Bello Lisboa, Trip report.

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Bello Lisboa, Trip report.
Series Title:
Correspondence and Subject Files 1921-1943
Physical Description:
Unknown
Physical Location:
Box: 1
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Folder: Bello Lisboa, Trip report.

Subjects

Subjects / Keywords:
Agricultural extension work -- Florida.
Agriculture -- Florida -- Experimentation.
Agriculture -- Study and teaching -- Brazil -- Minas Gerais.
Agriculture -- Study and teaching -- Florida.
Citrus fruit industry -- Brazil.
Leprosy -- Research -- Brazil.
Minas Gerais (Brazil) -- Rural conditions.
Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado de Minas Gerais.
Florida Cooperative Extension Service.
University of Florida. Agricultural Experiment Station.
University of Florida. Herbarium.

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Source Institution:
University of Florida
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System ID:
AA00000207:00008


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Full Text




/j 8/2/24


Excursao


.raponga


4 ,J


Bello Lisboa

Tendo que ir a P. 1.ova testemunhar o sacamento
do meu amigo Dermeval de Carvalho, nao me foi possivel

sahir as 6 horas de manha, da L. ". A. V.,.em companhia

dos companheiros da excursao as altas t"rras do Arapon-

ga, e que eram Dr. Bailey, Dr. Rolfs, hiss Bailey, 'iss

"4olfs, "-ss Perkins. Checado de expresso a Ponte Nova

e tendo alguns affazeres s6 me foi possivel sahir corn

um pouco atrazo.

Viajei ate S. iigdel Ao caminhao, que condtsio

a nossa baaseem. Os preparativos da bagagem, descarga,

e carga no6 burros sc'e deixaram sahir as 11 1/2 horas

de manha. .sp1erou-me em S. "iguel para auxiliar os

preparativos da bagagem Hiss Holfs. Os primeiros passos

da viagem foram duLair~igularidade horrivel. A cado mom

mento apear, apertar burro, destribuir cargg, encaminhar

os animaes na estrada, em summa os contratempos, que s6

soffrem corn paciencia e resignagao os affeitos e

habituados i/s viagens de semelhante natureza.

A' 1 ho/ra chegamos 4a Ynte do nio Casca,

onde nos espere( a primeira parte da excursao anciosa






,pela nossa chegada porque a mala condusiPo o nosso lunch

vinha em nossa companhia. Providenciado mandietamente,

comegalros, sob a linda oombra de arvores a beira do Rio

o nosso lunch, a unica refeigao regular e leve que iamos

ter naquelle dia. Depois do lunch estivemos ainda

apreciando tao lindo local, sem nos preoccupamos com a

falta que os minutes consumidos nos I(ia causar horas

depois de a&nustos s "uff rire.o 4 inacreditaveis sof-

frimentos em lucta, pela vida.

As tres horas continuamos a viagem, agora todos

incorporados, numa cavalhada de 10 animaes, 6 com a

comitiva, dois empregados, e dois condusido as bagagens.

Viajamos cor pass vagoroso. A principio tinhamos o sol

descoberto, pouco depois chuva, a is 6 horas a noite nos

apanhQ%'em plena desert. Estradas horriveis, intransi-

taveis, devido o mao tempo, mil perigos tivemos de vetcer,

sem ao menos poder-se ver a estrada, as cegas, sob o

cuidado dos animaes chegamos ao alto da Tirarica. Foi

um ponto critic de viagem, Devido um atoleiro tivemos

de apear. Escuridao complete e chuva incessante. Na

bprpfunda de apeiar-se e montar-se, nao foi sorpresa

para mim quando ouvi patear de animates e o barulho


!
i


-2-





-3-

caracteristico dum coppo aaindo por terra- era o Dr.

Rolfs que saccudido pelo meu burro Caipira era atirado

de cheio ao chao alem de tomar dois choices na perna.

Grande affligao e contrariedade. 0 incident fezvnos

modificar o piano da viagem. Pareceu-me impossivel a

continuagao da viagem a cavallo. Si o ae~es nao sei

a que estariamos sujeito' Todos se apeiaram e depois de

amarrados os animaes resolvi~i a descer serra a baixo

em procura duma casa, em que pudessemos passar a noite,

ja. eram 8 1/2.

"ouco antes de alcarmos o alto da Tirarica o
6o
em regado Jose _Iicolau gritou: "Dr, o cavallo baoi des-

ceu de morro abaixo com a bagagem. Atirado o Dr. Rolfs

ao chao, o burro Caipira, livre de carga, despgrou

morro abaixo. Fugido o Caipira, o cavallo baoi rolado

pelo buraco abaia que afflicao,*Ao tive....... peior

entretanto era o estado de saude do Dr. Rolfs, que corn a

queda muito se abateu. -os moments de angustia e quando

se, deve activar a coragem. E sem perda de tempo pedi

aos meus presados eompanheiros e corips.heiras que me

esperassem um instant. OAdenei ao 'os6 Nicolau e Anto-
nio lbino ue se puessem em campo, atravez das treva
nio Balbino que se pusdessem em campo, atravez das treva'




v4-

para salvar ao tmesen a carg0 do Baio. Eu em pessoa, ja

molhado ate os ossos, puz-me a campear o Caipira, que ficuu-

arisco e refugfndo como trinta. Varias vezes quando

estava quasi a pegal-o, mimoseava-me corn um bom par de Eni

choices. Flizmente conseguimos achar o bado e pegar o

Caipira.

Voltando ao nosso arranchamento, tendo para tecto

a copa pingante duma arvore e para assento a relva en-

charcada entramos em combinagao sobre o que se devia

fazer. Concordamos que ficar onde estavamos sem janter

e molhados era muito arriscado para a saude, Proseguir

corn o Dr.Rolfs tambemera. Ficou resolvido partir uma

escolta por aquella serra abaixo em busca duma "posada"

nflgum rancho. Sahimos eu, Miss Clarissa e Jose Nicolau

com a luz fraca duma lanterna electric, so usa/da assim

mesmo em logares critics descemos os tres, como trem

de eriangas. um de mao dada ao outro para irem se com-

pee-assao os tombos, os equilibrios e os escorregoes.

Depois de muito navegaruLos e ja corn lama na copa

dos chapeos chegamos a uma habitagao......Era tal que

apezar dos mil pesares nai tivemos coragem de pedir parad

-ue 4id e e que casa mais cheia de -immundice. ia-se





-5-

na sala tudo misturada um caldeirao, uma basia de lavar

pes, uma garrafa vasia de pinga, arreios, um home, uma

mulher, criangas, etc., etc. Pedimos a lampaina

emprestada, mas foi nos dito que o .erosene estava para

acabar. Acceiteai-a assim mesmo e outra vez agora com

mais difficuldades, navegamos morro acima. Ja eram 10 horas

qu-:ido alcangamos o arranchamento das estrellas.

Novo concilio, nova discussao e em tudo affligao.

F6i afastada a idea da posada. lo subida exploramos um

velho moinho que aindaaestas horas esta impavido na encos-

ta da serra. Era muito pequeno, era demasiadamente pequeno

para abrigar o Dr. Rolfs e o Dr. Bailey...embora fi&asse-

mos os outros ao relento tomando tr banho durante a noite.

Propuz entao que levantassemos ferros e nava-

gassemos. Permaneceriam no ponto o Ze Nicalau e Antonio

Balbino par/ tomar conta da bagagem e no dia semrinrte'

levassem cedo os animaes.

A luz moribunda da lamparina do estafeta, que

h.ora eu elevava acima da cabega, hora abaixava ao rez da

lama comegamos descer a Serra! Que caravana tectrica!

Quanto cansago, quanto fome, quanto roupas molhadas, e
principalmente ao
quanto duvida sobre a chegada to Araponga nao iamos nds





-6-

arrastando por aquella estrada de mingao e desconhecida.

Quem conhecer aquella regiao podera avaliar o trajecto

que fizemos a pe, do Alto da Tirarica ao Ar~ponga. iloite

escura como breu. E tudo ainda era melhor emquantoa hlam-

parina do Estafeta Mas, la pela i hora do madrugada, nada

mais existia de kerozene e de pavio.... Dahi por diante

ated s 3 p percurso foi feito as escuras. Eu que apenas

tinha pas.sado havia 4 annos naquella estrada, ficava em

grande difficuldade quando um dos comp'vrlieiros me pergun-

tava esta muito long ainda? E eu px aprendi a responder

sempre como o caipira "Ti pertinho 1/2 legua".......

A principio pouco descansavamos, mas por fim,

as esta'oes ficaram muito proximas, cada des passes uma

parada urn folego. Foi de grande valor um corrego que

existe na estrada, os estorma-os vasios acharam aquellas

horas deliciosa a agua fria da corrente ~odos fem

excep9ao bebemos muito da agua. Uns corn as maos, outros

estirados no chao. Dahi por diante a viagem ficou mais

penosa..........

Dahi por diante tive de multiplicar esforgo,

ora rebocando alguns de morro acima, outros vezes como

boi an amarra nas descidas.





-7-

Nesse penir as 3 horas conseguimos ver uma casa,

eu por palpite fallei,"E' a do meu amigo Capitao Raphael

Jacovine !" TMurros a porta Todos cor alegria sentar-

em-se no alpendre da aprezivel vivenda. Dahi um pouco

appereceu em fraldes de camisa, o Capitao. Abrindo-me

calmamente a porta gritei-lhe logo,"Capitao apaga a luz,

ou esconde porque tem mogas." "Mogas a asta hora por

aqui ?" "Sim, tres americanas.....logo ao assumpto

queremos camas, capitao....""Nao tenho, a casa esta

cheia!"npmo vae ser, nao podemos mais, estamos exhaustos,"

'Ha un recurso", disse o Capitao,"A casa do vigario."

"Muito bern! Onde e? No latgo!" "E o caminho?" "Alli".

I outra vez, com as molas enferrujadas..............

Eis-nos finalmente na casa do Vigario do bonssimo

Pe. Duval de Souza, meu distinct anig,. Foi precise

quasi arromber as portas. Como dormi--em bem as Padres!

Depois de 15 minutes pelo menos..."Quem esta batendo?"

"0 Lisboa, Pe Duval", Abriu a porta e ja estava de

batina. Entramos todos quasi que a um tempo so. Fiz

as apresentagoes.

E logo em seguida execugao dum piano ..........

para conquista/ de camas. Imaginem os apuros., e o





-8-

vigario tocamos a fazer cam~I.s. Dr. Rolfs aqui. Dr Bailey

alli. ';iss Clarissa na cama do Vigario. Miss Bailey a1.

I.Tiss Perkins acola. A mim tocou-me o quarto da sala, e o

vigario, coitado, o quarto dos empregados. Acommodados os

de.iais em /e o vigario fomos para a cosinha accendar o

fogo para ur cafesinho e agua para lavar os pes. Nao me

lembrava mais que eu era um bom mestre "cuca" e nao sabia

que o Pe. Duval o era. Em pouco tempo tu&e prompto. A mocca

saboroso para cortar as bons golados de vinho do forto

que pouco antes tomamos, e agua fervendo para "escaldar

pes". Depois de recebermos tao suilimes lenitivos- cafe

quente para o estomago e agua pelando para os pe's, fomos

dornii,& o somno mais desejado de nossa vida.

E eu foi para o meu qyartinho da sala a matutar

commigo mesmo. Que gente forte! Estes americanos, dois nota-

veis scientists, passaram pela peior esfrega de vida

delles, sem urn lamento, sem uma praga, sem se lastimarem.

Que bom exemplo. Que prova de fogo da fortidao duma raga'

Fiquei admirado e estou convencido que cinco mogos nao

teriam vencido os mortaes obataculos com a mesma galhardia

com que elles o venceram! Eta gente.






f-9-
i Os outros dias os do is que passamos no Araponga e
o de viagem correram sem novidade. Todos estasiados
com a belleza de Araponga. Dr. Bailey disse-me e o
logar mais bello que elle viu no Brasil.




Full Text

-7-

Nesse penoir as 3 horas conseguimos ver uma casa,

eu por palpite fallei,"E' a do meu amigo Capitao Raphael

Jacovine I" Murros a porta Todos com alegria sentar-

em-se no alpendre da aprezivel vivenda. Dahi um pouco

appereceu em fraldes de camisa, o Capitao. Abrindo-me

calmamente a porta gritei-lhe logo,"Capitao apaga a luz,

ou esconde porque tem mogas." "Mogas a esta hora por

aqui ?" "Sim, tres americanas.....logo ao assumpto

queremos camas, capitao....""Nao tenho, a casa esta

cheia!"-omo vae ser, nao podemos mais, estamos exhaustos,"

'Ha um recurso", disse o Capitao,"A casa do vigario."

"Muito bem! Onde e? No largo!" "E o caminho?" "Alli".

T outra vez, com as molas enferrujadas...............

Eis-nos finalrnente na casa do Vigario do bonssimo

Pe. Duval de Souza, meu distinct amigp. Foi precise

quasi arromber as portas. Como dormi--em bem as Padres!

Depois de 15 minutes pelo menos...' Quem esta batendo?"

"0 Lisboa, Pe Duval", Abriu a porta e ja estava de

batina. Entramos todos quasi que a um tempo so. Fiz

as apresentagoes.

E logo em seguida execugao dum piano ............

para conquistaV de camas. Imagine os apuros.cu e o








*/ 8/2/24


4'


Excursao


Araponga


Bello Lisboa

Tendo que ir a P. Iova testemunhar o ac-rmiento
do meu amigo Dermeval de Carvalho, nao me foi possivel

sahir as 6 horas de manha, da .. `. -. V.,.em companhia

do6 companheiros da excursao as altas terra% do Aranon-

ga, e que eram Dr. Bailey, Dr. Rolfs, liss Bailey, M'iss

"olfs, Miss Perkins. Chegado de expresso d Ponte ^iova

e tendo alguns affazeres s6 me foi possivel sahir com

umr pouco atrazo.

Viajei ate S. TijAel Ao caminhao, que condtsia

a nossa bagageni. Os preiparativos da bagagem, descarga,

e carga noo burros sAme deixaram sahir as 11 1/2 horas

de manha. Esperou-me em S. Miiguel para auxiliar os

preparativos da bagagem. "iss -olfs. Os primeiros passes

da viagem foram duimairregularidade horrivel. A cado mom

mento apear, apertar burro, destribuir cargO, encaminhar

os animaes na estrada, em summa os contratempos, que s6

soffrem corn paciencia e resignagao os adfeitos e

habituados 41s viagens de semelhante natureza.

A' 1 ho/ra chegamos a -fante do nio Casca,

onde nos espere a primeira parte da excursao anciosa






-9-

Os outros dias os dois que passamos no Araponga e

o de viagem correram sem novidade. Todos estasiados

cor a belleza de Araponga. Dr. Bailey disse-me e o

logar mais bello que elle viu no Brasil.





-6-

arrastando por aquella estrada de mingao e desconhecida.

CQuem conhecer aquella regiao podera avaliar o trajecto

que fizemos a pe, do Alto da Tirarica ao Araponga. Ioite

escura como breu. E tudo ainda era melhor emquantoha Tam-

parina do Estafeta MTas, l1 pela i hora do madrugada, nada

mais existia de kerozene e de pavic.... Dahi por diante

ate As 3 p percurso foi feito as escuras. Eu que apenas

tinha passado havia 4 annos naquella estrada, ficava em

grande difficuldade quundo um dos companheiros me pergun-

tava esta muito long ainda? E eu yeX aprendi a responder

sempre como o caipira "TI pertinho 1/2 legua".......

A principio pouco descansavamos, mus por fim,

as esta oes ficaram muito proximas, cadad es passes uma

parada,um folego. Foi de grande valor urn corrego que

existe na estrada, os estomagos vasios acharam aquellas

horas deliciosa a agua fria da corrente Todos sem

excepgao bebemos muito da agua. Uns -com as nmaos, outros

estirados no chao. Dahi por diante a viagem ficou mais

penosa.... ......

Dahi por diante tive de multiplicar esforgo,

ora rebocando alguns de morro acima, outros vezes como

boi .an amarra nas descidas.






-3-

caracteristico dum coppo aaindo por terra- era o Dr.

Rolfs que saccudido pelo meu burro Caipira era atirado

de cheio ao chao alem de tornar dois choices na perna.

Grande affli9ao e contrariedade. 0 incidente fezvnos

modificar o piano da viagem. Pareceu-r.e impossivel a

continuagao da viagem a cavallo. Si o onisems nao sei

a que estariam-os sujeito4 Todos se apeiaram e depois de

amarrados os animaes resolve~ a descer serra a baixo

em procura duma casa, em que pudecsemos passar a noite,

ja eram 8 1/2.

Fouco antes de alcarmos o alto da Tirarica o
io
emrregado Jose 1Ticolau gritou: "Dr, o cavallo bao- des-

ceu de morro abaixo com a bagagerm. Atirado o Dr. Rolfs

ao chao, o burro Caipira, livre de carga, desprrou

liorro abaixo. Fugido o Caipira, o cavallo baoi rolado

pelo buraco ab que afflicaoa ao tive...... peior

entretanto era o estado de saude do Dr. Rolfs, que cor a

queda muito se abateu. Ios moments de angustia 4 quando

se4 deve activar a corager. E sem perda de tempo pedi

aos meus presados eompanheiros e companheiras que me

esperassem um instant. Ofidenei ao Jose Nicolau e Anto-
4
nio Aalbino que se pusfessem em caimpo, atravez das trevaf




,4-

para salvar ao mtesem a carg do Baio. Eu em pessoa, ja

molhado ate os ossos, puz-me a campear o Caipira, que ficuu

arisco e refuglndo como trinta. Varias vezes quando

estava quasi a pegal-o, mimoseava-me com um bom par de mai

choices. F lizmente conseguimos achar o baio e pegar o

Caipira.

Voltando ao nosso arranchamento, tendo para tecto

a copa pingante duma arvore e para assento a relva en-

charcada entramos em combinagao sobre o que se devia

fazer. Concordamos que ficar onde estavamos sem janter

e molhados era muito arriscado para a saude, Proseguir

cor o Dr.Rolfs tambemoera. Ficou resolvido partir uma

escolta pir aquella serra abaixo em busca duma "posada"

nflgum rancho. Sahimos eu, Miss Clarissa e Jcse icolau

com a luz fraca duma lanterna electric, so usayda assim

mesmo em logares critics descemos oa tres, como trem

de criangas. um de mao dada ao outro para irem se com-

p-esseAo os tombos, os equilibrios e os escorregoes.

Depois de muito navegarmos e ja cor lama na copa

dos chapeos chegamos a uma habitagao...... Era tal que

apezar dos mil pesares nai tivemos coragem de pedir parada

Que tifau e e que casa mais cheia de -inunundice. 'ia-se




-U-

vigario tocamos a fazer cames. Dr. Rolfs aqui. Dr Bailey

alli. Miss Clarissa na cama do Vigario. Miss Bailey la.

Miss Perkins acola. A mim tocou-me o quarto da sala, e o

vigario, coitado, o quarto dos empregados. ..commodados os

demais em /e o vigario fomos para a cosinha accendar o

fogo para um cafesinho e agua para lavar os pes. Nao me

lembrava mais. ue eu era um bom mestre "cuca" e nao sabia

que o Pe. Duval o era. Em pouco tempo tu prompto. A mocca

saboroso para cortar as bons golados de vinho do Forto

que pouco antes tomamos, e agua fervendo para "escaldar

pes". Depois de recebermos tao sublimes lenitivos- cafe

quente para o estomago e agua pelando para os pes, fomos

dormi,- o somno mais desejado de nossa vida.

E eu foi para o meu qyartinho da sala a matutar

commigo mesmo. Que gente forte! Estes americanos, dois nota-

vei6 scientists, passaram pela peior esfrega de vida

delles, sem um lamento, sem uma praga, sem se lastimarem.

Que bom exemplo. Que prova de fogo da fortidao duma raga'

Fiquei admirado e estou convencido que cinco mogos nao

teriam vencido os mortaes obataculos com a mesma galhardia

cor que elles o venceram! Eta gente.




-2-

pela nossa chegada porque a mala condusi'o o nosso lunch

vinha em nossa companhia. i'rovidenciado mandietamente,

comegamos, sob a linda gombra de arvores a beira do Rio

o nosso lunch, a unica refeiqao regular e leve que iamos

ter naquelle dia. Depois do lunch estivemos ainda

apreciando tao lindo local, sem nos preoccupamos com a

falta que os minutes consumidos nos Itia causar horas

depois de aasguatLps s"zffrrmert~ 4N inacreditaveis sof-

frinmertos em lucta, pela vida.

As tres horas continuamos a viagem, agora todos

incorporados, nLuna cavalhada de 10 aniriaes, 6 corn a

cornitiva, dois empregados, e dois condusido as bagagens.

Viajamos conm passo vagoroso. A principio tinhamos o sol

descoberto, pouco depois chuva, a as 6 horas a noite nos

apanhqw"em plena desert. Estradas horriveis, intransi-

taveis, cevido o mao tempo, rail perigos tivemos de vencer,

sem ao menos poder-se ver a estrada, as cegas, sob o

cuidado dos animaes chegamos ao alto da Tirarica. Foi

urn onto critic de viagem, Devido um atoleiro tivemos

de apear. Escuridao complete e chuva incessante. Na

bprpfundO de apeiar-se e montar-se, nao foi sorpresa

pars mim quando ouvi patear de animates e o barulho





-5-

na sala tudo misturada um caldeirao, uma basia de lavar

pes, uma garrafa vasia de pinga, arreios, um home, uma

mulher, criangas, etc., etc. Pedimos a lampaina

emprestada, mas foi nos dito que o -erosene estava para

acabar. Acceitei-a assim mesmo e outra vez agora comn

mais difficuldades, navegamos morro acima. Ja eram 10 horas

quando alcangamos o arranchamento das estrellas.

N ovo concilio, nova discussao e em tudo affligao.

Foi afastada a idea da posada. Io subida exploramos um

velho moinho que aindaaestas horas esta impavido na encos-

ta da serra. Era muito pequeno, era deriasiadamente pequeno

para abrigar o Dr. Rolfs e o Dr. Bailey...embora fitasse-

mos os outros ao relento tomando s-zbanho durante a noite.

Propuz entao que levantassemos ferros e nava-

gassemos. Permaneceriamn no ponto o Ze ricalau e Antonio

Balbino par/ tomar conta da bagagem e no dia seguinte

levassem cedo os animaes.

A luz moribunda da lamparina do estafeta, que

Biora eu elevava acima da cabega, hora abaixava ao rez da

lama comegamos descer a Serra! Que caravana tectrica!

Quanto cansago, quanto fome, quanto roupas molhadas, e
principaLmente ao -
quanto duvida sobre a chegada no Araponga nao iamos nos




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