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Consultor Technico de Agricultor do Estado de Minas Genais, Relatorio. 1931

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Material Information

Title:
Consultor Technico de Agricultor do Estado de Minas Genais, Relatorio. 1931
Series Title:
Correspondence and Subject Files 1921-1943
Physical Description:
Mixed Material
Physical Location:
Box: 1
Divider: Subject Files
Folder: Consultor Technico de Agricultor do Estado de Minas Genais, Relatorio. 1931

Subjects

Subjects / Keywords:
Agricultural extension work -- Florida.
Agriculture -- Florida -- Experimentation.
Agriculture -- Study and teaching -- Brazil -- Minas Gerais.
Agriculture -- Study and teaching -- Florida.
Citrus fruit industry -- Brazil.
Leprosy -- Research -- Brazil.
Minas Gerais (Brazil) -- Rural conditions.
Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado de Minas Gerais.
Florida Cooperative Extension Service.
University of Florida. Agricultural Experiment Station.
University of Florida. Herbarium.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
System ID:
AA00000207:00020

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Title:
Consultor Technico de Agricultor do Estado de Minas Genais, Relatorio. 1931
Series Title:
Correspondence and Subject Files 1921-1943
Physical Description:
Mixed Material
Physical Location:
Box: 1
Divider: Subject Files
Folder: Consultor Technico de Agricultor do Estado de Minas Genais, Relatorio. 1931

Subjects

Subjects / Keywords:
Agricultural extension work -- Florida.
Agriculture -- Florida -- Experimentation.
Agriculture -- Study and teaching -- Brazil -- Minas Gerais.
Agriculture -- Study and teaching -- Florida.
Citrus fruit industry -- Brazil.
Leprosy -- Research -- Brazil.
Minas Gerais (Brazil) -- Rural conditions.
Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado de Minas Gerais.
Florida Cooperative Extension Service.
University of Florida. Agricultural Experiment Station.
University of Florida. Herbarium.

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Full Text




ie K TARI A DA AGRICULTURE


Directoria


de Agriculture, Terras e Coloniza4&o


s10ol Superior dE A iullur e Veleinalri

DO ESTADO DE: MINAS GERAES


R. EL, ATl T-O R I. 0


1921


c G0 U L T 0 R

A G.R I C U L T 0 O


.T E C IH N I C 0


DO. 0 E- S T- A. D-0


D E .M I N A. &E G E Ri A S







folhas.


d e ........................................... ................


j9r-

.....


I. D E


Contlm..


; -J;
31'rr4i~~


192 .....


V icosa, ...........


Vxpo 1 ; 0 s A,








~L-C ~(I/


CO!,,~S~EUdA


1), T R DUC 0


v ?.`- V S T 1 S


ET C3


rii.


15
B). A.. il:A D 2ULICiJ LS. SB3. iE M : .CISS '" I-_. ICAS.~

C) A 4. D Erl 1 L CI..US.


D). ?>:-: GA J DS CeITES NO hA1IL. l

1L). 3 A:AC/.TE30.
i-
F), aRTIG S S UB T "I "' wNO 7"7LETIM D' ,"* ..C.8p .*^, 3. ,.,I .
G). ARTI S U:-I;C'JD)S NO 'TU. -t-- -, tt -
c), ~ZTG~ ~uu~c ;~s -


92,


IV)., CcO L 6 LT I


AG's ICOLA


S B M A A A .L.
"'>29


P b LIC T A CE r S.
r~ ~ U M >'i *^ '- t ____


Vi) C R HO R S' Ir SI -, Il N 2 .: c I A.


E C S U L T A S.


yZ )..C C L U I I I Z S.


i;L)) : 3 F ~i ~ 7 C IA S


Sp30


%f)..~ 6~~


a
;. ~e
r














Vtiosa, El:. .-G-or:- is.
Officio N 521-f-o;.
S.) de Janeiro de 1 3.1 .



Il1; 3nr. Dr. Jos MoIlnteiro Ribeiro Jun.ueir., M Do
.c c-f t rio Cda Agricultc.r- .


T-enho a honr.:. e przi:.-r de sut sLettr a 'r.,'-cia-o cd

V. :;ci:., o Relatorlo corrczspn"enbe ao rnno de _',1.

Os trabulhos do anno, con:-'rn'e connin crT -:. corn o Illsi

Snr. .cret rzio, fteh. oido dedlcrados princi.:--,lmCrfte a presear

info.; C3cs atque pooiLr btr effito benefico na rv-luz"o diua

agricultura progressia e prosper.. prara o I:cJtUdo dOe Min-rs-Gerls.

3s msI.LU uL:riui os poderxo sor dividos nas seagintes


T-i-:ISAS E !.L~,J. PLJ..LS coM os leaderss" da agri-

cultbur modna do s o de i. e doo Brt sil, si-:cl1i ae favore-

cendo aos que estt. lic C. & Secrtc-ria da aricultura, inclui-

dos -ee.::Is os ,rofissior, as deste est:; .l;cieto.

C ,it'i .CIAS E J.'..LIUC-L.L. ? Pra que esses )pud lssem tor o

maior v.lor j-.b Os ou.i;es e leitors, h6uva o m.-or essro

iam r,:.-'ral-os pari qye tocds os dados fos-se-o cZ-rtos, send

exigido por ics' na sua confeicqwo muito mais tamnpo do que 9

neC:-;ssario p._rc e rep.-.rLrar ilgual nu-.ro c p-. gincs sea essa

prO..ccu ...;o .

No se ;joupo.'l.T L o.Lor~o a e cuid.dos r' tornear os

menuaseipc tob .ce-ocrtCdo.I quepnt> possival* Apezar disso, ans

dos -rtiggs contem luifns errors introdl.zidos pelas iapressas e,

que podium ter sic.o corrigidos f eilme.ts, cc-so oS autores ti-

vesses tico opportunidfade p,.ra lerea as pagiL:as do proVWa










Consultando-se rapidam9nte "A MUDA DE CITRUS", poderk

verificar que no seu prepare, consultmos quasi todas, se n-o

todas, as publicaIges de maior relevo sobre esta especialidede,

impressas drrante os ultimos duas deck'd.-s, corn o firm de verifi-

car a concordancia ou divergencia dos nossos resultados cor os

registrados por outros autores sobre o assumpto.

DISTRIBUIgSO DE LIT;-F.-TJ-. AGRICOLA. Devidco a falta

afflictiva de literature sobre a sciencia agricola e aplicavel

as condig.es existentes em Mli:-,-Geris, tCemos feito muito

esfor~'o -.ra obter todos os trabalhos imDressos que nos ten sido

possivel, para depois remettel-os ?r: os Mineiros e outros que

estKo procuratnJo tao avidcmeite as inform-r es.

CO,: .': 3j CIA. Temos respondide- s carts com a

po -ssiel promptido, l-1gui-s das cartas exigiram horas, se nao

dias, de procura na lminha bibliot-.eca particul3v para obtengo

das informaG5es.


Devido a escassez de ver'.'cs para pesquiz'.s technical,

estas foram, forgadam-nrte, .uasi inteir- ue.ite intferruppidas.

Apezar disso, ter nos sido possivel colher mAis alguns dados de

valor para cont-rbuiqio aos conhecimentos scie tificos da cul-

tura da S.puc-inia, depois de formulado o ertfigo "A CULTUDA DA

SAPUCi?- ai,", apresent~do em Margo ao iym'' 6nr. Secretario de

Agriculture e publicado no Ns. 10/11/12 do boletim da Secretaria.


Desejo asEsinalor neste onto og meis agradecimentos

pela cortesia corn que tenho sido distinglido pelos Seasetarios

de Agriculture: de Miaes-Gerais e, especilmeante, pelo auito

gentil acolbimento por part do Dr. Ribairo'Junquaira. Constitue

grande peazer trabalhlr e cooperar cor estes estadlstas,








Tamber desejo recorder meus affectuosos agredecimentos

ao Dr. Jos'e de aello Soares uouvea, p:-lo auxilio e aniso que

sempre me tern dispensado. Considere-o como send um dos elementos

que mais ten contribuido para o adiantr.m--ito da agriculture

estxdoal. Conbheco-o desde que estou no i3rasil e ten sempre

trabalhado abnegadamente para o elahoramento do seu isstado.
0 Dr. Hildebrando Clark, Director da Estatistica,

tambem tem feito o possivel, esforgmndo-se para que os artigos

e folhetos fossem apresentedos aos leitores na forma mais accei-

tavel.

Para o Dr. Ernesto von 6perling, antigo Director da

Agricultura, desejo recorder a minha gritidao pela amizado par-

tichlar corn que sempre me distingiu'. Fidelgo em todos seus

actos, tivemos smmpre prazer em entrar no seu gabinete.

Para o Dr. J. C. Belo-Lisiaa, Director deste esta-

belecimento, desejimos t.nmbem recorder a nossa apreciagSo dos

esforgos que ten feito para o adiantamente dos nossos trabalhos.

Aos diversos membros do Corpo Docente t:-mbem lvr-mos mauit

gratas recordagSes, especifilmente aos que, sempre comr a maior

boa vont;de, se encarregar m do trabalho enfadonha de corrigir

os manuscripts, para melhorar a linguagem empregade. nelles,

Sem a cooperaqSo generosa c.stas pessoas, bemr assia

como de muitas outras, os nossos trabalhos nZo podiam ter se

realizado.

Subscrevo-me, comr alta estima e consid- re.-'o,

CrdQ att0 e obgg,


P.H.Rolfs, Consultor TeChnAico de
Agriculture do Est&do de Ninas-Gerals


PHR:C













CO TEUDA


1). I N T R 0 D U C


II). B S B 0o o


VI A G i S N T R VI S T A S, ET C.


III). C 0 N F E R E N C I S


A). C-I:1l:0 170 GRAO MlcDIO.


B). P.ESCLrIZLS E PUBLICA~iES SOB--C; AS BSPtCI., ANTI-LEf'RICAS. 16

C). A MUDA DE CITRUS. 20

D). PhJPAGAg.1 DE CITRUS NO 3,1.CIL. 22

E). 0 ABACATEIRO. 25

F). ARTIGOS PJBLICADOS NO BOLETIM DA S.CRr-T.rT.. 25

G). ARTIGOS 2'JULICADOS NO "MII:S-GR.-IS". 27


IV). B 0 L E T I M


v). E S S A


AGRICOLA


S E M A AN.L.


D PUBLICAN 0 f S.


v). C 0 RR E S P 0 N D C I A


E CO 0N SULTAS.


viI). C 0 : C L U 0o Z S.


E P U B L I C A C 0 E S,







II). B 0 I G N S, E T R E V I S T A S,
E T C.

As seguintes paginas de dados, em ordem chronologico,
sao muito incompletas, porem, servirao para fornecer exemplos

concretos do valioso auxilio e cooperagao prest-.dos pela Secre-

tari;, de Agricultura & tscola Superior de Agricultura e Veteri-

naria, facilitando-lhe os servigos do Consultor Technico de Agri-

cultura, ete servigo para a agriculture estaddal, embora quasi

desconhecido e pouco apreciado, pelos educadores Mineiros, ter

prodiizido sensivel effeito, O fato de summa importancia 6 que

hoje a Escola Superior de Agriculture de Minas-Gerais goza da

fama de ser a melhor, a mais conhecida e a mais Ojj%1$ estimada

Escola Superior de Agricultura em todo o Brasil, si nao em today ,

America do Sul.

Tear side conseguido este renome con verba t4o pequena
a ponto de ser quasi ridicule a por um Corpo Docente do qual

nenhuan lemento estA em condigoes de ser um Cathedr:tico em qual-
quer Escola Superior de Agriculture nos 4stados Unidos. Por~a, os

professors sao melhor preparados para os seus cargos do que os

membros dos Corpos Uocentes das Escolas congeneras nos Estados

Unidos, de trinta ou quarenta annos p-ssados. Nao rest duvida
que o Uorpo 1ocente do estabblecimento est& ser igual no Brasil.

.Os professors slo leaves o estabelecimento, zelosos pelo seu

future e enthusiasts pelos aluBnos.

0 progress em ensino agricola que ter sido realizado

pelo Lsst;,do de Minas, adoptando e seguindo-um pl.no moderno a

rational pra sua escols Superior de Agricultura, 1 muito maior
do que por qualquer outro Estado no Brasil, durante os ultimos

dez ans0os passados.

O ensino agricola modern 6 de difficil ministragqo, poll
encontrae-se os maiores ohstaculos em preparar as aulas para as
turmas. Nao ha outra lingua entire as nagSes mais adiantadas do
mundo, na equal se encontra tao pouco publicado quanto & agriculture
scientific, corno em Portugueze. Iuitas das obras uteis sao da

quasi impossival obten9 o ielos nossos professors alunos.


1-7




-4-


Cor os meus mais de quarenta annos de experiencia no

ensino agricola, bern assim coao na seiencia da agriculture das

regimes tropicaes e sub-tropicaes, me ter sido possivel pr4star

auxilio, inform.gies e conselhos aos Drofessores e ao director .

Frequentemente uma conversa de maia hora bastard para fornecer

um professor informagoes scientificas exactas, sem as quaes podia

perder mezes de tempo em repetir experiencias j: realizadas par

outras pessoas.


ITaNERARIO DE VIAGENS E VISITAS RCLIZkADS, VISITANTES

RECEBIDAS; RESUME DE EITriVISTAS, CONFLRENCIAS, ETC,(k)


Pessoa Tempo, A


Dr. Djalma Eloy Hees,
e Isf Abelardo Machado,
Representantes do governor
do Estado de Espirito Santo


Dr. W.H*Cox e Dr. X. Payne
Silvicultures do Governo
Brasileiro


pproximado Assumpto tratado


2 horas


Estudo dos metho-
dos de ensino agricol
aqui empregados.


dia Estudo da applicagao
de stivicultura a EstadC
de Minas, e sua ap~plica,
q5o nos cursos da
E, S. A, V.


16 Directoria da E. E. Leoool- 1 hora Trabalhos praticos
dina nos campos e seu empre.
go na instrucgao.


22 Representante de WA Notte"


Fevereiro
4 Dr. Payne, Silvicultor do
'overno Federal


1 hora Methodos de instruc.
go &qui empregados e
seus resultados.


dia Instrucqgo ae silvi-
cultura adequada ts neces-
sidades actuaes do Estado.


eargo
2 Directoria E. F4 Leopoldina 1 hora Abrigos de campo,
apparelhamento, instruogao
uratica ara fine de edu-
_ag ao.
t). Sao bastante incompletas essays recordag9es. Por exemplo, a
list de entrevistas cor os professors foi iniciada apenas em
i1 de Abril, e slo muitas falhas.

-


DATA

Janeiro
2




-5-


Tempo, ap roximado 'Assumpto trat: do


Dr. Fred Soper, Chefe 2 horas
da Commiss'o Rockefeller
no brasil


Viagem a Belo-Horizonte

Cbnf:rrencia con o Exmg
Snr.Secretario da Agri-
cul tura.

Ch-.c...r Irmios Lempp


19 Dr. Noronha Guarany, M.D.
Secretrio da Agricultura.


ApplicaqSo pratica de
hygiene nas condiq$es
ruraes.


1/2 h. Relatorio, A CULTURA DA
APUCAINHA,. aoprEsentado.


2 hs. Instruccvo especial no
melh ramento do Viltepo d,
citrus.


1/2 h. Oriantaiso dos ames
estudos e trabalhos de
Fccordo comr os plans
do Snr, Secretario.


22 Dr. Gouvea, Ins1-cto.r Ger.1 5 hs. Estudo dos .tr.9bl--hos e
de Agricultur-:: pesquizas que ?zt'o send
realizados no Horto
Flordstal.


Abril
1-7


Vicgem ao Rio de Janeiro


4 Dr. FBisberto Camargo, Director
da sta. o de omicultura em
Deodoro 2


Para continuar estudos
scienttficos, e p-ra
estar corn outros scientis-
tas dalli.

Estudos da producqao de
citrus inaquella region.
ioras


4 Dr. Arthur Torres, $ ilho, 1/2 h. Desenvolvimento geral de
Diract6r de Fom~nto e Ins- agriculture nacional
pecqSo igricolas, Ministerio


8 Dr. .BeloL.Libba, Dirctor 2 hs. Ensino agricola,
da S. S. A. V.

8 Dr. Muller, Phkrtopatholo- 1/2 h. Auxilio em tr-b.lhos cor
gista da E. S. A. V. molastias de citrus,

9 Prof, Mernicusci, Professor Ad:-pt.o das meppas
de zolos e AJubos da E.S.A.V. 1 ih mBet;-orlogistos nos problem
mas da hlvoura.

11-15 Viagem a Anna Florencia E.:tudos da Sapucinha,
;ei~nntes de novas varie-
da&es.

16 Prof. Duque, Professor 2 1/2 hs. Sapucainha, sua propa-
de Silvicultura da E.SA.V. gaeao.


16 Dr. fuller


1 h. Estudos pollenizaz-o da
Sapucainha.


Data


Pesssa


10


13 a 27




-6-


Data


Abril
17


Maio
2


Pessoa


Tpmpo,
Approximaido


1/2 h.


Prof. Dorofeeff, Prof.
de ngaNharia Rural da
E.S.A.V. 1 h.


4 Dr. Emmerich, Chimico da
.S.AV., e um repjr.sentnte
da Cia Zeiss. 1 h.

4 Dr. Hambleton, Entomo-
logista da E.S.A.V. 3/4 h.


5 Dr. Belo-LisbSa, 1 h.
Director


5 Dr. Muller 1/2 h.


5 Dr. B. 0. Paiva, Diretor 2 hs.
da ~sta ,o Exjerimental de
Alfredo Chavas, R. Grand
do Sul

10-22 Viagem a Belo-Horizonte
e Rio de Janeiro


Assumpto trat-do


Dr. Manicucci


12 Exm E .r.. Dr. Ribairo Jun- 1/2 h. Orientag-o dos meus tra-
queira, Secretario da Agri- balhos de accord coIm V. S.
cultural Relaqoes entire a SecrPt~r:ia
e a .SA.V. Trabalhos que
desjei fazer no io .

12 Dr. E. von 6psrling, Diretor 1 DiscussSo dos trabalhos
da Agriculture da Directoria da Agricul-
tura e da bscola.


13 Dr. Gouvia, Inspetor Geral
da Agriculture


S Dr ildebrad Clark
13 Dr. tildebrando Clark


5 hs. Estudo do desenvolvimento
das pesquizas e trabalhos
no Horto Ilorestal.


1 h. SuggestSes pare o melhora-
mento das publicag8es da,'
obras agricolas.


Progresso corn a propaga-
gao d. Sapucainha.


Tratamento das arvores na
Avenida principal da
Escola.


Apparelhos scientificos
ade'u-dos "s necessidades
deste estabel cimento,

rabalhos p-oticos ea Ln-
omologia. Trabalhos
photo graphics.


Orientag-o gerdl do
estabelecimento.


Methodo de preparar notas
scientificas para o prblo.


Estudo nos campos, aclim -
Pyo e domestiagio das
plants anti-lepricas.


Para realizar conferencia
perante a Associagl o Bra-
sileira de Educa$ o. Reali-
zou-se tambem conference
perante Sociedade bacional
de Agriculture,




4


Tempo
Approximado .


Assumpto tratado


Dr. Felisberto Ca-
margo *


16 CONFi:; LNCIA PERANTE
A ASSOCIAgAO BRASIL-
EIRA DE EDUCA~AO


2 hs.



2 hs.


Dr. Arthur Torres, Diretor
de Fomento, Ministerio 1/2 h.


21 CONFL ENCIA PERANTE A
SOCIEDADE NATIONAL DE
AGRICULTURA


2 hs.


26 Dr. Bruno, Professor 2 hs.
de Pomicultura da
E,S.A.V.


26 Prof. ML-nicuai


26 Dr-'Belo.*Lisboa.,
Director

29 Dr. Menicucci


1 h.


1 1/2 h*


i h*


Maio
15


Visita do Exam bnr. Dr.
Ribeiro Junqueira, Secretario
da agricultural, e do Dr. Ga-
briel Junqueira, a este
esttbelecimento.


9 Prof. Menicucci


11 Prof. M-nicucci


1 h.


1 h.


Composigao .djimica de
laranjas, processes para
sua determinagaoo

Demdnstragges em fertili-
zantes, pianos para as
aulas.


Data


Pessoa


Discussio these para qL
Associaggo Brasileira de
Educaqao.
Trabalhos citricolas.

kethodos de ensino e resul-
tados obtidos com a instru-
so no gr&o medio em Minas,
(Ver paginar&..l5'S,


Rcspelto conferencia a ser
tealizada perante a Socie-
.dade Nacional de Agricultur

Esbogo teclhico dos resul-
tados e- pasquizas corn as
plsntas anti-lepricas, desd
o plantio do primeiro pb,
4-1-23, a Abril de 1931..
(Ver a paginaJi......)


a). Noticias quanto a .con-
ferencia sobre as plants
-anti-lepricas
b). Modo de obter e per-
petuka citrus con pedigree.

a). Demonstra~qo do effeito
da luz solar sobre alfice.
b). Esbojo proves chimicaes
para determinar a maturag9o
de frutas de citrus.

Orient~Fa o da Escola em
problemmas de administragEQ

Expearienci s adequadas
quanto aos fertilizantes,
para os alumnos de diversoa
cursos dosta Escola.


Junho
5
6








Tempo
Approximssdo


Assumpto tratado.


Junho
17 Prof. Menicucci



18 Prof. Menicucci


23 Prof. Duque


24 Prof. Duque


25-a 27
(inc)


1 h.


Mslhoramento do siaho ao
redor da casa no desat-
terro.


ContinuagSo.


1 h.


2 hs.


Viagem a Juiz de
F6ra


,6 Chl: c.ra do Snr.
Sureru s


Director da Feira
de amostras


2 hs.



2 hs.


Estudq quanto ao viveiro
de Siucainha.


Trabalhos no campo, no
viveiro de Sapucainha.


Pr;; assistir na Feira de
Amoostras. Estudo das mos-
truarias agricolas.


Conselhos quanto as suas
plantas citricas.


Conselhos qu2anto ao melho-
r-oL-r-to da parte &aricola
da Feira.


28 e'&. Junho -x osi1o de Mi4ho
a 5 de Julho na E. 8, A. V.


Na Exposigao


3 horas


Dr. Benjamin Hunnicutt, 2 hs.
Antigo Uiretor da "scola
Agrlcola de L .vr. s


Eposiqgo de Milho


2 Prof. Msnicucci




2 Dr. Belo-Li Ab3a,
Director


3 Dr. Raoul de Caux,


3 1/2 hs.


1 h





1/4 h.


3/4 ho


Estudo3 das qualidades.


T'abalhos gernes da Escol
Estudo do progress e
necessidades do ensino
a-gricola em Min-s.


Fazendo ,yrte da Commiss5
Jul.gdora da L.2posiggo.


R3sultados demonstragSo
effeito variacao luz so-
bre o desenvolvimento do
lfseee.


Estudo de pianos p.ra a
Semana do Fczendeiro.


Quali-ddes de citrus e
uvas para plantio em 8SC
Domingos do Prata.


Data


Pessoa


Julho
1


-8-







Data


Julho
3


Pessoa


Dr. Muller


Tempo,
Approximado


1 h.


5 E:posigo de Milho 2 hs.


7 Snr. Benevenuto Gra-
dis, Lsp'cialista de
Fi.iro, de Ub&.


15 Prof. Duque



14 Prof. MAicucci



14 Dr. Muller -



20 Dr. Hambleton'


22 Dr. Br:-no


1 1/2 h


2 hs.



2 hs.



1 h.



1 h.


2 hs.


Assumpto tratado


a). Molestias do milho,
observadas na Lxposia.o.
b). Base para selecgao de
feijoes para plantio.
c). Variedades de canna de
assucar observadas em
Rio Branco.

Encerremiento e entrega
de premios.

Qualidaies de fumo e dif-
ficuldades na sua cultural
em Ubaa


Escolha e conservagio de
estacas para a enxertia
de Sapucainha.


Discussao de plans 'ara
trabalhos da Semrna do
Fazendeiro.


Molestias recentemente
observadas em canna de
assucar.


Pragas dos.tomEteiros e
algodoeiros.


Planos para o dap-rtamento
de PomiculturE para a
Semana do FP.zlandairo.


27 CONFLLrNCIA PFRAJTE
A SEMANA DO F .ZiNDGIRO


27
_'8


SELMANA DO FAZi~iDEIRO


30 Visita do La,1 Snr, Dr.
ftibeiro Junqueira, Secre-
tario da --griculture.


31 Dr. C- rvalho, formedo em
Zootechnia nos I.U.N.A.


APROVEIT, MLJTO DE BRAQOS,
CULTUR.- MLC.!-CA,
(Ver pagina.. 4..)


dias Visitas As auvls, palestr:
coar os fazendeiros, obser~
vag5es para o melhoramento
das cursos no future.


I ho


TrabElhos de gallinha-
cultura.'




-10-


Tempo
Approximado


Assumpto tratado


Julho
31 Visitas dos
Brs. FP zendeiros


dia


31 Snr. A. Leonr.rdo
Pereira, Red:ector de E hs.
i0 Ccrmpoo


Agos to
1


M-rdicos do Depertemento de
Saude Publica do Estado
3 1/2 hs


2-3 Viagem a Anna florencia




4 Prof. Duque




6 Dr. Jose Monteiro M;.chido



20 Prof. Menicucci



27 Prof. Yenicucci


31 Prof. Diogo Mello



Set imbro
2 Prof. Duue



3 Prof. Duque



4 Prof. Duque.-


4 Prof. Manicucci


4 Jose -da Silva Coelho
(flumno ediLnt- do)


Discussgo dos trabalhos
da Semana.


Objectivos da S;m-n? do
F, 2z e-ir3 e do eniino corc
ministr-do por esta Escola.


Visitas aos plantios anti-
lep:icas, e pesqUizas com
essas species.

Estudos no caampo:
a). Canna de assucar, variE
dades.
b). Sapuct.inc.i estudo dos
pes.


1 h. Mtthodos de conservac-o de
est; cas e borbulhgs da
Sapi.c: i .iata


1 h.: Desenvolvim,-nto da Lscola ,
Pecuaria estadoal,


1 h, P-rei-ro resumo trabalhos
da S.mina do Fazendeiro,
p.-a a imnprnsa.

1 1/2 h. Estudo "F im Crop Pro'.
jects.


Eperiencaias demonstragS
de-qu--.das ao ensino em
Agro:':nmita nos diversos
Curses.


2 hs. GUmenbeiLro e viveiro de
S-uc-inh-:u, visita aos, e
insii)ec6q-?o de<


I h. Ob., rva-es qu..nto a enxer-
tia da S puca.inha,


1 h. Recordaroos dos resultados
do. .en erti & de S.pucainha.


1 h.


Melh -manito da condigSo
physioa dos s6los.


1/2 h. InformaS5es quanto so citams.


Data


Pessoa









Data

Sotemhro
4


SPessoa


Tfpmpo,
Approximado


Dr. Belo-Lisboa
Director


1 1/2


Assuampto tr t-do



Trabalhos Comr-sa o Pan-
Am .ric-''ie par. ongresso
de Agricultui .. Propostas
pra seus trabalhos.


Dr. Muller




Prof, Duque


1 -h.




1 h.


22 de Set.) Viagem Belo-Hc.ri-
a 4 de uut. inc) zonte


Setembr^:
2-4. Dr. Gouv-a, Inspetor 1 h.
Ger;l d-.. Agricultura


Dr. Hild :Jr.L '- Clark,
Diretfr da. statistics. 1 ih.


Obs:sv 9 es sobre as
molestias de citrus notadas
no hio de Janeiro.


Continuag-o estudos dobre
enxortia da Sapucainha.


(i; ra conferencias corn o
Za.- Snr. Secretario, Di-
retor e Inisetor jerl de
SAgriculture.

Trabalhos nosso g.. inmate,
prep ro de artigos para a
i,)rEansa,


AIrtigos que podemos pre-
p: r- r para publicagSo..


26 Leprosario Santa. It bll em / Estudo .s .:-cil dos ter-
Companhia L9tirinani Agricola,/renos *.rr- oomer e para
Lincoln Contrnentino e Antonio/pluantio de species anti-
Aleixo 4 hrs/lepricas.


28 Dr. -ibeCrlvo Junqueiir, r*. D.
Secrfctario da Agricultur~




'9 Dr. ;o,'v.a, Inspiotor U0erJl
da ^gricultura, no Horto Floi



Outu'.ro
8 Prof. Duque


20 Illm Snr, liuncio


28 Dr. Kelsey, architect no
Brasil para ,srvirr na commissi
oermTansnte do ?h:-rio commemorz
tivo ao'Colombo
Novembro
14 ViS-em Ponte Nova, comr
15 Prof. Duoue
16


1/2 h. OrientagSo dos nossos
trabalhos. oticias da
Escola.


3 hs. Conticnu:r.. lo obs-ervoes
js-:tal das pesquizas e exy:irien-
cias send realiadas
no orto.


I h. Obs3nrv-g3es' feitas no
L e;, 'osario.

dia Visita ao est~belecinentt


dia Demons tr6ndo tr~.balhos
geraes do est.belecimentc
a- e dos seus alumnos.


Colhendo semenbes SpQIU-
aainha.




'l -


Data


Pessoa.


Appro im:-- d


No veambro
&O Miss -:.therine Pettit, dia
21 fun,.:..dra de duas Es-
22 colas na montanhas do
este dos E.U.N.A.


24 Prof. Mello


2 hs.


Dez -mbro
7 Dr Eeli:erto Cac.Ergo dia


12 Visits d.zvido r formac.tura
13 dos 1igenheiros Agronomos
14 deste eEtabelecimeato.
S15 seci.:.mente a visit do
18 _-':i Snr, Major Salvo, de
Curvello

17 Henrique himolo, fore..do 2
Curso Medio, ~.nci.rr,-gdo do
Horto 'lor0stac do Estado de
Espirito Santo


18 Carlos Lott, for'mdo Curso
*Msdio, tr-:!,.lhando em
Laf~:-t fce


21 Visita r-epre~s;tntees da
22 ASSOCIA.bO iBRASILEIPtRi DE
23 EDUC' TO


Assumpto tratado


Demonstrag~o dos trabalhos
geraes do estabelecigento.


IOm:.; scientificos certos de
diversas leguminosas, vul-
g;rimrnte tratadas como
tnucunasf", porem, p--tendend
ao senu- "Stizolobium".


Citricultura, exportagEo de
frutas citrus; variedades
convenientes para exportaqgo
e difficuldades encorntxra2Es
neste ,n'rvigo.


dia Demonstrando os trabalhos
e methods do estabelec&-
mento.


hs. Eiscola de sementes e bulbos,
Conselhos quanto aos seus
tr:- ilhos.


2 hs.


dia


VariPodr.dc.s e species para
plantio em L;-fayette.


Auxili,:ndo nos lpr'para'tives
para as visits, demoi1stran-
do os braibalhos e progress
do est:..belecimento.


26 Prof. Duque



S3 de Dezembro a
12 de Janeiro


Vi. gem a
SbE Paulo


2 hrs. Inspocg!o de mUCes e enxer-
tos da ~c-.pucainha.


Reelizei visits a various
est.:bel ecimentos de horticul-
tura para esbudar especial-
mente os vivieros e pomares di
citrus, de abacateiros enxer-
tados, de nogueira tung-oil e
de ornamientaes. (Ver relatori<
da viagem.)




-1 5-


III). C 0 N F f R EN C I A 8 E P U B L I C A 0 E
5 C r -

Dieicilmente se encontra qualquer outra divisol political

com populaggo igual & de Hinas-Gerais, e tao pauperriao quanto a
litteratura scientific agricola. Na lingua Portuguesa encontra-

se muito poucos livros que podem ser aproveitados sob as condig es
agricolas como existed em Minas.
'Lineiros Brailhantes Nio Faltam. Entre o numero, rela-
tivemente pequeno, de Mineiros que gozam o .privilegio do
instrucgqo adequada, figuram estadistas, medicos e juristas
iguaes aos melhores das outras partes do Brasil. A maior dif-
ficuldade para melhorar a agriculture est& em que o Estado
tern muito pouco numero de agricultores coe conhecimentos tech-
nicos e ao mesmo tempo taticos. Necessita o Estado de todos
os seus advogados, artists, medicos e representntes das
outras profissses, mas estes tambea depended dos products
das fazendas para a sua vida. 0 fazendeiro constitute, prati-
eamente, o unico creador de riqueza do Estado E'elle o verda-
deiro "patrao" d etdos os outros dependems'. ()
quo


*). A AGRICULTURE MINSIRA E E8O MXLHORAMENTO, p. 8, linhas 13-24 ine

Os folhetos publicados polo Estado de Minas, bes assim
plo Uoverno federal, sto de tao difficil obtengto que podea ser
aproveitados por apenas por cento muito reduzido de nossa popula-

gao agricola, As tiragens sao tao limitadas que so'corn maior

esforgo podemos obter alguns exemplares pa.ra uso pelos alumnos

desta Zscola. Esta condigio 6 culpa dos nossos predecessors,

porem, a sua continuagqo e perpetuag5o 6 nossa culpa*

Ua exemplo/demonstra as difficuldades encontradas*

fa 1922, o Dr. Eugenio Bruck submetteu o manuscript de VA CITRI-
CULTURA NA CALIFORNIA", mas s6 depois de reedita o trabalho pelo

Servigo de Informag5es do Ministerio de Agricultura, em 1930, nove

annos e nove mezes depots, Poi que podiamos conseguir veo pela
primeira vez esta excellent obra, embora temos feito tudo esforgo

para colher na Bibliotheca da Escola, todas as publicagoes em
Portugues quanto & citricultura. Esta obra merece ser usada como

livro de consult, nas aulas de citricultura, porba, o numero
reduzido que podiamos conseguir at6 o present, nao o aermitte.




-14-


A falta de disseminagao das informagqes uteis contidas

nessa obra tern causado bastante prejuizo industrial citricola,

que a sua divulgagio generalizada podia ter evitado. Os governor,

jf alem de nao facilitar as publicagSes agricolas scientificas,

penalizam aos poucos autores que persisted em preparar os manus-

criptos, primeiramente em atrazar as publicag5es, aS vezes ao

ponto que a obra se torna antiga, reduzindo assim seu valor, e.

outras vezes pelo prego. Por exemplo, em preparar A MUDA DE CITRUE

gast`.mos nao menos de dois contos de reis de dinheiro particular,

corn o prepare do manuscript, photographias e a complegao da revi-

sao das folhas de prova, O Director da Estatistica, com a maior

boa vontade, podia conseguir para nosso uso, e isso comr grandes

difficuldOdes e atrazos, apenas ce exemplares do mesmo, para

distribui"ao &s pessoas corn quem temos obrigagqes por terem enviado

nos publicagSes. 0 custo de mais de 20$000 paraua examplar de

um folheto de 126 paginas parece bastante elevado.

0 primeiro autor de A MUDA DE CITRUS tem'tido mais do
que ttinta annos de experiencia em citricultura scientific e

pratica em outro hemispherio, e mais de dez annos experiencias em

Minas. Pelos citricultores technicos e praticos do Brasil, aos

quaes podieaos conseguir entregat exemplares do folheto, estamos

infornmados que consideram constituir o folheto um born tratado,

o m-lhor na lingua Portuguesa sobre este mister.

A tlragem que o Director da Bstatistica podia fazer, com
os recursos muito limitados da Im)rensa, fica, em media de um -

exemplar para cada meio por Vento das emprezas agricolas ema inas.

Iilhares de folhetos sobre a agriculture scientific confeccionados

em outros Estados e outros oaizes, estao sendo recebidos annual-

mente pelos cidadaos e estabele6imentos scientificos de Minas, gra-

tuitamente, 'r'em, o Estado, muito lamentIvelmente, nao possue os

recursos para permittir-nos reciprocar esses favors. E'mais fail

receber-nos uma publicagao de Cuba, Java ou America do "orte, do

que.de Belo-Horizonte.




-1l"IV


0 Governor de linas, por esta falta de cooperagSo,

estrangula os esforgos dos.seus scientists agricolas, e

inhibe a diffusao de conhecimentos agricolas uteis entire o

seu povo rural. (Ver a discuss em A AGRICULTURA MIWE.hA

E SEW MBLHORAMENTO, paginas 8, 17, 20 e 25. Relatorio

apresentEdo ao Exm3 Snr* Secretario de Agricultura em 51 de

Ii/Bi/s Margo de 1930.)






































(






A), O0 ZNSINO AGRICOLA'NO GR&) MEDIOn

Tendo sido honrado pelo Exmn Snr. Dr. Fernando Magalh'es,
President da Associagao Brasileire de Educagao, para realizar uaa
conference. durante a semana dedicada por essa Associag o ao estudo
da "ESCOLA REGIONAL*, durante a IV Semana Nacional de Educaqgo

(13 a 18 de Maio de 1931), fizemos, com a devida licenga do Exml
Snr. Secretario de -gricultura, a conferencia intitulada "0 ENSINO
AGRICOLA NO GRAD MEDIO E SUA ORGAITIZAgXO NO BASIL.
Juntamente inolulmos copia dessa conferencia, conforae
sahiu publicada pela A. B. E.
Conforme tivemos occasion de ouvir durante a visit
dos representantes da Associagao, a esta Escola, realizada nos
dias 21, 22 e 23 de Dezembro, deixou muito boa impresslo entire oa
membros, a referida conferencia, servindo para despertar interesse
e abrir caminho para a acceitag.o dos .rincipios de orientag'o
deste estabelecimento, os quaes t^m sido auito.louvad6s pela
Associagao.
Consideramos que essa Conferencia constitute ura part
ben important dos nossos trc.balhos durante o anno, pois com a
acceitaglo nos circulos de ensino, dos ideaes rais liberaes e
adiantados, 'odemos esperar a;iores felicidades para o astado de
Minas. Quanto ao ensino agricola e a disseminaglo de informag5es
uteis aos agricultores, e bstado j3 esti entire os mais adiantados,
se nao for a mwis adiantedo, doe Estedos da Unigo Brasileira,
se acreditamos a affirmagao dos visitantes, que representaram
sete estados altm do Distrieto Yeder l.
Pela bondade e gentileza do Exmr Snr. Dr. barbosa de
Uliveira, foram fornecidos a nosso gabinete, 180 (cento e oitenta)
exaeplares do folheto "A ESCOLA REGIONALP que serto distribuidos
aos interessados, com o fim de tornar sempre mais conhecido a boa
obra do Estado de Minas, na sua Escola superior de Agriculturae
(Segue copia da conferencia.)

















O ENSINO AGRIGOLA NO GRAU MEDIO E SUA ORGANI-
ZACXO NO BRASIL

H. ROLFS, B. S., M. S., D. So. (1)


Os metodos antigos de educagao vocational tnm sido mi-
nistrados durante mais de quinhentos anos. No infcio colo-
cavaim-se os mooos oomo aprendizes, trabalhando em certas
species da agriculture. 0 resultado d&ste ensino, ou antes,
desta falta de ensino, era a paralizagdo do desenvolvimento
da inteligenoia do mogo, tornando-o um rotineiro. Mais
tarde, estabeleoeram-se "escolas", assim chamadas, visando
a formaggo de operarios peritos, por6m completamente sub-
missos aos poderes estabeleoidos, sem aspirago a outra po-
sigao aldm daquela em que nasceram.. 0 desenvolvimento
S intellectual do moco' era considerado de importanoia muito
S secundaria. Era ate perigoso para os que governavam per-
mitir que o povo adquirisse instruQlo al6m duma certa pe-
ricia mais ou menos manual.
SA juventude americana, tanto ao' norte como ao sul do
Equador, indiferentemente, nasce cor um desejo insaciavel
de melhorar a sua situavgo na vida.


(1) Consultor Tdcnico de Agricultura do Estado de Minas, desde
1929. Em 1921, foi chamado do Estado de F16rida (E. U. N. A.) pelo
Estado de Minas, para organizer e dirigir a Escola Superior de Agri-
cultura.


2222222222;L~2~2~22~i~ZZZZZ~ZZ~ZZZZZZZU






68

Durante nuitos seculos, na Europa, ter havido uma
superabundancia de series humans. Por conseguinte, era
de pouca importancia o trabalho que uma cultural requeria.
O fato de maior importancia era fazer todo quinhio de terra
.produzir o mais possivel.
Nas Americas, o padrao que determine o custo dum-
artigo, 6 o trabalho human dispendido em sua producio.
Na Alemanha, que 6 um dos pafses considerados mais efi-
cientes do mundo, o gov6rno foi obrigado a aumentar as
tarifas que os protegessem contra a importagao de trigo da
Argentina e da Australia, para que os seus proprios agri-
oultores pudessem continuar a produzir esse cereal. Cor
esta media, a Alemanha confessou a inferioridade de sua
instrucdo agricola. Sua.produgdo de trigo, por unidade de
terra, 6 bem mais elevada do que a dos outros paises men-
cionados. O preco duma unidade de trigo fica, por6m, muito
maior.' Em 1913, eram necessaries dois homes e meio na
Inglaterra e Alemanha, tres homes na Franga e cinco na
Italia para produzirem a mesma porgao de generous alimen-
ticios, que um s6 home podia produzir nos Estados Unidos,
e 'depois daquela data, tem aumentado consideravelmente a
produolo m6dia do operario agricola nos E. U. N. A.
Duas estradas sociais muito distintas Os Brasileiros
podem ser divididos em duas classes distintas: a) os alta-
mente intelectuais; b) os rotineiros. Herdou o pafs esta con-
digo do tempo do Imperio, pois durante aquele regime devia
ser esse, naturalmente, o sistema mais eficaz para uma di-
rego autocratica.
Uma vez proclamada a Republica, aquele sistema de
division de classes provou ser muito inadequado. Para que
urn sistema de gov6rno popular funcione bem, necessita-se







69


de uma clause m6dia bem instruida. A elasse intellectual, que
Scompreende uma percentage muito reduzida dos cidadios,
S indicada acima por "a", vive do uso da intelig6ncia. Por he-
reditariedade e por educagdo, esta classes 6 completamente
avessa a aceitar a agriculture como profissao.
Para suprir a grande lacuna existente entire o "roti-
neiro", que constitute a grande maioria do povo, e a classes
intellectual, em ndmero muito reduzido, devemos procurar
elements na classes indicada acima como "b". Escolhendo
-os mais inteligentes, e facilitando-lhes a instrucEo, serdo
eles elevados muito acima dos operarios rotineiros e da vida
que poderemos chamar "rotineira", elevando-se a um nivel
economic bem superior.
O Brasil esta pagahdo um tributo muito pesado, devido
A grande demora em estabelecer principios economics acer-
tados quanto A sua industrial principal, que 6 a agriculture.
Parece que os seus proprios financistas duvidam da sua so-
lidez- economic, e Aste espirito de divida ter so espalhado
rapidamente entire os financistas mundiais, levando o pafs a
triste situaQgo de se gastar diversos mil r6is em papel para
comprar um ouro.
Populaado 80 % rural No Brasil encontram-se apro-
ximadamente uns quarenta milh6es de individuos, dos quais,
provavelmente, uns 80 % ocupam-se da agriculture. No ano
de 1929, em Minas Gerais, a exp6rtaoao registrada na Secre-
tarfa de Agricultura desse Estado demonstrou que, naquele
ano, 91 % da exportagao provinham da lavoura. Entretanto,
o grande Estado de Minas Gerais tem ainda uma instrugio
agricola muito inadequada As suas urgentes necessidades.
E o grande obstaculo ao desenvolvimento rational da agri-
cultura estadual, ter side exatamente a falta de instruQco






70

eficiente e adequada. Este problema ter sido atacado, de
modo fundamental e basica pela Escola Superior de Agrl-
cultura e Veterinaria do Estado de Minas Gerais, corn a fun-
dagao dos. Cursos Elementar e Mddio.
Maior fonte de riqueza ainda ndo explorada Existe
no pafs um grande recurso, que nao s6 em Minas Gerais, como
no Brasil inteiro, nao ter sido compreendido. Esse recurso
6 constituido pela numerosa populagio rural. Nao ha outro
grande pafs no mundo que tenha feito tdo pouco, quasi nada,
podemos dizer, pela instruggo na agriculture, da sua popu-
laclo rural. Nao ha outro pafs, no mundo, onde so encon-
trem tantas pessoas amaveis e inteligentes coma entire o povo
rural de Minas. Muitas destas pessoas nunca tiveram opor-
tunidade de aprender, e a culpa cabe aos governor passados
e nao ao povo. Nao se ter informagio de outras vastas re-
gioes, em que a instrueao primaria tenha progredido tanto,
num espago de tempo relativamente curto, como em Minas
Gerais, entire os anos'de 1921 e 1926.
Durante 10 anos, tenho tido relagoes diretas corn o povo
rural mineiro, e posso afirmar seguramente que nao Ihe
falta inteligenoia. Falta-lhe apenas instruogo. Muitos in-
dividuos tem revelado verdadeira ansia de instrug0o e "agar-
ram-se" a qualquer oportunidade de aprender, ,sem medir sa-
crificios.
A instrueao superior em agriculture d defeituosa A
instruoeo superior em agriculture cientifica e pratica no
Brasil, depois de um seculo de independenoia, deve ser con-
siderada em estado primitive e instavel ainda. Durante 40
anos de Republica tern havido diversas tentativas para esta-
belecer o ensino superior de agriculture, mas, como tern
acontecido em muitos paises ainda em estado de formacao,









- os resultados nao t6m sido satisfatorios aos seus iniciadores,
sendo as vezes verdadeiro fracasso. A Escola Superior de
S Agriculture do Governo Federal foi estabelecida no Rio de
Janeiro, em 1913, e durante 6s primeiros cinoo anos de exis-
tencia ocupou tres logares diferentes. Mais recentemente foi
mudada mais uma vez. Informa-se que houve uma 6poca
em que contava mais ou menos dois professors para cada
aluno matriculado, provando cabalmente que a instrucao mi-
nistrada nao era a de que o pafs necessitava. Esta Escola in-
feliz faz-nos lembrar uma muda de citrus que, de tres em
tres mises era arrancada, com o fim de verificar-se si as
raizes estavam funcionando devidamente ou nao. Devemos
notar, por6m, que 6ste modo de experiencia de estabeleci-
mentos nao 6 peculiar ao Brasil, pois foi experimentado por
outros paises, antes do Brasil se tornar Repidblica. Nao seria
necessario repetir esta experiencia para provar a impratica-
bilidade de uma Escola Superior de Agricultura "Ambulante"
como se pensa. Nao devem os Brasileiros se orgulhar de ter
descoberto 6ste fato.
Sistema Norte-Americano Resultante de Evolugdo 0
melhor tratado do ensino agricola brasileiroi escrito em
lingua portuguesa, que temos encontrado 6 "0 Ensino Agri-
cola no Brasil", pelo Exmo. Sr. Dr. Arthur Torres Fi-
Iho. Foi publicado em 1926 e merece ouidadoso estudo por
parte de todos os educadores brasileiros,. antes de emitirem
opinion s6bre os metodos mais adaptaveis a Aste pafs. Sob
este titulo modesto, o Dr. Torres Filho inclue informaQoes
sumdrias quanto ao ensino agricola atual na Europa, nos Es-
tados Unidos e no Japao. Apliquei o sistema norte-ameri-
cano durante mais de 30 anos, antes de vir para o Brasil.
Estou, por isso, habilitado a afirmar que a exposigao daquele






72

sistema, feita pelo Dr. Torres Pilho, 6 a mais acertada, as-
sim como a mais minuciosa que jA encontrei em portugues.
Ao educador, que estuda a queslio superficialmente,
p6de parecer que o sistema norte-americano de ensino agri-.
cola tenha se desenvolvido por acaso, que um solo muito pro-
dutivo tenha produzido a riqueza e causado o estabeleci-
mento do sistema estupendo de Escolas Superiores de Agri-
cultura naquele pais. Porem, estudando bem o assunto, per-
cebe-se que sucedeu exatamente o contrArio. O solo tem
se tornado produtivo e as riquezas ali tem se acumulado,
porque os Americanos de tres e quatro gerag6es passadas sa-
crificaram seu conforto e dinheiro para que se pudessem
adquirir e disseminar conhecimentos agricolas uteis. Em
outras palavras, as Escolas Superiores de Agricultura consti-
tuiram a have de ouro que abriu a porta para riquezas que
nao existiam dantes. Sem estas Escolas ndo teria a Califor-
nia hoje a sua indfistria rendosa, baseada na laranja da
Bafa (Washington Navel); nem poderiam os Estados Unidos
exporter para a Italia o trigo proprio para o macarrio, que
se originou na propria Italia.
0 desenvolvimento dum tipo de escolas agricolas JA
indiquei que o sistema norte-amerioano 6 o resultado duma
evolugao natural e nao proveniente de mero acaso. Na parte
nordeste do pafs, que sempre manteve relagoes mais es-
treitas cor a Europa, se adotaram primeiramente algumas
das f6rmas de ensino, agricola, encontradas no Velho Con-
tinente. De Ohio para aoste, adaptaram-se em muitos casos,
as f6rmas jA instaladas no 16ste. Depois de muitos fracassos
e alguns sucessos, comegou a surgir o novo tipo de escolas
agricolas. Os Estados do 16ste, percebendo a superioridade
das Escolas do oeste, reformaram suas escolas agrioolas, cha-










Smando das escolas do olste alguns .dos melhores elements
encontrados nos Corpos Docentes das mesmas. Entre estes
"leaders" podemos citar os Srs. I. P. Roberts, L. H. Bailey,
IH. J. Weber, W. J. Spillman, e muitos outros.
Os "leaders" progressistas do ensino agricola no Brasil
devem tirar proveito das experiencias extremamente dispen-
diosas, realizadas por outros povos, especialmente pelos nor-
te-americanos, que de uma quasi derrota souberam fazer
vit6ria em condig6es menos pr6speras do que se enoontram
no Brasil hoje. Os fracassos dos outros-povos devem consti-
tuir as lic6es pelas quais os Brasileiros alcaneardo rapida-
mente melhores condioges economics.
Adaptaado necessaria-E' certo que o sistema national
de Escolas Agricolas, que ora se encontra nos' Estados Unidos,
altamente desenvolvido, e ministrando ensino anualmente a
centenas de milhares .de pessoas, ndo poderd ser adotado pelo
Brasil, corn grande possibilidade de 4xito. Isto nem se
dispute. Nossa intengio 6 entrar mais profundamente, no
estudo do sistema e descobrir os principios basicos de sua
fundagio, bem como os elements que mais t6m contribuido
para seu 6xito. Adaptando-se esses principios as condig6es
brasileiras, obteremos enteo resultados altamente compen-
sadores.
Si um magico pudesse transportar hoje para Vigosa a
magnifica Escola Superior de Agricultura do Estado de
Iowa (que ministry anualmente instrucIo a mais de 6.000
pess6as), seria um fracasso formidavel. Por6m, si se adap-
tarem os principios basicos do ensino agricola americano ao
meio brasileiro, aliando-se ao espirito democratic as van-
tagens de conhecimentos cientificos aproveitados para fins
praticos, serio creadas Escolas como a Escola Superior de






74

Agriculture e Veterinaria de Minas Gerais, cuja eficiencia
ninguem p6de contestar e cujo sucesso, cor gastos muito
modicos, 6 inegavel. No atual corpo disceite, de 170 mocos,
contam-se representantes de 10 Estados e do Distrito Fe-
deral. Perguntamos: "Porque v4m estes mopos de tao long,
do Rio Grande do Sul, do Maranhdo e de Goiaz, por exemplo,
a Minas Gerais, para receber instrugco agricola? Sem se ter
realizado qualquer propaganda f6ra dos limits do Estado,
como 6 que mais de 15 % do Corpo Discente sao de f6ra
do Estado, aproveitando em igualdade de condi6ces com-os
proprios filhos de Minas, a oportunidade que muito bondo-
samente 8ste Estado lhes oferece, para adquirir instrucdo
agricola? A mocidade brasileira est6 demonstrando aos di-
rigentes do pafs a necessidade de um estabelecimento do
genero da Escola Agricola de Minas, em cada Estado do Bra-
sil. Os sistemas antigos, essencialmente burocraticos e mi-
nistrando instrugco tao especializada que nao prepare o
aluno para a vida da fazenda, estio sendo rejeitados pelos
mogos brasileiros, que amam a verdadeira liberdade e que
estio prontos a fazer grandes sacrificios para obter o ensino
que Ihes pareca verdadeiramente util e vantajoso.
Exito ddstes principios em Minas 0 Estado de Minas
p6de regozijar-se com o magnifico infcio do ensino agricola
pelo estabelecimento de sua Escola em Vigosa. Si todos os
meus ouvintes pudessem tomar um aeroplano, dentro de
duas h'oras estariam descendo naquela Escola e, dentro de
mais cinco minutes, estou certo de que todos concordariam
comigo nesse ponto. Isto, por6m, constitute apenas o infcio.
E' o resultado de um decenio de trabalho arduo e de sacri-
ficios sem nimero, cor o emprego de verbas pequenas.







75

Quanto aos edificios e terrenos, dizem-nos que, no Brasil,
ha apenas uma escola agricola melhor do que a de Vicosa.
S E, a do Estado de S. Paulo, em Piracicaba. Para ministrar
a instrugao nos cursos elementary e m6dio, a Escola em
Vigosa esta bem aparelhada e disp6e de um professorado
adequado. Si a instrugco fosse limitada a do curso m6dio
apenas, poderia o estabelecimento comportar 200 alunos.
O Estado de Minas, em face das grande dificuldades fi-
nanceiras por que estd passando, nunca poude destinar verbas
adequadas ao estabeleoimento, de ac6rdo cor a importancia
da agriculture na economic estadual. Em 1929 o total gasto
corn a Escola Agricola correspondia a menos de 60 rdis per
capital, por ano. (Isto 6, menos do que o custo de dois bons
cigarros.)
Na mesmo ano, notAmos que 91 % da exportagdo do
Estado de Minas foram provenientes da lavoura. A m6dia
das somas gastas cor a Escola Superior de Agricultura e
Veterinaria de Minas, durante os ultimos tres anos, isto 6,
durante os anos em que ministry instrucdo em aulas formais
fica, aproximadamente, em setecentos e noventa oontos, por
ano.
0 curso de ensino agricola no grau mddio em Minas
Gerais-Para que seja bem compreendida a discussgo a
seguir, .6 necessario entendermos exatamente o .que vamos
designer por "Ensino Agricola no Grdu 16dio". Especial-
mente para que se possa diferenciar 6ste ensino, da f6rma
de ensino que podemos designer por "Ensino Agricola no
S Grau Ginasial" ou Secundario, sendo o segundo de impor-
tancia muito inferior a do primeiro.
0 objetivo do primeiro 6 ministrar ensinamentos direta-
mente aplicaveis As vocag6es, e adaptar-se especialmente aos









homes eujo' Idesenvolvimento mental seja .de 18 anos ou ,
mais. Por conseguinte, o ensino agricola, no grau medio
destina-se exclusivamente a satisfazer as necessidades de .
mocos e homes que pretendam seguir a carreira agricola,
adapta-se aos que tenham inteligencia media ou acima de
media, mas que ndo tenham podido antes, por falta de opor-
tunidade, adquirir instrucao de grau secundario ou gina-
sial.
Para indicar a diferenca radical existente entire essas
duas .fdrmas de instruQdo agricola, isto 6, entire a instrugao
de grdu medio e a instrugco ginasial, como 6 enteidida nos
E. U. da A., podemos citar o fato de que na maioria dos Es-
tados, as Escolas Superiores de Agricultura ministram o en-
sino agricola no grdu m4dio, embora se encontre nos mesmos
Estados o ensino ginasial de agriculture ministrado em esta-
belecimentos separados.
O ensino agricola secundario visa especialmente o de-
senvolvimento intellectual dos alunos, sendo particularmente
destinado a mogos cujo desenvolvimento mental seja de 14
a 18 anos. Este curso ter a mesma relagao com a agricul-
tura professional que, por exemplo, a matematica secundaria
com a matematica de comnrcio e de outras profissoes.
Lendo as paginas 21 a 26 do excelente tratado jli men-
cionado, "0 Ensino Agricola no Brasil", do Dr. Arthur Tor-
res Filho, percebe-se imediatamente a confuslo que existe
quanto aos fins visados em diversos paises, pelos curses de.
ensino agricola no grdu m6dio. Quando se examinam bem
esses cursos ministrados na Europa, torna-se evidence que *
visam 6stes a formagso de servidores mais eficientes, para
suprir as necessidades e as exigenoias das classes mais ele- 'A
vadas. Visam a formaogo de um operariado perito, que pres-







77

tarA melhores servings & pequena classes que possue as ter-
ras. Ao contrario disso, o sistema norte-americano visa a
formacao mais complete possivel do cidaddo que podera tor-
nar-se um agricultor abastado, evitando por seus conheci-
mentos de agriculture mecanica, a rotina entorpecedora que
antigamente caracterizava a profissao agricola. Visa a for-
magdo dum. ser human mais eficiente, capaz de proporcio-
nar a sua familiar uma vida mais feliz.
O agricultor mineiro, assim como o agricultor dos Es-
tados Unidos, recusa trabalhar muito quando os resultados
de seus esforgos sao aproveitados principalmente por aque-
les.gue, do seu suor, tiram luxo e conforto. Na Europa, de-
vido d densidade da populagio e aos costumes de muitas ge-
rac6es o moco humilde ndo ter outro recurso sindo o de acei-
tar a vida como a encontra. No Brasil, assim -como nos Es-
tados Unidos, os mogos mais inteligentes percebem que, corn
muitos hectares de terreno desocupados, eles podem con-
quistar uma vida pelo menos independent. A's vezes esta
vida torna-se mera existencia vegetativa, em condiC~es peio-
res do que as do colono em uma grande fazenda. Por6m, 6
uma vida independent, com a preciosa qualidade de liber-
dade, que nas Americas constitute o alvo preponderant na
escolha de uma carreira. 0 que o gov6rno sensato perceber d
6 que estes mocos, corn auxilio de instrucQo agricola m4dia,
tornar-se-do produtores de riqueza national e el-ementos de
valor incalculavel na economic do pals.
Instrugdo agricola no grdu mddio, co(mo entendida em
S Minas Gerais-0 Regulamento da E. S. A. V., 6 considerado
como a mais democratic jamais adotado no Brasil. Em
S espirito 6 democratic, por6m, em muitos detalhes, 6 bu-
rdoratico, o que 6 inevitavel para conformar-se com os cos-'






78

tumes e as leis. 0 espirito de demooracia estd evidenoiado ,,
em muitas disposio6es, como, por exemplo, a que determnma
que os filhos de fazendeiros abastados e os de feitores .
recebam instruggo nas mesmas aulas, residam no mesmo
dormitorio e comam na mesma mesa.
Como descrigo sucinta do Curso M4dio, extraimos o
seguinle da tdse apresentada A reunilo desta benemerita
Associaoio, realizada em Belo Horizonte, em novembro
de 1928.
"O Curso M6dio 6 destinado especialmente aos filhos
dos fazendeiros, e 6 organizado de modo a garantir aos seus
diplomados eficiencia nos trabalhos da lavoura.
Idade minima: dezoito anos completes.
Durag~o: dois anos, subdivididos em quatro semestres.
Estudos: Nestes curses serio estudadas as materials
seguintes: botanica, zoologia, fisica, molestia das plants,
agronomia, zootecnia, silvioultura, horticulture, pomicultura,
industries rurais, maquinas agricolas, trabalhos de engenharia
rural, higiene veterinaria, aritmetica e contabilidade agri-
cola, algebra, geometria, portugubs o hist6ria do Brasil.
Preparo necessario: Diploma de Grupo Esoolar. Podera
o aluno na falta disse diploma prestar na Escola exame
de admissgo constando de: 1) prova escrita de Portuguis;
2) preva escrita de aritmetica, noo6es de geometria e de-
senho; 3) hist6ria do Brasil e educaoao moral e civic.
Os preparatorios estudados no Curso M6dio sao v6lidos
para matricula no Curso Superior."
Idade minima, dezoito anos. 0 limited de 18 anos, como
minimo para infoio do ensino agricola m6dio, 6, em regra
geral, muito acertado, constituindo simultaneamente. uma
protegio para os alunos adults e para o estabeleoimento.
Naturalmente, os pais acham que seu filho, com dezessis






79

Sanos, estd muito mais adiantado, quanto ao seu desenvolvi-
mento intellectual, do que o filho do vizinho que conta vinte
ou vinte e dois anos. Mas, quasi nunca os psioologos con-
cordam com essa opinito. Entre os dirigentes do ensino,
nunca encontrei nenhum que quizesse colocar con os adults
de mais de 18 anos, rapazes de idade e desenvolvimento
inferior.
No Estado de Minas, encontram-se, certamente, nio
menos de cinco mil, ou provavelmente, dez mil homes que
deveriam estar recebendo instruoio agricola no grAu m6dio.
Para isso, seriam necessarios pelo menos quinhentos pro-
fessores bem preparados e um aparelhamento imenso. E os
resultados de tal instruco ? Si, por algum encanto, se pu-
dessem instalar cursos semelhantes ao Curso M6dio. da
E. S. A. V., ao alcance de todos os homes do Estado
que os desajassem, administrados por professors compe-
tentes, dentro de dez anos o Estado de Minas estaria em
condic6es economicas jamais vistas neste pafs.
Os que ministrardo enrino no Grdu Mddio A instrueo
agrioola no gru m6dio deve ser ministrada por oientistas
verdadeiros, que tenham, ao mesmo tempo, conhecimentos
praticos das condig6es da lavoura. Especialistas nestas col-
di6oes mereceriam do Estado de Minas dez vezes mais do
que ble paga hoje. Encontram-se poucos assim qualificados
no Brasil, sendo necessario formA-los ainda. Temos abun-
dancia idos que possuem treno cientifico, evidenciado pelos
salarios que recebem, insuficientes para a manutendoo mo-
desta duma familiar. Pordm, cientistas verdadeiros, que, go
mesmo tempo, conheaam os processes modernos da lavou:a,
e possuam a capacidade inata do ensinar aos outros o que
sabom, sao multo, muito raros. (Posso afirmar isso corn






80

seguranca, pois tive ocasigo de verificd-Io por experiencia
propria, ao procurar elements para o Corpo Docente da
E. S. A. V., quando director daquela Escola. Aproximada-
mente, cinco por cento apenas dos candidates que se apre-
sentaram, ofereciam os requisites inteleotuais e morais
necessarios para a reg6ncia das cadeiras.)
Cito o seguinte fato para demonstrar como 6 inutil o
intermedio de funcionario a quem falte simpatia para corn
o agricultor e o espirito do ensino agricola, embora possua
preparo tecnico excelente. Visitando um fazendeiro, muito
distant de Vicosa, criticou Ale a oiencia veterinaria como
sendo puro absurd, referindo-se, especialmente, a um vete-
rinario que era meu conhecido. -Encontrando depois aste
veterinario, referimo-nos ao agricultor, que o. veterinario
descreyeu como um ignorante, um atrazado, e, em suma,
exatamente o contrdrio da impressgo que tive do mesmo
agricultor. Depois, relatou-me o veterinario um fracasso a
que ohegTra no tratamento de uns animals daquele fazen-
deiro.
Conolue-se que ambos, o fazendeiro e o veterinario,
tinham alguma razio, porem, estavam errados, em parte.
Si o fazendeiro tivesse recebido a instruego num Curso
M.dio de agriculture, provavelmente teria entendido o cien-
tista e, cooperando com 8!e, teria tirado algum proveito dos
seus ensinamentos. Si o oientista tivesse verdadeiramente
entendido a situaogo, teria compreendido imediatamente
estar aldm das possibilidades da fazenda o tratamento por
1le recomendado, pois sste s6 poderia ter sido feito num
hospital devidamente aparelhado. Waste incident deu resul-
tados funeslbs, pois o fazendeiro usou de sua influ6noia para
abolir o servigo veterinario .naquela regilo. 0 oientista







81

S sentiu-se retaixado por ter sido obrigado a trabalh.r corn
os recursos encontrados na fazenda.
S Isto ilustra o que acontece inumeras vezes. Dois ele-
mentos podem ser excelentes, mas, por falta de um pouco
de instruplo e de poder de adaptaQgo da part de ambos,
comegam a lutar uim contra o outro, quando, corn auxilio
mutuo, poderiam veneer grandes dificuldades, estabelecendo
condicges econmicas de grande alcance.
Os professors adaptaveis-O sucesso ja alcancado p6la
Escola Superior de Agricultura e Veterinaria de Minas, de-
monstra a capacidade de adaptago e de progress de seus
professors. Nenhum d6les.tem ainda dez anos de experiencia
do ensino de sua especialidade. A formagdo do Corpo Docente
tem de seguir evoluglo natural.
Julga-se uma empresa industrial pelos seus produtos.
Igualmente julga-se um estabelecimento de instrucgo pelos
seus diplomados ou pelos que nele receberam instrungo.
Temos ministrado o qnsino na E. S. A. V., em aulas for-
mais, durante quatro anos apenas. E' sintoma muito ani-
mador o fato de que, desde a sua abertura, o nimero de
alunos sempre atingiu o maximo possivel, compativel Gom
uma b6a instrudio, pois, devido aos periods de depressao
por que se tnm passado, as verbas tern sido sempre muito
limitadas. Duas turmas jA concluiram o Curso M6dio e o
Curso Elementar e, embora seja pequeno o ndmero, 6 inta-
ressante notar que nao se ter informag6es de que um unico
dos formados tivesse jd abandonado a profisslo.
No Curso M4dio ja foram entregues 25 diplomas de
teenicos agricolas e mais doe metade dos titulados estio
empregados na agricu!tura, enquanto os outros estlo conti-
nuando os seus estudos na E. S. A. V. ou em outro esta-
belecimento de ensino agricola. No Curso Elementar, foram







82

.entregues 20 titulos de .iapataz rural e destes, dois. tercos ,
voltaram & agriculture ativa enquanto apenas um tergo estA
continuando os seus estudos. Aldm destes, sao muitos os. ,
que, depois de um semestre, ou talvez apenas uns mrses,
tiveram de desistir dos estudos, e voltaram, na grande
niaioria, para as propriedades agricolas.
Constitue fato digno de ser mencionado nesta reuniao,
o seguinte: dos alunos matriculados nos diversos anos da
E. S. A. V., para cima de 60 % t6m provindo de families
que residem em propriedades agricolas. Si a instrugio agri-
cola m6dia, sob a f6rma ministrada,. apenas contribuisse
para o ndmero dos que, depois de formados, fossem recorrer
a emprego pfblico para se manter, seria melhor, na 6poca
atual, fecharmos as portas da Escola. Quando preparar os
mocos para ganhar a vida, independentemente de governor,
estari entao, cumprindo a Escola a sua alta fungao. Se os
goyvrnos procurarem os titulados, entao o estabelecimento
ficarA muito satisfeito em poder fornecer elements dignos
desta honra.
Quais os estabelecimentos que ministrarao dste ensino ?-
O ensino agricola no goru m6dio, como ji indicamos, desti-
nado a homes de 18 ou mais anos, de idade, deve ser
ministrado pelas Escolas Superiores de Agricultura e ndo
por outro qualquer estabelecimento. Ministrado separada-
mente, a instrucao torna-se puramente rotineira e ineficaz.
O curso de ,ensino m6dio nao p6de ter program fixo, deve
ser desenvolvido e modificado anualmente, para melhor
consultar as necessidades dos agricultores. Os alunos do -*
curso m6dio necessitam de contact com os alunos do Curso
Superior, e cor os professors e cientistas que ali se en- .
contram. No Estado de Florida, onde a Escola Superior de






83


Agriculture funciona ininterruptamente ha mais de quarenta
anos, sem faltar um unico semostre, o Curso Medio (Voca-
tional Agricultural Education) 6 hoje ministrado na Escola
Superior dhe Agricultura, que faz parte integrante da Uni-
versidade Estadual. Em varies Estados, ter se experimen-
tado ministrar o ensino mddio em outros estabelecimentos,
sempre com fracasso. 0 que constitute material para instrugdo
superior hoje, daqui a dois anos, possivelmente, serd mi-
nistrado no ensino m6dio. Com o progress do povo, ter
forgosamente de progredir a Escola Superior de Agricultura
digna deste titulo.
Si num pais como os Estados Unidos, onde a percen-
tagem de analfabetos estd se aproximando de zero, e onde
as Escolas Superiores de Agricultura estgo funcionando ha
uns oitenta anos, julga-se ainda necessario o ensino m6dio
de agriculture, quanto mais num pais novo, com a agricul-
tura ainda em estado primitive ?
Cdmparaago do Curso Medio da E. S. A. V. corn outros
semelhantes-De passage, permitam-me fazer um comen-
tario a respeito do ensino medio ministrado na E. S. A. V.,
comparado com outros cursos congeneres. sste curso 6 mais
pratico, 6 mais cientifico, e mais bem feito, do que o Curso
Superior ministrado pela Escola Superior de Agricultura
de Iowa, ha quarenta anos passados. Quem duvidar desta
afirmacao, estd convidado a apresentar-se no meu gabinete,
onde disponho de provas irrefutaveis.
Mas, com a instruc;o dada no Iowa Agricultural College,
S e em outras Escolas Superiores 'de Agricultura semelhantes,
em cursos menos eficientes do que o Curso M6dio hoje
. ministrado em Vigosa, 6 que se desenvolveram" leaders do
*ensino agricola, como os Drs. L. H. Bailey, H. J. Webber,







84

W. T. Swingle, Mark Carleton, D. G; Fairchild, Niels Hansen
e muitos outros americanos, conhecidos em todo o mundo
atravds as respectivas especialidades em agriculture. Por '
-seus trabalhos, thm sido melhoradp nao apenas seu proprio
pals, por6m todas as outras nacoes progressistas do mundo.
Pelo trabalho de diplomados nas Escolas Superiores da Agri-
cultura, e que temr sido possivel As Ilhas Filipinas expor-
tarem madeira de qualidade inferior comr luero. Madeira
daquela qualidade queina-se no Brasil, para facilitar a
extraoio das mais preciosas.
Desejo repetir que os Estados Unidos gozam de in-
-fludncia hoje porque se sacrificaram hontem para promover
o ensino agricola.
Instruvao aos operarios da E. S. A. V. Citamos o
paragrafo abaixo, para indicar o progress que tem sido
realizado dentro de poucos anos e a cooperacio e b6a von-
tabde encontraidas, quando se fazem esforeos para ajudar os
mineiros.
"Ensino Agricola Mineiro e Brasileiro. Ao organizer os
various cursos de instrucgo da Escola Superior de Agricultura
e Veterinaria do Estado de Minas Gerais tivemos sempre wn
mente que hoje a maioria da nossa populaglo agricola ter
pouca instrugio, variando, segundo os calculus mais acredi-
tados, entire 60 e 80 % de analfabetos. Ao povo rural, em abso-
luto, n4o falta inteligencia nem vontade de aprender. Corn o
fim de mostrar-vos sstes dois pontos, vou citar a seguinte
experiencia, feita no terreno da Escola. Em 1922 empregamos
um total de quasi 400 trabalhadores na construcio e noutros ,,
trabalhos, sendo que mais de 90 % d6les eramn analfabetos.
Comn auxflio dos Exmos. Srs. Secretaries do Interior, tern
sido possivel manner constantemente uma ou mais aulas

.- *






85

noturnas. Em 1927, tinhamos cerca de 200 operarios c con-
forme os dados colhidos pelo Dr. Bello Lisb6a,. Vice-Diretor
da Escola e Engenheiro-Chefe, apenas 6 %. dstes eram
analfabetos. Nio se p6de deixar de respeitar.o trabalhador de
enxada que depois de trabalhar das seis da manhn as quatro
da tarde, airida vai A casa, janta e volta para as aulas das
seis as oito da noite. Muitos continuain o curso durante
dois anos, completando os unicos cursos de estudo que po-
dem'os oferecer-lhes. Quantos dos meus ouvintes fizeram
saorificios iguais para aprender a ler e escrever ?"
Desde 1927, a E. S. A. V. tem realizado grande pro-
gresso quanto a eficiencia dos seus trabalhadores, corn o fim
especial de realizar economic na sua administration. Na-
Squela data, empregaram-se uns 200 operarios, dos quais
6 % eram analfabetos. Em 1931, temos apenas quarenta
operarios, e porcentagem zero de analfabetismo. Com o em-
pr6go de animals e de maquinas agricolas, 6stes quarenta
operarios escolhidos, fazem trabalho que exigiria pelo menos
duzentos, si seguissemos os metodos rotineiros na lavoura.
Si, em todo o Estado de Minas, se empregassem ma-
quinas agricolas, na produgoo do milho, os fazendeiros
poderiam, corn maior lucro, vender 6ste produto muito mais
barato, e nao teriamos disputes corn a Argentina por causa
de tarifas s6bre o milho importado daquele pafs.
Exemplo do valor ptldtico do ensino agricola no grdu
mrdio Quanto ao valor pratico da instruQao de grdu m6dio,
conform estd ministrada na E. S. A. V., peoo licenga para
citar um caso real, deixando apenas de mencionar o nome
do individuo. Ha seis anos passados, trabalhava como guia
g de animals, na E. S. A. V., um rapaz pobre, filho de
imigrantes. Seu pai era feitor da turma de terraplenagem.






86

Facilitava a Escola a instrugio primaria,, fornecendo uma
professor que, nessa ocasido, era paga pela Gaixa Benefi-
cente dos Empregados. Depois de trabalhar das seis horas
da manha As quatro da tarde, esse rapaz ia a Escola no-
turna para estudar duas horas.
Quando se inioiaram as primeiras aulas da Escola de
Agriculture, apresentou-se dle como candidate ao Curso
Elementary, o que fez corn grandes dificuldades, devido A
pouca insbrucio que recebera anteriormente e tambcm ao
estado precario de sua sadide, patenteado pelo fato de que,
em julho de 1927, seu peso era de 17 % abaixo do normal,
para sua edade e estatura. As instrug6es de saide a higiene
nio foram baldadas nesse caso, pois, ate fins do ano, aquele
coeficiente desceu ate 11 %, embora o rapaz ganhasse
tambem em estatura durante esse period.
Completou o Curso Elementar, de um ano, cor bastante
dificuldade e matriculou-se no Curso Medio, trabalhando
durante as ferias nos campos, e adquirindo, por esse'meio,
pericia nos diversos services da fazenda.
No semestre em que concluia o Curso M6dio, obtendo
o titulo de teenico agricola, aconteceu haver no estabeleci-
mento um professor dum Estado vizinho, que, poueo depois,
foi para ali chamado afim de ocupar lugar de destaque na
Secretaria de Agricullura. Lembrando-se dos metodos que
vira postos em p-rALica n6ste estabelecimento, o ex-professor
resolve chamar ,em seu auxflio alguns dos mooos que
conhecera em Vigosa. Para justificar esta sua resolutio,
visitou a Escola durante alguns dias, a pedido da Secretarfa
da Agriculture daquele Estado, uma comissio compost dum
fazendeiro e um outro representante da mesma Secretaria. '
Levaram o rapaz j& mencionada e mais uumn companheiro,






^- *- 87

tambem formado no Curso Medio. Desejavam mais urn,
por6m na ocasido nao foi possivel satisfaz6-los. Insistiram
ate que, enfim, foi-lhes dado o enderego dum outro titulado
do Gurs-o M6dip, o qual contrataram tambem.
Lamentamos ver mogos corn tal prepare agricola atraidos
para outro Estado, por6m, ao mesmo tempo, nao pudemos
deixar de felicitar o Estado vizinho por vir buscar elements
tao aproveitaveis. O rapaz ocupa hoje o cargo de encarregado
do Horto Florestal do referido Estado e os outros dois sIo
inspetores regionais de caf6. E' excusado dizer que os orde-
nados dos cargos mencionados sao bastante convidativos.
De um simples trabalhador diarista, transformou-se aquele
mogo em um element de verdadeiro valor. Ha poucos dias
nos foi proporcionado o prazer de ler um pequeno relatorio
seu, escrito e dactilografado por l6e proprio, em linguagem
bastante correta. Que transformarao em tao pouco tempo I
Waste exemplo, bem assim como diversos outros que
podianos oferecer, mostra que a instrug6o agricola no grdu
m6dio, como 6 ministrada pela E. S. A. V., 6 educagao no
sentido verdadeiro desta palavra.
Colocao6es para os titulados do Curso Mddio-Conforme
o recenseamento de 1920, o Estado de Minas Gerais ter
155.000 empresas agricolas. No acho desrazoado afirmar
que, em pelo menos 100 mi'l destas empresas, a direoo serfa
mais eficiente, si quem as dirige, tivesse recebido, antes de
iniciar esse servigo, a instruqgo correspondent A que
estamos classificando como Ensino Agricola no Grdu M6dio.
Vamos sup6r que, por morte ou por outra causa qualluer,
como molestia grave, os dirigentes de tres por oento apenas
dessas empress se afastassem anualmente de seus cargos.
86 por 6ste meio, haveria vagas para mais de quatro mil






88

administradores, todos os anos. Em outro pardgrafo, afir-
mamos que .quasi todos os que jA completaram o nosso Curso 4
Mdio estgo se empregando em misitres de agriculture. Nao
ha de faltar colocaQgo para quem sabe trabalhar I
Recentemente perguntou-nos um professor dum outro
estabelecimento- que ministry instrucio agricola, como con-
seguimos colocar os mocos, depois de coneluido o curso, poise
no estabelecimento em que ensina, isso preocupa seriamente
a Diretoria. Tivemos de responder que a nossa dificuldade
tern sido exatamente o coritrrio, pois. temos de evitar que
os agricultores atraiam os melhores alunos, antes que estes
concluam o curso.
0 valor economic do estabelecimento ainda ndo com-
preendido Voltando a um ponto a que me referi acima,
desejo dizer-lhes que nos causa verdadeiro pezar o fato de
ser o estabelecimento obrigado a recusar alunos, quando o
Estado e a Nagio necessitam tanto de mogos com o preparo
que ali iecebem. Ha poucas semanas, conforme nos disse o
director, o Dr. J. C. Bello Lisb6a, requereu matricuila um
grupo de 30 mocos. Pela deficiencia do nlfmero de profes-
sores, insuficiencia de aparelhamento dos laboratories, e,
mais especialmente, pelos alrazos sofridos no preparo dos
campos, viu-se dle forcado a negar-lles matricula. Em con-
clusao, e 6ste o resultado da visio estreita de parte dos que
dirigem os destines do povo. De nenhum outro modo se pode
melher empregar os dinheiros publicos, para, depois, tirar
lueros tio elevados e em tr o curto prazo.
Dados estatisticos, criteriosamente colhidos nas Escolas
Superiores de Agricultura, mostram que, para a instrucao
mais eficiente e mais economic para o Estado, o n6mero, de
alunos para cada "full time professor", nao p6de elevar-se a






89

-mais de doze. E isto quando o professor tern muitos anos de
experiencia no seu ramo de ensino, e depois de concluir um
E curso benm organizado em sua especialidade.
Na grande maioria, sstes professors, depois de concluido
o curso na Escola Superior de Agricultura, fizeram curso de
especializacao de, pelo menos, mais de dois anos. Frequen-
temente estudaram mais quatro ou cinco anos depois de con-
cluir o curso da Escola Superior.
Num pais como o Brasil, em que nao existem livros de
texto em agriculture tecnica e pratica e em que nao existem
estabelecimentos capazes de oferecer cursos como os acima
referidos, destinados especialmente ao prepare dos professo-
res para ministrar o ensino agricola no grdu medio, deve
haver menor ndmero de alunos para cada professor. No-
tamos a tendencia lamentavel de sobrecarregar os professo-
res, tanto cor o n-mero elevado de alunos, nas aulas, como
cor o nimero elevado de aulas, de modo que a instrugco
torna-se ineficaz, o professor nio progride, e, peior ainda,
o trabalho pr4tico, sob seu cuidado, em vez de demonstrar
o que o professor ensina, e a negagco das licges ministradas
nas aulas.
Quanto A instrucio superior agricola, reconhecemos ple-
namente que a Escola Agricola "Luiz de Queiroz", em Pira-
cicaba, com seus cento e tantos alunos, e muitos anos de
funcionamento, esta melhor aparelhada para ministbr-la.
Quanto A instiruco agricola no gr au m6dio, porBm, duvida-
mos exista neste grande pais outro estabelecimento que o
ministry de modo tio aproveitavel, ou que dA ao seu Es-
tad6, pelas verbas gastas, maior proveito sob a f6rma de ver-
dadeira instrugao, como a E. S. A. V.






90

Importancia na Economia Nacional 0 Brasil deseja
reconquistar quanto antes sua posigo antiga, entire as na-
c5es do mundo. Para se conseguir isso, 6 absolutamente im-
prescindivel que o pafs export mais do que importa. A in-
ddstria que mais rapidamente mostrari resultados s6bre o
emprrgo de capital 6 a agriculture. Emquanto os produtos
da lavoura de outros pauses se vendem nos meroados mun-
diais, por prego menor do quo esses mesmos produtos pro-
venientes do Brasil, nao haverd possibilidade de exportS-los.
Todas as cultures importantes do Brasil sao tambem produ-
zidas por outras nag6es. 0 milho, por exemplo, 6 produzido
por muitos outros pafses. Recentemente o milho da Argen-
tina vendia-se por prego menor, no mercado do Rio do que o
milho de Minas. A cafeicultura estd se estendendo rapida-
mente. Nos mercados norte-americanos, a percentage de
caf6 proveniente do Brasil ter decrescido ultimamente. 0
centro da produggo de borracha passou para o Oriente. 0
assucar, outrora exportado em grande escala pelo Brasi, jd,
so tornou um produto de muitos outros passes, pois Cuba, Ar-
gentiha, Java e outros oferecem-no hoje aos mercados mun-
Sdials.
Cito os casos acima para mostrar que n6o goza o Brasl!
de monopolio de qualquer das importantes cultures agricolas.
Para que se possam exportar os produtos da lavoura, terA
de Interessar-se o Brasil, profundamente, em baixar o custo
de produiao, bem como em melhorar o mais possivel o pro-
-duto. 0 problema exige atehono s6ria e imediata. 0 unico
meio rational de atace-lo 6 a educacio do povo. Os diri-
gentes dos destinos brasileiros ainda nao perceberam a grande
felicidade desta nagao em possuir uma populagdo rural nu-
merosa, cor capacidade e vontade de aprender.






91


A Nacdo Brasileira tem, de fato, milhares de mooos,
entire as idades de 18 e 25 anos, ouja inteligencia 6 igual a
do Floridense, do Africano do Sul, do Novo Zelandense, do
Japones ou do Filipino. Mas, porque a ag6o do governo
tem sido imprevidente, deixando de facilitar .a instrugao
agricola, os povos acima indicados vendem ao Brasil produtos
de lavoura que aqui podem ser produzidos. E' que os pafses
referidos ja iniciaram o ensino da agrioultura no girau m6dio
ha uma ou mais geragoes passadas.
A instrupao agricola no grdu m6dio constitue a have de
ouro, que ha de abrir para a Naoao Brasileira uma 6poca
de verdadeira prosperidade.
Conclusoes, I. Uma das causes principais'das dificutdaaes
economics presentemente encontradas no Brasil 6 o fato de
nunca se ter tornado seriamente em consideracgo a produqlo
",per capita". Na agriculture, a consequenoia disso tem sido
permanecer a grande ioria da sua populago rural, em con-
digao de servidores a4.)jas.
II. O Estado de Min's Gerais, na sua Escola Superior de
Agriculture e Veterinaria, estd sendo o pioneiro da instruQlo
agricola no grdu medio, no Brasil. Os exoelentes resultados
verificados hoj.e ,por Aste estabelecimento foram obtidos pela
adaptaolo as necessidades da enorme populaGco agricola da-
quele Estado, dos estudos cientificos, dos estudos prdticos e
dos estudos academics. 0 Estado de Minas jd demonstrou
que o ensino agricola no grdu m6dio educa, verdadeiramente o
aluno.

Lista das teses sabre o enaino agricola no Brasit, de autoria
do Dr. Rolfs:
1). "Ensino Agricola", Conferencia pronunciada na sEde da So-
ciedade Nacional de Agricultura, em 15 de dezembro de 1922. Publi-
cada em folhetos, pela mesma sociedade.







92

*
Publicada em "A Lavoura", nos numerous relatives aos m6ses de
dezembro de 1923 e Janeiro de 1924.
Publicada em "A Revista Agricola Mineira", fevereiro de 1924.
2). "A EvoluqLo de um Sistema de Escolas Superiores de Agri-~
cultura", estudo escrito a pedido do Exmo. Sr. Inspetor Geral de En-
sino Agronomico do Ministerio da Agricultura e entregue em agosto
de 1925.
3). "Tese", critical, a pedido do Exmo. Sr. Miguel Calmon, Mi-
nistro da Agriciltura, da Tese "RegulamentaCo do Ensino Agricola",
apresentado na reunilo convocada para estudo do ensino agricola,
7 de janeiro de 1926.
4) "A Escola Superior de Agricultura e Veteflnaria do Estado
de Minas Gerais", pags. 364-378. "Boletim da Uniao Pan-Americana",
edigAo portuguesa, nfmero Telativo ao mes de maio de 1929;
Edigo Espanhola, nuZmero relative ao m6s de maio de 1929;
EdigCo inglesa, nlmero relative ao mes de junho de 1929.
5). "A Agricultura Mineira e seu Melhoramento", part I,
pg.. 1-27, relatorio apresentado ao Exmo. Sr. SecretArio da Agricul-
tura do Estado de Minas Gerais, 31 de margo de 1930.







































I






-16-


B), PEhQ3IZ2( S L raLIn1_6ES LISP L L, 0 1P.CI S /iTI-LEPRICAS.


E'C :.nl: ~Crl.:.:,io expor neste reit-orio, ,uento & serio o

problemma oi: lnpro ou morShea hoje em div-.Lc-jss dos st:L.os do 'rasil.

O problemma tr-.nde muito os limits de ,tf .-st .o, LLv ,ndo, todavia,

elev.rd impoortrncil em Minas, c. recendo dos e.foros unidos dos medicos,

pharmaceuticos, lavredores a scientists em poroulgar meios para o com-

-.,..fte s.leaya temlv..1 doen-'g,

SLim 4 dc J.neiro de iU9C tivemos ; felicid.de ca powder

pl~.ntarI, :os te--:-ienios deste est:,:elFcimento, um specimen .irocioso

do fano I-f, U, gcnTu urzii, a plant Oe cujos semoaen s se extra-

hiu, em pr-i.l..o, iLogar, o oleo que tce sido em:-g..e do cor excellentes

esultados contra .a leora. i4 vista do seu de:senvolvimento altamente

s...tisf..ctrio, pedimos, em l25, nl.is exaJpoi,.res do Ministjcrio de

Agricufi tcur" dos Ls--L ios Jnidos, r:cebendo tod: dessa es ce que

aind.a-existiam nas suns estu-as. Co'nvn not-r que ess.s ,)litas s0o

de maita difficil obteng-o, pois as sementes perdem ripic.:.mente seu

poder f-.mLinl: tivo, alIem de set basta.nte custoso obtel-as em boas

condicies ,r:: ge'-minEr, mesmo o paiz de. Burmah, onde !& native essa

plan.ta De -,lgunmas tnta.tivas feitas ?pel&. bca.-.m--zita bociedede

cional a, 'g'ric.l tura, parr- introduzir ess :.-...ecie por meio de sea-

mentes, n.o temos inform. es da existencia de uraa unica plant.

Com r divulge o fgc to de produzir umr: especie brasileira,

C-.rpotroche brasiliensis, o memo oleo precioso, temos dedicado

bstante tempo e esforgo durrnte os ultimos seis annos, em obter

boas estirpes conseguir o maior numero possivel de or-emrites uFra

plantio, ecoliaa s estudo e em fim, em p.esqri .. r a a p.-.ecie o mais

possivel, para powder facilitar aos agricultores a fPndef:.o da sua

cultural em base r;.-iconal.

E'de today conveniencia peir- o bom nome do istcado de Minas,

a nao fallur no nome deste estabelecimanto, que se divulgue as noti-

cias dos trabI lhos scientificos que estf o sendo realizedos aqui.





-17-

Notamos entire os scientists Orasileiros um caracteristico

ds desejc.,r levar uma pesquiza ao fimr aiteo que se divulgAp alguma

coisa a seu orespito. 'or um &ado louvavel esse onto cde vista,

por ou(rTo, asrve, puare p:iv.'L muitos povos dos beniiicios que podiari
adviTJr pelo conLscimento aos t'e.calihos s'i:u.tificos que estlo send


Pla .V..L:-.ulo cos tEblLos comr ass piantas nti-lepricas

bmnos cjs-.giL.Lo a cooper .ao de imitoes elmrt;os, aliens de grande

valor, ps o eCtuo des.es Jr'oblemIiWeS. (V'er as duas sepair&tas que

se,(uema e sta s-$c-o do rl(tor.f'io.)

Temos tpr-op.ir.do :,lufaItiigos a- rSpitao oas pesui zas

que temos r.li.do, e diamoS baixo lit- 0os ..rmesros. Todos os

dados pui lic.dos por .iiprerses f6i- do es& tdo, tenm sido semire sub-

mettidos, com ~:-ntecedencia, SecretVri.. de agriculura para public.

ca:co.

A SAPUCIiiA. Sob o titulo "A CULTURE DA S_-PUCAI~~if A", foi

submettido o ~;x2 Snr. Gecrsei-,t.rio ce Aglric ulur ua, em 17 de Margo,

um vertigo com mais ou menos 9.000 palavras, 5 photographias e 5

gr-,hicos, e:
aquella c6ta comr o plalitio da Sapucainha. irnflizmente, tern hairdo

muito a tra .o na public&ggo desse artigo, iois apenas em srincipios

de Dp
impossivel obter 't e a present di ta. mais do que um exemplar do

mesmo. rN noss-a listC de peEso.s inteiess&dSas .I.RS pesquilas corn as

olaInta.s " nti-lep'ics, contam-se nmeis de sesSent nomes, aos cuaes

aind. nro nos foi possivel remtetter a oubli.cago da Secretaria.

Reconh'c:mos as enormnes difficuldades que ten tolhida a

liberdde de ace~.o do muito esforgado Snr-. Director da Imprensa da

Secreteria de (ri-icultur, ino yodendo elle, em absolute, ser cul-

pado pelas difficuldades ne conseguir a sehida da Imprensa das

publicagSes. Termos E:amre cooperado cor elle, fornecendo artigos

seumre que elle nos indicaria que podium sar aproveitados4

E'interessante notar como o povo de Minas reconhece o

valor do oleo de Sapucainha para molestias da pelle e 0 procura

as sementes por muitos kilometros de distancia, send iuito eqamun






-18-

o costume pernicioso de derrubar as arvores cue se encontram fruc-

tificando, para facilitar a colhsits. Os indigenous da Burmah tambem

colhem a.s semsntes do Taraktogenus durarite muitas -eragcoes p.ra tra-

tar as molestips da pella, poroem, elles n-o r-ali/.ara colheite

por method t o destructivQ.

0 Institute Osweldo Uruz !imoorta o oleo dc chulmoogFra,

da -sia, pelea tonelada, KL-ire combat 'e lepra. UJI. approximaqgo muito

conservative c.lcula en irmis de oito mil o numnrm o de morpheticos em

Minas, todos -o' cuaes devem sor tr-.ttdos om este oleo, que consti-

tue o unico remedio conhecido contrsa F lepra. E'dever dos lavradores

Mi-neiros produzir ests oleo, sendo ihes muito difficil quando o Esta-

do n.o Ihes f-ciitie GS informi.es j* bem .onfir.-macdas cuanto a sus.

culture. A Ilha da Cub' ja i'ntroduziu a Spuc'inha e iniciou a sua

culture em mrais ou menos a nm-sms epoca que iniciou-se em Minas. Que

vergonha scr2 p.ra os esta.dist s de i~nis, de hoje, se daqui a.luns
nn.os a Cubt fornecer o oleo dc chaulmoogre 'para Minas !!

A MCLIMD.10 E DOM5:-,TICAi2O DAS eLSPECIS .... PI-LERIrCAS. Em

2d de Maio, por insistencia do iE-mo Bnr. Dr. Arthur Torres Flho

(Pr iJdente da Socied,:de), realizamos -'m- conferencia -:er nte a Socie-

dade Nacional de F"gricult.ur; respeito dos tribel2hos realizauos

neste est.abelecimento coI as .l' !t:- t.- nnti-lepricas. L-Ma priAmiro lo-

gar elle pediu urn tratao, quando, por'em, Ihe ent-"'-aos este, por

occ ..si7o dum- vi-;em o i'-ir r:e "Jrnesiro com o fim de r:eaiiar uma& con-

fei.woi& pernte a As;-ocir.o Itr.silei&r d- iducsgoa inistiu o

Dr. Torres que a m-smo fosse spresent;-do em forms. de conferencia,

muito gentilmente pr-ovidenciando o uso :'ina:: excellent maquina para

a projecqco d&s 47 p'tigra-phiLs.

Foi iublicado essa confeee-ncia nos segAio.tes orglos, que

t&E che,-zso As nossas mos:

A). A Lavoura, XXXV (Julho, Ago Eto e Setembro de 1831), paginas

258- 44, p.r-imeiro exempl- r recebido 27:XI-, corn 4 graphi-

cos e 14 photognaphias.

B). Minas-Gerais, 7-X-51, cor 4 gr,.phicos, pagin.a 7, inteira.





-19-

C). 0 resumo da conferencia foi notado nos seguintes logares:

a.). 0 Jornal do Coni;nrcio, 24-V--1.

b). Separatca da A Lavoura.", c.atc. o.e 15 de Julio de 1931,

d q.Cual conseguimos "5 ex.i.plcre, m iretemabo, .azaudo

E.- distribui ; o .s pe&sois m iL intCer essFdas.

), :oite, numaero ce E1-V-1l, sno a tit lo "A Cura da Le-

pr,.- pic be .ch.p.:inha"', c.< notici-s d- co "ferencia,.

D). Mto:cu ? str: confir.:ci auit gntis iL-' renci-s pelo dis-

tiiicto -dr.to .do 'Min::.s-' .-.is", nui m artigo o o numeio de 11-XI-51.

m indus ,tria se torn;lu iucrsva apen._s na media da pro-

cur' dos --aus iroCuctos, pro.orcionalmsnt c .. producCo. Como j dis-

semos, a procure,; as semen tes d. -apucih"h. ncs mattas de muitos an-

nos, pod(.ndo-s com .pre-. peQuenros vidrinhos do oleo nas feiras dalgumas.

cidcdes do interior. Ft:'r .imite sua procura no sers limitada a esse
do
merccdo/interior. Com o fim de comne:-r a tornia-o conhecido em outros

maios, a noso .,o; amigo, o Dr. G.. S. Jamiison, prSp;rou o a:rtigo de

quc~1- incluimos ?q:u'i um exemplar, utiliZando-se de algans dados e pho-

tographias fornecidos por n6s. Vonvem nota.r ;;de todos os dados ji

forami, muito iLi4es d lIhe serem fornecidos, apresentcados a essa Secre-

taria pare )ublica;o.

Julgamos ter sido auto feliz a oscoiha pieo Dr. Jamieson da

rcviec "Drf-UG yy..KETS" pr.re publicago do od rtigo, pos assia tornar-

se-a conhecic.o 6 oleo aos pharmaceuticos e fornecedores de plhrmaceu-

ticos, abrindo ciminho pcr.: sc export..:- io, logo que for produzido o

oleo em quantidade sufficient para justifical-a.

A). Incluimos logo em seg~Lido copia da separate de IDRUG BAiiiU-TS"

enviada pelo Dr. J:mieson, prr, powder V. S. julgar o artigo.

B). Por use coincidencia, foi lida no Rio de Jmaeiro- perante a

OCI2DAD.E BRASILthRA Dd CHIIICA, um dia antes que nossa conferencia na

mesma cidade, perante a Sociedade iacionai de ^gricultura, galiosa con

tribui;So literature scientifica da Eapucainha, preparada pelos Ea

Snrs D-s. Otto Rothe e Detlef Surerus. Juntamos exemplar dessa sepa-

rata, pra demonstrar que o inte 'esse no assumpto est& se augmentando

de maneira muito animadora.






















The oil which government scientists
expect will largely replace chalmoogra
oil in the treatment of leprosy, origi-
nated in Brazil. Dr. Jamieson gives the
first authentic information regarding its
production and properties.


Four year old seedling


SARPOTROCHE oil, known locally as
Sapucianha and by some other
names, is found in the seeds of fruit from the tree
Carpotroche brasiliensis or other closely related species
indigenous to Brazil. Other species of this genus from
various other Central and South American countries
have been described, but as yet no examination has
been made of their seed oils. In addition to this
*Bureau of Chemistry and Soils

















Carpotroche from the
1929 crop


genus, there are two other American genera known as
Lindackeria and Mayna, the seed oils of which have
been found similar in composition to those of the
Brazilian Carpotroche species. In 1928, G. Kuhlmann
(Memorias do Instituto Osnaldo Crux 21, Pt. 2, 389)
described several species of Carpotroche, Lindackeria
and Mayna, giving some of the characteristics of the
seed oils, but undoubtedly others remain to be dis-
covered. Theodoro Pickolt of Austria in 1868 made




















Longitudinal sections of fruits
a partial examination of Carpotroche oil and reported
that the trees were then abundant in the States of
Bahai, Minas Geraes, and San Paulo.
The genera Carpdtroche, Lindackeria, and Mayna
belong to the natural order of Flacourtiaceae, which
includes the well-known Chaulmoogra tree, Tarakto-
genos kurzii, various species of Hydnocarpus, native to
Asia, the East Indies and the Philippines, and the
African Oncoba species of which five have been de-
scribed. For those not familiar with this family of
plants, it should be noted that only those members
whose seed oils consist largely of glycerides of chaul-
moogric and related cyclic unsaturated acids are of
interest in connection with the treatment of leprosy.
These oils are characterized and readily distinguish-
able from all other fats and oils by the large dextro
rotation which they exhibit. It is interesting to
observe that a great many centuries ago the natives
of Africa, Asia, and South America discovered some-
thing of the medicinal properties of these oils and
used them in the treatment of leprosy, skin diseases,
and wounds.
rom the illustrations given, some idea can be
obtained regarding carpotroche flowers, leaves, and

I 1 _I


Carpotroche flowers


Oct. '31: XXIX, 4


Stock seedling
fruit. The fruit may vary in size even on the same
tree and weigh from about 100 grams to over a kilo.
The air dried seeds, which nave been examined, varied
in weight from about 0.3 to 1.1 grams. The kernel
content ranged in different lots of seed from 61 to 69
per cent. of the whole seed or nut. The kernels con-
tained from 63 to about 69 per cent. of oil. The oil,
which was expressed from a sizable quantity of the
kernels by means of an Anderson expeller in the
laboratory, had a very pale yellow color and was very
limpid at ordinary temperatures. It gave the follow-
ing characteristics: Specific rotation at 200 in chloro-
form +58.90, Refractive index at 250 1.4792, Acid
value 0.4, Iodine number (Hanus) 112.8, Saponifica-
tion value 201, Unsaponifiable matter 0.2 per cent.,
and saturated acids 1.5 per cent. It will be observed
that this oil was remarkably low in free fatty acids '
and that it contained but little unsaponifiable sub- ,
stance and saturated acids. This is in marked con-
trast to chaulmoogra oil, which contains large quanti-
ties of free fatty acids and often considerable quanti-
ties of non-oil constituents. This oil also contains
9 per cent. or more of saturated acids.
During 1927, a liter sample of commercial car-
potroche oil was received from Brazil and examined
with the following results: Specific rotation at 200 in
chloroform +53.90, Refractive index at 250 1.4781,
markets


Drug M






Specific gravity at 25 0.9545, Acid value 1.8, Iodine
number (Hanus) 108, saponification value 202.5, un-
saponifiable matter 0.6 per cent., Acetyl value 5.8,
Reickert-Meissl value 0.7. The low acidity as well
as the figures given for the other caracterstics so-wed
thrat te "cottm"ercia a-wTO as o=F tJf laft
SApparenac ado and companyy ateo-
poldina, Minas Geraes, Brazil is the only firm licensed
to engage in the extraction of carpotroche oil and the
preparation of the ethyl esters from the mixed fatty
acids, for intra-muscular injection, which appears to
be the principal method employed for the treatment
of leprosy in Brazil.
s this oil, on account of its fine quality and the
unusually large quantity of optically active acids of
the chaulmoogric series present as glycerides, is prob-
ably superior to any other known oil of this group it is
obvious that any extended use of the oil outside of
Brazil would necessitate the cultivation of the seed,
particularly as the available supply from the wild
tre appears to be quite limited. Several years ago,
" t is in view, Dr. P. H. Rolfs, Consultor Tecknico
de Agriculture do Evetereniaria de Minas Geraes
began to investigate the propagation and cultivation
of carpotroche trees on the college grounds at Vicosa
from the seeds of the two trees which have been grow-
ing there for fifty years or more. During the past five
years some hundreds of seedlings have been planted.
When about 3 or 4 years old they commence blooming,
although a few begin earlier. The seedlings from the


seed of his so-called number one tree, which is a more
profuse fruiter than any other tree with which he is
acquainted, give a ratio upon blossoming of one
pistillate to twenty staminate plants, but he states
that as the pistillate flowers are perfect that this ratio
does not matter greatly.
As was to be expected, the fruiting seedlings showed
considerable difference in the quantity of fruit which
they bore. However, some had the heavy fruiting
characteristics of the parent tree, which in the 1929
season, for example, gave 798 fruits weighing 170
kilos and from which 28 kilos of air dried seed were
obtained. More recently Dr. Rolfs found that the
seedlings can be readily budded from the parent trees,
which insures them of having the same fruiting
characteristics, and besides the budded plants fruit
much earlier than the others. The young seedlings
are very tender, but after a few years they gradually
become much more hardy. Consequently, it is be-
lieved that they could be grown in the southern part
of Florida or other regions having a similar climate
As there are probably a number of unknown species
of carpotroche and perhaps species of other genera of
the Flacourtiaceae growing in Brazil, it is desirable
that an exhaustive exploration should be undertaken
in order to discover them and properly classify the
species found, as well as to collect a sufficient quantity
of fresh seed from each one so that their oils could be
examined and cultivation experiments made of the
more promising plants.




19-A




















I:
S:














I






SOnTTO RO HE e ElETLEF SURERUS












no 0 a dGarpotrhe a asi esis"



''Separata da "Revis a ociedade
S uBrasileira de Chimica"t- Anno II N. 8








Ver as paginas 2, 3, 6, 7 e 8.






Typ. da Pap. RIO BRANCO
Rua S. Jose, 42 Rio de laneiro
1. 9e l.

















Reconhecimento do acido chaulmugrico no

oleo de "Carpotroche brasiliensis"
POR
OTTO ROTHE e DETLEF SURERUS
Lido em sessio de 20 de Maio de 1931

No interior do Brasil; jZi iha muito. sabia-se (los
effeitos insecticide, parasiticida e anti-leprosico do olen
de Carpolroche brasiliensis. conhecido ahi pelos nonies
de sapucainha. canudo, papl de lnjo. frula de cotia,
paquinha, fructo de lepra, mala-piolho e. provavelien-
te; ainda outros. 0 carpolroche 6 unna arvore que, no
Estado de Minas (;craes, se desenvolve muito bem e
nasce mesiio espontanea-liente, comno se diz, na Serra
do Cip6 e na Zona da Matta Na Escola Superior de Agri-
cultura e Velerinaria em Vicosa, 6 cultivado ao lado de
outras plants, principalmente do Taraktogenus Kurzii,
que produzem o oleo de chaulmnugra on semelhantes
Segundo inforniacoes obtidas da Escola. o carpolroche
da fructos depois de 4 annos, o taraktogenus s6mente
depois de seis. Obt~L aii -.,,*-os frn s Li-
..-tfw/ ctos 2r pe.OOs oleos das differences \variedades
de carpotroche differem consideravelmente na sun comi-
posiiao, encontrando-se alguns, que neni se quer siio
opticaniente activos 1')
O oleo usado para esle estudo provinha da fazenda
do Sr. Dr. Carlos Pinto ao p6 da Serra do Cip6 i21.
Oleo da mesa procedencia foi examinado no Ins-
tituto de Chimica da Escola de Engenharia de Bello
Horizonte em 1926 por ordem da Secretaria de Agti-
cultura do Estado de Minas Geraes, pois que as suas
(1) Communicado particular do Prof Dr Carneiro Felippe que
esludon minuciosamente grande nuniero de \ariedades.
(2) E' nos um deer agradavel, agiadecer ao Dr Carlos Pinlo a
gentileza com a qual nos olfereceu o material.



S. -.
.3. *'~









-3-

propriedades antileprosicas 13) tinham despertado in-
teresse geral As conslanle.-s physicas e chimicas da amos-
tra analysada coincide coin as do oleo de Taraktogenus
Kturzii 1 4 comio se \ve no quadro, exirahido do parecer
do Institute.
0 oleo de chaulmuugra legitimo, provemr do Taraklo-
genus Kurzii e nmo da Gynocardia odorata, como se
admitlia por muito tempo. A maioria do oleo do com-
mercio 6 oblido de outras planlas, principalmente de
Hydnocarpus anthelminnlica on wvighliana. Todos esles
oleos contoem os acidos chaulmugrico e hydnocarpico
como principios therapeulicos i7 No oleo de H. alcalae
falla o acido hydnocarpico e no de P. edule, ambos os
acidos.



,.3, Produ. tos industries I.lo Phco. Prol .ntenor Maihado de Leo-
poldin.i Conlerenmia l..o Plihto \lbhio DiJa da Sil\a na Acai.lemi Na-
i.ion. l i:e M .idicuia em 192-8.
i4- As plania. que di' oleo dJe chauniugila pertenceiu 6 ordem
das [laurtliaeas.. CaraC'. er existen.i: dlas .ar\ores llolmes, Pharm. J
61, 522 ,1900. 66. 5:95 1901, Pon\er e Gornal, I clhem. soc. 85. 838,
851 1904i P. Bario\\cliff, ST. 881 .1905, 91. .557 ,1907,.. Brill; Phihpine
.1. o! science, se,:ion A 11, 7.3 1.1916', 12. 27 ,1917,. B e W illiams, 12.
207 '1917T. S Gush, Inila i .1 med res. 1. 691 1916,, Gouldin e Ankers,
Cihem soc 24. 197 191.3 \ liLerItura mais anliga enconlra-se citdad ein
Moss; Year Book Pharm 52.31 1879,. Hopper, Agricultural Ledger 5.
,1905, Holmes, Pharm J 64. 522 1900,, 66. 695_ ,19011. Petil J. Pharm.
Chin. 2. 2 145 I1892' Schlind.leimeiser, Berichte 1). Pharm Ges. 14. 164
,1904., Z. angew. Ch. 37. 4 i.19241. Resumo Em. Perrot, Bull Sc
Pharmacol. 33, 353 i1926,
7,i A primeirtl notiila do Iratainento d,: lepra por meio de oleo
de chaulinugra d.at. de 1899 .. descoberli, dia AcCJ.o pharmmicodiynamic.a
dos acidos, de 1916, Holletniaji e Dean. U. S Publ Health Bull 75
i1916., J. Culaneou_ Di)e.ises 37, .3;7 .1199.- Rogers, Lancet 190. 288
,1916' 200, 100, 1178 1921 1, 21., 1297 ,1924,, BriL Med. J 1919 1 147.
O oleo, os jaidos e seus derivados s5o hole considerados como os
meihores, a no ser os unicos renmedios da lepra Hollemann-e Dean
1. c. McCoN e Hollemnian, no mesmo logar. Rogers, Indian Med. Gar.
51, 195, 437 1916., 54, 16.5 .1919, 55. 1235 ,1920i, Indian J. Med. Res.
5. 277 '1917.,, Brit. Mei. J 2. 559 '1916, Carthecs, Indian. Med Gaz.
1918. Mac. Donald e Dean, Publ Health Rep. 35, 1959 ,19201 Mac
Donald, .. am ime,'. assoc 73, 14-3 l1920, Sweeney e Walkcr. J
Infec. Deseases 26, 238 ,1920, Schoebl, C 1925 1 2699 acci o pharmaco-
dvnamica dos acidos chaulmugrhco e hydnocarpico e dos seus deri-
\ados. Plilipine .1. science 23, no 6 '1923,. C. 24 II 2762. Gardner;
Pharm. J. 109, 154 Bull 141 de lullo de 1924 editado pela U. S.
Health Ser ice relata curas ou melhoras documentadas, obser\adas na
estacFo de investiga;3o de Kalahi, Honolulu.
AcIio especifica dos acidos chaulmugrico e hbvdiocarpico: Muir;
Indian J. Med. Res. 11. 543 11923,., Indian Med. Gaz. 54, 130 (1919).
Warren; J. am. pharm. assoc. 10, 510 (1920).



= ic.-/- t A- &afl w p u

cL4^A 2Z5*- rr-'s.











INDICES DE
bensldade F (1) [a] I
lodo Saponific.


Carpbtroche brasiliensis.... 0,9486 (20) + 52,0 101,6 204,4 Instituto de Chimica.(2)
Tafaktogenus Kurzii King.. 0,951 (30/30) 9 43,5 104 215 a. A. Perkins. (3)
0,951 (24) 22 52 103,2 B. E. Read. (4)
0,9503 (25/25) 22 a 23 50,5 104,8 21i,2 T. Hashimoto. (5)
Hydnocirpus anthelinlntica. 0,952 (30/30) 16 44,2 84,5 201 G. A. Perkins.
(da China)... 0,946 (25) 23 a 24 51,4 85,8 B. E. Read.
(da India)... 0,953 (25) 24 52,5 86,4 B. E. Read.
0,956 (15) 22 a 23 SO a 90 B. E. Read.
Hydnocarpus wightiana.... 0,947 (30) 11 51;2 97,0 207 0. A. Perkins.
0 0,958 (25) 22 57,7 101,3 B. E. Read.
Hyddocarpus alcalae....... 0,948 (30/30) 24 48,3 94,0 202 a. A. Perkins.
Hutchinsoni.. 0,943 (30/30) 23 44 83,5 199 0. A. Peikins.
subfalcata.... 0,051 (30/30) 21 49,1 89,0 206 0. A. Perkins.
venenata..... 0,947 (30/30) 20 46,4 90,7 191 0. A. Perkins.
Woodi....... 18 45,9 68,5 192 0. A. Perkins.
Paitginus edule ........... 0,925 (30/30) 7 16,9 78,5 200 G. A. Perkins.
Anterlastigma mactocarpa.. 0,9217 (32) 37 a 39 44 Em. Andre. (6)
(dOhoba eebhinta.......... 0,9286 (32) 40,5 i 41,5 5 56,1 Em. Andre.
Oyfibcardii odorata........ 0,929 (30/30) 4 0 160 198 G. A. Perkins.

(1) Pd ,b do Bdiidiftdarlo.








- 5- -


A comrposigAo -do oleo de chaulioogra, principal-
mente os acidos graxos e cycloaliphalicos do mesmo.
foram esludados por Power e seus collaboradores (1) e,
n'ovamente, por Tadaichi Hashimoto t.2'. O primeiro con-
segui-a isolar os acidos chaulim-grico e hydnocarpico por
recrysta'llisacAo dos acidos lives. No Ihe foi possivel,
por este methodo, desdobrar a mistura dos demais com-
ponentes acidos. O scientist japonez saponificou o oleo,
esterificou os acidos coin alcohol ethylico e destillou es-
tes nuna pressio muito baixa de inais ou luenos 0,04mm.
As firac6es dos esteres f6ram -saponificadas -e os acidos
E-wlTes recrystallisados.
A semelhaRca das constautes do oleo de Taraktoigenis
Kurzii e do oleo de carpotroche examinado no itndfi-
tuto de Chimica, lesva ram-nos ao presence estudo da com-
posico deste oleo. Tentamos primeirameute a prepa-
(raCgo de saes pouco soluveis e bem recrystallisaveis dos
acidos contidos no oleo -em forma de glycerides. Nao
4oneos 'bern succedidos. A destillagclo fraccionada dos *aci-
,dis gradess e 'cycloaliphaticos livres e viavel, quando
4eiita no .a-r rarefeito. A subsequ.ente recrystallisacA.o das
-Eracq6es ,por meio de alcohol promette resultados satisfa-
ctorios. Adoplamos, porm, um process mais rapido,
isto .a demargarinagAo do oleo e a analyse da part
-solida em primeiro logar. As co-nstant-es dos acidos della
exbra'tidos aproximam-se bastante das do acido chaul-
'mugrico:
F [aj D


Axides -chaulmugrico...... ......
da parte solid .........
da ,parte liquida .. ......


- 62,40
57,7
52,5


Por repelidas recrystallisaq.es em alcohol ethylico
conseguimos isolar um acido, cujo aspect, palhetas bri-


(2) Oulras constanles dosadas no Inslilulo de Chimica:


acidez 13,21 c
indices *de
B.eiLhert-Meissl 0,55
"Pdlenske 0,12
le -fetttralisac.o dos *195,83


24
cm3 indice de refracrao n = 1,4822
40
n = 1,4761
D


aoidos .graoos peso molecular medio
.Pehner 95,08 acidos .graxos
F dos acidos graxos
(i3 G. A Perkins e Au. O. Cruz; Phlipine .. of science 23,
(4' B. E. Read; Pharm. J. 111,'112 (192-1).
(5) 3. am. chem. soc. 47,23925 (1925).
(6) C. 1926 I 2592. :C. r. 181, 1089.
C1) Vide nota 4 pag 359.
(2) J. Am. Ch. Soc. 47 2325, 2327, 2328. (1925).


dos
286,77
29,5
543 (1924).








-6 -


ihantes, ponto de fusao 68,5; rotagdo especifica + 62,530
sdo os mesmos do acido chaulmugrico, citados na lite-
ratura (1), e verificados por n6s. 0 acido chaulmugrico
que usamos para estas experiencias e para os pontos
de fusao de misturas cor o acido extrahido do oleo de
carpotroche, preparamos por um process identico, prar-
tindo de oleo de chaulmagra legitimo (2). Os pontos
de fusio das misturas de acido chaulmugrico e do acido
de carpotroche em proporo6es variadas nao accusam
ab a ento.
Concluimos, pois, que o oleo de Carpotroche brasi-
liensis cont6m acido chaulmugrico em forma de glyceri-
des, tendo, por conseguinte, accAo therapeutic contra a
lepra.
PART EXPERIMENTAL

I Preparacio de saes. Saponificarnis o oleo cor
soda caustic e precipitamos os acidos brutos pelo acido
chlorhydrico. Lavamol-os e preparamos delles os saes
de chumbo, magnesio e cobre. Obtivernos todos os saes
em forma de precipitados gelatinosos e nio crystallisa-
veis pela reacao entire os acidos e os acetatos dos me-
taes em solugco alcoolica aquosa.
Pelo mesmo process preparamos o sal de prata,
partindo da primeira fraccio recrystallisada dos acidos
brutos destillados no ar rarefeito;. E 30mm = 214 a 220o;
F = 46 a' 470; [a] D = 55,80, constantes estas que se
aproximam bastante das do acido chaulnugrico.
O precipitado obtido deste material purificado e ge-
latinoso e insoluvel em agua, alcohol, ether. ether de pe-
troleo, acetona, chloroformio, benzeno e pouco soluvel
em alcohol amylico. Apezar de ter sido guardado ao abri-
go da luz num disseccador, transformou-se nuuma pasta
escura, da qual nao conseguimos extrahir os acidos pri-
mitivos.
II.- Destillaaio fraccionada dos acidos brutos do
oleo de carpotroche. Saponificamos o oleo corn hydrato
de sodio, exsalgamos o sabho, dissolvemol-o na quan-
tidade necessaria de agua, o sabao, alias, 6 bastante so-
luvel, e extrahimos o nio saponificavel nuin extractor de
Schacherl por meio de ether A parte de ether que
ficou dissolvida na solucao de sabao foi eliminada depois

(1) R. L. Schriner e Roger Adams; I. Am. Ch Soc. -7 2727 '1925).
(2) O oleo para este fim foi nos cedldo gentilmenle pelo Instilulo
Oswaldo Cruz. do Rio de Janeiro, que o import direclamente da
India.








- 7-


da, extracciao passando-sc uma corrente de vapor dagua
pelo liquid. Qs atidos foram precipitados pelo acido
chlorhydrico, fi'ltrados a frio, lavadas ate desaparecer a
reaccao de ion chloro e finalinente seccos no dessec-
cador 200 grs. de oleo, p. ex.. deram 170 grs. de
acidos brutos. Estes destillados e redistillados a pressio
de 25mm. de Hg derail as fracc6es seguintes:
I 213 a 2200 22 grs. F 46,5 a 47,50 [a]D = 52,190
Ib 220 50 46,5 51,92
II 220 a 230 27 >) 44,5 43,920
III 230 a 240 37 42,0 42,51
136 ; residuo e perdas: 34 grs.
As fraccles foram recrystallisadas por meio de al-
cool ethylico e uma ainda pelo alcohol methylico corn
os seguintes resultados:
I 20 grs. F = 46,5 [a] D = 49,05
16 43 grs. 49,0 56,09 9 grs. (1) F = 53 [a] D 60,12
II 22 grs. 56,0 48,92
III 12 grs. 58,0 48,97

A comubinacio dos processos de destillacao e de re-
crystallisacafo prometle resullados satisfactorios. Deixa-
mol-os, porem, porque achamos o do numero seguinte
de mais facil execu(cio.
III Deniargarinagco do oleo e os acidos da part
solid ( oleo ,2I solidifica-se parcialmnente, quando 6
refrigerado a 10) C. Neste estado foi levado ;i prensa
hydraulica e coinprinido a 150 ait. Augmentamos, fi-
nalmente, a pressaol a 400 alm., quando o oleo attingi
a templeratura do amibiente e linha largado boa part
liquid
Peso do oleo...... ............. ............. 1000 grs.
Parte liquid extrahida a 100 C........ ......... 386 grs.
Parte liquid extrahida a mais ou menos 200 C... 260 grs.
Parte extrahida dos papeis e pannos da prensa .. 30 grs.
Parte solid .... ............................ 187 grs.
Perda............................................ 37 grs.
A parole solid 6 incolor e nao temr mais o cheiro
caraclerislico do oleo de carpotroche. A parte liquid
foi obtida bastante ainarella e cheirando caracteristica-
menete. Os acidos desta, obtidos pelo process de sapo-


11) Perdeu-se boa p.art na recrystalisaci o por un accident
(2) O oleo usado nas expenencias seguintes foi o analysado pelo
Inlsituto de Chimica.







-8--

nificaco segundo Unna (1), seccagem do sahao,, ex-
traccao do n~o saponificavel num extractor de Soxhlet
e decomposigio do sabSo, pelo acido chlorhydrico, sIo
fundidos cor agua, ate desaparecer a reaceao do ion
chloro. Seccos num disseccador de ar rarefeito, accusamn
as constantes seguintes: F = 320; [a]D = 52,50. Os aci-
dos da parte solida sao obtidos por process identico e
ddo as constantes: F = 45,00 C. [] 24 = 57,72. .
130 grs. dos acidos brutos, obtidos de 140 grs. da
parte solida, foram recrystallisadas de alcohol ethylico
quente, empregando-se deste a quantidade apenas suf-
ficiente para dissolver os acidos numa temperature pouco
abaixo do ponto de fusdo dos mesmos.


so...... 90 grs.
....... 62,0
]D =


crystallisarges
20 grs.
67 a 68:


17 grs.
68,50
62,530


Este estudo foi executado no extincto Instituto de
Chimica da Escola de Engenharia da Universidade de
Minas Geraes. Lamentamos de ndo poder completal-o.


(1') ITbbelohde; Chemie, Analyse. und Technologie der ODelb ynd
Fette. Lcipzig 1920.


Pe
F
[M]


L





19-B









C). A MUDA DL: CITRUS

MI.ce iltos louvores a Secr-tar:ia e. d^-r-i.cu!tur de

Miin. .-Girsis, or ter publicado .;dsse folhito, que trcm 1:ii.o Julac

de ba.st.nte vlor -pr'tico ; os citricultores, nso s6 deste

Est: como t,-n::,em paa os de outros Esb'.Vos onde se -uprtica a

citriculturp..

Foi siubminttido o mI.a',:c.i;to o dia 9 de Agosto de

190 e o p.:-ta:.io :--i.:':r coampleto chetgou i.s losses mros em

.17 de Setembro c.e 1931. Apezar da maior bo-. vontede por part

de.todos da Lecr-etri" da Agricuitura, n'o foi possivel, eor

falti..;- de verbs. adequdas, obter a s&hid da mesma corn Ime.ior

atrazo.

A m; teria tr;.atd.a em "A MUDA D- C(i. S" ..r.ge o que

seria until a pessoa qiue se dedica a producE.o de iu mi.: e citrus,

seja .:- ...o ou .reduzldo a n'..o. Trata ,d escolhe da arvore

de iqual se tira as frutas, para obter-so as sem~entes que .se plan-

ta para a producq o de # / cavallos, incluindo dat.-1ies sbOre a

escolh. d-s mudas para cavallos, plantio r. viveiro, tratos

cultures, especii-.lmeiIte a uny:.rtisa e,finslmente, o plantio

no logar definitive, no ,-.: r. As inform .-ges prestedass sco
em
bs:se:..cas m exoeriencias p3esoaes realizaeds durinte mais de

oito alnos, .3 a Secretria da AGriccultura. Incluem-se algumas

obs,.~r~;r :ees e estuIos feitos em outras parties do est.,do. Achamos

.que a ..t n i.- foi tra-t',,. de maneira modern, pratica e compre-

hensiva.

S0 .ar-:-...jia da mat:-,ri see? a lao no mn:is conv-:niente'para

o agricultor r.:.tico que deeja. produzir mucd 3 scientist e

--r- icultor cor m:inior conhecimentos technicos, poorr' facillente

pelo indice a contudCo, achar o .ssfumnto ou assumptos que Ihe

interesse.

0 trabalho da Imprelisa, reK'lizado i ,t:. obra, 2 o melhor

que temos vist- em qu-.1lcusr tratado agricola em Portuguez. 0 Dire-

ctor da imprensa Merece muitos louvbres pela excellentia da obra,

execut:.dr sob t.:.ntas difficuldndes. Devia ser distiibuida ao
1 1 '


-0-




-~ 1-




Sa maior ni.nm.. possivel de la -.-- .',.: Mineiros. A, industrial
'citricola. E. baseada,na produc-ao de c.d. ps individu:clmnr.tet
L. Coso todos os p's nao pro ......m oolh:i as s

boas cie o.if..s excellentes,. o 0om;: n-o opod uzira lucros. Os

Brasileiros p; m m progos elevados poir frutros superiora" .o

iesmo tempo, n-o aceeitam, nem por prego L._-imo, fruLtas inferior,

Not-mos iso const -ntem:-;te nos marc: ijs e nas lojas. ?'-j mrrceado

munici:.1 de Belo-iiorizonte, as larainjas irnmor;.53s de outros

Esta.dos alcn7:-sam 5" 00 a 81j00 a .duzia, .:z -anto *que as infeiiores

da redondez:' da capital estra..-m, sem 0om,.rn:.-'ores, a qualquer


A acceit ~-Eo de "A MUDA D, CITRUS" grctifica muito

aos que gasfitram tantfa e n-ris, esforgo, t-_j.: ae dinheiro ho

seu pr maro. Os citricultores recl.--m:m a contin,~W:;--o. da ohbr,

incluindo os cuiddosd aoos pes rce-pi2 "tados, tr.at.s cultures

dos pomares, e espaecialmente a0//// a producgo da e frutas nrr-

prias parsa E :oL-ta go e a ,~su preparo mais co.nvni~ae.

Damos em seguido -rte dLum. c'.rta do :'" Snr. Dr,

'Jreg.rio Bondar, Chefe do Labor-torio ,ie Patoohooa' Vegetal do

Estad6 de Bahia, a r-speito do folheto :
!"R-ebi a- ;r-dego a sua c:.rt. e oq fol. h:1o "A
Pedr-a iAgular da Citricultura". Felicito o sinccrmenite
pela util obr, e .speacirlmjnte feiicito os cii-.icultores
braslleiros, que lucr: r' muito coam ocs c. i. u-tos pra-
ticos da m mna. Passoalmente 8u lucrei muito, princi.-l-
ment no as..uL-t-' do n:y-rtia, que entire nos na i:-hia im
ger.al do fa- mal. ni-i:..tdo. r_ s f;-::endo 100-200 e;.::-.taos
ojr dia j, e'a guia. e delles ?pe:.m 40 a 50 -. Por isto a
ai:-iia aqui se paga de 200 a:b00 ri;. por pe pegC.do e
n-o ha en:r.-;-t :or. 0 seu livro ,j. me fez dois bonL eny:er-
t&dores. Espero cque fara dozens. 0 livro, por~M, foi-
se...,..... Vono por aito de'st: L-h pdir o favor de mrc
mandr mais dois --..n' .-res- Um coma dedicatoria para .-ln,
a ouatro pa.ra a "I..,i: repnrtigo.
Corn eev.d:.- eostima e arago
G. Bondar."














D). PROPAQA~A DE CITRUS NO BR'.JIL


0 m.:.nuscripto desse fol-heto foi prepe.rfdo pra o
boletim da Uni'o Pan-.Am..ric&n, pois por sse maio, noticias

das pescuizas scientificas em citriculturi.,, rer~liz.das m M1n-

nas-Gerias ter~o. divulagco larga centre todos os paizes AmL-ica-

nos. Contem essencialmente E material de "A MOUDA DL C'ITr0US,

send muito reduzido em ial umas das parties. As photographias

t;mbem s?-o mais ou menos as mV-oim.s. foi publicado primeir.-m.ente

em tres parties e depois esta.s reunidas eam forma duni, separad&

com 68 paginas.

*No p:reparo deste folheto, seguiu-se um arruanjo mais

tschnico do que no outro, t .miem omittindo-se as instrucG.es em

detalhe, pr aos processes de cultur-, d_ citrus, nas smment.iras

e viveiros.

E'de intrl,se notar que a U, io P;n-Americana consi-

derou o folheto dign. de sa tradLzido pe.ra o Espanhol (inteira-

mentes or conta d& Uni-o), te rind sido publice-do em forma de

sep, '-ta haquella li;n;bu, bern as-.i:i como na :-rie de tres pa.tos,

no .,p'crpio 3oletima




:i.~-
"'
i


.1..












































-A.


,rr.SZ


I / -v


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"a~a ~7~~7'E~- b tL. C~-tr;i>


C~L~-? II.








E). O ABi2 AtIia

Dur-nte os ultimos annos tem au gmntsdo muito o int-reE.:e

em nov ..ulitur ce novas plentas. Foi-nos possivei ajudar por

meio de ensinamentos e conselhos, no inicio da producqSo de aba-

cateiros enxert'dos no Birasil. Constitue o abacate um- fruta das

mais-s:-borosas a s~.udaveis, devendo vir a constituir artigo de

consume diario durante a maioria do anno, por porcent.gem consi-

der>-vel da populaga o desta part do 1rasil. Com a escolha cri-

teriosa dEs v.riedades de "iatemala, M..::ico, das Antilhas, e dos s

hybridos, pode-se colher os .ac .tes em todos os mess do anno.

Prest.n-se mIclr. velmente ipra- a exportago, as qualidades aper-

feigoadas.

Do mesmo modo que no caso da 1. .rnjoira, as frutas dos

abac-Lteiros de '6 fr nco nunca virgo a co.n tituir base de uma

industiia rendosa, pois fl2t.m-lhes axactamrente as qualidades

indispon.:.veis piar que a sua prociLcr~o em escale extensive seja

rendosa. Com a import., jo, em 1~.5, de pequeno inumro das melhorea

qualidades d.e bacateiros enxertados, verific .mos ser satisfatorio

o desenvolvimento delles nestL part do Irq:il, o .que, porem,

-odiamos prever pelo fato de esteor'~ vice .ndo em ottros paizes,

em logares com condig5e con -eneres de clim- e s6lo.

Verificado que os abacateiros im portEdol s se eram berm,

e produzir-.r boas colheitras de optimn s frutas, temos divulgEd.

,essas boas noticias por maio deC *Lrbigos a im'nrensa, tendo sido

os --eu-iintes a.rtigos publicados dur;teo a nno passado:

a) 0 AbacatAiro, usa Import.=ncia na Xructicultura Brasileira,

Revist.- de L.gricultura, Vol. VI, N11/2, ps. 58-63 (inc.),

2 pho togral'hi:,.s.

0 mesmo, no "Alma iak"t de Chac r.-.s e Quint; s, 1952,

ps. 157-180, 2 photogi.-Eb his, coSie-do sea consultar-nos.




-A-


b), The Avocado, Brasilian Business (Em Inglez), Feb. 31.
0 Mesmo, no Brasilian-American, Feb. 28, 1931. (Copiado
sem nosso conhe&cimiento.)
c). 0 Abacateiro, Inicio Racional da 6ua Exploragqo, prepa-
rado a pedido do Dr. irthur Torres 'ilho, president da
Socied'Ce aacional de Agricultura, publicado no Jornal
de Comm;rcio, 23/24-XIII-1.
d). L A bacate, VarieJdes Enxertadas e Seu Platio no PQmaiZ,
publicodo no "Bolttim de Agricultura, Zootechnia e
Vetrin ria", Ano IV, Ns. 7/8/9, pgs. S-12 (inc), corn
4 photographias.

Nota-se que o artigo corn letra a). foi julgado de
sufficient inter sse para justiflcar sua inclus~o numa separate,
publicada pela Cia. Di-rl"errer, em conjunbto corn us artigo por
outro rutor, tirado do iesmo Almanak, sendo isso feito ser nosso
conhecimento. Juntamente incluimos exsmpl1r da referida separate.
A enxertia do abacateiro p9o 4 tao facial quanto a
enrertia da l-ranjeira, exigindo mais p;iricio por part do enxer-
t-dor, ber assim como condigoeE mais exatos do cavallo e borbulha.
Snbemos, porbta, que enxertrdores peritos no B-asil j& alc~ngam
95 % de exito na enzertia dos abic.teiros. Jg' se venderem, nula
estado visinho, centenas de abacateiros enxertfdos. Nesta Escola,
por absolute exiguidade de verba, nao ten sido possivel inaugural
a enxertia do sabcateiro, como ara multo de se desejar. E'de

lamentar tambem que n'o nos tenha sido possivel encontrar*em
Minas um viveirista em condicSes de in..ugurcr essa cultural, pols
a produra das muds enxertrdas indica'Q os ag.ricultores desejaa
experimenter, pelo menos, essa cultural.


















:e~ ~i2~
cLq


V: .Y
--P -... ~ ; -


L4t/










F). ARTIGOS PUbLICADOS NO BOLETIM DA SLCRETA.RIA


Nos quatro nomeros do Boletim cor--s3ondentes ao anno

de 1931, encontr:.mos os seguintes artigs nossost

Ns. 4/6, Introducgo a "A LMUDA DE CITRUSk Pedra Angular da
I
Industria Citricola", ps, 3-9,. inclusive.

Ns. 7/9, a). Consumo Baixo a NMo Superproduc~go, ps. 3 e 4.

b). 0 Abacate, Vari-d"-.des En:ertadas e Seu Plantio

no Pom:r, cor 4 photographias, ps, 5-12,

c). Amaryllis -Fybridos, t photor-:,phia, ps, 63-

64-65.

d). Aproveit--mnto de Bragos e a Uultura Mecanica,

ps. 80-86.
Ns. 10/12. A CULTURA DA SAPUC-AI ;r3A mais ou menos 9.030

palavras, 5 graphics e 5 Dhotop- -hias.
(Ver descripg~o do artigo em pagina.17..)
12 numwro de 193o.a)VFertilizantes de Refugos", preparado

am 1931, con m/m 2.500 palavras e 4 photogra-.

phias.

b)b Est.!-bulo--sstrumieira para Muarbs, cor m/aM

380 palavras,

c). Curral-Estrumeira, con m/m 500 palavras,


Notar-se-& que os artigos fornecidos ao "Boletim" em

gcrvl tfm sido curtos, pois por experiencia sabe-se que a maiorta,

dos ,Lricultores nao se rimam a iniciar a leitura de artigos de

mafitas p~.ginas. Tambem temos fornedido photogr.;.hias cor os arti-

gos, sipre que for possivel, pois muitas vezes uma photogr-phia

ensina mais do que paginas de palavras.

Merece attenqio tambem, o. ponto- de terem sido os arti-

gos escryF.tos semre num nstylo director, em linguagem simple *

de facil comprehens'o. al1es contem noticias de experiencias e

damonstrcaSes que foram realizadas por nos pessoalmente, na

maioria, aqui na sscola.


I .


- "


. I--





- ;7-


-G) ARTIGOS 2;iJljLI..j3S NO "MIl.-5.-G.. iA.IS,



Por gontilesz do Dr. Hildbr-,ndo ClrkD,Director da ssta-
tistic::, fmos convld.idos ,-.a c'Jllboc1'l.r cor a contribuigo de

artigos p .,a a ~oaco AGRICULTtFUA E PCU.ftIA, do orgIo .official do
s...Cd. ionsiucr.'r.mos este ur meio efficcz. e -conomico prac. a

"dizeminci,%o de conhilcimanntos agricolas uteis" e tecos propb.,r.do

diversos ;-. tigos, ':ue som~~a- rUcnber.-m o melhor acolhimzato por

p':.rte do Dr. HiidebrL-ndo Clark.

Os que &dmscinistrarm ooLUino agricola, n.o comr-ahrideSm
ainda, em ger ,l, o elevado v; lor dos jonm. es do :Z.:.ado .ra &isse

flim 0 orgio official do C.t:.do p:iovavolm nte chega &s mios do
mtl.lh.rA s ee f..:o.;dAlros, :..grlcultores e lav.':-.~res. CasoGe
um :ir c':2t3 d-4.tcs tire ^roveito 3s rigos 3.gricot ao ent1io

ease aerlino foi ia-ii.Str.. o initao econamic..msnitQe.

ProvLv.mlante m;.iL im :o.-nrtantf. do .ue os jorn.lo: gr:..-as,
(3mo o "Min-:.,-Gcr :.1 Asio oa meneras, .u: ,;7r n.tr'.a i crt-mnei de

milhar- s de lcis, 3r.da 'r 3jdnt.: ma!ores LiL c1haggm. or exper-

ijzci$ eL r,-P'...lizadc !:, ,l.u. ns .a-l.S 0 w.:.,'.J-..8s, .ela Escola Cu j:rior

ao --.g ci:j;ltur, vL"4rifc.'-os que ..stes jornis mrfSno.,'s muito dose-

jaim publicar a.rtigos curtos cobra a ugricultur!., quando so bea

e..rit'.'tos a jx.ponh..m ,jm lin&guage clrT:a, urs .-o:o until.

monb-.ixo dm.)s umi list dos :tigos de nosso lavra o

Imor do "Mincj-Gaiis" em *-;'a ss orcontra c.-d um e a "?er'tae mais
ou monos, a0 uia 4/$* c-lumna occdu,..da por c.d:. -rtigo, -- a indicar

o -0;u tamucnho.
comprim ntop
Dati do "Minias-GC-.;.is ?Titulo do .irtilga tSp?roxim-do.
~-V-31 C~n:. C:svallo :'ra ."ait-gens 1/ column
Artigiclaes
3~-V-lIl 0 Milho fC/1

5-VII-1 Consumo .i-xo ea N~o Suaer- 1 eol.
Produce; o

3-X-31 Progre-so do .in,;lo Agricola 7/8
am Minls










Comprimento,
.Data do "Minas-Geraie"* Titulo Artigo approximado.
5/6-X-31 Aproveitamento de Bragos 5/6 column
ll-X-31 As Maquinas Inferiores So 2/8 n
Anti-Economicas
/18/S-X-51 Cada Agricultor Uma Unidade 2/3 "
Important
14-X-31 .Aprencder dos Outros 1/3 "
15-X-31 A Cultura Recanica e os Bragos 5/6 P ,
16-X-31 A Forga Mecanica e a
Producglo Media 1/2 .
7-XI-51 Os Tiahories ou Cal-diums 1/ .
30-XII-31 Palha de Caf6 como Adubo 2/5 .
T. -rT^ CL /A.rrc 9C' 0-0WI^.-
(Nota. Tambem foi publicado no "Minas-Gerais",
de 7-X-31, a conf rencia "ACLIMAWro E DOMESTI-
CAgAO DAS PLANTS ANTI-LUiIICAS", coar 4 grati*-
cos, em pniina 7, intitra.)











I). UK B L T I AG I C LA
SE ANA L.


No: Estado de Min:s-Ge~ais, tem-se esquecido por complete

duma marneira bemr pre.tica para a disseminag~o de conhecimentos agri-

colas uteis. Refiro-me ao uso dos jornaes menores, semanaes. Innu-

meros exemplares dresses tern chgado a r.ilh; escrivaninha, coa artigos

a r:.:eito dC ricultura Mineira. Existe uma verdadeira fome para

informg.gses certas quanto a agriculture.

.litos dos a.rtipos mais curtos que foram ;):4,'.icados no

"Minas-Gerais', na s ec ao IAGRICULTURA E PisCG.ARIA", seriam excel-

lentes para de.-:ostrar este ponto.

Este servigo podia ser iniciado por umI mogo, forlmedo por

uma Escola Superior .de ..gric.ultura modern, e com habilidade no

jornalismo. .A folha s-eria enviada a todo jomn.l publicado no Estado,

semaxial e gi: tuitamente. Os artigos seriam sempre curtos, nunca mais

cue quinhentos pfrl-vr -s, porem, completos. Os :-rtigos ainda menores

so mao is lidos pelos agriculture? e la-vr.:dores do que os com quin-

hentos palavras.

T:nrmos- a libEzrd:'.d de assignelar -~qu'i que nio somos

novr.tos nro ..reparo de artigos dessa na.trzz-zr' .-r a ImpPensa. Junta-

mos umiacopia "Yellow E-h3?t" (Folha Amarella), .que inicimos na

Florida, ha dezeseste cru-s ioE os, cmo se note.ra pelo numero do

Volrm. Por ;.:-;E:i.ici, c.;aomstr::m.3s que os jornaes d,-auelle Es-

ta-do estiveram .--.-re 3:romtos pere incluir artigos curtos e escrip-

tos s.: lin&:-ges clra e simple, tratando de assumpto de interesse

ir --.21 to .-rc os aoricult1ures.

Cada journal publicado no Lstdco recebeu a"Folha Amarella',
today senem sem custo e se=r compromisso. i!unca form enviados aos

palticulrEas. Os Red.actcres podium utilizar ou nno os artigos,

conforme a conveniarcia das folhes que publicam. Os assuaptos, como

se noturi d., folha inclusa, abrangem dos mais diversos, tudo que se

relacione" -lavoura ou a vida dos agricultores.


'', 0









- _


t (td' 9.


*1 4-

it~. tt LA.r-




-JO-


V). R PE M E S A D I P U B L I C A 0O E S



Embora. .absolut m .:te de2 rovidos de auxilio no gabinete,

tomo-nos es sorc-:do.o em.divulgar o mais possivei, noticias que

appag'ecer :: em o.ornaes e revistas, dos tt I;- t:os dSste st abele-

cimento e em. fazel-as chegar g s maos dea pesso":s ue ossam tra-

zer maior proveito so establoecimento. NIo e sufficient entre-

gar ;eo pr'lo os trobelihos. Depois cdvsm ser distribuidos de

mar eira que ;:)roduzam a maior efieito possivel.

0 Dr. iiildebr.ndo Clark, Director ct. 1mprapisa a Secre-

t ria Cd; Agriculture,' muito gentilmente farneceu-nos corm l.2SO

exampl-r. 'es dumea sep,. ta -. tc que confeccionou nes Officinss Graphicc s,

intitulada "I.-,G'' '; Rmi-APIDO NA PROLUC.CJ DO MILHO". Bscsta dizer

cqe nao exist~n em nossas mraos mais do oue uns vinte eaemplares

desse folheto, c'- .>r. d smo.nistrar que foram be1a empregados. Muitos dos
assistentes na oxposig.o de Milho receberam um exemplar do folheto.
For i.. a-ottiaos junri r ;L te corn algumas das separatas

acima refr5.idas, mais de 503 .;*-. *.:Jlar-es de "A iSCOL. SSPL-iDRB

DL AG.RICILTUL i. ViTI;tll-.-IA Di ITiDO Dr MIV-:. GE-AES.", sepa-rata

de nosso praparo, ti_-:' do Boletim de Uniao Pan-Americana., to-

mando-se o cuidudo de -remestter akguns p. 'u c.da municipio do

tstadoo. Essa s~.'~:-r~ rt, emborTL publicadoa m 1989, atrahe pela

qualidae! do t-rabalho a perfeicSQo dos cliches,

Do supplemento de A LAVOURA", NQ 5, de 15 de Julho,

que contend o resurmo da confer-en~cia sobre Plntas-c anti-lepricas,

conse~Yimos apenas 25 ,:-.':l .r ,:-, que foa:.-m mandcados para algumas

das poss o'.s que receberam plants de "T,.r kbog:n-:s kurzii"H, list

dqs qu,:es foi gentilmente fornecida pelo jinisterio de Agricultura

dos Ei. u. N. A. Por este maio, noticias das pesquizas scienti-

ficas que est o sehd&,e que jL form, realizadas aqui em Minas-

Uerais, for::; envi&das aos seguirntss paizes: E..ypto, Porto tico,

Ilhas 2hillipinas, Ceylon, Hawaii, Zona do Canal, Honduras, Barba-

dos, 'Guadeloupe, Surinam, iHiti, Costa hica, Uruiay, Equcdor,

Chile, Venezuela, Argentina, Cuba, E. U. N. A.


t I










Do folheto em ispan,.i.l, -;.'3AGACION DL FIRUTAS CITRICAS

l EL' RIL", sp;.:ratr. do Solitim da Uni-o P? n-Am:icna, fiz'cis

r-'e de 1.4 oxes, udo incluidos quabro .aizes differentes.

Dt "A ?Ptria", Ce J0 drO io a3 1031, cumr noticias da

Escola, Jr'o n distfibuidos 15 rnureros.


De "0 C: mon, Anno IL, r c 8, coi E..- pt o do artigo,

i"Aprov.itLe' to 0de 1raos" form remrtctidos 4 exempl.res.


Do "s... d in,'", da 3-III--..i, ;c.m noicias .os



10 e n l ~ ,. L.


Do "r'ailir-an-Iriaia .-usinss", co ..tiigo "The

Avoc0doi, for r remttcidos tros l r;.l s.


-Do "'I .,s-c ._ is", de 11-.-~1, comrn -rt-igo.. r.esoeito

dos tf-r:,:l.ihos conm pli t. -i.rnti-lp.iica&c, or: Isac ...c dos

11nov0 : i :. 1 eas.


Do "A M.A CiRUS" cons, -s Cpn 110 .:: .;lr. s,

resft;a-m-no, pr.nas 10, ficando-nos n-. -osiglo des no ter c.:: --

2pares p ; r: off.-rcer ;:os : i ,as comn os c!uLeG m nt,.,s re.l.ces,










VI). C 0R R E SP 0 N D E N CI A, C A RTA S


5 C O SULTA


Um dos meios mais efficases para a disseminago de

conhimcimentos agricolas uteis por meio de co'.'espondencia. A

carta escripta especialmente para uma, pessoa temn mer effeito, fre-

cQuentemente sendo de muito maior Ieff-ito do que um artigo J; public.

cado. Lamentavelmente, 'Q physicameo'nte impossivei empregar esse melo

em lirga escala Lsm IMinas, no present tempo.

Por umra approximagKo muito rapida, calculamos terem sido

enviadas de nosso gabi .3t mais ou m--':.s, quatro centa.s c:.rtas e

consuitas auracte o aino proximo find, rcipreF-stando estas uaa

tarefa exagga~r~. quando se lembra que es que foram escriptas em

Port-geeez forc.m em primeiro logr-r dictadas em Inglez, feita a tra-

ducibeo e, depois de corrigidjs, passadas a limpo, No permittindo

as finangas do Estado, o emprego de um auxiliary ara meu gabinete,

fizemos o que nos foi possivel. Naturalmente, a falta absolute de

auxilio rcduziu lol=ntevlmente os irsult;dos dos nossos esforgos,

para o mealnoramento da agricultural .est-.do-l e ecional.

Variam as cartas ea tami .iLo d-esde um simples paragra.oho,

a maitas z.,irn c, e tratando de assumptos os mais v: riados possivel.

Tom.'mos a liberd;.(e de incluir com este relatorio, copia

de c-.r-bonLo de urma Cuas crts mies profun..-s que confeccionei durante

o arno. Por muito gentil cnvite e insist.-rcij' do ia - Snr. Dr.

Lucio Jose dos Santos, Reitor de UniverIJ.dade de Minas-Gerais, pre-

parei um parecer quanto .a exc4ll-.tea obre delle, "A Missso Univer-
sit.riL nos Estdos Unitos". EstH Eissao tem tido os mais beneficos

effeitos sobre a educap.o Mineir, e Brasileira. Por ser o Dr. Lueio

mestre da lingua Ingleza, nSo me foi necessario atrazar a remessa da

carta part- conseguir a sua treaducq-o po-ra o ifrtuguez.

A n;:s-., correspondencia ter sido feita corn a possivel

promptid5o. N'1o havendo nenhus auxilio no waeg gabinete alst da












miln,:. filha, que trabalha pare o Estado de 'i-iics dur:iite quasi

onze annos e semi psrcSber qualquer vecilme'to ou recompansa, nio

deixa isso de prejudicar muito os meus trab;..lhos. A agriculture

scientific 'e to pouco apreciada pela mraioria dos Mineiros que nao

podea entender os enormes prejuizos que te~ havido em nro ter faci-

litado m-is ou servigos dessa natureza.

Logo em seguido incluimos copia de cr;;.,o2no duma carta

par. o Dr. Lucio Jose dos cantos, para podl- V. S. fazer umea Cpr-cis-

5i da u ..- i.


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VII). B 0 N C L U S'O E S.


1). A ausencia, quasi total, de li tratura sobre a agricul-

tura Mineira, constitute um dos m:aiorrs obstaculos ao progress

na meior industrial do Estfado.


2). Para cue o grande Estado de Ninas-Gerais possa assumir

e manter-se no logar de desta.que que lhe cabe entire os povos

progressistas'e adlintados do mundo, e imprescendivel a instru.-

-go generalizada entire a sua grande classese media". (Ver A

AGRICULTURAA MINEIRA LE JJ MAJ,;O-ljMLiTJ, p. 6,13, e 86, Rela-

torio entregue ao Zxm~n Snr. Secretario de -.gricultura em 31 de

Margo de 1950.)

Um dos meios secundarios meis proiticos, economics e

efficientes ppra a disseminate o de instruzi 7o igricola a esta

gr-ande"cl-. seo media"agricola & por meio da pagina iapressa.

Todas as emprezas -;gricolas (mais do que cento e cincoentp

milhares, confirmed o Censo de 1980), poderLo receber as noticias

por este meio, dentro de ura semana ou um pouco mais. De outro

lado, se todos os scientists agricolas actu,.lImnnte no emprego

do Estdo se torniaram agricultores ambulances, elles levariam

m.is do que cincoent- annos p-ra poder realizar apenas usa visit

a cada uns dessas empreoas agricolas.


J As verbas destinadas aos servigos de imprimir e dis-

tribuir as publlicaies &gricolas tern sido tWo reduzidas que as

informag5es, muitas vezes altamrente aproveitaveis, n'o ten sidod

accessivel ao lavrador, ao home que verdcdeiramente produz as

colheitas, As tiragens s'o mAito limiti-di-s, de modo quie o seu

effeito ter sido muito reduzido.



I




' * '
















4). Os mcus result Jos dC.se d >ifto no systoma ;,.r- a

dissemin.2 cto dos conh1F&i'tQos ;..'icoias utei-s .xtendee-se

peo .-nos eim du s d-ir c, c .... i-

A). I.L e o de vjvvimrc-.'to eco nor co da maior

industrial do S .do.

B). Os aegricultores mais :-iogrEssist?.s do Estado,

proCLl'Im informm.~ is dup scierncia da agricultura 'm

o-tros Ct.. o p:-L' e2.-1-,atro que os bons

scirntiastcs o st, 'Cj cortinu&m nuito pouco conhe-

ci r:. i:;..do desncssri:.. r.tfe o repnomE do

",;- ,o do -:t"no uk.:; o7 s- ju; proprios -..gricul-

t"O -- e






GiETA BUI DA AGRICULTURE


Directoria de Agricultura, Terras e Coloniza;&o



[ olla Suepil r e Aliiri ullra e elerlinaria
DO ESTADO MINAS GERAES







Objecto
x ....................... .....................................


............ .........................................
o bj to .............. ..-............ ............... ...................................................




Signatario .........................................................


C ont m ........................... f lhas.


ico sa .................... d e ..................................... d e 1 9 2 .












C 0 iJ T i D U D i


- I). I U C O


II). iE S J3 0 9 0


V I A. (,l E N S E N T R E V I S T .A S % E S C.


A Lj .L -i ,'*


III). C 0 N F E R E N C IE

A). ENSINOlJ N GRAO MEiIO.
CL-w e--"


E P U b L.I C.-A : 0 E S 3


B) PbSQUIZAS -'UBLICAyOES bOLBRE Ab bSPLCIES I:'+LEPRICAS.

C). A MUDA1 D U' CI ,TH1


D).

E) .


PROPAGAiCO DE CITRUS NO BASIL. '-2-

0 AAATRO
J. 1.9 II-L


F). ARTIGOS PUBLICADOS NO"bO0LSTIMLDA SECRETARIA -

G). ARTIG.S PUruLICADOS iQ0l "MINAS-GERAIS" -

- IV). B 0 L.E T I. .A..G R..I-,C 0 L S E lM A iN A L
4gu 1'h-~r'a ^m.ra t^ -ia--- ^,^//2,^


V). R EI ; S ,'A


D E P U B L..I C A 0 E S


VI). C 0 RRE S P 0 E D N C I A E C 0 U L T A S 35 -
c^;/e^;; ICS^.^<~-c* ^


C~-~i


__._- VII). R E S U M 0


















CUATE 'tUDA


I). I N'I T i O D U C D 7 0


II). DIS L,. :,.. DE COHE:I ,.:TOS AGRICOLAS UTIS.

1L.. U 11
















V'.L,.r, ~!i;Ls-Gt- I".s.
Of*fico "o *5.X-..s-'





T .do J?.n ib- de e .,0 .
i .. ] JI -.3 f: Wit.i RT;L i:to J u22 eiU 1,t S*. AD

4. ,-;I t4L .. .S
.t-ah o z .A; : -e ~1 Z: Ag-Lc l ..'.. -..


V. t:ei., l atorio co-0 -:... co 'no de 19S1,





info tes qu;e :.:o ..2 tO', f2 ,ito benefico n' y.l:h .u: ''

.. i'cuCi U:.-". 5r'3r '... .... e ::ros;.e . o- Ltn:do de iR-;-Gc l

,Os 31us .rls podao" 3 div.dos un> f' e: -.;tit f s

catrocriasi-



cuiltur a..rra do C- .'t:;.) us iL...-; 3 do Brasil, fore

cindo uos qum 8r. Uii-^:s & Soc.ctria da riculti.A ., inclui-

dos nczes 07 .*'fisiona.s Date .stcibl 01 sr:t..
C. . 1 uLC,'" ..0 ,8 P r. que p'l.a.i rsses Ie .
A-
m-aIor v.lor oar os o.vi..e. e leitorcs, :'-:vc o flor csam'ro

e', rp' t'.al-os, p.trz, :ue t...Jo os dos fosse. c ,5 srtos, sndo

iido x': icso rna au..e contficgIo milto mais t.po do qua

LQe<.ca:.eio p -.y "- .:s r- iQutLl r.fu>.:ra dc ;cgnlas sum use






;..:"...... d--S .10 n
;L.. i : oup3 -- ....E s id os ,-r: tom.- os


--Z ....:.e 3r tti. cn rt..i. qut psiel. p..r dis4o, UnA
ect ..r-;: ecait -l1 .7. e.:.35 intr6.:.:i.cScl l ip2esassej

qua. CAan t:2 iuo crri f.cil...t c.-o os autores F-l

VerSes taim Q. por'un.Like -n-...'a ..resm a. pgi .as d proe. s
A ' -* (" ~-,- y









ConsuaItai;--se rapi6d:- mtrte tA IULA DE CITRUS", poderi
Vwfificar que no seu pr- pero, consu.tatmos quasi todas, se ngo

t _..-, as bubiica5es de nai-or reIlevo sobre esta especirlidades

imal'. .; s diur?.H te os ultios duas deeadas, cor o fla de verifi-

car a concordancia ou diiera~.. ., cia dos .uossos r?-.;llt.dos com os

'.:;itrcdos .jor ou:':.'0 : aUutr':- sobre o f-_saufmpto*

LISrJ.I'jL? Lt .-'.LUA. AGICOLA. Devido a faita

affliictiva do lit ert sob.e a scieacia agricola e aplic:ivel

*s coni ,1:-, .xist- enters e Sil .;..-,-Ger':s--Sj, temos feif muilto-

sfoiro par-, obter t sp~ as03 traoauhos 13re soes Que nos b~. sido

possivel, par,; depois riaettelo-os p? os i~neiros a outCos -ue

esf~ rostdo Lrocura o a arid.et T s iinafouits-.- s.

C .....D.GIA. s:r-,s respordild .s caittas com a

4possivl poapt..id.ro, Algum.s d-': c:rtes enigi-eMS horas, se n-o
dias, de .:j:ocu?,re naZ' rl ihk bibliot'.'t:c-. pvri'tic'v',.-: era obten.-7o




Devidi a '.ca:cre~e de verbas agp ,rU pesguizas technlcr-s
.; ji.'rae, for!.(.L..r t pi-t inteiracmi.nte int.r-rupidas.

-?ezar disso, tem nos sido possivel colh ier is elguns dedos de

vtlor pcra cotntribui.o aod coni'.'ei.mcenftos s cier'tificos da eul-

^,-.a- da ebr inkh., depois a fotEut.ld...o o .rti go rA CULJ'IiTj. DA

S;3U-CjsIinHA"n, t:l?. t' *:CnIdo er V! -a co *ie bnr Secretrario de

Agricultur..- e pubii.ri'.. no is. I0. 1i/1; do ^oletim da Secretrria.


Deseo .Essi.nalr n3este :. .)-:to 0o. meIS '.6 .;r'ecimentos

-elt. cortesi, coanm que tenho :-idLo di" t..n. id io pelos SecIrtarios

do Ag;'icultui .a de Hi;l..'r-~- -.ois O, est..cl lIo.,-:,'l p-alo Cuito

..; til 3-.0:Si ieito ) por p3rt9e do Dr. Hlbei.ro JI.. ue.rr~. Constitue
gyr*nIe iraver tw'.--;-) ".h:-.T e cooper -r COB astcS ';;;:e t.-taas*








Tvmbcram desejo rxc)?rc;rr meus a ffOtuooso agredecimentos

ao Dr. Josa'e dis M .lio Soares iouva, pslo auxilio e anliem que

...-r .e t m d-isrnc.- do. Coinsider-o como sen.do um dos elements

cue mris tei. contribuido para o .dlantknto i sgriultur

cat.oal. Conheco--o desd, que e toau no irasil e te.n sampre

trabal1lado ;:iL.cg.0.- .r.te :., p o aelhorraento do seu Ustado.
0 Dr. Hildebrandio Clark, Director 6da es~"tatistica,

tUmrbem tar. feito o possivel, esfor2do-se pa.ra que os artigos

e folhetos fossem a.pr--.t.doz aos leitores na form mals Lccei-

tavel.
,.: Dr. arnesto Tn pring, anrtigo Director da

Agricu3tur, ds.ejo recorder a minha gr~tindo pelr amizado onr-

tic;.irr corn qus sempre me disctiagiu,. F.idlig? c- todos seus

actos, tive mos smmpre prazer ean sntrar ro seu gcbinete,
Para Dr. J, C. 13elo-Lisc, Director doste esta-

bel-l:--t-o, desejk-r. t bcam recocicar no::r. apreciaqo dos

esforgos Que tem feito psra o aa::lteent~e dos nossos trel&hos.

.Aos di-:.zr'ii3s Embros co Corpo DocInte t -,bem levamos muits

;grats rcorda,,s, especi-alents os OS eJmrr COr co m aior
boa von;. .de, so sncaz.-.:;2 d tra.haJm dlo n if-corn de corriglr

os tanuscriptos, pr-a melhorr language spr aa. nelles.

So a S *:iiersao gt.-.:;ronsa .Jrsts possoas, bem assim

co'. d d rauitas outras, os nosos trablhos n.o pi..lam ter se

r;-li Qdo.

Subscrevo-me, com aita csztima e co-nsider; io,
Crd2 a~tt e ob',


P.H.Rolfs, Cortsultor Technico d .
Agriculti;rs.. do E--Ste de M4icte.s-Ger-is







rI) ES V 0 0 V A G L ; S, T1 R V I S T A 8,
i5 T C.

.As l:.; ,inte ss 1.L..:ls de 6.ido, em ordem chronolojicq,

> z muito inco.let;as, pl, c.:-vvir'o p.:r.e ffornactsr pj:;-L **los

co.retos o l1ioso auxilio e cooper.-*flo ,rest:dos 521 ScoAr-

t..-i: de -. 'icultuvi ?! 'scol.. ou:jerior de .griculturit e Veteri-

2A ,i, fIcili-t. ::;.-lhe os servi-r do %onsultor T.c-nico de --

cul tur '. 'ste ..-iigo -ra a r r .c'1cbtr;. -,.t .6S.1, 2mLrLZ .:ua.si

cd- c n-.T3ciJ'.D e :,ouco cp-ecid. o, -.;los c,.u, .....fes M:.. iros1, -a

pror>ULido :S.Sivl I- t.eif to, 0 f: to de iui.n i.tortpncii c & Qyue

hoje scola c uuerior .. ,r;:icult.r de Min-G -. is a

f T. de ser a cmlhoc., a e. i;., c.::;; 'cid e ea m.,n-s aA,/A/. estimnrd-'

Lsc.l; Superior u .de :i..cul.urr. em todo o 3r, sil, si nZo em today

:-- do &ul.

Te I:lo 4-ol .ie..o este re.aome cam v'rb," to peQ t3 n

a Olnit de ser quasi rlficu.l. e -:.r umr ,r;.( o Docente do 'u-..l

ner-.rie allemento esti t: x. cj:. :i~es de .e:- uam Cat.: ...r tico se qual-

,uer Lscola Superior de .i, i'cultic. v;L t dos Unidas. Por&i, os

pZrofessor es ,oo n.i.>l,?,: ir' t j dos -:"' oas c:, :u c rI:os do -.je os

m:ir-i.s dos C.i-;os iocoen, c d!os Escolas c .;ng-:-cr: nos L':t. '

Unidos, de trintca ouc ..eLitf ranos us. .cs. 5, r-.-t.. duvisd

que o aorpo %ocenits do c.utc. .>l'ecinecto est sen i:.::.. no Brasil,

Os prof .sores s`o l .tr o &tc elsciDiito, selo os p-lo seu

future e ent.iiut; c .;los alumnos.
U0 rocijr-sso em ensino egricola
,el,. Li, Jo de .i,: s, ~Int .i do e rC~:indo us sl .o mod.r e

racional ,:ra su. 'c:1l. 2u:riur de lur, c..ito maior

do que por qIuluer outb'o Zst do no -resil, dr c.te os ult.imos

dez LVn os .:.;. -5 JS.

0 erLsino *:,gricoln mioderna t d- diffeiIl -niit- ;ro, #.t

encontr:-.-s- os m:-iores ohstaculos a~ p- >.. :.r as Lul:.:s o. as

turm:-.s, IT.o h- outra lingua entire cs ..;ies mais adiint1'-ds do

ma-ui.M-, na qual -e onco,-';r. t.'o :-iouco piu.llc1.:'J quanfto I. ag.icultur

scientific, coao em Port gusze. Mai t- das .*brzs uteis s.o de

quasi imposa..iv7: obt.m;'o ':lo: nossos prcf-;ssores a :..1uinos.











C:0;: eos Eus mis de :"uar.nt annos dc ezeni: ci"a no

a..j" .;icol, bem aS3 i -...n saieia d- tgricultura das

rti^ .: L '?icns .. '-t-:ic.- t, ; > possiv>.2L .rest'r

.:,:ilo, inform..c e cLa-..-!.,os os .prof.ssor.s e ao ir''ector.

.:' ,.,;,tcment u.. coi. --:.;. de ..-i. .o'a be. ar: ra for.acer

us profDessor info m-..i-s sc:ientificas esx:-, : S. ques odi

l.! :ear r.3s d t.*a em r-epetir experiencias J' r3::liz.d's .*e

out.'.'.. slsso .



IT:ERXI O Dib VI..GCC i VL:.iTAS LAD.-, VI, ;SITiT (T

RfC~lIDAS; l. 2'^ D is Ti:,VI:. -TS, CONA ...4 CL.S, 1Ji3(T)


12~ TA-~


.:*,i.j E"'r1 ^dc, A5?2? )O lr: tp' 0


Dr, Djali .. lo Hes Zn" '"&

"e i2 olezdo Ed t
do bsatcdo de soi .itto C jto


L:tudo dos A:.- t:-
dos do t.:I :j r -- .
r i H-..: 1- d"s.


dia Estudo d aplica

t in as, o sua co:lic:-
o nos -, caV.
E, fc :A V.


Directcoria d:: L; ,. Leo:ol- 1 12. _.. ..-.os pr-, icos
fit: 'r nos c: s $ :C: uoiepr "-
go nu in strac.
go, r!a S tm C::


2 Rers... ent.nte de "A --it;'



?- _v.. : diro

o e-': F.-: P - .1


1 '-bTre: y. :.-hodos de intruc^.


purlu :s r ,:. necIVs-
die .s act'.".a' do .siv do-

s i J e- s a t''.. S do L;:.t do0


g', DlrCtrri.- 0, F Leo -uldin 1 loe?. /.jrigos C :Z c"Dipo,
ap:3-,1"-,lharmerto, i -n.;,-t cg..o.
oratics t re Fiis *i..* edu-
______ _____"_____^ o.!^ " '.',.___.
:2) S5o bbstente inco.-letas esss r.-rc^^s. Pox exe--lo, a
list& d'e :it,'vi:..t comE os professores foi inici;-d. aes :.. m
19 de -ril, a so. ruitas f.: lh-s.
-- I-~~ .9 Z Q J. -- Iv -- Z. --~---


D,, ,:LHCo}X e Dr, 1., ??. :v
Dbl"iJ- i .. .L'.' G le. l .OBI Z O
1ivicult..,-.. do Gov.no
Brt ^.11.- li'




-5-


PeI sia


Tempoap roximado


Dr. Fred 6opor, Cheaf
do Conr,:issRo Rocke 1feler
no r.:...sil


Vi uc a -,el*-llori2-onte


zConf'ra iC coS oL: m i
nr,5&c:.-t- rio d12 ^Agri-


CliL.ec.iie Irz'aos L::mEfru


Assumpto tr;-t:.-do


2 horse Ap;plic^ago prrtica do
hygiene nas candigqes
rur, es.


1/2 h. Relatorio, A CULTURA DA
SAPUCAILH.IA, a7 r sen tado,


8 hs. Instrucg'o espE.cial no
m--li)-: onto do vi*4i di
citrus. v


Dr. Noronhz.: Guur;rn:,, .D. .1/ h. Jrientr-.;Eo dos me~
Gjcrtcrt' o Cu A icl 'u.ra istudos o tr'b.lhos do
nccordo coa OS planos
do 2ir. Secretrlo.

Dr. Gouvea, Inspector G,:rml 3 hs. Lstudo dos tr:. -lhos 0
de ,..r cultura esqui.:i s QUae s3to si d<
reOlicLdos no Horto
FIP^rcztal.


Abril
1-7


Vi.-.;-,-m ao Rio de J...aAiro


4 Dr. iWiso:.rto C::..rgo, Director
da -st:,*o de oamicuiltn:... em'
D .o.loro


P,, a continual 9studos
scienttficos, e p.-r
est- r 2om outros scientis.
t-'s dalli.


:or' 3


Lstudos da producqtCo do
citrus 1a-guela r1giao,


4 Dr. A~ tlhr Torres, -iho, 1/h2 h. Dzeivolvinmnto geral da
Dir cotor dti Fomenr.to e Ins- .,Cgriculctur:. rcionA.l
c.ro Agricols, Minist ri-

8 Dr. ZloAtbb.a, Diretor 2 hs. Ensino agricola*
da i 3. 0 A. V.

8 Dr, ull:..r, Phytopttolo- 1/2 h, Ac.i'li: Jr. tr.-b hos con
gist. dea . .. V, mol-stic: de citrus.

9 Prof. ;. n t.scu i, Pro:L'sTor Ad.nT.t:t' o das 3'- -:". .s
de Solos a .-;ubos d: 4.3.A.V. 1 h. noet.orlogistos nos nrroble
ar.,s da lx:vouru.

11-15 Viagem a Ann.: Florencia -; tudos da Sapucinha,
-r'-.r.ttes de novas vasie-
d.-?s.
16 Prof. Duque, irofassor 2 1/2 hE. Gapucainha, sua propa-
ds Silvicultura-. r- E.S.AVI gr.';o.


16 Dr. Muller 1 he Estudos pollenizagSo da
Sapucainha ,


Data


fM.r go
10


13









Tmupo,
Approxim: .do


1/2 h.


AssumPto tr-.t do


17

M1io


12 LXn8 Snr. Dr. Ribeiro Jun- 1/2 he OrientagTo dos meas tra-
quaira, sc ~ trio Atda ri- balhos de cccordo com V. S.
cul tura Relag;es entire a Secretaria
e a 60,., Trd'alhos QUe
d-sej:ei fater no Rio .

12 Dr. E. von 'p;'rling, Diretor 1 i. Discuss'o dos trabalhos
da Agriculture da Directorta da Agricul-
ture. a d.a bscola,


13 Dr. Gouvea, Inspetor Geral
da Agriculture


13 Dr. -iilerebrj do Clark


3 hsa Estudoo do desenvolviento
dJ.s ^esquizas e trabalhos
no Horto klorestal.

1 hb SuggestSes para o melhora-
mento das publicagqes des
obras agricolas,


Data


Dr. Atnicucci


PJassiac


Progrsso con a ,'ropaga-
go de S s:uc.inha.

Tr.t:amento des .rvores na
Ave-nida principal'da
E coln.

Ap: rEr:lbos scientificos
adt-.u..dos 'S necessidzdes
C cste c ?-:.t..ll ciLmento.

Trab2lhos pr- tices e En-
.., -i' Ll Trabalhos
ph togr -:pil cos*

Orie'nt-, o gertl do
estabelocimen to,

Mctc-do Co ~prep.,rar notas
scientificas ire o pr lo.

Estuldo nos cfampo's,- aclima-
97o e dom:sticago das
pian t:.s einti-lepricas.

P?'r; reeaizi2r conferoncia
par.c-ts a Associagto Bra-
sileira de Iducagao, Reali-
zou-se t.mbem confcrboncie
p-r .ante Socledade fEicional
de. Ag-riculturea


t


2 Prof. Dorofseff, Prof.
de inetferila iurl1 dta
L. S1A,. I hb

4 Dr. ma -jrich, C'imiLco dae
L.a.A~,,D e um rn pr.c.n f'tnte
da Ci a T..iss. I he

4 Dr. i-Imblatonn &ntomno-
logi. ta d:. E,b.A.V, 3/4 h,


5 Dr, B~lo-LisbS.., 1 h,
Dir c tor

5 Dr. Miller 1/2 h*


5 Dr, . ?iva, Dirctor 2 hs.
da oEtafco Exoerlam jtal de
Alfredo ChavsL, R. :rarndo
do &ul

10-t2 Viagem a Bel3--Horizonten
a Rio de Janeiro





-7-


* u.L a to t . .o


I5


. hs. Diacsso th-s ;.:ra
.:.L. ci.. o .i.r: silir::: de

T'-: 1iho3s cibricoles


,.18 1 .... .-L (alCIA Pi ...... L-
S, '
,IRA Db -DUC r,.
i293A 2r~


0 he.


1T. Dr.' A'it:-".r : -V:" '- D'irator
,de -oment~o, %..-.st, ..1-i i/- h.





D1'" . .. ..
'- J '. ,- L .





Dr. .Drnio, cr'0of^;;so0r ,.; hs.
d, .*omlc'ul ur. da
J.- t *-.*


:26 Prof. V ..ic...c45l


I h.


MettLhodos do en.;sino a resul-
t;.:dos obti'os com. instr'u-
;Z0o no gr% o mac'o Oe Mines.




L:v;sp1to cofr rencie a ser
re', Li; .:.-d p? r.,i.te a. Socie-
:-de N cion l.... de ..-*::.icultcur

kci:l.:o technico dois rsul-
t ;:3s e pesquit:s Z cm r s
pl ':. o tieu io do aril Lro p,
4-I- ..., a bril 131.
(Ver a .: i-:..#.....)


a;. ;.;otiL s c u.;to a con-
for ricit s -1rE S ?1-4n te
>n ti- epri css
b). ,".Cdo id obter *e per-
puruaf- citr.us 1:0.: pedigree,


*. .2:- -1..tr..o do effeito
da luz solar sore alf_"e.
b). E.Sbooo proves c.!:Leican.:..,^J
p,: .-:, de .: .:' 1, ;- a;t tu r e. -o
de f1atas, de ci trus.



o'bla's -de ..iinst~r'am


S:-:.~ Ienci s ade i.c.d'ia
quan~o aos f,..-tiiiza';tes,
P::ra os alurmnos d-L diversos
ci::!',zas desta Escola. /


V;iit;.. do ...c Miar ri.
.,i.l.iro Jun i- LrTIa, Secrrfet:rio
d~. -t1. .,tur. do Dr. Ga-
s"a'-'i.l J-u; ..u. iJ a, .a 1 to
st. D.. :, ecim ento.


I h,


C,.h:m.ig. eimicc. de
iar'-.,jss, proc-,ssos pe:,.rz
sute d-t ,ru-: ..." o.

D ;... ;n;,tr ,. s em faertii-
a-..itcs) -:,1lnos p:'ra as
auls,


Junho
5


- F ". :: '. ,


D**- 0 4'Flishr tot 6O-
-./ a A 'L -c'/ -c U V


D Dr,. "Bole-Lisbo ,
Di:-.. tor


,*'. Dr. '...nilcutel


9 Prof. _icucci


11 cr:of. Manicucci








Tempo
Ajprox3..do


Junho
17 Prof, ;icucci




18 ?Pof., Z-,icucei


:3 ?ro. Du aue


24 Pz'of Duluo


15-a 27
U(nc)


1 h.


Slr.ur:~mento do s&1o ao
redor da cs-' no sesat-
t .'rro.


Con t nu a-jo.


i h,


2 hIi.


Viaer: a Juiz de
..5 .ra


B6 Ch c. r do S;1r.
Carej'rus


? Dir -tor da Feire,
de -ms ot es


::.8 d e, Junho
a 5 de Julho


2 hs.



2 hs.


Estcud quanto ao vivoiro
de S, :.ucainha.

7r''-'.lh:)s no :.,..i p9 no
viv-lro de :..pac'inhe,


Para ., ssistir na FAira de
.mntTrast Estuido dals sos-
tr, i:*j i. .grlcolas.


Coil:-chos tqu-.nto as sua8
nlect. z citricas.


Consolhos ..- nto ao .:~ratho
r. 'nto d,. p;:-rte a'ricola
C' F-:irc...


:;.xosi. fo de jliino
na t. 6, A. V.


710
*.2fj3D~s 4017


3 horas


Dr. Binjcran iiun:zicutt, 2 hs.
Antigo uiretor a d scoLI.
iArico1la de Luavr;.s


Julho
4a


::ozi^i-o de Milho


2 Prof. ..:.nicucci




2 Dr. Bolo-lsibSIa
Diretdr


Dr. Raoul.de Caux,


3 1/2 hs.


1 h.








3/4 h*o


E:-tudr das qu:liiJ.des.


TrIcjlhos zeraes da 4scol
Estudo dc progrsso a
n..;c.ssij.eies do ensino
:..;ricola em Aini.s,.


F:yrzn'*o p -rte da Commiss?
Juil: dora d:- ::posigFo.


Resultados demonstrm9So
effeito variagqo lut so-
bre o desenvolvimento do
tr f.gace.


Cstudo de plEnos para a
Se:anr. do F zendeiro.


Quzliav.des de. citrus -
uvas :rra plantlo ea 8
Domingos do Prcta.


Data


P? so


-d-


.s-',;mUpto tr-. t...do*







Data

Julho
3


Pessoa


Dr. Muller


Tempo,
Approximado


I h,


5 ExposigCo de Miilho 2 hs.


V Snr, Benevenuto Gra-
dis, 6soecialista de
Funmo do Ubf.


13 Prof. Duque



14 Prof, Menicucci



14 Dr, Muller


2O0 Dr Hzamble on


22 Dr. Bruno


1 1/2 h


2 hs.







1 h.




1 h.
l It~.


2 hs.


Assumpto tratado


a). Mplestias do ailhop
observ&das na txposi ao.
b). Waste para select o de
feij5es pra plantio.
c). Varied:.des de canna de
assucnr observadas Oa
Rio itranco,

Encerrnmento e entrega
de presiosa

Qualitiaus doe fuao dif*
ficuldcdes na sua cultural
ea Uba.

Escolha e conservaggo de
estacas para a enxertia
de S-,p ucsinha.

Discussto de plans pare
trabalhos d: Semana do
F -zendairo.

Molastias recentemente
observadas em canna de
assucc r,

Pragas dos tomateirbs e
algodoeiros.

Planos pLra o dep:rtamentc
de Pomiculture para a
Semaca do Yazendeiro.


27 CONFift6CIA PE~MTE
A SEM A.:A DO F;-ZW:DblD


SEMANA T' FAZSNDEIRO


30 Visita do E~xma Snr. Dr.
Ribairo Junquaira, Secre-
tario da "Agricultura.

31 Dr. Crvalho, formado ae
Zootechnta nos 4.U.N.A.


APROVLITAIINTO D BRAQOS,
CULTURE ln MiC.-I CA
(Ver pagina, sP.,)


dias Visitas sh alas, palestri
com os fazendeiros, obser-
vagSes para o melhorazent
dos cursos no futuro,


Trsbalhos de gallinha-
I h culture.


I




-10-


Data
Julho
S31


Pessoa


Tempo
Approximado


Visitas d:s
Srs. F, mredeiros


dia


31 Snr, A. Leonardo
Breira, Redactor doe hs.
"0 Ca'po"


Ago to
1


Modicoso do DSp, rtr:mE:?ro de
Sriude Publica do Fc'tr-do
3 1/2 hs


S-' Vi. gam a n-m: loroocia
I'



4 Prof, Du(. u,



6 Dr. Jo4o MontZoira M.-ch-.do


20 Prof. Monicucci



27 rof. Msnicucci

31 Prof. Diogp Mello



Soteb'ro
2 Prof. Duque



3 Prof. Du.ua


4 Prof, Luutue


4 Prof. L nicucci t

4 Jos& da Silva Coe9ho
(Alumno adiant-.do) 1/i


Assumpto trtado


Discusslo dos tr.bdmlhos
da Semana.

Objectives da S&mans do
Fr zendeiro e do euaino coc
ministrado poa esta 8soola,

Vizstas aos plantios anti-
1,-;:rics, .8 pesquizas cor
3s3as species.

"Ltudos no campo:
a). C. nna de assucarj varti
dedes.
b). Sapucainlia, estudo dos
?l33 .


1 h. Mi;thoAlioi de conservilso do
est cas e borbulhai da
S&ptucainhla.

1 h. Dosenvolvimento da Escola
Pecu.ria astadoal.

1 h* Preorro resumo trabaihos
nia Semana do fazendeiro,
pare a impransea

X 1/2 hii. 2tudo "arm Crop Pro-
Jects.
I h, Expriercias 0 demonstrag
adeq;ujdns ao ensino 5a
Agronomia nos diversos
Cursos.


2 hes Seienteiro a viveiro de
S.puc:inhoi vsieta soSop
insp -cgXo doe

1 h. Obsurva3c-ss quanto a eixer-
tia d; ta3ucainha.

I h Recordagoes dos resultados
da enxertia da Sapucainha,

Sh* Melhorfmentu o da qondigSo
physical dos s6los.

he Informa;Ses quanto ao cit~ls.




-11-


LAssumpto tr. tado


Dr. .Balo-Lisb8a
Dira tor


Dr. #uller


?r-of. Daue


1 bh



1 h,.


de Set.) Vt:gem Belo-Hrl-.
a 4 de uut. inc) zonte


Dr.. Gouvaa, Inspetor 1 h*
O:- 1- dc. -riicultura


Lu-. Hlidtbrhr ,Lio CI 1rk,
Dire.mr da :t...tiAsias. 1 .h.


Setombro
4


:6 Leprost;rio Santa lsabell, em / Eastudo csi.sial dos ter-
aoirmnhia Drs, Ervini AgrLoila,/renos p.3f.r% poEar a para
LiL.colz CoInoanrautirno e Antonio/plantio de espocies anti*
Aleixo 4 hrs/lepricss.

;. Dr. itbeiro Jun-uSirL, M. D.
Secr-Act:rio da Agricultura 1/2 h, OQrAitLAr-o dos nossos
treb..tlhos. :'oticlS da
Esceola.


2S 'Dr.* ouvea, Inspetor Uoral 5 hs. Continuag~o observe tes
da ';gricu; ur;r no ioruo FloreAt.:.l das pe.quizas e e'reeria0l
cias sando realitadas
no iHorto,


Outubro
8 Pro.f Duquee

0 111m8 Snr, Nbhncio

28 Dr. K~lsey a.rchitecto no
Brasil par-. srvir na commissS
peDrmanente do Phario commemors
tivo ao Colombo
Novembro
14 Viagem Ponte Bovar, CO
15 Prof# Duuue
18


i h. ObourvagSes feitas no
LGJPos rho.

dia Visita ao estabeleciment


dia Demonstrando trabalhos
S graes do setabel*eciaent
e dos seus alumnos*

Colhendo sementes Spt-,
sainhas


Data


Pessoa


Tr::b-.lhos Commissro Pan*
Am'ric .:'i..' p:ara Longresso
de Agricultura, ?ropostas
p ra asus trabilhos.

O'serv..-es sobre as
mol-. .ti&. de citrus notrcdas
no eio cde Jdneiro.

Contitua4so ?stu0'os sobre
enxertia da C~r'iucainha.

(F.Ira conf-r.-r:ciAs com o
i'mio. Snr ee:'at'-rio, i*-.
retor e Ins.'etor ar:.1 de
'agricu<:,lfctur,

Trab..lhos noso gnbinete,
prop ro de artioos para a
Im pransa.


A-rt.&os qui podemos pre-
ps rar paYra ..ub3llcag o.


Tempo,
.,jp .), ...... d o


Set2s2 bro
24





-12-


Data


Pessoa


Tempo
ApproxLrcdo


Ai vembro
g Miss iathorine Pottit, die
21 f'ndadora de duas gs-
:.. colas na montm'nhas do
esta dos k.UN.A,

4 Prof#. ello 2 hs.


D' cmbro
7 Dr' Eclisbhr>. Camargo dia


12 Vistas devido t formatura
13 :os n.renhsiros .g.-cnomos
14 d&ste estabolocimento.o
15 Es2pci:ilaMnts a visits do
IS L:M' bnr. Major Salvo, de
Curvello

17 Hr..nri ue iiimolo, formado 2
Curso Modio, knoa1sregodo do
Iiorto ylorxsst-.- do fEstH-do do
Ecoirito Sc.nto


18 C .rlos Lot, formwdo Curso
aedio, trf.ialth-.ndo em
L f:y:. tte

21 Visita re-r:srrnttntes da
r-L jOfIbt.a# .R.aSILLAIRA D.e
23 EDUCA9SZQ


28 Prof* Duue


30 LC Dertmbro a
12 de Janeiro


Vli:gem a
Sai Pauno


Assumpto tratado.


De.IonstragMo dos trabalhos
gerors do :sta-,eleciaento.


iom"ns scizntificos certos do
divrsas leguminotas, vul.
g :.,ente tr.,t'.r s como
"Msuunurv porams pertendend4
,.o genus "Stizolobiua",

Citricultura, exportaPgo de
frut:-.s citrus v..riedades
conveniantes pura exportaqSo
e difficuldr-cdes encontradas
neste servigo.


dia Demonstr.-ndo os trabalhos
e mvbhoddos do et-.bsleci-
mento,


h!i. Lscola de saemantes a bulbos,
Consalhos quanto aos seus
trabb-ilhos.


2 hs.

dia


Vabriedas e species para
pl2.-ntio em L;-.fayette.


Auxiliando nos ,preparativos
p:.rx as visitas, demonstran.
do os trabhlhos a progrsso
do es t-bealeclimento


2 hrs, Ins:ecgqo de mudes e enxer-
toe da a.pucainha.

Realize visits a varLoa
estabel -cimantos de horticul-
tura ..r;. ustudar especial-
mente oa vvieros i e pomares d44
citrus, de abacateiros snxer-
tados, de nogueira tung-oil e
de ornamentaes. (Ver relatoric
da viagem,)