centimetros deve ser con-
siderada como indice de p6s raquiticos e indesejaveis, nesta experiencing.


Mortas. .. .. 8%

51-10mms. ... .... .. 6%

1n1-150 r'm 20%

151-200 ems. 31%

201-250 cms. . 28%

251-300 mms. ........ 8


Grafico 11 Altura dos p6s em .1-9-30. Quarnnita re um mic-es dpl'i. Ic arranca-
dos da Sementeira. Altura m6dia, 197 centimetros.

Mudas raquiticas nio tem valor

Os dados exAtos obtidos nesta experiencia demonstram nitidnmente
que centre as mudas provenientes ldas sementes de p6 n.o 1, e--I:i incluida urni
perceentagm bem elevada de tiMuLIa r:,quiticas e fracas, por heredittar-dade.









- 13-


Mesmo cm boas condicq cs de cultivo, tais plants de'ixam de dcslinvolver-se
satisfatorianmnte, quando nio nmorrem. A elirnina~io do tais p6s, feita ini-
cialmente, oferece ao pomicultor nmaor economic. Nc.ta experiencia temos
con.scierado. dados rigorosos desde o nascimento das mudas at6 6 producao
das primeiras frutas. Destis 'dados podeinos tirar algumus obscrva'ices mui-
to irntcrIeassinie, sendo ever dum estabcl(.ciinento cientifico dec-' br!r mieios
do distinguir as mnuda' ;il( i-econi.nica e indicar inedidas para climiini-!as.
Observandu-su o Gr:ific, II, vemos que 34 % das mudas atingirail a
menos de 151 ems., enquanto que o tainahoo medio do pomar inteiro era
de 197 cmi. Pelas mcididas tomadas em 28 de margo de 1928, verificimos
que estas mesmas mudas tinham em m6dia 70 ems. de -altura. Considerando
todas as mudas de menos de 71 ems. de desenvolvimento, a altura m6dia
respetiva foi de 55 ems. apenas, enquanto que a m6dia do pomar foi de 76
ems. Em 4 de setembro de 1931, as alturas individuals Ihes davam uma ne-
dia de 149 ems. (as que m10nrreran, durante o periio.ldo de temipu. figuraram coin
0 de altura), enquuarto que a miidia do pomar foi de 197 cms. Apenas 30 %
delays atingiram a altura mrdia do pomar, e quatro, as de ns. 48, 51, 97
e 117, tinhanm alguns cen tiiimtri. s mais do que a m6dia do pomar.
SCaso tivessemos destruido todas as niudas comn in nos de 71 cms. (41 %
das mudas.), nenhurn cavalo util num poinar de Sapucainha, para fins co-
rnerciais, teria sido incluido, e, alenm disso, u trabalho perdido coin elas te-
ria sido economizado. E' provavcl quc exporiencias futurass mostrem que maior
percentage das mudas nao tern valor para o viveiro quc visa fins economi-
cos. Isso, porem, ndo serti de estranhar, pois no caso do Citrus, cultivado mais
de mil anos, 6 economic refugar de 50 a 80 % das inuddihas na sementeira,
como sendo denmasiadamente fracas ou por outra razao qualquer, indeseja-
veis para plantio no viveiro. Corn a Sapucainha torna-se ainda mais neces-
saria uima escolha rigorosa para se obterem cavalos vigorosos, por se tratar
duma plant que ainda nao foi cultivada.

P&s hermafroditos e estaminiferos

Na literature botanica descrit.ve-se a SIapucainha como sendo poliga-
iio,-dioica, isto 6, que produz em alguns p6s flores corn estames e pistilo (her-
inafroditas.), e em outrus, flores apenas comn o pi.tilo ou os estames. A arvo-
re n. 1 (Ver cstampa lI, da Escola, produz flores hernuafroditas. Algu-
mas mudas das segments deste p6 ji aiiiadurecerain frutas com trcs c mcoio
anos da sementeira apenas. DoS dados cuidadosos relations is flores destas
mudas, t.omados at6 21 de janciro de 1931, result quc 15,9 % dos p6s sao
horinafroditos, 21,2 %, estaminifros, sondo clue 62,9 % ainda nao floresce-
ram. Estai percentlagem dilere bern da que se tern obtido em obslf-rva(,oes ge-
ralmente feitas nas matas. Por exemplo, o Dr. Geraldo Kuhlmann, botani-









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co brasileiro altamient.o estimado, relata ter observado que apenns 6 % dos
pds produzem floors h.imnafroditas (iMeinorias do Inst ituto Oswaldo Cruz,
XXI:412, 1928). Mrs. Ynez IMexia notou um p6 harniafrodito para dez es-
taminiferos.
At6 6. data de 21 de janeiro de 1931, foram encontradas flores henna-
froditas nos p6s ns. 2, 12, 18, 50, 52, 54, 55, 67, 68, 69 (Ver Estampa
5), 70, 81, 93, 99, 100 (Ver estampa 2) 110, 112, 113, 127, 128 e 130, plan-
tados no Terrtac B, num total de 21 p6s. 0 hmaior, n. 93, tinha a altura de
trezentos centimetros. O diametro do tronco, a 25 cms: acima do nivel do
solo, era de 33 mms. O p6 n.o 112 tinha o maior diametro, 48 mnis. A altura
m6dia dessas mudas, em 8 de setembro de 1930, foi de duzentos e oito
centimetros.
At6 A mesma data observmiii,-s flores estaminiferas nos pes de ns. 4, 5,
7, 11, 13, 16, 19, 27, 29, 30, 34, 41, 45, 48, 53, 61, 66, 73, 84, 91, 94 (Ver
estampa 6), 101, 103, 104 (Ver estanpa 4 i, 117, 121, 123 e 126, num total
de 28 p6s com a altura media (em 8 de setembro de 1930.1, de duzentos e
quinze centimetros. Os imais altos, de n-. 21 e 91, tinham t.res imetrus de al-
tura. O di:mIctro( medio do tronco, a 25 ems. aciman do nivi-e do so!o, foi de
35 ems., emquanto que os de ns. 29 e 61, os mais grnssos, tinham de diaibctro
46 mms., e 44 nin~s os de ns 5, 7 e 91.
Entire cs outros 62,9 %-. di.Is p6s, referidos acnna, fic:trin incluidris os
mais vigorous l-do punimr. Os de ns. 25, 89, 92 e 95 tinham trc.s metrios de
altura. O de n'. 20 tinha o mi:iior tronco, medindo 55 mnis.: o de n.o49 ficou
em segundo lugar, corn 49 nuis.
Neste grupo tainmbern ficaranm todos os p6s fr:ico:s e. raquiticos. Dois de-
Lie frrain tdi frais que nmrrernim antes de marCo de 1928; tres morreram
antes de sctembro dl : 1930 e seis fcoranl arrancados em 3 de set.embro, por
tere- fic-ado deumtsia.damninti, p nqlueno's e nio ser'viram para en.ert.ia.

As mudas da Sapucainha sao precoces
At6 15 de jaii'iro de 1931, os pes die us. 12, 50 e 70 amiadurier;mn uImna
friuIa cln eada um; o de nr. 110, tries Ilutas, e o de n.- 100, s6mente nov(.. At6
22 de setembhro de 1930, cairam ns frutas dos de ns. 2, 18, 81 e 99, que ti-
nham 7, 1, 3 e 5 frutas, rt:spetivarnernte. A perda das frutas foi devida ;i fal-
ta de cultivos -ade.quados. Os de ns. 5, 7, 11, 16, 27, 30 e 41, estaminiferos,
perderam todas as folhas pela rnesma razio. Alguns outros p6s hermafrodi-
tos floreseerain em 1930, porem, as frutae nl:. vingaram.
As observa(;Oes indicam que as mudas de S:pucainha produzem tlores
aindla muito novas. O p6 n." 100 (Ver estampa 2:', ten sido i melbor, amadu-
reccndo 9 frutas depois de moenos de tires anos (33 mises) da sementeira. E'
inteiessante notar que a arvore-mie, n." I (Ver estampa 1), emn 1930, amadu-









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receu meno'i de 600 sem.nc ni, -equanio sua fillia, n.o 100, produzi'.l 532 se-
mentes no mesmo ano.
A estampa 2 moiu-tl: a muda n.0 100, no Terrago B, um pe muito bem
proporcionado, corn 200 cms. de altura, um pouco mais da m6dia, e diame-
tro do tronco de 33 mrms., um )pouco nmenos do que a m6dia. Em 29 de mar-
go de 1928, estava corn 120 cms. de altura, sendo bem mais alta que a m6dia,
que foi, naqueclla data, de 97 ems. Sm duvida, a produtido de nove frutas
por p6 tao novo rIcltadou o seu dr'semnol\vimento.

Porque nao enxertar a Sapucainha?

Para rlue t- estabeleca a produyiolo da Sapucainha irdut.rialmente, 6
n'c',.-ario i.lniIwsticar a spc. N ndies nature, a pspci. Nr nti, pcentagem de
p'is improdutivos, em rcla;i:o aos produt.ivus, P desproporcional. 0 Dr. Kuhl-
mann, por n6s referido, disse: Entre irais de 50 exemplares contados em
umra extensu o dc nmuta rilativamente pequtna, toraim encontrados apenas
3 hermifroditos (l'emorias do Instituto Os.waldo Cruz, Vol. XXI, p. 398).
Ouitros obse'rvadores ti'm iiotad.l iiaior pc-rcentagem, ou mais ou menos dez
ps hermafroditos em cem. Pi:tin, esta (6 apl-lnr, uma parte da dificuldade,
pois nossas ob~crvagSes inlicam serem as colheitas, nas condigces naturais,
muito irricguiiars, cor periods grades e variaveis entire as colheitas abun-
dantes. Os p6s ns. 1 e 2, da Escola Superior de Agricultura e Veterinaria, pa-
recem ter cada unm mais ou m inos .10 anr.s e estao sendo observados duran-
te mn:is de seis anos. Em 1929, o pO n." 1 produziu 28 kilos de sementes, ama-
ior colheita durante os anos de observag o. Em nenhum outro ano atingiu a
colheita mais de dols (iui1:,s, tendon, cin 1930 prodi.izido apenas 600 sementes,
pesandno umn po-ucO) mIis ide 300 gralIas 0 p D n.0 2 produziu, em regra, colhei-
tas menores que o de n.o 1. A media das colheitas durante os seis anos, teria
sido Inmito reduzida, considerando-se o tamanho dos p6s. Isso, todavia, nao
causa nLnhuIma 5sui)prc-:eU-a (iiie' ji estudaram as produces anuais de ar-
vores do outras espicies tflokrtais.
O modo de veneer a dificuldade estA clarame..nte indicado, e consiste
no process de doni-nticara a Sapucainha, plantando em pomares p6s enxer-
tados. As experivncii s ri'lizad:ls sib a (dirc'io do primeiro autor t6m tido
exito muito acima do que podiamos c-perar, most r:ndo as facilidades com
que, nas conldirbs fisiolo-gicaIs proprias, foi possivel enxertar a Sapucainha.
Estes cavalos, semielhanteminte aos de outras qualidades, quando se
destinam A enxertia, necessitam d:. bons cuilados culturais desde a 6poca
do transplantio alM a enxertia, quando deviam mostrar vigorosa produgAo
de borbulhas de vegetaqco. Drpois da enxertia, 6 de maxima importancia
conserv\l-los em boa condliqio fisiologica, para (Iqu a borbulha se solde e ini-
cie depois 0 .seu destn-volviinc' o. Em percentage elevada do nossas mu-









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das, todas as borbulhas enxertadas se soldaram. Si nAo tivessemos errado,
julgando mortas muitas das bdrbulhas que estavam vivas, quando as desa-
timos, a percentage de sucesso teria sido muito mais elevada.


















Estampa 3 Colheita da arvore no 1, feita em novembro de 1929, sob a diregqo do
prof. Bruno. Das 790Q frilta, cornpeso de 171 quilos, tiraram-se 28 quilos de sementes,
limpas e secas, numa pr.p.r;5u, portanto, de quasi 1:16 (16 %) de semenu.s nas frutas
maduras. Asfrutas mn:i-,r.-s pcs.ram mans de 1 quilo e as menores merios de (31 gramas; as
maiores renderam ainda percentage maior de sementes. E' o pe mais produtivo dentre
os que conheciamos.

As estampas 4, 5 e 6 demonstram o desenvolvimento vigoroso feito pe-
las borbulhas en, i ta da nos p6s ns. 69, 94 e 104.
Para evitar a inclusto de muitos.dados, tornandJ unuito extenso este
trabalho, apresentamos cinco grdficos, nos quais se reunem os dados
obtidos. Achamn-los tio claros que deixamoss de dar explicat;es so-
bre eles.

Escolha de estacas de borbulha

As estacas de onde set irai., 11 as hbrbull.is para a experiencia foran cor-
tadas do. pi n.o 1 (Ver etampa 1), em 2 de -tvirihio de 1930. 0 p6 cstava em
estado hattunte, detmoinistrado pcl1 falta de cre-cinmento no-\vo pelo fito de
que a casca se aderia ao lenlh. Enrontram<.!i duas qualidades de estacas em
bol:m Istindo, dos ri'l~ento verticais, produzido.s no ultinio period de desen-
volvimento do p6, corn abundantes cicatrizes, indicando produqio d.c mui-
ta.s flores nestes ramos. A outra qualidadl consisting nros terminais de ramios
pendentes, que produzem as frutas.








S17-

:-I Da prilneira qualidade de estacas, fizemos duas classes, consistindo a
primeira na partec mais gross dos ramos, podando-se os primeiros vinte.a
vinte e cinco centimetros. Os 20 ate 25 cms. logo em seguida, aprovcitararmr
se para as estacas, rejeitando-se qualquer porc.o destas cor casca cinzopta..
A Classes II das estacas foi constituida dos terminals, comi 20 at6.25 cms.,
resultantes das podas feitas nas estacas da Classe I. Algumas foram angur
lares e todas tinham inais ou menos um centimetro de diametro. As estacas
corn menos de tres quartos dum centimetro de diametro forain rejeitadas.
A Classe III de estacas foi constituida de ramos corn 20 at6 25 ems,,
cortados dos terminals de ramos pendentes que produzem flores e fru'tas.
Escolheram-se apenas os terninais mais grosses, corn meio at6 uin centi-
metro de diametro.
Tomando por base as uotas referentes ao enxertador que teve melhor
exito, vemos que 54 % das borbulhas de C!asse I, 63 % das de Classe II e
60 % das de Classe III, soldaram-se aos cavalos. As mdias dos resultados
dos tres enxertadores foram de 43 % das borbulhas de estaeas de Cirsse I,
41 % das de Classe II e 42 % das de Classe III. Destes resultados podemos
concluir que as tres classes de fsfacas so igualmente boas.
ESCOLHA DAS BORBULHAS. Na. Sapicainha, us botoes que produzem
flores nasccm nos angulos formados pela haste principal do ramo ou raminho,
e o peciolo da folha. Temos notado que no p6 nr. 1 e sua progenic, quaddo s6
desenvolve a flor, e csta produz um fruto, a borhulha de crescimento vege-
tativo que fica logo acima da borbulha florifera, no mesmo angulo, deixa
de se desenvolver. Quando a floor nAo produz fruto, o pedunculo e o pedicelo
caem, ficando uma cicatriz abaixo do bot.o vegetative. Em alguimas das
estaeas de Classes I e II encontramos as cicatrizes inesmo a um centimetro
abaixo do botao. Quando os hot6es vegetativns se acharam bern desenvol-
vidos, foram empregados para a enxertia, soldaudo-se e desenvolvendo-se
igualmente como as outras borbulhas.

Escolha dos Cavalos

Pelo emprego das borbulhas cortadas do p6 n.o 1, para enxertar ctava-
los-, filhos deste mesmo p6, cvitimos urna possivel incompatibilidade, lqu
As vezes dificulta a enxertia de quasi todas as species domesticadas de aryo-
res que produzem frutas ou nozes. Pode ser que corn pesquisas futurasi se
descubram outras variedades ou species de Sapucainha nas quais as bor-
bulhas de p6 n 1 se soldem mais facilmente do que na sua propria progenie.
Pode ser tambem, que cavalos de outras procedencias tenham desenvolvi-
mento mais rapido, sendo isso pouco provavel, em vista do desenvolvimcn-
to muito exuberant que ji temos verificado.


sapueamlia


eoparata 2









- 18 -


NATUREZA DA CASCA- Quasi ('li bo'bulllllas foram cnlocadas nas par-
tes dos cavalos olind a casca se tornAra acinzcntada. A, outras, mai6'de qua-
troci'ntas,foram colocadas nas parties maik novis, ondek, : casca mantinha
ainda sua"c6r :qcastaunhaidl. Todas as coloc:;lai na casca acinzentada morre-
ram; qualquer que tenha sidoo diamc.-tri do cavalo. Em outras palavras,
todas as borbullis que sc sildarani, foram colc.uas na casca nina c6r de
castanha.
COLOCAc XO .DA BORBULHA- 0 priinviro0 autolr, faullliiadiJ polo Prof.
Bruno (Professor Catedratico de Hoirticultura e Pomicultura na E. S. A. V.),
indicou, corm riscos de giz na casca dos pes, o I pntos em quce si d(lianu co-
locar as borbulhas, escolhendo sempre lugares que aoresentavaim inmlhoies
possibilidadcs de bom exito. A id6a principal foi descobrir conhecimentos
o mais aniplo ; possiveis a reTspoitu da crixertia, coin u fiNr de facilitar futu-
ros trabalhos de vivciros de Sapucainha. Distribuiram--so as borbulhas mais
ou menos igunlillnnte nais varias parl-ts do. cavalos qiue tinhain trcs centi-
metros ou lmennf de diametro. ('Vr estaninpi 4).
Em 20 de ouitubri dr 1930, tir o-sc. o en\voluCir dI:i brlrbulhis, notan-
do-se cuidadosiuiinte ( qIal delays havia provl'do scr a miellhr pa:rte do cava-
lo. Verificou-sc, coril di.ssemos acima, que nenhulina IbJrbulla Se soldou on-
de a casca jd estava ncinzentada. Apenas tires s le solaram n as parties em que
a casa estava inuldando. de 6cr e Imol'roraln seon blrtalr.
Os diametros indicados no grifico s refcrremil As colocacOes indicadas
para as borbulhas. tend sido inedido.s -in 5 de setembro d 1930, imediata-
mente depois do iniciada a enxcrtin. As medidias indicadas referem-se as
hastes de ascas acastanhada. Para con\venitncia, a var'ia;gno entire os grupos
foi de 4 mnis. \Vorifmcimaos que 85 % das b'rbulhaI, que se soldaranm, foram


8-l11mms. %

12- 15 mn3, 33%


16-19 m 3

20 23 mm 17

24 *2m :.. .. .. 11%'W


Grafico II Diametro dos cavalos em 5-9-30. Perccrintigem de borhulhas vivas
em 20-10-30.









- 19 -


colocadas nas partes dos cavalos corn 12 a 23 mms. de dia metro. Menos de 2%
das que so soldaram haviam sido colocadas nas parts dos cavalos corn 8 a 9
mms. de diametro. Tambeii nas parties dos cavalos corn 26 a 27 mms. de di-
ametro se eucontravam meuos de 2 % das borbulhas que se soldaram.

Estado vegetative dos Cavalos

Em 4 do setombro de 1930, fizemos obsirvacivs precisas quanto A con-
dicAo vegrtativa dos diversos cavalos que iam entrar na experiencia. Fo-
ram eles divididos facilmente em cinco classes:
Classe A latentes, que nio mostravam desenvolvimmento nos brotos
terniinais ou laterais, a casca se levantando facilmente e as borbulhas en-
trando tambem sem dificuldade. O taimanho e grossura das folhas indica-
vam que o ultimo desenvolviuento da plant se havia completado ha bas-
tante tempo.
Classes B corn rebentos novos, nos quais as pontas das folhas novas
eram visiveis, mas sem haver desenvolvimento dos raminhos.
Classe C crescimento novo, com raminhos de 10 ems. ou menos, de
desenvolvimrnto.
Classes D pleuo crescinientu, corn ramiinihos novos corn mais de 10 cmns.
Classe E terminando o period de crescimlnto, complete desenvol-
vimento dos raminhos, folhas endurccerido c ramos se entumescendo.
Em Vicosa, o inverno de 1930 foi muito brando, corn algumas chuvas
bem espalhadas durante a s6ca 0 plantio de Sapucainha foi cultivado quan-
do outros serviqos, julgados mais importantes, o permitiram. O p6 n.0 4, que


* 27%


S45%

39%

39%

* 29%


Clasae E


Grafico IV Percentagem de sucesso em cada class' de cavalos, segundo o nume-
ro de horbulhas enxertadas em cada uma, M6dia dos resultados obtidos pelos tres en-
sertadores.


Classes A


Classes B

Clasce C

Claame D









- 20 -


f1'`i n rnlhis tai'dio de todos, nAo poude ser enxertado no dia 5, porque a cas.
ta, nii. se levantava, e s6 o foi n,, dia 8; morreram,'porem, todas as as bor-
btilhas. : .. . ..
0 Graficf I\'V mi.ifhc a percentagein das borbulhas qu e se oldarani,
calculadas segundo o numero de enxertos feitos naquela classes de cavalo.
Indica o quadro que as bh:1viliha- s:- soldaram facilmcente nos cavalos cuja
casca se levantava sem dificuldade, e ainda tijlhor nos cavalos de Classe
B, quando as folhas novas foram visiveis no broto terminal, antes que os
raiiinh:.s novos c0CIIH.u,(;s-Ih a cr,_sc'r. Um dos enxertadores nao consiegiu
que borbulha alguma se soldasse nos cavalos da Classe E.

A Enxertia

"'! Em cont c. sei. iliud-. .fortanl enrixrtadus qu.inlieutas .luarenta e cin-
co borbulhas, atingindo a media a umn p(ouWe, iais de cineoi borlulhas em ca-
; : ....i da pB. Soldliraui-se 133, Ou 20 c., siendo isto ex-
1 ,i -cint.- i.xito para a primieira tentativa. Antes
e E~~let.lt cxperienricia, nao sc i.abia coisa algumia
ulinti a tl. :liu lid,_Jlh' dc.: cstacas do borbulha, o es-
t :d._ v g..stati\' i lo ist convenieuile do cavalo, o
S,.liaii.t.i do ctavalo i..i que a borbulha se solda-
ria coI r li irrl tlacilidad>. Recaliini.-te, ignorava-so
at. e i a Supucainhlia p>odiau ser ou n do enxertada.
SEimpregil.is (eclusiv\alente o proccsso de
I u'rtiia ..iesign:n. pclo ietodo de T ., send
S" i" r'l.O'c-tso ,'l:pI'eglt .a o 'Lin 99 %(, dos Cit.ru.s,
Sp,,"pOr r 1) I.ir convenijnte e economic (Ver,: A
IMu4d.t dlI i'itru- publicada pela Secretaria da
SAgi.l:idtur:., para direri:s detalbadas de en-
X I1'tlkil.
i E giiprtlg i-se '.Inla.;oI' ilnpregnado corn c'ra
___ i___ :l :'ltfie It piartA cvolvwr as brbulhias. Foram
colc-,.adais mno dias 5 e S dc sctetinbro e visitadas
Estamp.i 4 0 icilhi..r .1,.. I'rrcqujentninente depois, para so observer amiude
pi nvr,. li. fit, Tir., 0 B "' L'u pi)gres~.o. Elm 3 de outubro, julgamos con-
E.;taniireiro, Prnxertau.i em -
8 9 30. E' pt- ,-mao do de n.o veniente retirar o cadargo, pois algumas das bor-
100, estampa T, ambos 2 bulhas estavam come-ando a encher-se. Depois
notr,,u de lt,[jr.1 ,- troncos com
33 mrms. do liinm,-'r.- em 14,- de tirade o cadargo, as borbulhas julgadas mor-
9 s p r 3pr0.au tas foram retiradas e examinadas, sendo et.ique-
Esia tuniirnp r.-Tpr, Lt n t UM
seNto d, tamafllSh natural, fo- tadas as que parecinm star vivas (Verl estampa
tografadea I e 10- 12 e30,- 1). Algumas dlas que julg.imos mortas engana-
tars Sprm a n a v ps v de enxer- d
tado. ram a nossa vista, pois vinte e duas desas sol-









21-

daram-se depois e creseeram, iudicando qui a noqsa primncira selet-o ha-
via sido rigorosa demais. Se-.1 diuvilda:, um numlero conilideravel das borbu-.
lhas que tirdmos como mortas, ter-se-in desenvulvid), si alficasse mais tempo.
Em 20 do outubro, 34 % das bor-
bulhas que so soldarani. mostrnam _. .. -..... -
tendencia a produzir brotos. Urna,
no p6 n.0 55, jA tinha 55 In-ms., e'
outra no p6 n 15 tinla 12 ns, '
send elas as maiores. 0 rest, ".
66 % das borbulhns, cojIserv(\io-se
sem sinai dr desenvolvimento.
Em diversos 'Caseis, quando i-
olho da borbulhn resseccu e n mr-
reu, produziu umna borbulhn ad-
venticia, geramuente ao jladio doi
]ugar do olho morto, porem, polo
menos num enso, abaixo deste

PARA FORC'AR O DESENVOLVINIEN-
TO DAS BORBULHAS Parn oltr-r
6timos resultadnis com cs eavfl\'-s
de varins species 1", plants, .'
necessario r-mpregal-s parLa la'd';
especie unm tratamenro que lhe serja '
mais apropriado Os c:tanlos di Ci-
trus no viveirn, por exemplo, po-
dem ser podados logr, acimna -In
borhulha, imediatamente depois de
ter sido desatada, comn exito do
99 %. Tratamnento srmcelihante em
eavalos do Abaanto, result na per-
cda de mais ou menos 91) % das .
borbulhas. Visto nio tern us conhr.-
cimento da enxertia da Sapueainha
antes de realizar a nrossa experien- .
cia, nao podiamnos prefer conm
Estamp.x 5 O tre:.mo p5 corresponderiam os cavalos r bor- tgratnlr. do ha .' opQsto nem 3 2 31. Qudl
bulhas aon various modos do tr t-at r [t r ) mi rlS deis--.i; ci i\crtarlos, os brutos
d1.h bri-iulhias mnldram 70, 67, GG.. 53, 47, 40 e
mento. Podia spr que a pnodat co(:n- 23 itlml.Iror r'p,'Irvnam'nCnte..
pleta do eanalo, na 6pocca do de- '-
senvolvimento vigoroso, causassc a perda, dA blrbulha ou at4 a, more do
eavalo. Tivemos de consirdhrar por conseguint.e as varins possibilidades,: Ai;









- 22 -


PODA DO CAVALO Adotamos tres metodos de podar os cavalos para
conseguir o desenvolvimento da borbulha, depois de soldada: a) corta-
mos a haste a alguns centimetros acima da borbulha, retirando todas
as folhas (Ver estampa 4); b) cortimos a haste conio em a), deixando
ficar todas as folhas restantes; c) cnrt 'imos a haste bastante acinma da bor-
bulha para deixar ficar mais ou menos metade das folhas, podando-se do
vez em quando o restante da haste, de modo que no fim de oito sernanas
todas as folhas haviami sido tiradas. ( metodo de tombar os eavalos, con-
forme descricqo pm n A Nluda de Citrus ~, ilustrad: nas estampas 9 e 10 des-
ta obra, nzo pode ser aproveitado corn a Sapiuainha, que tern a haste 6ca
r os ramos muito quebradieos. Algumas das borbulhas tratadas confornie o
mitodo a) desenvolveram-se melhor. Outrias tratadas conform os metodos
bj) c) davam resultados quasi ignais.
Tanto a borbulha comoo a caval, se mnostraram muito resistentc-s. Em
21 de janeiro de 1931, tres borbulhas haviam apenas cornme;ado a se desen-
volver e onze ainda se conservavaa hbem cheias, purerm, sem desenvolvimento.
Quatro destas ultimas estavam em p-,s que having, permanecido inteiramen-
te scmu folhas durante quasi trees mines. Continuaram a produzir novos bro-
tos, que pareciam normais e sadios Ape'.ar Io tratamento muito severo, niro
morrenu nonhurn cavalo.

Desenvolvimento das borbulhas-21-1-31

Em janeiro de 1931, mdirarn-se todas as horbullias que possuiam al-
gum desenvolvimento, verificando-se nuir media dr 45 ems. do crescimen-
to. As borbulhas dos pos ns. 15, 69, 71, 98 e 104 tinliam 70 a 74 ems. de al-
tura. Dos p6s ns. 15, 71 P 98 niro s be abe o sexo. N." 60 hernnafrodito c
n." 104 produziu flores estaminiferas. Setc borbulhas desenvolveram-se
Pm pes que produzirnm flores hermn;itfditas antes da poda do cavalo.
Estas tinham, em 21 do janeiro, crescimento entire 13 e 54 ems., corn a me-
dia de 30 ems. tTodos os p6s, excetiuando-se apenas a de n '52 que, enxer-
tado por engano, produziu flores hermafroditas antes da 6pocc da enxertia,
foram deixados sein enxertar, parn a producao de frutasi.
Vinte e duas borbulhas foram colocadas ern pes que haviam produzido
flores estaminiferas, sendo a m6dia do crecimento destes brotos de 47 ems.,
com o maximo de 70 ems. As outras borbulhas o foran em p6s cujo Sexo so
ignorava, encontrando-se neste grupo os cavatlos e as borhulhas mais vigo-
rosas. Na data referida. tres das borbullas esta\am apenas em come;o de
desenvolvimnento e tree ainda semr signal de crescimento, podendo ser que
algumas delas ainda crescessem.
EXPERIENCIA N. 2 Parecou-nos spr unma percentage muito reduzi-
da, a de 16 % das s~ementes germinadas do p6 n." 1, na primeira experiencia;



















_ 4 I


-A- -B-


Es~iimp l6j- C(aval,'v etilnrlifrii c. hi Irmafroditln Borblulhas enxertadas em ..
28-- ) 3u, em ranmo piqur-nns r vigorninss MN'lilo~ cm 21I I -31 e fotografados
em 3 -3 --31.
A n.' ')4, e;taminifiro, 3 brlilh:i; ae soldaram inrdinhdo 67, 48 e 38 ems. reape-
tivnam nte: uimn dielfa pr,,li.iii ulI.i hrot-:s
B -- n., 6), herrmarlfimijro, 3 irl rhulhna ge soldaram, medindo os brotos de duas 71 e
40 cms. respr-tivamrrntr e IinII aro :LJ):rI II, brl.tLr.



























































6'~ 4~
rr











por isso, resolvemos experimentar um outro metodo de germinacqo, que, con-
forme estavamos informados, darin excelente result.ado. i
A SEMENTEIRA Realizamos esta experiencia corn seinpntes dos pes
ns. 1 e 2. Cento e setenta e tres frutas do p6 n. 2 foram estratificadas,sem
term sido abertas, no Canteiro F do Ripado, no dia 27 de dezembro de 1927.
Na mesma data e nas mesmas condigces, colocaram-se quarenta e umin fru-
tas do p6 n.o 1, em secqfo adjacent, no mesmo Canteiro. Cobrirarii-sc as di-
visices plantadas corn material organic decomposta, e nao permitimos que
as frutas se ressecassem ou ficassem cldeinsiadanmente molhadas.
At6 o dia 12 de janeiro de 1929, as frutas do p6 n.0 2 produziram 1.771
mudas. Tendo side as frutas plantadas inteiras, nao se poude saber o nume-
ro exdto de sementes. Porem, corno numa fruta de. tananho medio (12 x 7
ems.) encontraimos 91 sementes, tomando este numero por base, podemos
dizer que o nunero total de sementes Pro devia ter sido inferior a nove mil.
Houve assim uma germinahiao de mais ou menos 20 %. Tiranmos do leito, nu-
mero bern elevado de sementes ainda boas, provavelmente umas cluatro mil,
porem, na primavera de 1929, nao germinaram mais. Pareperam-nos em ex-
celentes condisoes de conservacdio, nao s6monte para a germinnaq:io como pa-
ra a extraqco do.oleo. Provavelmente percentage cconsmieravel das semen-
tes que apodreceram, teria sido rejeitada, si tivessemos.aberto as frutais an-
tes do plantio.
As frutas do p6 n. 1, estratificadas no nimesno Canteiro e recebendo os
mesmos cuidados, produziram apenas cinco mudas, at6 o dia 20 de janeiro
de 1929. Tirando-as da terra, verificAimos que as fruitas estavam conmple-
tamente dcsfeitas, restando apenas 140 sementes nao decompostas. As qun-
renta e uma fritas continham, provavelmente, ceica de dun;s mil sementes,
dando assim mais on menos 0.25 % de germinanqio.

0 Viveiro
Em 12 dp janeiro de 1929, as mudas das sementes do pt n.' 2 foram ti-
radans da snmenteira e divididas em tres classes:
C Classes I 350-mudas, corn mais de 15 ems. de alturn;
Classes II 471 mudas, cor 8 a 15 ems.;
Class III 950 inudas, com menos do 8 ems.
Foram colocadas na divisito dedicada As plants antilepriens dos terre-
nos do Departamento de Horticultura da E. S. de A. V. As mnudas da Clas-
se I foram plantadas no lote IV, fileira 7 e lote V, fileira 2 v seccibo A da'fi-
leire 3. As mudas dn Classe II foram plantadas no lote V, fileira 3, seccio
B e fileiras 4, 5, 6. 7 e 8; e lote VI, fileiras 2, 3, 4, 5 -e seepio A da fik-iri 6.
As mudas de Classe III foram'plantada's no lote VI, fileira 6, i,'er-aio B e fi-
leiras 7 e 8 e no lote VII, fileiras 2, 3, 4, 5 e 6;::


- 2YF-









- 26 -


SOMBREAMENTO NECESSARIO Usaram-se folhas de palmeiras para o
sombreamento das mudas contra o sol ardent, constituindo isto um sistema
de sombrear barato, porem, muito ineficaz. Apenas uma part das folhas
usadas era bastante v-lha para endureerem quando secaram. Nas folhas no-
vas, as pinilns (*nrolaram-se an scar, tornandn-se de pouca utilidade. Alvmn
disso, durante o rul ivo, rjueiiravarn-se inii'as dan plinulaz, deixanrl as mu-
dasrecemi-plantnd:s, tito nr-cessitailas da somnbra, expostas aos r:aio.; sol:erros
diritos.
A Sapucainha, semnlhrnntromnte no Citrus. no estadol solvagem, desen-
volve-sc sob a protc-fiio das grandes arvores.
O Citrus, depois do seciulo de donmstiziatio, acnsuinoiiu-so a produzir
boas mudas em sementeira exposta nos raifs solar(es, poremn, as melhores so-
nientiras sKo as que se fazern corn mieia-somhra.
Urna sombra muito melhor para as mudas recom-transplantadas d:c Sa-
pueainha, teria sido a obtida corn rimos de arocira, do 50 a 70 cms. do com-
primento, e folbas maduras, sendo, porem, mais dificil obterem-se rams de
aroeira em numero suficionte. Qualquor que soja o sistema dp sombrear as
mudas, deve-se mant&-lo coin bastante rigor, P continuado tanto tempo quan-
to possivel. Depois quo as mudas atingirem a 25 ems., suportam elns beI
os raios solares, drsenvolvendo-sp, poremn. mais vigoro-isamente -i meia-sombra.
Em 1929 e 1930, nottimos que rnerin duzia, rnmis on nmenis, das Inudas
no viveiro, estavam com flores.
Plantio no Pomar
De 31 de maio at0 14 de julho de 1930, transplantaram-so quinhentas
e cinco mudas, do Viveiro para o Pomar, tendo ficado entAo cincoenta e duas
no Viveiro. O transplantio foi fpito sob a direti;o geral do Prof. Jos6 Guima-
ries Duque (Professor de Silvicultura na E. S. A. V.) cujos deveres do car-
go e outros afazeres nio Ihe permitiram proporcionar atengfo pessoal a este
servigo.
Nos dias 2 e 8 de outubro, fizrnms notas a respoito do croscimento e es-
tado vegetative das mudas. EncontriSmos quinhentas r. unia vivas e apenas
quatro mortas. Indica isso que a Sapucainha se transplants cor muita fa-
cilidade. Na epoca do transplant.io, a terra estava tAo seca que se tornou ne-
cessario regar as mudas no Ato de plantA-las. Os trabalhadores receberam
instrucges para arrancar essas mudas corn um bloco de terra (Ver instnicpes
para transplantio de Citrus, em -A Muda de Citrus ); mas visto se ter rea-
lizado o servigo sepm a fiscalizaqAo tecnica nece&saria, nao se anotou o nume-
ro das mudas que perderam os blocos durante o arrancamento, transported
em carroga e plantio no pomar. Provavelmente 20 a 30 % os perderam. Tam-
ber a r6ga foi feita con muito pouco cuidado. o que nio aconteceria si ti-
vesse havido direqao teenica.









27 -

Notas tiradas em 2 e 8 de outubro indicam que das 501 mudas vivas,
421 estavam vegetando, 53 em estado de repouso vegetative e 27 parcial-
mente mortas. 60 dos p6s em desenvolvinmnto tinham crescimento de 5 a
20 ems. Devido ao inverno muito brando e relativamente umido de 1930,
nao houve uma 6poca em que fosse possivel encontrar conjuntainente todos
os p6s no Pomar, Terraeo B, f no viveiro, em estado do repousr vegetation.

Comparagio das mudas dos pes ns. 1 e 2

O Grafico V indica o tamanho dos p6s em 2 e 8 de outubro, igual ao que
tinham no Viveiro, excetuando-se os sessenta p6s acima referidos. A altura
m6dia dos p6s vivos foi de 63 cms. 55 % das mudas estavam com menos.do
que a: mrdia de altura. Nao se pode-eompraaro Grafico V corn o Grafico I,
pois de 1.771 mudas plantadas no viveiro, de 12 a 16 de janeiro de 1929, exis-.
tiam, treze m&ses depois, apenas 557, isto 6, morreram 68 % das mudas no
Viveiro, enquanto que no transplantio para o Terrago B, perderam-se ape-
nas 3 %, numn period pouoo maior (14 meses). Nao se deve presumir, po-
rem, que a mortalidade tenha tido por causa uma fraqueza hereditaria das
mudas de p6 n.o 2, e sim que foi devida as condio.es muito d('sfavoraveis e
6 falta de cuidados culturais, enquauto estavam enviveiradas.


NMorl, -25 cms. ........... 3 /o

26 cm -50 ems. 350

M ems -75 emrs. 34 o/

76 cms.-100 ems. . 22 0/o

Mais de 100m .. .. .. .. 6 /o


Grafiro V Allura dos ps ( experiencia HI) ReferentP a 505 mudas de Sapu-
cainhn 13 mnbes depoi do arrancadias da Sementeira. Altura m6dia, 63 centimetros.

Efeilo de temperature a zero

Em 6 de julho de 1928, o Posto Meteorologico situado no terreno da
Escola registrou temperatura de quatro decimos de um pr.u abfixo n d zero,
centigrado. Em 31 do mesmo mns, quasi todas as muda, de Sapucainha mos-











traram nmaior ou menor numero de folhas queimadas pelo frio, perdendo al-
gumas delays today a folhagem. Exame posterior lostrou que quatro p6. per-
deram a .casca ao redor do tronco, numa pequena extensao proximaaosolo.
Quinze p6s mais perderam part da casca, perto do s6lo. Todos recuperaram
os prejuizos sofridos, e alguns produziram flores na primavera segiinte.
A arvore-m e (p6 n.o 1), npo deu indicio.de qualquer prejuizo pelageada,
apesar de star no mesmo vale, em nivel pouco mais baixo. O Posto Meteo-
rologico fica nas fraldas de,um morro, unj pouco mais alto que o Terrago
B, e a menos de um quilometro daquela arvore, animbem no mesmo vale. E'
quasi certo que os p6s no Terrago B tenham sofrido uma temperature mais
baixa que a observada no Posto, e consideravelmente. mais baixa do que a
sofrida pelo p6 n.o 1. ,
0 prejuizo e a recuperafo do frio causado :6 Sapucninhi foram muito
semelhantes ao que ocorre corn a cultura-do Citrus, que suporta, porem, sem
prejuizo, .uma temperature mais baixa. :

PgsHermafroditos conservados ..

Todas as mudas que produziram flores hermafroditas antes da epoca
da enxertia formrn deixadas sem enxertar, para observarmosseus habits
de frutificagAo e para outros estiuld's teenicos. Ao se domesticar qualquer
especie de arvore frutifera u qutie produza senmentes comestiveis, 6 imperio-
so colocar sob cultivo, para estudo, o maior numero possivel de p& que es-
tejam frutificando. Geralmente, 6 dificil viisitar eoni bastante frequencia e
para efeito de observagao os p6s na nrita, unte esthio sujeitos iunda a mui-
tas vicissitudes, espeeialmente as do fogo.
As observag6es sobre os p6s nesses locais tme impoi tancia socundaria
para o pornicultor tecnico, enquanto que para (h htanicj teenico sao de im-
portanria primordial.
*y .... ... .. .
;" 'CONCLUSOES

I Nao ha outro empreendimento agricola tao atraente s simpatias
dos Mineiros, como o plantio da Sapucainha, sob ponto de vista filantro-
pico, patriotic e, sobretudo, economic.
II E' rigorosamente imprescindivel o estabelecimento de 'viveiros
extensivos, para a produ io do mudas enxcrtadas de Sapucainha, porque:
a) As mudas provenientes das florestas sdo de qualidade inferior, fru-
tificagAo muito incerta, muito cars, e em numero demasiadamente reduzi-
do para servirem de base no estabelecimento de pomares rendosos.
b) Nas condigces de florestas, percentage reduzida de arvores pro-
duz..colheitas boas, e isso s6 irregularmente, de modo que,.deixando-se o,









- 29 -


fornecimento de oleo de Sapucainha defender das florestas, outro Estado
ou pais conquistari essa industrial, perdendo Minas a vantagem de ji ter
inaugurada a cultural dessa plant. (Ver referencias sobre o quinino, a bor-
racha e o tung-oleo).
III As nossas experiencias de seis anos, frisam os seguintes pontos,
que facilitardo mnuito o estabelecimento dos viveiros acima referidos:
a) A Sapucainha 6 facilmente domesticavel, e sendo especie native, nao
haverA perda de tempo na sua aclimatagco.
b) Quando o cavalo e as borbulhas estAo em estado 6timo, os peritos
na enxertia do Citrus alcanqam percentage alta de sucesso na enxertiada-
quela plant (Ver graficos III e IV).
c) 0 melhor estado do cavalo para receber o enxerto, 6 quando o desen-
volvimento novo se manifesta, e antes que os ramos comecem a crescer. As
duas classes de cavalo, cor desenvolvimento mais adiantado, se prestaram
quasi do mesmo modo, para a enxertia.
d) Deve-se plantar numero relativamente grande de sementes, de 15
a 50, para cada muda que se deseja ter no viveiro.
Como o Citrus, plantain-se quatro a dez sementes para cada muda, e
send a Sapucainha ainda nao douiesticada, deve-se plantar maior numero,
proporcionalltnite.







































































I







































r -
















INDICE


PAGINA
Tntrodupao ..... .................... ..................... 5
Dados Exatos Iudispensav:-is .............................. 7
0 Inicio das Pesquisas ................................... 8
As Sementes, Estratificaydo e Gcrminia l ............... 9
Plantio no Pomar .................................... 9
Mudas raquiticas nao tem valor .......................... 12
PWs Hermafroditos o Estaminifcros ....... ................ 13
As Mudas de Sapucainha sdo precoces ...................... 14
Porque nao enxertar a Sapucainha? .............. ...... 15
Escolha de estacas de borbulha .......................... 16
Escolha dos Cavalos ....................................... 17
Estado vegetation dos Cavalos .......................... 19
A Enxertia............................................. 20
Desenvolvimento das Borbulhas em 21 de Janeiro de 1931 .... 22
Experiencia No. 2........ ...... .. .......... 22
A Sementeira. ................... ................ .... 25
0 Viveiro .................... .......................... 25
Plantio no Pomar ........................... ....... ...... 26
Comparacio das mudas dos p6s nos. 1 e 2 .................. 27
Efeito de temperature a zero... .... ............ 27
P6s Hermafroditos conservados ........................... 28
Conclusocs .............. .......... .................... 28









































1





























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Full Text
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