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A Agricultura Mineira E Seu Melhoramento.

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Title:
A Agricultura Mineira E Seu Melhoramento.
Series Title:
Correspondence and Subject Files 1921-1943
Physical Description:
Mixed Material
Physical Location:
Box: 1
Divider: Subject Files
Folder: A Agricultura Mineira E Seu Melhoramento.

Subjects

Subjects / Keywords:
Agricultural extension work -- Florida.
Agriculture -- Florida -- Experimentation.
Agriculture -- Study and teaching -- Brazil -- Minas Gerais.
Agriculture -- Study and teaching -- Florida.
Citrus fruit industry -- Brazil.
Leprosy -- Research -- Brazil.
Minas Gerais (Brazil) -- Rural conditions.
Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado de Minas Gerais.
Florida Cooperative Extension Service.
University of Florida. Agricultural Experiment Station.
University of Florida. Herbarium.

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Source Institution:
University of Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
System ID:
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A Agricultura Mineira E Seu Melhoramento.
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Agricultural extension work -- Florida.
Agriculture -- Florida -- Experimentation.
Agriculture -- Study and teaching -- Brazil -- Minas Gerais.
Agriculture -- Study and teaching -- Florida.
Citrus fruit industry -- Brazil.
Leprosy -- Research -- Brazil.
Minas Gerais (Brazil) -- Rural conditions.
Escola Superior de Agricultura e Veterinaria do Estado de Minas Gerais.
Florida Cooperative Extension Service.
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Full Text
























A AGRUCULTURA


BE U MELHORAMENTO



por

P* IH. Rolfe
Conaultor Technico de Agricultura
do Estado de Minas Geraes


Vigeoa, ....d Mare o de 1930


M I N E I R A








r DO V
Estado de Minas Geraes
VICOSA
VIOSA Viqosa, Minas Geraes.

31 de I; aigo de 1U30

Ill ;;nv.
Dr. Djalma Pinhriro Ch];ag", ... D, Secretario d. Agriculture,
Secretariat da Agricultura,
Belle Horizonte, ,inas Geraes.

Saudan(es respeltosas.

Em Novembro de 1929, em conferenola com IV, jxcian
combiaiLcu-ae o :.rjrou caum rel.atorio geral e estenso, incluindo
suggest6es sobre o melhoramento da Aricultura do Estado de
Minas Gei.eue.

0 relatorio que apresento comr esta teoa por fum nao
lisonjear o glorioso ;:..ssado deate grande Lstado, o quo exigiria
o prepare de muitos vulunes para urLa esplanagao adequada, como
nao dininuir os grances esfor'os dos nobi'es estaditas de hoje,
que estao luctando abnedauamente para a evolugao dum Minas melhor
a ;nais glorioso.
n e. o frlrar oositivorsrate cue sg e relatorio nao
i FA-ii / bc-- /,.- '' Pr'2." "aco .r3.a ser a, IicaGo, e aim corm 0
ri special dr apresentar critcins convtr-uctivas, qe poderao
set uteis ao iann L.nr. *ec.etario da Agricultura e a alguns outrose
leans estadistas Mineiros, e espero que nao ache en nernhuma
das c.iticae umi cunho demasiadaoente several ou indevidamente
aspero. i" ineu desejo que este relatorio chegue 4s iuaos de apenas
pequeno numero de leitores, que me conhecendo pessoalmente, saberao
que minhaunica int.ean-o 4 de prostar-lhes o irrlho- servigo que
eateja ao meu hunmilde nlcance.
-' observacO s qun Farlesento sio resultados de novel
annos de estudos e trabalho active no 'stado de Minas, e durante
srte long periodo nao tonho poupaido a liim mesnmo, nem meu tempo,
nemn meu dinheiro, ner minha energia em tentar realizar o nossivel
para o -Udiant-a.ernto agricola do .sstado, Sei perfeitamente que
as difficuldades quasi insuparaveis a os numerous motives para
e WSseaniimar nio tetrr sido compirehendido por quasi nenhum Mineiro.
Minha part no melhoramento agricola estadoal temr sido a de "aju-
dar aos Mineirae a so ajudarem".

Desejo consignar alqul uinha profunda gratidao e mina
affoicio particuiilar e pessoal elo fun.:iador da ascola Superior
de Agriculture e Veterinaria do .sctado do linas Geraes, o snr.
Dr. Awrthur da Ailva zernardes, cujos sonsilhas amigaveis, inte-
resse a enthusiasm ser li:-:ito ncnta tirbalho, paciencia, e, asam
de tudo, aympathia, toa constituido fonte principal de conforte
duranta e,3teo lonkos annous de traballio arduo, aolitario, muitas
vezes mal entendido e fr quentem,nte muito desanimador,








e DO V
Estado de Minas Geraes
VI(OSA



Ao concluir esta. cabe-me dcclarar que a traducq~o
do relcatorio, do Tn.e Ingesra o Portuv.guez, foi feita por minha
filha e o .ortuguez gentilmeinte revista pelo Professor Hum-
berto Bruno, ':,thedr~nti.co de iortiS.ultura e Pomicultura da
.scola -uperior de .'jrcl.ultua e Vete-rinaria do stnado de
..in;.s -Jrnea. A euates df ejo apresentar os I;eL3 aCr'Cadecl-
montos pelo trab;ilho dediicado e cuidacdoso

Com os .rad.rcimentos ~aoe :nc .,nr. Secretario
pelo int.rc:3:9 e ;.-uxilio l.accbicdo cur:-ui'te um dos inardatos
mais difficeis na hiatoria do i"stado ce llinas Geraes, sub-
CC I'vo-n-O


Re3pe itosamesnte,





P. H. :olfs, Consultor Technico de
2riculturLa do .-'tado de iiin G Geraea.


PIRC :HB











A AGRICULTURE MINEIRA E SEU MELHORAMENTO

Indice

Part I, Evoluglo da Cjivlizag~ o Actual,
pagina
Introducao... ..., ... .... .* ... ........ ***** 1
Estrates Sociaes ou Caetae...s.... e...s......... 1
Esatratos Sociaes na America do Morte......... 2
Mineragio Contra ProgresFo.*......s.sses.ss.*3S
Infleunia Europea ...... 3... *..... ..e*... 3
Maioria doe Brasileiros Pacificos............ 4
0 Governor a Instruaa;o...........**..**.* ...*.5
Aspectos Sociaes e sconomicos.... ............6
As Monarchias Seriam mals Efficientes....... 6
Analphabeth lno a Progreso...... ..........****** 7
Um Exemplo Animador.. ........... ....****** 7
Mineircs Brilhantes nao Faltam............. 8
Raga Nio Constitue Obetaculo ao Progresso Agricola 9
Progreaso Aricola por Diversas Ragag..e....o 9
Semelhanga Entre oar Minelroe a Floridenses... 9
Ua Exempg9 Ango-Saxonico............ .*.. 10
Civilizagao Progea..................... 11
Desperdioao do EssorQo Humano..........n... .: 12
Doene a Evitavels Sio Anti-EconomiasL.. ,* 12
Sobrevivencia dps Inefficases.... .,.....,... 13
Sacrifieos Humano aos Costumes Antiquadoa. 13
Um Exemplo oncreto...... ............***. 14
Possibilidades de Economias em ''ransporte... 18
Falta de Cooperagao.............*....******* 16
Outro Desperdicio de Tempo...*.......**......17
A Causa Fundamental desta Deficienaia...... ..17
SSystema Fundamentalmente Erradd......... ..18
Diffliuldades Eoonomicaa........................19
Poder Acquisitive do Povo Redusido...........19
Porque as Bndustrias nao Florecen. ....... .** 20
Reducgao no ressoal Agrieoal SerA Economico.,21
Machinas Agricolas Augmentsn Efficiencia.....21
A Europa Desperdigadora............. ........22
9 Estado Posaue Animass para Tracgao........ 23
No ha F1ta doe Braqe s.... ..*.........**** 23
LegislaLao Contraproduente........ .. e ...* 28
Prooesso Eonomico na Introduegao de Plantas 25

PARTS II, Analyse Geral da Exportagio
Introducago. ........................*..........S B83
Exportae o como Indieador... .................. 29
Quadro ortaglao ineiral 198................... 3






Part III, Analyse Detaha da daxportago

IntroMdueg 3.. a e..3eseoeses...es.s meets.. *. so ga33

A). Vegetae Seaus. Jroducto ..................*.... 3
Caf ..3...............3........,.... ..... ..... 33
Itern para o Helhoraranto da Cultura............ 38

AIros... .. ....* ...* ... .. .... ... . ..*. s ..a e 37
Itens para o Melhoramento da Uultura.....*... 37
FUOIe..mss.s... eee.......*...* eIseeeessseeeep 39
ItUn para e MelhormentoA da Cultura ........ 39

Mitho........ .. ...... .......... .............. 40
ItepO para o MClhoraento da Culturas..,,.... 40

FelJQ&es......s ...................s............ 42
Itens para o Melhoramento da Cultura*....... 42

Assuear.. ....* ...**.. .....*... ..... 43
Itena par a o Melhoraento da Cultura........ 43
Nota...ee...ee...ees.s e..esseeegee.eeseess.e. 45

Laranjas Sua XEaortagao..........,..ss....... 46
Itaen para o Melhoramento da Cultura....,.e.., 48

Abaeaxi.e..s.....s..u..ss. .....s..............,g 49
Itene para o Melhoramento da Cultura.,...... 49

Hortaligas LeJmeg ss.........s.... se........*e 51
Itena para o Melhoramento da Cultura..... .., 83

Cultural Menos Conheoidaa....... ............. 54
Tsmaras.I*.....g...*..... ,....... ..*....... 54
Cha................. ... U..s.............. 84
Seds.a..a.................................... 68
Trig.0..u..s. ee...s..............e.......ee ee 55
Outras Cultueras.,, m.. .,, ........,.... s66

8). Anlmaes a Seus Eroductos..........4...,,...*.. 87
Bovinos...................5*....**............ 87
Umna Sugge~ st a..s.....e......s.......,.... 58
Itene para o0 elhoramento................* 68

Leitse a latiolnclfll......,..*..,..g....,..... 60
Itens para o elhoramento.,......,......... 60
Avesa Ovos.g..........,..s.....e,.a...*,....... 63
Itens para o Melhoramnto................... 6

Suime e Seou Productos.,.*..0.......*a...0...... 66
ItZon para o Melhoramento*....*...*,.....* 66

Cavallarea, nuares, Ouvinos e Caprlnosu,...... 67
Itena para e Melhoramento........... ...., 68

Part IV* LitU ratura AgrEola. aenoamia Agricola e

A). LitteraatLra Agrioola.... s.......*....*. ...... 69
(Neta, Auctores Agrioolas, sua fo*traiQ o.....* 70

B). Bo onla tjIOela*.**.......................... 71
Emprehend imntos Mon-Sconalaooes etadoaes.,... 73
C) OrnLFQo 76
* C) Orgfanisagss.....s.....e*ee,,.ee.e.............. 76
UR Qontraate. .es.*e***************.******** 77
e,~~~~~~~~~~ ~ ~ ~ ~ ~ i,8B q 0UJQ I .Ugl ~ 10B










Part I. Concluuses.


I, Deduoeeg Relevante.................... .. 78

1). 0 Mineiro d4 onsrvador................ 78
2). 0 Problemma da aga.................. *79
3). ImiJ.graIKo.......*..*.....**.**..*******80
4). Economia de 'Taabalho Humano.......... **.81
5). Depressio Economica..... .......*********81
6). Experlencia ea Civilizaagao.........a....82

II. Deaenvolvimentoe DeseJados..............**** 84
7). Medidas Economicas........ *** .********** 84
8). Saddae..................... ..****.. 86
9), Instrucao...........********* 86
10). Clasoe Media Instruida*.....*...*..** *. 86
11), EconomistA Agricola.,.. .......********* 87
12). Organisaaoao .. ..... . ****. ** *., ** 88

III. Suggstoeas para lesultados Inmmadatoo. .,..89
13). Litteratura Agrieola...... ..**....... .. 89
14). Lavoura Meohania.....................90
16). Meatree de Cultura Aubulanrte............91
16) I Reuni5eu AnnuaBe...... ....... .......****91
17). Exposig5es Regionaes e Estadoaea,...... ..92
18). Distrlbuigao de Sementee a Plantas.......98
19). Culturas Pouco Conhecidas........e ***.**93
20), Animaes e 6eus Producto.....***....v...** 94
21). Vegetaes e Seus Productoes,............**95
22). Opportunidade Extraordinar a ...,*****.. 96








PARTS I, EVOLUVAO DA CIVILIZA9AO ACTUAL


Delinear detalhadamente o estado actual do desenvol-
vimento agricola do Estado de Minas, apresentando suggestsea
cabiveil, constitute, sem duvida, obra de vulta, digna do volu-
moso livro, 0 se tal fizeseamos, iriamos muito aldm dos limited
do presented estudo. Entretanto, para quo possamos enxergar
melhor as necessidades da agriculture 4 dar os passes mail
aconselhavels para quoe ua evolugio se tore efficient 4 as
mesmo tempo rapida, ser-noe-d indespensavel rover une pontoon
em destaque na historic do pasi, quanto a fonnagao do seu povo.
Sem ter present eass pontoe iniciaes, noasao julgamentoo pode-
rio ser multo defeituosos, tornando-oe o trabalho improficuo
a memo capas de suscitar duvidas prejudicaeal


Estratos Sociaes ou Castas.
Os primeiros Europeos que vieram para o Brasil, nio
tencionavam adoptal-o como sua nova patria e aim, viver sem
trabalhar, accumular tiquezas a voltar do novo 4 Europa, onde
go sriam a rest da vida com o que ganharama explorando o Brasil
e on Brasileiros. Sabe-se que os primeiros soldados, so aporta-
ram nease pail, Juraram nunca es baixarem a qualquer trabalho
manual emquanto houvesse uma pessoa qualquer f quem pudessem
impir esse trabalho. Sendo a olasse do powder constituida por
doldadosa eote ideal as propagou e nraaiou-se de tal modo quo
sou exemplo, de effeito profundo, ainda perdura, pois em alguna
logarem considera-se una degradagio realizar-se qualquer servigo
manual. Na lavoura, acontece frequentemente que o feitor pdrds
uma hora, esperande um trabalhador ohegar para famer um serving
pequeno de cindo ati dos minutooa que 0 proprio feitor podia
ter feito deo vezes Ao tempo em que elle esperaun Este, pordm,
aos proprios olhos, sentir-se-hia diminuido, caso tivesse feito
o servigo.





-2-


Assim 4 que no Brasil, como em muitas outras parties do
aundo, achamos, logo no inioio da his ria, a forma;ao de duas
classes, uma que governava a outra qua servia, corn limited ber
difinidos, sendo quasi impossivel a uma peseoa passar da clause
dos servidorea para al male alta,


Estratos Sociaes g America~ d Horte.a No inicio da
povoagao dos Eatadoe Unidos da America do Norte, houve colonies
de dois typos, com ideaes centraes diamentralmente oppostosP Nam
colonial do Sul, incluido a da Virginia, predominaram ideaes que,
*e linhas geraes, se asssmelhavam muito aos encontradoe nas pri-
meiras colonizagoea do Brasil, isto 6, houve a aristocracia
muito bem ansinada, o escravo'para trabalharl, o despreso pelo
trabalho physico, par part dos membros da classes em poder. Da
colonial da Maryland para oima, predominou a system contrario,
onde so considerava qualquer trabalho honesto como send digno
* honroso. Esta different basica nae colonizag'ea constituiu9
fundamntenta e,n a causa da Guerra de Secesaao de 1861 ati 1865.
Nas colonies do norte, a escravatura nao tinha tido um success
economic, poise uma raga analphabeta e atrazada, come on negros,
nio podia competir com uma raga officiente e educada, deede que
esta Se dedicava as trabalho.
Deposa d4a aboligao'da escravatura, oa Estadon do Sul
doa E. U. N. A, tnha de as conformar, passando bruscamente duma
forma de governor maif ou menos imperaalista para a form democra-
tica, redundando esta am enormes prejuizos economic e soffri-
mentoo horriveis. No Brasil esta transigaeo t*n aido mai grada-
tiva do que no sul dos E. U. N. A,, 0 par isso, tem havido menos
soffrimento. Todavia, os effeitos econonicom, causados pela
libertagao dos escravosl perduraram com intensidade durante
muito tenpo, restando muitos vestigios ainda no presents.






-3-
Mineralizacao Contra Proreeso. Quasi todo o territorio
do Brasil, e especialmente o Estado de Minas, foi povoado maia
para exploragao do que para as conatituirem nelle moradias per-
menntes, am prol do desenvolvimento do paiz. Do mesmo modo,
em muitae das outras colonial estabelecidas nas Americas, a
patria mae tolerava a progreseo da colonial, apenas na media am
que isto lhe era proveitoso. No Brasil durante o Imperio, 0o
Europeos bem instruidos foram muito bem tratadon, emquanto que
o natural do Brasil s6 podia aspirar a collocagoes maia altas,
depois do so former em Portugal ou outro pais da Europaw
A abertura de estradas (*) era prohibida jor let nos
i7. SaniAnna, Tiancisco, "As Pontes do 'istado de Minas
Geraess" pagina 3, (1929) __ _
primeiros dies colonial do Estado de Minas Geraes. Maior numero
do estradas teria difficultado ainda mais, por part da classes
military, a fiscalizagao da exportagao de ouro e pedras preciosas.
A extraco9o de ouro a de pedras preciosas constituiu
a primeira industrial do Eatado de Minas, promovendo, como sempre
acontece corn a mineraao, umn espirito doe ogo habitual, negle-
gencia de responsabilidade, falta de respeito pelo trabalho
habitual a peasistente e amor pela ventura. As industrial a
fabritsaiao a especialmente a agrioultura, foram consideradae
indignas de cavalheiros. Urma ves improtuctiva a mineragiop a
regiao ficou desolada ao povo abandonado a miseria, come alids,
tem acontecido sempre depots da minerag(o, conforms se viu a
California, na Australia e muitos outroa logares de historic
somelhante.
Influencia Europea. A historic das nagoes europeas
provou claramente a clause governante do Brasil, que a instrucgao
do povo (trabalhadores e soldados razos) era perigosa A vida da
monarchia. As iniciativas tomadan com relagio is cidades ou
aideasia constituiam ainda maior perigo, detendo ser abafados a
todo custo. Quanfr maif deprimido foi o povo da Europa, tanto
mais facil tornou seu governor. Quanuo a classes baixa so tornou

numerous ou qctiva demais, iniciou-ae a guerra do pilhagem contra





-4-


ura nagao visinha. A Europa era a part malt civilizada e adi-
antada do mundo, oonstituindo o logar unico onde a classes gover-
nante la buscar a inspiragao mnacesaria 6 formagio de seus ideasea
Na America do Norte as dondigoes eram quasi exactamente
oppostas. Os colonos, da Virginia para 9 nortae eram quasi ex-
cluaivamente contra qualquer ideal monarchico. Na maioria eram
reoeitos dos paises Europeos, por causa das suas crengas religo-
sas ou par serem oriminosos politicos. Sendo assim affastados
do dominia edropeo, fbram forcados a desenvolver iniciativa
individual a collective, para a sua preservagio. Muitas vezes
oa indios poderoaoso h6stia ameagaram exterminal-os. Forgada-
mente elles aquilatavam-se do valor da cooperagao, aproveitando-
se dos individuals a das varias colonial visinhas, na sua lucta
pela vida.

Maoria do Brastletros Pacificos. Nao temos encontrado
ainda uma exposig o clara da evolugao par que temr passado a civi-
lizagio actual no Brasil. Em primeiro logar, nao devemos seque-
cer que a grande maiorial quasi a totalidade, dos Brasileiros,
aman a paz, a litteratura a as artes. Nio sao aggressivos e
nunca tiveram a infelicidade de tomar part em guerras UtiCi
longase terriveia.
Uma das difficuldadea fundamentals originou-se na
forma do governor prinativa, que para ae manter, tinha do abafar
a iniciativa dos individuos e bem assim qualquer tentative de
cooperaqgo entire Os memost ou entire an varias colonies. De fact,
nia havia necessidade de cooperagaol porque a governor federal
forpecia tudo As coloniaa,- policia, proteogao, edificioa publi-
cas, estradas, a tudo quae ulgava de vantage para o povo e ao
msamo tempo bom para a governor federal, recoihendo o gastando
para isso oa impostor a taxas.
Depois do alguns annos, porim, a nagao cresceu de tal
modo e a olasse governance ficou tao numerosa, que nam ur monarch
tao bemfeitor e nobre como a Dom Pedro IX poude manter-se no





-5-


esu throno. A monarchia fracaseou porque nio tinha accompanhado
o progrseso da clvillizaqo. Sendo o Governo altamente centrall-
sado, foi facil a um numero relativamente pequeno conseguir a sua
queda. Os pensadorea independentes do pazs podium ver claramente
que a grande maioria do povo, sob a monarchia, era apenas eacrava
no system economiay9 sa que lhea fosse possivel pensar em
liberdade ou na liberdade do seua filhos. 0 Brasil, quando men-
n archia, era um pals de que os favoracidoa pelo governor tornavam-
se aempre maei ricos, emquanto que om pobreo as tornavam ainda
male miseraveis.
Durante oa seun quarenta annos de existencia, esta
republican jovem ter feito um progress maravilhoso no oaminho
da verdadeira democracia. Herdou as tradiges duma monarchiak
modificadas diplomaticamente no sentido duma republican, por um
Imporador verdadeiramente democratic A isso 6 que devemos
attribuir a transigao gradativa que trn havido dum imperil a
uma republican, eam derrame de sangue,- houve uma evolugFo a nio
uma revolugio.


SQGoverno a Instrucaoa.

0 Brasil, no inicio da sua civilizsago, era uma monarchia
absolute, na qual a classes don militarea gosava de poder supremo,
restringido apenas pelo Imperador, oujoe ordens ella cumpria.
Maia tarde introdusliamse Juises, que interpretavam as lets a
decretos. 0 Brasil ooi muito felis em ter um Imperador tao
benign como D. Pddro II, para o governor durante o que podemos
chamar eeu period do adoleecenoca. Induhitavelmente havia
excesos durante ests period d deaenvolvimento, mae nelle onasti-
tulam excepg8es oa episodios sagrentos que durante semelhantA
phase de evoluqio affligiram mnutas da3 outras colonias nas Amer-
iean. A evoluglo natural do pals na o tamn ido interrompida per
guerras oii oou revolug5es. (Esta tfeigo do desenvolvimento
do Brasil merece multo mate attengio dos historladores. )





-6-
agpjg-t Sociaea a Econoqipco. Durante o reinade de
Dom Pedro II, muiton melhoramentos governamentaes e sociaes form
iniciados, a a agriculture tornou-se pela primeira vez no Brasil,
urma industrial de reconhecida importancia economic. Ideas liber-
aea foran introdusidas e o ensino superior incrnen4adoe, pordm,
O ensino popular nio foi cuidado devidamente sendo atA diffa-
cultado.
Formoiese assim, urn clause definida, a aristocracia,
bom inatruida e que produzia oa estadistas a pensadores. Entre
a clause military encontravaa-se tambem muitos intellectuals a
homes de fina educagao. A agriculture a mechaniaa so comner-
cio foram entroguem aos trabalhadores, qua eram na maioria anal-
phabetoa. Entee estas classes, havia uma barreira quasi insu-
peravel, send esta condlrxio matto esmelhante a que so encontrava
sob um governor republican no Sul doe Estados Unidos da Norte
America, quando alli havia a escrasidi.o Desde qua o Brasil
gozava do monopolio mundial quasi complete, quanto a certos pro*
ductos naturaes, como os diamantes, ouro, borracha, eache, assu-
car, etc.., a Oaa os ase governante podia viver na opulencia;
podia tambem fomentar a arte, a litteratura, e as aoiencias.
Eatae, por r, floresceram apenas na medida da sympathia q ue
gosavam entire a clause reinante.

s Monarchiu Seriam Ma. Sfficintes. NMo rest
duvida que uma monarchia autocratic e ao memo tempo benign,
sonstitue a form mais efficient de governor. Todavia, para a
monarch, 4 sempre perigoso permittir que muitis dos seua vassal-
los adquiram instruacg&o. '-lhe proveitoso, ou antes, necessario,
que o povo permanaga analphabetop emquanto uma porcentages rela-
tivamente pequena so torna muito bme instruidas. sta minoria
a que me refiro ha de ser, entretanto, sufficientemente numerous
para conatituir a cSrte, bema asia para 0 prayer do monarch como
tambem para a defeaa do seu governor. 0 bondoso D. Pedro XI tinha,
poram, maim ambigio para a aua patria do que para sea engrande-
oimento pessoal, aasim, provavelmente sea intengao, *lle preparou





-7w
uma excellent base para a republican que ae seguiu as sou reinado.
A republican nova herdou o ideal dum governor muito cen-
tajlizado, evoluindo dahl o ideal republican. Hoje nos achamos
ainda neate period de evolugio, luctando para a fornagio de um
Minas Geraes melhor e mais feliz. 0 que fizemos durante eaten
period plastloo, ter mais effeito para 0 bea ou para o mal da
civilizagao o future debate Estado e do Bras1 do que ter&a
trabalho dos nossos aucceseores, Um passo errado hojo podera
resultar em muito prejuizo no future. Actualmente, temos de fazer
muitos eacrificioa para que o bom resulted no futuro.


Analphabetismo e Progreaso.

Coimnumente empregam-ss as palavraa, intelligencia
alphabetismo quasi como synewymas, pordm, maito erradamente. A
intelligence 4 devida a hereditariedada, emquanto que analpha-
betiamo i uma condigCo que reotta de falta de opportunidade para
aprender, A percentage de ana ethabetos no Estado de Minas
muito alta, constituindo eate a obstaculo fundamental, embora nao
progress
insuperavel, quw impede a pregoeso rapid.

Um Exempl AnAimador. Ha quarenta annoa passados, no
Estado da Florida (E. U. N, A.) o analphabetiamo era calculado
em maia ou menos sotents e cinco porcento, uns disendo em maim
de oitenta porcento, ninguem sabendo cor exactidio. Hoje, Oi
neste memo Estado, on analphabetos constituem menos de des por
cento, figurando entire eates as escravos muito antigas, a infe-
lizes de pouca mentalidade, e pequeno numero de vOlhos, que par
falta de escolas publicas durante a sua moidade, niao puderem
receber instruaglSo na occasiio propria. Ha quarenta annon pas-
eadow, vendiaa-se na Florida, terras inoultas, muite proprias
para cultivo, A raaEo de dois milreia por hectare, occupando a
Floridap neosa 4pooa, 0 logar maie baixa na lista doe Eatados
da Unliio quanto ao valor da producago por heotare, No memo
Eetado, hoje am dia, terras da meama qualidade, inclutas .

appropriadae para a lavoura, aloangam o prego de pelo monos 300$000






*8-


atA um contos de rein por hectare. 0 valor da produoeao, por
heotare, excede o de qualquer outro Estado da Uniaos
Os leaders ds Minas devem encorajar-se corn 0 exemple
acima citado. 0 povo da Florida, semelhantemente ao de Minas,
foi analphabeto nao porque TIh faltasse a intelligencla, s aim
a opportunidade. 0 clima da Florida 4 um dos melhoreA do mundo;
o sblo 4 geralmente do area quasi pura, tornando-se productive
apenas pelos conhecimentos technicos. A Florida teve a grande
vantage de powder attrahir doe outros Eatados muitoa educadores
que contribuirem largamente para seu desenvolvimento vertiginoso.
O Estado de Mitna Geraes ten um grande vantagea por $er o sea
s61o incomparavelmente mais productive do que a da Florida.


Mineiroa Brilhanta a Faltsam Entre a numero,
relativamente pequeno, de Mineiros que gozaram o privilegio
de instrucqao adequada, figuran estadiatas, medicos e juristas
iguaes aos melhores das outras parties do Brasil. A maior diffi-
culdade para melhorar a agriculture ost; em quae Estado ten
muito poucoa agricultorea corn conhecimentos technical, ao
memo tempo praticos. Necessita o Nstado de todos os seus advo-
gadoe, artists, medicos, reprooentantes das outran profiso6es,
mas estes tanbem dependem dos poductos das fazendas para a sua
vida. 0 fazendeiro constitute, praticamente, o unico creador
de riqueza do Estado. E' vwle o verdadeiro"po"patrio d qu
todos a ooutros dependem.




-9-


Ra No Conrtitue ObaPf ulos

Muitos que escrevem a resptito da seonomia do Brasil
attribuem todos os males, especialmente eo da agriculture, As
peculiaridades do temperamento latino. Indubitavelmente 4 esta
uma concluaao errada, poal various povos de origae latina, por
example a Frana e a Itallia, figuram entire os main previdentea
* melhores agricultorea. Coao scientists, nao ha superiorea a
ealeoj- os nomes de Pasteur e Curie sao immortaea. No Brasil,
temos Juristae, medicoa, a esttdistas que occupak logares de des.
taque mundial. Quando, pordp, consideramos os agricultores tech-
nioas e praticom, achamos que ainda ha muito a desajar. Maio tarde
mostrarel com o is e de e 0 remedio para tal condigao.

Progressog Ar&Q co& R aa DyVeyraa. Cuba e Porto
Rico sao exemplares notavais de progreaso em agriculture durante
os ultimos quarenta annoe passados, entretanto realisado per
povos de origem Latina. Outrae ragas, notavelmente a Japonesa,
durante os ultilmos oitenta annos, teom feito progress extraordi.
nario na agriculture pratica e muitas contribuigoes de alta valor
Sagricultura technical. As Ilhas Philippinas, durante quaranta
annos de paz internal, tem contribuida muito para a riquesa agioola
do mundo. 0 povo da Java, sob o governor Benigno dos Hollandeeaa
tern augmxntado muito em numero; "Apenas cinco mTlhoes, ha um
seculo passado e mais de trinta cinco miles hoje (t), A
3t7Hik untZilng-laontWh g "ia Human -abirtat t19 27, p1o09.
a a contribuigio de variedades de eanna e assucar resistanteo
ao mosaico, pode-se dizer salvou para todo o mundo trpoical a
industrial assucareira.

Somelhanga Egntr go Minelr o g Floridenaes. Depois do
mais do oito annon de trabalho em Minasp havendo tido realgoes
con pessoas de todas as claass, dade as Presidentes do Estado
atd os mais Ntdes trabalhadoreo do campo, nao vejo grande diffeesa-
ega entire 0 temperament dos Minelros e dos homena da Florida
representando semelhantes posi9es6 sociaes. Em Minas,encontramos

as meamas difficuldados que as encontravam na Florida ha uns





lo-10-


quanenta annoa pasadoos, quando as iniciaram os primeiros
eeforgos em prol da agriculture. Durante un anno I meio do
trabalho corn oa alumnos na Ascola superior de Agricultura o
Veterinaria deste stado, affirmo que alles sao t5o sensiveis
ace estimulos educativos coma os alumnos da 1scula Ouperior de
Agriculture do Estado da Florida. Ha differengaqpordm nao tA
fundamentaes como affirmam alguns escriptorea. He. tambem dif-
fereana centre oa americanos doe Estados da Florida e de Nova
York ou de Iowa.

SExempI Angl -Saonio. Podemos achan' um outro
exemplo ainda mais frizante do que oa acima citados. No fim &a
Guerfa de Secesago norte americana, houve numero consideravel de
pessoas morando no sul, as quaea era ineupportavel o dominion do
norte e pop isso, emigraram para outros paizes. Un grupo veio
para a Brasil a iniciou a vida de novo no Etado de SAo Paulo,
entire as cidades de Piracicaba e Campinas. Alli acharam easae
immigrants as ghverno muito justo e condigies sociaes muito
agradaveia. Podiat posatier todos os escravoo que e sau estado
pecuniario permittisse e alim disso, M6AM goar da liberdade
religosa que tinham deixa1a na America do rorte. De facto, 0
Imperador Ihea guarantia todos os direitos que Ihes era licito
solicitar ; qualquer governor.
Os que formaram a Villa Americana eram quasi todoe de
linhagem anelo-saxonia. Perguntamos ellea prospereram prodigies
osamente aloangaram exito extraordinario na agriculture ? Temos
de responder que nio. A sue agriculture a aua colonial hoje
regular mais ou meneo como as de qualquer outro centro progrea-
sivo, fundado pro povo oulto. E isso 4 e que encontramoa hoje,
depois de duas gerag"ee, para provar a sua maio aptidao para a
agriculture, caso esta existed effectivamente, como affirmam as
escriptoree em geral. Wuasi a unica differenga que se nota 6
a moior percentage de loiros do que se enoontra geralmente no
Brasil.





-11-
Civiliacio e ProgresaP. Rates exempl s indicam clara-
mente que a raga originaria dum povo pouco influe no desenvolvi-
mento da sua agriculture e na sua civilizagio. Naturalmente umn
raga com male de doat mil annoa do civilizagao, como as bra4goa
da Nuropa, deve ser matl capaz de se governor do que uma que haa
tido apnas dois seoulos ou menoo para adquirir tal base.
As medidas fundamentals que umn Etado devert iniciar
para se tornar prosper a para ddiantar a sua civllisagao, sao
a instruo ao do pov e a animagao da sua iniciativa pessoal. 0
quo 6 do summa importancia 4 quo a clause governante a dirigente
ae esforga de modo que a povo, queo por naturesa "recessivo"
(cofo dim a psychologia moderna, melhore e comece a emprehender
por si meano. 0 povo analphabeto, de qualquer raga que seaja
deixado sem direcgao nac so melhorarti mas antes degenerarA.
Si 0 governor tirar do povo today a iniciativa, elle
perdera o poder de se manter, tornando-se parasite par forga.
Como JA disse acima, um governor monarchioo generoso constitute a
forma mais efficient de governo, pormt, tem o grande tefeito de
abafar a ade&a4vaa-dae-gwvme ,iniciativa pessoal a sollectlva.
0 povo torna-se indolente e retrograde em medida, approximada-
mente, do grao do absolutiomo do governor.
Os Estados do Brasil estia, pouco a pouco, adquirlndo
alguma confianga nas suaa proprias possibilidades para progredir,
e at algumas da cidades mais independents estio comegando a
progredir por sil mesma, Existm algumas indicaq3es de iniciati-
vas particularly e collectivas, devendo ease espirito ear cuida-
doaamente nutrido par part dos governor.
0 ponto que quero friar I que o aatrazo que se acha
hoje em Minas nto deve ser attribuido A origem do povo, conforms
,ffirmaao de alguns auctors, tanto no Brasil como no estranjoeiro,
(e que parece nao trmn ide negado geram0ente), mas aim a um sys-
tema governmental hostile ao progreaso popular, system eate que
nos ultimos annos tem side melhorado incalculavelmente. Na educa-
gio primaria (a base da instrucgio), especialmente, a na instrucgco

agricola, ten havido muito progress, constituindo e tes factor







provas absolutas da visao clara das ultima, gestees da adminie-
traq'o public Mine ra*


Deeperdicio de Esforgo Humano.

0 dosperdiolo que maie prejudice o Estado de Minas hoje
Sseem duvida a de eeforgos a vidas humane, em virtude do anal-
phabetismo do povo, resultado director da forma governamental anti-
ga que inhibit a instrucao geral o nao tolerava o progreeso que
nao tiveese origem no governor central.
Seja-me permittido apresentar uns exemplos frizantea
deste desperdicio de tempo human.

Do2enas Bvitaveil SAo Anti-EconomicaAs. Os medicos da
Sadde Publica, enviados ao interior, pelo Uoverno Federal, fre-
quentamente lamentam a enorme perda de tempo, especialmente na
classes operaria, por doengas ou mortes devidaa is molestias do
facil preven'go ou curaw Dezem que no estado de Minas, entire o
povo, a instrucqao relative a saude public faz progress toe
vagaroso que quasi nao pode ser percebido, Encontram today a
especie de opposigo local a de obetaculos, em vez de aplbo *
auxilio. 0 povo sabe muito pouco ou nada doe principios maim
elementarer de hygiene e lhee A imposaivel comprehender sua
importancia. Na guerra constitue ama axiaoma fact de que 4
preferivel urn inimigo ferido a um inimigo morto, pols o ferido
ou doente necessita a attengao de pelo menos um ou dois company
nheiros para o cuidar. Nos casors de doena centre os trabalhadorea
nio so perde apenae o tempo do doente, mas aim de outros da fami-
lia que cuidam delle, Gera3mente consultam o medico d6 depois
da doen9a ter entrado em phase de grande gravidade. Frequente-
mente uma outra peesoa consult un pharmaceutico, quando teria
sido mais economic ter chamado a melhor medico do local. 0 sof-
frimento que 8s podia evitar facilmente, beN assim como a grande
perda em efficiencia caueada por este modo de proceder, 6 quasi
incomprehensivel. A agriculture onmente eeta eujeito a perdam

incalculaveis por esta cauea.





-13-
Sobrevivancia do. Inefficaeua Outro lamentavel
da~perdioio de esforgo human, constitute em nao ter a grande
maioria dos operarios ruraes, uma direcao competent. Os feitorea
eao geralmente analphabetos e sem conhecimentos agricolas a nao
sor dos methods mals routineiros. Sao doceis e eervie. Qualquer
feitor que moatre iniciativa, intelligencia a energia, contar&
certamente com a r vontade do administrator, que sempre julga,
em caso de qualquer difficildade, ter neIle o eeu provavel sub-
stituto* Do memo modo os feitores senpre se eoforgam para mandar
embora as trabalhadorea maie efficientes. (0 Mineiro nro ter o
monoaohia deste sentiment, pois 4 apenas a natureza humana.)
Durante muitas geragoea tem tida na lavoura brasileira ests
escolha de inaptos dahi nao ter a agriculture progredido de
accord cor o paiz e aim permanecido, geralmente fallando, am
forma muito primativa.
Muitas vezes o dono da fazenda ten outros interessesi
a occupar-lhe quasi todo o tempo ou sabe pouco ou nada de agri-
cultura ou de economia agricola. Interesua-lhe apenas o total
dos recebimentos ou vendas. Elle nao sabe se seu administradoe
I efficiente ou nao. Quando vier uma crise, como oempre ha de
vir, a resultado geralmente 4 a fallencia ou reforms, a quasi
sampre, na reforms duma fazenda, a primeiro pass 4 e 4ae redus
pa ordenados dos trabalhadorea, send eate outro meio muito
acertado para a escolha dos inefficazee a peiores.

Sacrifico g umnos CostuAe Antiquadog. Comnum.
nento se vim, am Minas1, means, 4ulherea e oriangae trabalhando
a enxada, nos cafesaes, cannaviaea ou milhorasea emquanto oa
bois e burros engordam nos pastor visinhoso Nao 4 rare encontrar-
se um administradar ou superintendent que sabe ner a trabalho
feito pelas machines mais economic a efficient, por4m, lhe 4
absolutamente impossivel implantar per t* memo e uso dellas,
poise nao sabe a trabalho das maohinas maia simple para enainal-o
aos eays subordinadoa. Nem pode empregar uma pessoa de f6ra

pars ensinar, porque desorganizaria todo o system de trabalho




-14-


caso administrator deixasse on empregado perceber que ells no
tinha conhec lnnto completes do tudo a respeito da lavoura.
Quasi todos os velhos administradorea que tern side
for9ados a experimental algumas machines agricolas fazem trabalho
impreatavel cor ellas ou coseguem logo estragal-os (proposital-
ante ou por falta de oonhecimentos.) Elle perdebem quo corn a
introducgao do novos methodos machine agricolas, as suas posi-
96oe perderiam muito de importancia. Um administrator que dirige
duzentos trabalhadores a enxada pass por muito maia important
seo seuo proprios olhoas aos olho s doe s eoeus trabalhadores
do que ua que dirige apenas dez ou quinse bragos, embora oa des
Ou quinze, usando correctamente as machines agricolas mais aim-
pls, pudessem fazer o trabalho dos duzentos enxadeiros. Igual-
mente a feiton, que tern uma turma de dez trabalhadores, so con-
sideraria envergonhado para sempre, caso elle ensinasse um
operario a gular un burro com uk cultivador, Verdadeiramente,
o feitor sosinho, empregando bem um cultivador, podia fazer o
mesmo trabalho ou ate maia, a mair bem feito do Cue os c48
trabalhadorea corn as auas enxadas,

i~ Exempl Concrete. Quando estavamoo preparando o
eampo experimental, na Eacola, um Minairo 4ovea e intelligent
servia oomo adminlstrador de umra turma de desenove trabalhadores
e ua fe itore Existiam no depoito arados apropriaAca e non
csmpos, bois necessanris par puxal-os. Pordm, eram inteiramente
inuteie ao administrator, poia nao sabia usal-os. Ella estava
trabalhando para o Estado a considerava a sua posigao muito acima
de qualquer outra com apparenioa de trabaelo manual. Raciocinou
que so era desejo do Estado realizar o trabalho, a Estado podia
pagar ber por essa realizagao.
Alguns dias depois de comegado este servigo, o Director
da Escola onsinou a um trabalhador analphabeto 0 uso do arade
reversivel. BEte campones ca e arado, duas Juntas de boals
* um menino, dspois de aLguma paciencia por part do instructor,




-16-


podia faser o trabalho muito mai bom feitoe virar f a6lo male
proFnmda e igualmente do que os trabalhadore corn os enxadoes,
podendo preparer num dia quasi a dobro da area que a turma prepa-
rava. Como era de se esperar, o administrator ficou muito
aborrecido, polea seu department perdeu uma turma de trabalha-
doree, ficando reduzido do maim ou menos cem mil reis diarion a
folha de pagamento. Elle considerava a camponez muito sou infer-
ior, sabendo apenas guiar oa bois. E&fim, o administrator se
retirou do estabelecimento, ao Estado foi poupado em maia de
com milreis por dia, para cada dia de aragao. Tambem oa dezenove
trabalhadores te feior ficaram desgoatos corn este method de
proceder.


Possibilidade de Grandee Economias em Transports. Outro
example frizante. Ha alguns mease passados (ea 1929) tornou-se
necessario transporter umas toneladas do canna de assucarg corn
o fim de encher um carro da Estrada de Ferrocollocado no desvio
da Escola. Sendo urgent o service, langou-se mi0 de diversos
modoa de transporter a canna, sendo incluidos entire elles uma
carroga de quatro rodae (eetylo norte americano) puxado por
dois pequenos burros a um carro de boie con trefm juntas coma
se empregam universalmente am Mina&. Um trabalhador gulava on
burros, emquanto para os bois eram necessarioe urn trabalhador
a um menino. Transportava-se na carrot. 410 kilos de canna, maim
ou menoe o memo peso quo no carro, fazendo-se con a carroga do
trees atl quatro viagens no memo tempo em qua o carro fazia uma.
0 homen que guiava oa burros fazia de treat e meio at, quatro
veaes a servigo de que guiava oas boia. Ora, calculando a quo se
teria de pagar ao carreiro pelo seu serving, pelo do menino, dpA
bois a eus do carro, a 0 que se pagaria ao home coom os burros
Sa currogo com send ma o maenoe iguaea, entio p transported
da canna na carrogoq ficou par um quarto ou um tergo do transported
feito no carro de boil, (Eata informagio foi me fornecida muito
gentilmente pelo Dr. Diogo Alves de Mello, Cathedratico de Agro-

noaia da Escola Superior da Agricultura a Veterinaria.)




-16-


Fa~gt Coonracao. Ha treat annos qua a Escola vende
nudas do citrus de optimal variedadea, de qualidade t type muito
melhor do que ten aido offerecido A venda em outro qualquer logar
no Estado, come fim especial de mostrar aos fazendeiros o typo
de mudas a exigir das oa conommroiaes especialisadaa.
Algumaa destas foram para a Escola Agricola de Lavraa,
send necessario passar por tree Estadase de Ferro para chegarem
ao destiny. Tornou-se necessario a Director da Eacola pedir
a umn amigo em Juiz de F6ra o obsequio de tirar as mudae da Esta-
g o da Leopoldina providenciar eeu transport para a Estagao
do Central, a distancia de pouco mas gde cam metro, afim dw
redespachal-as. Em Barbacena, tambem tornava-se neceosario a
intervengao de outro conhecido, para tirar as mudas da Estagao
do Central a redespachal-as na Betrada de Ferro Oeste de Minas,
que tambem flea perto da primneira Para so conseguir tudo islo,
perderam multo tempo o Director da Escola, 0 sau secretariO9
e oa dois amigoe# provavelmente ease tempo gasto deve ter Cen-
tado muito mail so Estado do que o valor dam mudas. Taes obsta-
culos impoesibilitam a producgio e exportaqao de mudas pelas
caeas commerciaea especializadas s Justamente numa 6poca em
que oS faSendeiros tanto as proouram.
Ha dois amios passadsa, despachamos Uma outra remesSf
de mudas par isa cidade no oeste de Minas. Chegando quasi no
fim do trajecto, um pequeno rebanho de carneiroi foi collocado
no meseo carro corn a mudas. Os animaee vorases qamo sao,
devrararm as mudas durante a viagem. 0 que fica o das mudam
nem valia A pena plantar.
Quando a Esaola mandou duzentas mudas de citrus para
o Exmn 2nr. Aroebispo de Jarianna, elle achou indespensavel
enviar um seu empregado at4 Ponte Nova para oonseguir a transf
ferencia prompt a convneniente da mud da ma 1. F. Leopoldina
para o Central, conatituindo isso um desperdicio de tempo e
causando magada ao Snr Arcebisp o s eu empregade.





.17.


=to Deseerdlseo a Tempo Para que una remesa de
gaed vinda de Bello Horasonte pudesse chegar a Vigona eem bal-
dea;ao de carro, tornou-se necessario para ease fim occupar 0
tempo do Snr, Presidente desta grande Estado, Um home que trn
responsabilidades pelo bem star de setse milo milhoes de almaa,
teve de mandar preparer ordem para a tranaferencia do carro de
Central aobre os trilhos da Leopoldina, para um trajecto de
pouco mais de duas horas. Para uzna pessoa da elevada posigao
do President deste Estado, constituiu lato puro desperdicio
do tempo obrigando-se a occupar-se com takes detalhes,

& qaa FWundaental deg&a Inefficacia, Os exemplos
acima citados foram extrahidos duma infinidade do acontecimentos
semelhantes observados em Minas e indicam as petalidade corn
quo a geragao present forgadamente paga pela falta de progress
dos seus antecessores. Podemos ver, tambem, que nAo 4 apenas
a agrioultura quo soffre corn este system antiquado, embora seja
ella male preojdacada do quo as outras industries. A agriculture
traz maie riqueza para o Estado, apezar de serem seus products
de poica durag o a por isso mais prejudicados pelo transported
defeituoso do quo os products das outras industrial, como,
por exemplo, da mineraqio. Transported rapid a seguro A abso-
lutamente aesencial A proaperidade do fazendeiro, e por isso
mesmo, ao bem star do ]stado em geral.
Os grande systems do estradae e ferro dentro do
Estado nio cooperam n transports de cargas de Valor aujeitas
a estrago, como gado de alto valorl conforms vimos acima, sem
a intervenaio do president do Estado. Os sempregados dae
Estradas de Ferro, ou por ignorancial ou par inteira indifferenga
ao cumprfnento do sou dever, permitted qeu remeeeas de grand
valor *e estragam duranteao transported Uma rasio existed facil
de observer, 4 quo oa ordenados alo determinWdos por outros
factoree que nio a effioiencia e dedicagao do funccionario. Ellea
tern pouca esperanga de serem promovidoa ou seus ordenados augmen-

tados, como premio pelo bom servigo, por isJo ficam indifferente5s






-18-

1ffectivamante, send a empregado efficient e ambicioso para
melhorar seu serviro, elle core mais porigo de despertar o ciume
dos seus companheiroe de trabalho on dos que a dirigem, conati-
tuindo isto uana con dilo iduntica A que deocrevemos na agricul-
tura.


0 Sgtema Fundamentalmente E rrado. Todo este syatema
antiprogrescivo tern suas raises no governor altamente centrall-
zado quo cahiu sob sou proprio peso em 1889. Sob a monarchia,
o governor foi tudo o queria ser tudo para todoa, tendo o
individuo medio, pouca ou nenhuma iportancia. 0 prego da
existencia era a obsoluta subserviencia. Devemos ter compaixio
de operario, de adminiotrador, ate de alguns 4ue occupam
posigiea mais elevndaa. lunca tiveram opportuniuade do apren
under o valor Qkacti da cooperago. Os seus instincts de
iniciativa permanecem dormentea, si nao foram suffocados por
complete, por term sido sempre obrigados a esperar por alguem
de mais elevada categoria que Ihes desse ordens do. que s deveria
fazer, de quando se deveria fazer, de como se deveria fazert
a tal ponto que nao aao capazes de realisar mais do quo o
minimo exigido ou do comprehender como 4 que uma pessoa pode
possiur no sou emprego, un intereese vivo e intelligent pelo
trabalho.





-19-


Difficutdades Economical.

Os Governor do Brasil a do Estado de Minas, ertao
passando por m period de difficuldades financeirase Todos
que tem estudado berm 9 aasumpto sabem que imso as tern dado por-
que as despesaa dos governor excederam a receita, a par isso as
financeiros dentro e fdra do paiz, recelam quo oas &mprestimo
nao possam ser pa~es na aua totalidade, por ocoasiao de seus
venc imentos.
0 Governo Federal tern felto tentativas no sentido do
nelhorar este estado de coisas, pela emissao de moeda papel,.
Os Eatados Unidos, durante e depois da Guerra Civil, experimen-
tou o memo method, de forma que eram necessarios dois dollars
a noventa centesimos em papal para comprar un de outo. 86
papel
depois de quinze annos toi que o valor do dollar/chegou a ser
igual a ur dollar ouro.
Nos dez annos, de 1915 ate 1925, oa governor de
diversos paizes, nao conseguindo famer a reeeita balanar corn
a despeza, tentaram eupprir a difficuldade por meio de moeda
papel, As vezes muito aldm da quantidade razoavel, send o
restulado sempre a memo.

Podar Aqquiasityvo d Poyg Pj it Reduildo. A grande
difficuldade no Brasil am gerab, e, particularmente ma Minas,
nao 6 que os governor gastem demais com emprehendimentos anti.
economical, man i que a poder acquisitivo, ou a efficlencia, do
cidadio medio, o portanto da grande malaria do povo do Estado,
e muito taixo, comparado corn das outras naCges con que tern de
competir.
Nas paginas anteriores discutimoa muito rapidamente
como 4 que a nova republican herdou as condigOes sociaes a
financeiras que tanto a opprimem. Nao podemoa modificar ou
melhorar a passado, man enxergando bemr as cauas, aeremos muite
maei capases de descobrir remedioe potentes e applical-oa.





.20-
Para que o Estado de Minas as tore maia prospero, 6
neoessario augmentar a officiencia do cidadao medio. Come Ja
diseemos, o Estado estA entregue a ur governor democratic, em-
bora seria, no presented mais barata uma administrator autocratica
efficient. (0 Mexico, sob a autocracia de Dias, conseguiu pro-
gresso admiravel, por4m, corn grande sacrificio de sua civiliza-
Fo, como ficou demonstrado pelo period de anarchia que veiu
logo am segulal)

Porqiu M Induatrias nfo FloresceB. Nas ultimaa
decades o Brasil 4 Minas trn feito muito mais para animal 8a
outras industrial do que a agriculture. Em regra geral, takes
industrias nao tendo sido tao lucrativas como as previa, necee-
sitarao auxilio do Estado ou do Pais, atA que se augment
consid-ravelmento o poder acquisitive do povo. 86 quando isso
so der, 6 que havera promperidade pare as outras industrial.
Em primeiro logar, o0 trabalhadores nas fabrics sao
tao inefficeaea que, fallando de un modo geral, on products
no podem competir em qualidade ou preoo, Sem protecq~o de
tarifas aduaneiras, com aemelhantes products do estranjeiro.
Isto 6 uma das penalidades que as Brasileiros de hoe term so
pagar para ter no future, operarios peritos.
Em segundo logar, a enorme populaaio rural ganha tao
pouco que mal pode obter as necessidades maim urgentes de roupa
* alimento. (Ur campones quo plant arroz no brejo ganha menos
de um milreis por dia de trabalho. Porm, nro so deve desanimal-
oe de fazer estes plantios, pois pelo menos can esta quantia
reduzida, eile contribute para a riqueza do paiz, produzindo por
sou proprio esforgo um pouco mais de alimento para a sua fanilial
ou de outro product, quo vendido, 1k permitted um pouco mail de
roupa. 0 maie important aindal 4 que eate trabalho esponteneo
fas o campones sentir-ee mais um homom livre a um cidadio inde-
pendente.) Emquanto nao f8r auito augmentado o powder de ganhar
da grande classes agricola, ella nao tesr dinheiro para gastar
coa oa artigos produsidos nas fabrics.





-21-

Grande Reduccao no Peesoal Agricola Serb Economico.
Quando as machines agricolas male simple, como o'arado, a pla-

ntadeira e o cultivador, substituirem a enxada, pelo menos
cincoenta porcento dos trabalhadores agricolas de hoje, poderio
ir para as fabrics e as outras industries, Permanecendo a meta-
de mais intelligent nas fazendas, ella poder& produzir muito
maiores colheitas do que o numero total hoje empregado na
lavoura. Esta transformagao deveria vir gradativamente, poig
a introducqio rational das machines agricolas ha de ser eit.
por melo de instruc9ao dos jovens porque apenas pequena perce-
ntagem de trabalhadores velhos, que s6 sabe usar a enxada e
foice, sera capaz de aprender o emprego do arado e cultivadort
0 prouesso desta "libertagao dos escravos a enxada" sera feito
muito gradativamente, evitando-se assim qualquer choque econo-
mico, de modo que apenas os estudantes de estatistica se assus-
tarao. 0 prego das necessidades da vida sera sensivelmente
reduzido, sendo que a produc9ao sera muito augmentado, a, notavel-
mente augmentado o wencimento do trabalhador agricola. Nos Esta-
dos Unidos, durante as ultimas trees decades, a populaqao rural
tem augmentado apenas quatro porcento, emquanto a pPpduagao
agricola augmentou mais de quarenta porcento* Os trabalhadores
excedentes ao necessario para a agriculture, temr se dedicado
As outras industries.

Machinas Aumenta Efficiencia. Esta tern sido a razao
do desenvolvimento da agriculture de todos os paizes civilizados.
A America do Norte constitute exemplo frizante, pois corn a intro-
ducgao das machines em quasi todas as formas da agriculture, ter
havido um melhoramento extraordinario na efficiencia do trabalho.
Em 1913, quando 0 mundo estava mais ou menos em estado normal
quanto a political, realizou-se um estudo cuidadoso do valor
comparative dos trabalhadores de diversos paizes quanto a sue
efficiencia. A titulo de comparagao, dava-se o Valor de cem
ao trabalhador americanfo por ser elle a mais efficient. Nesta

escala, o trabalhador rural da Inglaterra e da Allemanha tiveram




-22-
quarenta porcento de efficiencia. Os trabalhadores da Franga
apenas trinta porcento e os da Italia into porcento. Por outro
lado, a produc9ao media de trigo por hectare na Inglaterra e
Allemanha foi duas at4 trees vezes a producgao media para a Ame-
rica. Nestes paizes Europeos, por4m, foi necessario duas e meia
vezes a numero de dias de trabalho para produzir uma tonelada
de trigo, comparado corn numero de dias de trabalho necessarios
na America. A Inglaterra a Allemanha se achavam forgados a impor
tariffs aduantfsas no trigo para que seus fazendeiros nao aban-
donassem a cultural* Na Franca se produs muito maior pezo de
betterrabas assucareiras por hectares ao pass que na America se
produs muito maior pumero de kilos, considerando-se o numero de
dias de trabalho que se gasta. Corn esta maior efficiencia nos
trabalhos agricolas, nao 4 de se admirar que a America, com r
abundancia de trabalhadores para as outras industries, possa
entrar em competicao eomr a Europa em muitos ramos.

SBuropa Despe.rdicadora. 0 ponto important, que devemos
sempre ter em mente, 4 que a Europa durante muitos annos vem
exportando o mais valioso dos products, isto 4, o0 er human,
e ter considerado sda terra 0 mais precioso element, Em Minas
Geraes, como na America do Norte, encontram-se areas extensivas
de terras excellentes completamento inclttas, esperando a cha-
gada do agricultor. Segunda a orientagao Europea, no Brasil tem
sido muito preconizado a producgao grande por unidade de terra,
e nao tornado em consideraqdo a.efficiencia do trabalho,- dA-se
premio ao trabalho da enxada, esquecendo que o trabalho do culti-
vador 4 mais efficientee barato. Noventa e seas porcento (*)
9). Synopse do Censo da Agcultura, Setembro 92 pXV
dos estabelecimentos ruraes de Minas sao dirigidos por Brasileiros,
dos quaea muito poucos t~m tido opportunidade para aprender os
methodos modernos agricolas.





-23-

0 Estado Possue Abundancia de Animaes pa Traccao.Temos
os animals para tracgao a temos bastantes trabalhadores ruraes.
Pelo Censo de 1920, houve no Estado sete milhoes de bovinos, mais
de km milhao de equinos a quasi meio milhio de asinios e muares.
0 memo Censo refere-se a apenas dezesete mil e quinhentos arados,
distribuide~ pelos cento e dezeseis mil estabelecimentos ruraes.
Considerando o numero de arados, nos ultimos des annos augmentado
na proporgao do mil porcento (o que est, muito aldm do razoavel)t
haverA approximadamente uar arado a meio em cada estabelecimento
rural. Ha animals para puxar quasi des vezes este numero de
machines agricolas, mas o que commummente se observe sao on homens,
nulheres e criangas, cultivando cor as enxadas emquanto as boit
muares 0 cavallos estao nos pastos do mesmo estabelecimento.

Nao Ha Falta de Bragoa Devemos smmpre tern em mente o
lemma "0 Maximod e resultado cor o Minimo de asforgo" (t),
-. EThgas, Dr. Djaima Pinheiro, Minas Geraes,
Nov. 24, 1929, pagina 20.)
Porque se gaata tanto mais trabalho do que 0 necessario para
obter as colheitas agricolas ? 0 Censo mostra que Minas tern
uma populaaao de sete milhoes e sessenta e cinco mil habitantes,
S dos quaes provavelmente uns sessenta e cinco por cento sao
conslderados ruraes. Provavelmente existem hoje em dia, maie
ou menos cento cincoenta mll estabelacimentos ruraes, havendo,
por isso, uma media de quasi trinta #i~ e trees pessoas para cada
estabelecimento, Nao devia haver difficuldade em obter gentle
efficient e capae dm numero tao elevado para cada estabeleci-
mento. A grande difficuldade, por6m, como temn sido frizado em
paginas antergAres, 6 a selecFao durante muitos annos, nas faze-
ndas, que ter sido dJdW sempre para 0 pelor. Sempre tern havido
preferencia pelos operarios maio servis, menos progressistas,
deixando sahir os maie efficientes. 0 empregado absolutamente
docil tern sido df preferido ao que desejava conseguir alguma
coisa mais que o seu sustento. 0 fazendeiro nao se eaforga em





-24-

gastar seu tempo, paciencia e dinheiro para ensinar aos seus
colonos os pontos mais simples na agriculture modern. Isso elle
nio fara emquanto nao for obrigado, pela forca de circumstancias.
Um signal muito esperangoso para o bem estar future
de Minas 4 a queixa de "Falta de Bragos", Indica que ha pro-
gresso no Estado. Considerando-se um pouco os dados acima cita-
dos, poder-se-A ver que ha fartura de bra9os. 0 que falta 4 a
instruegao dos que tirigem os trabalhadores. 0 trabalho human
6 o element mais caro que faz part da producgao agricola, Sem-
pre que se substituir pelo trabalho dum bol, dum cavallo, dum
muar, ou da gasoline, a trabalho do brago human, contribuir-se-A
para a resolugao da questao da falta de braeos, baixando-4/ ao
mesmo tempo, 0 prego da producq'o. Emquanto o fazendetro empre-
gar as enxadas nas suas cultunas, elle est& desperdigando tra-
balho e nio ter razao em queixar-se da falta de bragos.
Em 1922 o preio do milho foi mais barato, sob base de
ouro, em Chicago do que em Dello TIorizontel embora os trabalha-
dores do Estado de Illinois recebessem oita a dex vezes os
ordenados dos de Minas, Em 1926, uma casa exportadora de lara-
njas da California, offarecia a uma eada importadora am Bello
Horizonte, larinjas por um prego menor do que a cobrado pelos
pomicultures de Minas, 4e). Na California, os trabalhadores
_). Minas Ge-raes 9 de Dc zembro de 1926.
recebem de dez a quinze vezes o ordenado dos de Minas, Al6m
dos ordenados altos, houve ainda long transport oceanico, bem
assim como transport nas Estradas de Fr>rro na America a no Brasil.
Podemos dar numero infinito de exemplos mostrando a grande econo-
mia effectuada cor o emprego, na agriculture, dos melhores traba-
1hadores, pois s6 corm ma produceqo efficient 4 que poderA
haver reduc9ao do custom





-26-

Legislago Contraproducente. As condig"es financeiras

desfavoraveis, actualmente prevalescenbe, no devem causar-nos
grades apprehensoes, devem antes constituir motivo para un pro-
fundo estudo dos factors contribuintes, afim de se cuidar do
seu melhoramento. Os estadistas dominates, de mais ou menos
dois eeculos, tfm praticado diversos erros economics de con-
sequencias series que os Brasileiros de hoje tem de enfrentar.
Os seus antecessores commetteram erros em nao reagirem de modo
que 0 Brasil conservasse o seu logar entire as nagoes mais impor-
tantes na exportagao de borracha, assucar e cacao. Perdeu-se
esse logar por nao terem sido applicados os principios economi-
cos hen conhecidos e pela falta de instrucgao da sua classes agri-
cola. Uma naSio nova, assim como um mogo, deve aprender pelo
estudo e pela experiencia. A naao ou estado se predestina ao
fracasso quando fecha suas portas I introducao de novos ideaes
o novos methodost de outras nageoe. A China, India e Japao,
foram nagoes de alta civilizagao quando os nossos antepassados
na Europa eram ainda barbaros incultos. Porgm, hoje as naoes
Europeas nao reconhecidamente mais adiantadas.
Olhando para traz, parece que os estadistas nos primei-
ros annos da Republica do Brasil nao comprehenderam que a liber-
tagao dos escravos, hem assim a formago da republican, necessita-
riam, sem duvida, de uma mudanga sociologico radical e uma grande
reform economic. Continuaram a gastar livremente sem verificar
se os impostos do paiz balangariam as despezaas Quando os finan-
ceiros europeos levantaram esta questAo, o valor do mil-reis
papal immediatamente comegou a baixar, transtornando a vida
national.
Sm todo o Brasil, e specialmente em Minas, notam-se
esforgos para recuperar as opportunidadee perdidas nos annoa
passados. Alguns destes edforgos estao sendo pagos a mil vezes
o seu custo. Ha um dictado que disc "Nao ha disperdicio tao
extravagant como a economic dum avarento". Constitue o quadro
actual, quando 0 estado e a nagao estio passando por un period





-26-


de depressao financeira, mais do que nunca, d=4 6poca opportuna
para a creaoqo de leis economicas e ajuizadas e a promulgagao
de medidas sabias. A vida do Paiz progride mais rapidamente em
periods de cruise do que em periods de tranquillidade. Por
exemplo, nos Estados Unidos da America do Norte, passou a Lei
Morrill (que providenciou 0 system national de Escolas Superiores
de Agriculture) no anno 1861, quando a sua vida como nagao so
achava em perigo. Varioa Estados fmudaram suas Uscolas Agricolas
de conformidade com a Lei Mgrrill, exactamente quando suas con-
diqges financeirae se achavam ea situaqao pessima. A Lei dos
Institutes Biologicoa (Hatch Lxpariment Station Act) foi aano-
cionada em outro period de depressao national. Estes esta-
belecimentos doram factors da immense valor na funtdaqao da
base sobre a qual se creou a prosperidade actual dos Estados
Unidos.

Process oEc pa a Introduccio de Plantas Novag.

Vamos dar apenas duas referencias breves para indicar come Minai
podera economiaad muitos contos de reis, quando pretend intro-
duzir novas plants e variodades.
0 inicio d a industrial tamareira nos Latados Unidos

custou alguns annos de investigation na Arabia e Africa, bem
assim como a cooperagao dos scientistas oc "Bureau of Plant
Industry", no "Bureau of Chemistry and foils" e no "Weather
Bureau", 0 Ministerio da Agriculture, antes de promoter esta
industrial, mandou especialistas As regions da Africa do Norte
e A Arabia, de onde provinha as tamaras de melhor qualidade.
Por meio de conferencias cor as autoridades Francezas e Ingle-
zas, bem ausim con os naturaes daquellas regi5es, vereficaram
quakes 6ra os lwalhores pomares a os visitaram. Foram cuidado-
samente obtidas informai9es sobre o clima e analyse das terras,
send necessario realizar muitas analyses especialmente para esse
fim. Realizaram-se mesez do astudo nas bibliotehcas destes paizes,










Depois de colhidas as informagoes acima indicadas, alem
de muita3 outras, oa oapecialistas do "Bureau of ooils a Ghemis-
try" a "Weather Bureau" do Uninisterio de Agricultura empenharam-
se em .escobiir as locali.Lades nos Estados Unidos cujas .dondi-

9es se acsemelhaDseLm inais aos climas e U~rras das zonas dos
nelTorves polnarli dia Arabia e Africa. A compra c importagaO de
mud3;n das ruelhorles viriedades do tamareii'as foi 0 teroeito pass
e -elativamento facil. E1m menos de quinze annos, a indqstria
adquiru umia base economic e independent,

Para estabelecer a industrial da producgio de trigo
Durum (proprio para macarrao), adoptou-se plant semelhante ao
do estabelecimento da industrial da tarnareira. O especialista
ceO#0 das pesquizas dos cereaes do 'Bureau of Plant Industry"
do Ministerio da Agricultura, visitou a Italia, outras parted
do sul da Europa e Asia, indo at4 o Turkestano. Dados certes
foram obtidos'arespeito do clima e .etrreno dos logares que
produziam as mlehores vnri'edades de trigo Durum. Obteve-se
tambem sementes cdstas, as (uaes foram plantadas em logares nos
Estados Unidos, que, de accord con os dados colhidosindicavam
melhores possibilidades de exito, Eastaram os especialistas maie
de dez annos em colher as informacoes necessarias, entretanto
a indu.tria actual paga muitac vczes as despezas.iniciaess pois
sao exportadas aos paizes estranjoiros, cnnualmente, centenas
de milhares do toneladas.

Merece per parte dos governor estadoaesp consideragao
deste modo de proceder quando se pretend iniciar uma nota cultural
pois pelo velho method (field trial) o que quer dizer, fazer
.plantios em,muitos logares diversos, gasta-se muito tempo a
dinheiro que poderiam poupar, estugano primeiramente a cultural
nos paizes onde jd se acha ben desenvolvida.





428.


PART II, ANALYSE GERAL DA EXPORTA9AO

Na primeira parte deste estudo, consideramos o indes-
pensavel para uma comprehensao facil do que sera esplanado nas
paginas seguintes. Cwnsideraram-se as causes contribuintes do
lamentavel estado actual do povo rural d doe methods que
podiam ser empregados no seu melhoramento, corn referencia ao
grande Estado de Minas Geraes, tendo sempre em mente a actual
condigao social, a organizaaio political, e a condiyao financeira
present. Muitos erreQ despendiosos tem sido praticados com as
tentativas de adopgao integral de propositos Europeos ou de
outro paiz estranjeiro. Quasi sempre estas tentativas ten caM-
sado fracaasos, pois as condigoes sociologicas sendo muito dif-
ferentes, torna-se necessario modificar a adaptar os estabeleci-
mentos e projects.

Os Estados no Sul dos Estados Unidos, no principio
da Republican, adoptaram a Europa amodelo edu6acional e
financeiro, corn a resultante fallencla e reform da estructura
inteira sociologica. Igualmente a Brasil seguiu a velho ideal
europeo e tem perdido a primazia na produccao de artigost que
outr'era constituiam cultures importantes, como a bormacha o
assucar, A historic se repete, pois que, hoje em dia, a industrial
cafeeira se acha seriamente ameagada.
Outras na8oes # do mesmo mode, tem perdida a priiazia
em varias cultural, Por exemplo, durante a Guerra Civil, os
Estados Unidos da America do Norte perderam o logar de productor
mais important de algodjo, em virtude de suas proprias condi-
98es sociologicas. Passados alguns annos, reagiu e ganhou de novo
a antiga posigao, tendo sido a cultural novamente ameagada de
1915 a 1922, pelo gorgulho (Boll weevil), Muitos, dentro das
melhores autoridades, em 1921-22 prophetizaram que a primazia na
producgao de algodio passaria permanentemente a algum outro
paiz, provavelmente ao Brasil, pois este paiz tinha appropria-
damente, area, clima e povo. Nao estava, entretanto, a Brasil,

sociologicamente, em condigoes de approveitaw-se desta opportu-

nidade 9 dahi perdeu a oocasiao. Os scientists americanos





-29-

conseguiram salvar esta cultural, de tal modo quo em 1928 o

prego era tao reduzido hos Estados Unidos que nao houve compe-
tigao seria para a primeiro logar. Isso se deu porques i). 0
prego do trabalhadores nas fazendas soffreu uI augmento tal que
permittiu obter e reter na lavoura ogerarios intelligentes|
ii), pelo usa de melhores mettodos de cultural; iii). pela pro-
veitosa applicagio de mechanic agricola; e, iv), pplo eoo de
mac hinas modernas entiree estas incluidos o aeroplano) na appli-
cagao de insecticides. Sem os milhares de diplomados pelas
Escolas Superiores de Agricultura e a ausencia de analphabetismo,
nenhum paiz podia ter conseguido tal viCtoria ex-raordinaria
sobre a acqao devastadora deste insecto.

Exportaqao como Indicadorv,

0 logar que occupa uma nagao entire as outras nagoes O
um Estado entire os outros Estados & determinado principalmente

pelo valor das suan exportagoes. Em analyse final, um estado
agricola export principalmente o trabalho humarno. Qualquer
estado que produz ura tonelada de assucar, vamos dizer, com
metade do trabalho human garalmente gasto nesta cultural, torna-
se-a relativamente opulent. Cuba conquistou primeiro logar
entire as nagoes productores de assucar pela applicagao de machi-
nas agricolas modernas, appropriadas A cultural de canna. Ou em
outras palavras, corn a memo numero de bragos, applicando a
mechanic agricola em grAo adiantado, Cuba produz o assucar
mais economicamente do quo seus competidores, Em Java reduziu-se
o trabalho necessario a producgao duma tonelada de assucar por
outro mnio, isto 4, oreou-se variedades de canna de assucar
resistentee ao mosalco. Incidentemente ella salvou em todos
os paizes tropicaes a industrial assucareira, pois sea a canna
resistente ao mosaico, esta industrial seria baseada hoje na
beterraba de assucar, cultural da sona temperada.






-30-


Examinando o quadro em pagina 32, veremos que o valor
total das exporta;6es de de Minas em 1928, elevou-se a
1.069.772 contos de reis. Desta q.uantia, 29U.219 contos de rein
provinham de animaesa seus productoes 711.709 de vegetaes e
seus productosa 61.553 contos de reis de mixeraes e seus pro-
duotoe a 6.290 contos de rein de products nao classificadoas
Em 1927 attribuiu-se ao Estado de Minas Geraea 27 %
do valor total das exporta5ee do Brasil, send que em 1928 o
valor das suas exportagoes augmentou approximadamente 10 %.
Destes dados verifica-se que apenas 6 % da exporta-
gao deste Estado vem das minas, occupando a exportagao de
vegetaeea seus products (que consomem, relativamente, muito
trabalho humano, o primeiro logar, corn o valor de 7tl.709 contos
de reis. Part desta ppoducao nao prove, propriamente, das
dazendas, posl estao incluidoe tecidos fabricados, assim como
madeira, que nao 4 propriamente um product agricola, embora
seja um product vegetal.
Deduzindo-se do total da exportagao, metade do valpr
doe tecidos (calculado-se a valor da material prima em metade
do Valor do producto). valor total da madeira; o valor dos
mineraea a doe products nao classificados, restam 974.818
contos de reis que constituem approximagao do valor dos productoo
agricolas exportados, representando 91 % do valor total da ex-
portaqgo. % % apenas da exportagio prov m, poia, da minerago,
silvicultura e outras industries. Almd desse calculo rest
ainda a producaio enorne de viveres e outros produotosn con-
aumidoe pelo povo do estado, representado por mais do sete e
meio milhio de pessoas.
Qualquer factor que influe no powder productive do
trabalhador agricola em Minas influe pro4undamonte e directa-
mente no de todo o povo a do governor. Si os agricultores
produziseem apenas a sufflciente para sou gasto, a classes







-31-

non-agricola teria, forgocamente, de importer, por prego muito

mais elevado, as necessidades, havendo corn isso a exportagao

de dinheiro correspondent ao vtaLor das materials importadae.

Quando so export dum estado quantia elevada de dinheiro, todos

os seus negocios soffrem, paralizam-se as Industrias, e o governor

se acha sem recursos para liquidaiao de suas dividas 4 media

que so vencerem.






-32-

EXPORTAyAO MINEIRA 1 8 (W)

Dados Fornecldos pelo Servigo de Estatistica-iYo istado de Minas*


Total
Vegetaes e seus products
Animaes e seus productoe
Mineraes
Products nao classiflcados


1.069.772
711*709
290,219
61.553
6.291


Contos de re i
n

'9


10 % augmento sobre o anno anterior.
27 % da exportagio do paiz.


Vegetaes a Seus Productos


Total
Cafl, saccos
Tecidos, kilos
Arroz, kilos
Fumo, "
Madeira, toneladas
Feijao, kga
Fructas
Milho "
Assucar "
Batatinha "
Naod classificados


3.383.858
4.187.733
16.314.088
3.194,485
33.410
11.112.314
1.407.048
11*090.065
4.823.054
3.062.818


c
71
59
3
1
1





1


Animaes e Seus Productos

Tbtal 29
Bovinos, cabegas 646.803 16
Leite e lacticinios, kgs 43.145.226 9
Aves, klB 6,381.067 2
Care, fresca e em conserve, 6.546.813 kgs 1
Suinos, cabegas 72.722 1
Couros, seccos e salg. kgs 3.078.264
Solas a pelles cortif., kgs 886.123
Ovos, kgs 2.064.725
Banha e toucinho. kgs 1.016.396
( , Valor dos bovinos obtido cummando )
((os outros tens e subtrahindo do total.)


Mineraes e Seus Productos.

Total
Ouro e prata em barras, gms 4.054.683
Manganes, toneladas 243.735
Aguas Mineraes, naturaes, cxs. 180.684
Ferro, Guza, toneladaf 33.636
Cal e pedra calcarea, toneladas 34.374
Diamantes e semi-prec., gins. 394.771
Manilhas a outros artefactos
de barro, toneladas 19.031
Carbureto de calcio, kgs 2.292.q7
Nao claosificados


ontos
.1.709
9.958
s5*706
1.852
.0.325
9.258
8.889
5.988
4.657
3.838
2.143
9.095


contos
0.219
7.060 ()
56.215
2.333
5.383
1.294
8.080
6.141
5.574
3.040


contos
61.563
16.623
12,186
6.504
6.024
4.846
2.116

1.993
1.375
9.886


4). Revista Florestal, -N 5, pg. 7, 9-X1-29.





-33-

PARTE I1X, ANALYSE DETALHADA DA EXPORTAAO.

Nesta part trataremos das questies directamente ligadas
a economic agricola das principles cultures, limitando-ncs a um
esbogo dos pontos mais importantes de cada uma, no seu desen-
volimento actual.
Sob a indicagao de "Itens Suggeridos para 0 Melhora-
mento" apresentamos ideas que, se fojem bemr aprovaetadas a
praticadas fielmente$ trarao rapidamente resultados beneficos e
surprehendentes. A Secretaria constitue o unico centro impor-
tante no Estado de cujos esforgos dependem estas reforms na
agriculture. Algumas das inedidas deveriam s er postas em exe-
cugqo indirectamente. No formula estes "Itons" tivemos sempre
em mente as condigoes educacionaes, financeiras e po ae do
estado.

A. Vegetaes e Seus Productos

0 valor da exportagao de vegetaes e seus products
em 1928 elevou-se a 711.709 contos de reiso sendo quasi tree
vezes a de animals e seus products. A industrial de vegetaes
a seus products recebeu do estado, em proporgio A sua importan-
cia, na economic estadoal, muito menos attengao do que a de
animaes e seus products. Alguma propaganda ben dirigidal a
bem o rganizada, facilmente duplicarla o volume da exportagao de
vegetaes a seus products. As estradas de ferro podiam facile
mente tranaportar este augmento, como se observe pela velocidade
actual dos carros de carga, reduzida, as vezes, atd uma media
de tree OU quartorze kilometros por dia.


CAFE'. A area em cafe, em Minas, no anno de 1920,
foi calculada em 650.000 hectares (E)E tendo havido, deana 6poca

A).j7 Ca, Afranio de, A Actualdade- iineira,
Sp.44-46, (1929).
em deante, consideravel augmento da Area aultivada. Entretanto,






-34-

para fine de estudo, usaremos esta estimativa como sendo a area
correspondent A safra da 1928, quando a exportagao attinguiu a
3.383.858 saccos, ou seja, uma media de Cinco saccoa por hectare
de cultural. 0 valor do cag6 foi de 177$000 a sacco, ou 2$950 o
kilo. Resta saber, ai, pela determinagao do custo da producgio
do referido cafe, foi ou nio muito lucrative eua aultura.
No Estado de Sio Paulo, onde tea havido estudos mais
cuidadosoe a respeito da economic agricola ou rural, verificou-ae
pelos dados colhbdoe, nas'melhoree fazendas onde empregam 86
uthbpdoe modernos (*) quoe custo da producgao de cada kilo
f), Nuni, Lr.' J -,, Pi'an American Bulle ti Dec. 1929
_pagna 124J0,__ ___._____
de 2$064. Nas fazendas menos modernas, classificadas em 29 logarf
o custo foi de 2$264 o kilo, emquanto que nas fazendas onde as
applicam as methods routineiros (como geralmente se faz em
Minas) o custo da producgao elevou-se a 3$060.
E3 razoavel suppor-ee que o oueto da produccao de cafe
em Minas a 3ao Paulo se equivale. Conforme os dados acima citadosp
houve uma perda de mais de seie mil reis ae cada sacco de cafd
exportado pelo Eatado, que f6ra produzido em fazenda claseifi-
coda como de terceiro classes. Si todo a cafd expoetado pplo
Estado tivesse aido produsido em fazenda deeta clause, os
fazendeiros teriam gasto, na produc9ao 4d cafe, 22.333 eontoa
de reia mais do que recebera m Em 1929, sem duvida a perda foi
ainda main accentuada.
Observa-se, poiasque a cultural do cafe como em geral
estA sendo feita, nio pode ser considerada ur negocio muito
seguro. Entretanto, am ee tratar de cultural important, no
pederA ser abandonada sae quo haja uma revolugao agricola,
acompanhada de fallencias financeiran, poie o cafe constitute
o element maie important na exportago agricola a todoe sabem
produzil-o. 0 que se torna neceseario, 4 coneeguir que muitea
das fazendas pasoem da classes tree, onde se empregam methods
routineiros, para a classes No 1, em que a cultural do cafe 4

nuito maie lucrative. ESte rejuvenescimento da induetria






-35-

cafeeira pode ser muito facilitada pela publicagao, de vea em
quando de folhetos simples, ensinando os itens de melhoramento
abaixo indicados. Naturalmente apenas uma part dos leitores
destes tolhetos acceitario a utilizargo estas suggestoes. Muitos
acharao mais barato empregar os methods routineiros, de trabalho
braqal, em vez de adoptar o uso de animals e outros melhora-
mentos simple.

Itens para o Melhoramento da Cultura. 1). Reduzir 0
trabalho bragal ao minimo, pelos seguintes meios, bem assim
oomo baratear a produc9osr 1) Cultivar todas as vargens e pis
de morros corn machines simnples de tracqao animal, ii), Trans-
portar o cafd por meio de vehiculos puxados por burros, em vee
de boisa. i), Fazer os maiores transported por meio de caminhies.
A Secretaria podera prestar auxilia de immense valor
aos oagricultores publicando artigos nos jornaes e revistas, bem
como folhetos curtos que exponham claramente, em linguagem muito
simples, os referidos itens, e os pontos abaixo indicados.
2), E' de alta importancia que as agricultores melhorem
a qualidade do caf4 que yendem, obedecendo aos seguintes meiost
1i) Installar nas usinas, novas machines do beneficiamento, de
typos modernos, ii). Rejeitar todo o cafd de qualidade inferior
ou misturado. iii)# Prohibir por lei a exportaqao de eagd
misturada e de qualidade inferior.
Si, sob as restticges da valorizao, o Minas ndo
podendo exportar mais do que uma, certa quqntidade de cafde
tivesse exportado apenas 0 caf4 de qualidade superior, certamente
teria importado malor numero de contos de reis, e, ao mesmo tempo,
teria ganho fama de exportadora do bom caf4t
Para isto as publica-oes teriam muito valor, pordem
sem fiscalizacao rigorosa da expowtaCao, os typos de cafd seriam
falsificados; 0 caf4 inferior contaminaria um product que
seria excellent, de outro modo. Os exportadores, os fazendeiros,

a os gerentes das usinas de beneficiamento, devem saber que apenas





-36-


um porcento de cafd Inferior frequentemente baixa o0 do
product de mais de dez porcento. Todas as machines do benefi-
clamento que tenho visto, sao velhas e muito gastas, 0 lucro
na produoFao de caf 4e tio pequeno, que o emprl.go de machines
defeituosas constitute umna verdadeira ruina.

3). A Secretaria deveria aconselhar os fazendeiros
quanto escolha do terreno para formago do novos cafezaes.
0 plantio de cafeeiros rno deve etr feito em terrenos onde nao
se possa empregar cultivo mechanico e onde a transported nio
possa ser feito por meio de carrogqs puxada~ por burros on
mesmo caminhoes.

4). Litteratura. Uma litteratura adequada e intensive
6 necessaria para se alcangar uma reform geral em cafeeioultura.
Tal litteratura deve ser constituida de pequenos folhetos, pre-
ferivelmente de dezeseis paginas ou menos, corn illustragoes que
se applicam exactamente a aassumpto. A linguagem deve ser a
mais simples, para que os agricult'ees a possam comprehender.
0 volume magnifico "Minas e o Bicentennario do Cafeeiro no Brasil"
publicado em 1929 muito recommend a Secretaria. Encontramos
neste volume, entire as paginas 385-492 umas ginte ou trinta

paginas com informagies que teriam real valor pratico para os
agriculture que se dedioam A cultural do cafe, se, revistas
pela autoridade mais competete que se tenha, form divulgadas
em dois b lhetos.
Main tarde deve-se i%%idW confeccionar um folheto
corn orientagis completes e bom estudadas sobre cada um dos
seguintes pontos ; ti) Iscolha dos terrenos para novos cafe-
aese. ii). AMethodos modernos para o viveiro a transplantio.
iii), Escolha ldas v.riedades segundo as condigoes locaes.






-37-


ARROZ. A exportagao de arrox em 1928 foi de dezeseis
mil trezentas e quartorxe tonoladas no valor de 11#952 contos de
reis. (Ver o quadro em pagina 32.) 0 valor de um kilo foi de
$726, prego este mais elevado do que a media nos mercados estran-
Jeiros. De accord corn a estatistica, a producgao media, por
hectare, de arroz no Brasil tern sido de 585 kilos, somente exce-
dida por tres outros paizes. E" provavel que a producgao media
em Minas tenha-se approximada daquella media, e sendo assim,
o valor da colheita por bectare teria sido de 424$710, ou um
pouco menos do qua metade do valor da exportagio por hectare
de ocfd. Vom algurma propaganda rasoavel, seria muito facil
elevar a media desti producqao at4 o dobro da present, redu-
zindo consideravelmente O custo da producg~o.

Itens para o Melhoramento da Cultura. 1), Litteratura.
Un folheto dever& ser impress e distribuido por todos OS esta-
belecimentos agricolas, dur-ante o maz de Setembro. Deve ser
escripto especialmente para o pequeno agricultor, em linguagem
muito clara e simple, corn seis ou oito photographias que a
fazendeiro possa facilmente.entender, destinadas a ajudal-Q a
por ae pratica os methodos recommendados. 0 folheto deverg dizer
especialmente comd 4 pratica e econoiica a producqao do arrom
quando se substitute a irrigagao pelo cultivo mechanic. (Durante
cinco annos produz-se arroz nas vargens d&tas do terreno da
Escola, sem qualquer irrigagao e corm ua produccao nunca inferior
a dois mil litros, tendo sido a maxima de cinco mil quinhentos
litroe de arroz com casca, por hectare)* Este folheto nao deve
center mais de dezeseis paginas, preferivelmente menose

2). ReducSo do trahalho bragal na'producao de
arroz polo:; seguintes meioss i). Utilizar as vargens em vez
doc brejos. il). Limpan r o terrcno u~.ndo bois, burros ou
tr'actoreas iii). Zi Somear com plantadeira. iv), Cultivar
semanalmente corn machine de tracGao animal. v), Colher corn


segadeira. vi). Debulhar A machine.






-38-


3), Obter e vender sementes lives de molestias e

das qualiLaaes melLhorea. Do arroz examinado em 1928, era

commum encontrar-se ate 40 % das espigae corn moleetias, tor-

nando-as sem valor.

4), 0 trabalhador a pequeno agricultor que plant

arroz nos brejos deve continuar sem desanimo, embora ganha

quasi nada pelo 3ou trabalho e a da sua familiar; elle habitua-se

a trabalho voluntario, produzindo pelo menos uma part da

alimentagao de aua familiar.





-39-
FUMO. A insuia do fumo continue ainda em condigoes
muito primativas. 0 mercado desanima o productor, que estA
sujeita a muitos abusos por part doe commerciantes, auferindo
pouco lucro em proporg ao o trabalho a cuidado despendidos. A
exportagao em 1928 foi de 3.194 toneladas (Ver a quadro em pa-
gina 32), no valor de dez mil tresantos e vinte into contos
de reis, a que deu uma media de 3$233 por kilo, 0 fumo 4 produ-
zido geralmente, como uma cultural secundaria, sendo wultivado
depois da maturagao do milho,
Nas condigoes presented da cultural, polo uso da enxadal
o productor ganha menos de um kilo do fumo por dia de trabalho
gasta na cultural. ou, provavelmente, menos de meio kilo. rao sera
difficil, porep, augmentar consideravelmente o rendimento por
dia de trabalho.
Itens para a Melhoramento da Cultura, 1)* Facilitar ao
agricultor a compra de boa semente de qualidades que produzam
muito. Nas regioes de Vigosa a Uba, a variedade chamada "Georgia"
4 excellent; aeu vigor e productividade contrabalangando qualquer
prejuiso que se tenha no prego. E' bem condecido pelos especialis-
tas desta cultural que o habito prevalescente da producgio de seme-
ntes nos Velhos fumaes perpetua as linhas peiores. Usando sempre
sementes das peiores plants, a cultural degenera rapidamente.
2). Litteratura. Publicar folhetos illustrados, coa a
descripgao dos melhores methods a seguir, nas condigoes routi-
neiras em que a coAtura 4 feito em Minas, para que se produz corn
o mesmo trabalho, maior quantidade de famo para exportagao.
3). A Seoretaria poder6 auxiliary muito os productores,
fornecendo-les dados a respeito dias pregos e de melhores methods
usados na venda do fumo. 0 prego que o agricultor recebe 4 demais
reduzido comparado corn a pelo qual a fumo 4 vendido nas lojas.
Se o governor do Estado nao auxiliar a productor do fumo,
ebsinando-lhe como de obter melhor product, por methods mais eco-
nomicos, esta industrial se transferred para outros Estados, per-
dendo Minas uma proveitosa fAnte de renda.






-40-

MILHO. A exportagao de milho em 1928 foi de onse mil
e noventa toneladas, no valor do quatro mil seiscentos ein-
coente e sete contos de reis, isto 4, trezentos a noventa reis
por kilo. (Ver o quadro em pagina 32.) Este prego 4 bemr mais
elevado do queo oalcangado no estranjeiro, especialmente na
Norte America, de modo qua nio se pode esperar que o milho se
torne um product de exportagao em large escala.
OQ dados que citamos actna, quanto A exportagao,
referem-se 6 apenas uma part da producgao, pois exporta-se
muito milho sob a form de capados gordoe, bern assim de aves e
ovose outros animaes. E' muito provavel qua, se pudessemos
obter dados completes, classificariamos o milho o mais impor-
tante dos cereaea exportados. Juntando-se ao valor do milho
exportado, o valor calculado dos animals e products, o valar
da exportagao de milho se elevaria a quinse, ou mesmo at4 vinte
mil contos.
0 trabalho technico realizado em prol da cultural do
milho, pelo Governo de Minas, tern sido quai nada, em relaiao
a sua importancia na economic estadoal. Esta attitude de
"laisser fair" (let alone policy) por part do governor,
quanto a cultural do milho, esta prejudicando a ponto de prego
de venda ser mais elevado do que o observado em outras nag'es
onde o milho constitute important product agricola. Nio ha
possibilidade de haver produc~ao superior ao consume, pois
logo que o prego baixar sufficientemente, estabelecer-se-mo
certamente outras industries para as quaes o milho serA a
material prima indespensavel.

tens para 0 Melhoramento da Cultura. 1). Sementes.

A Secretaria deverA obter sementes indiscutivelmente boas de
tree qualidades das mais importantes, como, por exemplo, a
Quarentao para produago precooe, 0 Cattate, e o Crystal.
Estas sementes devem star devidamente peeparadas para a venda
aos agricultores durante 0 mez de Agosto. 0 Quarentao, embora









produza apenas metade ou a terga parte das outras qualidades,
merece plantio por aer muito precoce, podendo ser vendido
muito antes do outro, alcangando assim prego elevado; ou entao
servir para o gasto nas fazendas em 6poca de falta. As sementes
do milho podem ser obtidas em Minas on em Sao Paulo a deverao

ear compradas por representante do iLnediata confianga do
govorno.
0 plantio de boas sementes de estirpes productivas
augmentard a producgao de 25 % ate 75 % sem modificagao dos
methodos de cultural.

Litteratura. A Secretarda podera, cor excellent
resultado, publicar um folheto para a distribuigao entire todos
os estabelecimentos agricolas, onde se descrevam os melhores
methods de plantio e cultivo do milho, esclarecidos corn gra-
vuras de plantadeiras de uma fileira, de cultivadefes para urn
ou dois animaes, a onde Se dem informagoes cuidadosamente
obtidas quanto A economic oriunda do emprego das plantadeiras

e cultivadorea, bem assim quanto aos maiores lucros advindos cat
o emprego de sementes escolhidas.
Este folheto deverA ser enviado aos agricultores,

no mais tardar, durante me z de Julho.












FEIJ40 A cultural doe feidjes 4 q que provavelmente
estA sendo feita corn mae routineirismo quo a cultural de todoa
ea outros products de exportag$oe Os feijojee em geral, sao
produzidos com tanta facilidade que parece ninguem os consider
dignos de pesquizas. Em 1928 a exportagao elevou-se a onse
mil cento- a doze toneladas, no valor de oito mil oitocentoe
a oitenta a novel contoe de reis (Ver o quadro de exportagio
em pagina 32), ou $800 por kilo.
Os feijeas geralmente produzidos para weportago
apresentam aspect exactamente contrario ao que deveriam tern -
mistura de qualidadea, aujos, misturadas cao pedrinhas e muitas
sementes imperfeitas. 0 prego obtido 4 excellent considerando-
se a qualidade do product.

Itens para o Melhoramento da Cultura. A melhor
reconanndagio para o presents 4 disseminar sementes de melhoree
variedades. Quando a cultural do milho tiver a desenvolvimento
correspondent ao emprego do machines, entao estaremos ae
melhores condigies de aperfeigoar a cultural doe feijses. Polo
prego doe feioes, segundo a quadro de estatistica, serA male
lucrative produait feijies Ge grande escala do que produzir
* oaf6.






-43-
ASSUCAR: De accord corn os dados de estatistica,
(Ver o quadro em pagina 32), exportou o Estado de Minas em 1928,
4.823 toneladas de assucar, no valor de tree mil oitocentoe e
trinta e oito contos de reis, ou sejam $796 por kilo, send esta
exportagao quasi exclusivamente constituida de assucar crystal
produzido nas usinas malores. Al1m do assucar, exportou tambem
grande quantidade de aguardente feita nas usinas, o qye augmentou
conAlderavelmente o lucro tirado dos cannivaaea.
Al1m da exportagao referida, temos a quantidade enorme
de rapadura gasta nas fazendas e por grande part do povo rural
do Estadp, que nio entrou em consideraqao nos dados tornecidos.
Isto muito contribute para 0 augmento da riqueza do Estado, pois,
nao sendo produzido, seria indespensavel a exportagio de dinheiro
para a sua compra, Do mesmo modo o Estado produz console grande
quantidade de aguardente.
Q ensino dos pequenos agricultores que produzem a
maior part da rapadurae aguardente, 4 muito difficil,.Elles
constituem uma percentage consideravel da populagao e o total
que produzem I tao elevado que o governor do Estado nao pode
deixar de reconhecer eua importancia.
As pequenas usinas sao tao inefficazes que provavel-
mente ninguem qareditaria nos seus dados verificos, caso fosse
possivel obtel-os. Este grande desperdicio empobrece o estado
extraordinariamente e diminue muito aua renda.
0 peior mal,'pordm, destas pequenas uzinas 6 incre-
mentarem muito a producgao de aguardente. 0 governor esti agenda
muito sabiamento impondo taxa elevada sobre este product, afim
de uiX$WIf/ diminuir eua fabrioagao. Quando a producgao de
aguardente for menos rendosa do que a do bom alimento, a rapa-
dura, entio oagricultor deixar4 de produzil-a.

Itens para o Melhoramento da Cultura. 1). Intensificar
& introduogao disseminagao de variedades de canna do assucar

feeistentee ao mosaico, tab bern iniciada pelo Exma. 8nrw








SeeretArio. Commettera um crima economic contra o Estado
qquella usina que moor a canna P. 0. J. 213 ou qualquer das
outras variedades resistentes, emquanto existirem ainda
milhares de hectares plantados con canna atacada ou com varie-
dades nao resistentes. A proeura da canna para plantio, das
qualidades novas, top ultrapassado muito 4 disponivel para
fornecimento.

2). Introduzir outras variedades resistentes ao
mosaic e experimental-as, parade accord corn os resultados,
serem propagadas e disseminadas. (Conforme 4 de conhecimento,
parece existirem melhores qualidades do que as que possue
actualmente Minas.) Esee trabalho Bao sera realizavel pelos
poderes da administraqgo present, pordm, os primeiros passion
sendo dados desse sentido, muito facilitarao os trabalhos a
realizar pela administragao vindoura.

3). Estudar a por em pratica medidas que tornem o0,
transport da canna destinada ao plantio, mats seguro t effi-
ciente. 80 % dos toletes de qualidades resistentes ao mosaico,
recebidas da Estagio de Canna da Secretaria, ohegaram a Vigosa
completamente mortos, ao pass que os recebidos de Deodoro,
(E. do Rio) nasceram 80 % ate 100 %, indicando que quando
form devidammnte acondicionados, poderao ser transportados
a distancias longas sam prejuizo. Tenho observado qua nenhuma
pessoa ou agenda tern responsabilidade direct pelo mao trato
que dio a canna, conform me referi acAma. A canna e cortada
do mesmo modo que a destinada A usina e collocada em vagoes
fechadol, asem considerar devidamente sou alto valor. A Estrada
de Ferro por sua vez contribute corn o msmo systems de transport
demorada, como se fosse a canna material morta, No destiny, on
toletes aEo tirados por operarios que continual a tratal-os
come ae fossem destinados B moenda, d6ixando-os expowtos ao


-44-





-46-

vento e eo sol at4 A occasiao do plantio; este 6 feito
de maneira correspondent ao atrazo geral na cultural da canna.

Nota. Cito estas observa9ces para mostrar qua nio
deixo do comprehender a avallar os obstaculos tremendous que
entravam a aogao dum Seoretario de Agricultura ou de outro
qualquer que deseja incentivar a lavoura. Sao os reeultados
da negligencia mo treino dos operarios agricolas e da falta
dua classes media que fornega administradores capazes de
seguir as instrucq"ea dos male adiantados, e administrar
intelligentemente as propriedades agricolas. 0 principal
representante da Secretaria cumpriu excellentemente seus
deverea, apesar das difficuldades encontradas. Elle n1o tern
culpa de ter encatrado operarios analphabetos a demasiada-
mente doceis ou servia.

4), Litteratura. Os resultadoe do trabalho tao ber
iniciado am Anna Florencia e alguns outros centroea devem ser
divulgados em todoe os centros de produogao da canna de assucar.
UmA artigo de quatro atd cinco mil palavras, illustrado con umas
seia ou oito vistas de uma pagina cada uma, a publicado em forma
de folheto, conseguiria maravilhas, estimulando o plantio das
qualidades melhoresa e ao mesmo tempo teria effeito na admissao
* uso de methidoe mohores para a id6MI cultural da canna.








LARANJAS, SUA EXPORTACgO. A exportag o de fructae
ainda relativamente pequena, tendo aido avaliada em menoe de seis
mil contos em 1928 (Ver o quadro em pagina 32,)' No present mo-
mento, 6 consideravel no Brasil a animaggo pelo plantio das laran.
Jeiras, visando a exportagro das fructas para o exterior, conform
se observe em Minas e em outras parted do pais. A exportagio de
laranjas exige installagoes muito custosas, que tntretanto, devida-
mente dirigidas, produmem renda. Deve haver a maior animagrlo
possivel; pordm, parece que tal emprehendimento vae alim daa
possibilidades actuaes do Thesoura do Estado de Minas.
0 Estado de Sao Paulo gastou ultimamente quantia supe-
rior a mil contom de reia na installagao doe dois "packing-housees"
0 malor a male novoe em Limeara, com capacidade para 3.000 oaixas
em 10 horas, fioou em mals de oito cents contos, e conforse o
quadro abaixo, oera augmentado no anno vindouro* Excellentements
montada, 4, indubitavelmente, a maim perfeita e maie modern da
America do Sul, nao tendo havide nenhum gaato que so consider
rasse inutil ou luxuosae "Packing-houses" menores ficam maim
caros~ considerando o cuvto da installag&o em relago ao numero
de oaixas emballadas,

Custo do Packing-house em Limeira,


Terreno-----------.-------------------.-- 100000$000
ana unidade Skinner can capacidade de
3.000 caixas em des horas, corn machine
Morgan para fazer caixas-------------- 17090$000
Segunda dnidade (por ser installada)
s6 alassificadores --------------------- 51s000$000
Predio (40 mas 40 me, de construegie
metaioca a paredes de tijolom, cOa
balgao internal de peroba---------------- 4901000$000
Installagio electria ----------------------- 16: 000$000
Em 1930 serm installada couletamente outra
unidade igual A existence a mate o seguintes
Sb apparelho para o tratamento de borax e de
parrafina, 4 reaeptores para caias de colheita
e 3 esteiras mechanicas para condueao dentro
do packing-house, orgade tudo em----------- 31560


$o0000


)0$000


CUSTO COMPLETE


lll41l940$00(





-47-

Recommendaria que o Estado de Minas comegasse a estudar
este assumpto systematicamente, com o proposition especial de for-
mar um numero consideravel de pesoas corn conhecimentos praticoa
desta especiallAade. O trabalho de former pomares e dirigir pa
"packing-houses" constitute verdadeirrmento uma especialidade.
Seria excellent mandar (de accord cam o Estado de Sao Paulo)
eels ou dez Mineiros jovens a intelligentes para trabalhar durante
a teeago de emballagem, nos pomares e no packing-house de Limeira

cor o fim de aprender estates servigos.
Esta experience poderi ser adquirida apenas pela pra-
tica actual, pois o trabalho de colher e acondicionar as fructas
citrus para exportaqio, 4 difficil o exigente. 0 Estado de Sao
Paulo fol multo feliz em ter obtido os servigos dum especiallsta
neste ramo, o Dr. Feliaberto Cardoso de Caargo, que estA diri-
gindo o servioC de viveiroc e do packing-house, sendo elle sam
duvida a pessoa male habil e mais competent para este serving,
que existed hoje no Brasil. Formou-se na Escola Agricoa Luis
de Queiros, e depois Cos eatudos de especializagao na Escola
Superior de Agricultura do Estado de Florida (E.U.N.A.) na 4poca

em que tive a honra de dirlgll-a. Elle iniciou seus trabalhos
na exportagao de laranjas ha doze annos, fazendoo trabalho mali
elementary num grande packing-house em Winter Haven (Estado da
Florida), tendo continuado astas trabalhos desde east dpoca.
Pediu licenga do logar de Director da Eg&tgLo de Pomicultura do
Deodoro, para servir no Instituto Agronomico em Campinas, sob
as ordens do Director deste Instituto, por etr percebido serem
seus servigos de grande necessidade para o Estado de Sio Paulo
(do onde 6 filho), considerando a dpoca de difficuldade que o
Estado estt atravessando. Os ordenados das duas collooag5ee sao
mais ou menos iguaes, e sao considerados excellentes.
AJudei o Dr. Camargo, ha oito annos passados, a faser
as primeiras cdaxas de typo commercial para exportagio de laranjas
sendo esta exportagao a primeira feita em caixas apropriadas






-48-

de que ten conhecimento a inisterio da Agricultura. Depois deste
tempo, tenho tido sempre conhecimentos dos seus servigos e por
isso posso diaer que o Estado de Minas econamizara muitos contos
de reis, si mandar alguns moIos intelligentes e que nao tenham
antipathia pelo trabalho manual, A Limeira, para adquiram a
experiencia e os conhecimentos necessarios para o bom exited de
exportaqao de laranjas am Minas.
Repito que 4 um trabalho muito especializado. Umr
Paullsta, na safra passqda, perdeu mais de trezentos contos na
exportagao da laranjaw Outros exportadores tiveram bonds lucros.
Nos mercados europeus, as laranjas Brasileiras vendem-se ao memo
tempo que as da Africa do Sul a da Australia) quando a fructa
daqui fSr inferior As doe outros paizes, naturalmente vender-se-A
por prego inferior. (Ver, no Minas Geraes, de 14, 15 w 16 de
Janeiro de 1923, "Transformando Laranjas em Ouro", por P.H.Rolfs.)
Diwersos Paulistas, corn os quaes converse, acham que
todas as difficuldades cicarao resolvidge cor as excellentes
packing-houses. Nisso elles estgo enganadoe, pois podem obter-se
os packing-houses corn dinheiro, pordm, a experiencia e conhecime-
ntoa necessarios para que a exportag;o das laranjas seja lucra-
tiva nao se pode adquirir por dinheiro. Na Florida e na Califor-
nial faz trinta annos, mais ou menos, que vea se esforgando para
que a industrial citritola attinjisse a sua present grAo de
desenvolvimento.
Suggest5es para o Melhoramento da Cultura. 1), InstruagCo
de mogos em trabalhoa de citricola. Caso mandem dez para esta
especializago, na o se deve esperar mais de dois ou trees leaders
para Minas, a nio ser quo os Mineiros sejam muito mais aptos para
esta forma de organizagao e trabalho do que.os mogos da Florida.
8), A formagio de viveiros onde os fazendeiros possam
adquirir mudas de boas qualidades e typos. (Isso JA foi muito bem
iniciado nos terrenos da E,S.A,V0 e suspense por falta de verbal)






*49-

ABACAXI,. Merece bastante .attenqo por part do
governor de Minas o augmento da producgao de abacaxil podendo vir
a eer uma industrial de importancia, Ellea amadurecem em ipoca
de eacasses de fructae produsidas na Europa, e send reoebidas
1A durante o inverno, sora menor a perda depois de chegadoe ao
mercado. Tambem encontrariarm pouca competigao nos abacaxis ao
norte do Equador.
0 maior obstaculo A exteneao nmmediata e grande do
commercio do abacaxi 6 a falta duma caiza padriao a de eatea-
dardisagao da exportagL. Abaswda chegam no mercado no Rio
exactamente como os vi bhegando no mercado da Havana (Cuba)
ha trinta annos passadosa
Na Exposaiao de Fructas realizada em Sao Paulo
(24 a 28 de Janeiro deste anno), o Insttuto Agronomioo de
Sao Paulo apresentou demonatraqF o Iptima do modo mati modern
para noondicionamento desta fructa para exportagao, ea caiarn
padres. Todos oB funoconarios da Secretaria da Agricultura
em Minas que so ocupam corn fructicultura, direct ou indirecta-
mente, deviam ter assistido eata Exposiego.
0 gasto de abacaxis dentro do Brasil poderA ser muito
augmentado, pela seⅇo de variedades apropriadase A 6poca
do amedureeimentp pode sor muito extendida e, adoptando melhoreo
methods de acondicionapento e venda, poderao as fruotas brasi-
leiras supprir an grande parte as actualmente importadas do
eatranjeiro, s0 methods de venda actualmente emprefados deixam
muito a desejar. As fructas sao frequentemente deepejadae em
soalho eaujose mesmo no mercado em Bello Horizonte, a no Rio a
difficuldade 4 major. Qeralmente de 50 % atd 80 % do quo paga
9 comprador vae para on bolsos dos intermediarios a agencies
de transported

suggest6ea para a lelhorameento da Cultura. 1)# Tenho
me referido A excellent opportunidade para exportagSo de

abaoaxis, pordm, presentemnte, peso recomomendar spena a





-80-


importagao e disseiuinai o de novas v edariedales Os outros meios
para adiantamaento dests cultural estao acima das possibilidades
do Thesouro do Setado didao de Minas. no tempo actual.

2) A exportaqao de nbacaxis deve seggAr, em
importancia, da lr.anja. Ha menos difficuldade na sua
producqPo, n.o bavendo necesnidade de installacoes custo-
sas par- a SUL eimiballagem, Ha menos perda no transport#
desde quo o 2aondicionceonto seja feito convenientemente,






-61.

AS HOUTALIgAS E LEGUMES. A producqao de hortaligas

a legumes para exportag o, especialmente para as cidades grande e
para as regi6es do pais de climas differences, constitute, em
muitoe parties do mundo, industrial de grande importancia a qua
esta muito no inicoo aqui no Drasil, nendo difficultada por
alguman circumutanciaa quo vou indicar.
1) Ura das maiores difficuldades ao fact de sa
quasi impossivel obter-se semnentes boas e de qualidades escolhidasp
nao 86 para os estabelecimentos maiores como para Os particulars.
A Escola tam sido obrigada a Itnportar quesi todas as suas sementea
e com bastantes difficuldades. As que tomos comproado na melhoree
casaa Corn cidoras do Rio de Jacneiro ea ello ioorizonte, quando
nao vieram mortar, vieram m3isturadas a com outras anpuresas.
Duma qualidade de tomatoes chamada "Prance a" de somentea
de alto prego duma cata em Bel o Horizonte, logo que fructifl
caram, verificamos que novonta por conto das plants eram de
Squalidade selvagem e as outras duma qualidade inferior de Jardima
Depois experimentamos inmentes da qualidade chanada "Rel Humberto"
sendo que 50 % das plants eram da qualidade selvagem, emquanto
as outras eram de diversas qualidades. Quando a Escola aoha quasi
impossivel obter somentes de qualidade regular (j4 nao digo de
boa qualidade) nro 6 do se admiral que os particularea nao faga i
hortas.
A Sc. etaria tern realizada algum trabalho quanto so
forneclmento de sementes aos hiJ.ressados, Este trabalho deve
ser ampliado bastante. Traria uma dospeza deatas~n a a abertura
de ura verdadeira loja do oementes com filltaes nos centros mais
Importantes, port, 4 possivel obtor-ae a meoma coisa, mediante
um entendiuento sob a forma de cooperative centre particulares ou
oasas comaerciaes dos referidon centros, com a fiscalisag4q
direct da Secietaria, Um representante da Secretaria compar4a
as soaente1e ou no paiz ( sondo preferidas estas) ou no estran-
Jeiro1 as mandaria para o centros, mediante dondiqoes esta-
beleoldas. As aementes seriam vendida caom algun lucro sampre






-52-

que houvesse noces5idade de cobrir algun gasto que o Estado
fizease comn estas remensas. Os particularef oa eOtabelecimentos
cue produzem boas semoitesj deverao r.ceber o ostimulo necessario
para que se estabelega uma vercdadeira industrial. (Por exemplo,
baata cit e O Estado da Florida, que export muitos wages (carros
da eistrada de Ferro) de samentes de melancia, annualmente, As
outras parties dos Estados Unidoa. )

2). Exf:lora mento desta. indu~tria 4 oue s i.termediarios e estradas de
ferro onernm de tal nodo os produqtos, que o agricultor recebe
muito podco pelo trab-tlho. NTio 4 rnro takes Intermadiarios co-
braram de canto at6 quinhentos por cento pelos seus servigos.

3). Meios de communicao. Uina terceira difficuldade
esta nos meios de communicp.ao. i). 0 recebimento em Minas de
telegrammnas notavelmenit demorado. 14o 6 raro um telegramma
de Bollo Horizonte on Rio lever 24 ou mais horas (at6 alguns dias)
para sor entregue em Vigosa. ii). Cartas chegam cor muito atrazo
e muitas se estraviam. Geralmente sao necsssario cindo a sels
dias para se receber uma cnrta do Rio e tempo igual para uma

provindo de Bello Horizonte ou Ponte Nova.
Embora brn difficil, nao 4 ij:possiveb, melhorar estas
condigtes, 0 Instituto Agronomico dm Campinas estA. livre de
muitas das grande inconveniencias que tanto reduzem a efficien-
cia e as actividades da Escola Superior de Agricultura am Minasi
realmente estas condigOes sao especialmente pessimas em Minas.
Por exemplo, das revistas scientificas que assignamos aqui em
Vigosa e que eao recebidas tambem em Campinas, elles raramente
perdem um exemplar, emquanto que n6s aquA recebemos metade ou
menos. 0 Governo de Minas precise agir corn energia e tomar medidas
que corrijam takes abusos observadoe nos correios e telegraphos
mineiros.





&563-

4). Transported. 0 servigo de encommendas a free 6

proporcionalmente mal faito ie devagar. tm carro completamente
lotada para esta Escola levou 29 dias para vir do Rio, consti-
tuindo eate um exomplo frizante don abuses constantemente perpe-
trados. Esta difficuldade vae se corrigindo mais pela construe-
gao de estradas boas do que por outro meio Corn boas estradas
de rodagem, o tranzporte por caminhao 6 iais repido a economic,
para distanciass de cam atd quinhentos kilometros no maximo. A
cidade de Nova York recebe pelo menos 85 % das suas hortaligas
a legumas dos estados visinhos, por meio de oarinhoes.

Itens para o Melhorrnento. I). Intensiticar 0 forne-
cimento da boas sementes aos agricultoren, send estas compzraas
por agent de irmediata confianga da Secretaria e vendidae nob
diversos centros, cobrando-so prego sufficient para incluir

as despezas. Ha muito procura de uementes bo-is.
2). CombaLter energicamente a grande exploragao exer-

cida pelas companhias de trznsporte e pelos intermediarios contra
os productorea do hortaligas e legumnesz afim ce ficarem mais
baratos Os products e a maior percenta em do sou prego per-
tencer so productor.
3). As vias do coinunicag og telenapho e correios
prestam servigo francwaente prejudicial aos TMineiroan devendo
o Governor do .stado tomar providenciae i osIediatas e energicai
contra os rabusos praticadoa.
4). 0 servigo do transporte.s pod-er& ser niuito malhorado
de modo a favorecer os products agricola p. la rapides e menor
despendjio As boas estradas do.j rdagsm ptrestarao muito auxilio
neste sendido.






-54-
CULTURAS MENOS CONECIDAS. 0 Estado deve estar sampre
vigilante na experimentagao do novas cultural ou variedades novas
de cultural jA conhecidas. Na introduogo de plants novas, sem
estudos previous as bezes descobram-se plants de muito valor
para uma industrial. Sao necessarios, por4m, muito pactencia,
dinheiro d tmnpo para crear-se una industrial completamente nova,
baseada nuna plant ou animal recentemente introdusidoes (W).
)T Ver, Processo Economico nathtroducgao de Plantas
_p. 26 _______
Ao considerar as possbiblidades da implantagio duma
nova cultural, OB leaders em agricultura devem sempre lembrar que
a populagao de Minas 4 relativamente esparca e nro muito effi-
ciente. E' razoavel, por isso, esperar obter melhor exit corn
uma cultural que exige pouco trabalho bragal por hectare do que
can muma que necessity de muito trabalho a peritos. A 6poca da
machine agricola estd rafldamente chegando em Minas, devendo-se
incentivar as cultural que admitted a forma extensive e na o as
que exigem a forma intensixa.

TAMARAS. A primeira vista poderd parecer quea cultural
de tamaras seria excellent industrial para Minas. Considerando
rapidamente, entretanto, a preclpitaggo chuvosa, bem assim come
outros pontos climatologicos, 4 auvidoso se qualquer part do
Estado permittira a producgio de boas tamaras para o commercio. ()
) Vercntroducao Econom co de Plantas Novas, p. 26

CHA A cultural de chA esat boem estabelecida em
divereos logaree em Minas e mereqe continuagao com interease
* apoie do Estado. Nao 9 provavel que ella se estenda muito,
pois corn o augmento da efficiencia dos trabalhadores em outroe
ramos agricolas, oa melhores abandonario esta cultural trabalhosoc
d/4idd"MA que passart a ser feito por poucos novatos.
A cultural de chA foi intciada na America do Norte ha
male dG cem annos, sob as condigqes de escravatura, tern sido
perpetuada, am pequena escala, atd 0 presented Apoear da invengao






a applicaea de machines para poupar 0 trabalho bragal, a oultura
nao esat ainda independents. 0 governor note aamricana tem-na
aubvencionada generosamente, fornaecndo pesquizadores para oa
estudoo technicos, uma provavelemtne por raao do ser escaeas a
popula9ae (approximnadamente 54 por kilometro quadrado) nas sonas
appropriadas, nio tomr progredido.

INDUiT'IA DE SZDA. A tundusria da seda attrahe sob ponto

de vista eathetico. A Italia produs mais de qualquer outro pals
Europeo, sendo a sua producao vinte vexes a da Franga. Ald~
destes dois paizes, o reato da auropa produs pouca seda, A popa-

lagio da Italia, em 1928, foi de 132,8 peesoas por kilometre qua-
drado, emquanto a media em inas fioou em 11.82 pesoaes per
kilometro quadrado.
Ha muitos annoe foi esta cultural introduzida nos
Estados Unidoe da America do Norte, realisando-se depois da
Guerra Civil, muita propaganda para extender ela cultural entoe
os milhares de eacravos recentenmente libertoa, em um clima de
condig5ea perfeitas para o desenvolvimento da amoreira e bloho
ded seda. Nao deu resultados correspondentea aos esforgos e de-a
pesaa. Depois de mais de seasenta a.nnos de propaganda pelo
governor, a do apolo moral e finance Iro, a industria nao eati
em base economic fire.
Corn o aperfeigoamento dea machines para a produogfa de
seda vegetal (seda artificial) na Frangal este product estA
substituindo em grande escala a seda animal para fabricagao de
telcdos, de modo qua a cultural de seda poder4 ou nio ter exit
economic em novos paisea.
A produoQao de aeda animal tem excellent valor

lnstructivel Justificandomse por isee, as despexas quo o Estado
de Minns tem feito nesse sentido, 0 governor deve continual a
animar esta Industria, porim, sempre lembrando que nao 4 multo
provavel quo sirwa de grande fonte de reraa para o Estado,

TRIQO. A culture de trigo eata send inoentivada pale

Estado, existindo provavelmente extensas areas que poderao ser




-=6-

aproveitadas para esta cultural, nio so visando de un modo rapid
a exportagao para o estranJetro a sim.a producaio para supprir as
necessidades do estado de de outros estados do Brasll, redusindo-
se a exportagio de dinheiro para a acquisigao deste produoto*
A propaganda para a cultural do trigo devera centralizar-
so nas zonas onde existifem areas exteneas eufficientemente plans
para serem trabalhadas corn machines agricolas* Outro factor In-
despeneavel 6 o de ter um period secco nao 6d durante a colheitl
como tambem durante o period em que o trigo floa noe celleiros.
Em Vigosa 4J produaimos trigo excellent, mas send normalmente
muito humido a tempo de verao, o trigo se estraga cor mofos e
fungos, aoe-seRae a nao ser que ae ttilizem maos artificiaes para
seccagem dos grgoa, nio send esta media economic no presented
ES diversos outros paires tropicaes jA tentara a culture do trige
sem exito economic, por esta razso. No planklto seco so norte
da Cidade de Mexico, logar tropical, encontram-se condigoes pro-
prias para o trigo, existindo extraordinarias cultural.
Outro element muito important d a escolha de s6lo
favoravel ao trigo, sem desprezar dados references ao olima a
a sua conf'ormagioe Sem grande numero de analyse de terras e de
mappas geologicos, teremos de recorder ao method antigo a dia-
pendioso de experimental a plant em lowalidades diverse que
paregam capazes de s&tisfazer as condigoes necessarias. (W).
) Ter, Processo 'Economics para a Introduc9go d3
Pl..anta _t. s.aa 27)._ _L 2. 7)..
-. ntn----a--n

OUTRA$ CULTURAS. Existem muitas outras cultural que

merecem mengio, mas que nio podea ser incluidas aqui. Os leaders
em agriculture devem considerar cuidadosamente quaes sao as limi-
tagSes especificas das cultural propostas, pois nro sendo assim~
gastar-se-ao muito tempo e dinheiro --que pode ser facilmente
economizado, utilizando-se dos conhecimentos que os scientists
JA posauem.






q57-
B. AnimaeS e Seus Productoa.

A exportagio das industrial baseadas em animaea, am 1928,

foi avaliada em 290,219 contos de reis (Ver o quadro em pagina
32), devendo esta quantia ser quadruplicada nos dez annoo pro-
ximo futures. 0 Estado de Minas tern opportunidade incomparavel
para augmentar largamente 8ua exportagao proveniente da indus-
tria do gado leiteiro, a aies suinos, Possue grande areas des-
occupadas que poderi-o produsir colheitas grande a pastor magni-
ficos. Possue tambem centenas de milhares de operarios excellentesa
a espera de quem os dirigan. 0 mercado national para estes produ-
ctos ea podemos dizer, sem limits.

Para approximar a 6poca fells em que todos terio o
sufficient, necessitamos duma classes media, corn instrucgio pra-
tica. 0 que se da na industrial de lacticinios, dAse igualmente
em multas outrae,- 0o peritos e scientists estio habilitados a
condemnar products de qualidade abaixo dum padrio determinado
quando recebidos no mercado, entretabto, nao tern capacidade para
ir a fabric ou ao campo, ensinar aos industries e agricultorea
a maneira de produzir um artigo superior. A Dinamarka, em 1870,
foi um dos paizes makes pobres da Europa, mas pela instrucgao das

classes productorae ella tornou-se rica e hoje conetitue model

para o mundos Em material de lacticinios, a America do Norte tern
aprovei ado mais pelo example da Dinamarka do que de outro pals
qualquer,

BOVINOS. A ezportag"o mais important que se realison
em Minas, depois do cafi, foi, conform a estatistica de 1928
(Ver o quadro em pagina 32), a de bovinos, indicando este fact
a condigEo pastoral do estado, Parece 4ambem que o Estado tem
perdido boas opportunidades, pois exportou apenas des kilos de
care fresca e congelada para cada cabega de bovinos. A esta-
tistiaa rio o indica, mau 4 provavel que a maior percentage
doe bovinos exportados foi para Sao Paulo afim de serem abatidos

nos ga s matadouro a Desse modo exportaram-se os melhores

animals, fioando oa inferlores para serem abatidos em Minas,





-588

prejudicando a qualidade da care exportada de Minas, emquanto
a melhor passou como send product Paulista.

0 zebd constitute, ao meu ver, o malhor animal para
former a base da criagao para care, nas condig5es actuaes de
Minas. Os mestigos desta raga dio excellentes bois para tracgo,

e suas cameo, sob condi"es favoravels, sao excellentes. Eates
mestigos sao bem melhores, sob as condig5es actuaes da criagao
do que os bovinos de puro sangue europeo, a merecem estudo
technico extensive e intensive.

Uma Suggestio, 0 Hereford 4 provavelmente a maia rue-
tica das ragas europeos para care, constituindo a base da
industrial na Argentina, hoje nuito afamadq. Tambem no Texasa
(E. U. N, A.) na region que antigamente dez part do "grande
desert norte americano" esta my-tamts raga ter sido o factor
mais important na industrial. Pode-se obter excellentes touros
deasta raga por pregos razoaveis, devendo ser mestigade corn s
zebds e com outros mestigos escolhidos. Os Herefords sio capazes
de prosperar corn alimento muito peior do que qualquer das outras
ragas europeos para care, tendo 0 zebd esta mnesia characte-
ristica, parece qua os mestigos seriam excellentes. Nio seria
necessario adquirir touros ca "pedigrees" para esta experiencia,
pois os animals de puro sangue a de boa conformragao servirlam
perfeitamente e aeriar muito menos cars do que os tours regis-
trados. Parece que o cruzamento da vaoca zebua, corm tour
Hereford nro ten sido experinentado em Minas, em numero suffl-

ciente para se term resultados concludentes.

Itens para o Melhoranento. 1). Os paatoa constitute a
base da industrial do gado. Parece que o Capim Jaragui s gordura
sao os mais geralmente usados. Este tern pelo manos seus varie-
dades que differem muito em productividade e outros characteris-

ticas. Quando a Secretaria tiver que adquirir sementes para
serem distribuidae estas deverao provir duma variedade productive.






-.9-


2). Litteratura. Beneficios extraordinarios reeultariam
ai ea reunoie numa obra todos os c nheoa mentom sobre oa insectos,
vermea, protozoarios e germens noalvos ao gado, Sate trabalhe
deve eer escripto em linguagem que os agricultores a pudeasem
entender e oa remedlos recoanendados ficassem ao alcance de
todes as criadoreas Uma peesoa habil teria de trabaUhar polo
manos un anno para preparar usa obra como a indioada, a para
colher as illustragoes apropriadase
(Nota. E* quasi aorto que o actor duma obra deasa
naturesa ser combattido poles veterinarice, espe-
cialmente pelos que raecberan instruegao na Europa,
e a Secretaria dever& so preparer com antecedencla
para defendel-o.)
Urna publioagia desta natursa corrigiria muitas das super-
stig ea e crengas a respalto das molestlas doe animaeos,
adiantarta muiteo desenvolvimento desta industrial no Estado.







-60-
LEITE S LACTICINIOS. Minas 4 o primeiro dos estadoe
na exportago do products de lacticinion no Brasil. Os sous
estadistas muito Justamente so orgulham deste fact. Em 1928
a exportaaio foi no valor de quasi cem mil contos do rpifir
(Ver o quadro am pagina 32), approximadamente uma sexta part
do valor do cafd exportado, 0 governor do Estado tern tornado
muito interesse em melhorar os rebanhos pela introducgao de
animals de puro sangue. Nao rest duvida que can climax favo-
ravel e ablo productive, no future proximo, a exportagao de
letter e products de lactiionioe trar& mais dinheiro ao Estado
do que o caft. 0 numero de estag;es nas eetradas de ferro onde
se recebe a leite serA muito abnmentado, poia muitos dos faze*
ndetroa mais distantes poderio, con a melhoramento das estradas
de rodagem, alcangar as estradas de ferro para a exportagao
do leitei send qua a exportagao deste 6 maia lucrativa, quando
bem organizada, do que a venda doe productoo de lactioinios.
0 consumo de leite deve ser muito augmentado, a bem da saude
da populagao.
No Rio de Janeiro nmetropole afamado em todo o mundo,
a media do conMuma de leite 4 menor do quo lm quinto do Con-
aumo razoavel. Sm Bello Horizonte, a sidade maia moderrate
linda do Brasil, o abastAoimento 4 muito menos queo consume
possivel. Nao 4 de se admirar quo a mortalidade das creangasp
especialmente daa comr menos de dois annos de edade, seja tio
elevada nests doaa magnifioos centroa de civilizadao.

Itens para Melhoramento. 3), Forragens para a
inverno. Igualmente oomo no caso da prodauaao do bovinos para
corte, os pastor sio de maxima importancia na industrial de
lacticinioa. No quadro present o melhoramento maia edonomico
seria o da producclo de forragem para o inverno. A canna
cavallo constitute forragem excellent a doe mais economics para
as vaccas leiteiras, podend sear produsido por cinco atd des
milreis a tonelada. Smn Mines os invernoa nio aLo demasiadamente

frioe de modo a prejudicar seriamente o crescimento deata






-61-

gramineaceae, podendo ser aproveitada em qualquer dpoca quando
ha falta de forragem verde. Constitue excellent product
para oa silos, custando approximadamente 30 atU 50 milreis
por toneladap dentro do silo*
Outros capins, como a Capim Elephante a Caphm Inperial
tambom conatituem exoellentee pastos ou forragem para o inverno,
poredm produoem muito manor numero de kilos de carbohydratoB
para cada dia de trabalho gasto na sua produegao, do quo a canna
cavallo.

2). Devem ser Rejeitas as Vaccas pouca ProductAraa.
Geralmente em Minas, julga-se que as boas vaocas haiteiras sao
as que se conservan muito lisas, muito bonitas, corn abundancia
de gordura. Havera pouco progress neste sentido atd que oa
administradores das empresas aprendam que pe ar o leite de todas
as vacoas todas od dias constitue unico padrao seguro para o
sou julgamento, pois de outro modo, os rebnnBos constantemente
degenerario, ficanbd as vaccas mais botnias, que se conservam
gordas a quo am regra produzem menos lete.

3). Rag s. Sem duvida, sob as condiqSea actuaea, a
gado Hollandes constitute a rag mais economic para a produagao
de leite em Minae* As vaoans desta raga tem os Mifores premios
do murdf para producago de lette a material oorda'. Outras ragss
Europeas agradam mais A vista a os qqe as apregoam devem tambem
seP estimuladoe para que mslhorem seus rebanhos. Quando ur
fazendeiro Julgar qoe as suas sebuaa sio excellentes, tudo da
1he deve facilitar para sou melhoramento, poise algumas das
mestigaB sao excellentes leiteiras a podem suppwrtar bem as
condigoes adversas,

4)* Litteratura. Ha grande falta actualmente de
litteratura comprehensive ao alcance do agrioultor, quande
a producage de leite. 0 modo mais economic e mala rapid
de resultados certoe, para melhorar rapidamente a industrial





-62-


de lacticinios em ainas, seria de realizar propaganda, por
meio de litteratura, muito bem distribuida em todo Estado,

0 mercado para leite 6 quasi sem limited, especialmente durante
a 4poca do inverno.

Devemn er preparadoe a distribuidos folhetos tratando
de cada um dos referidos pontos, e enviados a todos os productores
de leite dentro do Estado, sejam ou nao analphabetos, pois

todos lucrario com as gravuras, quando apropriadas ao assumpto,
Estes folhetos devem ser revistos annualmente ou biannualmente.

)Anrimaea de duro Sangue e o Herd-book. A introduceao

de animaes de puro sangue deve ser continuada, a melhorada pela
organizagao dum "herd-book" sendo um para cada raga important,

bio se esqueecendo doe aebs,. 0 Exmr Snr. Secretario deveria
fomentar o inicio e o desenvolviinento deste registry doe animaea
importados e dos nascidos no pain que merecerem esta distincgao,

0 pois sem o registry official, dentro de uns quinse ou vinte annos,
a linhagem dos animals mineiros aerA tao incerta e tio frequen-

temente falsificada pelos criadores sem escrupulo, que os animaes
terao valor muito reduzido, comparado omn o que teriam se iden-
tificadoe por um registro verdadeiro digno de conflanga.






*63.


AVES E OVOS. A export" dode aves e ovoe em 1928
(Ver o quadro em pagina 32), rendeu ao Estado de Minas sete mil
noveaentoA e dois contos de rein, aleangando assim mator valor
do quo a de suinoa, incluindo banha o toucinhor Porm a exports
qao de avee e oves devia ter md uma renda de pL& menoa cinooentG
1i caontos, potl, Rio 6 o meroado principal para a Zona da Matta,
e frequentemente quando on ovoe aqui custao mil quinhentos a
dual, noo R oustam quatro atd cinoo mil reis a dusia. Os frangos
em Vigoaa sao vendidoe geralmente por dois mil reie, emquanto que
no Rio aloanqam pelo menoe quatro atA quatro quinhentoso A per-
oentagem de cem ate dusentos per cento cobrado poloa servigos doe
intermediarloe e transport 4 exaggerada, send do admirar quo
oa Mineiros deses modo explorados continue esta exportagio. Si
o dinheiro ganho per esta industrial em 1928 tiveese side o dobro,
elles teriam t1do muito mais ambigio para criar masl aves, tor-
nandoa-e notavel a augnento e milhoramento de tao until industrial.
Geralnente as aves e avos porvIm de pequenos estabe-
leeimentoe agricolam, attios faendinhas. Os criadores de
aves de raga ajudam ao Estado, fornecendo aoS primneros, aves
de mihor sangue para criagio. Geralmente os que ae dedieam
A criagio do aves de raga aio bone negoaantes e pessoas de algua
recurso, que podem se manter facilmente, g anhdo certoa direitoa
e privilegiosa leto nAo Inppde quo a governor os ampare, poit
indirectamente, prestam bone servigos ao istado, embora nio
seja elles os produotorea da maioria da aves a ovos destinados
a exportagi. Sao as milhares de pqquenos agricultorea nease
particular, contribuindo oom seu trabalho diariao para o
consideravel augnento da riquesa do Estado, e que especialmente
neceseitam e merecem o culdado e amparo da Secretaria da
Agriculture.

Itena Sugeridoe para Melhoranmntoa. 1), Explorag&o
dos Agricultorea. Do exposto ac ma ficou bern clar que grande

parts do prego do venda dos product agricolas fica no belas






-64-

dos intermediarios e companhias de transport, Taee condig5es
t&m sido encontradas em outros paizes e resolJidos con bom exito.
0 modo pelo qual Minas poderi resolver esse problemma ainda nio
se apresentou. Os intermediaries naa transaaoFes das necessi-
dades da vida sio tio bem organizados que serd nocessario um
esforgo collosal e Gurante ur period long para obrigal-os
a abandonar este moio facil de vida e de opulencia.
A Searetaria da Agricultura poderA poupar aos agri-
cultores milhares de contos de reis annualmente, comn o estabele-
cimento dum efficient serviqo de "Colkitas e yiercados" (Bureau
of Crops and IMarkets). Um representante da Secretaria, de alta
efficiencia e absolutamente serio, estudaria as condigees das
colheitas a dos mercados, e pela imprensa ou por correspondencia
official ou outros meiosa avisaria aos agricultores onde poderiam

vender seus products com maiores lucros. Estudaria as companhias
de intermediarios e aconselharia as de maior conveniencia, ensi-
naria aos agricultores novos methods para emballagem dos pwe-
ductos e sua conservaago. Em fim, como a Secietaria JA esat
so eaforgande no sentido de fornecer dementes e instrucq3ea para
as cultural, eate novo departamento aaonaelharia aos agricultors
sobre a maneira maie rendosa de consignar suas colheitas. Por
exemplo, a homam que ten frangos para vender em Ponte Now pode
igualmente man al-os para o Rio ou para Bello Horizonte, A'
agencia da Secretaria caber& &nformar em que mercado elle poderia
vender corn mai proveito.

2). Litteratura. Tres folhetos ttatando de varicw
assumptoo de avicultura distribuidos entire os aitiantes a pe-
quenos agricultores teriam resultados extraordinarios. Cada
fogheto deveria tratar do seguintes i). Ragas do aves e os fins

para quaes se prestem, ii). ballinheiras simples a methods de
chocar artificialmente nas fazendas. iii). Alimentagio, pro*

duoego de alimentosa pastes economics*





-68-

SUINOS E SEUS PRODUCTS. Conforms o quadro de
exportagao de Minas (Ver pagina 32), a venda de suinos com os
subproductos de banha a toucinho chegou ao vaLor de quartorse
mil trezentos e trinta 0 quatro contos de reis, no anno de 1928,.
Provavelmente o ponto mais fraco em suinocultura se
localiza exactamente nas fazendas. No primeiro logar, a grande
maioria dos poroos 4 muito rustic, resistente As molestias, pra-
gas a condigSes adversas, sendo ao meemo tempo de crescimento
vagaroso, consumindo grande quantidade de alimento por um deter-
minado augmento dm peso* Sob as condioees geraes nas fazendae,
o agricultor tem pouco ou nenhum idea da quantidade de alimento
gasto com seus porcos, nea do valow desse alimento si vendido
na forma de mandioca, milho, etc. As condigoes de criagao sao
tio rudes a inefficazes quoe 6 ptr sorte escapa uma porcentagem
consideravel dos leitoes para chegaram a edade da ceva.
Em today suinocultura nao ha outro ponto tio important

como 0 de saneamente ou hygiene nas fazendas. Atguma attengao,
embora nao sufficient tem havido para a batadeira. As informa-
o9es geralmente publicadas eao quasi sempre mal entendidoo peloa
agricultores sendo necessario um veterinaria para reconhecer a
molestia. Vermes parasitariom, que conforme indicagoes, causam
maiores prejuizos, a eao de control mais difficil do qua a bata-
deira, alo muito imperfeitamente estudados. Algumas pesquisas de
Salt valor tern eldo realizadas, merecendo, entretanto, o aseumpto

muito mals attengeo.
As medidas de hygiene dos animals domestioos nas fazendas
devem mer estudadas, formulando-se regras simples para a sua
realizagio, para depois serem divulgadas entire todos os agricul-
tores do Estado. E' muito mais simple e eficiente conservar
os porcoe em boa saude do que cural-os depois de doentes. De
fact, porcos doentes quasi sempre nao trn valor, ou servem muitas
vezes apenas para contaminar individuals ados, assim como oe
pastes e pooilgas.






-66.


Em amportanola seoundaria penas da madidas aAnitarlae,
4 o culdado dae poreaa prenhas, antes e durante a parigao
durante as primeiras sets semanas depots. Um poucO male do
cuidado eom as poreas durante esta dpooa duplicarida a numero
total de poroos no stado,
A introducaao de reproductores de puro eangue, tao
bem iniaiada, redusirA oonslderavelmente a edade necesaria para
que os capados estejam em condig'es de venda, e send aseim,
produsirA mai care com a mesma quantidade do alimento. Na
sEcola temoc tido constantemente muitos pedidos para cada repro-
duator novo destinado A venda.

Itena para p Melhoramento. 3). Litteratura. Pre-
parar immneiaamente folhetos, em linguagem so aloance do
agrciultor, versando sobre on eeguintes pontoo, 1). Saneamento
das pooilgaag Ii), Bateaoira; ii),# Vermes, prevengAco tratament
2). A Searetaria deverd ampliar oa servigos Ge pesqui-
zas que estZo sendo realizadas sobre as molestiau e pragas doe
poros*
3), Dever& fomentar a formaalo dum regiOtro official
para os animaes de pure sangue.
4). Dever augmentar o numero de animsaee de puro
sangue para que todoa o agricultores posaem obtal-oe facil-
mente at asilm deoejarem.






*67-
CAVALLARES, MUARES, OUVINOS, I CAPRINOS* Existem muitos
outros animals quo merecem oonsideragao nested trabalho, pordm,
impl caria no augmento do volume aldm do convenient. Gado bovine,
aves e poraos sao oa main importantes quanto a exportagao *. use
nas fazendas- Corn melhoramento do transport, does ercados *
deals vies de connunicagio, veremos que alguna destes productoa oI
do pouca importancia, virao a ser male importantes do que tns do
maior importance actualmente.

CAVALLARES, A oria9ao de animals de sella tem side
muito bem iniciada 4 merece multo mais attengao. Um registry offi-
cial dos pedigrees constitute, a meu vero a maior falta hoje em dia,
poia serviria de estimulo a lembraria aos fazendeiros a necessidade
do aperfeigoamento, firmando on padres de excellencla dos animals.

MUARES. IUma des grande necessidades da lavoura o) tem*
po presented 6 a de muares malores a male peoados, apropriadon pars
a tracqao de machine agricolas, send quasi imposaivel obtel-oa
por qualquer prego. Os pequenos burros de tropa foram excellentee
no passado proximo, mae estao se tornado baratos, corn o melhora-
mento dae eatradas e introducgao do oaminho.
A Secretaria poderi cor muito proveita importer jumentom
de typo grandest para supprir esta grande falta doe agricultores.
Os criadores partioulares continue com os jumentos pequenos, pro-
vavelmente maie par costume do que por outra rasao, e sem consi-
darer qual o typo maei procurado a que aloanga maor progo. Aqui
na Esoola temos feito tudo 0 possivel para obtermoe muarea de
bon tamanho, eem exit. Temos ainda de aujoetar-nos so uao de
animasm ecn, provavelmente, metade to peeo que deviam ter, o que
redus de grande percentage a officiencia das machines agricolas.
Indubitavelmente isto constitute uma das maiores rasBee pela qual
as machine agricolas estio send aceitas vagarosamente na lavoura
A Secretaria podero com muito proveito para o Estado,
ir aldm do paaso que indiquet, do importar jumentos grande.
Podera obter numero consideravel de eguaa maiorea do quo a media,

que eando crusades corm o jumentos grande, formaria, corn rapidesu





-68-
us nualeo do produagao de mares apropriaedoe traocgo de machines
agricolase 0 trabalho human, con o typo de muarea que temoe de
usar presentemente, riao pode ter efficiontia de main de 50
poroento.
OUVIN.S, A criaq~o de oarneiroe, conform o cenao de
1928, regular male ou menos coma a da orlagao de muares. 0 mlior
obstaculo na sua extenaeo 6 represontado pelos caes moo eelvagennu
que correm sem restricgao pelos campos. Ha forte sentiment huma-
nitario entire a povo contra a matanga de aoea imprestavoiea oa
quaes, geralmente famintoo, revertem aoe asus instinatoo primati-
yvs 4 matam ou por feme .ou simpleamente por prasner Uoa taxa
estadoal, provavalmante prestaria algun auxilio neste sentldo,
pord4, nunca de modo radical. Emquanto nio houver control doe
caea, a riagao de carnmeron sera impossivel em escala rendosao

CAR INOS. gstes as enoontram em todqs as parties do
Estado, sendo a sou numero total approximadomente metade do ou*
mero de asinosa a muares. Eles augmentam consideravelmente a
saude e muotento das criangas da classes pobre. Conatituem a
vensn, at quasi uma praga nas aidadeo menores. Sua care 6
nutritiva # de bor sabor quando bem proparada. Mereae esta cria.
gao mai attengao por part do governor do Estado.

Itene Suggeridos para a Melhoramento. 1), Litteratura.
Folhetos resumidoe e multo pratiose devem ser publicados tAO cedo
quanto poasovel, vereando osbre varies assumptoo do peouaria, entire
0e quaes doetacaum.e os seguinteas 1), Folhetpo sobre cavallos
con illustraqgem dos various typos de cavallo de sella a de tiro,
* tU ufj para sua oriag&o e allmentago. ii)i Folhetos
sobre muarea, que doepertario muito enthusiasmo pars a producglo
do anmaea de tiro apropriadoe A lavoura mechanic, pols a suu
falta prejudioa muito a desenvolvimento da agriculture. i11). 0
foihoto sobre caprinon dave tratar, muito claramente, da seleoogo
dae raqas leitairas e suas necessidades conm relaglo a pastooe
forragens.





-69-


PART IV, LITTERATURA, ECONOMIA, E ORGANIZAQAO.

A. Litteratura Agricola.
As publicag6es feitas pola Secretaria tim sido excel-

lentes e na maioria muito bem feitas. 0 volume luxuoso "Minas o o
Bicentennario do Cafeeiro no Brasil" 6 obra esplendida que devia
ser encontrada em todas as bibliotheas doe productores de cafr
oapazes de aproveital-a.
Em 1918 publilou-se nova edigao de "0 Consultor Agricola"
e em 1919 "Agricultura e Pecuaria", Estes dole volumes contem
muitas informagxis uteis aos agricultores. Sua distribuigio foi
muito limitada, sebdo hoe difficil de obtel-os. Al&m lisso, os
volumes contem informaSes sobre muitoa assumptos, de modo que
seria difficil para um agricultor de instrucao media achar rapi-
damente a part de maior interesse. Partes destas obras devem
ser reeditadas, en forma d folhetos e laragmente divulgadas.
0 Bolttim de Agricultura, Zootechnia e Veterinaria,

publicado sob a orientaago do Exmn Snr, Secretarlo 4 excellent,
tendo sido muito appreciado pelos fazendeiros, e peloa alumnos
mais adiantados aqui na Escola. Tambem am estabelecimentos de
ensino agricola em outros paise tern causado boa impression. A
edigao 6 reduzida demaie, sendo o pequeno numero concedido A
Escola insufficient para supprir o a o que poderiamos fazer
corn muito proveito para a agriculture do Estado. Um dos melhores
estabelecimentos de pesquizas agricolas, num Estado visinho, nio
possue oolecoFo a nem podiamos, eem muito difficuldade, aqui na
Escola fornecor uma collecQao complete.
Escrever um bom folheto para os agricultores 6 uma
arts que se pode adquirir apenas pala pratica. Raramente podera
um actor litterarlo confeocionar um bom artigo ou folheto lMAAMM
agricola. Nem pode o escriptor scientific fazel-o, poise include
palavras e phrases technical, quadros de dados, e outras materials
que o agricultor no comprehend e que o desenimam na continuago

da leitura.






-70-
Minas terA de crear uma classes do autoree agricolas,
sendo necessario muito tempo para isso, a muita pacienoia por
part dos funacionarioa do governo e dos agricultores* 0 fame-
ndeiro geralmente no aprecia, sm artigos agrioolaeo a linguagom
complex, arguiges extensivas de logical, dados historicos e die-
ousooe longas. Todas estates typos de litteratura tam o sou logar,
mas a litteratura agricola constitute outro typo, bom pouco conhe-
cida actualmente no Brasil.
0 estylo deve aer muito claro ea linguagem muito
aimples son artigos a folhetos, send as phrases conaisas a
succintaa, er se affirmagoes exggeradas, Ae illustragoes deves
eervir para esclarecor o text a nao para embellesal-o. Ao agri-
cultor nao aprovelta, geralmenteg saber quantos kilos de cafr 0
Estado exportou em 1928, lsso interessa ao economieta. A agri-
cultor deeeea saber como poderA produsir mell or cafe, com monoa
trabalho human a com maior rendimento.
A exeouglo, papel, e trabalho doe folhetoe dove ser o
melhor poesivelo poise esta littoratura conatitue as publicaoes
mals importantes da :ecretaria # merecem ear multo bem feitase

(Nota, Tendo reconheoldo a imnenso valor economies
para a agriculture do Estado, que toria a formaalo
tio rapid quanto possivel dum grupo do auotores agri.
colas cor conheolmentoe basicos doe metbodas modernoa,
incluiu-se a cade ra de litteratura agricoola portuguesa
na liata de cadeiras fundacentaes para a instruagao na
entenderem
E. S. A. V, Certamento por nao endwuep os dirigentes
do governor sua grande importancia, foi abolida esta
oadeira, cuja flta a lmentavel.)






-71-


B, Economia Agricola

Econamua Ag.icola Eaenogial. Os estadiatas de Minas tem
sido, fallando de um modo geral, tao habei e ta o esforgados polo
bem do Estado como os que se poderiam encontrar em qualquer logar.
Os erros graves temr sido commettidos par falta do conhecimento s
comprehensio. Taxas directas a indirectas tzm sido *apoatas sobre
os products agricolas, pois a agriculture tern sido a unica indus-
tria capas de austental-as. Porn, os imapostos tea se elevados
a tal ponto que o prego dos alimentos ordinarios 6 mis alta no
Rio do que nas capitals Europeas e da Norte America. Ninguem
sabe exactamente quanto custa para produzir e entregar so con-
sumidor qualquer artigo de alimento ou outra necessidade. Sabemos
apenas o quanto foi exportado a quanto rendeu ease exportagio.
Estadoal
o Servigo de EstatisticdiemTiito excellent trabalho initial,
merecendo todo apoio e auxlio do Governo.
0 estadista escrupuloso tem muita difflculdade am
obter informnagea inteiramente insuspeitas ou por razees poli-
ticas ou por barriamo loaal. Elle realize o que -fr possivel,
e as a que elle fas esta errado mais veaes do que estA certot
6 devido, emm duvida, AS difficuldades enormes encontrada)9. A
historia daO eaoonomit ns republican mootra que 4 raro nos seus
inicios, estabelecerem-se leti ajuisadas quanto so ponto do vista
de economic agricola estadoal. Faltam ao Congreaso Oa dadoas
informagoes necessarios para formular leis efficientes para a
n am orament da agriculture, polls nao tern informag;oe scienti-
ficae praticas, seguras e lives do suspeitas.
0 depaetamento de economic agrioola devia ter aido
um dos primeiros a ser stabeleoidos na Secretaria da Agricultural
pordm, em governor populares main frequentemente 'Md da-se o
pass mais important 06 depots de ter dado muitoa inadequadoos
Na America do Norte um bom economista agricola tern tanto valor
para os emprehendimentos particulares que difficilmente so governor
ou a uma Eocola Agricola 4 contractor bsea servigos. Quasi

tode as Escolas Agricolas Superiorea nos E. U. N. A. tan ur






*72-


on mais econamietas agricolas no oeu Corpo Dooente. (Em
virtude da organizagao de cada estado dequelle pais, nao 6
convenient aos governor estadoaes contractor directamente
economists, restando a recuros de aproveitar os servigoe din
quo funocionam nae Escolas Agricolasr Superioree.)

Itene Suggeridos para Melhoranentoo. 0 Governo actual
provavelmento nio poder fazer mai neste sentido & nao ser
facilitar para o Secretarlo future a admisaeo de um economist
agricola na Secretaria ou na A. V* Eate funccionario
teria immenso valor para o desenvolvimento efficient da agri-
cultura estadoal. E urm departamento relativamente despeniioso
no inicio, por empregar urn professional de valor e exigir tambem
do Congresso a votaa$o de ura verba para organiagao do res-
pectivo gabinete, nomeaaao de auxiliares e outras deepeza a em
as quaes a seu trabalho seria quasi nulle.






*73-
mprehendm!nos Economlos a Mo-Eaonom~aQoi Eatadons.
Durante as ultimas deeadas o Estado de Minas tsrn s achado num
estado de depressao economic, devidol em grande part, a modi-
ficaqFo radical em sue situagao sociologico, produzido pela
aboligao de eacravatura ha quarenta annos. 0 obstaculo mais
eerie, porde, no eeu desenvolvimento economic, tern ido sou
voluntario isolamento. Isso tem retardado muito a introducaio
de methods modernos de agriculture, o meeamo a dando em todos
os paizes que ao adoptaram methods novos, melhor utilizadal
por seus competitorea. Alguns doe emprehendimentos feitos, de
ves an quando, pelo governor do 1;stado, para malhorar tal oon-
digio, produsiram resultadd8 apreciaveis, outroe entretanto,
ten fracasaado por falta d direcgao competent ou sufficient
apoio finanadncDD
A exportaqo do Estado tern augmentado notavelmenteo
porim, ninguem pode dizer quaea os products exportadoe com
lucro para o Estado, quake corn prejuiso. Os jurors muito
elevadoe a que o fazendeiro estA sujeito pelos imprestimos
conatituem indicagao innegavel de que a agriculture 4 consider-
ada omao send Umi industria de resultado duvidoso. A depressao
financeira do Estado estA indicada pelo facto dos seus titulos
seram vendidos cor depreciages # quer no pals quer no estranjeiroi
Gasta-se muito dinheiro com as artea, litteratura,
architectural e architeetura paisagista, que constituem necessi-
dadea duma oivilizagao modern. A capital magnifica d Estado
de Minas agrada a todos quo a visitam, sendo expression digna da
alta culture a a classes domlnante* No se devia ter gasto um
conto menos na Oua oonstrucglo. Como JA disaemos, entretanto,
a agriculture, que fornece 91 % da exportao o Mina, mnal
oomportava esta despesa. Ainda hoje as industrial manufactug
reiras nao podem manter-se sem oa impostos proteocionistas, texas
que sao pagas finalmente pelos consumidorea.
Conforms noticia bum exemplar do "Mlnas Geraes" o

Estado emprehendeu a fundagio duma grande Univereidada





-74-

estadoal, constituindo ismo um projedto altamente louvavel,
pole durante muitoo annos o Eatado nocessitou de uma boa
Universidade.
Uma decade paseada, os estadistas sabios de Minas
Geraes deram os passed iniclas para o estabelecimento duma
Eacola Superior ~g Agricultura. Eate estabelecimento tern eid
inlaiado, faltando-lhe ninda muite para a relative perfeigil.
Sendo convenientemente dirigido e devidamente cuateado, virM
a constituir o project agrlcola male rendoso jamals previsto
pelo Eatado. For motivo de diverse ras5oea seu prdogreseo
tem sido relativamente lento ( maia rapid, pordma do que
o de estabelecimentoo oongeneres nos Estados Unidos, ha seesenta
annos pasuadoe.) 0 obstaculo principal que impede seu desenvol-
vimento rapid tem aido o do pQgamento reduzido e a incertesa
monetaria. Em 1929 Minas gaatou approximadamente 80 gaj "Per
capital" para a instrucgao agricola superior, muitoS mog10o
liineiros gastam mais do que iso d nte corn cigarros
Comparando a fundagfo da Universidade Mineira cor a
da 2. L A, V., vemos que eeta term tido progress lento, por4m,
a custa de dinheiros posesudos pelo Estado, emquanto, conform
diaem, aquella sera construida par melo de pjPth4cas sobre a
renda future, iato 4, por meio de titulos. Provavelmente o
mesmo podia ter sido conseguido para a Escola Superior de Agri-
cultural caeo tivesee havido grande esforga neeto sentido, pole
a maitria doe Congressistas Mineiros representam districtoa
principalmente interessados no melhoramento da agricultural
0 Estado de odo Paulo, conforms informagesa recebidas
verbalmente (pordm de fonzt autorizada), gastar-se-A, no anno
corrente, coam on aabat tree estabeleoimentos principles que
mantem para 1 melhoramenA'U aas ou menos onse mil contose assim
distribuidoss (Intituto Agronoico era Campinas, trees mil contos
Eacola Agrioola "Luis de 'uflAaso", quatro mil conrtosl a nstituto
BiologicoO outros quatro mil contosa Aldm deasee estabeleci*
entos, existem outros que recebem subvenogea estadoaes.

0 Estado da Florida (E, U. NQ A.) gasta regularmente,







-76-

todos s annoes para s un iscola Superior de Agricultura, appro-
ximadamente des vezes a quantia "per capital" que gastou Minas no
iano passado. Tern una quinta part da area de Minase uma satima

parts da populagio, sendo o valor total da sua exportagao muitas
veeae o da exportagao de Minas e o valor da sua producaio por
hectare mai olevado do que do qualquer outro estado Norte Amer-
icanow Seu adiantamente agricola 64 em grande parties devido a
ter sido fundado ha mais de cincoenta annos passados, uma
excellent Facola superior de Agricultura.







C. Organisagao.


Usa reorganizaao geral na Secretaria de Agricultura
augmentaria muito a efficiencia dos eatabelecimentos que lhe sio
oubordinados. E* experiencia geral na America do Norte qpe oa
departamentos governamentaes, polos nethodos a praticos usuass de
seus auxiliaries de gabinete sio muito manos efficientes do que oa
de emprehendimentos particulares. Isao 4 notavel em repartigoes
agrAcolan Oujos chofe mudas corn oa govemnos. 0 incumbido occupa
quasi metade do tempo em aprender os methodoe a detalhoe de seu
novo cargo, e depois disso o tempo flea demasiadamente curto para
iniciar reforms. Dease modo o novo funcoionario a obrigado a
utilizar detalhes quo foram uteis ou necessario ha vinte annos
e que hoje constituem simples praxe, ao alcance dum subalterno.
Em Minas as condioes sao semelhantem, pois o/013tid Secretario
vive preoccupado can detalhes e methods muito uteis ha vinte
annos, mae que hoje as tornam de pouca efficiencia. Felismane
o governor de Minas altamente centralizado, de modo que o8
funccionarios de cathegoria mais elevada nao sao tio attingidoa
por leis federaes estadoaes como acontece nos le, U. N, A*
A evolugao da agriculture em Minas tem sido tao rapid
que muitos dos problemmas de importancia de ha des annos, actual-
mente merecem pouca attnegio. Igualmente alguns dos problemmas
hoje de summa importanola, daqui a mais des annos serao inteira-
mente absoletoe. Por exemplo, a propagagao a disseminagao de
canna de assucar tolerant ao mosaico devera ser ultimada em
poucos annoa.
0 augmento a variaggo dos products agricolas exigs
reforms radicaes nos meios de transported. 0 Secretario de Agri-
cultura necessita dos dados e qua~dos de economic agricola para
que elle possa luotar a favor dos direitoa dos agricultorea, de
quem 4 representante director perante o governor do estado.





-77a


Ur Contraste. Na America do Norte, as diffiouldades
encontradas pelos Secretqrios dA Agricultutfa .Estadoa sao ben
patented. Os aeus methods de gabinete, qfchivamento, etc.,
sao antiquados, soffrendo um atraao de des at6 vints annos em
relagao aos methods rais efficientes, sendo eete mal devido
principalmente 4 rotina e detalhes insignificantes exigidos pelos
chefes dos governor, muitos dos quaes podiam ser abolides pelos
Congressos e muitos dos outros confiados aos auxiliares, con
immenso proveito para o Estado. As Esolaa AMricolas SpuDriorea
ao oontrario :aendo governados por commdisies de cidadoes bem
instruidos e con ideas modernos, eatao relativalentQ lives dos
impedimentos de "red tape" (pequenos regulamentos governamentaes)
sendo que sua efficiencia 4 hoje reconhecidamente a mais perfeita
dos estabelecimentos de ensino. Os programs de estudo # cursos
ako reformados e modificadao de anno para wano, de accord coan
as necessidades estadoaes. Cursoos a methodos menos mod.rnos alo
abandonados ou subatituidos por outros 'mas uatis e mais
efficientes.





-78-


CONCLUS 0 E

I. Deducoes Relevantes.

Eate relatorio foi organizado escripto num ambient
agricola quiet. Foram aqui incluldos os eatudos de male de oIto
annos do povo Brasileiro, a eupecialmente do Mineiro a das condl-
goes desta Estado. Nao tive em mira lisonjear ou diminuir mae
apenas apresentar, confonne penso, critics constructivase Trinta
annos de experiencia na America do Norte, passados durante o pro-
gresso agricola mnai maravilhoso jamais visto no mundo, aerviram
me para poder avaliar (a, b, c) as necessidades, bem como as
aC Ver, oin Exanpioi Atmador, agina 7.
b), Ver, Mineiros Brilhantes nao Faltam p.8
a). Ver, CiviligaaSAo a Progreaso, p. 11,
opportunidades incomparaveis de Minas Geraes, hoje em dia.
S' de samma importancia ao estadista dedicado de Minaa
conhocer os pasnos dadon pelos outros paijes em prol da evoluQao
que os estadistas hoje coligam para o aeu grandiose Estado. Com-
prehendendo plenamente a evolugao por que tern passado (d)
d) Ver, Evolucio do Ciliacio Actua 126
ontendendo completaiente seu progress actual, oa estadistas de
hoje aerao muito mais capazes eestarAo mals habiltados para
formula medidas leaes que colloquem rapidamente, num pals agri-
cola e industrial, seu estado amado na vanguard dos demais.

1). MAneiro t ConsHervado. Para faser critics a
constructlvaas reoommendag5es razoaveis quanto ao melhoramento
da agriculture do Estado de Minas, 6 necessario que so tenha
conheoimentoo da hist~la do povo (e), da evolugo de sua ordem
social (f); da capacidade do Congreaso e al4o das finangas esta*
domes
*). Ver, Evoluga o a Civilizag o Aotual, pa 1-26.
f). Ver, lDeAperico de aforo umno, p. 12.
0 Mineiro geralmente d muito conservador, atd timido,
nao send muito aapas de matter-se repentinamente an grande
melhoramentos ou am reformas economics. Tendo aido oriado sob





-79-


un governor altamente centralizado9 sua capacidade do empbahar
esaa atrophiada, (g, h, i). ille applaudle quando o governor gata
g Ver, Civilizagao e Progreeso, p. 11.
h). Ver, A Causa Fundiamental desta reficiencia, p. 17.
1). Ver, 0 System Fundam ntal Erada, p. 18,_
dinheiro para ostentagao, e estA muito satiafeito quando o seu
municipio realize banquets luxuoaos, embora nao cuide devidamente
das ruas, sargetas, ou fornecimento de agua, ~1lle queixa-es do
gtverno pelas demoras em reali ar melhoramentos, mas nunca pro-
testa peasoalmente perante a respective Cawara Municipal. E11e
nao comprehend ainda quae co o estabelecimento da republican,
paneou-se do governor ao individuo, a ultima responsabilidade.
Ten havido no Brasil ura evoluglo notavel na direagao duma civi-
lizacao melhor, constituindo essa una forma de progress multo
mais desejavel a estavel do quo a oriunda por uma revolugio, como
se observe pelos aconteclmentos verificados I a Russ4eMexico
Franga.
Nao 4 provavel que as condigoea financeiras do Thesouro
Estadoal melhorem muito durante os quatro annos vindouroe am rela-
gao do estado em que estiverem durante os quatro annoe passados.
Cor a diminuiiao no prego do product principal de exportag o,
o cafd, 4 provavel que o Estado encontrard muito difficuldade ae
pagar promptamente suas obrigagoes, as mesmas encontradas am
outros tempos.

2), g Problegm 4a Alguns escriptoree,nao s6
Bbaeil2eiros como eotrinjeirosa imputaram A raga as difficuldades
financeiras eo grande atrazo na agriculturay(j)* Pordm, economic
J). Ver. Raca nao Constitue Obstaculo, p. 9.9v
agricola nao observa llmites de raga, poise C um principio de muito
maior generaliza&ao. Sob identical coniqes acociaes, political
* de instrucaio, as ragas da Europa e algumas outras soe o omportes
de maneira semelhante. Podemos omittir das noseas consideragoes a
questao de raga, ccmo sendo da pouca importanica na efficiencIa
economic final. Progress agricola semelhante ao realimade por

Java, peles Ilhas Philippinae, ou Cuba, (k) durante oe ultimos





-80-


annos, collocaria o Brasil sentre as nag5es agricolas mail impor-
tantee do mundo, dovendo tinas ser o estado mais important do
Brasil.

3). Immigracgo deve ser estimulada sob limited razoa-
total
veis. Os innigrantes aumnentam pouca a riquezarum iestado.
Provenientes na maioria de uma classes improvidente s pobre, de
poucas realizag5es nos seue proprioa paizes, nao 4 possival eaperar
auxilio util na solugio de problemmas soclaes economical de outro
pais, (1). A segunda geraga'o, tatretanto, fornece ao pais melho-
I)."V enr ,-a'n emp lo A n go on ico p ..., .
res cidad5es, que embora em nunero pequeno, auxiliam 0 progresso
dum estado on nago., A America do Norte, para assimilar am iua
civilizagao os immigrantes, tem sido obrigada a limiter o numero,
bem assim domo de escolher rigorosamente o melhor typo do ioni-
granto Europeo a admittir,
Dr, Oscar Schneider em "The Brasilian Cultura Hearth"
(University of California Publica$&ons in Geography, Vol.III1
1929, p. 190), disse, "A im:-igragao allema e italiana incremen-
taram consideravelmente a riqueza do .stado de Espirito Santo$
entretanto os imnigrantes, de classes sociaes baixas, nao
melhoraram as oondigoes sociaes do Estado, tendo degenerade gra-
dativanmente atd aoe habitos de seus predecessorss"
A inmigragao Japoneza pode, sem duvWda, augnentar a
riqueza geral do Brasil, entretanto, 4 duvidoso affirmar-ae qua
elle contribua ou poderA contribuir muito para o desen-:olvimento
sociologico do pain.
A vindo ao Brasil de muitos estaanjeiros com ensino
pratico habeis nas suas profissesa constitue hoje uma dam
maiores necessidades de todo o pais. De accord carn a experien-
cia peosoal e innumeras observagoes, posso dizer que estas es-
tranjeiros praticnmente deveriam merecer muito mais apole 0
multo mais auxillo do que recebem geralmente.





-81-
Em 1914 os Canadenses offereceram a todo maof formade
na Escola Superior de Agricultura do istado de Illinois (SE.U.NA.)
320 acres (maie ou menos 160 hectares) de terreno bom a maim uma
4A60s6AiW/ gratificaao de $1500.00 (approximadamente doze contos)
afim de attrahir para aquelle pais immigrants deatL classes.

4). Econamia ~ g Trbaljho Humano A riqueza basic de
Minas 4 conetituida por sua populagao relativamente grande. NFo
ha neste EstAdo outro desperdicio tio injustificavel oomo a de
esforgo human (m). Augmentar a efficiencia do trabalho de cada
dia na fazenda (n) ta asldo meu alvo durante eates novel annom (o)*
Am. Ver, Uesperdlo da iisforioHumano, 2e1S.
n). Ver, Im Exempl Concreto, p. 14.
_o), Ver, Semelhaca dos Mineiros e FlorideieS p. 9.
N&o pode ser corrigida essa condigi&o, entretanto, por um unico
golpe d mestre ou por um unico estabeleca enroi, aevendo oa Estado
perseguir pacientemente nas varias tentativas ja tao berm iniciadas,
(Por exemplo, o estabeleclmento da .. ., A. V,)
Sadde (p), a instrucaio (q) sao doia factor quo
devem ser muito accentuados. A roeponsabilluade individual (r)
deve ser inculcada sempre qua houver opportunidades.
p). Ver, Doenqas EvitWves iao s nti-'conomicas, p. 12.
q,. Ver, Analphabetismo e Progresso, p. 7.
r. Ver, A Causa Fundamental desta Deficiencia, p. 17.

5), A uma DeEprgsafo Eonomica geralmente accompanha
urma perturbagao political, send eaten fact notavel nao s6 nas
republican como tambe nea monarchias. Segue-ae oamih corrolario
que os detentores dos logare, politicos permittem frequentements
0 uso de iiethodos que reeonheoem serem antieconomicas, apenas
como media de expedient para manterem a political dominant.
A hietoria, oomd q que nos relata actualmente, de um
modo geral despresa as causas fundamentals economical, limitando-
se d delineagao dos resultados politicos. Raramente tom oa
historiadores habilidade de economists, fioando a relagao dos
f'actos economics fundamentaes enterrados nos arohivos d'uma
nagao, como aateria sem valor.






-82-
6). Experiencia em &aviliza~ o. As duas Americas apre-
sentam dole apreciaveis wnaios de civilizasro, o que hoje quer
dizer esonomia political. 0 Brasil iniciou-se n'rp governoIitra-


autocratico, e ten evoluido gradativamente p'ara ura forma de
governor representative e com alguma tendencia para a democratic.
Parece que a efficiencia individual, indicadcor ae acertado do
estado duma democracla, comega a melhorat,
A America do Norte, par escalas gradativas, tern passado
da phase do individualism (t) para urna phase de communlsmo e
asaim evoluldo para a mais alta tfficieneia individual jamais
havida (u). Esta alta efficiencia individual tern sido observado
i)* Ver, istratas Sociaes na America do korte, p. .
u). Ver, Machinas ATgricolas Augmentan Afficiencia p. .21.
na agriculture, podendo ser igualmente bem delinaAda nas outras
industri as
S~o dols typos de instrucgio qua visam a mesmo fim economicoo
isto 4, a officiencia do homeam a primeira 6 o typo da europa9
pelo qual Minas durante dois seculos tom se orientado. Consisted
eata forma em considerar on fuancionarioe mais elevados os unicos
arbitros de tudo quanto deve ser feito. Ati o ann he 1914
constituiu a Allemanha o melhor exemplo ao mais elevado expoente
deste principio, sendo provavelmente, hoje, a Italia seu n4aior
apostolo, constituindo este a typo monarchieo de penear e instruir.
Depois de 1920 muitas das nag5es Europeas, incluida a Allemanh,
modificaram radicalmente os seus Ideaesa
Em segundo logar, o typo de instrucgao Norte Americano
ensina que os funcoionarios de menores posigee, .bem assim os de
posigoes maia elevadas, so directamente responsaveis perante o
povo pelas suas acoes (com ezmepgao ea caso de guerra ) nio po-
dendo intervir o instruagao public e no que diz a respeito ao
comportamento de cada um a nao ser dentro dos limits da lei,
promulgada pelos representantes do povo. (E' assim que taos a
situaglo anomala do Presidente do Retado de Texas sendo demittido
por ter aceieto ura gratlficagao, e sentenoiado por um Juls






-83-


regional deets mesmo estado. sxcistem muitos outros exemplos de
penas several nfllnjidas aos funclconarios elevadoe por deares-
peato La leis.)

0 fundamento basaoo desta forma de governor consisted
am instruir educar os individuos e povo do tal mantra qua
so tornem economicamento independentan do governor. 0 fundamento
da outra forma consiste em instruil-as de tal mane ra j a se
tornarem, economicamente, doandenteaf do governor. Actualmente,
centre as ages civilisadas do mundo, o typo North Americano
esat se espalhando rapidamente, ne*iuanto qua o Europeo est6 em
decadencia. 0 primeiro teor ido considerado, em todo 0 mundo,
o typo economicamento masl perfeito.





-84-
II. Desenvolvimentos Desejados

7). Medidas Economiqas. E' possivel quo algumas dam
reconmendagsoo contidaa nested estudo sejam, considerando-se a
political actual, inopportunas, ou memo impracticaveis. Estes
reoommendagaesa entretanto, poderao ser resolvidas polo Governo
de Minas, devendo este ter sempre em mente a fact de quo a agri-
ciltura constitue a industrial male important a rendosa do..
Estado. saquecendo eate ponto, encontrarA o Estado sempre
difficuldades douradouras.
Por exemploa- A cidade de Bello Horizonte conetitue uma
capital modern e artistic capas de honrar qualquer nagio aul
americana. Economicamente aua construcaqo nao encontrou uma
plausivel justificativay ou em outran pblavras, ou sous funda-
dores nao concluiram a tarifa que Thee foi imposta pelaeiroum-
stanoias. Sendo a agriculture a industrial male important do
Eatado, quasi todo 0 ousto da fundagio de Bello Horizonte teve
de eer pago pelos impostor sobre os products das fasendae, sam
que fossem promulgadaa medida eam prol da lavoura. Hoje eetamos
pagando pela falta de visio dos estadistas daquella 4pooa, poia
eogottado a Thesouro Eatadoal, ficaran paralyaadas durante un
perioio consideravel, as medidae JA instituidas pra a melhora-
oento da agriculture, reinioiando-se muito maie tarde novas tenta-
tivas.
Si nau meama 6pooa, maia ou menos ha quarenta anno,
tivesae aido fundada uma Eacola Superior de Agricultura (v) moder-
v). Ver, Grande Reduc ao no Peasoal Agricola Sera
____ EconoaiC-o. p, 21.q
na e efficient, Minas hoje teria centennas as nio milherea de
formade e deemnas de milhareu de outroa con algum prepare nests
estabelecimento. Teria centenas de filhos oppazes de realizar
ease trabalho quo tio penoeamente hoje estamos realisando, e de
um mode muito main efficient do que d possivel as fazer.
Si a canna de assucar resistente ao moaaioo tivease aide
distribuida em larga eosala ha des annoa, e ai o Governo do Minas,





-86-

ha trinta annos, quando urma commissio realizou as pesquitaa sabre
a molestia que ameagava a cultural do cafC, tivesse tonado medi-
das energicas para corrigir esta difficuldade, o Estado hoje
seria immensamente ride.
0 que o Estado de Minas necessita njo 6 contribuir
menpe para o desenvolvimento da arte, litteratura e as sciencias,
e sim contribuir mals para a instruagao pratica. Do contrario
a Industrial mais important do Estado, a Agricultura, continuar&
em mau estado, (w).
w). Ver, Economia Agric6ola agia 71.

8). Sadde. Ma sadde e doengas evitaveis (x) consti-
x). Doengas Evitaveis Saao nti-Economicas, p. 12.
tuem provavelmente o maior obstaculo A efficiencia dos operariose
Dentre as classes sociaes mals elevadas, uma, a dos alumnos,
conform verificamos nesta Escola, mais de 90 %, o que 4 lamen-
tavel, deu prove da presenga do ankylostomia. Entre os trabalha-
dores a percentage 4, provavelmente, ainda mais elevada. A perda
total soffrida pelo Estado s6 em consequencias da ankylostomia
6 quasi incalculavel.
Todos em empregados da Secretaria devem receber mensal-
mante instrucg6es sobre hygiene e saneamento rural, Devem ser
wrdorosamente enthumiasmadoe pela pratica 9 promulgagao de hy-
giene rural, sempre que lhes for possivel. Todoe on represen-
tantes da Seoretaria qua via4am devem ter sufficientes conheot-
mentom praticos de hygiene rural para poder ensinar os agricul-
torea e trabalhadores que encontran, A cooperaao corn as auto-
ridades da sadde public que provavelmente poee ser feita facil-
mente, augmentaria muito a efficiencia do trabalho da Secretaria
da Agriculture, e maie do que isso, duplicaria a efficienoia dos
trabalhos de aaude public realisados nas sonas ruraess
Sem haver consideravel melhoramento na hygiene rural,

a produoqeo e efficiencia per capital, em Minaa, ficarA muite
abalxo da media verificada nos Estados visinhoa.





-86*

9). Intrucciia. O estadistas de hoje devem incentivar
muito maie liberalmente o ensino primario, eecundario a superior,
diepensande o maximao apenho na part paatica,(y). Em 1929 o
y)T Vr, Um iximple Anirmador, pga.. 7
grande Estado d Minas gastou, corn o ensino agricola superior,
ura media de 80 reia por pessoa. Maito male do que iteO devia
ter aido gasto 6 corn as publicagoea a folhetos pratione 0 gasto
faito pelo Estado crm o ensino agricola a o melhoramento da agri-
cultura, 4 apenas uma pequena fracq o do qua seria, case fosee
proportional A importancia desta industrial.
Os educadorea de Minas concordam com o principio
aoima citado, mas tern se intereesado tanto com detalhea theo-
ricca que perderam de viata a quest&o principal.
0 unico meio de iniciar a instrucgo agricola nas
eeoolas aseundarias am Minas 4 Juatamente o de comegar a enei-
nal-a. Con a cooperagqo da Secretaria de Agricultura, provavela
mente sera posaivel qua uma duaia de gymnaeios nas cidadea ruraes
posso iniciar o enaino agricola; a gymnaslo forneeendo o profes-
aor, a terreno e o apparelhamento, e o Estado pagando o rdenada
do professor, reservando-se o di t d eto o ficalisar a instruciao.
Isto no inicio, seria umr tanto imperfeito, porm, traria mara-
vilhosos resultados. Oe rapases que fizeseea eateo eursoe serial
alumnos excellentee para e Cureo Superior dba E S, A. V.

10), Uma ClaAe MaedA Iatrulgda OB males principaea
de que hoJe ae resente o Estado io existiriaia ou poderiam aer
remediados facilmente, si o Brasil tivease uma clasae media
muito numerous a ebe instruida na pratica da agriculture, (s).
za. Ver. Aspectos Soiaea Bconoma-~~n a. p 8.
No dilemma em que o Estado hoje es debate, pio ha outro caminhe
a nao ser o de collocar em posiges important (a) homes de
a), Ver. Sobroevivenia dos Inefficauesj p 13
insuffioiente prepare. Algwns deetes as tornario ompetentes
cac experienaia e tempo, mae o proceseo 4 muito deependiose ea

tempo e dinheiro. Nio ha meol de remover eeta difficuldade.






-87?


Para una solugio immediata, poder-se-ia offereoer melhorea
ordenados para o logaree, attrahindo asimn candidate mala
capases, (bj. No presented moments a scientist pratico 6 menoa
SY V er. Mie-lroea1 Wr hantes naF 1F-am-, p1e.
procurade am Minasa do que o scientist technico ou funccionario
de gabinete. Consideram-o sooialmente inferior aos qua exereem
outras proflasies, A E. ~, A. V., pelo eneino nos Curose Medioe
e Superiores, esta fazendo O poasivel, para que neese particular,
es preparam muitos homensa dapases do, futuramente, prestarem
servigoe valiosos ao kstado.

11). Economists Agriagl. E' com"matario triste p
facto do que o governor popular A sempre avesso ao aproveitamento
das experiencias do passado, (c). Os Brasileiros, anqueoendo-se
c), Ver. LegiaTlaco Contraproducente, p. 25.
das pesquisas scientificas, preunmiram que nenhuma outra nagao
poderia produsir a borracha, e aesim perderam, ha mais ou menos
vinte annos, a primasia sobre o roienet Depots dease factor.
o proprio Governo Inglena tentou p8r de lado o principle econo-
mico, seguindo-sa um panico no meroado de borracha que serviu
para incentivar a organizaPio do pomares de seringueiras na
Africa e Par&. 0 Japio, possuindh todas as florestas do camphora
do mundo, pelo eimples fact o ter augentado demsaiadamente o
imposto de exportagio de camphora, contribulu para que so eati-
mulaoaem pesquixas sobre sua fabriagio synthetic, ao ponto de
eer hoje, economicamento poesivel, tendo sido, tambema estabele-
oidos na Florida grande pomates deata arvore.
Ur economista agricola efficient poderia indicar as
defeitoe seonomicos existentes a proper lets (d) em que ea

d4rVeri Ecoiomia Agripola.. pagIna 71. ~_
suggerissem remedios contra oa cootumes de desperdigar que o
Estado herdou do passadoe






*88*


12). Organiaco. A evolutiga agricola am Minas, bem
assim como no rest do mundo tropical (e) ter eido tio rapid
6. Ver, Orgzpqaoigaca pgina 76;
que os projected do malor importancia de ha dez annoa sio
hoje obsoletos, ou de importancia seurndaria.
Parece difficil, ou talves fosse politicamente
Impracticavel, mas acredito que uma revision logical dos projectoa,
ben assim como uma moderniuzaao e reform geral ose trabalhos de
gabinete da Secretaria da Agricultura, contribuiriam immenta-
meant para a officiencia dos estabeleclmentos que The sio sub-
ordinados. Minas nao eotA sosinha neste particular, pois
nos E. U. N. A., ae Secretarisa de Agricultura estadoeaa, bor
cmno o Ministerio Federal, se acham por demais atrasad.Na em
relagio As companhia coimmerciaes particularea, quanto A effi-
ciencia e costumes economics.




:4 *'^'


W89-

III. SuggestoSe para Resultados .aImediatose

13) Litt~ratura Ajgricla. Artigo~ e folhotoo pratioos
sobre asaumptob agriaeis (f) constitute um n melo rapid 9 econo-
mice para o fm2horameoa da agriculture estadoal. Calculo que
T; Ver. tittei ra~~W AgriX ola. palri na69.

dos folhetos sobre assumptos do interesee geral, como por example,
a gallinocultura (g) a edigio iniclal deve ser de cincoenta mil
gj, Vexr, AVeB e Ovos. pagina 6,
exemplares, aorrespondenut -ete numero a um folheto para tree
estabeleatmentoa ruraea. Folhetoe sobre assumptos do interease
maia restrioto teriam edigio initial proporcionalmente manor.
Por meio dum adtreasographo, poderae-& eosoolher automatiaamente
os enderegos dos agricultoree interessados nos diversos assumptoa,
assim facilitando muito o trabalho de expedigio.
0 "Boletim de Agrioultura, Zootechnia e Veterinaria"
deveria ter divulgagao muito maior do que tem actualmentet
constituindo para a litteratura agricola estadoal ura contri*
buigio do muito valor, Em qualquer publioagio o primeiro milheire
4 a main dispendioso, Depoes diseo ou outros milhelros ficam
apenas no papel, trabalho de impresio a expedigiao Nao 4
economic am Minas, com conto 9 cincoenta mil estabeleatmentoa
ruraes, fazer com qua os auctoreo e editores se esforgam no
oumprimento do ever, para depois tirar uma edigio quo corrOes
ponte a manos de um exemplar para cada oem estabelecieontos ru-
raesa aconteoendo muitas vnese que o assumpto tratado corrlsponda
a uma experiencta pratica de mals de vinte annoa por part do
auntor. Os folhetos constituent molo muito barato a eefficiente
para divulgagio do informag5oe entire oa agricultoregs. No Brasil
em geral, a especialmenta em Mirnas nao se comprehend ainda
o enorae poder do adiantamente qu tern a litteratura agricalas





-90-

14). Ljavoura e~echanig vir a corrigir, em grand
part, o terrivel desperdlcio de eaforgo human que actual-
mente se verifica am Minns.
economioa
0 grao de efficiencia/duwa nagao ou de am desetado (h)
hT, Ver, Mach ina Agricolas Augnnc3noa p 1.
e aeu desenvolvimento cultural correspondem mais ou menoe ae
powder motris que se emprega "per capital Na America do Norte,
por exemplo, o trabalhador agricola 6 tao efficient qu alguns
dos paizes da Europa tm sido forgado8 a impor tarifas aduaxre-
raS elevadas para a protecgio das meemas industrial nos seus
paizes, premiando assim a inefficacia national. Na Australia,
Africa do -ul a na Argentina o trabalho tambem 6 efficient, con-
tribuindo paa o oprwespondente bareataranto da producgio. Si
a Allemanh i tivesse se esforgado para augmentar a efflciencia do
h 'omm na producgio do trigo, antes de augmentar a efficiencia
productive dp terrano, nio necessitarla de impostor para a pw-
teeago desta industrial.
Os resultados do trabalho realisada na No. A. V.
Indicam claramente que Minas tern abundancia de a rioultorefs
intelligence que adoptario. immediatamente a lavoura mechanioa
logo quo ae h es demonstre ear seu uso altamente eoonomico.
Todoe os funocionarios da Seoretaria da Agricultura
que dirigem directamente qualquer trabalho agricola devenm aser
uan ureo (1) Ad lavoura mechanicaa a E. S. A, V., a nao ser que
I). Ver. ReuniLeg Annuaep, Caoncluao NO 16. p. 91.

& conheoe esta arte. Todo o trabalho de enxada dove oar pro-
hibido nos estabelealmentes eubordinados a 3Secretaria da Agri-
cIutura, a nFo ser car uma licenga especial do Snr. Secretarjlo
Os estabeleeimontos estadoass devem sempre emprogar mothodos ur
pou~ o maia adiantados do qua on empregados pelos agricultorea, do-
vende estes serem instruidos polo exemplo, bem aessl pela palavra.
JIa tea feito o Estado, nesat particular un excellent comego, (J).

j1 Ver9 Urande ReduCgao no Poeaoal Agricola eer Economlco.
Vogaina a2_0


ii.





S81l

15). *e t 9ae dj Culturas, an Au rfoituye Ambulantu
effoisentem independente da denominago quo se lhes 4*f) cousatt
tuea on maea valiesae do todoa on instructors agrioelae, semnAd
ao memo tempe eo male difficeis do obter a mais diffieela de
dirigir quando empregados. Devido aom pequenos ordenadot, s6
6 possivel empregar reco -formados ou pessoas que por qualque
outra rauio tim pouca experience, do modo que suos servigSo
geralmente deixam muito a desejar. Umr agricultor ambulante
necesaita de experienoia pratica em todos oa ramos da vida agri-
cola, taes comas i). lavoura mechanic, para a demonstragio a
ensino do trabalho das machines agricolas simpleag 11)* agronomla,
par a fim do eacolha de sementes a prepare dos products parra o
mereadoe; iii). horticultural, para obtengo das melhores varie-
dades do legumes e hortaligas, methods de plantioc oultivo a
protecaRo samples contra insectos A prqgaas iv), veterinarian,
para reconhecr a tratar molestias mat simple a communa aSO
nimaes dameatieos, e para demonstrar o valor da hygiene rural.
Os successoa aloangados por algua debates agricultores
ambulantem quer sae am funcclonarioa do Governo Estadoal uon Bderal
mostram elaramonte a intelligence e faculdade que o Brasilero da
class media tern na acceitagio doe novos methodos na agroiultura

16). Reunijje Annuesa 0 Secretarle deveria dedicar
em Janeiro de oada anno ma semana complete & oonsideragis dos
problemmaa snai urgenteo da agricultural* etas rounioes serian
ueaistidoa por todos oa empregados da Secretaria qua trabalham
direetamente na agrinultura, assia com o e Director da Agricultura1
as empregados da Lndustria Pastoril, on Veterinarlm os Directores
doa Hortos Florestaeel Campos de oementese, Professora da E,
S. A. V. Ninguem poderia as ausentar sem previa licenga do
Seceetario, que em pesaoa presidaria Ba reuni5e. Serial pe-r
mittidoa apenas diseursao sobre a agricultura e do naturesa
prattoea Os leaders em agriaultura pratiea (Mno soientistas
altamente tochnioas) oeouparlam de 25 % at 850 S do empe,






*92-

sendo a rest dedicado A disoussio doe assumptos a problammas
de interesse immediato para a agriculture estadoal.
Estas rouni3ea seriam realiadas na E, S. A. V., onds
ha facilidados para a hospedagem, terrenos apropriados para de-
monstraqea e onde oa convidados es sentiriam livrea des distrac-
9ges a jaterferencias inevitaveis em Bello Horizonte ou outra
qualquer cidade grande. ieunires desta natureza teriam influ-
encia extraordinaria na agriculture estadoal. I'uitos erroe comamun
mente praticados por membros da organisagio actual serial corri-
gidosa Os membros menos progressistas se instruiriam a todos
ficariam satimuladoe para maiores actividades. Os de instrucg a
technical finrm a pratica, ae ornariam naturalmente oa instruetos
re a 9 leaders dos outroe, creando-se sor isso um "eapri de corps"
qua operaria milagre5 na agriculture estadoal.

17). Exposica a MStadBoaN a Resgionep. A ultima ExpKe
1sia o Estadoal de Animaes nao podia ter sido melhor. Outro certa*
mea devert inoluir vegetaes e seou produotos, pots a exportaia o
dos products deBat ramO pagou ao Estado em 1928, approximadamant
tree vYese a renda de animaes a soeu productoe. A instruegEo do
povo pela Exposigao augmentari muito de valor com a experiencla
panha na realisagio destes grande emprehendiAmntos.
As Exposig5ea Regionaes seo relativamente menos dispen-
dioaos na disseminagro da instruaio. agricola do que as grande
Exposigqe Sastadoase, oconatituam auxillares extraordinaries
no melhoramento doe products a eates enviados, Por iase, as
Exposigces Reglonaes devem mereaer todo apieo do governor esati
deal, can subveng8es, promosa tanto quanto possevel, coa a
presenga de funccionarios da Seoretaria.

s8)- D*i wgibuiCfa si Sea nf a rli4ants. TheoaricamntU
a vonda de sementes de variedades comaaun a mudas de plantas
pelo governed, 4 anti-economico, pola inhibe as partioulares,
de organiaaram empress e atrasa, em ultima analyse, O desenve'-
viaento economico do estadoe Pords, devemes lembrar qu,





-93-


presentemente 1))* os agricultores neceasstam muito de plantad e
aementeus e ii). quo tornm-ae quasi impossivel, aese A pesooaa
mais expedientes e ricaPa como aos proprios estabelecimentos de
Estado, obter mudas padres e somentes boas, limpas e aapazes
de germinarem, (k).
k3, V'r. AT oi taliOas ap LeguImA.s pgina M1.

0 Estado de Sio Paulo, para powder supprir es interea-
sados aom mudae de citrus de qualidades cowneroiaes, importou
da Espanha, milhBes de eementeo de laranja ameda, propria para
cavalloe, a JA tem enviveiradas e em ercellentel estadot centenas
de milhares de mudas prompts wra serem enxertad~ em um a doia
annos, A Argentina deu um pass ainda mals intelligent, impor-
tando dezents de milhare de mudaa, as quakes, JA plantadas em
pomarea, estio se desenvolvendo admiravalmente, adiantando assim
de doi ou tree annos a industria citricola, relativamente ao
Estado de Sio Paulo.
0 forneemento de mudas boas, a de qualidades de reeon-
hecido valor, bem assei come a compra e venda de sementea career
muito maia estudo e organisagao, para que se tenha muito male
euidado na obtengAo de qualidades superioren e apropriadaa, quo
seJam puras quanto a sua identidade a livree de molestias e in-
seetoo a Q om optimo powder germinativo.
A Introduazgo a disseminagio de canna de assucar
tolerant ao mosalao realisada pelo actual Secretarle conatitu
traba2ho de inetimavel valore devendo eer continuada eom
bastante esponho a capital intereaae, (1).
17 Wr Ttam."1. to e IGA-ite 8I.- pFS Z4

19). Cu<ru eg Ca~ HiateA. Existem maites cultures
poueo conheoldas ou inteiramente desconhecidas em Minas actual-
mente a capases do serem rendosa quit Taes cultures devea ser
estuaudae mluto cuidadoeamente antes de qualquer propaganda (m)
m). Ver, Process E onomicf pars a Introduae de
f_____Pl ataa NQVa pagOaS 264,







*94-
desenvolvimento. Geralmento taea enprehandlmentos partea
de un enthusiast que di espontaneaments muito tempo e trabalhe
a realisa grande part dam despeas1a cabendo ao estado ajudar,
desde que tenha posibilidades rasoaveoi de bom exitoe

A cultura de ohi (n), di tamaras (o), a de trige (p)
devem oer incluldae nesta cathegorla.
n). Vor, Cha, pagina 84.
o). Ver, Tamaras, pagina 54.
P). Vert Trim, pagina 85. ____._

20). Animaes Sg eu productoos Augmentar a riquesa
estadoal pelo melhoramento dos animaea e smeu products 6 mait
vagaroeo do que pelo melhoramento das oulturass pole para aug-
mentar o valor de um rebanho de bovinos, por exemplo, aso neces-
sarios muitos annos, entretanto, 6 poosivel melhoraf-se ais qua.
lidade am menos tempo pela allmentagio adequada. A produogih de
lette (q)9 pode eor aunmntada quasi immediatamente, e a 4poca
Q). Ver. Le-te a Lactiotloni. Iai na 60.
de laotagio muito prolongada pelo uso de canna cavalle como
forragea verde no flm da dpooa chuvosa, A produeago mlain
por vaeea pode aer augmntada pela oelminagl da pelores e
acqulsiq e ou oriagio de melhores.

A produaglo de suanose toucinho serd augnentade.
oma o melhoramento da eultura do ailho, (r).
r)a Vert, Saino e Sous Produ_ t9aM _~

A orlagib de gado cavalla, muar, caprine ousine
oic deve ser desourada pelo Esta O (s).
a). Ver. adQ Cavallar. Mars etc. ;anlna 67.

Deve haver intensa propaganda por todo a atado oe
prol do augaente a malhoramento d% gallinoeultura (t) Come
SVer. Ave._ e Ovo. pata i6,3
Ja disaeaos, o h criadoroe de aves de raga sao geralmente hboeam .

instrnuldo. oereeean por parts deo stabof apeo auwdtlo peol